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Braide descarta ser sarneysista e Edivaldo Jr. defende continuidade da sua gestão em São Luís

 

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 Braide renegando o sarneysismo; Edivaldo Jr. defendendo  governo

O candidato do PMN, Eduardo Braide, fez ontem a mais importante declaração política neste início de campanha para o 2º turno da eleição para a Prefeitura de São Luís. Ao ser indagado por um eleitor jovem faz parte do Grupo Sarney, ele respondeu na bucha: “Não, não sou sarneysista”. Por outro lado, o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) não fez qualquer declaração política bombástica, orientando sua campanha para intensificar a exposição das obras que estão em curso na cidade, reforçadas com um discurso otimista, prometendo fazer mais se reeleito for. Na sequência, Eduardo Braide assumiu uma série de compromissos, entre eles o de trabalhar fortemente, desde o primeiro dia, para melhorar, por exemplo, o Sistema Municipal de Saúde, enfatizando que fará parcerias, uma delas com a Santa Casa. Já Edivaldo Jr. pediu ao eleitorado que lhe dê mais um mandato, garantindo que contrapartida será muito trabalho para melhorar a cidade nos próximos quatro anos.

Ao se declaração “não sarneysista”, contrariando a expectativa de alguns que apostariam que ele ficaria inibido diante da indagação, Braide deu uma demonstração de firmeza, reafirmando a boa impressão geral em relação à sua personalidade política. A não ligação assumida com o Grupo Sarney deu ao candidato do PMN os primeiros traços de uma identidade que poderá levá-lo a despontar no cenário político estadual como uma espécie de via independente, algo como o senador Roberto Rocha (PSB), que não aceita ser um “general” do staf do governador Flávio Dino, e por isso hoje desenha e trilha o seu próprio caminho.

Carlos Braide surgiu na corrida para a Prefeitura de São Luís como uma ave solitária. Não fez coligação, escolheu o próprio candidato à vice, traçou toda a sua estratégia de campanha sem ouvir a opinião de figuras da velha guarda da política municipal. Inicialmente, a impressão que passou foi a de alguém que estava apenas querendo ocupar um espaço e se manter em evidência, quem sabe tentando facilitar a reeleição para a Assembleia Legislativa. Mas avaliando suas declarações iniciais e avaliações, Repórter Tempo previu que, ao entrar na corrida eleitoral na Capital, o jovem deputado, de excelente produção legislativa e parlamentar, elevaria o nível da campanha, podendo até mudar o curso da disputa pela cadeira principal do Palácio de la Ravardière. A Coluna acertou na mosca.

A declaração, claro, caiu como uma bomba no meio político e fora dele, onde muitos tinham o candidato do PMN como uma espécie de terceira via do sarneysismo, o que agora não faz sentido algum. Talvez nem ele próprio tenha, no primeiro momento, avaliado a extensão e nível de abrangência dessa declaração, mas o fato é que ela repercutiu intensamente. Sarneysistas de proa certamente não gostaram de ver o candidato do PMN esnobar o sarneysismo. Mas certamente já se deram conta de que essa pergunta foi estrategicamente feita para que o candidato definisse com clareza sua posição no cenário político estadual.

Nesse contexto, enquanto o prefeito Edivaldo Jr. faz uma campanha propositiva, mas limitada à esfera de São Luís, com suas ações voltadas exclusivamente para mudar cidade e melhorar a vida dos seus habitantes. Braide tem o mesmo propósito, mas acrescenta ao jogo de encantamento do eleitorado mensagens bem interessantes a respeito de como deverá ser o cenário político do Maranhão nos próximos tempos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

TRE confirma inelegibilidade de Zé Vieira, mas não confirma eleição de Roberto Costa
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Roberto Costa pode ser confirmado prefeito eleito de Bacabal, e Zé Vieira deve ser inelegível, segundo o TRE

Por seis votos a zero, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE- MA), em sessão presidida pelo desembargador-presidente Lourival Serejo, confirmou decisão do juiz da 13ª Zona Eleitoral que indeferiu o registro da candidatura do ex-prefeito José Vieira Lins, o Zé Vieira (PP), à Prefeitura de Bacabal, fundamentando sua decisão no fato de ele ser condenado em três processos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o que o tornou inelegível, segundo o denso e consistente voto do relator, desembargador Raimundo Barros.  Em princípio, a decisão deveria anular os mais de 20 mil votos recebidos pelo candidato do PP na votação do dia 2, e estabelecer assim a eleição do segundo colocado, deputado estadual Roberto Costa (PMDB), que obteve mais de 18 mil sufrágios. No entanto, o que deveria ser uma decisão para resolver em definitivo a pendência em relação à escolha do futuro dirigente de Bacabal, a sentença do TRE-MA ganhou a forma de um grande conflito de opiniões e interpretações, e tudo indica que a martelada final será dada pelo Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

O julgamento do recurso interposto pelos advogados de Zé Vieira – entre eles Marcos Vinícius, ex-presidente nacional da OAB – abriu uma ampla discussão envolvendo o caso, que só deverá ser resolvida quando o TSE  analisar recurso que certamente será protocolado pelo candidato Zé Vieira. De um lado estão os que interpretam que, de acordo com o artigo 224 do Código Eleitoral, se Zé Vieira for de fato ficha suja, os seus votos serão considerados inválidos, e Roberto Costa será confirmado como prefeito eleito de Bacabal. Mas há, por outro lado, os que interpretam o caso afirmando que se o TSE confirmar a inelegibilidade de Zé Vieira, e a soma dos seus votos superar metade mais um, o pleito será anulado e a Justiça Eleitoral marcará nova eleição para prefeito de Bacabal, sem a participação de Zé Vieira.

O advogado do PMDB, Carlos Couto, que fez uma intervenção tecnicamente correta e eficiente, defende que, independente de qual seja a manifestação do TSE, o deputado Roberto Costa será diplomado prefeito de Bacabal.

 

Assembleia: jogo de cena, mão firme e projetos aprovados
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Adriano Sarney e Othelino Neto: embate no plenário por causa de votação na Assembleia

Numa sessão tensa, durante a qual o deputado Adriano Sarney (PV) fez de tudo para desativar a pauta, a Assembleia Legislativa aprovou ontem projeto que autoriza o Governo do Estado a contratar empréstimo com a Caixa no Valor de R$ 60 milhões para investir nas obras de prolongamento da Avenida Litorânea. Mesmo sabendo que não teria condições para barrar a aprovação, e alegando falta de transparência nas, o  iniciativas do Governo. Com o aval do colega de bancada Edilázio Jr. (PV), e dos colegas de grupo Andrea Murad (PMDB) e Souza Neto (PTN), o vice-líder do PV usou de todos os regimentais para retardar a votação do projeto. Ele não que a Mesa, então presidida pelo deputado sereno mas seja duro deputado Othelino Neto (PCdoB) e vice-presidente da Corte Souza Neto, colocasse o projeto em votação, alegando que queria discuti-lo estava determinada a não cair nas “armadilhas” da procrastinação. Houve muito bate-boca, críticas de ambos os lados. Na segunda-feira, o parlamento já havia aprovado outro projeto autorizando o Governo estadual a contratar empréstimo de R$ milhões junto ao Banco Mundial para a agricultura familiar  que o governo queria com tramitação rápida. Da mesma maneira foi aberto o jogo da conciliação.

 

São Luís, 11 de Outubro de 2016.

Edivaldo Jr. X Eduardo Braide: começa hoje a campanha no rádio e na TV, com tempos iguais, propostas e “faca nos dentes”

 

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Edivaldo Jr. e Eduardo Braide começam hoje a etapa decisiva da campanha eleitoral no rádio e na televisã

Edivaldo Jr. (PDT) e Eduardo Braide (PMN) chegam agora ao confronto direto. Eles iniciam hoje, no rádio e na TV, a etapa decisiva do 2º turno da corrida para a Prefeitura de São Luís. E o farão com o mérito de ter, por consciência e consenso e contrariando a lógica, aberto mão de 10 preciosos minutos diários de propaganda na telinha, por considerar que igual tempo, com duas parcelas diárias de cinco minutos – cinco às 13h e cinco às 20h30 – são suficientes para cada um dar o seu recado e suas bordoadas. Os dois candidatos a prefeito da maior e mais importante cidade do Maranhão vão para a batalha final perfeitamente conscientes de que devem estar preparados para dar as respostas que lhes serão cobradas e de que qualquer erro pode ser fatal. Os dois estão nas ruas desde a semana passada, realizando caminhadas, carreatas e reuniões, procurando extrair o máximo de apoio de cada movimento destinado a reforçar seus cacifes eleitorais. Os dois já se mediram o suficiente na primeira etapa e agora partirão para o embate franco, no qual não haverá segunda chance. Nesta etapa, o confronto pode ser de alto nível ou descer para as caneladas.

Com maior tempo de TV – três minutos -, o que lhe garantiu vender o seu peixe no 1º turno, e assegurar ampla vantagem sobre os demais candidatos, Edivaldo Jr. se esforçou para evitar o confronto direto na primeira volta, pois sabia que nesse tipo de embate com oito candidatos seria o alvo preferencial de todos, situação extremamente delicada para um prefeito candidato à reeleição. Os indícios são os de que, do alto dos 239 mil votos que recebeu no primeiro turno, vai se manter na linha da defesa do seu governo e na apresentação de propostas. Sabe que dificilmente esse rumo inibirá o adversário, por isso mesmo está sendo preparado para reagir em tom elevado provocação, acusação ou denúncia, seja no horário gratuito na TV, seja no debate do dia 27, na TV Mirante.

