Guinada de Lahesio acirra corrida ao Governo e gera mais incerteza na disputa para o Senado

Lahesio Bonfim anuncia desistência
do Governo e candidatura ao Senado

Como estava escrito nas estrelas e nas densas nuvens que cobrem a política maranhense, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo) desistiu de concorrer ao Governo do Estado e resolveu apostar o seu cacife numa candidatura ao Senado da República. Com a desistência, anunciada em vídeo que divulgou nesta quinta-feira (11) nas redes sociais, Lahesio Bonfim criou uma série de alterações importantes no cenário das disputas majoritárias no Maranhão. E justificou sua guinada dizendo respeitar o sentimento “de um povo que não quer mais ver uma oligarquia familiar sendo implantada neste estado”.

Não há como minimizar a importância da desistência de Lahesio Bonfim da disputa para governador. E o primeiro desdobramento é que, com a sua saída, a disputa pelo Palácio dos Leões, agora restrita a Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), ficará muito mais acirrada, Já que Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) não têm chance nessa guerra. Afinal, mesmo que tenha apenas entre cinco e dez pontos percentuais das intenções de voto, os três pré-candidatos vão brigar forte por esse butim eleitoral, que pode fazer a diferença se a disputa continuar acirrada como vêm mostrando as últimas pesquisas.

Na previsão de muitos observadores da cena política maranhense, se ele confirmar a especulação de que se aliará a Eduardo Braide, agora como pré-candidato ao Senado, não há dúvida de que boa parte dos seus eleitores migrará para o ex-prefeito de São Luís. Mas há também a expectativa de que Orleans Brandão possa ficar com uma fatia expressiva desse eleitorado. Esse cenário pós-Lahesio Bonfim poderá ser rascunhado na próxima pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões. (Há quem diga que a próxima será da Quaest, contratada pela TV Mirante).

Se tornou mais acirrada a guerra pelo o Palácio dos Leões, o radical movimento de Lahesio Bonfim terá impacto forte na corrida pelas duas vagas no Senado, onde já estão medindo forças os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), Roberto Rocha (Novo), André Fufuca (PP), aguardando-se o anuncio de mais um nome pelo governador Carlos Brandão (MDB), que deve sair as fileiras da Federação União Progressista para compor com Orleans Brandão, e que pode ser o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), e ainda o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que corre em faixa própria. Fora da ciranda dos grandes partidos, estão no páreo o advogado e jornalista Franklin Douglas (PSOL) e a militante política Antônia Cariongo (PSOL).

A entrada de Lahesio Bonfim na corrida a uma das cadeiras no Senado embaralha de vez o tabuleiro das possibilidades nessa disputa. Não há como medir o seu cacife nessa seara, mas será precipitado trata-lo como um pré-candidato sem qualquer chance, uma carta fora do baralho das pré-candidaturas senatoriais. As pesquisas mais recentes mostraram que existe uma disputa dura entre vários concorrentes, que pode fiar muito mais complicada se, numa reviravolta imprevisível, o que é plenamente no cenário político do momento, a deputada federal Roseana Sarney seja lançada pelo MDB.

Até o fechamento da Coluna, por volta das 14 horas, não havia informação concreta sobre como o partido Novo vai atuar para resolver esse enorme vácuo no seu projeto eleitoral no Maranhão. Vai lançar outro pré-candidato a governador? Ou arquivará de vez o projeto de chegar ao Palácio dos Leões e apostará todas as suas fichas nas candidaturas de Lahesio Bonfim e Roberto Rocha – isso se o ex-senador puder ser candidato – para o Senado numa aliança com Eduardo Braide, como já foi especulado?

Em Tempo: Encrencado com Justiça, o ex-senador Roberto Rocha poderá ficar inelegível, o que o tirará de vez do elenco de pré-candidatos ao Senado. Daí o risco de apostar na sua candidatura, tanto ao Senado quanto ao Governo.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão dobra aposta em São Luís mobilizando vereadores para divulgar obras do Governo e reforçar Orleans

Carlos Brandão registra a presença de 23
vereadores de São Luís no Palácio dos Leões

O governador Carlos Brandão (MDB) fez mais um movimento arrojado para ampliar a base política do seu Governo em São Luís, e com isso turbinar a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) no município. O novo passo foi dado numa reunião com 23 dos 31 vereadores da Capital no Palácio dos Leões e cuja pauta foi um pedido do mandatário para que os seus aliados na Câmara Municipal divulguem as obras do Governo do Estado em São Luís. O movimento pode melhorar a imagem do Governo, como pode também ampliar a base de apoio de Orleans Brandão na Capital, onde, segundo todas as pesquisas, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) lidera com ampla vantagem.

Na conversa com os vereadores, o governador Carlos Brandão mostrou os grandes investimentos no município precisam de mais visibilidade. Listou, entre outras, a extensão da Avenida Litorânea, a Avenida Metropolitana, os Canais da Macaúba e da Areinha, as Praças do Sol e dos Açores, a requalificação da Lagoa da Jansen, e as reformas do Viva da Cidade Operária e a da Praça do Bequimão. O chefe do Executivo estadual avaliou que esse conjunto de obras produziu melhorias significativas para a cidade de São Luís, e por isso precisa ser mais divulgado.

É indiscutível de que o governador Carlos Brandão conseguiu estabelecer uma relação diferenciada com a Câmara Municipal de São Luís, onde o grupo majoritário cultiva boas relações institucionais com o Governo e, por via de desdobramento, atua como seu aliado político. Essa relação foi reforçada também com o consequência da postura do então prefeito Eduardo Braide (PSD), que permaneceu mais de cinco anos no cargo medindo força com a Câmara Municipal, então comandado pelo presidente, vereador Paulo Victor (PSB).

“Com diálogo, municipalismo e união de esforços, seguimos trabalhando para melhorar a vida dos ludovicenses”, assinalou o governador Carlos Brandão, após o encontro, tendo como resposta a anuência dos vereadores.

O gesto e as palavras do governador e a mobilização dos vereadores podem ser interpretados também como uma mobilização política de aliados para a guerra pré-eleitoral que está sendo travada em São Luís, onde o pré-candidato governista Orleans Brandão atua para reduzir o favoritismo do ex-prefeito Eduardo Braide, dedicando boa parte da sua agenda de campanha a incursões nos bairros e nos segmentos organizados da Capital.

O fato é que numa cidade como São Luís, a aliança institucional e o apoio político do governador com 23 dos 31 vereadores é um suporte poderoso à pré-candidatura de Orleans Brandão. Ainda que, bem estruturada e com caixa gordo, a gestão da Capital, comandada agora pela prefeita Esmênia Miranda (PSD) possa fazer forte contraponto.

Iracema homenageia Urbano Santos em meio a especulações sobre o seu rumo nas eleições

Iracema Vale: homenagem a Urbano Santos em
meio a especulações sobre o seu futuro nas urnas

Alvo de atenções dentro e fora do mundo político, porque são poucos os que acreditam que ela, com a estatura que ganhou, seja candidata à reeleição, a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), faz um gesto carinhoso à sua principal base eleitoral, Urbano Santos, na passagem dos 97 anos do município. E o fez em meio à forte expectativa do anúncio dos nomes do outro pré-candidato a senador e do pré-candidato a vice-governador da chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB), prometido para essa semana pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Numa discurso emocionado, ontem, a presidente da Alema parabenizou Urbano Santos e lembrou que ali estão as suas raízes e, principalmente, a sua origem e o seu lastro na política como militante do PT, onde ganhou quatro mandatos de vereadora e dois de prefeita. E mais do que isso: a população de Urbano Santos lhe deu a maior votação individual da sua história quase centenária para a Assembleia Legislativa em 2022.

– Quando chego em Urbano Santos, me sinto em casa. Me sinto acolhida, feliz com os abraços, carinho e com o amor do povo. Hoje, não pude estar lá, por dever do ofício, mas não poderia deixar passar esse registro e dizer o quanto essa cidade é importante na minha vida e para o Maranhão – disse Iracema Vale.

E faz um balanço do trabalho do atual Governo estadual para o município, agradecendo do governador Carlos Brandão: asfaltamento, Detran, programas sociais como o ‘Maranhão Livre da Fome’ e o ‘Tempo de Semear’, bem como a entrega de tablets a estudantes, reforma e ampliação da escola de ensino médio, destacando a construção, em andamento, da rodovia ligando Urbano Santos a Barreirinhas, que na sua avaliação promoverão turismo na região.

Iracema Vale comemora o aniversário do seu berço político em meio a uma série de movimentos que vão definindo o cenário para as eleições. E nele, o seu nome ocupa um grande espaço como um dos líderes da aliança governista formada em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado. Nesse contexto, e grande a expectativa quanto ao seu futuro. Ela vem dizendo que buscará a reeleição, mas há quem diga que o seu caminho será a vaga de vice-governador ou uma cadeira na Câmara Federal.

Essa definição será conhecida quando o governador Carlos brandão anunciar, como prometeu no último sábado, em Peritoró, o nome do pré-candidato a vice-governador e o do outro pré-candidato ao Senado.

São Luís, 11 de Junho de 2026.

Escolha do outro candidato a senador virou desafiador xadrez político para Brandão, que conhece bem o jogo

Carlos Brandão articula escolha entre André Fufuca
e Pedro Lucas Fernandes, mas com Roseana Sarney
ainda no jogo em movimento familiar

O meio político vive momento de expectativa em relação ao iminente comunicado por meio do qual o governador Carlos Brandão (MDB) anunciará o outro pré-candidato a senador – um já está definido, o senador Weverton Rocha (PDT) – e o escolhido para vice-governador na chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB). A curiosa espera se baseia no compromisso assumido pelo mandatário, sábado (6), em Peritoró, de que nesta semana ele revelaria os dois nomes, tendo adiantado que a vaga ainda aberta de pré-candidato a senador sairá das fileiras da federação União Progressista (União/PP), à qual pertencem os deputados federais André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União), o primeiro pré-candidato assumido e o segundo querendo sem dizer que quer. Carlos Brandão move as peças de um com plicado xadrez político.

