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Imperatriz: Flávio Dino lidera com folga e Weverton Rocha e Edison Lobão estão na frente para o Senado

Flávio Dino lidera com folga, seguido de Roseana Sarney, Roberto Rocha. Maura Jorge, Eduardo Braide e Ricardo Murad em Imperatriz
Flávio Dino lidera com folga, seguido de Roseana Sarney, Roberto Rocha. Maura Jorge, Eduardo Braide e Ricardo Murad em Imperatriz, segundo pesquisa do Data 3

 

A se confirmarem os percentuais de intenções de voto encontrados por pesquisa realizada em Imperatriz pelo Instituto Data 3, o governador Flávio Dino (PCdoB) sairá das urnas de lá com nada menos que  57,4% dos votos, seguido da candidata do MDB, ex-governadora Roseana Sarney  com 17,1%, do senador Roberto Rocha (PSDB) com 7,3%, e da ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL), com 3%, num cenário em que o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) aparece com 1% e o ex-deputado Ricardo Murad, com 0,8%. No levantamento espontâneo – aquele em que se pergunta ao entrevistado em quem ele vai votar sem mostrar-lhe a relação de candidato -, o governador Flávio Dino aparece com 45,6% das intenções de voto, contra 9,6% de Roseana Sarney e 3% de Roberto Rocha. Nessa amostra, Eduardo Braide, Maura Jorge e Ricardo Murad não chegaram a 1%.  E a posição do governador Flávio Dino é reforçada por 67,8% de aprovação em Imperatriz.

No levantamento para identificar as tendências do eleitorado imperatrizense na corrida para as duas vagas do Senado, os números encontrados pelo Data 3 surpreendem com a liderança do deputado federal Weverton Rocha (PDT), que aparece destacado na liderança com 24,7% das intenções de voto, seguido do senador Edison Lobão (MDB) com 18,4%, do deputado federal Sarney Filho (PV), que aparece em terceiro lugar com 9,8%, do ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares com 9,1%, da deputada federal Eliziane Gama (PPS) com 4,3% e do deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) com 4,0%.

Os números de Imperatriz, que é o segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, com mais de 160 mil votos, costumam ser decisivos nas eleições majoritárias do Maranhão, principalmente se o líder das intenções de voto tiver bom desempenho em São Luís e em Caxias, por exemplo. Na corrida ao Palácio dos Leões, o Data 3 confirma os números encontrados por outros institutos, apontando o governador Flávio Dino cacifado para liquidar a fatura já no primeiro turno. Tendo a pesquisa como base, o eleitorado da Princesa do Tocantins parece disposto a repetir o posicionamento de 2014, quando sufragou a candidatura de Flávio Dino com mais de 60% dos votos sobre o pemedebista Lobão Filho, candidato apoiado pela então governadora Roseana Sarney. Naquela eleição, o candidato a senador apoiado por Flávio Dino, Roberto Rocha, então no PSB, deixou o então pemedebista Gastão Vieira para atrás.

O cenário da disputa pelas duas vagas do Senado em Imperatriz exibe situações surpreendentes, a começar pelo desempenho do deputado federal Weverton Rocha como detentor da maior fatia de intenções de voto, deixando para trás, por exemplo, o ex-governador José Reinaldo e o deputado federal e ex-ministro Sarney Filho. A posição do senador Edison Lobão reflete o peso do seu nome na região onde começou, no final dos anos 70 do século passado. Chama a atenção o fraco desempenho da deputada federal Eliziane Gama em Imperatriz, uma vez nos levantamentos feitos em todo o estado ela aparece como líder das intenções de voto.

O levantamento do Data 3 em Imperatriz chega num momento em que, na falta de números, as especulações ganham os bastidores e começam a rascunhar cenários absolutamente fora da realidade. Serve, portanto, de um lado, para o governador Flávio Dino manter a segurança e a confiança de que será bem votado na maior cidade do interior do Maranhão. Serve também como alerta vermelho para a ex-governadora Roseana Sarney, cujas relações com Imperatriz sempre foram de altos e baixos. Em relação ao Senado, os recados mais fortes da pesquisa vão para o ex-ministro Sarney Filho, que até agora não liderou nenhum levantamento, aparecendo sempre em terceiro lugar, e para a deputada federal Eliziane Gama, que precisa investir ali para sair do quinto lugar.

Em Tempo: A pesquisa Data 3 foi contratada pela TV Difusora, entrevistou 397 eleitores entre os dias 4 e 6 desta mês e foi está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo Nº 09455/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com CFEM e ZPE, Roberto Rocha domina a cena parlamentar na semana

Roberto Rocha:no centro de duas decisões de interesse do Maranhão
Roberto Rocha:no centro de duas decisões de interesse do Maranhão

O senador Roberto Rocha, candidato ao Governo do Estado, dominou a semana no cenário parlamentar. Primeiro pela assinatura, pelo presidente Michel Temer (MDB), do decreto que regulamenta as novas regras para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). A partir de agora, os municípios não produtores de minerais, mas que são impactados pelo transporte, operações de embarque e desembarque, ou ainda, para localidades com pilhas de estéril, barragem de rejeitos e instalações serão beneficiados com 13% dos royalties da CFEM. Dentro desse percentual, 50% serão destinados exclusivamente para municípios não produtores, mas que são cortados por ferrovias. Essa alíquota foi fixada a partir de uma intensa e ampla articulação feita pelo senador Roberto Rocha. O decreto presidencial contempla 23 municípios maranhenses cortados pela Estrada de Ferro Carajás, coroando uma reivindicação que durou quase três décadas. São eles: Açailândia, Alto Alegre do Pindaré, Anajatuba, Arari, Bom Jardim, Bacabeira, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Cidelândia, Igarapé do Meio, Itapecuru Mirim, Itinga do Maranhão, Miranda do Norte, Monção, Pindaré-Mirim, Santa Inês, Santa Rita, São Francisco do Brejão, São Pedro da Água Branca, São Luís, Tufilândia, Vila Nova do Martírios, Vitória do Mearim.

Roberto Rocha também assistiu a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovar Projeto de Lei de sua autoria que propõe a implantação de uma Zona de Processamento de Exportações (ZPE) no Maranhão, mais especificamente na Ilha de Upaon Açu. O projeto inicial previa a instalação de uma Zona Franca, mas o relator da matéria, senador Edison Lobão modificou-a, propondo a instalação de uma ZPE. Pelo projeto de o senador Roberto Rocha, as empresas que se instalarem na Zona de Exportação do Maranhão (Zema) terão isenção de impostos e contribuições incidentes sobre a importação ou sobre aquisições no mercado interno de insumos, para que possam produzir mercadorias ou prestar serviços destinados à exportação. Roberto Rocha observou que a Ilha de Upaon-Açu apresenta características geográficas que a habilitam a constituir uma área de livre comércio, especialmente pelas condições logísticas que favorecem a entrada de insumos e o escoamento da produção para o exterior.

 

Movimentos de Maura Jorge estariam incomodando a cúpula do sarneysismo

Maura Jorge entre Márcio Coutinho e Pastor Bel: desenvoltura que está incomodando a cúpula do sarneysismo
Maura Jorge entre Márcio Coutinho e Pastor Bel: desenvoltura que está incomodando a cúpula do sarneysismo

Candidata ao Governo do Estado, a ex-prefeita Maura Jorge vive duas situações curiosas. A primeira é que vem se apresentando como braço do presidenciável Jair Bolsonaro – que faz escala hoje em São Luís -, mas os grupos de bolsonarista organizados no estado não a reconhecem como porta-voz nem como líder do movimento que dá suporte à candidatura do militar ao Palácio do Planalto. A outra situação é que Maura Jorge, cujo projeto de candidatura foi estimulado inicialmente pelo deputado federal Aluízio Mendes (Podemos), estaria causando mal-estar no comando do Grupo Sarney. Há rumores – não confirmados – segundo os quais a própria ex-governadora Roseana Sarney estaria incomodada com a desenvoltura da ex-prefeita de Lago da Pedra no cenário da corrida ao Palácio dos Leões. Os próximos dias revelarão o tamanho desse abacaxi.

São Luís, 14 de Junho de 2018.

“Animadíssima”, segundo o senador João Alberto, Roseana Sarney prepara agenda de campanha disposta a “ir para cima”

 

Roseana Sarney se prepara para a difícil campanha que vai enfrentar nos próximos meses
Roseana Sarney se prepara para a difícil campanha que vai enfrentar nos próximos meses na tentativa de voltar ao poder

“A Roseana está animadíssima, muito entusiasmada mesmo”. A afirmação foi feita pelo senador João Alberto, presidente regional do MDB, contrariando comentários que circulam no meio político, dando conta de que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) estaria desanimada com o projeto de disputar o Governo do Estado. O senador João Alberto revelou inclusive que a candidata emedebista está trabalhando na montagem de uma agenda de campanha que prevê sua ida “a todos os municípios”. Sabe-se também que, ao mesmo tempo, tem mantido uma intensa rotina de conversas com políticos do interior, operando para remontar a sua base de apoio, duramente desmontada nas eleições de 2014 e, mais ainda, nas eleições municipais de 2016. Outras fontes informaram à Coluna que a ex-governadora está se movimentando em relação à pré-campanha, que pretende retomar em pouco tempo, agora com projeto de visitar todas as regiões antes da campanha oficial, que será iniciada na segunda quinzena de Agosto e vai durar apenas 45 dias.

