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Haddad X Bolsonaro: vencedor terá de concertar o Brasil enquadrado nos limites das regras democráticas

 

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro representam os extremos ideológicos que estão em voga no Brasil e vão testar a estabilidade da democracia brasileira

No dia 27 de Outubro, daqui a exatamente duas semanas, 147,3 milhões de cidadãos brasileiros, entre eles 4,5 milhões de maranhenses, voltarão às urnas para eleger, em segundo turno, pelo voto direto, secreto e universal, o futuro presidente do Brasil. A partir de agora, os eleitores devem refletir, medir, pesar, avaliar e, por fim, escolher entre Fernando Haddad, candidato do PT e que agora representa uma frente democrática de esquerda, e Jair Bolsonaro, candidato do PSL, que encarna politicamente todos os vieses da direita. Pela primeira vez, desde a redemocratização, os brasileiros estão se posicionando com cores ideológicas, ainda que de maneira enviesada, meio furta-cor, pagando preço alto por não terem produzido ainda uma cultura partidária na qual os segmentos sociais se agrupem em partidos identificados por ideologia, doutrina e programa.

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro representam, ainda que toscamente, os dois espectros ideológicos. A candidatura do petista tem cara, nome, grupo, partido, fortes contradições e um programa voltado para o social. A candidatura do pslista é, até aqui, produto de um discurso de direita, que promete impor valores conservadores, armar a população contra bandidos, provocando a suspeita de que pretende mexer nas instituições e chacoalhar a estabilidade democrática em construção no País.

Não é de admirar que duas visões políticas tão antagônicas em choque num País mergulhado numa cruel crise econômica, que agrava problemas desafiadores como a segurança pública, por exemplo, e em busca de uma saída, desenhem um confronto que, a julgar pelos discursos, gerem um cenário de apocalipse. Afinal, mesmo com todos e indiscutíveis avanços recentes, a realidade a ser mudada envolve 13 milhões de desempregados e um estado de quase guerra civil no Rio de Janeiro, para citar apenas dois exemplos.

De um lado, uma corrente de esquerda moderada que tem um líder forte, o ex-presidente Lula da Silva, capaz de mobilizar milhões por conta dos anos de governo arrojado e renovador que comandou (2003/2010), mas que está condenado e preso sob acusações suspeitas e por causa das contradições que vieram depois com seu aval. Do outro, um militar que encarna o que há de mais conservador na direita e que, com um discurso em que mistura valores morais, matizes religiosos, patriotismo tosco,  enverga a fantasia de bom moço, honesto, dedicado à família, mas que ao mesmo tempo professa ódio visceral a comunista, usando argumentos que foram banidos das sociedades democráticas há décadas.

Fernando Haddad é advogado e professor universitário, com forte formação humanista e militante de uma esquerda moderada, que deu mostra de comprometimento com a democracia e com as causas sociais quando foi ministro da Educação nos dois Governos de Lula da Silva, e depois como prefeito de São Paulo, uma megalópole que encontrou em crise aguda e que transformou num laboratório de bons projetos urbanos. Limpo, honesto e movido por princípios, Fernando Haddad tornou-se uma das melhores – se não a melhor – referências do petismo, exatamente por andar na contramão dos outros líderes do partido, que atropelaram regras, caíram em desgraça e estão no limbo. Seu desafio é exatamente mostrar-se como expressão de outro PT, que cultiva valores e encara suas contradições. Fernando Haddad está politica e partidariamente  credenciado como candidato a presidir o Brasil.

Capitão reformado do Exército, Jair Bolsonaro entrou na política como deputado federal ainda nos anos 80 do século passado como braço político de oficiais e que, por intermédio deles, atraiu eleitores do Rio de Janeiro saudosos da ditadura militar. Ao longo de uma dezena de mandatos construiu uma imagem de durão, afeito a frases de efeito, causando controvérsias ao defender a tortura como método de arrancar confissão de preso político e o “fuzilamento de petralhas” num palanque no Acre. Todas as suas posições na Câmara Federal expressaram intenções polêmicas, de sentido antidemocrático, inclinação golpista, entre outros fatores de risco à democracia. Essa postura, associada a um antipetismo visceral, seduziu muitos brasileiros que, inconformados com os rumos que o País tomou,  passaram a vê-lo como o “salvador da Pátria”. Ao longo dos seus mandatos, teve atuação discreta, sempre trafegando no baixo clero e sem se destacar com ações legislativas concretas, como Projetos de Lei, por exemplo. Esse conjunto de traços rascunha o retrato do candidato a presidente que promete mudar o Brasil. Mas pelas regras, Jair Bolsonaro está formal e politicamente credenciado a disputar a presidência do Brasil.

Fernando Haddad e Jair Bolsonaro são produtos do Brasil. Foram eles que os brasileiros filtraram para fazer a escolha final. São resultado de ações políticas que, corretas ou questionáveis, se enquadraram nas regras democráticas que norteiam o País. O embate entre essas correntes, por mais duro e tenso que venha a ser nos próximos dias, dar-se-á sob a garantia do direito de expressão, não cabendo manifestações que levem a conflitos. Esse é um momento de teste para a democracia brasileira, de saber se ela garante a plenitude dos direitos que prevê. É hora de saber, enfim, se a democracia brasileira está consolidada, se as suas instituições são capazes de suportar um governo de qualquer matiz ideológico, com força para mandar para o quinto dos infernos o eleito que, pela direita ou pela esquerda, tentar agir como bandido político e aventurar-se em “autogolpe”, quartelada, ou impor qualquer rasura aos princípios democráticos elencados em cláusulas pétreas da Constituição Cidadã.

Os brasileiros têm pouco mais de 300 horas para escolher o caminho a seguir.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino mobiliza aliados para a campanha de Haddad no segundo turno no Maranhão

Flávio Dino mantém coerência ao mobilizar forças para apoiar Fernando Haddad, que venceu no primeiro turno

As forças lideradas pelo governador Flávio Dino, representadas principalmente por PCdoB, PDT, PPS e PSB, e mais o PT, apoiado pelo PSOL, estão se mobilizando para movimentar o eleitorado maranhense com o objetivo de, pelo menos, repetir o resultado da disputa presidencial no primeiro turno, quando o candidato do PT, Fernando Haddad, quase um desconhecido da grande maioria, venceu no estado com 61.26% dos votos contra 24,28% do  candidato do PSL, Jair Bolsonaro. Numa surpreendente demonstração de força do ex-presidente Lula da Silva, associada ao poder de fogo do governador Flávio Dino, Fernando Haddad venceu em 214 dos 217 municípios maranhenses, só perdendo em Imperatriz, Açailândia e São Pedro dos Crentes. O governador Flávio Dino escalou os senadores eleitos Weverton Rocha, que comanda o PDT no estado, e Eliziane Gama, a principal voz do PPS no Maranhão, e os deputados federais eleitos Bira do Pindaré, líder estadual do PSB, e Márcio Jerry, que comanda o braço maranhense do PCdoB, para, juntamente com alguns aliados, levar a campanha de Fernando Haddad a todos os recantos do território maranhense. O Palácio dos Leões avalia que, mesmo se tratando de uma nova eleição, o presidenciável do PT poderá repetir a performance alcançada no primeiro turno, agora reforçado pela possibilidade de herdar os votos dados a Ciro Gomes (PDT), já que a previsão é de que os 4,77% dados aos outros candidatos migrarão para o candidato do PSL. O governador sabe que será uma tarefa difícil, uma vez que o resultado do primeiro turno no País poderá causar mudanças no posicionamento do eleitorado estadual, mas acredita que o candidato do PT vencerá no Maranhão com expressiva maioria.

