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O Globo: Flávio Dino tem situação “confortável” entre os governadores mais bem posicionados na busca da reeleição

 

Flávio Dino tem posição confortável no grupo de governadores bem avaliados 

Repercutiu fortemente no meio político uma avaliação publicada ontem pelo jornal O Globo, do Rio de Janeiro, mostrando a posição dos 20 governadores que estão em campanha pela reeleição nas eleições do dia 7 de Outubro. Nesse levantamento, o governador Flávio Dino (PCdoB) faz parte de um bloco de seis governadores – Alagoas (Renan Filho – MDB), Ceará (Camilo Santana PT), Bahia (Rui Costa – PT), Tocantins (Mauro Carlesse – PHS) e Piauí (Wellington Dias – PT) – cuja situação eleitoral é “confortável”, estando todos caminhando para liquidar a fatura já no primeiro turno. No caso do Maranhão, o levantamento de O Globo se baseia na última pesquisa do Ibope, que apontou o governador Flávio Dino com líder das intenções de voto, seguido da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Para chegar a esse cenário, o jornal fluminense, que é um dos três mais importantes do País, analisou cuidadosamente os relatórios das pesquisas do Ibope feitas nesses estados. Em relação ao Maranhão, a base da avaliação foi a pesquisa publicada no dia 20 de Setembro pela TV Mirante, sua contratante, e que apontou Flávio Dino com 49% das intenções de voto, seguido de Roseana Sarney com 32%, Maura Jorge (PSL) com 5%, Roberto Rocha (PSDB) com 2%, enquanto Ramon Zapata (PSTU) e Odívio Neto (PSOL) não pontuaram.

A avaliação de o Globo não é a primeira que encontra esse cenário no Maranhão, mas foi a mais consistente feita até agora, porque se fundamenta em números mais recentes encontrados pelo Ibope, corroborados por percentuais de várias outras pesquisas divulgadas na semana passada. Indica também que a caminhada do governador para a reeleição em turno único parece se consolidar a cada dia, a começar pelo fato de que nenhum outro candidato sinalizou com algum movimento de reação que pudesse levar a uma reviravolta. No caso da candidata emedebista Roseana Sarney, a situação avaliada por O Globo sugere ser improvável que ela consiga reagir e entrar na disputa para valer, uma vez que sua campanha no Rádio e na TV e a sua movimentação pelo interior em caminhadas e carreatas não indicaram a possibilidade de reviravolta, mostrando, ao contrário, que sua candidatura “bateu no teto”, que é o patamar dos 30%.

A avaliação do jornal fluminense revela um dado expressivo nesse grupo de seis governadores melhor situados na corrida à reeleição: o governador Flávio Dino não é o que tem a situação mais “confortável”, mas é o que, sem sombra de dúvida, enfrenta os adversários mais poderosos. Nenhum outro desse grupo tem como concorrente uma ex-governadora que comandou o Estado por 14 anos e que tem o suporte de um ex-presidente da República e de uma máquina de comunicação que inclui a afiliada da Rede Globo e o jornal de maior circulação e o maior portal de notícias do Maranhão no estado ambos atuando em clara parcialidade editorial. Além do mais, enfrenta um segundo adversário que é nada menos que um senador da República, Roberto Rocha (PSDB). Isso sem contar o fato de que os outros cinco, além de serem bons governadores, estão enfrentando candidatos fracos.

Ao avaliar essas candidaturas com a isenção que tem em relação à corrida eleitoral nos estados, o jornal O Globo dá uma contribuição importante à movimentação desses governadores, que vêm se esforçando para manter suas posições. Relativamente ao governador Flávio Dino, a avaliação confirma a tendência que começou a se esboçar desde as primeiras investigações acerca das preferências do eleitorado e que ganhou forma e peso nas pesquisas feitas no longo da pré-campanha e que agora vem se consolidando na campanha.

É certo que numa corrida eleitoral não existe verdade estabelecida e imutável, e que no caso da briga pelo Palácio dos Leões no processo eleitoral em curso não se deve soltar rojões festivos antes da hora, principalmente quando o adversário é a estrela maior do Grupo Sarney. Mas é igualmente verdadeiro que nessa corrida, por maiores que sejam o poder de fogo político e o aparato midiático que embalam a sua principal adversária, o governador Flávio Dino caminha em direção às urnas com a segurança e a confiança de que terá seu mandato renovado, como prevê o jornal O Globo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Crescimento de Fernando Haddad anima ainda mais a cúpula do Governo Flávio Fino

Fernando Haddad já está tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro, segundo nova pesquisa do Ibope

A pesquisa Ibope divulgada ontem mostrando uma situação de empate técnico entre Jair Bolsonaro (PSL), com 28%, e Fernando Haddad (PT), com 22% das intenções de voto, no limite da margem de erro, acendeu o sinal amarelo para os partidários do líder nas pesquisas e injetou mais ânimo na já animada militância do PT com o desempenho do substituto do ex-presidente Lula da Silva (PT) na corrida presidencial. Mais do que os percentuais de primeiro turno, o impacto maior foi causado pela  informação de que, num segundo turno entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o candidato de Lula, que vinha perdendo nesse quesito, já aparece como vencedor, e com uma margem expressiva sobre o capitão-deputado. A repercussão da pesquisa alcançou o Palácio dos Leões, onde já se avalia a possibilidade concreta de o candidato petista vencer a eleição. Na cúpula governista, independente do cenário de crise, a possibilidade de reeleição do governador Flávio Dino e de eleição de Fernando Haddad abre uma enorme perspectiva ao governador Flávio Dino, que, se reeleito, poderá cumprir o segundo mandato com um aliado no Palácio do Planalto.

 

Alexandre Almeida ataca Edison Lobão, mas acaba beneficiando Weverton Rocha e Eliziane Gama

Alexandre Almeida intensifica ataques a Edison Lobão

Enganou-se quem previu que a campanha agressiva do deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) contra o senador Edison Lobão (MDB) na disputa que travam por uma das duas vagas no Senado seria apenas um momento de estresse. Primeiro Alexandre Almeida escolheu Edison Lobão como alvo mais fácil e disparou chumbo grosso contra o senador, afirmando que o ex-ministro de Minas e Energia é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro, etc.. A reação aconteceu apenas nos bastidores, com a declaração do suplente de senador e candidato á reeleição Lobão Filho (MDB) afirmando que o parlamentar de Timon ganhou um inimigo. Diante da reação, Alexandre Almeida foi à Polícia Federal registrar uma queixa-crime e pedir proteção, aproveitando para reforçar os ataques ao senador Edison Lobão. No final da semana passada, a campanha de Edison Lobão divulgou um vídeo em que Alexandre Almeida recebe o troco sendo chamado de “cabeça de camarão” e sendo ironicamente tratado de “tio” pela jovem apresentadora da campanha de Lobão. Ontem à noite, Alexandre Almeida voltou à carga, com um vídeo muito mais agressivo contra o senador. O bateu-levou entre os dois candidatos ao Senado gera o risco de contaminar uma campanha que até agora vinha evoluindo num tom altamente civilizado. Se apostou que escolhendo Edison Lobão como adversário alavancaria sua candidatura, Alexandre Almeida parece ter cometido um erro de avaliação, porque o resultado da estratégia está beneficiando exatamente os candidatos Weverton Rincha (PDT) e Eliziane gama (PPS), que agora lideram a corrida ao Senado.

São Luís, 24 de Setembro de 2018.

 

Flávio Dino tem vantagem consolidada e Roseana Sarney, com rejeição alta, não dá sinais de reação

 

Flávio Dino lidera com folga a corrida à reeleição; e Roseana Sarney, com rejeição elevada, não consegue esboçar reação

Pesquisa divulgada sábado (22) pela experiente empresa Econométrica, em parceria com a Rádio FC FM, apurou que, se a eleição para governador fosse neste Domingo, o governador Flávio Dino (PCdoB) sairia das urnas com 58,8% dos votos, contra 27,3% de Roseana Sarney (MDB), 2,3% de Maura Jorge (PSL), 2,2% de Roberto Rocha (PSDB), 0,6% de Ramon Zapata (PSTU) e 0,1% de Odívio Neto (PSOL); 4,5% votariam nulo ou em branco e 4,2% não saberiam em quem votar. Transformados em votos válidos – excluindo-se brancos, nulos e indecisos -, Flávio Dino teria 64,4% dos votos contra 29,9% de Roseana Sarney, 2,5% de Maura Jorge, 2,4% de Roberto Rocha, 0,6% de Ramon Zapata e 0,2 de Odívio Neto.  A eleição para o Governo do Estado seria resolvida em turno único, com uma vitória retumbante do governador Flávio Dino. A pesquisa Econométrica fecha uma rodada de pesquisas realizadas depois de iniciada a campanha no Rádio e na TV, que  apontou na mesma direção, com algumas diferenças numéricas, mas nenhuma que apontasse em outra direção.

O cenário da corrida ao Palácio dos Leões está ganhando desenho definitivo, confirmando uma tendência sinalizada já nos primeiros levantamentos, realizados ainda no ano passado. Os números consolidam a consistência política do movimento liderado pelo governador Flávio Dino e, ao mesmo tempo, a perda de espaço do Grupo Sarney, que corre o risco de ser derrotado em todos os campos da disputa – Governo, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa. É verdade que faltam ainda duas semanas para a votação, num embate político em que os dois grupos em confronto têm tudo a ganhar e tudo a perder. Mas a julgar pela demonstração da força mobilizadora de cada um até aqui, não há como duvidar dos percentuais encontrados pelos levantamentos mais recentes sobre as preferências do eleitorado.

A campanha em andamento tem sido claramente favorável ao candidato da coligação “Todos pelo Maranhão”, que mobiliza 16 partidos, boa parte deles aliados tradicionais do Grupo Sarney, mas que agora, movidos pelo aguçado instinto de sobrevivência, resolveram mudar de lado. Na maioria dos casos, essa mudança nada tem a ver com afinidade política, ideológica, doutrinária ou programática. Ela é resultado do fato de que seus líderes perceberam fragilidade e inconsistência no projeto de candidatura da ex-governadora Roseana Sarney, em que pese o fato de ser ela, em si, uma liderança forte, capaz de arrebanhar um grande número de eleitores. Só que agora enfrenta um adversário bem mais forte, organizado, com discurso denso e coerente, líder, enfim, de um projeto de poder que extrapola as fronteiras do Maranhão, aliado que está ao movimento que tem o ex-presidente Lula (PT) como referência.