Desde o discurso de Peritoró, o governador Carlos Brandão não fez qualquer menção ao assunto, produzindo assim duas possibilidades. A primeira sugere que o tema continua em aberto e que o chefe do Poder Executivo ainda não bateu martelo, nem escolhendo o pré-candidato a vice-governador, nem em relação ao outro pré-candidato a senador. E a segunda desdenha a especulação de que o mandatário estaria alinhavando essa situação com aliados, alguns dos quais estariam insatisfeitos, principalmente com a escolha do pré-candidato ao Senado – sobre esse ponto, sintomas de insatisfação teriam sido detectados no entorno da família Sarney, aliada de proa do governador Carlos Brandão e que tem forte influência no MDB e ainda controla parte expressiva do partido.

Sussurros chegados à Coluna sugeriram que o anúncio de que a outra vaga de candidato a senador pela a aliança que dá suporte à pré-candidatura de Orleans Brandão é, sem sombra de dúvida, o nó górdio que o governador Carlos Brandão tem de desatar para finalmente fechar a composição da chapa majoritária.

O primeiro problema a ser resolvido é a escolha entre André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes. Se a opção for por André Fufuca, será um desfecho sem traumas, começando pelo fato de que a escolha agradará ao parlamentar e a mais de 100 prefeitos, entre eles os de 10 das 15 maiores cidades do Maranhão, cotando também o fato de que Pedro Lucas Fernandes assimilará facilmente e tocará o seu projeto de reeleição com prestígio reforçado no grupo de proa do projeto político e eleitoral de Orleans Brandão.

Se, por outro lado, a escolha recair sobre Pedro Lucas Fernandes, provavelmente haverá desdobramentos imprevisíveis. Isso porque, pré-candidato a senador desde a primeira hora, quando era ministro do Esporte, André Fufuca dificilmente abrirá mão do seu projeto senatorial. O seu movimento natural será procurar uma chapa majoritária onde a sua pré-candidatura seja acolhida. E como a chapa do PT, encabeçada por Felipe Camarão já está fechada, com os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), ambos pré-candidatos à reeleição, restará a André Fufuca a possibilidade de uma aliança com Eduardo Braide (PSD), já admitida pelo deputado estadual Fernando Braide (PSD), porta-voz informal do ex-prefeito de São Luís.

Nesse emaranhado de situações delicadas aparece ainda a deputada federal Roseana Sarney (MDB), que no momento se encontra em São Paulo em tratamento de saúde, mas que aparece liderando as pesquisas de intenção de voto para senador, mas cujo projeto de candidatura não está na mesa de decisões do MDB. É nítido e intenso o burburinho nas fileiras de amigos e aliados da deputada, com uns defendendo ardentemente a sua candidatura, outros manifestando perplexidade em relação ao MDB e terceiros já fomentando gestos de insatisfação.

Dono de uma enorme carga de experiência, acumulada desde 2006, quando esteve no epicentro da virada que elegeu Jackson Lago (PDT), ao que somaram sete anos e três meses como vice no Governo Flávio Dino e mais quatro anos no comando, o governador Carlos Brandão certamente encontrará saída para esse cipoal de encrencas políticas e partidárias.

PONTO & CONTRAPONTO

Queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas atinge fortemente as vozes da direta no Maranhão

Flávio Bolsonaro: em queda livre nas pesquisas

A mais recente pesquisa Quaest, uma das mais importantes empresas de investigação estatística do pais, mergulhou ainda mais o bolsonarismo na crise que poderá tirar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da corrida à presidência da República. O levantamento aponta a aplicação expressiva da vantagem do presidente Lula da Silva (PT) sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro num eventual 2º turno. Lula da Silva aparece 39% das intenções de voto contra 29% de Flávio Bolsonaro. A queda foi de mais de seis pontos percentuais em relação à última pesquisa Quaest, que validou outros levantamentos.

Os números revelam que o nítido caso de corrupção política protagonizado pelo senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, então chefão do Banco Master, tendo como pano de fundo o filme “Dark Horse”, sobre a vide do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado. Só para lembrar: Flávio Bolsonaro pediu R$ 123 milhões para bancar o filme, tendo recebido R$ 71 milhões, sendo que a película custou pouco mais de R$ 13 milhões, sem que ninguém saiba para onde foram os outros mais de os outros quase R$ 50 milhões.

O resultado da pesquisa Quaest foi um disparo pesado na extrema direita maranhense, que tem o Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidato a governador e o ex-senador Roberto Rocha (Novo) como candidato a senador. Ambos são bolsonaristas de carteirinha, sendo Roberto Rocha amigo próximo de Flávio Bolsonaro. Atinge também o grupo do PL controlado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que superou as diferenças com o ex-presidente Jair Bolsonaro – que o chamou de corrupto – e decidiu apoiar o filho dele para presidente. E, finalmente, a queda alcança o deputado estadual Yglésio Moises (PRD), que se converteu ao bolsonarismo e o expressa em pautas como agressivos discurso contra o Supremo Tribunal Federal.

Em Tempo: Contratada pela Genial Investimentos, a pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 8 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07661/2026.

Por decisão do Supremo, TJ formou lista tríplice para a escolha do desembargador para a vaga da OAB; Flávio Costa foi o mais votado

Flávio Costa deve ser nomeado
se entrar na lista tríplice

Destravada com a decisão do Supremo Tribunal de validar o processo de indicação de três anos atrás, a escolha do desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão para a vaga do Quinto Constitucional da OAB foi retomada ontem. O TJ escolheu e enviou ao governador Carlos Brandão a lista tríplice formada por Flávio Costa, Gabriel Costa e Lorena Saboya. O dado essencial da nova situação foi a validação da presença do advogado Flávio Costa na lista sêxtupla. Ele deve ser nomeado desembargador pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Para lembrar: o processo para a escolha do representante da OAB no colégio de desembargadores fora judicializada em contestação feita por advogados sob a alegação de que o candidato Flávio Costa, que passara na avaliação da OAB, não tinha 10 anos consecutivos de exercício da advocacia, não podendo, portanto, ser incluído na lista sêxtupla. Flávio Costa contestou o impedimento, mas o Tribunal de Justiça decidiu pela sua exclusão. Movimentado pela pólvora da política estadual, o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal.

Nesta semana, a Suprema Corte determinou que o processo continuasse. E a certeza dominante dentro e fora do Poder Judiciário, dentro e fora do Palácio dos Leões e no meio político em geral é a de que, caso Flávio Costa seja incluído na lista tríplice, como foi e com a condição de mais votado, será ele o escolhido e nomeado desembargador pelo governador Carlos Brandão.

São Luís, 10 de Junho de 2026.

Com Weverton definido, outra vaga de candidato do grupo Brandão ao Senado é disputada por Pedro Lucas e André Fufuca

Pedro Lucas Fernandes e André Fufuca disputam
vaga de pré-candidato a senador na chapa liderada por Orleans Brandão

Desde de sábado (6), quando o governador Carlos Brandão (MDB) confirmou, em Peritoró, o senador Weverton Rocha (PDT) como candidato do seu grupo para uma vaga, e revelou que o nome para outra vaga sairá da federação União Progressista (União/PP), espaço partidário dos deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União) e André Fufuca (PP), a corrida às cadeiras da Câmara Alta ganhou mais intensidade. Pedro Lucas Fernandes manteve-se discreto, mas apoiadores seus trataram de badalar o seu nome nas redes sociais. André Fufuca, por sua vez, postou um vídeo no qual 99 prefeitos lhe declaram apoio. O discurso do governador Carlos Brandão em Peritoró foi por muitos interpretado como aviso prévio de que a vaga será de Pedro Lucas Fernandes, mas qualquer análise dessa contexto indica que André Fufuca é párea duro nessa disputa.

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que comanda sozinho o braço maranhense do União Brasil, não chega à toa à posição de possível pré-candidato a senador. Na verdade, ele entrou nessa ciranda em meados de 2025, quando o presidente do União Brasil, António Amoedo, ao visitar São Luís, declarou o apoio do seu partido ao governador Carlos Brandão e anunciou que o parlamentar seria candidato a senador. Ninguém levou o lançamento muito à sério, uma vez que, tendo atuação destacada na Câmara Federal, Pedro Lucas Fernandes parecia destinado a uma reeleição tranquila. No entanto, o projeto de António Amoedo foi incorporado pelo governador Carlos Brandão, que ao dar a outra vaga de candidato a senador para a federação União Progressista, pareceu inclinado a indicá-lo, principalmente como alinhado de proa de Orleans Brandão. Se for o escolhido, Pedro Lucas Fernandes terá de correr para estruturar a sua pré-campanha, e para isso contará com a força política do Palácio dos Leões e com a larga experiência do pai, Pedro Fernandes, atual prefeito de Arame.

O deputado federal André Fufuca está nessa disputa interna em plenas condições de pleitear a vaga. Além de se manter próximo ao Palácio dos Leões – chegou a declarar apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão – ele está lastreado pela condição de ex-ministro do Esporte e presidente do PP no Maranhão, além de ter uma pré-campanha estruturada e com um amplo e sólido suporte político. Esse cacife está demonstrado em vídeo no qual nada menos que 100 prefeitos de grandes (Imperatriz, Timon, Caxias e Codó, entre outros), médios (Chapadinha, Vargem Grande e Açailândia, por exemplo) e pequenos (Pio XII e São Vicente Ferrer, para citar apenas dois) municípios das mais diversas regiões do estado lhe declaram apoio. Além do mais, mesmo não tendo sido ungido na chapa do vice-governador Felipe Camarão (PT), André Fufuca foi largamente elogiado pelo presidente Lula da Silva (PT) e seus porta-vozes, ganhando o status de aliado durante a campanha.

A guerra senatorial acionou os motores da pré-campanha da senadora Eliziane Gama (PT), que nos últimos dias recebeu o apoio declarado dos prefeitos de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que é também linha de frente no apoio a André Fufuca, e de Balsas, Alan da Marisol (PRD), num indicativo de que ela está muito viva nessa guerra pelas cadeiras do Senado. Nesse tabuleiro, o senador Weverton segue dando indicações de que prefere o palanque de Orleans Brandão para viabilizar o seu projeto de reeleição, enquanto o ex-senador Roberto Rocha (Novo), tenta se viabilizar na instável chefa de Lahesio Bonfim (Novo). Chama a atenção também, o estranho silêncio que tomou de conta do QG da deputada federal Roseana Sarney (MDB), cujo projeto de candidatura ao Senado parece ter sido arquivado. Da mesma maneira que não se sussurrou mais sobre a possibilidade de a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB) vir a ser convocada para a disputa ao Senado, como vinha sendo especulado no meio político e fora dele.

