Candidatos a senador ignoram a crise no Supremo e fazem suas campanhas evitando confrontos

Roseana Sarney, André Fufuca, Eliziane Gama,
Weverton Rocha, Enilton Rodrigues e Lahesio
Bonfim ignoram a crise no Supremo;
Cidônio Gonçalves é a exceção

Nos seus discursos de campanha, os 11 candidatos às duas vagas do Maranhão no Senado estão passando ao largo da crise que estremece o Supremo Tribunal Federal e ameaça as bases da democracia no Brasil. A não abordagem da crise pelos candidatos chama a atenção pelo fato de que eles sabem que os dois eleitos terão de se posicionar em relação a essa crise, que certamente pautará os senadores e agitará as sessões plenárias da Casa. Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), que são senadores em busca da reeleição, e Roseana Sarney (MDB) e André Fufuca (PP), ambos deputados federais tentando chegar ao Senado, além de Lahesio Bonfim (Novo), Enilton Rodrigues (PSOL), Simplício Araújo (DC), Raimundo Correa (PCB) e Wilson Leite (PSTU) também até aqui ignoram solenemente a crise, havendo apenas uma exceção, Cidônio Gonçalves (PL), que vem repetindo o mantra do bolsonarismo contra a Suprema Corte.

Nos últimos programas no horário gratuito no Rádio e na TV, Roseana Sarney, que representa o centro esclarecido, vem fazendo de conta de que a crise que abala a República não existe e que, caso eleita, não se envolverá com ela no Senado, preferindo, por enquanto, recordar programas destacados dos seus 14 anos de governo, como o Primeiro Emprego e o Programa do Leite, prometendo “fazer mais ainda” caso obtenha o mandato. O mesmo acontece com o seu parceiro de chapa, Weverton Rocha, militante de centro-esquerda, que pelo menos até aqui, não fez qualquer referência à crise. Há quem diga que sua postura é de cautela, por conta da presença do seu nome em investigações cabeludas. Por enquanto, foca sua campanha nas obras que trouxe para o estado por meio de emendas e de garimpagem na Esplanada dos Ministérios, e, claro, no seu prestígio com o presidente Lula da Silva (PT)

A senadora Eliziane Gama, militante de centro-esquerda, adotou a postura dos concorrentes, não abordando a crise e preferindo focar a sua campanha mostrando a sua relação com o presidente Lula da Silva (PT) e elencando as obras e iniciativas que conseguiu viabilizar durante o mandato, dando justa ênfase à sua dedicação à causa da mulher. Na mesma linha, André Fufuca, do centro esclarecido, pede votos lembrando do alentado trabalho que fez com o deputado federal e com o ministro do Esporte. Conhecido pela sua desenvoltura como articulador, André Fufuca dá a impressão de que se chegar ao Senado vai atuar no meio decampo, defendendo a harmonia entre os Poderes da República.

Assumido candidato de direita, Lahesio Bonfim iniciou sua campanha ao Senado com um discurso agressivo em relação à Suprema Corte, fazendo ataques eventuais à atuação de ministros, sugerindo que seguiria com esse mote. Mas mudou completamente o discurso, redirecionando sua fala para críticas ao Governo do Estado a solução de problemas sociais, econômicos e culturais do Maranhão. Enilton Rodrigues, que representa a esquerda dura, tem se posicionado em relação a problemas graves, como os conflitos fundiários que, como a sua fala mais recente no horário gratuito, um verdadeiro libelo contra os problemas fundiários que ainda existem no Maranhão.

Entre os candidatos a senador com tempo no horário gratuito no Rádio e na TV, Cidônio Gonçalves, um produtor rural de Açailândia da direita radical bolsonarista, resolveu fazer sua campanha atacando a instituição judiciária e dirigindo ameaças a ministros da Suprema Corte com impeachment, por exemplo. Apoiado por Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro, Cidônio Gonçalves faz um discurso aparentemente decorado, causando a impressão de que não sabe muito bem sobre o que está falando, principalmente quando se proclama “defensor da Constituição”. Até ontem, ele não mostrou qualquer proposta para melhorar a vida no Maranhão.

Sem espaço no horário gratuito no Rádio e na TV, por conta das limitações dos seus partidos, os candidatos Hilton Gonçalo (Mobiliza), Simplício Araújo (DC), Raimundo Correa (PCB) e Wilson Leite (PSTU) fazem suas campanhas mais no corpo a corpo, sem darem muita atenção à crise que ameaça as instituições democráticas do País.

PONTO & CONTRAPONTO

Camarão e Gonçalo saem da inércia e chamam a atenção nas corridas ao Governo e ao Senado

Felipe Camarão e Hilton Gonçalo reagem
na corrida ao Governo e ao Senado

Duas candidaturas até pouco tempo consideradas fora do páreo estão reagindo e já começam a chamar a atenção dos seus concorrentes. A primeira é a do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Governo do Estado, a segunda é a do ex-prefeito de Santa Rita (Mobiliza) Hilton Gonçalo ao Senado. Ambos ainda estão distantes dos líderes das suas disputas, mas pesquisas e movimentos políticos mais recentes mostram que os dois ainda não chegaram no campo das probabilidades, mas podem crescer com potencial para influenciar na disputa.

Desde que iniciou a sua campanha formal no horário gratuito no Rádio e na TV, e passou a realizar carreatas, caminhadas e comícios na Capital e no interior, Felipe Camarão tem causado a impressão de que está conseguindo tirar a sua candidatura da inércia e colocando-a em movimento. O petista tem feito um trabalho cuidadoso para se mostrar como um quadro preparado para governar, e tem sido muito beneficiado pelo aval do presidente Lula da Silva (PT), que o tem apresentado como seu candidato. Uma pesquisa recente, que chegou ao conhecimento público, mas foi brecada pela Justiça Eleitoral por questões formais, o mostrou já no patamar dos dois dígitos, confirmando a tendência de crescimento.

Na movimentada corrida ao Senado, Hilton Gonçalo tem mostrado que pode sair das urnas, se não eleito, com um bom cacife político e eleitoral. Isso se deve a dois fatores bem nítidos. O primeiro é a sua impressionante força de vontade política, seguindo em frente sem se intimidar com o poder de fogo dos outros candidatos. E o segundo é a sua capacidade de fazer alianças produtivas, como, por exemplo, a que o levou a ser o “terceiro” candidato a senador na chapa de Orleans Brandão (MDB), a parceria com o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que é um bom reforço em São Luís, e a aliança com o ex-prefeito de Imperatriz e forte candidato a deputado estadual Sebastião Madeira (MDB), reforçando sua presença na Região Tocantina.

São dois candidatos que ganham espalho em pleno desenvolvimento da campanha, mostrando que podem, pelo menos, influenciar no pronunciamento das urnas.

Repórter Tempo alcança 3.400 edições, com foco da política e na cultura do Maranhão

A Coluna Repórter Tempo alcançou 3.400 edições com a postagem de sábado, 12/09, tendo acumulado nesse período mais de 1 milhão de acessos  Uma marca que orgulha o autor por vários motivos: desde o dia 25 de fevereiro de 2015, Repórter Tempo faz um jornalismo interpretativo sem distorcer os fatos, pratica a isenção no limite do que é possível, manifesta posições sem qualquer traço de desrespeito às posições que contradita, mantém esforço permanente para permanecer fiel à regra de se dedicar à ciranda da política e fazer registros sobre história e cultura – incluindo aí música e literatura – e respeitar todas as regras inscritas no Código de Ética do Jornalismo.

São Luís, 13 de Setembro de 2026.

Câmara Federal: nomes fortes correm por fora e ameaçam tomar vagas dos que tentam reeleição

Iracema Vale, Othelino Neto, Fernando Braide,
Fabiana Vilar, Bira do Pindaré, Vinícius Ferro,
Érik Silva, Erlânio Xavier e Larissa DP:
nomes fortes na briga por mandato federal

Ganha intensidade a disputa pelas 18 cadeiras do Maranhão na Câmara Federal. Além da medição de força entre eles próprios, os 13 deputados federais que concorrem à reeleição estão enfrentando concorrência poderosa de alguns candidatos que entraram na corrida já apontados como donos de poder de fogo para conseguir mandato. Com base na movimentação deles na campanha e nas reações que estão causando nos concorrentes, vários desses candidatos são vistos como pesos pesados nesse jogo, que poderão sair das urnas com mandatos garantidos.

Nesse grupo, que nem de longe forma um time, uma vez que os seus integrantes estão na guerra pelo voto à base do “cada um por si e Deus por todos”, estão a deputada-presidente da Alema Iracema Vale (MDB), o deputado estadual Othelino Neto (PSB), o ex-secretário estadual de Fazenda Vinícius Ferro (MDB), o ex-prefeito de Balsas Érik Silva (PSDB), o deputado estadual Fernando Braide (PSD), o ex-deputado federal Bira do Pindaré (PT), o ex-prefeito de Igarapé Grande Erlânio Xavier (PDT), a deputada estadual Fabiana Vilar (PL), e a empresária Larissa DP (MDB).

A deputada-presidente Iracema Vale entra na briga por uma cadeira na Câmara Federal lastreada por uma trajetória política bem sucedida, cujo ponto mais alto até agora foi chegar à Alema na esteira de um recorde, 104 mil votos, e ser a primeira mulher a presidir o Legislativo estadual em 200 anos, situação que lhe dá cacife político e lastro eleitoral para sair das urnas com mandato garantido. O deputado Othelino Neto aparece em todas as listas como um dos candidatos mais fortes a um mandato federal, condição criada por uma bem articulada trajetória, que fez dele presidente da Alema por cinco anos, além de contar com o suporte da senadora Ana Paula Lobato (PSB), sua esposa.

