Todos os posts de Ribarmar Correa

“Corretivo” de Simplício em Lahesio pode ser senha para o grande debate eleitoral

 

Simplício Araújo chamou Lahesio Bonfim para a briga

Repercutiu a derrapagem feia do pré-candidato ao Governo do Estado, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), ao afirmar, em tom categórico, num programa de rádio, que só existe um frigorífico no Maranhão, e mais ainda a reação do ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio e Energia, Simplício Araújo (SD), também pré-candidato ao Palácio dos Leões, passando-lhe um “sabão”, mostrando o contrário e chamando-o de desinformado, “que não conhece o Maranhão”.

O “errou-levou” do pré-candidato do SD no pré-candidato do PSC chama a atenção por dois aspectos. O primeiro: foi a primeira vez que um pré-candidato a governador disparou verbalmente contra um oponente desde que as pré-candidaturas começaram a ganhar forma. E segundo: o disparo verbal foi feito por um pré-candidato aparentemente sem chance na corrida contra um pré-candidato situado num bloco intermediário de candidatos que se situam na faixa dos 10 pontos percentuais de intenção de voto. Ou seja, Simplício Araújo chamou Lahesio Bonfim para a briga num esforço inteligente para sair da rabeira, onde se encontram também os pré-candidatos da esquerda radical, Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU), e ganhar gás para sair da zona dos inviáveis e chegar num patamar onde possa vislumbrar alguma chance de crescer na corrida.

Até aqui, a pré-campanha vinha morna, com muita movimentação dos pré-candidatos, mas todos cuidando de seguir em frente evitando ao máximo confrontar com adversários. À frente de um Governo aprovado para dar prosseguimento, e com uma maratona de inaugurações para cumprir em todas as regiões, o que vale por um bom programa de campanha, o governador Carlos Brandão (PSB) segue em clima de pré-campanha sem demonstrar qualquer interesse pelo estão dizendo ou fazendo os demais pré-candidatos. O mesmo tem feito o senador Weverton Rocha (PDT), que parece candidato único, se apresentando como “o cara”, mas trilhando na cautela com o discurso prometendo que, se eleito, fará um “Maranhão mais feliz”, demonstrando, portando, claro desinteresse pelo embate.

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PSD) corre o Maranhão com o discurso de gestor “bem-sucedido” durante oito anos no comando da Capital, prometendo usar essa experiência e sua juventude para melhorar o Maranhão, mas sem ainda dizer exatamente como e com quais condições. Sabe que, se partir para o confronto, sua até aqui preservada e até elogiada gestão será rapidamente transformada num fracasso monumental.

Lahesio Bonfim renunciou ao cargo de prefeito de São Pedro dos Crentes – um pequeno município de 4,5 mil habitantes, em sua maioria pacatos cidadãos evangélicos – disposto a jogar pesado para chegar ao Palácio dos Leões, ânimo que aumentou quando apareceu bem situado nas pesquisas. Conhecido por falar muito, às vezes falar demais, dizendo coisas fora do contexto e prometendo o que não pode cumprir, o pré-candidato do PSC tropeçou com a declaração sobre frigoríficos no Maranhão. Encontrou pela frente Simplício Araújo, um político bem informado, que hoje tem o mapa econômico do Maranhão na ponta da língua, com a vantagem de que sabe o que está dizendo e que suas informações são muito difíceis de serem contestadas. Uma eventual tréplica de Lahesio Bonfim seria oportuna.

O “embate” entre Simplício Araújo e Lahesio Bonfim pode ter sido o sinal verde para o confronto de ideias para fazer com que o Maranhão não saia do embalo em que se encontra, após sete anos de um Governo correto, sem mácula, politicamente ativo e voltado para o social. Se avaliados com honestidade política – o que é quase impossível numa guerra sucessória -, não haverá como negar os avanços nas áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e segurança. E nesse o governador Carlos Brandão tem o que defender, uma vez que ele foi parte ativa desse processo.

O “embate” Simplício Araújo/Lahesio Bonfim pode ser o indicador de que a mudança no tom dos discursos está a caminho.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton quase acertou o próprio pé com declaração sobre presidente

Weverton Rocha 

No afã de se posicionar, o senador Weverton Rocha (PDT) provavelmente não se deu conta de que estava mirando o próprio pé quando fez a infeliz declaração dizendo que, se eleito, não quer nem saber quem será o próximo presidente da República; seja quem for, ele estará lá defendendo os interesses do Maranhão.

Depois de ter feito um grande esforço para atrair o apoio do ex-presidente Lula da Silva (PT) e de esnobar ostensivamente o pré-candidato do seu partido, Ciro Gomes, o pré-candidato pedetista deu mais uma demonstração de que o único projeto no qual está focado é o da sua própria candidatura, não lhe interessando quem vier a ser o próximo presidente, admitindo até mesmo sentar com o presidente Jair Bolsonaro (PL), se ele vier a ser reeleito.

Sem discutir a inteligência e o arrojo políticos que o movem, alguém precisa alertar o senador Weverton Rocha de que a cautela e a prudência fazem parte do jogo eleitoral.

 

Professores de São Luís jogaram errado e agora podem ficar sem salário

Eduardo Braide: aval da Justiça contra a greve

O sindicato dos professores da rede de ensino de São Luís jogou mal quando recusou a proposta de aumento salarial de 10,06% proposto pelo prefeito Eduardo Braide, preferindo esticar a corda em vez de fechar o acordo deixando a porta aberta para futuros entendimentos. Para começar, na fase inicial do movimento, o prefeito apelou para que não houvesse paralização, mas os professores não atenderam e cruzaram os braços. O prefeito mostrou, em publicidade na TV, que, ao contrário do que disseram os líderes sindicais, a Prefeitura está cuidando da restauração das escolas. O sindicato rebateu tentando desmentir o prefeito, mas o resultado foi que a Justiça declarou a greve ilegal. Os professores, porém, decidiram endurecer o jogo, declarando greve geral, mas ontem foram surpreendidos com a decisão da Justiça autorizando o prefeito a descontar no contracheque os dias parados.

São Luís, 26 de Abril de 2022.

Brandão avança com chapa completa; outros candidatos ainda tentam consolidar seus próprios nomes

 

Na corrida ao Palácio dos Leões, Carlos Brandão lidera processo com chapa já definida, enquanto Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Lahesio Bonfim, Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo, e com Roberto Rocha sem saber ainda o que quer

Os feriadões da Semana Santa e das homenagens a Tiradentes reduziram a fase intermediária da corrida às urnas, colocando em marcha lenta as articulações voltadas para a montagem definitiva das chapas cujos cabeças disputarão a cadeira principal do Palácio dos Leões e a única vaga aberta no Senado. Nesse tabuleiro, o governador Carlos Brandão (PSB), pré-candidato à reeleição, ganhou a dianteira por ter sido o primeiro a montar a chapa que vai liderar, tendo o ex-secretário de Educação Felipe Camarão (PT) como candidato a vice-governador e o ex-governador Flávio Dino como candidato ao Senado, com a vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula Lobato para a primeira vaga de suplente. Os demais pré-candidatos ao Governo do Estado – Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Lahesio Bonfim (PSC), Josimar de Maranhãozinho (PL), Simplício Araújo (Solidariedade), Enilton Rodrigues (PSOL) e Hertz Dias (PSTU) – estão ainda mergulhados em indefinições, seja na montagem de chapas, seja por conta de posicionamentos no plano maranhense ou na seara nacional. Na borda desse tabuleiro encontra-se o senador Roberto Rocha (PTB) jurando que será candidato majoritário, que vivendo o drama sobre ser candidato a governador ou a senador.

