Campanha expõe racha do PT entre Camarão e Orleans, mas mostra unidade pela reeleição de Lula

Felipe Camarão tem parte do PT e o
apoio de Lula da Silva, e Orleans Brandão
tem parte do PT e mantem Lula
da Silva na sua campanha

A presença do candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, no lançamento da candidatura de líderes do PT à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, como a da professora Cricielle Muniz, e a participação entusiasmada do Zé Inácio, candidato a deputado estadual na inauguração do comitê de apoio a Orleans Brandão em Chapadinha, e mais os movi mentos do ex-vice-governador Washington Oliveira em favor do candidato do candidato emedebista estão demonstrando, de maneira indiscutível e definitiva que o PT do Maranhão vive uma situação dúbia. O partido está unido no esforço para a reeleição do presidente Lula da Silva, mas encontra-se irremediavelmente dividido em relação à corrida para o Governo do Estado, com uma banda alinhada ao candidato petista Felipe Camarão, e outra formando fileira apoiadores Orleans Brandão.

Desde a sua fundação, no início dos anos 80 do século passado Maranhão, o PT teve dois momentos. O primeiro foi o período entre a fundação do braço maranhense até as eleições de 2006, quando, surpreendendo meio mundo, aliou-se ao Grupo Sarney e apoiou a candidatura de Roseana Sarney contra Jackson Lago (PDT), resultando num desastre. Prosseguiu na mesma linha apoiando Roseana Sarney (MDB) em 2010, na esteira da derrubada de Jackson Lago do poder. E não parou por aí, apoiando o então senador Lobão Filho (MDB) em 2014 contra Flávio Dino, que venceu a eleição com larga vantagem. Apoiou Flávio Dino em 2018 e Carlos Brandão em 2022, com quem manteve aliança durante o governo, ocupando secretarias e outros cargos.

A relação com o Governo Brandão se tornou tão estreita, que parte do partido se posicionou contra a candidatura do vice-governador Felipe Camarão e resolveu declarar apoio a Orleans Brandão. O grupo “brandonista” do PT foi articulado pelo então conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Washington Oliveira, que se aposentou para ser candidato a deputado federal. Junto com ele, a professora Cricielle Muniz, que comandou a rede Iema no Governo Brandão, e quando se afastou para se candidatar à Assembleia Legislativa, não pensou duas vezes e declarou apoio a Orleans Brandão.

O racha do partido, que permanece apesar dos esforços do comando nacional pela unidade, causou danos fortes ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão. E o problema só não se agravou porque existe um ponto comum entre as duas correntes petistas: a candidatura do presidente Lula à reeleição. Tanto o grupo que segue com Felipe Camarão quando o que apoia Orleans Brandão usa a renovação do mandato do presidente projeto maior, e justificam suas posições com o argumento segundo o qual é bom para Lula da Silva ter dois palanques no Maranhão. Esse argumento é tão forte, que Felipe Camarão decidiu deixar tudo como está elevar sua candidatura com o apoio declarado do presidente Lula da Silva, não demonstrado incômodo com os petistas que estão engajados na campanha de Orleans Brandão.

Nesse ambiente, a campanha de Felipe Camarão vem explorando ao máximo o apoio do presidente Lula da Silva, com vídeos nos quais o líder petista apresenta o vice-governador como um quadro de alto nível, apontando-o como “a novidade política do Maranhão”, e afirmando que, eleitos, os investirão pesado para transformar o Maranhão, tornando popular o mote “Lula lá, Camarão cá”.

Na campanha de Orleans Brandão, petistas a ele alinhados não deixam por menos e reforçam o discurso do emedebista, que via de regra agradece o apoio do o presidente Lula da Silva ao Governo Brandão e manifesta convicção de que, eleitos, os dois manterão a mesma relação institucional que garantiu muitos investimentos do Governo Federal no Maranhão.

Em resumo: Felipe Camarão e Orleans Brandão estão em campos radicalmente opostos em relação ao Palácio dos Leões, mas seguem na mesma trilha quando o assunto é o Palácio do Planalto.

PONTO & CONTRAPONTO

Movimentação de Orleans e Braide torna imprevisível a disputa em Caxias

Orleans Brandão e Eduardo Braide
podem ter disputa dura em Caxias

Não existe uma pesquisa recente que indique o panorama da disputa pelo Governo do Estado em Caxias, o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão e centro político sempre efervescente, mas informações aleatórias trazidas à Coluna indicam que Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) travam uma guerra de desfecho imprevisível.

Orleans Brandão tem o apoio do grupo Gentil, formado pelo prefeito Gentil Neto (PP), a deputada federal Amanda Gentil (PP) e a deputada estadual Daniella Jadão (MDB), e conta também com os deputados estaduais Cláudia Coutinho (MDB), Adelmo Soares, (Republicanos) e Catulé Jr. (Republicanos), que não formam um grupo, mas estão alinhados à candidatura do emedebista.

Eduardo Braide conta apenas com o apoio do suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. e alguns vereadores.

A lógica naturalmente sugere que o candidato do MDB tenha uma vantagem avassaladora sobre o ex-prefeito de São Luís na Princesa do Sertão. Isso sem levar em conta o desempenho de Felipe Camarão (PT), cujo vice é o vereador caxiense Ricardo Rodrigues (PT).

Não é bem assim: a caminhada que Eduardo Braide e Paulo Marinho Jr. realizaram na cidade arrastou uma multidão entusiasmada, fazendo com que o candidato do PSD tomasse o rumo de Aldeias Altas com sorriso largo.

Vale lembrar que Caxias costuma surpreender no campo político e na seara eleitoral, como mostram dois exemplo. O primeiro: em 2016, o então prefeito Leo Coutinho, candidato à reeleição e apoiado pelo deputado Humberto Coutinho, este no auge do seu poder, foi derrotado pelo então vereador Fábio Gentil, que venceu por uma diferença de pouco mais de 1.212 votos.

O segundo: em 2024, Gentil Neto, apoiado pelo poderoso tio prefeito Fábio Gentil, com enorme poder de fogo, derrotou o adversário Paulo Marinho Jr. com uma vantagem pífia de apenas 565 votos.

Em resumo: em Caxias, o poder e seus encantos nem sempre vencem eleição.

Forte na Região Tocantina e com uma campanha inteligente, Madeira cria base em São Luís

Sebastião Madeira e Regiane Carvalho,
sua esposa, chegam ao local da
reunião com lideranças de São Luís

Por uma série de fatores, incluindo o tempo, a grande maioria dos candidatos a deputado estadual faz campanha formal, sem qualquer traço de criatividade, sem perceber que palavra ou gesto fora da curva pode, pelo menos, chamar a atenção. Nesse contexto, a corrida dos 282 aspirantes à Assembleia Legislativa vem registrando um diferencial: a campanha do candidato Sebastião Madeira (MDB).

Aos 87 anos, em plena forma como orador e lastreado com a experiência de quatro mandatos de deputado federal e dois de prefeito de Imperatriz, ao que se somam três anos como chefe da Casa Civil no Governo Brandão, Sebastião Madeira vem fazendo a diferença como candidato a deputado estadual.

Esse diferencial se mostra, primeiro, na dinâmica da sua campanha: em vez de se mostrar no padrão comum, ele está inovando com vídeos muito interessantes. Num deles, Sebastião Madeira entre numa sala com um envelope na mão e o entrega numa recepção informando ser aquilo o seu currículo para se candidatar a deputado estadual.

Em outros vídeos, ele inova com criações sobre temas diversos, o que torna sua campanha diferente e atraente, pois não há como ficar indiferente a essa maneira ousada e inteligente de pedir votos.

Todas as informações vindas de Imperatriz dão conta de que o ex-prefeito Sebastião Madeira pode ter votação acima da média na antiga Vila do Frei e nas regiões Tocantina e Sul. Embalado pelos ecos da campanha, Sebastião Madeira resolveu criar um vínculo político e eleitoral também com São Luís, onde lançou sua candidatura, ontem, num evento com lideranças.

São Luís, 03 de Setembro de 2026.

IPSensus mostra Orleans com cinco pontos à frente de Braide; candidatos “empatam” como líderes desde a Quaest

Orleans Brandão e Eduardo Braide
alternam liderança em pesquisas
desde a divulgação da Quaest

O candidato do MDB, Orleans Brandão, lidera a corrida ao Palácio dos Leões com 42,3% das intenções de voto, seguido do candidato do PSD, Eduardo Braide, que tem 36,4%. Foi esse o resultado encontrado pela pesquisa do Instituto IPSensus, realizada no período de 24 a 29 de agosto, tendo ouvido um mil eleitores em 50 municípios, segundo o seu relatório. Nesse cenário, Orleans Brandão tem vantagem de 5,9 pontos percentuais sobre Eduardo Braide, acima da margem de erro, que é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Contratada pela empresa Farol Comunicações, a pesquisa IPSensus com esses números está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA–05404/2026.

No segundo pelotão de candidatos, aparecem o candidato do PT, Felipe Camarão com 6,3% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o candidato do PRTB, Roberto Rocha, que aparece com 4,4%, seguido de André Luís (Missão) com 1,3%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,5%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,2%, e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1%. Entrevistados que não apoiam nenhum dos candidatos e os que votarão nulo somaram 2,9%, enquanto os indecisos totalizaram 5,6%.

A pesquisa IPSensus apresenta um painel próximo do outro levantamento feito pelo instituto, realizada entre 15 e 20/08 e divulgada no dia 20/08, na qual Orleans Brandão apareceu com 41% e Eduardo Braide com 37,8%. Pelos números divulgados ontem, o candidato do MDB avançou 1,3 ponto percentual e o candidato do PSD recuou 1,4 ponto percentual, daí a vantagem de 5,9% alcançada por Orleans Brandão, segundo a pesquisa, que, segundo o IPSensus. Tem 95% de confiabilidade.

A segunda pesquisa IPSensus sobre a corrida ao Palácio dos Leões mostra basicamente o mesmo cenário da primeira divulgada a menos de duas semanas, apontando uma variação favorável a Orleans Brandão em relação a Eduardo Braide dentro da margem de erro, que, vale lembrar, é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesse jogo, o candidato do MDB saiu ganhando, abrindo uma vantagem expressiva sobre o candidato do PSD.