Num outro viés da disputa, Roseana Sarney é fortemente atingida por um inimigo destruidor de cacifes políticos: a rejeição. A pesquisa Econométrica investigou esse item e apurou que a candidata do MDB é rejeitada por 43,6% dos eleitores, enquanto o governador Flávio Dino tem apenas 17,8%. A explicação para essa informação é óbvia: nos seus 28 anos de vida pública – contados a partir da sua eleição para deputada federal em 1990 – durante os quais esteve por 14 anos no comando do Estado, a Roseana Sarney política fadigou. Um processo absolutamente natural, principalmente quando é fácil observar que o Grupo Sarney explorou seu potencial eleitoral ao extremo, sem se preocupar em criar condições para a projeção de novas lideranças. Na conta da anemia política e eleitoral de Roseana Sarney entra o fato de ela não contar com a máquina pública e não estar engajada na corrida à presidência da República.

Nesse contexto, a força política exibida pelo candidato do PCdoB vem  esmagando todas as possibilidades de reação por parte da candidata do MDB, tornando inócua a metralha disparada diariamente pelos poderosos meios de comunicação controlados pelo Grupo Sarney. Isso tem sido possível por um dado essencial: o governador é ficha limpa, portanto, imune a esse tipo de ataque. É esse o cenário visível até aqui, e que parece consolidado para manter-se até a votação. É sempre bom lembrar que a política tem seus caprichos, que aqui e ali cenários aparentemente definitivos são mudados drasticamente. Não parece ser o caso dessa disputa pelo Governo do Maranhão. Em todo caso, vale acompanhar com atenção o rolar das águas durante o tempo que resta de campanha e o resultado da votação.

Em Tempo: A pesquisa da Econométrica está registrada no TSE sob o nº MA-04166/2018, ouviu 1.437 de 48 municípios entre os dias 15 a 19 de setembro de 2018, tem intervalo de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2,6 pontos para mais ou para menos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Vantagem de Flávio Dino embala Eliziane Gama e Weverton Rocha na corrida ao Senado

Números da Econométrica: Weverton Rocha e Eliziane Gama agora lideram a corrida pelas duas vagas no Senado, seguidos de Sarney Filho e Edison Lobão

 

Se os percentuais levantados pela Econométrica expressarem a realidade, como costuma acontecer nas suas investigações em busca das tendências do eleitorado, a disputa para o Senado pode estar sendo definida em favor dos candidatos da coligação “Todos pelo Maranhão”, Eliziane Gama (PPS), que aparece na liderança com 26,8%, e Weverton Rocha (PDT), que se encontra no mesmo patamar com 26,5%. Os dois aparecem à frente dos candidatos da coligação “Maranhão Quer mais”, Sarney Filho (PV), que tem 21,2%, e Edison Lobão (MDB) que aparece com 19,8% das preferências.

Os números respaldam a previsão de que, mantida a sua liderança folgada e consistente na corrida pela reeleição, o governador Flávio Dino teria lastro político e eleitoral suficiente para embalar as duas candidaturas senatoriais. Ao mesmo tempo, a visível estagnação da candidatura da ex-governadora Roseana Sarney vem se refletindo negativamente nas candidaturas de Edison Lobão, que vinha liderando a corrida, e Sarney Filho. Flávio Dino abraçou as duas candidaturas da sua coligação, deu a elas um sentido de chapa e as incluiu na sua campanha. Já Roseana Sarney não trabalhou essa unidade, o que obrigou Edison Lobão a seguir seu próprio rumo, e só agora, quando foi aceso o alerta vermelho, resolveu tentar embalar a candidatura de Sarney Filho.

Nos momentos iniciais da campanha já corria nas entranhas partidárias a previsão de que o futuro das candidaturas ao Senado estaria condicionado ao poder de fogo dos candidatos a governador, como aconteceu em 2010, quando Roseana Sarney embalou as candidaturas de Edison Lobão e João Alberto, ambos do então (PMDB), deixando para trás José Reinado (PSB) e Roberto Rocha (PSB), e em 2014, quando Flávio Dino, que liderava com folga a disputa com Lobão Filho (PMDB), “puxou” Roberto Rocha, que durante toda a campanha apareceu atrás de Gastão Vieira (PMDB). Os números da Econométrica sugerem que essa marca eleitoral pode estar acontecendo na disputa em curso.

No segundo grupo, aparentemente sem chance de reação, estão Zé Reinaldo (PSDB) com 12,5%, Alexandre Almeida (PSDB) com 7,0%, Preta Lú (PSTU) com 1,7%, Iêgo Brunno (PCB) com 1,0%; Samuel Campelo (PSL) com 0,7%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,6% e Saulo Pinto (PSOL), com 0,5%. Brancos e nulos somaram 26,6% e 55% disseram não saber ou não responderam.

 

Grande comício na Beira-Mar trouxe de volta vida política ao coração de São Luís

Flávio Dino entre Weverton Rocha e Eliziane Gama no comício de  sexta-feira na Beira-Mar, devolvendo vida política a São Luís, ao contrário dos outros candidatos

 

Há muito a São Luís antiga, que fora palco dos grandes acontecimentos políticos e eleitorais da História do Maranhão, não era transformada em campo de pregação por parte de candidatos em comícios minimamente convincentes. Esse jejum vem sendo aos poucos quebrado pelo governador Flávio Dino, como aconteceu, na noite de sexta-feira (21), quando ele liderou um ato político com pelo menos 10 mil pessoas na Praça Gomes de Castro, em frente à RFSA, na Beira-Mar. Ali se reuniram candidatos, militantes, partidários e simpatizantes de todas as idades, numa forte demonstração de prestígio político do movimento dinista. Vários grandes eventos políticos aconteceram na São Luís tradicional – o histórico ato de posse de Flávio Dino em janeiro de 2015 e o encerramento da caravana do ex-presidente Lula da Silva (PT), em Outubro do ano passado, ambos em frente ao Palácio dos Leões. Mas o comício de sexta-feira teve um sentido bem mais forte no que diz respeito a campanhas eleitorais. Pode ser considerado um dos marcos dessa corrida ao voto, a começar pelo fato de que nenhum dos demais candidatos ao Governo do Estado fez até agora algo parecido em São Luís. É a vida política plural e intensa que parece estar de volta à Capital do Maranhão. Que assim seja.

São Luís, 23 de Setembro de 2018.

 

Disputa pelas vagas do Senado vira guerra pesada do Grupo Sarney contra Eliziane Gama e Weverton Rocha

Eliziane Gama, Edison Lobão, Sarney Filho e Weverton Rocha isolados na disputa das duas vagas, mais José Reinaldo e Alexandre Almeida, que disparou conta o segundo

Como registrado várias vezes na Coluna ainda nos primórdios da corrida eleitoral, a disputa pelas duas vagas no Senado ganhou mesmo os traços de uma guerra na qual os candidatos em confronto vêm manifestando clara disposição de jogar pesado para sair das urnas com seus passaportes carimbados para morar oito anos em Brasília a partir de fevereiro de 2019. As batalhas mais duras estão sendo travadas pelo senador Edison Lobão (MDB), e os deputados federais

Eliziane Gama (PPS), Weverton Rocha (PDT) e Sarney Filho (PV), com o acompanhamento próximo de José Reinaldo Tavares (PSDB) e os movimentos provocativos de Alexandre Almeida (PSDB). Iniciado já agitado por algumas tensões de âmbito interno, o embate ganhou intensidade e agora está ameaçado de sair do campo civilizado para ser travado num charco onde tudo pode valer. Essa tendência vem se acentuando nos últimos dias, produzindo fortemente a impressão de que esse viés pode ser um caminho sem volta, acirrando o clima de “bateu-levou” até o dia da votação, tornando imprevisível o desfecho da disputa.

A corrida dos candidatos ao Senado vinha se desenrolando num ambiente de tensão comum em campanhas eleitorais, mas o acirramento da disputa pelas duas vagas travada pelos quatro mais bem posicionados nas pesquisas: Edison Lobão e Sarney Filho, da coligação “Maranhão quer mais”, encabeçada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), e Eliziane Gama e Weverton Rocha, da coligação “Todos pelo Maranhão”. Comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Até aqui, Eliziane Gama e Edison Lobão vêm liderando a corrida, desenhando a possibilidade de os dois saírem eleitos das urnas. Só que quase no mesmo plano de acordo com as pesquisas feitas até aqui, seguidos de Weverton Rocha e Sarney Filho, ambos com percentuais muito próximos e dispostos a virar o jogo, cada um à sua maneira.

A última pesquisa acirrou os ânimos ao mostrar Eliziane Gama e Weverton Rocha na frente para as duas vagas. Do fim da fila desse pelotão, Alexandre Almeida (PSDB) resolveu virar o jogo disparando chumbo grosso contra Edison Lobão, que vinha desenvolvendo uma campanha ao seu estilo: sem provocar conflitos. Logo em seguida, os canais de comunicação do Grupo Sarney elegeram Weverton Rocha e Eliziane Gama como alvos preferenciais, num movimento claramente destinado a beneficiar a Sarney Filho. O petardo contra o pedetista estava recheado com a informação sobre a reabertura de um processo já arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no qual é acusado de improbidade. Contra Eliziane Gama o disparo alcançou o marido dela, Inácio Cavalcante Melo Neto, acusado de ter mais de um CPF, causando uma reação dura e desafiadora da candidata popular socialista, que também vinha realizando uma campanha ligth. Desde então, a corrida senatorial mergulhou num forte clima de tensão.

