Movimentos para desestabilizar Braide no campo político não estão dando certo; ele só se fortalece

Eduardo Braide entre a vice-prefeita Esmênia Miranda, uma artista
visitante e a primeira-dama Glaziella Braide na Cidade do Carnaval

Nas três últimas semanas, que coincidem com a contagem regressiva para que ele finalmente diga se será ou não candidato a governador, o prefeito Eduardo Braide (PSD) vem enfrentando artilharia pesada com o claro objetivo de minar o seu prestígio político e, por via de desdobramento, abalar o seu cacife eleitoral. Primeiro ele enfrentou uma greve nos transportes coletivos, resistindo às investidas alinhavadas pelos sindicatos das empresas e dos rodoviários; em seguida, foi surpreendido por um “protesto” de alguns feirantes que não quer sair do velho Mercado Central para um espaço provisório para que a reforma posse ser realizada; e para completar, teve de denunciar o jogo da Câmara Municipal de São Luís para protelar a aprovação do Orçamento de 2026, impedindo a Prefeitura de tocar a administração, incluindo a realização do Carnaval.

Com o parlamento municipal dominado por maioria hostil à sua gestão, o prefeito de São Luís busca amparo na Justiça, onde tem obtido garantias legais para manter sua gestão, que tem a aprovação de 80% da população de São Luís.

A greve nos transportes públicos, que durante duas semanas infernizou o cotidiano de mais de 600 mil usuários de ônibus, foi em parte o cumprimento do roteiro anual, uma vez que nesse período há cobrança, por parte dos rodoviários, de reajuste salarial e de alguns direitos. Os empresários, por sua vez, sacam sua “planilhas” e exigem aumento no valor das passagens. Desde que assumiu, em 2020, Eduardo Braide se negou a conceder aumento nas passagens, preferindo usar uma fatia dos recursos municiais para subsidiá-las, e assim, manter o valor antigo. O movimento deste ano, com claro viés político, foi bem mais longe. O bloco formado por empresários e rodoviários jogou pesado. Mas por meio de negociações, ações judiciais e amplo apoio na opinião pública, o prefeito conseguiu reduzir as tensões e recolocar o sistema em funcionamento.

Na semana que passou, a Câmara Municipal retomou seus trabalhos mantendo na gaveta o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que ali chegara em agosto do ano passado. Numa clara jogada de natureza política, o presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), apoiado por vereadores de oposição, “cozinharam” a LOA ao longo de todo o semestre, fechando o ano legislativo sem aprova-la. O prefeito Eduardo Braide, protestou, mas ouviu críticas de “tentar interferir no Poder Legislativo”. A expectativa era que ao reabrir em fevereiro, a Câmara Municipal aprovasse o Orçamento, garantindo à Prefeitura a movimentação normal dos seus recursos. O presidente e sua turma preferiram jogar a LOA para a frente.

O prefeito foi às suas redes sociais denunciar a trama para deixar a Prefeitura sem recursos, impedindo de cumprir compromissos. E bateu às portas da Justiça denunciando o engavetamento da LOA e pedindo autorização para fazer despesas. A desembargadora Maria da Graça Amorim suspendeu em parte a demanda do prefeito, enquanto o vereador-presidente Paulo Victor reclamou de “tentativas de interferência” na Câmara, porém, sentindo a chapa esquentar, colocou a LOA na pauta na quinta-feira (12), tendo o projeto sido aprovado em primeiro turno. Ele recusou um pedido de urgência para que a votação do seguindo turno se desse naquela mesma sessão, pautando-a para depois do reinado de Momo. Sem recursos para bancar o Carnaval, o prefeito Eduardo Braide não se deu por vencido e, mais uma vez, bateu às portas da Justiça, o desembargador Jorge Rachid, o autorizou a gastar R$ 22 milhões para bancar as festas momescas. Assim, também a estratégia de deixar o prefeito de mãos atadas no Carnaval fracassou.

O protesto dos feirantes foi igualmente um fiasco. Para construir o novo Mercado Central, que está destruído e irrespirável, a Prefeitura construiu um espaço para acomodar provisoriamente os mais de 300 feirantes durante a reforma do mercado velho. Mais de 80% concordou, mas uma turma, sem qualquer explicação lógica, decidiu não sair. Não foi difícil identificar dedo político no “protesto”. O prefeito Eduardo Braide foi às redes sociais e denunciou a trama e está indo à Justiça para garantir a liberação do prédio velho para a reforma.

O fato indiscutível é que os movimentos feitos até aqui para desestabilizar o prefeito Eduardo Braide, de modo a fragiliza-lo como nome forte à sucessão no Governo do Estado, não funcionaram. Todas as informações indicam que ele continua política e eleitoralmente forte, como anunciaram as quase quarenta pesquisas feitas nos últimos 16 meses. Isso sem dar um pio sobre ser ou não ser candidato a governador.

PONTO & CONTRAPONTO

PT do Maranhão está em contagem regressiva para se posicionar na sucessão estadual

Felipe Camarão e Orleans Brandão:
um deles ganhará o apoio do PT

O braço maranhense do PT está numa espécie de contagem regressiva para decidir, finalmente, com quem irá na corrida ao Palácio dos Leões.

Como é sabido, uma banca do partido, especialmente o grupo que exerce funções no primeiro e segundo escalões do Governo e que está de olho nas urnas, atua inclinada na direção de3 Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.

A outra banda, mais próxima da militância, está alinhada ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), que tem tido e repetido que não abra mão da candidatura, aconteça o que vier a acontecer.

Só que aos poucos vai aumentando o grupo da turma do “deixa-disso-vamos-conversar”, afinando o discurso da união partidária e defendendo que os grupos ouçam os ecos do comando do partido em Brasília.

Na cúpula nacional do partido há uma inclinação evidente pela candidatura do vice-governador Felipe Camarão, mas também com a preocupação de não criar uma situação politicamente embaraçosa com o governador Carlos Brandão (sem partido). A preocupação aí é formar um palanque unido para o presidente no Maranhão.

Gestões mais intensas por unidade dentro do PT serão feitas depois do reinado momesco.

Roberto Costa prioriza educação e atua para que o nível da escola pública de Bacabal seja elevado

Roberto Costa abre a 2ª Jornada Pedagógica em Bacabal

Antes de se dedicar à organização das festas carnavalescas em Bacabal, o prefeito Roberto Costa (MDB) fez um dever de casa diferenciado: reuniu nada menos que 2.300 profissionais – professores, mediadores, coordenadores e gestores – da rede municipal de ensino de Bacabal, durante quatro dias, na 2ª Jornada Pedagógica, cujo tema central foi “Formação Integral, Educação Digital e Equidade Educacional”.

O objetivo maior da reunião: melhorar o padrão de qualidade da escola pública de Bacabal, oferecendo ao corpo funcional, a começar pelos professores, uma visão atualizada por meio de oficinas, seminários e atividades formativas, contribuindo para o planejamento pedagógico. Todas atividades focadas na melhoria da gestão escolar com base no novo Plano nacional de Educação (PNE).

Melhorar a qualidade da educação em Bacabal é prioridade absoluta. Foi a recomendação básica do prefeito Roberto Costa, que tem mostrado uma crença inabalável de que no final da sua gestão, daqui a dois anos e 10 meses, o nível do adolescente que sairá da escola pública de Bacabal será outro.

– 2026 é o ano da educação de Bacabal. Os 18 mil alunos da nossa rede receberão fardamento, tênis, mochila com material didático, e os alunos do 5º ao 9º ano, cerca de 7 mil estudantes, também receberão tablets – informou. Esse esforço se estende aos professores efetivos e contratados, que estão recebendo salários reajustados.

Quem participou do evento educacional ficou impressionado com o arrojo da atual gestão de Bacabal no campo da educação.

São Luís, 15 de Janeiro de 2025.

PT sugere voto em cinco nomes para o Senado, mas nenhum é do partido

Weverton Rocha, Eliziane Gama, André Fufuca, Iracema Vale e Pedro Lucas Fernandes são as indicações
do PT para as duas vagas de senador

Enquanto não reúne ainda as condições para se posicionar com clareza e de maneira irreversível em relação à corrida para o Palácio dos Leões, com parte das forças do partido alinhada à pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) e parte defendendo alinhamento ao governador Carlos Brandão (sem partido) em torno da candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), o comando regional do PT, por meio da presidente em exercício, Patrícia Carlos, revela as preferências do partido para as duas vagas de senador, que segundo ela estariam chancelados pelo presidente Lula da Silva. A lista é comporta pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD), candidatos à reeleição; o ministro do Esporte André Fufuca (PP), a deputada-presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (MDB), e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União).

– São nomes colocados como possibilidade de Senado pro PT Nacional, considerados todos como base do governo – disse a chefe petista em entrevista ao programa Xeque-Mate, da TVU, comandado pelo jornalista Matias Marinho.

A lista não surpreendeu, mas chamou a atenção por conta de alguns dados, sendo dois deles especiais. O primeiro é que nenhum pertence ao PT, um indicador claro de que o partido não dispõe de quadros para viabilizar candidaturas à Câmara Alta. E o segundo é a inclusão do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), líder do seu partido na Câmara Federal, que é de oposição ao Governo do presidente Lula da Silva (PT). Os demais nomes fazem, sim, parte da base de apoio da gestão petista.

O senador Weverton Rocha, que tem forte influência no seu partido, faz parte da base de apoio do presidente Lula, mantendo interlocução frequente com o chefe da Nação. Articulador hábil e bem relacionado, tem sido um aliado efetivo do Palácio do Planalto no Congresso nacional, além de ser um legislador produtivo. As dificuldades que tem enfrentado são desdobramentos das suas relações nas perigosas entranhas de Brasília, que aqui e ali o envolvem em situações delicadas, como a fraude bilionária contra aposentados do INSS, por exemplo. Até agora, o senador desafiou as suspeitas e saiu inteiro de cada uma delas. Na corrida à reeleição continua como o nome mais forte, liderando a quase totalidade das pesquisas, contando com o apoio do governador Carlos Brandão.

