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Edivaldo Holanda Jr. mantém silêncio férreo sobre candidaturas, mas sabe que terá papel decisivo na sua sucessão

 

Edivaldo Jr.: sorriso fácil e silêncio obstinado sobre a corrida à sua sucessão no pleito do ano que vemOs principais líderes do PDT têm se manifestado sobre a participação do partido na corrida para a Prefeitura de São Luís ,as eleições do ano que vem. O chefe supremo do brizolismo no Maranhão e voz influente sobre o assunto, senador Weverton Rocha, aqui e ali estimula projetos de candidatura, como fez com a parceria PDT/DEM em torno do projeto de candidatura do deputado estadual Neto Evangelista, e mais recentemente andou injetando ânimo no presidente da Câmara Municipal, vereador Osmar Filho (PDT), para que ele siga em frente na busca do seu objetivo. Outros pedetistas menos graduados também têm externado, aqui e ali, o que pensam sobre o assunto, de modo que o arraial brizolista está sempre animado com as sugestões, estímulos e especulações relacionadas à participação do partido na sucessão municipal. Há, porém, um pedetista peso pesado, cuja posição será decisiva no rumo que o partido tomará na disputa pelo Palácio de la Ravardière, mas que tem se mantido em silêncio férreo e obstinado, como que fazendo de conta que nada tem a ver com o importantíssimo combate em preparação: o prefeito Edivaldo Holanda Jr..

Sempre cuidadoso em relação à imprensa e cultor de um estilo extremamente reservado quando o assunto é política, capaz de responder apenas com um sorriso quando provocado a respeito da sua própria sucessão, o prefeito de São Luís vai se mantendo distanciado da teia de especulações. No entanto, todos à sua volta sabem que seu distanciamento do jogo sucessório é só de fachada. Edivaldo Holanda Jr. tem conversado sob sete capas com o senador Weverton Rocha e com o governador Flávio Dino sobre o cenário em formação. São ainda conversas eventuais, de troca de impressões e avaliações, mas que vão aos poucos formando convicções, filtrando candidatáveis aliados e examinando prováveis adversários. Isso porque é regra básica um grupo político escolher seu candidato a prefeito sabendo quem ele vai enfrentar nas urnas.

No caso do prefeito Edivaldo Holanda Jr., é sabido que ele e o PDT têm monitorado a movimentação de potenciais adversários, avaliando-os politicamente e medindo os seus cacifes eleitorais por meio de pesquisas “para consumo interno”. Com a experiência acumulada de duas eleições de vereador (2004 e 2008) e duas de prefeito (2012 e 2016), intercaladas com uma de deputado federal (2010), o prefeito Edivaldo Holanda Jr. conhece como poucos o mapa eleitoral de São Luís e as preferências e os humores do eleitorado ludovicense. Avalia que o candidato a ser lançado pela aliança a que ele e seu partido pertencem, seja ele ou não do PDT, tem condições de vencer a disputa e manter o grupo no comando político e administrativo da Capital. Mas sabe também, com base nesses levantamentos e no seu próprio faro de raposa já tarimbada, que na disputa estará um candidato de peso, o deputado federal Eduardo Braide (PMN), com quem disputou a reeleição e o viu ameaçar virar o jogo.

O silêncio do prefeito Edivaldo Holanda Jr. quanto a sua sucessão é, portanto, estratégico, e não involuntário e temeroso, como têm sugerido alguns. À frente de uma gestão bem-sucedida e sem mácula, ele se movimenta nesse tabuleiro com muito cuidado, porque sabe que uma declaração sua a respeito de candidatura, ainda que seja apenas uma observação ou uma impressão, pode soar como um posicionamento e desencadear uma série incontrolável de desdobramentos e até de consequências, essas causadas por interpretações equivocadas. Com plena consciência do papel que lhe cabe nesse processo, o prefeito de São Luís certamente já elaborou o roteiro da sua participação, que inclui, naturalmente, a hora de falar.

Também cuidadoso em fazer declarações sobre a sucessão na Capital, o governador Flávio Dino disse, há algumas semanas, que a escolha de candidato será feita de comum acordo entre ele, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. e as lideranças dos partidos da aliança que comanda, a começar pelo PCdoB e o PDT. Ciente dessa equação, Edivaldo Holanda Jr. se manterá em silêncio até o momento em que seu roteiro determinar. Os aspirantes a candidato do seu partido – Osmar Filho e Ivaldo Rodrigues – e de partidos aliados – Rubens Jr. (PCdoB), Duarte Jr. (PCdoB), Neto Evangelista (DEM) e Bira do Pindaré (PSB) terão de aguardar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Vistoria feita pela Oposição no Porto do Itaqui deu em nada, como previram governistas

Edilázio Jr.: esforço vão na tentativa de encontrar malfeitos na atual gestão da Emap

Por mais que o deputado Edilázio Jr. (PSD) tenha se esforçado e contado com o apoio dos colegas Aloísio Mendes (Podemos) e Hildo Rocha (MDB) e dos deputados estaduais César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB), a vistoria feita no Porto do Itaqui pela Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara Federal e representantes da CGU e TCU foi um tremendo fracasso político para o Grupo Sarney. Nada foi encontrado que pudesse sequer arranhar a gestão comandada pelo engenheiro Ted Lago. Ao contrário, a vistoria terminou em confetes atirados à gestão atual. O único dado concreto é que Edilázio Jr. insistiu que planilhas de receita e despesa do complexo portuário administrado pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), sejam encaminhadas aos órgãos fiscalizadores da União, o que no momento nada significa. O Governo não deixou barato: destacou três deputados federais – Márcio Jerry (PCdoB), Zé Carlos (PT) e Gastão Vieira (PROS), e os secretários da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), e da Comunicação e Articulação Política, Rodrigo Lago, e vários deputados estaduais, entre eles o líder governista Rafael Leitoa, deixando a tropa oposicionista sem muita margem de manobra para criar alguma situação de constrangimento. O fato, que certamente será constatado por qualquer observador isento, é que no caso o Governo levou a melhor, já que o pai da iniciativa, deputado federal Edilázio Jr., avaliou mal o teor explosivo da visita, que não produziu nenhuma fagulha. E pelo que dizem os porta-vozes do Palácio dos Leões, as planilhas só mostrarão a pujança econômica e financeira do Complexo Portuário do Itaqui.

 

Reação de Adriano Sarney a encontro de Flávio Dino com José Sarney dividiu sarneysistas graúdos

Adriano Sarney: contra suposto acordo entre Flávio Dino e José Sarney

A Coluna ouviu informalmente quatro sarneysistas bem situados sobre a reação indignada do deputado estadual Adriano Sarney (PV) ao encontro do governador Flávio Dino (PCdoB) com o ex-presidente José Sarney (MDB), em Brasília, na semana passada, para falar do quadro político nacional. Mesmo diante de declarações reiteradas do governador afirmando que eles não trataram de política maranhense e se despediram adversários como sempre, sem qualquer passo conciliatório, o herdeiro político do ex-presidente foi à tribuna da Assembleia Legislativa, na terça-feira, e criticou duramente o que afirmou ser um acordo firmado entre Flávio Dino e José Sarney, anunciando, em tom zangado, que é senhor do seu mandato, que não se submeterá ao tal acordo e que continuará firme como adversário do dinismo. Dos quatro sarneysistas ouvidos pela Coluna, um disse que nada entendeu – “Estou desaprendendo política”, brincou -, um apoiou a reação do parlamentar e dois aprovaram o encontro, um considerando um fato “muito interessante”, e outro definindo-o como “histórico”.

São Luís, 06 de Julho de 2019.

Oposição ao Governo do PCdoB é feita agora por porta-vozes agressivos, mas sem grande força dentro do Grupo Sarney

 

Edilázio Jr. e Aloísio Mendes são atualmente os porta-vozes mais ativos e do Grupo Sarney na Câmara Federal

Fatos recentes e em andamento na refrega entre Oposição e Situação no Maranhão apontam para uma situação curiosa, antes improvável: o Grupo Sarney parece dividido na atuação oposicionista contra o Governo Flávio Dino. Antes, as manifestações críticas e ataques eram feitos por figuras destacadas do sarneysismo, detentoras ou não de mandato, como Roseana Sarney (MDB), Edison Lobão (MDB), João Alberto (MDB), Sarney Filho (PV) e Lobão Filho (MDB); agora, essas vozes estão em silêncio, enquanto o papel de atacar o dinismo está sendo exercido por figuras de menor expressão dentro do Grupo, como os deputados estaduais Adriano Sarney (PV) e César Pires (PV) e os   deputados federais Aloísio Mendes (Podemos) e Edilázio Jr. (PSD). Antes, quando algum “graúdo” do Grupo Sarney disparava contra Flávio Dino (PCdoB), seus aliados ou ao seu Governo como um todo, suas palavras repercutiam e produziam reações de igual contundência; agora, por mais contundentes que sejam as manifestações dos atuais porta-vozes do Grupo, elas causam no máximo reações localizadas, sem causar qualquer arranhão na Situação.

