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Flávio Dino acompanha o Caso Lula com interesse jurídico e foco político

 

Flávio Dino acompanha a situação de Lula da Silva com interesse jurídico e foco político
Flávio Dino acompanha a situação de Lula da Silva com interesse jurídico e foco político visando a corrida eleitoral

O governador Flávio Dino (PCdoB) acompanhou ontem com atenção redobrada o julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, dos recursos da defesa do ex-presidente Lula da Silva (PT) para que os dois pedidos de habeas corpus ali protocolados sejam julgados antes que o TRF da 4ª Região determinasse sua prisão após julgar, na próxima segunda-feira (26), os recursos que ali tramitam pedindo a revogação da pena de mais de 12 anos de reclusão à qual ele foi condenado sob a acusação de ter recebido o tal triplex de Guarujá como propina. O ex-juiz federal Flávio Dino se deteve sobre as controvérsias jurídicas que envolvem o caso, enquanto o político Flávio Dino focou sua expectativa nas decisões que a Corte tomou decidindo julgar os pedidos e suspendendo qualquer ordem de prisão contra o ex-presidente antes que o martelo sobre os habeas corpus seja batido.

É óbvio o interesse do governador no aspecto jurídico do Caso Lula, a começar pelo fato de que ele tem sido voz crítica contundente e frequente em relação ao tema. Mas sua atenção maior, no momento, está relacionada com o desfecho político desse processo. Isso porque a Nação vive os preparativos de largada de uma corrida presidencial de extrema importância para o seu futuro imediato. E a questão é saber se o ex-presidente poderá ou não candidato a presidente. Há uma clara tendência no sentido de que ele não será candidato, mas as pesquisas de opinião continuam apontando-o como fator decisivo na disputa pela Presidência da República. E isso significa dizer que sua posição em relação ao ex-presidente terá peso na avaliação do eleitorado.

O governador Flávio Dino tem uma posição confortável em relação à corrida presidencial. Ele construiu um cacife que não guarda qualquer dependência com candidatos a presidente. Seu partido, o PCdoB, já tem pré-candidato – a deputada gaúcha Manuela D`Àvila – e ele pode perfeitamente contabilizar como aliado o candidato pedetista Ciro Gomes, podendo até optar por uma aliança informal com o candidato do PSOL, Guilherme Boulos. Mas a verdade indiscutível é que na contabilidade da sua relação com o PT, o saldo lhe é ampla e visivelmente favorável, sendo o partido claramente “devedor”. O histórico recente mostra esse quadro com clareza solar.

O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a dura via crucis trilhada agora pelo ex-presidente Lula mostraram que a aliança do PT com o PMDB e o Grupo Sarney no Maranhão esgotou no limite das conveniências, enquanto a relação com Flávio Dino e o PCdoB, além das conveniências, é fortalecida pela proximidade programática e pelo viés ideológico. A identidade indiscutível possibilitaria a construção de uma parceria de total coerência na campanha com Lula da Silva correndo na direção do Palácio do Planalto e o governador Flávio Dino pela sua reeleição.

Nesse contexto, o caminho natural seria uma aliança Dino-Lula para as eleições, com peso de favoritos e, provavelmente, um desfecho indicado pelas pesquisas feitas até aqui. Com a experiência que acumulou como magistrado e político, expressada nas suas manifestações, o governador Flávio Dino foi avisado de que o ex-presidente acabaria fora da disputa. E diante dessa verdade antecipada, cuidou de intensificar as ações do seu Governo e de afinar cada vez mais a sua relação com o eleitorado maranhense, num processo tranquilo, cuidadoso e transparente, apesar das imensas dificuldades financeiras que enfrenta para fazer investimentos, manter a folha de pessoal rigorosamente em dia e bancar o funcionamento eficiente da máquina pública. Não cometeu o equívoco de “esperar Godot”.

Flávio Dino sabe que vai para a guerra eleitoral sem a presença física de Lula da Silva na sua campanha. Mas sabe também que fez por onde trilhar seu caminho com seus próprios pés, e com a certeza de que, mesmo atrás das grades, o ex-presidente soprará bons fluidos políticos na sua direção. E isso deve acontecer mesmo com alguns braços do PT tentando repetir o enlace com o Grupo Sarney, no jogo bruto da luta pelo poder.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Um batalhão de policiais se prepara para brigar por vagas na Assembleia Legislativa

Cabo Campos vai enfrentar um batalhão nas urnas
Cabo Campos vai enfrentar um batalhão nas urnas neste ano

Provavelmente embalados pelo sucesso do Cabo Campos nas eleições de 2014, quando ganhou, com a menor votação, uma cadeira na Assembleia Legislativa, pelo menos 15 policiais militares, da ativa e da reserva, estão se movimentando para se candidatar ao parlamento estatual e outubro. A corrida de membros da Polícia Militar, que envolve representantes de todas as patentes – de praça a coronel -, ficou mais visível nesta semana, quando o comandante da corporação, coronel Frederico Pereira, anunciou sua desincompatibilização para ser candidato a deputado estadual. Essas eleições atrairão o maior número de candidatos militares, devendo atrair também alguns integrantes da Polícia Civil, como agentes, comissários e delegados. Além do deputado Cabo Campos (DEM), a Assembleia Legislativa nos policiais nos seus quadros: o deputado César Pires (PEN), que é oficial da PM, Levi Pontes (PCdoB), que é oficial-médico da PM, e Júnior Verde, que é agente da Polícia Civil. De todos, somente Capo Campos chegou ao parlamento estadual como representante da categoria, na esteira de um movimento que resultou na greve da PM em 2012, do qual ele foi um dos mais destacados líderes. Só que, passados os primeiros momentos do mandato, durante os quais ocupava a tribuna para defender a PM de qualquer cobrança, censura ou crítica e martelava na defesa de direitos, pretensões e até sonhos de policiais militares, o deputado Cabo Campos experimentou as contradições de uma postura político quando ele se enquadrou como membro da base do Governo, posição que foi duramente criticado oor seguidores e adversários dentro da corporação. Cabo Campos não negou suas origens corporativas, mas logo entendeu que não iria muito longe se mantivesse uma ação monotemática e resolveu exercer seu mandato de maneira mais aberta. Vem pagando preço alto, que será majorado durante a campanha com o “batalhão” de candidatos polícia querendo sua vaga.

João Alberto está decidido a não participar das eleições como candidato

João Alberto: decidido a não participar das eleições como candidato
João Alberto: decidido a não participar das eleições deste ano como candidato

O senador João Alberto (MDB) praticamente bateu martelo confirmando sua decisão de não participar das eleições de outubro. Ele tem dito a interlocutores que não tem mais ânimo para encarar a rotina parlamentar de Brasília nem para continuar na ponte-aérea São Luís-Brasília-São Luís. Seu foco agora é mobilizar o MDB para a guerra eleitoral. Só admite pensar na possibilidade de entrar na corrida como candidato em circunstância muito especial. Pessoalmente, vai dedicar parte dos seus esforços políticos no apoio ao projeto de reeleição do deputado federal João Marcelo e do deputado estadual Roberto Costa, dois nomes destacados da corrente que lidera no Grupo Sarney. Além disso, avisa que não vai descansar enquanto não colocar ponto final na guerra judicial que mantém indefinido o resultado da eleição para a Prefeitura de Bacabal, independente de qual venha ser o desfecho.

São Luís, 23 de Março de 2018.

Juscelino Filho é confirmado no comando do DEM; decisão da cúpula inviabiliza projeto de José Reinaldo

Juscelino Filho, Rodrigo Maia, Rogério Cafeteira e ACM Neto: resolvida a situação do DEM no Maranhão
Juscelino Filho, Rodrigo Maia, Rogério Cafeteira e ACM Neto: resolvida a situação do DEM no Maranhão depois de um longo período de incertezas e indefinições

A Executiva nacional do Democratas (DEM) bateu martelo, ontem, e confirmou que o braço do partido no Maranhão continuará sob o comando do deputado federal Juscelino Filho, concordando também que o partido permaneça na aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e a decisão também funcionou como o tiro de misericórdia na pretensão do ex-governador e deputado federal José Reinado Tavares (sem partido) de vir a assumir o controle da agremiação e por ela se candidatar a senador. Com a batida de martelo, a direção partidária consolida o processo de ressureição do partido no Maranhão e fortalece a liderança do presidente Juscelino Filho, um parlamentar de primeiro mandato que vem surpreendendo o meio político com lances ousados e certeiros, entre eles o de tirar o DEM da gaveta e recolocá-lo na mesa das grandes decisões políticas. Ao mesmo tempo, a direção partidária fechou as portas do partido para o ex-governador José Reinaldo Tavares, eliminando qualquer possibilidade de ele ganhar a vaga de candidato do partido ao Senado.

A palavra final do comando do DEM sobre a situação do partido no Maranhão é o desfecho de dois movimentos. Um foi feito pelo deputado federal Juscelino Filho, em parceria com seu tio, o tarimbado deputado estadual Stênio Rezende, que resgataram um partido que se encontrava praticamente esquecido na gaveta do seu ex-presidente, ???? Guterres, um técnico com pretensões políticas e estreitamente ligado ao ex-deputado federal Clóvis Fecury, que detinha, de fato, o controle sobre a legenda. O outro movimento partiu do deputado federal José Reinaldo, que desgastado no PSB e em rota de colisão com o governador Flávio Dino, cometeu uma sucessão de equívocos, tentando por último assumir o controle do DEM para garantir sua candidatura ao Senado. Fez um jogo equivocado e perdeu, tendo agora duas semanas para decidir o seu futuro partidário.

Em busca de um partido forte – e provavelmente orientado por seu tio e seu pai, o ex-deputado estadual Juscelino Rezende, ambos políticos forjados numa guerra de décadas travada com o bandeira pelo controle de Vitorino Freire -, Juscelino Filho garimpou o até então esquecido DEM,  enfraquecido e sem maiores perspectivas. Ciente do poder de fogo da agremiação – expressivo tempo de rádio e TV, influência no Governo Michel Temer e Fundo Partidário gordo – o jovem parlamentar atropelou vários pretendentes, que acordaram tardiamente, e ganhou o comando do partido no Maranhão. Certo de que corria o risco de perder o controle da legenda para o ex-governador José Reinaldo, devido ao seu peso político e aos antecedentes como pefelista de proa em outros tempos, turbinou o partido com uma onda de filiações – Juscelino Filho firmou uma aliança com o governador Flávio e turbinou o partido com filiações que o tornaram o agremiação forte no cenário estadual: os deputados Rogério Cafeteira, Cabo Campos, Stênio Rezende e Neto Evangelista, já contando com o deputado  o prefeito Luis Fernando Silva (São José de Ribamar), e o secretário Felipe Camarão (Educação). O partido conta também com o experiente deputado Antônio Pereira. Sem esse ousado movimento político protagonizado pelo jovem deputado Juscelino Rezende, o DEM provavelmente ainda estaria esquecido numa gaveta.