A senadora Eliziane Gama é aliada de primeira hora do Governo do presidente Lula da Silva, tendo sido vice-líder no Congresso Nacional. O alinhamento ao líder petista se estreitou na eleição de 2022, quando atraiu importantes segmentos evangélicos para apoiar o ex-presidente. A senadora esteve cotada para o ministério, mas permaneceu no Senado, onde teve participação decisiva na aprovação de matérias de interesse do Palácio do Planalto. Participou da CPMI da Covid e foi relatora da explosiva CPMI do 8 de Janeiro. Pertence a um partido de centro-direita, o PSD, e poderá ser candidata na chapa do prefeito Eduardo Braide (PSD), caso ele entra na corrida pelo Palácio dos Leões. Está entre os quatro nomes que de fato disputam as duas vagas e tem lastro ético, moral e político para pleitear a reeleição com o aval do presidente Lula da Silva e do PT.

O deputado federal André Fufuca (PP), atual ministro do Esporte, se tornou um aliado confiável do presidente Lula da Silva, enfrentando a cúpula do seu partido, que o queria fora do Governo e na oposição. Ele pagou preço de ser afastado das suas funções no partido, incluindo a presidência regional do PP no Maranhão, por conta da rebeldia. Realizando um bom trabalho no Ministério do Esporte, André Fufuca tem como irreversível a sua candidatura ao Senado. Está entre os quatro apontados pelas pesquisas como donos de cacife para encarar as urnas com chances de eleição. Está se consolidando como o segundo nome a ter o apoio do Palácio dos Leões.

O convite do próprio PT para que ela se filie ao partido e saia candidata ao Senado é um forte indicativo de que a deputada-presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), é nome forte para qualquer disputa majoritária nessas eleições. E quando a presidente do PT a incluiu numa lista de preferências do PT com o aval do presidente Lula da Silva para o Senado é indicativo forte de que Iracema Vale pode vir a ser candidata a uma das vagas. Nos bastidores da base governista é corrente que ela não será candidata à reeleição, numa decisão que faz sentido porque está claro que o parlamento estadual, uma vez que ganhou estatura política e eleitoral para voo eleitoral mais alto. Sua origem petista reforças mais ainda essa indicação.

Chamou a atenção a inclusão do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) na lista de nomes da simpatia do PT para o Senado. Ele pertence à aliança comandada pelo governador Carlos Brandão, mas em Brasília lidera a bancada do União na Câmara Federal, de oposição ao Governo Lula. Desde que seu nome foi colocado na corrida senatorial pelo presidente do seu partido, Antônio Rueda, em visita ao Maranhão no ano passado, Pedro Lucas foi incluído nas pesquisas e até o levantamento mais recente ele não havia decolado. No meio político, incluindo vozes a ele ligadas, o seu destino é uma reeleição segura, sem riscos, para a Câmara Federal.

Vale a pena aguardar o “afunilamento” previsto pela presidente do PT.

PONTO & CONTRAPONTO

Caxias terá páreo duro pelas cadeiras da Assembleia Legislativa

Catulé Jr., Cláudia Coutinho, Adelmo Soares, Daniella
Jadão e Arnaldo Melo disputarão os votos
caxienses para a Assembleia Legislativa

Quarto maior colégio eleitoral do Maranhão, com mais de 100 mil eleitores, Caxias será palco de uma das mais duras disputas para a Assembleia Legislativa. Ali medirão forças os deputados Catulé Jr. (PP), Cláudia Coutinho (PDT), Daniella Jadão (PSB) e Adelmo Soares (PSB), além do deputado Arnaldo Melo (PP), que sempre teve o seu quinhão eleitoral na Princesa do Sertão.

Chama a atenção o fato de os cinco deputados fazerem parte da base governistas, estando, portanto, alinhados ao projeto de candidatura de Orleans Brandão (MDB), mas em luta renhida entre si.

Catulé Jr. se declara integrante da base governista, mas quando o assunto é a guerra eleitoral em Caxias ele se posicionada com independência, pois sabe que o jogo é pesado, e por isso ele conta com o pai e mentor político, o vereador Catulé um dos mais longevos e bem sucedidos políticos caxienses.

A deputada Cláudia Coutinho (PDT) representa uma das alas do que restou do Grupo Coutinho, liderada pelo ex-prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho (PDT), que foi braço direito do ex-deputado Humberto Coutinho. O apoio que deu à eleição do prefeito Gentil Neto deve retornar na corrida à reeleição.

Suplente que deve exercer o mandato até o final, devido ao afastamento do titular Edson Araújo, recém expulso do PSB por envolvimento na fraude do INSS, o deputado em exercício Adelmo Soares vem realizando um trabalho intenso para consolidar e amplias sua base eleitoral no município.

A deputada Daniella Jadão é votada em Caxias por conta da força política e eleitoral do marido, o ex-prefeito Fábio Gentil, que é de longe a maior liderança da Princesa do Sertão na atualidade. Vai contar, portanto, com a máquina.

O deputado Arnaldo Melo nunca “espocou urna” em Caxias, mas sempre teve um quinhão que justifica sua posição entre os representantes da cidade no parlamento estadual.

Como se vê, vai ser páreo duro, como, aliás, é tradição em Caxias. Até porque outros nomes se lançarão.

Vitorino Freire terá dura disputa pelo voto entre os Rezende

Luanna Bringel Rezende e Andreia Rezende:
disputa em Vitorino Freire

Como previsto ainda no ano passado, uma das disputas mais duras das eleições de outubro se dará em Vitorino Freire na corrida para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa.

Ali já está em andamento o embate de tudo ou nada entre a deputada Andreia Rezende (PSB), candidata à reeleição e apoiada pelo marido, o ex-deputado Stênio Rezende, e a ex-prefeita Luanna Bringel Rezende (União), apoiada pelo irmão, deputado federal Juscelino Filho (União).

Nos bastidores, a avaliação corrente é que em Vitorino Freire a ex-prefeita acumulou grande força política e eleitoral, tendo o suporte do deputado federal Juscelino Filho, contando ainda com o precioso e forte apoio do prefeito Ademar Magalhães, o Fogoió (União).

Do outro lado, o ex-deputado Stênio Rezende tenta articular forças de oposição no município em favor da deputada Andreia Rezende. Essas forças se juntaram a ele nas eleições municipais, nas quais o candidato do deputado Juscelino Filho obteve uma vitória devastadora. A aposta maior de Stênio Rezende é a candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo, da qual é apoiado e de primeira hora.

Para a Câmara Federal, a informação corrente é a de que o deputado Juscelino Filho será, de longe, o mais votado.

São Luís, 12 de Fevereiro de 2026.

Brandão demarca território e cenário sucessório depende agora do PT e de Braide

Orleans Brandão, Felipe Camarão e Lahesio Bonfim
estão decididos, mas cenário só será definido
com a manifestação de Eduardo Braide

A decisão do governador Carlos Brandão de permanecer no Governo até o final do mandato e de apoiar a pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), à sua sucessão, deve produzir uma série de movimentos no tabuleiro da disputa pelo Palácio dos Leões. Na opinião de observadores, um deles será o posicionamento do PT, que está dividido com uma banda apoiando a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), e outra defendendo o alinhamento com o governador Carlos Brandão (sem partido) em torno de Orleans Brandão. No plano nacional, o comando do PT e o próprio presidente Lula da Silva (PT) têm sinalizado aval a Felipe Camarão, mas há quem acredite numa mudança de planos que leve o partido a apoiar a Orleans Brandão. Nesse cenário, porém, o fator Eduardo Braide (PSD) pode mudar o jogo.

Com o seu destino imediato definido e o seu candidato ao Governo também, o governador Carlos Brandão aposta que ele e o presidente Lula da Silva chegarão a um entendimento sobre a campanha do chefe da Nação à reeleição no Maranhão. Ele afirma, categoricamente que sua relação com o presidente “é muito boa” e que não vê “qualquer problema” que possa desestabilizá-la. O que não está claro é como o presidente da República vai se posicionar no estado, se ao lado do candidato do PT, Felipe Camarão, ou apoiando a candidatura de Orleans Brandão. A lógica sugere que o presidente apoiará a candidatura do petista, se ela se tornar irreversível. Mas ninguém descarta que um acordo envolvendo o vice-governador poderia levar Lula da Silva ao palanque de Orleans Brandão.

Na esteira da decisão do governador Carlos Brandão de permanecer no cargo, abrindo mão de concorrer ao Senado, correu ontem no meio político e na blogosfera o rumor de que o presidente Lula poderia adotar uma posição de neutralidade no Maranhão, usando os dois palanques ou nenhum deles. Não passou de um factoide, que não se sustentou por mais de algumas umas horas. Isso porque petistas e governistas se manifestaram afirmando que não há ambiente para neutralidade política nas eleições de outubro, principalmente por parte de um presidente da República em busca da reeleição.

Com a definição do grupo palaciano e a posição firme do vice-governador Felipe Camarão, as atenções se voltam agora para a grande interrogação que é o projeto do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Será candidato a governador? Se for, fará aliança ou seguirá sozinho? Se não for, declarará apoio a um dos três candidatos definidos até aqui? O fato é que qualquer que seja a sua posição, ela terá peso, maior ou menor, na corrida sucessória. Afinal, mesmo tendo mantido silêncio sepulcral quanto ao seu futuro, o prefeito de São Luís continua liderando as pesquisas sobre a corrida aos Leões, o que lhe assegura espaço expressivo nesse tabuleiro, sendo ou não candidato.

O fato é que existem três candidaturas ao Governo do Estado definidas, a do vice-governador Felipe Camarão, a do secretário Orleans Brandão e a do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo). A se confirmar esse cenário, Orleans Brandão passa à condição de favorito, tendo Lahesio Bonfim como principal concorrente, podendo o vice-governador Felipe Camarão reagir, dependendo da posição do seu partido e a do presidente Lula da Silva. Se o prefeito Eduardo Braide entrar na briga, o desfecho do pleito se tornará absolutamente imprevisível. O que ninguém duvida é que será uma eleição com dois turnos.

