Números de Ibope, Econométrica e Prever indicam que só luta titânica muda o cenário da disputa em São Luís

 

Eduardo Braide lidera e torna disputa em São Luís um grande desafio para Duarte Júnior, Neto Evangelista, Rubens Júnior e Bira do Pindaré

As três pesquisas – Ibope, Econométrica e Prever – realizadas nas últimas duas semanas, já no período de campanha para medir o cacife dos 11 candidatos à Prefeitura de São Luís encontraram cenários semelhantes, com alguns movimentos para cima e para baixo entre os candidatos intermediários, sinalizando com clareza solar, uma tendência forte apontando larga e sólida vantagem de Eduardo Braide (43%, 47,3% e 45,2%), todas elas indicando a possibilidade de eleição em turno único. Os três levantamentos mostram Duarte Júnior em segundo (14%, 10,8% e 13,8%), seguido de Neto Evangelista (10%, 10,6% e 9,7%), Bira do Pindaré (5%, 2,6% e 4,9%), Rubens Júnior (2%, 6% e 2,7%), Jeisael Marx (2%, 1,5%, e 1,8%), Carlos Madeira (2%, 1% e 1,7%), Yglésio Moises (1%, 1,2% e 0,6%), Sílvio Antônio (0%, 1% e 0,7%), Franklin Douglas (1%, 0% e 0,3%) e Hertz Dias (0%, menos de 1% e 0,2%).

Encontrada por institutos diferentes num período em que todos os candidatos já estavam devidamente definidos, o que descarta, de cara, qualquer motivo de questionamento, a proximidade dos cenários, que apresentam poucas variações, indica que qualquer mudança, principalmente se relacionada aos líderes da corrida, terá de ser causada por um fato ou uma situação realmente importante. Os levantamentos traduzem a realidade desse momento, que até aqui se mantém estável. E com um dado importante: os três resultados mostram que o número de indecisos é pequeno.

Nesse contexto, o candidato Eduardo Braide se mantém na dianteira, fincado no patamar dos 40 pontos percentuais, variando pouco nas diferentes pesquisas. Isso num período em que o normal seria outros candidatos avançarem no sentido de pressionar o líder e dar intensidade à disputa. Mas, diferentemente da lógica que move as disputas em São Luís, os demais candidatos formam uma sequência praticamente igual nos três levantamentos: Duarte Júnior em segundo e Neto Evangelista em terceiro, tendo ora Bira do Pindaré ora Rubens Júnior em quarto, Carlos Madeira medindo força com Jeisael Marx pelo quinto lugar, e Yglésio Moises, Franklin Douglas, Hertz Dias e Silvio Antônio brigando na ponta da fila.

Alguns observadores avaliam esses números como a tradução de um cenário que mudará radicalmente quando a campanha chegar no rádio e na TV, a partir do próximo dia 9. É possível que essa pressão aconteça. Afinal, Duarte Júnior é carismático e domina bem as redes sociais; Neto Evangelista é também experiente e tem o gás da militância do PDT; Rubens Júnior é preparado e tem as máquinas do PCdoB e do PT a seu favor; e Bira do Pindaré conta apenas com seus dotes discursivos, já que, mesmo aguerrida, a militância do PSB é numericamente modesta. Em meio a esse tabuleiro, Jeisael Marx, Carlos Madeira, Yglésio Moises e Franklin Douglas, mesmo movidos a bons discursos e bons propósitos, não exibem musculatura política e partidária para entrar na briga pela ponta. Hertz Dias e Sílvio Antônio estão perdidos nos extremos da esquerda e da direita, sem chance de ir a algum lugar.

No cenário produzido pelas três pesquisas, a situação mais complicada é a do candidato da aliança PCdoB-PT-Cidadania, Rubens Júnior, que aparece duas vezes na quinta colocação e uma vez na quarta. Agora alcançado pelo coronavírus, ele está obrigado a sair de cena por pelo menos uma semana, isso no momento em que o tempo e a presença na campanha são fatores cruciais. A aposta dos seus apoiadores é que ele poderá reverter tal situação na campanha no rádio e na TV, na qual contará com declarações de apoio do ex-presidente Lula da Silva, por exemplo. Poderá, de fato, sair do pelotão intermediário, para chegar à condição de adversário de Eduardo Braide num eventual segundo turno, mas para isso terá de ultrapassar Duarte Júnior e Neto Evangelista, duas tarefas espinhosas numa corrida dessa natureza.

As pesquisas do Ibope, da Econométrica e do Prever encontraram cenários parecidos, indicando que mudanças nas posições de frente só se darão em embates titânicos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com Covid-19, Rubens Júnior se afasta da disputa, mas mantém planos de campanha

Marcio Jerry, que preside o PCdoB, avisa que campanha de Rubens Júnior será mantida mesmo com o candidato do partido a prefeito em isolamento social 

O afastamento temporário de Rubens Júnior da corrida para a Prefeitura de São Luís, por ter testado positivo para Covid-19, não vai alterar os planos de campanha do candidato do PCdoB. A informação partiu do presidente do partido e principal articulador da campanha, deputado federal Márcio Jerry. Coube a ele fazer o anúncio formal em nome do partido:

– Nosso candidato a prefeito de São Luís, Rubens Júnior, testou positivo para a Covid-19 e está afastado das atividades de campanha, seguindo os protocolos de saúde e sob cuidados médicos em casa. A campanha seguirá dialogando e levando as propostas para nossa São Luís – declarou o presidente do PCdoB.

Essa tomada de decisão significa também que toda a equipe de campanha do candidato permanecerá mobilizada e trabalhando dentro das estratégias já traçadas. E nesse contexto, o candidato a vice-prefeito, vereador Honorado Fernandes (PT), assumirá a agenda do candidato no que for possível.

Rubens Júnior sentiu-se mal no fim de semana e recolheu-se por orientação médica. A confirmação de que está infectado pelo coronavírus veio ontem, por meio de exame que deu positivo. Imediatamente após a confirmação, Rubens Júnior decidiu tornar pública a informação, o que fez nas suas redes sociais:  “Venho aqui informar que testei positivo para Covid. Assim que tive os primeiros sintomas, não participei de nenhum ato de rua ou agenda pública. Hoje tive a confirmação, que trago a público”.

 

Decisões da Justiça podem mudar o curso da disputa em Imperatriz e São José de Ribamar

Ildon Marques e Júlio Matos: sob risco 

Duas decisões judiciais serão decisivas para o desfecho da disputa eleitoral em Imperatriz e São José de Ribamar, os dois maiores colégios eleitorais do Maranhão depois de São Luís.

A primeira diz respeito à candidatura do ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques (PP). Pressionado por processos na Justiça Eleitoral, os quais já carimbados por condenações, todas questionadas, Ildon Marques se mantém na cena eleitoral por força de liminares, o que não lhe dá garantias plenas de que continuará na disputa, já que sua candidatura foi impugnada por adversários e também pelo Ministério Público Eleitoral. Com Ildon Marques no jogo, o desfecho da eleição majoritária em Imperatriz é rigorosamente imprevisível, por conta da proximidade dele com o prefeito Assis Ramos (DEM), o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) e o deputado Marco Aurélio (PCdoB). Sem a presença dele, os seus votos serão pulverizados, reforçando as chances dos três candidatos mais fortes. É grande a expectativa sobre o futuro da candidatura de Ildon Marques na Princesa do Tocantins.

Situação parecida está acontecendo em São José de Ribamar. No período de pré-campanha, o prefeito Eudes Sampaio (PTB) parecia caminhar seguro e com folga para a reeleição. De repente, uma decisão do Tribunal de Contas do Estado inocentou o ex-prefeito Júlio Matos (PL) da pendência que o manteve fora de duas eleições como ficha suja tornando-o elegível. Sua entrada na disputa mudou o cenário radicalmente, com ele assumindo a liderança, deixando o prefeito para trás. Tudo caminhava para um equilíbrio, quando outra decisão restaurou sua condição de ficha suja. Ele recorreu e aguarda o pronunciamento da Justiça. Sem Júlio Matos – que continua dizendo que é candidato, mas conhecedores do caso garantem que não é -, o prefeito Eudes Sampaio volta a liderar, agora num clima de incerteza.