O grau de animosidade dos novos porta-vozes do sarneysismo está sendo evidenciado neste momento e se traduz na agressividade com que os deputados federais Aloísio Mendes e Edilázio Jr. investem contra o secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a quem ataca duramente, acusando-o de mandar delegados interceptar ilegalmente conversas telefônicas de políticos e membros da magistratura. Conseguiram realizar oitivas com dois delegados altamente suspeitos para obter deles declarações que comprometessem o secretário e, por tabela, o Governo. Um caso que, pelas características da denúncia e pelo desempenho dos acusadores, não parece ter o dedo de José Sarney nem de Roseana Sarney. Os líderes maiores do sarneysismo não correriam o risco de ver o feitiço virar-se contra o feiticeiro. Daí a impressão de que, pelo menos nesse caso, os novos porta-vozes do Grupo Sarney não estão agindo por orientação dos seus chefes maiores.

A investida do deputado Edilázio Jr. com o objetivo de encontrar malfeitos na administração do Complexo Portuário do Itaqui tem outro viés: tentar desacreditar a atua gestão da Emap vislumbrando a possibilidade de o Governo Federal volte a federalizar o Porto e o entregue a um aliado de José Sarney. O deputado Edilázio Jr. tanto bateu nessa tecla que conseguiu trazer a São Luís, ontem, uma comissão da Câmara Federal para vistoriar o complexo em busca de “irregularidades e ilegalidades”. A possibilidade de esse estratagema dê certo é absolutamente remota.

Nesse contexto, um dado chama a atenção: a atuação do MDB, que a rigor representa o que há de mais autêntico do sarneysismo no Maranhão, mas que nesse novo contexto tem uma atuação marcada, no mínimo, pela ambiguidade. Antes expoente maior das linhas de ação política traçadas e orientadas pelo ex-presidente José Sarney, o braço maranhense do MDB optou gradualmente por uma posição pragmática, preferindo fazer uma estratégia mais cuidadosa, sem entrar de cabeça em um vale-tudo aberto e sem regras. No partido, duas correntes tentam conviver, uma representada pelo ex-senador João Alberto, que defende manter o dinismo sob pressão, e outra, representada pelo deputado estadual Roberto Costa, que prefere tratar o Governo pontualmente, criticando o que considera errado e aprovando o que entende ser de interesse da sociedade. Na bancada federal, o deputado Hildo Rocha (MDB), que já foi radical e agressivo em relação a Flávio Dino e seu grupo, hoje usa um tom oposicionista mais moderado.

O fato é que essencialmente nenhuma das investidas dos novos porta-vozes do Grupo Sarney produziu qualquer resultado prático, a não ser o acumulo de desgastes para o líder maior do Grupo, José Sarney, que acaba pagando preço alto pelos tropeços dos seus liderados, que parecem estar querendo ganhar vida própria, longe da sua orientação, e, ao que tudo indica, a um custo muito elevado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Acordo Mercosul-União Europeia: Hildo Rocha exalta Bolsonaro e ignora que tudo começou com Sarney

Mercosul: Hildo Rocha exaltou Jair Bolsonaro e ignorou José Sarney ao falar sobre Marcosul na Câmara Federal

O deputado federal Hildo Rocha (MDB) saudou festiva e entusiasticamente a diplomacia brasileira pelo auspicioso acordo entre o Mercosul e a União Europeia, destacando que em alguns anos a entrada a participação do Brasil no mercado europeu engordará o PIB brasileiro em US$ 87,5 bilhões, e definindo assim o resultado: “Essa é uma das maiores conquistas do governo do presidente Jair Bolsonaro para todos nós brasileiros. Só temos a ganhar com esse acordo. Meu estado, o Maranhão, será enormemente beneficiado”.

Não se discute a importância do acordo Mercosul-União Europeia, que num processo gradual, que levará alguns anos, beneficiará expressivamente as economias dos dois blocos. Mas creditar o entendimento aos esforços diplomáticos do Governo Bolsonaro é um exagero. Talvez por ignorância, o já presidente Jair Bolsonaro ameaçou detonar o Mercosul. E no que respeita ao acordo, a verdade é que ele vem sendo discutido desde o final dos anos 90 do século passado, tendo as negociações ganhado força nos Governos Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), tendo o último deixado o terreno preparado para o próximo Governo, independentemente de quem fosse o presidente, desse os toques finais e marcasse o gol. Coube, por capricho da História, a Jair Bolsonaro – que se lhe for perguntado de chofre não sabe de cor quantos países tem o Mercado Comum Europeu -, marcar o gol. Vale lembrar que o acordo é fruto de um esforço diplomático também de Argentina, Uruguai e Paraguai, que juntos com o Brasil são a base do Mercosul.

Provavelmente por desatenção, o deputado Hildo Rocha cometeu uma grande injustiça ao ignorar o fato de que nada disso estaria ocorrendo se não fossem os esforços hercúleos do então presidente José Sarney, que foi o grande baluarte da criação do Mercosul, juntamente com o então presidente da Argentina, o seu parceiro e amigo Raul Alfonsín. Embalados pela condição de restauradores da democracia nos seus países, José Sarney e Raul Alfonsín enfrentaram pressões poderosas dos Estados Unidos, que enxergaram no bloco econômico sulista uma grave ameaça ao seu domínio econômico e político na região. Por conta desse e outros entraves, José Sarney e Raul Alfonsín não tiveram o prazer de inaugurar sua grande obra política regional, uma vez que o Mercosul foi criado formalmente no dia 26 de Março de 1991, em Assunção, sendo o Brasil representado pelo então presidente Fernando Collor (PRN).

Difícil compreender que um representante do Maranhão vá à tribuna da Câmara Federal e discurse sobre o acordo Mercosul-União Europeia ignorando que tudo começou há pouco mais de três décadas pela ação política de um presidente maranhense.

 

DESTAQUE

Por iniciativa de Roberto Costa, Assembleia Legislativa homenageia Casa de Apoio Ninar

Patrícia Souza é aplaudida por Roberto Costa e Othelino Neto. Embaixo: momento do trabalho com crianças realizado na Casa de Apoio Ninar

A sessão solene realizada quarta-feira (3), na qual a Assembleia Legislativa lembrou os dois anos de criação da Casa de Apoio Ninar e homenageou sua diretora, a neuropsiquiatra da Patrícia da Silva Souza, destoou das outras realizadas neste primeiro período da nova legislatura, e deve entrar para os anais da instituição como um ato especial, pelos vários aspectos que a envolveram. Para começar, um fato político deve ser destacado: a homenagem a uma das mais marcantes e simbólicas obras do Governo Flávio Dino foi proposta por um deputado de Oposição, Roberto Costa (MDB), que se encantou com o projeto e lhe destinou R$ 400 mil em emenda parlamentar, contrariando de frente a postura inicial do Grupo Sarney em relação ao projeto.

No que diz respeito à homenagem em si, a Assembleia Legislativa acertou em cheio ao aprovar a proposta do deputado Roberto Costa, uma vez que a Casa de Apoio Ninar é um espaço que atende famílias com crianças com microcefalia congênita –, como centro de convivência e espaço para oficinas, cursos, palestras e assistência especializada de uma equipe multidisciplinar composta por 58 profissionais, para pais e crianças com problemas de neurodesenvolvimento. Ali são cuidadas crianças com microcefalia causada pela Zika. O atendimento da Casa de Apoio Ninar tem como princípio a maternagem, técnica que busca estabelecer uma relação maternal entre profissional e paciente. Para isso, o espaço conta com um serviço que, além da técnica de ponta que é referência para todo o país, realiza um atendimento humanizado.

O simbolismo está no fato de que a Casa de Apoio Ninar foi instalada na antiga Casa de Veraneio do Governador do Estado, onde por muitos anos foram realizadas festas e recepções oficiais e não-oficiais. Durante a campanha, o candidato Flávio Dino incluiu no seu plano de ação a venda da mansão, localizado em ponto estratégico da Praia de São Marcos. Já empossado, mudou de ideia, optando por dar ao imóvel um destino mais nobre.

– É um programa que nos enche de orgulho. Estamos fazendo uma justa homenagem pelos dois anos de funcionamento desse extraordinário projeto, por meio de um trabalho de assistência pediátrica a crianças na área de neuropsiquiatria – destacou Roberto Costa.

No comando da sessão solene, o presidente Othelino Neto (PCdoB) destacou a homenagem observando que o projeto é o único dessa natureza no Brasil. “A homenagem é uma forma de destacar, principalmente, a importância do projeto Casa de Apoio Ninar, por ser importante e ímpar. Aquele espaço, que antes era destinado a ações não essenciais, agora se volta para essa causa tão nobre que é cuidar de crianças especiais e de suas famílias, prestando-as assistência”, assinalou.

Na mesma sessão, a Assembleia Legislativa, também por iniciativa do deputado Roberto Costa, homenageou a diretora da Casa de Apoio Ninar, a neuropsiquiatra Patrícia da Silva Souza, que recebeu a Medalha do Mérito Legislativo Manoel Beckman. “É uma figura que dedica seu tempo e seu amor para aperfeiçoar essa metodologia, aplicando os avanços da Medicina em benefício das crianças especiais, com epilepsia e microcefalia congênita, por conta da ação do Zika. Portanto, nada mais justa do que essa homenagem da Assembleia ao projeto e à diretora Patrícia Souza”, destacou Roberto Costa, que foi saudado por colegas deputados e autoridades presentes à sessão.

