Roberto Rocha diz que o Maranhão “tem a pior classe política do Brasil” e que deplora maioria dos detentores de mandato

Roberto Rocha: carga pesada contra atuais
detentores de mandato no Maranhão

Poucas vezes um político militante, originado numa família cujo chefe foi um grande líder político, emitiu um juízo tão depreciativo e tão duro sobre a classe política do Maranhão quanto fez o ex-senador e pré-candidato a senador Roberto Rocha (sem partido), bem situado nas pesquisas mais recentes, em entrevista à Rádio Imparcial, na semana passada, e publicada na edição de O Imparcial deste domingo.

– A maior pobreza do Maranhão é de espírito público – declarou Roberto Rocha, para acrescentar em tom áspero: “Hoje nós temos a pior classe política do Brasil. Desgraçadamente, a pior classe política do Brasil é a do Maranhão. E foi mais longe: “Aquilo que aconteceu em Turilândia está para acontecer em quase todas as Prefeituras do Maranhão”. E concluiu, sem fazer nenhuma concessão: “O Maranhão se transformou na maior lavanderia do Brasil. Pode escrever”. O seu petardo verbal foi dirigido aos senadores, deputados federais e prefeitos.

Não há registro de algo parecido em tempos recentes no cenário político estadual. Tem havido declarações fortes atingindo a classe política, algumas justas outras nem tanto, como também têm acontecido embates localizados entre adversários, alguns em tom de aspereza, com acusações de lado a lado. Mas nada que se compare ao que disse o ex-senador Roberto Rocha na entrevista a O Imparcial. Ele aponta o sequestro de fatias bilionárias do Orçamento da União (neste ano serão quase R$ 70 bilhões), gastos em emendas, entre elas as do chamado Orçamento Secreto, que consumiu bilhões e bilhões de recursos do contribuinte sem que os resultados tenham aparecido. E por conta disso, ex-senador Roberto Rocha declarou, com a mesma ênfase: “Eu hoje deploro a maior parte dos políticos do Maranhão detentores de mandato. Deploro!”

Roberto Rocha teve o cuidado de não citar nenhum nome dos que integram o que definiu como “pior classe política do Brasil”. Mas a julgar pela abrangência dadas suas palavra, e pela contundência da sua fala sobre o seu sentimento pela classe política atual, é lícito, por exemplo, supor que ele não tolera a maioria dos três senadores, deplora a maior parte dos atuais deputados federais e dos deputados estaduais, não suporta a grande maioria dos 217 prefeitos, e também rejeita a fatia maior dos atuais vereadores maranhenses. Como só existe um governador, não é possível imaginar o seu juízo em relação ao atual mandatário estado.

Na entrevista, concedida no dia 12, dois dias antes de o candidato do Novo ao Governo do Estado, Lahesio Bonfim, ter afirmado à Coluna que ele, Roberto Rocha, se filiará ao partido para ser candidato a senador. “O candidato do Novo a senador é Roberto Rocha. Pode publicar”, declarou Lahesio Bonfim, no dia 14. Na entrevista, sem declarar que se filiará ao Novo, Roberto Rocha sinaliza que seu caminho será esse, ao afirmar que o seu campo será o da direita, cujo candidato declarado é Lahesio Bonfim. Na sua avaliação, pelo cenário atual da corrida ao Senado, ele tem chances reais de se eleger senador já que o campo governista só conseguirá eleger um, o senador Weverton Rocha ou o ministro André Fufuca (PP). No outro campo, só ele tem cacife paras entrar nessa disputa.

E numa avaliação da corrida ao Palácio dos Leões, o ex-senador Roberto Rocha disse o grupo identificado como dinista tem três plano: o plano A é “afastar o Brandão”; o plano B “é apoiar o Braide”, e o plano C “é o Felipe Camarão”: “Se houver segundo turno, o candidato do Governo perde”. E nesse contexto, o ex-senador fez a seguinte avaliação: “Se o (Eduardo) Braide não sair, será o (Felipe) Camarão, que é um rapaz bom, um rapaz talentoso, que está num partido forte – que é o partido do presidente da República – e que reúne todas as credenciais para ser um candidato competitivo”.

Sobre a sua candidatura ao Senado, Roberto Rocha disse que ela está decidida, manifestando nítida confiança de que uma das cadeiras será sua.

PONTO & CONTRAPONTO

Dono de retórica afiada, Roberto Rocha porém tropeça quando diz que julgamento de Bolsonaro foi “farsa”

Roberto Rocha vê Jair Bolsonaro como
vítima de uma “farsa” judicial

Na entrevista à TV Imparcial, o ex-senador Roberto Rocha confirmou a sua fama de ser habilidoso no uso das palavras, montando com a sua retórica equações políticas muito bem formuladas, muitas convincentes, outras, porém, sem lastro para convencimento. Um exemplo de inconsistência: sua argumentação para afirmar que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela Suprema Corte por tentativa de golpe “foi uma farsa”.

O ex-senador Roberto Rocha afirma que o julgamento do ex-presidente não poderia ter sido julgado pelo STF porque no dia 8 de Janeiro ele não era mais presidente da República, dando a entender que por conta da invasão e destruição das sedes dos Três Poderes, o ex-chefe da Nação deveria ser julgado na primeira instância.

O ex-senador se esforça para que a sociedade esqueça que Jair Bolsonaro e seus auxiliares na trama golpista agiram quando estavam no pleno exercício do poder. O apoio claro aos acampamentos golpista em Brasília e em outras capitais foi mantido até o ainda presidente praticamente fugir para os EUA; a redação da minuta de decreto de golpe de estado; o plano “punhal verde-amarelo” prevendo o assassinato do presidente eleito Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes, além de outras ações, como a tentativa da Polícia Rodoviária Federal para impedir que milhares de eleitores votassem no Nordeste, e armações logo desmascaradas, como a “greve” forjada de caminhoneiros para criar uma situação de impasse político e, finalmente, a reunião do então presidente com chefes das Forças Armadas, que não aceitaram a trama golpista – dos três, só o chefe da Marinha, almirante Almir Garnier topou, e por isso está na cadeia. Essas e outras artimanhas foram tramadas e postas em prática quando Jair Bolsonaro estava no pleno exercício do poder, com claro conhecimento do Palácio do Planalto, como ficou amplamente demonstrado pela denúncia da Procuradoria Geral da República.

O único argumento do ex-senador Roberto Rocha para classificar de “farsa” o julgamento e a condenação foi que Jair Bolsonaro já não era presidente no 8 de Janeiro. O problema é que aquela brutalidade contra as instituições foi apenas o último e desesperado ato do movimento golpista já condenado ao fracasso, que começou com a tentativa sem base do então presidente e sua turma de fragilizar o sistema eleitoral brasileiro, à prova de fraude.

A cadeia de fatos, que o ex-senador não lembra, mostra que, apesar consistência da sua abordagem sobre economia e política partidária, a posição do ex-senador sobre esse tema não se sustenta.

Orleans quer MDB forte na corrida por cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa

Orleans Brandão

O presidente regional do MDB e seu pré-candidato ao Governo, Orleans Brandão, está trabalhando para que todos os deputados estaduais ainda filiados ao PSB, migrem para o seu partido. São sete parlamentares, entre eles a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, e o 1º vice-presidente, deputado Antônio Pereira.

A ação de fortalecimento partidário é parte do projeto de chegar ao Palácio dos Leões. Ele quer que o MDB, que hoje só tem um deputado estadual enfrente as urnas com uma chapa forte, que além dos deputados, inclua candidatos viáveis, como o ex-deputado federal João Marcelo Souza e o ex-prefeito de São Mateus Ivo Rezende, que é filiado ao PSB e deve migrar para o MDB.

Nas contas de um emedebista militante, se Orleans Brandão confirmar sua candidatura a governador, como está sendo desenhado, a aposta dos seus conselheiros é no sentido de que o MDB eleja pelo menos 10 deputados estaduais e três federais, incluindo Roseana Sarney, que deve concorrer à reeleição. São Luís, 18 de Janeiro de 2026.

Rumores “apontam” tendência de Braide se candidatar; prefeito se mantém ativo, mas em silêncio

Eduardo Braide: atuação forte
nas suas redes sociais

A semana que termina neste sábado foi pródiga em rumores dando conta de que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) teria decidido concorrer ao Governo do Estado, estando se preparando para anunciar a sua candidatura. Por essas informações – nenhuma confirmada nem com fonte identificada -, o prefeito já teria instruído um grupo se auxiliares políticos para espalhar a novidade em grandes municípios, onde, segundo as pesquisas, ele estaria na liderança das preferências do eleitorado na corrida ao Palácio dos Leões. E de acordo com esses rumores, Eduardo Braide teria confirmado a senadora Eliziane Gama (PSD), candidata à reeleição, como integrante da chapa que ele vier a liderar, caso confirme a decisão de renunciar a dois anos e nove meses à frente da maior e mais importante Prefeitura do Maranhão para entrar numa disputa cujo desenho é ainda impreciso.

