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Esquerda e direita devem travar embate duro na disputa pela Prefeitura de São Luís

 

A esquerda, representada por Rubens Júnior, Bira do Pindaré, Jeisael Marx, Carlos Madeira, Franklin Douglas e Saulo Arcangeli; a direita expressada por Eduardo Braide, Wellington do Curso, Adriano Sarney, Neto Evangelista e Detinha (abaixo); e o centro com Duarte Júnior e Yglésio Moisés vão se digladiar durante a campanha para a Prefeitura

Mesmo faltando ainda os nomes do PT – que pode ser e do deputado estadual Zé Inácio ou o delegado Lawrence Melo (?!) – e do MDB – que ainda aposta na ex-governadora Roseana Sarney -, o quadro de pré-candidatos a prefeito de São Luís está praticamente fechado, com um número de pretendentes de esquerda maior do que os da seara da direita. Pela esquerda estão definidos o deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), o radialista Jeisael Marx (Rede), o ex-juiz federal Carlos Madeira (Solidariedade), o jornalista Franklin Douglas (PSOL) e o servidor público Saulo Arcangeli (PSTU), podendo esse campo abrigar ainda o pré-candidato do PT. Já o campo da direita conta com o deputado federal Eduardo Braide (Podemos), o deputado estadual Adriano Sarney (PV), o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) e o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) e Detinha (PL), devendo o grupo ser incrementado com o candidato do MDB, especialmente se Roseana Sarney topar entrar na briga. Um território do centro abriga as pré-candidaturas dos deputados Duarte Júnior (Republicanos) e Yglésio Moisés (PROS).

Por mais claras que sejam as posições ideológicas dos pré-candidatos, a disputa pela Prefeitura de São Luís não deve destacar esse aspecto. Haverá, sim, pancadaria contra a gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) por parte dos candidatos da direita e do centro, e também da esquerda mais zangada, enquanto os esquerdistas mais afinados com a linha de ação do governador Flávio Dino (PCdoB) deverão confrontar as propostas da direita e, em alguns casos, defender o atual governo municipal. Os candidatos da direita, notadamente Eduardo Braide e Wellington do Curso, farão carga pesada contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o governador Flávio Dino, com o objetivo de estadualizar a disputa visando o confronto de 2022. Eduardo Braide quer ser prefeito e sonha ser governador, enquanto Wellington do Curso sonha ser prefeito, mas batalha mesmo é sua reeleição de deputado estadual. No campo da direita, a posição mais delicada será a do deputado Neto Evangelista (DEM), caso seja confirmada a aliança do seu partido com o PDT, porque ele terá de defender o prefeito Edivaldo Holanda Júnior de ataques de candidatos tanto da direita quanto da esquerda.

Se todos os atuais pré-candidatos forem confirmados, é provável que haja confrontação dentro dos dois campos. No campo da esquerda, alguns pré-candidatos poderão tentar crescer atirando em Rubens Júnior, a exemplo do que já fez Franklin Douglas, do PSOL, que usou rede social para disparar chumbo grosso contra o representante do PCdoB. E a julgar por campanhas anteriores, ninguém duvida de que Saulo Arcangeli, do PSTU, vai metralhar em todas as direções, alimentando a prática e o discurso do seu partido. Dificilmente Rubens Júnior partirá para o confronto com esses pré-candidatos, sendo quase certo que o eixo da sua campanha será propositivo, valorizando o embate direto com Eduardo Braide. O que não se sabe é até quando que ele ficará indiferente à pancadaria. Bira do Pindaré faz pré-campanha com o projeto “Pensar São Luís”, mas deve partir para o confronto direto com Eduardo Braide, podendo também confrontar Neto Evangelista e até mesmo candidatos da esquerda. E a julgar pela pré-campanha que vem fazendo, Jeisael Marx será crítico alvejando os dois campos.

 

Os dois pré-candidatos do centro, Duarte Júnior e Yglésio Moisés, dois políticos jovens, ousados e com grande potencial de crescimento, poderão confrontar os dois campos. Isso porque os dois – que já andam se engalfinhando nos bastidores – sabem que só terão chance de crescer se se destacarem no embate com os demais postulantes. Cada um a seu modo, os dois têm mostrado inclinação pelo confronto nos seus movimentos na Assembleia Legislativa, o que significa dizer que como candidatos a prefeito de São Luís vão jogar pesado contra os concorrentes, sejam da direita, principalmente Eduardo Braide, ou da esquerda, notadamente Rubens Júnior. Única mulher na disputa e situada à direita, Detinha ainda nada sinalizou sobre seu discurso de campanha.

O fato é que os pretendentes, tanto os de esquerda quanto os de direita, e junto com eles o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, devem se preparar para o confronto, que será duro. Afinal, o que está em jogo não é somente um mandato de prefeito de São Luís, mas projetos de poder que vão muito além das fronteiras da Ilha de Upaon Açu.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Visita do vice Hamilton Mourão ao governador Flávio Dino foi bom exemplo de democracia

Hamilton Mourão mostrou-se muito satisfeito com a acolhida que teve por parte de Flávio Dino

A visita de trabalho que o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), fez ao Maranhão, quinta-feira (5), para apresentar ao governador Flávio Dino (PCdoB) as linhas gerais do plano de defesa e proteção da Amazônia, foi um exemplo cristalino de que dentro da seara institucional contrários podem conviver harmônica e civilizadamente, principalmente se a convivência for motivada por uma pauta de interesse comum, como foi o caso. O vice-presidente foi recebido pelo governador no Palácio dos Leões. Ali, apresentou o projeto que será submetido no próximo dia 25 ao Conselho da Amazônia, do qual o Hamilton Mourão é presidente.

Por conta da decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de não incluir os governadores da região na nova composição do Conselho da Amazônia, ato que gerou mal-estar, o governador Flávio Dino poderia perfeitamente politizar a situação e se recusar a receber o vice-presidente. Nada o impediria de fazê-lo. Poderia argumentar que nada teria a acrescentar ao plano definido pelo Governo da União, ao qual é politicamente opositor.

Sua maturidade política e visão institucional o aconselharam no sentido inverso: recebeu o vice-presidente com respeito institucional e cordialidade pessoal, com ele se reuniu no Palácio dos Leões, ouviu as informações sobre o plano, discutiu alguns pontos, ofereceu sugestões. A reunião de trabalho aconteceu em clima de completa descontração e com a seriedade devida. No final – as imagens mostram isso – o que se viu foi um vice-presidente satisfeito com a acolhida abraçar cordialmente o governador, numa demonstração cabal de que ambos fizeram sua parte dentro das regras.

E o que é mais importante: nem o vice-presidente Hamilton Mourão – um militar de direita com discurso liberal que é vice de um presidente de direita radical – nem o governador Flávio Dino – um político da esquerda democrática –  que faz oposição ao governo central – precisou abrir mão dos seus credos políticos e doutrinários para tratar do interesse público. Isso é democracia.

 

Eduardo Braide deve sair das fileiras do PSC ou do PSD

Aluísio Mendes ou Edilázio Júnior indicará vice de Eduardo Braide

A aliança do Podemos com o PSC em torno da candidatura de Eduardo Braide à Prefeitura de São Luís não surgiu às vésperas de ser consumada, há duas semanas. Nasceu quando, ainda no ano passado, Eduardo Braide deixou o PMN para ingressar no Podemos. Esse partido era controlado no Maranhão pelo deputado federal Aluísio Mendes. Na articulação, Aluísio Mendes decidiu repassar o Podemos a Eduardo Braide depois de ter negociado com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, o seu ingresso nas fileiras do PSC, assumindo o seu controle no Maranhão. O parlamentar maranhense e o governador fluminense se deram tão bem que Wilson Witzel abalou-se do Rio de Janeiro para São Luís para prestigiar a filiação de Aluísio Mendes no partido. Quando definiram a mudança partidária, Eduardo Braide e Aluízio Mendes acertaram que o PSC indicaria o candidato a vice. Duas semanas atrás, quando o PSD, controlado no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Júnior, declarou apoio a Eduardo Braide, especulou-se na blogosfera que o acordo garantiria a vice ao PSD, o que não é verdade. O vice de Eduardo Braide só não será indicado pelo PSC se Aluísio Mendes não quiser. Político pragmático e inteligente, Aluísio Mendes tem deixado claro que isso não será empecilho ao fortalecimento da candidatura de Eduardo Braide.

Mulheres

A Coluna rende suas homenagens a todas as Mulheres do mundo, especialmente Naná Corrêa, Maria da Graça Corrêa, Silvana Corrêa Mendes, Cibele Corrêa de Araújo Lima, Rebeca Corrêa Mendes, Micaela Corrêa Mendes, Alice Corrêa de Araújo Lima, Aurora de Souza Corrêa e Juliana Leite de Souza Corrêa.

São Luís, 08 de Março de 2020.