Nesse contexto, um dado importante: a confiança que o governador Carlos Brandão exibe no projeto de candidatura de Orleans Brandão, quando afirma ele se viabilizou politicamente, e que “está muito bem nas pesquisas”.  

PONTO & CONTRAPONTO

Deputados oposicionistas atacam governador e irmãos; governistas rebatem e reclamam do tom agressivo

Rodrigo Lago e Othelino Neto atacaram
duramente o governador; Antônio Pereira
e Arnaldo Melo rebaterem e reclamaram

O ano será tenso na Assembleia Legislativa, e a julgar pelo que aconteceu na sessão de ontem, o plenário da Casa será um espaço de duros embates entre Oposição e Situação.

Em tom beligerante, os deputados Rodrigo Lago (PCdoB), Othelino Neto (PSB) e Carlos Lula (PSB) atacaram duramente o governador Carlos Brandão (sem partido), que foi acusado de desmandos administrativos e de desvio de recursos, juntamente com seus irmãos.

O deputado Rodrigo Lago ocupou o grande expediente para denunciar suposto enriquecimento ilícito do governador e familiares por meio da compra suspeita de terras na região de Colinas. O parlamentar não economizou adjetivos ácidos para atingir o chefe do Executivo e seus irmãos e sobrinhos.

O deputado Othelino Neto atuou na mesma linha, reforçando a denúncia de supostos desvios de recursos públicos.

Na ausência da liderança do Governo, o vice-presidente da Alema, deputado Antônio Pereira (PSB), saiu em defesa do governador e seus familiares, reclamando principalmente dos termos usados pelos deputados oposicionistas.

Também o deputado Arnaldo Melo (PP), que é o decano da Casa, entrou em defesa do governador e seus irmãos. Sem entrar no mérito da denúncia feita por Rodrigo Lago, Arnaldo Melo deu um depoimento afirmando que o patrimônio agrário da família Brandão na região de Colinas “é o resultado de quase um século de trabalho”.

Ficou claro que o que aconteceu ontem foi só o começo de uma guerra verbal que avançará durante a campanha eleitoral.

Brandão anuncia aumento de 10% para professores e tira munição da oposição na Assembleia Legislativa

Carlos Brandão anuncia o reajuste
de 10% para os professores

Os professores da rede pública estadual receberão seus contracheques de fevereiro com um reajuste de 10% retroativo a janeiro. O anuncio foi feito ontem pelo governador Carlos Brandão. De acordo com o governador, o reajuste de 10% representa um percentual acima da média nacional, sendo também maior do que o aplicado em 2025.

A concessão do reajuste salarial é parte de um conjunto de ações por meio da qual o Governo do Estado vem melhorando as condições de trabalho visando fortalecer a educação na rede estadual de ensino. O reajuste anunciado beneficia professores efetivos, aposentados, pensionistas e profissionais contratados.

– Temos investido muito na educação do Maranhão, fizemos o reajuste, reformamos mais de 700 escolas, demos cumprimento ao pagamento do Fundef, Prêmio Escola Digna e, agora, ao Programa Tô Conectado, que vai distribuir 30 mil chromebooks para fortalecer o trabalho dos professores e conectar todas as escolas – declarou o governador Carlos Brandão.

O curioso é que enquanto o governador Carlos Brandão anunciava a concessão do reajuste salarial, deputados de oposição o criticavam exatamente por não anunciar o reajuste. Um deles chegou a afirmar que o mandatário estaria desrespeitando o magistério. Só que naquele momento a categoria era informada pelo próprio chefe do Executivo que receberá o contracheque de fevereiro devidamente turbinado.

São Luís, 11 de Fevereiro de 2026.

Brandão confirma que fica mesmo no Governo até o fim e que candidatura de Orleans é irreversível

Carlos Brandão cumprirá mandato integral
e apoiará candidatura de Orleans Brandão

“Sim. Vou ficar no Governo até o fim!” Foi essa a resposta dada ontem pelo governador Carlos Brandão (sem partido) à Coluna em meio a uma onda quase frenética de especulações sobre o seu futuro político.

O governador justificou a decisão de abrir mão de uma vaga quase certa no Senado: “Orleans (Brandão) está bem na pesquisa e recebeu o apoio de 12 partidos. Ele se viabilizou politicamente! Tem apoio popular e dos partidos políticos!”

Com a manifestação, o governador Carlos Brandão bate o martelo e coloca ponto final em meses de expectativa sobre como seria o desfecho da crise que rachou a base governista, com o rompimento definitivo com a ala dinista da aliança nascida em 2014. O tom enfático da sua resposta à indagação da Coluna é o mesmo da sua fala de sábado em São João do Paraíso, onde ele anunciou que vai para o “sacrifício” em nome do grupo que lidera, e afirmou, com toda ênfase, que o secretário de Assuntos Municipalista, Orleans Brandão (MDB)), é mesmo o candidato do seu grupo à sua sucessão. “Eu preparei o Orleans”, revelou.

Chama a atenção o fato de o governador Carlos Brandão confirmar a sua permanência no Governo e a candidatura de Orleans Brandão ao retornar de Brasília, onde muito provavelmente conversou com a cúpula do PT sobre o palanque da campanha do presidente Lula da Silva no Maranhão. Trata-se de um nó cego, difícil de ser desatado se o vice-governador Felipe Camarão conseguir atrair o braço maranhense do PT e tornar sua candidatura de fato irreversível, como vem afirmando a cada discurso.

Pelo que está posto agora, com toda clareza, o governador Carlos Brandão se mostra pronto para bancar a sua aposta, mesmo pagando um preço pessoal muito alto, indo para o sacrifício, que será ficar sem mandato, elegendo ou não o seu sucessor. Ele parece convencido de que tem o controle da situação e reúne para levar seu candidato e o seu grupo à vitória nas urnas. E que esse cenário tem cores definidas, mesmo levando em conta o elevado grau de imprevisibilidade da política. O seu “Vou ficar no Governo até o fim!” não é mais um jogo de palavras com o objetivo de ajustar as peças. A manifestação agora é prego batido com ponta virada.

Ao tornar irreversível a sua permanência no Governo e a candidatura de Orleans Brandão à sua sucessão, o governador Carlos Brandão dá o tom da disputa, levando o governador Felipe Camarão, que deve manter o seu projeto de candidatura, e principalmente o prefeito Eduardo Braide (PSD), que até agora não disse uma palavra sobre ser ou não ser candidato, em que pese o fato de que vozes a ele ligadas, como a do vereador Joel Nunes (PSD), seu líder na Câmara Municipal, sinalizar que ele será candidato. O posicionamento de Carlos Brandão serve de baliza também para Lahesio Bonfim (Novo), que tem agora um candidato definido para encarar.

O dado que importa para Felipe Camarão, Lahesio Bonfim e Eduardo Braide é que, ao decidir permanecer no cargo e tornar a candidatura de Orleans Brandão fatos consumados, não sujeitos a revisão, o governador Carlos Brandão se mostra muito seguro do poder de fogo do seu candidato. Causa a impressão de que está apoiado por denso suporte político e grande potencial eleitoral, o que lhe dá uma grande margem de confiança sobre o desfecho da corrida às urnas. Sabe também que o seu projeto, por mais sólido que seja, tem lá sua margem de risco.

Não há, portanto, mais lugar para dúvidas em relação ao futuro do governador Carlos Brandão nem sobre a candidatura de Orleans brandão, que, aliás, adotou um discurso enfático afirmando a irreversibilidade do seu projeto de poder. É esse o cenário a 53 dias do prazo para desincompatibilização.

PONTO & CONTRAPONTO

Flávio Dino corta penduricalho e chama o Poder Público para colocar a casa em ordem

Flávio Dino: abrindo caminho para que a situação
salarial do funcionalismo seja colocada em ordem

Não surpreendeu o volume alentado de manifestações de apoio à decisão do ministro Flávio Dino, do STF, de determinar a suspensão dos penduricalhos que turbinam os contracheques de uma pequena fatia do servidores públicos das três esferas, que muitas vezes elevam seus ganhos para acima do teto salarial (R$ 46 mil), enquanto cerca de 90% da massa de do funcionalismo ganha em média R$ 3,5 mil. Informação divulgada pelo Blog do John Cutrim mostra que investigação feita pela empresa Nexus aponta que o tema acumulou mais de 535 mil interações no X em menos de um dia, após a determinação do ministro. “Foram cerca de 50 mil publicações feitas por 25 mil usuários únicos, com alcance estimado de 9,3 milhões de impressões”, informa a matéria. Outros levantamentos foram feitos e apontam na mesma direção.

O apoio veio mais forte também pelo fato de que a tesourada do ministro nos penduricalhos foi dada dias depois que o Congresso Nacional, numa afronta aos milhões de brasileiros, aprovou um “pacote” de benesses para reforçar a conta-salário de uma cúpula de servidores, que certamente se espraiaria por outras esferas do funcionalismo, como tem acontecido com frequência. No Maranhão, o Tribunal de Justiça teria engatilhado um “pacote de bondades”, para ser emplacado pela atual presidência antes da posse do novo comando, em abril. Com a medida do ministro, o pacote teria sumido da agenda.

Muito mais do que cortar pela raiz esses privilégios ilegais concedidos para castas do serviço público, o ministro Flávio Dino colocou o dedo em mais uma ferida das várias que penalizam os cofres públicos: as distorções salariais nas três esferas da máquina pública. Essa distorção tem produzido diferenças abissais nos ganhos dos servidores dos três Poderes. Com a medida, o ministro chama Executivo, Legislativo e Judiciário à razão, abrindo caminho para a montagem de uma grade salarial as funções tenham remuneração compatível com a sua complexidade. E com a criação de mecanismos draconianos que controlem efetivamente os ganhos baseados na meritocracia.

