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Assembleia Legislativa terá elevado índice de reeleição, volta de experientes e chegada de novos quadros com potencial

 

Othelino Neto, Fábio Macedo, Roberto Costa, Glaubert Cutrim, Fábio macedo, Marco Aurélio, Wellington, Neto Evangelista, Rafael Leitoa, Edivaldo Holanda, Rigo Teles, Ana do Gás, Léo Cunha, Vinícius Louro, Amdrea Murad, Júnior Verde, Cérsar Pires, Edson Araújo, Levi Pontes, Carlinhos Florêncio, Raimundo Cutrim, Antônio Pereira, francisca Primo, Sérgio braga Valéria Macedo, Zé Inácio, Pau,o neto, Cleide Coutinho, Zé Gentil, Duarte Jr., Daniella tema, Márcio Honaiser, Andrea Resende, Arnaldo Melo, Detinha, Marcelo Tavares, Marcial Lima, Manoel Ribeiro, Cabo Campos, Ricardo Rios, Adelmo Soares, Marcos Caldas, Helena Duailibe, Belezinha, Honorato Fernandes, Guilherme Paz, Dra. Thaíza e Pará Figueiredo, como outros, tem potencial para chegar lá.

A previsão feita pela pesquisa do Ibope, divulgada ontem (Quinta-Feira) pela TV Mirante, de que o governador Flávio Dino (PCdoB) será reeleito no primeiro turno com 59% dos votos válidos, acelerou a mais intensa de todas as corridas às urnas: a eleição dos 42 membros da Assembleia Legislativa, que terão papel importante, e em alguns casos decisivo, na vida institucional e política do Maranhão nos próximos quatro anos. Trata-se, como se sabe, de uma eleição muito disputada, que em alguns casos têm caráter “distrital” e em outros alcança pulverização surpreendente, com duros confrontos localizados e alguns regionalizados, que tornam difícil uma previsão sobre quem será eleito ou reeleito.

Nesse cenário, estão candidatos cujos desempenhos nas urnas são previsíveis, como é o caso do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), que aumentou expressivamente a sua estatura política, e com isso o volume e a intensidade da sua campanha, sendo esperado como um dos mais votados. Há também parlamentares importantes, como Fábio Macedo (PDT), Roberto Costa (MDB), Rafael Leitoa (PDT), Ana do Gás (PCdoB), Adriano Sarney (PV) e Marco Aurélio (PCdoB), entre outros; assim como políticos consagrados que tentam voltar à Casa, como Arnaldo Melo (MDB), Marcelo Tavares (PSB) e Manoel Ribeiro (PRB), que já pontificaram no Legislativo como presidentes; políticos de prestígio nas suas regiões, como os ex-deputados Cleide Coutinho (PDT) e Zé Gentil (PRB), que medem força em Caxias; e quadros novos, com grande potencial e força regional, como a ex-prefeita Detinha (PR), Márcio Honaiser (PDT), Daniella Tema (DEM) e Duarte Jr. (PCdoB), entre outros. São nomes da Situação e da Oposição que, eleitos, poderão fazer a diferença no plenário do Palácio Manoel Beckman. (Em Tempo: os nomes citados na Coluna não formam uma lista de eleitos, mas de candidatos que, pela atuação em campanha, vêm demonstrando cacife para se elegerem.)

A maioria das previsões sobre a eleição para a Assembleia Legislativa coincide num ponto fundamental: a esmagadora maioria dos 26 deputados estaduais que concorrem à reeleição será reeleita, o que resultará, portanto, num modesto grau de renovação. Nesse contexto, há casos de desistência, como o da deputada Nina Melo (MDB), que abriu mão da candidatura para dar vaga ao pai, o ex-presidente Arnaldo Melo, e a deputada Graça Paz, que saiu para ser vice de Roberto Rocha (PSDB) e dar vez ao filho, Guilherme Paz (PSDB).  Há um grande número que tentará vagas na Câmara Federal, como é o caso de Edilázio Jr. (PSD),  Eduardo Braide (PMN) e Josimar Maranhãozinho (PR), e os que simplesmente desistiram por falta de condições de concorrer à reeleição.

Além dos já citados, que têm o presidente Othelino Neto como referência maior, têm grandes chances de reeleição os deputados Glaubert Cutrim (PDT), Wellington do Curso (PSDB), Neto Evangelista (DEM), Rafael Leitoa (PDT), Rogério Cafeteira (PSB), Edivaldo Holanda (PTC), Rigo Teles (PV), Leo Cunha (PSC), Vinícius Louro (PR), Andrea Murad (PRP), Jr. Verde (PRB), César Pires (PV), Edson Araújo (PSB), Levi Pontes (PCdoB), Carlinhos Florêncio (PCdoB), Raimundo Cutrim (PCdoB), Zé Inácio (PT) Antônio Pereira (DEM), Cabo Campos (PEN), Ricardo Rios (SD), Paulo Neto (DEM), Sérgio Frota (PR), Valéria Macedo (PDT) e Marcos Caldas (PTB). Difícil relacionar por ordem de poder de fogo, mas é honesto afirmar que todos eles, com maior ou menor grau de dificuldade, têm cacife para renovar seus mandatos.

Nessa grande movimentação em todos os recantos do Maranhão, estão na corrida lideranças novas, algumas com grande volume de campanha, que despontam como possíveis eleitos, enquanto outros estão na briga, podendo ou não conquistar mandato nas eleições de Domingo (7). É o caso, por exemplo, de Andrea Resende (DEM), que substitui o marido, Stênio Resende, que não pode ser candidato ao oitavo mandato por ter sido declarado ficha suja pela Justiça Eleitoral; Marcial Lima (PRTB), vereador de São Luís com forte base em Grajaú; Adelmo Soares (PCdoB), que foi secretário de Estado de Desenvolvimento Rural com base em Caxias; Helena Duailibe (SD), ex-vereadora de São Luís e ex-secretária de Estado de Saúde; Belezinha (PR), ex-prefeita de Chapadinha; Honorato Fernandes (PT) vereador de São Luís; Dra. Thaíza (PP), médica com atuação na Baixada; e Pará Figueiredo (PSL), com forte influência na Baixada Ocidental e  suporte de família influente no Poder Judiciário.

Reiterando que não se trata de uma lista de eleitos, mas de nomes com potencial para alcançar a eleição, a Coluna está ciente de que há outros nomes que poderiam tranquilamente integrar essa relação informal, mas que infelizmente, por falta de comunicação, não foi possível avaliar. O resultado definitivo dessa tensa e animada corrida será conhecido na noite de Domingo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ibope consolidou favoritismo de Flávio Dino e mostrou que os institutos maranhenses tinham razão.

Flávio Dino manifesta otimismo em comício com  Eliziane Gama e Weverton Rocha

O resultado da pesquisa Ibope sobre a corrida para o Governo do Maranhão apontando que o governador Flávio Dino deve ser reeleito em primeiro turno com 59% dos votos válidos, contra 30% de Roseana Sarney (MDB), 5% de Maura Jorge (PSL), 2% de Roberto Rocha (PSDB), 1% Ramon Zapata (PSTU) e 1% de Odívio Neto (PSOL),  confirma uma tendência que vem sendo desenhada há meses. Em nenhum momento a liderança do governador nas preferências do eleitorado foi sequer colocada em dúvida, uma vez que todos os levantamentos feitos ao longo da pré-campanha e da campanha sinalizaram sua provável vitória e, mais do que isso, no primeiro turno. A novidade nessa informação foi  a rendição do Ibope a uma realidade já consolidada.

Além de colocar uma pá de cal na discussão, sempre levantada por aliados da ex-governadora Roseana Sarney, que criticaram duramente as pesquisas publicadas até aqui, o levantamento do Ibope atestou, sem qualquer dúvida, que os institutos maranhenses – Econométrica, Exata, DataIlha e DataM – acertaram em cheio em todos os seus levantamentos. Por isso, além do respeito que conquistaram, estão agora, mais do que nunca, credenciados para prestar serviços estatísticos confiáveis, sem dever nada a monstros sagrados como o próprio Ibope, o Datafolha e o Vox Populi, por exemplo.

Vale, portanto, aguardar a confirmação das urnas, na noite de Domingo.

