Todos os posts de Ribarmar Correa

Operação da PF e suspeita de envolvimento na fraude do INSS deixam Weverton em posição incômoda

Weverton Rocha: investigação da PF em endereços seus e
pedido de prisão negado no Supremo

“Sócio oculto de uma organização criminosa”. Foi essa a definição dada pela Polícia Federal ao senador Weverton Rocha (PDT) no relatório em que pediu a prisão dele por suposto envolvimento com a máfia que extorquiu bilhões de aposentados por meio de descontos ilegais em favor de entidades corporativas fajutas. As últimas 72 horas foram avassaladoras para o senador maranhense: ações de busca e apreensão em endereços a ele ligados em Brasília e em São Luís, quatro assessores e ex-assessores, todos ligados ao PDT, presos por envolvimento direto no esquema milionário de desvio, além de um pedido de prisão do senador, providencialmente negado na Suprema Corte, com base no argumento da Procuradoria Geral da República de que ainda provas contundentes de que ele tenha sido diretamente beneficiado com dinheiro do esquema fraudulento. Além disso, a PF aponta ser próxima a relação do senador pedetista com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, principal operador do esquema.

O senador Weverton Rocha reagiu a tudo isso com uma nota sucinta, na qual diz que foi “surpreendido” com a operação da PF nos seus endereços, nega envolvimento no esquema criminoso, informa que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação, e afirma que nada tem a ver com a bandalheira tomou ilegalmente bilhões de milhares e milhares de aposentados e pensionistas do INSS.

Politicamente, a operação e o relatório da PF são desastrosos para a imagem política do senador Weverton Rocha, que é vice-líder do Governo no Senado, e no momento atua como relator do Projeto de Lei que ajusta as regras para impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), um tema extremamente sensível num momento de quase crise institucional. Foi também designado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), para relatar a indicação do advogado geral da União, Jorge Messias, para o vaga aberta na Suprema Corte com a aposentadoria do ministro Luiz Roberto Barroso. Além disso, a sua condição de vice-líder do Governo o obriga a atuar intensamente na interlocução do Senado e no Congresso Nacional com o Palácio do Planalto, tarefa que pode se tornar difícil ou até impossível se a sua situação for agravada por revelações demolidoras.

No plano estreitamente político, a posição de ser um dos líderes do PDT no plano nacional e presidir o partido no Maranhão, pode ser fortemente golpeada e ferida gravemente, com sério risco ao seu projeto de reeleição, que vem sendo viabilizado com consistência. Tanto que todas as pesquisas o apontam como líder em todos os cenários sem o governador Carlos Brandão (sem partido), e o nome mais forte para a segunda vaga no caso de o mandatário vir a ser candidato a senador. O seu cacife político é tão forte que seu nome chegou a ser cogitado como solução de consenso para o Governo do Estado.

Todo esse lastro foi atingido pesadamente e poderá ser colocado em xeque pelo relatório da PF apontando, com ênfase, o seu suposto envolvimento com a camarilha que lesou aposentados do INSS. Aliados e adversários se lhe voltaram a atenção, à medida que o noticiário foi dando forma à bomba que o teve como alvo nos últimos dois dias. Até aqui sua reação foi tímida, resumida a uma negativa na forma de uma nota pouco esclarecedora divulgada por sua assessoria, que, porém, nada esclareceu. Os fatos exigem mais, cobram explicações e esclarecimentos que não deixem qualquer margem para dúvidas.

E a julgar pelo que foi dito e o que foi desmentido até aqui, não valerá o velho bordão de que se trata de “perseguição política”, motivação que a Polícia Federal, agora livre de más influências, não tem na sua cartilha operacional.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão fala sobre tentativas de cassa-lo e diz que está protegido por Deus e tem o apoio do povo

Carlos Brandão faz desabafo
e se diz protegido por Deus

“Inventam processos mirabolantes. E quando chega na Justiça, a Justiça diz: ´Mas que loucura é essa aqui?`”. A declaração, em tom de desabafo, partiu do governador Carlos Brandão (sem partido), ao falar, ontem, no lançamento do programa Coopera Maranhão.

As declarações do governador causaram surpresa nos presentes, e ele foi além: “Deus está me protegendo. Meu advogado é o povo. Me tirar na marra, me tirar da cadeira, eu trabalhando e prestando muito serviço, não vão conseguir”.

O mandatário maranhense se referia ao que classificou como perseguições judiciais. Sem citar nomes, o governador Carlos Brandão referiu-se a tentativas de cassar o seu mandato, nenhuma delas bem sucedida. Ele disse que segue trabalhando e exercendo o seu mandato com tranquilidade, apesar das pressões que encara por conta desses movimentos.

Para Carlos Brandão, sua permanência no cargo e a sua tranquilidade para governar são resultado de “proteção divina” e apoio popular.

Assembleia Legislativa aprova Orçamento de R$ 38 bilhões para 2026

Iracema Vale comandou a sessão que encerrou o ano legislativo com os deputados aprovando o Orçamento do Estado para 2026

O Governo do Maranhão vai poder gastar R$ 38 bilhões no exercício financeiro de 2026. É o que prevê a Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada ontem pela Assembleia Legislativa, na última sessão do ano legislativo, dando início ao recesso parlamentar. Esses recursos estão estimados na previsão de receita e serão aplicados em despesas fixas – pessoal e custeio – e investimentos, de acordo com o Projeto de Lei nº 484/2025, chancelado por unanimidade pelo parlamento estadual.

A aprovação se deu depois de o PL passar pelo crivo da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e da Comissão de Orçamento, Finanças, Fiscalização e Controle.

A Lei Orçamentária Anual (LOA), juntamente com o Plano Plurianual Anual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) forma o tripé legal que orienta a aplicação dos recursos públicos. Sua elaboração se dá com base nas metas e prioridades previstas na LDO e PPA. Nesse conjunto, a LOA aprovada ontem detalha o orçamento fiscal (Poderes, órgãos, fundos), o orçamento de investimentos (empresas estatais) e o orçamento da seguridade social (saúde, previdência, assistência).

De acordo com a mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa pelo governador Carlos Brandão (sem partido), as metas e prioridades do Poder Executivo para o exercício de 2026 estão alinhavadas no Plano de Ação do Maranhão (PAM), definidas anualmente com base no Plano Estratégico do Governo (PEG), que prioriza ações vinculadas aos compromissos de Governo, resultantes de demandas de audiências do Orçamento Participativo e previstas no Plano Estratégico de Longo Prazo Maranhão 2050.

São Luís, 19 de Dezembro de 2025.

Pesquisa contratada pelo PT aponta disputa em dois turnos entre Braide e Orleans

Eduardo Braide lidera pesquisa que indica segundo turno com
Orleans Brandão à frente de Roberto Rocha, Lahesio Bonfim,
Felipe Camarão e André Fufuca

Se a eleição para governador do Maranhão fosse agora, o prefeito Eduardo Braide (PSD) e o secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), disputariam um segundo turno, deixando para trás o ex-senador Roberto Rocha (sem partido), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ministro do Esporte André Fufuca (PP). Realizada pela OMA Assessoria em Pesquisa de Opinião, uma empresa de São Paulo contratada pelo PT, a pesquisa testou os pré-candidatos em quatro cenários, alternando nomes. Eduardo Braide aparece com vantagem larga sobre Orleans Brandão, que por sua vez mantém vantagem distância expressiva dos demais candidatos. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 19 e 22 de novembro – 11 meses antes das eleições -, e que tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, e que só agora chegou ao conhecimento público pelo blog Marrapá.

A investigação para identificar as tendências do eleitorado para 2026 encontrou a liderança folgada do prefeito Eduardo Braide (PSD), tendo como principal adversário o secretário Orleans Brandão (MDB), os dois seguidos, alternadamente, pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), o ex-senador Roberto Rocha (sem partido), o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ministro do Esporte André Fufuca (PP). A OMA Pesquisas ouviu 1.200 eleitores no período de 19 a 22 de novembro, há um mês, portanto, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

No primeiro cenário, com os seis nomes, Eduardo Braide lideraria com 30% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão com 16%. Logo atrás apareceriam tecnicamente empatados Roberto Rocha (12%), Felipe Camarão (10%) e Lahesio Bonfim (9%), e André Fufuca (6%) na última posição. Nesse quadro, 6% anulariam o voto e 11% não saberiam em quem votar.

No segundo cenário, sem Felipe Camarão, Eduardo Braide aumentaria a vantagem e chegaria 33%, o mesmo acontecendo com Orleans Brandão, que chegaria aos 18%, empatando tecnicamente com Roberto Rocha (15%) e este com Lahesio Bonfim (12%), e com André Fufuca (7%) na última posição. Seriam 6% de votos nulos e brancos e 9% de indecisos.

No terceiro quadro investigado pela pesquisa, Eduardo Braide lideraria com 32% e Orleans Brandão sairia das urnas empatado com Roberto Rocha, ambos com 16% cada. Lahesio Bonfim teria 12% e Felipe Camarão 9%, enquanto nulos, brancos e indecisos somariam 14%.

Finalmente, a empresa OMA Pesquisa montou um cenário sem Orleans Brandão e Felipe Camarão. Nele, Eduardo Braide alcançaria 40% contra 20% de Roberto Rocha. Lahesio Bonfim teria 15% e André Fufuca ficaria em último com 10%. Nulos e brancos seriam 9% e indecisos 9%.

A pesquisa aponta com clareza a liderança consolidada do prefeito Eduardo Braide em todos os cenários, nos quais iria para o segundo turno com vantagem importante, principalmente se levado em conta o fato de que ele não se declarou candidato. Num outro viés, é destaque o segundo lugar também consolidado de Orleans Brandão, que está em pré-campanha aberta e intensa e tem campo para crescer, principalmente se a corrida ficar resumida a quatro candidatos.

