Todos os posts de Ribarmar Correa

Confirmado candidato do PCdoB, Rubens Júnior tem agora o desafio de se tornar o adversário de Eduardo Braide

 

Rubens Júnior (c) é aclamado por Márcio Jerry e dirigentes do PCdoB pré-candidato a prefeito de São Luís, o que lhe dá a responsabilidade de viabilizar seu projeto

Ao confirmar, ontem, a pré-candidatura do deputado federal Rubens Júnior à Prefeitura de São Luís, o PCdoB consumou a linha básica da sua estratégia para a disputa, iniciando por colocar ponto final nas diversas possibilidades que vinham sendo apontadas como caminhos prováveis da agremiação governista. A confirmação se deu depois de uma série de especulações, entre elas a de que, por conta do clima criado pela disputa entre Rubens Júnior e Duarte Júnior – que deixou o arraial comunista e entrou para o dos Republicanos -, o candidato do partido poderia ser o deputado federal Márcio Jerry, seu presidente regional, ou também a de que o partido poderia até mesmo não lançar candidato. O ato de ontem encerrou um longo e tenso período de incerteza na base governista, que agora tem um quadro definido para dentro dele se posicionar. E nesse contexto, o agora pré-candidato Rubens Júnior entra formalmente na corrida à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) com a responsabilidade de ser o candidato do Palácio dos Leões e, por dedução lógica, do governador Flávio Dino, e com o desafio de chegar ao Palácio de la Ravardière.

Rubens Júnior se torna a escolha do PCdoB em meio à repercussão de uma pesquisa (DataIlha) em que ele aparece com apenas 2% das preferências do eleitorado num cenário em que o líder, deputado federal Eduardo Braide (Podemos), aparece com 38%, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) com 10,5% e Duarte Júnior (ainda no PCdoB) com 9%. Para muitos observadores apressados, sua posição na pesquisa DataIlha deveria funcionar como uma sentença para afastá-lo da disputa. Numa avaliação mais atenta, ele saiu de quase zero para dois pontos percentuais, indicativos de potencial de crescimento. E com um detalhe a mais: no item rejeição ele aparece em posição confortável. Ou seja, o PCdoB abriu mão de Duarte Júnior, terceiro colocado na pesquisa, mas sem maior identificação com o partido, para apostar num nome que tem sua cara e total identidade com a linha de ação do governador Flávio Dino.

Independentemente do quadro de candidatos que vier a ser definido, Rubens Júnior é agora o nome do PCdoB na disputa. Isso significa que ele assumiu a obrigação de mostrar que tem competência política para atrair uma base forte e potencial eleitoral para explorar nos próximos meses e sair vitorioso das urnas. Por sua vez, ao abraçar o seu projeto e aceitá-lo como pré-candidato, o PCdoB assume o compromisso de mobilizar suas bases para fortalecer o seu projeto de candidatura, de modo a torná-lo politicamente forte e eleitoralmente viável. O pré-candidato e o partido têm plena noção do desafio que assumiram, sabem da importância política e estratégica da Prefeitura de São Luís, e têm ainda perfeita consciência do dano político e eleitoral que uma derrota nessa corrida pode representar.

Agora respaldado pelo PCdoB, Rubens Júnior entra na corrida como um candidato diferenciado. Ele deixou o conforto de deputado federal expressivo e atuante que se licenciou para ser o prestigiado secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano.  Assumiu a posição espinhosa de ser um dos responsáveis pelo futuro do PCdoB e do projeto de poder comandado pelo governador Flávio Dino. Seu maior desafio agora é convencer as forças da base governista na Capital de que reúne as credenciais necessárias para liderar a corrida e se tornar o principal adversário do candidato do Podemos, Eduardo Braide. Para tanto, terá de ultrapassar Duarte Júnior, Neto Evangelista (DEM), Wellington do Curso (PSDB), Bira do Pindaré (PSB) e Jeisael Marx (Rede), que na pesquisa DataIlha aparecem à sua frente.

Não há dúvida de que o status de candidato do PCdoB, avalizado pelo presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry, e governador Flávio Dino, mudará o curso da sua caminhada, que certamente será reforçada com alianças partidárias que serão articuladas e definida daqui até as convenções, em julho. Até lá, sua tarefa será mostrar empatia com o eleitorado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

“Assembleia em Ação”: edição de Imperatriz, ontem, foi a maior até agora

Ladeado por José Carlos Soares, Marco Aurélio, Pastor Cavalcante e Sebastião Madeira, Othelino Neto fala na abertura do evento. para uma atenta plateia, formada principalmente por vereadores

Imperatriz sediou ontem a maior edição do projeto “Assembleia em Ação”, programada para abranger 23 municípios da Região Tocantina. Como estava previsto, além das palestras técnicas agendadas – sobre informações sobre o funcionamento do Poder Legislativo e sobre as regras para as eleições municipais -, o evento serviu como espaço privilegiado para um amplo debate sobre os problemas mais graves que afetam os municípios tocantinos e as questões macro que envolvem a região com a manifestação de prefeitos e vereadores tocantinos. O evento ganhou amplitude com a presença de mais de uma dezena de deputados, em especial os tocantinos Marco Aurélio (PCdoB) e Pastor Cavalcante (PROS)
– Começamos muito bem o ano, com mais uma edição do Assembleia em Ação, desta vez em Imperatriz, principal cidade da Região Tocantina, de suma importância para o desenvolvimento do Maranhão. Esta é, seguramente, a maior de todas, dentre as que já foram realizadas, não somente pela grande quantidade de pessoas que se interessaram em vir, mas pela representatividade” – declarou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Ele acrescentou: “O Assembleia em Ação também é um momento de debate, de enfrentamento de ideias. A Assembleia Legislativa desenvolve esse trabalho de ir às regiões para conversar, ouvir reclamações, porque daqui sairão iniciativas que mudarão para melhor a vida das pessoas. Não é à toa que estão aqui 21 dos 42 deputados estaduais, que vieram menos para falar e mais para ouvir. Voltaremos a São Luís conhecendo um pouco mais da Região Tocantina”

Além de assistir às palestras, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, lideranças políticas e representantes da sociedade civil participaram ativamente, primeiro assistindo às palestras com indagações e esclarecimento de dúvidas; depois, se manifestando sobre os problemas da região. O presidente da Câmara de Imperatriz, vereador José Carlos Soares (PV), que exerce o cargo pela sexta vez, e o prefeito de Grajaú, Mercial Arruda (DEM), por exemplo, defenderam soluções urgentes para problemas regionais e municipais. Deputados, prefeitos e vereadores se manifestaram na mesma direção.

Os participantes elogiaram intensamente o evento, indicando que a edição de Imperatriz consolidou o projeto e reafirmou o propósito do presidente Othelino Filho, apoiado pelos membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

 

Yglésio Moisés se filia ao PROS, ganha a vaga de candidato e promete crescer na disputa

Yglésio Moisés já é o candidato do PROS à prefeitura de São Luís

O deputado estadual Yglésio Moisés já está filiado ao PROS e lançado informalmente candidato à Prefeitura de São Luís pelo presidente do partido no Maranhão, deputado federal Gastão Vieira. Sua filiação ocorreu na quinta-feira (13), depois de uma intensa movimentação do parlamentar em busca de um abrigo partidário para concorrer à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Yglésio Moisés foi eleito para o parlamento estadual pelo PDT, tentou ser o candidato do partido à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Júnior, mas por uma série de circunstâncias e conveniências, foi preterido, ganhando, porém, do chefe maior do PDT no Maranhão, senador Weverton Rocha, autorização para procurar outro partido sem o risco de perder o mandato. Conversou demoradamente com o Solidariedade, mas o seu presidente, o suplente de deputado federal e secretário de Estado de Indústria e Comércio Simplício Araújo preferiu abrigar e lançar candidato o ex-juiz federal Carlos Madeira; manteve entendimentos com o PL do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, mas as negociações não prosperaram. Finalmente, encontrou ambiente favorável e receptivo no PROS, ganhando de cara a vaga de candidato, e com a vantagem de ter sido anunciado com declarações entusiasmadas do deputado Gastão Vieira. Médico respeitado e na iminência de se tornar advogado, Yglésio Moisés é um dos quadros mais preparados e atuantes da atual Assembleia Legislativa e promete ser um diferencial na disputa pela Prefeitura de São Luís.

São Luís, 15 de Fevereiro de 2020.

Flávio Dino articula bem e garante, sem traumas, espaço para as candidaturas de Duarte Jr. e Rubens Jr.  

 

Flávio Dino desarmou a bomba no PCdoB ao acomodar Duarte Jr. e Rubens Jr. na disputa de São Luís

A filiação do deputado estadual Duarte Júnior no Republicanos, em ato em Brasília com a presença do vice-governador Carlos Brandão, e prestigiado pelo comando nacional do partido, e uma comunicação do presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, via twitter, confirmando a pré-candidatura do deputado federal licenciado Rubens Júnior, atual secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, funcionaram como desfecho de uma novela de roteiro intenso que sacudiu os bastidores do partido do governador Flávio Dino por causa da  corrida à Prefeitura de São Luís. Aguardadas com forte expectativa por todos os grupos e pré-candidatos interessados na sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), as decisões envolvendo Duarte Júnior e Rubens Júnior foram fortemente influenciadas pelo Palácio dos Leões, uma vez que tiveram o aval explícito e público do governador Flávio Dino, que assim deu sinal de largada na corrida ao Palácio de la Ravardière.

