Othelino Neto ganha estatura de líder no lançamento da pré-candidatura à reeleição com aval de Brandão

 

Ao lado da esposa Ana Paula Lobato, Othelino Neto festeja lançamento com Carlos Brandão, Felipe Camarão, Rubens Jr. e, no lado oposto, Márcio Jerry no Palazzo

Se havia alguma réstia de dúvida sobre a posição do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), entre os principais aliados do governador Carlos Brandão (PSB) na corrida eleitoral, essa foi dissipada na noite de quarta-feira, num ato político realizado na casa de eventos Palazzo, em São Luís. Ali, o deputado Othelino Neto recebeu o governador Carlos Brandão, o candidato a vice-governador Felipe Camarão (PT), os deputados federais Márcio Jerry (presidente do PCdoB), André Fufuca (presidente do PP) e Rubens Jr. (PSB e atual secretário de Articulação Política), alguns deputados estaduais, e um número expressivo de prefeitos e vereadores, para lançar sua pré-candidatura à reeleição ao parlamento estadual. Nas inúmeras manifestações – incluindo uma em vídeo do ex-governador Flávio Dino (PSB), que não pôde comparecer -, o presidente da Assembleia Legislativa foi tratado como um político de ponta no cenário atual da política maranhense, tendo sido várias vezes apontado como líder.

O governador Carlos Brandão saudou o presidente da Assembleia Legislativa como um destacado líder no atual cenário político do Maranhão, ressaltando o seu envolvimento de com os grandes desafios do estado e com o trabalho que está realizando pela unidade do grupo. “Ele é um grande aliado da nossa gestão. Estamos juntos também neste momento para fazermos com que o Maranhão continue nessa trajetória de desenvolvimento e tenha dias melhores”, declarou o governador Carlos Brandão. Nessa linha se manifestou o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB: “Othelino se consolidou como um importante líder e, mais uma vez, vai colocar o seu nome para ajudar a liderar esse processo de continuidade da mudança em nosso estado”.

O economista, jornalista e auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado Othelino Neto não chegou onde chegou por um passe de mágica nem pelas boas graças de um líder político maior. Ele começou a construir sua estrada nos anos 90, como um dos primeiros militantes do PV. Foi secretário de Meio Ambiente no Governo José Reinaldo. Tentou a Assembleia Legislativa em 2010, pelo PPS, tendo se tornado suplente, o que lhe permitiu assumir como titular em 2013; se reelegeu em 2014 e 2018 pelo PCdoB. Foi eleito vice-presidente da Assembleia Legislativa em 2016; foi reeleito e assumiu com a morte do presidente Humberto Coutinho, em janeiro de 2018; e conseguiu novo mandato presidencial, que foi renovado em 2020.

Discreto, mas eficiente no exercício do mandato parlamentar, o deputado Othelino Neto revelou-se um ativo articulador, que ganhou estatura à medida que foi se consolidando na presidência do Poder Legislativo. Ao mesmo tempo, exibiu uma personalidade política forte, chegando a se afastar da linha do PCdoB para participar do projeto de poder do senador Weverton Rocha (PDT), que começou nas eleições municipais de 2020. O diferencial foi que em nenhum momento colocou em dúvida seu alinhamento ao governador Flávio Dino, sempre deixando claro que sua posição jamais colocaria em risco a unidade do grupo. E confirmou isso quando, após avalizar a pré-candidatura do senador Weverton ao Governo do Estado, admitindo até migrar do PCdoB para o PDT, concluiu que não era o rumo certo. Tentou convencer o senador a somar esforços numa candidatura única do grupo, no caso a do governador Carlos Brandão, que já estava consolidada. Com a recusa do pedetista, ele deixou o grupo, sustou sua migração partidária e declarou apoio ao candidato do PSB.

O ato de quarta-feira no Palazzo reforçou sua estatura política, consolidou seu espaço de liderança no cenário maranhense, desenhou seu potencial eleitoral para o pleito de outubro. Isso sem falar na boa convivência que, sob seu comando, a Assembleia Legislativa terá com o Poder Executivo nos próximos oito meses. E em tempos futuros, dependendo, claro, do pronunciamento das urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Após compor a nova direção, Tribunal de Justiça escolherá novos desembargadores

Lourival Serejo 

Depois de completar a escolha do futuro comando – que terá o desembargador Paulo Velten como presidente -, quarta-feira, com a eleição para o cargo de 2º vice-presidente, o Tribunal de Justiça agendou para a próxima semana a escolha de quatro novos desembargadores. Três serão escolhidos pelo com a promoção de juízes de quarta entrância que puderem se candidatar, e um sairá do quinto constitucional, ou seja, sairá da advocacia indicado pela OAB, por meio de lista sêxtupla, da qual o TJ extrairá três nomes, cabendo ao governador Carlos Brandão escolher um e nomear. Já é grande a movimentação nos bastidores do TJ por conta por conta dos juízes interessados nas vagas. Tão ou mais intensa é a correria no meio advocatício e nos bastidores da OAB, que escolherá os seis nomes que enviará ao TJ. O processo de escolha será comandado pelo presidente Lourival, que só passará o bastão no final do mês.

 

Deputados federais não querem dizer o que pensam sobre a condenação de colega bolsonarista

Os deputados federais do Maranhão preferiram, de um modo geral, não entrar na polêmica sobre a condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ), por atos contra a democracia, e o indulto decretado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para livrá-lo da cadeia. Entre os deputados há os que concordam com a condenação, por considerarem que o parlamentar bolsonarista exorbitou e tem de responder pelo que disse. Há os que avaliam que o assunto deveria ser resolvido pela Câmara Federal. E os que discordam da sentença, argumentando que ele não extrapolou os limites da liberdade de expressão, e que está protegido pela imunidade parlamentar. E além dos que não querem tornar público o que pensam, há os deputados que se recusam a falar do assunto.

São Luís, 22 de Abril de 2022.

Banda menor do PT declara apoio a Weverton e banda maior reafirma aliança com Brandão e Dino

 

Weverton Rocha no centro apoiado por aliados como Waldir Maranhão (e) e Honorato Fernandes (d), ontem, durante a festa de aniversário da Fetaema

O braço maranhense do PT mostrou ontem que tem peso político sólido, embora conviva com uma dissidência politicamente ativa, mas eleitoralmente inexpressiva, representada pelo grupo que controla a sigla em São Luís. Como estava previsto, a fatia ludovicense do partido aproveitou a festa de aniversário da Federação dos Trabalhadores da Agricultura no Estado do Maranhão (Fetaema) para declarar apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado. Ao mesmo tempo, o comando estadual do PT, seguindo orientação da direção nacional, agendou para os dias 28 e 29 de maio a realização do Encontro Tático Eleitoral, que reunirá 160 delegados para oficializar o apoio do partido à chapa Carlos Brandão (PSB)/Felipe Camarão (PT) para o Governo estadual e Flávio Dino (PSB) para o Senado da República. Ao mesmo tempo em que mostraram um PT dividido, os dois fatos mostraram também que a dissidência do PT ludovicense pouco representa em termos políticos e eleitorais no context0 da corrida sucessória em curso no Maranhão.

