Todos os posts de Ribarmar Correa

Homenagem ao ministro da Justiça partiu de Glalbert Cutrim, mas tem nítidas as digitais de Weverton Rocha

 

Anderson Torres exibe o diloma de cidadania entre Glaubert Cutrim, o autor da proposição, e Weverton Rocha, o inspirador da iniciativa

Se havia ainda alguma réstia de dúvida acerca da proximidade do senador Weverton Rocha (PDT) com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o pequeno grupo que o cerca em Brasília, essa foi desfeita ontem com a concessão, pela Assembleia Legislativa, do título de Cidadão Maranhense ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres. A concessão foi proposta pelo vice-presidente do Poder Legislativo, deputado Glalbert Cutrim (PDT), mas a iniciativa tem as cinco digitais da mão direita do senador e candidato pedetista ao Governo do Estado. A visita do ministro da Justiça ao Maranhão e os mimos com que foi recebido pelo senador Weverton Rocha e seus aliados deram bem a medida do leque de apoios que o presidente regional do PDT vem articulando para impulsionar sua caminhada na direção do Palácio dos Leões. E nesse projeto, o envolvimento da corrente bolsonarista, incentivada pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, é cada vez maior e mais ostensiva. E como a política tem a máxima “uma mão lava a outra” como regra universal, ainda não está muito claro até agora o que o senador Weverton Rocha coloca na mesa como contrapartida nessa relação. Nas conversas mais fechadas corre que o presidente Jair Bolsonaro e sua turma querem a não eleição do ex-governador Flávio Dino para o Senado.

À medida que a corrida às urnas vai evoluindo fica mais claro que o senador Weverton Rocha resolveu mesmo partir para o “tudo ou nada”, à base do “vai ou racha”, inclusive deixando de lado os postulados do “socialismo moreno” concebidos por Leonel Brizola e repassados por Jackson Lago e Neiva Moreira aos seus seguidores no Maranhão. Os primeiros movimentos reveladores da sua relação com a cúpula nacional do bolsonarismo chocaram os que o conhecem como “cria política e ideológica” de Jackson Lago. Muitos mergulharam na incredulidade e só conseguiram admitir o que viam depois que a “amizade” virou “namoro” e caminha célere para o “noivado”. Ao formar uma frente com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e o senador Roberto Rocha (PTB) na disputa de poder com o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição, e o ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, o senador Weverton Rocha deixou muito claro que não vai reconhecer obstáculos para consumar o seu projeto de poder.

Além da motivação pessoal, sua caminhada ganha impulso com o aval dos principais inimigos políticos do ex-governador Flávio Dino, como o presidente do PSC no Maranhão, deputado federal Aluísio Mendes, hoje um aliado de primeira linha do Palácio do Planalto; o presidente do PSD, deputado federal Edilázio Jr., ele também integrante da falange bolsonarista na Câmara Federal, e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido). Fora desse circuito partidário, o pré-candidato do PDT tem enfrentado muita dificuldade para se relacionar com a sociedade civil organizada – empresários, sindicalistas, profissionais liberais das mais diversas áreas, artistas, profissionais da cultura, etc. – atraindo para a base da sua pré-candidatura grupos sem ligação. Seus aliados garantem que ele tem uma forte base municipalista, havendo, por outro lado, quem garanta que não é tão forte assim.

A concessão do título de Cidadão Maranhense ao ministro da Justiça ganhou a simbologia de um marco nessa pré-campanha eleitoral e de um momento importante na biografia política do senador Weverton Rocha, ainda que formalmente a iniciativa leve a assinatura do deputado Glalbert Cutrim – que fez de bom grado – e do irmão dele, o deputado federal Gil Cutrim (Republicanos). Ao articular a iniciativa, o senador assumiu de vez a relação com os atuais ocupantes do Palácio do Planalto, classificando sua postura como “maturidade política”, e com isso avisou aos seus adversários, em especial o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, que está por inteiro na disputa, disposto a usar todo e qualquer recurso político ao seu alcance para chegar ao Palácio dos Leões. E lá morar por mais de sete anos.

Montada a estrutura política do seu projeto de poder, falta agora combinar com o eleitorado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto e Paulo Velten atuaram institucionalmente na recepção ao ministro da Justiça

Paulo Velten, Othelino Neto e Weverton Rocha  observam a entrega do título a Anderson Torres por Glalbert Cutrim

Muita gente estranhou que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) tenha presidido a sessão especial na qual foi entregue o título de Cidadão Maranhense ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e que dela tenha participado o governador interino Paulo Velten.

Para começar, Othelino Neto é o presidente do Poder Legislativo, que por força do cargo, não pode, ou pelo menos não deve adotar posição político-partidária numa situação como essa. Goste-se ou não, o delegado da PF Anderson Torres é o ministro da Justiça, e salvo algumas decisões polêmicas, a maioria delas incentivadas por seu chefe maior, vem atuando sem brilho, mas também sem muita poeira. O presidente Othelino Neto agiu como chefe de poder ao presidir a sessão na qual o deputado Glalbert Cutrim entregou o diploma ao ministro.

O caso do governador interino Paulo Velten está também plenamente justificado. Além de chefe temporário do Poder Executivo, ele é o chefe titular do Poder Judiciário, uma instituição que tem muita relação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na condição de governador interino e apartidário, fez o correto ao prestigiar a concessão ao ministro e depois recebê-lo no Palácio dos Leões numa visita informal, mas de peso simbólico.

O presidente Othelino Neto e o governador interino Paulo Velten cumpriram suas obrigações institucionais.

 

Governistas aguardam o retorno de Brandão a qualquer momento

Carlos Brandão deve receber alta a qualquer momento

Os bastidores do Governo e da política foram agitados ontem pela especulação segundo a qual o governador Carlos Brandão pode retornar esta semana, provavelmente nesta quarta-feira (30). A principal sinalização nessa direção foi dada pelo governador interino Paulo Velten, que teria planejado para hoje uma reunião com o secretariado com o objetivo de se despedir, depois de mais de um mês no comando do Poder Executivo. Uma fonte ligada ao governador Carlos Brandão disse à Coluna que nada está confirmado, mas admitiu que ele está em forma e deve receber alta a qualquer momento. Brandonistas linha-de-frente garantem que o governador vai dar o tom da pré-campanha no momento em que colocar os pés em território maranhense.

São Luís, 28 de Junho de 2022.

MDB continua sem rumo definido na corrida aos Leões e ao Senado

 

Roseana Sarney, Roberto Costa e Edison Lobão (embaixo à esquerda): rumos diferentes no mesmo partido

Em meio ao frenesi da pré-campanha para as eleições de 2022, quando a grande maioria dos partidos já se posicionou em relação às candidaturas para o Governo do Estado e para o Senado, o MDB, que ao longo de 25 dos últimos 32 anos foi, de longe, o maior e mais poderoso partido do Maranhão, iniciou e mantém até aqui um jogo político estranho, no qual suas forças atuam independentes uma das outras, passando a impressão de que não têm uma liderança que as junte e lhes dê um norte. Em relação à disputa para o Palácio dos Leões, o partido presidido pela ex-governadora Roseana Sarney faz um jogo furta-cor, ora sinalizando apoio ao projeto de reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), ora se inclinando na direção da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), e ora jogando nos dois campos ao mesmo tempo. Em relação ao Senado, é visível, de um lado, a simpatia da ala mais jovem mais descolada do partido e, de outro, a má vontade ostensiva dos chefes emedebistas em relação à pré-candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB), preferindo apoiar o projeto de reeleição do senador Roberto Rocha (PTB).

