Movimentação dos candidatos mostra Maranhão fora da rota da disputa pelo Planalto

Lula da Silva, Flávio Bolsonaro, Ronaldo
Caiado, Romeu Zema, Augusto Cury,
Renan Santos, Hertz Dias e Edmilson
Costa não incluíram Maranhão
nas suas rotas de campanha

Tudo indica que o Maranhão ficará de fora da agenda dos candidatos a presidente da República nestas eleições. A pouco mais de duas semanas para a corrida às urnas, não há sinais claros de que o presidente Lula da Silva (PT) esteja repensando a sua agenda de campanha e incluindo o Maranhão, e em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL), o que há até agora são rumores e especulações de que ele fará uma escala no Maranhão até o final do mês. Os demais candidatos que pontuam nas pesquisas – Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) -, não sinalizam pedir votos no estado. E os que só fazem figuração, entre eles os maranhenses Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB), nenhum cogita desembarcar no Tirirical e panfletar na Ruas Grande.

A corrida presidencial no Maranhão está resumida ao presidente Lula da Silva, que busca a reeleição numa situação inusitada, na qual o PT está rachado, com uma banda com apoiando o candidato petista a governador Felipe Camarão, e a outra enfileirada com o candidato do MDB, Orleans Brandão. O presidente fez uma escolha clara pelo petista Felipe Camarão, para quem pede votos, que devolve o apoio propagando a dobradinha “Lula lá. Camarão cá”. Por outro lado, o presidente Lula da Silva vem contando com o apoio do emedebista Orleans Brandão, arqui-inimigo político do petista Felipe Camarão, ainda que não o divulgue como aliado. Está nesse nó górdio a explicação para a não vinda do presidente Lula da Silva ao Maranhão.

Em outra situação curiosa, Ronaldo Caiado tem Eduardo Braide, do seu partido, como candidato forte – segundo pesquisas -, ao Governo do Maranhão, e que poderia ser o seu porta-voz, mas os dois passam a impressão de que não estão conectados, pois não há sequer rumores sobre uma eventual visita do ex-governador goiano ao Maranhão, mesmo tendo o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, apoiador declarado de Eduardo Braide, como candidato a vice. Preto no branco, Ronaldo Caiado nada tem a acrescentar a Eduardo Braide, ao contrário, o seu discurso de extrema-direita disfarçada de liberal só criaria problemas ao ex-prefeito de São Luís, que faz uma campanha distante do debate político-partidário.

Flávio Bolsonaro é mostrado nas pesquisas como o segundo presidenciável com potencial eleitoral no Maranhão, mas o seu partido, o PL, não tem candidato a governador no estado, o que o deixa sem um interlocutor de peso. E até um arremedo de candidato aliado, o ex-senador Roberto Rocha (PRTB), foi detonado da disputa pela Justiça Eleitoral. As forças do PL no Maranhão estão divididas em tuas correntes. Uma comandada pela suplente de deputada federal tocantina Mariana Carvalho, que abraçou a candidatura de Flávio Bolsonaro e inventou a simplória candidatura do agropecuarista Cidônio Gonçalves ao Senado. E a outra é a turma comandada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que não morre de amores pela candidatura do 02 do bolsonarismo. Nos últimos dias, correram rumores de que o candidato do PL teria agendado visita a São Luís para antes do final do mês, mas não há porta-vozes confirmando tal agenda.

Os demais presidenciáveis não existem no Maranhão e parecem não se interessar pelos mais de cinco milhões de votos do estado. Além do horário eleitoral gratuito nacional, Augusto Cury só existe no Maranhão por conta do deputado federal Duarte Jr., que é a figura local mais forte do Avante. Romeu Zema é um caso para análise: o principal nome do seu partido, o Novo, no Maranhão é o candidato a senador Lahesio Bonfim, que não lhe dá nenhuma nesga de importância. E Renan Santos sabe que nada conseguirá no Maranhão, mesmo tendo candidato a governador pelo partido que criou, André Luís, um ilustre desconhecido da política maranhense que parece fadado ao anonimato após as eleições.

Em tempo: entre os que só fazem figuração na corrida presidencial, vale registrar que Hertz Dias esteve nesta semana em São Luís, onde fez campanha de rua junto com o Saulo Arcangeli, candidato do PSTU aos Leões, dando uma aula de unidade partidária.

PONTO & CONTRAPONTO

Avaliações sugerem que 12 candidatos à Câmara Federal têm potencial para superar os 100 mil votos

Pedro Lucas Fernandes, Juscelino Filho,
Iracema Vale, Fernando Braide, Duarte Jr.,
Fabiana Vilar, Othelino Neto, Vinícius
Ferro, Amanda Gentil, Aluísio Mendes,
Rubens Jr. e Josivaldo JP apontados
com bem votados para a Câmara Federal,

Uma aposta corre nos bastidores da corrida às urnas: quais dos candidatos a deputado federal sairá das urnas com votos suficientes para garantir quatro anos em Brasília?

Nada menos que uma dúzia de nomes forma uma relação de nomes com potencial para ultrapassar a barreira dos 100 mil votos: Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Iracema Vale (MDB), Duarte Jr. (Avante), Fernando Braide (PSD), Vinícius Ferro (MDB), Fabiana Vilar (PL), Othelino Neto (PSB), Aluísio Mendes (Republicanos), Amanda Gentil (PP), Rubens Júnior (PT) e Josivaldo JP.

Não existe ordem demais votado ou coisa parecida. Esses nomes são avaliados a partir das suas bases de apoio, das condições políticas que reúnem, dos recursos que dispõem e do volume das suas campanhas.

Alguns exemplos são visíveis. Não há como ignorar o tamanho político alcançado n os últimos tempos por Pedro Lucas Fernandes nem o espaço ocupado por Iracema Vala no tabuleiro político estadual. Assim como não é possível minimizar o poder de fogo de Juscelino Filho nem fazer de contas de que Josivaldo JP não engordou o seu cacife na Região Tocantina.  

Essa avaliação pode, no geral ou em parte, ser desmentida pelas urnas, que, aqui e ali, usam seus caprichos para desmentir prognósticos, por mais balizados que eles estejam.

Pode ser que desse grupo alguns não sejam nem eleitos, mas a julgar pelas informações que correm a respeito das suas articulações e do poder de fogo de cada um deles, tudo indica que essa dúzia faça sentido.

Eleição na Câmara marcada para o dia 1º de outubro pode ser judicializada

Pauolo Victor pode enfrentar uma ação
judicial para impedir a realização do
embate eleitoral entre Beto Castro e
Marquinhos Silva no dia 1º de outubro

Não será surpresa se uma ação judicial vier a ser proposta para suspender a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís marcada para as 9h do dia 1º de outubro. Corre nos bastidores da política o rumor de que há grupos políticos que enxergam uma manobra para garantir a eleição do vereador Beto Castro (Avante), que tem o apoio quase obstinado do presidente Paulo Victor (PSB), e como adversário o vereador Marquinhos Silva (União)

A movimentação da presidência indica claramente que essa não será uma eleição normal, parte da rotina da Câmara Municipal de São Luís, com grupos de articulando com antecedência, candidatos diversos e todo um processo de campanha. Ao contrário, as decisões do presidente Paulo Victor vêm sendo tomadas por um grupo fechado, cujos objetivos não são muito claros.

Para começar, a eleição foi inicialmente marcada para 0h01m do dia 1º de outubro, literalmente na “calada da noite”. As duras críticas, dentro e fora do Palácio Pedro Neiva de Santana, levaram o presidente Paulo Victor a rever sua estranha decisão e remarcar a votação para as 9h do mesmo dia.

O problema é que muitos perguntam o motivo para que essa eleição seja realizada três dias antes das eleições gerais, gerando uma situação política absolutamente sem sentido.

Políticos tarimbados só veem uma explicação: para eleger o vereador Beto Castro (Avante), que está enrolado em diversas suspeitas de corrupção, tendo sido preso numa operação policial recente, a eleição tem de ser realizada antes das eleições. Isso porque, segundo essa avaliação, se o ex-prefeito Eduardo Braide for eleito governador, haverá uma mudança drástica no tabuleiro da política ludovicense, tirando qualquer chance de eleição de Beto Castro.

Daí a possibilidade de uma ação judicial para suspender a eleição do dia 1º, que não é ilegal, mas é no mínimo estranha.

São Luís, 18 de Setembro de 2026.

Supremo: a polêmica sessão expôs a crise do Judiciário e permitiu a Dino dar aula sobre Justiça e magistratura

Flávio Dino defendendo anunciando o
pedido de vista na sessão de terça-feira

Não há o que discutir em relação à má impressão causada pela sessão extraordinária de terça-feira na qual o Supremo Tribunal Federal decidiria se o ministro Alexandre de Moraes seria investigado por suspeita de relação não republicana com o ex-chefão do ex-Banco Master, Daniel Vorcaro, e que foi transformada num tenso jogo de cartas marcadas, com ações articuladas de dois grupos, intenso debate processual e inesperadas cenas de pugilato verbal, num roteiro rascunhado pela nítida falta de comando. Nenhum cidadão com o mínimo de noção sobre o que seja uma corte de justiça aplaudiria o que aconteceu ao longo de horas de transmissão ao vivo para todo o País. O brasileiro comum mergulhou na perplexidade.

