Dino começa a confirmar o prognóstico de transformar o PSB numa potência partidária

 

Flávio Dino já conta com Carlos Lula, Rogério Cafeteira, Jefferson Portela, Marcos Pacheco, Catulé Jr. e Karen Barros para transformar o PSB numa força partidária

Na edição de 18 de Junho, a Coluna foi aberta com o seguinte título: “Dino deixa o PCdoB, ganha mais espaço de atuação e deve transformar o PSB numa grande força”. O prognóstico, que começou a ganhar corpo logo em seguida, no dia 24 de Junho, com o ingresso do governador Flávio Dino no PSB, partido ressuscitado no final do século passado pelo célebre líder político pernambucano Miguel Arraes, e a ser reforçado de fato no dia 30 de Junho com a filiação do deputado estadual Duarte Jr., e ganhou força ontem, com o ingresso dos secretários Carlos Lula (Saúde), Catulé Jr. (Turismo), Jefferson Portela (Segurança), Rogério Cafeteira (Esportes) e Marcos Pacheco, e da presidente do Procon, Karen Barros, além de outras lideranças. No seu discurso, Flávio Dino foi direto ao ponto e declarou, sem rodeios:  “Nós não iremos eleger dois ou três deputados estaduais ou federais, elegeremos dezenas de deputados e seremos, sem a menor dúvida, o maior partido desse estado”. Por modéstia ou por esquecimento, não incluiu “um senador”.
Flávio Dino parece encontrar-se em plena lua de mel com o partido com o qual “namorou” por mais de uma década. Nisso não há qualquer intenção de minimizar o papel do PCdoB, por cuja sobrevivência brigou, a ponto de torna-lo a maior potência partidária do Maranhão por quase uma década. Mas não há dúvida de que no PSB o governador parece mais à vontade, mais “em casa”, dando mostras de estar mais afinado com o socialismo democrático do que com o comunismo mais fechado, mas que ele amenizou com a ideia de religião, associando o humanismo socialista com as bases do cristianismo católico, apostólico, romano. No seu novo partido, o governador finalmente definirá o discurso literalmente identificado com sua nova situação partidária.
Polimento ideológico à parte, o objetivo imediato do governador Flávio Dino é turbinar o PSB, que recebeu apenas com um deputado federal (Bira do Pindaré), e um deputado estadual (Edson Araújo), mas que recebeu o deputado estadual Duarte Jr., um respeitável reforço político eleitoral. Entre os prefeitos, o partido saiu das urnas com seis, alguns vices e uma penca modesta de vereadores, nada fenomenal, mas o suficiente para demarcar espaço no cenário partidário maranhense, e com as portas abertas para um processo em que ganhará uma musculatura que dificilmente ganharia sem um líder do porte de Flávio Dino.
Todo partido maranhense gostaria de ter nos seus quadros filiados como Carlos Lula, um advogado que vem surpreendendo meio mundo com uma gestão excepcional na Secretaria de Saúde; como também gostaria de ter filiados do porte do secretário Jefferson Portela, que vem mudando o sistema policial maranhense; da estatura moral e profissional do ex-deputado estadual Marcos Pacheco, secretário de Políticas Públicas; do desembaraço e a determinação do jovem Catulé Jr., atual secretário de Turismo, e a experiência do ex-deputado Rogério Cafeteira – isso sem falar da jovem Karen Barros, mulher do deputado Duarte Jr.. Juntos, eles podem representar um caminhão de votos nas eleições do ano que vem, podendo fazer do PSB a potência partidária que o governador espera.
Ninguém duvida de que sob o comando de Flávio Dino o PSB emergirá das urnas como uma potência política e partidária, com um senador, três ou mais deputados federais e ao menos entre quatro e cinco deputados estaduais.
Essa é a conta que está sendo feita nos bastidores políticos, onde todos levam em conta três fatores decisivos: a força política de Flávio Dino, o apoio do governador Carlos Brandão (PSDB) e o grande potencial eleitoral do grupo que vai encarar as urnas defendendo as bandeiras do partido.
 

PONTO & CONTRAPONTO

DEM está rachado em relação à disputa para o Palácio dos Leões

Juscelino Filho e Stênio Rezende divergem no DEM sobre  sucessão

Ontem, um destacado partidário do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) questionou a informação de que o DEM está abalado por um racha em relação à sucessão. A Coluna registrou que, contrariando a posição do presidente regional do DEM, deputado federal Juscelino Filho, que está fechado com o líder do PDT, o ex-deputado estadual Stênio Rezende, seu tio e um dos seus mentores, anunciou que apoiará o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Isso significa dizer que a prestigiada deputada Andreia Rezende, mulher de Stênio Rezende, naturalmente abraçará a escolha do marido.
E o racha no DEM vai mais longe. Na última Sexta-Feira, em Miranda do Norte, a deputada Daniella Tema (DEM) estava na primeira fila do megaevento político que reuniu 57 prefeitos e mais de 100 ex-prefeitos, além de deputados estaduais e federais em apoio a Carlos Brandão. A parlamentar estava acompanhada do marido, o tarimbado Cleomar Tema (PSB), ex-prefeito de Tuntum e um dos mais importantes líderes do Sertão maranhense. Correm ainda comentários de que os deputados estaduais democratas Antônio Pereira e Paulo Neto ainda não bateram martelo em relação ao projeto de candidatura de Weverton Rocha.

Marreca Filho reafirmou o Patriotas na aliança articulada por Flávio Dino

Marreca Filho 

Se o presidente Jair Bolsonaro vier mesmo a se filiar no Patriotas e o senador Roberto Rocha segui-lo, como está previsto, haverá problemas na situação da agremiação no Maranhão. Na reunião que o governador Flávio Dino fez, na semana passada, com os líderes partidários para discutir a corrida à sua sucessão contou com a presença do deputado federal Júnior Marreca Filho, que preside o Patriotas no Maranhão. Mesmo tendo entrado mudo e saído calado, Marreca Filho deixou muito claro que o Patriotas é parte da aliança governista, devendo apoiar o vice-governador Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha ou o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que é quem de fato controla o partido no Maranhão. Tal situação pode representar uma grande encrenca para o senador Roberto Rocha.

São Luís, 09 de Julho de 2021.

Cenário político é agitado por fatos que terão forte repercussão nas montagens para as eleições de 2022  

Eunélio Mendonça, Carlos Florêncio, Marco Aurélio, Márcio Jerry ,Othelino Neto, Adelmo Soares, Júlio Mendonça, Mavio Rocha e Rodrigo Lago: fortalecer o PCdoB

A migração do governador Flávio Dino para o PSB desencadeou uma série de movimentos de partidos dentro e fora da base governista, num processo de ajustes partidários que ainda agitará o meio político por muito tempo. Nas últimas 48 horas, por exemplo, o PCdoB reuniu seus líderes para discutir o futuro do partido agora sem o governador como seu líder maior, quatro secretários de Estado anunciaram filiação no novo partido do governador, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. anunciou que marcha para a oposição ao se filiar ao PSD, a deputada estadual Mical Damasceno (PTB) confirma afastamento da base governista e uma declaração de apoio do ex-deputado estadual Stênio Rezende revela que o DEM está rachado na corrida sucessória. São fatos que sinalizam com clareza que a movimentação política começa a ganhar movimento, cuja intensidade só será mais ou menos conhecida quando o calendário para as eleições do ano que vem começar a vigorar na segunda semana de Outubro deste ano. Os fatos relacionados são suficientes para que se possa ter uma ideia prévia do que vem por aí.

Mesmo sendo ainda um dos principais suportes e referências do atual Governo, o PCdoB sentiu a perda do governador Flávio Dino, o seu maior trunfo. Mas, ao contrário do que muitos previram, manteve sua estrutura e não sofreu outras perdas. Ontem, os detentores de mandato do partido, numa articulação feita pelo seu presidente, o deputado federal licenciado Márcio Jerry, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, se reuniram para avaliar o cenário e as perspectivas. E fecharam questão em três pontos: permanecer firme na base de apoio do Governo, manter a unidade partidária e trabalhar para manter o partido forte, se possível ampliando seu poder de fogo nas urnas. Além de Márcio Jerry e Othelino neto, participaram da reunião o os deputados estaduais Marco Aurélio, Adelmo Soares e Carlinhos Florêncio, um representante da deputada Ana do Gás e o secretário Rodrigo lago (Agricultura Familiar).

Em meio à agitação partidária, os secretários Rogério Cafeteira (Esporte), Catulé Jr. (Turismo) e Marcos Pacheco (Políticas Públicas) e a presidente do Procon, Karen Barros anunciaram que filiarão ao PSB. A filiação de Karen Barros é um indicativo de que o deputado Duarte Jr., hoje no Republicanos, poderá migrar também para o PSB. O ato de filiação acontecerá hoje, com a presença do governador Flávio Dino. Há quem veja nas filiações apenas o início de uma grande revoada na direção do novo partido do chefe do Executivo e pré-candidato ao Senado.

