Aliança de Braide com Lahesio e especulação sobre Pedro Lucas agitam corrida ao Senado

O fato: Lahesio Bonfim declara apoio a Eduardo Braide;
a especulação: Orleans Brandão deve ter Pedro Lucas
Fernandes como pré-candidato ao Senado

Um fato e uma especulação, ambos relacionados à corrida às duas vagas no Senado, agitaram ontem, intensamente, os bastidores político-partidários do Maranhão. O fato: o pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD) anunciou Lahesio Bonfim, pré-candidato a senador pelo Novo, como o nome que faltava para completar a chapa majoritária por ele encabeçada. A especulação: a deputada federal Roseana Sarney (MDB) não seria mais pré-candidata ao Senado, abrindo caminho para o projeto do governador Carlos Brandão (MDB) de lançar o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) pré-candidato a senador na vaga ainda aberta na chapa majoritária liderada por Orleans Brandão (MDB). A movimentação se deu na esteira da pesquisa Real Time Big Data, divulgada na quarta-feira (7), apontando empate técnico entre sete dos 11 pré-candidatos a senador. No levantamento, Lahesio Bonfim apareceu no grupo dos sete com 10% das intenções de voto.

Ao final de um dia recheado de fatos importantes na política, todos relacionados às eleições, Eduardo Braide postou, por volta das 21 horas, um vídeo anunciando que Lahesio Bonfim, que desistiu de disputar o Governo do Estado e se lançou pré-candidato a senador, formará com o deputado federal André Fufuca (PP) dobradinha para o Senado. Com o anúncio, Eduardo Braide completa sua chapa majoritária, à medida que já tem a empresária tocantina Elaine Cordeiro (PSB) para pré-candidata a vice-governadora.

Ao anunciar a aliança com Lahesio Bonfim, Eduardo Braide fez uma provocação ao afirmar que “esse time será de quem quer o bem do Maranhão, para impedir que o nosso estado seja tratado como propriedade de uma família”. Na sua fala, Lahesio Bonfim disse que sua aliança com Eduardo Braide vai “unir sul, norte, leste, oeste e centro”. E acrescentou: “Já chego uniformizado, com essa alegria, com essa determinação de transformar o nosso estado”. Não ficou claro se a adesão de Lahesio Bonfim a Eduardo Braide tem o aval do Novo, que ainda não se recompôs do impacto da decisão dele de abandonar a corrida aos Leões para brigar por vaga no Senado.

De volta a São Luís depois de quase dois meses em São Paulo, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) permaneceu em silêncio em relação à sua provável pré-candidatura ao Senado. Ontem, especulações fortes espalharam que a ex-governadora teria decidido não entrar na corrida ao Senado. Ao mesmo tempo, uma audiência do prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União), com o governador Carlos Brandão, no Palácio dos Leões, para tratar da construção de uma ponte sobre o Rio Grajaú, para ligar Arame a Itaipava de Grajaú, disparou a especulação segundo a qual o prefeito e o governador teriam firmado um acordo pelo qual o deputado Pedro Lucas Fernandes será candidato ao Senado em aliança com Orleans Brandão. Se confirmado o acordo, o ex-secretário Paulo Casé, irmão de Pedro Lucas, será candidato a deputado federal em vez de disputar vaga na Assembleia Legislativa. Nomes da família Sarney estariam envolvidos no suposto acordo.

Ninguém veio a público confirmar ou desmentir a especulação. Por outro lado, a Coluna recebeu de uma fonte alinhada ao Palácio dos Leões a informação de que uma reunião realizada ontem à noite na sede estadual do MDB, no São Francisco, teria tratado do assunto e consolidado o suposto acordo. Em contado com o sempre bem informado blog do jornalista Gilberto Léda, o deputado Pedro Lucas Fernandes negou que tenha havido definição, afirmando que sua eventual pré-candidatura ao Senado ainda se encontra sendo objeto de diálogo. Se a pré-candidatura vier a ser confirmada, Pedro Lucas Fernandes fará dobradinha com o senador Weverton Rocha, que busca a reeleição.

A mesma fonte governista previu que, sem Roseana Sarney no jogo, essa definição pode sair a qualquer momento.

PONTO & CONTRAPONTO

Declaração de apoio de Bonfim a Braide deixa Rocha em situação complicada dentro do Novo

Roberto Rocha:
ainda sem rumo

O anúncio feito por Eduardo Braide (PSD) dando conta de que Lahesio Bonfim (Novo) será o outro pré-candidato a senador na sua chapa chamou a atenção para o fato de que não foi informado se se tratou de uma decisão do partido Novo ou foi um movimento pessoal do ex-pré-candidato a governador.

A situação interna no Novo é a seguinte: a legenda ficou completamente desestruturada depois que Lahesio Bonfim decidiu abandonar a corrida ao Palácio dos Leões e se lançar candidato ao Senado.

O principal atingido foi o ex-senador Roberto Rocha, que havia lançado sua pré-candidatura ao Senado. Sem a pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo, o Novo entrou em parafuso, e junto com ele o ex-senador Roberto Rocha, que de repente passou a ser cotado para disputar o Senado ou o Governo.

A ideia inicial era se candidatar ao Governo tendo Lahesio Bonfim como candidato a senador. Mas como Lahesio Bonfim migrou para a pré-candidatura de Eduardo Braide, Roberto Rocha ficou isolado e sem saber o que fazer.

Caso se lance ao Governo, o ex-senador entrará com a tremenda desvantagem de ter um membro do partido, candidato a senador, apoiando outro candidato a governador. E se mantiver a pré-candidato ao Senado, terá de enfrentar o colega, com quem aparece empatado na pesquisa Real Time Big Data.

Um nó difícil de desatar.

Arcangeli mantém silêncio sobre vice e nomes do PSTU para o Senado

Saulo Arcangeli

Estranha a postura do candidato da extrema-esquerda, Saulo Arcangeli (PSTU), ao Governo do Estado. Ele não disse até agora quem será seu pré-candidato a vice-governador e não informou se o seu partido lançará candidatos às duas vagas no Senado.

Político traquejado em várias eleições, já tendo sido candidato a senador e a prefeito de São Luís, Saulo Arcangeli anunciou sua pré-candidatura ao Palácio dos Leões há cerca de dois meses, e de lá para cá nada acrescentou, também nada informando sobre a organização partido para as eleições.

Quando se lançou pré-candidato a governador, anunciou também a pré-candidatura do seu colega de partido Hertz Dias à presidência da República, atendendo a convocação na direção nacional do PSTU, que até agora também não se pronunciou sobre o seu projeto de chegar ao Palácio do Planalto E de lá para cá nada disse a respeito do assunto.

São Luís, 10 de Julho de 2026.

Big Data: vantagem de 13 pontos a favor de Braide acende sinal de alerta no QG de Orleans

Eduardo Braide lidera na polarização com Orleans Brandão,
enquanto Felipe Camarão e Roberto Rocha empatam em
3º, com Enilton Rodrigues e André Luís estão
tecnicamente empatados em 4º lugar

Se a eleição para governador do Maranhão ocorresse agora, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) sairia das urnas com 44% dos votos contra 31% do ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB). Os dois disputariam um 2º turno. No terceiro lugar haveria empate rigoroso entre o vice-governador Felipe Camarão (PT) e o ex-senador Roberto Rocha (Novo), cada um com 9% da votação, e na sequência Enilton Rodrigues (PSOL) teria 2%, exatamente o dobro de André Luís (Missão), que teria 1%. Não foi informada a posição de Saulo Arcangeli, pré-candidato do PSOL, mas encontrou 2% dos entrevistados que não quiseram ou não souberam responder.

Esse cenário da corrida ao Palácio dos Leões foi encontrado por pesquisa realizada pelo instituto Real Time Big Data, que ouviu 1.600 eleitores em municípios de todo o estado nos dias 6 e 7 de julho, ou seja, segunda e terça-feira, tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95%, e está registrada nas Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04311/2026.

A pesquisa foi além e investigou as intenções de votos em diferentes cenários de 2º turno. Num embate direto entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, ex-prefeito de São Luís se elegeria com 52% dos votos contra 38% do candidato emedebista. Já entre Eduardo Braide e Felipe Camarão, o ex-prefeito venceria por vantagem bem mais larga: 62% contra 22%. E numa improvável disputa com Roberto Rocha, Eduardo Braide seria eleito com 58% contra apenas 25%. Nas simulações sem Eduardo Braide, Orleans Brandão derrotaria Felipe Camarão por 56% a 24% e Roberto Rocha por 52% a 30%.

Para começar, qualquer avaliação séria e isenta dirá que os números são um oportuno sinal de alerta ao pré-candidato Orleans Brandão e o seu comando de campanha. Eles sinalizam que, ao contrário da avaliação defendida por muitos, os votos do interior não estão garantidos pela ação política dos prefeitos e seus grupos. Ninguém duvida da consistência do trabalho de articulação que vem sendo realizado por Orleans Brandão com o apoio direto do governador Carlos Brandão, que tem sido incansável. Essa ação intensa tem embalado a caminhada do pré-candidato do MDB, mas segundo o levantamento do Real Time Big Data, não está sendo suficiente para virar o jogo.