Chama a atenção o fato de que, ao contrário de levantamento feitos por outros institutos, o IPSensus encontrou um eleitorado quase definido, com 2,9% de eleitores inclinados a votar nulo ou anular o voto, e apenas 5,6% de indecisos. Isso significa dizer que a mais de um mês da eleição, praticamente não há mais revoltados e indecisos, uma situação bem curiosa se levadas em conta as nuances dessa disputa.

A vantagem de Orleans Brandão na pesquisa IPSensus se encaixa na expectativa do governador Carlos Brandão e seus aliados, que comemoraram esse resultado, vendo nela “uma tendência nítida”, segundo a interpretação de um parlamentar brandonista, que conta com uma participação cada vez maior e mais decidida do governador Carlos Brandão na sua campanha. No contraponto, aliados de Eduardo Braide avaliaram que a pesquisa IPSensus “não mostra a realidade”, certos de que o ex-prefeito de São Luís tem vantagem larga na corrida até aqui, o que, segundo eles, será demonstrado nas pesquisas que estão a caminho.

A pesquisa mostra uma tendência de o vice-governador Felipe Camarão se consolidar à frente de do ex-senador Roberto Rocha, mas aparentemente, pelo menos até aqui, sem maiores chances de chegar ao patamar dos dois dígitos. O próprio candidato petista tem demonstrado confiança de que pode avançar na disputa, contando para isso com a força do presidente Lula da Silva, que está engajado na sua campanha.

No conjunto das quatro pesquisas da série iniciada com o levantamento da Quaest, em 24/08, o embate entre Eduardo Braide e Orleans Brandão está equilibrado, com o primeiro com duas pesquisas o apontando o ex-prefeito de São Luís na frente, e duas informando que o ex-secretário de Assuntos Municipalistas está na dianteira.

Uma quinta pesquisas, que deve ser divulgada ainda nesta semana, vai desempatar esse jogo, pelo menos momentaneamente.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão tenta mais um recurso no Supremo e intensifica participação na campanha de Orleans

Carlos Brandão: ações no Supremo e
atuação forte na campanha eleitoral

Ao mesmo tempo em que prossegue na sua investida para suspender ações que o envolvem no Supremo Tribunal Federal, o governador Carlos Brandão (MDB) intensifica a sua participação na corrida eleitoral, cumprindo agenda mais ampla na campanha do seu candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB).

Na segunda-feira, ao retornar de uma incursão política movimentada na Região Tocantina, cumprindo agenda em Imperatriz, Davinópolis, Amarante, Estreito e Sítio Novo, onde atuou para fortalecer a candidatura de Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão, o governador autorizou sua defesa a ingressar na Suprema Corte com um recurso para tentar reverter a decisão do ministro Dias Toffoli negando o seu pedido para suspender as investigações que o envolvem, e que têm como relator o ministro Flávio Dino.

Na ação – um Agravo Regimental -, os advogados for pulam dois pedidos. No primeiro pedem que o ministro Dias Toffoli reveja a decisão em que negou o primeiro pedido. Se o ministro não reconsiderar, pedem que recurso seja submetido ao plenário da Suprema Corte, que pode manter a situação como está ou atender à solicitação do governador Carlos Brandão para que as investigações da Polícia Federal sobre o Caso Tech Office sejam suspensas.

Os movimentos do governador Carlos Brandão têm importância vital para o seu futuro. Em relação à campanha de Orleans Brandão, ele atua como patrono e líder da aliança que lhe dá sustentação, com a consciência de que uma vitória o manterá no poder por mais quatro anos, com possibilidade de ir mais longe. Sabe também que a vitória de Eduardo Braide representará um choque com perda quase total.

Hildo Rocha chia e assume mandato em episódio que faz lembrar situação idêntica em 2014

Hildo Rocha chiou alto e Roseana
Sarney abriu vaga na Câmara Federal

A chiada do então suplente Hildo Rocha, que num discurso no interior reclamou duramente da concorrência que enfrenta no chapão do MDB para deputado federal, alfinetando diretamente o ex-secretário estadual de Fazenda, Vinícius Ferro, candidato a deputado federal, que é parente do governador Carlos Brandão, que estaria sendo embalado pela máquina e com “muito dinheiro”, e também a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, que, segundo afirmou, “tem o apoio de 21 deputados estaduais”.

O discurso de Hildo Rocha caiu como uma bomba na cúpula do MDB, com repercussão mais forte na seara liderada pela deputada federal Roseana Sarney, candidata ao Senado. Tanto que imediatamente Roseana Sarney arranjou um argumento para se licenciar do mandato, para que o aliado, que é primeiro suplente, assumisse. Assim, Hildo Rocha passará o resto da campanha como deputado federal, participando de votações cruciai para o Palácio do Planalto, o que lhe dá um reforço político fora do comum.

O curioso desse pequeno terremoto na seara emedebista é que ele faz lembrar que em 2014, Hildo Rocha se lançou candidato a deputado federal depois ter sido o todo-poderoso chefe da Casa Civil, que chegou a acumular esse cargo com a Secretaria de Educação, o que lhe deu poderes excepcionais, levando-o a sair das urnas eleito com nada menos que 125 mil votos.

O seu poder de fogo naquela eleição causou a reclamação de vários candidatos, que se sentiram atropelados pelo poder avassalador do candidato palaciano, uma situação bem parecida com o que faz agora o ativo deputado federal Hildo Rocha em relação ao ex-secretário Vinícius Ferro.

São Luís, 02 de Setembro de 2026.

Inop mostra Braide e Orleans empatados, depois de duas pesquisas em que eles alternam a liderança na corrida aos Leões

Inop: Eduardo Braide e Orleans Brandão em
empate técnico, seguidos por Felipe
Camarão, Roberto Rocha, André Luís,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Em uma semana, nada menos que três pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões apresentaram resultados rigorosamente diferentes, dando a impressão de que algo está errado no reino das investigações estatísticas para medir as intenções do eleitorado em relação aos candidatos à sucessão do governador Carlos Brandão (MDB). No dia 24/08, o instituto Quaest, considerado hoje o mais importante do País, mostrou Eduardo Braide (PSD) com 44% das intenções de voto, e Orleans Brandão (MDB) com 25%. Três dias depois, no dia 27/08, o instituto Qualitativa – sobre o qual pouco se sabe – agitou o cenário com levantamento no qual Orleans Brandão aparece na liderança com 41%, e Eduardo Braide em segundo com 36% das intenções de voto.

Ontem, o Instituto Nacional de Opinião Pública (Inop) sacudiu o meio político e surpreendeu meio mundo ao informar que sua pesquisa encontrou um cenário no qual os dois aparecem quase que rigorosamente empatados: Eduardo Braide está numericamente à frente com 42,54%, enquanto que Orleans Brandão desponta ao seu lado com 42,08% das intenções de voto, uma diferença de 0,46% a favor do candidato do PSD.

No rastro dos dois, a pesquisa Inop mostra Felipe Camarão (PT) com 5,42% das intenções se voto, seguido de Roberto Rocha (PRTB) com 3,88, André Luís (Missão) com 0,15%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,08% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,04%, enquanto Saulo Arcangeli (PSTU) não pontuou. Um microgrupo de 0,50% disse que não votará em nenhum dos nomes ou anulará o voto, e outro grupo, um pouco mais robusto, com 5,31%, não soube ou preferiu não responder.

Não se trata aqui de comparar as pesquisas, elegendo uma ou outra como a correta ou a incorreta, a começar pelo fato de que é praxe no universo estatístico não se comparar pesquisas, por diversos fatores, entre eles a diferença de método, o universo pesquisado, a quantidade de entrevistas, e outros dados que diferenciam os levantamentos.

Por outro lado, não há como não mergulhar na perplexidade diante de resultados tão díspares quando se trata de três pesquisas sobre o mesmo tema, envolvendo os mesmos candidatos no mesmo estado, e realizadas praticamente no mesmo período. Parece ilógico que em um deles imponha uma vantagem de 19 pontos percentuais de Eduardo Braide sobre Orleans Brandão, e que, quatro dias depois, outro instituto mostre uma inversão radical, com Orleans Brandão aparecendo com 5,1 pontos de vantagem sobre Eduardo Braide.

A pesquisa Inop chega como que um fator de ajuste das posições, eliminando as vantagem de lado a lado, para desenhar um equilíbrio. E, sem a tentação da comparação, pode-se perguntar: qual dessas pesquisas desenham um quadro verdadeiro da disputa? A pesquisa da Quaest, com a credibilidade que construiu no âmbito nacional? A pesquisa Qualitativa, cujos números inverteram as posições no quadro da polarização? Ou a pesquisa Inop, que se difere das demais pelo maior número de entrevistados, mesmo se sabendo que, nesse caso, quantidade de entrevistas não traduzem necessariamente a realidade?

Há, pelo menos, um ponto comum nas três pesquisas: Eduardo Braide e Orleans Brandão protagonizam o cenário com uma forte polarização, que, se mantida, levará a guerra pelo Palácio dos Leões para um segundo turno, com desfecho absolutamente imprevisível. Os dois candidatos estão animados, manifestando entusiasmo com as informações correntes e com seus porta-vozes prevendo vitórias acachapantes, de preferência se ela vier no 1º turno.

Vale lembrar que mais três pesquisas estão registradas no TRE e podem ser divulgadas até sexta-feira. Elas poderão jogar mais luzes sobre esse cenário confuso desenhado pelos três levantamentos mais recentes.

Em Tempo: Contratada pelo Jornal Pequeno, a pesquisa Inop entrevistou 2.600 eleitores no período de 19 a 26 de agosto, tem margem de erro de 3,02 pontos percentuais, para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-07572/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Algumas alianças “estranhas” chamam a atenção, enquanto outras, ostensivas, são ignoradas

Rubens Jr., Roseana Sarney,
Eliziane Gama e André Fufuca:
alianças fora da curva

Muita gente “estranhou” que o deputado federal Rubens Júnior (PT) tenha aparecido ao lado de Eduardo Braide (PSD) numa manifestação de campanha em Matões do Norte, no Leste do Maranhão, onde o pai do parlamentar, que já foi prefeito do município, tenha declarado apoio ao ex-prefeito de São Luís.