Três outros dados chamam a atenção no levantamento da OMA Pesquisa. O primeiro é a performance surpreendente do ex-senador Roberto Rocha, que nem partido nem grupo tem e aparece em terceiro em três cenários e em segundo em um deles, ganhando todas de Lahesio Bonfim. O outro é a modesta performance do vice-governador Felipe Camarão em todos os cenários. E finalmente o fraco desempenho do ministro André Fufuca, provavelmente pelo fato de ele estar diretamente ligado à disputa para o Senado.

As informações encontradas pela OMA Pesquisas podem explicar a inclinação do PT do Maranhão na direção do secretário Orleans Brandão e a curiosidade do presidente Lula da Silva por Eduardo Braide na conversa com a deputada federal Roseana Sarney, na semana passada.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisa mostra que, mesmo sem ser candidato, Brandão lidera todos os cenário para o Senado

Carlos Brandão lidera com folga a disputa para o Senado, que
envolve Weverton Rocha, Eliziane Gama, André Fufuca,
Pedro Lucas Fernandes e Hilton Gonçalo

Os números encontrados pela OMA Pesquisas confirmam uma verdade já exaustivamente mostrada por mais de três dezenas de levantamentos que mediram o cenário para as eleições majoritárias do Maranhão no ano que vem: se for candidato ao Senado, o governador Carlos Brandão (sem partido) é franco favorito para uma das vagas, não havendo até aqui pré-candidato à eleição ou à reeleição com cacife para tê-lo como concorrente.

A pesquisa vasculhou as intenções de votos nos diversos ângulos da disputa para o Senado. No cenário de voto duplo, Carlos Brandão aparece isolado na liderança. No primeiro voto, lidera folgado com 33% das preferências, à frente do senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, com 18%, e o ministro André Fufuca (PP), com 13%. Nesse cenário, a senadora Eliziane Gama (PSD), também candidata a novo mandato aparece com 9%, seguida do deputado federal Pedro Lucas Fernandes com 6% e do ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2%. Brancos, nulos ou nenhum chegam a 12%, enquanto 6% não souberam responder, ou seja, 18% de votos soltos.

No segundo voto, Carlos Brandão mantém desempenho competitivo, com 17%, empatado com Weverton Rocha, com André Fufuca muito próximo dos ambos com 15%, Pedro Lucas alcança 10% e Eliziane Gama mostra o mesmo cacife: 9%. Brancos, nulos ou nenhum sobem para 17%, e 11% dizem não saber – são 28% de votos a serem conquistados e que podem fazer a diferença na disputa.

O governador Carlos Brandão detém, portanto, poder de fogo eleitoral para ditar o rumo da corrida às duas vagas no Senado, caso resolva ser candidato a uma delas, revertendo a decisão de permanecer no cargo até o final do mandato. Ele ouviu do presidente Lula da Silva (PT) um pedido para que seja candidato à Câmara Alta, e nesta semana, ao comentar o assunto, revelou que levará ao presidente “uma contraproposta”.

Juscelino mostra habilidade política ao fundar e comandar a Frente Parlamentar das Comunicações

Juscelino Filho lança Frente Parlamentar das Comunicações

Ao lançar, na terça-feira, na Câmara Federal, a Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais, o deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho (União) deu uma mostra robusta de ser um político hábil e de visão larga.

Ele deixou o Ministério das Comunicações bombardeado por denúncias de uso indevido de recursos de emendas destinados à Prefeitura de Vitorino Freire, sua base eleitoral e que tinha sua irmã, Luanna Rezende (União) no comando da máquina municipal. Pareceu fragilizado, mas soube minimizar e reverter os efeitos da pancadaria de que foi alvo.

Ao organizar, lançar e liderar como presidente da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais, ele mostra que, ainda que sua formação seja a de médico, assimilou plenamente a complexa seara das comunicações. A iniciativa mobiliza deputados e senadores num canal de comunicação com o poder público e a sociedade civil e empresas públicas e privadas para tratar de temas social e economicamente relevantes, como conectividade, inclusão digital, expansão do 5G, radiofusão, inteligência artificial, cibersegurança, regulação de plataformas e economia digital.   

Disse ele no lançamento: “É um marco. A Frente chega para atuar de forma organizada, fortalecendo um setor que possui extensa, complexa e impactante cadeia produtiva, decisiva para o desenvolvimento nacional. Assumimos o compromisso de coordenar os trabalhos, em nome do parlamento brasileiro, promovendo um debate plural e construtivo para modernizar a infraestrutura de comunicação, aprimorar o ambiente regulatório, estimular a inovação e acelerar a economia digital, sobretudo para incluir os brasileiros que ainda estão fora do mundo digital. Quando o Brasil investe em tecnologia e em inclusão digital, mudamos vidas”.

E destacou ações da sua gestão no Ministério das Comunicações:  inclusão do eixo Inclusão Digital do Novo PAC, com R$ 28 bilhões em investimentos, e a retomada do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), com mais de R$ 3 bilhões para projetos de inclusão digital, além de programas como Escolas Conectadas, Norte Conectado e a modernização da radiodifusão.

São Luís, 18 de Dezembro de 2025.

Brandão prevê nova conversa com Lula e sinaliza que chapa governista pode sair em janeiro

Carlos Brandão e Lula da Silva: acerto sobre a
corrida sucessória sem comprometer
a excelente relação institucional

A lógica começa a se impor no tabuleiro político maranhense. A revelação do governador Carlos Brandão (sem partido) de que na conversa que teve em novembro com o presidente Lula da Silva (PT), para alinhavar candidaturas ao Governo do Estado e ao Senado, terminou com o compromisso de os dois tentarem encontrar caminhos que levem à recomposição da base governista no Maranhão. Muitos minimizaram o encontro, alguns chegando mesmo a dizer que a conversa de nada valeu. Os fatos, porém, começam a mostrar exatamente o contrário, e isso se dá pelo simples fato de que o presidente Lula da Silva tem interesse de manter o governador Carlos Brandão como aliado e comandando o seu palanque no Maranhão, enquanto o governador Carlos Brandão nem sonha com a possibilidade de romper a sua aliança política e institucional com o presidente.

A afirmação do governador dizendo que só vai falar de política no ano que vem e que pretende dar forma à chapa majoritária – governador e senador – em janeiro, está dentro do script. O diferencial de agora é que Carlos Brandão concebeu um projeto arrojado, lançando um candidato da sua mais absoluta confiança, o seu sobrinho Orleans Brandão (MDB), organizou um partido com aliados fortes – o MDB e o que restou do Grupo Sarney -, vem trabalhando para fortalecer as candidaturas de aliados ao Senado – Weverton Rocha (PDT) e André Fufuca (PP) – e está determinado a permanecer no cargo até o final do mandato para, ele próprio, com a ampla e densa experiência acumulada em sucessivos processos eleitorais, comandar a campanha.

De longe o mais tarimbado político em ação no País, o presidente Lula da Silva já avaliou que depois do período liderado por Flávio Dino o cenário político maranhense sofreu mudanças radicais. E a principal deles foi que, à sua maneira, e legitimado por uma reeleição de um só turno, o governador Carlos Brandão ocupou todos os espaços possíveis trazendo os prefeitos de volta à linha de frente, tem agora o controle da situação. Isso dá ao governador cacife para conversar com o presidente sem se sentir pressionado, possibilitando que os dois tentam montar a equação que atenda aos dois, e não uma situação imposta. Daí porque todas as possibilidades podem ser levadas em conta.

Carlos Brandão senta à mesa com a candidatura de Orleans Brandão em processo de consolidação, com o suporte declarado de pelo menos 160 dos 217 prefeitos, entre eles os mais que comandam os maiores municípios – com exceção de São Luís e São José de Ribamar -, conta com a ampla maioria dos deputados estaduais e está à frente de um Governo bem avaliado, que tem aproveitado todas as brechas para chegar mais próximo do eleitor. O presidente Lula da Silva entra na conversa como o chefe da Nação que deu todo o apoio possível ao Governo do Maranhão nos últimos anos, numa relação institucional produtiva sem precedentes nos últimos tempos, além de ser o favorito na corrida presidencial, o que lhe dá autoridade para também colocar as suas cartas na mesa.

A julgar pelas suas manifestações, o presidente Lula da Silva está mais interessado em eleger dois senadores aliados no Maranhão do que no próprio Governo do Estado. Pelo que se sabe, na primeira conversa ele tentou convencer o governador Carlos Brandão a montar uma chapa com um candidato de consenso, desde que ele, Brandão, fosse candidato ao Senado. Não deu, porque o governador sabe que sem ele no comando da campanha, a candidatura de Orleans Brandão corre risco, exatamente por ser um projeto de grupo. Carlos Brandão agora revela que voltará a conversar com o presidente levando uma contraproposta, que só ele sabe qual é, e que poderá ser acatada ou não.

E pelo que sinalizou o governador, com a segurança de quem tem o controle da sua base e das alianças que montou, janeiro será um mês decisivo para a definição da chapa governista, incluindo o candidato a governador, a vice-governador e ao Senado. Provavelmente com o aval de Lula da Silva.

PONTO & CONTRAPONTO

Assembleia aprova MPs que reforçam as políticas sociais do Governo do Estado

A presidente Iracema Vale (PSB) comanda a sessão entre os deputados
Antônio Pereira (PSB), Neto Evangelista (União), Glaubert Cutrim (PDT),
Rodrigo Lago (PCdoB) e Fernando Braide (PSD), e com o deputado
Leandro Bello (Podemos) na tribuna

A Assembleia Legislativa caminha para fechar o ano legislativo com uma produção intensa no plenário. Ontem, por exemplo, na antepenúltima sessão antes do recesso parlamentar, os deputados aprovaram, sem restrições, quatro Medias Provisórias editada pelo Palácio dos Leões e que passa a ter validade plena como leis ordinárias. São elas:

Medida Provisória 518/2025, que reinstitui o programa ‘Maranhão Juros Zero’, cujo objetivo é incentivar o empreendedorismo e a economia solidária e alavancar o investimento produtivo, além de promover a geração de emprego e renda no estado.

