Articulações nos bastidores já começam a definir nomes para a Prefeitura de São Luís em 2020

 

Weverton Rocha, Eliziane Gama,, Bira do Pindaré, Duarte Jr., Felipe Camarão e Neto Evangelista são nomes da Situação, e Eduardo Braide e Edilázio Jr. são nomes da Oposição para a disputa para a prefeitura de São Luís

Os eleitos em 2018 ainda não foram sequer diplomados pela Justiça Eleitoral e o Brasil ainda está decidindo entre a volta do PT ao poder, com a candidatura de Fernando Haddad, e dar uma guinada radical para a direita, com a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), mas a ciranda da política, com a sua dinâmica sempre surpreendente, já iniciou os movimentos para as eleições municipais de 2020. E no que diz respeito à sucessão em São Luís, a corrida já está sendo preparada nos bastidores, com vários candidatos a candidato articulando condições para entrar na pista, tendo o governador Flávio Dino, por exemplo, dito a uma emissora de rádio, na semana passada, que o seu campo dispõe de pelo menos uma dezena de nomes com cacife para brigar pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT). Já a Oposição conta com o deputado estadual e federal eleito Eduard Braide (PMN), que saiu das urnas da Capital na confortável condição de fenômeno. É verdade que ainda é cedo, como ponderou o governador, mas ele próprio sabe que quem não agir agora pode perder o bonde sucessório.

Quando avaliou que o campo governista dispõe de “pelo menos dez nomes” em condições de entrar na disputa pelo Palácio de la Ravardière, o governador não os relacionou, mas certamente referiu-se aos senadores eleitos Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), aos deputados federais eleitos Bira do Pindaré (PSB) e Pedro Lucas Fernandes (PTB), aos deputados estaduais eleitos Duarte Jr. (PCdoB) e Neto Evangelista (DEM), ao vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), ao advogado Felipe Camarão (atual secretário de Estado da Educação e filiado ao DEM), e numa possibilidade mais remota, ao vice-prefeito Júlio Pinheiro (PCdoB) e, mais remotamente ainda, ao deputado federal eleito Márcio Jerry (PCdoB). São nomes com grande cacife político e forte potencial eleitoral, que contando com o apoio direto do prefeito Edivaldo Holanda Jr. e o aval do governador Flávio Dino terão peso para enfrentar a Oposição, que virá forte.

Mas com a garra que tem demonstrado e com os desafios que a esquerda moderada tem pela frente no Congresso Nacional, seja com Fernando Haddad, seja com Jair Bolsonaro, é improvável que Weverton Rocha – que na verdade começa a sonhar é com 2022 – e Eliziane Gama deixem a bancada senatorial para entrar na briga em São Luís, principalmente se o Brasil entregar o comando a Jair Bolsonaro. Márcio Jerry será provavelmente convocado para voltar ao Governo, enquanto o vice-prefeito Júlio Pinheiro certamente disputará uma cadeira na Câmara Municipal, podendo o mesmo acontecer com Ivaldo Rodrigues, que já é um dos azes do legislativo da capital. Nesse contexto, a menos que o governador Flávio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Jr. tenham uma solução imprevisível no bolso do colete, o candidato a ser ungido na situação sairá do grupo formado por Bira do Pindaré, Pedro Lucas Fernandes, Duarte Jr., Neto Evangelista e Felipe Camarão.

Com força eleitoral já demonstrada na Capital e situação política e partidária resolvida – tendo o comando inconteste do PSB no estado -, que lhe garante estrutura de campanha, Bira do Pindaré é pré-candidato assumido, sinalizando que vai colocar as cartas na mesa em 2020. O vereador e deputado federal eleito Pedro Lucas Fernandes, que comandou a Agência Metropolitana antes das eleições, tem a Prefeitura de São Luís como objetivo e está pronto para ser o candidato. Neto Evangelista já trabalha com nesse projeto há tempos, mas sabe que só terá chance se for convocado, o que é improvável, mas não impossível. Gestor competente e um dos destaques do Governo, o secretário Felipe Camarão tem cotação alta nos bastidores do Palácio dos Leões, e é, sem dúvidas, uma das apostas do governador Flávio Dino. Se ganhou prestígio dentro e fora do Governo no comando do Procon e do Mais Cidadãos, Duarte Jr. saiu das urnas com cacife excepcional em São Luís, onde recebeu quase 50 mil votos  numa campanha solitária, o que o catapultou para a cabeça da lista de governistas fortes para disputar a Prefeitura de São Luís.

