Carlos Brandão joga aberto e se movimenta para fortalecer seu projeto de suceder a Flávio Dino

 

Carlos brandão: atuação discreta, mas eficiente nos bastidores partidários

Além de prefeitos e vereadores eleitos, uns grupos fortalecidos e outros enfraquecidos, e muito zumzum nos bastidores dos diferentes segmentos partidários, as eleições municipais rascunharam o desenho do cenário em que vai se desenrolar a disputa pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) no pleito de 2022. Nesse contexto, alguns aspirantes a um período de inquilinato no Palácio dos Leões se esforçaram para ocupar espaço, entre eles o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos). Discreto, avesso a exposições zoadentas e eficiente nas articulações nos bastidores, o Número 2 do Governo do Estado jogou bem na corrida às urnas e saiu do processo robustecido com um bom cacife partidário e apontado como o nome forte entre os pré-candidatos a governador. Concorrentes, entre eles o senador Weverton Rocha (PDT), o mais atuante de todos, se colocou como principal adversário, mas com o cuidado de não se declarar pré-candidato.

Carlos Brandão não está se movimentando como candidato a candidato com um projeto-solo, daqueles que surgem do nada e vão se desenvolvendo à base do “se colar…”. Seu projeto é sólido, vem sendo maturado cuidadosamente, e se sustenta, antes de mais nada, no fato de estar sendo um vice correto, útil, confiável e leal. Nos seis anos já decorridos do Governo Flávio Dino, não há registro de uma derrapada grosseira sua na condição de vice. Ao contrário, ao invés de criar problemas, foi escalado inúmeras vezes para buscar soluções, em missões internas e externas. Todas as tarefas que lhe foram dadas pelo governador foram cumpridas com eficiência e empenho. Isso inclui as inúmeras vezes em que o titular se licenciou, permitindo sua ascensão temporária ao comando do Governo e do Estado.

Sem qualquer espalhafato nem dose exagerada, o governador Flávio Dino tem sinalizado que simpatiza com o projeto do vice-governador Carlos Brandão de sucedê-lo. Na mensagem em que saudou os prefeitos eleitos e reeleitos, divulgada no dia seguinte à definição da disputa do 2º turno em São Luís, o governador disse que ele e o vice-governador estão abertos ao diálogo construtivo em busca de boas relações entre Governo e prefeituras. Ontem, foi anunciado informalmente que Flávio Dino vai tirar uns dias de folga para descansar, deixando Carlos Brandão com a tarefa de comandar o Estado e presidir o encontro de prefeitos promovido pelo próprio Governo. Diante desses sinais fortes, o vice-governador parece se movimentar confiante de que é a primeira opção do governador.

Carlos Brandão trabalha seu projeto de candidatura com uma vantagem a mais em relação aos demais aspirantes: ele possivelmente concorrerá à reeleição no cargo de governador. Esse caminho será pavimentado com a desincompatibilização de Flávio Dino para disputar a senatoria ou participar de um projeto nacional como candidato a presidente ou a vice-presidente. A condição de governador e candidato à reeleição pode alterar radicalmente o cenário da disputa, principalmente se Flávio Dino optar pelo Senado e compor a chapa encabeçada pelo seu vice. Na mais remota das hipóteses, que seria a permanência de Flávio Dino até o final do mandato, Carlos Brandão estaria bem posicionado, já que o governador certamente o apoiaria na corrida sucessória.

Ciente de que joga num terreno traiçoeiro e movediço e no qual qualquer erro pode ser fatal, o vice-governador Carlos Brandão vai plantando sementes aqui e ali, certo de que reúne as condições para ser candidato. E jogou aberto numa resposta que deu há dias durante entrevista a um programa de Rádio, quando lhe perguntaram sobre o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha: “Tem tudo para ser candidato, depende da vontade dele. A democracia é isso, cada um tem que fazer seu trabalho. É extremamente justo, se tiver título de eleitor, condições partidárias, é legítimo. Não vejo nenhum problema”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Operação Descalabro estaria causando sérios danos à base política de Josimar de Maranhãozinho

Josimar de Maranhãozinho

A Operação Descalabro, por meio da qual a Polícia Federal encontrou milhões em espécie em endereços ligados ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), dinheiro que segundo o Ministério Público Federal seria fruto de um grande esquema de desvio de recursos de emendas destinadas à Saúde em municípios, está causando um estrago considerável nas bases de sustentação do projeto de poder do parlamentar. Nos bastidores corre que os deputados federais Marreca Filho (Patriotas), Júnior Lourenço (PL) e Pastor Gildenemyr (PL) estariam procurando caminhos para deixar o bloco, o mesmo acontecendo com o deputado estadual Leonardo Sá (PL), além de vários prefeitos eleitos com o apoio de Josimar de Maranhãozinho. Antes se expondo em qualquer oportunidade balançando suas grossas pulseiras de ouro puro, Josimar de Maranhãozinho se recolheu, decidido a atuar nos bastidores para evitar que o estrago seja maior. O problema é que, segundo uma fonte do MPF, as provas encontradas pela PF na Operação Descalabro seriam robustas o suficiente para colocar Josimar de Maranhãozinho e alguns aliados dele numa encrenca de difícil solução.