Em Tempo: a corrida para as cadeiras no Senado promete vários e intensos desdobramentos.

PONTO & CONTRAPONTO

Declaração de ministro e reação do presidente petista mostram que a discussão sobre “palanque duplo” está longe de acabar

Edinho Silva reafirma que o palanque de Lula da Silva
no Maranhão é o de Felipe Camarão

Desde que o senador Weverton Rocha (PDT) foi escolhido pelo MDB, partido de Orleans Brandão, e pelo PT, de Felipe Camarão, como candidato comum ao Senado, a confusa e aparentemente sem sentido discussão de dois palanques voltou com toda força. E o que é mais curioso: a vozes mais estridentes na defesa desse monstrengo político estão nos quadros do PT, onde há grupos alinhados à pré-candidatura do vice-governador e também à do presidente regional do MDB.

O caldo foi entornado nesta segunda-feira, quando o senador piauiense Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social, disse numa entrevista que o presidente Lula terá dois palanques em vários estados, entre eles o Maranhão. Com a declaração, o ministro atropelou fortemente a determinação do presidente nacional do PT, que declarara, de alto e bom som, em São Luís, que no Maranhão o presidente Lula só terá um palanque, o de Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Governo do Estado.

Diante da declaração de Wellington Dias e suas repercussões, especialmente nas fileiras do PT, Edinho Silva disparou ontem uma nota em que tenta consertar as coisas e colocar o PT no eixo da pré-candidatura de Felipe Camarão. Na nota, ele bate forte, mas também assopra: “No Maranhão, o palanque do presidente Lula é único: é o palanque de Felipe Camarão”. O presidente sempre teve uma ótima relação com o governador Brandão, e isso é importante, mas não significa palanque duplo”.

Pelo grau de agitação que a ainda nítida divisão no PT está causando no entorno da pré-candidatura de Felipe Camarão, a discussão sobre um ou dois palanques ainda vai render. E muito.

Braide incursiona na Baixada, mergulha no Lago de Viana e critica sistema de ferry-boats

Eduardo Braide salta para
mergulho em lago de Viana

Eduardo Braide (PSD) percorreu parte da Baixada Ocidental, na sua primeira incursão na região como pré-candidato ao Governo do Estado. Ali fez contato direto com eleitores, mergulhou no lago de Viana, fez travessia noturna no ferry-boat e retornou a São Luís entusiasmado com a receptividade.

Em vídeos divulgados ontem, Eduardo Braide fez críticas ao acesso rodoviário da MA-310, assumindo ali o compromisso de que, “se o governador não fizer, será uma das primeiras obras do meu Governo”, disse. Em outra postagem, o pré-candidato do PSD criticou a estrutura e o funcionamento do sistema de travessia por ferry-boats, que ligam São Luís à Baixada.    

Nesse período, disparou estocadas contra o Governo do Estado, principalmente em relação à saúde, criticando o atendimento nos hospitais do estado. Atento, o governador Carlos Brandão reagiu disparando críticas ao funcionamento do Socorrão, o que levou ao vereador Joel Nunes Jr., ex-secretário de Saúde e um dos mais próximos aliados do ex-prefeito de São Luís, a reagir rebatendo o governador pela fala sobre o Socorrão.

Nos bastidores, começou a circular a especulação de que nos próximos dias o pré-candidato do PSD ao Palácio dos Leões, que já tem vice, Elaine Cortez (PSD), de Imperatriz, vai abrir conversações sobre a montagem da chapa em relação às vagas de candidato a senador.

São Luís, 09 de Junho de 2026.

Brandão: vice e outro candidato a senador saem nesta semana; vaga é da federação União/PP, de Pedro Lucas e André Fufuca; Roseana está fora

Foto 1 Carlos Brandão faz o L de Lula.
Foto 2 Fábio Macedo, Pedro Lucas Fernandes,
Carlos Brandão, Weverton Rocha, Doutor Júnior
e Orleans Brandão no comício de Peritoró

O outro candidato a senador a ser apoiado pela aliança partidária liderada pelo governador Carlos Brandão (MDB) sairá das fileiras da Federação União Progressista, podendo sair dos quadros do União Brasil, cujo nome mais visível é o do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, ou do PP, que já tem como pré-candidato a senador o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca. Esse nome, assim como o do pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Orleans Brandão, serão anunciado até o final desta semana. O recado foi dado pelo governador Carlos Brandão, na noite de sábado, em comício de pré-campanha em Peritoró. O MDB não lançará candidato a senador, o que deixa a deputada federal Roseana Sarney de fora.

O aviso dado pelo governador Carlos Brandão reforça uma inclinação dele próprio em manifestações recentes em que sinalizou sua clara simpatia por Pedro Lucas Fernandes. Isso não descarta a possibilidade de o escolhido ser o ex-ministro André Fufuca, que semanas atrás foi apontado como o outro pré-candidato da sua chapa, fazendo dobradinha do o senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato à reeleição. Vale registrar que o governador Carlos Brandão mandou seu recado depois de apresentar Weverton Rocha como o candidato já escolhido do grupo ao Senado. porque “trabalhou muito pelo Maranhão”.

Mesmo com a sinalização clara de que dificilmente a escolha do outro pré-candidato a senador recairá sobre Pedro Lucas Fernandes ou sobre André Fufuca, até porque nem no União nem no PP existem quadros com força para preencher essa vaga, o governador Carlos Brandão disse que a escolha está sendo feita “com muito cuidado”. Na avaliação geral, a escala se preferência do Palácio dos Leões em primeiro lugar está Pedro Lucas Fernandes, com André Fufuca como a segunda opção.

O “muito cuidado” revelado pelo governador em relação ao preenchimento da outra vaga de pré-candidato ao Senado para compor com Orleans Brandão pode também estar inserido nos desdobramentos da escolha. Daí algumas indagações. Se não for o escolhido, o ex-ministro André Fufuca só terá dois caminhos: Felipe Camarão (PT) ou Eduardo Braide (PSD). E o que pode ser pior: nesse caso, André Fufuca apoiará um desses pré-candidatos na condição de adversário de Orleans Brandão. Ao perceber que são poucas as suas chances de ser o escolhido, André Fufuca vem se movimentando, abrindo canais de comunicação com o PT e com o PSD.

Vem então a segunda pergunta: Roseana Sarney (MDB), que hoje lidera a pesquisas, arquivará o projeto senatorial dela e da sua família, a começar pelo ex-presidente José Sarney (MDB), e que tem o aval das cúpula nacional do MDB, conformando-se com uma tentativa de reeleição para a Câmara Federal? Numa conversa recente com a imprensa, o governador Carlos Brandão foi indagado sobre o “fator” Roseana Sarney. Com muita habilidade, o mandatário respondeu de modo cuidadoso, sem dizer sim ou não: “Calma, minha gente, vamos acomodar todo mundo”.

O recado mandado de Peritoró por Carlos Brandão atingiu também os rumores em relação à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB, que teria interesse na vaga, mas não fez qualquer declaração nesse sentido. Ela tem mostrado coerência ao afirmar que o deu projeto inicial é a reeleição para a Alema, e que qualquer outra direção vai depender do governador.

Em relação à escolha do pré-candidato a vice na chapa de Orleans Brandão, o governador Carlos Brandão foi sucinto: Vamos escolher também o vice-governador”. Sobre esse tema, o governador acrescentou apenas que a escolha está sendo feita “com muito cuidado”. O que corre nos bastidores é que a decisão tomada até aqui é que o vice do pré-candidato emedebista deve sair do tabuleiro político de São Luís. E o objetivo é fazer o contraponto com Eduardo Braide em São Luís, onde o ex-prefeito lidera com larga margem de preferência. Carlos Brandão quer encontrar um nome com estatura política e lastro eleitoral na Capital.

Todo esse emaranhado será desmanchado até o final da semana.

PONTO & CONTRAPONTO

Lahesio sinaliza que pode abrir mão da candidatura para uma aliança com Braide

Lahesio Bonfim e Roberto Rocha:
chapa perdendo densidade eleitoral

São cada vez mais fortes os rumores dando conta de que Lahesio Bonfim (Novo) pode abrir mão da sua candidatura ao Governo do Estado para disputar vaga no Senado ou na Câmara Federal. Correm nos bastidores políticos diferentes versões sobre essa possibilidade, que foi fortalecida ontem com declarações do próprio pré-candidato do Novo, ao admitir a existência de conversas nessa direção com interlocutores do pré-candidato do PSD, Eduardo Braide. A versão mais forte até aqui é a de que Lahesio Bonfim pode desistir da disputa ao Palácio dos Leões, para ser candidato a senador, juntamente com o ex-senador Roberto Rocha (Novo), que formariam uma chapa senatorial em aliança com Eduardo Braide. Na declaração deste sábado, Lahesio Bonfim confirma conversas com emissários de Eduardo Braide, acrescentando que a interlocução estaria sendo feita por Roberto Rocha.

A sinalização de que os rumores de conversas entre ele e Eduardo Braide foi feita por Lahesio Bonfim em entrevista a uma emissora de rádio piauiense Teresina FM. Ele admitiu que as conversas estão acontecendo e que o ex-senador Roberto Rocha, que é pré-candidato ao Senado na sua chapa, estaria participando das tratativas. Lahesio Bonfim não entrou em detalhes, mas admitiu que o principal assunto da pauta é a sua candidatura a governador, que pode ser mantida ou retirara num grande acordo com Eduardo Braide.

Esses rumores não são novos. Eles ganharam mais força depois que Eduardo Braide lançou a sua pré-candidatura ao Governo e as pesquisas mostraram que o seu principal adversário é o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, numa situação clara e indiscutível de polarização. E foram intensificados depois que o vice-governador Felipe Camarão foi confirmado pré-candidato do PT com o aval do presidente Lula da Silva, o que lhe deu gás político para e potencial para crescer na disputa.

O cenário que vem sendo desenhado desde o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Braide e da evolução da pré-candidatura de Orleans Brandão, e finalmente a entrada de Felipe Camarão para valer na corrida sucessória tem se mostrado inteiramente desfavorável a Lahesio Bonfim, que vem perdendo densidade na região central do estado e em redutos onde ele venceu em 2022, como Imperatriz, por exemplo.

