Todos os posts de Ribarmar Correa

Sabatina: Weverton divaga sobre cultura, saúde e educação, critica Brandão e diz que está preparado

 

Weverton Rocha garante que está preparado para ser governador do Maranhão

“Estou preparado”, “Conheço os 217 municípios”, “Se estou liderando a Frente Ampla (de Oposição) é porque tenho capacidade”, “Tenho coragem de virar a chave”, “Não sou marionete de ninguém”. Tais afirmações são do senador Weverton Rocha (PDT), feitas ontem na condição de primeiro candidato ao Palácio dos Leões a ser sabatinado na programação do portal Imirante, iniciada ontem. Ao longo de 1 hora, tempo em que discorreu sobre quatro – cultura, saúde, administração e educação – dos dez temas colocados para sorteio, o candidato do PDT fez um esforçado malabarismo verbal para mostrar o seu preparo e divagar sobre o seu projeto de ser o grande opositor do ex-governador Flávio Dino (PSB), ao fazer críticas pouco consistentes ao seu governo e à continuidade comandada pelo governador Carlos Brandão (PSB), seu principal adversário na corrida às urnas. Em meio a respostas e explicações, Weverton Rocha declarou uma única vez, sem nenhuma ênfase, que “faço oposição ao presidente Jair Bolsonaro” (PL), sem ter feito qualquer menção crítica ao governo dele. Além disso, defendeu o chamado “orçamento secreto”, garantindo ser algo “normal”.

Ao iniciar sua abordagem sobre cultura, ele revelou que está inspirado no conceito de “maranhensidade” (formulado no Governo Jackson Lago (2007/2009) pelo poeta e compositor Joãozinho Ribeiro), sem, no entanto, deixar clara sua interpretação sobre tal identidade cultural. No mais, divagou sobre as diferenças culturais e regionais do Maranhão, argumentando que a cultura maranhense “vai muito além de São Luís”. Ao mesmo tempo, defendeu a necessidade de uma política em que a cultura esteja associada ao turismo, falando também de ações incentivando a produção audiovisual da cultura maranhense, mas sem oferecer argumentos que dessem sentido mais visível ao seu ideário cultural. Também falou muito em “diálogo” e na formação de “conselho”, para não tomar decisões sozinho.

Quando falou de saúde, fez de conta que o Maranhão é um estado sem uma política eficiente para a área. Suas respostas surpreenderam, à medida que nelas ele omitiu ostensivamente os grandes investimentos feitos no Governo Flávio Dino na área de saúde, também fazendo questão de ignorar que, por conta dessas ações, o Maranhão foi o estado que proporcionalmente registrou o menor número de óbitos na guerra contra o novo coronavírus. Para ele, o modelo de saúde é o Hospital do Amor, um centro de diagnóstico de câncer que conseguiu para Imperatriz e região. Quando perguntado sobre esquemas de corrupção com recursos da saúde em municípios de prefeitos aliados dele, denunciados pela revista Piauí, o senador minimizou a denúncia de desvios em Igarapé Grande, cujo prefeito é Erlânio Xavier (PDT), presidente da Famem e homem forte da sua campanha. Segundo ele, o hospital de Igarapé Grande produz oxigênio e o distribui para municípios da região, driblando a pergunta sobre a denúncia de corrupção.

O candidato do PDT começou sua abordagem sobre educação dizendo-se inspirado nos Cieps feitos pelo governador Leonel Brizola, nos anos 70, no Rio de Janeiro. Prometeu “preparar melhor” o quadro de professores, e criticou os índices de avanços na área no Governo Flávio Dino. Não disse uma palavra sobre a grande revolução educacional daquele Governo, com o programa Escola Digna, não disse uma palavra sobre os avanços na implantação da escola de tempo integral e pareceu desconhecer a existência dos Iemas.

Em ralação à administração pública, senador Weverton Rocha – que só ocupou dois cargos públicos: secretário de Juventude no Governo Jackson Lago e assessor do Ministério do Trabalho na gestão de Carlos Lupi, presidente nacional do PDT -, disse ficar à vontade com o tema por ter formação superior em Administração. Perguntado sobre como, se eleito, cuidará da máquina administrativa diante da escassez financeira agravada pela redução do ICMS dos combustíveis, ele usou a frase mágica usada por todos os candidatos: “Vamos reduzir os custos e gastar melhor”, sem dizer exatamente o que isso significa na prática. Já falando sobre equilíbrio fiscal, ele prometeu “zerar” o ICMS dos produtos da cesta básica.

No campo da política, o senador Weverton Rocha deixou um pouco a modéstia de lado quando se declarou líder da “Frente Ampla de Oposição” e se definiu como municipalista. Classificou de “desonesta” a iniciativa do governador Carlos Brandão ao pedir à Justiça a suspensão do pagamento de uma parcela (R$ 350 milhões) diante da perda de arrecadação do ICMS dos combustíveis. Além disso, criticou a linha de ação política do ex-governador Flávio Dino, demonstrando sua inconformação por não ter sido o escolhido para sucedê-lo.

Em Tempo: O senador Weverton Rocha foi entrevistado pelos bons e experientes jornalistas Carla Lima, âncora do programa, Gilberto Léda e Ronaldo Oliveira.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Lahesio e Rocha fazem de conta que estão afinados

Roberto Rocha e Lahesio Bonfim: fazendo de conta que estão afinados na corrida às urnas

As conversas conciliatórias, bem como as ameaçadoras, ocorridas nos bastidores do PSC com o objetivo de enquadrar o candidato a governador Lahesio Bonfim, de modo a colocá-lo em total alinhamento com o senador Roberto Rocha (PTB), não funcionaram a contento. Fonte com trânsito nas entranhas do PSC relata que Lahesio Bonfim faz de conta que apoia e que, em contrapartida, Roberto Rocha faz o mesmo jogo. Ou seja, quando posam para fotografias dão-se as mãos e abrem largo sorriso. Passado o momento da pose, ambos se despedem e cada um segue seu rumo. A fonte diz que não há manifestação de interesse de um pelo futuro do outro e vice-versa. Eventualmente, quando dividem o mesmo palanque, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e o senador fazem o gênero do “eu te apoio e tu me apoias”. Nada mais que isso. A situação ainda não ficou crítica, e provavelmente não ficará, porque a essas alturas do campeonato, tudo o que o presidente do PSC, deputado federal Aloísio Mendes, não quer é uma encrenca séria para resolver durante a campanha.

 

Renovação da Assembleia Legislativa pode chegar à metade

Palácio Manoel Beckman poderá ter renovada metade dos seus atuais inquilinos

Nos cálculos de um observador experiente, que inclusive já exerceu mandato parlamentar, a renovação da Assembleia Legislativa pode alcançar a faixa dos 50%, o que significará a eleição de pelo menos 21 novos deputados. Outras estimativas, para mais e para menos, estão sendo correndo nos bastidores, mas a que prevê a renovação da metade faz mais sentido diante do cenário político em que o Maranhão está situado.

São Luís, 09 de Agosto de 2022.

Com pragmatismo e passos bem planejados, Othelino Neto tem atuação de peso na corrida às urnas

 

Othelino Neto e Ana Paula em Santa Helena com Carlos Brandão (à esquerda)

Os períodos pré-eleitorais costumam produzir quadros políticos diferenciados, que movidos pela habilidade e pelo senso de oportunidade, avançam na corrida às urnas de maneira bem mais consistente do que a dos demais candidatos. Nessas eleições, além dos candidatos majoritários mais destacados, como o governador Carlos Brandão (PSB), o senador Weverton Rocha (PDT) e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC), que formam o pelotão da frente na disputa pelo Palácio dos Leões, e o ex-governador Flávio Dino (PSB), que lidera largamente a corrida ao Senado, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), ocupou e vem ampliando um espaço excepcional. No período de um ano – do final de 2021 para cá -, o parlamentar viveu situações distintas, mas usando apurado pragmatismo, fez a leitura correta do cenário, tomou decisões arrojadas, refez algumas delas, deu passos mais largos e chega à reta que leva às urnas como um dos nomes mais ativos e influentes desse processo eleitoral: chefe do Poder Legislativo, candidato forte à renovação do mandato parlamentar, avalista da candidatura da mulher, Ana Paula Lobato (PCdoB), à primeira suplência na chapa do ex-governador Flávio Dino ao Senado e coordenador político  da campanha do ex-governador, atribuições que lhe deram espaço e peso consideráveis na coligação “O Maranhão não pode parar”.