A compensação pelo movimento ousado de Juscelino Filho e pela queda-de-braço com influente ex-governador José Reinaldo veio ontem, quando a Executiva nacional bateu martelo e o confirmou como chefe indiscutível do partido no Maranhão.

O ex-governador José Reinaldo apostou que teria o controle do DEM planejando que o partido poderia ser uma das plataformas para uma eventual candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao Governo do Estado. A vantagem é que jogou aberto e limpo, medindo forças sem passar rasteira, perdendo o jogo por conta de lances equivocados, mas com dignidade. Agora, tem duas semanas para virar esse jogo e conseguir uma agremiação que lhe permita candidatar-se a senador ou tentar renovar o mandato de deputado federal. Uma das suas pouquíssimas opções será uma que diz rejeitar: ingressar no PSDB, candidatar-se ao Senado fazendo uma dobradinha com o senador Roberto Rocha.

Só dispõe de duas semanas para resolver.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Carlos Brandão é quase exceção num contexto em que vice é mais conspirador do que leal

Carlos Brandão e Carlos Brandão: relação de confiança e lealdade
Carlos Brandão e Carlos Brandão: relação de confiança e lealdade que será mantida

Num estado onde a regra é o Número 2 passar quatro anos conspirando contra o titular, ter um vice como Carlos Brandão (PRB) é um achado. O governador Flávio Dino considera-se um felizardo por ter um vice leal e que, ao contrário do que tem mostrado a História política recente do Maranhão, atua de maneira constante e disciplinada para dar suporte ao chefe, a ponto de ter sido transformado numa espécie de embaixador confiável e eficiente, que nos últimos três anos cumpriu à risca missões as mais diversas, principalmente nos campos econômico e institucional, dentro e fora do País. E por isso caminha para continuar no posto, com o direito de, na hipótese muito provável de o governador se reeleger, coroar sua carreira de vice tornando-se titular por alguns meses em 2022. A lealdade tem sido a marca do político Carlos Brandão, e isso ficou claro quando ele comandou a Casa Civil no Governo de José Reinaldo Tavares, por muitos considerado o seu tutor político.

Mas, num viés bem diferente do que rege a relação de Carlos Brandão com Flávio Dino, os vices das últimas quatro décadas foram fontes de problemas para o titular. O governador João Castelo (1979-1982) perdeu seu vice, o general Arthur Carvalho, em pouco tempo, governando com presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ivar Saldanha, que o substituiu. O governador Luis Rocha (1983-1987) governou quatro anos como se não tivesse vice, uma vez que João Rodolfo passou quatro anos confinados numa pequena sala em prédio na Praça João Lisboa, sendo tratado rigorosamente como um inimigo, tanto que não assumiu uma única vez. O governador Epitácio Cafeteira (1987-1990) governador medindo forças com o vice João Alberto, que queria ser útil, mas o titular fez de tudo para afastá-lo, e no final fez de tudo para impedir de João Alberto assumisse, mas ele levou a melhor. O governador Edison Lobão (1991-1994) governou sem problemas, já que o vice Ribamar Fiquene era seu amigo e partidário e não lhe criou nenhum problema. Roseana Sarney teve uma relação tensa, mas sem maiores problemas com seu vice José Reinaldo Tavares no primeiro mandato (1995-1999), e depois governou tranquila com João Alberto (2009-2011) e depois com apoio total do vice Washington Oliveira (2011-2014). O governador Jackson Lago (2007-2009) não teve problemas com seu vice, o pastor Luis Porto.

 

Othelino Neto adota a negociação para garantir que projetos classistas sejam aprovados sem pendências

Othelino Neto comanda reunião entre deputados e policiais para acertar pontos polêmicos de projeto
Othelino Neto comanda reunião entre o secretário Jefferson Portela e deputados e policiais para acertar pontos polêmicos de projeto que deve ser votado hoje na AL

Negociar o que for possível, para que projetos de interesse dos servidores públicos sejam votados sem conter itens que os inviabilizem no aspecto financeiro. Essa tem sido a linha de ação colocada em prática pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Nesse diapasão, ele tem conseguido, pela via da negociação, evitar que projetos sejam levados ao plenário com pendências insolúveis. Ontem, por exemplo, ele recebeu em audiência no início da tarde, o secretário de Segurança Pública do Estado, Jefferson Portela, delegados e outros representantes da Polícia Civil para discutir o projeto de Lei Nº 365/2017, de autoria do Poder Executivo, que altera a organização administrativa da instituição policial civil, numa série em que foram ouvidos também representantes de entidades de classe.

Nas reuniões, o presidente conduz as discussões, que são travadas por representantes classistas e líderes de bancada, de modo a que os entendimentos sejam os mais amplos possível. No caso do projeto discutido ontem, as conclusões acertadas garantiram que a matéria será votada na sessão de hoje.

“Foi mais uma reunião de trabalho. Como é um projeto de lei relativamente polêmico, nós tivemos mais uma reunião de trabalho  com a Secretaria de Segurança. Aprofundamos alguns temas e isso faz parte das nossas atribuições: ouvimos os representantes de classe e, amanhã, no plenário, os deputados vão apreciar  e vai prevalecer a maioria dos deputados, como assim deve ser  no regime democrático de direito”, disse Othelino Neto.
Argumentos

“Vim acompanhado dos delegados da Polícia Civil para demonstrar ao grupo de deputados os nossos argumentos e interpretações sobre o projeto 365/2017,  que tramita na Assembleia e trata da reorganização da Polícia Civil”, disse o secretário Jefferson Portela, acrescentando que a matéria contempla quatro aspectos que, na sua opinião, são fundamentais para a Polícia Civil.

São Luís, 21 de Março de 2018.

 

José Reinaldo descarta PSDB e Roberto Rocha e aposta tudo no improvável: o controle do DEM e a candidatura de Braide

 

José Reinaldo e Flávio Dino: rompimento sem volta
José Reinaldo e Flávio Dino: rompimento político sem volt

Na falta de qualquer novidade, de algum movimento improvável, que chame a atenção, no que diz respeito à disputa pelo Palácio dos Leões, a corrida eleitoral continua sendo pautada pelos movimentos do ex-governador e deputado federal José Reinado Tavares, que peregrina em busca de um partido pelo qual possa viabilizar o seu projeto de disputar uma cadeira no Senado. Os movimentos do parlamentar têm surpreendido pela sua capacidade de romper relações e queimar pontes, mas mesmo assim manter-se como uma das principais referências do cenário político do Maranhão atual.  Rompido com o governador Flávio Dino (PCdoB) e com o senador Roberto Rocha (PSDB) e agora empenhado em ser um dos construtores da candidatura do deputado Eduardo Braide (PMN), o ex-governador começa a viver a fase crítica desse processo intenso e complicado, tendo o dia 7 de abril – quando termina a janela para troca de partido – como data fatal para sua definição partidária, que terá repercussão no seu projeto senatorial.

Há algumas semanas, diante do rompimento dele com o governador e baseada em algumas conversas, a Coluna levantou a possibilidade, ainda que remota, de José Reinaldo vir a ingressar no PSDB e compor uma chapa com o senador Roberto Rocha, candidato tucano ao Governo do Estado, e ele, José Reinaldo, como postulante a uma cadeira no Senado. O argumento: aliado a Roberto Rocha, teria ele um partido sólido, o PSDB, um candidato a presidente para reforçar sua campanha, Geraldo Alckmin – com chances concretas de eleição -, e disporia de estrutura mínima para embalar sua candidatura, já que discurso não lhe falta.

Ontem, em entrevista à Rádio Difusora, ele descartou categoricamente essa possibilidade e afirmou que seu candidato a governador é o deputado Eduardo Braide (PMN). Ao apostar no deputado Eduardo Braide, que é um dos destaques da nova geração e tem grande potencial para o futuro, vai ter de correr atrás de um partido, não terá um candidato a presidente ao qual possa atrelar sua candidatura, e não contará com uma estrutura mínima necessária para colocar a sua campanha em movimento. Ou seja, aposta num projeto de viabilidade improvável neste momento em que os caminhos já estão em sua maioria traçados.

Nesse contexto de surpresas impactantes, chama atenção o fato de o ex-governador ainda acreditar que pode vir a assumir o controle do DEM no Maranhão, o que, segundo rumores, no próximo dia 27, com as bênçãos do presidente nacional da agremiação, o prefeito de Salvador (BA)  ACM Jr. Só que agora, provavelmente farejando essa possibilidade, o presidente estadual do DEM, deputado federal Juscelino Filho, com ajuda discreta do Palácio dos Leões, cuidou de consolidar o seu controle sobre o partido dando uma nova cara ao DEM no Maranhão, turbinando os quadros do partido com políticos fortemente ligados ao governador Flávio Dino: os deputados estaduais Stênio Rezende, Cabo Campos e Neto Evangelista (licenciado), além do respeitado e influente prefeito de São José de Ribamar, Luís Fernando Silva, e do secretário de Educação, Felipe Camarão.

O fato é que, segundo algumas vozes experientes e abalizadas, a partir de agora o ex-governador enfrentará muitas dificuldades para viabilizar o seu projeto de chegar ao Senado, mesmo que o deputado Eduardo Braide consiga contrariar a lógica e entre de cabeça na corrida ao Palácio dos Leões.

Em Tempo: Uma movimentação de bastidor por pouco não conseguiu restaurar os laços do ex-governador José Reinaldo Tavares com o governador Flávio Dino – que, diga-se, não quis o rompimento. No dia 9 de março, uma sexta-feira, o prefeito de Tuntum e presidente da Famem, Cleomar Tema, o deputado Fábio Macedo (PDT) e o jornalista Lourival Bogéa, bateram à porta do apartamento de José Reinaldo, em São Marcos, com o objetivo de fazê-lo reatar as relações com o governador Flávio Dino. Depois de uma conversa tensa, mas produtiva, ficou acertado que os dois se encontrariam no sábado (10) para conversar e, possivelmente, selar a paz. Só que na manhã de sábado, o mundo político foi surpreendido pela bombástica entrevista de José Reinaldo publicada na coluna Roda Viva, do jornalista Benedito Buzar, na edição de fim de semana de O Estado do Maranhão. Mesmo concedidas dias antes, as declarações do ex-governador tornaram inviável o último esforço de paz entre os dois.