Apontada pelas pesquisas publicadas até agora como dona de um cacife que varia entre 25% e 30% das intenções de voto, a ex-governadora e candidata do MDB até agora não se manifestou sobre o que pretende apresentar como base de um programa para defender durante a campanha. Até agora, Roseana Sarney deu poucas declarações sobre sua candidatura, limitando as manifestações a recados ao governador Flávio Dino (PCdoB), como “Eu vou pra cima!”, frase que repercutiu intensamente no meio político, interpretada que foi como um petardo endereçado diretamente ao chefe do Executivo. Além disso, Roseana Sarney vem contando com o apoio direto e aberto da sua megaestrutura de comunicação de massa para tentar minar o poder de fogo do governador Flávio Dino, que segundo as pesquisas feitas até aqui, lidera com folga a corrida às urnas com mais de 55% das intenções de voto.

Roseana Sarney tem plena consciência de que esta corrida pelo Governo do Estado é para ela um desafio gigantesco. Primeiro porque no seu bem sucedido histórico de disputas, ela ou alguém do seu grupo perdeu as eleições que disputaram fora do poder, sem o comando da máquina do Estado – em 2006, ela perdeu para Jackson Lago (PDT) e em 2014 o seu candidato Lobão Filho (PMDB) foi derrotado por Flávio Dino. Nestas eleições, a situação se repete, agora com Flávio Dino no comando do Estado e candidato à reeleição. Não bastasse isso, a candidata do MDB não conta com o apoio poderoso e decisivo de presidentes da República, como contou com Itamar Franco (PMDB) em 1994, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998, Lula da Silva (PT) em 2006 e 2010. Agora, sua base federal é o presidente Michel Temer (MDB), que vem cometendo um desatino atrás do outro, é rejeitado por quase 90% dos brasileiros, tem a Polícia Federal no seu encalço e pode ser preso tão logo perca a proteção do manto presidencial, a partir de janeiro do ano que vem.

Mesmo somando-se todos os pontos negativos que rondam sua candidatura e ainda que as pesquisas lhe deem um teto, Roseana Sarney é uma candidata para ser levada a sério. Seus quase 14 anos de Governo permitiram que ela construísse um lastro de importantes obras de infraestrutura, projetos e programas arrojados, mas também foram marcados por fracassos retumbantes. Carismática, tem cacife político próprio. Nesse contexto, o seu maior problema é que vai enfrentar nas urnas o governador Flávio Dino, um político da nova geração, preparado, reformador e muito bem avaliado. Tanto que as pesquisas lhe dão vantagem confortável nessa fase de pré-campanha.

Se a candidata Roseana Sarney está tão animada como revelou o senador João Alberto, um dos esteios do Grupo Sarney, é porque algum fator que não veio à tona a está estimulando a encarar a situação que no momento lhe é inteiramente desfavorável.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Classe política vive expectativa com a passagem de Jair Bolsonaro pelo Maranhão

Jair Bolsonaro e Maura Jorge: aliança será confirmada no dia 16 de junho
Jair Bolsonaro e Maura Jorge: aliança será confirmada na visita de amanhã a São Luís

É grande no meio político a expectativa em relação à escala que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) em São Luís, nesta quinta-feira. Líder nas pesquisas que medem o desempenho dos candidatos ao Palácio do Planalto, o deputado federal fluminense, que representa a visão mais primária da direita conservadora, está bem situado no eleitorado maranhense, ainda que perdendo feio para o ex-presidente Lula da Silva, que lidera todos os levantamentos em todas as faixas. Nas rodas de aposta, a previsão dominante é a de que o coronel terá uma recepção festiva e entusiasmada, organizada pelo seu braço no Maranhão, a ex-prefeita de Lago da Pedra e ex-deputada Maura Jorge (Podemos), candidata assumida ao Governo do Estado. Bolsonaro andou sondando um candidato a governador mais consistente para ser seu lugar-tenente no estado. O primeiro a se apresentar foi o coronel reformado Ribamar Pinheiro, que se lançou candidato a governador com a bandeira bolsonarista, mas foi atropelado por Maura Jorge, que abandonou o candidato presidencial do seu partido, senador Álvaro Dias (Podemos), para abraçar com entusiasmo o projeto de poder do coronel-deputado que defende a ditadura, assumindo sua condição de militante da direita conservadora.

 

Luciano Genésio declara apoio à reeleição de Flávio Dino

Flávio Dino terá o apoio de Luciano Genésio com articulação de Othelino Neto
Flávio Dino terá o apoio de Luciano Genésio com articulação de Othelino Neto

O prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio (Avante), vai apoiar o governador Flávio Dino na corrida à reeleição. O acordo político foi firmado esta semana em São Luís, em reunião no Palácio dos Leões. Com a participação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que milita politicamente na maior cidade da Baixada Maranhense. Luciano Genésio já foi filiado ao PCdoB e tem uma ligação histórica com o governador Flávio Dino, ainda que a relação dos dois seja marcada por momentos de altos e baixos, mas sempre estiveram juntos. O rompimento partidário e político se deu em 2016, por conta da influência do pai do prefeito, o ex-prefeito e ex-deputado estadual José Genésio, que levou Luciano a romper acordo que envolvia a candidatura do médico Leonardo Sá (PCdoB). O afastamento não impediu que o governador Flávio Dino esteja apoiando a administração de Luciano Genésio. O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, foi um dos articuladores da reaproximação e do acordo pelo qual Luciano Genésio apoiará o projeto de reeleição do governador Flávio Dino.

São Luís, 13 de Junho de 2018.

 

 

 

 

 

Flávio Dino e Roseana Sarney ainda sem presidenciáveis definidos; Maura Jorge leva a melhor ao apoiar Jair Bolsonaro

 

Flávio Dino vota em Manuela D`Ávila, mas quer Ciro Gomes unindo a esquerda; Roseana Sarney deve apoiar Henrique Meireles, Robeerto Rocha apoia Geraldo Alckmin, Maura Jirge abraçou Jair Bolsonaro e Odívio Neto vai com Guilherme Boulos
Flávio Dino vota em Manuela D`Ávila, mas quer Ciro Gomes unindo a esquerda; Roseana Sarney deve apoiar Henrique Meireles, Roberto Rocha apoia Geraldo Alckmin, Maura Jorge abraçou Jair Bolsonaro e Odívio Neto vai com Guilherme Boulos

A pesquisa Datafolha chamou atenção para um fato surpreendente: o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora Roseana Sarney, os dois principais candidatos ao Governo do Estado, não têm candidato a presidente da República, enquanto que três dos quatro demais candidatos menos fortes têm nomes bem definidos para disputar o Palácio do Planalto. O governador Flávio Dino ainda não tem candidato a presidente, o mesmo acontecendo com a ex-governadora Roseana Sarney. Ao passo que o senador Roberto Rocha (PSDB) está definido com o presidenciável tucano Geraldo Alckmin, a ex-prefeita Maura Jorge (Podemos) firmou aliança com Jair Bolsonaro (PSL) e o professor Odívio Neto (PSOL) está firme com Guilherme Boulos, do seu partido. O ex-deputado Ricardo Murad (PRP), que vinha em marcha lenta, parece ter estacionado de vez o seu projeto, não emitindo qualquer sinal em relação para a disputa presidencial. O deputado Eduardo Braide (PMN) mantém suspense sobre a sua própria candidatura, o que significa dizer que não tem candidato presidencial.

O governador Flávio Dino está vivendo uma espécie de xadrez em relação à corrida à presidência da República. Vota na candidata do seu partido, Manuela D`Ávila, é partidário da candidatura do presidente Lula da Silva (PT), mesmo estando ele na prisão, mas  trabalha com um Plano B bem definido, que deve ser o ex-ministro Ciro Gomes (PDT). E a equação é muito simples: condenado em segunda instância, o que o coloca automaticamente na lista negro dos ficha suja, Lula não terá sua candidatura validada pela Justiça Eleitoral. O PT deve se movimentar nesse tabuleiro com um candidato alternativo, mas esse, seja lá quem for, não terá o mesmo peso do ex-presidente. Esse cenário reforça a proposta, feita e mantida pelo governador Flávio Dino, no sentido de que as esquerdas se unam em torno do ex-ministro Ciro Gomes, uma tese que a cada dia ganha mais força dentro do universo esquerdista. Se ela for consumada, Flávio Dino ficará politicamente mais forte.

Lançado pelo presidente Michel Temer para ser o candidato do MDB à sua sucessão, o banqueiro e ex-ministro da Fazenda Henrique Meireles ainda não deslanchou, deixando no ar forte impressão de que não deslanchará. Se Meireles for mantido, Roseana Sarney terá de aceitá-lo, por o MDB não tolerará que um candidato a governador saia dos trilhos colocados pelo partido numa campanha presidencial. A ex-governadora pode correr o risco de travar sua campanha por causa do presidenciável emedebista, caso ele esteja mesmo enfrentando dificuldades para alçar voo. O problema de Roseana Sarney em relação à corrida presidencial é que ela não pode ter um “Plano B”, pois no caso de a candidatura de Henrique Meireles mergulhar na frustração e for tirada do páreo, a primeira opção do MDB será firmar uma aliança com o PSDB em torno de Geraldo Alckmin. Tal situação criará um grande imbróglio monumental na relação dos partidos no Maranhão por conta da candidatura do senador Riberto Rocha. Talvez o “fator” Henrique Meireles explique as cautelas da emedebista até aqui. Situação do senador Roberto Rocha é, em certa medida, a mesma que a da ex-governadora Roseana Sarney.

Por uma dessas incongruências da política, Maura Jorge, a princípio sem qualquer futuro na corrida sucessória estadual, tem no momento a posição mais confortável em relação à corrida presidencial. Chega ao limiar da campanha como a porta-voz de Jair Bolsonaro no Maranhão, navegando na possibilidade concreta de vir a ser o braço do presidente da República no estado, a julgar pelo que apontou a pesquisa Datafolha publicada Domingo pela Folha de S. Paulo. De acordo com a pesquisa, sem Lula da Silva no páreo e se a esquerda não se unir em torno de Ciro Gomes, Jair Bolsonaro pode vir a ser o próximo presidente.

