Ao receber mais um prêmio do Sebrae, Edivaldo Holanda Jr. confirma uma gestão que está mudando São Luís para melhor

 

Observado pela filha, Edivaldo Jr. (centro) recebe o segundo do Sebrae o prêmio por apoio ao empreendedorismo numa gestão que está transformando São Luís

Na semana que passou, a imprensa registrou, com o devido destaque, que o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), foi um dos ganhadores da 10ª edição do Prêmio Prefeito Empreendedor, concedido pelo Sebrae/MA, na categoria “Inclusão Produtiva e Apoio ao Microempreendedor Individual”, com o programa Feirinha São Luís. Foi a segunda vez que o prefeito, com seis anos de mandato, foi vencedor – a primeira ocorreu em 2016, quando foi premiado com o Programa de Aquisição de Alimentos. O prêmio do Sebrae chama a atenção para o tamanho que Edivaldo Jr. vem alcançando no cenário político estadual na condição de gestor da Capital, que já não é a mesma desde que ele assumiu em janeiro de 2013. Os investimentos em educação,  saúde,  infraestrutura, saneamento, transportes, limpeza pública, cultura e modernização urbana estão dando à gestão do pedetista uma dimensão não alcançada há temos por antecessores, exceções feitas a Haroldo Tavares que revolucionou a estrutura na década de 1970, a Mauro Fecury nos anos 80 e a Jackson Lago, já neste século. A isso se soma uma gestão correta, em relação à qual não foi levantada até aqui nenhuma suspeita de desvio ou corrupção.

Quando decidiu disputar o gabinete principal do Palácio de la Ravardière, em 2012, o então deputado federal Edivaldo Holanda Jr., filiado ao PTC, um partido quase fantasma, era uma enorme incógnita. A começar pelo fato de que teria como adversário o prefeito João Castelo (PSDB), um gigante político com fama de bom gestor e bom de urna e que tentaria a reeleição. Para muitos um desafio quase impossível de ser vencido. Contra todas as expectativas iniciais, o jovem candidato atropelou o mito e venceu a disputa nas urnas. Recebeu uma Prefeitura quebrada e mergulhada em problemas e contradições chocantes, como a rede escolar paralisada e um moderno VLT colocado sobre trilhos para nada. Após a sua posse, muitos apostaram que fracassaria, principalmente tendo a arqui-inimiga política Roseana Sarney (MDB) morando ao lado. Provou do pão que a serpente subterrânea amassou, suportou a pressão até janeiro de 2015, quando o líder oposicionista Flávio Dino (PCdB) chegou ao Governo do Estado.

Àquela altura, mesmo apanhando de críticos e de adversários, Edivaldo Jr. havia conseguido conter a derrocada, colocando alguma ordem na casa e mantendo a folha de pessoal em dia, mas não dispunha de recursos para fazer investimentos. Começou, então, a parceria com o Governo do Estado, que permitiu que a gestão deslanchasse com base no lastro que montara a muito custo. De lá para cá, a máquina municipal ganhou ritmo em todas as áreas, tornando a gestão do jovem prefeito uma das mais ativas e produtivas dos últimos tempos. Tanto que em 2015 Edivaldo Jr. trocou o PTC pelo PDT e se reelegeu em 2016 enfrentando um fenômeno eleitoral do quilate do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) – que saiu das urnas de Outubro com cacife para pleitear a sucessão.

A saúde administrativa alcançada a duras penas – “matando um leão por dia”-, a reeleição e a aliança firme com o governador Flávio Dino deram ao prefeito Edivaldo Jr. o gás que precisava para transformar a Prefeitura de São Luís numa máquina geradora de boas soluções para problemas que muitos viam como insolúveis. A buracaria na malha viária foi drasticamente reduzida; velhos gargalos no trânsito – Retorno da Forquilha, por exemplo – foram resolvidos; a limpeza pública ganhou impulso com os Ecopontos; a reforma na rede física escolar, com climatização e tudo o mais, já alcançou mais de dois terços das unidades; o transporte público passa por uma transformação como há muito não passava; a estrutura municipal de saúde avança a cada mês; a cultura e o turismo operam para dar a estatura devida a São Luís como Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. E para completar, a reforma do Centro, com a revitalização do Complexo Deodoro-Rua Grande está incluindo São Luís na modernidade.