É o caminho. O ministro acertou em cheio com o choque de realidade.

Rumores sobre vice de Lula geram expectativa em Orleans e em Braide

Lula da Silva pode mudar vice e essa mudança
interessa aos candidatos aos Leões

Rumores sobre possível mudança do vice na chapa com que o presidente Lula da Silva (PT) buscará a reeleição deixou em estado de alerta os comandos políticos que dão suporte ao secretário Orleans Brandão (MDB) e a Eduardo Braide (PSD).

De acordo com esses rumores, Lula da Silva está estudando a possibilidade de lançar o vice Geraldo Alckmin (PSB) ao Governo de São Paulo, abrindo caminho para um vice indicado pelo MDB ou pelo PSD.

Se o rumor da mudança se confirmar e o candidato a vice seja do MDB – como o emedebista mineiro José Alencar foi vice nos dois primeiros governo de Lula da Silva -, a escolha fortalecerá muito a pré-candidatura de Orleans Brandão, que preside o MDB no Maranhão e poderá se tornar peça-chave na campanha do presidente no Estado.

Mas se o acordo for amarrado com o PSD, que pode até indicar o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que comanda o partido no plano nacional, o grande beneficiário da aliança será o prefeito Eduardo Braide, que é o grande nome do partido no Maranhão. Por tabela, a senadora Eliziane Gama teria sua candidatura à reeleição turbinada.

Diante desses rumores, que sacudiram os bastidores da sucessão presidencial nos últimos dias, o comando nacional do PSB começou a se movimentar para preservar Geraldo Alckmin na chapa como vice de Lula da Silva, que parece ser o que quer o vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviço, que já governou São Paulo quatro vezes.

São Luís, 10 de Fevereiro de 2026.

Falas de Brandão, Orleans e Camarão indicam que as posições estão definidas e sem retorno

Carlos Brandão Orleans Brandão e Felipe Camarão:
suas falas indicam que não haverá acordo

Se os discursos feitos pelo governador Carlos Brandão (sem partido), pelo secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) e pelo vice-governador Felipe Camarão (PT) forem mantidos, a tempestade perfeita está armada e a corrida sucessória está definida na base governista. Ao falar em São João do Paraíso, o governador Carlos Brandão afirmou, categoricamente, que não será candidato ao Senado, preferindo “ir para o sacrifício” para eleger Orleans Brandão seu sucessor. Num estúdio do Sistema Mirante, Orleans Brandão, foi taxativo: sua candidatura “é irreversível”, sobrando para o PT e aliados vagas na chapa majoritária. E Felipe Camarão reafirmou que sua candidatura é fato consumado e previu que todo o PT maranhense se mobilizará em torno desse projeto.

Esse clima de definição foi formado com o tomo discurso do governador Carlos brandão em São João do Paraíso. Ele não aventou a possibilidade de ficar no Governo “se as coisas continuarem assim”. Ao contrário, ele foi taxativo: “Eu resolvi ficar até o fim do Governo”. E completou, sem titubear: “Vou ficar por uma causa: continuar esse trabalho que estou fazendo com Orleans Brandão”. E foi além ao justificar sua decisão: “Eu preparei o Orleans. Ele está sabendo de todos os programas e está pronto para dar continuidade a esse trabalho”. Em todas as suas manifestações sobre sucessão antes do discurso de São João do Paraíso, o mandatário havia admitido abrir mão do Senado e lançar Orleans Brandão, mas a fala desta semana não deixou dúvidas: está disposto a pagar para ver.

Numa entrevista à jornalista Carla Lima, numa das emissoras do Sistema Mirante, na semana que passou, Orleans Brandão usou o mesmo tom do governador, ao afirmar, sem rodeios nem reticências, que a sua candidatura “é irreversível”. Antes, ele se dizia pré-candidato, admitia a candidatura, mas sempre encontrava um jeito de jogar a bola para o governador, ressalvando que caberia a ele a última palavra. Na última entrevista, o tom foi outro: seu projeto de disputar o Governo não tem volta, venha junto quem vier.

Em reunião com lideranças do PT em São Luís, o vice-governador Felipe Camarão contribuiu fortemente para consolidar o cenário desenhado pelo governador Carlos Brandão e pelo secretário Orleans Brandão. Na sua fala, ele exibiu forte confiança de que tem o apoio do comando nacional do PT e a convicção de que sua pré-candidatura será confirmada pelo presidente Lula da Silva (PT). E foi além, ao prever, com a mesma autoconfiança, que o PT do Maranhão se unirá em torno da sua candidatura: “Noventa por cento do partido apoia nossa candidatura ao Governo do Estado. Os dez por cento estão lá só por que têm cargos, e isso eu respeito. Mas depois, quando o presidente Lula disser que aqui no Maranhão o PT e a Frente Democrática vão com Camarão, e que nós vamos caminhar todo mundo junto, eu vou receber a turma de braços abertos”.

As três manifestações mostram com clareza que, primeiro, o governador Carlos Brandão parece convencido da impossibilidade de um acordo e está decidido a retirar as suas cartas da mesa, colocar o seu projeto em marcha contando com o apoio dos prefeitos, os quais, acredita, estão alinhadas com o secretário de Assuntos Municipalista, e com o prestígio que ele e seu Governo estão auferindo. Segundo, Orleans Brandão sai do patamar da possibilidade para assumir a condição de candidato de fato, goste quem gostar. E Felipe Camarão reafirma o seu mantra de candidato em qualquer circunstâncias. Ou seja: ambos vão para o embate.

A pergunta que fica no ar é a seguinte: como fica o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva no Maranhão. A resposta foi dada ontem à Coluna por uma voz influente do PT: “O PT dificilmente vai com o Orleans”. Ao mesmo tempo em que um brandonista de proa reforçou: “O Brandão não vai mesmo com o Camarão”.

Desenhado, portando, um cenário de guerra.

PONTO & CONTRAPONTO

Decisão de desembargadora impõe ordem na tumultuada relação de Braide com a Câmara

Eduardo Braide e Paulo Victor vão sentar e
resolver pendências relacionadas à LOA

Decisão da desembargadora Maria da Graça Amorim colocou ontem no embate entre o prefeito Eduardo Braide (PSD) e a Câmara Municipal de São Luís, por conta da não aprovação do Orçamento da Prefeitura para 2026, que vem dificultando o gerenciamento da máquina municipal. A magistrada suspendeu em parte liminar concedida pelo juiz da Vara de Interesses Públicos e Coletivos de São Luís, Douglas Martins, que autorizava o prefeito Eduardo Braide a fazer despesas sem provisão orçamentária. Com a mediada, ela evitou o agravamento da crise.

Na sua decisão, a desembargadora autorizou o prefeito cumprir alguns compromissos financeiros, mas deu prazo de 48 horas para que o prefeito e o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor (PSB), se reúnam e resolvam pendências relacionadas com a votação do Orçamento. E foi além, também dando prazo para que a Câmara Municipal vote a Lei Orçamentária Anual (LOA) o mais greve possível.

Ao colocar ordem na relação da Prefeitura de São Luís com a Câmara Municipal, a desembargadora garantiu que a máquina municipal não pare, e fez mais ainda: determinou que o prefeito e o chefe do parlamento municipal resolvam as pendências numa conversa institucional.

A bola agora está com os dois, pois o futuro das relações dependerá dessa conversa.

Corrida às urnas coloca grupos do PT em choque

Washington Oliveira no centro da crise

Uma guerra está sendo travada dentro do PT, tendo de um lado o ex-conselheiro do TCE e atual secretário chefe da Representação do maranhão em Brasília Washington Oliveira, que defende a aliança do partido com o governador Carlos Brandão (sem partido) em torno da candidatura de Orleans brandão (MDB), e um grupo de líderes petistas que não rezam na sua cartilha, preferindo se posicionar pela pré-candidatura de Felipe Camarão.

Washington Oliveira, que tem como principal aliado o presidente afastado Francimar Melo e a diretora geral da rede IEMA, Cricielle Muniz, é candidato a deputado federal, mas enfrenta resistência de algumas correntes do partido, que não o aceitam com o líder. Francimar Melo e Cricielle Muniz são candidatos à Assembleia Legislativa. No mesmo grupo está o ex-deputado Zé Inácio.

O grupo que se opõe a Washington Oliveira o acusa de atropelar a linha de ação do partido e de colocar o projeto de reeleição do presidente Lula da Silva sob risco no Maranhão. Ele se defende acusando o grupo de fragilizar o partido ao alimentar o projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão, que na sua opinião deveria compor com o governador Carlos Brandão.

Algumas vozes mais moderadas tentam colocar panos quentes nesse confronto, mas tudo indica que a tendência é o acirramento, pelo menos até o governador Carlos Brandão bater martelo, oficialmente, sobre o futuro da aliança governista.

São Luís, 09 de Fevereiro de 2026.

Especial: “Os Tambores de São Luís” alcançou meio século como um clássico da literatura de língua portuguesa e consagrando a obra de Josué Montello

“Os Tambores de São Luís”: foto maior:
capa da edição comemorativa dos 50
anos; fotos menores: Josué Montello
entre capas de outras edições

Há 51 anos, dois meses e alguns dias, Josué Montello colocou ponto final na mais densa e robusta peça da sua ampla e rica obra literária, publicada em meados de 1975, o monumental “Os Tambores de São Luís”, um registro alentado e precioso da rica e cruel São Luís escravagista e que virou um clássico da literatura de língua portuguesa. Nele, o mais importante e profícuo escritor maranhense conta a rica e trágica saga do negro Damião, que conheceu o inferno do cativeiro nos confins de Turiaçu e o misto de purgatório e paraíso forjado pela alforria na Capital da Província, com a consciência de um latinista, que vive o apogeu, a decadência e a extinção do império da chibata e, logo em seguida, o advento da República. Toda a sua trajetória e os fatos que sacudiram a cidade e o império brasileiro são lembrados por Damião em uma só noite, durante uma caminhada solitária iniciada no antigo Largo de Santiago na Praia Grande até a Gamboa, nas proximidades da praia do Jenipapeiro.