O salto político do deputado Othelino Neto não foi rápido nem se deu por acaso. Foi fruto de um trabalho bem planejado e cuidadosamente executado, no qual prevaleceram o senso de avaliação e o pragmatismo político. No primeiro momento, Othelino Neto foi partidário da candidatura do senador Weverton Rocha, chegando a admitir sua migração para o PDT. Os movimentos do pré-candidato do PDT a governador desgastaram aquela relação, levando o chefe do Poder Legislativo a rever sua posição e retornar à aliança articulada e liderada por Flávio Dino, declarando apoio à candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. Seus movimentos, feitos de maneira clara e com as devidas explicações, evitaram desgastes e lhe deram carta branca para continuar ocupando espaço e ampliando o seu cacife político. Ao deixar o grupo de apoio à candidatura do senador Weverton Rocha, deixou ali uma lacuna considerável.

De volta à base governista, o deputado Othelino Neto teve sua posição turbinada. Primeiro, consolidou a sua relação com o governador Carlos Brandão, o que lhe permitiu manter a sintonia do Palácio dos Leões com o Palácio Manoel Beckman. Em seguida, se tornou o coordenador político da campanha do ex-governador Flávio Dino ao Senado, incluindo no acordo a vaga de candidato a primeiro suplente – um dos espaços mais cobiçados dessa corrida eleitoral – para sua mulher, a vice-prefeita de Pinheiro Ana Paula Lobato. Cada uma dessas decisões representou uma dose extra de força política. Nessas posições, que representam também o peso do prestígio, o presidente da Assembleia Legislativa segue para as urnas em condições especiais como candidato à reeleição: integra a cúpula que dá suporte ao governador Carlos Brandão – que, segundo a pesquisa Econométrica mais recente, lidera a corrida aos Leões, coordena politicamente a candidatura mais forte ao Senado, com o estímulo aumentado pelo fato da sua mulher ser candidata à vaga de primeiro suplente. Além disso, trabalha no apoio à candidatura da irmã, a advogada Flávia Alves, à Câmara Federal.

Nesse contexto, excetuando o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, os candidatos majoritários, nenhum outro quadro da aliança governista amealhou cacife político tão poderoso quanto o presidente da Assembleia Legislativa. Isso ficou claro no cumprimento de uma agenda de campanha em que acompanhou o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino durante o fim de semana em municípios da Baixada Ocidental. Junto com os líderes e ao lado da vice-prefeita de Pinheiro, reuniu multidões em Pinheiro e em Santa Helena, dois redutos importantes da sua base eleitoral. Nos atos realizados naqueles municípios, o governador e o ex-governador ratificaram o papel do casal nas suas campanhas.

Isso quer dizer que, se as urnas corresponderem às suas expectativas, com a vitória dos candidatos majoritários da coligação “O Maranhão não pode parar”, e a sua própria reeleição, que muitos veem como certa, o deputado Othelino Neto terá todas as condições para pleitear novo mandato de presidente do Poder Legislativo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PSOL lança candidatos ao Governo e ao Senado vai apoiar Lula no Maranhão

Na mesa da convenção: Pedra Celestina, Antonia Cariongo e Enilton Rodrigues

Em convenção realizada na sexta-feira (05), data-limite para a definição de candidaturas majoritária se proporcionais pelos partidos políticos para essas eleições, o PSOL definiu sua chapa ao Governo do Estado e ao Senado. Enilton Rodrigues foi confirmado candidato a governador, tendo como vice Pedra Celestina, e Antonia Cariongo para o Senado, tendo lançado ainda candidatos a deputado federal e a deputado estaduais. E a exemplo do que definiu no plano nacional, o braço maranhense do PSOL formalizou seu apoio à candidatura de Lula da Silva (PT) à presidência da República. Não houve disputa para a formação da chapa majoritária. Inicialmente, houve certa tensão, mas logo os líderes do partido sentaram e ajustaram suas posições em torno da candidatura do servidor público Enilton Rodrigues. A escolha de Pedra Celestina para a vaga de candidata a vice foi definida recentemente e por unanimidade. O partido definiu também seus candidatos e sua militância trabalharão forte pela candidatura do ex-presidente Lula da Silva, já que a prioridade é derrotar o presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Oposicionistas fazem contas e constatam problemas

Weverton Rocha e Roberto Rocha: contas e problemas

Passada euforia dos acordos e das convenções, as forças de oposição começam a fazer as contas e se dar conta de que o caminho para chegar ao poder é bem mais complicado que que seus líderes – em especial o senador Weverton Rocha, candidato ao Governo pelo PDT, e o senador Roberto Rocha, candidato à reeleição pelo PTB. O temor de alguns membros destacados do grupo de partidos é que o candidato pedetista não dê logo a arrancada que o leve ao segundo turno com o governador Carlos Brandão (PSB), que na avaliação geral tem vaga garantida na segunda rodada. Da mesma maneira, poucos do grupo acreditam que o senador petebista reúna cacife para alcançar o ex-governador Flávio Dino (PSB). Não bastasse isso, aliados de Weverton Rocha torcem para que ele se livre o mais rápido possível da sombra ameaçadora de Lahesio Bonfim, candidato do PSC. Além de tudo isso, os oposicionistas alinhados ao presidente Jair Bolsonaro não duvidam de que ele será surrado nas urnas por Lula da Silva no Maranhão.

São Luís, 07 de Agosto de 2022.

DC lança candidato e amplia para nove o número de postulantes ao Palácio dos Leões

 

Professor Joás e Frankle Da Costa entram na briga Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim, Simplício Araújo, Enilton Rodrigues e Hertz Dias

O anúncio de que o Partido Democracia Cristã (DC) oficializou o ingresso de Professor Joás no time de candidatos ao Palácio dos Leões, decisão tomada em convenção, ontem, último dia do calendário eleitoral para a oficialização de candidaturas, se não teve maior impacto no meio político, mostrou que o debate visando as eleições de Outubro vai muito além das candidaturas que representam partidos e grupos partidários. Representando apenas o seu partido, o candidato do DC vai concorrer com o governador Carlos Brandão (PSB), que busca a reeleição pela coligação “O Maranhão não pode parar”, formada por PSB, PT, PCdoB, PV, Podemos, Progressistas, Patriota, MDB, PSDB, Cidadania, Avante e PROS, e o senador Weverton Rocha (PDT), apoiado também por Republicanos, PL, PTB e Agir36, além do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC) e do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), que estão de fato na disputa.

Embora falte ainda sete semanas para a corrida às urnas, e respeitando todas as possibilidades que uma disputa desse porte pode produzir, Professor Joás completa o quadro de nove candidatos ao cargo de governador, situando-se no grupo dos que quase nenhuma chance têm de chegar lá: Simplício Araújo (SD), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Da Costa (PCB). É lícito avaliar, porém, que eles estão na peleja com a consciência de que a democracia ampara a todos os que entram no processo de decisão eleitoral movidos pela vontade de participar e, se possível, contribuir no debate dos temas que de fato interessam: saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, além da defesa do estado democrático de direito, assunto que ganhou dimensão ainda maior diante dos arroubos autoritários do presidente Jair Bolsonaro (PL), que busca a reeleição.

Esse time, fortemente mesclado em matéria ideológica, é liderado pelo suplente de deputado Simplício Araújo, que não dispõe de forte base de apoio, mas vem realizando uma campanha sustentada num discurso denso, que apresenta propostas para mudar a realidade socioeconômica do Maranhão, baseado principalmente na experiê3ncia que vivenciou como secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia do Governo Flávio Dino (PSB). Já o servidor público Enilton Rodrigues expressa a essência do PSOL, cujo discurso expressa os pontos básicos de um projeto de esquerda. Já Hertz Dias é porta-voz da esquerda radical, que alimenta ainda a “emancipação do proletariado”, pregando também dogmas como o que define a propriedade é “um roubo”. Tudo indica que o viés ideológico expressado pelo candidato do PSTU é também a base do discurso de Frankle Da Costa, candidato do PCB, a versão mais radical do comunismo partidário no Brasil.

