Arquivos mensais: dezembro 2017

Com nomes fortes à disposição, Flávio Dino terá dificuldades para definir candidatos ao Senado

 

Flávio Dino dispõe de Weverton Rocha, José Reinaldo, Márcio Jardim e Eliziane Gama para o Senado
Flávio Dino dispõe de Weverton Rocha, José Reinaldo, Márcio Jardim e Eliziane Gama para escolher os dois candidatos da sua chapa para disputar o Senado da República

A julgar pela movimentação que agitou os bastidores da aliança partidária que tem comando no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino (PCdoB) começou a se movimentar de fato para resolver a equação mais complicada que até agora aterrissou na sua mesa de decisões políticas: definir os nomes que preencherão as duas vagas de candidato a senador na chapa que vai liderar como candidato à reeleição. O governador terá de bater martelo a favor de dois de uma lista de quatro nomes: José Reinaldo Tavares (PSB a caminho do DEM), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS) e Márcio Jardim (PT). Os dois escolhidos terão o desafio de enfrentar nas urnas as candidaturas do deputado federal e ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV) e do senador, ex-governador e ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB), entre outras em estado de amadurecimento, como a do prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (PCdoB).

Por mais simples que possa parecer, não se trata de uma equação de solução fácil, pois vai agradar a dois grupos e desagradar a dois grupos, o que exigirá do governador uma forte dose de habilidade e outra de firmeza, para evitar que a estrutura da aliança partidária que sustenta seu Governo e o seu projeto de reeleição venha a sofrer desgastes ou até mesmo defecções. Os quatro nomes que disputam as duas vagas estão se movimentando, o que poderá produzir um resultado surpreendente, bem diferente do que foi rascunhado até aqui. Para o governador Flávio Dino, independentemente de firulas pessoais que poderão vir à tona após a definição dos dois nomes, o importante é vencer as eleições. “O resto se ajeita depois”, como costuma dizer um governista com os pés no chão.

Faz sentido a maioria esmagadora dos observadores apontarem o deputado Weverton Rocha como nome certo na chapa. É um político jovem, aguerrido, audacioso, que conquistou o coma do

PDT no Maranhão, é líder da bancada do partido na Câmara Federal e tem assento de destaque no comando nacional pedetista. Conta com o apoio incondicional do prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT) e ocupa espaço expressivo no núcleo mais próximo de aliados do governador Flávio Dino. Até aqui, ninguém duvida de que o jovem líder pedetista é nome forte para o Senado, a começar pelo fato de que vem construindo com competência uma enorme rede de apoio político ao seu projeto de candidatura, que é um dos mais sólidos até aqui. Ao mesmo tempo, as pesquisas feitas até aqui para identificar as tendências do eleitorado têm mostrado que Weverton Rocha ainda não deslanchou no plano eleitoral. Poucos são os que duvidam de que, porém, de que ele é nome certo na chapa da Situação.

O ex-governador José Reinado Tavares, que chegou a ser apontado como carta fora do baralho na aliança governista, ganhou músculos nos últimos dias com a definição de que ele deixará o PSB para se filiar ao DEM, dentro deu grande acordo que levará o Democratas a integrar a base de sustentação do governador Flávio Dino. Embalado por uma ampla rede de apoio político, que congrega parlamentares, prefeitos e vereadores em todo o Maranhão, o atual deputado federal é apontado nas pesquisas como um dos pesos pesados para essa disputa, ocupando posições expressivas no na preferência do eleitorado.

Vista por mitos como caminhando para a aposentadoria política depois do fiasco que foi a sua candidatura à Prefeitura de São Luís em 2016, a deputada federal Eliziane Gama vem dando a volta por cima aparecendo em várias pesquisas como líder na preferência do eleitorado na corrida ao Senado. Ao contrário dos dois outros concorrentes, Eliziane Gama mostra potencial eleitoral, mas não conta ainda com um suporte político que possa embalar sua candidatura. Na semana que passou, ele ganhou o apoio de todas as denominações da Assembleia de Deus. A maior, mais politizada a influente corrente evangélica do Maranhão, um passo largo para consolidara sua candidatura.

Márcio Jardim, que ocupou até pouco tempo a Secretaria de Estado de Esportes, vem despontando como a opção do PT para pleitear uma das vagas de candidato a senador. Até aqui nenhuma voz governista disse sim ou não a esse projeto, mas dentro do PT o nome do ex-secretário ganha força, posição reforça com o fato de ele ter aparecido com 7% de intenções de voto, com tendência a evoluir. Além disso, recebeu o aval da cúpula nacional do PT para ser o nome que o partido indicará ao governador Flávio Dino para disputar a senatória, o que poderá fortalecer o seu projeto eleitoral.

As especulações são muito intensas, e a mais forte delas, forjada durante a semana que passou, é a de que o palácio dos Leões já teria batido martelo na dupla Weverton Rocha-José Reinaldo Tavares, vista por muitos como a composição mais forte. Há também quem aposte na dupla Weverton Rocha-Eliziane Gamam tendo também os que apontem a José Reinaldo-Eliziane Gama como a ideal, e por aí vai… A palavra final será dada pelo governador Flávio Dino, após naturalmente ouvir as lideranças da aliança governista.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Destaque

Inauguração da nova sede ganhou peso de ato de reafirmação do municipalismo no Maranhão

A fachada da nova sede inaugurada pelo presidente Cleomar Tema e autoridades, que aplaudiram o novo espaço
A fachada da nova sede inaugurada pelo presidente Cleomar Tema e autoridades, que aplaudiram o espaço

Poucas vezes o municipalismo maranhense foi alvo de um debate tão intenso como aconteceu sexta-feira (15) no ato de inauguração da “Casa do Municipalismo Prefeito Humberto Coutinho”, a nova sede Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), que completou 32 anos de existência. Em clima de festa, o presidente da entidade, Cleomar Tema Cunha, prefeito de Tuntum, reafirmou o objetivo de colocar e manter os problemas e as bandeiras dos municípios na mesa de debates, por entender que, independentemente das questões maiores dos Estados e do País, a realidade primeira a ser cuidada é a dos municípios. Com essa motivação, o que seria um ato festivo de inauguração de uma sede se transformou num ato político de importância indiscutível, a começar pelo fato de que dele participaram o vice-governador Carlos Brandão, que representou governador Flávio Dino (PCdoB), o desembargador Cleones Cunha, que representou o Poder Judiciário, o deputado Rogério Cafeteira (PSB), representando a Assembleia Legislativa, deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), coordenador da bancada federal, o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT), presidente de honra da entidade, prefeitos de todo o Maranhão, deputados federais e estaduais, vereadores e representantes de outras instituições.

“Hoje, realizamos um sonho. O sonho de entregar aos prefeitos e prefeitas associados uma sede moderna, dotada de toda a infraestrutura necessária para prestar assistência à municipalidade”, disse Cleomar Tema, dando uma demonstração clara de que o municipalismo no Maranhão ganhou outra dimensão desde janeiro, quando a nova direção da Famem, por ele liderada, assumiu. De lá para cá, a entidade, que vinha se movendo numa posição periférica, sem maior expressão, ganhou um novo impulso, saindo da periferia institucional e política para o centro das decisões. Essa nova realidade foi bem demonstrada pelo deputado federal e ex-presidente da entidade, Hildo Rocha (PMDB): “A Famem tornou-se novamente atuante com o Cleomar Tema, que é um líder incansável na defesa dos municípios. Basta lembrar as conquistas alcançadas recentemente, como o aumento do FPM. Cleomar Tema tem o respeito e admiração de todos os prefeitos e prefeitas deste estado”.

O espaço inaugurado expressa com clareza a importância que a Famem ganhou como porta-voz do municipalismo maranhense. Trata-se de um moderno prédio de 1600 metros quadrados, localizado na Avenida dos Holandeses, no Calhau, com amplas instalações funcionais, todas dotadas de infraestrutura, principalmente de informática, em condições de prestar atendimento eficiente aos prefeitos maranhenses. Os associados ganharam duas salas, nas quais poderão trabalhar durante suas estadas em São Luís. Ali também existe instalado um auditório com 130 lugares, onde se podem realizar seminários, cursos e eventos relacionados com o municipalismo. Além do mais, a entidade cinta com uma equipe técnica de alto nível para orientar prefeitos em questões técnicas der administração e finanças. Os prefeitos recebem também assistência jurídica. Todo atendimento é gratuito.

O ato de inauguração foi marcado por homenagens. Além do batismo da na sede com o nome do atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), que a presidiu, foram distinguidos com a “Medalha do Mérito Municipalista José Ribamar Fiquene”, os ex-prefeitos Hildo Rocha (Morros). Júnior Marreca (Itapecuru Mirim) e  Deoclídes Macedo (Porto Franco). Todos considerados bons dirigentes e defensores ativos do municipalismo. Ao saudá-los, o presidente Cleomar Tema destacou que eles representavam ali todos os prefeitos do Maranhão. Também deputado federal José Reinaldo Tavares homenageado pelo apoio que deu aos municípios quando governou o Estado no período de abril de abril de 2002 a dezembro de 2006.

Todas as manifestações registradas no evento destacaram que a Famem vive um momento de reafirmação como entidade representativa dos municípios maranhenses e que a atual diretoria, liderada pelo presidente Cleomar Tema, está fazendo de fato a sua parte no processo político cujo objetivo central é o fortalecimento dos municípios.

Humberto Coutinho foi o grande homenageado na festa da Famem

Cleomar Tema entrega comenda a Felipe Ribeiro, que representou Humberto Coutinho
Cleomar Tema entrega comenda a Felipe Ribeiro, que representou o deputado Humberto Coutinho, que não pode compafrecer ao ato por problemas de saúde

Considerado um dos grandes defensores do municipalismo no Maranhão, como ficou demonstrado quando, na condição de prefeito de Caxias, presidiu a Famem, o hoje deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa Humberto Coutinho, foi o grande homenageado do evento. Primeiro ele emprestou seu nome a nova sede da entidade, que se chapará Casa do Municipalismo Prefeito Humberto Coutinho A opção por seu nome para “batizar” a nova sede foi o resultado de uma ampla consulta feita pelo presidente Cleomar Tema, que apoiou inteiramente a escolha. Quando prefeito de Caxias, Humberto Coutinho foi eleito presidente da Famem numa peito bem disputada. No comando da entidade, Humberto Coutinho incorporou todos os postulados da cultura municipalista, tornando-se um defensor intransigente dos municípios e um dos principais incentivadores do que definiu como uma causa. Foi esse posicionamento que levou o presidente Cleomar Tema a propor a homenagem ao seu nome.

