Arquivos da categoria: Sem categoria

Com maranhenses divididos, Câmara vai decidir hoje o futuro do Distritão e do Fundo Eleitoral bilionário

 

bancada
Deputados maranhenses vão para decisão de hoje divididos quanto ao Distritão e ao Fundo bilionário

Por falta de consenso sobre a criação do Distritão e o Fundo Eleitoral bilionário, e por insegurança quanto ao quórum, a Câmara Federal adiou pela segunda vez e jogou para hoje o início da votação da Reforma Política. Os deputados federais do Maranhão se dividiram. E também sem conseguir acordos em relação às demais propostas, as lideranças parlamentares resolveram pisar no freio, tentaram enxugar o elenco de sugestões, e diante da falta de convergência, foram dormir admitindo que a Reforma Política pode naufragar e, salvo de algumas mudanças cosméticas, as eventuais alterações de peso na legislação eleitoral para as eleições de 2018 deverão ser feitas mais uma vez pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Durante as frenéticas negociações ocorridas ao longo de terça-feira, ficou claro que a improvisação é um risco político grave. Sem resultados, deputados da própria base do governo chegaram a dizer que é possível que nada, ou muito pouca coisa, seja modificada no atual sistema político.

As lideranças haviam agendado para ontem a votação dos dois mais polêmicos e discutidos itens da Reforma Política: o Distritão, que altera radicalmente o sistema de votação para a eleição para as Casas legislativas, acabando com o quociente e com a proporcionalidade, e o Fundo Eleitoral, que inicialmente seria de R$ 3,5 bilhões para financiar as campanhas. Diante das duras críticas feitas pelos mais diversos segmentos da sociedade, principalmente ao Fundo bilionário recheado com dinheiro público, as lideranças preferiram adiar a votação, correndo o risco de inviabilizar todo o processo e tudo continuar como está.

Sem de encontrar consenso para as sugestões que surgiram ao longo das intensas negociações de ontem, nenhum dos pontos mais ou menos alinhavados teria os 308 votos (60% das 513 cadeiras da Câmara) necessários para que a Constituição da República fosse alterada. O presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (DEM –RJ), garantiu quórum, mas diante do desentendimento generalizado em relação às propostas, preferiu desmobilizar o plenário e convocar os deputados para uma espécie de “tudo ou nada” nesta quarta-feira.

Com relação ao Fundo Eleitoral, a falta de consenso foi consequência direta da repercussão negativa da proposta, sobretudo porque os R$ 3,5 bilhões que seriam usados para bancar as campanhas sairiam diretamente dos cofres da República, dinheiro do contribuinte, numa época em que o País está mergulhado na mais grave crise econômica da sua História e quando as contas do Governo terão de amargar neste ano um rombo estimado de R$ 159 bilhões. Por sua vez, o Distritão é visto como uma “aberração” por muitos e como uma “solução parcial” por outros. A grita contra esse sistema de eleição – que acaba com o quociente eleitoral e o voto proporcional – vem principalmente contra os partidos nanicos, a maioria siglas de aluguel, que serão varridos do mapa político e eleitoral brasileiro se a regra de eleição dos mais votados entrar em vigor. Tentaram inventar o Distritão Misto, que permitiria também voto na legenda, mas as lideranças chegaram à conclusão de que a emenda seria pior que o soneto.

O próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que tem se desdobrado para viabilizar a Reforma Política, reconheceu não haver apoio para aprovar o Fundo bilionário nem o Distritão.

Caso as propostas de criação do Fundo e do Distritão sejam sepultadas, a Reforma Política será pífia, podendo se restringir à proibição das coligações na eleição de deputados e vereadores e ao estabelecimento de regras mais severas para conter a onda de criação de partidos – atualmente, existem 35 em funcionamento e 15 em processo de formação.

A ideia de fazer uma Reforma Política agora nasceu e ganhou embalo depois que o STF proibiu, em 2015, o financiamento empresarial das campanhas, regra que já valeria para as eleições municipais de 2016, que foi bancada apenas com financiamento público – Fundo Partidário, renúncia fiscal para a exibição da propaganda eleitoral por TV e rádio, com o autofinanciamento (dinheiro do bolso dos próprios candidatos) e com doações de pessoas físicas.

A impressão geral, inclusive entre os deputados e senadores maranhenses, é que, caso o Fundo Eleitoral não seja aprovado, a tendência é que congressistas turbinem o Fundo Partidário, elevando os atuais R$ 800 milhões previstos para os partidos para pelo menos R$ 1,5 bilhão.

Em Tempo: Para valer para o pleito do ano que vem, quando serão eleitos o presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, as regras terão de ser aprovadas pela Câmara Federal e pelo Senado da República até o dia 7 de outubro. Caso contrário, tudo permanecerá como está.

 

PONTO e CONTRAPONTO

 

Guerra no PSB vai continuar até Bira do Pindaré vir Roberto Rocha fora do partido

Bira do Pindaré quer Roberto Racha fora do PSB
Bira do Pindaré quer Roberto Racha fora do PSB

Errou quem pensou que a eleição do novo comando, tendo à frente o deputado estadual Bira do Pindaré, apaziguaria de vez o clima de tensão que vem há anos corroendo as entranhas do braço do PSB em São Luís. Não bastasse a vitória, que lhe permite assumir o controle do partido e dar as cartas de agora por diante, o grupo liderado por Bira do Pindaré empreende agora uma nova “cruzada”: excluir do partido o senador Roberto Roca e todo o seu grupo, ali representado pelo ex-vereador e ex-presidente do partido na Capital, Roberto Rocha Filho. E pelo tom das suas palavras quando lhe é perguntado sobre a permanência de Roberto Rocha na agremiação, Bira do Pindaré não vai descansar enquanto não vir o ex-aliado pelas costas. Isso ficou muito claro em entrevista que concedeu a programa da TV Difusora, na qual fez questão de tornar público que está em estado de guerra aberta contra o senador. E o fez referindo-se a Roberto Rocha de maneira contundente e beligerante “Ele contraria a orientação totalmente do partido e traiu os seus aliados aqui no Maranhão. Acho que o lugar dele é qualquer outro lugar, menos no PSB, essa é a minha visão sobre esse individuou. Espero que ele tenha bom senso e perceba que não há ambiente para ele dentro do PSB”, afirmou Bira.

O senador Roberto Rocha, que não costuma ficar calado quando é atingido por adversários, até agora não apertou o gatilho no sentido contrário.

 

Bom momento na Câmara Federal: André Fufuca presidindo e Rubens Jr. mostrando ganhos do Governo Dino

Andre Fufuca presidiu e Rubens Jr. discursou
Câmara: Andre Fufuca presidiu e Rubens Jr. discursou 

O Plenário da Câmara Federal registrou ontem, no meio da tarde, um momento em que a representação maranhense se destacou. Primeiro porque a sessão deliberativa estava sendo presidida pelo deputado André Fufuca (PP), que exerce o cargo de 2º vice-presidente da Casa. E, ao mesmo tempo, pelo contundente discurso feito pelo deputado Rubens Jr.,   vice-líder do PCdoB, sobre as conquistas do governador Flávio Dino ao longo dos seus 32 meses de Governo. No seu pronunciamento, Rubens Jr. relacionou avanços nas áreas de Saúde, Educação e Segurança. No campo da Saúde, o deputado relacionou os hospitais regionais que já estão funcionando em varias regiões. Sobre Educação, destacou o programa Escola Digna, que está erradicando escolas de taipa no interior do estado. E na área da Segurança, Rubens Jr. enfatizou os investimentos na estrutura das Polícias, com a compra de mais de 700 novas viaturas e armamentos, e a contratação, por concurso, de mais de dois mil policiais militares, o que elevou o efetivo da corporação ara 13 mil servidores.

 

São Luís, 23 de Agosto de 2017.

Em declaração surpreendente, Ciro Gomes aponta o tamanho político de Flávio Dino no cenário nacional

 

Flávio Dino é elogiado por Ciro Gomes durante encontro de economistas
Flávio Dino é elogiado por Ciro Gomes durante encontro de economistas em São Luís

“O Flávio Dino é a coisa mais importante que aconteceu na democracia brasileira”.

Não tivesse vindo ao Maranhão, ou, mesmo vindo, não tivesse pronunciado uma só palavra além daquelas, o ex-governador cearense e ex-ministro Ciro Gomes (PDT) já teria justificado sua passagem por São Luís. Sim, porque sua declaração, mais do que um agrado pessoal a um amigo, e de um afago para ganhar um aliado na corrida presidencial, foi também, de certa maneira, a confirmação da imagem com que o governador do Maranhão vem sendo aos poucos enxergado no meio político e nos segmentos formadores de opinião em todo o País. Muitos ainda duvidam, mais é, mais ou menos, como o governador maranhense é visto e avaliado fora do estado, mesmo entre os que estão política e ideologicamente em outros campos. O ex-governador do Ceará expressou, com um pouco mais de ênfase e entusiasmo, como é seu estilo, o que muitos já dizem dentro e fora do meio político, principalmente nas searas da esquerda e do centro.

