Flávio Dino avalia que verdades desmontam discurso de Jair Bolsonaro sobre corrupção

 

Flávio Dino diz que discurso de Jair Bolsonaro sobre corrupção não tem sustentação

“De um jeito inusitado, a verdade mais uma vez derrotou uma mentira de Bolsonaro. Ele sabe onde a corrupção está, sempre bem perto dele, nos círculos mais íntimos do seu transitório poder. Bolsonaro acabar com a corrupção seria uma espécie de autoextermínio”.

O comentário é do governador Flávio Dino (PCdoB), feito ontem no Twitter, à propósito da reação e dos comentários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a respeito da operação da Polícia Federal que, cumprindo mandados judiciais emitidos com base em investigações feitas pelo Ministério Público Federal de denúncias de desvio de dinheiro público destinado ao combate da Covid-19 em Roraima, e que flagrou o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do Governo no Senado e amigão do peito do presidente e de sua família, com R$ 30 mil escondidos na cueca. O presidente, que em outro momento chegou a brincar afirmando ter quase “uma união estável” com o senador roraimense, o descartou em live, afirmando que ele e sua equipe combatem a corrupção, dando a entender que a operação da PF na casa do senador Chico Rodrigo foi uma ação do seu Governo.

Ao descartar o amigão do peito, com quem quase manteve uma “união estável”, fingindo que agora despreza “esse senador aí” porque a Polícia Federal, com base em denúncias investigadas pelo MPF, descobriu que ele é corrupto, o presidente da República comete um grosseiro ataque à verdade no que diz respeito às suas relações com o agora expurgado Chico Rodrigues.

Para o presidente, o senador roraimense foi íntegro e digno da sua intimidade durante os quatro mandatos como deputado federal, período em que foi denunciado por maquiar prestações de contas da ajuda de custo bancada pela Câmara Federal, protagonizando um escândalo que ganhou manchetes em todo o País. Aos olhos de Jair Bolsonaro e seus familiares, a integridade de Chico Rodrigues não foi sequer arranhada quando a Justiça Eleitoral lhe cassou o mandato de governador de Roraima acusando-o de traquinagens na campanha eleitoral. Continuou um “político sério” quando foi escalado para relatar, no Senado, aprovando a inacreditável indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL) para a embaixada do Brasil nos Estados Unidos – o Brasil foi salvo do vexame planetário depois que o presidente, diante das críticas, retirou a indicação.

Chico Rodrigues se manteve como aliado de proa na função de vice-líder do Governo no Senado, por escolha pessoal do presidente, que lhe deu trânsito livre nos Palácios do Planalto e do Alvorada, para atuar como leva-e-traz de tudo o que acontecia na Câmara Alta em relação ao presidente e sua gestão.  O senador também se manteve um “cara legal” ao empregar em seu gabinete, como assessor e ganhando R$ 22 mil por mês, o notório Léo Índio, filho da irmã da ex-mulher de Jair Bolsonaro, mãe dos seus três filhos políticos, carne e unha com Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro.

Na live de quinta-feira à noite, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre “esse senador aí” sem fazer nenhuma menção à quase “união estável” que manteve com ele até o momento em que a PF o flagrou com dinheiro na cueca. Não disse uma palavra sobre nenhum dos vários itens que os ligaram por muitos anos. Nas suas palavras, “esse senador aí” foi vice-líder do Governo por decisão do seu partido, o DEM, mas até as maravilhosas colunas do Palácio do Planalto sabem que foi uma escolha pessoal do presidente.

O governador Flávio Dino tem razão quando diz que o presidente Jair Bolsonaro sabe que a corrupção está sempre bem perto dele, “nos círculos mais íntimos do seu transitório poder”. Os indícios são muitos e fortes: grande movimentação de dinheiro vivo, sem origem declarada, pelo presidente e seus filhos, o caso da “rachadinha” protagonizado pelo atual senador Flávio Bolsonaro e seu fiel escudeiro Fabrício Queiroz, as relações com a milícia que inferniza o Rio de Janeiro, são até agora situações graves e não devidamente esclarecidas. Isso porque as versões dadas pelo presidente Jair Bolsonaro para esses imbróglios são muito frágeis e não se sustentam. Assim como sua inacreditável tentativa de insinuar que as operações da Polícia Federal são ações do seu Governo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

“Pastores”, “missionários” e “irmãos” tentam vagas de vereador em São Luís

Os evangélicos resolveram participar em número expressivo da corrida para a Câmara Municipal de São Luís. São 27 candidatos, espalhados por 17 partidos, parecendo uma estratégia para ocupar espaço nas mais diversas correntes políticas em luta pelo poder na Capital. Um levantamento feito por jornalistas independentes identificou o que pode ser uma grande articulação envolvendo todas as regiões do País, com o incentivo direto das cúpulas das organizações religiosas pentecostais, para a eleição de vereadores, de modo a reforçar o que elas já têm de representação no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas.

Na corrida às 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís, 14 candidatos que se identificam como “Pastor” ou “Pastora” – André (PMB), Antônio Cícero (PTB), Domingos (PMB), Fábio Leite (Podemos), João Jorge (PT), Juscelino Oliveira (PTB), Rocha (PDT), Sampaio (Avante), Diana Soares (Patriotas), Kaká (Solidariedade), Kelly (PSL), Vilcimar (Solidariedade), Zenaide (PSL) e Zenilde (DC). Quatro se assumem como “Missionário” ou “Missionária”: Amorim (Patriotas), Eridan (Republicanos), Aliana (PV), Lourdes (Podemos) e Jadna (PSC). E nada menos que oito se apresentam como “Irmão” ou “Irmã”: Rose da Farmácia (PSC), Vilanir da Vila Vitória (PL), Antônio (Republicanos), Codó (PRTB), Dijé (PMN), Francisco (PSDB), Jadson (Podemos) e Lourival (PMN).

Entre os “pastores”, o nome mais conhecido é o de Antônio Cícero, calejado militante do braço maranhense do PTB, juntamente com o saudoso jornalista Vera Cruz Marques. Antônio Cícero todas as eleições parlamentares desde a redemocratização, sem conseguir mandato. Os demais “pastores”, “missionários” e “irmãos” passam a impressão de que têm poucas chances de chegarem lá.

 

Lei proposta por Detinha e promulgada por Othelino Neto cria programa contra câncer de mama

Detinha teve lei promulgada por Othelino Neto

A partir de agora, o Maranhão conta com mais um instrumento importante no combate ao câncer de mama, doença responsável por expressivo número de morte de mulheres. Trata-se do Programa de Apoio às Mulheres com Neoplasia Mamária e Mastectomizadas, instituído pela Lei Nº 11.355/2020, aprovada pela Assembleia Legislativa e promulgada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB). O Programa foi proposto no Projeto de Lei Ordinária Nº 568/2019 pela deputada Detinha (PL) e contou com o aval do plenário, que o aprovou sem restrições após cumpridos os trâmites Legislativos.

A Lei promulgada estabelece diretrizes para o programa, que será implementado por meio de órgãos públicos de Saúde, com o objetivo de apoiar, orientar, tratar, reabilitar e reintegrar pacientes e ex-pacientes acometidas pelo câncer de mama. O Programa vai também orientar sobre a importância da reconstrução do complexo aréolo-papilar de mulheres mastectomizadas, prestar apoio social presente desde a fase do diagnóstico até a reabilitação psicossocial, e fomentar a recuperação da saúde física e emocional.

As diretrizes incluem também suporte a mulheres quando confrontadas com situações adversas, como as impostas pelo câncer de mama. Será disponibilizado local adequado para reuniões de autoajuda para mulheres em tratamento. Além disso, garantirá a realização de exames periódicos de ultrassonografia, mamografia, entre outros, cuja finalidade é a prevenção e o controle ao câncer de mama, como também acesso ao tratamento químico e radioterápico, e também ao oncologista. Além disso, o Programa fomentará a realização de campanhas destinadas à prevenção.

No ato da promulgação, o presidente Othelino Neto destacou a importância da lei: “Nós sabemos que é alto o índice de mulheres com neoplasia mamária. Daí a importância dessa lei. Trata-se de um suporte essencial e fundamental para o restabelecimento das condições de saúde dessas pacientes”.

Com a proposta transformada em Lei, a deputada Detinha, que se licenciou para dar uma oportunidade para a suplente Ducilene Belezinha (PL), acertou em cheio com a iniciativa aprovada sem restrições pela Assembleia Legislativa.

São Luís, 17 de Outubro de 2020.

Braide mantém liderança com discurso ameno, mas sabe que o roteiro pode mudar para o confronto

 

Eduardo Braide: campanha amena, que pode ter roteiro mudado

Adversário a ser batido na corrida à Prefeitura de São Luís, uma vez que vem mantendo a dianteira desde muito antes de a sua própria e as outras candidaturas terem sido formalizadas, o candidato do Podemos, Eduardo Braide, vem se esforçando para se manter na liderança usando o que tem de habilidade política. Fez expressão de paisagem diante de algumas provocações empurrando-o para o ringue, lapidou ainda mais a imagem de bom moço, que vem mostrando na campanha, e para completar, declarou, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, que, se eleito for, estará aberto ao diálogo com todas as correntes políticas em ação no Maranhão, incluindo as que formam a aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). E foi mais longe, afirmando que esse diálogo, se vier a ocorrer, poderá inclusive resultar na indicação de nomes para a equipe de um eventual governo sob seu comando, desde que o eventual indicado esteja devidamente qualificado para a função.

Com essa postura, Eduardo Braide trabalha para evitar que a campanha se transforme num confronto ácido, com denuncismo e troca de acusações. Sabe que se a corrida descambar para esse viés, ele será o alvo preferencial da pancadaria, como aconteceu em 2016, em que seus adversários o colocaram contra as cordas, conseguindo reverter a tendência que o estava desenhando como uma ameaça real ao então prefeito e candidato à reeleição Edivaldo Holanda Júnior (PDT). A estratégia que vem mantendo, admitida com clareza na entrevista, segundo reportagem publicada pelo jornal na edição de quarta-feira (14), é também parte do esforço para que a larga vantagem que desfruta seja consolidada e ele consiga liquidar a fatura em turno único, o que a maioria dos observadores vê como improvável, prevendo que a eleição será decidida em dois turnos.