Chamou a atenção o fato de que o governador Flávio Dino usou inteligência política e desarmou sem traumas um imbróglio que tinha grande potencial para produzir uma baita crise na base política e partidária do Governo. Depois de avaliar que, por uma ampla lista de motivos, Duarte Júnior não se encaixaria no perfil de candidato do PCdoB nessa disputa, o governador o estimulou a procurar novo pouso partidário – liberando-o para fazê-lo sem o risco de perder o mandato – que acabou sendo o Republicanos (ex-PRB), hoje o bastião partidário do vice-governador Carlos Brandão, sua figura maior. E no caso de Rubens Júnior, avaliou que ele tem a cara do PCdoB, dispondo, portanto, das credenciais políticas e ideológicas para falar com legítimo representante do partido e, por via de desdobramento, do Governo na guerra pela Prefeitura de São Luís.

Os movimentos do governador, do presidente do PCdoB e do vice-governador detonaram o embrião de crise sem perder seus quadros, mantendo-os em espaços destacados da aliança partidária que forma a base governista. Duarte Júnior vai para a disputa partidariamente confortável e sem o compromisso de poupar a administração municipal, mas também com o propósito de se tornar o adversário principal do candidato do Podemos, deputado federal Eduardo Braide, favorito disparado na preferência do eleitorado, segundo todas as pesquisas realizadas até aqui. Rubens Júnior, por seu turno, terá como candidato uma posição mais delicada, devendo usar tom forte em relação aos problemas da Capital, mas adotando um discurso mais moderado quanto aos oito anos da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Essas posturas, porém, vão depender de como se comportará o candidato do ou apoiado pelo PDT, que, tudo indica, será o deputado estadual Neto Evangelista (DEM).

Quando partiu para resolver de vez a equação que agitava os bastidores do PCdoB, o governador Flávio Dino que não enxergou outra solução satisfatória se não abrir caminho para Duarte Júnior e Rubens Júnior. Se optasse por tirar Duarte Júnior do páreo, estaria cometendo o grave erro de sufocar os passos iniciais de uma das mais consistentes promessas da nova geração política do Maranhão, um político com brilho próprio e com um enorme potencial de crescimento, e que, travado, poderia se tornar um quadro insatisfeito e até mesmo incômodo na engrenagem governista. A opção de dar a Rubens Júnior a vaga de candidato do PCdoB seguiu a mesma lógica: trata-se de um quadro atuante, correto, leal, dedicado e, mesmo sem os traços de fenômeno eleitoral, tem potencial para resolver situações mais complexas e abrangentes no futuro. É saudável para ambos vivenciar uma disputa majoritária agora, independentemente de qual venha a ser o desfecho da eleição.

Ao resolver a equação dentro do PCdoB, criando as condições para as candidaturas do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) e do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), o governador Flávio Dino conteve a agitação e o disse-me-disse na sua base e pautou, finalmente, a corrida para a Prefeitura de São Luís, sinalizando que pretende usar todo o seu arsenal político para manter o Palácio de la Ravardière alinhado ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Sob o comando de Othelino Neto, “Assembleia em Ação” chega à Região Tocantina

Othelino Neto comandará amanhã o “Assembleia em Ação” em Imperatriz

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) desembarca hoje em Imperatriz para comandar, amanhã (14), a quarta edição do projeto “Assembleia em Ação” cujo objetivo é “promover a troca de conhecimentos e experiências entre o Legislativo Estadual e as Câmaras de Vereadores e aproximar, cada vez mais, a Assembleia dos municípios, da classe política e da sociedade, para que a população conheça melhor o que é produzido no Parlamento Estadual”.

Trata-se de uma iniciativa inovadora se comparada com muitas outras que foram colocadas em prática. O “Assembleia em Ação” tem como base a transmissão de informações essenciais para enriquecer o funcionamento das casas legislativas. Como evento, tem servido também como espaço de debate de problemas regionais, a começar pelo fato de que o público maior é formado por vereadores de municípios que integram a Região Tocantina, que abrange 23 municípios cujas populações somadas alcançam mais de 700 mil pessoas. Vale lembrar que o “Assembleia em Ação já foi realizado em Balsas (Região Sul), Timon (Região Leste) e Trizidela do Vale (Região Central), alcançando cerca de 70 municípios e uma população superior a 1 milhão de habitantes.

E Imperatriz, o evento será realizado no auditório do Hotel Imperial e será aberto às 9 horas com uma palestra do presidente Othelino Neto. A partir de então, às 9:30h o diretor geral da Mesa Diretora da Alema, Bráulio Martins, e o consultor legislativo de Direito Constitucional, Anderson Rocha, palestram sobre processo legislativo, mostrando como funciona o Poder Legislativo, suas atribuições e a importância das suas decisões na vida da população. Às 10h15, palestra com o tema “Eleições 2020: as mudanças na legislação eleitoral” será ministrada pelo diretor de Administração da Assembleia, Antino Noleto.

Após as palestras, o evento será aberto a pronunciamentos e debates, normalmente com a participação de deputados da região, que aproveitam o espaço para denunciar problemas e cobrar soluções, o mesmo fazendo prefeitos e vereadores. Os debates e pronunciamentos iniciam às 11h com encerramento previsto para o meio-dia.

Em todas as edições do evento, Othelino Neto informa os inúmeros projetos aprovados recentemente pela Casa, visando beneficiar os municípios maranhenses, sejam eles propostos pelos deputados ou mensagens encaminhadas pelo Poder Executivo, a exemplo da lei alterando o ICMS para beneficiar os setores da sociedade que mais precisam, com a redução do ICMS sobre o gás de cozinha (que era de 18% e passou para 14%), benefícios fiscais a taxistas, reativação do programa Moto Legal, e diversos outros projetos. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa)

 

Fora da disputa pela Prefeitura, o vice Júlio Pinheiro deve ser candidato a vereador

Júlio Pinheiro (d): parceiro leal de Edivaldo Holanda Júnior, deve ir para a Câmara Municipal

O vice-prefeito Júlio Pinheiro, que comanda o Diretório do PCdoB em São Luís, também usou o twitter para comunicar a confirmação do deputado federal Rubens Júnior como pré-candidato do partido à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Com o gesto, o vice-prefeito dá adeus definitivo ao projeto de sair candidato do PCdoB à sucessão do prefeito, de quem tem sido um aliado forte e leal, várias vezes escalado para missões espinhosas, como a de dialogar com servidores, principalmente os da área de educação. Definitivamente fora da corrida sucessória, Júlio Pinheiro deverá renunciar à condição de vice-prefeito para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de São Luís, com cacife para sair das urnas com boa votação. Professor de carreira e com larga experiência da área sindical, Júlio Pinheiro é um político forjado nas fileiras do PCdoB, considerado por muitos como um dos quadros de proa do governador Flávio Dino, principalmente por sua proximidade do presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry.

São Luís, 13 de Fevereiro de 2020.

 

Imperatriz, São José de Ribamar e Caxias serão palcos de embates duros por prefeituras

 

Assis Ramos, Marco Aurélio, Ildon Marques e Sebastião Madeira devem disputar em Imperatriz; Eudes Sampaio e Jota Pinto agitam São José de Ribamar, e Fábio Gentil, Adelmo Soares e César Sabá embate eleitoral em Caxias

Enquanto as forças políticas e partidárias de São Luís ainda se encontram mergulhadas em articulações para definir o quadro de candidatos à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), em Imperatriz, São José de Ribamar e Caxias, três dos cinco maiores e mais importantes municípios maranhenses, colégios eleitorais que abrigam perto de mais de 350 mil eleitores, já estão com os seus quadros de candidatos formatados, faltando pouco para o desenho definitivo da disputa. São três centros decisivos da política maranhense, com forte influência sobre os municípios que os orbitam. O que acontece em Imperatriz tem repercussão em pelo menos 15 municípios que a cercam. O mesmo ocorre com Caxias, cujos eventos políticos produzem desdobramentos em mais de uma dezena de municípios do Leste maranhense. O embate político em São José de Ribamar também repercute em toda a Ilha de Upaon Açú e na região metropolitana, incluindo São Luís. Na disputa que se aproxima, esses três importantes polos políticos têm em comum o fato de que os três prefeitos – o de Imperatriz, Assis Ramos (DEM), o de Caxias, Fábio Gentil (PRB) e o de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB) estão em busca da reeleição, o que torna mais intensas a corrida pelo voto nessas três unidades maranhenses.