Como se vê, decisões aguardadas podem mudar o cenário da disputa nos dois municípios.

São Luís, 06 de Outubro de 2020.

Candidaturas a prefeito e a vereador mostram que nova geração chegou para dar as cartas em São Luís

 

Ester, Bruno, Camila e Artur são bons exemplos na renovação polpitica que está em curso em São Luís, liderada pela nova geração de candidatos a prefeito: Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista, Rubens Júnior, Carlos Madeira, Yglésio Moises, Bira do Pindaré, Jeisael Marx, Franklin Douglas, Hertz Dias e Silvio Antônio

O grupo Participa, que integra a corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB), vai participar da eleição para a Câmara Municipal de São Luís com uma “candidatura coletiva”, formada pelos jovens Bruno, Arthur, Camila e Ester. Em meio a outras candidaturas do partido, esse projeto talvez seja o que mais traduza o espírito dessas eleições em São Luís, onde uma nova geração assume de vez as rédeas da política. Os jovens petistas se somarão a muitos outros candidatos jovens lançados pelas mais diversas siglas partidárias, num espectro ideológico que vai da direita à esquerda, a exemplo das candidaturas que se batem pelo cargo de prefeito, como Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Carlos Madeira (Solidariedade) e Yglésio Moises (PROS), que representam a direita e o centro-direita, e Silvio Antônio (PRTB), voz da extrema-direita;  Rubens Júnior (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB) e Jeisael Marx (Rede), representantes da esquerda democrática, Franklin Douglas (PSOL), da esquerda radical, e Hertz Dias (PSTU), da extrema-esquerda. Com exceção de Carlos Madeira, que sexagenário, e Silvio Antônio, que já está nos 50, os demais candidatos estão nas faixas de 30 e 40 anos.

Nunca houve na história da luta pelo poder em São Luís um momento em que a renovação política se deu com tanta amplitude e tanta veemência. Ele traduz processo iniciado em 2012, quando o atual prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), então um jovem deputado federal eleito pelo obscuro PTC, enfrentou e derrotou o então prefeito João Castelo (PSDB), um dos últimos caciques da geração nascida nas décadas finais do século passado. A atual gestão já é parte dessa transição, que se dá também no Governo do Estado, onde, depois de derrotar as forças sarneysistas, o governador Flávio Dino comanda um novo ciclo na política maranhense.

Os jovens que tentam chegar à Câmara Municipal de São Luís são também movidos pelo desafio de promover uma mudança radical no que há de mais superado na política local. Ali, uma meia dúzia de caciques alimenta uma ação política primária, baseada num assistencialismo barato, alimentado por um jogo de toma-lá-dá-cá. Boa parte dos vereadores não tem a dimensão exata do tamanho, da complexidade e importância histórica e estratégica da Capital do Maranhão. Se também não têm essa compreensão, os jovens que tentam entrar nesse colégio privilegiado representam, pelo menos, o potencial da juventude. É, mais ou menos, o que disse o deputado Zé Inácio (PT), principal avalista do grupo de jovens petistas candidatos a vereador: “Eles têm um projeto político coerente para São Luís, pautado em uma relação de respeito e confiança”.

A mesma expectativa se tem em relação aos candidatos a prefeitos. As sabatinas, as declarações eventuais e o que mostraram até agora em proposta para melhorar a cidade revelaram muitas semelhanças. Com posturas que pouco diferem – umas mais maduras, mais equilibradas; outras mais ousadas, mais provocativas – eles têm muitos pontos em comum, que se revelam em frases muito usadas por quase todos: “Vamos cuidar das pessoas”, “Vamos fazer uma gestão transparente” e “Vamos priorizar a educação e a juventude”. E têm emitidos sinais de que saberão o que fazer se chegarem ao gabinete principal do Palácio de la Ravardière.

Os jovens candidatos à Prefeitura de São Luís têm emitido sinais seguidos de que, ao contrário de times de candidatos que participaram de eleições anteriores, eles têm noção clara do que a São Luís de hoje é uma metrópole com 1,1 milhão de habitantes, mais de 400 mil veículos e sistema viário já defasado, quase 300 escolas, um sistema de saúde no limite, no qual o serviço de emergência cobra investimentos, e que tem no seu coração um tesouro arquitetônico colonial português, que traduz a sua rica história e a incluiu entre as raras cidades do mundo classificadas pela ONU como “Patrimônio da Humanidade”. Ou seja, alcançaram o espírito da coisa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

A tragédia no Mix Mateus: estrutura mal planejada ou acidente causado?

Desabamento de gôndolas de atacarejo pode arranhar a imagem do Grupo Mateus ou a do empresário Ilson Mateus? A resposta será dada pelos peritos da Polícia 

Foi uma tragédia o desabamento das prateleiras do Mix Atacarejo do Grupo Mateus da Curva do Noventa. Uma jovem funcionária de 19 anos, há dois meses na empresa e recém-promovida a assistente de vendas, perdeu a vida e oito pessoas, clientes e funcionários, saíram feridas. Nesse caso, o prejuízo material não conta, independentemente do custo que possa gerar para a empresa. Isso porque pode ter acontecido ali a instalação de uma estrutura mal planejada, sem os necessários cálculos de engenharia de precisão para determinar a relação estrutura-peso; pode ter acontecido um espantoso caso de negligência num ambiente como aquele, frequentado por centenas de pessoas todos os dias; ou… deixa para lá. Peritos da Polícia Civil investigam e dirão se o desabamento foi causado por negligência ou sabotagem.

Chama a atenção que o desastre tenha ocorrido num momento muito especial para esse grupo, que acaba de ser incluído entre os maiores do País na seara das redes regionais de supermercados. São hoje 137 lojas, entre as quais 29 atacarejos – que vendem no varejo e no atacado – iguais ao Mix onde as prateleiras abarrotadas de mercadoria desabaram. Até onde se sabe, é uma empresa preocupada com qualidade do serviço que presta, o que pode ser constatado no cotidiano das suas lojas de supermercado, hipermercados, lojas de vizinhança e de eletrodomésticos e dois gigantescos centros de distribuição.

Impressiona, portanto, a coincidência de que o trágico desabamento tenha se dado no exato momento em que o Grupo Mateus – que nasceu há 34 anos em Balsas e hoje se espalha no Maranhão, Tocantins e Pará, e que ano passado faturou R$ 9,9 bilhões, pagou milhões em impostos e teve lucro líquido de R$ 338 milhões – esteja dando um passo decisivo para assumir o seu tamanho: entrar no mercado de ações para se capitalizar, profissionalizar sua gestão e investir em expansão.

O desembarque na Bolsa de Valores de São Paulo está programado exatamente para este mês, com a oferta inicial de ações no valor total de R$ 4,1 bilhões, dinheiro com o qual pretende investir na sua estrutura e em expansão. A operação vem sendo muito comentada no mercado financeiro, principalmente pelo fato de que está sendo coordenada por ninguém menos que a XP Investimentos, tendo o Bradesco BBI como agente estabilizador, e a participação direta do BTG Pactual, do Itaú BBA, do BB Investimentos, do Santander e do Safra, ou seja, a nata do mercado de capitais brasileiro, uma demonstração de que o Grupo tem lastro para atrair investidores. Situação que, segundo a revista Forbes, deu ao empresário Ilson Mateus, um sujeito de aparência modesta, no fechadíssimo clube dos bilionários brasileiros, com fortuna maior que a de Luciano Hang, o histriônico dono da Havan, uma cadeia de lojas do sul do País.

