Braide elogia coragem dos prefeitos que o apoiaram e diz que Palácio estará aberto para eles

Ao centro, entre Esmênia Miranda e Fernando
Braide, Eduardo Braide registra o primeiro
encontro com os prefeitios que o apoiaram

“Anotem o que seu vou lhes dizer: a relação de vocês comigo é pessoal. Relação pessoal comigo. A porta do Palácio sempre estará aberta para vocês. Independente de horário, de marcar”. Foi o que disse o governador eleito Eduardo Braide (PSD), ontem, a 26 prefeitos que apoiaram sua candidatura. Ele elogiou e agradeceu “a coragem” desses líderes municipais em apoiar a sua candidatura, e garantiu que “esse trabalho não foi em vão”.  O encontrou se deu em um almoço em São Luís, com a presença dos senadores eleitos André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim e a participação da prefeita da Capital, Esmênia Miranda (PSD).

O recado do governador eleito foi claro e sem rodeios. Ele disse ter ciência de que esses prefeitos sofreram pressões para não apoiá-lo. E avaliou que eles optaram pelo caminho certo. Mesmo falando de pressões sobre os prefeitos que lhe declararam apoio, o governador eleito Eduardo Braide evitou fazer ataques diretos aos seus adversários, em especial ao governador Carlos Brandão, com quem trocou farpas pontiagudas durante a campanha eleitoral.

Tanto que sugeriu que esses prefeitos comecem a definir as prioridades dos seus municípios, para que já nos primeiros meses o novo Governo possa dar início ao atendimento das demandas. O futuro chefe do Executivo avisou que não vai perder tempo e que adotará o mesmo ritmo de trabalho que adotou como prefeito de São Luís: “Não sei se vocês conhecem o meu ritmo, mas a Esmênia – a prefeita Esmênia Miranda – conhece, que é de trabalhar sem parar desde o primeiro dias”.

O futuro mandatário do Maranhão sinalizou que pretende montar uma cadeia de apoio com os senadores André Fufuca e Lahesio Bonfim apoiando o Governo do Estado a partir de Brasília, e garantindo que esses benefícios chegarão também aos municípios. Suas declarações em relação aos municípios, afirmando que trabalhará em todos os municípios do estado, sem exceção, passam a impressão de que ele dará um caráter municipalista ao seu Governo, mas sem transformar esse modelo num sistema amarrado.

Entre os prefeitos presentes ao almoço estava Rildo Amaral (PP), de Imperatriz, que sofreu fortes pressões quando optou por apoiar a candidatura do seu ex-colega de São Luís. O governador eleito não fez menções diretas a nenhum dirigente municipal presente, mas a maneira como os tratou foi um forte indicativo de que construirá com eles produtivas parcerias. “Esse almoço esse almoço é para agradecer a cada um de vocês pelo trabalho que nós conseguimos alcançar juntos.  Vou trabalhar em todos os 217 municípios”, enfatizou o governador eleito, sendo aplaudido pelos prefeitos presentes.

Ao reunir esses prefeitos em um almoço, e com eles ter uma conversa franca, quase coloquial, o governador eleito Eduardo Braide sinalizou que pretende construir uma relação institucional e de parceria com os municípios. Ex-prefeito da maior cidade do Maranhão, com 1,2 milhão de habitantes e gigantescos desafios, ele conhece em profundidade as dificuldades que eles enfrentam, e também as suas aspirações. Nesse sentido, se movimenta com cautela, mas ao que tudo indica, determinado a levar as ações do Governo até onde elas precisam chegar.

Essa disposição está explicada em declarações recentes, entre elas a de que a partir da sua posse, ele será o “governador de todos os maranhenses”.

O fasto é que, ao mesmo tempo em que trabalha preparando a transição e se prepara para assumir as rédeas da máquina estadual, organizando-se para “começar a trabalhar no primeiro dia”, o governador eleito abre caminho para uma relação bem mais ampla com os prefeitos, começando, claro, pelos que o apoiaram a sua candidatura e se tornaram parte de um ousado e vitorioso projeto político.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão diz que as eleições passaram, mas o Governo não vai parar

Carlos Brandão: as eleições passaram,
mas o Governo segue em frente

O governador Carlos Brandão (MDB) fez ontem um movimento para mostrar que, passadas as eleições, a derrota do seu candidato, Orleans Brandão (MDB), para o Governo do Estado não alterou o seu ânimo no comando do Governo. Em vídeo divulgado no início da noite nas redes sociais, o mandatário maranhense avisou que seu Governo vai continuar em ritmo acelerado até o final de dezembro.

Sem demonstrar desânimo pelo resultado das urnas, nem se referir a qualquer tema relacionado ao cenário político, como o seu posicionamento em relação ao 2º turno da corrida presidencial, o governador anunciou um pacote de obras que, segundo assegurou, serão entregues até dezembro e “vão melhorar a vida das pessoas”. Sua mensagem é a seguinte:

“Olá pessoa, as eleições passaram, mas o Governo continua no mesmo ritmo, com muitas obras e ações que melhoram a vida das pessoas. Tem muita coisa para entregar até o final do ano.

Vamos começar em Imperatriz, entregando o TEA e a Clínica Sorrir. Vamos continuar entregando os nossos centros de hemodiálise, para a gente bater a nossa meta, que são seiscentas cadeiras – eram 279. Vamos continuar também equipando os hospitais e entregando também hospitais ali que ainda faltam ser concluídos.

Na área da educação, vamos entregar chromebooks para professores, vamos continuar entregando tablets para alunos e concluir as obras que estão em andamento de reforma das escolas.

Na área da segurança alimentar, vamos continuar investindo nos restaurantes populares. (…) Quando a gente assumiu, eram apenas 96, hoje são mais de 230. Nós vamos chegar a todos os municípios, faltam apenas 11, e nós vamos entregar isso até dezembro.

Na área da infraestrutura, vamos entregar obras estruturantes e obras importantes, como a nova Litorânea. Vamos entregar na Baixada a MA-014 totalmente requalificada, e a implantação da Travessia da Baixada, uma nova estrada, que vai de Anajatuba até São João Batista, reduzindo em três horas o acesso à Baixada. Vamos entregar também a requalificação da Avenida Pedro Neiva de Santana, que liga Imperatriz a João Lisboa.

Em São Luís, no Centro Histórico, vamos entregar a requalificação completa do antigo Hotel Vila Rica, onde vamos colocar oito secretarias. Temos também a entrega dos Hotéis Vila Galé, que vai revitalizar o Centro Histórico e dar uma nova opção para o turista.

Além disso, nós temos também a requalificação da Lagoa da Hansen, com várias obras importantes e mais um cartão postal para São Luís.

O governador Carlos Brandão termina sua fala com algumas informações sobre concursos no estado.

Derrotados nas urnas, Eliziane e Weverton têm atitudes diferentes em relação a Lula no 2º turno

Eliziane Gama: garra por Lula da Silva;
Weverton Rocha, ainda fora da guerra

Os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT)l que receberam o aval declarado do presidente Lula da Silva (PT) no 1º das eleições, adotaram posições diferentes em relação ao 2º turno da eleição para o Palácio do Planalto.

Sem se deixar abalar pela derrota nas urnas, Eliziane Gama assumiu a sua condição de petista, arregaçou as mangas e, a exemplo do vice-governador Felipe Camarão, saiu a campo e está em campanha aberta pela reeleição dom presidente Lula da Silva. Faz uma campanha de mobilização, estimulando eleitores indecisos ou desanimados a irem às urnas e recomendando o voto no chefe da Nação.

Por sua vez, sentindo o amargor da derrota nas urnas, Weverton Rocha não nega voto ao presidente Lula da Silva, mas não parece disposto a levantar a bandeira presidencial e ir para as ruas. Nos bastidores correm versões diferentes para o desânimo do senador pedetista em relação à candidatura do presidente da república, de quem foi vice-líder no Senado.

Uma delas diz que Weverton Rocha votará em Lula da Silva, mas não “dará o sengue” na caça ao voto. Outra versão sugere que o senador está apenas aguardando o momento certo para entrar na guerra em favor do presidente.

São Luís, 10 de Outubro de 2026.

Forças políticas maranhenses ainda não estão todas posicionadas na disputa presidencial

Eduardo Braide, Felipe Camarão e Carlos Brandão:
posições diferentes na corrida presidencial

Quem vai com quem no 2º turno da eleição presidencial no Maranhão? Neste momento, a resposta para essa indagação é ainda imprecisa, com o PT de um lado tentando mobilizar suas forças e galvanizar o eleitorado tradicional do presidente Lula da Silva, e do outro vozes da direita bolsonarista ou não tentando encontrar uma unidade, e no centro o governador eleito Eduardo Braide (PSD) tendendo a seguir o seu partido para o plano da neutralidade, e o governador Carlos Brandão (MDB) ainda analisando o cenário, para decidir se vai com tudo apoiando pela reeleição do presidente Lula da Silva, se apoiará o líder petista de maneira mais discreta, se preferirá a neutralidade ou virar o jogo e apoiar Flávio Bolsonaro. Vê-se, portanto, um cenário ainda nebuloso em alguns campos, mas que logo ganhará uma forma definitiva.

Distante dessa guerra no 1º turno, quando se dedicou inteiramente à sua campanha pelos Leões, com o argumento de que não seguiria “nem para a direita, nem para a esquerda, mas para a frente”. Eduardo Braide mostrou a eficácia da neutralidade, que embalou a sua candidatura, enquanto seus dois principais oponentes, Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), digladiavam pelo apoio do presidente Lula da Silva. Deu no que deu. Agora governador eleito, e diante da decisão do seu partido de adotar a neutralidade, preferindo não seguir a adesão do ex-candidato do PSD, Ronaldo Caiado, a Flávio Bolsonaro (PL), Eduardo Braide encontra-se à vontade e inclinado a permanecer neutro.

Por sua vez, o vice-governador Felipe Camarão faz o que se esperava dele: entra de cabeça em campanha pela reeleição do presidente Lula da Silva, inclusive convidando o governador Carlos Brandão e o governador eleito Eduardo Braide para somar em favor do presidente. O faz tentando ser o polo catalizador do PT nessa guerra. A maneira aguerrida e contundente como Felipe Camarão deflagrou a campanha causou incômodo na cúpula estadual do PT. O vice-governador, porém, segue na cabeça do movimento pró-Lula no Maranhão.

A grande expectativa em relação à disputa presidencial é o governador Carlos Brandão (MDB), que apoiou declaradamente a reeleição o líder petista, posição adotada pelo seu candidato Orleans Brandão. Ele vê agora as forças da aliança governistas se posicionarem, em grande medida, a favor de Flávio Bolsonaro, sabendo que pouco poderá influenciar nesses posicionamentos. Um grande grupo de prefeitos estaria pressionando o governador para que ele rompa o laço político e eleitoral com o presidente da República e declare apoio ao senador do PL. Por conta dessa movimentação, a indagação que está no ar é a seguinte: o governador Carlos Brandão convocará para a guerra pró-Lula as forças que compõem a aliança partidária que comanda, tendo Orleans Brandão na linha de frente? Ou dará um apoio mais discreto? Sua decisão será um gesto muito bem pensado, pois sabe que terá um preço político.