Com pouco tempo para se mostrar na TV na primeira volta, Eduardo Braide, ao contrário, tentou de todas as maneiras entrar no embate direto, tendo recorrido até à Justiça para entrar no debate da TV Difusora, pois sabia que só teria alguma chance se tivesse tempo para de expor seus planos, o que acabou conseguindo nos debates da TV Guará e da TV Mirante. Braide tem sinalizado que quer fazer uma campanha propositiva, mas tem avaliado também que essa linha não vai levá-lo muito longe. O candidato do PMN tem demonstrado disposição para o embate. Primeiro porque quer se mostrar, e segundo porque sabe que se não tentar descontruir a imagem politicamente correta que Edivaldo Jr. vem conseguindo passar com relativo sucesso ao longo da campanha. O candidato do PMN decidiu também colocar a faca nos dentes para o confronto que está em curso.

Edivaldo Jr. até aqui tem sido ele só. Mas nessa etapa, ele deverá mostrar que não está sozinho, e tudo indica que o fará abrindo espaço no seu programa para o governador Flávio Dino (PCdoB), que deverá reforçar a relação política do Governo municipal com o Governo estadual, que, todos reconhecem, tem produzido resultados consideráveis. “Quem acha que pode governar sem parcerias não conhece a gestão pública” – disse, alfinetando o concorrente.

Por seu turno, Eduardo Braide não tem parcerias para mostrar, mas tenta compensar essa vantagem do prefeito mostrando-se preparado para comandar, ele próprio, a máquina que deve cuidar bem de 1,1 milhão de ludovicenses, dispensando qualquer manifestação de apoio que tenha por trás a expectativa de uma relação de troca. E devolve a alfinetada: “No meu Governo quem vai decidir sou eu, e mais ninguém”.

Muitos acreditam que essa disputa será decidida à ultima hora, no debate da TV Mirante. Pode ser, mas não devem descartar os efeitos positivos da campanha de rua, das caminhadas, das carreatas, dos bandeiraços, das reuniões abertas, ações que nenhum candidato, por mais forte que seja, pode relaxar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Oposição age, mas Assembleia empréstimo com o FIDA
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Adriano Sarney obstruiu, mas Othelino Neto usou o Regimento e garantiu a votação

Num jogo de plenário destinado única e exclusivamente retardar a votação de projetos de interesses do Governo, a oposição, cuja força numérica é irrisória diante do poder de fogo da bancada governista, conseguiu adiar para hoje a votação de um projeto que autoriza o governador Flávio Dino a contrair empréstimo junto à Caixa para investimentos na área social. O processo foi o mesmo por meio do qual o grupo oposicionista liderado pelo deputado Adriano Sarney (PV) conseguiu segurar até ontem a votação de outro projeto que autoriza o governador Flávio Dino contrair empréstimo junto ao Fundo  Internacional para Desenvolvimento da Agricultura (FIDA), no valor de 14 milhões 313 mil SDR, uma moeda usada em operações do FMI e cujo valor em reais ninguém soube converte. A tática da oposição tem sido usar o mecanismo parlamentar da obstrução e uma série de pequenas manobras que acabam mesmo retardando a votação, já que a bancada governista só age depois que os oposicionistas criam a situação de embaraço. E o  empréstimo do FIDA só não ficou para hoje porque o presidente da sessão, deputado Othelino Neto (PCdoB), jogou pesado e garantiu a votação.

Josimar de Maranhãozinho protesta contra ação da polícia nas eleições
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Josimar de Maranhãozinho protestou contra a ação da polícia em Centro Novo 

O Governo do Estado tem sido fortemente criticado por suposto uso político e nada republicano da Polícia Militar em alguns municípios onde a disputa envolveu o PCdoB . Ontem, o deputado Josimar de Maranhãozinho (PR), líder do Bloco União Parlamentar na Assembleia Legislativa, que está em pé de guerra com o Palácio dos Leões, foi à tribuna e bateu forte. Disse que em alguns municípios o partido governista se deu bem nas urnas, não por mérito dos candidatos, mas do Palácio dos Leões. O líder do Bloco União Parlamentar apresentou sua versão para prisão do candidato do seu partido, o PR, em Centro Novo, por suposto crime eleitoral, na sexta-feira, antevéspera  das eleições, e que, mesmo tendo pago uma fianças de R$ 26 mil arbitrada pela Justiça, foi mantido atrás das grades até no dia da votação, o que comprometeu seu desempenho nas urnas. “A Polícia foi usada para mudar o resultado da eleição. A máquina administrativa foi usada; lá não só foi usada a máquina, como foi usado de força bruta”, protestou. Reclamou também da ação policial em Maracaçumé, que na sua avaliação, só serviu para ajudar o candidato do Governo. “Isso não pode acontecer mais no Maranhão”, pregou. Também o prefeito de Mirinzal, Amaury Almeida (PDT), que foi preso na véspera da eleição acusado também de cometer crime eleitoral, divulgou ontem nota em que afirma, com todas as letras, que sua prisão foi armada para que ele não ganhasse a eleição, o que de fato acabou acontecendo, pois venceu Joadilson (PSB), que estava atrás, segundo pesquisas. O prefeito foi também acusado de truculência com eleitores do grupo que lhe faz oposição. Amaury tinha sua reeleição como certa, mas acabou tropeçando em conflitos isolados com adversários, que resultou na sua prisão, que ele afirma ser arbitrária e que tudo não passou de uma ação orquestrada para lhe tirar a reeleição. Líderes governistas não deram importância à enfática reclamação de Josimar de Maranhãozinho nem à nota do prefeito de Mirinzal.

 

São Luís, 10 de Outubro de 2016.

 

Edivaldo Jr. e Eduardo Braide devem fazer campanhas propositivas, mas podem também travar um embate duro

 

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Edivaldo Jr. afagando eleitores em caminhada por bairro de SL; Eduardo Braide em caminhada apoiado pelo deputado Ricardo Rios (SD)

Os candidatos Edivaldo Jr. (PDT) e Eduardo Braide (PMN) já estão nas ruas, atuando para aumentar o volume das suas campanhas e atrair o máximo do eleitorado flutuante – de aproximadamente 300 mil votos, se levado em conta os votos dos demais candidatos, a abstenção e votos brancos e nulos -, que será necessário para fechar a disputa e apontar o ocupante do gabinete principal do Palácio de la Ravardière a partir de 1º de janeiro de 2017.  O embate do 2º turno deve ir muito além do que se costuma ver nesse tipo de eleição. Isso porque, agora sim, o poder municipal está sendo disputado por dois representantes da nova geração de políticos maranhenses, iniciando, em definitivo, um novo ciclo no cenário político da Capital do Maranhão. São dois advogados de formação, ambos com menos de 40 anos, já iniciados na vida pública pela voz das urnas, portanto devidamente credenciados para encarar o eleitor e pedir-lhe o voto sem o risco de ter como resposta nada além de um “sim” um “não”. A campanha alcançará amplitude máxima na terça-feira (11), quando chegará à TV, com tempos iguais, e chegará à plenitude no debate do dia 28, na TV Mirante.

Os dois candidatos a prefeito de São Luís têm cacifes e instrumentos completamente diferentes, e isso se reflete obviamente nos seus discursos. Para começar, Edivaldo Jr. parece disposto a atrair os candidatos que ficaram no 1º turno – Wellington do Curso (PP), Eliziane Gama (PPS), Fábio Câmara (PMDB), Rose Sales (PMB) e Zéluiz Lago (PPL), já que Valdeny Barros (PSOL) e Cláudia Durans (PSTU) já se manifestaram recomendando o voto nulo -, sinalizando que, se reeleito, pode manter a linha de governo participativo, composto com representantes partidários. Eduardo Braide, por seu turno, não descarta apoio de ninguém – já recebeu o de Rose Sales, mas foi iniciativa dela -, mas deixa claro que não fará qualquer acordo que envolva o fatiamento da máquina administrativa, sinalizando que pretende, se eleito, fazer um governo seu, sob seu comando e sem fazer qualquer tipo de concessão a qualquer aliado de última hora. Edivaldo Jr. admite o reforço político e partidário da sua já musculosa candidatura – tem o apoio formal de 13 partidos -, ciente de que pertence a um grupo, este liderado pelo governador Flávio Dino, com quem se dá muito bem. Eduardo Braide concebeu o projeto de chegar à Prefeitura solitariamente, sem nenhum grupo ou figurão político a lhe guiar, acompanhado apenas do seu vice, seus candidatos a vereador e simpatizantes, situação que o autoriza a dispensar alianças agora, mas com a consciência de que se eleito terá que negociar para montar uma base na Câmara Municipal.

No plano da disputa propriamente dita, Edivaldo Jr. joga primeiramente com os resultados da sua administração, apresentando o que conseguiu realizar em meio “à maior crise na a História do Brasil”, ressaltando a parceria com o governador Flávio Dino, que tem destacado essa relação, assinalando a lisura da sua gestão, a sua correção política e integridade pessoal, coerência religiosa e harmonia familiar. Eduardo Braide entrou e continua na disputa com argumentos igualmente fortes, a começar afirmação de que não tem “padrinho” nem grupo embalando sua candidatura, sobre a sua produtiva atuação em dois mandatos de deputado estadual, sua eficiência como presidente da Caema, sua postura política até agora sem mancha, sua visão administrativa, sua vida pessoal, religiosa e familiar marcadas também por integridade e coerência.

