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Abalada pela derrota nas urnas, cúpula do MDB se reúne hoje para definir rumo e evitar crise

 

Roseana Sarney e Roberto Costa têm posições diferentes sobre a sucessão de João Alberto no MDB maranhense

Um mês e meio depois de ter sido triturado nas urnas, sofrendo uma das mais duras derrotas de toda a sua história eleitoral, o braço maranhense do MDB se mexe para sacudir a poeira e tentar dar a volta por cima. Com o objetivo de analisar o cenário político maranhense para se posicionar dentro dele e resolver algumas pendências internas, sendo a mais importante e decisiva delas a sucessão do senador João Alberto na presidência da agremiação, a cúpula do MDB maranhense se reúne hoje em São Luís. O item mais complicado e tenso da pauta será a sucessão na direção do partido, que  está sendo debatida por duas correntes nas entranhas emedebistas, uma liderada pela ex-governadora Roseana Sarney, que já sinalizou interesse em assumir a presidência do partido, e outra pelo deputado estadual Roberto Costa, que defende que o comando partidário seja entregue a um quadro da nova geração, como o deputado federal reeleito João Marcelo, o deputado federal Victor Mendes, e o secretário nacional da Juventude, Assis Filho.

Os líderes mais experientes do partido, como o próprio senador João Alberto, querem evitar um embate que possa resultar num “racha”, mas pelo que está sendo desenhado, nenhuma das correntes está disposta a abrir mão de comandar o MDB. No caso de impasse, a solução poderá surgir com um acordo que leve, por exemplo, o deputado federal reeleito Hildo Rocha ou o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, ao comando do partido.

O ponto de tensão dentro do MDB maranhense é, sem dúvida, o interesse  da ex-governadora Roseana Sarney no comando do partido, manifestado recentemente. Líder absoluta do grupo, com relações sólidas na cúpula nacional, e com um histórico de quem nunca foi contrariada na seara emedebista, Roseana Sarney abriu caminho para a ala jovem do partido se movimentar quando dissera várias vezes que estava se aposentando da política. Agora, quando as lideranças da nova geração se posicionavam para pleitear o comando com o objetivo de dar uma guinada radical na agremiação, a ex-governadora sai de novo da “aposentadoria” com o propósito de chefiá-la oficialmente, gerando um forte mal-estar e dando margem a um estremecimento que pode causar perdas ao partido.

De todos os partidos funcionando no Maranhão, o MDB é um dos mais bem organizados, com sede, estrutura e atividades permanentes de atendimento e de suporte aos filiados, além de ter as contas em dia e aplicação correta dos recursos que recebe do Fundo Partidário. Isso graças à ação eficiente e transparente do senador João Alberto, que como um executivo obcecado por lisura, comanda o partido desde o início dos anos 90, quando o então presidente e fundador, deputado federal Cid Carvalho, foi tragado pela CPI dos Anões do Orçamento, que sacudiu o Brasil naquele período. De lá para cá, como lastro principal do Grupo Sarney, o então PMDB deu as cartas no Maranhão com os Governos de Roseana Sarney e de Edison Lobão.

O partido sofreu fortes reveses em 2006, quando Roseana Sarney foi derrotada por Jackson Lago (PDT), em 2014, quando o candidato Lobão Filho foi derrotado por Flávio Dino (PCdoB), e afundou de vez com a fragorosa derrota de Roseana Sarney para Flávio Dino no pleito deste ano. E a reunião de hoje tem o objetivo de dizer ao mundo que, apesar dos tombos recentes, que lhe impuseram um perigoso emagrecimento, o MDB maranhense quer mostrar que está vivo. Nesse contexto, Roseana Sarney quer assumir a presidência da legenda para dar uma demonstração que está na cena política, ao mesmo tempo em que algumas vozes avaliam que o partido dará uma demonstração de que está de pé se as lideranças mais jovens assumirem o comando e lhe derem novo norte.

É provável que, para evitar uma crise que exponha uma divisão que fragilize ainda mais o partido, os líderes mais antenados com a realidade construam um entendimento que contemple todas as correntes. Mas se essa providência não for tomada, o MDB, velho de guerra, pode rachar de vez.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Gil Cutrim descarta disputar a Prefeitura de São José em 2020 e mantém oposição cerrada a Luís Fernando

Gil Cutrim descarta disputar a Prefeitura de São José de Ribamar, mas fará oposição a Luis Fernando Silva

O deputado federal eleito Gil Cutrim (PDT) disparou ontem uma ducha de água fria nas especulações segundo as quais ele estaria se preparando para disputar a Prefeitura de São José de Ribamar em 2020. Entrevistado pelo radialista Geraldo Castro, no seu programa vespertino na Rádio Mirante AM, Gil Cutrim foi enfático ao descartar a candidatura, justificando sua posição com o argumento de que está entusiasmado com a eleição para a Câmara Federal, onde pretende “realizar um bom trabalho”. Deixou claro, no entanto, que participará ativamente do processo sucessório em São José de Ribamar, mas realizando um trabalho político em apoio a uma candidatura do seu partido. Durante a entrevista, Gil Cutrim foi provocado várias vezes sobre a acusação, feita pelo seu sucessor, Luis Fernando Silva, que afirma ter recebido a Prefeitura com graves problemas administrativos e financeiros. Na versão do ex-prefeito e futuro deputado federal, tudo não passou de perseguição, que ele não conseguiu entender. “Entreguei tudo direito, inclusive com um bom dinheiro em caixa”, garantiu Gil Cutrim, acrescentando que na Câmara Federal vai continuar trabalhando por São José de Ribamar. E pelo tom das suas declarações, vai permanecer em guerra aberta contra Luis Fernando Silva, de quem falou muito e mal, mas cujo nome não pronunciou durante a entrevista.

 

Câmara ribamarense impõe dura derrota a Luis Fernando ao negar autorização para contratação de empréstimo

Luis Fernando sofre derrota na Câmara de São José provocada por vereador do PDT

Coincidência ou não, as declarações do ex-prefeito e deputado federal eleito Gil Cutrim à Rádio Mirante AM ocorreram no mesmo dia em que o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva, sofreu uma dura e surpreendente derrota na Câmara Municipal. O projeto no qual pediu aos vereadores autorização para contratar empréstimo no valor de R$ 60 milhões com a Caixa Econômica Federal, para serem investidos em obras de asfaltamento, foi reprovado por nove votos contra sete. A derrota sofrida por Luis Fernando Silva surpreendeu, por ser um indicador de que o prefeito de São José de Ribamar já não tem a força política do candidato que se elegeu quase que por unanimidade, cacife suficiente para manter a Câmara Municipal como aliada.  A maioria acompanhou o relatório do vereador Nonato Lima, 1º vice-presidente da Câmara, e não por acaso filiado ao PDT, partido do ex-prefeito Gil Cutrim. Ele emitiu parecer contrário ao pedido de autorização para a contratação do empréstimo, argumentando que não é prudente o município se endividar num momento de crise. Tecnicamente o argumento não  sustenta a rejeição da contratação de investimento em infraestrutura urbana, principalmente pavimentação asfáltica num município como São José de Ribamar, que precisa de todo e qualquer benefício que possa ampliar sua urbanização. A não aprovação do projeto foi mesmo uma ação política, que deixa o prefeito Luis Fernando Silva numa situação delicada.

São Luís, 22 de Novembro de 2018.