Ciro Gomes esteve em São Luís para participar de um evento organizado por economistas e do XVI Congresso nacional da Juventude do PDT, realizado pela primeira vez em São Luís, mas como está em pré-campanha para presidente da República, uma avaliação nua e crua, descontando-se a ênfase e a boa vontade, revelou que ele enxerga no governador Flávio Dino uma liderança maiúscula. E, livrando-se dos clichês superficiais e cosméticos, e por uma ótica lastreada numa trajetória consolidada, primeiro como magistrado e depois como político, que o destaca como um dos homens públicos mais bem sucedidos da sua geração. Foi esse, em síntese, o recado que o ex-governador do Ceará pretendeu passar quando fez a contundente declaração sobre o governador do Maranhão, acrescentando: “Outros Flávios Dinos nós temos que produzir pelo Brasil afora”.

Com sua declaração, que ganhou tom bombástico no meio político local e invadiu a blogosfera como um rastilho de pólvora, Ciro Gomes conseguiu, por meio de um conjunto de frases, colocar o governador no epicentro da sua pauta em São Luís. O fez como se estivesse falando dele próprio quando despontou na política cearense pelas mãos do hoje chefe maior dos tucanos, senador Tasso Jereissati, mas de quem se afastou quando suas bússolas ideológicas entraram em choque: “Lá no Ceará, nós estamos bem posicionados há algum tempo. Mas o Maranhão, que é um estado extraordinário e de uma gente maravilhosa, vinha passando por momentos que não merecia. Aquilo parecia ser uma fatalidade da geografia, da condição física, nordestina, pré-amazônica do Maranhão, quando vem esse extraordinário juiz federal que trocou a toga pela militância política. Agora está se revelando um grande administrador”.

As palavras do ex-governador do Ceará, que hoje milita no PDT, foram festejadas por aliados e simpatizantes do governador, mas foram também recebidas com o nariz torcido por seus adversários, que preferiram silenciar, para não aumentar ainda mais a repercussão do enfático discurso. Afinal, não é comum um político em construção ser saudado por outro político que, com a força da sua juventude e com ações e atitudes desassombradas, teve o mérito de colocar a pá de cal no ancien regime que comandou a política cearense até meados dos anos 80 do século passado. Daí a avaliação de que o governador do Maranhão vem se consolidando como “um político extraordinariamente lúcido que pensa e discute o Brasil”. E que “não se deixou abater por uma tragédia familiar e transforma a vida pública na grande motivação da sua militância. Isso é que nos dá esperança”.

Com a lucidez muitas vezes questionada por ser expressa quase sempre em declarações destemperadas e cortantes, Ciro Gomes traduziu, à sua maneira, o tamanho político que o governador do Maranhão já alcançou na sua trajetória até aqui ascendente e bem sucedida.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Presidente da Assembleia Legislativa retoma ritmo intenso de trabalho parlamentar e político

Humberto Coutinho recebe visita de Ciro Gomes e a cúpula do PDT cúpula
Humberto Coutinho recebe o ex-ministro Ciro Gomes e a cúpula nacional do PDT

Humberto Coutinho vem imprimindo um ritmo de atividade política cada vez mais intenso, demonstrando, à sua maneira discreta e sem alarde, que está recuperando a forma depois de um período de convalescença de duas cirurgias. Além da agenda administrativa, na qual cuida para manter o funcionamento eficiente da máquina que move o Poder Legislativo, da rotina de conversas com deputados – que lhe levam assuntos ao mais variados – e dos frequentes encontros de trabalho que mantém com o governador Flávio Dino, como a agenda cumprida em Caxias há duas semanas, o deputado-presidente tem se dedicado também a compromissos político-partidários e assistência às suas bases políticas, sem perder o foco de que as eleições estão se aproximando. Em meio a essa maratona de compromissos, Humberto Coutinho tem tido sua ação polpitica e parlamentar reconhecida. Na sexta-feira, ele recebeu a visita do comando nacional do PDT e do ex-governador Ciro Gomes, que estavam acompanhados de líderes maranhenses do seu partido, como o deputado federal Weverton Rocha e o prefeito de São Luís, Edivaldo Jr., que foram convidá-lo para participar do XVI Congresso Nacional da Juventude do PDT.

Humberto Coutinho é surpreendido por visita cumprimentos de Flávio Dino e Cleones Cunha

Flávio Dino saúda o aniversariante Humberto Coutinho em ato-surpresa na Assembleia Legislativa
Flávio Dino saúda o aniversariante Humberto Coutinho em ato-surpresa na Alema

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), foi surpreendido ontem por um ato em que recebeu cumprimentos e saudações pela passagem de seu aniversário, em momento descontraído no Salão Nobre do Palácio Manoel Beckman, logo após a sessão plenária, no final da tarde. Foram cumprimentá-lo o governador Flávio Dino, o presidente do Poder Judiciário, desembargador Cleones Cunha, deputados, secretários, diretores da Casa e amigos. Ao lado da esposa Cleide Coutinho, que preside o Gedema, e familiares, o presidente Humberto Coutinho foi saudado pelo governador Flávio Dino e pelo desembargador-presidente Cleones Cunha. Na sua saudação, o governador Flávio Dino destacou a correção pessoal e política do presidente da Assembleia Legislativa, assinalando a sua eficiência e equilíbrio no comando da instituição, que é formada por diferenças visões, o que exige dele o exercício pleno da diplomacia, que produz bons resultados pela credibilidade que conquistou junto aos seus pares e parceiros políticos, resultando essa atuação na solução de conflitos. “Dentre as qualidades do presidente Humberto está a diplomacia e o trato com os parlamentares. Ele tem feito uma condução brilhante desta Casa. Além disso, é um ser humano fantástico. Vida longa, Humberto!”, exclamou o governador. O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão enfatizou a sua admiração pela pessoa do presidente da Assembleia Legislativa, com quem mantém uma sólida relação pessoal e uma convivência institucional equilibrada. Na sua avaliação, o deputado Humberto Coutinho é uma referência como político e como pessoa. “É alguém a quem nós devemos imensa admiração. Parabéns, presidente Humberto”, disse Cleones Cunha. Emocionado com a surpresa, o presidente Humberto Coutinho agradeceu as homenagens e a presença de todos. “Agradeço as homenagens de todos os amigos e, em especial, à minha esposa Cleide, que tirou um pouco do seu tempo para organizar esse momento muito especial para mim”, finalizou.

São Luís, 22 de Agosto de 2017.

PSB dá guinada à esquerda, elege Bira do Pindaré presidente e abre porta de saída para Roberto Rocha

 

Congresso do PSB festeja eleiççao de Bira do Pindaré; Roberto Rocha e José Reinaldo podem deixar o partido
Congresso do PSB festeja eleição de Bira do Pindaré; Roberto Rocha e José Reinaldo podem deixar o partido

A eleição do deputado estadual Bira do Pindaré para a presidência do PSB de São Luís, em congresso municipal do partido, é o desfecho natural de uma crise que vinha consumindo o braço do partido na Capital: o comando partidário foi entregue a um político perfeitamente identificado com a sua razão de existir. Ao mesmo tempo, embalou de vez a tsunami partidária que vem atingindo fortemente o senador Roberto Rocha, e pode fazer com que ele deixe a agremiação, como vem sendo desenhado desde que o candidato dele à Prefeitura da Capital, deputado Wellington do Curso (PP), que tinha como vice o vereador Roberto Rocha Júnior, não venceu a eleição.  Com a mudança de comando, o braço do PSB na Capital se alinha automaticamente ao comando estadual, mantido pelo prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que participou do evento. E, mais importante ainda, o PSB se enquadra integralmente na aliança comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Com o isolamento do senador Roberto Rocha, o Palácio dos Leões aguarda agora a definição do PSB em relação ao seu quadro mais importante: o deputado federal José Reinaldo Tavares, que também está procurando a porta de saída do partido.

Além de encerrar uma longa queda de braço entre os dois grupos, a mudança de comando no PSB produzirá desdobramentos politicamente importantes.

O primeiro será o desligamento do senador Roberto Rocha do partido, já que dificilmente ele permanecerá na legenda como um quadro sem comando e sendo obrigado a seguir as diretrizes ditadas pelo deputado Bira do Pindaré, seu mais duro adversário dentro do partido. O senador tem atuado na contramão do partido, dando no Senado votos que contrariam frontalmente a orientação partidária, como foi o caso da Reforma Trabalhista. As diferenças vêm aumentando à medida que o PSB direciona sua atuação mais à esquerda, o que não é seguido pelo senador Roberto Rocha, cujas posições indicam que eu ele é mais identificado com o centro. As diferenças com o partido aumentaram quando ele resolveu romper com o governador Flávio Dino e flertar com o PSDB, ao qual já pertenceu e presidiu no estado. Se Roberto Rocha deixar o PSB, como está previsto, levará junto um grupo de aliados, entre eles o empresário e ex-prefeito de Imperatriz, Ildon Marques.