 

Roberto Rocha declarou apoio a Jair Bolsonaro, na contramão do PSDB

Roberto Rocha declara apoio a Jair Bolsonaro, na contramão da posição adotada pelo PSDB

Além da bolsonarista Maura Jorge (PSL), que terminou a corrida para o Governo do Estado com pouco mais de 7% dos votos, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) contará na disputa do segundo turno no Maranhão com o senador Roberto Rocha (PSDB), que teve sua candidatura a governador sufragada por somente raquíticos 2%. Numa atitude surpreendente, e com um discurso em que fala de “novo” e “velho”, “presente” e “futuro” num intrigante jogo de palavras, Roberto Rocha entrou na contramão do seu partido, que decidiu manter-se neutro, e declarou apoio a Jair Bolsonaro, jurando que nada quer em troca. Para começar, a disputa Fernando Haddad e Jair Bolsonaro não é uma guerra entre velho e novo, mas um confronto de visões diferentes sobre o agora e o futuro imediato do Brasil. Depois, nenhum político, principalmente um senador da República de um partido de centro-direita, dá uma declaração de voto a um candidato a presidente “sem querer nada em troca”, apenas movido pelo desejo de se associar à “vontade do povo”. Política é a arte da troca, de conciliar interesses, e por mais que o senador Roberto Rocha negue, sua declaração sugere uma troca. A questão é saber se Jair Bolsonaro, que esnobou na sexta-feira o candidato tucano ao Governo de São Paulo, João Dória, tem interesse no apoio do senador Roberto Rocha.

São Luís, 14 de Outubro de 2018.

Eduardo Braide saiu das urnas com enorme cacife, mas terá de medir com cuidado seu próximo passo para não cair em armadilhas

 

Eduardo Braide tem de pensar bem para usar o cacife que ganhou nas urnas

Vice-campeão de votos para a Câmara Federal e visto pela esmagadora maioria dos observadores como candidato irreversível à Prefeitura de São Luís, o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) vem sendo curiosamente cauteloso ao responder à pergunta que lhe tem sido feita desde que foi anunciado o resultado das urnas na noite de Domingo (7): se ele é candidato a prefeito de São Luís em 2020. Mesmo posicionado sobre uma montanha de votos na Capital, o parlamentar é cuidadoso com as palavras, sinalizando com a possibilidade de ser candidato, mas sempre ponderando que um voo dessa envergadura não pode ser um projeto solitário. Nas entrelinhas das suas respostas bem pensadas ele deixa claro que será candidato, mas dá a entender que não quer jogar uma candidatura nas ruas agora, a exatos dois anos das eleições municipais. Pretende, ao que parece, dedicar o ano de 2019 a uma intensa atividade parlamentar na Câmara Federal, para em seguida sair a campo na corrida ao Palácio de La Ravardière.

Consolidando a cada passo uma carreira que tem tudo para dar certo, Eduardo Braide é suficientemente antenado para perceber que não está só nesse jogo. Ele sabe que só dependerá dele mesmo disputar mandatos legislativos e proporcionais. E que o cenário muda inteiramente de figura quando o que está em disputa são mandatos majoritários, como senador, prefeito e governador. Nesses casos, um candidato precisa construir uma base política, formada com o suporte de grupos articulados, que no mínimo o ajudem a capilarizar o seu nome e sua plataforma. Mesmo tendo a seu favor a eficiente via das redes sociais, que têm o poder de montar e desmontar personagens no cenário político, Eduardo Braide sabe que num embate pelo comando de São Luís vai precisar construir alianças e formar uma frente que lhe dê suporte político  para a corrida às urnas.

Não há dúvida de que a eleição de 2016, na qual foi ao segundo turno com o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), ensinou-lhe o caminho das pedras eleitorais da Capital, e que o pleito deste ano ampliou esse conhecimento. Mas isso, mesmo associado ao seu carisma e à facilidade que ele tem de se comunicar como o eleitorado, não será suficiente para assegurar-lhe uma vitória sem riscos.

O primeiro ponto é que a Prefeitura de São Luís é um bastião político de importância estratégica no mapa da aliança comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), o que significa dizer que não será entregue de graça a um candidato não alinhado ao Palácio dos Leões. Depois, o prefeito Edivaldo Holanda Jr., que se reelegeu em 2016 derrotando Eduardo Braide, vai certamente brigar para eleger o seu sucessor, contando para isso com o apoio total do senador eleito Weverton Rocha (PDT) e o aval do governador Flávio Dino. Para tanto, mobilizará todas as forças ao seu alcance para manter a Prefeitura da Capital sob o comando da aliança dinista. E a julgar pelos resultados das urnas de Domingo, terá condições de lançar um candidato – que pode ser Felipe Camarão, atual secretário de Estado da Educação, ou o advogado e deputado estadual eleito Duarte Jr. (PCdoB), um fenômeno nascido nas urnas de São Luís, ambos estrelas em ascensão entre os quadros liderados pelo governador Flávio Dino.

Eduard Braide ganhou musculatura política excepcional com os mais de 180 mil votos que recebeu – a maioria deles em São Luís – para deputado federal. Ao mesmo tempo teve colocado sobre os ombros o enorme desafio de usar esse cacife com inteligência e pés no chão. Se arriscá-lo na corrida ao Palácio de la Ravardière em 2020 e vencer o embate contra as poderosíssimas forças que serão mobilizadas pela aliança dinista, poderá dar o passou ousado de entrar na briga  pelo Palácio dos Leões em 2022, deixando um vice de confiança em São Luís. Mas se não mensurar corretamente o seu poder de fogo e sofrer uma derrota na Capital, dificilmente entrará na briga pelo Palácio dos Leões em 2022, sendo obrigado a buscar a renovação do mandato de deputado federal e esperar, provavelmente com certo desgaste, a disputa de 2024 em São Luís.