O que aconteceu ontem na sede da Fetaema foi um bem organizado jogo de cena, realizado para causar a impressão de que o PT está “rachado ao meio” em relação à corrida sucessória estadual, com uma banda apoiando o pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo, na chapa um petista como candidato a vice-governador, e a outra banda apoiando a pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Ocorre que a banda que apoia o governador Carlos Brandão, além de representar oficialmente o PT, com o aval da cúpula nacional e a bênção de Lula da Silva, representaria cerca de 90% do partido, segundo cálculo de um petista experiente, enquanto a banda que controla o partido em São Luís, sob o comando do ex-vereador Honorato Fernandes, não ultrapassaria 10% da força do petismo no Maranhão.

Com o gesto da dissidência petista na festa de aniversário da Fetaema, o senador Weverton Rocha mandou o recado que está vivo na disputa e que o seu foguete, que não tem marcha à ré, não ligou ainda o dispositivo que o permite dar meia volta. Acompanhado do deputado estadual Ciro Neto (PDT), do suplente de deputado estadual Marcos Caldas – que assumiu o comando do PROS num arranjo em Brasília -, do ex-deputado federal Waldir Maranhão, e também do ex-juiz federal Carlos Madeira – que não disse ainda o que pretende na corrida eleitoral -, o senador Weverton Rocha participou do ato que marcou o aniversário da Fetaema, e reforçou sua presença com a declaração de apoio do pequeno grupo petista liderado pelo ex-vereador Honorato Fernandes. Nada além disso.

Os petistas dissidentes montaram o estratagema de usar a festa de aniversário da Fetaema para criar o fato do dia, gerando uma situação de afirmação do senador Weverton Rocha, mesmo que as imagens divulgadas sejam reveladoras de que quase não havia petista no auditório, até porque o movimento dissidente não ecoa no partido. Mas a resposta veio logo a seguir, com a cúpula estadual do PT agendando o Encontro Tático para o final de maio, num recado claro de que a aliança do partido com o PSB é fato consumado e irreversível, dependendo apenas de ratificação nas convenções partidárias marcadas para o início de agosto. Será nesse encontro que as forças que compõem o PT do Maranhão serão mobilizadas para a campanha destinada a embalar a candidatura de Lula da Silva e as dos seus aliados no Maranhão, no caso o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino.

Em resumo: o PT “causou” ontem, de um lado pelo inexpressivo movimento dissidente declarando apoio a Weverton Rocha num ato sem peso político, e do outro, 0 comando estadual do partido colocando as coisas nos seus devidos lugares.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sem conseguir acordo com bolsonaristas, Roberto Rocha quer definir seu futuro até maio

Roberto Rocha quer definir seu futuro até maio

Todos os indícios sugerem que o senador Roberto Rocha (PTB) encerrou sua ofensiva para convencer o ex-prefeito Lahesio Bonfim (PSC) de abrir mão da sua pré-candidatura para apoia-lo na corrida aos Leões. Tecnicamente empatado com o senador, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes avalia que o seu potencial de crescimento durante a campanha é maior, e por isso ele não abre mão da sua candidatura, parta o pedido de onde partir. Roberto Rocha está numa situação delicada, não sabendo ainda se será candidato a governador ou a senador. Ele tenta unir as forças bolsonaristas em torno de um projeto que o tenha como líder, mas os líderes desses grupos, entre eles o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) não simpatizam com a proposta, preferindo cada um seguir o seu próprio rumo. Uma fonte com trânsito com o senador disse à Coluna que Roberto Rocha pretende chegar a maio com sua situação resolvida.

 

No PSC, Wellington do Curso vai ter de andar na linha do partido

Wellington do Curso 

Dando prosseguimento ao seu entra-e-sai de partidos, o deputado estadual Wellington do Curso desembarcou no PSC, ficando agora sob o comando do deputado federal Aluísio Mendes, que preside o partido no Maranhão e integra linha de frente da bancada bolsonarista na Câmara Federal da qual é vice-líder. O parlamentar, conhecido por fazer carreira-solo, às vezes contrariando a orientação do seu partido, irá para a campanha apoiando a candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim. Com Aluísio Mendes e Lahesio Bonfim a coisa é diferente: só fica no partido quem segue as regras e assume a sua condição de apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). Resta aguardar para conferir se o deputado Wellington do Curso se enquadrou mesmo nas regras do PSC.

São Luís, 21 de Abril de 2022.

Dissidência do PT ludovicense se reúne hoje e deve declarar apoio a Weverton Rocha

 

Honorato Fernandes quer PT apoiando Weverton Rocha com o aval de Lula da Silva na corrida ao Governo

Independentemente do resultado da reunião de hoje, na qual a banda ludovicense do PT maranhense se alinhará oficialmente à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, na contramão do PT estadual e nacional, que já declararam o apoio do partido à pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição e do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado, o comando da chapa socialista decidiu que não vai se manifestar. O propósito é consolidar a aliança PSB/PT, sem levar em conta a dissidência comandada pelo presidente do PT de São Luís, ex-vereador Honorato Fernandes. O argumento de alguns socialistas é o de que a dissidência faz muita zoada, mas não tem maior peso político e nem expressão eleitoral. Os aliados do senador Weverton Rocha, por sua vez, apostam alto que o alinhamento do PT ao PDT em São Luís pode fortalecer a pré-candidatura do chefe pedetista.

Os desdobramentos da aliança PT/PDT em São Luís são diversos, criando um emaranhado de situações conflitantes, que os articuladores da operação terão de administrar. Para começar, o PT ludovicense vai se alinhar ao senador Weverton Rocha, um pré-candidato a governador cujo partido, o PDT, tem um candidato a presidente, o ex-governador cearense Ciro Gomes, que na sua pré-campanha vem disparando munição pesada contra o pré-candidato do PT ao Planalto, ninguém menos que o ex-presidente Lula da Silva. E para tornar ainda mais complicada a equação, o interesse do senador Weverton Rocha é exatamente atrair o apoio de Lula da Silva ao seu projeto de candidatura, torcendo para que o líder petista rompa o acordo nacional com o PSB, já oficialmente consumado em torno das pré-candidaturas de Carlos Brandão e Flávio Dino. (Deu para entender? É complicado mesmo, mas é exatamente esse o rascunho da situação motivadora da reunião de hoje).

