Todos os posts de Ribarmar Correa

Weverton nada ganhou com as visitas de Pacheco e Lira para embalar sua pré-candidatura

 

Weverton Rocha nada ganhou com visitas sem sentido  dos presidentes Rodrigo Pacheco e Arthur Lira ao Maranhão

Não funcionou, ao contrário, pareceu uma rajada de fracasso, a estratégia do senador Weverton Rocha (PDT), de trazer ao Maranhão os chefes do Congresso Nacional, para cumprir agendas sem pé nem cabeça, mas apenas para uma demonstração de prestígio destinada a fortalecer sua pré-candidatura. E de quebra, tentar mostrar que os pré-candidatos, apoiados pelos partidos dos presidentes do Senado e da Câmara Federal, não têm prestígio. A ida do presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a Imperatriz, há duas semanas, para anunciar a pavimentação de ruas numa área periférica da cidade, e a do presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (PP-AL), nesta semana a São Luís, para uma conversa com prefeitos na Famem, revelaram-se absolutamente inócuas, e resultaram em verdadeiros desastres políticos, principalmente a do cacique político alagoano e chefe da tropa bolsonarista na Câmara Baixa.

Anunciada com certo estardalhaço, a inusitada visita do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a Imperatriz, chamou a atenção por dois aspectos. A justificativa – o anúncio de uma estranha parceria entre o senador Weverton Rocha e o presidente do Senado, para a pavimentação, com bloquetes, de algumas ruas num bairro periférico da Princesa do Tocantins. E o teor político, em parte melado pela presença do senador Roberto Rocha (sem partido), que usou a prerrogativa do mandato para recepcionar o chefe da sua Casa legislativa, situação que desagradou visivelmente o anfitrião Weverton Rocha, já que nem o deputado federal Edilázio Jr., presidente do partido de Rodrigo Pacheco no Maranhão, nem o pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, Edivaldo Holanda Jr., participaram da festa.

O único ganho real do senador Weverton Rocha naquele estranho ato político foi a declaração do senador Rodrigo Pacheco que, respondendo à pergunta de um repórter sobre sucessão estadual, disse que no Maranhão, como o senador Roberto Rocha lhe havia confidenciado que não será candidato a governador, a única candidatura sólida e viável seria, na sua avaliação, a do senador pedetista. No mais, o presidente do senado foi embora deixando no ar muitas indagações a respeito do que ele viera mesmo fazer no Maranhão. E quem conhece política sabe que ele diria o mesmo se o anfitrião fosse Carlos Brandão ou Edivaldo Jr..

Mas nada se comparou ao desastre político em que se transformou a “visita de trabalho” que o presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, fez a São Luís, a convite do senador Weverton Rocha, para falar sobre as entranhas do Orçamento a prefeitos mobilizados pela Famem, comandada por Erlânio Xavier, operador político-mor do pré-candidato do PDT. A agenda foi bem montada, os eventos, que incluiu um oportuno encontro do presidente Arthur Lira com o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). Mas, além do encontro com prefeitos na Famem, Arthur Lira, sempre ao lado do senador Weverton Rocha, protagonizou uma série de grosseiras derrapagens políticas.

Produto dos Lira, que representam o que há de pior e mais retrógrado na política de Alagoas, e provavelmente chancelado pelo seu anfitrião, mas certamente sem saber o que aconteceu nos sete últimos anos, o deputado Arthur Lira cometeu a grosseira incoerência de criticar a política educacional do atual governo do Maranhão, fazendo papel de bobo. E foi mais longe na sua precipitação, que beirou a estupidez, ao insinuar críticas à política de saúde em curso no estado. Dois tropeços inacreditáveis, que se completaram com o comentário desfavorável à participação do PP maranhense na aliança PSB-PP-PT-PCdoB, liderada pelo governador Flávio Dino (PSB) em torno da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB) ao Palácio dos Leões. O arrogante Arthur Lira não demorou para receber o troco do deputado federal André Fufuca, presidente regional e presidente nacional em exercício do PP, que lhe mandou um recado curto e grosso: o PP do Maranhão está com Carlos Brandão, e fim de papo.

Está claro como sol de meio-dia que o senador Weverton Rocha pretendeu, com as duas visitas, dar uma demonstração de prestígio, uma esquesitice aceitável. Mas errou na dose quando atropelou, desnecessariamente, as lideranças do PSD e do PP no Maranhão, fazendo agressivas provocações sem sentido ao governador Flávio Dino. A mesma clareza mostra que as visitas não geraram ganho real à sua pré-candidatura, que permanece estacionada há meses e meses na faixa entre 20% e 25% de intenções de voto, conforme todas as pesquisas feitas até aqui. E com o agravante de que o seu principal concorrente, Carlos Brandão, só cresce.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha enfrenta dificuldades para se encaixar num projeto viável

Roberto Rocha e Lahesio Bonfim: esse pode ser o desfecho das buscas do senador

Ninguém duvida de que o senador Roberto Rocha chegará ao dia 31, data que encerra a “janela partidária” filiado a um novo partido e decidido sobre o mandato majoritário que disputará em outubro. Mas é fato que está encontrando dificuldade para se encaixar em um projeto com alguma viabilidade. Ele perdeu completamente o link com o PSDB – partido que comandou duas vezes no Maranhão -, não conseguiu convencer o deputado federal Josimar de Maranhãozinho de ceder-lhe a vaga de candidato a governador pelo PL, e ouviu o mesmo de Lahesio Bonfim, que lhe abriu a possibilidade de ser candidato a senador pelo Agir36. Mas pode também sair candidato pelo PTB, se o partido de Roberto Jefferson não aceitar a filiação de Lahesio Bonfim. É precipitado afirmar quer o senador esteja numa situação crítica, mas é lícito avaliar que ele se encontra numa delicada, correndo o risco de definir uma posição que não seja exatamente aquele com que sonhou.

 

Tudo indica que o União Brasil do Maranhão irá para as urnas dividido

Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes: União Brasil dividido no Maranhão

Independente de qual venha a ser a orientação da cúpula nacional do União Brasil em relação à corrida para o Governo do Maranhão, já está sacramentado que o partido se dividirá em dois caminhos. A corrente liderada pelo deputado federal Juscelino Filho, vice-líder do partido na Câmara Federal, vai seguir apoiando a pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Já a corrente comandada pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, cotado para presidir o braço maranhense do partido, está fechado com o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão. Na cúpula nacional do partido há quem advogue uma intervenção uma ordem de apoio a um dos candidatos, mas há também os que preferem deixar as coisas como estão.

São Luís, 26 de Março de 2022

No PSB, Brandão ganha o aval de Alckmin e apresenta credenciais de ficha limpa

 

Entre o presidente Carlos Siqueira e  Flávio Dino e de Bira do Pindaré, Carlos Brandão exibe sua ficha de filiação ao PSB, resolvendo sua situação partidária 

Ao retornar de Brasília, ontem, após filiar-se ao PSB, ao lado do ex-governador paulista Geraldo Alckmin, o vice-governador Carlos Brandão estava dotado das condições políticas e partidárias para liderar a aliança governista na corrida eleitoral na qual será governador candidato à reeleição, liderando a chapa que terá o governador Flávio Dino, que abonou sua ficha, como candidato ao Senado. Salvo pela condição partidária de quem vier a ser o vice, o PSB vai para as urnas com chapa “puro sangue” no que diz respeito aos candidatos majoritários. Carlos Brandão tem agora o pleno domínio do processo eleitoral no âmbito da base governista. Esse cenário é o resultado do longo e cuidadoso trabalho de articulação feito pelo governador Flávio Dino, apesar do racha no grupo formado em 2014 e que se manteve em 2018 e que agora teve a unidade rompida pelo projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), que iniciou o rompimento nas eleições municiais de 2020.

