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Definições no PDT, MDB e PSDB podem influenciar nos rumos da corrida para a Prefeitura de São Luís

 

Weverton Rocha, João Alberto e Roberto Rocha podem definir os rumos da corrida eleitoral em São Luís

O PCdoB bateu martelo pelo deputado federal Rubens Júnior, o Podemos confirmou o deputado federal Eduardo Braide, o PSB já está em campanha pelo deputado federal Bira do Pindaré, o Republicanos deu a vaga ao deputado estadual Duarte Júnior, a Rede balançou para o jornalista Jeisael Marx, o PROS assumiu o projeto eleitoral do deputado estadual Yglésio Moisés, o PSOL deve confirmar o professor Franklin Douglas, o PSTU avisou que vai com Saulo Arcangeli, o PL lançou a deputada Detinha, e é quase 100% certo que o DEM confirmará o deputado estadual Neto Evangelista. Para que o plantel de pré-candidatos a prefeito de São Luís fique completo, aguarda-se a manifestação do PDT, do MDB e do PSDB. São três legendas com histórico de participação forte na vida política de São Luís, com fatias gordas do eleitorado ludovicense, e que por isso o rumo que cada uma vier a tomar terá influência considerável na corrida para a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

É forte a expectativa pelo posicionamento do PDT, o partido com maior capilaridade em São Luís, que conta com uma militância forte e ativa e que comandou a Prefeitura por mais de 20 dos últimos 30 anos, a partir da eleição de Jackson Lago em 1988. No momento, porém, o PDT encontra-se numa encruzilhada: controla a máquina com um prefeito bem avaliado, mas sem um nome de peso para a sua sucessão, obrigando-se a fazer uma coligação indicando o vice. A aliança mais provável é com o DEM em torno do deputado Neto Evangelista, com o aval dos comandos nacionais do Democratas e do PDT. Mas poderá também compor com o PCdoB indicando o vice do deputado Rubens Júnior, como advogam algumas das suas vozes. Poderá, ainda, lançar candidato próprio. O comandante maior do partido, senador Weverton Rocha, diz que o momento “é de costura”, e que a posição do PDT será definida em convenção no dia 28 de março. “A partir daí começará o jogo de verdade”, disse ao bem informado blog do jornalista Marco D`Eça.

O MDB, que representa a banda maior do que restou do Grupo Sarney, “só vai resolver São Luís depois do Carnaval”, avisou o seu presidente, senador João Alberto. Inicialmente, o MDB tentou atrair sem sucesso a arquiteta Kátia Bogea, ex-presidente do Iphan, vista por muitos como um nome adequado para a São Luís atual. Depois, apostou muitas fichas no ingresso do ex-juiz Carlos Madeira, que após de várias conversas abandonou o projeto emedebista e se filou ao Solidariedade, pelo qual será candidato. Finalmente, o MDB radicalizou lançando a ex-governadora Roseana Sarney, que inicialmente pareceu animada, mas logo desanimou e recusou a acabou recusando  proposta. Agora, o partido tem dois caminhos: lançar um candidato que ainda não tem, ou apoiar a candidatura do deputado estadual Adriano Sarney (PV) – que o presidente João Alberto considera “muito difícil”. Isso reforça a especulação de que o MDB poderá aliar-se ao Podemos em torno de Eduardo Braide. “Na política do Maranhão boi voa, até de asa quebrada”, lembra, acertadamente, o ex-senador João Alberto.

O terceiro foco de indefinição é o PSDB, que já esteve no poder municipal com o prefeito João Castelo (2009/2012). O deputado estadual Wellington do Curso é pré-candidato assumido, mas até agora não recebeu o aval do presidente tucano, senador Roberto Rocha. Nos bastidores, corre que o projeto de Roberto Rocha é levar o PSDB para uma aliança o Podemos, indicando o vice de Eduardo Braide. É provável que Wellington do Curso busque outra legenda – o PSL, por exemplo – para se candidatar. A expectativa é a de que o nó será desatado em março.

O fato é que depois que essas forças políticas e partidárias se posicionarem, a corrida para a Prefeitura de São Luís terá largada definitiva.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Quinto homenageará Bacabal lembrando Padre Mohana e Papete e com ala dedicada ao “Carcará”

Padre Mohana, Papete e João Alberto: grandes bacabalenses que serão homenageados pela Turma do Quinto

A Turma do Quinto vai levar para a avenida o enredo O Centenário de Bacabal, uma homenagem ao século de existência de um dos maiores e mais importantes municípios maranhenses. A escola da Madre Deus, que costuma encantar o público e por isso coleciona campeonatos, vai destacar figuras importantes nascidas em Bacabal, como o padre, médico e escritor conhecido João Mohana; o nacionalmente respeitado percussionista, arranjador, compositor e cantor Papete, e o ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito, ex-governador e ex-senador João Alberto. Os dois primeiros serão lembrados em destaques, segundo uma fonte da escola. Para homenagear o ex-governador João Alberto, os carnavalescos criaram a ala “Carcará”, que promete ser uma das mais animadas. O samba assinado por Manoel Henrique, Carlos Boni e Cecel Mix homenageia os três gigantes bacabalenses. Num dos trechos destaca o genial Papete cantando que o seu disco, considerado o maior clássico da MPM, “Bandeira de Aço encanta os ouvidos”; em seguida lembra João Mohana destacando que “Conselhos do padre me fazem sentido”; e fecha a estrofe com “No voo do meu João”, numa alusão ao Carcará. O ex-senador anda visivelmente empolgado com a honraria carnavalesca.

 

PSC lança Mariana Carvalho à Prefeitura de Imperatriz

Aluísio Mendes lançou Mariana Carvalho candidata à Prefeitura de Imperatriz

Depois da confirmação das candidaturas do prefeito Assis Ramos (DEM), do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), do ex-prefeito Ildon Marques (PP) e do ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB), os quatro candidatos que, pelo menos em princípio, de fato pesam no cenário político local, a disputa para a Prefeitura de Imperatriz ganhou ontem um dado novo: a pré-candidatura da  bacharel em Direito Mariana Carvalho (PSC). Ela foi lançada pelo comandante do partido no Maranhão, deputado federal Aloísio Mendes, após assinar ficha de filiação na legenda. Mariana Carvalho entra com o diferencial de ser jovem e mulher. E vai para  a corrida com a experiência de quem recebeu 14 mil votos para deputada estadual em 2018. O presidente do PSC aposta alto na candidatura dela, que mostrou firmeza quando declarou: “Acredito que pelo modo de fazer uma política orgânica, sem conchavos, com respeito e diálogo, meu nome possa ter se sobressaído na escolha do partido”.

São Luís, 21 de Fevereiro de 2020.