Sem condições políticas para disputar o Governo do Estado nem a vaga para o Senado depois das fragorosas derrotas em 2014 e 2018, em que pese o fato de Roseana Sarney haver liderado as primeiras pesquisas de intenção de voto para os Leões para a próxima eleição, o MDB do Maranhão passou a ser uma força cobiçada pelos principais candidatos ao Governo e ao Senado. Ciente da importância que ainda detém no cenário político estadual, o partido que agrega o que sobrou do Grupo Sarney não consegue – ou não quer mesmo? – definir uma posição. E marcha para a convenção acenando para os dois lados, mesmo sofrendo o desgaste de parecer um partido sem rumo.

Líder maior da agremiação emedebista, a ex-governadora Roseana Sarney se movimenta sem demonstrar muito interesse pela disputa majoritária, concentrando seus esforços no projeto de eleger o maior número possível de deputados federais, a começar por ela própria, e de deputados estaduais. Quer desembarcar em Brasília no ano que vem liderando três ou quatro deputados federais, o que representa muito no complexo e decisivo tabuleiro em que se transformou a Câmara Federal. Ao mesmo tempo, espera ter o controle de uma bancada expressiva na Assembleia Legislativa. No mais, o interesse visível é fazer o jogo da influência em relação aos governos que emergirão das urnas e se instalarão no Palácio do Planalto e no Palácio dos Leões em janeiro do ano que vem.

Enquanto essa definição não vem, líderes do MDB se movimentam de acordo com os seus interesses. No fim de semana, por exemplo, o ex-senador Edison Lobão suspendeu a aposentadoria política e desembarcou em Açailândia, para participar de um evento de pré-campanha dos senadores Weverton Rocha e Roberto Rocha. O retorno de Edison Lobão, um dos políticos mais bem-sucedidos da história recente do Maranhão, está diretamente relacionado com a pré-candidatura do ex-suplente de senador Lobão Filho à Câmara federal pelo MDB. O deputado federal Hildo Rocha também tem participado de atos em favor da pré-candidatura do governador Carlos Brandão.

Por outro lado, a ala mais jovem do MDB, liderada pelo vice-presidente do partido, deputado estadual Roberto Costa, e que atua em sintonia com o ex-senador João Alberto, construiu uma ligação forte com o governador Carlos Brandão e com o ex-governador Flávio Dino, e vem sinalizando que será esse o seu caminho nas urnas. Roberto Costa tem trabalhado duro para costurar a unidade partidária em torno do governador Carlos Brandão, e, se possível, reunir também apoios emedebistas ao ex-governador Flávio Dino. Sua cruzada, no entanto, tem esbarrado na dura resistência da ala conservadora da agremiação, que não esquece o fato de que foi tirada do poder pelo movimento liderado por Flávio Dino, preferindo apoiar Weverton Rocha e Roberto Rocha, que se elegeram senadores desbancando candidatos emedebistas.

O meio político aguarda a definição do MDB, que pode surpreender se posicionando por uma chapa majoritária ou a liberação das suas alas para seguir os rumos que quiserem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Adversários tentam usar Camarão para desestabilizar Brandão

Felipe Camarão cumpre agenda como vice de Carlos Brandão

Granadeiros de grupos adversários têm feito de tudo para explodir o suporte político do governador Carlos Brandão, usando, principalmente, a situação de saúde dele. Depois de disseminarem petardos insinuando o seu não retorno à disputa eleitoral, agora reforçam essa linha tentando criar um clima de mal-estar entre o governador e o seu candidato a vice, Felipe Camarão (PT). O objetivo da estratégia de desgaste é fomentar a ideia de que Felipe Camarão começa a se movimentar como candidato e não como candidato a vice, pelo simples fato de ele estar representando candidato a governador nos atos de pré-campanha. O comando da pré-campanha brandonista bateu martelo e decidiu que, enquanto o governador Carlos Brandão estiver ausente, Felipe Camarão o representará em todos os eventos. Afinal, a função primordial de um vice é exatamente substituir o titular. Portanto, não faria sentido algum o companheiro de chapa do governador evitar a representação por causa das provocações adversárias.

 

Apoio das Força Armadas é tradição no processo eleitoral

A Justiça Eleitoral conseguiu força militar para garantir a segurança das eleições em 97 dos 217 municípios maranhenses. Esse procedimento é tradição em todas as eleições, e se dá por conta de tensões partidárias que via de regra ocorre em boa parte do Maranhão. Há quem esteja vendo “chifre em cabeça de burro” na iniciativa do TRE-MA, fazendo uma relação sem sentido com os arroubos da direita golpista. Nada a ver. Em todas as eleições ocorridas desde a redemocratização do País em 1986, o Exército, a Marinha e Aeronáutica atuaram efetiva e tranquilamente na segurança e na logística do processo de votação, sem qualquer envolvimento com apuração e apresentação dos resultados. E não será diferente agora, apesar das provocações antidemocráticas.

São Luís, 27 de Junho de 2022.

Apoio de Eduardo Braide injeta gás político no projeto de poder de Weverton Rocha

 

Eduardo Braide declarou apoio a Weverton Rocha 

Não causou surpresa a declaração de apoio do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido), à pré-candidatura do senador Weverton Rochas (PDT) ao Palácio dos Leões. Ele confirmou tendência construída no segundo turno da eleição para a Prefeitura da Capital em 2020, quando recebeu o apoio do chefe pedetista após a derrota do candidato dele, o deputado Neto Evangelista (DEM), no primeiro turno. O anúncio reforça expressivamente o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha, que, com o apoio do prefeito Eduardo Braide, fecha o circuito da Ilha de Upaon Açu avalizado pelos prefeitos dos seus dois maiores colégios eleitorais: São Luís, com cerca de 700 mil eleitores, e São José de Ribamar, com mais de 100 mil. Falta agora saber o grau de envolvimento que o prefeito Eduardo Braide terá na pré-campanha e na campanha do senador Weverton Rocha, o que definirá com precisão o significado da expressão “meu candidato”. Mas, independentemente dessa definição, a declaração do prefeito ludovicense injetou enorme quantidade de combustível no foguete “sem ré” do senador pedetista, acirrando mais ainda a disputa com o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição.

O prefeito de São Luís não é um aliado qualquer nessa corrida ao Governo do Estado, comanda o maior e mais importante município do Maranhão, no qual uma fatia expressiva do eleitorado tende a seguir sua orientação. Sem compromisso partidário depois que deixou o Podemos, Eduardo Braide adotou a cautela e o pragmatismo de sempre para analisar cuidadosamente o cenário eleitoral de São Luís. De cara, já estava claro que ele dificilmente comporia com o governador Carlos Brandão, a começar pelo fato de ser ele o candidato apoiado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado, e por ter como um dos aliados mais ativos o deputado estadual Duarte Jr. (PSB), hoje, de longe, o maior adversário político e eleitoral do prefeito de São Luís, que inclusive vem sinalizando que disputará a Prefeitura com o atual prefeito em 2024.

Nesse cenário, o pré-candidato do PSC, Lahesio Bonfim, não tem raízes em São Luís e, até onde é possível enxergar, não guarda qualquer relação política com o prefeito de São Luís. E o ex-prefeito de dois mandatos de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., pré-candidato do PSD, faz campanha para passar quatro anos no Palácio dos Leões, mas se não der, tentará fazer nova escala no Palácio de la Ravardière no pleito municipal de daqui a dois anos. Devido às circunstâncias desse contexto, por mais distantes que estejam politicamente, apoiar o projeto de poder de Weverton Rocha é o caminho natural do prefeito Eduardo Braide.

Na hipótese da eleição do senador pedetista em outubro, e na de que o prefeito ludovicense seja reeleito em 2024, qualquer avaliação levará à conclusão de que essa relação terá prazo de validade: 2026. Se estiver no cargo, Weverton Rocha certamente tentará a reeleição; se for reeleito em 24, Eduardo Braide reunirá as condições para ser candidato a governador em 26. Se não for eleito, e na hipótese da eleição de Carlos Brandão, Weverton Rocha chegará em 2026 dividido entre encarar uma disputa com o governador de então e candidato à reeleição Felipe Camarão, e o já naquele momento ex-prefeito Eduardo Braide. Esse optar por tentar a reeleição, terá pela frente ninguém menos que o já então ex-governador Carlos Brandão. Esse conjunto de possibilidade explica em parte o empenho do senador pedetista de chegar ao Palácio dos Leões em outubro.