Carlos Brandão tem agora uma situação política e partidária consolidada. Ele conta com o núcleo básico da aliança dinista, formada agora por PSB, PCdoB, PT, PP, e com fatias gordas e informais de Republicanos, PROS, Cidadania e do próprio PDT, o que lhe dá cacife político suficiente para chegar às urnas na condição de favorito ao Palácio dos Leões. O ato de filiação em Brasília foi revelador de que o agora pré-candidato do PSB tem o apoio do partido, conta com o respaldo da aliança governista e, muito importante: o aval de Geraldo Alckmin, pré-candidato a vice-presidente na chapa a ser liderada pelo ex-presidente Lula da Silva (PT), até aqui apontado em todas as pesquisas como franco favorito na corrida ao Palácio do Planalto. E deixou o seu aval bem claro na sua fala, quando declarou: “Se Deus quiser, o Brandão vai se eleger para continuar esse trabalho do governador Flávio Dino”.

Não foi um processo fácil. Carlos Brandão enfrentou indefinições partidárias por causa do jogo feito pelas cúpulas nacionais dos partidos e que acabam gerando dificuldades nos estados. Ele se elegeu e exerceu dois mandatos de deputado federal pelo PSDB, partido no qual se manteve como candidato a vice-governador. Perdeu o controle dos tucanos em 2017, numa armação feita pelo senador Roberto Rocha para sair do PSB, mesmo tendo saído das urnas municipais de 2016 com 28 prefeitos. Ingressou no Republicanos, e mesmo sem ter o controle do partido, ajudou a eleger metade dos 35 prefeitos do Republicanos. Retornou ao PSDB em 2021, mas novamente articulações enviesadas na cúpula nacional, que decidiu entregar o partido ao marido e operador político da senadora Eliziane Gama por conta de uma federação que juntou as duas siglas. Seu caminho natural foi seguir o governador Flávio Dino na migração para o PSB.

Os ventos sopraram a favor do vice-governador no desfecho desse roteiro partidário que chegou a lhe causar preocupações. O trabalho de articulação feito pelo governador Flávio Dino e seu staf político, comandado pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, e pelo presidente estadual do PSB, deputado Federal Bira do Pindaré, deu a Carlos Brandão o referendo necessário para que ele, com o lastro que construiu durante sete anos como vice correto e participativo, esteja solidamente credenciado a brigar pela reeleição ao cargo que assumirá no início de abril. Seus concorrentes certamente acompanharam com atenção cada movimento do vice-governador, e provavelmente avaliaram que têm pela frente um adversário difícil de ser batido.

Vale registrar as palavras do vice-governador Carlos Brandão dirigidas ao presidente do PSB, Carlos Siqueira, no ato da filiação: “Saiba, presidente, que o senhor recebe hoje, em seu partido, um homem íntegro, honesto, sem processos ou condenações, e com uma vida limpa”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão e Dino têm vagas de vice e de suplentes cobiçadas

Carlos Brandão tem vaga de candidato a vice e Flávio Dino vai escolher seus candidatos a suplentes; as três vagas estão sendo muito disputadas nos partidos

Firmada aliança PSB/PT, as atenções se voltam agora para dois itens: o candidato a vice de Carlos Brandão e os candidatos a suplentes na chapa senatorial de Flávio Dino. Todos os indícios levam a crer que o candidato a vice sairá dos quadros do PT. O partido também tem interesse na suplência senatorial, mas que pode cair nas mãos do PCdoB, que pode ficar com a primeira e ceder a segunda para o PP.

Os dois postos são muito importantes nesse contexto. Para começar, se Carlos Brandão for reeleito, o seu vice muito provavelmente será governador por 10 meses em 2026, podendo, se conseguir base política, vir a ser candidato à reeleição. Todos os partidos da aliança governista têm nomes prontos para serem indicados, mas o entusiasmo maior está relacionado com os nomes que saírem dos quadros do PT.

Por sua vez, as vagas de candidatos a primeiro e a segundo suplente de senador na chapa de Flávio Dino também estão muito disputadas. Esso porque corre no meio político o rumor de que, se Lula da Silva e Flávio Dino forem eleitos, o presidente chamará o novo senador para compor seu ministério, o que resultará no licenciamento do senador e na ascensão do suplente.

 

Reportagem da TV Mirante mostra o caos no transporte coletivo de São Luís

Douglas Pinto mostrou a real e caótica situação do transporte de massa em SL

Reportagem exibida pela TV Mirante, ontem, no Jornal do Maranhão 2ª Edição revelou, na medida exata, o caos em que se encontra o sistema de transporte público de São Luís. Ônibus velhos, alguns se desmanchando, terminais de integração se desintegrando, motoristas e cobradores insatisfeitos e alimentando uma greve que já dura semanas, e empresários da área tentando tapar o sol com peneiras. Tudo isso junto infernizando a vida de cerca de 600 mil usuários diários do sistema, que pagam a conta, mas são pessimamente servidos e todos os sentidos. Feita pelo experiente repórter Douglas Pinto, que foi preciso no macro e nos detalhes, a matéria traduziu integralmente realidade do sistema de transporte público ludivicense, mostrando a realidade como ela é, sem a parcimônia dos coniventes, mas sem os exageros do denuncismo desonesto. Um produto jornalístico simples, mas altamente eficiente, resultados via de regra alcançado pelo trabalho coletivo, como é o caso da equipe comandada pela competente Eveline Cunha.

São Luís, 24 de Março de 2022.

Brandão ingressa hoje no PSB com pré-candidatura fortalecida por adesão de prefeitos

 

Carlos brandão sela aliança com o prefeito pedetista de João Lisboa, Wilson Soares, ladeados pelos deputados Marco Aurélio e Rildo Amaral: uma articulação tocantina

O vice-governador Carlos Brandão completa hoje sua conversão ao socialismo democrático filiando-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), reforçando ainda mais a sua aliança política com o governador Flávio Dino (PSB), consolidando em definitivo a sua condição de candidato de uma aliança partidária forte, com siglas estáveis e com credibilidade para lastrear sua campanha ao Palácio dos Leões. Ele desembarca em Brasília para assinar sua ficha de filiação no mesmo ato em que Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo, rompe com o ninho dos tucanos, para somar forças com o ex-presidente Lula da Silva (PT) na corrida ao Palácio do Planalto. Carlos Brandão e Geraldo Alckmin foram contemporâneos no PSDB, têm uma boa relação, que deve agora se estreitar na corrida às urnas. No front interno, o vice-governador vem contabilizando ganhos políticos, fortalecendo sua pré-candidatura com a mobilização de forças importantes, como os três prefeitos que aderiram ontem ao seu projeto, sendo um deles do PDT, partido presidido pelo senador Weverton Rocha, seu principal concorrente até aqui.

Carlos Brandão se converte ao socialismo democrático, acompanhando seu parceiro e avalista, o governador Flávio Dino, que migrou do PCdoB para o PSB em busca de um espaço compatível com o tamanho político que alcançou. Além disso, assinar a ficha de filiação no mesmo ato em que se dará a conversão do liberal Geraldo Alckmin ao PSB, é para Carlos Brandão a consolidação total e definitiva do seu projeto de candidatura. Não há como ignorar o fato de que Geraldo Alckmin entra no PSB para ser o companheiro de chapa de Lula da Silva na corrida presidencial, o que coloca Carlos Brandão numa posição privilegiada, uma vez que a aliança liderada por Flávio Dino fará dobradinha com o PT no Maranhão.