Outro desdobramento será o fortalecimento político do deputado Bira do Pindaré, que vem de momentos de incertezas, tendo até examinado a possibilidade de retornar aos quadros do PT, de onde saiu. Agora que ganha estabilidade partidária, o deputado amplia seu espaço no grupo de aliados do Governo e certamente terá um papel destacado dentro da aliança que dá suporte ao governador Flávio Dino. No seu discurso como presidente municipal do PSB, Bira do Pindaré falou como pré-candidato a prefeito de São Luís em 2020, pleito que poderá disputar enfrentando o próprio senador Roberto Rocha: “Fui eleito e me coloco à disposição dos filiados, mas também de toda a população de São Luís, para que juntos possamos fazer uma política diferente, uma política realmente marcada pelo exercício da democracia, da transparência e da atuação que esteja ligada em atender aos interesses da população”.

A virtual saída do ex-governador e deputado federal José Reinaldo parece irreversível, e será consequência também da não identificação com a linha doutrinária do partido, o que o levou a se posicionar e a confrontá-la em várias votações decisivas no Congresso Nacional, como os votos favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e à Reforma Trabalhista, por exemplo. Se sair, com o está desenhado, o ex-governador levará com ele vários nomes de expressão, como o ex-presidente e atua chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares. José Reinaldo se prepara para desembarcar no DEM, com aval total dos caciques de Brasília.

Essas definições serão consumadas em pouco tempo, já que o prazo para filiação para quem quer disputar votos em 2018 termina no final de setembro. E nesse contexto, sob o comando do deputado Bira do Pindaré, o PSB vai sair um partido com uma identidade melhor definida, mas poderá emagrecer em matéria de quadros de expressão com o virtual desligamento do senador e do ex-governador e seus grupos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

“Projeto” de candidatar Dilma ao senado pelo Maranhão continua dando o que falar

Convite a Dilma Rousseff teria sido feito por Flávio Dino
Convite a Dilma Rousseff teria sido feito por Flávio Dino

O suposto e até agora não confirmado convite para que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) seja candidata ao Senado pelo Maranhão continua rendendo. Sem dúvida o mais barulhento factóide da política do Maranhão nos últimos tempos, o surpreendente projeto eleitoral apareceu como uma sugestão do secretário de Estado dos Esportes, Márcio Jardim, um dos mais destacados quadros do PT maranhense, gerando uma interessante celeuma nos bastidores da base governista. Agora, a revista Veja informa que o convite foi feito diretamente pelo governador Flávio Dino, que estaria disputando a candidatura da ex-presidente com o governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

Dificilmente esse projeto, se existir de verdade, vai ganhar consistência e ser viabilizado. Não se discute a importância política da ex-presidente da República, mesmo tendo deixado o Palácio do Planalto pela via de um impeachment absolutamente político e sem base factual para justificar as acusações, não seria fácil viabilizar uma candidatura tão estranha à realidade polpitica do Maranhão. Se de um lado a ex-presidente tem o crédito da ampliação dos programas sociais e outros investimentos importantes no Maranhão, por outro será alvo fácil para seus adversários, produzindo o risco de o governador Flávio Dino arcar com essa pesada e onerosa fatura política.

É aguardar para ver onde vai dar.

 

 Presidentes de Câmaras vão discutir os limites de sua atuação e criar entidade corporativa

Astro de Ogum, organizador do Seminário
Astro de Ogum, organizador do Seminário

São Luís terminará a próxima quarta-feira como berço de uma nova organização corporativa: a Federação das Câmaras Municipais do Maranhão – Fecam/MA, entidade representativa dos legislativos municipais. Segundo o seu propositor e avalista, o vereador e presidente da Câmara Municipal de São Luís, Astro de Ogun (PMN), “a ideia unificar e representar as reinvindicações das Câmaras, que têm problemas muito específicos em relação às gestões municipais, e fortalecê-las na discussão com as autoridades competentes”. A criação será o ponto alto do I Seminário de Gestores das Câmaras Municipais, por meio do qual presidentes dessas instituições pretendem definir melhor, e de maneira ais prática, o papel  das casas legislativas de base na vida institucional dos municípios. A pauta do evento prevê a discussão de temas importantes, como “O julgamento de Contas pelas Câmaras Municipais”, a ser abordado pelo procurador geral de Justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, e “O Poder Judiciário e julgamento das ações de improbidade administrativa no âmbito municipal”, cujo palestrante será o juiz Douglas Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos. A abertura do Seminário contará com a participação do governador Flávio Dino e do prefeito de São Luís, Edivaldo Jr, (PDT). Trata-se, sem dúvida, de uma boa oportunidade para que se esclareçam em definitivo os limites do poder de fogo das Câmaras Municipais, de modo a que os vereadores se enquadrem corretamente no papel institucional que lhes cabe na vida municipal.

 

São Luís, 21 de Agosto de 2017.

 

Visita de Lula ao Maranhão agita meio político e estimula a especulação de que ele pode encontrar Sarney

 

Lula na Bahia
Lula na Bahia: ex-presidente recebido com festa em Salvador, onde iniciou maratona

Em meio às inúmeras especulações que adornam a incursão política do ex-presidente Lula da Silva (PT) no Nordeste, iniciada ontem em Salvador (BA), já sendo marcada por polêmicas, uma delas, soprada pelo jornal Folha de S. Paulo, poderá dar muito que falar na passagem do líder petista em São Luís: a de que ele poderá ter um encontro com o ex-presidente José Sarney (PMDB). Sarney e Lula foram adversários, tornaram-se aliados a partir de 2002, estreitaram as relação durante os dois governos do petista, mantiveram-nas no primeiro Governo de Dilma Rousseff (PT), e as  romperam quando Sarney aderiu ao movimento do PMDB para derrubar a petista e voltar ao poder com a entronização do vice-presidente como titular no Palácio do Planalto. De lá para cá, o fosso que havia separando os dois foi reaberto, não havendo notícia de qualquer contato entre eles, salvo quando Sarney ligou para Lula quando da morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Chefes petistas dizem que a especulação da Folha não faz sentido e que a programação de Lula no Maranhão só prevê reuniões e atos com a presença do governador Flávio Dino (PCdoB), tido como o mais determinado aliado do PT no País.

Lula desembarcará em São Luís no dia 04 de setembro para cumprir uma agenda de eventos políticos, que só será encerrada na noite do dia 05 com um grande ato na Praça Deodoro. Seu primeiro compromisso ocorrerá na tarde do dia 04 e será um encontro com o governador Flávio Dino, no Palácio dos Leões. Na agenda informada ao comando estadual do PT não há qualquer menção a encontros políticos fora do roteiro, principalmente com o ex-presidente José Sarney. O comando estadual do PT não repudia ostensivamente a aliança – imposta por Lula e José Dirceu – que o partido manteve com o PMDB no Maranhão ao longo de mais de uma década – chegando a ter um dos seus líderes, Washington Oliveira, eleito vice-governador na chapa em que Roseana Sarney (PMDB) foi reeleita governadora em turno único na eleição de 2010 -, mas não admite sequer a possibilidade de voltar a conviver com o Grupo Sarney, principalmente depois do apoio ostensivo do ex-presidente e da ex-governadora ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Bombardeado de maneira intensa e inclemente pela chamada “grande imprensa” a partir da Operação Lava Jato, Lula vem ao Maranhão num  esforço para mostrar que está sendo alvo de uma tremenda injustiça,  reafirmar que está vivo e atuante, e consolidar a sua liderança visando a eleição presidencial de 2018, para a qual desponta como favorito. O ex-presidente sabe que tem força política gigantesca no estado, sendo embalado por pesquisas que o apontam com mais de 70% das preferências do eleitorado maranhense, sem dar chance a nomes como Marina Silva (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) ou Jair Bolsonaro (que procura um partido). Tem na sua conta corrente com os maranhenses milhares de cartões do Bolsa Família, milhares de unidades do Minha Casa, Minha Vida, e uma extensa lista de outros benefícios sociais que  criou com o objetivo de acabar com a fome e a miséria no Maranhão. Sua base de apoio político e pessoal no estado é sólida como uma rocha. E agora tendo o governador Flávio Dino como um fator agregador.

À primeira vista, nada justificaria uma visita do ex-presidente Lula ao ex-presidente José Sarney em meio a uma incursão dessa natureza. O líder petista nada teria a ganhar politicamente. Ao contrário, surpreenderia e decepcionaria os seus aliados, que não compreenderiam nem aceitariam tal gesto depois de tudo o que aconteceu desde que Sarney embarcou na onda que varreu o petismo do poder em Brasília. Deixaria o eleitorado atônito. Tal gesto deixaria ainda o governador Flávio Dino numa situação delicada, mesmo levando em conta sua capacidade de assimilação de golpes políticos e o nível de aproximação que construiu com o PT dentro e fora do Maranhão.