 

PONTO & CONTRAPONTO

HTO vira marca de quando saúde pública é tratada com decisão política

Aplaudido por Carlos Lula, Flávio Dino parte o bolo comemorativo do HTO
Aplaudido por Carlos Lula, Flávio Dino parte o bolo que marcou a comemoração dos 150 dias de funcionamento do  HTO

Em meio à intensa movimentação política, cacife político mostrando resultados positivos de projetos que, mesmo sob intenso bombardeio das vozes oposicionistas do Grupo Sarney, foram levados à frente e se tornaram referências. Um deles é o Hospital de Traumatologia e Ortopedia, que depois de cinco meses de funcionamento, comemorou, com bolo e tudo, a marca de 1.033 cirurgias. O número equivale a nada menos que 6,8 cirurgias por dia, uma marca absolutamente vitoriosa, principalmente se levadas em conta as circunstâncias em que a antiga clínica foi transformada em hospital bem equipado e aberto ao atendimento de quem de fato precisa. A comemoração das mil cirurgias realizada nos primeiros 150 dias de funcionamento pleno do HTO pode ser considerada um marco na situação atual do Sistema Estadual de Saúde. Os demais números alcançados pelo HTO impressionam: 744 pequenos procedimentos (troca de curativos, pontos, pequenas cirurgias), 6.508 consultas, além de 4.411 exames (raios-X, tomografia, eletrocardiograma e ultrassonografia). “Antes, só havia 30 cirurgias ortopédicas por mês em São Luís. Hoje são 300 por mês e logo serão 400. Hoje comemoramos as primeiras 1.000 cirurgias do nosso Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Maranhão”, comemorou o governador Flávio Dino, com justificado entusiasmo. Resultado de um decisivo esforço político do governador Flávio Dino e de um obstinado esforço administrativo do secretário Carlos Lula, hospital estourou um gargalo histórico e elevou a saúde pública do Maranhão a um patamar superior na área de traumatologia e ortopedia.

 

Edison Lobão aposta que se recupera a tempo de correr pelo voto

Edison Lobão aposta que retorna logo à campanha
Edison Lobão aposta que retorna logo à campanha

O acidente que levou o senador Edison Lobão (MDB) a se afastar temporariamente da corrida pela reeleição instalou um forte clima de expectativa nos bastidores do Grupo Sarney. Exames médicos dirão nas próximas horas a gravidade do caso e a perspectiva da retomada do senador à sua rotina de movimentação política. Nas rodas de conversa, as impressões vão de o caso é de baixa gravidade, devendo o senador retomar rapidamente a sua corrida às urnas, até impressões de que o caso é grave e que ele poderá até passar a bola para o suplente Lobão Filho (MDB). Fontes melhor informadas sobre o estado de saúde do senador Edison Lobão encontra-se numa espécie de meio-termo: o acidente – uma queda que lhe fraturou a bacia – não foi uma tragédia, mas também não foi uma coisa simples, que se resolva com o estalar de dedo de um especialista. O senador deve passar por procedimentos delicados e deverá ter uma recuperação cuidadosa antes de voltar à movimentação intensa e agitada da campanha eleitoral. Aos 81 anos e com larga experiência em corridas às urnas, o senador Edison Lobão sabe que o acidente limitou o seu poder de fogo na luta pelo voto, e por isso decidiu compensar a sua ausência com a presença constante e efetiva do suplente Lobão Filho, por meio do qual mandará suas mensagens ao eleitorado. Mas está movido pela certeza de que logo, logo estará de pé fazendo corpo-a-corpo com o eleitorado. Afinal, sabe que essa será uma guerra diferente, na qual enfrentará, além de políticos bem sucedidos como o deputado federal  Sarney Filho (PV) e José Reinaldo Tavares, aguerridos candidatos da nova geração, como os bem sucedidos deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

São Luís, 21 de Março de 2018.

Braide reafirma candidatura apostando em “via alternativa”, mas sabendo que pode dar paraíso ou purgatório

 

Eduardo Braide: decidido a ser governador, mas ainda sem as condições necessárias
Eduardo Braide: decidido a ser governador, mas ainda sem as condições necessárias para a disputa

Um aspirante ao Governo do Estado não pode ser candidato de si mesmo, e não irá muito longe se não for conhecido em todo o Estado,  principalmente se não dispuser de um suporte partidário que lhe assegure tempo no rádio e na TV. Essas foram algumas das condições que o deputado Eduardo Braide (PMN) relacionou que, na opinião dele, um candidato a governador precisa dispor para ter condições mínimas de entrar na corrida sucessória. Ele admitiu, em entrevista ao jornalista Paulo de Tarso Jr. e publicada na edição de Domingo (18) de O Imparcial, não contar ainda com nenhuma dessas condições: não é candidato de um movimento político partidário, não é conhecido em grande parte do território estadual, e até aqui não conta com uma aliança partidária que lhe assegure algum tempo no rádio e na TV durante a campanha. Mas, independentemente dessas deficiências, Eduardo Braide afirma estar “decidido a ser governador” e que está trabalhando para conseguir as condições que lhe faltam, movido pela crença segundo a qual há no povo maranhense “um sentimento de construção de uma via alternativa”.

O deputado Eduardo Braide é um político nato e uma raposa em formação. Advogado, tem como lastro um período na presidência da Caema no de Governo José Reinaldo Tavares, outro com o secretário de Orçamento Participativo na gestão do prefeito João Castelo na Prefeitura de São Luís, e finalmente dois mandatos de deputado estadual, passando de falcão governista a gavião oposicionista. Demonstrou tirocínio quando percebeu a fragilidade dos adversários do prefeito Edivaldo Jr. (PDT) e jogou certo para tirá-los do caminho. Faltou-lhe fôlego quando teve de encarar um prefeito que resolveu enfrentá-lo de igual para igual e apoiado por uma máquina partidária forte e pelo aval do governador do Estado. Não ganhou a Prefeitura, mas saiu da disputa politicamente cacifado. Incensado por adversários ferozes do governador Flávio Dino, que não acreditam no futuro da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), tenta sair do curso natural, que seria um mandato estratégico de deputado federal, a partir do qual definiria sua rota por mandatos majoritários, como prefeito e governador.

Na entrevista, Eduardo Braide justifica seu projeto imediato revelando que na corrida municipal teve acesso a pesquisas que indicaram a inclinação de parte do eleitorado por uma suposta terceira via para o Governo do Estado. Tais pesquisas, segundo ele, o apontavam sempre como terceiro colocado na preferência do eleitorado. E é com essas informações que ele se diz decidido a entrar numa disputa em que, em vez de Edivaldo Jr., que não é afeito a confrontos abertos, enfrentará o governador Flávio Dino, um político forjado nas assembleias estudantis e hoje com estatura até para disputar a Presidência da República, segundo têm registrado analistas de quilate elevado da imprensa nacional. E também a ex-governadora Roseana Sarney, que tem como suporte quase 14 anos de Governo. E ainda o senador Roberto Rocha, que mesmo imerso em conflitos, é hábil no jogo discursivo.

Até agora, as posições partidárias caminham para a montagem de alianças, estando a maioria das principais agremiações (PCdoB, PDT, PT, DEM, PSB, PTB, PRB, PP, PPS, PROS, entre outras) já se alinhando ao projeto de reeleição do governador Flávio Dino, e outras caminham (PMDB, PV, Podemos, Avante, PSD, PTN, entre outros) para fechar com Roseana Sarney, podendo alguns nanicos se aliar ao PSDB em torno da candidatura de Roberto Rocha. É verdade que ainda não existe coligação formal e que os acertos serão ajustados até maio, mas é verdade também que negociações e acertos já estão em curso e que – pelo menos até aqui – nenhuma deles envolve o PMN de Eduardo Braide. Isso não significa que ele não venha reunir pequenos partidos ainda soltos e liderar uma gente que lhe dê algum tempo na TV.

Como revela a entrevista, Eduardo Braide é um político ousado, mas sua ousadia é sempre baseada em cálculos, e esses certamente não estão desenhando o cenário dos seus sonhos. Ele sabe também que um passo errado nesse momento pode prejudicar sua carreira promissora. Sabe ainda, e principalmente, que sua candidatura é, nesse contexto, um lance de altíssimo risco político, que pode levá-lo ao paraíso ou ao purgatório.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Dino premia Rodrigo Lago ao deslocá-lo da Transparência para a Casa Civil

Rodrigo Lago: premiado com a Casa Civil pelos bons serviços
Rodrigo Lago: premiado com a Casa Civil pelos bons serviços ao Governo

Não surpreendeu a decisão do governador Flávio Dino (PCdoB) de deslocar o advogado Rodrigo Lago, atual secretário de Transparência e Controle, para assumir a importante pasta da Casa Civil com a desincompatibilização do também advogado e ex-deputado Marcelo Tavares (PSB), que mais uma vez disputará uma cadeira na Assembleia Legislativa. Rodrigo Lago será uma espécie de chefe informal do “núcleo duro” que assessora o governador Flávio Dino. O papel do novo chefe da Casa Civil ganhará mais espaço e força com a saída do secretário de Comunicação Social e Articulação Política, jornalista Márcio Jerry, até aqui o mais próximo e influente membro da equipe do atual Governo.

Descendente de uma família que respira política – é filho do ex-deputado Aderson Lago -, Rodrigo Lago faz parte da elite de advogados da sua geração na qual o governador Flávio Dino foi buscar bons quadros para  exercer postos-chave no seu Governo, a exemplo de Carlos Lula, que vem colocando nos eixos e dando eficiência ao complexo e desafiador Sistema Estadual de Saúde, e Antônio Nunes, que coordena as ações da máquina estadual no comando da Secretaria de Governo.

O remanejamento de Rodrigo Lago para a Casa Civil confirma o que já era visível por dois ângulos. O primeiro foi a sua consolidação da sua posição no chamado “núcleo duro” de assessores mais próximos do governador. O segundo é também uma demonstração de reconhecimento do chefe do Executivo ao amplo e bem sucedido trabalho de tornar ao atual Governo do Maranhão o mais transparente entre os governos estaduais de todo o País, conforme estudo de especialistas canadenses, realizado na Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apresentado semana passada durante um encontro nacional de Ouvidorias.

Além de Marcelo Tavares e Márcio Jerry, que será candidato à Câmara Federal, deixarão o Governo os secretários Adelmo Soares (Agricultura Familiar), deputado Neto Evangelista (de Desenvolvimento Social), Simplício Araújo (Indústria e Comércio), e Duarte Júnior, presidente Procon/Viva.