Tarimbado no jogo, o candidato do Podemos tem ciência plena de que o cenário de agora é radicalmente diferente do de 2016, quando, à exceção do próprio prefeito Edivaldo Holanda Júnior – que não é afeito a confrontos diretos – os demais candidatos não tinham estatura para enfrentá-lo. No cenário de agora, sabe que Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior (PCdoB) e Yglésio Moises (PROS) são, como ele, jovens, com boa formação, ousados, ambiciosos e estão se desdobrando pela oportunidade de enfrentá-lo num embate direto, olho no olho. Eduardo Braide está consciente, portanto, de que se não liquidar a fatura logo no primeiro turno, entrará para o segundo com a certeza de que será desafiado, não exatamente para uma disputa, mas para um embate, com a crueza dos confrontos verbais que costumam marcar momentos decisivos de disputas eleitorais.

Político pouco dado a emoção e que costuma tomar decisões com frieza lógica, refletindo cuidadosamente sobre cada passo a ser dado, Eduardo Braide tem todos esses cenários possíveis avaliados e, pelo que se ouve nos bastidores, estaria preparado para se movimentar em todos eles. Seus assessores e conselheiros – que são poucos, pois ele costuma tomar sozinho as suas próprias decisões – estão monitorando os movimentos dos outros candidatos, que nas próximas três semanas deverão sair do cenário “paz e amor” para endurecer seus discursos. A expectativa é a de que em alguns momentos o roteiro de apresentar projetos posando de bons moços seja substituído, ainda que eventualmente, pela estratégia de um dizer o que pensa do outro, tornando a disputa menos racional e mais passional.

Eduardo Braide sabe que, se de fato vierem a ser disparados, os petardos serão, em sua maioria, dirigidos a ele. Resta saber se, em se confirmando essa previsão, ele vai segurar a onda ou partirá também para o enfrentamento.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Disputa de Belezinha com Higor Almeida distancia Magno Bacelar da reeleição em Chapadinha

Ducilene Belezinha lidera, ameaçada por Higor Almeida, e Magno Bacelar perde força na corrida em Chapadinha

Um dos municípios de grande porte conhecidos pela intensa disputa de grupos políticos consolidados, Chapadinha – 80 mil habitantes e polo da Região do Baixo Parnaíba – terá uma das eleições mais disputadas pelo comando municipal. Ali, segundo pesquisa do instituto DataM, a ex-prefeita e deputada temporária Ducilene Belezinha (PL) aparece à frente com 33,7%, seguida do bancário Higor Almeida (PSB) com 31% – situação de empate técnico -, seguidos do prefeito e candidato à reeleição Magno Bacelar (Cidadania) com 15,7%, e de outros candidatos: Aldir Jr (5,6%), Neto Pontes (1,3%), Márcia Gomes (0,7%) e Professor Janio (0,3%).

A liderança frágil, mas real, da ex-prefeita e atual deputada Ducilene Belezinha, já era esperada e ganhou força quando ela passou a fazer parte do projeto maior armado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que aposta alto na sua eleição, o que, se confirmado, lhe permitirá montar sua barraca na região. Já seu principal adversário, Higor Almeida, estreia na política como uma das apostas do PSB, partido comandado pelo deputado federal Bira do Pindaré, candidato à Prefeitura de São Luís. Sua eleição, que não está descartada fortalecerá o projeto maior do PSB no estado.

A grande surpresa em Chapadinha é a situação do prefeito Magno Bacelar (Cidadania), que comanda o município pela segunda vez, depois de ter sido, no século passado, prefeito de Aldeias Altas, quando ganhou folclórica projeção estadual como o prefeito “Nota 10”. Há tempos circula nos bastidores da política que Magno Bacelar não conseguiu imprimir sua marca de gestor eficiente, provavelmente por não mais contar com o apoio do Grupo Sarney, especialmente o então deputado federal Sarney Filho (PV), que por muito tempo lhe abriu portas em Brasília. E a julgar pelo que revela a pesquisa DataM, o prefeito dificilmente reverterá a situação e se reelegerá.

Os números indicam que a disputa em Chapadinha se dará entre Ducilene Belezinha, com o aval de Josimar de Maranhãozinho, e Higor Almeida, que tem o apoio de Bira do Pindaré

Em Tempo: O DataM ouviu 300 eleitores nos dias 03 e 04 de Outubro e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-03527/2020.

 

Wellington do Curso reforça candidatura de Neto Evangelista e deve deixar o PSDB

Wellington do Curso declarou apoio a Neto Evangelista

Impedido de levar em frente a sua candidatura à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), o deputado estadual Wellington do Curso (ainda no PSDB) anunciou seu apoio à candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM). Ele revelou que considerou dar seu apoio ao também deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos), mas avaliou que Neto Evangelista está mais preparado para fazer uma boa gestão na Prefeitura de São Luís.

O anúncio tem dois aspectos positivos. O primeiro é que Wellington do Curso não deixou que seus ressentimentos por ter sido tirado da disputa, mesmo aparecendo nas pesquisas ora em segundo ora em terceiro lugar, para ter uma participação política inteligente e produtiva na corrida eleitoral, optando por apoiar um candidato viável. O segundo é que, com a decisão, Wellington do Curso coloca um ponto final no episódio da sua exclusão do quadro de candidato por uma medida de força do comando estadual do PSDB, que, movido também por pragmatismo, decidiu apoiar a candidatura de Eduardo Braide (Podemos).

A tomada de posição de Wellington do Curso pode ter desdobramentos. O primeiro é que parte do seu eleitorado é jovem e fidelizado e pode atender ao seu chamamento e fazer campanha e votar em Neto Evangelista. O segundo é que, independente do resultado da eleição na Capital, depois do pleito, Wellington do Curso deverá procurar um novo pouso partidário.

São Luís, 16 de Outubro de 2020.

Candidatos ganham reforço de lideranças na campanha de rua à Prefeitura de São Luís

 

Neto Evangelista em caminhada no Anjo da Guarda acompanhado de Weverton Rocha (camiseta preta) 

Depois da fase de articulações, do primeiro debate, da corrida às entrevistas e da fase inicial da propaganda no Rádio e na TV e das carreatas, a campanha para a Prefeitura de São Luís chegou com força às ruas. Todos os candidatos, a começar pelos politicamente mais fortes, estão realizando animadas caminhadas por bairros, no contato direto com o eleitorado. Já foram para as ruas Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM) e Bira do Pindaré (PSB) percorrendo as reentrâncias dos bairros mais populosos, levando suas mensagens para a grande massa do eleitorado que se espalha pelas mais diversas regiões da cidade. Rubens Júnior (PCdoB) está em isolamento com Covid-19, mas sua campanha está sendo levada ao contato direto com o eleitor pelo candidato a vice, Honorato Fernandes (PT), e pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry. E agora, a campanha de rua ganha mais um ingrediente: a participação de líderes políticos importantes, como os senadores, deputados federais e estaduais e chefes partidários, que passam ao eleitor impressão de que esses candidatos estão bem respaldados.

Ontem, o candidato da aliança DEM-PDT-MDB-PSL, Neto Evangelista, “invadiu” o Anjo da Guarda à frente de uma caminhada que reuniu grande número de apoiadores, tendo ao lado a sua companheira de chapa, Luzimar Lopes (PDT), e ninguém menos que o senador Weverton Rocha, o presidente do PDT e principal avalista e articulador da candidatura do democrata. A senadora Eliziane Gama já participou de vários eventos de Rubens Júnior, entre eles a grande carreata por ele liderada no último Domingo, e já está programando participação em outras carreatas e passeatas. Ambos têm projetos políticos de curto, médio e longo prazo, de modo que sua participação na corrida à Prefeitura de São Luís é fundamental.

Para os candidatos, transitar pelos bairros em busca de votos tendo a companhia de um senador da República é uma atividade de campanha da maior importância. Esses movimentos têm sido decisivos nas eleições para a Prefeitura de São Luís, porque passa para os eleitores a impressão de que os candidatos terão apoio político para viabilizar seus planos, ao contrário dos que tentam emplacar um projeto de poder solitário, sem base política nem partidária, candidatos, portanto, ao fracasso, mesmo que venham a lograr êxito nas urnas. Em 2008, por exemplo, João Castelo usou as caminhadas como estratégia forte de campanha, realizando dezenas delas nas mais diferentes áreas da periferia da Capital, tendo conseguido eleger-se. Na campanha em curso, os postulantes à sucessão do prefeito Divaldo Holanda Júnior (PDT) apostam alto na campanha eletrônica, mas com a consciência de que o corpo-a-corpo tem importância decisiva nas disputas eleitorais.

Todas as avaliações indicam, por exemplo, que o senador Weverton Rocha é peça-chave no projeto eleitoral de Neto Evangelista. O senador é reconhecido como um ousado e eficiente articulador político, ao mesmo tempo em que tem “pós-graduação” em movimentos de rua. Sua experiência foi adquirida no comando da militância do PDT, que o acompanha desde que o líder-maior do partido, Jackson Lago, o escalou para comandar a ala jovem do partido, tarefa que abraçou de maneira ostensiva e por meio da qual galgou todos os degraus da hierarquia pedetista. Weverton Rocha participou de todas as campanhas eleitorais de, tendo obtido bons resultados em todas.

A mesma posição tem a senadora Eliziane Gama, que se consolidou política atuando nos movimentos de rua na Capital, primeiro como militante nas fileiras do PT, tendo migrado depois para o PPS, que se tornou Cidadania, onde ocupou espaço, participando do processo que que a levou à Assembleia Legislativa, à Câmara Federal e agora ao Senado. Experiente nas ações políticas de rua em São Luís, a senadora deve se integrar mais fortemente à campanha do candidato do PCdoB.

