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Ao abrir a “Caravana da Guerreira” em Lago da Pedra, Roseana Sarney admitiu que está incomodada com Maura Jorge

 

Junto com César Pires, Luis Osmany, Edilázio Jr. e Edison Lobão, Roseana Sarney registra selfie em Lago da Pedra; Maura eufórica na visita de Jair Bolsonaro ao Maranhão
Junto com César Pires, Luis Osmany, Edilázio Jr. e Edison Lobão, Roseana Sarney registra selfie em Lago da Pedra; Maura eufórica na visita de Jair Bolsonaro ao MA

 

Por mais que os fatos falem mais alto, é difícil para qualquer observador da cena política maranhense assimilar como verdadeira a situação que ocorreu terça-feira em Lago da Pedra, onde a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) iniciou a “Caravana da Guerreira”, a maratona de visitas a municípios por meio da qual pretende chegar mais uma vez ao Palácio dos Leões. Ali, acompanhada do senador Edison Lobão (MDB) e do deputado estadual Edilázio Jr. (PV) e César Pires (PEN), a pré-candidata emedebista foi recebida pelo ex-prefeito Luis Osmany, um velho adversário, e não pela ex-prefeita Maura Jorge (PSL), cuja família foi durante décadas o braço forte do Grupo Sarney na região, e a quem agora trata como adversária “perigosa” na disputa pelo Governo do Estado. Ainda que não tenha se referido à ex-prefeita nas suas falas, a insatisfação de Roseana Sarney em relação a Maura Jorge foi tão evidente e ostensiva, que foi percebida pela mais desatenta das testemunhas da sua passagem por Lago da Pedra. E, segundo um observador, tirou definitivamente Maura Jorge do anonimato político, dando-lhe um impulso que a porta-voz do bolsonarismo no Maranhão normalmente não conseguiria por seus próprios esforços. E a conclusão dominante sobre o ocorrido foi a seguinte: Roseana Sarney está realmente incomodada com a desenvoltura política de Maura Jorge.

Evidente que a preocupação de Roseana Sarney com Maura Jorge não está relacionada com a possibilidade de que a pré-candidata do PSL venha a ameaçar a posição da ex-governadora na corrida ao Palácio dos Leões. Por maior que seja o espaço que possa vir a ocupar como braço do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão, Maura Jorge não reuniu,  e dificilmente reunirá, cacife para se tornar uma ameaça de fato à posição. Forte na sua região, a pré-candidata do PSL poderá avançar na esteira da corrida presidencial, mas todas as avaliações feitas até agora indicam que ela dificilmente ultrapassará a condição de adversária do senador Roberto Rocha, candidato ao PSDB, no segundo time da corrida ao cargo de governador do Maranhão.

Na verdade, os problemas de Roseana Sarney no contexto da corrida sucessória são muito maiores e mais complexos do que a movimentação de Maura Jorge. A ex-governadora entrou numa guerra sem as armas que teve à disposição e usou intensamente nas eleições em que foi largamente vitoriosa (1994, 1998 e 2010): apoio dos presidentes da República e dos governadores do momento, das máquinas federal e estadual e de ampla malha partidária. Sempre teve adversários bem definidos, mas nada comparado ao movimento de Maura Jorge. E quando teve de enfrentar um revés, este foi o governador José Reinaldo, que atrapalhou seu plano ao apoiar a candidatura vitoriosa de Jackson Lago (PDT). Agora, ela tem pela frente ninguém menos que o governador Flávio Dino (PCdoB ), largamente favorito, segundo as pesquisas, o que no contexto da corrida sucessória torna a pré-candidatura de Maura Jorge um fato barulhento, mas sem a solidez que um projeto dessa natureza exige. As dificuldades do tucano Roberto Rocha, que tem um projeto muito mais sólido exemplificam com muita clareza tal situação.

Qualquer político experiente aconselharia a ex-governadora a não iniciar o roteiro da sua “Caravana da Guerreira” por Lago da Pedra, exatamente pelo risco de aparentar preocupação,  fragilidade política e insegurança eleitoral. Isso, é claro, não é uma verdade absoluta, a começar pelo faro de que em política o que aparenta obviedade costuma enganar. Roseana Sarney pode ter feito esse movimento acreditando que a escolha de Lago da Pedra seria interpretada como uma “coincidência”, que nada tem a ver com a candidatura de Maura Jorge. Se pensou assim, errou feio na avaliação, porque, ao contrário, a imagem que passou foi a deque está de isto incomodada com a desenvoltura da agora ex-aliada, que assumiu a representação da extrema direita no Maranhão.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Recuperado de acidente, José Reinaldo deve encarar os problemas que o aguardam no PSDB

José Reinaldo Tavares, com Crisálida ???, está em forma e deve enfrentar os problemas no PSDB
José Reinaldo Tavares, com Crisálida ???, está em forma e deve enfrentar os problemas da sua candidatura no PSDB

Recuperado de um acidente automobilístico que sofreu na BR-402, próximo a Barreirinhas, no Domingo (1º), o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares está de volta à corrida eleitoral como candidato a senador pelo PSDB. O retorno do ex-governador à maratona pré-eleitoral deve começar por um amplo entendimento dentro do PSDB, visando consolidar sua candidatura, que está ameaçada por causa das diferenças que o distanciaram do comando do partido no Maranhão. José Reinaldo é acusado pelo senador Roberto Rocha, presidente do PSDB e seu candidato a governador, e pelo secretário-geral Sebastião Madeira, ex-prefeito de Imperatriz, de fazer campanha paralela, separada do partido e, por isso, nã se integrar ao projeto maior da agremiação. A crise no ninho dos tucanos foi agravada recentemente pela movimentação do deputado federal Waldir Maranhão, com a anuência do comando partidário, com o objetivo de ocupar a vaga de candidato a senador destinada ao ex-governador. O acidente – que envolveu também Crisálida Rodrigues, mulher do ex-governador -, produziu uma trégua dentro do ninho dos tucanos, mas o retorno de José Reinaldo ao cenário da corrida eleitoral deve reiniciar o embate. E não há dúvida de que a candidatura do ex-governador corre sério risco.

 

Cleomar Tema quer Tuntum como exemplo na aplicação dos recursos extras do Fundeb

Cleomar Tema dá exemplo no uso dos recursos extras do Fundeb em Tuntum
Cleomar Tema dá exemplo no uso dos recursos extras do Fundeb em Tuntum

A Prefeitura de Tuntum vai aplicar na área de Educação 100% dos recursos adicionais do Fundeb, repassados pela União como reposição de perdas sofridas pelos municípios no cálculo de repasses do antigo Fundef durante vários anos. A decisão foi tomada e anunciada pelo prefeito Cleomar Tema (PSB), presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). A iniciativa de Cleomar Tema, além de dar transparência ao emprego desses  recursos em Tuntum, deve também funcionar como uma espécie de recomendação informal do presidente da Famem no sentido de que os prefeitos de municípios beneficiados façam o mesmo.