 

Debate da Globo deixou no ar um sentimento de incerteza

Mesmo ausente e acusado de fugir da raia, Jair Bolsonaro:foi o mais beneficiado

Debate entre os presidenciáveis na Rede Globo terminou como começou, sem um destaque nem declarações ou gestos que possam mudar o panorama favorável  ao  único ausente, Jair Bolsonaro, que alegou recomendação médica para ficar em casa. Fernando Haddad (PT) se mostrou firme, com os pés no chão e focado na realidade, e com momentos de altivez como no que enquadrou Álvaro Dias (Podemos), o mais chato e incômodo de todos. Geraldo Alckmin fez o que tinha de fazer: reafirmar sua condição de político experiente, com uma receita para tudo e o apelo para que o eleitorado abandone a polarização direita-esquerda e se posicione no centro. Ciro Gomes mostrou todo o seu talento e experiência, mas faltou-lhe mais ousadia para tirar de vez a máscara de Jair Bolsonaro, como fez Marina Silva numa frase: “Ele amarelou. Não veio porque está fugindo do debate”. Muito bem foi o candidato do MDB, Henrique Meireles, que aproveitou todas as oportunidades para pedir votos e mostrar que é um dos mais preparados candidatos, mas sem Roseana Sarney (MDB) caiu de 32% para 30%. Maura Jorge (PSL) passou de 5% para 4%. Roberto Rocha (PSDB) se manteve com 2%. Ramon Zapata (PSTU) passou de 0% para 1%. Odívio Neto (PSOL) passou de 0% para 1%. Brancos/nulos foi de 7% para 4%. Não sabe foi de 5% para 2% charme para turbinar a candidatura. O debate deixou no ar a impressão de que essa fatura pode ser liquidada por Jair Bolsonaro no primeiro turno, colocando o Brasil na rota da mais absoluta incerteza.

São Luís, 05 de Outubro de 2018.

 

Com quadros ativos e experientes, Maranhão pode eleger uma bancada forte para a Câmara Federal num pleito decisivo para o Brasil

 

Rubens Jr.,Márcio Jerry, Edilázio Jr., Sebastião Madeira, Cléber Verde, Juscelino Filho, Gastão Vieira, Gil Cutrim, Dr. Elizabeth, Josimar Maranhãozinho, Aluísio Mendes, Bira do Pindaré, Eduardo Braide, João Marcelo, Julião Amin, Deoclídes Macedo, Luana Costa, Zé Carlos e Paulo Marinho Jr. são nomes que poderão compor a nova bancada federal

Em meio à quase definição na disputa para o Governo do Maranhão e de situação parecida na confrontação pelas duas cadeiras no Senado, uma disputa de grande peso nestas eleições está sendo travada em inúmeras frentes, por várias dezenas de candidatos com o objetivo de alcançar as 18 cadeiras na Câmara Federal. No cenário dos embates pelo voto estão pesos pesados que buscam a reeleição, como o deputado federal André Fufuca (PP), por exemplo, atual vice-presidente da instituição, e o deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), destaque na bancada do seu partido; ex-integrantes desse time que tentam voltar, como o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB) e o ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira (PROS), e novas lideranças que tentam chegar ali pela primeira vez, como é o caso do jornalista Márcio Jerry (PCdoB), principal assessor político do governador Flávio Dino (PCdoB), e os deputados estaduais da Oposição Eduardo Braide e Edilázio Jr. (PSD). Esse conjunto politicamente heterogêneo de candidatos, que vai da esquerda radical, passa pela esquerda moderada e alcança a direita democrática, faz da disputa para a Câmara Federal um enfrentamento de ideias, projetos políticos de curto, médio e longo prazo e vontade de se destacar no espetacular e temível cenário da maior Casa do Congresso Nacional, que rivaliza em pauta e movimentação com o Senado da República, o que torna as eleições proporcionais um evento de importância decisiva para o futuro imediato do Brasil.

Entre os que lutam para renovar o mandato, André Fufuca, Rubens Jr., e João Marcelo (MDB) são partes do que há de mais representativo no atual quadro político maranhense. O primeiro, ainda muito jovem, revelou-se talentoso e hábil: mudou de partido, enfronhou-se no jogo político, tornou-se vice-presidente da Casa, assumiu a presidência algumas vezes e firmou-se como figura de destaque no chamado “alto clero” e voz de peso no “Centrão”. Rubens Jr. firmou-se como o mais destacado militante da linha de ação do seu partido, tendo sido vice-líder e líder da bancada do PCdoB e, como tal, protagonizado muitos atos de importância capital no terremoto político que sacudiu o Congresso e o País nos últimos quatro anos. João Marcelo encarnou uma linha de ação política de grupo, atualizando o estilo direto de uma bem articulada política de resultados praticada pelo senador João Alberto (MDB), sua principal referência.

Entre os que já estiveram na linha de frente em Brasília e que tentam voltar, dois casos se destacam. O primeiro é o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que lembra, com muita propriedade, que não vai aprender a ser deputado federal, pois já o foi quatro vezes, tendo acumulado uma experiência rica, já que quando exerceu, de maneira bem sucedida, os mandatos foi considerado ali um dos bons quadros do PSDB durante os Governos tucanos de FHC. Na mesma linha, Gastão Vieira movimenta-se para retormar à Câmara Baixa, onde atuou com competência e eficiência por cinco mandatos, firmando-se como um dos “especialistas” da Casa, principalmente na área de Educação, com preparo técnico que o levou ao Ministério do Turismo no primeiro Governo petista de Dilma Rousseff.

Em meio a esses movimentos da corrida pelo voto estão os líderes da nova geração que ocuparam espaço. O mais destacado é, de longe, o jornalista Márcio Jerry, que preside o PCdoB no estado e ganhou estatura como o cérebro da política de comunicação e o principal operador político do Governo, atuando também como porta-voz e anteparo do governador  Flávio Dino. Político forjado no movimento estudantil ainda nos anos 80 do século passado como opositor do Grupo Sarney, Márcio Jerry acumulou experiência mantendo coerência, o que  permitiu tornar-se um político acreditado e credenciado, sob todos os aspectos, ao exercício de mandato federal. No contraponto está o Eduardo Braide (PMN), que mostrou talento excepcional, quando saiu da base governista e migrou para a Oposição, construindo, como uma espécie de outsider, um espaço político que o levou ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de São Luís contra o prefeito Edivaldo Jr. (PDT) em 2016. Nesse grupo entra o deputado estadual Edilázio Jr. (PSD), ousado e atuante, que vem se consolidando como a principal voz do sarneysismo na nova geração.

Entre os candidatos à Câmara Federal estão nomes de expressão como o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), integrante destacado da corrente dinista; o deputado federal Hildo Rocha (MDB), cujo mandato foi marcado pela eficiência; Zé Carlos (PT), um dos bons quadros do partido;  o deputado estadual Josimar Maranhãozinho (PR), conhecido por sua forte e controvertida ação política; o deputado federal Cléber Verde (PRD), um dos mais bem sucedidos membros da bancada maranhense; Aluísio Mendes (Podemos), parlamentar ativo; Victor Mendes (PSD),  um dos quadros mais preparados da nova geração; Paulo Marinho Jr. (MDB) e Simplício Araújo (SD), políticos esclarecidos e atuantes; Pedro Lucas Fernandes, uma boa revelaçãao que pode levar para a Câmara, se eleito, a experiência saudável do pai, Pedro Fernandes, e o ex-prefeito de Imperatriz e mega empresário Ildon Marques, conhecido pelo seu preparado e Luana Costa (PSB), que tenta conquistar o seu próprio mandato.

Como se vê, o eleitorado maranhense tem condições de mandar uma boa bancada para defender os seus interesses na mais agitada e decisiva Casa do Congresso Nacional.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Comando da Situação está animado, mas recomenda evitar o “já ganhou”

Não é exatamente um clima de euforia, salto alto ou coisa parecida, mas é nítido o ambiente de alto astral que domina as fileiras da aliança liderada pelo governador Flávio Dino às vésperas da data decisiva do processo eleitoral em curso. Além das pesquisas, que a cada levantamento consolida o favoritismo do governador e dos seus candidatos ao Senado, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), o otimismo ali foi reforçado pelo desempenho do governador no debate da TV Mirante, do qual saiu como entrou: inteiro e motivado para vencer a eleição em turno único. Nas contas de governistas centrados, que não se empolgam em demasia nem saem da realidade, o aliança liderada por Flávio Dino será vitoriosa nas eleições majoritárias – governador e Senado – e proporcionais – Câmara federal e Assembleia Legislativa. A dúvida que persiste é a eleição presidencial, com a candidatura de Fernando Haddad (PT) amarrada entre 20% e 25%, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), que lidera com folga, mas tende a perder a disputa num segundo turno. O problema é que já há quem aposte alto que Jair Bolsonaro seja eleito presidente já no dia 7. Mas, independente do desfecho da eleição presidencial, o Palácio dos Leões não estimula o “já ganhou” nem desmotiva o alto astral dos seus militantes e apoiadores.