Candidatura de Detinha em São Luís é jogada de Josimar de Maranhãozinho para ganhar projeção estadual

 

Josimar de Maranhãozinho lança Detinha em São Luís numa cartada política ousada de projeção estadual

A corrida para a Prefeitura de São Luís ganhou ontem um ingrediente a mais e diferenciado: a pré-candidatura da deputada estadual Detinha (PL), ex-prefeita de Centro do Guilherme, um dos feudos políticos do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, seu marido e mentor político, já também lançado candidato ao Governo do Estado em 2022. Com a iniciativa, por ela própria confirmada ontem em discurso na Assembleia Legislativa, Detinha desembarca na seara política da Capital com uma marca e um objetivo bem claros. A marca: é a primeira, e provavelmente a única, mulher na disputa, já que a ex-governadora Roseana Sarney não aceitou o convite do MDB. O objetivo: demarcar um espaço para o marido no território político de São Luís. Sua candidatura é o desfecho de uma série de movimentos malsucedidos feitos por Josimar de Maranhãozinho para figurar na linha de frente da política estadual.

Para quem não a conhece, Detinha é Maria Deusdete Lima Cunha Rodrigues, assistente social cearense, natural de Cariús, cidade de 18 mil habitantes distante 411 quilômetros de Fortaleza, casada com o empresário e político cearense Josimar Cunha Rodrigues, natural de Várzea Alegre, cidade de 40 mil habitantes 446 quilômetros distante de Fortaleza, hoje conhecido como Josimar de Maranhãozinho. Ele foi prefeito de Maranhãozinho de 2005 a 2012, foi o deputado estadual mais votado em 2014 (99.252 votos) e o deputado federal mais votado em 2018 (195.798 votos), controlando com mão de ferro o braço maranhense do agora PL. Ela foi prefeita de Centro do Guilherme de 2009 a 2015 e foi campeão de votos (88.402) em 2018 para a Assembleia Legislativa, onde comanda a chamada “Bancada do Josimar”, formada pelos deputados Hélio Soares, Vinícius Louro e Leonardo Sá. Josimar de Maranhãozinho tem o controle político e, dizem, administrativo de várias prefeituras, entre elas a de Zé Doca, a mais importante do Alto Turiaçu, comandada por sua irmã, Maria Josenilda Cunha Rodrigues (PL), e uma bancada fiel na Câmara Federal, formada pelos deputados Júnior Lourenço. Pastor Gildenemyr e Marreca Jr.. Em São Luís, controla o vereador Aldir Jr. (PL).

A candidatura da deputada Detinha à Prefeitura de São Luís pouco ou nada tem a ver com o seu desempenho como prefeita de Centro do Guilherme, município de 12 mil habitantes localizado na Região do Gurupi. Trata-se, na verdade, de uma jogada ousada de Josimar de Maranhãozinho para ganhar projeção política e sentar na mesa principal das negociações para a sucessão estadual de 2022. Para ele, não interessa permanecer rotulado como um político interiorano, marcado pela sombra de controvérsias. Seu projeto é adquirir estatura de político estadual, e para alcançar esse objetivo é imperativo mostrar força também em São Luís. Um projeto arrojado, que vem sendo tentado sem sucesso desde o ano passado.

A movimentação de Josimar de Maranhãozinho para ganhar força em São Luís começou para valer em meados de 2019, quando ele investiu fortemente para fazer o deputado federal Eduardo Braide, então no PMN e líder nas pesquisas, candidato do seu partido, o hoje PL. Nas várias rodadas de conversa, Eduardo Braide percebeu com clareza que Josimar de Maranhãozinho pretendia usá-lo para se fortalecer politicamente e recusou a proposta. Com o fracasso da investida sobre Eduardo Braide, Josimar de Maranhãozinho jogou pesado para cooptar os deputados Duarte Júnior, que ganhou liberação do PCdoB e se tornou pré-candidato do Republicanos, e Yglésio Moisés, que foi liberado pelo PDT e se tornou pré-candidato do PROS. Com a recusa dos três, o chefe do PL ficou sem alternativa fora do seu partido.

A candidatura da deputada Detinha à Prefeitura de São Luís foi a solução encontrada por Josimar de Maranhãozinho para fincar estacas e demarcar algum território na Capital, de modo a ganhar projeção estadual como um líder político com estatura para disputar o Governo do Estado. O discurso que fez ontem na Assembleia Legislativa foi revelador de que ela entra como parceira de um projeto mais ambicioso do marido. Isso, porém, não invalida o fato de que, caso seja mantida, será uma candidatura também para ser levada em conta, por mais estranha que pareça ao cenário político ludovicense.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino agiu com razão institucional ao pedir audiência a Bolsonaro para discutir situação das BRs

Flávio Dino propõe audiência a Jair Bolsonaro para falar do estado calamitoso das BRs que cortam oo Maranhão

Foi sensata e absolutamente justificada a iniciativa do governador Flávio Dino (PCdoB) de pedir formalmente, por ofício, uma audiência com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para tratar do grave e danoso problema das estradas federais que cortam o Maranhão, como as BRs 135, 010, 402, 316, 222, 226 e 230, todas em estado lastimável de degradação e carecendo de obras imediatas de reparo e restauração. Vozes da Oposição criticaram, algumas de maneira contundente, como o deputado César Pires (PV) em discurso na Assembleia Legislativa, mas os seus argumentos caíram por terra depois que o governador divulgou um vídeo explicando a sua iniciativa.

Primeiro, Flávio Dino informa que pediu a audiência “para discutir” o problema com Jair Bolsonaro, e buscar providências que permitam solucionar, parcial ou integralmente, o problema, evitando assim os prejuízos causados diariamente aos que nelas trafegam e à economia do estado e do País. Exatamente por saber que Governo estadual não pode cuidar da infraestrutura federal no estado, Flávio Dino esclarece que o seu propósito é conseguir que o presidente tome providências, e se coloca à disposição do chefe da Nação para apoiar as medidas com os instrumentos que dispõe a Secretaria de Infraestrutura. Nada demais, uma proposta sensata e equilibrada e administrativamente saudável. Se aceitar, Jair Bolsonaro dará uma demonstração de que é também capaz de agir com normalidade institucional. Se recusar, o presidente cometerá mais uma das suas idiossincrasias políticas.

Os que criticara a inciativa parecem não perceber que poucos políticos no País têm a consciência que Flávio Dino tem do seu papel institucional.