São Luís, 05 de Julho de 2019.

Ainda abalada pelas tragédias em Minas Gerais, Vale firma parceria para investir R$ 60 mi em ações sociais no Maranhão

 

Flávio Dino tendo o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, e o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, à esquerda, e um diretor da Vale, o vice-governador Carlos Brandão e o vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro, à direita.

A Vale deu uma demonstração de que as tragédias ocorridas no seu campo de ação em Minas Gerais, com rompimento de barragens que ceifaram quase três centenas de vida em Mariana e Brumadinho, e pelas quais foi diretamente responsabilizada, causando abalos estrondosos e danosos à sua credibilidade no Brasil e no mundo, não a tiraram inteiramente do eixo. Sua condição de empresa nacional, que explora uma riqueza incalculável pertencente aos brasileiros, o minério de ferro, que a torna uma organização com atuação em vários continentes, a levou a dar mais um passo no campo da responsabilidade social no Maranhão: firmou com o Governo do Estado uma parceria por meio da qual investirá R$ 60,3 milhões no estado. Do total, R$ 52,2 milhões serão aplicados em construção e reforma de escolas, instalação de laboratórios em escolas técnicas do Estado, formação de educadores, programas de alfabetização e restauração de prédios históricos no programa Nosso Centro, lançado recentemente pelo Governo do Estado, e R$ 8,2 milhões serão doados ao Corpo de Bombeiros. A parceria foi formalizada ontem pelo presidente da Vale, Eduardo Bartolomeu, e o governador Flávio Dino (PCdoB), em ato no Palácio dos Leões, presenciado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB).

De acordo com o que foi divulgado pela Vale e pelo Governo do Estado, os investimentos em educação ampliarão o programa Escola Digna, com a construção de cinco novas escolas com mobiliário e sistema de abastecimento de água nas cidades de São Pedro da Água Branca, Igarapé do Meio, Tufilândia e Vila Nova dos Martírios. Serão reformadas uma escola em Arari, uma em Monção e uma em Bom Jesus das Selvas. As unidades do Instituto Estaduais de Educação, Ciência e Tecnologia (IEMA) em São Luís (Centro e Itaqui-Bacanga) e Santa Inês serão contemplados com a implantação de novos laboratórios. A Fundação Vale atuará na alfabetização plena de crianças de até 8 anos em 23 municípios maranhenses, projetando formar, em uma década, pelo menos 200 mil estudantes do ensino fundamental e sete mil educadores de pré-escola em 1.500 escolas municipais e estaduais. Outra linha de atuação está relacionada à promoção do livro e da leitura no Ensino Fundamental e Médio e projetos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), incluindo a doação de acervo a escolas. O braço social da Vale apoiará a Secretaria de Estado da Educação com diagnóstico e melhoria dos fluxos e processos.

O pacote de ações montado pela Vale alcançará um dos traços mais fortes da identidade cultural do Maranhão: o acervo arquitetônico colonial português concentrado no Centro Histórico   de São Luís, que é Patrimônio da Humanidade, conforme decisão da Unesco. Uma parte dos recursos reforçará o programa Nosso Centro, desenvolvido e recém lançado pelo Governo do Estado. No documento, a mineradora se compromete a restaurar casarões selecionados em comum acordo com o Governo estadual, que será responsável pela elaboração dos projetos executivos. Imóveis pertencentes à Vale em A parceria projeta ainda investimentos em saneamento e abastecimento de água em várias áreas de São Luís e Raposa. Imóveis pertencentes à Vale em Vitória do Mearim, Alto Alegre do Pindaré, Açailândia e São Pedro da Água Branca serão transformados em bases operacionais da Polícia Militar em mais um esforço no combate ao crime ao longo da Estrada de Ferro Carajás.

“Hoje estamos assinando um importante documento de parcerias com a empresa que atua no Maranhão, a Vale, acordo esse que implicará a realização de investimentos em várias áreas. Destaco a adesão da empresa ao programa Nosso Centro, recentemente lançado. Só nessa área de restauração de patrimônio histórico são R$ 15 milhões. E esse é um protocolo que tem consequências práticas e muito significativas, girando em torno de R$ 60 milhões”, destacou o governador Flávio Dino.

Com iniciativas dessa natureza, a Vale compensa parte dos benefícios que recebe como usuária de parte do território maranhense para transportar o minério que extrai da Serra de Carajás e exporta para vários continentes, valendo-se também das excepcionais condições portuárias do Maranhão.

Em Tempo: parte desse comentário contém informações divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edilázio Jr. assume o comando do PSD no vácuo do fracasso eleitoral de Cláudio Trinchão

Edilázio Jr. na Câmara federal: apoio ao Governo Bolsonaro e espaço no PSD

O deputado federal Edilázio Jr. foi confirmado presidente do PSD no Maranhão. A confirmação partiu do presidente nacional da agremiação, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O parlamentar sucede a Cláudio Trinchão, que foi o todo-poderoso secretário de Fazenda nos últimos períodos de Governo de Roseana Sarney, mas fracassou nas duas tentativas que fez de eleger-se deputado federal. À frente do partido, Edilázio Jr. tem a oportunidade de consolidar um espaço político dentro do Grupo Sarney, que não teve quando pertenceu ao PV, partido totalmente dominado por Sarney Filho e Adriano Sarney, e no próprio PSD, quando a legenda esteve sob o controle de Cláudio Trinchão.

Um dos mais ativos representantes da nova geração da direita no Maranhão, Edilázio Jr. milita nas fileiras do sarneysismo por contingência familiar – é genro de Ronald Sarney, irmão do ex-presidente José Sarney (MDB), o que lhe garante proximidade com o líder maior e com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Poderia militar no MDB, mas desde cedo percebeu que ali também não teria espaço para levar à frente os seus projetos políticos. Iniciou carreira como deputado estadual pelo PV, mas logo deparou-se com limitações, mudando finalmente para o PSD, pelo qual se elegeu deputado federal. Diante do fracasso eleitoral de Cláudio Trinchão, Edilázio Jr. trabalhou para se tornar uma das estrelas do partido na Câmara Federal, apoiando enfaticamente o Governo Bolsonaro, ocupando por essa via o espaço que o levaria à presidência do partido no estado.

Tem agora pela frente a desafiadora tarefa de consolidar a legenda no Maranhão e prepará-la para as eleições municipais de 2020, que serão o grande teste da sua competência como líder partidário. “A responsabilidade vai ser grande e, através do diálogo e da luta, vamos alcançar nossos objetivos e fortalecer ainda mais o PSD”, declarou após ser guindado ao comando do partido. Vai operar o partido tendo como o ex-deputado federal Clóvis Fecury como 1º vice-presidente.

 

Adriano Sarney afirma que Flávio Dino e José Sarney firmaram um acordo, mas não revela os termos

Adriano Sarney: afirma que houve acordo entre Flávio Dino e José Sarney

Causou surpresa em muitos, e até perplexidade em alguns, o discurso do deputado estadual Adriano Sarney (PV) afirmando, peremptoriamente, que o governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney, seu avô, firmaram um acordo, e anunciando, em tom de trombeta de guerra, que não se envolverá.

Chama a atenção o fato de o governador Flávio Dino haver declarado, em mensagem no twitter e em longa entrevista concedida ao Jornal Pequeno, publicada na edição de Domingo (30/06), que conversou com José Sarney na condição de ex-presidente da República, tratando exclusivamente da instabilidade política do País. Afirmou, categoricamente, que não trataram do cenário político estadual e que o encontro não alterou as suas posições de adversários no Maranhão. O ex-presidente José Sarney, por sua vez, manteve silêncio férreo sobre o assunto, não fazendo qualquer declaração relacionada com a conversa, que aconteceu na sua residência, em Brasília, na quarta-feira (26/06).

O deputado Adriano Sarney surge no cenário com uma versão absolutamente surpreendente, fazendo uma afirmação contundente: “Esse acordo certamente não me envolverá, jamais. Porque, neste mandato, o titular sou eu, e eu vou até o final, independente de acordos políticos”. Disse, para em seguida acrescentar: “Não sou eu quem deve apresentar as particularidades do que foi conversado entre José Sarney e Flávio Dino. Mas houve, sim, acordo, e o povo do Maranhão vai presenciar esses detalhes futuramente”.

O deputado Adriano Sarney deve ter ciência de que sua afirmação o obriga a, cedo ou tarde, apresentar a prova, sob pena de ter sua seriedade política colocada em dúvida.

São Luís, 03 de Junho de 2019.