É improvável que o trágico desabamento do Mix da Curva do Noventa tenha algum impacto negativo no ousado lance de capitação financeira do Grupo Mateus. De qualquer maneira, é urgente que a Polícia Civil, por meio dos seus peritos, descubra e informe ao mundo o que levou as gôndolas ao chão.

 

Flávio Dino reafirma o compromisso da neutralidade na disputa em São Luís

Flávio Dino reafirma neutralidade em SL

Quem esperava que o governador Flávio Dino (PCdoB) quebrasse o compromisso da neutralidade na disputa para a Prefeitura de São Luís esperou em vão. Ele não apenas manteve a palavra, como também sinalizou que estará aberto ao diálogo com o futuro prefeito, independentemente de ele ser ou não da aliança partidária que lidera. E nesse sentido, apontou o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) como um exemplo de gestor aberto ao diálogo, o que facilita a construção de parcerias. O governador resumiu sua posição sobre o assunto com a seguinte mensagem, postado nas suas redes sociais:

“Acompanhei com muita atenção o debate dos candidatos a prefeito de São Luís. Respeito todos os aliados que me ajudaram, em 2018, na eleição para governador. Espero que o próximo prefeito seja alguém que tenha o mesmo espírito de parceria e diálogo do prefeito Edivaldo Holanda Júnior”.

Mais claro, impossível.

São Luís, 04 de Outubro de 2020.

Debate da TV UFMA/BAND foi morno, mas mostrou que candidatos têm bom preparo sobre São Luís

 

Eduardo Braide, Duarte Jr., Neto Evangelista, Rubens Jr., Carlos Madeira, Yglésio Moises, Bira do Pindaré, Jeisael Marx, Franklin Douglas, Hertz Dias e Silvio Antônio saíram-se bem num debate técnico e politicamente morno sobre São Luís

Foi tecnicamente razoável e politicamente morno, com algumas provocações, mas nenhum confronto direto entre os 11 candidatos o debate entre os candidatos à Prefeitura de São Luís realizado pela TV-UFMA em associação com a BAND-MA, iniciado às 22h30m de ontem e encerrado à 1h10m desta madrugada. Com um formato bem amarrado e eficiente, o encontro mediado pelo jornalista Valteno Oliveira, da BAND-Brasília, reuniu Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Jr. (PCdoB), Carlos Madeira (SD), Bira do Pindaré (PSB), Jeisael  Hertz Dias (PSTU) e Franklin Douglas (PSOL), que trataram de uma série de temas importantes, como educação, saúde, mobilidade e infraestrutura, mas esqueceram de outros com igual peso, como turismo, o Centro Histórico e as festas populares realizadas a séculos. Todos, a começar pelos mais bem posicionados nas pesquisas, mostraram bom preparo e, mesmo superficialmente, demonstraram saber o que os desafios são enormes, acrescentando um dado importante: Edivaldo Holanda Jr. está realizando esse programa com recursos de um empréstimo – cerca de R$ 300 milhões – e que não haverá dinheiro fácil no próximo governo municipal.

Durante mais de duas horas, todos os candidatos se manifestaram na mesma proporção, com espaço e tempo para apresentar suas principais propostas. Falaram sobre educação, atacando o déficit educacional de São Luís, uns criticando e outros segurando a barra do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Bateram na área da Saúde, cada um prometendo soluções já conhecidas para problemas crônicos, como os da Saúde municipal, e na área de Educação, com todos batendo nos mesmos problemas, mas nenhuma proposta inovadora, algo que chamasse a atenção.

Eduardo Braide, Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Júnior, que a julgar pelo que têm ditos deixaram no ar a impressão de que estão com a cidade e seus problemas na ponta das suas línguas, mas devido ao tempo curto, não puderam aprofundar na abordagem em nenhum deles. Também não houve oportunidade para que eles fossem provocados entre si na seara política, com poucas estocagens, mas deu para medir bem a preocupação dos quatro em mostrar que estão preparados inclusive para um confronto verbal aberto e perigoso. Na contramão dos quatro, Franklin Douglas provocou a todos com acusações a seus partidos aqui e no plano nacional. Outro provocador foi Silvio Antônio, a voz da direita, que atacou a esquerda e fez questão de se apresentar como candidato do PRTB, “o partido do vice-presidente Hamilton Mourão”, mas no final ninguém teve muita gente

Rubens Júnior, por exemplo, se apresentou como candidato do grupo do governador Flávio Dino e destacou o apoio que recebe do ex-presidente Lula da Silva, sendo os dois líderes as suas referências. Nas considerações finais, disse que não é “produto de marketing” e que tem uma história e tem lado, “que é o lado do governador Flávio Dino”. Eduardo Braide foi extremamente cauteloso, evitando estocar os demais e fazendo um grande esforço para não. Em todas as oportunidades que teve, Duarte Jr. bateu na tecla de que foi menino pobre que vendeu chip de celular na Rua Grande, etc., e que revolucionou o Procon e o Viva Cidadão, exemplo da sua eficiência como gestor público. Neto Evangelista pareceu bem articulado, demonstrando segurança em relação aos temas abordados, tendo no final defendido “a boa política” e a “boa mágica”.

Boa e bem organizada iniciativa, com formato inovador, que permitiu a participação de todos os candidatos na mesma medida, o debate da TV-UFMA/BAND-MA nada “arrancou” dos candidatos, nem azedou o clima entre eles. Mas foi um bom momento da campanha para mostrar que estão preparados para o enfrentamento entre si e para o desafio que será comandar a cidade.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino e Holanda Jr. são aprovados pela maioria dos ludovicenses; Bolsonaro chegou perto da aprovação

Edivaldo Holanda Jr. ,Flávio Dino e Jair Bolsonaro são avaliados pelo eleitorado de São Luís em pesquisa

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) estão com a bola cheia no conceito da opinião pública da Capital, segundo apurou a Econométrica na pesquisa, em parceria com a TV Guará, realizada para medir a corrida ao Palácio de la Ravardière. O mesmo levantamento mediu a avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)

Ao avaliar Flávio Dino, nada menos que 70,1% dos mil eleitores entrevistados disseram aprovar o Governo Flávio Dino contra 29,6% que responderam que não aprovam, ficando inexpressivos 0,3% que não quiseram ou não souberam responder. Com essa aferição, o governador alcança um patamar de aprovação excepcional, se levada em conta

Já quando a indagação foi a respeito da aprovação ou não da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, outro resultado largamente positivo: 62,7% positivamente aprovando a gestão, enquanto 36,3% disseram reprová-la, com apenas 1% não querendo nem sabendo responder. Esse resultado coloca o prefeito Edivaldo Holanda Júnior numa posição privilegiada e com uma marca que fará todo sentido em eleições futuras.

Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, 47,5% responderam que aprovam seu Governo contra 51,1% que o reprovaram. Esse resultado certamente será comemorado pelo presidente e seus aliados mais fiéis, vez que a aprovação e a desaprovação estão separadas por meros 2,5%, posição bem mais confortável do que a de outras medições

 

João Alberto se candidata e já está em campanha para a Câmara de Bacabal

Depois da tribuna do Senado, João Alberto quer ocupar a tribuna da Câmara de Bacabal

O ex-sindicalista, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito, ex-vice-governador, ex-governador e ex-senador João Alberto Souza se impôs o desafio de, aos 85 anos, encarar mais uma vez as urnas em busca do único mandato eletivo que não consta no seu extenso e rico currículo de militante político, o de vereador. Com o mesmo entusiasmo de outros tempos, ele integra a chapa de candidatos do MDB à Câmara Municipal de Bacabal, num exemplo de invejável vitalidade política.

