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Prefeito antecipa largada para 26 e lança Brandão ao Senado

Carlos Brandão ouve Josimar da Serraria lança-lo candidato
a Senador três anos antes da desincompatibilização

Esse enredo foi sussurrado durante a campanha eleitoral, ganhou força com o resultado das eleições, passou a ser falado discreta mas intensamente depois da posse do dia 1º de janeiro, e ontem, em Governador Nunes Freire, o prefeito Josemar da Serraria (PSB), num palanque de inauguração, na presença do governador Carlos Brandão (PSB), deu forma definitiva ao projeto: “De já, de pronto, você tem a palavra do prefeito de Governador Nunes Freire e do povo de Governador Nunes Freire: daqui a três anos, provavelmente, nós teremos as eleições para senador, e são duas vagas para o Maranhão, e eu tenho certeza que uma das vagas será deste grande governador”. Além do impacto natural que devem ter causado na seara política e até mesmo em amplos segmentos do eleitorado, a declaração do prefeito de Governador Nunes Freira disparou forte sinal de alerta em alguns gabinetes importantes do Maranhão em São Luís e em Brasília.

A empolgada manifestação de Josimar da Serraria soou para muitos com a primeira chamada para a largada da corrida às duas vagas maranhenses no Senado a serem disputadas em outubro de 2026, daqui a três anos e sete meses. Em princípio, os senadores Eliziane Gama (PSD) e Weverton Rocha (PDT), se não resolverem seguir outro rumo, são candidatos naturais à reeleição. A se confirmar a entrada do governador Carlos Brandão no páreo, as chances de um deles serão reduzidas pelo menos à metade. Isso se não surgirem outros nomes com cacife, como o deputado federal André Fufuca (PP) ou o deputado federal Juscelino Filho (União Brasil), entre outras possibilidades que aqui e ali surgem nos bastidores.

Na sua fala, o prefeito de Governador Nunes Freire confirmou o quer a Coluna vem sinalizando há tempos: “O senhor já pode contar com isso, você já saiba de pronto, que eu já trabalho em minhas discussões com isso”. Ou seja, prefeitos e outras lideranças já têm a corrida às urnas em 2026 nas suas pautas, conversando no seu ambiente e fora dele, para definir posições para o Governo e para o Senado. Em todas as conversas, a candidatura do governador Carlos Brandão a uma das vagas de senador já vista como prego batido e ponta virada, independentemente de restarem pouco menos de três anos para a sua desincompatibilização, e três anos e sete meses para as eleições gerais.

O governador Carlos Brandão tem esse projeto muito bem delineado, tratando com o cuidado e o pragmatismo que a empreitada senatorial exige. Até agora ele não disse nem sim nem não ao ser indagado sobre o assunto. No caso, o silêncio é um forte indicador de que o projeto existe e está de pé, mas que ainda é cedo para falar sobre ele. O governador conhece bem todas as cautelas que se deve ter em relação a um projeto dessa envergadura, principalmente diante do fato de que os ocupantes das duas cadeiras têm a tentativa de reeleição como primeira opção.

Para consolidar e viabilizar esse projeto, o governador Carlos Brandão tem dois desafios. O primeiro é fazer um bom Governo, no nível do que foi compromissado durante a campanha. Os primeiros movimentos indicam que ele vai trabalhar duro para justificar o crédito quer lhe foi dado pelo eleitorado. O segundo é vencer as eleições municipais que serão realizadas daqui a 19 meses, formando uma ampla e sólida base política e eleitoral nos municípios. A julgar pela unidade municipalista que formou na eleição da Famem, não há dúvida de que será expressivo o número de aliados que sairão das urnas. Aliados seus apostam em bons resultados em São Luís e em Imperatriz, por exemplo.

É verdade que ainda é um pouco cedo para se definir candidaturas majoritárias para a corrida eleitoral de 2026. Mas o discurso do prefeito de Governador Nunes Freire mostrou que nos círculos mais fechados da política, os nomes já estão sendo postos, e, pelo menos até aqui, o de Carlos Brandão e, de longe, o mais forte.

PONTO E CONTRAPONTO

A pedido de Brandão, Lula sobrevoará áreas afetadas por enchentes no Maranhão

Lula da Silva atendeu a pedido de Carlos Brandão e
vai sobrevoar as áreas alagadas no Maranhão

O presidente Lula da Silva (PT) conhecerá hoje a situação em que se encontram os mais de 60 municípios atingidos pelas cheias dos rios que cortam as suas regiões. Ele atendeu à solicitação do governador Carlos Brandão. Os dois e o ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino, sobrevoarão a região do Médio Mearim, onde é crítica a situação de Pedreiras, Trizidela do Vale e Alto Alegre, tomadas pelo rio Mearim, e onde o cenário é mais grave. O sobrevoo alcançar outros municípios, entre eles Bacabal, onde o presidente e o governador concederão entrevista coletiva tão logo retornem da vistoria. Nas diversas regiões onde municípios foram inundados existem quase oito mil famílias afetadas, com cerca de 35 mil pessoas desabrigadas.

Na conversa com a imprensa, que ocorrerá no aeroporto regional de Bacabal, o presidente Lula e o governador Carlos Brandão farão um relato da situação e deverão anunciar pedidas e recursos para ajudar os desabrigados e as prefeituras das cidades afetadas.

Após a vistoria, o presidente Lula da Silva seguirá para Brasília. O governador Carlos Brandão seguirá para a Capital do País, de onde embarcará para a China, terça-feira, na comitiva do presidente da República.

ESPECIAL

TV Assembleia estreia nova programação voltada para mostrar e debater o Maranhão

Acima: Elda Borges entrevista Rodrigo Lago; no meio,
Karla Bianca conversa com Ana do Gás e embaixo,
Fábio Cabral media debate comparticipação do
vice-governador Felipe Camarão sobre educação

Num tempo em que, a exemplo do que acontece em todo o planeta, a comunicação de massa no Maranhão está vivendo as turbulências de uma transformação radical, em meio à qual os veículos de comunicação tradicionais, em especial a televisão, tentam se reinventar para enfrentar a concorrência dos portais de notícia e das controversas e incontroláveis redes sociais, a TV Assembleia, braço jornalístico do Poder Legislativo, faz a diferença com sua programação.

A nova grade programática, lançada segunda-feira (03), contém 11 itens, lança novos programas, ajusta programas consagrados e dinamiza os tradicionais. Essas mudanças estão sendo comandada pela competente e experiente jornalista Jaqueline Heluy, que assumiu a Diretoria de Comunicações em fevereiro, que recebeu da presidente Iracema Vale (PSB) carta branca para inovar e desde então vem dedicando os esforços da sua tarimbada equipe para tornar mais dinâmica e informativa a programação da TV Assembleia.

O carro-chefe da programação é o telejornal Assembleia em Foco”, levado ao ar de segunda às sextas-feiras em duas edições, a primeira às 13h, com apresentação de Ronald Segundo, e a segunda às 18h, com Ely Coelho. E os informativos importantes sobre as atividades do parlamento: “Tira-Dúvidas Legislativo”, de segunda a sexta-feira (durante a programação), com produzido e apresentado pelas jornalistas Ananda Fontenele e Adriane Paiva. E o informativo “Explica Comissões”, de segunda a sexta-feira (durante a programação).

Um dos carros-chefes da programação, o “Café com Notícias”, levado ao ar de segunda a sexta-feira, às 9h, sob a condução da competente jornalista Elda Borges, ganhou nova dinâmica, como ficou demonstrado nas primeiras cinco edições. Foram entrevistados o deputado Rodrigo Lago (PCdoB) – 1º vice-presidente da AL, que mostrou o preparo e a visão aberta da nova geração de parlamentares; o deputado Júlio Mendonça (PCdoB),que ganhou o desafio de presidir a Comissão de Meio Ambiente;  o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil do Estado, coronel Célio Roberto de Araújo, sobre as providências de apoio a desabrigados das enchentes; o padre  Gutemberg Feitosa, pároco da Igreja São Maximiliano Kolbe, do Vinhais, sobre a simbologia da Semana Santa, e o deputado Leandro Bello (Podemos), um dos mais ativos entre os novos integrantes do parlamento.

Outro destaque da grade é o programa “Toda Mulher”, levado ao ar às quartas-feiras, sob a condução da jornalista Karla Bianca. Na primeira edição, o programa marcou época ao entrevistar a deputada Ana do Gás (PCdoB), que no terceiro mandato é considerada uma referência de como a mulher pode atuar forte na pública. Política já experiente, que atua intensamente nas articulações de bastidor, Ana do Gás se movimenta como represente das suas bases eleitorais e como legisladora, com projetos que visam sobre tudo fortalecer a posição da mulher. “Uma mulher bem informada, bem esclarecida, vai conseguir perceber o ciclo de violência em que vive e vai poder rompê-lo”, assinalou Ana do Gás durante a entrevista.

Uma novidade com o peso da inovação é “Contraplano”, programa em formato de mesa redonda, ancorado pelo jornalista Fábio Cabral, com a participação de três convidados para discutir temas diversos. Outros destaques são “Dentro da Área”, atração esportiva semanal apresentada pelos jornalistas Gregório Dantas e Ana Tereza, sempre às segundas-feiras, às 20h, e séries como “Tesouros do Maranhão”, com produções especiais sobre a história, as belezas e as raízes culturais do estado, às 12h; 16h e 19h30; e “Maranhão e suas Maravilhas”, que reúne cliques fotográficos retratando as belezas maranhenses.

“É uma nova programação, pensada e produzida a partir de um planejamento cuidadoso e abrangente, que contemplará o cidadão com mais notícias do nosso Parlamento, informações do dia a dia do estado e debates sobre os temas em evidência na comunidade. Um trabalho feito por uma equipe competente e dedicada, que há anos já vivencia as produções na Casa”, ressalta a diretora de Comunicação da Assembleia, Jacqueline Heluy.

A programação da TV Assembleia pelo canal aberto digital 9.2 (TV aberta), Maxx TV (canal 17) e Sky (canal 309).

Em meio à pobreza programática das TVs abertas, a TV Assembleia é uma rica opção de bons programas sobre o Maranhão.

São Luís, 09 de Abril de 2023.

Caxias é um exemplo da unidade política que Brandão tenta construir no Maranhão

Carlos Brandão ladeado à esquerda pelas deputadas estaduais Cláudia Coutinho (blusa azule óculos) e Daniella Gidão (blusa amarela) e deputada federal Amanda Gentil (na sua frente, blusa preta) e pelo prefeito Fábio Gentil à direita: base unida em Caxias

Quinto maior colégio eleitoral e um dos municípios mais importantes do Maranhão por sua tradição política e cultural, Caxias é um dos melhores exemplos de como o governador Carlos Brandão (PSB) se movimenta para construir a base do seu projeto de unidade política no estado. Isso ficou nitidamente evidenciado ontem, durante visita ao município, onde inaugurou obras importantes na companhia dos líderes das duas correntes que controlam a seara política caxiense. A primeira é a liderada pelo prefeito Fábio Gentil (Republicanos) e tem como representantes a deputada federal Amanda Gentil (Republicanos) e a deputada estadual Daniella Gidão (PSB). A outra é o Grupo Coutinho, hoje comandado pela ex-deputada Cleide Coutinho e que tem como representante a deputada estadual Cláudia Coutinho (PDT). O governador mantém laços fortes com esses dois braços, e conversa com outras forças em ação, que tentam se fortalecer na Princesa do Sertão.