Finalmente, a julgar pela sua filiação partidária, e pelas posições que seu partido costuma defender, Professor Joás pode ter um discurso de direita moderada, como os partidos democratas cristãos do mundo inteiro, a exemplo do PDC da Itália e do Chile dois bons exemplos dessa linha partidária. Em geral, os democratas cristãos fazem contraponto com a esquerda de um modo geral. Vale registrar que, ao contrário de outros partidos mais robustos política e eleitoralmente, o DC lançou chapa completa, tendo Ricardo Medeiros como vice e Ivo Nogueira como candidato a senador, além de chapas proporcionais. Outro registro: o DC esteve na base partidária do governador Carlos Brandão.

Essas diferentes vozes podem dar uma boa contribuição para o debate que começa agora e será certamente intensificado durante a campanha oficial cuja duração é de 45 dias. Eles certamente aparecerão pouco, por conta dos seus lastros partidários quase invisíveis, sem poder fazer frente aos candidatos mais promissores. O que se espera é que esses candidatos mostrem o rico painel da diversidade política do Brasil atual, com enfoque especial no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MDB maranhense vai dividido na corrida presidencial

 

Lula da Silva e Simone Tebet dividem apoio no MDB do MA

O MDB do Maranhão vai mesmo dividido para a corrida presidencial, com uma banda do partido apoiando a candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) e outra fazendo campanha para a senadora Simone Tebet. Nas contas de um emedebista, a maior fatia do partido, que é a liderada pela ex-governadora Roseana Sarney, com o aval do ex-presidente José Sarney, entrará na briga pelo voto para o líder petista, enquanto a outra, bem menor, comandada pelo deputado federal Hildo Rocha, será partidária da candidatura da senadora Simone Tebet. Entre os emedebistas há também fatias minúsculas apoiando o candidato Ciro Gomes (PDT) e até mesmo o presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

Objeto de rara disputa, PROS volta ao comando de Carvalho e à base de apoio de Brandão

Chico Carvalho ganha de novo o controle do PROS de Marcos Caldas 

Numa das mais

incríveis disputas pelo controle de um partido já registradas no Maranhão, o PROS retornou ontem ao controle do vereador Chico Carvalho, partidário do governador Carlos brandão (PSB), menos de 24 horas depois de ter sido retomado pelo suplente de deputado Marcos Caldas, que integra a base do senador Weverton Rocha (PDT). Depois de ter passado três vezes pelas mãos de cada grupo nas últimas duas semanas, numa rara briga pelo controle de um partido, ministro do TSE Ricardo Lewandowski, determinou que Eurípedes Júnior volte à presidência do PROS. Eurípedes Júnior é da ala que fechou acordo para apoiar a chapa Lula-Alckmin já no primeiro turno nas eleições de outubro. No Maranhão, seu aliado é o vereador Chico Carvalho, que fora destituído do comando do partido, e deve reassumir o controle da legenda e recoloca-la na base da candidatura do governador Carlos Brandão. O braço maranhense do PROS pode realizar sua convenção excepcionalmente nesta sexta-feira.

São Luís, 06 de Agosto de 2022.

Senado: Rocha oficializa candidatura à reeleição num cenário de enormes dificuldades

 

Roberto Rocha tem candidatura homologada em convenção do PTB

O senador Roberto Rocha teve sua candidatura à reeleição oficializada ontem em convenção do seu partido, o PTB, agremiação que controla há menos de três meses e que faz parte da base bolsonarista no Maranhão. O PTB também decidiu coligar com o PDT, que tem o senador Weverton Rocha como candidato a governador. O PSD, que tem Edivaldo Holanda Jr. como candidato a governador, e o PSC, cujo candidato a governador é Lahesio Bonfim, e que não têm candidatos a senador, o apoiarão informalmente. Nenhum dos candidatos a governador participou da convenção, que também foi inexpressiva em participação de prefeitos, parlamentares e lideranças de segmentos da sociedade organizada. Já na condição de candidato à reeleição, o senador petebista fez um longo discurso no qual justificou sua candidatura, explicou suas alianças e, como não poderia deixar de ser, disparou petardos na direção dos seus adversários.

Roberto Rocha entra na corrida eleitoral em busca da reeleição com enormes desafios para administrar e, se possível, superar. O primeiro e maior deles é o seu principal adversário, o ex-governador Flávio Dino (PSB), que embalado pelo prestígio que ampliou e consolidou em sete anos e meio de governo, situação que o coloca com cerca de 20 pontos percentuais à sua frente, segundo todas as pesquisas realizadas desde que confirmou seu projeto de reeleição, incluído a mais recente, da Econométrica. O segundo desafio do senador Roberto Rocha é percorrer o Maranhão em campanha carregando como bandeira o projeto de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), que está cerca de 30 pontos percentuais atrás do ex-presidente Lula da Silva (PT), que faz dobradinha com o candidato socialista Flávio Dino.

Ciente de que dificilmente levará a melhor no confronto com o ex-governador Flávio Dino, Roberto Rocha se movimentou para reunir em torno da sua candidatura todas as correntes identificadas com o bolsonarismo. Só que nem tudo é alinhamento. No PSD, por exemplo, o presidente estadual da legenda, deputado federal Edilázio Jr., é alinhado ao presidente Jair Bolsonaro, mas o candidato do partido a governador, Edivaldo Holanda Jr., ex-prefeito de São Luís, reafirmou ontem que não apoia sua candidatura à reeleição, reafirmando sua decisão, segundo ele irreversível, de ficar neutro na eleição senatorial. Já no PSC, o candidato a governador pelo partido, Lahesio Bonfim, que não nutre um naco sequer de simpatia pelo projeto de reeleição do senador, só declarou apoio à candidatura do parlamentar depois de chamado às falas pelo presidente regional do partido, deputado federal Aloísio Mendes.

A aliança com o senador Weverton Rocha, consumada na coligação PDT/PTB é o desfecho de movimentação em duas frentes. Numa delas, por não aceitar o fato de não ter sido escolhido candidato da aliança dinista, o senador Weverton Rocha rompeu com seus aliados tradicionais e se juntou com as forças bolsonaristas, lideradas pelo senador Roberto Rocha e pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. A outra frente é a determinação do presidente Jair Bolsonaro de evitar a qualquer custo a eleição do ex-governador Flávio Dino para o Senado. O projeto original do senador Roberto Rocha era ser candidato a governador, mas foi “convencido” pelo presidente Jair Bolsonaro a candidatar-se à reeleição com o objetivo de inviabilizar a eleição de Flávio Dino, que o presidente tem como uma das mais fortes e intensas vozes da oposição a ele e ao seu governo.

O senador Roberto Rocha oficializou sua candidatura plenamente ciente das dificuldades que estão no caminho às urnas. A começar pelo fato de que a aliança político-partidária, que batizou de “Frente Ampla de Oposição”, não se refletiu nas pesquisas mais recentes, confirmando a regra segundo a qual apoios políticos nem sempre se traduzem em suporte eleitoral. Por outro lado, não se pode esquecer que eleições, principalmente as majoritárias, costumam produzir resultados imprevisíveis. O problema é que o ex-governador Flávio Dino é um político cuja base é consistente e está mobilizada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Neutralidade de Edivaldo Jr. na disputa senatorial tem duas faces

Edivaldo Jr.: nem Roberto Rocha nem Flávio Dino

“Tomamos a decisão da neutralidade, de não se envolver na disputa ao Senado. Queremos cuidar e discutir apenas o Governo e a nossa campanha. O que é importante em tudo isso é o relacionamento de respeito. Já é ponto pacífico: respeitamos a decisão do presidente e ele a nossa. O que importa é o diálogo”.

Com essa declaração, dada ontem em entrevista à Rádio Mirante AM, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr., candidato a governador pelo PSD, parece ter colocado ponto final na discussão que envolve a sua decisão de não apoiar nem o senador Roberto Rocha (PTB), candidato à reeleição com o apoio da cúpula do seu partido, nem o ex-governador Flávio Dino (PSB).