A explicação para esse cenário é o fato de que na outra ponta tem Eduardo Braide, um político que sabe o que faz e onde pisa, atuando como outsider experiente, e que tem um discurso na ponta da linha e um portfólio do tamanho da cidade de São Luís, que ele tem sabido ampliar e ecoar para todo o estado. Isso porque, além da experiência já acumulada, tem o domínio pleno do uso das redes sociais, não encontrando barreiras para suas mensagens, que diariamente alcançam milhares e milhares de eleitores em todo o estado e reforçam o seu cacife. Além do mais, a maratona que empreende no momento pelos municípios o tem aproximado do eleitorado não alinhado a prefeitos.

Chama a atenção o fato de o ex-senador Roberto Rocha (Novo) ter sido incluído na pesquisa como pré-candidato a governador e a senador, o que não faz o menor sentido, a começar pelo fato de que, a rigor, neste exato momento ele não é uma coisa nem outra. Os números lhe deram um recado contundente: se entrar na corrida ao Palácio dos Leões, corre o risco de ser trucidado.  

Esse levantamento, que vem à tona depois de um longo hiato sem informações estatísticas medindo o desempenho dos pré-candidatos na corrida ao Palácio dos Leões, pode ser visto como espécie de start de uma contagem regressiva de 90 dias. Esse começo se dá num ambiente em que partidários de Eduardo Braide comemoram e aliados de Orleans Brandão minimizam o impacto dos números e afirmam que placar está aberto e que o jogo para valer começa agora.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Duarte Jr., Weverton, Roseana, R. Rocha, Eliziane, Lahesio e Fufuca brigam pelas duas cadeiras

Duarte Jr., Roseana Sarney, Weverton Rocha,
Roberto Rocha, Eliziane Gama, Lahesio Bonfim,
André Fufuca na disputa, enquanto Hilton
Gonçalo, César Pires, Franklin Douglas e
Antônia Cariongo aparecem sem chance

A três meses das eleições, os números encontrados pela pesquisa Real Time Big Data informam que não há pré-candidatos às duas cadeiras no Senado que possam ensaiar canto de vitória. Isso porque, num encadeamento absolutamente surpreendente, nada menos que sete dos 11 pré-candidatos encontram-se tecnicamente empatados, dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O bloco encadeado é liderado pelo deputado federal Duarte Jr. (Avante), com 14% das intenções de voto. Ele é seguido pelo senador Weverton Rocha (PDT) e pela deputada federal Roseana Sarney (MDB), cada um com 13%. Atrás deles aparecem Roberto Rocha (Novo) com 11%, e em seguida a senadora Eliziane Gama (PT), o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) e o deputado federal André Fufuca (PP), cada um com 10% de preferência. No mesmo cenário aparecem César Pires (PSD) e Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 2% cada, e Antônia Cariongo (PSOL) e Franklin Douglas (PSOL) com 1% cada. Nulos e brancos representam 6% e 7% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

Noutro cenário, em que o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União Brasil) substitui André Fufuca, quase nada muda. Duarte Jr. mantém a liderança numérica com 14%, seguido por Roseana Sarney e Weverton Rocha, ambos com 13%. Roberto Rocha registra 11%, Eliziane Gama sobe para 11%, Lahesio Bonfim permanece com 10% e Pedro Lucas aparece com 9%. Os demais candidatos mantêm os mesmos percentuais do primeiro cenário.

Dois dados e duas distorções chamam a atenção na medição da corrida ao Senado.

O primeiro dado é a surpreendente liderança numérica do deputado federal Duarte Jr., cuja pré-candidatura foi lançada há cerca de dois meses num ambiente em que as principais pré-candidaturas já estavam consolidadas. Os seus 14% confirmam informações aleatórias que chegam do interior dando conta de que ele está se tornando uma espécie de onda.

O outro dado é a performance da deputada federal Roseana Sarney, que aparece na segunda colocação, ombro a ombro com o senador Weverton Rocha, o que mostra a viabilidade do seu projeto de candidatura.

A primeira distorção é a presença do ex-senador Roberto Rocha nos levantamentos para governador e para senador, uma vez que ninguém pode ser pré-candidato a governador e a senador ao mesmo tempo. Daí porque a sua inclusão nos dois questionários não faz qualquer sentido.

A outra distorção na pesquisa é a substituição do deputado federal André Fufuca pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes. A mudança faria sentido se a deputada federal Roseana Sarney fosse substituída por Pedro Lucas Fernandes. Afinal, eles são as únicas dúvidas desse plantel de pré-candidatos às vagas no Senado, e só um deles companheiro de Weverton Rocha na chapa a ser encabeçada por Orleans Brandão.

No mais, tudo certo.

Pesquisa aponta Governo Brandão com 55% de aprovação

Carlos Brandão: aprovado pela maioria

Se continuar na mesma toada, o governador Carlos Brandão (MDB) passará o bastão ao seu sucessor com a sensação do dever cumprido. De acordo com a pesquisa Real Time Big Data, a sua gestão é aprovada por 55% dos maranhenses, contra 41% que disseram não aprova-la.

De acordo com o levantamento, 35% dos entrevistados classificaram a atual administração estadual como “ótima” e “boa”, 33% responderam que ela é “regular”, e 30% a apontaram como “ruim” ou “péssima”.

À frente de um governo de orientação municipalista, o governador Carlos Brandão caminha para deixar sua marca em todos os municípios.

São Luís, 09 de Julho de 2026.

Guerra pelos votos de São Luís ganha peso com o “bateu, levou” entre Brandão, Esmênia, Orleans e Braide

Carlos Brandão, Esmênia Miranda, Orleans Brandão
e Eduardo Braide: confronto verbal
na briga pelos votos de São Luís

Estava escrito nas estrelas que a escolha do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. para vice de Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, desencadearia um confronto com o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), pré-candidato a governador, que envolveria também o governador Carlos Brandão (MDB) e a prefeita da Capital, Esmênia Miranda (PSD). Os últimos dias foram marcados por um tiroteio verbal, com petardos disparados de ambos os lados, numa espécie de “bateu, levou”. Confirmado vice, Edivaldo Jr. foi escalado – e parece ter aceitado a escalação de bom grado -, e partiu para a provocação. Eduardo Braide, que reagiu, passando a contar com o reforço da prefeita Esmênia Miranda.

Esse confronto verbal tem uma explicação simples e óbvia. Eduardo Braide é muito forte em São Luís, o que lhe dá uma vantagem expressiva na corrida aos votos, e tenta conquistar um grande lastro no interior. Por sua vez, Orleans brandão é forte no interior, mas precisa conquistar espaços em São Luís, de modo a, pelo menos, reduzir a vantagem de Eduardo Braide. Na avaliação de aliados de Eduardo Braide, ele manterá vantagem larga na Capital e pode ter desempenho positivo no interior, o que, se confirmado, lhe dará maioria de votos. Já nas contas dos aliados de Orleans Brandão, ele tem condições, se não de reverter, pelo menos reduzir a vantagem de Eduardo Braide em São Luís, e se confirmar a força que anuncia no interior, sairá das urnas com vantagem. Há quem acredite que, dependendo do resultado da eleição em São Luís, o desfecho poderá se dar no 1º turno, para um ou para outro.

O embate discursivo é a fonte de motivação que deu origem e está turbinando o confronto verbal iniciado na semana passada, quando o ex-prefeito Edivaldo Jr., já confirmado como pré-candidato a vice de Orleans Brandão, foi para as redes sociais disparar carga pesada contra a gestão Eduardo Braide no Sistema de Transporte da Capital. Eduardo Braide e Esmênia Miranda decidiram não responder ao ex-prefeito, minimizando a sua importância nesse cenário.

Na noite de segunda-feira, num ato de pré-campanha com apoiadores na área Itaqui-Bacanga, a situação mudou. O governador Carlos Brandão disparou carga pesada contra o Sistema de Saúde da Capital, afirmando, entre outras coisas, que, na atual gestão de São Luís, “os Socorrões não servem para nada”. Não deu outra, ontem, logo cedo, a prefeita Esmênia Miranda rebateu a fala do governador exigindo dele “respeito” ao Sistema de Saúde da Capital, afirmando que os Socorrões salvam vidas, principalmente de pessoas que são trazidas do interior para a Capital porque, segundo ela, os hospitais do Governo do Estado no interior não funcionam.

No seu discurso, Orleans Brandão atacou a gestão de Eduardo Braide nos transporte coletivo, prometendo “revolver” o problema se chegar ao Palácio dos Leões. Não demorou um dia e Eduardo Braide reagiu afirmando que o pré-candidato emedebista em quatro anos “não resolveu” os problemas que afetam a frota de ferry boats que fazem a travessia de São Luís para a Baixada Ocidental, devolvendo o ataque em tom áspero. E em relação à crítica de Edivaldo Jr. à sua gestão no Sistema de Transporte Coletivo. Eduardo Braide reagiu afirmando que o transporte de massa em São Luís é o resultado da Licitação feita por Edivaldo Jr., que de acordo com o ex-prefeito, “entregou” o sistema aos empresários.

Esses embate por palavras pela Prefeitura de São Luís serão intensificados nas próximas semanas, e poderão ganhar mais ou menos intensidade dependendo dos resultados das pesquisas que estão no forno. Se os números forem favoráveis a Eduardo Braide, Orleans Brandão, Edivaldo Jr. e Carlos Brandão intensificarão a pancadaria verbal, o mesmo acontecendo em sentido contrário se o beneficiado vier a ser Orleans Brandão.