Durante o ato, o Humberto Coutinho recebeu também a Medalha do Mérito Municipalista Ribamar Fiquene. A comenda foi entregue ao seu representante, Felipe Ribeiro. “È uma honra muito grande, não só como amigo, mas como meu chefe, acompanhei a trajetória dele. A cidade de Caxias é a paixão dele. Eu fico muito feliz com a deferência dada pela Famem de nomear a Casa como o nome do prefeito Humberto Coutinho”, afirmou Felipe Ribeiro, que estava acompanhado do diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, Carlos Alberto, para quem a homenagem “é mais do que merecida, pois Humberto Coutinho é um homem do povo e de muito respeito.  Então, nada mais do que justo esta homenagem”. .

Flávio Dino é reconhecido como governador municipalista

O governador Flávio Dino também foi homenageado com a “Medalha do Mérito Municipalista José Ribamar Fiquene”. A honraria foi entregue pelo presidente da Famem, Cleomar Tema, ao vice -governador Carlos Brandão, que representou o chefe do Executivo. No ato, o líder municipalista destacou a iniciativa: “É uma homenagem muito importante porque ela reconhece o esforço do governo para estabelecer essa parceria e o governador Flávio Dino, tem sido um parceiro dos municípios, e, temos, juntos, buscado recursos junto ao Governo Federal. A  palavra de ordem com certeza é parceria” , afirmou. E acrescentou: “Temos um governador municipalista que fez um planejamento voltado para os municípios desde o início da gestão, e que trouxe vários programas como o Mais Asfalto,  o Escola Digna, políticas para a segurança e muitas outras voltadas para o município, e, por isso, merece essa homenagem”.

São Luís, 17 de Dezembro de 2017.

Figueiredo dos Anjos assume Judiciário avisando que o Poder não será omisso diante da improbidade

 

José Joaquim Figueiredo dos Anjos presta juramento, , é cumirmentado pelo governador Flpavio Dino e pelo antecessor Cleones Cunha, e reafirma a regra da harmonia entre os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo
José Joaquim Figueiredo dos Anjos presta juramento, , é cumprimentado pelo governador Flávio Dino e pelo antecessor Cleones Cunha, e reafirma a regra da harmonia entre os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo

“O Judiciário não vai ficar omisso diante de atos de improbidade”. O aviso, dado de maneira enfática na presença de políticos, magistrados e advogados, partiu do desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos ao assumir ontem a presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). No mesmo tom, como que anunciando disposição de avançar nos esforços para tornar a Justiça maranhense cada vez mais eficiente e mais sintonizada com os interesses da sociedade e do cidadão, o novo presidente do Poder Judiciário completou: “Queremos uma Justiça próxima do povo. Uma Justiça simples, real, despida de tudo que a possa tornar dificultosa, a fim de que a sociedade civil possa nela crer, convencida de que ela é a sua mais sólida garantia”. O seu denso discurso foi pronunciado no plenário da Corte, no ato solene da sua posse, na presença do governador Flávio Dino (PCdoB), do deputado Rogério Cafeteira (PSB), que representou o Poder Legislativo, do prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PDT, desembargadores, parlamentares, secretários de Estado, magistrados, advogados, empresários e convidados em geral.

O desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos chega ao gabinete principal do Palácio Clóvis Bevilacqua no momento em que o Poder Judiciário vive um nítido processo de transição, com o desembarque de uma geração e a ascensão de uma mais nova, por ele representada. Ele substitui ao experiente desembargador Cleones Cunha, que lhe transferiu o bastão após dois anos de intensa movimentação no sentido de modernizar a estrutura e melhorar as condições para a prestação dos serviços jurisdicionais. Sua posse foi prestigiada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), ex-juiz federal e, portanto, sabedor das dificuldades estruturais do Poder Judiciário face à demanda cada vez mais crescente da sociedade maranhense em busca de direitos. Deixou claro que seguirá a trilha aberta por Cleones Cunha, que na sua visão comandou o Poder no rumo certo, mas deixando claro que fará as correções que julgar necessárias.

Lourival Serejo assumiu vice-presidência e Mar elo carvalho a Corregedoria Geral de Justiça
Lourival Serejo assumiu vice-presidência e Marcelo Carvalho a Corregedoria Geral 

Juiz dono de uma carreira sólida, construída na “via crucis” da magistraturas por comarcas de todo o Maranhão, o novo presidente do TJMA tem plena consciência de que assume o comando de uma Corte dividida em duas grandes correntes. Como tal, conhece as razões dessa divisão, e parece disposto a funcionar como um grande conciliador e também como um eficiente mediador de conflitos. Igualmente conhecedor dos problemas que afetam as comarcas, foi enfático ao afirmar que jogar todo o peso da sua o presidência para melhorar essa realidade. A ordem geral é mediar e solucionar conflitos e de maneira rápida e eficiente. “Esta será a diretriz estratégica da nossa gestão: elevar a primazia absoluta à qualidade da prestação jurisdicional, entendendo-se por qualidade não apenas o teor científico das decisões que proferimos, que é e sempre foi apreciável, porém, também o tempo que levamos para proferi-las e o tempo que levamos para fazer com que sejam cumpridas”, assinalou.

Para levar a termo esse desafio, o presidente José Joaquim Figueiredo dos Anjos espera contar como apoio do novo vice-presidente, desembargador Lourival Serejo, e do novo corregedor geral da Justiça, desembargador Marcelo Carvalho. Lourival Serejo é um magistrado preparado, experiente dono de sólidos conhecimentos jurídicos, forjado, como ele, na peregrinação pelas comarcas, só dividindo a magistratura com a literatura. Marcelo Carvalho, ele também um magistrado estudioso, conhecedor, portanto, dos problemas que afetam o bom funcionamento da Justiça. O novo presidente do TJMA anunciou duas prioridades: a construção da nova sede do Judiciário, na chamada Cidade da Justiça, em São Luís, com o apoio do Governo do Estado, e concurso público para servidores.

No ato da sua posse, o presidente José Joaquim Figueiredo dos Anjos passou a todos a impressão de que fará o que estiver ao seu alcance para realizar uma gestão eficiente da qual o Poder Judiciário como um todo saia vivenciando as mudanças que pretende implantar.

PONTO & CONTRAPONTO

Cleones Cunha será vice-presidente e corregedor geral da Justiça Eleitoral

Cleones Cunha deixa a presidência do TJ para assumir a vice-presidência e a Corregedoria da Justiça Eleltoral
Cleones Cunha deixa a presidência do TJ para ser vice-presidência e  corregedor da Justiça Eleitoral

A entrega do comando do Poder Judiciário ao novo presidente, após dois anos de intenso trabalho, não dará folga ao ex-presidente Cleones Cunha. Ao contrário, nesta segunda-feira (17), ele assumirá uma cadeira no Tribunal regional Eleitoral, onde exercerá as funções de vice-presidente e corregedor-geral eleitoral, arcando com essa responsabilidade nas eleições gerais do ano que vem. Cleones Cunha poderia disputar a presidência da Corte eleitoral com o desembargador Ricardo Duailibe, que já se encontra lá, mas avisou, no entanto, que não entrará na disputa e que vai para o TRE/MA para ser vice-presidente e corregedor-geral da Justiça Eleitoral. “A tarefa de comandar as eleições de 2018 no Maranhão será do desembargador Ricardo Duailibe, que será o presidente da Justiça Eleitoral. Eu poderia disputar o cargo, mas está decidido que serei o vice-presidente e corregedor-geral eleitoral”, declarou Cleones Cunha, que será corregedor-eleitoral pela segunda em sua carreira na magistratura.

Ao deixar a presidente do TJMA, o desembargador Cleones Cunha entregou ao novo presidente e aos seus pares cópias do Relatório de Gestão do biênio 2016/2017, no qual apresentou as realizações da sua presidência, destacando como ponto alto a criação e preenchimento de três novas vagas de desembargador, assumidas quarta-feira pelos juízes José Jorge Figueiredo doa Anjos – irmão do novo presidente -, Luiz Gonzaga Filho e Carlos Lemos, passando o Colégio de Desembargadores a contar com 30 membros. “Não tenho dúvidas de que o Poder Judiciário do Maranhão estará muito bem assistido e representado”, avalizou, desejando sucesso e sorte, com a benção de Deus.

 

Mudança consumada no PSDB com Roberto Rocha na presidência

Roberto Rocha tem agora o comando do PSDB no Maranhão
Roberto Rocha tem agora o comando do PSDB no  MA

O PSDB do Maranhão está sob nova direção desde quarta-feira, quando a Executiva nacional decidiu entregá-lo  ao grupo liderado pelo senador Roberto Rocha, que foi nomeado presidente da Executiva Provisória estadual, e pelo ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que z

Assumiu a secretaria geral do ninho maranhense. Com a providência formal, decidida e operada pessoalmente pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, presidente nacional e virtual candidato da agremiação tucana à presidência da República. Com a medida, o PSDB rumo definitivamente com a aliança liderada pelo governador Flávio Dino e sela a saída do vice-governador Carlos Brandão, que está a caminho do PRB, liderado pelo deputado federal Cléber Verde, que por sua vez aumentará várias vezes o seu cacife político e partidário no esperado. Mas, se por um lado, o PSDB perde com a saída do vice-governador Carlos Brandão e um grupo de prefeitos, por outro, ganha uma série de reforços, entre eles o ex-prefeito de Barreirinhas, Leo Costa, que deixou o PDT e estava só aguardando a saída de Brandão para se tornar membro do ninho dos tucanos. Mas o foco do PSDB maranhense a partir de agora será levar aos locais mais distantes do Maranhão as candidaturas a governador, o senador Roberto Rocha, e presidente da República, o governador paulista Geraldo Alckmin. Roberto Rocha trem dito que vai iniciar logo a corrida do PSDB às urnas.

São Luís, 16 de Dezembro de 2017.

Com autoridade política e ética, Flávio Dino reage a “abusos” cometidos pela PF na Operação Pegadores

 

Mensagens de Flávio Dino no twitter reagindo contra supostos abusos da PF na Operação Pegadores
Mensagens de Flávio Dino no twitter reagindo contra supostos abusos da PF na Operação Pegadores, que apurou supostos desvios da área de Saúde do Estado

“Não podemos aceitar abusos e arbitrariedades”. Com declarações nesse tom, nas quais avisa que está na trincheira contra “ilegalidades e o facismo”, o governador Flávio Dino (PCdoB) reforçou ontem sua indignada e, ao que tudo indica, justa catilinária contra os procedimentos da Polícia Federal na controvertida Operação Pegadores, um desdobramento da mega Operação Sermão dos Peixes, que investiga supostos desvios milionários no Sistema Estadual de Saúde no Governo passado. Em tom cada vez mais duro, o governador maranhense reafirma a suspeita de que o delegado federal Wedson Cajé, que comandou a Operação Pegadores, tropeçou na ética e rasgou as regras de conduta policial exigidas numa ação dessa natureza. E enfatiza essa suspeita afirmando que o delegado – que foi afastado da operação, por decisão do Tribunal Regional federal da 1ª Região depois da reação do Palácio dos Leões – se valera de um dossiê fajuto para forjar e exibir o principal resultado da sua ação investigatória: uma relação de 400 “servidores fantasmas” nas organizações que prestam serviços ao Estado na área de Saúde.