A participação desses líderes na campanha de rua poderá ser o diferencial da corrida à Prefeitura de São Luís, com desdobramentos favoráveis aos candidatos e a eles próprios.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Fora da mídia eletrônica, Jeisael Marx, Hertz Dias e Sílvio Antônio ficam sem chance na disputa

Jeisael Marx, Hertz Dias e Sílvio Antônio: sem espaço na mídia eletrônica e praticamente fora da disputa

A não participação na campanha no Rádio e na TV, por conta da fragilidade dos seus partidos, selou os destinos dos candidatos Jeisael Marx (Rede), Hertz Dias (PSTU) e Sílvio Antônio (PRTB) na corrida à Prefeitura de São Luís. Só com campanha de rua eles não têm qualquer chance de reagir e atrair apoio eleitoral para, pelo menos, justificar a continuidade das suas ações nos próximos 30 dias. Mas, ao contrário do que mostra a realidade e sugere a lógica, nenhum deles cruzará os braços e arquivará seu projeto de candidatura.

Jeisael Marx, sabia que as limitações do Rede Sustentabilidade não lhe dariam as condições mínimas para embalar sua campanha. Mas, com uma visão política diferenciada, que não se encaixa nas formas tradicionais de conquistar mandatos eletivos, decidiu entrar na guerra e levar seu propósito até o final, mesmo sabendo que não teria a menor chance de alcançar a linha de frente da disputa. Vai cumprir seu roteiro de campanha até último dia, produzindo um bom exemplo de consciência política e ocupando um espaço que lhe permitirá alimentar boas perspectivas no porvir.

Representantes dos extremos ideológicos, Hertz Diaz e Sílvio Antônio também irão até o final, mas saindo dom processo como entraram: sem perspectiva alguma.

 

TCE deve se manifestar sobre decisões polêmicas

TCE: decisões beneficiando fichas sujas têm causado polêmica

Até aqui, as diversas instituições envolvidas com o processo eleitoral, a começar pela Justiça Eleitoral como um todo, vêm desempenhando suas atividades e cumprindo suas responsabilidades a contento. Nesse contexto, a única que parece estar saindo dos trilhos é o Tribunal de Contas do Estado (TCE), de onde têm saído decisões polêmicas dando a fichas sujas uma aparência de limpeza. O comando da Corte de Contas precisa se pronunciar sobre os casos envolvendo os ex-prefeitos de São José de Ribamar, Júlio Matos (PL), e de São Roberto, Jerry Adriane, fichas sujas que teriam resgatado elegibilidade sem ter direito ao benefício.

São Luís, 15 de Outubro de 2020.

Candidatos estão fazendo boas promessas para São Luís, mas não dizem com que dinheiro vão cumpri-las

 

Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior: boas propostas, que para serem viabilizadas dependem de recursos, que a Prefeitura não dispõe 

Se permanecer assim até o final, não descambando para o pugilato baixo nível entre os candidatos, a campanha em curso para a Prefeitura de São Luís certamente entrará para os anais da política ludovicense como a mais propositiva desde a eleição de 1985, quando os prefeitos de capitais, que durante a ditadura militar foram nomeados pelo Governador do Estado, voltaram a ser escolhidos pelo voto direto e secreto. Até aqui, tanto no horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV quanto fora dele, o que o eleitor tem visto são os concorrentes mostrando suas histórias e apresentando propostas para resolver problemas que, de fato, angustiam a população. Ontem, por exemplo, Rubens Júnior (PCdoB), anunciou que, se eleito, implantará o programa “Meu emprego de volta”, no qual a Prefeitura cobrirá os juros de financiamentos destinados à geração de empregos em pequenos negócios; Eduardo Braide (Podemos) assumiu compromisso de gerar empregos com a criação de uma Agência de Desenvolvimento Econômico de São Luís; Neto Evangelista (DEM) prometeu abrir restaurantes populares da Prefeitura, como também cozinhas comunitárias, enquanto Duarte Júnior prometeu investir forte para melhorar o atendimento na área de Saúde.

Por mais inteligentes e bem planejadas que sejam, as propostas apresentadas até aqui pelos candidatos a prefeito dependem de um item essencial e insubstituível, mas extremamente escasso: dinheiro. E o problema maior é que o Orçamento da Prefeitura de São Luís para o primeiro ano da nova administração, que começa no próximo dia 1º de Janeiro, está fechado e não deixará margem para muita coisa. Já aprovado pela Câmara Municipal, o Orçamento prevê uma receita de R$ 3,4 bilhões, dos quais R$ 505 milhões, cerca de 15%, serão usados para bancar a folha de pessoal, e outros R$ 484 milhões (mais ou menos 14%) bancarão a Previdência municipal, ou seja: R$ 1 bilhão estão reservados para os dois itens.

No mais, a Saúde vai levar R$ 938 milhões, a Educação consumirá R$ 685 milhões, enquanto a área de Urbanismo vai gastar R$ 187 milhões e a de Saneamento tem previstos gastos de R$ 187 milhões. Com os seus inacreditáveis 31 membros, a Câmara Municipal precisará de nada menos que R$ 107 milhões para se bancar, o que representará repasses mensais de R$ 9 milhões por mês.

Não se duvida do propósito e da sinceridade dos candidatos, mas diante desses números e da realidade de aperto financeiro criada com a pandemia do novo coronavírus, uma pergunta não quer calar: onde o futuro prefeito pensa conseguir dinheiro para bancar projetos ousados, como a abertura de restaurantes populares bancados pelo município. O autor da proposta, Neto Evangelista foi o único candidato que avaliou que a Prefeitura de São Luís precisará de uma revisão fiscal, ou seja, de um equilíbrio necessário entre receita e despesa. Mais do que isso, precisará otimizar sua receita, o que poderá significar uma ação tributária mais intensa, que possa reduzir a sonegação e otimizar a arrecadação. Não há dúvida de que é grande a fatia de atividades econômicas que driblam o fisco e, com isso, inibem a arrecadação real.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior deu um passo expressivo na tentativa de melhorar a performance fiscal de São Luís, e tem dito que as finanças do Município estão sob controle, garantindo que deixará para o seu sucessor uma situação fiscal equilibrada. O prefeito que se prepara para sair depois de oitos anos de gestão equilibrada, tem reconhecido que a chegada do coronavírus, a suspensão das atividades econômica e os gastos não previsto travaram o crescimento da receita. O prefeito não admite, mas esse novo cenário mergulhou a realidade fiscal do município numa densa nuvem de incerteza.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Matões terá uma das disputas mais emblemáticas em todo o Maranhão nestas eleições

Ferdinando Coutinho mantém vantagem sobre Gabriel Tenório numa disputa acirrada e de desfecho imprevisível

Matões, um município de 31 mil habitantes encravado no Leste maranhense, nas vizinhanças de Caxias, a 514 quilômetros de São Luís, terá uma das eleições mais emblemáticas de todo o Maranhão. Ali, o prefeito Ferdinando Coutinho (PSB), tenta a reeleição enfrentando Gabriel Tenório (Progressistas), numa disputa dura, que coloca em confronto duas grandes forças políticas, com repercussão na região e em todo o estado. Uma pesquisa recente do instituto Qualitativa, feita nos dias 29 e 30 de Setembro, trouxe à tona o seguinte cenário: Ferdinando Coutinho com 45% das intenções de voto e Gabriel Tenório com 40,7%. O resultado confirmou tendência mostrada em levantamentos anteriores levemente favoráveis ao prefeito Ferdinando Coutinho.

O caráter emblemático da disputa em Matões está no fato de o prefeito Ferdinando Coutinho viver a condição de último baluarte do grupo político criado e liderado durante anos por Humberto Coutinho, o ex-vereador e ex-prefeito de Caxias, deputado estadual por vários mandatos e presidente da Assembleia Legislativa, falecido em janeiro de 2018, criando um enorme vácuo na base política que construiu. Ferdinando Coutinho era uma espécie de braço direito do irmão, que a ele confiava as tarefas de zelar pela manutenção do grupo, bem como a de coordenar as ações eleitorais da família e aliados. Ferdinando Coutinho foi, além de irmão, o homem de confiança de Humberto Coutinho. Ferdinando Coutinho se tornou conhecido pela firmeza com que comanda a administração municipal.

Sua eleição para prefeito de Matões, onde tem empreendimentos agropecuários, foi fruto de uma aliança com o grupo liderado pelo ex-prefeito e ex-deputado estadual Rubens Pereira. Ferdinando Coutinho foi vice da prefeita Suely Pereira, esposa de Rubens Pereira. Em 2016, candidatou-se e foi eleito, derrotando exatamente o seu atual adversário. A aliança foi mantida enquanto Humberto Coutinho viveu, mas foi desfeita pouco tempo após sua morte. Os Pereira apoiam Gabriel Tenório, que também conta com o apoio ostensivo do PDT, do PCdoB e do Progressistas, cujos líderes, a começar pelo deputado federal André Fufuca, marcaram presença na convenção que o lançou.

A eventual reeleição de Ferdinando Coutinho garantirá a sobrevivência do Grupo Coutinho, ainda que numa escala reduzida, representando também uma dura derrota para o Grupo Pereira. Se a vitória vier a ser alcançada por Gabriel Tenório, esta representará um duro golpe no já combalido Grupo Coutinho e, nesse viés, uma injeção de ânimo no Grupo Pereira. Boa parte das atenções do leste Maranhense está voltada a guerra eleitoral que está sendo travada em Matões.

Em Tempo: A pesquisa do instituto Qualitativa ouviu 400 eleitores entre os dias 29 e 30 de Setembro, tem margem de erro de 4,85%, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-03042.

