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Brandão se alinha ao PSDB e a Dino na proposta de pedir o impeachment de Bolsonaro

  

Carlos Brandão: afinado com PSDB e com Flávio Dino em relação a Jair Bolsonaro

Em meio à cautela extrema da maioria das lideranças partidárias do Maranhão em relação à agressiva investida do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nos atos bolsonaristas de 7 de Setembro, o vice-governador Carlos Brandão abraçou a posição do seu partido, o PSDB, e declarou apoio à abertura de um processo de impeachment do chefe da Nação. Com o posicionamento, o vice-governador incorpora o discurso do governador Flávio Dino (PSB) também favorável ao impedimento do presidente, que na sua avaliação perdeu as condições de governar. Com a manifestação, Carlos Brandão, que comanda de fato o PSDB no Maranhão, se junta ao líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, num coro forte contra a marcha golpista do presidente da República, que no entendimento de boa parte dos das lideranças políticas nacionais, entre elas as lideranças maranhenses, não reúne suporte político para continuar no comando do País. Os demais dirigentes partidários da base dinista permanecem em silêncio sobre o tema, aguardando posições das cúpulas nacionais dos partidos.

“O brasileiro não pode ser penalizado por um desgoverno que desdenha da crise sanitária, se perde na economia e desrespeita a Constituição. Estamos todos juntos pelo Brasil”, escreveu o vice-governador na sua conta no Twitter.  A manifestação segue fielmente a posição da cúpula nacional do partido, com a qual fez contato antes de bater martelo sobre como se posicionaria. Sua visão crítica em relação ao presidente Jair Bolsonaro e seu governo já estava definida, restando apenas a identificação integral com a posição do PSDB em âmbito nacional.

Carlos Brandão, que assumirá o Governo em Abril do ano que vem na condição de pré-candidato à reeleição, vinha se mantendo em silêncio sobre o assunto por conta da indefinição do seu partido, o PSDB, que se apresentou dividido entre apoiadores do impeachment – entre eles o senador cearense Tasso Jereissati -, e os que discordam da medida – como o deputado federal mineiro Aécio Neves, um dos seus fundadores, e não apoiador do processo de impeachment. O presidente do partido, Bruno Araújo, porém, é favor da destituição do presidente Jair Bolsonaro e conseguiu mobilizar a maioria do partido nessa direção. Com essa orientação, o vice-governador demonstra que se encontra identificado com a linha de ação do PSDB, tendo também como referência o governador Flávio Dino.

Carlos Brandão não é um cristão-novo no PSDB. Ele já comandou o partido no Maranhão, pelo qual foi deputado federal esse elegeu vice-governador em 2014. Nas eleições municipais de 2016, elegeu 28 prefeitos, só perdendo para o PCdoB. Mesmo assim, perdeu o controle da legenda para o senador Roberto Rocha, que simplesmente desmantelou a legenda no Maranhão, a ponto de o PSDB ter elegido apenas quatro prefeitos em 2020. No Republicanos, teve papel decisivo na eleição de 25 prefeitos, muitos dos quais permanecem como seus aliados e só aguardam o momento certo para migrar para o ninho dos tucanos. O alinhamento com o PSDB na crise institucional é uma demonstração de que o vice-governador se encontra em sintonia fina com o comando partidário.

Ao se posicionar com o PSDB e com o governador Flávio Dino na crise institucional criada pelo presidente Jair Bolsonaro, o vice-governador reafirma sua relação política com os dois pilares do seu projeto de candidatura. O partido já lhe deu garantias de que apoiará seu Governo, a partir de Abril, e aval integral à sua pré-candidatura à reeleição. O governador Flávio Dino tem sido incentivador da sua caminhada pré-eleitoral, mesmo sendo o principal articulador da unidade do grupo em torno de um candidato, que pode ser o próprio Carlos Brandão ou o senador Weverton Rocha (PDT).

 

PONTO & CONTRAPONTO

Isolado e sob pressão, Bolsonaro refaz discurso e pede desculpas

Jair Bolsonaro: recuo depois de isolado

Empolgados com a opereta de 7 de Setembro, quando foram usados como massa de manobra para uma falsa demonstração de força, bolsonaristas mergulharam ontem numa cruel frustração. Depois das bravatas pronunciadas em Brasília e em São Paulo na data cívica, o presidente Jair Bolsonaro ficou de joelhos diante da reação dura e destemida do Supremo Tribunal Federal, expressada no discurso do presidente Luiz Fux, e do Tribunal Superior Eleitoral, manifestada no pronunciamento do presidente Luís Roberto Cardoso. Vendo a base do Centrão se desmanchar, as lideranças civis manifestarem indignação e a imagem do Brasil se deteriorar como nunca no cenário internacional, o presidente-aspirante-a-ditador pediu socorro a um sábio político, o ex-presidente Michel Temer (MDB), para lhe ajudar a sair da encrenca em que se meteu. O resultado foi uma “Declaração à Nação”, na qual tenta desfazer o que fez, engole as bravatas e pede desculpas ao ministro do STF Alexandre Moraes, a quem, sem razão alguma, chamara de “canalha” no dia 7 de Setembro, e aos brasileiros. Leia, na íntegra, a “meia-volta, volver!” do presidente:

Declaração à Nação

No instante em que o país se encontra dividido entre instituições é meu dever, como Presidente da República, vir a público para dizer:

  1. Nunca tive nenhuma intenção de agredir quaisquer dos Poderes. A harmonia entre eles não é vontade minha, mas determinação constitucional que todos, sem exceção, devem respeitar.
  2. Sei que boa parte dessas divergências decorrem de conflitos de entendimento acerca das decisões adotadas pelo Ministro Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito das fake news.
  3. Mas na vida pública as pessoas que exercem o poder, não têm o direito de “esticar a corda”, a ponto de prejudicar a vida dos brasileiros e sua economia.
  4. Por isso quero declarar que minhas palavras, por vezes contundentes, decorreram do calor do momento e dos embates que sempre visaram o bem comum.
  5. Em que pesem suas qualidades como jurista e professor, existem naturais divergências em algumas decisões do Ministro Alexandre de Moraes.
  6. Sendo assim, essas questões devem ser resolvidas por medidas judiciais que serão tomadas de forma a assegurar a observância dos direitos e garantias fundamentais previsto no Art 5º da Constituição Federal.
  7. Reitero meu respeito pelas instituições da República, forças motoras que ajudam a governar o país.
  8. Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição.
  9. Sempre estive disposto a manter diálogo permanente com os demais Poderes pela manutenção da harmonia e independência entre eles.
  10. Finalmente, quero registrar e agradecer o extraordinário apoio do povo brasileiro, com quem alinho meus princípios e valores, e conduzo os destinos do nosso Brasil.

Deus, Pátria, Família

Jair Bolsonaro

Presidente da República Federativa do Brasil

Em Tempo: Desde que a Declaração à Nação foi tornada pública, milhares de bolsonaristas foram às redes sociais para dizer que foram traídos pelo “mito”, disparando contra ele muitos xingamentos.

 

Flávio Dino e Roberto Costa reabrem o Sousândrade reformado e ampliado

Flávio Dino entre Roberto Costa (camisa vinho) e Carlos Brandão na reinauguração da escola no bairro do Lira

A luz da educação reacendeu ontem no bairro do Lira, no complexo da madre Deus com a reinauguração do Colégio Sousândrade, reformada, requalificada e rebatizado como Centro Educa Mais Sousândrade, e que volta a funcionar como escola de tempo integral com capacidade para atender até mil estudantes. A reabertura da unidade escolar, uma das mais importantes da região central de São Luís, contou com a presença do governador Flávio Dino, do vice-governador Carlos Brandão, do secretário de Educação Felipe Camarão e do deputado estadual Roberto Costa (MDB).

Fechada havia meses por causa de problemas que inviabilizavam seu funcionamento, a reforma constou de serviços de melhorias nas estruturas do prédio, no revestimento, cobertura, piso, forro e pintura geral, instalações elétricas e hidráulicas, além dos banheiros com vestiários e acessíveis, entre outras intervenções. A estrutura escolar foi ampliada, contando agora com laboratórios de química, física, biologia e matemática, e passará a atender jovens que irão fazer o ensino médio em tempo integral.

 

A reforma do Sousândrade é fruto do esforço político do deputado Roberto Costa, nascido no bairro e que deve sua formação básica àquela escola. Diante da sua deterioração, o parlamentar transformou a reforma numa bandeira, que o levou ao secretário Felipe Camarão e ao governador Flávio Dino. “A restauração dessa escola significa muito para mim, pois ela faz parte da minha vida porque fui aluno aqui desde a 1º série. É muito gratificante ver, agora, o colégio todo reformado para atender a nossa comunidade”, disse Roberto Costa, que contribuiu com emendas parlamentares para assegurar a reforma

O governador Flávio Dino fez questão de presidir a reinauguração do agora Centro Educa Mais Sousândrade, destacando o fato: “Para mim é uma grande alegria entregar esta grande obra. O deputado Roberto Costa nos ajuda na Assembleia, traz reivindicações justas como essa e, agora, comemoramos os 409 anos de São Luís entregando essa escola tão importante para a cidade”.