Diante das manifestações apressadas do delegado Wedson Cajé e das declarações fora de jeito da delegada Cassandra Nazari, então futura superintendente da PF no Maranhão, na entrevista em que anunciaram os resultados da Operação Pegadores, o governador Flávio Dino reagiu com firmeza e indignação, e desafiou, em alto e bom tom, a PF a apresentar a tal lista de “fantasmas”, além de apontar procedimentos incorretos da equipe policial durante as investigações. A reação do chefe do Executivo bombardeou gravemente, em cheio, o relatório que o delegado e a então futura chefe dele apresentaram à imprensa, e colocou o braço da instituição policial federal no Maranhão em situação incômoda, à medida que começaram a surgir evidências de que a Operação Pegadores, que pareceu destinada a minar a credibilidade do Governo do PCdoB, foi, pelo menos em parte, um grande fiasco.

Ontem, o governador Flávio Dino voltou à carga, aumentando o seu grau de indignação. Em duas notas no twitter, a rede social que usa para se expressar, ele postou: “ Há um mês, um delegado de polícia inventou 400 “fantasmas” na Saúde do Maranhão. Ele usou um dossiê falso. O Judiciário o afastou do cargo. O Estado representou contra ele na Corregedoria da PF. Não podemos aceitar abusos e arbitrariedades”. E acrescentou : “Defendo investigações sérias e isentas. Governo com seriedade e transparência nota 10. Porém, combato ilegalidades e o facismo. Não pode haver vale tudo. Temos o dever de proteger as leis e a Constituição, com coragem”.

Com sua afoiteza – orientada ou não por vozes politicamente interessadas num desfecho desfavorável ao atual Governo do Maranhão, embora esteja muito claro que a raiz do problema e sua ramificação esteja no Governo passado -, os investigadores parecem não ter se dado conta de que a cadeira principal do Palácio dos Leões está ocupada por um político de princípios, até aqui sem uma mancha ética ou moral e lastreado pela condição de ex-juiz federal. Esse perfil, que é reforçado por uma gestão inovadora, sobre a qual não se ouve notícias de desvios ou descontrole, lhe dá autoridade suficiente para fazer as contestações que tem feito quando iniciativas como a do delegado Wedson Cajé, avalizada pela delegada Cassandra Nazari, tentam, sem sucesso, arrancar alguma lasca da sua couraça moral. Assim, quando aponta uma ilegalidade policial contra seu Governo o faz com propriedade. E a julgar apenas pela decisão do TRF da 1ª Região de afastar o delegado, o governador tem razões fortes para manter seu canhão verbal em ação.

É claro que, ao reagir com dureza, o governador não pretende atingir a PF como instituição, pois qualquer cidadão minimamente informado sabe que, depois de ser usada criminosamente como polícia política na ditadura militar, a PF ressurgiu na democracia como um dos esteios do estado democrático de direito, tornando-se o braço institucional avançado na guerra contra a corrupção, por exemplo. Isso, porém, não impede que aqui e ali agentes seus cometam tropeços e abusos, abrigando ainda bolsões que às vezes ainda atuam de maneira pouco republicana e sob orientação externa. Daí a importância de se ter vozes como a do governador Flávio Dino, capazes de reagir e corrigir malfeitos eventuais.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Famem fecha hoje o primeiro ano da nova fase de reforço do municipalismo

O hall de entrada da nova sede da Famem, que será inaugurada hoje pelo presidente Tema Cunha
O hall de entrada da nova sede da Famem, que será inaugurada hoje pelo presidente Cleomar Tema Cunha

Fechando um ano em que esteve no centro do cenário político, institucional e corporativo do estado, ao reassumir plenamente o seu papel de representante e porta-voz do municipalismo maranhense assumido quando foi criada há 32 anos, a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) coroa hoje a primeira etapa desse novo ciclo, que vivencia sob o comando do seu presidente, o prefeito de Tuntum, Cleomar Tema Cunha. O ponto alto dessa nova fase, na qual a entidade está política e corporativamente mais ativa, será a inauguração hoje, às 19h, da sua nova sede, localizada na Avenida dos Holandeses, nº 60, e que se chamará Casa Municipalista Prefeito Humberto Coutinho, em homenagem ao atual deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho, que foi prefeito de Caxias, Humberto Coutinho, e com o tal presidiu a entidade.

A Famem teve momentos de altos e baixos, mas ao longo dos 32 anos de existência se manteve como uma corporação plenamente envolvida com a sua razão de ser, que é a defesa do municipalismo. E ganhou força e uma nova dinâmica desde janeiro deste ano, com a eleição e posse do presidente Tema Cunha, que chagou ao cargo pela terceira vez. Prefeito de Tuntum pela quinta vez e presidente da Famem pela terceira, Tema Cunha, hoje visto na seara das Prefeituras como o mais ativo municipalista do Maranhão, vem colocando toda sua experiência a serviço da entidade, atuando também como um dos principais articuladores da União dos Municípios Brasileiros (UMB), contribuindo efetivamente para os ganhos que o movimento municipalista tem alcançado nas suas sempre tensas e complicadas negociações com o Governo Federal.

A conquista mais recente foi uma Proposta de Emenda à Constituição que aumenta em 1% o valor do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) a partir de outubro do ano que vem. Tema Cunha teve papel importante nas articulações para a aprovação da matéria no Congresso Nacional. No Senado, o senador Edison Lobão (PMDB), que preside a Comissão de Constituição e Justiça da Casa, foi decisivo para que a PEC fosse a votação e aprovada em plenário, garantindo o benefício aos mais de cinco mil municípios brasileiros, ai incluídos aos 217 maranhenses.

A inauguração da nova sede expressa bem esse novo momento da Famem.

 

Jornalismo perde Othelino Filho, referência de sua geração

Othelino Filho, sai de cena uma referência do jornalismo
Othelino Filho, sai de cena uma referência do jornalismo

O jornalismo do Maranhão perdeu ontem um dos seus militantes mais ativos: Othelino Filho, 68 anos. Ele faleceu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, por causa de problemas cardiovasculares. Deixa a esposa Yolete Maria Alves e os filhos Cláudia, Flávia e Othelino Neto, deputado estadual e presidente em exercício da Assembleia Legislativa, e muitos amigos, construído ao longo de uma vida intensa.

Othelino Filho foi um cidadão integral: jornalista opinativo, com atuação no jornal, no rádio e na TV, foi militante político, sindicalista e também servidor público. Foi durante sua carreira uma referência. Ao longo da sua vida profissional, assumiu posições políticas corajosas contra a ditadura, escreveu artigos e colunas com textos sempre fortemente marcados por opiniões que agradaram e desagradaram quase na mesma proporção. Militante do PDT, depois de ter sido filiado ao PCdoB, teve um dos seus momentos mais expressivos foi quando assumiu a assessoria de Imprensa do então candidato a prefeito de São Luís, o pedetista Jackson Lago. Lago venceu a eleição e nomeou Othelino Filho secretário de Comunicação, mas ele deixou o cargo pouco tempo depois, pois seu temperamento forte e sua conhecida independência  o levaram a deixar o cargo por discordar cm algumas orientações. Othelino Filho deixou sua marca nos jornais, rádios e TVs por onde passou. Deixou também sua marca quando comandou por quase uma década a Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa. O cidadão, o jornalista, o militante político e o homem público deixou parte da sua experiência registrada em três livros. E deixou nos seus amigos e admiradores a saudade do de um sujeito que adorava viver, e por isso curtiu a vida entre os “mais chegados” como um boêmio alegre e incorrigível.

Um resumo do que foi Othelino Filho foi resumido pelo filho, deputado Othelino Neto, que também é, como ele, jornalista, militante político e servidor público: “Não conseguimos vencer essa batalha. Foi muito bom tê-lo como pai. Minha referência. Meu ídolo. Queria ter convivido mais, perdido menos tempo. Pai, te amo hoje e sempre”.

 

São Luís, 14 de Dezembro de 2017.

Tribunal de Justiça fecha ciclo ampliando o Pleno para 30 desembargadores

 

Josemar Lopes, José Jorge Figueiredo e Luiz Gonzaga Filho exibem seus diplomas de empossados como desembargadores
Josemar Lopes, José Jorge Figueiredo e Luiz Gonzaga Filho exibem seus diplomas de empossados como desembargadores pelo presidente Cleones Cunha (ao fundo)

Dois dias antes de passar o comando do Poder Judiciário ao seu sucessor, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Cleones Carvalho Cunha, cumpriu o que pode ter sido o compromisso mais difícil entre os que assumira quando foi empossado, há dois anos, no comando do Poder Judiciário: aumentar de 27 para 30 o número de desembargadores. Na última sessão administrativa que comandou como presidente da Corte, Cleones Cunha conduziu o processo promoveu os juízes Luiz Gonzaga Almeida Filho, José Jorge Figueiredo dos Anjos e Josemar Lopes dos Santos para as três vagas de desembargador. As três novas vagas no Colégio de Desembargadores foram criadas pela Lei Complementar Nº 199/2017, de 08/11/2017, elevando para 30 o número de cadeiras no Tribunal Pleno da Corte Justiça maranhense. Os três foram promovidos – dois pelo critério do merecimento e um pelo da antiguidade – e empossados imediatamente após a eleição.

Os três novos desembargadores chegam num momento crucial do Poder Judiciário, que sempre atacado pelos mal da defasagem, tem se desdobrado para, pelo menos, amenizar o mais grave dos seus problemas: a lentidão na tramitação de milhares de processos que precisam ser decididos pelo Colégio de Desembargadores. Foram praticamente dois anos de gestões internas e no Poder Executivo para viabilizar o aumento, ainda que modesto, do número de magistrados, processo travado basicamente pela escassez de recursos. Isso porque, se somados os salários do magistrado e assessores, o custo de assessores instalações e gastos operacionais, um desembargador custa cerca de R$ 300 mensais. Por essa conta – que é estimada e a estimativa não é oficial -, os três novos desembargadores custarão pelo menos R$ 1 milhão mensal a mais no Orçamento do Poder Judiciário.