 

Sebastião Madeira avisa que é pré-candidato a prefeito de Imperatriz

Sebastião madeira: pré-candidato à Prefeitura de Imperatriz

Imperatriz já tem o quarto candidato a prefeito: o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB). Na edição de ontem, a Coluna comentou a entrada do ex-prefeito Ildon Marques (PP) na disputa, que já contava com o prefeito Assis Ramos (DEM) e o deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), enfocando a participação de Sebastião Madeira como uma possibilidade a ser confirmada nas próximas semanas. Mas ontem mesmo ele informou que é pré-candidato e que já está iniciando movimentos de pré-campanha. O lastro de dois mandatos consecutivos de prefeito, que se somam três mandatos de deputado federal, Sebastião Madeira conhece como poucos os humores eleitorais da Princesa do Tocantins. Ao decidir entrar na disputa, mesmo ainda sob impacto da devastadora derrota sofrida pelo seu partido, o PSDB, nas eleições 2018 no Maranhão, Sebastião Madeira sabe exatamente onde está pisando. Com sua experiência, é capaz de medir peso de cada um dos candidatos e chegar à conclusão de que, ainda que remotamente, ultrapassar seus concorrentes e chegar lá. Isso porque avalia que, a exemplo de 2016, essa deverá ser uma eleição em que a diferença entre os candidatos pequena. Daí acreditar que está no jogo.

São Luís, 20 de Fevereiro de 2020.

Entrada de Ildon Marques acirra a disputa pela Prefeitura de Imperatriz

 

O ex-prefeito Ildon Marques entra para disputar com o prefeito Assis Ramos e o deputado Marco Aurélio

A confirmação da pré-candidatura do empresário, ex-interventor e ex-prefeito Ildon Marques, pelo PP, é mais uma pincelada forte no desenho do cenário em que se dará a disputa pela Prefeitura de Imperatriz, o segundo maior, mais rico e mais importante município do Maranhão. Ele confirmou ontem o projeto eleitoral à Coluna, afirmando que está atendendo a “um chamamento do PP”, e que sua pré-candidatura é fato. Ildon Marques, que já vinha dando sinais claros de que seria candidato, entra na corrida ao comando da Princesa do Tocantins quando já se encontram em movimento o prefeito Assis Ramos (DEM), que busca a reeleição, e o deputado estadual Professor Marco Aurélio (PCdoB), que de acordo com as últimas pesquisas aparece como favorito. A entrada de Ildon Marques dá novo impulso a uma peleja eleitoral entre forças expressivas e que deve ganhar mais intensidade com a provável candidatura do ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB), que de acordo com vozes tucanas, deve ser confirmada depois do reinado de Momo, provavelmente em meados de março.

Com um período de interventor e dois mandatos de prefeito no currículo, isso associado à posição de megaempresário, sem ser, portanto, uma novidade, Ildon Marques entra numa disputa difícil de alto risco. Com experiência política que acumulou, sabe que vai enfrentar um prefeito disposto a jogar pesado para renovar o mandato, e um político jovem, comprometido com causas sociais, parlamentar competente e bem posicionado, e que representa, de fato, uma ideia de renovação. Politicamente, o ex-prefeito é um nome respeitável em Imperatriz – foi suplente de senador e de deputado federal -, mas o seu desafio será transformar esse cacife em prestígio eleitoral e inibir o sopro de renovação que, tudo indica, vai embalar a campanha rumo à Prefeitura.

O prefeito Assis Ramos trocou o MDB pelo DEM, enfrenta dificuldades e aparece em terceiro lugar nas pesquisas feitas até agora. Mas políticos experientes alertam para o fato de que a máquina administrativa que move a segunda maior Prefeitura do Maranhão é um instrumento político muito poderoso, principalmente em períodos de disputa eleitoral, o que torna o prefeito um candidato que não pode ser subestimado. O próprio Ildon Marques sabe disso muito bem. E quando decide entrar na disputa e enfrentá-lo, certamente o faz com plena consciência de que enfrentará uma máquina. (O melhor exemplo disso é a trajetória do ex-prefeito Sebastião Madeira: elegeu-se em 2008, reelegeu-se em 2012, e em 2016, quando não pode mais se candidatar, tirou do nada o empresário Ribinha Cunha e lhe deu mais de 15% dos votos numa eleição em que Ildon Marques disputou a cabeça com Assis Ramos e perdeu).

Na outra ponta da linha adversária está o deputado estadual Professor Marco Aurélio, líder na preferência do eleitorado segundo pesquisas publicadas até aqui. Além do cacife político pessoal demonstrado em suas seguidas eleições com votações crescentes e de ser o candidato do PCdoB, Professor Marco Aurélio entra na corrida com o aval do Palácio dos Leões e, pelo que está sendo rascunhado, no comando de uma aliança que reunirá partidos como Solidariedade, PDT e PT. Ao contrário do prefeito Assis Ramos, que se elegeu como um outsider sem história política e até hoje não criou uma identidade político-partidária, e do ex-prefeito Ildon Marques, que já é marca registrada para agrado de uns e desagrado de outros, o deputado Marco Aurélio é um quadro em ascensão, até aqui sem manchas e com horizonte político largo pela frente.

É evidente que a entrada de Ildon Marques na corrida à Prefeitura de Imperatriz certamente contribuirá para elevar o nível do debate dos problemas e desafios de uma cidade com jeito de metrópole e com o peso de séria candidata a capital em futuro não tão distante.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Reação na medida a uma agressão indecente

Sob o impacto das inacreditáveis palavras usadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ofender uma jornalista cuja atuação séria e correta o incomodou fortemente, a Coluna reproduz editorial do Jornal Folha de S. Paulo, fazendo seus as posições, as afirmações e os alertas nele expressados:

Editorial

Sob ataque, aos 99

Bolsonaro reincide na ofensiva ao jornalismo; alvo é o edifício constitucional

Ao completar 99 anos de fundação, esta Folha está mais uma vez sob ataque de um presidente da República. Jair Bolsonaro atiça as falanges governistas contra o jornal e seus profissionais, mas seu alvo final não é um veículo nem tampouco a imprensa profissional. Ele faz carga contra o edifício constitucional da democracia brasileira.

Frustraram-se, faz tempo, as expectativas de que a elevação do deputado à suprema magistratura pudesse emprestar-lhe os hábitos para o bom exercício do cargo. É a Presidência que vai se contaminando dos modos incivis, da ignorância entranhada, do machismo abjeto e do espírito de facção trazidos pelo seu ocupante temporário.

O chefe de Estado comporta-se como chefe de bando. Seus jagunços avançam contra a reputação de quem se anteponha à aventura autoritária. Presidentes da Câmara e do Senado, ministros do Supremo Tribunal Federal, governadores de estado, repórteres e organizações da mídia tornaram-se vítimas constantes de insultos e ameaças.