Quando, há alguns meses, anunciou sua intenção de suspender a aposentadoria em relação às urnas, para disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Bacabal, muitos acharam – alguns com certo desdém -, que o ex-senador brincava. Estavam errados. Um dos mais ativos militantes políticos do Maranhão nas últimas décadas, com uma carreira vitoriosa – só perdeu três eleições, uma delas para a Prefeitura de São Luís em 1992 -, João Alberto alimenta esse projeto há muitos anos. Seus interlocutores habituais sempre ouviram isso dele.

Já com a candidatura registrada, João Alberto vai concorrer a uma das cadeiras da Câmara Municipal de Bacabal – de onde já foi prefeito – na chapa do MDB sob o número 15555. Seu slogan será “João Alberto, um vereador de respeito”. O ex-governador já está em campanha, apoiando a candidatura do prefeito Edvan Brandão (PDT) e estimulando a chapa de candidatos a vereador do seu partido. João Alberto explica a candidatura a vereador de Bacabal, depois de tudo o que já foi, como uma iniciativa destinada a contribuir com a sua experiência para o bom funcionamento da Câmara bacabalense.

São Luís, 02 de Outubro de 2020.

 

Econométrica mostra Braide na dianteira, Duarte Jr. e Evangelista empatados e Rubens Jr. entrando na briga

 

Eduardo Braide lidera seguido por Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Jr., que de acordo com a pesquisa Econométrica, entra na briga pela Prefeitura de São Luís

O instituto Econométrica divulgou ontem pesquisa sobre a corrida à Prefeitura de São Luís, feita em parceria com a TV Guará. Os números: Eduardo Braide (Podemos) tem 47,3% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (Republicanos) com 10,8%, Neto Evangelista (DEM) com 10,6%, Rubens Júnior (PCdoB) com 6%, Bira do Pindaré (PSB) e Adriano Sarney (PV) com 2,6%, Jeisael Marx (PV) com 1,5%, Yglésio Moises (PROS) com 1,2% e Carlos Madeira (Solidariedade) com 1% das intenções de voto – Silvio Antônio (PRTB), Hertz Dias (PSTU) e Franklin Douglas (PSOL) foram citados por menos de 1% dos entrevistados. Um contingente de 8,5% dos entrevistados não soube responder e 6,6% disseram que não votariam em nenhum deles ou anulariam o voto.  Realizada na intensa dinâmica da corrida eleitoral, a pesquisa é um retrato do momento, e traz nos percentuais encontrados informações estridentes, recados e forte sinal de alerta para os candidatos que buscam um segundo turno para um embate final com o candidato do Podemos.

A primeira informação: Eduardo Braide se mantém na dianteira e sua vantagem é larga e consistente, sem tendência de queda, condição que pode levá-lo a liquidar a fatura em turno único, confirmando os desenhos rabiscados por todas as pesquisas realizadas até aqui. A segunda informação: a movimentação entre Duarte Júnior com 10,8%, Neto Evangelista com 10,6% e Rubens Júnior com 6% se dá dentro dos espaços por eles ocupados, atingindo, por exemplo, a Bira do Pindaré, que apareceu empatado com Adriano Sarney, que já não é mais candidato, mas sem qualquer arranhão ou ameaça à posição de Eduardo Braide. A terceira informação: a disputa efetiva parece estar restrita aos quatro primeiros colocados, e mesmo com a vantagem avassaladora de Eduardo Braide, o que está em jogo nessa eleição sugere que muito poderá acontecer nos próximos 44 dias.

O empate entre Duarte Júnior e Neto Evangelista e a subida de Rubens Júnior – em relação à pesquisa Ibope, a mais recente -, indica que haverá uma forte medição de força entre os três, com o empenho dos líderes partidários – o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) pelo primeiro, o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Juscelino Filho (DEM) pelo segundo, e o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) pelo terceiro -, que vão jogar pesado para reverter a vantagem de Eduardo Braide, o que tornará a disputa bem mais acirrada. Afinal, trata-se da disputa pela Prefeitura de São Luís, cujo controle tem peso político e eleitoral muitas vezes decisivos nas disputas estaduais.

Um recado eloquente da pesquisa Econométrica: o eleitorado não quer papo nem com a ultradireita, representada por Silvio Antônio, candidato do PRTB, nem com a ultraesquerda, que têm duas candidaturas, a de Franklin Douglas (PSOL) e a de Hertz Dias (PSTU). Outras informações importantes, mas sem qualquer importância no andamento da disputa propriamente dita: a posição surpreendentemente tímida do candidato do PSB, Bira do Pindaré, e o duro e tardio aprendizado político do ex-juiz Carlos Madeira, candidato do Solidariedade. A margem de imprevisibilidade guardada em qualquer cenário eleitoral em evolução recomenda que ninguém bata martelo antes da hora, mas tudo indica que dificilmente Bira do Pindaré e Carlos Madeira conseguirão avançar.

Os demais caminham para completar a experiência.

Em Tempo: A pesquisa Econométrica ouviu mil eleitores em 44 bairros de São Luís entre os dias 20 e 22 de Setembro, foi registrada no TSE com número de identificação MA-06272/2020, tem margem de erro é de 3,1 ponto percentual, para mais ou para menos, e um intervalo de confiança de 95%.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Rejeição da maioria dos candidatos pode ser explicada

A pesquisa Econométrica mediu também a rejeição dos candidatos a prefeito de São Luís. O mais rejeitado foi Adriano Sarney (PV) – que, vale repetir, não é mais candidato. Ele foi rejeitado por 33,2% dos entrevistados, certamente não se tratando de uma situação pessoal, mas reflexo da relação sempre complicada dos Sarney com os ludovicenses. Se permanecesse na disputa e crescesse, continuaria tendo rejeição elevada. Surpreendentes os 27,5% de rejeição de Bira do Pindaré (PSB), se levado em conta o fato de que ele foi fenômeno de votos em São Luís na disputa senatorial seu 2006 e vir se mantendo com boas votações na Capital.

Terceiro mais rejeitado (19,1%), Eduardo Braide forma, dentro da margem de erro, um bloco com Neto Evangelista (18,8%), Rubens Júnior (18%), Jeisael Marx (15,7%) e Duarte Júnior (15,6%). As rejeições nesse grupo podem ser explicadas mais por opção de candidatura do que rejeição propriamente dita. É o caso dos percentuais de rejeição de Yglésio Moises (12,8%) e de Carlos Madeira (11,5%), muito difíceis de explicar, já que um é médico conceituado e o outro é um ex-juiz correto. Silvio Antônio com 7,3%, Hertz Dias com 6,8%, Franklin Douglas com 5,9% são casos de pouca expressão.

Exceto a rejeição de Bira do Pindaré, para a qual não há uma explicação lógica, todos os casos revelados pela pesquisa estão dentro de situação perfeitamente explicáveis.

 

Deputados aprovam projetos importantes, apesar da pressão da campanha

Mesmo com os deputados sob a forte pressão da corrida às urnas nos municípios, a Assembleia Legislativa vem mantendo regularidade no seu calendário de sessões e aprovando matérias importantes. Ontem, o plenário chancelou dois projetos de peso. O primeiro institui o programa “Aluguel Maria da Penha”, que amplia a proteção da mulher em situação de violência. O segundo cria o Instituto Maranhense de Infectologia (IMI).