Se não foi a reunião dominada pela técnica e pelo formalismo judiciário, com evolução embalada pelo debate civilizado em juridiquês elevado, a polêmica sessão da Suprema Corte teve o mérito de situar o brasileiro na realidade nua e crua. Foi uma demonstração cabal e definitiva de que, a começar pela sua cúpula, a instituição judiciária brasileira está mergulhada numa crise aguda, que não será resolvida com regras emergenciais, como querem alguns dos seus membros e apoiadores externos, nem com a interferência de outros Poderes, como pregam alguns golpistas em campanha para o Senado. Para resolver os seus problemas, o Judiciário tem, primeiro, de se auto avaliar e se ajustar, e reúne condições para isso, basta que seus integrantes se desarmem e construam consensos.

Muitos “analistas de plantão” tentaram encontrar culpados e coitados, ministros do bem e ministro do mal, usando a hipocrisia como material de aferição dos comportamentos. O ministro Flávio Dino foi por muitos apontado como “causador” da tempestade que resultou no fracasso da sessão extraordinária por haver proposto a Questão de Ordem apresentada pelo ministro-decano Gilmar Mendes. Uma leitura cuidadosa do documento e uma audição atenta das suas palavras mostram, com clareza, que ele nada tem de peça protelatória. Ao contrário, o ministro Flávio Dino tentou evitar a realização de uma sessão torta, sem rito definido por conta do ineditismo do tema e cuja evolução dependeria de “jeitinhos” inaceitáveis numa corte maior.

Quando questionou a decisão do ministro-presidente Edson Fachin de “avocar” os inquéritos sob a relatoria dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, e não redistribuí-los, Flávio Dino demonstrou, com sólida argumentação jurídica, que o ministro-presidente não tinha poderes para avocar, regra varrida das normas processuais pela Constituição de 1988. Quem assistiu com atenção e sem paixão percebeu que o ministro-presidente ficou alguns segundos sem ação, como que admitindo a derrapagem. Esse e outros exemplos de distorção em procedimentos foram expostos ao longo da reunião e dos embates.

Independentemente dos casos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, suspeito de favorecer o Banco Master, e o ministro André Mendonça, acusado der manobrar os inquéritos com viés político, ambos com grupos de apoiadores, ficou muito claro que não existem ministros bons e ministros maus na Suprema Corte. Ela é formada por homens, com virtudes e defeitos, portanto sujeitos à mão pesada da lei.

Visto por muitos como o coitado, o presidente Edson Fachin manobrou em vários momentos dessa crise, como ficou demonstrado nas argumentações de Flávio Dino, que manteve sua posição até formular o pedido de vista, conforme avisara no início da sessão. Outro exemplo: a ministra Cármen Lucia externou, de maneira dramática, sua “tristeza” e pediu “desculpas” aos brasileiros; só que na mesma fala ela admitiu que poderia ter contribuído para minorar a crise, que é também responsabilidade dela como integrante da Corte.

A sessão ao mesmo tempo “histórica” e “desastrada”, além de expor as vísceras da instituição, permitiu a percepção das diferenças de estatura e de conhecimento entre os ministros da Suprema Corte. Qualquer avaliação honesta e isenta apontará Flávio Dino como um ministro muito acima da média e honesto, dono de amplo e sólido conhecimento jurídico, de longa experiência na magistratura federal e de um lastro raro como deputado federal, governador eleito e reeleito, senador e ministro da Justiça, o que torna diferenciado e lhe dá uma saudável visão política das decisões judiciais, credenciais que nenhum outro ministro reúne. Se houver bons e maus ministros, Flávio Dino provavelmente estará no time dos bons, com as suas virtudes e, claro, os seus defeitos.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão faz campanha forte para minar Braide em São Luís e consolidar Orleans em Imperatriz

Carlos Brandão acompanhado por
Edivaldo Jr, faz campanha por
Orleans Brandão em São Luís

O governador Carlos Brandão (MDB) está determinado a virar o jogo na Ilha de Upaon Açu, especialmente em São Luís, onde a impressão geral é a de que o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) vencerá a corrida eleitoral com larga vantagem sobre Orleans Brandão (MDB).

Hoje, levantamentos não publicados indicam que Eduardo Braide imporá uma diferença expressiva na Capital, sairá com vantagem em São José de Ribamar, mas pode perder para Orleans Brandão em Paço do Lumiar e saírem os no meio a meio em Raposa.

O governador Carlos Brandão avalia que a eventual vitória de Eduardo Braide em São Luís e São José de Ribamar pode lhe dar lastro para compensar eventuais saldos favoráveis a Orleans Brandão no interior.

Focado na tentativa de reverter o cenário em São Luís, o governador Carlos Brandão tem feito incursões pelos grandes bairros da Capital, onde faz caminhadas, reuniões e comícios acompanhado do candidato a vice-governador Edivaldo Holanda Jr. (MDB).

A mesma avaliação está sendo feita em relação a Imperatriz, onde o desfecho da disputa para o Governo é imprevisível, com governistas como Sebastião Madeira (MDB) prevendo uma vitória expressiva do candidato do MDB, enquanto o prefeito Rildo Amaral (PP) e a candidata a vice-governadora Elaine Cordeiro (PSD) apostam alto na vitória do candidato do PSD.

A aposta num grande resultado em Imperatriz é tão alta que o próprio chefe do Executivo tem desembarcado com frequência na antiga Vila do Frei.

Aparício Bandeira se desdobra para concretizar o grande pacote de obras do Governo Brandão

Aparício Bandeira comanda
a máquina da Infraestrutura

Não há dúvida de que, devido à dimensão das suas pastas e pelo volume de trabalho, alguns secretários do governador Carlos Brandão (MDB) tiveram que se desdobrar. Mas nenhum deles, com certeza, enfrentou, e continua enfrentando, carga tão pesada quanto o titular da Infraestrutura, engenheiro civil Aparício Bandeira.

De acordo com declaração do ex-secretário de Assuntos Municipalistas e candidato a governador Orleans Brandão (MDB), o atual Governo já contabiliza quase quatro mil obras físicas. O portfólio vai do prolongamento da Avenida Litorânea à pracinha de um pequeno município no interior do estado, passando por pontes, estradas, prédios escolares, e por aí vai.

Para serem viabilizados, todos esses projetos passaram pelo sinal verde do Palácio dos Leões e pelo severo crivo do secretário de Infraestrutura e da análise da grande equipe técnica que movimenta a pasta. Ali se licita, contrata, faz medições, fiscaliza, procede o acompanhamento técnico.

No comando da equipe, Aparício Bandeira se movimenta com a desenvoltura de quem conhece profundamente a engrenagem da Secretaria de Infraestrutura, como subsecretário no último Governo Roseana Sarney, e também já comandou a Prefeitura de Vitorino Freire.

Discreto, o secretário Aparício Bandeira é avesso a publicidade, se mantém distante das câmeras, preferindo usar todo o seu tempo na maratona de acompanhamento das centenas de obras sob sua responsabilidade em andamento no estado.

São Luís, 17 de Setembro de 2026.  

Corrida aos Leões: IPPI mostra Braide com 16 pontos percentuais à frente de Orleans

Eduardo Braide lidera seguido de Orleans
Brandão, Felipe Camarão, Roberto Rocha,
André Luís, Saulo Arcangeli, Reginaldo
Lima e Dimas Cassimiro

Em meio a uma intensa guerra de percentuais, marcada por levantamentos com números divergentes, isso a 19 dias das eleições, o instituto IPPI, em parceria com o podcast Café Quente, divulgou ontem a sua sexta pesquisa sobre a corrida ao Governo do Maranhão. Nela, Eduardo Braide (PSD) lidera com 44,5% das intenções de voto contra 27,8% de Orleans Brandão (MDB), mantendo a polarização. Atrás deles aparecem Felipe Camarão (PT) com 7,7%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,8%, André Luís com (Missão) 1,3%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,05, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,03% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,02%. Nenhum/nulo/branco somaram 4,9% e indecisos totalizaram 8,9%.

Transformados em votos válidos – excluindo-se nenhum/brancos/nulos e indecisos -, Eduardo Braide alcança 51,7%, enquanto Orleans Brandão aparece com 32,3%, seguido de Felipe Camarão (9%), Roberto Rocha (4,4%), André Luís (1,5%), Reginaldo Lima (0,5%), Saulo Arcangeli (0,4%) e Dimas Cassimiro (0,2%). Por esse resultado, Eduardo Braide seria eleito em turno único.

O IPPI já realizou seis pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões. Pelos seus números, Eduardo Braide cresceu em três (36,7%, 41,1% e 42,1%) e estabilizou no patamar dos 44 pontos percentuais nas últimas três. Já Orleans Brandão começou com 22%, chegou a 28% na terceira, variou de 26,6%, e chegou agora a 27,8%. Felipe Camarão teve uma trajetória com variação de 8,8 e chagou à sexta pesquisa com 7,7%, com seus movimentos dentro da margem de erro, o que tecnicamente significa dizer que ele se manteve estável.

Um dado chama a atenção na pesquisa IPPI/Café Quente, que é a expectativa dos entrevistados em relação a quem será eleito para governar o Maranhão.  Nesse quesito, 47% dos entrevistados indicaram o ex-prefeito de São Luís como provável vencedor, enquanto 25,2% apostaram na vitória do candidato do MD AB, e 3,6% disseram acreditar que o vencedor será o candidato petista Felipe Camarão. Nesse quesito, 21,7% disseram não saber ou preferiram não responder.

