Arquivos mensais: março 2026

Quaest: Braide lidera com boa vantagem e Orleans é segundo, muito à frente de Bonfim e Camarão

Eduardo Braide lidera corrida ao Palácio dos Leões seguido
de Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão

Depois dos números do Paraná Pesquisas, que deu vantagem de quatro pontos percentuais de vantagem para o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), sobre o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), e logo em seguida os do Inop, que apontou empate técnico entre os dois, o mundo político foi surpreendido ontem pelos indicadores do Instituto Quaest, contratado pela TV Mirante, sobre a corrida ao Governo do Estado. Nela, Eduardo Braide aparece disparado na liderança, com 35% das intenções de voto, tendo Orleans Brandão em segundo com 24%. O ex-prefeito de São Padro dos Crentes Lahesio Bonfim aparece na terceira posição com 11% e o vice-governador Felipe Camarão (PT) é o último colocado com 7%. Indecisos somaram 8% e os que não soubera ou não quiseram responder representaram 15%.

A pesquisa Quaest montou mais três cenários. Eduardo Braide venceria sem Felipe Camarão e sem Lahesio Bonfim e Orleans Brandão seria o vencedor sem o prefeito de São Luís como candidato.

O levantamento ouviu também os eleitores em relação a um segundo turno entre Eduardo Braide e Orleans Brandão: o prefeito de São Luís seria eleito governador com 46%, enquanto o secretário de Assuntos Municipalistas sairia das urnas com 33%. Num segundo cenário, Eduardo Braide venceria Lahesio Bonfim com 52% contra 23%. E num terceiro cenário, Orleans Brandão seria eleito governador vencendo Lahesio Bonfim por 42% contra 27%.

A pesquisa do Instituto Quaest, hoje apontado como um dos mais respeitados do País, trouxe à tona dois pontos de suma importância, exatamente por conta do período em que as entrevistas foram realizadas nos 49 municípios escolhidos. O primeiro é o fato de o prefeito Eduardo Braide ter sido incluído no levantamento sem ter dito uma só palavra sobre ser ou não ser candidato. E o outro diz respeito ao fato de que no período em que os dados foram colhidos – 12 a 16 do corrente – o secretário Orleans Brandão encontrava-se em forte evidência por causa da movimentação para o mega evento do dia 14, sábado, no qual ele foi lançado oficialmente pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.

Os números confirmam a tendência nítida de polarização entre o prefeito de São Luís e o secretário de Assuntos Municipalistas, já que os outros dois postulantes, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, não esboçaram qualquer reação, com a diferença de que o pré-candidato do Novo perdeu força, enquanto o pré-candidato petista se manteve no mesmo patamar, ganhando um ponto a mais. E mostram que, conforme o quadro desenhado pelo levantamento Quaest, caso o prefeito de São Luís venha a renunciar para entrar na corrida, o secretário de Assuntos Municipalistas terá o desafio de planejar bem a sua corrida ao voto, buscando indecisos e os desinteressados, que somam nada menos que 23% dos votos soltos. Sem Eduardo Braide na disputa, Orleans Brandão terá todas as condições de manter a liderança e vencer a eleição.

Até o fechamento da Coluna, no início da madrugada, o prefeito Eduardo Braide mantinha silêncio absoluto sobre ser ou não ser candidato aos Leões. Mas declarações do seu irmão, deputado Fernando Braide (PSB), admitindo a possibilidade de uma aliança do grupo oposicionista (PSB e PCdoB) com o PSD em torno de uma eventual candidatura do prefeito Eduardo Braide, sinalizaram que algo está em andamento. Do contrário, a movimentação do deputado Fernando Braide não faria sentido algum. Para algumas fontes bem situadas nesse tabuleiro, o prefeito estaria preste a anunciar a sua renúncia e, ato contínuo, a sua pré-candidatura a governador.

Em Tempo: A pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores em 49 municípios no período de 12 a 16 de março, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07211/2026.  

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e Roseana à frente na corrida ao Senado; sem eles, Roberto Rocha e Weverton Rocha lideram

Carlos Brandão e Roseana Sarney lideram sem serem candidatos;
Roberto Rocha e Weverton Rocha à frente , mas com
André Fufuca, Eliziane Gama, Pedro Lucas e
Hilton Gonçalo brigando pela segundas vaga

A pesquisa Quaest confirma que nunca houve no Maranhão uma disputa para o Senado que, a pouco mais de seis meses das eleições, o quadro de candidatos não estivesse definido. A de agora se diferencia das demais em vários aspectos, a começar pelo fato de que os dois nomes que mais receberam intenções de voto, o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB), até segunda ordem não são candidatos.

O primeiro cenário encontrado pelo levantamento incluiu os dois, e o resultado foi o seguinte: Carlos Brandão tem 23%, seguido do ex-senador Roberto Rocha (ainda sem partido), que recebeu 11%. O senador Weverton Rocha (PDT) 9%, está tecnicamente empatado com a senadora Eliziane Gama (PSD) e do ministro André Fufuca (PP) ambos com 8%, e com o deputado federal Pedro Lucas (União), com 7%.  O ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2%.

No segundo cenário, sem o governador Carlos Brandão, quem lidera é a deputada federal Roseana Sarney com 18%, seguida de Roberto Rocha (12%), tecnicamente empatado com Weverton Rocha (10%), que por sua vez aparece empatado com André Fufuca (8%), Eliziane Gama (8%), ambos medindo forças num empate técnico com Pedro Lucas (7%) e Hilton Gonçalo (4%).

Sem o governador Carlos Brandão e sem a deputada federal Roseana Sarney, o levantamento confirma tendência favorável ao ex-senador Roberto Rocha e ao senador Weverton Rocha, candidato à reeleição.

Com todos os outros levantamentos que investigaram a corrida ao Senado, a pesquisa Quaest mostra que o governador Carlos Brandão optou mesmo pelo sacrifício, que muitos não compreendem, abrindo mão de um mandato senatorial num momento em que senador ganha força e importância na República. Mas invocando mais uma vez o alto grau de imprevisibilidade da política, vale lembrar que o governador tem exatos 16 dias para mudar o curso da sua história.

Movimentos de ida e vinda reativam a guerra judicial de Brandão com o Solidariedade

Carlos Brandão cobra urgência do STF,
que pede explicações em outro caso

Dois movimentos, um do Palácio dos Leões para o Supremo Tribunal Federal e outro da Suprema Corte em direção ao Palácio dos Leões, foram registrados nesta semana na guerra judicial que tem de um lado o governador Carlos Brandão (sem partido) e de outro o Solidariedade, partido que até meses atrás era comandado no Maranhão pelo deputado Othelino Neto, hoje no PSB, um dos líderes da oposição ao Governo Brandão.

No movimento de São Luís para Brasília, o governador Carlos Brandão fez nova tentativa para que a Suprema Corte dê prioridade na análise de um recurso por meio do qual o mandatário maranhense questiona a abertura de investigação criminal contra ele a partir daquela corte.  

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prioridade na análise de um recurso que questiona a abertura de investigação criminal contra ele no âmbito da Corte. Trata-se da ADI nº 7.780, que trata da indicação de conselheiros pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), movida pelo Solidariedade, e que interrompeu o processo de escolha de conselheiros da corte de contas pela Assembleia Legislativa.

No recurso, o governador Carlos Brandão reclama de decisão do relator, ministro Flávio Dino, que mandou abrir investigação, pela Polícia Federal, em 2025, com base em informações de uma advogada mineira, que levantou a suspeita de ilegalidades no processo de escolha de conselheiros. Além de contestar a suspeita, o governador questiona a ação invocando regra constitucional segundo a qual só o Superior Tribunal de Justiça pode abrir investigação contra governador de Estado. Além disso, a defesa do governador questiona outros aspectos da ação, que considera ilegais.

O pedido do governador Carlos Brandão cobra urgência na análise do seu recurso. Um dos seus argumentos mais fortes é o de que o próprio Solidariedade desistiu da ação.

Já no movimento de Brasília para São Luís, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para que o governador Carlos Brandão preste informações sobre eventual descumprimento de decisões da Corte relacionadas a afastamentos de autoridades e servidores do governo estadual.

A medida se refere à Reclamação nº 69.486, feita pelo Solidariedade contra atos do governo estadual, da Assembleia Legislativa, da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) e do Sebrae-MA, onde, segundo o partido, estaria ocorrendo “nepotismo cruzado e desobediência sistemática a ordens judiciais”.

Para lembrar: em 2024, o STF suspendeu, via liminares, nomeações, determinando o afastamento do exercício de cargos públicos pessoas identificadas em casos de nepotismo. Uma das medidas alcançou Marcus Brandão, irmão do chefe do Executivo e então diretor da Assembleia Legislativa. Outro alcançado pela medida foi Gilberto Lins Neto, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP).

Na sua reclamação, o Solidariedade, os afastados continuariam atuando efetivamente nesses órgãos públicos. O ministro Alexandre de Moraes determinou que o governador Carlos Brandão esclareça os fatos. (Com informações do portal O Informante)

Há quem veja desfecho iminente para esses casos.

São Luís, 19 de Março de 2026.