Não há dúvida de que na montagem dos times a situação mais complicada é a do senador Weverton Rocha, que por não ter sido escolhido pelo grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino para ser o candidato a governador, resolveu romper a aliança e partir para o “tudo ou nada”. Inicialmente liderando as pesquisas, mas perdendo terreno desde que Carlos Brandão foi conformado como pré-candidato da aliança dinista, Weverton Rocha faz o contraponto com uma campanha rica em estrutura, mas já modesta em expressão política. Ele perdeu seus principais apoiadores, viu emagrecer a sua base partidária, não arriscou ainda a escolher um nome para vice, e depois de ter dito que não lançaria candidato a senador, já estaria, pressionado por aliados, revendo essa posição, o que pode complicar ainda mais sua posição de senador eleito pelo grupo. São muitas as especulações sobre o futuro do pré-candidato do PDT, que vão desde a radicalização da estratégia do “tudo ou nada” até a possibilidade de um grande acordo antes das convenções. Qualquer aposta sobre o que vem por aí terá risco elevado.

Ainda acreditando que pode ser a “terceira via” na disputa maranhense, caso Weverton Rocha se mantenha no jogo, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), intensifica sua pré-campanha como se acreditasse num a mudança radical no panorama da disputa. Ele estaria aguardando algum desfecho para escolher um candidato a vice. E mais do que isso: depois de ter acertado que seu partido não lançaria candidato a senador, em reconhecimento ao decisivo apoio do governador Flávio Dino nas suas duas eleições para a Prefeitura de São Luís, corre nos bastidores que, por pressão de aliados, essa posição pode ser revista, levando-o a incluir um candidato a senador na sua chapa. Por enquanto, vem mantendo as coisas como pensadas inicialmente, mas não se sabe ainda o que pode acontecer nos próximos dois meses.

No espaço do tabuleiro que reúne forças de oposição e identificadas como braços maranhenses do bolsonarismo, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC) é o que tem o projeto de candidatura melhor definido, precisando agora apontar o seu candidato a vice e, se for o caso, o candidato a senador. Pelo que corre informalmente, o vice será uma indicação pessoal do presidente do partido, deputado federal Aluísio Mendes, que pode também indicar o candidato a senador. Nesse caso, esse nome pode ser Roberto Rocha (PTB), se ele conseguir convencer seus aliados de Brasília – que o querem candidato a governador – que tentar a reeleição para o Senado é o seu projeto pessoal. De qualquer maneira, a julgar pelos seus movimentos, Lahesio Bonfim terá, se não a palavra final, forte influência na questão senatorial.

Depois de meses afirmando que sua pré-candidatura do Governo “não tem volta”, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho parece ter dado um tempo para refletir, focando suas ações em turbinar a pré-candidatura da sua mulher, a deputada Detinha (PL), à Câmara Federal. Vem dando a impressão de que já pensa seriamente em se candidatar à Assembleia Legislativa, como insinuou algumas vezes, quando também levantou a possibilidade de disputar o Senado. Sem ter nada de bobo, muito ao contrário, aguarda o cenário ganhar melhor definição para, aí sim, desenhar o seu futuro, que muito provavelmente não será o de candidato a governador ou a senador.

Finalmente, tem-se a situação dos três pré-candidatos sem a menor chance de mudar o curso dos seus projetos. Simplício Araújo, que comanda o Solidariedade no Maranhão, mantém firme sua inteligente campanha à Câmara Federal, à medida em que não fala em vice nem em candidato ao Senado. Enilton Rodrigues vai representar o PSOL na disputa ao Governo para marcar posição, com candidata ao Senado. O mesmo vai acontecer com Hertz Dias, que lidera chapa completa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

João Doria está a caminho de São Luís para dizer aos tucanos que está na briga pelo Planalto

João Doria está a caminho de São Luís em campanha

O ex-governador de São Paulo, João Doria (PSDB), abrirá a temporada de visitas de pré-candidatos a presidente da República. Com a autoridade de quem venceu a prévia no seu partido, ele desembarcará em São Luís na próxima quarta-feira (28) para conversar com lideranças e dizer aos tucanos maranhenses que está na briga pelo Palácio do Planalto. Em busca de viabilidade para ser o nome da “terceira via”, João Doria será recebido no Maranhão por Inácio Melo, presidente estadual do PSDB, e pelo presidente do Cidadania, Eli Gama, uma vez que os dois partidos estão unidos numa federação. Não está definido ainda se o ex-governador de São Paulo visitará o governador Carlos Brandão (PSB), que foi do PSDB e com quem se dá muito bem. Se acontecer, o encontro estará dentro da realidade política, à medida que a federação PSDB-Cidadania deixou a base partidária do senador Weverton Rocha e declarou apoio à pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição.  Vale lembrar que o governador Carlos Brandão, por conta da aliança do seu partido, o PSB, com o PT, vai apoiar o ex-presidente Lula da Silva.

 

Weverton vai a Caxias mostrar que está no jogo

Weverton Rocha prepara comício em Caxias

O senador Weverton Rocha agendou para Caxias, no dia 29, sexta-feira, o seu próximo comício de pré-campanha, que ele define como “momento de diálogo” entre o pré-candidato e a população no qual são debatidas melhorias que possam tornar o “Maranhão mais feliz”. Quarto maior colégio eleitoral do Maranhão e o grande polo político e econômico do Leste maranhense, com influência forte no Baixo Parnaíba e na Região dos Cocais, Caxias já tem suas forças políticas praticamente posicionadas em relação à disputa para o Palácio dos Leões. Ali, o prefeito Fábio Gentil (Republicanos), que hoje lidera a maior força política da Princesa do Sertão, e a deputada Cleide Coutinho (PSB) já se posicionaram pela pré-candidatura do governador Carlos Brandão, o que deve ser feito também pelos braços caxienses do PT, PSDB, Cidadania e outros partidos alinhados ao Palácio dos Leões. Com o grande comício, o pré-candidato do PDT pretende mostrar que está no jogo.

São Luís, 24 de Abril de 2022.