São os cenários possíveis para Eduardo Bride, um político vitorioso até aqui com largas perspectivas, mas pontilhados de armadilhas e riscos se os passos não forem cuidadosamente medidos. E nesse contexto, fica no ar a questão principal: com que forças se unirá Eduard Braide para encarar a aliança PCdoB-PDT em São Luís? Terá condições de arrebanhar o que sobrou dos tucanos? Ou juntará o que restou do Grupo Sarney? Vale aguardar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PT não consegue protagonizar a campanha de Fernando Haddad contra Jair Bolsonaro no Maranhão

Zé Carlos e Zé Inácio, as únicas vozes parlamentares do PT no Maranhão

O braço maranhense do PT continua intrigando os observadores da cena política. Todos se perguntam como o partido liderado pelo ex-presidente Lula da Silva, que esteve agregado ao poder no Maranhão como aliado ao então poderoso e influente PMDB, que contribuiu para a distribuição de Bolsa Família a mais de um milhão de maranhenses no Governo Roseana Sarney, não consiga um desempenho pelo menos razoável nas urnas? A reeleição do deputado federal Zé Carlos e do deputado estadual Zé Inácio, que se viraram nos trinta no espinhoso campo das alianças regionais, mostra que o partido de Lula vem emagrecendo a cada ano, num processo acelerado depois que perdeu quadros como Domingos Dutra – hoje no PCdoB – e Bira do Pindaré – agora no PSB, com a evidência de que deram-se bem depois que saíram do partido. A impressão geral é a de que o PT maranhense seguirá irremediavelmente dividido e emagrecendo, tendo de um lado o grupo que detém o controle sob o comando de Augusto Lobato, e formado por saudosos da aliança com o MDB, e o que participa do Governo Flávio Dino representado por Francisco Gonçalves, secretário de Direitos Humanos e Participação Popular. Nem agora, com a batalha de vida ou morte entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL) pela presidência da República, PT maranhense é o protagonista das ações de campanha pró-Haddad, tarefa assumida integralmente pelo governador Flávio Dino e seus aliados mais próximos, como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, e do deputado federal eleito Márcio Jerry, ambos do PCdoB.

 

Com as empresas nos eixos, Edivaldo Jr. amplia para 30% o percentual de ônibus refrigerados na frota de São Luís

Edivaldo Jr. entre a primeira-dama Camila Holanda, o vice prefeito  Júlio Pinheiro, o vereador Raimundo Penha, o secretário Ivaldo Rodrigues, o presidente eleito da Câmara Osmar Filho e o adjunto, Israel Pethros de Transportes na entrega dos ônibus de ar condicionado, que representam hoje 30%  da frota renovada na Capital

Durante a campanha para o primeiro mandato de prefeito, em 2012, o então deputado federal Edivaldo Holanda Jr., candidato do PTC, anunciou uma meta arrojada, mas que soou fantasiosa e foi criticada em tom de deboche por adversários: dotar São Luís de uma frota de coletivos renovada e com parte dos ônibus com ar condicionado. Eleito, o jovem prefeito encontrou o sistema de transporte de massa da Capital mergulhado no caos, apesar dos esforços feitos pelo seu antecessor, João Castelo (PSDB). A maior parte da frota era formada por ônibus velhos, sem condições de prestar um serviço digno à população. Edivaldo Holanda Jr, deu início então a um processo histórico e decisivo de mudanças no sistema, que começou por enquadrar o esquemão formado pelas empresas, que davam as cartas de acordo com as suas conveniências, tirando da gaveta o processo de licitação para a renovação da concessão de linhas. Enfrentando todo tipo de boicote por parte de empresas viciadas, a licitação foi realizada, permitindo a implantação de uma nova realidade nos transportes coletivos de São Luís. A partir daí, investiu na renovação de pelo menos parte da frota e colocou em prática sua meta de dotar pelo menos metade com veículos refrigerados. Foram pelo menos dois anos de jogo duro, que finalmente começou a dar frutos. Já no final de 2015, a frota já dava sinais de renovação. Os ônibus com ar condicionado, dotados também de estrutura de acessibilidade e equipamentos de segurança, aumentaram expressivamente, representam hoje cerca de 30% da frota de cerca de 1,2 mil veículos. Na quinta-feira, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. entregou mais 17 unidades de um lote de 40 veículos refrigerados a ser entregue até o final do ano, num total superior a 400 veículos entre os mais de 700 substituídos até aqui. Com a inclusão dos novos ônibus, a renovação dos veículos do sistema público de transporte da capital alcança 75% da frota operante, com veículos com média de 4,5 anos de idade. Entusiasmado, o prefeito comemorou no ato de entrega:

Hoje podemos dizer, seguramente, que São Luís tem um sistema de transporte público muito melhor, atendendo ao usuário com mais qualidade, respeito à população que faz uso do serviço. Modernizamos todo o sistema a partir da realização da licitação pública, um dos grandes atos de nossa gestão para corrigir décadas de atraso no sistema e que nos permitiu reestruturar o setor não apenas renovando a frota, mas executando diversas outras medidas para modernização do sistema de transporte como um todo, utilizando novas ferramentas de gestão e controle operacional, sempre visando ao bem-estar da população que passou a contar com um transporte renovado, muito mais ágil e moderno”.

São Luís, 12 de Outubro de 2018.

Assembleia Legislativa: bom desempenho político e forte articulação devem dar novo mandato de presidente a Othelino Neto

Othelino Neto: todos os sinais apontam para novo mandato de presidente da Assembleia Legislativa

“Nós defendemos a permanência de Othelino Neto na presidência da Assembleia”. Pronunciada com todas as letras e em alto e bom som pelo deputado reeleito Zé Inácio (PT), a declaração colocou a eleição da Mesa Diretora da nova Assembleia Legislativa na cabeça da pauta das frenéticas conversas que desde a noite de Domingo (7) estão sacudindo os bastidores do Poder Legislativo devido à movimentação dos eleitos e reeleitos. A iniciativa de Zé Inácio, que usou o pronome “Nós”, é um indicador claro de que essa posição é compartilhada pela maioria da bancada governista, que deixará o grande embate pelo comando da Casa para fevereiro de 2021, de olho na corrida sucessória de 2022, quando o governador Flávio Dino deve deixar o cargo para concorrer ao Senado. Quando então, ele deverá passar o comando do Estado ao vice-governador Carlos Brandão, o que turbinará o cargo de presidente do Poder Legislativo, já que ele terá também a prerrogativa de ser vice-governador. Nesse contexto, o deputado Othelino Neto,  o quinto mais votação, vem exercendo o comando da Casa com habilidade política e eficiência gerencial, motivando assim manifestações como a do deputado reeleito Zé Inácio.

A tendência evidente no sentido de que o deputado Othelino Neto seja eleito para comandar a Casa no primeiro biênio da próxima legislatura é perfeitamente explicada pelo cenário produzido pelas urnas. Ele saiu da corrida eleitoral como um dos grandes vencedores, com papel relevante na formação da bancada governista, que será composta por mais de 30 dos 42 deputados. O presidente substituiu a um líder forte, o deputado  Humberto  Coutinho (PDT), gerando a expectativa de que seria abafado por comparações. Só que em pouco tempo o substituto se impôs de tal maneira que ganhou personalidade e ocupou plenamente o espaço presidencial, atuando como um político maduro, com os pés no chão, equilibrado e sem se deixar seduzir pela tentação dos excessos.

