
apoio de Lula da Silva, e Orleans Brandão
tem parte do PT e mantem Lula
da Silva na sua campanha
A presença do candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, no lançamento da candidatura de líderes do PT à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, como a da professora Cricielle Muniz, e a participação entusiasmada do Zé Inácio, candidato a deputado estadual na inauguração do comitê de apoio a Orleans Brandão em Chapadinha, e mais os movi mentos do ex-vice-governador Washington Oliveira em favor do candidato do candidato emedebista estão demonstrando, de maneira indiscutível e definitiva que o PT do Maranhão vive uma situação dúbia. O partido está unido no esforço para a reeleição do presidente Lula da Silva, mas encontra-se irremediavelmente dividido em relação à corrida para o Governo do Estado, com uma banda alinhada ao candidato petista Felipe Camarão, e outra formando fileira apoiadores Orleans Brandão.
Desde a sua fundação, no início dos anos 80 do século passado Maranhão, o PT teve dois momentos. O primeiro foi o período entre a fundação do braço maranhense até as eleições de 2006, quando, surpreendendo meio mundo, aliou-se ao Grupo Sarney e apoiou a candidatura de Roseana Sarney contra Jackson Lago (PDT), resultando num desastre. Prosseguiu na mesma linha apoiando Roseana Sarney (MDB) em 2010, na esteira da derrubada de Jackson Lago do poder. E não parou por aí, apoiando o então senador Lobão Filho (MDB) em 2014 contra Flávio Dino, que venceu a eleição com larga vantagem. Apoiou Flávio Dino em 2018 e Carlos Brandão em 2022, com quem manteve aliança durante o governo, ocupando secretarias e outros cargos.
A relação com o Governo Brandão se tornou tão estreita, que parte do partido se posicionou contra a candidatura do vice-governador Felipe Camarão e resolveu declarar apoio a Orleans Brandão. O grupo “brandonista” do PT foi articulado pelo então conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Washington Oliveira, que se aposentou para ser candidato a deputado federal. Junto com ele, a professora Cricielle Muniz, que comandou a rede Iema no Governo Brandão, e quando se afastou para se candidatar à Assembleia Legislativa, não pensou duas vezes e declarou apoio a Orleans Brandão.
O racha do partido, que permanece apesar dos esforços do comando nacional pela unidade, causou danos fortes ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão. E o problema só não se agravou porque existe um ponto comum entre as duas correntes petistas: a candidatura do presidente Lula à reeleição. Tanto o grupo que segue com Felipe Camarão quando o que apoia Orleans Brandão usa a renovação do mandato do presidente projeto maior, e justificam suas posições com o argumento segundo o qual é bom para Lula da Silva ter dois palanques no Maranhão. Esse argumento é tão forte, que Felipe Camarão decidiu deixar tudo como está elevar sua candidatura com o apoio declarado do presidente Lula da Silva, não demonstrado incômodo com os petistas que estão engajados na campanha de Orleans Brandão.
Nesse ambiente, a campanha de Felipe Camarão vem explorando ao máximo o apoio do presidente Lula da Silva, com vídeos nos quais o líder petista apresenta o vice-governador como um quadro de alto nível, apontando-o como “a novidade política do Maranhão”, e afirmando que, eleitos, os investirão pesado para transformar o Maranhão, tornando popular o mote “Lula lá, Camarão cá”.
Na campanha de Orleans Brandão, petistas a ele alinhados não deixam por menos e reforçam o discurso do emedebista, que via de regra agradece o apoio do o presidente Lula da Silva ao Governo Brandão e manifesta convicção de que, eleitos, os dois manterão a mesma relação institucional que garantiu muitos investimentos do Governo Federal no Maranhão.
Em resumo: Felipe Camarão e Orleans Brandão estão em campos radicalmente opostos em relação ao Palácio dos Leões, mas seguem na mesma trilha quando o assunto é o Palácio do Planalto.