O deputado estadual Fernando Braide é apontado como nome forte à Câmara Federal desde antes de o seu irmão, Eduardo Braide se reeleger prefeito de São Luís, sendo que os ventos passaram a soprar mais forte a seu favor depois que ele se lançou candidato a governador e apontado como favorito na pela maioria das pesquisas. Já a deputada estadual Fabiana Vilar entra na corrida à Câmara Baixa embalada pela mão poderosa do seu líder, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que a escolheu como sucessora.

Bira do Pindaré tenta voltar à Câmara Federal na esteira formada por alguns fatores, entre eles o trabalho que realizou como secretário de Agricultura Familiar no Governo Brandão, por conta do seu retorno ao PT depois de duas décadas e pelo apoio que está recebendo de uma grande fatia da militância petista, que reconhece a sua atuação como petista raiz. Por sua vez, Vinícius Ferro entra na briga com a vantagem de pertencer ao chamado “núcleo duro” do Governo Brandão como responsável pela gestão fiscal. Sua candidatura ganhou força com a desistência de Orleans Brandão de disputar a Câmara Federal para ser candidato a governador. O seu poder de fogo é tamanho que outros candidatos do seu próprio partido estão reclamando.

Médico por formação e o prefeito de Balsas por dois mandatos, Érik Silva ocupa um amplo espaço de liderança na região Sul do Maranhão. Foi considerado um dos melhores prefeitos do Maranhão naquele momento, sendo apontado por muitos como um candidato forte à Câmara Federal. A mesma condição parece embalar a candidatura do ex-prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier, braço direito do senador Weverton Rocha (PDT), que está apoiando fortemente a sua candidatura, o que faz dele um nome forte nessa corrida.

Nessa guerra por cadeiras na Câmara Federal, vem chamando a atenção a candidatura de Larissa DP (MDB) à Câmara Federal, não pelo que oferece como discurso, mas pelo poder de fogo que a embala. Sem qualquer lastro político, a candidata emedebista disputa mandato federal turbinada pelo cacife financeiro do marido, o controverso empresário Eduardo Costa, mais conhecido como Eduardo DP, que já foi preso e ganhou as manchetes como investigado por suspeita de corrupção, exatamente pelo uso não republicano de emendas parlamentares.

Como se vê, são nomes com histórias e lastros diferentes, mas cujos cacifes os permitem navegar no favoritismo.

PONTO & CONTRAPONTO

Josimar de Maranhãozinho aposta alto na eleição de parentes para Alema e Câmara federal

Josimar de Maranhãozinho: testando
poder político eeleitoral

Tirado da corrida à reeleição por conta de estripulias com emendas parlamentares, o ainda deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) está apostando alto no seu propósito de mostrar que mantém intacta a sua força política.

O projeto é eleger a esposa, a atual deputada federal Detinha, e o filho, Josimar Jr. para a Assembleia Legislativa. Em emplacar na Câmara Federal a atual deputada estadual Fabiana Vilar e o atual vereador de São Luís Aldir Jr. na Câmara Federal.

Nos seus cálculos, Detinha e Josimar Jr. serão eleitos com votações elevadas, funcionando como puxadoras de outras candidaturas do PL, que poderá fazer entre quatro e cinco deputados estaduais.

A receita é a mesma para Fabiana Vilar e Aldir Jr., que na avaliação dele, serão eleitos para a Câmara Federal, podendo levar junto um terceiro nome do partido.

Vale lembrar que em 2022, Josimar de Maranhãozinho e Detinha saíram das urnas com nada menos que 319.566 votos, ela com 161.206 votos e ele com 158.360. Se conseguirão transferir, essa é outra conversa.

Candidato a presidente, Hertz Dias viveu o paraíso e o purgatório no Jornal Nacional

Hertz Dias, do PSTU

Candidato a presidente da República pelo PSTU, o professor e rapper maranhense Hertz Dias viveu ontem dois momentos distintos, em menos de cinco minutos, no Jornal Nacional, da Rede Globo.

No primeiro, ganhou um espaço precioso ao ser entrevistado como aspirante ao Palácio do Planalto, respondendo a uma pergunta sobre como desenvolver o Brasil no campo da computação. Respondeu objetivamente, causando a impressão de que estava com o astral nas alturas ao se mostrar nacionalmente.

Minutos depois, veio a rebordosa: uma pesquisa do Datafolha sobre a corrida presidencial disparou uma ducha de água fria no candidato do PSTU ao informar que ele, mais uma vez, não recebeu nenhuma intenção de voto.

São Luís, 12 de Setembro de 2026.

Deputados federais que presidem partidos correm muito para garantir a reeleição

Os deputados federais Pedro Lucas Fernandes,
Juscelino Filho, Márcio Jerry, Aluísio Mendes,
Marreca Filho e Fábio Macedo presidem
partidos e correm pela reeleição

Os deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União), Juscelino Filho (PSDB), Aluísio Mendes (Republicanos), Júnior Marreca Filho (PRD), Márcio Jerry (PCdoB) e Fábio Macedo (Podemos) estão numa corrida frenética em busca da renovação dos seus mandatos. Mas além disso, eles carregam o peso de serem os presidentes regionais dos seus partidos, o que lhe dá muitas vantagens, mas também dificuldades e desafios, a começar pelo risco da não reeleição. Por conta da situação presidencial de cada um, suas campanhas são rodeadas por riscos, o que os leva a uma competição difícil, acirrada, embora não declarada, que envolve a reeleição de cada um, o número de votos que receberão individualmente e o poder de fogo que que os reeleitos levarão para Brasília.

Pedro Lucas Fernandes faz uma campanha de recuperação, atingido que foi pela decisão da deputada federal Roseana Sarney (MDB) de sair candidata ao Senado, quando ele já tinha sido anunciado candidato a senador pelo governador Carlos Brandão (MDB). Com habilidade, ele superou a pancada, refez a sua base e recolocou o partido nos eixos. Já embalado novamente em busca do quarto mandato, provavelmente permanecendo como líder do União, que é federado com o PP, na Câmara Federal. Além da sua reeleição, o seu maior desafio é a eleição do irmão, Paulo Casé, para a Assembleia Legislativa. Pedro Lucas Fernandes não declarou apoio a nenhum candidato a presidente da República.

O deputado federal e ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho assumiu o comando do PSDB no Maranhão e vem comandando uma movimentação intensa para fortalecer o partido, que é federado com o Cidadania. É apontado como um dos candidatos mais fortes à renovação do mandato. Sua corrida à reeleição, em busca do quarto mandato, está diretamente associada ao projeto de eleger sua irmã, a médica e ex-prefeita de Vitorino Freire, Luana Rezende, que é filiada ao PT. Como a irmã, Juscelino Filho é apoiador declarado do presidente Lula da Silva (PT)

Presidente regional do Republicanos, que comanda com mão de ferro, o deputado federal Aluísio Mendes sofreu um duro revés ao perder várias das suas bases por conta da candidatura da deputada estadual Iracema Vale (MDB), presidente da Assembleia Legislativa, que ela sua aliada, à Câmara Federal. Houve quem avaliasse que ele corria risco de não se reeleger, mas, a julgar pela sua intensa movimentação, deputada estadual Mical Damasceno como parceira, emite fortes sinais de que está virando o jogo. Ainda não declarou apoio a candidato presidencial.

Político jovem e bem articulado, o deputado federal Júnior Marreca Filho preside o PRD no estado desde que saiu do grupo comandado por Josimar de Maranhãozinho, procurando rumo partidário próprio, ele se tornou o comandante do PRD, que nasceu do Patriotas e hoje busca o terceiro mandato, com grandes chances de se reeleger. É a mesma situação do deputado federal Fábio Macedo, que preside o Podemos no Maranhão. Ele enfrentou uma série de dificuldades nas eleições municipais, mas, segundo aliados seus, vem conseguindo fortalecer o seu projeto de reeleição. Há quem o veja como alinhado a Flávio Bolsonaro (PL).

Nesse ambiente, a situação mais desafiadora é a do deputado federal Márcio Jerry, que preside o PCdoB no Maranhão e é partidário incondicional do presidente Lula da Silva. Muito forte nos governos Flávio Dino, o PCdoB definhou a partir de 2021 com a migração do então governador para o PSB, sendo hoje uma sigla em risco de extinção, mas com sobrevida garantida por uma federação com o PT e com PV. Individualmente, Márcio Jerry é um parlamentar com lastro eleitoral e pode conseguir a reeleição.

Como se vê, até aqui os deputados federais maranhenses que presidem braços partidários caminham para a reeleição. Uns com muito poder de fogo, outros nem tanto, mas de um modo geral eles deverão confirmar essa tendência. Só não podem deitar na fama, porque as cadeiras as quais trabalham para manter estão sendo disputadas por outros 10 colegas candidatos à reeleição e um batalhão de pretendentes novos com imenso poder de fogo eleitoral e político.

PONTO & CONTRAPONTO

Vozes governistas e oposicionistas apontam Roseana e André Fufuca como favoritos para o Senado

Roseana Sarney e André Fufuca:
favoritismo para o Senado

Conversas fechadas de grupos tanto governistas quanto de oposição têm resultado na disseminação de uma previsão baseada em informações recentes: a deputada federal Roseana Sarney (MDB) e deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP), caminham para se elegerem para as duas vagas no Senado. Isso não quer dizer uma questão fechada, porque, a rigor, a eleição para as duas vagas do Maranhão no Senado está aberta, sem que ninguém possa cantar vitória.