As posições mais claras nesse contexto é a dos senadores em fim de mandato e os senadores eleitos. Derrotada nas urnas, a senadora Eliziane Gama (PT) manteve a coerência e declarou apoio incondicional à reeleição do presidente Lula da Silva, enquanto o senador Weverton Rocha (PDT), também não reeleito, tem dito que apoiará o chefe da Nação. Por sua vez, os dois senadores eleitos estão divididos. André Fufuca (PP) já avisou ao comando nacional do seu partido que, na condição de ex-ministro do Esporte, pedirá votos para o presidente Lula. Já Lahesio Bonfim seguiu para Brasília, onde anunciou, com o estardalhaço que lhe é peculiar, apoio incondicional a Flávio Bolsonaro, fazendo uma verdadeira mise-en-scène de mambembe contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino.

Nove entre dez observadores da cena política maranhense aposta que, independentemente do posicionamento das forças políticas do estado e do desfecho do pleito no plano nacional, o presidente Lula da Silva baterá Flávio Bolsonaro nas urnas do Maranhão.  

PONTO & CONTRAPONTO

Famem: Roberto Costa deflagra processo sucessório e Rildo Amaral aparece como nome forte

Roberto Costa deflagra sucessão;
Rildo Amaral é nome forte

A decisão, politicamente sensata e equilibrada, do prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), de não concorrer à reeleição na presidência da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), criou as condições para intensa disputa sucessória na entidade municipalista. Vários pretendentes se manifestaram

De cara, o nome mais forte para a disputa é o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP). Por dois motivos: ele saiu fortalecido da corrida eleitoral, com a eleição de Eduardo Braide para o Governo do Estado e André Fufuca para o Governo do Estado.

A exemplo do presidente Roberto Costa, que tem excelente interlocução com o governador Carlos Brandão e canais abertos em Brasília pela sua relação com o presidente Lula da Silva, Rildo Amaral teria canal aberto com o futuro governador Eduardo Braide, e contaria totalmente com o senador André Fufuca (PP), que é uma espécie de patrono da sua gestão na prefeitura tocantina.

Isso sem contar o peso político de Imperatriz, o segundo maior e mais importante município do Maranhão.

É claro que outros prefeitos estão credenciados para comandar a Famem, e que é importante uma disputa saudável pelo comando da entidade. Até porque sob a presidência do prefeito Roberto Costa a entidade ganhou mais estatura e importância no universo municipalista maranhense.

Escalado por Brandão, Madeira vai coordenar a transição para o Governo Braide

Sebastião Madeira comanda a transição

Renomeado pelo governador Carlos Brandão (MDB) secretário-chefe da Casa Civil, o ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, assumiu sua última e importante tarefa no cargo: coordenar a transição para o novo Governo.

Não é uma tarefa simples, pois um processo de transição é complexo e cujo sucesso depende, em larga medida, do bom entendimento entre os representantes do governador eleito Eduardo Braide, e dos porta-vozes do governador Carlos Brandão.

A transição é um processo direto, de fornecimento de informações pelo atual Governo ao futuro comando do Estado. Não existe meio termo, é o famoso “preto no branco” com plena transparência.

Ao mesmo tempo em que o governador eleito Eduardo Braide escalou para a equipe de transição nomes como o secretário municipal de Planejamento Simão Cirineu Dias e o secretário de Fazenda Jesus Azzolini, expressões de competência e experiência no que fazem, o governador Carlos Brandão entregou a Sebastião Madeira o comando do processo.

E a explicação é simples: Sebastião Madeira foi quatro vezes deputado federal e prefeito eleito e reeleito de Imperatriz, ao que se acrescenta quase quatro anos de Casa Civil. Além disso, é um político de visão aberta e que sempre teve boa interlocução com Eduardo Braide como prefeito de São Luís, apesar do abismo político que separou o Palácio de la Ravardière do Palácio dos Leões naquele período.

Não há dúvida de que sob a coordenação de Sebastião Madeira a transição será tranquila.

São Luís, 09 de Outubro de 2026.

Eleição de Braide pôs o “brandonismo” em quarentena, quase desmontou o “dinismo” e colocou o sarneysismo em xeque

Carlos Brandão sairá com governo bem avaliado;
Felipe Camarão tenta manter o “dinismo” de pé
e Roseana Sarney vê o fim do sarneysismo

O desfecho da eleição para governador do Maranhão e senador produziu uma série de mudanças no cenário político estadual. Além de eleger Eduardo Braide (PSD), um político sem grupo – pelo menos até aqui -, as urnas desmontaram todos os segmentos articulados que contra ele se posicionaram, a começar pela aliança articulada pelo governador Carlos Brandão (MDB), colocou o grupo Sarney em xeque, assim como os escassos remanescentes do que foi chamado “dinismo”. Sem nenhum representante parlamentar a partir de 1º de janeiro, depois de 60 anos com influência decisiva na vida política do estado, o sarneysismo desaparecerá de vez, sendo lembrado somente pela presença do ex-presidente José Sarney (MDB) como uma legenda no cenário político estadual.

A derrota de Orleans Brandão (MDB) na corrida ao Governo do Estado foi um desastre político cujo ônus recaiu inteiramente sobre o governador Carlos Brandão, que foi o mentor e o patrono desse projeto sucessório cheio de riscos. Político experiente, com vivência ampla no jogo do poder, que teve participação efetiva na eleição de Jackson Lago (PDT) em 2006, por exemplo, o governador Carlos Brandão desenhou um projeto sucessório arrojado, mas com muitas e fatais falhas de cálculo. O resultado é que o mandatário maranhense irá para casa sem nada, mas pessoalmente reconhecido por muitas realizações do seu Governo, principalmente em São Luís e Imperatriz, o que lhe dará fôlego para projetar o seu futuro para 2030.

O mesmo se aplica ao chamado Grupo Dinista, que foi praticamente dizimado, perdendo feio na corrida aos Leões com o vice-governador Felipe Camarão (PT) e na disputa pelas duas cadeiras no Senado. Será lembrado apenas pela senadora Ana Paula Lobato (PSB), pelos deputados federais Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB) entre os 18 deputados federais, e apenas o deputado estadual Leandro Bello (PSB) como um verdadeiro herói da resistência entre os 42 deputados que comporão a nova Assembleia Legislativa. O vice-governador Felipe Camarão tenta dar sobrevida ao grupo, mas não irá a lugar algum se Flávio Dino permanecer no Supremo Tribunal Federal.

Mas o desdobramento mais efetivo e mais simbólico da corrida eleitoral de 2026 é o fim do sarneysismo. A não eleição da deputada federal Roseana Sarney na corrida ao Senado funcionou como um estridente “basta” na existência do sarneysismo como grupo político ativo no Maranhão e fora dele. Isso porque, a partir do primeiro minuto de 2027, não haverá um só Sarney com mandato, pois nenhum membro da nova geração da família assumiu o legado político criado ao longo de seis décadas pelo ex-governador, ex-senador e ex-presidente da República José Sarney, a exemplo do ex-deputado estadual Adriano Sarney, que não teve garra para dar sobrevida ao sarneysismo.

O que lhe restará de espaço político será o braço estadual do MDB, que provavelmente sairá do controle do governador Carlos Brandão já no ano que vem. Isso porque, como manda a implacável lógica da política, políticos da estatura dos deputados federais eleitos Iracema Vale (MDB) e Hildo Rocha (MDB), por exemplo, dificilmente se submeterão ao comando de Orleans Brandão, atual presidente regional do partido. Ficarão igualmente desconfortáveis se Roseana Sarney, sem mandato, deixando de ser, portanto, a maior referência emedebista, tentar voltar ao comando da legenda no Maranhão. É improvável que o deputado federal reeleito Júnior Lourenço venha a se interessar pelo comando partidário. E a deputada federal eleita Larissa DP, então, nem se fala.

E tudo indica que a tarefa hercúlea de comandar o MDB do Maranhão recairá sobre os ombros do prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB) que é forte aliado dos Sarney, mas compreende a dimensão da virada causada pela perda de poder que está a caminho, com a eleição de Eduardo Braide.

PONTO & CONTRAPONTO

Camarão e Orleans sinalizam caminhos diferentes na corrida de Lula no 2º turno

Felipe Camarão já faz campanha para Lula;
Orleans Brandão não se posicionou ainda

Derrotados na disputa pelo Palácio dos Leões, o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, anunciaram rumos diferentes de agora por diante.

Em clima de tensão dentro do PT, após críticas que fez à postura do partido no 1º turno das eleições, o vice-governador Felipe Camarão assumiu a posição de coordenador da campanha do presidente Lula da Silva no Maranhão, contrariando alguns cardeais do partido. Disposto a tomar iniciativas para fortalecer a posição do presidente Lula da Silva no Maranhão, o vice-governador chegou a propor a presença do vice-governador Eduardo Braide (PSD), do governador Carlos Brandão (MDB) e de Orleans Brandão no palanque do presidente no Maranhão.

– Não tenho problema nenhum de dividir o palanque do Lula com quem quer que seja – postou Felipe Camarão nas suas redes sociais, visivelmente animado e, ao que parece, disposto a fazer que for possível para devolver a atenção que recebeu do presidente da República na campanha do 1º turno.

Por sua vez, Orleans Brandão, que durante a campanha do 1º turno incluiu o apoio ao presidente Lula da Silva em todas as suas falas, avisou que está saindo da cena política para passar mais tempo com a família e retornar às atividades empresariais. E sem fazer qualquer referência à campanha presidencial no 2º turno, avisou que logo retornará à cena política.

Presidente regional do MDB, Orleans Brandão vem sinalizando interesse em retornar à cena política “em breve”, o que pode ser um recado avisando que disputará uma Prefeitura em 2028 ou um mandato parlamentar ou o próprio Governo do Estado em 2030.

Ex-prefeitos Edivaldo Jr. e Conceição Andrade viram a derrota do seu candidato em São Luís

Edivaldo Jr. e Conceição Andrade viram
seu candidato perder em São Luís

Dois ex-prefeitos de São Luís, Edivaldo Jr. (MDB), diretamente, e Conceição Andrade (MDB), indiretamente, saíram derrotados nas urnas de 2026. Ele foi candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão, enquanto ela trabalhou duro pela eleição do emedebista e da candidata do MDB ao Senado, Roseana Sarney (MDB).

Edivaldo Jr. apostou alto na candidatura a vice-governador. Mas o resultado foi um fracasso retumbante para ele. Primeiro porque o eleitorado de São Luís não atendeu aos seus apelos, mostrando que a sua liderança é frágil na Capital, que ele comandou por oito anos.

Edivaldo Jr. projetou que, se eleito vice-governador, tentaria voltar à Prefeitura de São Luís em 2028, provavelmente enfrentando a prefeita Esmênia Mirante. A eleição de Eduardo Braide (PSD) foi uma pancada que deixou o ex-prefeito de São Luís abalado.

Há muito distante das urnas, agora dedicada a curtir a sua aposentadoria, ex-prefeita Conceição Andrade abraçou com entusiasmo a candidatura de Roseana Sarney ao Senado e do deputado federal Hildo Rocha (MDB) à reeleição. Só comemorou a vitória de Hildo Rocha.