 

Tudo pronto para uma eleição sem problemas nem traumas no Maranhão

Desembargador Ricardo Dualibe, presidente do TRE/MA, comanda o processo eleitoral no Maranhão

Tudo pronto, sem qualquer atropelo, para a votação de Domingo. O Tribunal Regional Eleitoral, comandado pelo desembargador Ricardo Duailibe, vem seguindo à risca as orientações do Tribunal Superior Eleitoral, implantando a estrutura de acordo com as regras. São milhares de seções eleitorais, milhares de urnas eletrônicas e milhares de pessoas – voluntários e servidores – envolvidas no processo. O clima de tensão em alguns, municípios, que exigiu a presença de força federal para garantir a ordem, arrefeceu, reduzindo a pressão e indicando que a votação de Domingo será tranquila em todo o Maranhão. Que assim seja.

São Luís, 04 de Outubro de 2018.

Debate na TV Mirante: Flávio Dino enfrenta com segurança artilharia articulada por Roseana Sarney, Maura Jorge e Roberto Rocha    

 

Odívio Neto, Roberto Rocha, Flávio Dino, Maura Jorge e Roseana Sarney, ontem, no debate da TV Mirante: clima de normalidade sem momentos de tensão forte

Um embate morno, nada revelador e sem um momento sequer de destaque por algum dos participantes. Foi assim o debate entre os cinco candidatos a governador travado ontem na TV Mirante, durante o qual os candidatos Roseana Sarney (MDB), Maura Jorge (PSL) e Roberto Rocha (PSDB) se juntaram contra o governador Flávio Dino (PCdoB), que não deixou pergunta sem resposta e deu o troco “dialogando” com o candidato do PSOL, Odívio Neto, que acabou beneficiado pelo maior tempo de exposição e que, tivesse se preparado, certamente sairia do evento para pontuar nas pesquisas que ainda vêm por aí. O esperado confronto entre Flávio Dino e Roseana Sarney não passou de algumas estocadas de parte a parte, e o anunciado show à parte do senador Roberto Rocha também não foi ao ar. No final, tudo analisado, pesado e medido, os cinco saíram da TV Mirante com as mesmas imagens com que entraram, registrando-se um único diferencial: Maura Jorge “vendeu” bem sua aliança com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que foi chamado de facista pelo candidato do PSOL, que também pediu votos para o presidenciável do seu partido, Guilherme Boulos. Os demais candidatos não entraram de cabeça na disputa presidencial.

Desde o primeiro momento ficou claro que Roseana Sarney, Maura Jorge e Roberto Rocha combinaram a estratégia de fazer perguntas entre si, deixando Flávio Dino no isolamento. E quando a ele se dirigiram foi tentando desqualificar sua gestão de maneira genérica, já que ninguém formulou uma só pergunta que pudesse tirar o candidato do PCdoB do eixo ou colocá-lo em desconforto. Ao contrário, o governador, em que pese a limitação “planejada” da sua participação pela estratégia dos três adversários, mostrou-se sempre descontraído, sem alterar o seu bom humor. Roseana Sarney entrou muito tensa, com certa dificuldade de formular perguntas, mas ao longo do embate, sem ser atacada por Roberto Rocha e Maura Jorge, conseguiu mergulhar um pouco na descontração e levar o embate até o fim sem maiores problemas.

Nas vezes em que teve direito à palavra, o governador Flávio Dino exibiu confiança e segurança, foi propositivo destacando as conquistas do seu Governo e avisando que se for reeleito vai “fazer muito mais”. Além da segurança com que se manifestou, o governador não escorregou em nenhuma casca de banana, até mesmo porque seus adversários não souberam provocá-lo, talvez por falta de interesse mesmo. O senador Roberto Rocha tentou desqualificar o atual Governo, mas o governador Flávio Dino segurou o “veneno” e inibiu o ataque do candidato tucano. Da mesma maneira fez com as investidas da candidata Maura Jorge, deixando-a a repetir frases de efeito, mas sem apresentar um dado numérico ou estatístico as questões levantadas.

No jogo de isolar o governador Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge deixaram um espaço imenso para que Odívio Neto vendesse o seu peixe. Inicialmente inibido e vacilante, o candidato do PSOL foi aos poucos soltando a língua e aproveitando para bater nos adversários.  Chegou mesmo a anunciar algumas de suas metas de Governo, fazendo com que o mundo viesse saber que todas elas estão fundadas na educação. Nesse ambiente de ação articulada, Roberto Rocha tentou fazer um discurso de nível elevado, mas sem nenhuma objetividade para alcançar o que deveria interessá-lo: o eleitor de todos os níveis, objetivo que o governador Flávio Dino mirou com cuidado e eficiência, seguido de Roseana Sarney, que apesar da tensão e de algumas frases atravessadas, conseguiu dar alguns recados.

Mas o fato é que, no geral e apesar do engessamento do formato, o debate da TV Mirante não produziu vencedores nem vencidos. O governador Flávio Dino saiu do jeito que entrou, na condição de favorito e sem qualquer rasura. A ex-governadora Roseana Sarney recebeu algumas estocadas, devolveu umas e foi para casa certa de que nada acrescentou à sua condição de candidata. O senador Roberto Rocha discursou para uma plateia que certamente não era a grande massa de eleitores do Maranhão. A candidata Maura Jorge não apresentou uma só proposta concreta de Governo e usou o debate para propagar a sua aliança com o presidenciável Jair Bolsonaro. E o candidato do PSOL, em que pese sua dificuldade discursiva, aproveitou as oportunidades que lhe foram dadas e estocou os adversários, fazendo o papel de anticandidato.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Debate passou ao largo da disputa presidencial

Salvo pela festa bolsonarista da candidata Maura Jorge (PSL) e da manifestação do candidato do PSOL, Odívio Neto, sobre o presidenciável Guilherme Boulos, o debate na TV Mirante passou ao largo da corrida para a presidência da República. O governador Flávio Dino não teve oportunidade para falar do assunto, embora tenha feito referências aos seus aliados do PT.  Já o senador Roberto Rocha não deu uma só palavra sobre Geraldo Alckmin, que é o presidenciável do seu partido e se encontra numa situação extremamente delicada, com potencial para vencer Jair Bolsonaro no segundo turno, mas sem condições de chegar lá. A ex-governadora Roseana Sarney, por sua vez, mesmo sendo provocada sobre o assunto, ignorou solenemente a provocação e não deu uma palavra sobre o presidenciável emedebista Henrique Meirelles, esquivando-se também de se manifestar em relação ao presidente Michel Temer (MDB). O destaque nesse quesito foi mesmo para a candidata Maura Jorge, que foi fantasiada de “bolsonarista”, tendo inclusive enfrentado a militância de esquerda ao chegar à TV Mirante. Maura Jorge disse ter certeza de que “cada voto em Bolsonaro será também um voto em mim”.

 

Candidatos elogiam companheiros de chapa e candidatos ao Senado; Roberto Rocha comete ato falho

Os candidatos usaram o espaço do debate na TV Mirante para propagar também seus candidatos a vice e a senador. O candidato do PSOL, Odívio Neto, usou boa parte das suas considerações finais para exaltar sua candidata a vice Gigia Helena e os seus candidatos a senador, Saulo Pinto e Iego Bruno, tecendo rasgados elogios sobre cada um deles. Nessa linha, o governador Flávio Dino fez elogios ao vice-governador Carlos Brandão e pediu votos para os seus candidatos a senador, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), os quais, aliás, o acompanharam ao Sistema Mirante. Maura Jorge também exaltou seu candidato a vice, coronel Roberto Filho e o candidato a senador, Josué de Itapecuru. Provavelmente por falha de memória, Roseana Sarney não se referiu nem ao vice Ribinha Cunha (PSC) nem aos seus candidatos a senador, Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV).  Mas o ato mais falho nesse detalhe ficou por conta do tucano Roberto Rocha, que fez rasgados elogios à vice Graça Paz, mas ignorou os candidatos do PSDB ao Senado José Reinaldo e Alexandre Almeida. E para completar o ato falho, Roberto Rocha fez rasgados elogios ao senador Edison Lobão ao informar que ele o apoiou na aprovação do projeto da ZPE, provavelmente no momento esquecido de que Edison Lobão é o alvo direto da violenta campanha do tucano Alexandre Almeida contra o que ele chama de “políticos profissionais…”

São Luís, 03 de Outubro de 2018.

