Quaest: Brandão tem larga aprovação e é nome forte para o Senado; mas ele optou por apostar alto

Carlos Brandão no encerramento da
reunião do Consórcio da Amazônia
Legal, do qual se tornou presidente

Se de um lado o governador Carlos Brandão (sem partido) recebeu com preocupação os números da pesquisa do Instituto Quaest, contratada pelo Sistema Mirante e que mediu a corrida ao Governo do Estado, por outro, o mandatário estadual ganhou motivos de sobra para comemorar parte das informações trazidas pelo levantamento sobre o que a população está pensando do seu Governo e do seu desempenho como governante. Nos dois aspectos da avaliação, os números indicam ampla aprovação popular ao atual Governo do Maranhão, tendo o governador Carlos Brandão alcançado desempenho melhor do que o presidente Lula da Silva (PT), que sempre foi líder absoluto nos resultados da medição do seu Governo e do desempenho pessoal.

O Quaest perguntou aos eleitores entrevistados como eles avaliam o Governo Brandão: 42% responderam com avaliação positiva, 39% o consideram regular, 13% o apontaram como negativo e 6% não souberam ou não quiseram responder. Já quando perguntou sobre aprovação e não aprovação do desempenho do governador Carlos Brandão como como gestor, o resultado escalou: 64% disseram aprovar o Governo, 25% responderam que desaprovam, e 11% não souberam ou não quiseram avaliar. Ou seja, aos olhos do equivalente a cerca de 700 dos 900 entrevistados, Carlos Brandão caminha para fechar o seu mandato de quatro anos na confortável posição de governante que fez a sua parte.

Os números da Quaest explicam, com clareza, a liderança que lhe tem sido dada em todas as pesquisas feitas para medir a corrida às duas cadeiras no Senado da República nas eleições desse ano. Nesse mesmo levantamento, que levou em conta outros seis pretendentes, o governador lidera com folga a corrida a uma das vagas. Caso decidisse entrar na disputa, manteria a tradição, vigente em todo o País, de governadores bem avaliados desembarcarem no Senado, a exemplo de João Castelo, Epitácio Cafeteira, Edison Lobão, Roseana Sarney e Flávio Dino – também João Alberto foi para o Senado depois de ter sido governador, só que duas eleições depois do término do seu mandato   

Dos anos 80 do século passado para cá, apenas três governadores não se tornaram senador: Luiz Rocha, porque lhe impuseram a permanência no cargo; José Reinaldo Tavares, que decidiu ficar no comando para ajudar na eleição de Jackson Lago, tendo pago um preço elevado pela decisão; e o próprio Jackson Lago, que perdeu o mandato de governador.

Carlos Brandão tomou uma decisão arrojada, motivado por sua consistente e abrangente obra de Governo e no trabalho político que vem realizando pelo viés municipalista: permanecer no cargo até o final do mandato para coordenar a campanha do seu candidato a governador, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), seu sobrinho e braço direito na execução desse projeto político e eleitoral. Seu argumento é um disparo contra a oposição, em parte formada por ex-aliados: “Não vou passar o Governo para quem não sabe governar”.

Não há como contestar que a densidade e o largo alcance da sua obra de Governo, principalmente no campo social, em grande medida fruto de uma produtiva e bem azeitada parceria com o presidente Lula da Silva, levariam o governador Carlos Brandão ao Senado sem maiores problemas. Ele poderia desembarcar no Congresso Nacional liderando uma “bancada” de deputados federais eleitos no seu campo, e deixando no estado uma ampla e motivada “bancada” aliada na Assembleia Legislativa. Sua escolha, porém, foi por um projeto arrojado e com expressiva dose de riscos, do tipo se-ganhar-leva-tudo-mas-se-perder-fica-sem-nada.

Político pragmático e experiente, que sempre mostrou ter os pés no chão, o governador Carlos Brandão certamente sabe o que está fazendo ao abrir mão de um mandato quase certo de senador da República para encarar o desafio de comandar a sua sucessão.

PONTO & CONTRAPONTO

Renúncia de Eduardo Paes para disputar Governo do Rio de Janeiro pode ser senha para Eduardo Braide

Eduardo Braide pode seguir o caminho
do seu colega de partido Eduardo Paes

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), para disputar o Governo do Estado, mesmo tendo acontecido a 2.800 km de distância, pode ser um indicativo, de que o prefeito Eduardo Braide pode estar se preparando para deixar a Prefeitura de São Luís.

Eduardo Paes integra o time de prefeitos que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, está incentivando para disputar governos estaduais, e outro de governadores para concorrer ao Palácio do Planalto, como o gaúcho Eduardo Leite, o goiano Ronaldo Caiado e o paranaense Ratinho Jr..

Eduardo Paes passou ontem o comando da Prefeitura do Rio de Janeiro para o seu vice, Eduardo Cavaliere (PSD), que se tornou o prefeito mais jovem da história do Rio de Janeiro.

Se decidir deixar o Palácio de la Ravardière para disputar o Palácio dos Leões, Eduardo Braide passará o cargo para a vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), que será quarta mulher a comandar a Prefeitura de São Luís – antes dela ocuparam o cargo Gardênia Castelo, Lia Varela e Conceição Andrade.

Vale lembrar que a pesquisa do Instituto Quaest, divulgada quarta-feira, apontou o prefeito Eduardo Braide na liderança da corrida aos Leões, com 35% das intenções de voto, contra 24% de Orleans Brandão (MDB), 11% de Lahesio Bonfim (Novo) e 7% de Felipe Camarão (PT).

Eliziane denuncia rede de ataques misóginos e garante que não recua de disputar a reeleição

Eliziane Gama denunciou
ataques misóginos

Por mais que enfrente resistência no entorno do prefeito Eduardo Braide (PSD), a senadora Eliziane Gama (PSD) vem mandado uma série de recados com o mesmo conteúdo: ela é candidata à reeleição e, queiram ou não os resistentes, se o chefe do Executivo da Capital decidir entrar na corrida ao Executivo estadual, como muitos esperam, ela abraçará sua candidatura.

Eliziane Gama ocupou a tribuna do Senado nesta semana para reafirmar o seu projeto de reeleição e denunciar o que ela chamou de ataques misóginos que vem recebendo de adversários nas redes sociais, a maioria agressivos. Que incluem até planos para ataca-la fisicamente.

Brigando com o senador Weverton Rocha (PDT) e com o ministro André Fufuca (PP), a senadora maranhense fala com a consciência de que realiza um mandato correto e dinâmico. Nos últimos sete anos, foi senadora de tempo integral, tendo participado efetivamente de duas CPIs mistas, sendo que numa delas, a que apurou a tentativa de golpe no 8 de Janeiro de 2023, foi relatora, e a da Covid. Eliziane Gama também foi vice-líder do Governo no Congresso Nacional e emplacou vários projetos de lei importantes.

Por outro lado, por conta da sua atuação as Covid e do 8 de Janeiro, a senadora maranhense vem sofrendo um verdadeiro massacre em redes sociais, como uma ação organizada para fragiliza-la politicamente. Ela que tem sido duramente atacada pelo deputado estadual Fernando Braide (PSB), irmão do prefeito Eduardo Braide. “Mas não vão conseguir”, disse.

Eliziane Gama conta com o apoio irrestrito do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que é também o incentivador para que o prefeito Eduardo Braide, que deve se manifestar nos próximos dias sobre ser ou não ser candidato a governador.

São Luís, 20 de Março de 2026.

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