Em que pesem todos esses pressupostos que embalam as duas candidaturas, não há, porém, nenhuma garantia de que essa etapa da campanha seja marcada por um embate civilizado e restrito ao campo das ideias. Já no “the day after” à votação do 1º turno, aliados e adversários de ambos deflagraram nas redes sociais uma guerra frenética de informações duvidosas e maldosas com o objetivo de desestabilizar as candidaturas. Aliados de Edivaldo Jr. começaram a veicular supostas manchas na trajetória de Eduardo Braide, destinadas a inibir, ou até mesmo inviabilizar sua campanha. O mesmo têm feito partidários de Eduardo Braide, com o mesmo objetivo.

Os dois candidatos a prefeito de São Luís garantem que são limpos, que mas sabem que aqui e ali terão de usar seus preciosos tempos rebater agressões. Mas não devem esquecer, em nenhum momentos dos próximos 20 dias, que tanto quanto candidatos íntegros, São Luís precisa é de gestores com ideias, vontade política e determinação franciscana para enfrentar os seus problemas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Wellington do Curso deve ficar neutro no 2º turno
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Wellington do Curso pode ficar neutro no 2º turno em São Luís

O deputado Wellington do Curso (PP) ainda não escolheu quem apoiará no 2º turno da corrida para a Prefeitura de São Luís. Do alto dos seus 103 mil votos, que o levaram ao 3º melhor desempenho entre os nove candidatos que disputaram o Palácio de la Ravardière, o parlamentar pepista, ao que tudo indica, não fará opção entre o prefeito Edivaldo Jr. e Eduardo Braide, preferindo subir no muro da neutralidade na fase final da disputa. A verdade é que um posicionamento agora de nada valeria, pois não lhe renderia qualquer ganho político. Primeiro porque sabe que os votos que recebeu representaram uma fatia flutuante do eleitorado, sem dono, sem cabresto, e que nesse pleito buscou um projeto diferente, inusitado, mas que não vingou; e isso significa que o agora ex-candidato Wellington do Curso não tem qualquer poder para conduzir esses eleitores para um ou outro candidato. Depois, ficou claro que além da frustração de ter acreditado que iria para a segunda volta, Wellington do Curso saiu da disputa magoado com Edivaldo Jr. e com Eduardo Braide,  atribuiu aos dois o jogo pesado das denúncias que o tiraram da vice-liderança e o mandaram para casa. Nos dois discursos que fez na Assembleia Legislativa avaliando a campanha e o seu desempenho, o deputado do PP externou claramente sua mágoa com os dois candidatos, mesmo sem fazer acusações diretas e específicas a um e a outro. Em conversa informal com jornalista, previu que se posicionaria na quarta-feira (5), mas não fez nem falou mais no assunto. É verdade que em política muitos gestos costumam surpreender, mas uma avaliação superficial do caso conclui naturalmente que passou da hora de o ex-candidato do PP se posicionar. E se vier a fazê-lo, poderá se colocar numa situação política delicada.  Se decidir marchar com Edivaldo Jr., será mais um numa plêiade que começa com o governador Flávio Dino, passa pelo super-secretário Márcio Jerry, e por aí vai. Se optar por apoiar Eduardo Braide, terá de fazê-lo da maneira mais espontânea possível, sem qualquer interesse de se envolver com o projeto de governo a ser referendado ou não nas urnas. Portanto, se tiver faro político, seu caminho mais sensato é permanecer onde está, curtindo a possibilidade de atrair a massa eleitoral em 2018.

Roberto Rocha faz movimento que surpreendem seus críticos
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Rocha com Assis Ramos, com Domingos Dutra e com Dr, Erick no seu gabinete em seu gabitete senatorial em Brasília

Pode perder feio quem aposta que, por não ter emplacado aliados em prefeituras importantes como Imperatriz – onde apoiou a candidatura do ex-prefeito Ildon Marques (PSB) – e Balsas – onde seu candidato, o ex-prefeito Chico Coelho (PR), perdeu -, o senador Roberto Rocha (PSB) foi levado ao estaleiro dos derrotados. Ao contrário, o senador tem feito movimentos rápidos e certeiros, por meio dos quais vem demonstrando que está, sim, dentro do jogo, e pelo visto com muita desenvoltura e pontes para construir. Menos de uma semana depois das eleições, Rocha recebeu em Brasília ninguém menos que o delegado Assis Ramos, eleito prefeito de Imperatriz pelo PMDB; o médico Dr. Erick, eleito prefeito de Balsas pelo PDT; e o ex-deputado federal Domingos Dutra, eleito prefeito de Paço do Lumiar pelo PCdoB. Com esses movimentos, Roberto Rocha produz mais evidências de que é um político pragmático, que faz política com o cérebro e não com o fígado, que não vê obstáculos construir vias de entendimento nos mais diversos segmentos da política estadual, e que o que conta, na verdade, é ignorar a pancadaria que sofre e seguir em frente. E pelo que é possível observar, o que aconteceu até agora é apenas um  mero ensaio do que está por vir.

 

São Luís, 08 de Outubro de 2016.

 

Novo tempo: Sarney Filho e Domingos Dutra guardam as armas e discutem uma pauta de ações para Paço do Lumiar

 

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O deputado Rubens Jr., o prefeito eleito Domingos Dutra, o ministro Sarney Filho e assessores em reunião surpreendente na Sala da Liderança na Câmara Federal

Em meio à grande movimentação que agita os ânimos na corrida do 2º turno para a Prefeitura de São Luís entre o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) e o deputado estadual Eduardo Braide (PMN), uma reunião na sala da Liderança do Governo na Câmara Federal mostrava ontem que uma coisa é atuar na oposição com liberdade de expressão, com direito a atacar duramente adversários, e outra é ter sobre as costas a responsabilidade de, na condição de prefeito eleito, buscar meios para cumprir os compromissos assumidos durante a campanha. O encontro naquela sala reuniu na mesa de trabalho ninguém menos que o ministro Sarney Filho, do Meio Ambiente, e o prefeito eleito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), inimigos políticos figadais, mas que no caso demonstraram que quando o interesse é coletivo, nada impede que o prefeito eleito de Paço do Lumiar, numa ação intermediada pelo vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, deputado Rubens Jr., sente-se à mesa com o ministro do Meio Ambiente para formular pleitos para a cidade, como a solução de problemas relacionados ao armazenamento de lixo.

Esse primeiro gesto mostra que, ao contrário do que muitos podem estar pensando, o prefeito eleito Domingos Dutra e o ministro Sarney Filho se comportam como políticos civilizados e com capacidade para depor as armas e apresentar e discutir pleitos. Com um histórico de ser implacável com adversários, Dutra parece ter aprendido bem rápido que agora, na condição de prefeito eleito, não pode mais se dar o luxo de alimentar uma guerra verbal cruenta e correr o risco de fechar todos os canais de entendimento com um inimigo desprendido que pode ser um parceiro produtivo na viabilização de benefícios para Paço do Lumiar. Esse mesmo entendimento parece dominar o ministro Sarney Filho, que não pensou duas vezes em receber o prefeito eleito Domingos Dutra, e com ele discutir vários e desafiadores problemas enfrentados pela comunidade lumiense, particularmente os da área ambiental.

Dutra aproveitou e pediu ao ministro os recursos necessários para a desativação de dois lixões no município e que ficam próximos aos mangues. “Um dos mais significativos ecossistemas da ilha de São Luís vem sendo destruído ao longo de décadas. Precisamos nos mobilizar antes que seja tarde demais”, alertou Domingo Dutra, que pediu ainda que fosse colocado nos itens prioritários para Paço do Lumiar como a criação de mais parques, universalização das limpezas e preservação dos rios. O ministro Sarney Filho comprometeu-se em ajudar e deixou o ministério à disposição para demandas prioritárias do município de São Luís. Rubens Jr. acrescentou ainda sobre a necessidade a necessidade de mais diálogo entre os poderes a fim de buscar a melhoria do bem-estar dos maranhenses.

Politico muito tarimbado no jogo de acesso a ministérios e conhecedor profundo dos humores políticos de Brasília, Domingos Dutra sabe que como representante do PCdoB dificilmente conseguiria acesso à Esplanada dos Ministérios num Governo de Michel Temer (PMDB). Mas sabe também que numa parceria com o ministro Sarney Filho esse acesso será possível. Para isso, só precisou descarregar as armas e assumir uma postura pragmática e partir para um diálogo franco e maduro, livre dos ranços que as relações políticas produziram após décadas de pancadaria verbas de ambos os lados. Por estar no Congresso desde 1983, tendo sido nessa trajetória líder partidário, presidente de Comissões importantes e ministro de Estado do Meio Ambiente pela segunda vez, Sarney Filho tem tarimba e discernimento suficientes para sair da trincheira e, na condição de ministro, colocar as diferenças na geladeira e dialogar com o inimigo político.