No geral, as pesquisas têm mostrado uma queda expressiva nas intenções de voto para Lahesio Bonfim, que permaneceu durante meses a fio na condição, ora de segundo, ora de terceiro colocado na disputa, no patamar de dois dígitos, variando entre 10 e 20 pontos percentuais, medindo forças com Orleans Brandão. As mais recentes o mostram no patamar de um dígito, já muito atrás do pré-candidato do MDB e agora correndo risco de ser ultrapassado por Felipe Camarão.

A realidade visível é que a pré-candidatura, que começou bem, mas mergulhou numa tendência de queda que parece irreversível. Isso porque não há qualquer sinal de que ele reúne forças para reverter esse processo. Esse contexto tem feito com que Roberto Rocha ganhe mais protagonismo do que Lahesio Bonfim no projeto eleitoral do Novo no Maranhão.

O fato evidente é que Lahesio Bonfim vem perdendo substância na corrida ao Palácio dos Leões e, sem perspectiva de reverter esse processo, poderá abrir mão da candidatura e costurar uma aliança com Eduardo Braide.

Braide intensifica incursões no interior e quer visitar todos os municípios até julho

Entes de seguir para a Baixada,
Eduardo Braide participou, com
a esposa Graziella Braide,
da celebração do Corpus Christi

Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, encontra-se em incursão de pré-campanha na Baixada Ocidental, onde visitará vários municípios e encerrará a programação na noite deste domingo com um grande comício em São Bento. A visita política aos municípios da região é mais um item da programação que prevê sua passagem por todos os 217 municípios até julho.

Ele já esteve em boa parte dos municípios de todas as regiões do Maranhão, a começar pela Região Tocantina, onde escolheu sua candidata a vice, a empresária Elaine Cortez (PSD). Além de Imperatriz, sua agenda já o levou a Timon, Caxias, Codó, Peritoró, Santa Inês, Balsas, Grajaú, Barra do Corda, Vargem Grande entre outros municípios-polo, visitando também dezenas de cidades nos seus entornos.

Mesmo em maratona no interior, Eduardo Braide não descuida de São Luís e da Ilha de Upaon Açu como um todo. Católico militante, ele participou, na última quinta-feira, ao lado da prefeita Esmênia Miranda (PSD), da grande celebração do Corpus Christi, que levou milhares de católicos ao estádio Castelão. Ali, foi muito aplaudido quando sua presença foi registrada pelos autofalantes.

No campo das definições, Eduardo Braide se antecipou na escolha do vice, mas ainda não se manifestou em relação às vagas da sua chapa para o Senado.

São Luís, 07 de Junho de 2026.

Apoio declarado do prefeito de Imperatriz sinaliza que Eliziane ganhou força como candidata preferencial de Lula ao Senado

Rildo Amaral declara apoio a Eliziane Gama

A corrida às duas cadeiras no Senado continua embaralhada, mas, como estava escrito nas estrelas, algumas definições importantes começam dar uma feição à disputa. E o melhor exemplo disso aconteceu ontem em Imperatriz, onde o prefeito Rildo Amarão (PP), completou o seu quadro de candidatos a senador ao declarar apoio à senadora Eliziane Gama (PT). A declaração do prefeito, feita em ato político com a presença de prefeitos e vereadores da Região Tocantina, surpreendeu meio-mundo político, causou espanto em alguns, mas seguiu a lógica dos que estão atento aos movimentos de algumas pré-candidaturas à Câmara Alta. Rildo Amaral já tem também como pré-candidato a senador o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), seu aliado de primeira linha e um dos grandes responsáveis pela sua eleição para o comando do segundo maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão.

A declaração de apoio do prefeito de Imperatriz foi uma espécie de rompimento de amarras em relação à candidatura da senadora à reeleição. Isso porque muitos prefeitos vinham alimentando indefinição por não estarem bem situados no contexto dessa corrida ao Senado. O posicionamento do prefeito Rildo Amaral, que assim definiu a dupla de candidatos que apoiará ao Senado, certamente servirá de referência para colegas dele, como os que comandam municípios do porte de Paço do Lumiar, Caxias, Timon, Codó, entre outros de grande e médio porte, já definiram seu apoio a um pré-candidato, e agora podem ser estimulados e fazer a segunda opção.

Eliziane Gama viveu uma situação de absoluta indefinição enquanto permaneceu no PSD, soube com clareza, que por uma série de razões não seria ungida como líder de proa no projeto eleitoral de Eduardo Braide (PSD). A reviravolta se deu com a sua filiação ao PT, a convite do presidente Lula da Silva, que não só abonou a sua ficha de filiação, como também foi apontada por ele e pelo comando do partido como a candidata preferencial para o Senado no Maranhão, tendo como o senador Weverton Rocha (PT) como a outra opção. Desde então, a senadora vem virando fortemente o jogo político, esperando colher os frutos eleitorais dessa guinada.

Ao receber a declaração de apoio do prefeito Rildo Amaral, que justificou informando que o gesto é a sua resposta ao trabalho que a senadora tem feito por Imperatriz, Eliziane Gama entra forte numa seara que já tinha o ex-ministro André Fufuca como primeira opção. Isso quer dizer que, pela lógica, ela vai brigar ali com o senador Weverton Rocha, que não tem sido feliz com resultados eleitorais na sua terra natal, e com o ex-senador Roberto Rocha (Novo), que se movimenta para atrair os votos da extrema-direita tocantina, a exemplo do que vem fazendo em todo o Maranhão. E poderá enfrentar ainda a deputada federal Roseana Sarney, se o partido dela, o MDB, promover uma costura interna e a lançar candidata – o que, ao que parece, não está sendo fácil.

Na previsão de um petista de proa, o cacife político da senadora Eliziane Gama deve aumentar significativamente com o provável apoio de um grupo expressivo de prefeitos, a começar pelo de Codó, Chiquinho da FC, filiado ao PT e que já declarou apoio a Weverton Rocha, estando previsto que ele se manifestará ao favor de Eliziane Gama. De acordo com os estrategistas do PT, a pré-candidatura de Eliziane Gama à reeleição se tornará mais forte à medida que o que eles chamam de “eleitorado de Lula” for assimilando que ela é a candidata preferencial do presidente, o que, para eles, ocorrerá durante a campanha.

Ah! Vale registrar que a declaração de apoio do prefeito Rildo Amaral à senadora Eliziane Gama foi uma resposta fulminante da senadora à deputada estadual de extrema direita Mical Damasceno (Republicanos), que na semana passada bradou, de alto e bom som, que a parlamentar petista teria sido “despachada” pelo eleitorado evangélico, o que não é verdade, segundo quem conhece essa seara.

PONTO & CONTRAPONTO  

Maura Jorge tenta viabilizar filho em São Luís, onde a filha e o genro têm base eleitoral

Maura Jorge e Rui Nato selam aliança com Edson Gaguinho,
entrando na seara de Thay Evangelista e Neto Evangelista

Depois de uma incursão em municípios de diversas regiões do estado, a prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge (PSDB)), desembarcou em São Luís para montar barraca em busca de apoio eleitoral à pré-candidatura do seu filho, Rui Neto (MDB), à Assembleia Legislativa. Na Capital, ela deu a arrancada articulando uma aliança com o vereador Edson Guaguinho (PV).

Chamou a atenção o fato de, primeiro, esse apoio inicial não haver partido inicialmente da irmã dele, a vereadora Thaty Evangelista (Republicanos). A explicação está no fato de que Thaty Evangelista é esposa do deputado Neto Evangelista (MDB), cuja base principal das suas votações é exatamente São Luís.

Essa fato cria, em princípio, uma certo embaraço, indicando que as famílias Jorge e Evangelista podem estar vivendo um conflito de interesses eleitorais. Isso porque crias o projeto cria dificuldades para Neto Evangelista buscar votos em Lago da Pedra, onde a prefeita Maura Jorge tem enorme poder de fogo e vai, claro, concentrar esse poder na eleição de Rui Neto.

Na contramão, não há dúvida de que, mesmo levando em conta o fato de que São Luís tem um eleitorado de mais de 800 mil votos, Neto Evangelista certamente vive o desconforto de um “parente” invadir a sua seara eleitoral, e muito provavelmente conta com o apoio da vereadora Thay Evangelista.

A situação se tornará mais curiosa e complicada se o deputado Neto Evangelista se tornar pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB). Nesse caso, a vereadora Thay Evangelista será candidata a deputada estadual na vaga do marido e enfrentará o irmão, em São Luís e em Lago da Padre.

A pergunta é: no caso de o confronto eleitoral vir a se dar entre os irmãos, como se postará a prefeita Maura Jorge? Fará uma escolha ou vai jogar pesado para tentar eleger os dois?

Paulo Victor mergulha para ajustar gestão e garantir eleição de Beto Castro

Paulo Victor apoia fortemente a candidatura de
Beto Castro a presidente da Câmara Municipal

Depois de surpreender como uma espécie de “furacão” na política de São Luís, tendo chegado a se colocar como o grande adversário do então prefeito Eduardo Braide (PSD), o ainda presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSB), movimenta-se hoje de maneira bem mais discreta no tabuleiro da política municipal, e sem a menor chance, pelo menos agora de ultrapassar a fronteira de São Luís aspirando alguma expressão estadual como candidato à Assembleia Legislativa.

Antes candidatíssimo à Assembleia Legislativa, o ainda vereador-presidente resume suas atividades em duas frentes: a primeira é tentar colocar um pouco de ordem na sua gestão, que vem sendo duramente acusada de descontrole administrativo e financeiro, e a segunda é tentar garantir a eleição do vereador Beto Castro (Avante) à sua sucessão.

Na avaliação de um vereador, que prefere não se identificar, o presidente Paulo Victor tem muito mais possibilidade de eleger o sucessor do que colocar ordem no que ele chamou de “grandes problemas administrativas”, principalmente no que diz respeito à administração financeira do parlamento municipal. E chama a atenção para o fato de que “alguns colegas já começam a critica-lo”. Ele, por enquanto, não pretende entrar em confrontos sobre o assunto, mas vai ter de encarar o debate, mais cedo ou mais tarde.

O apoio aberto e intenso à candidatura de Beto Castro é visto por muitos como uma espécie de garantia de que a mudança de comando no Palácio Pedro Neiva de Santana não implicará questionamentos à sua gestão.  

