Roseana Sarney não consegue sacar o DEM, o PP e o PR da aliança partidária montada por Flávio Dino

 

José Sarney não conseguiu convencer Juscelino Rezende, André Fufuca e Josimar de Maranhãozinho de apoiar a candidatura de Roseana Sarney ao Governo

Se os caprichos da política não  sacudirem a corrida sucessória com surpresas nos próximos dias, o governador Flávio Dino fechará a semana consolidado no comando de uma coligação que reunirá mais 15 partidos, incluindo o dele, o PCdoB. Isso porque o ex-presidente José Sarney (MDB) não conseguiu retirar da aliança o DEM, o PP e o PR, agremiações de proa do Centrão, que no Maranhão decidiram aliar-se ao grupo partidário de esquerda liderado pelo governador, dando as costas ao projeto de voltar ao poder concebido pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O ex-presidente jogou sua influência e o seu poder de sedução para convencer os líderes nacionais das três legendas a retirá-las da aliança dinista e inclui-las no movimento partidário liderado pela ex-governadora. Suas investidas, porém, não produziram o resultado pretendido, uma vez que a decisão dos comandos desses partidos foi no sentido de que eles seguissem a orientação dos seus líderes regionais, no caso os deputados federais Juscelino Rezende (DEM) e André Fufuca (PP) e o deputado estadual Josimar de Maranhãozinho (PR). Com o aval definitivo dos líderes nacionais, os três chefes partidários confirmaram a participação das suas legendas na base de sustentação do projeto político e eleitoral do governador Flávio Dino.

José Sarney jogou o peso do seu prestígio e forte relação pessoal nas conversas que manteve com o presidente nacional do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (ACM Neto), prefeito de Salvador, e com o líder mais influente da legenda, o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (RJ), mas foi informado de que o partido decidira não interferir nas equações regionais, garantindo a decisão tomada pelo presidente Juscelino Filho. O mesmo ouviu do presidente do PP, o senador piauiense Ciro Nogueira, depois de tentar, em vão, convencer o presidente regional André Fufuca no sentido de mudar de posição. O presidente nacional do PR, ex-deputado federal Waldemar Costa Neto, também foi sondado, mas liberou o presidente Josimar de Maranhãozinho a confirmar o alinhamento à base governista.

Roseana Sarney encontra-se numa situação incômoda, de vez que, depois de liderar coligações-gigante nas diversas vezes que disputou o Governo do Estado, o que lhe deu vantagem avassaladora na propaganda no rádio e na TV naquelas campanhas, agora se vê obrigada a comandar uma coligação de tamanho e poder de fogo reduzidos. Ela perdeu o DEM por absoluta falta de interesse que demonstrou pelo futuro do partido e para o senso de oportunidade do deputado federal Juscelino Filho. Roseana viu o PP escorregar por entre suas mãos numa jogada de “gente grande” protagonizada pelo deputado federal André Fufuca, que assumiu o comando do partido quando o seu presidente, depurado federal Waldir Maranhão, foi mandado embora depois de protagonizar situações inacreditáveis e desgastantes como presidente interino da Câmara Federal. O PR, que andava escorregadio quando comandado pelo então deputado federal Davi Alves Filho, ficou meio bandoleiro no Maranhão depois de cair nas mãos do deputado Josimar de Maranhãozinho, um político arrojado e controvertido, que comanda um grupo de prefeitos.

Sem o reforço dessas agremiações, Roseana Sarney irá para a campanha em nítida desvantagem, demonstrando que não mais conta com o poder de fogo de outrora, quando liderava verdadeiras locomotivas partidárias, chegando ao ponto de brigar pelo controle de nanicos como o PRTB e o PSDC, que se insubordinaram no seu campo e estão inclinados a apoiar o projeto eleitoral de Maura Jorge (PSL). Isso a obrigará a apresentar-se ao eleitorado de maneira mais direta, o que exigirá o uso mais intenso do seu poder de encantamento, sustentado num discurso convincente. A candidata do MDB tem ciência plena de que o adversário que vai enfrentar nas urnas, além de ser agora o comandante da locomotiva partidária, é um orador hábil e experiente, forjado nos embates políticos da atualidade, dono, portanto, de um discurso recheado de bons argumentos.

Qualquer avaliação, isenta ou parcial, dificilmente fugirá da conclusão de que  o DEM, o PP e o PR farão muita falta na coligação a ser comandada pela ex-governadora Roseana Sarney na corrida ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maura Jorge articula aliança e escolha do vice em negociações partidárias

Maura Jorge negocia hoje coligação com partidos  e nome do seu candidato a vice

Em São Luís desde ontem, Maura Jorge (PSL) cumpre hoje uma intensa agenda de negociações para definir o tamanho da coligação partidária que pretende liderar na sua corrida ao Palácio dos Leões. Desses entendimentos com vários líderes de pequenos partidos deverá sair o seu companheiro de chapa. Os acordos que vierem a ser definidos nessas conversas deverão reforçar a base de apoio ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Maura Jorge vem de uma maratona de visitas a municípios, onde fez pré-campanha em dobradinha com Bolsonaro, tentando construir um movimento que lhe dê um bom resultado nas urnas. Dependendo dos acordos que conseguir firmar nas negociações de hoje, Maura Jorge poderá aumentar a preocupação da ex-governadora Roseana Sarney, que enxerga na outrora fiel aliada uma fonte de problemas para sua candidatura. Maura Jorge deve permanecer em São Luís até sábado (28), quando realizará sua convenção, que terá a participação da cúpula nacional do PSL.

 

Tucanos superam tensões na pré-campanha e irão à convenção com o ninho pacificado

Roberto Rocha, Waldir Maranhão. José Reinaldo e Alexandre Almeida: descontração

O clima no PSDB vem se tornando cada dia mais ameno, devendo alcançar a normalidade no dia 4 de Agosto, data da sua convenção. Pré-candidato ao Senado, o ex-governador José Reinaldo Tavares integrou-se à comitiva tucana que corta o Maranhão liderada pelo senador Roberto Rocha, pré-candidato do partido a governador, com a participação dos também pré-candidatos a senador Alexandre Almeida e Waldir Maranhão, e do secretário geral do partido e pré-candidato a deputado federal Sebastião Madeira. Antes marcada pela tensão, tendo chegado a uma dura troca de petardos verbais entre Tavares, Rocha e Madeira, a situação agora é de um claro esforço pela unidade partidária. A superação da crise foi acelerada depois que o presidenciável do partido, Geraldo Alckmin, fechou com o “Centrão”, dando ao seu projeto de chegar ao Planalto o impulso que faltava para deslanchar depois da convenção do dia 4 de Agosto.

São Luís, 24 de Julho de 2018.

Um comentário sobre “Roseana Sarney não consegue sacar o DEM, o PP e o PR da aliança partidária montada por Flávio Dino

  1. Amigos, o Fufucão,pai de Fufuquinha sempre foi bajulador do Fernando na Mirante e comeu do banquete,provou da sobremesa e foi elevado a gestor . Agora,usando o fufuquinha,ele ficou amigo do governador ,ganhou me parece pelo partido uma secretaria e cospe no prato que o sustentou por muito tempo. Governador, o amigo já deveria ter colocado sua barba de molho e tomar cuidado com certas raposas que estão ao seu redor. Abra os olhos!

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