Embalado pelo som intenso dos tambores da Casa das Minas – que foram referência espiritual maior ao longo da sua existência -, pelo pálido clarão dos lampiões a gás, pela noite clara e pelos sopros refrescantes da viração, Damião, com a sua mente privilegiada, a sua memória rica, e a sua consciência de negro livre, que queria ser padre e que para tanto foi culturalmente forjado nos estudos de latim, filosofia, história e na leitura dos grandes clássicos da literatura, relembra a sua saga e a trajetória de São Luís até a abolição e à chegada da República.

Ao longo dessa caminhada de algumas horas, tempo em que, sob o peso dos seus mais de 80 anos, se desloca para conhecer o seu primeiro trineto, que levaria o nome do seu pai, o líder negro Julião, e que o perde o único filho homem sem saber, num assassinato que por pouco não presenciou, Damião busca nos recantos da sua ainda prodigiosa memória, fatos que vivenciou na São Luís escravista, movimentada pela força desumana do relho. E nesse roteiro histórico, Josué Montello usa uma sutil, e por isso mesmo genial, mescla de ficção e realidade, colocando Damião frente a frente com personalidades poderosas daquele tempo, como a matrona Ana Jansen, mostrada como símbolo maior da arrogância escravista; o poeta Sousândrade, um sonhador militante do ideário republicano, e o promotor Celso Magalhães, um humanista que ousou enfrentar os senhores de escravo nos tribunais. O escritor o coloca lado a lado com personagens poderosos na luta contra a escravidão, como Padre Policarpo, conhecido como Tracajá por ser mulato, e que se impôs pela sua cultura avassaladora e foi o grande predecessor do protagonista; as negras alforriadas Genoveva Pia e Dona Santinha, que enriqueceram com trabalho duro e usaram seu dinheiro na luta pela libertação; e o genialíssimo Barão, um escravo que nunca apanhou e que atua como uma espécie de consciência crítica de Damião, chamando-lhe à razão sempre baseado numa lógica cortante, quase cartesiana.

Esses e outros personagens, como o brutal senhor de escravo Doutor Lustosa, dono da Fazenda Bela Vista, onde nasceu e cresceu Damião; Julião, pai do protagonista, líder negro que se rebelou e fundou quilombo e terminou devorado por piranhas, mas deixou um legado de altivez; Nhá-Biló, a donzela branca que viveu sua tragédia num quarto de fazenda cheio de bonecas e atormentada por delírios sexuais, e o bispo D. Manuel Joaquim da Silveira, que tirou Damião do cativeiro, deu-lhe base cultural, mas não teve força para torna-lo padre. Em meio a esse universo, movimentam-se governadores, bispos, padres, professores – como Sotero dos Reis, por exemplo -, artistas, jornalistas, policiais, escravos, negros livres, prostitutas e militantes abolicionistas, que se dividiam entre monarquistas, como o próprio herói Damião, e republicanos, como o poeta Sousândrade.

Num esforço hercúleo, só possível a um gênio literário, Josué Montello entremeia a saga de Damião, com seus altos e baixos, com a realidade da São Luís oitocentista, uma cidade culta, com linha direta para a Europa, mas naquele tempo marcada pela ferida escravocrata. Ele enriquece grandemente a estada de Damião no seminário, mostrando o duro e perverso jogo de poder que marcou as relações da Igreja, por seus bispos, com governantes da província e chefes militares de então. Ao mesmo tempo, expõe a crueldade, a vilania e a hipocrisia de muitos membros do clero, que, com raríssimas exceções – como o Padre Policarpo, por exemplo -, distorcia os ditames bíblicos para justificar o apoio à desumanidade escravista. O próprio Damião, que acumulou mais cultura do que todos os padres de sua época, foi vítima daquele clero, que tramou e conseguiu impedir que ele fosse ordenado, apesar dos méritos e conhecimentos eclesiásticos.

No painel histórico que traça da escravidão e da carga de preconceitos por ela gerada, Josué Montello traz à tona, por exemplo, o amor do poeta caxiense Gonçalves Dias, que era mulato, pela jovem Ana Amélia, por ele apaixonada, mas ferozmente rejeitado pela mãe dela, que levou o preconceito ao extremo e transformou o que seria uma bela história de amor numa guerra com partidários de ambos os lados. O preconceito venceu, e o poeta amargou profunda frustração para o resto da vida. Outro registro histórico de peso é o julgamento da escravista Ana Rosa Ribeiro, acusada, com provas substanciais, de haver matado a pancadas um menino escravo, com requintes de crueldade de viés sádico. De um lado, o promotor Celso Magalhães, conhecido humanista e simpático à luta abolicionista, e de outro o famoso advogado Paulo Duarte, que defendia senhores de escravos, mas depois se tornou um baluarte da luta pela República. Num julgamento de cartas marcadas, a acusada foi declara inocente, e na esteira dessa decisão, algumas tragédias aconteceram.

A obra monumental de Josué Montello pinta também, com cores fortes, personalidades poderosas como Ana Jansen, historicamente conhecida pela crueldade com que tratava seus muitos escravos e destaca tumultuada relação dela com o poder. Rica e dotada de apurado senso político e de viés oportunista, a matrona é mostrada na sua inteireza, tanto que o seu encontro com Damião, a pedido dela própria, é um dos momentos mais fortes do livro e da saga do ex-escravo, no qual a petulância escravista alcança o seu mais alto grau. 

“Os Tambores de São Luís” avança na sua relação tênue da ficção com a realidade, registrando, por exemplo, a luta dos negros pela liberdade, com seus padrinhos alforriados organizando fugas, os desdobramentos das leis que reduziam a escravidão. Nesse contexto, o livro mostra a evolução, lenta mas densa, da consciência de que, num mundo em que já existiam democracias plenas, tornava-se uma anomalia política sem sentido manter um país continental como o Brasil ser governado por uma monarquia sem futuro e ainda alimentar um sistema escravista. Tanto que o regime caiu um ano depois da Lei Áurea, que foi decisiva para o advento da República. E o dado mais curioso mostrado no livro é que a grande maioria dos negros se posicionou em defesa da monarquia, vendo na Princesa Isabel a sua grande protetora. Muitos deles pegaram em armas contra a proclamação da República, vendo no novo sistema “coisa de branco ruim”, o que levou a embates sangrentos nas ruas de São Luís.

Sétimo livro de Josué Montello, por muitos apontado como sua obra-prima, “Os tambores de São Luís” é, de longe, o mais rico e contundente resgate do regime escravista no Brasil pela via romanesca, a começar pelo fato de que São Luís foi um empório onde o cativeiro e suas mazelas alcançaram extremos. E foi também onde a abolição produziu a sua contradição mais aguçada no primeiro momento de vigência da Lei Áurea: ex-senhores de escravos mergulhados no desespero de se verem, de repente, sem serviçais cativos no trabalho pesado e nas tarefas caseiras mais simples, e uma multidão de negros livres, também de repente, sem ter para onde ir nem o que comer e nem aonde dormir – muitos retornaram, humilhados, às casas dos seus ex-senhores pedindo abrigo e trabalho -, ou seja, não sabiam como sobreviver. O novo mundo trouxe os seus problemas e os seus desafios, todos discutidos e respondidos pelo apurado senso crítico do Barão, o cativo “que nunca apanhou” e que previu que o preconceito só desapareceria no Brasil quando a união de brancos, negros e índios forjasse uma nova raça, o brasileiro.

“Os Tambores de São Luís” é uma obra definitiva: nos dá uma aula magna sobre literatura e sobre história e expõe as profundas contradições do que chamamos de civilização.

Em Tempo: Não foi sem razão que, onze anos depois de lançado, já traduzido para vários idiomas e reverenciado por críticos de diferentes culturas, “Os Tambores de São Luís” entrou para uma relação de obras “representativas da humanidade”, elaborada pela Unesco. Passados 50 anos da sua chegada ao mundo, a obra, sempre atual, ganhou uma bela edição comemorativa, embalada por uma capa genial, criada pelo artista gráfico Luciano Tasso, providência oportuna da Casa de Cultura Josué Montello.                    

São Luís, 07 de Fevereiro de 2026.

Ao atacar o “Império dos Penduricalhos”, Dino amplia protagonismo e reforça estatura do Supremo

Flávio Dino amplia protagonismo e reforça estatura da Suprema Corte

Ao disparar tiro certeiro, em forma de medida liminar, para acabar ou pelo menos reduzir vantagens concedidas ilegalmente para turbinar salários nos três planos do serviço público brasileiro – federal, estadual e municipal -, declarando assim uma guerra santa ao que definiu como “Império do Penduricalho”, o ministro Flávio Dino assumiu de vez a condição de membro mais destacado do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa decisão, em vigor desde ontem, será ou não confirmada pelo plenário da Corte no próximo dia 25. Ela atinge, de maneira implacável, uma reduzida e privilegiada nata do serviço público nacional nos seus diversos níveis, cujos contracheques exibem mensalmente salários muito acima do que lhes são pagos pelas funções que exercem e que, em muitos casos, deixam para trás o teto constitucional, que é de pouco mais de R$ 46 mil.

Na sua decisão liminar, o ministro Flávio Dino determinou que todas as vantagens não sustentadas por lei com fundamento constitucional sejam imediatamente suspensas. No pacote das vantagens proscritas estão penduricalhos que engordam salários de servidores graúdos do Executivo Federal, Governos estaduais e Prefeituras; das duas Casas do Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, e na Corte Suprema, nos Judiciários federal e estadual. A ordem é que, salvo raríssimas exceções, estas previstas na Carta Magna do País, penduricalhos de toda natureza estão suspensos. E o ministro deu prazo de 60 dias para os Poderes federais, estaduais e municiais promovam a limpeza de contracheques da elite funcional e coloquem suas folhas em situação compatível com a realidade constitucional.