PONTO & CONTRAPONTO

Weverton usa habilidade política para manter portas abertas com Brandão e Lula

Weverton Rocha: fortes ligações com
Lula da Silva e Carlos Brandão

Em busca da reeleição, o senador Weverton Rocha (PDT) vem fazendo uma trilha extremamente complicada. Como o seu partido não tem candidato a governador, ele se movimentou de tal maneira que chegou numa espécie de encruzilhada que pode ser benéfica ou prejudicial ao seu projeto eleitoral dependendo dos passos que vier a dar de agora por diante.

O parlamentar pedetista foi escolhido para ser um dos pré-candidatos a senador a compor a chapa encabeçada pelo pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, a quem já declarou apoio. E tem participado de diferentes eventos da sua pré-campanha, juntamente com o governador Carlos Brandão (MDB).

Ao mesmo tempo, foi indicado pelo comando nacional do PT como o nome do partido para o Senado, numa dobradinha com a senadora Eliziane Gama (PT). Só que nesse caso não lhe foi exigido apoio ao pré-candidato do PT ao Governo do Estado, o vice-governador Felipe Camarão, que não aceita apoia-lo em hipótese alguma. Felipe Camarão não poderá impedir que pelo menos parte do PT vote em Weverton Rocha para senador, mas diz ser “impossível” orientar esse voto.

Com muita habilidade, o senador Weverton Rocha mantém essa estranha situação cultivando a sua relação com o presidente Lula da Silva (PT). O presidente da República é o canal por meio de qual reforça a sua relação com o governador Carlos Brandão e, ao mesmo tempo, o seu ponto de ligação com o braço maranhense do PT.

Pode-se não gostar da ação política do senador do PDT, mas ninguém pode ignorar a sua extrema habilidade no jogo das relações com o poder.

TJMA teria descumprindo ordem do Supremo pagando a magistrados salários turbinados por penduricalhos

O clima é de desconforto no Palácio da Justiça

O Tribunal de Justiça do Maranhão não havia, até a noite de ontem, se já teria respondido ao pedido de explicação feito pelo Supremo Tribunal Federal sobre o fato de que em maio pagou nada menos que R$ 278 mil a um juiz, o segundo maior valor pago em todo o País – valor mais alto foi recebido por um magistrado do Distrito Federal, que embolsou R$ 495 mil naquele mês.

Ontem, circularam informações de que nove magistrados maranhenses também tiveram seus salários turbinados na folha de maio, o que complica muito a situação do comando do Tribunal de Justiça. Isso porque, a instituição judiciária estadual está burlando decisões do Supremo suspendendo o pagamento de penduricalhos que elevem contracheque a um valor acima de R$ 78 mil.

De acordo com levantamento feito pelo portal imirante.com, um desembargador embolsou R$ 127 mil, ou seja, R$ 49 mil acima do limite fixado para salário, que é de R$ 45 mil, e penduricalhos legais, que podem alcançar o valor de R$ 33, para alcançar o teto de R$ 78 mil, segundo a regra instituída pela Suprema Corte. Teria havido ainda salários de R$ 80 mil e R$ 90 mil.

Todos os valores acima de R$ 78 mil pagos pelo TJMA terão de ser devidamente explicados pelo presidente do Poder Judiciário maranhense, desembargador Ricardo Duailibe. Na sua resposta do Supremo, o presidente do TJMA terá de explicar porque o Poder Judiciário do Maranhão está descumprindo ordem judicial.

São Luís, 08 de Julho de 2026.

TJMA terá de explicar ao Supremo e ao CNJ porque pagou R$ 272 mil a um juiz na folha de maio

Sob ameaça de afastamento, Ricardo Duailibe terá de explicar
ao Supremo o salário anormal pago a um juiz na folha de maio

É muito difícil, quase impossível, compreender que um juiz do Poder Judiciário do Maranhão, que tem R$ 46 mil como teto salarial, o equivalente a 28 salários mínimos, tenha recebido R$ 272 mil em um único mês, valor que equivale a 140 salários mínimos. Pois aconteceu na folha de maio do Judiciário maranhense, na qual pelo menos um juiz aparece com salário de R$ 272 mil. E esse é o motivo pelo qual o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Duailibe, recebeu recentemente uma constrangedora notificação do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para que explique o absurdo salarial que consta da folha de pagamento de maio da instituição judiciária maranhense. A notificação do Supremo incluiu inclui cobranças dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Ricardo Zanin e Gilmar Mendes. e prevê inclusive o afastamento do presidente que não cumprirem à risca as regras.

O pedido de explicação da Suprema Corte feito a Judiciários de sete estados, entre eles o do Maranhão, se baseia na evidência de que essas instituições estariam burlando a regra que suspendeu os enxertos indevidos nos salários da magistratura com os tristemente famosos “penduricalhos”, ou seja, vantagens, na maioria fajutas, usadas para engordar os salários da magistratura, e no poder público e geral.

No levantamento divulgado ontem pelo jornal Folha de S. Paulo, o TJ do Maranhão aparece em segundo lugar entre os sete Tribunais de Justiça suspeitos de burlar a regra do Supremo que restringiu drasticamente a concessão dessas vantagens. O caso mais escandaloso é o do TJ do Distrito Federal, que pagou R$ 595 mil naquele mês a um magistrado. Na sequência aparecem os TJ do Rio Grande do Norte (R$ 110 mil), o de Goiás (R$ 101 mil), o do Rio de Janeiro (R$ 98 mil), o do Paraná (R$ 90 mil) e o de Roraima (R$ 72 mil).  O caso fica mais grave quando se avalia a situação maranhense a partir do argumento de que o Maranhão é considerado o estado mais pobre da Federação.

De acordo com a notificação, esses TJs burlarem acintosamente decisões do próprio Supremo e Resoluções do Conselho Nacional de Justiça e do Conselho Nacional do Ministério Público, assim como as dos órgãos nacionais de controle, como o Tribunal de Contas da União, por exemplo. Na folha de maio, nada menos que 616 juízes e desembargadores estaduais receberam bem a mais do que o seu salário base de R$ 46 mil. E naquele mês já estavam em vigor decisões do Supremo que proibiram adicionais como auxílio-alimentação, moradia e indenização por acervo e criaram o novo limite para os vencimentos: R$ 78 mil.

As explicações do presidente do Judiciário maranhense, desembargador Ricardo Duailibe, serão encaminhadas também a essas instituições de controle e fiscalização. Já se sabe que a explicação para o caso do magistrado que recebeu R$ 272 mil porque no seu contracheque foi incluída indenização de férias e outros penduricalhos. Outros magistrados maranhenses receberam muito além do teto salarial de R$ 48 mil.

Vale lembrar que a cruzada contra penduricalhos que engordam, na maioria das vezes ilegalmente, salários no serviço público, começou no dia 6 de fevereiro deste ano, quando, após uma decisão interna do Supremo nesse sentido, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão do pagamento de penduricalhos em todos os níveis do serviços públicos, a começar pelo próprio Poder Judiciário. Diante da reação urdidas nas entranhas dos Poderes, Flávio Dino determinou a suspensão da aplicação de novas leis que permitiam o enxerto de penduricalhos nos salários dos servidores públicos. De lá para cá, o próprio Supremo, o CNJ, o CNMP e os órgãos de fiscalização e controle têm atuado no sentido de reprimir os tentativas de burla.

A suspeita de burla das regras que proíbem a engorda salarial na sua folha de maio, o Tribunal de Justiça do Maranhão passa por mais um constrangimento, cuja lista começa com o fato de a instituição ter atualmente seis desembargadores e vários juízes afastados por suspeita de desvio de conduta.   

PONTO & CONTRAPONTO

Eliziane intensifica pré-campanha e atua forte para unir todo o PT para a sua reeleição

Com o aval de Lula da Silva,
Eliziane Gama vai ganhando
o apoio do PT

A senadora Eliziane Gama (PT) tem sido incansável na maratona de sua pré-campanha em busca da reeleição. E sua corrida está se dando em duas frentes, sendo a primeira as suas incursões pelos municípios e a segunda dentro do seu partido em busca da unidade petista em torno da sua pré-candidatura.

Com o aval direto do presidente Lula da Silva e o apoio declarado e incondicional da direção nacional do PT, Eliziane Gama tem peregrinado por municípios em todas as regiões do Maranhão, onde conversa com lideranças políticas e com a líderes da sociedade civil organizada, principalmente líderes comunitários e sindicalistas.

Na avaliação de um parlamentar que tem proximidade com a senadora, um dos seus maiores problemas é a sua relação com o segmento evangélico, do qual é originária, especialmente a Assembleia de Deus. Ali, muitos a apoiam, mas o segmento mais reacionário, liderado pela deputada estadual Mical Damasceno (Republicanos), tem resistido a lhe declarar apoio.

Segundo um aliado da senadora, a situação já esteve mais complicada.

Orleans deve definir o outro pré-candidato a senador; Roseana pode ser o nome

Orleans Brandão vai definir nome para o Senado;
Roseana Sarney tem interesse na vaga

Crescera expectativa dentro do MDB e na aliança governista que apoia a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) por causa do iminente retorno da deputada federal Roseana Sarney (MDB) a São Luís. Tão logo ela desembarque na Capital, se reunirá com o governador Carlos Brandão e com o pré-candidato governista aos Leões para decidir sobre quem ocupará a vaga ainda aberta de pré-candidato a senador na chapa encabeçada por Orleans Brandão.

Como é sabido, o senador Weverton Rocha (PDT) já está escolhido para uma das vagas de candidatos na aliança governista.

Na última manifestação sobre o assunto – uma entrevista concedida há três semanas ao portal Metrópoles, de São Paulo, onde se encontra -, Roseana Sarney sinalizou que tem interesse em ser candidata, embora não tenha sido enfática sobre sim ou não. Na avaliação de observadores, o cuidado de não bater martelo evidenciou que há problemas a serem resolvidos.