É claro que o momento é ainda de pré-campanha, com uma enorme distância a ser percorrida até outubro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Aliança PSOL/PCB define chapa completa encabeçada por Odívio Neto

Odívio Neto fala no encontro de delegados do PSOL e do PCB que o lançou candidato a governador
Odívio Neto fala no encontro de delegados do PSOL e do PCB que o lançou candidato a governador

Não surpreendeu a aliança PSOL-PCB para lançar a candidatura do professor Odívio Neto ao Governo do Estado, tendo a professora Helena como candidata a vice-governadora. A chapa será comporta com os professores Saulo Pinto e Iego Bruno como candidatos da coligação às vagas no Senado. Essa aliança vai apoiar e propagar a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) à presidência da República.

A definição da chapa majoritária foi feita num encontro de delegados dos dois partidos realizado no sábado (9), no qual foi decidido também a ampliação da participação dos dois partidos no processo eleitoral com o lançamento de candidatos a deputado federal e a deputado estadual. Para deputado federal foram lançados como candidatos o professor e policial militar aposentado Antônio Alves, o estudante Wagner (mestrando da UFMA) e do agente comunitário de saúde Antônio José. Para deputado estadual concorrerão o sindicalista Luiz Carlos Noleto, o engenheiro Enilton Rodrigues, a professora Ana Paula e a professora Fernanda Suely.

Com a definição da chapa, PSOL e PCB, que são partidos mais à esquerda, que não chegam a ser radicais, mas já atuam já na fronteira do radicalismo, confirmam sua política de distanciamento do PCdoB fazendo uma oposição moderada, mas sistemática, ao Governo Flávio Dino, por discordar da linha de atuação do PCdoB. No mesmo plano, PSOL e PCB mantêm uma linha aberta de conflito com o PT, tendo feito Oposição sistemática aos Governos Lula da Silva e Dilma Rousseff. Daí a decisão de lançar candidato ao Governo do Estado.

 

Roseana Sarney pode buscar vice na Região Tocantina ou optar por solução caseira

Roseana Sarney vai definir candidato a vice
Roseana Sarney  vai definir seu vice

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda não iniciou movimentos em busca de um companheiro de chapa. Todas as conversas travadas até agora sobre o assunto aconteceram em ambiente fechado, com a participação apenas da cúpula. Nos bastidores do Grupo Sarney vozes respeitadas dizem que há duas possibilidade: uma que prevê a procura de um você na Região Tocantina, onde a ex-governadora precisa reforçar seu cacife. E outra poderá ser uma solução caseira, que poderá sair do MDB ou do PV. A hipótese de uma aliança com o PT foi inteiramente descartada pelo comando nacional do partido, já que o partido fechou questão fazendo opção por aliar-se à aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Se a posição final for por uma solução caseira, o senador João Alberto (MDB), que não vai disputar a reeleição, encabeça todas as listas.

São Luís, 11 de Junho de 2018.

Candidatos aos Leões se voltam para a definição de vice e suplente de senador para deflagrar a guerra pelo voto

 

Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad caminham para dar forma final ás chapas
Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad caminham para dar forma final ás chapas que disputarão Governo e Senado 

 

A menos de 120 dias para as eleições, os candidatos ao Governo do Estado encontram-se mergulhados em articulações para os acertos finais da montagem das suas chapas, trabalhando para definir candidatos a vice-governador e a suplente de senador, que são os cargos mais cobiçados por aliados que ainda não tenham – ou mesmo os que já têm – definidos espaços no campo majoritário. O governador Flávio Dino (PCdoB) já tem sua chapa pronta, enquanto a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda procura um vice, caso também do senador Roberto Rocha (PSDB). A ex-prefeita Maura Jorge (Podemos), o ex-deputado Ricardo Murad (PRP) e o deputado Eduardo Braide PMN) – que ainda não confirmou sua candidatura – ainda se movimentam para confirmar seus projetos eleitorais e nada têm ainda definido para compor suas chapas.

O governador Flávio Dino é, de longe, o mais definido e organizado dos candidatos. Confirmou Carlos Brandão como candidato a vice e os deputados federais Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT) como candidatos ao Senado, faltando escolher os quatro suplentes senatoriais. Recentemente, o PT resolveu reivindicar uma das vagas de senador para compensar o tempo de rádio e TV que colocará à disposição da coligação dinista. Só que o governador avisou que os candidatos ao Senado estão consolidados, não havendo possibilidade de mudar a composição da chapa. Depois de vai-e-vem, sobe-e-desce e entra-e-sai e ameaça de se bandear para Roseana Sarney, o PT começa a colocar os pés no chão e admitir aceitar uma vaga de suplente, indicando o ex-secretário de esportes, Márcio Jardim, como candidato a 1º suplente Weverton Rocha. A vaga de 1º suplente de Eliziane Gama poderá ficar com o DEM, que ainda não definiu nome. Essa negociação será concluída nos próximos dias, dando cara definitiva à chapa liderada pelo governador Flávio Dino.

Roseana Sarney ainda tem de definir o vice e os suplentes de senador. São muitas as especulações em relação à escolha do vice, sendo a mais recente e barulhenta delas a de que o escolhido pode ser o ex-deputado federal Chiquinho Escórcio (MDB), homem da extrema confiança do ex-presidente José Sarney atual “assessor especial” do presidente Michel Temer (MDB). Mas outras vozes sarneysistas dizem Chiquinho Escórcio não tem a menor chance e que Roseana Sarney está em busca de um vice na região Tocantina, podendo ser um político, um empresário ou um líder de classe. Mas pode resolver com uma solução caseira: o senador João Alberto (MDB), que decidiu não se candidatar à reeleição. O fato é que a vaga do vice está aberta no Grupo Sarney. No que diz respeito às suplências senatoriais, a primeira vaga do senador Edison Lobão já está definida com a permanência do empresário e atual suplente Lobão Filho (MDB), permanecendo em aberto a vaga de 2º suplente, já que o atual, Pastor Bel (PSDC), que decidiu se candidatar a senador. Quanto aos dois suplentes de Sarney Filho (PV), um já está definido: João Manoel Souza (PMDB), restando preencher a segunda vaga.

O candidato tucano Roberto Rocha está em busca de um vice, que deve sair de Imperatriz ou de São Luís. O nome citado até agora é o do empresário Ribinha Cunha (PSD), que disputou a Prefeitura de Imperatriz apoiado pelo então prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Quanto às vagas de suplente de senador, o candidato José Reinaldo Tavares já escolheu o 1º da sua vaga: o advogado e político caxiense Catulé Jr., faltando escolher o 2º. Já os suplentes de Alexandre Almeida ainda não foram definidos.

Maura Jorge não decidiu ainda quem será seu companheiro de chapa, como também não terá candidatos a senador pelo seu partido, o Podemos. Na ciranda que a levou à condição de representante do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão, há duas semanas ela se reuniu com Pastor Bel (PRTB) e Márcio Coutinho (PSDC). Quanto é escolha do vice, essa deve se dar depois da passagem de Bolsonaro por São Luís, no dia 14, para lançar seu projeto presidencial oficialmente no Maranhão.

Quanto a Ricardo Murad, até ele agora não confirmou sua candidatura a governador, nada sinalizou em relação a vice. Quanto a senador, fez um convite ao radialista Geraldo Castro, não deixando claro até agora se esse projeto vai mesmo vingar. A verdade é que Ricardo Murad ainda não bateu martelo em relação à sua candidatura a governador, o que dificulta a composição de uma chapa com vice, candidatos a senador e suplentes. A mesma situação se aplica ao deputado Eduardo Braide, que vem mantendo suspense sobre se será mesmo candidato ou não ao Palácio dos Leões.

As próximas semanas serão decisivas para essas definições.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Jr. supera dificuldades financeiras e avança nas melhorias das escolas de São Luís

Tendo ao lado a primeira-dama Camila Holanda, e na oresença de veresdores, incluindo o presidente eleoto Osmar Filho, o prefeito Edivaldo Jr. festeja a reabertura da escola Bernardina Spíndola
Tendo ao lado a primeira-dama Camila Holanda, e na presença de vereadores, incluindo o presidente eleito Osmar Filho, o prefeito Edivaldo Jr. festeja a reabertura da escola Bernardina Spíndola, que agora vai funcionar climatizada

Ao reabrir, na manhã de sábado, a Unidade de Ensino Básico Bernardina Spíndola, localizada na Rua Celso Magalhães, na área onde existiu o chamado Sítio do Tamancão, nas imediações do Centro de São Luís, o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) presidiu o 120º ato de entrega de escola reformada e equipada com as condições de conforto e de ensino necessárias para que as mais de 200 crianças ali matriculadas recebam a primeira etapa da sua formação com eficiência e  dignidade. A Bernardina Spíndola é uma das 120 escolas do Município de São Luís alcançadas pelo que o prefeito definiu como “programa de requalificação”, que consiste em reformar toda a rede – cerca de 200 unidades -, dando a cada uma o mesmo padrão de qualidade, que inclui a preparação de um ambiente arejado e climatizado, com estrutura e equipamentos didáticos, um quadro preparado de professores e serviço assistencial, como merenda escolar, por exemplo. A partir de agora, as crianças que estudam na Bernardina Spíndola terão tudo isso.

A reinauguração da Bernardino Spíndola é parte do gigantesco e desafiador esforço que a Prefeitura de São Luís vem fazendo para dar à rede escolar da Capital um padrão de qualidade que nivele todas as unidades, focando as medidas em dois ponto: a dignidade da criança-aluna e a qualidade do ensino, de modo que uma esteja umbilicalmente ligada à outra.