Medida Provisória 524/2025, que aprova o Plano Estadual de Política de Promoção da Igualdade Racial para o período de 2025 a 2035. A norma constitui um instrumento decenal de planejamento, coordenação e execução das políticas públicas contra o racismo estrutural e institucional e promove a igualdade racial e a valorização dos povos e comunidades tradicionais do Maranhão.

Medida Provisória 525/2025, que institui o projeto Agente Jovem do Desenvolvimento Social no âmbito do programa Trabalho Jovem, criado em 2020. A MP tem como objetivo fortalecer as políticas públicas de inclusão produtiva da juventude maranhense, com foco no combate à pobreza e na redução das desigualdades sociais.

Medida Provisória 519/2025, e altera a Lei 12.656/25, que instituiu o programa estadual ‘Educação de Verdade’ na rede pública de ensino. A principal mudança trazida pela MP é a inclusão da possibilidade de transferência financeira e/ou concessão de crédito diretamente aos alunos, por meio de solução tecnológica com bilhetagem eletrônica.

Com a aprovação, as MPs passam a ter força de lei no âmbito estadual.

Braide desmente notícia de que teria conversado com o presidente nacional do PT sobre sucessão estadual

Eduardo Braide desmente notícia
sobre conversa com presidente
nacional do PT

“Eita, Mirante. Bastava ter olhado minhas redes sociais. Passei o final de semana vistoriando obras e sendo padrinho de casamento de 347 casais. Não cansam de inventar histórias, hein? Apaga que dá tempo”.

Foi essa a reação do prefeito Eduardo Braide (PSD) ao tomar conhecimento de que a emissora havia divulgado que ele teria conversado com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, na busca de uma aliança com o partido em torno da sua provável candidatura ao Governo do Estado.

Por esse projeto, Eduardo Braide seria o candidato a governador tendo um petista como vice, que poderia ser o vice-governador Felipe Camarão ou o deputado federal Rubens Júnior, e a senadora Eliziane Gama (PSD) candidata à reeleição.

A reação do prefeito Eduardo Braide indica claramente que a informação foi uma barrigada. E ponto. Valendo a lembrança de que a maior parte do braço maranhense do PT está reforçando a candidatura do emedebista Orleans Brandão.

E no contraponto, o que se tem percebido é uma inclinação do grupo dinista, que hoje controla o PSB, sinalizando uma possível aliança com o prefeito de São Luís, caso ele decida ser candidato a governador, o que ainda é uma incógnita.

São Luís, 17 de Dezembro de 2025.

Conversa de Roseana com Lula revelou que o MDB consolidou de vez a candidatura de Orleans Brandão

Lula da Silva e Rosângela Silva afagam Roseana Sarney em
visita que acabou se transformando num fato político
que favoreceu Orleans Brandão e Eduardo Braide

A conversa da deputada federal Roseana Sarney (MDB) com o presidente Lula da Silva (PT), nesta segunda-feira (15), no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, sobre a corrida sucessória no Maranhão consolidou, fortemente, o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão como candidato do MDB e da família Sarney ao Governo do Estado. Roseana Sarney disse a Lula da Silva que apoia o projeto com o aval do ex-presidente José Sarney e das lideranças do MDB estadual e da cúpula nacional do partido. O presidente teria manifestado interesse pela provável candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e até onde foi vazada, a conversa não tratou da pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT). Feita por conta da relação de amizade e num gesto de solidariedade do chefe da Nação e da primeira-dama Rosângela Silva por conta do problema de saúde que a ex-governadora enfrenta, a visita ganhou peso importante no tabuleiro político maranhense.

Presidido por Orleans Brandão, que recebeu o comando do pai, Marcus Brandão, o braço maranhense do MDB assimilou de vez o projeto de candidatura na gigantesca convenção estadual que o elegeu, há duas semanas. Antes da definição partidária, já estava clara a posição das lideranças do partido, faltando apenas um ato para que o partido como um todo se posicionasse oficialmente em relação ao projeto de candidatura do seu atual presidente ao Palácio dos Leões. Já era corrente o apoio de Roseana Sarney e ao ex-presidente José Sarney ao secretário de Assuntos Municipalistas, mas essa posição não havia chegado ao público de maneira contundente. Essa cristalização ocorreu em São Paulo, nesta segunda-feira, mostrando não só o apoio, mas o engajamento da ex-governadora no projeto de Orleans Brandão.

O posicionamento forte de Roseana Sarney pró-Orleans Brandão na conversa com o presidente Lula da Silva se revelou não apenas pessoal, mas partidário, tendo o líder petista ouvido sem fazer restrições. O interesse do presidente Lula da Silva pelo projeto de candidatura do prefeito Eduardo Braide está associado à interlocução que ele mantém com a senadora Eliziane Gama (PSD), e surpreendeu principalmente porque a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão não foi incluída na conversa. Se verdadeiro, esse dado reforça expressivamente a banda maior do PT maranhense que vem se movimentando no sentido de manter a aliança com o governador Carlos Brandão e apoiar a candidatura de Orleans Brandão, sugerindo que Felipe Camarão dispute outro cargo, como uma cadeira no Senado, por exemplo.

É verdade que, pelo que foi vazado, mesmo com a manifestação de apoio firme da ex-governadora Roseana Sarney, o presidente Lula da Silva não emitiu qualquer sinal de apoio ao pré-candidato do MDB, mas é fato também que não fez qualquer gesto de restrição. Ouviu em silêncio, com atenção. Lastreado por uma experiência política de quem chegou três vezes a presidente, Lula da Silva sabe que na corrida à reeleição ele provavelmente terá maioria ampla de votos no Maranhão, mas sabe também que precisa de um palanque no estado. E nesse momento, o único palanque estruturado é o do governador Carlos Brandão (sem partido), que reúne o senador Weverton Rocha (PDT), o ministro do Esporte André Fufuca (PP), a presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (PSB) e prefeitos dos maiores municípios maranhenses.

Não há dúvida, portanto, de que a visita do presidente Lula da Silva à deputada federal Roseana Sarney ganhou peso de fato político importante no tabuleiro sucessório maranhense. A começar pelo fato de que o MDB fechou de vez com Orleans Brandão, formando uma base que incluiu a família Sarney, o prefeito de Bacabal e presidente da Famem, Roberto Costa (MDB), com o aval dos ex-senadores João Alberto e Edison Lobão. Mais do que isso: esse movimento conta com o apoio integral do presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP), com quem o governador Carlos Brandão mantém canal aberto de comunicação.      

PONTO & CONTRAPONTO

Registro

Assembleia ampliou canais e melhorou a produção e a qualidade da sua comunicação com a sociedade

Juraci Filho apresenta balanço positivo da área
de comunicação da Assembleia Legislativa

Ao mesmo tempo que mais uma vez fez a sua parte como a base política do tripé institucional formado pelo Poderes no Maranhão, a Assembleia Legislativa avançou expressivamente numa área essencial para a sua sustentação, a comunicação. O passo adiante nessa seara foi mostrado ontem pelo seu diretor, o jornalista Juracy Filho, ao fazer um balanço das atividades do Complexo de Comunicação do Poder Legislativo, que reúne quatro braços em plena ação, dando não apenas o suporte necessário às atividades do parlamento, mas também produzindo registros de importância indiscutível à memória institucional, política e cultural do Maranhão.

O braço de comunicação é formado pela TV Assembleia (Canal aberto 9.2 – MAXX 17 – SKY 309.2), Rádio Assembleia (96,9 FM) e pelas redes sociais, cujas atividades jornalísticas e culturais vão muito além da ampla cobertura e divulgação das atividades dos 42 deputados estaduais. A divulgação da produção jornalística é feita perla Agência de Notícia da Alema, que alimenta não só os veículos do Complexo, mas toda a rede de comunicação pública e privada do Maranhão.

Os números apresentados pelo diretor Juracy Filho são surpreendentes e reveladores de que a Assembleia Legislativa do Maranhão dispõe de uma máquina de comunicação à altura da sua estatura como Poder. E com uma vantagem a mais: conta com o aval da Mesa Diretora e o apoio decisivo e entusiasmado da presidente Iracema vale (PSB).

A TV Assembleia, por exemplo, produziu e exibiu 1.830 reportagens entre janeiro de novembro – média de 165 a cada mês – nos seus 18 programas, que além da exibição de matérias jornalísticas, dão espaço para entrevistas, debates e outras manifestações de interesse público. Não é pouca coisa, principalmente se esse resultado é comparado às emissoras da rede privada. E principalmente se levado em conta o fato de que a grade de programação da emissora foi mantida em total regularidade.

 A TV Assembleia registrou 1.982 gravações entre janeiro e novembro de 2025, um volume considerado elevado para uma emissora legislativa, demonstrando alta produtividade, cobertura ampla e regularidade na produção de conteúdo. Foi uma média de 165 gravações por mês, representando uma produção alta e constante especialmente considerando a característica de uma TV institucional. Não foi sem razão, portanto, que sob o comando do jornalista Ronaldo Segundo, coordenador de Jornalismo, a TV Assembleia, recebeu cinco prêmios ao longo do ano, entre eles o “Prêmio Porto Itaqui 2025” e o do “Prêmio ADPEMA de Jornalismo Roberto Fernandes”.

No mesmo embalo, a Rádio Assembleia (96.9 FM) também se superou nos 11 meses avaliados pelo diretor Juraci Filho. Foram 3.598 produções de áudio, a maioria manifestações de deputados sobre temas diversos, divulgadas pela emissora, jornalisticamente corretas e marcadas pela credibilidade. E a resposta veio com o alcance de dois milhões de ouvintes, um bom resultado para o trabalho coordenado pelo jornalista Gregório Dantas, subdiretor de YV e Rádio Parlamentar.