Segundo maior colégio eleitoral do Maranhão, com 162,4 mil eleitores aptos a votar em 2018, número que pode chegar a 170 mil para as eleições deste ano, Imperatriz tem o quadro da disputa pela Prefeitura praticamente definido. Ali, o cenário até o momento mostra o prefeito Assis Ramos (DEM) candidato à reeleição, tendo como principal adversário até agora o deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB). O ex-prefeito Ildon Marques (PSB) mantém seu projeto de candidatura em banho maria, devendo tirá-lo somente em abril, quando decidirá se será ou não candidato. Na mesma linha encontra-se o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB), que ainda não bateu martelo sobre entrar ou não na corrida. Outros nomes poderão se apresentar, mas todas as avaliações feitas até aqui indicam que o prefeito Assis Ramos enfrentará mesmo o deputado Marco Aurélio e, muito provavelmente, o ex-prefeito Ildon Marques. A pesquisa mais recente, feita pelo instituto Econométrica, apontou Marco Aurélio na dianteira, Ildon Marques em 2º e Assis Ramos em 3º, seguido do tucano Sebastião Madeira em 4º. Observadores tocantinos disseram à Coluna que o cenário só será mesmo definido quando Ildon Marques e Sebastião Madeira se posicionarem.

No outro extremo do Maranhão, mais precisamente na Ilha de Upaon Açu, uma guerra eleitoral vai sacudir São José de Ribamar, com mais de 100 mil eleitores, e onde o prefeito petebista Eudes Sampaio, que assumiu o cargo após a renúncia do prefeito Luís Fernando Silva, já bateu martelo como candidato à reeleição. Terá como adversário mais forte o ex-deputado Jota Pinto, recém lançado pelo PDT, para onde retornou após mais de uma década entrando e saindo de diversas legendas. Ali, a disputa será entre os dois grupos que controlam politicamente a Cidade do Padroeiro. De um lado está Luís Fernando Silva, a senadora Eliziane Gama (Cidadania), o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB) e o deputado federal Gastão Vieira (PROS) mobilizados em torno de Eudes Sampaio. Do outro, Jota Pinto terá o apoio do senador Weverton Rocha, o todo-poderoso comandante do PDT maranhense, e dos Cutrim – o deputado federal Gil Cutrim, o deputado estadual Glaubert Cutrim e o conselheiro do TCE Edmar Cutrim, os três últimos especialmente empenhados em derrotar Luís Fernando Silva e seu grupo. Há quem preveja São José de Ribamar como campo de uma verdadeira guerra pelo voto.

Finalmente Caxias, um dos bastiões políticos mais importantes do Maranhão, onde estão quase 100 mil votos. Ali, o quadro da disputa foi desenhado na semana passada, o bem avaliado prefeito Fábio Gentil (PRB) vai em busca da reeleição tendo como oponente o deputado estadual Adelmo Soares (PCdoB), lançado com o apoio do Grupo Coutinho, que reúne PDT e PSB e apresentou a vereadora Taís Coutinho (PSB) como candidata a vice. Político experiente e hábil, o prefeito Fábio Gentil terá como vice Paulo Marinho Júnior, que já era seu vice, renunciou ao cargo para assumir mandato na Câmara Federal, mas voltará ao posto na convenção do partido, em junho. Na avaliação de muitos observadores, será um confronto de peso, que testará, ao mesmo tempo, o cacife do prefeito Fábio Gentil, que derrotou o grupo em 2016, e o da deputada Cleide Coutinho, que assumiu a liderança do grupo após a morte do deputado Humberto Couto. Além dos dois, corre por fora, como uma terceira via, o empresário César Sabá, lançado na semana passada como o novo líder do MDB e candidato do partido à Prefeitura da Princesa do Sertão.

Esses três cenários devem ser movimentados por confrontos que produzirão desfechos imprevisíveis.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sarneysistas desgarrados podem se juntar em torno de Adriano Sarney

Adriano Sarney 

Ganha corpo nos diversos segmentos do que já foi o Grupo Sarney a tese segundo a qual MDB, PSC, PSD se juntem em torno da candidatura do deputado estadual Adriano Sarney (PV) à Prefeitura de São Luís. Os defensores do projeto avaliam ser perda de tempo lançarem candidatos próprios, que não chegarão a lugar algum. Essas mesmas vozes acham que o caminho é fazer um grande esforço, superar as profundas divergências que distancia, por exemplo, o MDB do PV, que está distanciado do PSD e do PSC. O deputado estadual Adriano Sarney não é o candidato preferido do deputado Roberto Costa, hoje a voz mais influente do MDB. Também não conta com a simpatia do deputado federal Aluísio Mendes, que comanda o PSC maranhense, nem do deputado federal Edilázio Júnior, atual manda-chuva do PSD no estado. Há quem afirme que as divergências são superáveis e que o projeto pode ser viabilizado numa mesa redonda em que a conversa seja franca. A maior dificuldade é que Aluísio Mendes e Edilázio Júnior estudam levar, respectivamente, o PSC e o PSD para o projeto de candidatura do deputado Eduardo Braide (Podemos), enquanto o MDB tenta encontrar meios de lançar candidato próprio, de preferência a ex-governadora Roseana Sarney, que por sua vez torce pela revitalização do grande grupo partidário que comandou por mais de duas décadas.

 

Tadeu Palácio poderá disputar uma cadeira na Câmara Municipal de São Luís

Tadeu Palácio 

O ex-prefeito Tadeu Palácio (PSL) ainda não abandonou a ideia de tentar retornar ao Palácio de la Ravardière. Mas há quem diga que ele começa a pensar na possibilidade de voltar à Câmara Municipal, onde iniciou sua carreira e onde permaneceu por três mandatos até ser ungido candidato a vice na chapa do prefeito Jackson Lago (PDT), em 1988, projeto que lhe abriu caminho para ser prefeito em 2002 e se reeleger em turno único em 2004. Dedicado à Oftalmologia desde que deixou a Prefeitura na poeira do fracasso retumbante que foi o seu projeto de eleger o ex-deputado Clodomir Paz em 2008. É verdade que são apenas especulações que circulam o meio político, mas é verdade também que suas chances de brigar por uma cadeira na Câmara de São Luís são bem maiores do que tentar chegar ao Palácio de la Ravardière de novo.

São Luís, 12 de Fevereiro de 2020.

Encontro com Eliziane Gama e Márcio Jerry sinaliza que Edivaldo Holanda Jr. terá peso decisivo na guerra sucessória

 

Edivaldo Holanda Júnior entre Eliziane Gama e Márcio Jerry: prestígio em alta e força política para comandar forças aliadas na corrida à sua própria sucessão em São Luís

Uma fotografia feita ontem no gabinete principal do Palácio de la Ravardière agitou os nichos da especulação nos bastidores da sucessão na Capital. A imagem registra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) emoldurado pela senadora Eliziane Gama, que tem hoje palavra final sobre os rumos do Cidadania, e o deputado federal Márcio Jerry, comandante em chefe do PCdoB no Maranhão. Pela ótica do jornalismo factual, a imagem registra os três após a entrega de 18 novas ambulâncias para o Samu, compradas com recursos de emendas destinadas por Eliziane Gama e por Márcio Jerry para São Luís. Mirado pela ótica política, o registro fotográfico sugere uma soma de forças que poderá moldar um projeto de aliança partidária consistente e viável para disputar a Prefeitura da Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade nas eleições deste ano. E nesse caso, a imagem também estimula a interpretação a de que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que até aqui tem mantido silêncio obstinado sobre sua própria sucessão, terá participação decisiva no desfecho que as urnas da Capital produzirão em outubro.

O trio de líderes da fotografia sugestiva tem, cada um a seu modo, poder de fogo para influir forte e até mesmo decisivamente na sucessão municipal. A senadora Eliziane Gama é hoje uma voz de importância destacada na bancada maranhense no Congresso Nacional, e além disso, tem uma base respeitável em São Luís, que poderá liderar no apoio a um candidato a prefeito. O deputado Márcio Jerry comanda hoje o maior partido do Maranhão, com poder de fogo para nortear boa parte do eleitorado da Capital na direção de um candidato próprio ou da aliança. Eliziane Gama têm cacife para, se quiser, sair momentaneamente da zona de conforto senatorial e entrar na corrida à Prefeitura, podendo ser um diferencial na disputa. Márcio Jerry é detentor da mesma condição: se viesse a decidir ser o candidato do PCdoB em São Luís, só seria impedido por uma decisão contrária do governador Flávio Dino.

Nesse contexto, a situação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior será mais ou menos influente dependendo das decisões que vier a tomar na corrida à sua sucessão. Em fim de mandato – está no comando municipal há sete anos -, e sem a imposição de deixar o cargo para disputar votos agora, e ainda com a vantagem excepcional de estar melhorando progressivamente na avaliação da opinião pública, Edivaldo Holanda Júnior encontra-se numa posição política ao mesmo tempo confortável e perigosa. Confortável porque, do alto de uma boa gestão e do prestígio político dela decorrente, reúne as condições necessárias para coordenar um movimento com substância para embalar uma candidatura. E perigosa por que parte grande do seu futuro político será desdobramento do resultado dessa eleição.

