Arquivos da categoria: Sem categoria

Disputa pela Prefeitura de Bacabal ganha importância e intensidade com o apoio aberto de Flávio Dino ao candidato da Oposição

 

Com o apoio de Roberto Costa, Edvan Brandão lidera carreata; César Brito (ao fundo com punho erguido),comanda seu ato com apoiado por Flávio Dino, Weverton Rocha, Simplício Araújo, Carlinhos Florêncio, Rubens Jr. e André Fufuca em animada carreata na campanha intensa pela Prefeitura de Bacabal, que ganhou importância nos últimos dias

Antes vista como mais um embate entre as forças lideradas pelo senador João Alberto (MDB) e as mobilizadas pelo ex-prefeito Zé Vieira (PR), a eleição suplementar para prefeito de Bacabal, que ocorrerá no dia 28, mesma data do segundo turno da eleição presidencial, ganhou uma dimensão bem maior nos últimos dias, porque agora entraram de cabeça na disputa bacabalense o governador Flávio Dino e o grupo que ele lidera. Candidato a ser confirmado no cargo para cumprir o mandato tampão, o prefeito Edvan Brandão (PSC) tem o apoio do senador João Alberto e do deputado Roberto Costa (MDB), e do que sobrou do Grupo Sarney, enquanto o candidato da Oposição, César Brito (PPS), já apoiado pelo ex-prefeito Zé Vieira e pelo deputado estadual reeleito Carlinhos Florêncio (PCdoB), teve sua candidatura turbinada pelo apoio do governador Flávio Dino, pelo deputado federal e senador eleito Weverton Rocha (PDT). A entrada do governador e seu grupo poderá ameaçar seriamente o favoritismo do prefeito Edvan Brandão.

Concorrem ainda Giselle Veloso (PR), que vem recebendo estímulos do deputado estadual e deputado federal eleito Josimar Maranhãozinho, que comanda o PR no estado; Luizinho Padeiro (PSB), que estaria recebendo apoio discreto, mas efetivo, do deputado estadual e deputado federal eleito Bira do Pindaré, presidente do partido no estado, e Professor Maninho do PRB,  partido comandado no Maranhão pelo deputado federal reeleito Cléber Verde.

A corrida pela Prefeitura de Bacabal foi iniciada nas eleições municipais de  2016, tendo o ex-prefeito Zé Vieira vencido o pleito com 20.671 votos contra 18.330 do deputado Roberto Costa, que ficou em segundo lugar. Ocorre que Zé Vieira tivera sua candidatura impugnada pelo Ministério Público Eleitoral sob a alegação de que ele é inelegível por integrar o “clube” dos políticos ficha suja do Maranhão. Depois de uma das mais “espetaculares” chicanas judiciais da história recente do Maranhão, o prefeito teve finalmente seus votos anulados e perdeu o cargo, levando a Justiça Eleitoral a marcar a eleição para o segundo turno das eleições gerais, no dia 28 de Outubro. Com a cassação da sua chapa, Bacabal ficou sem prefeito nem vice-prefeito, levando o então presidente da Câmara Municipal, Edvan Brandão, a assumir o cargo até a eleição no novo prefeito, que poderá ser ele próprio, se eleito for. Roberto Costa abriu mão de candidatar-se para correr pela sua reeleição de deputado estadual, o que conseguiu no dia 7 de Outubro, dedicando-se agora a dar total apoio à candidatura do prefeito.

Todas as pesquisas publicadas até agora deram vantagem expressiva ao prefeito Edvan Brandão, que na avaliação do senador João Alberto, vencerá sem maiores problemas. Ocorre que o adversário, César Brito, que antes tinha o apoio do ex-prefeito Zé Vieira e do deputado estadual Carlinhos Florêncio – cujo filho, Florêncio Neto é candidato à vice -, tem agora o suporte político do governador Flávio Dino e do senador eleito Weverton Rocha. Essa mudança poderá alterar a atual situação, levando a disputa para um confronto de equilíbrio e de imprevisibilidade.

Há quem até preveja que no novo cenário o candidato oposicionista César Brito poderá mesmo virar o jogo. E isso tem tornado a campanha mais intensa, o que é explicado com o fato de que Bacabal, com seus 104 mil habitantes – 52 mil eleitores – e 1.600 quilômetros quadrados situados no coração do chamado Médio Mearim, com economia diversificada, na qual se destaca a pecuária, é um pilar político de grande importância. E do ponto de vista político, devido à poderosa influência do senador João Alberto, seja considerado um bastião do Grupo Sarney, o que talvez explique a investida do governador Flávio Dino em favor do oposicionista César Brito.

A medição de forças foi marcada no fim da semana, quando duas caminhadas agitaram intensamente a cidade. A do prefeito Edvan Brandão incentivada pelo deputado estadual Roberto Costa. A de César Brito com a participação ostensiva do governador Flávio Dino e Weverton Rocha, acompanhados dos deputados federais reeleitos André Fufuca (PP) e Rubens Jr. (PCdoB) e do deputado estadual Carlinhos Florêncio. Uma guerra por território político para ninguém botar defeito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

A ausência de Eliziane Gama no ato pró-Haddad reflete a intolerância que separa o PPS do PT

Eliziane Gama segue a liderança de Flávio Dino, mas não tem e não quer aproximação com o PT

A deputada federal e senadora eleita Eliziane Gama (PPS) foi duramente criticada pelo fato de não ter participado do ato de campanha do candidato do PT a presidente Fernando Haddad em São Luís, no Domingo. Em nota no twitter, ela explicou que estava fora da Capital cuidando da saúde, reafirmando sua integração total à aliança liderada pelo governador Flávio Dino. O texto, porém, não registra declaração de apoio a Fernando Haddad.

A situação parece muito clara. Eliziane Gama é parte de um conflito visível e indiscutível: o PT não tolera o PPS e o PPS não suporta o PT. Os dois partidos não concordam em nada, tanto que nos três Governos do PT o PPS se aliou ao DEM e ao PSDB numa frente de Oposição ativa e implacável. As diferenças chegaram ao ápice no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), no qual o PPS, sempre junto com DEM e PSDB, tomou posição enfática e irreversível a favor da derrubada da presidente petista, tendo a deputada Eliziane Gama votado em alto e bom som a favor do que o PT chama até hoje de golpe. Nas articulações para a definição dos candidatos a senador na chapa do governador Flávio Dino, os petistas tentaram criar todo tipo de embaraço para atropelar a escolha de Elisiane Gama, que, no entanto, soube se articular e ganhar a vaga.

Essas diferenças do PPS com o PT, que envolvem também posições evangélicas, tornam praticamente impossível uma rodada de cachimbo da paz entre Eliziane Gama e líderes locais do PT. A ausência da popular-socialista do ato de apoio ao candidato petista é reflexo direto dessa intolerância que impede qualquer gesto de aproximação entre membros dos dois partidos. O governador Flávio Dino sabe disso, não aprova tal situação, mas também não vê sentido em  colocar a deputada e senadora que elegeu numa situação de desconforto.

 

Pergunta que corre nos bastidores: para onde vai Luis Fernando Silva?

Luis Fernando: atuação discreta e sem definição do futuro político

Uma pergunta começa a circular no meio político: qual será o futuro do prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva. A indagação que muitos fazem se justifica com o fato de ele ser um quadro político importante, com um cacife respeitável, mas que, por razões que ainda não vieram à tona, ou talvez nem existam, ele vem se mantendo como quem parece desinteressado em relação às urnas, o que certamente não é o caso. Pelo que se sabe, sua administração vai bem, apesar dos problemas que aterrissam diariamente no seu birô de trabalho. Na seara política, viu seus candidatos majoritários eleitos no seu município, a exemplo do governador Flávio Dino, que recebeu 57% dos votos dos ribamarenses, mas viu também o ex-prefeito Gil Cutrim (PDT) se eleger deputado federal e o irmão dele, Glaubert Cutrim (PDT), se reeleger deputado estadual, duas vozes que lhe farão oposição dura, segundo fontes ligadas ao conselheiro do Tribunal de Contas, Edimar Cutrim, pai dos dois, que não perdoa a maneira como Gil Cutrim foi tratado após deixar a Prefeitura de São José de Ribamar em 2017. Outra indagação que se faz a respeito de Luis Fernando Silva é sobre o seu rumo partidário e o seu futuro após deixar o cargo. Disputará o Governo? Comporá uma chapa como vice? Tentará vaga na Câmara Federal? Ou irá para casa?

São Luís, 22 de Outubro de 2018.

 

Ato de campanha em São Luís entusiasma Fernando Haddad e reforça o cacife do governador Flávio Dino na esquerda

 

Fernando Haddad e Flávio Dino entre Márcio Jerry (e), Weverton Rocha, Bira do Pindaré diante da multidão no Anil, no ato realizado após a caminhada no bairro

Mais do que um mero ato de campanha do segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto, a caminhada que o candidato do PT, Fernando Haddad, acompanhado do governador reeleito Flávio Dino (PCdoB), fez neste domingo em São Luís, mais precisamente no Anil, foi uma reafirmação de posições nesse momento decisivo para o Brasil. Nos discursos que fizeram na concentração, Fernando Haddad e Flávio Dino reafirmaram enfaticamente o posicionamento da esquerda brasileira em favor das instituições democráticas vigentes hoje no País, e repetiram as duras críticas que têm feito às inclinações autoritárias do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, a quem acusaram de “se esconder” na facada de que foi vítima para fugir do debate direto, “olhos nos olhos”. Fernando Haddad desafiou várias vezes Jair Bolsonaro num cara-a-cara em rede nacional, sendo apoiado por Flávio Dino, para quem a eleição sem esse debate será “uma fraude”.