Essa aliança vem se tornando mais viável a cada dia com o fortalecimento político do vice-governador, que vem ganhando a adesão de prefeitos e vereadores, inclusive do PDT do senador Weverton Rocha e do PL de Josimar de Maranhãozinho. Foi o que aconteceu ontem, quando ele recebeu declaração de apoio de três prefeitos, Wilson Soares (PDT), de João Lisboa; Cirineu Costa (PL), de Formosa da Serra Negra, e Wallas Rocha (PSC), de São Benedito do Rio Preto, que havia declarado apoio ao pré-candidato do PDT. O prefeito pedetista de João Lisboa foi levado ao vice-governador pelos deputados estaduais tocantinos Marco Aurélio (PSB) e Rildo Amaral (SD).

Com essas adesões, Carlos Brandão eleva para mais de 120 o número de prefeitos que o apoiam, enquanto a base municipalista do senador Weverton Rocha perde densidade. Levado pelo governador Flávio Dino, que fez a articulação na seara socialista, o vice-governador ingressa no PSB com cacife gordo e na condição de favorito para vencer a corrida às urnas no Maranhão. Mais ainda liderando uma aliança que terá Lula da Silva como candidato a presidente, tendo o amigo Geraldo Alckmin como candidato a vice do líder petista, uma chapa por todos apontada como favorita na corrida ao Palácio do Planalto.

Carlos Brandão desembarca no PSB com sua pré-candidatura consolidada e com enorme potencial de crescimento, a começar pelo fato de que no dia 1º de abril assumirá o comando do Estado na condição de governador titular, assegurando ao PSB a sua permanência no comando do Governo, status que ganhou quando o govenador Flávio Dino assinou ficha de filiação no partido, liderando um movimento que agigantou o braço maranhense da legenda socialista, cuja possibilidade concreta é sair das urnas com o governador, o senador e vários deputados federais e estaduais.

Isso não quer dizer que Inês já morreu. Nada disso. O jogo entra agora numa etapa importante e decisiva, preparatória às convenções. O senador Weverton Rocha não joga a toalha fácil e buscará os meios políticos ao seu alcance para seguir na disputa. O pré-candidato do PSD, Edivaldo Holanda Jr., está no páreo, o mesmo acontecendo com Lahesio Bonfim (Agir36 de mudança para o PTB), faltando apenas o senador Roberto Rocha dizer se vai ou não entrar nessa disputa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Oposição caminha para vencer a eleição na Câmara de São Luís

Paulo Victor e Dr. Gutemberg: o primeiro aumenta cacife; o segundo perde força

A declaração de apoio do vereador Otávio Soeiro (Podemos) à candidatura do colega Paulo Victor (PCdoB) à presidência da Câmara Municipal de São Luís reforça a tendência rascunhada há semanas indicando que o candidato da situação, vereador Gutemberg Araújo (PSC), dificilmente reverterá o quadro já definido.

Paulo Victor se revelou um articulador eficiente, contando com o suporte do seu partido e com o incentivo do Palácio dos Leões, ou seja, do governador Flávio Dino e do vice-governador Carlos Brandão. Na conta de ontem, ele já contava com 18 dos 31 votos, e com a possibilidade de chegar a 20.

O vereador Gutemberg Araújo, mesmo sendo uma reserva moral e ética da Câmara Municipal, se lançou candidato no meio de uma guerra política dura, sendo apoiado pelo prefeito Eduardo Braide (Podemos), que vem enfrentando problemas como a greve nos transportes, e pelo senador Weverton Rocha (PDT), que vem perdendo força na corrida aos Leões. O atual presidente da Câmara Municipal, Osmar Filho (PDT), não tem cacife para fortalecer o candidato apoiado pelo seu partido.

Em resumo: faltando menos de um mês para a eleição, e amenos que aconteça uma reviravolta surpreendente, a disputa na Câmara d São Luís parece definida a favor do vereador Paulo Victor.

 

Roberto Rocha ainda sem partido nem mandato a disputar

Roberto Rocha: ainda sem partido nem mandato a disputar em iutubro

A Coluna perguntou ontem à noite, via WhatsApp, ao senador Roberto Rocha, se ele já havia definido sua situação partidária e o mandato que disputará nas eleições de outubro. Pouco tempo depois ele respondeu com um lacônico: “Ainda não”.

Bem, já se sabe que ele dificilmente permanecerá no PSDB, que se juntou em federação com o Cidadania e cujo braço maranhense foi entregue a Inácio Melo, marido, conselheiro e operador político da senadora Eliziane Gama. É improvável também que ingresse no PL, uma vez que Josimar de Maranhãozinho só aceita recebe-lo se ele lhe declarar apoio à sua candidatura a governador. Controlados por Josimar de Maranhãozinho, o Avante e o Patriotas dificilmente lhe abrirão as portas. O PTB, que poderia recebê-lo, já está comprometido com Lahesio Bonfim, que deixa o Agir36 para ser o candidato petebista a governador, restando-lhe, no caso, a opção de ser candidato a senador, o que parece não ser do seu interesse em tais circunstâncias. Nada indica que ele se filiará ao União Brasil, cujas forças estão divididas entre Weverton Rocha e Carlos Brandão, nem ao MDB, que deve declarar apoio informal ao vice-governador. Seu abrigo poderia ser o PSC, cujo presidente estadual, deputado federal Aloísio Mendes, é vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara Federal. Como se vê, restam-lhe poucas opções.

Mas em política sempre existem brechas para se resolver situações como essa. Vale, portanto, aguardar o desfecho da movimentação do senador Roberto Rocha.

São Luís, 23 de Março de 2022.

Edivaldo Jr. consolida pré-candidatura, mas sabe que tem dois grandes desafios a superar

Edivaldo Jr. quer o segundo lugar de Weverton Rocha e se livrar da cola Roberto Rocha e Lahesio Bonfim

Pelo menos até aqui, quem apostou no arquivamento da pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), ao Governo do Estado, perdeu feio. O ambicioso projeto político é parte de um movimento nacional do PSD de lançar candidatos a governador em vários estados e, se possível, credenciar um nome forte para disputar a presidência da República, e ainda que parecendo tímido, vai ganhando forma no embalo de dois dígitos na preferência do eleitorado segundo as pesquisas mais recentes. Cumprindo uma agenda não muito intensa no interior, mas realista suficiente para dizer, por onde passa, que é candidato a governador, o ex-prefeito de São Luís vem dando sinais de que está disposto a substituir a apatia inicial da sua caminhada por uma maratona cujo objetivo maior agora é atropelar um dos pilares da polarização desenhada até aqui entre o vice-governador Carlos Brandão (a caminho do PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT), de modo a chegar ao 2º turno da corrida ao Palácio dos Leões.

No cenário em que se movimenta, Edivaldo Jr. tem um desafio que, se vencido, lhe dará  passaporte para alcançar o objetivo de disputar a segunda rodada da eleição: descolar-se do senador Roberto Rocha (ainda sem partido) e do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Agir36, mas podendo migrar para o PTB). De acordo com a pesquisa mais recente, os três estão embolados no intervalo de 9% a 11% das intenções de voto, e amarrados com um nó ainda difícil de desatar. Primeiro porque o senador Roberto Rocha faz um jogo estranho, no qual a essas alturas se dá o luxo de ainda não ter um partido nem de anunciar aos mais de quatro milhões de eleitores maranhenses se será candidato à reeleição ou a governador. E depois, porque não se sabe ainda se Lahesio Bonfim vai mesmo renunciar ao mandato de prefeito para entrar numa disputa com chances remotas, correndo o risco de ficar sozinho à beira do caminho.

Em entrevista publicada na edição domingueira de o Imparcial, Edivaldo Jr. fez questão de mandar para o espaço algumas dúvidas que começavam a sombrear seu projeto. Ele disse: “Fui o primeiro pré-candidato a ter nome oficializado e pretendo ser o primeiro a registrar a minha candidatura também”. E falou também que sua candidatura não dependerá de arranjos internos: “Fui convidado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e pelo presidente estadual, deputado federal Edilázio Jr., para integrar o projeto de fortalecimento da legenda”. Desfazendo a impressão de lentidão no jogo inicial, informou: “Tenho andado por todo o Maranhão, dialogando com o cidadão, apresentando o meu nome e ouvindo seus anseios. Sempre fiz política dessa força, dialogando com as pessoas”. E, num gesto que não é exatamente do seu estilo, fez o que pareceu uma provocação: “Eu sei que a minha pré-candidatura tem incomodado muita gente”.