Daniella Tema indicou Aluguel Maria da Penha, que agora virou lei

Fruto de uma indicação da deputada Daniella Tema (DEM), o projeto do “Aluguel Maria da Penha” foi proposto pelo Poder Executivo e aprovado sem reservas pela Assembleia Legislativa. O programa garante R$ 600,00 durante 12 meses a mulheres vítimas de violência doméstica que estejam impedidas de retomar para seus lares, por risco de sofrer agressões que possam causar morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. O benefício será concedido pelo período de até 12 meses, podendo ser suspenso a qualquer tempo, caso a beneficiária deixe de atender quaisquer dos requisitos necessários para figurar como participante do programa, a exemplo do retorno ao convívio do agressor e da cessação dos efeitos da medida protetiva de urgência. Terão prioridade na concessão do “Aluguel Maria da Penha” as mulheres em situação de vulnerabilidade que possuam filhos menores de idade. A execução do programa será feita por meio da Secretaria de Estado da Mulher (SEMU), que utilizará as Casas da Mulher, bem como os Centros de Referência da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e das Secretarias Municipais da Mulher e de Assistência Social. Daniella Tema defendeu assinalando um dos motivos que mantêm muitas mulheres em situação de violência doméstica é a dependência financeira, explicando que foi com base nessa realidade que ela fez a indicação ao governador Flávio Dino, que deve sancionar o projeto, transformando em lei. O deputado Roberto Costa (MDB) destacou a iniciativa da deputada Daniella Tema e assinalou: “O ‘Aluguel Maria da Penha’ resgata a dignidade da mulher no instante em que ela mais precisa, por estar enfrentando instabilidade emocional e física, necessitando do aparato do Estado, que passa a ajudá-la nesse momento de grande dificuldade”.

Sob pressão da campanha Assembleia vem atuando e votando matérias de peso

Já a criação do Instituto Maranhense de Infectologia (IMI) se deu pela necessidade de controlar “doenças infectoparasitárias e objetivo prestar assistência, promover a educação e realizar pesquisas relativas a essas doenças no âmbito do Maranhão”. De acordo com o governador Flávio Dino, na mensagem ao Poder Legislativo, “a localização em zona de transição entre a Amazônia, o Sertão Nordestino e o Cerrado, congrega endemias típicas destas regiões, ao lado de doenças infecciosas de caráter cosmopolita, englobando variado grupo de doenças tropicais”. O governador acrescentou: “Objetiva-se com o presente Projeto de Lei criar, no Estado do Maranhão, o Instituto Maranhense de Infectologia – IMI, alterando também a nomenclatura do Centro de Saúde ‘Dr. Genésio Rêgo’, que passará a se denominar Hospital de Doenças Infectoparasitárias ‘Dr. Genésio Rêgo’, ambos vinculados à Secretara de Estado da Saúde”. O IMI deverá desenvolver, dentre outras atividades, pesquisas nas áreas de epidemiologia e da saúde pública, tendo como foco as doenças tropicais e infectoparasitárias em geral, com ênfase nas endemias no Maranhão; e realizar convênios e programas de cooperação com outras instituições de pesquisa, entre nacionais e internacionais”.

São Luís, 01 de Outubro de 2020.

Fala-se em “consórcio”, mas Rubens Jr., Duarte Jr., Evangelista e Pindaré se batem para enfrentar Braide

 

Em vez de consócio, candidatos do campo liderado pelo governador Flávio Dino  disputam fortemente o direito de comandar São Luís do Palácio de la Ravardière

Adversários da aliança partidária comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) têm batido numa tecla quando falam sobre o cenário político relacionado com a corrida para a Prefeitura de São Luís, a suposta existência de um consórcio de candidatos da base governista. Sugerem que seria uma estratégia para minar o favoritismo do candidato do Podemos, Eduardo Braide, e levar a disputa para um segundo turno, mobilizando então todas as forças em torno do candidato com elas identificados. É verdade que maioria folgada dos candidatos é de partidos e coligações alinhadas na base de apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), mas daí a afirmar que se trata de um projeto milimetricamente arquitetado e montado com esse objetivo vai na contramão do que de fato está acontecendo.

As candidaturas de Rubens Júnior (PCdoB-PT-Cidadania-PMB-DC), de Duarte Júnior (Republicanos-PL-Avante-Patriotas), de Neto Evangelista (DEM-PDT-PTB-MDB-PSL), de Bira do Pindaré (PSB), de Carlos Madeira (Solidariedade), de Jeisael Marx (Rede) e de Yglésio Moises (PROS) estão, de fato, dentro da base política e partidária do governador Flávio Dino. Essas candidaturas são projetos de grupos partidários e de partidos isolados, que estão se digladiando.

A candidatura de Rubens Júnior é um projeto do PCdoB, que foi buscar apoio dos partidos da coligação que lidera. Houve disputa dentro do partido, com a tentativa de Duarte Júnior de se firmar como candidato. A trajetória e a posição de Rubens Júnior prevaleceram, levando Duarte Júnior a migrar para o Republicano, onde emplacou o seu projeto de candidatura, que tem o vice-governador Carlos Brandão, que cultiva o objetivo de disputar o Governo do Estado, como principal apoiador. A candidatura de Neto Evangelista, por sua vez, é o resultado de uma ampla articulação empreendida pelo senador Weverton Rocha (PDT) com o próprio candidato e com o presidente do DEM, deputado federal Juscelino Filho. Negociações intensas nos bastidores resultaram nas declarações de apoio do PSL, que reúne hoje bolsonaristas e não bolsonaristas, e do MDB, que representa a base sarneysista na Ilha.

O mesmo acontece com as candidaturas “puro sangue”. O projeto de Bira do Pindaré de disputar a Prefeitura de São Luís é maduro, vem de quando ele ainda era membro do PT. Tentou ser o candidato do PSB em 2012, mas foi atropelado pelo então presidente do partido no Maranhão, o hoje senador pelo PSDB Roberto Rocha, que na época se elegeu vice-prefeito, e em seguida a senador, em 2014, pelo PSB. Só agora ele consegue o aval partidário para disputar o Palácio de la Ravardière. Trata-se, portanto, de um projeto pessoal do deputado Bira do Pindaré e incorporado pelo PSB. Carlos Madeira deixou a magistratura federal com o objetivo de encontrar um partido e disputar a Prefeitura de São Luís. Flertou com vários, mas desembocou no Solidariedade, que havia sido procurado por Duarte Júnior. É o caso também de Jeisael Marx, que viabilizou seu projeto de candidatura com o apoio integral do Rede, e de Yglésio Moises, que depois de buscar intensamente um partido para deixar o PDT, acabou ingressando no PROS.

É verdade que esses candidatos não se tratam como inimigos, mas é verdade também que estão longe de se tratarem como “primos” na disputa. Nos bastidores, jogam pesado uns contra os outros, e todos tentam desbancar Duarte Júnior da segunda colocação. Neto Evangelista vem medindo força com Rubens Júnior e ambos jogam pesado para tirar Eduardo Braide da liderança. E não será surpresa se a relação entre os dois estremecer de vez nas próximas semanas. Também não surpreenderá se no calor da campanha Bira do Pindaré vier a disparar chumbo grosso contra os três candidatos do grupo que estão à sua frente. Ele já deu mostras fartas de que não vai se acomodar, exatamente por acreditar que tem chance de vencer a disputa, o que mantêm na ativa, juntamente com os demais candidatos.

O que parece ser um “consórcio” é, na verdade, um jogo de forte disputa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide tenta se blindar, mas a corrida em são Luís prevê confrontos

Eduardo Braide fez comentário sobre segurança e foi duramente rebatido por Márcio Jerry

À frente na preferência do eleitorado de São Luís, o candidato do Podemos, Eduardo Braide, está determinado a fazer uma campanha longe confrontos que possam desgastá-lo. Mas sabe que será difícil para ele se manter fora do ambiente de pancadaria. Um exemplo: bastou que ele fizesse comentário meio torto sobre problema de segurança pública, para receber imediatamente uma dura sequência de petardos, sendo os mais fortes disparados pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry. Não é da sua natureza encarar confrontos desse tipo, com troca de palavras duras, acusações e adjetivações. Mas tem consciência de que numa disputa como a de São Luís, na qual está em jogo, por exemplo, o desenho político do Maranhão para o grande confronto eleitoral de 2022, nenhum candidato sai ileso, por mais precavido que possa ser. Principalmente se estiver na liderança.

