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Debate da TV UFMA/BAND foi morno, mas mostrou que candidatos têm bom preparo sobre São Luís

Foi tecnicamente razoável e politicamente morno, com algumas provocações, mas nenhum confronto direto entre os 11 candidatos o debate entre os candidatos à Prefeitura de São Luís realizado pela TV-UFMA em associação com a BAND-MA, iniciado às 22h30m de ontem e encerrado à 1h10m desta madrugada. Com um formato bem amarrado e eficiente, o encontro mediado pelo jornalista Valteno Oliveira, da BAND-Brasília, reuniu Eduardo Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Jr. (PCdoB), Carlos Madeira (SD), Bira do Pindaré (PSB), Jeisael Hertz Dias (PSTU) e Franklin Douglas (PSOL), que trataram de uma série de temas importantes, como educação, saúde, mobilidade e infraestrutura, mas esqueceram de outros com igual peso, como turismo, o Centro Histórico e as festas populares realizadas a séculos. Todos, a começar pelos mais bem posicionados nas pesquisas, mostraram bom preparo e, mesmo superficialmente, demonstraram saber o que os desafios são enormes, acrescentando um dado importante: Edivaldo Holanda Jr. está realizando esse programa com recursos de um empréstimo – cerca de R$ 300 milhões – e que não haverá dinheiro fácil no próximo governo municipal.
Durante mais de duas horas, todos os candidatos se manifestaram na mesma proporção, com espaço e tempo para apresentar suas principais propostas. Falaram sobre educação, atacando o déficit educacional de São Luís, uns criticando e outros segurando a barra do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Bateram na área da Saúde, cada um prometendo soluções já conhecidas para problemas crônicos, como os da Saúde municipal, e na área de Educação, com todos batendo nos mesmos problemas, mas nenhuma proposta inovadora, algo que chamasse a atenção.
Eduardo Braide, Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Júnior, que a julgar pelo que têm ditos deixaram no ar a impressão de que estão com a cidade e seus problemas na ponta das suas línguas, mas devido ao tempo curto, não puderam aprofundar na abordagem em nenhum deles. Também não houve oportunidade para que eles fossem provocados entre si na seara política, com poucas estocagens, mas deu para medir bem a preocupação dos quatro em mostrar que estão preparados inclusive para um confronto verbal aberto e perigoso. Na contramão dos quatro, Franklin Douglas provocou a todos com acusações a seus partidos aqui e no plano nacional. Outro provocador foi Silvio Antônio, a voz da direita, que atacou a esquerda e fez questão de se apresentar como candidato do PRTB, “o partido do vice-presidente Hamilton Mourão”, mas no final ninguém teve muita gente
Rubens Júnior, por exemplo, se apresentou como candidato do grupo do governador Flávio Dino e destacou o apoio que recebe do ex-presidente Lula da Silva, sendo os dois líderes as suas referências. Nas considerações finais, disse que não é “produto de marketing” e que tem uma história e tem lado, “que é o lado do governador Flávio Dino”. Eduardo Braide foi extremamente cauteloso, evitando estocar os demais e fazendo um grande esforço para não. Em todas as oportunidades que teve, Duarte Jr. bateu na tecla de que foi menino pobre que vendeu chip de celular na Rua Grande, etc., e que revolucionou o Procon e o Viva Cidadão, exemplo da sua eficiência como gestor público. Neto Evangelista pareceu bem articulado, demonstrando segurança em relação aos temas abordados, tendo no final defendido “a boa política” e a “boa mágica”.
Boa e bem organizada iniciativa, com formato inovador, que permitiu a participação de todos os candidatos na mesma medida, o debate da TV-UFMA/BAND-MA nada “arrancou” dos candidatos, nem azedou o clima entre eles. Mas foi um bom momento da campanha para mostrar que estão preparados para o enfrentamento entre si e para o desafio que será comandar a cidade.
PONTO & CONTRAPONTO
Dino e Holanda Jr. são aprovados pela maioria dos ludovicenses; Bolsonaro chegou perto da aprovação

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT) estão com a bola cheia no conceito da opinião pública da Capital, segundo apurou a Econométrica na pesquisa, em parceria com a TV Guará, realizada para medir a corrida ao Palácio de la Ravardière. O mesmo levantamento mediu a avaliação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
Ao avaliar Flávio Dino, nada menos que 70,1% dos mil eleitores entrevistados disseram aprovar o Governo Flávio Dino contra 29,6% que responderam que não aprovam, ficando inexpressivos 0,3% que não quiseram ou não souberam responder. Com essa aferição, o governador alcança um patamar de aprovação excepcional, se levada em conta
Já quando a indagação foi a respeito da aprovação ou não da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, outro resultado largamente positivo: 62,7% positivamente aprovando a gestão, enquanto 36,3% disseram reprová-la, com apenas 1% não querendo nem sabendo responder. Esse resultado coloca o prefeito Edivaldo Holanda Júnior numa posição privilegiada e com uma marca que fará todo sentido em eleições futuras.
Em relação ao presidente Jair Bolsonaro, 47,5% responderam que aprovam seu Governo contra 51,1% que o reprovaram. Esse resultado certamente será comemorado pelo presidente e seus aliados mais fiéis, vez que a aprovação e a desaprovação estão separadas por meros 2,5%, posição bem mais confortável do que a de outras medições
João Alberto se candidata e já está em campanha para a Câmara de Bacabal

O ex-sindicalista, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito, ex-vice-governador, ex-governador e ex-senador João Alberto Souza se impôs o desafio de, aos 85 anos, encarar mais uma vez as urnas em busca do único mandato eletivo que não consta no seu extenso e rico currículo de militante político, o de vereador. Com o mesmo entusiasmo de outros tempos, ele integra a chapa de candidatos do MDB à Câmara Municipal de Bacabal, num exemplo de invejável vitalidade política.
Quando, há alguns meses, anunciou sua intenção de suspender a aposentadoria em relação às urnas, para disputar uma cadeira na Câmara Municipal de Bacabal, muitos acharam – alguns com certo desdém -, que o ex-senador brincava. Estavam errados. Um dos mais ativos militantes políticos do Maranhão nas últimas décadas, com uma carreira vitoriosa – só perdeu três eleições, uma delas para a Prefeitura de São Luís em 1992 -, João Alberto alimenta esse projeto há muitos anos. Seus interlocutores habituais sempre ouviram isso dele.
Já com a candidatura registrada, João Alberto vai concorrer a uma das cadeiras da Câmara Municipal de Bacabal – de onde já foi prefeito – na chapa do MDB sob o número 15555. Seu slogan será “João Alberto, um vereador de respeito”. O ex-governador já está em campanha, apoiando a candidatura do prefeito Edvan Brandão (PDT) e estimulando a chapa de candidatos a vereador do seu partido. João Alberto explica a candidatura a vereador de Bacabal, depois de tudo o que já foi, como uma iniciativa destinada a contribuir com a sua experiência para o bom funcionamento da Câmara bacabalense.
São Luís, 02 de Outubro de 2020.
Econométrica mostra Braide na dianteira, Duarte Jr. e Evangelista empatados e Rubens Jr. entrando na briga

