Pesquisa contratada pelo PT aponta disputa em dois turnos entre Braide e Orleans

Eduardo Braide lidera pesquisa que indica segundo turno com
Orleans Brandão à frente de Roberto Rocha, Lahesio Bonfim,
Felipe Camarão e André Fufuca

Se a eleição para governador do Maranhão fosse agora, o prefeito Eduardo Braide (PSD) e o secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), disputariam um segundo turno, deixando para trás o ex-senador Roberto Rocha (sem partido), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ministro do Esporte André Fufuca (PP). Realizada pela OMA Assessoria em Pesquisa de Opinião, uma empresa de São Paulo contratada pelo PT, a pesquisa testou os pré-candidatos em quatro cenários, alternando nomes. Eduardo Braide aparece com vantagem larga sobre Orleans Brandão, que por sua vez mantém vantagem distância expressiva dos demais candidatos. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre os dias 19 e 22 de novembro – 11 meses antes das eleições -, e que tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, e que só agora chegou ao conhecimento público pelo blog Marrapá.

A investigação para identificar as tendências do eleitorado para 2026 encontrou a liderança folgada do prefeito Eduardo Braide (PSD), tendo como principal adversário o secretário Orleans Brandão (MDB), os dois seguidos, alternadamente, pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), o ex-senador Roberto Rocha (sem partido), o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ministro do Esporte André Fufuca (PP). A OMA Pesquisas ouviu 1.200 eleitores no período de 19 a 22 de novembro, há um mês, portanto, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

No primeiro cenário, com os seis nomes, Eduardo Braide lideraria com 30% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão com 16%. Logo atrás apareceriam tecnicamente empatados Roberto Rocha (12%), Felipe Camarão (10%) e Lahesio Bonfim (9%), e André Fufuca (6%) na última posição. Nesse quadro, 6% anulariam o voto e 11% não saberiam em quem votar.

No segundo cenário, sem Felipe Camarão, Eduardo Braide aumentaria a vantagem e chegaria 33%, o mesmo acontecendo com Orleans Brandão, que chegaria aos 18%, empatando tecnicamente com Roberto Rocha (15%) e este com Lahesio Bonfim (12%), e com André Fufuca (7%) na última posição. Seriam 6% de votos nulos e brancos e 9% de indecisos.

No terceiro quadro investigado pela pesquisa, Eduardo Braide lideraria com 32% e Orleans Brandão sairia das urnas empatado com Roberto Rocha, ambos com 16% cada. Lahesio Bonfim teria 12% e Felipe Camarão 9%, enquanto nulos, brancos e indecisos somariam 14%.

Finalmente, a empresa OMA Pesquisa montou um cenário sem Orleans Brandão e Felipe Camarão. Nele, Eduardo Braide alcançaria 40% contra 20% de Roberto Rocha. Lahesio Bonfim teria 15% e André Fufuca ficaria em último com 10%. Nulos e brancos seriam 9% e indecisos 9%.

A pesquisa aponta com clareza a liderança consolidada do prefeito Eduardo Braide em todos os cenários, nos quais iria para o segundo turno com vantagem importante, principalmente se levado em conta o fato de que ele não se declarou candidato. Num outro viés, é destaque o segundo lugar também consolidado de Orleans Brandão, que está em pré-campanha aberta e intensa e tem campo para crescer, principalmente se a corrida ficar resumida a quatro candidatos.

Três outros dados chamam a atenção no levantamento da OMA Pesquisa. O primeiro é a performance surpreendente do ex-senador Roberto Rocha, que nem partido nem grupo tem e aparece em terceiro em três cenários e em segundo em um deles, ganhando todas de Lahesio Bonfim. O outro é a modesta performance do vice-governador Felipe Camarão em todos os cenários. E finalmente o fraco desempenho do ministro André Fufuca, provavelmente pelo fato de ele estar diretamente ligado à disputa para o Senado.