Governadores do Nordeste propõem a Bolsonaro uma agenda positiva com medidas para reativar o crescimento econômico

 

Flávio Dino e demais governadores nordestinos  reunidos em Brasília e a carta que enviaram a Jair Bolsonaro

Poucos gestos políticos no cenário pós-eleitoral do Brasil foram tão importantes como a reunião do Fórum de Governadores do Nordeste, realizada ontem em Brasília, e a carta que o grupo endereçou ao presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL). No documento, os governadores, que estão no campo oposicionista ao futuro Governo Federal, tomaram a iniciativa de abrir um canal de diálogo com o poder a ser instalado em Brasília a partir de Janeiro do ano que vem. Há, no grupo, a compreensão clara de que, independentemente da distância política e ideológica que os separa do futuro presidente, as regras de um Estado  democrático impõem uma convivência institucional produtiva entre Municípios, Estados e União, apesar das diferenças políticas dos seus dirigentes. Essa convivência se justifica porque entre os poderes está a sociedade, que banca o Estado e precisa dos seus serviços, principalmente a fatia mais pobre.

Os governadores – entre eles o maranhense Flávio Dino (PCdoB), que é um dos articuladores do Fórum -, demonstraram claramente que, mesmo existindo um enorme fosso político e ideológico entre eles e o futuro presidente, isso não impedirá a abertura de diálogo entre o Palácio dos Leões e o Palácio do Planalto. Isso fica mais evidente na conclusão da carta, onde eles dizem: “Ratificamos os nossos cumprimentos pela vitória eleitoral de Vossa Excelência, registrando que estamos totalmente comprometidos com a luta por bons destinos  para nossa Pátria, e à disposição para o diálogo e o entendimento nacional”. Falam em nome de dezenas de milhões de brasileiros cujo futuro depende de aççoes de Brasília.

Na carta ao presidente eleito, os governadores evitam floreios e vão direto ao que interessa, propondo a definição de uma agenda positiva para o País, que inclua o Nordeste, com medidas que de fato garantam a retomada do crescimento econômico. Ao mesmo tempo em que, por meio do diálogo, sejam definidas e adotadas providências que devolvam o equilíbrio financeiro aos Estados, a exemplo do Maranhão, que contabiliza e amarga perda R$ 1,6 bilhão em receita do FPE. O passo inicial e inadiável deve ser a retomada das obras federais paradas, o que significará a circulação de capital, a geração de emprego e o incremento da receita tributária.

– O centro da agenda não pode ser a paralisia da economia. Tem de ser o crescimento da economia e a geração de oportunidades,  e para isso, obras federais são fundamentais para que o Brasil volte a crescer – assinalou o governador Flávio Dino, ratificando declarações feitas mesmo antes do desfecho da eleição presidencial, como recado aos dois candidatos que foram para o segundo turno, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL). Ontem, Flávio Dino reafirmou o seu entendimento: “Tivemos uma perda acentuada de receitas nos últimos anos por parte do Governo Federal, no que se refere a arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Isso impactou muito fortemente os fundos de participação. Precisamos encontrar uma agenda que reponha esses recursos, que são fundamentais para a manutenção de serviços públicos”.

Os governadores do Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe sabem que não terão dias fáceis pela frente. Isso porque não há dúvida de que o futuro presidente parece determinado a fragilizar adversários políticos do seu Governo e não esconde que os líderes nordestinos serão seus alvos preferenciais. Ao mesmo tempo, sabe que uma política agressiva contra os governos nordestinos poderá funcionar como tiro no pé. Se tiver mesmo alguma inteligência política, já deve saber que o blábláblá vazio nas redes sociais começa a perder substância, porque logo, logo o cidadão cobrará resultados, e esses dificilmente surgirão se o Governo da União não realizar ações articuladas com os Governos estaduais.

A carta a Jair Bolsonaro praticamente roteiriza a agenda positiva proposta pelos governadores Flávio Dino (MA), Paulo Câmara (PE), Luciano Barbosa (AL, em exercício), Belivaldo Chamas (SE), Wellington Dias (PI), Rui Costa (BA) e os governadores eleitos  João Azevedo (PB) e Fátima Bezerra (RN).  E se o presidente eleito quiser mesmo pacificar e desenvolver o País, terá de fazê-lo dentro de um ambiente político saudável, no qual os contrários se confrontem, mas com foco no bem-estar do cidadão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Presidente da Famem comemora os resultados da XXI Marcha dos Municípios à Brasília

Cleomar Tema cumprimenta o presidente Michel Temer no encontro das lideranças municipalistas em Brasília

Foi produtiva a XXI Marcha à Brasília em defesa dos Municípios, tendo como resultados o anúncio, pelo presidente Michel Temer, do edital para a contratação dos médicos que substituirão os médicos cubanos no Mais Médicos, e a edição de decreto regulamentando o comitê de revisão da dívida previdenciária municipal para o tão esperado Encontro  de Contas dos Municípios e da União. Além disso, os líderes municipalistas conseguiram a aprovação, por Comissão Especial da Câmara Federal, da PEC 391/2017, que eleva em 1% a receita do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha, que teve participação intensa nas articulações com o Governo Federal e com o Congresso Nacional, considerou bem sucedida a edição deste ano da Marcha.

Um dos momentos decisivos da Marcha dos Municípios, segundo o presidente da Famem, foi o encontro, na segunda-feira (19), com o presidente Michel Temer, que foi homenageado pela  Confederação  Nacional dos Municípios (CNM), na forma de uma placa que lhe foi entregue pelo presidente da entidade. Para a cúpula da CNM, o presidente Michel Temer foi correto e atendeu a alguns pleitos importantes feitos pelos municípios. O próprio presidente da Famem destacou o bom relacionamento com o movimento municipalista.

Quanto aos ganhos reais do movimento, Cleomar Tema explicou que a norma que vai regulamentar o art. 11 da Lei 13.485/2017, referente ao Encontro de Contas, um dos pleitos da XXI Marcha, representa um ganho importante para os municípios. “O Encontro de Contas representa uma luta de mais de 15 anos do movimento municipalista e vai permitir aos Municípios conhecerem os reais débitos e créditos junto à União” assinalou.

Na sua fala aos prefeitos, o presidente Michel Temer declarou: “Vocês falaram que sempre vinham de pires na mão, no meu Governo vieram com prato fundo e conseguimos preenchê-lo, especialmente com essas três colheradas que demos hoje. Se o Município for forte, a União será forte. Começamos a fazer descentralização, com a ideia de atender as postulações municipalistas, e o exercício democrático depende dessa descentralização. O autoritarismo concentra, e a democracia descentraliza”. O presidente da República pediu uma salva de palmas “àqueles que têm contato direto com o eleitorado, que, no dia a dia, são parados pelo eleitor no bar, na sua casa, onde esteja; àqueles que são os pilares da democracia, os prefeitos, vice-prefeitos e os vereadores”.

Ontem, o presidente da Famem foi à Câmara Federal para manifestar agradecimento aos deputados federais Rubens Jr. (PCdoB), João Marcelo (MDB) e Sarney Filho (PV), que integraram a Comissão Especial que aprovou a PEC 391/2017, que eleva em 1% a receita do FPM. Para ele, é necessário um esforço concentrado em torno da matéria, porque a instituição desse 1% na cota do FPM é uma luz no fim do túnel para os prefeitos brasileiros. “Aproveito para agradecer aos deputados Rubens Júnior, João Marcelo e Sarney Filho pelo empenho, e peço para que incentivem seus colegas para que a análise da proposta tenha celeridade”, declarou Cleomar Tema.