O anúncio de que o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., se filiará ao PSD, surpreendeu muitos integrantes da base governista. Seria um processo absolutamente natural se o PSD não fosse ponta de lança da oposição ao governador Flávio Dino, liderada pelo deputado federal Edilázio Jr., um dos mais ferrenhos adversários do atual Governo, e se Edivaldo Holanda Jr. não tivesse recebido apoio decisivo do governador Flávio Dino e seu grupo nas suas duas eleições em São Luís. E tudo indica que será candidato a governador em campo oposto ao do governador e, provavelmente, também contra o candidato do seu ex-partido, o PDT, senador Weverton Rocha. É cedo, porém, para se bater martelo quanto ao futuro do ex-prefeito de São Luís.

Um fato que também chamou a atenção do meio político foi a declaração da deputada Mical Damasceno de que está fora da base governista, ou seja, é agora oposição ao atual Governo. Mical Damasceno deu essa guinada ao assumir o comando do PTB no Maranhão, entronizada pelo chefe nacional da legenda, Roberto Jefferson, que destituiu o deputado federal Pedro Lucas Fernandes da direção do partido por ele ter votado a favor da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL). Bolsonarista militante, Mical Damasceno quer levar o eleitorado evangélico para a base de Jair Bolsonaro no Maranhão, mesmo sabendo que o presidente não é bem visto pela maioria dos evangélicos maranhenses.  Alguns observadores avaliam que a deputada Mical Damasceno pode estar cometendo um grave erro político.

E, finalmente, a surpreendente declaração do ex-deputado Stênio Rezende (DEM) de que vai apoiar a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). A posição do ex-parlamentar, que deve ser acompanhada por sua mulher, a deputada estadual Andreia Rezende Resende, revela que o DEM, presidido no Maranhão pelo deputado federal Juscelino Filho, sobrinho de Stênio Rezende, está dividido. Uma banda não seguirá o presidente Juscelino Filho no apoio ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), que apoiou a candidato do DEM, deputado Neto Evangelista, à Prefeitura de São Luís.

Sem ligação direta entre si, os fatos demonstram o cenário político ainda sofrerá muitas alterações até as convenções partidárias que oficializarão as candidaturas que se enfrentarão nas eleições de Outubro do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

CPI dos Bancos: Senador maranhenses mandou prender ex-presidente do Banco Central

Bello Parga dá voz de prisão a Chico Lopes na CPI dos Bancos

A prisão, ontem, do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, por ordem do presidente da CPI  da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), sob a alegação de que ele mentiu ao depor na Comissão sobre um suposto esquema de corrupção que se armou na pasta em torno da compra da vacina indiana Covaxin, lembrou um caso de prisão de depoente que se tornou célebre, envolvendo dois senadores maranhenses: o senador Bello Parga (PFL-MA), que a presidia, e o senador João Alberto (PMDB-MA), que era o relator.

No dia 27 de Abril de 1999, o presidente da CPI dos Bancos, senador Bello Parga, deu voz de prisão ao ex-presidente do Banco Central, Chico Lopes, um dos mais renomados economistas da sua geração, que havia prestado depoimento à Comissão sobre distorções no sistema bancário nacional. Orientado por seus advogados, Chico Lopes se negou a assinar o depoimento, tornando sem efeito o que dissera, já que o foi dito por ele só teria validade com a sua assinatura. A recusa causou tumulto na CPI, tendo vários senadores tentado fazer com que o ex-presidente do BC assinasse o depoimento, explicando que sua atitude seria considerada desacato à autoridade e interpretada como falso testemunho. Ele, porém, manteve a decisão de não assinar, alegando estar seguindo orientação dos seus advogados. Essa atitude levou o presidente da CPI, senador Bello Parga, a adverti-lo, explicando que se ele não assinasse o documento, seria preso. O clima de tensão aumentou, e como o ex-presidente do BC não recuou, o presidente Bello Parga deu-lhe voz de prisão, convocando a Polícia do Senado para recolhe-lo. Como aconteceu ontem, o economista Chico Lopes foi recolhido às dependências da Polícia do Senado, seus advogados pagaram a fiança e ele foi liberado ainda no mesmo dia.

Homem respeitado por sua seriedade, o senador Bello Parga entrou para a crônica do Senado pela atitude que tomou, uma vez que evitou que a CPI dos Bancos fosse desmoralizada pelo ex-presidente do Banco Central. Sério e determinado, o senador João Alberto não participou diretamente do episódio, mas muito do que aconteceu naquele dia estava intimamente relacionado com as investigações que realizou como relator.

 

Marcos Pacheco vai tentar novamente a Assembleia Legislativa

Marcos Pacheco

Tudo indica que o médico e advogado Marcos Pacheco, atual secretário de Estado Políticas Públicas, será candidato a deputado estadual. Ele assinará hoje ficha de filiação no PSB. Marcos Pacheco tem feito um trabalho destacado no enfrentamento da pandemia. Ele preside o chamado Gabinete Científico, grupo de médicos e gestores que avalia a situação da pandemia no Maranhão, acompanha as novidades sobre o assunto em todo o mundo e tem sido a mais importante fonte de consultas do governador Flávio Dino sobre como enfrentar as investidas do novo coronavírus no estado.

Marcos Pacheco entrou na vida política filiando-se no PDT, tendo sido eleito deputado estadual no pleito em que Jackson Lago se elegeu governador, em 2006. Desencantou-se do mandato e voltou a praticar a medicina e a dar aulas de Direito no Uniceuma. Foi secretário de Saúde nos primeiros meses do Governo Flávio Dino, que o nomeou para comandar a Secretaria de Estado da Saúde, mas meses depois passou o cargo para Carlos Lula, sendo ao mesmo tempo nomeado secretário de Políticas Públicas. Está, portanto, credenciado para encarar as urnas.

São Luís, 08 de Julho de 2021.

 

Edivaldo Jr. vai para o PSD, partido de direita que apoia Governo Bolsonaro e ataca o Governo Dino

 

Edivaldo Holanda Jr. pode disputar o Governo do Estado pelo PSD

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., resolveu, finalmente, a sua situação partidária. Ele anunciou que se filiará ao Partido Social Democrático (PSD), comandado no País pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, uma das vozes mais ativas da direita civilizada, e no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Jr., que lidera um dos ramos do que já foi o Grupo Sarney. Com a filiação, Edivaldo Holanda Jr. inicia outro complicado processo de decisão: a que se candidatará nas eleições do ano que vem? A bolsa de especulações o enxerga disputando o Governo do Estado ou uma cadeira na Câmara Federal. Quase não se fala de uma eventual candidatura a senador e ninguém aposta que ele possa vir a ser candidato a deputado estadual. O PSD parece ser o pouso partidário mais adequado ao jovem político que já foi duas vezes vereador de São Luís, exerceu meio mandato de deputado federal e elegeu-se e se reelegeu prefeito da Capital. Esse reduzido, mas rico, currículo lhe dá status para integrar o grupo de elite dos políticos maranhenses da sua geração, e cacife para entrar em qualquer nível da disputa eleitoral do ano que vem.

Informações chegadas à Coluna por fontes confiáveis preveem sua candidatura ao Governo do Estado, entrando na ciranda pelo voto majoritário como uma espécie de “terceira via” para romper o equilíbrio de uma disputa entre o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT). Há também quem preveja sua candidatura a vice-governador num acordo com o vice-governador ou com o senador. E finalmente a possibilidade de ele vir a disputar uma cadeira na Câmara Federal, como um passo para tentar voltar à Prefeitura de São Luís em 2024, em mais um embate direto com o agora prefeito Eduardo Braide (Podemos), a quem derrotou em 2016, e nada fez para evitar a sua eleição em 2020.

A candidatura a governador pode ganhar densidade, mas pode também enfrentar restrições no plano das alianças. Sua atitude de virar as costas para o projeto eleitoral do seu partido, o PDT, que apoiou a candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), e também para a candidatura do deputado estadual Duarte Jr. (Republicanos), levou-o ao rompimento com PDT e ao afastamento dos partidos do núcleo central da base de apoio do governador Flávio Dino. Tal situação lhe impôs um complicado isolamento, levando-o a deixar o campo da aliança liderada por Flávio Dino para procurar abrigo partidário na seara dos seus adversários duros. Não é segredo que o deputado federal Edilázio Jr., líder do seu partido, é aliado e apoiador linha-de-frente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e adversário figadal do governador Flávio Dino e seu grupo.

No plano ideológico, Edivaldo Holanda Jr. se encaixa perfeitamente no PSD, um partido de direita, de viés liberal, que fez contraponto à esquerda trabalhista antes do golpe de 64, e que renasceu nos anos 90 do século passado pelas mãos do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Hoje, o PSD é um dos maiores partidos do País, funciona como um dos esteios do Centrão e integra a base parlamentar do Governo Bolsonaro. No Maranhão, sob o comando do deputado federal Edilázio Jr., o PSD atua forte como adversário incondicional do Governo Flávio Dino. Resta saber como se comportará em relação aos seus antigos apoiadores – o governador Flávio Dino e seu grupo foram decisivos nas suas duas eleições para prefeito de São Luís.