São Luís, 08 de Outubro de 2026.

A Assembleia Legislativa que saiu das urnas tem o desafio de mostrar visão política e preparo legislativo

Em Tempo: a disposição das imagens corresponde à relação formatada no texto por ordem de votação, abrindo com Maedja Campos e fechando com Leandro Bello

A Assembleia Legislativa foi alvo de uma das mais amplas renovações registradas em eleições recentes. Nada menos que 24 dos 42 deputados encerrarão os seus mandatos no dia 31 de dezembro. Os seus sucessores, que representarão a nova “cara” do Poder Legislativo estadual, formam uma larga colcha de retalhos políticos na qual predominam a relação familiar, o compadrio político e, em poucos casos, o político forjado nas lutas partidárias. O retrato sem retoques dos deputados eleitos e reeleitos em 2026 é o que se segue, por ordem de votação.

Maedja Campos (PDT), jornalista e primeira-dama de Paço do Lumiar, recebeu 102.694 votos sem qualquer histórico de ação política, devendo quase integralmente a sua votação ao marido, o bem avaliado prefeito Fred Campo (PSB).

Gleydson Resende (MDB), com 95.645 votos, é empresário e foi três vezes prefeitos de Barão de Grajaú, município do sul maranhense com 19 mil habitantes.

Paulo Casé Fernandes (União), 95.608 votos, é engenheiro e arquiteto, foi secretário de Desenvolvimento Social do atual Governo, e comandou a ampliação da rede de Restaurantes Populares. É irmão do deputado federal Pedro Lucas Fernandes e filho do prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União).

Cricielle Muniz (PT), 85.630 votos, somou a sua longa e intensa militância no PT com o prestígio de haver comandado a rede de escolas Iema, na qual realizou uma boa gestão. Tem substância atuar bem.

Detinha (PL), 83.546 votos, retorna à Assembleia Legislativa, com o objetivo de dar mais suporte ao marido, Josimar de Maranhãozinho como presidente do PL do Maranhão. Tem sólida experiência política e parlamentar.

Josimar Júnior (PL), 83.112 votos, é médico, filho de Detinha e Josimar de Maranhãozinho, inicia trajetória para assumir o comando da banda mais forte do PL do Maranhão.  

Douglas Pinto (PSD), 82.338 votos é jornalista conhecido (TV Mirante), elegeu-se vereador de São Luís em 2024 com votação avassaladora, foi muito ativo na Câmara Municipal, e chega à Assembleia Legislativa como o principal porta-voz do prefeito Eduardo Braide (PSD).

Vanessa Marreca (MDB), 81.322 votos, é fisioterapeuta por formação e chega à Alema como o braço estadual do clã dos Marreca.

Aluízio Santos (PL), 77.591 votos, é engenheiro civil e se reelegeu lastreado pela força política da mulher, a atuante e bem avaliada prefeita de Chapadinha, Dulcilene Belezinha (PL).

Marcos Miranda Jr. (PSB), 76.687 votos, se apresenta como empresário e sócio de uma rede de postos de combustíveis na região polarizada por Bacabal, onde seu pai disputou sem sucesso a Prefeitura em 2024.

Bruna Pessoa (MDB), 73.125 votos, é advogada e empresária, mas o que pesou na sua votação foi o fato de ser irmã do prefeito de Tuntum, Fernando Pessoa, que foi o mentor e o combustível da sua eleição.

João Igor Carvalho (PDT), 69.440 votos, é médico e chega ao parlamento estadual credenciado politicamente como ex-prefeito de São Bernardo, no Vale do Parnaíba.

Tiago Fernandes (MDB), 66.500 votos, advogado que ganhou prestígio e capilaridade política e eleitoral como secretário de Saúde do Governo Carlos Brandão.

Ulisses Gonçalves (PL), 66.214 votos, é um produtor rural com ensino médio que atua na região sul do estado.

Daniella (MDB), reeleita com 66.040 votos, nutricionista, vai para o terceiro mandato pelo bom desempenho parlamentar e pela força política do marido, o ex-prefeito de Caxias, Fábio Gentil.

Abigail Cunha (MDB), reeleita com 65.720 votos, primeira-dama de Barra do Corda, reeleita sem exercer o mandato na Assembleia Legislativa, tendo atuado como secretária da Mulher no Governo, no bojo de um acordo para garantir vaga ao suplente Pará Figueiredo (PL).

Antonio Pereira (MDB), reeleito 64.204 votos, é médico com base na região Tocantina, vai para o sétimo mandato consecutivo, consolidando-se como um político bem articulado, tendo emplacado sua mulher, Carol Pereira como vice-prefeita de Imperatriz.

João Batista Segundo (PL), reeleito com 63.000 votos, é um empresário de Pinheiro, sem formação superior, mas muito atuante na região,

Davi Brandão (MDB), reeleito com 61.692 votos, é engenheiro civil e filho do ex-prefeito de Bacabal, Edvan Brandão e exerceu bem o primeiro mandato.

Ivo Resende (MDB), 59.982 votos, é advogado, com sólido lastro político construído como prefeito de São Mateus e presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem).

Florêncio Neto (MDB), reeleito com 59.353 votos, advogado e com base em Bacabal, onde atua como político e empresário seguindo os passos do pai, o ex-deputado Carlinhos Florêncio.

Solange Almeida (PL), reeleita com 58.649 votos, é advogada e empresária com atuação forte em Santa Inês, cuja Prefeitura disputou em 2024, e na região.

Rui Jorge (MDB), 54.786 votos, é um empresário que atua na região central do estado e em São Luís e que tem como principal cacife a condição de filho da  prefeita de Lago da Pedra, a competente Maura Jorge (MDB).

Paula Prata (PSD), 52.300 votos, é empresária, tem formação superior e o seu principal suporte político é o marido, o prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus.

Luana Rezende (PT), 51.260 votos, é médica e ex-prefeita de Vitorino Freire, integrando a base do clã Rezende, juntamente com o irmão, o ex-ministro e deputado federal reeleito Juscelino Filho (PSDB).

Túlio Rezende (MDB), 50.716 votos, tem apenas 21 anos e é ainda estudante universitário, e na política representa a outra banda do clã Rezende, agora com a tarefa de substituir a mãe, deputada Andreia Rezende, já que o pai, o ex-deputado Stênio Rezende, não pode ser candidato.

Cláudio Cunha (PL), reeleito com 49.394 votos, empresário e ex-radialista, tem seu cacife montado como ex-prefeito, eleito e reeleito, de Apicum-Açu.

Neto Evangelista (MDB), reeleito com 48.329 votos, vai para o quinto mandato como um dos políticos mais atuantes da sua geração e reconhecido como um dos mais importantes articuladores da política estadual.

Francisco Nagib (MDB), reeleito com 47.348 votos, foi prefeito de Codó e é filho do atual prefeito, Chiquinho da FC (PT). Ao mesmo tempo, é vice-presidente do poderoso grupo empresarial FC Oliveira, o que lhe garante um gás político extra.

Ariston Ribeiro (MDB), reeleito com 46.511 votos, é empresário na área de revenda de motocicletas e ex-vice-prefeito de Santa Rita, aliado do ex-prefeito Hilton Gonçalo.

André Campos (Republicanos), 45.740 votos, vereador de São Luís que agora migra para a Alema respaldo por uma sólida experiência em gestão pública como dirigentes do Detran, da Funasa, a da Agência Metropolitana, do Governo do Estado.

Cláudia Coutinho (MDB), reeleita com 44.914 votos, é enfermeira e representa uma banda dissidente do Grupo Coutinho em Caxias, tendo como mentor e principal apoiador o empresário e ex-prefeito de Matões do Norte Ferdinando Coutinho.  

Júnior Viana (MDB), 44.762 votos, foi um dos principais assessores do governador Carlos Brandão no viés municipalista do seu Governo, função por meio da qual construiu a base da sua candidatura.

Eric Costa (Republicanos), reeleito com 43.502 votos, é advogado e empresário, com lastro político e eleitoral sedimentado em dois mandatos como prefeito de Barra do Corda.

Cid Costa (PDT), 35.469 votos, é advogado e pecuarista e ergueu sua base política como prefeito eleito e reeleito de Buriti Bravo.

Catulé Júnior (Republicanos), reeleito com 34.670 votos, é advogado, ex-vereador em Caxias, atuou como secretário de Turismo do Governo Flávio Dino, e como deputado mostrou-se um parlamentar articulado, de posições firmes e coerentes.

Dino do Aldenora Bello (PSD), 33.664 votos, atua politicamente para preservar o complexo hospitalar Aldenora Bello, dedicado ao tratamento contra o câncer, legado construído pelo seu avô, o médico e ex-governador Antônio Dino.

Natália do Júnior Garimpeiro (União), 32.486 votos, 21 anos, é apenas uma jovem que entrou na política inteiramente bancada pelo marido, o conhecido Júnior Garimpeiro.

Júnior Cascaria (Republicanos), reeleito com 32.338 votos, é um técnico em contabilidade que virou empresário e conseguiu comandar a Prefeitura de Porção de Pedras por dois mandatos.

Leonardo Sá (PRD), 30.876 votos, é um médico que já foi deputado estadual, que tentou, sem sucesso, a prefeitura de Pinheiro, e agora volta a Assembleia Legislativa.

Júnior Vieira (PSD), 28.914 votos, é um político com formação em administração.

Leandro Bello (PSB), reeleito 27.328 votos, é advogado e o único sobrevivente da chamada “bancada dinista” na Assembleia Legislativa, tendo renovado o mandato graças às articulações que fez em Timon e na região Leste.

É como eles que o governador Eduardo Braide vai conviver institucional e politicamente durante o seu Governo.

PONTO & CONTRAPONTO

Se ganhou muito em renovação, o parlamento estadual também perdeu em qualidade legislativa

Arnaldo Melo, Carlos \Lula, Othelino Neto,
Rodrigo Lago, Yglésio Moises, Osmar
Filho, Fernando Braide e Wellington do
Curso farão falta na Assembleia Legislativa

Se por um lado mandou quadros jovens e renovou mandatos de deputados tarimbados, por outro, a Assembleia Legislativa perdeu muito em experiência e em qualidade ao não ter renovados vários mandatos que lhe darão estatura política e institucional até o dia 31 de dezembro.

Por razões diferentes deixarão o Palácio Manoel Beckman os deputados Arnaldo Melo, Othelino Neto (PSB), Carlos Lula (PSB), Rodrigo Lago (PSB), Yglésio Moises (PRD), Osmar Filho (MDB), Fernando Braide (PSD) e Wellington do Curso, todos parlamentares de ponta, em que pensam as diferenças que os separam.

O deputado Arnaldo Melo é uma legenda parlamentar com nada menos que oito mandatos consecutivos, trajetória ao longo da qual líder de bancada, líder de Governo e presidente do parlamento estadual. Médico por formação, sempre teve olhar para os problemas sociais, preocupação que o levou a fundar a Frente Parlamentar contra a Fome, que mobilizou a Assembleia Legislativa em alguns momentos importantes. Fará falta como articulador e conselheiro em momentos de crise.