A experiência e a História têm mostrado que a política, por ser a arte da convivência de contrário, costuma produzir situações inimagináveis, como foi, por exemplo, a aproximação de Lula e Sarney no início do novo século, e que se transformou numa aliança que durou mais de uma década. Daí, mesmo levando em conta o terreno minado que hoje os separa, não será de todo surpreendente se Lula fizer algum contato com Sarney, ou for contatado pelo mesmo na sua passagem por São Luís. Se nada acontecer, tudo certo, a vida continua. Mas, se a especulação se confirmar, o fato terá carga simbólica pesada. E dará muito pano para as mangas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Madeira avisa que o PSDB poderá mesmo romper com Flávio Dino e seguir rumo próprio

Sebastião madeira quer o PSDB longe do palanque de Flávio Dino
Sebastião madeira quer o PSDB longe do palanque de Flávio Dino no próximo pleito

O aviso dado pelo ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, de que o PSDB não fará o papel “de paspalhão no palanque do governador Flávio Dino” dá consistência à tendência, que ganha força nos bastidores, de que os tucanos estão caminhando para romper a aliança com a aliança liderada pelo (PCdoB), isolar o atual presidente, o vice-governador Carlos Brandão, e entrar na corrida eleitoral com candidatos próprios ao Governo do Estado e às duas vagas no Senado. Madeira vem mantendo uma queda de braço com Brandão pelo controle do partido, e já teria obtido na direção nacional, onde tem força e prestígio, sinal verde para bombardear a aliança do PSDB com o PCdoB no Maranhão. Animado pelo crescimento do partido nas eleições municipais, tendo saído das urnas com 23 prefeitos – antes tinha apenas sete -, Brandão tem tentado convencer a cúpula nacional do partido de que no estado o melhor caminho é manter a aliança com o governador Flávio Dino. Só que nacionalmente o PSDB tem empreendido uma “cruzada” para varrer a esquerda, em especial o PT e o PCdoB, do mapa político, e nesse contexto não faz sentido manter o partido como linha auxiliar do PCdoB, ainda que tendo o posto de vice-governador. Brandão argumenta que se o partido confirmar a aliança, ele poderá continuar vice-governador, e se Flávio Dino sair das urnas reeleito, o seu vice, no caso ele próprio, assumirá o Governo em 2022, já que a tendência natural será o governador se desincompatibilizar para disputar uma vaga no Senado ou outro cargo de relevância política. Madeira mina essa argumentação insistindo na tecla de que o PSDB está se perdendo e saindo do seu eixo nacional. Ele acha que o partido deve se desvincular da aliança liderada pela esquerda e partir para um projeto próprio ou apara uma aliança com o seu atual aliado nacional, o PMDB. Dentro do PSDB maranhense, a maioria das lideranças abraça a tese do ex-prefeito de Imperatriz e do Instituto Teotônio Vilela, o braço ideológico dos tucanos. E ao subir o tom de voz, como fez em entrevista à Rádio Difusora, Sebastião Madeira sinaliza que se movimenta com o aval dos chefes nacionais do tucanato.

 

Academia Caxiense de Letras recebe novos membros e homenageia Vespasiano Ramos

Esfinge de Vespasiano Ramos vai para a praça
Esfinge do poeta Vespasiano Ramos vai para praça pública

A Academia Caxiense de Letras, que muitos cognominam Casa de Coelho Neto, abre suas portas neste sábado (19) para receber em grande estilo três novos imortais: a professora Jordânia Pessoa, o professor Carvalho Júnior e o arquiteto Ezíquio Barros Neto, eleitos pelo mérito das suas relações com a cultura e a literatura. Todos são autores de trabalhos publicados e, sem dúvidas, têm atuado para enriquecer a produção literária caxiense. Na ocasião, o acadêmico Antônio Augusto Ribeiro Brandão lançará o seu livro bilíngue “Desafios à Teoria Econômica/Challenges to the econmic theory”. No domingo, outra cerimônia será realizada na ACL, essa para apresentar a esfinge em homenagem ao poeta Vespasiano Ramos na praça que leva seu nome. Trata-se de um projeto idealizado pelo vice-presidente da instituição, o poeta Renato Menezes, e viabilizado por um esforço coletivo. Desenhado pelo arquiteto Ezíquio Neto e esculpido em bronze pelo escultor Eduardo Sereno, o monumento agrega uma placa onde estão relacionados, com plena Justiça, todos os que contribuíram para sua concretização. Com reuniões como a de hoje e iniciativas como a do poeta Renato Menezes de resgatar o poeta Vespasiano Ramos, a Academia Caxiense de Letras, sob a presidência do imortal Raimundo Medeiros, vai se consolidando como um braço efetivo e já essencial da cultura caxiense.

São Luís, 18 de Agosto de 2017.

 

Se não derrubar condenação, Stênio Rezende pode se aposentar precocemente da política

 

Stênio Rezende: condenação pode tirá-lo da política
Stênio Rezende: condenação pode tirá-lo da política estadual

Muito complicada a situação do deputado Stênio Rezende (DEM), condenado pela Segunda Seção do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e falsidade ideológica. Ele teve seus direitos políticos cassados por oito anos e vai pagar uma multa robusta aos cofres públicos. O caso foi relatado pela juíza federal Rogéria Maria Castro Debelli, que votou pela condenação e foi acompanhada pelos demais integrantes daquela Corte federal. Além do desgasto moral, a consequência mais severa será o confisco do seu título de eleitor, o que o impedirá de votar e ser votado nas eleições legislativas do ano que vem.

No processo – que corre em segredo de Justiça e estava pautado para o dia último dia 2, mas foi antecipado para ontem -, o Ministério Público Federal (MPF) acusa o deputado de ter inserido dados falsos na declaração de ajuste anual do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de duas servidoras comissionadas da Assembleia Legislativa do Maranhão (Maria Raimunda Melo França e Ana Carolina Urucu Rego Fernandes), então lotadas em seu gabinete, sem o conhecimento ou anuência destas. Ele também é acusado de se apropriar e desviar salários de outros funcionários lotados em seu gabinete. Outros dois servidores do seu gabinete, que teriam participado do esquema, foram enquadradas nos mesmos tipos de crimes.

Político experiente, nascido da guerra entre os Rezende e os Bandeira pelo controle político de Vitorino Freire, em meio à qual conquistou cinco mandatos no Legislativo estadual, Stênio Rezende é o que se pode identificar como um político com rara habilidade sem a qual não teria conseguiria construir a trajetória eleitoralmente vitoriosa, que o mantem na Assembleia Legislativa desde meados da década de 90 do século passado. Hoje, divide com o deputado Rigo Teles (PV) a honraria de ser decano do Poder Legislativo, condição que lhe dá alguns privilégios, como o de presidir sessões do parlamento na ausência de membros da Mesa, por exemplo.

Médico por formação e político por opção, Stênio Rezende viveu situações diferentes nesse quarto de século como deputado estadual, preferindo permanecer na seara estadual do que partir para uma aventura política federal, como fizeram colegas seus no primeiro mandato. Sua condenação pela Justiça Federal por conta dos crimes elencados pelo Ministério Público Federal ganha o peso de um grande desastre político, pois acontece no momento em que ele está comandando, juntamente com seu sobrinho, o deputado federal Juscelino Rezende Filho, uma ampla operação para reforçar o DEM no Maranhão. Ele assumiu o controle da sigla no estado, tirando-o do controle do deputado César Pires, que foi para o PEN, dando-lhe peso para voltar ao grupo dos grandes partidos no Maranhão, tendo para tanto total apoio do comando nacional da agremiação.

Nessa roda-viva de articulações, Stênio Rezende vinha tratando, com muito cuidado, do ingresso no DEM do ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares, que está a um passo de deixar o PSB e já teria definido o Democratas como o seu novo pouso partidário, tendo como garantia a vaga de candidato a senador em 2018. Foi por sugestão sua que o ex-governador esteve no Palácio dos Leões para conversar sobre o assunto com o governador Flávio Dino (PCdoB).

A condenação e a consequente suspenção dos seus direitos políticos por oito anos pode jogar por terra todo o esforço político que vinha fazendo para consolidar a sua posição de chefe maior do DEM no Maranhão. Se não conseguir reverter tal condenação, além de não poder participar das eleições de 2018 e 2022, corre o grave risco de perder o controle do DEM.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia Legislativa homenageia Uema por seus 35 anos de existência

leg
Foto 1 – Cúpulas da Assembleia Legislativa e da Uema na abertura da sessão de homenagem pelos 35 anos da instituição universitária maranhense. Foto 2 – Observado por César Pires, Gustavo Costa entrega comenda a Humberto Coutinho 

A Assembleia Legislativa homenageou ontem, em sessão especial, a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) pela passagem dos seus 35 anos. Proposta pelo deputado César Pires (PEN), que já foi reitor, a homenagem recebeu o apoio integral do presidente do Poder Legislativo, deputado Humberto Coutinho (PDT) e foi feita com a participação do reitor Gustavo Costa, pró-reitores, diretores, assessores, professores, servidores, além de ex-reitores. A sessão foi aberta com a exibição de um vídeo institucional mostrando a trajetória da instituição.