No plano da campanha em si, o governador Flávio Dino, que lidera com folga a corrida pela reeleição, resolveu reforçar a campanha dos dois seus candidatos ao Senado, gravando spots com Weverton Rocha e com Eliziane Gama, e participando de comícios, caminhadas e carreatas com os dois nas mais diferentes regiões do estado. Com o movimento, o governador vem dando um forte sentido de unidade à chapa majoritária da sua coligação, Uma situação bem diferente da coligação adversária, na qual até agora a candidata emedebista ao Governo só abraçou para valer a campanha do irmão, com quem gravou peças de campanha na TV, enquanto Edison Lobão, dono de um enorme cacife político e eleitoral, faz uma campanha solo, que na visão de alguns produz resultados mais efetivos do que associada à cabeça de chapa da coligação.

O que acontecerá nas duas semanas que ainda restam de campanha é absolutamente imprevisível. Afinal, estão agora em guerra aberta pelas cadeiras no Senado o grupo que está no poder e caminha para prolongar sua permanência, e o grupo que foi tirado do poder e joga tidas as suas fichas para voltar a dar as cartas no Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Nova pesquisa já mostra Fernando Haddad tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro

Fernando Haddad já está tecnicamente empatado com Jair Bolsonaro, segundo nova pesquisa Poder360

O mundo político foi agitado na noite de ontem com a mais nova pesquisa sobre a corrida ao Palácio do Planalto. Feito pela DataPoder360   nos dias 19 e 20 de Setembro de 2018 (últimas 4ª e 5ª feiras), o levantamento indica que Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto para presidente. Fernando Haddad (PT) registra 22%. Trata-se de situação de empate técnico no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os números reforçam a tendência de crescimento do candidato petista e a previsão de que o desfecho da eleição presidencial acontecerá no segundo  num confronto direto entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.

Na sequência aparecem Ciro Gomes (PDT) com 14%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Marina Silva (Rede) com 4%, Álvaro Dias (Podemos) e Henrique Meireles (MDB) com 3% cada, Guilherme Boulos (PSOL) com 2% e Cabo Darciolo (Patriota), José Maria Eymael (DC), João Amoêdo (Novo) e Goulart Jr. (PPL) 1º cada. Vera Lúcia do PSTU não pontuou.

Outro destaque desta rodada do DataPoder360 é a queda dos votos brancos, nulos e daqueles que dizem estar indecisos. Durante toda esta campanha o chamado “não voto” teve taxas altíssimas. Agora, caiu para 15%.

Em Tempo: A DataPoder360 é a Divisão de Pesquisa da Poder360, uma empresa de jornalismo independente comandada pelos respeitados jornalistas Fernando Rodrigues e Tales Farias, que fizeram carreira no jornal Folha de São Paulo. E a pesquisa foi realizada com 4.000 entrevistas em todas as unidades da Federação. O registro na Justiça Eleitoral é BR-02039/2018.

 

João Alberto diz que Edvan Brandão ganha a eleição suplementar em Bacabal

Edvan Brandão: prefeito-tampão é favorito em Babacal, segundo avaliação do senador João Alberto

“Vamos ganhar com folga em Bacabal!”. A afirmação, com muita ênfase, em clima de entusiasmo mesmo, foi feita pelo senador João Alberto (MDB), que apoia a candidatura do prefeito-tampão Edvan Brandão à Prefeitura de Bacabal, que tem como adversário César Brito (PPS), candidato do grupo formado pelo deputado Carlinhos Florêncio (PCdoB) e tem o apoio do ex-prefeito Zé Vieira (PR). Concorrem também Professor Maninho (PRB), Gisele Veloso (PR) e Luizinho Padeiro (PSB).

Enquanto o prefeito-tampão Edvan Brandão é apoiado aberta e ostensivamente pelo grupo do senador João Alberto, incluindo o deputado Roberto Costa (MDB), que perdeu a disputa com Zé Vieira em 2016, César Brito conta com o apoio da deputada federal Eliziane Gama, que lidera a corrida ao Senado, e também do governador Flávio Dino, que não se envolveu na primeira eleição, mas agora deve se posicionar em favor dos aliados que estão na disputa, Florêncio Neto, candidato a vice-prefeito. O clima em Bacabal é de campanha intensa.

São Luís, 21 de Setembro de 2018.

Presidência: pesquisas mostram que Fernando Haddad e Jair Bolsonaro já polarizam a corrida pelos votos dos maranhenses

 

Fernando Haddad lidera no maranhão com o apoio de Flávio Dino, Bolsonaro é segundo com o apoio de Maura Jorge e Geraldo Alckmin é quarto com o apoio de Roberto Rocha

Faltando 16 dias, ou seja, 380 horas, para a corrida às urnas, o eleitorado do Maranhão começa, de fato, a se posicionar em relação aos candidatos a presidente da República. E a exemplo do que acontece em todo o País, os fatos vão desenhando uma clara polarização entre os candidatos da esquerda, Fernando Haddad (PT), e da direita, Jair Bolsonaro (PSL), que aos poucos vão desidratando os concorrentes do centro-esquerda, Ciro Gomes (PDT), do centro, Marina Silva (Rede), e do centro-direita, Geraldo Alckmin (PSDB), levando a escolha do próximo presidente da República a uma decisão quase plebiscitária entre os dois campos. Esse desenho se repete em parte no Maranhão, com o governador Flávio Dino (PCdoB) representando a esquerda, e a ex-governadora Roseana Sarney como expressão da direita, embora se esforce para dar uma aparência de centro-esquerda. A última pesquisa do Ibope, divulgada quarta-feira (19) rascunhou com clareza esse espectro ideológico na corrida presidencial no Maranhão, mostrando o embate direto entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, com a diferença que a candidata do MDB não abraça o candidato do PSL, que no estado é política e ideologicamente  representado pela ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, candidata do PSL ao Governo do Estado.

De acordo com o Ibope, o petista Fernando Haddad, “o candidato do Lula”, deu um salto espetacular, saindo de inexpressivos 4% das intenções de voto para impressionantes 36%, assumindo folgada liderança em relação ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que saiu de expressivos 14% e agora aparece com 18%, mas com clara tendência de crescimento. Entre os demais presidenciáveis, o melhor posicionado é o pedetista Ciro Gomes, que “segurou a pressão” e perdeu apenas um ponto, caindo de 14% para 13%, fruto principalmente da atuação do seu partido, o PDT, que conserva parte de uma militância aguerrida, liderada pelo deputado federal e atual candidato a senador Weverton Rocha. Marina Silva (Rede), que tinha estimulantes 17% na primeira pesquisa Ibope, agora apareceu com 6%, vítima do mais cruel processo de desidratação eleitoral registrado nessa corrida, o que pode ser em parte explicado pelo fato de que a Rede foi praticamente varrida do tabuleiro partidário do Maranhão.

Nesse contexto, a emedebista Roseana Sarney tem a situação mais complicada na relação com a corrida presidencial. Ela simplesmente não tomou – pelo menos até aqui – conhecimento da existência do candidato do seu partido, Henrique Meirelles, e usa o ex-presidente Lula da Silva como um dos motes da sua campanha, mesmo tendo ele mandado Fernando Haddad trombetear para todo o Maranhão que o seu candidato é o governador Flávio Dino. E tudo indica que não haverá mudança nessa situação esdrúxula.

O candidato presidencial do PSDB, Geraldo Alckmin, oscilou de 6% para 5% nas preferências do eleitorado maranhense, um desempenho bem melhor do que o do candidato tucano ao Governo do Estado, senador Roberto Rocha, que na primeira pesquisa apareceu com 3% e na última oscilou para 2%. Geraldo Alckmin e Roberto Rocha protagonizam, até aqui, uma situações vista como vexatória por observadores e políticos experientes, principalmente quando são levadas em conta as condições excepcionais que os dois dispõem na campanha – partido estruturado, largo tempo de TV, recursos financeiros, etc.. A situação de Roberto Rocha em relação a Geraldo Alckmin fica mais dramática quando a pesquisa mostra que Maura Jorge, sem carro de campanha, sem estrutura, dinheiro nem aliados dispostos a segui-la, aparece com 5% na pesquisa Ibope, o equivalente a mais de o dobro do percentual do tucano. O cenário indica que eleitoralmente Maura Jorge não irá a lugar algum, mas ninguém duvida de que, eleito Jair Bolsonaro, ela ganhará muitas arroubas de peso político no estado, o que, associado a 5% de intenções de votos majoritários que vier a ter, poderá abrir-lhe caminhos para outras eleições, a começar por voltar à Prefeitura de Lago da Pedra em 2020.

O dado mais curioso da pesquisa do Ibope é a forte alteração registrada no campo dos indecisos – nulos/brancos/não sabe/não respondeu. Na primeira pesquisa, os que disseram que votariam nulo ou em branco eram 28%, enquanto que os que não sabem ou não responderam eram 10%. Na nova pesquisa, nulos e brancos somam apenas 8%, o que representa uma queda surpreendente de 19 pontos percentuais, enquanto os que não sabem ou não responderam  se mantiveram em 10%. Ou seja, a massa de indecisos caminha para se decidir, o que pode ser explicado pela tendência à polarização Fernando Haddad/Jair Bolsonaro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Campanha perigosa: atacada com dossiê sobre seu marido, Eliziane Gama vai à PF e chama adversários para a briga

Eliziane Gama vai à Polícia Federal e desafia adversários a debater “em qualquer lugar”

A circulação de um dossiê sem autoria tendo como alvo Inácio Cavalcanti Melo, marido da deputada federal Eliziane Gama (PPS),          candidata ao Senado, ameaça tirar a disputa senatorial da planície em que vem acontecendo para remetê-la para o terreno pantanoso da política de baixo nível. Em circulação nas redes sociais, que aqui e ali se transformam numa espécie de submundo no qual a verdade e a ética perdem sentido, o tal dossiê tem o claro objetivo de tirar do eixo a parlamentar, que lidera a corrida ao Senado juntamente com o senador Edison Lobão (MDB). Mas, ao contrário de mergulhar na intimidação, Eliziane Gama reagiu forte, com dignidade e disposta a colocar a situação em pratos limpos. Primeiro foi à Polícia Federal registrar queixa contra a divulgação do tal dossiê, pedindo investigação completa sobre o caso. E certa de que o míssil foi disparado das baterias do Grupo Sarney, partiu para o contra-ataque com um vídeo no qual, de cara limpa e tom desafiador, disparou: “Parem de atacar a minha família. Larguem de ser covardes. Venham debater comigo, olhar nos meus olhos. Frente a frente. Eu vou aonde vocês quiserem, no horário e no local que vocês definirem. Eu não tenho medo de vocês porque eu estou do lado da verdade. Eu tenho certeza que a verdade vai vencer. Que o povo do Maranhão vai vencer!”