Quando negociou o seu ingressou no PSD para disputar o Governo do Estado, Edivaldo Holanda Jr. incluiu no pacote a exigência de que o partido não lançasse candidato ao Senado, chegando a admitir que votaria no ex-governador Flávio Dino. Afinal, Edivaldo Holanda Jr. deve a Flávio Dino parte da sua eleição (2012) e da sua reeleição (2016) para a Prefeitura de São Luís. Ao decidir agora pela neutralidade pura e simples, o ex-prefeito de São Luís comete uma visível derrapada no campo da lealdade política.

Em relação ao senador Roberto Rocha, a situação é diferente. Ele foi vice de Edivaldo Holanda Jr. na Prefeitura de São Luís, cargo que deixou para disputar o Senado em 2914, vencendo a eleição contra o então deputado federal Gastão Vieira (MDB) e com o apoio total e decisivo de Flávio Dino, então candidato a governador. Logo em seguida os dois se afastaram e viraram adversários.

Em resumo: se sua decisão de não apoiar o projeto de reeleição do senador Roberto Rocha faz algum sentido, a decisão de não apoiar o ex-governador Flávio Dino é uma derrapada política muito difícil de ser compreendida.

 

PROS volta à aliança em torno de Weverton Rocha

Chico Carvalho perde de novo o controle do PROS para Marcos Caldas

De novo o peso da pressão política exercida pelo senador Weverton Rocha (PDT) causou reviravolta no comando do PROS. Decisão da Justiça havia derrubado o comando nacional do partido, resultando na troca de comando no braço maranhense da agremiação, foi ontem desfeita, voltando a ser tudo como antes no quartel de Abrantes. Esclarecendo: Por decisão judicial, até quatro dias atrás, o PROS estava sendo comandado no Maranhão pelo suplente de deputado estadual Marcos Caldas. Alinhado à candidatura do senador Weverton Rocha. Há três dias, nova decisão devolveu o partido ao comando do vereador de São Luís Chico Carvalho, que por estar na direção do Avante, indicaria a esposa para comandar o PROS, recolocando o partido na aliança comandada pelo governador Carlos Brandão (PSB). Mas ontem, nova decisão em Brasília desfez tudo, resultando que no Maranhão o partido passou novamente para o controle do suplente de deputado estadual Marcos Caldas e ao alinhamento à candidatura do senador Weverton Rocha. Há quem veja mais reviravoltas a caminho.

São Luís, 05 de Agosto de 2022.

Decisão do PP contra o PT não interfere na aliança com o PSB no Maranhão

 

André Fufuca confirma que PP apoia Carlos Brandão para o Governo e Flávio Dino para o Senado

Durou pouco a comemoração dos adversários da candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição por conta da decisão nacional do PP de proibir os braços estaduais do partido de coligarem com o PT em casos de chapas em que o candidato a governador seja um petista. Comandante do braço maranhense do PP e líder do partido na Câmara Federal, o deputado federal André Fufuca declarou a emissoras de rádio e confirmou à Coluna: “No Maranhão, o efeito da medida é igual a zero”. E explicou: a aliança formal do PP é com o PSB em apoio à candidatura do governador Carlos Brandão. Acrescentou que a participação do PP na coligação “O Maranhão não pode parar “ permanece “firme”.  Além disso, o deputado André Fufuca avaliou que “os ventos sopram a favor de Brandão”, acrescentando que “se continuarmos trabalhando como foi planejado, temos tudo para vencer essas eleições, a começar pela reeleição do governador”.

O Partido Progressista é o braço mais forte do Centrão, que fez e manteve aliança com os governos do presidente Lula da Silva (PT), apoiou o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), mas esteve à frente do processo de impeachment que a tirou do poder, tornando-se em seguida um dos pontos de sustentação do governo-tampão do presidente Michel Temer (MDB), para em seguida alcançar a condição de viga-mestra da base do presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso Nacional. No Maranhão, liderado pelo deputado André Fufuca, que assumiu o seu comando sucedendo ao deputado federal Waldir Maranhão, o PP fez parte da base governista desde os governos do MDB liderados por Roseana Sarney. Em 2014, embarcou no transatlântico partidário montado pelo oposicionista Flávio Dino, participando ativamente do movimento que o levou ao poder, quando o PT preferiu manter a aliança com o MDB e o Grupo Sarney, perdendo as eleições e o comando do Estado.

Mesmo sendo um dos caciques do PP no plano nacional, tendo alcançado a vice-presidência, fazendo duro contraponto à esquerda desde a derrubada da presidente Dilma Rousseff, o deputado federal André Fufuca teve autoridade e habilidade políticas para manter o braço maranhense do seu partido na base de apoio nos dois períodos do Governo Flávio Dino. E não titubeou ao manter o PP na aliança, agora apoiando, sem rodeios, as candidaturas do governador Carlos Brandão à reeleição e do ex-governador Flávio Dino ao Senado. Isso sem colocar empecilho à posição do seu partido na base do Centrão nem comprometer a aliança do PP com a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição. O deputado André Fufuca vem demonstrando que há espaço para seguir a orientação do partido no plano nacional, mas com autonomia para construir e consolidar as alianças regionais, como é o caso do que está em andamento no Maranhão.

A notícia de que a cúpula nacional do PP proibira coligação com o PT nos estados em que o candidato a governador seja um petista repercutiu fortemente no meio político maranhense. Apoiadores do candidato pedetista Weverton Rocha enxergaram na decisão um problema para a aliança que sustenta a candidatura do governador Carlos Brandão, chegando a comemorá-lo. O deputado André Fufuca, que é membro da cúpula nacional do partido, colocou as coisas nos seus devidos lugares, esclarecendo que a medida partidária em nada afeta a participação do PP na aliança, uma vez que Carlos Brandão, que encabeça a chapa, é do PSB, mesmo tendo como vice um petista, Felipe Camarão. E foi enfático: “Interferência zero”.

Em resumo: o PP permanece na aliança que tem no comando o governador Carlos Brandão e a liderança do ex-governador Flávio Dino. E de acordo com o seu presidente no Maranhão, ele e o partido dele estão “trabalhando para que a nossa aliança vença as eleições”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão se encontra com Lula em Teresina e acerta vinda dele ao Maranhão

Teresina: Lula da Silva consolida apoio à chapa Carlos Brandão (PSB)/Felipe Camarão (PT) e virá ao Maranhão

O ex-presidente Lula da Silva (PT) virá ao Maranhão nas próximas semanas, em data ainda a ser definida. A inclusão do estado na sua agenda de campanha foi acertada com o governador e candidato à reeleição Carlos Brandão (PSB), em Teresina, onde participou, juntamente com o candidato a vice-governador Felipe Camarão, de um encontro organizado pela governadora do Piauí, Regina Souza, e pelo ex-governador e candidato a senador Wellington Dias (PT). As pesquisas têm mostrado que o ex-presidente Lula da Silva tem enorme vantagem sobre o presidente Jair Bolsonaro (PL) nas intenções de voto. Mas diante da investida do Palácio do Planalto, por meio do “pacote de bondades eleitoreiras”, num jogo pesado para reverter a forte tendência de uma derrota acachapante do presidente, o comando estratégico da campanha de Lulas da Silva recomenda que venha ao Maranhão, para consolidar a sua liderança e apoiar seus aliados na corrida às urnas. No encontro de Teresina ficou combinado que a visita será em agosto, provavelmente depois de iniciada a campanha eleitoral oficial.

 

Reviravolta anunciada: PROS deixa Weverton e volta para Brandão

Chico Carvalho retomou o partido de Marcos Caldas

Quando o senador Weverton Rocha (PDT), então pré-candidato a governador, articulou em Brasília para que o controle do PROS no Maranhão fosse tirado do vereador Chico Carvalho e entregue ao suplente de deputado estadual Marcos Caldas, que tirou o partido da base governista para leva-lo para o leque de apoio do pedetista, algumas vozes sopraram que a jogada não tinha consistência e que, cedo ou tarde, haveria uma reviravolta. O tempo passou, Marcos Caldas se empolgou, Chico Carvalho pareceu conformado e conseguiu o controle do Avante, e tudo parecia resolvido. Ledo engano de quem pensou assim. Nesta semana, uma decisão judicial desmanchou a jogada, desfez o comando de Marcos Caldas e decidiu que o PROS voltará ao controle do tarimbado vereador Chico Carvalho, que tem mais de quatro décadas de sol nessa praia partidária. O primeiro ato da reviravolta: a convenção por meio da qual o PROS foi integrado à candidatura do senador Weverton Rocha foi anulada. Nova convenção será realizada, na qual o partido se integrará à candidatura do governador Carlos Brandão. O braço maranhense do PROS será comandado por Tatiana Carvalho, mulher do vereador Chico Carvalho, já que a essas alturas o edil ludovicense não tem qualquer interesse em se desfazer do Avante. Marcos Caldas deve continuar no partido, só que na condição de simples filiado.