 

Eduardo Braide ainda não sinalizou se vai mexer na grade de secretarias da Prefeitura

Eduardo Braide

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos) continua montando sua equipe, mas ainda não sinalizou se manterá a estrutura administrativa da Prefeitura como está. São 22 secretarias plenas, três secretarias extraordinárias, três autarquias, uma fundação e cinco órgãos independentes. O prefeito eleito não tratou do assunto durante a campanha – aliás, nenhum candidato manifestou a intenção de enxugar, manter ou expandir a estrutura do organograma da máquina pública da Capital. É provável que Eduardo Braide se manifeste sobre o tema nos próximos dias, assim como pode deixar para uma futura reforma administrativa depois do arrojado plano dos 100 primeiros dias.

São Luís, 23 de Dezembro de 2020.

Dino vai presidir Consórcio da Amazônia e deve mobilizar estados pela vacina contra novo coronavírus

 

Flávio Dino em entrevista à CNN, ontem, logo após ser eleito, na qual afirmou que o Maranhão  vai poder comprar vacina, caso o Governo Federal não faça sua parte

O governador Flávio Dino (PCdoB) vai entrar em 2021 incluindo na sua agenda o compromisso – que é também um desafio – de comandar o Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal, formado pelos nove estados da região: Maranhão, Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Sua eleição se deu ontem, pela unanimidade dos governadores da Amazônia Legal reunidos em assembleia geral virtual – os dirigentes do Amazonas e de Roraima não participaram. O grupo, formalizado em meados do ano passado, tem tido importância capital na defesa dos interesses dos estados-membros, seja na vantagem que ele proporciona na aquisição conjunta de materiais e bens, na articulação de políticas regionais nos campos social e econômico, seja na tomada de decisões políticas regionais, e também em posicionamentos de contraponto a decisões e medidas equivocadas adotadas pelo Governo Federal.

A eleição do governador Flávio Dino para a presidência do Consórcio da Amazônia Legal, como é mais conhecido, se dá num momento em que os estados, especialmente os do Norte e Nordeste, se encontram vivendo tensa expectativa em relação às decisões que terão de tomar caso o Governo Federal tropece na campanha de vacinação contra o novo coronavírus. Certamente a escolha se deu pelo fato de, nos últimos tempos, o governador maranhense ter atuação destacada no debate sobre as ações contra a pandemia, com repetidas demonstrações de que tem preparo e estatura política para ser um interlocutor eficiente em todas as esferas de poder no País.

Com o lastro de ex-juiz federal, conhecedor das leis que regem a República e a Federação, e a vivência adquirida nos últimos seis anos como chefe de Estado, reforçada pela sua participação no Consórcio formado pelos governadores do Nordeste, Flávio Dino vem desempenhando um importante papel em favor das causas regionais. Na presidência do Consórcio da Amazônia Legal, não há dúvida de que exercerá seu mandato atuando na linha de frente em defesa dos interesses da região, especialmente as necessidades urgentes das populações decorrentes da pandemia. É quase certo que a briga por vacinas será item primeiro na pauta mais urgente, ao mesmo tempo em que o foco central será a defesa da Amazônia no que diz respeito aos crimes de desmatamento e ocupação ilegal.

Tão logo a eleição foi consumada, o governador do Maranhão se manifestou, inicialmente agradecendo a confiança dos colegas e defendeu a união dos estados e o fortalecimento da Federação como meios de criar, cada vez mais, condições de melhorar a vida das populações espalhadas pela Amazônia Legal.

– O Consórcio é um colegiado que abrange diferentes visões, e quem o coordena tem de ter a capacidade de ouvir. Farei com a maior dedicação, maior patriotismo, maior civismo, e com espírito de unidade, de diálogo, de consenso. Buscar um entendimento médio, nem uma posição extremada de um lado, e nem de outro. Um espírito de unidade – disse Flávio Dino, que assumirá no dia 1º de Janeiro e comandará o Consórcio até o dia 31 de Dezembro de 2021.

Flávio Dino sabe o que o espera. Um dos fundadores do Consórcio da Amazônia Legal, ele tem conhecimento dos problemas da região e dos entraves, principalmente os criados pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do qual é adversário e crítico severo. E conhece a região o suficiente para saber que os governadores não podem baixar a guarda, o que motiva a mobilização permanente. A presidência do Consórcio da Amazônia Legal o colocará da condição de porta-voz do grupo e interlocutor eventual das autoridades federais, a começar pelo vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), que preside o grupo de trabalho criado por Brasília para cuidar dos problemas da região.  Bom articulador, Flávio Dino poderá realizar um bom trabalho também nessa seara.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide anuncia mais três nomes e reforça a promessa de fazer um Governo técnico

Kátia Bogea, Rosângela Bertoldo e Marc os Affonso: quadros de excelência para a equipe 

Ao anunciar ontem mais três nomes do seu secretariado, o prefeito Eduardo Braide (Podemos) deu mais um recado de que pretende governar com uma equipe técnica de nível elevado e livre de influências políticas. Ele convocou para a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania o delegado Marcos Affonso, um quadro respeitado da Polícia Civil, que já exerceu o comando da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa, um dos cargos mais importantes da Polícia Civil. Entra na equipe como um quadro do Podemos, partido ao qual se filiou e disputou sem sucesso uma vaga na Câmara Municipal. O prefeito eleito vai entregar a Secretaria Municipal de Assistência Social à assistente social Rosângela Bertoldo, que a julgar pela formação sabe o que fará no comando da pasta.