Os números divulgados ontem pelo IPPI recomendam que o QG da campanha de Orleans Brandão, que lidera em outros levantamentos, ligue o sinal de alerta. Isso porque os resultados das suas seis pesquisas mostram cenários muito parecidos, nos quais o ex-prefeito de São Luís aparece numa liderança confortável, enquanto o ex-secretário de Assuntos Municipalistas se mantém firme em segundo lugar, numa situação de desconforto, à medida que emite sinais de que enfrenta dificuldades para reagir. Nas pesquisas em que aparece na liderança, Orleans Brandão vem mantendo vantagem média de sete pontos percentuais sobre Eduardo Braide.

Ontem, partidários de Eduardo Braide comemoraram entusiasticamente os números da pesquisa IPPI/Café Quente, manifestando a crença de que o candidato do PSD está consolidando o seu favoritismo. Na outro ponta da linha, aliados de Orleans Brandão bateram na mesma tecla: o cenário real dessa disputa é o mostrado pelos números da pesquisa IPSensus, divulgada na segunda-feira, e a do instituto DOXA/JP, que chegou ao conhecimento público na semana passada, ambas mostrando o candidato emedebista na liderança.

A campanha eleitoral entra agora na sua reta final, com menos de três semanas para o dia da votação. De agora por diante, as pesquisas ganham mais peso, podendo fazer acertos espetaculares, mas também sujeitas ao cometimento de erros monumentais. Nos próximos dias, a TV Mirante vai divulgar os números da pesquisa Quaest, que muitos acreditam serem os balizadores da disputa para o Governo do Maranhão.

Em Tempo: A pesquisa IPPI/Café Quente ouviu 1.500 eleitores em 80 municípios entre os dias 10 e 14 de setembro de 2026, tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-09665/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

IPPI: Roseana e Fufuca confirmam favoritismo na corrida às vagas no Senado

Roseana Sarney e André Fufuca
lideram a corrida ao Senado

Os deputados federais Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP) caminham para se isolar como favoritos para as duas vagas do Maranhão no Senado da República. É o que mostra a pesquisa IPPI/Café Quente, que mostra os dois no seguinte cenário: Roseana Sarney com 35,5% das intenções de voto e André Fufuca com 25,3%.

Os dois estão se afastando dos demais, que tentam manter as suas candidaturas competitivas:  o senador Weverton Rocha (PDT), que busca a reeleição e já liderou as preferências, aparece com 19,8%, empatado com o ex-prefeito de São Padro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), que recebeu 18,7% das intenções de voto. A senadora Eliziane Gama (PT), que também busca a reeleição, tem 15,3%.

O cenário da corrida ao Senado chama a atenção por vários aspectos além do favoritismo de Roseana Sarney e André Fufuca nesse momento. Um deles é o empate técnico entre Weverton Rocha, que liderou a corrida por meses, segundo pelo menos duas dezenas de pesquisas, e Lahesio Bonfim, brigando pelo terceiro lugar.

Como há cinco candidatos competitivos na corrida ao Senado – Roseana Sarney, André Fufuca, Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama, e mais o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, tentando entrar no grupo mais forte, poucos se arriscam a bater o martelo e virar a ponta em relação a essa disputa, principalmente em relação à segunda vaga, mesmo com uma tendência sendo desenhada a favor de André Fufuca.

Nota do PL informa que partido não terá candidato ao Governo e ignora candidato ao Senado e à presidência

Detinha assina nota
do PL sobre sucessão

O braço maranhense do PL reafirmou ontem, em nota assinada pela sua presidente estadual, a deputada federal Detinha, que manterá neutralidade em relação à disputa pera o Governo do Estado, não apoiando, portanto, candidato a governador.

A manifestação do partido, que está dividido em três correntes no estado, ocorre depois de uma série de boatos dando conta de que a agremiação estava caminhando para abraçar uma das candidaturas ao Palácio dos Leões. A nota tem o objetivo de colocar a agremiação nos eixos.

A nota do PL chama a atenção por vários aspectos. Ela deixa claro que o partido não terá candidato a governador. Dá um recado direto  Mariana Carvalho, que lidera o partido na Região Tocantina, desembarcou em São Luís para declarar apoio à candidatura do ex-senador Roberto Rocha ao Governo do Estado.

Coincidência, ou não, a nota foi divulgada depois que a Justiça Eleitoral detonou a candidatura do ex-senador Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Estado.

Outro aspecto dado curioso é que a nota da presidente Detinha não faz qualquer referência à candidatura de Cidônio Gonçalves ao Senado pelo PL. E mais curioso ainda: ignora solenemente a candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República.

São Luís, 16 de Setembro de 2026.  

Barrado pelo TRE, Roberto Rocha deixa de ser “a voz da direita” na corrida aos Leões; defesa vai recorrer

Roberto Rocha: agora mais distante dos Leões

O ex-senador Roberto Rocha (PRTB) está fora da corrida ao Governo do Estado, que agora passa a ter sete candidatos. Ele teve o registro da sua candidatura indeferido ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MA), em decisão plenária. Motivo: Roberto Rocha não comprovou filiação à legenda no prazo de seis meses antes da corrida às urnas, como reza a lei. A legislação eleitoral lhe dá o direito de recorrer ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE), mas a julgar por decisões recentes, como a que indeferiu de vez a candidatura presidencial do empresário paulista Pablo Marçal, filiado ao mesmo PRTB, por uma situação diferente, mas com vários traços de similaridade, as chances do ex-senador de continuar candidato são muito reduzidas.

O petardo judicial que tirou o ex-senador da disputa foi disparado por Lariane Telles Mendonça, candidata a deputada a deputada federal pelo partido Novo. Ela impugnou o registro da candidatura de Roberto Rocha questionando a filiação dele ao PRTB, reconhecida pela Justiça com efeitos retroativos a 4 de abril, e mostrando que naquela data, e semanas depois, o ex-senador continuou filiado ao Novo e se movimentando como tal, primeiro na condição de pré-candidato a senador, e depois a governador. Lariane Telles Mendonça demonstrou a dupla filiação partidária de Roberto Rocha, levando a Justiça Eleitoral, com o aval do Ministério Público Eleitoral, a identificar a manobra e indeferir o registro em decisão plenária do TRE-M nesta segunda-feira.

A saída do ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-vice-prefeito de São Luís e ex-senador Roberto Rocha causa tremores de ajustes na corrida ao Palácio dos Leões, com um recado da Justiça Eleitoral aos candidatos, a qualquer mandato, avisando que não tolerará manobras que que tenham por objetivo driblar a legislação em vigor. Ao mesmo tempo, dá o ex-senador o direito de espernear na instância mais alta da Justiça Eleitoral, mas ciente de que suas chances de permanecer candidato são remotas, quase nulas.

A saída do ex-senador Roberto Rocha da corrida ao Governo do Estado é o desdobramento “natural” de um projeto de poder que começou torto no que diz respeito à sua condição partidária. Ao longo das quase três décadas no exercício de mandatos democraticamente conquistados, Roberto Rocha protagonizou uma vida partidária tumultuada, com passagens no PSDB, PSB, PTB, Novo e PRTB, além de longo e frustrado flerte com o PL e uma paquera sem futuro com o MDB. Nas crises que o levaram a romper com partidos, ele sempre apontou culpados, sendo o caso mais recente a sua violenta acusação ao ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), a quem acusou, sem apresentar prova concreta, de haver “comprado” o Novo, para impedir a sua candidatura a governador.

No que respeita à disputa em si, que é o que de fato interessa, Roberto Rocha começou mal, patinando no patamar dos três pontos percentuais e sem dar sinais de reação. Foi buscar no senador Flávio Bolsonaro (PL) a pólvora política para se viabilizar eleitoralmente, mas permaneceu estacionado, em quarto lugar, atrás do vice-governador Felipe Camarão (PT), caminhando, portanto, para terminar sua participação nessa posição, a mesmo que alcançou em 2018, quando disputou o Governo com o então governador Flávio Dino (PCdoB).

Impressiona que, com a experiência acumulada e com o lastro que lhe deram os vários mandatos exercidos, Roberto Rocha tenha caído numa armadilha que ele próprio montou para tentar ser candidato. Sabia que um questionamento como o do Novo, via Lariane Telles Mendonça, seria suficiente para que a Justiça Eleitoral indeferisse o registro da sua candidatura, mas preferiu apostar e acabou excluído da relação de candidatos governador, deixando o bolsonarismo sem “a única voz da direita” na disputa pelo Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Após período tumultuado em relação a pesquisas, IPSensus mostra Orleans com sete pontos de vantagem sobre Braide

Depois de três pesquisas bombardeadas pela Justiça Eleitoral – Veritá, Real Time Big Data e IPSensus -, sendo que as duas primeiras mostrariam larga vantagem de Eduardo Braide (PSD) na corrida aos Leões, o instituto IPSensus sacudiu ontem o tabuleiro sucessório estadual com novo levantamento no qual Orleans Brandão (MDB) aparece na liderança com nada menos que sete pontos percentuais à frente do ex-prefeito de São Luís, repetindo a performance mostrada em outras pesquisas do instituto.

