Othelino Neto amplia seu espaço de ação política e é apontado como líder por colegas do ParlaNordeste

 

Othelino Neto: reunião do ParlaNordeste em Aracaju e participação na Marcha das Margaridas em Brasília

O deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, já não é mais somente um parlamentar jovem em ascensão, bom de tribuna e de articulação, com atuação limitada ao cumprimento das orientações do seu partido como membro da base do Governo no Parlamento, e atuante no atendimento dos pleitos de suas bases eleitorais. Ao chegar ao comando Poder Legislativo, ele cresceu politicamente em dimensões pouco vistas no cenário estadual em tempos recentes. Nos últimos sete dias, por exemplo, movimentou-se dando dimensão bem maior ao cargo que ocupa, tornando-se, pela via de uma ação política efetiva e abrangente, um quadro de expressão estadual e bem posicionado no plano regional. Entre os deputados estaduais, a opinião dominante é a de que sua liderança na Casa é incontestável; no Palácio dos Leões ele é visto como um aliado ativo e confiável; e entre seus colegas presidentes nordestinos é apontado como “um líder nato”, responsável pelo sucesso do ParlaNordeste – colegiado de presidentes de Assembleias Legislativas do Nordeste, que preside desde a criação, em janeiro. Nesse contexto, tem sido obrigado a cumprir agenda nos planos estadual, regional e nacional.

Na sexta-feira (9), ele presidiu a quinta reunião do ParlaNordeste em Aracaju (SE), durante a qual defendeu enfaticamente e com bom senso uma relação sem submissão dos estados nordestinos com o Governo Federal, criticando as dificuldades dos governadores nordestinos em Brasília. E defendeu o colegiado nordestino: “Somos uma instância de representação política do Nordeste, sempre estimulando o diálogo e a participação, mas defendendo respeito ao povo nordestino”. Seus posicionamentos e articulações têm surpreendido os integrantes do ParlaNordeste. O presidente da Assembleia Legislativa de Sergipe, deputado Luciano Bispo, destacou: “Othelino nos une no debate de ideias em defesa do Nordeste”. O presidente do Legislativo de Alagoas, deputado Marcelo Victor, foi enfático: “O presidente Othelino capitaneou esse movimento, que está dando liga, sendo por isso o grande responsável pelo sucesso do ParlaNordeste”. Os deputados José Sato, que preside a Assembleia do Ceará, e Adriano Galdino, chefe do Legislativo da Paraíba, fizeram a mesma afirmação: “Ele tem sido o grande líder desse momento”.

Na segunda-feira (12), depois de lançar a segunda edição do podcast “Conversa com Othelino”, no qual tratou de temas como Reforma da Previdência e Pacto Federativo, concedeu entrevista à Rádio FM Mais, surpreendendo o mundo político ao admitir a possibilidade de disputar o Senado em 2022, caso o governador Flávio Dino venha a ser candidato a presidente da República. Com a declaração, mandou um recado ao senador Roberto Rocha (PSDB) e mostrou disposição para alargar muito mais o seu raio de ação política. Já na quarta-feira (14), ao lado da presidente do Gedema, Ana Paula Lobato, da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e dos deputados Helena Duailibe, Ana do Gás (PCdoB), Adelmo Soares (PCdoB) e Ricardo Rios, participou da Marcha das Margaridas, que levou a Brasília milhares de mulheres do campo de todo o País, entre elas quase 800 maranhenses.

Ontem, ao tomar conhecimento das agressivas declarações do presidente Jair Bolsonaro, no Piauí, sobre políticos de esquerda, os quais chamou de “cocô” e “corruptos”, exibindo indignação porque a esquerda peronista venceu a eleição presidencial primária na Argentina, o presidente da Assembleia Legislativa reagiu: “Lamentável o presidente Bolsonaro chamar as correntes políticas que lhe fazem oposição de ´bandidos` e ´autoritários`. Quando comete esse palavreado chulo, parece estar olhando com frequência para o espelho”.

Como se viu, o presidente da Assembleia Legislativa cumpriu uma agenda ampla, politicamente forte, só encarada por quem compreendeu o papel político que tem de exercer como chefe de Poder, e que está se posicionando corretamente num contexto em que tem tudo para dar passos cada vez mais largos, mas sem perder o controle dos seus próprios movimentos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eliziane Gama não quer saber de disputar a sucessão de Edivaldo Holanda Jr. em São Luís

Eliziane Gama não quer saber de disputar a Prefeitura de São Luís no ano que vem

Quem ainda apostava que a senadora Eliziane Gama (Cidadania) poderia mudar de ideia e candidatar-se à Prefeitura de São Luís pode arquivar suas esperanças. A três políticos importantes com quem conversou nas últimas semanas, a senadora foi enfática quando perguntada se alimentava tal projeto: “De jeito nenhum! ”. E tem todas as razões do mundo para não entrar numa guerra de desfecho imprevisível num momento em que está vivendo o melhor momento da sua carreira até aqui. Hoje, Eliziane Gama tem espaço consolidado no Senado, respeitada por seus colegas como uma parlamentar de nível elevado, que tem pontos de vista firmados sobre as mais diferentes questões movem o País e tem consciência sedimentada acerca do papel que exerce na Câmara Alta. Para ela não faz sentido agora, depois de uma eleição consistente para o Senado e da sua perfeita adaptação à Casa, entrar numa guerra política e eleitoral complicada, na qual os candidatos com alguma viabilidade vão jogar pesado durante a campanha, correndo o risco de sofrer desgastes e de sair derrotada no que seria sua terceira tentativa de chegar ao Palácio de la Ravardière. Nada justifica deixar o conforto de um mandato produtivo e bem avaliado no Senado da República entrar numa luta encarniçada na conquista de um eleitorado que costuma surpreender.

 

Relatório de Hildo Rocha manteve o texto original do Tratado para uso comercial da Base de Alcântara

Hildo Rocha manteve intacto o texto do Tratado para uso comercial do CLA

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara Federal votará, daqui a duas semanas, o relatório do deputado federal Hildo Rocha (MDB) sobre o Tratado de Salvaguardas Tecnológicas (TST) a ser firmado entre o Brasil e os Estados Unidos para o uso comercial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). No seu relatório, o deputado Hildo Rocha aprovou inteiramente o TST, e o fez por duas razões muito simples. A primeira: o Tratado é excelente e, se viabilizado como está previsto, colocará finalmente Alcântara no mapa mundial, como há muito acontece com a Base de Kourou, na vizinha Guiana Francesa. E segunda: o TST é uma peça total e profundamente técnica, na qual os dois países assumem uma série de compromissos quanto a controle e privacidade, especialmente no que diz respeito às informações tecnológicas. De longe o país mais desenvolvido do planeta em matéria de tecnologia espacial, os Estados Unidos alugarão o CLA para lançar seus foguetes sem permitir o acesso dos brasileiros ao que considerar segredo tecnológico. Ao mesmo tempo, o Brasil estabelece alguns limites à atuação dos norte-americanos no uso do CLA. No mais, são itens de natureza técnica, que não envolvem qualquer discussão sobre a situação territorial, social, econômica e cultural de Alcântara, como alguns tentaram fazer crer. Nada além disso.

São Luís, 17 de Agosto de 2019.

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