Roseana Sarney sabe que, embora apareça como líder nas preferências para uma das cadeiras em disputa, esse cenário tende a se ajustar fortemente durante a campanha propriamente dita. E para ser candidata com chance de consolidar o favoritismo, precisa ter os apoio incondicional de Orleans Brandão e de todos os partidos da aliança governista.

Vale lembrar que na semana passada Orleans Brandão previu que até o final dessa semana anunciará o outro pré-candidato da sua aliança ao Senado.

São Luís, 07 de Julho de 2026.

Vice de Orleans, Edivaldo Jr. entra de vez na disputa e parte para o ataque a Braide em São Luís

Vice de Orleans Brandão, Edivaldo Jr. para
o confronto com Eduardo Braide
e Esmênia Miranda pelos votos da Capital

A disputa pelos votos de São Luís entrou em outro patamar. Escolhido para ser pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB), o ex-prefeito da Capital, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), recebeu uma missão ácida, mas de grande peso na corrida eleitoral para o Governo do Estado: disparar petardos fortes contra a gestão do ex-prefeito Eduardo Braide, pré-candidato a governador pelo PSD. Ontem, por exemplo, ele disparou chumbo grosso contra a gestão do sistema municipal de transporte coletivo de São Luís, que na sua avaliação “foi desmontado” pela gestão do seu sucessor.

A possibilidade de ser um crítico duro da gestão foi um dos fatores que pesaram na escolha. Com a autoridade de quem foi prefeito de São Luís por oito anos e tendo concluído os dois mandatos bem avaliado e sem manchas ou acusações de desvio, Edivaldo Holanda Jr. cometeu alguns tropeços políticos, como a desastrada e sem sentido candidatura a governador em 2022, mas manteve sua estatura pessoal intacta, o que lhe dá lastro para entrar numa guerra como a que está em curso no Maranhão. E com conhecimento de causa para tocar em problemas sensíveis de São Luís, como as distorções do sistema de transporte, as quais, vale lembrar, ele também não resolveu.

Orleans Brandão precisava de um vice com lastro na Capital, um nome com estatura política, com currículo denso – foi vereador por São Luís e deputado federal antes de ser prefeito -, e, como ele próprio começa a demonstrar, disposto a apostar alto no arrojado projeto político e eleitoral concebido e posto em prática pelo governador Carlos Brandão (MDB), que tem como obstáculo o gigantesco prestígio de Eduardo Braide na Capital e na Ilha de Upaon Açu, segundo mostraram as pesquisas feitas até aqui.

Edivaldo Holanda Jr. chega à condição de vice de Orleans Brandão com dois trunfos muito expressivos. O primeiro é o fato de que ele derrotou Eduardo Braide na disputa pela Prefeitura de São Luís em 2016, uma vantagem expressiva, mesmo levando em conta a vantagem excepcional de ter concorrido no cargo. E o outro é o espaço amplo que tem no eleitorado evangélico da Capital, tanto que na sexta-feira (03) ele representou Orleans Brandão num congresso de jovens evangélicos organizado pela Assembleia de Deus, onde tem muitos aliados.

Sua entrada na arena dos confrontos da pré-campanha em curso deve elevar expressivamente debate político em São Luís, a começar pelo fato de que, justas ou não, movidas por oportunismo ou não, o fato que não pode ser ignorado é as suas críticas ao ex-prefeito Eduardo Braide partem de alguém que conhece profundamente tudo o que diz respeito à gestão do maior, mais importante e decisivo colégio eleitoral do Maranhão.

Para conter as investidas de Edivaldo Holanda Jr., o ex-prefeito Eduardo Braide tem duas opções: escalar a prefeita Esmênia Miranda (PSD) para fazer o embate, até porque as críticas de Edivaldo Holanda Jr. alcançam diretamente a sua administração, ou entrar ele próprio no confronto direto. Eduardo Braide já sinalizou que não vai deixar ataques sem respostas, enquanto a prefeita Esmênia Miranda ainda não mostrou com clareza – até por falta de tempo – como reagirá à pancadaria que está sendo anunciada pelo ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr.

O ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. havia planejado disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Mas o convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa liderada por Orleans Brandão caiu-lhe como uma luva, uma vez que o tirou da planície em busca de um difícil mandato estadual, para catapulta-lo para o epicentro da política maranhense. Isso porque, se o projeto eleitoral for bem sucedido, ele poderá tentar retornar à Prefeitura de São Luís em 2028. Daí não ser nenhum problema para ele atuar como “borduna” na seara ludovicense.

PONTO & CONTRAPONTO

Pré-candidatos aos Leões ainda têm pendências como vice e nomes para o Senado

Candidatos a governador: Eduardo Braide, Orleans Brandão,
Felipe Camarão, André Luís, Ednilson Rodrigues e Saulo
Arcangeli ainda têm pendências para montagem das suas chapas

A menos de três semanas do início do período das convenções partidárias que confirmarão e formalizarão as candidaturas majoritárias e proporcionais às eleições de outubro, os pré-candidatos ao Governo do Estado correm para montar as suas chapas nos dois níveis. Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Edilson Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli ainda têm pendências a resolver na composição das chapas que liderarão. O período das convenções vai de 20 de julho a 15 de agosto.

Primeiro a definir seu vice – a empresária tocantina Elaine Cortez (PSD) -, Eduardo Braide já definiu um dos candidatos ao Senado, orientando o seu partido a apoiar a pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), abrindo mão de lançar candidato para uma vaga. A outra vaga de candidato a senador continua em aberto, podendo o PSD lançar candidato do partido ou apoiar um nome de outro partido. O PSD pode também abrir mão da outra vaga e correr para as urnas concentrando força na candidatura de André Fufuca. Eduardo Braide tem três semanas para resolver essa pendência.

Orleans Brandão definiu o seu vice na semana que passou, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Jr. (PRD), depois de meses de muitas e intensas conversas. E como já definiu o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, para uma das vagas, encontra-se agora em busca do nome para a outra vaga. No meio partidário, muitos observadores apostam que a vaga será da deputada federal Roseana Sarney, que lidera as preferências nas pesquisas, e cuja pré-candidatura é bancada pelo comando nacional do MDB. Existe a possibilidade de Roseana Sarney abrir mão da vaga, que no caso seria ocupada pelo deputado federal Duarte Jr. (Avante), que é alinhado ao governador Carlos Brandão, apoia Orleans Brandão, e vem correndo em faixa própria.

Na sexta-feira, Orleans Brandão, que preside o MDB maranhense, previu que a vaga de senador ainda aberta será preenchida na próxima semana, quando, por coincidência, Roseana Sarney terá retornado de São Paulo, onde trata da saúde. Orleans Brandão quer definir essa situação bem antes da convenção do MDB.

Dos três nomes com chance na corrida aos Leões, o pré-candidato do PT, Felipe Camarão, é o que tem ainda a maior margem de indefinição, uma vez que faltam-lhe o vice e um candidato a senador. Ele só tem a senadora Eliziane Gama (PT) na chapa majoritária. Em ritmo de pré-campanha, o pré-candidato petista ainda não se manifestou sobre a escolha do nome para a vaga aberta de candidato ao Senado, e menos ainda em relação à escolha do vice. Não será surpresas se o PT abrir mão de uma vaga no Senado e investir tudo no projeto de reeleição de Eliziane Gama, apoiando também o senador Weverton Rocha, que não é aceito por Felipe Camarão e boa parte do PT.

Entre dois demais candidatos, a situação é a seguinte: pré-candidato do PSOL, Edilson Rodrigues, já tem os candidatos ao Senado, Franklin Douglas e Antônia Cariongo, mas lhe falta o vice, enquanto os pré-candidatos do Missão, André Luís, e o do PSTU, Saulo Arcangeli, nada decidiram em relação a vice a senador. Já partido Novo só tem até agora pré-candidato a senador, Lahesio Bonfim, que desistiu de disputar o Palácio dos Leões. Roberto Rocha tem dito que continua mirando o Senado, mas que pode vir a disputar os Leões.

Pedro Lucas, Juscelino Filho e Aluízio Mendes buscam a reeleição em situações diferentes

Pedro Lucas Fernandes, Juscelino Filho e Aluísio Mendes
têm situações diferentes na corrida à reeleição

Posicionados entre os deputados federais mais influentes da bancada maranhense, Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB) e Aluísio Mendes (Republicados), que presidem os seus partidos no estado, vivem situações diferentes em relação às eleições de outubro.

Político com os pés no chão, que entra em aventuras, Pedro Lucas Fernandes desde cedo se posicionou alinhado ao projeto do governador Carlos Brandão (MDB) de lançar Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão. Esteve muito cotado, pelo próprio chefe do Executivo, para disputar uma cadeira no Senado, “namorou” com a ideia, mas preferiu o caminho mais seguro da reeleição, com a possibilidade de eleger o irmão, Paulo Casé (União), para a Assembleia Legislativa. Os irmãos Fernandes têm como conselheiro o pai, o tarimbado ex-deputado federal Pedro Fernandes (União), atual prefeito reeleito e bem conceituado de Arame.