Seis meses: Governo Bolsonaro nada fez pelo Maranhão, apesar da cruzada institucional de Flávio Dino por recursos em Brasília

 

Flávio Dino em ação institucional  já esteve com o vice-presidente, general Hamilton Mourão e recebeu  o ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz

O Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) completou ontem seis meses, o mesmo período do segundo Governo comandado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Nesses 180 dias, Brasília não acenou com qualquer investimento ou benefício para o Maranhão, apesar dos esforços que o governador e sua equipe, respeitando as diferenças políticas e ideológica, fizeram até aqui para estabelecer uma relação institucional civilizada e produtiva com o novo Governo Federal. Ao longo dessas 27 semanas, o governador Flávio Dino e seus secretários, com o apoio de grande parte da bancada federal, empreenderam uma grande e intensa cruzada para abrir portas ministeriais na busca de recursos para investir no estado. Estiveram inúmeras vezes em Brasília onde se avistaram com ministros e assessores graduados da Esplanada dos Ministérios – Flávio Dino se reuniu até com o general vice-presidente Hamilton Mourão -, operando para definir uma agenda de ações, mas tudo o que ficou acertado foram compromissos tênues, que dificilmente serão cumpridos, pelo menos imediatamente. Politicamente, o governador Flávio Dino firmou e manteve posição oposicionista, fazendo duras críticas pontuais ao Governo, mas com habilidade dentro dos limites de quem sabe separar o joio do trigo.

No que diz respeito ao Maranhão, o Governo Bolsonaro parece ignorar a existência do estado, postura que, para muitos, é resquício forte da surra que o candidato Jair Bolsonaro recebeu nas urnas nos dois turnos da eleição presidencial, e para outros é fruto de incompetência. Em resposta às investidas legítimas e oportunas do Governo do Maranhão em Brasília, o Palácio do Planalto mandou ministros ao Maranhão: o dos Transportes, Tarcísio Freitas, o da secretaria de Governo, general Santos Cruz – que foi demitido há duas semanas -, o controvertido do Meio Ambiente, Ricardo Salles, além de representantes de escalões inferiores. Todos conheceram a realidade do estado, a boa gestão do Governo, conversaram com o governador e retornaram a Brasília deixando promessas que até agora não saíram da palavra. O presidente Jair Bolsonaro deve vir ao Maranhão daqui a alguns dias, para inaugurar a revitalização da Rua Grande, que foi restaurada com recursos do PAC das Cidades Históricas, programa criado e iniciado no Governo da presidente Dilma Rousseff (PT) e mantido pelo Governo do presidente Michel Temer (MDB).

O que chama a atenção na inércia do Governo Bolsonaro em relação ao Maranhão é o fato de o presidente e seus ministros já terem ciência de que o Governo do Estado ter em andamento   programas de indiscutível importância, como o Escola Digna, a ampliação organizacional e estrutural da área da saúde e os investimentos na área de segurança pública. O Governo Federal tem recursos disponíveis para apoiar, com investimentos maciços, programas tão importantes como os vários e bem-sucedidos mantidos a duras penas pelo Governo do Estado. Mas tudo indica que a cegueira política e ideológica tem travado o presidente e seus ministros, que parecem não compreender que numa democracia, os entes da Federação – União, Estados e Municípios – têm direitos que só se diferenciam pelo tamanho das suas populações. E para piorar mais ainda essa relação, os braços da administração federal no Maranhão estão praticamente paralisados, pela falta de políticas definidas por Brasília, como pé o caso da Funasa, do DNIT, da Codevasf e do Incra, por exemplo.

A postura do atual Governo da União é estranha e imprevisível. No Governo Michel Temer (MDB), por exemplo, o governador Flávio Dino se manteve na Oposição, mas conseguiu estabelecer um relacionamento institucional produtivo, com um bom entendimento entre o Governo do Maranhão e Brasília, apesar da forte pressão política feita pelos líderes do MDB maranhense no sentido de dificultar o acesso da gestão do PCdoB a fontes de recursos da União. Um exemplo foi a ativa e sensata parceria Iphan-Prefeitura de São Luís, que resultou nas obras de revitalização da Praça Deodoro e da Rua Grande.

Movido por plena consciência política e institucional, bem como uma simples questão de direito, mas sem abrir mão das suas posições políticas e ideológicas, o governador Flávio Dino manteve nestes seis meses inalterada sua cruzada em busca de recursos em Brasília, certo de que está fazendo a parte que lhe cabe.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Entrega de veículos a municípios por Juscelino Filho pareceu ato para reforçar a aliança do DEM com o PDT

Juscelino Filho (o quinto da esquerda para a direita) e Weverton Rocha e Erlânio Xavier(os primeiros da esquerda para a direita): fortalecem a aliança DEM-PDT

A entrega, ontem, a 20 municípios, de veículos para serem usados em ações de vigilância epidemiológica e kits – veículo e equipamento de informática – para Conselhos Tutelares, adquiridos com recursos de emenda ao Orçamento da União de autoria do deputado federal Juscelino Filho (DEM), poderia ser tratada como um fato relevante, sim, mas sem maiores repercussões. Ocorre que alguns fatores lhe deram importância bem maior. Para começar, o deputado Juscelino Filho escolheu a sede da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) como palco do evento, um gesto comemorado pelo presidente da entidade, prefeito Erlânio Xavier (PDT), que rasgou elogios à atuação municipalista do presidente do DEM no Maranhão. Além disso, o dono da festa convidou o senador Weverton Rocha (PDT) e o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT). Ação parlamentar à parte, cuja importância não se discute, chamou a atenção a entrega parecer um fato político destinado a fortalecer a relação DEM/PDT, que já vem sendo costurada há tempos, incluindo no pacote a pré-candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM) à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

 

Gastão faz justiça quando lembra que o PAC das Cidades Históricas nasceu no Governo Dilma Rousseff

O abraço revela que Dilma Rousseff tinha Gastão Vieira como um dos seus ministros preferidos

Não surpreendeu e foi bem recebida a manifestação do deputado federal Gastão Vieira (PROS) lembrando que a revitalização da Praça Deodoro e da Rua Grande são obras do pacote definidas para São Luís pelo monumental programa PAC das Cidades Históricas, concebido pelo Governo da presidente Dilma Rousseff. Gastão Vieira lembra, com muita propriedade, que esse programa foi muito incentivado pelo Ministério do Turismo, por ele comandado naquele momento. O ministro caiu nas graças da presidente, de quem recebeu todo apoio, e certamente teria sido mantido no cargo se não tivesse se deixado dominar pela vaidade de querer ser senador em 2014, quando teria renovado tranquilamente o seu mandato de deputado federal, como alertaram muitos dos seus amigos.  Quando lembra, enfaticamente, que o PAC das Cidades Históricas nasceu no Governo Dilma Rousseff, Gastão Vieira faz justiça à ex-presidente, que andou esquecida nos discursos recentes relacionados com as obras que vêm dando uma imagem modernizada de São Luís.

São Luís, 02 de Julho de 2019.

Conversa de Dino com Sarney não produziu vencedor nem vencido, mas reduziu a largura do fosso e abriu janela

 

Flávio Dino e José Sarney: nenhum ganhou ou perdeu com a conversa que mantiveram na semana passada

Flávio Dino (PCdoB) não se curvou a José Sarney (MDB) nem José Sarney (MDB) se dobrou a Flávio Dino. Não houve vencedor nem vencido, beneficiado ou prejudicado no encontro dos dois líderes, realizado quarta-feira, em Brasília, no qual conversaram sobre a instabilidade política e institucional do País, segundo informou o governador numa mensagem sucinta na sua conta no twitter. Os dois terminaram a conversa – que durou cerca de duas horas – nas mesmas posições que sempre ocuparam no cenário político maranhense, onde lideram forças adversárias em permanente estado de confronto. A diferença é que José Sarney é um gigante político que ao longo de sete décadas esteve no olho do furacão político nacional, como deputado federal, governador, senador, presidente do Congresso Nacional e presidente da República, alcançando o raro status de referencial  político da Nação, enquanto Flávio Dino, menos de duas décadas depois de entrar formalmente na política como deputado federal, vem ganhando dimensão nacional como governador eleito e reeleito e com possibilidade real de vir a ser candidato a presidente da República.

Flávio Dino não foi ao encontro de José Sarney em busca de conciliação no sempre explosivo campo político maranhense nem buscar conselho ou orientação a respeito de como governar. Ele se reelegeu governador em turno único liderando uma aliança de 16 partidos, conta com o apoio de 36 dos 42 deputados estaduais, de 12 dos 18 deputados federais e de dois dos três senadores maranhenses, além de dois terços dos 217 prefeitos e de centenas de vereadores, o que lhe dá posição indiscutível de liderança sólida que independe do apoio do ex-presidente Sarney ou de qualquer outra liderança do estado. Essa posição está consolidada pelos bons resultados da sua administração, marcada por um rígido equilíbrio entre receita e despesa e por fortes investimentos em programas sociais, notadamente em educação, saúde e segurança. Esse conjunto de fatores, associado a uma ação política permanente, na qual se destaca óbvia coerência em relação a princípios políticos e viés ideológico, o tornou uma das mais destacadas lideranças nacionais, com espaço consolidado e crescente num vasto espectro que vai do centro à esquerda, onde começa a ser apontado como opção para disputar a Presidência da República.

José Sarney não carece do apoio de Flávio Dino. Político de centro-direita, mas pouco identificado com a direita liberal, tem posição consolidada como líder no cenário nacional. Com exceção da presidência da República, que ocupou depois de ter sido eleito vice de Tancredo Neves (MDB) em eleição indireta no Colégio Eleitoral do Congresso Nacional, Sarney conquistou todos os seus mandatos pelo voto direto. É hoje o maior nome do MDB e uma espécie de oráculo político nacional, e cujo item mais destacado do seu lastro é ter comandado, como presidente da República, a redemocratização do País, tendo inclusive tirado o PCdoB da clandestinidade. No que respeita ao Maranhão, seu Governo foi o marco que colocou o estado nos trilhos da modernidade, rendendo-lhe um comando político que durou cinco décadas.