 

Quantidade de números da votação torna votação complexa e preocupa candidatos e dirigentes partidários

Uma preocupação está tomando conta de candidatos e dirigentes partidários em relação à votação no dia 7 de Outubro: as dificuldades que envolvem o processo de votação em si, visto como uma operação complexa, que pode encalacrar milhares e milhares de eleitores. O problema é que, ao votar, o eleitor terá de digitar 25 vezes, sendo dois números para Presidente, dois para Governador, três para Senador, mais três para Senador, quatro para Deputado Federal e cinco para Deputado Estadual, num total de 19 algarismos digitados. Além disso, após cada número de candidato, o eleitor deve acionar a tecla de “confirmar”, o que totalizará seis digitações. O fato é que, no total, serão 25 toques, numa operação considerada complexa, por mais objetiva que seja dada a quantidade de números. Técnicos da área sugerem que o eleitor leve sua “cola” para a cabine de votação, pois só assim ele terá garantia de que votará certo nos candidatos da sua preferência. Especialistas estão recomendando também que antes de votar o eleitor realize simulações, de modo a assimilar bem o processo de votação.

São Luís, 20 de Setembro de 2018.

 

Ibope e DataIlha confirmam liderança de Flávio Dino, sugerem teto para Roseana Sarney e preveem turno único

 

Flávio Dino lidera com grande folga, Roseana Sarney estaciona, Maura Jorge está em terceiro, Roberto Rocha não reage e é o quarto e Odívio Neto e Ramon Zapata mais uma vez não pontuaram

As pesquisas do Ibope e do DataIlha sobre as tendências do eleitorado na corrida para o Governo do Maranhão divulgadas ontem funcionaram, juntas, como uma poderosa injeção de ânimo na candidatura do governador Flávio Dino (PCdoB) à reeleição, e como uma forte ducha de água fria na candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Primeiro porque confirmou, com toda ênfase, o favoritismo do governador, reforçando a possibilidade de a eleição ser resolvida em turno único, e depois porque reduziu drasticamente as chances de a candidata emedebista alimentar o projeto de chegar a um segundo turno e, com ele, disputar “uma nova eleição”. As duas pesquisas depositaram ainda mais algumas pás de barro no projeto do senador Roberto Rocha (PSDB) de pelo menos se consolidar como uma “terceira via”, agora que parece ter sido definitivamente atropelado pela ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL). Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU) não pontuaram, mas eles são na verdade anticandidatos, estando mais preocupados em aproveitar as brechas da propaganda para disseminar suas ideias contra a “democracia burguesa”.

Os 49% apurados pelo Ibope e os 52% do DataIIha para o governador Flávio Dino refletem com precisão a soma de uma série de fatores que o favorecem claramente: Governo sério e transparente, bons programas sociais, avaliação altamente positiva, posicionamento político ao mesmo tempo coerente e pragmático – sem qualquer escorregão até aqui -, e uma campanha bem armada, que o mostra como o líder de um processo, e não como um “salvador da pátria”. Os percentuais informam também a aprovação da mudança proposta em 2014 e que foi confirmada nos últimos anos pelo cumprimento da quase totalidade dos compromissos de campanha, segundo informações levantadas por organizações insuspeitas como o portal G1, do Sistema Globo. Mais do que isso, revelam que para a maioria, o governador Flávio Dino tem cacife para não precisar lançar mão de recursos como o uso excessivo da sua relação com o ex-presidente Lula da Silva (PT).

Os 32% da pesquisa do Ibope e os 27% do levantamento do DataIlha representam, antes de qualquer coisa, o tamanho atual do poder de fogo político e eleitoral da ex-governadora Roseana Sarney e, ao mesmo tempo, o provável teto a que pode chegar o Grupo Sarney nessa disputa. E a explicação é uma só: o Grupo concebeu e jogou uma grande e decisiva cartada confiando exclusivamente no cacife da sua única estrela, sem se dar conta de que esse tipo de astro, depois de 24 anos eclipsando todos ao seu redor, 14 deles governando com super poderes, acaba fadigando e perdendo o brilho e poder de atração. Além disso, o comando do Grupo Sarney vem cometendo um erro primário: tentar atirar o governador Flávio Dino na vala comum dos maus políticos, não se dando conta de que atacá-lo por má gestão e por desvios não cola. Difícil, quase impossível, portanto, reverter essa tendência nas próximas duas semanas, mesmo levando em conta a máxima segundo a qual no Maranhão político até boi voa.

Os 5% do Ibope e os 3% do DataIlha encontrados em favor da candidata Maura Jorge têm tudo a ver com a sua aliança com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que lidera a corrida pelo voto também no Maranhão. Mas o que está deixando observadores boquiabertos é a vantagem da ex-prefeita de Lago da Pedra sobre o candidato do PSDB a governador, Roberto Rocha, que tem 2% das intenções de voto, segundo o Ibope, e 1,41%, conforme o DataIlha. Maura Jorge, que não tem partido, estrutura, militantes, dinheiro nem tempo de Rádio e TV, bate um candidato que é senador da República, comanda um partido forte, tem recursos para a campanha e dispõe de quase 1 minuto e meio no Rádio e na TV, desperdiçados com uma campanha esteticamente inovadora mas nem um pouco inteligente. Em resumo: os dois parecem irremediavelmente fora da disputa, limitando-se a fazer figuração.

O dado final das duas pesquisas amarra a vantagem incontestável do governador Flávio Dino: transformados em votos válidos – sem brancos e nulos (5% do Ibope e 5,76% do DataIlha) e não sabe nem respondeu (7% do Ibope e 9,88% do DataIlha) – ele alcança o patamar dos 60% de votos válidos, o que, se confirmado, tudo acabará no dia 7 de Outubro. Por outro lado, vale registrar que a prudência política sempre lembra que eleições só se ganha com o anúncio do resultado.

Em Tempo: A pesquisa do Ibope ouviu 1.008 pessoas entre os dias 16 e 18 de Setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e está registrada no TSE sob o protocolo 07474/2018. A pesquisa DataIlha ouviu 2.412 eleitores entre os dias 15 e 18 de Setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais e está registrada no TSE sob o protocolo MA-07779/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Alexandre Almeida mantém intrigante ataque a Edison Lobão, que segue nos trilhos do equilíbrio

Edison Lobão recebe apoio do prefeito Fábio Gentil (d) e grande manifestação; apesar dos ataques do adversário Alexandre Almeida

Por mais que o deputado Alexandre Almeida (PDSB) afirme que o seu virulento ataque ao senador Edison Lobão (MDB) seja apenas um ato de campanha para expor sua visão política e, claro, tentar reverter a sua colocação em último lugar no pelotão dos seis candidatos que de fato disputam as duas vagas no Senado, a impressão dominante é a de que a estratégia do parlamentar é fruto de uma “parceria” com algum outro interessado na vaga. De cara, as primeiras suspeitas recaíram sobre o comitê central da campanha do deputado federal Sarney Filho (PV). Aliados do ex-ministro do Meio Ambiente, porém, apressaram-se para desmanchar tal suspeita, afirmando que Sarney Filho faz uma campanha correta e limpa, sem atacar nenhum dos concorrentes. Tudo bem. Mas o fato de o senador Edison Lobão liderar a corrida por várias semanas, fazer uma campanha com base na sua longa e vitoriosa trajetória, enquanto Sarney Filho apresenta desempenho menor expressivo e de a candidata ao Governo Roseana Sarney (MDB) investir forte e isoladamente na candidatura do irmão no horário eleitoral gratuito, sem dizer uma palavra de incentivo à campanha do senador tem deixado muitos observadores intrigados, estimulando também o surgimento de rumores de uma “guerra” entre a família Lobão e a família Sarney. A Coluna ouviu fontes confiáveis com trânsito no Grupo Sarney e ouviu delas que existe, de fato, um clima de tensão entre as duas correntes, mas nada que possa ter levado algum sarneysista desastrado a tramar, sem o aval da cúpula, e bancar o ataque virulento do deputado Alexandre Almeida ao senador Edison Lobão. O fato é que a pancadaria de Alexandre Almeida contra Edison Lobão continua na TV e no Rádio, enquanto o senador, do alto da sua experiência e usando suas reconhecidas sobriedade pessoal e sabedoria política, mantém sua campanha nos trilhos do equilíbrio.

 

Edivaldo Jr. barra na Justiça tentativa de empresários de usar reajuste de salários para aumentar tarifas

Edivaldo Jr. faz previsão sombria das consequências da greve dos caminhoneiros para as finanças municipais

O prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT) desativou na Justiça uma bomba contra a população: conseguiu barrar a tentativa das empresas de transportes coletivos de São Luís de garantir que as tarifas pagas pela população fossem aumentadas todas as vezes em que elas aumentassem os salário dos seus motoristas, cobradores, fiscais e funcionários em geral. A vitória do prefeito de São Luís foi consolidada ontem, quando a 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) aplicou entendimento pacífico do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para confirmar decisão de primeira instância, que não concordou com a vinculação do aumento salarial de funcionários de empresas de ônibus à obrigação de reajuste da tarifa cobrada dos passageiros do transporte coletivo de São Luís. A ação foi ajuizada pela Prefeitura de São Luís para impedir o aumento abusivo para usuário, sob o argumento óbvio: se os salários são reajustados todos os anos, o impacto na passagem seria drástico para o usuário.

A vitória do prefeito Edivaldo Holanda Jr. foi desenhada no voto do desembargador-relator Jaime Ferreira de Araújo (relator), que concordou com o entendimento do Juízo de origem, de acordo com o STJ, de que a ocorrência de movimento grevista de empregados das empresas concedentes do serviço público, do qual possa eventualmente resultar aumento/reajuste salarial, não configura situação imprevisível capaz de vulnerar a cláusula que prevê um período mínimo de 12 meses para reajuste do contrato. Traduzindo: o preço das tarifas nos coletivos não pode estar vinculado aumento salarial dos funcionários das empresas. Os desembargadores Marcelino Everton e Luiz Gonzaga acompanharam o voto do relator.