A banda dissidente do PT em relação ao acordo com o PSB não tem muita afinidade com a corrente lulista do partido. Ela defende aliança com o PDT, cujo comando nacional não teve nem força para frear a pré-candidatura de Ciro Gomes, menos ainda interesse de contê-lo na artilharia verbal que vem disparando contra o líder petista. Ou seja, a fatia do PT que não quer apoiar a chapa encabeçada por Carlos Brandão – que tem como vice o neopetista Felipe Camarão – para o Governo, e Flávio Dino para o Senado, é a mesma que entra na base da candidatura do senador pedetista sem qualquer espaço, já que não poderá fazê-lo, de vez que oficial e formalmente PT/PSB estão “juntos e misturados” nessa corrida eleitoral. A consequência mais danosa é que a banda ludovicense do PT irá para as urnas como agregada à chapa a ser encabeçada pelo senador Weverton Rocha.

Articulada pelo presidente municipal do partido, ex-vereador Honorato Fernandes, e com a participação de petistas de proa,  como Márcio Jardim, a banda do PT que se reúne nesta quarta-feira com o senador Weverton Rocha vai repetir um roteiro já conhecido. Foi assim em 2006, quando confrontou a direção nacional, que apoiava o acerto com os Sarney, e apoiou Jackson Lago (PDT), enquanto Lula da Silva apoiava Roseana Sarney (MDB), em 2010 e em 2014 pelo mesmo motivo, ficando contra Flávio Dino e apoiando o então suplente de senador Lobão Filho (MDB). O PT só voltou ao eixo em 2018, depois que o governador Flávio Dino, então no PCdoB, se destacou como um dos líderes da reação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Se confirmar o apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha, como está previsto, a banda menor do PT e seus militantes se juntarão ao PDT e seus militantes, formando um bloco capaz de fazer muita zoada, e levando o PSB e o PCdoB a convocarem seus militantes para o embate na Capital, já que a influência dessa corrente petista não alcança São José de Ribamar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana confirma o que o MDB já havia decidido

Roseana Sarney diz que ela e grupo tendem a  apoiar Carlos Brandão

A ex-governadora Roseana Sarney disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a tendência da família Sarney é apoiar a pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. Nenhuma surpresa, uma vez que ela e seus familiares e boa parte do MDB jamais declarariam apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha, não havendo também rumo para apoiar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), e menos ainda a eventual pré-candidatura do senador Roberto Rocha. A decisão não tomada agora. Ela começou a ganhar forma desde que, em novembro do ano passado, o então governador Flávio Dino bateu martelo pelo projeto de candidatura do vice-governador. Com a habilidade política de sempre, os Sarney se fecharam em copas, deixando as articulações do MDB a critério do vice o presidente do partido, deputado Roberto Costa, que estreitou relação com Flávio Dino e abriu os caminhos para o MDB, articulando para consolidar a escolha.

 

Cléber Verde vai coordenar a Bancada Federal durante a corrida eleitoral

Cléber Verde

O deputado federal Cléber Verde (Republicanos) assumiu ontem o posto de coordenador da bancada federal. Parlamentar experiente, ainda que controverso em alguns aspectos, ele pode dar mais dinâmica a essa coordenação. Caminhando para o quarto mandato, o parlamentar é profundo conhecedor das entranhas da Câmara federal e conhece todos os caminhos que levam aos ministérios e ao Palácio do Planalto. Considerado por muitos como um dos deputados que melhor conhecem a Câmara Baixa e com maior trânsito nos ministérios, conhecedor que é de cada palmo na esplanada, o que o torna um quadro diferenciado.

São Luís, 20 de Abril de 2022.

Expectativa: como vem o pré-candidato Weverton Rocha após a pausa da Semana Santa?

 

Weverton Rocha: decisões difíceis pela frente

Não se trata de uma espera tensa, mas há no meio político um clima de expectativa em relação aos próximos passos do senador Weverton Rocha (PDT) na condição de pré-candidato ao Palácio dos Leões. Ele se afastou do cenário da disputa, refugiou-se com a família em algum lugar aprazível do interior do Maranhão, aproveitando para descansar, colocar as ideias em ordem e planejar seus próximos movimentos. Nos bastidores, as especulações correm soltas, e vão desde a afirmação de que o senador pedetista retomará a pré-campanha com força total, até o zumzum inconsistente de que ele estaria preparando terreno para reavaliar o seu projeto de candidatura. Na avaliação de um político que o conhece bem, Weverton Rocha dificilmente se retirará da corrida aos Leões, sendo quase certo que ele retomará a campanha com a mesma intensidade, ainda que embalado por uma base política muito reduzida por conta das perdas que sofreu nas últimas semanas, como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e a senadora Eliziane Gama (Cidadania), que declararam apoio à pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição.

Para quem começou a pré-campanha com o suporte de um grupo político expressivo, o pré-candidato do PDT chegou às vésperas da Semana Santa enfrentando a diminuição, dia após dia, da sua base de apoio, principalmente prefeitos, vários do seu próprio partido, por conta da migração para a base do governador Carlos Brandão. Esse movimento, que aconteceu e continua acontecendo nas mais diferentes regiões do estado, fragilizou o seu projeto de candidatura, mas, ao que tudo indica, não foi até agora suficiente para ele acionar o botão de “volver!” do seu foguete, que como ele próprio tem dito, não dá marcha à ré. E pelo que foi visto até na semana passada, antes da pausa para descanso, a tendência é manter-se na disputa, “dê no que der”.

Depois de se dar conta de que o seu favoritismo foi minado e perdeu consistência, Weverton Rocha mandou um recado contundente ao meio político informando que sua pré-candidatura está de pé, não havendo, pelo menos neste momento, nenhuma possibilidade de rever o seu projeto de poder. Ao contrário, a disposição por ele exibida é a de intensificar a pré-campanha, retomando a maratona de atos políticos nos municípios. E mesmo em meio aos rumores que correm nos bastidores, o mais provável é que o senador reafirme sua pré-candidatura e volte com tudo à corrida às urnas. O problema é que, ao contrário do que aconteceu nos primeiros momentos, quando ele dominou a cena como favorito, com as pesquisas ap0ntando-o muito à frente dos demais concorrentes, ele agora tem pela frente um governador em busca da reeleição.

Weverton Rocha tem faro e experiência suficientes para saber que ainda está no jogo, mas sem o poder de fogo de alguns meses atrás, o que torna sua caminhada muito mais difícil. Sabe também que a eleição de um governador não é fruto de um projeto solitário, mas resultado de um movimento de grupo. A pausa da Semana Santa pode ter servido para planejar a montagem de uma nova base política por meio de novas alianças. Isso porque seu projeto de poder dificilmente se sustentará se ele partir para uma campanha solo de inspiração populista, já que o seu principal adversário, o governador Carlos Brandão, tem um grupo, uma chapa montada e um líder maior como referência, o ex-governador Flávio Dino (PSB), favorito na corrida à vaga de senador.