O fato é que a trilha aberta por Domingos Dutra com o valioso auxílio do deputado Rubens Jr. e a boa vontade política do ministro Sarney Filho funcionaram como uma senha para qualquer preferido que tenha algum interesse em garimpar recursos no Ministério do Meio Ambiente desembarcar em Brasília com a certeza de que pelo menos será ouvido. O que está, portanto, acontecendo é que é possível praticar uma política de alto nível quando o interesse da coletividade está em jogo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Madeira alerta que Imperatriz está inviabilizada por causa dos gastos na área de Saúde
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Sebastião Madeira faz alerta a Assis Ramos sobre risco de inviabilidade financeira de Imperatriz

A menos de três meses de deixar o comando da Prefeitura de Imperatriz, que exerce a há 93 meses, que equivale a 2.880 dias, o prefeito Sebastião Madeira (PSDB), que é médico e tem a estrutura municipal de Saúde de Tocantins, faz um alerta e dramático: se as regras não forem mudadas, de modo a que o Governo Federal se sensibilize, Imperatriz será um município inviável e mergulhará numa crise sem precedentes, principalmente numa área crucial: a saúde. Atualmente, segundo o prefeito, a Princesa do Tocantins, gasta mensalmente o equivalente a 32% do orçamento municipal são utilizados para manter funcionando a estrutura hospitalar, sobrando quase nada para as outras áreas, o que exige do prefeito um malabarismo muito complicado. E a explicação do prefeito tocantino para esse gigantesco problema é igualmente fora de qualquer proporção plausível: “A Saúde de Imperatriz atende um grande pedaço do Brasil, porque para cá vêm doentes de muitos municípios dos vizinhos Estado do Tocantins e do Estado do Pará”. E com uma desvantagem a mais: esses municípios vão continuar mandando os seus doentes para Imperatriz, e para evitar isso, o próximo prefeito tem de uma de doido e impedir que mais doentes de outros estados tomem o lugar de imperatrizenses. Na opinião de Sebastião Madeira, o prefeito eleito Assis Ramos (PMDB) encontrará uma Prefeitura organizada, mas sem nenhuma condição de alimentar o problema da Saúde, já que ali existem cerca de três dos oito mil servidores do Município. “Não existe prefeito que possa segurar uma situação dessas por muito tempo Imperatriz. Isso não é uma questão de política, é uma realidade administrativa. O município vai muito bem em outras áreas. Se tirarmos a Saúde, temos uma Prefeitura viável, mas com o problema da Saúde, o município está inviabilizado”, diz Madeira, um tucano tarimbado que já foi deputado federal por dois mandatos e que termina agora sua gestão como prefeito de Imperatriz. O prefeito Sebastião Madeira diz ter dúvidas sobre se o prefeito eleito Assis Ramos está, de fato, preparado para administrar essa situação”.

 

Pinto Itamaraty esclarece observações da Coluna sobre sua situação política
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Pinto Itamaraty ao tomar posse no Senado

A propósito do comentário feito na edição de ontem, quando a Coluna registrou sua posse no Senado da República, o senador em exercício Pinto Itamaraty (PSDB) disse a Repórter Tempo que não se candidatou a 1º suplente na chapa do senador Roberto Rocha (PSB) porque estivesse com dificuldades para renovar o seu mandato de deputado federal em 2014, como foi sugerido. Garantiu que inclusive tinha todas as condições de ser o mais votado do seu partido, mas que desistiu de se candidatar depois que um gerente importante da sua empresa foi assassinado, o que o obrigou a permanecer no Maranhão, e que a suplência senatorial lhe chegou por meio de uma articulação dentro do seu partido. Pinto Itamaraty também contraditou a avaliação de que é um político em decadência, e explicou que a não eleição do seu filho, Pintinho Itamaraty, para vereador de São Luís, se deveu principalmente ao fato de ele haver entrado tardiamente na corrida eleitoral. O senador em exercício rebateu a impressão corrente de que teria sido um dos responsáveis pelo desastre que foi a participação da deputada federal Eliziane Gama (PPS) na corrida à Prefeitura de São Luís, assegurando que não foi o coordenador, mas apenas um colaborador da campanha. Além disso, Pinto Itamaraty se definiu como um político correto, que gosta de “fazer tudo certo”, e garantiu que fará tudo o que estiver ao seu alcance para que seu período de quatro meses no Senado seja produtivo. Que assim seja, portanto.

 

São Luís, 06 de Outubro de 2016.

Câmara eleita tem perfil mesclado com raposas tarimbadas, quadros experientes e jovens com disposição para mudar

 

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Osmar Filho, Astro de Ogum, Pedro Lucas Fernandes, Afonso Manoel, Marcial Lima e Ivaldo Rodrigues integram a nova Câmara de São Luís

Não se trata de fazer julgamento sobre a composição atual da Câmara Municipal de São Luís, mas todas as evidências indicam que a fornada de vereadores que saiu das urnas no último domingo passa a impressão de que o plenário do Legislativo municipal deve ganhar mais dinâmica e um envolvimento maior com os desafiadores problemas que ainda atormentam a Capital. O eleitorado não impôs uma mudança radical àquela Casa, preferiu mesclar o mapa do plenário com vereadores mais experientes, renovar o mandato de representantes de uma geração mais nova que deram conta do recado, e completou o quórum com “cristãos novos”, completando assim representação parlamentar equilibrada pela conjunção de fatores como experiência e política e disposição para fazer o melhor.

A sinalização mais expressiva do eleitorado foi ter dado o título de campeão de votos ao jovem Osmar Filho (PDT), que liderou a votação na formação de uma bancada de peso pelo PDT. Junto com ele vieram o experiente e bem articulado Pavão Filho, o jovem militante Raimundo Penha, e o pedetista de primeira linha Ivaldo Rodrigues, que tem um rico histórico de militância e coerência partidária. O PDT formou assim uma bancada de peso, que pode contribuir de maneira decisiva para um bom desempenho da Casa nos próximos quatro anos.

Além do PDT, oito partido formaram bancadas, a maioria de dois membros. A única exceção foi PCdoB, que mandou para o Palácio Pedro Neiva de Santana Marcelo Poeta, Fátima Araújo e Ricardo Diniz, que terão oportunidade de mostrar seus talentos políticos. O PR, que teve como mais votado o influente e bom articulador Astro de Ogum, atual presidente, e Aldir Júnior, um político da novíssima geração. O PSL, que renovou os mandados de duas das mais importantes e tarimbadas raposas da política ludovicense: Chico Carvalho e Isaías Pereirinha. O PHS entrou com Professor Sá Marques e Edson Gaguinho, que estreiam na vida parlamentar. O PEN, que deu um mandato ao jornalista Marcial Lima, que tem se notabilizado pelo envolvimento com os problemas da cidade, que conhece na palma da mão, e Concita Pinho, mulher do ex-vereador e ex-deputado Jota Pinto. E o PP, que elegeu o experiente e bem intencionado Chaguinhas e Nato Júnior. O PSDB, que reelegeu o correto e bem intencionado Dr. Gutemberg e o diligente Josué Pinheiro. E o PRTB, que deu mais quatro anos para o tarimbadíssimo Silvino Abreu e Genival Alves.

Os demais são únicos representantes dos seus partidos como o competente e politicamente correto Pedro Lucas Fernandes (PTB). O militante católico Afonso Manoel (PRP), a ativa e incansável Bárbara Soeiro (PSC), o médico e político Umbelino Júnior (PPS), o coerente Honorato Fernandes (PT), o polêmico Beto Castro, o reeleito Estevão Aragão (PSB), o conhecido Edmilson Jansen (PTC) e Marquinhos (DEM).

O eleitorado acertou quando renovou, por exemplo, o mandato do presidente Astro de Ogum, que no início da carreira fora visto com reservas por conta do seu viés religioso, mas soube superar tal barreira e se impor como um político hábil, que hoje domina plenamente o caminho das pedras nos bastidores políticos de São Luís. Numa outra vertente, a reeleição dos vereadores Pedro Lucas Fernandes e Osmar Filho tem significado importante porque mostra que a nova geração de políticos se consolida e dá passos para assumir o comando do município, a exemplo do que acontece hoje com o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) e com o deputado estadual Eduardo Braide (PMN). Numa terceira vertente, a chegada à Câmara de políticos como Raimundo Penha, Umbelino Júnior, Marcial Lima, Aldir Júnior e Nato Júnior funcionará como um sopro de arejamento no Legislativo municipal.

Em meio a essas vertentes, a composição da nova Câmara Municipal de São Luís se completa com referências políticas bem consolidadas e que têm estrada longa em matéria de articulação, como Pavão Filho, Afonso Manoel, Ivaldo Rodrigues, Dr. Gutemberg, reforçadas por raposas tarimbadas como Josué Pinheiro, Edimilson Jansen e Silvino Abreu. E também Estêvão Aragão, Marcelo Poeta, Fátima Araújo, Edson Gaguinho, Genival Alves e César Bombeiro.

Difícil prever como será o relacionamento do próximo prefeito com a nova Câmara. Se for Edivaldo Jr., terá de ajustar os seus canais de relacionamento com a Casa, com a vantagem de não enfrentar uma oposição dura como fazem os vereadores Fábio Câmara (PMDB) e Rose Sales (PMB), ambos candidatos sem sucesso a prefeito de São Luís. Se der Eduardo Braide, o jogo será zerado, as forças terão de se reacomodar para ganhar um perfil de acordo com os sinais que saírem do Palácio de la Ravardière.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha chama Flávio Dino para o confronto

roberto-rocha-1O senador Roberto Rocha (PSB) sinalizou ontem, mais uma vez, que está mesmo em rota de colisão com o governador Flávio Dino (PCdoB). O sinal, desta vez mais forte que os demais, foi dado na forma de um comentário que postou no seu perfil no facebook sobre o envolvimento do governador nas eleições municipais. Com um discurso forte, deixou claro que está, de fato, se preparando para um confronto direto com o chefe do Executivo maranhense cujo desfecho deverá acontecer nas urnas em 2018. Segue a íntegra do comentário:

SINAL VERMELHO PARA O NATAL

Governo é governo, partido é partido.