São Luís, 19 de Setembro de 2018.

Pesquisa Exata/JP reforça a previsão de que a disputa pelas vagas do Senado pode encerrar o sarneysismo ou dar-lhe sobrevida

 

Edison Lobão, Eliziane Gama, Sarney Filho, Weverton Rocha e José Reinaldo travam uma disputa com muitos vieses e que, dependendo do resultado, poderá decretar o fim da Era Sarney ou dar-lhe sobrevida

Das últimas pesquisas para apurar as preferências do eleitorado na corrida às urnas em curso no Maranhão, a que impactou mais fortemente as duas maiores coligações – “Maranhão para todos”, liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), e “Maranhão quer mais”, comandada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB) – foi a  Exata/JP sobre a disputa pelas duas cadeiras no Senado. Seus números confirmaram que as duas vagas estão sendo intensamente disputadas por Eliziane Gama (PPS), Edison Lobão (MDB), Weverton Rocha (PDT) e Sarney Filho (PV), sinalizando uma reviravolta favorável aos dois candidatos da aliança dinista e colocando em risco dois projetos essenciais para a sobrevivência do Grupo Sarney, que são as candidaturas do senador Edison Lobão à reeleição e a do deputado federal Sarney Filho. E com o ex-governdor José Reinaldo (PSDB) avisando que está na briga, enquanto Alexandre Almeida se mantém dignamente na disputa.

Desde o primeiro momento da corrida às urnas esta Coluna assinalou que a disputa pelas duas vagas senatoriais seria a mais renhida de todo o processo eleitoral. Primeiro porque no plano geral o confronto direto se dá entre os dois grupos que efetivamente disputam o poder, tendo de um lado Weverton Rocha e Eliziane Gama pela aliança dinista e Edison Lobão e Sarney Filho pela coligação sarneysista. O pedetista e a popular socialista representam a nova geração, ousada e voluntariosa, que tenta se firmar no poder, enquanto o emedebista e o verde encarnam a política tradicional, manhosa e tarimbada, que vem perdendo terreno. Os dois primeiros são liderados por um candidato forte ao Governo; os outros dois enfrentam dificuldades por causa da posição da sua candidata.

O fato é que, da mesma maneira com que estão encarando a disputa pelo Governo do Estado, as duas correntes vão jogar pesado pelas duas vagas no Senado. Tanto que o governador Flávio Dino já incorporou Weverton Rocha e Eliziane Gama ao seu discurso e às suas peças de campanha, numa clara demonstração de que aposta alto na vitória da sua chapa majoritária. Ao mesmo tempo, Roseana Sarney “adotou” a candidatura de Sarney Filho, demonstrando que a eleição dele é tão importante quanto a dela própria para o projeto de poder da família, enquanto Edison Lobão faz carreira solo com o seu próprio poder de fogo.

Mais do que qualquer outra mais recente, essa corrida senatorial é marcada por uma série de vieses e nuanças que tornam os resultados possíveis decisivos para o futuro político imediato do Maranhão. Nessa perspectiva, a reeleição de Flávio Dino e a eleição de Weverton Rocha e Eliziane Gama decretarão o fim da Era Sarney. Se, ao contrário, Roseana Sarney, Sarney Filho e Edison Lobão elegerem-se, o Grupo Sarney ganhará uma longa sobrevida, podendo até mesmo encontrar vias de renovação. Se, no entanto, Flávio Dino reeleger-se com Weverton ou Eliziane e Lobão renovar o mandato, a Era Sarney será igualmente encerrada, pois o senador emedebista não terá como dar-lhe sobrevida. Mas, se acontecer a reeleição de Flávio Dino com a eleição de Weverton ou Eliziane e a eleição de Sarney Filho, é lógico prevê que o ex-ministro tentará resgatar o sarneysismo como candidato a governador em 2022, podendo tornar-se um problema para a manutenção do projeto de poder do atual governador, que terá de encontrar uma solução consistente para a sua sucessão.

A entrada do governador Flávio Dino na corrida senatorial turbinando as candidaturas de Weverton Rocha e Eliziane Gama, assim como a de Roseana Sarney em favor de Sarney Filho, acontece num momento em que a campanha entra na sua fase decisiva. O objetivo maior é convencer os 32% de eleitores que, segundo o Exata, disseram que votarão nulo ou em branco, e os 34% que se mostraram indecisos, não sabendo ou não querendo responder. É esse contingente aparentemente desinteressado que vai definir essa parada com tantos desdobramentos possíveis.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa I

Nova pesquisa Interpreta aponta reeleição de Flávio Dino em turno único

 

Mais uma pesquisa para identificar as intenções de voto do eleitorado maranhense apurou que se a eleição para o Governo do Estado fosse hoje, o governador Flávio Dino (PCdoB) seria reeleito no 1º turno. Os números foram levantados em nova pesquisa do Instituto Interpreta, feita em parceria com o jornal Correio Popular, de Imperatriz, e informam que Flávio Dino tem 61,81% das intenções de voto, contra 29,57% de Roseana Sarney (MDB), 4,18% de Maura Jorge (PSL), 4,01% de Roberto Rocha (PSDB), 025% de Ramon Zapata (PSTU) e 0,17% de Odívio Neto (PSOL).

No seu relatório, o Interpreta lembra que na pesquisa anterior, divulgada há duas semanas, o governador Flávio Dino apareceu com 60.01% das intenções de voto, subindo quase dois pontos percentuais, enquanto Roseana Sarney tinha 33%, tendo perdido três pontos percentuais.

Em Tempo: O Interpreta ouviu 1.524 pessoas em 53 municípios do Maranhão entre os dias 8 e 10 de setembro, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e está registrada no TSE sob o nº MA-01920/2018.

 

Pesquisa II

Levantamento da CNT/MDA aponta polarização entre Bolsonaro e Haddad

Pesquisa CNT/MDA: Fernando Haddad dispara, já é o segundo e polariza com Jair Bolsonaro

Divulgada ontem, a mais nova pesquisa para medir a corrida presidencial, feita pela respeitada empresa MDA, contratada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), rascunhou um cenário que sugere uma polarização entre o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que aparece na liderança com 28,2% das intenções de voto, e o candidato do PT, Fernando Haddad, com 17,6%.

Na sequência aparecem os candidatos Ciro Gomes (PDT) com 10,8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6,1%, e Marina Silva (Rede) com 4,1%. João Amoêdo (Novo) tem 2,8%, Álvaro Dias (Podemos) tem 1,9%, e Henrique Meirelles (MDB) tem 1,7%.

Em Tempo: O levantamento da MDA foi realizado entre os dias 12 e 15 de setembro, ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 estados, e tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

 

Famem: preocupado com perdas no FPM, Djalma Melo recomenda a  prefeitos que controlem gastos

Presidente em exercício da Famem, o prefeito de Ararti, Djalma Melo, oriente,colegas a controlar gastos

Uma informação e uma recomendação colocaram os prefeitos maranhenses, principalmente os de municípios mais pobres, em estado de alerta máximo em relação a gastos. Trata-se do seguinte: o valor do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FMP) em Setembro será encolhido em R$ 12 milhões, por isso, os prefeitos devem apertar o controle no campo das despesas, para suportar o agravamento da penúria financeira que vem sufocando as prefeituras por conta da crise que afeta o País. O alerta foi dado na semana passada pelo prefeito de Arari, Djalma Melo (PTB), presidente em exercício da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), após a revelação de que o valor da primeira cota do mês, depositada no dia 10, foi reduzido em relação ao mês anterior.

Avaliado pela divisão entre 217 municípios, o valor parece não ter muita importância. Mas o alerta do presidente em exercício da Famem faz todo sentido, a começar pelo fato de que a crise econômica e fiscal que assolou o Brasil nos últimos tempos tem repercussão mais forte nos municípios, principalmente naqueles mais pobres, que têm no FPM a sua receita básica, às vezes a única. Qualquer redução no valor dessas transferências tem impacto forte, e muitas vezes devastador, nas administrações municipais. Situação que se torna mais grave à medida que a redução na primeira cota sinaliza que os outros dois repasses do mês seguirão a tendência de queda.Ao mesmo tempo, a queda da receita mergulha os prefeitos numa situação de incerteza, o que os obriga a  administrar  “no escuro”, sem ter a menor ideia do que vem pela frente.

Daí a preocupação da Famem, expressada pelo presidente em exercício Djalma Melo, um prefeito experiente e bem avaliado: “Registraremos, este mês, as maiores quedas de recursos provenientes do FPM. E não temos como prever como irão se comportar estas transferências até o fim do ano. Portanto, a orientação que estamos dando é para que os gestores se comportem utilizando da prudência visando manter os serviços essenciais e honrar o pagamento do funcionalismo público”.

Prudência, no caso, é controlar os parcos recursos disponíveis, evitar gastos não planejados, suspender temporariamente investimentos que podem aguardar e priorizar a folha de pagamento que, como é sabido, funciona como o oxigênio indispensável à vida econômica municipal.

São Luís, 17 de Setembro de 2018.