Mas a demonstração mais forte de que optou mesmo pela excelência técnica foi a decisão de colocar a historiadora Kátia Bogea na presidência da Fundação Municipal do Patrimônio Histórico. Primeiro pelo fato de ser Kátia Bogea um dos quadros técnicos mais qualificados ao País nessa área, como ficou demonstrado com a sua gestão à frente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por todos reconhecida como correta e produtiva. Tanto que foi sua correção que resistiu a fortes pressões e impediu que o então ministro Geddel Vieira Lima, um dos mais influentes do Governo Michel Temer, usasse seu poder para garantir a construção de um prédio de apartamentos para ricos numa área tombada de Salvador, dando origem a uma investigação que levou a Polícia Federal a descobrir R$ 51 milhões em dinheiro vivo num endereço ligado ao ex-ministro, que está preso há três anos.

Ao longo de quase uma década à frente do braço do Iphan no Maranhão, Kátia Bogea se tornou especialista no tesouro de arquitetura colonial portuguesa que tornou São Luís Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. Tem todas as condições dar à Fundação o tamanho e a importância que precisa.

 

Eliziane Gama tem o desafio de definir seu futuro partidário

Eliziane Gama: sinais de que pode mudar de partido

São fortes os sinais de que a senadora Eliziane Gama começa a pensar seriamente em buscar um novo partido. Ela está em no Cidadania, mas a evolução dos fatos lhe vai demonstrando que a agremiação que a agremiação que abriga o que restou do PPS, que surgiu com o racha do velho Partido Comunista Brasileiro (PCB), já não comporta seus projetos. Dona de uma trajetória partidária instável, Eliziane Gama passou por várias legendas, entre elas o PT e o Rede Sustentabilidade, desembarcando finalmente no Cidadania. Agora, quer reforçar sua base partidária para alçar outros voos – como disputar o Governo do Estado, por exemplo -, mas percebe não irá muito longe se não estiver no controle de uma máquina partidária mais aberta e mais ágil. Ela não está colocada contra a parede, tem tempo para refletir, e há quem diga que ela já está maturando a migração.

São Luís, 22 de Dezembro de 2020.

PSB reforça convite a Flávio Dino, que precisa fazer a escolha certa no movediço campo partidário

 

Flávio Dino: fica no PCdoB ou migra para o Socialista, fruto da fusão do PSB com o PCdoB

O convite do presidente estadual do PSB, Luciano Leitoa, prefeito de Timon, feito sexta-feira, para o governador Flávio Dino deixar o PCdoB e ingressar na agremiação socialista colocou o futuro partidário do líder maranhense na pauta do debate político que começa a ganhar  intensidade visando as eleições gerais de 2022. O convite não é novo, foi feito pelo comando nacional do partido antes das eleições de 2018 e repetido em 2019, e agora ganha reforço. Até onde se sabe, Flávio Dino mantém a posição de não responder, preferindo se manifestar quando tiver de fazê-lo de maneira definitiva, para comunicar a migração para o arraial socialista ou a permanência na seara comunista.  Inicialmente, a proposta era seu ingresso puro e simples no PSB, considerando que a situação do PCdoB é complicada, com o partido correndo o risco de desaparecer do mapa partidário brasileiro. Agora, o que corre nos bastidores é que estaria em curso uma articulação para a fusão das duas agremiações, dando origem a um poderoso partido de esquerda moderada já batizado de “Socialista”.

O governador Flávio Dino vive uma situação politicamente confortável, mas partidariamente complexa. Por motivos que vão desde o exaurimento do comunismo como ideologia, passando pelo símbolo da foice e o martelo, que atualmente pouco diz e nada representa como referência, até a visível desconexão do arcabouço ideológico, doutrinário e programático do partido com a realidade, o PCdoB já não comporta um quadro com as qualificações do governador maranhense. Mesmo conservando e pregando os fundamentos da esquerda democrática em sua ação política, é visível o esforço que Flávio Dino faz para lapidar e manter atualizado o discurso do PCdoB no contexto de uma sociedade politicamente dividida e na qual a esquerda radical sofre um processo implacável de raquitismo.

O governador é incontestavelmente o mais importante líder político do Maranhão na atualidade, tem horizonte largo no plano estadual – será senador se quiser, por exemplo – e vem ocupando bom espaço no cenário nacional, tanto por sua ação de Governo quanto pelas posições que vem defendendo como crítico e opositor ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). E também como articulador de uma ampla frente com correntes de centro-direita, centro, centro-esquerda e esquerda democrática para enfrentar o bolsonarismo, que tem como base a direita conservadora e a extrema direita golpista. Nesse contexto ele poderá permanecer no cargo até o fim e voltar a dar aulas na UFMA, disputar vaga no Senado ou participar da corrida presidencial como candidato a vice-presidente numa chapa tendo o ex-presidente Lula da Silva (PT) na cabeça ou como candidato a presidente por uma frente partidária.