Grupo Sarney joga pesado para evitar derrocada e salvar pelo menos a candidatura de Sarney Filho ao Senado

 

Sarney Filho tenta reverter vantagem de Weverton Rocha e Eliziane Gama na corrida às duas vagas do Senado

Estava escrito nas estrelas que, se os sintomas de derrota de Roseana Sarney (MDB ao Governo e do deputado federal Sarney Filho (PV) na corrida a uma das vagas no Senado se tornassem muito fortes, o Grupo Sarney lançaria mão de armas política e eleitoralmente letais para reverter a tendência, disparando chumbo de grosso calibre contra o governador Flávio Dino (PCdoB) e, principalmente, contra os deputados federais Eliziane Gama (PPS) e Weverton Rocha (PDT). Essa pedra, cantada desde o início da campanha, começou a se confirmar na semana passada, quando, diante dos números incontestáveis encontrados por várias pesquisas, apontando os candidatos apoiados pelo governador Flávio Dino como virtuais vencedores da disputa, a máquina sarneysista de triturar adversários entrou em operação, acrescentando forte dose de tensão à disputa na reta final. Faltando dois programas de TV e mais algumas inserções para governador, senador e deputado estadual para terminar a campanha no Rádio e na TV, a aliança comandada no caso por Roseana Sarney (MDB) parece estar se dando conta de que sua situação é dramática, e com o risco de encarar a ausência de sarneysistas nos mandatos majoritários desde que o próprio ex-presidente José Sarney tornou-se governsdor em 1965 e senador em 1970.

A metralha disparada impiedosamente contra Weverton Rocha e Eliziane Gama, com o objetivo explícito de desestabilizar suas campanhas e fragilizar suas candidaturas, tornou-se tão intensa que os roseanistas encarregados de executá-la acabaram tropeçando e tombando feio, nesta segunda-feira, caindo nas garras da Polícia Federal, com a prisão dos responsáveis pela produção e divulgação de um pasquim destinado a desidratar os aliados do governador Flávio Dino e ele próprio. Com o episódio, que surpreendeu pelo primarismo da artimanha, o Grupo Sarney, mais especificamente a candidatura do ex-ministro Sarney Filho, sofreu um revés amargo e inesperado, correndo o sério risco de ter consumado aí a sua própria queda no resultado final da corrida. Isso porque as digitais do Grupo no caso são muito nítidas, coisa do tipo batom no colarinho, devendo resultar no mínimo num enorme e insuportável dissabor.

A verdade é que o Grupo Sarney vem dando seguidas demonstrações de que agora, quando se desdobra para driblar a decadência e tendo de se virar nos trinta sem o poder politicamente milagroso da máquina pública, não consegue gás natural para enfrentar o movimento liderado pelo governador Flávio Dino. Os fortes sinais dessa tormenta estão em fatos antes inimagináveis, como a decisão do deputado Souza Neto (PRP), genro e homem de confiança do ex-deputado Ricardo Murad (PRP), e do ex-deputado Carlos Filho (PRTB), ex-genro da ex-governadora Roseana Sarney, de sair da corrida à Assembleia Legislativa, com o objetivo de garantir pelo menos a reeleição de Andrea Murad (PRP) e Adriano Sarney (PV). Em outros tempos, as duas candidaturas seriam mantidas, e com a certeza de que sairiam vitoriosas das urnas.

O que chama a atenção é que um político do quilate do Sarney Filho, com uma dezena de mandatos, com pelo menos uma década no comando da coordenação da bancada maranhense, com participação ativa em todas as legislaturas, e duas bem sucedidas passagens pelo Ministério do Meio Ambiente, seja suspeito de lançar mão do recurso da desconstrução de adversários.

O problema é que o Grupo Sarney enfrenta nestas eleições duas situações se completam em seu desfavor. A primeira é o seu já óbvio e indiscutível desgaste histórico  como um todo,  e que não mostrou capacidade de se renovar. A outra é a força e a consistência política de Weverton Rocha, que tem feito a diferença na Câmara Federal, e Eliziane Gama, que, além do bom desempenho parlamentar, é dona de um carisma político excepcional. A essas credenciais se somam a liderança firme e o aval  decidido do governador Flávio Dino, um dos políticos mais acreditados da atualidade em todo o País, e que caminha a passos largos para se reeleger e consolidar o seu projeto de poder.

É quase certo que a natureza de combatente do ex-presidente Jose Sarney  fará com que o seu Grupo não se conforme com o rumo que a corrida às urnas tomou e nas horas que restam de campanha, e  vai usar todas as armas que puder para evitar a derrocada e emplacar pelo menos Sarney Filho no Senado, já que a guerra pelo Palácio dos Leões parece irremediavelmente resolvida a favor do candidato do PCdoB.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Econométrica aponta consolidação da tendência de reeleição de Flávio Dino no primeiro turno

Flávio Dino lidera com folga, Roseana Sarney intensifica campanha, Maura à frente de Roberto Rocha e Odívio Neto e Ramon Zapata quase sem pontuação

Mais uma informação indicativa de que o governador Flávio Dino (PCdoB), candidato da coligação “Todos pelo Maranhão”, seria reeleito em turno único, com 61,1% dos votos válidos. É o que informa a nova pesquisa do instituto Econométrica, divulgada ontem. Em segundo lugar viria a candidata da coligação “O Maranhão quer Mais”, Roseana Sarney (PMDB), com 29,9%, seguida de Maura Jorge com 5,3%, Roberto Rocha com 2,5%, Ramon Zapata com 0,4% e Odívio Neto com 0,1%.

A pesquisa, foi feita entre os dias 27 e 30 de setembro, com 1.411 entrevistados em todas as regiões do Maranhão, confirma todos os demais levantamentos realizado nas últimas duas semanas. O levantamento tem margem de erro de 2,6 pontos para mais ou para menos e está registrado sob o número MA-01075/2018.

 

Com cinco candidatos, debate de hoje na TV Mirante será o ponto alto da campanha ao Palácio dos Leões

Tudo pronto, conforme anunciado em telejornal, para o debate de hoje na TV Mirante entre cinco dos seis candidatos a governador. Participarão Flávio Dino (PCdoB), Roseana Sarney (MDB), Maura Jorge (PSL), Roberto Costa (PSDB) e Odívio Neto (PSOL).  Será um momento importante e decisivo na campanha eleitoral, a começar pelo fato de que será o único em que os candidatos estarão frente a frente. É evidente que a grande expectativa será o embate entre Flávio Dino e Roseana Sarney. Com a experiência de quem nasceu político nos embates do movimento estudantil e ampliou sua vivência como juiz federal e deputado federal, o governador sabe que será o alvo principal e preferencial de todos os seus adversários, e por isso deve ir para o enfrentamento com um arsenal cartas na manga. Roseana Sarney, que não tem muita habilidade com as palavras, vai jogar com frases de efeito e perguntas bem elaboradas para desestabilizar o governador, correndo, porém, o risco de ser apanhada no contrapé da réplica ou da tréplica, podendo também ser colocada contra a parede com perguntas incômodas. Hábil com as palavras, Roberto Rocha vai usar todo o seu malabarismo verbal para tirar o governador do eixo, podendo também jogar pesado contra Roseana Sarney, apostando no sonho de substituí-la como adversário principal na reta final. Maura Jorge poderá soltar alguns petardos incômodos na direção de Flávio Dino ou Roseana Sarney, mas poderá também ser alvejada com questionamentos ácidos. Odívio Neto poderá, se jogar com habilidade, sair do debate sendo olhado com respeito.

O debate dificilmente mudará o cenário da disputa desenhado até agora, mas será importante para resolver alguma dúvida sobre esse ou aquele candidato.

São Luís, 01 de Outubro de 2018.