O “exército” governista que movimentará a Assembleia Legislativa tem nomes credenciados para presidir a Casa, como o ex-presidente Marcelo Tavares (PSB), que está de volta; o deputado Marco Aurélio (PCdoB), com forte liderança no Sul; o oposicionista Arnaldo Melo (MDB), ex-presidente que retorna à Casa, bem como Cleide Coutinho (PDT), líder entre os mais votados. Nenhum deles reúne as condições do presidente Othelino Neto, cujo cacife começa pelo aval já sinalizado pelo governador Flávio Dino.

Todos os sinais emitidos pelo Palácio dos Leões indicam que a bancada governista receberá orientação para garantir novo mandato ao presidente. Antes disso, com habilidade no jogo dos bastidores, onde já revelou boa capacidade de articulação, o presidente conversa com apoiadores e se movimenta para atrair apoio, inclusive no grupo que deverá ser definido como a bancada da Oposição. Difícil, portanto, mudar a tendência que o tem como referência.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Edison Lobão reconhece o resultado das urnas e agradece ao povo pela trajetória

Edison Lobão divulga nota agradecendo o povo pelos mandatos que lhe deu

O senador Edison Lobão (MDB) divulgou ontem nota endereçada ao povo maranhense para agradecer-lhe pelos 40 anos de vida pública durante os quais atuou como detentor de mandato popular – dois de deputado  federal, quatro de senador e um de governador, em meio aos quais comandou o Ministério de Minas e Energia e presidiu o Senado. Eis a nota do senador:

Povo querido do Maranhão,

Encerrada a campanha eleitoral, venho agradecer a cada maranhense, aos brasileiros do Maranhão, os votos de confiança e esperança que recebi de cada um de vocês.

Como tenho feito repetidas vezes ao longo de minha vida pública, visitei todos os municípios e neles recebi o carinho do povo, vi de perto suas necessidades e compartilhei suas esperanças. E tínhamos plena confiança na vitória.

Lamentavelmente, não logramos a vitória esperada.

No entanto, respeito o resultado das urnas e desejo êxito aos que se elegeram.

Sairei do mandato parlamentar sem qualquer ressentimento e com a segurança de que servi ao povo do Maranhão que sempre foi a minha causa.

Agradeço por cada voto recebido, e quero dizer que continuarei na luta, como uma sentinela incansável em defesa do Maranhão e do povo maranhense.

Serei sempre fiel e grato à confiança dos que, ao longo de minha vida pública,  me fizeram duas vezes deputado, governador, quatro vezes senador da República e Ministro de Estado.

 Que Deus nos abençoe.

Muito obrigado.

A nota faz justiça ao povo maranhense, com quem manteve uma parceria produtiva ao longo dessas quatro décadas. Nesse período, Edison Lobão notabilizou-se pelo talento político, que usou para refinar sua habilidade e sua postura, marcada pela afabilidade, pela gentileza e pela civilidade e, principalmente, pela eficiência das suas ações políticas. Lobão sai da vida pública como entrou, sem trombetear vitórias nem choramingar derrota, respeitando o pronunciamento das urnas como faz um democrata, posicionado à direita liberal, mas fiel respeitador das instituições. Fez a sua parte, à sua maneira.

 

Efeito Bolsonaro: Chico Carvalho tenta brecar Maura Jorge, mas pode ser brecado por Pará Figueiredo

Maura Jorge, Chico Carvalho e Pará Figueiredo medem força em torno de Jair Bolsonaro

A ex-prefeita Maura Jorge se movimenta no segundo turno da eleição presidencial como quem está cumprindo uma delegação do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, que caminha para ser o próximo presidente da República, segundo apontam as pesquisas. Mas seus movimentos estão sendo desautorizados pelo comando do PSL no Maranhão, que não está disposto a permitir que ela capitalize os 245.876 votos que recebeu nas urnas. À frente do partido está o vereador Chico Carvalho, um político que sabe jogar o xadrez do poder e não está nem um pouco inclinado a dividir o comando da legenda bolsonarista  com a ex-prefeita de Lago da Pedra, caso o candidato do seu partido seja vitorioso no dia 27. Se consegue inibir os gestos de Maura Jorge, Chico Carvalho dificilmente terá força suficiente para brecar os movimentos do deputado estadual eleito Pará Figueiredo (PSL), um jovem  que certamente ocupará espaço de peso no cenário de um eventual Governo de Jair Bolsonaro.

São Luís, 10 de Outubro de 2018.

Vitória nas urnas “escala” Weverton Rocha, Josimar Maranhãozinho, Rubens Jr., Edivaldo Jr. e Eduardo Braide na corrida aos Leões em 2022

 

Weverton Rocha, Josimar Maranhãozinho, Rubens Jr., Edivaldo Jr. e Eduardo Braide no páreo para o Governo do Estado no pleito de 2022

A presença informal do deputado federal e senador eleito Weverton Rocha (PDT) e do deputado estadual e deputado federal eleito Josimar Maranhãozinho (PR) no plenário da Assembleia Legislativa, logo após o encerramento da sessão de ontem pelo presidente e deputado reeleito Othelino Neto (PCdoB), motivou rodas de conversa a especularem sobre a corrida ao Palácio dos Leões em 2022. Além dos dois, no campo liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) são apontados como nomes certos na briga pelo Governo do Estado o deputado estadual e deputado federal eleito Eduardo Braide (PMN), o deputado federal reeleito Rubens Jr. (PCdoB), e o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), que vem dando bons passos no comando da Prefeitura de São Luís.

O senador eleito Weverton Rocha é discreto quanto ao seu projeto de suceder o governador Flávio Dino, evitando falar no assunto sob a alegação de que não é momento, mas nos bastidores da aliança governista, pelo menos oito entre dez figuras influentes o apontam como um nome forte para a sucessão estadual. Jovem e arrojado, Weverton Rocha vem dando seguidas demonstrações de habilidade, poder de articulação, determinação e faro político apurado, além de ter sido forjado nos embates do movimento estudantil. Um exemplo: manteve o PDT vivo no Maranhão após a morte do governador Jackson Lago, destacou-se na Câmara Federal, exercendo a liderança da bancada do PDT e, mais recentemente, a bancada da Minoria, posicionando-se sempre em sintonia com o governador Flávio Dino. Observadores atentos acreditam que, caso ele resolva mesmo entrar na disputa, será páreo duro na escolha do candidato e, se escolhido, na corrida eleitoral.

Nas conversas de ontem, o deputado Josimar Maranhãozinho, embalado pelo recorde de votos que o tornou campeão na corrida pelas cadeiras da Câmara Federal, repetindo o campeonato na eleição para a Assembleia Legislativa em 2014, não escondeu que projeta candidatar-se ao Governo do Estado no próximo pleito. Dono de um controvertido estilo de fazer política, que tem na ponta da língua o argumento de que montou estrutura de campanha em mais de 100 municípios e foi votado em 216 – uma média de 920 votos por município -, elegendo a mulher, Detinha (PR), deputada estadual com a maior votação – mais de 90 mil votos -, Josimar Maranhãozinho é uma figura ímpar no tabuleiro político maranhense. E se  mantiver a “fórmula” que lhe dá campeonatos de votação, deve ser levada em conta em qualquer articulação visando o Palácio dos Leões.