Alguns sinais dão gás a esses rumores. Até o final do ano passado, há um mês atrás, portanto, o prefeito Eduardo Braide vinha se mantendo arisco a qualquer tentativa de fazê-lo emitir algum sinal de que está mesmo inclinado a ser candidato a governador. Mas na sua mensagem de final de ano, publicada nas redes sociais, o prefeito da Capital deixou a impressão de que, de fato, tem planos de deixar o Palácio de la Ravardière para tentar se mudar para o Palácio dos Leões, que estão a menos de 100 metros de distância, separados por ao penas um muro, mas cuja travessia exige quase dois milhões de votos válidos.

Há dois dias, um político que conhece bem o pensamento político de Eduardo Braide previu que no momento a inclinação do prefeito seria no sentido de se candidatar. Pelo simples fato de que, na avaliação que o próprio prefeito faz, esse é o momento ideal para a sua tentativa de chegar ao Palácio dos Leões. Pelo menos até aqui, o cenário lhe é claramente favorável, como têm mostrado com insistência as três dúzias de pesquisas sobre a corrida ao Governo feitas nos últimos 15 meses. E com o adendo de que ele sairia de São Luís com um cacife difícil de ser superado por outros candidatos.

Eduardo Braide é um político pragmático, que toma decisões com a razão e não com a emoção nem com o fígado. Assim, ao mesmo tempo em que mantém silêncio sepulcral sobre ser ou não ser candidato, intensifica a propagação da sua imagem de bom gestor e de político sem amarras partidárias e sem tutela de padrinho político. Esse perfil, que vem sendo cuidadosamente modelado desde o seu o primeiro mandato de deputado estadual, é que vem lhe dando prestígio, que é ampliado pela marca de gestor ousado e eficiente.

Na interpretação do político ouvido pela Coluna, o prefeito de São Luís estaria apenas aguardando o momento certo para anunciar a sua candidatura, o que, na sua previsão, deverá acontecer “depois do Carnaval”. Por esse roteiro, até o prefeito terá um cenário mais definido em relação aos seus concorrentes, a começar pelo mais forte deles no momento, o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), caso o governador Carlos Brandão (sem partido) confirme que permanecerá no cargo, abrindo mão de disputar o Senado. É essa decisão que definirá o movimento decisivo de ser ou não ser candidato a ser feito pelo prefeito de São Luís.

Até lá, Eduardo Braide permanecerá em silêncio sobre a corrida eleitoral, mas muito eloquente em relação aos feitos da sua gestão, como uma espécie de cuidadosa, mas eficiente, pré-campanha, que faz sozinho com as suas postagens diárias nas suas redes sociais, que têm alcance cada vez mais abrangente. Qualquer que venha a ser a sua decisão, ela entra agora em contagem repressiva para ser anunciada.

PONTO & CONTRAPONTO

Com Pedro Lucas e Juscelino Filho em rumos diferentes, União deve ir para as urnas dividido

Pedro Lucas e Juscelino Filho: sem confrontos,
mas em caminhos diferentes no União

Uma medição de força não declarada, e sem confronto aberto, está em curso no braço maranhense do União Brasil por conta da eleição presidencial. De um lado está o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, líder do partido na Câmara Federal e que preside a legenda no Maranhão, e do outro o deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho.

O deputado Pedro Lucas Fernandes integra a corrente do partido liderada pelo atual presidente nacional Antônio Amoedo, saído do antigo PSL, de linha muito próxima do bolsonarismo e que trabalha pela não reeleição do presidente Lula da Silva (PT). O parlamentar deve apoiar um candidato da direita, conforme a orientação do presidente do União.

O deputado Juscelino Filho, por sua vez, que pertence à corrente oriunda do DEM, lidera pelo atual vice-presidente nacional, o líder baiano ACM Neto, que não apoia a reeleição do presidente, mas não cria problemas para aliados que simpatizam com o projeto de reeleição do presidente da República. Ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho não esconde sua inclinação de apoiar o líder petista.

Na corrida ao Governo do Maranhão, Pedro Lucas Fernandes está assumidamente alinhado ao projeto de candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB), já tendo se manifestado claramente sobre o assunto. Já Juscelino Filho, que não fecha com o governador Carlos Brandão, tende a apoiar uma possível candidatura do prefeito Eduardo Braide ou, numa outra situação, a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT).

O fato é que, a julgar pelos movimentos dos dois parlamentares, o União Brasil irá dividido para as urnas maranhenses.   

Iracema ainda não decidiu para qual partido vai migrar em março

Iracema Vale: força política,
mas ainda sem rumo partidário

A deputada Iracema Vale, presidente da Assembleia Legislativa, estaria vivendo um momento de indefinição em relação ao partido ao qual se filiará quando a janela partidária for aberta, em março. Nesse contexto, uma situação parece definida: ela não permanecerá nas fileiras do PSB, ao qual permanecerá filiada até poder migrar para outro partido sem correr o risco de perder o mandato.

Inicialmente, o caminho da presidente da Assembleia Legislativa seria filiar-se ao PDT, cujo presidente, senador Weverton Rocha, que busca a reeleição, como um aliado de peso. Os problemas que envolveram a legenda brizolista nos últimos tempos acenderam o alerta amarelo, levando conselheiros da parlamentar a recomendar-lhe cautela nesse campo minado.

O outro caminho para a presidente do Poder Legislativo é sua filiação ao MDB, partido que hoje expressa o grupo brandonista, a começar pelo pré-candidato do Governo à sucessão estadual, Orleans Brandão, que hoje preside o partido. Para muitos, o MDB é o caminho natural do governador Carlos Brandão, podendo ser também o da deputada.

Com a maior votação em 2022, superando a casa dos 100 mil votos, e fazendo história como a primeira mulher a presidir o parlamento estadual, a deputada Iracema Vale é hoje politicamente muito maior do que quando assumiu o atual mandato.

A presidente da Assembleia Legislativa não pode errar na escolha do novo partido.

São Luís, 16 de Janeiro de 2026.

Lahesio Bonfim afirma que será governador e anuncia Roberto Rocha para o Senado

Lahesio Bonfim: “Vou ser governador”

“Sou conservador de direita e vou ser governador”. A declaração, feita em tom seguro, é do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, pré-candidato do Novo ao Governo do Estado. Ele está em plena pré-campanha e situado ora em terceiro lugar e ora em segundo nas pesquisas de opinião para medir as preferências do eleitorado nessa fase prévia da corrida ao Palácio dos Leões. À Coluna, Lahesio Bonfim rejeitou o rótulo de “bolsonarista”, mas não abre mão de buscar apoio nesse segmento da extrema direita, mesmo admitindo que nunca foi “benquisto na família Bolsonaro”. Ele só não admitiu fazer qualquer tipo de aliança com a esquerda. “São água e óleo”, disse. Ele afirmou ter um “projeto de Governo, “que está muito bonito”. E fez uma revelação política: o ex-senador Roberto Rocha vai se filiar ao Novo para ser candidato ao Senado.

Aos 47 anos, médico por formação e político por convicção, foi duas vezes prefeito do pequeno São Pedro dos Crentes, município com 5 mil habitantes, situado na região central do estado, a 738 km de São Luís, Lahesio Bonfim tem as suas gestões no município como a sua grande referência. “Não há comparação com outras gestões”, diz ele, afirmando que o que realizou no município é uma mostra do que fará em escala maior no Maranhão se chegar ao Palácio dos Leões. Em relação à governança do Estado, ele critica os elevados gastos com programas sociais e defende uma gestão com orientação conservadora e com “liberdade econômica”, que é a base programática do seu partido, o Novo, o mais ranheta arauto do liberalismo no país.  

Lahesio Bonfim entra na briga pela sucessão do governador Carlos Brandão (sem partido) disposto a superar o seu desempenho na eleição governamental de 2022, quando saiu das urnas como o segundo mais votado, com 24,87% da votação, deixando para trás o senador Weverton Rocha, candidato do PDT, que iniciou aquela corrida como favorito, mas terminou em terceiro lugar e que foi vencida em turno único pelo atual governador, que saiu do 1º turno com 51,29% dos votos. Em relação à disputa em curso, o candidato do Novo avalia que “nada está decidido ainda” em relação a candidaturas.

Para ele, se o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) for candidato, será um cenário. Sem ele, a situação mudará radicalmente. Na sua avaliação, o vice-governador Felipe Camarão (PT) pode vir a ser governador, com o governador Carlos Brandão como candidato ao Senado. Mas Carlos Brandão pode permanecer no cargo e manter a candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), que poderá sair do páreo se o governador sair para o Senado. “Nada está definido. Tudo pode acontecer” nos próximos dois meses, previu, excluindo-se, claro, desse ambiente.

Em relação à sua candidatura, Lahesio Bonfim garante ser fato consumado, independentemente de qual venha ser o cenário geral da disputa. Ele descarta, de maneira fulminante, sugestões que já recebeu para ser candidato a senador ou a deputado federal. Acha que poderia se eleger para a Câmara Federal ou poderia ser senador, mas descarta essas alternativas afirmando que não está atrás de cargos e que o seu foco é o Governo do Estado, porque tem um projeto para “mudar Maranhão”.

Na rápida conversa telefônica com a Coluna, na tarde de ontem, interrompida várias vezes por inconsistência da internet – ele estava na estrada -, Lahesio Bonfim fez uma revelação: o ex-senador Roberto Rocha vai se filiar no Novo, nos próximos dias, para ser candidato ao Senado na sua chapa. “Pode anotar e publicar: Roberto Rocha será o candidato a senador na nossa chapa”, enfatizou. Lahesio Bonfim acredita que, com a entrada do ex-senador Roberto Rocha, a chapa majoritária do Novo ganhará mais força.