 

Disputa em São José de Ribamar caminha para o tapetão da Justiça

Eudes Sampaio, Júlio Matos e Jota Pinto: disputa pode ser decidida nos Tribunais

A disputa pela terceira maior Prefeitura do Maranhão, a de São José de Ribamar, pode acabar no tapetão da Justiça. Essa tendência foi aberta com a decisão do TCE de informar à Justiça Eleitoral a não existência de pendências ali contra o ex-prefeito Júlio Matos (PL), permitindo assim que ele pudesse ser candidato. A decisão mudou radicalmente o panorama da disputa em território ribamarense, com Júlio Matos tomando a liderança do prefeito Eudes Sampaio (PTB), que caminhava fácil para a reeleição. No início desta semana, no entanto, instância Justiça Eleitoral superior reverteu a decisão e devolveu o ex-prefeito para o time dos ficha-suja.

Ontem, o caldo entornou de vez em São José de Ribamar. Os adversários do prefeito Eudes Sampaio impugnaram sua candidatura, acusando-o de abuso de poder e outras mazelas, pretendendo com isso tirá-lo da disputa.

O candidato do PDT, Jota Pinto, que até então parecia fira da disputa por falta de empatia com o eleitorado, assiste a tudo de longe, apostando alto que Júlio Matos e Eudes Sampaio sejam catapultados da disputa, de modo que o caminho fique aberto para ele. Só que os advogados de Júlio Matos e os de Eudes Sampaio garantem que os dois não estão fora do páreo, mantendo, portanto, suas candidaturas de pé.

É grande a expectativa que já domina o cenário eleitoral da Cidade do Padroeiro.

São Luís, 30 de Setembro de 2020.

Candidatos vão às ruas e usam mensagens fortes na largada da corrida à Prefeitura de São Luís

 

Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista, Rubens Júnior, Carlos Madeira e Yglésio Moises definiram motes de campanha na corrida à Prefeitura de São Luís

Intensa e animada, mesmo com as limitações impostas pelo novo coronavírus, a largada das campanhas dos agora 11 candidatos – Adriano Sarney (PV) desistiu – para a Prefeitura de São Luís. Os candidatos mais fortes – Eduard Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB) – foram às ruas em coloridas e estridentes caminhadas, carreatas e bandeiraços. Os candidatos menos favorecidos pela preferência do eleitorado, segundo as pesquisas – Carlos Madeira (Solidariedade), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio (PRTB) –, e duramente limitados pela falta de suporte político e partidário, se movimentaram como puderam – com caminhadas, cafés da manhã com apoiadores, reuniões comunitárias e recados em redes sociais. Os primeiros momentos da corrida confirmaram o desenho, que agora ganha cores mais fortes com a chegada ao público dos motes de campanha, enfatizados nas peças que começam a chegar ao conhecimento do eleitor.

Líder na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas feitas até aqui, Eduardo Braide, que tem como base partidária a aliança Podemos-PSD-PSC-PMN, aposta num discurso para sensibilizar o eleitorado de que, por não o ter elegido em 2016, deve fazê-lo agora. “Não deu na outra vez, mas vai dar agora”, diz o seu jingle, que o indica recorrendo ao verso mais comum em mensagens eleitorais em todo o País: “… é o prefeito que a gente espera pra gente ser feliz”. A primeira peça de campanha é simples, sem afetação e sem exagero, com música e refrão que tem tudo para pegar.

Seu adversário mais próximo – também segundo pesquisas -, Duarte, que disputa pela coligação Republicanos-PL-Patriotas-Avante, tirou o Júnior para consolidar uma identidade política sem ligação familiar. Sua música de campanha tem por base um mote diferenciado, a convocação “Bora resolver”. Duarte se apresenta como “filho do povo”, estocando seus adversários mais próximos ao declarar que não é filho de político, que trabalhou desde cedo para vencer na vida, e que tem experiência administrativa demonstrada nos resultados da sua badalada gestão à frente do Procon e do Viva Cidadão com a qual se destacou na equipe do governador Flávio Dino. Ele também recorre a um mote surrado: “Duarte prefeito, São Luís tem jeito”.

O candidato Neto Evangelista, embalado pela coligação DEM-PDT-MDB-PSL, surpreendeu ao recorrer ao mais antigo apelo utilizado por candidatos à Prefeitura de São Luís nas últimas décadas: registrar em cartório um documento contendo as suas principais promessas de campanha, que chamou de “Carta de Compromissos”. O ato é uma estratégia nacional do DEM. Ao mesmo tempo, Neto Evangelista toca num ponto sensível: lembra que agora é a vez da sua geração ter a oportunidade, mas dedicando “todo respeito aos que vieram antes”. E arremata afirmando que pretende fazer a cidade “como a gente sonha de verdade”.

Por seu turno, Rubens Júnior, que está na corrida liderando a aliança PCdoB-PT-Cidadania-PMB-DC, municia sua candidatura com três símbolos, dois políticos e vivos e um espiritual, sendo os dois primeiros suas fontes de apoio e de inspiração. A primeira referência é o governador Flávio Dino, que destaca como o líder que segue o no qual se inspira como político e como gestor. A segunda é o ex-presidente Lula, que o ensinou a governar para os mais pobres. E a referência espiritual é o Divino Espírito Santo. Nas suas manifestações, Rubens Júnior tem feito questão de deixar claro que nasceu e cresceu em São Luís, que apresenta como “a minha cidade”.

Entre os demais candidatos, destaca-se o mote de campanha de Carlos Madeira (Solidariedade), que pede aos seus simpatizantes que convençam “mais um” a segui-lo, certo de que esse somatório pode gerar uma onda a seu favor. Por sua vez, Yglésio Moises (PROS) divulgou um forte e comovente vídeo no qual pessoas do povo, sem maquiagem, se identificam, até que o candidato diz: “Eu sou Yglésio e quero ser você na Prefeitura de São Luís”.

Salvo as manifestações de pré-campanha, os demais candidatos não trouxeram – até ontem – peças de campanha. Mas ninguém duvida que elas estão a caminho e que trarão recados fortes para seduzir o escolado eleitorado de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Saída de Adriano Sarney pode beneficiar Eduardo Braide, mas base pode se pulverizar

Adriano Sarney: fora da disputa

Um fato assanhou todos os QGs de campanha na Capital: a retirada da candidatura de Adriano Sarney (PV), anunciada em carta divulgada no Domingo, numa reviravolta surpreendente que, em tese, pode mexer fortemente no quadro das preferências do eleitorado, e, também em tese, pode municiar o candidato do Podemos a vencer a eleição em um só turno.

Com bom preparo em economia e exercendo um mandato politicamente equilibrado, mas com apenas seis segundos de tempo de rádio e TV, nenhuma estrutura de campanha, sem o aval da família e rifado dos debates nas TVs locais, o deputado estadual Adriano Sarney, o neto do ex-presidente José Sarney (MDB) colocou os pés no chão e compreendeu que, se em situação normal suas chances já seriam remotas, nas condições que se apresentaram elas chegaram a zero. Ciente de que manter a candidatura seria um esforço inócuo, que poderia alimentar e até aumentar sua base de eleitores, mas com custos  muito elevados, portanto uma jogada de risco que poderia terminar com um monumental desastre, Adriano Sarney sai com os pés no chão.

O problema é que deixa no vácuo uma chapa com 40 candidatos a vereador (ver Coluna anterior), que agora sem um candidato majoritário para galvanizar suas campanhas, tendem a se articular em bloco em torno de outro candidato, ou se espalhar sem controle entre várias candidaturas.

A retirada sugere algumas indagações: Adriano Sarney vai declarar apoio a algum candidato? Se o fizer, levará junto os 4% de intenções de voto revelados pelo Ibope, equivalentes a 27 mil sufrágios, fatia suficiente para decidir uma eleição. O mais provável é que, por não formarem um bloco compacto, os apoiadores do ex-candidato do PV se dispersem ao longo da campanha, podendo parte deles, por afinidade política e ideológica, venham a fazer opção pela candidatura de Eduardo Braide.