Quem aposta na eleição de Roseana Sarney se baseia no fato de que ela tem lastro, navega num recall invejável de 14 anos dando as cartas no Palácio dos Leões, além da lembrança de que ela foi senadora durante seis anos, o que lhe dás argumentos de sobra para pedir votos. Além do mais, é o nome mais forte da chapa liderada por Orleans Brandão, que na avaliação de políticos experientes, dificilmente elegerá os dois senadores.

Já a inclinação dos observadores pela probabilidade de André Fufuca se eleger senador está no fato de que o parlamentar é o mais destacado nome da corrente ligada à candidatura de Eduardo Braide (PSD). André Fufuca deixou o grupo liderado pelo governador Carlos Brandão porque percebeu que seria “engolido”, o que o obrigaria a tentar a reeleição de deputado federal, como membro do segundo pelotão. Ao aliar-se a Eduardo Braide, ele ganhou estatura de um dos líderes desse movimento, com chance real de ser eleito senador. O seu diferencial é ampliado pela condição de ex-ministro do Esporte.

Políticos experientes – ela com muito mais estrada -, Roseana Sarney e André Fufuca sabem que nada está decidido, são mais três semanas pela frente, período em que tudo pode acontecer. Isso significa dizer que a corrida pelo voto será mais intensa a cada dia cometerá erro grave quem duvidar de Eliziane Gama (PT), Weverton Rocha (PDT) e Lahesio Bonfim (Novo).

TSE autoriza força militar para garantir a tranquilidade das eleições no Maranhão

Militares poderão garantir
a ordem durante as eleições

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou o envio de tropas federais para garantir a ordem no dia 4 de outubro em oito estados, entre eles o Maranhão. O pedido foi feito pelo Tribunal Regional Eleitoral (TER), mas não foi informado ainda onde será necessária a presença do militares.

Se houve pedido e o TSE aprovou é porque em alguns pontos do Maranhão existem focos de tensão por conta das disputassem curso. Só que, se for essa a justificativa, tais problemas ainda não vieram à tona. Pode ser que a presença de militares tenha caráter preventivos nesses pontos, o que é muito provável.

Não há sinais de tensão em São Luís e na Ilha de Upaon Açu que careça de um suporte das Forças Armadas. Uma cidade como São Luís, com mais de um milhão de habitantes e com 750 mil eleitores, com dezenas de pontos de concentração de votantes, naturalmente precisa de um suporte, embora o histórico recente não registre problemas em dia de eleição.

De qualquer modo, se houve a solicitação e ela foi atendida, não há que duvidar de que houve motivo para isso. Mas independentemente da existência de um ou outro foco de tensão, as eleições no Maranhão em tempos recentes foram realizadas em clima de festa democrática, apesar dos fortes embates políticos.

São Luís, 11 de Setembro de 2026.

Pesquisa DOXA/JP mostra Orleans com quatro pontos à frente de Braide e prevê 2º turno apertado

Orleans Brandão e Eduardo Braide disputam
seguidos por Felipe Camarão, Roberto
Rocha, André Luís, Reginaldo Lima,
Dimas Cassimiro e Saulo Arcangeli

Mais um item de alimentação da guerra travada por institutos de pesquisas que vêm investigando as intenções do eleitorado maranhense em relação à corrida ao Governo do Estado. Ontem, na sequência dos levantamentos divulgados pelos institutos Quaest, IPSensus, Inop e Qualitativa e IPPI, o instituto mineiro DOXA, contratado pelo Jornal Pequeno, trouxe à tona os números de uma pesquisa na qual o emedebista Orleans Brandão aparece com 42,1% e Eduardo Braide com 37,8%, uma vantagem de 4,3 pontos percentuais confirmando a polarização e desenhando um segundo turno apertado. Os dois candidatos somam 79,9% das intenções de voto.

Na sequência, e aparentemente sem chance de reação, digladiam-se Felipe Camarão (PT) com 4,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 3%, que estão empatados pela margem de erro, seguidos de André Luís (Missão) com 1,1%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,7¨, Dimas Cassimiro (PCO) com 0,4 e Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,3%. A pesquisa encontrou 7% de nenhum, nulo e em branco, e 3,2% de indecisos.

Sexta pesquisa sobre a corrida aos Leões que chega ao conhecimento público, a DOXA consolida a polarização entre Eduardo Braide e Orleans Brandão, e dando vantagem ao candidato do MDB sobre o ex-prefeito de São Luís em relação aos resultados das seis pesquisas. Isso porque, enquanto a Quaest (44% a 25%) e o IPPI (44% a 24%) deram larga vantagem a Eduardo Braide, a Qualitativa (41% a 36%), o IPSensus (42% a 36%) e agora a DOXA (42% a 37%). Além disso, a pesquisa INOP mostrou Eduardo Braide (42,54%) Orleans Brandão (42,08%) empatados, com uma pequena vantagem numérica favorável ao candidato do PSD, dentro da margem de erro.

Uma observação cuidadosa sobre cinco das seis pesquisas leva a uma curiosidade que chama a atenção. As que apontam vantagem de Eduardo Braide (Quaest e IPPI) apresentam uma enorme vantagem do ex-prefeito de São Luís em relação ao ex-secretário de Assuntos Municipalista – a média é de 19 pontos percentuais de vantagem para o primeiro. Já os levantamentos cujos resultados favorecem Orleans Brandão (IPSensus, Qualitativa e DOXA) lhe dão vantagens bem mais modestas apresentam, com variação de cinco a sete pontos percentuais. Até agora, apenas o INOP encontrou um empate, com 0,46% de vantagem para Eduardo Braide.

Outras pesquisas estão em andamento e devem desembarcar em breve nos canais de comunicação. Uma delas será a Quaest, contratada pela TV Mirante, dentro do tradicional roteiro da Rede Globo, e que CEO vem afirmando que há uma tendência de que a eleição para governador do Maranhão tende a ser resolvida em um só turno com a vitória do candidato Eduardo Braide. O próprio candidato, declara, aqui e ali, que acredita na vitória já no dia 4 de outubro. Essa previsão é duramente contestada por porta-vozes de Orleans Brandão, que afirmam, categóricos, que o emedebista está na liderança e pode vencer a disputa em turno único, sendo o governador Carlos Brandão (MDB), patrono e principal articulador da candidatura, um dos acreditam nessa possibilidade.

O fato é que as tendências mostradas pelas pesquisas animam as duas correntes, as quais, via de regra, acreditam na vitória dos seus candidatos. E para reforçar o quadro de probabilidades, Eduardo Braide e Orleans Brandão intensificam as suas campanhas, focando em São Luís. E sem tirar os olhos de Felipe Camarão, quem pelo menos dois levantamentos, aparece como quem está esboçando uma reação com a pretensão de chegar pelo menos aos dois dígitos.

Em Tempo: a pesquisa DOXA/Jornal Pequeno ouviu dois mil eleitores em 90 municípios no período de 1º a 5 de setembro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada nas Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-04033/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Reforço financeiro a Duarte Jr. mostra que o Avante aposta alto na sua reeleição

Duarte Jr., prestigiado com Augusto Cury

Muita gente se surpreendeu com o fato de o deputado federal Duarte Jr. ter sido o quadro do Avante mais beneficiado na distribuição de recursos do Fundo Eleitoral feita pelo partido, na qual ele recebeu R$ 2,56 milhões, enquanto o candidato a presidente, Augusto Cury, recebeu apenas R$ 50 mil.

A explicação é simples: Duarte Jr. é hoje um dos quadros mais destacados da Câmara Federal, com, atuação parlamentar intensa, ampla e competente. A sua atuação como vice-presidente da CPI do INSS, na relatoria de vários projetos e nos embates nas várias Comissões que integra o tornaram um deputado respeitado, com sua atuação reconhecida dentro e fora do Congresso Nacional, especialmente no Maranhão.

O peso da sua atuação na Câmara Federal pede ser medida com o fato de enquanto ele esteve como pré-candidato a senador, figurou entre os mais cotados. E isso impressionou o comando do Avante, que, mesmo tendo frustrado o projeto senatorial com a decisão de não lançar candidatos a senador – exceção do capixaba Marcos do Val, que tenta a reeleição para o Senado -, resolveu apostar alto na reeleição do parlamentar que é hoje a principal referência do partido no Maranhão.

Declaração de Flávio a favor de Cidônio afasta de vez Lahesio da esfera bolsonarista

Flávio Bolsonaro afasta
Lahesio Bonfim do bolsonarismo

O candidato do PL a presidente da República, Flávio Bolsonaro, sepultou todas as dúvidas de que só apoia um candidato a senador na corrida maranhense. No horário eleitoral gratuito de ontem, ele aparece dizendo que Cidônio Gonçalves (PL) é o candidato dele por ser “o único de direita”, tirando de vez Lahesio Bonfim da esfera bolsonarista.

A declaração do presidenciável do PL desmonta uma versão, divulgada pelos bolsonaristas semanas atrás, segundo a qual Flávio Bolsonaro teria “abraçado” a candidatura de Lahesio Bonfim (Novo). A informação ganhou logo status de boato, que permanece sem um desdito.

Nos bastidores do Novo, corre a versão de que Flávio Bolsonaro teria mesmo feito a declaração em uma live, mas foi desestimulado pelo candidato do PRTB, Roberto Rocha, que nutre ódio visceral por Lahesio Bonfim, a quem só se refere com adjetivos impublicáveis.

Flávio Bolsonaro parece haver compreendido a situação e arquivado projeto de apoio a Lahesio Bonfim, preferindo ficar com Roberto Rocha no Maranhão.

São Luís, 10 de Setembro de 2026.  