– Em Tuntum, não há o que discutir. Resolvemos que esses recursos serão aplicados 100% na educação, através de recuperação de escolas, salário de professores, aquisição de ônibus escolares, capacitação dos educadores e compra de equipamentos – explicou o prefeito Cleomar Tema, chamando atenção para o fato de que a liberação desses recursos dá aos municípios, principalmente aos menores e mais carentes, uma oportunidade rara de melhorarem efetivamente os seus sistemas educacionais.

O presidente da Famem lembra que a decisão de empregar integralmente esses recursos na Educação é, na verdade, o cumprimento de uma obrigação. É que na sessão de 23 de Agosto do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU), decidiu, por unanimidade, que os recursos originados no antigo Fundef devem ser empregados exclusivamente na educação, ficando vetado seu uso em qualquer outra área, como pagamento de honorários advocatícios, por exemplo.

Cleomar Tema alerta os prefeitos no sentido de abrir uma conta bancária exclusiva para depositar e movimentar esses valores, de modo a dar à aplicação a maior transparência possível, facilitando o acompanhamento dos órgãos fiscalizadores. Nesse sentido, na semana passada o Ministério Público, juntamente com o Tribunal de Contas do Estado e o TCU reuniram 13 prefeitos de pequenos municípios para orientá-los no sentido de seguir as regras para a aplicação desses recursos, deixando claro que fiscalização será severa.

São Luís, 05 de Julho de 2018.

Flávio Dino sai na frente com aliança partidária definida; Roseana Sarney ainda busca base política para definir aliados

 

Terça-Feira: Flávio Dino com dezenas de prefeitos num ato de entrega de ambulâmcias; Roseana, tendo Lobão ao Lado, em Lago do Junto, com o ex-prefeito Leda
Terça-Feira: Flávio Dino com dezenas de prefeitos em ato de entrega de ambulâncias; Roseana, tendo Lobão ao Lado, em Lago do Junto, com o ex-prefeito Leda

 

A corrida eleitoral, que já vinha ganhando volume e intensidade, entra agora no ritmo frenético que a marcará até o dia da votação, 7 de Outubro. O governador Flávio Dino (PCdoB), que antecipou a estruturação política e partidária do campo que lidera, saiu mais uma vez na frente ao marcar para o próximo dia 28 de Julho as convenções por meio das quais agremiações concretizarão a grande coligação, formalizando as chapas majoritária, com candidatos a governado e a senador, e proporcional, com aspirantes a deputado estadual e deputado federal, e que será por ele liderada, a partir de quando esse movimento entrará na fase de campanha formal. A ex-governadora Roseana Sarney (MDB), por seu turno, ainda não definiu como será a aliança que a terá como candidata ao Governo do Estado, preferindo neste momento incursionar pelo estado em busca de suporte político e eleitoral para consolidar o seu projeto de voltar ao poder. Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) nada definiram ainda sobre aliança e convenção.

A tendência de polarização da corrida pelo Governo do Estado coloca o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney no epicentro da disputa, a partir do fato de que ele aparece nas pesquisas como franco favorito, com possibilidade de liquidar a fatura já no primeiro turno, e ela pontificando em segundo, fazendo grande esforço para levar o confronto eleitoral para uma segunda rodada.

Flávio Dino está se desdobrando para cumprir uma agenda com três frentes: cuidar das ações de Governo, numa maratona de despachos e inaugurações; lapidar as articulações comandadas pelo seu principal porta-voz, o ex-secretário de Comunicação e Articulação Política e presidente do PCdoB, jornalista Márcio Jerry, que cuida também da sua própria campanha à Câmara Federal; e, finalmente, as démarches no plano nacional, onde é partidário da candidatura do ex-presidente Lula da Silva (PT), e caso de ela ser inviável, o lançamento de um candidato que reúna os segmentos de esquerda. Flávio Dino sabe que não pode vacilar no plano administrativo nem no plano político, a começar pelo fato de que são esses fatores – boa gestão e coerência política – a base do seu prestígio e o gás que está embalando sua caminhada.

Roseana Sarney se movimenta para compor a aliança que vai liderar, tendo como certa a participação do PV e do Podemos, devendo atrair ainda outros partidos menores. Sem um suporte político forte no plano nacional, a ex-governadora aposta todas as suas fichas no seu prestígio pessoal, acumulado durante aos seus mais de 13 anos de inquilinato no Palácio dos Leões. Iniciada ontem em Lago da Pedra, base principal da concorrente Maura Jorge, a chamada “Caravana da Guerreira” é a reedição de uma estratégia usada em outras campanhas da emedebista. Roseana Sarney anuncia a sua volta. A incursão, por meio da qual pretende percorrer todos os 217 municípios ao longo da campanha, é o caminho pelo qual Roseana Sarney espera estabelecer – em muitos casos, retomar – laços como eleitorado a partir das lideranças que vieram a apoiá-la. Nada disse até agora sobre alianças e convenções, que só deve definir no início de Agosto.

Os movimentos do governador são claramente planejados, nada parecendo ser fruto do improviso. Os movimentos da ex-governadora também fora concebidos por uma cúpula política com décadas e décadas de experiência, mas mesmo assim deixa no ar uma forte impressão de que alguns dos seus passos têm por base a improvisação. Nesse cenário, por onde passa o governador Flávio Dino tem sido embalado por grandes grupos de eleitores, enquanto a ex-governadora Roseana Sarney tem levado seu recado a pequenos grupos em ambientes fechados, como aconteceu, por exemplo, nesta terça-feira em Lago do Junco.  Mas no meio político a previsão dominante é a de que a campanha “vai pegar fogo”.  Com o gás que nela será injetado por Roberto Rocha, Maura Jorge, Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata, que decidiu entrar na disputa pelo PSTU.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino e Roseana Sarney têm relações diferenciadas com candidatos a senador

Weverton Rocha e Eliziane gama seguem Flávio Dini, enquanto Edison Lobão e Sarney Filho ainda não ajustaram agenda com Roseana Sarney
Weverton Rocha e Eliziane gama seguem Flávio Dini, enquanto Edison Lobão e Sarney Filho ainda não ajustaram agenda com Roseana Sarney na pré-camoanha

Uma diferença tem marcado os movimentos de Flávio Dino e de Roseana Sarney. Em todos os seus eventos recentes, o governador tem sido acompanhado pelos dois candidatos ao Senado, os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), contando também, na maioria dos casos, com o vice-governador Carlos Brandão (PRB). Weverton Rocha, que é o líder da minoria na Câmara Federal, mantém uma intensa ponte-aérea São Luís/ Brasília/ São Luís, o mesmo acontecendo com Eliziane Gama, com a diferença de que ela não tem o peso de liderar bancada. A ex-governadora nem sempre tem os dois candidatos ao Senado, o senador Edson Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV). Edison Lobão, que permaneceu semanas em Brasília recuperando-se de um problema no fêmur, já superado, é às vezes obrigado a permanecer em Brasília devido à sua condição de presidente da poderosa e decisiva Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Na estranha visita que fez a Mirinzal, na semana passada, a ex-governadora teve a companha do deputado Sarney Filho. Ontem, em Lago do Junco e Lago da Pedra, Roseana Sarney estava acompanhada do senador Edison Lobão.