Othelino Neto destaca o papel crítico e fiscalizador do vereador e defende a pluralidade na política

 

Entre a deputada estadual Helena Duailibe, o vereador Saif Sobrinho e o prefeito de Edivan Brandão, Othelino Neto fala no encontro de vereadores em Bacabal,

“Precisamos ter consciência do nosso potencial para legislar, fiscalizar e discutir política, apesar das diferenças de pensamentos e opiniões. Essa pluralidade nos torna fundamentais para o funcionamento do Estado Democrático de Direito. Temos que entender que não precisamos pensar igual para conviver de forma harmônica dentro da política, respeitando uns aos outros”. Foram palavras pronunciadas pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), ontem, em Bacabal, durante, na abertura de um encontro de vereadores promovido pela União de Vereadores e Câmaras do Maranhão (UVCM) e que teve como pauta central o papel do Poder Legislativo na esfera municipal. Na sua fala, o presidente do Poder Legislativo foi além, exemplificando o poder de fogo do parlamento: “Quando o presidente da República exorbita dos seus poderes, o Congresso, por decreto, revoga decisões que considera abusivas. E essa repartição de poderes é fundamental para o equilíbrio do Brasil”.

O recado do chefe do Poder Legislativo aos vereadores foi direto, objetiva e, principalmente, oportuna. Primeiro porque foi dado num encontro de vereadores de todo o Maranhão num evento que objetiva prepará-los para as eleições de outubro, quando as Câmaras Municipal serão renovadas. Segundo porque os atuais vereadores tentarão renovar seus mandatos numa guerra eleitoral com regras novas e mais rígidas – os partidos não poderão coligar na disputa proporcional, por exemplo. E, finalmente, porque politicamente o País está vivendo uma situação de tensão, causada por uma divisão causada por uma postura de intolerância por parte dos que estão no poder central, que têm demonstrado incapacidade de conviver com contrários, e os vereadores precisam estar bem situados nesse cenário de embate.

Base do atual corpo institucional brasileiro, com a responsabilidade debater os problemas dos municípios, que afetam diretamente a vida da população, as Câmaras Municipais são também – ou pelo menos deveriam ser – o fórum básico do debate político nacional. Isso porque os vereadores são o principal elo da população com o Poder Público. Quando comprometidos com seu papel institucional e suas orientações partidárias, reúnem grande poder de fogo. Principalmente se atuarem em grupo, com sentido de bancada e articulados com deputados estaduais, deputados federais e senadores, formando a saudável cadeia que dá, de fato, sentido aos partidos políticos, como acontece nas democracias mais ajustadas. Do ponto de vista estritamente político, invocando aí o viés eleitoral, são também a base da cadeia, com importância vital para candidatos proporcionais e majoritários. Infelizmente, a grande maioria dos vereadores, mesmo politicamente ativos e envolvidos, ainda não exercem esse papel como deveriam.

A fala do presidente da Assembleia Legislativa valorizou sobremaneira o evento de Bacabal, que reuniu vereadores das mais diferentes regiões do Maranhão. O deputado Othelino Neto falou com a autoridade de quem conhece profundamente essa relação e com a experiência de quem comanda uma instituição que está no epicentro da grade institucional do País, o que lhe permite conviver permanentemente com as duas pontas: prefeitos e governador e vereadores e deputados federais e senadores. Isso e mais a atuação recente como presidente do ParlaNordeste, uma entidade que reúne presidentes de Assembleias Legislativas da região, experiência que consolidou mais ainda a sua visão política. Isso significa dizer que ele sabe exatamente o que diz quando defende o embate político civilizado, com alternância e sem ruptura, dentro, portanto, das regras.

O Encontro de Vereadores e Vereadoras do Maranhão aconteceu num momento político importante e foi valorizado pelo discurso do presidente da Assembleia Legislativa sobre o papel político e institucional da vereança e pela palestra do presidente da UVCM, vereador Saif Sobrinho (PSD), de São Pedro dos Crentes, que apresentou aos colegas as regras que nortearão as eleições de outubro, às quais os atuais vereadores tentarão renovar seus mandatos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha mantém Wellington do Curso na corrida à Prefeitura de São Luís

Wellington do Curso ganha força de Roberto Rocha para continuar pré-candidato a prefeito

Não houve, por parte do senador Roberto Rocha, presidente do partido, uma declaração explícita, taxativa, indiscutível confirmando a irreversibilidade da pré-candidatura do deputado Wellington do Curso à Prefeitura de São Luís pelo PSDB. Mas a imagem dos dois em Brasília e a mensagem em rede social foram fortes indicativos de que, depois de um longo período de incerteza, Wellington do Curso finalmente venceu as lareiras do ninho e conseguiu se consolidar como pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Luís. Na mensagem, Roberto Rocha refere-se a Wellington como “meu companheiro e amigo, nosso pré-candidato a prefeito de São Luís”, ratificando uma situação que já existe e que foi criada por Wellington do Curso, por sua conta e risco, sem o aval formal do comando partidário. Político que sempre articula em várias frentes, o senador Roberto Rocha não desautorizou a pré-candidatura de Wellington do Curso, mas também não lhe deu aval explícito. A manifestação de ontem foi uma indicação de que o partido vai apoiá-lo aliviou as tensões e confirmou a participação do deputado Wellington dos Curso na corrida à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT).

 

Secretários deixarão cargos para disputar vagas na Câmara

Ivaldo Rodrigues, Canindé Barros, Nonato Chocolate, Marlon Botão e Rommeo Amin deixarão secretarias

Os secretários municipais Ivaldo Rodrigues (Agricultura, Pesca e Abastecimento), que já é vereador pelo PDT; Rommeo Amin (Esporte), também pertencente ao PDT; Marlon Botão (Cultura), do PT; Nonato Chocolate (Relações Institucionais), também do PT, e Canindé Barros (Trânsito e Transporte), todos quadros importantes da equipe do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), deixarão os cargos para concorrer a vagas na Câmara Municipal de São Luís. A informação partiu do próprio prefeito, ontem.

Um dos nomes mais destacados do PDT em São Luís, por ser dono de uma rica trajetória de militância iniciada no movimento estudantil na histórica Greve de 79, e como quadro forjado sob a orientação de Jackson Lago, Ivaldo Rodrigues buscará a reeleição; Rommeo Amin (que tem DNA político forte), Nonato Chocolate e Marlon Botão, ambos criados na ativa militância do PT, e Canindé Barros, muito conhecido pela competência de especialista em engenharia da mobilidade urbana, terão participação importante na dura disputa pela edilidade da Capital.

São Luís, 07 de Março de 2020.

Janela e migração são a confirmação de que, salvo exceções, partidos nacionais não têm consistência

 

Gil Cutrim, Duarte Júnior e Yglésio Moisés: guinadas partidárias sem preocupação com ideologia

A abertura da janela partidária, que permite que deputados estaduais e federais e vereadores troquem de partido sem correr risco de perder o mandato, é mais uma manifestação cabal de que o Brasil, mesmo estando sob uma democracia formal, está longe ser uma democracia política plena, na qual partidos movem a sociedade com o embate de ideias. A iminente migração do deputado federal Gil Cutrim do PDT, um partido de centro-esquerda, para o PSL, agremiação de direita integral, é um exemplo demonstrativo de que, salvo poucos casos, partido político no Brasil continua sendo apenas e tão somente legenda destinada a abrigar políticos de acordo com as suas conveniências. As agremiações não levadas em conta por suas ideologias – concepções que norteiam ações políticas -, doutrinas – métodos que movimentam essas ações – e programas – conjunto de metas e objetivos a serem alcançados. Correm rumores de que pelo menos meia dúzia de parlamentares podem migrar partidariamente.

O tabuleiro político-partidário do Maranhão é fértil nessa contradição. O caso do deputado federal Gil Cutrim ilustra bem essa realidade. Ele era do MDB, um partido de centro, com ramificações à direita e à esquerda, migrou para o PDT, que tem base ideológica de centro-esquerda, e agora caminha para abrigar-se no PSL, exemplo acabado da direita liberal. Um caso revelador de que o deputado federal, um jovem advogado que já foi prefeito de São José de Ribamar, não tem consistência ideológica, o que tornou sempre complicada sua permanência no PDT.

Outros exemplos recentes de migração surpreenderam. O deputado estadual Duarte Júnior, advogado esclarecido, deu uma guinada para a direita: deixou PCdoB, um partido de esquerda, ramificações à esquerda radical e ao centro-esquerda, para se filiar ao Republicanos, uma agremiação de direita liberal, que teve como ícone o mega-industrial mineiro José Alencar, vice-presidente no Governo de Lula da Silva (PT), e que no Maranhão é comandado pelo deputado federal Cléber Verde, tendo como referência o vice-governador Carlos Brandão. Nesta semana, o deputado Fábio Macedo deixou o PDT, pelo qual se elegeu em 2014 e se reelegeu em 2018, devendo, segundo rumores, bandear-se para a direita também ingressando no Republicanos. Esses casos dão-nos a impressão de que esses parlamentares estavam nos partidos errados e encontraram seus ambientes partidários.