Edivaldo Jr. vive um momento de contagem regressiva em relação a Roberto Rocha e Lahesio Bonfim, que no fechamento de março terão suas posições finalmente definidas. E, pelo que corre nos bastidores, o representante do PSD na corrida sucessória se prepara para uma arrancada destinada a se descolar dos dois e avançar na direção do segundo colocado, que no momento é o senador Weverton Rocha, que de acordo com o levantamento da JPesquisa, está a nove pontos percentuais à sua frente. Um desafio e tanto, considerando que os dois com ele embolados devem estar se programando para fazer exatamente a mesma coisa e, mais complicado ainda, se levado em conta a disposição do senador Weverton Rocha de dar mais volume à sua pré-campanha e, dessa maneira, voltar à ponta na preferência do eleitorado. Agora na ponta, Carlos Brandão não vai tirar o pé do acelerador.

Edivaldo Jr. está, portanto, numa posição aparentemente estável, mas plenamente consciente de que essa estabilidade é nociva numa corrida em que os líderes não vão querer ninguém se aproximando deles, ao mesmo tempo em que os que estão na sua cola farão de tudo para deixá-lo para trás.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Direita bolsonarista se divide entre o PTB e PL

Em cima: Lahesio (roupa azul) com Mical Damasceno e Josivaldo JP (e) e Pastor Bel e Pastor Cavalcante. Embaixo: Josimar de Maranhãozinho e Detinha com a turma que sobrou do natimorto Aliança Brasil

A direita bolsonarista no Maranhão, que estava estilhaçada, resolveu se juntar em duas frentes, uma formada pelo PTB em torno da pré-candidatura do prefeito Lahesio Bonfim (Agir36), e outra que optou por reforçar o PL comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que garante ser pré-candidato ao Governo do Estado.

Ao declarar apoio à pré-candidatura de Lahesio Bonfim, o braço maranhense do PTB, agora comandado pelo deputado federal Josivaldo JP, volta a cortejar o prefeito de São Pedro dos Crentes, depois de tê-lo esnobado como aspirante a presidente, fazendo-o passar o vexame de ter-se anunciado presidente do partido para logo em seguida ser desautorizado pela cúpula nacional. Agora, Josivaldo JP reuniu, além da ex-presidente, deputada Mical Damasceno, o deputado estadual Pastor Cavalcante – que deixou o PROS -, o ex-suplente de senador Pastor Bel, entre outras figuras de menor importância no partido do ultradireitista Roberto Jefferson.

Por sua vez, Josimar de Maranhãozinho, provavelmente sentindo a terra fofar sob seus pés, decidiu reforçar sua condição de bolsonarista e abriu as portas para a turma do Aliança Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro tentou criar, mas não deu certo, com as aquisições, entre elas a do coronel aposentado José Ribamar Monteiro e outros bolsonaristas juramentados. Essa turma, tudo indica, vai ingressar no PL.

Detalhe: Lahesio Bonfim e Josimar de Maranhãozinho não se toleram.

 

Troca de comando do PROS resultou num completo desastre

Weverton Rocha com Marcus Holanda, presidente nacional do PROS e Marcos Caldas: desastrosa

Algumas articulações partidárias têm resultado em uma série de derrapagens, algumas com perdas, mas nenhuma delas configurou um desastre maior do que a guinada do PROS, que acabou implodido como poucas vezes aconteceu num período pré-eleitoral. Articulada pelo senador Weverton Rocha (PDT), numa jogada destinada a tirar o partido da base da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão, tomando a presidência do experiente vereador Chico Carvalho para entregá-la ao controverso suplente de deputado estadual Marcos Caldas, a mudança resultou num completo desastre. Num só dia, o partido perdeu o suplente de deputado federal Gastão Vieira, o deputado estadual Yglésio Moisés, o vereador Chico Carvalho, e nomes como o ex-deputado Raimundo Cutrim, que juntamente com outros nomes de expressão política, ficando resumido ao próprio Marcos Caldas e quase ninguém para montar uma chapa de candidatos a deputado estadual que já estava montada. É possível que daqui para o final da “janela partidária”, Marcos Caldas, com a ajuda de Weverton Rocha, consiga suprir parte das perdas. Mas com certeza a troca de comando do PROS entrará para história como o maior mico partidário desse processo eleitoral.

São Luís, 22 de Março de 2022.

Weverton diz a prefeitos que candidatura não é projeto pessoal e que não cede a pressões

 

Weverton Rocha fala para prefeitos e deputados sobre candidatura na sede do PDT

“Este não é um projeto pessoal. É um projeto de um grupo e este grupo está unido e forte. Nosso grupo sabe o que quer e não vai ceder a pressões de quem quer que seja”. A declaração, enfática, foi feita ontem pelo senador Weverton Rocha (PDT), ao reunir, na sede do partido, um grupo de deputados, prefeitos e simpatizantes da sua pré-candidatura ao Governo do Estado. O senador pareceu estar reagindo a pressões contra a base do seu projeto de poder, mas não foi além, preferindo não revelar o autor(es) nem a origem de tal movimento. A preocupação de bater na tecla de que sua pré-candidatura não é um projeto pessoal decorre de uma avaliação cada vez mais frequente nessa direção, uma vez que ele também não tem sido muito claro quando afirma ser o projeto de um grupo. Ontem, além desses recados, o pré-candidato do PDT comandou reuniões, acompanhou filiações ao partido, e sempre que se expressou, foi incisivo na afirmação de que “o foguete continua subindo”.

O senador Weverton Rocha está trabalhando dura e intensamente para tirar a sua pré-candidatura do patamar dos 20% apontado por pelo menos uma dezena de pesquisas feitas nos últimos meses. E também pelo fato de as pesquisas mais recentes terem encontrado o seu principal concorrente, o vice-governador Carlos Brandão (a caminho do PSB), se movimentando numa linha ascendente, tendo inclusive passado à sua frente, de acordo com o levantamento mais recente, que não foi desmentido, apesar da polêmica formada em torno do método. O senador preferiu intensificar sua agenda de compromissos, demonstrando que está firme e que seu projeto vai se consolidando dentro do previsto.

– Temos o compromisso de construir um Maranhão Mais Feliz e de oportunidades, não só para os grandes, mas também para os pequenos. Não vamos aceitar jogo baixo e fake news. Nada disso nos amedronta. Muito pelo contrário. Tudo isso nos fortalece. Seguimos firmes, na certeza que estamos do lado certo, que é o lado do povo – disse ele aos prefeitos e apoiadores na reunião realizada na sede do partido. Ali ele ouviu manifestações de apoio de prefeitos já alinhados ao seu projeto de candidatura, como Ferdinando Coutinho (União Brasil), de Matões, e Dinair Veloso (PSB), de Timon. De acordo com uma fonte que participou do ato, cerca de 30 prefeitos, do PDT e de outros partidos, compareceram.

O senador Weverton Rocha é um candidato forte ao cargo de governador, mas tem consciência plena de que seu maior concorrente é muito forte e reúne condições bem mais favoráveis, a começar pelo fato de que assumirá o Governo do Estado daqui a menos de duas semanas, e que na verdade concorrerá à reeleição. Além disso, Carlos Brandão já lidera uma aliança com partidos fortes (PSB, PCdoB e PT, por exemplo), que estão mobilizados por um líder inconteste, o governador Flávio Dino (PSB). E partir do dia 1º de abril, após o fechamento da “janela partidária”, e com Carlos Brandão despachando no Palácio dos Leões, todas as cartas estarão definidas e serão colocadas à mesa.