A caminhada reuniu milhares de pessoas, entre militantes do PT, partidários do governador Flávio Dino e pessoas do povo, que fizeram questão de manifestar seu apoio ao candidato da aliança PT/PCdoB. O entusiasmo dos manifestantes foi tamanho que estimulou Fernando Haddad a declarar que o Maranhão terá “um amigo de fé” no Palácio do Planalto a partir de 1º de Janeiro se ele for eleito. O estado de ânimo da multidão fez lembrar que, no Maranhão, Fernando Haddad venceu o primeiro turno com 61% dos votos contra 39% do candidato do PSL. E no seu discurso, Fernando Haddad garantiu que o valor do Bolsa Família será aumentado em 20%. Na sequência, o governador Flávio Dino reafirmou seu apoio ao petista e  declarou: “Aqui no Maranhão nós vamos dar uma surra no soldado covarde, no fascismo, na ditadura e defender a democracia”.

Depois do ato, Fernando Haddad – que estava acompanhado da presidente nacional do PT, senadora Gleise Hoffmman (PR) – e o governador Flávio Dino concederam uma longa entrevista coletiva, na qual o presidenciável falou sobre seu plano de Governo, a campanha, os conflitos, as suspeitas de armação pelas redes sociais, e fez reiteradas declarações de defesa da democracia, que para ele estará em risco se Jair Bolsonaro for eleito. Isso porque, segundo o petista, “ele  (Bolsonaro) não honra a farda que já vestiu, tanto que teve que sair do Exército”. Em tom e ênfase idênticos, o governador Flávio Dino externou a mesma preocupação, deixando claro que o Maranhão será um bastião de resistência a qualquer tentativa de alterar a estrutura institucional num eventual governo de Jair Bolsonaro. Lembrou que no Brasil colonial o Maranhão foi o primeiro reduto a se rebelar contra a Coroa portuguesa na Revolta de Beckman em 1684. “Aqui não tem vez para ele”, assinalou o governador.

A passagem de Fernando Haddad por São Luís, ontem, cumpriu uma etapa da campanha, como fora programado. Mas, diferentemente do que tem acontecido em outros estados, o ato em São Luís confirmou a importância política do governador Flávio Dino no campo da esquerda e no cenário nacional. Em suas manifestações, o governador sempre foi além da disputa presidencial em si, enveredando por temas como a defesa do estado democrático de direito, fazendo alertas sobre os riscos que a  democracia brasileira está correndo. Pregou a união da esquerda com o centro para fazer frente ao fortalecimento do estado democrático de  direito, que vem conseguindo mobilizar todos os  segmentos. Nesse contexto, Flávio Dino tem se firmado como uma das principais vozes do campo democrático, sinalizando que cedo ou tarde testará seu prestígio nas urnas nacionais. A reação dos aliados, como a de Fernando Haddad, por exemplo, só reforçam essa tendência.

Seja eleito ou não, o candidato do PT saiu mais uma vez de São Luís com a certeza de que tem um aliado forte e determinado no comando político do Maranhão e de que não será surpresa se sair das urnas maranhenses com mais uma vitória.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Visita de José Reinaldo para declarar apoio a Bolsonaro reforça cacife de Maura Jorge

Maura Jorge recebe José Reinaldo: encontro pode transformá-la numa ponte se Jair Bolsonaro for eleito presidente

Foi de forte simbolismo político, a visita que o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB) fez à ex-candidata do PSL ao Governo do Estado, Maura Jorge, para declarar seu apoio à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Sexto colocado na corrida para o Senado, e magoado com as trombadas e escorregões que protagonizou no último ano e pelos quais aponta responsáveis, José Reinaldo, além de estar buscando um espaço político nos próximos tempos, fez o que parece ser uma tendência: transformar a ex-prefeita de Lago da Pedra na principal via de acesso ao eventual Governo do candidato do PSL. Apontada por muitos como foco de crise e de não ter tato nem credibilidade para tanto, Maura Jorge, entre um tropeço e outro, vai aos poucos deixando, por exemplo, o presidente estadual do PSL, vereador por São Luís Chico Carvalho, para trás. Na semana passada esteve em Brasília, onde conversou com a cúpula que dá suporte a Jair Bolsonaro, e foi recebida com festas no Aeroporto do Tirirical ao retornar a São Luís – se a manifestação foi armada, não se sabe ainda, mas que funcionou nas redes sociais, funcionou. A visita do ex-governador José Reinaldo pode ter funcionado como uma espécie de senha para que outros políticos, ávidos de uma aproximação com o favorito na corrida presidencial, a procure como o canal por meio do qual os interessados possam chegar aos núcleos bolsonarianos de poder em Brasília. Se, Bolsonaro for eleito, Maura Jorge terá esse poder de fogo possível, sinalizado com a visita de José Reinaldo. Isso só se saberá se a eleição for consumada. Em caso afirmativo, ninguém duvida de que, se tiver habilidade como teve ousadia ao se candidatar ao Governo, Maura Jorge poderá ganhar musculatura como Oposição no Maranhão.

Por força de liminar a habeas corpus, Ricardo Murad deixa a prisão

Ricardo Murad chegando à sede da Polícia Federal no Maranhão para se entregar na manhã de quinta-feira

O ex-deputado estadual Ricardo Murad (PRP) deixou a prisão na noite de sábado, beneficiado por medida liminar concedida pela desembargadora federal Maria do Carmo Cardoso, que acolheu habeas corpus impetrado pela defesa do ex-parlamentar, que é suspeito de comandar um esquema de corrupção na Secretaria de Estado da Saúde. Ricardo Murad fora preso na manhã de quinta-feira, em mais uma fase da Operação Sermão dos Peixes, que investiga o suposto desvio de centenas de milhões de reais de recursos do Sistema Estadual de Saúde no último Governo de Roseana Sarney (2011/2014).

Ricardo Murad, no início deste ano, foi levado coercitivamente para prestar depoimento na Polícia Federal, passando mais de 10 horas sendo ouvido por delegados federais. Na prisão de quinta-feira, que tinha caráter temporário com prazo de cinco dias, o ex-deputado não foi encontrado pelos policiais em casa, mas horas depois se apresentou na sede da PF, sem a presença dos seus advogados, onde foi informado que estava preso. Em seguida, foi submetido a um longo interrogatório. Ainda na quinta-feira, seus advogados impetraram um habeas corpus com o objetivo de libertá-lo. A desembargadora Maria do Carmo Cardoso acatou o pedido da defesa e mandou soltá-lo.

A prisão de Ricardo Murad teve forte impacto no cenário político do Maranhão, principalmente porque agravou ainda mais a situação política dele, que acabou de sair de uma eleição sem conseguir eleger-se deputado federal e vendo a filha, deputada Andrea Murad (PRP), não conseguir se reeleger, consumando um revés que começou com a desistência do genro, deputado Souza Neto (PRP), de tentar mais um mandato na Assembleia Legislativa. Uma situação radicalmente diferente de 2014, quando ele, então deputado estadual licenciado e todo-poderoso secretário de Estado da Saúde, responsável absoluto pela implantação do Saúde é Vida, o mais ambicioso e caro programa do último Governo de Roseana Sarney, que previa a construção de 72 hospitais. A posição lhe deu poder de fogo para eleger a filha e o genro para a Assembleia Legislativa – um caso inédito, que chamou a atenção pelo seu grau de ousadia.

Ainda que de caráter temporário, a prisão complicou muito a sua situação política, que dificilmente será a mesma a partir de agora, ainda que se considere o fato de Ricardo Murad ser um político inteligente, audacioso e hábil, virtudes que certamente o teriam levado muito longe não fosse a sua notória falta de noção de limite.

São Luís, 21 de Outubro de 2018.

Derrotado nas urnas e preso por suspeita de corrupção, Ricardo Murad enfrenta o que pode ser o fim da sua carreira pública

O ex-deputado estadual Ricardo Murad chegando à sede da Polícia Federal em São Luís, sem estar acompanhado de advogado na manhã de quinta-feira

 

Operação Abscondito II, da Polícia Federal: oito mandados de prisão temporária e um mandado de prisão preventiva de servidores do Sistema Estadual de Saúde, ex-servidores e empresários que atuam nessa área, e nove mandados de busca e apreensão; um deputado estadual, Antônio Pereira (DEM) – reeleito para o terceiro mandato – atingido com busca e apreensão em sua residência, em Imperatriz, e a prisão o ex-deputado estadual Ricardo Murad (MDB), que comandou, com amplos poderes, o Sistema Estadual de Saúde (SES) no Governo de Roseana Sarney (MDB). A Operação Abscondito II é a sétima fase da Operação Sermão dos Peixes, deflagrada em 2015, com o objetivo de apurar indícios de desvio de pelo menos R$ 1,2 bilhão por meio de empresas que prestavam serviços ao SES via terceirização, num esquema identificado pela Polícia Federal como uma “organização criminosa”.