Essa contradição tem longa história no Maranhão. Nos anos 90 do século passado, o mundo político foi surpreendido pela filiação do então ex-deputado Ricardo Murad, um político nitidamente de direita liberal, ao PSB. Também no PSB maranhense desembarcou, já neste século, o então deputado federal Roberto Rocha, que na pele de socialista militante, elegeu-se vice-prefeito de São Luís em 2012 e senador da República em 2014, tendo deixado o partido para retornar ao PSDB. Atualmente, rumores especulam que ele poderá ingressar no Aliança Brasil, agremiação bolsonarista em construção. Nenhum observador da política maranhense entendeu até hoje a filiação do delegado da Polícia Federal Raimundo Cutrim ao PCdoB por mais de seis anos – se elegeu em 2006 pelo PFL, se reelegeu em 2010 pelo DEM, passou uma chuva no PSD e finalmente desembarcou no PCdoB em 2013, após romper com o Grupo Sarney. Também surpreendente a migração do deputado Carlinhos Florêncio, um empresário e fazendeiro que se elegeu duas vezes deputado estadual pelo PHS e mudou para o PCdoB, com o qual não tem identidade ideológica.

Outros migrantes partidários estão saindo da direita para abrigar-se na esquerda. É o caso, por exemplo, do deputado Ricardo Rios, que se elegeu em 2014 pelo PEN, migrou depois para o Solidariedade e finalmente desembarcou no PDT, pelo qual se reelegeu em 2018. Ao mesmo tempo, alguns trocam de partido, mas se mantêm no mesmo campo ideológico. Dois exemplos: o radical de esquerda Marcos, que disputou o Governo do Estado várias vezes pelo PSTU, mudou para o PCdoB, enquanto o deputado federal Carlos Braide trocou o PMN pelo Podemos, permanecendo exatamente no mesmo campo, já que as duas siglas são quase que irmãs-siamesas no campo da direita liberal.

Ao confirmar que está deixando o PDT para ingressar no PSL – partido de direita que abrigou o presidente Jair Bolsonaro e agora está rompido com a ala bolsonarista -, o deputado federal Gil Cutrim diz que vai para “somar”. Talvez encontre lá a identidade partidária que não encontrou no PDT.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton Rocha e Neto Evangelista se movem para viabilizar aliança PDT/DEM

Weverton Rocha e Neto Evangelista: cuidando para viabilizar a aliança PDT/DEM

O senador Weverton Rocha e o deputado estadual Neto Evangelista estariam iniciando articulações efetivas e decisivas para amarrar a aliança do PDT com o DEM para disputar a Prefeitura de São Luís. O presidente do PDT enfrenta no momento uma forte turbulência interna por conta da saída de vários deputados do partido, que será fortemente esvaziado no período da janela partidária. Enquanto isso, o deputado Neto Evangelista cuida de viabilizar o seu projeto, enfrentando também o mal-estar de ver seu partido ameaçado de encolher com as migrações previstas para o período da janela partidária. Ninguém duvida de que, mesmo que os dois partidos sejam esvaziados pela janela partidários, como indicam os rumores, uma aliança PDT/DEM em São Luís, tendo o deputado Neto Evangelista como candidato a prefeito com um vice pedetista, é um projeto, que tem condições de nortear a corrida ao Palácio de la Ravardière.

 

Lançado com festa pelo Solidariedade, Carlos Madeira se mantém em estado inercial

Carlos Madeira: pré-campanha ainda em estado inercial

Inicialmente visto como um projeto promissor, a pré-candidatura do ex-juiz federal Carlos Madeira a prefeito de São Luís pelo Solidariedade estaria presa num perigoso estado inercial. O partido abriu mão de nomes potencialmente fortes como Duarte Júnior, que bateu às suas portas, mas foi descartado, o mesmo acontecendo com Yglésio Moisés, que tentou ingressar na agremiação, mas também foi gentilmente despachado. O comando do Solidariedade apostou todas as suas fichas na candidatura do ex-magistrado, mas começa a se dar conta de que ambos podem ter cometido um monumental erro de avaliação. O sintoma mais claro de que as coisas não andam bem na pré-campanha de Carlos Madeiras foi a entusiasmada presença da deputada estadual Helena Duailibe no ato em que o PP anunciou apoio à pré-candidatura do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), evidenciando defecção na base do SD na Capital. Dentro e fora do partido correm avaliações segundo as quais Carlos Madeira dificilmente terá condições de enfrentar, de igual para igual, Eduard Braide (Podemos), Rubens Júnior (PCdoB), Duarte Júnior (Republicanos) e Neto Evangelista (DEM).

São Luís, 06 de Março de 2020.

Crise em Paço do Lumiar tem de ser resolvida com respeito às regras e boa negociação política

 

Junto com Núbia Dutra, Domingos Dutra chega à Prefeitura de Paço do Lumiar

Inacreditável, sob todos os aspectos, a grave e danosa situação político-administrativa por que passa o município de Paço do Lumiar, um dos dez mais importantes do Maranhão e parte essencial da Ilha de Upaon Açu e da Região Metropolitana de São Luís. Ali, como numa opereta surreal, o prefeito Domingos Dutra (PCdoB), um dos gigantes da política maranhense, afastado no ano passado após ser gravemente afetado por um AVC, tenta reassumir incentivado por sua mulher, a ativa e controvertida advogada Núbia Dutra, sob o protesto zoadento e inadequado de dois filhos e a discutível resistência da prefeita interina Paula da Pindoba, insuflada por partidários que sentiram o gosto do poder e se mostram dispostos a tudo para não perdê-lo. A medição de forças paralisou a máquina administrativa municipal, que atende a mais de 120 mil habitantes e já começa a afetar os serviços essenciais, como saúde, educação e limpeza pública, por exemplo, exatamente porque os seus operadores não sabem quem está de fato à frente da administração municipal. Para voltar ao comando pleno da Prefeitura de Paço do Lumiar, o prefeito Domingos Dutra precisa do aval da Câmara Municipal.

No lastro de uma vida dedicada às lutas populares, Domingos Dutra voltou à Prefeitura na segunda-feira, após vários meses lutando pela vida em hospitais de São Luís de São Paulo. Retornou a Paço do Lumiar a no início do ano, mas com evidências de que ainda não está plenamente recuperado. Na ida à Prefeitura para reassumir neste dia 02, Domingos Dutra se movimentou normalmente, aparentando bom estado de saúde física, mas estranhamente foi totalmente contido na sua principal característica: a fala. Acompanhado pela primeira-dama Núbia Dutra, o prefeito de Paço do Lumiar distribuiu sorrisos e fez alguns acenos. Ao chegar ao gabinete, teria assinado uma série de atos previamente preparados demitindo todos os secretários e assessores nomeados pela prefeita temporária Paula da Pindoba. Ela, por sua vez, reagiu mandando ao Banco do Brasil ofício proibindo o acesso do prefeito titular Domingos Dutra às contas da Prefeitura até que ele seja devidamente reinvestido no cargo pela Câmara Municipal, que por seu turno teria solicitado à Justiça que Domingos Dutra seja submetido a uma perícia médica que identifique o real estado da sua saúde física e mental. Os movimentos remetem para uma situação de impasse.

Em meio a esse estado de crise envolvendo a Prefeitura de Paço do Lumiar, a população, grande parte dela insuflada por interessados políticos, se inflama, agudizando uma situação de tensão cujo desfecho é imprevisível se uma ampla negociação política para evitar o pior não for feita rapidamente. Domingos Dutra é o prefeito titular e estaria em condições de reassumir, apesar de exibir alguns traços de não estar plenamente recuperado. Paula da Pindoba é a vice que assumiu na interinidade com a obrigação de devolver o cargo tão logo o prefeito manifestasse a intenção de reassumir, independentemente de estar plenamente saudável ou não, pois, ao que parece, não cabe à prefeita interina fazer esse juízo e decidir se devolve ou não o cargo ao titular. Ela não foi eleita com essa prerrogativa, e nesse jogo as regras são claras, e os limites, também. Cabe à Câmara Municipal procurar os mecanismos constitucionais e colocar as coisas em ordem.

Mais que um imbróglio causado pela saúde precária do prefeito Domingos Dutra, a crise político-administrativa que ameaça infernizar Paço do Lumiar tem forte vertente de uma luta pelo poder, que nesse município ocorre, via de regra, fora das regras. E antes que sua gravidade aumente, é necessário que a boa negociação política ocorra no município.  Alguém com credibilidade pessoal e autoridade política – o governador Flávio Dino (PCdoB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) ou o presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, por exemplo – precisa entrar no circuito, e pela via de uma articulação coerente, madura e equilibrada, consiga evitar o agravamento do imbróglio.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Entregues mais 18 ambulâncias compradas com economia da Assembleia Legislativa

Em ima: o governador Flávio Dino, deputados. prefeitos e ambulância em frente ao Palpacio dos Leões. Embaixo: Flávio Dino e Othelino neto entregam ambulância ao prefeito de Vargem Grande, José Carlos Barros (chapéu)

Entregues ontem as 18 ambulâncias restantes das 42 compradas com recursos economizados pela Assembleia Legislativa, no valor de R$ 6,6 milhões. O ato de entrega ocorreu no Palácio dos Leões, comandado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) e pelo presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB). As 42 ambulâncias – equipadas com maca, prancha, umidificador, cadeira de rodas, cilindro, balão de transporte para oxigênio, entre outros suportes para atendimento de emergência – foram adquiridas ao custo de R$ 157 mil cada uma e distribuídas para 42 municípios indicados pelos deputados.