Os deputados Carlos Lula e Rodrigo Lago encarnaram a visão política e institucional que predominou durante os sete anos do Governo Flávio Dino, do qual foram integrantes de proa. Advogados com elevado nível de preparo técnico, os dois fizeram diferença como oposicionistas numa Casa predominantemente governista.

Mesmo com um caminhão de votos, o deputado Othelino Neto não conseguiu o passaporte para trabalhar em Brasília. E vai deixar na Assembleia Legislativa um espaço expressivo na articulação e na tomada deposições, e com o lastro de cinco anos como presidente da Casa.

Abatido na aventura de tornar-se deputado federal, o deputado Yglésio Moises (PRD) fará falta nos debates, na produção legislativa farta e de alto nível, assim como a sua elevada competência como orador e o seu talento como tribuno, mesmo levando em conta o excesso de agressividade em alguns momentos. Numa outra seara, o parlamento perde Wellington do Curso (PSD), um deputado aguerrido, de espírito insubordinável e posições independentes, que farão falta no plenário a partir de janeiro.

Deixarão também a Assembleia Legislativa os deputados Osmar Filho (MDB), que não conseguiu a reeleição para o quarto, ao que se somam três mandatos de vereador de São Luís, e Fernando Braide, que foi um dos destaque entre os parlamentares de primeiro mandato.

Isso sem contar que a Assembleia Legislativa ficará sem as deputadas Iracema Vale (MDB) presidente da Casa, e Fabiana Vilar (PL), que deram show de competência eleitoral, conseguiram votações consagradoras e vão passar os próximos quatro anos em Brasília.

São Luís, 07 de Outubro de 2026.

Braide manda duros recados a adversários nas suas falas como governador eleito

Eduardo Braide: recados duros
a adversários após eleição

Em diversos pronunciamentos que fez e entrevistas que concedeu após confirmada a sua vitória nas urnas, o governador eleito do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), deu algumas declarações fortes, duras, em tom de recado aos seus adversários, a respeito de problemas que enfrentou durante a campanha, e sobre como vai se posicionar em relação, por exemplo, às empresas de transporte coletivo de São Luís, aos ataques ao Hospital da Criança, e sobre a providência que adotará em relação ao empréstimo de R$ 1,2 bilhão contratado pelo governador Carlos Brandão (MDB), liberado no mês passado. Deixou claro que quer tais situações passadas a limpo.

O governador eleito não esqueceu a denúncia contra o Hospital da Criança, uma das joias do seu Governo, no que respeita à morte de dezenas de crianças. Ele defendeu o hospital e a gestão, e acusou adversários políticos de pagarem lideranças e famílias de comunidade periférica para acusar a Prefeitura de má gestão. “Fizeram uma armação política, com lideranças compradas”, disse, para em seguida afirmar que quer tudo esclarecido e envolvidos responsabilizados judicialmente.

Nas avaliações que tem feito desde domingo (04) em conversas com jornalistas, o governador eleito Eduardo Braide tem batido, repetidamente, nos baixos indicadores sociais do Maranhão, os quais, garante, pretende reverter. A declaração mais recente sobre o tema foi a seguinte: “O Maranhão tem os piores indicadores sociais e econômicos. Fizeram muita política e pouca gestão no estado. O que nós vamos fazer é gestão. E a nossa maior missão é fazer com que as riquezas do Maranhão cheguem às mãos doa maranhenses”.

Na noite de domingo, no discurso que fez na Praça Maria Aragão para a multidão ali reunida para comemorar o resultado das urnas, o governador eleito denunciou que teria havia um complô das empresas de transporte coletivo para reduzir o número de ônibus que circulariam na Capital, gratuitamente, no dia da eleição. Chamando a prefeita Esmênia Miranda (PSD) para ficar ao seu lado no palanque, ele acusou os empresários de tramarem a redução e avisou: “Eu os enfrentei como prefeito. E agora, vou enfrenta-los como governador”. Acrescentando que os que não se submeterem às regras serão substituídos.

A declaração mais dura, essa um recado direto ao governador Carlos Brandão (MDB), foi a respeito do empréstimo de R$ 1,3 bilhão, contratado pelo Governo do Estado e liberado em setembro. Sobre o assunto, o governador eleito Eduardo Braide declarou o seguinte nas redes sociais:

“Eu queria que o Brasil soubesse de um caso escandaloso, que teve aqui no Maranhão. No dia 18 de setembro, o Governo Federal liberou 1 bilhão e 300 milhões de reais de um empréstimo para o atual governador do Estado. Imagine você, a menos de 15 dias da eleição, o Governo Federal libera 1 bilhão e 300 milhões de reais. E o detalhe: em menos de 15 dias, esse dinheiro já foi gasto pelo Governo do Estado em obras que a gente não vê, em ações que a gente não vê. Por isso, minha primeira medida como governador será fazer um pente fino, uma auditoria em cada centavo desse dinheiro, e acionar judicialmente quem tiver que devolver, porque o povo do Maranhão não vai pagar essa conta de campanha do atual governador do Estado”.

Numa entrevista à TV Jovem Pan, o governador eleito do Maranhão sinalizou que está determinado a passar a limpo todas as dúvidas que existirem quanto à destinação de recursos do Estado: “Vocês vão ouvir muita coisa a respeito dessa vitória, mas a verdade é que aqui teve um candidato eleito pelo povo do estado, que lutou contra tudo e contra todos”.

PONTO & CONTRAPONTO

Maioria da nova bancada na Câmara Federal caminha para se aliar ao Governo Braide

Iracema Vale, Larissa DP, Hildo Rocha,
Júnior Lourenço, Vinícius Ferro,
Fabiana Vilar, Aldir Júnior, Mariana
Carvalho, Dr. Orlando, Pedro Lucas
Fernandes, Josivaldo JP, Márcio Jerry,
Rubens Júnior, Juscelino Filho, Erlânio
Xavier, Aluísio Mendes, Marreca
Filho e Amanda Gentil formam a
bancada federal com a qual
Eduardo Braide conviverá

A bancada que o Maranhão manda para a Câmara Federal se alinhará ao governador Eduardo Braide? A indagação se deve ao fato de o partido dele, o PSD, não ter feito nenhum deputado federal e é muito diversificada em matéria de partido político, sendo o MDB, com cinco deputados, a mais forte em matéria de representação partidária. Logo atrás está o PL, com quatro deputados, e o União Brasil com dois, seguido de PT, PDT, PSDB, PP e Republicanos, com um deputado cada, que podem se alinhar ao futuro Governo estadual.

O MDB conta com Iracema Vale, Hildo Rocha, Vinícius Ferro, Larissa DP e Júnior Lourenço, que até aqui rezam na cartilha do governador Carlos brandão e não sinalizaram ainda como se comportarão em relação ao governador Eduardo Braide.

Com quatro deputados – Fabiana Vilar, Aldir Júnior, Mariana Carvalho e Dr. Orlando -, mas dividida em duas correntes, uma ligada a Mariana Carvalho e outra comandada por Josimar de Maranhãozinho, a bancada do PL não deve criar dificuldades para o governador Eduardo Braide.

Mesmo estando até aqui alinhada ao governador Carlos Brandão e tendo apoiado a candidatura der Orleans brandão, a bancada do União Brasil, formada pelos deputados reeleitos Pedro Lucas Fernandes e Josivaldo JP, caminha para apoiar o Governo de Eduardo Braide.

Finalmente, por diferentes caminhos e em tons variados, os deputados Rubens Jr. (PT), Márcio Jerry (PCdoB), Erlânio Xavier (PDT), Juscelino Filho (PSDB), Amanda Gentil (PP), Aluísio Mendes (Republicanos) e Marreca Filho (PRD) tendem a apoiar o Governo de Eduardo Braide.

Em Tempo: O governador eleito Eduardo Braide contava com a eleição do seu irmão, o deputado estadual Fernando Braide (PSD), para a Câmara Federal. Ele teve votos suficientes, mas o seu partido não conseguiu alcançar o coeficiente eleitoral, o que impediu a sua eleição.

Imperatriz: Apontado como “traidor” por aliados de Brandão, Rildo se fortalece com a eleição de Braide e Fufuca

Rildo Amaral com Eduardo Braide:
muita pancada e volta por cima

Poucas personalidades políticas comemoraram tanto a eleição de Eduardo Braide para o Governo do Estado quanto o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP). “Tentaram de tudo para me desmotivar, mas eu sabia que esse era o caminho aqui em Imperatriz”, declarou, em tom de comemoração, depois de ter sido acusado de “traição” e de ter sido alvo de sombrias previsões quanto ao seu futuro político.

As dificuldades na relação política do prefeito Rildo Amaral com o governador Carlos Brandão vêm de 2024, quando o mandatário estadual ficou neutro no primeiro turno da disputa pela Prefeitura de Imperatriz, mas com muitos dos seus aliados apoiando a candidatura do deputado federal Josivaldo JP. O grupo governista só se posicionou a favor de Rildo Amaral no segundo turno.

Eleito com o apoio total do deputado federal e ministro do Esporte André Fufuca (PP), Rildo Amaral alinhavou uma relação institucional com o governador Carlos Brandão, mas deixou claro que o caminho político e eleitoral seria outro. Tanto que chegou a admitir alinhamento ao Palácio dos Leões, mas não fez uma declaração formal de apoio à candidatura de Orleans Brandão (MDB), optando por seguir André Fufuca na aliança com Eduardo Braide (PSD).

Dado o volume de obras do Governo do Estado em Imperatriz e o prestígio do governador Carlos Brandão em Imperatriz, muitos acreditaram quer Orleans Brandão seria eleito governador com maioria avassaladora em Imperatriz.

Com a escolha da vice Elaine Carneiro, Eduardo Braide virou o jogo, e o resultado foi que Rildo Amaral saiu das eleições com seu cacife político reforçado com a eleição de Eduardo Braide para o Governo e André Fufuca para o Senado.

O detalhe é que o prefeito de Imperatriz não fez ataques diretos ao governador Carlos Brandão, reconhecendo a obra do seu Governo em Imperatriz.

São Luís, 06 de Outubro de 2026.

Num pleito histórico, Braide chega ao poder com força para fazer as mudanças que anunciou na campanha

Eduardo Braide sorrindo com a eleição,
com a esposa Graziela Braide, com a
multidão na Maria Aragão, com a vice Elaine
Cordeiro, abraçando André Fufuca e
entre Graziela Braide e a Esmênia Miranda

O Maranhão político mudou radicalmente ontem com a eleição de Eduardo Braide (PSD) para o Governo do Estado em turno único. A opção feita por 2,3 milhões de eleitores, o equivalente a 54% dos voto apurados, derrotou nas urnas a candidatura de Orleans Brandão (MDB), que recebeu 1.354.044 votos, mesmo embalada pela determinação do governador Carlos Brandão (MDB) de eleger o seu sucessor, e outra, de Felipe Camarão (PT), que teve as bênção declaradas do presidente Lula da Silva (PT) e obteve apenas 354.039 votos. Eduardo Braide foi eleito tendo como vice a empresária Elaine Cordeiro (PSD), de Imperatriz, que consagrou a escolha dando larga vantagem para o governador eleito. O projeto eleitoral de Eduardo Braide foi arrematado com a eleição dos dois senadores, André Fufuca (PP e Lahesio Bonfim (Novo), num desfecho eleitoral histórico, dadas as condições em que essas eleições ocorreram.