Dono de um estilo ousado e de um discurso enfático e às vezes agressivo, e visto por muitos como falastrão, o candidato do Novo aos Leões exibe convicções e otimismo.

PONTO & CONTRAPONTO

Entrada de Roberto Rocha pode acirrar a disputa pelas vagas na Câmara Alta

Roberto Rocha tentará volta ao
Senado como candidato do Novo

A se confirmar, de acordo com a informação dada por Lahesio Bonfim, a filiação do ex-senador Roberto Rocha ao Novo e a definição da sua candidatura poderá alterar expressivamente o canário da corrida às duas vagas no Senado. Isso porque, se o cenário atual com três candidaturas viáveis – as do senador Weverton Rocha (PDT) e da senadora Eliziane Gama (PSD) à reeleição e a do ministro do Esporte, André Fufuca (PP) – já é de indefinição, a entrada do ex-senador na corrida vai assanhar ainda mais esse quadro.

Político assumidamente de direita e muito próximo do bolsonarismo, Roberto Rocha tem pontuado bem nas pesquisas, aparecendo nas pesquisas com poder de fogo para disputar a segunda vaga. Sua situação só se complicará se o governador Carlos Brandão vier a rever sua decisão de permanecer no cargo e entrar na corrida senatorial, na qual é franco favorito em todas as pesquisas publicadas até aqui.

Ao ingressar no Novo, o ex-senador Roberto Rocha poderá encontrar, finalmente, o pouso partidário adequado ao seu perfil ideológico: de direita radical e calcado no liberalismo econômico. Ele próprio não veio ainda a público informar dessa escolha partidária e desse projeto eleitoral. Mas o candidato a governador do partido, Lahesio Bonfim, foi taxativo: “Pode anotar e divulgar: Roberto Rocha vai se filiar ao Novo e será candidato a senador”.

Vale lembrar que nessa seara está também o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), que está em pré-campanha aberta, e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) cujo projeto é mesmo a reeleição.

Rubens Júnior mostra com precisão as inclinações do PT em relação à corrida aos Leões

Rubens Júnior, ontem, na TV Mirante: precisão

O deputado federal Rubens Júnior (PT) colocou ontem, em pratos limpos, de maneira clara e incontestável, as inclinações do seu partido em relação à disputa para o Governo do Estado, em entrevista à TV Mirante. Ele usou precisão quase cirúrgica ao mostrar que o PT tem três teses sobre o tema.

A primeira: apoio à candidatura do vice-governador Felipe Camarão, que é o único petista a ocupar esse posto em todo o País. “É natural que ele se coloque à disposição do partido para ser candidato”, declarou, acrescentando que Felipe Camarão tem o apoio da maior fatia da militância do partido.

A segunda: uma aliança com o governador Carlos Brandão (sem partido), que no caso será feita em torno da candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado. Essa tese encontra mais adeptos entre os líderes do partido no estado.

E a terceira: o apoio do PT à eventual candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Sem fazer uma afirmação categórica, Rubens Júnior disse que a conversa nesse caso está se dando entre os partidos.

E concluiu, tencionando as expectativas: o que vai acontecer, só o tempo dirá, como o senhor da razão.

Sua equação bate com a que a Coluna mostrando há meses.

São Luís, 15 de Janeiro de 2026.

Orleans mostra bom senso ao defender a relação do governador Brandão com o presidente Lula

Reunindo os ministros Renan Filho e André Fufuca, Giselle Brito
(1ª dama de Timon), o prefeito Rafael Brito e o governador Carlos
Brandão, a imagem confirma a produtiva relação sólida e produtiva
do Governo Lula com o Governo do Maranhão defendida
por Orleans Brandão em declaração após a inauguração

“O presidente Lula tem ajudado muito o Maranhão. Não tem como a gente não marchar junto com o presidente Lula. O presidente que você tem visto, a parceria que ele tem feito com o governo Brandão, os ministros abrindo as portas dos ministérios. O presidente Lula da BR-226, uma obra histórica aqui. O presidente Lula que está dobrando a Avenida Litorânea, em São Luís. Então é muita coisa acontecendo e a gente tem que ser grato”.

A declaração é do secretário de Assuntos Municipalistas e pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, e foi dada segunda-feira em Timon – onde acompanhou o governador Carlos Brandão na entrega do Contorno Rodoviário da cidade –  em meio a uma forte repercussão de um vídeo, divulgado no domingo, no qual o empresário Marcus Brandão, ex-presidente e um dos integrantes da cúpula do MDB, desmente, classificando de mentiroso, vídeo no qual ele teria feitos ataques ao presidente Lula da Silva (PT). Na manifestação, o pré-candidato da base governista não fez referência ao vídeo do empresário Marcus Brandão, mas não esconde que se tratou de um gesto de apoio ao pai e principal articulador do seu projeto político e uma clara tentativa de evitar que o governador Carlos Brandão (sem partido) injustamente envolvido no factoide.

Orleans Brandão se manifestou segunda-feira em Timon, onde acompanhou o governador Carlos Brandão na entrega do Contorno Rodoviário da cidade, que contou com a presença dos ministros dos Transportes, Renan Calheiros Filho (MDB), e do Esporte, André Fufuca (PP) e pré-candidato ao Senado.

As palavras do secretário de Assuntos Municipalistas foram precisas e definiram corretamente a relação do presidente Lula da Silva com o Governo Carlos Brandão. Ele falou na condição de auxiliar mais próximo do governador Carlos Brandão, conhecedor, portanto da importância do Governo Lula para o atual Governo do Maranhão. E sem fazer rodeios nem mostrar interesse em minimizar, deixa claro que grande parte das realizações em curso no estado se deve à bem articulada parceria do Palácio dos Leões com o Palácio do Planalto. Entre muitos exemplos, cita a duplicação da Avenida Litorânea como um dos frutos dessa relação. E afirma, sem titubear, que “não tem como a gente não marchar com o presidente Lula”.

Orleans Brandão falou claramente pela via do bom senso, e mostrou afinação total com a postura que o governador Carlos Brandão tem exibido até aqui em relação ao presidente Lula da Silva. O mandatário maranhense tem reconhecido os resultados do seu convício institucional com o presidente da República, não havendo nenhum registro de que em algum momento ou circunstância tenha colocado isso em dúvida. E não esconde que, mesmo enfrentando problemas com uma oposição também alinhada ao líder petista, tem reafirmado que o seu caminho nas eleições deste ano é apoiar o projeto de reeleição do chefe da Nação. Tanto que o seu maior desafio no momento é definir o formato do palanque do presidente no Maranhão.

Diferentemente do empresário Marcus Brandão, que se manifestou como que reagindo a um ataque, o secretário Orleans Brandão fez a parte que lhe coube nesse imbróglio político: colocou as coisas nos seus devidos lugares no que diz respeito à relação ao governador Carlos Brandão com o presidente Lula da Silva. Com isso, mostrou que o governador e o Governo estão fora desse factoide, exatamente porque qualquer afirmação, ilação ou insinuação dessa natureza não alcançará o governador e o Governo. Pelo simples fatos o mandatário maranhense vem tendo uma postura correta em relação ao presidente da República, nas searas institucional, política e pessoal.

Em relação ao empresário Marcus Brandão, nada mais justo ele sair em defesa própria e afirmando estar sendo vítima de adversários políticos, que o atacam com “fuxico”. O problema é que, com o poder de fogo de quem controlou o MDB até semanas atrás, e com a influência que tem mostrado no meio político, especialmente nos bastidores, Marcus Brandão diz que não é candidato a nada, minimizando sua candidatura a um “cargo” único e influente: o de pai de governador.

Por isso ele terá de conviver com a condição de alvo até outubro.

PONTO & CONTRAPONTO

Camarão reafirma em Carutapera que não abre mão de disputar os Leões

Felipe Camarão expressa sua formação de
católico praticante na basílica de
São Sebastião em Carutapera

“Minha decisão de ser candidato está mantida. Não há nada que me faça mudar de ideia”. Foi com declarações como essa que o vice-governador Felipe Camarão (PT) cumpriu ontem, em Carutapera, no extremo norte do estado, mais uma etapa da agenda da sua pré-campanha ao Governo do Estado, realizando mais uma edição dos “Diálogos pelo Maranhão”. Ele participou também da festa de São Sebastião, que nesse período do ano mobiliza a comunidade católica da cidade e da região.

Na reunião política que realizou, o vice-governador repetiu, com a mesma ênfase, que não abre mão da sua candidatura e que disputará o Palácio dos Leões em qualquer circunstância. “Meu único compromisso é com o povo”, declarou. Nas suas falas, acrescentou que sua incursão pelos municípios tem como objetivo central a reunião de demandas para a montagem de um plano de governo realista, calcado nas necessidades da população.

Em relação à candidatura, reafirmou ser pré-candidato e que disputará o Governo, independentemente das dificuldades que possa vir a enfrentar no plano partidário. Estava acompanhado de aliados do PT, e como sempre exibindo a bandeira do partido e de agremiações de esquerda.

Em Carutapera, Felipe Camarão dedicou um espaço da sua agenda à sua sólida formação de católico praticando ao participar de missa e de eventos relacionados com os 116 anos dos Festejos de São Sebastião, que durante essa época do ano.