Condenação de Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil causará mudanças no cenário político

Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil
vão dormir na cadeia e
estão fora da corrida às urnas

A condenação do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) a 6 anos e 5 meses de prisão e do colega dele, Pastor Gil (PL), a 5 anos e 6 meses, em regime semiaberto, pelo Supremo Tribunal federal (STF), por crimes praticados para desviar recursos de emendas parlamentares, além entrar para a história como o primeiro caso em que parlamentares vão parar na cadeia por conta desse abusivo desvio de função, terá um impacto cataclísmico no tabuleiro da política maranhense. Como a condenação impõe, além da prisão, inelegibilidade por oito anos, ou seja, duas eleições, o grupo criado por Josimar de Maranhãozinho corre o risco de se esfacelar, mesmo que a deputada Detinha, sua mulher, venha a comandar o PL se reeleger.

No que respeita à condenação e os seus motivos, nenhuma novidade. O processo nasceu de uma denúncia do então prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio (PTB) à Polícia Federal (PF) dando conta de que estava sendo achacado pelo agita Pacovan – assassinado no ano passado -, que lhe cobrava R$ 1,5 milhão por conta de uma emenda no valor de R$ 6 milhões enviada para o município pelo deputado Josimar de Maranhãozinho. A PF comprovou tudo na sua investigação. Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil foram denunciados e indiciados, responderam a processo, que acabou relatado inicialmente pelo ministro Flávio Dino. Ontem, sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin, que optou pela condenação, no que foi seguido por todos os membros da 1ª Turma do STF, entre eles o presidente Flávio Dino. Sobre isso não há o que discutir, suprimir ou acrescentar.

O que está para acontecer na prática serão os desdobramentos dessa condenação no cenário político. Para começar, sem as candidaturas de Josimar de Maranhãozinho e de Pastor Gil, o braço maranhense do PL, sobram mais de 200 mil votos para deputado federal. Quanto ao comandado com mão de ferro e bom desempenho eleitoral no Maranhão, o PL mergulha numa densa nuvem de incertezas. Primeiro porque é incerto que com esse novo quadro, a direção nacional do PL continue prestigiando Josimar de Maranhãozinho, principalmente com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, cujo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, não gosta do parlamentar maranhense nem do seu grupo, já tendo inclusive tentado, sem sucesso, tirá-lo do controle.

Com Josimar de Maranhãozinho fora do páreo, duvida-se ele continuará no comando do partido, caso a sua prisão, mesmo em regime semiaberto, venha a ser confirmada. O caminho natural será ascensão da deputada Detinha ao comando do PL, mas nos bastidores corre que outros políticos da direita radical, como o ex-senador Roberto Rocha, pré-candidato ao Senado, e o deputado Yglésio Moises (PRTB), bolsonaristas de proa, têm interesse no partido, que tem cinco deputados estaduais e pelo menos três dezenas de prefeitos. Antes da condenação do marido, a deputada Detinha foi sondada pela cúpula nacional do PL para ser candidata ao Senado. A informação corrente é que ela estaria começando a simpatizar com a ideia. Com a decisão da Suprema Corte, esse projeto seria reforçado.

Na avaliação de alguns observadores, o grupo tem condições de sobreviver, ainda que amargando muitas perdas. Sem Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil na chapa, Detinha teria condições de se reeleger e fazer pelo mais um deputado federal, usando parte dos 150 mil votos deixados pelo marido, que mesmo preso e inelegível, tem condições de salvar pelo menos grande parte das suas bases eleitorais. O grupo teria também condições de fazer uma bancada de pelo quatro deputados estaduais.

Mas a pergunta que se faz no meio político é: para onde irá o grupo de Josimar de Maranhãozinho na corrida ao Palácio dos Leões. Inicialmente, deputados do PL flertaram com o vice-governador Felipe Camarão (PT), mas aproximação não prosperou. Depois, andaram conversando com o governador Carlos Brandão (sem partido), mas também não foi além. Ultimamente, a impressão geral era a de que Josimar de Maranhãozinho e seu grupo estariam da iminência de apoiar o prefeito Eduardo Braide (PSD), caso ele saia candidato a governador, com a possibilidade da deputada federal Detinha fazer dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PSD) na corrida ao Senado. Com a decisão da Suprema Corte, até as especulações terão de ser revistas.

O fato é que a saída cena de Josimar de Maranhãozinho causará uma mudança expressiva no cenário político estadual.

PONTO & CONTRAPONTO

Orleans cumpre agenda apertada como secretário e como presidente do MDB

Orleans Brandão

Confirmado pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão está cumprindo uma agenda intensa com duas frentes. Permanece no cargo de secretário de Assuntos Municipalistas, do qual só será exonerado no dia 31, conforme programação definida pelo governador Carlos Brandão (sem partido) e atua como presidente estadual do partido.

Como secretário, vai continuar conversando com prefeitos e inaugurando e anunciando obras no interior até o último dia no cargo. Como presidente do partido, acompanha as articulações para a formação da chapa de candidatos a deputado estadual e a deputado federal.

No campo partidário, o maior desafio será definir, de uma vez por todas, quem será quem para as duas vagas de senador. É voz corrente que o senador Weverton Rocha (PDT) já estaria definido para uma vaga, o mesmo acontecendo em relação ao ministro André Fufuca (PP).

Muitos querem saber o que há de verdade nos rumores segundo os quais a deputada Iracema Vale (MDB) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB) também estariam no páreo.

Iracema amplia laços políticos ao se tornar Cidadã de Timon

Iracema Vale ladeada pela vereadora Amanda Pires (de preto)
e outras mulheres na Câmara Municipal de Timon

Em meio a especulações sobre o seu futuro em relação às urnas de outubro, a deputada-presidente Iracema Vale (MDB) segue articulando bases para disputar, pelo menos, uma cadeira na Câmara Federal, se não vier a ser candidata ao Senado, como alguns estão propondo.

Ontem, por exemplo, ela foi distinguida com o título de Cidadã Timonense, concedido pela Câmara Municipal de Timon, por iniciativa da vereadora Amanda Pires (PSB) e aprovada por unanimidade.  A entrega do diploma aconteceu em sessão solene do parlamento timonense para a 2ª edição do projeto “Mulheres que Transformam”, por meio do qual os vereadores de Timon homenageiam mulheres que se destacam.

O mesmo título foi concedido à deputada Daniella Jadão (MDB), procuradora da Mulher no parlamento estadual, que apoiou, com parceria, o projeto da Câmara timonense. Outras mulheres de destaque de Timon também foram homenageadas.

Visivelmente satisfeita com a honraria, a presidente da Assembleia Legislativa agradeceu aos vereadores timonenses afirmando que o título a motiva a assumir compromissos com a população de Timon.

– A partir de agora, Timon ganha mais uma filha. Estarei sempre à disposição deste município e de todas as cidades do nosso estado – assinalou a chefe do Legislativo estadual, numa fala clara de quem pretende exercer um mandato majoritário.

São Luís, 18 de Março de 2026.

Dino acaba aposentadoria compulsória para magistrado condenado e deixa críticos desnorteados

Flávio Dino desnorteia críticos avançando na sua cruzada
contra os privilégios e os desvios no serviço público

O ministro Flávio Dino marcou ontem mais um tento que ampliou significativamente o expressivo espaço que já ocupava no Supremo Tribunal Federal (STF) ao sepultar, definitivamente, um dos cancros que há muito vinha minando a imagem do Poder Judiciário brasileiro: a aposentadoria compulsória e remunerada, para magistrados condenados por crimes graves, como venda de sentença, por exemplo. Ele usou decisão sobre ação reivindicatória de um juiz do Rio de Janeiro, feita via Conselho Nacional de Justiça, e cravou que o pleito não tem base porque a aposentadoria compulsória remunerada para magistrados condenados deixou de existir em 2019, na reforma da Previdência, faltando apenas regulamentação, que ele próprio, Flávio Dino, iniciou por meio de projeto de lei apresentado ao Senado da República uma semana antes de renunciar ao mandato senatorial para assumir vaga na Suprema Corte.

Vale lembrar que antes, no dia 5 de fevereiro, o ministro Flávio Dino disparou petardo devastador contra outro privilégio agressivo no serviço público, ao proibir penduricalhos os salários de servidores públicos nos três níveis do serviço público, responsável pelas graves e injustificadas distorções nas graves salariais nos Poderes Executivos, Legislativos e Judiciários nos Municípios, Estados e União, onde essa prática engorda em mais de R$ 2 bilhões os custos mensais com servidores em todo o País.

Com a decisão de ontem, o ministro Flávio Dino colocou uma pé de cal numa distorção injustificada e bancada pelo contribuinte, vista por muitos como um “prêmio” a magistrados de todos os níveis que praticaram crimes como venda de sentenças, decisões contrárias à letra da lei, concluiu com o crime organizado, entre outros. No Maranhão, vários desembargadores e juízes que cometeram faltas graves estão hoje curtindo aposentadoria compulsória com salários acima de R$ 30 mil por mês, com direito a 13º, reajustes periódicos e tudo o mais. Neste exato momento, quatro desembargadores suspeitos de envolvimento direto num esquema de extorsão contra o Banco do Nordeste, envolvendo também um grupo de advogados conhecidos, estão aguardando a palavra final da Justiça sobre as acusações. Nesse caso, se forem condenados, perderão o cargo e o salário e irão para casa sem nada.

