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Camarão se movimenta para ocupar a cobiçada vaga de candidato a vice de Brandão

 

Felipe Camarão pode ser companheiro de chapa de Caros brandão, mas tem desafios a vencer dentro e fora do PT

Tendo vencido a semana como uma mera opção, na repercussão do arquivamento de um projeto bem mais audacioso e arrojado – ser candidato ao Governo do Estado -, a possibilidade de o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, vir a ser o nome do PT para a vaga de vice na chapa a ser liderada pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB) virou um dado a ser realmente levado em conta no tabuleiro da corrida sucessória. A turbinagem transformou a ideia ocupou espaço dentro e fora da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PSB) e ganhou, se não a forma definitiva, os contornos de um projeto que reúne todas as condições de ser montado e vingar. E foi o próprio Felipe Camarão quem deu gás a essa impressão ao participar, sábado (11) de um evento organizado pela vereadora Concita Pinto (PCdoB), cujo marido, o ex-deputado estadual J. Pinto, anunciou sua desfiliação do PDT e deve migrar para um partido da base de apoio da candidatura do tucano Carlos Brandão.

Jovem e com um surpreendente lastro de bom gestor para sua idade, e que tem as mais de mil Escolas Dignas e os Iemas como resultados do trabalho que o tornou membro destacado da equipe do governador Flávio Dino, Felipe Camarão sempre deixou escapar, por formas diversas, sinais claro de que ingressaria na política partidária. À sua maneira, o próprio governador estimulou esses recados, que foram intensos nas articulações para a definição de candidaturas à Prefeitura de São Luís em 2020, situação que o levou a se filiar ao DEM, um dos símbolos da direita liberal, onde manteve presença discreta. Há alguns meses, no entanto, deu uma guinada partidária radical, migrando para o PT, o símbolo maior da esquerda democrática, com o objetivo inicial de disputar uma cadeira na Câmara Federal. Porém, na esteira desse movimento, se lançou, em Agosto, e com estridência, candidato a candidato a governador. O projeto sobreviveu 15 semanas, mas foi para o arquivo no dia 29 de Novembro, quando Flávio Dino anunciou seu apoio à pré-candidatura de Carlos Brandão.

Felipe Camarão não é um aventureiro. Ele chegou onde chegou porque conseguiu se tornar uma das principais referências da sua geração no serviço público do Maranhão. Ganhou importância como militante político no grupo liderado pelo governador Flávio Dino exatamente pela sua eficiência como gestor e sua movimentação na tarefa de dar suporte político ao Governo, o que nem todo secretário consegue. Seu ingresso na política partidária, portanto, foi um desdobramento natural dos resultados que alcançou em um Governo de sólida base política. Se sua pré-candidatura a governador foi uma estratégia para ser candidato a deputado federal ou a vice-governador, vale registrar que bem elaborada e que está produzindo os resultados projetados. O fato é que Felipe Camarão está no jogo político e se movimenta agora no centro do tabuleiro sucessório, tornando-se o primeiro nome a ser considerado efetivamente para ser candidato a vice-governador.

Com seus movimentos, Felipe Camarão conseguiu vários bons resultados, sendo principal deles a façanha de desembarcar no PT e em pouco tempo se tornar a mais viável opção do partido para representá-lo como número dois numa chapa com boas chances de vencer a eleição. E nesse caso, é bom lembrar, com um horizonte a perder de vista. Isso porque, vale ressaltar, se o vice-governador – que assumirá o Governo em abril – se reeleger, seu vice será o candidato natural à sucessão em 2026. Ou seja, o que em princípio parece ser apenas uma vaga de vice para cumprir as formalidades, é na verdade um enorme painel de possibilidades políticas, que pode alcançar a década de 2030, se a etapas forem cumpridas a contento. E a julgar pelo que vem mostrando, o secretário de Estado da Educação vem mostrando que conhece o roteiro e está disposto a encontrar o caminho das pedras.

Mas como ensinam os sábios da política, nada é fácil nesse jogo. Se está mesmo disposto a ser candidato a vice na chapa de Carlos Brandão, Felipe Camarão tem, de imediato, três desafios: ganhar a indicação do PT, obter o aval do governador Flávio Dino e seus aliados, e receber o “de acordo” do cabeça da chapa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton perde aliados, mas deve montar estratégia para consolidar a base

Weverton Rocha: hora de estancar a sangria na base política da sua pré-candidatura

O senador Weverton Rocha (PDT) deve se reunir com o comando da sua pré-campanha para definir estratégias que possam estancar os focos de erosão da base política da sua pré-candidatura. Perdas recentes, como o prefeito de Cantanhede, Zé Martinho “Kabão”, filiado ao PDT, e o prefeito de Coroatá, Luís Filho, do PT, que haviam lhe declarado apoio, mas mudaram de posição, têm lhe causado não só desgaste político, mas também eleitoral. Os dois casos foram perdas significativas. “Kabão” é eleitoralmente forte em Cantanhede, e Luís Filho tem força para influenciar boa parte do eleitorado coroataense. Há alguns dias, o prefeito de Peritoró, Josué Pinho (PP), que semanas antes havia declarado apoio à sua candidatura, recebeu Carlos Brandão em clima festivo, indicando uma mudança de rumo. Chama a atenção o fato de o coordenador da sua pré-campanha, principal assessor político e vice-presidente do PDT, Erlânio Xavier, que preside a influente Famem, não tenha encontrado argumentos para manter os dois prefeitos como aliados do senador. Outro caso emblemático é o do ex-vereador de São Luís e ex-deputado estadual Jota Pinto (PDT), um bom operador de campanhas eleitorais na Ilha, que no final da semana anunciou sua saída do PDT para ingressar na base de apoio de Carlos Brandão. Político atento, que conhece bem esses movimentos, o senador Weverton Rocha, que garante estar no jogo como “foguete sem marcha à ré”, certamente conceberá um plano de reação.

 

Vereadores da Capital querem disputar cadeiras na Assembleia Legislativa

Osmar Filho e Marcial Lima na relação dos vereadores candidatos

Pelo menos uma dezena de vereadores de São Luís estaria se movimentando por uma cadeira na Assembleia Legislativa. O pré-candidato mais assumido da Casa é o presidente Osmar Filho (PDT), que integra a linha de frente do projeto de candidatura do senador pedetista Weverton Rocha, assim como os pedetistas Raimundo Penha e Nato Júnior, que muitos acreditam serão candidatos. Estariam também de olho em gabinete do Palácio Manoel Beckman nomes de peso, como Marcial Lima (Podemos), líder do prefeito Eduardo Braide (Podemos) na Câmara Municipal, que pode ter na chapa seu colega de partido Otávio Soeiro. Há quem diga que o experiente Chico Carvalho, hoje no comando do PROS, estaria propenso a tentar encerrar sua longa e movimentada carreira com um mandato estadual.  Esses e outros projetos de candidatura entre vereadores da Capital só serão confirmados depois do Carnaval.

São Luís, 14 de Dezembro de 2021.

Ainda sem partido, Roberto Rocha se movimenta para decidir se disputará o Governo ou o Senado

 

Roberto Rocha: o desafio de decidir o futuro como linha de frente de Jair Bolsonaro no Maranhão

O senador Roberto Rocha tem uma providência a tomar e uma escolha a fazer. Diretamente relacionadas com as eleições do ano que vem e, claro, com o seu futuro político, ambas estão em gestação. A providência: resolver a sua vida partidária, uma vez que continua membro do PSDB – o que lhe permitiu votar na prévia para a escolha do candidato tucano presidente, mesmo partidário declarado do presidente Jair Bolsonaro (PL) – ele está inclinado a ingressar no PL, que no Maranhão é comandado de maneira quase absolutista pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Já decidido a disputar um mandato majoritário, cuida agora escolher entre o Governo do Estado o Senado. No momento, conversa com vozes da Oposição, provavelmente procurando pontos de amarração para uma aliança que lhe dê suporte para enfrentar o (ou os) candidato governista. Mantém silêncio pétreo sobre o assunto.

Roberto Rocha é um político experiente, nascido em berço de articulações e amadurecido exercendo mandatos, todos obtidos com boas votações. Ao mesmo tempo, sempre surpreendeu pela imprevisibilidade em relação a filiação partidária, tendo no currículo uma considerável lista de partidos pelos quais passou, já tendo transitado num raio ideológico que começa na direita conservadora, no velho PDS, passando pelo centro (PMDB e PSDB), até alcançar a esquerda moderada como membro do PSB, de onde deu meia-volta, retornou ao centro (PSDB), podendo agora retroagir ainda mais se desembarcar no PL, símbolo da direita liberal e expressão máxima do Centrão. E deve fazê-lo como aliado linha de frente do presidente Jair Bolsonaro, voz-capitã da extrema-direita.