A costura política de Carlos Brandão em Caxias foi feita durante o Governo José Reinaldo (2002/2006), quando ele, então chefe da Casa Civil, construiu sua candidatura à deputado federal, tendo o apoio firme do deputado Humberto Coutinho e seu grupo. Meses antes das eleições, por meio de um grande acordo, avalizado pelo então governador José Reinaldo Tavares (PDS), Carlos Brandão abriu mão do apoio do Grupo Coutinho em favor do então ex-juiz federal Flávio Dino, candidato a deputado federal pelo (PCdoB). Carlos Brandão (PSDB) se elegeu em 2006 e se reelegeu em 2010. Em 2014, a chapa liderada por Flávio Dino tendo Carlos Brandão como vice venceu a disputa pelo Governo do Estado.

Em 2016, os dois seguiram caminhos diferentes em Caxias. Flávio Dino apoiou o prefeito Leo Coutinho, que tentava a reeleição pelo Grupo Coutinho, enquanto Carlos Brandão apoiou o vereador Fábio Gentil, que venceu a eleição contra todo o poder dos Coutinho naquele momento. De lá para cá, a aliança Brandão/Gentil se consolidou, ao mesmo tempo em que o governador trabalhou para manter fortes os seus laços de antes com o Grupo Coutinho. A articulação funcionou a contento, e o resultado veio com o apoio dos dois grupos à candidatura do já governador Carlos Brandão à reeleição em 2022. Com um dado que chamou a atenção: Cleide Coutinho e Claudia Coutinho eram filiadas ao PDT. Cleide Coutinho saiu do partido para apoiar Carlos Brandão e Flávio Dino; Cláudia Coutinho, por conta da amarração partidária, declarou apoio ao candidato do PDT, Weverton Rocha, seguindo a orientação do seu marido, Ferdinando Coutinho (PDT), prefeito de Matões. Passadas as eleições, ambos declararam apoio ao Governo Carlos Brandão, unificando a posição do grupo nas Princesa do Sertão.

A visita de ontem a Caxias foi reveladora do novo ambiente político em Caxias. O governador Carlos Brandão cumpriu uma intensa agenda de inaugurações e eventos na companhia dos líderes dos dois grupos num clima de total descontração, não tendo sido registrado um só momento de incômodo ou constrangimento de qualquer lado. O anfitrião, prefeito Fábio Gentil, assim como suas aliadas, a deputada federal Amanda Gentil e a deputada estadual Daniella Gidão, interagiu com a deputada estadual Cláudia Coutinho e também com a ex-deputada Cleide Coutinho como velhos conhecidos, todos animados em torno do governador, que por sua vez não escondia o sorriso largo com a soma dos grupos em torno do seu projeto político.

É claro que nem tudo é consenso quando se trata, por exemplo, da corrida para a sucessão do prefeito Fábio Gentil, que naturalmente tem um nome no bolso do colete, bem como Cláudia Coutinho – entronizada como herdeira do grupo – também deve ter o seu. O Palácio dos Leões, por sua vez, trabalha para juntar as forças em torno de um nome. Essa construção não é fácil, à medida que envolve interesses, mágoas ancestrais e um desenho do futuro, que envolve a participação do ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) e o senador Weverton Rocha, que certamente vai querer atuar no espaço que lhe restou no município que respira política.

Em Tempo: Em clima festivo, o governador Carlos Brandão ontem as seguintes obras em Caxias: Piscina do Ponte, um dos locais mais aprazíveis da cidade; Revitalização da Beira Rio, ponto de atração às margens do Itapecuru; Praça e Quadra Poliesportiva no Residencial Eugênio Coutinho, homenagem ao pai do líder Humberto Coutinho; UEM José Gentil Rosa – ex-deputado estadual e pai do prefeito Fábio Gentil – no Residencial Santa Terezinha, e Delegacia Civil no Ponte. O governador participou da entrega do Cartão de Transporte Universitário a estudantes, e da Procissão do Fogaréu, o ponto alto da programação da Semana Santa na Terra der Gonçalves Dias.

PONTO & CONTRAPONTO

Clima em Timon ainda é de situação e oposição

Carlos Brandão e os seus aliados Leandro Bello, Rafael Leitoa e Socorro Waquim em clima de descontração diante da prefeita Dnair Veloso visivelmente tensa numa inauguração em Timon

O trabalho de unidade política levado a cabo pelo governador Carlos Brandão encontra resistência em alguns municípios. É o caso de Timon, o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão, onde ele esteve horas antes de seguir para Caxias. Ali, ele detém hoje o apoio da maioria dos grupos políticos, liderados pelo deputado estadual Rafael Leitoa (PSB), pelo deputado estadual Leandro Bello (Podemos) e pela ex-prefeita e ex-deputada estadual Socorro Waquim. Mas tem como adversário o Grupo Leitoa, formado pelos ex-prefeitos Chico Leitoa e Luciano Leitoa, que controlaram o PSB e hoje são filiados ao PDT e aliados ao senador Weverton Rocha. Os Leitoa, que romperam com o deputado Rafael Leitoa por ele se manter aliado a Carlos Brandão, têm ainda o controle da Prefeitura por meio da prefeita Dnair Veloso, eleita pelo PSB, mas hoje filiada ao PDT.  

Na visita de ontem a Timon, as imagens mostram o governador Carlos Brandão e seus aliados em clima de descontração, enquanto a prefeita Dnair Veloso não conseguiu esconder seu desconforto na condição de anfitriã.

Nos bastidores, porém, há quem afirme que as conversas para construir a unidade política em Timon estão avançando.

Convite de Lula para ir à China turbina “volta por cima” de Cleber Verde

Cleber Verde

Depois de um longo período de enormes dificuldades, atropelos e muito sofrimento, em larga medida causados pelo brutal assassinato dos seus pais, numa fazenda em Turiaçu, em junho de 2020, o deputado Cléber Verde (Republicanos) começa a ver a luz brilhar no fim do túnel. Primeiro foram os convites para ele mudar de partido, depois que perdeu o controle do Republicanos no Maranhão para o deputado federal Aluísio Mendes. Agora foi um inesperado convite para integrar a comitiva do presidente Lula da Silva (PT) na viagem à China, na próxima semana, na qual seguirão o governador Carlos Brandão e a senadora Eliziane gama (PSD). Uma fonte ligada ao parlamentar disse à Coluna que Cléber Verde está se preparando para dar a volta por cima, para recuperar o seu lugar entre os deputados federais eleitos com mais de 100 mil votos.   

São Luís, 06 de Abril de 2023.  

Brandão: um ano de poder bem-sucedido e três para consolidar o que construiu até aqui

Carlos Brandão entre Felipe Camarão, Lula da Silva e Flávio Dino: alianças fortes e garantia de apoio para viabilizar seu projeto para o Maranhão nos três anos que tem pela frente

Quando se candidatou a vice-governador em 2014, na chapa liderada pelo então ex-deputado federal Flávio Dino (PCdoB), o então deputado federal Carlos Brandão (PSDB) tinha um objetivo bem definido, que não alardeou, mas também não escondeu: ser governador do Maranhão. Sete anos e três meses depois, no dia 03 de abril de 2022, o bastão lhe foi entregue com permanência garantida de nove meses no cargo, e o desafio de se reeleger e ganhar o seu próprio Governo. Nos nove meses de mandato em 2022, enfrentou um problema de saúde que o tirou do b atente por mais de 40 dias, enfrentou sete candidatos, reelegeu-se em um só turno, assumiu o novo mandato em 1º de janeiro e na segunda-feira, 03 de abril de 2023, completou seu primeiro ano de poder efetivo.

O Carlos Brandão discreto, meio sisudo, de sorriso raro, cuidadoso nas palavras e nos movimentos, cioso da sua posição de nº 2 na hierarquia do Poder Executivo, foi substituído pelo Carlos Brandão que, ao assumir a condição de titular, aos poucos abriu o sorriso e adotou o aperto de mão, o tapinha nas costas e a conversa franca para se comunicar politicamente. Agora, tendo o controle total do seu mandato, sem sombra para cobri-lo, nem adversário para cutucá-lo, o governador Carlos Brandão inicia uma contagem regressiva de 1090 dias para cumprir os seus compromissos de campanha na desafiadora seara da gestão e manter forte a estrutura política que montou comandando a aliança partidária que herdou do agora senador Flávio Dino (PSB), hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, e até onde a vista pode alcançar, o seu maior parceiro político.

Diferentemente de boa parte dos governadores, Carlos Brandão vive uma situação diferenciada, a começar pelo fato de que recebeu um Governo bem armado, eficiente, realizador e bem cuidado. Logo nos primeiros meses da sua gestão, ele deu mostras claras de que manteria a máquina nesse diapasão, tendência que foi mantida no seu primeiro ano de poder efetivo: bom equilíbrio fiscal e contas em dia, a começar pela mais importante delas, os salários dos servidores. Na mesma pisada, tem mantido de pé, no mesmo ritmo, programas de importância superlativa, como, por exemplo, os Restaurantes Populares, que hoje estão em 168 municípios e deverão chegar aos 217 até o final deste ano. Os programas arrojados nas áreas de saúde, educação e infraestrutura não sofreram qualquer descompasso. O Portal das Transparência foi até ampliado.

Carlos Brandão ambiciona dar um passo muito mais largo, projetando um reforço radical na economia do Maranhão. Quando vice, foi escalado durante anos para garimpar investimentos dentro e fora do Brasil. Sabe, portanto, o que está dizendo quando alimenta o sonho da refinaria, da siderúrgica, de investimentos em pesca e no turismo. Aposta alto na parceria com o Governo Lula da Silva (PT) e exibe convicção de que os chineses, por exemplo, investirão no Maranhão. Tem dito que dificilmente inaugurará um complexo industrial no seu mandato, mas afirma que se deixar o processo em andamento, se dará por satisfeito.

No campo político, o governador Carlos Brandão surpreendeu a quem não percebeu seus eficientes movimentos antes de assumir o comando. Nascido no PSDB, acabou no PSB, e aliado com o PT e o PCdoB. Durante a campanha da reeleição, com o aval do ex-governador Flávio Dino e o apoio de raposas veteranas como o ex-governador José Reinaldo Tavares, os ex-prefeitos Sebastião Madeira (Imperatriz) e Luís Fernando Silva (São José de Ribamar), que hoje formam o “núcleo duro” do seu Governo, e ainda novas lideranças, como a deputada Iracema Vale (PSB), campeã de votos, construiu uma base com a qual triturou adversários nas urnas. O desempenho eleitoral associado às boas condições do seu Governo lhe permitiu criar um ambiente político com poucos adversários.