Nenhum partido no Brasil consegue chegar ao governo sozinho, porque não tem 50% + 1. Para isso, precisa fazer alianças.

Mesmo o PT e o PSDB, com a presidência da República, tiveram que fazer coligações.

Eleito, o governante não pode governar para metade mais um, ou seja, para sua coligação. Ele tem que governar para todos.

Desta forma, não se pode confundir governo com coligação. Muito menos, governo com partido.

Esse é o atalho mais fácil para um fracasso administrativo, pois quando o governante confunde governo com partido, ele também passa a confundir partido com Estado. É o começo do fim!

O pensamento de certa ‘esquerda’, tributário dessa lógica, costuma fazer essa confusão, fruto de interditos ideológicos e de uma autoproclamada superioridade moral.

O país viveu isso com o PT, e o governo caiu.

A população sofre os duros efeitos dessa psicopatologia política, mas, neste domingo, deu o troco nas urnas.

No Maranhão, o governador Flávio Dino, do PC do B, fez um esforço muito grande nestas eleições, a ponto de quase pintar o Palácio dos Leões de vermelho.

Ao contrário do que pregou em sua posse, soltou os leões para rugirem com estridência, Maranhão adentro.

Assim mesmo, saiu da campanha menor do que entrou.

Em dezembro, o sinal vermelho poderá acender para os servidores públicos. Infelizmente, caso aconteça, será um péssimo agouro para as dezenas de prefeitos neocomunistas que no mês seguinte tomam posse alimentados pela esperança de virtuosas parcerias.

 

Pinto Itamaraty vira senador por quatro meses

pintoassumeO empresário do reggae José Eleonildo Soares, o Pinto Itamaraty (PSDB), assumiu ontem vaga no Senado da República aberta temporariamente pelo senador Roberto Rocha (PSB), que se licenciou para tratar de assuntos particulares. Pinto Itamaraty já exerceu quatro mandatos, dois de vereador em São Luís e dois de deputado federal pelo PSDB. Na última eleição, certo de que não seria reeleito deputado federal, desistiu de tentar renovar o mandato, e numa articulação que fez usando o cargo de presidente do PSDB na Capital, acabou presenteado pelo PSDB com a vaga de 1º suplente de senador na chapa de Roberto Rocha. Chega ao Senado como um político em franca decadência, sem voto e com prestígio limitado à condição de vice-presidente do PSDB no estado, não lembrando em nada o vereador que se reelegeu com a maior votação proporcional no estado no pleito municipal de 1998, quando o reggae ainda era uma força política em São Luís. Há quem diga que foi um dos responsáveis pela tragédia que afundou a candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) à Prefeitura de São Luís, versão que é corroborada pelo fiasco que foi o projeto de fazer Pintinho Itamaraty vereador na Capital. Será senador por quatro meses, se Roberto Rocha por alguma razão não antecipar o seu retorno. E deve levar para a Câmara Alta uma marca: não faltar a nenhuma sessão no período em que estiver no paraíso senatorial.

 

São Luís, 05 de Outubro de 2016.

Edivaldo Jr. e Eduardo Braide vão ter de fazer malabarismo para manter suas votações e “engordá-las”, com ou sem apoio

 

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Edivaldo Jr. e Eduardo Braide: quem levará os votos soltos?

Os bastidores da disputa do 2º turno para a Prefeitura de São estão vivendo movimentação intensa por causa do posicionamento dos candidatos que ficaram para trás em relação ao prefeito Edivaldo Jr. (PDT), que saiu das urnas com 239 mil votos (45,66) na corrida à reeleição, e ao deputado estadual Eduardo Braide (PMN), escolhido por 112 mil eleitores (21,33%). Braide ganhou ontem o aval da vereadora Rose Sales (PMB), que fez uma campanha decente e digna e recebeu 10,3 mil votos (1,9%), e deve receber hoje apoio da deputada federal Eliziane Gama (PPS), cuja votação foi de apenas 32,5 mil votos (6,19%). Ontem de manhã, em conversa informal na Assembleia Legislativa, Wellington do Curso (PP), terceiro colocado com 103.951 votos (19,8%), informou que dirá nesta quarta-feira com quem fechará, ou se não vai com ninguém. Aguarda-se ainda o posicionamento do vereador Fábio Câmara (PMDB), que foi brindado com 19.590 votos (3,36%). Somados, os votos recebidos pelos quatro principais adversários do prefeito Edivaldo Jr. totalizam 295 mil. Separando-se os 112 mil de Eduardo Braide, serão ainda respeitáveis 183 mil votos a serem disputados pelos dois candidatos, num indicativo de que a guerra será renhida, mas com clara vantagem inicial para o prefeito, porque dificilmente essa massa eleitoral migrará integralmente para o candidato do PMN.

Numa observação estritamente técnica, baseada na lógica, os números sugerem que Edivaldo Jr. encontra-se em situação bem mais confortável do que Eduardo Braide, que por outro lado tem a seu favor a condição de candidato sem maiores compromissos com quem quer que seja, o que lhe dá estímulo para fazer uma campanha no nível que pretender. E tanto um quanto o outro sabe que o voto dado a Wellington do Curso é, em geral, de um eleitor solto, descompromissado, que não se deixa controlar e não tem padrinho, e por isso seguirá o rumo que bem desejar, podendo ser atraído pelo afago do corpo a corpo e pelas verdades e compromissos que forem apresentados no horário eleitoral gratuito e nos debates que estão a caminho. São 190 mil votos que estão ao alcance dos dois candidatos, que para atraí-los precisarão, cada um, reforçar o seu discurso e convencer o eleitorado de que é o melhor para a cidade.

Num contexto de tensões e lavagem da roupa suja que sobraram do 1º turno, uma pergunta é feita com frequência em rodas de todos os níveis: o apoio de outros candidatos na segunda volta tem força para embalar o candidato apoiado? Pode ser, mas a experiência remete para a seara da cautela e da dúvida. Ninguém duvida, por exemplo, que o apoio da vereadora Rose Sales a Eduardo Braide é um fato político saudável. Mas qual será, de fato, o resultado eleitoral disso? Terá Rose Sales poder para transferir seus 10 mil votos para o candidato do PMN, ou ele próprio pode atraí-los? Essa equação vale para todos os candidatos, menos para os 32 mil de Eliziane Gama, que em sua maioria são votos de evangélicos, que tendem a migrar para Edivaldo Jr., que tem nesse segmento a sua principal base política e eleitoral. Será que os votos dados a Fábio Câmara obedecerão a um comando seu? Uma fatia, sim. Mas qual o tamanho dessa fatia? São indagações que precisam ser avaliadas num jogo tão complexo como é a relação do eleitorado com os candidatos.

Nesse contexto, a grande expectativa está, claro, relacionada com o exército de 103 mil eleitores que votou em Wellington do Curso. Isso porque ficou claro que esse é um voto flutuante, solto, sem amarras politicas, partidárias ideológicas, programáticas ou religiosas; é o eleitor sem rosto, sem grupo, sem idade, difícil, portanto, de localizar e seduzir, porque a opção inicial pelo candidato do PP revelou que esse eleitor está sem rumo em meio à crise e apostou na ideia de um protesto com esperança. Essa massa eleitoral maior do que a população de Santa Inês dificilmente obedecerá a um comando ou migrará integralmente.

Para liquidar a fatura, Edivaldo Jr. precisa confirmar os seus 239 mil votos e acrescentar mais 50 mil à sua conta. Braide, por sua vez, para se tornar prefeito precisa mobilizar seus 112 mil votos e mais a maioria esmagadora dos votos dos demais candidatos, o que não será tarefa fácil, embora não seja impossível, como ele próprio já de mostrou quando surpreendeu a todos, atropelou os demais adversários de Edivaldo Jr., tornou-se o contrapeso e desembarcou no 2º turno.  O candidato do PDT tem a seu favor aliados importantes, como o governador Flávio Dino (PCdoB), que, tudo indica, vai entrar de cabeça na campanha. O candidato do PMN terá a sua vontade e a sua competência política e ex-adversários para lhe ajudar a conquistar a fatia que precisa para ganhar o direito de envergar a faixa no dia 1º de janeiro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Aberta a corrida para o comando da Famem
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Tema Cunha e Magno Bacelar: conversa sobre a presidência da Famem na próxima eleição

Os prefeitos eleitos ainda não foram proclamados pela Justiça Eleitoral, mas um grupo expressivos de vencedores já se movimentam em articulações para compor o comando da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem). Um exemplo foi uma conversa descontraída do prefeito reeleito de Tuntum, Tema Cunha (PSB), e Magno Bacelar (PV), que volta à Prefeitura de Chapadinha. Na efusiva troca de cumprimentos, Bacelar disparou, à queima-roupa: “Sei que você é candidato a presidente da Famem. Quero dizer logo aqui, para todos ouvirem, que estou do seu lado e vou trabalhar para que você assuma a nossa associação e leve para lá a sua experiência como prefeito de vários mandatos”. Pela reação, Tema confirmou que está na briga pela presidência e declarou-se entusiasmado com a manifestação de apoio do futuro colega.  A ideia, ao que parece, é fortalecer a entidade, que em outros tempos participou ativamente como instrumento de pressão em favor dos municípios, mas que nos últimos tempos, sob o comando do prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim (PDT), perdeu muito do seu peso como o mais importante canal de expressão dos prefeitos do Maranhão.