O dado bombástico da ação de ontem da PF no Maranhão foi a prisão do ex-deputado estadual e ex-secretário de Saúde Ricardo Murad, cunhado da ex-governadora Roseana Sarney e, sem dúvida, a figura mais evidente e  controvertida do Grupo Sarney, que com o fato sofre mais um duro golpe depois de ter sido praticamente dizimado nas urnas. Provavelmente informado de que seria preso em casa no início da manhã, Ricardo Murad deixou sua residência antes da chegada da PF, livrou-se do vexame de ser levado como um preso comum, e apresentou-se logo depois como quem estava em busca de explicações para a operação. O ex-secretário passou toda a quinta-feira prestando depoimento a delegados da PF, e se não conseguir um habeas corpus, permanecerá por cinco dias encarcerado, podendo ter sua prisão prolongada pelo mesmo período, se a PF pedir e o juiz autorizar. Mas pode também ser liberado antes, se a PF julgar que seu depoimento tenha sido satisfatório para esta etapa da Operação Sermão dos Peixes. A investigação conta com a participação do Ministério da Transparência, Fiscalização e da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil.

A Operação Abscondito II colocou Ricardo Murad numa situação extremamente delicada, uma vez que a PF afirma, por fontes indiretas, que já teria montado o quebra-cabeça e que nele o ex-secretário de Estado da Saúde seria uma das figuras centrais da engrenagem criminosa que teria drenado milhões dos cofres públicos por meio de esquemas criminosos montados com as empresas terceirizadas. Ricardo Murad controlava a estrutura do SES com poderes totais, com o aval pleno da então governadora Roseana Sarney – que não é alvo da investigação, segundo informou sua assessoria ao Jornal Nacional da Rede Globo. Nos cálculos da PF, o grande esquema teria desviado cerca de R$ 1,2 bilhão. Ricardo Murad tem negado com veemência qualquer envolvimento, mas não conseguiu, pelo menos até aqui, convencer a PF da sua inocência. Tanto que, a seu pedido, a Justiça bloqueou R$ 15,3 milhões em bens dos suspeitos, baseada inclusive por indícios de que um dos envolvidos teria dilapidado os bens supostamente adquiridos com dinheiro sujo. A menos que seja um ato arbitrário da Justiça por indução da PF, e prisão temporária reforçou a suspeita de que o ex-secretário estaria envolvido.

A prisão é o mais duro golpe que Ricardo Murad sofreu na sua vida pública, que começou para valer em 1986, quando se elegeu deputado estadual e venceu a disputa para a presidência da Assembleia Legislativa. No comando do Legislativo e com as costas largas do Palácio do Planalto, onde o então presidente José Sarney efetivava a Nova República, Ricardo Murad mediu forças com o então governador Epitácio Cafeteira. Em 1990, tentou em vão cassar o então presidente da Casa, deputado Ivar Saldanha (PDS), que queria assumir o Governo no lugar do então vice licenciado João Alberto de Souza. Mais tarde, em meados dos anos 90, rompeu com o Grupo Sarney, transformando a Prefeitura de Coroatá em seu “território”. Foi candidato a Governador em 1988 fazendo uma campanha agressiva contra Roseana Sarney e a família dela. Repetiu a dose com a mesma agressividade em 2002, disputando com o então governador José Reinaldo, com quem fez um acordo pelo qual seus votos foram anulados, garantindo com isso a reeleição do governador no primeiro turno. Ganhou com o gesto a Gerência Metropolitana, da qual foi demitido por “atropelar” as orientações do governador José Reinaldo. Entrou no PDT, mas as diferenças abissais com o governador Jackson lago o convidaram a procurar outro partido.

Ricardo Murad restabeleceu relações pessoais e políticas com a família Sarney em 2009, quando Roseana Sarney assumiu o Governo com a cassação do governador Jackson Lago (PDT). Pediu e ganhou o comando do SES, realizando ali uma gestão arrojada, tendo concebido e iniciado a execução do mais ousado, discutível e caro programa para construir 52 hospitais de 20 leitos, vários de 50 leitos e quatro hospitais macrorregionais, a um custo previsto superior a R$ 1 bilhão. Foi nessa empreitada que criou as empresas terceirizadas de gestão hospitalar e agora focos de supostos desvios. Em 2010, deixou a SES para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa, tendo voltado ao cargo tão logo confirmou sua eleição e a reeleição da governadora. Entre 2011 e 2014, Ricardo Murad foi de longe o mais poderoso membro do Governo de Roseana Sarney, intensificando a implantação da rede hospitalar. Nas eleições de 2014 não foi candidato, preferindo permanecer no cargo até o fim do Governo, mas elegeu, como um rolo compressor, a filha Andrea Murad (MDB) e o genro Souza Neto (PSD) para a Assembleia Legislativa, sendo acusado de ter gastado milhões público na empreitada eleitoral. Mas em 2016, já sem o controle da máquina pública, não conseguiu reeleger a mulher, Tereza Murad, prefeita de Coroatá.

De lá para cá, o ex-deputado e ex-homem-forte do Governa Roseana Sarney, um político hábil, ousado e com queda pelo enfrentamento, vem enfrentado duros revezes: foi conduzido coercitivamente para depor da PF em uma das fases da Operação Sermão dos Peixes. Além disso, teve sua candidatura a deputado federal impugnada e viu seu mundo político desmoronar com a derrota acachapante de Roseana Sarney e a não reeleição da filha, deputada Andrea Murad. E completa agora a sequência de amargos reveses com a prisão cujos desdobramentos vão depender das investigações. Nesse momento, Ricardo Murad sofre as consequências do seu próprio arrojo: sem mandato, sem privilégio de foro, preso e exposto em cadeia nacional pela rede Globo, cujo braço maranhense ironicamente pertence à família Sarney.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto dá boas vindas aos integrantes da nova Assembleia e ganha apoio de 35

Othelinio Neto ladeado pelos novos deputados durante almoço de boas vindas; As deputadas eleitas Ana do Gás, Dra. Thaiza, Mical Damasceno, Cleide Coutinho e Daniella Tema com a presidente do Gedema, Ana Paula Lobato

 

Não há mais dúvida de que o presidente Othelino Neto (PCdoB) já  costurou, com pontos seguros, o apoio necessário para ser o presidente da Assembleia Legislativa para o primeiro biênio (2019/2020) da nova legislatura, que será iniciada no dia 3 de fevereiro próximo. Isso ficou demonstrado num almoço de boas-vindas que ele ofereceu ontem em sua residência aos deputados eleitos e reeleitos. Compareceram nada menos que 35 dos 42 – entre os sete ausentes a maioria já de declarou apoio.

A deputada reeleita Ana do Gás, por exemplo, justificou o apoio à eleição presidente para mais um mandato dizendo que os parlamentares da atual legislatura se sentem seguros com o presidente: “Othelino sempre defendeu os deputados, tanto de Governo quanto de Oposição, sem fazer qualquer distinção. Nada mais justo que reconduzi-lo à presidência da Casa”. Na mesma linha, o deputado reeleito Glaubert Cutrim se manifestou sua posição: “Ele é uma pessoa que sempre respeitou a todos na Casa e temos certeza de que ele continuará fazendo um grande trabalho na próxima gestão”.

Eleito para o primeiro mandato, Leonardo Sá (PRTB) disse que o melhor nome para conduzir a Assembleia Legislativa é o de Othelino Neto, com quem cultiva sólida relação pessoal: “Já estamos fechados. Ele é meu candidato a presidente da Alema”.

Visivelmente satisfeito com a reunião e as manifestações de apoio, o presidente Othelino Neto comentou:  “Agradeço a manifestação de apoio dos deputados eleitos que acreditam e reconhecem o nosso trabalho à frente da Presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão. Este momento é de confraternização para que comecemos a interagir com os colegas que estarão conosco nos próximos anos neste novo mandato”.

Em Tempo: Nos últimos dias, Othelino Neto recebeu apoio dos deputados eleitos Zé Inácio (PT), Helena Duailibe (Solidariedade), Welington do Curso (PSDB), Detinha (PR), Leonardo Sá (PRTB), Pará Figueiredo (PSL), Neto Evangelista (DEM), Mical Damasceno (PTB), César Pires (PV), Pastor Cavalcante (PROS), Wendell Lages (PMN), Cleide Coutinho (PDT), Duarte Jr (PCdoB), Zé Gentil (PRB), Márcio Honaiser (PDT), Dra. Thaíza (PP), Adriano Sarney (PV), Carlinhos Florêncio (PCdoB), Professor Marco Aurélio (PCdoB), Fernando Pessoa (Solidariedade), Andrea Rezende (DEM), Edson Araújo (PSB), Rafael Leitoa (PDT), Ana do Gás (PCdoB), Adelmo Soares (PCdoB), Rigo Teles (PV), Glalbert Cutrim (PDT), Paulo Neto (DEM), Daniella Tema (DEM), Vinícius Louro (PR), Yglésio Moisés (PDT), Hélio Soares (PR), Antônio Pereira (DEM), Ciro Neto (PP), Roberto Costa (MDB), Fábio Macedo (PDT), Rildo Amaral (Solidariedade) e Ricardo Rios (PDT).

 

Aluísio Mendes poderá ser o porta-voz de Jair Bolsonaro no Maranhão

Aluísio Mendes poderá ser o porta-voz de Jair Bolsonaro no Maranhão

Os fatos mais recentes indicam que se Jair Bolsonaro (PSL) for eleito presidente da República o seu principal interlocutor no Maranhão será mesmo o deputado federal reeleito Aluísio Mendes (Podemos). A informação dessa tendência publicada pelo jornalista Marco D`Eça no seu bem informado blog, faz todo o sentido e poderá turbinar ainda mais a carreira do agente da Polícia Federal que nasceu político dentro do Grupo Sarney e que hoje se movimenta intensamente para construir um espaço para que possa atuar com independência. Aluísio Mendes tornou-se uma espécie de porta-voz do presidenciável na Câmara Federal, devendo ampliar essa ação para o Maranhão, caso a eleição do candidato do PSL de confirme.