São Luís, 04 de Agosto de 2022.

Lahesio mede força com Weverton em guerra por vaga num eventual segundo turno

 

Carlos Brandão lidera com Weverton Rocha em seguido e ameaçado por Lahesio Bonfim, que quer vaga no 2º turno

Foi deflagrada e está em andamento uma guerra, e intensa, dentro da guerra maior em que se transformou a disputa pelo Palácio dos Leões. De um lado, o candidato do PDT, senador Weverton Rocha, segundo colocado na preferência do eleitorado, de acordo a pesquisa Econométrica mais recente, e de outro, o candidato do PSC, ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim, terceiro colocado. Os números trazidos à tona pela pesquisa mostram que, tomando-se por base a margem de erro, os dois encontram-se tecnicamente empatados. Esse cenário mostrou o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, 11 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, deslocando-se, portanto, da peleja intermediária que definirá o seu adversário num segundo turno, caso a parada não seja resolvida em turno único. Convém alertar que as eleições ocorrerão daqui a dois meses, tempo suficiente para que tudo se mantenha, com algumas alterações, com desfecho pode surpreender.

A menos que uma nova pesquisa traga à tona um cenário diferente, é fato indiscutível que nesse exato momento, segunda a pesquisa mais recente, o governador Carlos Brandão está na dianteira, reforçando seu time de apoiadores dia após dia; que o senador Weverton Rocha trabalha duro para evitar uma debandada na sua base de apoio, e que Lahesio Bonfim se desdobra para avançar, alcançar e, se possível, ultrapassar o candidato pedetista. Logo, o candidato do PDT encontra-se numa situação absolutamente incômoda, pois se Lahesio Bonfim ultrapassá-lo, poderá chegar ao segundo turno, se houver, o que será o fim das suas pretensões neste pleito e, sem dúvida, o maior desastre da sua história política.

Não se discute que o senador Weverton Rocha é um candidato politicamente forte, e que demonstrou isso com a megaconvenção que comandou, mas não há como negar que ele estacionou na seara entre 20 e 25 pontos percentuais e enfrenta dificuldades para ir além, vivendo, portanto, uma situação, se não dramática, muito difícil. Isso porque, à medida que agora, ao mesmo tempo em que viu o governador Carlos Brandão sair do seu radar e alcançar uma vantagem razoável, depara com   Lahesio Bonfim decidido a alcançá-lo. E foi o que o candidato do PSC disse ontem, em entrevista à TV Mirante, quando declarou que pretende vencer a eleição já no primeiro turno, e que só pensará em segundo turno se, anunciado o resultado, ele não tiver sido eleito. Sem a sombra do candidato do PSD, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr., que não deslanchou como era esperado, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes exibe convicção de que vai tirar o candidato pedetista do seu caminho.

Menos de uma semana depois, quando os ecos das convenções já não são tão fortes, os agora candidatos estão de volta à realidade nua e crua da corrida eleitoral, que é correr atrás de voto para manter e, se possível, ampliar os lastros políticos que construíram ou ainda estão construindo. É nesse realismo implacável que o governador Carlos Brandão se desdobra para ampliar sua vantagem, que ainda não está de todo consolidada; o senador Weverton Rocha tenta dar uma guinada para ampliar seu cacife; e Lahesio Bonfim se esforça para alcançá-los e deixá-los para trás, sem a preocupação de ter, pelo menos por enquanto, Edivaldo Jr. na sua cola. As próximas pesquisas dirão como será a evolução desse enredo.

Vale lembrar que o jogo está de fato começando e que o seu ponto alto será a campanha eleitoral propriamente dita e cuja largada será no dia 16 do mês em curso. Até lá os lastros políticos dos candidatos estarão consolidados. Resta saber como estarão os do governador Carlos Brandão, do senador Weverton Rocha e do ex-prefeito Lahesio Bonfim nessa guerra. Isso se o ex-prefeito Edivaldo Jr. não surpreender com uma guinada e entrar na briga pelo direito de disputar o segundo turno, se houver.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana libera MDB para voto ao Senado e a maioria irá com Dino

Roseana Sarney liberou o MDB e maioria votará em Flávio Dino

A presidente do MDB, ex-governadora Roseana Sarney confirmou o apoio do partido à candidatura do governador Carlos Brandão, mas liberou os emedebistas no voto para senador, embora o MDB tenha incluído o nome do ex-governador Flávio Dino na ata da convenção. A questão é pessoal. Ela não aceita ter sido derrotada por Flávio Dino logo no primeiro turno da eleição que os dois disputaram em 2018. E esse sentimento é geral na família Sarney, que não vota em Flávio Dino, mas com o cuidado de não o hostilizar. Quanto ao partido, a maioria esmagadora do MDB tende a votar em Flávio Dino, seguindo o vice-presidente do partido, deputado estadual Roberto Costa, que é um dos responsáveis pela articulação que levou o MDB a declarar apoio ao governador Carlos Brandão e parte dele definir voto no ex-governador para o Senado.

Apoio de Louro a Dino é fruto da boa relação que manteve com seu governo

Não surpreendeu a decisão do deputado estadual Vinícius Louro (PL) rejeitar a candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição e declarar apoio à candidatura do ex-governador Flávio Dino (PSB). O parlamentar não frequentou o círculo mais próximo do governador nos sete anos e meio de governo do socialista. Mas sempre foi da base governista, mantendo bom relacionamento com o Palácio dos Leões. Diante desse quadro,  o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que coordena politicamente a campanha de Flávio Dino, entrou no circuito e fez a intermediação. Por divergências na seara política na região polarizada por Pedreiras e por diferenças do seu grupo com o senador Roberto Rocha, ele conversou com o presidente do PL, deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que não teve outra que não o liberar, mas sem abrir mão do voto do deputado no senador Weverton Rocha para governador e ex-governador Flávio Dino para senador.

São Luís, 03 de Agosto de 2022.

Pesquisa e convenção que confirmou Brandão/Dino reforçaram otimismo na cúpula governista

 

Carlos Brandão registrou no twitter ato em que recebe de presente imagem de Nossa Senhora de Aparecida doada pelo adjunto da SAF, Sandro Montenegro

Os números da pesquisa Econométrica divulgada na semana passada (26/07), que apontou o governador Carlos Brandão (PSB) com 11 pontos à frente do segundo colocado, senador Weverton Rocha (PDT), e a megaconvenção que consolidou a coligação majoritária “O Maranhão não pode parar”, com seus desdobramentos políticos, injetaram uma nova e poderosa dose de otimismo no comando da aliança liderada pelo governador, que busca a reeleição, e pelo ex-governador Flávio Dino (PSB), candidato ao Senado. “É um otimismo com os pés no chão”, disse ontem um dos líderes do grupo, avaliando que a confirmação das candidaturas majoritárias e a montagem das chapas de candidatos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, todos mobilizados em torno da candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto. Ao mesmo tempo, senador Weverton Rocha festeja a movimentada convenção em que o PDT confirmou sua candidatura ao Governo do Estado, na sexta-feira (29/07), sem condições de celebrar a unidade do grupo partidário em torno de um candidato a presidente da República.

Para a cúpula governista, além da unidade partidária da coligação, a chapa encabeçada pelo governador Carlos Brandão começa, de fato, a deslanchar porque “todas as pontas estão amarradas”. Traduzindo essa amarração: a chapa tem candidato a governador e a senador unidos em torno da candidatura do líder petista Lula da Silva à presidência da República, que conta também com o suporte de todos os candidatos a deputado estadual e a deputado federal. Por essa avaliação, além da expressão política dos candidatos majoritários e proporcionais, a coligação governista conta com o argumento segundo o qual os sete anos e meio do governo comandado por Flávio Dino justificam plenamente a permanência do grupo no poder com a reeleição do governador Carlos Brandão.