São Luís aniversaria como palco de uma disputa entre Braide e Orleans pelo Palácio dos Leões

Ontem, Eduardo Braide foi aplaudido por
simpatizantes ne Avenida Vitorino Freire,
e Orleans brandão participou de
uma corrida pelas ruas de Açailândia

São 414 anos de história, um título incontestável de Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, guardando a controvérsia de ter nascido francesa ou portuguesa e hoje com a identidade consolidada como o resultado de uma bem definida mescla étnica de três raças e, por conta disso, uma cultura ímpar, que traduz essa marca, São Luís aniversaria hoje mais uma vez cobiçada pelo poder que têm os seus 750 mil eleitores de decidir sobre a escolha do governador do Maranhão. Politicamente caprichosa, por isso cognominada “Ilha Rebelde”, a Capital do Maranhão tem diante de si oito candidatos, sendo que nesse momento dois deles, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), ambos filhos legítimos, disputam a preferência dos seus conterrâneos numa guerra de sedução pouco vista ao longo da sua existência.

Hoje administrado por uma mulher negra, a prefeita Esmênia Miranda (PSD), o maior colégio eleitoral do Maranhão tende a se posicionar majoritariamente nas urnas do seu ex-prefeito Eduardo Braide, segundo indicam pesquisas feitas até aqui, num reconhecimento ao trabalho diferenciado que realizou como seu gestor eleito e reeleito ao longo de cinco anos e meio, sendo também detentor do apoio da sua sucessora. As pesquisas informaram que os ludovicenses reservam também um bom quinhão de sufrágios ao ex-secretário estadual de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão, porta-voz de um governo que investiu pesado na cidade.

Eduardo Braide pede votos lastreado por uma bem sucedida história política de campeão de votos na cidade nos cinco mandatos que disputou até aqui. Nos cinco anos e meio como prefeito, o advogado ludovicense mudou a cidade, deixando o cargo com aprovação excepcional, um portfólio convincente, e prestígio político e potencial eleitoral fora da curva. E com a vantagem rara de não depender de grupos, tendo criado uma relação direta com o eleitorado por meio de redes sociais. O candidato do PSD vem cumprindo uma intensa agenda de visitas ao interior, que alterna com incursões e atos de afagos ao eleitor de São Luís. Ontem, Eduardo Braide mostrou prestígio ao percorrer a Avenida Vitorino Freire à pé, sendo ovacionado por milhares ali concentrados para assistir ao desfile da Independência, organizado pelo Governo do Estado. Deve participar das comemorações do aniversário da cidade rebelde neste 8 de setembro, à cargo da Prefeitura.

Ciente do poder de fogo do adversário na Capital e apoiado por uma rede de prefeitos, que propagam seu nome pelos municípios, Orleans Brandão tem feito trajetória inversa, como contraponto, dedicando grande parte da sua agenda a uma intensa caça ao voto em São Luís, percorrendo as regiões da cidade com o apoio de vereadores e o aval do Palácio dos Leões. Orleans Brandão atua como porta-voz do governador Carlos Brandão e promete ao eleitor realizar uma obra ainda maior do que a do atual Governo, que inclui o prolongamento da Avenida Litorânea em parceria com o Governo Federal, e a Praça da Sereia na Ponta D`Areia. E conta com o apoio do governador Carlos Brandão, que participa diretamente da campanha.

Os votos de São Luís estão sendo disputados também pelo candidato do PT, Felipe Camarão, que tem forte identidade com a cidade, de onde construiu sua carreira pública bem sucedida em diversos cargos público e realiza uma campanha destacando a sua aliança com o presidente Lula da Silva (PT). O candidato do PRTB, Roberto Rocha, que já foi vice-prefeito da Capital, tenta reconstruir esse elo que parece perdido. E Saulo Arcangeli (PSTU), que concentra todas as suas atividades na cidade onde vive e milita cotidianamente.

Politizado e acostumado a fazer escolhas surpreendentes, como a célebre derrota imposta na Capital ao então todo-poderoso José Sarney – que venceu a eleição – pelo então desconhecido economista José Mário da Costa na disputa para o Senado em 1970, e a derrota acachapante do poderoso candidato governista Jaime Santana para Gardênia Gonçalves na disputa para a Prefeitura em 1985, o eleitorado de São Luís parece definido, mas a sua palavra final será dada nas urnas no dia 4 de outubro.

PONTO & CONTRAPONTO

Senado: Roseana e Eliziane medirão força na Capital e Weverton e Lahesio vão para um “tira-teima”

Roseana Sarney e Eliziane Gama têm fortes
vínculos com São Luís; Weverton Rocha e
Lahesio Bonfim vão para o “tira-teima”, e
André Fufuca e Hilton Gonçalo
procuram espaço na Capital

Entre os candidatos ao Senado, não há dúvidas de que a ex-governadora e atual deputada federal Roseana Sarney (MDB) tem recall, especialmente nas áreas cultural e de infraestrutura, para seduzir fatia gorda do eleitorado de São Luís. Também a senadora Eliziane Gama (PT) tem forte relação com o eleitor ludovicense, tendo começado sua trajetória como radialista na cidade e a vida política como candidata a vereadora da Capital e já tendo disputado o comando da cidade. As duas candidatas ao Senado dedicaram mensagens diferenciadas a São Luís no horário eleitoral gratuito de ontem.

Tudo indica que São Luís será palco de uma disputa particular, uma espécie de “tira-teima” entre o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição, e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo). Os dois travaram um confronto duro como candidatos a governador em 2022, vencido por Lahesio Bonfim, um desfecho espetacular, que deixou marcas. Os dois têm agora nova oportunidade de resolver essa “pendência”, com Lahesio Bonfim empenhado em vencer de novo e Weverton Rocha decidido a mostrar que 2022 foi um acidente e que ele e o PDT ainda têm força em São Luís.

André Fufuca (PP) tem forte vínculo com São Luís, onde nasceu, cresceu e se formou médico, tendo também lastro como deputado federal e principalmente como ministro do Esporte, tendo beneficiado a cidade com vários investimentos na área. Já Hilton Gonçalo (Mobiliza) tem a proximidade com o eleitorado da Capital pelo fato de que sua base maior, Santa Rita encontra-se numa faixa mais ampla da Região Metropolitana.

Mesmo contando com a imprevisibilidade do eleitorado da Capital, é difícil emplacar a previsão de que algum dos demais candidatos ao Senado dificilmente sairá das urnas de São Luís com votação expressiva.

Prefeito de Bacabal usa uniforme de gari e participa do desfile da Independência com a turma da limpeza

Roberto Costa (d) no desfile vestido de gari

São muitas as maneiras e formas de expressar consciência cívica em datas como o 7 de Setembro, que representa, histórica e simbolicamente, a Independência do Brasil. A esmagadora maioria dos prefeitos brasileiros optou naturalmente pelo o formalismo, cumprindo o ritual de presidir o tradicional desfile cívico-militar, que é a grande marca dessa data.

Na esteira do diferencial que vem mostrando como gestor, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), inovou, radicalmente. Em vez de envergar um terno bem cortado e ocupar o lugar que lhe caberia no palanque, de onde comandaria o desfile dos estudantes da rede pública de Bacabal, o prefeito optou por vestir-se com um uniforme de gari. E se juntou aos garis no fechamento do desfile da Independência em Bacabal.

Político e experiente, que não dá ponto sem nó, o prefeito Roberto Costa alcançou dois objetivos ao desfilar vestido de gari: quebrou o formalismo ao participar do desfile e prestou uma justa homenagem ao batalhão que cuida da limpeza pública em Bacabal.

Na sua fala em alusão à Independência, o prefeito Roberto Costa agradeceu o trabalho dos servidores das mais diferentes áreas da Prefeitura de Bacabal, notadamente os dá educação e da saúde. Mas fez uma referência especial aos garis, aos quais pediu aplausos.

O mandatário bacabalense justificou a iniciativa:  “É de manhã, de tarde, de noite, é de madrugada, a gente encontra aí nas ruas de Bacabal, fazendo um trabalho digno e importante para a nossa cidade e a limpeza da nossa cidade, porque a limpeza é saúde pública de toda a população. Nossos agradecimentos a todo o pessoal da nossa limpeza pública”.

São Luís, 08 de Setembro de 2026.

Pesquisa IPPI mostra Braide liderando com 44,8% e Orleans em segundo com 24,5%

Eduardo Braide e Orleans Brandão polarizam
com larga vantagem sobre Felipe
Camarão, Roberto Rocha e André Luís

Pesquisa IPPI/Café Quente, realizada no período de 29 de agosto a 02 de setembro, informa que se a eleição para governador fosse realizada naquele exato momento, o ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD), sairia das urnas com 44,8%, com o ex-secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), seria o segundo colocado com 24,5%. Na sequência apareceriam Felipe Camarão (PT) com 7,8% e Roberto Rocha (PRTB) com 3,4%, seguidos de André Luís (Missão) com 1,5%, fechando o resultado com Reginaldo Lima (PCB), Dimas Cassimiro e Saulo Arcangeli (PSTU) com 1% cada. Os votos brancos e nulos somariam 5,6%, enquanto os indecisos totalizariam 11%.

Por esse cenário, com a transformação dos percentuais em votos válidos, Eduardo Braide alcançaria 53,7% dos votos e seria eleito no 1º turno. Orleans Brandão teria 29,4% seguido de Felipe Camarão (PT) com 9,4%, Roberto Rocha (PRTB) com 4,1% e André Luís (Missão) com 1,8%, fechando o resultado com Reginaldo Lima (PCB), Dimas Cassimiro (PCO) e Saulo Arcangeli (PSTU) com 1% cada.