Aluízio Mendes é uma revelação na seara política. Chegou ao Maranhão nos anos 90 escalado pela Presidência da República como assessor do ex-presidente José Sarney. Nessa atividade, ganhou a confiança do ex-presidente e foi ocupando espaços que ultrapassaram muito os limites da assessoria direta ao ex-presidente. Nessa pisada, recebeu da governadora Roseana Sarney a tarefa de montar o Grupo Tático Aéreo (GTA), uma força especial da Polícia Militar, e pelo seu desempenho tornou-se secretário de Segurança Pública, realizando um bom trabalho na pasta. E foi como secretário que ele começou a articular apoio político no interior, elegendo-se deputado federal em 2014. Na Câmara, construiu laços com a chamada “bancada da bala”, formada por deputados oriundos da área de segurança, onde conheceu o deputado Jair Bolsonaro e o filho dele, deputado, Bolsonaro. No corre-corre para mudar de partido, Aluísio saiu do PSDC e entrou no Podemos, do senador Álvaro Dias. Chegou a lançar Maura Jorge candidata ao Governo pelo partido, mas ela logo deixou o Podemos e entrou no PSL, de olho no apoio a Jair Bolsonaro. Os dois romperam e ela foi ara o PSL para disputar o Governo. Reeleito, e com a vantagem de dobrado sua votação, foi procurado por alados de Jair Bolsonaro, entre eles o filho do presidenciável, que pediu o seu apoio para o pai. Aluísio Mendes fechou com o presidenciável do PSL e deve se tornar o porta-voz do presidente no Maranhão, o que poderá significar um salto enorme na sua carreira.

São Luís, 18 de Outubro de 2018.

 

Declaração de Flávio Dino reforça confirmação de Othelino Neto no comando do Poder Legislativo

 

Othelino Neto tem o apoio declarado de Flávio Dino para novo mandado de presidente da Assembleia Legislativa, mas sem interferir na escolha da Mesa

“Espero que o presidente Othelino tenha êxito”. Com a declaração, feita ontem durante entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Rádio Difusora FM, o governador Flávio Dino (PCdoB) contribuiu decisivamente para a consolidação da eleição do deputado Othelino Neto (PCdoB) para presidir a Assembleia Legislativa no primeiro biênio (2019/2020) da nova legislatura, que será iniciada em fevereiro. Mesmo fazendo questão de enfatizar que a escolha do presidente do Poder Legislativo é decisão exclusiva dos deputados estaduais, não cabendo interferência direta ou indireta de outro Poder, o governador deixou clara sua simpatia pela virtual eleição do atual presidente. Mais ainda pelo fato de que todas as costuras estão sendo feitas pelo próprio presidente, apoiado pelo PCdoB e os partidos que formam a base governista na Casa. A movimentação do presidente vem resultando numa articulação que levou as principais vozes da Oposição a declararem apoio a Othelino Neto, como os deputados Adriano Sarney (PV) e Wellington do Curso (PSDB), por exemplo.

O resultado das eleições por si só garantiria a nova eleição – que não é uma reeleição, por ser decisão de uma nova Assembleia Legislativa para uma nova legislatura – do presidente Othelino Neto. Os partidos governistas saíram das urnas com mais de dois terços dos novos deputados estaduais, o que seria suficiente para eleger o presidente num processo de “ordem unida”.  Ocorre que a Assembleia Legislativa é uma Casa essencialmente política, onde presidente imposto “goela abaixo” não funciona. A “maciça” elege um presidente sem precisar da Oposição, mas não assegura que o ungido lidere a Casa. Daí ser necessário que a eleição da Mesa, que é composta pelas representações partidárias, seja o resultado de negociações bem amarradas.

Um presidente de Assembleia imposto corre o risco de atuar como um cumpridor de tarefas, sem autoridade para fazer as articulações que levam à solução de impasses, de crises localizadas, de insatisfações e tremores institucionais, que as investidas dos articuladores palacianos não conseguem resolver. O presidente da Casa legislativa tem de ser, portanto, um articulador, com capacidade de mediar conflitos internos e de ser uma ponte confiável entre o parlamento, o Governo e o Judiciário. Um presidente que não tenha autoridade nem habilidade para fazer  costuras políticas estará fadado a cumprir um mandato pífio, mergulhado  no descrédito.

Nas últimas décadas, a Assembleia Legislativa foi comandada por políticos com diferentes perfis, mas todos dotados de muita habilidade. Alguns exemplos: Nagib Haickel, Manoel Ribeiro, João Evangelista, Carlos Alberto Milhomem, Marcelo Tavares, Arnaldo Melo e Humberto Coutinho. O presidente Othelino Neto, que assumiu o comando com a morte de Humberto Coutinho, num momento fortemente tensionado pela aproximação das eleições, tem sido uma revelação pela habilidade com que tem conduzido a Casa, fazendo as articulações internas e operando de maneira eficiente. Os que imaginaram que ele fracassaria se surpreenderam com o desempenho do jovem sucessor. E quando o próprio governador Flávio Dino, que é um político hábil, traquejado e exigente, se manifesta com uma declaração de apoio, é uma evidência de que as coisas estão indo bem nas relações Executivo-Legislativo. E quem conhece o governador sabe que ele não daria esse aval sem ter a certeza de que esse é o caminho.

Todos os sinais saídos até agora dos bastidores do Palácio Manoel Beckman indicam que o presidente Othelino Neto caminha para presidir a Casa renovada, a partir de fevereiro do ano que vem. Com a vantagem de quem, mesmo integrante da poderosa e majoritária base de apoio governista, não está ganhando um presente. Ao contrário, sua eleição será principalmente fruto de ampla e bem conduzida costura em várias frentes. Tanto que em nenhum momento foi ensaiado qualquer movimento no sentido de abrir uma disputa pelo comando do Poder Legislativo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Márcio Jerry ainda não sabe se irá para Brasília ou voltará a cargo no Governo

Márcio Jerry tem dito que seguira a orientação do governador Flávio Dino

São intensas as especulações sobre o futuro imediato do deputado federal eleito Márcio Jerry (PCdoB). Uns dizem que irá mesmo para Brasília exercer o mandato que lhe foi outorgado pelas urnas, outros afirmam que será convocado pelo governador Flávio Dino para continuar no comando das pastas da Comunicação e da Articulação Política. Ele próprio não bate martelo, afirmando ser “um soldado”, que fará o que o comandante  determinar. Márcio Jerry, sem nenhum favor, teve papel decisivo no sucesso do Governo. Primeiro como formulador e executor da eficiente política de comunicação com a qual divulgou com competência as ações da gestão pública e fez frente às intensas e implacáveis investidas da máquina midiática do Grupo Sarney para desestabilizar o Governo Flávio Dino. Depois, foi peça fundamental nas frenéticas articulações que resultaram na formação da gigantesca coligação – 16 partidos – liderada pelo governador Flávio Dino e vitoriosa de cabo a rabo nas urnas. Se for para a Câmara Federal poderá fazer um trabalho parlamentar importante na bancada do PCdoB, usando sua vasta experiência nos embates verbais que vivencia desde o movimento estudantil. De todos os políticos da sua geração, Márcio Jerry é de longe o de militância mais longa e intensa, experiência que o credencia para assumir qualquer posto, sendo que, no caso, o mais adequado e mais justo será assumir o seu mandato de deputado federal, para o qual foi eleito com expressiva votação. Com a palavra, o governador Flávio Dino.

 

Declaração de apoio de Roseana a Bolsonaro é vista como retaliação a Haddad e oportunismo

Roseana Sarney apoia Jair Bolsonaro: retaliação a Fernando Haddad ou lance de oportunismo?

Continua repercutindo dentro e fora do Maranhão a manifestação de apoio da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). E a repercussão se dá em dois sentidos. O primeiro do fato em si, que é a declaração de apoio, vista por muitos como uma jogada de oportunismo, mas que é explicada por aliados do Grupo Sarney como uma resposta ao fato do candidato presidencial do PT, Fernando Haddad, ter vindo ao Maranhão e declarado apoio ao governador Flávio Dino. O segundo é que Jair Bolsonaro não teria dado a mínima para essa manifestação, ao que parece determinado a manter distância de políticos tradicionais, entre eles o ex-presidente José Sarney e seus aliados. De fato, até onde se sabe, Jair Bolsonaro nunca demonstrou qualquer simpatia pelo ex-presidente José Sarney, já tendo inclusive feito comentários dizendo não querer aproximação. Para alguns observadores, Roseana Sarney cometeu um erro político ao fazer a declaração de apoio como um gesto de retaliação a Fernando Haddad. Para outros, a manifestação teria sido orientada pelo ex-presidente, que com fama de ter o melhor faro político entre as raposas felpudas brasileiras, prepara terreno, avaliando que, se eleito, Jair Bolsonaro poderá tropeçar e, cedo ou tarde, pedirá conselhos aos que de fato entendem do riscado político. A conferir.

São Luís, 17 de Outubro de 2018.