Mais do que outra corrida eleitoral, a que está em curso no Maranhão tem mostrado situações até pouco tempo consideradas impossíveis, como a presença da deputada Roseana Sarney (MDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) como aliados no mesmo palanque. Da mesma maneira que ninguém esperava que o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que é apoiador declarado do deputado federal André Fufuca (PP) para o Senado, declarasse apoio à reeleição de Eliziane Gama (PT) à reeleição.

No final da semana, o grupo Gentil, que é linha de frente na base de apoio de Orleans Brandão (MDB), realizou uma grande festa política para lançar as candidaturas da deputada federal Amanda Gentil (PP) e Daniella Jadão (MDB) à reeleição, com a presença de ninguém menos que André Fufuca (PP), apoiado pelo grupo para o Senado mesmo sendo linha de frente na candidatura de Eduardo Braide ao Palácio dos Leões.

Alguns tentaram emplacar marca de “traidor” em Bira do Pindaré (PT), por ele ter sido secretário no Governo Brandão e declarar apoio ao candidato do seu partido, Felipe Camarão, ao Governo do Estado, e não a Orleans Brandão. No contrapeso, quase ninguém se surpreendeu com o apoio ostensivo Orleans Brandão, e não a Felipe Camarão, candidato do PT ao Governo do Estado.

Dezenas de alianças aparentemente “estranhas” dessa natureza estão em curso no Maranhão, e são produto de situações políticas paroquiais e de conveniências que ignoram diferenças aparentemente “irresolvíveis”.   

Subida de Augusto Cury e dificuldades de Renan Santos podem mexer com Duarte Jr. e André Luís

Duarte Jr. e André Luís podem
ser alcançados pelos movimentos
dos seus candidatos a presidente

O movimento na corrida presidencial com a subida de Augusto Cury (Avante) para o terceiro lugar, segundo duas pesquisas recentes, e a pancada da Justiça Eleitoral – decisão do ministro Dias Toffoli – na candidatura de Renan Santos (Missão), podendo tirá-lo da disputa, pode ter reflexos no tabuleiro eleitoral do Maranhão.

Se vier a ganhar consistência, a subida de Augusto Cury pode mexer com a candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante) à reeleição, podendo beneficiá-lo ou criar-lhe uma situação embaraçosa, já que o parlamentar maranhense tem manifestado apoio à reeleição do presidente Lula da Silva (PT).

Num outro quadrado, as dificuldades que ameaçam a candidatura de Renan Santos a presidente pode reduzir o poder de fogo de André Luís, candidato do Missão a governador do Maranhão. Isso porque, sem a referência de Renan Santos, a candidatura de André Luís perde consistência, podendo mantê-lo estacionado.

São Luís, 01 de Setembro de 2026.

Deputados estaduais podem conquistar cinco cadeiras na Câmara Federal

Iracema Vale, Othelino Neto, Fernando Braide,
Fabiana Vilar e Yglésio Moisés
podem chegar à Câmara Federal

Cinco deputados estaduais abriram mão da renovação dos seus mandatos para brigar por cadeiras na Câmara Federal: Iracema Vale (MDB), Othelino Neto (PSB), Fernando Braide (PSD), Fabiana Vilar (PL) e Yglésio Moisés (PRD). Trata-se de um time de peso, embora eles pertençam a partidos diferentes, o que significa dizer que são concorrentes, o que torna os seus projetos eleitorais bem mais movimentados. Dos cinco, apenas dois – Iracema Vale e Yglésio Moisés – fazem parte da base governista, uma vez que Othelino Neto e Fernando Braide fazem dura oposição ao Governo estadual, com ataques intensos ao governador Carlos Brandão (MDB), enquanto Fabiana Vilar vive uma espécie de neutralidade “tensa” em relação ao Palácio dos Leões.

Presidente da Assembleia Legislativa, a deputada Iracema Vale se elegeu pelo PSB, mas migrou para o MDB na onda que produziu o rompimento da base governista. Inicialmente dedicada a um projeto de renovação do mandato, a parlamentar viveu meses de incertezas em meio a um turbilhão de rumores, marchas e contramarchas e disse-me-disse. No centro desse burburinho, a presidente da Alema foi apontada como pré-candidata ao Governo, possível candidata ao Senado, e provável candidata à Câmara Federal. Com faro e movimentos de raposa política, ela resistiu a todas as tentações, e acabou optando por disputar um mandato na Câmara Federal. Integra o chapão do MDB, e a impressão geral é a de que ela chegará lá.

Ex-presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Othelino Neto (PSB) avaliou que é hora de tentar um voo mais alto, e o projeto de conquistar um mandato na Câmara Feral lhe cai como uma luva. Primeiro porque o parlamentar ganhou estatura, o que justifica plenamente vislumbrar uma atuação em Brasília, e segundo porque, com a esposa, a senadora Ana Paula Lobado (PSB), a ação parlamentar e partidária dos dois no epicentro do poder nacional pode um resultado institucional expressivo e fortalecer a ação política dos dois politicamente. Todas as listas de possíveis eleitos para a Câmara Federal o incluem como um dos prováveis eleitos.

Fabiana Vilar, que hoje preside o PL no Maranhão e lidera a bancada do partido na Assembleia Legislativa, é uma espécie de porta-voz do grupo comandado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Fabiana Vilar foi escalada para disputar vaga na Câmara Federal depois que Josimar de Maranhãozinho e sua mulher, a deputada federal Detinha, decidiram não tentar a reeleição, devendo repassar suas bases para a parlamentar os votos de ambos e sair das urnas como um candidatos mais bem votados entre os candidatos à Câmara Federal.

O deputado Fernando Braide é parceiro firme do irmão, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), candidato bem posicionados na corrida ao Governo do Estado. Ao longo do seu mandato, foi opositor duro e constante do governador Carlos Brandão, atacando suas decisões e criticando aspectos da gestão, como o valor da alíquota do ICSM, coincidindo com o discurso do irmão candidato ao Palácio dos Leões. Também frequenta as listas de possíveis futuros integrantes da bancada federal maranhense.

O deputado estadual Yglésio Moisés avaliou que a Assembleia Legislativa já não é a esfera para a sua atuação parlamentar, e depois de uma série de atropelos partidários, chegou ao estável barco com PRD, comandado pelo deputado federal Marreca Filho. Antes de centro-esquerda, deu uma guinada radical para a direita radical bolsonarista, do qual se autoproclamou representante no Maranhão, assumindo a condição de inimigo visceral do dinismo. Parlamentar politicamente ativo e muito produtivo como legislador, o deputado Yglésio Moisés aposta alto na conquista do mandato federal.

Ser todos conseguiram o passaporte para trabalhar em Brasília à partir de janeiro do ano que vem, a bancada maranhense será reforçada por um time de elevada densidade política e boa qualidade parlamentar.

Em Tempo: a deputada estadual Mical Damasceno (Republicanos), mas, como os demais, ela não figura nas listas de prováveis eleitos.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão e Braide travam confronto verbal, que pode marcar a campanha eleitoral

Eduardo Braide e Carlos Brandão
travam um duro duelo verbal

O governador Carlos Brandão deu mais uma demonstração de que está determinado a esmurrar verbalmente o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), que lidera acorrida, segundo a maioria das pesquisas, e que tem feito duras críticas ao Governo do Estado durante suas incursões no interior. Ontem, ao falar para um grupo de políticos, o governador disparou: “Ele mente demais!”.

O pugilato verbal entre o governador e o ex-prefeito de São Luís, que hoje é o seu adversário mais importante na seara estadual, à medida que disputa o comando do Estado com o candidato governista Orleans Brandão (MDB), começou ainda na fase de pré-campanha, mais ou menos em maio, quando Eduardo Braide criticou algumas estradas mal conservadas, e problemas nas área de saúde e segurança. O governador reagiu às ofensivas do candidato do PSD.

Cerca de dois meses atrás, Eduardo Braide divulgou vídeo criticando o suposto “abandono” de uma obras de construção de uma importante em Caxias, a Avenida Pirajá. O governador Carlos Brandão reagiu indignado, afirmando que a obras estava paralisada por conta de um final de semana prolongado e afirmando que o candidato do PSD não estava falando a verdade. Logo em seguida Eduardo Braide reafirmou a denúncia.

Mais recentemente, ao passar pelo Estreito dos Mosquitos e encarar a fila de caminhões, ônibus e automóveis formada por causa “pare, siga”, ocasionado por obras de manutenção de uma das pontes, Eduardo Braide gravou um vídeo responsabilizando também o Governo do Estado pelo problema.

O governador Carlos Brandão reagiu dizendo quer o ex-prefeito de São Luís estava mentindo, argumentando que a obras não é do Governo do Estado, mas do Governo Federal. Horas depois, Eduardo Braide retrucou, declarando: “Basta passar por lá para se saber quem está mentindo.

Numa entrevista ao podcast “Café Quente”, Eduardo Braide denunciou que o Governo estaria dando “mesadas” para que vereadores não o apoiassem, lembrando que o governador Carlos Brandão reuniu 27 dos 31 vereadores de São Luís para colocá-los contra a sua gestão na Prefeitura de São Luís.

O governador reagiu negando tal prática, ontem, ao falar para um grupo de políticos, o governador Carlos Brandão atacou fortemente o ex-prefeito Eduardo Braide: “Aquele ali, basta ver o que foi feito em São Luís: de 33 vereadores, 30 vieram para cá” (na verdade, são 31 vereadores, sendo que 27 participaram da reunião denunciada pelo ex-prefeito, enquanto quatro não participaram).

Carlos Brandão fez uma série de acusações a Eduardo Braide com o prefeito de São luís, tendo elevado ao criticar o estilo de governar de ex-prefeito, a quem acusou de fazer promessa que não pode cumprir, e disparou: “O mais interessante é como ele mente de cara limpa”.