“Aquelas verbas que não foram expressamente previstas em lei – votada no Congresso Nacional ou nas Assembleias Legislativas ou nas Câmaras Municipais (de acordo com cada esfera de competência) – devem ser imediatamente suspensas após o prazo fixado”, escreveu o ministro na sua decisão.

Ao mesmo tempo em que mostrou que sabe o tamanho da briga que está comprando com os segmentos atingidos pela medida, a começar pela entidade representativa de procuradores de municípios de uma região importante de São Paulo, o ministro Flávio Dino viu sua decisão aprovada por políticos, juristas, comentaristas e cidadãos em geral. Todas enxergaram na liminar para banir os penduricalhos dos contracheques, concordando que a medida tem largo suporte constitucional, com pequena margem para contestação, e faz bem ao país, que além de ter reafirmada a Constituição Cidadã e respeitada a regra do teto salarial no serviço público.

Com apenas dois anos como integrante da Corte Suprema – a serem completados no próximo dia 22 -, Flávio Dino já atacou problemas que muitos ministros não fizeram em décadas de Casa. Sua decisão de desmontar o gigantesco, perdulário e ilegal esquema de emendas parlamentares, que tornaram promiscuas, em alguns aspectos, a relação de congressistas com as suas bases, como as chamadas “emendas pix”, cujos recursos têm origem mas não têm autor nem destino. Por conta dessa e de outras decisões para abrir “caixas pretas”, a chamada “banda pouco republicana” do Congresso Nacional o transformou em inimigo número 1.

O protagonismo de Flavio Dino em Brasília vem aumentando desde que ali desembarcou como senador eleito pelo Maranhão após as eleições de 2022. Sem mandato, mas como ministro da Justiça indicado pelo presidente Lula da Silva (PT) ainda na transição, teve atuação forte no desmonte do golpe de estado que estava sendo tramado pela cúpula do Governo Bolsonaro. E foi decisivo quando, havia uma semana no cargo, desmontou a trama golpista no fatídico 8 de janeiro. Foi durante um ano a voz e a cara do Governo Lula, principalmente no enfrentamento da oposição bolsonarista no Congresso Nacional e fora dele. Sua trajetória sofreu uma guinada radical quando, em fevereiro de 2024 ele deixou o Ministério da Justiça, renunciou ao mandato de senador e se tornou ministro da Suprema Corte, com atuação destacada desde o primeiro momento.

Nesses dois anos, ele enfrentou a questão das big techs, disparou pesado contra o crime organizado, tomou posição firme no julgamento do grupo golpista liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está na cadeia, atacou o grande esquema de emendas parlamentares e agora encara com desassombro outro tabu: o “Império dos Penduricalhos”.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisa mostra deputados que lideram a corrida à reeleição para a Assembleia Legislativa

Neto Evangelista e Carlos Lula lideram pesquisa
em que Solenge Almeida, Ricardo Arruda
e Abigail Cunha são destaque

Os deputados Neto Evangelista (União) e Carlos Lula (PSB) lideram as preferências para a Assembleia Legislativa nas eleições de outubro. A posição dos dois veio à tona em pesquisa realizada pelo Inop para medir as tendências do eleitorado para o parlamento estadual. Na sequência aparecem os deputados Solange Almeida (PL), Ricardo Arruda (MDB) e Abigail (PL).

Neto Evangelista, atual líder do Governo na Assembleia Legislativa, é um dos políticos mais atuante da sua geração, marcando presença efetiva nos grandes embates políticos e eleitorais dos últimos anos, principalmente em São Luís, sua base principal, tendo sido lembrado por 40 eleitores (1,60%). Vai tentar o quarto mandato consecutivo.

Também com 40 citações, o deputado Carlos Lula vai tentar o segundo mandato. Integrante destacado do Governo Flávio Dino, do qual foi secretário de Saúde, é um dos mais respeitados quadros do atual parlamento estadual, sendo também o líder informal da oposição.

Mesmo tendo uma atuação discreta, mas efetiva, no seu primeiro mandato, a deputada Solange Almeida (PL) atua fortemente nas suas bases. Tanto que disputou a Prefeitura de Santa Inês, ficando em segundo lugar. Recebeu 35 citações (1,40%).

Deputado de primeiro mandato, Ricardo Arruda foi citado por 33 eleitores (1,32%). Com base Grajaú, onde herdou o espaço do pai, o vitorioso ex-prefeito Mercial Arruda, é um dos principais defensores do governador Carlos Brandão no parlamento estadual.

Convocada pelo governador Carlos Brandão para ser secretária da Mulher desde o início do Governo, a deputada Abigail Cunha (PL), cuja base é Barra do Corda, onde tem o apoio do marido, o prefeito Rigo Teles (PL), praticamente não atuou na Assembleia Legislativa, mas alimentou suas bases. Tanto que foi lembrada por 31 entrevistados (1,24%).

Em Tempo: A pesquisa do Inop ouviu 2.502 eleitores no período de 18 a 28 de janeiro, alcançou 57 municípios, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95% e estás registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-02561/2026.

CPMI do INSS: Edson Araújo vai depor e pode se dar bem ou sair de lá encrencado de vez

Edson Araújo vai depor em CPMI

O deputado Edson Araújo (recém expulso do PSB) vai passar o fim de semana se preparando para a sabatina-interrogatório a que será submetido segunda-feira (9) na CPMI que apura as falcatruas feitas por entidades fajutas que enganaram milhões de aposentados ao longo de anos no país.

Durante a Operação Sem Desconto, por meio da qual investigou os descontos irregulares de benefícios de aposentados do INSS em favor de entidades criminosas, a Polícia Federal apurou que o parlamentar, que é ligado a entidades representativas de pescadores, movimentou nada menos que R$ 54,9 milhões em apenas um mês de 2024 em sua conta pessoal. E que nos primeiros seis meses de 2025 sua movimentação alcançou R$ 18,5 milhões. O volume de dinheiro, sem origem explicada, é incompatível com as condições financeiras do parlamentar.

A convocação do deputado Edson Araújo se deu também pelo fato de ele haver ameaçado o deputado federal Duarte Jr. (PSB), que o denunciou e pediu a sua convocação. Duarte Jr. comunicou à presidência da CPMI e registrou uma queixa na Polícia contra supostas ameaças de morte feitas a ele por Edson Araújo.

O fato é que Edson Araújo, agora sem partido depois de quatro mandatos pelo PSB, terá a oportunidade de colocar tudo em pratos limpos no depoimento que prestará à CPMI.

Se mostrar que os mais de R$ 70 milhões que movimentou em dois anos eram seus, com origem comprovada e tudo o mais, poderá sair da CPMI com alguma chance de sobrevivência política. Mas se não conseguir, se encrencará de vez, podendo sair de lá preso.

O presidente da CMPI, senador Carlos Viana (Podemos – MG), avisou que se Edson Araújo não comparecer para depor, poderá ser levado por condução coercitiva.

São Luís, 06 de Fevereiro de 2026.

TJ elege Duailibe presidente sob o impacto da decisão do CNJ de investigar contrato com BRB

Ricardo Duailibe (segundo da direita para a esquerda), vai presidir
o Poder Judiciário juntamente com Gervásio Santos (vice),
Ângela Salazar (Corregedoria Extrajudicial) e José Gionçalo
de Souza (Corregedor Geral de Justiça)

O Tribunal de Justiça elegeu ontem o seu novo comando, num pleito realizado em meio à larga repercussão da decisão do atual presidente, desembargador Froz Sobrinho de aplicar R$ 2,8 bilhões de Depósitos Judiciais no combalido Banco Regional de Brasília (BRB), que enfrenta grave crise por causa da sua relação fraudulenta com o já liquidado Banco Master. Numa disputa forte, a ala mais conservadora do Judiciário maranhense elegeu o desembargador Ricardo Duailibe, que recebeu 19 dos 33 votos válidos, ficando o seu oponente, o independente desembargador José Luiz Almeida, atual corregedor geral da Justiça, em segundo, com 14 votos. Foram eleitos ainda o desembargador Gervásio Santos para a vice-presidência, o desembargador José Gonçalo de Souza para a Corregedoria Geral da Justiça, e a desembargadora Ângela Salazar para comandar a Corregedoria do Foro Extrajudicial.

Mais uma vez o colégio de desembargadores mandou para o espaço a tradição de escolher dirigentes por meio de grandes acordos, de modo que a votação se desse apenas para cumprir as formalidades. Como o clima foi de disputa, assessores do Poder Judiciário identificados com a atual direção da Corte cuidaram de espalhar que a eleição do desembargador Ricardo Duailibe foi “uma vitória” do presidente Froz Sobrinho, alegando que ele “fez campanha” para o vice-presidente. Nos bastidores do Palácio da Justiça, porém correram intensos rumores, entre eles a avaliação de que, mesmo tendo sido uma vitória segura do desembargador Ricardo Duailibe, com cinco votos de vantagem, os 14 desembargadores que votaram no candidato José Luiz Almeida mandaram um recado forte ao ainda presidente e ao seu sucessor, o de que, em que pesem prêmios que recebeu até aqui, o Poder Judiciário maranhense tem problemas graves a resolver, e que a Corte está dividida.

O presidente eleito Ricardo Duailibe pertence a uma ala mais conservadora do TJ, mas é reconhecido como competente e tem perfil conciliador. Ele chegou à Corte há 13 anos pelo Quinto Constitucional da OAB, na esteira de uma carreira bem sucedida em dois campos, o da advocacia na área trabalhista e o de empresário consolidado no ramo imobiliário. Foi um vice-presidente discreto e deve colocar a sua experiência para intensificar a modernização da Justiça maranhense em todos os seus níveis. Ontem, ao se manifestar sobre a eleição, ele elogiou a gestão do presidente Froz Sobrinho, dizendo que vai atuar na mesma linha.