 

Sem mobilização de ambos os lados, a corrida de Haddad e Bolsonaro no Maranhão está morna e resultado é até aqui imprevisível

 

Sem mobilização, Fernando Haddad e Jair Bolsonaro poderão ter campanhas mornas no Maranhão

Se depender da mobilização da classe política, como aconteceu nas eleições gerais do dia 7, o segundo turno da eleição presidencial no Maranhão será morno, sem movimentação e com a grande massa do eleitorado livre para votar sem pressão de grupos interessados no desfecho. É verdade que o governador Flávio Dino (PCdoB) e seus aliados mais próximos e o PT estão se movimentando em favor do candidato Fernando Haddad, e que a ex-candidata do PSL ao Governo, Maura Jorge, e o presidente do partido, vereador Chico Carvalho, estão se esforçando para formar algum movimento em favor do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, mas o fato visível é que não existe campanha de mobilização por nenhuma das duas candidaturas. O que tem sido visto até agora são atos isolados, uma carreata aqui, outra ali, eventos inexpressivos organizados por grupos não associados a partidos ou a lideranças partidárias. No mais, Fernando Haddad e Jair Bolsonaro estão recebendo manifestações de apoio de líderes dos seus campos políticos e ideológicos, como as declarações de apoio da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) e do senador Roberto Rocha (PSDB) ao candidato do PSL. Quase nada além disso. Para lembrar, no primeiro turno, Fernando Haddad venceu a eleição no Maranhão com 59% contra 41% de Jair Bolsonaro, com maioria em 214 dos municípios, só perdendo em três, Imperatriz, Açailândia e São Pedro dos Crentes.

O governador Flávio Dino é, de longe, o líder político maranhense mais engajado no segundo turno da eleição presidencial. Ele tem aproveitado todos os espaços disponíveis, principalmente entrevistas a emissoras de rádio e de TV e canais da internet para manifestar suas convicções em favor da candidatura de Fernando Haddad. Nessas manifestações, além de destacar a importância da candidatura do petista para o Brasil atual, o governador tem também alertado para as limitações visíveis do candidato Jair Bolsonaro, observando que o discurso dele é inconsistente, superficial e perigoso, lembrando que ele nada fez de expressivo como parlamentar nos dez mandatos que exerceu na Câmara Federal. O governador acha temerário que um político com as limitações e as convicções de Jair Bolsonaro se torne presidente da República. Por outro lado, não discute a legitimidade da candidatura do capitão reformado do Exército, enfatizando que respeitará a vontade popular.

Os apoiadores de Jair Bolsonaro são basicamente os que saíram derrotados das urnas, como é o caso da ex-candidata do PSL ao Governo, Maura Jorge, que foi inflada no dia da eleição por eleitores do presidenciável; do senador tucano Roberto Rocha, que foi humilhado nas urnas como candidato a governador, tendo recebido apenas 2% dos votos, que provavelmente já são de eleitores de Jair Bolsonaro sem fazer qualquer relação entre os dois; e a ex-governadora Roseana Sarney, que amargou o pior desempenho numa empreitada eleitoral desde que iniciou a sua carreira em 1990, quando foi eleita deputada federal.  Somadas suas votações, eles perdem para Jair Bolsonaro, o que significa dizer que eles nada representam em matéria de poder de fogo eleitoral e por isso nada têm a oferecer ao presidenciável do PSL, o que torna seus apoios inócuos em matéria eleitoral.

As campanhas de Fernando Haddad e Jair Bolsonaro no Maranhão estão se dando mais pelas redes sociais – que estão incendiadas com o que há de  mais saudável e também com o que existe de mais nojento e nocivo em matéria de propaganda política – e pelo horário eleitoral gratuito no radio e na TV. No mais, as posições dos dois candidatos evoluem pela ação de eleitores anônimos, que se mobilizam em grupos e se esforçam para divulgar seu candidato à sua maneira. E por isso as opiniões estão divididas entre os que acham que o resultado do primeiro turno se repetirá no Maranhão e os que apostam numa virada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

José Reinaldo aponta Roberto Rocha como responsável direto pelo desastre do PSDB nas eleições

José Reinaldo avalia causas e culpas do desastre do PSDB nas eleições

Não bastasse a traumática pancada que o PSDB recebeu nas urnas no Maranhão, que praticamente fulminou as lideranças do partido, o artigo publicado ontem no JP pelo deputado federal e ex-candidato a senador José Reinaldo Tavares funcionou precisamente como uma espécie de pá de cal sobre o ninho maranhense dos tucanos. Com a franqueza de sempre, o ex-governador fez uma análise curta e precisa do destino do seu partido nestas eleições no Maranhão, apontando o senador Roberto Rocha, presidente da agremiação, como o principal responsável pelo desastre, por causa da obstinação com que manteve sua candidatura a governador, a qual, já era visível, não iria a lugar algum. José Reinaldo relata que tentou demover Roberto Rocha da candidatura e abraçar uma aliança em torno do deputado estadual  Eduardo Braide (PMN) – que se elegeu deputado federal com o equivalente a 10% da votação do governador Flávio Dino e seis vezes maior do que  a votação de Roberto Rocha-, cuja candidatura poderia se tornar competitiva, de modo a “equilibrar” a disputa com o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney. Roberto Rocha não lhe deu ouvidos e manteve sua barca furada em oceano revolto. Deu no que deu: de partido forte, que saíra das eleições municipais de 2016 com 28 prefeitos, o PSDB foi dizimado e saiu das urnas sem nada em 2018, liquidando com lideranças importantes, como o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira Segue, na íntegra, o artigo de José Reinaldo Tavares:

CORAGEM, DETERMINAÇÃO E AMIGOS

José Reinaldo Tavares

O jornalista Benedito Buzar colocou em sua coluna que muita gente não entendeu a minha baixa votação nas últimas eleições. Mas, não é difícil de entender. Vamos aos fatos: a minha eleição para o Senado foi montada em outras premissas. Primeiramente, estava combinada há alguns anos que eu seria candidato em uma chapa junto com o governador Flávio Dino. Acabou não dando certo. Eu não era o candidato dele, como ficou evidente.

Depois, eu e amigos discutimos a possibilidade de uma chapa com Eduardo Braide, com base em pesquisas qualitativas. Quase deu certo, despertou enorme curiosidade e simpatia, levando receio do “novo” a outras candidaturas ditas mais fortes. Isso pesou tanto que fez com que Braide não conseguisse um grande partido, com tempo de televisão, levando-o a não querer se arriscar e acabou que ele, no final, preferiu concorrer a deputado federal. Essa foi a decisão dele.

Depois conversei longamente com Roberto Rocha, sugerindo a ele abraçar a candidatura de Braide no PSDB para depois construir a dele a governador, já que pelo meu modo de entender o momento não era o ideal para sua candidatura ao governo do Estado. Ele não aceitou minhas ponderações e manteve a candidatura. Ali se acabou a chance de termos no Maranhão uma eleição equilibrada ao Governo e ao Senado. Flávio tem sorte, além de ter tido competência para manobrar bem a estrutura disponível e não teve problemas para ganhar e eleger seus candidatos a senador.

Voltando à minha candidatura ao Senado, eu tinha uma chapa montada, politicamente forte, o que me dava uma chance mínima de ganhar. Mas eis que na véspera da convenção, Roberto Rocha, com apoio do partido no estado, resolveu se intrometer em minha chapa, exigindo a retirada do meu primeiro suplente de Caxias, o jovem, muito capaz, Catulé Junior. Como consequência inevitável, perdi Caxias, um dos maiores colégios eleitorais do estado que, com razão, abandonou minha candidatura causando imenso prejuízo político e eleitoral, influenciando negativamente líderes de outros municípios, tirando parte da consistência eleitoral da minha candidatura.

Ao final, as candidaturas do PSDB – tanto a de governador, quanto a de presidente do país – que, naturalmente, seriam puxadoras de voto, caso tivessem expectativa de vitória, não vingaram, o que jogou por terra as minhas chances, já que no estado o PSDB ficou isolado, com uma chapa muito fraca, elegendo apenas um deputado estadual do partido. Madeira, grande líder do nosso partido, sofreu na carne o isolamento a que foi submetido. Com poucos recursos, com apenas trinta segundos de televisão não pude mostrar o muito que fiz pelo Maranhão durante minha vida profissional e política.

Por fim, quero agradecer aos amigos que me ajudaram a buscar votos. Esses são verdadeiros amigos, pois mesmo pressionados decidiram ficar comigo, mesmo conscientes das escassas condições de vitória. São amigos de verdade, em que posso confiar. Muitos, porém, que sempre estiveram comigo me viraram as costas. Coisas da vida.

Uma coisa a meu ver marcou esse pleito. Ninguém discutiu os graves problemas do Maranhão e de sua população. Será que não os conhecem? Nada têm a propor? A eleição foi feita em cima de slogans, promessas e nada mais. Passaram por cima dos graves problemas que impedem o nosso desenvolvimento.

Agora, sem Sarney para culpar, terão que trabalhar duro, com competência, para tirar o Maranhão dos últimos lugares. Caso contrário, como explicar a nossa situação?
Eu fui uma exceção, neste deserto de ideias. Discuti muito as soluções para a pobreza, para a educação, para atração de empresas, para o emprego e o desenvolvimento do estado.

O que se pode esperar? Não sei, sinceramente, me resta torcer para dar certo. Boa sorte aos eleitos e reeleitos, sinceramente.

Obrigado, meus amigos.