Seus posicionamentos políticos têm sido marcados pela controvérsia. Iniciou a trajetória no PTC, uma sigla de viés evangélico de extrema direita que não foi em frente e hoje no Maranhão só existe por conta do mandato do deputado Edivaldo Holanda, pai. Em 2015 mudou-se para o PDT, partido de centro-esquerda, com o qual nunca se afinou, particularmente no plano ideológico, para agora dar uma guinada de volta à direita ao ingressar no PSD. Isso significa dizer que Edivaldo Holanda Jr. continuará como uma incógnita. Isso, porém, não esconde o fato de que, mesmo em meio a controvérsias, o ex-prefeito de São Luís é um político vencedor, o que o credencia para seguir em frente fazendo apostas altas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Secretários se credenciam para participar das eleições

Felipe Camarão e Carlos Lula: secretários com peso para entrar na corrida eleitoral

Durante a reunião de Segunda-Feira (05) com líderes partidários para iniciar as discussões que levarão à escolha do candidato do grupo político liderado pelo governador Flávio Dino, dois secretários se destacaram, Felipe Camarão (Educação) e Carlos Lula (Saúde). O primeiro apresentou os avanços do Governo no campo educacional, destacando a amplitude do programa “Escola Digna”, que transformou o Maranhão numa referência no que diz respeito à educação de base. E o segundo fez um balanço consistente dos ganhos reais do Maranhão no campo da saúde pública, chamando atenção para a rede hospitalar que existia quando o atual governo se instalou, em 2015, e o que existe agora, seis anos e meio depois. Os dois relatos impressionaram os presentes.

Por seu trabalho, os dois secretários estão credenciados a ingressarem na seara política e eleitoral nas eleições do ano que vem. Felipe Camarão deve disputar uma cadeira na Câmara Federal, e para tanto, deu entrada num pedido de filiação ao PT, que segundo revelado ontem, deve torna-lo oficialmente membro do partido nesta Quinta-Feira. Já Carlos Lula deve ingressar no PSB, atendendo a convite do deputado federal Bira do Pindaré, feito semanas antes de o governador Flávio Dino ingressar no partido.

 

Assembleia aprova “Auxílio Cuidar” com apoio de Othelino Neto

Othelino Neto deu apoio efetivo à aprovação do “Auxílio Cuidar”

A Assembleia Legislativa aprovou ontem projeto de lei que cria o “Auxílio Cuidar”, um mecanismo pelo qual o Governo do Estado pagará ajuda no valor de R$ 500 a crianças e adolescentes órfãos de pai e mãe biológicos ou por adoção, desde que um deles tenha falecido por Covid-19. O projeto foi proposto pelo Poder Executivo e sua vigência depende agora da sanção do governador Flávio Dino (PSB). O projeto instituindo o “Auxílio Cuidar” foi aprovado por unanimidade e recebeu apoio enfático do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB).

A iniciativa do Poder Executivo ganhou força a partir das informações de que no país já são mais de 450 mil crianças e adolescentes que perderam os pais ou um deles durante a pandemia, gerando um grave problema de natureza social, à medida que, com a morte dos seus pais, ou de um deles, esses jovens órfãos entram em situação de insegurança.

O presidente da Assembleia Legislativa apoiou integralmente a inciativa do governador Flávio Dino e contribuiu efetivamente para a sua aprovação, o que se deu por unanimidade.

– Diante desse triste cenário, o projeto vem, de forma muito marcante, contribuir para amenizar os impactos financeiros dessas crianças que perderam seus pais por conta do novo coronavírus, servindo como um instrumento de amparo e oferecendo a elas uma condição a mais de ter o seu sustento provido – declarou Othelino Neto.

São Luís, 07 de Julho de 2021.

Sucessão: líderes lançam Dino ao Senado e pregam unidade e apoio a candidato do grupo  

 

Entre o deputado Othelino Neto e a senadora Eliziane Gama, Flávio Dino posa com líderes partidários após reunião no Palácio dos Leões. Atrás dele os pré-candidatos Josimar de Maranhãozinho, Carlos Brandão, Weverton Rocha e Simplício Araújo

Unidade do grupo, apoio de todos à candidatura do governador Flávio Dino (PSB) para o Senado, lançar apenas um candidato do Governo – a ser escolhido depois da definição das regras para as eleições -, não cometer os erros cometidos na eleição de São Luís, e apoio aos programas mais importantes do Governo, como o Escola Digna, por exemplo. Foram essas as decisões tomadas ontem à noite, no Palácio dos Leões, na reunião do governador Flávio Dino com os líderes dos partidos que integram a sua base, entre eles os quatro pré-candidatos à sua sucessão – o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (Solidariedade) – e o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), para discutir as eleições do ano que vem, em especial a sua sucessão. O governador Flávio Dino abriu o encontro apresentando um balanço da sua gestão, defendendo a continuação dos programas principais e fazendo um apelo para que o grupo permaneça unido e construa consenso em torno de um candidato à sua sucessão. Os participantes assinaram uma carta de apoio ao elenco de compromissos, confirmando a unanimidade pela candidatura do chefe do Executivo ao Senado.

Na sua fala, Flávio Dino defendeu a unidade do grupo, argumentando que juntos os partidos tornarão o grupo cada vez mais forte. O sentido maior da unidade do grupo é conquistar vitória no processo eleitoral. Se os partidos não permaneceram mobilizados em torno do objetivo maior que é vencer as eleições, estarão abrindo caminho para fortalecer adversários. Os líderes presentes se manifestaram em apoio à proposta de unidade, ratificando suas posições assinando a carta-compromisso.

Outro item decidido foi o apoio unânime à candidatura do governador Flávio Dino ao Senado. Na conversa com os líderes partidários, o governador confirmou seu projeto de disputar a vaga de senador, descartando a possibilidade de vir a ser candidato a presidente ou a vice-presidente da República. Essa decisão levou os presidentes dos partidos da base a firmarem posição no sentido de não lançar candidatos ao Senado. Com essa decisão, que consta na carta-compromisso, praticamente selou a pré-candidatura do governador, que nas últimas pesquisas sobre os cenários aparece como franco favorito à vaga de senador, que será aberta com o encerramento do mandato do senador Roberto Rocha (sem partido), que sem chance de reeleição, está caminhando para disputar o Governo. Em todas as pesquisas Flávio Dino lidera com mais da metade das intenções de voto.

Na reunião foi decido do também que o grupo lançará apenas um candidato a governador, que deve sair de um consenso. Carlos Brandão, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo concordaram, vão continuar tentando viabilizar seus projetos de candidatura, mas agora com o compromisso de apoiar o candidato que na época estiver na melhor condição. A escolha deve ocorrer entre Outubro e Dezembro, quando as regras para o pleito eleitoral do ano que vem estiverem definidas. Com esse compromisso, o governador Flávio Dino não quer que se repita o que aconteceu na eleição para a Prefeitura de São Luís, na qual o grupo se dividiu e facilitou a eleição de Eduardo Braide (Podemos), que já era favorito e foi turbinado com o apoio do PDT e DEM.

Os participantes firmaram compromisso de, se o eleito for o candidato do grupo, apoiar a continuidade dos programas sociais do atual Governo estadual, como o Escola Digna – já são mais de mil -, Iemas, estrutura hospitalar, restaurantes populares –  recebeu cinco e implantou mais 49 -, entre outras ações. O governador lembra que estados que avançaram na guerra contra a fome e a pobreza, como o Ceará, por exemplo, deram continuidade a programas sociais durante décadas, vendo-os como conquistas do Estado e não só de Governos.

A reunião de ontem foi bem avaliada por todos os participantes. Primeiro porque quebrou a onda de especulações a respeito da sucessão no Governo do Estado. Segundo porque definiu consenso em relação à candidatura de Flávio Dino ao Senado. E terceiro porque obteve consenso a favor do ponto central: a unidade do grupo para as eleições do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPOPNTO

 

Encontro nos Leões reuniu a nata do Governo e da aliança governista

Flávio Dino cumprimenta o presidente do PT, Augusto Lobato, um dos signatários da carta-compromisso

Além dos líderes partidários e dos pré-candidatos ao Governo, a reunião de ontem no Palácio dos Leões reuniu, de fato, a nata da aliança liderada pelo governador Flávio Dino. Para começar, marcaram presença o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, que pertence ao PCdoB, mas integra o grupo de apoio da candidatura do senador Weverton Rocha, o mesmo acontecendo com o presidente da Famem, Erlânio Xavier, prefeito de Igarapé Grande e coordenador das campanhas de Weverton Rocha. O vice-governador Carlos Brandão participou ativamente da reunião e dela saiu entusiasmado e avalizando as decisões tomadas, entre elas a unidade do grupo, o apoio à candidatura de Flávio Dino ao Senado. Os pré-candidatos Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo também fecharam questão nos itens definidos, mas reafirmaram seus projetos.