Mas o que vale mesmo é o cenário de agora, no qual o senador Weverton Rocha, que se mantém estacionado no patamar que vai de 20 a 25% das intenções de voto, reforça seu poder de fogo político com o aval do prefeito de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PSD procura nome de impacto para vice de Edivaldo Jr.

O comando da campanha do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., candidato a governador pelo PSD, teria iniciado consultas para definir seu companheiro de chapa. Conduzido pelo presidente do partido no Maranhão, deputado federal Edilázio Jr., e coordenado pelo deputado estadual César Pires, o processo de consultas visaria escolher uma mulher para compor a chapa. De acordo com a fonte, nada vazou ainda sobre o assunto, embora já se saiba que a intenção dos chefes do PSD é escolher um nome que cause impacto.

 

Evento reúne profissionais da comunicação para esclarecer sobre condutas vedadas no período eleitoral

Entre Tarcísio Araújo e Alexandre Pereira, Sílvia Tereza abre a reunião de trabalho

Os sistemas de comunicação – TV, rádio, jornais, revistas e portais virtuais – dos Poderes do Estado terão de passar por reajustes de modo a darem continuidade às suas funções de disseminar informações no período de 02 de Julho a 02 de Outubro. É o caso da Assembleia Legislativa, que tem um Complexo de Comunicação e diversos canais de informação e seus profissionais que agora, por causa do período eleitoral, terão de se ajustar às regras que balizarão a área durante a campanha eleitoral. A atualização desse contexto se deu na Assembleia Legislativa nesta semana, na reunião de trabalho sobre o tema “Condutas Vedadas e Lei das Eleições”.

O evento reuniu na mesa o procurador-geral do Poder Legislativo, Tarciso Araújo, e o subprocurador geral do Estado, Alexandre Cavalcante Pereira, sob a mediação das diretora-adjunta de Comunicação, jornalista Sílvia Tereza, que definiu o evento como “extremamente importante”, por conta do objetivo de orientar os profissionais da Casa para que possam se adequar às regras da lei eleitoral, no que diz respeito às condutas vedadas ao longo dos três meses antes do pleito de outubro”, disse Silvia Tereza.

Informações importantes:

Deve haver uma distinção do que é propaganda eleitoral e matéria de cunho institucional, não sendo permitida a primeira no período vedado.

A lei se mostra muito mais rígida quanto ao uso de bens móveis e imóveis do poder público no período de campanha, que deve ser respeitado o princípio da isonomia, para que detentores de mandato que esteja no exercício do mandato não leve vantagem na disputa.

O parlamentar não pode deixar de divulgar seu trabalho, desde que suas mensagens não tenham conotação de cunho politiqueiro, deixando implícito o pedido de voto.

Matérias divulgadas pelo site institucional e as outras plataformas do Legislativo, anteriores ao período vedado, podem permanecer, desde que sejam acrescidas as datas de sua publicação.

Tarciso Araújo e Alexandre Pereira deram alguns exemplos já destacados em jurisprudências do TSE e responderam às indagações de jornalistas, radialistas e editores que participaram da reunião de trabalho. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa)

São Luís, 24 de Junho de 2022.

Entre Brandão e Lahesio, Weverton turbina pré-campanha e marca convenção para 29 de julho

 

Weverton Rocha registrando ato organizado por Josimar de Maranhãozinho; na foto a deputada Detinha e a prefeita de Zé Doca, Josinha Cunha, irmão do deputado

O senador Weverton Rocha saiu na frente e marcou para o dia 29 de julho a convenção por meio da qual o PDT, partido que preside, oficializará sua candidatura ao Governo do Estado. Sem adversário dentro da agremiação, embora lá existam vozes contrárias à sua liderança e à sua candidatura, o senador pedetista fez do anúncio um fato político, cuja mensagem intrínseca é evidente: sua candidatura é fato consumado e, pelo menos até aqui, nada o fará recuar. Tanto que ele pretende realizar sua convenção no estádio Nhozinho Santos, com o objetivo de reunir uma multidão capaz de abalar a confiança dos demais pré-candidatos. O gigantismo do projeto da convenção do PDT inclui a participação do PL, comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho e que confirmará como vice o deputado estadual Hélio Soares, e de outros partidos menores, que deverão realizar suas convenções no mesmo espaço.

Nos bastidores da corrida eleitoral circula a informação não confirmada de que o resultado da pesquisa Escutec levou o senador a tomar a decisão de radicalizar. Primeiro pelo fato de os números do levantamento apontarem o governador Carlos Brandão (PSB) na liderança, com quatro pontos percentuais à sua frente, mesmo hospitalizado em São Paulo, ausente, portanto, do corpo-a-corpo da pré-campanha. E não bastasse a posição de Carlos Brandão, a pesquisa Escutec mostrou a perigosa aproximação do candidato do PSC, Lahesio Bonfim, avançando na terceira posição.

Político jovem, ambicioso e arrojado, o senador Weverton Rocha está determinado a atropelar todas as circunstâncias adversas e ignorar vieses ideológicos para se tornar governador do Maranhão em outubro, independentemente do custo político que isso possa gerar. Seus passos até aqui confirmam plenamente a observação. Ele ignorou todos os apelos para que apoiasse o governador Carlos Brandão e se candidatasse ao Governo em 2026, mantendo a unidade da aliança construída pelo então governador Flávio Dino (PSB), base que foi decisiva para sua eleição para o Senado em 2018. Inconformado por não ter sido o escolhido, rompeu com Flávio Dino e Carlos Brandão, manteve sua pré-candidatura e se aliou à direita bolsonarista, representada pelo senador Roberto Rocha, candidato à reeleição pelo PTB, partido hoje situado na ala mais agressiva da extrema direita, e ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que comanda o PL, empório maranhense do Centrão.

Com essas alianças, o senador, que nasceu no principal viveiro da centro-esquerda, cultivada pelo seu primeiro guru, o ex-governador Jackson Lago (PDT), mergulhou fundo na direção da direita bolsonarista, gerando uma identificação que ultrapassou as fronteiras do Maranhão e foi parar em Brasília, mais precisamente no Palácio do Planalto. Ali, o presidente Jair Bolsonaro, que está usando meios pouco republicanos na busca da reeleição e sabendo que suas chances no Maranhão são quase nulas, resolveu transformar Weverton Rocha em aliado, decisão que revelou ao pedir à prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PL), que apoiasse a candidatura dele, o que foi feito prontamente. Numa espécie de curiosa coincidência, o senador Weverton Rocha até agora não deu uma única declaração a favor do ex-governador Ciro Gomes, pré-candidato do seu partido, o PDT, a presidente das República. Ou seja: na sua campanha, o senador dificilmente elogiará o presidente Jair Bolsonaro, mas também dificilmente o criticará, o que, aliás, fez muito pouco nesses três anos e meio.

Ao mesmo tempo em que dá mostras de que tentará se manter próximo do governador Carlos Brandão e assim garantir presença num eventual segundo turno, o senador Weverton Rocha está, de fato, incomodado com a desenvoltura de Lahesio Bonfim, que depois de deixar o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), para trás, agora se movimenta na sua direção, e pelo visto com fôlego para continuar crescendo. Weverton Rocha sabe que poderá ter chegado no seu teto e que corre o risco de ter de travar uma guerra de vida ou morte com o pré-candidato do PSC, que, ao contrário dele, só cresce a cada pesquisa.