Já no final da tarde de sábado, Eduardo Braide reforçou suas críticas ao Governo ao mostrar uma estrada estadual não asfaltadas, que, segundo ele, “no verão á buraco e poeira, e no inverso é só lama”.

Ninguém duvida de que o troco será dado e de que esse pugilato verbal vai continuar ao longo da campanha.

Comando da campanha de Lula ainda avalia se ele deve ou não visitar o Maranhão em setembro

Felipe Camarão quer visita
de Lula da Silva ao Maranhão
durante a campanha,
mas cúpula do PT avalia

O comando da campanha do presidente Lula da Silva (PT) à reeleição está avaliando se ele inclui ou não São Luís ou alguma outra cidade maranhense no seu roteiro de viagens durante a campanha em setembro. Há quem defenda que sim, o presidente deve visitar o Maranhão antes de 4 de outubro, e há quem diga que não deve fazê-lo.

O candidato do PT a governador, Felipe Camarão, gostaria muito quer o presidente visitasse o Maranhão, avaliando que a presença do mandatário petista reforçaria substancialmente a sua candidatura ao Palácio dos Leões.

Há, porém, vozes no PT estadual que, mesmo prevendo que isso reforçaria a campanha dos candidatos do PT a governador, senador, deputado estadual e deputado federal, poderia causar embaraços para o próprio presidente.

Isso porque, segundo essas vozes, a visita geraria desconforto se ele não fizesse nenhum aceno ao candidato do MDB, Orleans Brandão, que afirma ser seu aliado em todos os seus pronunciamentos. E se isso acontecesse, Felipe Camarão ficaria no mínimo desconfortável.

No momento, a tendência é a de que o presidente venha ao Maranhão apenas no segundo turno.

São Luís, 30 de Agosto de 2026.

Braide prevê mentiras, Orleans faz promessas e Camarão se mostra na estreia no horário no rádio e na TV

Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe
Camarão com Lula da Silva no
primeiro clipe da campanha na TV

A propaganda dos candidatos a governador do Maranhão no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, iniciada na última sexta-feira (28), começou como muitos previam: com apenas três dos oito candidatos a governador e sem emoções fortes. Primeiro porque somente Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), têm direito a tempo no Rádio e na TV, uma vez que os demais candidatos não terão esse direito pelo fato dos seus partidos não terem representação no Congresso Nacional. Os três, que são também os mais bem posicionados nas pesquisas, ocuparam o seu tempo dentro da lógica de uma disputa eleitoral, apresentando-se com os recursos e os argumentos possíveis. Ficaram de fora Roberto Rocha (PRTB), André Luís (Missão), Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO).

Líder na esmagadora maioria das pesquisas, incluindo a da Quaest, divulgada semana passada pela TV Mirante, mas limitado pelo menor tempo no Rádio e na TV, por conta da posição do seu partido no contexto nacional, Eduardo Braide usou os seus 30 segundos com pragmatismo para mandar recado ao eleitorado: “Hoje a gente começa a nossa caminhada, E vai vir muita mentira do lado de lá. Para saber a verdade e tudo sobre nossa campanha, é só pegar o seu celular e me seguir nas redes sociais”. Além disso, participou apresentando e pedindo votos para aliados candidatos a deputado estadual e a deputado federal. Deve estrear vídeo novo na próxima participação no horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV.

Eduardo Braide aproveitou o tempo diminuto de maneira inteligente, usando a prevenção como anteparo para a pancadaria que certamente sofrerá ao longo da campanha, quase não dispondo de tempo para responder. A “convocação” do eleitor para segui-lo nas redes sociais foi ima sacada inteligente, já que não lhe restou outra alternativa. E nas redes sociais, ele vem exibindo registros de grandes concentrações, caminhadas e carreatas que vem realizando por onde passa no interior, como as mais recentes, em Coroatá e Pirapemas. Enfim, usou seu tempo exíguo de maneira inteligente, atacando.

Dono do maior tempo entre os candidatos a governador, por conta do tamanho do seu partido, o MDB, Orleans Brandão abriu sua campanha no Rádio e na TV se apresentando como um candidato que “sabe de que lado está, que não fica em cima do muro quando for preciso defender os interesses das pessoas”.  E prosseguiu insistindo na questão do “lado”, e nesse mote se colocou como aliado do presidente Lula. E garantiu que será “o governador das oportunidades e da criação de emprego e renda”.

O candidato emedebista manteve o discurso com o qual atravessou a pré-campanha e chegou à campanha: como divulgador das obras do Governo Brandão, e se colocando como um dos idealizadores de obras e programas implantados na atual gestão. “O Maranhão chamou. Eu sou candidato a governador”, diz o seu programa de abertura, procurando mostrar que sua escolha se deu por mérito e não por conveniência política, que é a acusação que seus adversários lhe fazem.

Em seguida, Felipe Camarão, que tem um bom tempo por contada força do PT, usou o horário eleitoral gratuito para se mostrar em dois campos. O primeiro afirmando categoricamente ser ele o candidato do presidente Lula da Silva, que aparece no vídeo pedindo voto e avaliando que “o nosso Felipe é a novidade da política do estado”. Outro vídeo mostrou a rica formação técnica do candidato petista: duas graduações, seis pós-graduações, dois doutorados, vários concursos, entre eles o de escrivão de polícia e o de procurador da República, além da experiência como gestor.

O candidato petista fez exatamente o que qualquer outro no seu lugar faria: apresentar-se como o escolhido pelo presidente Lula da Silva. No vídeo, o presidente diz mais ou menos isso, à medida que apresenta o vice-governador como a “novidade” da política maranhense. E completou a estreia no horário eleitoral gratuito como um candidato altamente qualificado e de sólida experiência, aproveitando para jogar algum charme na direção da Polícia Civil ao lembrar que foi escrivão de polícia.

O início foi ameno, mas ninguém duvida de que a campanha vai esquentar.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: candidatos largam no Rádio e na TV com falas que vão de “alegria da volta” a ataques ao Supremo

Roseana Sarney, Eliziane Gama, André
Fufuca, Weverton Rocha e Cidônio
Gonçalves: só eles tiveram direito
ao horário gratuito no Rádio e na TV

O primeiro dia dos candidatos às duas vagas no Senado no horário eleitoral gratuito seguiu um roteiro básico, como se fossem apresentações, sem discursos duros nem troca de farpas. Como aconteceu com os candidatos a governador, por conta do peso dos seus partidos na Câmara Federal, como reza a legislação eleitoral, só cinco dos 11 candidatos candidatos usaram o horário gratuito no Rádio e na TV: Roseana Sarney (MDB), Eliziane Gama (PT), André Fufuca (PP) e Weverton Rocha (PDT) e Cidônio Gonçalves (PL). Por conta da insignificância dos seus partidos, os outros seis não terão espaço no horário eleitoral gratuito.

Roseana Sarney abriu sua campanha nos meios eletrônicos com m discurso clássico, dizendo-se alegre por voltar ao tabuleiro das disputas políticas. E como não poderias deixar de ser, reviveu o drama da luta contra o câncer. Avaliando que enfrentou “a maior batalha da minha vida”, agradecendo “a Deu e “a todos os que oraram por mim”, ´por tê-la vencido. “Essa experiência só fortaleceu em mim a minha missão, que é cuidar das pessoas”. E fechou dizendo que está “pronta para fazer mais”. É de se esperar que nos próximos programas ela fale de programas e propostas para levar ao Senado.

Na condição de senadora, uma das mais respeitadas da Câmara Alta, Eliziane Gama foi mais direta foi apresentada pelo próprio presidente Lula da Silva, que disse precisar da parlamentar maranhense reconvertida ao PT. Ao seu lado, o presidente Lula da Silva fez um pedido ao eleitor maranhense: “Eu quero lhe pedir o voto para uma companheira que tem uma história parecida com a minha”. Eliziane Gama completou o seu primeiro programa defendendo o trabalho que vem realizando como parlamentar em defesa do Maranhão e em defesa do Brasil. Não participaram Lahesio Bonfim (Novo), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Simplício Araújo (DC), Wilson Leite (PSTU), Raimundo Moreira (PCB) e Enilton Rodrigues (PSOL).

Apresentado como “o melhor ministro do Esporte da história”, André Fufuca iniciou sua campanha no Rádio e na TV como um jovem da região do Pindaré que se formou em Medicina, e ainda muito jovem já exerceu um mandato de deputado estadual e está no terceiro de deputado federal, tendo sido ministro. Disse que está alinhado a Eduardo Braide e que vai ajudá-lo a governar o Maranhão. E usou a descontração anunciando que “é hora de fufucar”, um verbo que, segundo ele, significa escolher o que é melhor para o Maranhão.

O senador Weverton Rocha centrou o seu primeiro programa no horário gratuito usando a relação que tem com o presidente Lula da Silva e exibindo o vídeo em que o líder petista o apresenta como uma das suas escolhas para o Senado. O vídeo, que não é recentíssimo, mostra o presidente Lula da Silva pedindo votos para Weverton Rocha, afirmando ser ele um grande companheiro”. Weverton fecha o programa dizendo que está ao lado do presidente Lula da Silva.

Cidônio Gonçalves surpreendeu ao estrear no horário gratuito tendo ao lado Flávio Bolsonaro, candidato do seu partido a presidente, que o apresentou como o seu candidato. Chamou a atenção o discurso ideológico da direita bolsonarista no qual ele se coloca como um candidato que, se senador, vai “enfrentar” o que definiu como “ativismo do Supremo Tribunal Federal”. Ou seja, está em campanha para propagar o discurso que interessa ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à turma golpista condenada e presa.

CEO da Quaest prevê que eleição para o Governo do Maranhão pode ser resolvida em um só turno

Felipe Nunes: CEO da Quaest

A pesquisa Quaest sobre a corrida ao Governo do Maranhão, contratada pela TV Mirante e divulgada na última segunda-feira (24), mostrando Eduardo Braide (PSD) com 44% das intenções de voto contra 25 de Orleans Brandão (MDB), e que foi motivo de muita comemoração por aliados de ex-prefeito e de vários questionamentos por simpatizante do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, continua dando o que falar.