Foi expressiva a presença dos secretários mais influentes do Governo. O titular da Educação, Felipe Camarão, que deve ter sua filiação ao PT confirmada nesta semana, e Carlos Lula da Saúde, e que até onde se sabe deve ingressar no PSB, atendendo a convite feito pelo deputado federal e vice-presidente do partido Bira do Pindaré, além de Márcio Jerry (PCdoB), das Cidades, e Rubens Jr. (PCdoB), de Articulação Política. Os dois estariam se preparando para disputar cadeiras na Câmara Federal, o mesmo acontecendo com Rodrigo Lago (PCdoB), que deve disputar cadeira na Assembleia Legislativa.

 

Dino tem liderança incontestável na aliança partidária alinhada ao seu Governo

O consenso formado ontem em torno do projeto de candidatura do governador Flávio Dino ao Senado derrubou de vez todas as especulações sobre o assunto, e confirmou que ele é o grande líder do Maranhão na atualidade. Nenhuma outra personalidade política maranhense consegue hoje o que o governador consegue em matéria de agregação. Na sua pesquisa, o Escutec provocou o eleitor a apontar espontaneamente quem ele acha que deve ser governador, a resposta foi estridente: Flávio Dino. Já nas pesquisas feitas recentemente, ele lidera com segurança e todos os cenários da disputa senatorial, não existindo sequer uma ameaça. Mesmo diante desse enorme lastro político e eleitoral, Flávio Dino continua trabalhando dia e noite, o que reforça sua posição no ranking dos líderes políticos do Maranhão.

São Luís, 06 de Julho de 2021.

Dino conversa com Brandão e Weverton e confirma reunião com líderes partidários nesta Segunda

 

Flávio Dino com Weverton Rocha e Carlos Brandão após a reunião nos Leões

Unidade na aliança partidária e consenso na definição de um candidato ao Governo do Estado. Foram esses os itens dominantes de uma conversa ocorrida ontem entre o governador Flávio Dino (PSB) e os dois principais aspirantes à sua sucessão, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT). A conversa se deu dois dias antes da reunião que o governador terá com os chefes dos partidos que integram a aliança que lidera, para consultá-los a respeito do processo sucessório no Maranhão. Registrada como produtiva pelos três participantes, a conversa de sábado e a reunião desta Segunda-Feira acontecem em meio a uma forte onda de especulações causada por três pesquisas – Data Ilha, Exata e Escutec – sobre a corrida sucessória, nas quais a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) aparece na frente com folga média de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado, o senador Weverton Rocha, e mostrando situações diferentes para o vice-governador Carlos Brandão, que aparece em terceiro e em quarto lugar, medindo forças com o senador oposicionista Roberto Rocha (sem partido). Não se sabe o motivo, mas duas das três pesquisas incluíram o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (sem partido), que nem sequer foi cogitado para disputar o Governo do Estado.

Os resultados das pesquisas são os seguintes: Data Ilha/Jornal Pequeno, realizada entre 10 e 12 de Junho, ouvindo 2.179 eleitores e com margem de erro de 2 pontos percentuais (+ ou -): Roseana Sarney (22,8%), Weverton Rocha (13,3%), Carlos Brandão (11,9), Roberto Rocha (11,2%), Lahesio Bonfim (6,9%), Josimar de Maranhãozinho (5,4%), Simplício Araújo (1,0%), Não Sabe/Não Respondeu 24,6% e Nenhum (2,9%). Exata/Ponto & Vírgula, com 1.418 entrevistas feitas entre 23 e 28 de Junho, com margem de erro de 3.2 pontos percentuais (+ ou -): Roseana (29%), Weverton (19%), Roberto (10%), Edivaldo Jr. (8%), Brandão (6%), Josimar (5%), Lahesio (4%), Simplício (2%), Nenhum (7%) e Não Sabe (10%). E Escutec/O Estado do Maranhão, feita no período de 24/06 a 01/07 ouvindo 2.400 em todo o Maranhão – não forneceu a margem de erro -: Roseana (25%), Weverton (14%), Edivaldo Jr. (12%), Brandão (10%), Roberto (8%), Simplício (5%), Josimar (3%), Lahesio (3%), Nenhum (11%) e Não Sabe (9%).

As avaliações feitas por aliados de Weverton Rocha via de regra apontaram que Roseana Sarney “bateu no teto”. Mas uma análise cuidadosa conclui naturalmente que, por esse critério, o senador pedetista parece também ter alcançado seu “teto”, já que nos três levantamentos ele aparece no mesmo patamar, sempre 10 pontos atrás da emedebista. Carlos Brandão aparece em embolado com Roberto Rocha e Edivaldo Jr. e ameaçando Weverton Rocha. Mas quando se analisa o futuro, o vice-governador é, de longe, o que reúne as melhores condições: a partir de Abril do ano que vem, Weverton Rocha continuará senador, Roberto Rocha estará mais próximo de ficar sem mandato e Edivaldo Jr. continuará sendo apenas um ex-prefeito, enquanto o atual vice-governador ascenderá ao posto pelo qual todos estão brigando: será governador e candidato à reeleição.

Na conversa de ontem, o governador Flávio Dino teria confirmado sua candidatura ao Senado e pedido que os dois pré-candidatos entrem em acordo, de modo que um vá para a guerra com o apoio do outro e das forças que os dois consigam mobilizar. Se não concordaram com a fórmula, pelo menos não saíram do encontro politicamente mal-humorados, o que é um bom sinal. O governador Flávio Dino informou nas suas redes sociais: “Neste sábado, bom diálogo sobre o Maranhão com os companheiros senador Weverton e vice-governador Carlos Brandão. Seguimos juntos lutando a favor do nosso Estado”. O vice-governador Carlos Brandão fez um registro na mesma linha: “É sempre bom dialogar sobre política. Hoje, não foi diferente. Registro do encontro em que eu e o nosso governador Flávio Dino tivemos com o senador Weverton Rocha”. E o senador Weverton Rocha confirmou o clima positivo da conversa: “Sábado de reunião e boas conversas com o governador Flávio Dino e Carlos Brandão. Seguimos firmes no projeto, apostando na unidade e trabalhando pelo Maranhão”.

Também sob a forte repercussão da mudança partidária do governador, que migrou do PCdoB para o PSB, a reunião desta Segunda-Feira com os líderes partidários se dará num ambiente novo, mais bem definido, no qual o governador conta com uma base firme de quatro partidos (PSB, PCdoB, PT e PSDB) e o apoio dos demais que integram a aliança governista. Tudo indica que não será uma definição fácil nem sairá do encontro de hoje, que terá o sentido de conversa prévia, de avaliação, sem decisões açodadas. Afinal, o roteiro traçado há pouco tempo pelo governador Flávio Dino prevê o final deste ano como momento para a definição da candidatura que terá o seu aval.

Até lá, várias conversas com a mesma pauta acontecerão, sempre gerando expectativas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana não disputará Governo nem Senado; tentará mesmo é vaga na Câmara Federal

Roseana Sarney em recente entrevista matutina concedida à TV Mirante .

A ex-governadora Roseana Sarney, mesmo saboreando a liderança nas três pesquisas recém divulgadas, não será candidata ao Governo do Estado nem se aventurará na corrida ao Senado, na qual o governador Flávio Dino lidera disparado. Na avaliação de duas fontes a ela ligadas, as pesquisas mostram também que a agora presidente do MDB amarga uma desalentadora rejeição, o que lhe tira qualquer margem para crescer, não fazendo nenhum sentido entrar numa guerra sem chances reais de sair-se bem. Quanto ao Senado, ela própria rejeita enfaticamente a ideia, reafirmando a pouca simpatia que sempre teve pela Câmara Alta. Seu projeto é mesmo disputar uma cadeira na Câmara Federal, movida pela perspectiva de voltar ao “caldeirão” da política brasileira e de ajudar o MDB a ampliar sua bancada, atendendo a apelo do comando nacional do partido, do qual faz parte como membro da Executiva. “Escrava” de pesquisa, a ex-governadora monitora eventualmente o cenário político maranhense, estando, portanto, ciente de que suas chances na disputa majoritária de agora são absolutamente mínimas.

Por outro lado, Roseana Sarney sabe que tem lastro político suficiente para influenciar fortemente numa disputa entre Carlos Brandão, Weverton Rocha e Roberto Rocha. Tanto que a grande pergunta feita em relação às pesquisas é a seguinte: se a ex-governadora não for candidata, para onde irão os 30% de votos que lhe seriam dados? Mesmo que dois terços se pulverizem, restará pelo menos um terço que pode seguir sua orientação. Isso significará nada menos que 10% dos votos, percentual suficiente para desequilibrar qualquer disputa. É claro que uma corrida eleitoral não comporta análises cartesianas, mas não há dívidas de que um líder bem posicionado pode influenciar, sim.