Responsável direto pela reforma, o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, também deu o crédito da reforma ao deputado Roberto Costa: “A escola só tinha 120 alunos e estava praticamente fechando, deixando a comunidade muito triste com isso. Mas o deputado Roberto Costa fez o pedido e o governador garantiu a obra”.

São Luís, 10 de Setembro de 2021.

 

Crise política causada por Bolsonaro pode alterar posição de líderes partidários no Maranhão

 

Josimar de Maranhãozinho, Edilázio Jr., Pedro Lucas Fernandes e Juscelino Filho podem ser obrigados a mudar de posição em relação ao Governo Bolsonaro

A movimentação partidária que agita os bastidores do Congresso Nacional desde os agressivos discursos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Brasília e em São Paulo, no 7 de Setembro, está, de fato, tirando a bancada maranhense da zona de conforto e empurrando senadores e deputados federais para o jogo pesado, que pode produzir desfecho politicamente cataclísmico como a instauração de um processo de impeachment do presidente da República, por exemplo. Partidos como PL, PSD, PSL, DEM, e MDB, aliados do Governo Bolsonaro em diferentes graus, resolveram discutir, internamente e em grupo, a situação do presidente, avaliando, nessas discussões, a possibilidade de desembarcar da base governista e embarcar na Oposição. Nesse contexto, os deputados Josimar de Maranhãozinho (PL), Edilázio Jr. (PSD), Pedro Lucas Fernandes (PSL), Juscelino Filho (DEM) e Hildo Rocha (MDB), que apoiam o Governo central em maior ou menor grau, terão dias difíceis pela frente, principalmente se seus partidos resolverem romper com o presidente Jair Bolsonaro, com é a tendência de vários nesse momento.

Uma das expectativas mais fortes nesse cenário atinge o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que cultiva relações produtiva com Governo Bolsonaro, tendo inclusive admitido a hipótese de vir a ter sua pré-candidatura a governador apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro. Ontem, o chefão do PL, ex-deputado federal Waldemar Costa Neto, a quem Josimar de Maranhãozinho deve o poder supremo sobre o partido no Maranhão, admitiu a possibilidade de abandonar a base governista e discutir o processo de impeachment. Se essa decisão for tomada, Josimar de Maranhãozinho terá se tornar oposição ao bolsonarismo ou mudar de partido. Tal situação alcança os deputados federais Pastor Gildenemyr, que é bolsonarista roxo, e Júnior Lourenço, que seguirá a Josimar de Maranhãozinho em qualquer circunstância.

Ontem, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, anunciou que está se afastando do presidente Jair Bolsonaro, admitindo inclusive, também apoiar o processo de impeachment se o presidente continuar gerando crises. O gesto de Gilberto Kassab colocou o deputado federal Edilázio Jr., presidente do partido no Maranhão, em situação delicada. Como é sabido, Edilázio Jr. é bolsonarista assumido, integrando o suporte parlamentar e político do presidente. Sofrerá forte desgaste político se tiver de romper com o Governo Bolsonaro ou seguir outro caminho partidário. É a mesma situação dos deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo Souza, que mantém uma relação amistosa com o Governo, mas que poderão mudar de rumo se o MDB vier mesmo a romper, como sinalizou ontem nota divulgada pelo presidente nacional, deputado federal Baleia Rossi (SP). Também o deputado Juscelino Filho, presidente do DEM estadual, cujo partido ameaça pular fora do trem desgovernado do presidente Jair Bolsonaro.

Dois dirigentes partidários maranhenses têm situação um pouco mais confortável, mas que também pode radicalizar em relação ao presidente da República: o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal André Fufuca (PP). Empenhado quase que inteiramente na pré-campanha ao Governo do estado, o senador Weverton Rocha poderá ter de mudar radicalmente sua agenda se o partido decidir entrar na briga pelo impeachment de Jair Bolsonaro, como vem acenando o presidente nacional Carlos Lupi. A situação do deputado André Fufuca é diferente, uma vez que por abrigar o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (AL), e o chefe da Casa Civil, senador Ciro Nogueira, assumiu a presidência nacional do PP, o que o coloca numa situação tão especial quanto delicada.

Esses parlamentares deverão mesmo sair da zona de conforto para entrar num jogo difícil, complicado e de desfecho rigorosamente indefinido, e ainda se encontra na fase preparatória. As próximas semanas devem rascunhar um cenário para claro a respeito do que eles vão enfrentar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino vê desatino e desgoverno em Bolsonaro e indica caminhos para tirá-lo do poder

Flávio Dino enquadra Jair Bolsonaro em vários crimes

Ao avaliar ontem, em entrevista ao portal UOL, a situação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador Flávio Dino (PSB) fez observações que podem levar o chefe da Nação um destino político dramático. Vale conferir:

1 –  “Nós estamos vendo um presidente da República desatinado, desgovernado e perpetrador de múltiplos crimes. Esta conduta de ameaça ao Supremo, de ameaça a um dos seus ministros, é duplamente tipificada como criminosa no Código Penal, no artigo 359 L, na medida em que há uma ameaça, uma tentativa de subverter, de destruir o estado democrático mediante uma ameaça a um dos Poderes do Estado. Por outro lado, nós temos a própria lei de crimes de responsabilidade, a Lei 1079. A grande pergunta é: nada ocorrerá? Porque nós estamos diante de condutas que em si mesmas são graves. Mesmo que as ameaças não venham eventualmente a se concretizar, nós estamos vendo a economia sofrendo muito, em razão desse descontrole presidencial, e nós estamos vendo uma marcha batida em direção a uma ruptura. Então, nós temos que reagir imediatamente, prontamente, para conter esses desatinos, isto que é inaceitável, sob qualquer ponto de vista, e está hoje penalizando fortemente as famílias brasileiras mediante, por exemplo, a inflação de alimentos”.

2  –  “Quero crer que isso não vai ficar por isso mesmo, pelo que eu tenho visto e ouvido, seja no ambiente político, seja no âmbito político, seja no âmbito do próprio Poder Judiciário. Há vários caminhos, um dos quais o Tribunal Superior Eleitoral afastara o presidente da República, cassar ele próprio ou eventualmente a chapa, dependendo do contexto. E isso não depende das casas parlamentares. Basta o enquadramento dois fatos de 2018 na lei. Acredito que isto ocorrendo pode ser uma saída institucional. Nós temos também os processos de impeachment. Não acredito que o Arthur Lira consiga segurar isso indefinidamente. Nós temos ainda uma terceira hipótese: ao chamar um ministro do Supremo de canalha, ele cometeu um crime, um crime comum. Então, o próprio ministro pode entrar com uma ação penal contra ele. Então, o Supremo pode pedir à Câmara autorização para processá-lo criminalmente. De modo que eu acredito que, com o seu isolamento político, evidente a essas alturas, e o seu estágio de insanidade, saídas jurídicas há várias, e creio que uma delas vai acabar se viabilizando porque o País não aguenta esse nível de estresse, e não aguenta economicamente, uma vez que nós estamos vendo os indicadores se deteriorando”.

 

Fusão PSL/DEM pode gerar disputa entre Pedro Lucas e Juscelino Filho

Fusão PSL/DEM: Pedro Lucas Fernandes e Juscelino Filho podem disputar controle do novo partido

O que era apenas uma agenda de conversa visando decisões mais na frente, o processo de fusão PSL/DEM ganhou ontem ares de certeza quando os dois comandantes partidários, deputado federal Rodrigo Bivar (PSL-PE) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto assinaram nota conjunta se posicionando criticamente em relação às declarações do presidente Jair Bolsonaro no 7 de Setembro. Se for consumada, a fusão dará origem ao partido com mais força na Câmara Federal. No plano estadual, o novo partido deve produzir uma disputa de peso entre os deputados federais Pedro Lucas Fernandes, que comanda o PSL no Maranhão, e Juscelino Filho, chefe maior do DEM no estado. E como só haverá um partido, a pergunta a ser feita é a seguinte: quem vai comandar a nova legenda no Maranhão?  Pedro Lucas Fernandes, que conta com o apoio do pai, prefeito de Arame, Pedro Fernandes, ou com Juscelino Filho, que vem ampliando seu espaço na cúpula do partido? A resposta virá se a fusão for consumada.

São Luís, 09 de Setembro de 2021.

Ato mostrou tamanho da base bolsonarista em São Luís e tirou bancada federal da zona de conforto

 

Bolsonaristas se concentraram em frente à Havan, na Daniel de la Touche, cruzaram a Ponte José Sarney e encerraram motocarreata na Praça Maria Aragão; Oposição também se mobilizou contra Jair Bolsonaro na Praia Grande e em carreata

Os discursos agressivos e ameaçadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nos atos de ontem em Brasília e São Paulo produziram situações simbólicas e reações diversas no Maranhão. Como em outras manifestações, bolsonaristas anônimos se esforçaram para se mostrar e realizaram a manifestação possível, que fez muita zoada, e revelou aspectos dessa militância em São Luís. O governador Flávio Dino (PSB) não se surpreendeu nem com a quantidade de apoiadores do presidente na Esplanada dos Ministérios e na Avenida Paulista nem com a retórica golpista por ele usada nas suas duas falas. Na seara dos congressistas maranhenses, os arroubos retóricos ameaçadores do presidente colocaram senadores e deputados federais – tanto os que o apoio quanto os adversários – em situação delicada, à medida que poderá leva-los a tomar posição, mesmo que contra a vontade.