E não bastassem as dificuldades com o seu projeto de candidatura, o senador Weverton Rocha está também desafiado a demonstrar à cúpula nacional do PDT a sua liderança como chefe do partido no Maranhão, elegendo o maior número possível de deputados federais, que é o que de fato importa para as agremiações partidárias no atual formato político do Brasil.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino vê plebiscito na eleição presidencial, que pode ter uma terceira via

Flávio Dino vê eleição presidencial como plebiscito sobre o presidente Jair Bolsonaro

Do ex-governador e pré-candidato ao Senado Flávio Dino (PSB), em entrevista concedida ontem ao jornal Valor:

Plebiscito

“O povo sabe que uma reeleição é um plebiscito, se o presidente deve continuar ou não. A chave predominante da eleição não será PT e anti-PT, essa foi a chave em 2018. A chave predominante agora, quem está em julgamento, é o (presidente Jair) Bolsonaro. A pergunta que vai decidir a eleição é: Bolsonaro merece mais quatro anos ou não? Pode botar todo o dinheiro do orçamento secreto, ele vai perder a eleição. Agora vai ser um baile? Vai ser massacre? Acho que não, tem muita disputa”.

Terceira via

“Ainda temos uma margem de imprevisibilidade que joga contra o Bolsonaro que é a possível consolidação de uma alternativa de terceira via, ou mesmo o crescimento do Ciro (Gomes, do PDT). Qualquer coisa que se consolide fora do bolsonarismo atrapalha o crescimento dele. A terceira via só cresce disputando pelo campo da direita. O que drenou a energia vital do pensamento de centro-direita no Brasil não foi o Lula, não foi a esquerda, foi a extrema direita, foi o bolsonarismo. Ela [terceira via] tem que de fato combater o bolsonarismo na eleição de 2022, e para ter sobrevivência no futuro. Eu espero que eles tenham êxito, porque Bolsonaro perderá, mas nós precisamos que também o bolsonarismo volte para a sua casinha. (Precisamos) que o demônio volte para o inferno. Para isso, é preciso que haja mais exorcistas em ação”.

 

Othelino leva a Brandão apoio dos prefeitos de Vargem Grande, Santa Helena e Pedro do Rosário

Othelino Neto, Carlos Brandão e Carlinhos Barros: pacto político selado para eleição de outubro

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB) reforçou ontem a base da pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição com a adesão de três prefeitos importantes: Carlinhos Barros (PCdoB), de Vargem Grande, Zezildo Almeida, de Santa Helena (PTB) e Toca Serra (PCdoB), de Pedro do Rosário. A adesão de Carlinhos Barros já era prevista, uma vez que desde o início ele se manteve no PCdoB, permanecendo leal à posição do presidente da Assembleia Legislativa numa aliança que se mantêm a várias eleições. É caso do prefeito de Santa Helena, Zezildo Almeida, que apoiará Carlos Brandão mesmo que seu partido venha a lançar o senador Roberto Rocha ao Governo do Estado. E Toca Serra é líder em Pedro do Rosário e na região. “É um momento politicamente importante, reforçando o nosso projeto de fazer com que o Maranhão continue se transformando para melhor”, disse o deputado no encontro com o governador Carlos Brandão.

São Luís, 19 de Abril de 2022.

Bloco articulado por Dino viabiliza apoio a Lula e consolida aliança em torno de Brandão

 

Flávio Dino articula apoio a Lula da Silva e fortalece Carlos Brandão na corrida eleitoral no Maranhão

O ex-governador Flávio Dino reuniu as principais lideranças da chamada esquerda democrática (PSB, PCdoB e PT) para formar uma espécie de frente de apoio à candidatura do ex-presidente Lula da Silva no Maranhão. A iniciativa, colocada em prática na quarta-feira da semana que passou, foi o primeiro grande passo dado na política do estado em relação à corrida presidencial no território maranhense, dando a esse grupo uma vantagem destacada em relação aos outros grupos e partidos que têm pré-candidatos ao Palácio do planalto no Maranhão. A frente tem dois objetivos básicos: consolidar o favoritismo da chapa Lula da Silva/Geraldo Alckmin no estado e fazer com que os três partidos marchem em direção às urnas alinhados em torno das pré-candidaturas do governador Carlos Brandão à reeleição e do ex-governador Flávio Dino à vaga em disputa no Senado, além da participação efetiva de pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

A criação desse bloco partidário da esquerda moderada dá aos seus candidatos majoritários e proporcionais a garantia de que suas campanhas não serão movimentos aventureiros. Ao contrário, serão movimentos políticos e partidários com respaldo no estado, dando à chapa Lula/Alckmin caminho livre para circular e pedir votos no Maranhão. E com a vantagem de que essa movimentação será feita no embalo das candidaturas ao Leões e à Câmara Alta, e com o respaldo das chapas de candidatos às Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. As ações do bloco de esquerda devem mobilizar já a partir de agora os pré-candidatos majoritários e proporcionais e devem alcançar todas as regiões do Maranhão.

Os movimentos do bloco de esquerda é o resultado de mais uma política articulada pelo ex-governador Flávio Dino, que assim consolida sua liderança no campo governista. Isso porque com essa ação, o ex-governador mexe com as pedras do tabuleiro sucessório no estado e no país e cria uma base de coordenação da campanha do grupo que lidera. Além disso, deixa o governador Carlos Brandão com mais tempo para governar e prosseguir nas articulações para fortalecer o seu projeto de candidatura, que é o único com chapas definidas no campo majoritário em processo de definição no campo proporcional. E mais, leva o grupo que lidera a se distanciar dos demais pré-candidatos a governador, que ainda não definiram chapas e estão batendo cabeça em relação aos seus próprios projetos de candidaturas e também em relação à corrida presidencial.

Nesse contexto, o senador Weverton Rocha (PDT) tem feito uma pré-campanha sem definir seu vice, ora ameaçando lançar candidato ao Senado e, mais grave, sem declarar apoio a Ciro Gomes, pré-candidato do seu partido à presidência da República. Os pré-candidatos Lahesio Bonfim, Josimar de Maranhãozinho (PL) e Roberto Rocha (PTB), todos diretamente associados ao presidente Jair Bolsonaro (PL), vivem ainda o drama da indefinição quanto aos seus próprios rumos. É o caso também de Edivaldo Holanda Jr., cujo partido, o PSD, ainda não definiu se lançará ou não candidato a presidente. Nenhum, portanto, está suficientemente definido e organizado para uma ação parecida com a que será protagonizada pelo bloco partidário liderado pelo ex-governador Flávio Dino.