Edivaldo Holanda Júnior sabe que, independentemente de qual venha ser o grau da sua participação na campanha, se um candidato da aliança dinista for para o segundo turno com o candidato do Podemos, Eduardo Braide, favorito até aqui, como está sendo desenhado, e vencer a eleição, grande parte da vitória será creditada na sua conta, o que alargará o seu horizonte político. Mas se esse candidato for derrotado, não há a menor dúvida de que a derrota e suas consequências serão igualmente debitadas na sua conta, com efeitos danosos no seu futuro político. Daí ser lógico supor que o silêncio de agora é estratégico, devendo ser quebrado no momento em que ele assumir a condição de coordenador do processo, conforme acertado com o governador Flávio Dino.

A imagem registrada ontem no gabinete principal do Palácio de la Ravardière tem tudo a ver com a corrida sucessória na Capital, só que nenhum dos três é candidato. A leitura correta é a de que a senadora Eliziane Gama e o deputado federal Márcio Jerry terão participação maiúscula numa guerra eleitoral em que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior terá peso decisivo.

 

PONTO e CONTRAPONTO

 

Nascida de um zum-zum de palanque, candidatura de Pedro Lucas não resistiu dois dias

Pedro Lucas: candidatura efêmera, decisão sensata

Não durou mais que dois dias, com uma longa noite no meio, o zum-zum que incluiu deputado federal Pedro Lucas Fernandes (PTB) na corrida à Prefeitura de São Luís. A “pré-candidatura” foi inventada na manhã de sábado, num palanque em São José de Ribamar, onde a cúpula do PTB e líderes de outros partidos, lançavam a candidatura do prefeito Eudes Sampaio à reeleição. Durante o empolgado discurso do deputado em apoio ao projeto do prefeito petebista, alguém sugeriu, numa conversa paralela, que Pedro Lucas Fernandes poderia ser candidato a prefeito de São Luís. E na conversa foram lembradas credenciais que fazem dele um nome talhado para o cargo: é ludovicense da gema, pertence a uma família de políticos com larga vivência na cidade, seu pai (o atual suplente de senador Pedro Fernandes) foi vereador por vários mandatos e secretário de Obras da Capital, seu tio (Manoel Ribeiro) foi vereador por vários mandatos, presidiu a Câmara várias vezes e foi prefeito por alguns dias, e ele próprio foi vereador e comandou a Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano antes de se eleger deputado federal.

Como um rastilho de pólvora, o zum-zum deixou o palanque de São José de Ribamar, correu no meio político, alcançou rapidamente a blogosfera e as colunas de jornais, mas com a mesma rapidez perdeu força. O deputado Pedro Lucas Fernandes, é claro, gostou imensamente de ter sido lembrado, ensaiou um movimento do tipo “vou pensar no assunto”, mas a verdade é que não está nos seus planos ser candidato a prefeito de São Luís neste momento. Primeiro porque, além de presidir o PTB no Maranhão, ele acabou de ser reeleito líder da bancada do PTB na Câmara Federal, posição que o mantém, agora com mais força, no altíssimo clero da Câmara Federal, com meios para projetar seu futuro político com mais cuidado e consistência. Não seria, portanto, por um impulso causado por uma conversa de palanque que ele dividiria a liderança do PTB com uma desgastante e imprevisível guerra pela Prefeitura de São Luís. Daí não surpreender que o zum-zum tenha perdido força tão rapidamente.

 

Duarte Júnior e Yglésio Moisés, exemplos de que a política às vezes atropela a lógica

Duarte Jr. e Yglésio Moyses bons quadros liberados por seus partidos

Os deputados estaduais Duarte Júnior e Yglésio Moisés deixaram seus partidos, o PCdoB e o PDT, respectivamente, em busca de outras legendas para disputar a Prefeitura de São Luís. O primeiro deve desembarcar no Republicanos (ex-PRB), controlado no maranhão pelo deputado federal Cléber Verde e que tem como estrela principal o vice-governador Carlos Brandão, pré-candidato assumido à sucessão do governador Flávio Dino. O segundo ainda faz mistério sobre a legenda que vai abrigá-lo, prometendo revelá-la até sexta-feira. Tudo certo, os dois estão partidariamente resolvidos e serão candidatos à Prefeitura de São Luís, com possibilidade de serem diferenciais numa disputa difícil.

O que é difícil de entender é como o PCdoB e o PDT, que não dispõem de nomes com peso eleitoral na Capital, correndo o risco de serem coadjuvantes nessa corrida, abrem mão de dois quadros com elevada qualificação técnica, saudável vontade política e visível potencial de crescimento eleitoral. São coisas da política, que por mais explicadas que sejam, não se encaixam facilmente na compreensão do observador comum.

São Luís, 11 de Fevereiro de 2020.

Fora da disputa, Roseana está entre o projeto do MDB e as candidaturas de Adriano Sarney e Eduardo Braide

 

Se não apoiar o projeto do MDB, Roseana Sarney poderá abraçar a candidatura de Adriano Sarney ou a de Eduardo Braide na corrida à Prefeitura de São Luís

Já são favas contadas que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) não será mesmo candidata à Prefeitura de São Luís. A grande indagação agora é sobre qual o caminho que ela seguirá levando seus mais de 10,9% de intenções de voto – segundo pesquisa do DataIlha, embora muitos observadores garantam que o cacife eleitoral dela é bem maior. Os rumores que circulam nos bastidores políticos indicam que ela poderá, ou não, apoiar o candidato que vier a ser lançado pelo MDB; que ela caminha para declarar apoio à candidatura do sobrinho, deputado estadual Adriano Sarney, pelo PV, tentando levar o MDB para uma composição com ele; e que ela poderá ficar distanciada do processo apoiando a candidatura do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) por debaixo dos panos. A ex-governadora, porém, se mantém em silêncio, observando a movimentação à distância, sem querer se envolver diretamente nessa fase inicial das articulações, aguardando o momento certo de entrar em cena, para dizer o que pensa e como vai se posicionar.

Os três caminhos produzidos pelas especulações fazem todo sentido, e cada um deles se encaixa no perfil político de Roseana Sarney. Sua relação com o MDB, comandado pelo ex-senador João Alberto e que tem como homem forte o deputado estadual Roberto Costa, viveu uma fase de furacões, trovoadas, tapas e beijos, mas as tensões se acalmaram e uma nova lua de mel começou em dezembro passado, quando a cúpula emedebista, com a presença do presidente nacional do partido, deputado federal Baleia Rossi, a lançou candidata do partido à Prefeitura de São Luís numa grande festa partidária. Ela ficou balançada, mas logo caiu na real, avaliou o cenário, descobriu que poderia entrar numa fria e, mesmo sem declarar formalmente, já decidiu que não será candidata. Tanto que o MDB já procura um candidato para lançar em breve, trabalhando para que ela participe da escolha. O problema é se ela apoiará o candidato emedebista, pois dentro do partido existe a avaliação segundo a qual, com ela, o escolhido terá alguma chance, mas sem ela, o horizonte da candidatura do MDB será curto.

Nas conversas de bastidor é dominante a impressão de que Roseana Sarney apoiará a candidatura do sobrinho Adriano Sarney. Por várias razões. A primeira é que não passa pela cabeça do ex-presidente José Sarney a ideia de que sua filha não apoie a candidatura do seu neto. Depois, o projeto de Adriano Sarney foi alinhavado com o pai, o ex-deputado federal Sarney Filho, hoje secretário de Meio Ambiente de Brasília, onde, tudo indica, fincará estaca política. Depois do desastre eleitoral de 2018 em que ambos foram duramente derrotados – ela para o Governo e ele para o Senado -, é altamente improvável que ela se negue a apoiar o sobrinho, mesmo avaliando que as chances de sucesso nas urnas são limitadas, a julgar pelo peso dos demais pré-candidatos. Há quem diga que ela já estaria começando a trabalhar no sentido de aproximar Roberto Costa de Adriano Sarney com o objetivo de juntar PV e MDB em torno da candidatura do parlamentar verde. São muitas as resistências, principalmente no MDB, mas nada que não possa ser superado num acordo bem amarrado com o aval da ex-governadora.

Finalmente, a hipótese de Roseana Sarney se distanciar do MDB e do PV para apoiar discreta – ou abertamente – a candidatura do deputado federal Eduardo Braide é uma possibilidade real. Ontem, numa roda plural de conversa sobre a pesquisa do DataIlha, foi quase unânime a impressão de que, sem ela na disputa, os 10,9% de intenções de voto que recebeu serão em sua maioria transferidos para o candidato do Podemos. Eduardo Braide nasceu politicamente e se elegeu deputado estadual em 2014 na banda rebelde do Grupo Sarney, foi homem forte na base parlamentar do governador Flávio Dino (PCdoB), mas logo ficou claro que nada o identifica com a esquerda, mesmo a democrática representada hoje pelo governador do Maranhão. Nada de excepcional, portanto, numa eventual aproximação dele com a ex-governadora e seu grupo. O problema, nesse caso, é que para apoiá-lo, ela terá de virar as costas para o MDB e para o sobrinho, se não conseguir levar os dois para a órbita do candidato do Podemos.