Em Tempo: Rodrigo Lago será o terceiro membro da sua família a ocupar a Casa Civil do Governo do Estado desde a reabertura democrática. O primeiro foi o diplomata e empresário – que implantou a Coca-Cola no Maranhão – Eduardo Lago, que foi o chefe da Casa Civil no primeiro ano do Governo de Epitácio Cafeteira (PMDB), de Janeiro de 1987 a Abril de 1990. E o segundo foi o então deputado estadual Aderson Lago (PDT), seu pai, que foi chefe da Casa Civil do Governo Jackson Lago (PDT), de Janeiro de 2007 a Maio de 2009.

 

Uso de cores partidárias em prédios públicos em São João Batista gera punição a prefeito

João Dominici: afeição às cores do PSDB vai lhe custar caro
João Dominici:  por decisão judicial, sua afeição às cores tucanas lhe custará caro

O prefeito de São João Batista, João Dominici (PSDB) está com bens indisponíveis até o valor de R$ 141 mil. Motivo: o prefeito mandou pintar os principais prédios públicos da cidade de amarelo e azul, as cores do partido dos tucanos, ignorando solenemente recomendação do Ministério Público no sentido de que não usasse tais cores na pintura das estruturas. De acordo com a Ação Civil Pública protocolada pela Promotoria de Justiça da Comarca, ao pintar os prédios com as cores do partido a que pertence, João Dominici “feriu o princípio da impessoalidade na administração pública”. O argumento foi acatado e o prefeito, punido. E não foi por falta de aviso. Em janeiro de 2017, iniciando o mandato, o prefeito mandou fazer a pintura. Foi alertado pela Promotoria de que estava ferindo tais princípios. Só que o prefeito esnobou o alerta e a recomendação. Em seguida, o MP requisitou a documentação relativa aos procedimentos licitatórios para a contratação da pintura. De novo o prefeito João Dominici deu de ombros e não respondeu. E por último, o MP recomendou que o prefeito pagasse do próprio bolso o trabalho para desfazer a pintura tucana. João Dominici não deu a mínima. Foi então acionado na Justiça, que acatou a proposta do MP e determinou o bloqueio de no mínimo R$ 141 mil em bens de João Dominici para bancar o trabalho de cobrir com outras cores as marcas tucanas em São João Batista. Pelo menos enquanto João Dominici for prefeito. Ele avisou que vai brigar contra a punição, que considera injusta.

Em Tempo: O que chama atenção nessa encrenca, que parece sem importância, é o fato de João Dominici ser um político com um respeitável lastro de experiência: engenheiro civil, foi por muitos braço direito de José Reinado Tavares no DNOCS, bem como secretário de Infraestrutura do seu Governo. Naquele período enfrentado graves acusações de desvio, que deram origem a uma CPI na Assembleia Legislativa, na qual travou um ácido pugilato verbal com o deputado Max Barros.

São Luís, 19 de Março de 2018.

 

Pesquisa aponta que maioria do eleitorado de Imperatriz quer reeleição de Flávio Dino; Roseana Sarney é a segunda opção

 

Flávio Dino lidera am Imperatriz, seguido de Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad. Eduardo Braide não foi votado
Flávio Dino lidera em Imperatriz, seguido de Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad. Eduardo Braide foi incluído na pesquisa, mas não foi votado

Se a eleição para o Palácio dos Leões fosse por esses dias, a maioria dos 160 mil eleitores de Imperatriz, o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, votaria no governador Flávio Dino (PCdoB). Essa tendência foi encontrada em pesquisa realizada pelo Instituto Interpreta, publicada na edição de sexta-feira (16) do Jornal Correio, daquela cidade. A pesquisa ouviu 600 eleitores e os números registrados no TSE, sob o protocolo MA-03198/2018, são os seguintes: 73,11% votariam em Flávio Dino (PCdoB), 18,06% se alinhariam à ex-governadora Roseana Sarney (MDB), 6,72% dariam votos ao senador Roberto Rocha (PSDB), 1,48% marchariam com a ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) e 0,63% apoiariam o ex-deputado Ricardo Murad (PTN). A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto incluiu o deputado Eduardo Braide (PMN), mas informa que ele não foi votado.

As preferências encontradas pelo Instituto Interpreta referendam tendência que vem há tempos sendo propagada a boca miúda nos bastidores da corrida sucessória. Todas as avaliações formais e informais indicam o governador Flávio Dino como o franco favorito do eleitorado de Imperatriz, tendo a ex-governadora Roseana Sarney como o concorrente mais próximo. Qualquer político ou jornalista tocantino indagado sobre o tema confirmará esse cenário, com maior ou menor ênfase. Os dois deram atenção ao município, mas avaliações saídas das mais diversas fontes sempre indicaram o atual chefe do Executivo à frente, com muita folga, de modo que a pesquisa publicada pelo Jornal Correio só está confirmando uma tendência.

A ex-governadora não foi feliz nas duas últimas eleições que disputou em Imperatriz (2006 e 2010). A tendência natural seria ela ter um cacife um pouco maior, mas ao longo do tempo seu grupo ali foi se desagregando, tendo o Grupo Sarney perdido, por exemplo, o apoio do ex-prefeito Ildon Marques, por exemplo, hoje na base de apoio do governador Flávio Dino, o processo de emagrecimento estancou com a eleição do prefeito Assis Ramos (MDB), que é um fenômeno isolado, pessoal, sem qualquer associação com Roseana Sarney. Há quem avalie que se Assis ramis estiver bem poderá injetar algum gás na campanha da emedebista, mas, mesmo levando em conta as peças que a política pode pregar, ninguém aposta na mais remota possibilidade de a ex-governadora reverter o jogo na Princesa do Tocantins.

Surpreende na pesquisa a baixa preferência pelo senador Roberto Rocha. A começar pelo fato de ele tem uma relação muito próxima com Imperatriz e com a região como um todo. Foi ali, por exemplo, que ele instalou um escritório para funcionar como a extensão do seu gabinete de senador, iniciativa que ele apresentou como uma iniciativa para prestigiar as regiões Sul e Tocantina. E, mais importante, de ele como aliado de proa ninguém menos que ex-prefeito Sebastião Madeira, de longe o mais importante e influente líder político da cidade e da região. Rocha já teve o apoio de outro peso pesado da Vila do Frei, o empresário e ex-prefeito Ildon Marques, que tirou da direita liberal e levou para o PSB. Esses dados deveriam embalar sua candidatura, mas a julgar pelo que diz o Interpreta, não estão funcionando.

Difícil avaliar o desempenho da ex-prefeita Maura Jorge e do ex-deputado  Ricardo Murad nessa pesquisa. Somados, os dois têm pouco mais de 2% de intenções de voto, o que equivale a dizer que ambos não vislumbram qualquer possibilidade de obter um resultado melhor na campanha para valer. Ao mesmo tempo, chama a atenção o fato de que, mesmo não sendo candidato assumido, só existindo como aspirante a candidato nos meandros dos bastidores da corrida sucessória, nos quais se movimenta mesmo é para disputar uma vaga na Câmara Federal

Por maior que seja a possibilidade de erro involuntário ou induzido, a pesquisa do Instituto Interpreta existe formalmente e foi registrada, como manda o figurino, e por isso serve tecnicamente como parâmetro se identificar as preferências dos imperatrizenses na disputa pelo Governo do Estado. Se não reproduz integralmente a realidade do momento, revela pelo menos uma tendência, que é confirmada por experientes observadores políticos da Região Tocantina.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Eliziane faz política madura e ganha suporte político e partidário para concorrer ao Senado

Eliziane Gama (d) acompanha Edivaldo Jr. em evento da prefeitura em bairro de São Luís
Eliziane Gama (d) acompanha Edivaldo Jr. em evento da prefeitura em bairro de SL

Ao assumir o comando do PPS no Maranhão, participar de eventos do Governo do Estado e acompanhar o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) em atos e inaugurações na periferia de São Luís, a deputada federal Eliziane Gama emite todos os sinais de que está de fato se consolidando como o segundo nome para disputar o Senado na chapa do governador Flávio Dino. A viabilização política desse projeto elimina de vez qualquer possibilidade de uma recomposição do governador Flávio Dino com o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido), que agora terá de viabilizar o seu projeto senatorial em campo oposicionista, sendo o mais provável uma aliança por meio da qual sairá candidato na chapa do senador Roberto Rocha (PSDB). Ao contrário de outros momentos – como o que resultou na eleição do prefeito de São Luís, quando cometeu uma série de erro de estratégia -, Eliziane Gama agora articula de maneira centrada, com foco temático e mexendo com as peças com segurança, como um político que sabe exatamente o que está fazendo. A parlamentar soube conquistar o apoio do governador Flávio Dino por meio de uma ação política equilibrada e sem arroubos incoerentes. Moveu-se com precisão para despejar uma pá de cal sobre as rusgas que restaram da sua equivocada campanha para a Prefeitura de São Luís e com isso ganhar o apoio aberto e franco do PDT, expressado nas manifestações do deputado federal Weverton Rocha, seu iminente colega de chapa, e do prefeito Edivaldo Jr., e com eles a militância pedetista, que não tem a força de outrora, mas ainda é um diferencial na corrida ao voto no Maranhão, a começar por São Luís. Com esse cacife, Eliziane Gama deverá ser ungida à condição de candidata ao Senado ao lado de Weverton Rocha na chapa a ser liderada pelo governador Flávio Dino. E com uma vantagem a mais: as pesquisas a apontam como favorita a uma das duas vagas.

 

Roseana Sarney faz discurso agressivo e abre caminho para uma campanha agressiva

Roseana Sarney faz discursos agressivos contra Flávio Dino
Roseana Sarney : discursos agressivos contra Flávio Dino

Surpreendeu, sob todos os aspectos, o destempero verbal da ex-governadora Roseana Sarney na sua incursão de pré-campanha por algumas dezenas de municípios. “Vou enfrentar a fera”, “Não tenho medo de cara feia”, “Não tenho medo de bucho grande”, disparou em discursos na Região Sul, na semana que passou. Se de um lado tais declarações endereçadas ao governador Flávio Dino arrancaram sorrisos e até alguns aplausos de partidários e simpatizantes que a ouviam, por outro demonstraram que Roseana Sarney ainda não encontrou um pacote de argumentos para justificar sua pré-candidatura. Sua fala mesclada de ataques pessoais ao governador passa a impressão de que a ex-governadora não ouviu ecos nas críticas às ações do atual Governo, levando, ao que parece, sua campanha para uma espécie de “vale tudo” no campo discursivo, abrindo assim a guarda para ser alvejada também com ataques verbais duros, que poderão tirá-la do eixo. Os sinais mais evidentes de que discurso agressivo pode ser um equívoco estão na repercussão negativa das suas declarações nas redes sociais. A ex-governadora Roseana Sarney sabe que enfrenta um adversário articulado, com discurso eficiente e que dificilmente mergulhará numa troca de ofensas, preferindo dizer o que fez e o que fará se reeleito for. Ela tem agora a oportunidade de mostrar que está de fato credenciada para a difícil desafio de virar o jogo.