São Luís, 06 de Junho de 2026.

Orleans e Camarão estão à procura dos seus companheiros de chapa

Orleans Brandão e Felipe Camarão procuram vices

Os companheiros de chapa dos pré-candidatos ao Governo do Estado Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), ainda não escolhidos, podem ser definidos e anunciados a qualquer momento, podendo também a escolha ser jogada para a frente, para que sejam feitas até feitas em momentos mais próximos das convenções partidárias, que pelo Calendário Eleitoral estão programadas para entre a última quinzena de julho e a primeira quinzena de agosto. O fato é que Orleans Brandão encontra-se empenhado na busca de um vice preferencialmente de São Luís, enquanto Felipe Camarão ainda tem muitos ajustes a fazer no seu projeto de candidatura antes dessa escolha, que deverá ser tomada em acordo com o partido.

A história recente tem mostrado que a escolha de um vice é bem mais complexa do que juntos imaginam. Isso porque parte deles se acomodam na conforto da “expectativa de direito”, enquanto outros encontram nesse posto a base para voos mais altos. Há vices que querem ter participação ativa administrativa ou política (caso de João Alberto no Governo Epitácio Cafeteira, por exemplo), assim como há vice se comportam na linha definida pelo governador (caso do Carlos Brandão no Governo Flávio Dino). Há também vices que se transformam em problemões para os governadores (caso de João Rodolfo no Governo Luiz Rocha). E, finalmente, há o “vice-perfeito” (caso da atual prefeita de São Luís, Esmênia Miranda)

 No cenário atual, apenas o pré-candidato a governador Eduardo Braide (PSD), preencheu a vaga de vice, escolhendo a empresária tocantina Elaine Cortez (PSD), um perfil ainda a ser avaliado. Orleans Brandão e Felipe Camarão, que têm situação e condições políticas muito diferentes. O primeiro busca um nome em São Luís, e o segundo ainda não sinalizou onde buscará um vice no cenário geopolítico estadual. Avaliam se deve ser mulher, se pode ser um artista, um político de renome, um trabalhador, um empresário, ou alguém com outro perfil, contanto que seja um cidadão(ã) com representatividade, que possa transformar prestigio em voto.

A inclinação de Orleans Brandão por um nome de São Luís ou da Ilha de Upaon Açu tem uma explicação política lógica: ele quer fazer o contraponto à escolha de Eduardo Braide, o seu principal adversário, que lidera largamente e foi buscar sua vice em Imperatriz, onde espera reverter a vantagem que o emedebista tem ali. Já examinou vários nomes, entre eles o ex-prefeito Edivaldo Jr., a deputada estadual Helena Duailibe, a primeira-dama de Paço do Lumiar Maedja Campos e o deputado estadual Neto Evangelista, por exemplo. Mas pode decidir por um nome de expressão política estadual, que pode ser a deputada presidente da Assembleia Legislativa Iracema vale (MDB), entre outros. O fato é que, depois de uma agitação causada pela escolha feita por Eduardo Braide, Orleans Brandão tirou o pé do acelerador e resolveu escolher com mais calma.

A situação de Felipe Camarão é bem diferente. Ele ainda está assimilando a confirmação da sua candidatura, só confirmada na última segunda-feira (01). No momento, segundo fonte próxima a ele, o vice-governador pretende, primeiro, organizar integralmente a sua pré-candidatura, afinar a sua relação com o PT e seus aliados, tentar ampliar o arco de aliança em torno do seu projeto, para então pensar na escolha do seu vice. Uma decisão já parece tomada: não será um nome do PT, mas pode sair das fileiras do PCdoB ou do PSB, embora os socialistas estejam empenhados na construção de uma relação com Eduardo Braide. E até agora nenhum nome foi ventilado para ser o vice do pré-candidato do PT ao Governo do Estado.

Como está posto, o emedebista Orleans Brandão se movimenta sem muita pressa para encontrar um nome em São Luís, que lhe agregue prestígio e votos, enquanto o petista Felipe Camarão ainda está se organizando para começar a pensar no assunto.

PONTO & CONTRAPONTO

Após incursão na Região Tocantina, Braide participa hoje do Corpus Christi em São Luís

Eduardo Braide e Elaine Cortez almoçando
num restaurante em Imperatriz

Recém chegado de uma incursão na Região Tocantina, com uma intensa movimentação em Imperatriz ao lado da companheira de chapa Elaine Cortez, Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, participará hoje, em São Luís, da programação do Corpus Christi, cujo ponto alto será o grande evento a ser realizado no Castelão.

Católico praticante, daqueles que vão à missa aos domingos e cumpre rigorosamente o roteiro litúrgico dos atos do catolicismo, Eduardo Braide divulgou ontem um vídeo em que ele convida a comunidade católica de São Luís para participação da celebração.

Na incursão na Região Tocantina, ele foi a Porto Franco, onde participou de reuniões políticas e esteve em Sítio Novo, onde visitou os estandes da ExpoSítio e conversou com empresários sobre a produção de grãos na região. Em Imperatriz, Eduardo percorreu o calçadão coberto, onde se concentra o comércio lojista da metrópole tocantina, e de lá saiu empolgado com a recepção.

Novo não consegue decolar com Lahesio ao Governo e Roberto Rocha ao Senado

Lahesio Bonfim e Roberto Rocha:
dobradinha ainda não decolou

Por mais que o presidente Leonardo Arruda, o pré-candidato a governador Lahesio Bonfim e o pré-candidato ao Senado Roberto Rocha, uma certeza corre no meio político que a situação dentro do braço maranhense do partido Novo é de desânimo.

O primeiro fator desse estado de ânimo é o emperramento do projeto de candidatura de Lahesio Bonfim ao Palácio dos Leões, que já começa a sinalizar uma marcha à ré. Ele começou como o principal adversário de Eduardo Braide (PSD), perdeu a posição para Orleans Brandão (MDB), e ninguém duvida de que em pouco tempo perderá a terceira posição para Felipe Camarão, pré-candidato do PT.

O ex-senador Roberto Rocha entrou com o um furacão na corrida ao Senado, liderando com o senador Weverton Rocha (PDT) a disputa pelas duas cadeiras. Só que as últimas pesquisas, em especial a mais recente, do INOP, indicaram uma tendência de queda, principalmente depois da entrada de Duarte Jr. (Avante). Ou seja, depois de meses de folga, o ex-senador começa a sentir a mudança de ares.

A, finalmente, o Novo vem enfrentando muitas dificuldades para montar chapas de candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

Pelo menos até aqui, o braço maranhense do Novo não conseguiu decolar.

São Luís, 04 de Junho de 2026.

Incrível: anúncio do PT colocou Weverton nos palanques de Orleans e de Camarão

Weverton Rocha se tornou candidato de
Orleans Brandão e de Felipe Camarão

O anúncio de que o senador Weverton Rocha (PDT) será apoiado pelo PT, que tem o vice-governador Felipe Camarão como pré-candidato ao Palácio dos Leões, produziu uma situação inusitada, que vários políticos experimentados não conseguiram explicar nem souberam prever no que vai dar. O nó cego: o senador Weverton Rocha é também o pré-candidato a senador do MDB, que tem Orleans Brandão como pré-candidato a governador. Isso produziu uma pergunta que ninguém respondeu: qual dos dois candidatos o senador apoiará para ser o sucessor do governador Carlos Brandão (MDB)? Pedirá votos para o petista Felipe Camarão, ou marchará mesmo com o emedebista Orleans Brandão?

A questão, politicamente espantosa, ganhou forma na tarde/noite de segunda-feira (01), quando o presidente nacional do PT, Edinho Silva, após se reunir com o comando estadual do partido, anunciou, em entrevista coletiva, a confirmação da pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo e a da senadora Eliziane Gama à reeleição. E, para a surpresa de muitos, anunciou também a decisão do comando nacional petista e do presidente Lula da Silva de apoiar a pré-candidatura do senador Weverton Rocha à reeleição.

A lógica política foi perturbada e desenhou a tremenda contradição, baseada inclusive no fato de que candidatura a senador é sempre “casada” com a candidatura a governador. O novo rascunho gerou outra indagação: como é possível um senador candidato à reeleição frequentar os palanques de dois adversários que se batem, de maneira dura, pelo Governo do Estado? A regra política universal reza que para ter o apoio do MDB, o senador teria, obviamente, de declarar apoio incondicional ao emedebista Orleans Brandão. Da mesma maneira, para receber o aval do PT, ele naturalmente teria de declarar apoio a Felipe Camarão nas mesmas condições. Não há como ser diferente, porque não existe uma fórmula que dê sentido a essa situação.

Na segunda-feira da semana passada (25/05), em meio a grande boataria sobre o seu destino, o senador Weverton Rocha reuniu aliados, entre eles Orleans Brandão, que é também presidente do MDB, a quem declarou apoio incondicional, de corpo presente, tendo ouvido dele a contrapartida de que será o seu candidato ao Senado. A posição, referendada pela presidente da Alema, deputada Iracema Vale e por todas as lideranças do MDB e de diversos partidos presentes ao evento. Naquele momento, o Maranhão e o meio político tomaram conhecimento que Weverton Rocha marcharia incondicionalmente com Orleans Brandão.

Esse roteiro, porém, foi radicalmente alterado na última segunda-feira (01/06), quando o presidente nacional do PT anunciou a bomba: o senador Weverton Rocha terá também o apoio do PT. Em seguida, ele confirmou a bombástica decisão em reunião partidária aberta, mas em nenhum momento disse se o senador marchará como aliado incondicional do candidato petista a governador Felipe Camarão.

Chama também a atenção o fato de que o próprio senador Weverton Rocha não se manifestou sobre o assunto. É sabido que depois do ato em que ele lançou a sua candidatura ao lado de Orleans Brandão, embarcou para Brasília, onde se reuniu com o presidente Lula da Silva, a quem pediu apoio. Conforme o presidente petista Edinho Silva, o presidente decidiu avalizar o projeto de reeleição do senador pedetista, mesmo sabendo da sua forte ligação com a candidatura do emedebista Orleans Brandão. O que o petista Felipe Camarão acha disso?