Na avaliação da cúpula governista, passado o período de incerteza causado pelos 45 dias que o governador Carlos Brandão permaneceu internado em São Paulo, em momento decisivo da pré-campanha, a situação começou a ganhar novo ritmo. “Prefeitos, vereadores e lideranças do interior, que estavam inibidos pela onda de notícias falsas, começaram a se posicionar, e isso ficou demonstrado na convenção e depois dela”, acentuou a fonte governista, relatando a intensa movimentação no Palácio dos Leões ao longo da segunda-feira pós-convenção. Soma-se a esse contexto o fato de o Governo não ter sido afetado, tendo, ao contrário, continuado em intenso movimento, realizando e inaugurando obras e mantendo os serviços em pleno funcionamento. Isso foi possível, em grande medida, graças à postura do governador interino, desembargador Paulo Velten, que cuidou da normalidade institucional e permitiu que a equipe, comandada pelo secretário-chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, com o suporte do secretário de Planejamento Luís Fernando Silva, continuasse atuando de acordo com as orientações do governador Carlos Brandão.

No campo político, as forças que formam a coligação “O Maranhão não pode parar” se mantiveram mobilizadas em grande medida pela ação do ex-governador Flávio Dino, auxiliado pelo candidato a vice-governador Felipe Camarão (PT), pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e pelo presidente regional do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, além de líderes regionais, como o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), por exemplo. Nas contas de uma fonte governista que sabe das coisas, a chapa encabeçada por Carlos Brandão já conta com o apoio de pelo menos 130 prefeitos, número que tende a aumentar até o encerramento da campanha.

Diante desse cenário, mas com os pés firmes no chão, a cúpula governista está confiante de que o governador Carlos Brandão caminha para a reeleição. Em princípio, a expectativa é a de que o desfecho da corrida aos Leões se dará numa disputa de segundo turno, seja com o pedetista Weverton Rocha, seja com o social-cristão Lahesio Bonfim. Nesse ambiente, há uns poucos que vislumbram um desfecho já no primeiro turno. A esses, os moderados chamam a atenção para o fato de que ainda faltam exatamente 60 dias para a manifestação das urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Com Gutemberg na vice, Lahesio formou chapa puro-sangue

Lahesio Bonfim anuncia Gutemberg Araújo como vice 

Não surpreendeu a escolha do vereador de São Luís Gutemberg Araújo (PSC) para vice do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSC), decisão anunciada durante a convenção do partido, realizada no Domingo, e que autorizou a chapa para disputar o Governo do Estado. Era pedra cantada, embora Lahesio Bonfim tenha feito alguns movimentos em outras direções. A decisão foi tomada pelo presidente regional do PSC, deputado federal Aluísio Mendes, que preferiu montar chapa puro-sangue. Gutemberg Araújo ganhou espaço quando atuou como “ponte” de Lahesio Bonfim com porta-vozes da sociedade civil em São Luís. Também por pressão do chefe regional, que segue a orientação ação do Palácio do Planalto, o PSC declarou apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB). Lahesio Bonfim não engole o fato de ter de apoiar Roberto Rocha, que está alinhado à candidatura do pedetista Weverton Rocha, que é hoje o seu principal adversário na corrida aos Leões.

 

Ataques de Weverton a Lahesio podem ser faca de dois gumes

Apoiadores do senador Weverton Rocha estão dando a medida da disputa que ele está travando com Lahesio Bonfim por vaga num eventual segundo turno. Alarmados pela aproximação do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes do senador pedetista, ameaçando seriamente tomar sua posição, eles começaram a disparar chumbo grosso contra o candidato do PSC. Inicialmente, tentaram criar-lhe embaraços com a denúncia de que ele estaria fretando “jatinhos” para viajar pelos municípios, quando dias atrás reclamava que não tinha dinheiro levar sua campanha ao interior. Depois andaram levantando dúvidas sobre a lista de bens que ele encaminhou ao TRE. E mais recentemente divulgaram um vídeo mostrando um grupo de pessoas que supostamente estariam recebendo dinheiro de Lahesio Bonfim. Quem conhece esse jogo sabe que essa estratégia é uma faca de dois gumes, que pode prejudicar o atacado, mas pode ferir também o atacante.

São Luís, 02 de Agosto de 2022.

Convenções confirmam Brandão, Weverton, Lahesio e Edivaldo Jr. na briga pelo comando do estado

 

Carlos Brandão entre Flavio Dino e Felipe Camarão, Weverton Rocha aponta seu caminho e Edivaldo Jr. reafirma projeto em convenções realizadas por seus partidos

Com a definição do quadro de candidatos, que será completado com a confirmação, neste Domingo (31), de Lahesio Bonfim pelo PSC, a corrida ao Palácio dos Leões ganha sua composição definitiva e começa para valer com os preparativos para a campanha eleitoral, cuja largada será daqui a duas semanas. As pesquisas feitas até aqui apontam o governador Carlos Brandão (PSB) na frente, seguido de Weverton Rocha (PDT), Lahesio Bonfim e Edivaldo Jr. (PSD), que de fato estão brigando pelo comando do Estado. Por meio das suas convenções, cada candidato tentou mostrar o seu poder de fogo político e eleitoral, mesmo sabendo que alguns milhares a mais numa festa partidária não farão muita diferença no jogo duro que começa agora, ainda que festas partidárias causem boa impressão.

A convenção do PSB, realizada na região do Bacanga, formalizou a coligação “O Maranhão não pode parar” (PSB/PT/PCdoB/PV/PP) e confirmou a candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo como vice o advogado Felipe Camarão (PT) e o ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado, fazendo também uma declaração formal de apoio à candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT) à presidência da República. Trata-se de uma coligação bem formatada, afinada, com candidatos bem definidos, objetivos muito claros e sem qualquer traço que comprometa a sua unidade. Os seus movimentos giram em torno da forte parceria política e eleitoral que une o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, além da afinidade e os interesses que movem as principais legendas da coligação. Os milhares de apoiadores presente à convenção assistiram num telão a mensagem do ex-presidente Lula da Silva declarando apoio às candidaturas de Carlos Brandão e Flávio Dino. Sem nenhuma distorção, a convenção do PSB mostrou unidade política do grupo partidário da coligação, dando aos seus candidatos caminho livre para seguir em frente.

Realizada na noite de sexta-feira (29) no estádio “Nhozinho Santos”, onde foi instalada uma megaestrutura, a convenção do PDT consolidou a candidatura do senador Weverton Rocha, tendo como vice o deputado estadual Hélio Soares (PL). Preparada para ser um espetáculo político capaz de impressionar o Maranhão, a festa pedetista foi animada, mas não foi completa. Inexplicavelmente, o partido, cujo comando rompeu com ex-governador Flávio Dino, não lançou – por falta de interesse – um candidato ao Senado, optando por apoiar a candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Em resumo, embalada em parte pelo que ainda resta da militância do PDT e por “aliados” do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) trazidos a São Luís, a festa partidária mostrou e formalizou o alinhamento do candidato do PDT com as forças bolsonaristas. Tanto que, a massa presente reagiu com sonora vaia ao discurso de uma líder camponesa defendendo a candidatura de Lula da Silva. Essas e outras contradições serão pedras no sapato do senador Weverton Rocha no confronto que de fato começa agora, no qual ele entra com o desafio de sair da inércia e afastar a ameaça chamada Lahesio Bonfim.

O ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. foi confirmado, candidato a governador na convenção do PSD, realizada na casa de festas Villa Reale, tendo como vice a empresária imperatrizense Andréa Heringer (PSD), escolhida pelo presidente regional do partido, deputado federal Edilázio Jr.. A convenção do PSD ganhou peso político com a presença do presidente nacional da agremiação, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que segundo uma fonte do partido, foi uma demonstração de prestígio de Edivaldo Jr. E foi marcada por um forte mal-estar: Edivaldo Jr. se retirou da convenção para não receber o senador Roberto Rocha (PTB), que teve sua candidatura à reeleição apoiada pela cúpula estadual do partido. Em quarto lugar nas intenções de voto, segundo as últimas pesquisas, Edivaldo Jr. ganha a condição de candidato com o desafio de reverter esse cenário.