Os próximos três anos serão decisivos para manter o cenário de agora, podendo consolidá-lo ou não. A julgar pelo que protagonizou até aqui, tem condições de entregar ao seu sucessor, o jovem vice-governador Felipe Camarão (PT), no dia 03 de abril de 2026, um Maranhão em forte movimento como o que recebeu um ano atrás.

PONTO & CONTRAPONTO

Problemas com cotas femininas podem mudar perfil da Assembleia

Wellington do Curso, Neto Evangelista e Fernando Braide com mandatos sob risco; Inácio Melo, Edson Araújo e César Pires, brigando para entrar

Uma guerra político-partidária de “vida ou morte” está sendo travada em torno dos processos sobre suposta burla de cotas destinadas a mulheres nas eleições passadas. A decisão está nas mãos do Supremo Tribunal Federal. Na linha de tiro estão os deputados Wellington do Curso (PSC), Neto Evangelista (União Brasil) e Fernando Braide (PSD). Vivendo a tensa expectativa de ganhar cadeira na Assembleia Legislativa estão os suplentes Inácio Melo (PSDB), Edson Araújo (PSB) e César Pires (PSD).

Se a mudança for consumada, produzirá impacto forte na base política do prefeito Eduardo Braide, que terá o irmão fora da Assembleia Legislativa. O deputado Wellington do Curso, visto por todos como um “resistente”, por haver ganhado o terceiro mandato lutando contra tudo e contra todos. E se alcançar o deputado Neto Evangelista, a Assembleia Legislativa perderá um quadro importante da nova geração de políticos maranhenses.

Por outro lado, a mudança, se houver, será muito comemorada pela senadora Eliziane Gama (PSD), uma vez que o seu consorte, Inácio Melo (PSDB), assumirá uma cadeira no parlamento estadual. Edson Araújo, homem forte do setor pesqueiro e hoje secretário do Governo Carlos Brandão, voltará à Assembleia Legislativa para cumprir o quinto mandato. O mesmo acontecerá com César Pires, um quadro parlamentar de excelência retornará à Casa.

Será uma decisão de impacto no cenário político estadual.

Vereador quer criar frente parlamentar contra a fome em São Luís

Ribeiro Neto frente parlamentar contra a fome em São Luís

Tramita na Câmara Municipal proposta da criação de uma Frente Parlamentar de Combate à Fome. A proposição, já formalizada na forma de projeto de resolução pelo vereador Ribeiro Neto (Mais Brasil), tem como foco principal cidade de São Luís, hoje com 1,2 milhão de habitantes e vista como um mosaico de problemas sociais, a começar pela insegurança alimentar.

A ideia principal do vereador Ribeiro Neto é abrir um grande debate sobre a situação alimentar do habitante de São Luís, principalmente depois das enormes dificuldades surgidas com a pandemia da Covid-19 e suas consequências econômicas e sociais. O vereador propõe discussão sobre o tema em seminários, fóruns, audiências e eventos afins, bem como avaliação de políticas públicas de distribuição de alimentos e programas de avaliação do estado nutricional de crianças das creches e escolas da rede municipal de ensino. 

Ribeiro Neto fundamenta a iniciativa: “Essa Frente Parlamentar vai proporcionar o mais importante dos direitos, que é a alimentação e à qual todo cidadão deve ter garantida, pelo princípio da dignidade humana. Isso será garantido com a efetiva participação dos vereadores, a fim de contribuir para a discussão, aprimoramento a criação de formas de cooperação entre órgãos públicos e privados, com a finalidade de implementar políticas públicas de combate à fome”. 

Em Tempo: O vereador Ribeiro Neto não está levando em conta o arrojado programa de segurança alimentar do Governo do Estado, que mantém seis restaurantes populares em São Luís, que atendem milhares de pessoas de baixa renda a cada dia.

São Luís, 05 de Abril de 2023.  

Pleitos de deputados vão da recuperação da MA-006 a “fila zero” nas estações de ferryboats

Iracema Vale, Arnaldo Melo, Othelino, Carlos Lula, Fabiana Vilar, Francisco Nagib, Antônio pereira, Daniella Gidão, Florêncio Neto, Cláudia Coutinho, Glaubert Cutrim, Osmar Filho, Yglésio Moises, Roberto Costa, Mical Damasceno, Rafael Leitoa, Rodrigo Lago, Neto Evangelista, Abigail Costa, Wemetério Weba, Andreia Rezende, Aluísio Costa, Rildo Amaral, Edna Silva, Ariston Pereira, Cláudio Cunha, Vivianne Silva, Davi Brandão, Ana do Gás, Fernando Braide, Janaína Ramos, Júlio Mendonça, Júnior Cascaria, Júnior França, Ricardo Rios, Wellington do Curso, Ricardo Arruda, Solange Almeida, Leandro Bello, Juscelino Marreca, Eric Costa e Guilherme Paz.

Nos seus dois meses de existência efetiva, a nova Assembleia Legislativa quebrou tabu elegendo a deputada Iracema Vale (PSB) primeira mulher para presidi-la, discutiu intensamente as várias questões que envolve a mulher, abriu um debate de longo prazo sobre as causas da pobreza renitente no Maranhão, mobilizou parte dos deputados para o transtorno anual das enchentes e atuou em completa sintonia com o Poder Executivo, comandado pelo governador Carlos Brandão (PSB). Por outro lado, individualmente, os deputados fizeram uso intenso da tribuna para registrar demandas que muitos consideram sem importância, mas que para eles têm importância fundamental para comunidades, muitas vezes esquecidas, mas que viram neles a esperança de alcançar aquele benefício. Vários deputados, por exemplo, pediram obras urgentes para a MA-006, uma das rodovias mais importantes do Maranhão, que ligo o Norte ao Sul do estado, tendo outros pedidos recuperação de diversas BRs e MAs em diferentes regiões. Houve quem propusesse a carteira de vacinação atualizada para acesso ás escola pública, e quem transformasse em bandeira “fila zero” nas estações de ferryboats, e ainda uma proposta de tornar lei o acesso a medicamentos à base de canabidiol.

Os pleitos formulados na tribuna e formalizados por indicações, requerimentos e projetos de lei mostraram com clareza que 37 dos 42 deputados chegaram à Casa propósitos iniciais definidos, como compromissos assumidos na conversa com eleitores durante a campanha. Esses pleitos apalavrados na guerra pel0 voto podem ser considerados compromissos cumpridos no0 primeiro momento, já que a luta dura começa agora para vê-los viabilizados. Os dados foram levantados por Repórter Tempo nas informações divulgadas pela eficiente Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa. E o resultado foi é o seguinte:

Abigail Cunha (PL): pediu reforma de escola estadual, com ampliação de biblioteca, e a implantação de um Parque de Exposição Agropecuária em Barra do Corda.

Arnaldo Melo (PP): além de investigar as causas da pobreza no Maranhão, pediu a recuperação da MA-034, e escola militar e restaurante popular em vários municípios.

Carlos Lula (PSB): propôs Projeto de Lei (PL) instituindo Política Estadual da 1ª Infância, defendeu a Carteira de Vacinação atualizada como condição para acesso à escola pública, cobrou a retomada da construção de 90 creches no estado, defendeu a expansão do ensino de tempo integral e quer criar pontos de apoio a entregadores em São Luís.

Cláudia Coutinho (PDT): defendeu mais investimentos em todas as áreas ligadas à saúde, cobrou a recuperação da rodovia Caxias-Aldeias Altas, pediu a implantação de uma agência do INSS em Caxias e uma clínica do programa “Sorrir” em Matões.

Andreia Rezende: (PSB): restaurante popular e policlínica no Maracanã.

Roberto Costa (MDB): pediu a imediata revisão do programa Minha Casa, Minha Vida em Bacabal, cobrou apoio a desabrigados de Bacabal, propôs a criação da Patrulha Maria da Penha e a revisão das diretrizes desse programa, e pediu um pacote de obras para Buriti Bravo.

Solange Almeida (PL): implantação de um shopping da criança em Santa Inês, e um programa de tratamento da endometriose.

Júnior Cascaria (Podemos): defendeu obras em diversos municípios e um programa de atendimento na área de saúde mental.  

Júlio Mendonça (PCdoB): sugeriu a ampliação do programa de compras de agricultura familiar para restaurantes populares, e cobrou uma política de preservação do rio Itapecuru.

Ariston Pereira (PSB): pediu o asfaltamento de trechos da MA-271 e da MA-368, defendeu a implantação de uma unidade do Viva em Bacabeira, e um redutor de velocidade na rodovia que corta Sucupira do N0rte.

Francisco Nagib (PSB): em meio a várias manifestações pelo fortalecimento econômico do Maranhão, pediu o programa Mais Renda para Codó.

Rodrigo Lago (PCdoB): pediu a recuperação de rodovias no Médio Sertão, obras de pavimentação e drenagem em Paço do Lumiar, equipamento do Mais Renda para Matinha, obras na ponte de Viana, pavimentação da MA-245 e obras urbanas em Colinas e Governador Luiz Rocha.

Fernando Braide (PSD): defendeu obras para São Luís, destinou recursos de emendas para o Aldenora Bello e uma política de incentivo ao desenvolvimento econômico.

Mical Damasceno (PSD): recuperação da MA-006.  

Leandro Bello (Podemos): pediu a ampliação da “malha aérea”, propôs a permanência de fisioterapeutas em maternidades pública e privadas, pediu um curso de radioscopia na Uema, denunciou o alto preço da água e a implantação de uma UPA em Timon, e indicou a pavimentação da MA-226, entre outros pleitos.

Janaína Ramos (Republicanos): cobrou obras urbanas, novas ambulâncias e a implantação de um Socorrão em Imperatriz e obras em Amarante.

Júnior França (PP): obras na MA-315 entre Bom Jardim e São João do Carú, centro de Hemodiálise em Santa Inês, reforma de escola em Santas Luzia, restaurante popular em Paulino Neves e viatura policial para Santas Luzia.

Neto Evangelista (União Brasil): destinou R$ 390 mil ao Aldenora Bello, fez a defesa da mulher e da criança e pediu a criação de uma Delegacia Especializada em Pessoas Deficientes.

Osmar Filho (PDT): pediu melhorias urbanas para Cajari e uma unidade do programa Mais Justiça para aquele município.

Ana d0 Gás (PCdoB): pediu equipamentos do programa Mais Renda para Santo Antônio dos L0pes.

Ricardo Arruda (MDB): pediu a recuperação da MA-006 e mais salas de aula para Formosa da Serras Negra.

Florêncio Neto (PSB): pediu o asfaltamento da MA-313, uma unidade do Hemomar na Assembleia Legislativa, restaurantes populares para seis municípios e uma política de combate ao bulling contra autistas.