O instituto Econométrica divulgou ontem pesquisa sobre a corrida à Prefeitura de São Luís, feita em parceria com a TV Guará. Os números: Eduardo Braide (Podemos) tem 47,3% das intenções de voto, seguido de Duarte Júnior (Republicanos) com 10,8%, Neto Evangelista (DEM) com 10,6%, Rubens Júnior (PCdoB) com 6%, Bira do Pindaré (PSB) e Adriano Sarney (PV) com 2,6%, Jeisael Marx (PV) com 1,5%, Yglésio Moises (PROS) com 1,2% e Carlos Madeira (Solidariedade) com 1% das intenções de voto – Silvio Antônio (PRTB), Hertz Dias (PSTU) e Franklin Douglas (PSOL) foram citados por menos de 1% dos entrevistados. Um contingente de 8,5% dos entrevistados não soube responder e 6,6% disseram que não votariam em nenhum deles ou anulariam o voto. Realizada na intensa dinâmica da corrida eleitoral, a pesquisa é um retrato do momento, e traz nos percentuais encontrados informações estridentes, recados e forte sinal de alerta para os candidatos que buscam um segundo turno para um embate final com o candidato do Podemos.
A primeira informação: Eduardo Braide se mantém na dianteira e sua vantagem é larga e consistente, sem tendência de queda, condição que pode levá-lo a liquidar a fatura em turno único, confirmando os desenhos rabiscados por todas as pesquisas realizadas até aqui. A segunda informação: a movimentação entre Duarte Júnior com 10,8%, Neto Evangelista com 10,6% e Rubens Júnior com 6% se dá dentro dos espaços por eles ocupados, atingindo, por exemplo, a Bira do Pindaré, que apareceu empatado com Adriano Sarney, que já não é mais candidato, mas sem qualquer arranhão ou ameaça à posição de Eduardo Braide. A terceira informação: a disputa efetiva parece estar restrita aos quatro primeiros colocados, e mesmo com a vantagem avassaladora de Eduardo Braide, o que está em jogo nessa eleição sugere que muito poderá acontecer nos próximos 44 dias.
O empate entre Duarte Júnior e Neto Evangelista e a subida de Rubens Júnior – em relação à pesquisa Ibope, a mais recente -, indica que haverá uma forte medição de força entre os três, com o empenho dos líderes partidários – o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) pelo primeiro, o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Juscelino Filho (DEM) pelo segundo, e o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) pelo terceiro -, que vão jogar pesado para reverter a vantagem de Eduardo Braide, o que tornará a disputa bem mais acirrada. Afinal, trata-se da disputa pela Prefeitura de São Luís, cujo controle tem peso político e eleitoral muitas vezes decisivos nas disputas estaduais.
Um recado eloquente da pesquisa Econométrica: o eleitorado não quer papo nem com a ultradireita, representada por Silvio Antônio, candidato do PRTB, nem com a ultraesquerda, que têm duas candidaturas, a de Franklin Douglas (PSOL) e a de Hertz Dias (PSTU). Outras informações importantes, mas sem qualquer importância no andamento da disputa propriamente dita: a posição surpreendentemente tímida do candidato do PSB, Bira do Pindaré, e o duro e tardio aprendizado político do ex-juiz Carlos Madeira, candidato do Solidariedade. A margem de imprevisibilidade guardada em qualquer cenário eleitoral em evolução recomenda que ninguém bata martelo antes da hora, mas tudo indica que dificilmente Bira do Pindaré e Carlos Madeira conseguirão avançar.
Os demais caminham para completar a experiência.
Em Tempo: A pesquisa Econométrica ouviu mil eleitores em 44 bairros de São Luís entre os dias 20 e 22 de Setembro, foi registrada no TSE com número de identificação MA-06272/2020, tem margem de erro é de 3,1 ponto percentual, para mais ou para menos, e um intervalo de confiança de 95%.
PONTO & CONTRAPONTO
Rejeição da maioria dos candidatos pode ser explicada
A pesquisa Econométrica mediu também a rejeição dos candidatos a prefeito de São Luís. O mais rejeitado foi Adriano Sarney (PV) – que, vale repetir, não é mais candidato. Ele foi rejeitado por 33,2% dos entrevistados, certamente não se tratando de uma situação pessoal, mas reflexo da relação sempre complicada dos Sarney com os ludovicenses. Se permanecesse na disputa e crescesse, continuaria tendo rejeição elevada. Surpreendentes os 27,5% de rejeição de Bira do Pindaré (PSB), se levado em conta o fato de que ele foi fenômeno de votos em São Luís na disputa senatorial seu 2006 e vir se mantendo com boas votações na Capital.
Terceiro mais rejeitado (19,1%), Eduardo Braide forma, dentro da margem de erro, um bloco com Neto Evangelista (18,8%), Rubens Júnior (18%), Jeisael Marx (15,7%) e Duarte Júnior (15,6%). As rejeições nesse grupo podem ser explicadas mais por opção de candidatura do que rejeição propriamente dita. É o caso dos percentuais de rejeição de Yglésio Moises (12,8%) e de Carlos Madeira (11,5%), muito difíceis de explicar, já que um é médico conceituado e o outro é um ex-juiz correto. Silvio Antônio com 7,3%, Hertz Dias com 6,8%, Franklin Douglas com 5,9% são casos de pouca expressão.
Exceto a rejeição de Bira do Pindaré, para a qual não há uma explicação lógica, todos os casos revelados pela pesquisa estão dentro de situação perfeitamente explicáveis.
Deputados aprovam projetos importantes, apesar da pressão da campanha
Mesmo com os deputados sob a forte pressão da corrida às urnas nos municípios, a Assembleia Legislativa vem mantendo regularidade no seu calendário de sessões e aprovando matérias importantes. Ontem, o plenário chancelou dois projetos de peso. O primeiro institui o programa “Aluguel Maria da Penha”, que amplia a proteção da mulher em situação de violência. O segundo cria o Instituto Maranhense de Infectologia (IMI).

Fruto de uma indicação da deputada Daniella Tema (DEM), o projeto do “Aluguel Maria da Penha” foi proposto pelo Poder Executivo e aprovado sem reservas pela Assembleia Legislativa. O programa garante R$ 600,00 durante 12 meses a mulheres vítimas de violência doméstica que estejam impedidas de retomar para seus lares, por risco de sofrer agressões que possam causar morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. O benefício será concedido pelo período de até 12 meses, podendo ser suspenso a qualquer tempo, caso a beneficiária deixe de atender quaisquer dos requisitos necessários para figurar como participante do programa, a exemplo do retorno ao convívio do agressor e da cessação dos efeitos da medida protetiva de urgência. Terão prioridade na concessão do “Aluguel Maria da Penha” as mulheres em situação de vulnerabilidade que possuam filhos menores de idade. A execução do programa será feita por meio da Secretaria de Estado da Mulher (SEMU), que utilizará as Casas da Mulher, bem como os Centros de Referência da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e das Secretarias Municipais da Mulher e de Assistência Social. Daniella Tema defendeu assinalando um dos motivos que mantêm muitas mulheres em situação de violência doméstica é a dependência financeira, explicando que foi com base nessa realidade que ela fez a indicação ao governador Flávio Dino, que deve sancionar o projeto, transformando em lei. O deputado Roberto Costa (MDB) destacou a iniciativa da deputada Daniella Tema e assinalou: “O ‘Aluguel Maria da Penha’ resgata a dignidade da mulher no instante em que ela mais precisa, por estar enfrentando instabilidade emocional e física, necessitando do aparato do Estado, que passa a ajudá-la nesse momento de grande dificuldade”.