1 – A motocarreata de bolsonaristas em São Luís reuniu um número expressivo motocicletas e automóveis, que pode ter reunido entre 500 e mil veículos, a grande maioria automóveis só acessíveis à classe média alta. Foi uma manifestação bem organizada, que teve concentração em frente à recém-inaugurada loja da cadeia Havan, sem a presença de líderes políticos conhecidos. Na avaliação de alguns observadores, a motocarreata foi o maior ato bolsonaristas já realizado em São Luís. E revelou dois aspectos dessa corrente política na Capital do Maranhão: o número de bolsonaristas em São Luís é pequeno, mas seus militantes beiram ao fanatismo.

2 – O governador Flávio Dino, não se surpreendeu com nada do que aconteceu ontem em São Luís, Brasília e São Paulo. Para ele, mesmo tendo chegado ao limite, o governador acredita que o presidente vai insistir nessa linha do golpismo, vai tencionar o País ainda mais, mas não conseguirá o que pretende, que é dar um golpe. Para Flávio Dino, essa estratégia pode criar um clima de instabilidade muito grave, que naturalmente se refletirá no funcionamento das instituições, na economia e em todos os aspectos da vida nacional. “Ele perderá, mas isso terá um custo alto para o País”. Vale lembrar que o governador do Maranhão, que também é alvo político do bolsonarismo, vem chamando a atenção das lideranças para os movimentos por meio dos quais o presidente da República prepara terreno para realizar o projeto de ser ditador.

3 – Os arroubos golpistas do presidente Jair Bolsonaro conseguiram também tirar do conforto os integrantes das bancadas maranhenses na Câmara Federal e no Senado, que até agora, com raras exceções, têm se mantido distantes desse debate, como se fosse possível ignorá-lo. Agora, as instituições foram colocadas em xeque, com a clara e indiscutível tentativa de interferência do chefe do Poder Executivo no Poder Judiciário, fato que fatalmente levará a centelha da crise para o plenário das duas Casas. Para citar um só exemplo: bolsonarista de ponta, o deputado federal Edilázio Jr. (PSD), foi informado ontem que o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, anunciou que o partido deve apoiar a instauração de um processo de impeachment do presidente.

4 – Pelo menos até ontem à noite, os três senadores maranhenses se mantiveram distante do agravamento da crise institucional pelo o presidente Jair Bolsonaro. O senador Weverton Rocha (PDT), que vem dedicando tempo integral à sua pré-campanha ao Governo do Estado, se manteve em silêncio em relação a tudo o que aconteceu em Brasília e em São Paulo. A senadora Eliziane Gama (Cidadania) vem atuando na mesma linha. E o senador Roberto Rocha (sem partido) participou da m motocarreata, discursou na dispersão na Praça Maria Aragão reafirmando seu absoluto alinhamento ao presidente Jair Bolsonaro, deixando clara e inequívoca sua concordância com a retórica golpista usada pelo chefe da Nação em Brasília e em São Paulo.

5 – O movimento pró-Bolsonaro que movimentou São Luís não ficou sem respostas. Sem preparação prévia nem estrutura material, centenas de militantes de partidos políticos de esquerda, sindicatos e movimentos sociais se mobilizaram na Praia Grande num esforçado contrapeso à motocarreata bolsonarista. Enquanto os aliados do presidente atacavam o Supremo Tribunal Federal e seus ministros e pregavam o natimorto voto impresso e outras pautas antidemocráticas, os manifestantes de oposição protestavam contra desemprego, fome, inflação, preço do gás, dos combustíveis e da energia elétrica, falando sobre o Brasil real.

Os desdobramentos dos atos liderados ontem pelo presidente Jair Bolsonaro certamente repercutirão no cenário político estadual. Resta saber se os líderes bolsonaristas no estado vão sustentar suas posições.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ironia: motocarreata bolsonarista começou na Havan e terminou na Maria Aragão

Ironia: motocarreata bolsonarista saiu do pátio da Havan, do extremista de direita Luciano Hang, e terminou na Praça Maria Aragão, militante comunista, desenhada por Oscar Niemeyer, militante comunista, e construída por Jackson Lago, militante socialista

A motocarreata realizada ontem por bolsonaristas ludovicenses foi marcada por simbolismo: começou no pátio da loja Havan e terminou na Praça Maria Aragão.

A concentração dos bolsonaristas no estacionamento da loja Havan, na Avenida Daniel de la Touche, confirmando que a escolha não foi por acaso e que, como muitos já suspeitavam, a réplica da Estátua da Liberdade fincada em frente a cada loja da cadeia comandada por Luciano Hang – um empresário ao mesmo tempo bem-sucedido e controvertido, de extrema direita e bolsonarista linha de frente – tem viés claramente político, numa prova que dentro da liberdade que prega está a noção de liberdade pregada pelo presidente Jair Bolsonaro e sua turma.

E terminou na Praça Maria Aragão, um espaço urbano desenhado pelo arquiteto comunista fluminense Oscar Niemayer, em homenagem à médica e militante comunista maranhense Maria Aragão, vítima de dura perseguição por parte da ditadura militar, e construído pelo prefeito Jackson Lago (PDT), um defensor intransigente do socialismo democrático, para ser uma arena sacrossanta de atos e lutas progressistas.

Como se vê, os pontos de largada e chegada da motocarreata bolsonarista sugerem uma fina ironia engendrada pelas sutilezas da política.

 

Feliz Aniversário, São Luís!

Rua Portugal, a melhor expressão da São Luís que virou patrimônio do mundo

Mais do que nunca Patrimônio da Humanidade, trazido pelos casarões e becos, hoje abrigo de mais de um milhão de habitantes, e berço de manifestações únicas como Bumba-Meu-Boi e Tambor de Crioula, São Luís chega aos 409 anos como uma joia urbana rara e entregue a uma nova geração de cuidadores.

Com o orgulho de ser um produto saído diariamente das suas entranhas, a Coluna a cumprimenta pela passagem de ano e lhe deseja vida eterna.

São Luís, 08 de Setembro de 2021.

Sem líderes e sem força política, bolsonaristas tentam marcar presença no 7 de Setembro em São Luís

 

Uma das manifestações bolsonaristas realizadas neste ano em São Luís: sem líderes

Todos os sinais saídos de fontes da direita maranhense indicaram que, a exemplo de Brasília e São Paulo, bolsonaristas maranhenses vão usar o feriado cívico de hoje para dizer que também existem no cenário político estadual. São grupos isolados, que se articulam por redes sociais, mas sem uma liderança expressiva, alguém que passe credibilidade e até mesmo funcione como porta-voz local da cúpula nacional. A lógica sugere que esse líder poderia ser o senador Roberto Rocha (sem partido), que se apresenta como aliado de proa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas não há indício de que ele esteja à frente algum movimento de bolsonaristas em São Luís, Imperatriz ou Balsas, por exemplo. Quem até ontem agiu como chefe bolsonarista em terras maranhenses foi a deputada estadual Mical Damasceno, presidente regional do PTB, escolhida diretamente pelo chefe maior do partido, ex-deputado Roberto Jefferson, que está na cadeia por atentar contra a democracia.

Hoje, a banda bolsonarista da política maranhense tem três faces. A primeira é a expressada pelo senador Roberto Rocha, pela deputada Mical Damasceno e pelo prefeito de São Pedro dos Crentes e candidato a governador Lahesio Bonfim (PSL), que não formam um grupo unido nem estão articulados pela os atos deste 7 de Setembro. A segunda face é demonstrada pelo deputado federal Aloísio Mendes (PSC), que como prestigiado vice-líder do Governo na Câmara Federal, mas não se expõe em situações como essa. E a terceira face é a representada pelo deputado federal Edilázio Jr., que preside o PSD no Maranhão, que não esconde sua condição de bolsonarista, mas também não faz questão de escancará-la. Não há registro de que esses três segmentos tenham se juntado e reunido forças para mostrar prestígio ao presidente. Ao que parece – e a Coluna pode estar equivocada -, a manifestação será feita por militantes anônimos, alguns pastores, mas sem a presença de “graúdos da causa” no Maranhão.

Dispersos e sem um líder, os bolsonaristas de São Luís não chegam a formar um contingente capaz de atuar como um grupo o organizado com viés partidário, embora seja fácil identificá-lo pelo confuso viés ideológico que pregam, e principalmente pela zoada que fazem quando estão falando mal dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). E atuam de forma isolada, já que uma parte da direita, esclarecida e moderada, faz questão de deixar claro que não fecha com a linha de ação política do presidente da República. Um exemplo é a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que já foi bolsonarista roxa, perdeu o encanto e hoje é filiada ao PSDB, pelo qual se elegeu, e agora está se alinhando ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado. Outros nomes, como o médico Alan Garcez, que chegou a sonhar com o Ministério da Saúde, não dá mais sinais de alinhamento total ao presidente Jair Bolsonaro.

Os diversos atos realizados por bolsonaristas em São Luís demonstraram, de maneira clara e inequívoca, que eles formam uma minoria que, se não tem força política nem eleitoral, é ativa o suficiente para mostrar suas convicções fazendo muito barulho. E nada vai acontecer, além de momentos de tensão aqui e ali, mas sem nenhuma consequência.