Todas as especulações sobre a sucessão estadual apontam também o deputado federal reeleito Rubens Jr. como uma das cartas fortes no baralho do governador Flávio Dino, de quem é aliado de primeira hora.  É jovem, dinâmico, competente como parlamentar, foi autor de projetos de lei importantes e voz respeitada na bancada do PCdoB e ouvida com atenção por todos os segmentos da Câmara Federal. Hoje peça importante na cúpula do movimento dinista, Rubens Jr. trabalha duro no projeto de tornar possível a sua candidatura. Sabe que a concorrência é forte e que qualquer derrapada poderá ser politicamente fatal. Daí sua postura ainda discreta em relação ao tema.

Ainda no campo governista, o prefeito eleito e reeleito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. é carta importante nos planos do governador  Flávio Dino. Político hábil, determinado e com boa formação – é advogado – o prefeito Edivaldo Jr. tem cacife para pleitear a vaga de candidato ao Governo do Estado. Leal aos compromissos que firmou com o governador, o prefeito sabe que não é carta fora do baralho; ao contrário, é um dos aspirantes cujo projeto de chegar ao comando do Governo estadual deve ser levado a sério pelos demais candidatos a candidato.

No campo oposicionista, o deputado federal eleito Eduardo Braide é, até aqui, a única voz em movimento na direção do Palácio dos Leões. É verdade que ele próprio admite que o seu próximo passo será disputar a Prefeitura de São Luís na sucessão do prefeito Edivaldo Jr., mas todas as especulações o apontam também como potencial candidato a governador, sob o argumento de que ele é o único do campo contrário ao campo dinista. Dono de uma trajetória que não tem cacique por trás, o deputado Eduardo Braide vem dando seguidas demonstrações de que é, de fato, um dos mais destacados membros da geração que está chegando ao poder, como demonstraram os pleitos mais recentes, como a disputa para Prefeitura de São Luís, cujo desempenho o arremeteu para lista de possibilidades para o para o Governo do Estado, no caso de o projeto municipal não sair do papel. Outro nome do campo oposicionista cotado para disputar o Palácio dos Leões é o deputado estadual e deputado federal eleito Edilázio Jr. (PSD), um político jovem e ousado, que é hoje o nome mais destacado do Grupo Sarney, que quase foi dizimado nas eleições de Domingo.

É esse o rascunho do momento da corrida ao Palácio dos Leões em 2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

João Alberto saiu ileso e com ganhos políticos reais da guerra eleitoral em que o sarneysismo foi fulminado

João Alberto sobreviveu ileso e com ganhos reais em meio à catástrofe que atingiu o Grupo Sarney

De todos os líderes do Grupo Sarney, o senador João Alberto (MDB) foi o único que sobreviveu ao tsumani que praticamente dizimou o Grupo Sarney nas eleições de Domingo. O ex-presidente José Sarney (MDB) viu os dois filhos, Roseana Sarney (MDB) e Sarney Filho (PV), implacavelmente derrotados nas urnas, e o senador Edison Lobão (MDB) não conseguiu renovar o mandato nem viu aliados próximos – como Márcio Coutinho, candidato a deputado federal – conseguirem mandatos proporcionais. O senador João Alberto, ao contrário, sobreviveu à catástrofe eleitoral intacto e com alguns ganhos, pois terá sua aposentadoria política carimbada no dia 31 de Dezembro sem o trauma violento de uma derrota acachapante, já que não disputou votos e seu mandato expirará exatamente naquela data, garantindo que ele vá para casa com a sensação de que sairá da vida pública sem ser despachado. Além disso, João Alberto caminha para a sua aposentadoria com sabor de vitória, com seu filho e herdeiro político, deputado federal João Marcelo (MDB), reeleito, e seu aliado de primeira hora, deputado estadual Roberto Costa (MDB), também. E pelo andar da carruagem, poderá, ainda, comemorar a reeleição do prefeito Edivan Brandão para a Prefeitura de Bacabal, cujo pleito suplementar será realizado no dia 27, juntamente com o segundo turno da eleição presidencial. Um desfecho justo para um político vitorioso, que em cinquenta anos de vida pública foi deputado estadual, deputado federal, prefeito (Bacabal), vice-governador, governador e senador, e que em mais de uma dezena de eleições, só não foi vitorioso duas vezes, uma para deputado federal nos anos 70, e uma para prefeito de São Luís em 1992. Portanto, se dedicará nos próximos dois meses a limpar as gavetas, certamente embalado por uma sensação de dever cumprido, já que não há mancha nem rasura ética na sua biografia.

 

Weverton Rocha e Othelino Neto vão à Famem agradecer apoio de prefeitos e reafirmar compromissos

Glaubert Cutrim, Zé Inácio, Djalma Melo, Weverton Rocha, Cleomar Tema, Othelino Neto, Rubens Pereira e Ivaldo Rodrigues na visita à Famem, onde agradeceram apoio

Ainda curtindo a “ressaca” das comemorações da sua eleição para uma das cadeiras maranhenses no Senado na chapa comandada pelo governador Flávio Dino, o deputado federal chefe maior do PDT no Maranhão, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado reeleito Othelino Neto (PCdoB), cumpriram ontem o primeiro compromisso de campanha ao visitar a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). Foram recebidos com entusiasmo pelo presidente em exercício, Djalma Melo, prefeito de Arari, e pelo prefeito de Tuntum, Cleomar Tema (PSB), presidente titular da entidade, que está licenciado. A visita aconteceu no final da manhã.

“Conforme havia prometido,  de que viria a essa entidade, na terça-feira após a eleição, aqui estou, agradecendo o apoio da maioria dos prefeitos que me garantiram a vitória e dizer que serei um senador municipalista. Conheço o drama enfrentado pelos prefeitos, que ao longo do tempo lutam por um pacto federativo que nunca se concretiza”, declarou Weverton Rocha.

Weverton Rocha e o deputado-presidente Othelino Neto (PCdoB) estavam acompanhados dos deputados reeleitos Zé Inácio (PT), Glalbert Cutrim (PDT) e Carlinho Florêncio (PCdoB), e do vereador e atual secretário de Articulação Política da Prefeitura de São Luís, Ivaldo Rodrigues (PDT), que representou  o prefeito Edivaldo Jr. (PDT).

Cleomar Tema e Djalma Melo, que apoiaram a candidatura do senador eleito, reafirmaram seus compromissos com Weverton Rocha, que retribuiu acrescentando que todos os prefeitos maranhenses continuarão tendo um gabinete em Brasília.

“Sempre estive na luta ao lado dos prefeitos. As Marchas a Brasília continuarão com meu total apoio. Vocês podem contar comigo”, afirmou Weverton Rocha, que destacou a vitória do governador Flávio Dino, a sua vitória, a de Eliziane Gama e dos que formarão a maioria na bancada federal e na Assembleia Legislativa. Para ele, a vitória representa uma expressiva e decisiva mudança no cenário político do Maranhão.