Os números são ao seguintes: Orleans Brandão com 43% das intenções de voto, e Eduardo Braide com 36,1%. Os dois estão isolados na dianteira, confirmando a polarização.

Eles são seguidos por Felipe Camarão (PT) com 7%, Roberto Rocha (PRTB) com 3,9%, André Luís (Missão) com 1,3%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,8%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,6% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1%.

Os que responderam “nenhum, branco ou nulo” somaram 3,2%, enquanto 4% não souberam ou não quiseram responder.

Em Tempo: Contratada pela Farol Pesquisas e Comunicação, a pesquisa IPSensus ouviu 1.000 eleitores entre os dias 5 e 10 de setembro de 2026, tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02163/2026.

IPSensus: Roseana e Fufuca lideram a corrida ao Senado

Roseana Sarney e André Fufuca lideram
corrida ao Senado, segundo o IPSensua

A pesquisa IPSensus sobre a corrida às duas vagas no Senado trouxe um cenário que muitos apostam como o definitivo para essas eleições: a deputada federal Roseana Sarney (MDB) na liderança, com 20,8% das intenções de voto, e o deputado federal André Fufuca (PP), como o segundo mais votado com 16,4%. Na terceira posição aparece o senador Weverton Rocha (PDT) com 12,1%, seguido de Lahesio |Bonfim (Novo) com 11,3%, e da senadora Eliziane Gama (PT) com 9,2%.

Três dados da pesquisa IPSensus chamam a atenção. O primeiro é a aparente consolidação de Roseana Sarney como favorita inconteste para uma das vagas, uma vez que não há concorrente à vista. O outro dado é que nessa pesquisa André Fufuca chega a quatro pontos percentuais à frente sobre Weverton Rocha, foram ad margem de erro, portanto, o que indica uma vantagem a ser considerada.

O terceiro dado é o empate técnico – dentro da margem de erro – entre Weverton Rocha, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama, o que torna a situação do senador mais complicada ainda, uma vez que ele vinha fazendo dobradinha com Roseana Sarney, aparecendo agora em terceiro lugar e pressionado por Lahesio Bonfim e Eliziane Gama.

O segundo pelotão reúne os candidatos que, segundo o IPSensus, têm menos de três pontos percentuais: Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2,6%, Wilson Leite (PSTU), 1,7%. Cidônio Gonçalves (PL) e Simplício Araújo (DC) com 0,9% cada. Raimundo Moreira (PCB) com 0,8%, e Enilton Rodrigues (PSOL) com 0,6%.

São Luís, 15 de Setembro de 2026.

Candidatos a senador ignoram a crise no Supremo e fazem suas campanhas evitando confrontos

Roseana Sarney, André Fufuca, Eliziane Gama,
Weverton Rocha, Enilton Rodrigues e Lahesio
Bonfim ignoram a crise no Supremo;
Cidônio Gonçalves é a exceção

Nos seus discursos de campanha, os 11 candidatos às duas vagas do Maranhão no Senado estão passando ao largo da crise que estremece o Supremo Tribunal Federal e ameaça as bases da democracia no Brasil. A não abordagem da crise pelos candidatos chama a atenção pelo fato de que eles sabem que os dois eleitos terão de se posicionar em relação a essa crise, que certamente pautará os senadores e agitará as sessões plenárias da Casa. Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), que são senadores em busca da reeleição, e Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), ambos deputados federais tentando chegar ao Senado, além de Lahesio Bonfim (Novo), Enilton Rodrigues (PSOL), Simplício Araújo (DC), Raimundo Correa (PCB) e Wilson Leite (PSTU) também até aqui ignoram solenemente a crise, havendo apenas uma exceção, Cidônio Gonçalves (PL), que vem repetindo o mantra do bolsonarismo contra a Suprema Corte.

Nos últimos programas no horário gratuito no Rádio e na TV, Roseana Sarney, que representa o centro esclarecido, vem fazendo de conta de que a crise que abala a República não existe e que, caso eleita, não se envolverá com ela no Senado, preferindo, por enquanto, recordar programas destacados dos seus 14 anos de governo, como o Primeiro Emprego e o Programa do Leite, prometendo “fazer mais ainda” caso obtenha o mandato. O mesmo acontece com o seu parceiro de chapa, Weverton Rocha, militante de centro-esquerda, que pelo menos até aqui, não fez qualquer referência à crise. Há quem diga que sua postura é de cautela, por conta da presença do seu nome em investigações cabeludas. Por enquanto, foca sua campanha nas obras que trouxe para o estado por meio de emendas e de garimpagem na Esplanada dos Ministérios, e, claro, no seu prestígio com o presidente Lula da Silva (PT)

A senadora Eliziane Gama, militante de centro-esquerda, adotou a postura dos concorrentes, não abordando a crise e preferindo focar a sua campanha mostrando a sua relação com o presidente Lula da Silva (PT) e elencando as obras e iniciativas que conseguiu viabilizar durante o mandato, dando justa ênfase à sua dedicação à causa da mulher. Na mesma linha, André Fufuca, do centro esclarecido, pede votos lembrando do alentado trabalho que fez com o deputado federal e com o ministro do Esporte. Conhecido pela sua desenvoltura como articulador, André Fufuca dá a impressão de que se chegar ao Senado vai atuar no meio decampo, defendendo a harmonia entre os Poderes da República.

Assumido candidato de direita, Lahesio Bonfim iniciou sua campanha ao Senado com um discurso agressivo em relação à Suprema Corte, fazendo ataques eventuais à atuação de ministros, sugerindo que seguiria com esse mote. Mas mudou completamente o discurso, redirecionando sua fala para críticas ao Governo do Estado a solução de problemas sociais, econômicos e culturais do Maranhão. Enilton Rodrigues, que representa a esquerda dura, tem se posicionado em relação a problemas graves, como os conflitos fundiários que, como a sua fala mais recente no horário gratuito, um verdadeiro libelo contra os problemas fundiários que ainda existem no Maranhão.

Entre os candidatos a senador com tempo no horário gratuito no Rádio e na TV, Cidônio Gonçalves, um produtor rural de Açailândia da direita radical bolsonarista, resolveu fazer sua campanha atacando a instituição judiciária e dirigindo ameaças a ministros da Suprema Corte com impeachment, por exemplo. Apoiado por Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, Cidônio Gonçalves faz um discurso aparentemente decorado, causando a impressão de que não sabe muito bem sobre o que está falando, principalmente quando se proclama “defensor da Constituição”. Até ontem, ele não mostrou qualquer proposta para melhorar a vida no Maranhão.

Sem espaço no horário gratuito no Rádio e na TV, por conta das limitações dos seus partidos, os candidatos Hilton Gonçalo (Mobiliza), Simplício Araújo (DC), Raimundo Correa (PCB) e Wilson Leite (PSTU) fazem suas campanhas mais no corpo a corpo, sem darem muita atenção à crise que ameaça as instituições democráticas do País.

PONTO & CONTRAPONTO

Camarão e Gonçalo saem da inércia e chamam a atenção nas corridas ao Governo e ao Senado

Felipe Camarão e Hilton Gonçalo reagem
na corrida ao Governo e ao Senado

Duas candidaturas até pouco tempo consideradas fora do páreo estão reagindo e já começam a chamar a atenção dos seus concorrentes. A primeira é a do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado, a segunda é a do ex-prefeito de Santa Rita (Mobiliza) Hilton Gonçalo ao Senado. Ambos ainda estão distantes dos líderes das suas disputas, mas pesquisas e movimentos políticos mais recentes mostram que os dois ainda não chegaram no campo das probabilidades, mas podem crescer com potencial para influenciar na disputa.

Desde que iniciou a sua campanha formal no horário gratuito no Rádio e na TV, e passou a realizar carreatas, caminhadas e comícios na Capital e no interior, Felipe Camarão tem causado a impressão de que está conseguindo tirar a sua candidatura da inércia e colocando-a em movimento. O petista tem feito um trabalho cuidadoso para se mostrar como um quadro preparado para governar, e tem sido muito beneficiado pelo aval do presidente Lula da Silva (PT), que o tem apresentado como seu candidato. Uma pesquisa recente, que chegou ao conhecimento público, mas foi brecada pela Justiça Eleitoral por questões formais, o mostrou já no patamar dos dois dígitos, confirmando a tendência de crescimento.

Na movimentada corrida ao Senado, Hilton Gonçalo tem mostrado que pode sair das urnas, se não eleito, com um bom cacife político e eleitoral. Isso se deve a dois fatores bem nítidos. O primeiro é a sua impressionante força de vontade política, seguindo em frente sem se intimidar com o poder de fogo dos outros candidatos. E o segundo é a sua capacidade de fazer alianças produtivas, como, por exemplo, a que o levou a ser o “terceiro” candidato a senador na chapa de Orleans Brandão (MDB), a parceria com o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que é um bom reforço em São Luís, e a aliança com o ex-prefeito de Imperatriz e forte candidato a deputado estadual Sebastião Madeira (MDB), reforçando sua presença na Região Tocantina.

São dois candidatos que ganham espalho em pleno desenvolvimento da campanha, mostrando que podem, pelo menos, influenciar no pronunciamento das urnas.