Também a partir de abril as demais pré-candidaturas passarão por testes decisivos, que apontarão o futuro de cada uma delas. Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Roberto Rocha (?) e Lahesio Bonfim (Agir36) estão no jogo, e Josimar de Maranhãozinho (PL), Simplício Araújo (SD) e Enilton Rodrigues (PSOL) devem continuar fazendo de conta de que também estão. Assim, à medida que abril avançar, se saberá, de fato, quem será quem no tabuleiro sucessório.

Nesse cenário em evolução, o senador Weverton Rocha está na linha de frente, medindo força com o vice-governador Carlos Brandão, numa polarização nítida, e atuando para inverter a tendência de queda.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Brandão se filiará ao PSB junto com Alckmin; ambos deixam o PSDB

Carlos Brandão e Geraldo Alckmin se dão bem e entrarão juntos no PSB

O vice-governador Carlos Brandão resolverá sua vida partidária de vez na próxima terça-feira (22) ao se filiar ao PSB, em Brasília, no ato em que o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também se converterá ao socialismo democrático. Os dois deixam o PSDB, partido nos qual atuaram durante muito tempo, sendo que Geraldo Alckmin pertencer ao grupo fundador, juntamente com Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Aécio Neves e o maranhense Jaime Santana, que chegou a ser líder dos tucanos na Câmara Federal, tendo permanecido na agremiação até quando se afastou da política por questões de saúde. Carlos Brandão entrou no PSDB já no início do século, tendo sido eleito deputado federal em 2006 e reeleito em 2010 pelo PSDB, partido pelo qual se tornou vice-governador em 2014 e reeleito em 2018. Os dois cultivam relação de amizade, que foi mantida mesmo depois de os dois se afastarem no campo partidário.

 

Sarney Filho pode disputar a Câmara Federal por Brasília

Sarney Filho

Não é uma informação oficial, mas o sopro de uma fonte brasiliense: não será surpresa se o ex-deputado federal Sarney Filho vier a ser candidato à Câmara Federal pelo Distrito Federal, onde está radicado desde 2019, atuando no comando da Secretaria de Meio Ambiente do Governo de Ibaneis Rocha (MDB), de quem é um dos conselheiros políticos. Faz todo sentido, afinal, Sarney Filho mora em Brasília desde antes de entrar na política, tendo permanecido na Capital durante os 32 anos que ali atuou como deputado federal, período em que foi duas vezes ministro do Meio Ambiente, o que fez dele um autêntico candango, com uma ampla rede de relações e profundo conhecedor dos problemas do Distrito Federal.

São Luís, 19 de Março de 2022.

Brandão ganha o apoio do PP numa demonstração de força política de André Fufuca

 

André Fufuca declara o apoio do PP a Carlos Brandão em ato politicamente concorrido, demonstrando força

O deputado federal e presidente estadual e nacional do PP André Fufuca deu ontem uma surpreendente demonstração de força política no ato em que formalizou o apoio do seu partido à candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB) ao Palácio dos Leões. O grande salão da casa de eventos  Villa Reale, no Calhau, não foi suficiente para acomodar partidários e convidados do parlamentar, que em discurso direto disse a Carlos Brandão que o partido está mobilizado em torno da sua candidatura e que vai participar efetivamente da campanha eleitoral. A festa em que o PP turbinou a candidatura de Carlos Brandão aconteceu num dia de revezes para o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha, que viu partidos da sua base de apoio se dividirem por profundas fissuras internas, como o União Brasil e o PROS.

O deputado federal André Fufuca se movimentou como um político profissional, centrado, pragmático, que não toma decisões precipitadas e só posicionando quando tem um cenário bem definido à sua frente. Há pouco mais de um ano, quando os partidos começaram a se movimentar de olho na corrida sucessória, foi procurado pelo senador Weverton Rocha, que lhe propôs uma aliança. O parlamentar respondeu que naquele momento apoiaria o líder pedetista, mas com uma ressalva clara e enfática: ainda era cedo e sua posição poderia mudar. Foi o que aconteceu. Meses depois, ao analisar as peças e os movimentos do xadrez sucessório, André Fufuca sinalizou que havia decidido apoiar o vice-governador Carlos Brandão.

A posição do braço maranhense do PP foi tomada sem pressões nem precipitações. Houve conversas iniciais, definição de compromissos e a da parceria política e eleitoral, que foi firmada e mantida durante os dois períodos do Governo Flávio Dino. Há cerca de dois meses, em um evento de inaugurações em Pindaré, o governador Flávio Dino (PSB) destacou em discurso a correção e a movimentação política de André Fufuca, prevendo que ele está se cacifando politicamente para chegar ao Governo do Estado. E a julgar pela demonstração de força política que deu ontem no ato pró-Carlos Brandão, a previsão do governador tem fundamento.

Carlos Brandão foi ovacionado pelos partidários de André Fufuca, como que corroborando integralmente a escolha feita pelo presidente do PP. E não deixou por menos, não só agradecendo a aliança com os progressistas, mas afirmando que, se eleito, o PP terá participação efetiva no seu governo, como acontece no Governo Flávio Dino. Carlos Brandão pediu o engajamento de todos os militantes aliados de André Fufuca na sua campanha, assumindo com eles o compromisso de fazer um Governo correto e eficiente. Disse que está preparado, que conhece a fundo a máquina e os programas em curso, e que, alcançando a eleição, fará o possível para concretizar o seu programa de governo, que tem como base a continuidade dos programas do Governo Flávio Dino.

O ato do PP foi turbinado pela presença de vários prefeitos e lideranças de outros partidos, como o prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus (Republicanos), e o deputado Arnaldo Melo (MDB). De acordo com um dos organizadores, o evento reuniu aliados (prefeitos, ex-prefeitos e vereadores) de todas as regiões do Maranhão, já que o parlamentar, mesmo tendo base em Alto Alegre do Pindaré, é votado em todas as regiões do Maranhão. Entre eles um número expressivo de pré-candidatos a deputado estadual.

O fato é que Carlos Brandão entrou no grande salão do Villa Reale confiante e saiu de lá entusiasmado com a festa preparada pelo deputado federal André Fufuca para marcar a entrada oficial do PP na base partidária da sua candidatura. Com a entrada do PP, a base partidária da pré-candidatura de Carlos Brandão já conta formalmente com PSB – ao qual ele se filiará -, PCdoB, PT e deve receber o apoio formal do MDB e outros partidos menores.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Candidato forte, Weverton monta sua base com partidos divididos

Weverton Rocha ao lado de Zé Dirceu, entre os senadores petistas Humberto Costa (PE) e Paulo Rocha (PA), em mesa com a esposa Sâmia Bernardes, na festa de aniversário do líder e petista, de quem é amigo

Alguma coisa não anda bem na base partidária da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), a começar pelo seu próprio partido, que está sendo estremecido com a dissidência de várias lideranças, entre elas o ex-vereador Ivaldo Rodrigues, que há poucos dias reuniu centenas de militantes do partido, os quais, sob palavras de ordem como “O PDT não aceita chibata nem cabresto”, declarou apoio ao vice-governador Carlos Brandão.

O Republicanos, partido forte e cujo presidente, deputado federal Cléber Verde, integra o núcleo central da pré-candidatura do líder pedetista, está fortemente dividido, com pelo menos metade dos 25 prefeitos que elegeu apoiando Carlos Brandão. Os dois exemplos mais contundentes são os prefeitos de Caxias, Fábio Gentil, que integra a cúpula da campanha do vice-governador, e de Santa Inês, Felipe dos Pneus, que participou ontem da festa do PP para Carlos Brandão.