“O Maranhão agora terá dois senadores. Dois parlamentares que estarão lutando pelo estado e pelo seu povo. Agora se encerra aquele ciclo de se montar chapa com parentes e com financiadores de campanha. Eu e a Eliziane temos um compromisso, de, ao lado do governador Flávio Dino, estabelecermos uma pauta desenvolvimentista  para o Maranhão”, destacou.

Os líderes da entidade municipalista demonstraram forte otimismo com a visita e com  o que foi dito pelos líderes parlamentares.

São Luís, 08 de Setembro de 2018.

Flávio Dino é reeleito, faz os dois senadores, despacha de vez o Grupo Sarney, fecha a transição e dá nova cara política ao Maranhão

 

Flávio Dino entre Weverton Rocha (camisa branca), Eliziane Gama e Othelino Filho em clima de comemoração pela vitória completa nas eleições de Domingo 

O resultado das urnas desenhou ontem nova cara política para o Maranhão. A reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), com 1.867.396 votos (59,29%) em turno único e a eleição de Weverton Rocha (PDT) com 1.997.443 e Eliziane Gama (PPS) com 1.539.916 votos para o Senado da República consumaram, de maneira contundente e indiscutível, o processo de transição política com a derrocada completa do Grupo Sarney. A derrota arrasadora da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) com 947.191 votos (30,07%) e o desempenho sofrível do deputado federal e ex-ministro Sarney Filho (PV) com 752.893 votos, assim como o insucesso do senador Edison Lobão (MDB) com 752.893 votos na corrida senatorial funcionaram como ponto final no longo domínio do Grupo Sarney no cenário político estadual.

Com a vitória maiúscula que alcançou, o governador Flávio Dino consolidou sua liderança, teve seu Governo aprovado pela esmagadora maioria dos maranhenses e ganhou aval para dar prosseguimento ao projeto de poder cujo rumo será em parte definido no segundo turno da eleição presidencial. O desfecho foi desenhado e concretizado também com a vitória da coligação dinista – “Todos pelo Maranhão” – no campo proporcional, formando a maioria da bancada na Câmara Federal e reafirmando o controle da Assembleia Legislativa.

O pronunciamento das urnas neste 7 de Outubro deu forma definitiva ao ponto culminante de um processo – vale ainda lembrar – iniciado em 2006 com a histórica eleição do governador Jackson Lago (PDT), interrompida em 2009 com a derrubada do seu Governo, e retomada em 2014 com a primeira eleição de Flávio Dino. Primeiro porque em cinco décadas um Governo surgido inteiramente na Oposição e por um líder da nova geração não cumpre seu mandato e se renova derrotando o Grupo Sarney com ações políticas íntegras e lícitas e em corridas eleitorais realizadas sem rasteiras nem truques. E mais do que isso, dando espaço de liderança para maranhenses sem chefes nem padrinhos, como próprio governador Flávio Dino e os senadores eleitos Weverton Rocha e Eliziane Gama, de origem modesta nascidos políticos nas forjas do movimento estudantil.

Já abalado desde a dura derrota sofrida em 2014, que o colocou na rota de uma crescente e visível perda de poder, o ex-presidente José Sarney (MDB) apostou todas as suas fichas numa cartada definitiva ao lançar a ex-governadora Roseana Sarney à luta pelo Governo e o deputado federal Sarney Filho a uma das vagas no Senado. José Sarney montou assim uma equação que poderia eleger os dois, o que significaria a sobrevivência plena do Grupo, mas calculando que a vitória dos dois ou de apenas um deles os manteria de pé. Ela no Governo cuidaria de restaurar os instrumentos de poder para seguir em frente; a eleição do ex-ministro do Meio Ambiente daria ao sarneysismo a possibilidade de se regenerar para tentar voltar ao comando em 2022. As urnas, no entanto, mostraram que o ex-presidente não pesou nem mediu a jogada com a precisão de antes, à medida que subestimou o poder de fogo do adversário.

Certo de que, se descuidasse, enfrentaria barra pesada na corrida às urnas, o governador Flávio Dino se movimentou como um líder que cultiva princípios e mergulhou no trabalho para cumprir praticamente todos os compromissos que assumira na campanha de 2014, levando a cabo uma arrojada obra de Governo de viés fortemente social. Ao mesmo tempo atuou forte no plano da política dentro e fora do estado, transformando-se numa das vozes mais acreditadas da esquerda brasileira, principalmente na batalha do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e no confronto aberto que assumiu para salvar o ex-presidente Lula da Silva (PT) da condenação e da cadeia. Mediu cada passo e cada palavra, dando a eles o comprimento e o tom certos, respeitando principalmente a coerência, agindo como um político que tem um lado, uma linha ideológica clara e uma base doutrinária forte. Mas atua pragmaticamente quando os interesses do Maranhão e sua gente estão em jogo.

Ontem, na entrevista que concedeu logo após a confirmação da sua vitória nas urnas, Flávio Dino deu mais uma eloquente demonstração de que tem os pés no chão. Provocado por jornalistas sobre eleição presidencial, ele anunciou, sem titubear, que a partir de hoje entrará em campanha aberta pela eleição de Fernando Haddad (PT), que recebeu 2.059.583, o equivalente a 61,24% dos votos maranhenses. E perguntado sobre uma eventual vitória de Jair Bolsonaro (PHS), que foi votado por 817.070, 24,30% da votação e que tem vociferado contra a esquerda, o governador respondeu tranquilo que não tem problema e que vai dialogar em defesa dos interesses do Maranhão.

Uma das mais tranquilas e imprevisíveis dos últimos tempos, as eleições de ontem mostraram, de maneira nítida e eloquente, que o Maranhão fechou um longo ciclo da sua vida política e administrativa. O governador Flávio Dino e a aliança que comanda foram chancelados pelas urnas, que com a mesma eloquência tirou de cena, pelo visto para sempre, o mais importante, poderoso e influente político que o Maranhão já produziu e, junto com ele, a mais implacável máquina de poder que o estado já conheceu.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Disputa por cadeiras na Câmara Federal produziu dois campões de voto: Josimar Maranhãozinho e Eduardo Braide

Josemar Maranhãozinho, Eduardo Braide, Márcio Jerry, Rubens Jr., Pedro Lucas Fernandes, Edilázio Jr., Aluísio Mendes, Bira do Pindaré, Cléber Verde, Juscelino Filho, Hildo Rocha, Zé Carlos, Gil Cutrim w João Marcelo formam a nova bancada federal.