Lahesio Bonfim não estava na lista de dificuldades de Weverton Rocha há até pouco tempo, mas hoje ele é a principal dificuldade a ameaçá-lo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eric Silva (PDT) recebe Flávio Dino (PSB) com festa em Balsas

Acomoanhado de Othelino Neto, Flávio Dino é recebido em Balsas por Eric Silva (d)

Enquanto o senador Weverton Rocha anunciava a convenção do PDT que o ungirá candidato oficial do partido ao Governo do Estado, o prefeito Eric Silva, em Balsas, pedetista de raiz, recebia em grande estilo a visita política do ex-governador Flávio Dino (PSB), pré-candidato ao Senado na chapa liderada pelo governador Carlos Brandão (PSB), acompanhado do coordenador político da sua pré-campanha, deputado Othelino Neto (PCdoB). Eric Silva, um dos políticos mais respeitados do Maranhão na atualidade pela seriedade com que atua, é apoiador linha de frente da pré-candidatura de Weverton Rocha ao Palácio dos Leões, mas decidiu não embarcar na aliança do pedetista com a extrema direita expressada na pré-candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) ao Senado, optando por apoiar, com visível entusiasmo, o projeto senatorial do ex-governador Flávio Dino. A aliança eleitoral do prefeito Eric Silva com o ex-governador Flávio Dino decorre do fato de que Balsas, pela importância que tem no cenário econômico do Maranhão, foi alvo da atenção do Governo do Estado nos últimos sete anos e meio, o que fortaleceu a relação política dos dois líderes. Ao mesmo tempo, Eric Silva foi o responsável pelo desmonte do domínio político de Balsas pelo que restara do grupo criado nos anos 80 do século passado pelo então governador Luiz Rocha, o que o tornou adversário histórico do senador Roberto Rocha.

Raposa vê risco de Edivaldo Jr, perder mais terreno

Edivaldo Jr. atrás de Lahesio Bonfim, corre o risco de de ser ameaçado por Simplício Araújo

De uma raposa tarimbada ao avaliar o cenário do momento da corrida ao Palácio dos Leões: “Se não tomar cuidado, o filho do Edivaldo vai acabar tendo de enfrentar o Simplício”.

Tradução: a raposa alerta que o ex-prefeito de São Luís e candidato ao Governo do Estado pelo PSD, Edivaldo Holanda Jr., filho do experiente deputado estadual Edivaldo Holanda (PSD), parece ter mesmo perdido a corrida para o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), podendo acabar disputando a quarta posição com o suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade), que na última pesquisa Escutec apareceu com 3% das intenções de voto.

Ao ser informado da avaliação, um aliado roxo de Edivaldo Jr. garantiu que ele vai virar esse jogo.

São Luís, 22 de Junho de 2022.

Brandão ainda sem previsão de alta, mas mostrando disposição para voltar à guerra pelo voto

 

Carlos Brandão na entrevista à TV Mirante: boa aparência e vontade de voltar ao MA

É verdade que na interinidade do desembargador Paulo Velten o Governo está em boas mãos, que pilotada pelos experientes ex-prefeitos Sebastião Madeira (Casa Civil) e Luís Fernando Silva (Planejamento) a máquina administrativa está funcionando a todo vapor, que o ex-governador Flávio Dino (PSB) está à frente da pré-campanha, dando suporte aos movimentos do pré-candidato a vice governado Felipe Camarão (PT), que seus apoiadores estão atuando forte nas redes sociais, e que a pesquisa mais recente, do Escutec, lhe dá uma vantagem razoável sobre o segundo colocado na corrida sucessória, o senador Weverton Rocha (PDT). Mas é verdade também que, por mais que seja justificado por se tratar de um problema de saúde já resolvido na essência, a prolongada não presença governador Carlos Brandão (PSB), na cena política, em carne e osso e ao vivo e a cores está lhe impondo certa lentidão no crescimento das intenções de voto, abrindo caminho para o aceleramento da pré-campanha do candidato pedetista, e o turbinamento do “fato novo” da corrida ao Palácio dos Leões, Lahesio Bonfim, que já está ganhando o status de ameaça ao senador Weverton Rocha.

Nas declarações que deu ontem à TV Mirante, o governador Carlos Brandão mostrou-se ciente da situação e disse que está usando todos os recursos ao seu alcance – telefone e internet, por exemplo – para se manter ativo na condução do Governo no contexto da corrida eleitoral. Sua aparência manda pelos ares qualquer nhenhenhém sobre sua saúde, fortalecendo a expectativa de que sua alta se dará em pouco tempo.

No que diz respeito ao Governo, nada indica a existência de problemas que possam retardar as ações em curso. Ao contrário, todas as evidências sugerem normalidade administrativa e fiscal, com o cumprimento do vasto cronograma que lhe tem permitido entregar obras em todo o território estadual numa intensa programação semanal. Na seara fiscal, o Governo tem cumprido à risca o rigoroso equilíbrio herdado do Governo Flávio Dino, segundo o qual só faz o que pode pagar. Essa regra, mantida com mão de ferro pelo então governador Flávio Dino, ao que tudo indica, sobrevive firme como a base da gestão de Carlos Brandão. Daí a informação oficial de que o Governo estadual se encontra com suas finanças e seus compromissos rigorosamente em dia.

Já no campo político-eleitoral a equação é bem mais complexa, a começar pelo desencontro de informações a respeito do andamento das pré-campanhas. Depois de um espaço de quase um mês, o instituto Exata sacudiu o meio político com a curiosa pesquisa informando que o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha, após quase um ano estacionado no patamar de 20%, dera uma arrancada repentina colocando cinco pontos percentuais à frente do governador Carlos Brandão. Três dias depois, pesquisa do instituto Escutec informou o contrário: Carlos Brandão, que registrou crescimento lento e seguro desde o primeiro levantamento, aparece com quatro pontos de vantagem sobre Weverton Rocha, que também oscilou para mais. Ontem, surgiu a informação de que o instituto Econométrica está em campo e deve divulgar sua pesquisa no dia 24, em plena festança joanina, como uma espécie de tira-teima.

A julgar pelo que tem acontecido até aqui, é lícito e lógico avaliar que, apesar da forte intensidade da sua pré-campanha, que tem estrutura e roteiro de uma campanha propriamente dita e está sendo largamente beneficiada pelo afastamento temporário de Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha perdeu a liderança da corrida para o governador. E para agravar mais ainda o cenário, o pedetista enxerga agora a ameaçadora silhueta de Lahesio Bonfim no seu retrovisor, o que o obrigará a acelerar sua corrida com dois objetivos: alcançar o governador Carlos Brandão para retomar a liderança e evitar a todo custo a aproximação do pré-candidato do PSC. Ao governador caberá acelerar ao máximo para se afastar de Weverton Rocha e não incluir o ex-prefeito de São Padro dos Crentes no seu leque de preocupações.

Pelo que demonstrou na entrevista à TV Mirante, o governador Carlos Brandão retornará de São Paulo “com sangue nos olhos e faca nos dentes”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto usa senso de responsabilidade e anula concurso com falhas de segurança e fiscalização

Othelino Neto: senso de responsabilidade

Numa decisão em que usou o senso de responsabilidade que cabe a um chefe de Poder do Estado, o presidente licenciado da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), anunciou ontem a anulação da primeira etapa do concurso para vagas de servidor da instituição parlamentar. Por meio de suas redes sociais, o deputado-presidente disse o seguinte: “Em função dos registros de falhas de execução e segurança na aplicação da prova objetiva, bem como sobre a correta interpretação sobre a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), decidi anular a primeira etapa do concurso da Assembleia Legislativa. Nosso compromisso é com a transparência e a absoluta lisura de todos e quaisquer atos de gestão do Poder Legislativo”.