No que diz respeito ao mandato majoritário que pretende disputar, o senador Roberto Rocha só tem duas opções, que são as únicas disponíveis: ou encara a corrida ao Palácio dos Leões medindo força com o senador Weverton Rocha (PDT), o vice-governador Carlos Brandão – que na verdade disputará a reeleição como governador -, o ex-prefeito de João Luís Edivaldo Holanda Jr. e o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PTB). E se for para outro partido, a lista de concorrentes poderá incluir Josimar de Maranhãozinho, com quem provavelmente dividirá espaço no PL. Como se vê, se a escolha for concorrer ao gabinete principal do Palácio dos Leões – onde o seu pai, Luiz Rocha, deu as cartas durante quatro anos (1983/1987) -, enfrentará um time de candidatos fortes, com chances reduzidas de chegar lá.

E se a sua opção for por pelo Senado, será candidato à reeleição para a única vaga a ser colocada em disputa, e com o desafio de enfrentar ninguém menos que o governador Flávio Dino (PSB), um adversário muito – mas muito mesmo – difícil de ser batido.

Vale registrar que as hipóteses levantadas e os cenários rascunhados são frutos das observações do momento político que o Maranhão está vivendo, que exibe certo grau de previsibilidade. É oportuno também assinalar que tais observações são feitas a 40 semanas das eleições, um espaço de tempo considerável, ao longo do qual, em tese, muita coisa pode acontecer, dependendo do grau de estabilidade do desenho político. No caso maranhense, as posições governistas são bem mais fortes e estáveis do que as oposicionistas, com margem reduzida para reveses, tanto na disputa para o Governo do Estado quanto na corrida ao Senado da República. Outro registro cabível é o desempenho mediano do senador nas pesquisas publicadas até agora.

É nesse contexto que o senador Roberto Rocha terá de se situar e se movimentar na guerra pelo voto, e ainda por cima carregando o que até aqui tem a forma e o peso de um enorme fardo, a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, marcada por forte e, ao que parece, irreversível rejeição.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Camarão deixa a corrida aos Leões, mas sai com robusto cacife político

Felipe Camarão: projeto arrojado e efêmero produziu lucro político

O secretário Felipe Camarão (Educação) decidiu arquivar seu efêmero, mas estridente e rumoroso, projeto de sair candidato do PT ao Governo do Estado. A decisão foi tomada depois que o governador Flávio Dino bateu martelo em apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Com a movimentação, Felipe Camarão deu um show de argúcia política, conseguindo, em pouco tempo, criar uma situação que lhe abriu as portas para uma candidatura promissora à Câmara Federal, uma seara onde a disputa será renhida pelo poder de fogo político e eleitoral de parte dos pré-candidatos, a começar pelos atuais membros da bancada, alguns do quais são pesos pesados, e de interessados, como a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), por exemplo. Depois de surpreender ao migrar do DEM para o PT, onde foi recebido como uma estrela, Felipe Camarão surpreendeu o mundo ao se lançar candidato a candidato do PT ao Governo do Estado. Nos meses em que sustentou o projeto, ocupou todos os espaços, mexeu com os demais pré-candidatos e sacudiu o seu próprio partido, que chegou a considerar a confirmação do projeto de candidatura. A reunião do dia 29 de novembro, porém, tirou o trem neopetista dos trilhos e tornou inviável a rota pretendida. Felipe Camarão entrou forte nessa jogada e saiu mais forte ainda, tendo praticamente consolidado os espaços políticos para trabalhar sua candidatura a deputado federal, ganhando de quebra a estatura de um bom nome do PT para a vaga de candidato a vice-governador.  Coincidência ou não, sua primeira manifestação como ex-candidato a candidato foi uma declaração de apoio ao vice-governador Carlos Brandão.

 

Othelino Neto aproveitou como raposa a boa provocação de Márcio Jerry

Othelino Neto: tirando proveito da boa provocação de Márcio Jerry

Se tirou o fim de semana para descansar – o que é improvável -, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), o fez em estado de graça e com a autoestima em alta. Motivo: ele foi a personagem política da semana, tendo ocupado todos os espaços do mapa político maranhense desde que o presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, sugeriu seu nome para candidato a vice na chapa liderada pelo vice-governador Carlos Brandão. Nada nesse jogo teria sido tão oportuno e estimulante ao presidente da Assembleia Legislativa nesse momento. E com muita habilidade, jogando como uma raposa tarimbada, ele transformou o fato em gás político e eleitoral. Para começar, respondeu com leveza à saudável provocação do igualmente hábil Márcio Jerry, recusando a sugestão sem dizer não nem fechar portas. Ao mesmo tempo, cuidou de reafirmar sua participação no projeto de candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, sinalizando claramente que ela é irreversível, aconteça o que acontecer. Mas, como sentenciam as velhas e sábias raposas, declaração política é feita para não valer muito tempo, principalmente em momentos de definição como agora. O diferencial é que, sem fazer estardalhaço, Othelino Neto usou com inteligência a provocação feita por Márcio Jerry, que também saiu por cima com a repercussão do gesto.

São Luís, 12 de Dezembro de 2021.

 

PT abre guerra doméstica pelo poder e atrai sombras ao seu projeto de poder

 

Francimar Melo (camisa verde) assumirá a presidência do PT maranhense no lugar de Augusto Lobato (camisa azul ao seu lado) a partir de 1º de Janeiro, em 20 dias

O comando nacional do PT decidiu fazer valer um acordo firmado na eleição da direção estadual do partido, que obriga o atual presidente, Augusto Lobato, a dividir o mandato de quatro anos com seu adversário na disputa, Francimar Melo, assegurando que o novo presidente assuma o comando do braço maranhense da agremiação no dia 1º de janeiro de 2022, ou seja, daqui a três semanas. A consumação dessa medida pode promover uma guinada radical na posição do PT em relação à corrida para o Governo do Estado. Isso porque, enquanto o atual presidente vem mantendo a declaração de apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB, podendo migrar para o PSB), o seu sucessor está avisando, em alto e bom som, que vai abrir discussão sobre candidaturas ao Governo do Estado, usando o argumento segundo o qual o partido tem um pré-candidato, Felipe Camarão, cujo projeto não deve ser descartado. E tudo isso com o partido sendo a base do ex-presidente Lula da Silva, o pré-candidato mais bem situado nesta fase da corrida ao Palácio do Planalto.

A verdade é a seguinte: se já vinha fervendo internamente por conta das profundas divisões que o mantêm em constante ebulição, a súbita troca de comando, com a ascensão de uma corrente então afastada do poder, pode mergulhar o PT maranhense numa crise de desfecho imprevisível no que diz respeito à corrida sucessória. Primeiro porque o novo comando pode desfazer o compromisso assumido com o vice-governador Carlos Brandão, para reabrir o debate interno sobre candidatura, colocando o projeto de Felipe Camarão na abertura da sua lista de prioridades, podendo também criar um ambiente que possa favorecer o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha.

O braço maranhense do PT, que tem seu núcleo básico formado por grupos das suas diversas correntes, não é um partido der fácil relacionamento. As correntes que lhe dão vida têm posições diferentes acerca da sucessão estadual, o que torna difícil, quase impossível mesmo, uma tomada de posição unanime e tranquila sobre quem apoiar para trabalhar no Palácio dos Leões. E o caldo pode ser ainda mais entornado se prevalecer o projeto do novo presidente de reabrir o debate interno sobre candidatura ao Governo do Estado, criando o risco de prejudicar a boa articulação da agremiação em relação ao apoio à candidatura presidencial do partido. A impressão que o partido passa é de que o ex-presidente Lula da Silva não precisa de partido para manter a condição de favorito, segundo as pesquisas.

Um dos problemas internos é que não há consenso sobre a contrapartida ao seu apoio, cujo pacote o inclui, entre outros nos itens, o precioso apoio de Lula da Silva ao candidato do partido escolhido ao Governo do Estado, e um bom tempo de rádio e TV na propaganda eleitoral, que tem o valor de ouro em pó no “mercado” eleitoreiro, e a participação da sua militância, que é reconhecidamente aguerrida. Daí a voz dominante do partido pregar a indicação do vice ao candidato que vier a ter o apoio do partido. E muito provavelmente é o que pretende o novo comando petista quando mantém de pé o projeto de candidatura do secretário Felipe Camarão. Isso porque, segundo corre nos bastidores, ele teria sinalizado estar aberto a conversar nesse sentido, deixando claro que que qualquer decisão tem de passar pelo governador Flávio Dino.

Os atuais líderes do PT, incluindo o vai assumir a presidência no primeiro dia do ano que vem, sabem que tudo o que o partido não precisa agora é de uma crise que amplie e aprofunde ainda mais as diferenças que desgastam sua saúde política. O seu projeto de levar Lula da Silva de volta ao poder é grande demais para ser arranhado por uma guerrinha doméstica.

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Investigações sobre Maranhãozinho pode levar a prefeitos por ele apoiados

Júlio Mato

As investigações que revelaram o grande esquema financeiro do deputado federal e chefe do PL maranhense Josimar de Maranhãozinho colocaram em estado de alerta vermelho os prefeitos eleitos com sua ajuda, entre eles Júlio Matos, de São José de Ribamar. Todas as evidências sugerem que Júlio Matos estava, é certo, em condições eleitorais de vencer o pleito, mas precisava de recursos para movimentar a máquina de apoio. Josimar de Maranhãozinho foi decisivo nesse suporte, bancando parte expressiva da campanha com a sua poderosa engrenagem financeira. Pelo que está sendo revelado, é quase certo que as investigações conduzirão aos beneficiários direto das injeções financeiras na campanha, o que coloca Júlio Matos na linha de frente desse time.