Aos 50 anos, com um histórico de eleições incontestes, e turbinado por uma campanha simples, com mensagens diretas, promessas viáveis e uma clara e dura oposição ao status quo político do Maranhão, Eduardo Braide se elegeu governador enfrentando, com eficácia avassaladora, um projeto de poder bem estruturado, impulsionado pela força da máquina e por uma estratégia de “tudo ou nada” concebida pelo governador Carlos Brandão. Foi visto por muitos como versão de “Davi contra Golias”, por conta da diferença de cacife entre ele e Orleans Brandão, que contou ainda o poder de fogo, que falhou na maioria dos municípios. Habituado ao contato direto as o pessoas, o ex-prefeito de São Luís ajustou e direcionou o seu discurso ao cidadão mais simples, propondo benefícios viáveis.

Pragmático e sempre com os pés no chão, só tomando decisões viáveis, Eduardo Braide pensou muito e fez todos os cálculos possíveis antes de deixar a Prefeitura de São Luís para tentar chegar ao Palácio dos Leões. E a sua vitória, maiúscula nos aspectos político e eleitoral, além de impossibilitar o projeto de poder projetado pelo governador Carlos Brandão, e de mandar para o arquivo da História o que restava do Grupo Sarney, com a não eleição da deputada federal Roseana Sarney (MDB) para o Senado. E consegue um feito político e institucional para muitos improvável: construir um corredor de ligação entre o Palácio dos Leões o Palácio de la Ravardière, sede da Prefeitura de São Luís, ocupado por uma aliada incondicional, a prefeita Esmênia Miranda (PSD).

Eduardo Braide chega ao poder no Maranhão como poucos governadores chegaram: movido pelos seus próprios esforços, sem atrelamento a líder e a grupos, fazendo uma política diferenciada, que não aceita pressões, interferências nem influência ou controle de terceiros. Ele é o comandante, é ele quem decide, é ele quem corre os riscos, é ele quem põe a mão na massa, sendo, portanto, quem recebe os louros dos ganhos e quem encara as pancadas por eventuais atropelos.

Ontem à noite, antes de encarar a multidão que o aguardava na praça Maria Aragão, ao lado da esposa Graziella Braide e da prefeita Esmênia Miranda, Eduardo Braide deu a sua primeira declaração como governador eleito:

“Hoje, o povo Maranhão fez história. Mostrou toda a sua força nas urnas, força da transformação, a força da mudança do nosso estado. Mas, acima de tudo, deu um recado: quem manda no Maranhão não é o dinheiro, não é o Palácio dos Leões, não é o poder. É o povo, que governarei a partir do ano que vem.

Quem ganha a eleição com políticos, governa para os políticos; quem ganha a eleição com o povo, governa para o povo. E é com o povo que vou trabalhar como governador do Estado do Maranhão.

Vou cuidar primeiro da saúde, tirar os políticos de dentro dos hospitais do estado e colocar os hospitais para funcionar do mesmo jeito que fizemos em São Luís. Vou recuperar as nossas estradas, mas, acima de tudo, cuidar de quem mais precisa, fazer com que as riquezas do Maranhão cheguem nas mãos dos maranhenses. O Maranhão não nasceu para ter mais da metade das suas famílias abaixo da linha da pobreza, não nasceu para ter as piores estradas do Brasil, não nasceu para ter a pior educação do Nordeste. E é toda essa realidade que nós vamos começar a mudar a partir de janeiro do ano que vem”.

Eduardo Braide anunciou que vai começar a trabalhar já nesta segunda-feira, começando por nomear uma comissão de transição.

Em Tempo: Roberto Rocha (PRTB) saiu das urnas com 48.924, seguido de André Luís (Missão) com 7.905, Saulo Arcangeli (PSTU) com 4.693, Reginaldo Lima (PCB) com 1.096 e Dimas Cassimiro (PCO) com 257 votos.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e Orleans reconhecem vitória de Braide e desejam-lhe sucesso

Carlos Brandão e Orleans Brandão divulgaram
mensagens agradecendo votos e
desejando sucesso a Eduardo Braide

Maior responsável pelo projeto de tornar Orleans Brandão seu sucessor no Governo do Maranhão, e personalidade mais atingida com o desfecho, o governador Carlos Brandão (MDB) divulgou ontem à noite, momentos depois do desfecho das eleições, nota em que se posicionou em relação à vitória de Eduardo Braide. O governador disse o seguinte:

“Democracia se faz com respeito. Reconheço a vitória do nosso adversário. Desejo que Eduardo Braide faça um bom trabalho pelo Maranhão. Recebemos a decisão do povo nas urnas com serenidade a gratidão a todos que votaram e contribuíram com a nossa campanha, que foi limpa, propositiva e marcada pelo compromisso com o povo e com a verdade. Fora 45 dias intensos, nos quais percorremos o Maranhão, estivemos perto das pessoas, ouvimos histórias, sonhos e necessidades. Nós cumprimos quatro anos, tiramos mais de 1,3 milhão de pessoas da extrema pobreza, ampliamos escolas de tempo integral, restaurantes populares, hemodiálises e transplantes, investimentos em segurança, estradas e tantas outras políticas que chegaram aos municípios.

Tenho imenso orgulho desses resultados e da trajetória de Orleans, que se entregou a essa missão de corpo e alma. Ele demonstrou preparo, coragem, equilíbrio e compromisso. Saímos desse pleito com o coração tranquilo e a certeza de que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance.

Os mais de 1 milhão e 300 mil votos que recebemos, representam confiança e também o reconhecimento de um legado construído com presença e entrega em cada canto do Maranhão. Esse trabalho não para aqui. Seguiremos governando até o último dia com responsabilidade, diálogo e respeito por todos. Desejo que o próximo ciclo seja de paz, trabalho e prosperidade para o povo maranhense”.

Algum tempo depois, Orleans Brandão, que ficou em segundo lugar com 1,2 milhão de votos divulgou nota reconhecendo a vitória de Eduardo Braide. Ele tornou público o seguinte posicionamento: “Agradeço imensamente ao governador Carlos Brandão, que sempre esteve ao meu lado e é o melhor gestor que esse estado já viu. Ao parceiro de caminhada Edivaldo Holanda Jr., que foi incansável em nossa campanha. Aos Nossos candidatos, que trouxeram apoio e alegria aos nossos eventos.

Agradeço ao povo do Maranhão pelos mais de 1 milhão e 300 mil votos de esperança nesse trabalho sólido e reconhecido por todo o estado.

Parabenizo o governador eleito Eduardo Braide, com votos de que faça um excelente Governo.

Fufuca e Lahesio chegam ao Senado mandando Roseana, Weverton e Eliziane para casa

André Fufuca e Lahesio Bonfim divulgaram
mansagem vibrando com a vitória
e agradecendo ao eleitorado

Estava escrito nas estrelas que pelo menos um dos candidatos ao Senado em aliança com Eduardo Braide seria eleito ontem. As urnas, porém, contrariaram a previsão e mandou André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo) ao Senado, deixando de fora Roseana Sarney (MDB), da aliança de Orleans Brandão. A vitória do ex-ministro do Esporte, que é deputado federal, e a do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes deram ao governador eleito um cacife extraordinário.

Deputado federal no terceiro mandato, o médico André Fufuca chega do Senado da República aos 37 anos, consolidando, em tempo adequado, um projeto político bem estruturado, que já o levou à vice-presidência da Câmara Federal, à liderança de bancada, à presidência nacional do PP e ao Ministério do Esporte, de onde saiu muito bem avaliado. Foi sereno nas situações complicadas e ousou quando deixou o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão para se aliar a Eduardo Braide, tendo enfrentado a tentativa de emplaca-lo como “traidor”, que não prosperou. Sua eleição foi esperada por observadores atentos, mesmo em meio à variação de indicadores de pesquisas. Competente e muito bem articulado, saiu das urnas com 1.530,187 votos e tem tudo para fazer um mandato acima da média, como tem sido a sua carreira.

Lahesio Bonfim foi hábil no jogo que o levou ao Senado embalado por 1.471.859 votos. Iniciou essa jornada como candidato a governador pelo Novo, mas logo percebeu o peso do nome de Eduardo Braide na disputa. Diante de uma crise no partidos causada pelo ex-senador Roberto Rocha, desistiu do Palácio dos Leões e se candidatou ao senador, o que agravou ainda mais a crise no partido. Nesse ambiente, ele declarou apoio a Eduardo Braide, abrindo caminho para sua candidatura ao Senado e inviabilizando a candidatura de Roberto Rocha ao Governo pelo Novo. Dono de um lastros construído em 2022, quando foi o segundo mais votado para o Governo do Estado, derrotando o senador Weverton Rocha, Lahesio Bonfim encontrou na chapa do ex-prefeito de São Luís o espaço que precisava para fazer uma campanha sem sobressaltos. Esteve sempre entre os primeiros na corrida e, assim como André Fufuca, derrotou dois senadores e uma ex-governadora.

Na corrida ao Senado, Roseana Sarney recebeu 1.171.634 votos, seguida de Weverton Rocha (PDT), com 1.086.318, Eliziane Gama (PT) com 696.298, Cidônio Gonçalves (PL) 602.997, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 458.681, Enilton Rodrigues (PSOL) (83.949), Simplício Araújo (DC) com 23.995, Wilson Leite (PSTU) com 10.908 e Raimundo Moreira (PCB) com 5.019 votos.

Confira os eleitos para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa

São Luís, 05 de Outubro de 2026.

 

Cinco milhões de maranhenses vão hoje às urnas eleger o novo governador entre Braide e Orleans

Eduardo Braide com sua vice, Elaine Carneiro
e Orleans Brandão com seu vice, Edivaldo Jr.

Em meio à repercussão de várias pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões, divulgadas ontem, em especial a da Quaest/TV Mirante, a última divulgada e que apontou a possibilidade de desfecho em turno único, e uma do Inop projetando dois turnos, 5,1 milhões de eleitores maranhenses irão às urnas hoje para eleger, além do governador, o presidente da República, dois senadores, 18 deputados federais e 42 deputados estaduais. Na corrida ao Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva (PT) busca o quarto mandato, este contra Flávio Bolsonaro (PT), enquanto a corrida ao Governo do Estado será o desfecho da polarização entre o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), de oposição e apontado como favorito pelas pesquisas, e Orleans Brandão (MDB) ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas, apoiado pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Para o Senado, os deputados federais Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), que representam chapas diferentes, chegam ao dia da votação liderando a briga pelas duas vagas.