Com a decisão, que tomou após consultar o corpo técnico da Casa e a Mesa Diretora, o presidente do Poder Legislativo sana, de uma só vez, um problema que poderia arranhar o prestígio da instituição. A começar pelo fato de que as “falhas de execução, fiscalização e segurança na primeira etapa objetiva” do certame foram denunciadas pelo membro do Poder Legislativo, deputado Yglésio Moises (PSB).

 

Comando do PSD pode levar Edivaldo Jr. a mudar radicalmente sua pré-campanha

Edivaldo Jr.

Até pouco tempo empolgado com o desempenho do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. na corrida ao Governo do Estado, comando do PSD começa a mostrar insatisfação e preocupação como a posição do seu representante, depois de ele ter sido ultrapassado pelo ex- Lahesio Bonfim (PSC). Os chefes do partido estariam cobrando uma campanha e um discurso mais agressivos, mas o pré-candidato quer manter a linha de pré-campanha amena, inspiradas no seu papel de bom-moço, que condena “brigas políticas” e defende o “trabalho”, mostrando-se como exemplo dessa equação politicamente correta. Só que não está funcionando. A expectativa é de uma guinada radical se as coisas continuarem como estão. Uma das medidas previstas para logo é a escolha do pré-candidato a vice, que pode dar mais movimento e intensidade à pré-campanha.

São Luís, 21 de Junho de 2022.

Lula lidera disparado no Maranhão, mas Bolsonaro é hoje um adversário mais duro do que em 2018

 

Lula da Silva lidera com folga sobre Jair Bolsonaro, que está à frente de Ciro Gomes e André Janones na  Maranhão

Se os números da pesquisa Escutec para a disputa presidencial no Maranhão, divulgados neste sábado (18), se mantiverem nos próximos 100 dias, o presidente Jair Bolsonaro (PL) levará nova surra de votos no estado, dessa vez do ex-presidente Lula da Silva (PT). Os números são os seguintes: Lula da Silva tem 57% das intenções de voto, enquanto que Jair Bolsonaro aparece com 31%, seguido de Ciro Gomes (PDT) com 9% e, surpresa das surpresas, de André Janones (Avante), que surgiu do nada, com 1%. Além dos percentuais, uma informação importante e decisiva trazida pela pesquisa: neste momento, ainda de pré-campanha, o eleitorado maranhense já está posicionado na corrida presidencial, não havendo praticamente eleitores indecisos ou que não querem votar em nenhum deles, pretendendo votar em branco ou anular o voto. E a pergunta que surge é a seguinte: esse cenário vai se manter pelos próximos 105 dias?

Para começar, a vantagem de Lula da Silva – que é um ex-presidente da República e passou mais de 500 dias preso sob acusação de corrupção não provada – é excepcional. No Maranhão, ele tem 26 pontos percentuais de vantagem sobre Jair Bolsonaro, atual presidente da República, atropelando a força do cargo mais poderoso do País. Por conta de uma série de fatores – confronto ideológico, influência dos programas sociais e histórico dos dois candidatos -, a polarização Lula/Bolsonaro no estado, como no resto do Brasil, tornou-se o epicentro da corrida ao Palácio do Planalto, produzindo um cenário no qual dificilmente haverá espaço para a chamada “terceira via”. Qualquer roda de conversa sobre o tema em território maranhense – seja entre políticos, entre amigos, em família, etc. -, o debate se dá entre lulistas e bolsonaristas, cabendo no máximo referências esporádicas sobre o potencial de Ciro Gomes, que segundo o Escutec tem seu quinhão maranhense, e agora sobre a novidade Simone Tebet (MDB), que foi ignorada na pesquisa.

Não há dúvida de que, mesmo levando em conta o fato de que foi injustiçado, vítima de uma gigantesca armação para tirá-lo da disputa de 2018, como veio a ser demonstrado nas decisões do Supremo Tribunal Federal que o tiraram da cadeia e lhe devolveram a cidadania plena e a elegibilidade, o ex-presidente Lula perdeu alguns percentuais de intenções de voto no Maranhão. Essa tímida redução do poder de fogo eleitoral decorre do fato de que o seu adversário, Jair Bolsonaro, não é mais apenas o capitão reformado e o deputado federal falastrão e pouco operoso que soube dar voz à direita mais conservadora – para quem Lula da Silva é comunista e come criancinhas – e se tornou presidente da República, chefe de uma máquina funcional excepcional, gestor de orçamento bilionário, detentor de um poder político fora do comum devido à força do cargo, exatamente por conta da massa de recursos que controla. Embora desgastado pelo desastre que é o seu governo e quase transformado em pária internacional por seu trumpismo tupiniquim, o Jair Bolsonaro de hoje é muito mais poderoso do que o de 2018, condição que usa para alimentar sua retórica e seus gestos antidemocráticos, e assim alimentar partidários das mesmas ideias.

Essa disputa cristaliza a forte posição política do ex-presidente Lula da Silva no Maranhão, onde foi presente nos seus oito anos de mandato (2002/2010), quando, por exemplo, trouxe o Bolsa Família para mais de um milhão de cadastrados, o que ampliou e consolidou sua forte base política no estado, que conta diretamente com o ex-governador Flávio Dino (PSB), com o governador Carlos Brandão (PSB) e com a senadora Eliziane Gama (Cidadania). Agora, Jair Bolsonaro tenta fazer o contrapeso com o Auxílio Brasil, criando facilidades para políticos alinhados, o que lhe permitiu formar uma base de apoio político, juntando quadros como o senador Roberto Rocha (PTB) e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

Os próximos dois meses dirão se o ex-presidente Lula da Silva manterá sua vantagem excepcional mostrada agora pelo Escutec ou se Jair Bolsonaro, dilapidando os cofres da República com pacotes de bondades de última hora, diminuirá a vantagem de forma a tornar o embate eleitoral mais duro.

Em Tempo: A pesquisa foi realizada em 70 municípios do Maranhão, ouviu duas mil pessoas no período de 11 e 16 de junho, tem margem de erro de 2,19%, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05721/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantém vantagem larga sobre Rocha na corrida ao Senado

Flávio Dino lidera com folga sobre Roberto Rocha e Antônia Cariongo

O ex-governador Flávio Dino (PSB) continua com o caminho aberto em direção ao Senado da República. De acordo com a pesquisa Escutec, se a eleição fosse hoje, ele venceria a disputa com 52% dos votos contra 27% do senador Roberto Rocha (PTB) e 3% da candidata do PSOL, professora Antônia Coriongo. O levantamento informa que 7% não votariam em nenhum deles, anulariam o voto ou votariam em branco, e que 11% permanecem indecisos.

A liderança do ex-governador Flávio Dino reúne todas as evidências de ser sólida, tornando muito difícil a possibilidade de o senador Roberto Rocha reverter a tendência e virar o jogo. Numa disputa polarizada como a do Maranhão para a vaga de senador, é natural que, dependendo dos fatos e das circunstâncias que possam ocorrer durante a campanha haja alguma oscilação numérica, mas não suficientemente forte para mudar as posições. Um exemplo: na situação de agora, mesmo que os 14% migrassem integralmente para o senador Roberto Rocha, ele chegaria a 41%, 11 pontos percentuais menos que a vantagem do líder.

A posição de Flávio Dino em relação a Roberto Rocha está quase no mesmo patamar da vantagem que o ex-presidente Lula da Silva tem sobre o presidente Jair Bolsonaro no Maranhão. Nesse contexto, como Flávio Dino e Lula da Silva são formalmente aliados e farão campanha juntos, a previsão lógica, mesmo com todo o elevado grau de imprevisibilidade, é que dificilmente o ex-governador Flávio Dino arquive seu plano de se instalar em Brasília pelos próximos oito anos.