O fato é que, mesmo sem ser candidata, do alto da sua trajetória eleitoral bem-sucedida, apesar das duas derrotas que sofreu – 2006 para Jackson Lago (PDT) e para Flávio Dino em 2018 -, Roseana Sarney poderá ter um papel destacado na guerra pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Mas com o sentido na corrida ao Governo do Estado em 2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

DataIlha: 74,4% dos eleitores de São Luís não tem candidato à sucessão de Flávio Dino

Na pesquisa em que investigou as preferências do eleitorado de São Luís em relação à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o Instituto DataIlha também sondou os entrevistados sobre nomes para a sucessão do governador Flávio Dino, em 2022. A sondagem foi feita espontaneamente – sem a apresentação de nomes – e o resultado foi surpreendente: 74,4% não responderam ou disseram que ainda não sabem em quem votar. Os 25,6% que se manifestaram afirmativamente pulverizaram suas preferências entre nada menos que 32 nomes, divididos em dois times, o dos que foram citados por mais de 1% das preferências e o dos que receberam menos de 1%.

O primeiro time, com seis nomes, é liderado pela ex-governadora Roseana Sarney (8,6%), seguida de Eduardo Braide (5,8%), Flávio Dino (1,3%), Duarte Junior (1,2%), Wellington do Curso (1%) e Edivaldo Holanda Júnior (1%). Esse resultado evidencia claramente que os entrevistados se manifestaram motivados pela corrida para a Prefeitura de São Luís.

Também fortemente influenciado pela disputa na Capital, o segundo time, com 26 citados por menos de 1%, é formado pelos seguintes nomes: Josimar de Maranhãozinho (0,8%), Maura Jorge (0,8%), Weverton Rocha (0,7%), Bira do Pindaré (0,4%), Roberto Rocha (0,3%), Jeisael Marx (0,2%), Juiz Madeira (0,2%), Rubens Jr. (0,2%), Jefferson Portela (0,2%), Tadeu Palácio (0,2%), Neto Evangelista (0,2%), Edson Lobão (0,2%), Domingos Paes (0,2%), Felipe Camarão (0,2%), Mical Damasceno (0,2%), Eliziane Gama (0,2%), Lobão Filho (0,1%), Carlos Brandão (0,1%), Luís Fernando (0,1%), Monteiro (0,1%), Expedito (0,1%), Ana do Gás (0,1%), Astro de Ogum (0,1%), Othelino Neto (0,1%), Cleber Verde (0,1%), Renato Dionísio (0,1%) e Edilázio (0,1%).

Em Tempo: A pesquisa DataIlha está registrada sob MA-01492/2020, ouviu 980 eleitores em 40 bairros de São Luís entre os dias 29 e 31 de janeiro. Tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3,3%.

 

PTB apoia Eudes Sampaio contra a investida do PDT com Jota Pinto na guerra em São José de Ribamar

Eudes Sampaio tem o apoio de Pedro Lucas Fernandes e Luis Fernando Silva, enquanto Jita Pinto é apoiado por Weverton Rocha e a família Cutrim na disputa em São José de Ribamar

O PTB realizou ontem um grande ato para lançar a candidatura do prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, à reeleição. A mobilização do partido em torno do prefeito Eudes Sampaio é uma indicação forte de que a Prefeitura da Cidade do Padroeiro será disputada numa guerra sem trégua. De um lado estará o PTB com o apoio do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, e do seu pai, o suplente de senador Pedro Fernandes, e o grupo liderado pelo ex-prefeito e atual secretário de Estado de Assuntos Estratégicos Luís Fernando Silva, em apoio ao prefeito Eudes Sampaio. Do outro lado estará o PDT, ali controlado pelos Cutrim – o deputado federal Gil Cutrim, o deputado estadual Glaubert Cutrim e o pai deles, o ex-deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Contas Edmar Cutrim, com o aval do senador Weverton Rocha, todos mobilizados em apoio à candidatura do ex-vereador ludovicense Jota Pinto. Outros partidos, como o MDB e o PCdoB, por exemplos, mas todas as evidências surgidas até aqui apontam para uma disputa acirrada entre o prefeito Eudes Sampaio e o suplente de deputado estadual Jota Pinto, motivada pelo confronto dos dois grupos.

São Luís, 9 de Fevereiro de 2020.

Pesquisa DataIlha mostra Braide em queda, mas ainda sem um adversário para enfrentá-lo de igual para igual

 

Eduardo braide, Duarte Jr., Jeisael Marx, Rubens Jr., Wellington do Curso, Bira do Pindaré, Neto Evangelista e Adriano Sarney: altos e baixos entre 16 pré-candidatos

Se a pesquisa DataIlha – contratada e divulgada pelo sempre bem informado blog do jornalista Clodoaldo Corrêa – expressar, de fato, o que está pensando o eleitorado de São Luís sobre os aspirantes à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), os números anunciados devem funcionar como forte sinal de alerta amarelo para os mais bem posicionados, a começar pelo líder na preferência dos eleitores, deputado federal Eduardo Braide (Podemos). Os percentuais são surpreendentemente baixos, o que à primeira vista pode ser explicado pela espantosa quantidade de nomes (16) submetidos ao crivo dos 908 entrevistados, causando uma pulverização nas escolhas. Uma avaliação cuidadosa dos números recomenda a atenção dos observadores para seis percentuais: os 38,8% de Eduardo Braide, os 10,9% de Roseana Sarney (MDB), os 7,9% do deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB), os 3,6% de Jeisael Marx (Rede), os 2% do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) e 18,5% que representam a soma dos que não souberam ou não quiseram responder com os que disseram que não votarão em nenhum deles ou anularão seus votos.

O percentual mais surpreendente são os 38,8% dados a Eduardo Braide, à medida que confirma a tendência de queda sua posição na comparação com as pesquisas feitas de alguns meses para cá.  Nas primeiras, divulgadas em meados do ano passado, Eduardo Braide chegou a aparecer com 58% das intenções de voto, o que, feitas as contas, ele já teria perdido cerca de 20% das intenções de voto. De lá para cá, nenhum levantamento o apontou em crescimento ou pelo menos estabilizado numa posição confortável. Mesmo confirmando sua liderança, a informação do DataIlha não é uma boa notícia para o candidato do Podemos. A oito meses da eleição, Eduardo Braide parece sofrer um processo de desidratação, que ele precisa sustar imediatamente, sob pena correr sérios riscos na corrida ao Palácio de la Ravardière.

Nem tudo é má notícia para Eduardo Braide: os candidatos que o ameaçavam também desidrataram. Mais: a candidatura de Roseana Sarney (DB) evaporou, e os 10,9% a ela dados na pesquisa serão redistribuídos e provavelmente boa parte desses poderá beneficiá-lo. A pesquisa confirmou o deputado Duarte Júnior na terceira colocação, mas o tirou do patamar dos dois dígitos, com 7,9%, podendo reagir quando encontrar um partido e se tornar candidato para valer. Por outro lado, a pesquisa sinalizou crescimento expressivo do candidato da Rede, jornalista Jeisael Marx, que saiu do zero para alcançar 3,6%, à frente de nada menos que 12 dos 16 nomes incluídos no levantamento. A pesquisa também causa a impressão de que, agora sem a sombra de Duarte Júnior no PCdoB, Rubens Júnior, com seus 2%, dá sinais de que saiu da inércia e começa a se movimentar. E nesse cenário, o dado a ser levado em conta é que a pesquisa encontrou 18,5% de eleitores rebeldes e indecisos, exército a ser seduzido pelos aspirantes em movimento.

Chama a atenção, por outro viés, os magros percentuais dados ao candidato do PSB, Bira do Pindaré (2,9%), ao representante do DEM, Neto Evangelista (2,8%), ambos via de regra bem votados em São Luís, e ao concorrente do PV, Adriano Sarney (0,8). A pesquisa também serviu para avisar ao ex-juiz federal Carlos Madeira (SD), que aparece com 0,4%, de que a seara política, principalmente no que respeita a eleições, é furta-cor, movediça e traiçoeira para principiantes. Ao mesmo tempo, pode ser cruel com concorrentes calejados, como o ex-prefeito Tadeu Palácio (PSL), que com 1,8% das intenções de voto, preferirá continuar no exercício da medicina. Por seu turno, o deputado Yglésio Moises (0,5%) precisa justar rapidamente sua caminhada. Curiosa é a posição do deputado Wellington do Curso, que se mantém na quarta posição.

Muitos apontarão a pesquisa DataIlha como mais um levantamento da fase inicial da pré-campanha à Prefeitura de São Luís. Mas não há dúvida de que ela veio para chacoalhar os aspirantes, a começar pelos que aparecem com potencial de crescimento, e avisá-los de que está na hora do aquecimento.