 

Por iniciativa do presidente Othelino Neto, Assembleia Legislativa homenageia a Receita Federal

Roosevelt Sabóia recebe do presidente Othelino Neto a placa alusiva aos 50 anos da Receita Federal na homenagem prestada ontem pelo Legislativo à instituição

A Assembleia Legislativa homenageou ontem a Receita Federal do Brasil pelos seus 50 anos de existência, tempo em que se consolidou como uma das instituições mais importantes no processo de desenvolvimento do País. “Não há como negar o quanto é vital a atuação da Receita Federal para a promoção da justiça social, administrando a arrecadação de tributos que garantem o financiamento das políticas públicas visando à melhoria de vida da população”, declarou o presidente Othelino Neto (PCdoB), que é economista de formação.

O presidente da Assembleia Legislativa entregou uma placa alusiva aos 50 anos da Receita Federal ao atual delegado regional da instituição em São Luís, Roosevelt Aranha Saboia. Assinalou que no transcurso deste meio século, a Receita Federal vem se consolidando como instituição moderna e inovadora. “Na década de 1990, foi adotada uma nova filosofia: o Centro de Atendimento ao Contribuinte. Posteriormente, o cidadão passou a resolver seus problemas com o fisco em um único local. A nova Receita cuida dos principais tributos federais, da aduana, das contribuições previdenciárias, sem esquecer do combate à sonegação fiscal”, complementou o presidente da Assembleia Legislativa.

O delegado da Receita Federal em São Luís, Roosevelt Aranha Saboia, e o ex-delegado Manoel Rubim da Silva ocuparam a tribuna e exaltaram o papel histórico da instituição para o País, salientando também a importância do trabalho desempenhado pelos auditores fiscais, analistas tributários e demais servidores do órgão pelo alto grau de eficiência e comprometimento demonstrados ao longo desses anos. Roosevelt Aranha Saboia afirmou: “Ao longo dessas cinco décadas de dedicação e trabalho, a instituição consolidou-se como grande patrimônio do povo brasileiro”.

São Luís, 21 de Novembro de 2018.

 

Conversas intensas já apontam nomes que podem entrar na corrida ao palácio dos Leões em 2022

 

Weverton Rocha, Rubens Jr., Márcio Jerry, Edivaldo Jr., Bira do Pindaré, Othelino Neto, Felipe Camarão, Carlos Brandão, Josimar Maranhãozinho, Juscelino Filho, N=André Fufuca, Eduardo Braide,Roseana Sarney, Maura Jorge e Hilton Gonçalo são nomes prováveis para disputar o Governo do Estado  nas eleições de 2022

É verdade nua e crua que muitas doses de incerteza estão por ganhar definição no campo político nacional nos próximos quatro anos, a começar pela enorme e incômoda incógnita que já se instala em Brasília para dar as cartas no Brasil a partir de janeiro do ano que vem. E é igualmente verdadeiro que dentro desse contexto as principais figuras políticas do País já se mexem de olho na sucessão presidencial de 2022, em movimentos que se repetem nos estados, onde forças já tentam definir rumos com foco naquelas eleições. No Maranhão, a sucessão estadual já é assunto obrigatório em todas as rodas de conversa política, a partir de um dado decisivo: o governador Flávio Dino (PCdoB), hoje a liderança central da política maranhense, não será candidato ao Governo do Estado, podendo disputar a vaga de senador a ser aberta ou alçar voo mais alto, no plano nacional. E é nesse contexto que já se  movimentam quadros que formam um grupo do qual certamente sairão o candidato governista e os candidatos oposicionistas ao Palácio dos Leões.

Um dos principais nomes da lista de prováveis candidatos a governador, o deputado federal e senador eleito Weverton Rocha (PDT), disse ao experiente jornalista Raimundo Borges, em entrevista publicada em O Imparcial (18/11): “Tenho sempre dito que não faço nenhum projeto pessoal, individual. O projeto majoritário é do grupo. Estou preparado para todos os projetos que o grupo definir. Hoje o grupo tem um comandante, que é Flávio Dino. Vamos aguardar. É cedo para discutir isso”. Ou seja, Weverton Rocha é pré-candidato, avisa que está “pronto” e, surfando num mandato senatorial de oito anos, aguarda o momento certo para colocar as cartas na mesa.

Weverton Rocha não está sozinho na banda dinista do tabuleiro sucessório, e que não será ungido pura e simplesmente. Nesse campo está, por exemplo, o deputado federal reeleito Rubens Pereira Jr. (PCdoB), um dos mais fiéis, ativos e destacados membros do “núcleo de ferro” do governador. Fala-se muito do deputado federal eleito Márcio Jerry (PCdoB), reconhecido como o principal estrategista e operador político do grupo dinista e que saiu dos bastidores para virar protagonista ao receber 134 mil votos para a Câmara Federal; e ainda do deputado estadual e federal eleito Bira do Pindaré (PSB), militante de primeira hora. Nesse grupo pontifica com destaque o prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PDT), gestor experiente e político respeitado e que tem um longo curso pela frente; assim como o presidente reeleito da Assembleia Legislativa, deputado reeleito Othelino Neto (PCdoB), que ganhou musculatura nas urnas, e da deputada federal e senadora eleita Eliziane Gama (PPS). E, por fim, o vice-governador Carlos Brandão (PRB), que sucederá o governador Flávio Dino. Há também os “sem mandato”, mas com prestígio suficiente para serem considerados no grupo dinista, caso de Felipe Camarão (DEM), secretário de Educação, por exemplo.

Na seara de aliados do governador Flávio Dino alguns nomes se movimentam de olho no Palácio dos Leões. O mais ousado e estruturado é o deputado estadual e federal eleito Josimar Maranhãozinho (PR), campeão de votos para a Assembleia Legislativa em 2014 e para a Câmara Federal em 2018, e que não esconde o objetivo de se candidatar a governador. Há projetos remotos em andamento, alinhavados cuidadosamente, como os dos deputados federais reeleitos Juscelino Resende (DEM) e André Fufuca (PP), dois casos bem sucedidos da nova geração.

No campo oposicionista ainda se fala na ex-governadora Roseana Sarney (MDB), mas poucos acreditam que ela se desaposente mais uma vez para encarar as urnas. Inclui também a ex-deputada Maura Jorge (PSL), se ela conseguir entrar na onda bolsonarista, como pretende.  Dizem nos bastidores que o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, estaria inclinado a disputar o Governo em 2022. Nesse campo, o projeto de poder mais consistente e bem concebido até agora é o do deputado estadual e federal eleito Eduardo Braide (PMN), que no momento mira a Prefeitura de São Luís, mas não esconde que seu objetivo maior é se tornar inquilino do Palácio dos Leões, se possível em 2022, num movimento arrojado, e provavelmente como braço do bolsonarismo.

O dado importante desse rascunho primário de uma lista de possíveis candidatos a governador é que ele não é formal nem é fruto de posicionamentos declarados. Os nomes, no entanto, são os que no momento fazem diferença no cenário estadual e por isso encontram-se, cada um a seu modo, credenciados para entrar na briga.

