
visitante e a primeira-dama Glaziella Braide na Cidade do Carnaval
Nas três últimas semanas, que coincidem com a contagem regressiva para que ele finalmente diga se será ou não candidato a governador, o prefeito Eduardo Braide (PSD) vem enfrentando artilharia pesada com o claro objetivo de minar o seu prestígio político e, por via de desdobramento, abalar o seu cacife eleitoral. Primeiro ele enfrentou uma greve nos transportes coletivos, resistindo às investidas alinhavadas pelos sindicatos das empresas e dos rodoviários; em seguida, foi surpreendido por um “protesto” de alguns feirantes que não quer sair do velho Mercado Central para um espaço provisório para que a reforma posse ser realizada; e para completar, teve de denunciar o jogo da Câmara Municipal de São Luís para protelar a aprovação do Orçamento de 2026, impedindo a Prefeitura de tocar a administração, incluindo a realização do Carnaval.
Com o parlamento municipal dominado por maioria hostil à sua gestão, o prefeito de São Luís busca amparo na Justiça, onde tem obtido garantias legais para manter sua gestão, que tem a aprovação de 80% da população de São Luís.
A greve nos transportes públicos, que durante duas semanas infernizou o cotidiano de mais de 600 mil usuários de ônibus, foi em parte o cumprimento do roteiro anual, uma vez que nesse período há cobrança, por parte dos rodoviários, de reajuste salarial e de alguns direitos. Os empresários, por sua vez, sacam sua “planilhas” e exigem aumento no valor das passagens. Desde que assumiu, em 2020, Eduardo Braide se negou a conceder aumento nas passagens, preferindo usar uma fatia dos recursos municiais para subsidiá-las, e assim, manter o valor antigo. O movimento deste ano, com claro viés político, foi bem mais longe. O bloco formado por empresários e rodoviários jogou pesado. Mas por meio de negociações, ações judiciais e amplo apoio na opinião pública, o prefeito conseguiu reduzir as tensões e recolocar o sistema em funcionamento.
Na semana que passou, a Câmara Municipal retomou seus trabalhos mantendo na gaveta o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, que ali chegara em agosto do ano passado. Numa clara jogada de natureza política, o presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB), apoiado por vereadores de oposição, “cozinharam” a LOA ao longo de todo o semestre, fechando o ano legislativo sem aprova-la. O prefeito Eduardo Braide, protestou, mas ouviu críticas de “tentar interferir no Poder Legislativo”. A expectativa era que ao reabrir em fevereiro, a Câmara Municipal aprovasse o Orçamento, garantindo à Prefeitura a movimentação normal dos seus recursos. O presidente e sua turma preferiram jogar a LOA para a frente.
O prefeito foi às suas redes sociais denunciar a trama para deixar a Prefeitura sem recursos, impedindo de cumprir compromissos. E bateu às portas da Justiça denunciando o engavetamento da LOA e pedindo autorização para fazer despesas. A desembargadora Maria da Graça Amorim suspendeu em parte a demanda do prefeito, enquanto o vereador-presidente Paulo Victor reclamou de “tentativas de interferência” na Câmara, porém, sentindo a chapa esquentar, colocou a LOA na pauta na quinta-feira (12), tendo o projeto sido aprovado em primeiro turno. Ele recusou um pedido de urgência para que a votação do seguindo turno se desse naquela mesma sessão, pautando-a para depois do reinado de Momo. Sem recursos para bancar o Carnaval, o prefeito Eduardo Braide não se deu por vencido e, mais uma vez, bateu às portas da Justiça, o desembargador Jorge Rachid, o autorizou a gastar R$ 22 milhões para bancar as festas momescas. Assim, também a estratégia de deixar o prefeito de mãos atadas no Carnaval fracassou.
O protesto dos feirantes foi igualmente um fiasco. Para construir o novo Mercado Central, que está destruído e irrespirável, a Prefeitura construiu um espaço para acomodar provisoriamente os mais de 300 feirantes durante a reforma do mercado velho. Mais de 80% concordou, mas uma turma, sem qualquer explicação lógica, decidiu não sair. Não foi difícil identificar dedo político no “protesto”. O prefeito Eduardo Braide foi às redes sociais e denunciou a trama e está indo à Justiça para garantir a liberação do prédio velho para a reforma.
O fato indiscutível é que os movimentos feitos até aqui para desestabilizar o prefeito Eduardo Braide, de modo a fragiliza-lo como nome forte à sucessão no Governo do Estado, não funcionaram. Todas as informações indicam que ele continua política e eleitoralmente forte, como anunciaram as quase quarenta pesquisas feitas nos últimos 16 meses. Isso sem dar um pio sobre ser ou não ser candidato a governador.
PONTO & CONTRAPONTO
PT do Maranhão está em contagem regressiva para se posicionar na sucessão estadual
O braço maranhense do PT está numa espécie de contagem regressiva para decidir, finalmente, com quem irá na corrida ao Palácio dos Leões.
Como é sabido, uma banca do partido, especialmente o grupo que exerce funções no primeiro e segundo escalões do Governo e que está de olho nas urnas, atua inclinada na direção de3 Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.
A outra banda, mais próxima da militância, está alinhada ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), que tem tido e repetido que não abra mão da candidatura, aconteça o que vier a acontecer.
Só que aos poucos vai aumentando o grupo da turma do “deixa-disso-vamos-conversar”, afinando o discurso da união partidária e defendendo que os grupos ouçam os ecos do comando do partido em Brasília.
Na cúpula nacional do partido há uma inclinação evidente pela candidatura do vice-governador Felipe Camarão, mas também com a preocupação de não criar uma situação politicamente embaraçosa com o governador Carlos Brandão (sem partido). A preocupação aí é formar um palanque unido para o presidente no Maranhão.
Gestões mais intensas por unidade dentro do PT serão feitas depois do reinado momesco.
Roberto Costa prioriza educação e atua para que o nível da escola pública de Bacabal seja elevado

Antes de se dedicar à organização das festas carnavalescas em Bacabal, o prefeito Roberto Costa (MDB) fez um dever de casa diferenciado: reuniu nada menos que 2.300 profissionais – professores, mediadores, coordenadores e gestores – da rede municipal de ensino de Bacabal, durante quatro dias, na 2ª Jornada Pedagógica, cujo tema central foi “Formação Integral, Educação Digital e Equidade Educacional”.
O objetivo maior da reunião: melhorar o padrão de qualidade da escola pública de Bacabal, oferecendo ao corpo funcional, a começar pelos professores, uma visão atualizada por meio de oficinas, seminários e atividades formativas, contribuindo para o planejamento pedagógico. Todas atividades focadas na melhoria da gestão escolar com base no novo Plano nacional de Educação (PNE).
Melhorar a qualidade da educação em Bacabal é prioridade absoluta. Foi a recomendação básica do prefeito Roberto Costa, que tem mostrado uma crença inabalável de que no final da sua gestão, daqui a dois anos e 10 meses, o nível do adolescente que sairá da escola pública de Bacabal será outro.
– 2026 é o ano da educação de Bacabal. Os 18 mil alunos da nossa rede receberão fardamento, tênis, mochila com material didático, e os alunos do 5º ao 9º ano, cerca de 7 mil estudantes, também receberão tablets – informou. Esse esforço se estende aos professores efetivos e contratados, que estão recebendo salários reajustados.
Quem participou do evento educacional ficou impressionado com o arrojo da atual gestão de Bacabal no campo da educação.
São Luís, 15 de Janeiro de 2025.
