 

Parte dos prefeitos do Republicanos se move para apoiar Carlos Brandão

Cléber Verde

Não seria tranquilo de todo o clima nas entranhas do Republicanos, cujo presidente, deputado federal Cléber Verde, declarou apoio ao pré-candidato a governador Weverton Rocha (PDT). Boa parte dos 25 prefeitos do partido, porém, foi eleita com o apoio do vice-governador Carlos Brandão, então filiado ao partido, tendo migrado depois para o PSDB. Agora, uma parte desses está se movimentando no sentido de apoiar o vice-governador na corrida aos Leões, a exemplo do prefeito de Caxias, Fábio Gentil, que não esconde sua posição. Não há um movimento organizado nem se sabe exatamente quantos prefeitos eleitos pelo Republicanos estão nessa situação. Mas é sem dúvidas uma fatia expressiva. Tarimbado nesse jogo e avesso a crises, o presidente Cléber Verde cuida do assunto com a máxima discrição.

São Luís, 11 de Dezembro de 2021.

Weverton se movimenta para chegar ao final de janeiro com pré-candidatura turbinada

 

Weverton Rocha falando em uma das várias edições do projeto “Maranhão mais feliz”, base da sua pré-campanha, que pretende reforçar até o final de janeiro

Os intensos movimentos feitos recentemente para fortalecer o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tiveram impacto forte no tabuleiro onde se movem as pedras para a sucessão do governador Flávio Dino (PSB), mas não causaram estrago maior na base do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Em meio à repercussão da iniciativa do presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, de sugerir o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, que é do seu partido, para companheiro de chapa do vice-governador, o senador pedetista reafirmou seu projeto e avaliou que o grupo básico de apoio à sua pré-candidatura permanece unido. Sem se manifestar explicitamente sobre movimentos de Carlos Brandão, Weverton Rocha deixou claro, em momentos diversos, que sua pré-candidatura está de pé, com o mesmo apoio, e se tornou irreversível.

– Sou muito orgulhoso de contar com o apoio de uma senadora (Eliziane Gama [Cidadania]), presidentes de partidos (deputados federais Cléber Verde [Republicanos], Juscelino Filho [DEM] e André Fufuca [Progressista]) deputados federais, deputados estaduais e do presidente da Assembleia. E o mais importante, esse projeto tem a preferência do povo do Maranhão, que é quem decidirá o futuro do nosso estado – declarou o pré-candidato pedetista, num aviso claro de que está firme no jogo sucessório.

Além da base política e partidária, que avalia como densa e sólida, Weverton Rocha sustenta o argumento de que está no páreo motivado pelos números das pesquisas sobre a corrida sucessória divulgadas até aqui, nas quais ele só perde em intenções de voto para a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), e nos cenários em que ela não é incluída, o senador assume a liderança, com diferenças fora da margem de erro sobre os demais concorrentes: Carlos Brandão, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Roberto Rocha (a caminho do PL), Lahesio Bonfim (PTB), Josimar de Maranhãozinho (PL), Felipe Camarão (PT) e Simplício Araújo (SD). Na média das pesquisas, o senador Weverton Rocha aparece com percentuais de intenção de voto superiores a 20%, ficando os três primeiros da relação disputando a segunda colocação. Vale lembrar os elevados percentuais “nenhum”, “não sabe” e “não respondeu”, o que indica que a disputa está em aberto.

Weverton Rocha aposta alto nas articulações e movimentos que fará nas próximas semanas, projetando chegar turbinado ao final de janeiro, quando os líderes do grupo governista sentarão para decidir sobre a amarração final da candidatura que os representará na corrida às urnas. Nesse sentido, ela trava uma guerra dura, difícil, de desfecho imprevisível, mas, reconheça-se, politicamente civilizada, sem ataques pessoais nem pugilato verbal com o vice Carlos Brandão, que também mantém a postura correta. O senador e seus aliados estão confiantes de que chegarão à hora da decisão com sua pré-candidatura consolidada, pronta para receber o apoio da maioria do grupo partidário. Não há, porém, dentro do grupo que o apoia, a convicção de que ele consiga reverter a tendência criada com o apoio declarado do governador Flávio Dino ao vice-governador, o que leva muitos deles a admitir o líder pedetista está se preparando para o embate direto com Carlos Brandão.

Parte do trabalho de fortalecimento do projeto eleitoral de Weverton Rocha está desafio de estancar focos de crise na sua base partidária, como, por exemplo, a tensão que vem dominando o Cidadania, cuja executiva estadual decidiu não seguir a senadora Eliziane Gama, que o apoio, para aliar-se a Carlos Brandão. Forjado no jogo pesado do movimento estudantil e nas duras batalhas da Juventude do PDT com o MDB Jovem nas ruas de São Luís, o senador sabe que tem um grande desafio pela frente, e tem mostrado que está disposto a encará-lo, confiante de que pode vencê-lo, mas ciente de que corre o risco de sofrer um duro golpe na sua bem-sucedida carreira política.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Vice: Othelino Neto usa habilidade para recusar sugestão de Márcio Jerry

Ao lado do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do procurador gera de Justiça, Eduardo Nicolau, Carlos Brandão e Othelino Neto participaram ontem, em clima descontraído, da abertura do 11º Congresso do Ministério Público cujo tema é adequado à realidade do Brasil: “O Ministério Público na Promoção das Liberdades Democráticas”

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, usou toda a sua polidez política para recusar a sugestão feita pelo presidente do seu partido, o PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, para que ele seja companheiro de chapa do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na corrida ao Governo do Estado. Sem se referir ao fato em si, o parlamentar usou suas redes sociais para reafirmar seu ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT).

Político já tarimbado, que começa a viver a maturidade nesse campo minado de sutilezas que podem alavancar e enterrar projetos de poder, Othelino Neto respondeu a Márcio Jerry sem fechar todas as portas. Ele sabe, com clareza solar, que o fato de pertencer aos quadros do PCdoB é um dado limitador dos seus movimentos. Mas sabe também que, tome a posição que tomar, não será hostilizado dentro da agremiação comunista. Mas também não parece interessado em alimentar a condição de peça destoante num partido cujas decisões são sempre unânimes. Daí a possibilidade de ele migrar para o PDT.

Os políticos de raiz costumam dizer que em política não é surpresa boi voar. Conhecedor profundo do assunto, o advogado Sálvio Dino, pai do governador Flávio Dino, costumava acrescentar que na política do Maranhão boi voa de asa quebrada. De agora até as convenções partidárias de julho, tendo como escala a abertura da janela partidária em março muita água no leito da corrida sucessória.

 

Sarney renova carteira da OAB e diz que sua maior causa foi redemocratizar o Brasil

José Sarney presta juramento como advogado ao receber carteira renovada da OAB

“Eu tive um cliente [a população brasileira] que me deu uma causa, que foi redemocratizar o Brasil”, declarou ontem o ex-presidente José Sarney (MDB) no ato de renovação da sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na sede da instituição. A carteira, de nº 279, a segunda mais antiga do Maranhão, lhe foi entregue pelo atual presidente da OAB/MA, Thiago Diaz, na presença de conselheiros e advogados, entre eles o decano da advocacia maranhense, Valeriano Américo de Oliveira.

Não foi uma frase ilustrativa do momento, mas uma declaração com força histórica, exatamente por traduzir fielmente o papel de liderança que ele exerceu no processo de redemocratização. Quando assumiu no lugar do presidente eleito Tancredo Neves (PMDB), de quem era vice, Sarney encontrou o país mergulhado na mais absoluta incerteza quanto ao futuro. A democracia estava de volta, um governo civil, eleito indiretamente, mas dentro das regras vigentes, havia sido instalado; ao mesmo tempo, forças reacionárias, que queriam a manutenção da ditadura, se movimentavam tentando inflamar os quartéis, onde muitos não se conformavam com a perda do poder.

Político de centro-direita convicto, de formação liberal, José Sarney usou toda sua habilidade, paciência e tolerância na administração da crise que se desenhava, e aos poucos foi acalmando o ambiente e consolidando a transição, que consumou com a eliminação dos mecanismos de exceção, restaurando as liberdades civis, como a partidária, e a convocando a Assembleia Nacional Constituinte, tirando, por exemplo, o PCdoB da clandestinidade. Foi graças à sua visão política e ao seu traquejo que a Nova República foi consolidada com a promulgação da nova Constituição, devolvendo aos brasileiros o estado democrático de direito e iniciando um novo e decisivo momento na sua História, infelizmente hoje ameaçado por adoradores da ditadura hoje instalado no poder.

Em Tempo: Não é só a carteira da OAB atualizada que orgulha o ex-presidente José Sarney. Ele também faz questão de renovar periodicamente a sua carteira de Jornalista, que atualiza a cada biênio, ora por meio do Sindicato dos Jornalistas do Maranhão, ora por na Federação Nacional dos Jornalistas, em Brasília.

São Luís, 10 de Dezembro de 2021.