O IPPI quis saber a expectativa dos entrevistados em relação ao resultado que esperam das urnas, independentemente dadas suas preferências, tendo encontra 47,6% que acreditam na eleição de Eduardo Braide e 23,3% que apostam em Orleans Brandão. Incluiu no formulário o item rejeição, e o resultado foi o seguinte: Felipe Camarão tem 20,5%, seguido de Orleans Brandão (MDB) com 10,7% e Roberto Rocha (PRTB) com 8,7% e Eduardo Braide com 6,1%.

Segunda pesquisa do IPPI desde que as candidaturas foram formalizadas nas convenções partidárias. Os números representam o cenário encontrado há mais de uma semana, o que, levando-se em conta a dinâmica de uma guerra pelo voto com a intensidade da que ocorre no Maranhão, neste momento os números podem estar estabilizados ou sido alterados no embalo da campanha, fortalecendo a liderança de Eduardo Braide, ou revertendo o cenário, no todo ou em parte, a favor dos adversários, a começar por Orleans Brandão, provavelmente consolidando a posição do petista Felipe Camarão na terceira colocação.

Porta-vozes informais dos dois campos comemoram e contestam os números do IPPI, como ocorre em relação a qualquer levantamento, independentemente de quem aparece na dianteira. Aliados de Eduardo Braide exibem um grau cada vez maior de confiança na eleição dele, com alguns dominados pela perspectiva de desfecho em turno único. No campo aliado de Orleans Brandão não há desânimo, a começar pelo governador Carlos Brandão (MDB), líder da aliança partidária e patrono da candidatura do emedebista, que, embalado pelo apoio de quase duas centenas de prefeitos, não tem perdido a oportunidade de prever que o seu candidato emedebista será eleito já no 1º turno.

A pesquisa IPPI/Café Quente, como as demais, serve como uma referência para os candidatos avaliarem as suas posições na corrida, identificar pontos fracos seus e dos seus adversários, e fazer os ajustes que possam reverter a desvantagem. É óbvio que somente Eduardo Braide e Orleans Brandão são os maiores interessados nesse tipo de avaliação, uma vez que os demais candidatos, pelo desempenho alcançados até aqui, já conhecem com clareza os pontos fortes e fracos das suas candidaturas, e por via de desdobramento, das suas campanhas. Felipe Camarão aposta alto na evolução da campanha e no apoio declarado do presidente Lula da Silva, enquanto Roberto Rocha joga todas as suas fichas no aval do candidato do PL a presidente da República Flávio Bolsonaro.

Em Tempo: Contratada pelo Podcast Café Quente, a pesquisa IPPO ouviu 1.500 eleitores no período de 29 de agosto a 02 de setembro, tem margem de erro de 2.2 pontos percentuais para, mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA-08868/2026.

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana lidera com folga e Weverton, Fufuca, Lahesio e Eliziane brigam pela outra vaga

Roseana Sarney lidera com boa vantagem
sobre Weverton Rocha, André Fufuca,
Lahesio Bonfim e Eliziane Gama, que
brigam pela segunda vaga, e muito
distante de Hilton Gonçalo, Cidônio
Gonçalves e Raimundo Moreira

A deputada federal Roseana Sarney caminha para sair das urnas, daqui a 27 dias, eleita para uma das duas vagas do Senado. De acordo com a pesquisa IPPI, no período de 29 de agosto a 02 de setembro ela aparece com 35.4% das intenções de voto.

A briga pela outra vaga está acirrada entre o senador Weverton Rocha (PDT), candidato à reeleição com 21,8% das intenções de voto, o deputado federal e ex-ministro André Fufuca (PP) com 20,3% e Lahesio Bonfim (Novo) com 19,1%, o que caracteriza empate técnico dos três dentro da margem de erro. A senadora Eliziane Gama (PT), que busca a reeleição, aparece em seguida com 17,0% das intenções de voto, tecnicamente empatada com Lahesio Bonfim pela margem de erro.

No segundo pelotão da corrida ao Senado aparecem o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza) com 6% das intenções de voto, Cidônio Gonçalves (PL), da extrema direita, com 3,8% e Raimundo Moreira com 3,5%, da extrema esquerda.

O levantamento IPPI mostra Roseana Sarney isolada como líder das preferências para uma das vagas, confirmando o peso político do seu nome e força do MDB, criando a impressão de que caminha para a eleição, à medida que não há sinais de que algum dos demais candidatos cresça para ameaça-la.

Por outro lado, a segunda vaga encontra-se no epicentro de uma disputa de desfecho rigorosamente imprevisivelmente Weverton Rocha, André Fufuca, Lahesio Bonfim e Eliziane Gama. A diferença entre Weverton Rocha e André Fufuca é de 1,5 ponto per4centual, enquanto, e do pedetista para Lahesio Bonfim é de pouco mais de dois pontos. Eliziane Gama aparece um pouco deslocada desse grupo, mas é competitiva o suficiente para estar no jogo pela segunda vaga.

Vale lembrar que, a 27 dias das eleições, com uma campanha que ainda vai esquentar muito, os cinco pontos percentuais de vantagem de Roseana Sarney não assegura a sua eleição. São quase quatro semanas de movimentação intensa, o principalmente dos que estão brigando pela segunda vaga. Tem muito chão para percorrem e tudo cuidado é pouco.

Brandão provoca Braide em vídeo numa praia de Tutóia

Carlos Brandão: provocação a Eduardo Braide

O governador Carlos Brandão (MDB) intensifica sua participação na campanha eleitoral, aumentando o grau de provocação a Eduardo Braide, candidato do PSD ao Governo do Estado.

Na semana passada, Eduardo Braide mostrou nas redes sociais a sua passagem por Tutóia, onde apareceu fazendo a travessia para uma ilha à bordo de uma lancha motorizada. Durante a travessia, anunciou ideias para desenvolver Tutóia e a região.

Ontem, o governador Carlos Brandão mostrou um vídeo, praticamente no mesmo local, e também avançou no mar numa lancha parecida. Em terra firme, fez a seguinte provocação: “Pessoal, fazer um videozinho dentro de um barco é muito fácil. Qualquer um pode fazer. Agora, trabalhar de norte a sul, de leste a oeste deste estado é diferente, e esse é o nosso Governo”.

O) chefe do Executivo estadual listou obras na região, informou sob uma entrega de motores para pequenos barcos e mostrou que estava participando de uma regata, que é tradição e que o seu governo patrocinou. E concluiu provocando: “O nosso governo é um governo municipalista, que faz entrega de verdade, e não um governo individualista, que fica fazendo falsas promessas”.

Dá para imaginar o que vem por aí.

São Luís, 07 de Setembro de 2026.

Campanha entra em fase decisiva com polarização firme entre Braide e Orleans para os Leões

Eduardo Braide e Orleans Brandão iniciam
fase decisiva da campanha com polarização,
enquanto Felipe Camarão esboça reação,
e Roberto Rocha, André Luís, Saulo Arcangeli,
Reginaldo Lima e Dimas Cassimiro tentam reagir

A 28 dias, exatas quatro semanas, das eleições, os candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual entram na fase decisiva da campanha eleitoral. Agora, quando ganham força o corpo a corpo com o eleitor, a campanha no rádio e na TV, as carreatas, as caminhadas, os comícios, se firmam também os últimos acordos, muitos rompimentos – alguns deles apontados como “traição” -, questionamentos judiciais em relação a procedimentos de caça ao voto, enfim, tudo o que é possível ocorrer numa guerra eleitoral, que tem as pesquisas de opinião como balizamento. Nesse ambiente de animado confronto democrático, a disputa pelo Governo do Maranhão e pelas duas vagas no Senado chama a atenção pela intensidade com que ela avançam.

Até aqui, não há dúvida de que a corrida ao Palácio dos Leões, que reúne oito candidatos, está polarizada entre Eduardo Braide (PSD), que tem o seu próprio prumo e não está vinculado a nenhum grupo político, e Orleans Brandão (MDB), que representa a ampla aliança partidária comandada pelo governador Carlos Brandão (MDB), da qual participa o que restou do grupo Sarney. A maioria das pesquisas aponta Eduardo Braide como favorito, algumas delas, como a Quaest, contrata pela TV Mirante, via Rede Globo, o aponta com cacife para vencer a eleição no 1º turno, cenário fortemente contestado pelo comando da campanha de Orleans Brandão, que mostra, com base também em pesquisas, que está ocorrendo o inverso, com o candidato emedebista à frente.

De acordo com o cenário rascunhado pelas pesquisas divulgadas até aqui, o segundo pelotão dessa corrida é liderado por Felipe Camarão (PT), cuja campanha vem ganhando volume ainda modesto, mas sinalizando que pode avançar nas próximas semanas embalado pelo apoio do presidente Lula da Silva (PT). Com esse movimento, o petista está deixando para trás Roberto Rocha (PRTB), que conseguiu se tornar o porta-voz do bolsonarismo nessa disputa após obter o aval de Flávio Bolsonaro (PL), mas sem o apoio do seu partido no estado. André Luís (Missão), que se mostra porta-voz da direita radical não-bolsonarista, estacionou no primeiro degrau, onde convive com Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Limas (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO), todos de esquerda radical e sem qualquer chance nessa corrida.

A disputa entre Eduardo Braide e Orleans Brandão é desenhada pela intensidade dos movimentos de cada um. Com imenso prestígio em São Luís e na região metropolitana, o ex-prefeito da Capital optou por mergulhar – às vezes literalmente – no interior, com o propósito de visitar os 217 municípios, buscando também quebrar a força do adversário nessa seara. Já o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, que esteve nesses municípios durante o Governo, decidiu concentrar esforços na Capital, tentando minar o poder de fogo do adversário principalmente em São Luís. A diferença entre os dois é que Eduardo Braide corre o Maranhão se comprometendo a fazer no estado a boa gestão que realizou em São Luís, enquanto Orleans Brandão percorre as regiões e bairros de São Luís exibindo a alentada obra que o Governo do Estado realizou na Capital.