 

Articulador do MDB, Roberto Costa se licencia da AL para mergulhar na campanha

Roberto Costa se licencia para se dedicar integralmente à campanha do MDB

Hoje o homem-forte do braço maranhense do MDB, encarando o desafio de tirar o partido da letargia imposta pela perda do poder e colocá-lo na realidade e se dando conta de que tem espaço para sobreviver e crescer, o deputado Roberto Costa se licenciou da Assembleia Legislativa para se dedicar integralmente da participação do partido na corrida a prefeituras e câmaras municipais. Ficará fora durante 121 dias, período em que será substituído pelo ex-deputado Léo Costa, que no momento é candidato a prefeito de Estreito pelo PL.

Responsável pelo processo de renovação que o MDB maranhense deflagrou no início de 2019, quando liderou a ala jovem para assumir os destinos do partido, Roberto Costa, que é o vice-presidente regional da agremiação, se impôs o desafio de coordenar a participação do partido nas eleições municipais. Sua tarefa – gigantesca, diga-se – articular as ações do partido em dezenas de municípios, ora com candidatos a prefeito, ora a vice-prefeito e ainda centenas de candidatos a vereador. Em São Luís, depois de muitas articulações, ele levou o MDB para a base de apoio da candidatura de Neto Evangelista, numa aliança com o DEM e o PDT. Atua forte também em Imperatriz, Caxias, Rosário e, com atenção especial, em Bacabal, onde trabalha pela reeleição do prefeito Edvan Brandão (PDT).

Com atuação política intensa e sem ranços, tentando enxergar na frente, Roberto Costa é hoje um dos mais ativos da nova geração de líderes políticos do Maranhão.

São Luís, 14 de Outubro de 2020.

Ranking do CPL: liderança do Maranhão mostra ação do Governo; posição do Rio de Janeiro confirma a corrupção  

 

Flávio Dino é o responsável pelo sucesso do Maranhão contra o novo coronavírus

O Maranhão é o estado melhor avaliado no combate ao novo coronavírus em todo o País. Tem a maior transparência nos procedimentos do Governo em todos os aspectos que envolvem as medidas adotadas, informa com maior precisão os números de infectados e de óbitos causados pela Covid-19, como também a evolução dos casos de cura, enfim, mantendo um gerenciamento eficiente de todas as ações que dizem respeito à pandemia no Maranhão, entre elas, por exemplo, a testagem, que é proporcionalmente a maior do País, levando em conta os demais estados e as suas populações. As informações estão no ranking elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CPL), uma entidade independente que desde abril vem monitorando a evolução da pandemia e avaliando o seu enfrentamento nas 27 unidades da Federação e no Distrito Federal. O relatório do CLP conclui também que o Rio de Janeiro é o estado com pior desempenho no combate ao novo coronavírus.

Radicalmente opostas, a posição do Maranhão e a do Rio de Janeiro podem ser avaliadas por dois aspectos, a responsabilidade e a competência gerencial do Poder Público no enfretamento do novo coronavírus. O Governo do Maranhão cumpriu à risca as recomendações da Organização Mundial da Saúde, adotando também medidas específicas para a realidade do estado, enquanto o Governo do Rio de Janeiro, mergulhado numa crise governamental e atolado no charco da corrupção, e ainda por falta de comando gerencial, deu um ostensivo mau exemplo para todo o País.

No Maranhão, desde o primeiro momento o governador Flávio Dino (PCdoB) atuou na vanguarda do entendimento da pandemia como uma realidade cruel e desafiadora, e que, a exemplo do que acontecia na China, na Europa, e em seguida nos Estados Unidos, assolaria sociedades desprevenidas, e que o novo coronavírus só seria combatido com eficiência com a adoção de medidas duras – isolamento social, uso de máscaras, fechamento de escolas e suspensão das atividades econômicas, sociais e culturais realizadas com aglomeração – e com a montagem de uma estrutura hospitalar capaz de atender, com eficácia médica, aos milhares de casos. Sem perder o equilíbrio fiscal o Governo do Maranhão saiu na frente na guerra por respiradores – protagonizando a cinematográfica compra e transporte de respiradores chineses, EPIs, suporte hospitalar e testes. Num esforço hercúleo, realizado com planejamento racional, baseado nas condições técnicas e financeiras disponíveis, o Governo maranhense conseguiu montar uma estrutura hospitalar capaz de assegurar atendimento aos milhares de maranhenses que procuraram socorro nas unidades de saúde nas diversas regiões do estado.

Com uma postura responsável e aguerrida, firmemente alinhado à OMS e contra a inacreditável visão primária do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua turma, o governador Flávio Dino comandou, e continua comandando, pessoal e diretamente as ações contra a pandemia, contando para isso com o trabalho bem planejado e eficiente do secretário de Saúde, Carlos Lula, e de uma grande equipe, que reuniu, além de todo o staf técnico da área de Saúde, e o suporte da Infraestrutura, da Indústria e Comércio e da Educação, entre outras, numa espécie de mutirão de esforços. Flávio Dino editou Decretos, Projetos de Lei e Medidas Provisórias, e contou com o apoio da Assembleia Legislativa para referendá-los, numa perfeita e produtiva sintonia entre os Poderes. Contou também com entendimento do Poder Judiciário, de onde saiu a decisão que resultou na decretação do Lock Dow em São Luís, medida fundamental para brecar o avanço da epidemia na Ilha de Upaon Açu.

O que aconteceu no Rio de Janeiro foi exatamente o inverso. Ali, o governador fanfarrão Wilson Witzel (PSC), movido pelo delírio de ser presidente da República, fez tudo errado. Ele e seu secretário da   área de Saúde foram pilhados desviando dinheiro público. A apuração do Ministério Público descobriu um esquema em que seriam gastos mais de R$ 800 milhões na implantação de oito hospitais de campanha, mas só dois foram instalados, tendo mais de R$ 250 milhões sido tragados pelo ralo da corrupção. O Rio de Janeiro claudicou e derrapou durante semanas para encontrar um caminho para combater a epidemia, o que só foi feito pelos esforços de autoridades intermediárias depois de muitas mortes em hospitais lotados mostrados ao País pela imprensa.

Em resumo: a posição de liderança do Maranhão no ranking da CPL é fruto de um trabalho duro, planejado com cuidado e bom senso, tendo à frente o governador do Estado nas tomadas de decisão, e do secretário de Saúde, Carlos Lula, no comando da equipe; já a posição do Rio de Janeiro em último lugar é o resultado da irresponsabilidade pública, que será punida com a cassação do governador pela via do impeachment.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Luís Fernando agita a campanha de Eudes Sampaio disparando contra Júlio Matos

Luís Fernando apoia Eudes Sampaio disparando forte em Júlio Matos

O ex-prefeito de São José de Ribamar Luís Fernando Silva entrou de cabeça na campanha do prefeito Eudes Sampaio (PTB) pela reeleição. Principal apoiador e avalista da candidatura do petebista, o ex-prefeito, que atualmente exerce o cargo de secretário estadual de Projetos Especiais, tem participado de eventos e comícios nos quais dispara chumbo grosso contra o ex-prefeito Júlio Matos (PL), que se diz candidato, mas especialistas em Direito Eleitoral afirmam que ele é ficha suja e não participará da eleição. Quando dispara contra Júlio Matos, Luís Fernando. O principal argumento de Luís Fernando Silva contra Júlio Matos é que ele se alinhou ao ex-prefeito e atual deputado federal Gil Cutrim para atacar o prefeito Eudes Sampaio. A entrada de Júlio Matos alterou expressivamente o cenário da disputa, mas tudo indica que ele está fora do páreo, à medida que a Justiça teria confirmado a sua condição de ficha suja. Seus advogados minimizam a decisão, garantindo que ele mantém a elegibilidade, em quanto outros operadores do Direito avaliam que está inelegível, fora, portanto, da corrida ao voto em São José de Ribamar. Um atento observador da cena ribamarense disse à Coluna que a entrada ostensiva de Luís Fernando Silva na campanha de Eudes Sampaio será decisiva, para cima ou para baixo.

 

Cenário de indefinição movimenta a corrida sucessória em Timon

 

Cel. Schnneyder enfrenta o forte crescimento de Socorro Waquim e Dinair Veloso

Três fontes confiáveis ouvidas pela Coluna fizeram o mesmo diagnóstico sobre a disputa pela Prefeitura de Timon: neste momento, o cenário da disputa é rigorosamente imprevisível, com o coronel/PM Schnneyder (Republicanos), a professora Dinair Veloso (PDT) e Socorro Waquim (MDB) estariam no mesmo patamar, o equivalente a um empate técnico. Mas com um diferencial, a candidata Dinar Veloso, que tem o apoio do prefeito Luciano Leitoa (PSB), e a ex-prefeita Socorro Waquim, que conta com o apoio da cúpula estadual do MDB, estão em processo de crescimento, enquanto o coronel/PM Schnneyder estaria perdendo terreno, depois de experimentar números expressivos de apoiamento. A tradução mais correta dessas informações é a de que a disputa em Timon se encontra coberta por densa nuvem da   imprevisibilidade, com os três apostando na vitória.

São Luís, 13 de Outubro de 2020.

Candidaturas à Prefeitura de São Luís embalam projetos ousados para a sucessão de Flávio Dino Flávio Dino

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha turbinam projetos para disputar a sucessão estadual em 2022

Além dos objetivos políticos de cada um dos candidatos, todos jovens tentando abrir caminho para passos mais largos, a disputa para a Prefeitura de São Luís está sendo embalada por quatro projetos de poder bem claros, todos visando o Palácio dos Leões em 2022, e pelos quais os seus comandantes estão atuando ostensivamente. Eduardo Braide (Podemos) sofre a influência do senador Roberto Rocha (PSDB), Duarte Júnior (Republicanos) está sendo embalado, de um lado pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), e de outro pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), enquanto Neto Evangelista se movimenta na linha do senador Weverton Rocha (PDT), e Rubens Júnior (PCdoB) representa a evolução do projeto maior já consolidado e liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Carlos Brandão, Josimar de Maranhãozinho e Weverton Rocha são candidatos à sucessão do governador Flávio Dino e medem forças dentro da aliança dinista, enquanto que Roberto Rocha tenta criar uma base oposicionista. Para todos é crucial a montagem agora de bases de apoio com o maior número possível de prefeitos e vereadores., e nesse contexto a Prefeitura de São Luís é um trunfo excepcional.

