
Eduardo Braide, Roberto Rocha, Felipe Camarão,
André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro
No olho de um furacão que vem há dias estremecendo as bases da política maranhense, o candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, e a candidata emedebista ao Senado Roseana Sarney, tiveram ontem bons motivo para comemorar: os números da pesquisa do instituto paulista IPSensus, que apontou os dois na liderança.
Para o Governo do Estado, o levantamento aponta Orleans Brandão na liderança com 41,01% das intenções de voto, contra 37,83% de Eduardo Braide, candidato do PSD. O resultado confirma a forte polarização que, pelo menos até aqui não tem deixado espaço para os demais candidatos.
Nesse cenário sequência aparecem o candidato do PRTB, Roberto Rocha, com 4,86%, e Felipe Camarão, do PT, com 4,19%, rigorosamente empatados, com uma pequena vantagem numérica para o ex-senador. Atrás deles, aparentemente sem qualquer chance de reação, estão André Luís, do Missão, com 1,42%, Saulo Arcangeli, do PSTU, com 0,74%, Reginaldo Lima, do PCB, com 0,41%, e Dimas Cassimiro, do PCO, com 0,07%.
Um time de 3,92% dos entrevistados disse que não votará nenhum dos candidatos ou anulará o voto. Outros 5,54% não souberam ou não quiseram responder.
Orleans Brandão tem intensificado sua campanha em São Luís, onde cumpre agenda quase diária, o que pode explicar o seu desempenho. Já Eduardo Braide tem mergulhado no interior, incursionando em dezenas de municípios a cada semana, numa ação por meio da qual capilariza sua candidatura nas mais diferentes regiões.
O embate quase rigoroso entre Roberto Rocha e Felipe Camarão, que aparecem separados por menos de um ponto percentual, indica que essa briga será intensificada ao longo da campanha. Os demais candidatos, incluindo a “novidade” André Luís, tendem a permanecer estacionados.
Senado

seguidos de Lahesio Bonfim, Weverton Rocha,
Eliziane Gama, Hilton Gonçalo, Simplício
Araújo, Cidônio Gonçalves, Raimundo
Corrêa, Wilson Leite e Enilton Rodrigues
Pelos números da pesquisa IPSensus, a disputa pelas duas cadeiras no Senado tem a deputada federal Roseana Sarney (MDB) na liderança com 24,82% das intenções de voto. Já para a segunda vaga medem força o deputado federal André Fufuca (PP) com 19,17%, e seu colega de chapa, Lahesio Bonfim (Novo) com 19,10. O senador Weverton Rocha (PDT) tem 16,24%, enquanto a senadora Eliziane Gama (PT) ocupa a quinta colocação com 11,76% das intenções de voto.
Esse painel indica uma acirrada disputa pelas duas vagas, já que a vantagem da ex-governadora não é tão elástica. André Fufuca e Lahesio Bonfim têm mostrado fôlego e potencial de crescimento, o que coloca em risco a posição. E nesse contexto, chama a atenção as posições dos senadores Weverton Rocha, que aparece na quarta posição, e Eliziane Gama, que a pesquisa aponta da quinta colocação, à medida que ambos buscam a reeleição.
O ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza) lidera o grupo dos menos votados, aparecendo com 3,38%, seguido de Simplício Araújo (DC) com 1,43%, Cidônio Gonçalves (PL), com 1,30%, Raimundo Corrêa (PCB) com 1,04%, Wilson Leite (PSTU), com 0,91%; e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,84%.
Vale informar que o resultado encontrado pela pesquisa IPSensus considera a soma das intenções de primeiro e segundo votos, já que cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado nas eleições deste ano.
Em Tempo: Contratada pela Farol Pesquisa e Comunicação Ltda., a pesquisa IPSensus ouviu 1.480 eleitores entre os dias 15 e 20 de agosto, tem margem de erro de 2,55 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo nº MA-09971/2026.
PONTO & CONTRAPONTO
Braide acusa Brandão de usar a força do Governo contra sua gestão na Prefeitura de São Luís
No embalo dos fortes ecos da tensa e agitada primeira semana da campanha eleitoral, Eduardo Braide, candidato do PSD ao Palácio dos Leões, decidiu entrar firme no debate político, fazendo duras críticas ao governador Carlos Brandão (MDB), a quem acusou de usar a força do Governo para colocar a maioria dos vereadores de São Luís contra a sua gestão na Prefeitura de São Luís. Suas declarações foram feitas ontem em sabatina na Band, em São Luís.