No Jornal da Globo levado ao ar na madrugada deste sábado (29), a apresenta Renata Lo Prete entrevistou o cientista político Felipe Nunes, CEO da Quaest e principal responsável sobre o cenário encontrado pelos levantamentos feitos em vários estados, entre eles o Maranhão.

Na sua análise sobre a disputa dos estados, Felipe Nunes mostrou que, de acordo com os levantamentos da Quaest, cinco estados estão indicando que a eleição para governador pode ser resolvida no 1º turno. Entra esses estados está o Maranhão.

São Luís, 29 de Agosto de 2026.

PT reafirma apoio e Camarão acredita que pode crescer na corrida aos Leões

Lula da Silva mantém firme o apoio
à candidatura de Felipe Camarão
ao Governo do Estado

Ao fazer um expressivo aporte (R$ 3,4 milhões) para bancar a fase inicial da sua campanha ao Governo do Estado, o comando nacional do PT confirmou que candidatura do vice-governador Felipe Camarão está entre as prioridades do partido. Mais do que isso, sinalizou que acredita que ela pode ganhar corpo e se tornar competitiva nas seis semanas que durará a corrida ao voto. O líderes petistas, a começar pelo próprio presidente Lula da Silva, simpatizam com o projeto de poder do vice-governador, tentaram construir a candidatura com o processo pelo qual, repetindo 2022, o governador Carlos Brandão se candidataria ao Senado e indicaria o candidato a vice, e tudo seguiria o chamado “curso natural”. Mas uma série de obstáculos, que até hoje não ficaram muito claros, levou ao atual, impressionante e explosivo cenário da corrida ao Palácio dos Leões.

O problema é que, por conta dos desdobramentos causados pelo rompimento do governador Carlos Brandão (MDB) com o grupo que seguia a liderança do então senador Flávio Dino, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), a começar pela indefinição longamente alimentada pelo próprio braço maranhense do PT, Felipe Camarão acabou sendo mantido numa situação estacionária. Ele resistiu a todo tipo de pressão, sofreu um duro bombardeio das forças adversárias, mas manteve sua posição afirmando ser candidato a governador, fossem quais fossem as circunstâncias. Saiu candidato praticamente de si mesmo, apoiado por um pequeno grupo de deputados estaduais e federais, e pela senadora Eliziane Gama, depois que ela se filiou ao PT.

Ao longo desse processo de indefinição, que durou meses, Felipe Camarão assistiu à construção política e partidária da candidatura do ex-secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), com o aval assumido e atuante do governador Carlos Brandão. Ao mesmo o tempo, acompanhou a moldagem política da candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que se espalhou pelo estado como uma centelha. Os dois estão hoje na crista da disputa, numa polarização difícil de ser quebrada, produzindo a impressão, até aqui bem nítida, de que um dos dois será o próximo governador.

Nesse período, o vice-governador Felipe Camarão permaneceu meses retido pela indefinição do PT, mas sem em nenhum momento abrir mão do seu projeto de candidatura, numa coerência rara no universo da política. Se estivesse, como o acusam, brigando por um espaço pessoal, poderia ter renunciado à vice-governança e sido candidato a senador numa dobradinha, provavelmente imbatível, com o governador Carlos Brandão, ou poderia ter sido candidato a deputado federal, com amplas chances de ser eleito. Mas ele preferiu manter o seu projeto inicial, mesmo atropelado por uma série de enormes dificuldades.

Ainda que tardiamente – alguns avaliam que não é tão tarde assim -, Felipe Camarão se firmou como o candidato do PT ao Governo do Maranhão, com o apoio formal e reafirmado do comando nacional do partido, e as bênçãos declaradas do presidente Lula da Silva (PT). E montou uma chapa “pura”, tendo o vereador caxiense Ricardo Rodrigues, um jovem líder petista, como vice, e a senadora Eliziane Gama como candidata à reeleição, preenchendo a segunda vaga com o representante do PSOL Enilton Rodrigues.

Embalado pelo argumento de que, por conta da sua sólida formação e da ampla experiência já adquirida no serviço público, está preparado para realizar um Governo de qualidade elevada, Felipe Camarão sinaliza que não está fora do páreo. Isso porque, além da sua candidatura, tem o desafio de liderar chapas fortes à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa, e principalmente comandar a campanha do presidente Lula da Silva no Maranhão. Um graúdo do PT que o apoia, lembra que ainda faltam 39 dias, ou seja, 936 horas, para as eleições, e que ao longo desse tempo “tudo pode acontecer”. A acrescenta: “A campanha está começando agora”.

Felipe Camarão sabe que chagar ao Palácio dos Leões agora é mais que um desafio. Mas ele acha que é possível e garante que está no jogo.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide e Orleans jogam pesado para vencer a eleição em São José de Ribamar

Eduardo Braide e Orleans Brandão: disputa
forte pelos votos de São José de Ribamar

Com 122 mil votos, que mobilizados podem fazer diferença em qualquer nível da disputa eleitoral, São José de Ribamar virou um reduto cobiçado pelos dois grupos que medem forças na cabeça da corrida às urnas.

Ali, várias pesquisas apontaram vantagem expressiva de Eduardo Braide (PSD) para o Governo do Estado, com grande espaço ocupado pelos candidatos a senador na sua chapa, André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo).

Ontem, no entanto, depois de várias semanas de incertezas, o prefeito Júlio Matos (Podemos), motivado pela candidatura do filho, Júlio Filho (Podemos), à Assembleia Legislativa, se posicionou de vez, declarando apoio a Orleans Brandão (MDB) para o Governo do Estado e Roseana Sarney (MDB) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) para o Senado.

Com o posicionamento das duas forças no segundo maior município da Ilha de Upaon Açu, que recebe forte influência de São Luís, o cenário da disputa para o Governo do Estado em São José de Ribamar fica turvo, não se sabendo com precisão quem está com a vantagem ali.

Essa incerteza vem do fato de que, se de um lado o prestígio de Eduardo Braide tem forte repercussão no município vizinho da sua base maior, por outro não há dúvida quanto ao poder de fogo do prefeito Júlio reforça a candidatura de Orleans Brandão na Cidade do Padroeiro.

Uma pesquisa séria pode desenhar esse cenário.

Roberto Costa aposta alto no desempenho do MDB nas eleições de outubro

Roberto Costa: aposta no MDB

O prefeito de Bacabal e presidente da Famem Roberto Costa prevê que o seu partido, o MDB, fará o que em política se define como “barba, cabelo e bigode”. Para ele, o atual presidente do partido, Orleans Brandão, será eleito governador, a senadora Roseana Sarney será eleita senadora, o partido fará pelo menos quatro deputados federais e pelo menos 17 deputados estaduais.

Emedebista raiz, com participação decisiva na vida do partido na última década, tendo liderado a ala jovem do MDB num embate forte com as alas mais tradicionais da legenda, Roberto Costa tem uma visão realista do potencial do MDB, o que lhe dá autoridade para fazer previsões.

Militante político de tempo integral, sem prejuízo das suas responsabilidades com a Prefeitura de Bacabal, à frente da qual vem se destacando, e com a Famem, cujas ações vem diversificando, Roberto Costa acompanha de perto a evolução do cenário eleitoral, manifestando forte otimismo em relação ao desempenho do seu partido.

Além do apoio direto às candidaturas de Orleans Brandão e Roseana Sarney, o prefeito de Bacabal, que é também vice-presidente estadual do MDB, incentiva as candidaturas da deputada estadual Iracema Vale e Hildo Rocha, ambos do MDB, à Câmara Federal, e os deputados estaduais emedebista Davi Brandão e Florência Neto, que têm base em Bacabal, à Assembleia Legislativa.

São Luís, 28 de Agosto de 2028.

No olho do furacão, Brandão é bem avaliado, encara pressão e mantém intensa ação política

Carlos Brandão em diferentes momento:
discursando em ato de Governo,
inaugurando estrada, falando em
auditório e reagindo a acusações

A pesquisa Quaest, contratada e divulgada pela TV Mirante na última segunda-feira (24), impactando o meio político com um retrato da corrida ao Palácio dos Leões neste momento, trouxe também a informação de que o Governo comandado pelo governador Carlos Brandão (MDB) é aprovado por 54% da população, desaprovado por 30%, com 16% respondendo que não sabe avalia-lo. E nesse contexto, uma informação de natureza essencialmente política e diretamente ligada ao mandatário maranhense: 46% dos 900 eleitores ouvidos pela Quaest opinaram que o governador Carlos Brandão tem o direito de eleger o seu sucessor, enquanto 42% tiveram opinião contrária e 12% não souberam ou não quiseram responder.

Em resumo, de acordo com a Quaest, o governador Carlos Brandão tem seu Governo aprovado pela maioria e conta com um aval expressivo de maranhenses quanto ao direito de escolher e ver eleito o seu sucessor.

Por essas informações estatísticas, que desenham a realidade do momento, pode-se dizer que o chefe do Executivo maranhense navega numa onda claramente favorável no que lhe diz respeito. Nesse ambiente, no qual a política se impondo, além do gestor, existe o político Carlos Brandão, mais ativo do que nunca, vivenciando o bônus da boa gestão, mas tendo também de encarar o ônus produzido pelas suas decisões políticas. E isso se dá exatamente pelo fato de estar situado, por obrigação institucional e por voluntarismo político, no olho vivo desse furacão que vem estremecendo o tabuleiro da política maranhense, causando uma guerra política que até aqui produziu mais incertezas do que situações concretas.

Além da gestão, que exige dele o acompanhamento de obras espalhadas por todo o estado, o que caracteriza o seu Governo como municipalista, Carlos Brandão tem enfrentado um verdadeiro bombardeio no campo judicial. Hoje, por conta da sua política em relação ao Tribunal de Contas do Estado, aquela corte de contas encontra-se com três vagas de conselheiro aberta, com duas por falta de conselheiros e a terceira pelo afastamento do presidente Daniel Brandão do cargo e da função presidencial. Encara uma investigação sobre suposta compra de vagas no TCE.