PCdoB sugere Othelino Neto como candidato a vice de Carlos Brandão

 

Em nome do PCdoB, Márcio Jerry sugeriu Othelino Neto para candidato a vice na chapa de Carlos Brandão

O PCdoB não ficou restrito ao apoio ao projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB, mas dizem que a caminho do PSB) ao Governo do Estado. Na sua reunião de segunda-feira (6), quando colocou as cartas na mesa interna para uma tomada de posição definitiva na corrida sucessória, o Partidão foi além ao sugerir a montagem de uma chapa tendo o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, que pertence aos seus quadros, como candidato a vice-governador. A proposta, que mexeu com os bastidores partidários, foi formulada pelo presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry, ,ontem, em entrevista à TV Mirante nos seguintes termos: “Temos uma opinião que oferecemos aos demais partidos sugerindo o nome do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto como opção de candidato a vice-governador”. E amarrou com o seguinte argumento: “Colocamos nossa visão para o debate, para que possamos construir uma sólida unidade em torno da candidatura de Carlos Brandão”.

Não é uma proposta qualquer, pois engloba vários pontos em aberto no tabuleiro sucessório. Para começar, Othelino Neto pertence ao PCdoB, o que dá ao presidente Márcio Jerry autoridade e credibilidade para fazer a sugestão, de vez que, segundo ele próprio, a iniciativa conta com a unanimidade do comando partidário. Do ponto de vista político, não há como desconhecer o fato de que o deputado Othelino Neto ocupa hoje um espaço considerável no ambiente político maranhense, com poder de fogo para declarar apoio e se tornar o principal avalista do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Mas o fez tentando quebrar arestas e utilizando todas as janelas para conversar. Com o tamanho político que alcançou, Othelino Neto vem, há tempos, atuando como uma espécie de elo entre o pré-candidato pedetista e o governador Flávio Dino.

Antes da sugestão, a tendência do presidente da Assembleia Legislativa era manter seu apoio à candidatura de Weverton Rocha e se candidatar à reeleição ou, na hipótese de o governador Flávio Dino ser candidato a vice-presidente numa composição com Lula da Silva (PT), candidatar-se à vaga de senador. Houve também especulação o escalando para vice, mas isso não passou de disse-me-disse. Agora, com a declaração pública, o presidente do PCdoB coloca a posição de Othelino Neto num novo patamar, tirando-o da base de apoio da pré-candidatura do senador Weverton Rocha, exatamente para consolidar a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão, mas sem dar ao gesto um caráter de ruptura com o líder pedetista.

A sugestão apresentada pelo presidente do PCdoB pode levar a três situações. Na primeira, o deputado Othelino Neto aceita e consolida a posição do PCdoB na chapa do vice-governador, num grande acordo envolvendo o projeto do senador Weverton Rocha. Na segunda, o presidente da Assembleia Legislativa atende ao chamamento do seu partido e se afasta da pré-candidatura de Weverton Rocha, o que é improvável dado o grau de envolvimento dele como projeto pedetista. E na terceira, ele recusa, pura e simplesmente sugestão.

Em todas essas situações, Othelino Neto certamente levará em conta o fato de que, caso Carlos Brandão vença a eleição, governará até abril de 2026, quando certamente de desincompatibilizará para disputar uma das vagas de senador ou uma cadeira de deputado federal. Esse roteiro dará ao seu vice oito meses como governador titular, e com o direito de tentar a reeleição, se assim decidir. Ou seja, a vaga de vice-governador na chapa de Carlos Brandão tem atrativos irresistíveis para um político jovem e em ascensão como o atual presidente da Assembleia Legislativa.

A atraente e sedutora sugestão feita pelo presidente do PCdoB valoriza expressivamente o cacife político do presidente da Assembleia Legislativa, mas também o coloca em situação delicada em relação ao pré-candidato do PDT. Uma equação que pode ser resolvida com boas rodadas de conversa em clima desarmado entre velhos aliados.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Grupo montado por Josimar de Maranhãozinho começa a se desmontar

Leonardo Sá deixou a tropa de choque do PL 

Por mais que tente passar à opinião pública de que nada está acontecendo além de “perseguições” feitas por adversários temerosos do crescimento da sua pré-candidatura, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) começa a encarar as rachaduras nos pilares do controversos e sob suspeita esquema político. O sinal mais evidente foi a decisão do deputado estadual Leonardo Sá de, diante da situação delicada do chefe, deixar o grupo e declarar apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão, que assim emplaca 21 deputados estaduais.  Leonardo Sá, que tem como base o eleitorado de Pinheiro, ouviu apelos de familiares e aliados para se afastar do PL e voltar à aliança que dá suporte ao governador Flávio Dino. Médico por formação, Leonardo Sá saiu com civilidade. E justificou a decisão em nota divulgada por sua assessoria, na qual elogia Josimar de Maranhãozinho e a deputada Detinha (PL), agradece o apoio recebido dos dois, e explica que seu afastamento é circunstancial, deixando inclusive uma brecha para eventual retorno. Nos bastidores partidários especula-se que pelo menos oito dos 40 prefeitos eleitos com o apoio de Josimar de Maranhãozinho já teriam declarado apoio a Carlos Brandão.

 

Polícia apura se abordagem agressiva à deputada Daniella Tema foi “armada”.

Daniella Tema: alvo de abordagem policial agressiva em Tuntum

Aumentam as evidências de que a agressiva abordagem de uma patrulha da PM à deputada Daniella Tema (DEM), nas proximidades de Tuntum, na semana passada foi “armada”. A parlamentar e outros ocupantes do veículo que em que se encontravam tiveram de descer com as mãos na cabeça, mesmo depois de terem se identificado. O caso está sendo investigado pela Polícia Militar, que afastou o tenente que comandou a espantosa operação, e pela Polícia Civil, que busca vestígios de que se tratou de uma trama destinada a constrange a parlamentar, que é esposa do ex-prefeito do município, Cleomar Tema (PSB), um dos principais articuladores do projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão. O que ficou claro até agora é que, segundo apurou a Coluna, nada justifica o que aconteceu. O resultado das investigações será conhecido em breve. A deputada Daniella Tema faz questão que tudo seja trazido a público.

São Luís, 09 de Dezembro de 2021.

PCdoB fecha com Brandão e abre caminho para as definições partidárias no tabuleiro sucessório  

 

Carlos Brandão já tem o apoio declarado de Flávio Dino e do PCdoB ao seu projeto

O PCdoB foi o primeiro partido a manifestar apoio ao projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) à sucessão do governador Flávio Dino (PSB). A decisão foi tomada na noite de segunda-feira (6) e sacramentada ontem, quando o presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry, concluiu a rodada final de consultas internas, tendo obtido maioria folgada a favor do tucano. Como esperado, o Partidão segue, sem titubear, a posição do governador Flávio Dino, que na reunião de 29/11 comunicou aos líderes partidários presentes sua decisão de apoiar a pré-candidatura do vice-governador. Com o movimento, o PCdoB inicia a ciranda partidária em torno do projeto sucessório apoiado pelo governador, devendo o PSB ser o segundo partido a se associar ao vice-governador, que vem recebendo manifestações de apoio de diversos segmentos partidários, o que o coloca em condições de deslanchar sua caminhada em busca da reeleição como governador-titular. A decisão será comunicada oficialmente ao pré-candidato nas próximas horas.

A declaração de apoio do governador Flávio Dino turbinou fortemente o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão. Em primeiro lugar, porque funcionou como um aval que fortalece a credibilidade que ele próprio construiu como um vice correto, que cumpriu rigorosamente as missões que lhes foram dadas pelo governador, ao mesmo tempo em que também funcionou como um colaborador acreditado nos dois períodos de governo. E depois, organizou um ambiente político no qual vem trabalhando para agregar forças diversas para compor a base do seu projeto de candidatura, não havendo registro de quem tenha em algum momento atuado para desagregar. E finalmente, nos dois períodos do atual Governo, acompanhou atentamente o funcionamento da máquina e o andamento dos projetos e programas em curso.

No campo político, Carlos Brandão sabe exatamente onde deve pisar, carregando na sua bolsa de experiências a chefia da Casa Civil do Governo José Reinaldo Tavares, tendo sido um dos articuladores do grande movimento que resultou na histórica eleição de Jackson Lago para o Governo do Estado em 2006, quando também foi eleito deputado federal, reeleito em 2010. Não foi sem uma razão política forte que ele foi escolhido por Flávio Dino como candidato a vice em 2014 e confirmado na chapa reeleita em 2018. Em todo esse período, ao seu modo discreto, mas eficiente, Carlos Brandão teceu uma ampla rede de relações, que alcança todas as regiões do estado e que hoje é a base do seu projeto de candidatura.

Carlos Brandão disputou a indicação com o senador Weverton Rocha (PDT), um político jovem e arrojado, que está em campanha aberta, disposto a levar em frente o seu projeto de candidatura. Concorreram também o secretário de Educação Felipe Camarão (PT), chegado recentemente à seara sucessória, e Simplício Araújo (SD), que há mais tempo vem tentando viabilizar o seu projeto de ser candidato ao Palácio dos Leões. Os três disserem que mantêm seus projetos, embora o único em condições de fazê-lo seja Weverton Rocha, que tem um partido forte, o PDT, formou uma base de apoio e municípios, e tem o suporte do mandato senatorial e parece determinado. O contrapeso determinante é que a partir de abril Carlos Brandão será o governador do Estado, o que faz uma oceânica diferença.