Em todas essas situações, o fator partido tem peso importante, e até mesmo decisivo. Sua permanência no PCdoB é, portanto, um fator limitador para que ele entre numa disputa majoritária nacional com alguma chance de sucesso. Mesmo se vier a disputar a única cadeira senatorial disponível em 22, o governador precisará de forte suporte partidário para fortalecer a chapa e eleger o seu sucessor, o que não é garantido se permanecer no PCdoB. Já se ingressar no PSB no bojo de uma fusão para a criação do “Socialista”, harmonizará e fortalecerá o seu campo político no Maranhão, evitando que a sua sucessão seja disputada numa guerra fratricida entre aliados.

A julgar pelo movimento que construiu e com o qual assumiu as rédeas do Poder no Maranhão, o governador Flávio Dino sabe que o tabuleiro partidário é campo no qual tem de lutar para viabilizar seus próximos passos, sabe também que ele é movediço e traiçoeiro. Isso quer dizer que não pode dar passo em falso nem se expor ao risco de comprometer a base político-partidária que articulou, apesar dos movimentos de contramão de alguns aliados. O convite do presidente estadual do PSB é saudável e oportuno, mas a cautela, uma das suas melhores amigas, recomenda que Flávio Dino pense bem para tomar o rumo certo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Apoiadores aguardam definição de Eduardo Braide na formação do secretariado

Eduardo Braide: formará equipe com indicações partidárias?

Uma grande expectativa tomou conta dos bastidores dos partidos que somaram forças a favor de Eduardo Braide (Podemos) no 2º turno da eleição para a Prefeitura de São Luís. O prefeito montará sua equipe com nomes indicados por essas agremiações? Há sinais afirmativos nessa direção, mas também há movimentos que desmotiva os candidatos a cargos.

Com a definição dos três primeiros secretários – Simão Cirineu (Planejamento), Jesus Azzolini (Fazenda) e Verônica Pires (Projetos Especiais) – Eduardo Braide pode ter avisado que, pelo menos para cargos-chave, fará escolhas baseadas nos seus próprios critérios, sem qualquer influência externa. Poderá abrir espaços para indicações partidárias em pastas importantes, mas sem o peso de áreas como Educação, Saúde, Obras e Cultura, que juntamente com as três já anunciadas formam a base da administração da Capital.

Entre os partidos que foram decisivos no reforço do 2º turno, PDT e MDB foram os mais destacados, colocados, portanto, na linha de frente dos que podem ter participação direta na gestão do prefeito Eduardo Braide. A se confirmar essa tendência, a composição da equipe que atuará a partir do dia 1º de Janeiro de 2021 poderá rascunhar o formato de uma aliança para as próximas eleições.

 

Roseana pode encarar as urnas em 2022

Roseana Sarney

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) estaria inclinada a encarar as urnas em 2022. Falta, porém, decidir que mandato pretende disputar. No seu entorno há vozes que defendem com insistência que ela deve se candidatar ao Governo do Estado. Há também quem ache que ela deve disputar o Senado, caso o governador Flávio Dino não seja candidato. E finalmente opção mais defendida no círculo mais próximo da ex-governadora: que seja candidata a deputada federal, acreditando que ela possa ter votação elevada e “puxar” candidatos do MDB. A ex-governadora, que já foi senadora e deputada federal, deve tomar essa decisão com antecedência, para que o partido possa ajustar sua caminhada a essa situação.

São Luís, 20 de Dezembro de 2020.

Weverton diz que não vê motivo para rompimento com Dino, mas se acontecer, “que seja conversado”

 

Weverton Rocha: movimentos fortes na construção da sua candidatura em 22

“Nunca disse que sou candidato a governador”, declarou ontem, em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da rádio Difusora FM, o senador Weverton Rocha, chefe inconteste do PDT no Maranhão e o mais candidato dos candidatos à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) nas eleições de 2022. Numa das suas respostas ao longo da conversa franca que manteve com a equipe comandada pelo blogueiro e titular do espaço Leandro Miranda, o senador Weverton Rocha disse que ainda é cedo para tratar do tema, concordando com o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), seu maior adversário, no sentido de que a antecipação da corrida ao Palácio dos Leões pode ser muito prejudicial ao Governo do Estado e à aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Mas, se não se declarou candidato explicitamente, o senador emitiu todos os sinais de que seu projeto de candidatura está em franco e visível andamento. Ele se declarou um político de grupo e descartou crise na aliança comandada pelo governador. Mas deixou um recado enfático:  “Se houver rompimento, vamos discutir se será amigável ou litigioso. Prefiro que isso não aconteça”.