O deputado e ex-reitor César Pires (PEN) fez um pronunciamento contundente sobre a Uema e o papel que ela exerce na vida do Maranhão, destacando os desafios enfrentados e os avanços alcançados pela Universidade maranhense ao longo da sua trajetória. “Não há como negar este fato inquestionável: a Uema consegue contribuir de forma galopante para o desenvolvimento do Maranhão”, acentuou César Pires, lembrando as graves dificuldades que enfrentou no período do seu reitorado. O deputado fez menção especial aos dirigentes da Uema, destacando na pessoa do reitor Gustavo Costa, e aos professores e servidores.

– O mais importante de tudo é que, apesar de todos os obstáculos, vencemos a barreira da descrença. E digo mais: de tudo que fiz na minha vida, nada mais me orgulha do que ter sido reitor da Uema. Hoje celebramos 35 anos de muita glória, e fico feliz em saber que a minha história é parte também da história desta instituição”, assinalou César Pires.

Por sua vez, o reitor Gustavo Costa, ao agradecer a homenagem, assinalou que a Uema de hoje é uma grande Universidade. “E somos muitas universidades em uma só, pois a Uema é a cara do Maranhão”, salientou. O reitor frisou ainda que a Universidade Estadual detém o pioneirismo e a vanguarda em diversas áreas, sempre com a premissa de ampliar e melhorar a sua atuação. “A Uema avançou, progrediu pela vontade e pela coragem de mulheres e de homens que se uniram para dizer que a luta valia a pena e que os resultados justificariam a resistência. Cada professor, cada técnico-administrativo, cada estudante tem deixado, nesta instituição, as suas marcas e inteligências”, declarou o reitor.

 Humberto Coutinho homenageado com a Medalha Gomes de Sousa

Na mesma sessão em que a Assembleia Legislativa homenageou a Uema, o reitor Gustavo Costa entregou ao presidente do Poder, deputado Humberto Coutinho, a Medalha, honraria por meio da qual a instituição universitária reconhece a contribuição de personalidades ao processo de desenvolvimento da educação no Maranhão.  “O deputado Humberto Coutinho, ao longo de sua vida pública, tem prestado grandes serviços à causa da cidadania e da educação em nosso Estado”, declarou o reitor Gustavo Costa, justificando a homenagem.

Ao receber a homenagem, o presidente da Assembleia Legislativa foi tomado pela emoção e externou o sentimento com a franqueza de sempre: “Estou muito emocionado, porque eu me sinto muito satisfeito com esta homenagem. Afinal de contas, a Uema também faz parte da minha história. É uma instituição que já formou várias gerações. Formou e vem formando pessoas simples e humildes e, desta forma, vem melhorando o nível intelectual de cidades como Caxias, São Luís e outras localidades as mais diversas do nosso Estado”.

O deputado Humberto Coutinho disse que a homenagem é justa e, por isso, deve ser comemorada: “Basta citar um exemplo: os excelentes estudantes da Uema, que hoje são excelentes médicos, agrônomos, engenheiros, administradores e muitas outras categorias profissionais”.

Em Tempo –  A comenda homenageia Joaquim Gomes de Sousa, nascido em Itapecuru-Mirim (1829) e que foi figura singular e cultor das ciências e da matemática e modelo emblemático da investigação científica, que é função precípua da instituição universitária. Segundo o reitor Gustavo Costa, a comenda foi criada em 2003 por meio de uma Resolução aprovada pelo Conselho Universitário da Uema, que a instituiu como Medalha Gomes de Sousa do Mérito Universitário. Sua finalidade é “galardoar personalidades, de dentro e fora do território maranhense, merecedoras de particular reconhecimento por suas realizações nas áreas da educação, da cultura, da ciência, das artes e da tecnologia”.

São Luís, 18 de Agosto de 2017.

 

 

Encontro de José Reinaldo com Flávio Dino poderá definir o futuro da candidatura do ex-governador ao Senado

 

José Reinaldo e Flávio Dino posam descontraídos no Palácio dos Leões
José Reinaldo e Flávio Dino posam descontraídos no Palácio dos Leões

O ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB) fez ontem um movimento decisivo para definir as condições em que disputará uma cadeira no Senado da República. Ele esteve no Palácio dos Leões para um encontro com o governador Flávio Dino (PCdoB), para colocar as cartas na mesa, discutir e, se possível, superar divergências e, dependendo do resultado, sair do Palácio dos Leões com a certeza de que não terá o poder de fogo político do Governo contra a sua candidatura, por considerar o seu pleito politicamente legítimo e eleitoralmente viável. Pouco ou nada vazou da reunião, mas a julgar pelo que a Coluna ouviu de algumas fontes, não houve definição, mas uma larga janela foi aberta para novos conversas. A um interlocutor habitual, José Reinaldo disse apenas que continua firme como aliado político do governador Flávio Dino, e que sua candidatura está de pé e é irreversível, conte ou não com as bênçãos Palácio dos Leões.

O encontro do deputado José Reinaldo com o governador Flávio Dino poderá ter resolvido dois focos de tensão nas suas relações políticas. O primeiro são os choque de posições políticas, ideológicas e doutrinárias que os vêm colocando em campos opostos desde o início do atual Governo. As propostas feitas pelo ex-governador para alavancar a economia no Estado se chocaram frontalmente com as que o governador tinha em mente, e esses choque foi a largada para o início do distanciamento. Ao mesmo tempo, José Reinaldo – que mesmo pertencendo aos quadros do PSB, é um político claramente de centro, com forte inclinação à direita, o oposto da postura da linha de esquerda  moderada praticada por Flávio Dino.

O viés ideológico do ex-governador, que causou forte contrariedade no Palácio dos Leões, ficou evidenciado nas posições que ele defendeu no Congresso Nacional: votou pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, apesar dos apelos do governador para que votasse contra; votou contra a autorização para investigar o presidente Michel Temer, quando o Palácio dos Leões torcia pelo contrário, e deu voto favorável à Reforma Trabalhista, na contramão do governador e as forças que comanda. Esses e outros exemplos cavaram um largo e profundo fosso separando os dois líderes no campo político e ideológico, tornando complicada sua convivência  e praticamente inviabilizando o apoio do governador ao projeto senatorial ao ex-mandatário.

Aos 76 anos e com saúde em plena forma, José Reinaldo Tavares tem na candidatura a senador o que provavelmente será sua última cartada política, pretendendo com o mandato encerrar sua invejável trajetória de homem público, durante a qual construiu um currículo que inclui secretarias de Estado, direção geral do DNOCS, a presidência da Novacap, a superintendência da Sudene, o Ministério dos Transportes, deputado federal, vice-governador e governador. E no campo político, se movimenta com a autoridade e o cacife de quem rompeu com o Grupo Sarney e viabilizou a grande virada política no Maranhão com a eleição de Jackson Lago (PDT) sobre Roseana Sarney  (PMDB) em 2006.

Além das diferenças com o chefe situacionista, José Reinaldo enfrenta um complicado problema partidário, exatamente por ter atuado na contramão do que orientou o PSB, o que tornou inviável a sua permanência no partido. Seu encontro com o governador tem a ver também com o seu provável ingresso no DEM, que hoje faz parte da base da base partidária liderada pelo chefe do Executivo. No plano nacional, o virtual ingresso de José Reinaldo no DEM é avalizado com entusiasmo pela cúpula do partido, já que, a rigor, se trata da volta de um filho à casa paterna. Os chefes do DEM no Maranhão sugeriram que José Reinaldo fosse ao governador para informar sua disposição de ingressar no partido e ser seu candidato ao Senado. O desfecho da negociação do ex-governador com o DEM indicará o resultado da conversa com o governador.

Em resumo: a ida de José Reinaldo ao encontro do governador Flávio Dino no Palácio dos Leões indicará o rumo que tomará a candidatura do ex-governador ao Senado, definindo também o seu futuro político.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Governistas relaxam denúncia e levam governador Flávio Dino a liderar reação

link

O Palácio dos Leões resolveu declarar guerra contra a Oposição no caso da denúncia segundo a qual a Secretaria Estadual de Saúde estaria pagando aluguel de um prédio onde funcionará o Hospital de Cirurgia e Traumatologia. A denúncia foi feita pela deputada Andrea Murad (PMDB), na semana passada. À exemplo do caso do prédio onde funcionaria uma unidade da Funac, alugado a um engenheiro filiado ao PCdoB e que estava vinculado por assessoramento a um órgão estadual, o Governo não deu muita importância, fazendo inicialmente uma defesa sem muita reocupação. Ocorre que a Oposição, ao perceber a falta de interesse no rebate, decidiu aproveitar o clima e avançar no ataque, usando o poder de fogo midiático do Grupo Sarney e envolvendo a Rede Globo. Na sua edição de ontem, o Bom Dia Brasil, da Rede Globo, jogou o assunto em rede nacional e com tintura de escândalo, com direito inclusive a comentário debochado de apresentador em rede social.