 

PONTO & CONTRAPONTO

José Sarney deu aval ao convite de Ibaneis Rocha a Sarney Filho para ser secretário no DF

Saney Filho teve o aval de José Sarney

A escolha do deputado federal Sarney Filho (PV) para a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal teve o suporte do ex-presidente José Sarney (MDB). A ação do paizão foi registrada pela coluna política do jornal O Estado de S. Paulo, em nota sob o título “Bênção”, e cujo teor é o seguinte: “Antes de convidar Sarney Filho para secretário de Meio Ambiente do DF, o governador eleito, Ibaneis Rocha, ouviu o ex-presidente José Sarney”. Explicação: Ibaneis Rocha é do MDB, cria do grupo do ex-governdor emedebista Joaquim Roriz, este por sua vez foi cria de José Sarney, a quem era muito ligado. Sarney Filho jamais seria convidado para o cargo como indicação do PV, que fez parte da coligação do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), fazendo oposição pesada à candidatura de Ibaneis Rocha. Tanto que o anúncio da escolha desencadeou uma reação de revolta dentro do PV candango, que em nota criticou duramente Sarney Filho por ter aceitado o convite e pediu à Executiva nacional da agremiação verde, à qual o ex-ministro pertence, que “tome providências enérgicas” contra ele. Como nada tem a perder a essas alturas do campeonato, Sarney Filho não está nem aí para a reação do PV, postura que demonstrou durante a campanha eleitoral, na qual ignorou solenemente a candidatura presidencial de Marina Silva (Rede), que teve o PV como principal aliado, representado na chapa com o candidato a vice, ex-deputado federal paulista Eduardo Jorge, que foi candidato a presidente da República em 2014. Não será surpresa se Sarney Filho desembarcar do PV, ingressar no MDB e vier a disputar uma vaga na Câmara Federal por Brasília, onde o ex-presidente ainda tem forte influência sobre os candangos emedebistas.

 

Assediado pelo PSL, Eduardo Braide examina o cenário para decidir seu futuro partidário

Eduardo Braide entre o PSL e um partido de centro onde possa se destacar na ação parlamentar

Não é fácil a situação do deputado estadual e federal eleito Eduardo Braide, por mais confortável esteja sobre o colchão de quase 190 mil votos que recebeu nas urnas em Outubro. O parlamentar terá de resolver a sua situação partidária, já que o PMN não tem qualquer futuro como agremiação partidária. Braide terá de migrar para uma legenda mais sólida, que lhe dê suporte para concretizar os projetos que já desenhou, sendo o primeiro deles disputar a Prefeitura de São Luís em 2020 e, na sequência, e se for mesmo o caso, o Governo do Estado em 2022. O parlamentar, que representa uma fatia esclarecida e democrática da direita, está sendo assediado pelo PSL, partido que saiu do quase anonimato para se transformar numa força difusa e furta-cor na onda liderada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. Político jovem, mas que tem os pés no chão, Eduardo Braide está examinando cuidadosamente o convite, feito também ao deputado federal eleito Pastor Gildenemyr (PMN). Braide sabe que corre o risco de ser tragado e desaparecer na Câmara Federal como um governista a mais. Há outras opções, como se filiar ao MDB ou PSDB, partidos de centro que estão precisando de lideranças novas e que lhe darão espaço para uma atuação parlamentar independente e consistente. Tem muito tempo para refletir e encontrar o melhor caminho.

São Luís, 20 de Janeiro de 2018.

 

Movimentos de PCdoB, MDB e PSL nortearão o cenário político e partidário do Maranhão para 2020

 

Márcio Jerry, Roberto Costa e Eduardo Braide: movimentos partidários visando as eleições municipais de 2020

Três movimentos político-partidários estão em curso no Maranhão e, se concretizados, definirão o quadro de forças políticas que se baterão pelo poder já nas eleições municipais de 2020. O primeiro é uma provável fusão do PCdoB com o PPL, que poderá garantir a existência do primeiro, ameaçada pela cláusula de barreira aplicada aos resultados das eleições de Outubro. O segundo é guerra que se desenha dentro do MDB pelo comando do partido, com um grupo reivindicando que a direção da legenda no Maranhão seja entregue à nova geração. E o terceiro é a possibilidade de o deputado estadual e federal eleito Eduardo Braide, que controla o PMN, se filiar ao PSL e assumir o comando do braço partidário do Governo Jair Bolsonaro no estado. Claro que existem outros campos partidários – como o PSDB, por exemplo –  que,  destroçados nas urnas, começam a juntar o que sobrou para organizar a sobrevivência, mas os movimentos  envolvendo o PCdoB, o MDB e PSL poderão nortear o cenário político do Maranhão nos próximos tempos.

O PCdoB, mesmo com o desempenho excepcional no Maranhão, com a reeleição do governador Flávio Dino, dois deputados federais (Márcio Jerry e Rubens Pereira Jr.), uma expressiva bancada com seis deputados estaduais, que se somaram a 46 prefeitos e centenas de vereadores, não atendeu às exigências da legislação eleitoral no plano nacional e entrou na rota dos partidos ameaçados de extinção. No momento, o presidente da agremiação, Márcio Jerry, comanda uma série de conversas como o principal estrategista e articulador do partido e do Governo Flávio Dino, dentro das regras, para fortalecer o partido, sendo a fusão com o PPL, também ameaçado, o caminho mais adequado. A regularização da existência do PCdoB o manterá como a maior força partidária em ação no Maranhão, com larga possibilidade de sair das urnas de 2020 tão ou mais forte do que entrou. O PCdoB trabalha com foco em objetivos como ganhar as prefeituras de São Luís e Imperatriz.

No campo contrário, o MDB, que saiu das urnas amargando a mais devastadora derrota sofrida desde que o Grupo Sarney assumiu o seu controle no Maranhão, no início dos anos 90 do século passado, é um partido profundamente dividido. De um lado, uma corrente liderada pelo deputado estadual reeleito Roberto Costa reivindica que o partido seja comandado pela nova geração. Esse movimento se choca frontalmente com a ex-governadora Roseana Sarney, que anunciou interesse em assumir o comando do partido com a saída iminente do senador João Alberto. Ao invés de conter a onda jovem, o aviso de Roseana Sarney só acirrou os ânimos, com vozes da ala jovem também avisando que não aceitarão que ela assuma o comando do partido, havendo emedebistas afirmando que nesse caso deixarão o partido. Esse grupo respeita a velha geração, mas acha que ela já deu o que tinha de dar e que agora é a vez da nova geração traçar os rumos do partido. Os nomes mais cotados para assumir o comando emedebista são Roberto Costa, o deputado federal Victor Mendes, o atual secretário nacional da Juventude, Assis Filho, e o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos, podendo, numa hipótese remota, haver um acordo em torno do deputado federal reeleito Hildo Rocha. O objetivo principal do MDB é manter a prefeitura de Imperatriz.

O terceiro movimento envolve o deputado estadual e federal eleito Eduardo Braide, que saiu das urnas como um fenômeno eleitoral, e o PSL, partido do presidente eleito Jair Bolsonaro, que só conseguiu eleger um deputado estadual no Maranhão, Pará Figueiredo. O PSL vem sondando Eduardo Braide para que ele se filie aos seus quadros e, no caso, assuma o comando da agremiação no Maranhão. A proposta é tentadora, porque no caso, Eduardo Braide se tornaria a voz do Governo Bolsonaro no Maranhão, já que os representantes do partido – o vereador Chico Carvalho, que o preside no estado, e a ex-prefeita Maura Jorge, que levantou a bandeira bolsonaristas no Maranhão nas eleições deste ano, não têm cacife político e eleitoral para falar em nome do partido. Político com faro apurado e que mede e pesa todos os seus movimentos, Eduardo Braide avalia a proposta com cuidado extremo. Sabe que jogará nos extremos: se entrar no PSL e o Governo Bolsonaro der certo no Maranhão e no País, terá poder de fogo para bancar qualquer projeto eleitoral; mas, a coisa se não for bem, ele poderá até mesmo comprometer sua carreira, brilhante até aqui. O foco direto  e imediato de Eduardo Braide é se tornar prefeito de São Luís.