Há método na ofensiva. Os atores agredidos integram o aparato que evita a penetração do veneno do despotismo no organismo institucional. Bolsonaro não tem força no Congresso nem sequer dispõe de um partido. Testemunha a redução de prerrogativas da Presidência, arriscada agora até de perder o pouco que lhe resta de comando orçamentário.

Escolhe a tática de tentar minar o sistema de freios e contrapesos. Privilegia militares com verbas, regras e cargos, e o exemplo federal estimula o apetite de policiais nos estados. Governadores são expostos por uma bravata presidencial sobre preços de combustíveis a um embate com caminhoneiros.

Pistoleiros digitais, milicianos e uma parte dos militares compõem o contingente dos sonhos do presidente para compensar a sua pequenez, satisfazer a sua índole cesarista e desafiar o rochedo do Estado democrático de Direito. 

Não tem conseguido conspurcar a fortaleza, mas os choques vão ficar mais frequentes e incisivos caso a resposta das instituições esmoreça. A democracia é o regime da responsabilidade, o que implica a necessidade de punir a autoridade que se desvia da lei.

Defender o reemprego de um ato que fechou o Congresso Nacional, como fez o deputado Eduardo Bolsonaro ao invocar o AI-5, não deveria ser considerado deslize menor pelos colegas que vão julgá-lo no Conselho de Ética.

As imunidades para o exercício da política não foram pensadas para que mandatários possam difamar, injuriar e caluniar cidadãos desprovidos de poder, como está ocorrendo. Dignidade, honra e decoro são requisitos legais para a função pública. O presidente que os desrespeita comete crime de responsabilidade.

Ao entrar no seu centésimo ano, a Folha está convicta de que o jogo sujo encontrará a resposta das instituições democráticas. Elas, como o jornalismo, têm vocação de longo prazo. Jair Bolsonaro, não.

São Luís, 19 de Fevereiro de 2020.

Mais do que decisão política, a compra de ambulâncias pela Assembleia Legislativa foi ato de consciência cívica

 

Flávio Dino, Othelino Neto e deputados estaduais em frente ao Palácio dos Leões, no ato de entrega das ambulâncias compradas com recursos da Assembleia Legislativa

Em ato concorrido, realizado no dia 12 em frente ao Palácio dos Leões, deputados estaduais liderados pelo presidente Othelino Neto (PCdoB) receberam do governador Flávio Dino (PCdoB) 24 das 42 ambulâncias compradas com recursos da sobra orçamentária da Assembleia Legislativa, obtida via política de contenção de gastos. A inciativa do Poder Legislativo foi bem recebida por muitos, mas também criticada por alguns. A compra foi possível depois que o presidente Othelino Neto fez consulta técnica ao Tribunal de Contas do Estado sobre a legalidade do emprego da sobra de recursos na compra desses equipamentos, obtendo como resposta a informação de que não existe regra que impeça o uso de recursos do Poder Legislativo com essa finalidade. A decisão de investir os recursos em ambulâncias foi submetida aos deputados, que a aprovaram e autorizaram a operação. Sem obstáculos, o presidente Othelino Neto comunicou a decisão ao governador Flávio Dino e autorizou o Poder Executivo a realizar a compra. A sobra foi de R$ 6,6 milhões, o que permitiu a aquisição de 42 ambulâncias ao preço de R$ 157 mil cada unidade devidamente equipada. Cada deputado escolheu o município a ser beneficiado com uma ambulância.

A princípio, a iniciativa da Assembleia Legislativa causou surpresa, mas logo foi assimilada e compreendida como um gesto saudável sob diversos aspectos. Para começar, a Assembleia Legislativa poderia de usar a sobra de recursos em obras físicas no complexo do Palácio Manoel Beckman, em equipamentos administrativos, em troca de frota, ou simplesmente devolver o “superávit” ao Tesouro do Estado. A opção foi por empregar os R$ 6,6 milhões na compra de ambulâncias, para reforçar a mobilidade de maranhenses com problemas de saúde e, ao mesmo tempo, dar uma mostra de que, unidos em torno de causas da sociedade, os deputados podem contribuir com algo efetivo além das suas emendas parlamentares e dos seus pleitos junto ao Poder Executivo.

Em relação às poucas críticas que a iniciativa sofreu, vale destacar que elas foram de natureza política. Isso porque, tecnicamente, ninguém em sã consciência se colocaria contra a aquisição de ambulâncias, fosse qual fosse a origem dos recursos. Os que eventualmente se manifestam fazendo restrições certamente não têm a mínima ideia da importância de   ambulância em municípios remotos do interior do Maranhão. O transporte de doentes em busca de socorro em centros mais adiantados em matéria de saúde pública continua intenso e extremamente necessário, alimentando o que o então governador Jackson Lago (PDT) chamava de “romaria de ambulâncias nas estradas do Maranhão”. Mesmo com os indiscutíveis avanços que o estado vem alcançando na área de saúde, uma das prioridades do atual Governo do Estado, com a implantação de centros hospitalares em regiões estratégicas, o uso de ambulâncias continua fundamental. E o acréscimo de 42 ambulâncias à frota atual é de extrema valia para o atendimento dos que precisam.

A entrega das 24 ambulâncias na semana passada, fato definido pelo governador Flávio Dino como “uma grande iniciativa”, demonstrou que o presidente Othelino Neto tinha acertado em cheio quando propôs a iniciativa e recebeu total apoio da Mesa Diretora, das lideranças e dos deputados. O procedimento foi decidido em dezembro passado e confirmado pelo presidente Othelino Neto em Trizidela do Vale, na abertura da terceira edição do projeto “Assembleia em Ação”, no dia 6 de janeiro, diante de centenas de lideranças da Região do Médio Mearim. Naquele momento, as providências para a aquisição já haviam sido tomadas, o que permitiu a entrega do primeiro lote na semana passada. As 18 restantes serão entregues na primeira semana de março, segundo previsão feita à Coluna por um parlamentar.

O fato é que, ao destinar sobras orçamentárias do Poder Legislativo para a compra de ambulâncias para municípios carentes do equipamento, o presidente Othelino Neto e seus pares dispararam um tiro certeiro na deficiência que ainda atrapalha a mobilidade na área de saúde no Maranhão. Praticaram um gesto de consciência cívica.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Grupos ligados ao sarneysismo descartam apoio à candidatura de Adriano Sarney

Adriano Sarney 

Ao contrário do que muitos imaginavam, o que restou do Grupo Sarney não se mobilizará em torno da candidatura do deputado estadual Adriano Sarney (PV) à Prefeitura de São Luís. O presidente do MDB, ex-senador João Alberto, declarou que acha “muito difícil” que o partido venha a apoiar o candidato do PV, confirmando o que já havia sido sinalizado pelo deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente. Também o PSD, comandado no estado pelo deputado federal Edilázio Júnior, anunciou que se aliará ao candidato do Podemos, deputado federal Eduardo Braide, quando a tendência era no sentido de apoiar o projeto do PV. Resta na base sarneysista a posição do PSC, comandado pelo deputado federal Aloísio Mendes.