Lahesio dribla Rocha e Maranhãozinho e pode ser a voz do bolsonarismo    

 

Lahesio Bonfim ganha espaço e pode desbancar Roberto Rocha e Josimar de Maranhãozinho na seara bolsonarista na corrida do Governo do MA

Enquanto o senador Roberto Rocha (PTB) permanece indefinido sobre o mandato que vai disputar, e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) emite seguidos sinais de que seu caminho pode ser mesmo disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC) reforça a impressão de que caminha para ser o representante do bolsonarismo na disputa para o Governo do Estado. Sua pré-candidatura esteve ameaçada por conta da indefinição partidária – ele esteve em três partido em menos de um ano [PSL, PTB e Agir36]. A situação mudou radicalmente com o ingresso no PSC, comandado no Maranhão pelo deputado federal Aluísio Mendes, vice-líder do Governo na Câmara Federal e que se movimenta com desenvoltura no Palácio do Planalto, inclusive no 3º andar, onde fica o gabinete do presidente da República. Além de ganhar a vaga de candidato a governador, Lahesio Bonfim está sendo transformado na estrela da campanha do partido para atrair filiados e militantes.

A posição privilegiada de Lahesio Bonfim no reduto maranhense do bolsonarismo, com candidatura garantida por decisão do comando estadual do PSC e, pelo que é dito nos bastidores, com o aval de Brasília, tem explicação óbvia. Ele concebeu esse projeto de candidatura antes mesmo de se reeleger prefeito de São Pedro dos Crentes, de modo que sua renúncia ao cargo não pegou ninguém de surpresa, uma vez que foi pedra cantada por ele próprio durante meses e meses.  Isso porque ele vem anunciando sua pré-candidatura há pelo menos dois anos, sem ter em algum momento. As rasteiras que levou no PSL e no PTB e o não entendimento com Josimar de Maranhãozinho não lhe tiraram o ânimo. Ao contrário, fizeram com que ele radicalizasse intensificando sua pré-candidatura.

O desembarque de Lahesio Bonfim no PSC nada teve de especial, a não ser o fato de que, depois de duas tentativas fracassadas, uma no PSL e outra no PTB, ele finalmente encontrou a sua base partidária. É verdade que o PSC é parte do Centrão, e que o seu presidente nacional, Pastor Everaldo, está preso por corrupção na Prefeitura do Rio de Janeiro. No Maranhão, porém, depois de ter permanecido durante mais de duas décadas sob o controle do deputado federal Costa Ferreira, o PSC caiu nas mãos do deputado federal Aluísio Mendes, que o preparou para participar das eleições em todos os níveis. Não tivesse encontrado um candidato a governador, o comando do PSC levaria o partido a compor com o PTB, com a pré-candidatura do senador Roberto Rocha aos Leões, ou, numa hipótese remota, a uma composição com o PSD, alinhado à candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr.

Lahesio Bonfim desembarcou no PSC decidido a ser a estrela do partido e sem ser incomodado por uma sombra qualquer. O chefe da legenda, Aluísio Mendes, fez festa para sua filiação, abrindo caminho para que a pré-candidatura ao Governo ganha caminho livre. Afinal, o PSC estava intimidado no cenário político estadual, e reverteu tal situação com um pré-candidato situado no time intermediário de pré-candidatos ao Governo do Estado, com quase uma dezena de pontos percentuais de intenção de voto, muito próximo do senador Roberto Rocha, por exemplo, que o vê como uma ameaça. E isso pode ser o caminho que ele vai trilhar para consolidar de vez a sua pré-candidatura.

Tudo indica que o deputado federal Aluísio Mendes fará o possível para que a pré-candidatura de Lahesio Bonfim deslanche. Isso porque, além de projetar o partido, permitirá que a chapa majoritária embale as duas chapas proporcionais que lançará. Mais do que isso, Lahesio Bonfim poderá vir a ser, de fato, a voz do bolsonarismo no Maranhão, situação que vai depender do convencimento do presidente de que o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes seja o melhor parceiro para sua corrida no estado, onde tem mais de 60% de rejeição. Se nada o atropelar, Lahesio Bonfim vai aos poucos minando seus aliados e se consolidando como a voz do bolsonarismo na disputa pelo –Palácio do Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Mais uma jogada para criar clima dentro da aliança governista

Zé Inácio é sugerido para vice

Não bastasse a banda menor do PT, concentrada em São Luís, haver se posicionado em favor de uma aliança do partido com o PDT em torno da pré-candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, vem agora outra banda petista propondo a troca do candidato a vice na chapa do governador Carlos Brandão (PSB), Felipe Camarão (PT) pelo deputado estadual Zé Inácio (PT), atual vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa. Das duas, uma: ou o deputado Zé Inácio tem mais força eleitoral do que Felipe Camarão – o que parece não ser o caso -, ou o parlamentar petista está com dificuldades para viabilizar sua reeleição. Provavelmente não se trata nem de uma coisa nem de outra, mas apenas de criar mais um clima dentro da aliança comandada pelo governador Carlos Brandão, cujo projeto de candidatura adversários tentam minar de qualquer jeito. Só que, escolado no jogo de bastidor, o governador Carlos Brandão vai matando tais jogadas e consolidando a chapa que tem Felipe Camarão como vice.

 

  Braide abre as finanças e mostra que só pode conceder 10,06% de aumento para docentes

Eduardo Braide jogou aberto sobre  finanças 

Aumento de 10,06%, sobre os atuais salários dos professores da rede pública municipal é o máximo que as finanças da Prefeitura de São Luís nas atuais condições, correspondem exatamente à inflação do ano passado, o que significa um reajuste real, dentro das condições que as finanças da Capital podem suportar. Esse valor foi revelado ontem, pelo prefeito Eduardo Braide (sem partido), que numa entrevista coletiva abriu os números, mostrando que com o aumento proposto, compromete nada menos que 80% dos recursos do Fundeb para bancar o quadro do magistério municipal. Nas contas do prefeito Eduardo Braide, o impacto anual sobre afolha será de 60.367.203,54, ou seja, pouco mais de R$ de 5 milhões/mês. O SindiEducação, que representa os professores da rede de ensino da Capital, avisou que não vai aceitar a proposta. Com isso, vai gerar um impasse, já que, de acordo com os números mostrados ontem pelo prefeito Eduardo Braide, as finanças de São Luís não suportarão um centavo a mais. Eduardo Braide deixou outro recado no ar: permanece aberto ao diálogo.

São Luís, 23 de Abril de 2022.

Othelino Neto ganha estatura de líder no lançamento da pré-candidatura à reeleição com aval de Brandão

 

Ao lado da esposa Ana Paula Lobato, Othelino Neto festeja lançamento com Carlos Brandão, Felipe Camarão, Rubens Jr. e, no lado oposto, Márcio Jerry no Palazzo

Se havia alguma réstia de dúvida sobre a posição do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), entre os principais aliados do governador Carlos Brandão (PSB) na corrida eleitoral, essa foi dissipada na noite de quarta-feira, num ato político realizado na casa de eventos Palazzo, em São Luís. Ali, o deputado Othelino Neto recebeu o governador Carlos Brandão, o candidato a vice-governador Felipe Camarão (PT), os deputados federais Márcio Jerry (presidente do PCdoB), André Fufuca (presidente do PP) e Rubens Jr. (PSB e atual secretário de Articulação Política), alguns deputados estaduais, e um número expressivo de prefeitos e vereadores, para lançar sua pré-candidatura à reeleição ao parlamento estadual. Nas inúmeras manifestações – incluindo uma em vídeo do ex-governador Flávio Dino (PSB), que não pôde comparecer -, o presidente da Assembleia Legislativa foi tratado como um político de ponta no cenário atual da política maranhense, tendo sido várias vezes apontado como líder.