Na sucessão do governador Carlos Brandão (MDB) estão duas expressões diferentes da política maranhense. O advogado Eduardo Braide, de 50 anos, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e que ganhou projeção nos dois mandatos em que comandou a Prefeitura de São Luís, chegou ontem a 52% de intenções de votos válidos, segundo a pesquisa Quaest/TV Mirante, divulgada na noite de ontem. E o administrador e empresário Orleans Brandão, 31 anos, ex-secretário de Assuntos Municipalistas, escolhido e preparado pelo governador Carlos Brandão (MDB), seu tio, para ser o continuador da sua gestão. Duas visões diferentes sobre o que fazer para desenvolver o Maranhão, estado ainda mergulhado na pobreza, carente, portanto, de infraestrutura, mais saúde e mais educação.

Eduardo Braide fez uma campanha independente de grupo e de vinculação com candidatura presidencial, mesmo seu partido tenha o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), sob o argumento de não ser de direita ou de esquerda, preferindo “seguir em frente”, sem limitação política nem ideológica.  Orleans Brandão, por sua vez, fez toda a sua corrida pelo voto manifestando apoio à reeleição do presidente Lula da Silva, mesmo que o líder petista tenha declarado apoio a um candidato do PT, o vice-governador Felipe Camarão (PT), o terceiro colocado na pesquisa e que foi dormir ontem sonhando com a possibilidade, muito remota, de virar o jogo e chegar ao segundo turno com o ex-prefeito de São Luís.

Liderado pelo candidato petista Felipe Camarão, terceiro colocado na corrida com 10% dos votos válidos, o bloco dos demais candidatos somam apenas 3% das intenções de voto, considerando apenas os votos válidos.  Roberto Rocha (PRTB), André Luís (Missão), Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) participaram democraticamente da disputa para o Palácio dos Leões, contribuindo assim para legitimar a disputa a consolidar a democracia.

Na possibilidade de uma disputa em segundo turno, as pesquisas mais recentes, a começar pela própria Quaest, indicam vitória de Eduardo Braide na disputa com Orleans Brandão (54% a 33%), com Felipe Camarão (66% a 18%) e com Roberto Rocha (68% a 10%). Isso indica que, caso os números de 1º e 2º turno sejam confirmados dentro da margem de erro, Eduardo Braide tende a ser eleito, num cenário que tem Orleans Brandão como segunda opção.

O sábado terminou sob o impacto da pesquisa Quaest/TV Mirante, que acirrou ainda mais a intensa discussão nas redes sociais sobre a capacidade das pesquisas. De um lado, partidários de Eduardo Braide, a começar pela prefeita de São Luís, Esmênia Miranda (PSD), cantando vitória em turno único. De outro, aliados de Orleans Brandão, notadamente o governador Carlos Brandão, prevendo sua eleição, possível até no 1º turno. E no centro do tabuleiro partidários de Felipe Camarão sonhando com uma virada que o leve ao 2º turno.

É nesse cenário que os 5,1 milhões de maranhenses farão hoje a sua corrida às urnas.

Em Tempo: a pesquisa Quaest/TV Mirante ouviu 2004 eleitores em todo o estado nos dias 2 e 3 de outubro, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-00831/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Quaest confirma cenário que aponta Roseana Sarney e André Fufuca como favoritos ao Senado

Roseana Sarney e André Fufuca são favoritos,
mas Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e
Weverton Rocha estão no páreo

A ex-governadora. Ex-senadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) e o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) chegam ao dia da eleição como favoritos para as duas cadeiras no Senado, segundo a pesquisa Quaest, divulgada ontem à noite, 13 horas antes do início da votação.

De acordo com o levantamento, Roseana Sarney vai para as urnas embalada por 19% e André Fufuca turbinado com 17% das intenções de voto. Atrás deles aparecem Lahesio Bonfim (Novo) com 14%, Eliziane Gama (PT) com 12% e Weverton Rocha (PDT) 9%. Na sequência estão Cidônio Gonçalves (PL) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3% e 2%, respectivamente, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 1%. Simplício Araújo (DC), Raimundo Moreira (PCB) e Wilson Leite (PSTU) não pontuaram.

Importante registrar que André Fufuca e Lahesio Bonfim estão empatados dentro da margem de erro, e que Lahesio Bonfim e Eliziane Gama encontram-se na mesma situação estão empatados no limite da margem de erro. Há empate técnico também entre Eliziane Gama e Weverton Rocha.

O dado mais destacado desse quadro de intenções de voto é a posição dos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, ambos candidatos à reeleição. Eles pontuaram bem até semanas atrás, quando foram passados para trás por Roseana Sarney, André Fufuca e Lahesio Bonfim, chagando à reta final sem o fôlego eleitoral para renovar os seus mandatos.

Vale chamar a atenção para o fato de que, caso esse cenário seja confirmado pelas urnas, o eleitorado terá feito um divisão pragmática, elegendo um senador de cada candidatos mais forte ao Governo do Estado, uma vez que Roseana Sarney integra a chapa de Orleans Brandão e André Fufuca compõe a chapa liderada por Eduardo Braide.

Lula deve manter sua base de apoio no Maranhão contra Flávio Bolsonaro

Lula da Silva deve vencer
Flávio Bolsonaro no Maranhão

Se as pesquisas tiverem acertado nas últimas previsões para a corrida presidencial no Maranhão, o presidente Lula da Silva (PT) sairá mais uma vez das urnas com mais da metade dos votos para presidente da República, repetindo a performance das suas três vitórias da trajetória de candidato a chefe da Nação, nas quais saiu das urnas com mais de dois terços da votação.

Nesse rascunho, ele será seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), que, de acordo com os números, repetirá a performance do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018 e 2022.

O presidente Lula da Silva vai para as urnas maranhenses numa situação singular, como candidato de dois candidatos ao Governo do Estado, o vice governador Felipe Camarão, que defende o vermelho do PT na corrida aos Leões, a quem apoia declaradamente. Por outro lado, Orleans Brandão faz campanha tendo uma aliança com o presidente Lula da Silva como o seu preferido para o Palácio do Planalto. E com um dado a mais: tem o apoio dos dois candidatos favoritos ao Senado, Roseana Sarney e André Fufuca.

No outro extremo, Flávio Bolsonaro vai para as urnas maranhense numa situação confusa e fumacenta. Sem que seu partido, o PL, tenha um candidato a governador, decidiu manifestar apoio a Roberto Rocha (PRTB), que não decolou e com potencial para atrapalhar ainda mais a sua já complicada situação no Maranhão. Nesse contexto, tem apenas um candidato a senador, o inacreditável Cidônio Gonçalves (PL). São Luís, 04 de Outubro de 2026.

Corrida aos Leões chega ao final com polarização entre Braide e Orleans e discussão sobre se haverá ou não dois turnos

Eduardo Braide lidera, seguido de Orleans
Brandão, Felipe Camarão, Roberto Rocha,
André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Antevéspera da corrida às urnas no Maranhão, a sexta-feira (02) foi agitada principalmente pela movimentação dos candidatos a governador e a senador cujas posições na disputa foram rascunhadas pela sétima e última pesquisa do IPPI em parceria com o Café Quente Podcast mostrando Eduardo Braide com 47,1% das intenções de voto e Orleans Brandão (MDB) com 27,3%, seguido de Felipe Camarão (PT) com 7,3%, e Roberto Rocha (PRTB) com 2,4%. André Luís (Missão), Reginaldo Lima (PCB), Saulo Arcangeli (PSTU) e Dimas Cassimiro (PCO) somaram exatamente 1%. A pesquisa encontrou também dois dados importantes e que podem ser decisivos: 9,5% de indecisos e 5,4% de eleitores inclinados a não votar em nenhum, votar em brando ou anular o voto.

Transformados os percentuais em votos válidos, com a exclusão de brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide vai a 55,4%, o que, se confirmado, pode resolver a eleição já amanhã mesmo, em turno único. Nesse caso, Orleans Brandão 32,1%, seguido por Felipe Camarão com 8,6% e Roberto Rocha com 2,8%. Os demais candidatos somariam 1,1% de intenção de voto 1,1%.

Partidários de Orleans Brandão, a começar pelo próprio governador Carlos Brandão (MDB), que é o patrono da candidatura, fazem o contraponto com uma pesquisa da instituto Ranking, contratada pela Rádio Educadora, e que aponta Eduardo Braide com 40,2% das intenções de voto e Orleans Brandão com 38,8%, uma situação de empate técnico, que, se confirmado, levará a decisão para o 2º turno. Nesse cenário, Felipe Camarão (PT) tem 7,9%, Roberto Rocha (PRTB) 6,4% num cenário em que os demais candidatos somam 1,6% das intenções de voto.

Pelos dados do instituto Ranking, Eduardo Braide tem 42,4% dos votos válidos e Orleans Brandão 40,9%. Se forem esses os números que sairão das urnas neste domingo, o ex-prefeito de São Luís e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas resolverão a eleição para governador numa segunda rodada, no dia 25, uma vez que nenhum dos demais candidatos tem chance. Na sua caminhada para as urnas, o governador Carlos Brandão, que tem sido incansável na tarefa de fortalecer a campanha do candidato do MDB, participando intensamente da campanha eleitoral. Ontem, por exemplo, ele divulgou mais um vídeo elogiando a capacidade do emedebista e pedindo “um voto de confiança”, garantindo que, se eleito, ele será o continuador do seu Governo. Em conversas e entrevistas prevê que seu candidato vencerá no 1º turno.

O fato é que a campanha chega ao fim com informações estatísticas que apontam o ex-prefeito de São Luís com lastro para ser o mais votado na eleição de amanhã. Eduardo Braide tem divulgado vídeos pedindo aos indecisos que o elejam no primeiro turno, passando a impressão de que está convencido de que essa possibilidade de fato existe. O governador Carlos Brandão tem reagido diariamente prevendo a eleição do seu candidato, que segundo os seus cálculos, pode acontecer no 1º turno. São, portanto, duas visões em confronto aberto.

Em entrevista divulgada ontem, Patrícia Carlos a ex-presidente estadual do PT e candidata a suplente de senador na chapa da senadora Eliziane Gama (PT), declarou que se tiver dois turnos e se o embate se der entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, ela e o seu partido apoiarão o candidato do MDB, aproveitando para taxar Eduardo Braide de “bolsonarista”.

É nesse clima que a corrida ao Palácio dos Leões chega ao final.

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.500 entrevistas em 80 municípios de todas as regiões do Maranhão no período de 27/09 a 1º/10, tem margem de erro de 2.5 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08460/2026.

Já a pesquisa Ranking/Rádio Educadora ouviu 1.000 eleitores entre 26 e 30/09, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-09047/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana e Fufuca chegam à reta final como favoritos para as duas cadeiras no Senado

Roseana Sarney e André Fufuca lideram;
Weverton, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama
também estão na briga, na qual Hilton
Gonçalo e Cidônio Gonçalves tentam entrar,
mas sem espaço para Wilson Leite, Simplício
Araújo, Raimundo Moreira e Enilton Rodrigues

As pesquisas mais recentes indicaram que Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) chegam à reta final da campanha como os favoritos para as duas vagas no Senado. Indicam também que ainda está em curso uma disputa acirrada entre os candidatos Lahesio Bonfim (Novo), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT) por uma das vagas.