Líder na corrida até aqui, Eduardo Braide, que vem atuando numa linha de centro na Câmara Federal, tem como principal apoiador o senador Roberto Rocha, chefe do PSDB do Maranhão e que opera para se credenciar como porta-voz do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no estado. Por mais que Eduardo Braide adote uma postura de independência, não há como dissociar o seu projeto de conquistar a Prefeitura da Capital do projeto de Roberto Rocha de disputar o Governo do Estado em 2022 por um caminho político associado ao bolsonarismo. Esse dado do projeto eleitoral de Eduardo Braide tem sido a brecha por meio da qual vozes da situação o vêm alvejando com chumbo grosso. A leitura possível dessa relação é a de que, caso eleito, Eduardo Braide será trunfo poderoso no projeto de Roberto Rocha na sucessão estadual.

A candidatura de Duarte Júnior embala dois projetos de poder, o do vice-governador Carlos Brandão de chegar ao Palácio dos Leões em 2022, e o do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que alimenta o mesmo objetivo. Carlos Brandão foi o principal avalista do ingresso de Duarte Júnior no Republicanos e tem sido um aliado valioso do candidato no campo político, onde atua discreta e competentemente. Josimar de Maranhãozinho chegou depois, mas assumiu uma espécie de “coordenação”, esperando que se o aliado for eleito terá o comando político da Capital a seu favor na corrida ao Governo do Estado. Se vier a suceder o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), Duarte Júnior terá de fazer uma escolha difícil.

Nesse jogo de alianças envolvendo a sucessão estadual, Neto Evangelista tem posição bem definida: se eleito for e Weverton Rocha vier a ser candidato a governador, terá seu apoio incondicional. A garantia dessa aliança está na maneira determinada com que Weverton Rocha conduziu o PDT para apoiar o candidato do DEM, operando fortemente para atrair o PSL e o MDB, tendo quebrado um gelo histórico para avalizar uma aliança com a ex-governadora Roseana Sarney, algo até então impensável para um pedetista lapidado pelo ex-governador Jackson Lago. Se sair das urnas com a vitória, Neto Evangelista será um dos principais articuladores do projeto de Weverton Rocha de chegar ao Palácio dos Leões.

Se chegar ao Palácio de la Ravardière, Rubens Júnior será um dos principais suportes do projeto maior do governador Flávio Dino para 2022, que tem duas pautas fundamentais: a sucessão estadual, apoiando a candidatura de Carlos Brandão ou a de Weverton Rocha, e o futuro político do próprio governador, que poderá ser candidato a presidente da República ou a vice-presidente, ou ainda ao Senado da República. Rubens Júnior tem posição clara sobre essa equação, fazendo questão de enfatizar sua condição de integrante linha de frente do grupo político dinista. Isso significa dizer que, eleito, ele não terá dificuldades em se posicionar.

Numa escala mais abrangente, os candidatos a prefeito de São Luís rascunham projetos que vão muito além da eleição deste ano. Dentro de contexto politicamente lógico, eles avaliam que chegar à Prefeitura da Capital é passo decisivo para outro mais amplo e ousado, que é também chegar ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bem situado no cenário atual, Othelino Neto prepara base para 2022

Othelino Neto tem feito uma verdadeira maratona de visitas ao municípios e dado intenso apoio à candidatura de sua mulher, Ana Paula, a vice-prefeita de Pinheiro

Em meio à grande disputa de 2022, que começa a se desenhar nas eleições municipais deste ano, uma liderança em ascensão mergulha nas articulações para a eleição de prefeitos e vereadores nas mais diversas regiões do estado: o deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa. Bem situado no quadro político estadual como chefe do Poder Legislativo eleito e reeleito, posição que o coloca como uma alternativa real no cenário que começa a ser desenhado para 2022, podendo se reeleger deputado estadual, medir forças por um mandato na Câmara Federal, sair como candidato a vice-governador, encarar a disputa da vaga de senador – no caso de o governador Flávio Dino sair para presidente ou vice – ou até mesmo tornar-se opção para o Governo, dependendo das circunstâncias do momento.

Desde que assumiu a presidência da Assembleia Legislativa em Janeiro de 2018, Othelino Neto vem ocupando espaço expressivo no tabuleiro da política estadual, fazendo movimentos com os pés no chão, com a cautela devida, sem qualquer ato ou gesto incoerente ou precipitado. Sua caminhada se dá, portanto, com a segurança de um político maduro, que conhece o tabuleiro, tem consciência dos seus limites, ao mesmo tempo em que sabe dosar sua ousadia.

O presidente da Assembleia Legislativa sabe que as eleições municipais representam o momento decisivo para os políticos que planejam objetivos mais ousados. É por isso que ele, sem comprometer as funções presidenciais no parlamento estadual, está cumprindo uma maratona ininterrupta por dezenas de municípios, levando apoio aos seus aliados que estão nas disputas por prefeituras e em busca de cadeiras de vereador. Com uma posição de neutralidade em São Luís, onde vários aliados estão na disputa, e com envolvimento direto na disputa em Pinheiro, onde sua mulher, Ana Paula Lobato (PDT), é candidata a vice-prefeita na chapa do prefeito Luciano Genésio (PP), que concorre à reeleição com larga vantagem.

Desde que começou sua intensa agenda de viagens pelo interior, apoiando aliados na corrida às prefeituras, como Marco Aurélio (PCdoB) em Imperatriz, Dr. Amilcar (PCdoB) em Barreirinhas, Lamarck (DEM) em Maracaçumé, Carlinhos Barros (PCdoB) em Vargem Grande, Geraldo Azevedo (PCdoB) em Olho D`Água das Cunhãs, Renan Damasceno (PTB) em Viana, William Pinheiro (PCdoB) em Araguanã, Zezildo Almeida (PTB) em Santa Helena, Antônio Borba (Patriotas) em Timbira, Felipe dos Pneus (Republicanos) em Santa Inês, Paulo Curió (PTB) em Turilândia, Marinaldo do Gesso (PDT) em Grajaú e Edvan Brandão (PDT) em Bacabal, entre muitos outros.

No meio político as avaliações em curso indicam que Othelino Neto sairá dessas eleições com base sólida para sentar à mesa das decisões para as eleições de 2022.

 

Com Covid-19, mas assintomático, João Alberto está isolado, mas quer voltar à campanha em Bacabal

João Alberto tem Covid-19, mas está assintomático

Alcançado pelo coronavírus, o ex-governador João Alberto (MDB) interrompeu temporariamente sua campanha para uma vaga de vereador de Bacabal. Assintomático, ele garante que nada sentiu, até agora, mas atendeu à recomendação médica de ficar em casa, em total isolamento na sua residência em São Luís. Político de tempo integral, onde independentemente de ser candidato, o ex-senador João Alberto preside o MDB estadual, e nessa condição acompanha de perto os movimentos dos candidatos emedebistas a prefeito e a vereador em todas as regiões do Maranhão. Seu foco especial é Bacabal, onde, além de disputar uma vaga na Câmara Municipal, trabalha pela reeleição do prefeito Edvan Brandão (PDT). Ele aguarda apenas o sinal verde dos médicos para seguir para Bacabal e mergulhar na campanha eleitoral.

São Luís, 11 de Outubro de 2020.

Candidatos a prefeito de São Luís causaram boa impressão na abertura da campanha no rádio e na TV

 

Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista, Rubens Júnior, Bira do Pindaré, Yglésio Moises e Franklin Douglas: bom início de campanha no Rádio e na TV

O início do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, ontem, para a etapa decisiva da disputa para a Prefeitura de São Luís foi politicamente positivo. Tanto os candidatos mais competitivos – Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior (PCdoB) – quanto os que lutam para entrar efetivamente na competição – Bira do Pindaré (PSB), Yglésio Moises (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) – causaram boa impressão, produzindo, com suas manifestações e posturas, a certeza de que a nova geração assumiu mesmo o comando político da Capital, consolidando o processo de renovação que está em curso no Maranhão. Seus programas de abertura foram bem produzidos e objetivos, sem nhenhenhém nem chororô, com roteiros bem armados e discursos cuidadosamente elaborados. Falaram de si e de São Luís, contaram, com serenidade e sem tons dramáticos, as suas histórias, falaram das suas atuações políticas e deixaram no ar a impressão de que farão uma campanha propositiva. Nenhum ultrapassou o limite da civilidade e boa política.

Com um programa de boa qualidade técnica, Eduard Braide soube dar um tom eficiente no discurso, no qual se apresentou como um político experiente e produtivo, um cidadão correto e um pai de família exemplar; disse que sabe o que deve ser feito para melhorar a cidade e prometeu “trabalhar dia e noite”. Duarte Júnior contou sua trajetória de menino pobre, que vendeu chip de telefone e atuou como palhaço em festas infantis para ajudar em casa, conseguindo formar-se em Direito e se tornar advogado e professor, chegando ao serviço público pelas mãos do governador Flávio Dino (PCdoB), de quem recebeu a tarefa de resolver os problemas do Procon e do Viva Cidadão, experiência bem-sucedida, que, espera, possa levá-lo à Prefeitura, onde pretende chegar com o mote “Bora resolver? ”.

Neto Evangelista estreou de maneira competente, com um programa bem produzido e eficiente, no qual se apresentou como filho da cidade, invocando a memória do pai, o deputado estadual João Evangelista; contou sua trajetória política e apresentou os resultados do seu trabalho como secretário de Desenvolvimento Social, onde ampliou o programa de restaurantes populares, tendo sido convincente no seu discurso. Rubens Júnior fez uma estreia forte, com um programa politicamente denso, no qual, depois de se apresentar como filho da terra e como candidato do partido do governador Flávio Dino, de quem foi secretário das Cidades, colocou no ar um dos seus trunfos principais: uma forte declaração de apoio do ex-presidente Lula, que o apresentou como um político sério e preparado para ser prefeito de São Luís.