Entre as de ontem, foram entregues a de Vargem Grande, destinada pelo presidente Othelino Neto, que no ato declarou: “A entrega dessas ambulâncias é um momento marcante e histórico para o Maranhão. É uma forma pragmática e objetiva de nós, deputados estaduais, além do que fazemos no nosso dia a dia, cumprindo com o nosso dever constitucional, colaborarmos com a saúde pública do estado”.

Participaram o vice-governador Carlos Brandão e os deputados Glaubert Cutrim (PDT), Mical Damasceno (PTB), Zito Rolim (PDT), Cleide Coutinho (PDT), Roberto Costa (MDB), Rafael Leitoa (PDT), Leonardo Sá (PL), Vinícius Louro (PL), Zé Gentil (Republicanos) e Hélio Soares (PL).

Inovador, o projeto idealizado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, alcança dois objetivos. O primeiro é a racionalização dos gastos, que resulta em economia expressiva de recursos, e o segundo a aquisição de ambulâncias, um equipamento da maior importância no serviço de saúde dos municípios.

 

Eduardo Braide já conta com quatro partidos

Eduardo Braide recebe o apoio do PSC, liderado no MA por Aluísio Mendes

Na edição de terça-feira (03), a Coluna cometeu um erro de informação em relação à base partidária que dá sustentação à pré-candidatura do deputado federal Eduardo Braide à Prefeitura de São Luís. Informou que, além do seu partido, o Podemos, o parlamentar contaria apenas com o PSC, comandado no Maranhão pelo deputado federal Aluísio Mendes. Na verdade, Eduardo Braide já conta também com mais dois partidos, o PSD, que tem o deputado Edilázio Júnior como chefe maior no estado, e com o PMN, que já foi comandado pelo próprio pré-candidato e hoje é presidido pelo irmão dele, Fernando Braide.

Assim, ao contrário do que foi divulgado pela Coluna, Eduardo Braide já conta com uma aliança formada por quatro partidos. Sua pré-candidatura está, portanto, lastreada por partidos de centro-direita, que formam a base do Centrão na Câmara Federal. Podemos, PSC e PSD são agremiações de peso no Centrão. O Podemos tem como figura central o senador paranaense Álvaro Dias, enquanto o PSC é atualmente controlado pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzer – que tem projeto de candidatura a presidente da República –, e o PSD é nacionalmente controlado pelo ex-prefeito de São Paulo. Gilberto Kassab. O PMN é um zero à esquerda no contexto partidário: seu púnico deputado federal era o próprio Eduardo Braide, que ao trocá-lo pelo Podemos o empurrou de vez para o limbo partidário brasileiro.

São Luís, 04 de Março de 2020.

Recusa dos Cutrim de apoiar Jota Pinto cria problema sério para o PDT em São José de Ribamar

 

Gil Cutrim, Edmar Cutrim e Glaubert Cutrim rejeitam a candidatura de Jota Pinto 

Não bastasse o quebra-cabeça que está dificultando a definição de um rumo na corrida para a Prefeitura de São Luís, o presidente regional do PDT, senador Weverton Rocha, está diante de um grande problema para revolver também na Ilha de Upaon Açu: viabilizar a candidatura do ex-deputado estadual Jota Pinto para a Prefeitura de São José de Ribamar, o quinto maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão. E o fator complicador da viabilização são os Cutrim – o ex-prefeito e atual deputado federal Gil Cutrim (PDT), o deputado estadual (1º vice-presidente da Assembleia Legislativa) Glaubert Cutrim (PDT) e o ex-deputado estadual e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Edmar Cutrim. A bomba, que já havia explodido e vinha fazendo estragos nos bastidores do PDT, veio à tona com a declaração do deputado Glaubert Cutrim – dada ao bem informado jornalista Clodoaldo Corrêa – afirmando que os Cutrim não apoiarão a candidatura de Jota Pinto, da mesma maneira como atuarão contra a candidatura do prefeito Eudes Sampaio (PTB) à reeleição. A recusa dos Cutrim de apoiar o pedetista Jota Pinto cria, ao mesmo tempo, um baita problema e um visível constrangimento para o comando do partido, que apostava na construção de um consenso em torno do ex-deputado, que iniciou sua vida pública no PDT, trafegou por vários partidos, tendo retornado ressentimento ao arraial pedetista para ser o candidato a prefeito de São José de Ribamar.

A posição dos Cutrim é clara. Eles não querem conversa com a candidatura do prefeito Eudes Sampaio porque ele pertence ao grupo político comandado pelo ex-prefeito Luís Fernando Silva, por quem alimentam o que pode ser definido como ódio político. No seu primeiro mandato, Luís Fernando Silva teve Gil Cutrim como vice, abriu caminho para que ele assumisse e ajudou a elegê-lo sucessor. Diferenças políticas e administrativa os separaram, tornando-os inimigos políticos e pessoais. Quando voltou ao cargo em 2016, com quase 90%dos votos, Luís Fernando Silva acusou duramente Gil Cutrim de desmandos administrativos e até de desvio de conduta. As diferenças, que já estavam acentuadas, degringolaram para um clima de inimizade pessoal e política. Os Cutrim mostraram força ao eleger Glaubert Cutrim deputado estadual em 2014 e reelegê-lo em 2018, e elegeram o ex-prefeito Gil Cutrim deputado federal em 2018, ambos pelo PDT, dando a entender que controlariam o partido em São José de Ribamar, sua base principal.

Desde que começaram as articulações para a escolha de candidatos a prefeito de São José de Ribamar, os Cutrim declararam que não apoiariam Eudes Sampaio, a menos que ele rompesse com Luís Fernando Silva, algo impossível, pelo menos agora. Especulou-se que o deputado federal Gil Cutrim poderia ser candidato a prefeito, mas ele logo descartou. Além do mais, posições assumidas pelo parlamentar na Câmara Federal, como votar a favor da reforma da Previdência, por exemplo, contrariando a orientação do comando nacional do PDT, arruinaram as relações dele com o partido. Nesse clima, os Cutrim decidiram apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito Julinho Matos, que não pode ser candidato por ter ficha suja, segundo decisões judiciais relacionadas com sua gestão como prefeito. Deixaram claro que não apoiarão a candidatura de Jota Pinto, criando assim um impasse dentro do partido. Sem liderança nem argumentos convincentes, Jota Pinto não tem como reverter tal situação, tornando sua candidatura totalmente dependente dos movimentos que serão feitos agora pelo senador Weverton Rocha.

A declaração do deputado Glaubert Cutrim confirma a posição da família e coloca o comando do PDT numa situação delicada, criando um imbróglio para o partido no quinto maior município do Maranhão, onde o PDT sempre teve participação eleitoral expressiva e as decisões tomadas costumam ecoar em São Luís. Os Cutrim têm peso político e eleitoral no município, com poder de fogo até mesmo para desequilibrar o cenário no qual o prefeito Eudes Sampaio, que tem o apoio entusiasmado do ex-prefeito Luís Fernando Silva, estaria na liderança da corrida às urnas. Isso significa que Jota Pinto perde força, colocando o partido numa situação complicada, aparentemente sem chance de tomar o comando municipal ao PTB.

Político aguerrido, que fez do PDT um partido, o senador Weverton Rocha vai se desdobrar para evitar que a recusa dos Cutrim de apoiar Jota Pinto se transforme num problema insolúvel no cenário sucessório na Cidade do Padroeiro.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MDB vai lançar Daniel Fiim candidato a prefeito de Imperatriz

Hildo Rocha, Baleia Rossi, Daniel Fiim e Sérgio Souza (PR) selam acordo para disputa em, Imperatriz

Se não houver uma reviravolta nos próximos dias, o médico Daniel Fiim será anunciado oficialmente como pré-candidato do MDB à Prefeitura de Imperatriz. O acerto foi feito em Brasília pelo deputado federal Ildo Rocha, que levou Daniel Fiim ao presidente emedebista, deputado federal Baleia Rossi, que não só aceitou e ratificou a candidatura, mas também decidiu que o MDB dará o suporte necessário ao seu candidato. O projeto eleitoral será anunciado oficialmente nos próximos dias, quando Daniel Fiim se filiará ao MDB e terá sua pré-candidatura formalizada. De acordo com o que informou o deputado federal Hildo Rocha, a filiação e a pré-candidatura de Daniel Fiim ocorrerão em Imperatriz, na presença de líderes políticos do município, em ato que será comandado pelo próprio presidente Baleia Rossi, que manifestou interesse no projeto. Ao ser lançado candidato do MDB, Daniel Fiim entrará numa disputa que já tem o prefeito Assis Ramos (DEM), que busca a reeleição, o deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB), que estaria à frente nas pesquisas, o ex-prefeito Ildon Marques (PP) e Mariana Carvalho (PSC).