O governador Carlos Brandão saudou o presidente da Assembleia Legislativa como um destacado líder no atual cenário político do Maranhão, ressaltando o seu envolvimento de com os grandes desafios do estado e com o trabalho que está realizando pela unidade do grupo. “Ele é um grande aliado da nossa gestão. Estamos juntos também neste momento para fazermos com que o Maranhão continue nessa trajetória de desenvolvimento e tenha dias melhores”, declarou o governador Carlos Brandão. Nessa linha se manifestou o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB: “Othelino se consolidou como um importante líder e, mais uma vez, vai colocar o seu nome para ajudar a liderar esse processo de continuidade da mudança em nosso estado”.

O economista, jornalista e auditor concursado do Tribunal de Contas do Estado Othelino Neto não chegou onde chegou por um passe de mágica nem pelas boas graças de um líder político maior. Ele começou a construir sua estrada nos anos 90, como um dos primeiros militantes do PV. Foi secretário de Meio Ambiente no Governo José Reinaldo. Tentou a Assembleia Legislativa em 2010, pelo PPS, tendo se tornado suplente, o que lhe permitiu assumir como titular em 2013; se reelegeu em 2014 e 2018 pelo PCdoB. Foi eleito vice-presidente da Assembleia Legislativa em 2016; foi reeleito e assumiu com a morte do presidente Humberto Coutinho, em janeiro de 2018; e conseguiu novo mandato presidencial, que foi renovado em 2020.

Discreto, mas eficiente no exercício do mandato parlamentar, o deputado Othelino Neto revelou-se um ativo articulador, que ganhou estatura à medida que foi se consolidando na presidência do Poder Legislativo. Ao mesmo tempo, exibiu uma personalidade política forte, chegando a se afastar da linha do PCdoB para participar do projeto de poder do senador Weverton Rocha (PDT), que começou nas eleições municipais de 2020. O diferencial foi que em nenhum momento colocou em dúvida seu alinhamento ao governador Flávio Dino, sempre deixando claro que sua posição jamais colocaria em risco a unidade do grupo. E confirmou isso quando, após avalizar a pré-candidatura do senador Weverton ao Governo do Estado, admitindo até migrar do PCdoB para o PDT, concluiu que não era o rumo certo. Tentou convencer o senador a somar esforços numa candidatura única do grupo, no caso a do governador Carlos Brandão, que já estava consolidada. Com a recusa do pedetista, ele deixou o grupo, sustou sua migração partidária e declarou apoio ao candidato do PSB.

O ato de quarta-feira no Palazzo reforçou sua estatura política, consolidou seu espaço de liderança no cenário maranhense, desenhou seu potencial eleitoral para o pleito de outubro. Isso sem falar na boa convivência que, sob seu comando, a Assembleia Legislativa terá com o Poder Executivo nos próximos oito meses. E em tempos futuros, dependendo, claro, do pronunciamento das urnas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Após compor a nova direção, Tribunal de Justiça escolherá novos desembargadores

Lourival Serejo 

Depois de completar a escolha do futuro comando – que terá o desembargador Paulo Velten como presidente -, quarta-feira, com a eleição para o cargo de 2º vice-presidente, o Tribunal de Justiça agendou para a próxima semana a escolha de quatro novos desembargadores. Três serão escolhidos pelo com a promoção de juízes de quarta entrância que puderem se candidatar, e um sairá do quinto constitucional, ou seja, sairá da advocacia indicado pela OAB, por meio de lista sêxtupla, da qual o TJ extrairá três nomes, cabendo ao governador Carlos Brandão escolher um e nomear. Já é grande a movimentação nos bastidores do TJ por conta por conta dos juízes interessados nas vagas. Tão ou mais intensa é a correria no meio advocatício e nos bastidores da OAB, que escolherá os seis nomes que enviará ao TJ. O processo de escolha será comandado pelo presidente Lourival, que só passará o bastão no final do mês.

 

Deputados federais não querem dizer o que pensam sobre a condenação de colega bolsonarista

Os deputados federais do Maranhão preferiram, de um modo geral, não entrar na polêmica sobre a condenação, pelo Supremo Tribunal Federal, do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB-RJ), por atos contra a democracia, e o indulto decretado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) para livrá-lo da cadeia. Entre os deputados há os que concordam com a condenação, por considerarem que o parlamentar bolsonarista exorbitou e tem de responder pelo que disse. Há os que avaliam que o assunto deveria ser resolvido pela Câmara Federal. E os que discordam da sentença, argumentando que ele não extrapolou os limites da liberdade de expressão, e que está protegido pela imunidade parlamentar. E além dos que não querem tornar público o que pensam, há os deputados que se recusam a falar do assunto.

São Luís, 22 de Abril de 2022.

Banda menor do PT declara apoio a Weverton e banda maior reafirma aliança com Brandão e Dino

 

Weverton Rocha no centro apoiado por aliados como Waldir Maranhão (e) e Honorato Fernandes (d), ontem, durante a festa de aniversário da Fetaema

O braço maranhense do PT mostrou ontem que tem peso político sólido, embora conviva com uma dissidência politicamente ativa, mas eleitoralmente inexpressiva, representada pelo grupo que controla a sigla em São Luís. Como estava previsto, a fatia ludovicense do partido aproveitou a festa de aniversário da Federação dos Trabalhadores da Agricultura no Estado do Maranhão (Fetaema) para declarar apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado. Ao mesmo tempo, o comando estadual do PT, seguindo orientação da direção nacional, agendou para os dias 28 e 29 de maio a realização do Encontro Tático Eleitoral, que reunirá 160 delegados para oficializar o apoio do partido à chapa Carlos Brandão (PSB)/Felipe Camarão (PT) para o Governo estadual e Flávio Dino (PSB) para o Senado da República. Ao mesmo tempo em que mostraram um PT dividido, os dois fatos mostraram também que a dissidência do PT ludovicense pouco representa em termos políticos e eleitorais no context0 da corrida sucessória em curso no Maranhão.

O que aconteceu ontem na sede da Fetaema foi um bem organizado jogo de cena, realizado para causar a impressão de que o PT está “rachado ao meio” em relação à corrida sucessória estadual, com uma banda apoiando o pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição, tendo, na chapa um petista como candidato a vice-governador, e a outra banda apoiando a pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Ocorre que a banda que apoia o governador Carlos Brandão, além de representar oficialmente o PT, com o aval da cúpula nacional e a bênção de Lula da Silva, representaria cerca de 90% do partido, segundo cálculo de um petista experiente, enquanto a banda que controla o partido em São Luís, sob o comando do ex-vereador Honorato Fernandes, não ultrapassaria 10% da força do petismo no Maranhão.