Com tempo de 44 segundos, Bira do Pindaré seguiu a receita e se apresentou como menino pobre do interior que chegou a São Luís engatinhando e conseguiu vencer na vida formando-se em Direito e tornando-se servidor concursado da Caixa; lembrou sua trajetória política e os cargos que exerceu, como delegado regional do Trabalho e secretário de Ciência e Tecnologia. Na sequência outra boa surpresa: o programa inteligente de Yglésio Moises, que soube dar o recado nos 16 segundos a que tem direito, dando voz a dezenas de pessoas do povo, que ele pretende representar como prefeito, se chegar lá. Franklin Douglas também deu seu recado nos 18 segundos a que tem direito: defendeu o auxílio emergencial de R$ 600,00 até o fim da pandemia.

Se os candidatos conseguirem manter o nível dos seus programas de abertura, São Luís será objeto de uma das disputas mais propositivas dos tempos recentes. Não será surpresa se houver confronto em algum momento, mas isso não será problema se a qualidade das proposições for mantida até o dia 12 de Novembro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Jeisael Marx reclama, tardiamente, por não inclusão no horário eleitoral no Rádio e na TV

Jeisael Marx: protesto em vão contra não inclusão do Rede no horário eleitoral  gratuito no Rádio e na TV 

Justo o protesto do candidato do Rede Sustentabilidade à Prefeitura de São Luís, Jeisael Marx, contra a sua não participação no horário eleitoral gratuito. Uma das boas surpresas desse momento político na Capital, empreendendo uma campanha propositiva e aguerrida, na qual critica a política convencional, praticada pelas elites, Jeisael Marx é jornalista, apresentador de TV e mantém um blog sobre com temas diversos, a começar pela política.

Por mais justo que seja, seu protesto agora não faz sentido. Seu partido não tem tempo de Rádio e TV porque não preencheu as exigências da legislação para a existência partidária. Partido criado pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, depois que rompeu com o PT, o Rede Sustentabilidade nasceu com boas chances de se tornar uma agremiação de peso, mas depois de uma série de desacertos e fracassos retumbantes nas urnas, virou uma ficção partidária, sem direito a Fundo Partidário, a Fundo Eleitoral e a tempo no horário gratuito no Rádio e na TV.

Quando decidiu se filiar do Rede para ser candidato, Jeisael Marx já sabia que seu projeto de chegar à Prefeitura de São Luís seria fortemente limitado por conta da situação partido. Reclamar agora não vale, e só pode ser explicado como uma estratégia para atrair a atenção para a sua propaganda nas redes sociais, a qual, vale observar, é feita com competência e garra. Como de resto todos os seus atos de campanha.

 

Grupo Matheus desembarca no mercado de ações atraindo R$ 4,6 bilhões

Ilson Matheus: abre capital com  uma tacada bilionária no mercado de ações

O desabamento das cinco prateleiras do Atacarejo da Curva do Noventa não teve qualquer influência no desembarque do Grupo Mateus no mercado de ações. Mesmo em meio à repercussão nacional do acidente trágico que resultou na morte de uma jovem funcionária e em ferimentos de oito pessoas, entre clientes e empregados, a Oferta Inicial de Ações feita pelo Grupo, com a expectativa de atrair R$ 4 bilhões, alcançou surpreendentes R$ 4,6 bilhões. O desempenho se deu como planejaram as corretoras – XP, Itaú, Bradesco, entre outras – e previram alguns analistas, baseados no tamanho da empresa, que faturou R$ 9 bilhões no ano passado e lucrou cerca de R$ 350 milhões.

O empresário Ilson Matheus tem todos os motivos para comemorar. Primeiro, o montante alcançado pelo seu Grupo na estreia no mercado de capitais quebrou dois recordes. O primeiro deles: foi o maior valor alcançado nos IPOs de 2020. E o segundo: foi o maior valor alcançado até hoje por uma empresa originada no Nordeste no mercado de ações. Além disso, o fato funcionou como uma “bisca na careca” do terraplanista Luciano Hang, o controvertido dono da cadeia de lojas de departamentos catarinense Havan, que tentou dar um passo maior que a perna, armando para atrair mais de R$ 9 bilhões. Mas o mercado, experiente nesse jogo, percebeu que o “véio” estava oferecendo uma “barca furada”, lhe deu as costas e seu IPO fracassou, causando grande mal-estar no meio empresarial.

Com a abertura do seu capital, o Grupo Mateus, hoje com 137 lojas, entre elas 29 atacarejos, vai se capitalizar para investir em expansão, modernização, de modo que a empresa de gestão familiar possa se tornar um grupo profissional com gestão compartilhada, o que pode torná-lo mais eficiente.

São Luís, 10 de Outubro de 2020.

Corrida eleitoral abre hoje a etapa mais animada e decisiva: o horário gratuito no Rádio e na TV

 

Começa hoje a última, mais animada e decisiva etapa da corrida às Prefeituras e Câmara Municipais: a propaganda gratuita no rádio e na TV, que se estenderá até o dia 12 de Novembro, antevéspera da votação. Em 20 minutos no Rádio (das 07h às 7h10m e de 12h às 12h10m) e 20 minutos na TV (13h às 13h10m e das 20h30m às 20h40m), os postulantes vão apresentar suas propostas para públicos muito maiores do que os das redes sociais, onde já estão em campanha desde o dia 26 de Setembro. Para muitos candidatos a prefeito, entre eles os que disputam a Prefeitura de São Luís, o horário eleitoral gratuito será vital e, dependendo do cenário, pode mudar radicalmente o desempenho deles, para melhor ou para pior, nas preferências do eleitorado. A expectativa geral é a de que os candidatos realmente competitivos, que tenham propostas concretas, usem as trombetas do rádio e a potência audiovisual da televisão de maneira eficiente, que proporcione ao eleitor a possibilidade de examinar com cuidado e liberdade as propostas e fazer uma escolha inteligente.

O cenário da disputa na Capital, até aqui inteiramente dominado por Eduardo Braide, que na fotografia de hoje venceria a eleição em turno único, pode sofrer alterações. Isso porque a ordem e a escala de tempo que terão os candidatos são as seguintes: Neto Evangelista terá o maior tempo: 2 minutos e 54 segundos, seguido de Rubens Júnior (2m07s), Eduardo Braide (1m44s), Duarte Júnior (1m33s), Bira do Pindaré (44s), Franklin Douglas (18s) e Yglésio Moises (16s). E por conta das limitações dos seus partidos, Jeisael Marx, Hertz Dias e Silvio Antônio não terão tempo no rádio e na TV. Pela lógica, a bola cheia está com Neto Evangelista e com Rubens Júnior, que terão maiores tempos no horário eleitoral gratuito, seguidos de Eduardo Braide e Duarte Júnior, cujo tempo os coloca ombro a ombro na corrida, enquanto Bira do Pindaré, Franklin Douglas e Yglésio Moises estão obrigados a usar as táticas do inacreditável Enéas Carneiro para darem seus recados no radinho e na telinha.

Agora, além dos candidatos, seus talentos, o poder de sedução, e suas propostas, entra em cena personagem que se tornaram cruciais e decisivos das disputas eleitorais: os marqueteiros. São eles os “senhores” das campanhas, uma vez que costumam subordinar os candidatos às suas ideias e estratégias. Os jingles divulgados até aqui são bons exemplos de que a campanha pelo Palácio de la Ravardière se dará em nível elevado em matéria de propaganda. Eduardo Braide tenta manter sua liderança com uma música em que diz que não deu na eleição passada, mas agora vai dar, enquanto a de Duarte Júnior fala da sua trajetória do menino que brigou para chegar onde chegou. Rubens Júnior promete sacudir sua campanha com um bom material, mas também com um trunfo especial: a participação do ex-presidente Lula na campanha lhe declarando apoio.

O que os eleitores esperam é mesmo o grande confronto entre os candidatos com chance de ganhar a eleição, caso de Eduardo Braide, Duarte Júnior, Neto Evangelista e Rubens Júnior. O candidato do Podemos sabe que sua liderança tem preço alto: ele será o grande saco de pancadas dessa disputa. Isso começou a ficar claro ontem, no tom de um artigo do presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, que assumiu o comando da campanha de Rubens Júnior, que está em isolamento por haver testado positivo para a Covid-19 entre outros petardos, o definiu como “uma farsa”.

O dado pouco saudável é a não participação de Jeisael Marx, Hertz Dias e Silvio Antônio no debate no horário eleitoral gratuito. O primeiro vem de uma pré-campanha ativa, com discurso em tom crítico e politicamente positivo. Representantes de correntes antagônicas, eles farão falta no grande confronto de ideias e nos perrengues que costumam marcar as campanhas eleitoral, em especial as de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa Escutec chegou em momento de transição, que pode mudar o cenário

Eduardo Braide: liderança confirmada pelo Escutec

Mesmo confirmando o cenário das últimas quatro pesquisas (Ibope, Econométrica, Prever e DataIlha), o levantamento do Escutec, que mostra Eduardo Braide com 42% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (15%), Neto Evangelista (11%), Rubens Júnior (4%), Bira do Pindaré (4%), Jeisael Marx (2%), Yglésio Moises (2%), Carlos Madeira (2%) e Outros (1%), Nenhum (11%) e Indecisos (6%), realizado no período de 2 a 6 de Outubro, perdeu sentido rapidamente.

É que ela chegou ao conhecimento público num momento de transição, em meio à repercussão da desistência do candidato do Solidariedade, Carlos Madeira, e da declaração de apoio dele e do partido à candidatura de Rubens Júnior. Essa mudança, associada ao início, hoje, da campanha no Rádio e na TV, poderá alterar o cenário e mexer com algumas posições, o que tornará o levantamento mais descontextualizado ainda. Além disso, se levada em conta a margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e os 10% de desconfiança admitidos, ficou estranha a conclusão enfática de que se a eleição fosse agora, seu desfecho se daria em turno único.