Repórter Tempo alcança 3.400 edições, com foco da política e na cultura do Maranhão

A Coluna Repórter Tempo alcançou 3.400 edições com a postagem de sábado, 12/09, tendo acumulado nesse período mais de 1 milhão de acessos  Uma marca que orgulha o autor por vários motivos: desde o dia 25 de fevereiro de 2015, Repórter Tempo faz um jornalismo interpretativo sem distorcer os fatos, pratica a isenção no limite do que é possível, manifesta posições sem qualquer traço de desrespeito às posições que contradita, mantém esforço permanente para permanecer fiel à regra de se dedicar à ciranda da política e fazer registros sobre história e cultura – incluindo aí música e literatura – e respeitar todas as regras inscritas no Código de Ética do Jornalismo.

São Luís, 13 de Setembro de 2026.

Câmara Federal: nomes fortes correm por fora e ameaçam tomar vagas dos que tentam reeleição

Iracema Vale, Othelino Neto, Fernando Braide,
Fabiana Vilar, Bira do Pindaré, Vinícius Ferro,
Érik Silva, Erlânio Xavier e Larissa DP:
nomes fortes na briga por mandato federal

Ganha intensidade a disputa pelas 18 cadeiras do Maranhão na Câmara Federal. Além da medição de força entre eles próprios, os 13 deputados federais que concorrem à reeleição estão enfrentando concorrência poderosa de alguns candidatos que entraram na corrida já apontados como donos de poder de fogo para conseguir mandato. Com base na movimentação deles na campanha e nas reações que estão causando nos concorrentes, vários desses candidatos são vistos como pesos pesados nesse jogo, que poderão sair das urnas com mandatos garantidos.

Nesse grupo, que nem de longe forma um time, uma vez que os seus integrantes estão na guerra pelo voto à base do “cada um por si e Deus por todos”, estão a deputada-presidente da Alema Iracema Vale (MDB), o deputado estadual Othelino Neto (PSB), o ex-secretário estadual de Fazenda Vinícius Ferro (MDB), o ex-prefeito de Balsas Érik Silva (PSDB), o deputado estadual Fernando Braide (PSD), o ex-deputado federal Bira do Pindaré (PT), o ex-prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier (PDT), a deputada estadual Fabiana Vilar (PL), e a empresária Larissa DP (MDB).

A deputada-presidente Iracema Vale entra na briga por uma cadeira na Câmara Federal lastreada por uma trajetória política bem sucedida, cujo ponto mais alto até agora foi chegar à Alema na esteira de um recorde, 104 mil votos, e ser a primeira mulher a presidir o Legislativo estadual em 200 anos, situação que lhe dá cacife político e lastro eleitoral para sair das urnas com mandato garantido. O deputado Othelino Neto aparece em todas as listas como um dos candidatos mais fortes a um mandato federal, condição criada por uma bem articulada trajetória, que fez dele presidente da Alema por cinco anos, além de contar com o suporte da senadora Ana Paula Lobato (PSB), sua esposa.

O deputado estadual Fernando Braide é apontado como nome forte à Câmara Federal desde antes de o seu irmão, Eduardo Braide se reeleger prefeito de São Luís, sendo que os ventos passaram a soprar mais forte a seu favor depois que ele se lançou candidato a governador e apontado como favorito na pela maioria das pesquisas. Já a deputada estadual Fabiana Vilar entra na corrida à Câmara Baixa embalada pela mão poderosa do seu líder, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que a escolheu como sucessora.

Bira do Pindaré tenta voltar à Câmara Federal na esteira formada por alguns fatores, entre eles o trabalho que realizou como secretário de Agricultura Familiar no Governo Brandão, por conta do seu retorno ao PT depois de duas décadas e pelo apoio que está recebendo de uma grande fatia da militância petista, que reconhece a sua atuação como petista raiz. Por sua vez, Vinícius Ferro entra na briga com a vantagem de pertencer ao chamado “núcleo duro” do Governo Brandão como responsável pela gestão fiscal. Sua candidatura ganhou força com a desistência de Orleans Brandão de disputar a Câmara Federal para ser candidato a governador. O seu poder de fogo é tamanho que outros candidatos do seu próprio partido estão reclamando.

Médico por formação e o prefeito de Balsas por dois mandatos, Érik Silva ocupa um amplo espaço de liderança na região Sul do Maranhão. Foi considerado um dos melhores prefeitos do Maranhão naquele momento, sendo apontado por muitos como um candidato forte à Câmara Federal. A mesma condição parece embalar a candidatura do ex-prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, braço direito do senador Weverton Rocha (PDT), que está apoiando fortemente a sua candidatura, o que faz dele um nome forte nessa corrida.

Nessa guerra por cadeiras na Câmara Federal, vem chamando a atenção a candidatura de Larissa DP (MDB) à Câmara Federal, não pelo que oferece como discurso, mas pelo poder de fogo que a embala. Sem qualquer lastro político, a candidata emedebista disputa mandato federal turbinada pelo cacife financeiro do marido, o controverso empresário Eduardo Costa, mais conhecido como Eduardo DP, que já foi preso e ganhou as manchetes como investigado por suspeita de corrupção, exatamente pelo uso não republicano de emendas parlamentares.

Como se vê, são nomes com histórias e lastros diferentes, mas cujos cacifes os permitem navegar no favoritismo.

PONTO & CONTRAPONTO

Josimar de Maranhãozinho aposta alto na eleição de parentes para Alema e Câmara federal

Josimar de Maranhãozinho: testando
poder político eeleitoral

Tirado da corrida à reeleição por conta de estripulias com emendas parlamentares, o ainda deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) está apostando alto no seu propósito de mostrar que mantém intacta a sua força política.

O projeto é eleger a esposa, a atual deputada federal Detinha, e o filho, Josimar Jr. para a Assembleia Legislativa. Em emplacar na Câmara Federal a atual deputada estadual Fabiana Vilar e o atual vereador de São Luís Aldir Jr. na Câmara Federal.

Nos seus cálculos, Detinha e Josimar Jr. serão eleitos com votações elevadas, funcionando como puxadoras de outras candidaturas do PL, que poderá fazer entre quatro e cinco deputados estaduais.

A receita é a mesma para Fabiana Vilar e Aldir Jr., que na avaliação dele, serão eleitos para a Câmara Federal, podendo levar junto um terceiro nome do partido.

Vale lembrar que em 2022, Josimar de Maranhãozinho e Detinha saíram das urnas com nada menos que 319.566 votos, ela com 161.206 votos e ele com 158.360. Se conseguirão transferir, essa é outra conversa.

Candidato a presidente, Hertz Dias viveu o paraíso e o purgatório no Jornal Nacional

Hertz Dias, do PSTU

Candidato a presidente da República pelo PSTU, o professor e rapper maranhense Hertz Dias viveu ontem dois momentos distintos, em menos de cinco minutos, no Jornal Nacional, da Rede Globo.

No primeiro, ganhou um espaço precioso ao ser entrevistado como aspirante ao Palácio do Planalto, respondendo a uma pergunta sobre como desenvolver o Brasil no campo da computação. Respondeu objetivamente, causando a impressão de que estava com o astral nas alturas ao se mostrar nacionalmente.

Minutos depois, veio a rebordosa: uma pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial disparou uma ducha de água fria no candidato do PSTU ao informar que ele, mais uma vez, não recebeu nenhuma intenção de voto.

São Luís, 12 de Setembro de 2026.

Deputados federais que presidem partidos correm muito para garantir a reeleição

Os deputados federais Pedro Lucas Fernandes,
Juscelino Filho, Márcio Jerry, Aluísio Mendes,
Marreca Filho e Fábio Macedo presidem
partidos e correm pela reeleição

Os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Aluísio Mendes (Republicanos), Júnior Marreca Filho (PRD), Márcio Jerry (PCdoB) e Fábio Macedo (Podemos) estão numa corrida frenética em busca da renovação dos seus mandatos. Mas além disso, eles carregam o peso de serem os presidentes regionais dos seus partidos, o que lhe dá muitas vantagens, mas também dificuldades e desafios, a começar pelo risco da não reeleição. Por conta da situação presidencial de cada um, suas campanhas são rodeadas por riscos, o que os leva a uma competição difícil, acirrada, embora não declarada, que envolve a reeleição de cada um, o número de votos que receberão individualmente e o poder de fogo que que os reeleitos levarão para Brasília.

Pedro Lucas Fernandes faz uma campanha de recuperação, atingido que foi pela decisão da deputada federal Roseana Sarney (MDB) de sair candidata ao Senado, quando ele já tinha sido anunciado candidato a senador pelo governador Carlos Brandão (MDB). Com habilidade, ele superou a pancada, refez a sua base e recolocou o partido nos eixos. Já embalado novamente em busca do quarto mandato, provavelmente permanecendo como líder do União, que é federado com o PP, na Câmara Federal. Além da sua reeleição, o seu maior desafio é a eleição do irmão, Paulo Casé, para a Assembleia Legislativa. Pedro Lucas Fernandes não declarou apoio a nenhum candidato a presidente da República.

O deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho assumiu o comando do PSDB no Maranhão e vem comandando uma movimentação intensa para fortalecer o partido, que é federado com o Cidadania. É apontado como um dos candidatos mais fortes à renovação do mandato. Sua corrida à reeleição, em busca do quarto mandato, está diretamente associada ao projeto de eleger sua irmã, a médica e ex-prefeita de Vitorino Freire, Luana Rezende, que é filiada ao PT. Como a irmã, Juscelino Filho é apoiador declarado do presidente Lula da Silva (PT)

Presidente regional do Republicanos, que comanda com mão de ferro, o deputado federal Aluísio Mendes sofreu um duro revés ao perder várias das suas bases por conta da candidatura da deputada estadual Iracema Vale (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, que ela sua aliada, à Câmara Federal. Houve quem avaliasse que ele corria risco de não se reeleger, mas, a julgar pela sua intensa movimentação, deputada estadual Mical Damasceno como parceira, emite fortes sinais de que está virando o jogo. Ainda não declarou apoio a candidato presidencial.

Político jovem e bem articulado, o deputado federal Júnior Marreca Filho preside o PRD no estado desde que saiu do grupo comandado por Josimar de Maranhãozinho, procurando rumo partidário próprio, ele se tornou o comandante do PRD, que nasceu do Patriotas e hoje busca o terceiro mandato, com grandes chances de se reeleger. É a mesma situação do deputado federal Fábio Macedo, que preside o Podemos no Maranhão. Ele enfrentou uma série de dificuldades nas eleições municipais, mas, segundo aliados seus, vem conseguindo fortalecer o seu projeto de reeleição. Há quem o veja como alinhado a Flávio Bolsonaro (PL).

Nesse ambiente, a situação mais desafiadora é a do deputado federal Márcio Jerry, que preside o PCdoB no Maranhão e é partidário incondicional do presidente Lula da Silva. Muito forte nos governos Flávio Dino, o PCdoB definhou a partir de 2021 com a migração do então governador para o PSB, sendo hoje uma sigla em risco de extinção, mas com sobrevida garantida por uma federação com o PT e com PV. Individualmente, Márcio Jerry é um parlamentar com lastro eleitoral e pode conseguir a reeleição.

Como se vê, até aqui os deputados federais maranhenses que presidem braços partidários caminham para a reeleição. Uns com muito poder de fogo, outros nem tanto, mas de um modo geral eles deverão confirmar essa tendência. Só não podem deitar na fama, porque as cadeiras as quais trabalham para manter estão sendo disputadas por outros 10 colegas candidatos à reeleição e um batalhão de pretendentes novos com imenso poder de fogo eleitoral e político.

PONTO & CONTRAPONTO

Vozes governistas e oposicionistas apontam Roseana e André Fufuca como favoritos para o Senado

Roseana Sarney e André Fufuca:
favoritismo para o Senado

Conversas fechadas de grupos tanto governistas quanto de oposição têm resultado na disseminação de uma previsão baseada em informações recentes: a deputada federal Roseana Sarney (MDB) e deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), caminham para se elegerem para as duas vagas no Senado. Isso não quer dizer uma questão fechada, porque, a rigor, a eleição para as duas vagas do Maranhão no Senado está aberta, sem que ninguém possa cantar vitória.

Quem aposta na eleição de Roseana Sarney se baseia no fato de que ela tem lastro, navega num recall invejável de 14 anos dando as cartas no Palácio dos Leões, além da lembrança de que ela foi senadora durante seis anos, o que lhe dás argumentos de sobra para pedir votos. Além do mais, é o nome mais forte da chapa liderada por Orleans Brandão, que na avaliação de políticos experientes, dificilmente elegerá os dois senadores.

Já a inclinação dos observadores pela probabilidade de André Fufuca se eleger senador está no fato de que o parlamentar é o mais destacado nome da corrente ligada à candidatura de Eduardo Braide (PSD). André Fufuca deixou o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão porque percebeu que seria “engolido”, o que o obrigaria a tentar a reeleição de deputado federal, como membro do segundo pelotão. Ao aliar-se a Eduardo Braide, ele ganhou estatura de um dos líderes desse movimento, com chance real de ser eleito senador. O seu diferencial é ampliado pela condição de ex-ministro do Esporte.

Políticos experientes – ela com muito mais estrada -, Roseana Sarney e André Fufuca sabem que nada está decidido, são mais três semanas pela frente, período em que tudo pode acontecer. Isso significa dizer que a corrida pelo voto será mais intensa a cada dia cometerá erro grave quem duvidar de Eliziane Gama (PT), Weverton Rocha (PDT) e Lahesio Bonfim (Novo).

TSE autoriza força militar para garantir a tranquilidade das eleições no Maranhão

Militares poderão garantir
a ordem durante as eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de tropas federais para garantir a ordem no dia 4 de outubro em oito estados, entre eles o Maranhão. O pedido foi feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER), mas não foi informado ainda onde será necessária a presença do militares.

Se houve pedido e o TSE aprovou é porque em alguns pontos do Maranhão existem focos de tensão por conta das disputassem curso. Só que, se for essa a justificativa, tais problemas ainda não vieram à tona. Pode ser que a presença de militares tenha caráter preventivos nesses pontos, o que é muito provável.

Não há sinais de tensão em São Luís e na Ilha de Upaon Açu que careça de um suporte das Forças Armadas. Uma cidade como São Luís, com mais de um milhão de habitantes e com 750 mil eleitores, com dezenas de pontos de concentração de votantes, naturalmente precisa de um suporte, embora o histórico recente não registre problemas em dia de eleição.

De qualquer modo, se houve a solicitação e ela foi atendida, não há que duvidar de que houve motivo para isso. Mas independentemente da existência de um ou outro foco de tensão, as eleições no Maranhão em tempos recentes foram realizadas em clima de festa democrática, apesar dos fortes embates políticos.

São Luís, 11 de Setembro de 2026.

Pesquisa DOXA/JP mostra Orleans com quatro pontos à frente de Braide e prevê 2º turno apertado

Orleans Brandão e Eduardo Braide disputam
seguidos por Felipe Camarão, Roberto
Rocha, André Luís, Reginaldo Lima,
Dimas Cassimiro e Saulo Arcangeli

Mais um item de alimentação da guerra travada por institutos de pesquisas que vêm investigando as intenções do eleitorado maranhense em relação à corrida ao Governo do Estado. Ontem, na sequência dos levantamentos divulgados pelos institutos Quaest, IPSensus, Inop e Qualitativa e IPPI, o instituto mineiro DOXA, contratado pelo Jornal Pequeno, trouxe à tona os números de uma pesquisa na qual o emedebista Orleans Brandão aparece com 42,1% e Eduardo Braide com 37,8%, uma vantagem de 4,3 pontos percentuais confirmando a polarização e desenhando um segundo turno apertado. Os dois candidatos somam 79,9% das intenções de voto.

Na sequência, e aparentemente sem chance de reação, digladiam-se Felipe Camarão (PT) com 4,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 3%, que estão empatados pela margem de erro, seguidos de André Luís (Missão) com 1,1%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,7¨, Dimas Cassimiro (PCO) com 0,4 e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3%. A pesquisa encontrou 7% de nenhum, nulo e em branco, e 3,2% de indecisos.

Sexta pesquisa sobre a corrida aos Leões que chega ao conhecimento público, a DOXA consolida a polarização entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, e dando vantagem ao candidato do MDB sobre o ex-prefeito de São Luís em relação aos resultados das seis pesquisas. Isso porque, enquanto a Quaest (44% a 25%) e o IPPI (44% a 24%) deram larga vantagem a Eduardo Braide, a Qualitativa (41% a 36%), o IPSensus (42% a 36%) e agora a DOXA (42% a 37%). Além disso, a pesquisa INOP mostrou Eduardo Braide (42,54%) Orleans Brandão (42,08%) empatados, com uma pequena vantagem numérica favorável ao candidato do PSD, dentro da margem de erro.

Uma observação cuidadosa sobre cinco das seis pesquisas leva a uma curiosidade que chama a atenção. As que apontam vantagem de Eduardo Braide (Quaest e IPPI) apresentam uma enorme vantagem do ex-prefeito de São Luís em relação ao ex-secretário de Assuntos Municipalista – a média é de 19 pontos percentuais de vantagem para o primeiro. Já os levantamentos cujos resultados favorecem Orleans Brandão (IPSensus, Qualitativa e DOXA) lhe dão vantagens bem mais modestas apresentam, com variação de cinco a sete pontos percentuais. Até agora, apenas o INOP encontrou um empate, com 0,46% de vantagem para Eduardo Braide.

Outras pesquisas estão em andamento e devem desembarcar em breve nos canais de comunicação. Uma delas será a Quaest, contratada pela TV Mirante, dentro do tradicional roteiro da Rede Globo, e que CEO vem afirmando que há uma tendência de que a eleição para governador do Maranhão tende a ser resolvida em um só turno com a vitória do candidato Eduardo Braide. O próprio candidato, declara, aqui e ali, que acredita na vitória já no dia 4 de outubro. Essa previsão é duramente contestada por porta-vozes de Orleans Brandão, que afirmam, categóricos, que o emedebista está na liderança e pode vencer a disputa em turno único, sendo o governador Carlos Brandão (MDB), patrono e principal articulador da candidatura, um dos acreditam nessa possibilidade.

O fato é que as tendências mostradas pelas pesquisas animam as duas correntes, as quais, via de regra, acreditam na vitória dos seus candidatos. E para reforçar o quadro de probabilidades, Eduardo Braide e Orleans Brandão intensificam as suas campanhas, focando em São Luís. E sem tirar os olhos de Felipe Camarão, quem pelo menos dois levantamentos, aparece como quem está esboçando uma reação com a pretensão de chegar pelo menos aos dois dígitos.