No meio desse confronto, que até agora vem evoluindo nos trilhos da civilidade, estão a prefeita Esmênia Miranda (PSD) e o governador Carlos Brandão. A prefeita trabalha para manter intactos, de maneira discreta, mas firme, o cacife e a imagem do ex-prefeito Eduardo Braide. O governador tomou a frente da campanha do ex-secretário Orleans Brandão, inaugurando um elenco de obras na Capital e participando de atos políticos e inaugurações em todas as regiões da cidade. Isso porque, nas avaliações feitas até aqui, São Luís terá papel decisivo na eleição.

O fato incontestável é que, a pouco mais de 650 horas da corrida às urnas, a guerra pelo voto ganha intensidade, caminhando para o seu ápice, que para muitos será o debate entre os candidatos na TV Mirante no início de outubro.

PONTO & CONTRAPONTO

Roseana lidera, mas eleição para as vagas do Senado ainda não está definida

Roseana Sarney lidera, com Weverton
Rocha, André Fufuca, Lahesio Bonfim,
Eliziane Gama e Hilton Gonçalo brigando
pelas duas vagas, e Enilton Rodrigues,
Wilson Leite, Cidônio Gonçalves,
Simplício Araújo e Raimundo Oliveira
sem chance de reação

Se a corrida ao Palácio dos Leões ganhou o rumo da polarização, a disputa para as duas vagas no Senado está mergulhada num cenário de indefinição, ainda que as pesquisas estejam mostrando uma vantagem expressiva, mas ainda inconsistente, da deputada federal Roseana Sarney (MDB) para uma das vagas, com a outra sendo disputada a ferro e fogo pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT) e Lahesio Bonfim (Novo), como mostraram as pesquisas mais recentes.

Mas o fato é que o cenário de rejeição mostrado pelas mesmas pesquisas indica que a corrida senatorial encontra-se ainda longe da definição. Roseana Sarney terá de manter a sua vantagem sem percorrer todo o Maranhão em campanha, dadas as limitações da sua saúde, apostando alto no seu prestígio acumulado como governadora durante quase 14 anos. O seu parceiro de chapa, Weverton Rocha tem o enorme desafio de convencer o eleitorado de que os seus feitos como senador são bem maiores do que os problemas que enfrenta por conta de denúncias de supostos desvios de conduta.

Por outro lado, Eliziane Gama pede votos com argumentos sólidos: exerceu um mandato brilhante, reconhecida dentro e fora do parlamento e com o precioso aval do presidente Lula da Silva, e com o fato de que não tem arestas sem solução, salvo no campo da direita radical, o que lhe dá um lastro consistente. Por sua vez, André Fufuca pede voto lastreado por uma carreira parlamentar sólida na Câmara Federal, da qual já foi presidente interino, com fama justificada de grande articulador, e pela condição de ex-ministro do Esporte bem avaliado e com serviços prestados Maranhão a fora. Lahesio Bonfim é um caso à parte: bom de voto, com recall de segundo colocado na corrida ao Governo em 2022 e um discurso que vai da sua gestão em São Pedro dos Crentes à proposta de impeachment de ministros do STF.

Correndo por fora, mas incorporado à aliança comandada por Orleans brandão, o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), vem surpreendendo com uma campanha arrojada, que lhe deu crescimento surpreendente nas últimas semanas, indicando que pode chegar ao primeiro time.

Os outros cinco candidatos ao Senado – Simplício Araújo (DC), Enilton Rodrigues (PSOL), Wilson Leite (PSTU), Raimundo Correa (PCB) e Cidônio Gonçalves (PL) parecem destinados a cumprir tabela, sem qualquer chance de chegarem lá.

Filiado ao PT, prefeito de Codó apoia Lula, mas ignora petistas para Alema, Câmara Federal, Senado e Governo

Chiquinho FC: petistas que
só apoia Lula da Silva

A corrida às urnas está produzindo situações muito curiosas nestas eleições. E essas curiosidades ganham forma na relação de prefeitos com candidatos, sendo que um dos casos mais gritantes é o do prefeito de Codó, o rico empresário Francisco Carlos de Oliveira, mais conhecido como Chiquinho FC, filiado ao PT, que apoia a reeleição do presidente Lula da Silva, mas ignora petistas em todos os outros níveis das eleições

Começando pela Assembleia Legislativa, o prefeito “petista” de Codó está investindo todo o seu poder de fogo na tentativa de reeleger o filho, o deputado Francisco Nagib, que é do MDB. Para a Câmara Federal, a preferência do prefeito é clara e assumida pelo deputado federal Juscelino Filho (PSDB). E para o Senado da República, a preferência do prefeito codoense é pela reeleição do senador Weverton Rocha, declarando também apoio à candidatura de André Fufuca (PP) para a outra vaga.

Chiquinho FC coroa o seu desapego partidário quando ignora a candidatura do petista Felipe Camarão para o Governo do Estado, para apoiar a candidatura de Orleans Brandão (MDB), com forte engajamento na campanha do emedebista.

Petistas graúdos preferem não comentar o posicionamento do prefeito codoense, sendo que um deles foi além e disse, em se tratando de Chiquinho FC, o apoio à reeleição do presidente Lula da Silva já está de bom tamanho.

São Luís, 06 de Setembro de 2026.

Sem Braide e Brandão, debate do Imirante mostrou Camarão preparado, André Luís repetitivo e Arcangeli informado

Felipe Camarão, Saulo Arcangeli e
André Luís aproveitaram como
puderam o debate no Imirante

Não foi um momento destacado da corrida pelo Governo do Estado, faltando um mês para a corrida às urnas, pelo simples fato de que cinco dos oito candidatos a governador – Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Roberto Rocha (PRTB), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) – não compareceram. Mas o debate realizado ontem pelo portal Imirante entre Felipe Camarão (PT), Saulo Arcangeli (PSTU) e André Luís (Missão) foi revelador do potencial desses candidatos. Os três, que representam correntes políticas e ideológicas muito diferentes – um radical de esquerda, um de centro-esquerda e um radical de direita -, se posicionaram bem e tentaram, cada um à sua maneira, dizer o que pretendem fazer em caso de eleição.

E como não poderia deixar de ser, na condição de vice-governador, secretário de Educação dos Governo Flávio Dino e Carlos Brandão e candidato do presidente Lula da Silva (PT), o petista Felipe Camarão foi alvo de duras provocações dos dois concorrentes. Saulo Arcangeli e André Filipe tentaram envolvê-lo no Caso Tech Office, lembrando que o empresário João Bosco Sobrinho, assassinado por Gilbson Cutrim Jr., em agosto de 2022, num suposto, rumoroso e explosivo caso de corrupção, fora seu subordinado na Secretaria de Educação. Sereno, Felipe Camarão explicou que já não era secretário quando o crime ocorreu e afirmou que nada tem a ver com o episódio. O candidato do PT se manteve equilibrado diante de pelo menos quatro ocasiões em que o caso foi citado pelos seus adversários ao longo do debate.

No mais, o debate foi limitado, e mostrou que Felipe Camarão está muito mais preparado do que os dois concorrentes para governar o Maranhão. Primeiro pela consistência do seu currículo, e depois pela sua indiscutível experiência como homem público, além do conhecimento que detém sobre todo o estado, adquirido quando secretário de Educação, o que o levou aos 217 municípios. O candidato petista mostrou sintonia com o programa do presidente Lula da Silva (PT), afirmando que os dois, se eleitos, farão uma dobradinha “para melhorar o nosso estado”.

Assumido como voz da direita radical, André Luís provocou Felipe Camarão e foi também provocado por ele sobre questões sociais, econômicas e culturais do Maranhão. O candidato do Missão, mesmo dando efeito retórico às suas frases, começou ontem a evidenciar que, de fato, não tem um conhecimento amplo da realidade nem um projeto para o Maranhão. Como no debate da Band, e em entrevistas e sabatinas, André Luís pareceu limitado a algumas frases de efeito sobre economia e segurança pública, mostrando fragilidade quando o debate avança para áreas como educação, cultura, turismo, por exemplo. Ao final do debate ele deixou a impressão de que está bitolado pelo que reza o tal “livro amarelo” do Missão.

Saulo Arcangeli manteve intacto o seu radicalismo de esquerda. Mas, ao contrário de André Luís, reafirmou o vasto e profundo conhecimento que tem da realidade social, econômica, ambiental e cultural do Maranhão, abordando temas diversos falando com propriedade, sempre fundamentando com exemplos e mostrando índices que explicam o que está ruim no estado. O seu discurso perde consistência quando ele assume o viés ideológico de esquerda radical e propõe medidas como a criação de uma empresa estatal para cuidar do sistema de transporte público de São Luís. Para ele, o Maranhão só vai mudar com “governo dos trabalhadores”, pressupondo a “revolução do proletariado” cujo objetivo é a socialização da riqueza e dos meios de produção.

Não há dúvida de que a presença de Eduardo Braide e de Orleans Brandão, que polarizam a disputa e estão isolados na dianteira, tornaria o debate muito mais rico e produtivo para o eleitor, pois eles poderiam detalhar melhor os seus planos de governo. Mas a ausência dos dois reduziu muito a importância do evento.

No mais, valeu a iniciativa do portal Imirante e a segura condução da jornalista Carla Lima.