 

Desenhado o embate entre Roberto Rocha e Maura Jorge

Roberto Rocha e Maura Jorge: disputa isolada ma corrida aos Leões
Roberto Rocha e Maura Jorge: disputa isolada ma corrida aos Leões

Ganha ares de certeza no meio político a impressão de que, embalada pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Maura Jorge se movimenta para sair das urnas com vantagem sobre o senador Roberto Rocha (PSDB), tendência indicada nas últimas pesquisas. Os tucanos de proa, porém, não querem nem ouvir nessa possibilidade, preferindo acreditar que que o candidato tucano vai dar a volta por cima durante a campanha para medir força com a ex-governadora Roseana Sarney para encarar o governador Flávio Dino no ainda improvável segundo turno. É fato que no momento, levando em conta as margens de erro que balizam esses levantamentos feitos para medir as preferências do eleitorado, Maura Jorge e Roberto Rocha estão no mesmo patamar.  Com a diferença de que Maura Jorge conta com o motor bolsonarista para empurrá-la, enquanto Roberto Rocha vive a situação contrário de ter que embalar o pesado fardo que é o presidenciável Geraldo Alckmin no Maranhão.

São Luís, 04 de Julho de 2018.

A 100 dias das eleições, Flávio Dino se mantém forte, Roseana Sarney tenta de fortalecer e Roberto Rocha mede força com Maura Jorge

 

Flávio Dino lidera, seguido por Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge
Flávio Dino lidera corrida ao Palácio dos Leões seguido por Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge

A 100 dias, ou seja, a 2.400 horas, das eleições, e a 18 dias (430 horas) do início do período das convenções partidárias, quando os pré-candidatos deverão ser transformados oficialmente em candidatos, para, a partir de então, sair a campo na caça ao voto para valer, o cenário da corrida ao Palácio dos Leões ganha um tom mais forte, indicando que uma verdadeira guerra política está a caminho. Ao mesmo tempo em que o governador Flávio Dino (PCdoB) incursiona pelo estado inaugurando obras, buscando o fortalecimento da sua condição de favorito, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) se movimenta para, de um lado, retomar sua agenda de visitas a municípios, e de outro, tentar criar embaraços judiciais ao chefe do Executivo. Nesse cenário, o senador Roberto Rocha, pré-candidato do PSDB, intensifica sua agenda de incursões ao interior, agora tendo a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL), braço bolsonarista no estado, como o obstáculo a ser vencido, ambos observados pelo professor Odívio Neto, candidato confirmado do PSOL. Além disso, o cenário é ainda composto por duas incertezas: para onde irão mesmo o deputado Eduardo Braide (PMN) e o ex-deputado Ricardo Murad (PRP)?

Por mais que se considere válidos os argumentos do tipo “ainda é cedo” e que “a maré pode virar” na campanha no rádio e na TV, que será iniciada no dia 27 de Agosto, é fato incontestável que, até aqui, o governador Flávio Dino lidera, com ampla folga, as preferências do eleitorado, e mais do que isso, sem qualquer indicação de uma mudança de curso. Tem como principal adversário a ex-governadora Roseana Sarney, apontada nas pesquisas – as que já foram divulgadas e as que ela própria vem contratando para consumo próprio – em segundo lugar, num patamar estável, que demonstra poder de fogo razoável, mas ainda insuficiente para ameaçar a posição do favorito. Mais ainda: de acordo com os levantamentos feitos até aqui, somados, os percentuais de Roseana Sarney, Roberto Rocha, Maura Jorge, Ricardo Murad e Odívio Neto não chegam a acender o sinal vermelho para o governador.

Os fatores que desenham esse cenário são muito claros. Flávio Dino comanda um Governo administrativamente inovador, com foco no investimento social, e politicamente de transição do sarneysismo para uma realidade política mais plural e diversificada no Maranhão. Roseana Sarney tem um lastro de 12 anos de Governo, que foram do arrojo inovador ao “rame-rame” conservador. Politicamente, Flávio Dino representa o novo, enquanto Roseana Sarney é porta-voz de um sistema exaurido, com muita dificuldade de se apresentar como o novo. Portanto, mais do que uma guerra personalizada do tipo “Dino X Sarney”, a possível reeleição do governador consolidará a transição iniciada com a eleição de 2014, abrindo caminho até para o surgimento de outras vias, com espaço para a sobrevivência de vias como Roberto Rocha e de Maura Jorge, como também abrindo veredas para projetos importantes, como o próximo passo do prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT), e a materialização da expectativa criada pelo deputado estadual Eduardo Braide. Nesse contexto, a eventual volta de Roseana Sarney ao poder não gera muitas expectativas, a começar pelo fato de que ela e seu grupo não conseguiram alimentar o discurso na inovação. Essa é a realidade nua, crua e incontestável da política maranhense nesse momento.

Com faro suficientemente apurado para saber que a situação lhe é desfavorável, Roseana Sarney investe agora numa frente na qual já se deu bem: a judicialização da guerra política, sendo a investida mais recente um pedido de impeachment do governador Flávio Dino, protocolado na Assembleia Legislativa pelo deputado Edilázio Jr. (PV). Só que o governador tem maioria folgada para mandar o pedido para o arquivo morto. Mas não é só isso: ao contrário de outros adversários, que trucidou no tapetão judicial, como o governador Jackson Lago (PDT), por exemplo, Roseana Sarney tem pela frente um ex-juiz federal, que sabe jogar nessa seara, o que reduz drasticamente as chances de qualquer iniciativa nesse sentido.

O fato é que 100 dias das eleições, a corrida ao Palácio dos Leões entra na fase de ajuste de rumo, para finalmente entrar na fase decisiva, do tudo ou nada. Flávio Dino caminha para as convenções com uma chapa definida, com Carlos Brandão como vice e os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS) como candidatos ao Senado, e o suporte de uma aliança formada por 14 partidos. Roseana Sarney se movimenta ainda sem vice e com o senador Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV) como candidatos ao Senado, e ainda sem uma aliança partidária definida. Roberto Rocha se aproxima da convenção tucana ainda sem vice, e com um o deputado Alexandre Almeida confirmado como um dos candidatos a senador, tendo a segunda vaga agora sendo disputada pelo ex-governador José Reinaldo Tavares e o deputado federal Waldir Maranhão. Odívio Neto com nomes a serem confirmados para vice e senador. E Maura Jorge ainda sem qualquer definição nessa seara.

Agora é prestar muita atenção nos movimentos de cada um e aguardar o que vem por aí.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana Sarney iniciará maratona de visitas por Lago da Pedra e não inclui Bacabal na visita ao Médio Mearim.