Júnior Viana assumiu a Articulação Política depois de planejar candidatura à Assembleia Legislativa

Júnior Viana tem a confiança de Carlos Brandão

O novo secretário de Articulação Política do Governo do Estado, Júnior Viana, alterou o seu roteiro político quando o governador Carlos Brandão (sem partido) o convidou para assumir o cargo. Ele se preparava para pedir demissão do cargo de subchefe da Casa Civil para se candidatar a uma vaga na Assembleia Legislativa, o que faria em meados de março, conforme a orientação do governador na reunião com o 1º escalão no último dia 5.

Júnior Viana tem forte inclinação para ingressar de vez na política, motivado pelos exemplos que teve na família. O seu pai, o médico e comunicador Francisco Viana foi vereador em São Luís, mas preferiu deixar a ciranda política e partidária depois do primeiro mandato. O mesmo aconteceu com o seu tio, o advogado Emanuel Viana, que se elegeu deputado estadual nos anos 90 do século passado, se tornando conhecido pelo desassombro parlamentar e pelo slogan “o homem que não engana”.

Júnior Viana assumiu a Secretaria de Articulação Política no lugar do experiente ex-deputado Rubens Pereira, que vinha se afastando do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão desde que eclodiu a chamada “Crise dos Áudios”, que atingiu fortemente o seu filho, o deputado federal Rubens Pereira Júnior (PT).

O novo secretário de Articulação Política tem muito trabalho pela frente.

São Luís, 14 de Janeiro de 2026.

Recusada pela Justiça, recomendação para liberar Curió e sua turma da cadeia abriu crise no Ministério Público

O casal Curió tentou deixar a cadeia com o aval
de Orfileno Bezerra, mas foi barrado por Maria das
Graças Amorim e criou um problemão
para Danilo Castro, que está de férias

O Maranhão institucional está vivendo uma das mais graves crises desde a volta do estado democrático de direito com a Constituição do Estado, editada em 1989. Um dos frutos mais importantes gerados pelo Ministério Público Estadual, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas – Gaeco, que combate à corrupção na malha estrutural do Poder Público, a começar por Prefeituras, mergulhou, nos últimos dias, numa crise sem precedentes, causada exatamente pelos desdobramentos judiciais de uma das suas ações mais fortes em tempos recentes: o desmonte da quadrilha que teria roubado milhões do pequeno município de Turilândia.

O roteiro da crise tem formato clássico: o Gaeco investigou ampla e cuidadosamente denúncia consistente e descobriu, segundo seu relatório, que o prefeito reeleito de Turilândia (31,6 mil habitantes e situado na Baixada Ocidental), Paulo Curió, comandou uma quadrilha, que incluiu todos os nove vereadores do município, ao longo de três anos rapinou nada menos que R$ 56 milhões dos cofres públicos. Com base no relatório, a Justiça estadual determinou o afastamento e a prisão preventiva – sem prazo para terminar – do prefeito, da primeira-dama, da ex-vice-prefeita, dos vereadores e servidores envolvidos na bandalheira. Passados alguns dias, um batalhão de advogados de defesa bateu às portas do Ministério Público pedindo para que o prefeito e sua turma fossem liberados para responder ao processo em liberdade. No exercício temporário do cargo de procurador geral de Justiça, o procurador Orfileno Bezerra Neto considerou o pedido justo e recomendou à Justiça a liberação do grupo. Diante do pedido surpreendente e do seu potencial explosivo, a desembargadora Maria da Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJMA o considerou incoerente e o negou. Em meio ao pedido do chefe temporário do MF e a dura reação da magistrada, os 10 promotores que integram o Gaeco reagiram indignados e pediram demissão.

Assim, uma quadrilha, por meio de um batalhão de advogados, mesmo não tendo conseguido deixar a cadeia, conseguiu criar uma “tempestade perfeita” e danosa numa das instituições mais importante do arcabouço institucional do Maranhão. Isso porque, além da reação indignada dos integrantes do Gaeco, o ataque judicial do prefeito afastado Paulo Curió conseguiu trazer à tona perigosas divisões dentro do Ministério Público. O exemplo mais eloquente desse cenário: de férias, o procurador geral de Justiça, Danilo Castro, publicou nota tentando colocar panos quentes, afirmando que “tecnicamente” a decisão do seu substituto Orfileno Neto está correta, mas com o cuidado de não tirar as razões dos integrantes demissionários do Gaeco. No contraponto, o ex-procurador geral de Justiça, Eduardo Nicolau, se posicionou em nota criticando o pedido de soltura e se solidarizando com os demissionários.

Independentemente do desfecho dessa “tempestade perfeita”, que vem causando perplexidade no Maranhão e no Brasil, uma situação é indiscutível e preocupante: o Ministério Público do Maranhão, que parecia haver superado diferenças que quase o arrastaram para o charco na primeira década desse século, permanece uma instituição dividida. Isso porque parece não fazer sentido que um procurador geral interino tome uma decisão dessa monta contrariando exatamente o grupo que durante meses investigou, denunciou e obteve a prisão da suposta quadrilha. A desembargadora Maria da Graça Amorim, que foi promotora e procuradora de Justiça, enxergou na recomendação do PGR interino fortes sinais de contradição e decidiu manter Paulo Curió e sua turma na cadeia.

A solução da crise, que até ontem à noite se mantinha, é o grande desafio do procurador geral Danilo Castro. Ele sabe que simples medidas administrativas apaziguadora não resolverão o problema. Se decidir acatar o pedido de demissão dos 10 promotores, que dizem estar agindo em defesa do Gaeco e do próprio Ministério Público, estará alimentando uma crise que pode se aprofundar ainda mais na instituição. E isso num momento em que as instituições, principalmente as que integram o arcabouço judiciário do estado e do país, estão sob ataques de segmentos que desprezam o estado democrático de direito. O Ministério Público, portanto, tem de atuar como uma instituição sólida, à prova de crise.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão reforça posição de apoio à cultura ao exaltar premiações do cinema brasileiro no Globo de Ouro

Carlos Brandão festejou o prêmio de Wagner Moura

Em meio a uma maratona de visitas a municípios – esteve recentemente em Açailândia e Timon, onde tem os prefeito Benjamin (União) e Rafael Brito (PSB) como aliados firmes – o governador Carlos Brandão relaxou na noite de domingo ao assistir à festa do Globo de Ouro, na qual o cinema brasileiro fez história, com as premiações de “O Agente Secreto” como o melhor filme de língua não inglesa, e Wagner Moura como melhor ator na categoria drama.

Tão logo esses prêmios foram anunciados, o governador Carlos Brandão postou nas suas redes sociais, em tom de comemoração: “O Brasil fez histórias no ´Golden Globes`. Wagner Moura venceu como melhor ator em Filme Drama, e O Agente Secreto conquistou o prêmio de Melhor Filme de Língua não Inglesa. Um reconhecimento à força do cinema nacional e ao grande momento vivido pela arte brasileira”.

Com a sua manifestação, o mandatário maranhense dá uma demonstração de que, ao contrário de correntes políticas conservadoras e retrógradas, que fazem de tudo para travar o desenvolvimento cultural e artístico brasileiro, ele aposta na cultura e nas artes como fatores de desenvolvimento social e econômico.

Bacabal: Roberto Costa avisa: não haverá descanso enquanto as crianças não forem encontradas

Roberto Costa (e), Iracema Vale e Florêncio
Neto no QG da operação de busca das crianças

O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), está decidido a intensificar as buscas para encontrar as crianças Aghata Isabelly (6 anos) e Allan Michael (4 anos), desaparecidas numa região quilombola do município. Ele vem dedicando parte da sua agenda diária ao acompanhamento das buscas, que são feitas por militares, policiais, bombeiros, familiares e voluntários, que estão atuando sem trégua. E está colocando todos os recursos possíveis do município para assegurar e ampliar ao máximo o raio das buscas.

Além de entender que se trata de uma obrigação da Prefeitura, Roberto Costa transformou o caso num compromisso pessoal, de vida, que está dentro da visão da sua gestão de apoiar incondicionalmente os menos favorecidos e indefesos, caso das comunidades quilombolas existentes em Bacabal. Para ele, tudo o que for feito para resgatar as duas crianças será pouco.

O prefeito vem trabalhando para envolver o máximo possível de recursos nas buscas, tendo recebido o aval e o apoio integral do governador Carlos Brandão (sem partido), que fez questão de ir a Bacabal, levando o apoio do Governo e a sua solidariedade pessoal. A presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB), também foi a Bacabal em apoio às operações.

Roberto Costa tem dito que enquanto as crianças não forem encontradas não haverá descanso para ele e para a equipe que comanda na operação que já dura nove dias.

São Luís, 13 de Janeiro de 2026.