Não se duvida de que a conversa tenha enveredado também por temas maranhenses – como o Porto do Itaqui e a abertura do Centro de Lançamento de Alcântara para exploração comercial, por exemplo – que interessam aos dois líderes na mesma medida. Mas também é rigorosamente certo que o tema central foi a instabilidade política e institucional instalada no País com a eleição de Jair Bolsonaro (PSL) e a instalação do Governo dele. É também verdadeira a avaliação de que Flávio Dino e José Sarney concordam nesse item, já tendo ambos se manifestado várias vezes sobre o assunto, em diferentes tons, mas com graus aproximado de preocupação.

É difícil prognosticar se essa conversa terá desdobramentos, mas é lícito afirmar que, embora o fosso que separa Flávio Dino de José Sarney ainda seja muito largo e profundo, o encontro abriu uma janela por meio da qual eles possam vir a se comunicar novamente. Por enquanto é somente isso.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton Rocha joga confetes em Osmar Filho e coloca dúvidas sobre o acordo PDT/DEM em São Luís

Weverton Rocha avalizou a pré-candidatura de Osmar Filho à Prefeitura de São Luís

Mais um petardo foi disparado na direção do projeto de acordo entre o PDT e o DEM para o lançamento da candidatura do deputado estadual democrata Neto Evangelista à Prefeitura de São Luís. Desta vez foi o próprio chefe maior do PDT, senador Weverton Rocha quem apertou o gatilho ao afirmar que o presidente da Câmara Municipal, vereador Osmar Filho (PDT), tem o seu aval para se lançar pré-candidato a prefeito de São Luís. Quem conhece Weverton Rocha sabe que ele dificilmente faria tal manifestação se o acordo com Neto Evangelista já estivesse devidamente amarrado, como têm afirmado algumas vozes jornalísticas. Weverton Rocha já provou que é um jogador habilíssimo, que sabe onde pisa e que dificilmente cometeria um erro tão primário. Ao avalizar os movimentos de Osmar Filho, o presidente estadual do PDT avisa que o cenário ainda está sendo desenhado, sendo precipitação das grandes apontar uma candidatura irreversível faltando um ano para as convenções que confirmarão, ou não, as candidaturas à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

 

Presidente continua “brindando” os brasileiros com declarações grotescas

Jair Bolsonaro: uma impropriedade verbal atrás da outra

Se continuar nesse ritmo, dizendo uma impropriedade atrás da outra, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) poderá se encrencar em pouco tempo. Ontem, por exemplo, na entrevista coletiva que deu antes de deixar o Japão, onde participou da reunião do G-20, ele brindou os brasileiros com duas pérolas.

A primeira: ao ser indagado sobre a prisão de assessores do ministro do Turismo, Marcelo Álvares, que é deputado federal pelo PSL e está encrencado por fortes suspeitas de ter desviado dinheiro do Fundo Eleitoral com candidaturas fajutas de mulheres, o presidente reagiu dizendo que estão querendo atingi-lo e que vai “determinar” à Polícia Federal que investigue o caso. A resposta não teve pé nem cabeça, pois a Polícia Federal prendeu os três assessores por ordem judicial, e depois, como presidente, ele não pode “mandar” a PF, que é polícia judiciária e só atua sob as ordens da Justiça.

A segunda: sobre a prisão do sargento da Aeronáutica que foi preso na Espanha com 39 quilos de cocaína no avião da FAB que dava apoio à comitiva presidencial na viagem ao Japão, o presidente extrapolou todos os limites da incoerência para o discurso de um chefe de Estado. Ao externar sua indignação como militar-bandido, Jair Bolsonaro desejou que ele “tivesse sido preso na Indonésia”, onde, há dois anos, dois brasileiros presos por tráfico de cocaína foram condenados à morte e executados por pelotões de fuzilamento. A resposta grotesca do presidente da República causou mal-estar no País.

São Luís, 30 de Junho de 2019.

 

Natalino Salgado vence consulta na UFMA e depende agora da escolha de Bolsonaro para ser reitor pela terceira vez

 

Natalino Salgado votou confiante de que seria o líder da lista para reitor da UFMA

O ex-reitor Natalino Salgado Filho foi o grande vencedor da consulta prévia para a composição da lista tríplice com base na qual o presidente da República, Jair Bolsonaro, por indicação do ministro da Educação, Abraham Weintraub, nomeará o reitor que comandará a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) no quadriênio 2019-2023. Ele recebeu 49,49% dos votos da comunidade universitária – formada por professores, estudantes e funcionários da instituição. A lista tríplice será completada pelos professores João de Deus (24,23%) e Ridvan Nunes (16,94%) – o professor Welbson Madeira recebeu apenas 7,54% dos votos. No mesmo processo eleitoral, o professor Alan Kardek Barros Filho obteve 32,17% dos votos na disputa para vice-reitor, liderando a lista da qual constará também os professores Luciano da Silva Façanha (23,56%) e Marcos Fábio Belo Matos (13,06%). A lista seguirá para o Ministério da Educação, e o novo reitor será nomeado em até 90 dias.

Nenhuma surpresa na consulta na UFMA. Desde que se lançou candidato, o médico Natalino Salgado, que é professor PHD do Departamento de Medicina, despontou como franco favorito. Ele entrou na disputa com o amplo e sólido lastro formado por dois mandatos consecutivos de reitor (2007-2015), período em que comandou uma gestão por muitos classificada como excepcional, a começar pelo fato de que transformou os oito campi da instituição, principalmente o de São Luís (Dom Delgado) em verdadeiros canteiros de obras. Na mesma pisada ampliou o quadro de professores, promoveu ousadas mudanças administrativas e chegou ao ponto de travar uma guerra contra a poderosa Apruma, incentivando a criação de um sindicato que não fosse controlado pela esquerda e fosse mais flexível na mesa de negociações, pelo que quase foi satanizado.

Nos seus oito anos de mandato, Natalino Salgado colocou em prática o longo aprendizado administrativo que obteve à frente do Hospital Universitário, que sob seu comando foi transformado em hospital de referência no atendimento a crianças, ganhando projeção regional e até nacional pela qualidade nos tratamentos que oferece. Como reitor da UFMA, ele primou pela eficiência, dando à instituição novo ritmo administrativo, deixando claro que o objetivo era a obtenção de resultados. O campus Dom Delgado foi cercado, as avenidas que o cortam foram pavimentadas e sinalizadas, novos prédios forem erguidos, a segurança – que era precária – foi reforçada e, na avaliação de muitos, a qualidade do ensino melhorou em todas as áreas. Para tanto, comprou briga com grupos e desmontou nichos que controlavam diversos segmentos na estrutura da instituição. Investiu forte na interiorização, obtendo resultados surpreendentes, como a implantação do Curso de Medicina em Pinheiro e da TV UFMA, por exemplo. Concluiu o segundo mandato exibindo força política ao eleger a professora Nair Portela sua sucessora, que sem o seu suporte político dificilmente se elegeria. Para surpresa de muitos, Nair Belo apoiou o candidato João de Deus, segundo colocado.

Quem conhece os bastidores da UFMA sabe que os festejados resultados dos seus dois mandatos não foram obtidos com passes de mágica nem com mesuras do MEC. Natalino Salgado atuou como um gestor pragmático, que se transformou num executivo ousado e determinado a alcançar objetivos. Naquele período, empreendeu uma cruzada obstinada e incansável pelos gabinetes do MEC e outros ministérios em busca de recursos, procurando, ao mesmo tempo, o apoio da bancada federal para os pleitos que protocolava nos ministérios. Sua desenvoltura o colocou em destaque no MEC e no colégio de reitores, no qual teve atuação destacada como voz ativa na defesa de mais recursos para as universidades federais.

Agora, com quase metade dos votos, e com o dobro sobre o segundo colocado, Natalino Salgado inicia a última e mais complicada etapa da corrida ao gabinete principal da Reitoria da UFMA: conseguir a nomeação do presidente da República, que passa pela indicação do ministro da Educação. O presidente pode escolher qualquer um da lista tríplice, mas no Brasil a tradição é escolher o mais votado, e Jair Bolsonaro a manteve ao nomear recentemente a mais votada para a Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Longe das querelas políticas e ideológicas, Natalino Salgado é um caso típico de puro pragmatismo, que o permite se relacionar bem em todas as searas, independentemente da cor partidária ou ideológica, porque o seu foco é a gestão de resultados. Seu nome seguirá para Brasília como franco favorito, mas seus partidários sabem que os novos donos do poder em Brasília são movidos pela imprevisibilidade.