 

Bancada federal pulverizada vai dificultar articulação para ações conjuntas

Josemar Maranhçaozinhi, Eduardo Braide, Mparcio Jerry, Rubens Jr., Pedro Laucar |fernandes, Edilázio Jr., Aluísio Mendes, Bira do Pindaré, Cléber Verde, Juscelinio Filho, Hildo Rocha, Zé Carlos, Gil Cutrim w João Marcelo formam a nova bancada federal.

Poucas vezes as urnas maranhenses produziram uma bancada federal tão heterogênea em termos partidários como a que ganhou forma no dia 7. Os 18 deputados federais eleitos representam nada menos que 15 partidos, numa pulverização sem paralelo nas últimas eleições. O PCdoB fez dois deputados: Márcio Jerry e Rubens Jr.; o MDB fez dois: Hildo Rocha e João Marcelo; e o PR também fez dois: Josimar Maranhãozinho e Júnior Lourenço. Os outros 12 partidos elegeram apenas um deputado cada: PMN: Eduardo Braide, Podemos: Aluísio Mendes, PP: André Fufuca: PSB: Bira do Pindaré, SD: Cléber Verde, PSD: Edilázio Jr., PDT: Gil Cutrim, Patriotas: Júnior Marreca Filho, DEM: Juscelino Filho, PMN: Pastor Glidenemyr, PDT: Pedro Lucas Fernandes e PT: Zé Carlos. Os próximos deputados federais maranhenses vão se “espalhar” nas suas bancadas, tornando difícil reuni-los para uma ação na qual necessitem funcionar como uma bancada. Uma das primeiras dificuldades será a eleição do coordenador, que via de regra deve ter boa relação com o Palácio do Planalto. Se der Fernando Haddad, haverá solução sem problemas, mas se der Jair Bolsonaro, a escolha será complicada. Vale aguardar.

São Luís, 16 de Outubro de 2018.

Flávio Dino anuncia que irá a Brasília cobrar do novo presidente o compromisso de reativar obras federais paradas

 

Flávio Dino: decidido a cobrar do novo presidente, seja ele quem for, a promessa de reativar as muitas obras federais paralisadas no Maranhão

O governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou ontem que, independentemente de quem for eleito presidente da República, se Fernando Haddad (PT) ou Jair Bolsonaro (PSL), ele desembarcará em Brasília, logo em janeiro, para fazer a primeira reivindicação: a conclusão das obras federais inconclusas no Maranhão. O anúncio foi feito ontem durante entrevista que concedeu a um pool de emissoras de rádio maranhenses, ao longo da qual reafirmou seu apoio à candidatura de Fernando Haddad, mas deixou claro que, como chefe de Estado, manterá relações institucionais normais com o futuro ocupante do Palácio do Planalto, seja ele o petista ou Jair Bolsonaro. O governador estima que, se reativadas imediatamente, as dezenas de obras federais paralisadas – rodovias, habitações, escolas, esgotamento sanitário, entre outras – gerarão milhares de empregos, dando impulso forte à economia estadual, o que torna a iniciativa uma prioridade em todo o País.

A reativação de obras federais paradas foi inicialmente proposta na campanha do primeiro turno pelo candidato do PDT, Ciro Gomes, que com esta medida previu a imediata criação de pelo menos dois milhões de empregos; logo em seguida, foi abraçada por Geraldo Alckmin (PSDB), que batizou a iniciativa de “emprego na veia”, tornando, finalmente, promessa de campanha de todos os candidatos. No segundo turno, Fernando Haddad e Jair Bolsonaro já colocaram a reativação das obras paradas como motes destacados dos seus programas de ação, ambos assumindo o compromisso de mobilizar imediatamente milhares de trabalhadores e ligar os motores de tratores, escavadeiras e betoneiras em todos os recantos do País tão logo comecem a governar.

Com a autoridade de quem saiu das urnas reeleito com 59,33% dos votos válidos, ou seja, com o aval formal de 1.837.283 maranhenses, o governador Flávio Dino tem se movido com uma postura coerente como líder político, com posicionamento partidário e ideológico claro, e chefe de Estado federado, que atua rigorosamente dentro das regras institucionais. Como militante político, tem lado claro como um dos líderes da esquerda democrática brasileira e apoia o candidato da esquerda. Como chefe de Estado, é um dos mais conceituados do País, principalmente pela sua obra administrativa efetiva e sem mácula. Está, portando, credenciado e munido de plena autoridade para sentar com o novo presidente da República e cobrar dele o cumprimento de um compromisso tão enfatizado na campanha, seja ele Fernando Haddad ou Jair Bolsonaro.

Se o novo presidente for o petista Fernando Haddad, o governador Flávio Dino não terá qualquer dificuldade para estabelecer com ele um relacionamento intenso e produtivo, a começar pelo fato de que são aliados com partidos coligados, estando o PCdoB, partido do governador, fazendo parte do Governo com a eventual vice-presidente, Manuela D`Ávila, o que proporcionará uma convivência sem entraves. Na hipótese de o novo presidente ser Jair Bolsonaro, a relação poderá ser dificultada por causa das tensas e aparentemente insuperáveis diferenças políticas, embora tanto o governador quanto o candidato do PSL já tenham dito que respeitarão a vontade do eleitorado. Formado na escola das regras do direito, o governador Flávio Dino já sinalizou que não vê problemas numa eventual convivência institucional com o presidente da República, seja ele quem for, o que inclui Jair Bolsonaro, que também já sinalizou que distância política e ideológica não o impedirá de se relacionar com contrários.

Ao anunciar o propósito de bater às portas do Palácio do Planalto logo em janeiro para reivindicar do novo presidente o cumprimento de um compromisso de campanha, o governador Flávio Dino reforça a postura de quem sabe diferenciar com exatidão o que são distâncias políticas e obrigações institucionais. E a anunciada ida a Brasília com tal propósito servirá para marcar sua posição como chefe de um Estado federado cacifado pelo voto popular, mas que se mantém fiel às suas convicções políticas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

A 12 dias da eleição, pesquisas dão larga vantagem a Jair Bolsonaro na disputa com Fernando Haddad

Duas pesquisas apontam Fernando Haddad em larga desvantagem em relação a Jair Bolsonaro

Pesquisa do Ibope apontou ontem o cenário do momento da corrida presidencial: Jair Bolsonaro (PSL) lidera com 59% dos votos válidos contra 41% de Fernando Haddad (PT). Estava prevista vantagem larga de Jair Bolsonaro, a exemplo do que aconteceu no primeiro turno, mas não com uma avassaladora margem de 18 pontos percentuais. No levantamento normal, com todas as informações, o candidato do PSL tem 52% das intenções de voto contra 37% do candidato do PT, enquanto 9% disseram que votarão em branco ou nulo, e 2% não souberam responder. Se esses dois grupos decidissem votar integralmente em Fernando Haddad, a soma não seria suficiente para reverter a situação e colocá-lo na dianteira. Todos os dados encontrados pelo Ibope são francamente desfavoráveis ao candidato do PT, e entre eles um é particularmente desanimador, a rejeição: Fernando Haddad é rejeitado por 47%, enquanto Jair Bolsonaro o é por 35%. As informações colhidas pelo Ibope desenham um cenário que o candidato do PSL é apontado como virtual presidente eleito, considerando que a distância que está do candidato do PT. E não cabe questionar a pesquisa do Ibope, porque, ontem mesmo, mais cedo, outra pesquisa, essa do instituto FSB, contratada pelo banco BTG Pactual, encontrou praticamente os mesmos percentuais: Jair Bolsonaro com 59% e Fernando Haddad com 41% dos votos válidos. Em resumo: a menos de duas semanas da eleição, o candidato da direita lidera a corrida com larga vantagem sobre o candidato da esquerda, um quadro muito difícil de ser revertido, mas que poderá ainda, segundo alguns analistas, sofrer alterações. E isso pode significar um acirramento maior da disputa.

Em Tempo: Contratada pela Rede Globo e o jornal “O Estado de S. Paulo”, a pesquisa do Ibope ouviu 2.506 pessoas nos dias 13 e 14, tem intervalo de confiança de 95% e margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos e está registrada no TSE. A pesquisa FSB, encomendada pelo banco BTG Pactual foi realizada por telefone nos dias 13 e 14, ouviu 2.000 eleitores em 27 estados, tem margem de erro é de dois pontos e está registrada no TSE.

 

Chico Carvalho movimenta-se para manter o controle do PSL no Maranhão

Chico Carvalho se movimenta para manter o controle do PSL no Maranhão

É intensa a movimentação do vereador Chico Carvalho, presidente estadual do PSL, para se tornar o porta-voz de um eventual Governo de Jair Bolsonaro no Maranhão. Certo de que seu colega de partido será eleito, Chico Carvalho tem circulado com desenvoltura no meio político, inclusive com visitas à Assembleia Legislativa, ocupando um espaço que em princípio parecia destinado à ex-prefeita Maura Jorge, que disputou o Governo do Estado pelo partido e foi a anfitriã do então candidato presidencial no estado. Há 12 anos no comando do PSL maranhense, Chico Carvalho tem mantido controle firme no comando da agremiação, resistindo com sucesso a algumas investidas para tirá-lo do comando partidário. Agora, que o PFL está saindo da condição de nanico e poderá ter o presidente da República, Chico Carvalho vem redobrando os cuidados e reforçando o seu controle no comando da agremiação. Mas sabe que, ara evitar uma crise que coloque em risco sua presença no comando do partido, terá de sentar à mesa para conversar com Maura Jorge e com um novo personagem na vida do PSL, o deputado estadual eleito Pará Figueiredo, uma liderança jovem, que chega com todas as condições políticas de pleitear o comando do partido no Maranhão.