Camarão se reúne de novo com partidos de esquerda e mostra que pretende liderar frente

Felipe Camarão com líderes de partidos e movimentos de esquerda, ontem, no Turu

O vice-governador Felipe Camarão (PT) colocou ontem para uma pedra enorme como obstáculo aos rumores que durante a semana sugeriram que ele poderia estar aberto a uma conversa com o governador Carlos Brandão (sem partido). Ele reuniu, na residência oficial a que tem direito, no Turu, líderes do PT, PSB, PCdoB, PSOL e Rede, reafirmando, em discurso forte, que não abre mão da sua candidatura ao Governo, qualquer que seja a circunstância. “Mais um passo na construção da nossa pré-candidatura”, afirmou, tendo ouvido dos aliados presentes incentivos para que mantenha inalterado o projeto de candidatar-se ao Palácio dos Leões. Na quinta-feira, Felipe Camarão participou ativamente da manifestação, no Centro de São Luís, que lembrou o 8 de Janeiro, tendo reafirmado sua pré-candidatura com vários interlocutores.

É a segunda vez, em duas semanas, que o vice-governador se reúne com líderes dos partidos de esquerda – a primeira foi em Santa Rita. Na leitura de um dos seus apoiadores, essas reuniões têm dois objetivos claros. O primeiro é um esforço para colocar os partidos de esquerda num mesmo campo, evitando que essas forças se dispersem com candidaturas próprias que não chegam a lugar algum. E pelo visto, as lideranças dessas legendas parecem dispostas a evitar a dispersão e se juntarem numa aliança partidária que tenha consistência política e eleitoral.

O segundo objetivo é que, ao juntar os partidos de esquerda, dando a essa união um caráter de frente partidária, Felipe Camarão mostre que não está fazendo uma caminhada solitária, que seu projeto político e sua determinação de se candidatar ao Palácio dos Leões vai muito além de um projeto pessoal. E nessa linha, ele pretende trabalhar para ampliar essa aliança, incluindo nelas partidos de centro-esquerda – como o PDT por exemplo – e até mesmo uma ou outra legenda de centro, embora nenhuma delas tenha sinalizado a possibilidade de vir a apoiá-lo. Praticamente todas os partidos de centro-direita e de direita estão alinhados com o governador Carlos Brandão (sem partido) e, por via de desdobramento, inclinados a apoiar o projeto de candidatura de Orleans Brandão.

Nas suas declarações, o vice-governador tem sido enfático no sentido de afirmar sua condição de pré-candidato pela cúpula nacional do PT com o aval do presidente Lula da Silva. Essa posição e esses movimentos visam também mostrar à banda maior do PT maranhense, que tende a apoiar a candidatura de Orleans Brandão, que o seu projeto tem consistência política e pode eleitoralmente viabilizado. Ontem, por exemplo, ele concitou o grupo partidário de esquerda a consolidar a aliança em torno do seu projeto de candidatura com convocações do tipo “Vamos junto. É Lula, é Camarão!”.

O projeto maior do vice-governador Felipe Camarão é consolidar a sua pré-candidatura a governador, assumindo ou não o Governo – o que parece mais improvável a cada dia -, é montar um palanque forte para o presidente Lula da Silva no Maranhão. O problema é que, aliado de proa do presidente da República, o governador Carlos Brandão vem montando um palanque com uma ampla aliança, que reúne partidos de direita, centro-direita, centro e centro-esquerda. Na conversa que teve em novembro passado com o líder petista sobre o cenário político do Maranhão, o mandatário maranhense lhe ofereceu o seu palanque na corrida à reeleição no estado.

Numa perspectiva mais aberta, não será surpresa se o vice-governador Felipe Camarão vier a consolidar essa frente de esquerda e se lance candidato a governador, visando também garantir um palanque ao presidente. Nesse aspecto, ele vai confrontar exatamente o candidato do governador, Orleans Brandão, que, se tiver o seu projeto confirmado como tudo está indicando, comandará uma ampla e densa aliança partidária, que foi montada pelo então governador Flávio Dino e foi mantida sem problemas pelo governador Carlos Brandão. Será um confronto desproporcional, porque as aliança brandonista já é política e eleitoralmente muito mais consistente.

O vice-governador certamente tem essa realidade desenhada no seu tabuleiro. E sabe que tudo isso poderá ganhar outros contornos se o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD) entrar na corrida.  

PONTO & CONTRAPONTO

Definições e incertezas na montagem de chapas para as vagas no Senado

Weverton Rocha e André Fufuca na base de Orleans Brandão;
Eliziane Gama aguarda Eduardo Braide,
e Roberto Rocha e Hilton Gonçalo em faixa própria

Se o cenário da disputa para o Governo do Estado continuar com a feição atual, e mesmo que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, entre na briga, o quadro da disputa para as duas vagas de senador terá mesmo o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, e o ministro do Esporte André Fufuca (PP), deputado federal que tentará voo mais alto, como os candidatos a serem apoiados pela chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB). Os movimentos mais recentes têm mostrado que não há espaço para um terceiro nome na base de apoio do emedebista.

A senadora Eliziane Gama (PSD), candidata à reeleição, emite sinais cada vez mais evidentes de que já aposta todas as suas fichas na candidatura do prefeito Eduardo Braide, que é do seu partido. Ela teria sido convencida pelo presidente nacional da agremiação, Gilberto Kassab, de que o seu caminho é se afastar da base governista e abraçar o projeto de poder independente liderado pelo prefeito de São Luís.

A julgar pelos seus movimentos recentes, Eliziane Gama deixa a impressão de ter certeza de que Eduardo Braide vai deixar a Prefeitura de São Luís para ser candidato ao Governo do Estado. Ela tem demonstrado serenidade diante dessa expectativa geral, não emitindo qualquer sinal de preocupação sobre seu partido ter ou não ter um candidato. Para alguns observadores, isso evidencia que ela tem convicção de que o prefeito será candidato.

E pelo que corre nos bastidores, se Eduardo Braide for candidato, o PSD terá apenas um candidato ao Senado, a senadora Eliziane Gama, que brigará pela reeleição. A possibilidade de o partido acatar o projeto de candidatura da deputada estadual Mical Damasceno ao Senado “é zero”, na avaliação de um apoiador do prefeito, que também descartou a filiação do ex-senador e pré-candidato ao Senado Roberto Rocha ao partido. Nesse contexto, o ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza) corre em faixa própria.

Pelo menos até o momento, o vice-governador Felipe Camarão não falou em candidato a senador na sua chapa. E a explicação foi dada por aliado do petista: “Nós queremos é o governador Brandão como candidato a senador na chapa do Felipe”.

Correção: quem será candidato a deputado federal é Vinícius Ferro (Seplan) e não “Márcio” Ferro

Vinícius Ferro (Seplan)

Na edição de 8 de janeiro, Repórter Tempo publicou um grupo de secretários de Estado que estão arrumando as gavetas e colocando a casa em ordem para deixar o cargo na primeira quinzena de março para se candidatarem à Assembleia Legislativa (sete) e à Câmara Federal (dois). E cometeu um erro primário: trocou o nome do secretário de Planejamento Vinícius Ferro por “Márcio Ferro”, fruto, portanto, de um descuido imperdoável, mas que, infelizmente, ocorre no Jornalismo.

Pois bem, o especialista em Ciências Contábeis Vinícius Ferro, que tem sido um braço importante do governador Carlos Brandão no planejamento orçamentário das ações do Governo, decidiu que é hora de dar um tempo do trabalho técnico para tentar uma incursão na vida parlamentar, planejando-se para ser candidato a deputado federal. Conversou com o governador Carlos Brandão, que concordou com o arrojado projeto político de marinheiro de primeira viagem no agitado, movediço, mas sedutor, oceano eleitoral.

No meio político, principalmente na seara da aliança governista, Vinícius Ferro é visto como um nome forte. Ele trabalha em sintonia fina com secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB). Decidiu entrar na corrida à Câmara Federal depois que Orleans Brandão, que antes planejava candidatar-se a deputado federal. Com a guinada do emedebista para ser candidato a governador, o secretário Vinícius Ferro se movimentou e numa boa articulação conseguiu assumir alguns espaços importantes abertos com a saída de Orleans Brandão da corrida proporcional.

A exemplo de Bira do Pindaré (PSB), outro secretário que vai deixar o cargo para ser candidato a deputado federal, Vinícius Ferro é apontado como nome potencialmente forte na disputa.

São Luís, 10 de Janeiro de 2026.

Rumor sugere “proposta” de Brandão a Camarão, mas vozes dos dois lados descartam reaproximação

Felipe Camarão e Carlos Brandão: mais distantes,
apesar dos rumores sobre “conversa”

Um rumor agitou os bastidores políticos maranhenses nas últimas 48 horas: o vice-governador Felipe Camarão (PT) teria sido sondado para renunciar ao cargo, seria apoiado na corrida à Câmara Federal, abrindo caminho para a eleição de um governador-tampão pela Assembleia Legislativa, por via indireta, portanto. Houve reações moderadas e estridentes, enquanto o vice-governador Felipe Camarão reafirmou sua posição de não abrir mão do cargo, podendo ser candidato a senador ou deputado – federal ou estadual -, já que não precisa renunciar para tal. O rumor correu como uma surpresa, já que, diante de tudo o que foi dito até agora sobre acertos e desacertos na corrida sucessória, uma proposta dessa natureza não faria o menor sentido.

O governador Carlos Brandão (sem partido) está usando toda a sua experiência política para consolidar um projeto sucessório que dê continuidade ao prestígio que ele e seu Governo acumularam ao longo dos últimos três anos e nove meses, quando venceu uma reeleição no 1º turno e vem comandando um Governo municipalista. Nesse projeto, claro, não cabe adversário, nem o chefe do Executivo está disposto a abrir mão do poder de fogo que dispõe, já que pode, em tese, fazer um sucessor da sua mais absoluta confiança. E como está mais que demonstrado, o vice-governador Felipe Camarão não se encaixa no perfil desenhado pelo governador Carlos Brandão.