 

Os cearenses Josimar de Maranhãozinho e Detinha ganham cidadania maranhense

Josimar de Maranhãozinho e Detinha: migrantes cearenses ganham cidadania maranhense

Cearenses migrados para o Maranhão, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e a deputada estadual e pré-candidata a prefeita de São Luís Detinha (PL), campeões de voto nas eleições de 2018, ganharam ontem a cidadania maranhense, concedida pela Assembleia Legislativa, que aprovou projeto de lei nesse sentido apresentado pelo deputado Hélio Soares (PL). O projeto foi aprovado pela unanimidade dos deputados presentes à sessão comandada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB). A concessão da cidadania maranhense aos deputados Josimar de Maranhãozinho e sua esposa Detinha é parte de uma estratégia que tem por objetivo torná-los conhecidos e politicamente fortes   para que ele possa ser candidato ao Governo do Estado em 2022. O autor do projeto, deputado Hélio Soares, é considerado o cérebro projeto de poder do casal, que controla, além do PL, o Avante e o Patriotas no Maranhão.

São Luís, 04 de Março de 2020.

Disputa em São Luís tem quadro de pré-candidatos com nomes de peso e candidatos a figurante

 

Eduardo Braide: Rubens Júnior, Duarte Júnior, Bira do Pindaré, Jeisael Marx, Detinha, Yglésio Moisés, Neto Evangelista, Franklin Douglas, Adriano Sarney, Carlos Madeira e Wellington do Curso: pesos e cacifes diferentes na corrida de fundo ao Palácio de la Ravardière

As águas de março chegaram trazendo um cenário quase definido para a guerra pela Prefeitura de São Luís. À exceção de PDT, DEM, MDB, PSDB, PSL e PT, praticamente todas as agremiações já têm pré-candidatos, seja saídos dos próprios quadros, seja por alianças. PCdoB, Progressistas, Democracia Cristã, Cidadania e PTB estão fechados com Rubens Júnior, Podemos e PSC somam com Eduardo Braide, PSB se mobiliza por Bira do Pindaré, Republicanos acolheu de Duarte Júnior, Rede já embala Jeisael Marx, PROS deu a vaga a Yglésio Moisés, Solidariedade tenta viabilizar Carlos Madeira, PV se move com Adriano Sarney, PSOL incentiva Franklin Douglas e PSTU já carimbou Saulo Arcangeli. Dos partidos ainda sem definição clara, o DEM tem engatilhado Neto Evangelista, o PSDB conta com Wellington do Curso –  podendo, no entanto, tomar outro rumo –, e o PT, se resolver entrar na disputa para valer, poderá lançar Zé Inácio ou Zé Carlos. Nesse mosaico de muitas cores, os únicos partidos grandes que não lançaram pré-candidatos próprios são o PDT e o MDB, numa contradição surpreendente, se levado em conta o fato de serem agremiações fortes na Capital. Mergulhado em crise, o PSL desistiu de lançar o ex-prefeito Tadeu Palácio e vai somar numa coligação qualquer.

Todos os aspectos evidenciados até agora indicam que esse quadro de pré-candidatos será mantido até as convenções, já que não existem outros nomes ensaiando participação nesse embate politicamente crucial. Assim, já é possível fazer suposições acerca do roteiro dessa corrida, uma vez que os nomes relacionados reúnem cacifes diferenciados, o que permite observar quem está, de fato, no jogo, e quem dele só participa como figuração.

Todos os sinais indicam que a aliança PCdoB-PP-DC-Cidadania, que pode incluir ainda o PTB, se forma como a mais forte, dando ao governista Rubens Júnior enorme poder de fogo político e, com isso, potencial para transformar esse cacife em votos, consolidando-o como pré-candidato de um grupo. A aliança do Podemos com o PSC em torno de Eduardo Braide gera algum cacife, mas não o suficiente para embalar o pré-candidato com a força que ele vai precisar, ou seja, ele terá de produzir os seus resultados, já que não representa um grupo. O mesmo ocorre com o Republicanos em torno de Duarte Júnior, cuja força eleitoral independe de partido, e com Detinha, que tem sob seu comando o PL, os agregados Avante e o Patriotas, E com Neto Evangelista, se vier mesmo, como está rascunhado, a ser o candidato da forte aliança DEM-PDT. E com base no consenso segundo o qual chegar à prefeitura de São Luís é obra de grupo, o pré-candidato governista poderá reunir nos próximos três meses o suporte necessário para ser o adversário do favorito segundo as pesquisas feitas até agora.

No caso de Bira do Pindaré, ele dispõe do apoio integral do PSB, que tem base eleitoral considerável na Capital, mas seu desempenho nessa disputa dependerá da soma dos esforços do partido e do candidato. Assim será também a caminhada de Jeisael Marx, que tem na Rede um suporte entusiasmado, que motiva e injeta ânimo na garra do pré-candidato, ajudando-o a ganhar espaço ao longo da pré-campanha e da campanha em si. Essa equação deve modelar a ação dos demais pré-candidatos, que terão de se desdobrar para mostrar que podem chegar onde pretendem apoiados por partidos fracos. Eles terão de superar tal deficiência se estiverem mesmo dispostos a brigar pelo comando da maior cidade do Maranhão. Nesse time se inserem Franklin Douglas, que terá o apoio integral do PSOL, e Saulo Arcangeli, que conta com a minúscula, mas muito aguerrida, militância do PSTU.

Nesse contexto de visíveis diferenças entre os candidatos no que diz respeito a suporte partidário, situação complicada vivem Carlos Madeira, que não tem base alguma e representa um partido igualmente sem lastro sólido, e Adriano Sarney, que conta com o apoio das correntes sarneysistas e encabeçará a chapa de um partido igualmente inexpressivo. Finalmente, a situação nada confortável do tucano Wellington do Curso, que detém um respeitável lastro eleitoral, mas não tem o amparo do seu próprio partido.

A imprevisibilidade da política, principalmente em vésperas eleitorais, recomenda que o quadro só seja considerado definido com a chegada do céu azul de maio.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino: maturidade política em entrevista ao SBT

Flávio Dino: respostas precisas na entrevista ao SBT

Na entrevista que concedeu domingo ao programa Poder em Foco, do SBT, o governador Flávio Dino deu mais uma prova de que é o grande diferencial entre os políticos da sua geração. Respondeu no ato, sem pestanejar ou pensar duas, à bateria de perguntas do tarimbado e competente jornalista Fernando Rodrigues. A entrevista repetiu o roteiro das inúmeras concedidas pelo governador, mas com um pouco mais de molho político. Perguntado de chofre se concorda com a mudança de nome e marca do PCdoB, respondeu, com a maior tranquilidade, que sim, usando um argumento simples: a foice e o martelo são símbolos do século passado, que não têm qualquer representatividade no mundo atual. Sobre mudar o nome do partido, tirando o adjetivo comunista, disse que não vê muito sentido, pelo fato de ser uma palavra bonita, que remete a coisas boas, como comunhão, comunidade, comum, coletividade, bem comum. Mas disse estar aberto a mudanças, desde que ela seja fruto de consenso dentro do partido. E sobre a inclusão do seu nome na ciranda sucessória, deixou claro que é muito cedo para definir candidaturas, deixando claro que seu foco é a construção de uma grande frente que inclua a centro-direita, o centro, a centro esquerda e a esquerda democrática. E, provocado sobre o atual Governo central, deu uma “cacholeta” no presidente Jair Bolsonaro ao afirmar que ele vive criando confusão porque não sabe governar. E fez com a elegância de sempre, sem baixar um centímetro o nível da sua estatura política.

 

Um caso lamentável de erro jornalístico mal reparado

Diante da absurdamente mal apurada reportagem inicial sobre o “esmagamento” de três famílias de posseiros, da continuação das obras de implantação do Porto São Luís, da reação do Governo do Estado e da tréplica do portal The Intercept Brasil, só é possível uma conclusão: The Intercept pisou feio na bola jornalística. A reportagem foi eticamente injusta e jornalisticamente mal apurada. Passou ao País a deformada impressão de que o governador Flávio Dino estaria a serviços dos chineses por causa dos posseiros que, mesmo sem direito, tentaram negociar uma indenização maior por uma terra que formalmente não lhe pertence. Um tremendo erro de imprensa, que poderia ter sido resolvido com um honesto pedido de desculpa e correção das informações falsas. E o pior: diante da reação do Governo, justamente indignada pelo fato de que o jornalismo correto passou ao largo desse caso, o editor de The Intercept Brasil tentou reverter a situação bancando a estranha   trapalhada, quando a seriedade jornalística cobrava uma reparação. Ruim para o jornalismo independente e honesto, hoje sob o fogo cerrado dos que, por saberem que não resistem à verdade, tentam desesperadamente desacreditá-lo. Non passaron.

São Luís, 03 de Março de 2020.