Pesquisas: Fernando Haddad ameaça Jair Bolsonaro no País e dispara no Maranhão com o apoio de Flávio Dino

 

Flávio lidera e reforça Fernando Haddad; Maura Jorge não ajuda Jair Bolsonaro

A medição de forças entre a esquerda e a direita desenhada com clareza absoluta na corrida para a presidência da República, a primeira representada pela candidatura de Fernando Haddad (PT) e a segunda pela de Jair Bolsonaro (PSL) caminha mesmo para um segundo turno entre as duas forças, conforme pesquisa CNI/MDA, publicada na madrugada deste Domingo, mostrando Jair Bolsonaro com 28,2% das intenções de voto e Fernando Haddad com 25,2%. Essa forte e, tudo indica, irreversível polarização está caracterizada no cenário eleitoral do Maranhão, com a diferença de que nele as posições se invertem: Fernando Haddad tem 44,9% das intenções de voto e Jair Bolsonaro 26,5%, segundo pesquisa do DataIlha. Nesse contexto, as forças que lutam pelo comando do estado estão posicionadas, sendo a esquerda mais moderada e mais democrática representada pela candidatura do governador Flávio Dino (PCdoB) à reeleição, e outra radical – PSTU E PSOL, disputando com as duas correntes da direita, uma mais moderada e mais esclarecida, expressada pela candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), e a outra mais conservadora, extremada, refletida na candidatura da ex-prefeita Maura Jorge (PSL), porta-voz de Jair Bolsonaro no estado. Assim como no campo nacional, o centro (PSDB) está sendo triturado nessa corrida às urnas no Maranhão.

Exatamente como foi previsto, o petista Fernando Haddad já ultrapassou largamente o pslista Jair Bolsonaro na preferência do eleitorado maranhense, saindo de 11% para 44,9% em apenas três semanas, mantendo ainda uma tendência forte de crescimento, que pode chegar a mais de cinco dezenas de pontos percentuais. Fernando Haddad caminha para se alinhar ao governador Flávio Dino, que, com exceção do Ibope, que lhe deu 49% na última pesquisa, tem acima de 50%, conforme as demais pesquisas. Esse alinhamento do presidenciável petista com o governador maranhense é o resultado de uma aliança declarada que une as duas forças no Maranhão, consolidada pelas manifestações do ex-presidente Lula, por meio de carta aberta aos maranhenses, e Fernando Haddad por reiteradas declarações de apoio ao chefe do Executivo maranhense. A julgar pelas fotografias estatísticas do momento, Flávio Dino se move para fechar sua eleição em turno único, enquanto Haddad sairá das urnas maranhenses turbinado para uma disputa de segundo turno.

A explicação para a tendência de vitória de Flávio Dino e Fernando Haddad no Maranhão é óbvia: o governador é bem avaliado e lidera um grande movimento de transição política, enquanto o presidenciável petista encarna integralmente o lulismo que ganhou os corações e as mentes de mais de 80% dos maranhenses desde a sua primeira eleição, em 2002, relação reforçada com os programas sociais implantados nos seus dois Governos.  Uma aliança difícil de ser dobrada nas urnas. Ciro Gomes tem 11% das intenções de votos dos maranhenses e segue em frente com o apoio do PDT e simpatia do governador Flávio Dino.

Na outra ponta da corda está o presidenciável Jair Bolsonaro, da direita dura, com as intenções de voto de 1/4 do eleitorado maranhense, tendo como aliada Maura Jorge, que vem variando de dois a cinco pontos percentuais da preferência, brigando, ponto a ponto, com o candidato de centro-direita Roberto Rocha (PSDB), que tem sofrido a mesma variação de percentuais da candidata do PSL. A diferença é que Maura Jorge, com seu prestígio político e eleitoral limitado, não agrega poder de fogo ao presidenciável, ao contrário, tenta avançar no vácuo por ele produzido numa campanha sem estrutura e sem qualquer vibração. Maura Jorge bem que tem se esforçado para dinamizar sua campanha, mas as suas limitações são tantas que ela atua como se não conseguisse sair do lugar.  Daí ser muito difícil, quase impossível mesmo, que Jair Bolsonaro consiga avançar e alcançar pelo menos três dezenas de pontos percentuais no eleitorado maranhense, mesmo levando em conta a imprevisibilidade de uma corrida como a que está em curso.

A pesquisa CNI/MDB sobre a corrida presidencial confirma, de fato, a tendência de crescimento do petista Fernando Haddad, com possibilidade de chegar a um empate efetivo com o pslista Jair Bolsonaro, podendo os votos maranhenses contribuir para essa possibilidade. O governador Flávio Dino tem sido importante para essa dinâmica de crescimento de Fernando Haddad no Maranhão, trabalho de certa maneira facilitado pelo fato de seu principal adversário, a ex-governadora Roseana Sarney, ser o único candidato a governador no Maranhão – e provavelmente em todo o País – que não tem candidato a presidente da República, já que não abraçou o candidato do MDB, Henrique Meireles, que só tem 1,1% no estado, amargando, por isso, um isolamento que poderá custar-lhe caro, principalmente depois que foi desautorizada a usar o nome do ex-presidente Lula da Silva na sua propaganda.

Os demais candidatos aparecem sem qualquer chance de virar o jogo com seus aliados presidenciais no Maranhão. Com apenas 3,1% no estado, Geraldo Alckmin trava Roberto Rocha – e vice-versa -; Marina Silva tem 2,2% e não tem candidato a governador para puxá-la. E como os outros presidenciáveis não existem no Maranhão, o grande embate será mesmo entre Fernando Haddad, apoiado por Flávio Dino, e Jair Bolsonaro, com a força de Maura Jorge.

Em Tempo: A pesquisa CNI/MDA foi realizada nos dias 27 e 28 de Setembro, ouviu 2.002 eleitores em 137 municípios de 25 estados e foi  registrada no TSE sob o número BR-03303/2018. A pesquisa DataIlha ouviu 2.037 pessoas de 40 municípios do Maranhão entre os dias 24 e 28 de setembro, tem margem de erro de 3,3% e está registrada no TSE sob o nº MA-01456/2018.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Exata/JP aponta Flávio Dino com 63% dos votos vários contra 31% de Roseana Sarney

Flávio Dino lidera com folga, e Roseana Sarney permanece estacionada numa espécie de teto de 30%

Enquanto a corrida ao Planalto caminha para um desfecho imprevisível, a corrida ao Palácio dos Leões avança sem surpresas e, tudo leva a crer, consolidando uma tendência nítida e indiscutível, como aponta a mais recente pesquisa do Exata/JP, divulgada neste Domingo pelo Jornal Pequeno. Se a eleição fosse hoje, o governador Flávio Dino (PCdoB) sairia das urnas com 63% dos votos válidos (sem brancos e nulos nem indecisos), ficando a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) com 31%, fechando a disputa no primeiro turno, com Maura Jorge (PSL) com 4%, Roberto Rocha (PSDB) com 2% e Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU) sem pontuação.

O andamento da disputa pelo Governo do Maranhão é o desdobramento de um longo processo de transição política comandado pelo governador Flávio Dino e cujo desdobramento mais evidente é a perda de poder de mando, poder político e poder eleitoral do Grupo Sarney. Flávio Dino  lidera a corrida eleitoral desde as pesquisas mais remotas. As mais de duas dezenas de levantamentos feitos apontaram uma tendência segura, com quase nenhuma alteração, sendo a maioria indicando a possibilidade de sua reeleição no primeiro turno.

A candidatura da ex-governadora Roseana Sarney é a confirmação estridente de que ela e seus gurus cometeram o grave erro estratégico de não sinalizar com uma renovação, preferindo fazer exatamente o contrário: lançar também o deputado federal Sarney Filho candidato ao Senado. Atingida pelo desgaste natural de uma trajetória em que passou metade da sua vida política à frente do Governo (14 anos) e afastada do poder, Roseana Sarney não conseguiu até aqui mostrar pelo menos parte do vigor político e eleitoral de outros tempos, batendo cabeça no teto de 30%. As pesquisas estão avisando que ela, uma política bem sucedida, caminha para liderar um desastre, que será a própria derrota e a não eleição do irmão para o Senado, podendo arrastar também o senador Edison Lobão (MDB).

 

Senado: Weverton e Eliziane lideram embolados com Lobão e Sarney Filho; Zé Reinaldo está no jogo

Weverton Rocha e Eliziane Gama lideram ameaçados por Edison Lobão e Sarney Filho; José Reinaldo e Alexandre Almeida continuam no jogo da corrida ao Senado

A disputa pelas duas cadeiras do Senado está mesmo resumida a quatro candidatos, de acordo com a tendência confirmada pela pesquisa Exata/JP. Lideram Weverton Rocha (PDT) com 31% e Eliziane Gama (PPS) com 28%, candidatos da coligação “Todos Pelo Maranhão”, liderada pelo governador Flávio Dino, seguidos de Edison Lobão (MDB) com 26% e Sarney Filho (PV) com 23%, representantes da coligação “O Maranhão quer mais”, encabeçada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

Interpretada com rigor estatístico que deve orientar a leitura de uma pesquisa dessa natureza, levando em conta, principalmente, a margem de erro (3,35) e o intervalo de confiança (95%), a conclusão é que os números encontrados por esse levantamento remetem para uma situação de empate técnico “em cadeia” entre os quatro primeiros.