Em Tempo: A pesquisa DataIlha foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-01492/2020, e a coleta dos dados foi realizada nos dias 29 a 31 de Janeiro 2020, ouvindo 980 eleitores em 40 bairros, tendo um intervalo de confiança de 95 %, e margem de erro de 3,3%.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia aprova maior piso salarial do País para professores do Maranhão

Entre o líder governista Rafael Leitoa (PDT) e a líder do SD, Helena Duailibe, o presidente  Othelino Neto comandou a votação do aumento para professores

A partir desse mês o Maranhão consolidará de vez a posição de estado que melhor paga professor do ensino médio em todo o País, instituindo uma escala de vencimentos básicos que vai de R$ 3.179,48 para os que trabalham em regime de 20 horas semanais, e de R$ 6.358,96 para os que cumprem carga de 40 horas por semana. Esses vencimentos são a soma do piso salarial e a Gratificação de Atividade do Magistério (GAM).

Essa revolução salarial para o magistério foi possível com a aprovação, ontem, do Projeto de Lei 002/2020, proposto no dia 3 pelo governador Flávio Dino em cuja mensagem explica que a recomposição salarial dos professores varia entre 5% e 17,49%. Diante do apelo feito pelo governador Flávio Dino, argumentando que o Governo do Estado está preparado para implantar os novos salários já na folha de fevereiro, o presidente da Assembleia Legislativa, com o apoio dos líderes de bancadas, garantiu a tramitação em regime de urgência, tendo encaminhado ontem mesmo o projeto aprovado para a sansão do governador Flávio Dino. A chamada recomposição salarial beneficiará 45 mil professores, com impacto anual de R$ 198 milhões na folha de pagamento do Estado.

– Encaminhamos, hoje (ontem) mesmo, para a sanção do governador Flávio Dino, o projeto que reajusta o salário dos professores no Maranhão. O benefício, que chega ao magistério, soma-se aos outros investimentos do governo estadual na área da Educação. Investimentos esses que colocam o Maranhão entre os estados mais bem avaliados do país – destacou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB).

Com a aprovação do projeto, o vencimento-base mínimo dos professores (Professor III) com regime de trabalho de 20 horas semanais, somado à GAM (Gratificação de Atividade do Magistério), será de R$ 3.179,48. Já o vencimento dos professores com regime de trabalho de 40 horas semanais, acrescido da GAM, foi fixado em R$ 6.358,96. A aplicação dos reajustes às referências na carreira, o novo piso chegará a R$ 4.046,02 para os docentes que cumprem regime de trabalho, e de 20 horas semanais e de R$ 8.092,06 para os que cumprem a jornada de 40 horas semanais. Além disso, os professores contratados também passarão a receber o valor do novo piso nacional proporcional à jornada de 20 horas.

Com essa decisão política de redefinir o patamar salarial dos professores, o governador Flávio Dino entra para a História também por conta da revolução que seu Governo está fazendo na área de educação. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa).

 

Zé Inácio se dispõe a ser o candidato do PT em São Luís

Zé Inácio 

O deputado Zé Inácio anuncia sua disposição de se candidatar a prefeito de São Luís pelo PT. Uma boa iniciativa, a começar pelo fato de que tira o PT de uma espécie de isolamento a que se submeteu no cenário político de São Luís. Um dos quadros mais promissores do PT no Maranhão, Zé Inácio tem demonstrado tirocínio político. Ele próprio estabelece uma condição para ser candidato petista à sucessão do Edivaldo Holanda Júnior (PDT): o apoio integral e assumido do ex-presidente Lula, sem o qual não haverá candidatura em São Luís. Zé Inácio disputa a vaga de candidato majoritário do PT em São Luís com o deputado federal José Carlos Araújo, que também está se movimentando para ser o candidato do PT.

São Luís, 07 de Fevereiro de 2020.

PDT e DEM caminham para selar acordo em torno da candidatura de Neto Evangelista em São Luís

 

Weverton Rocha, Carlos Lupi, Neto Evangelista e Juscelino Filho: aliança em SL

É verdade que são ainda os primeiros movimentos e que a maioria dos seus protagonistas encontra-se ainda na condição de candidato a candidato, mas a julgar pelos últimos fatos – entre eles as entrevistas do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e a saída do deputado estadual Duarte Júnior do PCdoB, por exemplo -, a articulação PDT/DEM em torno da virtual candidatura do deputado estadual democrata Neto Evangelista ganha a aparência de favas contadas e dá a impressão de que a guerra pela Prefeitura de São Luís começa a definir seus exércitos. O encontro que reuniu ontem em Brasília Neto Evangelista, o deputado federal Juscelino Filho (chefe maranhense do DEM), o senador Weverton Rocha (senhor inconteste do PDT no Maranhão) e Carlos Lupi (presidente nacional do PDT) praticamente selou a aliança, dando origem a uma candidatura politicamente forte e com indiscutível potencial   eleitoral. É provável que essa parceria venha a incluir outras legendas, mas só a soma de PDT e DEM é suficiente para a realização de um projeto eleitoral que, no caso, está sendo desenhado para que as eleições municipais sejam o primeiro e decisivo passo de um objetivo político bem mais ambicioso.

A aliança PDT/DEM reúne quatro ingredientes essenciais para viabilizar um projeto de conquistar a Prefeitura de São Luís. O primeiro é o deputado Neto Evangelista como cabeça de chapa: jovem, ludovicense da gema, nascido e crescido na agitada seara política da Capital e hoje um político bem-sucedido. O segundo é a soma da força política e eleitoral do PDT com a estrutura do DEM, que gera uma chapa com capilaridade eleitoral, militância aguerrida e pode ganhar impulso com um bom tempo de campanha no rádio e na TV. O terceiro é o fato de a Prefeitura estar hoje sob o comando do segundo mais importante expoente do PDT no Maranhão, o bem avaliado prefeito Edivaldo Holanda Júnior. E o quarto é que tanto Neto Evangelista, quanto o PDT e o DEM e seus líderes são componentes importantes da grande aliança comandada no estado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o que para muitos é uma grande vantagem do ponto de vista político e eleitoral.

É claro que isso não significa que a fatura esteja liquidada. Muito ao contrário. O momento ainda é o dos arranjos para uma disputa está sendo desenhada para ser renhida, dura e de desfecho imprevisível.

Político jovem, mas já com a experiência de raposas como foi seu pai – o ex-vereador e ex-deputado estadual João Evangelista, que presidiu a Câmara de São Luís por dois mandatos e a Assembleia Legislativa também por dois mandatos –, Neto Evangelista sabe que, mesmo com o suporte político e logístico que a aliança PDT/DEM possa lhe dar, o sucesso da empreitada eleitoral vai depender muito, e decisivamente, do seu desempenho como candidato. Sua tarefa nesse processo será mostrar ao eleitorado que tem condições de transformar São Luís, e para isso terá de se mostrar mais competente mais confiável do que candidatos definidos e prováveis como Eduardo Braide, Rubens Júnior (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), Duarte Júnior (ainda sem partido), Jeisael Marx (Rede),Yglésio Moises (ainda sem partido), Adriano Sarney (PV) e Carlos Madeira (Solidariedade), todos aparentemente dispostos a jogar pesado para suceder ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

Num contexto mais amplo, a aliança PDT/DEM reserva a Neto Evangelista o desafio de conquistar espaço para o grande embate de 2022 envolvendo a sucessão do governador Flávio Dino, para o qual o chefe maior do PDT, senador Weverton Rocha, está se preparando com afinco, e isso inclui a eleição do maior número possível de prefeitos em outubro. E é evidente que o sucesso desse projeto depende muito – mas muito mesmo! – da eleição de um aliado fiel para a Prefeitura de São Luís. Neto Evangelista sabe disso, topou a parada e se repara para ir à luta.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Josimar de Maranhãozinho ignora pancadas de Gastão Vieira e reforça o PL com Paulo Marinho Jr.

Paulo Marinho Jr. e Josimar de Maranhãozinho emolduram o notório Waldemar Costa Neto. chefe absoluto do PL nacional 

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho não para. Ontem, menos de 24 horas depois de ter sido alvejado por bordoadas verbais do suplente de deputado federal no exercício do mandato Gastão Vieira, numa reação a suposta investida para controlar o braço maranhense do PROS, Josimar de Maranhãozinho roubou de novo a cena ao anunciar a filiação do vice-prefeito de Caxias, Paulo Marinho Jr., no PL, por ele controlado com mão de ferro no Maranhão. Não foi uma resposta a Gastão Vieira, mas uma demonstração de que sua ação objetivando ampliar o seu lastro político-partidário não tem limite.

O peixe fisgado ontem, em ato avalizado pelo chefão do partido, o notório ex-deputado federal paulista Waldemar Costa Neto, não é pouco coisa. Além do poder de fogo que representa como vice-prefeito de Caxias, o quarto maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, com larga chance de reeleição, ele é hoje o representante maior do grupo liderado na Princesa do Sertão e na região Leste por seu pai, o ex-prefeito e ex-deputado federal Paulo Marinho, que perdeu recentemente o controle do MDB no plano local.

Com a adesão de Paulo Marinho Jr. ao seu partido e, por via de desdobramento, ao seu projeto de disputar o Governo do Estado em 2022, Josimar de Maranhãozinho crava mais uma estaca na base do seu palanque. Ele já controle os braços maranhenses do PL e do Avante, dois deputados federais (Júnior Lourenço e Pastor Gildenemyr), quatro deputados estaduais (Detinha, sua mulher, Hélio Soares, Vinícius Louro e Leonardo Sá) e uma penca de prefeitos e vereadores, e parece disposto a aumentar esse cacife.