Não surpreende a pulverização dos partidos ligados ao sarneysismo nesta corrida à Prefeitura de São Luís. Eles são liderados por políticos que sobreviveram à dizimação do Grupo nas últimas eleições e, por isso, preferem seguir caminhos diferentes do que colar suas digitais na única candidatura que representa a família do ex-presidente José Sarney, já que a ex-governadora Roseana Sarney não aceitou a vaga de candidata que lhe foi oferecida pelo MDB, do qual ela continua sendo o nome mais forte. Adriano Sarney sabe que não terá o apoio do MDB nem do PSD, e muito provavelmente não contará também com o PSC, o que o obrigará a procurar outras alianças ou seguir numa campanha-solo.

Vale lembrar, porém, que os acertos de agora só serão confirmados nas convenções, em julho, restando tempo suficiente para mudanças e ajustes possíveis na seara política.

 

Pré-candidatos exploram aumento nas passagens: Yglésio Moisés faz abordagem diferenciada

Yglésio Moisés

Vários pré-candidatos à Prefeitura de São Luís aproveitaram o reajuste nas tarifas dos coletivos para mostrar suas preocupações com a população ludovicense. Quase todos os que se manifestaram o fizeram com discurso convencional, já manjado, jogando o “absurdo” na conta do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

O diferencial foi o deputado Yglésio Moisés (PROS), que ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa e por quase meia hora fez uma análise criteriosa e surpreendente dos problemas da mobilidade urbana na Capital, destacando aspectos importantes, mas pouco observados, do sistema de transporte coletivo de São Luís. Na sua abordagem, revelou, por exemplo, que a tarifa dos coletivos é tributada, enquanto serviço de transporte por aplicativo explorado em São Luís, a começar pela multinacional Uber, não paga um centavo de ISS, privando a Prefeitura de arrecadar cerca de R$ 1 milhão por mês, dinheiro que, na sua opinião, poderia ser usado na melhoria da infraestrutura e do sistema de transporte de massa.

O pré-candidato do PROS mostrou que saberá o que fazer na área se chegar ao Palácio de la Ravardière.

São Luís, 18 de Fevereiro de 2020.

Gestão eficiente, posições claras e reportagem de Veja colocam de vez Flávio Dino na corrida presidencial

 

Flávio Dino desembarca de vez na cena nacional como presidenciável

De todos os momentos importantes que viveu desde que decidiu entrar no fechado, complexo, restrito e movediço circuito da política nacional, habitado pelas raríssimas personalidades dispostas a encarar a disputa pela Presidência da República, nenhum foi melhor e mais significativo para o governador Flávio Dino (PCdoB) do que a semana que passou. Foi um período em que ele expôs enfaticamente suas posições e opiniões numa entrevista ao canal virtual do jornal candango Correio Braziliense, debateu o Pacto Federativo com o experiente ex-governador capixaba Paulo Hartung (PSB) no Centro de Debates de Políticas Públicas (CDPP), rebateu declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), viu seu nome aparecer como terceiro colocado num dos cenários de uma pesquisa nacional sobre sucessão presidencial, e fechou a semana com a publicação, pela revista Veja, de ampla e consistente reportagem sobre seu Governo e sua atuação política. Desdobramentos de uma longa série de entrevistas, debates e posicionamentos políticos fortes – como a defesa do ex-presidente Lula da Silva (PT) e a proposta de formação de uma ampla frente reunindo centro e esquerda para enfrentar a direita conservadora, por exemplo -, os eventos da semana sinalizaram, pelo tom, que o governador do Maranhão desembarcou de vez, como protagonista, na cena política nacional.

Na reportagem de Veja – revista que defende ideias da direita liberal, mas que prima pela liberdade de expressão -, Flávio Dino é mostrado, sem rasgos de simpatia, como líder de um Governo bem-sucedido, que, apesar da crise que assolou o País, vem alcançando bons resultados nas áreas de saúde, educação e segurança pública, conseguindo fazer investimentos em infraestrutura e mantendo em dia o pagamento dos servidores públicos. A reportagem aponta também supostos problemas, mas no geral o identifica como um Governo inovador, correto e eficiente. Veja mostra que no campo político, além de dizimar o Grupo Sarney, Flávio Dino conseguiu a proeza de construir uma frente com 16 partidos, incluindo porta-vozes da direita liberal, como o DEM, por exemplo, indicando que esse projeto pode ser viável no plano nacional. Numa entrevista ao repórter Edoardo Ghirotto, admite que poderá disputar ser a Presidente da República, desde que candidato de uma frente ampla. Na sua visão, essa é a única maneira de destronar a direita conservadora do poder no País.

Independentemente do que vier a acontecer de agora por diante, e dos obstáculos que certamente surgirão na sua caminhada, Flávio Dino já é parte ativa e reconhecida do seleto grupo de presidenciáveis. Isso implica dizer que nenhum projeto de poder da Oposição, do PSDB ao PSOL, incluindo o PT, ganhará forma sem passar pelo Palácio dos Leões. No domínio pleno do espaço que ocupou, e que tende a ampliar, Flávio Dino tornou-se uma voz autorizada na banda oposicionista, e com a vantagem de alimentar um discurso crítico forte e fundamentado aos atuais mandarins da República sem o ranço da agressividade odienta. Fala com a autoridade de ex-juiz federal, com a didática de professor universitário, com a experiência de deputado federal apontado como excelente legislador, e com o cacife de líder de um Governo estadual que está dando certo. E aborda com igual proficiência os temas mais distintos, no que se revela um estudioso obstinado. Ninguém duvida de que num debate direto com o governador do Maranhão, o atual presidente da República será triturado.

Flávio Dino será candidato a presidente? Ele próprio responde: “Uma candidatura à Presidência só será colocada se houver um conjunto de forças me apoiando. Você não disputa uma eleição majoritária sozinho. Eu ganhei a eleição de governador duas vezes porque tinha um movimento coletivo de partidos que me sustentou. Se não houver esse conjunto de forças, então é claro que serei candidato ao Senado pelo Maranhão”. Ou seja, para ele, candidatura presidencial não pode ser fruto apenas da vontade do candidato, um ímpeto de vale-tudo, que tem de ser consolidado de qualquer maneira. Trata-se de um movimento maior, plural, em torno de um projeto consistente para mudar o País. Se as condições básicas – a começar pela frente partidária – forem construídas, tudo bem, ele pode entrar o jogo; se não, usará seu prestígio político para ser senador pelo Maranhão.