 

Gutemberg pode ser mesmo o vice de Lahesio

Eduardo Braide recebendo Lahesio Bonfim sob a orientação de Gutemberg Araújo, que pode sair vice

O que foi interpretado inicialmente como uma especulação parece estar ganhando status de possibilidade real e concreta: o vereador Gutemberg Araújo (PSC) pode vir a ser o companheiro de chapa do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), ao Governo do Estado. Terceiro colocado na disputa, distanciando-se do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSC), e ganhando forma de ameaça ao senador Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim encontrou no experiente e conceituado vereador de São Luís o parceiro que precisava na tarefa de se aproximar de segmentos líderes e segmentos importantes da Capital, a começar pelo prefeito Eduardo Braide (sem partido), que o recebeu afável e amistosamente na semana passada, depois de ter ele se reunido com empresários. Mesmo tendo fracassado na tentativa de presidir a Câmara Municipal, renunciando à sua candidatura diante do rolo compressor em que se tornou a candidatura do vereador Paulo Victor (PCdoB), que acabou eleito por aclamação, Gutemberg Araújo manteve sua postura respeitável, politicamente correta, de quem nasceu no berço tucano, ganhou estatura e prestígio para seguir seu próprio rumo, que pode agora ser o de companheiro de chapa do candidato a governador que veio do interior.

São Luís, 19 de Junho de 2022.

Escutec: Brandão lidera ameaçado por Weverton, que tem Lahesio como ameaça crescente

 

Carlos Brandão lidera a corrida ao Governo do Estado seguido de Weverton Rocha, Lahesio Bonfim, Edivaldo Jr., Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias

Pesquisa para medir a corrida ao Palácio dos Leões feita pelo instituto Escutec em 70 municípios de todas as regiões do Maranhão no período de 11 a 16 de Junho, divulgada ontem mesmo, encontrou a indicação de que se a eleição fosse agora, o governador Carlos Brandão (PSB) seria reeleito vencendo o primeiro e o segundo turno com o senador Weverton Rocha (PDT). No primeiro turno, o governador sairia das urnas com 27% e o senador com 23%, seguido de Lahesio Bonfim (PSC) com 15%, Edivaldo Holanda Jr, (PSD) com 11%, Simplício Araújo (Solidariedade) com 3%, Hertz Dias (PSTU) e Enilton Rodrigues (PSOL), ambos com 1%. Um contingente de 8% de entrevistados se dividiu entre não votar em nenhum deles, anularia o voto ou votaria em branco, enquanto que outros 11% não quiseram ou não souberam responder. Num segundo turno entre Carlos Brandão e Weverton Rocha, o governador seria reeleito com 36% contra 34%; e se a rodada final fosse com Lahesio Bonfim, Carlos Brandão venceria por 38% a 29%, e com Edivaldo Jr., seria reeleito com 39% contra 23%.

A nova pesquisa Escutec confirma com clareza a tendência revelada na pesquisa feita no final de abril e publicado no dia 1º de maio, na qual os pré-candidatos ficaram nas seguintes posições: Carlos Brandão (24%), Weverton Rocha (20%), Edivaldo Júnior (12%), Lahesio Bonfim (11%) tem 11%. Roberto Rocha (8%), Josimar de Maranhãozinho (3%), Simplício Araújo (2%), Enilton Rodrigues (1%) – Hertz Dias (PSTU) não pontuou. No segundo turno, Carlos Brandão venceria Weverton Rocha por 39% a 34%, Edivaldo Jr. por 39% a 23% e Lahesio Bonfim por 42% a 25%.

Uma regra básica na avaliação de pesquisas reza que não é possível comparar a pesquisa de um instituto com a de outro, como é o caso deste levantamento com o do instituto Exata, divulgada há três dias, por causa da diferença de método e do universo pesquisado, entre outros itens importantes. No caso dessa pesquisa Escutec, ela tem uma nítida linha de coerência com os números que encontrou no final de abril, confirmando a movimentação dos pré-candidatos, notadamente os dois que estão na frente.

Os números do Escutec refletem a lógica. O governador Carlos Brandão começou com quatro pontos percentuais de intenção de voto e avançou, lenta e firmemente, em todos os levantamentos, até ultrapassar o senador Weverton Rocha, que saíra na frente, mas estacionou no patamar dos 20% durante mais de uma dezena de pesquisas. E mesmo levando em conta o apoio que recebeu das forças bolsonaristas lideradas pelo senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição, e pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), e o afastamento temporário do governador da cena pré-eleitoral, soa estranha uma arrancada repentina do senador pedetista. E mesmo que Weverton Rocha tivesse protagonizado uma situação excepcional, dificilmente isso se refletiria numa pesquisa quase instantaneamente. Nesse contexto, é lícito avaliar, mesmo com algumas reservas, que a pesquisa Escutec é consistente.

A prova dos nove mesmo será tirada numa pesquisa a ser feita em meados de julho, depois de algum tempo em que o governador Carlos Brandão tiver retornado ao tabuleiro eleitoral, correndo o estado, fazendo corpo-a-corpo como eleitor e intensificando articulações, como vem fazendo o senador Weverton Rocha e os demais candidatos, aproveitando como podem o vazio da sua ausência temporária. Carlos Brandão tem trunfos poderosos, como o aval do ex-presidente Lula da Silva (PT) e do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSB), que logo entrarão no circuito pedindo votos para sua reeleição, como também a parceria do ex-governador Flávio Dino (PSB), que se mantém franco favorito para o Senado. Sem candidato a presidente – não disse até agora uma só palavra sobre Ciro Gomes (PDT) – e tendo como aliados os chefes bolsonaristas do estado, o que inibe um discurso crítico sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL), o senador Weverton Rocha não dispõe de trunfos, correndo o risco de chegar na campanha propriamente dito com seu discurso esgotado.

Em Tempo: Contratada pelo portal Imirante.com, a pesquisa tem margem de erro de 2,19% para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05721/2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lahesio leva a melhor na disputa com Edivaldo Jr.

Lahesio Bonfim está levando a melhor contra Edivaldo Jr.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e pré-candidato do PSC ao Governo do Estado Lahesio Bonfim tem todos os motivos para soltar rojões nos arraiais junino, mesmo sendo evangélico militante. O seu desempenho nas pesquisas de intenção de votos deixando para trás o eleitoralmente bem sucedido ex-prefeito de São Luís e pré-candidato do PSD Edivaldo Holanda Jr., e ameaçando se aproximar perigosamente do senador Weverton Rocha, tem sido o ponto fora da curso numa corrida que parecia linear. O seu principal foco no momento é conquistar espaços na Capital e na Ilha de Upaon Açu, esforçando-se para livrar-se da imagem de político medíocre e sem preparo para ser governador. Seu principal adversário no momento, Edivaldo Jr. fez o caminho contrário, tentando levar ao interior o seu currículo de bom gestor, escrito nos oito anos como prefeito eleito e reeleito de São Luís. Já tendo alcançado 15% de intenção de votos num crescendo firme, Lahesio Bonfim está levando a melhor sobre Edivaldo Jr., que aparece travado no patamar entre 10 e 12 pontos percentuais, e dá sinais de que vai partir para travar uma guerra de vida ou morte com o segundo colocado, que segundo o Escutec é o senador Weverton Rocha, que deve mantê-lo agora sob o alcance de seu retrovisor.

 

Paulo Velten vai a assembleia do Consórcio Nordeste, a feira e a reunião informal com Lula

Paulo Velten na assembleia do Consórcio do Nordeste e no estande maranhense da Feira de Agricultura Familiar e Economia Solidária em Natal

Tem chamado a atenção a desenvoltura e a intensidade com que o presidente do Poder Judiciário, desembargador Paulo Velten, vem atuando como governador interino do Maranhão. Ele tem mantido a rotina palaciana, despacha com secretários e deixa claro que não se ajustará ao rótulo de interino puro e simples. Seus movimentos mais interessantes são os feitos na seara política. Tem incursionado no interior inaugurando e anunciando obras, e não se furta a abraçar crianças e a cumprimentar cidadãos e líderes políticos. Parece não se incomodar nos atos públicos, sob forte calor, nos quais discursa longamente, passando a impressão de que está identificando nesse papel. Um observador atento, que tem acompanhado sua agenda, disse à Coluna ter certeza absoluta que o desembargador Paulo Velten encontra-se equilibradamente fascinado com o poder político.