Lahesio Bonfim será confirmado candidato a governador na manhã deste domingo (31), em convenção do PSC. Até o fechamento da Coluna, no início da madrugada, não havia indicativo de quem será seu vice, embora muitos insistissem na possibilidade de a escolha recair mesmo sobre o vereador e presidente do PSC em São Luís, Gutemberg Araújo. A convenção da sigla social-cristã seguirá o script das do PDT e do PSD, declarando apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição. Essa decisão, com a qual Lahesio Bonfim não simpatiza nem um pouco, teve de ser por ele abraçada, sob pena de não ter a legenda, conforme ameaça feita pelo presidente regional do partido, deputado federal Aluísio Mendes, que representa uma das frentes do bolsonarismo no Maranhão. O apoio a Roberto Rocha é orientação do Palácio do Planalto, cujo projeto maior é minar a candidatura do ex-governador Flávio Dino ao Senado.

No mais, o quadro está completo com a as candidaturas de Simplício Araújo (Solidariedade), Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Da Costa (PCB), time sem poder de fogo para brigar no campo eleitoral, mas com gás fomentar o debate.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino ganha força em mensagem cifrada de Lula

Lula da Silva fez elogios a Flávio Dino

O ex-governador Flávio Dino ganhou uma dose de reforço em matéria de prestígio político durante a convenção do PSB. Nada menos que uma forte declaração de apoio do ex-presidente e candidato a presidente Lula da Silva, que entre outras disse o seguinte:

“É uma pessoa excepcional, companheiro da mais alta qualidade. É imprescindível, muito importante, que a gente consiga eleger com muito voto nosso querido companheiro Flávio Dino. É uma figura muito especial, como homem, como político, como pai e como companheiro. Eu tenho certeza que ele será uma das pessoas que vai me ajudar, eu e o Alckmin, a fazer desse país melhor, mais justo, mais produtivo, e mais solidário”.

Muitos encontraram nas palavras de Lula da Silva a mensagem cifrada segundo a qual, caso o petista seja eleito presidente e o socialista vença para o Senado, é quase que o ex-governador será convidado para integrar a equipe ministerial do Governo petista. Isso porque Flávio Dino é considerado hoje um dos melhores e mais experientes quadros do País, com competência para fazer a diferença no governo da República.

 

 

Apontado como suspeito de corrupção pela PF, Maranhãozinho festejou na convenção do PDT

Weverton Rocha registrando ato a seu favor organizado por Josimar de Maranhãozinho; na foto a deputada Detinha e a prefeita de Zé Doca

Deu no portal G1, na sexta-feira (29), data em que foi realizada a convenção em que o PL confirmou a candidatura do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) à reeleição:

“A Polícia Federal concluiu que o deputado federal licenciado Josimar Maranhãozinho (PL-MA) participou de um suposto esquema que utilizava empresas fantasmas para fraudar obras de pavimentação em estradas da cidade de Zé Doca, no interior do estado, cuja prefeita, Jose Cunha (PL) é irmã do parlamentar. Ao todo, estima-se que foram desviados R$ 1,8 milhão. As informações constam em um relatório da PF. A TV Globo teve acesso a trechos do documento. (…) O relatório aponta que Maranhãozinho atuou para garantir a liberação de recursos junto ao governo federal para execução de obras na prefeitura comandada por sua irmã, Maria Josenilda Cunha Rodrigues (PL), no entanto, nenhum projeto foi realizado na cidade. (…) No relatório sobre o suposto esquema de fraude em obras em Zé Doca, a Polícia Federal concluiu que o parlamentar e familiares cometeram crimes como falsidade ideológica, peculato, corrupção, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa. (…) As investigações apontaram que a empresa contratada para as obras não possui empregados e comprou pouco insumo para a realização da obra. Foram identificadas ainda transações entre a empresa responsável pela obra e outras duas que tinham ligações com Maranhãozinho”.

Na noite de sexta-feira, em meio à repercussão das informações publicadas pelo portal G1, do sistema Globo deputado Josimar de Maranhãozinho foi figura central na convenção do PDT, que confirmou a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Sempre sorrindo, o parlamentar, que comanda o partido do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, circulou com desembaraço entre apoiadores, e todos, inclusive o senador, fizeram de cinta de que nada, absolutamente nada, aconteceu.

São Luís, 31 de Julho de 2022.

Com grandes desafios a vencer, Weverton terá sua candidatura confirmada hoje em megaconvenção do PDT

 

Weverton Rocha montou uma megaestrutura no estádio Nhozinho Santos para realizar sua convenção causando impacto  nos bastidores da corrida sucessória

O PDT realiza hoje a convenção que formalizará a candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, tendo como vice o deputado estadual Hélio Soares (PL), fruto da aliança com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e, por extensão, com as forças que representam o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. Nesse jogo de alianças, o senador Weverton Rocha declarará apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, ao mesmo tempo em que não está ainda claro como e em que medida o partido se posicionará em relação a Ciro Gomes, confirmado candidato da legenda à presidência da República. Por todos esses vieses, além da formalização de chapas, a convenção do PDT será um marco na trajetória do senador Weverton Rocha, uma vez que representará uma demonstração de força política e, ao mesmo tempo, o maior desafio da sua carreira. Isso porque, pelo cenário desenhado até aqui pelas pesquisas de opinião, o seu projeto de poder, que está estacionado nas preferências do eleitorado, poderá hoje ser impulsionado e deslanchar, dando-lhe a possibilidade de avançar e vencer a eleição, ou conduzi-lo a um desastre devastador, que o obrigará zerar o jogo em relação ao futuro.

Esse espectro que rascunha a convenção do PDT é explicado pelo caráter de “tudo ou nada” dado pelo próprio senador Weverton Rocha à sua candidatura, passando à sociedade maranhense e ao resto do mundo a impressão de que “se não for agora não será nunca”, o que justifica o espantoso malabarismo político que vem protagonizando desde que o grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) optou pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB). Diferentemente dos demais candidatos, o senador Weverton Rocha vem dando sucessivas demonstrações de que, para ele, chegar ao Palácio dos Leões nesta eleição é uma questão de “vida ou morte” política.

No cenário da corrida sucessória desenhado até aqui, os esforços pessoais e políticos do senador Weverton Rocha têm lhe gerado mais problemas do que vantagens. O rompimento com a posição do governador Flávio Dino para apoiar a candidatura já vitoriosa de Eduardo Braide na eleição para a Prefeitura de São Luís, se por um lado lhe assegurou declaração de apoio do prefeito à sua candidatura, por outro levou o seu partido ao maior desastre político e eleitoral na Capital, depois de um domínio por mais de três décadas. E ao romper em definitivo com Flávio Dino – que foi decisivo para sua eleição de senador – por não ter sido escolhido seu candidato a governador e declarar apoio irrestrito à candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição contra o ex-governador, alinhou-se às forças bolsonaristas, tendo como parceiro principal o deputado federal Josimar de Maranhãozinho com sua turma. Mesmo diante desses movimentos, considerados os mais controversos, ele e seus aliados fazem de conta de que tudo é normal e está dando certo.

Em relação à corrida eleitoral em si, o senador Weverton Rocha vai para a sua megaconvenção com o desafio de convencer os delegados do seu partido que tem condições de resolver dois megaproblemas. O primeiro é tirar sua candidatura do estacionamento, viabilizá-la de vez para disputar de igual para igual com a do governador Carlos Brandão, para não correr o risco de ela chegar ao segundo turno muito fragilizada. E o outro, encontrar uma maneira de afastar a ameaçadora aproximação da candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), que de acordo com a pesquisa Econométrica, divulgada na semana passada, chegou à posição do empate técnico. Além disso, a convenção vai desafiá-lo a reconstruir o bem mais precioso do PDT: a militância pedetista criada pelo legendário Jackson Lago.