Ao longo dos últimos meses, Carlos Brandão vem construindo as candidatura do sobrinho, o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), para muitos já um fato consumado e irreversível, e para alguns, um projeto que pode ser mudado até o dia 4 de abril, quando o governador e o vice-governador dirão, finalmente, como será o jogo. Se Carlos Brandão renunciar para ser candidato ao Senado, Felipe Camarão assumirá o Governo no ato, colocando a candidatura de Orleans Brandão em xeque. Esse é o ponto, outros arranjos não farão muito sentido.

(Vale lembrar que foi esse o projeto rascunhado pelo então poderoso secretário de Infraestrutura Luiz Fernando Silva em 2014. Candidato assumido ao Governo. Como não havia vice-governador – Washington Oliveira havia renunciado para ir para o TCE -, ele queria que a então governadora Roseana Sarney renunciasse, passe o cargo para o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo, para que ele promovesse a eleição de um governador-tampão, no caso o próprio Luiz Fernando, que tentaria ser candidato à reeleição. Não deu certo. Roseana Sarney não topou. E no caso atual, o cenário é mais complexo, porque existe um vice que não abre mão do cargo).

O projeto do governador a Carlos Brandão vai de vento em popa, mas enfrenta dois problemas. O primeiro é o vice-governador Felipe Camarão, que permanecendo no cargo, sendo ou não candidato a alguma coisa, tira do governador um mandato de senador praticamente garantido. O outro, maior ainda, é o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que pode fazer uma aliança com Felipe Camarão e fortalecer ainda mais o seu projeto de chegar aos Leões. Esse cenário abre portas para negociações, mas em política só se negocia quando os dois lados estão dispostos a sentarem à mesa, e desarmados. E todos os sinais indicam que no momento atual não existe clima para isso no tabuleiro estadual, mesmo levando em conta a máxima segundo a qual na política do Maranhão “boi voa”, ao que raposas felpudas acrescentaram: “até de asa quebrada”.

Uma prova dessa tensão é o fato de que a tentativa de conciliação feita pelo presidente Lula da Silva (PT), que teve como ponto forte a renúncia do governador para se candidatar a senador, não produziu qualquer resultado até aqui. O governador Carlos Brandão ouviu o presidente e prometeu apresentar uma “contraproposta”, que já teria sido encaminhada. Mas os movimentos de Felipe Camarão e seus aliados e os de Carlos Brandão e seu grupo indicam que um acordo que reaproxime esses grupos é, por enquanto, ainda uma quimera política.

PONTO & CONTRAPONTO

Rubens Pereira pede demissão e deve somar com Rubens Júnior na base de apoio a Camarão

Rubens Pereira deixa Governo
em apoio a Rubens Júnior

O secretário estadual de Articulação Política, Rubens Pereira, o Rubão, um dos principais articuladores políticos do Governo e pai do deputado federal Rubens Júnior (PT), entregou o cargo ontem à noite ao governador Carlos Brandão novo pedido de exoneração. O gesto foi formalizado em mensagem encaminhada ao mandatário estadual, na noite de ontem.

Na mensagem, Rubens Pereira justifica o pedido de exoneração argumentando que o momento, para ele, “é de reflexão” a respeito do que “é melhor para o povo maranhense”, afirmando ainda que deixa o cargo com “sentimento de dever cumprido”, acrescentando que “a vida pública requere de nós coerência e compromisso”. E reitera o pedido de exoneração, feito quando estourou a “Crise dos Áudios”, em outubro passado, que abalou irremediavelmente a relação dele e do deputado Rubens Júnior com o governador Carlos Brandão.

A saída de Rubens Pereira do núcleo político do Governo confirma o afastamento do deputado Rubens Júnior da base governista e da órbita da candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB), para integrar a linha de frente do projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT).  

Lula veta projeto que muda dosimetria para condenados por tentativa de golpe

Lula da Silva: sem perdão para golpistas

O presidente Lula da Silva (PT) vetou ontem, integralmente, o Projeto de Lei da Dosimetria, que mudaria as regras e reduziria as penas dos condenador pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e pelos responsáveis pela trama golpista, inclusive o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena de 27 anos de cadeia, que poderia ser reduzida para 2 anos e sete meses com as novas regras.

Mesmo aplicando o veto durante o ato que lembrou a tentativa de golpe em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Lula da Silva não fez qualquer comentário sobre o projeto em si, limitando-se a fazer o que já havia dito que faria. Foi uma atitude de um chefe de Estado consciente, preferindo não fazer alarde do seu gesto, numa clara atitude de respeito ao Congresso Nacional.

Na base da sua justificativa, o presidente da República explica a decisão argumentando que a matéria é inconstitucional, à medida que praticamente chancela o golpismo no Brasil e desrespeita as decisões do Supremo Tribunal Federal, que realizou um julgamento justo, aberto, transparente, com total direito de defesa e baseado em provas robustas. Mudar a dosimetria das penas seria uma violência contra o Poder Judiciário e um estimulo ao golpismo, que ainda tem muitos simpatizantes no País.

No meio político, correu ontem a certeza de que a Câmara Federal derrubará o veto presidencial, havendo alguma dúvida se o mesmo acontecerá no Senado. Outro caminho será o da judicialização, a questão sendo levada à Suprema Corte.

O ato do presidente Lula da Silva alertou que o 8 de Janeiro e a tentativa de golpe não podem ser esquecidos, e que apesar dos avanços de consolidação, a democracia ainda corre riscos no Brasil.

São Luís, 09 de Janeiro de 2026.

Orleans e outros oito secretários deixarão o Governo em meados de marços para serem candidatos

Orleans Brandão, Sebastião Madeira,
Natássia Weba, Paulo Casé, Tiago
Fernandes, Abigail Cunha, Yuri Arruda,
Bira do Pindaré e Márcio Ferro deixarão
cargos para serem candidatos

Os bastidores dos Governos Federal e do Estado estão em agitação desde que o presidente Lula da Silva (PT) e o governador Carlos Brandão (sem partido) reuniram suas equipes para definir o futuro dos ministros e secretários que devem encarar as urnas nas eleições de outubro. No Maranhão, o processo de desincompatibilização foi deflagrado pelo governador Carlos Brandão na primeira reunião de 2026 com o primeiro escalão do Governo, durante a qual aproveitou para orientar os secretários e subsecretários pré-candidatos a deixarem os seus cargos na segunda quinzena de março e não no dia 04 de abril, quando faltarão exatos sei meses para as eleições. Ao contrário do que era previsto, a relação de pré-candidatos não é extensa, mas é expressiva.

O nome de maior peso a deixar o Governo será o administrador Orleans Brandão, que pedirá demissão do cargo de secretário de Assuntos Municipalistas para se candidatar ao Governo do Estado pelo MDB. Sua candidatura foi inclusive confirmada pelo governador Carlos Brandão durante a reunião com os secretários, deixando em todos os auxiliares de que se trata de um projeto consolidado e irreversível.

Decididos a disputar cadeiras na Câmara Federal, deixarão seus cargos os secretários de Planejamento e Orçamento, contabilista Vinícius Ferro, que vai encarar as urnas pela primeira vez, e o de Agricultura Familiar e Economia Solidária, advogado e bancário Bira do Pindaré (PSB), um político veterano ex-petista que já foi deputado estadual e deputado federal. Na avaliação de fontes governistas, os dois têm cacife para conquistar os mandatos pretendidos.

A guerra por cadeiras na Assembleia Legislativa é a que atrairá o maior números de candidatos saídos da equipe de ponta do Governo: seis secretários de Estado. A lista começa com o chefe da Casa Civil, o médico Sebastião Madeira (PSDB), um veterano com quatro mandatos de deputado estadual e dois de prefeito de Imperatriz, trajetória enriquecida como dirigente partidário, tendo sido um dos fundadores do ninho dos tucanos no Maranhão e destacado dirigente do PSDB no plano nacional.

Um dos quadros mais destacados do secretariado, o advogado Tiago Fernandes, que comanda a poderosa a influente Secretaria de Estado da Saúde, deixará o cargo na segunda quinzena de março para pleitear uma cadeira na Assembleia Legislativa, segundo os passos do seu antecessor no cargo, o atual deputado estadual e candidato à reeleição Carlos Lula (PSB), que faz oposição ao Governo. O secretário Paulo Casé, que é arquiteto, deixará o comando da igualmente importante Secretaria de Desenvolvimento Social para disputar uma cadeira no parlamento estadual, já estando anunciando dobradinha com o irmão, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que comanda o União Brasil no Maranhão.

A médica Natássia Weba (Podemos) deixará o comando da Secretaria de Estado de Ciências e Tecnologia para entrar na guerra pelo voto, levando o propósito de substituir o pai, Wemetério Weba (PP), que teve mandato de deputado estadual cassado no final do ano passado – no meio político, ela é apontada com uma candidata forte. Já Abigail Cunha, que é advogada, (PL) deixará a Secretaria da Mulher para reassumir seu mandato na Assembleia Legislativa e ser candidata à reeleição – sua cadeira é hoje ocupada pelo suplente Pará Figueiredo (PL). E finalmente, o secretário de Cultura, Yuri Arruda, que é engenheiro civil, anunciou que deixará o cargo para tentar trabalhar quatro anos no Palácio Manoel Bekcman.