“A nossa meta é requalificar todas as unidades de ensino da rede até o final do nosso mandato”, refirmou o prefeito Edivaldo Jr., que se impôs tal objetivo como um desafio, a começar pelo fato de que comanda a administração de uma cidade com mais de 1 milhão de habitantes e penalizada por um grave e permanente sufoco financeiro. Jogando aberto, o prefeito in forma que a situação financeira dos municípios em geral, e a de São Luís em particular, “é muito grave”, mas que tais dificuldades têm sido domadas com uma gestão financeira draconiana, o que tem tornado possível programas coo o da requalificação das escolas da fede municipal.

Numa espécie de desabafo, mas visivelmente bem animado – estava acompanhado da primeira-dama Camila Holanda e duas filhas -, o jovem prefeito de São Luís parece não se abalar com as dificuldades. “Não tem sido fácil. Há cinco anos e meio administramos em um cenário de crise e queda de receita. Mas, mesmo diante de todas as dificuldades, estamos reestruturando a educação municipal, garantido deste modo que nossas crianças e jovens tenham a oportunidade de um futuro melhor. Já avançamos muito e vamos avançar mais”, declarou em tom determinado.

Tanto que aproveitou para informar que mais 166 professores concursados estão sendo convocados, deixando no ar o seguinte recado: os que ainda não foram, não percam a esperança. “Nós vamos chamá-los na medida do possível”, afirmou.

Não tem mesmo sido fácil para o prefeito de São Luís dar o tratamento que vem dando à educação municipal diante dos graves problemas enfrentados diariamente pela administração municipal. E é sempre oportuno e honesto lembrar que  quando assumiu, em janeiro de 2013, encontrou a rede escolar municipal mergulhada no caos, coma maioria das escolas fechadas, e com os professores em “pé de guerra”. Foram semanas de tensão e trabalho duro até que a situação alcançasse uma normalidade. O primeiro mandato foi dedicado a avaliar, programar e deflagrar o que está sendo feito agora num processo quase diário de superação das dificuldades financeiras.

 

Prefeito de São Luís prevê queda de receita e crise forte nas Prefeituras

Edivaldo Jr. faz previsão sombria das consequências da greve dos caminhoneiros para as finanças municipais
Edivaldo Jr. faz previsão sombria das consequências da greve dos caminhoneiros para as finanças municipais

Numa conversa rápida com jornalistas na reinauguração da Escola Bernardina Spíndola, o prefeito Edivaldo Jr. fez um prognóstico sombrio da situação financeira dos municípios por causa da greve dos caminhoneiros, que parou a economia do País durante sete dias. “São sete dias de indústria, comércio e serviços parados, sem gerar impostos”, observou, alertando para o fato de que as consequências dessa paralização deverão se refletir já nas próximas transferências de Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é a principal item da receita dos municípios. Sem perder o eixo e encarando o gigantesco abacaxi uma ponta de bom humor, o prefeito de São Luís lembrou que problemas de queda de receita são rotineiro e que já sabe lidar com eles. No caso do emagrecimento do FPM por causa da greve dos caminhoneiros, a situação poderia ficar bem mais séria, já que a indústria precisará de algum tempo para retomar sua capacidade produtiva, e que até lá haverá certamente uma forte queda na receita tributária do Governo Federal.

E indagado sobre como enfrentar a crise na Prefeitura, respondeu sem pensar duas vezes: “É a receita de sempre. Avaliar a situação e cortar onde for possível”.

São Luís, 10 de Junho de 2018.

 

 

PT pode até rachar e fazer candidatos majoritários nas chapas de Flávio Dino e Roseana Sarney

 

 

Flávio Dino entre Augusto Lobato, Zé Carlos e Zé Inácio selam aliança
Flávio Dino entre Augusto Lobato, Zé Carlos e Zé Inácio selam aliança

 

Ganham forma os rumores que vinham prenunciando, há algum tempo, que o braço do PT no Maranhão racharia na corrida eleitoral, ficando uma banda na aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e outra alinhada à coligação que será comandada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Essa possibilidade, que era levantada em conversas informais, só começou a ser levada a sério e a repercutir nos bastidores depois que os partido começaram a montar as suas chapas majoritárias. Antes, havia um clima em meio ao qual o PT se unificaria e marcharia nas fileiras da aliança liderada pelo governador Flávio Dino. Depois, o partido começou a pressionar o governador Flávio Dino por uma vaga na chapa majoritária, por julgar justa a sua participação, ainda que não ofereça nomes com cacife para disputar uma das vagas de senador da República, por exemplo. O PT mira, na verdade, a vaga de candidato a vice-governador, pretendendo assim reeditar aliança que firmou em 2010 com o então PMDB, e que resultou na indicação e eleição de Washington Oliveira (PT) como candidato a vice de Roseana Sarney.

Ainda que tenha objetivos claros e argumentos de alguma maneira convincentes, pois afinal a aliança que manteve com o Grupo Sarney desde 2006 teve seus objetivos e condições mantidos, com a nomeação de petistas para secretarias, na esteira da eleição de Washington Oliveira vice-governador e depois para o Tribunal de Contas do Estado. O mesmo aconteceu com a banda petista que ficou com Flávio Dino em 2015, quando o PT foi agraciado com duas secretarias.

Nesse contexto, o movimento do PT causa surpresa, pois o grupo de comando se dispõe a deixar uma aliança multipartidária, com predomínio na esquerda, por não ter conseguido um emplacar um candidato majoritário, mas aceita renovar os laços com a direita e com Grupo Sarney,  sem também receber esse mimo. Isso porque, vale lembrar, as vagas de candidato a senador já têm donos, o senador Edison Lobão (MDB) e o depurado federal Sarney Filho (PV), restando a vaga de candidato a vice-governador, que dificilmente será dada ao PT – rumores dizem que Roseana Sarney buscará um candidato a vice na Região Tocantina ou adotará uma solução “caseira” com a escolha do senador João Alberto, que não parece muito animado, animado que está com a iminente aposentadoria.

No campo político propriamente dito, o PT cometerá uma surpreendente e inexplicável derrapagem se deixar o campo da esquerda do governador Flávio Dino, uma vez que o chefe do Executivo maranhense foi uma das vozes mais ativas e firmes contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), e mais do que isso, tem sido incansável na defesa política do ex-presidente Lula da Silva (PT). Mais do que isso: se alinhará a um grupo que esteve na linha de frente do movimento que resultou na deposição da ex-presidente Dilma Rousseff, e que não se posicionou claramente em relação à prisão do ex-presidente Lula da Silva.

O fato é que o PT se move numa verdadeira corda bamba, podendo dar-se bem ou levar um tombo feio, dependendo da escolha que fizer. O problema é que o próprio partido está rachado e cada lado dessa rachadura  tende a se isolar na própria casa partidária. Mas é provável que o lançamento da candidatura do ex-presidente Lula da Silva, que teve o governador Flávio Dino como um dos seus principais incentivadores. Ao mesmo tempo, Flávio Dino divulgou um vídeo convidando para o lançamento da candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) no dia 16, gesto que a confirma na chapa governista, eliminando completamente a participação do PT na luta por vagas no Senado. Resta ao PT apostar na vaga de candidato a vice-governador, mas essa pertence ao vice Carlos Brandão, que pelo visto ninguém tira.

Esse jogo de pressão deverá durar até as convenções de julho.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino tem o aval de Lula para entrada do PT na coligação

Flávio Dino e Lula da Silva: aliança firme no Maranhão
Flávio Dino e Lula da Silva: aliança firme no corrida eleitoral no Maranhão

O governador Flávio Dino é um dos chefes de Estado que apoiarão a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT). Ele defendeu essa posição desde que a prisão do ex-presidente começou a deixar de ser uma mera possibilidade, para ser uma verdade. Com a experiência e os conhecimentos como ex-juiz federal, o governador tem dito e repetido, primeiro, que o ex-presidente tem condições legais, a começar pelo fato de que a sua condenação e prisão por causa do tal apartamento no Guarujá, são ilegais e configuram uma aberração jurídica e uma aberração política. Flávio Dino recepcionou Lula com um grande ato político em São Luís, no encerramento da incursão do ex-presidente pelo Nordeste, onde foi ovacionado por onde passou. No seu discurso, Lula da Silva não apenas declarou seu apoio ao governador, afirmando que o PT integrará uma vaga na coligação que dá suporte ao Governo e ao projeto de reeleição do governador Flávio Dino.

 

Escórcio não deve ser candidato a vice na chapa de Roseana

Chiquinho Escórcio: vice de Roseana? Difícil.
Chiquinho Escórcio: vice de Roseana? Muito difícil.

Não deve passar de balão de ensaio a informação segundo a qual o ex-deputado federal Chiquinho Escórcio (MDB) esteja escolhido para ser o candidato a vice-governador na chapa da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Até onde a Coluna conseguiu apurar, Chiquinho Escórcio está se preparando para tentar mais uma vez chegar à Câmara Federal. Empresário da construção civil bem sucedido do Distrito Federal, o ex-suplente de senador Chiquinho Escórcio é cria política do ex-senador Alexandre Costa, que o tinha como uma espécie de “faz tudo”. Com a morte de Alexandre Costa, foi “adotado” pelo então senador José Sarney, a quem segue com fidelidade canina e fervor quase religioso. No caso, a ex-governadora tem preferência pelo senador João Alberto (MDB), cujo mandato se encerra no dia 31 de Dezembro deste ano. Não se duvida de que o ex-presidente José Sarney banque politicamente a candidatura de Chiquinho Escórcio, mas ninguém dúvida também de que haverá muita resistência dentro do Grupo.