As estimativas feitas até aqui apontam que ele terá o apoio de pelo menos oito dos 13 partidos que firmam a base governista, podendo também contar o MDB, de acordo com o que se ouve nos bastidores. Há quem avalie que a escolha do vice será determinante para a consolidação do seu projeto, principalmente se o nome sair dos quadros do PT, como está sendo cogitado, principalmente a partir do fato de que boa parte do comando petista no Maranhão já se manifestou pela aliança em torno do vice-governador.

A decisão do PCdoB, portanto, além de confirmar a lógica, iniciou um processo que deve ser concluído em meados de Janeiro, quando os pré-candidatos e os partidos da base voltam a se reunir para avaliar o cenário.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia apontada como instituição com elevada transparência

Assembleia Legislativa é apontada como uma instituição transparente pelo TCE/MA

No momento em que o Congresso Nacional, em especial a Câmara Federal, toma decisão que são verdadeiros retrocessos e mergulha o País em perplexidade ao referendar e praticar, em associação com o Palácio do Planalto, sem limites o chamado “Orçamento secreto”, envolvendo bilhões e bilhões, e desfigurar a PEC dos Precatórios, aplicando um calote bilionário em milhares de brasileiros credores da União, a Assembleia Legislativa do Maranhão foi apontada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/MA)como uma instituição com elevado grau de transparência, alcançando o Índice de Transparência A.

De acordo com o Núcleo de Fiscalização do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), em estudo realizado em setembro, o Poder Legislativo do Maranhão é ágil e correto na divulgação, em tempo real, de informações pormenorizadas sobre a execução orçamentária e financeira em meios eletrônicos de fácil acesso público. Essa eficiência garantiu à instituição o “Índice de Transparência A”.

Para estabelecer o índice, o demonstrativo leva em conta o cumprimento de 13 itens observados no Portal da Transparência com informações exigidas por lei. São eles: receita, despesa, transferências voluntárias recebidas/realizadas, recursos humanos, diárias, licitações e contratos, relatórios fiscais, serviço de Informações ao cidadão, acessibilidade, informações prioritárias, informações institucionais, Poder Legislativo Estadual ou Municipal. Dentro desses critérios, o estudo objetivou verificar o cumprimento da legislação vigente e dos princípios constitucionais relativos à transparência e à publicidade dos atos. Conforme a avaliação, a Assembleia Legislativa do Maranhão cumpriu as exigências estabelecidas na maioria dos critérios.

Para o presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB) – que, vale registrar, é economista e auditor concursado e licenciado do TCE -, a avaliação feita pelo Núcleo de Fiscalização do TCE mostra que tem dado certo todo o trabalho desenvolvido pela Casa do Povo para atingir a excelência no quesito transparência. “O índice A atribuído à Assembleia só corrobora com aquilo que sempre primamos, que é a total transparência de nossas práticas e atos administrativos. No nosso Portal da Transparência, todas as informações estão dispostas de forma bem clara, como assim exigem as normas. Eu fico imensamente feliz por termos recebido essa avaliação tão positiva, o que significa que estamos no caminho certo”, disse o presidente.

 

Revelações da Crusoé e de O Globo ameaçam seriamente o futuro político de Maranhãozinho

Capa da revista “Crusoé” causou impacto no meio político do País

As revelações da revista Crusoé, na semana passada e reforçadas por reportagem de O Globo, ontem estremeceram de fato as bases do esquema político do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), a ponto de ameaçar seriamente o seu futuro político. No meio político, a opinião corrente é a de que seu projeto de candidatura ao Governo do Estado foi para o espaço diante da revelação do que foi apurado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.  Muitos dos prefeitos que financiou com R$ 20 milhões “do próprio bolso” mais R$ 9 milhões “mandados pelo Valdemar” (Costa Neto, presidente nacional do PL), além de outras dezenas de milhões saídas sabe Deus de onde, estariam apreensivos, temendo que as investigações batam às suas portas, para que expliquem a origem da grana preta que bancou suas campanhas. Isso porque a explicação fajuta de que o dinheiro vivo “foi declarado ao Imposto de Renda” não se sustenta diante das imagens e das palavras do próprio deputado Josimar de Maranhãozinho.

São Luís, 08 de Dezembro de 2021.

Dino prevê vitória de Lula sobre Bolsonaro e avalia que qualquer governador seria melhor que o atual presidente

 

Flávio Dino aposta que Lula da Silva vencerá Jair Bolsonaro nas urnas nas eleições do ano que vem

A corrida presidencial ruma para uma disputa de segundo turno entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula da Silva (PT), e nesse cenário, o líder petista vencerá o presidente, inclusive no Maranhão, com vantagem bem larga. É o que prevê o governador Flávio Dino (PSB), sugerindo aos apostadores que invistam nessa disputa, que no final é o que vai prevalecer como desfecho da corrida ao Palácio do Planalto. O governador não subestima o poder de fogo do ex-ministro Sérgio Moro (Podemos), mas avalia que ele disputará o terceiro lugar com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). E manifestando sua aspiração pessoal, defende a mobilização das forças progressistas e democráticas em torno do ex-presidente Lula da Silva, que terá seu apoio em qualquer circunstância. Porém, alerta que não se deve achar que o presidente Jair Bolsonaro esteja liquidado. E lembra que, além de ter uma fatia do eleitorado que lhe é fiel, o presidente vem dando seguidas demonstrações de que usará a máquina federal à exaustão para obter a reeleição.

O governador Flávio Dino desenhou esse cenário ao participar, ontem, de uma conversa sobre a situação econômica e política do Brasil no portal MvNews. Ele ponderou que ainda é cedo para se prever e cravar um desfecho para a sucessão presidencial, mas disse acreditar que os brasileiros, mesmo assediados com o “pacote de bondades” que o Palácio do Planalto está montando com os bilhões da folga orçamentária federal aberta pela desfiguração da PEC dos Precatórios, não renovarão o mandato do presidente Jair Bolsonaro. “Ele é muito ruim e despreparado”, definiu, sugerindo que qualquer um dos atuais governadores – “escolhido por sorteio” – governaria melhor que o atual presidente. Ao mesmo tempo, Flávio Dino reafirmou sua tese segundo a qual Lula da Silva é imprescindível, mas não suficiente, e que a tarefa de derrotar Jair Bolsonaro à frente da poderosa e bilionária máquina federal é de todos os líderes comprometidos com a democracia.

As manifestações do governador do Maranhão acontecem no momento em que as pré-candidaturas presidenciais começam a ser definidas, com tendência no sentido de que o quadro de candidatos seja o seguinte: Jair Bolsonaro, Lula da Silva, Ciro Gomes (PDT), Sérgio Moro, João Dória e, num plano mais remoto, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) e o cientista político Felipe D`Ávila (Novo). Todas as avaliações remetem para a conclusão de que com esse quadro de aspirantes, a corrida sucessória à presidência da República reforçará, sem qualquer sombra de dúvida, a já desenhada polarização Lula/Bolsonaro. Esse cenário só correrá riscos se Sérgio Moro ou João Dória conseguir construir as condições políticas para encarnar a chamada “terceira via”, reunindo segmentos da direita tradicional e antifascista, de centro-direita, de centro e de centro-esquerda.

Adversário inconciliável tanto de Lula da Silva quanto de Jair Bolsonaro, pelas razões já amplamente conhecidas, Sérgio Moro está saindo na frente de João Dória na busca de alianças que lhe assegurem a liderança desses segmentos no Nordeste, decidido a dividir por três o eleitorado já amplamente posicionado com o líder petista e, em escala bem menor, mas expressiva, com o presidente da República. Ontem, por exemplo, o ex-chefe da Lava Jato passou por Recife, base do PSB e do PT, onde foi vaiado e aplaudido por onde passou. A incursão nordestina de Sérgio Moro inclui, em princípio, visitas a Salvador, onde o PT e o União Brasil dominam, e a Fortaleza, onde Ciro Gomes é forte, o que pode resultar numa forte rejeição e em alguns nacos de apoio. Não há informação de que João Doria esteja a caminho da região, pelo menos por enquanto.

No cenário do Maranhão, a situação é claramente favorável a Lula da Silva, que tem mais de o dobro de intenções de votos do segundo colocado nas pesquisas, exatamente o presidente Jair Bolsonaro, seguido de Ciro Gomes e Sérgio Moro e João Doria. No Maranhão, Lula da Silva tem palanques de sobra, podendo usar, se quiser, o do senador Weverton Rocha, candidato a governador pelo PDT, mas que tem a preferência de Ciro Gomes, ou o do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que está costurando aliança com o PT, mas que terá de abrir espaço para o tucano João Doria, caso ele confirme sua candidatura. Jair Bolsonaro só deve contar com o palanque do PL, puxado pelo candidato a governador, que pode ser o senador Roberto Rocha, se vier a ingressar no partido, ou o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que já comanda a agremiação e já se declarou pré-candidato. Sérgio Moro só deverá contar com o apoio do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que comanda o Podemos no Maranhão, sem sinal, até aqui, de que o partido venha ter candidato a governador.