Em Tempo: a pesquisa DOXA/Jornal Pequeno ouviu dois mil eleitores em 90 municípios no período de 1º a 5 de setembro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada nas Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04033/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Reforço financeiro a Duarte Jr. mostra que o Avante aposta alto na sua reeleição

Duarte Jr., prestigiado com Augusto Cury

Muita gente se surpreendeu com o fato de o deputado federal Duarte Jr. ter sido o quadro do Avante mais beneficiado na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral feita pelo partido, na qual ele recebeu R$ 2,56 milhões, enquanto o candidato a presidente, Augusto Cury, recebeu apenas R$ 50 mil.

A explicação é simples: Duarte Jr. é hoje um dos quadros mais destacados da Câmara Federal, com, atuação parlamentar intensa, ampla e competente. A sua atuação como vice-presidente da CPI do INSS, na relatoria de vários projetos e nos embates nas várias Comissões que integra o tornaram um deputado respeitado, com sua atuação reconhecida dentro e fora do Congresso Nacional, especialmente no Maranhão.

O peso da sua atuação na Câmara Federal pede ser medida com o fato de enquanto ele esteve como pré-candidato a senador, figurou entre os mais cotados. E isso impressionou o comando do Avante, que, mesmo tendo frustrado o projeto senatorial com a decisão de não lançar candidatos a senador – exceção do capixaba Marcos do Val, que tenta a reeleição para o Senado -, resolveu apostar alto na reeleição do parlamentar que é hoje a principal referência do partido no Maranhão.

Declaração de Flávio a favor de Cidônio afasta de vez Lahesio da esfera bolsonarista

Flávio Bolsonaro afasta
Lahesio Bonfim do bolsonarismo

O candidato do PL a presidente da República, Flávio Bolsonaro, sepultou todas as dúvidas de que só apoia um candidato a senador na corrida maranhense. No horário eleitoral gratuito de ontem, ele aparece dizendo que Cidônio Gonçalves (PL) é o candidato dele por ser “o único de direita”, tirando de vez Lahesio Bonfim da esfera bolsonarista.

A declaração do presidenciável do PL desmonta uma versão, divulgada pelos bolsonaristas semanas atrás, segundo a qual Flávio Bolsonaro teria “abraçado” a candidatura de Lahesio Bonfim (Novo). A informação ganhou logo status de boato, que permanece sem um desdito.

Nos bastidores do Novo, corre a versão de que Flávio Bolsonaro teria mesmo feito a declaração em uma live, mas foi desestimulado pelo candidato do PRTB, Roberto Rocha, que nutre ódio visceral por Lahesio Bonfim, a quem só se refere com adjetivos impublicáveis.

Flávio Bolsonaro parece haver compreendido a situação e arquivado projeto de apoio a Lahesio Bonfim, preferindo ficar com Roberto Rocha no Maranhão.

São Luís, 10 de Setembro de 2026.  

São Luís aniversaria como palco de uma disputa entre Braide e Orleans pelo Palácio dos Leões

Ontem, Eduardo Braide foi aplaudido por
simpatizantes ne Avenida Vitorino Freire,
e Orleans brandão participou de
uma corrida pelas ruas de Açailândia

São 414 anos de história, um título incontestável de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, guardando a controvérsia de ter nascido francesa ou portuguesa e hoje com a identidade consolidada como o resultado de uma bem definida mescla étnica de três raças e, por conta disso, uma cultura ímpar, que traduz essa marca, São Luís aniversaria hoje mais uma vez cobiçada pelo poder que têm os seus 750 mil eleitores de decidir sobre a escolha do governador do Maranhão. Politicamente caprichosa, por isso cognominada “Ilha Rebelde”, a Capital do Maranhão tem diante de si oito candidatos, sendo que nesse momento dois deles, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), ambos filhos legítimos, disputam a preferência dos seus conterrâneos numa guerra de sedução pouco vista ao longo da sua existência.

Hoje administrado por uma mulher negra, a prefeita Esmênia Miranda (PSD), o maior colégio eleitoral do Maranhão tende a se posicionar majoritariamente nas urnas do seu ex-prefeito Eduardo Braide, segundo indicam pesquisas feitas até aqui, num reconhecimento ao trabalho diferenciado que realizou como seu gestor eleito e reeleito ao longo de cinco anos e meio, sendo também detentor do apoio da sua sucessora. As pesquisas informaram que os ludovicenses reservam também um bom quinhão de sufrágios ao ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, porta-voz de um governo que investiu pesado na cidade.

Eduardo Braide pede votos lastreado por uma bem sucedida história política de campeão de votos na cidade nos cinco mandatos que disputou até aqui. Nos cinco anos e meio como prefeito, o advogado ludovicense mudou a cidade, deixando o cargo com aprovação excepcional, um portfólio convincente, e prestígio político e potencial eleitoral fora da curva. E com a vantagem rara de não depender de grupos, tendo criado uma relação direta com o eleitorado por meio de redes sociais. O candidato do PSD vem cumprindo uma intensa agenda de visitas ao interior, que alterna com incursões e atos de afagos ao eleitor de São Luís. Ontem, Eduardo Braide mostrou prestígio ao percorrer a Avenida Vitorino Freire à pé, sendo ovacionado por milhares ali concentrados para assistir ao desfile da Independência, organizado pelo Governo do Estado. Deve participar das comemorações do aniversário da cidade rebelde neste 8 de setembro, à cargo da Prefeitura.

Ciente do poder de fogo do adversário na Capital e apoiado por uma rede de prefeitos, que propagam seu nome pelos municípios, Orleans Brandão tem feito trajetória inversa, como contraponto, dedicando grande parte da sua agenda a uma intensa caça ao voto em São Luís, percorrendo as regiões da cidade com o apoio de vereadores e o aval do Palácio dos Leões. Orleans Brandão atua como porta-voz do governador Carlos Brandão e promete ao eleitor realizar uma obra ainda maior do que a do atual Governo, que inclui o prolongamento da Avenida Litorânea em parceria com o Governo Federal, e a Praça da Sereia na Ponta D`Areia. E conta com o apoio do governador Carlos Brandão, que participa diretamente da campanha.

Os votos de São Luís estão sendo disputados também pelo candidato do PT, Felipe Camarão, que tem forte identidade com a cidade, de onde construiu sua carreira pública bem sucedida em diversos cargos público e realiza uma campanha destacando a sua aliança com o presidente Lula da Silva (PT). O candidato do PRTB, Roberto Rocha, que já foi vice-prefeito da Capital, tenta reconstruir esse elo que parece perdido. E Saulo Arcangeli (PSTU), que concentra todas as suas atividades na cidade onde vive e milita cotidianamente.

Politizado e acostumado a fazer escolhas surpreendentes, como a célebre derrota imposta na Capital ao então todo-poderoso José Sarney – que venceu a eleição – pelo então desconhecido economista José Mário da Costa na disputa para o Senado em 1970, e a derrota acachapante do poderoso candidato governista Jaime Santana para Gardênia Gonçalves na disputa para a Prefeitura em 1985, o eleitorado de São Luís parece definido, mas a sua palavra final será dada nas urnas no dia 4 de outubro.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana e Eliziane medirão força na Capital e Weverton e Lahesio vão para um “tira-teima”

Roseana Sarney e Eliziane Gama têm fortes
vínculos com São Luís; Weverton Rocha e
Lahesio Bonfim vão para o “tira-teima”, e
André Fufuca e Hilton Gonçalo
procuram espaço na Capital

Entre os candidatos ao Senado, não há dúvidas de que a ex-governadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) tem recall, especialmente nas áreas cultural e de infraestrutura, para seduzir fatia gorda do eleitorado de São Luís. Também a senadora Eliziane Gama (PT) tem forte relação com o eleitor ludovicense, tendo começado sua trajetória como radialista na cidade e a vida política como candidata a vereadora da Capital e já tendo disputado o comando da cidade. As duas candidatas ao Senado dedicaram mensagens diferenciadas a São Luís no horário eleitoral gratuito de ontem.

Tudo indica que São Luís será palco de uma disputa particular, uma espécie de “tira-teima” entre o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo). Os dois travaram um confronto duro como candidatos a governador em 2022, vencido por Lahesio Bonfim, um desfecho espetacular, que deixou marcas. Os dois têm agora nova oportunidade de resolver essa “pendência”, com Lahesio Bonfim empenhado em vencer de novo e Weverton Rocha decidido a mostrar que 2022 foi um acidente e que ele e o PDT ainda têm força em São Luís.

André Fufuca (PP) tem forte vínculo com São Luís, onde nasceu, cresceu e se formou médico, tendo também lastro como deputado federal e principalmente como ministro do Esporte, tendo beneficiado a cidade com vários investimentos na área. Já Hilton Gonçalo (Mobiliza) tem a proximidade com o eleitorado da Capital pelo fato de que sua base maior, Santa Rita encontra-se numa faixa mais ampla da Região Metropolitana.

Mesmo contando com a imprevisibilidade do eleitorado da Capital, é difícil emplacar a previsão de que algum dos demais candidatos ao Senado dificilmente sairá das urnas de São Luís com votação expressiva.