Outro braço do Complexo de Comunicação da Alema que cresceu expressivamente no mesmo período foi o que alimenta as redes sociais.  No Instagram, por exemplo, o perfil da Alema alcançou mais de 60 mil seguidores, com acréscimo de 6.472 novos perfis no período. O conteúdo publicado atingiu mais de 1,8 milhão de pessoas e ultrapassou 3 milhões de impressões, fruto do trabalho coordenado pela jornalista Annyere Pereira. O perfil da Alema no Facebook atingiu mais de 15 mil seguidores, alcançando mais de 1,27 milhão de pessoas ao longo do ano. Já no YouTube, a TV Assembleia alcançou a marca de 150 mil inscritos, acumulando mais de 1,7 milhão de visualizações, com destaque para as transmissões ao vivo das sessões plenárias.

A Agência de Notícias contribuiu decisivamente para dar visibilidade às atividades do parlamento estadual em 2025. Sob a coordenação da jornalista Ellen Serra, foram 1.936 reportagens, 1.605 episódios de TV e 4.401 episódios de rádio veiculados no site da Alema, repercutindo as atividades desenvolvidas pela TV e pela Rádio da Alema.
Nas suas falas de apresentação, o diretor Juraci Filho e a diretora-adjunta Glaucione Pedrozo sinalizaram que o sistema de comunicação da Alema será ainda mais ativo no ano que vem.

São Luís, 16 de Dezembro de 2025.

Candidatos ao Senado intensificam movimentos na corrida para ampliar e consolidar posições

Weverton Rocha, Eliziane Gama e André Fufuca estão na disputa;
Hilton Gonçalo, Roberto Rocha, Pedro Lucas Fernandes e
Mical Damasceno tentam entrar nela; e Caros Brandão continua
sendo a chave-mestra para definir de vez o cenário

Em meio aos movimentos da corrida ao Governo do Estado, com o avanço do secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), da estabilidade do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), da complicada situação partidária do vice-governador Felipe Camarão (PT) e da mais absoluta indefinição do prefeito Eduardo Braide (PSD) sobre entrar ou não na briga, uma intensa movimentação vem marcando a corrida ao Senado. Os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), aspirantes à reeleição, o ministro do Esporte André Fufuca (PP), o ex-senador Roberto Rocha (sem partido), o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) e a deputada estadual Mical Damasceno (PSD) têm intensificado os seus movimentos de maneira clara, nitidamente focados nas duas cadeiras maranhenses na Câmara Alta.

O senador Weverton Rocha tem se desdobrado para dar conta das suas atividades legislativa como relator de matérias tecnicamente complexas e politicamente explosivas, como a indicação do advogado geral da União, Jorge Messias, e o projeto que altera as regras para o impeachment de ministro do Supremo Tribunal Federal, administrar questões partidárias, participar de eventos – inaugurações e atos públicos – no interior do estado, e o surgimento, aqui e ali, de algumas incômodas controvérsias. Alinhado inteiramente à pré-candidatura de Orleans Brandão, sua desenvoltura política vem garantindo a posição de melhor situado na corrida pré-eleitoral segundo todas as pesquisas publicadas até aqui, indicando que, se não houver uma reviravolta inesperada, serão amplas as suas chances de renovar o mandato.

Depois de tentar, sem sucesso, construir um suporte adequado na base governista, para ser, pelo menos, a segunda opção do Palácio dos Leões, a senadora Eliziane Gama parece decidida a seguir o seu rumo partidário e ocupar o espaço a ela destinado pelo PSD no contexto da provável candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Estado. Estimulada pela direção nacional do partido, Eliziane tem feito movimentos simbólicos de aproximação com setores mais conservadores, como mostrou a imagem e a troca de elogios entre elas e a senadora bolsonarista Damares Alves (PL/DF), que causou rebuliço tanto na direita quanto na esquerda. Caminha para declarar apoio à candidatura de Eduardo Braide aos Leões e manter apoio à do presidente Lula da Silva (PT) à reeleição.

O ministro André Fufuca tem trabalhado em duas frentes, uma para fazer da sua candidatura ao Senado um projeto independente, e outra para inseri-lo na base governista, apoiando Orleans Brandão, ainda que corra o risco de vir a ser cobrado por ser ministro do Governo Lula e não apoiar o candidato do PT no estado. Mas o fato é que André Fufuca tem sabido administrar as peças cesse cenário e avançar como a opção da base governista para a segunda vaga, como mostram as pesquisas. E o principal suporte à sua candidatura está na aliança com prefeitos de grandes municípios, como Rildo Amaral (PP), de Imperatriz, por exemplo. Essas parcerias políticas associadas ao trabalho que vem bancando como ministro do Esporte formam o lastro político e eleitoral do seu projeto, que parece consolidado.

Entre as demais pré-candidatura, a mais sólida é a de Hilton Gonçalo, que é fruto de um intenso trabalho político que ele vem realizando junto a prefeitos, ex-prefeitos e lideranças no interior, desde que deixou a Prefeitura de Santa Rita, o que o pré-candidato mais acreditado. Ao mesmo tempo, o ex-senador Roberto Rocha, ainda sem partido, faz uma pré-campanha inconsistente nas redes sociais, onde reclama de que seu nome não é incluído nas pesquisas, nas quais aparece em quarto, às vezes em quinto, lugar. Por sua vez, a deputada Mical Damasceno se diz em pré-campanha, reclamando também da não inclusão do seu nome nas pesquisas, num contexto em que quase ninguém dá crédito a esse projeto. Já o deputado federal Pedro Lucas Fernandes tem sido incluído nas pesquisas, mas em nenhum momento afirmou ser pré-candidato a senador, gerando a expectativa de que vai mesmo é tentar renovar o seu mandado na Câmara Federal, onde tem força partidária e prestígio pessoal.

Existe ainda um “porém” nesse cenário, que perde consistência dia após dia, mas ainda não está de todo resolvido: o futuro político do governador Carlos Brandão (sem partido): ele tem dito que ficará no cargo os quatro anos ou concorrerá a uma cadeira no Senado. Tem até o dia 3 de Abril para mudar de ideia e disputar uma cadeira no Senado, com a vantagem de que em todas as pesquisas que incluíram seu nome ele apareceu disparado na liderança.

PONTO & CONTRAPONTO

Acordo com Brandão leva Chiquinho da FC e Francisco Nagib à base governista

Chiquinho da FC sela aliança política com Carlos Brandão

Acordo fechado: o prefeito de Codó, Chiquinho da FC, que se elegeu pelo PT e continua filiado ao partido, e o seu filho, deputado Francisco Nagib, que permanece no PSB, mas está de malas prontas para migrar no momento em que for possível, fecharam acordo com o governador Carlos Brandão e já são parte da base governistas e alinhados à pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) ao Palácio dos Leões.

Petista que não tem qualquer identidade política ou ideológica com o PT, Chiquinho da FC se filiou ao partido em 2024 no bojo de uma estratégia para enfrentar o então prefeito Dr. Zé Francisco (PSDB), que tinha o apoio do Palácio dos Leões. Filiado ao partido de Lula da Silva, Choquinho da FC se deu bem na jogada, tendo obtido ali o apoio de grupos conservadores e também dos setores de esquerda, que ficaram sem opção.

A condição de petista levaria o prefeito de Codó a apoiar o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão, mas a sua identificação política com o grupo do governador Carlos Brandão o fez aliar-se às forças do PT que estão no Governo do Estado e caminham para apoiar Orleans Brandão. O deputado Francisco Nagib seguiu o caminho do pai, rompeu com a oposição dinista e se declarou membro da base governista.

Segmentos ligados ao vice-governador Felipe Camarão tentaram, reverter a guinada dos chefes políticos de Codó, mas prefeito e o deputado codoenses preferiram ao alinhamento com o Palácio dos Leões.

Com elegibilidade plena, Madeira consolida projeto de chegar à Alema

Sebastião Madeira: livre do
fantasma da inelegibilidade

Vários nomes de peso político de peso regional estão se preparando para brigar por cadeiras na Assembleia Legislativa. Nesse universo pré-eleitoral um nome ganha corpo por conta do intenso trabalho político que vem realizando: o ex-deputado federal, ex-prefeito de Imperatriz por dois mandatos e atual chefe da Casa Civil do Governo do Estado Sebastião Madeira, que lidera o braço maranhense do PSDB.

Pré-candidato assumido a uma cadeira no parlamento estadual, Sebastião Madeira consolidou o seu projeto na semana que passou.

Ele conseguiu, por meio de intensa batalha judicial, reverter uma condenação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que lhe foi aplicada à revelia por conta da não apresentação, dentro dos prazos, da documentação que comprovava os gastos dos recursos de um convênio da Prefeitura de Imperatriz com as União durante o seu primeiro mandato. A condenação o tornou inelegível.

Inconformado, o ex-prefeito foi à luta e demonstrou ao TCU, por meio de recursos, com toda a documentação comprovando a correção do convênio, que a condenação foi injusta. O pleno do TCU, após exames e reexames do caso, reconheceu os argumentos do ex-prefeito e revogou a condenação, devolvendo-lhe a elegibilidade.

Ao longo dos últimos meses Sebastião Madeira realizou um intenso trabalho político preparando as bases da sua candidatura à Assembleia Legislativa e de Orleans Brandão ao Governo do Estado. Nesse período, concorrentes tentaram minar sua caminhada, espalhando a versão da inelegibilidade, munição que foi esgotada na semana passada.

Com ânimo renovado, o ex-prefeito de Imperatriz volta a pavimentar seu caminho rumo ao parlamento maranhense, agora sem o fantasma da inelegibilidade. E com o cacife que o mostram na liderança em pesquisas sobre a corrida à Alema na Região Tocantina.

São Luís, 14 de Dezembro de 2025.