Candidatos a prefeito de São Luís não devem esquecer que eleito enfrentará penúria financeira

Palácio de la Ravardière: futuro ocupante poderá enfrentar problemas de caixa

A julgar pelos movimentos que já protagonizaram, os até agora 12 pré-candidatos à Prefeitura de São Luís – ou pelo menos parte deles -, parece não ter ideia muito clara nem informações reais a respeito do que o prefeito eleito vai encontrar ao sentar-se na cadeira hoje ocupada por Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Pelo que disseram até agora, parecem não saber que o futuro prefeito assumirá o controle de uma cidade com 1,1 milhão de habitantes, distribuídos em 270 grandes bairros que formam a área urbana e em várias comunidades rurais, uma malha viária complexa e insuficiente para os seus mais de 600 mil veículos, um sistema de transporte de massa precário e deformado pela praga irreprimível dos “alternativos”, uma rede de saúde que funciona no limite, uma rede ensino básico com mais de 200 escolas para atender a dezenas de milhares de crianças, um déficit habitacional que só aumenta e inferniza milhares de sem-teto, e inúmeros outros desafios, entre eles o de pagar mensalmente 25 mil servidores ativos e inativos, e bancar 31 vereadores. Para tanto, deverá com um orçamento que no seu primeiro ano de mandato deverá ser de R$ 3,8 bilhões, numa estimativa realista baseada nos valores recentes.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) – que conseguiu em sete anos reverter uma situação financeira e administrativa caótica que encontrara quando assumiu em 2013 -, tem administrado orçamentos anuais apertados, como o deste ano, que prevê gastos de R$ 3,5 bilhões, dinheiro que chega aos cofres municipais pelo Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que é transferência obrigatória feita pela União, do ISS e do IPTU, que são impostos municipais, do Fundeb, este  destinado à educação, e das taxas e serviços cobrados pelo município. Desse total, nada menos que R$ de 940 milhões – quase um terço – serão destinados ao funcionamento do Sistema Municipal de Saúde – Socorrões I e II, maternidades, postos médicos e outros serviços -, ao mesmo tempo em que, numa forte contradição, prevê investimentos de somente R$ 190 milhões – R$ 15,8 milhões/mês – em obras de saneamento, que é a base do conceito de saúde pública em qualquer lugar civilizado do mundo.

Neste ano, a rede escolar do município de São Luís consumirá R$ 690 milhões – R$ 58 milhões/mês – mais de um quinto dos recursos programados, no funcionamento de mais de 200 escolas, com mais de cinco mil professores e para atender a dezenas de milhares de alunos. Também a máquina administrativa, incluindo servidores e custeio, custará aos cofres municipais pouco mais de R$ 500 milhões, numa média mensal de R$ 42 milhões. E para complicar ainda mais o quadro fiscal, a Prefeitura de São Luís está destinando em média cerca de R$ 13 milhões mensais para pagar os chamados “encargos especiais” – empréstimos, juros de dívidas e outros itens – num total de cerca de R$ 160 milhões para o ano. Para os 12 meses de 2020, a Prefeitura de São Luís destinou R$ 62 milhões para a Cultura – o equivalente a R$ 5 milhões/mês – incluindo Carnaval e São João, os dois períodos-chave da sua vida cultural.

Nos seus programas de campanha, os candidatos a despachar quatro anos no gabinete principal do Palácio de la Ravardière terão de levar em conta o desafio de bancar a Previdência municipal, que no Orçamento deste ano consumirá nada menos que R$ 484 milhões das receitas da Prefeitura, o que obrigará a destinação mensal de R$ 40 milhões da receita líquida – situação que poderá ser minimizada com uma reforma difícil de ser feita em período eleitoral.

O orçamento de R$ 3,8 bilhões estimado para o futuro prefeito no seu primeiro ano de mandato deverá manter a Prefeitura de São Luís no aperto financeiro de sempre, com recursos suficientes para bancar os serviços essenciais no limite. Os candidatos não devem se empolgar, por exemplo, com o asfaltamento da cidade e outras obras feitas no momento pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior. São recursos de empréstimo obtido depois de um longo período de penúria. A realidade que os espera será bem complicada, com enormes desafios administrativos pela frente. Terão vida mais fácil se o Pacto Federativo for refeito privilegiando estados e municípios. Se não, será dureza.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Orçamento revela que Câmara de São Luís custa caro

Plenário da Câmara Municipal: custo elevado para a realidade financeira de São Luís

O orçamento de 2020 destina também R$ 106,7 milhões – cerca de R$ 8,9 milhões/mês – à Câmara Municipal de São Luís, para bancar 31 vereadores. Por esses números, chega-se ao custo da representação legislativa da Capital, que é o seguinte: um vereador de São Luís custa ao contribuinte R$ 3,4 milhões por ano, o que equivale a R$ 286 mil por mês, R$ 9.500,00 por dia e R$ 398,00 por hora. O item de maior peso no custo de um vereador ludovicense é a folha de pessoal da Câmara Municipal, que segundo informação não oficial e sem confirmação – o Portal da Transparência não informa -, seriam cerca de três mil. Esse número de servidores, se verdadeiro, significa que existem 96 servidores para cada vereador, um quadro fora da realidade, principalmente se levado em conta a complicada situação financeira do Município. Vale lembrar que o repasse para bancar as despesas da Câmaras são garantidos pela Constituição, devendo ser feitos chova ou faça sol.

 

 Repórter Tempo completa cinco anos reafirmando  compromisso com jornalismo sério

No dia 25 de fevereiro, Repórter Tempo completou exatos cinco anos. Foram 1.507 edições rigorosamente autorais, um esforço de jornalismo interpretativo em forma de comentário. Nesses 60 meses, a Coluna se manteve fiel ao que se propôs na primeira edição: fazer um jornalismo isento e responsável, exercendo o autor o pleno direito de comentar fatos e situações da política maranhense buscando neles fundamentos e origem na história política recente do Maranhão. A Coluna também enveredou eventualmente pelo mundo da cultura, registrando impressões sobre discos clássicos da Música Popular Maranhense, o que a partir de agora será feito com regularidade nas edições de sábado.

Ao longo da sua existência de 1.829 dias, a Coluna foi acessada mais de 750 mil vezes, gerando mais de 1,3 milhão visualizações, originando 1.093 comentários, tendo a grande maioria desses leitores se manifestado favoravelmente ao seu conteúdo. Essas manifestações estimularam o autor a se esforçar para manter o padrão de qualidade e a proposta inicial do espaço jornalístico, resistindo à tentação de recorrer a conteúdos vulgares para incrementar o número de acessos. A resposta dos leitores foi altamente positiva nesse sentido, indicando, com clareza solar, que o caminho escolhido foi acertado.

Sinceramente comovido e envaidecido, o autor agradece aos seus leitores e anunciantes, reafirmando o compromisso de manter na Coluna um jornalismo sério e responsável, apartidário e honesto num tempo em que a imprensa livre atua corajosamente sob nuvens sombrias.

São Luís, 01 de Março de 2020.

Aliança PCdoB-Progressistas dá a Rubens Júnior força política e potencial eleitoral em São Luís 

 

Rubens Júnior recebe o apoio do Progressistas e do Democracia Cristã (DC) tendo ao lado Helena Duailibe (Solidariedade), André Fufuca, Márcio Jerry e Júlio Pinheiro

A aliança do Progressistas com o PCdoB, anunciada ontem, deu ao deputado federal licenciado e secretário das Cidades Rubens Júnior o primeiro grande impulso para que ele se torne, em pouco tempo, o pré-candidato com a maior e mais forte base política e partidária entre os já previamente inscritos na corrida à Prefeitura de São Luís. Articulado pelos presidentes do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, e do Progressistas, deputado federal André Fufuca, o acerto político, além de fortalecer o projeto eleitoral de Rubens Júnior, amplia expressivamente o peso da aliança formada no esforço para tornar o parlamentar comunista sucessor do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Com o PCdoB mobilizado e tendo o Progressistas como aliado de proa, Rubens Júnior ganha peso político para se tornar o mais forte adversário do pré-candidato do Podemos, deputado federal Eduardo Braide, que até aqui lidera a corrida sucessória na Capital.  O nanico Democracia Cristã (DC), que pouco ou nada representa em peso político e eleitoral, também declarou apoio a Rubens Júnior.

Com o anúncio de ontem, Rubens Júnior saiu na frente na corrida para a formação de uma base político-partidária forte. Já como pré-candidato do PCdoB, fruto de uma disputa com o deputado estadual Duarte Júnior, que migrou para o Republicanos, o secretário das Cidades ganhou o status de peso-pesado, ainda que as pesquisas o tenham apontado até aqui entre os menos preferidos. Agora pré-candidato de uma aliança de dois partidos fortes, é quase certo que Rubens Júnior dê um salto para cima no quadro de preferências do eleitorado já nessa fase de pré-campanha. Para se ter uma ideia do que isso representa, Eduardo Braide vem trabalhando intensamente nos bastidores para construir uma coligação que lhe dê estrutura de campanha. Duarte Júnior, Bira do Pindaré (PSB), Yglésio Moisés (PROS) e Jeisael Marx (Rede) fazem o mesmo para ampliar o lastro das suas campanhas, e a pré-candidata Detinha já tratou de juntar o seu PL com os agregados Avante e Patriotas, ambos controlados pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

A rigor, o Progressistas não dará a Rubens Júnior um “caminhão de votos”, a começar pelo fato de que a sua fatia no rateio eleitoral de São Luís não é muito precisa. Sua importância na aliança será refletida pelo peso do seu tamanho nacional – é o terceiro maior partido do País e eixo do Centrão, com forte poder de influência nas decisões da Câmara Federal – pela estrutura que dispõe e, principalmente, pelo que assegurará ao candidato do PCdoB em tempo de Rádio e TV, ainda o ingrediente mais valioso das campanhas eleitorais, em especial as disputas por prefeituras. Além disso, a aliança PCdoB-Progressistas em São Luís certamente atrairá outros partidos menores e poderá estimular sua reedição em outros municípios, o que será proveitoso para as duas agremiações e, claro, para a aliança maior comandada pelo governador Flávio Dino.