Por essa fotografia, a situação mais confortável é a do pedetista, que pode estar fora da margem de erro, numa situação mais segura. Eliziane Gama está sofrendo forte pressão de Edison Lobão, que pode assim estar à sua frente, já que a diferença entre os dois é de apenas dois pontos percentuais. Em relação à Sarney Filho, Lobão tem três pontos à frente, mas pode ter mais, pela margem de erro. Ou seja, mesmo considerando as vantagens, a situação é de absoluta indefinição.

Mesmo muito distanciados dos líderes, a uma semana do pleito, José Reinaldo (PSDB) com 14% e Alexandre Almeida (PSDB) com 11% não podem ser considerados definitivamente fora do jogo. E a explicação é uma só: a pesquisa encontrou nada menos que 32% de nulos e brancos e 28% indecisos, um exército de eleitores poderá se posicionar, com possibilidade de seguir a tendência – o que é mais provável – ou se dividir e levar o desfecho para o maior grau possível de imprevisibilidade.

Diante desses números, a recomendação mais saudável é a de que os candidatos saiam a campo, sem descanso, até quando a lei permitir.

São Luís, 20 de Setembro de 2018.

 

Ataques, contra-ataques, caneladas e rasteiras poderão tensionar fortemente a reta final da corrida aos Leões

 

Flávio Dino, Weverton Rocha e Eliziane gama enfrentarão fogo cerrado nos próximos dias e podem contra-atacar

A carta em que o ex-presidente Lula da Silva (P) reafirma seu apoio à candidatura do governador Flávio Dino (PCdoB), da coligação “Todos pelo Maranhão”, à reeleição, a insistência com que a propaganda da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) vem tentando desqualificar o atual Governo, a pancadaria do deputado estadual e candidato ao Senado Alexandre Almeida (PSDB) contra o concorrente, senador Edison Lobão (MDB), a ameaça de sujeira que rondou a ficha do deputado federal e candidato a senador Sarney Filho (PV), a tentativa de atingir a candidatura da deputada federal Eliziane Gama (PPS) ao Senado atacando seu marido e, mais recentemente, a impressionante e suspeitíssima reportagem da revista Isto É sobre R$ 6 milhões em dinheiro vivo mandados pelo ex-presidente Lula para o candidato a senador do PDT, Weverton Rocha, para que ele abandone o presidenciável do seu partido, o PDT, Ciro Gomes, e apoie o candidato petista Fernando Haddad no Maranhão. São situações registradas recentemente e que indicam que a reta final da corrida ao Governo do Estado será ao mesmo tempo tensa e intensa, já que corre nos bastidores que novas “bombas” estão a caminho para estourar ao longo da semana que vem, quando será feita a contagem regressiva para as eleições.

Até aqui, todos os petardos da campanha foram disparados pelos canhões da coligação “O Maranhão quer mais”, liderada pela ex-governadora Roseana Sarney em seguidas tentativas de minar o poder de fogo da aliança comandada pelo governador Flávio Dino, que de acordo com as pesquisas mais recentes, caminha para fazer “barba, cabelo e bigode” nas urnas, no dia 7 de Outubro. Sinal estridente de que o governador e seus aliados construíram uma base polpitica e eleitoral consistente e que se torna a cada dia mais difícil de ser revertida se mantida a polarização já desenhada. Primeiro porque o candidato do PSDB, senador Roberto Rocha, não entrou na disputa e, se não reagir nas próximas horas, sairá das urnas como um fracasso retumbante, e a candidata do PSL, Maura Jorge, não consegue transferir para si um naco sequer do prestígio que o seu candidato presidencial, Jair Bolsonaro (PSL), conseguiu no Maranhão.

Usando a estratégia de sempre, fundada principalmente na desconstrução de adversários pela via midiática, o Grupo Sarney não se conforma com uma derrota eleitoral anunciada, joga todo o seu peso e usa todos os seus recursos na tentativa virar o jogo. Só que enfrenta agora um adversário osso duro de roer em todos os sentidos, de modo que todas as investidas nessa direção feitas até aqui não causaram qualquer dano no projeto de Flávio Dino; pior, nada estão acrescentando ao projeto da ex-governadora Roseana Sarney de voltar ao poder, à medida que, segundo todas as mesmas pesquisas, ela não consegue ultrapassar o patamar dos 30% das intensões de voto, situação que repercute forte e negativamente na corrida dos seus candidatos ao Senado e até mesmo na disputa proporcional.

A inacreditável reportagem de Isto É destinada a desmanchar o lastro político construído pelo deputado federal Weverton Rocha é um exemplo “clássico” de jabuti em galho de árvore: “foi enchente ou mão de gente”. Nada justifica que, em meio a guerras senatoriais acontecendo em todo o País, a revista fosse produzir uma opereta tendo como roteiro o suposto transporte de R$ 6 milhões mandados por Lula para o líder do PDT trair o candidato do seu partido a presidente. O caso não faz o menor sentido e tudo indica que foi um produto “terceirizado”, lembrando muito “reportagem” da mesma revista que alvejou dura e impiedosamente o então senador Epitácio Cafeteira em 1994, quando ele liderava com folga a corrida pelo Governo do Estado contra Roseana Sarney, que brigava pelo seu primeiro mandato, conquistado com uma vantagem surpreendente de 18 mil votos.

Como dizia diante de uma situação política complicada um pracinha que participou de combates sangrentos na Itália durante a Segunda Guerra: a cobra vai fumar nas próximas 200 horas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Lobão enfrenta maratona de campanha e comemora prêmio como defensor dos municípios

Edison Lobão entusiasmado com campanha no interior 

Poucos candidatos à reeleição, qualquer que seja o cargo eletivo, caminha pelas ruas dos municípios maranhenses com a autoridade e segurança do senador Edison Lobão (MDB), que concorre ao quarto mandato. Nas caminhadas e carreatas das quais participa, Edison Lobão leva na bagagem dois mandatos de deputado federal e um mandato de governador, incluindo também um período com o presidente do Senado, e ainda mais de oito anos como ministro de Minas e Energia nos governos dos presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff. Na semana que finda hoje, o ex-ministro de Minas e Energia exibiu disposição fora do normal ao cumprir uma maratona de compromissos de campanha em Santa Inês, Santa Luzia do Tide e Arame. Nesses atos, o senador Edison Lobão mostrou determinação e entusiasmo com sua popularidade entre os eleitores, em vários municípios, com grande empatia com a população e o reconhecimento por seus trabalhos prestados durante 40 anos dedicados ao Maranhão. Por onde passou, agradeceu o apoio de todos, desconhecendo sol, calor e cansaço.

Em meio à maratona de compromissos eleitorais, o senador Edison Lobão recebeu uma notícia animadora. Ele foi o “Destaque Parlamentar – 2017” do Prêmio da Confederação Nacional dos Municípios. Lobão ficou com a primeira posição no ranking do Observatório Político do Estado do Maranhão no ano de 2017 por sua atuação em favor dos municípios maranhenses e de todo o Brasil. “Esse é o Destaque Parlamentar, um prêmio de agradecimento por tudo que o senhor tem feito pelo municipalismo brasileiro. O senhor é destaque, em primeiro lugar no Maranhão e em uma das primeiras posições no país, que mais tem beneficiado os municípios brasileiros. Esse é um reconhecimento por toda a sua atuação no Congresso Nacional”, declarou André Felipe, da Confederação. Edison Lobão agradeceu o prêmio e lembrou que sempre lutou pelos interesses dos municípios maranhenses e melhoria da qualidade de vida em todo o Brasil.

– Agradeço a Confederação Nacional dos Municípios por esse importante prêmio, que é um reconhecimento do meu empenho em favor dos municípios do Brasil, mas fundamentalmente, do Estado do Maranhão – declarou Edison Lobão.