Já a criação do Instituto Maranhense de Infectologia (IMI) se deu pela necessidade de controlar “doenças infectoparasitárias e objetivo prestar assistência, promover a educação e realizar pesquisas relativas a essas doenças no âmbito do Maranhão”. De acordo com o governador Flávio Dino, na mensagem ao Poder Legislativo, “a localização em zona de transição entre a Amazônia, o Sertão Nordestino e o Cerrado, congrega endemias típicas destas regiões, ao lado de doenças infecciosas de caráter cosmopolita, englobando variado grupo de doenças tropicais”. O governador acrescentou: “Objetiva-se com o presente Projeto de Lei criar, no Estado do Maranhão, o Instituto Maranhense de Infectologia – IMI, alterando também a nomenclatura do Centro de Saúde ‘Dr. Genésio Rêgo’, que passará a se denominar Hospital de Doenças Infectoparasitárias ‘Dr. Genésio Rêgo’, ambos vinculados à Secretara de Estado da Saúde”. O IMI deverá desenvolver, dentre outras atividades, pesquisas nas áreas de epidemiologia e da saúde pública, tendo como foco as doenças tropicais e infectoparasitárias em geral, com ênfase nas endemias no Maranhão; e realizar convênios e programas de cooperação com outras instituições de pesquisa, entre nacionais e internacionais”.
São Luís, 01 de Outubro de 2020.
Fala-se em “consórcio”, mas Rubens Jr., Duarte Jr., Evangelista e Pindaré se batem para enfrentar Braide

Adversários da aliança partidária comandada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) têm batido numa tecla quando falam sobre o cenário político relacionado com a corrida para a Prefeitura de São Luís, a suposta existência de um consórcio de candidatos da base governista. Sugerem que seria uma estratégia para minar o favoritismo do candidato do Podemos, Eduardo Braide, e levar a disputa para um segundo turno, mobilizando então todas as forças em torno do candidato com elas identificados. É verdade que maioria folgada dos candidatos é de partidos e coligações alinhadas na base de apoio do governador Flávio Dino (PCdoB), mas daí a afirmar que se trata de um projeto milimetricamente arquitetado e montado com esse objetivo vai na contramão do que de fato está acontecendo.
As candidaturas de Rubens Júnior (PCdoB-PT-Cidadania-PMB-DC), de Duarte Júnior (Republicanos-PL-Avante-Patriotas), de Neto Evangelista (DEM-PDT-PTB-MDB-PSL), de Bira do Pindaré (PSB), de Carlos Madeira (Solidariedade), de Jeisael Marx (Rede) e de Yglésio Moises (PROS) estão, de fato, dentro da base política e partidária do governador Flávio Dino. Essas candidaturas são projetos de grupos partidários e de partidos isolados, que estão se digladiando.
A candidatura de Rubens Júnior é um projeto do PCdoB, que foi buscar apoio dos partidos da coligação que lidera. Houve disputa dentro do partido, com a tentativa de Duarte Júnior de se firmar como candidato. A trajetória e a posição de Rubens Júnior prevaleceram, levando Duarte Júnior a migrar para o Republicano, onde emplacou o seu projeto de candidatura, que tem o vice-governador Carlos Brandão, que cultiva o objetivo de disputar o Governo do Estado, como principal apoiador. A candidatura de Neto Evangelista, por sua vez, é o resultado de uma ampla articulação empreendida pelo senador Weverton Rocha (PDT) com o próprio candidato e com o presidente do DEM, deputado federal Juscelino Filho. Negociações intensas nos bastidores resultaram nas declarações de apoio do PSL, que reúne hoje bolsonaristas e não bolsonaristas, e do MDB, que representa a base sarneysista na Ilha.
O mesmo acontece com as candidaturas “puro sangue”. O projeto de Bira do Pindaré de disputar a Prefeitura de São Luís é maduro, vem de quando ele ainda era membro do PT. Tentou ser o candidato do PSB em 2012, mas foi atropelado pelo então presidente do partido no Maranhão, o hoje senador pelo PSDB Roberto Rocha, que na época se elegeu vice-prefeito, e em seguida a senador, em 2014, pelo PSB. Só agora ele consegue o aval partidário para disputar o Palácio de la Ravardière. Trata-se, portanto, de um projeto pessoal do deputado Bira do Pindaré e incorporado pelo PSB. Carlos Madeira deixou a magistratura federal com o objetivo de encontrar um partido e disputar a Prefeitura de São Luís. Flertou com vários, mas desembocou no Solidariedade, que havia sido procurado por Duarte Júnior. É o caso também de Jeisael Marx, que viabilizou seu projeto de candidatura com o apoio integral do Rede, e de Yglésio Moises, que depois de buscar intensamente um partido para deixar o PDT, acabou ingressando no PROS.
É verdade que esses candidatos não se tratam como inimigos, mas é verdade também que estão longe de se tratarem como “primos” na disputa. Nos bastidores, jogam pesado uns contra os outros, e todos tentam desbancar Duarte Júnior da segunda colocação. Neto Evangelista vem medindo força com Rubens Júnior e ambos jogam pesado para tirar Eduardo Braide da liderança. E não será surpresa se a relação entre os dois estremecer de vez nas próximas semanas. Também não surpreenderá se no calor da campanha Bira do Pindaré vier a disparar chumbo grosso contra os três candidatos do grupo que estão à sua frente. Ele já deu mostras fartas de que não vai se acomodar, exatamente por acreditar que tem chance de vencer a disputa, o que mantêm na ativa, juntamente com os demais candidatos.
O que parece ser um “consórcio” é, na verdade, um jogo de forte disputa.
PONTO & CONTRAPONTO
Braide tenta se blindar, mas a corrida em são Luís prevê confrontos

À frente na preferência do eleitorado de São Luís, o candidato do Podemos, Eduardo Braide, está determinado a fazer uma campanha longe confrontos que possam desgastá-lo. Mas sabe que será difícil para ele se manter fora do ambiente de pancadaria. Um exemplo: bastou que ele fizesse comentário meio torto sobre problema de segurança pública, para receber imediatamente uma dura sequência de petardos, sendo os mais fortes disparados pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry. Não é da sua natureza encarar confrontos desse tipo, com troca de palavras duras, acusações e adjetivações. Mas tem consciência de que numa disputa como a de São Luís, na qual está em jogo, por exemplo, o desenho político do Maranhão para o grande confronto eleitoral de 2022, nenhum candidato sai ileso, por mais precavido que possa ser. Principalmente se estiver na liderança.
Disputa em São José de Ribamar caminha para o tapetão da Justiça

A disputa pela terceira maior Prefeitura do Maranhão, a de São José de Ribamar, pode acabar no tapetão da Justiça. Essa tendência foi aberta com a decisão do TCE de informar à Justiça Eleitoral a não existência de pendências ali contra o ex-prefeito Júlio Matos (PL), permitindo assim que ele pudesse ser candidato. A decisão mudou radicalmente o panorama da disputa em território ribamarense, com Júlio Matos tomando a liderança do prefeito Eudes Sampaio (PTB), que caminhava fácil para a reeleição. No início desta semana, no entanto, instância Justiça Eleitoral superior reverteu a decisão e devolveu o ex-prefeito para o time dos ficha-suja.
Ontem, o caldo entornou de vez em São José de Ribamar. Os adversários do prefeito Eudes Sampaio impugnaram sua candidatura, acusando-o de abuso de poder e outras mazelas, pretendendo com isso tirá-lo da disputa.
O candidato do PDT, Jota Pinto, que até então parecia fira da disputa por falta de empatia com o eleitorado, assiste a tudo de longe, apostando alto que Júlio Matos e Eudes Sampaio sejam catapultados da disputa, de modo que o caminho fique aberto para ele. Só que os advogados de Júlio Matos e os de Eudes Sampaio garantem que os dois não estão fora do páreo, mantendo, portanto, suas candidaturas de pé.
É grande a expectativa que já domina o cenário eleitoral da Cidade do Padroeiro.
São Luís, 30 de Setembro de 2020.
Candidatos vão às ruas e usam mensagens fortes na largada da corrida à Prefeitura de São Luís