Ontem, em Natal (RN), o governador interino Paulo Velten participou da Assembleia Geral do Consórcio do Nordeste, participando efetivamente da discussão de uma pauta extensa, tendo feito, por exemplo, um dura crítica ao Projeto de Lei Complementar nº 182022, que reduz o valor do ICMS cobrado pelos estados sobre combustíveis. Visitou atento também da I Feira Nordestina de Agricultura Familiar e Economia Solidária, da qual o maranhão participou com uma delegação com 40 agricultores de 18 municípios, representados por quebradeiras de coco babaçu, indígenas, quilombolas e assentados.

E no final participou de uma reunião informal dos governadores dom o ex-presidente Lula da Silva, que está incursionando pelo Nordeste em pré-campanha.

São Luís, 17 de Junho de 2022.

Partidários de Bolsonaro ampliam espaço político no Maranhão com recursos de programas sociais

 

Roberto Rocha, Aluízio Mendes, Juscelino Filho, Cléber Verde e Josivaldo JP: bolsonaristas ocupando espaço político

Ninguém duvida de que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que levou uma surra histórica nas urnas maranhenses nos dois turnos da eleição presidencial de 2018 na disputa com o petista Fernando Haddad, corre o risco de ser surrado de novo no estado, por margem muito ampla, agora no embate direto como ex-presidente Lula da Silva (PT). Todos os sinais até agora emitidos pelo eleitorado por meio das pesquisas de opinião são indicativos de que o presidente, ao contrário do que muitos apostaram, não conquistou nem os corações nem as mentes da esmagadora maioria dos maranhenses, e isso deve ser dito pelas urnas, se nada de excepcional acontecer até o 2 de Outubro. Por outro lado, não há dúvida também de que as forças políticas maranhenses diretamente ligadas ao Governo Bolsonaro, caso do senador Roberto Rocha (PTB), assim como as que se relacionam na surdina e fingem que não o fazem, caso do senador Weverton Rocha (PDT), se movem ostensivamente para ocupar espaço político expressivo no estado nessa corrida. E para isso estão se valendo do pacote de “bondades” eleitoreiras que que o governo bolsonarista está usando no pesado jogo que o presidente pratica para viabilizar o seu projeto de reeleição.

Ontem, um dos auditórios do campus da UFMA foi palco de um evento no qual o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, comandou ontem a etapa maranhense da chamada “Jornada do Auxílio Brasil”, o benefício de R$ 400,00 com o qual o Governo Bolsonaro substitui o programa Bolsa Família criado no Governo Lula na década de 2000. Segundo o ministro da Cidadania, o Maranhão tem mais de 1 milhão de beneficiários do programa. A tal “jornada” do Auxílio Brasil no estado é uma parceria do Ministério da Cidadania com a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), comandada por ninguém menos que Erlânio Xavier, prefeito de Igarapé Grande, um dos chefes do PDT regional e homem forte da campanha do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado.

Muito fraco de público, o evento atraiu parte da “nata” do bolsonarismo estadual. Lá estiveram o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (sem partido), que na condição de oposição ao Governo de Carlos Brandão (PSB), mantém canais produtivos de acesso ao Governo Federal, e o senador Roberto Rocha, bolsonarista entusiasmado que preside o braço maranhense do PTB e é candidato à reeleição. Na ato comandado pelo ministro Ronaldo Bento estiveram também os presidentes regionais do PSC, deputado federal Aluísio Mendes, principal fiador da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo do Estado pelo seu partido, e como ele bolsonarista de proa; do União Brasil, deputado federal Juscelino Filho integrante da corrente do partido alinhada ao Palácio do Planalto e que parece desconhecer que o ex-DEM tem um candidato a presidente da República, o deputado federal por Pernambuco Luciano Bivar, que é também presidente nacional do partido; e do Republicanos, deputado federal Cléber Verde, igualmente alinhado ao Governo Bolsonaro. Os dois últimos são linha de frente do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Maranhão. E junto com eles o deputado federal Josivaldo JP (PSC).

A incursão do ministro da Cidadania, que também entregou 12 equipamentos agrícolas e 10 caminhões, é uma mostra tímida da derrama de recursos que o Governo Bolsonaro está fazendo a três meses e meio das eleições. E está evidenciado que seus aliados no estado encontram-se usando esse e outros programas sociais do Governo Federal para fortalecer seus projetos eleitorais, no caso, a reeleição. Milhões e milhões de reais têm sido derramado nos municípios em emendas parlamentares, sem que se tenha efetivamente um controle sobre esses recursos. Ontem mesmo, o senador Roberto Rocha anunciou ter conseguido recursos para a construção de uma grande ponte na Ilha de São Luís, numa demonstração de que o presidente está disposto a “quebrar” o Brasil mais do que já está “quebrado” para renovar o seu mandato e os dos seus aliados.

Com essa “burra” aberta e generosa, os bolsonaristas maranhenses vão ocupando espaços e se fortalecendo usando os fartos recursos da União.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto manda apurar denúncia de irregularidade em concurso

Othelino Neto manda aourar denuncia feita por Yglésio Moises

O presidente licenciado da Assembleia Legislativas, deputado Othelino Neto (PCdoB), não pensou duas vezes depois de ser informado da denúncia, feita pelo deputado Yglésio Moyses (PSB) de que o concurso realizado pelo Poder Legislativo para o preenchimento de vagas no seu corpo funcional estaria contaminado por irregularidades. Ele decidiu acionar o Ministério Público para que investigue a denúncia. E anunciou que tudo será colocado em pratos limpos, garantindo que, caso a suspeitas de irregularidades forem confirmadas, serão tomadas, inclusive a anulação do certame. Caso não haja irregularidades, o processo do concurso terá continuidade inclusive com a contratação dos aprovados. Não se podia esperar outra atitude do chefe do Poder Legislativo. Agora é manter a calma e aguardar o resultado da investigação, para depois decidir o que fazer.

Já em relação ao deputado Yglésio Moises há duas situações conflitantes. Informados da suspeita de irregularidade no concurso, o parlamentar agiu corretamente ao fazer a denúncia na tribuna, que é o espaço mais adequado para uma manifestação parlamentar, ainda que a informação guarde controvérsias e inconsistência. Por outro lado, o parlamentar disse colegas seus tentaram demovê-lo da decisão de fazer a denúncia, oferecendo-lhe, “indiretamente”, R$ 200 mil para que ficasse calado. Surpreendeu Yglésio Moises ter preservado as identidades dos colegas que tentaram suborná-lo. Para ser inteiramente correto, o parlamentar teria de dar nomes aos tais colegas dele.

 

Velhos conhecidos das urnas, Hertz Dias e Saulo Arcangeli serão lançados pelo PSTU

Hertz Dias e Saulo Arcangeli: de volta ao sacrifício

Hertz Dias e Saulo Arcangeli serão lançados oficialmente, amanhã, candidatos a governador do Estado e a senador, respectivamente, pelo PSTU. São dois velhos conhecidos das urnas maranhenses, que até nas últimas eleições não foram bem acolhidos pelo eleitorado. Hertz Dias foi candidato do PSTU à Prefeitura de São Luís na última eleição, e agora foi promovido candidato do partido aso Governo do Estado. Saulo Arcangeli tem uma trajetória muito mais longas e mais rica de derrotas acachapantes para governador, prefeito e senador. O lançamento será feito, os dois serão confirmados candidatos, cumprirão o calendário eleitoral como tal, mas suas candidaturas morrerão na praia. Terão, pelo menos, o mérito de participar do grande debate.