Vale registrar que todas as manifestações do governador do Maranhão são indicativos claros de que, diferentemente do que dizem alguns, ele não age com açodamento por haver alcançado espaço no cenário nacional. Ao contrário, demonstra estar com os pés firmes no chão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

A indagação do momento: PDT e DEM vão mesmo se aliar na disputa em São Luís?

Weverton Rocha, Carlos Lupi, Neto Evangelista e Juscelino Filho: aliança à vista

Resolvida a situação no PCdoB, com a candidatura do deputado federal licenciado Rubens Júnior e a filiação do deputado estadual Duarte Júnior ao Republicanos, numa equação que atendeu ao grego e ao troiano, a grande expectativa do meio político e dos observadores se volta agora para o PDT, mais especificamente para os movimentos do presidente do partido, senador Weverton Rocha.

Sem nome de peso para lançar na disputa, o mais provável é mesmo a articulação de uma aliança com o DEM em torno do deputado estadual Neto Evangelista. Weverton Rocha tentou fazer com que Neto Evangelista migrasse para o PDT, mas o presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador (BA) ACM Neto estrilou alto e barrou a operação. E defendeu a proposta inicial de lançar o deputado do DEM como candidato a prefeito com um vice indicado pelo PDT. Uma reunião recente entre as cúpulas do PDT e do DEM, em Brasília, confirmou o projeto de aliança e deixou no ar a impressão de que o acordo foi finalmente fechado. Resta ajustar a aliança e fazer o anúncio do casamento.

O que todos estão esperando é a posição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Ele apoia esse projeto? Há quem diga que sim, mas há também que diga que não.

 

Sem líderes acreditados nem apoiadores assumidos, bolsonarismo não tem vez no Maranhão

Maura Jorge, Allan Garcez e Ribamar Monteiro: bolsonaristas com pouco prestígio no Maranhão

O bolsonarismo parece mesmo não ter vez no Maranhão, a começar pelo fato de que seus porta-vozes mais ativos estão caminhando rapidamente para o ostracismo. A ex-prefeita Maura Jorge está politicamente fragilizada, cuidando de se manter à frente do braço maranhense da Funasa, agora agitado pela incerteza por conta da troca do comando nacional da autarquia. O coronel da reserva José Ribamar Monteiro continua à frente do braço maranhense da SPU, tendo assumido a tarefa de arranjar assinaturas para respaldar o partido que o chefe maior, o presidente Jair Bolsonaro, está tentando criar, o Aliança pelo Brasil. E o médico Allan Garcez, que depois de ter feito campanha para Bolsonaro no maranhão, participado do plano de governo, assumido um cargo de peso relativo terceiro escalão do no Ministério da Saúde, largou tudo para ser secretário de Saúde no Acre, mas acabou demitido pouco mais de um mês após assumir. Outros bolsonaristas de carteirinha, mas de cacife miúdo, simplesmente não existem no cenário político do Maranhão. E os aliados de proa no Congresso Nacional, como o senador Roberto Rocha, por exemplo, que pertence ao PSDB, o deputado federal Pastor Gildenemyr (Podemos), e a deputada estadual Mical Damasceno (PTB), não parecem nem um pouco interessados no embrião partidário de Jair Bolsonaro. Em resumo: salvo pela voz de alguns políticos desgarrados, de alguns prefeitos e de uma penca modesta de vereadores, ninguém mais está se arriscando a defender o Governo de Jair Bolsonaro nem fazer parte da sua base política.

São Luís, 17 de Janeiro de 2020.

 

Confirmado candidato do PCdoB, Rubens Júnior tem agora o desafio de se tornar o adversário de Eduardo Braide

 

Rubens Júnior (c) é aclamado por Márcio Jerry e dirigentes do PCdoB pré-candidato a prefeito de São Luís, o que lhe dá a responsabilidade de viabilizar seu projeto

Ao confirmar, ontem, a pré-candidatura do deputado federal Rubens Júnior à Prefeitura de São Luís, o PCdoB consumou a linha básica da sua estratégia para a disputa, iniciando por colocar ponto final nas diversas possibilidades que vinham sendo apontadas como caminhos prováveis da agremiação governista. A confirmação se deu depois de uma série de especulações, entre elas a de que, por conta do clima criado pela disputa entre Rubens Júnior e Duarte Júnior – que deixou o arraial comunista e entrou para o dos Republicanos -, o candidato do partido poderia ser o deputado federal Márcio Jerry, seu presidente regional, ou também a de que o partido poderia até mesmo não lançar candidato. O ato de ontem encerrou um longo e tenso período de incerteza na base governista, que agora tem um quadro definido para dentro dele se posicionar. E nesse contexto, o agora pré-candidato Rubens Júnior entra formalmente na corrida à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) com a responsabilidade de ser o candidato do Palácio dos Leões e, por dedução lógica, do governador Flávio Dino, e com o desafio de chegar ao Palácio de la Ravardière.

Rubens Júnior se torna a escolha do PCdoB em meio à repercussão de uma pesquisa (DataIlha) em que ele aparece com apenas 2% das preferências do eleitorado num cenário em que o líder, deputado federal Eduardo Braide (Podemos), aparece com 38%, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) com 10,5% e Duarte Júnior (ainda no PCdoB) com 9%. Para muitos observadores apressados, sua posição na pesquisa DataIlha deveria funcionar como uma sentença para afastá-lo da disputa. Numa avaliação mais atenta, ele saiu de quase zero para dois pontos percentuais, indicativos de potencial de crescimento. E com um detalhe a mais: no item rejeição ele aparece em posição confortável. Ou seja, o PCdoB abriu mão de Duarte Júnior, terceiro colocado na pesquisa, mas sem maior identificação com o partido, para apostar num nome que tem sua cara e total identidade com a linha de ação do governador Flávio Dino.

Independentemente do quadro de candidatos que vier a ser definido, Rubens Júnior é agora o nome do PCdoB na disputa. Isso significa que ele assumiu a obrigação de mostrar que tem competência política para atrair uma base forte e potencial eleitoral para explorar nos próximos meses e sair vitorioso das urnas. Por sua vez, ao abraçar o seu projeto e aceitá-lo como pré-candidato, o PCdoB assume o compromisso de mobilizar suas bases para fortalecer o seu projeto de candidatura, de modo a torná-lo politicamente forte e eleitoralmente viável. O pré-candidato e o partido têm plena noção do desafio que assumiram, sabem da importância política e estratégica da Prefeitura de São Luís, e têm ainda perfeita consciência do dano político e eleitoral que uma derrota nessa corrida pode representar.