São Luís, 08 de Junho de 2018.

Tensões políticas na OAB e protesto tumultuado no Fórum expõem a crise que atinge a representação dos advogados no MA

 

Mozart Baldez foi alvo de "nota de repúdio" emitida por Joaquim Figueiredo e Marcelo Carvalho
O sindicalista Mozart Baldez foi alvo de “nota de repúdio” emitida por Joaquim Figueiredo e Marcelo Carvalho

Os advogados maranhenses encontram-se mergulhados num conflito que tem duas frentes de combate. Uma delas é a que se dá dentro da própria categoria, com as tensões que vêm dominando a Seccional da OAB, hoje presidida pelo advogado Thiago Diaz. A outra é a atuação forte e estridente do Sindicado dos Advogados do Maranhão (Sama), cujo presidente, Mozart Baldez, tem sido um duro crítico do tratamento que magistrados e servidores do Judiciário dão aos advogados e mantido confronto aberto com o comando do Tribunal de Justiça. Um exemplo desse clima aconteceu ontem, no Fórum Desembargador Sarney Costa, onde uma manifestação de advogados contra uma juíza acusada de abusar de poder terminou em confusão. As duras manifestações verbais do líder sindical Mozart Baldez criticando a gestão da máquina judiciária caíram como bombas no Tribunal de Justiça, levando o presidente do Poder Judiciário, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, e o corregedor geral da Justiça, desembargador Marcelo Carvalho, a emitirem nota contestando e criticando a ação e as declarações do presidente do Sama.

As tensões dentro da OAB-MA, onde acontecem os primeiros movimentos para a eleição, marcada para Outubro, estão cada vez mais fortes. O presidente Thiago Diaz rompeu com a maior parte do grupo que o apoiou e tenta reunir forças para concorrer à reeleição. O clima de tensão chegou a tal ponto que o presidente mandou instalar câmeras nas salas da sede da Seccional, no Calhau. O presidente da Caixa de Assistência dos Advogados, Fernando Antônio Pinto Silva Júnior, reagiu com protesto e indignação à colocação da câmera na sua sala de trabalho, classificando a iniciativa do presidente Thiago Diaz como “procedimento invasivo, inconsequente e temerário”, dando largada para mais um a crise de larga escala dentro da instituição. As explicações do presidente sobre a iniciativa, que seria uma medida de segurança, não bastaram e a crise continua insuflada pelos ventos da temporada eleitoral.

Mas, enquanto a instalação de câmeras alimentava o clima de tensão na OAB, advogados enfrentavam problemas no Fórum de São Luís. Situações que vão desde desentendimentos com magistrados até problemas relacionados com atendimento nos diversos segmentos do Poder Judiciário, sempre com advogados reclamando de desrespeitos às suas prerrogativas. O episódio de ontem se exatamente por causa de um desentendimento entre o advogado Tufi Maluf com a juíza Andrea Lago durante audiência no 1º Juizado Criminal de São Luís. O conflito causou uma manifestação de advogados acusando a magistrada de praticar abuso de autoridade. O protesto foi liderado pelo presidente do Sama, Mozart Baldez, que, como sempre, criticou duramente a gestão, denunciando o que chamou de “ditadura” na Justiça maranhense. O protesto terminou em confusão, e produzindo uma situação insólita: a juíza Andrea Lago determinou a prisão de Mozart Baldez por desacato de autoridade, e Mozart Baldez dando voz de prisão à juíza Andrea Lago por abuso de autoridade.

O episódio ocorrido no Fórum e a pancadaria verbal do presidente do Sama causaram forte repercussão no Palácio Clóvis Bevilácqua, onde o desembargador-presidente Joaquim Figueiredo e o desembargador-corregedor Marcelo Carvalho, após avaliar a situação, tomaram as dores da juíza Andrea Lago e emitiram “Nota de Repúdio” às posições e declarações do advogado-sindicalista Mozart Baldez, e cujo teor é o seguinte:

“O Poder Judiciário do Maranhão, que tem entre suas finalidades constitucionais a defesa e o respeito aos valores jurídicos e às instituições, vem a público manifestar seu repúdio, perplexidade com o oportunista comportamento do Presidente do Sindicato dos Advogados do Maranhão, Mozar Baldez, que, com achaques públicos e achincalhes incompatíveis com a Advocacia, vem atacando em redes sociais o Poder Judiciário.

É inconcebível que atitudes como a do citado advogado coexistam no ambiente jurídico, sendo de todo reprovável o comportamento que fere os preceitos do próprio Estatuto da Advocacia, uma vez que o causídico não tem legitimidade para intervir ou pronunciar-se fora do momento próprio, desconsiderando os mais comezinhos princípios de atividade profissional, ao fazer comentários destrutivos à imagem do Judiciário.

A precária dimensão republicana do advogado enseja a imediata ação institucional do Poder Judiciário para questionar suas condutas desviantes e desconectadas dos valores que fazem da Justiça a referência maior da sociedade.

É necessário fazer a justa ressalva de que não há qualquer prova de ocorrência relacionada a agressão ou desrespeito à prerrogativa da nobre e essencial atividade profissional por parte de membros do Poder Judiciário do Maranhão, nas dependências do Fórum de São Luís. O que está claro sobre o episódio são as declarações maldosas com generalizações. Desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, e Desembargador Marcelo Carvalho Silva
Corregedor-Geral da Justiça.

Os acontecimentos dos últimos dias e os que vêm sendo há tempos registrados, principalmente nas redes sociais, dão uma dimensão clara da crise por que está passando a OAB maranhense e o braço corporativo da classe dos advogados. Ainda que seja uma entidade civil, a OAB se situa no centro do complexo de instituições que formam o Poder Judiciário, com a obrigação maior de zelar pelo cumprimento das regras por meio das quais os advogados atuam, funcionando também como guardiã das normas que asseguram o estado democrático do direito. Daí porque surpreende a situação em que se encontra a sua representação no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Depois de Jair Bolsonaro, Flávio Rocha (PRB) fará escala em São Luís no dia 22 para lançar o seu “Brasil 200”

Flávio Rocha será recepcionado em São Luís por Cléber Verde
Flávio Rocha, presidenciável do PRB, será recepcionado em São Luís por Cléber Verde

Na esteira de Jair Bolsonaro (PSL), que desembarcará em São Luís no dia 14 para cumprir roteiro de pré-campanha na sua corrida à presidência da República, o presidenciável Flávio Rocha (PRB), mais conhecido por ser o dono da cadeia de lojas Riachuelo, fará escala na Capital maranhense no dia 22, para lançar o movimento “Brasil 200”, que expressa as bases do programa de Governo que defenderá durante a campanha. Flávio Rocha terá como anfitrião o deputado federal Cléber Verde, um dos fundadores do PRB e atualmente seu presidente no Maranhão e que deverá estar acompanhado do vice-governador Carlos Brandão. Será a primeira vez que Jair Bolsonaro virá ao Maranhão em campanha. Já Flávio Rocha já esteve no estado nessa condição dois. Foi em 2002, quando era deputado federal pelo PL e se candidatou a presidente da República defendendo a proposta do Imposto Único. Torrou uma fatia da fortuna da sua família e foi trucidado nas urnas, abandonou a política para se dedicar à tarefa hercúlea de salvar a Riachuelo, que na época corria o risco de entrar em colapso. Conhecido como empresário ousado e arrojado, Flávio Rocha colocou a mão na massa e não só evitou o naufrágio da marca, como a transformou numa das maiores cadeias de lojas do País, sendo por isso muito respeitado no meio empresarial. Nas entrevistas que deu até aqui, deixou claro que é um político da direita liberal, esclarecida, defensor intransigente das privatizações – diz que privatizará até o Banco do Brasil e a Petrobrás – e que não tolera a esquerda e não simpatiza com programa de distribuição de renda – como o bolsa-família, por exemplo – preferindo investir na economia para gerar emprego e renda. “Nós personificamos a indignação da imensa maioria da população que sofre com o fracasso e a ineficiência da farra estatal. Vamos fazer o estado ser eficiente e prestador de serviços e não um mantenedor de privilégios”, concluiu.

 

DEM e PP trabalham na surdina para conseguir as vagas de candidato a suplente de senador

Juscelino Filho (DEM) e André Fufuca (PP) atuam na surdina
Juscelino Filho (DEM) e André Fufuca (PP) atuam na surdina por vagas na chapa

Enquanto o PT pressiona o governador Flávio Dino para que “rife” a deputada federal Eliziane Gama (PPS) e lhe dê a vaga de candidato a senador na sua chapa, o DEM faz o mesmo movimento, só que agora já mais modesto, disposto a aceitar uma das vagas de 1º suplente de senador, que pode ser de Eliziane Gama ou do deputado federal Weverton Rocha (PDT). E pelo que vem sendo soprado nos bastidores, o deputado André Fufuca está também trabalhando na surdina para emplacar um pepista na vaga de suplente de senador. Esses dois partidos preferem trabalhar em silêncio, evitando, de todas as maneiras, o alarde que o PT está fazendo com o mesmo objetivo, com a diferença é que os petistas querem é a vaga de candidato a senador e não a de candidato a suplente. Até o final do mês o mundo vai saber como ficará esse quadro no espaço senatorial da chapa a ser liderada pelo governador Flávio Dino.

 

São Luís, 07 de Junho de 2018.