TJ dá razão a Braide, suspende efeitos da lei salarial e passa a decisão final ao Supremo

Eduardo Braide: posição reforçada
com decisão do TJ sobre lei salarial

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), contabilizou ontem mais um ganho na sua posição contrária à vigência da Lei 7.729/25, que aumentou o seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil, um reajuste de 52%, portanto, e fixou o teto remuneratório do município. Atendendo a um pedido dele, por meio da Procuradoria do Município, o Tribunal de Justiça suspendeu os efeitos da Lei aprovada pela Câmara Municipal e cuja rejeição pelo prefeito deu origem a um pedido de cassação, que foi arquivado na última terça-feira (09) pelo presidente do parlamento municipal, vereador Paulo Victor (PSB). A suspensão dos efeitos da lei foi tomada pelo decano do Tribunal de Justiça, desembargador Bayma Araújo, designado relator por conta da ausência do presidente da Corte, desembargador Froz Sobrinho, e pela atitude do vice-presidente, Raimundo Bogéa, que se julgou impedido por ser casado com a arquiteta Kátia Bogéa, que integra o primeiro escalão administrativo da Capital.

Com a decisão do desembargador relator Bayma Araújo de suspender os efeitos da lei, o processo seguirá para a Suprema Corte, onde o braço jurídico da Prefeitura de São Luís já protocolou um Recurso Extraordinário contestando a legalidade da Lei 7.729/25. Caberá, portanto, à mais alta Corte de Justiça do país dar a palavra final sobre a questão.

O ato jurídico do desembargador Bayma Araújo de suspender os efeitos da lei reforça a posição do prefeito Eduardo Braide, que desde o primeiro momento se manifestou contrário à norma aprovada pela Câmara Municipal, contestando principalmente o aumento do seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil. O seu primeiro e mais forte argumento contrário é o fato de que, se o aumento tivesse sido confirmado, o prefeito de São Luís se tornaria o segundo prefeito de capital mais bem pago do Brasil, só perdendo para o prefeito de São Paulo, à frente, portanto, dos seus colegas do Rio de Janeiro e de Belo Horizonte, para citar apenas dois exemplos da distorção. O salário base do prefeito de São Luís seria maior do que o do governador do Maranhão.

Essa confusão jurídico-administrativa estremeceu fortemente as já tensas relações do prefeito Eduardo Braide com a Câmara Municipal. A tensão elevada se agravou quando o prefeito rejeitou a Lei 7.729/25, que envolveu a questão auditores do município, que seriam beneficiados com um expressivo reforço salarial. E foi exatamente um auditor aposentado que protocolou na Câmara Municipal um pedido de cassação do prefeito Eduardo Braide, acusando-o de cometer crime de responsabilidade. O pedido foi arquivado pelo presidente da Câmara sob o argumento de que não poderia dar prosseguimento ao pedido porque a questão ainda está tramitando na Justiça.

A movimentação por conta da possibilidade de o prefeito de São Luís viver o risco de ser cassado levou Eduardo Braide a assumir posições políticas que causaram preocupações entre os vereadores. E resultaram na revelação, por meio de pesquisa, de que ele tem aprovação de 90% dos ludovicenses, e que se a eleição para governador ocorresse agora, com ele entre os candidatos, Eduardo Braide sairia das urnas com nada menos que 80% dos votos da Capital, um cacife invejável numa disputa estadual. Quando muitos imaginaram que prefeito, mesmo não sendo cassado, sairia do episódio politicamente enfraquecido, ele mostrou uma musculatura política surpreendente em São Luís.

O destino da controversa Lei 7.729/25 está agora nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Se a Suprema Corte decidir que ela é válida, caberá ao prefeito Eduardo Braide apenas cumpri-la. Se, por outro lado, se reconhecer nela ilegalidades, o prefeito de São Luís, acrescentará de vez mais um troféu na sua série de embates com a Câmara Municipal.

PONTO & CONTRAPONTO

Diante da possibilidade de assumir, vice de São Luís está mais próxima da máquina municipal

Esmênia Miranda: mais
próxima da máquina

O prefeito Eduardo Braide (PSD) ainda não disse se será ou não candidato a governador, mas nos bastidores da Prefeitura de São Luís corre o rumor de que a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) estaria cada vez mais próxima dos centros de decisão, acompanhando atentamente os movimentos do titular.

A movimentação de Esmênia Miranda – que é oficiala da PM e professora – estaria sendo estimulada pelo próprio prefeito, de modo a prepara-la para assumir oi comando da maior e mais importante Prefeitura do Maranhão a partir de abril, com o desafio de comanda-la por mais dois anos.

Inexperiente em administração pública em 2020, quando o prefeito Eduardo Braide a prestigiou com o comando da Secretaria Municipal da Educação, a vice-prefeita enfrentou problemas e preferiu abrir mão do cargo em pleno acordo com o prefeito.

Durante o primeiro mandato, Esmênia Miranda cumpriu fielmente as atividades como vice, representando o prefeito em atos e solenidades em que ele não podia estar presente. Durante a campanha de 2024, a vice-prefeita foi muito ativa, participando de praticamente todos os eventos de campanha, desfazendo rumores de que seria substituída na vaga de vice, o que não aconteceu.

Agora, os olhares começam a se voltar para ela, à medida que se aproxima o moimento em que o prefeito Eduardo Braide baterá martelo sobre se será ou não candidato a governador.

Golpistas e criminosos de lesa-pátria contra o Brasil veem sua armação nos EUA desmoronar

Diplomacia eficiente de Lula da Silva com Donald
Trump desmontou o esquema armado nos EUA para
salvar Jair Bolsonaro da cadeia

A decisão do norte-americano Donald Trump de determinar a suspensão das sanções sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes e familiares, impostas por meio da Lei Magnitsky, confirmou várias situações bem claras no Brasil.

Uma: o presidente Donald Trump estava mal informado sobre a realidade institucional do Brasil e sobre o processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado.

Outra: o presidente Lula da Silva (PT) agiu como um estadista consciente e experiente ao administrar, sem bravatas, mas pela via diplomática, a crise causada do ataque norte-americano à economia e à soberania do Brasil como estado independente e democrático.

Mais uma: a estratégia dos Bolsonaro de usar o conservadorismo do presidente Donald Trump para livrar a pele do ex-presidente colocando as instituições brasileiras de joelhos fracassou e vai entrar para a história como uma mancha que só crescerá com o passados tempos.

E para arrematar: os tolos que acreditaram que esse crime de lesa-pátria seria compensado com o perdão dos golpistas com o aval do governo conservador norte-americano tropeçaram na sua própria cegueira e estão fadados a pagar um preço político bem amargo.

São Luís, 13 de Dezembro de 2025.

Aval de Lula e da cúpula petista injeta ânimo em Camarão, mas PT estadual tende a se aliar a Brandão

Felipe Camarão tem o aval de Edinho Silva, presidente
nacional do PT; falta o apoio do braço maranhense

“Minha pré-candidatura segue firme e forte, pelo PT, com apoio nacional do partido e em dobradinha com o presidente Lula”. A declaração foi feita ontem pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) num post em que reclama de uma “onda de desinformação” envolvendo o seu projeto de disputar o Palácio dos Leões, afirmando que “a fábrica de fake news da turma que acha que pode ganhar no WO está a todo vapor”.

O vice-governador faz essa manifestação em meio à repercussão de duas novas pesquisas sobre a corrida sucessória. Uma do Datailha sobre as tendências em São Luís, na qual Eduardo Braide lidera com 80% das intenções de voto, Orleans Brandão (MDB) com 8,7%, ele, Felipe Camarão, com 3,7%, e Lahesio Bonfim (Novo) com 2,7%; e outra, da Econométrica, que abrangeu todo o estado, com Orleans Brandão liderando com 34,7%, seguido de Eduardo Braide com 27,4%, de Lahesio Bonfim com 17,1% e de Felipe Camarão com 8,5%.

No início da semana, informação publicada em jornais do eixo Rio/São Paulo e amplamente repercutida na blogosfera maranhense, deu conta de que o comando nacional do PT teria batido martelo decidindo que o partido disputará Governo em nove estados, entre eles o Maranhão, o que reforça o discurso do vice-governador Felipe Camarão de que sua pré-candidatura tem o apoio do presidente Lula da Silva e da cúpula do PT. A mesma notícia afirma o PT disputará vagas de senador em 17 estados, sem que o Maranhão conste da lista. Colocada nesses termos, a informação injetou gás na movimentação do vice-governador que, reconheça-se, não tem se deixado intimidar pelo fraco desempenho nas pesquisas de opinião.

Felipe Camarão tem sido correto quando afirma que o seu projeto de candidatura conta com o apoio do presidente Lula da Silva e da cúpula nacional do PT. Afinal, tanto o presidente quanto a liderança petista já disseram ser ele o candidato do partido ao Governo do Maranhão. E não houve, até agora, nenhuma voz da cúpula nacional petista pelo menos insinuando uma manifestação contrária a isso. A conversa do presidente Lula da Silva com o governador Carlos Brandão, mantida como “segredo de estado”, se não embalou a caminhada do vice-governador também não produziu nenhuma situação no sentido de desestimula-la. Logo, Felipe Camarão segue realizando os seus “Diálogos pelo |Maranhão” movido pela certeza de que o seu projeto é também o projeto do presidente e da cúpula petista.

Por outro lado, entre Felipe Camarão e o presidente Lula da Silva e a cúpula nacional petista tem uma pedra: o braço maranhense do PT, que caminha para uma aliança com o governador Carlos Brandão em apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão. Com exceção do grupo de Raimundo Monteiro, ex-presidente do partido, as principais líderes petistas no Maranhão –  Washington Oliveira, Francimar Melo, Augusto Lobato, Zé Inácio, Zé Carlos Araújo, entre outros, respeitam a movimentação de Felipe Camarão, mas não o querem como candidato a governador em confronto com Carlos Brandão. Vários deles ocupam cargos no Governo e são candidatos a deputado estadual e federal, torcem fortemente para que o vice-governador reveja sua decisão de disputar o Governo. E a julgar pela sua movimentação, o vice-governador não quer conversa nessa direção, só aceitando conversar se Carlos Brandão renunciar para disputar o Senado e ele assumir o Governo para se candidatar à reeleição. Isso parece fora de cogitação no Palácio dos Leões.