São Luís, 16 de Junho de 2022.

 

Pesquisa aponta embate decisivo entre Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. pela terceira posição

 

Lahesio Bonfim está levando a melhor na disputa com Edivaldo Jr. que pode levar a uma vaga no 2º turno

Se a surpreendente arrancada do senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, alcançando razoável vantagem sobre o governador licenciado e hospitalizado Carlos Brandão, pré-candidato do PSB à reeleição, está gerando questionamentos de natureza ética, o dado que envolve a disputa intermediária entre o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), e o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. pré-candidato do PSD, que travam uma dura guerra intermediária e cujo prêmio é o caminho aberto para disputar as primeiras posições chama a atenção pelas características dos pré-candidatos. Segundo a pesquisa Exata, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes está impondo vantagem de três pontos percentuais sobre o ex-prefeito de São Luís, causando surpresa no meio político. Lahesio Bonfim é um médico conhecido por atitudes controversas, por declarações incendiárias e que se esforça para ser visto como um outsider, ou seja, um político fora dos padrões. Edivaldo Holanda Jr., que é advogado, prima por uma imagem de político enquadrado, que vive muito discretamente, fala pouco e se esforça para se mostrar um gestor eficiente.

Provavelmente pela sua ainda curta, mas muito bem sucedida trajetória – dois mandatos de vereador de São Luís, meio mandato de deputado federal e dois mandatos de prefeito de São Luís, com votações em grande medida garantida pelo eleitorado evangélico -, todos sem um traço de rasura, Edivaldo Jr. foi convidado pelo presidente nacional do PSD, o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, para ingressar no partido e ser o seu candidato ao Governo do Estado. Foi um movimento perfeito, encampado com entusiasmo pelo presidente do partido no Maranhão, deputado federal Edilázio Jr., e seu principal articulador, o experiente deputado estadual César Pires. Passados os primeiros momentos do lançamento, o pré-candidato do PSD se deu conta de que não estava disputando a Prefeitura de São Luís, mas o Governo do Maranhão, que reúne 217 prefeituras espalhadas num território de mais de 300 mil quilômetros quadrados. Sua marcha para o interior está sendo lenta, mantendo-o na faixa dos 10% de intenção de voto.

Lahesio Bonfim faz trajetória rigorosamente inversa. Montado numa trajetória de médico do interior, demais, elegeu-se e se reelegeu prefeito de São Pedro dos Crentes, sul do estado, 4,5 mil habitantes, quase todos evangélicos. Ele diz, e alguns confirmam, que fez ali uma gestão-modelo, cujos pontos principais serão a base da sua gestão no Governo do Estado, se eleito for. Bolsonarista assumido, enfrentou percalços na busca de um partido, mas encontrou no PSC, comandado pelo deputado federal Aluísio Mendes, um pouso seguro. Ganhou fama na região e se lançou candidato num movimento do interior para a Capital, onde, agora ciceroneado pelo experiente e respeitado vereador Gutemberg Araújo (PSB), tenta se mostrar um político preparado para governar “e mudar” o Maranhão. E foi com essa estratégia que saiu de 3%, atropelou Josimar de Maranhãozinho (PL) e agora ultrapassou Edivaldo Jr., alcançando 14% nas duas pesquisas Exata mais recentes. De espírito provocador, disparou contra o senador Weverton Rocha em entrevista recente: “É um político que não tem pudor com dinheiro público, e por isso o Flávio Dino não o escolheu”.

Se os números da pesquisa Exata traduzirem a realidade, Lahesio Bonfim começa, de fato, a se credenciar para disputar uma vaga num eventual segundo turno com o governador Carlos Brandão ou com o senador Weverton Rocha. Sua movimentação – esteve semana passada com empresários e visitou ontem o prefeito Eduardo Braide (sem partido) e ainda não posicionado da corrida aos Leões – parece muito mais intensa e abrangente. Por seu turno, Edivaldo Jr., que cumpre uma agenda no interior, que não tem produzido resultados, segundo mostram as pesquisas mais recentes, nas quais ele aparece estacionado numa faixa que vaio de nove a doze pontos percentuais. Ninguém duvida de que tem potencial para virar a mesa e seguir em frente, com mais ousadia e agressividade (no bom sentido).

Se gerou uma forte expectativa em relação ao embate que será travado pelo governador Carlos Brandão com o senador Weverton Rocha pela liderança da corrida, a pesquisa Exata trouxe a informação de que Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. terão de travar um confronto “de sair faísca”, como se dizia em outros tempos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa Exata criticada por não respeitar ausência e problema de saúde de Brandão

Carlos Brandão pode ter sido prejudicado na pesquisa Exata

Uma situação de natureza ética envolvendo a pesquisa Exata, divulgada na segunda-feira (13) chamou. Ela decorre do fato de o instituto haver saído a campo exatamente no momento em que o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, encontrava-se hospitalizado em São Paulo, e nessa condição, vítima de uma boataria frenética e quase insana sobre o seu real estado de saúde. Há quem diga que houve má fé, havendo também quem resuma tudo numa “infeliz” coincidência. Entre os que viram má fé no prosseguimento da pesquisa, há os que acham que a aplicação dos questionários poderia ter sido suspensa temporariamente, e caso já estivessem respondidos, deveriam ter sido guardados. Para eles, aconteceu exatamente o que não deveria ter acontecido.

Os críticos da pesquisa argumentam que na condição de licenciado, hospitalizado e submetido a duas cirurgias, o governador Carlos Brandão ficou em óbvia desvantagem, já que a boataria chegou a espalhar que ele não seria mais candidato e que dificilmente voltaria ao cargo. Tal contexto certamente contribuiu para que a tendência mostrada das últimas pesquisas, com estagnação de Weverton Rocha e crescimento de Carlos Brandão, sofresse uma reviravolta tão ostensiva. Ficou, de fato, no ar, uma nuvem densa de carência ética nesse episódio, que está dando o que falar nos bastidores e fora deles.

 

Em ação, Othelino Neto diz que tem agenda intensa no campo político

Othelino Neto entrevistado por Juraci Filho na TV Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) retomou com todo gás a sua própria pré-campanha para renovação do mandato parlamentar e como coordenador político da pré-campanha do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado. Essa disposição exibida por ele próprio ontem, em entrevista ao programa Bastidores, conduzido pelo jornalista Juraci Filho na TV Assembleia. Com os pés no chão e ciente dos desafios que tem pela frente, Othelino Neto revelou: “Estamos com uma agenda intensa e o ex-governador Flávio Dino tem conversado muito com a classe política. Agora, intensificamos o movimento de visita aos municípios, levando a sua pré-campanha e ajudando a compor não só um programa de governo para a pré-candidatura à reeleição do governador Carlos Brandão, mas, também, coletando informações para a sua pré-candidatura ao Senado”.

Conhecido pela sua capacidade de analisar cenários políticos aparentemente complicados, Othelino Neto observa que no Maranhão está se reproduzindo o desenho da conjuntura pré-eleitoral em curso no País:  “Para o nosso campo, estão vindo partidos e líderes alinhados, em sua maioria, à pré-candidatura do ex-presidente Lula. Isso sinaliza muito positivamente para nós. Afinal, somos avalistas desse projeto para o estado”.

Na mesma conversa, o presidente da Assembleia Legislativa anunciou a volta, depois de dois anos suspensa, da festança junina “Arraiá do Povo”, realizada no pátio do Palácio Manoel Beckman, organizada pelo Gedema, com o objetivo de valorizar a cultura maranhense e oferecer momentos de alegria e descontração a deputados, servidores e à comunidade em geral.

São Luís, 15 de Junho de 2022.