Em Tempo: a pesquisa ouviu mil eleitores e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-03412/2020.

 

Entrada e saída de Júlio Matos ameaçou a Eudes Sampaio e levou Luís Fernando à campanha

A entrada repentina e a saída igualmente meteórica do ex-prefeito Júlio Matos (PL) sacudiram o cenário da disputa em São José de Ribamar, tirou o prefeito Eudes Sampaio (PTB) da zona de conforto e obrigou o ex-prefeito Luís Fernando Silva, principal avalista da candidatura, a entrar no circuito de campanha com uma mensagem direta num cartaz: “Eu apoio!” A informação dominante é a de que Júlio Matos não é mais candidato. Há, porém, embora umas poucas vozes falem em sentido contrário, afirmando que houve apenas um contratempo, mas que a candidatura vingará. O fato é que, mesmo na dianteira, e com boa folga, Eudes Sampaio tem de apertar o acelerador e se distanciar das encrencas que querem formar à sua volta.

São Luís, 09 de Outubro de 2020.

Apoio de Madeira e do Solidariedade coloca Rubens Júnior na briga pela Prefeitura de São Luís

 

Rubens Júnior aposta alto na força do apoio do ex-presidente Lula para reforçar  sua campanha

Na segunda metade de Setembro, em meio à repercussão da pesquisa Ibope, a Coluna registrou que, após meses de preparação, a guerra pela Prefeitura de São Luís estava, de fato, começando, com a entrada em cena do jogo político pesado e decisivo, cujos movimentos poderiam alterar radicalmente a posição das peças no tabuleiro da disputa, no qual se destacava a liderança folgada, e aparentemente irreversível, do candidato do Podemos, Eduardo Braide. Nas duas semanas seguintes, três outras pesquisas confirmaram o cenário, levando este espaço a prever que uma luta titânica seria travada para mudar o curso desenhado pelos levantamentos. Ontem, o ambiente da corrida foi sacudido pelo primeiro movimento: a desistência do candidato do Solidariedade, Carlos Madeira, alcançado pelo coronavírus. Ato contínuo, sem vácuo temporal para não deixar dúvidas, Carlos Madeira e o seu partido declararam apoio a Rubens Júnior, candidato da aliança PCdoB-PT-Cidadania-PMB-DC. A manifestação abriu caminho para uma mexida forte na posição das peças no tabuleiro e, por via de desdobramento, nos rumos da contenda eleitoral. A campanha de Rubens Júnior passa a contar também com o apoio do vereador Afonso Manoel e da deputada Helena Duailibe, nomes fortes do partido em São Luís.

O apoio de Carlos Madeira e do Solidariedade a Rubens Júnior pode não representar uma turbinada imediata no seu percentual de preferências. Mas não há como negar que tem forte impacto político no contexto da disputa, podendo o candidato do PCdoB transformar esse cacife em intenções de voto ao longo da campanha. Ontem, do confinamento doméstico imposto pelo coronavírus, que também o infectou, Rubens Júnior festejou o apoio recebido, reforçando o estado de ânimo de três semanas atrás, quando, demonstrando tranquilidade e segurança impressionantes, comentou o resultado da pesquisa Ibope dizendo-se pertencer a um grupo político “vacinado” contra as pesquisas do instituto.

Na avaliação do candidato do PCdoB, a pesquisa DataIlha, divulgada na edição de ontem, e na qual aparece com 7,1% das intenções de voto, pressionando o candidato do DEM, Neto Evangelista (8,5%) e o candidato do Republicanos, Duarte Júnior (10,8%), dentro da margem de erro, sinalizou que sua candidatura começa a deslanchar. Esse retrato reforça o seu discurso de que, ao contrário do que muitos imaginam, a eleição se dará em dois turnos, e que ele será o adversário de Eduardo Braide na rodada final. Um dos seus trunfos – ele próprio confirma – é o apoio declarado do ex-presidente Lula da Silva (PT), que, como é sabido, tem apoio em grande fatia do eleitorado em São Luís. Avalia que os lulistas ludovicenses estejam pulverizados, mas que poderão atender ao chamamento do ex-presidente e apoiá-lo.

De fato, uma leitura mais cuidadosa e aprofundada do cenário redesenhado com a saída de Carlos Madeira e o apoio dele e do seu partido a Rubens Júnior o tornam um candidato muito mais competitivo. Isso porque nada indica que a repentina mudança no cenário beneficie Duarte Júnior ou Neto Evangelista ou outro candidato. E não há dúvida de que o apoio do ex-presidente Lula da Silva, que será ostensivo na propaganda no rádio e na TV, que começa amanhã, poderá fazer muita diferença a favor do candidato comunista apoiado pelo PT. Para começar, não há indicações de que Eduardo Braide, Duarte Júnior e Neto Evangelista tenham, além dos seus discursos, trunfos diferenciados para seduzir o eleitor indeciso e atrair eleitores já inclinados por outros candidatos ao longo da campanha no horário eleitoral gratuito nos meios eletrônicos de comunicação.

É claro que não se pode subestimar a liderança consistente exibida por Eduardo Braide até aqui, nem o potencial de Duarte Júnior e de Neto Evangelista, que podem crescer durante a campanha eletrônica. Por outro lado, qualquer tentativa de minimizar as perspectivas otimistas de Rubens Júnior neste momento pode resultar num duro erro de avaliação.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Soma de fatores desfavoráveis tornou inviável a candidatura de Carlos Madeira

Carlos Madeira saiu da disputa deixando boa impressão como estreante na política

A decisão do juiz federal aposentado Carlos Madeira de sair da disputa para a Prefeitura de São Luís foi causada por uma série de fatores que, somados, tornaram inviável o seu projeto político-eleitoral. Para começar, Carlos Madeira perdeu muito tempo para escolher um partido, tendo conversado com quase todos que não lançaram candidatos, como o PT e o MDB, por exemplo. Quando se definiu pelo Solidariedade, faltaram-lhe tempo e instrumentos para montar uma estratégia que pudesse tornar sua candidatura competitiva. Depois, a pandemia levou o novo coronavírus aos seus pulmões, fragilizando sua saúde de maneira preocupante, a ponto de tê-lo levado à internação hospitalar e, depois, a amargar sequelas, como falhas de memória, por exemplo.

Carlos Madeira deixa uma boa impressão como político: correto, seguro, muito esclarecido, comprometido com causas nobres e com experiência em tomar decisões difíceis. Suas manifestações sobre São Luís e seus problemas revelaram um candidato bem informado e ciente dos imensos desafios que é administrar uma cidade com mais de 1,1 milhão de habitantes e com imensos problemas aguardando solução. Sua carta-renúncia mostra com clareza esses traços, reforçados pelo anúncio de que tão logo se restabeleça plenamente dos efeitos danosos da Covid-19 à sua saúde, ele vai se dedicar às atividades políticas. Com certeza tem condições de contribuir para o exercício da política saudával. Segue a íntegra da carta-renúncia:

Carta ao Povo de São Luís

A convite de amigos, e por sugestão de pessoas simples, representantes da periferia e da zona rural, decidi aceitar o desafio de concorrer à Prefeitura de São Luís nas eleições de 2020. Trouxe comigo as minhas origens, a história de vida, a minha biografia e o desejo de trabalhar ainda mais pela nossa cidade.

Os caminhos que percorri nesses meses de pré-campanha e os primeiros dias de candidatura oficializada não foram fáceis, porque, ao lado de um time de pessoas sérias, éticas, combativas e independentes, compreendi que a luta só valeria a pena se todos abraçassem um projeto de mudança efetiva para São Luís, com uma arrojada pauta de justiça social para todas as áreas da administração municipal.

A pré-campanha foi interrompida ainda no início, por quase três meses, com as restrições decorrentes da pandemia. E no meio do caminho, antes mesmo da nossa convenção partidária, fui alcançado pela Covid-19.

Fiquei por duas semanas em isolamento, cumprindo a quarentena até receber a confirmação de que a carga viral estava zerada. Perdi cerca de oito quilos em 12 dias de hospital. Mesmo frágil fisicamente, tomei a decisão de retomar os compromissos de campanha em respeito ao povo, ao partido Solidariedade e à nossa militância.

Não sabia que o pior ainda estava por vir. Dia após dia a fadiga foi me consumindo e comprometendo a minha fala e o meu raciocínio. Só depois fui informado pelo médico que acompanha o meu caso, Dr. Serafim Gomes de Sá, de que a minha dificuldade respiratória era apenas mais uma das muitas consequências possíveis do coronavírus, aquilo que a ciência está chamando agora de Síndrome pós-Covid.

Quem conhece a minha história sabe que jamais me esquivei de responsabilidades. Mas, aconselhado pela minha esposa, pelos meus filhos e por médicos que acompanham o meu caso clínico, e em nome da minha saúde, tive que tomar uma das decisões mais difíceis da minha vida: abrir mão de um projeto que hoje reputo coletivo, porque não é mais do Madeira, mas de tantas e tantas pessoas espalhadas pelos bairros e pela zona rural dessa cidade que tanto amo.

Informo, portanto, que hoje retiro a minha candidatura a prefeito de São Luís, por não ter condições físicas de dar continuidade à intensa agenda de compromissos que eu, antes de qualquer outro candidato, fiz questão de não apenas assumir, mas de registrar publicamente em cartório.

Chego até aqui sem qualquer decepção ou mágoa, mas com muita gratidão aos meus familiares e tantos amigos. Agradeço o apoio de todos que trabalharam comigo até agora – equipe de coordenação, militância e candidatos a vereador. Agradeço a compreensão dos nossos eleitores, sobretudo. Agradeço ao Capitão Jeremias, meu companheiro de chapa, pela caminhada leal e destemida.