O fato é que a informação de que o comando nacional PT está mesmo decidido a disputar o Governo do Maranhão caiu como uma forte dose de ânimo no vice-governador e, se vier a ser confirmada com manifestações mais nítidas do presidente Lula da Silva ou da direção nacional do PT, certamente obrigará o braço maranhense do partido a se posicionar de vez, confirmando a tendência de aliança com o governador Carlos Brandão ou declarando apoio a Felipe Camarão.

PONTO & CONTRAPONTO

Eleição na Câmara só ocorrerá no final de 2026 e mudança pode alterar o cenário da disputa

Paulo Victor anuncia que eleição
na Câmara só no final de 2026

A Câmara Municipal de São Luís só realizará a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028 a partir de outubro do ano que vem, e não mais em abril, como havia sido programado. O anúncio foi feito ontem pelo presidente do parlamento municipal, vereador Paulo Victor (PSB). A mudança na regra será feita na próxima segunda-feira (15), com uma alteração na Lei Orgânica de São Luís.

Com a decisão, os vereadores ludovicenses se ajustarão a uma decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou inconstitucional a antecipação excessiva de eleição de mesa diretora de Casas legislativas, como o Congresso Nacional e as Assembleia Legislativas. A decisão da Suprema Corte, tomada no bojo de uma ação sobre o tema, corrige uma anomalia que contaminou os parlamentos do País por anos, havendo casos em que Mesa Diretora foi eleita com um ano de antecedência.

Com a correta e oportuna decisão anunciada ontem pelo presidente Paulo Victor, a corrida pela presidência do parlamento municipal, envolvendo os vereadores Beto Castro (Avante), apoiado por Paulo Victor e que tem a declaração de voto de 20 vereadores, e Marquinho Silva (União), que lidera uma ala de uma dezena de vereadores independentes em relação à atual Mesa Diretora, será colocada em ritmo mais lento.

A mudança pode permitir alteração radical em relação à disputa. O vereador Beto Castro, que começou sua campanha com a manifestação de apoio de 26 dos 31 vereadores, vem perdendo substância, enquanto Marquinho Silva, que começou sozinho e hoje lidera um grupo de 10 parlamentares.

Há quem diga que a alteração na agenda da eleição pode modificar expressivamente o cenário da disputa.

Deputados derrapam ao se juntar à extrema direita na afronta da Câmara ao Supremo no Caso Zambelli

Allan Garcez, Júnior Lourenço e Pastor Gil
votaram desacatando decisão do Supremo

Os deputados federais Allan Garcez (PP), bolsonarista roxo, e Júnior Lourenço (PL) e Pastor Gil (PL), de direita moderada, derraparam feio ao votarem contra a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL), condenada a 10 anos de cadeia e à perda do mandato por haver comandado uma de invasão ao sistema e arquivos eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça e por haver agredido um militante político com uma pistola na mão em São Paulo.

Os três deputados embarcaram na errática decisão do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta (Republicanos/PB), de peitar o Supremo Tribunal Federal e se deram mal. Isso porque, em vez de cumprir a regra, que era apenas declarar vazia a cadeira de Carla Zambelli e convocar o seu suplente para assumir a vaga, o presidente da Câmara Federal, alinhado com a direita radical, achou de tentar desrespeitar a lei e julgar o resultado de um julgamento da Suprema Corte, colocando a decisão para deliberação do plenário.

Insuflado pela tropa de choque do bolsonarismo radical, que vem dando as cartas na Mesa da Câmara, o presidente Hugo Motta caiu na esparrela e comandou a votação que resultou na “derrubada” da condenação de Carla Zambelli pela Suprema Corte.

Ontem, o ministro Alexandre de Moraes, com fundamentos sólidos, anulou a votação da Câmara Federal, reafirmou a sentença e determinou que o presidente da Câmara Baixa cumpra imediatamente a decisão da Corte, declare a perda de mandato de Carla Zambelli e emposse o suplemente dela como titular.

Como diz o ditado popular, os deputados Allan Garcez, Júnior Lourenço e Pastor Gil “pegaram em fio pelado” quando decidiram embarcar na tentativa da bancada da extrema direita de desrespeitar, com clara atitude de desacato, uma decisão bem fundamentada da Corte Suprema.  

Vale lembrar que os deputados Aluísio Mendes (Republicanos), Amanda Gentil (PP), Cléber Verde (MDB), Hildo Rocha (MDB), Juscelino Filho (União), Márcio Jerry (PCdoB), Pedro Lucas (União), Rubens Júnior (PT) e Marreca Filho (PRD) votaram pela cassação. Já o deputado Fábio Macedo (Podemos) se absteve, e Duarte Jr. (PSB), Detinha (PL), Josimar de Maranhãozinho (PL), Josivaldo JP (PSD) e Márcio Honaiser (PDT), estavam ausentes.

São Luís, 12 de Dezembro de 2025.

Projeto que reduz pena para golpistas foi aprovado com o aval de apenas sete dos 18 deputados do Maranhão

Acima: Allan Garcez, Aluísio Mendes, Cleber Verde, Marreca Filho,
Júnior Lourenço, Josivaldo JP e Pedro Lucas Fernandes votaram
a favor; embaixo: Amanda Gentil, Detinha, Josimar de
Maranhãozinho, Pastor Gil, Hildo Rocha, Juscelino Filho e
Márcio Honaiser se abstiveram
Márcio Jerry, Duarte Júnior, Fábio Macedo
e Rubens Jr. votaram contra o projeto

A Câmara Federal aprovou, por 291 votos a favor e 148 contra, o projeto de lei que muda a dosimetria e a caracterização de crimes contra a democracia, como golpe de estado, por exemplo. Se as regras instituídas pela Câmara Federal foram aprovadas pelo Senado da República, todas as penas aplicadas aos envolvidos na tentativa de golpe ocorrida no final de 2022, e que culminou com o ataque às instituições no fatídico 8 de janeiro de 2023, serão revistas. E o grande beneficiário da mudança será ninguém menos que o líder maior do plano golpista, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado a 27 anos de cadeia, mas pelas novas regras, poderá ser solto em dois anos. Além disso, os deputados que votaram a favor deram ao país uma demonstração de que, ao contrário do que seus porta-vozes badalam todos os dias, se há uma ditadura se formando no Brasil, essa está sendo praticada pela Câmara Federal, que tenta desestabilizar a relação entre os Poderes da República.

Os 18 deputados que formam a bancada do Maranhão na Câmara Federal se posicionaram com clareza: 11 deputados maranhenses não avalizaram a trama legislativa para livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro e sua turma; desses, quatro votaram contra – Duarte Jr. (PSB), que desde o início se posicionou contra,  Fábio Macedo (Podemos), que seguiu a orientação do partido, Márcio Jerry (PCdoB) e Rubens Júnior (PT), que atuaram fortemente contra o projeto – e sete decidiram não participar da votação (Josimar de Maranhãozinho (PL), Detinha (PL) e Pastor Gil (PL), que contrariaram frontal e corajosamente a cúpula bolsonarista e a orientação do partido; Hildo Rocha (MDB), da ala emedebista situada mais à direita, Amanda Gentil (PP), que se posicionou alinhada ao ministro do Esporte André Fufuca, Márcio Honaiser (PDT), que segue a orientação do partido e do senador Weverton Rocha (PDT), e Juscelino Filho (União), ex-ministro das Comunicações e que integra a ala do partido que não reza a cartilha do bolsonarismo.

Os sete deputados que votaram a favor do projeto armado pela cúpula bolsonarista com a presidência da Câmara Federal, cujo titular, deputado federal Hugo Motta (Republicanos/PB), envergonhou a instituição na terça-feira, foram os seguintes: Allan Garcez (PP), bolsonarista radical, Aluísio Mendes (Republicanos), defensor da anistia geral e irrestrita para golpistas, Cléber Verde (MDB), que atua na ala mais conservadora do partido, Marreca Filho (PRD), que simpatiza com o movimento para tirar Jair Bolsonaro da cadeia, Júnior Lourenço (PL), “dissidente” do grupo que forma o PL do Maranhão, Josivaldo JP (PSD), bolsonarista militante, mesmo tendo sido jogado para escanteio em Imperatriz, e Pedro Lucas Fernandes, integrante destacado da ala bolsonarista do União comandada por Antonio Rueda.

A votação do projeto da nova dosimetria para condenados por tentativa de golpe de estado funcionou como uma espécie de termômetro para avaliar o posicionamento da bancada em relação às questões mais sensíveis da República. Ficou claro que a direita radical, representada pelos sete que votaram a favor do projeto forma um bloco mesclado, que nem sempre repete a mesma performance. Além do mais, esses parlamentares estão fortemente influenciados pelas lideranças das bancadas partidárias, que turbinaram o seu discurso contra o Supremo Tribunal Federal depois que o ministro Gilmar Mendes, resolvendo omissão do próprio Congresso Nacional, decidiu atualizar a lei do impeachment de ministro do STF, que é de 1951. E também porque o ministro Flávio Dino decidiu colocar em debate a existência das emendas impositivas, por enxergar nelas usurpação de autoridade do presidente da República sobre uma fatia expressiva do Orçamento da União.

O projeto seguiu para o Senado, onde existe a possibilidade de ele ser brecado com pelo o menos dois votos maranhenses, os das senadoras Eliziane Gama (PSD) e Ana Paula Lobato (PSB). Mas se os senadores vierem a referenda-lo, o Brasil corre o risco de mergulhar numa crise institucional de desdobramento imprevisível.

PONTO & CONTRAPONTO

Fórum de Imperatriz é inaugurado mais de uma década depois e muitos milhões de reais consumidos sem explicação

O gigantesco e arrojado complexo do Fórum
de Imperatriz e o presidente do TJ, Froz
Sobrinho na sessão inaugural de ontem

Um movimentado ato institucional marcou ontem a inauguração do Fórum de Imperatriz, uma mega estrutura com mais de 40 mil metros quadrados, com duas torres de seis pavimentos completas, uma torre parcial com três pavimentos, sendo um para abrigar dois salões destinados à realização de júri, com 290 metros quadrados, cada, nove elevadores, além de estacionamento e outros espaços físicos. O complexo, que chama a atenção pelas suas linhas arquitetônicas arrojadas, foi batizado “Desembargador Raimundo Freire Cutrim”, um magistrado respeitado que presidiu o TJ no início deste século.