A decisão do ministro Flávio Dino deixa mais uma vez os seus “críticos” desanimados, em especial alguns que o atacam nas páginas do jornal O Estado de S. Paulo, o mais tonitruante canal de expressão da direita conservadora do País, e que tentam distorcer suas decisões e sua postura com acusações éticas sem lastro e argumentos ideológicos de fazer rir. A acusação agora é a de que o ministro Flávio Dino disparou chumbo grosso contra penduricalhos salariais no serviço público e contra a vergonhosa e inaceitável aposentadoria compulsória e remunerada de magistrados que cometeram crimes, para tentar evitar desgastes na Corte, que vive um momento de questionamento ético por conta do Caso Master. Essas tentativas de minimizar o impacto de decisões do ministro sugerem uma indagação: será que ele abriu a caixa preta das emendas parlamentares, para lustrar a imagem da Suprema Corte?

Flávio Dino tem hoje oponentes políticos de peso, por conta de diferenças políticas e ideológicas, como o governador Carlos Brandão, por exemplo, cuja relação com ele se dá num nível civilizado.

E tem também inimigos, muitos gratuitos, mas muitos por razões diversas, como interesses contrariados, distorção pura e simples ou falta de alcance. Esses não conseguem dimensionar a estatura do homem público Flávio Dino, e não engole o fato de o advogado saído dos bancos do Colégio Maristas e da Universidade Federal do Maranhão haver se tornado juiz federal incólume por 12 anos, deputado federal respeitado em um só mandato, governador do Maranhão por dois mandatos consecutivos, senador com a maior votação proporcional do País, ministro da Justiça que enfrentou o 8 de Janeiro e as bigtechs e desmontou bancadas inteiras em memoráveis audiências na Câmara e no Senado, e que levou à Suprema Corte um forte sopro de renovação. Tudo isso sem ter ultrapassado a linha da ética nem usado erradamente o poder político que concentrou.

Flávio Dino é homem público e está sujeito a crítica, e quem o conhece sabe que ele gosta de um confronto direto e aberto. O problema é que, por falta de argumento, alguns buscam atingir-lhe a imagem por meios nada republicanos. Até aqui perderam todas.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão assume a presidência do Consórcio da Amazônia Legal propondo o turismo sustentável como prioridade

Governador Carlos Brandão entre o desembargador-presidente
Ricardo Duailibe, a deputada-presidente Iracema Vale e
representantes de estados da região após ser empossado
presidente do Consórcio da Amazônia Legal

O governador Carlos Brandão (sem partido) é novo presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal. Ele foi empossado ontem, no 29º Fórum de Governadores, realizado em São Luís com a representações dos noive estados-membros.

Eleito por unanimidade num sistema de rodízio, o governador Carlos Brandão assume o comando da entidade com a experiência de quem, ainda vice-governador, participou de vários Fóruns com dois desafios.

O primeiro é fortalecer a cooperação entre os estados amazônicos no sentido de fortalecer as relações institucionais e estabelecer programas comuns de desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal, que tem importância planetária. Vários programas estão em andamento no Maranhão.

O segundo é a ampliação do diálogo federativo, com o cumprimento das agendas que levem ao desenvolvimento sustentável do Maranhão, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, onde continuam sendo grandes e desafiadores os problemas socioeconômicos e ambientais.

Na sua primeira lada como presidente do Consórcio da Amazônia Legal, o governador Carlos Brandão reconhecer assumir com o compromisso de lutar por uma Amazônia preservada, encarando desafios como o combate ao desmatamento, adotar medidas para evitar os impactos das mudanças climáticas e adotar políticas mais agressivas de atração de investimentos adequados, nacionais e estrangeiros. Nesse sentido, anunciou R$ 53 milhões do Fundo Amazônico doados pela Alemanha e que serão investidos em regularização fundiária.

O governador Carlos Brandão assume a presidência de um Consórcio fortalecido pela Expo25, e tratou de ampliar o seu espaço nu mundo anunciando um novo foco: o turismo sustentável.

Até ontem, o Consórcio tinha 12 câmara setoriais: Agricultura e Economia Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Planejamento e Gestão Estratégica, Governança Fundiária, Segurança Pública e Povos Indígenas. Já como presidente, o governador Carlos Brandão anunciou a criação da 13ª câmara, essa focada no turismo sustentável. Nas reuniões técnicas de ontem, as câmaras trataram de diversos temas, entre eles regularização fundiária, regras e sistemas de licenciamento ambiental e as ações de combate a incêndio.

O 29° Fórum de Governadores continua hoje com a Reunião Governamental e a Assembleia de Governadores, nas quais o Consórcio apresentará propostas para o futuro da região, que serão destacados na Carta de São Luís.

Sucessão: atenções se voltam para Braide, cuja candidatura só depende dele próprio

Enquanto se especula sobre o seu futuro político, Eduardo Braide
inicia obras de drenagem profunda no São Bernardo, agora
sempre acompanhado da vice Esmênia Miranda e de aliados
como o vereador Douglas Pinto (PSD)

As atenções políticas se voltam agora para a Prefeitura de São Luís, onde o prefeito Eduardo Braide (PSD) faz os seus cálculos e avaliações para decidir se serás ou não candidato a governador do Maranhão.

Ele já tem as informações mais importantes que precisava: a definição de pré-candidatos. Estão no páreo, agora para valer, Orleans Brandão (MDB) e Lahesio Bonfim (Novo) e Felipe Camarão (PT), sem uma definição partidária, mas afirmando sempre que será candidato “de qualquer maneira”. Ninguém à vista além deles.

O ponto central da decisão de Eduardo Braide é deixar a Prefeitura de São Luís, que vem comandando com eficiência e de maneira bem sucedida, dois anos e meio antes do final do mandato. Livre de pressões, Eduardo Braide só depende dele mesmo para sair candidato, já que o comando nacional do seu partido tem a sua candidatura como prioridade no plano nacional.

São Luís, 17 de Março de 2026.

Lançado, Orleans diz representar o futuro e Brandão não quer entregar Governo “para quem não sabe governar”

Diante de uma multidão, Carlos Brandão consolida
pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo

Orleans Brandão: “Meu nome e Orleans Brandão. Espalhem pelos quatro cantos do estado. O futuro chegou e vai continuar para fazer muito mais”.

Carlos Brandão: “É melhor continuar governador e garantir que o Maranhão esteja em boas mãos do que entregar o Governo para quem não sabe governar”.

As duas declarações, feitas para uma multidão que lotou as dependências do Multicenter Sebrae, definiram com muita clareza o ânimo que movimentou o ato de lançamento do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, como pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, com o aval e o apoio do governador Carlos Brandão (sem partido), que confirmou de “ir para o sacrifício” permanecendo no cargo até o último dia do mandato. O lançamento foi avalizado por 11 partidos: Republicanos, PDT, Progressista, União Brasil, PRD, Cidadania, Avante, Podemos, Solidariedade, Podemos e Mobiliza.

O ato contou com a presença do senador Weverton Rocha (PDT) e do ministro do Esporte André Fufuca (PP), ambos candidatos ao Senado, deputados federais, deputados estaduais, dezenas de prefeitos, centenas de vereadores e milhares de apoiadores do projeto nos quatro cantos do Maranhão. O aval do MDB foi expressado enfaticamente pelo atual prefeito de Bacabal e presidente da Famem, Roberto Costa, que integra o comando regional do partido, e da presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, recém chegada às fileiras da agremiação emedebista.

Foi uma festa numericamente gigantesca e politicamente expressiva para o lançamento de uma (pré)candidatura. E ganhou peso quando o governador Carlos Brandão confirmou que não renunciará e anunciou que vai coordenar a campanha do candidato emedebista, abrindo mão de ser senador. Mais ainda quando Orleans Brandão se declarou candidato, tornando irreversível um projeto de poder que vem sendo elaborado há tempos.

O governador Carlos Brandão concentrou sua fala nas realizações do seu Governo e no papel desempenhado pelo secretário de Assuntos Municipalistas no planejamento e na execução das obras levadas a todos os municípios. “O Orleans foi o grande planejador e executor desses projetos”, afirmou o governador, transferindo para o auxiliar e braço direito os méritos dos resultados da sua administração. E justificou: “Ele está preparado para governar”.

No seu discurso, o agora pré-candidato Orleans Brandão agradeceu o apoio do governador Carlos Brandão e traçou um cenário de otimismo, colocando-se como porta-voz do futuro. “Eu vejo o futuro em cada município que visitei e em cada pessoa com quem eu falei. Vejo futuro na nossa juventude, nos nossos trabalhadores e em todo o Maranhão”, discursou. E concluiu se apresentando e fazendo um pedido à massa de apoiadores: “Meu nome é Orleans Brandão. Espalhem pelos quatro cantos do estado que o futuro chegou pra fazer muito mais”.

Dois dos principais pilares do projeto de candidatura do emedebista, Roberto Costa, prefeito de Bacabal e presidente da Famem, e Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, além do intenso trabalho de mobilização, respaldaram a candidatura com discursos contundentes. Na sua fala, depois de destacar a participação do pré-candidato no Governo, Roberto Costa fez uma convocação: “Nós queremos Orleans governador. Por isso, todos à luta. Essa vitória será a vitória do povo”. Iracema Vale foi igualmente contundente: “Nós, líderes do maranhão inteiro, de boca a boca, fizemos uma escolha hoje, que é apontar como candidato no nosso estado um jovem, um homem que tem se dedicado dia e noite ao povo”.