A menos que esteja fazendo uma leitura equivocada da realidade, o que parece não ser o caso, a Coluna se identificou integralmente com as expectativas do economista Joel Pinheiro da Fonseca, em artigo publicado ontem no jornal Folha de S. Paulo, disse que, independentemente do sucesso ou do fracasso dos bolsonaristas nos atos do 7 de Setembro, nada muda:

“O Congresso continuará se fartando de emendas. O Supremo continuará com o inquérito das fake news — ou, melhor dizendo, das milícias digitais. O voto impresso continuará fora da pauta. A inflação continuará a corroer o poder de compra da população. A situação ambiental continuará a se deteriorar. A educação continuará abandonada. A agenda econômica, antes tida como a graça redentora do desastre em todo o resto, continuará se resumindo a projetos eleitoreiros — novo Bolsa Família, reforma tributária desfigurada— e gambiarras para gastar sem violar o teto. Por fim, as investigações sobre o passado da família Bolsonaro, que aparentemente enriqueceu com esquemas milionários de desvio de dinheiro público, não vão deixar de revelar podres”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MP faz sua parte e recomenda medidas a prefeitos e ao secretário de Segurança

Eduardo Nicolau: recomendações pela ordem em manifestações

Em meio ao zumzum tenso que tomou de conta do País por causa do movimento feito pelo presidente Jair Bolsonaro para transformar o 7 de Setembro numa demonstração de poder – o que o governador Flávio Dino avalia como um “ensaio de golpe” -, o procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau, entrou no circuito e, com a responsabilidade que tem o Ministério Público nesse contexto de crise institucional, emitiu duas recomendações destinadas a garantir o direito de manifestação e, ao mesmo tempo, evitar que esse direito seja atropelado por abusos e atentado contra a ordem pública.

A primeira recomendação foi dirigida aos prefeitos, a começar pelo titular de São Luís, Eduardo Brande (Podemos): onde houver guardas municipais, sejam adotadas todas as medidas necessárias para assegurar a proteção dos bens, serviços e instalações municipais, durante as manifestações.

A segunda recomendação foi endereçada ao secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portella, no sentido de que sejam adotadas todas as medidas necessárias para assegurar a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.

As recomendações mostram que o Ministério Público do Maranhão se encontra antenado com a realidade e ciente do seu papel como instituição cuja razão de ser é exatamente garantir o respeito às leis.

 

Disputa difícil pela presidência da Câmara Municipal de São Luís

Osmar Filho não pode disputar reeleição

Todas as evidências indicam que a sucessão na presidência da Câmara Municipal de São Luís, marcada para Abril do ano que vem, será bem mais difícil do que estão prevendo alguns observadores. Independentemente de quem vai se candidatar, a eleição será uma medição de forças poderosas. A primeira delas é o prefeito Eduardo Braide (Podemos), que certamente tem a sua preferência no bolso do colete e vai colocar as cartas na mesa na hora adequada. Ao mesmo tempo, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que na época estará assumindo o Governo, poderá, a pedido de aliados, mexer pedras apoiando um nome. O senador Weverton Rocha (PDT), pressionado pelo PDT, que tem no posto hoje ocupado pelo pedetista Osmar Filho sua última base de sustentação na Capital, vai tentar manter seu partido no comando da Casa, provavelmente negociando com o prefeito Eduardo Braide. E não será surpresa se até o governador Flávio Dino (PSB), que na época estará de desincompatibilizando para concorrer ao Senado, vier a colocar a mão no ombro de um candidato viável.

São Luís, 7 de Setembro de 2021.

Causa estranheza o silêncio de congressistas sobre a crise institucional forjada por Bolsonaro

 

À exceção do governador Flávio Dino (PSB), que mantém ativa sua metralhadora verbal contra as ameaças de ruptura da ordem institucional brasileira feitas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em seus ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), nenhuma outra personalidade política do Maranhão, com mandato ou sem mandato, levantou a voz criticando a intensa movimentação do presidente da República para tornar o 7 de Setembro um marco na sua pregação antidemocrática. E o que chama a atenção é o silêncio de senadores e deputados federais, fazendo de conta que nada de grave está acontecendo ou tentam passar à opinião pública a impressão de que não parte ativa da vida política do País. É o caso, por exemplo, dos senadores e dos pré-candidatos ao Governo do Estado.

O senador Weverton Rocha (PTD) encontra-se mergulhado na sua pré-campanha ao Governo do Estado, liderando grandes atos pré-eleitorais em Imperatriz, em Vargem Grande, e o de ontem em Presidente Dutra, tem sido parcimonioso em relação aos ataques do presidente da República às instituições que garantem a democracia no País. A senadora Eliziane Gama (Cidadania) tem mostrado sua condição de oposicionista com intensa e respeitável atuação CPI da Covid, evitando, porém, entrar de cabeça, no combate às inclinações golpistas do presidente. E na outra ponta, o senador Roberto Rocha (sem partido), também vem mantendo silêncio, embora seja um dos senadores mais alinhados ao chefe da Nação.

Entre os deputados federais, apenas Bira do Pindaré (PSB) e Rubens Jr. (PCdoB) já se posicionaram claramente contra os intensos autoritários do presidente Jair Bolsonaro, assim como o deputado federal licenciado e presidente regional do PCdoB, Márcio Jerry. Os demais membros da bancada maranhense vêm se mantendo distante da crise institucional, notadamente os que presidem no Maranhão braços de grandes partidos que lastreiam o Centrão, como o deputado Josimar de Maranhãozinho, presidente do PL e controlador do Avante e do Patriotas no Maranhão, o deputado André Fufuca, comandante da extensão maranhense do PP, o deputado Juscelino Rezende, presidente regional do DEM, o deputado Pedro Lucas Fernandes, que agora preside o PSL, depois de ter perdido o comando do PTB no estado, o deputado Cléber Verde, que controla o braço maranhense do  Republicanos, e do deputado Gastão Vieira, que lidera o PROS estadual.

O silêncio alcançou também deputados sem posto de comando partidário, como João Marcelo de Souza e Hildo Rocha, ambos integrantes da bancada do MDB, provavelmente de acordo com a ex-governadora Roseana Sarney, que preside a legenda emedebista no Maranhão, mas tem evitado choque com os atuais poderosos de Brasília. Nessa linha também se movimentam o deputado Gil Cutrim (PDT), o deputado Júnior Lourenço (PL) e seu colega do PL, Partir Gildenemyr, e do deputado Zé Carlos Araújo (PT). Na outra ponta, também se mantêm os aliados assumidos do Palácio do Planalto, como o deputado Edilázio Jr., presidente do PSD maranhense, e o deputado Aluísio Mendes, controlador do braço estadual do PSC, e ainda o deputado Josivaldo JP, que segue a orientação do Podemos, controlado no Maranhão pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

O silêncio da esmagadora maioria da bancada federal nas duas Casas, e a timidez dos que se manifestam, além de causar estranheza, produz incerteza na população. Afinal, como já observaram analistas de peso do cenário nacional, ainda que forjada pelo presidente Jair Bolsonaro, que não consegue a crise institucional em curso não se resolverá com o embate entre os três Poderes, mas pela via das articulações políticas. E nesse sentido, não há dúvida de que é o Congresso Nacional a instituição com todos os recursos e instrumentos políticos necessários para colocar o País nos trilhos. Daí o estranhamento que causa o silêncio de senadores e dos deputados federais em relação às ameaças golpistas do preside Jair Bolsonaro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maranhãozinho leva a melhor e número de prefeito em ato de pré-campanha

Josimar de Maranhãozinho e aliados: pré-candidatura lançada

Se número de prefeitos for critério para medir a importância e o peso político dos atos de pré-campanha realizados até aqui pelos pré-candidatos ao Palácio dos Leões, o lançamento da pré-candidatura do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), realizado Sexta-Feira à noite na sua residência em São Luís pode ser considerado o maior até agora. Segundo sua assessorial, o evento reuniu 56 chefes de governos municipais, inclusive de partidos fora do seu controle, como PDT, DEM e Republicanos. Para começar, ali estavam prefeitos como Júlio Matos, de São José de Ribamar, o quinto maior colégio eleitoral do Maranhão. E de municípios eleitoralmente importantes e estratégicos, como Rigo Teles (PL), de Barra do Corda, e Ducilene Belezinha (PL), de Chapadinha. O ato foi reforçado pela presença de dos deputados federais do seu grupo – Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas) e Pastor Gildenemyr (PL) – e os deputados estaduais que seguem sua orientação: Detinha, Vinícius Louro, Leonardo Sá e Hélio Soares. Não há dúvida de que a maioria dos prefeitos presentes o seguirão, mas no meio político há quem garanta que pelo menos 20% dos presentes deram volume ao ato, mas já estariam compromissados com outras pré-candidatos.

 

Márcio Jerry nega factoide senatorial e diz que será candidato à reeleição

Márcio Jerry: candidato à renovação do mandato

É do conhecimento geral que o secretário das Cidades, Márcio Jerry, se prepara para renovar seu mandato de deputado federal pelo PCdoB. Há alguns dias, porém, estimulados pela certeza que começa a ganhar corpo de que o governador Flávio Dino vai mesmo disputar a vaga no Senado, especuladores de plantão forjaram e espalharam que o presidente do PCdoB do Maranhão estaria trabalhando para ser candidato a suplente de senador na chapa de Flávio Dino. O factoide foi motivado por outra especulação, essa mais distante ainda da realidade: Flávio Dino se elege senador e Lula da Silva (PT), e na montagem do Governo, Lula da Silva convoca Dino para o ministério, abrindo vaga para o suplente se tornar senador por bom tempo. O próprio Márcio Jerry cortou o barato dos especuladores dizendo que será mesmo candidato a renovar o mandato de deputado federal.