Wellington do Curso (PSC): realização de concurso público pelo Governo do Estado e ampliação da Casa de Apoio Ninar.

Cláudio Cunha (PL): melhorias para a região do litoral, PL propondo “Fila Zero” nas estações de ferryboats, investimento em saúde segurança em Cururupu, ampliação do Hospital Regional e policlínica na Região Tocantina e a ligação rodoviária entre Anajatuba e Bacurituba.

Davi Brandão (PSB): pediu apoio aos desabrigados e a restauração da Estrada do Leite em Bacabal.

Edna Silva (Patriotas): restauração da BR-222 na região de Buriticupu.

Rafael Leitoa (PSB): PL propondo um programa de acesso a medicamentos à base de canabidiol e obras urbanas paras Timon. 

Aluízio Santos (PL): pediu a ampliação do fornecimento de água pela Caema, um centro de Hemodiálise, e a transformação de um CAIC em escola de tempo integral em Chapadinha, e ainda a restauração da rodovia Chapadinha/Afonso Cunha.

Eric Costa (PSD): criticou e pediu o controle do preço da carne no Maranhão, propôs uma política de incentivos fiscais para empresas atacadistas, pediu um centro de Hemodiálise para Barra do Corda e um pacote de obras urbanas para Barra do Corda e Amarante.

Rildo Amaral (PP): propôs recapeamento asfáltico em diversos municípios, a começar por Imperatriz.

Viviane Silva (PDT): pediu obras urbanas em Balsas, a recuperação da MA-006 e obras no Hospital Municipal de Riachão.

Yglésio Moises: defendeu a implantação de uma ponte aérea entre São Luís e Imperatriz.

Juscelino Marreca (Patriotas): quer um centro de Hemodiálise em Barreirinhas e outro em Santas Luzia, um colégio militar em Turilândia, e apoio a produtores rurais de Nova Olinda.

Wemetério Weba (PP): pediu a reforma do centro administrativo de Junco do Maranhão.

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton admite que faz “oposição responsável, ao Governo de Brandão

Weverton Rocha admite que faz oposição a Carlos Brandão

O senador Weverton Rocha (PDT) rascunhou, finalmente, sua posição no cenário político estadual. Afirmou quer não está fazendo “nenhum tipo de oposição irresponsável”, e que está “dando tempo ao tempo”, para ver “lá na frente como estarão “os atores que ganharam as eleições aqui no Maranhão”.

Se não está fazendo “nenhum tipo de oposição irresponsável”, e nada mais falou a respeito, a conclusão lógica é a de que está fazendo uma “oposição responsável”.

E isso ficou mais claro quando, ao comentar sobre a possibilidade de uma federação PSB/PDT, disse que essa é uma discussão que tem de vir do nacional para o estadual, sem chances de ser o contrário, por existirem ainda resquícios incômodos das eleições em que o governador Carlos Brandão se reelegeu em turno único e ele, então candidato do PDT, ficou em terceiro lugar.

O que fica claro nas declarações do senador Weverton Rocha é que, por mais que se esforce para mostrar o contrário, ele não assimilou o resultado, que foi resultado dos seus próprios movimentos.

Em Tempo: Na edição de ontem, a Coluna destacou o espaço ocupado pela bancada federal do Maranhão, mostrando quem é qual no tabuleiro da República. Por um lapso imperdoável, não registrou que o senador Weverton Rocha é vice-líder do Governo no Senado, missão para a qual foi convidado pelo próprio presidente Lula da Silva (PT). O autor pede desculpas ao senador e aos leitores.

Visita dos Holanda a Brandão pode ter sido mais do que apenas cortesia

Carlos Brandão entre Edivaldo Jr. e Edivaldo Holanda: “visita de cortesia”, mas cheia de intenções políticas

O meio político foi surpreendido ontem com a visita do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (sem partido), acompanhado do pai, o ex-deputado estadual Edivaldo Holanda, ao governador Carlos Brandão, no Palácio dos Leões.

O governador Carlos Brandão divulgou o fato como um gesto de cortesia dos Holanda, acrescentando que os dois o parabenizaram pelo primeiro ano à frente do Governo do Maranhão e dialogaram sobre fatos e ações do Governo.

O gesto de cortesia pode estar recheado de intenções políticas. O tempo está passando, as eleições municipais já estão na pautadas, e Edivaldo Jr. tem pressa para definir um rumo.

Atropelado nas urnas de 22 por conta de um monumental erro de avaliação, o ex-prefeito, que permanece como um quadro promissor, pode estar se dando conta de que não irá a lugar algum em voo solo.

Para retomar a estrada da política, Edivaldo Jr. terá de costurar alianças. Vale lembrar que ele foi visto em público pela última vez na posse do vereador Paulo Victor (PCdoB) na presidência da Câmara Municipal, cumprimentando com entusiasmo o hoje secretário estadual de Cultura e potencial candidato a prefeito pela aliança liderada pelo governador Carlos Brandão.

O tempo vai dizer no que vai dar essa visita de cortesia.

São Luís, 04 de Abril de 2023.

Fábio Macedo vai liderar 142 deputados com o desafio de mostrar que chegou à maturidade política

Fábio Macedo chegou ao alto clero como líder de 142 deputados federais

O deputado federal Fábio Macedo (Podemos) assumiu na semana passada a liderança do maior bloco partidário da Câmara Federal, com 142 deputados do MDB, PSD, Republicanos, Podemos e PSC, tornando-se, da noite para o dia, um dos mais influentes e poderosos integrantes do parlamento da República. Ele foi escolhido líder por consenso depois de debates no bloco, aceitou o desafio e disse que vai fazer o que estiver ao seu alcance para manter o grupo unido nos grandes embates que se anunciam no Congresso Nacional. Com a ascensão, o deputado maranhense ganha uma estatura política que ele certamente não imaginava poder alcançar no seu primeiro mandato federal. Mais do que isso, ao se tornar líder, protagoniza uma volta por cima difícil de acreditar, depois dos atropelos que marcaram os seus dois mandatos na Assembleia Legislativa.

A liderança do bloco MDB/PSD/PSC/Republicanos/Podemos é um enorme desafio para qualquer deputado. Na condição de líder, o deputado Fábio Macedo vai administrar interesses de cinco partidos e de 142 deputados, que são parte do Centrão. Isso equivale a pouco mais de 1/4 dos 513 integrantes da Câmara Federal. E pelas forças que reúne, esse bloco, se bem articulado e devidamente posicionado, tem poder de fogo para mudar o rumo de qualquer votação na Câmara Federal. Traduzindo, a liderança do bloco tirou o deputado Fábio Macedo da “muvuca” do plenário e o catapultou para o ambicionado camarote do “alto clero” da chamada “Casa do Povo”.

Os oito anos de baixos e altos na Assembleia Legislativa deram ao deputado Fábio Macedo algumas referências políticas que ele parecia não dispor:  “Com muita humildade e firmeza, assumo esse compromisso com a missão de representar da melhor forma esses partidos e principalmente os interesses da população brasileira, fortalecendo os valores sociais e econômicos da nossa bancada. Agradeço a confiança dos demais líderes de partidos que chegaram a um consenso ao redor do meu nome. Que possamos trabalhar com unidade e força”. A manifestação não traduz de fato um político de larga experiência, mas sinaliza com clareza um parlamentar com potencial de crescimento numa Casa que respira política 24 horas por dia e o futuro do país nas mãos.

Fábio Macedo mostrou sinais de maturidade política quando, depois de haver peregrinado por vários partidos, teve a sacada de assumir o controle do Podemos no Maranhão, que se encontrava nas mãos do prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Como manda-chuva da legenda no estado, ele pôde montar uma chapa que resultou na sua eleição para a Câmara Federal e na de Júnior Cascaria e Leandro Bello para a Assembleia Legislativa. O desempenho do Podemos no Maranhão sob seu comando lhe deu cacife no comando nacional do partido e um bom desembarque na Câmara Federal. Chamou a atenção quando defendeu a independência do Parlamento, a despolarização política, a busca por consensos e a defesa da democracia. Um discurso que em nada lembrou o Fábio Macedo no seu primeiro mandato estadual.

Aos 41 anos, o Fábio Macedo que desembarcou na Câmara Federal em nada lembra o jovem e imprevisível parlamentar estadual, mais conhecido por ser filho do influente empresário Zezé Macedo. No primeiro mandato estadual, ele alternou momentos de atuação política equilibrada com descaminhos na sua vida pessoal e a desastrada relação com a bebida, que lhe causou graves transtornos pessoais e familiares, chegando muito próximo do fundo do poço. Mas conseguiu dar a volta por cima, assumindo uma atuação política discreta e eficiente. A demonstração de que havia, de fato, virado a mesa, foi a guinada partidária e a decisão de se candidatar à Câmara Federal, para a qual foi eleito com 95.270 votos.

A liderança do bloco MDB/PSD/PSC/Republicanos/Podemos dá ao deputado federal Fábio Macedo a rara oportunidade de mostrar que tem estatura e visão política para importante desafio de influenciar nas decisões política por um Brasil que se esforça para, ele também, virar o jogo.

PONTO & CONTRAPONTO

Bancada maranhense mostra peso em Brasília

Flávio Dino, Juscelino Filho, Fábio Macedo e André Fufuca: destaques da bancada federal

A ascensão meteórica e inesperada do deputado federal Fábio Macedo ao comando do maior bloco partidário, com 142 deputados, colocando-o em acento privilegiado do alto clero da Câmara Federal, deu uma dimensão muito maior à bancada do Maranhão no Congresso Nacional, e tem como o deputado Aluísio Mendes (Republicanos) como um dos vice-líderes.

Para começar, o presidente Lula da Silva (PT) entregou o fundamental Ministério da Justiça e Segurança Pública ao senador Flávio Dino (PSB), o mais destacado nome maranhense na política nacional. Da mesma maneira, mas por meio de outro viés político, nomeou o deputado federal Juscelino Filho (União Brasil) para o importante Ministério das Comunicações.

Na Câmara Federal, o deputado André Fufuca é hoje um dos mais influentes chefes partidários, com poder de fato sobre a poderosa a decisiva bancada do PP, que controla como líder e sob a orientação direta do poderoso presidente da Casa, deputado Arthur Lira (PP-AL). André Fufuca é um dos articuladores do PP e do Centrão na relação com o Governo em torno de matérias que sofrem resistência por parte da direita mais conservadora.  

E mais: o deputado Rubens Júnior é hoje um dos mais influentes da bancada do PT, da qual é um dos vice-líderes escolhido pelo presidente Lula da Silva, atuando no enfrentamento da oposição agressiva e, ao mesmo tempo, como um dos articuladores para a construção de maiorias em torno de projetos de interesse do Palácio do Planalto. É o caso também do deputado federal Márcio Jerry, que é voz influente a bancada do PCdoB.

Em termos proporcionais, é uma das bancadas mais influentes do Congresso Nacional.