Guerra verbal entre mosqueteiros da oposição e da situação na AL
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Edilázio Jr., Adriano Sarney e Andrea Murad no embate duro no plenário da Assembleia legisativacom Bira do Pindaré, Othelino Neto e Marcos Caldas

Três mosqueteiros da oposição e três da seara governista têm se batido no plenário da Assembleia Legislativa. Os deputados Edilázio Jr. (PV), Adriano Sarney (PV) e Andrea Murad (PMDB) tem disparado duras críticas ao governador Flávio Dino, que acusam de ter usado a máquina do Estado e a Polícia para intimidar adversários no interior durante a campanha eleitoral. Com discursos cada vez mais fortes, Edilázio Jr. e Adriano Sarney tem tentado pintar o Governo Flávio Dino como uma “ditadura comunista” na linha da monstruosidade stalinista. Já Andrea Murad, indignada pela derrota da prefeita Tereza Murad (PMDB) para Luiz da Amovelar Filho (PCdoB), pinta o governador como um “tirano que está agindo como Hitler e acabando com o Maranhão”. Além de citar casos em que, segundo eles, oposicionistas sofreram pressões e ameaças do Governo, afirmam que o governador “foi derrotado”. O problema é que no contraponto, feito pelo deputado Bira do Pindaré (PSB), Othelino Filho (PCdoB) e Marcos Caldas (PSDB) devolvem a pancadaria com discurso também duros, nos quais a firmam que os três oposicionistas tentam manter o sarneysismo de pé, que são “porta-vozes da oligarquia” e que o que está em curso no Maranhão “é um tempo novo, de democracia, e que não existe mais lugar para a oligarquia”. Bira do Pindaré e Othelino Neto são duros, mas se mantêm no limite da ética, ao passo que Marcos Caldas tem passado ao largo desse limite e ataca a bancada oposicionista com pancadas pessoais, como fez ontem, quando iniciou seu discurso chamando o deputado Adriano Sarney de “Príncipezinho da oligarquia”. Ninguém duvida de que essa troca de bordoadas verbais vai continuar.

 

São Luis, 04 de Outubro de 2016.

Eleições produziram mapa político com Dino fortalecido, Roseana ainda forte e Rocha tentando a terceira via

 

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Flávio Dino se fortaleceu, Roberto Rocha nao conseguiu espaço e Roseana Sarney perdeu e ganhou nas urnas

Anunciado o resultado das urnas, a pergunta que mais se ouve no meio político e fora dele é: quem foi o grande vencedor das eleições municipais no Maranhão? E na esteira dela, o contraponto: quem mais perdeu? E as respostas comportam três personagens centrais da vida estadual nos tempos atuais: o governador Flávio Dino (PCdoB), que trabalhou e vai continuar trabalhando para construir uma base política e partidária forte para dar suporte ao seu sólido  projeto de poder; a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), que nesse contexto representa o Grupo Sarney; e o senador Roberto Rocha (PSB), que numa movimentação ainda quase solitária tenta dar forma a uma terceira via. As três correntes entraram no roldão das disputas travadas em 217 campos de batalha e sofreram ganhos e perdas em diferentes proporções. Todas as evidências indicam que o governador Flávio Dino foi o grande vencedor desse pleito, mesmo tendo amargado resultados absolutamente inesperados, como Imperatriz e Caxias, onde adversários levaram a melhor. Roseana Sarney e seu grupo saíram da eleição menor do que entraram, sofrendo revezes ali e virando o jogo acolá. E o senador Roberto Rocha perdeu em Balsas, não levou suas apostas mais elevadas – Imperatriz e São Luís -, mas viu o PSB emplacar mais de uma dezena de prefeitos.

Em períodos pós-eleitorais, é comum cometer-se o equívoco de tachar como derrotado líder ou grupo que não conseguiu nas urnas o respaldo que projetaram. E o melhor exemplo disso neste pleito é o PCdoB, partido do governador Flávio Dino, que atualmente tem menos de uma dezena de prefeitos, lançou mais de uma centena de candidatos e saiu das urnas com 43 eleitos e mais de uma dezena de vice-prefeitos.  A sigla comunista participou de dezenas de coligações em que candidatos a prefeito de outros partidos foram bem sucedidos. Feitas as contas, o partido do governador Flávio Dino cresceu mais de 500% nessas eleições. O mesmo aconteceu com o PSDB, ao contrário do PMDB, por exemplo, que encolheu mais da metade, mas que, em compensação, ganhou a segunda mais desejada cereja do bolo: a Prefeitura de Imperatriz.

Nesse contexto, o governador Flávio Dino e seu grupo se deram bem nessa corrida eleitoral. A partir de janeiro, terá sua base política e partidária fortalecida por pelo menos 150 prefeitos, parte deles ligadas à velha ordem e que migrou para a seara governista de agora. E com um dado interessante do ponto de vista geopolítico: os prefeitos do PCdoB e dos partidos aliados do Governo estão espalhados em todas as regiões do Maranhão, o que dá ao governador um alcance político abrangente e equilibrado. Na Ilha de Upaon Açu, por exemplo, o Palácio dos Leões vai dar as cartas em Raposa e Paço do Lumiar, terá um aliado forte em São José de Ribamar, e poderá confirmar a permanência do prefeito Edivaldo Jr. (PDT), apoiado pelo PCdoB. Assim, não é plausível afirmar, por exemplo, que Flávio Dino “foi derrotado” em Imperatriz. A interpretação correta é a de que ele não ganhou uma Prefeitura que não tinha, o que significa fizer que continuará na mesma, perdendo apenas a oportunidade que teve de ganhar bem mais. Se o prefeito Edivaldo Jr. for derrotado, essa sim, será uma derrota do governador.

No caso de Roseana Sarney e seu grupo, a avaliação possível é a de que a ex-governadora perdeu as eleições, a começar pelo fato de que o PMDB e o PV se deram mal em pelo menos metade dos prefeitos que ainda têm. Em compensação, o PMDB ganhou o comando de Imperatriz, considerada a mais importante cereja do bolo municipal, e que a partir de 1º de Janeiro de 2017 será governada pelo pemedebista Assis Ramos. Poderá contabilizar também a Prefeitura de Caxias, que a partir daquela mesma data terá um prefeito do PRB e um vice do PMDB. Não existem, portanto, elementos que possam rotular a ex-governadora e sua turma de “derrotados”, exatamente pelo fato de que saíram da corrida eleitoral com um pouco mais do que tinham quando andaram.

No plano geral sob avaliação, o senador Roberto Rocha, que nada mais ganhou ou perdeu nesse processo eleitoral. É verdade que Roberto Rocha não teve sucesso no projeto que programou avançar expressivamente na montagem de uma plataforma política da qual se lançaria para voos mais altos – como disputar o Governo do Estado em 2018, por exemplo. E qualquer avaliação isenta e despretensiosa poderá seguramente observar que Rocha não foi muito além do que já tinha alcançado. Esse desempenho o manteve do mesmo tamanho, e com força política suficiente para prosseguir em busca de um espaço no qual possa dar vazão ao que poderá ganhar a forma de uma terceira via política no Maranhão.

Em resumo: as urnas deram ao governador Flávio Dino um poder de fogo político-partidário muito maior do que ele tinha até no sábado. O Grupo Sarney, comandado a ex-governadora Roseana Sarney, perdeu muita da força política nas eleições de domingo. Embora esteja saindo do processo com a chave da Prefeitura de Imperatriz na mão do delegado Assis Barros. E se não fortaleceu o grupo que está tentando formar para se tornar uma alternativa atraente nas eleições de 2018, o senador Roberto Rocha manteve pelo menos a ousadia e o gás que precisa para continuar em movimento formando a terceira via.

PONTO & CONTRAPONTO

Wellington se sente “vitorioso”, mesmo que “massacrado”
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Wellington do Curso diz que foi vitorioso e massacrado

“Fui massacrado pela política suja, mas saí com o sentimento de vitória e de gratidão”. Assim deputado Wellington do Curso (PP) definiu seu estado de ânimo ontem, ao ocupar a tribuna da Assembleia legislativa para fazer um balanço da sua surpreendente participação na corrida para a Prefeitura de São Luís, da qual saiu embalado por 103 mil votos.  O parlamentar parabenizou o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) e o deputado Eduardo Braide pelo fato de ter eles sido escalados pelo eleitorado para disputarem o comando municipal. Avaliou como “extremamente positiva” a sua participação no certame, mas criticou duramente o que chamou de “política suja” que o transformou em alvo de “mentiras e injustiças”. Não foi explícito e direto, mas deixou claro que alimentará o “sonho” de ser prefeito de São Luís. Wellington do Curso foi cumprimentado pelo deputado Edilázio Jr. (PV), que o apoiou na corrida e destacou seus esforços para superar as dificuldades durante a campanha, principalmente no que diz respeito à maneira como se conduziu no contato direto com o eleitorado. “Espero que o senhor seja muito feliz”, disse Edilázio Jr., que ouviu palavra de agradecimento do ex-candidato a prefeito da Capital. Em seguida, numa conversa informal com jornalistas, Wellington do Curso revelou que até amanhã, quarta-feira, anunciará publicamente a sua posição em relação à disputa do segundo turno entre o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) e o deputado Eduardo Braide (PMN). “Quero desejar sucesso aos dois e em breve vou dizer como procederei neste segundo turno”, disse.