Agora respaldado pelo PCdoB, Rubens Júnior entra na corrida como um candidato diferenciado. Ele deixou o conforto de deputado federal expressivo e atuante que se licenciou para ser o prestigiado secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano.  Assumiu a posição espinhosa de ser um dos responsáveis pelo futuro do PCdoB e do projeto de poder comandado pelo governador Flávio Dino. Seu maior desafio agora é convencer as forças da base governista na Capital de que reúne as credenciais necessárias para liderar a corrida e se tornar o principal adversário do candidato do Podemos, Eduardo Braide. Para tanto, terá de ultrapassar Duarte Júnior, Neto Evangelista (DEM), Wellington do Curso (PSDB), Bira do Pindaré (PSB) e Jeisael Marx (Rede), que na pesquisa DataIlha aparecem à sua frente.

Não há dúvida de que o status de candidato do PCdoB, avalizado pelo presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry, e governador Flávio Dino, mudará o curso da sua caminhada, que certamente será reforçada com alianças partidárias que serão articuladas e definida daqui até as convenções, em julho. Até lá, sua tarefa será mostrar empatia com o eleitorado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

“Assembleia em Ação”: edição de Imperatriz, ontem, foi a maior até agora

Ladeado por José Carlos Soares, Marco Aurélio, Pastor Cavalcante e Sebastião Madeira, Othelino Neto fala na abertura do evento. para uma atenta plateia, formada principalmente por vereadores

Imperatriz sediou ontem a maior edição do projeto “Assembleia em Ação”, programada para abranger 23 municípios da Região Tocantina. Como estava previsto, além das palestras técnicas agendadas – sobre informações sobre o funcionamento do Poder Legislativo e sobre as regras para as eleições municipais -, o evento serviu como espaço privilegiado para um amplo debate sobre os problemas mais graves que afetam os municípios tocantinos e as questões macro que envolvem a região com a manifestação de prefeitos e vereadores tocantinos. O evento ganhou amplitude com a presença de mais de uma dezena de deputados, em especial os tocantinos Marco Aurélio (PCdoB) e Pastor Cavalcante (PROS)
– Começamos muito bem o ano, com mais uma edição do Assembleia em Ação, desta vez em Imperatriz, principal cidade da Região Tocantina, de suma importância para o desenvolvimento do Maranhão. Esta é, seguramente, a maior de todas, dentre as que já foram realizadas, não somente pela grande quantidade de pessoas que se interessaram em vir, mas pela representatividade” – declarou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Ele acrescentou: “O Assembleia em Ação também é um momento de debate, de enfrentamento de ideias. A Assembleia Legislativa desenvolve esse trabalho de ir às regiões para conversar, ouvir reclamações, porque daqui sairão iniciativas que mudarão para melhor a vida das pessoas. Não é à toa que estão aqui 21 dos 42 deputados estaduais, que vieram menos para falar e mais para ouvir. Voltaremos a São Luís conhecendo um pouco mais da Região Tocantina”

Além de assistir às palestras, deputados estaduais, prefeitos, vereadores, lideranças políticas e representantes da sociedade civil participaram ativamente, primeiro assistindo às palestras com indagações e esclarecimento de dúvidas; depois, se manifestando sobre os problemas da região. O presidente da Câmara de Imperatriz, vereador José Carlos Soares (PV), que exerce o cargo pela sexta vez, e o prefeito de Grajaú, Mercial Arruda (DEM), por exemplo, defenderam soluções urgentes para problemas regionais e municipais. Deputados, prefeitos e vereadores se manifestaram na mesma direção.

Os participantes elogiaram intensamente o evento, indicando que a edição de Imperatriz consolidou o projeto e reafirmou o propósito do presidente Othelino Filho, apoiado pelos membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

 

Yglésio Moisés se filia ao PROS, ganha a vaga de candidato e promete crescer na disputa

Yglésio Moisés já é o candidato do PROS à prefeitura de São Luís

O deputado estadual Yglésio Moisés já está filiado ao PROS e lançado informalmente candidato à Prefeitura de São Luís pelo presidente do partido no Maranhão, deputado federal Gastão Vieira. Sua filiação ocorreu na quinta-feira (13), depois de uma intensa movimentação do parlamentar em busca de um abrigo partidário para concorrer à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Yglésio Moisés foi eleito para o parlamento estadual pelo PDT, tentou ser o candidato do partido à sucessão do prefeito pedetista Edivaldo Holanda Júnior, mas por uma série de circunstâncias e conveniências, foi preterido, ganhando, porém, do chefe maior do PDT no Maranhão, senador Weverton Rocha, autorização para procurar outro partido sem o risco de perder o mandato. Conversou demoradamente com o Solidariedade, mas o seu presidente, o suplente de deputado federal e secretário de Estado de Indústria e Comércio Simplício Araújo preferiu abrigar e lançar candidato o ex-juiz federal Carlos Madeira; manteve entendimentos com o PL do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, mas as negociações não prosperaram. Finalmente, encontrou ambiente favorável e receptivo no PROS, ganhando de cara a vaga de candidato, e com a vantagem de ter sido anunciado com declarações entusiasmadas do deputado Gastão Vieira. Médico respeitado e na iminência de se tornar advogado, Yglésio Moisés é um dos quadros mais preparados e atuantes da atual Assembleia Legislativa e promete ser um diferencial na disputa pela Prefeitura de São Luís.

São Luís, 15 de Fevereiro de 2020.

Flávio Dino articula bem e garante, sem traumas, espaço para as candidaturas de Duarte Jr. e Rubens Jr.  

 

Flávio Dino desarmou a bomba no PCdoB ao acomodar Duarte Jr. e Rubens Jr. na disputa de São Luís

A filiação do deputado estadual Duarte Júnior no Republicanos, em ato em Brasília com a presença do vice-governador Carlos Brandão, e prestigiado pelo comando nacional do partido, e uma comunicação do presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, via twitter, confirmando a pré-candidatura do deputado federal licenciado Rubens Júnior, atual secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, funcionaram como desfecho de uma novela de roteiro intenso que sacudiu os bastidores do partido do governador Flávio Dino por causa da  corrida à Prefeitura de São Luís. Aguardadas com forte expectativa por todos os grupos e pré-candidatos interessados na sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), as decisões envolvendo Duarte Júnior e Rubens Júnior foram fortemente influenciadas pelo Palácio dos Leões, uma vez que tiveram o aval explícito e público do governador Flávio Dino, que assim deu sinal de largada na corrida ao Palácio de la Ravardière.