Bolsonaristas decepcionados com Bolsonaro

Jair Bolsonaro decepcionou apoiadores de peso no Maranhão

Decepção. É esse o sentimento que domina alguns membros da direita maranhense com o chefe maior deles, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recém retornado do “exílio” voluntário de três meses em Miami (EUA). Três pontos motivam o desânimo-decepção.

O primeiro foi a viagem para os EUA, para eles desnecessária, exatamente por ter causado a impressão de que estava mesmo fugindo, com medo de alguma decisão judicial que o mandasse para a cadeia.

A segunda foi o escândalo das joias sauditas, em especial as que seriam presentes para a consorte Michelle Bolsonaro, no valor espantoso de R$ 16 milhões. O que agravou ainda mais a decepção desses bolsonaristas foi a tentativa desesperada e mafiosa dos asseclas do ainda presidente de tentar de todas as maneiras, todas usando o expediente da “carteirada”, para tirar o pacote milionário da Receitas Federal e mantê-lo como contrabando. Esses bolsonaristas veem as armações contrabandísticas, que esbarraram na resistência dos honrados servidores do Leão, como último ato da opereta mambembe que foi o governo do presidente Jair Bolsonaro.

E finalmente, eles acham que subordinação do ex-presidente Jair Bolsonaro às artimanhas do chefão do PL, Waldemar Costa Neto – a quem o ex-presidente chamou de “Meu chefe!” – podem corroer ainda mais o poder de fogo político do bolsonarismo. E citam o salário de R$ 36 mil pago ao ex-presidente, o de R$ 25 mil pago à ex-primeira-dama e ainda o aluguel de R$ 16 mil pela mansão onde o ex-presidente está morando em Brasília. Dinheiro do Fundo partidário, ou seja, do contribuinte, que já paga aposentadoria de R$ 18 mil ao ex-capitão Jair Bolsonaro, expulso do exército por insubordinação e terrorismo.

São Luís, 02 de Abril de 2023.

Decisão judicial, posição ativa do Governo e perda de objeto encerraram a greve dos professores

Sob a orientação de Carlos Brandão, Felipe Camarão manteve o Governo na mesa de negociações com professores

O ano letivo da rede estadual de ensino, que atende a milhares e milhares de estudantes, vai finalmente ser iniciado. Os professores da rede encerraram a greve e devem retornar ao trabalho na próxima segunda-feira (03/04). A decisão foi tomada na noite de quarta-feira (29), depois de o Órgão Especial do Tribunal de Justiça ter confirmado, por unanimidade, a ilegalidade da greve e o bloqueio de R$ 1,8 milhão do sindicato da categoria, o Simproesemma. Com a decisão, ganham os estudantes, o Governo do Estado, e os próprios professores, que retornarão às suas atividades profissionais sem a pecha da irresponsabilidade

A decisão de encerrar a greve e voltar à sala de aula foi tomada diante do beco sem saída em que o Simproesemma foi colocado com a decisão da Justiça confirmando a ilegalidade da greve e o bloqueio de R$ 1,8 constantes na conta bancaria da entidade sindical. Foram também decisivos o fato de o Governo não ter se omitido das negociações e ter proposto 11% de reajuste salarial, a ser pago em duas parcelas, contra a proposta de 14,95% feita pelo Simproesemma. Foi igualmente decisivo o recado dado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Velten, lembrando que se tratou de uma decisão do colégio de desembargadores, e que os líderes grevistas deveriam pensar muito bem antes de desrespeitarem a decisão judicial, com a eventual continuidade da greve.

Além do mais, a greve perdeu sentido à medida que o Governo do Estado não se furtou ao diálogo e foi ativo ao atender a maioria dos itens da pauta de reivindicações. A proposta da concessão de um reajuste salarial de 11% em duas parcelas, sendo a primeira retroativa a janeiro e a segunda a segunda a partir de julho, também foi decisiva, uma vez que esse foi o “teto” encontrado pelo Governo. Qualquer valor acima do proposto violaria as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo avaliação do Ministério Público, que acompanhou todas as etapas do processo.  Essa condicionante foi informada aos líderes sindicais, que decidiram ignorar a limitação e insistir na proposta inicial, mesmo sabendo da impossibilidade de atendimento, exatamente por motivos de natureza fiscal.

Poucos movimentos grevistas deflagrados pelo Simproesemma foram tão bem-sucedidos como o de agora. Isso porque encontrou um Governo aberto a sentar à mesa de negociações e discutir sem esquivas todos os itens da pauta. Esse processo durou semanas, até desembocar na paralisação. Foram discussões internas, mas sempre dentro da mais absoluta boa convivência, apesar das discussões ásperas a respeito do piso salarial, que torna o professor do Estado do Maranhão um dos mais bem remunerados do País. Essa condição foi alcançada ainda no primeiro Governo Flávio Dino, quando os professores do Maranhão foram os primeiros a serem contemplados com o piso nacional da categoria. Desde então, o Maranhão tem sido referências na área.

De 2015 para cá, sob a batuta do atual vice-governador e secretário de Educação, Felipe Camarão, o Maranhão recebeu um dos mais amplos e ousados programas educacionais do País, tendo como carro-chefe o programa Escola Digna, que instituiu um padrão de qualidade nas escolas públicas. Outro programa de peso na área, e que ainda está em pleno vigor, é a implantação da Escola de Tempo Integral, na qual o estudante para o dia na escola, onde recebe conhecimentos, alimentação e a prática de esportes. E, finalmente, os Iemas, escolas de formação técnicas, já com unidades espalhadas em todas as regiões. Todos os programas foram considerados de excelência na avaliação feita por diversos órgãos e entidades de controle de qualidade.

O fim da greve colocará toda essa saudável engrenagem em funcionamento, movimentando milhares e milhares de jovens na direção do futuro.

PONTO & CONTRAPONTO

Pedetistas querem partido com candidato próprio em São Luís

Há quem queira Weverton Rocha candidato em S L

Vozes ainda discretas do PDT começam a questionar a decisão antecipada do partido de não lançar candidato próprio à Prefeitura de São Luís, tornada pública pelo vereador Raimundo Penha no início deste ano. Esses pedetistas, que preferem não se expor ainda, avaliam que o PDT, que já foi o maior e mais forte da Ilha, deveria, sim, lançar candidato próprio à sucessão do prefeito Eduardo Braide. Para eles, o partido fundado por Jackson lago e Neiva Moreira e hoje comandado pelo senador Weverton Rocha, deve definir um projeto arrojado para sair do segundo plano e voltar a ser protagonista no cenário político da Capital. Entre eles, há os que defendem que o partido deve definir uma candidatura própria para São Luís em 2024, que poderia ser a do próprio senador Weverton Rocha, que é, de longe, o nome pedetista com maior força política e eleitoral na Capital. Para essas vozes, se continuar como regra três, o PDT ludovicense corre o risco de perder de vez a força que ainda tem nos bairros ludovicenses, nos quais reinou sob o comando de Jackson Lago.    

Edivaldo Jr. estaria avaliando caminhos possíveis para 2024

Edivaldo Jr. não revelou ainda se será candidato a prefeito

Voltaram a circular rumores a respeito do futuro político do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., que continua sem partido. O rumor mais recente dá conta que o ex-prefeito estaria avaliando a possibilidade de se lançar pré-candidato à Prefeitura da Capital, mesmo sabendo que tendo o prefeito Eduardo Braide (PSD) como candidato à reeleição, e nomes como o deputado federal Duarte Jr. (PSB) e o vereador e atual secretário estadual de Cultura Paulo Victor (PCdoB) como nomes quase certos no páreo de 2024. O mesmo rumor dá conta de que, caso avalie que não tenha chance de entrar na disputa, estaria avaliando dois caminhos. O primeiro seria candidatar-se à vereador ou a vice-prefeito, ou lançar a sua mulher, Camila Holanda para vice numa chapa alinhada ao Palácio dos Leões.

Vale anotar que, desde que foi fulminado na corrida ao Palácio dos Leões, o próprio Edivaldo Holanda Jr. não deu uma só palavra sobre o seu futuro político.

São Luís, 31 de Março de 2023.

Justiça confirma ilegalidade da greve dos professores e Velten manda recado direto ao Simproesema

Paulo Velten anuncia resultado da votação sobre greve e dá aviso ao Simproesema

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça decidiu ontem, por unanimidade, que a greve dos professores da rede estadual de ensino é ilegal. Confirmando, assim, a decisão do relator da ação movida pelo Governo do Estado, desembargador Jamil Gedeon, por não encontrar nos argumentos do Simproesema, que representa os professores, nada que justifique a paralisação, que atinge milhares de estudantes, retardando o ano escolar de 2023. Governo do Estado atendeu à maioria dos itens da pauta de reivindicações, e no principal, que é o aumento de salário, ofereceu 11% em duas parcelas, uma retroativa a janeiro e outra a ser paga a partir de julho, contra 14,94% reivindicados pela categoria. O Simproesema não aceitou, e manteve a greve. Na decisão de ontem, o Judiciário manteve o bloqueio de R$ 1,8 milhão do sindicato. A decisão unânime do Tribunal já era esperada, como também a “tradição” sindical não respeitar decisão judicial contra greve.

Esse quadro cores mais fortes com o recado, em tom de advertência, disparado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Paulo Velten, no sentido de que os grevistas voltem imediatamente ao trabalho ou pensem duas vezes se optarem por não cumprir a decisão do Tribunal de Justiça. Usando um tom grave, o presidente do Poder Judiciário disse o seguinte:

“Relativamente ao sindicado, é importante que se esclareça que a decisão não é mais individual, de um desembargador. A decisão é da corte, é do Tribunal. A astreinte, que vem do direito francês, que permite, em alguns casos como esses, ao Tribunal impor multa pelo descumprimento da decisão, pode eventualmente ser revista, caso o próprio relator identifique que não há recalcitrância no cumprimento da decisão. Então, é muito importante que os professores, por meio dos seus sindicatos, nesse momento reflitam sobre a importância cumprir a decisão do Tribunal. Uma decisão de enfrentamento ao colegiado e as decisões que ele toma, com a sua liberdade e legitimidade, não fica nem bem para a democracia que queremos construir, e muito menos para a pauta que é importante dos nossos professores. Temos que prosseguir, portanto, com essa pauta, que é importante, mas utilizando outros meios que não mais a greve, que neste momento, repito, foi considerada ilegal pelo colegiado aqui presente”.

Não há registro recente de uma manifestação desse quilate por parte de um chefe do Poder Judiciário em caso dessa natureza. Na sua fala, o presidente Paulo Velten abordou vários aspectos de um problema recorrente: o não cumprimento de decisões judiciais por entidades corporativas, as quais, também por complacência da própria Justiça, acabam poupadas do pagamento de multas. O presidente do TJ deixou claro que não mais se trata de uma decisão de relator, sujeita a revisão, mas do Tribunal de Justiça, que confirma a ilegalidade da greve, tornando-a definitiva. Ou seja, terá de ser cumprida, com o retorno imediato dos professores ao trabalho, ou haverá consequências. A Justiça não será desmoralizada. O bloqueio dos recursos do Simproesema está mantido.