O ato de inauguração se deu com grande pompa institucional, sob o comando do presidente do Poder Judiciário, desembargador Froz Sobrinho, da maioria dos desembargadores, do governador Carlos Brandão (sem partido) e do deputado estadual Glaubert Cutrim (PDT), que representou a Assembleia Legislativa, além de juízes, promotores, advogados, parlamentares e prefeitos da região.

O Fórum de Imperatriz começa a funcionar mais de uma década depois de iniciada em 2013, a sua construção na gestão presidencial do desembargador Guerreiro Jr., e marcado por uma gestação traumática, recheada de erros, equívocos e muitas suspeitas de desvios. Inicialmente orçado em R$ 50 milhões, sua construção foi interrompida em 2916 quando era apenas um esqueleto de ferro que já havia consumido R$ 75 milhões. Em meio a denúncias e acusações feitas pelo Ministério Público, a construção do Fórum de Imperatriz se tornou numa tremenda dor de cabeça para o Poder Judiciário e para os presidentes que sucederam Guerreiro Jr.. Transformada num monstrengo perdulário e insaciável, a carcaça do Fórum de Imperatriz ganhou a estatura de escândalo nacional, objeto que foi de uma ampla e explosiva reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo.

Depois de largo período suspensa por falta de recursos e por falta de perspectivas, a construção do Fórum de Imperatriz foi retomada na gestão do presidente Paulo Velten, que mergulhou em avaliação, foi buscar explicações para a gastança sem resultado, e finalmente conseguiu reorganizar o projeto e retomar a construção. O complexo ficou quase pronto quando o desembargador Paulo Velten passou a presidência para o novo presidente, Froz Sobrinho, que o concluiu e que, ao inaugura-lo ontem, pediu uma salva de palmas para o seu antecessor.

O Fórum de Imperatriz certamente dará mais condições de funcionamento do Judiciário do Maranhão, disso ninguém duvida. Mas a história da sua construção não termina com a inauguração, uma vez que existem processos sobre o assunto correndo na Justiça. O preço final do complexo não foi divulgado.

Em Tempo: A estrutura do Fórum de Imperatriz é tão grande que o governador Carlos Brandão negociou um espaço para instalar ali uma versão Tocantina do Palácio dos Leões, com dois felinos e dois canhões na entrada, reforçando o status da cidade como “segunda Capital do Maranhão”.

Braide estaria em processo de contatem repressiva para dizer se será ou não candidato a governador

Eduardo Braide em contagem
regressiva sobre candidatura

O episódio do pedido de cassação que movimentou a cena política de São Luís nos últimos dias teria feito o prefeito Eduardo Braide (PSD) começar a pensar seriamente sobre entrar ou não entrar na corrida para o Palácio dos Leões.

Os rumores que circularam nos bastidores políticos da Capital nas últimas horas sussurraram que Eduardo Braide estaria planejando para janeiro uma declaração informando sua pré-candidatura ou avisando de que não será candidato.

O prefeito de São Luís teria avaliado que o episódio foi importante, porque permitiu que ele tivesse informações segurar sobre o grau do relacionamento que vive com o eleitorado de São Luís, que lhe daria 80% dos votos se a eleição fosse agora, dando-lhe também 95% de aprovação.

O próprio prefeito não emitiu qualquer sinal nesse sentido, mas os seus movimentos diante do pedido de cassação sugeriram que ele se preocupou de fato com a possibilidade de ser tirado do cargo e ficar inelegível por oito anos, de modo que só poderia disputar votos nas eleições gerais de 2034.

Não será surpresa, portanto, se o prefeito de São Luís estiver num processo de contagem regressiva para se posicionar sobre a sucessão estadual depois das festas de final do ano e da chegada do ano novo.

São Luís, 11 de Dezembro de 2025.

Câmara arquiva pedido de cassação e Braide sai do episódio com força política redobrada em São Luís

Eduardo Braide se livra do pedido de cassação,
arquivado por Paulo Victor (abaixo), e lidera,
disparado, a corrida sucessória em São Luís, à frente de Orleans Brandão, Felipe Camarão e Lahesio Bonfim

Se a eleição para governador do Maranhão fosse realizada agora, o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), teria nada menos 80,1% dos votos do eleitorado ludovicense, seguido do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), que teria 8,5%, do vice-governador Felipe Camarão (PT) com 3,7%, e do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (novo), com 2,7% – insatisfeitos e indecisos somariam 5,4%.

A pesquisa foi divulgada ontem pelo instituto Datailha em meio ao forte clima de agitação política causado pelo pedido de cassação do prefeito Eduardo Braide, providencialmente mandado para o arquivo pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor (PSB), que se baseou num argumento técnica e politicamente irretocável: a questão que motivou o tal pedido ainda depende de decisão do Supremo Tribunal Federal, o que torna precipitada qualquer manifestação do Legislativo ludovicense sobre o tema, por ele definido como “complexo” e “sensível”. Vale lembrar que o pedido se baseia no fato de o prefeito haver questionado na Justiça a Lei 7.726/25, que aumentou o seu salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil e definiu o teto remuneratório do município e na qual foi agregado um jaboti reajustando os salários de maios de 400 auditores da ativa e aposentados.

Independentemente das várias “teorias da conspiração” que circularam no meio político e fora dele como com sendo a grande motivação por trás da ação contra o prefeito, assinada por um auditor aposentado, o fato é que o episódio arremessou de vez o prefeito Eduardo Braide para o epicentro da corrida ao Palácio dos Leões, mesmo tendo ele mantido intacta um silêncio obstinado, mas estratégico, sobre o assunto. E o fato é que, tenha sido ou não uma armação incentivada por adversários, o tiro saiu pela culatra, porque Eduardo Braide, que andava meio retraído, foi catapultado, sem fazer um só esforço, para a seara sucessória. E, mais do que isso, mostrou uma força e estatura políticas sem precedentes desde o prefeito Jackson Lago, que saiu do Palácio de La Ravardière em abril de 2004 e assumiu o Palácio dos Leões em janeiro de 2005.

Na noite de sexta-feira (5), diante da notícia de que haviam protocolado um pedido de cassação contra ele por conta da sua resistência à lei que aumentou seu salário em 52%, o prefeito Eduardo Braide disparou nas redes sociais uma mensagem por meio da qual politizou o caso e emparedou a Câmara Municipal. Ele foi direto ao ponto: Estão querendo passar o meu mandato porque eu não aceitei que aumentassem o meu salário”. E prosseguiu: os vereadores de São Luís votar, na terça-feira, se querem cassar meu mandato ou me deixar trabalhar”. E foi fez o xeque mate: “Vocês devem acompanhar o voto do seu vereador, para saber se ele quer me cassar ou quer que eu continue trabalhando”. A mensagem produziu os elementos de uma tempestade perfeita

A reação de Eduardo Braide fulminou, primeiro, o projeto de algum vereador que gostaria de vê-lo cassado, e depois colocou o presidente da Casa, Paulo Victor, na seara da razão. Em vez de embrenhar-se pelo cipoal traiçoeiro da política, ele preferiu se calçar em argumentos técnicos, o que mostrou com um discurso equilibrado e lúcido na sessão de ontem: “Ainda não há pronunciamento definitivo do Judiciário sobre este tema. Diante deste cenário cabe à presidência fazer uma ponderação: dar início ao processo de cassação de prefeito pela não execução de uma lei que ainda está submetida a julgamento definitivo da Suprema Corte é, neste momento, muito temerário”. E arrematou: “Estamos diante de um tema sensível, complexo, que atingiu centenas de servidores. Esta Casa atuou para corrigir erros administrativos, mas não podemos transformar isso em instrumento de instabilidade institucional. A cassação é a medida mais extrema da democracia” e que não será usada sem “fatos inequívocos e comprovados”.

Antes do final da manhã, São Luís estava livre de uma grave crise institucional, com desdobramentos imprevisíveis; a Câmara Municipal respirava aliviada pela desativação de uma bomba, e o prefeito Eduardo Braide estava livre do pedido de cassação e instalado de novo na locomotiva sucessória ao ser informado que é aprovado por 95% o seus conterrâneos, que tinha o apoio de 90% deles contra o processo de cassação, e que, se a eleição para governador fosse agora, nada menos que 80% lhe dariam o voto.

Resta agora aguardar sua palavra sobre se será ou não candidato a governador.

Em Tempo: A pesquisa Datailha ouviu 705 pessoas em 06 de dezembro de 2025, tem margem de erro de 3,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95%.

PONTO & CONTRAPONTO

Dino defende debate sobre emendas impositivas, que ferem a autoridade do presidente da República

Flávio Dino: agora com foco nas
emendas impositivas

Por iniciativa do ministro Flávio Dino, o Supremo Tribunal Federal poderá fechar sua agenda de 2025 com um dos mais importantes e necessários debates relacionado com o equilíbrio na relação entre os Poderes Executivo, Legislativo e o próprio Judiciário e que diz respeito diretamente à integridade do sistema presidencialista do País. Trata-se da constitucionalidade das chamadas emendas impositivas, aquelas que o é obrigado a bancar. Hoje, as emendas impositivas existem nas Assembleias Legislativas, obrigando o Poder Executivo estadual a bancá-las, e nas Câmaras Municipais, impondo a mesma obrigação aos prefeitos.

Incluídas na Constituição de 2015 por uma polêmica decisão do Congresso, tais emendas sempre foram vistas como uma anomalia que desequilibra a relação entre o Legislativo e o Executivo. Isso porque muitos enxergam intromissão do Legislativo no Executivo, ferindo gravemente o sistema presidencialista, à medida que a regra impõe ao presidente a obrigação de librar recursos para essas emendas.