O bloco articulado pelo ex-governador Flávio Dino consolida de vez a aliança PT, PSB e PCdoB no Maranhão, assegurando em definitivo o apoio da chapa Lula/Alckmin à chapa Brandão/Camarão, frutos de uma bem torneada aliança do PSB com o PT e avalizada pelo PCdoB e demais partidos remanescentes da frente de 2014, quando reuniu 16 partidos na base de apoio do seu Governo. É o resultado das intensas e cuidadosas articulações comandadas nos últimos dois anos por Flávio Dino, que assim reafirma sua posição de mais destacada liderança política do Maranhão na atualidade, dentro ou fora do poder.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Suspeita de desvio em emendas tem efeito danoso nos planos do Roberto Rocha

Roberto Rocha: má notícia em momento  de definição

Nada poderia ter sido pior para o senador Roberto Rocha (PTB) a informação, divulgada em reportagem do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, autorizou a inclusão do seu nome nas investigações de falcatruas com dinheiro de emendas parlamentares enviadas a três municípios maranhenses. Essa bomba explode no exato momento em que o senador, após resolver sua pendência partidária, busca caminhos para resolver se será candidato a governador ou a senador. Não foi uma suspeita qualquer. O MPF justificou o pedido de investigação baseado em documento no qual o nome do senador aparece relacionado com valores do que seriam vantagens a ele supostamente destinadas a ele. Roberto Rocha reagiu afirmando nada ter a ver com a suposta falcatrua. Sua reação enfática dizendo-se inocente foi o começo de um problema que poderá lhe dar muitas dores de cabeça, ainda que não venha a impedi-lo de disputar o cargo majoritário ainda por ser definido.

 

Deputados reforçam cacife com seus partidos no tabuleiro sucessório

Márcio Jerry, Edilázio Jr. André Fufuca e Aluísio Mendes: em alta

Cinco deputados federais chefes de partidos no Maranhão estão jogando com habilidade no cenário sucessório estadual. Márcio Jerry topou continuar comandando o PCdoB na luta que a legenda trava pela sobrevivência, o que lhe dá poder de fogo para fortalecer sua candidatura à reeleição. Presidente estadual do PSD, Edilázio Jr. vem comandando a pré-campanha de Edivaldo Jr. ao Governo e, com isso, fortalecendo o seu próprio cacife eleitoral. André Fufuca, que controla o PP no estado, ganhou estatura como um dos avalistas da pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição fora do triângulo da esquerda moderada. E Aluísio Mendes ganhou projeção no tabuleiro sucessório coimo o principal avalista da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo do Estado.

São Luís, 18 de Abril de 2022.

Othelino Neto migrou de Weverton para Brandão jogando aberto, como um político maduro

 

Carlos Brandão e Othelino Neto fazem gesto de unir forças, com a presença da senadora Eliziane Gama, que por acaso encontrava-se no Palácio dos Leões.

 

A fase de definição dos grupos políticos formados em torno dos pré-candidatos ao Palácio dos Leões revelou algumas personalidades que surpreenderam pela capacidade de se movimentar em cenário complicado, construindo pontes sem destruir as já construídas na relação com outros grupos. São políticos pautados pelo pragmatismo e pela capacidade de mudar de maneira inteligente, jogando abertamente, não dando margem para que seus movimentos sejam interpretados como escorregões éticos ou atos de oportunismo barato. Uma dessas personalidade é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Na terça-feira, Othelino Neto esteve no Palácio dos Leões, onde conversou com o governador Carlos Brandão (PSB) sobre as bases do relacionamento do novo Governo com a Assembleia Legislativa, devendo também ter conversado sobre os rumos da pré-campanha.

Othelino Neto foi o principal avalista do projeto de poder do senador Weverton Rocha (PDT), numa relação que se tornou estreita já nas eleições municipais de 2020. Atuou na contramão do seu partido, o PCdoB, mas com o cuidado de não criar qualquer embaraço político que estremecesse sua relação com o partido, com o governador Flávio Dino (PSB) ou com o próprio Carlos Brandão. Manteve sua aliança com Weverton Rocha desde que o senador anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Estado já no início de 2021, no primeiro movimento organizado pelo governador Flávio Dino para escolher o candidato à sua sucessão na eleição de 2022. Naquele momento, Weverton Rocha e Carlos Brandão anunciaram suas pré-candidaturas, abrindo o tenso sucessório.

Othelino Neto se manteve ao lado de Weverton Rocha e integrou o núcleo do projeto de candidatura do chefe pedetista em todas as fases do processo, incluindo a reunião de 30 de novembro daquele ano, quando o governador Flávio Dino sugeriu o vice-governador Carlos Brandão para a avaliação pelo grupo, causando reação negativa do presidente e pré-candidato do PDT. Permaneceu no núcleo de sustentação da pré-candidatura até no início de março, decidido inclusive a migrar para o PDT na “janela” partidária de março, quando o martelo da maioria do grupo foi batido em favor de Carlos Brandão. Weverton Rocha não aceitou a escolha e decidiu manter sua pré-candidatura, deixando de lado os acordos em vigência ano após ano.

A política, principalmente quando o que está em jogo é uma disputa eleitoral de grande dimensão, a abre caminho para redefinições. Diante do aumento crescente da base política de Carlos Brandão e do encolhimento do suporte político mobilizado pelo senador Weverton Rocha, o presidente da Assembleia Legislativa fez uma leitura pragmática do cenário e decidiu que o melhor caminho para ele seria ficar no PCdoB e apoiar o seu pré-candidato a governador, no caso Carlos Brandão, compreendendo, portanto, que o racha poderia ser danoso para o grupo. Antes de formalizar sua posição, tentou, sem êxito, convencer o senador Weverton Rocha a reavaliar o seu projeto de candidatura. Se reincorporou ao seu núcleo político e partidário, e com seu cacife reforçado indicando a sua mulher, Ana Paula Lobato, vice-prefeitas de Pinheiro, para a vaga de candidato a primeiro suplente de senador na chapa encabeçada pelo ex-governador Flávio Dino.

Othelino Neto jogou como um político maduro e com os pés fincados no chão. Deve ser reeleito deputado estadual e, muito provavelmente, vendo Ana Paula Lobato sair das urnas como suplente de senador.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bira acredita que se Weverton sair, Brandão pode vencer no primeiro turno

Bira do Pindaré: se Weverton Rocha sair, Carlos Brandão vence no primeiro turno

O PSB e seus aliados farão um grande esforço para que o governador Carlos Brandão seja reeleito já no primeiro turno, e se houver segundo turno é provável que o governador dispute com um candidato do campo bolsonarista. A possibilidade de reeleição em turno único aumentará se o senador Weverton Rocha vier a abrir mão do seu projeto e apoie o governador.

Esse leque de possibilidades foi rascunhado ontem pelo deputado federal Bira do Pindaré, presidente regional do PSB, em entrevista à rádio Mirante AM. Para ele, o ideal é reunir o grupo e isso significa dizer que o senador Weverton Rocha é a parte solta da aliança articulada pelo governador Flávio Dino e que definiu Carlos Brandão como candidato à sua sucessão.