Em resumo: o prognóstico que o governador Flávio Dino faz da corrida presidencial no País se aplica rigorosamente ao cenário maranhense, onde até aqui Lula da Silva é amplamente favorito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Forças partidárias fazem de Timon um dos centros políticos mais ativos do Maranhão

Chico Leitoa e Luciano Leitoa apoiam Weverton Rocha, contra Socorro Waquim, Rafael Leitoa, Cdnte. Schnneyder e Alexandre Almeida, que apoiam Carlos Brandão

Um dos cinco maiores municípios do Maranhão e de grande importância estratégica, Timon é hoje um dos mais ativos centros de ação política do Maranhão. Ali, vários grupos atuam de maneira bem intensa, com posições bem definidas e líderes claramente identificados, que tornam o município alvo de observação permanente dos comandos partidários. Um grande contingente de eleitores segue a liderança da família Leitoa, capitaneada pelo ex-prefeito e ex-deputado estadual Chico Leitoa, um dos cardeais do PDT maranhense. Um dos braços desse grupo tem como chefe o ex-prefeito e ex-deputado federal Luciano Leitoa, que comanda o PSB local, que tem a prefeita Dinair Veloso. Na oposição a esse grupo estão o deputado estadual Rafael Leitoa, do PDT, mas rompido com a família. A oposição tradicional é liderada pela deputada estadual e ex-prefeita Socorro Waquim (MDB) e agora fortalecida pelo coronel Comandante Schnneyder (Republicanos), que surgiu na política timonense como um furacão nas eleições municipais, perdeu força na campanha, mas abriu uma frente oposicionista. E pelo ex-deputado Alexandre Almeida, que lidera o PSDB local.

Ali, a família Leitoa está mobilizando o PDT e o PSB – contrariando a orientação do comando socialista – em torno do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha. No contrapeso, o dissidente pedetista Rafael Leitoa e as forças lideradas por Socorro Waquim, Comandante Schnneyder e o ex-deputado Alexandre Almeida estão sendo convocadas para apoiar a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Essa movimentação deve tornar Timon um dos centros com maior atividade em campanha ao longo dos próximos 11 meses, tornando o resultado ali rigorosamente imprevisível.

Assembleia apresenta planejamento estratégico para a próxima década

Entre o diretor geral Valney Pereira  e a diretora de Planejamento Rafaela Lago, o presidente Othelino Neto destaca a importância do Planejamento Estratégico

Em meio aos rescaldos de uma gigantesca crise social e econômica vivida pelo País, com graves reflexos na vida pública, a ponto de colocar em xeque instituições vitais para a democracia, a Assembleia Legislativa anunciou ontem as linhas gerais de um Planejamento Estratégico, que será a base do seu funcionamento operacional nos próximos anos, de modo a garantir aos deputados as condições para que cumpram seus compromissos básicos, que são legislar e fiscalizar. Elaborado por um colegiado de representantes de todos os setores que formam o Poder Legislativo, o Planejamento Estratégico foi apresentado ontem ao presidente Othelino Neto (PCdoB), pelo diretor-geral Valney Pereira, em reunião com o corpo dirigente da instituição.

Apontado como uma ação de vanguarda da atual gestão do Poder Legislativo, uma vez que foi concebido para impulsionar o seu funcionamento ao longo da próxima década (2021/2031), o Planejamento Estratégico é um conjunto de ações de curto e médio prazo, com metas e prazos definidos, por meio das quais a máquina administrativa cumprirá, cm a eficiência possível, sua atividade essencial, que é dar o suporte necessário ao funcionamento e às tomadas de decisões dos 42 deputados estaduais. Isso quer dizer o aprimoramento dos mais simples aos mais complexos instrumentos sob a responsabilidade dos servidores de todos os níveis da instituição, como observou a jornalista Silvia Tereza, diretora-adjunta de Comunicação.

Na apresentação, o diretor-geral Valney Pereira destacou que o planejamento é o início de tudo, pois é no seu desenvolvimento que são definidos os objetivos, as ações e os meios para a execução de metas a longo prazo. “Nós percebemos a necessidade de definir um planejamento estratégico de nível macro e a longo prazo para o bom desempenho das nossas funções. Foi uma decisão acertada do presidente Othelino Neto, que vai garantir maior eficiência à gestão atual e às futuras”, assinalou.

O presidente Othelino Neto, que acompanhou todas as fases da elaboração, observou que planejar é importante tanto para a boa execução das atividades finalísticas da Assembleia, que são legislar e fiscalizar, quanto para a gestão interna da Casa e dos seus servidores. Na ocasião, o chefe do Legislativo maranhense cumprimentou todos os envolvidos na elaboração do trabalho.

– Todos os setores foram ouvidos e houve o estímulo à participação dos servidores, que puderam dar suas opiniões e sugestões sobre os principais pontos positivos e, também, sobre aquilo que precisava ser melhorado. Foi um processo bem participativo, que nos permitiu ter um diagnóstico preciso do funcionamento da Assembleia e dos desafios para que possamos atingir nossas metas -, enfatizou o presidente, destacando o trabalho feito por Rafaela Lago, diretora de Planejamento.

São Luís, 07 de Dezembro de 2021.

 

Lula mantém vantagem larga sobre Bolsonaro nas intenções de voto dos maranhenses

 

Pesquisa Escutec: Lula da Silva tem mais que o dobro das intenções de voto de Jair Bolsonaro no Maranhão

A mais recente pesquisa Escutec confirmou uma realidade política e eleitoral que dificilmente mudará nos próximos 11 meses: o ex-presidente Lula da Silva (PT) reúne as condições para vencer de braçadas o presidente Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão. O petista, que ainda vive o “drama shakespeariano” de “ser ou não” candidato, embora o Brasil inteiro não tenha nenhuma dúvida de que ele o será, aparece com robustos 57% na preferência do eleitorado. Já o atual presidente, seu principal oponente, uma vez que também não gera dúvidas quanto às suas intenções de voto, o equivalente a menos da metade do potencial do ex-presidente, o que indica tendência clara a um resultado desastroso para o atual mandatário.

De acordo com os números do Escutec, os demais pré-candidatos – Ciro Gomes (PDT) com 7%, Sérgio Moro (Podemos) com 6%, e Eduardo Leite (PSDB), João Dória (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM) e Rodrigo Pacheco (PSD) com 1% cada – nem de longe ameaçam as bases da polarização Lula/Bolsonaro no Maranhão. Apenas 2% responderam que não votariam e nenhum dos candidatos e 3% não quiseram ou não souberam responder, o que indica uma taxa de definição muito elevada. A pesquisa Escutec foi feita no período de 23 a 27 de Novembro, entrevistou dois mil eleitores, tem intervalo de confiança de 90% e margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Não bastasse o percentual raquítico de intenções de voto, o presidente Jair Bolsonaro é trucidado no item “rejeição”, com nada menos que 60% dos entrevistados dizendo que não querem sua reeleição e, ao contrário, querem vê-lo pelas costas, o que praticamente elimina a possibilidade de uma reação. Alguns bolsonaristas centrados, mas não roxos, veem como possível o presidente melhorar sua performance na esteira do Auxílio Brasil, o pacote de reforço ao Bolsa Família, o revolucionário programa de transferência de renda criado por Lula da Silva no segundo ano do primeiro mandato presidencial. É difícil virar o jogo por esse caminho, já que mais de 80% dos beneficiários do Bolsa Família no Maranhão tem claro que Lula da Silva é o “pai” do programa, “e ninguém tasca”.

No jogo político propriamente dito, Lula da Silva leva uma vantagem oceânica sobre Jair Bolsonaro no Maranhão. Conta com o governador Flávio Dino e com os maiores partidos da base governista no Maranhão, e ainda com ampla fatia do que restou do grupo Sarney, o que lhe dá uma vantagem acentuada, e certamente irreversível, no campo político maranhense. Além do mais, muito mais que o próprio PT, Lula da Silva é um mito entranhado nas faixas mais populares do eleitorado, o que torna muito difícil, senão impossível ainda nesta geração, o surgimento de um adversário capaz de ameaçar para valer sua posição de liderança em território maranhense, principalmente nas grandes cidades.

Jair Bolsonaro, por seu turno, não foi bem aceito pelo eleitorado, a começar pelo fato de que se apresentou com o inimigo assumido e agressivo de Lula da Silva que uma levou a uma derrota acachapante no Maranhão em 2018, isso contra Fernando Haddad, um ilustre desconhecido do eleitorado maranhense. No Maranhão, o presidente conta com o senador Roberto Rocha, que, como ele, deve se filiar ao PL, e com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe absoluto do seu partido no estado, mas que hoje representa o lado cinzento, fumacento e sombrio da política maranhense, principalmente no que diz respeito à corrupção. Depois das bombásticas revelações feitas pela revista “Crusoé”, dificilmente Josimar de Maranhãozinho sustentará seu projeto de disputar o Governo do Estado, tarefa que deverá ser cumprida pelo senador Roberto Rocha, que ainda mantém silêncio sobre seu futuro.