 

Othelino Neto e Thaíza Hortegal batem forte nas empresas que exploram o serviço de ferryboat

Othelino Neto e Thaíza Hortegal fazem duras críticas ao serviço de ferryboat no MA

O choque entre dois ferryboats, ocorrido terça-feira na Baía de São Marcos e que causou pânico em centenas de passageiros, entre eles crianças, repercutiu fortemente na Assembleia Legislativa, com manifestações enfáticas do presidente da Casa, deputado Othelino neto (PCdoB) e que tem fortes vínculos com a Baixada Ocidental, e a deputada Thaíza Hortegal (PP), que é representante política da região e que tem sido exercido vigilância atenta sobre o sistema de travessia. Os dois acusaram as empresas responsáveis de negligência e irresponsabilidade e pediram que o caso seja alvo de uma investigação isenta e urgente. Ele defendeu a mobilização dos usuários para evitar

– É um absurdo o que acontece, a forma como essas duas empresas tratam os consumidores, os usuários desse transporte – disparou. E lembrou: “Já cheguei a viver uma situação em que, uma vez embarcando com minha esposa e meus dois filhos, eles conseguiram embarcar minhas crianças e me deixar de fora do ferry, só para se ter ideia do nível de desrespeito com os usuários”. E acrescentou: “A travessia, que requer maior segurança aos passageiros, é realmente algo desalentador”. Por fim, defendeu a licitação para a contratação de novas empresas prestadoras desse serviço.

No mesmo tom, a deputada Thaíza Hortegal (PP), que é usuária frequente do serviço como representante da Baixada, disparou chumbo grosso contra as empresas que exploram o serviço de ferryboat no Maranhão: “Nós, que somos usuários desse transporte, não suportamos mais colocar as nossas vidas em risco, não aguentamos mais pagar por um preço que é o mais caro do Brasil e, ainda assim, o que tem a pior qualidade de serviço”.

São Luís, 06 de fevereiro de 2020.

Duarte Júnior deixa o PCdoB com aval de Flávio Dino para disputar a Prefeitura de São Luís

 

Mensagem de Flávio Dino confirmando a saída de Duarte Júnior do PCdoB em clima de tranquilidade

A decisão do deputado estadual Duarte Júnior de deixar o PCdoB e o gesto do governador Flávio Dino de liberá-lo sem risco de rebordosa ao seu mandato abriram caminho para que o partido e o parlamentar definam, enfim, os seus rumos na corrida à Prefeitura de São Luís. Duarte Júnior deixa a linha de fogo cruzado em que se encontrava na estranha condição de alvo preferencial de um implacável “fogo amigo”, para assumir de vez a condição de candidato irreversível a prefeito da Capital. O PCdoB, por seu turno, perde um dos   quadros mais promissores da nova geração, mas, ao mesmo tempo, se livra de uma pressão forte, podendo a partir de agora armar sem tensão o seu projeto para chegar, direta ou indiretamente, à Prefeitura de São Luís. E o detalhe mais interessante é que Duarte Júnior deixa o PCdoB com o aval do governador Flávio Dino, o que elimina a possibilidade de ele vir a tornar-se um adversário do Governo. A maneira cortês e fraterna com que Flávio Dino anunciou o desligamento de Duarte Júnior sinaliza com clareza que ele sai do partido, mas não sai do grupo. Tal situação ganha forma com a quase certeza de que o jovem parlamentar se filiará ao PRB, partido de base forte e que tem o vice-governador Carlos Brandão como principal referência.

A saída de Duarte Júnior do PCdoB foi decidida quando ele, embalado por uma eleição maiúscula para a Assembleia Legislativa, decidiu que seria candidato à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda (PDT). Seus primeiros movimentos no parlamento foram marcados por polêmicas, mas logo ficou claro que a pancadaria contra ele pareceu ter “efeito fermento em massa de bolo”. As reações na base governista e no grupo mais forte do partido aos seus movimentos indicaram, desde logo, que a convivência com o parlamentar seria difícil. E isso ficou mais evidente quando o governador Flávio Dino convocou o deputado federal Rubens Júnior para assumir a Secretaria das Cidades, um claro indicativo de que ele seria o candidato do PCdoB.

Parecia que a ideia seria deixar que os dois medissem força para, no momento apropriado, avaliar quem teria cacife para liderar uma chapa do PCdoB. O que se seguiu, no entanto, foi a consolidação de dois perfis que tornavam inviável escolher entre ambos os candidatos do PCdoB. Duarte Júnior manteve a musculatura eleitoral conseguida na eleição para deputado, aparecendo entre os três melhor posicionados nas pesquisas eleitorais feitas até aqui, mas, por outro lado, revelou-se perigosamente inexperiente em matéria de articulação política, conseguindo a proeza do quase isolamento dentro da base governista. Por sua vez, numa situação rigorosamente inversa, Rubens Júnior, um jovem político de quatro mandatos com votações crescentes, apoiado fortemente dentro da base governista, vem tendo o seu projeto de candidatura atingido fortemente pela falta de suporte eleitoral, com fraco desempenho nas pesquisas. Essa situação ganhou a forma de impasse, porque o desligamento de Duarte Júnior não garante que Rubens Júnior deslanchará, principalmente em meio à repercussão da saída do primeiro do partido.

Nos últimos dias, ao mesmo tempo em que se intensificaram os rumores de que Duarte Júnior sairia do PCdoB, começaram a circular no meio político o “zunzum” segundo o qual Rubens Júnior estaria também desativando seu projeto de candidatura. Ontem, após o governador Flávio Dino ter informado sobre a saída de Duarte Júnior do PCdoB, chamou a atenção o fato de que nenhuma voz do partido ou do grupo ter se manifestado em favor da candidatura de Rubens Júnior, o que reforçou em muitos a impressão de que o partido comandado pelo deputado federal Márcio Jerry buscará uma terceira via.

Ao deixar o PCdoB – que, vale observar, nunca pareceu ser a sua praia ideológica -, o deputado Duarte Júnior está livre para entrar de vez na briga pelo Palácio de la Ravardière. Ele certamente já tem maturada a avaliação de que uma candidatura a prefeito de São Luís não tem futuro sem uma base política ampla, e o exemplo mais eloquente disso é que o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), que as pesquisas apontam como líder disparado, está se movimentando intensamente em busca de um lastro político, exatamente por sabe que sem isso corre o risco de um isolamento fatal. Num partido mais flexível, como o PRB, o jovem deputado poderá mostrar que tem talento e competência para inflamar o potencial eleitoral e se tornar, de fato, um candidato competitivo. Isso porque já provou que tem de sobra um ingrediente essencial nesse jogo: ousadia.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Josimar de Maranhãozinho não terá controle do PROS e é repreendido por Gastão Vieira

Josimar de Maranhãozinho tentou tentou controlar o PROS, mas foi enquadrado por Gastão Vieira

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho, tropeçou feio na sua corrida para se consolidar como colecionador de partidos – já manda no PL e no Avante – ao tentar incluir o braço maranhense do PROS na sua coleção. O problema é que ele calculou mal, não levando em conta o fato de que, além de não ser uma legenda de aluguel e não estar à venda, a secção do PROS no Maranhão é comandada pelo deputado federal Gastão Vieira, um dos políticos mais esclarecidos e coerentes do País. Embalado pelo projeto de se eleger governador, Josimar de Maranhãozinho tomou o controle do então PR, hoje PL, do suplente de deputado federal Davi Alves Silva Filho, cria do famoso e temido ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-prefeito de Imperatriz Davi Alves Silva, assassinado durante a corrida eleitoral de 1994. Andou rondando o PSL, mas encontrou ali um cacique tarimbado, o vereador Chico Carvalho. Em seguida, jogou pesado e tirou o Avante do controle de Hilton Gonçalo, prefeito de Santa Rita, que controla também as prefeituras de Bacabeira, comandada por sua mulher, Fernanda Gonçalo, e de Pastos Bons, comandada por sua irmã Iriane Gonçalo, liderando também o deputado federal temporário Elizabeth Gonçalo e o deputado estadual também temporário Ariston Ribeiro. Tentou abarcar o PSC, mas o deputado federal Aluísio Mendes não deixou.

No caso na investida sobre o PROS, além de não conseguir o intento partidário, ainda foi duramente alvejado pelo seguinte comentário de Gastão Vieira: “Ao contrário das informações plantadas pelo megalomaníaco deputado, que se acha dono do Estado, não há nenhuma negociação ou mudança de comando do partido do Estado. O comando nacional do PROS sequer teve qualquer conversa com o deputado Josimar, por uma razão simples: no nosso partido não há filiados e parlamentares que respondem a processos cíveis e criminais na Justiça”.

Corre no meio político que sua próxima investida será o Solidariedade, onde encontrará chumbo grosso à sua espera.