PONTO & CONTRAPONTO
Movimentação de Orleans e Braide torna imprevisível a disputa em Caxias
Não existe uma pesquisa recente que indique o panorama da disputa pelo Governo do Estado em Caxias, o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão e centro político sempre efervescente, mas informações aleatórias trazidas à Coluna indicam que Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) travam uma guerra de desfecho imprevisível.
Orleans Brandão tem o apoio do grupo Gentil, formado pelo prefeito Gentil Neto (PP), a deputada federal Amanda Gentil (PP) e a deputada estadual Daniella Jadão (MDB), e conta também com os deputados estaduais Cláudia Coutinho (MDB), Adelmo Soares, (Republicanos) e Catulé Jr. (Republicanos), que não formam um grupo, mas estão alinhados à candidatura do emedebista.
Eduardo Braide conta apenas com o apoio do suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. e alguns vereadores.
A lógica naturalmente sugere que o candidato do MDB tenha uma vantagem avassaladora sobre o ex-prefeito de São Luís na Princesa do Sertão. Isso sem levar em conta o desempenho de Felipe Camarão (PT), cujo vice é o vereador caxiense Ricardo Rodrigues (PT).
Não é bem assim: a caminhada que Eduardo Braide e Paulo Marinho Jr. realizaram na cidade arrastou uma multidão entusiasmada, fazendo com que o candidato do PSD tomasse o rumo de Aldeias Altas com sorriso largo.
Vale lembrar que Caxias costuma surpreender no campo político e na seara eleitoral, como mostram dois exemplo. O primeiro: em 2016, o então prefeito Leo Coutinho, candidato à reeleição e apoiado pelo deputado Humberto Coutinho, este no auge do seu poder, foi derrotado pelo então vereador Fábio Gentil, que venceu por uma diferença de pouco mais de 1.212 votos.
O segundo: em 2024, Gentil Neto, apoiado pelo poderoso tio prefeito Fábio Gentil, com enorme poder de fogo, derrotou o adversário Paulo Marinho Jr. com uma vantagem pífia de apenas 565 votos.
Em resumo: em Caxias, o poder e seus encantos nem sempre vencem eleição.
Forte na Região Tocantina e com uma campanha inteligente, Madeira cria base em São Luís

sua esposa, chegam ao local da
reunião com lideranças de São Luís
Por uma série de fatores, incluindo o tempo, a grande maioria dos candidatos a deputado estadual faz campanha formal, sem qualquer traço de criatividade, sem perceber que palavra ou gesto fora da curva pode, pelo menos, chamar a atenção. Nesse contexto, a corrida dos 282 aspirantes à Assembleia Legislativa vem registrando um diferencial: a campanha do candidato Sebastião Madeira (MDB).
Aos 87 anos, em plena forma como orador e lastreado com a experiência de quatro mandatos de deputado federal e dois de prefeito de Imperatriz, ao que se somam três anos como chefe da Casa Civil no Governo Brandão, Sebastião Madeira vem fazendo a diferença como candidato a deputado estadual.
Esse diferencial se mostra, primeiro, na dinâmica da sua campanha: em vez de se mostrar no padrão comum, ele está inovando com vídeos muito interessantes. Num deles, Sebastião Madeira entre numa sala com um envelope na mão e o entrega numa recepção informando ser aquilo o seu currículo para se candidatar a deputado estadual.
Em outros vídeos, ele inova com criações sobre temas diversos, o que torna sua campanha diferente e atraente, pois não há como ficar indiferente a essa maneira ousada e inteligente de pedir votos.
Todas as informações vindas de Imperatriz dão conta de que o ex-prefeito Sebastião Madeira pode ter votação acima da média na antiga Vila do Frei e nas regiões Tocantina e Sul. Embalado pelos ecos da campanha, Sebastião Madeira resolveu criar um vínculo político e eleitoral também com São Luís, onde lançou sua candidatura, ontem, num evento com lideranças.
São Luís, 03 de Setembro de 2026.



