 

Candidato do PSOL a prefeito de São Luís faz uma campanha diferenciada

Franklin Douglas – centro, camiseta branca – reunido com posseiros do Cajueiro  no início da campanha

O candidato do PSOL a prefeito de São Luís, Franklin Douglas, abriu sua campanha no Cajueiro, um pedaço de terra na Ilha marcado por um conflito entre posseiros e o projeto da construção do Porto São Luís, um empreendimento milionário de empresas chinesas apoiado pelo Governo do Estado. A julgar pelas imagens divulgadas por Franklin Douglas – que é advogado e professor universitário da área de Comunicação -, o evento reuniu pouco mais de duas dezenas de pessoas. Vale a pergunta: o que levou o candidato do PSOL iniciar sua campanha ali, quando o objetivo de qualquer candidato é mobilizar a grande massa eleitoral? E mais: o que motivou o candidato do PSOL se apresentar aos remanescentes da antiga comunidade do Cajueiro usando camisetas com a esfinge da vereadora carioca Marielle (PSOL), assassinada brutalmente há dois anos no Rio de Janeiro? Político aguerrido, que mantém o PSOL quase que na linha da extrema esquerda, Franklin Douglas deve saber o que está fazendo ao recorrer a essa linha de ação para chegar ao Palácio de la Ravardière.

São Luís, 29 de Setembro de 2020.

Vereador: 31 partidos lançaram 976 candidatos numa guerra que pode mudar Câmara de São Luís

 

Grande parte da atual composição da Câmara Municipal de São Luís poderá ser mudada na urna eletrônica em Novembro

Em paralelo à dura, complicada e imprevisível disputa para a Prefeitura de São Luís, que está sendo travada por 12 candidatos, uma guerra menos estridente, mas igualmente intensa, está movimentando um exército de 976 candidatos de 31 partidos para as 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís, o que significa um confronto de nada menos que 31,9 aspirantes por vaga. Esse elevado número de postulantes à vereança ludovicense decorre do fato de que, ao contrário da eleição majoritária, a eleição proporcional não permite coligações, obrigando os partidos a lançarem suas próprias chapas à vereador, para travarem uma disputa à parte, na base do cada um por si, independentemente das alianças em torno dos candidatos a prefeito. Esse novo formato produziu um desenho diferente, que põe em xeque o poder de fogo dos grandes partidos, ao mesmo tempo em que abre caminho para uma ampla renovação na composição do Poder Legislativo da Capital.

O fim das coligações proporcionais não eliminou a possibilidade de candidatos de alianças contarem com o apoio de um número bem maior de candidatos a vereador, o que pode significar uma vantagem expressiva, se levado em conta o fato de que eles funcionam como cabos eleitorais importantes, com poder de ramificar as candidaturas majoritárias.

De acordo com as chapas registradas, os partidos que apoiam o candidato Eduardo Braide (Podemos, PSDB, PSC, PSD e PMN) registraram 167 candidatos a vereador; já os partidos aliados a Duarte Júnior (Republicanos, Patriotas, PL e Avante) lançaram 161 candidatos; os apoiadores de Rubens Júnior (PCdoB, PT, Cidadania, PMB e DC) registraram 156 candidatos; e DEM, PDT, PSL e MDB, que apoiam Neto Evangelista, entraram na briga com 135 candidatos a vereador. Ou seja, os quatro candidatos que disputam a Prefeitura com força partidária contam com o apoio de 619 candidatos à Câmara Municipal, sobrando somente 357 candidatos para os outros oito candidatos ao Palácio de la Ravardière, contando cada um com um partido.

Não será uma guerra fácil. Pela regra em vigor, com São Luís abrigando 699.954 eleitores, para a eleição de um vereador o partido precisará, em tese, que todos os seus candidatos totalizem 22.579 votos, garantindo a vaga ao mais votado. Na prática, esses números caem, expressivamente ou não, dependendo do número de abstenções. Na eleição de 2016, por exemplo, os 31 vereadores eleitos totalizaram pouco mais de 120 mil votos, sendo que o mais votado, Osmar Filho (PDT), recebeu 9.809 votos, e o da rabeira, César Bombeiro (PSD), entrou com pífios 2.248 votos, o que resultou numa média de 3.875 votos para cada vereador eleito.

As mudanças nas regras, o aumento do eleitorado e o desempenho pouco expressivo da atual Câmara Municipal de São Luís indicam que a eleição de um vereador será bem mais complicada e difícil do que nas disputas anteriores. Mas ainda permanecem fortes os sinais de que há no parlamento municipal uma espécie de elite cujos membros continuarão renovando seus mandatos: Osmar Filho (PDT), Astro de Ogum (PCdoB), Ivaldo Rodrigues (PDT), Raimundo Penha (PDT), Afonso Manoel (Solidariedade), Aldir Júnior (PL), Chico Carvalho (PSL), Dr. Gutemberg (PSD), Isaías Pereirinha (PSL), entre outros. Na avaliação de alguns observadores, a entrada de nova geração na disputa pelo comando político e administrativo da Capital, motivou muitos ludovicenses dos mais diversos campos de atuação a entrar na guerra por mandato parlamentar, devendo proporcionar uma renovação que pode chegar a 60% das 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís.

Em Tempo: O número de candidatos por partido é o seguinte: PSL (58), Patriotas (47), PRTB (44), PL (43), Avante (42), PTB (41), Podemos (41), PSC (41), PSB (40), PV (40), DC (40), PP (38), PMN (38), DEM (37), PTC (36), Solidariedade (34), PCdoB (33), PMB (31), PSDB (30), Republicanos (29), PT (27), Cidadania (25), PDT (23), PSD (23), Rede (18), MDB (17), PSOL (14), Novo (9), PSTU (6), PROS (4) e PCO (1).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Chapas de candidatos à Câmara Municipal guardam estratégias e projetos diversos

Maranhãozinho: turma de candidatos sem votos para badalar seu nome

Na corrida à Câmara Municipal de São Luís alguns dados chamam a atenção. O primeiro deles é o número de candidatos lançados pelo PL, Patriotas e Avante, partidos diretamente controlados pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho: 132 candidatos, que representam nada menos que 14% do número total de candidatos lançados pelos 31 partidos. É óbvia a ousada e cara estratégia de usar esses candidatos, cuja esmagadora maioria não têm os votos da rua onde residem, como propagadores do parlamentar, que está aproveitando as eleições municipais para tentar emplacar sua pré-candidatura ao Governo do Estado em 2022. Nada desmente essa conclusão.

Outro dado interessante é a parcimônia dos partidos mais fortes no número de candidatos a vereador. O PDT, por exemplo, que tem uma chapa forte, lançou apenas 23 candidatos, menos da metade dos 62 a que tinha direito. O PT, por seu turno, registrou 27 candidatos, que vão brigar pela vaga aberta pelo vereador Honorato Fernandes, candidato a vice na chapa de Rubens Júnior. Outro gigante partidário, o MDB surpreendeu lançando uma chapa de 17 candidatos a vereador. Mas o número de candidatos mais surpreendente é do PROS, que lançou apenas quatro candidatos a vereador, menos que o PSTU (9). Neste quesito, o partido de Yglésio Moises só está à frente do inacreditável PCO (Partido da Causa Operária), que tentará pregar a ditadura do proletariado em São Luís com apenas um candidato a vereador.

 

Começa hoje a campanha de fato com a liberação da propaganda e a realização de atos públicos

Neto Evangelista anunciou que abre hoje campanha com caminhada no São Francisco

A corrida às urnas tem neste Domingo a sua largada decisiva. De acordo com o Calendário Eleitoral, nesta data, 27/09, começa, de fato, a campanha eleitoral com a abertura do período de propaganda eleitoral. O que será permitido a partir de agira é o seguinte:

Propaganda eleitoral, inclusive na internet, podendo os candidatos usar, até 14 de Novembro, das 08h às 22h, autofalantes ou amplificadores de som, com os limites previstos na legislação.