Intensa e animada, mesmo com as limitações impostas pelo novo coronavírus, a largada das campanhas dos agora 11 candidatos – Adriano Sarney (PV) desistiu – para a Prefeitura de São Luís. Os candidatos mais fortes – Eduard Braide (Podemos), Duarte Júnior (Republicanos), Neto Evangelista (DEM), Rubens Júnior (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB) – foram às ruas em coloridas e estridentes caminhadas, carreatas e bandeiraços. Os candidatos menos favorecidos pela preferência do eleitorado, segundo as pesquisas – Carlos Madeira (Solidariedade), Jeisael Marx (Rede), Yglésio Moises (PROS), Franklin Douglas (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Silvio Antônio (PRTB) –, e duramente limitados pela falta de suporte político e partidário, se movimentaram como puderam – com caminhadas, cafés da manhã com apoiadores, reuniões comunitárias e recados em redes sociais. Os primeiros momentos da corrida confirmaram o desenho, que agora ganha cores mais fortes com a chegada ao público dos motes de campanha, enfatizados nas peças que começam a chegar ao conhecimento do eleitor.
Líder na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas feitas até aqui, Eduardo Braide, que tem como base partidária a aliança Podemos-PSD-PSC-PMN, aposta num discurso para sensibilizar o eleitorado de que, por não o ter elegido em 2016, deve fazê-lo agora. “Não deu na outra vez, mas vai dar agora”, diz o seu jingle, que o indica recorrendo ao verso mais comum em mensagens eleitorais em todo o País: “… é o prefeito que a gente espera pra gente ser feliz”. A primeira peça de campanha é simples, sem afetação e sem exagero, com música e refrão que tem tudo para pegar.
Seu adversário mais próximo – também segundo pesquisas -, Duarte, que disputa pela coligação Republicanos-PL-Patriotas-Avante, tirou o Júnior para consolidar uma identidade política sem ligação familiar. Sua música de campanha tem por base um mote diferenciado, a convocação “Bora resolver”. Duarte se apresenta como “filho do povo”, estocando seus adversários mais próximos ao declarar que não é filho de político, que trabalhou desde cedo para vencer na vida, e que tem experiência administrativa demonstrada nos resultados da sua badalada gestão à frente do Procon e do Viva Cidadão com a qual se destacou na equipe do governador Flávio Dino. Ele também recorre a um mote surrado: “Duarte prefeito, São Luís tem jeito”.
O candidato Neto Evangelista, embalado pela coligação DEM-PDT-MDB-PSL, surpreendeu ao recorrer ao mais antigo apelo utilizado por candidatos à Prefeitura de São Luís nas últimas décadas: registrar em cartório um documento contendo as suas principais promessas de campanha, que chamou de “Carta de Compromissos”. O ato é uma estratégia nacional do DEM. Ao mesmo tempo, Neto Evangelista toca num ponto sensível: lembra que agora é a vez da sua geração ter a oportunidade, mas dedicando “todo respeito aos que vieram antes”. E arremata afirmando que pretende fazer a cidade “como a gente sonha de verdade”.
Por seu turno, Rubens Júnior, que está na corrida liderando a aliança PCdoB-PT-Cidadania-PMB-DC, municia sua candidatura com três símbolos, dois políticos e vivos e um espiritual, sendo os dois primeiros suas fontes de apoio e de inspiração. A primeira referência é o governador Flávio Dino, que destaca como o líder que segue o no qual se inspira como político e como gestor. A segunda é o ex-presidente Lula, que o ensinou a governar para os mais pobres. E a referência espiritual é o Divino Espírito Santo. Nas suas manifestações, Rubens Júnior tem feito questão de deixar claro que nasceu e cresceu em São Luís, que apresenta como “a minha cidade”.
Entre os demais candidatos, destaca-se o mote de campanha de Carlos Madeira (Solidariedade), que pede aos seus simpatizantes que convençam “mais um” a segui-lo, certo de que esse somatório pode gerar uma onda a seu favor. Por sua vez, Yglésio Moises (PROS) divulgou um forte e comovente vídeo no qual pessoas do povo, sem maquiagem, se identificam, até que o candidato diz: “Eu sou Yglésio e quero ser você na Prefeitura de São Luís”.
Salvo as manifestações de pré-campanha, os demais candidatos não trouxeram – até ontem – peças de campanha. Mas ninguém duvida que elas estão a caminho e que trarão recados fortes para seduzir o escolado eleitorado de São Luís.
PONTO & CONTRAPONTO
Saída de Adriano Sarney pode beneficiar Eduardo Braide, mas base pode se pulverizar

Um fato assanhou todos os QGs de campanha na Capital: a retirada da candidatura de Adriano Sarney (PV), anunciada em carta divulgada no Domingo, numa reviravolta surpreendente que, em tese, pode mexer fortemente no quadro das preferências do eleitorado, e, também em tese, pode municiar o candidato do Podemos a vencer a eleição em um só turno.
Com bom preparo em economia e exercendo um mandato politicamente equilibrado, mas com apenas seis segundos de tempo de rádio e TV, nenhuma estrutura de campanha, sem o aval da família e rifado dos debates nas TVs locais, o deputado estadual Adriano Sarney, o neto do ex-presidente José Sarney (MDB) colocou os pés no chão e compreendeu que, se em situação normal suas chances já seriam remotas, nas condições que se apresentaram elas chegaram a zero. Ciente de que manter a candidatura seria um esforço inócuo, que poderia alimentar e até aumentar sua base de eleitores, mas com custos muito elevados, portanto uma jogada de risco que poderia terminar com um monumental desastre, Adriano Sarney sai com os pés no chão.
O problema é que deixa no vácuo uma chapa com 40 candidatos a vereador (ver Coluna anterior), que agora sem um candidato majoritário para galvanizar suas campanhas, tendem a se articular em bloco em torno de outro candidato, ou se espalhar sem controle entre várias candidaturas.
A retirada sugere algumas indagações: Adriano Sarney vai declarar apoio a algum candidato? Se o fizer, levará junto os 4% de intenções de voto revelados pelo Ibope, equivalentes a 27 mil sufrágios, fatia suficiente para decidir uma eleição. O mais provável é que, por não formarem um bloco compacto, os apoiadores do ex-candidato do PV se dispersem ao longo da campanha, podendo parte deles, por afinidade política e ideológica, venham a fazer opção pela candidatura de Eduardo Braide.
Candidato do PSOL a prefeito de São Luís faz uma campanha diferenciada