Os casos de divisão na base do pré-candidato do PDT vão mais longe. No início da semana, respondendo a rumores de que estaria revendo sua posição, o deputado federal Juscelino Filho (ex-DEM) declarou que o União Brasil apoiará a pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Só que ontem, um dia após também se filiar ao União Brasil, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (ex-PSL) declarou que apoiará o projeto eleitoral de Carlos Brandão. E pelo que se sabe, os dois têm peso igual no braço maranhense do partido.

Mas o caso mais contundente aconteceu no PROS. Inicialmente, sob o comando do experiente vereador Chico Carvalho, o PROS declarou apoio à pré-candidatura de Carlos Brandão. Na quarta-feira, numa articulação fechada em Brasília, o senador Weverton Rocha conseguiu convencer o presidente nacional do PROS a tirar o partido do controle do vereador Chico Carvalho e entregá-lo ao suplente de deputado estadual Marcos Caldas, um político sem muita densidade eleitoral. E ontem, numa reação surpreendente, todos os pré-candidatos do PROS a deputado estadual e federal, diga-se chapas de peso, decidiram se desfiliar do partido, causando um estrago monumental na base partidária do senador Weverton Rocha.

E todos os sinais indicam que o PSDB, que foi entregue à senadora Eliziane Gama, e o Cidadania, alinhados em federação, também enfrentarão dissidências.

O senador Weverton Rocha precisa fazer urgentemente ajustes nas articulações para a montagem da sua base partidária, sob pena de caminhar para as urnas com um suporte reduzido à metade.

 

Roberto Rocha em contagem regressiva para decidir partido e candidatura

Roberto Rocha: futuro partidário ainda dependendo de definição 

O senador Roberto Rocha entra em contagem regressiva para decidir sobre sua situação partidária e sobre o mandato que disputará em outubro. Sobre o futuro partidário, as opções estão reduzidas, uma vez que, ao que tudo indica, ele não se filiará ao PL para evitar ficar sob a tutela do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que controla o partido com mão de ferro. Numa entrevista que deu há alguns dias ao jornalista Manoel dos Santos Neto, do Jornal Pequeno, ele disse que está “muito bem” no PSDB, mas a verdade é que o partido foi entregue à senadora Eliziane Gama, que indicou para a presidência o seu marido e conselheiro político, Inácio Melo, candidato a deputado federal, e que apoia a pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Logo, a conclusão óbvia é que não há espaço para ele no PSDB. Resta aguardar para saber em qual partido o senador desembarcará.

Com relação ao mandato que disputará, ele tem quatro possibilidades: senador, governador, vice-governador e deputado estadual – ele apoiará a candidatura do filho, ex-vereador Roberto Rocha Filho à Câmara Federal. Disse, várias vezes, que seu desejo é tentar a reeleição para o Senado – no caso, enfrentando o governador Flávio Dino (PSB) -, mas que “as circunstâncias”, ou seja, a candidatura do presidente Jair Bolsonaro (PL), o levam a tentar o Palácio dos Leões mais uma vez. Não é fácil enxergá-lo candidato a vice-governador ou a deputado estadual.

O senador Roberto Rocha tem até o dia 31 para resolver sua vida partidária e até as convenções de julho para decidir o mandato que disputará.

São Luís, 18 de Março de 2022.

Dino reafirma apoio a Brandão e convoca militantes para “a tarefa das suas vidas”, eleger Lula

 

Flávio Dino reforçou apoio a Carlos Brandão e à eleição de Lula da Silva em fala na festa dos 100 anos do PCdoB

Ao discursar, na noite de terça-feira, no ato comemorativo aos 100 do PCdoB, o governador Flávio Dino (PSB) mandou dois recados enfáticos à classe política e aos militantes partidários. O primeiro foi a reafirmação de que vai trabalhar sem descanso para a eleição do vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB), “para que ele seja um governador melhor do que eu fui”. E o segundo é o desafio, “talvez o maior das nossas vidas”, de eleger o ex-presidente Lula da Silva (PT). “Se vocês estão achando o Bolsonaro 1 ruim, não queiram conhecer o Bolsonaro 2”, disse, em tom emocionado. Flávio Dino fez um discurso emocionado, no qual saudou o PCdoB, e afirmou que o seu governo, voltado para dar dignidade e cidadania aos menos favorecidos, foi um governo do partido. “Não sou credor de ninguém, e vocês não são devedores de ninguém. Ao contrário, eu é que devo ao PCdoB, eu é que devo ao povo do Maranhão”.

Sem lembrar que caminha para ser candidato ao Senado, daí sua decisão de renunciar no dia 31 deste mês, daqui a duas semanas, portanto, Flávio Dino foi enfático ao afirmar que vai se dedicar intensamente à tarefa trabalhar pela eleição do vice-governador. Ele repetiu uma declaração igualmente enfática, feita há pouco mais de uma semana, numa demonstração de que está determinado a apoiar seu companheiro de chapa e de governo durante sete anos. Presente ao evento, Carlos Brandão ouviu a recomendação de não se deixar intimidar pelas grossas paredes do Palácio dos Leões, que costumam isolar os governantes, distanciando-os do povo”. Com a declaração de apoio, o governador Flávio Dino reafirmou seu total sua determinação vê-lo reeleito.

Em relação à eleição presidencial, o governador fez um alerta grave para os riscos de uma eventual reeleição do presidente Jair Bolsonaro. “Se esse coisa for reeleito, significa dizer que ele vai se considerar autorizado a destruir mais direitos, a perseguir mais gente, a negar mais conquistas históricas, e, quem sabe, até tentar o sonho dele, que é implantar uma ditadura no Brasil”. E depois de lembrar o que aconteceu no 7 de Setembro do ano passado, acrescentou: “Não tenham dúvida nem vacilação, tenhamos força e entusiasmo para eleger Lula presidente”. Com as declarações, o governador reafirmou, com a mesma ênfase de antes, sua preocupação com a eleição presidencial, chamando a atenção para que democratas e progressistas se mantenham mobilizados.

O governador Flávio Dino iniciou seu discurso pedindo desculpas pelo que não conseguiu realizar. Dirigindo-se aos dirigentes e militantes do PCdoB – entre eles a vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, presidente nacional do partido – ele disse ter consciência de que fez a maior parte do que planejara, citando programas como o Escola Digna, o mais Saúde e o Mais Asfalto. “Eu não vou nunca esquecer o que é inaugurar uma escola digna no meio do nada”, declarou, chegando às lágrimas. E respondendo aos que definiu como “certa elite política”, lhe cobram “grandes obras”, foi direto: “Grande obra é o restaurante popular – hoje são 82, que servem 75 mil refeições por dia -, é a Escola Digna no povoado, é a UTI, é a maternidade”.

E fortemente emocionados, o governador declarou: “Eu me dediquei de modo apaixonado e de modo obstinado. (…) Não tenho minha tarefa como concluída, porque só será concluída, porque ela só será concluída n o dia em que eu morrer. E sair do governo não pé morrer, é encerrar mais uma etapa. E vocês sabem que nós vamos continuar juntos. Ex-governador não é ex-companheiro. É apenas ex-governador que procurou fazer o melhor”.

O governador Flávio Dino foi ovacionado pelos que participavam da festa de aniversário do secular PCdoB.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PP formaliza hoje apoio a Carlos Brandão

André Fufuca formaliza hoje apoio do PP a Carlos Brandão e Flávio Dino

O PP desembarca hoje, oficialmente, e em clima de festa, na pré-campanha do vice-governador Carlos Brandão. O ato de declaração de apoio acontecerá no Villa Reale Buffet, às 18 horas, em ato comandado pelo presidente regional e nacional temporário do partido, deputado federal André Fufuca, presidente nacional da agremiação progressista. O acordo definitivo foi costurado na semana que passou, depois de algumas rodadas de negociação entre André Fufuca, Carlos Brandão e a cúpula nacional do partido e o governador Flávio Dino. Há pouco mais de um ano, André Fufuca manifestou simpatia pela pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), mas deixou claro que poderia mudar de rumo, de acordo com as circunstâncias. Há cerca de um mês, depois de uma série de conversas, algumas delas com o governador Flávio Dino, o líder maranhense do PP bateu martelo a favor de Carlos Brandão, inclusive com o aval do presidente licenciado da agremiação, senador Ciro Nogueira, atual chefe da Casa Civil da Presidência da República. Vale registrar que o PP está na base governista desde 2015, no início do Governo Flávio Dino.