Os desfechos desses três movimentos devem acontecer nos próximos dois meses e, com certeza, nortearão os grupos na direção das urnas municipais de 2020.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Especial

12ª FeliS transforma o Multicenter Sebrae num paraíso da literatura

Estandes repletos com o que há de melhor na literatura do planeta e espaços para as centenas de atividades que acontecerão ao longo do período da feira em São Luís

Pense no espaço de exposição do Multicenter Sebrae e o imagine com 70 estandes montados para expor uma enorme quantidade de um único produto: livro. São milhares e milhares deles, que contam tudo sobre a odisseia humana, incluindo história, ciência, arte e ficção. Entre os estandes recheados de maravilhas da literatura, imagine espaços especiais, como a Casa do Escritor, o Café Literário, o Planetário, o Espaço Mulher, o Espaço Criança Sesc, o Espaço da Juventude, o Espaço Criança Semed, o Carro Biblioteca, o Auditório Punga dos Saberes, o Auditório Graça Aranha e o Auditório Casa do Professor.

Tudo isso junto ganhou o nome de 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), que para ficar mais especial  é motivada pelo tema “A brasilidade na cultura contemporânea” e tem como patrono ninguém menos do que o escritor maranhense Graça Aranha, o célebre autor de Canaã, um dos marcos da literatura brasileira. É a sexta edição realizada no atual governo, tendo como responsável e avalista maior o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) e o empenho dos secretários municipais Nonato Chocolate (Turismo) e Marlon Botão (Cultura). Tudo isso viabilizado com recursos da Prefeitura de São Luís, com o patrocínio da Vale e do Governo do Estado via Gasmar e o apoio do Sebrae-MA e do Sesc-MA, Uema, UFMA, e da Associação dos Livreiros do Maranhão e da Potiguar, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, além de uma parceria com a TV Difusora.

A maravilha literária foi aberta oficialmente sexta-feira (16) e permanecerá até o próximo dia 22, funcionando diariamente das 10 às 22 horas. Nesse período, o templo da cultura das letras em que está transformado o Multicenter Sebrae, além de receber e encantar milhares de maranhenses de todas as idades e vieses culturais e também visitantes que que por lá passarão, será um espaço para muitas atividades. Por ali, desfilarão escritores mostrando suas obras, críticos e especialistas discutindo aspectos variados da literatura brasileira e de todas as línguas, serão realizadas conferências e debates, serão abertas oficinas – principalmente para crianças e estudantes -, momentos de autógrafos, enfim, tudo o que é habitual num evento dessa natureza e dessa magnitude. No total, serão realizadas pelo menos 500 atividades paralelas, incluindo shows e apresentações teatrais.

Chama a atenção o fato de a prefeitura de São Luís e seus parceiros manterem um evento literário do tamanho e da abrangência da 12ª FeliS desafiando todos os efeitos da crise econômica que sufoca o País, numa demonstração do grau de compromisso que o prefeito Edivaldo Holanda Jr. tem com a cultura, segundo destacou o secretário Marlon Botão. “A Feira é uma referência para nós. Metade das 12 edições foi realizada na gestão do prefeito Edivaldo. Isso foi possível graças à construção de parcerias. Consolidamos o evento que é forte na cidade e promove não apenas o livro, mas todas as outras cadeias que a literatura envolve”, disse Marlon Botão, que representou o prefeito Edivaldo Holanda Jr. no ato de abertura.

E para circular nesse paraíso cultural montado em São Luís não precisa pagar nada. Basta chegar até lá, entrar e usufruir de tudo de bom que um evento dessa natureza costuma proporcionar.

 

Grupo Sarney permanece no palanque, dispara forte contra Flávio Dino e erra todas

Flávio Dino é bombardeado pelos canhões midiáticos do Grupo Sarney, mas com munição falha

Na semana que passou, o Grupo Sarney mostrou que, mesmo triturado nas urnas, permanece no palanque como Oposição e fazendo de tudo para tirar o sono do governador Flávio Dino (PCdoB). Usou seus canhões midiáticos para informar que o Maranhão teria sido rebaixado da posição em que se encontra entre os estados em melhor situação fiscal – equilíbrio entre receita e despesa; afirmou que o Maranhão é o estado que menos investe em saúde; alardeou que o Governo do Estado não terá dinheiro para pagar os aposentados e pensionistas em 2019; e chutou que o Governo do Estado não pagará o 13º salário dos servidores. Por incrível que possa parecer, nenhuma das “informações” – todas divulgadas com destaque -, se sustentou, caindo uma a uma por terra e colocando os veículos, numa situação de desconforto. Isso porque ficou claro que o Maranhão continua apontado pelo tesouro nacional como um dos estados mais bem organizados e cuidados financeiramente; que o Maranhão está na lista dos estados que mais investiram em Saúde nos últimos tempos; o 13º dos servidores está garantido, tendo a primeira parcela (50%) sido antecipada no contracheque de Julho; e sem nenhuma afetação, o governador Flávio Dino assegurou que o pagamento de aposentadorias e pensões em 2019 está garantido, sem qualquer possibilidade de atraso.

São Luís, 18 de Novembro de 2018.

Presidente da Famem prevê “consequências graves” com a saída dos cubanos do Mais Médicos e duvida que haja médicos suficientes para cobrir a falta  

 

Cleomar Tema demonstra preocupação com a saída dos médicos cubanos do Ma

Com a partida dos 483 médicos cubanos e sem a reposição imediata do reforço nos 195 municípios alcançados pelo programa Mais Médicos no Maranhão, 2,5 milhões de maranhenses ficarão sem atendimento, os gastos com médicos dobrarão e a atenção básica ficará gravemente prejudicada nos municípios, podendo o sistema, que já é precário, entrar em colapso. Quem faz essa avaliação e mostra esse quadro dramático é o prefeito de Tuntum e presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem), Cleomar Tema (PSB), com o conhecimento de médico, o que lhe dá autoridade plena para avaliar o problema criado pela inconsequência ideológica do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). Perplexo com o imbróglio causado pelas declarações do presidente eleito, que levaram o Governo de Cuba a romper o contrato e chamar de volta os profissionais cubanos, o presidente da Famem previu que a substituição dos médicos cubanos não será tarefa fácil para o Governo Federal, visto que o Maranhão precisa mesmo desses médicos.

Cleomar Tema chamou a atenção para o fato de que os médicos cubanos que atuam no Maranhão pelo Mais Médicos são preparados para fazer a saúde pública, dão carga horária completa de 40 horas semanais, atuam como se fossem médicos de família, moram nas comunidades e prestam atendimento nos povoados mais distantes, trabalhando com surpreendente eficiência e sem causar qualquer problema de natureza operacional. Tanto que muitas Prefeituras fazem questão de complementar a remuneração deles pagando-lhes gratificações. Por outro lado, a esmagadora maioria dos médicos brasileiros do programa, que recebem R$ 11 mil por mês, se nega a prestar atendimento nas comunidades afastadas, resumindo seu trabalho a atender a consultas nos postos de saúde, de preferência na sede. Nenhum médico brasileiro cumpre integralmente a carga horária, e na sexta-feira deixam os municípios para só retornarem na segunda-feira.

O déficit de médicos relatado por Cleomar Tema é confirmado pela pesquisa “Demografia Médica 2018”, do Conselho Federal de Medicina (CFM). Os números da pesquisa informam que para o atendimento de uma população de sete milhões de habitantes, o Maranhão tem apenas 6.096 médicos, o que dá uma proporção de 0,87 profissionais por mil habitantes, sendo esta a menor proporção do país entre os estados. A média recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de um médico para cada 1.000 habitantes.

“Caso o Ministério da Saúde não encontre uma estratégia imediata para suprir a imensa lacuna que será deixada com a saída dos 483 médicos cubanos que atuam no Maranhão, junto com os oito mil que deixarão o País, os municípios maranhenses e brasileiros vão enfrentar sérios problemas. As consequências decorrentes dessa lacuna, dentre outros problemas  já são de amplo conhecimento dos gestores maranhenses”, enfatizou o presidente da Famem.