Foi um ato político forte, por meio do qual o governador Carlos Brandão mandou um recado claro aos seus adversário: decidiu partir para o tudo ou nada, com a determinação de usar com a força possível todos os aspectos da corrida eleitoral. Ou seja, o governador está decidido a passar o bastão a um sucessor confiável e plenamente identificado com a sua visão de governo. E foi com essa responsabilidade que Orleans Brandão assumiu diante de cerca de 40 mil apoiadores, mobilizados por cerca de 160 prefeitos, incluindo Imperatriz, Timon, Caxias, Paço do Lumiar e Bacabal, por exemplo, segundo fonte do grupo governista.

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton provoca Braide sobre governar sozinho

Weverton Rocha provoca Eduardo Braide
no lançamento de Orleans Brandão

Para o público presente e para o resto do mundo, o ato do MDB que lançou a (pré)candidatura de Orleans brandão ao Governo do Estado teve seus bastidores informalmente movimentados pela disputa para o Senado, a começar pela presença do senador Weverton Rocha (PDT), e do ministro do Esporte André Fufuca (PP), o primeiro candidato à reeleição e o segundo tentando chegar à Câmara Alta pela primeira vez.

Curiosamente, no seu discurso, o senador Weverton Rocha, depois de destacar as qualidades do pré-candidato do MDB, decidiu alfinetar diretamente o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que sequer admitiu ainda se será ou não candidato: “Tem gente que acha que ganha e faz tudo sozinho, sem conversar até com sua mulher. Tem gente que só sabe ganhar se tiver um time forte, unido”.

O ministro André Fufuca circulou bastante entre prefeitos, deputados, vereadores e eleitores, obviamente trabalhando para consolidar o seu projeto de candidatura. O seu discurso foi de apoio a Orleans Brandão, sem abrir frentes de confronto.

Sobre disputa para as duas vagas no Senado, circularam nos bastidores do lançamento de ontem, com insistência, o nome da presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale. Ela foi lembrada como bom nome para candidata a vice, mas o que predominou mesmo foram comentários sobre sua possível candidatura ao Senado.

Em Tempo: chamou a atenção a presença da deputada Mical Damasceno no ato de lançamento de Orleans Brandão. É que, pelo menos por enquanto, ela é filiada ao PSD, partido do prefeito Eduardo Braide, que pode vir a ser candidato a governador.

Camarão reage a estocada de Brandão sobre não saber governar

Felipe Camarão reage à
estocada de Carlos Brandão

A declaração do governador Carlos Brandão afirmando ser melhor “continuar governador e garantir o Maranhão esteja em boas mãos do que entregar o Governo para quem não sabe governar” repercutiu fortemente no próprio ato e fora dele.

Ao tomar conhecimento das palavras do governador, o vice-governador Felipe Camarão, que é pré-candidato pelo PT e, sem dúvida, o alvo do petardo, reagiu na bucha nas suas redes sociais:

“Nessa aí o atual governador está certo. Ninguém sabe governar apenas para família como ele. Ocorre que no dia 04/10 vão perder e ele vai “entregar” para alguém que governa bem melhor e para todas as famílias do Maranhão, não apenas para os Brandão e agregados”.

Mesmo com dificuldades para se consolidar como candidato do PT, que no Maranhão está dividido entre ele e Orleans Brandão, Felipe Camarão tem reafirmado sua disposição de ser candidato. Na semanas que passou, ele esteve em Brasília conversando com a cúpula do PT sobre o seu futuro no partido.

São Luís, 15 de Março de 2026.

Lançamento de candidatura hoje consolidará Orleans como a grande aposta de Brandão para os Leões

Carlos Brandão escolheu Orleans Brandão:
escolha será confirmada hoje com o
lançamento da candidatura pelo MDB

Orleans Brandão será lançado hoje candidato ao Governo do Estado pelo MDB. O lançamento se dará no Multicenter Sebrae, em ato promovido pelo partido e com a participação de 11 legendas que formarão a base da sua candidatura. A cúpula do MDB e aliados apostam que será um evento monumental, com a presença de representantes de todos os 217 municípios, incluindo prefeitos e vereadores. O ainda secretário de Assuntos Municipalistas – ele só deixará o cargo no dia 30 – será confirmado como a grande aposta do governador Carlos Brandão (sem partido) e da aliança governista na disputa para o Palácio dos Leões, que deve contar com o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), e com o vice-governador Felipe Camarão (PT), podendo incluir ainda o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

Embalado por uma pesquisa do Inop, divulgada ontem, no final da tarde, pelo portal O Informante, do Jornal Pequeno, na qual encontra-se tecnicamente empatado com o prefeito Eduardo Braide, Orleans Brandão espera com o ato de lançamento da sua candidatura dar uma demonstração de força política e de poder de fogo eleitoral, de modo a ganhar de vez a condição de favorito na corrida aos Leões. Se a disputa se der somente entre ele e Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, ele pode vencer até em turno único. Mas se Eduardo Braide entrar na corrida, o quadro muda radicalmente, como mostram os levantamentos mais recentes.

Desde que ganhou a condição de pré-candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão, Orleans Brandão, que vinha claudicando no campo de um só dígito, entrou numa linha ascendente, para alcançar rapidamente o patamar dos dois dígitos. Primeiro travou uma refrega demorada com o candidato Lahesio Bonfim, a quem deixou para trás, seguindo em busca de Eduardo Braide que vem liderando as pesquisas apenas como uma possibilidade.

O momento da corrida mostra dois cenários. O primeiro encontrado pelo levantamento do Paraná Pesquisas, com Eduardo Braide à frente e Orleans Brandão em segundo. Ontem, dois dias depois, portanto, a pesquisa Inop trouxe os dois tecnicamente empatados. Nos dois levantamento Lahesio Bonfim e Felipe Camarão aparecem e terceiro e quarto lugares, com poucas chances de reação e de chegar ao pelotão da frente, que até aqui parece reservado ao prefeito de São Luís e ao secretário de Assuntos Municipalistas. No campo especulativo, correu solto, ontem, que o prefeito Eduardo Braide deve anunciar sua candidatura nos próximos dias. Ele próprio, porém, não emitiu o mais leve sinal de que isso acontecerá.  

Todas as avaliações ouvidas pela Coluna levaram à mesma conclusão: o evento de hoje tornará sem volta a candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado e, na mesma medida, a decisão do governador Carlos Brandão de permanecer no cargo até o final do seu mandato. É claro que, por conta da dinâmica e do elevado grau de imprevisibilidade da política, nada pode ser considerado irreversível. Mas a julgar por tudo o que aconteceu nos últimos meses, parece não haver margem para alguma concessão entre brandonistas a dinista e vice versa. O próprio ato de hoje confirma isso. No entanto, vale lembrar que o prazo para uma mudança termina às 23 horas e 59 minutos do dia 4 de abril.

E não será surpresa se no ato de lançamento da candidatura de Orleans Brandão surjam luzes sobre escolha de vice e definições em relação ao Senado, já que dois nomes de peso do MDB, a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema vale, e a deputado federal Roseana Sarney, agora colegas de partido, tenham seus nomes sugeridos para o Senado, como vem provocando a bolsa das especulações. Mais certo do que essa possibilidade será a presença do senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, e a do ministro do Esporte, André Fufuca (PP), que vem trabalhando duro para ser o outro nome da base governista para o Senado.

PONTO & CONTRAPONTO

Inop mostra Braide e Orleans tecnicamente empatados

Eduardo Braide e Orleans Brandão empatados na
pesquisa do Inop, deixando Lahesio Bonfim
e Felipe Camarão para trás

O prefeito Eduardo Braide (PSD) e o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) estão empatados na corrida ao Palácio dos Leões. É o que informa pesquisa feita pelo instituto Inop, divulgada ontem. Eduardo Braide – que não disse se será ou não candidato -, tem 37,52% das intenções de voto, enquanto Orleans Brandão aparece com 36,50%. Os números mostram nítida tendência de a disputa ser resolvida em dois turnos.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo) recebeu 11,97% das intenções de voto, enquanto o vice-governador Felipe Camarão (PT), cuja candidatura ainda depende do aval do partido, tem 6,91%.

A pesquisa Inop confirma uma disputa em que Eduardo Braide, ainda apenas uma ideia, e Orleans Brandão, cuja candidatura será lançada oficialmente neste sábado, caminha para uma polarização. O prefeito liderando largamente ne Capital e na Grande Ilha e o secretário com ampla base de apoio no interior, formada por prefeitos.    

Em Tempo: a pesquisa Inop ouviu 2.548 eleitores em todo o estado no período de 4 a 11 de março, tem dois pontos percentuais de margem de erro, para mais ou para menos, tem nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-01277/2026.

Lahesio tinha razão: Roberto Rocha abre mão do PSDB e será candidato a senador pelo Novo

Roberto Rocha abre mão do PSDB e deve
ser candidato a senador pelo Novo

“Pode anotar e publicar: Roberto Rocha será o candidato a senador na nossa chapa”. A declaração, enfática, foi feita por Lahesio Bonfim, candidato do Novo ao Governo do Estado, no dia 14 de janeiro e publicada na edição da Coluna do dia 15. No dia 26 de fevereiro, o então presidente do PSDB, Sebastião Madeira, disse à Coluna que havia saído do PSDB e o entregado formalmente ao deputado federal Aécio Neves, que o informou que entregaria o braço tucano maranhense ao ex-senador Roberto Rocha. Ontem, correu a informação, dada pelo próprio Roberto Rocha, que não aceitou o PSDB e que o partido será entregue ao deputado federal Juscelino Filho (União Brasil). Roberto Rocha informou que assinará ficha de filiação no Novo

Esse vai-não-vai mostra que Lahesio Bonfim acertou em cheio quando informou à Coluna que Roberto Rocha ingressaria no Novo e seria candidato a senador na sua chapa. E em se confirmando o ingresso do ex-senador no Novo, a candidatura de Lahesio Bonfim ganha bom impulso, já que Roberto Rocha trem aparecido nas pesquisas como um candidato forte ao Senado, brigando feio com André Fufuca e a senadora Eliziane Gama (PSD), que busca a reeleição, rivalizando até com o senador Weverton Rocha.