Ninguém duvida da viabilidade política e eleitoral do senador Weverton Rocha, e de que o partido chancelará sua candidatura, embalando sua incontestável capacidade de ação política, o arrojo dos seus movimentos e o uso dos meios que lhes dão a condição de líder partidário e senador da República. Mas a julgar pelos fortes sinais emitidos até aqui pelas pesquisas de opinião, o líder pedetista poderá sair da convenção para um sucesso avassalador ou para um fracasso retumbante.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PCB surpreende e lança candidato a governador

Chama-se Frankle Da Costa Lima o mais novo pré-candidato a governador do Maranhão, lançado ontem pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), a mais radical das três correntes  comunistas em atuação no Brasil (Para quem não lembra, uma é o PCdoB, que representa a esquerda democrática, e a outra é o Cidadania, que antes de ganhar esse nome foi parte do PCB, do qual se desgarrou com o nome de Partido Popular Socialista (PPS), para ser finalmente rebatizado com o nome atual). Pelo que foi divulgado, Frankle Da Costa Lima tem 43 anos e é servidor público municipal de Imperatriz, tem ensino médio completo e foi candidato a vice-prefeito em 2020, na chapa encabeçada por Sandro Ricardo, também do PCB. Com a entrada de Frankle Da Costa Lima na corrida eleitoral, sobe para oito o número de candidatos ao Governo do Estado.

 

Vereadora de Pedreiras será vice de Simplício Araújo

Marly Tavares será vice na chapa liderada por Simplício Araújo

O suplente de deputado federal Simplício Araújo, candidato a governador pelo Solidariedade, anunciou ontem a vereadora-presidente da Câmara Municipal de Pedreiras, Marly Tavares (Solidariedade) como candidata a vice-governadora na sua chapa. Com a definição, Simplício Araújo resolve sua candidatura ao Palácio dos Leões, deixando em aberto apenas a vaga de candidato do partido ao Senado. Ele, que integrou a equipe do então governador Flávio Dino (PSB) como secretário de Indústria, Comércio e Energia, surpreendeu ontem o meio político ao declarar que pessoalmente vota no ex-governador, mas que o seu partido quer “discutir” o assunto. A alegação do “partido” para não segui-lo no apoio a Flávio Dino é que o ex-governador não teria procurado o Solidariedade – que fez parte dos dois períodos do governo dinista – “para conversar”.  Incrível.

São Luís, 29 de Julho de 2022.

Com grandes desafios a vencer, Weverton terá sua candidatura confirmada hoje em convenção do PDT

 

Weverton Rocha montou uma megaestrutura no estádio Nhozinho Santos para realizar sua convenção causando impacto no tabuleiro da corrida aos Leões

O PDT realiza hoje a convenção que formalizará a candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, tendo como vice o deputado estadual Hélio Soares (PL), fruto da aliança com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho e, por extensão, com as forças que representam o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. Nesse jogo de alianças, o senador Weverton Rocha declarará apoio à candidatura do senador Roberto Rocha (PTB) à reeleição, ao mesmo tempo em que não está ainda claro como e em que medida o partido se posicionará em relação a Ciro Gomes, confirmado candidato da legenda à presidência da República. Por todos esses vieses, além da formalização de chapas, a convenção do PDT será um marco na trajetória do senador Weverton Rocha, uma vez que representará uma demonstração de força política e, ao mesmo tempo, o maior desafio da sua carreira. Isso porque, pelo cenário desenhado até aqui pelas pesquisas de opinião, o seu projeto de poder, que está estacionado nas preferências do eleitorado, poderá hoje ser impulsionado e deslanchar, dando-lhe a possibilidade de avançar e vencer a eleição, ou conduzi-lo a um desastre devastador, que o obrigará zerar o jogo em relação ao futuro.

Esse espectro que rascunha a convenção do PDT é explicado pelo caráter de “tudo ou nada” dado pelo próprio senador Weverton Rocha à sua candidatura, passando à sociedade maranhense e ao resto do mundo a impressão de que “se não for agora não será nunca”, o que justifica o espantoso malabarismo político que vem protagonizando desde que o grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino (PSB) optou pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB). Diferentemente dos demais candidatos, o senador Weverton Rocha vem dando sucessivas demonstrações de que, para ele, chegar ao Palácio dos Leões nesta eleição é uma questão de “vida ou morte” política.

No cenário da corrida sucessória desenhado até aqui, os esforços pessoais e políticos do senador Weverton Rocha têm lhe gerado mais problemas do que vantagens. O rompimento com a posição do governador Flávio Dino para apoiar a candidatura já vitoriosa de Eduardo Braide na eleição para a Prefeitura de São Luís, se por um lado lhe assegurou declaração de apoio do prefeito à sua candidatura, por outro levou o seu partido ao maior desastre político e eleitoral na Capital, depois de um domínio por mais de três décadas. E ao romper em definitivo com Flávio Dino – que foi decisivo para sua eleição de senador – por não ter sido escolhido seu candidato a governador e declarar apoio irrestrito à candidatura do senador Roberto Rocha à reeleição contra o ex-governador, alinhou-se às forças bolsonaristas, tendo como parceiro principal o deputado federal Josimar de Maranhãozinho com sua turma. Mesmo diante desses movimentos, considerados os mais controversos, ele e seus aliados fazem de conta de que tudo é normal e está dando certo.

Em relação à corrida eleitoral em si, o senador Weverton Rocha vai para a sua megaconvenção com o desafio de convencer os delegados do seu partido que tem condições de resolver dois megaproblemas. O primeiro é tirar sua candidatura do estacionamento, viabilizá-la de vez para disputar de igual para igual com a do governador Carlos Brandão, para não correr o risco de ela chegar ao segundo turno muito fragilizada. E o outro, encontrar uma maneira de afastar a ameaçadora aproximação da candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), que de acordo com a pesquisa Econométrica, divulgada na semana passada, chegou à posição do empate técnico. Além disso, a convenção vai desafiá-lo a reconstruir o bem mais precioso do PDT: a militância pedetista criada pelo legendário Jackson Lago.

Ninguém duvida da viabilidade política e eleitoral do senador Weverton Rocha, e de que o partido chancelará sua candidatura, embalando sua incontestável capacidade de ação política, o arrojo dos seus movimentos e o uso dos meios que lhes dão a condição de líder partidário e senador da República. Mas a julgar pelos fortes sinais emitidos até aqui pelas pesquisas de opinião, o líder pedetista poderá sair da convenção para um sucesso avassalador ou para um fracasso retumbante.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PCB surpreende e lança candidato a governador

Chama-se Frankle Da Costa Lima o mais novo pré-candidato a governador do Maranhão, lançado ontem pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), a mais radical das três correntes  comunistas em atuação no Brasil (Para quem não lembra, uma é o PCdoB, que representa a esquerda democrática, e a outra é o Cidadania, que antes de ganhar esse nome foi parte do PCB, do qual se desgarrou com o nome de Partido Popular Socialista (PPS), para ser finalmente rebatizado com o nome atual). Pelo que foi divulgado, Frankle Da Costa Lima tem 43 anos e é servidor público municipal de Imperatriz, tem ensino médio completo e foi candidato a vice-prefeito em 2020, na chapa encabeçada por Sandro Ricardo, também do PCB. Com a entrada de Frankle Da Costa Lima na corrida eleitoral, sobe para oito o número de candidatos ao Governo do Estado.

 

Vereadora de Pedreiras será vice de Simplício Araújo

Marly Tavares será vice na chapa liderada por Simplício Araújo

O suplente de deputado federal Simplício Araújo, candidato a governador pelo Solidariedade, anunciou ontem a vereadora-presidente da Câmara Municipal de Pedreiras, Marly Tavares (Solidariedade) como candidata a vice-governadora na sua chapa. Com a definição, Simplício Araújo resolve sua candidatura ao Palácio dos Leões, deixando em aberto apenas a vaga de candidato do partido ao Senado. Ele, que integrou a equipe do então governador Flávio Dino (PSB) como secretário de Indústria, Comércio e Energia, surpreendeu ontem o meio político ao declarar que pessoalmente vota no ex-governador, mas que o seu partido quer “discutir” o assunto. A alegação do “partido” para não segui-lo no apoio a Flávio Dino é que o ex-governador não teria procurado o Solidariedade – que fez parte dos dois períodos do governo dinista – “para conversar”.  Incrível.

São Luís, 29 de Julho de 2022.