De acordo com a sétima e última pesquisa IPPI/Café Quente Podcast, Roseana aparece na dianteira com 34,2% das intenções de voto, seguida muito de perto por André Fufuca, que tem 31,9%. Atrás deles encontram-se Lahesio Bonfim (Novo) com 21,1%, Weverton Rocha (PDT) com 20,6%, e Eliziane Gama (PT), com 16,7%, que ainda mostram fôlego para tentar uma chegada de última hora. E o bloco dos “sem chance”: Cidônio Gonçalves (PL) com 6,1%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 4,3%, Raimundo Moreira (PCB) com 2%, Wilson Leite (PSTU) com 1,8%, Simplício Araújo (DC) com 1,3%, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 1,2%.

O dado mais forte da pesquisa IPPI/Café Quente é o seguinte: nada menos que 32,5% não souberam ou não quiseram responder, assumindo a condição de indecisos, enquanto 26% de eleitores do grupo do nenhum/branco/nulo. Ou seja, 1/3 dos eleitores estão indecisos quanto aos candidatos ao Senado, o que torna imprevisível o desfecho dessa corrida.

Caxias tem dois deputados federais e quatro estaduais lutando para renovar os seus mandatos

Amanda Gentil e Paulo Marinho Jr. tentam continuar
na Câmara Federal, e Catulé Júnior, Cláudia
Coutinho, Adelmo Soares e Daniella Jadão
lutam para permanecer na Assembleia Legislativa

De todas as disputas regionais para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa, a que movimenta Caxias é certamente a que chama mais atenção. Quinto maior colégio eleitoral do Maranhão e um dos centros políticos mais efervescentes do estado, a Princesa do Sertão tem nada menos que dois deputados federais candidatos à reeleição, Amanda Gentil (PL) e Paulo Marinho Jr. (PL), e quatro deputados estaduais buscando a renovação dos seus mandatos: Catulé Júnior (PL), Cláudia Coutinho (MDB), Adelmo Soares (Republicanos) e Daniella Jadão (MDB) – além deles, o deputado Arnaldo Melo (MDB), que tem uma pequena, mas fiel, fatia dos votos caxienses.

A disputa para a Câmara Federal é renhida, porque reflete o embate permanente dos grupos Gentil e Marinho, que costumam dividir o eleitorado em meio, como aconteceu na eleição municipal de 2024. Na avaliação geral, Amada Gentil, que é titular do mandato e tem a poderosa máquina municipal trabalhando a seu serviço, e Paulo Marinho Jr., que é suplente no exercício do mandato, têm cacifes para saírem eleitos das urnas neste domingo.

A guerra para a Assembleia Legislativa é mais complicada, mas na avaliação de quem entende do riscado eleitoral, Catulé Júnior, Cláudia Coutinho, Adelmo Soares e Daniella Jadão têm lastros eleitorais diferentes e viabilidade, que os credenciam a novos mandatos.

Nos seus dois anos de mandato, o deputado Catulé Júnior se mostrou um deputado consciente, propositivo como legislador, bom orador, bem articulado e corajoso, tendo se tornado um quadro respeitado. O deputado Adelmo Soares é bem articulado, briga por benefícios, atua como um dos articuladores da bancada governista e é um bom orador.

A deputada Cláudia Coutinho não é muito afeita à tribuna, que raramente ocupa, mas atua fortemente no plenário e nos bastidores e tem participado de movimentos diversos, principalmente os ligados a questões de saúde e de defesa da mulher, e briga por benefícios para Caxias. Com raiz em Presidente Dutra, Daniella Jadão, que se consolidou na cena política caxiense por vias políticas e afetivas, é uma parlamentar atuante como membro da bancada governista.

Com as suas diferenças e os seus diversos vieses partidários, os representantes caxienses estão, cada um a seu modo, credenciados para renovarem os seus mandatos nessas eleições.

São Luís, 03 de Outubro de 2026.

IPPI/Café Quente: Braide lidera com larga vantagem as intenções de voto na Grande Ilha

Eduardo Braide lidera na Grande Ilha,
seguido de Orleans Brandão
e Felipe Camarão

Detentora de um exército de quase 1 milhão de eleitores, o que representa, grosso modo, um quinto, ou seja, quase 20% do eleitorado maranhense, a Ilha de Upaon Aço, que abriga São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, tende a dar larga maioria de votos ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, candidato do PSD, com Orleans, Brandão (MDB) em segundo e Felipe Camarão (PT) em terceiro, segundo pesquisa do instituto IPPI, divulgada ontem pelo portal Café Quente.

De acordo com a pesquisa tem 70% das intenções de voto na soma dos quatro Municípios. Orleans Brandão aparece com 13,4%, seguido de Felipe Camarão com 5,9%, Roberto Rocha (PRTB) com 1,6%, e os demais candidatos – André Luís (Missão), Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) somariam 0,4%. Os indecisos representam 4,0% e “branco, nulo e nenhum” somaram 4,1%.

Transformados em votos válidos – excluindo-se indecisos e nenhum/branco/nulo -, o percentual de intenção de votos em Eduardo Braide alcança 76,9%, enquanto o de Orleans chega a 14,6%, o de Felipe Camarão chega a 6,4%, e o de Roberto Rocha, 1,7%.  Os outros candidatos somaram 0,4%.

Em São Luís, que é o maior colégio eleitoral do Maranhão, com 750 mil eleitores, a pesquisa IPPI encontrou Eduardo Braide com 73% das intenções de voto contra 11% de Orleans Brandão, 5,8% de Felipe Camarão e 1,8% de Roberto Rocha, além de 0,2% de “outros”. Branco/nulo/nenhum somaram 4.4% e os indecisos são 3,6%.

Em São José de Ribamar, que tem 123 mil eleitores e o prefeito Júlio Matos (Podemos) é alinhado ao governador Carlos Brandão (MDB)), a pesquisa IPPI diz que 68,9% estão com Eduardo Braide, 15,5% com Orleans Brandão, 7,0% com Felipe Camarão e 0,8% com Roberto Rocha, enquanto os outros candidatos somariam 0,4%. Em São José de Ribamar, a pesquisa IPPI registra 4,8% de nenhum/brando/nulo e 3.5% de indecisos.

De acordo com o IPPI, Paço do Lumiar, que abriga 79 mil eleitores e cujo prefeito, Fred Campos (PSB), é alinhado ao Governo e tem como vice Mariana Brandão (MDB), irmã de Orleans Brandão, segue a tendência da Grande Ilha. Ali, Eduardo Braide aparece com 54% das intenções de voto contra 27% de Orleans Brandão, 5,4% de Felipe Camarão, 1,0% de Roberto Rocha e 1,0% dos outros candidatos somados. São 7,0% de indecisos e 4,0% de branco/nulo/nenhum.

Com 23 mil eleitores, com o prefeito Eudes Barros (PL) alinhado ao Palácio dos Leões, Raposa tem o seguinte cenário de intenções de voto, segundo a pesquisa do IPPI: Eduardo Braide tem 55,3%, Orleans Brandão 25,2%, Felipe Camarão 5,0%, Roberto Rocha 2,0% e os demais candidatos somados têm 2,0%. Os indecisos somam 7,9% e a turma do nenhum/branco/nulo representa 2,3%.

Em Tempo: a pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.500 eleitores nos quatro municípios da Ilha de Upaon Açu no período de 26 a 30 de setembro, tem margem de erro de 3.4 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de segurança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04823/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera e faz dobradinha com Fufuca, Eliziane e Weverton nos municípios da Ilha

Tal qual o quadro de intenções de voto para governador, a pesquisa IPPI/Café Quente sobre a corrida às duas cadeiras no Senado na Ilha de Upaon Açu mostra a liderança Roseana Sarney (MDB), que tem vantagem bem larga, e André Fufuca (PP), que aparece em segundo com um lastro considerável.

Na soma das intenções de voto dos quatro municípios, Roseana Sarney aparece com 33,1% e André Fufuca com 27%, seguido de Eliziane Gama (PT) com 23%, Lahesio Bonfim (Novo) com 21,4%, Weverton Rocha (PDT) com 17,3%, Cidônio Gonçalves (PL) com 8,4%, Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 3,4%, Enilton Rodrigues (PSOL) com 2,0%, Wilson Leite (PSTU) com 1,9%, Raimundo Moreira (PCB) com 1,4% e Simplício Araújo (DC) com 1,1%. O IPPI encontrou ainda 34% de indecisos em relação aos dois votos, e 25,9% decididos a não votar em nenhum dos candidatos, votar em branco ou anular o voto.

O disputa para as duas cadeiras no Senado em São Luís mostra Roseana Sarney com 32% das intenções de voto, liderando junto com André Fufuca que aparece com 28,6%. Com 22.2% de intenções de voto, Eliziane Gama está numericamente empatada com Lahesio Bonfim, que tem 22%. Na quarta colocação desponta Weverton Rocha com 16,2%, seguido de Cidônio Gonçalves (9,0%), Hilton Gonçalo (3,2%), Wilson Leite (2,2%), Enilton Rodrigues (2%), Raimundo Moreira (1,2%) e Simplício Araújo (1%). Os indecisos são 24,6% e branco/nulo/nenhum alcançam 35,8% na soma dos dois votos.

Em São José de Ribamar, Roseana Sarney liderança com 36,3% das intenções de voto, junto com Eliziane Gama com 26,4%, seguida de Lahesio Bonfim (22%), André Fufuca (21,5%), Weverton Rocha (15,8%), Cidônio Gonçalves (7,8%), Hilton Gonçalo (2,8), Enilton Rodrigues (2,4%), Raimundo Moreira (2%), Simplício Araújo (2%) e Wilson Leite (1%). Um exército de 32,8% prega nenhum/branco/nulo, enquanto outro de 27,6% não soube ou não quis responder.

Em Paço do Lumiar, a pesquisa mostrou Roseana Sarney (36,2%) e Weverton Rocha (27,9%) na liderança, seguidos de Eliziane Gama (24,1%), André Fufuca (22,1%), Lahesio Bonfim (14,7%), Hilton Gonçalo (6,4%), Cidônio Gonçalves (4%), Raimundo Moreira (2,7%), Wilson Leite (1,3%), Enilton Rodrigues (1,9%) e Simplício Araújo (1%). Os indecisos somaram 26,9% e branco/nulo/nenhum 26,9%.

Em Raposa, Roseana Sarney com 37,7% e André Fufuca com 26,5% lideram, seguidos de Eliziane Gama (23,5%), Lahesio Bonfim (22,2%), Weverton Rocha com (20,2%), Cidônio Gonçalves (7,7%), Hilton Gonçalo (3%), Raimundo Moreira (2%), Enilton Rodrigues (2%), Wilson Leite (1,3%) e Simplício Araújo (1%). Raposa tem 26,9% de indecisos e 26,1% de eleitores decididos a não votar em ninguém, votar em branco ou anular o voto.

O dado mais forte desse cenário da disputa para o Senado na Ilha de Upaon Açu é a posição do senador Weverton Rocha nos quatro municípios, nos quais o seu melhor desempenho foi dividir a liderança com Roseana Sarney em Paço do Lumiar.