 

Pesquisa prevê que Lula vai triturar Bolsonaro no Maranhão

Lula da Silva tem vantagem avassaladora sobre Jair Bolsonaro no Maranhão

Realizada em todas as regiões do Maranhão, segundo afirma seu relatório, a pesquisa Escutec desenhou a tendência da eleição presidencial no estado. Se a votação ocorresse agora, o ex-presidente Lula da Silva (PT) daria uma surra de fazer dó no presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Lula teria nada menos que 57% dos votos contra 20% de Bolsonaro, ou seja, uma diferença de mais de um terço da votação. De acordo com o Escutec, Ciro Gomes (PDT) seria o terceiro colocado com 6%, seguido de Sérgio Moro (sem partido) com 4%, João Dória (PSDB) com 2%, Guilherme Boulos (PSB), Nenhum 5% e NS/NR 4%.

Além da vantagem astronômica de Lula em relação a Bolsonaro, alguns dados da pesquisa chamam a atenção. Para começar, nada menos que 91% dos entrevistados já têm candidato, restando apenas 9% de indecisos, percentual que em nada altera a disputa entre Lula e Bolsonaro. O fato de o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) e do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), não terem recebido nenhuma intenção de voto.

São Luís, 04 de Julho de 2021.

Roseana assume MDB com desafio de recuperar pelo menos parte do poder perdido

 

Decisão da convenção: Roseana Sarney comandará o MDB tendo Roberto Costa (à esquerda) como vice-presidente  e João Alberto como presidente de honra

O MDB não lançará candidato a governador, e provavelmente nem a senador. Sob nova direção, eleita ontem, o partido vai concentrar seus esforços no projeto de recuperar, pelo menos parte da força que já teve, elegendo deputados federais e deputados estaduais. Tudo aconteceu como no script previamente negociado: o MDB realizou ontem convenção extraordinária e elegeu a ex-governadora Roseana Sarney presidente, o deputado estadual Roberto Costa vice-presidente e o ex-senador João Alberto presidente de honra. A eleição do novo comando emedebista se deu por unanimidade e sem concorrência. Na posse, Roseana Sarney repetiu que vai trabalhar com afinco para que o partido recupere pelo menos parte da força política e eleitoral que já teve no Maranhão, elegendo mais deputados federais e deputados estaduais, e participando das articulações envolvendo a corrida ao Governo do Estado e ao Senado. A ex-governadora foi mais moderada do que em entrevista recente à TV Mirante, quando declarou que estava articulando sua candidatura ao Governo, e deixou no ar até mesmo que esteja trabalhando para disputar cadeira na Câmara Federal, para ajudar no fortalecimento do partido. Não foi a grande festa partidária que alguns esperavam, mas a convenção sinalizou que o partido ainda tem lastro no Maranhão, como o da família Lobão, representada no ato pelo empresário e ex-senador Lobão Filho, que demonstrou certa empolgação com o novo momento do MDB.

Todos os dirigentes se declararam entusiasmados com a ascensão de Roseana Sarney ao comando do MDB. Mostraram acreditar que, no comando da máquina partidária tão bem cuidada pelo presidente João Alberto durante mais de três décadas, ela pode levar o partido a recuperar pelo menos parte da força que já teve no Maranhão, chegando a controlar nada menos que 84 prefeituras, vários deputados federais e alguns deputados estaduais, além de dois senadores e o governador – no caso, ela.  Trucidado nas urnas em 2018, o partido, que perdera o Governo em 2014, ficou sem seus dois senadores em 2018, tendo conquistado apenas seis prefeituras em 2020.

O que aconteceu ontem foi o ponto alto de uma grande articulação interna entre a velha e a nova geração dentro do partido. No comando havia mais de três décadas, João Alberto deu vez à nova geração, comandada por Roberto Costa, que impediu Roseana Sarney de chegar à direção partidária em 2019, logo depois de ela não ter conseguido se eleger governadora pela quinta vez. De lá para cá, Roseana se articulou bem com as forças emedebistas e conseguiu virar o jogo, convencendo a ala jovem de que tem força para melhorar a situação da agremiação. Assim, conseguiu convencer João Alberto a se aposentar, ganhando o título honorífico, mas sem poder, de presidente de honra, e Roberto Costa a ajudá-la no processo, na condição de vice-presidente, com carta-branca para articular reforços.

Muito embora tenha dito que seu futuro será discutido pela cúpula partidária, Roseana Sarney caminha mesmo para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Mesmo liderando as pesquisas com média de 30% das intenções de voto, esse cacife praticamente desaparece sob o peso de uma rejeição que supera os 40%. As mesmas pesquisas indicam com clareza solar que ela não tem menor chance de disputar o senado com o governador Flávio Dino, que lidera com folga e sem qualquer ameaça. O projeto de se candidatar à Câmara Federal, portanto, além de viável no plano pessoal, pode até levar o partido a melhorar seu desempenho nessa seara, com a reeleição de Hildo Rocha e João Marcelo, podendo “puxar” mais um do partido. Se isso for concretizado nas urnas, ela desembarcará em Brasília em 2023 com razoável poder de fogo.

A convenção de ontem consolidou também a liderança do deputado Roberto Costa no partido. Afinal, foram os seus arrojados e inteligentes movimentos que criaram as condições para que o MDB maranhense esteja agora se levantando e sacudindo a poeira. Se vai dar a volta por cima, só será possível saber com o resultado das eleições do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

João Alberto entrega um partido estruturado

João Alberto cuidou do MDB 

Numa das entrevistas que concedeu ontem após ser eleita presidente do MDB, a ex-governadora Roseana Sarney fez a seguinte afirmação: “Estamos muito animados de assumir, porque o partido está muito organizado”. Não foi um elogio gratuito. Nessas quase três décadas no comando, o ex-senador João Alberto transformou o braço maranhense do MDB num modelo de administração partidária. Adquiriu sede própria e bem estruturada no São Francisco, legalizou a situação do partido na maioria dos municípios do Maranhão e manteve as finanças da agremiação sob controle férreo, tornando o MDB maranhense uma secção autossuficiente, financeiramente controlada e administrativamente eficiente. No meio político é sabido que não existe uma legenda mais organizada do que o MDB.

João Alberto assumiu o controle do partido no início dos anos 90, quando o seu comandante de então, o deputado federal Cid Carvalho, que era uma das suas referências nacionais, foi extirpado da vida pública e da vida partidária pela CPI dos Anões do Orçamento. A queda de Cid Carvalho levou o partido no Maranhão ao controle do Grupo Sarney, cabendo a João Alberto a tarefa de comandá-lo. Ao longo desse período, como vice-governador, deputado federal e senador, João Alberto montou uma máquina partidária bem azeitada, numa gestão considerada exemplar, fazendo jus ao título de presidente de honra. Essa estrutura foi entregue ontem à ex-governadora, gerando também a expectativa de como ela vai comandá-la e em que condições a repassará ao seu sucessor.

 

Roseana aparece com 10 pontos à frente de Weverton

Roseana Sarney e Weverton Rocha lideram a nova pesquisa Exata

Se a eleição para governador fosse agora, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) iria para o segundo turno com 29%, seguida do senador Weverton Rocha (PDT) com 19%. É o que informa a pesquisa Exata, divulgada ontem à noite pelo programa Ponto & Vírgula, comandado por Leandro Miranda, titular do blog Marrapá e um dos coordenadores do projeto de candidatura do líder pedetista. A pesquisa estimulada contemplou três cenários, sendo que no principal o resultado foi o seguinte: Roseana Sarney com 29%, Weverton Rocha com 19%, Roberto Rocha (sem partido) com 10%, Edivaldo Holanda Jr. (sem partido) com 8%, Carlos Brandão (PSDB) com 6%, Josimar de Maranhãozinho (PL) com 5%, Lahesio Bonfim (PSL) com 4%, Simplício Araújo (SD) com 2%. Um contingente de 7% dos entrevistados respondeu não votaria em nenhum deles e outro de 10% disse não quis ou não soube responder.

Em Tempo: A pesquisa Exata/Ponto & Vírgula ouviu 1.418 eleitores no período de 23 e 28 de Junho, tem margem de erro de 3.2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiabilidade de 95%.

São Luís, 03 de Julho de 2021.

Nada menos que nove secretários se preparam para entrar na briga pelo voto

 

Marcelo Tavares, Márcio Jerry, Rubens Jr., Simplício Araújo, Márcio Honaiser, Felipe Camarão, Carlos Lula, Rodrigo Lago, Rogério Cafeteira e Clayton Noleto: pelo voto 

Quando se tornar governador titular, no início de Abril, com a renúncia do governador Flávio Dino (PSB) para disputar a vaga de senador, Carlos Brandão (PSDB) terá de nomear nada menos que 10 secretários de Estado, o que equivalerá a uma alentada reforma no secretariado. Está prevista a saída de Marcelo Tavares (Casa Civil), Felipe Camarão (Educação), Carlos Lula (Saúde), Márcio Jerry (Cidades), Rubens Jr. (Articulação Política), Simplício Araújo (Indústria e Comércio) Rodrigo Lago (Agricultura Familiar), Cafeteira (Esportes), Infraestrutura e Márcio Honaiser (Desenvolvimento Social). Todos estão se preparando para enfrentar as urnas, uns em busca da reeleição, outros como estreantes na guerra pelo voto. Esses nomes já acertaram seus destinos com o governador Flávio Dino e a maioria deles já conversou com o vice-governador Carlos Brandão. Dos noves, oito seguirão sem pestanejar a orientação do governador Flávio Dino, enquanto apenas um, Márcio Honaiser, trilhará de olhos fechados o rumo que for traçado pelo senador Weverton Rocha (PDT).