Já se sabia que a corrida às duas vagas no Senado seria dura, complicada, imprevisível e, em certa medida, espetacular. Mas nem o mais arguto observador da cena política poderia imaginar que ela produziria uma equação tão desprovida de lógica e de sentido quanto essa. Tanto que caberá ao próprio senador Weverton Rocha, do alto do seu impressionante poder, escolher se irá com Orleans Brandão ou com Felipe Camarão, ou, se preferir, com os dois, ora no palanque emedebista, ora no palanque petista.

PONTO & CONTRAPONTO

Apoio a Weverton fechou as portas para Fufuca no PT e no MDB e pode empurrá-lo para Braide

André Fufuca pode ser candidato
em aliança com Eduardo Braide

A decisão do PT de apoiar o projeto de reeleição do senador Weverton Rocha (PDT) produziu outra situação: fechou as portas do PT e do MDB para o ex-ministro André Fufuca (PP), que agora caminha para uma possível, mas ainda improvável, aliança com o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide.

No caso do PT, o anúncio do presidente do partido se deu no exato momento em que André Fufuca entabulava conversações com a direção estadual com o objetivo de se viabilizar para fazer dobradinha com a candidata petista Eliziane Gama. Ele teve uma “boa conversa” com a presidente estadual Patrícia Carlos e com o ex-presidente Francimar Melo, tendo manifestado otimismo.

A decisão anunciada pelo presidente nacional apontando o senador Weverton Rocha com o outro candidato do partido desmontou a estratégia do ex-ministro André Fufuca, que foi muito elogiado por Edinho Silva.

No caso do MDB, a definição de Weverton Rocha como candidato do partido à reeleição, André Fufuca poderia batalhar para ser o nome para a outra vaga. Ocorre que a indicação para essa vaga de candidato a senador está suspensa até que o “fator” Roseana Sarney seja resolvido de vez. Será ela candidata ao Senado? Preferirá renovar o mandato de deputada federal? Ninguém sabe. O que se sabe é que há prós e contras dentro do MDB em relação ao projeto senatorial. Mas há quem diga que se ela quiser mesmo tem meios de viabilizar sua candidatura no partido.

A indefinição em relação a Roseana Sarney impossibilita André Fufuca de atuar forte nos bastidores do partido para abrir o espaço. E por isso o ex-ministro pode dar uma guinada na direção de Eduardo Braide (PSD).

Iracema mantém seu futuro indefinido, mas faz campanha forte por Orleans no interior

Iracema Vale em conversa, ontem,
com alunos da UNDB em visita
à Assembleia Legislativa

Em meio às intensas especulações a respeito de como ela irá para as urnas, se como candidata à reeleição, a deputada federal, a senadora ou a vice-governadora, a deputada-presidente Iracema Vale (MDB) cumpre uma agenda para quem tem fôlego, disposição e está determinada a alcançar certo objetivo.

Nas conversas informais, ela tem afirmado que está trabalhando por novo mandato na Assembleia Legislativa, usando sempre a tangente de entregar o seu futuro “a Deus”. Mas nos bastidores corre que a chefe do Poder Legislativo continua como nome forte para o Senado, caso a deputada federal Roseana Sarney resolva renovar o seu mandato.

Iracema Vale também é nome destacado na lista de “vice-governadoráveis”, embora interlocutores próximo a ela digam que não é exatamente o seu projeto.

Enquanto “Deus” se manifesta e resolve como ela caminhará para as urnas, Iracema Vale se divide, agora com mais intensidade, à gestão do Poder Legislativo, ao comando das seções, e de agendas pelos municípios, onde vem pregando fortemente na defesa da pré-candidatura do emedebista Orleans Brandão, aqui e ali disparando petardos na direção de Eduardo Braide (PSD).

São Luís, 03 de Junho de 2026.

PT confirma candidatura de Camarão aos Leões, lança Eliziane e Weverton ao Senado, descarta dois palanques, mas não rompe com Brandão

Edinho Silva confirma pré-candidaturas de Felipe Camarão
ao Governo e de Eliziane Gama e Weverton Rocha ao Senado

O candidato do PT e do presidente Lula da Silva ao Governo do Estado é o vice-governador Felipe Camarão e os candidatos ao Senado serão a senadora Eliziane Gama (PT) e o senador Weverton Rocha (PDT). A candidatura de Felipe Camarão não é uma invenção dele. Ele foi escolhido pelo presidente Lula da Silva. Não haverá palanque duplo na campanha de Lula da Silva no Maranhão, mas a decisão do PT de lançar candidato próprio ao Governo não significa rompimento com o governador Carlos Brandão (MDB). O PT e o presidente Lula da Silva têm a convicção de que os seus eleitores serão os eleitores de Felipe Camarão e o levarão ao segundo turno.

Essas foram, em resumo, as decisões anunciadas ontem, em São Luís, pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, encerrando um longo período de indefinição e incertezas em relação ao rumo que o PT tomaria nas eleições no Maranhão. O elenco de posições encerrou de vez o debate interno do braço maranhense do PT, restando aos seus candidatos e às suas lideranças arregaçarem as mangas e saírem a campo e construir a viabilidade dessas candidaturas, as quais se somarão a chapas de para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa. “Não pode o presidente Lula ser a liderança mais votada da história do Maranhão e o seu partido não ter representatividade”, disparou Edinho Silva, num recado direto às liderança petistas no estado.

Com esse posicionamento, definitivo, segundo o próprio presidente do PT, o partido descarta qualquer diálogo com o governador Carlos Brandão no que diz respeito à disputa pelo Governo do Estado, numa decisão bem simples: o governador não quis apoiar a pré-candidatura de Felipe Camarão e o presidente se seu partido decidiram não apoiar o pré-candidato de Orleans Brandão. Mas Edinho Silva fez questão de deixar claro que isso não significa um rompimento com o mandatário maranhense: “Nós escolhemos o caminho de lançar uma candidatura própria. Vamos conversar no futuro”. Ou seja: num eventual segundo, independentemente de quem chegar lá, as cartas serão novamente colocadas na mesa.

Edinho Silva também confirmou a chapa para o Senado: Eliziane Gama e Weverton Rocha, ambos pré-candidatos à reeleição. Eliziane Gama foi definida no dia em que migrou do PSD para o PT, sua antiga casa, e a explicação está no fato de que ela não arredou um milímetro da condição de aliada do Governo e do presidente Lula da Silva no Senado e no Congresso Nacional, pagando, às vezes, preço alto, pessoal e político, mas sem abrir mão das suas convicções. Já o senador Weverton Rocha foi ungido à condição de candidato pela sua condição de aliado firme do Governo e também por conta da aliança nacional do PDT com o PT, construída em grande medida por ele próprio dentro do partido.

Na sua fala, o líder petista destacou o respeito que o presidente Lula da Silva e o partido têm pelo deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado e que na semana passada procurou a direção estadual do PT num movimento em que buscava o apoio da legenda. “O presidente Lula tem um imenso reconhecimento por André Fufuca, que foi um grande ministro. Quando pressionado pelo seu partido, o Progressistas, ele se manteve fiel ao presidente Lula”. O partido não o apoiará, mas não fechará portas ao diálogo.

O dirigente petista afirmou, categoricamente, que o PT maranhense está unido em torno de Felipe Camarão. Segundo uma fonte petista, durante a reunião com as lideranças do partido, Edinho Silva teria avisado que a direção nacional não aceitará que candidatos petistas apoiem outro candidato a governador. Isso cria um enorme embaraço para pré-candidatos petistas fortes, como a professora Cricielle Muniz, candidata a deputada estadual alinhada a Orleans Brandão, para citar apenas um de vários exemplos.

Em resumo: confiando no prestígio eleitoral do presidente Lula da Silva no Maranhão, o PT vai para a briga pelos Leões e pelas vagas no Senado, arquivando de vez todas as dúvidas que haviam nessa seara.   

PONTO & CONTRAPONTO

Roberto Costa reuniu milhares de mães bacabalenses em festa própria em que as homenageia há 16 anos

Roberto Costa com Orleans Brandão em meio a mães e mostrando
o tamanho da multidão presente à 16ª Festa das Mães

As milhares de pessoas que superlotaram a área externa do Centro Cultural de Bacabal, na noite de domingo (31/05), levaram muita gente a achar que se tratava de um evento da Prefeitura de Bacabal, mas o megaevento era, na verdade, a 16ª Festa das Mães de Roberto Costa, promovida pelo político Roberto Costa (MDB), e não pelo prefeito de Bacabal. Animada por show de um cantor paraense, a 16ª Festa das Mães distribuiu muitos prêmios, como o sorteio 30 pix de R$ 1 mil, 10 bicicletas elétricas, quatro motos e um automóvel zero, mantiveram a grandeza do evento, que já ganhou o status de tradição.

Usando o mesmo formato de 16 anos atrás, quando realizou a primeira Festa das Mães de Roberto Costa em Bacabal, o político viu na de domingo a maior de todas realizadas até agora. E ganhou mais peso quando Roberto Costa anunciou a presença de um convidado: Orleans Brandão, candidato do MDB ao Governo do Estado, que cumpria agenda com vereadores em Bacabal.

 Ao longo de horas de alegria e vibração das milhares de participantes, a 16ª Festa das Mães de Roberto Costa chegou ao ponto culminante com a realização de cinco superbingos. Os quatro primeiros sortearam motos, com as mães vibrando a cada sorteio. E o mais esperado sorteou um automóvel Fiat Mobi, que levou a multidão a uma explosão de alegria. O prêmio foi dividido pelas mães Luana Kerlen e Maria Oliveira, que preencherem suas cartelas com os mesmos números.

Após o sorteio, Roberto Costa homenageou Clarice Carvalho, quilombola mãe de Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos desde o dia 4 de janeiro, e Mariana Carvalho, influenciadora digital bacabalense cujo foco nas redes sociais são os desafios da maternidade atípica. As duas foram intensamente aplaudidas pelas mães presentes.

 Evento bancado com recursos próprios e doações, como todas as 15 edições anteriores, a 16ª Festa das Mães de Roberto Costa movimentou a pequena economia de Bacabal, abrindo oportunidade para dezenas de vendedores ambulantes.

Vale registrar que as mães de Bacabal foram homenageadas com a uma grande festa da Prefeitura de Bacabal no tradicional segundo domingo de maio, esta comandada pelo prefeito Roberto Costa.