Roseana Sarney define roteiro para fase inicial da pré-campanha
Roseana Sarney define roteiro para fase inicial da pré-campanha eleitoral

A ex-governadora Roseana Sarney decidiu iniciar o corpo-a-corpo com o eleitorado antes da convenção da convenção que confirmará sua candidatura ao Governo do Estado pelo MDB. A maratona terá largada na terça-feira (03) em Lago da Pedra e Lago do Junco, prosseguirá na quarta-feira (04) no Médio Mearim, com passagem por Lago dos Rodrigues, Igarapé Grande, Bernardo do Mearim, Pedreiras, Trizidela e Lima Campos, e será encerrada na quinta-feira (05) com visita aos três maiores municípios da Região dos Cocais: Timon, Caxias e Codó. A pré-candidata do MDB será acompanhada elos candidatos a senador Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV).

O roteiro definido por Roseana Sarney tem dois dados que chamam atenção. O primeiro deles pelo fato de ela iniciar a maratona exatamente em Lago da Pedra, maior e principal base política e eleitoral de Maura Jorge (PSL), que já foi integrante destacada do Grupo Sarney e sua aliada de primeira linha, e hoje é pré-candidata ao Governo do Estado, ganhando impulso como porta-voz do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).O outro foi a não inclusão no roteiro de Bacabal, que é o epicentro da Região do Médio Mearim, provavelmente pelo fato de o município está politicamente convulsionado pela cassação do prefeito Zé Vieira e tem nova eleição a ser realizada ainda neste ano. Em Bacabal seu aliado preferencial é o grupo do senador João Alberto (MDB), mas a ex-governadora tem “amigos” no grupo de Zé Vieira e não deve querer entrar em bola dividida.

 

MDB espera que eleição em Bacabal só aconteça depois das eleições de Outubro

Edvan brandão deve disputar com Carlinhos Florêncio
Edvan brandão deve disputar com Carlinhos Florêncio em Bacabal

Na guerra pela Prefeitura de Bacabal, o comando do MDB trabalha com uma certeza: a nova eleição para prefeito não será realizada antes das eleições de Outubro, podendo acontecer junto com as eleições de Outubro, com o eleitorado bacabalense tendo apenas de apertar mais dois números na urna eletrônica, ou em novembro, após as eleições gerais. Em princípio, o candidato do partido será o atual presidente da Câmara Municipal Edvan Brandão (PSC), que assumirá Prefeitura até o dia 31 de dezembro, tão logo o TSE publique acórdão da decisão que cassou o prefeito Zé Vieira (PR) e o vice Florêncio Neto (PHS). Brandão terá a vantagem de concorrer no cargo, e na avaliação da cúpula emedebista tem condições de até lá tomar decisões que o fortaleçam e convença a maioria de que pode ser um bom prefeito. Se a eleição vier a acontecer em Novembro, o deputado Roberto Costa poderá disputar a Prefeitura em dois cenários: se Edvan Brandão não decolar e ele for reeleito para a Assembleia Legislativa em Outubro, disputará a Prefeitura sem o risco de ficar sem mandato, caso não seja bem sucedido nas urnas. Do outro lado, fala-se muito na possibilidade de o deputado estadual Carlinhos Florêncio (PCdoB) seja o candidato a ser apoiado pelo ex-prefeito Zé Vieira e pelo Grupo que lhe deu suporte.

São Luís, 20 de Junho de 2018.

Incrível: a Rede, partido de Marina Silva, candidata forte a presidente, não tem representação expressiva no Maranhão

 

Marina Silva: sem grupo forte de apoio no Maranhão
Marina Silva: sem grupo forte de apoio no Maranhão

Não bastasse a complicada situação vivida pela ex-governadora Roseana Sarney, pré-candidata do MDB ao Governo do Estado, que tenta levar à frente seu projeto eleitoral com o apoio de um presidente rejeitado pela maioria e por um pré-candidato a presidente que é quase traço nas pesquisas de opinião, o cenário político do Maranhão vem sendo tomado por uma indagação relacionada com a disputa presidencial, só que no sentido inverso: como a presidenciável Marina Silva (Rede) vai capilarizar sua candidatura no estado? Terceira colocada na corrida presidencial num cenário com o ex-presidente Lula da Silva (PT), e segunda na disputa incluindo o líder petista, Marina Silva vive a curiosa situação de não ter um grupo forte disposto a levantar sua bandeira para seduzir o eleitorado maranhense, mesmo tendo sempre aparecido em terceiro lugar nas pesquisas que mediram até aqui, o que justificaria plenamente o interesse de qualquer grupo por uma aliança com a Rede.

Nas duas eleições presidenciais que disputou, Marina Silva ficou em terceiro lugar na preferência do eleitorado maranhense. Mas isso não a estimulou a movimentar-se para ampliar a posição da Rede e a sua pessoal no cenário político estadual, estando o seu partido sempre nas mãos de pequenos grupos sem lastro para alargar os seus horizontes no estado. E o resultado é que agora, a pouco mais de três meses das eleições, e apontada como um dos três candidatos com possibilidade real de vencer a eleição presidencial num cenário sem Lula da Silva, o que é o mais provável, a ex-senadora não conta com um suporte político-partidário no Maranhão.

No contexto político mais recente, Marina Silva e sua Rede estiveram prestes a ser abraçadas pela deputada federal Eliziane Gama, quando ela procurava um partido para disputar a Prefeitura de São Luís. Seu caminho natural seria a Rede, mas uma série de encrencas causadas por pequenos grupos interessados no controle da agremiação no Maranhão e ela própria inviabilizaram a migração de Eliziane Gama, que depois de flertar com outros partidos, decidiu permanecer no PPS, pelo qual disputou a Prefeitura da Capital e agora vai encarar as urnas como candidata ao Senado na chapa da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Matina Silva chegou a visitar o Maranhão e atravessou o centro de São Luís de braços dados com Eliziane Gama em meados de 2015, mas pernadas e cotoveladas dadas nos bastidores fizeram-na desistir do projeto de comandar a Rede no Maranhão.

Outro momento em que a Rede de Marina Silva se mexeu para ocupar mais espaço na seara polpitica maranhense foi quando o seu comando foi assumido pelo ex-juiz Márlon Reis, hoje candidato a governador no vizinho Estado do Tocantins. Um dos articuladores do movimento nacional que resultou edição da Lei da Ficha Limpa, Márlon Reis abandonou a magistratura mudou-se para Brasília para militar como advogado na área do Direito Eleitoral. Suas posições políticas e ecológicas o aproximaram de Marina Silva, de quem se tornou conselheiro político, assumindo também a condição de advogado da Rede. Márlon Reis deixou a magistratura para, a princípio, candidatar-se ao Senado pelo Maranhão, admitindo também a possibilidade de vir a se candidato ao Governo do Estado. Ciente das imensas dificuldades que enfrentaria, o ex-juiz desistiu de entrar na política maranhense, transferiu se domicílio eleitoral para o Tocantins, seu estado de origem, e se lançou candidato ao Governo do Estado – até agora sua candidatura não decolou como ele esperava.

A migração de Márlon Reis para o Tocantins deixou a Rede sem uma liderança expressiva no maranhão. No seu comando ficou um grupo remanescente do PT, liderado por Sílvio Bembem, que há alguns meses anunciou intenção de retornar ao partido de Lula da Silva, o que não se concretizou, pelo menos formalmente. Essa movimentação produziu uma situação no mínimo estranha e curiosa: um partido com uma candidata presidencial forte não tem – pelo menos até aqui – uma representação expressiva no Maranhão.