São Luís, 18 de Março de 2018.

Transparência e resultados positivos fortalecem o governador Flávio Dino e inibem discurso da Oposição

 

Flávio Dino: transparência e correção na aplicação do dinheiro público inibem a Oposição
Flávio Dino: transparência e correção nos gastos públicos inibem a Oposição

 

Ao mesmo tempo em que vozes oposicionistas se esforcem, com sua legitimidade política, para encontrar rachaduras éticas na atual gestão da máquina pública maranhense, o Governo do Maranhão vê aumentado o número de atestados que reforçam sua marca de seriedade e correção na aplicação dos recursos que administra. Por conta dos instrumentos gerados pela maravilha virtual que permite o acesso do cidadão às contas públicas, a transparência passou a ser a chave para definir o condão ético das gestões públicas. E num país em que a corrupção na máquina pública tem se revelado endêmica, tomar conhecimento de que estudo realizado por equipe de pesquisadores estrangeiros ligados à respeitada e isenta Fundação Getúlio Vargas apontou o atual Governo do Maranhão como o mais transparente do Brasil é, sem dúvida, um fato excepcional.

A informação, publicada no bem infirmado blog do jornalista Jorge Vieira: Em evento da Rede Nacional de Ouvidorias, realizado quarta-feira (14), no Rio de Janeiro, o professor canadense Gregory Michener, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas (FGV), apresentou o estudo “Avaliando os Cinco Anos da Lei de Acesso no Brasil”, que mostra que, dentre os Estados brasileiros, o Maranhão é exceção na transparência das informações públicas. O estudo concluiu que a atual gestão age para dar transparência às informações. O pesquisador citou nominalmente o governador Flávio Dino (PCdoB) como exemplo de governante supranacional referência em transparência. Participaram do estudo os professores Evelyn Contreras e Irene Niskier.

Para se fazer um registro verdadeiramente honesto e isento dessa marca do atual Governo do Maranhão, é justo lembrar uma série de informações chegadas recentemente a público pelos canais mais diversos e improváveis, que podem ser apontados como nada simpáticos à linha de ação política do governador Flpavio Dino.

O portal G1, braço virtual do Sistema Globo de Informação, publicou em janeiro um levantamento mostrando que dos atuais governadores, o do Maranhão foi o que mais cumpriu promessas de campanha – mais de 90%. Números publicados pelo jornal Valor Econômico – que é o porta-voz mais credenciado do capitalismo brasileiro – mostraram o Maranhão como o segundo estado com melhor desempenho na gestão das contas públicas. Em seguida, o jornal Folha de S. Paulo informou que o Governo do Maranhão, está entre os cinco com melhor situação fiscal no País, e mais recentemente publicou que o Produto Interno Bruto (PIB) maranhense cresceu espantosos 9,7% em 2017, deixando os demais estados muito atrás em matéria de crescimento econômico.

Esse conjunto de informações, associado aos indiscutíveis resultados concretos do Governo do PCdoB em áreas essenciais como Educação (Escola Digna, Iema e Escola de Tempo Integral, etc.), Saúde (Hospitais Regionais, Hospital de Traumatologia e Casa Ninar, entre outros), Segurança Pública (aumento do efetivo policial e controle do Sistema Penitenciário, etc.) e Desenvolvimento Social (multiplicação dos Restaurantes Populares e investimentos para melhorar o IDH, etc.), para citar apenas as mais visíveis. São dados diretamente associados à aplicação correta dos recursos públicos e, logicamente, da transparência que tem sido dada a essa prática.

Não se discute o direito da Oposição de operar para mostrar o contrário, como vêm tentando fazer os deputados Adriano Sarney (PV), com a estratégia de atirar contra a gestão financeira que os estudos técnicos elogiam; a deputada Andrea Murad (MDB), que enxerga caos num Sistema de Saúde que melhora progressivamente; e do deputado Souza Neto (PROS), que aponta defeitos numa polpitica de Segurança Pública, quando informações diárias mostram que a situação já foi pior. Um coro que, por conta da corrida eleitoral, é agora engrossado pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que tenta mostrar o contrário.

A deputada federal Eliziane Gama (PPS) definiu bem o cenário, ontem, em discurso na Câmara Federal: “O Maranhão que um dia foi manchete nacional de forma negativa pelas cabeças decapitadas no sistema penitenciário, agora vive um momento totalmente diferente e positivo, com reconhecimento nacional”. Os fatos estão obrigando os adversários do governador Flávio Dino a rever suas estratégias para ter chance nas urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Em sessão prestigiada, Cleide Coutinho se torna Cidadã Maranhense

Cleide Coutinho recebe o diploma emoldurada por Rogperio Cafeteira, sua filha , Othelkino Neto, seu filho e Roberto Cista, aurtir da proposta
Cleide Coutinho recebe o diploma emoldurada por Rogperio Cafeteira, sua filha , Othelkino Neto, seu filho e Roberto Cista, aurtir da proposta

“Esse diploma dado à doutora Cleide Coutinho é apenas a formalização de uma situação já existente e irreversível, pois não tenho dúvidas de que o Maranhão já perfilhou essa sergipana de nascimento, transformando-a numa maranhense genuína, moldada pelos atos do seu coração sensível, generoso e justo”. Com essa afirmação, feita no bojo de um discurso denso e emocionado, o deputado Roberto Costa (MDB) justificou ontem a concessão do título de Cidadã Maranhense à médica e ex-deputada estadual Cleide Coutinho (PDT).

O diploma foi entregue numa das sessões especiais mais concorridas entre as realizadas na Assembleia Legislativa nos últimos tempos. O ato legislativo foi comandado pelo presidente Othelino Neto (PCdoB) e se revestiu também de uma expressiva homenagem ao ex-presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho (PDT), seu marido, falecido no início de Janeiro.

Diante de um plenário lotado de deputados, familiares, amigos e aliados, a ex-deputada recebeu uma homenagem superlativa, como poucas vezes aconteceu na Casa. Tarefa normalmente destinada ao autor na proposta – no caso o deputado Roberto Costa -, a sessão foi presidida pelo presidente Othelino Neto, que fez questão de registrar publicamente respeito e consideração pela homenageada, destacando também a figura do ex-presidente e encerrando sua fala declamando o poema musicado “Tomara”, de Vinícius de Moraes. No mesmo tom se manifestou o líder do Governo, deputado Rogério Cafeteira (PSB), que também ressaltou a importância do ex-presidente Humberto Coutinho.

A homenagem do deputado Roberto Costa foi completa. Além de apresentá-la e obter o apoio unânime dos deputados, destacou na tribuna a grandeza de Cleide Coutinho como médica, empresária, política e líder de família. “Descobri em Cleide Coutinho uma pessoa excepcional: generosa, correta, compreensiva, dedicada, disponível, solidária e, principalmente, dona de uma grande paixão pelo Maranhão. Encantado como esses predicados e pela sua maneira honesta de lidar com as pessoas, tornei-me seu amigo e, por seu intermédio, firmei uma sólida amizade também com Humberto Coutinho, que passou a ser um grande parceiro e interlocutor, daqueles que a gente cultiva como uma planta rara e para o resto da vida, disse.

E arrematou: “Cleide Coutinho não é a mulher que esteve por trás de um grande homem. Ela é a mulher forte que esteve sempre ao lado de um grande homem”.

Com seu jeito franco e afirmativo, afeita a frases e gestos que normalmente descontraem, Cleide Coutinho agradeceu homenagem com um pronunciamento mesclado com frases descontraídas e declarações emocionadas. Foi aplaudida.

 

É definitivo o rompimento entre José Reinaldo e Flávio Dino

José Reinaldo e Flávio Dino: rompimento é definitivo
José Reinaldo e Flávio Dino: rompimento político entre os dois é  definitivo

Como ele próprio declarou na bombástica entrevista ao jornalista Benedito Buzar, – publicada na edição de Domingo de O Estado do Maranhão -, o rompimento do ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido) com o governador Flávio Dino é definitivo. Ao longo da semana, uma série de movimentos foi feita por aliados e amigos dos dois com o objetivo de evitar esse desfecho, mas nenhum alcançou tal resultado. Agora, a situação criada, com a convicção do ex-governador e a conformação do governador. A situação está gerando uma série de expectativas em relação a como será o discurso de cada um ao longo da campanha eleitoral. Quando anunciou que estava rompendo, José Reinaldo declarou que, mesmo distanciado, não entraria em rota de confronto com o governador Flávio Dino. Mas dias depois começou a disparar declarações críticas e duras na direção do Governo, levando algumas vozes governistas a contra-atacar. O próprio governador, que fez um comentário sobre o rompimento, dizendo que infelizmente alguns líderes do movimento se perderam na estrada, se fechou e não mais se manifestou sobre o assunto, e tudo indica que permanecerá assim.  O problema é que as tensões da corrida eleitoral poderão acirrar os ânimos e produzir uma escalada de confrontos verbais.

São Luís, 16 de Março de 2018.

Maura Jorge e Ricardo Murad fazem até agora campanhas sem rumo na corrida ao Palácio dos Leões

 

Maura Jorge e Ricardo Murad: candidatos inconcistentes a  governador
Maura Jorge e Ricardo Murad: candidatos sem consistência 

Uma curiosidade começa de fato a povoar os bastidores da política maranhense: para onde vai a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (Podemos). Será que ela está mesmo levando a sério o projeto de candidatura ao Governo do Estado?  Ou sua candidatura é uma estratégia para lhe abrir caminho e outras direções? Difícil de responder, já que ela continua intensificando suas incursões como aspirante ao Governo do Estado. A mesma curiosidade alveja o ex-deputado Ricardo Murad, até aqui candidato assumido a morar no Palácio dos Leões pelo PTN, seu atual partido. Ao contrário de Maura Jorge, que continua visitando municípios na condição de candidata ao Governo, sem dar até aqui nenhuma pista a respeito de onde pretende mesmo desembarcar, Ricardo Murad também alimenta o seu suposto projeto de candidatura sem sair a campo, discursando apenas para os dirigentes do seu partido e para aliados que não mostra.