O candidato do PSOL a prefeito de São Luís, Franklin Douglas, abriu sua campanha no Cajueiro, um pedaço de terra na Ilha marcado por um conflito entre posseiros e o projeto da construção do Porto São Luís, um empreendimento milionário de empresas chinesas apoiado pelo Governo do Estado. A julgar pelas imagens divulgadas por Franklin Douglas – que é advogado e professor universitário da área de Comunicação -, o evento reuniu pouco mais de duas dezenas de pessoas. Vale a pergunta: o que levou o candidato do PSOL iniciar sua campanha ali, quando o objetivo de qualquer candidato é mobilizar a grande massa eleitoral? E mais: o que motivou o candidato do PSOL se apresentar aos remanescentes da antiga comunidade do Cajueiro usando camisetas com a esfinge da vereadora carioca Marielle (PSOL), assassinada brutalmente há dois anos no Rio de Janeiro? Político aguerrido, que mantém o PSOL quase que na linha da extrema esquerda, Franklin Douglas deve saber o que está fazendo ao recorrer a essa linha de ação para chegar ao Palácio de la Ravardière.
São Luís, 29 de Setembro de 2020.
Vereador: 31 partidos lançaram 976 candidatos numa guerra que pode mudar Câmara de São Luís

Em paralelo à dura, complicada e imprevisível disputa para a Prefeitura de São Luís, que está sendo travada por 12 candidatos, uma guerra menos estridente, mas igualmente intensa, está movimentando um exército de 976 candidatos de 31 partidos para as 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís, o que significa um confronto de nada menos que 31,9 aspirantes por vaga. Esse elevado número de postulantes à vereança ludovicense decorre do fato de que, ao contrário da eleição majoritária, a eleição proporcional não permite coligações, obrigando os partidos a lançarem suas próprias chapas à vereador, para travarem uma disputa à parte, na base do cada um por si, independentemente das alianças em torno dos candidatos a prefeito. Esse novo formato produziu um desenho diferente, que põe em xeque o poder de fogo dos grandes partidos, ao mesmo tempo em que abre caminho para uma ampla renovação na composição do Poder Legislativo da Capital.
O fim das coligações proporcionais não eliminou a possibilidade de candidatos de alianças contarem com o apoio de um número bem maior de candidatos a vereador, o que pode significar uma vantagem expressiva, se levado em conta o fato de que eles funcionam como cabos eleitorais importantes, com poder de ramificar as candidaturas majoritárias.
De acordo com as chapas registradas, os partidos que apoiam o candidato Eduardo Braide (Podemos, PSDB, PSC, PSD e PMN) registraram 167 candidatos a vereador; já os partidos aliados a Duarte Júnior (Republicanos, Patriotas, PL e Avante) lançaram 161 candidatos; os apoiadores de Rubens Júnior (PCdoB, PT, Cidadania, PMB e DC) registraram 156 candidatos; e DEM, PDT, PSL e MDB, que apoiam Neto Evangelista, entraram na briga com 135 candidatos a vereador. Ou seja, os quatro candidatos que disputam a Prefeitura com força partidária contam com o apoio de 619 candidatos à Câmara Municipal, sobrando somente 357 candidatos para os outros oito candidatos ao Palácio de la Ravardière, contando cada um com um partido.
Não será uma guerra fácil. Pela regra em vigor, com São Luís abrigando 699.954 eleitores, para a eleição de um vereador o partido precisará, em tese, que todos os seus candidatos totalizem 22.579 votos, garantindo a vaga ao mais votado. Na prática, esses números caem, expressivamente ou não, dependendo do número de abstenções. Na eleição de 2016, por exemplo, os 31 vereadores eleitos totalizaram pouco mais de 120 mil votos, sendo que o mais votado, Osmar Filho (PDT), recebeu 9.809 votos, e o da rabeira, César Bombeiro (PSD), entrou com pífios 2.248 votos, o que resultou numa média de 3.875 votos para cada vereador eleito.
As mudanças nas regras, o aumento do eleitorado e o desempenho pouco expressivo da atual Câmara Municipal de São Luís indicam que a eleição de um vereador será bem mais complicada e difícil do que nas disputas anteriores. Mas ainda permanecem fortes os sinais de que há no parlamento municipal uma espécie de elite cujos membros continuarão renovando seus mandatos: Osmar Filho (PDT), Astro de Ogum (PCdoB), Ivaldo Rodrigues (PDT), Raimundo Penha (PDT), Afonso Manoel (Solidariedade), Aldir Júnior (PL), Chico Carvalho (PSL), Dr. Gutemberg (PSD), Isaías Pereirinha (PSL), entre outros. Na avaliação de alguns observadores, a entrada de nova geração na disputa pelo comando político e administrativo da Capital, motivou muitos ludovicenses dos mais diversos campos de atuação a entrar na guerra por mandato parlamentar, devendo proporcionar uma renovação que pode chegar a 60% das 31 cadeiras da Câmara Municipal de São Luís.
Em Tempo: O número de candidatos por partido é o seguinte: PSL (58), Patriotas (47), PRTB (44), PL (43), Avante (42), PTB (41), Podemos (41), PSC (41), PSB (40), PV (40), DC (40), PP (38), PMN (38), DEM (37), PTC (36), Solidariedade (34), PCdoB (33), PMB (31), PSDB (30), Republicanos (29), PT (27), Cidadania (25), PDT (23), PSD (23), Rede (18), MDB (17), PSOL (14), Novo (9), PSTU (6), PROS (4) e PCO (1).
PONTO & CONTRAPONTO
Chapas de candidatos à Câmara Municipal guardam estratégias e projetos diversos

Na corrida à Câmara Municipal de São Luís alguns dados chamam a atenção. O primeiro deles é o número de candidatos lançados pelo PL, Patriotas e Avante, partidos diretamente controlados pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho: 132 candidatos, que representam nada menos que 14% do número total de candidatos lançados pelos 31 partidos. É óbvia a ousada e cara estratégia de usar esses candidatos, cuja esmagadora maioria não têm os votos da rua onde residem, como propagadores do parlamentar, que está aproveitando as eleições municipais para tentar emplacar sua pré-candidatura ao Governo do Estado em 2022. Nada desmente essa conclusão.
Outro dado interessante é a parcimônia dos partidos mais fortes no número de candidatos a vereador. O PDT, por exemplo, que tem uma chapa forte, lançou apenas 23 candidatos, menos da metade dos 62 a que tinha direito. O PT, por seu turno, registrou 27 candidatos, que vão brigar pela vaga aberta pelo vereador Honorato Fernandes, candidato a vice na chapa de Rubens Júnior. Outro gigante partidário, o MDB surpreendeu lançando uma chapa de 17 candidatos a vereador. Mas o número de candidatos mais surpreendente é do PROS, que lançou apenas quatro candidatos a vereador, menos que o PSTU (9). Neste quesito, o partido de Yglésio Moises só está à frente do inacreditável PCO (Partido da Causa Operária), que tentará pregar a ditadura do proletariado em São Luís com apenas um candidato a vereador.
Começa hoje a campanha de fato com a liberação da propaganda e a realização de atos públicos

A corrida às urnas tem neste Domingo a sua largada decisiva. De acordo com o Calendário Eleitoral, nesta data, 27/09, começa, de fato, a campanha eleitoral com a abertura do período de propaganda eleitoral. O que será permitido a partir de agira é o seguinte:
Propaganda eleitoral, inclusive na internet, podendo os candidatos usar, até 14 de Novembro, das 08h às 22h, autofalantes ou amplificadores de som, com os limites previstos na legislação.
A partir de hoje, até 12 de Novembro, os candidatos poderão realizar comícios com a aparelhagem de som fixa, das 08h às 24h, podendo o horário ser prorrogado por mais duas horas no comício de encerramento de campanha.
A partir de hoje, os candidatos poderão distribuir material gráfico e realizar caminhada, passeata e carreata, acompanhados ou não por carro de som.
De hoje até 13 de Novembro, serão permitidas a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de até 10 (dez) anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato, no espaço máximo, por edição, de 1/8 (um oitavo) de página de jornal padrão e de 1/4 (um quarto) de página de revista ou tabloide.
De agora em diante não será permitida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral.
São Luís, 27 de Setembro de 2020.
A Coluna será atualizada neste Domingo, 27/09/2020.
Perda de tempo: agressões virtuais apócrifas a Duarte Júnior são burras e podem inflar sua candidatura