Quando são PSDB ficar sob o controle do deputado federal Juscelino Filho, o próprio parlamentar colocou ontem as coisas nos seus devidos lugares: ele está dialogando com o comando nacional dos tucanos, podendo assumir ou não o comando do partido no Maranhão. Nada ainda além disso.

São Luís, 14 de Março de 2026.

Com seu futuro ainda incerto, Iracema convida “o povo do Maranhão” para o lançamento de Orleans

Iracema Vale ocupou a tribuna para convidar
para o lançamento de Orleans Brandão

A deputada Iracema Vale (MDB), que preside a Assembleia Legislativa, assumiu ontem, de vez, e em larga escala, a condição de apoiadora linha de frente do projeto de candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado. Ela discursou para convidar “o povo do Maranho” para o ato de lançamento da pré-candidatura do emedebista neste sábado. Na sua rápida manifestação, a chefe do parlamento estadual, que se filiou recentemente ao MDB, definiu o presidente do partido como “um pré-candidato jovem, trabalhador, que tem mostrado um grande talento à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, um homem que tem caminhado em todos os municípios do Maranhão”.

A fala da deputada Iracema Vale, na tribuna da Assembleia Legislativa, deu a importância que o próprio Orleans Brandão e seus apoiadores, a começar pelo governador Carlos Brandão (sem partido), estão dando à oficialização, pelo MDB, da sua pré-candidatura ao Governo do Estado. E o tom da fala partidária da presidente do Poder Legislativo transformou um convite político numa espécie de convocação para que o ato tenha, de fato, a dimensão da largada de uma candidatura irreversível.

Iracema Vale tem autoridade política fazer o convite nesse tom. Ela foi uma das primeiras vozes da base governista a declarar apoio esse projeto sucessório, e o fez num momento em que poucos integrantes destacados da base governistas se arriscaram a comprar a ideia. Na sua fala desta quinta-feira, Iracema Vale não deixou qualquer dúvida de que acredita no projeto de candidatura. E justifica essa crença afirmando que o pré-candidato do MDB “é um homem que conhece todas as lideranças, conhece o povo do Maranhão, conhece todos os projetos que o governador Carlos Brandão está desenvolvendo no Maranhão, conhece a todos nós”.

O convite feito pela deputada-presidente Iracema Vale tem o passo da importância que ela alcançou no cenário da política maranhense. E chama a atenção para o fato de que o futuro dela própria não está resolvido. O que se sabe com 99% de certeza é que ela dificilmente tentará a reeleição para a Assembleia Legislativa. Também não estaria seduzida com ideia de ser lançada candidata a vice-governadora na chapa do MDB. Alguns apostam que ele será candidata à Câmara Federal, mas ela própria não confirma. As avaliações mais recentes a apontam como nome forte para disputar uma cadeira no Senado, o que ela não confirma, mas também não nega, preferindo jogar o seu futuro “nas mãos de Deus”.

A presidente da Assembleia Legislativa cresceu de maneira exponencial. Deixou de ser uma política regional, para ser um nome de abrangência estadual, com cacife para aspirar um mandato majoritário. É provável que essa assunto venha à baila no ato lançamento de Orleans Brandão para o Governo, podendo ela sair do evento com essa situação resolvida. Afinal, as eleições acontecerão daqui a pouco mais de seis meses, estando praticamente esgotado o tempo que um político de peso precisa para definir uma candidatura, pois a essas alturas, o estado está política e eleitoralmente mapeado.

Independentemente de qual venha ser o mandato que tentará conquistar nas urnas, Iracema Vale ocupa, e continuará ocupando, espaço amplo na base de apoio da candidatura de Orleans Brandão, que ela vem ajudando a construir desde o primeiro momento. Forjada nas lutas eleitorais, com quatro mandatos de vereadora e dois de prefeita de Urbano Santos, e com o cacife de ser recordista de votos para a Assembleia Legislativa e com o peso simbólico de ser a primeira mulher a presidir o parlamento estadual, ela tem estatura política e credibilidade para tal. O próprio pré-candidato emedebista não esconde que o apoio da parlamentar tem sido fundamental para a consolidação do seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Grupo de oposição se mantém unido e vai brigar pela reeleição

Grupo de oposição se mantém unido
para brigar pela reeleição

O grupo de deputados estaduais identificados como dinistas está contrariando a previsão de que seria esfacelado e não chegaria unido às eleições. Os deputados Othelino Neto (PSB), Carlos Lula (PSB), Leandro Bello (PSB), Fernando Braide (PSB), Rodrigo Lago (PCdoB), Ricardo Rios (PCdoB) e Júlio Mendonça (PCdoB) estão cada vez mais unidos.

Além da união, o grupo está bem posicionado na oposição ao Governo com críticas ácidas e denúncias contundentes. Quase diárias, as investidas do grupo de oposição contra o governador Carlos Brandão, que responde através do líder governista Neto Evangelista, e pela voz do deputado Yglésio Moises (PRTB), que representa a extrema direita na base parlamentar do Governo.

O grupo conta também com a participação do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB).

Na corrida eleitoral, o grupo está fechado com o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT). Mas pode, numa guinada, se posicionar apoiando a candidatura do prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), caso ele se lance candidato e o vice-governador mude de ideia e retire sua candidatura.

A ´preocupação desses parlamentares é com a barra pesada que vão enfrentar na briga que travarão pela reeleição.

Indefinida a disputa entre Beto Castro e Marquinhos Silva pela presidência da Câmara de São Luís

Beto Castro e Marquinhos Silva
continuam candidatos

Continua sob pesadas nuvens cinzentas e marcada pela indefinição a corrida para a presidência da Câmara Municipal de São Luís, que tem de um lado o vereador Beto Castro (Avante) e de outro o vereador Marquinhos Silva (União).

Tudo caminhava para a eleição tranquila de Beto Castro, apoiado pelo presidente Paulo Victor (PSB), quando o pleito estava marcado para abril.

O projeto, porém, sofreu uma reviravolta radical com a decisão do Supremo Tribunal Federal de que as eleições parlamentares no país, em todos os seus níveis, terão de ser realizadas sempre em novembro, três meses antes da posse, que ocorrem sempre no início de fevereiro.

A mudança desmanchou num piscar de olhos o esquema montado pelo presidente Paulo Victor, que elegeria Beto Castro e teria o apoio dele à sua candidatura à Assembleia Legislativa.

A mudança de data minou fortemente a candidatura de Beto Castro – que chegou a ter o apoio de 23 dos 31 vereadores – e fez surgir o vereador Marquinhos Silva como seu adversário em franco crescimento. Além disso, pode ter mandado para o arquivo a candidatura de Paulo Victor ao parlamento estadual.

Depois da mudança, ninguém, a começar pelos próprios vereadores, arrisca a prever quem será o próximo presidente do parlamento ludovicense.

São Luís, 13 de Março de 2026.

Candidatos a presidente enfrentam dificuldades para montar palanque no Maranhão

Lula da Silva entre Orleans Brandão e Felipe
Camarão, e Flávio Bolsonaro sem ninguém

Ainda está longe de ganhar desenho definitivo o cenário de como candidatos a presidente da República se movimentarão no Maranhão. O próprio presidente Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e que já deveria ter escrito o seu roteiro de campanha no estado, não sabe ao certo em que palanque pedirá votos aos maranhenses. Na mesma situação está o seu principal oponente até aqui, Flávio Bolsonaro (PL), que ainda procura um candidato a governador identificado com o discurso da direita radical. Os aspirantes ao Palácio dos Leões, por sua vez, aguardam um quadro mais definido de candidatos a presidente, para tentar escolher o que representará na corrida às urnas.

O presidente Lula da Silva vive uma situação curiosa no Maranhão. Dono de pelo menos metade das intenções de voto no estado, o líder petista está dividido entre ser representado pelo pré-candidato do seu partido, o vice-governador Felipe Camarão (PT), que hoje faz oposição ao Governo estadual apoiado pelo chamado grupo dinista, e o candidato do MDB, Orleans Brandão, escolhido pelo governador Carlos Brandão (sem partido), para representar o grupo governista na corrida sucessória. Uma situação complicada, que só será resolvida com a desistência de um dos dois candidatos, o que, pelo menos até aqui, parece não ter solução.

É difícil admitir, até porque não faz sentido, que o presidente da República, com chances reais de reeleição, fique sem palanque no Maranhão, numa posição de neutralidade, por conta desse impasse, já que essa seria a sua terceira via. A palavra final sobre essa equação confusa na base governista no Maranhão será do próprio presidente Lula da Silva. Ele deve bater martelo sobre o assuntos depois do dia 4 de abril, quando se encerram o prazo de desincompatibilização e o período da janela partidária, e a partir de quando o quadro de candidatos a governador estará definido.