O atual chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares (PSB), é deputado estadual e muito ligado ao futuro governador Carlos Brandão. Tem três possibilidades ao seu alcance: a primeira é ser nomeado para o Tribunal de Contas do Estado na vaga do conselheiro Nonato Lago, cuja aposentadoria está próxima; a segunda é tentar a reeleição, e a terceira é permanecer na Casa Civil até o fim do Governo de Carlos Brandão. A opinião quase unânime é a de que ele irá para o TCE. Deputados federais de peso do PCdoB, Márcio Jerry e Rubens Jr. certamente deixarão seus cargos para concorrer à reeleição, com o desafio de manter o partido de pé no Maranhão.

Hoje o integrante mais popular e um dos mais bem avaliados do Governo, Felipe Camarão, que vinha mantendo uma filiação sem futuro no DEM, resistiu o quanto pôde, mas decidiu entrar de cabeça na política dando uma guinada radical, que surpreendeu o meio político: migrou para o PT, pelo qual deve disputar uma cadeira na Câmara Federal. Na mesma linha deve seguir Carlos Lula, outro peso pesado da equipe, respeitado pelo competente desempenho no comando da guerra contra a pandemia. Deve se filiar ao PSB para disputar uma cadeira na Câmara Federal, atendendo a convite do deputado federal Bira do Pindaré (PSB), semanas antes de Flávio Dino ingressar no partido.

Quem deve deixar o Governo em Abril é Simplício Araújo, suplente de deputado federal. Presidente do Solidariedade no Maranhão, ele se lançou pré-candidato ao Governo do Estado, vem mantendo esse projeto, mas nove entre dez observadores preveem que ele serás mesmo é candidato a deputado federal. Já o advogado Rodrigo Lago, que implantou e comandou a Secretaria de Transparência, depois atuou como secretário de Comunicação Social e Articulação Política, vem comandando com bons resultados a Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, com boas chances de eleger-se deputado estadual, seguindo a trilha do pai, o ex-deputado Aderson Lago.

Na bolsa de especulações sobre candidaturas aparece com frequência o atual secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, militante do PCdoB. Um dos mais fiéis integrantes do chamado “núcleo de ferro”, Clayton Noleto é apontado como provável candidato a deputado federal. Também o ex-deputado estadual Rogério Cafeteira tem se movimentado para retomar seu lastro eleitoral de olho numa cadeira na Assembleis Legislativa, onde já esteve por dois mandatos. Na mesma linha sairá o deputado estadual licenciado Márcio Honaiser (PDT), que comanda a politicamente rica pasta do Desenvolvimento Social, certamente tentará a reeleição e3 com boas chances de se dar bem.

Ao mesmo tempo em que a saída dos secretários pode ser interpretada como um problema, há quem veja na mudança uma boa oportunidade para que o futuro governador Carlos Brandão nomeia técnicos da sua confiança para comandar pastas de fundamental importância para o Governo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lobão Filho pode encarar as urnas pelo MDB no ano que vem

Lobão Filho pode ser o nome do MDB para eventual disputa majoritária

Não há dúvida de que a ex-governadora será o epicentro da convenção de hoje do MDB por meio da qual assumirá o comando do partido. Alguns emedebistas não tão envolvidos com a mudança em curso alertaram para o retorno do empresário e ex-senador Lobão Filho, que vai ganhar posto de peso na Executiva do partido. Para esses observadores, o filho do ex-senador Edson Lobão terá um papel político em 2022, não devendo ficar apenas como membro da Executiva partidária. Se o MDB decidir lançar candidato a governador e a ex-governadora não aceitar a candidatura, Lobão Filho aparece como opção. Se, no caso, o partido resolver lançar candidato a senador e Roseana Sarney declinar, há grandes chances de Lobão Filho topar a parada e enfrentar o governador Flávio Dino na disputa. Há também grande possibilidade de o ex-senador concorde em disputar uma cadeira na Câmara Federal, juntamente com Roseana Sarney, que ontem voltou a se dizer candidata à Câmara Baixa. Com Roseana Sarney, Hildo Rocha, João Marcelo e Lobão Filho, o MDB poderá bamburrar e fazer uma minibancada federal.

 

Othelino Neto trabalha para definir seu futuro partidário

Othelino Neto: pés no chão na definição sobre partido

É grande e expectativa no meio político quanto ao futuro partidário do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Um dos nomes que mais cresceram na cena política maranhense nos últimos anos, Othelino Neto fez uma opção ousada e corajosa nas eleições municipais em São Luís, ao integrar o grupo comandado pelo senador Weverton Rocha, apoiando o deputado Neto Evangelista (DEM) no 1º turno e Eduardo Braide (Podemos) no 2º turno. Com serenidade, ele tem dito que poderá permanecer no PCdoB, mas que pode também seguir o governador Flávio Dino no PSB, ou migrar para o PDT. Político equilibrado, que sabe onde pisa, o presidente da Assembleia Legislativa se preparou para disputar vaga no Senado, caso Flávio Dino não fosse candidato, e também para ser candidato a vice-governador dentro da aliança articulada pelo governador. Mas, com inteligência, sedimentou seu lastro para ser candidato à reeleição. Num trabalho cuidadoso, sem exagero nem tropeços, o deputado Othelino Neto tem tempo e suporte para definir seu futuro.

São Luís, 02 de Julho de 2021.

 

Convenção dará controle do MDB a Roseana e definirá os rumos do partido nas eleições de 22

 

Roseana Sarney  será presidente tendo Roberto Costa como vice e João Alberto como presidente de Honra

Com a convenção extraordinária que será realizada amanhã (02), o MDB cravará dois marcos na sua trajetória no Maranhão desde que passou a ser controlado pelo Grupo Sarney, no início dos anos 90 do século passado. O primeiro é o fim do comando de mais de três décadas pelo ex-senador João Alberto, e o segundo é a ascensão da ex-governadora Roseana Sarney à direção da legenda, depois de mais de uma década atuando como eminência parda. Entre essas duas visões de partido está o fator causador dessa reviravolta: a ala jovem do MDB, comandada pelo deputado estadual Roberto Costa, com o apoio do ex-presidente nacional do MDB Jovem, Assis Filho. No contexto dessa mudança está o projeto maior: livrar o MDB maranhense da ameaça de se tornar um nanico e devolver-lhe peso no tabuleiro partidário estadual apostando num bom desempenho nas eleições do ano que vem. A convenção de amanhã elegerá Roseana Sarney presidente, Roberto Costa vice-presidente e João Alberto presidente de Honra, além do ex-senador Edson Lobão, dos deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo e dos deputados estaduais Arnaldo Melo e Socorro Waquim para a Executiva partidária.

Sob o comando de Roseana Sarney, o MDB definirá sua linha de atuação nas próximas eleições. Lançará candidato a governador? Se afirmativo, quem será? Em caso negativo, apoiará Carlos Brandão (PSDB), Weverton Rocha (PDT) ou Roberto Rocha (ainda sem partido)? Vai disputar o Senado? Se não, apoiará quem? E para presidente da República, a quem apoiará? Roseana Sarney será candidata ao Governo ou vai mesmo disputar uma cadeira na Câmara Federal? São perguntas que há tempos estão feitas e que, a partir de amanhã, o braço maranhense do MDB começará a responder. As respostas do partido poderão impactar o cenário político estadual, no qual os pré-candidatos à sucessão do governador Flávio Dino (PSB) veem o MDB como um aliado qualificado e importante.

Mesmo depois de ter sido o maior e mais poderoso partido político do Maranhão nas últimas décadas e de ter sido varrido do poder com a eleição de Flávio Dino em 2014, e destroçado nas urnas em 2018, o MDB ainda é uma força política respeitável, e com potencial para ganhar mais musculatura. Essa condição foi mantida graças aos esforços da ala jovem liderada pelo deputado Roberto Costa que, contrariando os setores mais conservadores, adotou o pragmatismo como linha de ação, e com isso abriu canais de diálogo nas mais diversas direções, incluindo a do Palácio dos Leões. Hoje, o Governo Flávio Dino reconhece o MDB como um partido independente, mas que atua como um interlocutor confiável e um parceiro eventual na Assembleia Legislativa, por exemplo. Uma construção lenta e cuidadosa e que deu ao deputado Roberto Costa o status de articulador eficiente.