Chamou a atenção o fato de que o governador Flávio Dino usou inteligência política e desarmou sem traumas um imbróglio que tinha grande potencial para produzir uma baita crise na base política e partidária do Governo. Depois de avaliar que, por uma ampla lista de motivos, Duarte Júnior não se encaixaria no perfil de candidato do PCdoB nessa disputa, o governador o estimulou a procurar novo pouso partidário – liberando-o para fazê-lo sem o risco de perder o mandato – que acabou sendo o Republicanos (ex-PRB), hoje o bastião partidário do vice-governador Carlos Brandão, sua figura maior. E no caso de Rubens Júnior, avaliou que ele tem a cara do PCdoB, dispondo, portanto, das credenciais políticas e ideológicas para falar com legítimo representante do partido e, por via de desdobramento, do Governo na guerra pela Prefeitura de São Luís.

Os movimentos do governador, do presidente do PCdoB e do vice-governador detonaram o embrião de crise sem perder seus quadros, mantendo-os em espaços destacados da aliança partidária que forma a base governista. Duarte Júnior vai para a disputa partidariamente confortável e sem o compromisso de poupar a administração municipal, mas também com o propósito de se tornar o adversário principal do candidato do Podemos, deputado federal Eduardo Braide, favorito disparado na preferência do eleitorado, segundo todas as pesquisas realizadas até aqui. Rubens Júnior, por seu turno, terá como candidato uma posição mais delicada, devendo usar tom forte em relação aos problemas da Capital, mas adotando um discurso mais moderado quanto aos oito anos da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Essas posturas, porém, vão depender de como se comportará o candidato do ou apoiado pelo PDT, que, tudo indica, será o deputado estadual Neto Evangelista (DEM).

Quando partiu para resolver de vez a equação que agitava os bastidores do PCdoB, o governador Flávio Dino que não enxergou outra solução satisfatória se não abrir caminho para Duarte Júnior e Rubens Júnior. Se optasse por tirar Duarte Júnior do páreo, estaria cometendo o grave erro de sufocar os passos iniciais de uma das mais consistentes promessas da nova geração política do Maranhão, um político com brilho próprio e com um enorme potencial de crescimento, e que, travado, poderia se tornar um quadro insatisfeito e até mesmo incômodo na engrenagem governista. A opção de dar a Rubens Júnior a vaga de candidato do PCdoB seguiu a mesma lógica: trata-se de um quadro atuante, correto, leal, dedicado e, mesmo sem os traços de fenômeno eleitoral, tem potencial para resolver situações mais complexas e abrangentes no futuro. É saudável para ambos vivenciar uma disputa majoritária agora, independentemente de qual venha a ser o desfecho da eleição.

Ao resolver a equação dentro do PCdoB, criando as condições para as candidaturas do deputado estadual Duarte Júnior (Republicanos) e do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), o governador Flávio Dino conteve a agitação e o disse-me-disse na sua base e pautou, finalmente, a corrida para a Prefeitura de São Luís, sinalizando que pretende usar todo o seu arsenal político para manter o Palácio de la Ravardière alinhado ao Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Sob o comando de Othelino Neto, “Assembleia em Ação” chega à Região Tocantina

Othelino Neto comandará amanhã o “Assembleia em Ação” em Imperatriz

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) desembarca hoje em Imperatriz para comandar, amanhã (14), a quarta edição do projeto “Assembleia em Ação” cujo objetivo é “promover a troca de conhecimentos e experiências entre o Legislativo Estadual e as Câmaras de Vereadores e aproximar, cada vez mais, a Assembleia dos municípios, da classe política e da sociedade, para que a população conheça melhor o que é produzido no Parlamento Estadual”.

Trata-se de uma iniciativa inovadora se comparada com muitas outras que foram colocadas em prática. O “Assembleia em Ação” tem como base a transmissão de informações essenciais para enriquecer o funcionamento das casas legislativas. Como evento, tem servido também como espaço de debate de problemas regionais, a começar pelo fato de que o público maior é formado por vereadores de municípios que integram a Região Tocantina, que abrange 23 municípios cujas populações somadas alcançam mais de 700 mil pessoas. Vale lembrar que o “Assembleia em Ação já foi realizado em Balsas (Região Sul), Timon (Região Leste) e Trizidela do Vale (Região Central), alcançando cerca de 70 municípios e uma população superior a 1 milhão de habitantes.

E Imperatriz, o evento será realizado no auditório do Hotel Imperial e será aberto às 9 horas com uma palestra do presidente Othelino Neto. A partir de então, às 9:30h o diretor geral da Mesa Diretora da Alema, Bráulio Martins, e o consultor legislativo de Direito Constitucional, Anderson Rocha, palestram sobre processo legislativo, mostrando como funciona o Poder Legislativo, suas atribuições e a importância das suas decisões na vida da população. Às 10h15, palestra com o tema “Eleições 2020: as mudanças na legislação eleitoral” será ministrada pelo diretor de Administração da Assembleia, Antino Noleto.

Após as palestras, o evento será aberto a pronunciamentos e debates, normalmente com a participação de deputados da região, que aproveitam o espaço para denunciar problemas e cobrar soluções, o mesmo fazendo prefeitos e vereadores. Os debates e pronunciamentos iniciam às 11h com encerramento previsto para o meio-dia.

Em todas as edições do evento, Othelino Neto informa os inúmeros projetos aprovados recentemente pela Casa, visando beneficiar os municípios maranhenses, sejam eles propostos pelos deputados ou mensagens encaminhadas pelo Poder Executivo, a exemplo da lei alterando o ICMS para beneficiar os setores da sociedade que mais precisam, com a redução do ICMS sobre o gás de cozinha (que era de 18% e passou para 14%), benefícios fiscais a taxistas, reativação do programa Moto Legal, e diversos outros projetos. (Com informações da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa)

 

Fora da disputa pela Prefeitura, o vice Júlio Pinheiro deve ser candidato a vereador

Júlio Pinheiro (d): parceiro leal de Edivaldo Holanda Júnior, deve ir para a Câmara Municipal

O vice-prefeito Júlio Pinheiro, que comanda o Diretório do PCdoB em São Luís, também usou o twitter para comunicar a confirmação do deputado federal Rubens Júnior como pré-candidato do partido à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Com o gesto, o vice-prefeito dá adeus definitivo ao projeto de sair candidato do PCdoB à sucessão do prefeito, de quem tem sido um aliado forte e leal, várias vezes escalado para missões espinhosas, como a de dialogar com servidores, principalmente os da área de educação. Definitivamente fora da corrida sucessória, Júlio Pinheiro deverá renunciar à condição de vice-prefeito para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de São Luís, com cacife para sair das urnas com boa votação. Professor de carreira e com larga experiência da área sindical, Júlio Pinheiro é um político forjado nas fileiras do PCdoB, considerado por muitos como um dos quadros de proa do governador Flávio Dino, principalmente por sua proximidade do presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry.

São Luís, 13 de Fevereiro de 2020.