Vereador sob investigação e preso por porte ilegal de arma é eleito presidente da Câmara de São Luís

Beto Castro eleito com chapa única

Na mais estranha decisão tomada na sua história recente, a Câmara Municipal de São Luís elegeu ontem, em chapa única, a sua nova Mesa Diretora, tendo como presidente o vereador Beto Castro (Avante), que comandará a Casa no biênio 2027/2028. A eleição foi realizada após uma chicana judicial, na qual um grupo de 10 vereadores tentou adiar o pleito para depois das eleições gerais, que ocorrerão daqui a dois dias.

A eleição foi o resultado de uma grande articulação do presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), que transformou a sua sucessão numa questão de “vida ou morte” política para o grupo que foi oposição ao prefeito Eduardo Braide (PSD) e continua com essa posição na gestão da prefeita Esmênia Miranda (PSD).

Impressiona o fato de o presidente eleito para comandar um dos parlamentos municipais mais antigos do País ser um vereador que há três meses foi preso pela Polícia Civil numa operação do Grupo de Ação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra desvio de dinheiro público na Câmara Municipal de São Luís.

Eleito sem concorrente, uma vez que o vereador Marquinhos Silva (União) desistiu de registrar sua chapa e foi um dos dez a se retirar do plenário e não participar da eleição, Beto Castro fez um discurso emocionado dizendo-se vítima de preconceito e perseguição política.

– Hoje nós estamos vencendo toda a discriminação, toda a calúnia, toda a difamação, todo um processo jurídico gerado em torno do nosso nome. Mas, graças a Deus, caíram por terra – declarou.

Por sua vez, o presidente da Casa, vereador Paulo Victor, foi às lágrimas por conta da eleição. “Eu desejo, amigo Beto Castro, que Vossa Excelência consiga superar todos os preconceitos, consiga ter Deus no coração, honrar Deus, sua família e o povo de São Luís”, declarou Paulo Victor, com a voz embargada.

Contrapondo-se à emoção do eleito e às lágrimas do seu patrono, há uma série de situações sob investigação policial e passíveis de ações judiciais no caminho do vereador Beto Castro. Ele tem muito a explicar, a começar pelo fato de manter em casa, sem porte, armas ilegais, o que o levou para a cadeia na Operação Benedictus.

E o detalhe mais preocupante: como presidente da Câmara Municipal, Beto Castro será o vice-prefeito de São Luís.

São Luís, 02 de Outubro de 2026.

Horário gratuito no Rádio e na TV chega ao fim com campanhas bem sucedidas, equivocadas e desastrosas

Eduardo Braide aproveitou com habilidade o seu
tempo limitado e Orleans Brandão e Felipe
Camarão usaram bem seus bons tempos.
Para o Senado, Roseana Sarney e André Fufuca
aproveitaram muito bem os seus tempos,
enquanto Lahesio Bonfim, Weverton Rocha
e Eliziane Gama fizeram campanhas mornas

A propaganda eleitoral gratuita no Rádio e na TV termina nesta quinta-feira (01/10), com favoritos, mas sem que se saiba com absoluta certeza o desfecho da corrida ao Governo do Estado, às duas vagas no Senado, às 18 cadeiras na Câmara Federal e aos 42 assentos na Assembleia Legislativa do Maranhão. Na corrida ao Palácio dos Leões, muitos sinais indicam amplo favoritismo de Eduardo Braide (PSD), ao mesmo tempo em que outros, menos intensos, sugerem que haverá um segundo turno com Orleans Brandão (MDB), adiando o desfecho da eleição para o dia 25 do corrente e com chance para o emedebista. Para o Senado, as pesquisas mais recentes apontaram os deputados federais Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) como como favoritos, embora Lahesio Bonfim (Novo), Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha apareçam no cenário ainda vivos no páreo.

Iniciada no dia 29 de agosto, a propaganda gratuita no Rádio e na TV deu visibilidade aos candidatos de todos os níveis das eleições, tendo alguns aproveitado bem e outros nem tanto. Todas as indicações causam a impressão de que o espaço mais usado no grande debate político foram as redes sociais, onde informações de toda natureza circularam praticamente sem regras, ora beneficiando, ora corroendo candidaturas.

No Rádio e na TV prevaleceu a regra que garante mais tempo a partidos e federações com maiores bancadas na Câmara Federal. Nesse quesito, Orleans Brandão e Felipe Camarão foram largamente beneficiados, com tempo suficiente para realizarem campanhas com todos os ingredientes, enquanto Eduardo Braide teve tempo limitado.

Orientado por marqueteiro experiente, Orleans Brandão usou todos os recursos audiovisuais para promover o Governo Brandão e a figura política do governador Carlos Brandão, e se apresentar como continuador da atual gestão, da qual foi membro destacado, “para avançar mais”. Teve todas as condições para se promover como gestor, com direito discurso político e momento-emoção, como fez na edição de ontem, em emocionado tom de despedida.

Com tempo farto para uma campanha planejada, Felipe Camarão usou o horário no Rádio e na TV para propagar o seu rico e indiscutível currículo profissional, a sua experiência como gestor público e a sua condição de candidato do presidente Lula da Silva, promovendo incansavelmente o mote “Lula lá, Camarão cá”. E aproveitou também para atacar o atual Governo. O petista teve, portanto, no horário gratuito, todo o espaço que precisava para realizar uma campanha eficiente.

No contraponto, por conta das limitações do seu partido, Eduardo Braide foi obrigado a planejar cuidadosamente o tempo menor no Rádio e na TV. Na sua campanha, ele valorizou cada segundo com um discurso direto, objetivo, focado no poderoso argumento segundo o qual fará no estado o que fez em São Luís. Sem agressão, mas de maneira contundente, criticou duramente o atual Governo, principalmente no aspecto tributário, produzindo o terceiro mote do seu discurso: a redução do ICMS.

No que diz respeito ao Senado, não há dúvida de que Roseana Sarney, pretensa “voz forte do Maranhão”, e André Fufuca, embalado pelo verbo “fufucar” e pelo mote “quem é Braide é Fufuca”, usaram melhor o horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV. O bom uso do espaço certamente contribuiu para impulsionar as suas campanhas, fazendo-os chegar na reta final na condição de favoritos, segundo pesquisas mais recentes.

Por outro lado, é nítido que os senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama não usaram bem o Rádio e a TV, apesar do bom tempo para eles disponibilizados. Weverton Rocha se apresentar como “bom moço” e senador produtivo e agarrando-se ao presidente Lula da Silva, tentando minimizar os problemas que atropelaram a sua campanha. Eliziane Gama usou o grande espaço no horário gratuito para fazer uma campanha morna, sem um mote sedutor, não mostrando a senadora forte, competente e combativa que ela tem sido no exercício do mandato, apostando alto no aval do presidente Lula da Silva. Conhecido pelo tom duro que usa com adversários, que o torna um político polêmico e desassombrado, Lahesio Bonfim surpreendeu pela timidez da sua campanha no horário gratuito, posando também de “bom moço”, escondendo a sua natureza combativa.

E o fazendeiro bolsonarista Cidônio Gonçalves usou o largo tempo do PL para, na companhia do presidenciável Flávio Bolsonaro e da madrasta dele, Michelle Bolsonaro, anunciar ao mundo o seu objetivo maior, se eleito for: “Fazer o impichamento de ministro do STF”. Inacreditável.

No plano das candidaturas ao Governo e ao Senado no Maranhão, o horário gratuito no Rádio e na TV foi isso, sem tirar nem por.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão intensifica participação na campanha em apoio a Orleans

Carlos Brandão, com Edivaldo Jr.,
faz campanha forte em São Luís

O governador Carlos Brandão (MDB) está determinado a participar intensamente da campanha eleitoral em favor de Orleans Brandão (MDB). Além das inaugurações, caminhadas, carreatas que têm liderado em São Luís e nos mais diversos municípios, o chefe do Poder Executivo tem disparado chumbo grosso na direção do candidato Eduardo Braide (PSD).

Determinado a eleger o seu candidato à sua sucessão, o mandatário maranhense vem divulgando vídeos alternando pedidos de voto ao candidato do MDB e rebates a críticas Freitas por Eduardo Braide.

No início da semana, ele divulgou um vídeo no qual pede votos para Orleans Brandão sob o argumento de que o candidato emedebista é uma garantia à continuidade do seu Governo. Na sua fala, feita em tom ameno, quase coloquial, ele destaca que o seu sobrinho e ex-secretário de Assuntos Municipalistas está preparado para governar.

Ontem, o governador Carlos Brandão divulgou um vídeo rebatendo, em tom duro, crítica feita pelo candidato Eduardo Braide à política de saúde do Governo do Estado durante o debate nas TV Mirante. O ex-prefeito dissera que os hospitais de São Luís recebem pacientes do interior porque os hospitais do Governo não funcionam. Do Executivo estadual reagiu indignado.

Na semana passada, em Balsas, respondendo a indagação de um repórter sobre quem é quem na corrida aos Leões, o governador Carlos Brandão admitiu que a disputa está acirrada, e fez uma previsão surpreendente. Disse ele: “Nós estamos um pouco na frente, mas na hora que o nosso grupo, os nossos amigos saírem atrás do voto, a gente consegue 10% e vamos ganhar a eleição no primeiro turno”.

Em todas as suas manifestações, o governador Carlos Brandão manifesta a convicção de que o seu candidato será o seu sucessor. Para ele, as pesquisas que apontam ampla vantagem para Eduardo Braide não traduzem a realidade.

Roberto Costa centra fogo no apoio aos candidatos do MDB ao Governo, Senado, Câmara Federal e Alema

Roberto Costa aposta suas
fichas nos candidatos do MDB

Na reta final da corrida ao voto, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa, intensifica ações políticas para fortalecer candidatos do MDB, do qual o é hoje uma das principais referências e dos articuladores da movimentação do partido.

Na corrida presidencial, Roberto Costa segue firme a orientação do partido de apoiar a candidatura do presidente Lula da Silva (PT) à reeleição.

No que diz respeito à disputa para o Governo do Estado, o prefeito de Bacabal está na linha de frente da campanha do candidato do seu partido, Orleans Brandão. Roberto Costa abraçou o projeto desde que o governador Carlos Brandão bateu martelo, tornando-se um dos mais ativos apoiadores desse projeto.

Para o Senado, o foco principal do prefeito de Bacabal é a candidatura da deputada federal Roseana Sarney, de quem é apoiador incondicional, depois de ter sido um dos principais – provavelmente o principal depois do ex-presidente José |Sarney – defensores desse projeto quando ele foi questionado dentro do partido. Sua segunda opção para o senador é o senador Weverton Rocha (PDT).

Na corrida à Câmara Federal, Roberto Costa avaliza as candidaturas do partido, optou pelo apoio incondicional à candidatura da deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale, que os grupos de aposta preveem como as mais votada do MDB.

Para a Assembleia Legislativa, Roberto Costa avaliza todos os candidatos do MDB, mas apoia fortemente os deputados bacabalenses Davi Brandão e Florêncio Neto, ambos emedebistas. O único não emedebista que apoio é o vereador de São Luís André Campos, ex-emedebista raiz hoje filiado ao Republicanos, mas sempre com um pé no MDB.

São Luís, 01 de Outubro de 2026.