Confirma-se o que observadores dos movimentos que vêm marcando a corrida para a Prefeitura de São Luís já esperavam: está em curso uma campanha de difamação contra o deputado estadual Duarte Júnior, candidato do Republicanos à Prefeitura de São Luís, e que ocupa o segundo lugar nas preferências do eleitorado, segundo todas as pesquisas divulgadas até aqui. O método utilizado é o ataque via redes sociais, no caso o WhatsApp, com a utilização de DDDs das mais diferentes regiões do território nacional para divulgar vídeo em que o candidato, caracterizado como um palhaço, é apontado como “migueloso”, um adjetivo típico do linguajar ludovicense de baixo calão, o que indica a raiz do crime. E como é regra, o criminoso – provavelmente um pau mandado pouco inteligente – consegue se manter no anonimato, talvez até por não saber que a Polícia Federal, por ele já acionada, dispõe de recursos tecnológicos para chegar ao autor, cuja identificação, prisão e acerto de contas com a Justiça é apenas uma questão de tempo. O problema é que essa covardia virtual pode estimular uma guerra suja numa campanha até aqui marcada pela civilidade.
Não surpreendeu que Duarte Júnior fosse o primeiro candidato-alvo de um ataque dessa natureza. Jovem – tem apenas 34 anos -, com boa formação – é advogado e professor de Direito -, competente – fez uma gestão inovadora e atuante no Procon e no Viva Cidadão -, inteligente – usa bem as redes sociais, onde tem milhares de seguidores -, ousado – se lançou candidato a deputado estadual e saiu das urnas como o terceiro mais votado, com votação consagradora na Capital -, e obstinado – superou obstáculos gigantescos para consolidar sua candidatura à Prefeitura de São Luís -, candidato do Republicanos tem sido alvejado por muitos petardos políticos. Mas, ao contrário do que calcularam seus adversários políticos, ele se mantém de pé, deixando os atacantes perplexos e com dificuldade para encontrar meios de arranhar sua imagem política. Para ele tem valido a teoria da massa fermentada: quanto mais nela se bate, mais ela cresce o seu volume.
Duarte Júnior é um caso de sucesso que desafia a lógica. Menino pobre, sempre teve de batalhar muito para avançar. Ele próprio lembra que vendeu chip para celular na Rua Grande, trabalhou como atendente na cantina da escola, e encarnou um palhaço num programa de TV para criança em que sua irmã era a estrela. Paralelamente, estudou com os pés no chão, tornou-se bacharel em Direito, mergulhou na advocacia e no ensino do Direito, entrou para a política participando da campanha vitoriosa de Flávio Dino (PCdoB) em 2014, ganhando em 2016 a oportunidade de comandar o Procon e em seguida também o Viva Cidadão. Aproveitou com garra e durante três anos deu uma guinada radical na melhoria e na expansão dos serviços prestados pelos dois órgãos. E foi com base no resultado do trabalho que obteve o aval do governador Flávio Dino para se lançar candidato a deputado estadual. Deu no que deu.
Só, livre da tutela de caciques partidários e sem lastro político familiar, contando apenas com ousadia, determinação e o uso inteligente das redes sociais, Duarte Júnior se tornou um fenômeno. Tão logo desembarcou na Assembleia Legislativa, avisou ao mundo a sua pré-candidatura à prefeito de São Luís, movimento que de cara despertou seus oponentes. Nesses 20 meses tem enfrentado ciladas e ataques, tem reagido com surpreendente equilíbrio, dando a entender que é osso duro de roer e que não vai se dobrar. Foi com esse ânimo – pouquíssimas vezes abalado -, que ele enfrentou a guerra dentro do PCdoB, que perdeu, mas que sobreviveu intacto ingressando no Republicanos, apoiado pelo vice-governador Carlos Brandão e firmando uma discutível aliança com o PL liderado pelo controvertido deputado federal Josimar de Maranhãozinho.
O segundo lugar na preferência do eleitorado até aqui não dá a Duarte Júnior a garantia de que irá para o segundo turno e nem de que, nessa hipótese, será eleito prefeito. Mas é inegável que, independentemente do desfecho da corrida à Prefeitura de São Luís, o jovem advogado que na infância se fantasiou de palhaço para ganhar a vida é um político da linha de frente da sua geração. Atacá-lo em campanha apócrifa no WathsApp é covardia e também perda de tempo.
PONTO & CONTRAPONTO
Tucanos maranhenses reforçam laços com o bolsonarismo

Repercutiu fortemente no meio político e fora dele a imagem em que o senador Roberto Rocha e o ex-prefeito Sebastião Madeira, ambos do PSDB, emolduram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante audiência no Palácio do Planalto, ocorrida Quarta-Feira (23). A visita resultou na decisão presidencial de visitar a Princesa do Tocantins no início de Outubro. Até aí, nenhum ponto fora da linha.
A imagem reúne uma série de traços que lhe dão expressivo peso político. Começa com o fato de que, na contramão dos movimentos do partido no plano nacional, o comando do PSDB do Maranhão continua estreitando laços com o bolsonarismo. A ida de Jair Bolsonaro à Imperatriz, que pode ser justificada pelo fato de que a cidade foi uma das raras onde o candidato Bolsonaro venceu no Maranhão e onde, é sabido, tem muitos apoiadores. Por isso, a visita presidencial deixa no ar a impressão de que será uma maneira de fazer o contraponto ao apoio do governador Flávio Dino ao candidato do PCdoB, Marco Aurélio.
A visita do presidente Jair Bolsonaro a Imperatriz deve causar forte incômodo ao prefeito Assis Ramos, que há muito entrou na linha de tiro do PSDB. Daí talvez a expressão de entusiasmo do ex-prefeito Sebastião Madeira cujos cálculos o levam à vitória nas urnas.
Ex-vice-prefeito Júlio Pinheiro se move por mandato de vereador

Os bastidores da corrida à Câmara Municipal de São Luís alimentam certa expectativa em relação ao desempenho eleitoral do agora ex-vice-prefeito Júlio Pinheiro, apontado por muitos como um dos nomes mais fortes da poderosa chapa do PCdoB. Apoio político com forte potencial eleitoral não lhe falta. Para começar, tem o apoio do alto comando do PCdoB, leva a simpatia do governador Flávio Dino e, dizem, o aval do prefeito Edivaldo Júnior (PDT), com quem se relacionou sem problemas nestes quatro anos. Professor de carreira e militante sindical, Júlio Pinheiro reúne cacife suficiente para receber nas urnas o apoio de pelo menos parte da categoria que, como se sabe, costuma pulverizar seu poder de fogo eleitoral, raramente se mobilizando em torno de uma candidatura. Muita gente aposta que o ex-prefeito, que foi prefeito por alguns dias, dará expediente no Palácio Pedro Neiva de Santana a partir de Janeiro do ano que vem.
São Luís, 25 de Setembro de 2020.
Pesquisa mostra que maioria ludovicense aprova Edivaldo Júnior e Flávio Dino e reprova Jair Bolsonaro