Por outro lado, a chegada dos desembargadores Luiz Gonzaga Almeida Filho, José Jorge Figueiredo dos Anjos e Josemar Lopes dos Santos à mais alta instância do Judiciário vai reforçar expressivamente a produtividade da Justiça estadual, contribuindo para acelerar o processo de decisões. Para se ter uma ideia do que isso significa, com 27 desembargadores, a Corte recebeu neste ano, até a semana passada, mais de 34 mil processos, tendo julgado até ontem mais de 31 mil. Com três desembargadores a mais, é provável que que a Corte teria fechado o exercício com a pauta cumprida.

Regimentalmente, a escolha dos três novos desembargadores obedeceu a critérios adequados. Para a primeira vaga a ser preenchida pelo critério de antiguidade estavam inscritos os juízes de entrância final Luiz Gonzaga Filho, Douglas Amorim e Maria do Socorro Mendonça Carneiro. Luiz Gonzaga ganhou a vaga por ser o mais antigo dos três. Levado à apreciação do plenário, o magistrado foi promovido a desembargador por unanimidade. Para a segunda vaga a ser preenchida pelo critério de antiguidade se inscreveram os juízes Josemar Lopes dos Santos, Douglas Amorim e Maria do Socorro Mendonça Carneiro. Da mesma maneira, Josemar Lopes dos Santos levou a melhor por ser o mais antigo dos três. A exemplo do primeiro caso, sua promoção ao cargo de desembargador se deu por unanimidade do Tribunal Pleno.

A promoção para a vaga de desembargador pelo critério de merecimento foi mais demorada por conta de uma questão de ordem levantada pelo desembargador Marcelo Carvalho sustentando a desnecessidade de uma quarta lista tríplice para a escolha de desembargador por este critério. Argumentou que o Regimento Interno do TJMA torna obrigatória a nomeação do magistrado que constar por três vezes consecutivas ou cinco alternadas na lista tríplice. Como os nomes de Tyrone Silva e José Jorge Figueiredo dos Anjos passaram a constar por três vezes consecutivas na promoção anterior, realizada em 24 de junho de 2015, Tyrone Silva ficou com a vaga, por ter sido o mais votado, enquanto José Jorge também foi eleito, mas ficou aguardando a abertura de uma nova vaga para ser promovido. Após alguns debates, a maioria dos desembargadores decidiu que um dos dispositivos do regimento era inconstitucional e decidiram extirpá-lo. Com a decisão, a promoção de José Jorge Figueiredo dos Anjos foi aprovada pela unanimidade da Corte.

Os três novos desembargadores prestaram juramento, assinaram o termo de compromisso e foram em seguida empossados pelo presidente Cleones Cunha.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Novos desembargadores são magistrados tarimbados que agora coroam suas carreiras

Os três novos desembargadores são magistrados experientes, sendo que dois deles já passaram temporariamente pela função de desembargador. A experiência acumulada por eles em décadas e décadas de exercício integral da magistratura, adquirida pela longa peregrinação por diferentes comarcas, culminou com o fato de os três terem alcançado a entrância final cumprindo rigorosamente as duras e inapeláveis regras da ascensão. A Assessoria de Comunicação divulgou um perfil resumido, mas essencial, dos magistrados cujas promoções inauguram um novo momento do Poder Judiciário do Maranhão:

Luiz Gonzaga Filho – Magistrado há quase 37 anos ressaltou que o momento é de muita alegria e satisfação. “Já respondi no cargo de desembargador durante 15 meses, foi um período marcante e de grande experiência para me deixar ainda mais à vontade para compor o Pleno deste Tribunal”, assinalou o desembargador que, ao tomar posse, recebeu a Medalha Especial do Mérito Cândido Mendes – mais alta comenda do Poder Judiciário maranhense, entregue pelo desembargador Marcelo Carvalho.

José Jorge Figueiredo dos Anjos – É juiz há três décadas e destacou que a responsabilidade aumenta com a investidura no cargo de desembargador. “Vejo como um coroamento desses anos todos dedicados à magistratura. Honrarei a toga como sempre fiz em todas as comarcas que passei. Aqui não vai ser diferente, pois a responsabilidade é maior”, disse o novo desembargador que recebeu a Medalha Especial do Mérito Cândido Mendes entregue pelo seu irmão, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos, que assumirá a presidência do Poder Judiciário nesta sexta-feira (15).

Josemar Lopes dos Santos – “São quase 37 anos como magistrado e hoje estou ascendendo ao cargo de desembargador. Considero-me um juiz de segundo grau com a mesma responsabilidade que é a de fazer cumprir as leis deste país” enfatizou Josemar Lopes dos Santos ao tomar posse como desembargador e receber a Medalha Cândido Mendes entregue pelo desembargador João Santana.

Ao final, o presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Cleones Cunha, deu as boas-vindas aos novos integrantes e desejou que exerçam suas funções com o mesmo sentimento que os levaram até ao Pleno do TJMA.

 

Em alta na defesa efetiva do municipalismo, Famem mostra avanço com nova sede

As novas instalações darão impulso às ações da Famem, segundo o presidente Tema Cunha
As novas instalações darão impulso às ações da Famem, segundo acredita o seu presidente Tema Cunha

Em intensa movimentação desde janeiro, quando o prefeito de Tuntum, Cleomar Tema Cunha (PSB), assumiu sua presidência pela terceira vez, a Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) fecha 2017 com o municipalismo na pauta das prefeituras, do Governo do Estado e do Governo Federal. A entidade, que completa 32 anos, saiu de uma posição tímida e secundária no contexto político e institucional para voltar ao centro do debate político, conseguindo mobilizar os prefeitos em torno de questões urgentes e essenciais para aliviar o sufoco por que passam os município. A nova gestão transformou a Famem num centro de mobilização dos prefeitos maranhense, e vai coroar essa linha de ação nesta sexta-feira, com a inauguração da sua nova sede, localizada na Avenida dos Holandeses, batizada Casa do Municipalismo Prefeito Humberto Coutinho, em homenagem ao ex-prefeito de Caxias e atual deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa.

Desde que assumiu o comando da entidade, o presidente Tema Cunha avaliou que as instalações da Famem seriam inadequadas para a movimentação que pretendia imprimir na nova gestão. Daí definiu como uma das suas prioridades a busca por uma nova sede, com instalações que atendessem as necessidades da organização, como também prestar aos prefeitos a assistência necessária em todos os sentidos, inclusive acomodações durante suas passagens por São Luís.

Depois de meses de busca, o comando da Famem optou por um prédio de 1.600 metros quadrados de área construída, localizado na Avenida dos Holandeses, nº 06, Calhau. Bem dividido, com salas amplas, gabinetes e inteiramente climatizado, o prédio de dispor de área para estacionamento e um auditório com capacidade para até 130 pessoas. Nele haverá dois gabinetes inteiramente equipados para que prefeitos que venham a São Luís possam usar como local de trabalho, contando com a assistência de servidores e técnicos da entidade. O objetivo é colocar toda a estrutura da Famem – instalações, servidores, assessores e diretores – a serviço dos dirigentes municipais.

Além disso, foram destinados espaços amplos e bem equipados para abrigar os Conselhos das Secretarias Municipais de Saúde do Maranhão (COSEMS- MA) e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Maranhão (Undime – Ma). O auditório será usado em eventos, mas, sobretudo, para a oferta de cursos gratuitos de capacitação destinados aos técnicos municipais por meio da Escola de Gestão Municipalista, que está sendo totalmente reestruturada, confirme orientação expressa do presidente Tema Cunha.

Em Tempo: A inauguração da nova sede acontecerá às 19h desta sexta-feira e contará com a presenta do governador Flávio Dino, do presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) e do presidente do Poder Judiciário, desembargador José Joaquim Figueiredo dos Anjos – que será empossado na manhã de sexta-feira -, além de prefeitos e de quatro ex-presidentes da Famem, que serão distinguidos como uma comenda do mérito municipalista. Entre os condecorados estará o ex-presidente da entidade, Humberto Coutinho, que será representado por um membro da família.

São Luís, 13 de Dezembro de 2017.

 

Polêmico, Ricardo Murad se lança para disputar Governo com Flávio Dino, Roseana Sarney e Roberto Rocha

 

Ricardo Murad anuncia sua candidatura ouvido por severino Sales
Ricardo Murad anuncia sua candidatura ao Governo  ouvido por Severino Sales

O ex-deputado Ricardo Murad anunciou ontem que vai disputar o Governo do Estado como candidato do Partido Republicano Progressista (PRP). Entra numa disputa em que já estão postos como candidatos o governador Flávio Dino (PCdoB), o senador Roberto Rocha (PSDB), a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), a ex-prefeita Maura Jorge (Podemos), com a possibilidade de o deputado estadual Eduardo Braide (PMN) também entrar na disputa. A decisão chega após ter frustrado o projeto de ser candidato pelo PMDB e, surpreendentemente, quando as pesquisas feitas para aferir as preferências do eleitorado indicam que, pelo menos até aqui, é mínima, quase inexistente, a possibilidade de o ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa, ex-deputado federal, ex-prefeito de Coroatá, ex-gerente metropolitano e ex-secretário de Estado da Saúde chegar ao Palácio dos Leões no pleito de 2018.

No ato, realizado no Hotel Luzeiros com a presenta da cúpula estadual do PRP, comandada pelo empresário Severino Sales, Ricardo Murad apresentou como plataforma de campanha uma carta na qual afirma que quer ser governador por sentir que chegou sua vez e porque se sente “preparado”. Na mesma carta, assume, entre outros, o compromisso de construir uma  quilométrica ponte rodoferriviária ligando São Luís à Baixada, e avalia que sua gestão na Secretaria Estadual de Saúde teve qualidade de “primeiro mundo”. E como não poderia deixar de ser, sinalizou com clareza que será uma espécie de borduna verbal contra o governador Flávio Dino, assim como deixou no ar que será dócil com a candidata do PMDB.

Não se duvida de que Ricardo Murad alimente o sonho de governar o Maranhão, e até mesmo que sua candidatura possa vir a ser um projeto verdadeiro. Mas é difícil imaginar que o homem-forte do Governo de Roseana Sarney, responsável absoluto pelo milionário, audacioso e controverso projeto Saúde é Vida entre como seu adversário na corrida ao Palácio dos Leões. Provocado sobre esse detalhe, ele desconversou dizendo não estar preocupado com o assunto, como se isso fosse possível num cenário de beligerância política como o que está sendo desenhado no Maranhão. E foi incisivo na afirmação de que acredita ter chegado a sua hora, como se o Governo do Maranhão fosse um alvo a ser alcançado por esse tipo de critério.

Com as suas declarações, o ex-secretário de Estado da Saúde ofereceu ao mundo político e a observadores razões de sobra para alimentar a impressão de que sua candidatura é parte de uma estratégia urdida com o objetivo de provocar um segundo turno entre Flávio Dino e Roseana Sarney. Claro que na busca de se dar estatura política como candidato a governador, Ricardo Murad não admitirá que o seu projeto eleitoral seja uma carta com aquele objetivo. Ao contrário, com o ato político demonstrou que fará de tudo para convencer a todos de que sua candidatura é para valer e que ele vai para a briga disposto a atropelar quem se postar à sua frente, mesmo que seja a ex-governadora, caso ela venha mesmo a ser candidata.

