
seguidos por Felipe Camarão, Roberto
Rocha, André Luís, Reginaldo Lima,
Dimas Cassimiro e Saulo Arcangeli
Mais um item de alimentação da guerra travada por institutos de pesquisas que vêm investigando as intenções do eleitorado maranhense em relação à corrida ao Governo do Estado. Ontem, na sequência dos levantamentos divulgados pelos institutos Quaest, IPSensus, Inop e Qualitativa e IPPI, o instituto mineiro DOXA, contratado pelo Jornal Pequeno, trouxe à tona os números de uma pesquisa na qual o emedebista Orleans Brandão aparece com 42,1% e Eduardo Braide com 37,8%, uma vantagem de 4,3 pontos percentuais confirmando a polarização e desenhando um segundo turno apertado. Os dois candidatos somam 79,9% das intenções de voto.
Na sequência, e aparentemente sem chance de reação, digladiam-se Felipe Camarão (PT) com 4,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 3%, que estão empatados pela margem de erro, seguidos de André Luís (Missão) com 1,1%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,7¨, Dimas Cassimiro (PCO) com 0,4 e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3%. A pesquisa encontrou 7% de nenhum, nulo e em branco, e 3,2% de indecisos.
Sexta pesquisa sobre a corrida aos Leões que chega ao conhecimento público, a DOXA consolida a polarização entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, e dando vantagem ao candidato do MDB sobre o ex-prefeito de São Luís em relação aos resultados das seis pesquisas. Isso porque, enquanto a Quaest (44% a 25%) e o IPPI (44% a 24%) deram larga vantagem a Eduardo Braide, a Qualitativa (41% a 36%), o IPSensus (42% a 36%) e agora a DOXA (42% a 37%). Além disso, a pesquisa INOP mostrou Eduardo Braide (42,54%) Orleans Brandão (42,08%) empatados, com uma pequena vantagem numérica favorável ao candidato do PSD, dentro da margem de erro.
Uma observação cuidadosa sobre cinco das seis pesquisas leva a uma curiosidade que chama a atenção. As que apontam vantagem de Eduardo Braide (Quaest e IPPI) apresentam uma enorme vantagem do ex-prefeito de São Luís em relação ao ex-secretário de Assuntos Municipalista – a média é de 19 pontos percentuais de vantagem para o primeiro. Já os levantamentos cujos resultados favorecem Orleans Brandão (IPSensus, Qualitativa e DOXA) lhe dão vantagens bem mais modestas apresentam, com variação de cinco a sete pontos percentuais. Até agora, apenas o INOP encontrou um empate, com 0,46% de vantagem para Eduardo Braide.
Outras pesquisas estão em andamento e devem desembarcar em breve nos canais de comunicação. Uma delas será a Quaest, contratada pela TV Mirante, dentro do tradicional roteiro da Rede Globo, e que CEO vem afirmando que há uma tendência de que a eleição para governador do Maranhão tende a ser resolvida em um só turno com a vitória do candidato Eduardo Braide. O próprio candidato, declara, aqui e ali, que acredita na vitória já no dia 4 de outubro. Essa previsão é duramente contestada por porta-vozes de Orleans Brandão, que afirmam, categóricos, que o emedebista está na liderança e pode vencer a disputa em turno único, sendo o governador Carlos Brandão (MDB), patrono e principal articulador da candidatura, um dos acreditam nessa possibilidade.
O fato é que as tendências mostradas pelas pesquisas animam as duas correntes, as quais, via de regra, acreditam na vitória dos seus candidatos. E para reforçar o quadro de probabilidades, Eduardo Braide e Orleans Brandão intensificam as suas campanhas, focando em São Luís. E sem tirar os olhos de Felipe Camarão, quem pelo menos dois levantamentos, aparece como quem está esboçando uma reação com a pretensão de chegar pelo menos aos dois dígitos.
Em Tempo: a pesquisa DOXA/Jornal Pequeno ouviu dois mil eleitores em 90 municípios no período de 1º a 5 de setembro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada nas Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04033/2026.
PONTO & CONTRAPONTO
Reforço financeiro a Duarte Jr. mostra que o Avante aposta alto na sua reeleição
Muita gente se surpreendeu com o fato de o deputado federal Duarte Jr. ter sido o quadro do Avante mais beneficiado na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral feita pelo partido, na qual ele recebeu R$ 2,56 milhões, enquanto o candidato a presidente, Augusto Cury, recebeu apenas R$ 50 mil.
A explicação é simples: Duarte Jr. é hoje um dos quadros mais destacados da Câmara Federal, com, atuação parlamentar intensa, ampla e competente. A sua atuação como vice-presidente da CPI do INSS, na relatoria de vários projetos e nos embates nas várias Comissões que integra o tornaram um deputado respeitado, com sua atuação reconhecida dentro e fora do Congresso Nacional, especialmente no Maranhão.
O peso da sua atuação na Câmara Federal pede ser medida com o fato de enquanto ele esteve como pré-candidato a senador, figurou entre os mais cotados. E isso impressionou o comando do Avante, que, mesmo tendo frustrado o projeto senatorial com a decisão de não lançar candidatos a senador – exceção do capixaba Marcos do Val, que tenta a reeleição para o Senado -, resolveu apostar alto na reeleição do parlamentar que é hoje a principal referência do partido no Maranhão.
Declaração de Flávio a favor de Cidônio afasta de vez Lahesio da esfera bolsonarista
O candidato do PL a presidente da República, Flávio Bolsonaro, sepultou todas as dúvidas de que só apoia um candidato a senador na corrida maranhense. No horário eleitoral gratuito de ontem, ele aparece dizendo que Cidônio Gonçalves (PL) é o candidato dele por ser “o único de direita”, tirando de vez Lahesio Bonfim da esfera bolsonarista.
A declaração do presidenciável do PL desmonta uma versão, divulgada pelos bolsonaristas semanas atrás, segundo a qual Flávio Bolsonaro teria “abraçado” a candidatura de Lahesio Bonfim (Novo). A informação ganhou logo status de boato, que permanece sem um desdito.
Nos bastidores do Novo, corre a versão de que Flávio Bolsonaro teria mesmo feito a declaração em uma live, mas foi desestimulado pelo candidato do PRTB, Roberto Rocha, que nutre ódio visceral por Lahesio Bonfim, a quem só se refere com adjetivos impublicáveis.
Flávio Bolsonaro parece haver compreendido a situação e arquivado projeto de apoio a Lahesio Bonfim, preferindo ficar com Roberto Rocha no Maranhão.
São Luís, 10 de Setembro de 2026.




