 

Pedro Lucas se filia ao União Brasil e pode presidi-lo no Maranhão

Ao lado de Luciano Bivar (e), Pedro Lucas Fernandes exibe ficha de filiação

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes é o mais novo quadro do União Brasil no Maranhão, juntamente com o deputado federal Juscelino Filho. O parlamentar, que presidia o PSL no Maranhão depois de ter perdido o controle do PTB, poderá assumir a presidência do braço maranhense do novo partido. Três fatores contribuem para fortalecer a tendência pró-Pedro Lucas Fernandes. O primeiro é que o seu colega de partido, Juscelino Filho, que presidia o DEM estadual, foi escolhido para ser vice-líder da bancada do União Brasil na Câmara Federal. O segundo: Pedro Lucas Fernandes era presidente do PSL quando aconteceu a fusão com o DEM. E o terceiro é que o parlamentar   lidera um grupo maior de prefeitos. Tudo indica que não haverá disputa pela presidência do União Brasil no Maranhão. Os dois nomes potenciais têm o mesmo cacife, fazem parte da “elite” do novo partido, o que indica que o presidente da legenda será escolhido por consenso.

São Luís, 17 de Março de 2022.

Othelino Neto susta migração para o PDT, permanece no PCdoB e vai apoiar Brandão

 

Carlos Brandão anuncia permanência de Othelino Neto no PCdoB, na festa dos 100 anos do partido: “Decisão sábia”

Horas depois de anunciar o apoio do PROS, em articulação com o comando nacional, num claro movimento de reação à virada apontada pela pesquisa JPesquisa, o senador Weverton Rocha (PDT) foi alcançado por um poderoso míssil político: um dos principais pilares da sua pré-candidatura, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, que estava migrando para o PDT, decidiu permanecer no PCdoB, e nessa condição, apoiar a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (a caminho do PSB) à reeleição. E por uma fina ironia, só proporcionada pela política, a decisão de Othelino Neto, que estremeceu os bastidores da corrida aos Leões, foi anunciada por ninguém menos que Carlos Brandão, ao discursar no evento comemorativo aos 100 anos do PCdoB. “Foi uma decisão sábia”, disse. Com a permanência de Othelino Neto, o Partidão estanca a sangria que o vinha enfraquecendo desde a migração do governador Flávio Dino e outros aliados para o PSB.

A permanência do deputado Othelino Neto no PCdoB não foi exatamente uma surpresa. Ele já vinha avaliando o cenário e se dando conta de que o projeto de poder do senador Weverton Rocha não tem a consistência política nem o suporte eleitoral necessário para enfrentar um movimento liderado pelo governador Flávio Dino em torno da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão. No geral, o senador Weverton Rocha cometeu vários erros políticos inacreditáveis, sendo o mais evidente a decisão de romper com o governador Flávio Dino motivado por um projeto pessoal. O primeiro erro se deu nas eleições municipais de 2020, quando Weverton Rocha levou o PDT e o DEM para o fundo do poço na disputa pela Prefeitura de São Luís. Agora, o projeto é chegar ao Palácio dos Leões atropelando o candidato do governador Flávio Dino.

Nas últimas semanas, diante das evidências de que a pré-candidatura de Weverton Rocha permanece estancada e ameaçada por uma tendência de queda, apesar dos movimentos arrojados realizados pelo senador, amigos e aliados de Othelino Neto o alertaram para o risco político de permanecer no projeto do chefe pedetista. Troca de figurinhas com o presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, que insistiu na sua permanência no partido; declarações de prefeitos que o apoiam, mas estão com o vice-governador, e conversas com o próprio Carlos Brandão e com o governador Flávio Dino deram ao presidente da Assembleia Legislativa os elementos que ele precisava para se posicionar em definitivo, tendo optado por permanecer no PCdoB e a apoiar Carlos Brandão.

Othelino Neto é um político jovem, mas com experiência suficiente para tomar decisões dessa magnitude. Ao se eleger vice-presidente da Assembleia Legislativa em 2015, entrou para um seleto grupo de políticos de ponta, bem articulados, condição que aprimorou quando assumiu a presidência da Casa em janeiro de 2018, com a morte do saudoso presidente Humberto Coutinho. De lá para cá, comandou o Poder Legislativo como um político maduro, sem nada dever a outros presidentes destacados. Ao contrário, foi além, por exemplo, ao enfrentar a pandemia do novo coronavírus com a Casa atuando com eficiência como suporte fundamental às ações do Poder Executivo contra a onda virótica. Esse roteiro o credenciou um político destacado.

Os movimentos mais recentes do presidente da Assembleia Legislativa sinalizaram claramente que ele estava relutante em relação a deixar o PCdoB, pelo qual conquistou dois mandatos e chegou ao comando da Assembleia Legislativa. No PDT, seria mais um liderado pelo senador Weverton Rocha, enquanto que no PCdoB sempre foi visto com distinção. E essa condição foi confirmada ontem à noite, quando Carlos Brandão pediu aos presentes que aplaudissem o deputado Othelino Neto pela decisão de permanecer no PCdoB. O presidente da Assembleia Legislativa recebeu mais que aplausos, uma vez que ouviu militantes do partido gritarem a palavra de ordem: “Brandão e Othelino!”

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Decisão de Othelino Neto muda cenário em Pinheiro

Ana Paula Lobato pode deixar o PDT e Luciano Genésio pode seguir o PP

Com a decisão do deputado Othelino Neto de permanecer no PCdoB e apoiar Carlos Brandão, a posição das forças políticas de Pinheiro, que eram inteiramente favoráveis ao senador Weverton Rocha (PDT) pode mudar radicalmente, passando a favorecer o vice-governador. Para começar, é provável que a vice-prefeita Ana Paula Lobato, esposa do deputado Othelino Neto, deixe o PDT e, como ele, passe a apoiar o vice-governador Carlos Brandão. Do mesmo modo, o prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio, apoiador de Weverton Rocha, reveja sua posição. Filiado ao PP, o prefeito pode seguir a linha traçada pelo presidente estadual e nacional do partido, deputado federal André Fufuca, que declarou apoio total a Carlos Brandão. Se esses fatos vierem a se confirmar, o senador Weverton Rocha ficará isolado em Pinheiro, onde apostava que teria a maioria.

 

Divididos, PROS, PSDB e Cidadania se alinham a Weverton Rocha

Weverton Rocha, Marcos Holanda e Marcos Caldas

O comando nacional da federação reunindo PSDB e Cidadania tomou ontem uma decisão que pode ter desdobramentos: entregou a direção do braço maranhense do PSDB a Inácio Melo, marido, conselheiro e operador político da senadora Eliziane Gama (Cidadania), que, segundo corre nos bastidores, é pré-candidato a deputado federal. Porém, a exemplo do PROS, PSDB e Cidadania são partidos profundamente divididos no Maranhão.

Entregue ao suplente de deputado estadual Marcos Caldas pelo presidente nacional Marcus Holanda, numa articulação de Weverton Rocha, o PROS maranhense tem nos seus quadros o suplente deputado federal Gastão Vieira, que prega “a união de todos” em apoio a Brandão, o deputado estadual Yglésio Moisés, que foi um dos primeiros parlamentares a declarar apoio ao vice-governador, e o deputado estadual Pastor Cavalcante, que deve permanecer no PROS, que em 2020 elegeu apenas um prefeito. E pelo visto, nenhum deles deve rever sua posição. Logo, todos os indícios indicam que o PROS vai para a campanha com um bloco de apoio a Weverton Rocha e outro, mais informal, mas consistente, formado por Gastão Vieira e Yglésio Moisés.