Prefeito de Bacabal usa uniforme de gari e participa do desfile da Independência com a turma da limpeza

Roberto Costa (d) no desfile vestido de gari

São muitas as maneiras e formas de expressar consciência cívica em datas como o 7 de Setembro, que representa, histórica e simbolicamente, a Independência do Brasil. A esmagadora maioria dos prefeitos brasileiros optou naturalmente pelo o formalismo, cumprindo o ritual de presidir o tradicional desfile cívico-militar, que é a grande marca dessa data.

Na esteira do diferencial que vem mostrando como gestor, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), inovou, radicalmente. Em vez de envergar um terno bem cortado e ocupar o lugar que lhe caberia no palanque, de onde comandaria o desfile dos estudantes da rede pública de Bacabal, o prefeito optou por vestir-se com um uniforme de gari. E se juntou aos garis no fechamento do desfile da Independência em Bacabal.

Político e experiente, que não dá ponto sem nó, o prefeito Roberto Costa alcançou dois objetivos ao desfilar vestido de gari: quebrou o formalismo ao participar do desfile e prestou uma justa homenagem ao batalhão que cuida da limpeza pública em Bacabal.

Na sua fala em alusão à Independência, o prefeito Roberto Costa agradeceu o trabalho dos servidores das mais diferentes áreas da Prefeitura de Bacabal, notadamente os dá educação e da saúde. Mas fez uma referência especial aos garis, aos quais pediu aplausos.

O mandatário bacabalense justificou a iniciativa:  “É de manhã, de tarde, de noite, é de madrugada, a gente encontra aí nas ruas de Bacabal, fazendo um trabalho digno e importante para a nossa cidade e a limpeza da nossa cidade, porque a limpeza é saúde pública de toda a população. Nossos agradecimentos a todo o pessoal da nossa limpeza pública”.

São Luís, 08 de Setembro de 2026.

Pesquisa IPPI mostra Braide liderando com 44,8% e Orleans em segundo com 24,5%

Eduardo Braide e Orleans Brandão polarizam
com larga vantagem sobre Felipe
Camarão, Roberto Rocha e André Luís

Pesquisa IPPI/Café Quente, realizada no período de 29 de agosto a 02 de setembro, informa que se a eleição para governador fosse realizada naquele exato momento, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), sairia das urnas com 44,8%, com o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), seria o segundo colocado com 24,5%. Na sequência apareceriam Felipe Camarão (PT) com 7,8% e Roberto Rocha (PRTB) com 3,4%, seguidos de André Luís (Missão) com 1,5%, fechando o resultado com Reginaldo Lima (PCB), Dimas Cassimiro e Saulo Arcangeli (PSTU) com 1% cada. Os votos brancos e nulos somariam 5,6%, enquanto os indecisos totalizariam 11%.

Por esse cenário, com a transformação dos percentuais em votos válidos, Eduardo Braide alcançaria 53,7% dos votos e seria eleito no 1º turno. Orleans Brandão teria 29,4% seguido de Felipe Camarão (PT) com 9,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 4,1% e André Luís (Missão) com 1,8%, fechando o resultado com Reginaldo Lima (PCB), Dimas Cassimiro (PCO) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 1% cada.

O IPPI quis saber a expectativa dos entrevistados em relação ao resultado que esperam das urnas, independentemente dadas suas preferências, tendo encontra 47,6% que acreditam na eleição de Eduardo Braide e 23,3% que apostam em Orleans Brandão. Incluiu no formulário o item rejeição, e o resultado foi o seguinte: Felipe Camarão tem 20,5%, seguido de Orleans Brandão (MDB) com 10,7% e Roberto Rocha (PRTB) com 8,7% e Eduardo Braide com 6,1%.

Segunda pesquisa do IPPI desde que as candidaturas foram formalizadas nas convenções partidárias. Os números representam o cenário encontrado há mais de uma semana, o que, levando-se em conta a dinâmica de uma guerra pelo voto com a intensidade da que ocorre no Maranhão, neste momento os números podem estar estabilizados ou sido alterados no embalo da campanha, fortalecendo a liderança de Eduardo Braide, ou revertendo o cenário, no todo ou em parte, a favor dos adversários, a começar por Orleans Brandão, provavelmente consolidando a posição do petista Felipe Camarão na terceira colocação.

Porta-vozes informais dos dois campos comemoram e contestam os números do IPPI, como ocorre em relação a qualquer levantamento, independentemente de quem aparece na dianteira. Aliados de Eduardo Braide exibem um grau cada vez maior de confiança na eleição dele, com alguns dominados pela perspectiva de desfecho em turno único. No campo aliado de Orleans Brandão não há desânimo, a começar pelo governador Carlos Brandão (MDB), líder da aliança partidária e patrono da candidatura do emedebista, que, embalado pelo apoio de quase duas centenas de prefeitos, não tem perdido a oportunidade de prever que o seu candidato emedebista será eleito já no 1º turno.

A pesquisa IPPI/Café Quente, como as demais, serve como uma referência para os candidatos avaliarem as suas posições na corrida, identificar pontos fracos seus e dos seus adversários, e fazer os ajustes que possam reverter a desvantagem. É óbvio que somente Eduardo Braide e Orleans Brandão são os maiores interessados nesse tipo de avaliação, uma vez que os demais candidatos, pelo desempenho alcançados até aqui, já conhecem com clareza os pontos fortes e fracos das suas candidaturas, e por via de desdobramento, das suas campanhas. Felipe Camarão aposta alto na evolução da campanha e no apoio declarado do presidente Lula da Silva, enquanto Roberto Rocha joga todas as suas fichas no aval do candidato do PL a presidente da República Flávio Bolsonaro.

Em Tempo: Contratada pelo Podcast Café Quente, a pesquisa IPPO ouviu 1.500 eleitores no período de 29 de agosto a 02 de setembro, tem margem de erro de 2.2 pontos percentuais para, mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08868/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana lidera com folga e Weverton, Fufuca, Lahesio e Eliziane brigam pela outra vaga

Roseana Sarney lidera com boa vantagem
sobre Weverton Rocha, André Fufuca,
Lahesio Bonfim e Eliziane Gama, que
brigam pela segunda vaga, e muito
distante de Hilton Gonçalo, Cidônio
Gonçalves e Raimundo Moreira

A deputada federal Roseana Sarney caminha para sair das urnas, daqui a 27 dias, eleita para uma das duas vagas do Senado. De acordo com a pesquisa IPPI, no período de 29 de agosto a 02 de setembro ela aparece com 35.4% das intenções de voto.

A briga pela outra vaga está acirrada entre o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição com 21,8% das intenções de voto, o deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP) com 20,3% e Lahesio Bonfim (Novo) com 19,1%, o que caracteriza empate técnico dos três dentro da margem de erro. A senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição, aparece em seguida com 17,0% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Lahesio Bonfim pela margem de erro.

No segundo pelotão da corrida ao Senado aparecem o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 6% das intenções de voto, Cidônio Gonçalves (PL), da extrema direita, com 3,8% e Raimundo Moreira com 3,5%, da extrema esquerda.

O levantamento IPPI mostra Roseana Sarney isolada como líder das preferências para uma das vagas, confirmando o peso político do seu nome e força do MDB, criando a impressão de que caminha para a eleição, à medida que não há sinais de que algum dos demais candidatos cresça para ameaça-la.

Por outro lado, a segunda vaga encontra-se no epicentro de uma disputa de desfecho rigorosamente imprevisivelmente Weverton Rocha, André Fufuca, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama. A diferença entre Weverton Rocha e André Fufuca é de 1,5 ponto per4centual, enquanto, e do pedetista para Lahesio Bonfim é de pouco mais de dois pontos. Eliziane Gama aparece um pouco deslocada desse grupo, mas é competitiva o suficiente para estar no jogo pela segunda vaga.

Vale lembrar que, a 27 dias das eleições, com uma campanha que ainda vai esquentar muito, os cinco pontos percentuais de vantagem de Roseana Sarney não assegura a sua eleição. São quase quatro semanas de movimentação intensa, o principalmente dos que estão brigando pela segunda vaga. Tem muito chão para percorrem e tudo cuidado é pouco.

Brandão provoca Braide em vídeo numa praia de Tutóia

Carlos Brandão: provocação a Eduardo Braide

O governador Carlos Brandão (MDB) intensifica sua participação na campanha eleitoral, aumentando o grau de provocação a Eduardo Braide, candidato do PSD ao Governo do Estado.

Na semana passada, Eduardo Braide mostrou nas redes sociais a sua passagem por Tutóia, onde apareceu fazendo a travessia para uma ilha à bordo de uma lancha motorizada. Durante a travessia, anunciou ideias para desenvolver Tutóia e a região.

Ontem, o governador Carlos Brandão mostrou um vídeo, praticamente no mesmo local, e também avançou no mar numa lancha parecida. Em terra firme, fez a seguinte provocação: “Pessoal, fazer um videozinho dentro de um barco é muito fácil. Qualquer um pode fazer. Agora, trabalhar de norte a sul, de leste a oeste deste estado é diferente, e esse é o nosso Governo”.

O) chefe do Executivo estadual listou obras na região, informou sob uma entrega de motores para pequenos barcos e mostrou que estava participando de uma regata, que é tradição e que o seu governo patrocinou. E concluiu provocando: “O nosso governo é um governo municipalista, que faz entrega de verdade, e não um governo individualista, que fica fazendo falsas promessas”.

Dá para imaginar o que vem por aí.

São Luís, 07 de Setembro de 2026.