Trata-se de um time forte, com boa qualificação e que, cada um ao seu modo, reuniu cacife para entrar na disputa. E pelo que está evidenciado, tanto os dois candidatos a deputado federal quanto os sete que aspiram cadeiras na Assembleia Legislativa estão mobilizados em torno do candidato a governador da base governista.

PONTO & CONTRAPONTO

Rubens Jr. reforça o projeto de candidatura de Felipe Camarão aos Leões

Felipe Camarão e Rubens Jr.: aliados

O posicionamento claro do deputado federal e vice-líder do Governo Rubens Jr. (PT), mostrado em imagem juntamente com o colega dele Márcio Jerry, presidente regional do PCdoB) e do deputado estadual Carlos Lula, vice-presidente estadual do PSB, mostrou que o vice-governador Felipe Camarão vem realizando movimentos bem sucedidos para reforçar o seu projeto de candidatura do Governo do Estado.

Até a chamada “Crise dos Áudios”, que estremeceu mais ainda o confronto aberto entre o Palácio dos Leões e seus adversários do grupo dinista, o deputado federal Rubens Jr. parecia trilhar sobre um muro, atuando mais como conciliador do que como um parlamentar posicionado. A partir dali, porém, ele mudou a postura e o tom, passando a manifestar inclinação pelo projeto do vice-governador, acompanhando a orientação da direção nacional do PT.

O apoio de Rubens Jr. a Felipe Camarão pode influenciar setores do PT e de outras correntes petistas, que em sua maioria tendem a compor com o governador Carlos Brandão em torno da candidatura do secretário Orleans Brandão (MDB). Mesmo não sendo ligado a nenhum dos grupos que formam o partido, o parlamentar tem é muito bem visto pelo presidente Lula e reflete bem o clima dentro do PT.   

Ao postar a imagem, O deputado federal e vice-líder do governo Lula no Congresso Rubens Pereira Júnior (PT), apareceu na manhã desta terça-feira ao lado do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT). A foto foi postada pelo próprio Felipe em suas redes sociais, em que brincou: “Ótimo papo sobre 2026… alguém adivinha o assunto?”

Os dois petistas posaram ao lado dos deputados Márcio Jerry (PCdoB) e Carlos Lula (PSB). A imagem representa reforço na base de apoio à candidatura do PT ao governo do Maranhão. Ex-secretário de Educação na gestão de Flávio Dino, Felipe Camarão reafirmou que sua candidatura ao governo está mantida e mantém intensa agenda de reuniões com lideranças populares e partidárias.

Queda de Maduro pode agilizar a exploração de petróleo na Margem Equatorial Brasileira

Pedro Lucas Fernandes

Além de comemorar a queda do ditador Nicolás Maduro, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) tem outros motivos para festejar o ataque dos EUA à Venezuela, independentemente de ser ele uma ação criminosa.

É que, segundo analistas do mundo econômico, a queda da ditadura de Maduro pode levar aquele país, que é dono da maior reserva petrolífera do mundo a reestruturar a sua política de exploração e aumentar rapidamente a produção de petróleo.

Se essa previsão se confirmar, a produção venezuelana poderá pressionar a produção brasileira e se tornar uma concorrente incômoda. E para evitar esse problema, o Brasil deve agilizar ao máximo o seu projeto de exploração do petróleo da Margem Equatorial, que vai do Amapá ao Rio grande do Norte, com presença marcante do Maranhão.

Como é sabido, o deputado Pedro Lucas Fernandes é um dos mais ativos defensores da exploração petrolífera na Margem Equatorial, e certamente pressionará a Petrobrás para agilizar as pesquisas e a produção do petróleo nessa região.

São Luís, 07 de Janeiro de 2025.

Camarão reúne partidos de esquerda e reafirma que candidatura aos Leões está mantida

Felipe Camarão

Em meio ao cenário em que o governador Carlos Brandão (sem partido) tem confirmado que vai entrar de vez nas articulações políticas para definir as posições do seu grupo para as eleições de outubro, com o secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB) em plena atividade de pré-campanha, o vice-governador Felipe Camarão (PT) se movimenta avisando que, ao contrário do que muitos pensam, ele nem de longe avalia a possibilidade de arquivar o seu projeto de disputar o Palácio dos Leões, “em qualquer circunstância”. O recado que a base governista e as correntes de esquerda ligadas ao vice-governador estão passando é que não há ainda nem sinal nem ambiente para uma cada vez mais improvável reconciliação. Os dois grupos estão trabalhando para ocupar espaço maior possível no cenário que será formado com a provável entrada do prefeito Eduardo Braide no jogo sucessório.

O recado mais contundente de que está politicamente vivo e dentro do jogo sucessório foi mandado no domingo pelo vice-governador Felipe Camarão. Ele reuniu, no Quilombo Cariongo, em Santa Rita, numa espécie de edição extra do programa “Diálogos pelo Maranhão”, lideranças do PT, do PSB, do PCdoB, do PSOL e do Rede para discutir o quadro político maranhense e, dentro dele, reafirmar, de maneira contundente, o seu projeto de candidatura. “Este é um projeto político em que eu pretendo que nos caminhemos todos juntos, com a humildade de saber que estamos sob a liderança do presidente Lula, e que a gente vai caminhar para o povo maranhense”, explicou o vice-governador.

Na reunião, Felipe Camarão foi enfático ao reafirmar que sua candidatura ao Governo do Estado está decidida, seja como líder de uma chapa de união, seja como no comando de uma frente de esquerda, ou, finalmente, numa corrida solitária. Ele se colocou à disposição para conversar, mas sem abrir mão de dois pontos: não abre mão da condição de vice-governador, descartando enfaticamente a possibilidade de vir a renunciar, nem admite retirar sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões, descartando disputar vaga no Senado ou na Câmara Federal, enfim, será candidato a governador, e ponto final.

O vice-governador exibe inflexibilidade exatamente nos dois pontos em relação aos quais o governador Carlos Brandão quer discutir, o que em política desenha claramente um impasse. Carlos Brandão está determinado a só deixar o cargo para disputar o Senado se Felipe Camarão renunciar à vice-governança, caso contrário, permanecerá no Governo até o final do mandato, mergulhando na campanha em favor do seu candidato a governador, no caso o secretário Orleans Brandão. E o cenário se torna rigorosamente indefinido porque tanto o governador Carlos Brandão quanto o vice Felipe Camarão têm palavra final sobre os rumos dos grupos que lideram.

Com a reunião com as lideranças de partidos de esquerda no Quilombo Cariongo, o vice-governador deixou claro que, pelo menos por enquanto, não existe brecha para diálogo, principalmente se na pauta constar sua eventual desistência de disputar o Governo e sua renúncia à vice-governança. Por sua vez, o governador Carlos Brandão informa que consultará o seu grupo, “para tomar decisões no colegiado”, embora não haja qualquer dúvida de que o mandatário tem a palavra final sobre o futuro do grupo. Isso porque qualquer a decisão – ficar ou deixar o Governo – a ser tomada o afetará diretamente. E a leitura feita unanimemente no meio político é a de que a candidatura do secretário Orleans Brandão está atrelada a essas duas situações.

É verdade que o ano eleitoral está apenas nos seus momentos iniciais, mas em política, principalmente quando o objetivo são eleições a serem realizadas em 10 meses, não há espaço para indefinições. O vice-governador Felipe Camarão confirmou suas posições em Santa Rita, enquanto o governador Carlos Brandão avisa que vai ouvir seu grupo. O que sairá desses dois quadrados o eleitorado maranhense saberá em breve.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão continua sem partido, mas pode se filiar para se candidatar ou não às eleições de outubro

Carlos Brandão: gesto de quatro
anos e indefinição sobre partido

Entre as decisões que deverá de tomar nos próximos tempos, o governador Carlos Brandão terá de resolver sua vida partidária. Ele não está obrigado a se filiar a um partido como chefe do Poder Executivo. Mas se vier a ser candidato a senador ou a outro cargo eletivo em outubro, terá de se filiar a um partido até 4 de abril.

Até agora, o governador mantém a posição de permanecer no cargo até o final do mandato. Se assim continuar, ele poderia cumprir o resto do seu mandato na condição de “sem partido”. Mas se resolver entrar na corrida eleitoral com o candidato, terá de se filiar.

Carlos Brandão se elegeu em 2022 pelo PSB, partido que presidiu por mais de dois anos. No ano passado, porém, em meio ao rompimento na base governista, o comando nacional do PSB tirou-0lhe o coando ao partido, e diante do ato partidário de força, ele deixou o partido, mantendo-se até agora sem filiação partidária.

Se vier a se filiar a um partido, a tendência é assinar ficha no MDB, que é controlado pelo empresário Marcus Brandão e tendo atualmente Orleans brandão como presidente. Ou poderá retornar ao PSDB, partido pelo qual se elegeu duas vezes deputado federal e a vice-governador em 2014.