Com a mudança, o MDB passará a ser uma incógnita, pelo menos no primeiro momento. Isso porque não se sabe exatamente como Roseana Sarney conduzirá o partido. Ela tem emitido sinais de que dialogará “com todo mundo” e está disposta a conversar com os demais partidos sobre candidatura ao Governo, inclusive considerando “bons” todos os pré-candidatos. Só que ao mesmo tempo, sinaliza que está tentando “construir” sua candidatura ao Palácio dos Leões. Assumirá a condição de articuladora na linha de frente? Entregará essa tarefa ao vice-presidente Roberto Costa, que já está credenciado como o grande articulador do partido? Até onde ela levará ou pretende levar o partido? Os primeiros passos serão dados na convenção. Ontem, ao anunciar, em discurso na Assembleia Legislativa, a reunião emedebista, Roberto Costa garantiu que as decisões todas serão tomadas de forma consensual, ouvindo as lideranças do partido, os deputados federais, os deputados estaduais, os prefeitos, ex-prefeitos e vereadores.

Pode ser, mas até as pedras de cantaria da Praia Grande sabem que Roseana Sarney não costuma tomar decisões colegiadas facilmente. É possível, porém, que a situação do partido e a pandemia tenham-na tornado uma política mais flexível com os pés fincados no chão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Nome apoiado por Dino terá maioria ampla dentro do PSB, PCdoB e PT

Flávio Dino vai iniciar consultas para escolher entre Carlos Brandão e Weverton Rocha

Em meio à expectativa para a reunião de Segunda-Feira (05) do governador Flávio Dino (PSB) com os chefes partidários da aliança que lidera, para iniciar as discussões sobre a escolha de um candidato de consenso à sua sucessão, aumentam os sinais de que os partidos mais próximos caminham para se alinhar à candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). PSB, PCdoB e PT têm sido sacudidos por discussões internas, informais, sobre quem apoiar, e de acordo com fontes de cada um, o clima é de divisão, mas “com uma leve maioria” inclinada a apoiar o vice-governador. De acordo com as mesmas fontes, o senador Weverton Rocha (PDT) tem também muitos simpatizantes nas três legendas. Para esses observadores, nenhum dos dois candidatos terá apoio integral nas três agremiações, mas é certo que receberá a maioria esmagadora desse apoio o nome que for apontado pelo governador Flávio Dino.

 

Edivaldo Jr. pode ser carimbado como bolsonarista se entrar no PSD ou no PTB

Edivaldo Holanda Jr.:bolsonarismo dificulta filiação ao PSD ou ao PTB no Maranhão

Não é segredo que PSD e PTB estão interessados no passe do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., e que ele próprio tem manifestado interesse nessas legendas. De longe o sem-partido mais importante do Maranhão, com cacife político e potencial eleitoral para turbinar qualquer legenda à qual vier a se filiar, Edivaldo Holanda Jr. se depara com um problema cabeludo em relação às duas agremiações: elas são linha de frente do bolsonarismo. Eleito duas vezes vereador de São Luís, uma vez deputado federal e uma vez prefeito pelo PTC, um partido de direita e hoje quase fantasma, Edivaldo Holanda Jr. deu uma guinada à esquerda moderada ao ingressar no PDT, pelo qual se reelegeu para a Prefeitura de São Luís em 2016. Isso torna constrangedor retroceder para a direita com o rótulo de bolsonarista. Comandado pelo deputado Edilázio Jr., um político de direita assumido e aliado do presidente Jair Bolsonaro, o PSD dificilmente mudará esse rumo, o que praticamente fecha as portas ao ex-prefeito de São Luís. O mesmo acontece com o PTB, hoje transformado numa espécie de falange bolsonarista. Edivaldo Holanda Jr, sabe que se ingressar num dos dois será carimbado como bolsonarista, o que poderá complicar gravemente o seu próximo passo, que é disputar as eleições do ano que vem, provavelmente como candidato a deputado federal. Ele deve se posicionar em breve sobre seu futuro partidário.

São Luís, 01 de Julho de 2021.

Sob o comando de Dino, PSB começa a ganhar força para se tornar uma potência partidária

 

Duarte Jr. exibe sua ficha de filiação ao PSB sob aplauso do governador Flávio Dino

Quando decidiu deixar o PCdoB e ingressar no PSB, o governador Flávio Dino havia feito as contas e encontrado a perspectiva de que a agremiação socialista, de longe o braço mais moderado e pé no chão da esquerda brasileira, seria turbinada e transformada numa potência partidária no Maranhão. A filiação, ontem, do deputado estadual Duarte Jr. – um jovem bom de voto que se elegera pelo PCdoB e migrara para o Republicanos para disputar a Prefeitura de São Luís -, abriu caminho para a transformação do partido numa das agremiações mais fortes do Maranhão para as eleições de 2022. O partido deve receber prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, podendo participar da corrida eleitoral do ano que vem com chapas fortes para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, assim como de uma coligação tendo o governador Flávio Dino na liderança do partido como candidato a senador – até aqui sem um concorrente à altura.

Flávio Dino mudou de partido depois de meses de reflexão, avaliações, medindo prós e contras, tendo como preocupação básica a sobrevivência da aliança partidária que articulou e manteve durante os últimos seis anos. Contra ele não cabe o nhenhenhéns do tipo “saiu de repente”, “saiu na calada da noite” ou pela “porta dos fundos”, ou ainda “saiu sem avisar ao PCdoB”. Muitos agora vão usar a guinada partidária de Flávio Dino com pretexto para o que vier daqui para a frente fora do PSB. Não vai funcionar, porque os argumentos não se sustentarão, ao contrário, parecerão chororô de desamparado sem norte. Não houve qualquer gesto de deslealdade da sua parte em relação ao PCdoB. Muito ao contrário.

Dentro das regras formais e informais da política, o governador Flávio Dino se converteu ao socialismo moderado com o objetivo de dar a esse segmento da esquerda um papel destacado nos tabuleiros políticos maranhense e nacional. Exatamente como fez com o PCdoB, do qual se tornou a figura mais proeminente desde que venceu a disputa para o Governo do Maranhão em 2014. Não faria sentido ele ingressar no PSB apenas para disputar um mandato de senador colocando a legenda em patamar inferior na escala de interesses. Ele deixou isso muito claro no discurso que fez no ato de filiação:  “A conjuntura exige é que nós consigamos juntar, unir, quebrar arestas, quebrar resistências, quebrar preconceitos, para que a democracia possa prevalecer”.

Agora, vozes de fora do partido reclamam que ao assumir o comando do PSB, o governador Flávio Dino não abriu espaço para o agora ex-presidente Luciano Leitoa. A verdade nua e crua é que foi Luciano Leitoa, sabendo que Flávio Dino estava a caminho do partido, sucumbiu a pressão de aliados e, sem consultar o deputado federal do partido, Bira do Pindaré, antecipou precipitadamente tomada de posição em relação à sucessão estadual, jogando o partido numa situação incômoda de se posicionar antes da hora e sem o aval de ninguém. Certamente foi convencido de que posicionamento viraria fato consumado, inibindo o novo comando de revertê-lo. Quem fez tal cálculo calculou mal.

Não há no horizonte da política maranhense e nacional qualquer sinal que possa servir de empecilho para que, sob Flávio Dino o PSB seja transformado numa potência partidária e ganhe mais espaço no cenário nacional. E não há por parte do governador qualquer indicativo de acomodação. Ao contrário, todos os movimentos feitos e todas as palavras pronunciadas foram de entusiasmo com a nova casa partidária, criando um forte clima de otimismo quanto à nova realidade vivida pela legenda socialista.

As filiações de ontem confirmam a previsão da Coluna, feita há algumas semanas, de como será o futuro do partido.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ganha força a reação do Brasil contrária à proposta retrógrada do voto impresso

Urna eletrônica: sistema de votação seguro conquistado pelo Brasil

Se pretendeu usar a ideia do voto impresso para criar embaraços em relação ao já consolidado sistema de votação eletrônica nacional, e com isso questionar antecipadamente a surra que tomará das urnas, segundo preveem as pesquisas feitas até aqui, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus aliados estão começando a quebrar a cara e morder a língua. A sandice inspirada no ex-presidente norte-americano Donald Trump está criando um movimento consistente contra a proposta. Dois exemplos: o atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Cardoso, e o atual presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Lourival Serejo, que deverá presidir o TRE nas eleições do ano que vem. Ambos classificaram o capricho bolsonarista de “retrocesso”, com o adendo de que para implantá-lo o contribuinte brasileiro terá de desembolsar nada menos que R$ 2 bilhões.

A visível intenção do presidente Jair Bolsonaro de criar um clima de tumulto com esse tema sugere várias explicações. Uma delas seria o projeto de arranjar pretextos para dar um golpe. Outra seria atender a “apelos” da indústria eletrônica para gerar o contrato bilionário, a exemplo do que fez com o poderoso lobby dos fabricantes de armas.