A situação na federação PSDB/Cidadania é igual ou mais complicada. Comemorada com o entusiasmo pelos apoiadores de Weverton Rocha, a federação PSDB/Cidadania pode também seguir para as urnas dividida. A nova direção tucana excluiu, por exemplo, o ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira, que era secretário geral do partido no Maranhão e um dos tucanos mais convictos do país, entre outros tucanos de proa. Um que segue a  senadora Eliziane Gama, apoiadora de Weverton Rocha, e outro que não a segue, liderado pelo irmão dela, Eliel Gama, apoiando o vice-governador Carlos Brandão.

São Luís, 16 de Março de 2022.

 

Pesquisa do JP turbinou a corrida aos Leões, que será fortemente agitada nos próximos dias

 

Carlos Brandão firmou aliança com André Fufuca e Weverton recebeu o apoio do prefeito de Fortuna, Sebastião Costa (PTB)

Ao mesmo tempo em que apontou a virada na corrida ao Governo do Estado, com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB) passando à liderança, a pesquisa divulgada domingo pelo Jornal Pequeno, além de turbinar o novo líder, funcionou também como um choque de realidade no agora segundo colocado, senador Weverton Rocha (PDT). Enquanto Carlos Brandão intensificou sua agenda política, conversando com lideranças para formar a base política a sua pré-candidatura, Weverton Rocha passou o fim de semana redefinindo sua pré-campanha, com o objetivo de reafirmar seu projeto de poder e retomar a ponta na corrida às urnas – ele reuniu o seu conselho de campanha, que pela primeira vez não contou com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (sem partido a caminho do PDT), que se encontrava na Baixada inaugurando obras com o governador Flávio Dino (PSB). A movimentação intensa dos dois pré-candidatos indica que haverá um acirramento da pré-campanha, com o Carlos Brandão atuando para manter e ampliar o seu cacife junto ao eleitorado, Weverton Rocha planejando eventos de massa para mostrar força de cacife para reverter a perda e voltar à liderança na preferência do eleitorado.

A medição de força entre o futuro governador e o senador pode ser decisiva, à medida que Carlos Brandão vai jogar todo o seu peso político para concretizar o roteiro bem traçado do seu projeto eleitoral. Com o apoio efetivo do governador Flávio Dino (PSB), líder maior da aliança governista e com quem formará chapa majoritária, Carlos Brandão já tem o apoio firmado de pelo menos 140 prefeitos – estimativa de um político a ele ligado – e deve ampliar ainda mais sua base na Assembleia Legislativa, devendo alcançar o apoio de 28 dos 42 deputados estaduais. Ontem, ele recebeu o apoio formal do deputado federal André Fufuca, presidente nacional do PP. Em contagem regressiva para assumir o comando do Estado no dia 1º de abril, com a renúncia do governador Flávio Dino, que ocorrerá no dia 31 de março, Carlos Brandão espera atrair mais aliados, e com o apoio deles ampliar ao máximo o seu cacife eleitoral. O estado de ânimo na seara governista é o de astral elevado.

O senador Weverton Rocha fez questão de mostrar que não se deixou abater pelo revés causado pelos números da JPesquisa, que o encontrou três pontos percentuais atrás do vice Carlos Brandão. Ele reuniu o seu conselho de campanha, para traças novas estratégias, foi a Pinheiro para o lançamento da construção ali de um hospital com recursos por ele viabilizados, e agendou para sexta-feira, em São Luís, mais uma edição do projeto “Maranhão mais feliz”, com o claro intento de mobilizar a outrora poderosa, mas hoje dividida militância do PDT.  Além disso, conversou com lideranças municipais e recebeu o apoio do prefeito de Fortuna, Sebastião Costa (PTB). Ou seja, fez de conta que não soube da pesquisa e agiu como se ainda estivesse na cabeça, muito embora seja visível o desapontamento de alguns dos seus apoiadores mais próximos, que sentiram o golpe.

A avaliação dominante é a de que a corrida ao Palácio dos Leões vai continuar polarizada. Na perspectiva de aliados dos dois pré-candidatos, essa polarização vai continuar, mesmo que o senador Roberto Rocha entre na disputa, o que deve acontecer nos próximos dias, conforme ele próprio previu. No mesmo ritmo, o pré-candidato do PSD, ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. prepara novas incursões a municípios, incentivado pelo presidente estadual do seu partido, deputado federal Edilázio Jr., agora na expectativa de uma candidatura presidencial que lhe sirva de incentivo. E o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Agir36), que deve confirmar seu projeto de candidatura ao renunciar ao cargo nos próximos dias, para se dedicar exclusivamente à corrida ao Palácio dos Leões. Os três encontram-se embolados no pelotão intermediário, aparentemente com poucas chances de chegar ao topo.

A exemplo de ontem, hoje e os próximos dias a serão marcados por frenéticas articulações, principalmente nos campos dominados por Carlos Brandão, que não pretende perder a liderança, mas ampliá-la, e por Weverton Rocha, que vai jogar pesado para voltar à ponta.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto acompanha Dino em inaugurações em Santa Helena e Turilândia

Ana Paula Lobato, Othelino Neto, Flávio Dino, Zezildo Almeida e Bira do Pindaré inauguram Praça da Família em Santa Helena

A intensa maratona de inaugurações liderada pelo governador Flávio Dino na contagem regressiva para sua saída do Governo tem sido marcada pelo viés político. A etapa de ontem em Santa Helena e Turilândia, teve um diferencial que chamou a atenção da classe política e de observadores: a presença do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (sem partido a caminho do PDT), e da esposa, a vice-prefeita de Pinheiro Ana Paula Lobato (PDT), ambos apoiadores de proa do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado. Eles integraram a comitiva formada ainda pelo deputado federal Bira do Pindaré, presidente estadual do PSB, e do deputado Leonardo Sá (PL), com a presença também do ex-deputado José Genésio, ex-prefeito e pai do atual prefeito de Pinheiro.

O clima foi de descontração tanto em Santa Helena, onde foram entregues uma grande praça, com ampla área de lazer, e as instalações de um IEMA, com a primeira etapa já funcionando para 300 estudantes, entre outras obras, e em Turilândia, que recebeu uma Praça da Família e a entrega de Cartões do Maranhão Verde, além do anúncio da implantação ali de um Restaurante Popular. O governador Flávio Dino destacou que as obras inauguradas foram incentivadas pelo o presidente da Assembleia Legislativa.

 

Weverton lança construção de Hospital em Pinheiro

João Marcelo, Ildo Rocha, Thaíza Hortegal, Luciano Genésio
e Weverton Rocha conhecem planta do hospital  de Pinheiro

Ontem, enquanto o presidente Othelino Neto (sem partido) e a vice-prefeita de Pinheiro Ana Paula Lobato (PDT), seus apoiadores, acompanhavam o governador Flávio Dino em Santa Helena e Turilândia, o senador Weverton Rocha, pré-candidato do PDT ao Governo, lançava a pedra fundamental da construção de um hospital em Pinheiro. No ato de lançamento, ele estava acompanhado do prefeito Luciano Genésio, da deputada estadual Thaíza Hortegal, ambos do PP, que declarou ontem apoio formal a Carlos Brandão, e dos deputados federais Ildo Rocha e João Marcelo, ambos do MDB, causando surpresa nos que acreditavam que os dois parlamentares emedebistas integrariam a base de apoio do vice-governador.

São Luís, 15 de Março de 2022.