Maranhãozinho vai apoiar Bolsonaro e Weverton, pode avalizar Fufuca, e está indefinido na disputa pelos Leões

Josimar de Maranhãozinho: mesmo cassado
e inelegível tem muita força política

Cassado e inelegível, mas firme no comando do PL maranhense – hoje sob a presidência da deputada estadual Fabiana Vilar, política da sua mais absoluta confiança, o (ex)deputado Josimar de Maranhãozinho mostrou ontem como ele e o seu partido vão se posicionará em relação a candidaturas majoritárias (presidente, senador e governador) nas eleições de outubro. Avisou que vai levar o PL a seguir a orientação do comando nacional de fazer campanha pelo pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto, senador Flávio Bolsonaro (RJ), e em relação à vagas no Senado, já decidiu que apoiará o senador Weverton Rocha (PDT) e está inclinado a apoiar o projeto senatorial do deputado federal André Fufuca (PP). Já em relação à eleição para governador, Josimar de Maranhãozinho disse que nada tem de definido, mas que ele está “conversando”.

O apoio a Flávio Bolsonaro seria naturalíssimo não fosse a velha e profunda rusga que Josimar de Maranhãozinho tem com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que quando presidente o chamou de corrupto em alto e bom som e pressionou fortemente o presidente nacional do PL, Waldemar Costa Neto, para intervir no partido e tirar o parlamentar do controle da agremiação no Maranhão. A intervenção só não foi feita porque Costa Neto se recusou, numa conversa tensa com Jair Bolsonaro. E para sepultar a refrega, veio ao Maranhão e declarou apoio a Josimar de Maranhãozinho.

O apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro agora declarado não foi ato contínuo ao lançamento da pré-candidatura. Houve um período de maturação, já que, por conta da rusga com o pai, o deputado não era tão próximo do senador. Conversas intermediadas por Waldemar Costa Neto resultaram na definição.

No que diz respeito ao aval de Josimar de Maranhãozinho projeto de reeleição do senador Weverton Rocha não há nenhuma surpresa, uma vez que, como o próprio deputado afirma, os dois são muito próximos, cultivando relação pessoal e política que se mostrou mais nítida nas eleições de 2022. Já em relação ao ex-ministro do Esporte André Fufuca, o caminho natural do PL no Maranhão será apoiá-lo, já que a direção nacional não aceitaria se ele declarasse apoio à senadora Eliziane Gama (PT), e porque é conhecida a distância que o separa do ex-senador Roberto Rocha.

A grande interrogação produzida ontem por Josimar de Maranhãozinho foi em relação à quem ele e o seu partido apoiarão para o Governo do Estado. Ele não manifestou inclinação por nenhum candidato e disse que está. No meio político, há quem diga que sua tendência é apoiar o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), embora haja quem garanta que o seu caminho será uma aliança informal com Orleans Brandão (MDB). Nesse quesito, é certo que ele não apoiará o vice-governador Felipe Camarão (PT), e até onde se sabe, não simpatiza com projeto eleitoral de Lahesio Bonfim (Novo).

Outra certeza que domina o meio político é que, por mais controvertido que seja, Josimar de Maranhãozinho é um cabo eleitoral poderoso.

São Luís, 02 de Junho de 2026.

Com discurso forte e coragem política, Duarte Jr. está sacudindo a disputa para o Senado

Duarte Jr.: coragem política
na corrida ao Senado

Gostem ou não os seus concorrentes na corrida eleitoral, e sobretudo os seus adversários, a entrada inesperada e avassaladora do deputado federal Duarte Jr. (Avante) estremeceu fortemente o tabuleiro no qual estavam se movendo os pré-candidatos às duas cadeiras do Maranhão no Senado. Ele desembarcou para valer por meio de uma pesquisa do AtlasIntel, feita por telefone e pela internet, que o apontou, juntamente com a senadora Eliziane Gama (PT) – ela em primeiro lugar e ele em segundo – como preferidos da maioria para as duas vagas. Ato contínuo, sua presença entre os favoritos da corrida senatorial foi confirmada na pesquisa INOP, que mostrou a deputada federal Roseana Sarney (MDB) bem à frente, com o senador Weverton Rocha (PDT) em segundo, e ele, Duarte Jr., logo atrás, numa situação clara de empate técnico, que envolveu também o ex-senador Roberto Rocha.

Apontada como “balão de ensaio”, a pré-candidatura ganhou mais definição entre uma pesquisa e outra, quando o Duarte Jr. divulgou um vídeo anunciando sua decisão de mirar uma cadeira no Senado. Com um discurso forte, ele afirma: “Não tenho dono, não tenho sobrenome poderoso nem nasci de família política. Meu compromisso sempre foi com as pessoas”. E prossegue: “Quando enfrentei os poderoso, tentaram me parar, porque quem luta de verdade incomoda. Mas foi justamente aí que eu tive ainda mais certeza: o Maranhão precisa de um político independente, com coragem”. Assim, anuncia: “E é com essa coragem que eu tomei a decisão mais importante da minha vida pública: eu sou pré-candidato a senador da República”. E justifica a decisão: “As estão exaustas, cansadas da velha política e de tanta corrupção”.

Convencido de que tomou a decisão certa, Duarte Jr. evidencia que a guinada não tem volta, e sugere que antes de alterar o curso natural em busca da reeleição, Duarte Jr. se municiou de informações sobre as suas possibilidades nessa disputa, e que os dados que avaliou indicaram que nela havia espaço para um político com o seu perfil e com o seu discurso. Isso porque Roseana Sarney é a expressão polida de uma era política em extinção, e que exatamente por isso não está motivando o seu próprio partido, o MDB, a apoia-la. Weverton Rocha tenta a reeleição bombardeado duramente por suspeitas de envolvimento em situações nada republicanas no porões de Brasília. E Roberto Rocha representa uma direita radical galvanizada pelo bolsonarismo, cuja face real ganha mais forma a cada dia. Numa outra vertente, prece encarar o projeto de reeleição da senadora Eliziane Gama como item de interesse do Palácio do Planalto, e a pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) como uma iniciativa politicamente normal.

Quando fala de combate à velha política, Duarte Jr. mostra que não faz concessões a ações não republicanas nesta seara, como mostram três episódios. O primeiro foi a sua denúncia contra o deputado Edson Araújo, então colega de partido PSB, levando-o ao Conselho de Ética da Alema e à CPMI do crime contra os aposentados do INSS. Segundo: dois dias depois de se filiar ao União Brasil, disparou chumbo grosso contra o senador Ciro Nogueira, presidente do PP, apontando-o como corrupto, sendo obrigado a deixar o União, que é parceiro do PP em federação. E, finalmente, nesta semana, ele afirmou que não permaneceu no União também porque se recusou a atender a dois pedidos do deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), presidente do partido no estado: que votasse a favor da inaceitável PEC da Blindagem e retirasse da CPMI do INSS o requerimento de convocação do banqueiro-bandido Daniel Vorcaro (Master).

Muitos tentam pregar na gravata do deputado Duarte Jr. pechas como “imprudente”, “inconsequente”, entre outras. O fato, porém, é que, à sua maneira desassombrada, ele diz coisas que muitos políticos tentam esconder, e por isso é reconhecido na Câmara Federal, onde também tem atuação destacada como parlamentar e legislador. E é com esse perfil de político corajoso e defensor dos desvalidos que nas duas últimas semanas ele vem colocando a disputa para o Senado de pernas para o ar. Se vai chegar lá, isso só o tempo dirá.

PONTO & CONTRAPONTO

Neto Evangelista quebra “tradição” e coloca seu nome “à disposição” do MDB para ser vice de Orleans

Neto Evangelista:
“Estou à disposição”

As seguidas corridas pelo Palácio dos Leões têm mostrado que as vagas de candidato a governador têm sido disputadas sem rodeios, com os pretendentes dizendo abertamente o que querem. Já o preenchimento das vagas de candidato a vice-governador tem ocorrido de maneira inversa: raramente surgiram no cenário político pretendentes dizendo “Quero ser candidato a vice-governador”. O deputado estadual e vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa Neto Evangelista (MDB) decidiu quebrar essa “tradição” declarando-se interessado na vaga de vice na chapa do pré-candidato a governador Orleans Brandão (MDB). “Estou à disposição”, tem dito e repetido o parlamentar, sem que o comando emedebista sinalize pelo menos que vai analisar a oferta.

Observada com cuidado, a situação do deputado Neto Evangelista, um político bem sucedido até aqui, é delicada e está ameaçada por riscos evidentes à renovação do seu mandato parlamentar. Ele deixou o União porque o deputado federal Pedro Lucas Fernandes resolveu apostar alto para eleger o seu irmão, o ex-secretário de Desenvolvimento Social Paulo Casé. Neto Evangelista ingressou no chapão do MDB, onde estão baseados muitos “bons de voto” para a Assembleia Legislativa, entre eles a deputada-presidente Iracema Vale e o ex-prefeito de Imperatriz e ex-chefe da Casa Civil Sebastião Madeira, para citar apenas dois. Em que pese ser dono de bom cacife eleitoral, inclusive em São Luís, Neto Evangelista parece ter sentido a situação de risco eleitoral em que se meteu.

Sua iniciativa de se colocar como interessado na vaga de candidato a vice de Orleans Brandão cria-lhe uma situação embaraçosa com diversas pontas. Primeiro, a própria oferta coloca a cúpula do MDB numa situação sensível, que pode levá-la a dizer-lhe “sim”, mas também a dizer-lhe “não”. Afinal, a discussão sobre a escolha do vice do pré-candidato emedebista está posta há semanas, e até agora, o que se sabe é que a preferência de Orleans Brandão é por um nome de São Luís.

Um problema de peso: caso venha a ser escolhido vice do emedebista, Neto Evangelista abrirá mão da sua candidatura a deputado estadual, passando o seu espaço para sua esposa, a vereadora de São Luís Thay Evangelista (Republicanos), que correrá o risco de não se eleger. Até porque ela já tem um irmão, Rui Jorge Neto (Republicanos), candidato a deputado estadual, pelo qual sua mãe, a prefeita de Lado da Pedra Maura Jorge (Republicanos), está se desdobrando, inclusive atraindo duras críticas e denúncias da oposição lagopedrense. E mais do que isso, Maura Jorge estaria na lista dos “vice-governadoráveis” de Orleans Brandão.

Como se vê, o sempre bem articulado e bem sucedido deputado Neto Evangelista encontra-se numa teia de embaraços ao seu futuro político nessas eleições.