Bira do Pindaré preferiu não fazer previsões a respeito do futuro da pré-candidatura do senador pedetista, mas disse acreditar que o governador Carlos Brandão caminha para a reeleição.

 

Imperatriz: Weverton lidera, mas Brandão vem ganhando força

Weverton Rocha lidera em Imperatriz, mas Carlos Brandão ganha aliados fortes

Após ler a última edição, que tratou da medição de força entre o governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha em Timon e em Caxias, um leitor fiel da Coluna fez a seguinte indagação: “E em Imperatriz?!”

A resposta é simples. Ali, depois de um longo domínio de preferência pelo senador Weverton Rocha, que é filho da terra, a roda começou a girar e Carlos Brandão já começa a dar sinais de que pode virar o jogo. Os deputados estaduais Marco Aurélio (PSB) e Rildo Amaral (Solidariedade), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), o ex-prefeito Sebastião Madeira – que finalmente chegou ao poder estadual no poderoso e influente cargo de chefe da Casa Civil – o ex-prefeito Ildon Marques se movimentam, cada um ao seu modo, candidatura de Carlos Brandão. Com Weverton Rocha está agora o prefeito Assis Ramos (União Brasil), cujo prestígio está em baixa. Uma pesquisa feita agora certamente apontará Weverton Rocha na liderança, mas pr0vavelmente mostrará também Carlos Brandão em ascensão.

São Luís, 16 de Abril de 2022.

Timon e Caxias: colégios onde Weverton e Brandão medem forças e dão as cartas

 

Carlos Brandão leva a melhor em Caxias e Weverton Rocha ainda vai bem em Timon na corrida ao voto

Terceiro e quinto maiores municípios e colégios eleitorais do Maranhão, Timon (168 mil habitantes e 107 mil eleitores) e Caxias (167 mil habitantes e 101 mil eleitores) travam uma guerra política cujos desdobramentos podem produzir reflexos importantes sobre a corrida eleitoral, especialmente no que diz respeito à disputa para o Governo do Estado. Em Timon, o grupo Leitoa tem o maior espaço político, a começar pelo fato de que controla a máquina municipal por meio da prefeita Dinair Veloso (PDT), e está alinhado à pré-candidatura do senador pedetista Weverton Rocha, com outras correntes apoiando a pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB). Em Caxias, o grupo mais forte hoje é comandado pelo prefeito Fábio Gentil (Republicanos), alinhado de primeira hora de Carlos Brandão, que também tem o aval do grupo Coutinho, hoje representado pela deputada estadual Cleide Coutinho, que pertencia ao PDT, mas decidiu mudar para o PSB, para apoiar o governador à reeleição e o ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado.

O caso de Timon é curioso. Durante mais de duas décadas, a política timonense foi ditada pelo hoje ex-prefeito e ex-deputado Chico Leitoa, um dos remanescentes do PDT criado por Jackson Lago, tendo o filho dele, o ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-prefeito Luciano Leitoa, controlado o PSB, um caso raro em que num só município uma só família controla dois partidos importantes. Os Leitoa não se conformaram de perder o controle estadual do PSB, que passou a ser presidido pelo deputado federal Bira do Pindaré e se transformou numa força com o ingresso do governador Flávio Dino e do seu sucessor e candidato à reeleição Carlos Brandão. Os Leitoa queriam o PSB na base da pré-candidatura de Weverton Rocha, mas erraram no cálculo e perderam completamente seus vínculos com o partido.

Timon hoje abriga o seguinte cenário: todos os aliados de Chico Leitoa que estavam no PSB migraram para o PDT e estão fechados com a pré-candidatura de Weverton Rocha. Por outro lado, todas as correntes adversárias dos Leitoa, a liderada pelo coronel Schnneyder, que disputou a Prefeitura pelo Republicanos e ficou em segundo lugar; o deputado estadual Rafael Leitoa, dissidente do grupo Leitoa e que trocou o PDT pelo PSB, e mais ainda o ex-deputado estadual Alexandre Almeida, que deve apoiar Carlos Brandão. No momento, pesquisas indicam que o grupo Leitoa leva vantagem e dá maioria para Weverton Rocha, mas sinalizam também que essa vantagem está encolhendo com clara tendência de crescimento de Carlos Brandão em Timon.

Em Caxias aconteceu o inverso. Ali, o prefeito Fábio Gentil, reeleito com mais de 75% dos votos, o que faz dele a liderança política mais forte da Princesa do Sertão, está na linha de frente dos apoiadores da candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. Ao mesmo tempo, a deputada estadual Cleide Coutinho, que pertencia ao PDT, deixou ontem o partido para se filiar ao PSB a fim de apoiar a candidatura do governador Carlos Brandão à sua reeleição. Na nota que divulgou para comunicar a mudança de partido e seus motivos, a deputada Cleide Coutinho disse o seguinte: “Agradeço ao PDT pelo acolhimento e respeito com que sempre me trataram, mas por coerência decidi me filiar ao PSB para ajudar ainda mais meus amigos Carlos Brandão e Flávio Dino, meus candidatos na próxima eleição”.

Em Caxias, portanto, as duas forças dominantes estão com o governador Carlos Brandão, sem força expressiva apoiando Weverton Rocha. A mudança anunciada pela deputada Cleide Coutinho consolidou a preferência dela e do seu grupo pela pré-candidatura do governador Carlos Brandão, aliás, posição revelada há meses, desde que ela anunciou sua decisão de não mais disputar eleições.

Nas contas de um ás da política estadual, no cenário de hoje, somadas as forças dos dois municípios, o saldo geral é favorável ao governador Carlos Brandão, mas sem o prognóstico de que Weverton Rocha esteja fora do páreo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Números divergem sobre a posição de prefeitos na corrida sucessória

Dinair Veloso e  Fábio Gentil

São divergentes as informações que estão correndo a respeito do posicionamento de prefeitos em relação aos candidatos ao Governo do Estado. Os números diferem, mas todos afirmam que no momento o governador Carlos Brandão já conseguiu o maior número de líderes municipais na sua base de apoio. Calcula-se que entre 110 e 120 prefeitos já são aliados declarados do governador na sua corrida à reeleição. O senador Weverton Rocha estaria com pelo menos 50 prefeitos apoiadores, ficando os demais divididos entre Josimar de Maranhãozinho (PL) e Lahesio Bonfim (PSC), e sobrando muito poucos para o senador Roberto Rocha, caso ele resolva disputar o Palácio dos Leões. Entre os apoiadores de Carlos Brandão, unânime que esse número de prefeitos vai aumentar. Por outro lado, não se percebe esse estado de ânimo entre os apoiadores do pré-candidato do PDT.