São Luís, 05 de Setembro de 2021.

Alerta: Dino afirma que o patriotismo de Bolsonaro é falso e tem o propósito de destruir a Democracia

 

Flávio Dino denunciando o “patriotismo falso” de Jair Bolsonaro

O governador Flávio Dino (PSB) fez ontem um alerta aos maranhenses e à Nação sobre o conceito distorcido de patriotismo pregado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o objetivo de tornar o 7 de Setembro um marco nas tentativas que o chefe da Nação e seus aliados vêm fazendo para inviabilizar a Constituição democrática de 1988. Para o governador, o patriotismo do presidente é “falso, oco, feito de palavras ao vento, palavras ofensivas, agressivas, ódio, medo”, e movido pela ideia central que é “rasgar a Constituição e destruir a Democracia”. E afirmou, enfático: “Isso não é uma atitude patriótica, não é ter espírito cívico”.

O alerta do chefe do Executivo maranhense foi feito em vídeo e divulgado na sua conta no Instagran. Ele chamou a atenção para o fato de que o conceito de patriotismo é uma das “muitas disputas que se entrecruzam neste 7 de Setembro”, sendo que “uma delas é relativa à compreensão do que é efetivamente ser patriota”. O governador aponta para o fato de que o presidente e seus aliados estão tentando usar a mais importante data cívica do Brasil “para uma virada de mesa e destruir tudo aquilo que conquistamos”.

–  E o preço que nós estamos pagando está revelado numa crise de energia mal administrada, na inflação de alimentos, no câmbio desalinhado, na fome das pessoas, na falta de esperança da juventude, na ausência absoluta de obras e de políticas públicas. É por isso que esse patriotismo deve ser rejeitado, deve ser derrotado – assinalou.

Na sua fala, Flávio Dino deixou claro que o ponto forte de uma sociedade democrática é o pluralismo político, cuja legitimidade é óbvia. Mas alerta que “a democracia admite quase tudo, menos aqueles que querem destruí-la”. E destacou um dado fundamental e garantidor da pluralidade numa sociedade democrática, alvo claro dos ataques do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados: “A liberdade de expressão não protege aqueles que querem na verdade revogá-la”.

O governador Flávio Dino mostrou que o patriotismo que dá vida a uma sociedade democrática é exata e rigorosamente o oposto do que é pregado pelo presidente Bolsonaro: “O outro patriotismo, o verdadeiro, é aquilo que nós representamos e defendemos na prática. O patriotismo que é feito de gente, o patriotismo que é feito de direitos, o patriotismo que é feito da compreensão de que precisamos unir a sociedade em torno de bons propósitos e de bons projetos. Ser patriota hoje é lutar contra a subida do preço dos alimentos, é desejar estabilidade jurídica, é fazer com que haja diálogo e entendimento, é colocar na frente aquilo que efetivamente diz respeito à vida das famílias, das pessoas, a exemplo do combate ao coronavírus, a luta por vacinas, agora em 2021 e também em 2022. Isto é honrar a nossa pátria, isto é ter autenticamente espírito cívico”.

Reconhecido como uma das vozes mais lúcidas e coerentes entre as muitas que vêm se levantando contra a postura antidemocrática do presidente da República, o governador do Maranhão disse estar convencido das intenções golpistas do chefe da Nação. E se disse igualmente convicto de que o presidente não alcançará o seu intento: “Eu tenho convicção de que o presidente Bolsonaro está tentando e vai continuar a tentar fazer com que haja um retrocesso, que a Constituição democrática de 1988 não prevaleça. Ele está tentando, mas não vai conseguir”.

E concluiu com a seguinte avaliação política: “A ampla união de todos os brasileiros que autenticamente defendem a democracia será vitoriosa. Por isso, lamentamos que o 7 de Setembro seja desvirtuado, mas ao mesmo tempo com muita esperança e muita fé, muito otimismo, porque as trevas vão passar, e nós vamos reabrir avenidas de esperança para o povo brasileiro”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino, Othelino, Weverton e Brandão participam de maratona de inaugurações na Baixada

Em cima: em Santa Helena, Flávio Dino tendo ao lado Carlos Brandão e Weverton Rocha, acompanhados de Márcio Jerry, André Fufuca e Othelino Neto. Embaixo: Pinheiro: Flávio Dino ladeado por Weverton Rocha, Othelino Neto e Luciano Genésio

O 165º aniversário de Pinheiro, comemorado ontem, foi marcado por uma curiosa situação relacionada com a corrida ao Palácio dos Leões. Ali, no ato das inaugurações, encontravam-se o governador Flávio Dino (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e entre eles os pré-candidatos a governador senador Weverton Rocha (PDT) e vice-governador Carlos Brandão (PSDB), além do secretário de Cidades e presidente do PCdoB Márcio Jerry e André Fufuca (PP), todos prestigiando os donos da casa, prefeito Luciano Genésio (PP) e vice-prefeita Ana Paula Lobato (PDT). A mesma comitiva seguiu em maratona de inaugurações em Turilândia e Santa Helena.

As obras inauguradas, bancadas com recursos do Governo do Estado com emendas parlamentares do presidente da Assembleia Legislativa, assim como as em andamento e as anunciadas foram recebidas com festa pelas populações dos três municípios, que estão entre os mais importantes da Baixada Ocidental. Nas três cidades, o governador e o presidente da Assembleia Legislativa comandaram os atos, com o aval e a presença dos prefeitos daqueles municípios, a exemplo do prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, que é do PP e apoia o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha.

A movimentação da comitiva foi também marcada por conversas paralelas, tendo o senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão ficado lado a lado e trocaram gentilezas em clima amistoso, como se eles não estivessem em lados oposto na corrida às urnas.

 

Gestão de excelência: UFMA e HU ganham novos equipamentos e instalações

O ministro Milton Ribeiro e o reitor Natalino Salgado descerram placa de inauguração no Campus da UFMA

O reitor da UFMA, Natalino Salgado, fechou a semana contabilizando ganhos importantes para a instituição e reafirmando assim a sua condição de gestor competente. Na Quinta-Feira, tendo como convidado ninguém menos que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o reitor inaugurou o complexo predial que abriga a Diretoria de Tecnologias na Educação (Dted), e o Centro de Referência em Endocrinologia e Hepatologia e as novas instalações do ambulatório de Cardiologia do Hospital Universitário.

A inauguração das instalações da Diretoria de Tecnologias na Educação se deu depois de cinco anos em que a obra permaneceu paralisada. Mesmo com a crise financeira causada pela pandemia, o reitor Natalino Salgado, que conhece como poucos os meandros do MEC, conseguiu a liberação de R$ 924 mil para a retomada e a conclusão da concretização do projeto. O novo espaço abrigará equipes multidisciplinares e conta com três pavimentos, auditórios, estúdios de gravação, laboratório de informática, salas para capacitação de projetos, espaço multiuso, reunião e treinamento, copa, refeitório e áreas de lazer. A Dted tem três braços: a Universidade Aberta do SUS (UnA-SUS), a Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o EaD para Você, todos em funcionamento pleno.

Os investimentos no Centro de Referência em Endocrinologia e Hepatologia e nas novas instalações do ambulatório de Cardiologia somam R$ 10,5 milhões por meio Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). O investimento reforçará ainda mais a posição de referência nacional do HU-UFMA no atendimento à saúde e no ensino da Medicina.

Bombardeado diariamente com notícias ruins na área educacional no País e duramente criticado pela lentidão do MEC sob a sua gestão, o ministro Milton Ribeiro voltou para Brasília vivamente entusiasmado com o que viu no Campus do Bacanga e no Hospital Universitário. E igualmente impressionado com a dinâmica que vem movendo a gestão do reitor Natalino Salgado, que independente da orientação do Governo e da diferença em relação a outros tempos, mantém sua marca de gestor produtivo e eficiente.

São Luís, 04 de Setembro de 2021.

Edivaldo Jr. adia para Outubro início da sua pré-campanha no interior, onde seus concorrentes já vão longe

 

Edivaldo  Jr. ladeado por Edilázio Jr., líder do PSD, e César Pires, seu conselheiro-mor

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato a governador pelo PSD, Edivaldo Holanda Jr., resolveu que só iniciará sua maratona no interior em busca de votos em Outubro, ou seja, um ano antes da corrida às urnas. Seu argumento em conversa com o presidente do partido, deputado federal Edilázio Jr.: o fluxo de lideranças – prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e militantes políticos de diversas cores – no seu escritório político tem se mantido intenso, não permitindo, por enquanto, que ele interrompa essas audiências política e eleitoralmente produtivas. As viagens aos municípios e o contato direto com o eleitorado do interior são essenciais para o projeto de candidatura do ex-prefeito, cuja ação política efetiva está resumida aos quatro municípios da Ilha de Upaon Açu e alguns contatos em municípios distantes e dispersos, não formando, portanto, uma base de sustentação, sobretudo em se tratando de um projeto cujo objetivo central é nada menos que alcançar a chave do Palácio dos Leões. Edivaldo Holanda Jr. não tem link com a grande e dispersa massa votante do interior do Maranhão, mas, ao que parece, está determinado a fazer essa ligação, só que no seu tempo e no seu ritmo.