Aos 40 anos, senhor incontestável do braço maranhense do PDT e, de longe, o mais atuante dos políticos maranhenses depois do governador Flávio Dino, o senador pedetista exibiu na conversa, com ênfase, o poder de fogo da sua agremiação com a eleição de 45 prefeitos e mais de 300 vereadores. E anunciou que vai intensificar ainda mais a sua cruzada municipalista, “trabalhando incansavelmente” para obter recursos federais para os municípios, numa sinalização expressa de que está preparando base para a disputa leonina de 22. “Sou um político de 40 anos, e como todos os políticos, eu sonho um dia governar o meu estado. Isso é normal, é um direito”, declarou, numa demonstração clara e enfática de que está, de fato, preparando terreno para construir a sua candidatura.

Nas cautelosas e hábeis declarações ao Ponto & Vírgula sobre o cenário político criado pelas eleições municipais e a corrida sucessória estadual, Weverton Rocha disse que no âmbito geral o campo liderado pelo governador Flávio Dino foi o grande vitorioso, com mais de 80% dos prefeitos eleitos. E avaliou que o desfecho da eleição em São Luís foi um caso à parte, porque “teve uma condução ruim”. E completou habilmente dizendo que foram criadas “situações complicadas”, mas fazendo questão de não apontar culpados, provavelmente ciente de que muitos o apontam como um deles.

O senador Weverton Rocha entende que não se pode avaliar a situação política do grupo no estado a partir do que aconteceu na Capital, onde seu partido tinha a Prefeitura por mais de 20 anos nas últimas três décadas, tinha um prefeito bem-sucedido e bem avaliado, mas abriu mão de lançar um candidato para atuar como coadjuvante, quando poderia ter sido um protagonista de proa e viável. Acha que o cenário é diferente e que quando chegar a hora apropriada, o governador Flávio Dino e os líderes dos partidos que integram a aliança governista sentarão para debater e tomar a decisão mais acertada. Para ele, a escolha deverá se dar entre os melhores posicionados em pesquisas. Pode ser o vice-governador Carlos Brandão, o prefeito Edivaldo Holanda Jr., ele próprio “ou qualquer outro nome”. E completou: “Sou do grupo e não serei intransigente”.

O fato, porém, é que toda sua ação política está voltada para o projeto de ser candidato a governador: maratona para eleger prefeitos do PDT e aliados, operação intensa para conseguir recursos para Prefeituras em Brasília, atuação forte nos bastidores e a céu aberto para reeleger o atual presidente da Famem, o prefeito reeleito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT) – visto por todos como o seu operador político no âmbito dos municípios -, e planos, por ele próprio revelados na entrevista ao programa Ponto & Vírgula.

Qualquer avaliação isenta do desempenho político do senador Weverton Rocha concluirá que, do alto dos mais de dois milhões de votos que lhe deram o mandato senatorial – muito bem exercido até aqui, diga-se -, ele alcançou, indiscutivelmente, o cacife político necessário para se movimentar com desenvoltura e trabalhar para ser candidato a governador em 2022. Como cabeça de uma chapa do grupo governista ou como líder de um projeto-solo bancado por ele próprio.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Flávio Dino e Othelino celebram as boas relações Executivo/Legislativo

Othelino Neto e Flávio Dino: normalidade institucional e aliança política sólida

O governador Flávio Dino (PCdoB) e o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto (PCdoB) colocaram ontem uma pá de cal sobre os rumores segundo os quais estariam com suas relações estremecidas por conta da eleição para a Prefeitura de São Luís, na qual atuaram em campos diferentes, ainda que integrando o mesmo partido. Os dois se reuniram no Palácio dos Leões para uma audiência de trabalho, na qual foi feito um balanço das relações Executivo/Legislativo ao longo deste ano. A conclusão foi os dois Poderes fizeram suas partes, não sobrando margem para qualquer tremor.

Feitas as contas sobre propostas governistas encaminhadas ao parlamento, o saldo foi integralmente positivo. Todas as propostas protocoladas pelo Poder Executivo, entre elas as que formalizaram providências e regras para o combate ao novo coronavírus no Maranhão, foram acatadas, debatidas e aprovadas pelos deputados, a maioria por unanimidade. Nenhuma outra matéria gerou crise do Governo com o parlamento, mesmo as que em tese desagradariam o Palácio dos Leões, como a PEC da Emenda Impositiva, geraram crise forte entre o Palácio dos Leões e o Palácio Manoel Beckman.

Esse ambiente de entendimento se deu graças à habilidade do governador Flávio Dino de fazer proposições que não comportariam barganha, e mesmo se comportassem, o governador não faria concessões que manchasse a imagem do seu Governo. Na mesma toada, o presidente Othelino Neto se revelou um articulador habilidoso e eficiente, criando as condições políticas para a aprovação das propostas do Governo, com voto favorável dos deputados oposicionistas.

Muitos apostaram que as diferenças vindas à tona nas posições tomadas na disputa para a Prefeitura de São Luís, no primeiro e no segundo turno, abalariam as relações os chefes do Executivo e do Legislativo. Houve quem inclusive quem dissesse que dificilmente Othelino Neto permaneceria no PCdoB. O encontro de ontem mostrou que, mais cedo do que se imaginava, as rusgas da eleição na Capital seriam desfeitas e cairiam logo no esquecimento, a partir do clima de compreensão, a partir da consciência institucional do governador Flávio Dino e do presidente Othelino Neto.