Vale lembrar e registrar, por outro lado, que, como manda a regra e a tradição, as eleições municipais são corridas cujo ouro eleitoral garimpado nas urnas – prefeitos e vereadores – terá papel fundamental nas eleições gerais seguintes, no caso a de 2022. Isso quer dizer que o que é interessante para PCdoB e Progressistas em São Luís pode não ser em outros municípios. Um exemplo: enquanto se juntam na Capital, as duas agremiações ocupam campos opostos em Imperatriz, onde o primeiro tem como candidato o deputado estadual Marco Aurélio, que lidera as pesquisas, e o segundo o ex-prefeito Ildon Marques, considerado também um candidato forte.

Finalmente, vale observar que, numa perspectiva mais ampla, a aliança PCdoB-Progressistas reforça a grande frente partidária – que vai da esquerda à direita liberal – construída e alimentada pelo governador Flávio Dino, dando a ele reforço no argumento de que é fundamental reeditá-la no plano nacional para enfrentar as forças da direita conservadora mobilizadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

 

PONTO & CONTRAPONTO

Presença de Helena Duailibe em ato do PCdoB-Progressistas revela racha no Solidariedade

Helena Duailibe festejou Rubens Júnior e ignorou Carlos Madeira

Chamou a atenção a animada presença da deputada Helena Duailibe no ato em que o Progressistas e o DC anunciaram apoio à pré-candidatura do deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) à Prefeitura de São Luís. Motivo: ela é filiada ao Solidariedade, pelo qual se elegeu em 2018, e o seu partido já tem pré-candidato a prefeito, o ex-juiz federal Carlos Madeira.

Duas situações foram desenhadas por conta da presença de Helena Duailibe no ato de ontem. A primeira é um simples ato de infidelidade partidária da parlamentar, que pode ser resolvido com cobrança da cúpula e alguma explicação por parte da deputada. A segunda é mais grave: ao participar com entusiasmo de um ato partidário em que os atores estão exatamente na contramão do projeto do seu partido, a deputada Helena Duailibe pode estar trazendo à tona um racha no Solidariedade causado pela candidatura de Carlos Madeira, que até agora não mostrou exatamente a que veio.

Vale aguardar os desdobramentos.

Visitas de pré-candidatos a retiros evangélicos mostram  viés religioso na corrida eleitoral na Capital

Em cima: Eduardo Braide registra visita a retiro evangélico; Duarte Júnior e Flávio Dino em visita a Eliziane Gama também em retiro

Foi intensa a corrida de pré-candidatos à Prefeitura de São Luís aos chamados retiros culturais evangélico durante o reinado de Momo. Eduardo Braide (Podemos) Duarte Júnior (Republicanos), Rubens Júnior (PCdoB), Jeisael Marx (Rede) e Bira do Pindaré (PSB) encontraram tempo para percorrer essas concentrações na tentativa de conquistar eleitores. No campo evangélico, os retiros são organizados por denominações, sendo a maior delas a poderosa e politicamente influente Assembleia de Deus, que tem como referência na política a senadora Eliziane Gama (Cidadania), o deputado federal Pastor Gildenemyr (PL) e os deputados estaduais Mical Damasceno (PTB) e Pastor Cavalcante (PROS).

O curioso é que grupos católicos também se retiraram da agitação para dedicar o período a lazer, reflexões e orações, mas não se tem notícia – pelo menos não houve divulgação – da presença de pré-candidatos nesses ambientes fechados. Até onde é sabido, o militante católico politicamente mais ativo é o deputado federal Eduardo Braide e a deputada estadual Helena Duailibe (Solidariedade), que juntamente com o marido, o vereador por São Luís Afonso Manoel (Solidariedade), fazem parte da linha de frente da corrente da Igreja Católica no Maranhão, mas pouco misturam essa vertente com a política partidária.

Nesse campo, algumas denominações evangélicas e as seitas pentecostais que fazem o mercado da fé, como a Igreja Universal do Reino de Deus, se movimentam com fortes braços partidários.

São Luís, 29 de Fevereiro de 2020.

Sarney, Dino, Othelino e Weverton deram o tom da reação ao ataque de Bolsonaro às regras da Constituição

 

José Sarney, Flávio Dino, Othelino Neto e Weverton Rocha: discurso alinhado de crítica a Jair Bolsonaro e em defesa das instituições democráticas do País

A revelação de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ultrapassou os limites do cargo e afrontou mais uma vez a Constituição ao disparar para amigos e correligionários um vídeo de convocação de partidários para uma manifestação de apoio a ele, aos militares e ao seu Governo, numa ação que tem como alvo o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e o Estado Democrático de Direito, causou reação dura nos dois Poderes atingidos e gerou um clima forte de crise institucional no País. No Maranhão, o ex-presidente José Sarney (MDB), o governador Flávio Dino (PCdoB), o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), e o senador Weverton Rocha (PDT) reagiram duramente. Os quatro enxergaram na atitude do presidente uma manifestação deliberada de desprezo pelas regras constitucionais no que diz respeito ao cargo de Presidente da República, e com isso uma sinalização de que o seu propósito é desmontar a estabilidade institucional e criar as condições para um Governo de exceção, ou seja, uma ditadura.

Do alto dos seus 90 anos e com a autoridade de quem comandou um processo inverso, fazendo a bem-sucedida transição da ditadura militar para a democracia durante seu Governo (1985/1990), o ex-presidente José Sarney alertou o País para o risco de enfraquecimento das instituições, especialmente o parlamento, o estado democrático corre sério risco. Com a moderação de sempre, mas dizendo o essencial em relação ao caso, mesmo sem fazer referência direta ao vídeo e à atitude do presidente de “dispará-lo” em rede social, José Sarney chamou atenção para o seu próprio exemplo como um democrata liberal: “Passei 52 anos no parlamento, mais da metade da minha vida. E afirmo com a certeza da experiência que sem parlamento forte não há democracia forte. Sem Congresso, não há democracia”.

Na condição de líder político em plena atividade, detentor de mandato e que participa do embate atual pelo poder no País, o governador Flávio Dino tem se mantido em confronto direto com o presidente Jair Bolsonaro, classificando o ataque dele às regras constitucionais como “atos subversivos e inconstitucionais”. Para o governador, o presidente age irresponsavelmente quando insufla a população para sair às ruas em protesto para defendê-lo e a seu Governo. “Em vez de atos subversivos e inconstitucionais, a pauta do governo deveria ser outra: reforma tributária, crescimento da economia, desemprego, filas do INSS e do Bolsa Família. Onde estão as propostas e ações? Governo é para governar, não para criar confusão”, disparou Flávio Dino.

Político da novíssima geração investido na presidência do Poder Legislativo do Maranhão, o deputado Othelino Neto viu na atitude do presidente Jair Bolsonaro, de quem tem sido um crítico duro e frequente, um ataque frontal às instituições e defendeu mobilização da sociedade com o que classificou como insanidade. Na sua avaliação, o presidente ultrapassou todos os limites do cargo ao convocar o povo para defendê-lo e atacar as instituições nas ruas no dia 15 de março. “O apoio do presidente às manifestações que defendem o fechamento do Congresso Nacional e do STF é uma clara afronta ao estado democrático de direito. É imperioso que as forças políticas responsáveis e a sociedade se mobilizem e tomem providências”, pregou.

Na linha do governador Flávio Dino e do deputado Othelino Neto, o senador Weverton Rocha (PDT), um dos líderes mais ativos da Oposição na Câmara Alta, viu como “muito grave” o ato do presidente da República, entendendo que ele abusou das suas prerrogativas. Para o senador, o presidente emitiu todos os sinais de que age para jogar cidadãos em manifestações de rua contra o Congresso Nacional e o Supremo, e com isso criar as condições de instalar um regime de exceção no País. “Muito grave a informação de que o presidente da República está convocando ato contra os outros Poderes. Congresso e Supremo fechados, só numa ditadura. Golpe de novo, não!”, bradou.

As vozes dos líderes maranhenses se somaram à de democratas de todas as cores, da direita à esquerda, que enxergam na atitude do presidente Jair Bolsonaro um excesso ao mesmo tempo injustificável e inaceitável, como reagiu o ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha apoia Bolsonaro contrariando posição de FHC

Roberto Rocha: defesa de Jair Bolsonaro contrariando FHC

Tão surpreendente quanto o afrontoso e perigoso gesto do presidente Jair Bolsonaro de incentivar movimentos de ruas em sua defesa e de ataque aos Poderes da República foi a sua defesa feita pelo senador Roberto Rocha, líder do PSDB no Senado, para quem a reação ao chefe da Nação foi “absurdamente desproporcional”. “O presidente errou em quê? O vídeo conclama para uma manifestação a favor do presidente. Só isso. Por que o presidente, ele próprio, não pode divulgar esse vídeo?”, indagou o senador tucano – em nota ao bem informado blog do jornalista Gilberto Leda -, que tem sido um aliado entusiasmado e incondicional do presidente.