Com o gesto da dissidência petista na festa de aniversário da Fetaema, o senador Weverton Rocha mandou o recado que está vivo na disputa e que o seu foguete, que não tem marcha à ré, não ligou ainda o dispositivo que o permite dar meia volta. Acompanhado do deputado estadual Ciro Neto (PDT), do suplente de deputado estadual Marcos Caldas – que assumiu o comando do PROS num arranjo em Brasília -, do ex-deputado federal Waldir Maranhão, e também do ex-juiz federal Carlos Madeira – que não disse ainda o que pretende na corrida eleitoral -, o senador Weverton Rocha participou do ato que marcou o aniversário da Fetaema, e reforçou sua presença com a declaração de apoio do pequeno grupo petista liderado pelo ex-vereador Honorato Fernandes. Nada além disso.

Os petistas dissidentes montaram o estratagema de usar a festa de aniversário da Fetaema para criar o fato do dia, gerando uma situação de afirmação do senador Weverton Rocha, mesmo que as imagens divulgadas sejam reveladoras de que quase não havia petista no auditório, até porque o movimento dissidente não ecoa no partido. Mas a resposta veio logo a seguir, com a cúpula estadual do PT agendando o Encontro Tático para o final de maio, num recado claro de que a aliança do partido com o PSB é fato consumado e irreversível, dependendo apenas de ratificação nas convenções partidárias marcadas para o início de agosto. Será nesse encontro que as forças que compõem o PT do Maranhão serão mobilizadas para a campanha destinada a embalar a candidatura de Lula da Silva e as dos seus aliados no Maranhão, no caso o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino.

Em resumo: o PT “causou” ontem, de um lado pelo inexpressivo movimento dissidente declarando apoio a Weverton Rocha num ato sem peso político, e do outro, 0 comando estadual do partido colocando as coisas nos seus devidos lugares.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sem conseguir acordo com bolsonaristas, Roberto Rocha quer definir seu futuro até maio

Roberto Rocha quer definir seu futuro até maio

Todos os indícios sugerem que o senador Roberto Rocha (PTB) encerrou sua ofensiva para convencer o ex-prefeito Lahesio Bonfim (PSC) de abrir mão da sua pré-candidatura para apoia-lo na corrida aos Leões. Tecnicamente empatado com o senador, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes avalia que o seu potencial de crescimento durante a campanha é maior, e por isso ele não abre mão da sua candidatura, parta o pedido de onde partir. Roberto Rocha está numa situação delicada, não sabendo ainda se será candidato a governador ou a senador. Ele tenta unir as forças bolsonaristas em torno de um projeto que o tenha como líder, mas os líderes desses grupos, entre eles o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) não simpatizam com a proposta, preferindo cada um seguir o seu próprio rumo. Uma fonte com trânsito com o senador disse à Coluna que Roberto Rocha pretende chegar a maio com sua situação resolvida.

 

No PSC, Wellington do Curso vai ter de andar na linha do partido

Wellington do Curso 

Dando prosseguimento ao seu entra-e-sai de partidos, o deputado estadual Wellington do Curso desembarcou no PSC, ficando agora sob o comando do deputado federal Aluísio Mendes, que preside o partido no Maranhão e integra linha de frente da bancada bolsonarista na Câmara Federal da qual é vice-líder. O parlamentar, conhecido por fazer carreira-solo, às vezes contrariando a orientação do seu partido, irá para a campanha apoiando a candidatura do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim. Com Aluísio Mendes e Lahesio Bonfim a coisa é diferente: só fica no partido quem segue as regras e assume a sua condição de apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL). Resta aguardar para conferir se o deputado Wellington do Curso se enquadrou mesmo nas regras do PSC.

São Luís, 21 de Abril de 2022.

Dissidência do PT ludovicense se reúne hoje e deve declarar apoio a Weverton Rocha

 

Honorato Fernandes quer PT apoiando Weverton Rocha com o aval de Lula da Silva na corrida ao Governo

Independentemente do resultado da reunião de hoje, na qual a banda ludovicense do PT maranhense se alinhará oficialmente à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, na contramão do PT estadual e nacional, que já declararam o apoio do partido à pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição e do ex-governador Flávio Dino (PSB) ao Senado, o comando da chapa socialista decidiu que não vai se manifestar. O propósito é consolidar a aliança PSB/PT, sem levar em conta a dissidência comandada pelo presidente do PT de São Luís, ex-vereador Honorato Fernandes. O argumento de alguns socialistas é o de que a dissidência faz muita zoada, mas não tem maior peso político e nem expressão eleitoral. Os aliados do senador Weverton Rocha, por sua vez, apostam alto que o alinhamento do PT ao PDT em São Luís pode fortalecer a pré-candidatura do chefe pedetista.

Os desdobramentos da aliança PT/PDT em São Luís são diversos, criando um emaranhado de situações conflitantes, que os articuladores da operação terão de administrar. Para começar, o PT ludovicense vai se alinhar ao senador Weverton Rocha, um pré-candidato a governador cujo partido, o PDT, tem um candidato a presidente, o ex-governador cearense Ciro Gomes, que na sua pré-campanha vem disparando munição pesada contra o pré-candidato do PT ao Planalto, ninguém menos que o ex-presidente Lula da Silva. E para tornar ainda mais complicada a equação, o interesse do senador Weverton Rocha é exatamente atrair o apoio de Lula da Silva ao seu projeto de candidatura, torcendo para que o líder petista rompa o acordo nacional com o PSB, já oficialmente consumado em torno das pré-candidaturas de Carlos Brandão e Flávio Dino. (Deu para entender? É complicado mesmo, mas é exatamente esse o rascunho da situação motivadora da reunião de hoje).

A banda dissidente do PT em relação ao acordo com o PSB não tem muita afinidade com a corrente lulista do partido. Ela defende aliança com o PDT, cujo comando nacional não teve nem força para frear a pré-candidatura de Ciro Gomes, menos ainda interesse de contê-lo na artilharia verbal que vem disparando contra o líder petista. Ou seja, a fatia do PT que não quer apoiar a chapa encabeçada por Carlos Brandão – que tem como vice o neopetista Felipe Camarão – para o Governo, e Flávio Dino para o Senado, é a mesma que entra na base da candidatura do senador pedetista sem qualquer espaço, já que não poderá fazê-lo, de vez que oficial e formalmente PT/PSB estão “juntos e misturados” nessa corrida eleitoral. A consequência mais danosa é que a banda ludovicense do PT irá para as urnas como agregada à chapa a ser encabeçada pelo senador Weverton Rocha.