O cenário encontrado pelo Escutec para a corrida presidencial do Maranhão representa a realidade mais fiel, devendo ser mantida com muito poucas variações, independentemente de como o quadro de candidatos presidenciais seja montado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Josimar de Maranhãozinho vive situação dramática e pode perder força política

Capa da revista “Crusoé” mostra Josimar de Maranhãozinho e seus milhões cuja origem a Polícia federal garante ser a corrupção

A reportagem da revista “Crusoé”, revelada em primeira mão aos maranhenses pelo blog do jornalista John Cutrim, tem o poder de “tiro de misericórdia” no projeto do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, o controvertido chefe maior do PL no Maranhão, de ser candidato ao Governo do Estado, mesmo tendo agora o presidente Jair Bolsonaro como seu mais novo colega de partido. O esquema de desvio de dinheiro público por meio de emendas parlamentares, tendo prefeituras e empresas fantasmas como braços operacionais da criminosa lavagem dos recursos, e as imagens mostrando o parlamentar conferindo e passando adiante milhares e milhares de reais em espécie, chocaram a sociedade e alarmaram expressiva fatia do meio político.

Com semblante abatido e nem de longe parecendo aquele político dono de si, capaz de desafiar e atropelar adversários, Josimar de Maranhãozinho tentou se defender. Num vídeo gravado no curral de uma fazenda, sem mostrar um único boi, nem qualquer outro animal, o deputado disse que ali trabalha nos seus fins de semana para “organizar a minha vida empresarial”. E em frente, sem exibir qualquer traço de convicção, declarou que a dinheirama viva é fruto da sua atividade empresarial e que as ações da Polícia Federal, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, são ataques de adversários.

O deputado prestaria um bom serviço a ele próprio à classe e à sociedade em geral se abrisse o jogo e falasse a verdade, doesse em quem doesse, sobre a sua fortuna, como ganha realmente tanto dinheiro, e onde pretende mesmo chegar com ao distribuí-lo de maneira tão generosa aos seus aliados político. Quem são esses adversários tão implacáveis, que o perseguem tanto e não o deixam em paz?  E prove, por A mais B que suas empresas são genuínas, que pelo menos parte do valor das emendas que destina a municípios com prefeitos aliados não é desviada nem é devolvida a ele em dinheiro vivo. Por fim, esclareça todas as suspeitas e incertezas sobre sua ação política, sem deixar margem para dúvidas. Do contrário, corre o sério risco de definhar politicamente.

 

PP continua na base governista, mas pode mudar de posição

André Fufuca

Com a definição do PL, que virou de vez bolsonarista, a grande incógnita do cenário político maranhense é o deputado federal André Fufuca, que tem o controle absoluto do Progressistas (PP) no Maranhão e está instalado no comando nacional do partido como presidente interino, enquanto o presidente titular, senador piauiense Ciro Nogueira, estiver à frente da Casa Civil do Governo Bolsonaro. Ninguém duvida que o PP fechará com o presidente Jair Bolsonaro no plano nacional, mas mantém seus espaços de independência para fechar alianças da sua conveniência nos estados. É o caso do Maranhão, onde André Fufuca, apesar de manter certa distância do centro das decisões, mantém boa relação com o governador Flávio Dino, devendo apoiá-lo para o Senado, e estando no momento alinhado à pré-candidatura do senador Weverton Rocha para o Palácio dos Leões, mas nesse caso com a ressalva de que pode mudar de posição. Essa mudança poderá acontecer se o PP emplacar o vice de Jair Bolsonaro, situação que obrigará André Fufuca a dar uma guinada radical para a oposição no estado.

São Luís, 05 de Dezembro 2021.

Partidos de peso enfrentam dificuldades e crises no animado cenário político do Maranhão

 

Lahesio Bonfim disputa com Mical Damasceno; Pedro Lucas Ferrnandes e Juscelino Filho vivem indefinição, Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha terão de negociar e Eliziane Gama e Eliel Gama vivem guerra doméstica

À medida que vão se aproximando o momento das grandes definições para as eleições gerais marcadas para daqui a exatos 11 meses, vários partidos, em especial os que hoje fazem parte do núcleo básico do que se conhece por Centrão, por causa das suas relações no Congresso Nacional, enfrentam dificuldades para se acertar no Maranhão, além de legendas de foras desse grupo. Quatro casos – PTB, PL, PP e União Brasil, formado pela fusão de DEM e PSL e o Cidadania – são exemplares. Essas agremiações enfrentam sérias dificuldades, que vão desde problemas de identidade até disputa pelo comando quando o normal seria estarem se movimentando em busca de fortalecimento por meio de novas filiações de peso ou pela via de alianças promissoras.

O caso mais emblemático é o PTB, que já foi um partido de centro-esquerda, mas que hoje ocupa o espaço mais agressivo do bolsonarismo. Usurpado do controle dos Fernandes, que vinham mantendo o que ainda restava da identidade trabalhista, o PTB do Maranhão foi parar nas mãos da deputada estadual Mical Damasceno, que vem transformando a legenda fundada por Getúlio Vargas num braço político da ala mais radical da comunidade evangélica. O PTB ganhou o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, pré-candidato a governador, que vem pontuando entre cinco e oito pontos percentuais nas pesquisas. Ele, ou alguém por ele autorizado, anunciou, há duas semanas, que havia assumido a presidência do PTB maranhense. A deputada Mical Damasceno reagiu, colocou a cúpula nacional do partido contra a parede e obteve a confirmação de que é ela, e não Lahesio Bonfim, quem dá as cartas no partido. Lahesio Bonfim depende do comando partidário para confirmar sua candidatura. Corre o risco de ficar pelo caminho.

A situação do PL vem gerando expectativa. Comandado no estado de maneira absolutista pelo deputado Josimar de Maranhãozinho, o PL foi transformado em partido do presidente Jair Bolsonaro, e isso pode significar alterações no seu formato e na sua atuação. A chave do futuro do PL é a provável filiação do senador Roberto Rocha, que, também muito provavelmente, será candidato a governador em dobradinha com Jair Bolsonaro. Josimar de Maranhãozinho tem dito e repetido que será candidato a governador “de qualquer maneira”, o que poderá configurar um problemão se Roberto Rocha entrar no partido decidido a disputar Palácio dos Leões. Tudo poderá ser resolvido na conversa, já que o senador e o deputado se declaram amigos e efeitos ao diálogo. O problema é que, a julgar pelas suas trajetórias, Josimar de Maranhãozinho e Roberto Rocha dificilmente permanecerão num partido na condição de Número 2. Se acontecer, a filiação do senador Roberto Rocha dirá como ficará o PL, hoje uma força partidária de peso no estado.

União Brasil, é esse o nome dado ao partido que resultou (?) do casamento do DEM, comandado no Maranhão pelo deputado federal Juscelino Filho, com o PSL, cujo chefe maranhense é o deputado federal Pedro Lucas Fernandes. Por conta do cipoal burocrático porque passa uma fusão partidária no Brasil, os braços maranhenses do DEM e do PSL encontram-se numa espécie de “banho maria”, com cada líder tentando manter seu pedaço, mas correndo o risco de sofrer perdas. Isso sem contar o baita problema que terá de ser resolvido quando o novo partido ganhar forma: quem o comandará no Maranhão? Ambos sabem que a ascensão de um poderá ser vista como desprestígio para o outro. Corre que os dois parlamentares, vistos por muitos – inclusive por esta Coluna – como destaques da sua geração e que chegar ao topo da política estadual, estariam negociando dividir o poder com um ocupando a presidência do partido no estado e outro ocupando cargo de destaque no comando nacional do partido. Vale aguardar.

O Cidadania – a identidade mais recente do velho partido Partido Comunista Brasileiro, que depois se transformou em Partido Popular Socialista e finalmente foi rebatizado como Cidadania – enfrenta uma crise familiar. É que a senadora Eliziane Gama, a sua grande estrela, decidiu apoiar a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, não levando em conta as relações do partido com o governador Flávio Dino (PSB). O seu irmão, Eliel Gama, que preside formalmente o partido no Maranhão, decidiu, com o apoio da maioria da Comissão Executiva Estadual, que o Cidadania será parte da base de apoio da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão. Do alto da sua estatura senatorial e da condição de vice-presidente nacional, bateu pé e decidiu que o Cidadania vai é com Weverton Rocha. Acontece, porém, que nas questões estaduais a palavra final é a da Executiva estadual, comandada por Eliel Gama. E se não encontrarem a via do acordo, Eliziane Gama só terá um caminho, que é o mais desgastante e antipático: convencer o comando nacional a intervir no braço maranhense do partido e impor sua vontade na marra.

São encrencas de difíceis soluções, mas que sempre aparecem quando os contendores resolvem sentar para conversar. Em políticas, a conversa faz milagre.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Partidos mais fortes e organizados também enfrentam problemas

Luciano Leitoa, Marco Aurélio, Rafael Leitoa e Fábio Gentil: dissidência forte dentro dos seus partidos

A corrida às urnas vem criando problemas também para os partidos mais poderosos e organizados no Maranhão.