Flávio Bolsonaro encontra-se na mesma situação. O candidato do Novo, que representa a direita radical, Lahesio Bonfim, pode ter o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) como candidato, e se não o tiver, enfrenta o problema de não ser da confiança dos Bolsonaro. O próprio Lahesio Bonfim já admitiu tal situação e aguarda a definição do seu partido quanto à candidatura do governador mineiro. O candidato presidencial bolsonarista poderá se valer de um palanque a ser montado por um candidato a senador, Roberto Rocha, que vai comandar o PSDB no Maranhão e é seu aliado de primeira hora. O para dar mais viabilidade a esse movimento, terá de reunir no mesmo espaço as forças do PL que não rezam muito bem na sua cartilha, como o grupo liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Nesse contexto, o Eduardo Braide (PSD), se vier a ser candidato a governador, deverá montar palanque próprio e acolher o nome que sair do plantel de formado pelos governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná), que brigam pela vaga de candidato presidencial do seu partido. Se, contrariando as expectativas, o prefeito Eduardo Braide não se candidatar a governador, o candidato presidencial que for escolhido pelo seu partido contará com o palanque a ser montado pela senadora Eliziane gama, candidata à reeleição pelo PSD.

No que respeita à montagem de palanque presidencial no Maranhão, a situação mais confortável é a do professor maranhense Hertz Dias, escolhido pelo PSTU como candidato ao Palácio do Planalto. Com a experiência de quem já foi candidato a prefeito da Capital e a governador, ele provavelmente encontrará enormes dificuldades para conseguir palanque em outros estados, mas em território maranhense, especialmente em São Luís, estará em casa, apoiado pela minúscula mas aguerrida militância do PSTU.

Esse cenário será definido ao longo do mês de abril.

PONTO & CONTRAPONTO

Secretários-candidatos deixarão seus cargos no dia 30

Carlos Brandão fixou saída
de secretários para o dia 30

Os secretários de Estado que concorrerão a mandatos nas eleições de outubro deixarão os seus cargos no próximo dia 30, cinco dias antes do prazo de desincompatibilização. O desembarque será em bloco e a data foi definida numa espécie de acordo dos secretários pré-candidatos com o governador Carlos Brandão.

Inicialmente, a ideia era a de que os secretários, a começar por Orleans Brandão (MDB), de Assuntos Municipalistas, pré-candidato ao Governo do Estado, se desincompatibilizassem em meados de março. No entanto, o Palácio dos Leões mudou de plano e decidiu que o secretário de Assuntos Municipalistas deve permanecer até o final do mês, para cumprir uma extensa agenda de compromisso no interior.

Diante disso, o governador Carlos Brandão decidiu que todos os secretários pré-candidatos às eleições de outubro têm prazo até o último dia de março para passar o bastão nas suas pastas.

Além de Orleans Brandão, devem deixar os cargos Bira do Pindaré (Agricultura Familiar), Vinícius Ferro (Planejamento) e Washington Oliveira (Representação em Brasília), que disputarão vagas na Câmara Federal, e Sebastião Madeira (Casa Civil), Paulo Casé (Desenvolvimento Social), Júnior Viana (Articulação Política), Natássia Weba (Ciência e Tecnologia), Abigail Cunha (Mulher) Tiago Fernandes (Saúde) e Yuri Arruda (Cultura) à Assembleia Legislativa. Serão também nomes de peso do segundo escalão, como Cricielle Muniz, que deixará o comanda a rede Iema.

Rumor sobre possível candidatura de Roseana ao Senado agita a base governista

Roseana Sarney para o Senado?

Circulou com muita intensidade, de uns dias para cá, nos bastidores partidários, o rumor segundo o qual o MDB estaria considerando seriamente lançar a candidatura da deputada federal Roseana Sarney ao Senado. A pressão nesse sentido estaria sendo feita por uma ala forte dentro do partido, por grupos de amigos, e contaria com o aval de parte da família Sarney.

O disse-me-disse sobre esse assunto não apontou até aqui o que presidente do MDB e candidato a governador Orleans Brandão e o governador Carlos Brandão, que não é filiado ao partido mas tem grande força nas suas decisões, estão pensando a respeito desse míssil político.

Ainda convalescendo de uma dura, mas vitoriosa, luta contra um câncer, Roseana Sarney foi provocada sobre o assunto Senado e, com muita habilidade, não respondeu nem sim nem não. Ou seja, pode ser, dependendo das circunstâncias.

O problema e que, como é visível, o lançamento da ex-governadora para o Senado pelo MDB abriria uma enorme frente de crise na base governista, porque impactaria fortemente nas já definidas candidaturas do senador Weverton Rocha (PDT) à reeleição e do ministro do Esporte André Fufuca (PP).

O cenário do momento indica que a candidatura de Roseana Sarney ao Senado é uma hipótese remota.

São Luís, 12 de Março de 2026.

Pesquisa confirma tendência de dois turnos com disputa entre Eduardo Braide e Orleans Brandão

Eduardo Braide lidera seguido de perto por Orleans Brandão;
Lahesio Bonfim é terceiro e Felipe Camarão continua em último

Se a eleição para o Governo do Estrado fosse realizada agora, haveria dois turnos, sendo o segundo e decisivo disputado pelo prefeito Eduardo Braide (PSD) e o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB). No primeiro turno, Eduardo Braide teria 34,6% dos votos, enquanto Orleans Brandão sairia das urnas com 30,3% da votação. O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), ficaria em terceiro com 16,1%, seguido pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) com 6,9%. Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa do instituto Paraná Pesquisa, que registrou também 5,7% de eleitores que não quiseram ou não souberam responder, e outros 6,4% que anulariam o voto.

O Paraná Pesquisas ouviu também os entrevistados sobre o segundo turno. Na disputa entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, o prefeito de São Luís seria eleito governador do Maranhão com 47,3%, contra 39,1% dados ao secretário de Assuntos Municipalistas. Em outra simulação, essa entre Orleans Brandão e Lahesio Bonfim, o candidato do MDB chegaria ao Palácio dos Leões com 47,1% contra 36,8% dados ao candidato do Novo.

Quatro informações, que só confirmam os levantamentos feitos depois que o secretário Orleans Brandão foi definido como pré-candidato, chamam a atenção no novo levantamento.

A primeira é o fato de o prefeito Eduardo Braide liderar a corrida ao Palácio dos Leões sem haver declarado se será ou não candidato a governador. Na semana passada, quando perguntado se será candidato, respondeu dizendo que essa a era uma informação que nem a primeira-dama Graziella Braide tinha naquele momento. Ele exerce uma liderança na condição de hipótese, que tem até o dia 4 de abril para se tornar concreta ou ser descartada. Ao contrário dos demais pré-candidatos, que nada têm a perder, Eduardo Braide tem o desafio de abrir mão de dois anos e meio de mandato como prefeito bem sucedido da maior e mais importante cidade do Maranhão.

A segunda é que Orleans Brandão chega ao segundo lugar como o resultado de uma bem armada construção política, que começou como uma possibilidade de disputar vaga na Câmara Federal, ganhou fôlego e, turbinado pelo apoio declarado do governador Carlos Brandão (sem partido) e ganhou envergadura de pré-candidato da aliança governista, que reúne 11 partidos. Com as cautelas de marinheiro de primeira viagem, ele tem sabido levar à frente a estratégia como secretário de Assuntos Municipalistas e braço direito do governador Carlos Brandão, por quem está sendo preparado, conforme declarações do próprio chefe do Poder Executivo. Tem potencial para crescer, mas sabe que, se Eduardo Braide for candidato, enfrentará um adversário muito forte.

A terceira informação diz respeito ao candidato do Novo, Lahesio Bonfim, pois não deixa de ser surpreendente que ele mantenha um cacife nada desprezível sem uma base sólida, o que, confirmado esse cenário, o torna um nome com peso para influenciar nas articulações para um eventual segundo turno. Ao mesmo tempo, se Eduardo Braide não for candidato, Lahesio Bonfim estará naturalmente credenciado como o principal adversário de Orleans Brandão, como foi de Carlos Brandão em 2022.

A quarta informação é sobre a posição do vice-governador Felipe Camarão, cujo percentual a ele destinado pelo eleitorado ser, de fato, desanimador. Ao contrário dos demais candidatos, o vice-governador ainda briga para obter o apoio do seu partido, o PT, que está nitidamente dividido entre ele e o candidato do MDB. Daí a necessidade que o petista tem de um posicionamento forte da cúpula nacional e do próprio líder maior, o presidente Lula da Silva, para confirma-lo ou não como candidato. Antes disso, ele dificilmente alcançará a barreira dos dois dígitos.

Os números encontrados pelo Paraná Pesquisas indicam uma tendência, que só será consolidada em definitivo com a definição do prefeito Eduardo Braide.

Em Tempo: A pesquisa ouviu 1.300 eleitores em diversas regiões do Maranhão no período de 5 a 8 de março, tem margem de erro de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00634/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Júnior caminha para definir seu futuro partidário, podendo ou não permanecer no PSB

Duarte Júnior: momento de decisão

Um dos quadros mais bem sucedidos da nova geração de políticos do Maranhão – mesmo com duas tentativas frustradas de chegar à Prefeitura de São Luís -, o deputado federal Duarte Júnior ainda não resolveu sua situação partidária. Atualmente, o parlamentar integra a bancada do PSB, mas vive uma situação delicada entre o grupo identificado como dinista, que hoje faz dura oposição ao Governo estadual, e a base do governador Carlos Brandão (ex-PSB e hoje sem partido).