No calor ao embate eleitoral em andamento, o governador Carlos Brandão foi alcançado por uma investigação, desdobramento do Caso Tech Office – na qual aparece como suspeito de comandar uma “organização criminosa”. Ao longo da semana passada, o meio político foi agitado por rumores segundo os quais o governador seria afastado do cargo – os rumores se diluíram diante do fato de que nada existe que possa justificar uma medida extrema como essa. Contrariando a expectativa de muitos, Carlos Brandão não se intimidou com os petardos nem com os boatos. Ao contrário, depois de discursos e declarações contra-atacando verbalmente, ele decidiu partir para a briga judicial, contestando as decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. Os seus pedidos à corte maior não tiveram sucesso, mas ele não arredou da sua posição.

Em meio ao avanço da corrida eleitoral, e a quatro meses do final do seu Governo, o governador Carlos Brandão vem intensificando os seus movimentos de patrono e principal apoiador da candidatura de Orleans Brandão (MDB): participa de eventos de campanha, faz discursos forte defendendo o seu candidato, tem saído em defesa do seu Governo quando atacado por adversários e não se deixa impressionar com pesquisas que apontam o seu principal adversário, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) está na frente. Além de patrono e apoiador, ele acredita piamente na vitória do candidato Orleans Brandão.

E como se tudo isso fosse pouco, diante das restrições da legislação eleitoral, o governador Carlos Brandão decidiu ser ele próprio o garoto-propaganda do seu Governo. Tem falado caminhando sobre asfalto, chutado bola, guiando trator, e por aí vai. Recentemente estrelou num vídeo em que ele aparece cantando para anunciar a chegada de um novo ferry boat para a travessia São Luís-Baixada. Numa boa, sem exibir traço forte de preocupação com o porvir.

PONTO & CONTRAPONTO

Pesquisa Qualitativa mostra Orleans com 4,5 pontos à frente de Braide

Qualitativa mostra Orleans Brandão à frente,
seguido de Eduardo Braide, Felipe Camarão,
Roberto Rocha, André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro

Três dias depois de o instituto Quaest divulgar uma pesquisa mostrando uma vantagem de 19 pontos percentuais de Eduardo Braide (PSD) em relação a Orleans Brandão (MDB), o Instituto Qualitativa divulgou os números da sua pesquisa, que mostra o inverso, com Orleans Brandão à frente, impondo uma diferença de 4,5 pontos percentuais sobre Eduardo Braide. O cenário é o seguinte: Orleans Brandão com 41,1% das intenções de voto e Eduardo Braide com 36,6%.

No mesmo levantamento aparecem Felipe Camarão (PT) com 4,2% das intenções de voto, e Roberto Rocha (PRTB) com 3,9%, uma diferença de apenas 0,3 pontos percentuais, o que equivale a um empate dentro da margem de erro, que é de 3,27 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na sequência, aparecem André Luís (Missão) com 1,3%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,9%, Reginaldo Lima com 0,4% e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1%. Os que rejeitaram todos os candidatos e anunciaram voto nulo somaram 4%, enquanto que 7,5% não souberam ou não quiseram responder.

Pelos números do Instituto Qualitativa, a vantagem de Orleans Brandão de 4,5 pontos percentuais sobre Eduardo Braide é segura porque está fora da margem de erro, que é de 3,27 pontos percentuais, para mais ou para menos. Indica uma disputa forte entre os dois candidatos, evidenciando uma polarização cada vez mais desafiadora para ambos

E, finalmente, sinaliza uma eleição em dois turnos, de desfecho imprevisível, com tendência favorável a quem sair das urnas com maioria.

Em Tempo: a pesquisa Qualitativa entrevistou 900 eleitores em 50 municípios no período de 19 a 25 do mês corrente, tem margem de erro de 3,27 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08263/2026.

Senado: Roseana lidera, Lahesio e Weverton empatam e Gonçalo dispara e empata com Fufuca

Roseana Sarney e Lahesio Bonfim lideram,
seguidos de Weverton Rocha, Hilton Gonçalo,
André Fufuca, Eliziane Gama, Wilson Leite,
Cidônio Gonçalves, Raimundo Moreira
e Enilton Rodrigues

Se surpreendeu em relação à corrida para o Palácio dos Leões, a pesquisa do Instituto Qualitativa causou impacto maior ainda com os números encontrados na disputa para as duas vagas no Senado.

Roseana Sarney (MDB) lidera com 22,4% das intenções de voto para a primeira vaga, confirmando sua posição em pesquisa mais recentes. Já o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), aparece com 14,2% das intenções de voto, numa situação de empate técnico com o senador Weverton Rocha (PDT), que recebeu 13,7%.

A grande surpresa foi a posição alcançada pelo ex-prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (Mobiliza), que disparou com 11% das intenções de voto, num empate técnico com o deputado federal André Fufuca, que aparece com 10,9%, seguido da senadora Eliziane Gama (PT), com 7,8%.

Na sequência, aparecem Wilson Leite, com 1,5%; Simplício Araújo, com 1,4%; Cidônio Gonçalves, com 1%; Raimundo Moreira, com 0,7%; e Enilton Rodrigues, com 0,5%. Um grupo de 7% repeliu todos os candidatos e avisou que votará nulo, enquanto outro, de 7,1%, não soube ou não quis responder.

São Luís, 26 de agosto de 2026.

Números secundários da Quaest consolidam a polarização entre Braide e Orleans e mostram muitos indecisos

Quaest: polarização entre Eduardo Braide
e Orleans Brandão é confirmada
na pesquisa espontânea

A pesquisa Quaest trouxe para o tabuleiro da sucessão estadual uma série de informações secundárias que, avaliadas com algum cuidado, ajudam a entender o momento da corrida ao Palácio dos Leões. Para começar, a pesquisa espontânea – quando o entrevistado não dispõe de uma lista de candidatos – cristalizou, de maneira clara e indiscutível, a polarização entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB). O ex-prefeito de São Luís foi citado espontaneamente por 21% dos entrevistados, enquanto o ex-secretário de Assuntos Municipalistas recebeu 13% das citações, e Felipe Camarão (PT) foi lembrado por 1%. O dado mais forte é que na pesquisa espontânea, que entrevistou 900 eleitores, só três dos oito candidatos a governador foram citados, e 64% responderam que não sabem ainda em quem votar.

Esses números indicam, com clareza, que dificilmente esse quadro de polarização será alterado. Vale lembrar que na pesquisa estimulada, quando o entrevistado recebe uma lista com a relação de candidatos. Nessa pesquisa, que é a base de qualquer investigação pré-eleitoral, Eduardo Braide apareceu com 44% das intenções de voto contra 25% de Orleans Brandão, 6% de Felipe Camarão, 3% de Roberto Rocha (PRTB) e 1% de André Luís (Missão), sem que Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) não foram lembrados. 17% manifestaram indecisão e 4% avisaram que vão votarão em nenhum ou anularão o voto.

Os candidatos já estão em campanha aberta, com a relação de comícios, caminhadas, carreatas, brigando pelo voto no cara-a-cara, podendo também veicular anúncios pagos em redes sociais, participando também de debates e entrevistas a emissoras de TV e de rádio, e ainda a portais de notícia. Eles ganharão bem mais visibilidade quando iniciarem, no próximo dia 28, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV. A partir de então, a campanha será plena, dependendo dos candidatos para ser mais ou menos intensa.

A Quaest investigou algumas tendências do eleitorado, e encontrou, por exemplo, 25% de eleitores que preferem um governador independente. A pesquisa indagou sobre o apoio do presidente Lula da Silva (PT) aumenta ou não a tendência de o eleitor votar no candidato sugerido pelo chefe da Nação: para 45% dos entrevistados, o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato ao Governo do Maranhão. Outros 30% afirmam que o apoio não altera sua decisão.

No pacote relacionado com influência de candidato presidencial, enquanto 21% dizem que a manifestação de Lula da Silva diminui a possibilidade de voto no candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam.

A Quaest ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado sob os números MA-02558/2026 e BR-01389/2026.

O levantamento também mediu diretamente o peso eleitoral de um eventual apoio de Lula. Para 45% dos entrevistados, o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato ao Governo do Maranhão. Outros 30% afirmam que o apoio não altera sua decisão, enquanto 21% dizem que a manifestação de Lula diminui a possibilidade de voto no candidato. Outros 4% não souberam ou não responderam. Em relação a Flávio Bolsonaro (PL), 17% disseram que ele influencia apoiadores de candidato a governador.

Em Tempo: A Quaest entrevistou 900 eleitores de 16 anos ou mais entre 20 e 23 de agosto. A pesquisa margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos e está registrada sob os números MA-02558/2026 e BR-01389/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Posição de Caiado sobre candidatos do PSD a governador deixa Braide em situação confortável

Eduardo Braide tem situação resolvida
em relação a Ronaldo Caiado

Alguns adversários de Eduardo Braide (PSD) o têm criticado por causa da sua posição de independência em relação a uma candidatura presidencial. Ontem, porém, o candidato do PSD a presidente das República, Ronaldo Caiado foi entrevistado pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, resolveu esse detalhe.

Perguntado sobre como se sentia diante do fato de que vários candidatos a governador do seu partido o apoiavam, tendo alguns, como o senador Omar Aziz, candidato ao Governo do Amazonas, e Eduardo Paz, candidato a governador do Rio de Janeiro, terem declarado apoio ao presidente Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado deu de ombros. E declarou que o importante é que ele seja o candidato do partido a presidente, tendo como vice o presidente do PSD, Gilberto Kassab.

A situação esclarecida por Ronaldo Caiado deixou Eduardo Braide em situação confortável, uma vez que, a partir de agora essa será uma pendência vencida, sobre a qual ele terá uma resposta pronta e definitiva.