Não há como desconhecer que ao lançar sua candidatura, mesmo sabendo o quanto são remotas suas chances numa corrida em que são linha de frente o governador Flávio Dino, a ex-governadora Roseana Sarney e o senador Roberto Rocha, o ex-deputado Ricardo Murad protagonizou um fato político importante, marcando o início da sua caminhada até a convenção do PRP, em julho ou agosto do ano que vem, que dirá se ele será mesmo ou não candidato para valer. Com vasta experiência de sucessos e tropeços nas searas políticas e eleitorais, Ricardo Murad sabe que se vier mesmo a confirmar sua candidatura como expressão de um pleito político e eleitoral autêntico, terá condições de sair das urnas ao menos como alvo de respeito. Mas se, por outro lado, estiver dando forma a um factóide, poderá sofrer danos irreversíveis à sua já polêmica imagem política.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Se ficarem onde estão, Andrea Murad pode ter de pedir votos para Roseana, e Souza Neto, para Flávio Dino

Andrea Murad e Souza Neto: situação embaraçosa no PMDB e no PROS
Andrea Murad e Souza Neto: situação embaraçosa se ficarem no PMDB e no PROS

Uma situação chamou atenção na reunião da Executiva do PRP para anunciar o ex-deputado Ricardo Murad como candidato a governador. Foi o anúncio feito pelo presidente do partido, empresário Severino Sales, de que a agremiação, mesmo tendo um candidato majoritário, não lançará candidatos ao Senado, preferindo concentrar esforços na montagem de chapas fortes para deputado federal e deputado estadual. Estranho que um partido que se dispõe a entrar numa guerra eleitoral com um candidato a governador como Ricardo Murad não agregue a essa chapa pelo menos um nome para disputar cadeira de senador. Nesse contexto, a curiosidade mais interessante foi o fato de a deputada Andrea Murad não ter deixado o PMDB e assinado ficha de filiação no PRP para fortalecer a proposta do partido de eleger o máximo possível de deputados estaduais e federais. Igualmente curioso o fato de o deputado Souza Neto não se desfiliar do PROS para reforçar a chapa de candidatos a deputado estadual do PRP. Se essas mudanças não ocorrerem, Andrea Murad terá de fazer campanha para a ex-governadora Roseana Sarney, porque o PMDB não aceitará que ela se engaje na corrida do pai por outro partido. A mesma situação envolve o deputado Souza Neto, que se permanecer no PROS, pode ter de pedir votos para o governador Flávio Dino, já que o partido hoje comandado pelo ex-ministro Gastão Vieira deve integrar a aliança liderada pelo PCdoB. Vale a pena aguardar o desfecho dessa equação.

 

Eliziane Gama reafirma sua candidatura ao Senado e espera contar com o PCdoB

Eliziane Gama: decisão de disputar uma cadeira no Senado
Eliziane Gama: expectativa de disputar uma cadeira no Senado com o apoio do PCdoB

Antes de embarcar para Brasília no início da semana, a deputada federal Eliziane Gama (PPS) reafirmou o que dissera à Coluna há três semanas e aos jornalistas que atenderam ao seu convite para almoçar no sábado (9): aconteça o que vier a acontecer, sua candidatura ao Senado é irreversível. A parlamentar popular-socialista tem motivos de sobra para fazer esse tipo de afirmação, sendo o principal deles as pesquisas que a apontam na liderança das preferências do eleitorado. Mesmo sabendo que os percentuais encontrados com muita antecedência podem emagrecer à medida que a campanha avançar – como aconteceu com ela própria na corrida para a Prefeitura de São Luís -, Eliziane Gama avalia que o cenário é bem diferente: são duas vagas, o que lhe dá uma vantagem expressiva se conseguir manter os percentuais de intenção de voto. A deputada acredita que sua posição será bem melhor for escolhida pelo governador Flávio Dino para ocupar uma das vagas de candidato a senador na chapa que o terá com o candidato à reeleição. É evidente que o Palácio dos Leões tem simpatia pelo projeto senatorial da deputada, mas por conta de outras postulações – os deputados federais Weverton Rocha (PDT), José Reinaldo Tavares (PSB a caminho do DEM), Waldir Maranhão (PTdoB) e, provavelmente, Márcio Jardim (PT) – tem dificuldade de firmar acordo com Eliziane Gama. Mas, independentemente dessas condições, a parlamentar do PPS se mostra determinada a entrar na briga por uma das vagas do Senado, nem que para isso tenha de fazer uma campanha solitária, fora de alianças, como fez em 2014, quando saiu das urnas como campeã de votos – mais de 140 mil – na corrida para a Câmara Federal.

 

São Luís, 12 de Dezembro de 2017.

Estouro de válvula na nova adutora do Italuís é politizado e expõe o jogo pesado da corrida pelo poder

 

Flávio Dino permaneceu mais de 15 horas no canteiro acompanhando os trabalhos de restauração da adutora
Flávio Dino permaneceu mais de 15 horas no canteiro cobrando e ouvindo explicações sobre o acidente e os trabalhos de retirada da válvula defeituosa 

A tensão política que domina o Maranhão com a aproximação da campanha para as eleições do ano que vem é tão forte que contamina até mesmo problemas de natureza estritamente técnica, como o estouro de uma válvula que impediu a entrada em funcionamento da nova adutora do Sistema Italuís, que vai ampliar o abastecimento de água em São Luís, hoje na iminência de entrar em colapso por escassez do chamado líquido precioso. A oposição aproveitou para explicar o defeito em uma das válvulas de pressão da adutora, localizada no trecho que corta o Campo de Perizes, que causou estouro da tubulação e a consequente interrupção da obra, como “incompetência” do governador Flávio Dino (PCdoB), que, por sua vez, chegou a chamar a Polícia Civil para investigar a suspeita de que o acidente poderia ter sido um ato de sabotagem. O fato é que o defeito técnico – que tirou de tempo o Governo e a população de São Luís e deu gás à Oposição e é responsabilidade exclusiva do fabricante da válvula – deflagrou uma batalha com ácidos petardos políticos entre e Governo e seus contrários.

As primeiras avaliações sobre o acontecido – que pode ser tranquilamente definido como um incômodo acidente -, logo mostraram que o Governo do Estado e o governador não têm qualquer responsabilidade direta no estouro da tal válvula, como também não foi encontrado qualquer indício de que o problema tenha sido resultado de um ato criminoso, ação de um sabotador antigovernista. Logo em seguida, técnicos experimentados chegaram à conclusão de que o que causou o estouro foi um defeito de fabricação na válvula da adutora, que funciona um mecanismo controlador da pressão da água, que é muito forte na dentro da tubulação da adutora. E ficou evidenciado que esse é um problema que diz respeito somente à empresa que forneceu o equipamento e à que responde pela sua instalação.

Não há que discutir o fato de que o Governo é o dono da obra, via Caema. Mas é também verdadeiro o fato de que ele não tem qualquer naco de responsabilidade direta no processo de implantação da nova tubulação. Como contratante, cabe ao Governo fiscalizar o trabalho das empresas contratadas via licitação, cobrar-lhes eficiência e o cumprimento do cronograma acertado – o que vinha acontecendo normalmente, diga-se. O acidente foi um imprevisto avassalador, pois não havia como Governo e empresas contratadas preverem-lo. Assim, tentar crucificar o governador por causa de um problema dessa natureza é, no mínimo, injusto e descabido. Afinal, o chefe do Poder Executivo maranhense é um ex-juiz federal e professor de Direito que abdicou da segurança da magistratura para brigar por mandatos e tem se revelado um gestor de ponta, eficiente, com os pés firmados no chão e, mais do que isso, sem qualquer manche ética ou moral no seu currículo. Isso não o isenta de críticas ou cobranças eventuais. Mas aponta-lo como responsável pelo estouro da válvula da nova adutora não faz sentido.

Por conta do adiamento do funcionamento integral da nova estrutura do Sistema Italuís, houve quem criticasse o secretário de Articulação Política e Comunicação pela eufórica campanha publicitária que vinha badalando a antecipação da conclusão da obra. Pode ter havido algum excesso de empolgação no anúncio da sua antecipação, mas ele foi feito com base em informações técnicas que garantiam o encurtamento do cronograma, o que isenta a área de Comunicação da acusação de irresponsabilidade e incompetência. Afinal, a obra vinha andando em ritmo acelerado, mas dentro de uma normalidade que não indicava qualquer indício de que um problema dessa dimensão poderia acontecer. O clima já era de comemoração, no Governo e nas empresas, já que a probabilidade de um defeito na tal válvula era absolutamente imprevisível.

Ao mesmo tempo, a Oposição não deve ser satanizada pela tentativa de tirar uma lasca da credibilidade do Governo do qual é uma adversária que não faz qualquer concessão. Qualquer manifestação de insatisfação, de crítica e de cobrança em relação ao que aconteceu com a nova adutora do Italuís será lícita, pois se enquadra exatamente no direito à liberdade de  expressão e pensamento assegurada pelo estado democrático de direito. Salvo, é claro, quando a metralha verbal descamba para a  irracionalidade, o que não foi o caso, mesmo com as distorções em relação ao governador do Estado.

Finalmente, não fosse o viés político que contamina fortemente as já muito conturbadas relações Oposição X Situação, o estouro da nova adutora repercutiria e provocaria cobranças, mas não na escala que marcou o acidente em Perizes. É a guerra pelo poder que começa a ganhar densidade e intensidade.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Waldir Maranhão não abre mão de ser um dos candidatos a senador na chapa Flávio Dino

Waldir maranhãom entra no PTdoB para ser candidato a senador
Waldir Maranhão cobra uma das vagas de senador na chapa de Flávio Dino

O governador Flávio Dino tem na mesa um problema político que exigirá dele muita habilidade, disposição para conversar e, sobretudo, paciência. É que deputado federal Waldir Maranhão meteu mesmo na cabeça que será um dos candidatos a senador na chapa a ser liderada pelo governador, avisando que disputará o mandato senatorial de qualquer maneira, nem que seja na contramão da posição do chefe do Executivo. Waldir Maranhão tem um pote cheio de argumentos para sustentar o projeto. O principal é o aparente, mas não formalmente sacramentado, aval do ex-presidente Lula da Silva, baseado nas desastrosas decisões tomadas pelo parlamentar para tentar salvar o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) durante o processo de impeachment, quando esteve temporariamente à frente da Câmara Federal. Waldir Maranhão avalia que pagou preço alto pelo episódio, e acha que a forma de ser compensado é sendo guindado a candidato a senador declaradamente apoiado pelo governador Flávio Dino.