Articulada pelo presidente municipal do partido, ex-vereador Honorato Fernandes, e com a participação de petistas de proa,  como Márcio Jardim, a banda do PT que se reúne nesta quarta-feira com o senador Weverton Rocha vai repetir um roteiro já conhecido. Foi assim em 2006, quando confrontou a direção nacional, que apoiava o acerto com os Sarney, e apoiou Jackson Lago (PDT), enquanto Lula da Silva apoiava Roseana Sarney (MDB), em 2010 e em 2014 pelo mesmo motivo, ficando contra Flávio Dino e apoiando o então suplente de senador Lobão Filho (MDB). O PT só voltou ao eixo em 2018, depois que o governador Flávio Dino, então no PCdoB, se destacou como um dos líderes da reação contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Se confirmar o apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha, como está previsto, a banda menor do PT e seus militantes se juntarão ao PDT e seus militantes, formando um bloco capaz de fazer muita zoada, e levando o PSB e o PCdoB a convocarem seus militantes para o embate na Capital, já que a influência dessa corrente petista não alcança São José de Ribamar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana confirma o que o MDB já havia decidido

Roseana Sarney diz que ela e grupo tendem a  apoiar Carlos Brandão

A ex-governadora Roseana Sarney disse ao jornal O Estado de S. Paulo que a tendência da família Sarney é apoiar a pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição. Nenhuma surpresa, uma vez que ela e seus familiares e boa parte do MDB jamais declarariam apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha, não havendo também rumo para apoiar o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), e menos ainda a eventual pré-candidatura do senador Roberto Rocha. A decisão não tomada agora. Ela começou a ganhar forma desde que, em novembro do ano passado, o então governador Flávio Dino bateu martelo pelo projeto de candidatura do vice-governador. Com a habilidade política de sempre, os Sarney se fecharam em copas, deixando as articulações do MDB a critério do vice o presidente do partido, deputado Roberto Costa, que estreitou relação com Flávio Dino e abriu os caminhos para o MDB, articulando para consolidar a escolha.

 

Cléber Verde vai coordenar a Bancada Federal durante a corrida eleitoral

Cléber Verde

O deputado federal Cléber Verde (Republicanos) assumiu ontem o posto de coordenador da bancada federal. Parlamentar experiente, ainda que controverso em alguns aspectos, ele pode dar mais dinâmica a essa coordenação. Caminhando para o quarto mandato, o parlamentar é profundo conhecedor das entranhas da Câmara federal e conhece todos os caminhos que levam aos ministérios e ao Palácio do Planalto. Considerado por muitos como um dos deputados que melhor conhecem a Câmara Baixa e com maior trânsito nos ministérios, conhecedor que é de cada palmo na esplanada, o que o torna um quadro diferenciado.

São Luís, 20 de Abril de 2022.

Expectativa: como vem o pré-candidato Weverton Rocha após a pausa da Semana Santa?

 

Weverton Rocha: decisões difíceis pela frente

Não se trata de uma espera tensa, mas há no meio político um clima de expectativa em relação aos próximos passos do senador Weverton Rocha (PDT) na condição de pré-candidato ao Palácio dos Leões. Ele se afastou do cenário da disputa, refugiou-se com a família em algum lugar aprazível do interior do Maranhão, aproveitando para descansar, colocar as ideias em ordem e planejar seus próximos movimentos. Nos bastidores, as especulações correm soltas, e vão desde a afirmação de que o senador pedetista retomará a pré-campanha com força total, até o zumzum inconsistente de que ele estaria preparando terreno para reavaliar o seu projeto de candidatura. Na avaliação de um político que o conhece bem, Weverton Rocha dificilmente se retirará da corrida aos Leões, sendo quase certo que ele retomará a campanha com a mesma intensidade, ainda que embalado por uma base política muito reduzida por conta das perdas que sofreu nas últimas semanas, como o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e a senadora Eliziane Gama (Cidadania), que declararam apoio à pré-candidatura do governador Carlos Brandão (PSB) à reeleição.

Para quem começou a pré-campanha com o suporte de um grupo político expressivo, o pré-candidato do PDT chegou às vésperas da Semana Santa enfrentando a diminuição, dia após dia, da sua base de apoio, principalmente prefeitos, vários do seu próprio partido, por conta da migração para a base do governador Carlos Brandão. Esse movimento, que aconteceu e continua acontecendo nas mais diferentes regiões do estado, fragilizou o seu projeto de candidatura, mas, ao que tudo indica, não foi até agora suficiente para ele acionar o botão de “volver!” do seu foguete, que como ele próprio tem dito, não dá marcha à ré. E pelo que foi visto até na semana passada, antes da pausa para descanso, a tendência é manter-se na disputa, “dê no que der”.

Depois de se dar conta de que o seu favoritismo foi minado e perdeu consistência, Weverton Rocha mandou um recado contundente ao meio político informando que sua pré-candidatura está de pé, não havendo, pelo menos neste momento, nenhuma possibilidade de rever o seu projeto de poder. Ao contrário, a disposição por ele exibida é a de intensificar a pré-campanha, retomando a maratona de atos políticos nos municípios. E mesmo em meio aos rumores que correm nos bastidores, o mais provável é que o senador reafirme sua pré-candidatura e volte com tudo à corrida às urnas. O problema é que, ao contrário do que aconteceu nos primeiros momentos, quando ele dominou a cena como favorito, com as pesquisas ap0ntando-o muito à frente dos demais concorrentes, ele agora tem pela frente um governador em busca da reeleição.

Weverton Rocha tem faro e experiência suficientes para saber que ainda está no jogo, mas sem o poder de fogo de alguns meses atrás, o que torna sua caminhada muito mais difícil. Sabe também que a eleição de um governador não é fruto de um projeto solitário, mas resultado de um movimento de grupo. A pausa da Semana Santa pode ter servido para planejar a montagem de uma nova base política por meio de novas alianças. Isso porque seu projeto de poder dificilmente se sustentará se ele partir para uma campanha solo de inspiração populista, já que o seu principal adversário, o governador Carlos Brandão, tem um grupo, uma chapa montada e um líder maior como referência, o ex-governador Flávio Dino (PSB), favorito na corrida à vaga de senador.

E não bastassem as dificuldades com o seu projeto de candidatura, o senador Weverton Rocha está também desafiado a demonstrar à cúpula nacional do PDT a sua liderança como chefe do partido no Maranhão, elegendo o maior número possível de deputados federais, que é o que de fato importa para as agremiações partidárias no atual formato político do Brasil.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino vê plebiscito na eleição presidencial, que pode ter uma terceira via

Flávio Dino vê eleição presidencial como plebiscito sobre o presidente Jair Bolsonaro

Do ex-governador e pré-candidato ao Senado Flávio Dino (PSB), em entrevista concedida ontem ao jornal Valor:

Plebiscito

“O povo sabe que uma reeleição é um plebiscito, se o presidente deve continuar ou não. A chave predominante da eleição não será PT e anti-PT, essa foi a chave em 2018. A chave predominante agora, quem está em julgamento, é o (presidente Jair) Bolsonaro. A pergunta que vai decidir a eleição é: Bolsonaro merece mais quatro anos ou não? Pode botar todo o dinheiro do orçamento secreto, ele vai perder a eleição. Agora vai ser um baile? Vai ser massacre? Acho que não, tem muita disputa”.