 

Campanha: Dino reforça favoritismo com apoio de Haddad e Ciro; Roseana intensifica campanha explorando imagens com Lula  

Cenário de agora da campanha para o Governo do Estado no maranhão: Flávio Dino lidera com folga, Roseana Sarney intensifica sua campanha, Maura Jorge está à frente de Roberto Rocha e Odívio Neto e Ramon Zapata sem pontos

O início da campanha no Rádio e na TV, a intensificação do corpo-a-corpo, a definição do candidato presidencial do PT e a entrada no circuito de todos os institutos que normalmente fazem pesquisa eleitoral no estado – Exata/JP, DataIlha, Econométrica/Difusora, Ibope/TV Mirante e Escutec/O Estado -, fizeram com que a corrida ao voto no Maranhão entrasse, nos últimos dias, na sua fase decisiva, especialmente a disputa para o Palácio dos Leões, com uma nítida polarização entre o governador Flávio Dino e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). Os fatos recentes, em especial a confirmação de Fernando Haddad como substituto do ex-presidente Lula da Silva como candidato do PT, deram o ajuste final num quadro que estava impreciso, dando aos candidatos as condições políticas e estruturais possíveis para tentarem viabilizar seus pleitos. Nesse ambiente de disputa sem fortes tensões, nitidamente marcado pela previsibilidade, o governador Flávio Dino (PCdoB) lidera a corrida com folga, segundo todas as pesquisas feitas até aqui, tendo como principal adversária a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), e com possibilidade real de encerrar corrida já no primeiro turno. E como não poderia deixar de ser, enfrenta bombardeio pesado dos adversários, aos quais responde com sobriedade, mas também com mão pesada. Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL) permanecem enroscados no segundo e distante pelotão, alternando-se na terceira e na quarta posição dependendo da pesquisa, sem exibir qualquer sinal de reação. Os dois representantes da ultraesquerda, Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU), só constam como candidatos.

O governador Flávio Dino faz uma campanha densa, exibindo segurança em cada afirmação com que “vende” as conquistas do seu Governo e se credencia a novo mandato. Vez por outra sai dessa zona de conforto para rebater pancadaria que recebe do Grupo Sarney, que joga pesado, na campanha e no ataque paralelo, para desacreditá-lo. A pesquisa Exata/JP, divulgada na quinta-feira (13), informou que a estratégia do bombardeio intenso e implacável contra o candidato do PCdoB não está funcionando. A ineficácia da pancadaria tem estimulado o governador a intensificar sua campanha de rua, cumprindo uma agenda em grandes e pequenos municípios nas mais diversas regiões do estado, sempre recepcionado e acompanhado por verdadeiras multidões. Agora, Flávio Dino deve intensificar sua corrida acrescentando o ingrediente que faltava: o apoio  incontestável do ex-presidente Lula, expressado pelo candidato a presidente do PT, Fernando Haddad. O governador não transformará o ex-presidente Lula em “cavalo de batalha”, devendo apresentar o candidato petista como um aliado forte, principalmente pelo fato de que pode ser eleito presidente da República, como é o caso de Ciro Gomes (PDT), cujo partido, como o PT, integra a coligação “Maranhão de todos nós”. Essa coincidência deixa Flávio Dino na cômoda posição de ter dois candidatos fortes a presidente, sem conflitos.

Até agora, todos os sinais emitidos na campanha indicam que a vantagem do governador Flávio Dino (54% das intenções se voto, segundo pesquisa Exata/JP de quatro dias atrás) não sofre ameaça que lhe tire o sono, podendo até crescer na reta final da campanha.

Depois de um período de indefinição, em que deu a impressão de desânimo, a ex-governadora Roseana Sarney saiu do sofá e entrou em ritmo de campanha, que não refletiu até aqui a força de outros tempos, mas denota outro ânimo, principalmente com o início da campanha no Rádio e na TV. Na telinha, a candidata do MDB primeiro deu um tom personalista, fazendo questão de ser agora apenas “Roseana”, sem o Sarney junto, para em seguida assumir compromissos, numa estratégia reforçada fortemente com o apoio do seu grupo de comunicação. Ao mesmo tempo, retomou, sem a intensidade de outros tempos, o corpo-a-corpo, como fez nesta sexta-feira em Imperatriz, ao lado do prefeito Assis Ramos (MDB). Roseana Sarney tem investido muitas das suas fichas na sua relação com o ex-presidente Lula, com quem tenta mostrar identidade, mesmo diante da declaração de Fernando Haddad de que o candidato de Lula no Maranhão é Flávio Dino. Uma situação que se torna mais estranha com o fato de que o seu partido, o MDB, tem candidato a presidente, Henrique Meireles, solene e ostensivamente ignorado na sua campanha. Entre aliados da ex-governadora – políticos, empresários e profissionais liberais –, o clima não é exatamente de desânimo, mas também não mostra qualquer sinal de euforia, prevalecendo entre eles certa expectativa, esperando não sabem exatamente o quê.

O que ficou claro até agora é que Roseana Sarney é uma política de grande peso eleitoral (com 25% das intenções de voto segundo a pesquisa Exata/JP), com muitos seguidores fiéis, mas que parece ter chegado a um teto – algo em torno de 30% – que não consegue ultrapassar, parecendo  ter esgotada sua capacidade de crescimento.

As próximas 480 horas determinarão o desfecho dessa disputa, com forte possibilidade de confirmar a tendência até aqui rascunhada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa Exata/JP: vantagem de Eliziane e Weverton  acende sinal de alerta para Lobão e Sarney Filho

Virada de Eliziane Gama e Weverton Rocha acende alerta vermelho para Edison Lobão e Sarney Filho

Os números encontrados pela pesquisa Exata/JP, divulgada na sexta-feira, sobre a corrida para o Senado da República acendeu luz de alerta vermelho nos comandos de campanha do senador Edison Lobão (MDB) e do deputado federal Sarney Filho (PV), candidatos da coligação comandada pela ex-governadora Roseana Sarney, e acendeu sinal verde nos comitês centrais dos deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), candidatos da aliança liderada pelo governador Flávio Dino. O levantamento afirma que Eliziane Gama tem 27% das intenções de voto e que Weverton Rocha 25%. Os dois lideram a corrida pelas duas vagas de senador, agora seguidos de Edison Lobão com 24% e Sarney Filho com 22%, Zé Reinaldo (PSDB) com 18% e Alexandre Almeida (PSDB) com 10%. Preta Lu (PSTU) foi de 4% para 3%. Samuel Campelo (PSL) tinha 3% e agora tem 2%. Saulo Pinto (PSOL) passou de 2% para 1%. Saulo Arcangeli (PSTU) e Iêgo Bruno (PCB) mantiveram 1% cada.

Chama atenção o fato de, mesmo se considerando o fato de os quatros estarem situados dentro da margem de erro, que é de 3%, Eliziane Gama dispara em relação a Edison Lobão e Weverton Rocha se distancia de Sarney Filho. Com um detalhe: em tidas as simulações sobre votação em dois nomes, com dois votos separados, os candidatos da coligação dinista vencem a disputa.

Nesse momento, a leitura mais lógica desse cenário é que ele já é resultado da entrada firme e decidida do governador Flávio Dino em apoio aos seus candidatos, alimentando a tradição de que candidato a governador forte embala candidato a senador. No caso, essa regra se torna mais visível quando se observa que a juventude e o arrojo de Eliziane Gama e Weverton Rocha somados ao poder de fogo do governador e candidato à reeleição produzem um viés de favoritismo. Bem diferente das outras candidaturas, que apesar de muito fortes, como a do senador Edison Lobão, por exemplo, seguem distanciadas do candidato a governador – na semana que passou, Roseana Sarney gravou peça de campanha apoiando o irmão Sarney Filho. Diante dos números e a essas alturas do campeonato é provável que Edison Lobão siga a trilha independente que vem percorrendo desde o início da campanha.

Independente de qualquer “porém” ou “senão”, o fato é que a pesquisa Exata/JP disparou um míssil na base da corrida ao Senado, causando um tremor que mudou as posições e inverteu as tendências rascunhadas até quinta-feira.

Em Tempo: Registrada no TSE sob o nº MA-09907/2018, a pesquisa Exata/JP realizou 1.400 questionários na Grande São Luís e nas regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e Central do Maranhão, entre os dias 10 e 13 de setembro. Sua margem de erro é de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiabilidade é de 95%.

 

Roberto Rocha se perde na campanha e corre o risco de perder para Maura Jorge

A imagem reflete o clima da campanha de Roberto Rocha ao Governo do Estado

Tudo indica que o senador Roberto Rocha (PSDB) caminha para amargar o que poderá representar o maior fracasso da sua trajetória política. Inicialmente entusiasmado com o comando de um partido forte e com um plano de governo bem armado no que chamou de “Caderno de Boas Ideias”, e ainda nas lufadas de um candidato presidencial, Geraldo Alckmin, que a princípio dava sinais de robustez como uma via segura e confiável entre a esquerda e a direita, o candidato tucano ao Palácio dos Leões perdeu-se em todos os movimentos de campanha que fez até agora. Além de sequer enxergar a poeira dos primeiros colocados, vê frustrado e sem futuro o seu projeto de ser o principal adversário do governador Flávio Dino, chegando ao ponto de enrolar-se com a ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSL), uma candidata sem lastro, sem recursos e também sem futuro neste processo eleitoral. É possível que a esta altura da maratona nem uma guinada radical no cenário da campanha, o que é absolutamente improvável, mudará a situação do tucano. Depois das eleições, ainda que venha s ter um desempenho melhor do que o que está se anunciando, Roberto Rocha terá de repensar profundamente sua posição no cenário político estadual. Maura Jorge não tem esse compromisso.

São Luís, 16 de Setembro de 2018.

 

Márcio Jerry e Othelino Neto impulsionam candidaturas com fortes atos de campanha em São Luís

 

Othelino Neto (C), a esposa Ana Paula Lobato, Márcio Jerry e o vice-prefeito Júlio Pinheiro, com aliadas  durante caminhada, quinta-feira,  no João de Deus.

Sem dúvida os nomes mais destacados na corrida do PCdoB às eleições para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa, o jornalista Márcio Jerry, presidente do PCdoB e mais influente assessor do governador Flávio Dino (PCdoB) ao longo de três anos e meio, e o deputado Othelino Neto (PCdoB), que hoje preside o parlamento estadual, encontram-se, desde o início da semana, concentrando esforços em São Luís, onde pretendem ser bem votados e, assim, fincar estacas para delimitar espaços de ação política visando também eleições futuras. Os dois realizaram, na noite de quarta-feira (13), uma animada passeata pelos bairros João de Deus, Vila Conceição e Pirapora, encerrando uma etapa que os levou antes à Vila Palmeira, Anil, Aurora, entre outros bairros importantes do entorno urbano da Capital. Com seus movimentos, além de pedir votos, estão contribuindo para reacender nessas áreas a tradição da política do chamado corpo-a-corpo, que deu lastro a grandes líderes políticos da Ilha de Upaon Açu, como o ex-governador Epitácio Cafeteira, o ex-governador Jackson Lago e o ex-deputado federal Haroldo Sabóia, por exemplo, que, cada um a seu tempo e a seu modo, dominaram a política de São Luís.