Ex-ministro das Comunicações, o deputado federal Juscelino Filho vem demonstrando muita habilidade nesse xadrez. Ele comanda o PSDB no estado, mas, valendo-se da proximidade com o Governo Lula da Silva, abriu as portas do PT para sua irmã, Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire, que vai disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. A julgar pelo está sendo desenhado, Juscelino Filho tem reeleição certa, assim como Luanna Rezende é apontada como nome muito forte para o parlamento estadual. O curioso nessa equação é que o neotucano Juscelino Filho ainda não bateu martelo para o Governo do Estado, enquanto a irmã neopetista assumiu a pré-candidatura de Felipe Camarão.

O deputado Aluísio Mendes, presidente estadual do Republicanos, vive uma situação complicada por uma tomada de posição e uma reviravolta, casos que podem complicar a sua reeleição, antes apontada por muitos como líquida e certa. A tomada de posição se deu quando ele disparou chumbo grosso contra a tocantina Mariana Carvalho, candidata do seu partido na disputa para a Prefeitura de Imperatriz. Com o rompante, que contribuiu o para tirá-la da disputa, Aluísio Mendes perdeu muito do seu cacife eleitoral na cidade. E a reviravolta foi a decisão da deputa-presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (MDB), de concorrer a uma cadeira na Câmara Federal. Muitos dos mais de 100 mil votos de Aluísio Mendes em 2022 lhe foram dados por Iracema Vale na região onde ele tem atuação mais forte a partir de Urbano Santos. Não há quem afirme que Aluísio Mendes não se reelegerá, mas há muitas avaliações afirmando que ele enfrentará dificuldades em outubro.

São Luís, 05 de Julho de 2026.

Com a candidatura de Beto Castro minada por sua prisão, sucessão presidencial agita bastidores da Câmara

Beto Castro pode não contar mais com a articulação
de Paulo Victor, que saiu para coordenar a
campanha de Orleans Brandão em São Luís

Duas situações envolvem a Câmara Municipal de São Luís neste momento, além das suas atividades normais. A primeira é a intensa movimentação em curso nos bastidores da Casa por conta da sucessão presidencial, prevista para outubro, logo após as eleições gerais. E a outra é o afastamento, via licença, do presidente Paulo Victor (PSB), para integrar o comando da campanha do pré-candidato a governador, Orleans Brandão (MDB), em São Luís. Aparentemente, uma coisa nada tem a ver com a outra, mas uma observação cirúrgica da movimentação nos bastidores e reentrâncias do parlamento ludovicense indica uma relação entre os dois fatos.

A guerra pela sucessão, que vinha evoluindo naturalmente, sob o comando do presidente Paulo Victor, apontava o favoritismo escancarado do vereador Beto Castro (Avante), tendo com único oponente o vereador Marquinhos Silva (União), aparentemente sem cacife para virar o jogo.

Mas o cenário sofreu uma drástica reviravolta, colocado de cabeça para baixo na manhã do dia 15 de junho, quando a Polícia Civil, a serviço do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), cumprindo mandados judiciais na Operação Benedicti, que investiga denúncias de desvios milionários com emendas parlamentares, levou para a cadeia vário suspeitos, entre eles ninguém menos que o vereador e pré-candidato assumido a presidente Beto Castro, causando um vexame monumental a ele próprio e ao parlamento ludovicense.

Por força de liminar, o vereador Beto Castro deixou a cadeia. No dia seguinte, ele foi à tribuna e jurou de pés junto que nada tem a ver com o desvio milionário de emendas e que vai provar sua inocência. O Gaeco, cuja investigação sobre a ação da quadrilha já dura mais de ano, diz exatamente o contrário, e aponta o vereador Beto Castro como um dos chefes da organização criminosa.

O discurso de Beto Castro pregando inocência não foi suficiente para evitar a drenagem da base da sua candidatura a presidente, pois a sua permanência de várias horas atrás das grades minou severamente a base da sua candidatura à sucessão do presidente Paulo Victor, que chegou a ter 22 dos 31vereadores. Ao mesmo tempo, desencadeou uma forte onda nos bastidores da Câmara Municipal, onde um grupo de vereadores busca um nome alternativo, além de ter dado ao seu único oponente até aqui, o vereador Marquinhos Silva, o discurso que ele precisava para turbinar a sua candidatura.

Uma fonte da Câmara Municipal indicou à Coluna um movimento, discreto, mas efetivo, de vereadores, incluindo os que estão de licença, questionando a situação de Beto Castro e levantando a possibilidade de buscar um nome de consenso. O argumento é simples: até a eleição do novo presidente, que se dará provavelmente em novembro, dificilmente a situação do vereador Beto Castro estará resolvida nos campos policial e judicial, não havendo assim certeza de que ele seja inocente. E a Câmara Municipal poderá se atolar no mangue se eleger um presidente que posteriormente possa vir a ser declarado culpado e cassado por corrupção.

Com a saída temporária do presidente Paulo Victor para ser um dos coordenadores da campanha de Orleans Brandão em São Luís, a exemplo do que fez com a campanha do governador Carlos Brandão em 2022, abre-se um grande vácuo na coordenação da campanha do vereador Beto Castor a presidente. A além disso, tudo indica que a presidente interina Concita Pinto (PSB) não tem o mesmo peso de Paulo Victor para essa articulação, o que torna a situação de Beto Castro mais vulnerável.

O fato é que, mesmo que mais da metade dos atuais vereadores sejam suplentes que lá permanecerão por três meses, e quase nenhum participará da eleição do novo presidente, os bastidores do parlamento ludovicense estão agitados por conta do novo cenário da sucessão presidencial.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. avança e se torna nome forte na corrida ao Senado

Duarte Jr. em Grajaú, ao lado de G[ilson Guerreiro

“Esse Duarte Jr. vai dar muito trabalho nessa eleição de senador”. A declaração, feita por um dos mais experientes políticos maranhenses, ao analisar o cenário da disputa pelas duas cadeiras no Senado da República, confirma informações vindas do interior dando conta da desenvoltura com o que o deputado federal (Avante) vem realizando sua pré-campanha, numa corrida “sem dia nem hora” em busca de apoio eleitoral nas mais diversas regiões do Estado.

O fato mais recente que reforça a previsão da raposa política ouvida pela Coluna aconteceu nesta semana em Grajaú (70 mil habitantes), um dos mais tradicionais municípios do Maranhão, onde a política é intensa. Ali, o prefeito Gilson Guerreiro (PSDB) e todo o seu grupo declararam apoio à Pré-candidatura de Duarte Jr. num ato político que reuniu milhares de grajauenses.

Inicialmente apontada por alguns como uma “aventura de desespero”, o projeto senatorial de Duarte Jr. ganhou forma em pouco tempo, o colocou entre os pré-candidatos com maiores índices de preferência do eleitorado, segundo pesquisas recentes.

Nessa corrida, Duarte Jr. tem mostrado que não é apenas “o político de São Luís”, ao contrário, vem demonstrando que é conhecido pela grande maioria dos maranhenses, fruto do intenso e amplo trabalho que realiza nas redes sociais. Tanto que declinou do convite para ser pré-candidato a vice-governador na chapa do emedebista Orleans Brandão preferindo encarrar o desafio de ser candidato ao Senado disputando com o senador Weverton Rocha (PDT) e a senadora Eliziane Gama (PT), ambos pré-candidatos à reeleição, a deputada federal Roseana Sarney (MDB) o deputado federal André Fufuca (PP), o ex-senador Roberto Rocha (Novo) e o ex-candidato a governador Lahesio Bonfim (Novo).

Roberto Costa enquadra empresas de loteamento em Bacabal; medida pode ser referência para outras cidades

Roberto Costa anuncia medidas
contra loteamentos irregulares

Repercutiu fortemente, dentro e fora de Bacabal, a decisão do prefeito Roberto Costa (MDB) de determinar um enquadramento rígido nas regras contratuais e nas normas do município. Sua iniciativa alcança empresas que comercializam loteamentos, e que, como é comum em qualquer cidade de porte grande e médio, recebem o pagamento dos compradores e não entregam os lotes com ruas pavimentadas, drenagem, abastecimento de água e outros equipamentos previstos nos contratos. E ficou estabelecido que a partir de agora esses projetos será duramente fiscalizados, com a previsão de duras sanções aos que saírem das linhas contratuais.

Em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (01), o prefeito Roberto Costa, que é também presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), anunciou a adoção de medidas judiciais pelo Município contra três empresas (Green Park, Cidade Jardins e Ecoville), que comercializaram lotes, receberam os pagamentos, mas não cumpriram os compromissos contratuais, como entregar ruas pavimentadas, drenagem, abastamento de água, entre outras obrigações.

Na conversa com jornalistas, o prefeito de Bacabal apresentou decisões liminares, concedidas pela Justiça, obrigando as empresas, a cumprirem imediatamente, os compromissos contratuais: 15 dias para iniciar de forma emergencial a recuperação das ruas e 30 dias para iniciar projeto completo de drenagem. Aa liminares, assim como a Prefeitura, preveem sanções draconianas para as empresas que não cumprirem as regras contratuais e as normas municipais.

A iniciativa do prefeito Roberto Costa pode se tornar uma referência para os municípios que enfrentam esse problema – que, aliás, são muitos, principalmente os de médio porte, como é o caso de Bacabal. Os problemas habitacionais levaram a uma verdadeira “explosão” na venda de loteamentos, grande arte feita por empresas sem compromissos com as regras do contrato. Ao enquadrar as empresas infratoras, a Prefeitura de Bacabal beneficia os compradores, mas também a infraestrutura urbana, evitando problemas muito maiores em futuro próximo.