As próximas semanas dirão se o punho maranhense da rede de Marina Silva permanecerá fora da escápula no estado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Candidatos a senador do Grupo Sarney definem seus suplentes

Saener Filho e os suplentes João Manoel Souza e Clóvis Fecury, e Edison Lobão e seu primeiro suplente Lobão Filho.
Saener Filho e os suplentes João Manoel Souza e Clóvis Fecury, e Edison Lobão e seu primeiro suplente Lobão Filho.

Os candidatos a senador da aliança liderada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), praticamente definiram seus suplentes. Edison Lobão manterá o empresário Lobão Filho na primeira suplência, devendo definir na próxima semana quem será o segundo suplente. Já Sarney Filho está com a chapa completa, pois terá como primeiro suplente o ex-deputado federal Clóvis Fecury, atual primeiro suplente do senador João Alberto, e o professor João Manoel Souza, filho do senador João Alberto, que decidiu não concorrer à reeleição. Essas definições ocorreram sem maiores problemas. No momento, o senador Edison Lobão movimenta-se na busca do candidato a segundo suplente. Seu atual é o Pastor Bel, que resolveu disputar a vaga de senador pelo PRTB em aliança com a pré-candidata do PSL ao Governo do Estado, Maura Jorge, que é o braço do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão.

 

Coronel que quer ser governador diz que escola não é para “ensinar a ser gay”

Coronel Monteiro tem pensamento afinado com o de Jair Bolsonaro
Coronel Monteiro tem pensamento afinado com o de Jair Bolsonaro

Preterido pelo colega de caserna Jair Bolsonaro (PSL) do posto de “comandante das suas forças” no Maranhão, preferindo entrega-lo à pré-candidata do PSL ao Governo do Estado, Maura Jorge, o coronel da reserva do Exército Ribamar Monteiro, afastou-se do braço bolsonarista para seguir em frente como pré-candidato ao Palácio dos Leões. Para tanto, adotou um discurso preconceituoso e homofóbico, que vem pregando onde lhe dão espaço. Recentemente, ao falar em um programa de TV, ele reafirmou sua condição de direita perigosa ao afirmar que num eventual governo por ele dirigido “escolha não será para ensinar a ser gay”. Difícil imaginar que alguém com tal visão esteja militando na política com a pretensão de ser governador do Estado. Mas ele está aí, vendendo suas ideias, garantido pela democracia que pretende engessar.

São Luís, 30 de Junho de 2018.

Roseana Sarney vive o drama de ser apoiada por um presidente rejeitado e por um presidenciável muito fraco

 

Roseana Sarney enfrenta situação difícil com Michel temer e Henrique Meireles
Equação política complicada: Roseana Sarney enfrenta situação difícil com Michel temer e Henrique Meireles

É ao mesmo tempo desconfortável e incômoda a situação da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) em relação ao que deveriam ser dois dos três suportes da sua candidatura ao Governo do Estado: a inacreditável posição do presidente Michel Temer (MDB) no conceito da Opinião Pública, e a absolutamente pífia posição do pré-candidato do MDB a presidente da República, o ex-banqueiro e ex-ministro da Fazenda Henrique Meireles. De acordo com pesquisa do Ibope/CNI divulgada ontem, o presidente se tornou o mais impopular da História da República, com 79% dos entrevistados desaprovando seu Governo, enquanto o candidato do presidente a seu sucessor não tem mais de 1% na preferência do eleitorado nacional. Ou seja, a ex-governadora é hoje uma pré-candidata de um partido bombardeado por denúncias, não conta com o apoio aberto do presidente da República do seu partido, tão grave quanto à avassalador desprestígio do presidente emedebista é a dramática distância candidato presidencial do eleitorado

Roseana Sarney é uma política de grupo, que disputou todas as suas eleições embalada pelo apoio do Palácio do Planalto e dos candidatos pemedebistas, todos a vice-presidente em chapas lideradas por candidatos vencedores: o presidente pemedebista Itamar Franco e o tucano Fernando Henrique Cardoso em 1994, FHC em 1998, e o petista Lula da Silva em 2002 (para o Senado) e 2006 e 2010). Construída sempre pelo ex-presidente José Sarney (MDB), que conhece como ninguém o caminho das pedras no tabuleiro desse jogo complicado, os tripés que embalaram as candidaturas de Roseana Sarney nas suas campanhas vitoriosas foram exatamente poder de fogo da máquina estadual, o suporte esmagador do Palácio do Planalto e o sopro poderoso do candidato da aliança do seu partido com o PSDB e depois com o PT.

É inegável, por outro lado, que, além do empurrão indispensável das máquinas estadual e federal e dos candidatos presidenciais apoiados por seu Grupo, Roseana Sarney entrou na política carregando um talento que, lapidado durante seu longo período de poder, tornou-a uma política carismática, apesar da sua notória dificuldade de comunicação verbal. Suas vitórias eleitorais foram, portanto e indiscutivelmente, resultado da soma desses quatro fatores, sem os quais ela dificilmente passaria do primeiro mandato, que ganhou numa disputa duríssima, e controversa, com o senador Epitácio Cafeteira, em 1994.

Nesse momento, a menos de um mês da abertura do período de realização das convenções partidárias – 20 de Julho a 5 de Agosto – a situação da ex-governadora Roseana Sarney é muito complicada. Ela aparece em segundo lugar, com cacife que varia entre 25% e 30% de intenções de votos, muito distante do primeiro colocado, o governador Flávio Dino (PCdoB), que tem aparecido em todas elas com mais de 50% da preferência do eleitorado. E sem contar com os fatores que sempre turbinaram suas corridas às urnas, ela corre sério risco de ter sua campanha travada por falta do combustível político que eles produzem.

O grave dessa equação incompleta que trava e fragiliza o projeto eleitoral da ex-governadora em direção às urnas é que não há como revertera situação do presidente Michel Temer, de modo que ele e seu Governo possam vir a ser usados como mote da sua campanha. E também que não há qualquer sinal indicativo de que o ex-banqueiro e ex-ministro da Fazenda Henrique venha a decolar como candidato a suceder seu ex-chefe no Palácio do Planalto. A maior evidência desse drama político é que, desde que anunciou sua decisão de concorrer, a pré-candidata do MDB não pronunciou até agora uma só palavra sobre o presidente do MDB, sobre o Governo do presidente do MDB e sobre o candidato a presidente do MDB, lançado pelo presidente do MDB.

Se realmente vai entrar na briga pelo voto, como vem afirmando, a ex-governadora terá de encarar a situação e definir o seu discurso, porque ele dificilmente sustentará uma campanha sem dizer o que pensa do presidente Michel Temer e do candidato do MDB a presidente, Henrique Meireles.