Assunto “obrigatório” de todas as conversas sobre a corrida à Câmara Federal, nas quais é alvo de duras críticas e rasgados elogios, o jornalista Márcio Jerry, que preside o PCdoB no Maranhão, vive o seu grande momento político, na iminência de colher os frutos de um plantio que começou ainda nos anos de 1980 no movimento estudantil secundarista, do qual evoluiu para a militância política universitária, de onde saiu para se tornar um dos mais destacados dirigentes partidários do estado, agora  atuando como um político integral. Firmou-se com sólido cabedal político e com atuação marcada pela coerência ideológica, já que em nenhum momento deixou a seara esquerdista e de oposição ao Grupo Sarney para aventurar-se, por exemplo, em alianças circunstanciais com o centro ou com a direita. A flexibilização da sua posição ideológica só veio quando assumiu a responsabilidade de ser o articulador político do governo Flávio Dino, que adotou uma linha pragmática para garantir apoio no parlamento estadual e para construir a grande aliança liderada pelo governador na busca da reeleição. Nesse contexto, para surpresa de alguns dos seus aliados e irritação de alguns graúdos, Márcio Jerry tornou-se um nome estadual, ganhou estatura pública e autoridade política para pleitear uma cadeira na Câmara Federal. E como sempre militou em São Luís, nada mais lógico do que pedir votos a ludovicenses.

Também nascido na Ilha, o deputado Othelino Neto segue a mesma trilha da militância em São Luís, onde deu seus primeiros passos na política como militante estudantil e na Juventude do PDT, motivado pelo pai, o jornalista e militante político Othelino Filho, um dos mais próximos colaboradores e conselheiros de Jackson Lago, a quem auxiliou na espetacular vitória do líder pedetista sobre Carlos Guterres (PMDB), candidato do então governador Epitácio Cafeteira em 1988. Jornalista e economista por formação e servidor concursado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Othelino Neto fez incursões partidárias no PV, na fase embrionária do partido, chegando finalmente ao PCdoB, onde se consolidou. No segundo mandato de deputado estadual, revelou-se um hábil e eficiente articulador, talento que o levou à eleição para 1ª vice-presidência da Assembleia Legislativa em 2015, e à reeleição em 2017, tendo assumido a presidência do Poder em janeiro deste ano com a morte do presidente Humberto Coutinho (PDT). A eficiência administrativa e a  equilibrada desenvoltura política com que vem conduzindo a instituição aumentaram sua estatura, colocando-o no epicentro das decisões no Maranhão. Fez por onde chegar aonde está, e toda a sua trajetória tem sido em São Luís. Tem lastro político para fazer dobradinha eleitoral com Márcio Jerry na Capital.

Militantes de longo curso, com várias experiências diretas e indiretas, vitoriosas e nem tanto, Márcio Jerry e Othelino Filho conhecem bem os caminhos políticos e o perfil do eleitor de São Luís. Sabem onde estão caminhando e com quem podem contar, conhecedores que são das filigranas que movem o eleitorado do maior, mais importante e mais independente colégio eleitoral do Maranhão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edison Lobão usa Lula na sua propaganda com a autoridade de quem um ministro leal e elogiado pelo ex-presidente

Edison Lobão e Lula da Silva: depois de reservas, admiração e uma amizade sólida

O senador Edison Lobão (MDB) marcou ontem um gol de placa ao exibir no horário eleitoral gratuito imagens em que o então presidente Lula da Silva (PT) joga-lhe um caminhão de confetes. No discurso, feito em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula revela que ficou cismado quando Edison Lobão foi indicado pelo PMDB para o Ministério de Minas e Energia, mas que em pouco tempo foi surpreendido pela competência e pelo empenho do ministro. “Você, Lobão, foi uma grata surpresa”, destacou o presidente Lula, afirmando que fazia questão de assinalar a capacidade de trabalho e a dedicação do ministro. O presidente Lula deu esse atestado público de competência ao ministro de Minas e Energia em várias ocasiões, estreitando uma relação que se transformou em amizade. Tanto que, de volta ao Senado, e apesar da crise que resultou na deposição da presidente Dilma Rousseff (PT), Edison Lobão não perdeu uma só oportunidade de elogiar o ex-presidente, indo mais longe quando fez inúmeras críticas ao processo que resultou na condenação do líder petista, tornando-o inelegível. Num discurso duro no Senado, Edison Lobão defendeu enfaticamente o ex-presidente, afirmando que “Lula foi condenado e preso para não votar a ser presidente do Brasil”. Dias depois desse pronunciamento, o senador Edison Lobão foi a Curitiba, liderando um grupo de senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, da qual é presidente, numa visita para inspecionar as condições em que o ex-presidente é mantido encarcerado.

 

Bolsonaro cresce pouco e Haddad já está empatado com Ciro

Fernando Haddad e Ciro Gomes estão empatados e ameaçam Jair Bolsonaro:  que deve perder para um deles  no 2º turno

A facada que chocou o Brasil e estremeceu a rota da corrida às urnas deu ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) um leve impulso na sua corrida ao Palácio do Planalto. Isso foi sinalizado pelo Ibope, na semana passada, e confirmado ontem pelo Datafolha, que em nova pesquisa revelou a subida dele de 24 para 26% , quase nada alterando sua posição no cenário da disputa. Mas o diferencial desse novo levantamento foi o candidato do PT, Fernando Haddad, que já chegou a 13% das intenções de voto, empatando com o candidato do PDT, Ciro Gomes, com o mesmo percentual. O petista deixou Geraldo Alckmin (PSDB) com 9%, e Marina Silva (Rede), com 8%, para trás.

Na pesquisa, Álvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) aparecem com 3% cada; Vera Lúcia (PSTU), Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL) têm 1% cada; João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. Eleitores que responderam que pretendem votar em branco ou nulo são 13%, enquanto eleitores que não sabem ou não responderam somam 6%.

Em Tempo: A pesquisa Datafolha ouviu 2.820 eleitores nos 26 estados e no Distrito Federal, tem margem de erro de 2%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número de identificação BR-05596/2018.

São Luís, 14 de Setembro de 2018.

Disputa pelas vagas no Senado deve mesmo ser decidida entre Edison Lobão, Eliziane Gama, Sarney Filho e Weverton Rocha

Edison Lobão, Eliziane Gama, Sarney Filho, Weverton Rocha e José Reinaldo: time de nomes fortes e do qual sairão os dois próximos senadores do maranhão,

Todos os sinais produzidos pela campanha eleitoral até aqui indicam que a disputa pelas duas vagas no Senado da República será mesmo travada pelo senador Edison Lobão (MDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), candidatos da coligação “Maranhão quer mais”, comandada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB), e os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), da coligação “Todos pelo Maranhão”, liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). A esse grupo poderá se juntar o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB), candidato da coligação (Vamos sem medo mudar o Maranhão), liderada pelo senador Roberto Rocha (PSDB), já que o outro candidato tucano, Alexandre Almeida, é o mais distanciado desse pelotão, e aparentemente sem gás para reverter o quadro de posições. As pesquisas mais recentes desenharam essa tendência, à medida que umas apontaram que se as eleições fossem agora, Eliziane Gama e Edison Lobão seriam os senadores eleitos, enquanto outras sinalizaram que os eleitos seriam Edison Lobão e Sarney Filho. Nos bastidores da corrida eleitoral há uma clara movimentação nas duas maiores coligações objetivando turbinar os seus candidatos ao Senado.

Com a sua candidatura à reeleição consolidada e mantendo-se firme na condição de favorito, o governador Flávio Dino iniciou a segunda fase da sua campanha que é impulsionar a corrida de Weverton Rocha e Eliziane Gama na direção das urnas, colocando em prática o projeto de eleger os dois para o Senado. No círculo mais próximo do chefe do Governo é dominante a convicção de que é possível concretizar o projeto de eleger os dois senadores, mesmo considerando o peso dos adversários. Tanto que o governador gravou com os dois, individualmente, peças de campanha para a TV apontando-os como candidatos fortes e preparados para exercer o mandato senatorial, usando também o argumento de que os dois terão papel fundamental no apoio ao Governo do Maranhão caso  sejam eleitos, e ele reeleito. Além disso, o governador tem cumprido uma intensa agenda de campanha para atender aos dois em todas as regiões do estado. Flávio Dino vem dando o sentido de chapa, evitando ao máximo a ideia de que na sua coligação é cada um por si e Deus por todos. Além disso, Weverton Rocha e Eliziane Gama estão fazendo a parte deles com campanhas fortes, nas quais se mostram preparados para serem senadores.

Na coligação “O Maranhão quer mais”, a candidata ao Governo Roseana Sarney é quase sempre acompanhada de Edison Lobão e Sarney Filho nas incursões pelo interior e em atos como comícios e caminhadas. Mesmo assim, a impressão que passa é que nesse grupo os candidatos ao Senado não fazem uma dobradinha e se movimentam cada um para seu próprio rumo. É verdade que o formato da disputa induz o observador, e até mesmo o eleitor, a achar que os candidatos de cada coligação estão em guerra entre si, o que acaba com eles se dividindo pela ação de grupos de apoio que se batem e fazem questão de demonstrar essa rivalidade. Nos bastidores do Grupo Sarney corre o rumor de que apoiadores de Edison Lobão e de Sarney Filho estão em choque, quando a lógica recomenda que os dois deveriam somar esforços na guerra pelas duas vagas. E é fato que até aqui Edison Lobão não recomendou o segundo voto para Sarney Filho nem este indicou aquele como nome ideal para o segundo voto. Até ontem a líder da coligação não divulgou peça de TV, de rádio, comunicado ou coisa parecida convocando seus eleitores votar nos dois candidatos da sua coligação ao Senado. Mesmo sem essa vitamina, Edison Lobão e Sarney Filho vêm fazendo campanhas de peso, jogando nas peças todo o peso dos seus lastros políticos e das suas biografias como homens públicos.