Braide não pretende negociar apoio por cargos
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Braide não trocar apoio  por cargos

O deputado Eduardo Braide (PMN) mandou um recado curto e direto a quem pretende negociar com ele apoio para o segundo turbo da corrida à prefeitura de São Luís. Avisou que não fará qualquer tipo de acordo envolvendo rateamento de cargos se ele chegar ao Palácio de la Ravardière. Se vier a ser eleito, Braide pretende montar um governo de perfil técnico, porque entende que toda a responsabilidade do Governo sua e não pretende dividi-la com ninguém, pretendendo com isso evitar a pulverização do poder na gestão municipal. O candidato do PMN não descarta sentar e discutir apoiamentos políticos, mas não aceita que  partidos imponha a condição de só firma uma aliança político-eleitoral condicionando à garantia de espaço no poder. Braide está disposto a correr todos os riscos políticos, mas está determinado a ser ele mesmo o prefeito que comandará sua gestão sem fazer concessões que comprometam a qualidade do serviço que pretende prestar à coletividade.

 

São Luís, 04 de Outubro de 2016.

Surpresa em São Luís e em muitos municípios pode complicar o desenho do novo mapa político do Maranhão

 

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Ao lado da esposa Camila, Edivaldo |Jr. comemora suas votação, enquanto Eduardo Braide e sua família festejam desempenho que o levou para o segundo turno

A surpreendente definição do segundo turno na disputa pela Prefeitura de São Luís, a espetacular reviravolta na tendência apontada em Imperatriz, os surpreendentes resultados em Caxias, Bacabal e Coroatá, o “massacre” ocorrido em Santa Inês e outros desfechos, que chamaram a atenção por terem sido improváveis, rascunharam um Maranhão político bem diferente do que as previsões iniciais riscaram. O governador Flávio Dino (PCdoB) avançou no seu projeto de poder, mas não o suficiente para montar uma estrutura política tão ampla e forte como esperava – a eleição de Assis Ramos (PMDB) em Imperatriz e a não liquidação da fatura em um só turno em São Luís refletem bem isso. O senador Roberto Rocha (PSB), que se movimentou para construir uma espécie de terceira via, não conseguiu suporte eleitoral para viabilizar seu projeto – perdeu o controle de Balsas para o PDT com o apoio do PCdoB, por exemplo. E o Grupo Sarney, que perdeu Pinheiro, por exemplo, ganhou Imperatriz – pelo menos aparentemente.

Poucas vezes São Luís viveu um embate eleitoral com um desfecho parcial tão espetacular, e no qual expectativas foram frustradas, trajetórias que pareciam consolidadas sofreram alterações radicais nos dois sentidos, e um projeto isolado, sem qualquer suporte partidário, se agigantou em apenas 10 dias e dois debates, e determinou que a escolha do prefeito da Capital será feita em dois turnos. O prefeito Edivaldo Jr. (PDT) se desdobrou como pôde e usou os recursos políticos ao seu alcance – o apoio de 13 partidos, o poder da máquina, o maior tempo de TV, um expressivo com junto de obras, a militância do PDT e o apoio determinado do governador do Estado – para conseguir 50% mais um dos votos válidos e fechar a corrida num só turno. Conseguiu apenas 45,66, e no contraponto, os demais candidatos fizeram de tudo para não deixar que a eleição morresse no primeiro turno, e conseguiram. E diferentemente do que muitos esperavam e pregavam, será o candidato do PMN, Eduardo Braide, que não conseguiu se coligar, que fez uma campanha isolado, à base do santinho e tapinhas nas costas, e que já no debate na TV Guará avisou que seria o adversário do prefeito Edivaldo Jr. num eventual segundo. Não deu outra: o primeiro turno terminou com o prefeito liderando com 239.737 mil votos. Eduardo Braide (PMN), que com 112.041 (21,34%), atropelou o candidato do PP, Wellington do Curso, que recebeu 103.951 (19,81%), e Eliziane Gama com 32.500, numa reviravolta que deve ser registrada uma das mais espetaculares que o calejado e sempre surpreendente processo eleitoral de São Luís já produziu.

O grande perdedor da primeira fase da disputa na Capital foi Wellington do Curso, que junto com ele arrastou o projeto do senador Roberto Rocha.  O candidato do PP vinha surfando numa onda crescente, mas o debate da TV Guará mostrou que, provavelmente por inexperiência política, ele andou trocando as bolas e acabou minado por Eduardo Braide, que se mostrou mais inteligente, articulado e bem informado. Ao mesmo tempo, se não foi para o segundo turno, Wellington do Curso também não tem do que reclamar, pois os 103,9 mil votos que recebeu podem lhe ter aberto o caminho para renovar o mandato de deputado estadual ou lhe dado um passaporte para a Câmara Federal.  Pior, muito pior, foi o desfecho para a deputada federal Eliziane Gama, que chegou a 57% das intenções de voto, sofrendo em seguida um processo de desidratação assombroso e jamais visto no Maranhão em situação semelhante. Fábio Câmara (19.045), Rose Sales (10.346), Cláudia Durans (4.299), Valdeny Barros (2.590) e Zéluiz Lago (482) devem se dar por satisfeitos, pois essa é a sua crua realidade.

Qualquer análise imparcial concluirá que, apesar da força com que emergiu das urnas, o prefeito Edivaldo Jr. foi “brindado” com o pior dos cenários, que é o de ter Eduardo Braide como adversário.  Serão 27 dias até a eleição. E nesse período haverá confrontos diretos, como o debate da TV Mirante, no dia 28. Braide precisará dos votos de todos os candidatos derrotados, enquanto Edivaldo Jr. precisará manter a calma e imaginar a resposta certa para cada indagação que lhe for dirigida durante o debate, e assim garantir que os seus eleitores de ontem sejam os mesmos amanhã, o que é rigorosamente improvável, pois o entendimento é o de que o segundo turno é uma nova eleição.

Ontem, após o anúncio do resultado, Edivaldo Jr. e Eduardo Braide disseram que a escolha deles para o segundo turno foi coisa de Deus e do povo de São Luís. Que bom que estão pensando assim, porque com esse respaldo divino e o aval do eleitorado poderão fazer campanhas politicamente corretas e chegar ao fim da jornada como as mãos limpas.

PONTO & CONTRAPONTO

Três desfechos emblemáticos

As eleições de ontem produziram três casos emblemáticos no Maranhão, exatamente porque as urnas contrariaram previsões e comprometeram a credibilidade de institutos de pesquisas. São cenários difíceis de ser lidos, exatamente por envolver uma série de ingredientes que não são fáceis de assimilar.

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Assis Ramos: o herói da virada em Imperatriz

O primeiro caso é Imperatriz, onde o governador Flávio Dino e seus aliados mais próximos jogaram todo o peso político que puderam reunir na plataforma da candidata do PDT, Rosângela Curado. Mas o eleitorado não gostou dessa pressão sobre ele e resolveu colocar o processo pelo lado do avesso elegendo o candidato do PMDB, Assis Ramos, numa reviravolta espetacular. Além de eleger o pemedebista, o eleitorado dali quis o poderoso e influente ex-prefeito Ildon Marques em segundo plano e a candidata do governo e de mais 18 partidos, Rosângela Curado, na terceira colocação. Não bastasse tudo isso, o eleitorado de Imperatriz ouviu os apelos do prefeito Sebastião Madeira (PSDB) e deu 20% dos votos para Ribinha Cunha (PSC), um candidato sem força alguma, mas que foi embalado pelo prestígio do prefeito que o lançou. E a mais surpreendente conclusão: a Prefeitura de Imperatriz caiu nas mãos do Grupo Sarney, ainda que Assis Ramos tenha agido como um político que não se dá muito bem com esses rótulos.

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Ricardo Murad: derrota e perda de comando em Coroatá

O segundo caso é Coroatá. O conjunto de ações políticas e administrativas do Governo naquele município terminaram por desestabilizar o poderoso e bem articulado ex-deputado Ricardo Murad (PMDB). A campanha da mulher dele, Tereza Murad, à reeleição foi marcada desde o início por trombadas com o Palácio dos Leões. A retórica agressiva do ex-deputado Ricardo Murad e os ecos do seu pensamentos transformados em discursos que não esconderam  o fato de que  enfrentou na verdade o governador Flávio Dino. Há quem diga que a derrota de Ricardo Murad passou a ser programada como uma prioridade nos planos políticos elaborados no Palácio dos Leões. Luiz da Amovelar Filho (PT), um jovem empresário sem maiores talentos, filho do ex-prefeito Luiz da Amovelar, recebeu todos os estímulos do braço político do Governo para fazer frente à poderosa estrutura montada por Murad. Funcionou, e o ex-todo-poderoso secretario de Saúde do Governo Roseana Sarney teve sua fortaleza dinamitada e finalmente dominada. O desfecho deixou no ar uma indagação: qual será o próximo passo político de Ricardo Murad, agora que não tem Governo nem Prefeitura?