No Maranhão, é raro o movimento grevista respeitar decisão judicial que lhe seja desfavorável. A situação mais frequente são as greves de motoristas e cobradores de ônibus de São Luís, que via de regra combinados com as empresas, sempre teimam em desrespeitar decisão judicial, deixando milhares e milhares de usuários a ver navios. Paralisação de professores não foge a essa “regra”. A decisão do Órgão Especial do TJ se deu exatamente porque o Sindicato manteve a greve em desrespeito à decisão inicial.

A manifestação do presidente do Tribunal de Justiça vem exatamente corrigir essa distorção, colocando as coisas nos seus devidos lugares. Por essa ótica, direito é direito e não há o que discutir. O direito de greve está previsto na Constituição da República e na legislação trabalhista, sendo assegurado quando o motivo é justo, o que não é o caso do movimento grevista dos professores do Estado. O Governo do Estado não se negou a dialogar, e atendeu a quase todos os itens da pauta, propondo inclusive solução para o reajuste salarial, que foi recusado pelo sindicato da categoria, apesar de o Ministério Público ter afirmado ser esse o limite alcançado pelo Poder Executivo para não ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O acatamento da decisão com as negociações em andamento significará a normalidade do processo democrático. O não acatamento terá desdobramentos.

  PONTO & CONTRAPONTO

Brandão visita áreas afetadas pelas enchentes e prefeitos agradecem apoio

Carlos Brandão foi ao interior inspecionar as ações do Governo nas áreas atingidas pelas enchentes

Com o adiamento da viagem que faria à China na comitiva do presidente Lula da Silva (PT), o governador Carlos Brandão (PSB) cumpre agenda intensa no Maranhão. Ontem, por exemplo, ele visitou Monção, Pindaré-Mirim, Pedreiras, Trizidela do Vale, São Luís Gonzaga e Bacabal, cidades do Médio Mearim fortemente atingidas pelas cheias. Na visita, o governador inspecionou pessoalmente a situação das famílias prejudicadas as ações do Governo do Estado para minimizar o problema enfrentado por centenas de pessoas em completo estado de vulnerabilidade.

Acompanhado por uma equipe formada pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar e coordenador da Defesa Civil, coronel Célio Roberto, e pelos dos secretários de Desenvolvimento Social, Paulo Casé, e de Infraestrutura, Aparício Bandeira, o governador percorreu áreas em barco, carro e a pé, conversando com desabrigados, ouvindo explicações técnicas e dando orientações aos secretários.

 “Nós estamos fazendo vistorias a vários municípios atingidos pelas enchentes. Estamos realizando os primeiros socorros, deslocando as pessoas para locais seguros, a nossa ação também inclui a entrega de cestas básicas, colchões, água e toda a assistência necessária. Nós já solicitamos a ajuda do Governo Federal, e agora fizemos uma reunião com os empresários, que também vão se envolver nesse apoio”, declarou o governador Carlos Brandão ao fazer uma avaliação do cenário que encontrou nos municípios que visitou.


O vice-prefeito de Monção, Mário Cardoso, destacou a importância de somar os esforços em assistência às famílias mais necessitadas. “Hoje, a gente tem uma logística da Secretaria de Assistência Social, com o apoio da prefeita Cláudia Silva, juntamente com o Corpo de Bombeiros e outros órgãos do Governo do Estado. Estas famílias estão sendo monitoradas e recebendo suporte. Tão breve, este momento difícil vai passar”, disse o gestor municipal.

Os prefeito de Pindaré-Mirim, Alexandre Colares (Republicanos), de Trizidela do Vale, Deibson Balé (PDT), de Pedreiras, Vanessa Maia (Solidariedade), de São Luís Gonzaga, Francisco Júnior (PDT) e de Bacabal, Edvan Brandão (PDT) reconheceram os esforços do Governo do Estado para ajudar os municípios alcançados pelas enchentes. Eles agradeceram a atuação do governador Carlos Brandão e declararam apoio total ao Governo do Estado.

O prefeito de Bacabal, Edvan Brandão, traduziu o sentimento dos prefeitos dos municípios visitados: “A cada visita, o governo tem nos surpreendido com esta mão amiga. Eu quero aqui, em nome do povo de Bacabal, agradecer ao governador como nosso legítimo representante e parceiro que tem nos dado suporte e a todo o estado do Maranhão”. (Com informações da Secom)

Deputados veem de perto o que aconteceu em Baixão dos Rochas

Rodrigo Lago liderou a missão parlamentar a Baixão dos Rochas

A Assembleia Legislativa entrou de vez no conflito agrário de Baixão dos Rochas, em São Benedito do Rio Preto, onde cerca de 50 famílias foram vítimas de uma agressiva e violenta tentativa de despejo no dia 19 de março.  Ontem, uma comissão parlamentar formada pelos deputados Rodrigo Lago, Carlos Lula (PSD) e Júlio Mendonça (PCdoB) foi até Baixão dos Rochas, para ver de perto o que ocorreu ali.

 A violência praticada por jagunços armados, que usaram inclusive tratores para demolir as casas, atuaram sob as ordens de duas empresas, que se dizem proprietárias das terras, mas cuja documentação comprobatória da propriedade não tem qualquer validade, segundo o Iterma. O caso repercutiu nacionalmente. O caso movimentou o plenário da Assembleia Legislativa no início da semana passada, com pronunciamentos fortes de vários deputados, entre eles a presidente Iracema Vale (PSD) e pelo 1º vice-presidente Rodrigo Lago (PCdoB).

Ali, os três deputados coletaram informações, ouviram depoimentos dos moradores e verificaram in loco dos danos causados à comunidade Baixão dos Rochas. E acompanharam a inspeção coordenada pela juíza da Vara Agrária, Luzia Nepomuceno, responsável pelo processo, e contou ainda com a presença de representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Iterma e de advogados das empresas que reivindica a propriedade da área.

 “Viemos visitar a comunidade e acompanhar a inspeção judicial que está sendo feita, em decorrência de um litígio na justiça sobre a propriedade dessa terra e das consequências dos conflitos que resultaram, infelizmente, na destruição de casas e violência no campo. Nosso objetivo é analisar os fatos e tentar dar um auxílio a essa população afetada”, afirmou Rodrigo Lago.

O deputado Júlio Mendonça disse que a Assembleia Legislativa está ao lado da comunidade e deverá buscar soluções concretas para a situação. “Para que a gente possa ajudar nesse processo, que é tão delicado, defendo as famílias. Estamos vendo como podemos buscar uma solução para esse fato”, completou.

O deputado Carlos Lula se declarou preocupado com a violência: “Estávamos muito aflitos desde o dia em que soubemos o que aconteceu. Quando a gente chega mais próximo, vemos que é ainda mais violento. O mínimo que podemos fazer por essas pessoas é trazer esse braço do Estado para assegurar que tudo vai acontecer bem. Não dá para a gente permitir, nos dias de hoje, esse tipo de violência”.

Os deputados ouviram o emocionado relato do presidente da  Associação de Moradores e Agricultores do Baixão dos Rochas, Domingos José da Rocha Filho: “Eu tenho 58 anos de idade e, desde então, permaneço aqui. O que aconteceu aqui foi um desastre, pois destruíram o pouco que nós tínhamos. Para quem pode, não é nada, mas para quem é pobre é tudo, e foi devastado”.

É uma situação complicada criada pela expansão desordenada do agronegócio e que deve ser imediatamente controlada. (Com informações da Agência Assembleia)

São Luís, 30 de Março de 2023.

Dino desmonta acusações de bolsonaristas e dá uma aula de cultura política na CCJ da Câmara

Acompanhado da sua equipe, Flávio Dino passou quatro horas na CCJ da Câmara desmontando as ilações de bolsonarista sobre ida ao Complexo da Maré e sobre o 8 de Janeiro

A “elite” do bolsonarismo na Câmara Federal apostou que colocaria o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, contra a parede em audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por ela convocada, para sabatina-lo sobre o genocídio dos ianomâmi, a visita que fez ao Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e a ação golpista de 8 de Janeiro. Ao longo de pouco mais de quatro horas, sem alterar a voz, sendo quase didático e às vezes rebatendo ataques grosseiros, fora da pauta, com fina ironia, o ministro praticamente nocauteou a banda bolsonarista da CCJ, que tentou, sem sucesso, tirá-lo do sério com perguntas mal formuladas, repetitivas e algumas sem qualquer sentido. Flávio Dino deu uma aula de conhecimentos jurídicos, de cultura política e de civilidade, colocando-se à disposição para voltar mais vezes à CCJ.

Capitaneada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se esquivou de entrar no debate direto, preferindo insuflar seus aliados a tumultuarem a reunião, a tropa bolsonarista fez de tudo para criar um ambiente de tensão. E só não viabilizou seu intento porque o presidente da Comissão, o experiente e firme deputado Rui Falcão (PT-SP), impôs ordem e garantiu que a reunião prosseguisse e chegasse ao fim. Os deputados maranhenses Duarte Jr. (PSB) e Rubens Júnior (PT), tiveram forte atuação como aliados do ministro e batendo forte nos opositores irritados por não conseguirem emparedar o ministro Flávio Dino.

Nas suas respostas, todas objetivas, Flávio Dino foi preciso. No caso do genocídio dos ianomâmi, o ministro afirmou, categoricamente, que a raiz do problema está na extração criminosa de ouro, que tem por trás poderosas quadrilhas, que atuavam com o aval de poderosos da República, tendo isso ficado muito claro no período passado. Essa ação, estimulada no Governo passado, tornou crítica a situação daquele povo, que sofreu forte redução populacional e foi encontrado quase na indigência pelo Governo. Provavelmente porque não tinham argumentos para contestar as declarações do ministro da Justiça, os bolsonaristas perderam rapidamente o interesse pelo tema.

Sobre a ida do ministro ao Complexo da Maré, onde traficantes dizem ter o controle, os bolsonaristas tentaram tirar Flávio Dino do eixo com a insinuação – largamente plantada nas redes sociais de seguidores do “mito” -, de que a visita só teria sido possível mediante a concordância do tráfico. O ministro jogou toda a insinuação por terra, demonstrando a impossibilidade de negociar com bandidos, e informando, com documentos, que comunicou com antecedência de 48 horas a visita a todos os segmentos da polícia do Rio de Janeiro, e à própria Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal. O esclarecimento didático do ministro acabou emparedando a banda bolsonarista.