 

A 120 dias das eleições, Dino e Roseana ainda sem candidatos a presidente; Alckmin já chegou e Bolsonaro se fortalece

 

Flávio Dino e Ciro Gomes, Roseana Sarney e Henrique Meireles: indefinição; Roberto Rocha e Geraldo Alckmin e Maura Jorge e Jair Bolsonaro: situação definida
Flávio Dino e Ciro Gomes, Roseana Sarney e Henrique Meireles: indefinição; Roberto Rocha e Geraldo Alckmin e Maura Jorge e Jair Bolsonaro: situação definida

A exatos 120 dias das eleições, os dois candidatos a governador mais destacados, o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), ainda não têm um componente crucial para a corrida às urnas: os candidatos a presidente da República. Ao contrário do senador Roberto Rocha, candidato do PSDB, que já tem o presidenciável Geraldo Alckmin, da ex-prefeita Maura Jorge (Podemos), que abraçou a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), e do candidato do PSOL, Odívio Neto, que já está em campanha por Guilherme Boulos, o governador Flávio Dino (PCdoB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ainda aguardam definições dos seus partidos e campos partidários para tomar posições. O partido do governador Flávio Dino já tem a candidatura da deputada gaúcha Manuela D `Ávila, a quem ele já declarou voto, mas é um projeto muito pouco consistente para um momento político tão complexo e decisivo como esse. E o partido da ex-governadora Roseana Sarney já tem pré-candidato definido, Henrique Meireles, lançado pelo próprio presidente Michel Temer, mas que ainda não vingou dentro das fileiras pemedebistas. O deputado Eduardo Braide, (im)provável candidato do PMN, e o possível candidato do PRP, ex-deputado Ricardo Murad, a princípio não têm qualquer relação com candidatura presidencial.

Ninguém duvida o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney podem fazer suas campanhas sem vinculação com candidatos presidenciais. Mas no contexto de agudas crises econômica e política, não faz muito sentido que um candidato a governador lidere um projeto político dissociado de um projeto para o País.

O governador Flávio Dino sabe que a candidata do seu partido não irá muito longe, e como a questão é vencer as eleições, e não apenas participar, ele trabalha no sentido de mobilizar as correntes da esquerda em torno de um candidato forte. A princípio, o candidato seria o ex-presidente Lula (PT), mas a sua condenação e prisão o tornou ficha-suja e o tirou do páreo, abrindo caminho para o ex-governador do Ceará e ex-ministro da Integração Ciro Gomes (PDT). Flávio Dino já manifestou apoio ao pedetista e agora trabalha para mobilizar os partidos de esquerda em torno do pedetista, num processo cujo desfecho é ainda imprevisível. Mas tudo indica que, ao contrário de 2014, quando não teve um nome definido ao seu lado, nesta corrida à reeleição o governador terá uma candidatura presidencial para propor aos maranhenses. E tudo indica que será mesmo pedetista Ciro Gomes.

A ex-governadora Roseana Sarney dificilmente tomará outro caminho que não incorporar ao seu projeto eleitoral a candidatura do ex-banqueiro e ex-ministro da Fazenda Henrique Meireles, lançada pelo presidente Michel Temer. Chama atenção o fato de até agora a candidata do MDB não haver se manifestado sobre a escolha de Henrique Meireles. A atitude da emedebista pode ser interpretada como um sinal de que o ex-presidente José Sarney ou não gostou da indicação ou não está ainda convencido de que a decisão do presidente Michel Temer de lançá-lo não é o projeto ideal para o MDB. Isso porque uma candidatura presidencial é fundamental para a consolidação do seu projeto de voltar ao Palácio dos Leões. Nos bastidores do Grupo Sarney corre a versão de que, caso a candidatura de Henrique Meireles fracasse, o “Plano B” de Roseana Sarney nesse item será um acordo com o PSDB em  torno da candidatura de Geraldo Alckmin.

É verdade que ainda faltam ainda de um mês para o início, da realização das convenções e pouco mais de 60 dias para o início da campanha eleitoral efetiva, mas só um quadro de crise profunda e complexa, como a do PT e a do MDB, justifica que esses partidos ainda não tenham os seus candidatos a presidente da República definidos e em plena campanha. Enquanto isso, Maura Jorge se prepara para ser a anfitriã de Jair Bolsonaro com uma grande festa no próximo dia 14, evento que pode contribuir decisivamente para fortalecer o candidato da extrema direita, que já tem legiões de simpatizantes se formando em todo o País, inclusive no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PT mantém pressão para ocupar vaga de Eliziane na aliança dinista

Eliziane Gama tem vaga reivindicada para Márcio Jardim, pelo PT
Eliziane Gama tem vaga reivindicada para Márcio Jardim, pelo PT

O PT continua batendo pé e cobrando do governador Flávio Dino a inclusão de um nome do partido para concorrer a uma das cadeiras no Senado pela aliança situacionista. De cara, os petistas nem cogitam ocupar a vaga do deputado federal Weverton Rocha, que é bom de briga e lidera o PDT, um partido forte e que não abre mão do espaço que ocupa. O alvo, portanto, é a vaga destinada á deputada federal Eliziane Gama (PPS). Os petistas alegam que Eliziane Gama não pertence ao bloco de esquerda, uma vez que o PPS foi oposição aos Governos do PT e teve participação ativa no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ocorre que Eliziane Gama aparece como líder nas pesquisas e ganhou peso político com esse potencial eleitoral, e tirá-la da chapa seria no mínimo uma contradição política inexplicável. O comando nacional do PT já declarou que o partido vai integrar a aliança dinista, mas os chefes locais estão tentando condicionar essa aliança.

 

Ganha corpo a disputa pelas cafeeiras na Câmara Federal

Ganha corpo e volume a corrida para a Câmara Federal. Além de pesos pesados que buscam a reeleição, como Rubens Jr. (PCdoB), Hildo Rocha (MDB), André Fufuca (PP), João Marcelo (MDB) e Juscelino Filho (DEM),   por exemplo, aspirantes a primeiro mandato formam um grupo com cacife político e eleitoral nas alturas, como Márcio Jerry (PCdoB), Sebastião Madeira (PSDB), Eduardo Braide (caso não saia candidato a governador), Josimar de Maranhãozinho (PR), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Edilázio Jr. (PV), Ildon Marques (PSDB), Gastão Vieira (PROS), Gil Cutrim (PDT), entre outros, que correm para ocupar os espaços abertos por Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS) e José Reinaldo Tavares (PSDB), que estão na guerra pelas duas vagas no Senado. Nos bastidores, os comentários que correm é que essa é uma disputa também renhida.

São Luís, 06 de Junho de 2018.

Pesquisa Exata: Eliziane lidera, mas corrida às vagas do Senado tem tudo para ser acirrada e ter desfecho surpreendente

 

Corrida ao Senado: Eliziane lidera, seguida de Edison Lobão, Sarney Filho, Weverton Rocha, José Reinaldo tavares e Alexandre Almeida
Corrida ao Senado: pesquisa Exata revela que Eliziane lidera, seguida de Edison Lobão, Sarney Filho, Weverton Rocha, José Reinaldo tavares e Alexandre Almeida

 

Desde que os candidatos foram definidos, ficou muito claro que a disputa para as duas cadeiras no Senado nas eleições de Outubro no Maranhão reúne todos os ingredientes para ser uma das mais acirradas dos últimos tempos. A pesquisa de intenção de votos realizada pelo instituto Exata e divulgada ontem pelo Jornal Pequeno demonstrou com clareza que a guerra será renhida entre a deputada federal Eliziane Gama (PPS) e o deputado federal Weverton Rocha (PDT), candidatos da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), candidatos do grupo partidário que será comandado pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), podendo esse grupo sofrer fortes pressões do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB) e até mesmo do deputado Alexandre Almeida (PSDB).

Os números encontrados pelo Exata confirmam tendência apontada por outras pesquisas já divulgadas: Eliziane Gama lidera com 17%, seguida por Edison Lobão (15%), Sarney Filho (15%), Weverton Rocha (9%), José Reinaldo Tavares (8%) e Alexandre Almeida (6%). Se a eleição fosse realizada agora, haveria dois grupos vinculados pela margem de erro, que é de 3%. As duas vagas seriam disputadas voto a voto por Eliziane Gama, Edison Lobão e Sarney Filho. Pela lógica, mesmo levando em conta a margem de erro, Eliziane ficaria com uma das vagas, restando a segunda para ser definida num confronto direto e renhido entre Edison Lobão e Sarney Filho. O derrotado nesse confronto ficaria de fora juntamente com Weverton Rocha, José Reinaldo e Alexandre Almeida. E a corrida senatorial terminaria equilibrada com a eleição de um senador de cada grupo, sendo um da nova geração de políticos bem sucedidos do Maranhão, no caso Eliziane Gama, e outro de uma geração madura, que está a caminho da aposentadoria.

Mas as corridas eleitorais costumam contrariar duramente a lógica e surpreender com resultados inesperados. Na eleição senatorial de 2014, por exemplo, Gastão Vieira, apoiado pelo Palácio dos Leões, liderou por meses seguidos, mas perdeu a vaga numa virada de Roberto Rocha, apoiado por Flávio Dino. A julgar pela experiência e pela estrutura de Edison Lobão – nove eleições seguidas – e Sarney Filho – 10 eleições seguidas – jogarão pesado para tirar Eliziane Gama da ponta, ou travar uma guerra sem cartel entre si, que pode estremecer as bases da aliança sarneysista. José Reinaldo, que espera o apoio de prefeitos e já perdeu uma eleição para o Senado, irá às últimas consequências para encerrar a carreira como senador da República, enquanto Alexandre Almeida jogará o peso da sua juventude para entrar no jogo. Entre os dois grupos, Weverton Rocha, que tem se revelado hábil na política e bem sucedido no campo eleitoral, terá de livrar-se da pressão de José Reinaldo e Alexandre Almeida e atropelar Sarney Filho ou Edison Lobão para obter a segunda vaga, caso Eliziane se mantenha na cabeça.