Expressiva a renovação da bancada maranhense na Câmara Federal. Primeiro porque os dois mais votados, Josimar Maranhãozinho com 195.768 votos, e Eduardo Braide com 189.843, quebraram recordes de votação na história dessa representação até aqui, entrando para os registros das eleições como verdadeiros campeões de votos. Numa corrida muito bem disputada, desembarcará na Câmara Baixa o jornalista Márcio Jerry, principal articulador político do governador Flávio Dino, com 134.223. A relação de eleitos inclui também o bem articulado deputado André Fufuca e o ativo Pedro Lucas Fernandes. De peito estufado chegam ali também o deputado estadual Edilázio Jr., que passa a ser a principal voz do que restou do Grupo Sarney. Vale anotar também a não eleição de Gastão Vieira (PROS), Victor Mendes (MDB), Sebastião Madeira, entre outros. Com esse formato, a bancada maranhense na Câmara Federal terá pelo menos 11 deputados alinhados ao governador Flávio Dino. Segue a relação dos eleitos:

Josimar Maranhãozinho (PR – 195.768 votos), Eduardo Braide (PMN – 189.843), Márcio Jerry (PCdoB – 134.223), Júnior Lourenço (PR – 117.033), Rubens Junior (PCdoB – 111.584), Pedro Lucas Fernandes (PTB – 111.538), Edilázio Jr. (PSD – 106.576), Aluísio Mendes (Podemos – 105.778), André Fufuca (PP – 105.583), Cléber Verde (PRB – 101.806), Bira do Pindaré (PSB – 99.598), Juscelino Filho (DEM – 97.075), Júnior Marreca Filho (Patriotas – 79.674), Hildo Rocha (MDB – 77.661), Zé Carlos (PT – 76.893), Gil Cutrim (PDT – 72.038), João Marcelo (MDB – 67.352) e Pastor Gildenemyr (PMN – 47.758).

 

Assembleia Legislativa teve boa renovação e consolidou cacife de Othelino Neto para continuar na presidência

Othelino Filho, Duarte Jr., Detinha, Zé Inácio, Márcio Honaiser, Adriano Sarney, Glaubert Cutrim, Ana do Gás,  Roberto Costa, Marco Aurélio, Carlinhos Florêncio, Rigo Teles, Rafael Leitoa, Cleide Coutinho, Adelmo Soares, Paulo Neto, Edison Araújo, Vinícius Louro, Marcelo Tavares, César Pires, Zé Gentil, Fábio Macedo, Helena Duailibe, Wellington do Curso, Dra, Tahísa,  Daniella Tema, Dr, Yglésio, Ricardo Rios, Mical Damasceno, Antonio Pereira, Arnaldo Melo, Neto Evangelista, Andreia Resende, Pastor Cavalcante, Ciro Neto, Leonardo Sá, Pará Figueiredo, Rildo Amaral, Wendell Lages, Felipe dos Pneus, Fernando Pessoa e Hélio Soares

A lista de eleitos para a Assembleia Legislativa confirmou em parte as previsões da Coluna, a começar pela posição da candidata Detinha, que como o marido, Josimar Maranhãozinho, foi a mais votada,  a surpreendente votação de Duarte Jr., a volta significativa de Arnaldo Melo e Marcelo Tavares,  ambos ex-presidentes da Casa, além do exemplo de mobilização política de Caxias, que mandou três representantes Cleide Coutinho, Zé Gentil e Adelmo Soares. O deputado Wellington do Curso se reelegeu, mas com uma votação inexpressiva para quem obteve quase 100 mil votos na corrida para a Prefeitura de São Luís e percorreu o estado apresentando-se como líder da Oposição ao Governo Flávio Dino.  Destaque também para a reeleição de Adriano Sarney, que será a única voz da Família Sarney na política formal. Destaque maior ainda para a sólida reeleição do deputado-presidente Othelino Neto, que assim está credenciado para ser confirmado para presidir o Poder Legislativo na próxima legislatura. Seguem os eleitos para a Assembleia Legislativa:

Detinha (PR – 88.402), Cleide Coutinho (PDT – 65.438), Duarte Júnior (PCdoB – 65.144), Zé Gentil (PRB – 62.364), Othelino Neto (PCdoB – 60.386), Márcio Honaiser (PDT – 56.322), Dra. Thaiza (PP – 51.895), Adriano Sarney (PV – 50.679), Carlinhos Florêncio (PCdoB – 50.359), Neto Evangelista (DEM – 49.480), Marcelo Tavares (PSB – 48.269), Marco Aurélio (PCdoB – 47.683), Fernando Pessoa (SD – 47.343), Andreia Rezende (DEM – 47.252), Edson Araújo (PSB – 45.819), Rafael Leitoa (PDT – 45.462), Ana do Gás (PCdoB – 44.321), Adelmo Soares, (PCdoB – 43.974), Rigo Teles (PV – 43.633), Glalbert Cutrim (PDT – 42.773), Paulo Neto (DEM – 41.765), Daniella Tema (DEM – 40.541), Vinícius Louro (PR – 39.873), Dr. Yglésio (PDT – 39.804), Hélio Soares (PR – 38.555), Antonio Pereira (DEM – 37.935), Ciro Neto (PP – 36.688), Arnaldo Melo (MDB – 35.958), Roberto Costa (MDB – 35.214), Fábio Macedo (PDT – 34.873), Rildo Amaral, (SD – 33.239), Ricardo Rios, (PDT – 33.202), Dr. Leonardo Sá (PRTB – 31.682), Zé Inácio (PT – 31.603), Pará Figueiredo (PSL – 31.555), Helena Duailibe (SD – 31.147), Mical Damasceno, (PTB – 30.693), César Pires (PV – 30.091), Pastor Cavalcante (PROS – 29.366), Wellington do Curso (PSDB – 24.950), Wendell Lages (PMN -22.989) e Felipe dos Pneus (PRTB – 21.714).

São Luís, 08 de Outubro de 2018.

 

Maranhenses irão às urnas para consolidar a transição reelegendo Flávio Dino ou estancá-la devolvendo o poder a Roseana Sarney

 

Flávio Dino lidera com folga, Roseana Sarney aparece em segundo, Maura Jorge à frente de Roberto Rocha e Odívio Neto e Ramon Zapata quase sem pontuação

Os 4,7 milhões de eleitores maranhenses se preparam para decidir neste Domingo, 7 de Outubro, o futuro político imediato do Maranhão e do Brasil. Eles irão para as urnas para completar a transição política iniciada em 2014, reelegendo o governador Flávio Dino (PCdoB) e os candidatos ao Senado da coligação “Todos pelo Maranhão”, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS), ou interrompê-la devolvendo o poder ao Grupo Sarney com a eleição da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) para um quinto mandato e os candidatos da coligação “O Maranhão quer mais”, Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV), para o Senado. Escolherão também os 18 deputados federais e os 42 deputados estaduais, e tomarão a decisão eleitoral suprema de um Estado democrático: a escolha do presidente da República. A pesquisa mais recente, da Econométrica, divulgada na Sexta-Feira (05), apurou, como as outras, que 60,2% dos maranhenses preferem completar a transição reelegendo o governador Flávio Dino contra 30,9% que disseram preferir a restauração do ancien regime dando um quinto mandato à ex-governadora Roseana Sarney. Com esse posicionamento identificado pelas pesquisas, a maioria dos maranhenses responderá negativamente à aventura bolsonarista de Maura Jorge (PSL), dando-lhe alguns pontos percentuais, e rejeitará fortemente o projeto de “terceira via” proposto pelo senador Roberto Rocha (PSDB), quase na mesma medida com que deverá dizer “não” à esquerda radical representada por Odívio Neto (PSOL) e Ramon Zapata (PSTU).