 

Roberto Costa anuncia decisão de Michel Temer de autorizar Curso de Medicina para Bacabal

Roberto Costa: envolvimento politicamente correto com a crise em Bacabal
Roberto Costa: anuncia que Bacabal vai ganhar Curso de Medicina 

Só depende do interesse e a tomada de providências formais do prefeito Zé Vieira (PR) para que o Ministério da Educação inicie o processo de implantação do Curso de Medicina em Bacabal, um benefício que alcançará toda a Região do Médio Mearim. A boa nova foi anunciada ontem pelo deputado Roberto Costa (PMDB), pai do projeto, ao reportar que, atendendo a pedido formulado por ele, pelo senador João Alberto (PMDB) e pelo deputado federal João Marcelo (PMDB), em audiência no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer (PMDB) autorizou ao ministro da Educação, Mendonça Filho,  o desarquivamento do processo. Com a decisão presidencial abre caminho para que o processo volte a tramitar com vistas à sua concretização o mais breve possível. No seu discurso, o deputado Roberto Costa relatou que essa é uma luta que ele e João Alberto travam há quatro anos, ainda no governo da presidente Dilma Rousseff (PT), mas foi arquivado porque a Prefeitura de Bacabal não demonstrou o interesse devido nem tomou as providências necessárias para que o Ministério da Educação desse continuidade ao processo. O deputado Roberto Costa destacou que Bacabal vem aos poucos se transformando num polo regional de ensino de nível superior, abrigando várias instituições públicas e privadas, e que ganhará importância muito maior com o Curso de Medicina. “Agora é necessário que a Prefeitura de Bacabal, que o senhor prefeito, independente das questões políticas que estamos travando, faça a sua parte. O Ministério abriu o prazo e agora a Prefeitura de Bacabal precisa mostrar o seu interesse em fazer o cadastro e preencher todas as informações que o Ministério da Educação solicita. A autorização que era mais difícil, até pela reprovação dos outros processos, nós conseguimos, e agora precisamos que o prefeito de Bacabal faça a sua parte. Como eu tenho dito, as questões políticas se tornam pequenas, neste momento, porque a instalação da Faculdade Medicina, na cidade de Bacabal, será, Senhor Presidente, uma vitória para a cidade e para a região do Médio Mearim”, declarou o deputado Roberto Costa.

São Luís, 11 de Dezembro de 2017.

Candidatos a governador terão de portar as bandeiras dos candidatos presidenciais na corrida eleitoral de 2018

 

Flávio Dino
Flávio Dino portará a bandaira de Lula ou a de Ciro Gomes, Roseana Sarney levará a do candidato do PMDB, que pode ser Michel Temer, e Roberto Rocha portará a de  Geraldo Alckmin ao interior na campanha eleitoral

Todos os sinais observáveis no cenário da política brasileira indicam com clareza que as campanhas dos candidatos a presidente da República serão fortemente associadas às dos candidatos a Governos estaduais, também densamente ligadas às campanhas ao Senado. A crise política, moral e institucional que vem abalando o Brasil nos últimos tempos tem causado um enorme vazio de lideranças confiáveis, de modo que os aspirantes ao Palácio do Planalto terão de contar nos estados com líderes politicamente expressivos e eleitoralmente fortes, que os representem com entusiasmo e os apresentem ao eleitorado como o que há de melhor para o País. No Maranhão, o governador Flávio Dino (PCdoB) irá à guerra pela reeleição levando a bandeira do ex-presidente Lula da Silva (PT) ou de outro candidato de esquerda na hipótese de o líder petista ser impedido de concorrer. Se vier mesmo a ser candidata ao Governo do Estado, a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) portará o estandarte do candidato do PMDB, que pode ser o presidente Michel Temer, ou o de uma aliança apoiada pelo partido. O senador Roberto Roberto vai ornar seu palanque de campanha ao Governo com o pendão do governador Geraldo Alckmin, candidato definido do PSDB a presidente. Fora os três, correm rumores de disputas periféricas pela flâmula do deputado federal Jair Bolsonaro (Patriota), ao mesmo tempo em que não se tem qualquer indicativo sobre quem vibrará as bandeirolas com a Rede de Marina Silva no estado.

O governador Flávio Dino já definiu que fará sua campanha associada ao projeto de levar de novo o ex-presidente Lula ao Palácio do Planalto, tanto que iniciou a maratona quando trouxe, no início de outubro, o líder petista para encerrar em São Luís sua incursão pré-eleitoral no Nordeste com um ato político que levou milhares de militantes e simpatizantes a bradarem seus gritos de guerra em frente ao Palácio dos Leões. Depois daquele evento, Flávio Dino tem reafirmado sua identidade ideológica como um político de esquerda e consolidado sua posição no cenário político nacional como uma voz respeitada e de peso no combate ao projeto liberal apoiando um candidato de esquerda ao Palácio do Planalto. Se Lula não for o candidato, o governador do Maranhão deverá levará aos maranhenses de todos os rincões a bandeira do ex-governador Ciro Gomes (PDT), já definido e consolidado como candidato das esquerdas nessa hipótese.

No seu projeto de candidatura do Governo do Estado, a ex-governadora Roseana Sarney terá como locomotiva nacional a candidatura a ser apoiada pelo PMDB, seja a de um membro do partido, seja a de uma aliança à qual a agremiação pemedebista estiver associada. Não será surpresa, porém, que esse candidato vier a ser o próprio presidente Michel Temer, caso as melhorias na economia e os frutos de política de rigor fiscal recoloquem o Brasil na trilha do crescimento. A tese da candidatura do presidente parece hoje um absurdo diante da sua impopularidade, mas políticos experientes – o ex-presidente José Sarney (PMDB), por exemplo -, cientistas políticos que enxergam longe e marqueteiros tarimbados têm levado ao Palácio do Planalto estudos que apontam a candidatura do presidente à reeleição como uma possibilidade concreta. Independente do quem vier a ser o candidato presidencial do centro apoiado pelo PMDB, Roseana Sarney terá de levá-lo a todo o Maranhão.

O senador Roberto Rocha é, até aqui, o único candidato ao Governo do Estado com uma candidatura presidencial definida, que deve ser a do governador paulista Geraldo Alckmin, entronizado no sábado (9) como chefe maior dos tucanos e praticamente confirmado candidato do PSDB a presidente da República. (O prefeito de Manaus (AM), Arthur Virgílio avisou que disputará a indicação do Alckmin, mas é sabido que não tem a menor chance). Essa definição oficiosa, mas quase 100% certa, pelo governador paulista, dá a Roberto Rocha a chance de sair na frente na corrida para capilarizar o presidenciável tucano Maranhão adentro, à medida que ele próprio já está escolhido para ser o candidato do PSDB a governador. O desafio de Roberto Rocha é encontrar o discurso adequado para essa tarefa, já que mais identificado com Lula por conta das políticas sociais do seu governo, o eleitorado maranhense tem um pé atrás com presidenciáveis tucanos.

Chama atenção no contexto maranhense a falta de porta-bandeiras para a candidatura de Marina Silva, que é presidenciável confirmadíssima de sua Rede, embora haja rumores fortes de que a ex-senadora, que ficou em terceiro lugar no pleito presidencial de 2014, possa vir a liderar uma frente de esquerda e ganhar o apoio do governador Flávio Dino, caso o ex-presidente Lula não possa concorrer e o pedetista Ciro Gomes abra mão da candidatura em nome de uma aliança com a Rede, ou firmar uma aliança com o PSDB na hipótese de Michel Temer vir a ser o candidato do PMDB. Também não há definição ainda sobre quem vai portar bandeirola do candidato Jair Bolsonaro, embora algumas vozes da extrema direita já comecem a se manifestar.

Na opinião de observadores tarimbados, essas composições estarão definidas e sedimentadas até abril do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Carlos Brandão está fora do PSDB, sai de cabeça erguida, mas seu futuro ainda é incerto

Carlos Brandão: deve sair, mas leva respeito da cúpula nacional dos tucanos
Carlos Brandão: sai do PSDB de cabeça erguida, mas seu futuro ainda é incerto 

Como estava previsto – embora algumas vozes tenham tentado desenhar uma “reação” -, o vice-governador Carlos Brandão perdeu definitivamente o controle do PSDB no Maranhão, já tendo o inclusive anunciado a sua saída do ninho dos tucanos. A confirmação da reviravolta se deu, primeiro, quando o senador Aécio Neves, que mantinha Brandão no comando do partido no estado, caiu no limbo moral e perdeu as condições de liderar a agremiação. Com a posse do senador cearense Tasso Jereissati, o braço maranhense do tucanato foi tirado do vice-governador e entregue ao senador Roberto Rocha, que retornou ao partido depois de vários anos, e ao ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, que sempre foi tucano de proa, mas que perdera força no comando partidário depois de se entregar inteiramente à tarefa de governar a Princesa do Tocantins. Assim, de parceiro do governador Flávio Dino em 2014, o PSDB passa a ser um adversário aguerrido cuja campanha visará o Palácio dos Leões com Roberto Rocha e o Palácio do Planalto com Geraldo Alckmin. Carlos Brandão deixa o PSDB no bojo de uma conveniência partidária, na qual não se encaixou dada sua ligação política irreversível – pelo menos até aqui – com o governador Flávio Dino. Sai de cabeça erguida e politicamente bem maior do que quando entrou, com o cacife de sob seu comando o PSDB haver elegido 29 prefeitos em 2016, dos quais pelo menos metade poderá deixar o partido junto com ele. O problema da Carlos Brandão agora é saber se será de novo companheiro de chapa do governador Flávio Dino em 2018. Nos bastidores do próprio Governo muitas vozes garantem que Carlos Brandão não será candidato a vice-governador e que seu destino está ligado ao projeto senatorial do deputado federal José Reinado Tavares (PSB), a quem é ligado. Se José Reinaldo for mesmo candidato ao Senado, Brandão ser candidato a deputado federal. Se não, seu futuro é incerto. Mas há também quem garanta que, independente de conveniência eleitoral, o governador Flávio Dino manterá o vice-governador na sua chapa. Carlos Brandão não terá, portanto, aposentadoria política precoce.