Maura Jorge tem estrada, lastro e faro suficientes para saber que, mesmo não sendo necessariamente um erro, o seu anunciado projeto de candidatura ao Governo do Estado ainda não deslanchou de vez, e provavelmente não deslanchará. Com um currículo que inclui dois mandatos de deputado estadual, dois de prefeita de Lago da Pedra e a rica experiência de ter nascido em berço político, Maura Jorge é suficiente esclarecida para saber que, pelo menos no atual contexto politico do Maranhão, suas chances de chegar ao Palácio dos Leões são remotas, se não inexistentes. Ela poderá tentar um mandato na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal, ou ainda entrar numa chapa como candidata ao Senado, ou ainda cacifar-se para uma vaga de vice-governador. Nada, porém, desenha com clareza onde a ex-prefeita de Lago da Pedra vai chegar. A possibilidade mais recente é a de que, depois de se apresentar com o candidato do seu partido a presidente, senador Álvaro Dias (Podemos), ela venha a ser também ponta de lança do candidato presidencial Jair Bolsonaro (Avante).

O ex-deputado Ricardo Murad, por sua vez, também navega nesse mar da indefinição. Sempre retumbante nas suas iniciativas, o ex-todo poderoso e influente secretário de Saúde do Governo Roseana Sarney não tem dado qualquer demonstração de que sua candidatura é mesmo para valer, alimentando até aqui a suspeita de que o seu projeto governamental é um grande balão de ensaio. Mesmo considerando o seu elevado grau de imprevisibilidade, Ricardo Murad não conseguiu convencer ninguém de que é um candidato independente e vai confrontar seus adversários – aí incluída a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) – no mesmo nível. Há quem diga que ele se candidatou para “bater” no governador Flávio Dino, para deixar o caminho aberto para a candidata emedebista. E por mais que se resista à ideia de enxergar no ex-deputado os traços de uma artimanha, ele segue causem ando essa impressão Maranhão a fora.

É surpreendente que a ex-prefeita Maura Jorge, que nasceu de uma família que sempre respirou política na região central do Maranhão, esteja fazendo o papel secundário de abrir caminho para outros pontificarem. É igualmente espantoso que um político com a inteligência e a capacidade de ação do ex-deputado Ricardo Murad também possa estar fazendo o jogo de abertura de picada com o mesmo objetivo. Ambos poderiam estar focados na busca de mandatos possíveis, valorizando a corrida pelo voto. Mas, ao que tudo indica, suas candidaturas, marcadas pela inconsistência politica e partidária, serão mantidas até que a conveniência as tire da trilha que leva às urnas.

Qualquer que seja o projeto de Maura Jorge, ele poderá ganhar consistência se ela vier a se envolver de fato com uma candidatura presidencial forte, ainda que seja a do extremista de direita Jair Bolsonaro. Ricardo Murad poderá seguir em frente se o seu foco for a eleição da deputada Andrea Murad (MDB) para a Câmara Federal e a reeleição do deputado estadual Souza Neto (PROS).

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ministério Público reinaugura hoje prédio que foi vexame e gerou crises na instituição

Um ato ao mesmo tempo solene e festivo marcará hoje a reinauguração do prédio que sediará a maioria das Promotorias de São Luís. Uma boa nova para o Ministério Público, que agora não terá de desembolsar milhões com aluguéis a cada ano. Além de instalar novo clima e ar de modernidade na instituição ministerial, a exemplo do que ocorre no prédio ao lado, que sedia a Procuradoria Geral de Justiça, a inauguração encerrará uma situação vexatória, que durante mais de uma década foi motivo de vergonha, denúncias e crises, que marcou o Ministério Público do Maranhão.

A nova sede das Promotorias de São Luís é uma estrutura predial com 4.370,62 metros quadrados de área construída e uma área quase equivalente arborizada, situado na Avenida Carlos Cunha, onde finalmente será funcionará a maioria das Promotorias de São Luís.

Inaugurado em 1997, depois de um longo período em obras – cerca de três anos -, o prédio em pouco tempo se tornou motivo de uma guerra interna na instituição, com acusações, contra-acusações, dossiês, ameaças e pugilato verbal entre procuradores. O motivo foi que em pouco tempo o prédio começou a desmanchar, apresentar rachaduras e, finalmente, tornado inabitável.

A obra consumiu alguns milhões de reais, mas a impressão que causou a todos foi a de que foram usados materiais de baixa qualidade, dando origem à suspeita de que poderia ter havido desvio de recursos. A guerra interna foi travada entre dois grupos, um liderado pelo procurado Raimundo Nonato Oliveira Filho, que comandou o Ministério Público em dois momentos, e outro pela procuradora Maria de Fátima Travassos. Os dois líderes passaram um bom tempo trocando acusações, mas algum tempo depois os ânimos foram serenados e as coisas voltaram a andar com o início da reforma, deixando no ar uma forte impressão de que ninguém respondeu a sério pelas deformações do prédio a ser hoje reinaugurado.

A reforma do complexo começou em 2008, há uma década, portanto. Nesse período, além dos gastos com as obras para tornar o prédio habitável, nesse período o contribuinte maranhense bancou milhões e milhões com aluguéis.

Em tempo: na estrutura a ser inauguração acontecerá às 18 horas foram realizadas obras de recuperação e proteção estrutural da construção, além da reforma geral do prédio e instalação de sistemas de climatização e aparelhamento tecnológico com sistemas de controle de acesso, sonorização interna e detecção de incêndios, entre outros. Nada disso constou na primeira inauguração.

 

Assis Ramos vai ajustar ações para turbinar Roseana Sarney em Imperatriz

Assis Ramos apoia Roseana Sarney: manifestação em recinto fechado
Assis Ramos apoia Roseana Sarney em Imperatriz

O prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (MDB), tem pela frente um desafio e tanto: usar o seu prestígio pessoal e os instrumentos políticos ao seu alcance para embalar a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) na Princesa do Tocantins e quase uma dezena de municípios no seu entorno.  Seus interlocutores o têm orientado no sentido de que vá com calma e não coloque o carro na frente dos bois, para não correr o risco de administrar um desastre político e eleitoral. Cuidadoso com a preservação da própria imagem, cuja saúde conserva com dedicação extrema, Assis Ramos terá acesso direto a pesquisas que lhe dirão as informações que precisará para nortear as ações políticas por meio das quais espera turbinar a candidatura por meio da qual a ex-governadora espera retornar ao Palácio dos Leões. A incursão que Roseana Sarney fez a Imperatriz nesta semana serviu de base para que o prefeito ajuste sua programação para os próximos passos da campanha.

São Luís, 14 de Março de 2018.

Chico Carvalho articula movimento para manter Astro de Ogum na presidência da Câmara Municipal

 

Chico Carvalho articula movimento para manter Astro de Ogum na presidência contra postulação de Osmar Filho
Chico Carvalho articula movimento para manter Astro de Ogum na presidência contra postulação de Osmar Filho

Enquanto as grandes forças políticas do Maranhão se movimentam para as eleições gerais de Outubro, definindo composições partidárias para eleger deputados estaduais, deputados federais, senadores, governador e presidente da República, a Câmara Municipal de São Luís, aparentemente alheia a essa realidade, tem seus bastidores agitados por um processo eleitoral paralelo, que visa antecipar a eleição da sua Mesa Diretora e, pelo que sussurram nos seus gabinetes e corredores, garantir mais um mandato de presidente ao vereador Astro de Ogum (PMN). A deflagração do processo tem um motivo claro, que vem ganhando músculos: o vereador Osmar Filho (PDT), 1º vice-presidente, que não esconde o projeto de comandar a Casa a partir de fevereiro do ano que vem.

Ainda subterrânea no Palácio Pedro Neiva de Santana, a agitação pró-Astro de Ogum tem como articulador-mor o vereador Chico Carvalho (PSL), uma raposa tarimbada, que sabe tudo sobre o tabuleiro político de São Luís, onde as peças são movidas num jogo de artimanhas. Chico Carvalho, que está no sétimo mandato, já foi presidente da Casa por dois períodos, teria chegado à conclusão de que a reeleição de Astro de Ogum “é o melhor para Casa”. Teria o apoio de 16 dos 31 vereadores, podendo engordar ou emagrecer esse grupo, dependendo do que vier por aí. O dado mais surpreendente é que a articulação de Chico Carvalho estaria sendo respaldado pelo vereador Honorato Fernandes (PT).

Ao mesmo tempo, corre nos bastidores do Legislativo Municipal que o movimento pró-Astro de Ogum articulado por Chico Carvalho tem por objetivo central impedir a ascensão do vereador Osmar Filho (PDT), atual vice-presidente, que está se movimentando para disputar a presidência, credenciado pela boa votação que obteve em 2016 e por representar a nova geração. Osmar Filho estaria ganhando espaço expressivo principalmente junto a vereadores jovens, que não são hostis ao presidente Astro de Ogum, mas gostariam de ver a Câmara Municipal sob uma noiva orientação administrativa e política.

Esse sentimento por mudança no Legislativo de São Luís tem uma explicação. A Casa vem há uma década sendo dominada pela dupla Isaías Pereirinha (PSL)-Astro de Ogum. O primeiro foi presidente por dois mandatos na legislatura passada, mas no último ano da sua gestão foi obrigado a afastar-se devido a problemas de saúde, numa situação que se agravou também pela forte denúncia do “Caso Bradesco”. Então 1º vice-presidente da Mesa, Astro de Ogum assumiu a presidência em 2015, dominando, com muita habilidade, os poderes de presidente, instalou e consolidou seu poder da Casa. Tanto que reeleito vereador em 2016, se manteve na presidência numa grande articulação feita antes da posse em fevereiro de 2017.

Usando com eficiência os instrumentos de poder ao alcance da presidência, Astro de Ogum vem jogando em tidas as frentes para fortalecer sua posição e permanecer no comando da Casa. A iniciativa do vereador Chico Carvalho não é uma iniciativa isolada sua, motivada pelo reconhecimento de que “a Casa está em boas mãos”. Chico Carvalho é hábil o suficiente para montar uma estratégia que o leve à presidência da Casa se o projeto de reeleição fracassar. O problema é que, em qualquer situação, o adversário a ser batido será o vereador Osmar Filho, que tem base retaguarda partidária forte e contaria com o aval poderoso do Palácio de la Ravardière.