O PSB hoje comandado pelo governador Flávio Dino enfrenta uma incômoda dissensão em Timon, um dos seus berços mais fortes. Ali, o ex-prefeito Luciano Leitoa, ainda inconformado com a perda do controle da legenda socialista, a que presidiu por mais de uma década, apoia a pré-candidatura do senador Weverton Rocha, numa dobradinha com seu pai, o ex-prefeito Chico Leitoa, que comanda o PDT. Não há sinais de conciliação.

O PCdoB, por sua vez, está sendo submetido a um duro teste de sobrevivência desde que o governador Flávio Dino, o seu maior quadro no País, migrou para o PSB, levando junto vários quadros importantes, como o deputado estadual Marco Aurélio, por exemplo. O presidente da legenda, deputado federal Márcio Jerry,

O PDT, comandado pelo senador Weverton Rocha, está salpicado de pequenos focos de dissidência, a exemplo do deputado estadual Rafael Leitoa, pedetista de raiz, mas que, por conta das diferenças da política de Timon, e por lealdade ao projeto comandado pelo governador Flávio Dino, decidiu não apoiar o senador Weverton Rocha e correr para as urnas alinhado ao projeto do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Comandado pelo deputado federal Cléber Verde e alinhado ao senador Weverton Rocha, o Republicanos também enfrenta dissidências, como a de uma das suas principais estrelas, o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, que contraria a orientação do coimando e apoia a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão.

Em resumo: não há um só partido onde não corram problemas dessa ordem.

 

Conversa com Bial: Dino vê bolsonarismo como maior adversário e reafirma candidatura ao Senado

Flávio Dino: reafirmando  candidatura ao Senado

O governador Flávio Dino (PSB) foi um dos entrevistados do programa Conversa com Bial, da Reder Globo, no início dessa madrugada, juntamente com o deputado federal Marcelo Freixo (PSB), pré-candidato ao Governo do Rio de Janeiro.

Indagado se o Grupo Sarney seria o grande adversário a ser enfrentado, o governador respondeu que o adversário a ser enfrentado e derrotado é o bolsonarismo, a exemplo do que acontece em todo o País.

E sobre o seu futuro, Flávio Dino descartou entrar na disputa nacional como vice do ex-presidente Lula da Silva (PT) e reafirmou o seu projeto de disputar uma cadeira no Senado.

São Luís, 03 de Dezembro de 2021.

Pesquisa defasada mostra Roseana à frente, Weverton em 2º e elevado percentual de “Nenhum” e indecisos

 

Roseana Sarney à frente de Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Roberto Rocha, Carlos Brandão, Josimar de Maranhãozinho,    Lahesio Bonfim, Felipe Camarão e Simplício Araújo na preferência do eleitorado

Nova pesquisa do instituto Escutec sobre a corrida ao Palácio dos Leões foi divulgada ontem e, mais uma vez, avaliando um cenário com todos os pré-candidatos, apontou Roseana Sarney (MDB) na frente com 27% das intenções de voto, seguida por Weverton Rocha (PDT) com 17%, Edivaldo Holanda Jr. (PDS) com 11%, Roberto Rocha com 10%, Carlos Brandão (PSDB) com 7%, Josimar de Maranhãozinho (PL) com 7%, Lahesio Bonfim (PTB) com 5%, Felipe Camarão (PT) com 3% e Simplício Araújo (SD) com 2%. Aqui, “Nenhum deles” e “Não sabe/Não respondeu” somam nada menos que 31%. Sem Roseana Sarney, no que pode ser o cenário mais provável, Weverton Rocha lidera com 23%, seguido de Roberto Rocha com 16%, Edivaldo Holanda Jr. 13% e Carlos Brandão com 12%. Também aqui, “Nenhum deles” e “Não b    sabe/Não respondeu” totalizam robustos 36%.

Seriamente comprometida pelo curioso fato de ter sido feita entre os dias 23 e 27 de Novembro, nada menos que dois dias antes da reunião do dia 29 em que o governador Flávio Dino (PSB) anunciaria seu apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão, a pesquisa Escutec chegou a público gravemente atingida pela defasagem. Mesmo assim, trouxe informações que não podem ser ignoradas, sendo as mais importantes os baixos percentuais de intenção de voto dados aos nomes relacionados, e os elevados percentuais de “Nenhum deles” e de “Não sabe/Não respondeu”, cuja soma ultrapassa muito os percentuais dos mais votados nos dois cenários. Diante desses números, a conclusão é óbvia: a exatamente 11 meses da corrida às urnas, a disputa para o Governo do Estado está rigorosamente em aberto.

Não há dúvida de que o resultado da reunião do dia 29 impactou a movimentação política e pode ter alterado a posição do vice-governador Carlos Brandão, para cima ou para baixo, o que muito provavelmente será apontado por nova pesquisa. O ideal é que o próximo levantamento seja feito em duas semanas, quando os desdobramentos, favoráveis ou não, começarem a ganhar forma e consistência. Além disso, a inclusão da ex-governadora Roseana Sarney na relação dos pré-candidatos, mesmo tendo ela já dito e repetido que seu projeto é disputar uma cadeira na Câmara Federal, altera expressivamente o ânimo do eleitor e mina o poder de fogo dos que estão de fato na disputa. Para Weverton Rocha, um senador jovem, líder de um partido importante e em campanha aberta como pré-candidato a governador, não é politicamente saudável aparecer perdendo para uma ex-governadora derrotada nas urnas em 2018. O mesmo incômodo deve atingir o vice-governador Carlos Brandão.

Mas, a partir de agora, com a importante e, provavelmente, decisiva tomada de posição do governador Flávio Dino, a corrida à sua sucessão ganhará nova dinâmica. E poderá ser mais dinamizada ainda se o senador Roberto Rocha vier a se filiar mesmo ao PL e decidir ser candidato a governador ou a senador. Sua opção por disputar o Palácio dos Leões tirará do páreo o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, tornando o quadro de candidatos mais enxuto, o que exigirá maior poder de fogo dos que ficarem. E nesse contexto, o vice-governador Carlos Brandão é o único com potencial para aumentar o seu poder de fogo a partir de 2 de abril, quando se tornará governador de fato e assumirá a condição de candidato à reeleição. Abril, portanto, será o mês decisivo para a corrida à sucessão do governador Flávio Dino.

Até lá, será importante que as pesquisas, em vez de se anteciparem aos fatos, correndo o risco da defasagem – como é o caso dessa do Escutec -, sejam planejadas para buscar a fotografia do momento em relação ao processo político em andamento. Aí, sim, mostrarão a realidade.

Em Tempo: A pesquisa Escutec entrevistou dois mil eleitores, de 23 a 27 de Novembro, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 90%.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino mantém posição de favorito ao Senado

Flávio Dino tem larga vantagem sobre Roberto Rocha

Defasada na garimpagem das intenções do eleitorado na corrida ao Palácio dos Leões, a pesquisa do instituto Escutec encontrou o quadro previsível na disputa para o Senado. O levantamento produziu dois cenários.

No primeiro, o governador Flávio Dino lidera com 41%, bem à frente do senador Roberto Rocha, o segundo colocado com 26%. Nesse cenário, Edivaldo Holanda Jr. – incluído na pesquisa não se sabe o porquê -, aparece com 12% das intenções de voto, seguido do deputado Othelino Neto com 4%, e de Paulo Romão com 1%. No segundo cenário, num confronto direto com Roberto Rocha, Flávio Dino aparece com 45% contra 29% do senador.

Chama a atenção o fato de o senador Roberto Rocha, ainda sem partido e em silêncio total sobre será candidato à reeleição ou ao Governo, estar sendo colocado nas duas pesquisas. Especulações ora dizem que ele será candidato a governador, ora sopram disputará o Senado, e aqui e ali há quem diga que será candidato a deputado federal.

 

Comando estadual do Cidadania confirma apoio a Brandão e fragiliza Eliziane

Eliziane Gama tem posição fragilizada com racha no Cidadania no Maranhão

O Cidadania rachou de vez no Maranhão, com uma banda apoiando o vice-governador Carlos Brandão e outra declarando apoio firme ao senador Weverton Rocha.

O braço maranhense do partido já vinha sendo sacudido e teve o racha confirmado segunda-feira, quando o presidente estadual, Eliel Gama, declarou que a Executiva havia decidido seguir a posição do governador Flávio Dino e apoiar a pré-candidatura de Carlos Brandão. Tão logo tomou conhecimento da declaração, a senadora Eliziane Gama, que é irmã de Eliel Gama, divulgou nora reafirmando o apoio do Cidadania maranhense à pré-candidatura do senador Weverton Rocha, invocando inclusive a sua condição de vice-presidente nacional do partido. Eliel reagiu avisando que a posição pró-Brandão está mantida.

Na sua nota, a senadora Eliziane Gama tenta desautorizar o irmão, garantindo que o partido está com o líder pedetista no Maranhão. Sofre o desgaste de não conseguir encobrir o fato de que o partido está dividido, situação reveladora de que sua liderança está fragilizada.

São Luís, 02 de Dezembro de 2021.