O clima de disputa aumenta com o ex-governador José Reinaldo  “arranhando calcanhares” dos quatro, podendo em algum momento da campanha dar um salto e entrar efetivamente nesse time de favoritos, até porque iniciou na TV uma campanha de forte apelo emotivo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Cobrança de candidatos do PSDB causa constrangimento a Roberto Rocha

Roberto Rocha:no centro de uma situação constrangedora, criada por candidatos dentro do próprio partido

Surpreendente e desconcertante a “carta aberta” de candidatos proporcionais do PSDB cobrando do presidente e candidato a governador do partido, senador Roberto Rocha, uma revisão da partilha dos recursos recebidos para bancar a campanha dos candidatos da agremiação. Com expressões duras, como se estivessem exigindo uma reparação por supostos perdas e danos, os candidatos se mostram dispostos a manter um clima de forte tensão dentro do partido, que já vive uma situação de apatia com que se arrasta a candidatura do senador tucano ao Governo do Estado e a do ex-governdor de São Paulo, Geraldo Alckmin, à presidência da República. Ao tornarem público um assunto doméstico de tal gravidade, os candidatos tucanos rebelados parecem não perceber que causaram uma situação constrangedora para o partido e para todos os candidatos, a começar por eles próprios, que se revelam aspirantes a cargo eletivo que não vão a lugar algum sem os tostões reivindicados. O documento que assinaram e tornaram público revela que a situação do PSDB é bem mais complicada do que mostram o desempenho dos seus candidatos majoritários nas pesquisas. Com a agravante de que, mesmo que solucione a suposta pendência financeira e apazigue a turma insatisfeita, o senador Roberto Rocha sairá desse episódio constrangedor com alguns arranhões.

 

Henrique Meirelles vai cobrar comitê de sua candidatura em São Luís

Roseana Sarney continua usando  Lula da Silva  e ignorando Henrique Meirelles

Correu o rumor de que emissários de Henrique Meirelles, o candidato presidencial do MDB, se reunirão com o comando regional do partido, para resolver como será a participação dos emedebistas maranhenses na campanha. A Coluna registrou   que há cerca de um mês assessores de Henrique Meirelles procuraram o presidente estadual do MDB, senador João Alberto, para passar-lhe a recomendação sobre a instalação de um comitê do candidato emedebista em São Luís. A conversa não havia prosperado até a semana passada. Se emissários do candidato do MDB à presidência da República estiverem de fato a caminho de São Luís para tratar do assunto, é sinal de que um acordo foi fechado pelo presidenciável com a cúpula nacional e os candidatos nos estados. Vale anotar que até ontem a propaganda de Roseana Sarney na TV estampou imagens dela ao lado do ex-presidente Lula da Silva (PT), que por sua vez mandou um recado aos maranhenses, através do agora candidato do PT a presidente, Fernando Haddad, de que o candidato dele no Maranhão é o governador Flávio Dino (PCdoB).

São Luís, 12 de Setembro de 2018.

Candidatura de Haddad fortalece aliança PT/PCdoB, dá mais força a Dino e recrudesce ataques do Grupo Sarney

 

Fernando Haddad (tendo ao lado a mulher Ana Estala Haddad), Flávio Dino e a vice Manuela D`Ávila: unirão forças para atrair o eleitor de Lula para o petista

Martelo batido: com o aval do ex-presidente Lula da Silva, que assim sai da caça ao voto, o ex-ministro da Educação e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad é o candidato do PT à presidência da República, tendo a deputada gaúcha Manuela D`Ávila (PCdoB) como vice. A decisão, tomada ontem em Curitiba, deve provocar alterações fortes nessa corrida após o choque causado pelo esfaqueamento do líder nas pesquisas Jair Bolsonaro (PSL). O novo cenário, referendado pela cúpula do PT com o aval do comando do PCdoB, envolve diretamente o governador Flávio Dino (PCdoB), que foi um dos principais articuladores da aliança PT/PCdoB. Ele vai intensificar sua campanha em todo o estado, agora levando junto Fernando Haddad, de modo a torná-lo o mais conhecido possível como “o candidato do Lula”, tarefa gigantesca para a qual deve contar com o apoio do braço maranhense do PT, que agora ganha um norte.

Por conta da sua relação pessoal e politicamente afinada com o ex-presidente Lula, Flávio Dino fez o que esteve ao seu alcance, no campo político, para viabilizar a candidatura do líder petista, mesmo sabendo, como ex-juiz federal, que ele estava irremediavelmente privado dos seus direitos políticos, portanto inelegível. O governador se expôs, colocou-se contra a condenação, defendeu os recursos, mesmo sendo eles protelatórios, articulou movimento de governadores em defesa do ex-presidente e visitou-o na prisão em Curitiba, tornando-se reconhecido como uma das vozes mais elevadas em favor do direito de o líder petista ser candidato a presidente. Ao mesmo tempo, Flávio Dino teve participação decisiva na decisão do PCdoB de manter a aliança com o PT e na indicação da deputada Manuela D`Ávila, que era a candidata comunista a presidente, a tornar-se a representante do seu partido na chapa liderada por Fernando Haddad.

Agora, superadas as dificuldades formais e tomadas as decisões políticas, Flávio Dino vai encarar o desafio de levar o nome de Fernando Haddad a todos os rincões do Maranhão onde estão os milhares e milhares de eleitores de Lula da Silva ainda não familiarizados com a situação e a substituição. O ex-prefeito de São Paulo, que já viveu a delícia de vencer e o amargor de perder uma eleição, tem plena consciência do desafio gigantesco que é transformar-se num candidato viável, e por isso deve entrar de cabeça na campanha, recebendo o apoio do governador e seu grupo e dando a contrapartida, que é o apoio integral do PT ao aliado. Os dois líderes sabem que as dificuldades são enormes – como a “onda” Jair Bolsonaro, por exemplo. Mas avaliam também que é perfeitamente possível vencê-las e transferir para o presidenciável petista pelo menos a grande maioria dos mais de 70% das intenções de voto em Lula no Maranhão, o que pode representar, grosso modo, algo em torno de 1,5 milhão de sufrágios.

Todas as avaliações descompromissadas e isentas que chegaram até agora o conhecimento da Coluna apontam para uma aliança destinada a ser bem sucedida nas urnas. Mas anotam, em tom de alerta, que não será um “passeio” sem percalços. A começar pelo fato de que, com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) enfrentando dificuldades para repetir as performances de outros tempos e sem contar com uma referência incentivadora na corrida presidencial, o Grupo Sarney tende a recrudescer seus ataques ao governador Flávio Dino, como deixou bem claro na entrevista de ontem na TV Mirante, com o evidente objetivo de fragilizá-lo diante do candidato petista. Muito provavelmente concebida pela astúcia tarimbada do ex-presidente José Sarney, que não engole perder o controle do filé eleitoral lulista no estado, a estratégia de tentar desconstruir Flávio Dino é meta. O problema é que o governador fincou bases sólidas na política maranhense, é um combatente inteligente, acreditado e tenaz, difícil, portanto, de ser abatido.

O fato é que a definição da candidatura de Fernando Haddad a presidente da República e sua aliança entusiasmada com o governador Flávio Dino terá forte repercussão na corrida eleitoral no Maranhão. Reforçará, sem dúvida, o poder de fogo do governador na busca da reeleição, mas aumentará consideravelmente a determinação dos adversários de minar sua caminhada.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Desempenho de Ciro Gomes entusiasma pedetista e pode reagrupar a aguerrida militância brizolista

Ciro Gomes. com Weverton Rocha,pode restaurar a força da militância pedetista

A pesquisa do Ibope divulgada ontem pela Rede Globo alimentou o entusiasmo do comando estadual do PDT com a candidatura presidencial do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes. Mesmo embolado com Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes tem demonstrado fôlego e disposição para enfrentar Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno, que parece ser até aqui a única certeza dessa corrida ao Palácio do Planalto. Pedetistas que a princípio não demonstravam muito entusiasmo com a candidatura do ex-governador do Ceará, principalmente por conta da sua proverbial incapacidade de controlar a língua e seu gênio explosivo, agora se mostram animados com a possibilidade concreta de o candidato do PDT chegar ao Palácio do Planalto dando uma surra de votos em Jair Bolsonaro na “segunda volta” como dizem os portugueses, conforme apontam todas as pesquisas feitas recentemente. Há até quem aposte numa remota, mas possível, mobilização de pedetistas maranhenses da velha guarda, que se afastaram do partido após a morte do líder Jackson Lago em 2012, em torno do presidenciável. A evolução da campanha e os percentuais das pesquisas poderão mesmo reagrupar a grande e aguerrida militância da versão maranhense do brizolismo, que tem feito muita falta na política do Maranhão, especialmente em São Luís.

 

Listas já indicam favoritos para a reeleição na Assembleia Legislativa

Othelino Neto lidera o time dos favoritos, que incui Roberto Costa, Adriano Sarney e Marco Aurélio

Já são várias as listas de favoritos para a Assembleia Legislativa, e em todas elas alguns nomes aparecem como certos. Entre os que estão em busca de reeleição, o presidente Othelino Neto (PCdoB) é até aqui o mais destacado, seguido de Roberto Costa (MDB), Fábio Macedo (PDT), Marco Aurélio (PCdoB), Ana do Gás (PCdoB), Wellington do Curso (PSB), Adriano Sarney (PV), Rogério Cafeteira (DEM), Rigo Teles (PV), César Pires (PV), Edivaldo Holanda (PTC), Glaubert Cutrim (PDT) e Leo Cunha (PSC) são tidos como nomes certos. É claro que há nomes de peso, como Antonio Pereira (DEM), Neto Evangelista (DEM), Valéria Macedo (PDT), Levi Pontes (PCdoB), Rafael Leitoa (PDT) e Fábio Braga (SD), que podem figurar em qualquer lista, mas os do primeiro time de nomes têm frequência maior nas tais listas, o que para observadores são indicativos de que eles estão politica e eleitoralmente mais bem calçados.

São Luís, 11 de Setembro de 2018.