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Domingos Dutra: vitória de um guerreiro

O terceiro caso é Paço do Lumiar, aonde o PC do B vai se instalar sob o comando do ex-deputado federal Domingos Dutra, que derrotou nada menos que o poderoso esquema político da família Aroso, nessa guerra representada pelo ex-prefeito Gilberto Aroso. Não foi tarefa fácil. Dutra fez uma campanha nas ruas, conversando direto com o eleitorado e mostrando que tem tudo para conseguir viabilizar suas propostas, e lembrando que parte delas poderá ser viabilizada por sua relação política com o Governador Flávio Dino, que pode ser considerado o padrinho da sua candidatura. A eleição de Dutra pode significar o fim do reinado dos Aroso e a saída de Paço do Lumiar de uma espécie de letargia que não o identifica como o oitavo mais importante, município maranhense.

 

São Luís, 03 de Outubro de 2016.

 

4,6 milhões de eleitores elegem hoje 217 prefeitos e milhares de vereadores; desfecho em São Luís é imprevisível

 

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Edivaldo Jr., Wellington do Curso, Eliziane Gama e Eduardo Braide correram na etapa final da campanha para garantir melhor posição no eleitorado, que já está quase todo definido

Um exército de 4,6 milhões de eleitores irá hoje às urnas para escolher 217 prefeitos e mais de dois mil vereadores no Maranhão. Para tanto, estão registrados 733 candidatos a prefeito e 18.204 candidatos a vereador. Tecnicamente, serão as eleições mais importantes dos últimos tempos, porque acontecerão sob novas regras. São Luís, que reúne cerca de 15% do eleitorado maranhense, registrará o maior movimento do processo eleitoral: seus 659.779 eleitores elegerão o prefeito entre nove candidatos, e 31 vereadores entre 624 candidatos. Politicamente, as eleições de hoje no Maranhão representam a oportunidade que o eleitorado tem para definir seu futuro nos próximos tempos, devendo optar pela consolidação do movimento político liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), permitir que novas forças surjam no contexto político estadual, entre elas a liderada pelo senador Roberto Rocha, ou promover uma reviravolta e devolver o comando ao Grupo Sarney. Todos os sinais emitidos até aqui indicam que a primeira opção emergirá das urnas fortalecida e que as demais sairão com pesos diferentes em plano secundários, mas ainda assim vivas.

Maior colégio eleitoral do Maranhão e cuja definição influencia uma ampla região no seu entorno, São Luís chega ao dia do encontro com as urnas com o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) na posição de franco favorito, mas enfrentando a incerteza de liquidar ou não a fatura em turno único ou ter de enfrentar uma desgastante segunda volta, de acordo com o que indicam pesquisas de opinião. Tem seguramente mais de 40% das intenções de voto, seguido do candidato do PP, Wellington do Curso, com algo em torno de 25%; da candidata do PPS, Eliziane Gama, que estaria na casa dos 9%; do candidato do PMN, Eduardo Braide, com 8%, e de Fábio Câmara (PMDB), Rose Sales (PMB), Zéluiz Lago (PPL), Valdeny Barros (PSOL) e Cláudia Durans, que somam, juntos 9%, e de 2,63% de votos nulos e 3,75% de indecisos. A reeleição do prefeito Edivaldo Jr. representará, grosso modo, a vitória do  governador Flávio Dino; a derrota  do prefeito comprometerá seriamente o projeto de poder do governador.

Esse serão enredo da disputa em Imperatriz, onde a candidata apoiada pelo Palácio dos Leões, Rosângela Curado (PDT), enfrenta muitas dificuldades na disputa como ex-prefeito Ildon marques (PSB) e o candidato do PMDB, Assis Ramos. A disputa ali está roteirizada como um embate entre o governador Flávio Dino, o senador Roberto Rocha (PSB) e o Grupo Sarney. O governador tem 70% de aprovação em Imperatriz, mas se sua candidata perder a eleição, ele enfrentará problemas na segunda maior cidade maranhense. A situação se inverte em Timon, o terceiro maior colégio eleitoral do estado, onde o prefeito Luciano Leitoa (PSB) caminha se reeleger num embate duro e sem trégua com o deputado Alexandre Almeida (PSD), num pleito renhido.

Os ventos favoráveis sopram também para o grupo liderado pelo governador Flávio Dino em Caxias, onde o prefeito Léo Coutinho (PSB), do grupo liderado pelo deputado Humberto Coutinho (PDT), caminha para impor derrota ao candidato Fábio Gentil, que lidera uma frente articulada pelo ex-prefeito Paulo Marinho (PMDB), que tem por trás o aval do Grupo Sarney.  Em São José de Ribamar, o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão, o ex-prefeito Luis Fernando Silva (PSDB), que não tem adversários, será eleito com o apoio do Palácio dos Leões. Situação que não é a mesma em Paço do Lumiar, que tem o oitavo eleitorado maranhense, onde o candidato apoiado pelo Palácio dos Leões, Domingos Dutra (PCdoB), trava uma guerra com ex-prefeito Gilberto Aroso (?), que é apoiado pelo Grupo Sarney, tornando o desfecho ali imprevisível.

Em Bacabal, o candidato do PMDB, deputado Roberto Costa, apoiado pelo Grupo Sarney, mas também com a simpatia política do Palácio dos Leões, enfrenta o poder de fogo do ex-prefeito José Vieira (PP), que é ficha suja e concorre sustentado por uma liminar precária e que se juntou com o prefeito José Alberto e outros chefes políticos, numa campanha financeiramente desigual. Mesmo assim, todos os ventos estão soprando em favor do candidato pemedebista, que é respeitado como um dos mais importantes políticos da nova geração. E no contexto desses exemplos de disputa, o caso mais emblemático é o de Coroatá, onde, sob o comando do ex-deputado Ricardo Murad, a prefeita Tereza Murad (PMDB), enfrenta uma guerra dificílima contra Luiz da Amovelar Filho (PSB). Ali, o clima de tensão aumentou fortemente na reta final devido ao fato de que se tornou questão prioritária para o Palácio dos Leões apear o ex-deputado do comando de Ricardo Murad no município. Para o Grupo Sarney, é fundamental manter Murad no controle de Coroatá.

Esse confronto eleitoral está em curso em todos os municípios, expostos e exacerbado em muitas cidades, equilibrado em outras e camuflado em algumas vale repetir, vai desenhar o novo perfil político o Maranhão.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisas apontam turno único e também desfecho imprevisível

Eleitores e candidatos de São Luís passaram ontem o dia sob o impacto de três pesquisas – Escutec, Data M e Econométrica -, que apresentaram números diferentes, com a primeira sugerindo que haverá segundo turno e as outras duas anunciando que o prefeito Edivaldo Jr. será reeleito em turno único.

A pesquisa Escutec, publicada na edição de fim de semana de O Estado do Maranhão, informa que o prefeito Edivaldo Jr. tem 41,5% das intenções de voto, seguido de Wellington do Curso (27,5%), Eliziane Gama (8,38%), Eduardo Braide (7,25%), Fábio Câmara (4%), Rose Sales (2,75%) e Zéluis Lago, Valdeny Barros e Cláudia Durans, que somam 2,25%. Por essa pesquisa, haverá segundo turno, no qual Edivaldo Jr. disputará provavelmente com Wellington do Curso.

Feita pelo instituto Econométrica, a segunda pesquisa, informa que o prefeito Edivaldo Jr. alcançou 48,3% das intenções de votos e deverá ser reeleito em turno único, já que os demais candidatos totalizaram 41,25% das preferências do eleitorado. Mesmo levando em conta que os 10% de nulos, brancos e indecisos, e também a margem de erro de 3% para mais ou para menos, se os números apurados forem confirmados, o pleito será decidido hoje com a reeleição do prefeito Edivaldo Jr..

A pesquisa Data M é mais enfática ao afirmar a parada eleitoral será decidida em um só turno, tendo apurado que o prefeito Edivaldo Jr. tem 48,9% das intenções de voto – percentual igual ao da Econométrica, diferindo apenas em seis décimos. A diferença expressiva está no percentual de Wellington do Curso, que aparece com apenas 18,1%, bem menos do que recebeu na pesquisa Econométrica, e o de Eliziane Gama, que desabou para 5,1%, sendo ultrapassada com folga por Eduardo Braide, recebeu 11,7% das intenções de voto. Nesse levantamento final, Fábio Câmara aparece com 2,5% e os outros, somados, têm 5,1%. Nessa pesquisa, brancos, nulos e indecisos somam 11,1%. Feitas todas as contas, o prefeito de São Luís será reeleito com folga, segundo o Data M.

O cruzamento das três pesquisas indica que o prefeito Edivaldo Jr. está a um passo de alcanças mais de 50% dos votos válidos, resolvendo a disputa na votação de hoje. O que está difícil de prever é o desempenho de Wellington do Curso e de Eliziane Gama, que nos últimos dias vêm travando uma guerra de informações exatamente sobre números de pesquisa. As simulações para um eventual segundo apontam vitória folgada sobre o candidato do PP e, mais ainda, sobre a candidata do PPS.

 

São Luís, 01 de Outubro de 2016.