Esse quadro de intenções de voto para a eleição senatorial pode sofrer “ajustes”, mas poderá também ser radicalmente alterado, com mudanças surpreendentes nas posições atuais e o dato que poderá garantir essa possibilidade são os 18% que responderem que votarão nulo, em branco ou em nenhum deles, e os 12% que disseram ainda não saberem em quem votarão. Eles formam na verdade uma massa de 30% de eleitores indecisos, que dependendo da movimentação dos candidatos poderão rever suas intenções e turbinar uma ou outra candidatura, o que será suficiente desmontar o quadro atual ou reforça-lo garantindo a vitória dos líderes.

Vale lembrar que, mesmo esboçando uma tendência lógica, com destaque para a permanência de Eliziane Gama na liderança, os números da pesquisa Exata rascunham um cenário ainda frágil, que poderá se movimentar intensamente com a massa de indecisos e os meses de campanha que os candidatos têm pela frente. Tudo isso garante que essa disputa animará o processo eleitoral.

Em Tempo: Contratada pelo Jornal Pequeno, a pesquisa Exata foi realizada no período de 25 a 20 de Maio, ouviu 1.400 eleitores em todas as regiões do Maranhão, tem margem de erro de 3,2%, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo Nº 06478/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Comenda proposta por Othelino Neto homenageia Nascimento Morais Filho e reforça a luta pelo meio ambiente

Othelino Neto e Nascimento Morais Filho: identificação na luta pelo meio ambiente
Othelino Neto e Nascimento Morais Filho: identificação na luta pelo meio ambiente

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PC do B), propôs ontem por meio de Projeto de Decreto Legislativo, a criação da Medalha do Mérito “Nascimento Moraes Filho – Amigo do Meio Ambiente”, para homenagear, no período em que se comemora a Semana Mundial do Meio Ambiente, pessoas físicas e jurídicas, nacionais ou estrangeiras, que se destacaram em ações de sustentabilidade ambiental.

O projeto propõe que a comenda ter de um lado a imagem do célebre ativista ambiental José Nascimento Moraes Filho, acompanhada da expressão “Amigo do Meio Ambiente”, e do outro lado, a imagem do Planeta Terra com uma árvore em destaque. O Dia Mundial do Meio Ambiente começou a ser comemorado em 1972, com o objetivo de promover atividades de proteção e preservação do meio ambiente, e alertar sociedades e governos para o perigo da negligência na tarefa de cuidar do mundo em que vivemos.

A iniciativa do presidente Othelino Neto é desdobramento do faro de que sua carreira politica está entrelaçada com a sua militância como ambientalista. O hoje membro do PCdoB iniciou sua vida partidária como um dos fundadores do Partido Verde, que chegou ao Maranhão em meados dos anos 90 do século passado como parte de uma “onda verde” que se espraiou pelo mundo a partir de grupos como o Greenpeace e que ganharam forma partidária nos grandes centros europeus. Foi sua militância no PV que o aproximou ainda mais das questões ambientais maiores e o levou ao comando da Secretaria de Meio Ambiente no Governo de José Reinaldo Tavares, tendo ali realizado um trabalho consistente.

O projeto faz uma justa e oportuna a homenagem a Nascimento Moraes Filho, um dos grandes guerreiros da causa ambiental no Maranhão e no Brasil, posição que conquistou de maneira honrada, às vezes quase  solitária, declarando e alimentando uma guerra de Davi X Golias contra a instalação do complexo de produção de alumínio do Consórcio Alumar na Ilha de São Luís. Os imensos tanques de resíduos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana, por ele denunciados, estão aí mesmo para comprovar a razão da sua luta.

 

Se não se entender com a cúpula tucana, José Reinaldo poderá mesmo perder a vaga de candidato a senador

José Reinaldo está avisado por Roberto Rocha por Roberto Rocha e Sebastião Madeira: se i nsistir em Eduardo Braide perde a vaga de candidato a senador
José Reinaldo, Roberto Rocha e Sebastião Madeira: se não sentarem a crise se agravará e o primeiro pode perder vaga

Se ainda não sentaram para conversar e acertar os ponteiros, evitando assim a formação de uma situação de impasse dentro do partido, criando um imenso embaraço para o projeto presidencial da agremiação, os líderes do PSDB no Maranhão, senador Roberto Rocha, presidente e candidato ao Governo do Estado, e Sebastião Madeira, secretário geral e candidato a deputado federal, têm de sentar urgentemente com o ex-governador e candidato a senador José Reinaldo Tavares. A conversa tem de ser crua e definitiva e deve resultar num entendimento que permitam a convivência dos três como aliados empenhados, uns pelos outros, numa campanha eleitoral. Mantido esse ambiente de confronto, tudo indica que o comando do partido vetará José Rinaldo na convenção que formalizará as candidaturas do partido às eleições de Outubro. Aliados de José Reinaldo duvidam que Rocha e Madeira “tenham coragem” vetar o ex-governador, enquanto aliados dos dois dizem não ter nenhum dúvida de que se esse clima chegar até à convenção, José Reinaldo não será candidato.

São Luís, 05 de Junho de 2018.

 

Braide diz que está no páreo pelo Governo do Estado e que segue “construindo” sua candidatura

 

Eduardo Braide mantém projeto e está "construindo" candidatura
Eduardo Braide mantém projeto e está “construindo” candidatura ao Governo

“Há três tipos de candidatura: a que é imposta pelo partido, a que nasce do desejo do candidato, e aquela que emerge do sentimento popular. O meu projeto se enquadra no terceiro caso, e cabe a mim construir as condições para viabilizá-lo, discutindo com partidos, ouvindo meus familiares e conversando com o meu partido. É o que estou fazendo”. Foi assim que o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) explicou ontem à Coluna o estágio em que se encontra a sua movimentação em busca de lastro político e partidário para viabilizar o projeto de disputar o Governo do Estado em Outubro. Cauteloso e medindo cuidadosamente cada palavra, Braide se declarou “feliz” com a mais recente pesquisa do instituto Exata, que também o apontou em terceiro lugar com 6% das preferências do eleitorado, atrás apenas do governador Flávio Dino (PCdoB), com 57%, e da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 30%. E afirmou que está na corrida pelo Palácio dos Leões porque percebe na população “o interessa livrar a política do Maranhão dessa dicotomia Sarney versus Anti-Sarney”.

Na conversa direta, o deputado Eduardo Braide emite todos os sinais de que está disposto a encarar o desafio de entrar numa guerra eleitoral contra um governador forte e prestigiado e que busca a reeleição, e uma ex-governadora que também tem cacife gordo. Mas avisa que não dará passos precipitados. Continua conversando – ontem à noite mesmo, respondeu a uma ligação da Coluna por volta das 21 horas, pedindo desculpas e justificando que se encontrava numa reunião que durou três horas. “Estava conversando com partidos, avaliando a possibilidade de uma aliança, como tenho feito praticamente todos os dias”, disse.

Eduardo Braide justifica sua movimentação para viabilizar uma candidatura a governador enfatizando a tese segundo a qual esse projeto “nasceu de um sentimento popular”. Lembra que até agora não declarou  uma única vez sequer, que seja candidato a governador. “São as pessoas que me dizem que devo ser candidato, e eu estou ouvindo, conversando, avaliando”, explica o parlamentar, lembrando o fato de que, mesmo sem dito uma palavra sobre a sucessão estadual, uma pesquisa feita três meses depois da eleição para a Prefeitura de São Luís, na qual ficou em segundo lugar, o apontou como o terceiro, com 11% das preferências. “Foi uma sinalização muito forte, que eu, como político, não tenho o direito de ignorar”, assinala.

E foi nessa linha de candidato a candidato, depois de checar os números da pesquisa Exata, Eduardo Braide gravou um vídeo com a seguinte mensagem:

“A gratidão que eu tenho por ter sido lembrado em todas as pesquisas para o Governo do Estado é imensa. E é esse incentivo que me tem feito conversar com partidos e lideranças que acreditam que o Maranhão pode ser diferente. De mim, vocês sempre a transparência e a verdade. Os meus caminhos políticos são traçados ouvindo as pessoas, ouvindo a mi há família e as orientações do meu partido. E nesse caso não será diferente. Muito obrigado pelo apoio de cada um de vocês, e Deus abençoe nosso Maranhão”.

Sua mensagem, como se vê, é direta, consegue passar o que está em jogo, mas ele tem o cuidado de não fazer afirmações a respeito de candidatura.

Eduardo Braide sabe que, por ser um político jovem, com forte dose de carisma, em condições, portanto, de se tornar a “terceira via” que nem o senador Roberto Rocha nem a ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (Podemos) conseguiram encarnar até aqui, tem um horizonte largo pela frente, que não se esgota nessa corrida sucessória. E é exatamente por compreender essa perspectiva que seu projeto de candidatura ao Governo do Estado agora é um grande ensaio, que poderá ou não dar certo. O que não é dito por ele categoricamente, mas que parece muito claro, é que, se vier mesmo a ser candidato, o será com seus próprios pés, construindo uma ampla base de apoio, pois não pretende ser escada para nenhum outro candidato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com José Reinaldo correndo na paralela, o PSDB continua sem unidade e em crise

Roberto Rocha: situação complicada dentro do PSDB
Roberto Rocha: situação complicada no PSDB

O PSDB continua abalado pela crise causada pela falta de unidade. O candidato do partido ao Governo do Estado, senador Roberto Rocha, intensifica suas incursões no interior do estado, buscando capilarizar sua candidatura, levando também o nome dom candidato presidencial o partido, Geraldo Alckmin. Na sua movimentação, Roberto Rocha está sendo sempre acompanhado pelo deputado estadual Alexandre Almeida, um dos candidatos do PSDB ao Senado, Por sua vez, o ex-governador José Reinaldo Tavares, candidato tucano a senador, segue em rota própria, divulgando a candidatura de Riberto Rocha, mas também defendendo a candidatura de Eduardo Braide. O bom desempenho de Eduardo Braide e o baixo alcançado por Roberto Rocha na pesquisa Exata reforçou ainda mais a tese de José Reinaldo, que começa, de fato, a minar o projeto do chefe tucano de chegar ao Palácio dos Leões. Tanto que já se especula até que o comando nacional estaria disposto a intervir no Maranhão com o objetivo de rever o quadro de candidatos majoritários do partido.