O balão criado pela ação da Oposição levou o Governo a reagir em bloco, num movimento liderado pelo próprio governador Flávio Dino, que em duas “tweetadas” disse o que precisava, e que se tivesse sido dito em resposta à denúncia inicial, teria inibido a ação oposicionista. A manifestação do governador ganhou repercussão na Assembleia Legislativa, onde os mais destacados líderes governistas, a começar pelo deputado Othelino Neto (PCdoB) e Rogério Cafeteira (PSB), que dissecaram o assunto, dando voz a outros deputados alinhados ao Palácio dos Leões. A reação governista repercutiu ontem no Bom Dia Brasil, que tentou mascarar as informações do Governo, mas foi obrigado a mostrar, com visível contragosto, que nada há de errado no contrato de aluguel nem na reforma do prédio, pois não havia como reformar o prédio e adequá-lo para ser um Hospital de Cirurgia e Traumatologia de extrema importância no Sistema Estadual de Saúde.

O episódio, que ainda deve render rescaldos sem importância, deixou claro que as áreas de comunicação e articulação na Assembleia Legislativa não se comunicaram como deviam e esse desajuste criou um embaraço desnecessário ao Governo e ao governador.

 

João Alberto pede centros de hemodiálises no Maranhão

João Alberto comemorou decisão do Conselho a favor de Aécio Neves
João Alberto comemorou decisão do Conselho a favor de Aécio Neves

O senador João Alberto (PMDB) pediu que o Governo Federal faça investimentos urgentes para aumentar o número de postos de hemodiálise no estado, onde há apenas 15 unidades para atender 2.240 pacientes com doenças renais crônicas. Num discurso sem tom de crítica, mas de uma cobrança equilibrada, ele observou que essas pessoas têm duas opções: ou se submetem a um transplante de rim ou às sessões de hemodiálise, que as mantêm conectadas por horas, em dias alternados, a uma máquina filtradora de sangue.

João Alberto lembrou que o problema de falta de vagas não é exclusivo do Maranhão e se estende por todo o Brasil. E o pior, acrescentou, é que tende a se agravar, segundo os especialistas.

— Nossa população está cada vez mais velha e duas das doenças mais frequentes nos dias de hoje, hipertensão e diabetes, estão diretamente relacionadas à doença renal. Sem ações preventivas que estimulem um estilo de vida mais saudável, milhões de brasileiros e brasileiras poderão se somar às fileiras daqueles que hoje penam para receber um tratamento mais apropriado e tempestivo — declarou.

Em informação recente, o Governo do Estado infirmou que está investindo na construção e implantação desses portos, parte dos quais deverá entrar em funcionamento ainda neste ano.

São Luís, 17 de Agosto de 2017.

Factóide ou não, proposta de lançar Dilma ao Senado pelo Maranhão agitou o cenário político estadual

 

Dilma Rousseff é sugerida por Márcio Jardim para fazer dobradinha com Weverton Rocha
Dilma Rousseff é sugerida por Márcio Jardim para fazer dobradinha com Weverton Rocha na corrida ao Senado

A explosiva tweetada do secretário de Estados dos Esportes e Juventude, Márcio Jardim sugerindo que a candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado pelo Maranhão sacudiu o meio político, mas também revelou que o Palácio dos Leões ainda não bateu martelo a respeito de quem será o candidato do movimento liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) à segunda vaga de senador. A “sugestão” de Márcio Jardim pode ser interpretada por diferentes vieses, mas o que importa mesmo é saber se ele jogou seu “coquetel molotov” num movimento pessoal, do tipo “E se colar?”, ou se foi acionado para jogar a isca e estudar a reação. A iniciativa política do secretário dos Esportes e Juventude acontece exatamente no momento em que o meio político e o eleitorado mais esclarecido e interessado aguardam a decisão do governador Flávio Dino sobre quem comporá a chapa governista junto com o deputado federal Weverton Rocha (PDT), cuja candidatura parece já ter ganhado a condição de fato consumado. É sabido que o governador está sob pressão para definir o nome, mas vem usando a cautela e o desenrolar dos fatos políticos para chegar a uma solução que seja eleitoralmente viável, consciente de que nesse jogo não há lugar para aventuras nem amadorismo.

Militante de tempo integral saído do Movimento estudantil e com trajetória marcada por um discurso duro e agressivo contra adversários, mas com a autoridade de haver liderado, junto com o secretário Francisco Gonçalves (Direitos Humanos), a banda do PT que não aceitou compor com o Grupo Sarney e fechou com Jackson Lago e com Flávio Dino, Márcio Jardim tem clara noção da complexidade da situação que envolve o governador Flávio Dino e projeto de poder que ele lidera. Daí ser no mínimo surpreendente que tenha sugerido a candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff sem qualquer sinal de anuência do governador, sobre quem pesa a responsabilidade de escolher e embalar o segundo candidato da aliança.

Trata-se de um projeto arrojado, que de cara será comparado ao que elegeu, de maneira traumática, magnata da imprensa Assis Chateaubriand e que em nada beneficiou o Maranhão. Mas essa comparação poderia ser compensada coo fato de o ex-presidente José Sarney (PMDB) teria do politica e eleitoralmente para o Amapá, por onde exerceu dois mandatos.

Se candidata ao Senado pelo Maranhão, Dilma Rousseff entraria com alguns argumentos de peso: venceu as duas eleições presidenciais no estado com larga vantagem, aumentou expressivamente o programa Bolsa Família, tendo também incrementado outros programas – “Minha Casa, Minha Vida”, por exemplo –  no Maranhão. Vale destacar que ela foi parceira de primeira linha dos governos de Roseana Sarney (PMDB) e vinha acertando o passo com o governador Flávio Dino, que assumiu publica e enfaticamente a sua defesa, correndo todos os riscos de ter seu prestígio arrastado na derrocada da líder petista com o processo de impeachment. Por outro lado, Dilma Rousseff poderia sofrer a rejeição por ser “estrangeira”, com pouca ou quase nenhuma afinidade cultural e política com o estado, o que obrigaria a fazer uma campanha de jogo aberto, explicando que sua candidatura não seria exatamente uma declaração de amor pelo Maranhão, mas uma conveniência política justificável pelo quadro político nacional.

O projeto poderia também ser comparado ao que elegeu, de maneira traumática, magnata da imprensa Assis Chateaubriand e que em nada beneficiou o Maranhão. A outra seria com a do ex-presidente José Sarney (PMDB), que num movimento inverso – e a contragosto, vale lembrar -, migrou politica e eleitoralmente para o Amapá, por onde exerceu dois mandatos consecutivos. Mas são situações e contextos completamente diferentes que, mesmo cabendo a lembrança como ilustração de que a migração não seria inusitada, é possível, não há semelhanças que justifiquem comparações.

Um extenso elenco de nomes já foi especulado para ser o segundo candidato a senador pela Situação: o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT), o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSB), a deputada federal Eliziane Gama (PPS), o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), e o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB). Com exceção de Humberto Coutinho – que despontava como nome forte, mas teve de se afastou da corrida por problemas de saúde -, nenhuma dessas candidaturas ganhou fôlego como a do ex-governador José Reinaldo Tavares, mas por motivos os mais diversos, não ganhou o apoio leonino e corre o risco de ser inviabilizada.

Seja como uma sugestão viável, um balão de ensaio ou um factóide sem futuro, o nome da ex-presidente Dilma Rousseff surge num contexto em que, por mais estranha que possa parecer, faz algum sentido. E pode até mesmo contar com a simpatia do Palácio dos Leões, ainda que pareça diferente num estado em que a política é decisiva e que vive um agitado e saudável momento de transição. Mas também deve entrar com o lombo preparado para apanhar muito.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Maioria da bancada maranhense vai aprovar Distritão e Fundo de R$ 3,5 bi

bancada
Bancada maranhense

A Câmara Federal deve votar hoje a Proposta de Emenda Constitucional que institui novas regras eleitorais. Os dois itens mais visíveis são o Distritão, que elimina o conceito de proporcionalidade nas eleições legislativas, e o Fundo de Financiamento Eleitoral, que prevê R$ 3,5 bilhões de dinheiro do contribuinte para financiar as campanhas eleitorais. A bancada maranhense não definiu uma posição de unanimidade em relação às duas propostas. Há um entendimento maior em relação ao Distritão, que deve ser aprovado por todos os integrantes da bancada, podendo essa unanimidade ser quebrada por um ou dois votos. Divergências maiores dizem respeito ao Fundão, tendo deputados que o aprovam integralmente, outros que o aprovam, mas acham o valor muito elevado, e finalmente os que são contra. Mas uma coisa: com maior ou menor proporção, a maioria dos representantes maranhenses aprovará o Distritão e o Fundão.

 

Wellington do Curso silencia sobre proposta de instalar CPI da Saúde

Wellington do Curso: refletindo sobre propor CPI
Wellington do Curso: quer CPI

O deputado Wellington do Curso (PP) tem dado sinais de que recuou no seu arrojado projeto de instalar uma CPI para investigar supostas irregularidades n Sistema Estadual de Saúde. No final do semestre passado, o parlamentar se movimentou intensamente no plenário e nos bastidores da Assembleia Legislativa em busca de apoio à proposta de CPI. Chegou a conseguir um “número expressivo” de assinaturas, mas n.ao o suficiente para criar a Comissão. Foi para o recesso parlamentar avisando que voltaria à carga em agosto, certo de que conseguir instalar a CPI. Até agora não se manifestou sobre assunto.