 

Afonso Manoel dá boa sugestão ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior: revitalizar o prédio do BEM

Afonso Manoel: boa sugestão feita ao  prefeito de São Luís

Em discurso pronunciado ontem na Câmara Municipal, o vereador Afonso Manoel (Solidariedade) pode ter embalado um bom presente para o centro tradicional de São Luís ao sugerir ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) a conclusão e a reabertura do prédio que sediou o Banco do Estado do Maranhão, na Rua do Egito, fechado há mais de uma década. Ao fundamentar a sugestão, o vereador Afonso Manoel – um ludovicense da gema apaixonado pela cidade onde nasceu, cresceu e vive sem vontade de sair – levanta alguns argumentos incontestáveis.

O parlamentar sugere que o prédio abrigue a Secretaria Municipal de Fazenda, que funciona em instalações precárias, pouco adequadas e limitadas na Avenida Kennedy. Com essa providência, o prédio poderá ter a finalidade dada pelo governador Flávio Dino ao Edifício João Goulart, na Praça Pedro II, que foi adquirido e reformado pelo Governo do Estado e   abrigará vários órgãos hoje instalados em prédios inadequados e dispersos.

Afonso Manoel lembrou que o prédio foi reformado pelo ex-prefeito João Castelo, mas a obra ficou incompleta e assim permanece há sete anos. E no bojo da sua sugestão ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, argumenta que a conclusão da reforma e a instalação da Secretaria Municipal de Fazenda ali, além de dar sentido a uma preciosidade modernista fincada entre históricos casarões coloniais, revitalizará fortemente um trecho do Centro de São Luís que foi intensamente movimentado até a desativação do BEM.

O vereador Afonso Manoel completou sua sugestão argumentando que a revitalização do prédio do BEM seria também um gesto politicamente correto para homenagear ex-deputado federal, ex-senador, ex-governador e ex-prefeito de São Luís João Castelo, que teve a iniciativa da reforma.

São Luís, 05 de Fevereiro de 2020.

Flávio Dino propõe maior salário para professor no País e Othelino Neto reafirma posição de independência da AL

 

Em clima de harmonia, Flávio Dino entrega mensagem do Executivo a Othelino Neto

O que em princípio seria mais uma edição de um evento institucional que se repete a cada ano no Congresso Nacional e em todas as casas legislativas do País, a reabertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa do Maranhão, ontem, ganhou a dimensão de evento que certamente entrará para a história política do estado. Além dos discursos do governador Flávio Dino (PCdoB) – que ganha musculatura como pré-candidato presidencial pregando uma ampla frente partidária – e do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB) – que vem reunindo cacife político disputar um mandato majoritário em 2022 – ambas políticas importantes para ilustrar o momento, o grande destaque foi o anúncio feito pelo chefe do Poder Executivo de que encaminhará ao Legislativo dois projetos de lei de importância histórica. Um aumenta o piso salarial dos professores da rede estadual de ensino de R$ 2.886,24 (piso nacional) para R$ 6.398,00, o mais alto a ser pago a docentes do ensino médio em todo o País, seja na União, seja nas esferas estadual e municipal. O outro institui o Zoneamento Econômico e Ecológico do Maranhão, a partir de um estudo que vem se arrastando desde os anos 90 do século passado.

O governador Flávio Dino fez um discurso denso de chefe de Estado e de Governo e líder político com os pés fincados no chão, exibindo alguns números excepcionais da sua gestão e reafirmando sua crença nas regras do estado democrático de direito e na transparência administrativa, dando um recado para ecoar em todo o País. Na sua fala, que traduziu o conteúdo da sua Mensagem ao Poder Legislativo, Flávio Dino fez um balanço do seu Governo, destacando avanços em educação, segurança pública e saúde, que definiu como legados sociais de sua gestão. Mas a base do pronunciamento foi o projeto de aumento salarial dos professores, de R$ 2.886,24 (piso nacional) para R$ 6.398,00, apresentado como um marco, a começar pelo fato de que será o maior piso salarial do País, e será pago integralmente com recursos do Fundeb. “O novo piso é maior do que o piso nacional, mantendo, portanto, a coerência com a nossa visão de valorização da educação como política fundamental para desenvolver o nosso estado”, destacou o governador.

Flávio Dino também destacou “um salto” no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), informando que o Maranhão saiu da 22ª posição para 13ª. “O nosso estado, que estava entre os piores, conseguiu encerrar 2019 entre os melhores do país. Registramos, também, uma redução de 72% na taxa de homicídios na capital e o pleno funcionamento da rede pública estadual de saúde, considerada a maior do Brasil em quantidade de leitos hospitalares do tipo UTI”, assinalou.

E encerrou com a habilidade que tem demonstrado no movediço campo das relações institucionais: “Agradeço o convite do Poder Legislativo para estar aqui. Acredito que a representação plena da vontade coletiva se encontra aqui, neste Parlamento. Estendo, como sempre, uma palavra de estímulo, incentivo, cordialidade e compromisso, para que possamos manter o nosso estado no rumo certo”.

O presidente Othelino Neto fez um discurso de defesa convicta das instituições, afirmando que, ao contrário do que acontece no plano nacional, onde o Congresso Nacional e o Judiciário têm atuado para conter impulsos autoritários do atual governo central, no Maranhão os Poderes estão convivendo sem maiores problemas, sem que nenhum abra mão das suas prerrogativas e da sua independência. “Faço questão de enfatizar o que isso representa para o Maranhão. Já é algo natural, no estado, estarem na mesma mesa representantes dos três Poderes, dada um com seu papel, respeitando as prerrogativas constitucionais do outro”, enfatizou Othelino Neto. E acrescentou: “Apreciaremos todos os projetos, requerimentos, indicações, enfim, com o devido cuidado e sem prejuízos ao povo maranhense, independente das diferenças político-partidárias dos deputados. Nesta Casa prevalece a vontade da maioria. Há vencedores e vencidos a cada votação, mas isso é da democracia, da essência do parlamento”, assinalou.

O que se viu ontem na Assembleia Legislativa foi a reafirmação de uma vertente política que se movimenta com firmeza na consolidação de um projeto de poder que, a julgar pelos passos dados até aqui, tem tudo para vencer os desafios eleitorais que estão a caminho e que podem produzir repercussão dentro e fora do Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Três definições partidárias podem armar o cenário da disputa em São Luís

Yglésio Moises, Wellington do Curso e Duarte Júnior em vias de definir futuros partidários para disputar Prefeitura de SL

Três definições partidárias previstas para os próximos dias deverão, quando consumadas, deverão dar um novo desenho ao atual cenário da corrida para a Prefeitura de São Luís. O deputado Duarte Júnior, que tem aparecido nas pesquisas em 2º lugar na preferência do eleitorado, poderá deixar o PCdoB e ingressar no PRB, conforme especulações que circulam no meio político O deputado Yglésio Moisés, que deixou o PDT e deve se filiar ao Cidadania, de acordo com fortes rumores que correm nos bastidores da sucessão municipal. E, finalmente, o deputado Wellington do Curso, bem posicionado nas pesquisas, e que tenta viabilizar sua candidatura pelo PSDB, mas a cúpula tucana, comandada pelo senador Roberto Rocha, está decidida a levar o partido para uma aliança com deputado federal Eduardo Braide (Podemos).

Duarte Júnior tem mostrado consistência eleitoral em São Luís, de acordo com os levantamentos feitos até aqui, mas enfrenta resistências dentro do PCdoB e por isso está disposto a concorrer por outro partido. Com boa desenvoltura política e potencial eleitoral, Yglésio Moises poderia ser o candidato do PDT, mas conveniências internas do partido descartaram sua candidatura, mesmo ficando o partido sem opção para lançar. E Wellington do Curso, já ciente de que não terá o PSDB, mira o PSL ou, em outra situação, o Aliança pelo Brasil, que o presidente Jair Bolsonaro conseguir emplacar o partido já para as eleições de outubro.

 

Coronel Monteiro assume a chefia da coleta de assinatura para partido de Bolsonaro

Afinado com Jair Bolsonaro, Coronel Monteiro vai chefiar coleta de assinaturas

Quase todo desmanchado no Maranhão por falta de porta-vozes ativos e confiáveis aos olhos da família Bolsonaro, o braço maranhense do bolsonarismo assumido ganhou, finalmente, um chefe: o coronel reformado Ribamar Monteiro, atual superintendente estadual da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). Direita ranzinza, que exibe comunhão plena com o que pensa e fala o presidente Jair Bolsonaro, Coronel Monteiro assumiu a tarefa de colher assinaturas para dar vida legal ao projeto partidário do presidente da República e a turma que arrastou ao deixar o PSL para criar o Aliança pelo Brasil. Não será tarefa fácil, por alguns motivos conhecidos, sendo o principal deles o fato indiscutível de que o bolsonarismo não vingou no Maranhão, e que dos maranhenses que votaram no atual presidente, boa parte está decepcionada, o que torna o campo de colheita de assinatura bem mais restrito e pouco fértil. O Coronel Monteiro terá de fazer malabarismo para dar conta do serviço partidário que lhe foi passado.

São Luís, 04 de Fevereiro de 2020.