Respondendo também objetivamente às mesmas perguntas feitas por vários bolsonaristas sobre sua atuação na tentativa de golpe no dia 8 de janeiro, foi curto e precisa em cada resposta: não recebeu nenhuma informação sobre a ameaça de quebra-quebra nas sedes dos Três Poderes, no coração de Brasília. Ao tomar conhecimento da situação, tomou todas as providências necessárias, num processo que culminou com a intervenção do Governo Federal no Governo de Brasília, por ele sugerida ao presidente Lula da Silva (PT), e na prisão dos golpistas. Deixou os bolsonaristas perdidos e irritados, mas sem argumentos e tentando tumultuar.

O fato incontestável é que a tropa bolsonarista na Câmara Federal tropeçou feio na primeira tentativa de emparedar o ministro Flávio Dino, saindo do episódio visivelmente desgastada. Primeiro porque ele não deixou pergunta sem resposta, tornou suas respostas sem espaço para questionamentos sérios. E deixou os adversários na lona ao declarar que gostou muito de ir à CCJ, sugerindo aos integrantes que o convoquem mais vezes. E declarou:

– Gostei tanto desse debate que estou à disposição para novas convocações. Se quiserem, eu virei aqui toda semana. Basta que me convoquem. Será um prazer.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. e Rubens Jr. deram forte apoio a Dino no embate na Câmara

Duarte Jr. rebateu com força as investidas adversárias e Rubens Jr. mostrou a estatura do ministro durante a audiência na CCJ

Os deputados federais Duarte Jr. (PSB) e Rubens Jr. (PT) participaram ativamente da audiência em que o ministro Flávio Dino foi ouvido na CCJ da Câmara Federal. Os dois saíram em defesa do ministro em momento de tensão, fazendo a confrontação direta com parlamentares da oposição, impedindo que as ações adversárias criassem um ambiente capaz de interromper a audiência.

O deputado Duarte Jr. atuou fortemente rebatendo ataques de deputados do PL e outras siglas que não estão na base do Governo do presidente Lula da Silva. O parlamentar rebateu com eficiência os ataques ao ministro Flávio Dino, demonstrando várias vezes que já conhece o Regimento da Câmara Federal e que está aprendendo rápido como líder com adversários.

Além de rebater os ataques oposicionistas, o deputado Rubens Jr. fez um denso pronunciamento a respeito da audiência, que na sua avaliação não tinha razão de ser. Nessa fala, o parlamentar petista fez um apanhado biográfico do ministro Flávio Dino, mostrando que ele foi juiz federal por 12 anos, deputado federal, presidente da Embratur, governador duas vezes, eleito em um só turno, e senador eleito com mais de dois milhões de votos. “O ministro Flávio Dino deu outra dimensão ao Ministério da Justiça”, declarou.

Os dois deputados foram eficientes nas ações para garantir o andamento da sessão.

Anteprojeto do Código Ambiental começa a tramitar na Assembleia Legislativa

Rodrigo Maia, Fernando Barreto, Neto Evangelista, Solange Almeida, Roberto Costa, Iracema Vale, Sávio Dino, Júlio Mendonça, Leandro Bello, Rodrigo Lago, Carlos Lula, Carla Lima, Fernando Braide e Janaína Ramos no ato da entrega do anteprojeto do Código de Proteção do Meio Ambiente do Maranhão à Comissão de Meio Ambiente do Legislativo

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa do Maranhão realizou ontem um dos atos mais importantes da sua existência desde que foi criada, na década passada. Em audiência pública com a presença da presidente Iracema Vale (PSB), a Comissão recebeu o anteprojeto do Código de Proteção do Meio Ambiente do Maranhão, elaborado por um grupo de juristas coordenado pelo promotor de Meio Ambiente, Fernando Barreto. O documento foi entregue ao presidente da Comissão, deputado Júlio Mendonça (PCdoB), com o aval do secretário estadual de Meio Ambiente, Pedro Chagas, do procurador geral do Estado, Rodrigo Maia, autoridades de diversas áreas afins e um expressivo número de deputados, entre eles o 1º vice-presidente do Poder Legislativo, Rodrigo Lago (PCdoB), e o 2º vice-secretário, Roberto Costa (MDB) contou com a presença da presidente da Alema, deputada Iracema Vale (PSB).

Participaram também os deputados Fernando Braide (PSD), Roberto Costa (MDB), Leandro Belo (Podemos), Zé Inácio (PT), Neto Evangelista (União Brasil), Rodrigo Lago (PCdoB), Carlos Lula (PSB), Cláudio Cunha (PL), Solange Almeida (PL) e Janaina Ramos (Republicanos).

Principal responsável perla elaboração do projeto, desafio que recebeu há três anos do então presidente Othelino Neto (PCdoB), o promotor Fernando Barreto assinalou, ao apresentar o documento:  “Trabalhamos durante o período da pandemia, realizamos cinco escutas públicas com ampla participação da sociedade para produzirmos esse anteprojeto com o trabalho de várias mãos. Elaboramos uma legislação que possa servir para interpretar outras legislações. Hoje, entregamos o documento à Assembleia para que possa ser aperfeiçoado”.

A presidente Iracema Valem deu a dimensão do documento e indicou o tratamento que receberá do parlamento:  “Vamos partir para um trabalho sério, que será feito com muita responsabilidade, ouvindo todos os atores sociais e debatendo a questão. Essa é a nossa missão. Vamos cumpri-la em parceria com todos os segmentos da sociedade maranhense. Tenho certeza de que teremos o apoio do governador Carlos Brandão (PSB) nessa empreitada”. 

Ao final, o deputado Júlio Mendonça disse que, na próxima reunião da Comissão de Meio Ambiente, o anteprojeto será colocado em discussão com a consultoria legislativa da Casa. E anunciou: “Recebemos o anteprojeto e vamos colocá-lo em discussão com objetividade e a máxima participação popular”.

São Luís, 29 de Março de 2023.

Líder de Braide na Câmara aposta numa aliança com Brandão na corrida de 2024  

Daniel Oliveira acredita que Eduardo Braide e Carlos Brandão possam firmar aliança em 2024

“É uma aliança que, eu tenho certeza, o Estado Maranhão e a cidade de São Luís só têm a ganhar. O governador Carlos Brandão vem fazendo uma ótima gestão, assim como o prefeito Eduardo Braide. E eu acredito, sim, nessa união lá na frente”.

A declaração, dada pelo vereador Daniel Oliveira (PL), novo líder do Governo na Câmara Municipal de São Luís, em entrevista, ontem, ao programa Ponto Continuando (92.3 FM), produziu efeitos importantes em diferentes gabinetes da política municipal e estadual, ecoando também, fortemente, na bancada federal.  Afinal, ainda que não tenha sido um comunicado formal, ao levantar a possibilidade de uma aliança entre o Palácio de la Ravardière e o Palácio dos Leões na corrida à Prefeitura da Capital daqui a 18 meses, as palavras confirmam que o assunto já é item destacado na agenda do prefeito Eduardo Braide (PSD). Da mesma maneira, o que disse o parlamentar demonstrara que, depois de descompassos na relação com o parlamento municipal, o prefeito Eduardo Braide (PSD) parece ter acertado na escolha do novo líder.

Por mais que tenha dito que estava apenas conjeturando, o líder Daniel Oliveira deixou dois recados muito claros no ar. O primeiro é que o prefeito Eduardo Braide se prepara para brigar pela reeleição, uma certeza que já é corrente em todos os gabinetes da prefeitura e da Câmara de São Luís. E o segundo é que, na condição de pré-candidato, está disposto a abrir portas para negociar alianças, sendo a mais importante delas a do Palácio dos Leões. Na sua conjetura, o líder governista rascunhou uma chapa liderada pelo prefeito com um vice saído da aliança partidária liderada pelo governador Carlos Brandão (PSB). Uma fórmula de viabilidade complexa, que a princípio não seria de interesse dos Leões, mas nada impossível em se tratando de política no Maranhão.

O problema é que na aliança governista, formada por PSB, PT, PCdoB e PP, há nomes de peso circulando em volta da vaga de candidato a prefeito de São Luís, alguns deles com força suficiente para entornar o caldo. O deputado federal Duarte Jr. (PSB) saiu da disputa de 2020, contra Eduardo Braide, com um lastro político e eleitoral sólido na Capital e com um projeto de candidatura segundo ele irreversível. Quase impossível, à primeira vista, enxergar uma aliança envolvendo o deputado federal Duarte Jr.. Correm também na aliança leonina especulações sobre projetos alimentados discretamente pelo deputado federal Márcio Jerry, chefe do PCdoB no estado, e um ensaio, não tão discreto, do deputado estadual Carlos Lula (PSB), que vem ocupando a tribuna da Assembleia Legislativa com duras críticas ao prefeito Eduardo Braide.

Na seara governista, Duarte Jr. é nome forte, e Márcio Jerry e Carlos Lulas são possibilidades remotas. Nenhum deles, porém, tem a força política do vereador Paulo Victor, presidente licenciado da Câmara Municipal e atual secretário estadual de Cultura, dentro da base governista. Apontado como o nome preferido do governador Carlos Brandão, Paulo Victor se movimenta com habilidade, sem, no entanto, negar seu projeto de candidatura. Tem dito que está à disposição e que a última palavra será do governador Carlos Brandão. Seu potencial eleitoral ainda não foi medido, mas ninguém duvida do seu cacife no campo político.

Foi nesse contexto que o novo líder do prefeito Eduardo Braide fez sua conjetura sobre a corrida sucessória, deixando no ar a impressão de que já ganhou status de porta-voz do chefe do Executivo municipal. Com seus movimentos, o vereador Daniel Oliveira vem mostrando que, apesar de ser ainda muito jovem e estar no primeiro mandato, tem faro e habilidade de raposa, o que lhe dá cacife para se transformar no porta-voz que os outros líderes não conseguiram ser. E não será surpresa se o líder Daniel Oliveira vier a ter papel relevante numa grande articulação pré-eleitoral.

PONTO & CONTRAPONTO

Governo adota medidas duras contra ataques de jagunços a lavradores em áreas de conflito

Reunião comandada por Felipe Camarão definiu medidas para apoiar lavradores atacados por jagunços em Baixão dos Rochas

A violência com que jagunços, a serviço de empresas que tentam grilar as terras de Baixão dos Rochas, uma comunidade quase centenária de trabalhadores rurais em São Benedito do Rio Preto, levou o Governo do Estado a tomar uma série de providências para garantir segurança às famílias agredidas e sob risco de serem expulsas da área, por conta de decisões questionáveis da Justiça. As medidas foram acertadas numa reunião coordenada pelo vice-governador Felipe Camarão (PT), a pedido do governador Carlos Brandão, que se encontra em Brasília.

De acordo com o vice-governador, as medidas foram as seguintes: criação de um grupo de trabalho permanente que possa atuar para dirimir esses conflitos; a realização de uma reunião com a Corregedoria de Justiça, para resolver problemas cartoriais das áreas em conflito; levantamento de todos os danos materiais nas estruturas produtivas da comunidade, para que o Estado possa encontrar uma forma de ajuda emergencial, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar; ações localizadas da Secretaria da Mulher com todos seus equipamentos e prestação de serviços à comunidade, além de articulação com Incra e Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar para que possam encontrar soluções para as comunidades que sofrem com esses conflitos, tanto em áreas em que o Estado é responsável, quanto nas áreas federais.