As informações encontradas pela OMA Pesquisas podem explicar a inclinação do PT do Maranhão na direção do secretário Orleans Brandão e a curiosidade do presidente Lula da Silva por Eduardo Braide na conversa com a deputada federal Roseana Sarney, na semana passada.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisa mostra que, mesmo sem ser candidato, Brandão lidera todos os cenário para o Senado

Carlos Brandão lidera com folga a disputa para o Senado, que
envolve Weverton Rocha, Eliziane Gama, André Fufuca,
Pedro Lucas Fernandes e Hilton Gonçalo

Os números encontrados pela OMA Pesquisas confirmam uma verdade já exaustivamente mostrada por mais de três dezenas de levantamentos que mediram o cenário para as eleições majoritárias do Maranhão no ano que vem: se for candidato ao Senado, o governador Carlos Brandão (sem partido) é franco favorito para uma das vagas, não havendo até aqui pré-candidato à eleição ou à reeleição com cacife para tê-lo como concorrente.

A pesquisa vasculhou as intenções de votos nos diversos ângulos da disputa para o Senado. No cenário de voto duplo, Carlos Brandão aparece isolado na liderança. No primeiro voto, lidera folgado com 33% das preferências, à frente do senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, com 18%, e o ministro André Fufuca (PP), com 13%. Nesse cenário, a senadora Eliziane Gama (PSD), também candidata a novo mandato aparece com 9%, seguida do deputado federal Pedro Lucas Fernandes com 6% e do ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2%. Brancos, nulos ou nenhum chegam a 12%, enquanto 6% não souberam responder, ou seja, 18% de votos soltos.

No segundo voto, Carlos Brandão mantém desempenho competitivo, com 17%, empatado com Weverton Rocha, com André Fufuca muito próximo dos ambos com 15%, Pedro Lucas alcança 10% e Eliziane Gama mostra o mesmo cacife: 9%. Brancos, nulos ou nenhum sobem para 17%, e 11% dizem não saber – são 28% de votos a serem conquistados e que podem fazer a diferença na disputa.

O governador Carlos Brandão detém, portanto, poder de fogo eleitoral para ditar o rumo da corrida às duas vagas no Senado, caso resolva ser candidato a uma delas, revertendo a decisão de permanecer no cargo até o final do mandato. Ele ouviu do presidente Lula da Silva (PT) um pedido para que seja candidato à Câmara Alta, e nesta semana, ao comentar o assunto, revelou que levará ao presidente “uma contraproposta”.

Juscelino mostra habilidade política ao fundar e comandar a Frente Parlamentar das Comunicações

Juscelino Filho lança Frente Parlamentar das Comunicações

Ao lançar, na terça-feira, na Câmara Federal, a Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais, o deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho (União) deu uma mostra robusta de ser um político hábil e de visão larga.

Ele deixou o Ministério das Comunicações bombardeado por denúncias de uso indevido de recursos de emendas destinados à Prefeitura de Vitorino Freire, sua base eleitoral e que tinha sua irmã, Luanna Rezende (União) no comando da máquina municipal. Pareceu fragilizado, mas soube minimizar e reverter os efeitos da pancadaria de que foi alvo.

Ao organizar, lançar e liderar como presidente da Frente Parlamentar Mista de Telecomunicações e Soluções Digitais, ele mostra que, ainda que sua formação seja a de médico, assimilou plenamente a complexa seara das comunicações. A iniciativa mobiliza deputados e senadores num canal de comunicação com o poder público e a sociedade civil e empresas públicas e privadas para tratar de temas social e economicamente relevantes, como conectividade, inclusão digital, expansão do 5G, radiofusão, inteligência artificial, cibersegurança, regulação de plataformas e economia digital.   

Disse ele no lançamento: “É um marco. A Frente chega para atuar de forma organizada, fortalecendo um setor que possui extensa, complexa e impactante cadeia produtiva, decisiva para o desenvolvimento nacional. Assumimos o compromisso de coordenar os trabalhos, em nome do parlamento brasileiro, promovendo um debate plural e construtivo para modernizar a infraestrutura de comunicação, aprimorar o ambiente regulatório, estimular a inovação e acelerar a economia digital, sobretudo para incluir os brasileiros que ainda estão fora do mundo digital. Quando o Brasil investe em tecnologia e em inclusão digital, mudamos vidas”.

E destacou ações da sua gestão no Ministério das Comunicações:  inclusão do eixo Inclusão Digital do Novo PAC, com R$ 28 bilhões em investimentos, e a retomada do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST), com mais de R$ 3 bilhões para projetos de inclusão digital, além de programas como Escolas Conectadas, Norte Conectado e a modernização da radiodifusão.

São Luís, 18 de Dezembro de 2025.

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