Roseana Sarney mostra força política ao ser escalada por Michel Temer para articular reforço na Câmara Federal

 

Roseana Sarney articula suporte político e parlamentar para o presidente Michel Temer
Roseana Sarney articula suporte político e parlamentar para o presidente Michel Temer na Câmara Federal

Não foi surpresa a informação segundo a qual a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), após retornar de uma rápida viagem a Portugal, onde participou da festa de aniversário do seu advogado e amigo Antônio Carlos de Almeida castro, um dos criminalistas mais celebrado de Brasília, foi convocada pelo presidente Michel Temer (PMDB) para integrar tropa de choque que articulará na Câmara Federal o arquivamento do pedido de investigação. O presidente conhece a habilidade da ex-governadora no jogo político e a experiência que ela acumulou como deputada federal (1991-1995) e como senadora da República (2003-2009). Roseana Sarney foi convocada para participar de uma análise do cenário no que diz respeito ao pedido de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e coordenar informalmente uma ação destinada a fortalecer a base de votos que o  presidente já detém naquela Casa legislativa. O convite à ex-governadora foi avalizado pelo ex-presidente José Sarney (PMDB), que é o principal conselheiro do atual presidente da República e o orientador-mor das ações da ex-governadora.

Ao engajar-se nesse processo, expondo seus movimentos e correndo o risco de sofrer duros desgastes por entrar numa guerra pesada em defesa de um presidente impopular, Roseana Sarney dá uma clara demonstração de que está no jogo político, operando para criar as condições dentro do seu partido e conquistando a boa vontade do presidente Michel Temer para viabilizar a sua candidatura ao Governo do Estado. Leva ao extremo o seu pragmatismo, exatamente por saber que sem o apoio da cúpula nacional do PMDB nem do Palácio do Planalto, seu projeto de voltar ao Palácio dos Leões pode não decolar por falta de combustível político e suporte material. Além disso, ao atuar na linha de frente do cenário político nacional como integrante do núcleo de ferro que dá suporte ao presidente, ela dá uma demonstração cabal que está no jogo e deve encarar as urnas.

Não é exagero afirmar que Roseana Sarney tem graduação e pós-graduação no complexo xadrez político travado nos bastidores da República. Quando deputada federal, no início dos anos 90 do século passado, ela foi a principal coordenadora da mobilização de deputados federais para derrubar o presidente Fernando Collor de Mello (PRN). Seu gabinete passou a ser o quartel-general das forças de oposição ao então presidente da República. Naquele momento, quando computador manual ainda era uma realidade distante, o caderno de anotações da então deputada federal era a caixa de segredos ambulante ao mesmo tempo mais bem guardada e mais desejada da República, à qual todos queriam ter acesso, de jornalistas a adversários, aliados e defensores de Collor de Mello. Foi, na época, apontada como uma das responsáveis pela derrubada do “caçador de marajás”, dando-lhe o troco pelo tratamento que ele dispensara ao presidente José Sarney durante a campanha eleitoral.

Mais tarde, já como senadora – depois de ter governado o Maranhão por dois períodos consecutivos, ter participado dos primeiros passos da corrida presidencial de 2002 como pré-candidata ao Palácio do Planalto e, por isso, ter sofrido o maior revés da sua vida política como alvo do Caso Lunus – Roseana Sarney tornou-se líder do Governo no Congresso Nacional. No posto, assumiu as funções de coordenadora política da etapa final do Governo do presidente Lula da Silva (PT), a quem apoiou desde o momento em que fora excluída, na marra, da corrida presidencial.

No complexo tabuleiro de xadrez político de Brasília coloca toda a sua experiência na tarefa de salvar o que resta de mandato do presidente Michel Temer participando de uma grande articulação destinada a fortalecer a base que o chefe da Nação detém na Câmara Federal. O fará escolada ainda pelas orientações sempre eficientes do ex-presidente José Sarney, que está mais ativo do que nunca e atuam do em varias frentes. E movida, claro, por uma das regras universais da política, a de que uma mão lava a outra. Daí a conclusão óbvia de que a ex-governadora caminha para se candidatar a mais um mandato morando no Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sucessão no Tribunal Justiça está sendo transformada numa guerra suja que pode arranhar o Poder

Nelma Sarney deve enfrentar José Joaquim Figueiredo
Nelma Sarney  José Joaquim Figueiredo vão se enfrentar

É de agitação e tensão o clima nos bastidores do Poder Judiciário por conta da eleição da nova cúpula do Tribunal de Justiça, que está marcada para esta quarta-feira. Com a eleição do corregedor geral de Justiça praticamente resolvida em favor do desembargador Marcelo Carvalho, que abriu mão de disputar a presidência para se tornar corregedor geral de Justiça sem fazer força, as atenções agora se voltam para a medição de força e prestígio entre os desembargadores Nelma Sarney e José Joaquim Figueiredo dos Anjos. Os dois disputam a presidência do Poder Judiciário num clima tenso e num cenário em que a artilharia está saindo dos limites do Palácio Clóvis Bevilacqua para alcançar a delicadíssima seara familiar dos candidatos. Ontem surgiu uma possível solução de consenso para o cargo de vice-presidente, o desembargador Lourival Serejo, o que deixa Nelma Sarney e José Joaquim Figueiredo livres para se digladiar pela presidência, numa espécie de tudo ou nada.