Além do comando do Tribunal Pleno e do Poder Judiciário como um todo, o futuro presidente Ricardo Duailibe vai herdar alguns problemas, para os quais terá de buscar soluções eficazes e urgentes. O mais visível é o contrato firmado pela atual gestão com o Banco Regional de Brasília (BRB), para a estão de R$ 2,8 bilhões em Depósitos Judiciais. Fortemente atingido pela escandalosa quebra do Banco Master, que pôs a estabilidade do banco candango sob elevado grau de risco. Tal situação colocou o TJ em estado de alerta e sob visível clima de tensão. Mesmo assim, não há dúvida de que o desembargador Ricardo Duailibe encontrará um caminho para desanuviar o clima no colégio de desembargadores e fora dele.

O clima ficou mais tenso com a notícia de que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu investigar o contrato do Tribunal de Justiça com o BRB. E a informação mais intrigante desse imbróglio é a de que o presidente Froz Sobrinho firmou contrato do TJ o BRB sem consultar a Corte.

O presidente eleito venceu um candidato forte, independente e que vem realizando um trabalho denso e eficiente como titular da Corregedoria Geral da Justiça. Nos bastidores, ontem, o comentário geral sobre o resultado da eleição foi que se José Luiz Almeida tivesse sido eleito, o Judiciário passaria por mudança abrangentes. Magistrado culto, de carreira sólida, que cumpriu toda a trajetória, ele chegou ao topo da carreira como um magistrado íntegro e respeitado, tem credenciais de sobra para o cargo. Sem esconder a sua decepção de saber que se aposentará sem presidir a Corte, vendo frustrado um sonho de carreira, José Luiz Almeida reconheceu a derrota e saudou o novo presidente.

PONTO & CONTRAPONTO

Iracema deve se filiar ao PT, mas pode ficar no MDB, dependendo das circunstâncias eleitorais

Iracema Vale: por enquanto no MDB

A decisão da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, de se filiar ao MDB, na esteira de um movimento do PSB de desfiliar seis deputados da base governista numa estratégia para ganhar espaço nas comissões da Casa, abriu caminho para que o jogo partidário para as eleições de outubro se torne mais intenso e imprevisível.

Convidada recentemente para retornar ao PT, sua antiga casa partidária, e sair candidata ao Senado, Iracema Vale foi colocada no epicentro do tabuleiro em que se dá o jogo para os cargos majoritários (senador e governador), deixando aberta também a possibilidade de vir a ser candidata a deputada federal ou a vice-governadora.

Houve quem festejasse e quem lamentasse a sua guinada partidária, mas ela jogou uma ducha de água fria em todos quando sinalizou que a condição de emedebista é temporária. Tanto que ela deixou aberta a possibilidade de se filiar ao PT.

No MDB, a parlamentar pode se sentir em casa. Trata-se do partido do seu pré-candidato a governador, Orleans Brandão, que o preside; é o partido do prefeito de Bacabal e presidente da Famem, Roberto Costa, um aliado firme, e é a cidadela partidária dos Sarney, com quem ela se relaciona muito bem.

E para reforçar, o MDB deve ser o rumo partidário do governador Carlos Brandão, mesmo que ele mantenha o propósito político de permanecer no cargo até o final do seu mandato, abrindo mão de ser senador. Além disso, o MDB é o partido onde estão filiados os seus filhos, Vinícius Vale, prefeito de Barreirinhas, e Herlon Jr., vice-prefeito de Urbano Santos.

Iracema Vale ganhou estatura política, já decidiu que não será candidata à reeleição, mas precisa decidir para onde pretende ir. Como ela própria declarou, seu futuro nessas eleições depende do rumo a ser definido pelo governador Carlos Brandão.

Greve dos rodoviários tem fundo político e pode beneficiar a possível candidatura de Braide ao Governo

Essa imagem não faz sentido em São Luís

A grave nos transportes coletivos de São Luís, que está deixando mais de meio milhão de pessoas em dificuldade extrema para o seu sagrado direito de ir e vir, tem, sim, viés político. E não há nenhuma dúvida de que, como disse o líder do Governo na Câmara Municipal, vereador Joel Nunes (PSD), o objetivo é fragilizar a provável candidatura do prefeito Eduardo Braide ao Governo do Estado.

É nítido o conluio subterrâneo que atua nessa de empresários e ferroviários. E é cristalina a má fé de deixar sem transporte de massa uma cidade como São Luís num momento em que, por conta das prévias carnavalescas e do retorno às aulas, a movimentação de pessoas, incluindo turistas, é bem maior e mais intensa.

Via de regra, paralisação de um serviço dessa natureza se dá em situações extremas, como atraso injustificado de salário – só uma empresa está com esse problema -, demissões em massa ou coisa parecida. Não é o caso de agora, uma vez que o que se está discutido é reajuste salarial e outras vantagens que as empresas se negam a conceder ou, pelo menos, construir uma solução de médio prazo.

Nesse contexto, chama a atenção o discurso de alguns segmentos colocando a responsabilidade no colo do prefeito Eduardo Braide, que vem cumprindo com a sua parte no acordo, subsidiando o sistema com mais de R$ 5 milhões mensais e tentando mediar soluções que deveriam partir das empresas.

O sistema tem problemas graves a serem resolvidos? Tem. A regras de concessão em vigor precisam ser revistas? Sem dúvida. Mas um processo de licitação para mudar o cenário está em curso, derrubando o argumento de inércia da Prefeitura. Pouco ou nada justifica essa paralisação.

E a acusação de intransigência feita ao prefeito Eduardo Braide não cola. Ele é um gestor pragmático, que faz contas e sabe que o desembolso de recursos do contribuinte para bancar o serviço não deve ser maior do que já é.

Finalmente, se o propósito é fragilizar sua ainda provável candidatura ao Governo do Estado, os fatos tendem a turbina-la.

São Luís, 05 de fevereiro de 2026.

Líder na Câmara sinaliza que Braide deve anunciar em março sua candidatura aos Leões

Joel Nunes prevê que Eduardo Braide
será candidato a governador

A sinalização feita pelo líder do Governo na Câmara Municipal de São Luís, vereador Joel Nunes (PSD), de que o prefeito Eduardo Braide (PSD) pode anunciar a sua pré-candidatura ao Governo do Estado em algum momento de março, produziu duas situações de larga importância nesta fase prévia da corrida ao Palácio dos Leões. A primeira é o fato de que a declaração do líder reduzem drasticamente a carga de incerteza em relação ao futuro imediato do prefeito de São Luís, que no entendimento do líder deve ser candidato a governador. E a segunda é que, se confirmada, a entrada do prefeito Eduardo Braide no páreo leonino, deve alterar substancialmente o cenário dessa disputa, principalmente se, lançado pré-candidato, o prefeito da Capital mantiver a dianteira nas preferências do eleitorado.

A fala do vereador Joel Nunes, além de uma manifestação pessoal e isolada, pode ser também um recado cifrado pelo prefeito Eduardo Braide através do líder do seu Governo na Câmara Municipal. Joel Nunes, que foi secretário de Saúde do primeiro mandato, é um dos principais interlocutores e aliados do prefeito ludovicense, e certamente não faria uma declaração desse teor se não estivesse inteiramente afinado com o ex-chefe. Se ele desenhou essa perspectiva, certamente foi motivado por algum sinal emitido pelo prefeito nas suas conversas. Não fossem essas circunstâncias, o líder governista não teria feito a previsão.

No meio político, a candidatura do prefeito Eduardo Braide é tida como certa. O presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, o principal articulador do chamado grupo dinista, tem dito sem reservas que o mandatário ludovicense já bateu martelo em relação ao seu futuro político, só aguardando o momento adequado para anunciar oficialmente a sua pré-candidatura. A previsão de Jerry coincide com a do líder Joel Nunes e a de outros políticos interessados na movimentação do prefeito Eduardo Braide, seja como aliados, seja como adversários.

O prefeito de São Luís continua fechado em copas no que diz respeito à corrida ao Palácio dos Leões, e muito dessa atitude está nas tentativas de adversários que tentam desgastá-lo sem mostrar a cara. Na avaliação do líder Joel Nunes, por exemplo, a greve dos rodoviários, que há 72 horas tem deixado mais de 600 mil trabalhadores sem transporte coletivo em São Luís é de motivação política, e tem o objetivo claro de prejudicar a imagem de gestor do prefeito da Capital. O discurso alinhado dos empresários – estes, sim, os principais responsáveis pela crise -, dos rodoviários, de um desembargador do Trabalho e de diversos canais de comunicação mostra com clareza o complô para colocar toda a responsabilidade da greve na conta do mandatário de São Luís.

Essa ação paredista, somada, por exemplo, ao fato de que até agora a Câmara Municipal não haver ainda votado o Orçamento da Prefeitura de São Luís para 2026 tem como foco desestabilizar o prefeito administrativa e politicamente. O problema é que Eduardo Braide é osso duro de roer, com preparo suficiente para encarar e superar os obstáculos que são colocados deliberadamente na sua caminhada. O fato de ele ter governado cinco anos praticamente sem aliados na Câmara Municipal, enfrentando, ao contrário, oposição dura do próprio presidente da Casa, vareador Paulo Victor (PSB), é uma demonstração de não é fácil prejudicá-lo nem será motivo para impedi-lo de disputar o Governo do Estado.

O fato é que o prefeito Eduardo Braide vem atropelando os problemas e se mantendo no topo das preferências, o que o credencia para, se quiser, dar o paço decisivo para disputar o Palácio dos Leões. E pelo que previu o seu líder na Câmara Municipal, ele está se preparando fazer o anúncio depois do reinado de Momo.

PONTO & CONTRAPONTO       

Eliziane tem o apoio de Kassab para ganhar musculatura em eventual chapa liderada por Braide

Eliziane Gama pode ganhar força
em chapa com Eduardo Braide

Se o prefeito Eduardo Braide entrar na corrida para os Leões, a senadora Eliziane Gama (PSD) ganhará musculatura política e eleitoral reforçada. Isso porque, segundo uma fonte próxima dela, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, gosta muito da senadora e quer mantê-la no Senado.