Terceira via

“Ainda temos uma margem de imprevisibilidade que joga contra o Bolsonaro que é a possível consolidação de uma alternativa de terceira via, ou mesmo o crescimento do Ciro (Gomes, do PDT). Qualquer coisa que se consolide fora do bolsonarismo atrapalha o crescimento dele. A terceira via só cresce disputando pelo campo da direita. O que drenou a energia vital do pensamento de centro-direita no Brasil não foi o Lula, não foi a esquerda, foi a extrema direita, foi o bolsonarismo. Ela [terceira via] tem que de fato combater o bolsonarismo na eleição de 2022, e para ter sobrevivência no futuro. Eu espero que eles tenham êxito, porque Bolsonaro perderá, mas nós precisamos que também o bolsonarismo volte para a sua casinha. (Precisamos) que o demônio volte para o inferno. Para isso, é preciso que haja mais exorcistas em ação”.

 

Othelino leva a Brandão apoio dos prefeitos de Vargem Grande, Santa Helena e Pedro do Rosário

Othelino Neto, Carlos Brandão e Carlinhos Barros: pacto político selado para eleição de outubro

O presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB) reforçou ontem a base da pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição com a adesão de três prefeitos importantes: Carlinhos Barros (PCdoB), de Vargem Grande, Zezildo Almeida, de Santa Helena (PTB) e Toca Serra (PCdoB), de Pedro do Rosário. A adesão de Carlinhos Barros já era prevista, uma vez que desde o início ele se manteve no PCdoB, permanecendo leal à posição do presidente da Assembleia Legislativa numa aliança que se mantêm a várias eleições. É caso do prefeito de Santa Helena, Zezildo Almeida, que apoiará Carlos Brandão mesmo que seu partido venha a lançar o senador Roberto Rocha ao Governo do Estado. E Toca Serra é líder em Pedro do Rosário e na região. “É um momento politicamente importante, reforçando o nosso projeto de fazer com que o Maranhão continue se transformando para melhor”, disse o deputado no encontro com o governador Carlos Brandão.

São Luís, 19 de Abril de 2022.

Bloco articulado por Dino viabiliza apoio a Lula e consolida aliança em torno de Brandão

 

Flávio Dino articula apoio a Lula da Silva e fortalece Carlos Brandão na corrida eleitoral no Maranhão

O ex-governador Flávio Dino reuniu as principais lideranças da chamada esquerda democrática (PSB, PCdoB e PT) para formar uma espécie de frente de apoio à candidatura do ex-presidente Lula da Silva no Maranhão. A iniciativa, colocada em prática na quarta-feira da semana que passou, foi o primeiro grande passo dado na política do estado em relação à corrida presidencial no território maranhense, dando a esse grupo uma vantagem destacada em relação aos outros grupos e partidos que têm pré-candidatos ao Palácio do planalto no Maranhão. A frente tem dois objetivos básicos: consolidar o favoritismo da chapa Lula da Silva/Geraldo Alckmin no estado e fazer com que os três partidos marchem em direção às urnas alinhados em torno das pré-candidaturas do governador Carlos Brandão à reeleição e do ex-governador Flávio Dino à vaga em disputa no Senado, além da participação efetiva de pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

A criação desse bloco partidário da esquerda moderada dá aos seus candidatos majoritários e proporcionais a garantia de que suas campanhas não serão movimentos aventureiros. Ao contrário, serão movimentos políticos e partidários com respaldo no estado, dando à chapa Lula/Alckmin caminho livre para circular e pedir votos no Maranhão. E com a vantagem de que essa movimentação será feita no embalo das candidaturas ao Leões e à Câmara Alta, e com o respaldo das chapas de candidatos às Assembleia Legislativa e à Câmara Federal. As ações do bloco de esquerda devem mobilizar já a partir de agora os pré-candidatos majoritários e proporcionais e devem alcançar todas as regiões do Maranhão.

Os movimentos do bloco de esquerda é o resultado de mais uma política articulada pelo ex-governador Flávio Dino, que assim consolida sua liderança no campo governista. Isso porque com essa ação, o ex-governador mexe com as pedras do tabuleiro sucessório no estado e no país e cria uma base de coordenação da campanha do grupo que lidera. Além disso, deixa o governador Carlos Brandão com mais tempo para governar e prosseguir nas articulações para fortalecer o seu projeto de candidatura, que é o único com chapas definidas no campo majoritário em processo de definição no campo proporcional. E mais, leva o grupo que lidera a se distanciar dos demais pré-candidatos a governador, que ainda não definiram chapas e estão batendo cabeça em relação aos seus próprios projetos de candidaturas e também em relação à corrida presidencial.

Nesse contexto, o senador Weverton Rocha (PDT) tem feito uma pré-campanha sem definir seu vice, ora ameaçando lançar candidato ao Senado e, mais grave, sem declarar apoio a Ciro Gomes, pré-candidato do seu partido à presidência da República. Os pré-candidatos Lahesio Bonfim, Josimar de Maranhãozinho (PL) e Roberto Rocha (PTB), todos diretamente associados ao presidente Jair Bolsonaro (PL), vivem ainda o drama da indefinição quanto aos seus próprios rumos. É o caso também de Edivaldo Holanda Jr., cujo partido, o PSD, ainda não definiu se lançará ou não candidato a presidente. Nenhum, portanto, está suficientemente definido e organizado para uma ação parecida com a que será protagonizada pelo bloco partidário liderado pelo ex-governador Flávio Dino.

O bloco articulado pelo ex-governador Flávio Dino consolida de vez a aliança PT, PSB e PCdoB no Maranhão, assegurando em definitivo o apoio da chapa Lula/Alckmin à chapa Brandão/Camarão, frutos de uma bem torneada aliança do PSB com o PT e avalizada pelo PCdoB e demais partidos remanescentes da frente de 2014, quando reuniu 16 partidos na base de apoio do seu Governo. É o resultado das intensas e cuidadosas articulações comandadas nos últimos dois anos por Flávio Dino, que assim reafirma sua posição de mais destacada liderança política do Maranhão na atualidade, dentro ou fora do poder.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Suspeita de desvio em emendas tem efeito danoso nos planos do Roberto Rocha

Roberto Rocha: má notícia em momento  de definição

Nada poderia ter sido pior para o senador Roberto Rocha (PTB) a informação, divulgada em reportagem do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, autorizou a inclusão do seu nome nas investigações de falcatruas com dinheiro de emendas parlamentares enviadas a três municípios maranhenses. Essa bomba explode no exato momento em que o senador, após resolver sua pendência partidária, busca caminhos para resolver se será candidato a governador ou a senador. Não foi uma suspeita qualquer. O MPF justificou o pedido de investigação baseado em documento no qual o nome do senador aparece relacionado com valores do que seriam vantagens a ele supostamente destinadas a ele. Roberto Rocha reagiu afirmando nada ter a ver com a suposta falcatrua. Sua reação enfática dizendo-se inocente foi o começo de um problema que poderá lhe dar muitas dores de cabeça, ainda que não venha a impedi-lo de disputar o cargo majoritário ainda por ser definido.