Se for nomeado, terá um desafio gigantesco pela frente: garantir a sobrevivência e a dinâmica da UFMA  – são 91 cursos de graduação, oito à distância, sete cursos de doutorado, 27 de mestrado, cerca de 17 mil alunos de graduação e pós-graduação, 1.430 professores e mil 1.660 servidores – diante da ameaça de um contingenciamento de R$ 30 milhões dos seus recursos orçamentários que, na avaliação da reitora Nair Portela, obrigará a instituição a fechar cursos e suspender serviços importantes prestados à comunidade.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto e Roberto Costa interpretam corretamente a conversa de Dino com Sarney

Othelino Neto e Roberto Costa: interpretações corretas do encontro de Dino com Sarney

Não surpreendeu a reação positiva – algumas entusiasmadas – de deputados estaduais em relação ao encontro do governador Flávio Dino (PCdoB) com o ex-presidente José Sarney (MDB), na quarta-feira, em Brasília, que durou duas horas e reduziu drasticamente o gigantesco fosso que os separava. Elogiaram o episódio os deputados Marco Aurélio (PCdoB), Neto Evangelista (DEM), Duarte Jr (PCdoB), Fábio Macedo (PDT), Edivaldo Holanda (PTC), Zito Rolim (PDT), Thaiza Hortegal (PP) e Daniella Tema (DEM), mas as reações mais expressivas partiram do presidente Othelino Neto (PCdoB) e do deputado Roberto Costa (MDB).

O presidente Othelino Neto foi sucinto, sem confetes nem serpentinas, mas sua fala traduziu com perfeição o encontro Dino-Sarney.  “Essa conversa extrapola as diferenças políticas locais quando um e outro, com a importância política que cada um tem, se dispõe a deixar as questões paroquiais de lado e discutir soluções para o País”, disse o presidente da Assembleia Legislativa, numa interpretação correta e sem afetação do encontro políticos que surpreendeu e agitou os arraiais políticos maranhenses. O presidente da Assembleia Legislativa deixou implícita na sua fala o recado segundo o qual ninguém deve entender o encontro como o fim da guerra política no Maranhão, mas apenas como um momento que dá a ela um norte mais civilizado.

Por sua vez, o deputado Roberto Costa falou em tom de comemoração.  “Este encontro é histórico, não apenas para o Maranhão, mas para o Brasil, e é uma demonstração de amadurecimento político que o país precisa para que a gente possa debelar todas as crises que no momento assolam o País”, declarou o parlamentar emedebista. Com as suas palavras, Roberto Costa ampliou o raio de importância da conversa Dino-Sarney, chamando atenção para a premissa segundo a qual uma trégua entre contrários pode abrir caminhos para solucionar crises. Roberto Costa traduziu fielmente sua posição dentro do MDB maranhense, onde defende uma Oposição firme, mas flexível em relação ao Governo Flávio Dino, linha que ele adotou e vem conseguindo bons resultados, apesar das críticas e pressões que enfrenta dentro do seu próprio partido, por parte de setores emedebista que continuam com sangue nos olhos e faca nos dentes.

O deputado Wellington do Curso (PSDB) inverteu a lógica, enxergando no encontro, ora uma capitulação do governador ao ex-presidente, ora suspeitando de que um “golpe” estaria em andamento. O fato é que, provavelmente por açodamento, que é uma das suas marcas, o parlamentar tucano enveredou por uma interpretação francamente equivocada, perdendo assim uma oportunidade excepcional de criticar o encontro por uma linha mais inteligente, acima do lugar-comum da pancadaria verbal pura e simples.

 

Audiência em Comissão da Assembleia Legislativa mostra que a Caema é caso sem solução

Entre os deputados Rafael Leitoa (PDT) e Dr. Yglésio (PDT), Carlos Rogério traçou um perfil dramático, mas otimista, da Caema na Comissão de Saúde da Alema

Além de ser a empresa de saneamento responsável pelo fornecimento de água potável a milhões de maranhenses, a começar pela população de São Luís, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, por todos conhecida como Caema, é uma engrenagem ineficiente e perdulária, que presta um serviço de má qualidade e amarga déficits colossais num estado de finanças frágeis como o Maranhão. Isso ficou muito claro em audiência realizada quarta-feira (26), na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Maranhão, onde o seu diretor-presidente, engenheiro Carlos Rogério Araújo, falou sobre a situação da empresa e, em especial, sobre a falta de água em 80 bairros, duas semanas atrás, por conta de problemas na rede do Sistema Italuís.

Na presença dom presidente do vice-presidente da Comissão,   deputado Dr. Yglésio (PDT ), e dos deputados Rafael Leitoa (PDT), Fernando Pessoa (SD), Adriano Sarney (PV), Wellington do Curso (PSDB), César Pires (PV), Adelmo Soares (PCdoB), Ariston Sousa (Avante), Helena Dualidade (SD), Pastor Cavalcante (Pros), Marco Aurélio (PCdoB), Vinicius Louro (PL) e Duarte Júnior (PCdoB), o diretor-presidente desenhou uma radiografia dramática  empresa: um déficit mensal de R$ 22 milhões, uma folha mensal de R$ 10 milhões (cerca de 500 funcionários) e dívidas que totalizam R$ 800 milhões, e com necessidade de R$ 80 milhões para quitar apenas dívidas trabalhistas. A Caema, segundo o diretor-presidente, opera em 123 municípios e convive com um a realidade dramática: quase 60% da água potável que produz é desperdiçada, num cenário em que a média nacional de desperdício é de 37%.

Como se vê, problemas de difíceis soluções.

São Luís, 28 de Junho de 2019.

 

Flávio Dino e José Sarney se desarmam e conversam por duas horas sobre os riscos que corre a democracia no Brasil

 

Flávio Dino e José Sarney: desarmados para uma conversa de líderes sobre os riscos que ameaçam a democracia no Brasil sob o Governo de Jair Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o ex-presidente José Sarney (MDB) negociaram um armistício, colocaram suas armas nos   coldres para travar uma conversa de políticos civilizados, de estadistas, apesar do fosso político e ideológico que os separa. Ontem, ao longo de duas horas – das 15h às 17h -, em Brasília, o governador expôs ao ex-presidente suas impressões e preocupações sobre a instabilidade política e o risco de uma grave crise institucional que ameaçam a democracia brasileira – restaurada na segunda metade dos anos 80 do século passado   com a Nova República, que nasceu com o fim da ditadura, liderada pelo então presidente José Sarney – e ouviu as impressões dele sobre o cenário preocupante. O encontro foi iniciativa do governador do Maranhão, que já teve a mesma conversa com os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com quem esteve há três semanas em São Paulo, e Lula da Silva (PT), a quem visitou há duas semanas, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba (PR), onde se encontra preso há quase dois anos.

O encontro de Flávio Dino com José Sarney, assim como os que ele manteve com FHC e Lula da Silva, reforça a suspeita de que a democracia brasileira corre risco de ruptura, com agressões frequente ao estado democrático de direito, uma preocupação já manifestada pelos dois líderes em outros momentos recentes. Mais do que os demais ex-presidentes, José Sarney tem grande responsabilidade pela estabilidade política e institucional do País, não apenas por ter sido o presidente que restaurou a democracia, mas também por ser hoje o decano entre os políticos brasileiros, e tem demonstrado fortes preocupações com o cenário em evolução no País. Logo, o fato de Flávio Dino tê-lo procurado para conversar sobre a situação do País obedece a uma lógica inteligente e mostra que o governador é um político bem maior e com horizonte bem mais largo do que se imagina.

Adversários figadais na política maranhense, onde têm travado duros embates nas urnas e fora delas, Flávio Dino e José Sarney têm pouco em comum nos campos político e ideológico. O primeiro tem sólida formação de esquerda, mas sabe que a democracia representativa – seja parlamentarista ou presidencialista -, é o melhor sistema, tanto que já disputou cinco eleições, perdeu duas e venceu três. O segundo tem sólida formação de centro-direita, pouco afeito ao liberalismo implantado pelos governos FHC e agora restaurado, numa versão mais agressiva, pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), e já disputou 13 eleições, venceu todas.  Mas um ponto os liga: Flávio Dino e José Sarney são democratas de carteirinha, por convicção, tendo ambos construído suas carreiras pelo voto direto e secreto, e que por isso não simpatizam nem um pouco com os riscos de guinadas autoritárias que estão se desenhando no campo político nacional.

“Hoje conversei com o ex-presidente José Sarney sobre quadro nacional. Apresentei a ele a minha avaliação de que a democracia brasileira corre perigo, em face dos graves fatos que estamos assistindo. Já estive com os ex-presidentes Lula e Fernando Henrique, com a mesma preocupação”, anunciou Flávio Dino na sua conta no twitter, manifestando-se com a já conhecida e desconcertante sinceridade. Mais do que outros líderes da nova geração, Flávio Dino tem sido um crítico implacável da direita reacionária representada pelo presidente Jair Bolsonaro. E o faz com declarações duras, mas todas dentro dos limites da civilidade política. Além disso, tem tido a grandeza política de respeitar as diferenças e demonstrar, com seus gestos, que é um político muito acima da média, que faz Oposição com equilíbrio sem fechar portas para uma relação institucional. José Sarney sempre atuou com o mesmo viés.