PONTO & CONTRAPONTO

Ao declarar apoio a Roberto Rocha e Lahesio Bonfim, Flávio Bolsonaro cria situação estranha no cenário eleitoral

Flávio Bolsonaro criou uma situação
estranha com Roberto Rocha, Lahesio
Bonfim e Cidônio Gonçalves

Flávio Bolsonaro, candidato do PL a presidente da República, fez dois movimentos radicais na política maranhense: gravou vídeo declarando apoio à candidatura de Roberto Rocha (PRTB) ao Governo do Estado, e anunciou, numa live, estar apoiando a candidatura de Lahesio Bonfim (Novo) ao Senado.

O movimento do candidato bolsonarista cria uma situação tão curiosa quanto estranha no cenário político estadual.

Primeiro porque, se a intenção foi juntar Roberto Rocha com Lahesio Bonfim, a iniciativa tende a ser um fracasso retumbante. Pelos simples fato de que Roberto Rocha e Lahesio Bonfim são inimigos em grau tão acentuado que um só se refere ao outro com adjetivos impróprio para menores

As estranhezas prosseguem quando se sabe que, ao mesmo tempo em quem Roberto Rocha é amigão do peito do senador Bolsonaro, é sabido também que Lahesio Bonfim não é benquisto entre os Bolsonaro, a começar pelo ex-presidente, que até pouco tempo queria vê-lo pelas costas.

Outro ponto é que, ao declarar apoio à candidatura de Lahesio Bonfim, que tem chance de eleição, Flávio Bolsonaro automaticamente coloca em segundo plano a candidatura de Cidônio Gonçalves (PL), cujas chances de eleição estão próximas de zero.

Roseana e Weverton superaram inimizade que chegou ao extremo com a queda de Jackson Lago

Roseana Sarney e Weverton Rocha: do ódio
político a uma aliança inesperada

Muito embora já esteja na pauta há pelo menos dois meses, quando anunciada pelo governador Carlos Brandão (MDB), a dobradinha da deputada federal Roseana Sarney (MDB) com o senador Weverton Rocha (PDT) ainda causa perplexidade em muita gente, fortalecendo a ideia de que a política não tem limites.

A imagem dos dois em congraçamento político e como candidatos às duas vagas de senador na chapa da coligação “Avanço por Todo o Maranhão”, lideradas por Orleans Brandão (MDB) como candidato a governador, remete para outros tempos quando a deputada e o senador eram inimigos figadais – de fígado mesmo.

A inimizade política ganhou volume na eleição de 2006, quando a então senadora Roseana Sarney foi derrotada pelo então ex-prefeito de São Luís, Jackson Lago, na histórica disputa para o Governo do Estado. E chegou ao extremo em 2009, quando Jackson Lago foi derrubado no tapetão da Justiça Eleitoral, cedendo lugar à Roseana Sarney.

Homem de confiança de Jackson Lago, mas alvo da desconfiança do entorno do líder pedetista, a começar por seus familiares, Weverton Rocha foi um dos mais aguerridos defensores do seu líder, só se dirigindo aos adversários, a começar pela líder do movimento, como “golpistas”.

Anos depois, a caprichosa e imprevisível política do Maranhão decidiu unir os dois, que aparecerão no horário eleitoral gratuito no Rádio e na TV parecendo velhos parceiros de disputas eleitorais.

São Luís, 04 de Setembro de 2026.

Campanha expõe racha do PT entre Camarão e Orleans, mas mostra unidade pela reeleição de Lula

Felipe Camarão tem parte do PT e o
apoio de Lula da Silva, e Orleans Brandão
tem parte do PT e mantem Lula
da Silva na sua campanha

A presença do candidato do MDB ao Governo do Estado, Orleans Brandão, no lançamento da candidatura de líderes do PT à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, como a da professora Cricielle Muniz, e a participação entusiasmada do Zé Inácio, candidato a deputado estadual na inauguração do comitê de apoio a Orleans Brandão em Chapadinha, e mais os movi mentos do ex-vice-governador Washington Oliveira em favor do candidato do candidato emedebista estão demonstrando, de maneira indiscutível e definitiva que o PT do Maranhão vive uma situação dúbia. O partido está unido no esforço para a reeleição do presidente Lula da Silva, mas encontra-se irremediavelmente dividido em relação à corrida para o Governo do Estado, com uma banda alinhada ao candidato petista Felipe Camarão, e outra formando fileira apoiadores Orleans Brandão.

Desde a sua fundação, no início dos anos 80 do século passado Maranhão, o PT teve dois momentos. O primeiro foi o período entre a fundação do braço maranhense até as eleições de 2006, quando, surpreendendo meio mundo, aliou-se ao Grupo Sarney e apoiou a candidatura de Roseana Sarney contra Jackson Lago (PDT), resultando num desastre. Prosseguiu na mesma linha apoiando Roseana Sarney (MDB) em 2010, na esteira da derrubada de Jackson Lago do poder. E não parou por aí, apoiando o então senador Lobão Filho (MDB) em 2014 contra Flávio Dino, que venceu a eleição com larga vantagem. Apoiou Flávio Dino em 2018 e Carlos Brandão em 2022, com quem manteve aliança durante o governo, ocupando secretarias e outros cargos.

A relação com o Governo Brandão se tornou tão estreita, que parte do partido se posicionou contra a candidatura do vice-governador Felipe Camarão e resolveu declarar apoio a Orleans Brandão. O grupo “brandonista” do PT foi articulado pelo então conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Washington Oliveira, que se aposentou para ser candidato a deputado federal. Junto com ele, a professora Cricielle Muniz, que comandou a rede Iema no Governo Brandão, e quando se afastou para se candidatar à Assembleia Legislativa, não pensou duas vezes e declarou apoio a Orleans Brandão.

O racha do partido, que permanece apesar dos esforços do comando nacional pela unidade, causou danos fortes ao projeto de candidatura do vice-governador Felipe Camarão. E o problema só não se agravou porque existe um ponto comum entre as duas correntes petistas: a candidatura do presidente Lula à reeleição. Tanto o grupo que segue com Felipe Camarão quando o que apoia Orleans Brandão usa a renovação do mandato do presidente projeto maior, e justificam suas posições com o argumento segundo o qual é bom para Lula da Silva ter dois palanques no Maranhão. Esse argumento é tão forte, que Felipe Camarão decidiu deixar tudo como está elevar sua candidatura com o apoio declarado do presidente Lula da Silva, não demonstrado incômodo com os petistas que estão engajados na campanha de Orleans Brandão.

Nesse ambiente, a campanha de Felipe Camarão vem explorando ao máximo o apoio do presidente Lula da Silva, com vídeos nos quais o líder petista apresenta o vice-governador como um quadro de alto nível, apontando-o como “a novidade política do Maranhão”, e afirmando que, eleitos, os investirão pesado para transformar o Maranhão, tornando popular o mote “Lula lá, Camarão cá”.

Na campanha de Orleans Brandão, petistas a ele alinhados não deixam por menos e reforçam o discurso do emedebista, que via de regra agradece o apoio do o presidente Lula da Silva ao Governo Brandão e manifesta convicção de que, eleitos, os dois manterão a mesma relação institucional que garantiu muitos investimentos do Governo Federal no Maranhão.

Em resumo: Felipe Camarão e Orleans Brandão estão em campos radicalmente opostos em relação ao Palácio dos Leões, mas seguem na mesma trilha quando o assunto é o Palácio do Planalto.

PONTO & CONTRAPONTO

Movimentação de Orleans e Braide torna imprevisível a disputa em Caxias

Orleans Brandão e Eduardo Braide
podem ter disputa dura em Caxias

Não existe uma pesquisa recente que indique o panorama da disputa pelo Governo do Estado em Caxias, o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão e centro político sempre efervescente, mas informações aleatórias trazidas à Coluna indicam que Orleans Brandão (MDB) e Eduardo Braide (PSD) travam uma guerra de desfecho imprevisível.

Orleans Brandão tem o apoio do grupo Gentil, formado pelo prefeito Gentil Neto (PP), a deputada federal Amanda Gentil (PP) e a deputada estadual Daniella Jadão (MDB), e conta também com os deputados estaduais Cláudia Coutinho (MDB), Adelmo Soares, (Republicanos) e Catulé Jr. (Republicanos), que não formam um grupo, mas estão alinhados à candidatura do emedebista.

Eduardo Braide conta apenas com o apoio do suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. e alguns vereadores.

A lógica naturalmente sugere que o candidato do MDB tenha uma vantagem avassaladora sobre o ex-prefeito de São Luís na Princesa do Sertão. Isso sem levar em conta o desempenho de Felipe Camarão (PT), cujo vice é o vereador caxiense Ricardo Rodrigues (PT).

Não é bem assim: a caminhada que Eduardo Braide e Paulo Marinho Jr. realizaram na cidade arrastou uma multidão entusiasmada, fazendo com que o candidato do PSD tomasse o rumo de Aldeias Altas com sorriso largo.

Vale lembrar que Caxias costuma surpreender no campo político e na seara eleitoral, como mostram dois exemplo. O primeiro: em 2016, o então prefeito Leo Coutinho, candidato à reeleição e apoiado pelo deputado Humberto Coutinho, este no auge do seu poder, foi derrotado pelo então vereador Fábio Gentil, que venceu por uma diferença de pouco mais de 1.212 votos.

O segundo: em 2024, Gentil Neto, apoiado pelo poderoso tio prefeito Fábio Gentil, com enorme poder de fogo, derrotou o adversário Paulo Marinho Jr. com uma vantagem pífia de apenas 565 votos.

Em resumo: em Caxias, o poder e seus encantos nem sempre vencem eleição.