 

PONTO E CONTRAPONTO

 

Pesquisa Ibope mostra rejeição de candidatos e números de indefinidos

Jair Bonsonaro é o mais rejeitado, seguido de Lula da Silva, Marina Silva e Geraldo Alckmin
Jair Bolsonaro é o mais rejeitado, seguido de Lula da Silva, Marina Silva e Geraldo Alckmin, segundo o Ibope

Quem se motiva com os números da corrida à presidência da República precisa avançar da leitura dos percentuais encontrados pela pesquisa Ibope/CNI para cair na realidade quando se deparar com os itens rejeição e “nulo e branco”, “não sabe”.

No primeiro caso, o item rejeição, a pesquisa Ibope mostrou que o pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL), que tem 17% de intenções de voto, é o mais rejeitado, com 32%. Logo em seguida vem Lula da Silva (PT), que lidera a corrida com 33% das intenções de voto, mas enfrenta uma rejeição de 31%. Já Geraldo Alckmin, do PSDB, que tem 6% de intenções de voto, amarga uma rejeição de 22%. E Marina Silva (Rede) é rejeitada por 18%, contra 13% de intenções de voto.

Em relação ao item “indefinição”, os números encontrados pelo Ibope funcionam como um alerta estridente de que nada está decidido em relação à corrida presidencial. Para começar, no cenário com Lula, nada menos que 22% dos entrevistados disserem que votarão em branco ou anularão o voto, enquanto que 6% disseram não saber ou não responderam. Já no cenário sem o ex-presidente, a situação se complica ainda mais: 33% disseram que votarão em branco ou anularão o voto. Enquanto que 8% disseram não saber ou não responderam.

Isso significa dizer que no cenário com Lula a indefinição é de 28%, enquanto que no cenário sem o ex-presidente a situação fica  muito mais feia: a indefinição alcança o patamar de 41%.

São números para muita reflexão.

Em Tempo: O levantamento do Ibope, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 21 e 24 de junho e ouviu duas mil pessoas em 128 municípios. A margem de erro é de dois pontos

 

Flávio Dino entrega em Vargem Grande mais um complexo escolar de tempo integral

Complexo educacional de tempo integram inaugurado ontem em Vargem Grande; Othelino Neto fala ni ato observado por Flávio Dino
Complexo educacional de tempo integram inaugurado ontem em Vargem Grande; Othelino Neto fala no ato observado por Flávio Dino e pelo prefeito Carlos Barros

O governador Flávio Dino (PCdoB) inaugurou ontem, em Vargem Grande, ao lado do prefeito Carlos Barros (PCdoB), e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), o  Núcleo de Educação Integral Professora Maria da Conceição Carvalho Ribeiro. A escola, que abrigará 1.800 alunos e custou R$ 6 milhões, conta com 18 salas de aula, uma quadra poliesportiva, biblioteca e diversos laboratórios, será uma verdadeira revolução no sistema educacional de Vargem Grande, Participaram do ato os deputados federais Eliziane gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT) e o deputado estadual Fábio Braga (SD), além de prefeitos da região e secretários de Estado

“Nós temos que torcer para o Brasil ganhar a Copa, mas, também, para o Brasil ser um país justo e igual. A escola de quem paga caro tem de ser igual àquela dos que não podem pagar. Esse é o compromisso do nosso governo. Não sou o primeiro governador que vem aqui falar de educação de tempo integral, mas sou o primeiro a fazer uma escola de tempo integral nessa região”, disse o governador no ato de inauguração, acrescentando que não arredará de governar com foco social. E nessa linha lembrou que Vargem Grande já recebeu do seu Governo um restaurante Popular que em 80 dias serviu 27 mil refeições naquele município.

O governador foi enfaticamente apoiado pelo presidente da Assembleia legislativa, que no seu discurso disse: “Essa conquista só foi possível porque o governador Flávio Dino aplica os recursos públicos com transparência e honestidade. Meu coração está cheio de alegria por entregar, ao lado dele, uma obra com essa qualidade para o povo de Vargem Grande. Vamos continuar trabalhando para fazer mais por este município”,

São Luís, 28 de Junho de 2018.

Maura Jorge: de factóide sem futuro a porta-voz da direita bolsonarista na corrida eleitoral no Maranhão

 

Maura Jorge: aliança firme com Jair Bolsonaro no Maranhão
Maura Jorge: laço firme com Jair Bolsonaro no estado

De aliada de primeira hora desde que entrou na política seguindo os passos dos pais, que dominaram a política de Lago da Pedra e vizinhanças por décadas, a ex-deputada estadual e ex-prefeita Maura Jorge (PSL) começou a abrir o seu próprio caminho e agora ganha o status de “fator de preocupação” do Grupo Sarney. Tratada como um factóide inventado pelo deputado federal Aluísio Mendes para dar lastro à construção do Podemos no Maranhão – partido que tem o senador paranaense Álvaro Dias como candidato a presidente -, o projeto de chegar ao Palácio dos Leões, que deveria ser arquivado tão logo o Grupo Sarney definisse o seu projeto para a corrida governamental, ganhou outro rumo quando Maura Jorge percebeu que poderia ocupar um lugar no cenário político estadual e encontrou no projeto presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) a oportunidade que precisava para seguir o seu próprio rumo.

Talhada no xadrez político estadual, no qual inicialmente trilho o seu irmão, o deputado Waldir Jorge (PFL), ex-prefeito de Lago da Pedra e um dos fundadores da Famem e morto tragicamente num acidente aéreo ocorrido durante a campanha eleitoral de 1994, Maura Jorge atuou claramente como linha de frente do Grupo Sarney, seja como deputada estadual, secretária de Estado em Governo de Roseana Sarney, e finalmente como prefeita de Lago da Pedra por dois mandatos. E certamente permaneceria nessa linha candidatando-se a deputada estadual ou a deputada federal. Afinal, um confronto que travou com o governador Flávio Dino (PCdoB) na praça central de Lago da Pedra, em 2016, eliminou qualquer possibilidade de uma convivência política com o chefe do Executivo estadual e seu partido.

A guinada que mudaria radicalmente seu projeto político se deu quando o deputado federal Aluísio Mendes (???) a estimulou a candidatar-se ao Governo do Estado. A ideia inicial era dar consistência ao Podemos no Maranhão, só que a candidatura ao Palácio dos Leões seria arquivada ni momento adequado, com Maura Jorge se candidatando à Assembleia Legislativa ou à Câmara Federal. Tal estratégia foi levada a cabo por semanas seguidas. Ganhou impulso quando o presidenciável do Podemos, senador Álvaro Dias, veio ao Maranhão e incensou sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões. A visita injetou-lhe ânimo, convencendo-a de que Quando chegou a hora de desativar a pré-candidatura ao Governo, Maura Jorge já havia se encantado pela ideia e decidiu mantê-la. Sua reação surpreendeu ao “mentor” Aluísio Mendes, que de repente se encontrou numa “saia justa” diante de Roseana Sarney. Assim, de aliada de primeira hora, Maura Jorge de transformou num “problema” para o Grupo Sarney. Ela própria, claro, ficou incomodada com o imbróglio, mas decidiu seguir em frente com a pré-candidatura.