Baseado na sua condição de médico, prefeito e presidente de uma entidade municipalista, que enfrenta os desafios causados pelas deficiências da rede pública de saúde em todo o País, Cleomar Tema duvida da informação dada pelo Ministério da Saúde de que existem no Brasil médicos suficientes para cobrir a falta dos oito mil médicos cubanos no Mais Médicos. Na sua avaliação, em muitas comunidades mais afastadas, onde os profissionais cubanos atuam como médicos de família, as consequências da saída deles serão muito grave, indo da falta de atendimento pura e simples à ausência de médicos nos quais as pessoas já confiavam.

O presidente da Famem desembarcará amanhã em Brasília para uma reunião da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), segunda-feira, com a presença do presidente Michel Temer (MDB), informando que pedirá a inclusão do assunto na pauta municipalista. O encontro contará com a participação de membros da equipe de transição do presidente eleito Jair Bolsonaro, além da presença de milhares de prefeitos de todo o Brasil.

– Sei o que estou dizendo. Essa situação tem de ser resolvida urgentemente, porque senão vamos enfrentar problemas muito sérios, principalmente nos municípios mais pobres – declarou o presidente da Famem, em tom de forte preocupação.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Corrida para a Prefeitura de Imperatriz já tem nomes cogitados

Assis Ramos deve enfrentar Marco Aurélio ou Claytin Noleto, Ribunha Cunha, Sebastião madeira e Ildon Marques na corrida pela prefeitura de Imperatriz

As eleições de Outubro criaram as condições para que a sucessão municipal em Imperatriz em 2020 seja  uma das mais acirradas de todos os tempos na Vila do Frei. Candidatíssimo à reeleição, o prefeito Assis Ramos (MDB) deverá enfrentar um exército de candidatos de peso, quase todos em condições de destroná-lo. Começa com o deputado Marco Aurélio (PCdoB), que saiu das urnas reeleito e bem avaliado em Imperatriz, sendo apontado como nome preferido do Palácio dos Leões para a mais importante Prefeitura tocantina. Outra opção do Palácio dos Leões é Clayton Noleto (PCdoB), atual poderoso e influente secretário de Estado de Infraestrutura, tido por muitos como um dos responsáveis diretos pelos resultados do Governo Flávio Dino. No páreo também deve entrar  o empresário Ribinha Cunha (PSC), que disputou a eleição majoritária como candidato a vice na chapa de Roseana Sarney (MDB), havendo quem diga que, mesmo tendo recebido votação fraca, ele ganhou peso e deve disputar o cargo. Ninguém duvida que o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) tem cacife para entrar na disputa, assim como seu eterno rival, o ex-prefeito e empresário Ildon Marques (PP). Outros nomes poderão se apresentar, mas se a disputa envolver apenas esse grupo, já será uma corrida imprevisível, com lances intensos e animados. Isso quer dizer que o prefeito Assis Ramos não terá vida fácil.

 

Nova ordem será instaurada na Câmara Municipal de São Luís na gestão de Osmar Filho

Osmar Filho deve desmontar a estrutura de poder montada por Astro de Ogum na Câmara

Alguns observadores atentos já identificam uma intensa movimentação nos bastidores da Câmara Municipal de São Luís por conta da troca de comando que será feita na virada do ano, quando será empossada a nova Mesa Diretora da Casa, que terá como presidente o vereador Osmar Filho  (PDT). Parte da movimentação se dá pela turma que integra uma rede de afilhados de Astro de Ogum, que ocupam cargos importantes na estrutura administrativa do Palácio Pedro Neiva de Santana e que será apeada do poder com a chegada do novo presidente. A rede a ser desmontada é fruto do esquema de poder iniciado com o presidente Isaías Pereirinha em 2010 e foi consolidado por Astro de Ogum. A rede tentou manter-se no poder na última eleição da Mesa, mas o projeto naufragou depois que Astro de Ogum tentou, mas não conseguiu, emplacar mais um mandato, salvando os seus reluzentes anéis de brilhante ao eleger-se 1º vice-presidente, mas sem o poder de antes. Ninguém duvida que, com o apoio do Palácio de la Ravardière, a simpatia do Palácio dos Leões e a mão forte do senador eleito Weverton Rocha (PDT) o presidente Osmar Filho  coloque  a estrutura da Câmara Municipal pelo avesso, instaurando uma nova ordem na Casa. É aguardar para conferir.

São Luís, 17 de Novembro de 2018.

Agressão verbal de Bolsonaro a Cuba: 483 médicos cubanos irão embora deixando 2,4 milhões de maranhenses sem cobertura médica

 

Médico cubano hostilizado por estudantes de Medicina ao desembarcar no Brasil para trabalhar no Mais Médicos; as hostilizações aconteceram também em São Luís

A violência desnecessária com que o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) tratou a participação dos mais de 8,7 mil médicos cubanos no programa Mais Médicos, fruto de acordo Brasil-Cuba, por meio do qual o país caribenho fornece mão de obra especializada em Medicina para atender a milhões de brasileiros que até a implantação da medida não tinham qualquer assistência nesse campo, pode resultar numa tragédia humanitária no Brasil, onde ele se elegeu prometendo melhorar. O Maranhão conta hoje com 747 médicos brasileiros e estrangeiros envolvidos no programa, sendo 483 deles cubanos, que prestam serviço em 197 municípios. Os cubanos estão lotados nas comunidades mais remotas. O salário pago a esses profissionais, brasileiros ou estrangeiros, é de R$ 11,5 mil/mês. A agressão “diplomática” do presidente eleito à contratação dos médicos cubanos levou o Governo de Cuba a anunciar a suspensão do contrato e a retirada, em 40 dias, dos médicos cubanos do Brasil, deixando milhões de brasileiros sem assistência, 2,2 milhões no Maranhão.

O presidente eleito Jair Bolsonaro demonstrou ao País o tamanho da sua desinformação sobre o assunto e que seu problema é atacar o regime comunista de Cuba, não importando o que acontecerá às comunidades onde esses profissionais atuam. Isso porque já está mais do que demonstrado que o programa “Mais Médicos” é uma realidade saudável e necessária e que os cubanos são bons no que fazem. Por isso tem duração de três anos, renovável teoricamente até que o Brasil tenha médicos suficientes para dar conta do problema sem precisar da contratação de médicos estrangeiros. Nada contra a visão ideológica do presidente eleito, por mais polêmica e controversa que ela seja, porque pensar assim é, antes de tudo, um direito garantido pela Constituição Cidadã. Mas recorrer a esse argumento para causar a interrupção de um programa que está dando certo em todo o País é, no mínimo, insensato, politicamente incorreto e diplomaticamente desastroso.

O presidente eleito tem alguma razão quando diz que é preciso medir a capacidade dos médicos cubanos com testes de habilitação e a validação dos seus diplomas. Mas o preparo dos médicos cubanos já está mais que comprovado, não havendo registro de qualquer problema nesse particular.  Cuba tem hoje um dos melhores sistemas de saúde pública do planeta, segundo a Organização Mundial de Saúde, sustentado por uma estrutura universitária que forma médicos em escala além da necessidade da população de lá. Essa relação levou o Governo cubano a exportar mão de obra médica para diversos países no mesmo formato firmado com o Brasil. A forma de remunerar os médicos “exportados” é um problema do Governo cubano e seus profissionais, e nada sobre isso diz respeito ao Governo brasileiro. O que o presidente eleito Jair Bolsonaro chama de “trabalho escravo” é avalizado pela Organização Panamericana de Saúde (OPS) e não é contestado pelos médicos cubanos, que são os únicos interessados no assunto.