Isso não quer dizer que São Luís esteja transformada num paraíso urbano. Nada disso. A cidade continua afetada por problemas gigantescos e desafiadores, principalmente na área de saneamento básico – ainda convive com a inaceitável chaga urbana das palafitas. Mas não há como negar que a Capital do Maranhão é hoje uma cidade muito melhor do que a encontrada pelo atual prefeito em 2013, e pela dinâmica que o processo de evolução ganhou, certamente será ainda melhor quando o prefeito Edivaldo Jr. passar o bastão para o seu sucessor em janeiro de 2021.   E deixará o Palácio de la Ravardièrie com cacife para disputar nas urnas o direito tornar-se inquilino do no Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Dino diz a jornal francês que duvida da receita econômica Guedes/Bolsonaro para mudar o Brasil

Flávio Dino mostra o mini busto de Salvador Allende, presidente socialista do Chile eleito democraticamente pelo voto direto e derrubado pelo golpe militar liderado pelo general Augusto Pinochet em 1973, que implantou uma ditadura cruel no país

O governador Flávio Dino (PCdoB) concedeu entrevista ao jornal Le Monde Diplomatique, um braço do Le Monde francês publicado em vários idiomas, inclusive português, contendo reportagens especiais sobre política, economia e cultura. Na entrevista, Flávio Dino fala um pouco da sau trajetória e analisa, com posição política e lucidez plena, a situação atual do Brasil, que vive a expectativa do Governo de Jair Bolsonaro (PSL) e das propostas do seu guru econômico Paulo Guedes. Segue trecho em que o governador do Maranhão expressa sua expectativa em relação ao que os brasileiros estão por experimentar:

Apesar desse interesse as classes populares ajudaram a eleger um candidato que terá como Ministro da Economia Paulo Guedes e agenda muito semelhante ao que foi o governo Pinochet no Chile. Você já disse em mais de uma oportunidade que prevê uma crise política em 2019. O que você espera dessa eventual crise e como olhar para o futuro com otimismo?

Eu sempre me refugio naquela fórmula gramsciana de “pessimismo na teoria, otimismo na ação”. Ou seja, você tem que ter criticidade na abordagem dos temas, porém acreditar que novas conjunturas se colocam. Apesar do aqui e o agora ser muito difícil e complexo, nós podemos transformar e devemos lutar para transformar. Porque eu imagino que haverá crise? O campo vitorioso, em primeiro lugar, não foi claro em relação ao seu programa de governo, por uma razão simples: se o programa da dupla Bolsonaro/Guedes tivesse sido apresentado ele teria perdido a eleição.

No momento em que esse programa vier à luz, a parte das pessoas que votaram em Bolsonaro acreditando que ele era antissistema irá ver que na verdade ele é uma engrenagem do mesmo sistema de sempre de dominação e de concentração de riqueza na mão de uma minoria. As privatizações propostas por eles vão fazer com que direitos sejam submetidos à lógica do mercado. A idéia da reforma da previdência de Paulo Guedes e Bolsonaro é o mesmo sistema que o Pinochet aplicou no Chile, em que cada um contribui para sua própria aposentadoria. Ou seja, quem mais tem contribui mais e vai ter uma aposentadoria melhor. Quem menos tem vai contribuir pouco e terá uma aposentadoria menor. Isso quebra o laço de solidariedade que é inerente ao conceito de previdência social que está na constituição de 1988, em que toda sociedade contribui para aqueles mais frágeis em razão de sua idade ou infortúnios possam usufruir de um final de vida digno. Então há um inhame de solidariedade que é rompido pelo regime de capitalização, e, ao introduzir esse modelo, os mais ricos deixam de ajudar os mais pobres e por isso a concentração de riqueza continua. A previdência deles é um modelo que tem tudo haver com esse sistema a favor da casa grande. E por isso eu antevejo uma crise política, porque na medida em que isso vier à luz, vai haver frustração de largas parcelas da sociedade, e imagino uma conjuntura muito parecida com o governo Collor, que no prazo de um ano ele já havia erodido praticamente toda sua popularidade.

Como a agenda econômica de Guedes/Bolsonaro deve impactar nos estados do Nordeste, sobretudo o Maranhão, governado por um comunista, onde o futuro presidente prometeu “varrer do estado”?

Só o voto popular do povo do Maranhão pode varrer o Partido Comunista do estado. Bolsonaro não é o “dono da vassoura”, quem é o “dono da vassoura” é sua excelência, o povo. E aí, só em 2022. Então, essa hipótese realmente não existe no contexto democrático.