 

São Luís, 16 de Agosto de 2017.

 

 

 

Flávio Dino e Roseana Sarney travam nas redes sociais guerra que ficará mais cruenta e decisiva na corrida eleitoral

 

Flávio Dino e Roseana Sarney deverão se enfrentar nas eleições do ano que vem
Corrida: Flávio Dino e Roseana Sarney já estão se enfrentando nas redes sociais

Essa oposição oligárquica presta enorme desserviço ao tentar sabotar o Maranhão com uma série interminável de inverdades e deturpações.Enquanto isso “tem obra em todo canto, tem obra e todo lugar”. E estamos ampliando os serviços públicos. Como a oligarquia nunca fez. Esses herdeiros da oligarquia ficam tristes porque todos seus prognósticos e “pragas” não se confirmam. Quando assumi, o Maranhão tinha R$ milhões e dívidas atrasadas que chegavam a R$ 800 milhões. Um caos. Mas sobrevivemos. Avante.

Resultado de quatro “tweets” postados segunda-feira (14) pelo governador Flávio Dino (PCdoB) como resposta direta a estocadas que ele e seu Governo vêm recebendo da Oposição mostram duas situações bem definidas. A primeira: o governador do Estado se mantém fiel ao uso intenso da sua mais eficiente arma para dizer o que pensa e, sobre tudo, para rebater ataques sistemáticos que recebe diariamente dos seus adversários. A segunda: a guerra que o governador Flávio Dino e seus adversários vêm travando nas redes sociais tende a se tornar mais dura e cruenta à medida que a corrida eleitoral se aproximar. E ao contrário do que aconteceu no período inicial do Governo, quando se desdobrava para “domar a fera” e dar forma e movimento ao seu projeto de Governo, o governador não mais reage irado, com faca nos dentes e sangue nos olhos. As reações de agora são mais tranquilas e carregadas com fortes doses de afirmações e ironia.

Nesse jogo de “bateu, levou”, na falta de malfeitos administrativos ou desatinos que possam render denúncias que estimulem o Ministério Público a infernizar o cotidiano no Palácio dos Leões, os adversários do Governo aproveitam qualquer indício, por mais tênue que seja, para transformá-lo em petardo incômodo, mesmo que venha se revelar um mero factóide. E o tema mais gerador desses ataques é o empréstimo contratado pelo Governo anterior ao BNDES e que resultou numa sobra de crédito de cerca de R$ 2 bilhões, dinheiro que o atual Governo vem utilizando, licita e corretamente, para financiar o seu programa de obras. Definitivamente transformado em pólvora, o empréstimo já foi explorado por todos os ângulos possíveis pela Oposição para atacar o Governo, que tem reagido duramente demonstrar que tudo não passa de um jogo com o objetivo de manchar-lhe a imagem.

Nessa guerra, os canhões virtuais alinhados à ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), operados por  meio de blogs comandados por jornalistas competentes e abastecidos por vozes que integram o núcleo mais próximo da cúpula do Grupo Sarney. O governador, por seu turno, se defende – e às vezes toma a inciativa de provocar -, via de regra desmontando os ataques e acusando os adversários de praticar jogo sujo, reações multiplicadas no mundo virtual por uma rede bem articulada de blogs, parte deles operados por bons e talentosos profissionais do jornalismo virtual.  A atuação dos dois lados é tão intensa e orientada que é difícil não enxergar a realidade por esse prisma. Esse cenário bem definido começa a dar sinais de que os dois exércitos, um comandado pelo governador Flávio Dino e o outro pela ex-governadora Roseana Sarney, se preparam para uma guerra, que deve ser o caráter de ser “a última das suas vidas”, exatamente porque dela sairá o comando do poder político e administrativo do Maranhão.

O texto que abre esse comentário é um “aperitivo” destilado e disparado pelo governador Flávio Dino, destinado a atingir o âmago do Grupo Sarney, numa resposta à afirmação, divulgada pela rede sarneysista dando conta de que a ex-governadora Roseana Sarney teria afirmado que quando olha para o governador Flávio Dino lembra-se do boneco Pinóquio. O petardo virtual é a certeza de que outros, muito mais ofensivos e danosos, ganharão as malhas e endereços nas redes sociais nos próximos tempos, causando danos e estimulando contra-ataques igualmente devastadores.

Efetivamente iniciada em 2006, quando os esquadrões comandados por Jackson Lago criaram a devastadora personagem “Rosengana” e a espalharam como veneno político nas redes naquele momento ainda em formação, a guerra virtual na política do Maranhão tende claramente a se consolidar de maneira irreversível como armas com grande poder de destruição de reputações. E pior – ou quem sabe melhor? -, sem os limites de uma legislação reguladora e restritiva à liberdade expressão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maura Jorge tem nome forte, mas há dúvidas sobre a sua candidatura do Governo do Estado

Maura Jorge: bom cacife e um projeto muito ousado
Maura Jorge: bom cacife e um projeto muito ousado

A ex-prefeita de Lago da Pedra e ex-deputada estadual Maura Jorge (Podemos) dá prosseguimento à sua agenda estadual, visitando Municípios, conversando com lideranças e tentando encantar o eleitorado com um discurso forte de pré-candidatura ao Governo do Estado e com seus faiscantes olhos azuis. A ex-prefeita se colocou no cenário político como uma opção para o Palácio dos Leões e avaliando que há um vazio de lideranças e que, ocupando esse espaço, poderá chegar à condição de principal servidora do Maranhão. Não se discute o direito e a legitimidade da ex-prefeita de Lago da Pedra de colocar sua caravana na estrada e se apresentar aos eleitores maranhenses como opção para a governança estadual. Ele tem todas as condições de seguir em frente e encarar as urnas.  Um aspecto da sua existência polpitica, porém, funciona como entrave ao seu ao mesmo tempo audacioso e ambicioso projeto de chegar ao Palácio dos Leões: a sua relação umbilical com o Grupo Sarney. Nascida de um dos troncos políticos mais importantes do interior do Estado, ele se criou política no Grupo Sarney. E mesmo agora, como pré-candidata, se mantém fiel ao seu berço, mas afirmando que nada a demoverá de disputar o Governo. E vem a pergunta: se Roseana Sarney for candidata, Maura Jorge seguirá com seu projeto? Muita gente acha que não. E os que dizem que sim o fazem levantando a suspeita de ser parte de uma estratégia destinada a beneficiar a ex-governadora pemedebista. Maura Jorge tem bom potencial político, pode seguir em tem frente, podendo chegar ao Senado, à Vice-Governadoria, à Câmara Federal, à Assembleia Legislativa ou aguardar para voltar à Prefeitura de Lago da Pedra, onde sua liderança é incontestável. Mas poderá sofrer desgastes se insistir nesse projeto governamental solitário.

 

Sebastião Madeira e Ildon Marques arquivam inimizade política e se juntam por Roberto Rocha

Imagem imoensável: Sebastião Madeira e Ildon Marques se juntam em torno de Roberto Rocha
Imagem impensável: Sebastião Madeira e Ildon Marques: juntos com Roberto Rocha

A política costuma surpreender, principalmente no que diz respeito às relações entre os seus contrários. Quem até pouco tempo imaginaria que os ex-prefeitos de Imperatriz, Ildon Marques (PSB) e Sebastião Madeira (PSDB) baixassem guarda, um em relação ao outro, para se sentar à mesa como velhos amigos e tentar viabilizar a candidatura do senador Roberto Rocha ao Governo do Estado. Ildon Marques são adversários desde a década de 80 do século passado, acirrando essa inimizade a cada processo eleitoral na Princesa do Tocantins. Disputaram três eleições pela Prefeitura – Marques ganhou uma e Madeira, duas -, e bateram de frente em quase todas as eleições que aconteceram nas últimas três décadas, tendo o primeiro se quase posicionado ao lado do Grupo Sarney, enquanto Madeira navegou demore na Oposição. A relação dos dois chegou ao nível mais crítico nas eleições municipais de 2000, quando, entre muitas bimbas, explodiu uma segundo a qual um pistoleiro teria sido contratado para assassinar Ildon Marques, que acusou Sebastião madeira de ser o andante. O caso ganhou repercussão nacional e transformou os dois em inimigos figadais e irreconciliáveis. Agora fora do poder e procurando construir caminhos e pontes para chegar às urnas, os dois ex-prefeitos se juntam, demonstrando que nada em política é definitivo.

São Luís, 15 de Agosto de 2017.