Na condição de presidente da Famem, o prefeito Roberto Costa dá também uma contribuição aos municípios em geral com uma medida que pode ser referência aos mais de 200 associados da entidade municipalista.

São Luís, 03 de Julho de 2026.

Iracema confirma pré-candidatura à Câmara Federal; outros quatro deputados seguirão o mesmo caminho

Iracema Vale disputará mandato federal, o mesmo
caminho a ser seguido por Fabiana Vilar, Fernando
Braide, Mical Damasceno e Yglésio Moises

Confirmado: a deputada Iracema Vale (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, vai disputar uma cadeira na Câmara Federal. Ela anunciou sua decisão ontem, em pronunciamento na Assembleia Legislativa. A explicação é simples: a parlamentar ganhou uma dimensão política muito grande para permanecer no parlamento estadual, para o qual seria reeleita com facilidade, mas colocaria em risco o capital político que acumulou desde 2022, quando saiu das urnas como campeã de votos e logo em seguida se tornou a primeira mulher a presidir o Poder Legislativo em dois séculos.

O pronunciamento se deu no dia em que o pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB) confirmou o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como seu vice. Ao mesmo tempo, com a definição, Iracema Vale sai do xadrez que envolve a vaga de pré-candidato a senador em discussão no MDB, deixando o caminho livre para deputada federal Roseana Sarney (MDB), que deve desembarcar em São Luís até o final da semana para decidir se será ou não candidata ao Senado.

Foram meses de expectativas e previsões “furadas” no meio político em relação ao futuro da presidente da Assembleia Legislativa. Ela manteve o discurso nada convincente de que seria candidata à reeleição, quando na verdade até as paredes do Palácio Manoel Beckman sabiam que ela estava trabalhando para encontrar o caminho para o seu futuro nas eleições de outubro. Sem nada dizer sobre o assunto, e movida pela certeza de que não seria candidata à reeleição, foi lembrada para o Governo quando Orleans Brandão era apontado como nome certo para a Câmara Federal, esteve na lista do Palácio dos Leões para uma das vagas no Senado, e foi tida como nome certo para vice de Orleans Brandão, solução da qual declinou.

A definição ganhou corpo no último fim de semana, quando ela declarou apoio à pré-candidatura da primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos (PDT), à Assembleia Legislativa, confirmando que o seu caminho seria a Câmara Federal.

No discurso de ontem, Iracema Vale se dobrou ao realismo para reconhecer que a reeleição para a Assembleia Legislativa não faria sentido por causa do tamanho político que alcançou ao se tornar presidente do Poder Legislativa e ocupar um amplo espaço de liderança na base governista. Não fez qualquer referência às citações do seu nome para o Senado e para vice, revelando que decidiu disputar mandato federal após conversar com sua família e com amigos e aliados.

 – Entendi que chegou o momento de ampliar o meu trabalho. Não para iniciar uma nova história, mas para continuar a nossa missão. (…)Sinto que chegou o momento de levar a nossa voz, a nossa força e as nossas necessidades para o centro das decisões nacionais. (…) Eu sigo com a confiança de quem sabe que o trabalho dignifica e que a política, quando pé feita com honestidade de propósito e espírito público é o instrumento mais potente de transformação – declarou, tendo sido em seguida aparteada por mais de uma dezena de deputados, todos louvando sua iniciativa.

Com a presidente Iracema Vale, a Assembleia Legislativa terá cinco deputados buscando cadeira na Câmara Federal. Os outros quatro são Fabiana Vilar (PL), escolhida para a substituta de Josimar de Maranhãozinho em Brasília; Fernando Braide (PSD), irmão do pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, Eduardo Braide; Mical Damasceno (Republicanos), que pretende engrossar a falange evangélica da Câmara Baixa; e Yglésio Moises (PRD), um quadro político de alto nível, que saiu do centro-esquerda para se tornar um partidário feroz da direita bolsonarista.

No meio político, diferentes avaliações indicam que, dos cinco, o projeto menos consistente é o da deputada Mical Damasceno.

PONTO & CONTRAPONTO

Escolhido vice, Edivaldo Jr. tem cacife para ajudar Orleans em São Luís

Orleans Brandão e Edivaldo Jr.
juntos, na Praça Deodoro

Com a confirmação do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD) como companheiro de chapa, o pré-candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, resolve a penúltima pendência da sua chapa, restando agora apenas a escolha do nome para a vaga ainda aberta para o Senado.

Qualquer avaliação isenta certamente concluirá que o pré-candidato do MDB fez uma escolha compatível com a sua perspectiva, que é ter um vice que tenha estatura política e que possa apoia-lo efetivamente em São Luís.

A Coluna afirmou e vai repetir: Edivaldo Holanda Jr. é um político bem sucedido na Capital, onde foi vereador e prefeito por dois mandatos integrais. Deixou o governo municipal com bons índices de aprovação e, mais do que isso, sem acusação grave de desvio ou coisa parecida.

Sua ficha política é limpa, rasurada apenas com algumas omissões, como não ter lançado um candidato do seu partido às sua sucessão. E por um erro político injustificado: sua candidatura ao Governo do Estado em 2022.

Braide incursiona na região central e é recebido com festa em Santa Inês

André Fufuca e Eduardo Braide em meio
a uma multidão em Santa Inês

Depois de festivas visitas a Santo Antônio dos Lopes, Esperantinópolis, Poção de Pedras e Presidente Dutra, o pré-candidato do PSD a governador, Eduardo Braide, fez escala em Santa Inês, onde foi recebido com manifestações de apoio. Acompanhado deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado, Eduardo Braide foi saudado pelo prefeito Felipe dos Pneus (PP), que registrou a visita na abertura dos festejos joaninos, na noite de segunda-feira.

Ontem de manhã, Eduardo Braide e André Fufuca incursionaram na Rua do Comércio, que é o centro nervoso de Santa Inês. Ali, o pré-candidato do PSD fez o que mais gosta: misturou-se ao povo, distribuindo abraços e apertos de mão e registrando imagens no celular.

A agenda na região prossegue hoje, quando Eduardo Braide e André Fufuca desembarcam em Bom Jesus das Selvas. Na sexta-feira, o pré-candidato do PSD anunciou que estará em Buriticupu, e no sábado chegará a Imperatriz para participar da cavalgada que abrirá a exposição agropecuária da cidade, a tradicional Expoimp.

São Luís, 02 de Julho de 2026.

PT define lista de pré-candidatos à Câmara Federal e à Alema num cenário de disputa acirrada

Rubens Jr., Bira do Pindaré e Waldir Maranhão estão na corrida
à Câmara Federal, e Luanna Rezende, Cricielle Muniz, Zé Inácio
e Rosilene Guajajara tentarão a Assembleia Legislativa

O PT já bateu martelo e definiu os 13 nomes que lançará para a Câmara Federal e os 20 que disputarão cadeiras na Assembleia Legislativa. Para deputado federal o partido vai tentar eleger Bira do Pindaré, Carlos Hermes, Creuzamar, Dayana Roberta, Deuzimar, Eri Castro, Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Rubens Jr., Vania do MST e Waldir Maranhão. Já para a Assembleia Legislativa, os pré-candidatos do PT são Cricielle Muniz, Coletivo Resistência (Paulo Marcelo), Chaga Rosa, Luanna Rezende, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Paulo Romão, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz, Rosilene Guajajara, William Ferreira, Zé Inácio.

Definidas em encontro do partido na semana passada, as listas são fortes nos dois patamares e cujos integrantes estão escalados para uma guerra eleitoral intensa, com adversários poderosos, como o “chapão” do MDB, por exemplo.  

Na corrida à Câmara Federal, o PT vai brigar pela reeleição do deputado federal Rubens Jr., que vem tendo papel importante na base de apoio do presidente Lula da Silva no Congresso Nacional, atuando como vice-líder do Governo. Deve investir também na pré-candidatura do ex-deputado federal Bira do Pindaré, que foi secretário estadual de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. O PT escalou também o ex-deputado federal Zé Carlos e o ex-deputado federal e ex-presidente interino da Câmara Federal Waldir Maranhão, que empreende uma caminhada de volta à Brasília.

O projeto de eleger o maior número possível de deputado federal levou o braço maranhense do PT a reforçar o seu poder de fogo escalando petistas de primeira linha como Augusto Lobato, que já presidiu o partido, e o publicitário Eri Castro, um dos mais ativos militantes do petismo estadual. No mesmo time incluiu Creuzamar, militante social e suplente de vereadora em São Luís. E completa a lista com Fernanda Barros, Gleyce Lima, Augusto Lobato, Ricardo Rodrigues, Vania do MST e Waldir Maranhão.

Já corrida à cadeiras da Assembleia Legislativa, o PT decidiu lançar os seus melhores quadros, começando por Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire,  irmã do deputado federal Juscelino Filho, que comanda o PSDB no Maranhão, e com quem deve fazer dobradinha. Cricielle Muniz é militante petista de proa, dirigiu a rede Iema no Governo Carlos Brandão e já declarou apoio ao pré-candidato do MDB ao Governo, Orleans Brandão, na contramão da direção nacional.