 

Anúncio com Detinha sinaliza definição de Josimar de Maranhãozinho

Josimar de Maranhãozinho praticamente lança Detinha à Câmara Federal pelo PL

O anúncio partidário do PL, ontem, na TV, tendo a deputada estadual Detinha como estrela, reclamando da baixa participação das mulheres na vida política do País, e concitando o universo feminino a se filiar a partidos e se candidatar à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, pode ter funcionado também como recado sobre o futuro do deputado Josimar de Maranhãozinho. A peça de propaganda partidária sugere claramente que, como havia especulado o próprio chefão do PL: Detinha será candidata à Câmara Federal, restando a ele, Josimar de Maranhãozinho, quatro caminhos. O primeiro será tentar uma vaga na Assembleia Legislativa, projeto admitido por ele próprio. O segundo: disputar o Governo do Estado, projeto que já parece distante do parlamentar. Terceiro: ser candidato a senador, o que parece não ser do seu interesse, e ser candidato a vice-governador. Seu caminho mais provável é o que leva à Assembleia Legislativa.

São Luís, 14 de Abril de 2022.

Sem surpresa: PT mantém a “tradição” e racha em relação à disputa para o Palácio dos Leões

 

Carlos Brandão tem o apoio das cúpulas estadual e nacional e da maioria da militância; Weverton Rocha tem o apoio do braço petista de São Luís

Curiosa a importância que observadores estão dando à divisão do PT em relação à disputa para o Governo do Estado. Todos, a começar pelos leões que guardam, impávidos, o palácio-sede do Governo do Maranhão, sabem que o partido comandado por Lula da Silva, fundado no início dos anos 80, jamais participou unido de uma eleição em território maranhense. Daí não causar qualquer estranheza o fato de uma banda da representação do partido em São Luís se insurgir contra a aliança da agremiação com o PSB em torno da pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo como candidato a vice o petista Felipe Camarão, preferindo somar forças com o PDT em torno da pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Vale anotar que a manifestação não é de agora, uma vez que, meses depois das eleições municipais, nas quais se aliou ao PCdoB em torno da pré-candidatura do deputado federal Rubens Jr., tendo o presidente do PT da Capital, vereador Honorato Fernandes, como candidato a vice, que não vingou, a banda petista ludovicense se alinhou ao projeto de candidatura do presidente pedetista ao Governo do Estado.

O PT sempre foi rachado no Maranhão, tendo a banda lulista, de esquerda moderada, representando a esmagadora maioria do partido, e uma banda que reúne segmentos mais à esquerda, e que milita basicamente em São Luís. Foram raríssimas as vezes em que as duas bandas atuaram harmonicamente, porque na maioria dos casos, mediram forças e travaram duros e zoadentos confrontos no arraial petista.

Para citar apenas os casos relacionados às disputas pelo Governo do Maranhão já neste século, o PT maranhenses viveu refregas internas históricas. O primeiro capítulo se deu pouco depois da virada do milênio, em 2000, quando a governadora Roseana Sarney (PMDB), vitimada por uma armação gestada dentro do ninho dos tucanos, desistiu da corrida à presidência da República, se candidatou ao Senado e declarou apoio à candidatura presidencial de Lula da Silva contra o tucano José Serra. Em 2006, Lula da Silva, já presidente, apoiou a candidatura de Roseana Sarney contra Jackson Lago (PDT), fazendo com que boa parte do PT se rebelasse e poiasse a candidatura do líder pedetista. Acordo que se repetiu em 2010, com o PT novamente apoiando Roseana Sarney desta vez contra Jackson Lago e Flávio Dino (PCdoB), agora tendo como candidato a vice o petista Washington Oliveira, hoje ministro do Tribunal de Contas do Estado.

A aliança do PT com os Sarney se manteve até 2014, quando os petistas, agora sob o comando da presidente Dilma Rousseff, eleita em 2010, de novo se dividiram, com a maioria apoiando a candidatura de Flávio Dino contra Lobão Filho (PMDB), tendo o candidato do PCdoB vencido a eleição no primeiro turno.  A união do PT se deu em 2016, motivada pela ação do governador Flávio Dino, que assumiu no estado e nacionalmente a defesa da presidente Dilma Rousseff no processo de impeachment, quando os Sarney se voltaram contra ela para garantir sua destituição e a ascensão do vice-presidente, o emedebista Michel Temer, o que aconteceu de fato. Na eleição de 2018, como não poderia deixar de ser, o PT se dividiu mais uma vez, mas sem muita zoada.

Esses rachas consecutivos tiveram consequências, entre elas a saída de dois nomes de peso do partido, o ex-deputado federal e ex-prefeito de São José de Ribamar, Domingos Dutra, que migrou para o PCdoB por não aceitar a relação do PT com o grupo Sarney, e o deputado federal Bira do Pindaré, que deixou o PT pelo mesmo motivo e hoje preside o braço estadual do PSB.

A situação de agora é rigorosamente a mesma, com o PT dividido entre duas candidaturas, com a banda menor apoiando o senador Weverton Rocha, esnobando a decisão do comando nacional, e a banda maior, chancelada pela cúpula partidária, apoiando a pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. E, como sempre, sem qualquer possibilidade de acordo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lançamento de Bivar embaraça o União Brasil no Maranhão

Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes: lançamento de Luciano Bivar complica partido no estado

O lançamento da pré-candidatura presidencial do deputado federal Luciano Bivar criou uma confusão no braço maranhense do União Brasil, que está dividido por duas correntes, uma comandada pelo deputado federal Juscelino Filho, que apoia a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), e outra tendo como líder o deputado federal Pedro Lucas Fernandes e que está alinhada à pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. Fundador do extinto PSL e ex-bolsonarista, de quem só se afastou depois que o presidente e sua turma tentaram dar um golpe e se apoderado partido, que tinha um rico fundo partidário. No Maranhão, agora, vêm as indagações: Agora com candidato a presidente, o braço maranhense do União Brasil, controlado pelo deputado federal Juscelino Filho, vai continuar apoiando o senador Weverton Rocha, cujo partido tem candidato a presidente da República, Ciro Gomes (PDT)? E como fica agora a relação do deputado federal Pedro Lucas Fernandes em relação à candidatura do governador Carlos Brandão. É um caso complicado a ser resolvido.

 

Braide vai à Justiça e suspende greve de professores

Eduardo Braide: argumentos fortes contra a greve

O prefeito Eduardo Braide (sem partido) conseguiu travar o movimento grevista dos professores da rede municipal de ensino. Foi à Justiça pedir a suspensão da greve anunciada, colocando no pedido justificativas convincentes: reforma de escolas, progressões funcionais já efetivadas na categoria e projeto de nivelamento do salário básico ao piso nacional já enviado à Câmara Municipal, entre outras vantagens. Além disso, o titular do Palácio de la Ravardière lembra que não deixou de negociar com os professores, mantendo diálogo permanente com a categoria. A Justiça entendeu que os argumentos do prefeito de São Luís são mais consistentes do que os motivos alegados pelos professores para cruzar os braços e os mandou continuar trabalhando, já que os salários estão sendo pagos em dia.