“O governador reuniu, na mesa do palácio, 27 dos 31 vereadores, e disse que aqueles 27 vereadores eram aliados dele”, declarou. E ao longo da sabatina, afirmou que essa influência foi usada contra a sua gestão, com a criação de obstáculos para votações de interesse da Prefeitura, como o Orçamento.
E nesse contexto, fez duras críticas a vereadores alinhados ao Palácio dos Leões, dando um aviso contundente, para o caso de ser eleito governador: “Todo e qualquer político que quiser conversar para o bem do Maranhão, será bem-vindo. Mas a gente não pode negar: tem político que chega para conversar com você, está pensando só nos interesses pessoais deles. Esses, podem ter certeza, fiquem para lá, que a gente não tem nenhuma intenção de fazer parceria”.
E foi além: “O povo do Maranhão já percebeu que o que está sendo colocado aí é um grupo político que quer se manter no poder, e quer se manter através da família, colocando o seu sobrinho para ser candidato. E eu tenho certeza de que a respostas virá no dia 4 de outubro”.
E nessa linha, criticou grande parte dos vereadores de São Luís por conta do alinhamento ao Palácio dos Leões. E indagou: “Quantas vezes a Câmara Municipal de São Luís prejudicou a população. Deixou de aprovar o Orçamento”. E provocou: “Com a palavra os vereadores de São Luís”.
Eduardo Braide rebateu críticas à escolha da empresária Elaine Cordeiro (PSD), de Imperatriz, como sua vice: “Ela foi escolhida vice por ser exatamente quem ela é. Primeiro, ela não é política, e eu queria uma vice que não fosse política, assim como a vice-prefeita que eu convidei não era política e que hoje é prefeita (Esmênia Miranda) e tem feito um trabalho brilhante na cidade de São Luís. Em relação à Elaine, eu tinha dentro de mim que, se eu fosse um dia candidato a governador, o meu vice tinha de sair da região Tocantina, e a gente está falando de Imperatriz. Então, em primeiro lugar, é uma mulher, é uma empreendedora, uma mulher que sabe a dificuldade que está passando todo dia, tentando manter o seu negócio, pagando o maior imposto do Brasil”.
E fez dois avisos: se eleito, o seu primeiro ato será baixar o ICMS no Maranhão, e o segundo será decretar a transferência da Vice-Governadoria para Imperatriz: “Diferente de outros Governos, onde o vice teve que vir morar em São Luís, é a Vice-Governadoria que vai para Imperatriz. Então, oficialmente, a Vice-Governadoria será instalada em Imperatriz, para que a Elaine possa estar me ajudando a passar tudo aquilo que está acontecendo na região Tocantina, região em que eu sempre estarei presente como governador”.
A metralhadora verbal do candidato do PSD alcançou o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., seu antecessor na Prefeitura de São Luís e atual candidato a vice de Orleans Brandão. “Além de não ter pedido nenhum empréstimo, eu tive que pagar mais de 500 milhões de reais dos prefeitos anteriores, especialmente do Edivaldo Holanda, que antes de deixar a Prefeitura de São Luís, contraiu dois empréstimos, de mais de 350 milhões de reais, que levarão vinte anos para serem pagos”.
Brandão diz que é o governador “mais perseguido da história do Maranhão”
“Sou o governador mais perseguido da história do Maranhão”. A declaração, em tom de desabafo e, ao mesmo tempo, de desafio, foi feita pelo governador Carlos Brandão (MDB), ontem, num palanque em São João do Paraíso, numa clara manifestação relacionada com o Caso Tech Office, que resultou no afastamento do presidente do TCE, Daniel Brandão, produzindo também uma forte boataria, segundo a qual ele também poderá ser afastado.
Em tom duro, mas sem dar nomes nem se referir especificamente a algum fato, o governador declarou: “Esse povo não quer deixar a gente trabalhar. Esse povo quer tirar o Brandão da cadeira. Mas quem colocou o Brandão na cadeira foi o povo. Então, o Brandão tem de terminar o mandato dele”.
E usou um tom mais ameno para concluir esse trecho da sua fala: “Estou muito tranquilo. Essas perseguições me dão energia, são vitamina para ao trabalhar mais ainda”.
Acusado de comandar uma suposta “organização criminosa” no contexto das investigações do Caso Tech Office, o governador deflagrou uma guerra judicial com três objetivos: tirar o ministro Flávio Dino da relatoria do caso, devolver o processo para o Superior Tribunal de Justiça e retornar o conselheiro Daniel Brandão ao comando do TCE.
Protocoladas no Supremo Tribunal Federal na terça-feira, as ações do governador foram parar nas mãos do ministro Dias Toffoli, que foi sorteado relator.
São Luís, 21 de Agosto de 2026.



