Daqui a um mês, quando iniciar sua peregrinação pelas diferentes regiões do Maranhão, Edivaldo Holanda Jr. vai encontrar grande parte do território geopolítico maranhense já demarcado pelo senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT, e pelo vice-governador Carlos Brandão, pré-candidato do PSDB, já tendo sido “invadido” também pelo senador Roberto Rocha (sem partido), pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e pelo prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL). Os três primeiros já percorreram boa parte do Maranhão, tendo o senador pedetista assumido nessas incursões a condição de pré-candidato irreversível, e realizar atos com estrutura de campanha propriamente dita, como o grande e rumoroso comício realizado em Imperatriz. Também o vice-governador tucano vem também liderando grandes atos políticos nos quais prefeitos, vereadores e deputados estaduais e federais têm declarado apoio à sua pré-candidatura.

Edivaldo Holanda Jr. vai começar praticamente “do zero”. Ele tem o desafio de construir uma candidatura a partir de um projeto que até agora não foi tornado público, começando com o fato de que até agora nem ele próprio deu uma declaração enfática sobre sua pré-candidatura. Ao contrário dos demais aspirantes, que já contam estruturas de comunicação, Edivaldo Holanda Jr. não tem sequer um porta-voz na área de imprensa, o que torna seu desafio bem mais difícil. O que se sabe até agora a respeito dos seus movimentos vem de declarações feitas aqui e ali pelo deputado federal Edilázio Jr., presidente do PSD, e pelo deputado estadual César Pires, que parece ser o “conselheiro-mor” do ex-prefeito de São Luís para essa jornada. Nada além disso, a não ser o fato de o seu propósito é mesmo disputar o Palácio dos Leões de igual para igual com os com correntes que saíram na frente e precisam ser alcançados.

Uma observação mais cuidadosa, no entanto, aponta sinais de que pré-candidato do PSD não cumprirá um roteiro aleatório no interior do estado. Ele conta com uma grande teia de aliados na malha de templos da Igreja Assembleia de Deus, uma das mais tradicionais do mundo evangélico maranhense, da qual é membro de primeira linha, com ramificação em todas as regiões do Maranhão. As informações que vem recebendo balizarão seus movimentos iniciais na direção dos municípios. É verdade que ainda não conta do o apoio formal da denominação, mas no meio político ninguém duvida que o ex-prefeito terá esse aval, mesmo tendo a senadora Eliziane Gama fazendo carga a favor do senador Weverton Rocha nessa seara.

Há quem avalie que, diante da volumosa e estridente pré-campanha do pré-candidato do PDT e da movimentação feitas até aqui pelo pré-candidato do PSDB, Edivaldo Holanda Jr. realiza até aqui uma movimentação tímida, mas que pode ganhar uma nova dinâmica.  Isso exigirá dele esforços hercúleos para reverter alguns traços e algumas cores do cenário sucessório já desenhado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PTB mergulha na incerteza e pode destituir Jefferson e Mical

Mical Damasceno entre a atual presidente do PTB, Graciele Nienov, e o presidente agora preso Roberto Jefferson: complicação que pode tirá-la do comando

A prisão do ex-deputado federal e presidente do PTB Roberto Jefferson, mantidas nesta semana por conta da sua condição de militante agressivo contra a democracia, mergulhou a legenda criada por Getúlio Vargas num turbulento mar de incertezas. Essa situação começa a ser sentida no Maranhão, onde o partido, agora nas mãos da deputada estadual Mical Damasceno, parece estar perdendo parte expressiva da base que mantinha sob o comando do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, a partir de uma base solidam ente construída pelo seu pai, o ex-deputado federal e atual prefeito de Arame, Pedro Fernandes. No meio político de Brasília já se dá como certo a realização de um movimento de petebistas no sentido de isolar Roberto Jefferson, destituí-lo do comando partidário e levar o PTB a outro rumo, distante do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No Maranhão, parte dos aliados de Pedro Lucas Fernandes que estavam no PTB está migrando para o PSL. Inicialmente entusiasmada no comando estadual do PTB, a deputada Mical Damasceno começa a perceber um partido com as características do PTB não é fácil. Isso porque, de Roberto Jefferson for destituído, como quer uma banda do partido, Mical Damasceno cairá junto com ele.

 

Acusar Brandão pelo desempenho do PSDB em 2020 é factoide

Carlos Brandão nada tem a ver com perdas do PSDB

A decisão do vice-governador Carlos Brandão de passar o bastão presidencial do PSDB maranhense ao advogado Pedro Chagas parece estar sendo mal interpretada por seus adversários. E o ponto central é que estão tentando jogar na sua conta o fato de o PSDB só ter elegido quatro prefeitos no maranhão nas eleições municiais do ano passado.

Para começar, o vice-governador tem lastro para mostrar que é eficiente na articulação com prefeitos. Nas eleições municipais de 2016, que Brandão o presidia, o PSDB elegeu 28 prefeitos, dois a mais do que o PDT. Nas eleições de 2020, ele participou como membro – sem cargo de comando – do Republicanos, que saiu com mais de 30 prefeitos eleitos, metade deles ligados a Carlos Brandão e que devem apoiá-lo na corrida ao Palácio dos Leões.

Vale lembrar que o desempenho pífio do PSDB nas eleições municiais do ano passado se deveu diretamente ao comando desanimado do senador Roberto Rocha, então presidente do partido.

São Luís, 03 de Setembro de 2021.

Hipótese de Flávio Dino cumprir mandato integral causa agitação no meio político  

Flávio Dino: especulações sobre o seu futuro político deixam meio político agitado

Nas últimas 48 horas o meio político, os programas de rádio e a blogosfera foram animados por uma súbita e curiosa preocupação com o futuro político do governador Flávio Dino (PSB). E o ponto “X” da agitação foi a possibilidade de ele permanecer no Governo até o final do seu mandato, prevista por dois dos seus principais aliados em diferentes entrevistas, o secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo, que preside o Solidariedade no Maranhão e é pré-candidato assumido ao Governo do Estado, e o deputado Duarte Jr. (PSB), linha de frente do grupo liderado pelo governador. Eles provavelmente se basearam na impactante entrevista concedida por Flávio Dino ao portal de notícias UOL, no final da semana passada. Nela, em meio a um bombardeio de indagações que sofreu a respeito de uma possível composição do PSB com o PT, admitiu que poderá ser candidato a vice na chapa liderada pelo ex-presidente Lula da Silva, mas também ser candidato a senador e, numa hipótese muito remota, permanecer no Governo até o final do mandato. A possível composição com Lula da Silva animou o meio político, assim como a candidatura ao Senado, que é o caminho mais lógico, mas a possibilidade de permanecer no comando do Governo até o final do mandato causou um frisson surpreendente.

É verdade que o governador Flávio Dino é um político diferenciado, para quem um mandato parlamentar, mesmo de senador – que segundo Lula da Silva dá ao detentor poder quase divino -, não é um objetivo de vida ou morte política. Para ele, não fará muita diferença assumir um mandato de senador no início de 2023 ou reassumir sua cadeira de Direito Constitucional na UFMA e ocupar uma mesa num escritório de advocacia. Ao mesmo tempo, o governador tem perfeita e ampla noção de que no exercício de um mandato ele pode atuar politicamente com mais efetividade e com poder de participar, chancelado pela instituição legislativa, do debate dos grandes temas de interesse do País e, em alguns casos, diretamente do Maranhão.

Em 2010, por exemplo, o então deputado federal Flávio Dino abriu mão de uma reeleição fácil e entrou na corrida para o Governo do Estado com noção muito clara de que suas chances eram mínimas, uma vez que disputava com a então governadora Roseana Sarney (MDB) e com o ex-governador Jackson Lago (PDT). Não deu outra: Roseana Sarney venceu no 1º turno. A falta do mandato de deputado federal não o impediu de fazer política plena nos anos seguintes, quando incursionou pelos municípios com o projeto “Diálogos pelo Maranhão”, quando conversou com a população em praça pública, sem precisar de palanques nem carros de som. Quando seus adversários se deram conta, ele já liderava um movimento avassalador, que o levaria ao Palácio dos Leões em 2014 no 1º turno.

É claro que a realidade agora é outra. Depois de dois mandatos de governador, de comandar um governo diferenciado e limpo, e de protagonizar uma ação política forte no plano nacional, destacando-se como Oposição ao Governo inclassificável do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Flávio Dino se credenciou para continuar atuando nesse plano. Daí, se não vier a ser candidato a vice-presidente na chapa de Lula da Silva, o governador do Maranhão dificilmente abrirá mão de se tornar senador e, como tal, ampliar sua atuação política como uma das vozes mais consistentes do Senado e do Congresso Nacional. Flávio Dino sabe que o espaço que conquistou limitou o seu direito de escolha.