São Luís, 13 de Abril de 2022.

Pré-candidatos aos Leões tentam agora consolidar seus projetos para as convenções de agosto

 

Acompanhado de Larissa Brandão, Carlos Brandão na inauguração de um restaurante popular em Matões, Weverton Rocha em pré-campanha intensa no interior, e Edivaldo Jr. em ato político em Bom Jesus das Selvas, na região sul

Passado o agito das definições partidárias, com a acomodação dos que ainda dependiam de uma legenda para encabeçar, a corrida dos pré-candidatos à governador às urnas entra agora numa fase mais longa, que desaguará nas convenções de gosto, daqui a três meses, portanto. Até agora, o favoritismo está dividido entre o governador Carlos Brandão (PSB) e senador Weverton Rocha (PDT), que medem força pela liderança na preferência do eleitorado no patamar dos 20% de intenções de voto, segundo as pesquisas mais recentes. No plano intermediário, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PSD), e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), medem força, mas sem saber ainda se o senador Roberto Rocha (PTB) entrará ou não na briga. O time da poeira é liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), seguido pelo suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade), pelo o professor Hertz Dias (PSTU) e pelo servidor público Enilton Rodrigues (PSOL), mas não dá sinais de reação.

Agora, quando se esperava que os pré-candidatos tirassem um pouco o pé do acelerador, está acontecendo exatamente o contrário com os três melhor situados nas pesquisas – Carlos Brandão, Weverton Rocha e Edivaldo Jr.. Eles decidiram intensificar, cada um ao seu modo, suas pré-campanhas no interior do estado, cumprindo programações cheias, aproveitando o momento para consolidar e dinamizar suas posições.

O governador Carlos Brandão incursionou pelo Leste maranhense no fim da semana, visitou Colinas, sua terra natal, onde, em meio a fortes manifestações de entusiasmo, tomou conhecimento de um protesto de professores da rede municipal contra a prefeita colinense Valmira Miranda (PL), sua aliada. O ponto alto da sua agenda foi o aniversário de Parnarama, onde recebeu a reafirmação de apoio do prefeito Raimundo Silveira (PROS), tendo passado também por Matões, apesar de o prefeito Ferdinando Coutinho (União Brasil) haver declarado apoio à pré-candidatura de Weverton Rocha. Já o pré-candidato do PDT foi também ao Vale do Itapecuru, comanda do uma grande manifestação em Codó e outra em Matões do Norte, reafirmando nos seus discursos que sua candidatura é irreversível. E Edivaldo Jr. percorreu municípios da região Sul, tendo realizado uma grande concentração em Bom Jesus das Selvas, onde recebeu o apoio da ex-prefeita Cristiane Damião (PSD) e do grupo dela. Edivaldo Jr., Carlos Brandão e Weverton Rocha cumprirão roteiros intensos nas diversas regiões pelos próximos três meses.

Depois de Edivaldo Jr., que no momento é o que tem futuro mais promissor entre os pré-candidatos do grupo intermediário, Lahesio Bonfim é o nome que mais se movimenta no grupo intermediário. Ele tenta articular uma base de apoio e já fala em compor sua chapa escolhendo o candidato a vice, admitindo uma dobradinha com o PTB se o senador Roberto Rocha se candidatar à reeleição. O agora senador petebista se mexe fortemente nos bastidores em busca de uma base política e partidária mínima que lhe dê condições de decidir entre ser candidato à reeleição, o que o levará a um confronto direto com o ex-governador Flávio Dino (PSB), ou ao Governo do Estado, para enfrentar Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim por uma vaga num eventual segundo turno.

Nesse contexto, surpreende o silêncio do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que há dias não reafirma sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões, deixando no ar a impressão de que está refazendo seus planos. Por outro lado, Simplício Araújo se mantém ativo nas redes sociais, reafirmando diariamente seu projeto de candidatura, mas sem fazer movimentos que indiquem ser ele irreversível; ao contrário, a manutenção do discurso sugere com clareza que Simplício Araújo como pré-candidato a governador está se mostrando um bom candidato a deputado federal. Hertz Dias e Enilton Rodrigues permanecem sem fazer qualquer movimento externo.

As próximas semanas, portanto, serão de movimentação intensa, podem do o eleitorado e a classe política serem surpreendidos por mudanças importantes nesse cenário.

 

PONTO & CONTRAPONTO

MDB maranhense tem cenários diversos sobre sucessão presidencial

Lula da Silva e José Sarney repetiram ontem esses encontro, em Brasília, mas sem a presença de Roseana Sarney

O braço maranhense do MDB caminha para enfrentar três possíveis cenários: um sem candidato a presidente da República nem governador do Maranhão, outro com candidato emanado da chamada terceira via, que poderá ser inclusive a senadora emedebista Simone Tebet, e o terceiro apoiando o ex-presidente Lula da Silva (PT).

O primeiro cenário está descartado, já que, mesmo não lançando um candidato do partido, o MDB fará aliança que o colocarão numa posição de proa uma candidatura forte, como a do líder petista. Nesse caso, o seu alinhamento com a aliança liderada pelo governador Carlos Brandão será integral.

No segundo cenário, os emedebistas maranhenses não terão maiores dificuldades de apoiar um candidato da terceira via, mas terá de separar bem as coisas em relação ao governador Carlos Brandão, que poderá manter a aliança com o partido no plano local e divergindo no plano nacional.

E terceiro será o cenário mais provável, que é, mesmo tendo o partido um candidato da terceira via, o MDB do Maranhão marchará apoiando o ex-presidente Lula da Silva., alinhado com as forças do governo Carlos Brandão.

Os movimentos do ex-presidente José Sarney sugerem que ele quer o MDB maranhense alinhado ao ex-presidente Lula da Silva.

 

Clayton Noleto se consolida como nome forte para a Câmara Federal

Clayton Noleto

Junto com os deputados federais Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Jr. (PSB), o ex-secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto. É um dos homens fortes do grupo mais próximo ao ex-governador Flávio Dino para disputar cadeira na Câmara Federal. Ele foi figura-chave no Governo Flávio Dino no comando da pasta durante mais de sete anos, tentou ser candidato a prefeito de Imperatriz em 2016 e 2020, mas acatou pedido do governador para permanecer à frente da pasta. Ao longo desses anos, construiu, calma e firmemente, as bases da sua candidatura à Câmara Federal. Um exemplo desse processo é o apoio que vem recebendo do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que abriu de ser candidato para apoiá-lo, decisão que tomou antes de ser convidado pelo governador Carlos Brandão para assumir a Casa Civil. E o resultado se desincompatibilizou como um dos nomes incluídos em todas as listas de prováveis eleitos para a Câmara Federal.

São Luís, 12 de Abril de 2022.