É no mínimo curioso que uma casa legislativa centenária como a Câmara Municipal de São Luís, onde já foram registrados episódios de composta por 31 vereadores, grande parte deles recém-chegada à vida pública, esteja sob o domínio de algumas raposas, que jogam, dão as cartas e levam a melhor nas relações com o Palácio de la Ravardière. Nesse contexto, a movimentação do vereador Osmar Filho poderá oxigenar o contexto político na Câmara Municipal de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton Rocha assume liderança da Minoria na Câmara e turbina sua corrida ao Senado

Weverton Rocha: trajetória mais enriquecida com a liderança na Minoria na Câmara Federal
Weverton Rocha: trajetória agora muito mais enriquecida com a liderança na Minoria na Câmara Federal

Ao assumir, ontem, a liderança da Minoria na Câmara Federal, o deputado federal Weverton (PDT) tornou-se a principal voz da Oposição na Câmara Baixa e consolidou de vez uma trajetória parlamentar que o mais bem sucedido integrante da bancada maranhense nesta legislatura. Antes, o deputado liderou por dois anos a bancada do PDT, tendo também protagonizado alguns dos movimentos de maior repercussão na Casa. Assim, ele é o grande estaque de um grupo de deputados maranhenses que nos últimos temos têm se sobressaído no cenário político de Brasília. E impulsiona fortemente a sua corrida em direção ao Senado.

A exemplo do que aconteceu quando foi escolhido líder da bancada do PDT, há dois anos, Weverton Rocha foi eleito líder da Minoria pela unanimidade dos líderes das representações partidárias que fazem Oposição ao Governo do presidente Michel Temer (MDB). E com um dado a mais a seu favor: exerceu a liderança do PDT com tenacidade, defendendo as posições do seu partido com vigor e atuação forte, sendo presença destacada nos debates que marcaram a vida da Câmara Federal nos últimos dois anos.

Os registros da Câmara Federal informam que o deputado Weverton Rocha é o primeiro parlamentar maranhense a assumir esse posto na estrutura do plenário. Esse registro reforça ainda mais a importância da conquista, à medida que o coloca definitivamente ao lado de outros que nesta legislatura, como o deputado Waldir Maranhão (PTdoB), que foi eleito 1º vice-presidente da Câmara Federal e chegou por alguns meses, exatamente no período em que ali corria o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). E o deputado André Fufuca (PP), que é o atual 1º vice-presidente e já assumiu a presidência da Casa por várias vezes.

Não é sem razão que se diz orgulhoso de assumir o posto: “Tenho agora, a grata surpresa de receber esta importante tarefa, que é liderar a Minoria na Câmara Federal”. Certo, a começar pelo fato de que essa ascensão acontece exatamente num momento particularmente delicado e tenso da vida do País em que as decisões do Congresso Nacional serão decisivas para o futuro do Brasil. Além claro, de ser um ano eleitoral. Weverton Rocha sucede ao deputado cearense José Guimarães (PT).

 

Eliziane Gama vai à Famem e discute demandas municipais com Cleomar Tema

Cleomar Tema e Eliziane Gama conversaram sobre quadro político e demandas municipais
Cleomar Tema e Eliziane Gama conversaram sobre  política e demandas municipais

Depois de se reunir com parlamentares, nomes de destaque na com unidade evangélica, militantes comunitários e líderes sindicais, a deputada federal Eliziane Gama deu ontem um passo ousado na sua articulação para consolidar seu projeto de ocupar a segunda vaga de candidato ao Senado na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB). Ela bateu as portas da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), onde foi recebida pelo presidente da entidade municipalista e prefeito de Tuntum Cleomar Tema.

Foi uma conversa amistosa e aberta, na qual a aspirante a senadora expôs o seu projeto político e eleitoral e trocou impressões com o líder municipalista sobre as principais demandas dos municípios. As informações que recebeu servirão de base para o programa que defenderá durante a campanha seu programa de campanha.

Mesmo publicamente posicionado a favor do projeto de candidatura do ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (sem partido), o presidente Cleomar Tema conversou abertamente com a deputada Eliziane Gama. Na presença do vereador Pavão Filho (PDT), que a acompanhou, e de prefeitos que se encontravam na entidade, Cleomar Tema e Eliziane Gama trocaram impressões sobre o quadro do momento e discutiram os problemas enfrentados pelos municípios. Além disso, desejou-lhe êxito no seu projeto de chegar ao Senado.

São Luís, 14 de Março de 2018.

PT se mostra dividido e ainda não deu demonstração cabal de que está mesmo com Flávio Dino

 

Augusto Lobato tem dito a Flávio Dino que o PT vai se engajar na sua campanha pela reeleição
Augusto Lobato tem garantido a Flávio Dino que o PT sob seu comando se engajará na sua campanha pela reeleição

De todos os partidos que integram a aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o que vem apresentando mais incerteza e gerando mais desconfiança nessa fase preliminar da campanha eleitoral é o PT. Sem o controle forte dos seus grandes líderes, entre eles o ex-ministro José Dirceu e o próprio Lula da Silva, o partido vem expondo um claro e profundo racha interno, causado pelas divergências entre as correntes que formam sua base, com reflexos negativos em vários estados, a começar pelo Maranhão. Mesmo contando com o apoio formal do comando do partido no estado, reafirmado diversas vezes pelo novo presidente Augusto Lobato, o governador e seus aliados têm sido surpreendidos por rompantes da corrente que perdeu a hegemonia no partido, e cujo líder é o ex-presidente Raimundo Monteiro e o deputado federal José Carlos.

Nesse jogo de pressões, aqui e ali o PT está fazendo propostas alheias à linha de ação do Palácio dos Leões, como a de cobrar abertamente a vaga de candidato a vice-governador, ou fazer jogo espalhando que o PT vai pode lançar o deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB) ou soprando nos bastidores que o partido poderá até mesmo lançar o candidato a governador a intenção de lançar um candidato ao Governo, caso suas propostas não sejam atendidas pelo governador Flávio Dino.

Além do mais, tem sido frequente a chamada “grande imprensa” divulgar  que Lula da Silva e Dilma Rousseff mantêm conversas com o ex-presidente José Sarney (MDB), insinuando principalmente com a pavimentação de estrada para que o PT volte a se aliar ao MDB no Maranhão, cortando definitivamente seus laços com o governador Flávio Dino. Essas situações têm causado mal-estar na aliança situacionista, levando a aliança situacionista, ainda que o governador e seus aliados recebam a cada momento informações que desmentem boa parte dos rumores.

As exigências do PT para desembarcar de vez na aliança governista e no próprio Governo causam a impressão de que o partido é credor do governador Flávio Dino, quando é óbvio que na balança das relações, o chefe do Executivo leva a melhor como credor de uma postura mais definida do partido em relação ao movimento que lidera. Em 2006, o PT deu as costas para Flávio Dino; em 2010, rachou e a maioria do partido se aliou à coligação liderada por Roseana Sarney (MDB), que lhe deu a vaga de candidato a vice, deixando o então candidato do PCdoB para traz; e em 2014 a situação se repetiu, com o partido de Dilma Rousseff se mantendo quase inteiramente no trem partidário puxado pelo PMDB. Nesse período (2006/2014) apenas um grupo liderado por Domingos Dutra, Bira do Pindaré, Francisco Gonçalves e Márcio Jardim se manteve rebelado contra a aliança do partido com o Grupo Sarney.

Por outro lado, enquanto o PT fez um jogo quase furta-cor, o governador Flávio Dino entrou de cabeça na defesa da presidente Dilma Rousseff, liderando uma série de movimentos de contestação ao processo de impeachment, dentro e fora do Congresso Nacional. Além disso, também se posicionou contra o processo que levou à condenação do ex-presidente Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro, a quem fez duras críticas. O apoio de Flávio Dino a Lula chegou ao ponto máximo e outubro do ano passado, o governador promoveu uma mega festa política, na Praça Pedro II, para marcar o encerramento da caravana que o ex-presidente fez pelo Nordeste. Daí não haver explicações para o comportamento de certas lideranças petistas em relação ao governador e ao Governo como um todo.

É fato incontestável, portanto, que, em que pesem as declarações do presidente Augusto Lobato e algumas manifestações tímidas petistas importantes como o deputado Zé Inácio, que integra a base de apoio do Governo na Assemblei Legislativa, e do grupo que lidera, até agora o PT ainda não deu uma demonstração cabal e definitiva de que seguirá com o governador Flávio Dino para o que der e vier.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Raimundo Cutrim compra briga feia e inglória com secretário e magistrado por causa de contrabandistas

Raimundo Currim está em guerra aberta contra Jefferson Portela e Ronaldo Maciel
Raimundo Cutrim: guerra aberta contra Jefferson Portela e Ronaldo Maciel em torno do Caso do Contrabando

O deputado Raimundo Cutrim (PCdoB) prosseguiu ontem com a catilinária com que bombardeia verbalmente a operação policial que desbaratou um gigantesco esquema de contrabando de cigarros e bebidas em São Luís e que levou para a cadeia o delegado Tiago Bardal, que comandava a poderosa Seic, três coronéis da PM e outros integrantes das Polícias Civil e Militar. Depois de uma forte troca de farpas com o secretário Jefferson Portela (Segurança Pública), o deputado – que é delegado federal aposentado – criticou procedimentos do juiz da 1ª Vara Criminal, Ronaldo Maciel, que por sua vez reagiu disparando chumbo grosso em direção ao parlamentar, que na sua avaliação não sabe o que está dizendo por que não conhece o Código Penal. Cutrim foi à tribuna ontem disposto a desmontar os argumentos do juiz Ronaldo Maciel e demonstrar que, mesmo aposentado, conhece, sim, o CP, pois está aposentado como delegado federal, mas ainda é advogado e está atualizado em matéria de legislação penal.

Raimundo Cutrim comprou uma briga inglória com o secretário Jefferson Portela, que é duro na queda e reage na bucha a qualquer provocação. E como era esperado, Cutrim recebeu chumbo grosso como resposta. No tiroteio verbal com o secretário, o deputado envolveu o juiz Ronaldo Maciel, a quem criticou duramente por procedimentos que a seu ver não estão de acordo com as regras legais, o que é enfaticamente contraditado pelo magistrado. É previsível que, mesmo do alto da sua experiência como policial federal e secretário de Segurança Pública que foi, o deputado nada contabilizará a seu favor nessa guerra verbal, a começar pelo fato de que não é parte no caso e está sendo acusado de intromissão indevida num caso que em nada lhe diz respeito.

 

Lobão mostra disposição e tem dito que uma das vagas de senador será dele

Edison Lobão mostra disposição na corrida para permanecer no Senado
Edison Lobão mostra disposição na corrida para se reeleger

Se alguém duvidou que o senador Edison Lobão (MDB) está mesmo disposto a brigar por mais um mandato, a incursão da ex-governadora Roseana Sarney por cidades em busca de suporte para deslanchar de vez sua candidatura demonstra que o parlamentar. Aos 84 anos, o senador tem mostrado que é duro na queda e está com a saúde em dia, cumprindo à risca uma programação intensa e cansativa. Com essa performance, o ex-governador derruba as muitas tentativas de mostrar que ele seria carta fora do baralho no projeto político e eleitoral do Grupo Sarney. Ao contrário, está mostrando que está mesmo na linha de frente – como sempre esteve, vale lembrar. Nos seus discursos e entrevistas, Lobão explica que está embalado pela experiência, que aumentou a cada mandato e que agora está no ápice, o que lhe permite ser um parlamentar muito produtivo. E segue acreditando que uma das vagas será dele.