 

Deputados reforçam cacife com seus partidos no tabuleiro sucessório

Márcio Jerry, Edilázio Jr. André Fufuca e Aluísio Mendes: em alta

Cinco deputados federais chefes de partidos no Maranhão estão jogando com habilidade no cenário sucessório estadual. Márcio Jerry topou continuar comandando o PCdoB na luta que a legenda trava pela sobrevivência, o que lhe dá poder de fogo para fortalecer sua candidatura à reeleição. Presidente estadual do PSD, Edilázio Jr. vem comandando a pré-campanha de Edivaldo Jr. ao Governo e, com isso, fortalecendo o seu próprio cacife eleitoral. André Fufuca, que controla o PP no estado, ganhou estatura como um dos avalistas da pré-candidatura do governador Carlos Brandão à reeleição fora do triângulo da esquerda moderada. E Aluísio Mendes ganhou projeção no tabuleiro sucessório coimo o principal avalista da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo do Estado.

São Luís, 18 de Abril de 2022.

Othelino Neto migrou de Weverton para Brandão jogando aberto, como um político maduro

 

Carlos Brandão e Othelino Neto fazem gesto de unir forças, com a presença da senadora Eliziane Gama, que por acaso encontrava-se no Palácio dos Leões.

 

A fase de definição dos grupos políticos formados em torno dos pré-candidatos ao Palácio dos Leões revelou algumas personalidades que surpreenderam pela capacidade de se movimentar em cenário complicado, construindo pontes sem destruir as já construídas na relação com outros grupos. São políticos pautados pelo pragmatismo e pela capacidade de mudar de maneira inteligente, jogando abertamente, não dando margem para que seus movimentos sejam interpretados como escorregões éticos ou atos de oportunismo barato. Uma dessas personalidade é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Na terça-feira, Othelino Neto esteve no Palácio dos Leões, onde conversou com o governador Carlos Brandão (PSB) sobre as bases do relacionamento do novo Governo com a Assembleia Legislativa, devendo também ter conversado sobre os rumos da pré-campanha.

Othelino Neto foi o principal avalista do projeto de poder do senador Weverton Rocha (PDT), numa relação que se tornou estreita já nas eleições municipais de 2020. Atuou na contramão do seu partido, o PCdoB, mas com o cuidado de não criar qualquer embaraço político que estremecesse sua relação com o partido, com o governador Flávio Dino (PSB) ou com o próprio Carlos Brandão. Manteve sua aliança com Weverton Rocha desde que o senador anunciou sua pré-candidatura ao Governo do Estado já no início de 2021, no primeiro movimento organizado pelo governador Flávio Dino para escolher o candidato à sua sucessão na eleição de 2022. Naquele momento, Weverton Rocha e Carlos Brandão anunciaram suas pré-candidaturas, abrindo o tenso sucessório.

Othelino Neto se manteve ao lado de Weverton Rocha e integrou o núcleo do projeto de candidatura do chefe pedetista em todas as fases do processo, incluindo a reunião de 30 de novembro daquele ano, quando o governador Flávio Dino sugeriu o vice-governador Carlos Brandão para a avaliação pelo grupo, causando reação negativa do presidente e pré-candidato do PDT. Permaneceu no núcleo de sustentação da pré-candidatura até no início de março, decidido inclusive a migrar para o PDT na “janela” partidária de março, quando o martelo da maioria do grupo foi batido em favor de Carlos Brandão. Weverton Rocha não aceitou a escolha e decidiu manter sua pré-candidatura, deixando de lado os acordos em vigência ano após ano.

A política, principalmente quando o que está em jogo é uma disputa eleitoral de grande dimensão, a abre caminho para redefinições. Diante do aumento crescente da base política de Carlos Brandão e do encolhimento do suporte político mobilizado pelo senador Weverton Rocha, o presidente da Assembleia Legislativa fez uma leitura pragmática do cenário e decidiu que o melhor caminho para ele seria ficar no PCdoB e apoiar o seu pré-candidato a governador, no caso Carlos Brandão, compreendendo, portanto, que o racha poderia ser danoso para o grupo. Antes de formalizar sua posição, tentou, sem êxito, convencer o senador Weverton Rocha a reavaliar o seu projeto de candidatura. Se reincorporou ao seu núcleo político e partidário, e com seu cacife reforçado indicando a sua mulher, Ana Paula Lobato, vice-prefeitas de Pinheiro, para a vaga de candidato a primeiro suplente de senador na chapa encabeçada pelo ex-governador Flávio Dino.

Othelino Neto jogou como um político maduro e com os pés fincados no chão. Deve ser reeleito deputado estadual e, muito provavelmente, vendo Ana Paula Lobato sair das urnas como suplente de senador.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bira acredita que se Weverton sair, Brandão pode vencer no primeiro turno

Bira do Pindaré: se Weverton Rocha sair, Carlos Brandão vence no primeiro turno

O PSB e seus aliados farão um grande esforço para que o governador Carlos Brandão seja reeleito já no primeiro turno, e se houver segundo turno é provável que o governador dispute com um candidato do campo bolsonarista. A possibilidade de reeleição em turno único aumentará se o senador Weverton Rocha vier a abrir mão do seu projeto e apoie o governador.

Esse leque de possibilidades foi rascunhado ontem pelo deputado federal Bira do Pindaré, presidente regional do PSB, em entrevista à rádio Mirante AM. Para ele, o ideal é reunir o grupo e isso significa dizer que o senador Weverton Rocha é a parte solta da aliança articulada pelo governador Flávio Dino e que definiu Carlos Brandão como candidato à sua sucessão.

Bira do Pindaré preferiu não fazer previsões a respeito do futuro da pré-candidatura do senador pedetista, mas disse acreditar que o governador Carlos Brandão caminha para a reeleição.

 

Imperatriz: Weverton lidera, mas Brandão vem ganhando força

Weverton Rocha lidera em Imperatriz, mas Carlos Brandão ganha aliados fortes

Após ler a última edição, que tratou da medição de força entre o governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha em Timon e em Caxias, um leitor fiel da Coluna fez a seguinte indagação: “E em Imperatriz?!”

A resposta é simples. Ali, depois de um longo domínio de preferência pelo senador Weverton Rocha, que é filho da terra, a roda começou a girar e Carlos Brandão já começa a dar sinais de que pode virar o jogo. Os deputados estaduais Marco Aurélio (PSB) e Rildo Amaral (Solidariedade), o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), o ex-prefeito Sebastião Madeira – que finalmente chegou ao poder estadual no poderoso e influente cargo de chefe da Casa Civil – o ex-prefeito Ildon Marques se movimentam, cada um ao seu modo, candidatura de Carlos Brandão. Com Weverton Rocha está agora o prefeito Assis Ramos (União Brasil), cujo prestígio está em baixa. Uma pesquisa feita agora certamente apontará Weverton Rocha na liderança, mas pr0vavelmente mostrará também Carlos Brandão em ascensão.

São Luís, 16 de Abril de 2022.