A chapa petista para o parlamento estadual é composta tambpem pelo ex-deputado estadual Zé Inácio Lula, um dos mais aguerridos quadros do PT, que defende uma aliança do PT com o governador Carlos Brandão. Para a Alema, o PT lançou também a líder indígena Rosilene Guajajara, que segue osd passos a atual ministra Sônia Guajajara, e o Coletivo Resistência, liderado por Paulo Marcelo, seguindo os passos do Coletivo Nós, que tem mandato nas Câmara Municipal de São Luís. A chapa é também composta por militantes, sindicalistas e profissionais liberais como Chaga Rosa, Henrique Lula, Lya Amaral, Marina Cabalereira, Márcio Rogério, Pai Jhonatan, Paulinha Matos, Professdora Rosélia, Raimundo Costa, Regina Célia, Regina Lins da Mundial, Renato Coelho, Ribamar Diniz e Eilliam Ferreira.

A lista de pré-candidatos do à Assembleia Legoslativa fecha com o sociólogo Paulo Romão, professor univbersitário e militante fiel do petismo, que até dois meses atrás era pré-candidato ao Senado.

Os líderes do PT maranhense sabem que, embora a maioria do eleitorado esteja nitidamente inclinada a continuar votando no presidente Lula da Silva, o partido tem agora o desafio de se mobilizar pela eleição do candidato da legenda a governador, Felipe Camarão, e ao Senado, até aqui somente a senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição. Não será tarefa fácil. A começar pelo fato de que o partido está claramente dividido exatamente em relação à dispiuta pelo Governo do Estado, que é fundamental para juntar as correntes petistas em torno de candidaturas majoritárias e proporcionais. Isso num cenário muito competitivo  nos três planos das eleições de outubro.  

PONTO & CONTRAPONTO

Chapa pura no PSD: Kassab deve ser vice de Caiado, fortalecendo o projeto eleitoral de Braide

Eduardo Braide pode ser beneficiado pela
chapa pura Ronaldo Caiado/Gilberto Kassab

Tudo indica que o presidente nacional do PDS, Gilberto Kassab, será anunciado hoje para a vaga de candidato a vice-presidente na chapa da agremiação, encabeçada pelo ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD). Se for confirmada e anunciada na tarde desta quarta-feira (01/07), a definição terá influência política importante na pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Estado.

Isso porque com essa composição da chapa presidencial, o PSD passa a ter um projeto partidário mais consistente na disputa pelo poder no plano, com reflexos diretos e importantes nas pré-candidaturas a Goverbo estaduais, como é o caso do Maranhão, com a de Eduardo Braide.

Nesse contexto, a posição de Eduardo Braide se torna bem mais consistente. Isso porque até as paredes do Palácio de la Ravardière sabem que desde o iníco das articulações, Gilberto Kassab apontou o seu projeto de candidatura ao Palácio dos Leões como prioridade do comando nacional do PSD.

A senadora Eliziane Gama seria parte desse projeto, mas ela preferiu migrar do PSD de volta ao PT, deixando o espaço para o deputado federal André Fufuca (PP), que decidiu sair na aliança governista para disputar uma das cadeiras no Senado numa aliança com Eduardo Braide.

Roberto Rocha tenta se livrar da pressão para disputar os Leões e reafirma pré-candidatura ao Senado

Roberto Rocha

Uma situação curiosa está mexendo com os bastidores do Novo no Maranhão. A desistência de Lahesio Bonfim da pré-candidatura ao Governo e a migração para a disputa ao Senado mergulhou o partido numa inesperada indefinição, que afetanão somente a situação interna do partido, mas se alastrou por diversdos segmentos da direita, que vinham tentando se articular em torno do partido.

O impacto maior dessa reviravolta alcançou o ex-senasdor Roberto Rocha, que vinha numa trajetória apartentemente consistente de pré-candidato a senador, mas que, de repente, sofreu uma espécie de desmanche. Roberto Rocha foi colocado na ciranda como virtusal pré-candidato a governador.

A nova situação produziu um fato curioso e nada auspicioso para Roberto Rocha: na condição de pré-candidato a senador, ele vinha brigando forte por uima das vagas, mas como pré-candidato a governador, a sua posição é rigorosamente inconsistente.

Político tarimbado, com altos e baixos na trajetória eleitoral, Roberto Rocha sinaliza que está se afastando da pressão para disputar o Palácio dos Leões. Sabe que suas chances nessa seara são mínimas.

São Luís, 01 de Julho de 2026.  

Nem Senado, nem vice, nem reeleição: Iracema Vale deve disputar cadeira na Câmara Federal

Na presença de Fred Campos, Iracema Vale declara apoio
a Maedja Campos para a Assembleia Legislativa, o que
indica sua opção pela Câmara Federal

Nem Senado, nem vice e nem reeleição, a deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa Iracema Vale (MDB) deve encarar as urnas como candidata à Câmara Federal. Ela ainda não se manifestou oficialmente sobre o assunto, mas os seus movimentos mais recentes, a quase definição do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), como vice na chapa de Orleans Brandão (MDB), e ainda a inclinação da deputada federal Roseana Sarney (MDB) e a pré-candidatura já definida do deputado federal Duarte Jr. (Avante) para a vaga ainda aberta na aliança governista ao Senado, são indicadores muito fortes de que a parlamentar já definiu o seu rumo. É óbvio que em política, principalmente em fase pré-eleitoral, nenhuma pré-candidatura pode ser considerada definitiva antes das convenções, mas a julgar pelos fatos mais recentes, Iracema Vale deve tentar uma estada de quatro anos em Brasília.

Os rumores de que ela poderia ser vice na chapa a ser encabeçada por Orleans Brandão, de quem é aliada de primeira hora, foram fortemente reduzidos quando Duarte Jr. foi convidado e declinou do convite para a vaga de vice. E praticamente desapareceram depois que as especulações se voltaram para o ex-prefeito ludovicense Edivaldo Holanda Jr., que, tudo indica, deve ser o companheiro de chapa do emedebista. Vale registrar que, de acordo com o que circulou nos bastidores durante meses, a presidente da Assembleia Legislativa não manifestou qualquer simpatia pelo projeto de ser candidata à vice-governança, preferindo permanecer na seara parlamentar.

Muitos apostaram que, com o espaço político que ocupou, tinha cacife para se credenciar como aspirante a uma cadeira no Senado como o nome do MDB na chapa de Orleans Brandão. O problema é que o espaço foi reivindicado pela deputada federal Roseana Sarney, que tem o aval do comando nacional do partido, lidera as preferências nas pesquisas, e deve definir seu futuro nos próximos dias, confirmando ou não a pré-candidatura. Com os pés no chão, Iracema Vale preferiu não entrar no embate interno, optando por buscar um caminho onde ela se encaixaria perfeitamente.  

Fora da briga pela vice e por vaga no Senado, Iracema Vale entra na corrida por uma cadeira na Câmara Federal. Poderia se conformar com uma reeleição fácil, em condições de repetir o feito de ser a mais votada, como em 2022. Mas a deputada que saiu das urnas como campeã de votos – quebrou a barreira dos 100 mil – e se tornou a primeira mulher a presidir o parlamento estadual em 200 anos de história, ganhou estatura bem maior do que os seus antecessores. E por causa do espaço político que alcançou, percebeu com clareza que permanecer na Assembleia Legislativa seria um erro político primário, que certamente interromperia a sua trajetória, que se encontra numa forte linha ascendente.

A participação da presidente da Assembleia Legislativa em ato em que declarou apoio à pré-candidatura da primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos (PDT), à Assembleia Legislativa, foi um forte e indiscutível indicador de que ela, de fato, será candidata à Câmara Federal. No mesmo ato, ela recebeu em troca declaração de apoio da estreante e do marido, o prefeito Fred Campos (PSB), que lhe asseguraram apoio total ao seu projeto de trabalhar em Brasília pelos próximos quatro anos, encarando também a ponte-aérea semanal entre a Capital federal e São Luís.

A entrada de Iracema Vale deve impactar o campo de batalha pelos votos para a Câmara Federal, mesmo se tratando de uma de uma faixa eleitoral de difícil acesso. Isso porque as mais diversas regiões são hoje dominadas por deputados federais que são caciques partidários e mantêm suas bases turbinados pela famosas “emendas pix” e outras “cositas” mais.

PONTO & CONTRAPONTO

Braide, Orleans e Camarão torceram pela Seleção Brasileira em cidades do interior

Eduardo Braide, Orleans Brandão e
Felipe Camarão assistiram
ao jogo Brasil x Japão no interior

Nenhum dos três pré-candidatos mais fortes ao Governo do Estado assistiu ao jogo da Seleção Brasileira contra a do Japão, ontem, em São Luís. Eduardo Braide (PSD) torceu pelo time de Carlo Ancelotti junto com uma multidão em Santo Antônio dos Lopes. Orleans Brandão (MDB) torceu pelo Brasil, junto com a família, em Colinas, onde tem as suas raízes. E Felipe Camarão (PT) vibrou com a Seleção Brasileira em um restaurante em Santa Inês, numa escala de sua incursão de pré-campanha na região.

Acompanhado do deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato a senador, Eduardo Braide chegou a Santo Antônio dos Lopes depois de participar da festa de aniversário de Presidente Dutra, na noite de sábado, onde foi recebido pelo prefeito Raimundo Carvalho (Republicanos), alinhado ao Palácio dos Leões. De lá, seguiu para Poção de Pedras e chegou a Santo Antônio dos Lopes na manhã de ontem, entrando na cidade à frente de uma grande passeata. Assistiu ao jogo junto com centenas de apoiadores.

Orleans Brandão atuou como torcedor da Seleção em Colinas, base da família Brandão. Ele chegou a Colinas depois de incursionar em Fortaleza dos Nogueira, onde comandou um ato juntamente com a prefeita Fernanda Lima (Republicanos). De lá seguiu para São Pedro dos Crentes, onde participou de uma cavalgada organizada pelo prefeito Rômulo Arruda (União Brasil). E dali foi para Colinas, onde assistiu ao jogo do Brasil na companhia da esposa, dos filhos e de familiares.