Nos quase 10 anos de programa, menos de 30 médicos cubanos pediram asilo no Brasil e nos EUA, e os que o fizeram foram incentivados – dizem que até subornados – pelo senador e governador eleito de Goiás Ronaldo Caiado (DEM), expoente da direita radical e fundador da UDR, e no caso a voz mais estridente contra o programa. Incentivado por organizações médicas, que nunca engoliram o programa – caso do Conselho Regional de Medicina do Maranhão, que tem à frente o médico Abdon Murad há mais de três décadas – Ronaldo Caiado, que é médico, na verdade estava se lixando para os médicos cubanos, pois o seu objetivo mesmo era fragilizar o Governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

O Governo do Maranhão ainda não se manifestou oficialmente, mas nos bastidores tem-se como certo que o governador Flávio Dino de posicionará favorável à manutenção do acordo com Cuba. Na avaliação informal de autoridades governistas, a começar pelo secretário de Estado da saúde, Carlos Lula, nesse momento a permanência dos cubanos é uma necessidade imperativa, já que a saída deles deixará as comunidades descobertas.

Em Tempo: A presença de médicos cubanos no Maranhão começou no início da década de 1990 por iniciativa do então prefeito de Caxias, Paulo Marinho (PMDB), que foi a Cuba e conseguiu firmar um intercâmbio. Algumas dezenas de médicos cubanos desembarcaram em Caxias e iniciaram uma revolução nos hábitos, ensinando os caxienses da periferia a lavar as mãos, filtrar a água, limpar a casa e outras medidas básicas da chamada medicina preventiva, que reza: é melhor evitar a doença do que curá-la. A presença dos médicos cubanos em Caxias provocou uma reação violenta do CRM, já na época presidido por Abdon Murad, que na época culminou com o Governo brasileiro suspendendo os contratos e obrigando os médicos cubanos a deixar o País.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Grande estilo: Max Barros encerra a carreira parlamentar com lei que taxa mineradoras

Max Barros defendeu a taxação das mineradoras para fechar sua bem sucedida carreira como deputado estadual

O deputado Max Barros (PMB), que não concorreu à reeleição, está encerrando sua trajetória parlamentar em grande estilo, com a aprovação, nesta semana, pela Assembleia Legislativa, do Projeto de Lei Nº 006/2015, que institui a Taxa de Controle, Monitoramento e Fiscalização das Atividades de Transporte, Manuseio, Armazenamento e Aproveitamento de Recursos Minerários e seu Cadastro. No discurso que fez defendendo a proposta, Max Barros explicou que a Taxa funcionará como um indutor para a política industrial, como também funcionará para corrigir distorções sociais. O parlamentar alega que as mineradoras se preocupam muito pouco como a questão ambiental e devem ser taxadas justamente pelo impacto negativo que causam no transporte de minérios, como é o caso da Vale, que corta mais de mil quilômetros do território maranhenses para transportar minério de ferro da Serra de Carajás para o Porto do Itaqui. Nos cálculos que fez, se a Taxa vingar, o Maranhão será beneficiado com uma receita que pode chegar a mais de R$ 300 milhões por ano. Com a aprovação da Lei, o deputado Max Barros encerra sua vida parlamentar com decência política, consolidando sua imagem de deputado atuante e sintonizado com as necessidades do povo maranhense. Com a sua saída, a Assembleia Legislativa perde um integrante sério e envolvido com as grandes questões que envolvem o Maranhão. Sai, portanto, de cabeça erguida, com o apoio e o reconhecimento de aliados e adversários.

 

Deve esquentar a disputa pelo comando do MDB no Maranhão

Roberto Costa abriu o debate e Hildo Rocha e[reforça afirmando que quer presidir o MDB
Ganha volume e intensidade a movimentação pelo comando do braço maranhense do MDB. Depois da manifestação do deputado Roberto Costa propondo que o senador João Alberto, que comanda o partido desde o início dos anos 90, seja sucedido por uma liderança jovem, os interesses começaram a se mostrar. O deputado federal reeleito Hildo Rocha, que faz parte da turma dos “maduros” e que já havia manifestado interesse em comandar o partido, diz agora que seu projeto está de pé e que vai disputar a presidência emedebista. E faz uma provocação ao avisar que não aceita que o comando da sigla seja entregue a alguém que só queira “alimentar vaidade”. Nos bastidores, todos sabem que a ex-governadora Roseana Sarney quer a presidência do partido, provavelmente para avisar a quem interessar que não pretende aposentar-se do jogo político, mesmo depois de ter sido maltratada pelas urnas em Outubro passado. O deputado Roberto Costa mantém o argumento de que o melhor caminho para o MDB é ser dirigido por um quadro da nova geração, podendo ser ele próprio, ou o deputado federal Victor Mendes, ou deputado federal reeleito João Marcelo, ou ainda o secretário nacional de Juventude Assis Filho, ou até mesmo o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos. Tudo indica que a velha guarda, liderada por Roseana Sarney, vai querer manter o controle, o que, se ocorrer, significará mais um duro golpe no partido que se encontra no estaleiro e precisa de uma recauchutagem.

São Luís, 15 de Novembro de 2018.

Já pensando na sucessão de Bolsonaro, Dória tenta seduzir governadores do Nordeste, mas esbarra em líderes como Flávio Dino

 

João Dória tenta seduzir líderes como Flávio Dino a se aproximar de Jair Bolsonaro para turbinar seu projeto de ser candidato a presidente da República nas eleições de 2022

Politicamente correta e sensata a decisão dos governadores do Nordeste de não atender integralmente ao convite do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), para uma reunião com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), esta semana, em Brasília. Em decisão consensual, os líderes nordestinos, que mantêm um fórum no qual discutem e decidem sobre questões de interesse da região como um todo, resolveram mandar um representante, o governador Wellington Dias (PT). Com a atitude, os governadores nordestinos atendem em parte ao convite do governador eleito de São Paulo, que teve a iniciativa, mas não representa nem os governadores nordestinos nem o presidente eleito Jair Bolsonaro. No documento que será entregue ao presidente por Wellington Dias, os governadores nordestinos pleiteiam uma audiência de todos os chefes de Estado da região com Jair Bolsonaro, para discutir uma pauta exclusiva para o Nordeste. Considerado o principal articulador do Fórum de governadores da região, o governador Flávio Dino (PCdoB) apoia integralmente não ida dos governadores ao encontro, concordando o envio de um representante da região. Para o governador do Maranhão, um encontro dos governadores da região com o presidente eleito terá de ser fruto de um entendimento entre os dois campos, e não resultado de uma intermediação de um governador eleito de outra região.

O movimento do governador eleito de São Paulo é muito claro e faz parte de uma estratégia de médio prazo e por meio da qual ele pretende ser o sucessor do presidente Jair Bolsonaro. Até os garis de São Paulo sabem que o tucano João Dória, mesmo não tendo assumido ainda o Governo de São Paulo já está em campanha quase declarada ao Palácio do Planalto 2022. Ninguém duvida que, com a ousadia política que vem exibindo e uma estratégia de marketing bem concebida, ele é um candidato forte à sucessão do presidente eleito, que já afirmou que, por ser contrário à regra da reeleição, não será tentará um novo mandato. João Dória aposta nessa promessa de Jair Bolsonaro e desde agora já se move para se tornar “o nome” para a sucessão presidencial.