André Fufuca articula para ganhar o apoio do PT na corrida ao Senado

André Fufuca com Patrícia Carlos e
Francimar Melo: conversa com o PT

O deputado federal André Fufuca (PP) iniciou um nítido movimento para se tornar um dos nomes do PT ao Senado, para fazer, no caso, dobradinha com a senadora Eliziane Gama, já definida como candidata petista com as bênçãos do presidente Lula da Silva (PT). Na semana que passou, André Fufuca se reunião com a presidente estadual do PT, Patrícia Carlos, e com o ex-presidente Francimar Melo, com quem teve uma conversa franca e aberta sobre o eventual apoio do PT ao seu projeto senatorial.

Se esse movimento vai funcionar ou não, isso os desdobramentos dirão. Mas o fato é que André Fufuca, mesmo pertencendo ao PP, um partido claramente anti-Lula e presidido pelo senador Ciro Nogueira, que foi chefe da Casa Civil do Governo Jair Bolsonaro, André Fufuca está credenciado para pleitear o apoio do PT na sua corrida ao Senado.

O primeiro ponto é que André Fufuca apoiou o Governo Lula 3 desde o início, e o resultado dessa posição na Câmara Federal foi a sua nomeação o para o Ministério do Esporte. Na pasta, ele não apenas realizou um bom trabalho – contrariando as expectativas de muitos -, mas também se tornou um defensor da candidatura do presidente à reeleição. Por conta dessa posição, ele entrou em rota de colisão com o PP, cujo presidente, Ciro Nogueira, fez uma intervenção no partido no maranhão, tirando o ex-ministro da direção e entregando-a à deputada federal Amanda Gentil.

O fato indiscutível é que André Fufuca se credenciou para pleitear o apoio do PT. Por isso, não surpreendeu o registro da presidente petista Patrícia Carlos após o encontro: “Boa conversa com o deputado federal André Fufuca”.

São Luís, 31 de Maio de 2026.

Petistas de proa divergem sobre corrida aos Leões, mas estão alinhados ao projeto de reeleição de Lula

Lula tem o apoio de todas as correntes do PT e seus aliados

Por maiores que sejam as suas diferenças internas, causadas pelas divergências que movem as suas correntes, uma coisa o braço do PT no Maranhão tem mantido com uma unidade quase sagrada: o apoio ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silva, o seu maior líder em todos os tempos. O partido está dividido na corrida ao Governo do Estado, com uma banda apoiando a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo, enquanto outra defende aliança com o governador Carlos Brandão (MDB) em torno do pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, existindo ainda um pequeno retalho petista que gostaria de ver o partido alinhado ao candidato do PSD, Eduardo Braide. Mas essas correntes encontram-se firmemente unidas na corrida do presidente Lula da Silva à reeleição.

Mais do que isso, a mobilização em torno do presidente Lula está aos poucos levando o PT a administrar as suas diferenças e formar consensos em diversas áreas, como a formação de chapas com candidatos ao partido à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa. E enquanto o consenso petista não chega à seara da disputa para o Palácio dos Leões, os petistas maranhenses vão se juntando em torno da senadora Eliziane Gama (PT), que concorre à reeleição e entabulando entendimentos para definir a preferência do partido para a outra vaga no Senado. São movimentos que revelam maturidade partidária na seara petista do Maranhão, mas também é reflexo direto dos movi mentos feitos pelo presidente Lula da Silva em relação ao cenário político estadual.

O partido já superou muitas diferenças em relação à composição da chapa para a Assembleia Legislativa, que vai abrigar, por exemplo, a neopetista Luanna Rezende, ex-prefeita de Vitorino Freire a irmã do deputado federal Juscelino Filho – que apesar de ter assumido o comando do PSDB no Maranhão, apoia declaradamente a reeleição do presidente Lula – e a militante raiz professora Cricielle Muniz, que faz campanha aberta para Orleans Brandão para o Governo do Estado, descartando, pelo menos até aqui, apoiar o pré-candidato petista Felipe Camarão. As duas pré-candidatas ao parlamento estadual são lulistas roxas e estão em campanha aberta pela reeleição do presidente.

O mesmo acontece com o rascunho da chapa do PT maranhense à Câmara Federal do PT maranhense à Câmara Federal, onde existem diferenças profundas em relação a outros temas, como a disputa para o Governo, por exemplo, abala a unidade dos pré-candidatos em relação à reeleição presidencial. Candidato à reeleição, o deputado federal Rubens Jr., um dos destaques da atual bancada do PT, está firmemente posicionado pela pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao Governo, enquanto o ex-vice-governador Washington Oliveira, que lidera uma forte corrente do partido, vinha defendendo apoio petista a Orleans Brandão. Apesar do abismo que os separa em relação a disputa ao Governo, Rubens Jr. e Washington Oliveira estão alinhados ao projeto eleitoral do presidente da República.

Esse consenso pró-Lula no PT maranhense se reflete na corrida ao Senado, na qual o partido está abraçando a pré-candidatura da senadora Eliziane Gama, pré-candidata ao Senado com o aval pessoal do presidente Lula da Silva, e que está alinhada à pré-candidatura de Felipe Camarão ao Governo. No contrapeso, senador Weverton Rocha (PDT), que tenta obter o apoio do presidente do PT ao seu projeto de reeleição e está na linha de frente da pré-candidatura de Orleans Brandão. Além disso, o deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP), que sem espaço na seara brandonista e reticente quando a uma aliança com Eduardo Braide, trabalha agora para ser o outro candidato do PT ao Senado. Por mais distantes que estejam, Eliziane Gama, Weverton Rocha e André Fufuca estão plenamente alinhados pela reeleição de Lula da Silva.

Nesse contexto de muitas divergências, Lula da Silva consegue até ser o candidato do petista Felipe Camarão e do a principal adversário dele nesse momento, Orleans Brandão, que também é lulista declarado.

PONTO & CONTRAPONTO

Duarte Jr. turbina pré-campanha ao Senado com prêmio que o aponta entre os melhores do Congresso Nacional

Duarte Jr. exibe o Prêmio
que recebeu pela quarta vez

O deputado federal Duarte Jr. (Avante) vai passar o fim da semana com todos motivos de sobra para estar com sorriso largo e a autoconfiança nas alturas. Depois de entrar quase abruptamente na corrida ao Senado, aparecendo na pesquisa AtlasIntel em segundo lugar na preferência do eleitorado, na semana anterior, praticamente confirmando essa posição na pesquisa INOP, na qual despontou em terceiro, brigando com o senador Weverton Rocha, o congressista foi brindado com o Prêmio Excelência Parlamentar, que destacou sua atuação no Congresso Nacional.

É a quarta vez que Duarte Jr. pontifica entre os melhores e mais atuantes do Congresso Nacional, e isso se dá pela seriedade e a intensidade com que atua no plenário e nas Comissões Técnicas da Câmara Federal, como foi o caso recente da CPMI do INSS, da qual foi vice-presidente e responsável por alguns dos seus momentos mais agitados e produtivos.

Duarte Jr. tem atuação forte nas áreas de educação, defesa da mulher e proteção animal, marcando também presença destacada no cenário político, como foi o caso da posição desassombrada que assumiu em relação ao senador Ciro Nogueira, o todo-poderoso presidente do PP, a quem acusou de corrupção ao eclodir as denúncias do Caso Master. Suas posições levaram o deputado estadual Edson Araújo a ser apontado como um destacado envolvido no escândalo do INSS, e devem levar o suplente de deputado federal no exercício temporário do mandato Ribeiro Neto (Solidariedade) ao Conselho de Ética da Câmara Federal por violência doméstica e agressão contra sua mulher.

Para quem não sabe, o Prêmio Excelência Parlamentar é concedido pela Ranking dos Políticos, uma organização que acompanha e avalia a atuação de deputados federais e senadores nos itens presença nas sessões, produção legislativa, responsabilidade na utilização dos recursos públicos, transparência e compromisso com o interesse coletivo.

– Esse reconhecimento representa cada luta, cada fiscalização, cada projeto e cada voto que demos pensando em melhorar a vida das pessoas – declarou Duarte Jr. ao comentar a láurea.

A exemplo de 2022, quando apoiou Carlos Brandão, Clay Lago atua pela eleição de Orleans Brandão

Clay Lago em conferência e com as
mulheres que apoiam Orleans Brandão

A médica, militante política e ex-primeira-dama do estado Clay Lago entrou fortemente na pré-campanha de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado. Ela liderou ontem um “Encontro de Mulheres com Orleans Brandão”, no qual foram discutidos temas como a luta das mulheres por mais espaço e valorização e fortalecimento das políticas públicas voltadas para as mulheres no Maranhão. Cerca de duas centenas de mulheres, representando os mais diversos segmentos da sociedade organizada, compareceram.

A participação de Clay Lago na pré-campanha de Orleans Brandão tem peso político efetivo e simbólico. Isso porque, além da sua militância política, ela leva para a base do pré-candidato do MDB o prestígio póstumo do ex-governador Jackson Lago, falecido há uma década, mas cujo legado é expressivo e está intacto, em grande parte pela ação discreta mas eficiente da ex-primeira-dama.

A relação de Clay Lago com a pré-candidatura de Orleans Brandão vai muito além de uma simples identificação. E a explicação está exatamente no governador Carlos Brandão (MDB) que, como secretário-chefe da Casa Civil do Governo José Reinaldo Tavares, teve participação decisiva na histórica vitória que Jackson Lago (PDT) impôs à Roseana Sarney (MDB) na disputa de 2006.

Clay Lago e o próprio Jackson Lago sempre reconheceram a importância de Carlos Brandão naquele movimento. Tanto que em 2022, com líder pedetista já falecido, Clay Lago reuniu familiares e amigos e declarou apoio à candidatura de Carlos Brandão ao Governo do Estado, colocando-se no campo adversário do então candidato do PDT, o já senador Weverton Rocha, que substituiu Jackson Lago no comando do partido, e foi esmagado nas urnas da Capital.

Agora, Clay Lago reafirma essa aliança com o governador Carlos Brandão, que não é formal nem partidária, mas de plena boa vontade política, ao declarar apoio ao sobrinho do mandatário como pré-candidato a governador do Maranhão.      

São Luís, 30 de Maio de 2026.