A discussão foi parar no colo do ministro Flávio Dino, que tem nas mãos um processo de questionamento dessa prerrogativa do Legislativo em detrimento da autoridade e autonomia do presidente da República. Flávio Dino poderia muito bem se safar da bomba, desativando o seu pavio ou retardando a sua avaliação, mas na condição de “xerife” que decidiu investigar o destino dos recursos de emendas como as “pix”, que ninguém sabe onde vão parar, resolveu agora colocar as emendas impositivas em debates, para avaliar-se a constitucionalidade.

É uma outra frente de guerra com o Congresso Nacional, mas o ministro mostra que está determinado a seguir em frente, doa a quem doer, deixando senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores irados, uns por medo, outros por acharem que o que está aí é o correto. Vale lembrar que anualmente as emendas impositivas “sequestram” uma gorda fatia do Orçamento da União.

Se vai mesmo disputar vaga no senado, Mical Damasceno deve procurar um novo partido

Mical Damasceno: candidatura

A deputada Mical Damasceno (PSD) continua reclamando do fato de o seu nome não haver sido incluído nas pesquisas que mediram recentemente a corrida ao Senado em 2026. Em discurso há dois meses, ela anunciou que estava abrindo mão de tentar a reeleição para a Assembleia Legislativa e concorrer a uma cadeira na Câmara Alta, concorrendo com os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), com o ministro do Esporte André Fufuca (PP), entre outros, e com a possibilidade, ainda que remota, de o governador Carlos Brandão (sem partido) vir a pleitear uma cadeira.

Nas suas falas até agora, a deputada Mical Damasceno não deixou muito claro o que a levou a entrar nessa seara, onde parece não ter qualquer chance. Ora joga a responsabilidade nas costa de Jesus Cristo em nome de quem diz fazer tudo na vida, e ora insinua que consultou as suas bases e elas lhe disseram que esse é o caminho a seguir. Há, porém, que diga que, antevendo dificuldades para se reeleger, apesar da sua base evangélica de linha radical e bolsonarista, a candidatura ao Senado seria uma jogada para promover o seu nome e melhorar suas chances de renovar o mandato de deputada estadual.

Se pretende ser mesmo candidata ao Senado, a deputada Mical Damasceno deve procurar outro partido, porque, segundo uma fonte segura ouvida pela Coluna, ela não tem a menor chance de conseguir a indicação do seu atual partido, o PSD, que tem o prefeito Eduardo Braide como manda chuva estadual e a senadora Eliziane Gama como virtual candidata da agremiação à reeleição.

Portanto, se pretende mesmo candidatar-se ao Senado, a primeira providência da deputada Mical Damasceno será procurar um novo partido.

São Luís, 09 de Dezembro de 2025.

Risco de cassação de Braide coloca o tabuleiro sucessório estadual em clima de forte expectativa

Eduardo Braide exibe cópia do recurso extraordinário
que protocolou ontem no Tribunal de Justiça

O embate jurídico/político que o prefeito Eduardo Braide (PSD) trava no momento com a Câmara Municipal por haver contestado judicialmente a Lei nº 7.729/25, que aumentou o salário do chefe do Executivo de R$ 25 mil para R$ 38 mil, um reajuste de 52%, fixando também o subteto remuneratório municipal, o que levou a um pedido de impeachment, que será admitido ou não pelos vereadores nesta terça-feira (9), se resultar na perda do mandato, produzirá também bombástica consequência política. Isso porque, se for cassado com base na Lei Complementar nº 64/90, conhecida como Lei da Ficha Limpa, Eduardo Braide, que lidera as intenções de voto mesmo sem se declarar candidato, será tornado inelegível por oito anos, ficando de fora, portanto, da corrida ao Palácio dos Leões até 2034.

As consequências políticas que essa crise institucional poderá produzir podem virar pelo avesso a disputa pelo Governo do Estado, alterando a posição dos candidatos já assumidos e abrindo caminho para novos cenários. Se na hipótese de o impeachment vingar e o elenco de postulantes à sucessão do governador Carlos Brandão continuar o mesmo, pelo menos em princípio a disputa se dará entre o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), que lidera o cenário sem Eduardo Braide, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), com possibilidade – no caso não tão remota -, de o vice-governador Felipe Camarão entrar na briga, seja como candidato do PT, seja como representante do PSB.

A chave para o equilíbrio dessa hipotética equação seria exatamente para onde migrariam as intenções de voto de Eduardo Braide. É claro que, nesse caso, dificilmente os seus 35% de intenções se bandeariam para um só candidato, mas numa disputa com três postulantes, a concentração de 10% a 20% num deles faria uma enorme diferença nesse jogo. Daí a lógica recomendar que se, numa hipótese remotíssima, o prefeito de São Luís ficar de fora da disputa pelo Palácio dos Leões, sua influência na corrida poderá ser decisiva.

Isso porque o seu afastamento, se vier a ocorrer, não se dará por desvio de conduta, corrupção ou coisa parecida, mas pelo simpático gesto de ele recusar um aumento de salário imposto, que ele acha injusto. Por mais que seja utilizado o argumento de ele se negar a acatar um aumento no subteto – que ele calcula custará R$ 28 milhões anuais aos cofres do município, o que vai pesar na avaliação do eleitor é a recusa do aumento do seu salário. Quando veio a público conclamar o eleitorado a se mobilizar para acompanhar o voto “do seu vereador” na sessão em que a Câmara, por maioria, admitirá ou não, o processo de impeachment, o prefeito Eduardo Braide sabia exatamente o que estava fazendo, usando argumento poderosíssimo: “Eles vão decidir se vão me tirar ou se vão me deixar continuar trabalhando”. Não foi sem razão que o tarimbado vereador Astro de Ogum (PCdoB) percebeu sintomas de confusão no ar e se apressou em gravar uma mensagem tentando colocar o trem nos trilhos.

Não há dúvida de que o pedido de impeachment do prefeito Eduardo Braide mexeu com o comando de cada uma das campanhas. O de Orleans Brandão se manteve quieto, aparentemente indiferente; o de Lahesio Bonfim também preferiu silenciar a dar pitado na crise; enquanto o de Felipe Camarão, ao contrário, a começar por ele próprio, saiu em defesa do prefeito de São Luís, vendo na ação o dedo de adversários – “Eles querem ganhar por W0”, disparou o petista, apontando o dedo para a seara governista. Só que nada nesse sentido veio à tona, pelo menos até o fechamento dessa edição.

Tarimbado no jogo das pressões, e conhecedor dos caminhos do Direito Público, o prefeito Eduardo Braide tem se mantido na trincheira e contra-atacando. Ontem mesmo protocolou no Tribunal de Justiça do Maranhão um recurso extraordinário em que pede ao presidente da Corte, desembargador Froz Sobrinho, que encaminhe o caso ao Supremo Tribunal Federal.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão fecha o ano com o cacife de estar entre os dez melhores do país

Carlos Brandão entre os governadores
melhor avaliados de todo o país

O governador Carlos Brandão (sem partido) fechou a semana em clima de alto astral. E o motivo principal foi um dado da pesquisa Real Time Big Data, só divulgado na quinta-feira da semana passada, na qual aparece na lista dos dez governadores melhor avaliados. De acordo com o levantamento, o mandatário maranhense aparece em nono lugar com 66% de aprovação.

O ranking encontrado pela Big Data é o seguinte: Ratinho Junior (Paraná – PSD) – 85%, Helder Barbalho (Pará – MDB) – 82%, Rafael Fonteles (Piauí – PT) – 81%, Renato Casagrande (Espírito Santo – PSB) – 81%, Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul – PP) – 78%, Fábio Mitidieri (Sergipe – PSD) – 72%, Mauro Mendes (Mato Grosso – União) – 70%, Paulo Dantas (Alagoas – MDB) – 68%, Carlos Brandão (Maranhão – sem partido) – 66% e João Azevêdo (Paraíba – PSB) – 64%.

O governador do Maranhão que, pelo menos até aqui, não será candidato ao Senado em 2026, é melhor avaliado do que três governadores que estão ensaiando candidatura à presidência da República e que não aparecem entre os dez melhor avaliados nas suas bases. O primeiro deles é o de São Paulo, Tarcísio de Freira (Republicanos), o segundo é o de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e o terceiro é o de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). E ainda de estrelas, como o gaúcho Eduardo Leite (PSD).

Carlos Brandão fecha o ano, portanto, numa posição confortável na visão do eleitorado, com cacife para, se quiser, ser senador sem maiores problemas.

Candidatura de Flávio Bolsonaro foi ignorada por quem de fato dá as cartas no PL no Maranhão

Josimar de Maranhãozinho ignorou o
lançamento Flávio Bolsonaro

Apoiada no Maranhão por membros da extrema direita com pouco peso político e eleitoral, como o deputado estadual Yglésio Moyses (PRTB), a vereadora de Flávia Berthier (PL) e o presidente na legenda na Capital, Felipe Arnon, a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro não recebem bênção de quem de fato tem cacife para falar em nome do PL no Maranhão: o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que preside o partido no estado.

Quem conhece os altos e baixos que marcaram a relação de Josimar de Maranhãozinho com o ex-presidente Jair Bolsonaro suspeita que parlamentar maranhense tende a não mover uma palha pelo filho 01. Josimar de Maranhãozinho encarou uma disputa de vida ou morte partidária com Jair Bolsonaro, que exigiu do presidente nacional do partido, Waldemar Costa Neto, que o destituísse do comando estadual do partido e o entregasse a um aliado seu, que no caso seria o ex-senador Roberto Rocha. Não deu certo.

Numa nova investida, Jair Bolsonaro levou a melhor, conseguindo destituir a deputada Detinha, a mais votada do estado em 2022, do comando do PL Mulher no Maranhão, entregando o posto para a inexpressiva vereadora Flávia Berthier, alargando e aprofundando ainda mais o fosso que os separava.

Josimar de Maranhãozinho, Detinha, Pastor Gil e Júnior Lourenço ignoraram solenemente o anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, e a menos que haja uma reviravolta imprevista, vão continuar em silêncio, aguardando o desenrolar dos fatos.

São Luís, 07 de Dezembro de 2025.