Finalmente, vale registrar que a conversa não envolveu o Maranhão, sobre o qual os dois têm visões e posições bem diferentes, e pelo qual continuarão se digladiando no bom e saudável combate das diferenças que alimentam a democracia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Após veto e ampla negociação, Roberto Costa consegue aprovar lei que dá a diabéticos prioridade em fila

Roberto Costa conversa com o presidente Othelino Neto e com Edivaldo Holanda sobre o projeto poucos antes da votação, que obteve a unanimidade dos votos

Em pouco tempo, maranhenses que sofrem de diabetes terão prioridade no atendimento em órgãos públicos, estabelecimentos comerciais e instituições financeiras, assim como idosos, gestantes e deficientes físicos. Esse direito nasceu ontem com a derrubada, pela Assembleia Legislativa, de veto governamental ao Projeto de Lei Nº 127/2018, de autoria do deputado Roberto Costa (MDB). A decisão do plenário da Alema foi fruto de um acordo negociado pelo parlamentar com o Palácio dos Leões, que acatou os seus argumentos e permitiu que os deputados da base governista apoiassem a derrubada do veto.

O PL Nº 127/2018 tem uma trajetória incomum e demonstra o que é o esforço de um parlamentar na busca de um objetivo saudável. A proposição nasceu do relato que o deputado Roberto Costa ouviu de um cidadão, Emilson Cardoso, numa fila de supermercado. Segundo ele, os portadores de diabetes enfrentam sérios problemas em filas demoradas, por conta da hipoglicemia – queda excessiva do nível de glicemia no sangue -, que em casos extremos leva o diabético a perder os sentidos, sofrer desmaios, situações dramáticas que muitas vezes resultam em acidentes com lesões, que podem levar ao come e às vezes à morte. Emilson Cardoso, que é portador da doença e já sofreu situações complicadas em filas, pediu ao deputado que apresentasse um projeto de lei instituindo atendimento prioritário para essas pessoas em locais de atendimento por meio de fila.

O deputado Roberto Costa apresentou o projeto em 2018 e conseguiu que ele fosse aprovado por unanimidade. O Poder Executivo, porém, o considerou inconstitucional e o governador Flávio Dino o vetou. De volta à Alema para a apreciação do veto, o projeto foi reavaliado, tendo o deputado Roberto Costa realizado uma intensa e ampla negociação com os líderes governistas, que dizente dos argumentos do parlamentar emedebista, obtiveram sinal verde do Palácio dos Leões para a derrubada do veto governamental. O desfecho das negociações aconteceu ontem, em sessão comandada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), durante a qual o veto foi derrubado pela unanimidade dos presentes.

– Conseguimos entrar em consenso com o Governo do Estado e todos os deputados. Desde já, agradeço a sensibilidade de todos por uma causa tão nobre. Quem ganha com tudo isso não sou eu, mas dona Maria, o seu João e o Edmilson, que são portadores de diabetes e enfrentam filas e filas e também necessitam de atendimento prioritário -, declarou Roberto Costa, que é de Oposição, mas cuja atuação parlamentar tem sido marcada por uma política de resultados à base de entendimentos.

 

Boa nova: jornalista Marco D`Eça entra na militância política nas fileiras do Cidadania

Jornalista Marco D`Eça

Uma boa nova na política local: o jornalista Marco Aurélio D`Eça deixou a neutralidade política e se filiou ao Cidadania, partido que tem no Maranhão a senadora Eliziane Gama como sua maior estrela e principal referência. Um dos mais brilhantes jornalistas da sua geração, que iniciou carreira como repórter de Polícia de O Estado, no início dos anos 90 do século passado, para logo em seguida ser remanejado para a cobertura política, Marco D`Eça não tardou em se firmar na área, para se tornar, mais do que o competente repórter investigativo, um analista talentoso e de mão cheia. Inquieto e visionário, foi um dos pioneiros da blogosfera maranhense, tornando seu blog um dos mais bem informados e mais lidos do Maranhão. Marco D`Eça é um jornalista saudavelmente indignado e desassombrado, o que o leva às vezes a tomar partido, colocando-se numa tênue fronteira entre a imparcialidade jornalística e a posição de militante político. Hoje um jornalista ainda impetuoso, mas maduro, certamente saberá preservar o distanciamento que o jornalista deve ter do político. Com sua filiação ao Cidadania, Marco D`Eça engrandece o partido que nasceu Partido Comunista Brasileiro, virou Partido Popular Socialista, liderado durante décadas pelo respeitado médico William Moreira Lima, e hoje tenta se reinventar com nova identidade, que preserva o seu viés de esquerda, ainda que em grau moderado. Que o jornalista de excelência se torne um político excelente.

São Luís, 27 de Junho de 2019.

Governador estimula concorrência pela vaga de candidato do seu grupo à sua sucessão em 2022

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Eliziane Gama, Edivaldo Holanda Jr. e Rubens Jr.: desse grupo pode sair o candidato dinista ao Governo do Estado

“Espero que o próximo governador ou governadora, que pode estar aqui entre nós, cumpra esse objetivo”, declarou o governador Flávio Dino (PCdoB), segunda-feira, no ato em que lançou o programa Nossa Centro, que prevê investimentos de R$ 150 milhões em obras para revitalizar a região central de São Luís. Dita em tom bem humorado e na presença do vice-governador Carlos Brandão (PRB), dos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania), do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) e do deputado federal Rubens Pereira Jr. (PCdoB), atual das Cidades e Desenvolvimento Urbano, frase foi interpretada por muitos como um indicador de que o governador começa, de fato, a desenhar o cenário político em que se dará a sua sucessão em 2022. E que, seja como senador, como vice-presidente ou como presidente da República, pretende deixar no Palácio dos Leões um aliado confiável, podendo ser qualquer um dos integrantes do “núcleo duro” com o qual comanda o Governo e a aliança de 16 partidos que lhe dá suporte político. Com o movimento, Flávio Dino estimula a “concorrência” pela vaga de candidato.

Todas as avaliações feitas nos últimos tempos, tanto na Situação quanto na Oposição, remetem para a conclusão de que o governador Flávio Dino pretende mesmo escolher um dos seus aliados mais próximos para lançar como candidato à sua sucessão. Até agora, os mais badalados são o vice-governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha. Fala-se muito também na senadora Eliziane Gama e no prefeito Edivaldo Holanda Jr., e do deputado federal Rubens Pereira Jr. Todos são potencialmente candidatos, uns com cacife político gordo e outros nem tanto, mas é dominante a impressão de que, embalado pela força política do governador Flávio Dino e o suporte da aliança partidária, qualquer um deles tem chances   reais de sair das urnas eleito em 2022.

O vice-governador Carlos Brandão não esconde a sua pré-candidatura e dedica todo o seu tempo livre às articulações que aos poucos vão lhe dando gás para seguir em frente. Cumpre uma agenda intensa de representar o governador em atos e reuniões no estado e em Brasília, comanda missões ao exterior, recebe visitantes quase toda semana é escalado para comandar eventos e inaugurações em nome do titular. Tem o apoio do seu partido, o PRB, presidido pelo deputado federal Cléber Verde, que projeta sair das urnas do ano que vem com uma base formada por pelo menos 30 prefeitos. O vice pode ser, de fato, o candidato dos Leões.

Nessa caminhada, o grande contrapeso de qualquer concorrente é o senador Weverton Rocha, que também não esconde o seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões em 2022 e tem atuado intensamente na formação de uma base forte com líderes municipais, tendo como meio a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), agora presidida pelo prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), que coordenou sua campanha ao Senado. Com atuação forte no Senado e uma movimentação agressiva, o senador, mesmo dizendo que não é hora de falar em candidatura ao Governo, age abertamente como pré-candidato disposto a chegar lá. Reúne as condições para ser o candidato dinista.

A senadora Eliziane Gama entra nesse time por conta do seu cacife político e eleitoral lastreado pelo eleitorado evangélico, pela firme atuação no Senado e pelo alinhamento que tem demonstrado ao governador Flávio Dino. A senadora tem assumido posições desassombradas em relação ao Governo Bolsonaro, fazendo uma Oposição competente e equilibrada Palácio do Planalto, votando contra o decreto das armas, e fazendo duras críticas a outras iniciativas do Governo. Como Weverton Rocha, nada tem a perder disputando o Governo do Estado em 2022.

Nesse contexto, começa a surgir o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que deixará o cargo em dezembro de 2020 e terá dois anos para decidir qual o passo político que dará a partir de então. Agora com o lastro de dois mandatos de vereador, meio mandato de deputado federal e dois mandatos de prefeito da Capital, Edivaldo Holanda Jr. entra no roteiro da sucessão estadual como um quadro experimentado nos movimentos do xadrez político e testado como gestor público. Poucos o incluem ainda na relação dos prováveis sucessórios do governador Flávio Dino, mas há quem diga que ele jogará pesado para ser o indicado.

Quando se licenciou da Câmara Federal para assumir a Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano, o deputado Rubens Jr. desembarcou na equipe do governador Flávio Dino o nome que o Palácio dos Leões lançaria para a Prefeitura de São Luís. Essa “suspeita” ainda permanece, mas indícios fortes parecem indicar que Rubens Jr. está sendo trabalhado para ser candidato à sucessão do governador.

Com muita habilidade, o governador Flávio Dino está montando um time de boas opções, o que lhe dá a grande vantagem de que, qualquer que venha ser a sua escolha, deixará o Governo em boas mãos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edivaldo Holanda Jr. mantém silêncio sobre sua sucessão, mas seu voto será decisivo para a escolha do candidato

Edivaldo Holanda Jr.