A escolha do candidato governista à Prefeitura de São Luís terá de ser cuidadosa, porque o contrapeso será Eduardo Braide, que vem ganhando força de fenômeno a cada eleição, tendo sido eleito deputado federal com mais de 180 mil votos, dos quais mais de 100 mil em São Luís, uma performance excepcional, o que o torna o candidato a ser batido na corrida ao Palácio de la Ravardière. Há outros nomes ensaiando candidatura na seara oposicionista, como o deputado estadual reeleito Wellington do Curso – que nem de longe repetiu o desempenho eleitoral de 2016 ; o ex-vereador Fábio Câmara, que entrou no PSL e aposta ser o candidato de Jair Bolsonaro, caso ele seja eleito presidente, e o deputado federal eleito Edilázio Jr. (PSD), que poderá entrar na disputa com a missão de demonstrar que o Grupo Sarney não está liquidado.

Se esse quadro permanecer, e é quase certo que permanecerá, a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. será disputada por quadros de alto nível, com vocação de liderança e com vontade de chegar muito mais longe.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Dino faz aceno para Roberto Rocha integrar bancada

Flávio Dino surpreende ao fazer  aceno para Roberto Rocha por bancada unida pelo Maranhão no Senado

 

Num dos lances políticos mais surpreendentes dos últimos dias: o governador Flávio Dino abriu uma porta do Palácio dos Leões para o senador Roberto Rocha (PSDB), que fora eleito com o seu apoio em 2014,  mas se afastou, rompeu laços políticos e se tornou um dos seus mais agressivos adversários, num processo que até agora não foi explicado de maneira convincente. A abertura se deu na noite de terça-feira em ato no qual o governador agradeceu a prefeitos, vereadores, deputados e lideranças políticas de todo o Maranhão o apoio que recebeu para sua reeleição, tendo o governador dito em seu discurso torcer para que a futura bancada do Maranhão no Senado seja compacta, reunindo os três senadores. Para tanto, espera que o senador Roberto Rocha (PSDB) se some a Weverton (PDT) e Eliziane (PPS).

– Eu espero que com a nova composição o Roberto Rocha passe a ajudar o Maranhão. Se some ao Weverton, se some a Eliziane e trabalhe junto com eles no Senado em favor do nosso Estado. Eu espero isso – declarou o governador, num gesto raro em meio às tensões que vêm conturbando o cenário político nacional, com seus reflexos no Maranhão.

– Esse é o melhor caminho para o maranhão – acrescentou o governador Maranhão.

Diante da surpresa dos presentes, que pelas reações aprovaram o gesto direcionado ao senador Roberto Rocha, que foi duramente castigado nas urnas, Flávio Dino foi mais longe revelando que vai conversar com os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama para que tentem convencer o senador tucano.

– Eu não olho para rancor pessoal, mágoa pessoal. Eu não vou casar com nenhum deles. Então não é a questão pessoal que está em jogo. É o estado – declarou, e em seguida acrescentou: “Quem sabe? Eu, como católico apóstolo romano, acredito que as pessoas podem mudar. E eu espero que nós tenhamos os três senadores ajudando o Maranhão a partir de 2019. Porque essa foi a vontade do povo do Maranhão”.

Há muito o cenário político do Maranhão, fortemente tensionado nos últimos tempos, não registrava um lance como esse do governador Flávio Dino em relação ao senador Roberto Rocha. O diferencial é que não foi uma articulação subterrânea, mas uma manifestação aberta, para o conhecimento de todos. E certamente gerou a expectativa de como o senador Roberto Rocha vai reagir.

 

Othelino Neto articula formação da nova Mesa Diretora com indicação de partidos e blocos

O presidente, deputado Othelino Neto, recebe a deputada eleita Tahíza Hortegal, com o prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, e o deputado eleito Rildo Amaral

Com o apoio fechado de pelo menos três dezenas de deputados, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado reeleito Othelino Neto (PCdoB), intensifica articulações para que as bancadas definam participação na formação da futura Mesa Diretora da Casa, num processo que poderá resultar na eleição do presidente por aclamação. Consolidado como candidato a presidente no primeiro biênio da nova legislatura, que será iniciada em fevereiro, Othelino Neto tem praticamente certa a indicação do deputado reeleito Glaubert Cutrim para a 1ª vice-presidência como representante do PDT. Ontem, o bloco PP/SD, formado pelos deputados eleitos Fernando Pessoa, Rildo Amaral e Helena Duailibe do SD, e Ciro Neto e Thaíza Hortegal do PP, indicou Thaíza Hortegal para a 3ª vice-presidência da futura Mesa. As articulações continuam intensamente, e pelo que se ouve nos bastidores, é provável que o presidente Othelino Neto seja eleito para novo mandato por aclamação na eleição que será realizada na primeira sessão da nova Assembleia Legislativa, marcada para o dia 3 de fevereiro de 2019.

São Luís, 24 de Outubro de 2018.

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