A pesquisa Ibope contratada pela TV Mirante para medir as preferências do eleitorado na corrida à Prefeitura de São Luís investigou também a opinião dos ludovicenses em relação às gestões do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), do governador Flávio Dino (PCdoB) e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O prefeito Edivaldo Holanda Júnior tem sua gestão aprovada por 57% e reprovada por 36%, enquanto 7% não souberam ou preferiram não opinar. O Governo Flávio Dino, por sua vez, é visto como “ótimo” e “bom” por 46% dos ludovicenses, “regular” por 36% e “ruim” e “péssimo” por 16%. E a gestão do presidente Jair Bolsonaro é avaliada como “ótima” e “boa” por 26%, “regular” por 29% e “ruim” e “péssima” por 44% dos eleitores ouvidos pela pesquisa. Um cenário bem revelador do que pensa o eleitorado de São Luís em relação aos líderes das três esferas de poder.
Com essa avaliação, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior ganha autoridade para ser visto e lembrado como um prefeito eficiente. Os números indicam que prestou bons serviços às áreas urbana e rural, com a vantagem de liderar um governo atuante, reformista e empreendedor, com um portfólio denso de obras físicas, bem como um expressivo saldo de ajustes administrativos, entre eles uma política fiscal dura e um controle de gastos rígidos. Nestes oito anos, não houve registro de desvio de conduta na sua gestão, o que, mantido esse perfil ético pelos próximos três meses, garantirá que Edivaldo Holanda Júnior encerre seus mandatos como um gestor que fez a sua parte e vai entregar ao sucessor uma Prefeitura com bom desempenho administrativo, finanças equilibradas e as obrigações em dia – caso da folha de pessoal, que não atrasou um só mês nesse período. No campo político, essa aprovação expressiva dá ao prefeito autoridade política para se posicionar na corrida para a sua sucessão. O resultado sugere também que 36% de reprovação é um percentual para ser levado em conta numa reflexão.
A avaliação do governador Flávio Dino retrata com fidelidade a sua posição conceitual na Capital, onde seu Governo tem realizado obras importantes, como escolas, hospitais, urbanização, áreas de lazer, segurança, cultura, entre outras ações. Os números do Ibope refletem também a compreensão do eleitor ludovicense a respeito da obra do Governo em todo o estado, e traduzem a impressão positiva que a esmagadora maioria dos cidadãos de São Luís nutre pelas posições políticas do governador, que lidera um amplo processo de mudanças no modo de governar e no jeito de fazer política, que vem lhe dando projeção nacional, a ponto de ser incluído na lista dos presidenciáveis para 2022. Indica, finalmente, que Flávio Dino terá forte e decisiva influência na eleição do sucessor de Edivaldo Holanda Júnior.
Os resultados da pesquisa Ibope relacionados ao presidente Jair Bolsonaro, confirmam, a antipatia que a esmagadora maioria dos ludovicenses nutre por ele, confirmando a rejeição que expressou nas urnas em 2018. Confirmam a marca de rebeldia da população de São Luís, que está entre as mais politizadas do País, manifestando sempre o que pensa em relação aos detentores do poder, principalmente os de direita. Vale registrar, porém, que o presidente da República já amargou avaliação mais dura por parte da população da Capital do Maranhão, e é provável que essa alteração se dê por causa do auxílio emergencial, que ele vem tentando capitalizar como dividendos políticos. Ainda assim, os números são vexatórios.
No contexto atual, é honesto prever que esses números repercutirão, de alguma maneira, na disputa para a Prefeitura de São Luís, favorecendo candidatos alinhados ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior e ao governador Flávio Dino e contribuindo para o insucesso dos que vierem se associar ao atual inquilino do Palácio do Planalto.
PONTO & CONTRAPONTO
Apoiada por Maranhãozinho, Belezinha assume na AL e turbina candidatura em Chapadinha

Dulcilene Belezinha (PL), ex-prefeita de Chapadinha e candidata a novo mandato municipal, será deputada estadual por 120 dias, tempo que vai durar a licença tirada pela titular Detinha (PL). Belezinha, como é conhecida na região polarizada por Chapadinha, assumiu na sessão de ontem. Ela segue a estratégia da ex-prefeita e ex-deputada e atual suplente Socorro Waquim (MDB), que com o aval do seu partido ganhou vaga temporária no parlamento estadual para dar mais consistência política à sua candidatura à Prefeitura de Timon.
A ascensão de Dulcilene Belezinha ao mandato temporário de deputada estadual é o desfecho de uma articulação comandada pelo chefe estadual do PL, deputado federal Josimar de Maranhãozinho, principal fiador da sua candidatura a novo mandato em Chapadinha, onde disputara com o prefeito Magno Bacelar (PV). Chama a atenção o fato de que Belezinha ocupa a quinta suplência da coligação pela qual disputou a eleição para o parlamento estadual. Como vários titulares se afastaram para se envolver na campanha eleitoral, Josimar de Maranhãozinho decidiu que a deputada Detinha, sua mulher, sairia para abrir a vaga, jogando todas as cartadas para eleger aliados para seu projeto de disputar o Governo do Estado em 2022.
No caso de Socorro Waquim, ex-prefeita e ex-deputada estadual, ela é a primeira suplente do MDB, tendo assumido na vaga de Rigo Teles (PV), que se licenciou do mandato para disputar a Prefeitura de Barra do Corda. Nesse caso, a articulação foi feita pelo deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente do MDB e coordenador das ações do partido para essas eleições, em São Luís e no interior. Socorro Waquim disputa de igual para igual em Timon com Coronel Schnneyder (Republicanos) e Dinair Veloso (PSB) numa eleição de desfecho rigorosamente imprevisível.
Destaque
TV Assembleia estreia hoje programa semanal sobre as eleições

Quer se informar sobre datas, prazos, regras para candidaturas, datas, prazos, mudanças na legislação, campanhas digitais e sobre o processo de votação em tempo de pandemia? O filão de informações estará, a partir de hoje e todas quintas-feiras na TV Assembleia (canal aberto digital 9.2), que estreia às 21 horas, o programa “Parlatório”. Criado como o propósito de prestar serviços a eleitores e candidatos, o novo programa será conduzido pelo jornalista Juracy Filho e terá por base entrevistas nas quais serão abordados os mais diferentes temas relacionados com as eleições municipais marcada para o dia 15 de Novembro.
Na edição de estreia, “Parlatório” terá a participação do procurador regional eleitoral Juraci Guimarães Júnior, e do procurador-geral da Assembleia Legislativa Tarcísio Almeida Araújo. Os dois tratarão de temas como as regras eleitorais em vigor para essas eleições 2020, os impactos da Covid-19 no processo eleitoral e a estrutura das eleições.
Das próximas edições, que serão levadas ao ar sempre às 21 horas – com reprise às Sextas-Feiras às 13h30 -, participarão do “Parlatório” especialistas nos mais diversos aspectos que envolvem o processo eleitoral, que neste ano será realizado com procedimentos diferenciados por causa da pandemia do coronavírus
Idealizador do projeto, o diretor de Comunicação da Assembleia Legislativa, jornalista Edwin Jinkings, acredita que o programa contribuirá para esclarecer as dúvidas dos telespectadores sobre todo o processo eleitoral vigente. “É um programa informativo em um formato leve e dinâmico. Com certeza, nossos telespectadores ficarão bem informados sobre as mudanças na legislação eleitoral e tudo o mais a respeito das regras impostas aos candidatos, partidos e campanhas”, assinalou.
Em Tempo: Desde o dia 29 de Agosto, a TV Assembleia está sendo transmitida pelo canal 9.2 da TV aberta. A mudança de sintonia permite que os canais da TV Senado, TV Câmara e TV Assembleia estejam mais próximos da TVs comerciais, facilitando ainda mais o acesso à programação.
São Luís, 24 de Setembro de 2020.
Rubens Júnior se diz “vacinado” contra o Ibope e garante que quadro muda durante a campanha