Uma situação vem chamando a atenção de observadores da cena política: o total e obstinado silêncio do prefeito Edivaldo Holanda Jr. sobre a escolha de candidato à sua sucessão. Ninguém duvida que a escolha do candidato da aliança dinista à Prefeitura de São Luís passará pelo seu crivo. É unânime a certeza de que o nome será escolhido a partir de um entendimento entre o governador Flávio Dino, o prefeito Edivaldo Holanda Jr., o senador Weverton Rocha, que comanda o PDT, e o deputado federal Márcio Jerry, que comanda o PCdoB. Ninguém aventa a possibilidade de o candidato da aliança saia de outra fonte. E nesse contexto, o voto do prefeito de São Luís, que conhece como poucos o caminho das pedras eleitorais em São Luís, será decisivo. O prefeito Edivaldo Holanda Jr. faz o jogo clássico das raposas felpudas, deixando para o “momento certo” a revelação do seu posicionamento no cenário da sua própria sucessão.

 

Aloísio Mendes corre riscos políticos ao levar delegados para depor na Câmara Federal

Aloísio Mendes: risco político com ida de delegados para depor na Câmara Federal

Conclusão unânime de uma roda de conversa entre quatro políticos tarimbados e dois jornalistas: o deputado federal Aloísio Mendes (Podemos) corre um risco político ao levar os delegados Tiago Bardal e Anderson Ney para depois em comissão da Câmara Federal sobre um suposto esquema de escuta telefônica ilegal contra políticos e magistrados na Secretaria de Estado da Segurança Pública na atual gestão. Para começar, dadas as circunstâncias, os dois delegados são apontados como cidadãos e servidores público com quase nenhuma credibilidade. Tiago Bardal, que já foi titular da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e hoje está preso acusado de ser um dos chefões de uma quadrilha internacional de contrabando de cigarros e bebidas; Anderson Ney, que também é suspeito de envolvimento com a quadrilha, seria vítima de transtornos mentais. O objetivo é criar embaraços para o secretário de Estado de Segurança Pública, Jefferson Portela, e para o Governo Flávio Dino. Na avaliação desse grupo, Aloísio Mendes, que exerce um mandato politicamente ativo e de bons resultados, poderá ser tragado por desdobramentos.

São Luís, 26 de Junho de 2019.

Nosso Centro: pacote lançado por Flávio Dino investirá R$ 170 milhões na revitalização da região central de São Luís

 

Entre Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr., Eliziane Gama e Rubens Jr.. Flávio Dino assina o projeto Nosso Centro, que ampliará expressivamente a revitalização que já repaginou, por exemplo, a Praça Deodoro e a Rua Grande

A região central de São Luís vai ganhar o mais arrojado pacote de investimentos desde a realização do Projeto Reviver, na segunda metade dos anos 80 do século passado, pelo Governo de Epitácio Cafeteira (PTB), e completado nos anos 90 em Governos de Roseana Sarney (PMDB). Ontem, o governador Flávio Dino (PCdoB) lançou, em ato formal no Palácio dos Leões, o programa Nosso Centro, por meio do qual o Governo do Estado, tendo como parceiros a Prefeitura de São Luís, o Iphan e a iniciativa privada, promete dar uma repaginada no coração da Capital. O pacote custará cerca de R$ 150 milhões, com investimentos em obras de infraestrutura, restauração predial, construção de acessos, novas áreas de estacionamento, melhoramento de ruas,  calçadas, com padronização de meio fio, e outros elementos do perfil urbano da região tombada da Capital do Maranhão. Os investimentos serão feitos em polos prioritários, agregando cultura, lazer e gastronomia, para alcançar dois objetivos básicos: revitalizar a região central da cidade e, assim, fortalecer   a sua tradição histórica, a sua natureza comercial e o seu potencial turístico.

Lançado no embalo dos festejos juninos, o programa Nosso Centro chega num momento em que São Luís vem recebendo oportunos e necessários investimentos na revitalização da sua região central, como reforma das Praças Deodoro e Pedro II modernização da Rua Grande, frutos de uma parceria Prefeitura de São Luís/Iphan, como também obras realizadas na Beira-Mar e na Avenida Pedro II. “O resultado tem sido maior movimento no Centro Histórico da Capital e abrindo caminho para a ampla revitalização, renascimento e fortalecimento desta área. Vamos prosseguir neste caminho elevando a nossa cidade. Apesar da crise brasileira, vivemos um bom momento e o programa vem reforçar esse cenário”, declarou o governador no ato em que lançou o projeto, no Palácio dos Leões, ao lado do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), dos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania), dos deputados federais Márcio Jerry (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB) e Gastão Vieira (PROS), além de deputados estaduais e membros do Governo.

O ambicioso projeto de rejuvenescimento da região central de São Luís, cuja decadência começou a ser contida com o Projeto Reviver e em seguida com o PAC das Cidades Históricas e por uma série de obras isoladas e que aos poucos vão revitalizando a feição da velha e magnífica Cidade de São Luís. E o que é melhor e mais importante: sem macular as suas características essenciais, como a preservação possível do casario que a tornaram uma das mais importantes joias da arquitetura colonial portuguesa em todo o planeta. Não sem razão o prefeito Edivaldo Holanda Jr. comemorou: “Agora, com essa iniciativa do Governo do Estado, este trabalho será reforçado. É uma ação significativa para a preservação e recuperação do Centro Histórico e vai impulsionar as diversas atividades desenvolvidas aqui, refletindo positivamente na economia e no turismo da cidade”.
A desafiadora tarefa de colocar o Nosso Centro em marcha e produzir os resultados projetados foi entregue pelo governador Flávio Dino ao secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Pereira Jr., deputado federal licenciado e visto por muitos como um dos quadros que o PCdoB está preparando para disputar a sucessão estadual em 2022. Para ele, a viabilidade dos investimentos no Centro de São Luís, que vem sendo marcante pelas intervenções das gestões estadual e municipal, “tornará a área referência em renovação e desenvolvimento sustentável, preservando seu valor histórico e cultural”.

Chama a atenção o fato de esses investimentos para revitalizar o coração de São Luís serem programados pelo governador Flávio Dino num cenário de crise em que a maioria dos estados não consegue sequer pagar os servidores em dia. Esses investimentos têm sido possíveis devido a uma política fiscal draconiana, que não permite desvios nem gastos malfeitos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bom senso: Maura Jorge descarta São Luís e avisa que disputará Prefeitura de Lago da Pedra

Maura Jorge descarta São Luís e anuncia que será candidata  em Lago da Pedra

Maura Jorge (PSL) deu uma demonstração de que tinha armazenada uma réstia de bom senso político ao descartar o projeto de se candidatar à Prefeitura de São Luís e se colocar mais uma vez como candidata à Prefeitura de Lago da Pedra, seu berço familiar e político. Quando se lançou no cenário estadual como candidata a governadora nas eleições de 2018, Maura Jorge tinha noção clara de que dificilmente alcançaria 5% dos votos – terminou com 4,5%. O que lhe moveu, na verdade, foi a bandeira da candidatura de Jair Bolsonaro no Maranhão, que estava jogada às traças, com quase ninguém interessado em fazer as vezes de porta-estandarte do bolsonarismo no estado. Não deu certo. Há duas semanas, ela foi nomeada superintendente da Funasa no Maranhão. Isso, porém, não a afastou da política. A pré-candidatura Prefeitura de São Luís foi uma brincadeira de amigos ou foi uma jogada de má fé de algum adversário enrustido seu, sem o menor sentido. Agora, Maura Jorge retoma seu caminho natural, que é se candidatar de novo à Prefeitura de Lago da Pedra, onde já foi prefeita por dois mandatos e tem isto para se reeleger, mesmo contra um candidato apoiado pelo Palácio dos Leões.

 

MDB define pré-candidatura a prefeito em São José de Ribamar

João Alberto com emedebistas de São José de Ribamar: apoiando pré-candidatura

O presidente do MDB, ex-senador João Alberto, confirmou, domingo, em São José de Ribamar, o que dissera à Coluna na semana passada: o seu partido terá candidato a prefeito nos grandes e médios municípios. A largada desse processo foi dada na Cidade do Padroeiro, onde almoçou as lideranças locais do MDB e deu sinal verde para a pré-candidatura do emedebista Edison Júnior a prefeito, que, se confirmado, disputará votos com o atual-prefeito Eudes Sampaio (PTB) e Edmar Cutrim, que se aposentará do Tribunal de Contas do Estado no início do ano que vem disposto a viabilizar sua candidatura. Na Ilha, Edison Júnior é o segundo nome do partido definido, já que o primeiro foi Gilberto Aroso, que vai tentar retomar a Prefeitura de Paço do Lumiar numa renhida disputa com o prefeito lumiense Domingos Dutra (PCdoB), que já está em andamento. Resta escolher os nomes que o MDB vai lançar para as prefeituras de Raposa e São Luís. Em Raposa, o nome será definido no segundo semestre, quanto em São Luís MDB trabalha com o projeto de candidatura do ex-deputado federal Victor Mendes e outras propostas de candidatura, dentro e fora do partido, como a do deputado Adriano Sarney (PV).

São Luís, 25 de Junho de 2019.