
de Orleans Brandão, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão
Depois dos números do Paraná Pesquisas, que deu vantagem de quatro pontos percentuais de vantagem para o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), sobre o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), e logo em seguida os do Inop, que apontou empate técnico entre os dois, o mundo político foi surpreendido ontem pelos indicadores do Instituto Quaest, contratado pela TV Mirante, sobre a corrida ao Governo do Estado. Nela, Eduardo Braide aparece disparado na liderança, com 35% das intenções de voto, tendo Orleans Brandão em segundo com 24%. O ex-prefeito de São Padro dos Crentes Lahesio Bonfim aparece na terceira posição com 11% e o vice-governador Felipe Camarão (PT) é o último colocado com 7%. Indecisos somaram 8% e os que não soubera ou não quiseram responder representaram 15%.
A pesquisa Quaest montou mais três cenários. Eduardo Braide venceria sem Felipe Camarão e sem Lahesio Bonfim e Orleans Brandão seria o vencedor sem o prefeito de São Luís como candidato.
O levantamento ouviu também os eleitores em relação a um segundo turno entre Eduardo Braide e Orleans Brandão: o prefeito de São Luís seria eleito governador com 46%, enquanto o secretário de Assuntos Municipalistas sairia das urnas com 33%. Num segundo cenário, Eduardo Braide venceria Lahesio Bonfim com 52% contra 23%. E num terceiro cenário, Orleans Brandão seria eleito governador vencendo Lahesio Bonfim por 42% contra 27%.
A pesquisa do Instituto Quaest, hoje apontado como um dos mais respeitados do País, trouxe à tona dois pontos de suma importância, exatamente por conta do período em que as entrevistas foram realizadas nos 49 municípios escolhidos. O primeiro é o fato de o prefeito Eduardo Braide ter sido incluído no levantamento sem ter dito uma só palavra sobre ser ou não ser candidato. E o outro diz respeito ao fato de que no período em que os dados foram colhidos – 12 a 16 do corrente – o secretário Orleans Brandão encontrava-se em forte evidência por causa da movimentação para o mega evento do dia 14, sábado, no qual ele foi lançado oficialmente pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.
Os números confirmam a tendência nítida de polarização entre o prefeito de São Luís e o secretário de Assuntos Municipalistas, já que os outros dois postulantes, Lahesio Bonfim e Felipe Camarão, não esboçaram qualquer reação, com a diferença de que o pré-candidato do Novo perdeu força, enquanto o pré-candidato petista se manteve no mesmo patamar, ganhando um ponto a mais. E mostram que, conforme o quadro desenhado pelo levantamento Quaest, caso o prefeito de São Luís venha a renunciar para entrar na corrida, o secretário de Assuntos Municipalistas terá o desafio de planejar bem a sua corrida ao voto, buscando indecisos e os desinteressados, que somam nada menos que 23% dos votos soltos. Sem Eduardo Braide na disputa, Orleans Brandão terá todas as condições de manter a liderança e vencer a eleição.
Até o fechamento da Coluna, no início da madrugada, o prefeito Eduardo Braide mantinha silêncio absoluto sobre ser ou não ser candidato aos Leões. Mas declarações do seu irmão, deputado Fernando Braide (PSB), admitindo a possibilidade de uma aliança do grupo oposicionista (PSB e PCdoB) com o PSD em torno de uma eventual candidatura do prefeito Eduardo Braide, sinalizaram que algo está em andamento. Do contrário, a movimentação do deputado Fernando Braide não faria sentido algum. Para algumas fontes bem situadas nesse tabuleiro, o prefeito estaria preste a anunciar a sua renúncia e, ato contínuo, a sua pré-candidatura a governador.
Em Tempo: A pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores em 49 municípios no período de 12 a 16 de março, tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07211/2026.
PONTO & CONTRAPONTO
Brandão e Roseana à frente na corrida ao Senado; sem eles, Roberto Rocha e Weverton Rocha lideram

Roberto Rocha e Weverton Rocha à frente , mas com
André Fufuca, Eliziane Gama, Pedro Lucas e
Hilton Gonçalo brigando pela segundas vaga
A pesquisa Quaest confirma que nunca houve no Maranhão uma disputa para o Senado que, a pouco mais de seis meses das eleições, o quadro de candidatos não estivesse definido. A de agora se diferencia das demais em vários aspectos, a começar pelo fato de que os dois nomes que mais receberam intenções de voto, o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB), até segunda ordem não são candidatos.