São Luís, 12 de Março de 2018.

 

A sete meses da eleição, só Flávio Dino e Ovídio Neto têm projetos de candidatura consolidados ao Governo

 

Flávio Dino e Odívio Neto (último à direita) estão consolidados em meio a Roseana Sarney, Roberto Rocha e Eduardo Braide, que são possibilidades à caminho da consolidação, ou não consolida Roseana Sarney, Roberto Rocha
Flávio Dino e Odívio Neto (último à direita) estão consolidados, e entre eles Roseana Sarney, Roberto Rocha e Eduardo Braide, que são até aqui três possibilidades viáveis à caminho da consolidação, ou não, na corrida para o Palácio dos Leões

 

Faltando menos de sete meses para as eleições, o quadro da disputa pelo Palácio dos Leões continua o mesmo: o governador Flávio Dino (PCdoB) segue favorito, respaldado por uma ação política diferenciada; a ex-governadora Roseana Sarney faz incursão por dezenas de municípios para avaliar se tem mesmo cacife para entrar na briga com chance de se dar bem; o senador Roberto Rocha (PSDB) tem o seu projeto consolidado, com ou sem suporte eleitoral animador; o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) articula por fora como uma possibilidade em busca de consistência política e substância eleitoral; e o engenheiro Odívio Neto (PSOL) confirmado sexta-feira pelo partido para ser candidato contra tudo e contra todos. Salvo eventuais influências da corrida presidencial na maratona sucessória maranhense, nada indica – pelo menos até aqui – que esse cenário sofrerá mudanças substantivas.

A liderança e o favoritismo do governador Flávio Dino até aqui tem explicação clara e lógica. E começa com o fato de que durante a campanha ele disse a que viria e, depois de três anos à frente do Governo, não contrariou nenhum dos compromissos assumidos na campanha. Anunciou que o foco da sua gestão seria colocar os instrumentos e os recursos do Estado à serviço da sociedade, está confirmando; prometeu fazer um governo ético e transparente, está fazendo; assumiu o compromisso de investir o que pudesse para virar a mesa em Educação, Saúde e Segurança, está cumprindo; e avisou que não faria concessões – convênios eleitoreiros, por exemplo – que corressem o risco de desvios, está mantendo. Além disso, tem quebrado alguns padrões que dominavam a política maranhense, reduzindo drasticamente o peso do caciquismo, abrindo caminho para que uma nova geração chegue ao poder. Caminha, portanto, para as urnas com segurança, certo de que a pancadaria oposicionista não vai funcionar como seus adversários esperam. E sem depender dos fluídos de candidatos presidenciais.

A ex-governadora Roseana Sarney detém um cacife expressivo, mas tem o desafio nada animador de vencer uma rejeição elevada, típica do desgaste de quem já governou por quase 14 anos em circunstâncias diversas. Seu maior problema é encontrar um discurso que a coloque como o “novo” e que pode fazer melhor do que está sendo feito. Depois de fracassos retumbantes como o da Refinaria de Bacabeira e das trombadas éticas dentro do grupo ao qual pertence, e agora sem o controle da máquina estadual e sem o amparo de um governo forte na União, é uma tarefa quase impossível. É verdade que a candidata do MDB tem o aval de um expressivo grupo de aliados espalhados pelos municípios, mas não tem a garantia de que eles a seguirão e de que esse cacife se transformará em votos. Isso sem contar o faro de que o governador Flávio Dino é um adversário duro e eficiente. Essa incursão que faz no momento será para a confirmação, ou não, do seu projeto eleitoral. Mas o que definirá mesmo sua candidatura será o projeto nacional do PMDB, que poderá lançar ou não candidato a sucessor o presidente Michel Temer.

O senador Roberto Rocha, que já foi candidato de si mesmo quando ainda estava no PSB, passou a ser parte de um projeto nacional do PSDB e fará sua campanha direta e fortemente associada à do candidato presidencial do partido, Geraldo Alckmin, atual Governador de São Paulo. Seu poder de fogo dependerá muito da sua capacidade política de tirar proveito eleitoral dessa vinculação. Nesse contexto, pode ter um bom desempenho ou afundar, dependendo do discurso que venha a escolher e dos movimentos políticos que fizer durante a campanha. Pode até mesmo abrir mão da candidatura em favor de outro projeto.

A novidade na corrida eleitoral é o deputado estadual Eduardo Braide. Ele aparece como uma possibilidade, embalado pelo desempenho que alcançou na disputa para a Prefeitura de São Luís e 2016. Alguns chegam a vê-lo como uma ameaça ao governador Flávio Dino. É, de fato, o político mais talentoso e preparado da novíssima geração. Braide é movido por lógica cartesiana, avaliando pró e contra de cada passo que pode dar. Sabe que entrando na briga pelos Leões, pode até causar algum desequilíbrio, mas suas chances são pequenas, e se sair por baixo, entrará na briga pela sucessão do prefeito Edivaldo Jr. em 2020 com duas derrotas majoritárias nos ombro e sem o suporte de um mandato. Pela lógica que ele próprio usa, seu caminho seria eleger-se deputado federal com boa votação e entrar politicamente cacifado na briga pelo comando de São Luís. Sabe que tem um limite de tempo para decidir qual o caminho seguir e que um passo errado pode turvar o enorme horizonte que tem pela frente.

Odivio Neto foi confirmado sexta-feira (9) com o candidato do PSOL ao Governo do Estado. Com a definição é parte de um projeto nacional que pretende consolidar o PSOL como uma agremiação consistente, de esquerda e com um projeto para o País. E para marcar essa posição, lançou sábado sua maior estrela, Guilherme Boulos, como candidato a presidente da República. Engenheiro Civil e professor universitário, Odívio Neto candidato a prefeito de São João dos Patos em 2012, a vice-governador em 2014 e a vereador de São Luís em 2016. Tem como plataforma “o firme compromisso com as causas dos trabalhadores, juventude e povo excluído”.

No mais, estão na pauta os inconsistentes projetos de candidatura da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) e do ex-deputado Ricardo Murad (PTN), que geram notícias, mas não saem do lugar, alimentando um grande clima de incertezas no ar, que deverá ser desfeito quando a janela partidária se fechar, no dia 7 de Abril.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PIB gigante e outros indicadores dão ao Governo Flávio Dino munição pesada contra a Oposição

Quadro demonstrativo do PIB dos estados mostra o Maranhão como líder do crescimento no ano passado
Quadro demonstrativo do PIB dos estados mostra o Maranhão como líder do crescimento no ano passado, com quase 10%

A ser confirmada pelo IBGE, a informação, levantada em estudo feito pelo conglomerado bancário Itaú Unibanco, de que o Produto Interno Bruto (PIB) do Maranhão cresceu quase 10% em 2017, alcançando o 1º lugar entre todos os estados, o Palácio dos Leões ganhou o argumento que lhe faltava para desmontar a estratégia do Grupo Sarney de mostrar dados que, segundo o deputado Adriano Sarney (PV), mostrariam que o Estado maranhense teria regredido economicamente e estaria quebrado financeiramente. O crescimento em si, qualquer que fosse o percentual, já seria uma vitória e tanto do governador Flávio Dino, mas os 9,7% superaram qualquer previsão, principalmente em se tratando do Maranhão, sempre marcado por índices e indicadores negativos. O “pibão” foi muito além do todos os bons resultados que aqui e ali amenizavam a má fama econômica e social do Maranhão. Independentemente de qualquer explicação técnica que venha a ser dada para o espantoso crescimento do estado no ano que passou, vale a observação de que o governador Flávio Dino vinha prevendo que melhorias expressivas nos indicadores do Maranhão seriam encontrados a partir do terceiro ano do seu Governo. No início deste ano, o portal G1, do Sistema Globo, publicou um levantamento que apontou o governador maranhense que cumpriu 93% dos compromissos de campanha, liderando o ranking. Em seguida, o jornal Valor Econômico publicou outro levantamento em que o Maranhão atual aparece ocupando a segunda posição entre os estados em matéria de boa gestão financeira. Juntas e misturadas agora com o PIB desconcertante, essas informações dão ao governador Flávio Dino e seus porta-vozes munição pesada para inibir o bombardeio contínuo contra o Governo, anunciado há duas semanas pelo deputado Adriano Sarney.

 

José Reinaldo confirma rompimento com Flávio Dino e diz que apoiará Eduardo Braide

José Reinaldo: confirmando rompimento com Flávio Dino
José Reinaldo: confirmando ruptura com Flávio Dino

Se alguém ainda duvida do rompimento do ex-governador José Reinaldo Tavares (sem partido) com o governador Flávio Dino, deve ler a entrevista concedida por ele ao jornalista e pesquisador Benedito Buzar, publicada na sua coluna Roda Viva, na edição deste Domingo de O Estado do Maranhão. No jogo de perguntas e respostas sobre a relação do ex-governador com o governador, o primeiro faz um relato em que afirma que foi deixado de lado e que hoje não tem mais condições de apoiar o chefe do Executivo à reeleição. E justifica essa posição afirmando que houve perda de confiança entre os dois. José Reinaldo também descarta voltou para as fileiras do Grupo Sarney, onde foi fez carreira de secretário de Estado e governador do Maranhão, passando por inúmeros cargos públicos, inclusive o Ministério dos Transportes. E surpreende ao descartar, em princípio a apoiar a candidatura partidariamente sólida do senador Roberto Rocha ao Governo do Estado, para apostar em montagens improváveis, como a união do tucano, da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos), do ex-deputado Ricardo Murad (PTN) em torno de Eduardo Braide, cujo projeto de chegar ao Palácio dos Leões é uma ideia sombreada ainda por uma densa nuvem de indefinição. Por mais consistentes que sejam suas declarações e por mais determinado que esteja em levar à frente o seu propósito de chegar ao Senado, o ex-governador deixa no ar uma série de indagações, entre elas a que alimentar maior expectativa: qual será o barco partidário no qual pretende navegar os mares turbulentos da campanha eleitoral? No momento em que ele der essa resposta como fato consumado, poderá, enfim, dizer a quem se juntará para tentar chegar de fato ao Senado bombardeando o governador Flávio Dino.

 

São Luís, 11 de Março de 2018.