Como político e como cidadão, o senador Roberto Rocha tem todo o direito e total liberdade para apoiar um presidente de extrema direita, que contraria ideológica e doutrinariamente o seu partido, o PSDB. É politicamente lícito da sua parte aplaudir um presidente que defende a tortura, que despreza os postulados democráticos, que agride a liberdade de informação e que não esconde que seu sonho cor de rosa é submeter o Brasil a uma ditadura.

O que chama a atenção é o fato de que, ao avaliar como “absurdamente desproporcional” a reação ao gesto de Jair Bolsonaro, Roberto Rocha está criticando direta e duramente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, líder e maior referência do PSDB, respeitado em todo o mundo civilizado como um democrata exemplar, um estadista, que enxergou na disparada do vídeo pelo presidente uma ameaça real e concreta à democracia.

Mas isso é a política, com as suas surpreendentes e, muitas vezes chocantes, contradições, que só podem acontecer numa democracia plena, como a que move o Brasil atual, apesar dos esforços de alguns para miná-la.

 

Elizabeth Gonçalo pressiona e DNIT promete recuperar a BR-135

Elizabeth Gonçalo (d) com o general Santos Filho no DNIT

O deputado federal temporário Elizabeth Gonçalo (Republicano) divulgou informação de que esteve no comando do DNIT, em Brasília, e de lá saiu com a garantia de que as obras de recuperação da BR-135, especialmente no trecho Estiva-Santa Rita, serão iniciadas em breve. E para mostrar que sua pressão funcionou, acrescentou uma foto em que aparece ao lado do diretor geral do DNIT, general Santos Filho. O curioso é que a mesma pressão foi feita por 12 deputados federais e dois senadores, que divulgaram foto da reunião no gabinete do chefe maior do órgão federal, que fez promessa, e nada aconteceu. Vale torcer para que o deputado federal temporário Elizabeth Gonçalo, que cobre uma licença do titular Cléber Verde (Republicano), surpreenda o Maranhão mostrando que tem mais força do que a bancada inteira.

São Luís, 28 de Fevereiro de 2020.

 

Sucesso retumbante do Carnaval deu a Flávio Dino mais fôlego para os desafios que estão a caminho

 

A Beira-Mar se tornou o grande corredor da folia de São Luís, abrigando milhares e milhares de foliões, num dos mais animados e seguros carnavais de todo o País
Ao lado do cantor Toni Garrido, do grupo Cidade Negra, Flávio Dino curtiu o sucesso do Carnaval e foi festejado pelos foliões

Mais de 700 mil foliões se renderam ao reinado de Momo nos quatro circuitos organizados na região central de São Luís, nada menos que 82% de ocupação na rede hoteleira durante os três dias de festa, mais de 2.500 pessoas trabalharam diretamente neste período, cerca de R$ 35 milhões movimentaram a economia local e, melhor de tudo: nenhum crime violento ocorreu no circuito. Com esses números, que podem ser comemorados como um sucesso retumbante, independentemente de comparações com outros estados ou com o passado recente das festas carnavalescas maranhenses, o governador Flávio Dino (PCdoB) começou sua Quarta-Feira de Cinzas com motivos de sobra para se considerar um vencedor. O resultado excepcional do Carnaval do Maranhão, somado aos números e à estabilidade institucional do seu Governo dão ao governador o gás político necessário para encarar os desafios que agora ganham forma definitiva à sua frente: as eleições municipais, as atitudes politicamente sombrias do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e a sua participação no jogo bruto que vai aos poucos ganhando forma na corrida ao Palácio do Planalto.

No que diz respeito às eleições municipais, o desafio do governador Flávio Dino será criar as condições políticas para que o seu partido e os partidos aliados vençam as eleições na maioria dos 217 municípios. O resultado dessa disputa, que já está movimentando as forças políticas em todas as regiões do Maranhão, será decisivo para o grande embate de 2022. A eleição de prefeitos e vereadores em grandes médios e pequenos municípios poderá pavimentar a estrada para a continuidade do projeto de poder iniciado em 2014, com a eleição do sucessor do próximo ocupante do Palácio dos Leões e do um senador da República. Se as forças sob sua liderança forem bem-sucedidas nas urnas, sua caminhada será mais fácil; do contrário, as dificuldades serão imensas.

Agora voz com eco no País inteiro, dada a projeção que alcançou como governante de bons resultados e militante ativo que trabalha para a formação de uma grande frente para fazer contrapeso ao presidente Jair Bolsonaro e as forças conservadoras mobilizadas em torno dele, o governador Flávio Dino vem cumprindo um papel importante no cenário político republicano. Ele tem sido uma das vozes mais firmes e equilibrada no contra-ataque aos ataques que o presidente tem feito às instituições. Antes ignoradas pelo Palácio do Planalto e com reservas pela própria oposição de esquerda, as posições por ele manifestadas agora são levadas em conta, numa evidência incontestável de que sua estatura política ganhou, finalmente, dimensão nacional. Ontem, por exemplo, Flávio Dino foi às redes sociais rebater o ataque mais recente de Jair Bolsonaro às instituições. “Extremamente grave que altas autoridades civis e militares estejam apoiando atos políticos contra os Poderes Legislativo e Judiciário. Os defeitos destes tem que ser enfrentados de acordo com as leis, não com coação. Lembrando que tal coação constitui crime de responsabilidade”, disse.

Ao mesmo tempo em que faz o contraponto ao presidente Jair Bolsonaro, o governador Flávio Dino ganha lastro para entrar no fechadíssimo clube dos presidenciáveis. Montado no prestígio de quem se reelegeu em turno único, o governador do Maranhão começa a ser tratado como político com estatura para disputar a Presidência da República. Esse status foi confirmado pelas recentes tentativas de desqualificá-lo, sendo a mais evidente uma reportagem da revista Veja, que num esforço vão, fez malabarismo verbal para dizer que seu Governo não tem brilho, quando os números que mostrou são todos positivos. Na sua edição de domingo (23), o jornal O Globo publicou reportagem alentada mostrando a situação financeira e o grau de investimentos dos estados, cenário no qual o Maranhão aparece entre os entre os que mais investiram, apesar da penúria financeira. As estocadas só indicam que aos poucos o governador Flávio Dino vai ampliando seu espaço no cenário político do País, já como presidenciável, e com o desafio de se manter no clube.

Embalado pelos resultados do reinado momesco, que colocou de vez o Maranhão no circuito carnavalesco nacional, e com ele uma injeção forte no turismo estadual, Flávio Dino reassume o protagonismo com gás suficiente para prosseguir governando bem e pisando firme no cenário político nacional.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Duarte Júnior sofre pancadaria de adversário, mas parece sair mais forte a cada investida

Duarte Júnior entre Eliziane Gama e Flávio Dino visita a um retiro cultural evangélico feita durante as festas de Carnaval

Adversários não assumidos do deputado Duarte Júnior (Republicano) aproveitaram as festas carnavalescas para disparar factoides na sua direção, tentando com isso, claro, criar-lhe embaraços políticos e eleitorais. O ponto alto foi a divulgação de áudios de campanha nos quais não há qualquer indício de crime eleitoral, como querem fazer crer. Enquanto isso, o pré-candidato do Republicano à Prefeitura de São Luís passou o reinado de Momo trabalhando duro para ampliar seu espaço, inclusive acompanhando o governador Flávio Dino na visita que fez a retiros culturais, movimento da comunidade evangélica para fugir à agitação momesca. O objetivo da pancadaria está claro: minar o poder de fogo do parlamentar, de modo a evitar que ele continue avançando na corrida à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT). Duarte Júnior, porém, tem demonstrado que é duro na queda, a começar pelo fato de que nenhuma artimanha usada até aqui para desestabilizá-lo funcionou. Mais do que isso: a impressão que dá é que ele se fortalece a cada pancada. As próximas pesquisas dirão com ele está no cenário sucessório municipal.

 

Eduardo Braide aproveita folia momesca para estreitar laços com evangélicos

Eduardo Braide (D) com evangélicos durante visita a retiro

Pré-candidato do Podemos à Prefeitura de São Luís, o deputado federal Eduardo Braide dedicou parte do seu tempo durante o reinado momesco a visitar retiros evangélicos. Católico praticante, o parlamentar tem dado um caráter ecumênico à sua ação política, estabelecendo relações fortes com diversos segmentos religiosos, a começar pelos evangélicos, dos quais se aproximou muito na eleição de 2016, tendo estreitado ainda mais os laços em 2018. Eduardo Braide também está muito próximo da Igreja Messiânica, comparecendo com frequência ao seu principal tempo em São Luís, sendo sempre muito bem recebido, segundo relato de um frequentador assíduo. Nas visitas que fez aos retiros organizados por segmentos da Assembleia de Deus durante o Carnaval, o pré-candidato do Podemos à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior deu palestras sobre política, falou sobre São Luís e seus problemas, participou de atividades recreativas e conversou com lideranças. Com esses movimentos, o parlamentar vai alimentando sua condição do favorito, mantida até aqui, segundo todas as pesquisas já divulgadas.

São Luís, 27 de Fevereiro de 2020.