São Luís, 15 de Outubro de 2018.

Haddad X Bolsonaro: vencedor terá de concertar o Brasil enquadrado nos limites das regras democráticas

 

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro representam os extremos ideológicos que estão em voga no Brasil e vão testar a estabilidade da democracia brasileira

No dia 27 de Outubro, daqui a exatamente duas semanas, 147,3 milhões de cidadãos brasileiros, entre eles 4,5 milhões de maranhenses, voltarão às urnas para eleger, em segundo turno, pelo voto direto, secreto e universal, o futuro presidente do Brasil. A partir de agora, os eleitores devem refletir, medir, pesar, avaliar e, por fim, escolher entre Fernando Haddad, candidato do PT e que agora representa uma frente democrática de esquerda, e Jair Bolsonaro, candidato do PSL, que encarna politicamente todos os vieses da direita. Pela primeira vez, desde a redemocratização, os brasileiros estão se posicionando com cores ideológicas, ainda que de maneira enviesada, meio furta-cor, pagando preço alto por não terem produzido ainda uma cultura partidária na qual os segmentos sociais se agrupem em partidos identificados por ideologia, doutrina e programa.

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro representam, ainda que toscamente, os dois espectros ideológicos. A candidatura do petista tem cara, nome, grupo, partido, fortes contradições e um programa voltado para o social. A candidatura do pslista é, até aqui, produto de um discurso de direita, que promete impor valores conservadores, armar a população contra bandidos, provocando a suspeita de que pretende mexer nas instituições e chacoalhar a estabilidade democrática em construção no País.

Não é de admirar que duas visões políticas tão antagônicas em choque num País mergulhado numa cruel crise econômica, que agrava problemas desafiadores como a segurança pública, por exemplo, e em busca de uma saída, desenhem um confronto que, a julgar pelos discursos, gerem um cenário de apocalipse. Afinal, mesmo com todos e indiscutíveis avanços recentes, a realidade a ser mudada envolve 13 milhões de desempregados e um estado de quase guerra civil no Rio de Janeiro, para citar apenas dois exemplos.

De um lado, uma corrente de esquerda moderada que tem um líder forte, o ex-presidente Lula da Silva, capaz de mobilizar milhões por conta dos anos de governo arrojado e renovador que comandou (2003/2010), mas que está condenado e preso sob acusações suspeitas e por causa das contradições que vieram depois com seu aval. Do outro, um militar que encarna o que há de mais conservador na direita e que, com um discurso em que mistura valores morais, matizes religiosos, patriotismo tosco,  enverga a fantasia de bom moço, honesto, dedicado à família, mas que ao mesmo tempo professa ódio visceral a comunista, usando argumentos que foram banidos das sociedades democráticas há décadas.

Fernando Haddad é advogado e professor universitário, com forte formação humanista e militante de uma esquerda moderada, que deu mostra de comprometimento com a democracia e com as causas sociais quando foi ministro da Educação nos dois Governos de Lula da Silva, e depois como prefeito de São Paulo, uma megalópole que encontrou em crise aguda e que transformou num laboratório de bons projetos urbanos. Limpo, honesto e movido por princípios, Fernando Haddad tornou-se uma das melhores – se não a melhor – referências do petismo, exatamente por andar na contramão dos outros líderes do partido, que atropelaram regras, caíram em desgraça e estão no limbo. Seu desafio é exatamente mostrar-se como expressão de outro PT, que cultiva valores e encara suas contradições. Fernando Haddad está politica e partidariamente  credenciado como candidato a presidir o Brasil.

Capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro entrou na política como deputado federal ainda nos anos 80 do século passado como braço político de oficiais e que, por intermédio deles, atraiu eleitores do Rio de Janeiro saudosos da ditadura militar. Ao longo de uma dezena de mandatos construiu uma imagem de durão, afeito a frases de efeito, causando controvérsias ao defender a tortura como método de arrancar confissão de preso político e o “fuzilamento de petralhas” num palanque no Acre. Todas as suas posições na Câmara Federal expressaram intenções polêmicas, de sentido antidemocrático, inclinação golpista, entre outros fatores de risco à democracia. Essa postura, associada a um antipetismo visceral, seduziu muitos brasileiros que, inconformados com os rumos que o País tomou,  passaram a vê-lo como o “salvador da Pátria”. Ao longo dos seus mandatos, teve atuação discreta, sempre trafegando no baixo clero e sem se destacar com ações legislativas concretas, como Projetos de Lei, por exemplo. Esse conjunto de traços rascunha o retrato do candidato a presidente que promete mudar o Brasil. Mas pelas regras, Jair Bolsonaro está formal e politicamente credenciado a disputar a presidência do Brasil.

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro são produtos do Brasil. Foram eles que os brasileiros filtraram para fazer a escolha final. São resultado de ações políticas que, corretas ou questionáveis, se enquadraram nas regras democráticas que norteiam o País. O embate entre essas correntes, por mais duro e tenso que venha a ser nos próximos dias, dar-se-á sob a garantia do direito de expressão, não cabendo manifestações que levem a conflitos. Esse é um momento de teste para a democracia brasileira, de saber se ela garante a plenitude dos direitos que prevê. É hora de saber, enfim, se a democracia brasileira está consolidada, se as suas instituições são capazes de suportar um governo de qualquer matiz ideológico, com força para mandar para o quinto dos infernos o eleito que, pela direita ou pela esquerda, tentar agir como bandido político e aventurar-se em “autogolpe”, quartelada, ou impor qualquer rasura aos princípios democráticos elencados em cláusulas pétreas da Constituição Cidadã.

Os brasileiros têm pouco mais de 300 horas para escolher o caminho a seguir.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino mobiliza aliados para a campanha de Haddad no segundo turno no Maranhão

Flávio Dino mantém coerência ao mobilizar forças para apoiar Fernando Haddad, que venceu no primeiro turno

As forças lideradas pelo governador Flávio Dino, representadas principalmente por PCdoB, PDT, PPS e PSB, e mais o PT, apoiado pelo PSOL, estão se mobilizando para movimentar o eleitorado maranhense com o objetivo de, pelo menos, repetir o resultado da disputa presidencial no primeiro turno, quando o candidato do PT, Fernando Haddad, quase um desconhecido da grande maioria, venceu no estado com 61.26% dos votos contra 24,28% do  candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Numa surpreendente demonstração de força do ex-presidente Lula da Silva, associada ao poder de fogo do governador Flávio Dino, Fernando Haddad venceu em 214 dos 217 municípios maranhenses, só perdendo em Imperatriz, Açailândia e São Pedro dos Crentes. O governador Flávio Dino escalou os senadores eleitos Weverton Rocha, que comanda o PDT no estado, e Eliziane Gama, a principal voz do PPS no Maranhão, e os deputados federais eleitos Bira do Pindaré, líder estadual do PSB, e Márcio Jerry, que comanda o braço maranhense do PCdoB, para, juntamente com alguns aliados, levar a campanha de Fernando Haddad a todos os recantos do território maranhense. O Palácio dos Leões avalia que, mesmo se tratando de uma nova eleição, o presidenciável do PT poderá repetir a performance alcançada no primeiro turno, agora reforçado pela possibilidade de herdar os votos dados a Ciro Gomes (PDT), já que a previsão é de que os 4,77% dados aos outros candidatos migrarão para o candidato do PSL. O governador sabe que será uma tarefa difícil, uma vez que o resultado do primeiro turno no País poderá causar mudanças no posicionamento do eleitorado estadual, mas acredita que o candidato do PT vencerá no Maranhão com expressiva maioria.

 

Roberto Rocha declarou apoio a Jair Bolsonaro, na contramão do PSDB

Roberto Rocha declara apoio a Jair Bolsonaro, na contramão da posição adotada pelo PSDB

Além da bolsonarista Maura Jorge (PSL), que terminou a corrida para o Governo do Estado com pouco mais de 7% dos votos, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) contará na disputa do segundo turno no Maranhão com o senador Roberto Rocha (PSDB), que teve sua candidatura a governador sufragada por somente raquíticos 2%. Numa atitude surpreendente, e com um discurso em que fala de “novo” e “velho”, “presente” e “futuro” num intrigante jogo de palavras, Roberto Rocha entrou na contramão do seu partido, que decidiu manter-se neutro, e declarou apoio a Jair Bolsonaro, jurando que nada quer em troca. Para começar, a disputa Fernando Haddad e Jair Bolsonaro não é uma guerra entre velho e novo, mas um confronto de visões diferentes sobre o agora e o futuro imediato do Brasil. Depois, nenhum político, principalmente um senador da República de um partido de centro-direita, dá uma declaração de voto a um candidato a presidente “sem querer nada em troca”, apenas movido pelo desejo de se associar à “vontade do povo”. Política é a arte da troca, de conciliar interesses, e por mais que o senador Roberto Rocha negue, sua declaração sugere uma troca. A questão é saber se Jair Bolsonaro, que esnobou na sexta-feira o candidato tucano ao Governo de São Paulo, João Dória, tem interesse no apoio do senador Roberto Rocha.

São Luís, 14 de Outubro de 2018.