E nesse contexto, investir na participação em uma chapa presidencial faz sentido, mas é uma aposta de risco demasiado. Invertendo os polos, se for levada em conta apenas a lógica, não faz muito sentido considerar a hipótese de que permaneça no Palácio dos Leões até o fim do mandato. Logo, a candidatura ao Senado se cristaliza como o caminho mais lógico, mais racional e politicamente mais identificado com as aspirações da maioria do eleitorado maranhense, segundo todas as pesquisas publicadas até aqui.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Marcelo Tavares é o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado

Marcelo Tavares cumprimentado por Othelino Neto – que é auditor concursado da Corte de Contas – após a sua indicação para o TCE, pela Assembleia Legislativa

O deputado Marcelo Tavares (PSB) é o novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Ele ocupará a cadeira vaga com a aposentadoria do conselheiro Nonato Lago. Sua indicação foi aprovada por unanimidade, ontem, pela Assembleia Legislativa, confirmando a aprovação que recebera da Comissão Especial, que o sabatinou em reunião realizada Segunda-Feira. Após a manifestação do plenário, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), determinou a edição de Decreto Legislativo formalizando a indicação. Marcelo Tavares tem 49 anos, é Bacharel em Direito e exerce atualmente o quinto mandato de deputado estadual. Além da sólida formação técnica e vasta experiência política, o novo conselheiro do TCE foi chefe da Casa Civil nos dois mandatos do governador Flávio Dino. O governador, aliás, ao tomar conhecimento da decisão da Assembleia Legislativa, declarou: “Parabenizo o ex-Chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares, que passará a exercer o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Marcelo tem longa experiência profissional e preenche os requisitos constitucionais. Cumprimento a Assembleia Legislativa pela escolha”. O TCE ganha um quadro de excelência.

O outro lado do desfecho do preenchimento da vaga no TCE pela Assembleia Legislativa: o até então suplente de deputado no exercício do mandato Ariston Ribeiro (Avante) ganha a condição de titular. Integrante de um dos partidos controlados pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), o agora deputado estadual Ariston Ribeiro não faz parte da tripa de choque comandada no Legislativo pela deputada Detinha (PL). Seu grupo político é liderado pelo o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PMN).

 

Diego Galdino no comando da Casa Civil e Marcela Mendes na Secretaria de Governo

Flávio Dino entre Marcela Mendes (Governo) e Diego Galdino (Casa Civil)

O governador Flávio Dino confirmou o que já corria a boca pequena nos bastidores do Palácio dos Leões: anunciou que o atual secretário de Governo, Diego Galdino, será o novo chefe da Casa Civil, e que sua adjunta, Marcela Mendes, ascenderá ao comando da Secretaria de Governo. “(Eles) darão continuidade ao ótimo trabalho na coordenação das ações de governo e na execução de metas administrativas”, afirmou Flávio Dino.

Originário dos quadros da Vale, Diego Galdino iniciou no Governo substituindo a professora Esther Marques no comando da Secretaria de Cultura. Seu desempenho o levou à Secretaria de Governo, cujo mister é coordenar as ações do Governo em todas as áreas. Fez ali também um bom trabalho, credenciando-se para a chefia da Casa Civil, onde também participará da coordenação das ações do Governo, mas também, e principalmente, de ações no plano institucional. A menos que o governador Flávio Dino altere o papel da Casa Civil, o novo secretário-chefe fará a ponte do Palácio dos Leões com os demais poderes e com a sociedade civil. Nesse aspecto, o secretário-chefe precisa ter habilidade diplomática e bom faro político para ser efetivamente o interlocutor eficiente.

Embalada pela condição de secretária adjunta de Governo, Marcela Mendes tem perfil técnico e sabe o que fazer no comando da pasta.

São Luís, 01 de Setembro de 2021.

A caminho do TCE, Marcelo Tavares é aprovado em sabatina na AL e enfrenta hoje o crivo do plenário

 

Marcelo Tavares durante a sabatina na Comissão Especial e, após aprovação, ladeado pelos deputados Yglesio Moyses, Ariston Ribeiro, Roberto Costa, Ricardo Rios, Socorro Waquim, Marco Aurélio, Rafael Leitoa e Carlinhos Florêncio

“Tenho currículo, sou um homem honrado, tenho o nome limpo, posso mostrar essa probidade e muita experiência. Se vocês, deputados, aprovarem meu nome, chegarei ao Tribunal de Contas para exercer tão nobre missão da mesma forma como exerci todas as funções que me foram delegadas”. Com esses atributos, que sustentam as credenciais contidas no seu currículo, onde constam quatro mandatos de deputado estadual, um mandato de presidente da Assembleia Legislativa e vários anos como secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, o advogado e atual deputado estadual Marcelo Tavares teve seu nome aprovado ontem para cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, após passar pelo crivo, via sabatina, de Comissão Especial da Assembleia Legislativa.

A decisão será tomada nesta Terça-Feira pelo plenário do parlamento estadual, que deverá confirmar, por maioria de votos, sua indicação para a vaga a ser aberta com a aposentadoria do conselheiro Nonato Lago, após três décadas no cargo.

A etapa de ontem consumou um projeto concebido e acalantado por Marcelo Tavares desde que saiu das urnas de 2018 eleito para o quarto mandato de deputado estadual. Convocado pelo governador Flávio Dino para retornar à Casa Civil, que já comandava e onde realizou um discreto, mas eficiente, trabalho de articulação nos campos político e institucional. Dali também pavimentou, com habilidade e sem pressa, a estrada que o levou ontem ao Palácio Manoel Beckman como deputado e postulante a uma cadeira na Corte de Contas do Maranhão, que institucionalmente é um órgão auxiliar do Poder Legislativo. E fez essa movimentação lastreado em quatro mandatos de deputado estadual, com eleições em 1994, 1998, 2006, 2010 e 2018.

Político forjado em base familiar, seguindo os passos do pai, Denizard Almeida, que foi duas vezes prefeito de Cajapió, e ascendendo durante o Governo de José Reinaldo Tavares, seu tio. Tendo as portas do mundo político abertas por essa relação, Marcelo Tavares construiu trajetória própria, alcançando o reconhecimento como político sério, preparado, atuante e sem qualquer rasura de natureza ética nos seus mandatos e nas funções executivas que exerceu. Advogado com boa formação e com a experiência de comando no epicentro da administração pública como chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares é detentor de sólido lastro técnico para o exercício da função de conselheiro do TCE. E foi com base nesses traços que a Comissão Especial presidida pelo deputado Ricardo Rios (PDT) e composta por Marco Aurélio (PCdoB), Ariston Ribeiro (Republicanos), Rafael Leitoa (PDT) e Socorro Waquim (MDB), lhe deu sinal verde, avalizados pelos deputados Fábio Braga (SDD), Carlinhos Florêncio (PC do B), Roberto Costa (MDB), Yglesio Moyses (PROS) e Antônio Pereira (DEM).

O plenário da Assembleia Legislativa não terá qualquer dificuldade para ratificar a avaliação da Comissão Especial, uma vez que a postulação do deputado Marcelo Tavares está rigorosamente embasada nas regras da escolha, a começar pelo fato de que ele é deputado estadual e a vaga pertence à Assembleia Legislativa. Depois, sua formação profissional se encaixa perfeitamente na exigência primeira da função, que é o conhecimento das leis que regem a administração pública estadual. Ou seja, o deputado Marcelo Tavares parece talhado para a vaga. Além do mais, o seu trabalho de articulação junto aos seus colegas de parlamento lhe rendeu o aval de 1/3 dos atuais integrantes da Casa, como manda a norma.

Aos 49 anos – completará 50 no dia 20 de Setembro -, Marcelo Tavares, se aprovado hoje pelo plenário, chegará ao TCE como um quadro de excelência e, mais do que isso, compromissado com as regras que norteiam a função de conselheiro. Esse compromisso foi assumido quando ele, durante a sabatina disse que, se chegar ao TCE, trabalhará não apenas olhando papel e inclinado a punir, mas que atuará “com o pleno dever de justiça com o olhar voltado para o cidadão”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino pode nomear titulares da Casa Civil e da Articulação Política de acordo com Brandão

Flávio Dino tem secretarias sem titulares e deve nomeá-los de acordo com Carlos Brandão

Duas pastas fundamentais da estrutura do atual Governo do Estado estão sem titular, a Casa Civil e a Secretaria de Articulação Política.

A Casa Civil, considerada a mais importante por ser o elo entre o governador e os mundos políticos e institucional, é a que exige um comandante construtor de pontes, que seja também um interlocutor experiente, afeito ao diálogo em situações delicada, e um diplomata habilidoso, que possa desmanchar obstáculos, e que desfrute de total confiança do governador. Não foi sem razão que o governador Flávio Dino manteve o deputado Marcelo Tavares no cargo por tanto tempo.

Já a Articulação Política exige do titular da pasta o cumprimento de tarefas como desamar crises na base e fora dela, com habilidade para atrair reforços, organizar a força governista e coordenar preparativos para manter o sobre bases sólidas. O cargo exige um articulador, que também mantenha sintonia com o governador, tanto que até agora só três aliados de Flávio Dino ocuparam o cargo: Márcio Jerry, presidente do PCdoB, deputado federal licenciado e atual secretário das Cidades; o deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), quadro de proa do círculo de ferro, e o advogado Rodrigo Lago, que fundou a Secretaria de Transparência e atualmente é secretário de Agricultura Familiar.