 

Parricídio de Barra do Corda pode interromper ou alimentar trajetória de Rigo Teles

Rigo Teles pode ter carreira interrompida ou embalada com tragédia familiar
Rigo Teles pode ter carreira interrompida ou embalada com tragédia familiar

O assassinato do ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel mariano de Souza, o “Nenzim”, por Manoel Mariano Jr., o caçula dos seus três filhos, poderá se transformar no grande obstáculo ou, numa inversão radical, em gás para turbinar a trajetória política do deputado Rigo Teles (PV). Para muitos, o viés criminoso da sua família – evidenciado pelas acusações de acusações diversas que pesaram seu pai como prefeito e empresário, a condição de foragido de um irmão, Pedro Teles, acusado de ser mandante de assassinato e grilo de terra, e agora o chocante parricídio praticado pelo irmão Mariano Jr. – poderá se tornar um obstáculo político difícil de ser superado. Ao mesmo tempo, há quem veja nesse cenário cinzento o gás que poderá turbinar a trajetória de Rigo Teles, que se prepara para disputar o sétimo mandato de deputado estadual, uma sequência ininterrupta só alcançada pelo seu colega Stênio Rezende (DEM). Deputado nada afeito a gestos teatrais nem a discursos explosivos, Rigo teles é daqueles que cumpre à risca as regras da velha escola parlamentar de sentar sempre na bancada governista, de brigar por emendas e garimpar recursos para os municípios onde mantém bases eleitorais. Sarneysista de primeira hora, como foi o pai, atua em aliança permanente com o deputado federal Sarney Filho (PV). Discreto, fala mansa e com elevado índice de presença nas sessões plenárias da Assembleia Legislativa, o deputado Rigo Teles tem diante de si o desafio de sobreviver politicamente à tragédia familiar na qual parece ser o único sobrevivente em condições de seguir em frente.

São Luís, 10 de Dezembro de 2017.

Reforma da Previdência tira sono de congressistas, mas a maioria da bancada maranhense votará a favor

 

As bancadas maranhenses no senado e na Cãmara federal tem o desafio de se posicionar na
Bancadas maranhenses no Senado e na Câmara Federal tem o desafio de votar Reforma da Previdência

A Reformada da Previdência, proposta e defendida pelo presidente Michel Temer (PMDB) e avalizada por economistas renomados, empresários de todos os cacifes e líderes de diferentes áreas, mas também rejeitada por partidos e seguimentos de esquerda, líderes sindicais, economistas não liberais e muitas vozes da sociedade em geral, está tirando o sono da esmagadora maioria dos 593 congressistas – 512 deputados federais e 81 senadores -, entre eles os 18 deputados federais e os três senadores maranhenses. Nesse grupo especial de maranhenses envolvidos na questão, e cuja maioria se baseia nos argumentos do Governo Federal, é quase unânime a opinião de que, se mudanças profundas não forem feitas agora, em poucos anos começará a faltar de dinheiro para pagar aposentadorias, ao mesmo tempo em que o déficit, que já é de centenas de bilhões de reais a cada ano, será tão gigantesco que o Estado brasileiro não terá como administrá-lo, o que poderá levar o País à bancarrota. Ou seja, ou se faz a Reforma agora, mesmo que podando benefícios e direitos adquiridos, ou se fará mais tarde, só que em condições bem mais complicadas e dramáticas.

Os deputados federais e senadores maranhenses vivem o mesmo drama dos seus colegas de todo o país: por mais que se dobrem ao argumento de que a mudança nas regras previdenciárias é necessária, exatamente porque o tema parece antipopular e a insatisfação pode levar a maioria a reagir nas urnas. E como é sabido que o instinto mais aguçado dos políticos é o da sobrevivência, alguns preferem deixar tudo como estar e colocar o Brasil na rota do precipício do que correr o risco de se dar mal nas urnas. Esse clima decorre também do fato de que o Governo está perdendo a batalha da comunicação, à medida que a campanha que deflagrou para convencer os brasileiros não é convincente, e os porta-vozes do palácio do Planalto parecem tímidos e inseguros quando enfrentam as câmeras para falar do assunto.

Até aqui, a posição da bancada maranhense é de maioria favorável às mudanças, mesmo com alguns congressistas discutindo esse ou aquele ponto isolado. Os senadores João Alberto (PMDB) e Edison Lobão (PMDB) seguirão a orientação do seu partido e votarão a favor, devendo acontecer o mesmo com o senador Roberto Rocha (PSDB). Já entre os deputados federais o quadro é o seguinte, segundo levantamentos informais feitos até ontem:

Pedro Fernandes (PTB) vai seguir a orientação do seu partido, que fechou questão a favor da Reforma. Hildo Rocha (PMDB) e João Marcelo (PDB) e Alberto Filho (PMDB) seguirão a orientação do comando pemedebista. Cléber Verde vota a favor por orientação partidária e por convicção. Juscelino Filho (DEM) também seguirá orientação do partido, que é a favor.

Aluísio Mendes (Podemos), Deoclídes Macedo (PDT), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS), José Carlos (PT), Luana Costa (PSB), Rubens Jr. (PCdoB) e Waldir Maranhão (PTdoB) são contra e devem manter suas posições.

André Fufuca (PP), José Reinaldo (PSB), Júnior Marreca (PEN) e Victor Mendes (PSD) se mantêm ainda no campo da indefinição, mas a expectativa é a de que votem a favor.

O problema dos senadores e deputados maranhenses é o receio de uma reação negativa do eleitorado que os estigmatizem durante a campanha eleitoral. Esse sentimento é fortalecido com o fato de que alguns membros da bancada andaram amargando protestos e vaias em bases eleitorais por causa do voto que deram a favor da Reforma Trabalhista. Na maioria dos casos os apupos foram armados por adversários, que decidiram tirar proveito da situação. Parte dos deputados e senadores têm posições bem definidas a favor e contra e as manterão nas votações, independente dos desdobramentos que seus votos podem produzir durante a campanha eleitoral do ano que vem.

O fato é que, fruto da obstinação do presidente Michel Temer que, contrariando a lógica, está “aproveitando” sua impopularidade para fazer o que governantes preocupados com a reação nas urnas não fariam, a Reforma da Previdência, se aprovada, poderá até produzir consequências nas urnas, mas ninguém com bom senso duvida que cedo ou tarde ela colocará os que votarem a favor no patamar dos bons.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Conquista da Famem: PEC aumentará repasse do FPM e aliviará sufoco nas Prefeituras

Cleomar Tema e Edison Lobão na reunião da semana passada
Cleomar Tema e Edison Lobão atuação decisiva na aprovação  da Reforma da Previdência no plenário do Senado

O presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Cleomar Tema Cunha, caminha para fechar um dos anos mais bem sucedidos da entidade municipalista nos últimos tempos. Além de uma série de conquistas nos planos estadual e federal, ele contabilizou a aprovação, pelo Senado, na última quarta-feira (06), da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 29/17, que aumenta em 1º o valor dos recursos repassados às Prefeituras pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A decisão do Senado – que deverá ser acompanhada pela Câmara Federal ainda neste ano – garante que o aumento dos recursos entrará em vigor em outubro do ano que vem.

A PEC nº 29/17 foi uma iniciativa da Federação Nacional dos Municípios (FNM), mas a sua viabilização no Congresso Nacional foi possível, em certa medida, pelas articulações feitas pelo presidente da Famem junto ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Casa, senador Edson Lobão (PMDB), que prometeu colocá-la em pauta, o que aconteceu na semana passada, de modo que sua votação no plenário se desse nesta semana, o que aconteceu. A PEC, de autoria do senador paraibano Raimundo Lira (PMDB), foi aprovada pela unanimidade dos senadores em primeiro e segundo turnos e já seguiu para apreciação da Câmara Federal, que também deverá ocorrer o mesmo.

Para alcançar esse objetivo, que beneficiará os 217 municípios maranhenses, o presidente Tema Cunha integrou uma comissão de prefeitos que peregrinou por Brasília, reuniu-se com bancadas estaduais e conseguiu o aval das autoridades fazendárias para viabilizar o projeto. Nessas incursões, uma das reuniões mais importantes foi com o senador Edison Lobão, presidente da CCJ do Senado. Depois de ouvir os argumentos dos prefeitos, a começar pelos de Tema Cunha, Lobão se comprometeu a colocar o projeto em pauta, o que aconteceu há duas semanas, permitindo a votação pelo plenário da Casa na quarta-feira.

A PEC 29 garante às prefeituras o aumento em 1% do valor do FPM, passando dos atuais 24,5% para 25,5% a partir de setembro do ano que vem. Este reajuste aliviará a dramática situação financeira dos municípios maranhenses, nos quais serão injetados mensalmente recursos de R$ 157 milhões. “Trata-se de uma grande vitória para o movimento municipalista no país, em especial no Maranhão. O aumento destes recursos beneficiará, e muito, as prefeituras de nosso estado, que operam praticamente no vermelho e ainda convivem com o corte permanente de recursos”, avaliou Cleomar Tema.

José Reinaldo deve migrar para o DEM e consolidar sua candidatura ao Senado

José Reinado pode migrar para o DEM ou PMDB
José Reinado pode migrar para o DEM nos próximos dias

O deputado federal José Reinaldo Tavares deve encerrar sua pendência partidária nos próximos dias migrando do PSB para o DEM, pelo qual deve disputar uma cadeira no Senado. Com a migração, que já estaria decidida com apoio entusiasmado da direção nacional do Democratas e o aval discreto do Palácio dos Leões, o ex-governador encerrará um longo período de indefinição, que já vinha ameaçando sua condição de pré-candidato a senador, para colocar-se definitivamente na briga pela Câmara Alta. Mesmo tendo-o como voz dissonante em delicadas decisões no Congresso Nacional, como o seu voto favorável à Reforma Trabalhista, por exemplo, o PSB fez gestões para que o ex-governador permanecesse no partido, chegando mesmo a garantir-lhe a vaga de candidato a senador. José Reinaldo, porém, avaliou cuidadosamente o cenário e chegou à conclusão de que sua permanência no arraial socialista seria politica e eleitoralmente inviável. Ao migrar para o DEM, ele na verdade volta à sua casa partidária de origem, com trânsito na cúpula nacional e sem qualquer dificuldade para levar à frente o seu projeto senatorial. Além disso, leva para o DEM a possibilidade de o partido ter um senador eleito em 2018, já que sua candidatura é bem aceita pelo eleitorado, segundo têm mostrado as diversas o pesquisas que mediram recentemente a corrida eleitoral no Maranhão. Por outro lado, há quem diga nos bastidores que o deputado José Reinaldo pode permanecer no PSB, mas até onde a Coluna apurou seu destino será mesmo o DEM.

São Luís, 08 de Dezembro de 2017.