Em Tempo: Vale lembrar que é curiosa a situação dos candidatos ao Palácio dos Leões em relação à corrida ao palácio do Planalto. Embora conte com um candidato do PT, Felipe Camarão, o presidente Lula da Silva tem também o apoio declarado de Orleans Brandão (MDB). O PL não tem candidato a governador, tendo Flávio Bolsonaro de contar com Roberto Rocha (PRTB), que tem inclusive a candidatura questionada na Justiça Eleitoral.

André Luís (Missão) está integralmente alinhado ao candidato presidencial do seu partido, Renan Santos. E Dimas Cassimiro (PCO) reza na cartilha de Rui Pimenta, chefe maior do PCO e candidato a presidente pelas quinta vez.

Saulo Arcangeli (PSTU) e Reginaldo Lima (PCB) têm situação especial em relação aos seus candidatos presidenciais, que são maranhenses da gema. Saulo Arcangeli apoia a candidatura presidencial de Hertz Dias, militante social saído do bairro da Liberdade em São Luís. Já Reginaldo Lima é alinhado a Edmilson Costa, economista maranhense, estudante do Liceu, que migrou para São Paulo nos anos 70 e lá se transformou nua referência da esquerda mais dura e foi escalado pelo PCB para com correr à presidência da República.

Famem: Roberto Costa mobiliza prefeitos e órgãos estaduais e federais para combater efeitos do El Niño

Roberto Costa: prefeitos devem se
preparar para os efeitos do El Niño

O que o fenômeno climático El Niño tem a ver com o funcionamento das administrações municipais no Maranhão? Muito. E foi exatamente para fazer essa avaliação e alinhavar medidas preventivas que possam minimizar eventuais os estragos a serem causados por esse fenômeno, que a Federação dos Municípios do Maranhão (Famem) e a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI/PR) promoveram ontem, na Assembleia Legislativa (Alema), a reunião temática “Efeitos Climáticos do El Niño no Nordeste do Brasil e seus desafios para a Gestão Pública Municipal”.

Articulada pelo presidente da Famem e prefeito de Bacabal Roberto Costa, e realizada com a ´presença de representantes da SRI, a reunião temática foi marcada por uma série de discussões técnicas sobre como reagir diante dos possíveis impactos que podem ser causados pelo El Niño, ampliando o raio de preocupações para o que pode estar a caminho com as mudanças climáticas. Nesse contexto, a palavra de ordem foi planejamento, que começa com o monitoramento de riscos, assim como aumentar a capacidade de resposta das prefeituras.

Além de antecipar uma política de ação conjunta para as mudanças climáticas que estão em andamento no planeta, a articulação está focada previsão de que 2026 e 2027 serão anos diferenciados em relação ao clima, especialmente para o Nordeste, com o problema da estiagem, das secas e a possibilidade de queimadas, conforme alertaram os representantes do Governo da União.

Diante das conclusões, dos alertas e das recomendações produzidos durante a reunião, o presidente da Famem, Roberto Costa, fez uma espécie de convocação geral para que os municípios se preparem antecipadamente, articulando com entes federais e estaduais. Ele lembrou que esses acontecimentos ocorrem diretamente dentro do município, onde a população vive. Daí a necessidade de preparação para eventuais intervenções em situações inesperadas. “É necessário também que os órgãos de controle estejam vivenciando todo esse acompanhamento para saber exatamente as dificuldades que poderemos ter no futuro”, afirmou, acrescentando que “a preparação é fundamental”.

 – Essa reunião tem importância grandiosa para que, caso aconteçam essas previsões climáticas divulgadas, a gente possa estar preparado para enfrentá-las e para que a população possa ter um sofrimento mínimo dentro desse processo – acrescentou o presidente da Famem.

São Luís, 26 de Agosto de 2026.

Quaest mostra Braide (44%) e Orleans (25%) numa disputa com risco de turno único

Eduardo Braide lidera com folga, seguido
de Orleans Brandão, Felipe Camarão,
Roberto Rocha er André Luís; Saulo
Arcangeli, Reginaldo Lima e
Dimas Cassimiro não pontuaram

A pesquisa Quaest, divulgada ontem pela TV Mirante, trouxe à tona o que pode ser o retrato da corrida ao Governo do Maranhão. De acordo com o levantamento, realizado no período de 20 a 23 do corrente, Eduardo Braide (PSD) tem 44% das intenções de voto, seguido de Orleans Brandão (MDB) com 25%. Na sequência aparecem Felipe Camarão (PT) com 6%, Roberto Rocha (PRTB) com 3% e André Luís (Missão) com 1%, enquanto Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) não pontuaram. Os indecisos somaram 17% – um percentual muito elevado, que pode mudar os rumos da eleição – e os revoltados, que pretendem votar em branco e nulo, representam 4%.

Fora as diferenças da margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, o que a pesquisa Quaest/TV Mirante mostrou foi Eduardo Braide com uma vantagem elástica de 19 pontos percentuais em relação a Orleans Brandão, uma vantagem excepcional, levando-se em conta o momento da campanha eleitoral. E mais: transformando-se os números em votos válidos, o ex-prefeito de São Luís venceria a eleição no 1º turno, com 56% contra 35% do candidato do MDB.

O fato de o candidato Roberto Rocha, por meio do seu partido, tenha questionado o critério usado pelo Quaest para escolher Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão para simular 2º turno, levando a Justiça Eleitoral a proibir essa parte da pesquisa, fez com que milhões de eleitores maranhense fossem privados de conhecer as possibilidades de uma segunda rodada. E aguçou a curiosidade em relação à possibilidade de a eleição para governador ser resolvida já no 1º turno, apontando para uma vitória do ex-prefeito de São Luís, com sugerem os números.

Esse cenário, trazido por um dos três institutos de pesquisas mais importantes do Brasil na atualidade, e que produz exclusivamente para a Rede Globo e afiliadas em todos os estados, desembarca na corrida ao Palácio dos Leões faltando 42 dias para as eleições. Não há como não enxergar o fato de que, independentemente do que encontrarem outros institutos, a pesquisa Quaest/TV Mirante funciona como uma espécie de baliza para os próximos passos da disputa, como foi o Ibope em outros tempos. Todas as eleições para o Governo do Estado

Das mais de 60 pesquisas divulgadas até aqui sobre corrida ao Palácio dos Leões, pelo menos 80%, incluindo uma Quaest/TV Mirante apontaram Eduardo Braide na liderança, desenhando, ao longo de meses, uma tendência que a pesquisa de ontem alimentou. Se os percentuais representam a realidade plena, não há como aferir, até porque os candidatos estão em movimento, podendo criar situações que mudem. Se não representarem o cenário real ou próximo do real, a verdade emergirá das urnas na noite do dia 4 de outubro.   

É provável que os números revelados ontem deem aos candidatos um quadro bem próximo da realidade, algo que possa coincidir com os limites da margem de erro, pela qual Eduardo Braide pode ter 41% a 47%, enquanto Orleans Brandão pode entre 22% e 28% das intenções de voto. O mesmo pode estar acontecendo em relação a Felipe Camarão, que pode ter entre 3% e 9%, e a Roberto Rocha, que pode estar num patamar entre 0% a 6%, com André Luís no seu encalço com 0% a 4%.

Em Tempo: A pesquisa Quaest/TV Mirante ouviu 900 eleitores em todo o Maranhão no período de 20 a 23, margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral sob o protocolo MA-02558/2026 e no Tribunal Superior Eleitoral BR-01389/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana lidera, Weverton, Lahesio, Eliziane e Fufuca estão empatados, e indecisos podem mudar tudo

Roseana Sarney lidera; Weverton Rocha, Lahesio
Bonfim, Eliziane Gama e André Fufuca estão
tecnicamente empatados pela segunda vaga;
Hilton Gonçalo cresce, e Simplício Araújo,
Cidônio Gonçalves, Wilson Leite e Raimundo
Moreira estão empatados,
e Enilton Rodrigues não pontuou

A pesquisa Quaest encontrou um cenário absolutamente indefinido na corrida às duas vagas no Senado. A deputada federal Roseana Sarney (MDB) lidera, isolada, com 16% das intenções de voto, seguida de quatro candidatos tecnicamente empatados pela margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos: o senador Weverton Rocha (PDT) com 11%, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo) com 10%, a senadora Eliziane Gama (PT) com 9% e o deputado federal André Fufuca (PP) com 9%.

O ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) aparece com 5%, seguido de Cidônio Gonçalves (PL), Wilson Leite (PSTU), Raimundo Moreira (PCB) e Simplício Araújo (DC), todos com 1%. Enilton Rodrigues (PSOL) não pontuou.

Alguns dados importantes chamam a atenção da pesquisa sobre a corrida ao Senado. O primeiro deles é o crescimento de Hilton Gonçalo, que por esse levantamento está a apenas quatro pontos percentuais de Eliziane Gama e André Fufuca. O outro dado curioso é o fato de Enilton Rodrigues não haver pontuado, sugerindo que o braço maranhense do PT não o abraçou como segunda opção.

Nesse contexto, merece atenção o fato de que nada menos que 27% dos entrevistados se declararam indecisos não sabendo ou não querendo responder revelar suas preferências. Só que esses votos aparecerão durante a campanha ou se posicionem somente no dia 4 de outubro.

O fato é que com 27% de indecisos, nenhum candidato está seguro, com eleição garantida, incluindo Roseana Sarney, em que pese o fato de ela encontrar-se na liderança. A julgar pelo desempenho de cada um até aqui, Lahesio Bonfim, Eliziane Gama e André Fufuca têm potencial para crescer, o que poderá mudar o cenário da disputa.

Paulo Victor marca para 1º de outubro eleição do seu sucessor, e apoia Beto Castro

Paulo Victor convocou eleição que pode
se dar entre Beto Castro e Marquinhos Silva

A eleição para a presidência da Câmara Municipal de São Luís serás realizada no dia 1º de outubro, três dias antes das eleições gerais. É o que está definido na convocação formalizada ontem pelo atual presidente Paulo Victor (PSB). São candidatos os vereadores Beto Castro (Avante) e Marquinhos Silva (União Brasil).