O pré-candidato petista Felipe Camarão torceu pela Seleção Brasileira num restaurante em Santa Inês, onde se reuniu com o vereador Marquinhos (PT), que cuida da sua campanha naquele município. De, Felipe Camarão tem programada uma agenda a cumprir na região em ritmo de pré-campanha ao Governo do Estado.

Roseana deve retornar a São Luís nesta semana e decidir se será ou não candidata ao Senado

Roseana Sarney vai decidir
sobre ser ou não ser
candidata ao Senado

A deputada federal licenciada Roseana Sarney (MDB), que se encontra em São Paulo cuidando da saúde (trata um câncer de mama), deve desembarcar de volta a São Luís até quinta-feira (2), segundo uma fonte do seu partido. E no seu retorno, deve conversar com seus familiares e aliados e com o governador Carlos Brandão (MDB), com os quais decidirá, em termos definitivos, se será ou não pré-candidata ao Senado.

Não há informação sobre se essa conversa se dará logo que ela retorne. Mas é certo que a definição deve ocorrer no máximo em uma semana, já que o MDB precisa montar a chapa, com as pré-candidaturas majoritárias e proporcionais, que será oficializada na convenção do partido.

Não há informação “quente” acerca do que pretende a ex-governadora. Numa entrevista recente ao portal Metrópoles, de São Paulo, Roseana Sarney admitiu ter interesse em se candidatar ao Senado, lembrando que as pesquisas a apontam na liderança dessa corrida. Mas ponderou que precisar estar com a saúde plena para entrar na disputa.

O fato é que, mesmo não tendo sido taxativa em relação a ser ou não candidata, ela sinalizou que pretende, sim, avaliar com muito interesse a possibilidade de entrar nessa disputa. Isso significa dizer que ela tem cacife dentro do MDB para se tornar pré-candidata, caso resolva tentar retornar ao Senado.

São Luís, 30 de Junho de 2026.

Embate entre Braide e Orleans mostra que São Luís continua sendo a chave para o desfecho da guerra pelos Leões

Eduardo Braide e Orleans Brandão lutam
pelo voto do rebelde eleitor ludovicense

A 22 dias do início das convenções partidárias (20/07), quando terminará a pré-campanha e os partidos formalizarão as suas candidaturas majoritárias (governador e senador) e proporcionais (deputado federal e deputado estadual), São Luís se mantém como o item crucial para Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), os pré-candidatos que de fato estão na briga pelo Governo do Estado. Com mais de 800 mil eleitores e um enorme poder de irradiação das suas tendências políticas, a Capital foi transformada em fator decisivo na corrida aos Leões. São nítidos o esforço do ex-prefeito Eduardo Braide para manter o favoritismo, tendo o aval da prefeita Esmênia Miranda (PSD), e as intensas investidas feitas pelo pré-candidato governista Orleans Brandão, com o apoio forte e aberto do governador Carlos Brandão (MDB).

Eduardo Braide e Orleans brandão seguem na mesma toada na Capital. E a explicação é simples e em nada foi alterada na última semana. Por pesquisas de dois meses atrás, Eduardo Braide é de longe o grande favorito na preferência dos eleitores ludovicenses, e por isso faz um esforço gigantesco para intensificar suas incursões no interior, onde o candidato governista é muito forte, e alimentar sua poderosa base na mais importante e influente cidade do Maranhão. Orleans Brandão, por seu turno, faz o movimento contrário, intensificando seus esforços para se fortalecer na Ilha e incursiona no interior para manter o seu cacife nos municípios.

Qualquer análise isenta desse contexto leva à seguinte conclusão: se Eduardo Braide sair das urnas de São Luís com mais de 65% dos votos válidos, ele poderá sair das urnas como o mais votado no 1º turno, o que o colocará como favorito num eventual segundo turno. Mas se, por sua vez, Orleans Brandão pelo menos empatar na Capital, quebrando o favoritismo do ex-prefeito, suas chances de sair do 1º turno com o mais votado aumentarão significativamente, transformando os votos a mais numa grande vantagem para o 2º turno.

Há nos dois lados vozes otimistas, baseadas em “pesquisas qualitativas” cuja existência nunca é confirmada. Os porta-vozes informais de Eduardo Braide garantem que a posição dele em São Luís é sólida na Capital, de onde sairá com vantagem avassaladora, o que, somado ao que receber n o interior, lhe dará a vitória no 1º turno. No contraponto, os aliados de Orleans Brandão dizem que ele “está crescendo muito” em São Luís, podendo empatar com o ex-prefeito, o que, se acontecer, somado à uma vantagem que terá no interior, poderá lhe dar a eleição em um só turno.

Exageros à parte, o fato visível é que, sem pesquisas recentes, Eduardo Braide e Orleans Brandão travam uma guerra de desfecho imprevisível pelos votos da Capital. Só que, com os pés no chão, Eduardo Braide sabe que as investidas de Orleans Brandão em São Luís, com o aval e o suporte do governador Carlos Brandão, pode minar parte do seu favoritismo. De maneira quase cartesiana, Orleans Brandão sabe que não pode Entrar na onda do “já ganhou” no interior, onde Eduardo Braide estaria colhendo frutos eleitorais importantes, como a virada de chave de alguns prefeitos.

O fato é que São Luís, cujo eleitorado é independente e costuma formar maioria sólida, permanece como a chave da corrida ao Palácio dos Leões. E com um dado a ser observado de agora por diante: como vai evoluir a pré-candidatura de Felipe Camarão, que poderá influenciar parte desse eleitorado, principalmente a fatia que se posiciona em patamar socioeconômico, cultural e ideológico diferenciado. Isso porque, segundo porta-vozes mais graúdos do PT e do PCdoB, por exemplo, o vice-governador tem poder de fogo para ganhar mais espaço na disputa, principalmente em São Luís.

Isso só será possível avaliar com base em números de pesquisas que estão no forno.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão reage a denúncia de Braide: inaugurada a fase dos confrontos verbais na corrida às urnas

Eduardo Braide denunciando e
Carlos Brandão reagindo à denúncia

Como estava escrito nas estrelas, a disputa pelo Governo do Estado tende a colocar em confronto direto o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado, e o governador Carlos Brandão (MDB), patrono e principal avalista da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão. Os dois já haviam trocado farpas, mas os petardos indiretos cederam lugar em embate direto nesta semana.

Durante incursão em Caxias, na sexta-feira, Eduardo Braide denunciou, de corpo presente, a suposta paralisação das obras de duplicação de três quilômetros da Avenida Pirajá, que margeia parte da cidade. Falando de um trecho sem operários trabalhando, o pré-candidato do PSD disse que obra, iniciada há mais de um ano, estaria paralisada por inércia do Governo do Estado. Eduardo Braide responsabilizou o “Governo Brandão” e prometeu concluir a duplicação rapidamente se for eleito governador”.

O vídeo-denúncia alcançou o governador Carlos Brandão numa rodovia de 23 km que liga Governador Eugênio Barros e Governador Luiz Rocha, que estava sendo inaugurada. Ali mesmo o governador Carlos Brandão gravou a resposta, na qual classificou a denúncia como “fake news”, afirmando que, segundo relatório por ele recebido, a obra encontra-se “a todo vapor”. E depois de dizer que seu Governo já realizou 3.500 obras, disparou: “Gente, tenham vergonha na cara e vamos trabalhar com a verdade”.

O episódio é um reflexo claro da grande guerra que está sendo travada pelo voto no Maranhão. E nela, o governador Carlos Brandão vai aos poucos entrando nos confrontos verbais, que serão mais ácidos e mais frequentes.

Orleans deve anunciar pré-candidato a vice e a senador nos próximos dias

Edivaldo Holanda Jr. pode ser o vice e
Roseana Sarney, Duarte Jr. e Iracema
Vale são cotados para a vaga de senador

A semana começa com a previsão de que nos próximos dias o pré-candidato a governador pelo MDB, Orleans Brandão, anunciará o seu companheiro de chapa e o nome para a vaga de pré-candidato a senador ainda aberta. E com a forte especulação de que a escolha recairá sobre o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PRD), até aqui pré-candidato a deputado estadual.

Edivaldo Holanda Jr. se tornou a mais forte opção depois que o deputado federal Duarte Jr. (Avante) declinou o convite para ser o vice na chapa de Orleans Brandão. Ele agradeceu a lembrança, mas respondeu que prefere continuar com o seu projeto de ser candidato ao Senado, como anunciara em meados de maio.

Político cauteloso, Edivaldo Holanda Jr. nada disse sobre os rumores no seu entorno, preferindo continuar incursionando nos bairros de São Luís, onde é reconhecido por ter sido um prefeito atuante por oito anos. Da mesma maneira, não houve pronunciamento de nenhum porta-voz autorizado de Orleans Brandão confirmando a escolha do ex-prefeito para compor a chapa do pré-candidato emedebista.

Quanto à vaga ainda aberta de pré-candidato a senador, fonte bem situada no Palácio dos Leões disse que são três nomes em tela: a deputada federal Roseana Sarney (MDB), o deputado federal Duarte Jr. (Avante) e presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale. Por conta da posição da cúpula nacional do MDB, o cenário favorece a ex-senadora Roseana Sarney.

São Luís, 28 de Junho de 2026.