Ao longo da campanha eleitoral, a maioria dos eleitores do estado sinalizou com clareza solar sua preferência pela consolidação da transição, que na verdade começou em 2006, com a histórica eleição do governador Jackson Lago (PDT), foi interrompida em 2009 no tapetão judicial e nas eleições de 2010, com a reeleição de Roseana Sarney e retomada com a eleição de Flávio Dino em 2014. Nenhuma pesquisa apontou em outra direção, o que desde logo ficou cristalizado como uma tendência consistente e com todos os sinais da irreversibilidade. Houve uma prolongada indefinição em relação à corrida senatorial, causada principalmente pelo cacife político e eleitoral dos candidatos do Grupo Sarney, o bem sucedido senador Edison Lobão e o eficiente deputado federal Sarney Filho, ambos vitoriosos nas urnas desde suas primeiras eleições, em 1978. Mas têm como adversários dois bons frutos da nova geração, Weverton Rocha e Eliziane Gama, forjados nas trincheiras oposicionistas, de onde construíram até aqui carreiras recém-iniciadas, mas brilhantes. Com os resultados eleitorais previstos pelas pesquisas, a transição se completará integralmente, também pelo fato de serem fortes os sinais indicando que a coligação liderada pelo governador Flávio Dino deve sair das urnas com maioria ampla na bancada federal e na composição da Assembleia Legislativa.

Se o que está desenhado for confirmado – e é quase integral a possibilidade de confirmação , esse desfecho obedecerá à lógica que move os ciclos de poder ao longo da História, exemplificada no Maranhão recente pelo vitorinismo, liderado pelo cacique Victorino Freire a partir de 1945, que foi desbancado pelo sarneysismo em 1965, quando o então deputado federal José Sarney chegou ao poder pelas urnas, e que agora está sendo despachado pelo movimento forjado e galvanizado pelo governador Flávio Dino, já rotulado de dinismo. O recado mandado através das pesquisas e que está a caminho pela via das urnas é que o sarneysismo está cansado, defasado, exaurido, perdeu lastro e foco, estando agora lutando pela sobrevivência. Tem, claro, todo o direito de tentar reverter e evitar o tombo final da derrocada, à medida que tem um mérito indiscutível: manteve-se cinco décadas no poder pelo voto direto, independentemente do fato de que algumas dessas eleições foram ruidosamente questionadas.

Além das circunstâncias históricas, os quatro anos de  Governo mostraram que o governador Flávio Dino vai muito além do uso do poder pelo poder, dando às suas ações um caráter clara e profundamente reformador, como a substituição de obras físicas e faraônicas pelo investimento direto nas pessoas, por exemplo, reforçado por uma saudável transparência e, tão ou mais importante: a condição de ficha limpa que ostenta juntamente com os que integram sua equipe e formam o seu círculo político mais próximo. Tanto que fez uma campanha mostrando suas realizações, seus critérios e sua postura. Baseada numa tentativa infrutífera de desqualificar Flávio Dino e seu Governo como um todo, a campanha de Roseana Sarney pregou um assistencialismo desregrado, algo distorcido, prometendo remédio, transporte, energia e leite de graça aos carentes, acrescentando ao pacote a promessa de pagar-lhe também o gás de cozinha.

Será uma escolha decisiva, que manterá o Maranhão na rota traçada pelo dinismo ou o devolverá ao rumo do sarneysismo.

Em Tempo: O levantamento da Econométrica está registrado no TRE/MA sob o protocolo MA-07175/2018 e tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,6 pontos percentuais.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Haddad terá maioria no Maranhão, mas Bolsonaro pode surpreender

Fernando Haddad já está à frente de Jair Bolsonaro ena preferência dos maranhenses, segundo nova pesquisa 

O candidato da aliança PT, Fernando Haddad pode sair das urnas maranhenses com pelo menos 50,7% dos votos válidos, deixando o candidato do PSL, Jair Bolsonaro bem atrás com 23,9% dos votos, seguido de Ciro Gomes (PDT) com 8,5, Geraldo Alckmin (PSDB) com 4,1% e Marina Silva (Rede) com 1,8%. Uma tendência nascida nas eleições em que o ex-presidente Lula da Silva (PT) encantou o eleitorado local arrebanhando centenas de milhares de seguidores fiéis e compensou suas votações transformando o Maranhão num dos polos do Bolsa Família e de outros programas. Mas, diferentemente dos outros pleitos presidenciais, o lulo-petismo dominante no Maranhão tem sido duramente afetado por fatos bombásticos como a condenação e prisão do ex-presidente e a ascensão de um ex-capitão do Exército e deputado federal de vários mandatos, Jair Bolsonaro, que encarna a direita dura e antipetista, que muitos identificam como facista e com tendência golpista. Será uma luta de vida ou morte para essas correntes. O resultado dessa corrida tensa, ao longo da qual alguns fantasmas que atormentam o Brasil e sua democracia, como a ditadura militar, saíram dos porões do esquecimento, assim como os da inflação e o desemprego infernizam hoje a vida de mais de 11 milhões de brasileiros. Fernando Haddad encontra-se na defensiva, apontado como representante dos responsáveis pelo  terremoto econômico que sacode o País desde 2015. Jair Bolsonaro é a consequência disso, um produto da crise política, econômica e oral. Se for uma ameaça, o Brasil poderá ter de enfrentá-la, dando à nossa incipiente democracia a oportunidade de ser testada e dar a prova de que tem condições de sobreviver intacta às essas intempéries. Afinal, uma democracia só é plena e plural quando suporta os arroubos da esquerda, a cautela do centro e os riscos da direita. Elegendo Fernando Haddad, os maranhenses estarão dizendo que topam seguir em frente com o lulo-petismo. Optando por Jair Bolsonaro, o recado será o de que não temem o afloramento de um regime com tinturas facistas. E como não há uma terceira via confiável e sedutora, é aguardar.

 

Se as previsões se confirmarem hoje, Adriano Sarney será o único elo formal da família Sarney com a política

Adriano Sarney pode ser a única voz do sarneysismo na política brasileira

A se confirmar as previsões a respeito do que sairá das urnas, a família Sarney sobreviverá pela presença de apenas um membro no cenário político formal: o jovem deputado estadual Adriano Sarney (PV), que deverá se reeleger segundo todas as listas de prováveis futuros deputados estaduais que estão circulando. Primogênito do deputado federal Sarney Filho (PV) e neto predileto do ex-presidente José Sarney, Adriano Sarney vem encarnando integralmente o sarneysismo como oposição ao governador Flávio Dino, contra quem mantém artilharia intensa na tribuna da Assembleia Legislativa. Moderado e afável e sem a malícia política do avô, o jovem parlamentar revelou-se técnica e culturalmente preparado, com estudos na área de Economia em universidades norte-americanas e francesas. Há quem diga que a carga de ser o responsável pela sobrevivência do sarneysismo será muito pesada para ele, enquanto outros acham que com a orientação do chefe maior ele poderá garantir a sobrevida política da família. A conferir.

São Luís, 6 de Outubro de 2018.