É provável que o governador Flávio Dino escolha esses os novos secretários de acordo com o vice-governador Carlos Brandão, que deve assumir o Governo em abril, quando o governador de desincompatibilizará para disputar o Senado.

 

Procurador eleitoral denuncia Lahesio, Weverton e Brandão por campanha antecipada

Lahesio Bonfim, Weverton Rocha e Carlos Brandão denunciados pelo procurador Juraci Guimarães

Aconteceu o que alguns observadores já esperavam: o procurador regional eleitoral, Juraci Guimarães, ingressou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com ações contra os pré-candidatos a governador Lahesio Bonfim (PSL), Weverton Rocha (PDT) e Carlos Brandão (PSDB), acusando-os de realizar propaganda eleitoral antecipada, portanto, fora da lei.

O prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, foi denunciado por instalar 30 outdoors em diversos municípios com conteúdo de propaganda política explícita. Para o procurador regional eleitoral, trata-se de “atos de promoção pessoal que extrapolam os limites da mera divulgação das realizações de governo, destacando-se a veiculação massiva de promoção pessoal por meio de outdoors, divulgados nas redes sociais Instagram e Facebook, na qual se apresenta explicitamente como candidato ao Governo do Estado”.

O senador Weverton Rocha, por sua vez, vai responder judicialmente pelos atos de “lançamento de pré-candidatura”, como o de Imperatriz, por exemplo, “com ampla participação popular e que contou com a presença de prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e outras lideranças políticas”.

O vice-governador Carlos Brandão é denunciado pela realização de um comício eleitoral com “evidente caráter de propaganda eleitoral antecipada”, com ampla participação popular e de lideranças políticas, com elevado nível de organização e presença de elementos padronizados de propaganda eleitoral, destacando-se a existência de adesivos, telões e aparelhagem de som.

O procurador Juraci Guimarães justifica a decisão de denunciar os pré-candidatos com o seguinte argumento: “É perfeitamente natural, e a legislação autoriza, as articulações políticas que antecedem o período eleitoral, sendo possível a reunião e encontros políticos eleitorais em ambientes fechados, a exposição como pré-candidato em entrevistas e debates. Contudo, a realização de megaeventos de inusitados lançamentos de pré-campanha, uso massivo de outdoors contendo expressões de caráter eleitoral, com considerável custo financeiro e de grande impacto, demonstram nítida propaganda eleitoral antecipada, que é vedada pela legislação, e ofende a igualdade do pleito além de estimular que outros candidatos realizem práticas ilícitas”.

Os pré-candidatos terão de acionar suas assessorias jurídicas para evitar dores de cabeça que venham a dificultar suas corridas às urnas.

São Luís, 31 de Agosto de 2021.

Declarações de Dino e Weverton sacodem o cenário político e põem a corrida aos Leões em foco

 

Flávio Dino admite três caminhos para seu futuro político imediato, enquanto Weverton Rocha, em intensa pré-campanha, torna seu projeto sucessório irreversível

Na semana que passou a corrida ao Palácio dos Leões foi o tema dominante dentro e fora dos bastidores políticos do Maranhão. O tabuleiro em que se movem as peças que compõem esse jogo pelo poder cujo desfecho acontecerá nas urnas em 2022 foi agitado por duas declarações. A primeira foi feita pelo governador Flávio Dino (PSB), que redesenhou os três caminhos possíveis para o seu futuro político imediato: ser candidato a senador, ser candidato a vice-presidente da República na chapa do ex-presidente Lula da Silva (PT), e permanecer no comando do Governo até o fim do mandato. A outra partiu do senador Weverton Rocha (PDT) afirmando, em diferentes momentos e em tom de sentença, que seu projeto de candidatura ao Governo do Estado “não tem volta”. Essas manifestações impactaram fortemente o cenário político maranhense, por indicarem que, ao contrário do que vêm pregando algumas vozes apressadas, que insistem em atropelar um processo político saudável, o que se tem até aqui é um quadro de total indefinição sobre como o governador Flávio Dino e a base governista caminharão para as urnas.

Muitos estranharam a resposta do governador Flávio Dino ao UOL admitindo três vias para ele seguir. Para começar, não foi declaração, anúncio; foi resposta a uma provocação insistente do entrevistador, tanto que foi dada sorrindo, meio sob pressão. Diante da afirmação de que ele é parte de uma lista de nomes para vice de Lula da Silva, o governador admitiu quer, se for efetivamente convidado dentro de um grande acordo entre o PT e o PSB, ele topa o desafio. Ou seja, não é um projeto seu, que tem como prioridade disputar a cadeira de senador, que pela lógica da política é o seu caminho natural. E nesse contexto, Flávio Dino incluiu outra possibilidade, já aventada em outros momentos: permanecer no Governo até o final do mandato.

Diferentemente de outras lideranças regionais, que baixam a cabeça para o Palácio do Planalto, o governador Flávio Dino é um político que projeta o Brasil na sua ação política, reagindo com coerência a cada investida do presidente Jair Bolsonaro contra as instituições republicanas e o estado democrático de direito. Natural, portanto, que possa ser engajado num projeto político e eleitoral de primeira linha, como a provável candidatura do ex-presidente Lula da Silva. A candidatura ao Senado é o primeiro objetivo, mas do alto da sua estatura, o governador não a coloca como uma questão de vida ou morte, assim como a remota possibilidade de permanecer no Governo até o fim. Em resumo, ao contrário de projetos políticos e eleitorais definidos na base do “vai ou racha”, Flávio Dino mostra que nesse ambiente de competição desenfreada há lugar para grandeza política.

Ao afirmar, com toda ênfase possível, que seu projeto de candidatura é irreversível, o senador Weverton Rocha manda um recado claro ao governador Flávio Dino e ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB), seu principal concorrente, avisando que não se submeterá ao processo de escolha coordenado pelo chefe do Executivo se não for ele o escolhido. E como não há como interpretar sua declaração por outro viés, a conclusão possível é a de que, se for o escolhido, tudo bem, comandará a chapa da aliança. Se não for o escolhido, partirá para o confronto. E como não houve ponderação por parte de aliados, é lógico e lícito concluir que o senador está respaldado por seus aliados, a começar pela senadora Eliziane gama (Cidadania). Se não for esse o ânimo que o move, é urgente uma retificação na sentença, porque é essa a interpretação dominante das suas palavras dentro e fora do ambiente político estadual. Inteligente e arrojado, Weverton Rocha vai assim ocupando o espaço e tornando, de fato, irreversível o seu projeto de candidatura.

Esses movimentos animam o tabuleiro da disputa, indicam caminhos que começam a se definir, mas com o alerta de que em política os projetos são associados ao tempo, que é imprevisível, podendo virar a qualquer momento.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eventual saída do governador da corrida ao Senado assanha aspirantes à vaga

Othelino Neto: pronto para disputar o Senado caso Flávio Dino abra mão

A possibilidade de o governador Flávio Dino vir a ser candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo ex-presidente Lula da Silva repercutiu fortemente no patamar dos políticos que, confirmada essa hipótese, podem entrar na disputa para a cobiçada cadeira de senador.

No campo governista, o projeto mais adubado para essa corrida é o capitaneado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Ele ganhou estatura como presidente do Poder Legislativo, tendo hoje o apoio da grande maioria dos deputados, mergulhou nos municípios durante a campanha para as eleições municipais, marcando posição nos mais diferentes municípios, é linha de frente no projeto de candidatura do senador Weverton Rocha, mas se mantém como aliado de primeira hora do governador Flávio Dino nas questões legislativas. Além do mais, se diz disposto a encarar o desafio.

Nesse cenário, há quem diga que, pelo menos até aqui sem pouco fôlego para tentar o Governo do Estado, o senador Roberto Rocha (sem partido) estaria disposto a brigar pela a reeleição, o que é improvável, mas não impossível. Em meio a essas possibilidades, o prefeito de Igarapé Grande e atual presidente da Famem, Erlânio Xavier (PDT), corre por fora se colocando como “representante do municipalismo”.

A eventual, mas muito remota, saída de Flávio Dino da corrida ao Senado movimenta também o grupo que se forma em torno do candidato do PSD ao Governo, Edivaldo Holanda Jr., que descartou lançar candidato ao Senado para disputar com o governador, mas sem ele no páreo vai apresentar nome para a disputa. O mais cotado é o da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), seguido do empresário Lobão Filho (MDB), ambos pré-candidatos a deputado federal.

Nessa hipótese, o candidato da aliança governista será lançado com o aval do governador Flávio Dino.

 

Dino diz que só trata de eleição no ano que vem

No sábado, em visita de trabalho a Matões, onde comandou inaugurações ao lado do prefeito Ferdinando Coutinho (DEM) e da deputada Cleide Coutinho (PDT), o governador Flávio Dino sofreu um bombardeio de indagações de jornalistas sobre quem vai indicar para disputar sua sucessão pela aliança governista. O governador respondeu sem hesitar: só vai tratar de sucessão estadual no ano que vem. Sem precisar um marco temporal, Flávio Dino deixou no ar a impressão de que sua agenda eleitoral deve começarem Janeiro. Ou seja, a peleja entre o senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão deve ser resolvida entre o Natal e o Ano Novo, de modo que a escolha e seus desdobramentos sejam administrados nas primeiras semanas de 2022.

São Luís, 29 de Agosto de 2021.