O Judiciário nunca foi um Poder movido por harmonia interna plena. Ali são comuns manifestações de diferenças entre desembargadores, que às vezes chegam a trocar palavras duras, e até acusações em situações mais raras. Mas o que está acontecendo agora é uma guerra aberta pelo poder e com forte conotação política. E nessa refrega estão sendo usadas forças externas, que também não conhecem limites e jogam pesado contra um candidato e em favor de outro, e vice-versa. Esse confronto está transformando uma troca de comando que deveria ser rotineira numa espécie de guerra suja que certamente arranhará a imagem do Poder Judiciário e poderá abrir nos contendores feridas que dificilmente cicatrizarão.

Em Tempo: Estranha a pesquisa virtual feita para medir a preferência dos servidores do Poder Judiciário em relação aos candidatos a presidente. Nada contra o resultado favorável à desembargadora Nelma Sarney. Mas é curioso que o Sindjus, sempre tão cioso das regras, tenha tentado interferir numa disputa que não lhe diz respeito, à medida que é restrita ao colégio de desembargadores. Além do mais, não há registro de que algum desembargador tenha, em qualquer tempo, declarado preferência por um candidato a presidente da entidade sindical, cujos líderes montam barricada e declaram guerra a quem ousar interferir nas suas ações em defesa dos seus interesses. Visto por todos como uma entidade sindical aguerrida e respeitável, o Sindjus tropeçou na tal pesquisa.

 

Caravana de prefeitos vai a Brasília para reivindicar mais recursos para Saúde e Educação

Tema Cunha comandou a operação que levou ele e a bancada a Michel Temer
Tema Cunha comandará  a missão dos prefeitos em Brasília

Uma caravana formada por mais de uma centena de prefeitos maranhenses, organizada pela Federação dos Municípios (Famem), desembarcará hoje em Brasília para cumprir uma agenda com a bancada federal e com autoridades ministeriais problemas relacionados às áreas de Saúde e Educação. A pauta foi definida no encontro de prefeitos realizado na semana passada em São Luís, no qual os dirigentes municipais desenharam um retrato traumático e preocupante da situação financeira que atinge as Prefeituras. Para o presidente da entidade municipalista, Cleomar Tema Cunha, que é prefeito de Tuntum, se o Governo da União não apoiar os municípios, muitas Prefeituras atrasarão salários dos professores e terão problemas para manter os serviços de Saúde.

Em Brasília, a caravana municipalista – que será a maior já formada com o objetivo de pressionar o Governo da União por recursos essenciais – se reunirá hoje à tarde com os senadores maranhenses, e amanhã a reunião terá a participação de prefeitos, senadores e deputados federais, para discutir os assuntos pautados e convocar os deputados para acompanhar as negociações com as autoridades federais. O ponto alto acontecerá na quarta-feira (04) à tarde. Às 17h, no Plenário III da Câmara Federal, os gestores se reunião com a bancada e com as autoridades federais, a quem serão apresentados pleitos do movimento municipalista.

No setor da saúde, será reivindicada a destinação aos municípios de novos recursos oriundos de Emenda de Bancada, a exemplo do que já acontece no vizinho estado do Piauí. O objetivo é de que deputados federais e senadores garantam no Orçamento da União cerca de R$ 300 milhões para serem investidos em diversas ações, tais como ampliação dos leitos de UTI e compra de novos equipamentos de hemodiálise.

Na educação, os gestores solicitarão apoio político no sentido de fazer com que o governo federal cumpra decisão do juiz José Carlos Madeira, da 5ª Vara Federal Cível, que determinou a implantação do Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), dispositivo criado pelo Plano Nacional de Educação, como base de cálculo para repasse de recursos do Fundeb para as prefeituras maranhenses. A efetivação do CAQi, em substituição ao Valor Mínimo Anual por Aluno, é fruto de uma ação judicial movida pela FAMEM e representará um incremento de recursos no setor da educação dos municípios estimado em cerca de R$ 6 bilhões.

Na quinta-feira (05), a caravana deve se reuniões de trabalho nos Ministérios da Saúde e da Educação.

São Luís, 02 de Outubro de 2017.

 

 

Um comentário sobre “Roseana Sarney mostra força política ao ser escalada por Michel Temer para articular reforço na Câmara Federal

  1. As caravanas irão até Brasilia mendigar recursos e depois muitos gastam o dinheiro fazendo aniversario da cidade com atrações milionárias como uma foto vista do cantor Leonardo um deputado e o prefeito. E depois como ficam a saúde,a educação,os projetos sociais e outras coisas necessárias para a cidade? Como diz o jornalista Marcial,só JESUS na causa.

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