Ocorre que os governadores do Nordeste não estão dispostos a embarcar no esquema do governador de São Paulo, primeiro porque não enxergam nela um político compromissado com a região, e segundo porque, juntos, formam uma força política poderosa, que pode se mobilizar em torno de um candidato de esquerda ou de centro. A escolha poderá recair sobre o governador do Maranhão, Flávio Dino, tido por todos como um nome a ser considerado em qualquer conversa sobre sucessão presidencial no chamado campo progressista. João Dória, é claro, sabe disso, e por isso já se mexa com o objetivo de quebrar essa unidade apresentando-se como um “líder” preocupado com a conciliação nacional. Uma jogada inteligente e ousada, mas que revela claramente o que está por trás.

Os governadores nordestinos demonstram coerência ao não se deixarem seduzir pelo “canto da sereia” de João Dória, que é muito mais produto de marketing do que o resultado de uma carreira política consistente. Sabem também que não terão um relacionamento fácil com o presidente Jair Bolsonaro nos primeiros momentos, mas têm consciência de que tudo será uma questão de tempo e de habilidade no mexer das pedras, pois cedo ou tarde o mandatário terá de encarar os problemas da região, sabendo que dificilmente dará qualquer passo nessa direção sem um alinhamento com os governadores. O fato de quase todos os chefes de Governo nordestinos serem de esquerda fará com que o presidente perceba que essa retórica primária de “varrer comunista” e “metralhar petralhas” não funcionará. Como chefe da Nação, seu discurso terá de ser conciliador, goste ele ou não.

Nesse contexto, o governador Flávio Dino é peça-chave na ciranda das articulações com o objetivo estabelecer um relacionamento institucional e produtivo com o presidente Jair Bolsonaro, desde que os espaços políticos sejam bem demarcados e respeitados.

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

No sétimo mandato de vereador, Catulé vai comandar a Câmara de Caxias pela terceira vez

Antonio José Bittencourt Albuquerque, o Catulé, foi reeleito para presidir a Câmara Municipal de Caxias

O vereador Antônio José Albuquerque Bittencourt Albuquerque (PRB) foi reeleito, por unanimidade, para a presidência da Câmara Municipal de Caxias, cargo que exercerá pela terceira vez, sendo duas na mesma legislatura, o único caso registrado em mais de um século no sempre intenso parlamento da Princesa do Sertão. O presidente reeleito da vereança caxiense alcançou a proeza no sétimo mandado – foi eleito pela primeira vez em 1988 -, o que lhe assegura um lugar entre os políticos mais ativos e longevos, apesar das inúmeras intemperes, marchas e contramarchas, altos e baixos, enfim, os tremores que costumam agitar Caxias. Uma ciranda que tornou o vereador Antonio José Bittencourt Albuquerque um craque na arte da sobrevivência política.

Para quem não sabe, Antonio José Bittencourt Albuquerque é conhecido em Caxias e fora dela como Catulé, economista por formação, mas político por vocação, profissão, convicção e, pode-se dizer, paixão. Pavio curto e dono de uma coragem excepcional, Catulé traz da infância seu interesse pelos fatos políticos. Enquanto muitos dos seus colegas jogavam bola, ele se dedicava à leitura de jornais e revistas, sempre levando para as rodas as notícias mais frescas do universo político municipal, estadual e nacional. Já na adolescência estava sempre envolvido com questões de natureza política, indicando que, mais cedo ou mais tarde, entraria na briga pelo voto. Formou-se economista, mas em vez de se dedicar aos números,  dedicou-se mesmo à política, conquistando seu primeiro mandato de vereador nas eleições municipais de 1988, filiado ao PMDB.

Catulé esteve na linha de frente de todos os embates políticos ocorridos em Caxias nas últimas três décadas. Foi figura-chave no movimento que lançou Paulo Marinho na política caxiense, teve participação decisiva ba célebre campanha do “X” manteve uma ligação forte com o legendário senador Alexandre Costa, comandou o PMDB municipal, e de lá para cá rompeu e reatou com vários grupos, sendo sempre alvo de fortes pressões destinadas a impedir a renovação dos seus mandatos. Na última eleição municipal, foi um dos articuladores da candidatura e da campanha do prefeito eleito Fábio Gentil (PRB), que venceu nas urnas o prefeito Leo Coutinho (PDT), liderado pelo deputado estadual Humberto Coutinho (PDT) – o maior líder político de Caxias nos últimos tempos -, conquistando mais um mandato e, em seguida, a presidência da Câmara Municipal, onde atua como um esteio para garantir a governabilidade no município. Tem alimentado até agora uma aliança firme com o prefeito Fábio Gentil. Sua reeleição foi reflexo desse contexto.

Independentemente de qual venha a ser o seu futuro na política, Antonio José Bittencourt Albuquerque, o Catulé, já entrou para a história recente de Caxias como um dos seus protagonistas mais ativos, vivendo situações que vão desde embates verbais cruentos na tribuna da Câmara Municipal, as explosões nos palanques, passando por confrontos no corpo-a-corpo e até enfrentamento à bala no centro da cidade. As polêmicas que o envolvem, a maioria decorrente da provocação ao seu temperamento forte, talvez tenham minimizado sua ação política, obrigando-o a lutar tenazmente pela sobrevivência como detentor de mandato, e não para dar um passo mais além, como chegar à Prefeitura ou desembarcar no parlamento estadual ou no federal. Preparo e vivência ele tem de sobra. Falta-lhe o suporte, que ainda pode chegar. Quem sabe? Afinal, estamos falando de Caxias, a mais animada e imprevisível seara política do Maranhão.

Em Tempo: no próximo mandato, o presidente Catulé comandará uma Mesa Diretora da Câmara com a seguinte composição: Ximenes (PR), 1° vice-presidente; Neto do Sindicato (PC do B), 2° vice-presidente; Mário Assunção (PPS), 1° secretário; Sargento Moisés (PSD) 2° secretário; Magno Magalhães (PSD), 3° secretário, e Repórter Puliça (PRB), 4° secretário.

 

Ibaneis dá tiro certo ao escolher Sarney Filho para o Meio Ambiente de Brasília

Sarney Filho será o secretário de Meio Ambiente de Brasília

O anúncio de que o deputado federal Sarney Filho (PV) será o novo secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, feito pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) surpreendeu o meio político maranhense, incluindo parte do Grupo Sarney. O governador eleito do DF deu um tiro certeiro, a começar pelo fato de que o futuro auxiliar traz no currículo mais de seis anos no comando do Ministério do Meio Ambiente – quatro anos no Governo Fernando Henrique Cardoso e dois e meio no Governo Michel Temer. O convite se encaixa como uma luva no perfil de Sarney Filho, que se aposentaria da vida pública tão logo terminar o seu nono mandato de deputado federal em fevereiro do ano que vem. É muito provável que o ex-presidente José Sarney seja o articulador-fiador desse acerto, uma vez que tem influência no MDB do DF, tendo sido, por exemplo, padrinho maior do ex-governador Joaquim Roriz, que governou a Capital por três, consagrando-se como o maior líder de Brasília até aqui. Vale anotar, que José Sarney tem influenciado fortemente na administração de Brasília. Nos anos 70, por seu intermédio, o engenheiro Mauro Fecury foi presidente da Novacap, estatal que construiu e administra Brasília, cargo que também foi ocupado por José Reinaldo Tavares. Outro exemplo: no atual Governo, a área de Saúde foi em parte comandada pelo maranhense José Márcio Leite, cuja experiência vem desde o Governo Luís Rocha. Sarney Filho tem todas as condições de realizar um grande trabalho pelo meio ambiente do Distrito Federal.

São Luís, 14 de Novembro de 2018