De acordo com as pesquisas feitas até aqui, Eliziane Gama vem mantando-se em quarto lugar numa disputa que tem o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-senador Roberto Rocha (sem partido) e o ministro do Esporte André Fufuca (PP). Nesse cenário entram ainda o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) e a deputada estadual Mical Damasceno (PSD).

A senadora Eliziane Gama sabe que no grupo governista ela perdeu as condições de disputar com Weverton Rocha e André Fufuca, que têm aparecido cada vez mais como representantes da base alinhada ao Palácio dos Leões. Sabe também que se Eduardo Braide for candidato e abraçar o seu projeto de reeleição ela tem chance de reverter a situação de agora.

Pedro Lucas vai para a reeleição certo de que continuará como líder do União na Câmara Federal

Pedro Lucas deve
manter liderança

 A possibilidade de a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (ainda no PSB) vir a se filiar ao PT e sair candidata ao senado esfriou muito a presença do deputado federal Pedro Lucas Fernandes entre os candidatáveis à Câmara Alta.

Na verdade, disputar o Senado agora não está nem nunca esteve nos planos do parlamentar. Seu nome foi colocado nessa lista como isca para medir o seu potencial, tendo as pesquisas mostrado até aqui que ele ainda não está política e eleitoralmente preparado para entrar numa corrida majoritária.

O seu caminho natural e já reafirmado é a renovação do mandato de deputado federal. E pelo que correu nos bastidores, Pedro Lucas Fernandes vai para a reeleição levando na bagagem a certeza de que, por ter a confiança do presidente nacional do partido, Antônio Rueda, e pelo trabalho de articulação que tem realizado até aqui, continuará como líder do União na Câmara Federal.

São Luís, 04 de Fevereiro de 2026.

Brandão diz que pode ficar no cargo até o final do mandato e reforça opção por Orleans

Carlos Brandão, entre Froz Sobrinho (TJ) e Iracema Vale e cercado de
deputados, admite permanecer no cargo até o final do mandato.
No registro, atrás: Daniel Brandão (TCE), Júnior Cascaria,
Arnaldo Melo, Guilherme Paz, Florêncio Neto, Francisco
Nagib e Wellington do Curso

“Do jeito que as coisas estão caminhando, tudo indica que eu vou ficar até o fim do Governo”. A declaração é do governador Carlos Brandão (sem partido), dada ontem na entrevista coletiva concedida por ele e pela presidente Iracema Vale (PSB) pouco antes da sessão solene que abriu os trabalhos da Assembleia Legislativa em 2026. Não foi uma manifestação com força de irreversibilidade, mas foi contundente suficiente para indicar que o mandatário maranhense está mesmo caminhando nessa direção. A fala reafirmou que nesse caso o projeto para a sua sucessão é a pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), que o governador acredita estar preparado para dar continuidade ao que ele definiu, sem modéstia, como “um Governo que está dando certo”.

Colocado diante do dilema shakespeariano do “ser ou não ser candidato”, o governador Carlos Brandão deixou claro que o motivo principal da sua inclinação para permanecer no cargo até o final do mandato está diretamente relacionado à decisão do vice-governador Felipe Camarão (PT) de não renunciar ao cargo. Ele colocou a posição do vice no elenco de motivos da sua tendência, mas evitou fazer críticas ao vice-governador e ao grupo que ele representa. Sobre isso, o governador limitou-se a dizer que aposta no projeto de Orleans Brandão “porque se não, vai mudar tudo”.

Na sua resposta à indagação sobre sair ou não sair do Governo, o governador Carlos Brandão disse que tem conversado muito com o presidente Lula da Silva (PT), e que na última conversa, o chefe da Nação foi enfático no pedido para que ele seja candidato ao Senado. E completou a informação dizendo: “Nós estamos construindo isso”, ou seja, deixando no ar uma pista de que daqui até o dia 04 de abril muita água ainda rolará nos canais da política maranhense.

Em meio a esse cenário que ainda abriga incertezas, o chefe do Poder Executivo deixou claro que o projeto de lançar Orleans Brandão candidato à sua sucessão está mantido e caminhando para a consolidado e consumado. E citou como fator de consolidação o fato de haver recebido, no início da semana passada, um suporte político decisivo. “Eu recebi a visita (de líderes) de 12 partidos, e eles me informaram que durante o ano de 2025 eles tiveram em alguns eventos com o Orleans (Brandão), e entenderam que ele é um bom nome”, declarou o governador, mas fazendo uma cuidadosa ressalva: “Mas não se toma decisão apenas com partidos. Com os partidos, decidimos o quadro político”.

O mandatário maranhense fundamentou a opção pelo secretário de Assuntos Municipalista com vários argumentos. Primeiro afirmou que ele está preparado para ser governador a partir do fato de que “ele desempenhou um trabalho ao longo de três anos andando no Maranhão inteiro, acompanhando as políticas públicas, com muita humildade, ouvindo os políticos, a sociedade, prefeitos, entidades de classe, movimentos sociais. E conhece muito bem os problemas do Governo. Eu acredito que seria um presente ao Maranhão dar continuidade a um Governo que está dando certo”.

Nessa toada, o mandatário maranhense disse também que a escolha de Orleans Brandão tem também base em pesquisas as quais, segundo ele, o emedebista “está muito bem avaliado”.

E no que diz respeito ao seu próprio futuro, o governador Carlos Brandão, no qual tende a ficar sem mandato, repetindo a atitude política do então governador José Reinaldo Tavares em 2006, disse apenas o seguinte: “Alguns dizem; ´Rapaz, como é que tu vais ficar sem mandato?`. Às vezes é melhor ficar sem mandato, mas salvar o grupo. Eu respeito o grupo. Eu estou pensando mais no grupo do que no mandato”.

E sinalizou que o seu posicionamento também se baseia no fato de que, conforme as pesquisas, o seu Governo é muito bem avaliado. “E 2026 vai ser ainda melhor porque nós temos ainda muitas coisas para tirar do papel”, completou.

Em que pesem as declarações, umas taxativas, outras nem tanto, o governador Carlos Brandão deixou no ar que muita coisa pode acontecer nos próximos 60 dias.

PONTO & CONTRAPONTO

Iracema diz não descartar nenhuma possibilidade, ou seja, pode concorrer à reeleição, ao Senado, à vice…

Tendo ao lado Carlos Brandão e sendo ouvida por Júnior Cascaria e Arnaldo
Melo, Iracema Vale defende o grupo e diz que está à sua disposição

Num contexto em que foi colocada no epicentro da ciranda pré-eleitoral do Maranhão, a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (ainda no PSB, mas em vias de mudar de partido), disse ontem, na coletiva ao lado do governador Carlos Brandão, que o seu futuro está nas mãos do grupo que ele lidera e que está pronta para o que der e vier.

Em relação ao seu próximo pouso partidário, a presidente do Poder Legislativo, que vem sendo sondada pelas diversas legendas da base governista, disse o seguinte: “Para minha é uma honra ser convidada, não apenas pelo PT, mas por todos os partidos, principalmente os que compõem a base aliada do Governo. A gente ser vista, ser lembrada e reconhecido o trabalho da gente nos deixa feliz, com a sensação de estar fazendo o dever da gente”.

E quando ao mandato que disputará em outubro, deixou claro que ainda não decidiu: “Eu não descarto nenhuma possibilidade, porque eu sou uma pessoa de grupo. Nós temos aqui a liderança política do nosso governador Carlos Brandão, que sempre decide as coisas em grupo, conversando, dialogando com os partidos, com as pessoas que compõem esse grupo político. E nós vamos estar sim ao lado do nosso líder e do nosso grupo político escolhendo o melhor caminho para o Maranhão”.

Pressionada por colegas para ser candidata à reeleição, o que se tornou uma possibilidade remota, dada a musculatura política que ganhou, Iracema Vale disse que está pronta para qualquer desafio: “Onde for a posição da Iracema, Iracema vai estar pronta para assumir a posição e ajudar no processo de um Governo que nós acreditamos que está dando certo, está dando resultados para a população e que nós queremos que continue”.

Só para lembrar: ele foi convidada pelo PT para ser candidata ao Senado pelo partido, ou a vice-governadora, caso o partido convença o vice-governador a não se candidatar ao Governo. E numa situação especialíssima, pode vir a ser até mesmo candidata a governadora.

Braide reclama da não aprovação do Orçamento da Prefeitura, e pede a eleitores que cobrem dos vereadores

Eduardo Braide: cobrança
dura a vereadores

O prefeito Eduardo Braide (PSD) criticou ontem, duramente, a Câmara Municipal por causa da não aprovação do Orçamento da Prefeitura de São Luís para 2026, cujo projeto se encontra no parlamento municipal desde agosto do ano passado e a sua não aprovação está criando embaraços administrativos.

Numa fala nas suas redes sociais, o prefeito da Capital chamou a atenção para o fato de que todas as câmaras Municipais do País – são mais de cinco mil – já aprovaram os Orçamentos municipais, enquanto a de São Luís, que está com o projeto desde agosto, ainda não fez a sua obrigação.

Eduardo Braide comunicou à população que, por causa da inadimplência da Câmara Municipal, a prefeitura começa a enfrentar problemas para cumprir obrigações financeiras, já que elas não podem ser honradas sem os recursos previstos no Orçamento que ainda não recebeu o aval dos vereadores.

A reclamação do prefeito, feita em tom de denúncia, coloca a Câmara Municipal em situação incômoda, uma vez que não há, por parte dos vereadores, argumento capaz de justificar nos últimos seis meses do ano passado eles não tenham encontrado tempo para analisar, discutir e votar o Orçamento da Prefeitura.

Isso poderia ser feito em sessão extraordinária em janeiro, durante o recesso parlamentar, mas o presidente da Casa, vareador Paulo Victor (PSD), indiferente às obrigações do Município, preferiu deixar para a retomadas.

A reclamação do prefeito Eduardo Braide deve repercutir hoje no plenário da Câmara Municipal.

São Luís, 03 de Fevereiro de 2026.