 

Procurador eleitoral auxiliar que investigar Econométrica, uma empresa séria

Fachada da Econométrica, uma empresa de pesquisa séria criada pelo casal de chilenos  Sérgio Zubicueta e Mireia Goic  

Inconformada com os percentuais que a Econométrica encontrou na corrida ao Governo do Estado e ao Senado e divulgados há menos de duas semanas, a coligação “O Maranhão quer mais”, liderada pela ex-governadora Roseana Sarney (MDB) pediu ao Ministério Eleitoral para abrir uma investigação sobre o trabalho do instituto. Para quem não se lembra, a pesquisa da Econométrica encontrou o governador Flávio Dino caminhando para vencer no primeiro turno. Ontem, o procurador eleitoral auxiliar Alexandre Silva Soares, acatando os argumentos da coligação “O Maranhão quer mais”, emitiu parecer em que se manifesta por uma investigação da Polícia Federal no Instituto Econométrica. O curioso é que logo em seguida os institutos Exata e DataM publicaram pesquisas com números bem próximos aos da Econométrica.

Independentemente do que vier a resultar dessa investigação, a Coluna faz um registro. Hoje a mais antiga e experiente empresa de investigações estatísticas do Maranhão, a Econométrica é uma empresa séria, com excelentes serviços prestados nessa área ao longo de mais de três décadas. Fundada pelos emigrantes chilenos Sérgio Zubicueta e Mireia Goic, profissionais renomados no conhecimento de estatística – ele foi por décadas professor de Estatística da Universidade Federal do Maranhão –, os dois sempre de esforçaram ao extremo para manter a reputação da empresa, que sempre foi referência. Com a morte de Sérgio Zubicueta e a volta de Mireia Goic ao Chile na década passada, a empresa ficou sob a responsabilidade de Sérgio Zubicueta, filho, ele também um profissional de altíssimo nível e com o mesmo grau de seriedade dos pais.

São Luís, 28 de Setembro de 2018.

 

Carta de Lula a Flávio Dino coloca ponto final na estratégia emedebista de afastar o líder petista do governador

 

Carta de Lula para Flávio Dino (abaixo) barra tentativa dos marqueteiros de Roseana Sarney de  ligar o governador ao senador mineiro Aécio Neves

Uma carta de 17 linhas datilografadas dirigida aos “Amigos e Amigas do Maranhão”, assinada pelo ex-presidente Lula da Silva (PT) e lida ontem pelo governador Flávio Dino durante um comício da coligação “Todos pelo Maranhão” no aprazível município de Paulino Neto, colocou ponto final no bate-rebate sobre quem o líder petista apoia na corrida ao Governo do Maranhão. Na carta, o ex-presidente Lula declara, direta e enfaticamente, seu apoio ao projeto de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), confirmando o que dissera no ato em que encerrou, no ano passado, em frente ao Palácio dos Leões, a movimentada Caravana pelo Nordeste, uma espécie de pré-campanha à presidência da República. A entrada da Carta de Lula na campanha do governador maranhense acontece exatamente no momento em que a propaganda da candidata da coligação “Maranhão quer Mais”, Roseana Sarney (MDB), tenta afastar Flávio Dino do ex-presidente e vinculá-lo ao senador mineiro Aécio Neves (PSDB), exibindo um vídeo que registra a passagem do tucano pelo Maranhão em campanha para o Palácio do Planalto em 2014, anos antes de ser o zumbi político em que foi transformado pela Operação Lava Jato. Trata-se de mais um “round” da campanha eletrônica, que promete mais bombas até sexta-feira da semana que vem.

O vídeo, de 2014, por meio do qual os estrategistas da campanha da ex-governadora Roseana Sarney tentam “queimar” o governador Flávio Dino, não tem pólvora suficiente para tanto. Nele, o então candidato a governador sem o apoio de Lula, que apoiava Lobão Filho por conta do acordo nacional PMDB/PT, recebe o presidenciável Aécio Neves, líder maior do PSDB, que estava coligado com o PCdoB tendo o então deputado federal Carlos Brandão, seu presidente regional, como candidato a vice-governador na chapa dinista. Flávio Dino e Aécio Neves trocam elogios, e nada aconteceu depois disso, além do líder comunista se eleger, já que Aécio Neves foi derrotado pela presidente Dilma Rousseff. Passadas as eleições daquele ano, PSDB e PCdoB conviveram no Maranhão por conta do esforço do vice-governador Carlos Brandão, mas romperam depois das eleições municipais, quando os tucanos lideraram o movimento que resultou no impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ou seja, Flávio Dino e Aécio Neves, que sempre estiveram em trincheiras partidárias e ideológicas opostas, se toleraram enquanto foi possível. Portanto, o vídeo não contém uma gota de nitroglicerina política.

O cenário de hoje é totalmente diferente do de 2014. Naquele ano, o ex-presidente Lula fez campanha aberta a favor do candidato do PMDB ao Governo do Estado, Lobão Filho, fazendo parceria com Roseana Sarney, então à frente do Governo do Estado. Sem o apoio do PT, Flávio Dino deixou em aberto a corrida presidencial, mantendo duas janelas abertas, uma para os descontentes do PT, que foram muitos, e outra para outras opções de apoio partidário. Vendo a janela do grupo dinista aberta, Aécio Neves, então candidato a presidente, entrou de cabeça, esperando obter uns votinhos no Maranhão, onde o eleitorado estava quase que integralmente alinhado à candidatura de Dilma Rousseff. Deu com os burros n’ água. E o distanciamento foi aumentando até que o comando tucano tomou o partido do vice Carlos Brandão para entregá-lo ao senador Roberto Rocha.

A Carta de Lula a Flávio Dino é uma pancada na estratégia imaginada pelos marqueteiros de Roseana Sarney de vinculá-lo ao senador mineiro. Nela, o líder petista foca dois pontos. O primeiro é o reconhecimento de que Flávio Dino faz “um Governo sério, com trabalho firme em favor dos mais pobres e das causas sociais”. O outro assinala que governador do maranhão “também tem demonstrado muita coragem para defender a democracia, lutando contra a violência de que eu tenho sido vítima”. Com relação ao Governo, o ex-presidente Lula diz o que têm dito diferentes avaliações. No que respeito à sua coragem política, o líder petista só reforça o registro sobre o papel destacado que Flávio Dino vem desempenhando no esforço de combater abusos na Operação Lava Jato, o que para ele está caracterizado no caso do processo, condenação e prisão do ex-presidente. Não é sem razão, portanto, que  Lula encerra a carta assim: “Por isso, me dirijo carinhosamente a vocês pedindo todo o apoio possível para que o companheiro Flávio Dino continue governando o Maranhão e ajudando o nosso país a ser mais justo”.

A Coluna mantém a impressão de que os marqueteiros da ex-governadora Roseana Sarney estão perdidos no espaço.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sarney Filho reage a suspeita e mostra que sua ficha é limpa

Sarney Filho rebate bate suspeita e demonstra que sua ficha é mesmo limpa

O deputado federal e candidato a senador Sarney Filho (PV) não tem mancha na sua ficha de gestor público. A possibilidade foi levantada em matéria publicada no Jornal Pequeno. O parlamentar, por meio da sua assessoria, demonstrou cabalmente que sua condição de réu numa ação popular que questionou uma licitação – na forma de pregão – no valor de R$ 78 milhões feita no Ministério do Meio Ambiente durante sua última gestão, vai deixar de existir com o arquivamento do processo, já que o processo de concorrência foi arquivado. Sarney Filho tem dito, de maneira enfática, na sua campanha na TV e no Rádio, que é “ficha limpíssima”, aguçando com isso, os sentidos de adversários, que resolveram passar a declaração a limpo. Encontraram a tal licitação suspeita, que gerou uma ação popular de contestação e um processo no qual o ministro aparece como réu. Na sua publicação, o Jornal Pequeno relata as explicações do ex-ministro e candidato a senador sobre o assunto. A assessoria de Sarney Filho encaminhou ao jornal um relatório detalhado mostrando que o processo praticamente não existe e que será arquivado por falta de objeto. Nesse contexto, Sarney Filho deixará de ser réu. Vale lembrar que a condição de réu não mancha a ficha de um gestor, pois a condição de ficha suja existe se o réu for condenado em qualquer instância da Justiça e receba como pena a perda dos direitos políticos por oito anos, entre outras punições, como cadeia, por exemplo. O ex-ministro do Meio Ambiente segue na corrida ao Senado altamente preocupado. Não com a condição da sua ficha, que está imaculada até aqui, mas com o poder de fogo dos seus adversário na corrida pelo voto.