A decisão que vier a ser tomada pelo governador Carlos Brandão terá forte repercussão. Se ele não se filiar a uma legenda até 4 de abril, o seu grupo saberá que ele permanecerá no cargo até o final e a história das eleições será uma. Se ele assinar ficha de filiação em alguma sigla, abrirá caminho para se candidatar, dependendo da decisão mais importante: se renunciará ou não em 4 de abril.

Em Tempo: há cerca de dois meses, a Coluna indagou-lhe sobre situação partidária, e ele respondeu: “Não temos pressa”.

Com autoridade histórica, Sarney reafirma rejeição a Maduro, mas critica ação dos EUA na Venezuela

José Sarney e Raul Alfonsin: trabalho decisivo
para restaurar a democracia no Cone Sul

O ex-presidente José Sarney (MDB) entrou no grande debate sobre o ataque armado dos Estados Unidos à Venezuela, onde sequestrou o ditador Nicolás Maduro e sua mulher Cilia Flores, numa violenta e injustificada ação militar de desrespeito à soberania do país e às leis internacionais. O ex-presidente do Brasil reafirmou suas duras restrições ao regime ditatorial de Nicolás Maduro, mas reagiu com indignação à violação da soberania venezuelana, numa crítica velada ao uso da força militar pelo presidente norte-americano Donald Trump no continente, onde não existe confrontos militares entre nações.

José Sarney é, sem dúvida, um dos políticos brasileiros com maior autoridade para se manifestar sobre esse momento. Isso porque durante o seu Governo, além de reimplantar a democracia no Brasil, teve papel importante e decisivo na interrupção da onda ditatorial que assolou a América Latina durante no final sáculo passado.

O então presidente brasileiro trabalhou para fortalecer a democracia na América Latina, principalmente no Cone Sul, apoiando a volta da democracia na Argentina, formando uma parceria com o presidente Raul Alfonsín, e no Uruguai, com Juan Maria Sanguinetti. Foi o principal criador do Mercosul, que abriu as fronteiras econômicas nessa região do continente. Além disso, foi um dos articuladores do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, desativando os investimentos na produção de artefatos nucleares com fins militares.

No que diz respeito à Venezuela, José Sarney trabalhou de perto com o último presidente democrático daquele país, Carlos Andrés Perez, de quem era interlocutor habitual. E reagiu à implantação da ditadura de esquerda pelo coronel Hugo Chávez, que degringolou para um violento regime de exceção herdado e mantido por Nicolás Maduro.

“Defender a paz não é ser complacente com o autoritarismo, mas agir com responsabilidade para proteger a democracia, a estabilidade regional e, sobretudo, o povo venezuelano”, concluiu José Sarney na nota que divulgou sobre a ação armada dos EUA.

São Luís, 06 de Janeiro de 2026.

Orleans e Bonfim têm bases partidárias firmes; Camarão e Braide têm desafios a superar nesse campo minado

Orleans Brandão e Lahesio Bonfim têm situação partidária sólida,
o que não é o caso de Felipe Camarão e Eduardo Braide

Os quatro aspirantes ao Governo do Estado – três assumidos e um coberto por uma tênue capa de expectativa -, terão de fazer grandes ou pequenos ajustes nas suas vidas partidárias. Nesse contexto, os partidos são fundamentais, não apenas para legitimar candidaturas majoritárias, mas também para lastrear as candidaturas proporcionais, que são as linhas de frentes da guerra pelo voto. E mais do que isso, os partidos estão investindo forte na eleição de deputados federal e senador nessas eleições. O vice-governador Felipe Camarão terá de ajustar uma série de pontos com o PT, o secretário Orleans Brandão tem pequenos ajustes a fazer no MDB, do qual é presidente, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim deve ajustar melhor sua postura às exigências do Novo, enquanto o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, se vier a ser candidato, tem algumas pendências complicadas a resolver no PSD.

Orleans Brandão tem situação partidária bem definida, a começar pelo fato de que é o presidente regional do MDB. Aparentemente não existem problemas ou racha dentro do partido, pois até a dissidência de São Luís em 2024 foi superada com a volta do deputado federal Cléber Verde, que caminhava para abraçar a candidatura do prefeito Eduardo Braide ao Governo, caso ele venha a ser candidato, voltou ao leito da base governista já declarando apoio a Orleans Brandão. O secretário de Assuntos Municipalistas, conta, portanto, com um partido sólido e azeitado e, ao que tudo indica, com as suas correntes – sendo o sarneysismo a principal delas – se preparando para a corrida às urnas. E com a possibilidade de receber muitos reforços na janela partidária de março.

Lahesio Bonfim faz sua pré-campanha sem se preocupar com o seu partido, o Novo. Não porque não queira dar pitacos na condução da legenda, mas porque o Novo é dirigido nacionalmente com uma empresa, com regras rígidas, movimentos pré-determinados e sobre os quais a palavra final é dos dirigentes e não do candidato. Político outsider, que pouco afeito a trabalhar em grupo, preferindo projetos solitários, Lahesio Bonfim vem se dando bem com o Novo, em que pesem tremores eventuais na relação, mas sem consequências maiores.

O vice-governador Felipe Camarão vive há algum tempo uma situação mal resolvida com o seu partido, o PT, que está claramente dividido em relação à sua candidatura. Ao mesmo tempo em que o comando nacional do partido e o próprio presidente Lula da Silva têm reiterado apoio à sua pré-candidatura, a maioria das lideranças petistas maranhenses está posicionada ao lado do governador Carlos Brandão (sem partido) e claramente inclinada a apoiar a pré-candidatura de Orleans Brandão, caso o governador permaneça no cargo. A situação é tão complicada que já correm rumores de uma possível migração de Felipe Camarão o PSB. As conversas do governador Carlos Brandão com o presidente lula da Silva poderá desatar esse nó.

Nesse cenário, a situação partidária mais complicada é a do prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que não decidiu ainda se será ou não candidato a governador. Se optar pela candidatura, terá de resolver complicadas situações no seu partido, o PSD. Atualmente, o PSD é um partido com uma senadora (Eliziane Gama), um deputado federal (Josivaldo JP) e dois deputados estaduais (Mical Damasceno e Eric Costa), que trilham caminhos completamente diferentes. Se vier a ser candidato, o primeiro passo de Eduardo Braide será colocar ordem na casa e definir quem vai para onde nesse tabuleiro, para saber com quem de fato contará. A janela partidária de março poderá indicar o caminho. Vale registrar que o deputado Fernando Braide, irmão e porta-voz do prefeito Eduardo Braide na Assembleia Legislativa está hoje filiado ao Solidariedade.

Essas questões e pendências são fortes pontos de desgaste na estrutura dos partidos e com repercussão negativa nas pré-candidaturas. Ao solucioná-las, os pré-candidatos ganharão a certeza de que irão para as suas convenções sem maiores problemas e sem risco de serem incomodados por constrangimentos.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. terá de decidir entre permanecer no PSB ou migrar para outro partido

Duarte Jr.: caminho partidário indefinido

Um dos mais destacados representantes do Maranhão no Congresso Nacional, o deputado Duarte Jr. está se preparando para tomar uma decisão quer pode afetar, para mais ou para menos, o seu projeto de reeleição: permanecer no PSB ou migrar para outro partido.

Não será uma decisão o fácil. Ele se elegeu pelo PSB que em 2022 era comandado pelo governador Flávio Dino, que passou o comando para o governador Carlos Brandão. Só que, por conta do rompimento na base governista, o comando nacional do PSB tirou o partido com controle do governador Carlos Brandão e o entregou à senadora Ana Paula Lobato, do chamado grupo dinista.

Com laços fortes nos dois grupos, Duarte Jr. fez de tudo para se manter longe dessa crise, conservando a sua boa relação com o governador Carlos Brandão, ao qual está ligado pelo comando da rede Viva Procon, sem se afastar totalmente do grupo agora na oposição.

O problema é que a situação chegou num ponto em que o deputado federal Duarte Jr. terá de decidir se permanecerá no PSB, e no caso terá de seguir a linha do partido, ou migrar para outra legenda.

A janela partidária de março será o momento da decisão.

Grupo Gentil vai forte para as urnas; a dúvida é quanto ao futuro do seu líder

Fábio Gentil: será candidato?

Muito tem se comentado nos bastidores sobre o peso do grupo Gentil no cenário político estatual e, principalmente, o futuro político do seu líder, o ex-prefeito de Caxias e atual secretário estadual de Agricultura Fábio Gentil.

Com relação ao grupo, a opinião dominante é a de que ele está cacifado para reeleger a deputada federal Amanda Gentil (PP), que hoje comanda o partido no Maranhão, e a deputada estadual Daniella Jadão, que deve migrar do PSB para o PP.

A incógnita é exatamente o futuro político do secretário Fábio Gentil. Já se falou em emplaca-lo como candidato a vice-governador, já foi especulado que ele pode ser candidato a deputado federal substituindo a filha Amanda Gentil, e falou-se também na possibilidade de ele vir a ser candidato a deputado estadual, no caso sacrificando o projeto de reeleição da deputada Daniella. E finalmente o caminho visto por muitos como o mais provável: ser candidato a suplente de senador na chapa do ministro André Fufuca (PP).

Há também vozes sussurrando que Fábio Gentil não será candidato e continua secretário de Agricultura como um dos articuladores da candidatura governista aos Leões.   

São Luís, 04 de Janeiro de 2025.