O que eu espero, obviamente, é que seja possível discutir pautas de interesse da Federação e pautas de interesse do Nordeste. Como disse, a oposição é um exercício legítimo do estado democrático de direito. Não impede, é claro, que naquilo que disser respeito ao desenvolvimento regional, haja debate. Espero que o Nordeste seja preservado no que tem de mais importante para a estruturação de políticas de desenvolvimento. Me refiro, por exemplo, a obras de modo geral, ao Banco do Nordeste, a transferência constitucional de recursos para nacionais, que são devidos ao Nordeste não por benemerência, mas por uma correção de desigualdades históricas, regionais. Então, nós estamos reivindicando a manutenção de políticas de desenvolvimento regional que estão na constituição de 1988, e que são devidas em razão da má formação do federalismo brasileiro que fez com que o eixo mais dinâmico da economia brasileira durante períodos pretéritos sugasse energias das outras regiões do país. Então, nós queremos igualdade e chances de oportunidades. Por isso, defendemos as políticas de desenvolvimento regional.

Tenho muito medo de medidas que sejam antissociais. Por exemplo, se uma reforma da previdência selvagem for implementada, nós teremos o sacrifício das aposentadorias dos trabalhadores rurais para o futuro e isso seria um desastre social, eu te diria um genocídio, mas ao mesmo tempo teria um impacto econômico muito negativo nas nossas cidades do nordeste de modo geral, uma vez que a previdência social e aquele sistema de repartição que eu descrevi, é também um vetor de circulação de riqueza da economia local, de sustentação do comércio local. Então, eu gostaria de sublinhar que essas medidas antissociais, elas têm um efeito no beneficiário imediato, em quem deixará de se aposentar por hipótese, mas tem também um efeito dominó sobre as próprias atividades econômicas dessas cidades nordestinas, cujas redes de comércio e serviço dependem em larga medida, por exemplo, da aposentadoria dos trabalhadores rurais.

Se algumas características apresentadas por Guedes/Bolsonaro já nos permitem fazer uma analogia ao governo Pinochet, não é exagero dizer que seu governo no Maranhão se assemelha ao do atípico revolucionário Salvador Allende, que chegou ao poder pelo voto democrático se declarando abertamente um socialista marxista…

Eu tenho um pequeno busto do Salvador Allende na minha sala, inclusive (risos). Eu tenho alguns bustos ao lado dos meus santos. É um dos grandes ídolos que eu tenho. E um dos grandes livros que eu li é “Confesso que vivi”, do Pablo Neruda. Um livro autobiográfico, claro que é a história do Neruda, mas é muito “entrecortado” porque o Neruda foi Senador do Chile no período do Allende, então esse livro tem muito da intensidade daquele período chileno. Salvador Allende é um dos ídolos políticos que eu tenho, sem dúvida.

 

MDB caminha para decidir se o comando será entregue à nova geração ou fica com a velha guarda

Roseana Sarney estaria disposta a reivindicar a presidência do MDB no Maranhão, mas a nova geração quer assumir o comando partidário

A cúpula estadual do MDB deve se reunir nos próximos dias para tomar uma série de decisões em relação ao futuro do partido. Além da avaliação da derrota eleitoral avassaladora, um dos assuntos mais espinhosos será a mudança no comando do partido, que deve ocorrer em fevereiro, quando o senador João Alberto deixar o Senado. Nos bastidores corre que a ex-governadora Roseana Sarney estaria inclinada a reivindicar a presidência do partido, que também está nos planos do deputado federal Hildo Rocha. Mas há outra corrente liderada pelo deputado estadual Roberto Costa, que defende que o comando emedebista seja entregue a um nome da nova geração do partido, como o deputado federal Victor Mendes, o prefeito de Imperatriz Assis Ramos, o atual secretário nacional da Juventude Assis Filho ou, claro, o próprio Roberto Costa, que saiu das eleições fortalecido com a reeleição para a Assembleia Legislativa e a eleição do prefeito de Bacabal, Edivan Brandão (PSC), da qual foi o patrono e o maior suporte político. O grande desafio do MDB será curar as feridas da eleição e superar as diferenças internas, de modo a se tornar um partido preparado para retomar pelo menos parte do espaço que ocupou por muitos anos no cenário político do Maranhão. Muitos duvidam que o partido possa se reinventar tendo no comando Roseana Sarney ou outro líder da velha guarda, como o próprio senador João Alberto ou o senador Edison Lobão. Os tempos são outros, há um novo cenário político sendo desenhado, e nele os novos líderes emedebistas certamente se encaixam bem melhor. Mesmo assim, deve haver alguns tremores, mas se houver bom senso a transferência de comando para a nova geração será feita por consenso.

São Luís, 11 de Novembro de 2018.

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