A partir de hoje, até 12 de Novembro, os candidatos poderão realizar comícios com a aparelhagem de som fixa, das 08h às 24h, podendo o horário ser prorrogado por mais duas horas no comício de encerramento de campanha.

A partir de hoje, os candidatos poderão distribuir material gráfico e realizar caminhada, passeata e carreata, acompanhados ou não por carro de som.

De hoje até 13 de Novembro, serão permitidas a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 (dez) anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide.

De agora em diante não será permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral.

São Luís, 27 de Setembro de 2020.

Perda de tempo: agressões virtuais apócrifas a Duarte Júnior são burras e podem inflar sua candidatura

 

Duarte Júnior segue em frente, apesar da pancadaria apócrifa

Confirma-se o que observadores dos movimentos que vêm marcando a corrida para a Prefeitura de São Luís já esperavam: está em curso uma campanha de difamação contra o deputado estadual Duarte Júnior, candidato do Republicanos à Prefeitura de São Luís, e que ocupa o segundo lugar nas preferências do eleitorado, segundo todas as pesquisas divulgadas até aqui. O método utilizado é o ataque via redes sociais, no caso o WhatsApp, com a utilização de DDDs das mais diferentes regiões do território nacional para divulgar vídeo em que o candidato, caracterizado como um palhaço, é apontado como “migueloso”, um adjetivo típico do linguajar ludovicense de baixo calão, o que indica a raiz do crime. E como é regra, o criminoso – provavelmente um pau mandado pouco inteligente – consegue se manter no anonimato, talvez até por não saber que a Polícia Federal, por ele já acionada, dispõe de recursos tecnológicos para chegar ao autor, cuja identificação, prisão e acerto de contas com a Justiça é apenas uma questão de tempo. O problema é que essa covardia virtual pode estimular uma guerra suja numa campanha até aqui marcada pela civilidade.

Não surpreendeu que Duarte Júnior fosse o primeiro candidato-alvo de um ataque dessa natureza. Jovem – tem apenas 34 anos -, com boa formação – é advogado e professor de Direito -, competente – fez uma gestão inovadora e atuante no Procon e no Viva Cidadão -, inteligente – usa bem as redes sociais, onde tem milhares de seguidores -, ousado – se lançou candidato a deputado estadual e saiu das urnas como o terceiro mais votado, com votação consagradora na Capital -, e obstinado – superou obstáculos gigantescos para consolidar sua candidatura à Prefeitura de São Luís -, candidato do Republicanos tem sido alvejado por muitos petardos políticos. Mas, ao contrário do que calcularam seus adversários políticos, ele se mantém de pé, deixando os atacantes perplexos e com dificuldade para encontrar meios de arranhar sua imagem política. Para ele tem valido a teoria da massa fermentada: quanto mais nela se bate, mais ela cresce o seu volume.

Duarte Júnior é um caso de sucesso que desafia a lógica. Menino pobre, sempre teve de batalhar muito para avançar. Ele próprio lembra que vendeu chip para celular na Rua Grande, trabalhou como atendente na cantina da escola, e encarnou um palhaço num programa de TV para criança em que sua irmã era a estrela. Paralelamente, estudou com os pés no chão, tornou-se bacharel em Direito, mergulhou na advocacia e no ensino do Direito, entrou para a política participando da campanha vitoriosa de Flávio Dino (PCdoB) em 2014, ganhando em 2016 a oportunidade de comandar o Procon e em seguida também o Viva Cidadão. Aproveitou com garra e durante três anos deu uma guinada radical na melhoria e na expansão dos serviços prestados pelos dois órgãos. E foi com base no resultado do trabalho que obteve o aval do governador Flávio Dino para se lançar candidato a deputado estadual. Deu no que deu.

Só, livre da tutela de caciques partidários e sem lastro político familiar, contando apenas com ousadia, determinação e o uso inteligente das redes sociais, Duarte Júnior se tornou um fenômeno. Tão logo desembarcou na Assembleia Legislativa, avisou ao mundo a sua pré-candidatura à prefeito de São Luís, movimento que de cara despertou seus oponentes. Nesses 20 meses tem enfrentado ciladas e ataques, tem reagido com surpreendente equilíbrio, dando a entender que é osso duro de roer e que não vai se dobrar. Foi com esse ânimo – pouquíssimas vezes abalado -, que ele enfrentou a guerra dentro do PCdoB, que perdeu, mas que sobreviveu intacto ingressando no Republicanos, apoiado pelo vice-governador Carlos Brandão e firmando uma discutível aliança com o PL liderado pelo controvertido deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

O segundo lugar na preferência do eleitorado até aqui não dá a Duarte Júnior a garantia de que irá para o segundo turno e nem de que, nessa hipótese, será eleito prefeito. Mas é inegável que, independentemente do desfecho da corrida à Prefeitura de São Luís, o jovem advogado que na infância se fantasiou de palhaço para ganhar a vida é um político da linha de frente da sua geração. Atacá-lo em campanha apócrifa no WathsApp é covardia e também perda de tempo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Tucanos maranhenses reforçam laços com o bolsonarismo

Jair Bolsonaro emoldurado por Roberto Rocha e Sebastião Madeira, comandantes do PSDB no Maranhão

Repercutiu fortemente no meio político e fora dele a imagem em que o senador Roberto Rocha e o ex-prefeito Sebastião Madeira, ambos do PSDB, emolduram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante audiência no Palácio do Planalto, ocorrida Quarta-Feira (23). A visita resultou na decisão presidencial de visitar a Princesa do Tocantins no início de Outubro. Até aí, nenhum ponto fora da linha.

A imagem reúne uma série de traços que lhe dão expressivo peso político. Começa com o fato de que, na contramão dos movimentos do partido no plano nacional, o comando do PSDB do Maranhão continua estreitando laços com o bolsonarismo. A ida de Jair Bolsonaro à Imperatriz, que pode ser justificada pelo fato de que a cidade foi uma das raras onde o candidato Bolsonaro venceu no Maranhão e onde, é sabido, tem muitos apoiadores. Por isso, a visita presidencial deixa no ar a impressão de que será uma maneira de fazer o contraponto ao apoio do governador Flávio Dino ao candidato do PCdoB, Marco Aurélio.

A visita do presidente Jair Bolsonaro a Imperatriz deve causar forte incômodo ao prefeito Assis Ramos, que há muito entrou na linha de tiro do PSDB. Daí talvez a expressão de entusiasmo do ex-prefeito Sebastião Madeira cujos cálculos o levam à vitória nas urnas.

 

Ex-vice-prefeito Júlio Pinheiro se move por mandato de vereador

Júlio Pinheiro: ex-vice a caminho da Câmara

Os bastidores da corrida à Câmara Municipal de São Luís alimentam certa expectativa em relação ao desempenho eleitoral do agora ex-vice-prefeito Júlio Pinheiro, apontado por muitos como um dos nomes mais fortes da poderosa chapa do PCdoB. Apoio político com forte potencial eleitoral não lhe falta. Para começar, tem o apoio do alto comando do PCdoB, leva a simpatia do governador Flávio Dino e, dizem, o aval do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), com quem se relacionou sem problemas nestes quatro anos. Professor de carreira e militante sindical, Júlio Pinheiro reúne cacife suficiente para receber nas urnas o apoio de pelo menos parte da categoria que, como se sabe, costuma pulverizar seu poder de fogo eleitoral, raramente se mobilizando em torno de uma candidatura. Muita gente aposta que o ex-prefeito, que foi prefeito por alguns dias, dará expediente no Palácio Pedro Neiva de Santana a partir de Janeiro do ano que vem.

São Luís, 25 de Setembro de 2020.