 

Wellington do Curso quer marcar mandato como o que menos faltou

Wellington do Curso: presença certa nas sessões da Assembleia Legislativa, na tribuna e nas redes sociais

O deputado Wellington do Curso (PSDB) está decidido a entrar para os registros da Assembleia Legislativa como o membro da atual legislatura com o menor número de faltas, o que mais discursou e que será um dos mais bem votados em São Luís. Agora mesmo, quando a esmagadora maioria dos deputados está embrenhada nas cidades e nos povoados em busca de votos , o parlamentar neotucano marca presença diariamente no plenário do Palácio Manoel Beckman, ocupando a tribuna quando os presentes instalam sessão. Oposição do Governo Flávio Dino (PCdoB) e do prefeito Edivaldo Hilanda Jr. (PDT), faz sempre pronunciamentos estridentes contra ações governistas. De uns tempos para cá, seus discursos têm sido repetitivos sobre leilão de motos apreendidas por falta de pagamento do IPVA e sobre temas ligados à educação, de tal maneira que os líderes do Governo não lhe dão nenhuma atenção. O deputado é acompanhado o tempo todo por um assessor, que registra em vídeo todos os seus movimentos, discursos, apartes, consultas e pedidos à Mesa Diretora. Esse material é em seguida cuidadosamente editado e jogado nas redes sociais, o que torna o deputado Wellington do Curso o parlamentar com o maior número de seguidores – dizem que são milhares . Nas rodas de conversa entre jornalistas, a impressão geral é a de que ele poderá ter uma votação surpreendente em São Luís, formada por parte dos que nele votaram para prefeito em 2016 e consolidada com suas ações.

São Luís, 27 de Setembro de 2018.

Flávio Dino mostra força e turbina campanha na reta final; Roseana Sarney continua sem dar sinais de reação

 

Flávio Dino e Roseana Sarney: ele caminha opara a eleição e ela não dá sinais de reação na reta final da campanha

Faltando exatos 10 dias para as eleições mais importantes para o Maranhão nas últimas décadas, todos os indicativos – da conversa de rua aos percentuais de pesquisa, passando pelo conteúdo da propaganda eleitoral no Rádio e na TV, incluindo ainda o cauteloso alerta de que eleição só se ganha com a apuração dos votos – apontam para uma vitória do governador Flávio Dino (PCdoB) logo no primeiro turno. Na mesma linha, é visível que a eleição presidencial será definida num segundo turno entre o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que representa a direita em todos os seus vieses, e o candidato do PT, Fernando Haddad, que encarna a esquerda, devendo o petista dar uma surra de votos no direitista nos dois turnos no Maranhão. Nesse contexto, o governador Flávio Dino inicia a reta final da sua campanha exibindo confiança na aprovação do seu Governo e, por via de desdobramento, na renovação do seu mandato, enquanto que a ex-governadora Roseana Sarney enfrentará os últimos dias se desdobrando para evitar a completa derrocada do império político da sua família, configurada nas informações estatísticas e no que é visível em matéria de campanha.

O diferencial dessa situação é que no comando da coligação “Todos pelo Maranhão”, liderada pelo governador Flávio Dino, a ordem geral é não cantar vitória antes do tempo. Ao contrário, a orientação é no sentido de que a campanha seja intensificada à medida que se aproximar o dia da votação, devendo os partidos e seus candidatos permanecerem mobilizados para o que der e vier. No contraponto, os chefes da coligação liderada pela ex-governadora Roseana Sarney têm feito grandes esforços para manterem a crença numa virada cada vez mais improvável, já que as mais de uma dezena de pesquisas divulgadas em menos de um mês indicam que a candidata do MDB está, em média, pelo menos 15 pontos atrás do líder, uma diferença que para muitos é praticamente impossível de reverter.

Qualquer observador, posicionado ou não, percebe claramente que o governador Flávio Dino faz uma campanha politicamente correta, com ataques políticos frontais à sua adversária e ao grupo dela, mas numa linguagem civilizada, sem entrar pela grosseria nem pelo xingamento, e sem entrar em qualquer outra seara, principalmente no plano pessoal. Os motes são os de sempre: oligarquia, cinco décadas no poder, influência familiar e outros temas de menor importância. Roseana Sarney, por sua vez, insiste numa campanha de linha personalista, tentando, ao mesmo tempo, descaracterizar a imagem do Governo e do governador, dando seguimento a uma estratégia nitidamente ineficiente. Lançar mão do recurso de usar duas ou três supostas professoras com cara de fome para dizer que a educação “foi sucateada” no atual governo, quando estão aí a contratação de professores, salário básico pelo teto, as escolas de tempo integral, os Iemas e as escolas dignas, é no mínimo um grosseiro erro do gênio da publicidade que está por trás da campanha. A campanha de Roseana Sarney causa a impressão de que sua única meta é desfigurar o Governo e o governador, uma tarefa absolutamente inglória, que não está produzindo qualquer resultado prático.

Diante do que se viu até agora, não restam dúvidas de que o governador Flávio Dino tem nas mãos o controle da situação e orienta os movimentos da sua chapa de acordo com as suas conveniências, estudando cada passo a ser dado, de modo a evitar erros, trombadas e escorregões, enquanto a ex-governadora Roseana Sarney vem colocando proposições mais sérias e de interesse geral em segundo plano para patinar sobre temas surrados, como a apreensão de motos que, está claro, não lhe rendeu um único voto. No outro lado, a segurança de Flávio Dino é tamanha, que ele assumiu os dois candidatos da sua coligação ao Senado, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), tirando-os de uma situação indefinida para colocá-los à frente dos demais num confortável favoritismo, enquanto Roseana Sarney não conseguiu turbinar a candidatura do irmão, Sarney Filho (PV), ao Senado.

A julgar pelo que aconteceu até aqui na corrida ao Palácio dos Leões, é visível que o governador Flávio Dino está caminhando seguro para a reeleição, enquanto a ex-governadora Roseana Sarney se move aparentemente sem cacife nem ânimo para reagir e dar a volta por cima. Uma nova rodada de pesquisas dirá o que poderá acontecer daqui a 10 dias.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sebastião Madeira e Ildon Marques travam duelo pelos votos de Imperatriz

Sebastião madeira e Ildon Marques com Roberto Rocha: raro momento de afinidade política entre os ex-prefeito

Um embate particular está sendo travado no campo de batalha eleitoral de Imperatriz, onde medem forças os ex-prefeitos Sebastião Madeira (PSDB) e Ildon Marques (PP) por vagas na Câmara Federal. É verdade que eles não disputam uma única vaga, pois elas são 18, podendo a bancada acomodar os dois, um só ou nenhum deles. A disputa em curso é para medir o prestígio político de cada um, já que ambos foram prefeitos duas vezes da Princesa do Tocantins, tendo acumulado, cada um a seu modo, fortes doses de prestígio. Os dois foram alvejados pela Justiça Eleitoral por causa de pendências que ficaram das suas gestões. Sebastião Madeira conseguiu reverter a situação para confirmar sua candidatura. Ildon Marques obteve sinal verde para concorrer, mas enfrenta restrições fortes por parte do Ministério Público Eleitoral, que tenta barrá-lo. Os dois são considerados os melhores prefeitos que Imperatriz teve nos últimos tempos. Sebastião Madeira mostrou força ao lançar Ribinha Cunha – vice de Roseana Sarney – na disputa pela Prefeitura em 2016, colocando-o quase em situação de empate com Ildon Marques, que disputou o cargo, mas ficou em segundo lugar. Os dois são políticos independentes, têm cacifes próprios, com a diferença de que nesta campanha Ildon Marques conta com o apoio efetivo e declarado do governador Flávio Fino, enquanto Sebastião Madeira faz uma campanha quase solitária, já que o seu candidato a governador, Roberto Rocha, não consegue sequer embalar a sua própria candidatura. Há quem diga que os dois terão pelo menos 70% dos votos de Imperatriz, numa divisão absolutamente imprevisível.

 

Abril quebra e Veja deixa de circular temporariamente em São Luís

Há três semanas as bancas de São Luís não recebem as principais revistas semanais da Editora Abril, a começar pelos seus dois carros-chefes em vendas: Veja e Caras. Na primeira semana, correu a suspeita de que algum interessado poderia ter comprado todos os exemplares de venda na própria distribuidora, evitando que chegasse às bancas. A suspeita permaneceu na segunda semana, mas logo veio a informação de que a gigante editorial Abril quebrou e está transferindo seus títulos para outras editoras de peso no País. Até na semana passada não estava definido o destino de Veja, que apesar de todo o seu facciosismo como porta-voz quase assumida da direita esclarecida e do grande capital, usada para desidratar vozes de esquerda, a começar pelo PT, é o veículo de maior peso no seu segmento, batendo fácil Época, da Editora Globo, e Isto É, da Editora Três.

São Luís, 26 de Setembro de 2018.