Forte na Região Tocantina e com uma campanha inteligente, Madeira cria base em São Luís

Sebastião Madeira e Regiane Carvalho,
sua esposa, chegam ao local da
reunião com lideranças de São Luís

Por uma série de fatores, incluindo o tempo, a grande maioria dos candidatos a deputado estadual faz campanha formal, sem qualquer traço de criatividade, sem perceber que palavra ou gesto fora da curva pode, pelo menos, chamar a atenção. Nesse contexto, a corrida dos 282 aspirantes à Assembleia Legislativa vem registrando um diferencial: a campanha do candidato Sebastião Madeira (MDB).

Aos 87 anos, em plena forma como orador e lastreado com a experiência de quatro mandatos de deputado federal e dois de prefeito de Imperatriz, ao que se somam três anos como chefe da Casa Civil no Governo Brandão, Sebastião Madeira vem fazendo a diferença como candidato a deputado estadual.

Esse diferencial se mostra, primeiro, na dinâmica da sua campanha: em vez de se mostrar no padrão comum, ele está inovando com vídeos muito interessantes. Num deles, Sebastião Madeira entre numa sala com um envelope na mão e o entrega numa recepção informando ser aquilo o seu currículo para se candidatar a deputado estadual.

Em outros vídeos, ele inova com criações sobre temas diversos, o que torna sua campanha diferente e atraente, pois não há como ficar indiferente a essa maneira ousada e inteligente de pedir votos.

Todas as informações vindas de Imperatriz dão conta de que o ex-prefeito Sebastião Madeira pode ter votação acima da média na antiga Vila do Frei e nas regiões Tocantina e Sul. Embalado pelos ecos da campanha, Sebastião Madeira resolveu criar um vínculo político e eleitoral também com São Luís, onde lançou sua candidatura, ontem, num evento com lideranças.

São Luís, 03 de Setembro de 2026.

IPSensus mostra Orleans com cinco pontos à frente de Braide; candidatos “empatam” como líderes desde a Quaest

Orleans Brandão e Eduardo Braide
alternam liderança em pesquisas
desde a divulgação da Quaest

O candidato do MDB, Orleans Brandão, lidera a corrida ao Palácio dos Leões com 42,3% das intenções de voto, seguido do candidato do PSD, Eduardo Braide, que tem 36,4%. Foi esse o resultado encontrado pela pesquisa do Instituto IPSensus, realizada no período de 24 a 29 de agosto, tendo ouvido um mil eleitores em 50 municípios, segundo o seu relatório. Nesse cenário, Orleans Brandão tem vantagem de 5,9 pontos percentuais sobre Eduardo Braide, acima da margem de erro, que é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Contratada pela empresa Farol Comunicações, a pesquisa IPSensus com esses números está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo MA–05404/2026.

No segundo pelotão de candidatos, aparecem o candidato do PT, Felipe Camarão com 6,3% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o candidato do PRTB, Roberto Rocha, que aparece com 4,4%, seguido de André Luís (Missão) com 1,3%, Saulo Arcangeli (PSTU) com 0,5%, Reginaldo Lima (PCB) com 0,2%, e Dimas Cassimiro (PCO) com 0,1%. Entrevistados que não apoiam nenhum dos candidatos e os que votarão nulo somaram 2,9%, enquanto os indecisos totalizaram 5,6%.

A pesquisa IPSensus apresenta um painel próximo do outro levantamento feito pelo instituto, realizada entre 15 e 20/08 e divulgada no dia 20/08, na qual Orleans Brandão apareceu com 41% e Eduardo Braide com 37,8%. Pelos números divulgados ontem, o candidato do MDB avançou 1,3 ponto percentual e o candidato do PSD recuou 1,4 ponto percentual, daí a vantagem de 5,9% alcançada por Orleans Brandão, segundo a pesquisa, que, segundo o IPSensus. Tem 95% de confiabilidade.

A segunda pesquisa IPSensus sobre a corrida ao Palácio dos Leões mostra basicamente o mesmo cenário da primeira divulgada a menos de duas semanas, apontando uma variação favorável a Orleans Brandão em relação a Eduardo Braide dentro da margem de erro, que, vale lembrar, é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesse jogo, o candidato do MDB saiu ganhando, abrindo uma vantagem expressiva sobre o candidato do PSD.

Chama a atenção o fato de que, ao contrário de levantamento feitos por outros institutos, o IPSensus encontrou um eleitorado quase definido, com 2,9% de eleitores inclinados a votar nulo ou anular o voto, e apenas 5,6% de indecisos. Isso significa dizer que a mais de um mês da eleição, praticamente não há mais revoltados e indecisos, uma situação bem curiosa se levadas em conta as nuances dessa disputa.

A vantagem de Orleans Brandão na pesquisa IPSensus se encaixa na expectativa do governador Carlos Brandão e seus aliados, que comemoraram esse resultado, vendo nela “uma tendência nítida”, segundo a interpretação de um parlamentar brandonista, que conta com uma participação cada vez maior e mais decidida do governador Carlos Brandão na sua campanha. No contraponto, aliados de Eduardo Braide avaliaram que a pesquisa IPSensus “não mostra a realidade”, certos de que o ex-prefeito de São Luís tem vantagem larga na corrida até aqui, o que, segundo eles, será demonstrado nas pesquisas que estão a caminho.

A pesquisa mostra uma tendência de o vice-governador Felipe Camarão se consolidar à frente de do ex-senador Roberto Rocha, mas aparentemente, pelo menos até aqui, sem maiores chances de chegar ao patamar dos dois dígitos. O próprio candidato petista tem demonstrado confiança de que pode avançar na disputa, contando para isso com a força do presidente Lula da Silva, que está engajado na sua campanha.

No conjunto das quatro pesquisas da série iniciada com o levantamento da Quaest, em 24/08, o embate entre Eduardo Braide e Orleans Brandão está equilibrado, com o primeiro com duas pesquisas o apontando o ex-prefeito de São Luís na frente, e duas informando que o ex-secretário de Assuntos Municipalistas está na dianteira.

Uma quinta pesquisas, que deve ser divulgada ainda nesta semana, vai desempatar esse jogo, pelo menos momentaneamente.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão tenta mais um recurso no Supremo e intensifica participação na campanha de Orleans

Carlos Brandão: ações no Supremo e
atuação forte na campanha eleitoral

Ao mesmo tempo em que prossegue na sua investida para suspender ações que o envolvem no Supremo Tribunal Federal, o governador Carlos Brandão (MDB) intensifica a sua participação na corrida eleitoral, cumprindo agenda mais ampla na campanha do seu candidato ao Governo do Estado, Orleans Brandão (MDB).

Na segunda-feira, ao retornar de uma incursão política movimentada na Região Tocantina, cumprindo agenda em Imperatriz, Davinópolis, Amarante, Estreito e Sítio Novo, onde atuou para fortalecer a candidatura de Orleans Brandão (MDB) à sua sucessão, o governador autorizou sua defesa a ingressar na Suprema Corte com um recurso para tentar reverter a decisão do ministro Dias Toffoli negando o seu pedido para suspender as investigações que o envolvem, e que têm como relator o ministro Flávio Dino.

Na ação – um Agravo Regimental -, os advogados for pulam dois pedidos. No primeiro pedem que o ministro Dias Toffoli reveja a decisão em que negou o primeiro pedido. Se o ministro não reconsiderar, pedem que recurso seja submetido ao plenário da Suprema Corte, que pode manter a situação como está ou atender à solicitação do governador Carlos Brandão para que as investigações da Polícia Federal sobre o Caso Tech Office sejam suspensas.

Os movimentos do governador Carlos Brandão têm importância vital para o seu futuro. Em relação à campanha de Orleans Brandão, ele atua como patrono e líder da aliança que lhe dá sustentação, com a consciência de que uma vitória o manterá no poder por mais quatro anos, com possibilidade de ir mais longe. Sabe também que a vitória de Eduardo Braide representará um choque com perda quase total.

Hildo Rocha chia e assume mandato em episódio que faz lembrar situação idêntica em 2014

Hildo Rocha chiou alto e Roseana
Sarney abriu vaga na Câmara Federal

A chiada do então suplente Hildo Rocha, que num discurso no interior reclamou duramente da concorrência que enfrenta no chapão do MDB para deputado federal, alfinetando diretamente o ex-secretário estadual de Fazenda, Vinícius Ferro, candidato a deputado federal, que é parente do governador Carlos Brandão, que estaria sendo embalado pela máquina e com “muito dinheiro”, e também a presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale, que, segundo afirmou, “tem o apoio de 21 deputados estaduais”.

O discurso de Hildo Rocha caiu como uma bomba na cúpula do MDB, com repercussão mais forte na seara liderada pela deputada federal Roseana Sarney, candidata ao Senado. Tanto que imediatamente Roseana Sarney arranjou um argumento para se licenciar do mandato, para que o aliado, que é primeiro suplente, assumisse. Assim, Hildo Rocha passará o resto da campanha como deputado federal, participando de votações cruciai para o Palácio do Planalto, o que lhe dá um reforço político fora do comum.

O curioso desse pequeno terremoto na seara emedebista é que ele faz lembrar que em 2014, Hildo Rocha se lançou candidato a deputado federal depois ter sido o todo-poderoso chefe da Casa Civil, que chegou a acumular esse cargo com a Secretaria de Educação, o que lhe deu poderes excepcionais, levando-o a sair das urnas eleito com nada menos que 125 mil votos.

O seu poder de fogo naquela eleição causou a reclamação de vários candidatos, que se sentiram atropelados pelo poder avassalador do candidato palaciano, uma situação bem parecida com o que faz agora o ativo deputado federal Hildo Rocha em relação ao ex-secretário Vinícius Ferro.

São Luís, 02 de Setembro de 2026.