Agradeço ao meu partido, o Solidariedade, pela acolhida e pelas trincheiras de luta que conseguimos erguer, juntos, em tão pouco tempo. Continuarei na política, como presidente do diretório municipal de São Luís, e no momento oportuno reiniciarei minha jornada partidária na busca permanente por dias melhores para o nosso povo. Porque, como Martin Luther King, continuo acreditando que “pior que o grito dos maus é o silêncio dos bons”.

Como aprendizado, levo para a vida a lição de que, para recuar de uma batalha, é preciso antes de tudo ter humildade e sabedoria para reconhecer os riscos. Faço opção por cuidar da minha saúde. E, se puder oferecer apenas um conselho, direi a todos: cuidem-se! O vírus ainda está no nosso meio e as sequelas da Covid-19 são imprevisíveis. Que Deus nos proteja!

José Carlos do Vale Madeira

 

Projeto de Othelino Neto de proibir produção e venda de cerol e linha chilena vira lei

Othelino Neto comemora lei de sua autoria contra os perigos do cerol

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), teve mais um projeto de sua iniciativa transformado em lei estadual, com a sansão, ontem, pelo governador Flávio Dino (PCdoB), da Lei 11.344/2020, que proíbe no estado a fabricação comercial e a venda de cerol, substância constituída de vidro moído e cola, muito utilizado na prática de soltar pipas. A lei também proíbe a fabricação e a comercialização da chamada “linha chilena”, que é um fio encerado com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio, ou quaisquer outros produtos que possuam elementos cortantes utilizados na linha de pipas.

À primeira vista, criar uma lei estadual para proibir a fabricação e o uso do “cerol” ou da “linha chilena” pode parecer uma preocupação menor. Mas a verdade é que registros feitos nas emergências hospitalares revelam ser grande o número de pessoas que se ferem, muitas gravemente, em contato com esses materiais. Esses acidentes ocorrem com muita frequência nos períodos em que a brincadeira com pipas é mais intensa, como nos meses de maio e junho, por exemplo. E as maiores vítimas são ciclistas e motociclistas, e também os soltadores de pipas, muitas vezes feridos com gravidades por causa do uso do cerol e da linha chilena.

Ao propor o projeto de lei, o deputado Othelino Neto justificou a proposta com o seguinte argumento: “Apesar de não termos dados oficiais, sabemos que há uma incidência grande de acidentes envolvendo linhas de pipas com cerol, que podem provocar lesões e ferimentos graves ao entrar em contato com a pele. É um risco muito grande para as crianças e adolescentes que participam da brincadeira de soltar pipas, assim como para motociclistas, ciclistas e pedestres”.

A lei sancionada pelo governador Flávio Dino estabelece que o Instituto de Promoção e Defesa do Cidadão e Consumidor do Maranhão (Procon/MA) será o órgão responsável pela fiscalização da comercialização da venda de cerol e de “linha chilena”.

São Luís, 08 de Outubro de 2020.

São Luís: pesquisa DataIlha confirma cenário e alerta candidatos sobre risco de eleição em turno único

 

Se havia alguma réstia de dúvida de que neste momento a disputa para a Prefeitura de São Luís rascunha um desfecho em turno único, a pesquisa do instituto DataIlha, feita em parceria com a Band, divulgada ontem, mandou-a para o espaço. O levantamento encontrou o seguinte cenário: Eduardo Braide (Podemos) liderando com 44,4% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (Republicanos) com 10,8%, pressionado por Neto Evangelista (DEM), que aparece com 8,5%, este por sua vez sofrendo agora pressão de Rubens Júnior (PCdoB), que recebeu 7,1% das preferências, e com Bira do Pindaré (PSB) com 3,8%, tendo Jeisael Marx (Rede) na sua cola com 3,4%. A pesquisa DataIlha chega ao conhecimento público num momento de ebulição na corrida sucessória na Capital, com o afastamento temporário do candidato do PCdoB.

O dado que mais chama a atenção no levantamento do DataIlha é que, a exemplo das outras pesquisas (Ibope, Econométrica e Prever), Eduardo Braide se mantém firme no patamar dos 40 pontos percentuais. Essa posição consistente é demonstrada por outro dado importante produzido pelos números: os movimentos de sobe e desce dos demais candidatos, especialmente Rubens Júnior e Bira do Pindaré, se fazem com um tirando votos do outro, sem afetar a base de preferência de Eduardo Braide. Uma mudança para valer só ocorrerá se, ou quando, algum candidato da linha de frente crescer minando a base de sustentação do candidato do Podemos, o que não aconteceu até agora. Essa mudança se torna decisiva quando se observa que, também a exemplo das outras pesquisas, o número de indecisos (11,6%) e o de intenções de votar nulo ou em branco (7,5%) são baixos.

Esse cenário pode estimular uma disputa mais dura, obrigando o candidato do Podemos a sair da sua posição de conforto na liderança para encarar o bombardeio que muito provavelmente será disparado contra ele ao longo da campanha. Isso porque é difícil imaginar que concorrentes com a ousadia de Duarte Júnior, a firmeza de Neto Evangelista, o poder de fogo político de Rubens Júnior e a posição contestadora de Bira do Pindaré fiarão inertes, sendo triturados sem reação. Nas rodas políticas e nas redes sociais, é dominante a expectativa quanto a uma injeção de gás destinada a “incendiar” a campanha. Eduardo Braide parece disposto a seguir em frente indiferente às provocações, mas sabendo que em algum momento terá de encarar os fatos e colocar sua posição em jogo. Político jovem, mas experiente nesse jogo, o candidato do Podemos sabe que um erro no embate pode ser fatal.

Os próximos dias serão importantes para Duarte Júnior, Neto Evangelista, Bira do Pindaré e, especialmente, para Rubens Júnior, que, testado positivo para a Covid-19, se afastou dos compromissos de campanha, cedendo ao presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, a tarefa de comandar a campanha ao lado do candidato a vice Honorato Fernandes (PT). A arrancada de um deles poderá fragilizar a base de Eduardo Braide e levar o desfecho da disputa para o segundo turno, o que, se vier a acontecer, será uma reviravolta que poderá mudar radicalmente o curso da corrida ao Palácio de la Ravardière. O avanço da campanha também poderá, por outro lado, estabilizar de vez a posição do candidato do Podemos, levando-o a fechar a disputa no primeiro turno – um cenário previsto por uns e improvável para outros.

O fato é que a pesquisa DataIlha chegou para confirmar a fotografia do momento e dar um aviso eloquente aos candidatos: se eles não reagirem logo, dificilmente reverterão o cenário previsto de turno único.

Em Tempo: Realizada entre os dias 01 e 03 deste mês, a pesquisa DataIlha ouviu 1080 eleitores, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-09163/2020.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Na ausência de Rubens Júnior, Márcio Jerry assume o comando da campanha

Ao lado de Honorato Fernandes, Márcio Jerry comanda a campanha na ausência de Rubens Júnior

Se por um lado a base da candidatura de Rubens Júnior à Prefeitura de São Luís pela coligação “Do Lado do Povo” (PCdoB-PT-Cidadania-PMB-DC) mergulhou em clima de tensão por conta da retirada temporária dele por causa da Covid-19, por outro, o presidente do PCdoB e coordenador geral da campanha, deputado federal Márcio Jerry, cuidou de tranquilizar os apoiadores. Ele tomou o lugar do candidato e, ao lado do candidato da chapa a vice-prefeito, o vereador petista Honorato Fernandes, pisou no acelerador, reanimando os partidários e avisando que a candidatura de Rubens Júnior está de pé para vencer a eleição.

– Nosso candidato Rubens 65 está fora de combate esses dias por causa da doença, mas a militância tomou para si a responsabilidade de continuar a campanha. O recado é simples: #SomosTodosRubens” – declarou Márcio Jerry, em tom de convocação, em plenária da coligação “Do Lado do Povo”.

Além de Márcio Jerry, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) vai se dedicar à campanha de Rubens Júnior, reforçando o papel do seu partido na coligação. Como Márcio Jerry, Eliziane Gama conhece o caminho das pedras eleitorais de São Luís, já tendo inclusive disputado a Prefeitura de São Luís em 2012.

 

Felipe dos Pneus lidera em Santa Inês contra Valdivino Cabral e Ribamar Alves

Não surpreendeu a informação encontrada pelo instituto Escutec segunda qual o deputado estadual Felipe dos Pneus lidera a corrida para a Prefeitura de Santa Inês. Ele tem lidera com 47% das intenções de votos, seguido pelo ex-prefeito Valdivino Cabral com 42%, Padre Nelcino com 3% e Ribamar Alves com 2%. Além desses, disputam a Prefeitura os candidatos Creusa da Caixa, Joe Rodrigues e Linderberg Braga todos com 1% das intenções de voto, mesmo percentual dos entrevistados que disseram não votar em nenhum dos candidatos. Os indecisos são 2%.

Santa Inês tem um quadro de candidatos no qual o deputado Felipe dos Pneus representa a nova geração da política, contra a qual nada consta, o que não acontece o segundo colocado, o ex-prefeito Valdivino Cabral, que foi prefeito duas vezes (1989 e 1997), criou uma imagem de bom gestor, mas foi arranhado por condenações do TCU, sob a acusação de desviar dinheiro público, o que ele naturalmente nega. O outro contrapeso o ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-prefeito Ribamar Alves, que tinha uma carreira vitoriosa até se envolver num escândalo de assédio sexual, que o levou para a cadeia e dinamitou a base política por ele construída durante anos em Santa Inês e na região.

Engenheiro civil e empresário, Felipe dos Pneus, se eleito, tem a responsabilidade de, em nome da nova geração, fortalecer a credibilidade da classe política de Santa Inês

Em Tempo: A pesquisa Escutec ouviu 1.200 eleitores de Santa Inês nos dias 22 a 25 de setembro, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 90% e seu registro no TSE é MA-0466/2020.

São Luís, 07 de Outubro de 2020.