Por orientação do governador Carlos Brandão, o vice-governador Felipe Camarão estendeu as medidas de segurança a todas as famílias de comunidades rurais em situação de conflito, a exemplo de Baixão dos Rochas.
Participaram do encontro representantes da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras do Estado do Maranhão, representantes da comunidade e das Secretarias de Estado do Meio Ambiente, da Mulher, da Agricultura Familiar, e dos Direitos Humanos e do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão. 

O caso de Baixão dos Rochas ganhou repercussão nacional por conta do grau de violência usado por jagunços contra famílias de agricultores indefesos. Os jagunços agiram a mando das empresas Bom Mar Maricultura e Terpa Construções, que se dizem donas da terra, mas que de acordo com o Interma, a documentação que apresentam não tem validade alguma. A afirmação do Iterma de que a documentação é ilegal levantou a forte suspeita de que a “propriedade” alegada pelas empresas tenha sido forjada em cartório. Daí a decisão do Governo de pedir a reunião com a Corregedoria Geral da Justiça, à qual os cartórios estão subordinados.  

Em Tempo: A Coluna repercutiu o caso na edição do dia 22, sob o título “Ataques de jagunços a lavradores de São Benedito do Rio Preto merece reposta dura do Governo”.

Roberto Costa atua em apoio às vítimas de enchentes em Bacabal

Roberto Costa e líder comunitários em áreas alagada de Bacabal pela cheia do rio Mearim

O deputado Roberto Costa (MDB) entrou de cabeça nos esforços para minimizar os danos causados pela cheia do rio Mearim à população ribeirinha de Bacabal. Comprometido com os bacabalenses, o parlamentar emedebista se fez presente desde os primeiros momentos do sufoco, atuando pessoalmente em soluções práticas e articulando ações do Governo do Estado a apoiar as centenas de famílias atingidas pelas águas e obrigadas a abandonar temporariamente suas casas.

Na sexta-feira (24), Roberto Costa esteve em diversas áreas alagadas, para dar apoio aos desabrigados, numa incursão em que foi acompanhado pelo padre Lauro Henrique, da Paróquia de Santa Teresinha, e dos vereadores Natália Duda, Dedê da Trizidela e Serafim Reis, além de Tiago da Trizidela. Ali constataram os estragos causados pela cheia do Rio Mearim, que subiu oito metros acima do nível normal. Os desabrigados foram acomodados em abrigos improvisados e casas de familiares ou amigos.

Durante o final da semana, Roberto Costa uniu forças com o prefeito de Bacabal, Edvan Brandão, e com o deputado Davi Brandão (PSB) no esforço de apoiar as famílias desabrigadas. O parlamentar agradeceu ao governador Carlos Brandão por haver, a pedido dele e do deputado Davi Brandão, incluído Bacabal no decreto em que instituiu estado de emergência em mais de 50 municípios atingidos pelas cheias. Por conta da inclusão, as famílias atingidas em Bacabal receberão colchonetes, cesta básicas e medicamentos.

São Luís, 28 de Março de 2023.

Moro e Dino travam embate à parte, mas o senador sabe que não é páreo para o ministro

Flávio Dino reage a fala de Sérgio Moro, dando forma ao embate que os dois travarão daqui para a frente no plano nacional

Senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) em post no twitter: “Gostaria de entender por que um dos criminosos do PCC, investigado no plano de sequestro e assassinato, utilizava como endereço de email lulalivre1063”.

Ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino, senador licenciado (PSB-MA): “Essas afirmações de ligações do PT com o PCC não passam de canalhice. Não há indício, prova, nada; só canalhice mesmo. Lembro que não há imunidade parlamentar para proteger canalhice”.

O embate acima mostra duas situações bem claras e que devem pautar parte expressiva do debate político nacional nos próximos tempos. De um lado, o senador Sérgio Moro, ex-juiz federal, chefe maior da Operação Lava Jato, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). Do outro, o senador licenciado Flávio Dino (PSB), ex-juiz federal, ex-deputado federal, ex-governador do Maranhão em dois mandatos e atual ministro da Justiça e Segurança Pública. Sérgio Moro ganhou notoriedade como juiz-chefe da controvertida Operação Lava Jato, que o alimenta até hoje, apesar da suspeita cada vez mais forte de que sua ação contra o então ex-presidente Lula da Silva (PT) pode ter sido uma grande armação em favor do então candidato a presidente Jair Bolsonaro em 2018. Flávio Dino, por sua vez tem posição destacada entre os políticos mais importantes da sua geração, já tendo lugar na história como o ministro da Justiça que vem combatendo às ações golpistas da extrema-direita, como o 8 de Janeiro, e que atua diante do silêncio complacente do senador Sérgio Moro.

As eleições de 2022 defiram o espaço de Sérgio Moro, que faz oposição cerrada ao presidente Lula da Silva, e o de Flávio Dino, que é a face mais expostas do Governo Lula da Silva. Havia forte expectativa por um embate direto, face to face, que eles travariam no plenário do Senado. Mas esse confronto anunciado foi adiado por conta da ida de Flávio Dino para o Ministério da Justiça. Alguns ataques e contra-ataques verbais, porém, sinalizaram claramente que eles medirão força. A descoberta, pela Polícia Federal hoje subordinada a Flávio Dino, de um plano do crime organizado para assassinar autoridades, entre elas o senador Sérgio Moro, antes de aliviar as tensões, serviu mesmo foi para acirrar os ânimos. O senador paranaense, em vez de agradecer a descoberta, preferiu engrossar o coro de suspeitas disseminadas pela base bolsonarista de que o PT estaria por trás da trama. O “bateu-levou” de cima, travado na tarde-noite de sábado, foi o mais recente.

Esse quadro de tensões é revelador de que, mesmo tendo figuras como o ministro Rui Costa (Casa Civil), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), senadores, a presidente petista Gleisi Hoffman, deputados federais e governadores, tem cabido ao ministro Flávio Dino a dura tarefa de confrontar a oposição estridente. O ministro da Justiça é hoje o mais afinado com o discurso político do presidente Lula da Silva, atuando como a régua e o compasso do Governo nesse campo de enfrentamentos.

Por uma série de fatores, Sérgio Moro sabe que não é páreo para Flávio Dino. Tem boa formação jurídica, mas é cultural e politicamente limitado, além de amargar uma evidente pobreza retórica e o fato de que não foi forjado nas lutas estudantis nem nas guerras pelo voto. Tem a seu favor uma imagem de magistrado sério por uma parte da opinião pública, mas essa sofre um rápido processo de erosão que fragiliza muito a sua identidade política. Flávio Dino, ao contrário, tem trajetória consolidada, que não perde substância nem densidade. Sua atuação como ministro da Justiça, se assanha a falange e alguns chefes do bolsonarism0, é elogiada pelos mais exigentes segmentos esclarecidos da sociedade, independentemente de credo político. Ou seja, na balança dos méritos, o senador paranaense vê sua bola murchando, enquanto o ministro da Justiça vê a sua inflar a cada dia, apesar dos ataques implacáveis que sofre, diariamente, disparados por apoiadores de Sérgio Moro e partidários do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No contexto desse embate, a coerência é fator decisivo para medir a honestidade política do senador Sérgio Moro e do ministro Flávio Dino. Sérgio Moro é acusado de ter usado a condição de magistrado para tentar liquidar adversários e se tornou ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro, principal beneficiado com a prisão ilegal do presidente Lula da Silva por ele decretada. Flávio Dino, ao contrário, denunciou o direcionamento da Lava Jato contra o ex-presidente Lula, manteve o discurso durante o tempo de prisão do ex-presidente e reafirmou-o durante a campanha de 2022.

Qualquer análise fria e isenta levará à conclusão de que, sem desconhecer os méritos que possa ter, Sérgio Moro não é páreo para Flávio Dino.

PONTO & CONTRAPONTO

Começa o preenchimento dos cargos federais intensamente disputados no Maranhão

Zé Carlos Araújo chega ao Incra indicado pelo PT; Clovis Paz (com a deputada Fabiana Vilar, do PL), vai comandar a Codevasf por indicação de Weverton Rocha e o aval de Josimar de Maranhãozinho

A nomeação do ex-deputado federal Zé Carlos Araújo (PT) para o comando regional do Incra, indicado por seu partido, e a do engenheiro Clóvis Paz para a direção do braço estadual da Codevasf, bancada pelo senador Weverton Rocha (PDT), marcaram o início do processo de ocupação dos cargos federais no Maranhão. Nele, as escolhas estão se dando em meio a uma guerra que envolve partidos, senadores e deputados federais, com intervenção eventual de ministros e até mesmo do governador Carlos Brandão (PSB). Além do Incra e da Codevasf, são vários os braços da administração federal no estado cujos comandos estão sendo disputados intensamente por partidos, especialmente PT, PSB, PCdoB, PP, MDB, União Brasil, Republicanos, Patriotas e, por incrível que pareça, até o PL estaria de olho numa dessas ativas fontes de poder.

Entre os órgãos federais no Maranhão, o mais disputado por correntes políticas é a representação estadual do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que movimenta milhões na construção e conservação da estrutura rodoviária federal no estado. O PCdoB, por exemplo, quer emplacar o ex-secretário de Infraestrutura Clayton Noleto, mas o PT, o PP e o PSB têm candidatos. Outros alvos graúdos são as representações do Ministério da Pesca, do Ministério da Agricultura, do Ministério do Trabalho, do Ministério da Saúde, do Ministério da Educação, e o comando dos Correios e da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), para citar apenas uma parte mais visível.

Algumas definições sairão antes do presidente Lula embarcar para a China.

Afastamento do pai prefeito no Piauí constrange deputada no Maranhão

Viviane Coelho e o pai, Wagner Coelho, prefeito afastado de Uruçuí, no PI

É de grande desconforto e constrangimento a situação da deputada estadual Viviane Coelho (PDT), causados pelo afastamento, sexta-feira (24), do pai dela, Wagner Coelho, do comando da Prefeitura de Uruçuí, no Piauí. Wagner é acusado de envolvimento com agiotagem na região de Balsas, principal base eleitoral de Viviane Coelho, que é mulher do prefeito de Balsas, Eric Silva (PDT). Numa operação destinada a desbaratar esquemas de corrupção, a Operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Piauí (MP-PI), identificou o desvio de mais de R$ 100 mil em recursos públicos para empresários, familiares e gestores da Prefeitura de Uruçuí. Wagner Coelho é também pai de Helano Coelho, ex-prefeito de Nova Colinas, no Maranhão, e secretário de Finanças de Uruçuí.

Uma fonte balsense ouvida pela Coluna garantiu que a deputada não tem envolvimento com o caso.

São Luís, 26 de Março de 2023.