 

Fernando Pessoa vai assumir em Tuntum com desafio político

Fernando Pessoa: desafio político

Especula-se no meio político que deputado Fernando Pessoa (Solidariedade) assumirá a Prefeitura de Tuntum com uma tarefa política desafiadora: pavimentar caminho para a caminhada do atual prefeito de Barra do Corda, Wellryk Costa (PCdoB), para a Assembleia Legislativa em 2022.

Wellryk Costa foi fundamental na eleição de Fernando Pessoa para a Assembleia Legislativa em 2018 e também deu muita força para a sua vitória sobre o candidato do prefeito Cleomar Tema em Tuntum. Ocorre que, contrariando previsões, Wellryk Costa não conseguiu eleger seu sucessor em Barra do Corda, perdendo o comando do município para o seu maior adversário, o deputado Rigo Teles (PL), vendo cair por terra o grande suporte para sua candidatura a uma vaga no parlamento estadual.

Será uma tarefa complicada, que exigirá muita ação do jovem político porque, embora tenha conquistado uma vitória expressiva e incontestável, Fernando Pessoa vai enfrentar em Tuntum uma oposição dura do ex-prefeito Cleomar Tema e seu grupo, no qual se inclui a deputada Daniella Tema, que se prepara para brigar pela reeleição buscando votos inclusive em Barra do Corda.

Não se sabe ainda como o prefeito Rigo Teles se movimentará nesse tabuleiro.

São Luís, 19 de Dezembro de 2020.

Ao ser diplomado, Braide manda recado a Dino dizendo que quer parcerias com seu Governo  

 

Eduardo Braide discursa na solenidade em que foi diplomado prefeito de São Luís

“Leve ao governador que o momento é de união e que a Prefeitura de São Luís sempre estará de portas abertas para fazermos parcerias em prol do povo da nossa cidade”, declarou ontem o prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), dirigindo-se ao vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), no ato de diplomação dos eleitos pela Justiça Eleitoral, num gesto endereçado ao governador Flávio Dino (PCdoB). Com o recado direto, feito sem rodeios ou meios-termos, o futuro prefeito de São Luís deixou claro que não pretende permanecer no palanque, e que está, de fato, interessado em fazer uma gestão sem abrir um fosso intransponível no muro que separa o Palácio de la Ravardière do Palácio dos Leões. O vice-governador Carlos Brandão ouviu atentamente a manifestação do prefeito eleito Eduardo Braide, e fez um leve assentimento com a cabeça, dando a entender que o recado seria dado. O gesto do prefeito eleito e a receptividade do vice-governador foram testemunhados pelos vereadores eleitos de São Luís.

Mandada pública e abertamente, a mensagem de Eduardo Braide já como prefeito diplomado ao governador Flávio Dino foi o ponto alto do viés político da diplomação, e teve um objetivo muito claro: desarmar os ânimos acirrados durante a campanha para criar um clima que permita o estabelecimento de boas relações institucionais, que produzam não apenas um ambiente normal de convivência, mas que leve também ao estabelecimento de parcerias entre a Prefeitura de São Luís e o Governo do Maranhão. Bem dentro da linha que o próprio governador tem pregado, com a ênfase de que quando o interesse público está em jogo não pode haver barreiras que dificultem a convivência de dois entes tão importante como a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado.

A essa altura da transição, Eduardo Braide já deve ter uma noção clara do que o espera. Os sinais emitidos agora até pelo prefeito que sai, Edivaldo Holanda Jr. (PDT), indicam que o seu sucessor receberá uma Prefeitura perfeitamente administrável, com os salários em dia, os serviços funcionando e obras em andamento. Deve ter também tomado conhecimento de algumas bombas de efeito retardado que explodirão no seu colo, já que o ano fiscal de 2021 é esperado como muito difícil, especialmente para os municípios, que estão na ponta da linha da estrutura fiscal e devem pagar preço elevado pela situação de crise que está se desenhando no País. Daí ser para ele imperativo construir boas pontes com o Governo do Estado e o Governo Federal, com as quais espera, pelo menos, minimizar, por exemplo, o impacto tributário que certamente será causado pelo fim do auxílio emergencial, que vai reduzir o consumo e, por via de consequência, o volume de tributos arrecadados.

Agora politicamente mais amadurecido, como demonstrou durante a campanha e nos movimentos que fez depois de eleito, Eduardo Braide sabe que uma boa convivência com o governador Flávio Dino é possível, mas terá de ser construída em clima político desarmado. Afinal, pelo menos nos primeiros tempos da sua gestão, ele dependerá mais de apoio. Isso não significa dizer que o governador imporá condições a uma relação institucional produtiva, mas também não se pode esperar que um simples recado, ainda que mandato na hora e no evento certos, fará com que as portas do Palácio dos Leões lhe sejam escancaradas. É preciso dar mais passos políticos para alcançar um ambiente de convivência mais franca e produtiva.