Eduardo Braide saiu das urnas com enorme cacife, mas terá de medir com cuidado seu próximo passo para não cair em armadilhas

 

Eduardo Braide tem de pensar bem para usar o cacife que ganhou nas urnas

Vice-campeão de votos para a Câmara Federal e visto pela esmagadora maioria dos observadores como candidato irreversível à Prefeitura de São Luís, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) vem sendo curiosamente cauteloso ao responder à pergunta que lhe tem sido feita desde que foi anunciado o resultado das urnas na noite de Domingo (7): se ele é candidato a prefeito de São Luís em 2020. Mesmo posicionado sobre uma montanha de votos na Capital, o parlamentar é cuidadoso com as palavras, sinalizando com a possibilidade de ser candidato, mas sempre ponderando que um voo dessa envergadura não pode ser um projeto solitário. Nas entrelinhas das suas respostas bem pensadas ele deixa claro que será candidato, mas dá a entender que não quer jogar uma candidatura nas ruas agora, a exatos dois anos das eleições municipais. Pretende, ao que parece, dedicar o ano de 2019 a uma intensa atividade parlamentar na Câmara Federal, para em seguida sair a campo na corrida ao Palácio de La Ravardière.

Consolidando a cada passo uma carreira que tem tudo para dar certo, Eduardo Braide é suficientemente antenado para perceber que não está só nesse jogo. Ele sabe que só dependerá dele mesmo disputar mandatos legislativos e proporcionais. E que o cenário muda inteiramente de figura quando o que está em disputa são mandatos majoritários, como senador, prefeito e governador. Nesses casos, um candidato precisa construir uma base política, formada com o suporte de grupos articulados, que no mínimo o ajudem a capilarizar o seu nome e sua plataforma. Mesmo tendo a seu favor a eficiente via das redes sociais, que têm o poder de montar e desmontar personagens no cenário político, Eduardo Braide sabe que num embate pelo comando de São Luís vai precisar construir alianças e formar uma frente que lhe dê suporte político  para a corrida às urnas.

Não há dúvida de que a eleição de 2016, na qual foi ao segundo turno com o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), ensinou-lhe o caminho das pedras eleitorais da Capital, e que o pleito deste ano ampliou esse conhecimento. Mas isso, mesmo associado ao seu carisma e à facilidade que ele tem de se comunicar como o eleitorado, não será suficiente para assegurar-lhe uma vitória sem riscos.

O primeiro ponto é que a Prefeitura de São Luís é um bastião político de importância estratégica no mapa da aliança comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o que significa dizer que não será entregue de graça a um candidato não alinhado ao Palácio dos Leões. Depois, o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que se reelegeu em 2016 derrotando Eduardo Braide, vai certamente brigar para eleger o seu sucessor, contando para isso com o apoio total do senador eleito Weverton Rocha (PDT) e o aval do governador Flávio Dino. Para tanto, mobilizará todas as forças ao seu alcance para manter a Prefeitura da Capital sob o comando da aliança dinista. E a julgar pelos resultados das urnas de Domingo, terá condições de lançar um candidato – que pode ser Felipe Camarão, atual secretário de Estado da Educação, ou o advogado e deputado estadual eleito Duarte Jr. (PCdoB), um fenômeno nascido nas urnas de São Luís, ambos estrelas em ascensão entre os quadros liderados pelo governador Flávio Dino.

Eduard Braide ganhou musculatura política excepcional com os mais de 180 mil votos que recebeu – a maioria deles em São Luís – para deputado federal. Ao mesmo tempo teve colocado sobre os ombros o enorme desafio de usar esse cacife com inteligência e pés no chão. Se arriscá-lo na corrida ao Palácio de la Ravardière em 2020 e vencer o embate contra as poderosíssimas forças que serão mobilizadas pela aliança dinista, poderá dar o passou ousado de entrar na briga  pelo Palácio dos Leões em 2022, deixando um vice de confiança em São Luís. Mas se não mensurar corretamente o seu poder de fogo e sofrer uma derrota na Capital, dificilmente entrará na briga pelo Palácio dos Leões em 2022, sendo obrigado a buscar a renovação do mandato de deputado federal e esperar, provavelmente com certo desgaste, a disputa de 2024 em São Luís.

São os cenários possíveis para Eduardo Bride, um político vitorioso até aqui com largas perspectivas, mas pontilhados de armadilhas e riscos se os passos não forem cuidadosamente medidos. E nesse contexto, fica no ar a questão principal: com que forças se unirá Eduard Braide para encarar a aliança PCdoB-PDT em São Luís? Terá condições de arrebanhar o que sobrou dos tucanos? Ou juntará o que restou do Grupo Sarney? Vale aguardar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PT não consegue protagonizar a campanha de Fernando Haddad contra Jair Bolsonaro no Maranhão

Zé Carlos e Zé Inácio, as únicas vozes parlamentares do PT no Maranhão

O braço maranhense do PT continua intrigando os observadores da cena política. Todos se perguntam como o partido liderado pelo ex-presidente Lula da Silva, que esteve agregado ao poder no Maranhão como aliado ao então poderoso e influente PMDB, que contribuiu para a distribuição de Bolsa Família a mais de um milhão de maranhenses no Governo Roseana Sarney, não consiga um desempenho pelo menos razoável nas urnas? A reeleição do deputado federal Zé Carlos e do deputado estadual Zé Inácio, que se viraram nos trinta no espinhoso campo das alianças regionais, mostra que o partido de Lula vem emagrecendo a cada ano, num processo acelerado depois que perdeu quadros como Domingos Dutra – hoje no PCdoB – e Bira do Pindaré – agora no PSB, com a evidência de que deram-se bem depois que saíram do partido. A impressão geral é a de que o PT maranhense seguirá irremediavelmente dividido e emagrecendo, tendo de um lado o grupo que detém o controle sob o comando de Augusto Lobato, e formado por saudosos da aliança com o MDB, e o que participa do Governo Flávio Dino representado por Francisco Gonçalves, secretário de Direitos Humanos e Participação Popular. Nem agora, com a batalha de vida ou morte entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) pela presidência da República, PT maranhense é o protagonista das ações de campanha pró-Haddad, tarefa assumida integralmente pelo governador Flávio Dino e seus aliados mais próximos, como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, e do deputado federal eleito Márcio Jerry, ambos do PCdoB.

 

Com as empresas nos eixos, Edivaldo Jr. amplia para 30% o percentual de ônibus refrigerados na frota de São Luís

Edivaldo Jr. entre a primeira-dama Camila Holanda, o vice prefeito  Júlio Pinheiro, o vereador Raimundo Penha, o secretário Ivaldo Rodrigues, o presidente eleito da Câmara Osmar Filho e o adjunto, Israel Pethros de Transportes na entrega dos ônibus de ar condicionado, que representam hoje 30%  da frota renovada na Capital

Durante a campanha para o primeiro mandato de prefeito, em 2012, o então deputado federal Edivaldo Holanda Jr., candidato do PTC, anunciou uma meta arrojada, mas que soou fantasiosa e foi criticada em tom de deboche por adversários: dotar São Luís de uma frota de coletivos renovada e com parte dos ônibus com ar condicionado. Eleito, o jovem prefeito encontrou o sistema de transporte de massa da Capital mergulhado no caos, apesar dos esforços feitos pelo seu antecessor, João Castelo (PSDB). A maior parte da frota era formada por ônibus velhos, sem condições de prestar um serviço digno à população. Edivaldo Holanda Jr, deu início então a um processo histórico e decisivo de mudanças no sistema, que começou por enquadrar o esquemão formado pelas empresas, que davam as cartas de acordo com as suas conveniências, tirando da gaveta o processo de licitação para a renovação da concessão de linhas. Enfrentando todo tipo de boicote por parte de empresas viciadas, a licitação foi realizada, permitindo a implantação de uma nova realidade nos transportes coletivos de São Luís. A partir daí, investiu na renovação de pelo menos parte da frota e colocou em prática sua meta de dotar pelo menos metade com veículos refrigerados. Foram pelo menos dois anos de jogo duro, que finalmente começou a dar frutos. Já no final de 2015, a frota já dava sinais de renovação. Os ônibus com ar condicionado, dotados também de estrutura de acessibilidade e equipamentos de segurança, aumentaram expressivamente, representam hoje cerca de 30% da frota de cerca de 1,2 mil veículos. Na quinta-feira, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. entregou mais 17 unidades de um lote de 40 veículos refrigerados a ser entregue até o final do ano, num total superior a 400 veículos entre os mais de 700 substituídos até aqui. Com a inclusão dos novos ônibus, a renovação dos veículos do sistema público de transporte da capital alcança 75% da frota operante, com veículos com média de 4,5 anos de idade. Entusiasmado, o prefeito comemorou no ato de entrega:

Hoje podemos dizer, seguramente, que São Luís tem um sistema de transporte público muito melhor, atendendo ao usuário com mais qualidade, respeito à população que faz uso do serviço. Modernizamos todo o sistema a partir da realização da licitação pública, um dos grandes atos de nossa gestão para corrigir décadas de atraso no sistema e que nos permitiu reestruturar o setor não apenas renovando a frota, mas executando diversas outras medidas para modernização do sistema de transporte como um todo, utilizando novas ferramentas de gestão e controle operacional, sempre visando ao bem-estar da população que passou a contar com um transporte renovado, muito mais ágil e moderno”.

São Luís, 12 de Outubro de 2018.