Próximo ao governador Carlos Brandão, Duarte Júnior tem feito movimentos no sentido de apoiar o projeto de candidatura de Orleans Brandão (MDB), mas sem fazer gestos de hostilidades ao vice-governador Felipe Camarão (PT).

Na verdade, Duarte Júnior trabalhou para que o grupo de 2022 permanecesse unido, tendo se mantido distante nos confrontos que resultaram no rompimento do chamado grupo dinista com o governador Carlos Brandão.

 O parlamentar permanece ligado à cúpula nacional do PSB, sendo amigo do presidente nacional do partido, o prefeito do Recife João Campos, e da mulher dele, a deputada federal Tábata Amaral (PDT/SP). E segue a linha do partido na base de apoio do presidente Lula da Silva (PT).

No Maranhão, está vinculado ao governador Carlos Brandão, com quem tem boa relação, e por conta da presença da sua esposa, Karen Barros, no comando do Viva Cidadão, estrutura à qual é ligada desde o Governo Flávio Dino.

Por conta da situação política criada no Maranhão, é provável que o deputado federal Duarte Júnior esteja próximo de tomar uma das decisões mais difíceis em relação ao seu futuro partidário.

Edson Araújo será deputado até 31 de dezembro, mas não mais retornará à Alema

Edson Araújo: distante da Alema

O deputado Edson Araújo (sem partido, expulso que foi do PSB) não voltará mais à Assembleia Legislativa. Ele não renunciará ao mandato e certamente não será cassado por seus pares, mas a sua vida parlamentar está encerrada. Até o dia 31 dezembro, ele continuará deputado estadual, receberá seus vencimentos, mas permanecerá de licença médica.

Suspeito de envolvimento no criminoso esquema de descontos ilegais nos contracheques de aposentados do INSS, tendo movimentado milhões e milhões via entidades – na verdade quadrilhas – que exploravam aposentados do setor pesqueiro, o deputado tem um duro ajuste de contas com a Justiça.

No quinto mandato consecutivo, todos conseguidos por meio de sindicatos de pescadores, Edson Araújo era secretário de Estado, abrindo vaga para o suplemente Adelmo Soares (PSB), que vai concorrer com a vantagem de encontrar-se no exercício do mandato.

São Luís, 11 de Março de 2026. 

Ofensiva: Camarão reafirma candidatura e diz que Lula e PT não apoiarão projeto sucessório de Brandão

Felipe Camarão e Gleisi Hoffmann ladeados por
Rubens Júnior e Márcio Jerry, ontem, em Brasília

Num tabuleiro em que o secretário Orleans Brandão MDB) prepara para sábado (14) o lançamento da sua candidatura num grande ato apoiado por 11 partidos, Lahesio Bonfim (Novo) anuncia para o dia 21 lançamento da sua candidatura em Bacabal, e o prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém suspense a respeito de ser ou não candidato, o vice-governador Felipe Camarão (PT) decidiu partir para a ofensiva, de modo a definir de vez a posição do PT em relação ao seu projeto de candidatura, do qual, tem refirmado, não abre mão “de jeito nenhum”. O ataque do vice-governador à indefinição partidária foi dado ontem, em Brasília, numa conversa com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e cujo resultado ele sinalizou ao deixar o gabinete, acompanhado dos deputados federais Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB):

– O PT e o presidente Lula estarão comigo, no nosso palanque, no Maranhão. Terei a honra de liderar o time do Lula no nosso estado. O presidente e o PT não vão aderir a esse projeto familiar do Brandão. O Brandão já disse não para o presidente quatro vezes, e eu vim para dizer mais um sim, e me coloquei à disposição do partido e do presidente para cumprir a missão que eles me designarem no estado – declarou o vice-governador ao blog do jornalista John Cutrim.

A manifestação de Felipe Camarão causou a forte impressão de que o presidente Lula da Silva e o comando nacional do PT caminham para apoiar o seu projeto de candidatura. Isso porque fora um grupo do PT que vem mantendo cargos no Governo estadual e tem projetos eleitorais – como o ex-conselheiro do TCE e atual secretário chefe da representação do Governo em Brasília Washington Oliveira -, uma grande massa do PT está aguardando sinal verde de Brasília para declarar apoio a Felipe Camarão. Some-se a isso o fato de que nem o comando nacional do PT nem o presidente Lula da Silva indicaram tendência de apoiar a candidatura do emedebista Orleans Brandão.

Coincidência ou ação articulada, ontem, na inauguração de nova sede do PT em São Luís, com a presença de lideranças importantes do partido, o professor e jornalista Chico Gonçalves, uma das lideranças mais importantes e centradas ao partido, fez duras críticas ao braço maranhense da agremiação partido, chamando a atenção dos seus dirigentes, lideranças e militantes para três desafios que estão na mesa do partido. O primeiro: o PT precisa buscar a unidade das suas correntes e se posicionar como um partido uno, com um mesmo discurso e com um projeto claro e consistente.

O segundo: o PT do Maranhão tem de se mobilizar torno do projeto de reeleição do presidente Lula da Silva. Ele justificou assinalando que a reeleição de Lula da Silva manterá o Brasil na linha do desenvolvimento econômico e social e evitará a ascensão da direita extremista e radical. Mais do que isso, a vitória do petista terá repercussão mundial, porque será mais um forte movimento da democracia para conter “a onda fascista” que tenta tomar o poder na Europa e na América Latina.

E o terceiro ponto enfocado por Chico Gonçalves foi a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão a governador. Na sua avaliação, queiram ou não alguns segmentos do PT, a candidatura de Felipe Camarão é uma candidatura do partido. “Assim como o PT tem o presidente Lula candidato à reeleição, tem Felipe Camarão candidato ao Governo”, declarou Chico Gonçalves, enfatizando que o PT tem a obrigação partidária de apoiar o vice-governador, “que nesse momento representa o partido”.

A ofensiva de Felipe Camarão se dá no momento em que, fortalecido, Orleans Brandão MDB) prepara para sábado (14) o lançamento da sua candidatura num grande ato apoiado por 11 partidos, Lahesio Bonfim (Novo) anuncia para o dia 21 lançamento da sua candidatura em Bacabal, e o prefeito Eduardo Braide (PSD) mantém suspense a respeito de ser ou não candidato.

PONTO & CONTRAPONTO

Especuladores tentam prever o futuro da relação de Braide com Esmênia

Eduardo Braide e Esmênia Miranda:
relação de confiança, sem problemas

Desde o lançamento do pacote de obras no valor de R$ 1,6 bilhão, na semana passada, frustrando os que aguardavam o anúncio de uma posição definitiva de ser ou não ser candidato a governador, o prefeito Eduardo Braide (PSD) tem sido alvos de diferentes especulações, uma delas relacionada com a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD).

Os especuladores chegaram supor que a indefinição do prefeito estaria no fato de ter de, em sendo candidato, passar o bastão municipal para a vice-prefeita. E aparecem duas justificativas para tal. A primeira e mais corrente é que Eduardo Braide estaria temeroso de que, assumindo o cargo com a renúncia dele, ela imporia seu próprio modelo de gestão e mudaria o rumo da atual. Outra sugere que, influenciada por pessoas próximas, se afastaria do prefeito.

Duas falácias. Primeiro porque seria ingenuidade tentar dar uma guinada desnecessária numa gestão que vem dando certo em todos os sentidos, correndo o risco de naufragar. Segundo, Esmênia Miranda bom senso e experiência suficientes para saber que todos os afastamentos dessa natureza deram errado.

Se vier a assumir a Prefeitura de São Luís, como muitos preveem, a vice-prefeita Esmênia Miranda deve primeiro agradecer aos céus pela oportunidade, e sem vacilar um instante, seguir à risca as linha de ação traçada pelo prefeito Eduardo Braide em cinco anos de trabalho duro e bem planejado, longe de más influências.

Famem fez justa homenagem às 42 prefeitas maranhenses no Dia Internacional da Mulher

Imagem inédita reunindo as 42 prefeitas do Maranhão

A Famem fez uma forte e oportuna homenagem às 42 prefeitas maranhenses no Dia Internacional da Mulher. O ponto alto foi a publicação de um cartaz com a imagem de todas as prefeitas, algum políticas consagradas, como a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB), por exemplo.

Partidário da ideia de que na política deve haver paridade e igualdade de direitos no jogo da política, o presidente da Famem, Roberto Costa (MDB), atual prefeito de Bacabal, declarou: “Ver o Maranhão avançar com a força de 42 prefeitas demonstra que a política se torna mais sensível, justa e eficiente quando incorpora o olhar feminino. Na Famem, celebramos esse avanço não apenas como um dado numérico, mas como uma transformação concreta na forma de governar e de cuidar das pessoas”.

Informações correntes no meio político e nos espaços institucionais é dominante a avaliação de que muitas estruturas municipais que vinham claudicando sob gestões conservadoras e ineficientes mudaram radicalmente sob o comando feminino. Esses casos confirmaram o “olhar mais sensível” em relação às questões sociais, combatendo a desigualdade, assim como no campo da organização, como apontou o presidente Roberto Costa.