A segunda guinada radical nesse projeto inicialmente sem pé, sem cabeça e sem futuro aconteceu quando Maura Jorge, atenta ao cenário nacional, identificou o projeto de Jair Bolsonaro (PSL) como o seu caminho. Não tinha nenhuma identificação com Álvaro Dias, avaliando que ele não decolaria no Maranhão. Assim, foi a Brasília e apresentou a Jair Bolsonaro a pretensão de ser o seu braço no estado, pois tinha se identificado como o seu discurso de direita radical e conservadora. O presidenciável dispensou o Coronel Ribamar Pinheiro (PSL), que lançara sua pré-candidatura ao Governo do Estado como a voz bolsonarista no Maranhão, vendo na ex-prefeita de Lago da Pedra  o caminho para se propagar no estado. E confirmou isso com todas as letras na visita que fez ao Maranhão duas semanas atrás, quando apresentou-a como sua porta-voz e como sua candidata a governadora.

A vinculação a Jair Bolsonaro injetou gás na movimentação política de Maura Jorge, cuja candidatura passou a ser vista como um fato a ser levado em conta, a começar pela sua posição nas pesquisas mais recentes, à frente do senador Roberto Rocha, pré-candidato do PSDB, e de Ricardo Murad, pré-candidato do PRP, e próxima do deputado Eduardo Braide (PMN). A nova situação de Maura Jorge vem incomodando principalmente a ex-governadora Roseana Sarney, que enxerga na agora ponta de lança bolsonarista no Maranhão um fator que pode contribuir para levar a disputa governamental no Maranhão para um improvável segundo turno, mas também com o um fator de risco ao seu projeto eleitoral.

O que é evidente e indiscutível é que Maura Jorge entrou nesse processo eleitoral como um factóide destinado a ter vida curta, mas que mostrou faro político, afastou-se do Grupo Sarney, mexeu com as pedras certas e encontrou em Jair Bolsonaro o gás que precisava para causar incômodo na corrida ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Aproximação de Fábio Gentil com Flávio Dino repercute fortemente, mas não causa estragos

Flávio Dino tem apoio de Fábio e Cleide Coutinho; Roseana Sarney fica com Paulo Marinho
Flávio Dino tem  Fábio e Cleide Coutinho; Roseana Sarney fica com Paulo Marinho

Poucos fatos políticos repercutiram tanto em Caxias como o desfecho do processo de aproximação do prefeito Fábio Gentil (PRB) e seu grupo do governador Flávio Dino, formalizado segunda-feira, em reunião no Palácio dos Leões, que terminou quando o primeiro, acompanhado de 15 vereadores, declarou apoio ao segundo na sua corrida à reeleição. As reações foram as mais diferentes, a julgar pelo que foi publicado na blogosfera. O acordo causou um contido mal-estar no vice-prefeito Paulo Marinho Jr. e no pai dele, o ex-prefeito Paulo Marinho (MDB), mas logo ficou claro que, apesar da grita de alguns integrantes do Grupo Marinho, o fato não afetará, pelo menos por enquanto, a aliança com Fábio Gentil. Por seu turno, o comando do Grupo Coutinho, hoje liderado pela ex-deputada Cleide Coutinho (PDT), aliada de primeira hora do governador Flávio Dino, manteve reserva, sinalizando também que não vê problema com o apoio do prefeito e seu grupo ao governador.  Todos ganham nesse contexto: Flávio Dino reúne agora duas das três correntes que dão as cartas na polpitica caxiense; Fábio Gentil abriu os portões do Palácio dos Leões para uma relação institucional produtiva; e Cleide Coutinho permanece firme na condição de aliada preferencial na Princesa do Sertão. Nesse jogo de xadrez, que saiu mesmo perdendo politicamente foi a ex-governadora Roseana Sarney vê a banda hoje mais forte do grande grupo que a apoiava tomar rumo oposto ao seu.

 

Márcio Jardim dispara contra Edison Lobão visando atingir também Eliziane Gama

Márcio Jardim: disparos contra Edison Lobão para alcançar Eliziane Gama
Márcio Jardim: disparos contra Edison Lobão para alcançar Eliziane Gama

O ex-secretário estadual de Esportes, Márcio Jardim (PT), decidiu intensificar seus movimentos visando ocupar um espaço de ponta na esfera majoritária da chapa da aliança liderada pelo Governador Flávio Dino. Sua investida mais recente foram disparos verbais contra o senador Edison Lobão, a quem acusou de “oportunismo” pela defesa contundente que o parlamentar fez do ex-presidente Lula da Silva (PT), cuja prisão definiu como um “absurdo, uma violência”. Na leitura feita por alguns observadores, o ataque de Márcio Jardim a Edison Lobão tem dois alvos, sendo o primeiro o próprio senador, que é candidato forte à reeleição, e indiretamente, a deputada federal Eliziane Gama (PPS), que o ex-secretário e praticamente todo o PT maranhense querem ver catapultada da vaga de candidata ao Senado. Tudo indica que nesse episódio Márcio Jardim não conseguiu fragilizar seus alvos. Para começar, o discurso do senador Edison Lobão a favor de Lula, de quem foi ministro de Minas e Energia, foi aplaudido por senadores petistas e por outras vozes graúdas do partido. E em relação ao segundo alvo, Eliziane Gama está confirmada como o nome para a segunda vaga de candidata ao Senado na chapa situacionista. Se pretende mesmo ser candidato a senador pelo PT na aliança governista, tem de encontrar argumentos mais fortes.

São Luís, 27 de Junho de 2018.

 

Flávio Dino consolida base forte com o apoio dos prefeitos de 10 dos maiores municípios maranhenses

 

Fábio Gentil e Flávio Dino: depois de descompassos, aliança política e apoio eleitoral
Fábio Gentil e Flávio Dino: depois de descompassos, aliança política e apoio eleitoral

O apoio já declarado dos prefeitos de 10 dos maiores municípios do Maranhão – que representam 1,2 milhão de eleitores – à reeleição mostra a força política e eleitoral que embala o projeto de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Esse processo de fortalecimento fechou mais uma etapa nesta segunda-feira (25), numa reunião no Palácio dos Leões, onde o prefeito de Caxias, Fábio Gentil (PRB), e um grupo de vereadores da Princesa do Sertão bateram martelo e declararam apoio ao projeto do chefe do Executivo estadual de renovar o mandato em Outubro. Ele se junta aos de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT); São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (DEM); Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB); Timon, Luciano Leitoa (PSB); Pinheiro, Luciano Genésio (PP); Santa Inês, Vianey Bringel (PSDB); Codó, Francisco Nagib (PDT); Balsas, Eric da Silva (PDT); Coroatá e Luis da Amovelar Jr. (PCdoB). Juntos, esses colégios representam quase 1 milhão de votos, o que, se a lógica funcionar pode significar como é a tradição nesse caso, o governador poderá sair das urnas daquelas urnas com uma vantagem expressiva, conforme sinalização feita por algumas pesquisas localizadas, divulgadas recentemente. Segundo maior colégio eleitoral do estado, Imperatriz encontra-se sob o comando do MDB, portanto não integra a relação, ainda que ali pesquisas diversas apontaram que até aqui o governador tem vantagem ampla na preferência do eleitorado.