O governador Flávio Dino, com maturidade política cada vez mais consolidada, já antecipou o seu movimento em direção aos prefeitos eleitos. Dois dias depois do 2º turno em São Luís, ele divulgou vídeo no qual mandou o seu recado aos prefeitos eleitos e reeleitos, reconhecendo a legitimidade de todos, destacando que suas eleições refletiram a vontade popular, e anunciando que está pronto para trabalhar com todos, independentemente de diferenças políticas e partidárias, estando o seu governo aberto a todos, sem restrições, desde que o objeto de cada parceria seja destinado a beneficiar a população, especialmente os seus estratos mais necessitados.

Vale, portanto, aguardar os desdobramentos do gesto feito ontem pelo prefeito de São Luís.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Supremo atende a Flávio Dino e estados poderão comprar vacinas direto das farmacêuticas

Post em que Flávio Dino comunica a decisão favorável do Supremo sobre sua ação

Se o plano de vacinação a ser posto em prática pelo Governo Federal falhar, os estados poderão comprar vacinas diretamente dos fabricantes, dentro e fora do País, desde que estejam devidamente aprovadas pela Anvisa ou pelas renomadas e confiáveis agências oficiais de controle dos EUA, Reino Unido, Japão e China. A decisão foi tomada pelo ministro Ricardo Lewandowski, ao atender liminarmente a pedido nesse sentido formulado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) em ação impetrada na semana passada, em meio a um clima de indefinição e insegurança causada pelo Ministério da Saúde quanto à vacinação em massa no Brasil.

O Governo do Maranhão já tem um plano de vacinação pronto para ser colocado em prática no momento em que houver vacinas disponíveis, sejam fornecidas pelo Ministério da Saúde, sejam adquiridas de farmacêuticas, a começar pela Sinovac, que está sendo produzida pelo instituto Butantan em parceria como o laboratório chinês.

O Maranhão é hoje um dos estados mais estruturados e com resultados mais efetivos e animadores no controle da epidemia do novo coronavírus. Os levantamentos diários feitos no País, o Maranhão entrou em estabilidade há mais de um mês e há uma semana é único que vem registrando redução no número de mortes, ora sendo acompanhado pelo Pará, ora pelo Ceará. Ontem, por exemplo, teve a companhia isolada do Piauí, enquanto a maioria dos estados, especialmente os do sul e sudeste, apareceu no mapa com alta de mortes.

 

Jornalismo perde Régis Marques, levado pelo coronavírus

Régis Marques: um dos destaques da sua geração no Jornalismo maranhense

A Coluna registra com pesar a morte do jornalista Régis Marques, 67 anos, ontem, vítima do novo coronavírus, na UTI do Centro Médico, em São Luís. A perda abriu uma lacuna no jornalismo maranhense, do qual ele foi um profissional atuante e destacado. Sua marca de jornalista diferenciado e competente ficou evidente por onde ele passou – nas redações do Diário do Norte, Jornal de Hoje, O Estado do Maranhão, entre outros veículos, e nas assessorias da Câmara Municipal e Assembleia Legislativa.

A escolha do jornalismo como profissão foi feita seguindo o mesmo caminho do pai, o jornalista e político Vera Cruz Marques, que se destacou na sua geração e pagou preço alto por enfrentar a ditadura militar. Régis Marques ingressou no Curso de Comunicação da UFMA em Julho de 1976, na turma integrada também pelo titular desta Coluna, por Herbert Jesus dos Santos e pelo radialista Jota Alves. Partiu cedo, mas levou a consciência tranquila de que fez a parte que lhe coube na seara jornalística do Maranhão.

São Luís, 18 de Dezembro de 2020.

Edivaldo Holanda Jr. deixará a Prefeitura vitorioso como gestor, mas contraditório como político

 

O bem sucedido gestor Edivaldo Holanda Jr. inspeciona obras na primeira imagem. Na segunda, quando candidato em 2012, apoiado por Flávio Dino. E na terceira imagem, candidato à reeleição apoiado por Flávio Dino e seu grupo, diferentes do político omisso na sua própria sucessão

“Nós tiramos São Luís do atraso. O próximo prefeito de São Luís receberá uma cidade equilibrada financeiramente, organizada e com muitas obras realizadas”, declarou ontem, em tom triunfante, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), duas semanas antes de passar o comando da Capital ao seu sucessor, o prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos). O “vim, vi, venci” do prefeito de São Luís faz sentido na seara administrativa, na qual realizou um trabalho de primeira linha. Mas, junto com o gestor vitorioso irá para casa o político marcado pela contradição e carregando o peso de haver contribuído para desmontar o legado político e partidário construído por Jackson Lago na Capital.

Oito anos depois de ter assumido uma Prefeitura mergulhada no caos administrativo e financeiro, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. pode limpar as gavetas com a agradável sensação do dever cumprido como gestor público. Sem dúvida, ele entrará para a galeria dos ex-prefeitos como gestor exemplar da nova geração. Isso, mesmo levando em conta o fato de que, ao contrário dos seus antecessores, que cumpriram seus mandatos enfrentando a hostilidade de governos estaduais e federais adversários, ele governou durante dois anos com a má vontade do Palácio dos Leões, então sob o comando de Roseana Sarney (MDB), e os seis anos seguintes garantido por uma parceria estável e produtiva com o Governo Flávio Dino e sem problemas com o Palácio do Planalto.