A qualidade média das gestões femininas em 42 prefeituras maranhenses justifica plenamente a homenagem a Eliane Dias (Água Doce do Maranhão), Nilsilene Almeida (Alto Alegre do Maranhão), Nele Gomes (Amapá do Maranhão), Maria Muniz (Arari), Roberta Costa (Axixá), Naila Gonçalo (Bacabeira), Letícia Costa (Bacurituba), Dilcilene Oliveira (Boa Vista do Gurupi), Christianne Varão (Bom Jardim), Marlene Miranda (Bom Lugar), Thâmara Araújo (Brejo), Geizianne Costa (Brejo de Areia), Luciana Leocádio (Buriti Bravo), Cleudilene Barbosa (Central do Maranhão), Dulcilene Cordeiro (Chapadinha), Elcilene dos Santos (Conceição do Lago Açu), Simone de Lima (Esperantinópolis), Luiza Macedo (Feira Nova do Maranhão), Raimunda Almeida (Fernando Falcão), Juceni Viana (Formosa da Serra Negra), Fernanda dos Santos (Fortaleza dos Nogueiras), Suane Dias (Gonçalves Dias), Antônia Oliveira (Governador Archer), Aldenira Carreiro (Igarapé do Meio), Lenny Aguiar (Itinga do Maranhão), Maura Jorge (Lago da Pedra), Maria Almeida (Maranhãozinho), Maria Santana (Mirador), Barbara Carvalho (Monção), Mariana Macedo (Nova Colinas), Vanessa Ferro (Paraibano), Vanessa Santos (Pedreiras), Fabiana Felix (Presidente Vargas), Joana de Oliveira (Riachão), Maria de Fátima Dantas (Sambaíba), Sâmia Carvalho (Santa Quitéria do Maranhão), Cibele Napoleão (Santo Antônio dos Lopes), Edinalva Gonçalves (São Francisco do Brejão), Maria do Carmo Lacerda (São João do Sóter), Danielly Nascimento (São Roberto), Valdine Cunha (Serrano do Maranhão) e Flaviana Rodrigues (Zé Doca).

São Luís, 10 de Março de 2026.

Orleans, Lahesio e Camarão entram em contagem regressiva para consolidar candidaturas aos Leões

Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão
correm para consolidar as suas candidaturas

A 211 dias das eleições, o quadro da corrida ao Palácio dos Leões continua inalterado, composto até agora por três aspirantes declarados: Orleans Brandão (MDB), Lahesio Bonfim (Novo) e Felipe Camarão (PT).  Se não houver nenhum contratempo, e muito provavelmente não haverá, Orleans Brandão deve deixar a Secretaria de Assuntos Municipalistas até sexta-feira (13) para lançar, no sábado (14), oficialmente, a sua candidatura à sucessão do governador Carlos Brandão (sem partido). Corre nos bastidores que até lá é provável que o PT nacional anuncie uma posição definitiva em relação à pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão. E depois de tê-lo feito em Marajá do Sena, São Luís e em Imperatriz, Lahesio Bonfim prepara o lançamento da sua candidatura em Bacabal, no dia 21. São esses o cenário real de agora e os movimentos previstos da corrida sucessória no Maranhão.

Depois de uma intensa incursão pela Região Tocantina, com o Governo oficialmente instalado em Imperatriz, Orleans Brandão entra em contagem regressiva para deixar o Governo e assumir de vez a candidatura, em relação à qual não existe mais qualquer dúvida. Na sexta-feira, ele deixará o cargo de secretário de Assuntos Municipalistas, juntamente com outros secretários que vão encarar as urnas -, para, no sábado, liderar o ato de lançamento oficial da sua candidatura ao Governo, e com o apoio de 11 partidos – a única dúvida partidária é o PT, que só vai de posicionar depois de resolver o projeto do vice-governador Felipe Camarão. Orleans Brandão está convencido de que a sua candidatura é irreversível, motivado principalmente pelo fato de que o governador Carlos Brandão já bateu martelo nesse sentido. Isso significa dizer que depois do sai 14 ele precisará apenas da confirmação do MDB, do qual é presidente, na convenção de agosto, para formalizar o seu projeto eleitoral.

Já definido como pré-candidato do Novo, Lahesio Bonfim disse ontem à Coluna que, ao contrário do que se murmurou nos bastidores, a sua candidatura está de pé. Esteva semana passada em Caxias e agora prepara, para o próximo dia 21, o lançamento regional da sua candidatura em Bacabal. Indagado sobre a impressão de que tirou o pé do acelerador da campanha, o candidato do Novo negou tal situação, e reafirmou que continua percorrendo os municípios. “O que acontece é que, tenho uma família para manter, e por isso trabalho (como médico) todos os dias, e dedico à campanha o tempo que me sobra”, justificou. Em relação a candidatura, disse não haver nenhum problema. E manifestou a expectativa de que contará com o apoio do ex-senador Roberto Rocha, que tendia a ingressar no Novo, mas decidiu retornar ao PSDB. “Ele somará com a gente, e será uma força muito importante”, avaliou.

O vice-governador Felipe Camarão passou parte da semana em Brasília, onde participou de reunião da tendência petista CNB, à qual é ligado, e obteve dos seus líderes, entre eles o presidente nacional do PT Edinho Silva, a garantia de que permanecerá na lista de prioridades do partido para essas eleições. De volta ao Maranhão, cumpriu vários compromissos da pré-campanha, como a retomada do projeto “Diálogos pelo Maranhão”, por meio do qual vem propagando os seus planos para o Governo do Estado. Em todas as suas falas, Felipe Camarão repete, como um mantra, que será candidato a governador em qualquer circunstância. Tem o apoio do grupo formado por PCdoB e PSB, cujos parlamentares federal e estaduais, fazem intensa oposição ao governador Carlos Brandão.  Parte da sua pré-campanha está sendo feita nas redes sociais, onde ele se manifesta como vice-governador, professor universitário e procurador da República licenciado. Não há previsão para o lançamento oficial da sua candidatura.

Esse cenário pode mudar radicalmente quando o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), anunciar, nos próximos dias, se será candidato a governador ou permanecerá no comando da máquina administrativa da Capital.

PONTO & CONTRAPONTO

Eliziane tem situação ainda indefinida, mas ela tem trunfos para fortalecer projeto de reeleição

Eliziane Gama tem o apoio de
Lula da Silva e de Gilberto Kassab

Ao mesmo tempo em que o senador Weverton Rocha (PDT) e o ministro do esporte André Fufuca (PP) vão se consolidando como os companheiros de aliança do pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB) ao Senado, a senadora Eliziane Gama (PSD), que já pertenceu à base governista, ainda permanece sem uma definição quanto à disputa pelo Governo do Estado.

Não há dúvida de que, apesar das dificuldades que ela tem de se adaptar a uma eventual candidatura do prefeito Eduardo Braide (PSD), onde tem simpatizantes e adversários, a tendência de apoiar o prefeito é nítida.

Se não conta com a plena simpatia do prefeito Eduardo Braide, também não é por ele hostilizada, o que lhe permite se movimentar nesse campo minado. Isso explica, por exemplo, a sua ausência da entrevista coletiva na qual o prefeito de São Luís anunciou um pacote um pacote de obras no valor de R$ 1,6 bilhão, e que contou com a presença da bancada de oposição na Assembleia Legislativa.

Por outro lado, Eliziane Gama conta com um trunfo poderoso e decisivo: o apoio total do presidente nacional do partido, o tarimbado Gilberto Kassab, que quer vê-la reeleita e acredita piamente na viabilidade desse projeto. A informação corrente nos bastidores partidários é que ele está costurando uma relação viável entre o prefeito e a senadora.

Se, por acaso, o prefeito Eduardo Braide não vier a ser candidato a governador e o vice-governador Felipe Camarão confirmar sua candidatura pelo PT, a senadora Eliziane Gama será, sem sombras de dúvida, um dos candidatos do grupo de oposição ao Senado. E nesse caso terá, além do aval de Gilberto Kassab, o apoio entusiasmado de ninguém menos que o presidente Lula da Silva (PT).

Se não é de todo confortável, a situação da senadora Eliziane Gama não é tão complicada assim.

Weverton afasta nome de escândalos e investe forte no fortalecimento do PDT

Weverton Rocha: driblando
crises e fortalecendo o PDT

O senador Weverton Rocha (PDT) dedicou a semana passada a duas frentes, uma em Brasília, onde mais uma vez teve lembrada a sua relação com o tal Careca do INSS, pivô maior do escândalo dos descontos criminosos nos contracheques de milhões de aposentados, e a outra a movimentação partidária visando fortalecer o braço maranhense do PDT e consolidar-se como um dos candidatos do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (sem partido) ao Senado.

Na quarta-feira, o senador ele organizou um grande evento na sede regional do PDT, no centro de São Luís, para receber novas filiações, aproveitando abertura da janela partidária para mudança de partido. Não recebeu nenhuma filiação de peso, mas transformou as que conseguiu num ato por meio do qual mostrou que o PDT está vivo e quer ter um bom desempenho nas urnas, nos três níveis da eleição, a começar pela renovação do seu mandato.

O senador Weverton Rocha aparece em todas as pesquisas como líder nas preferências do eleitorado para uma das duas vagas. Até aqui, sua posição de líder das preferências do eleitorado na corrida senatorial só é ameaçada quando os levantamentos incluem o governador Carlos Brandão, que aparece como líder, tendo o senador pedetista como preferido para a segunda vaga.

Em todas as avaliações feitas até aqui no meio político e fora dele, o senador Weverton Rocha é apontado como dono de cacife para se reeleger, desde que o seu nome fique distante dos escândalos moedores que estão pipocando em série nas entranhas do Planalto Central.

São Luís, 08 de Março de 2026.