 

Flávio Dino tem pela frente o desafio de montar a chapa de senador sem abrir uma crise na aliança que lidera

 

Flávio Dino terá de escolher dois entre Weverton Rocha, José Reinaldo, Eliziane Gama, Waldir Maranhão, Márcio Jardim e Hilton Gonçalo
Flávio Dino terá de escolher dois entre Weverton Rocha, José Reinaldo, Eliziane Gama, Waldir Maranhão, Márcio Jardim e Hilton Gonçalo para corrida ao Senado

Se, de fato, fechou questão na escolha do deputado federal Weverton Rocha (PDT) como um dos candidatos ao Senado na chapa que liderará como candidato à reeleição em 2018, o governador Flávio Dino (PCdoB) preencheu uma vaga de candidato, deixando para mais tarde, provavelmente depois do Carnaval do ano que vem, a nada fácil tarefa de escolher o segundo postulante. Ele tem à sua frente nada menos quatro opções, três viáveis, uma com feitio de incógnita e a quarta apenas uma incômoda e remota possibilidade: o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares (que se encontra migrando do PSB para o DEM), a deputada federal Eliziane Gama (PPS), o deputado federal Waldir Maranhão (PTdoB), o ex-secretário de Estado de Esportes, Márcio Jardim (PT), e o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB), respectivamente. O governador terá de encontrar o ponto de equilíbrio da sua chapa ao escolher um desses nomes, já que no contexto da aliança partidária que lidera não existem outros nomes com peso político suficiente para encarar o desafio de enfrentar nas urnas pesos pesados da política como os já citados e o senador Edison Lobão (PMDB) e o deputado federal Sarney Filho (PV), atual ministro do Meio Ambiente, como seria o presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho (PDT), se a saúde permitisse.

O ex-governador José Reinaldo Tavares tem um amplo e sólido lastro político e, segundo as pesquisas feitas até aqui, está entre os nomes com maior potencial eleitoral. É politicamente leal e correto com o governador, mas tem mostrado uma distância imensurável em relação aos caminhos a seguir no pleno nacional, alimentando assim uma linha de ação absolutamente incompatível da cultivada pelo Palácio dos Leões. Fora as coisas do Maranhão, José Reinaldo e Flávio Dino em nada coincidem em matéria programática e ideológica, pois enquanto o governador rejeita ou questiona as ações e propostas do Governo do presidente Michel Temer (PMDB), José Reinaldo atua na Câmara Federal estreitamente afinado com o Palácio do Planalto, votando sempre de acordo com o PMDB e o PSDB. Há, porém, aliados de ambos – como o prefeito de Tuntum e presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha (PSB), por exemplo – trabalhando duro por uma conciliação, que começou a parecer possível nas últimas semanas.

A deputada Eliziane Gama parece a opção que mais agrada ao Palácio dos Leões. Ave solitária, que não faz parte de grupo, mas amealhou prestígio político surpreendente em três mandatos parlamentares, a ponto de ser hoje apontada nas pesquisas como o nome eleitoralmente mais forte no campo liderado pelo governador Flávio Dino, reunindo assim as condições de vir a ser a escolhida. O problema de Eliziane Gama é a inconsistência política, já que no plano nacional o seu partido, o PPS, é adversário do campo ao qual pertence o governador Flávio Dino e deve apoiar um candidato presidencial adversário do chefe do Executivo. Tal situação fragiliza a relação com o governador Flávio Dino, que parece simpatizar com o projeto senatorial da deputada, colocando-a numa posição privilegiada no contexto dos aspirantes que almejam se tornar senador. Eliziane pode se tornar candidata independente.

O deputado federal Waldir Maranhão entrou na corrida senatorial por uma série de acordos que firmou com o governador Flávio Dino, o ex-presidente Lula da Silva (PT) e a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quando esteve no comando da Câmara Federal. Sem espaço no PP, migrou para o PTdoB depois de perceber que, mesmo com o apoio de Lula, não teria espaço no PT. Continua mantendo um bom relacionamento com Flávio Dino, mas diante do fato de que o governador não o indicou para ser o segundo nome para senador na sua chapa, Waldir Maranhão tem dito e repetido a aliados que será candidato de qualquer maneira, com ou sem o aval do chefe do Executivo.

O surgimento do ex-secretário de Esportes, Marcio Jardim (PT) com 7% das intenções de voto entre os nomes citados na corrida senatorial o transformou numa possibilidade, que pode se tornar um projeto petista, ainda que dificilmente venha a ser o segundo nome do governador para completar a chapa majoritária. Por sua vez, o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, é, ao mesmo tempo, uma possibilidade remota e uma expectativa. Ele pertence ao PCdoB, mas seu discurso confronta fortemente o discurso do Palácio dos Leões, que o vê como um aliado incômodo e prestes a deixar o barco governista e associar-se politicamente ao deputado estadual Eduardo Braide (PMN), a quem apoiou em 2016 na corrida para a Prefeitura de São Luís.

Como se vê, o governador Flpavio Dino tem muito trabalho político pela frente, a começar pelo desafio de escolher dois candidatos a senador ser gerar uma crise que poderá ameaçar a estabilidade da aliança que lidera.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia Legislativa aprova mudança em regra de substituição e estanca crise

Roberto Costa teve Aval de Othelino Neto e Humberto Coutinho para propor a mudança
Roberto Costa teve Aval de Othelino Neto e Humberto Coutinho para fazer mudança

A aprovação, ontem, em 1º turno, do Projeto de Resolução Legislativa Nº 049/2017 sinalizou com clareza que a Assembleia Legislativa optou por destravar o processo de substituição de membros da Mesa Diretora em caso de vacância do cargo, evitando assim um confronto pelo poder no meio de uma corrida dos deputados pela reeleição. De autoria do deputado Roberto Costa (PMDB), que o apresentou de pleno acordo com o presidente Humberto Coutinho (PDT), afastado para tratamento de saúde, e com o vice-presidente no exercício da presidência, deputado Othelino Neto (PCdoB). Tomada em razão do estado de saúde do presidente Humberto Coutinho, que poderá retornar, mas também poderá se afastar em definitivo, caso suas dificuldades de saúde se prolonguem, a iniciativa de Roberto Costa simplifica a regra de substituição, instituindo que, em caso de vacância do cargo de presidente, em vez da realização de uma eleição para escolher o substituto, o vice-presidente assume a presidência automaticamente, abrindo caminho para que os demais membros da Mesa ascendam, de modo que o único cargo a vagar será o de 4º secretário, que será preenchido por eleição.

A nova regra evita que a Assembleia Legislativa instaure uma guerra pelo poder, como começou a ser desenhado quando a saúde do presidente Humberto Coutinho se agravou, tendo sua esposa, Cleide Coutinho, decidido a levá-lo para Caxias, onde está sendo tratado sem a pressão das visitas e dos acontecimentos políticos. Em meio à possibilidade de vacância do cargo de presidente, uns poucos deputados promoveram uma intensa, legítima, mas pouco ética, movimentação nos bastidores tentando definir uma candidatura para disputar o comando da Casa. A resistência física e moral do presidente Humberto Coutinho, o equilíbrio e a habilidade do presidente em exercício Othelino Neto e o tirocínio político do deputado Roberto Costa estancaram o clima de crise na raiz com a mudança da regra, que acabou aprovada pela maioria. E com isso o presidente Humberto Coutinho continua sua luta titânica contra um cruel processo infeccioso  e o presidente em exercício Othelino Neto segue em frente mantendo a Casa funcionando plenamente.

 

Assassinato de Nenzim causa forte impacto no meio político

Manoel Mariano: liderança política e negócios controiversos
Manoel Mariano: liderança política e negócios controversos

O Maranhão foi impactado ontem com a notícia do assassinato de Manoel Mariano de Souza, o Nenzim, empresário, pecuarista e político que governou Barra do Corda por três mandatos e cuja família se mantém nesse campo por meio do deputado estadual Rigo Teles (PV), que está no seu sétimo mandato. Manoel Mariano foi atingido por um tiro no pescoço quando se deslocava de Barra do Corda para a sua fazenda. Foi levado para o hospital, mas faleceu em seguida. O assassinato comoveu a cidade e a região central do Maranhão, onde o ex-prefeito era conhecido por sua liderança forte e pela fama de ser um homem de negócios que acumulou expressiva fortuna. O fato levou a Barra do Barra do Corda o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela, e uma equipe especial de delegados e agentes graduados para investigar o caso em busca dos criminosos.

Envolvido em negócios controversos e já tendo sido preso sob a acusação – não comprovada – de improbidade administrativa quando do prefeito de Barra do Corda, tendo inclusive sido preso pela Polícia Federal. Além do mais, um dos seus filhos, Pedro Teles, responde pela suspeita de ser o mandante de um assassinato. Por conta dessas situações, a Polícia trabalha com a certeza de que foi crime de encomenda, que será esclarecido mais cedo ou mais tarde.

O assassinato de Manoel Mariano causou forte impacto na seara política. O Governo do Estado se manifestou por meio da Secretaria de Segurança Pública, que divulgou nota lamentando o ocorrido e prometendo uma investigação ampla para solucionar o ato criminoso o mais rapidamente possível. Na Assembleia Legislativa, o plenário fez um minuto de silêncio em pesar pelo ocorrido, e o presidente em exercício Othelino Neto divulgou nota nesse sentido:

A Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão externa profundo pesar pelo falecimento do ex-prefeito de Barra do Corda e pai do deputado estadual Rigo Teles, Manoel Mariano de Sousa, mais conhecido como Nenzim. Ele foi alvejado por tiros, na manhã desta quarta-feira (6), na cidade de Barra do Corda.

Nenzim era considerado uma grande liderança política na região de Barra do Corda, cidade na qual foi eleito prefeito por três vezes, tendo deixado o último mandato em 2012.

No início da sessão desta quarta-feira, a Assembleia Legislativa solicitou, aos órgãos competentes, a imediata investigação deste bárbaro crime, ao tempo em que se solidariza com familiares, amigos e admiradores de Nenzim, e transmite as mais sinceras condolências por esta inestimável perda.

São Luís, 06 de dezembro de 2017

Deputado Othelino Neto
Presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Maranhão

Na mesma linha, o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Cleomar Tema Cunha, também se manifestou com a seguinte nota de pesar:

A Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (Famem) manifesta o mais profundo pesar pelo brutal assassinato de Manoel Mariano de Souza (Nenzim), ex-prefeito da cidade de Barra do Corda, pai do deputado estadual Rigo Teles e uma das mais expressivas lideranças daquela região.

Ao mesmo tempo em que se solidariza com a família do saudoso ex-prefeito, esta Federação  reivindica à Secretaria de Estado da Segurança Pública do Estado do Maranhão total empenho na elucidação do assassinato que deixou toda a sociedade maranhense chocada.

Prefeitos e ex-prefeitos maranhenses estão perplexos com o violento episódio, que deixa uma mancha de sangue na política do Maranhão.

São Luis, 06 de dezembro de 2017

Cleomar Tema Carvalho Cunha – Presidente

Até ontem à noite não havia novas informações sobre o caso e sobre o andamento das investigações.

São Luís, 06 de Dezembro de 2017.