O que salva o Brasil dessa sandice, ou esperteza, é que haverá tempo suficiente para que o Brasil se mantenha na realidade, apostando num sistema que se torna mais seguro e mais eficiente a cada eleição, e não tombe no conto do vigário.

 

Aluísio Mendes turbina cacife ao assumir vice-liderança do Governo na Câmara Federal

Jair Bolsonaro convidou e Aluísio Mendes aceitou a vice-liderança do Governo no Congresso Nacional

O deputado federal Aluísio Mendes (PSC) é hoje um dos membros da bancada maranhense com maior peso na Câmara Federal. Ele deixou a liderança do seu partido e do bloco formado por PSC, PROS e PTB, que reúne 32 deputados e é um dos eixos do Centrão, para assumir a função de vice-líder no Governo no Congresso Nacional. A mudança de status se deu por convite do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), de quem o parlamentar é aliado de primeira hora, principalmente devido à sua proximidade com o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), que como ele, é agente da Polícia Federal. Quando entrou no PSC, depois de ter sido eleito pelo PRTB e passado pelo Podemos e pelo Avante, Aluízio Mendes ganhou espaço no partido com o apoio do então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Tanto que o governador fluminense desembarcou em São Luís para participar do ato de filiação do parlamentar. Wilson Witzel naquele momento começava a gestar o seu projeto de chegar ao Palácio do Planalto e, por via de consequência, a se afastar da família Bolsonaro, que o apoiou na corrida ao Governo do Rio de Janeiro. Aluízio Mendes percebeu o tamanho da confusão que estava criada e, inteligentemente, adotou isenção no confronto dentro do partido, dando ao mesmo tempo apoio ao governador e ao presidente. Com essa postura, consolidou a relação com a família presidencial. A derrocada de Wilson Witzel, que levou junto o presidente do PSC, Pastor Everaldo, fortaleceu a posição de Aluísio Mendes no partido, cuja liderança, intensificando o apoio ao Governo Bolsonaro, e desempenho que o levou à liderança do bloco com 32 deputados. E foi exatamente sua atuação e o estreitamente da relação com o Palácio do Planalto que levou o presidente Jair Bolsonaro a convidá-lo para assumir a vice-liderança do Governo, o que aumenta substancialmente o seu poder de fogo na Câmara Federal e nas suas bases eleitorais.

São Luís, 30 de Junho de 2021.

Pesquisa Data Ilha mantém Roseana na frente, mas surpreende com empate entre Weverton, Brandão e Rocha

 

Data Ilha: Roseana Sarney lidera com  Weverton Rocha, Carlos Brandão e Roberto Rocha enroscados logo atrás

A 16 meses das eleições, pesquisas continuam rascunhando cenários absolutamente indefinidos no que diz respeito à disputa para o Governo do Estado. Foi, por exemplo, o que mostrou a pesquisa do instituto Data Ilha, contratada e divulgada na edição de Domingo do Jornal Pequeno. Com o detalhe de que não há entre os nomes incluídos nenhum favorito consolidado, o quadro das intenções de voto é o seguinte: a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) lidera com 22,8%, seguida do senador Weverton Rocha (PDT) com 13,3%, do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) com 11,9%, do senador Roberto Rocha (sem partido) com 11,2%, do prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSL) com 69%, do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) com 5,4%, e do secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo (Solidariedade) com 1%. O levantamento – que ouviu 2.179 eleitores entre os dias 10 e 12 de junho, tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos e nível de confiança de 95% – mostra que 24,6% não souberam ou não quiseram responder e que 2,9% disseram que pretende votar nulo ou em branco.

Mesmo estando a ex-governadora Roseana Sarney na liderança, o dado que de fato chama a atenção na pesquisa Data Ilha é o empate técnico entre Weverton Rocha, Carlos Brandão e Roberto Rocha. Se comparada com outros levantamentos divulgados até aqui, e tiver encontrado o cenário real para o momento, a situação mais complicada é exatamente a do senador Weverton Rocha. Nas outras pesquisas, ele apareceu sempre em segundo lugar, mas com uma vantagem expressiva em relação a Carlos Brandão e a Roberto Rocha. Agora, sua vantagem é mínima, como também é quase inexistente a vantagem de Carlos Brandão sobre Roberto Rocha. E se aplicada a margem de erro, que é de 2% para mais ou para menos, nenhum deles pode dizer que está em vantagem em relação aos outros dois. Ou seja, entre os três pré-candidatos o jogo está rigorosamente zerado, situação que só será consolidada ou modificada por novas pesquisas.

Os números da Data Ilha acenderam o alerta amarelo no QG do senador Weverton Rocha, que na avaliação de observadores atento deveria estar “brigando” com a ex-governadora Roseana Sarney pela primeira posição, e não perigosamente ameaçado pelo vice-governador Carlos Brandão e pelo senador Roberto Rocha. Afinal, além da fama de “agregador”, como pregam insistentemente seus aliados, o pedetista conta com mais de 40 prefeitos, tem o coordenador do seu projeto de poder no comando da Famem, recebeu declarações de apoio de vários chefes partidários e cumpre agenda intensa nos municípios, reunindo prefeitos e vereadores. Essa super-engrenagem  em ação já deveria estar produzindo resultados bem mais expressivos no eleitorado. Weverton Rocha tem experiência e sagacidade para fazer a leitura correta desse cenário e se movimentar para mudá-lo.

Por outro lado, a pesquisa Data Ilha sinaliza que o vice-governador Carlos Brandão começa a colher os frutos do seu total alinhamento ao governador Flávio Dino (PSB). E do trabalho político que vem realizado por meio de conversas com líderes políticos das mais diversas regiões do estado e com personalidades destacadas dos mais diversos segmentos da sociedade civil organizada. A posição de quase empate com o senador os dois senadores, depois de aparecer em posições modestas nas pesquisas anteriores, dá a Carlos Brandão gás suficiente para acreditar que sua candidatura é viável, principalmente que ele se tornar governador em busca da reeleição, em abril do ano que vem, quando o governador Flávio Dino se desincompatibilizar para concorrer à vaga no Senado.

Surpreendente também a posição do senador Roberto Rocha na pesquisa Data Ilha, tecnicamente empatado com Carlos Brandão e Weverton Rocha. Ninguém aposta que ele reúna as condições para vencer a eleição, mesmo apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas subestimar pura e simplesmente o seu poder de fogo também não é sensato. Dependendo do partido ao qual se filiar e do discurso que vier a adotar na campanha, o senador poderá tumultuar para valer o cenário ou simplesmente ser triturado durante a campanha e tomar o rumo de casa. Os demais, Lahesio Bonfim e Simplício Araújo terão de encontrar argumentos para dizer se querem ou não entrar. Tudo indica ser o caso do presidido de São Pedro dos Crentes é ocupar espaço para projetos futuros.

Em Tempo: duas pesquisas estão no forno, uma do instituto Exata, contratada por um programa de rádio simpático ao senador Weverton Rocha, e que deve ser divulgada no final da semana, e uma do Escutec, contratada pelo jornal O Estado do Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino tem em aprovação o que Bolsonaro temem desaprovação no Maranhão

Data Ilha: Flávio Dino aprovado e Jair Bolsonaro desaprovado no Maranhão 

A pesquisa Data Ilha encontrou uma situação curiosa ao ouvir os entrevistados sobre se aprovam ou desaprovam o governador Flávio Dino e o presidente Jair Bolsonaro. O resultado: 58,1% responderam que aprovam o governador Flávio Dino, enquanto 59,3% disseram que não aprovam o presidente Jair Bolsonaro. A proximidade da aprovação de Flávio Dino com a desaprovação de Jair Bolsonaro revela que o governador continua muito forte no conceito da opinião pública maranhense, enquanto o presidente permanece fortemente impopular no Maranhão.

A aprovação do governador Flávio Dino está no fato de ser ele um governante acreditado pela população do Maranhão e cujo Governo tem sido eficiente e inovador, tendo consolidado esses adjetivos com o excelente desempenho na luta contra o novo coronavírus. Já o presidente Jair Bolsonaro caminha pela via inversa, à frente de um governo ineficiente e responsável pela tragédia que ceifou a vida de mais de meio milhão de brasileiros.

 

Declaração de Roseana causa euforia e cautela dentro do MDB

A revelação da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) de que está tentando viabilizar sua candidatura ao Governo do Estado, feita uma semana antes de assumir o comando do partido, causou surpresa dentro do seu próprio partido. Emedebistas mais pé no chão se surpreenderam, mas disseram não acreditar que ela entre na corrida aos Leões. Outros – em menor número – festejaram a possibilidade, por acreditarem na viabilidade da improvável candidatura e no sonho colorido de voltar ao poder. A pesquisa Data Ilha funcionou como ducha de água fria. Isso porque, embora líder nas intenções de voto, ela dá sinais de que está no seu limite, com poucas chances de crescimento. As próximas pesquisas deverão desenhar um cenário pais preciso.

São Luís, 29 de Junho de 2021.