“Sou de um grupo político vacinado contra qualquer influência de pesquisa Ibope em início de campanha no Maranhão”. Foi essa a reação de Rubens Júnior, candidato da coligação PCdoB-PT-Cidadania-PMB-DC em relação à pesquisa Ibope divulgada segunda-feira, na qual aparece com apenas 2% das intenções de voto, junto com Carlos Madeira (Solidariedade) e Jeisael Marx (Rede), enquanto Eduardo Braide (Podemos-PSD-PSC-PMN) lidera com 43%, seguido de Duarte Júnior (Republicanos-PL-Avante-Patriotas) com 14%, Neto Evangelista (DEM-PDT-PSL-MDB) com 10%, Bira do Pindaré (PSB) com 5%, Adriano Sarney (PV) com 4%, e Yglésio Moises (PROS) e Franklin Douglas (PSOL) com 1%. Provocado sobre o assunto, Rubens Júnior entabula vários argumentos para minimizar o resultado do levantamento, entre eles o de que a pesquisa foi realizada no período de 12 a 14, antes das convenções e da declaração de apoio do ex-presidente Lula da Silva. “O Ibope sempre erra no começo, depois acerta, mas sempre erra no começo”, enfatiza, afirmando que sua candidatura está “mais forte do que nunca”.
O candidato do PCdoB surpreende ao não demonstrar qualquer traço de preocupação com o resultado da pesquisa. Sua avaliação é a de que, oficialmente definidos, os times estão em campo, numa espécie de aquecimento, para o jogo que começará, de fato, no próximo dia 27, com o início da campanha de rua, permitida a realização de passeatas com a utilização de carros de som e outros instrumentos permitidos pela Legislação Eleitoral. No seu roteiro, outro marco da corrida ao Palácio de la Ravardière é a propaganda no rádio e na TV, que será iniciada no dia 09 de Outubro. O candidato tem dedicado sua agenda a reuniões com lideranças comunitárias, avaliando que esses encontros – dezenas já foram realizados – vão produzir resultados importantes para a primeira etapa da campanha propriamente dita, com o início dos movimentos de rua que terá a largada no próximo Domingo.
Rubens Júnior afirma que está organizado para fazer uma campanha produtiva e com a convicção de que disputará o segundo turno, “provavelmente com o Braide”, e que vencerá a eleição. Numa conversa rápida, ele informa que sabe o que fazer para melhorar mais ainda a cidade que espera receber do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Os 12 meses que atuou como secretário das Cidades lhe deram uma visão apurada sobre São Luís, de modo que ele diz saber exatamente o que fazer se chegar ao gabinete principal da sede do Governo municipal. Para ele, o que aconteceu até agora não define o desfecho da disputa; ao contrário, é a partir de agora que “as pessoas vão saber quem é quem nessa disputa”. E deixa claro que vai fazer uma campanha com argumentos capazes de convencer o eleitor.
Politicamente, o candidato do PCdoB confia muito na força do grupo a que pertence, no lastro da coligação que lidera e no apoio do ex-presidente Lula da Silva (PT), que, aliás, já gravou uma declaração nesse sentido. Acha que está bem estruturado, que vem fazendo a coisa certa como candidato e que está preparado para qualquer situação. E com um discurso simples, direto, feito em tom de quem está com os pés no chão, sem nenhum traço de arrogância ou afetação, Rubens Júnior aposta que as próximas pesquisas, incluindo as do Ibope, principalmente as que serão feitas nas diferentes etapas da campanha, mostrarão uma realidade bem diferente, particularmente no que diz respeito à sua candidatura.
A convicção de Rubens Júnior de que estará entre os primeiros e irá para o segundo turno é surpreendente em se tratando de um candidato para apareceu numa posição nada estimulante na pesquisa do Ibope. Mas vale lembrar que faltam mais de 50 dias para as eleições, o que em corrida eleitoral é tempo suficiente para a ocorrência de mudanças inacreditáveis.
PONTO & CONTRAPONTO
Flávio Dino acertou ao criticar o inacreditável discurso de Jair Bolsonaro na ONU

O governador Flávio Dino (PCdoB) usou as redes sociais para registrar seu ponto de vista em relação ao inacreditável discurso com que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) manteve tradição de que o chefe do Estado brasileiro é o primeiro a falar na abertura da Assembleia Geral da ONU. Na linha do que disseram políticos, diplomatas e representantes das mais diversas áreas da sociedade organizada, o governador do Maranhão disse o seguinte nas redes sociais:
“Chave interpretativa do discurso de Bolsonaro na ONU:
Vilões – governadores, imprensa, Judiciário, caboclos e indígenas, ONGs, conspiração internacional etc.
Heróis- Bolsonaro e Trump.
Discurso impatriótico, não convence e enfraquece ainda mais o Brasil no mundo”.
De fato, todo e qualquer cidadão minimamente esclarecido acerca dos temas abordados pelo presidente certamente ficou perplexo ao vê-lo responsabilizar índios e caboclos pelos incêndios que devastam áreas quilométricas da Amazônia; culpar os governadores pelas mais de 137 mortes mil mortes causadas pela pandemia do novo coronavírus; reafirmar sua impressionante submissão aos Estados Unidos de Donald Trump; “denunciar” uma “cruel” campanha internacional de “desinformação” contra o Brasil; e dizer para o mundo que o Brasil do Carnaval, do samba, das festas populares, que prima pela liberdade de credo e que rejeita controle de comportamento é um país “profundamente cristão e conservador”, como se o Estado brasileiro não fosse laico.
Um diplomata experiente fez o seguinte comentário: “A comunidade internacional certamente não levará esse discurso a sério”.
Wellington faz discurso magoado e diz: “Quem conhece Braide não vota em Braide”

O deputado Wellington do Curso parece não se conformar com a decisão do PSDB de rifar sua candidatura a prefeito de São Luís para apoiar o candidato do Podemos, Eduardo Braide, que lidera corrida. Inquieto, conhecido por dizer o que lhe vem à cabeça, e incansável na mania de reclamar, o parlamentar agora decidiu abrir suas baterias contra o ex-futuro adversário na disputa, espalhando a frase como slogan de uma anticampanha: “Quem conhece Braide não vota em Braide”. Também já declarou algumas vezes que o senador Roberto Rocha, presidente do PSDB estadual e responsável pela rifada da sua candidatura, “não tem palavra”. E ontem, num discurso magoado, feito na tribuna da Assembleia Legislativa, virou suas baterias verbais na direção do Ibope, afirmando, categoricamente, mas sem apresentar prova, que a pesquisa divulgada segunda-feira “foi manipulada”. E avisou que vai debulhar, no momento oportuno, a tal manipulação. E para fechar sua fala, avisou que anunciará em breve o candidato que terá seu apoio na corrida à Prefeitura de São Luís. Há dúvidas de que algum deles esteja interessado.
São Luís, 23 de Setembro de 2020.