Essa corrida sucessória na Câmara Municipal tem alguns ingredientes que poderão torna-la um pleito escandaloso. A começar pelo fato de que o candidato apoiado pelo presidente Paulo Vitor e por quase duas dezenas de vereadores, o vereador Beto Castro tem um enorme lastro de problemas.

Um deles: Beto Castro estava na cena do crime do Caso Tech Office, como acompanhante do empresário assassinado. Outro: no dia 15 de junho, a 68 dias, portanto, o vereador Beto Castro foi preso por porte ilegal de armas na Operação Benedict, do Gaeco, na qual ele e mais 15 pessoas são investigadas por suspeita de desviar dinheiro de emendas parlamentares e de formar organização criminosa.

O que mais chama a atenção nesse caso é a determinação com que o presidente Paulo Victor sustenta o apoio à candidatura do vereador Beto Castro à sua sucessão. Há quem diga que antes da eleição muita coisa virá à tona, o que pode inviabilizar a candidatura.

O outro candidato é o vereador Marquinhos Silva, que promete colocar as coisas nos seus devidos lugares nos próximos dias. Ontem, ele veiculou um cartaz convocando seus aliados para uma tomada de decisão política hoje. Há quem diga que ele partirá para o confronto com o vereador Beto Castro.

No meio político, a decisão do presidente da Câmara Municipal de definir data de 1º de outubro para a eleição do seu sucessor tem tudo a ver com a escolha do novo governador. Se a eleição for marcada para depois das eleições e o ex-prefeito Eduardo Braide for eleito governador, a candidatura de Beto Castro irá para o espaço.

São Luís, 25 de Agosto de 2026.

Braide e Orleans intensificam guerra sem trégua pelos votos de São Luís

Eduardo Braide e Orleans Brandão intensificam
campanhas pelo eleitorado de São Luís

A exatos 43 dias, o equivalente a seis semanas, o cenário da disputa para o Governo do Maranhão continua rigorosamente o mesmo de seis semanas atrás: uma guerra isolada entre Eduardo Braide (PSD), de oposição, e Orleans Brandão (MDB), animada por um movimento cujo resultado promete ser decisivo, ou no mínimo muito influente, no desfecho final da disputa: a guerra pelos 756 mil votos de São Luís, o maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, que somados aos demais municípios da Ilha de Upaon Açu – São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa -, resulta num total superior a 1 milhão de sufrágios. Nesse tabuleiro, o ex-prefeito Eduardo Braide deve levar a melhor, com larga vantagem na Capital e em São José de Ribamar, com Orleans Brandão em segundo com forte apoio em Paço do Lumiar.

Eduardo Braide tem a seu favor o fato de ter sempre atuado na vidas de São Luís, como advogado, militante católico, de família enraizada na Capital. Esse perfil lhe abriu as portas para a política, tendo ele sido fortemente votado na cidade e na região metropolitana nas suas eleições para deputado estadual e deputado federal, o que levou a retumbantes eleição e reeleição para a prefeitura de São Luís, que deixou cinco anos e meio depois para se candidatar ao Governo do Estado. Na esteira de uma gestão com qualidade e resultados muito acima da média, ele caminha em direção ao Palácio dos Leões numa marcha na qual, seja qual for o desfecho da eleição no estado, ele sairá de São Luís consolidado.

Por sua vez, Orleans Brandão chegou na disputa sem um lastro político que o ligue fortemente a São Luís, parecendo mais identificado com Colinas, terra da sua família. No entanto, como secretário de Assuntos Municipalista do Governo Carlos Brandão, fincou estacas em suas searas da Capital. A primeira está relacionada às grandes obras do Governo do Estado feita em parceria com o Governo Federal, como a extensão da Avenida Litorânea e a Avenida Metropolitana, além de outras obras menores, que estão sendo diretamente associadas à sua participação na gestão estadual. A outra seara é a Câmara Municipal de São Luís, onde, aproveitando a relação de confronto do prefeito Eduardo Braide com parte da Casa, adotou uma intensa política que levou a maioria dos vereadores a migrar para a órbita do Palácio dos Leões, sob o comando do presidente da casa, vereador Paulo Victor (PSB). E foi além ao atrair para a sua chapa, como candidato a vice-governador, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., visto por muitos como um tiro certeiro.

Hoje, a corrida de Eduardo Braide e Orleans Brandão pelos votos de São Luís se dá por esses dois vetores. Eduardo Braide trabalha para ampliar a sua base, mostrando o portfólio das suas realizações e da sua identidade com a cidade, contando, para isso, com o apoio determinado da sua sucessora, a prefeita Esmênia Miranda (PSD), que tem sabido se movimentar nesse ambiente tenso. Da sua parte, Orleans Brandão mergulhado nas entranhas da Capital levado por vereadores alinhados ao Palácio dos Leões – atualmente seriam 22 dos 31 -, e atuando intensamente como porta-voz do governador Carlos Brandão na divulgação das realizações do Governo do Estado, que ele, claro, apresenta como sendo também resultados do seu trabalho.

De abril a julho, Eduardo Braide dedicou suas ações ao interior, numa maratona incansável para visitar o máximo de municípios, o que não pôde fazer quando prefeito, conseguindo minar muitas bases do candidato emedebista. Nesse período, Orleans Brandão aproveitou o “vácuo” e mergulhou nas entranhas de São Luís, trabalhando intensamente para minar o prestígio do ex-prefeito, pretendendo, pelo menos, reduzir a vantagem dele. Semanas atrás, Eduardo Braide se voltou para a Capital, alternando suas incursões pelos municípios com afagos na sua base principal.

Os dois certamente intensificarão suas campanhas em São Luís nas próximas seis semanas, e o resultado aparecerá na noite do dia 4 de outubro.

PONTO & CO NTRAPONTO

Eliziane e Roseana jogam duro e apostam alto no eleitorado feminino

Eliziane Gama com suas suplentes Lene Rodrigues
e Patrícia Carlos, e Roseana Sarney com as
suas, Valberlene Lopes e Carol Duailibe

Candidatas ao Senado, a senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição, e a deputada federal Roseana Sarney (MDB), são duas forças em busca dos 5,1 milhões de eleitores aptos a votar no Maranhão, mas travam uma guerra particular pelos 2.692.850 de votos quer formam o eleitorado feminino no estado.

E os sinais de que estão, de fato, se movimentando intensamente pelo voto das mulheres começaram na escolha das suas suplentes.

De olho nos votos femininos, que representam 52% do eleitorado maranhense, Eliziane Gama saiu na frente anunciando a ex-secretária Lene Rodrigues (PCdoB), mulher do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB), e a ex-presidente estadual do PT Patrícia Carlos como suas companheiras de chapa.

Diante da inteligente estratégia da senadora, Roseana Sarney não perdeu tempo e anunciou, logo em seguida, a vice-prefeita de Colinas (MDB), terra dos Brandão, Valberlene Lopes, e a vice-prefeita de Imperatriz, Carol Duailibe (MDB), esposa do deputado estadual e vice-presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Pereira (MDB).

Eliziane Gama faz sua campanha usando as conquistas de sua carreira e o seu trabalho no mandato no Senado, principalmente como aliada ao presidente Lula da Silva (PT), mas deixa boa parte da sua campanha a mostrar o seu trabalho em favor das mulheres, enfatizando formação da bancada feminina, da qual foi um das principais articuladoras.

Roseana Sarney joga pesado afirmando que seus governos tiveram forte preocupação com as mulheres, recordando também o fato de que foi a primeira mulher a governar o Maranhão e a primeira a eleger-se senadora (2002). Nos atos dos quais participou até agora, a ex-governadora tem tentado atrair o voto feminino.

O desfecho das eleições mostrarão que levou a melhor nessa disputa.

Bacabal: Roberto Costa retoma a construção de cinco creches para atender a 1.500 crianças

Roberto Costa: investimento forte
na educação de base em Bacabal

O prefeito Roberto Costa (MDB), que vem investindo forte no sistema educacional de Bacabal, abriu uma nova etapa na sua política dar um salto na educação de base do município, com uma ação destinada a crianças de 0 a 5 anos. Na última quinta-feira, ele deu a largada na retomada de um programa que promete ser uma das iniciativas importantes da sua gestão nessa área: autorizou a retomada da construção de cinco creches que, somadas, abrirão nada menos que 1.500 vagas.

Atualmente, Bacabal mantém 25 escolas de educação infantil, que atendem 4.845 alunos.

Com as novas creches, o prefeito Roberto Costa reduzirá em 60% o déficit desse tipo de espaço, e resolve dois problemas: transforma esqueletos abandonados há uma década em obras sociais que mudarão efetivamente a vida de centenas de famílias. Isso porque, inconclusas, as creches viraram elefantes brancos e perderam completamente a razão de existir, transformadas que foram em estruturas fantasmas tomados pelo mato.

Agora, elas começam uma contagem regressiva para se tornarem ambientes de socialização – e educação de base. Além dos espaços de acolhimento de crianças – fraldário, brinquedoteca, salas de amamentação, pátio coberto, parquinho, biblioteca, refeitório -, permitindo a centenas de pais a tranquilidade para trabalhar, as cinco creches abrirão 40 novas salas de aula na educação pré-escolar.

A retomada da construção das cinco creches acontece ao mesmo tempo em que o prefeito Roberto Costa põe em marcha arrojados ajustes no sistema municipal de educação com o objetivo de transforma-lo numa ação pública de excelência, incluindo os esportes e a cultura como parte da formação dos estudantes.

Roberto Costa implantou uma política diferenciada para melhorar a qualidade no sistema municipal de ensino de Bacabal educação no sistema. Além da reforma da rede de prédios escolares, criando melhores condições no ambiente das escolas, ele vem investindo o possível da qualificação de professores, como também dedicando recursos para investimentos em esportes e conhecimento. No início de agosto, por exemplo, o prefeito reuniu representes de 12 grêmios escolares de Bacabal para discutir melhorias nas escolas.     

O cronograma fixado pelo prefeito prevê a inauguração das novas creches em um ano.

São Luís, 23 de Agosto de 2026.