O primeiro cenário encontrado pelo levantamento incluiu os dois, e o resultado foi o seguinte: Carlos Brandão tem 23%, seguido do ex-senador Roberto Rocha (ainda sem partido), que recebeu 11%. O senador Weverton Rocha (PDT) 9%, está tecnicamente empatado com a senadora Eliziane Gama (PSD) e do ministro André Fufuca (PP) ambos com 8%, e com o deputado federal Pedro Lucas (União), com 7%. O ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2%.
No segundo cenário, sem o governador Carlos Brandão, quem lidera é a deputada federal Roseana Sarney com 18%, seguida de Roberto Rocha (12%), tecnicamente empatado com Weverton Rocha (10%), que por sua vez aparece empatado com André Fufuca (8%), Eliziane Gama (8%), ambos medindo forças num empate técnico com Pedro Lucas (7%) e Hilton Gonçalo (4%).
Sem o governador Carlos Brandão e sem a deputada federal Roseana Sarney, o levantamento confirma tendência favorável ao ex-senador Roberto Rocha e ao senador Weverton Rocha, candidato à reeleição.
Com todos os outros levantamentos que investigaram a corrida ao Senado, a pesquisa Quaest mostra que o governador Carlos Brandão optou mesmo pelo sacrifício, que muitos não compreendem, abrindo mão de um mandato senatorial num momento em que senador ganha força e importância na República. Mas invocando mais uma vez o alto grau de imprevisibilidade da política, vale lembrar que o governador tem exatos 16 dias para mudar o curso da sua história.
Movimentos de ida e vinda reativam a guerra judicial de Brandão com o Solidariedade
Dois movimentos, um do Palácio dos Leões para o Supremo Tribunal Federal e outro da Suprema Corte em direção ao Palácio dos Leões, foram registrados nesta semana na guerra judicial que tem de um lado o governador Carlos Brandão (sem partido) e de outro o Solidariedade, partido que até meses atrás era comandado no Maranhão pelo deputado Othelino Neto, hoje no PSB, um dos líderes da oposição ao Governo Brandão.
No movimento de São Luís para Brasília, o governador Carlos Brandão fez nova tentativa para que a Suprema Corte dê prioridade na análise de um recurso por meio do qual o mandatário maranhense questiona a abertura de investigação criminal contra ele a partir daquela corte.
O governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de prioridade na análise de um recurso que questiona a abertura de investigação criminal contra ele no âmbito da Corte. Trata-se da ADI nº 7.780, que trata da indicação de conselheiros pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), movida pelo Solidariedade, e que interrompeu o processo de escolha de conselheiros da corte de contas pela Assembleia Legislativa.
No recurso, o governador Carlos Brandão reclama de decisão do relator, ministro Flávio Dino, que mandou abrir investigação, pela Polícia Federal, em 2025, com base em informações de uma advogada mineira, que levantou a suspeita de ilegalidades no processo de escolha de conselheiros. Além de contestar a suspeita, o governador questiona a ação invocando regra constitucional segundo a qual só o Superior Tribunal de Justiça pode abrir investigação contra governador de Estado. Além disso, a defesa do governador questiona outros aspectos da ação, que considera ilegais.
O pedido do governador Carlos Brandão cobra urgência na análise do seu recurso. Um dos seus argumentos mais fortes é o de que o próprio Solidariedade desistiu da ação.
Já no movimento de Brasília para São Luís, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de cinco dias para que o governador Carlos Brandão preste informações sobre eventual descumprimento de decisões da Corte relacionadas a afastamentos de autoridades e servidores do governo estadual.
A medida se refere à Reclamação nº 69.486, feita pelo Solidariedade contra atos do governo estadual, da Assembleia Legislativa, da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) e do Sebrae-MA, onde, segundo o partido, estaria ocorrendo “nepotismo cruzado e desobediência sistemática a ordens judiciais”.
Para lembrar: em 2024, o STF suspendeu, via liminares, nomeações, determinando o afastamento do exercício de cargos públicos pessoas identificadas em casos de nepotismo. Uma das medidas alcançou Marcus Brandão, irmão do chefe do Executivo e então diretor da Assembleia Legislativa. Outro alcançado pela medida foi Gilberto Lins Neto, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP).
Na sua reclamação, o Solidariedade, os afastados continuariam atuando efetivamente nesses órgãos públicos. O ministro Alexandre de Moraes determinou que o governador Carlos Brandão esclareça os fatos. (Com informações do portal O Informante)
Há quem veja desfecho iminente para esses casos.
São Luís, 19 de Março de 2026.