 

Roseana Sarney será auxiliada por um “núcleo duro” liderado pelo ex-presidente José Sarney

Roseana Sarney vai montar "núcleo duro" comandado por José Sarney
Roseana Sarney vai montar “núcleo duro” comandado por José Sarney

Com a candidatura definida, a ex-governadora Roseana Sarney mergulhou. Ela iniciou uma intensa agenda de reuniões visando montar a aliança partidária que liderará e definir a estratégia de campanha. A candidata emedebista formará uma equipe de ponta, que funcionará como “núcleo duro” da campanha, que terá entre outros membros o ex-presidente José Sarney (MDB), empresário Jorge Murad, o senador João Alberto, os candidatos ao Senado Sarney Filho (PV) e Edison Lobão (MDB) e o experiente jornalista Sérgio Macedo – que deve deixar a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Imperatriz. Além de cuidar dos movimentos políticos da candidata, como alianças e acordos, o núcleo duro definirá um programa básico de Governo e as linhas gerais da campanha. O primeiro grande passo será a convenção partidária, que será realizada em julho em clima de largada ara a campanha.

São Luís, 04 de Junho de 2018.

Pesquisa Exata: Dino segue na liderança batendo Roseana, Braide, Maura , Rocha e Ricardo Murad juntos

Flávio Dino lidera corrida sucessória com quase o dobro das intenções de voto sobre Roseana Sarney
Pesquisa Exata dia que Flávio Dino lidera corrida sucessória com quase o dobro das intenções de voto sobre Roseana Sarney

Se a eleição para o Governo do Estado acontecesse neste Domingo, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito no 1º turno com 57% dos votos válidos. Seria seguido da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), com 30%, do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) com 6%, da ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (Podemos) com 3%, do senador Roberto Rocha (PSDB) com 3% e do ex-deputado Ricardo Murad (PRP) com 1%. Esse cenário foi encontrado por pesquisa realizada pelo instituto Exata, contratada pelo Jornal Pequeno e divulgado nas suas páginas na edição de hoje. O resultado confirma o franco favoritismo do governador Flávio Dino, uma tendência encontrada por todos os levantamentos feitos até agora, e mostra a ex-governadora Roseana Sarney estacionada nesse patamar. O cenário aponta Eduardo Braide como uma expectativa ainda a  ser melhor testada, Maura Jorge sem maiores possibilidades, Roberto Rocha travado e Ricardo Murad sem qualquer argumento para justificar sua candidatura. O candidato do PSOL, Odívio Neto, não pontuou.

Quando os primeiros movimentos para a corrida sucessória foram iniciados algumas vozes prognosticaram que o pleito de 2018 teria tom plebiscitário entre o dinismo e o sarneysismo. As preferências demonstradas até agora demonstram que se essa guerra sucessória tiver mesmo esse caráter, o movimento liderado pelo governador Flávio Dino reúne tidas as condições de permanecer no poder, enquanto o Grupo Sarney caminha para a aposentadoria definitiva. Flávio Dino tem a seu favor uma série de fatores que o torno uma opção politicamente avançada, enquanto Roseana Sarney parece enfrentar muitas dificuldades para se apresentar como uma tendência que expresse a modernidade.

Nesse contexto, conta a favor do governador Flávio Dino o fato de estar liderando um governo de natureza fortemente renovadora, no qual são visíveis as ações de inovação. Reforçando esse caminho com um Governo ao invés de tentar impressionar o eleitorado com duas o três obras faraônicas, investe o que pode em obras sociais, como, por exemplo, a multiplicação de restaurantes populares, e na montagem de uma ampla rede escolar de base, como o programa Escola Digna, por exemplo. E mais: Flávio Dino lidera um governo sem pecados éticos nem arranhões morais, preocupado – para muitos excessivamente – com o controle de gratos, o que lhe assegura ao Maranhão uma situação fiscal – equilíbrio entre arrecadação e gastos –  invejável entre os estados, e tudo isso sem máculas éticas. Tem, portanto, argumentos muito fortes para confirmar a tendência de favoritismo.

Enquanto isso, carregando um lastro de três mandatos e meio – três nas urnas e meio na Justiça -, a ex-governadora Roseana Sarney vem se apresentando como “mãe dos pobres”, sinal nítido de que tenta encontrar um viés populista para embalar sua candidatura. Amparada por um poderoso suporte midiático, que também tem sido acionado para, sem sucesso até aqui, desqualificar o governador e o Governo, Roseana Sarney relutou muito em assumir a candidatura, mas teve de ceder às pressões de aliados, sob o argumento incontestável de que o Grupo Sarney não tem outro nome para encarar essa corrida com alguma chance de se dar bem. Ela tem cacife próprio – seria deputada federal sem fazer esforço, e poderia chegar ao Senado na briga pelas duas vagas -, mas pelo que vem sendo posto, seu projeto de voltar a morar e trabalhar no Palácio dos Leões enfrenta obstáculos enormes. Mas mesmo assim há quem a veja com condições de reverter o cenário atual e virar o jogo.

Essas observações não significam afirmar que a fatura esteja liquidada por antecipação, pois a própria dinâmica do conceito de política alerta que isso não existe – a começar pelo fato de que as candidaturas ainda n.ao estão oficializadas e que a campanha propriamente dita só começará mesmo na segunda metade de agosto. A pesquisa Exata, como as demais já divulgadas, representa um retrato do momento. O que chama atenção nas medições feitas até agora na corrida sucessória é que a liderança do governador tem se mantido estável em patamares expressivamente superiores à metade das intenções de voto, enquanto a ex-governadora vem navegando com a mesma estabilidade, mas na faixa de 30%, ora um pouco acima, ora um pouco abaixo.

A experiência recomenda e a tradição confirma que ainda é cedo para se fazer previsões sobre o desempenho final dos candidatos. Mas os números têm desenhado uma tendência que não pode ser ignorada, claramente favorável ao projeto de reeleição do Governador do Estado.

Em Tempo: A pesquisa Exata foi realizada no período de 25 a 30 de Maio e ouviu 1.400 eleitores em tidas as regiões do estado. Tem 3,2% de margem de erro e um intervalo de confiança de 95%. Está registrada o TSE sob o protocolo Nº 06478/2018.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide continua sendo uma expectativa, que pode arquivar projeto de candidatura

Eduardo Braide: expectativa que pode ser confirmada ou  arquivada nos próximos dias
Eduardo Braide: expectativa que pode ser confirmada ou arquivada nos próximos dias

Se já vinha trabalhando no sentido de intensificar os preparativos de sua campanha para deputado federal, a pesquisa Exata certamente estimulará o deputado Eduardo Braide (PMN) a refletir profunda e definitivamente sobre o projeto de se candidatar agora ao Governo do Estado. Ele lidera o “segundo time” de candidatos com 6% das intenções de voto, o mesmo desempenho encontrado pelo levantamento feito pelo Datailha, há duas semanas. Isso quer dizer que, levando em conta a margem de erro, ele pode alcançar até 9%, mas também pode amargar a até 3% das intenções de voto. Ter seis pontos percentuais numa disputa em que estão à frente o governador do Estado com 57% e uma ex-governadora politicamente forte com 30% não estimula nenhum candidato iniciante, com horizonte amplo pela frente, a entrar numa guerra ora como bala, ora como pólvora e ora como bucha de canhão. Braide e inteligente e sagaz o suficiente para perceber que essa não é a sua vez de entrar nessa briga. É claro que lhe faz muito bem está sendo lembrado como uma boa expectativa, principalmente como o pomo de uma dura discórdia dentro do PSDB, partido forte que tem um senador como candidato a governador.  Sua habilidade vem se revelando quando ele não se joga em polêmica, não fala sobre corrida sucessória nem diz se será mesmo ou não candidato. Deve se manifestar breve sobre o assunto, e cm certeza a decisão que tomar será rigorosamente medida e pesada, como é a sua personalidade política.

 

Maura e Rocha medem força na rabeira e Murad quase não existe

Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad: medição de força nas últimas posições
Roberto Rocha, Maura Jorge e Ricardo Murad: medem força nas últimas posições, segundo números da Exata

Até aqui, o senador Roberto Rocha não correspondeu à expectativa de muitos que apostaram alto na sua candidatura. A pesquisa Exata o mostra com 3% das intenções de voto, mas se levada em conta a margem de erro, o candidatura tucano pode chegar a 6%, mas também pode desabar para até menos de 1%. É o caso da candidata do Podemos, Maura Jorge, que vive a mesma situação, que é a confirmação da pesquisa Datailha. Ou seja, se não reagiram logo, Roberto Rocha e Maura Jorge correm o risco de não ir a lugar algum, mesmo temo ele o suporte do PSDB e da candidatura presidencial de Geraldo Alckmin, e ela o incentivo do seu partido e o embalado da candidatura do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A posição do ex-deputado Ricardo Murad dispensa comentários, já que tudo leva a crer que ele não tem condições sequer de reagir para sair da mais remota da rabeira com 1%.

 

São Luís, 03 de Junho de 2018.