O caso de Caxias (90 mil eleitores) é emblemático, a começar pelo fato de que, com o acordo anunciado ontem, o governador conta agora com o apoio de duas das três correntes políticas de peso no município, a liderada pelo prefeito Fábio Gentil e a que era comandada ex-deputado Humberto Coutinho (PDT), agora tendo à frente a ex-deputada Cleide Coutinho (PDT). Fora da aliança dinista apenas o grupo que segue os ex-prefeitos Paulo Marinho e Márcia Marinho (MDB), atualmente representado no cenário político caxiense pelo vice-prefeito Paulo Marinho Jr. (PSL). Isso não significa que os dois grupos agora parte da aliança dinista vão se juntar. Eles só terão em comum o apoio ao projeto de reeleição do governador e a candidatos a senador do mesmo grupo, porque no mais, mantêm inalterado o estado de guerra permanente.

Há pesos diferentes nessa base de apoio de prefeitos. No caso de São Luís (660 mil eleitores), o prefeito Edivaldo Jr. tem investido fortemente na construção de uma liderança, com um a gestão dinâmica, contando para isso com o apoio governador Flávio Dino. O eleitorado de São Luís, ou pelo menos grande parte dele, é independente e nem sempre segue uma tendência. Nesse processo eleitoral, a parceria administrativa Prefeitura-Governo do Estado e as sólidas relações político-partidárias que ligam o governador ao prefeito da Capital vêm criando um ambiente claramente favorável ao projeto de reeleição do chefe do Executivo estadual. É o caso do prefeito Luis Fernando Silva, de São José de Ribamar (92 mil eleitores, que deixou o Grupo Sarney, onde ocupava posição de proa, para integrar a aliança dinista, desenhando a revisão de que o governador poderá vencer a eleição na Cidade do Padroeiro, ainda que a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tenha muita força política eleitoral ali. É mais ou menos a situação de Paço do Lumiar (60 mil eleitores), onde o prefeito Domingos Dutra atua para garantir vantagem ampla ao governador, ainda que enfrentando dura oposição de grupos ligados à candidata do MDB.

Em municípios como Timon (99 mil eleitores), Pinheiro (56 mil eleitores) e Santa Inês (49 mil eleitores) há cenários diferentes. Em Timon, por exemplo, o prefeito Luciano Leitoa lidera a maioria, mas a Oposição ali, representada pelo deputado estadual e candidato a senador Alexandre Almeida (PSDB) é forte. Já em Santa Inês, a prefeita Vianey Bringel seguiu a rota traçada pelo deputado federal Juscelino Filho (DEM) e declarou apoio à reeleição do governador. É basicamente a situação de Pinheiro, onde o prefeito Luciano Genésio (PP), que se elegeu como Oposição ao Governo, mudou de posição e se vinculou à aliança dinista. O prefeito de Codó, por sua vez, elegeu-se pelo PDT, já integrando a aliança situacionista.

Dois dos grandes municípios serão palcos de eleições diferenciadas pelas guerras políticas que neles são travadas em caráter permanente: Balsas e Coroatá. Em Balsas (53 mil eleitores), o prefeito já declarou apoio ao governador Flávio Dino, mas enfrenta o fato de ser o município considerado a base política mais importante do senador Roberto Rocha, candidato a governador pelo PSDB. E Coroatá (38 mil eleitores), onde o ex-deputado Ricardo Murad (PRP) já teve domínio absoluto e joga todas as suas fichas para minar o poder do prefeito Luis da Amovelar Jr., que apoia incondicionalmente o governador Flávio Dino.

É esse o cenário nesses colégios eleitorais, que terão peso decisivo no desfecho da corrida ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Ganha intensidade a movimentação para a escolha do vice de Roseana Sarney

João Alberto e Max Barros no topo da lista das especulações sobre o vice de Roseana Sarney
João Alberto e Max Barros lideram  lista de potenciais vices de Roseana Sarney

Ganha intensidade a movimentação em torno da vaga de candidato a vice-governador na chapa a ser liderada pela ex-governadora Roseana Sarney. No “núcleo duro” do Grupo Sarney estão sendo examinadas as mais diferentes hipóteses, que vão desde a escolha de um candidato da Região Tocantina – ou de qualquer outra região, desde que represente o interior do estado – até uma “solução caseira”, que seria a opção por um nome de peso do Grupo. Nada transpirou ainda em relação às alternativas que possam representar o interior com força. Já em relação a definir uma solução em casa, o agito é intenso. O senador João Alberto aparece sempre como o principal nome da lista, mas deixa claro que seu projeto é se aposentar da guerra pelo voto, continuando na políticas sem compromissos como o de passar parte do seu temo na ponte-aérea São Luís/Brasília/São Luís, mas deixando claro que como homem de grupo poderá acatar uma convocação. Um factóide nada inteligente foi plantado na coluna política de um jornal de Brasília insinuando que o ex-deputado federal Chiquinho Escórcio estaria cotado para a vaga, mas a armação foi logo desmoralizada e a “ideia” não prosperou. Outra possibilidade, logo descartada, apontou a ex-prefeita de Lago da Pedra Maura Jorge (PSL), hoje braço do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Maranhão. A alternativa mais recente parece ter rumo: o deputado estadual Max Barros, que há duas semanas anunciou que não mais disputará eleição para a Assembleia Legislativa. O nome de Max Barros foi bem recebido dentro e fora do Grupo Sarney, tornando-se uma possibilidade concreta de vir a ser o candidato a vice da ex-governadora Roseana Sarney.

 

Zé Inácio, um petista coerente na luta para renovar o mandato

Zé Inácio: coerência petista e guerra pela reeleição
Zé Inácio: coerência com a linha petista e guerra pela reeleição dentro do partido

Único representante do PT na Assembleia Legislativa – eleita pelo partido, a deputada Francisca Primo migrou para o PCdoB – o deputado Zé Inácio trava uma luta dura pela reeleição. Exercendo um mandato coerente, demonstrando a cada gesto, fidelidade absoluta à linha de ação do partido – a começa pela pregação permanente em defesa do ex-presidente Lula e da união do partido pela reeleição do governador Flávio Dino – o parlamentar petista enfrenta forte oposição dentro do seu próprio partido. Não ações no sentido de tirá-lo impedir a sua reeleição, mas de pré-candidatos petistas dispostos a jogar pesado para alçar voo na politica, começando por um mandato de deputado estadual. Zé Inácio tem a opção de entrar na guerra por vaga na Câmara federal, mas ele permanecer no parlamento estadual, onde, nestes três anos e meio, aprendeu que é possível realizar um trabalho político decente e produtivo atuando no Palácio Manoel Beckman. Antes uma dúvida, Zé Inácio passou a frequentar a lista dos podem renovar o mandato na Assembleia Legislativa.

São Luís, 26 de Junho de 2018.