Com o apoio de Humberto Coutinho, Flávio Dino visita Caxias e mantém relação republicana com Fábio Gentil

 

Governador Flávio Dino e prefeito Fábio Gentil durante reunião em Caxias. Foto: Nael Reis/Secap
Na Prefeitura: Flávio Dino fala ladeado à direita por Tem Cunha (Famem), Weverton Rocha, e Antonio José Catulé, e à esquerda por Fábio Gentil, Humberto Coutinho, Paulo Marinho Jr. (vice) e Rubens Jr. . Na entrega de fardamento escolar, no Assunção Eventos, Flávio Dino e Humberto Coutinho entre professoras e estudantes

Terceiro maior e mais importante município do Maranhão, Caxias foi palco, sábado (12), de um exemplo de que é possível a convivência civilizada de contrários políticos quando os interesses da sociedade se impõem. Em visita de trabalho à cidade, o governador Flávio Dino (PCdoB) deu uma demonstração de civilidade política ao juntar forças adversárias para, sem abrir mão das suas posições nem dos seus aliados, se reunir com o prefeito Fábio Gentil (PRB), que é seu adversário político, e com o deputado estadual Humberto Coutinho (PDT), presidente da Assembleia Legislativa e, como ele próprio definiu, “co-piloto” do seu Governo.

Com habilidade, jogo aberto e sem demonstrar o mais leve sinal de tensão, o governador comandou dois eventos, um na sede da Prefeitura, recepcionado pelo prefeito Fábio Gentil, e com a presença do deputado Humberto Coutinho e lideranças dos dois grupos, e ali anunciou um pacote de obras e medidas administrativas importantes para Caxias. O outro aconteceu em seguida no Assunção Eventos, onde o governador foi recebido por Humberto Coutinho, que demonstrou a força da sua liderança com a presença maciça de correligionários, que acompanharam a entrega simbólica de 20 mil fardamentos para estudantes da rede escolar do Estado na Princesa do Sertão.

Na sua visita, o governador Flávio Dino comunicou aos caxienses que autorizou a construção de sistemas de abastecimento para resolver o problema da falta d`água nos povoados de Jabuti, Baú de Cima, Lagoa da Pindoba, Canto Virado e Pau Pombo. Entregou equipamentos agrícolas, anunciando também o pagamento da primeira parcela do fomento para famílias de agricultores que trabalham com a criação de aves caipiras. Anunciou a construção de 25 cisternas escolares em Caxias e 41 em outros Municípios do Leste. Junto com o presidente da Assembleia Legislativa, Entregou 20 mil fardamentos para estudantes da rede estadual de Educação em Caxias. Comunicou que o “Mais Asfalto” terá nova etapa para a cidade. E fez o anúncio mais esperado por muitos: o Governo do Estado vai aplicar anualmente R$ 8,1 milhões para melhorar o funcionamento da Maternidade Carmosina Coutinho, com repasses mensais de R$ 675 mil – a primeira parcela sai já nesta segunda-feira.

Vista pela ótica institucional, a visita a Caxias pode ser avaliada como um movimento institucional bem sucedido do Governo. Ao mesmo tempo, se encarada sob o aspecto político, ganha uma dimensão bem maior, porque a Princesa do Sertão é, provavelmente. O melhor exemplo de uma equação explosiva. O governador Flávio Dino tem o deputado Humberto Coutinho, de longe a maior liderança individual do Município, como o seu mais importante, leal e eficiente aliado. Do outro lado, tem no prefeito Fábio Gentil um adversário que, passadas tensões da campanha de 2016, vem emitindo sinais de que pode conviver com o Palácio dos Leões e, por via de alinhamento, com o presidente da Assembleia Legislativa. A relação tem, claro, momentos de altos e baixos, mas o seu desenrolar vem demonstrando que há nas três forças o interesse em se desarmar quando o interesse público está em jogo. E nesses movimentos, o deputado Humberto Coutinho, tem sido o seu maior construtor.

Com a liderança que exerce e a experiência que acumulou numa carreira de quase três décadas de mandatos sucessivos de prefeito e deputado estadual, Humberto Coutinho é o grande avalista das grandes conquistas alcançadas por Caxias nas últimas três décadas, principalmente nos períodos de Governo de José Reinaldo Tavares, Jackson Lago e Flávio Dino. Seu compromisso e envolvimento com as coisas da Princesa do Sertão aumentaram com a sua chegada à presidência do Poder Legislativo e com a condição de mais importante braço aliado do governador Flávio Dino. O caso da Maternidade Carmosina Coutinho, que pertence ao Município, é emblemático. Por conta de outros investimentos vultosos que faz na área de saúde em Caxias, o Governo estadual poderia esquivar-se de bancar parte do seu funcionamento, mas o governador Flávio Dino fez o contrário, e essa decisão teve o deputado Humberto Coutinho como o principal incentivador e avalista.

Alguns aspectos ficaram muito claros na bem sucedida e movimentada visita do governador Flávio Dino a Caxias. O primeiro deles é que o governador tem sido republicano na sua relação com adversários políticos. O segundo é que o prefeito Fábio Coutinho é um adversário de convivência possível, apesar das diferentes forçar que o apoiam. E o terceiro é que o deputado Humberto Coutinho continua como a mais acreditada liderança política de Caxias, com autoridade para avalizar e discutir decisões relacionadas com a população da Princesa do Sertão.

Em Tempo: A visita do governador Flávio Dino a Caxias foi fortemente marcada pela representação política. Foi destacada a presença do presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha (PSB), que além de prefeito de Tuntum, na região polarizada por Caxias, atua politicamente como aliado do governador e do deputado Humberto Coutinho, mas sem comprometer a relação municipalista com o prefeito Fabio Gentil. Integrou a comitiva o deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), coordenador da bancada maranhense no Congresso Nacional, juntamente com o deputado federal Weverton Rocha, que lidera a bancada do PDT na Câmara Federal, entre outras lideranças expressivas do município e da Região, secretários municipais e prefeitos da região, como os de Timon, Luciano leitoa (PSB), São João do Sóter, Joserlene Araújo (PSD), Aldeias Altas, José Reis (PP), de Matões, Ferdinando Coutinho (PSB) e Governador Eugênio Barros, Daluz (PMDB), entre outros.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Waldir Maranhão sai do PP, entra no PTdoB e pode ser candidato a senador apoiado por Lula

Waldir maranhãom entra no PTdoB para ser candidato a senador
Waldir Maranhão deixa o PP e entra no PTdoB para ser candidato a senador

O deputado federal Waldir Maranhão deixou o PP e se filiou ao nanico PT do B. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o ato de filiação foi consumado terça-feira (8) da semana que passou, e se deu mediante o compromisso de o partido lhe garantir legenda para que ele seja candidato a senador no pleito do ano que vem. Waldir Maranhão deixou o PP por conta de divergências que começaram quando ele contrariou o partido e, a pedido do governador Flávio Dino, votou contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PP), tenso a relação se tornado insustentável quando ele votou a favor da autorização para investigar o presidente Michel Temer (PMDB). Curiosamente, o PTdoB  integra oficialmente da base de apoio do presidente Temer. O Estadão lembra que Waldir Maranhão ficou conhecido nacionalmente após anular a sessão de votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2015, quando estava interinamente como presidente da Casa, em razão do afastamento do então presidente da Casa, o hoje ex-deputado preso Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Atualmente, reconhece que a decisão foi um “equívoco”, que quase lhe custou um processo de cassação. Nos bastidores, vinha correndo a especulação segundo a qual Waldir Maranhão poderia se filiar ao PT e sair candidato a senador com o apoio do ex-presidente Lula da Silva. Essa informação foi vinha sendo reforçada por vários encontros de Maranhão com Lula e com sinais de que o projeto senatorial avalizado pelo líder petista teria o apoio também do governador Flávio Dino, que n.ao confirmou nem negou a informação. Há quem afirme quem afirme que o compromisso de Lula e Flávio Dino com o projeto senatorial de Waldir Maranhão existe, está de pé e que seu anúncio é apenas uma questão de tempo. Há quem duvide.

 

José Reinaldo quer fechar agosto com sua situação partidária resolvida

José Reinado pode migrar para o DEM ou PMDB
José Reinado deve deixar o PSB e migrar para o DEM ou outro partido à direita

O deputado federal José Reinaldo Tavares deve fechar o mês de agosto com a sua situação partidária resolvida e, na esteira dessa definição, com a sua candidatura ao Senado confirmada. Já é certo que o ex-governador não permanecerá no PSB. As divergências de rumo em votações na Câmara Federal desgastaram ao extremo a relação do parlamentar com o partido. Depois da morte do ex-governador e então candidato a presidente Eduardo Campos, que o mantinha numa linha de centro-esquerda, os seus herdeiros e sucessores optaram por posicionar o partido mais à esquerda, espantando quadros como o ex-governador do Maranhão, que pode ser identificado como um político de centro-direita. Se consumar, como é quase certo, sua saída do PSB, José Reinado poderá ingressar no DEM, segundo admitiram chefes do partido no Maranhão. “O DEM está aberto para o governador José Reinaldo, faltam apenas detalhes para a sua filiação”, disse o deputado Stênio Rezende, que juntamente com o deputado federal Juscelino Filho, comanda o partido no estado. Há outras opções, mas o que e certo é que dificilmente José Reinaldo Tavares assinará ficha de filiação num partido de esquerda. Se deixar mesmo o PSB, como está desenhado e parece irreversível, José Reinaldo será acompanhado do secretário chefe da casa Civil do Governo do Estado, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Tavares.

São Luís, 13 de Agosto de 2017.