No plano administrativo, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. colocou a casa em ordem, fez os ajustes que julgou necessários, disciplinou o funcionamento da máquina e equilibrou as finanças. Os ajustes garantiram a normalidade financeira e permitiram a contratação de empréstimos que totalizaram mais de R$ 400 milhões e que serão pagos por gestões futuras. Fora o rumoroso caso de superfaturamento na compra de máscaras no início da guerra ao novo coronavírus, que resultou na queda do secretário de Saúde, Lula Filho, não há sinais de desvios na sua gestão, o que, por si só, já faria dele um bom gestor público.

Todas as avaliações indicam que fez bom uso dos recursos que administrou. Investiu para manter o padrão de qualidade na educação e para assegurar o funcionamento da rede municipal de saúde, atuando também na área social, com vários programas de assistência aos desvalidos. Pôs em andamento um amplo projeto de reforma de feiras e mercados, criou a bem-sucedida Feirinha, consumou obras de saneamento e investiu corretamente na limpeza pública e montou uma estrutura moderna para a destinação do lixo, com a desativação do Aterro da Ribeira e a montagem de uma grande estrutura de reciclagem. Melhorou o transporte de massa com a licitação do sistema de linhas urbanas, tendo realizado um grande investimento na infraestrutura viária e no ordenamento do trânsito. Deu uma força na cultura com a reabertura da Escola de Música e criou uma escola de balé e um centro de culinária, entre outras ações benvindas.

Sua gestão será lembrada pela concretização dos projetos de revitalização do Centro de São Luís, mais precisamente do eixo Praça Deodoro-Rua Grande-Largo do Carmo-João Lisboa, além de inúmeras intervenções restauradoras na região central, como Parque do Bom Menino, Praça da Bíblia e Praça da Misericórdia, por exemplo, e em pelo menos duas centenas de bairros, alcançando também a zona rural. A isso acrescentou pesados investimentos em drenagem em áreas abandonadas como Vila Apaco, Divinéia, Santa Bárbara entre muitas outras, dando fim a alagamentos. Todos os investimentos que fez – seja com recursos próprios ou de parcerias com o Governo do Estado e com a União, ou ainda bancados por empréstimos – produziram resultados positivos.

Se deixa boa e visível marca como gestor, Edivaldo Holanda Jr. sai como um político marcado por contradições. Candidato a prefeito em 2012 pelo PTC, um partido nanico e sem futuro, foi levado à vitória contra o ainda influente prefeito João Castelo (PSDB) pela força de uma aliança partidária articulada pelo então ex-deputado federal Flávio Dino (PCdoB). Em 2016 teve sua reeleição ameaçada por Eduardo Braide (PMN), e de novo as forças lideradas pelo agora governador Flávio Dino entraram em campo, reverteram o cenário e lhe garantiram mais quatro anos.

No último ano, com os primeiros movimentos da guerra pela sua sucessão, Edivaldo Holanda Jr. se curvou à conveniência e se isolou, sinalizando que não faria pela aliança liderada pelo governador Flávio Dino o que ela fizera por ele em 2012 e 2016. E o que é mais surpreendente: não trouxe a público as suas razões, causando perplexidade e contrariando princípios elementares da boa política, que é a arte de superar diferenças e unir contrários e ir à luta em nome de um objetivo maior – no caso manter São Luís sob o controle do grupo – a exemplo do que tem praticado e pregado o governador Flávio Dino. E não bastasse a virada de costas para aliados que que foram decisivos nas suas duas eleições, Edivaldo Holanda Jr., também por omissão em relação ao PDT, ainda contribuiu para desmantelar o legado político-partidário construído em São Luís por Jackson Lago, que certamente teria brigado para fazer o sucessor do seu partido.

Com sua saída, fica a pergunta: Qual dos dois sobreviverá? O gestor ou o político?

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Deputados aprovam Emenda Impositiva em 2º turno e regra já vale para Orçamento de 21

Othelino Neto e Yglésio Moises (centro) com os deputados que participaram da sessão histórica que aprovou a PEC da Emenda Impositiva em segundo turno

A aprovação ontem, em segundo turno, pela Assembleia Legislativa, da PEC 006/2020, criou, em definitivo, a emenda parlamentar impositiva, tornando obrigatória a reserva orçamentária para o seu cumprimento por parte do Poder Executivo. Sua promulgação deve acontecer ainda neste período legislativo e sua vigência passa a valer já na execução do Orçamento de 2021. A medida garante o pagamento de determinado percentual do valor de cada emenda. De autoria do presidente Othelino Neto (PCdoB), tendo como coautor o deputado Yglésio Moises (PROS), a PEC foi aprovada pela unanimidade dos presentes, repetindo a aprovação no primeiro turno.

Não foi uma decisão simples, fruto da vontade unilateral do parlamento. A aprovação da PEC foi fruto de uma ampla negociação interna, para ajustar as diferenças entre os deputados sobre vários aspectos, e externa, à medida que alguns pontos, como o percentual de liberação garantido, por exemplo, teve de ser negociado com o Palácio dos Leões. Isso porque, com a emenda impositiva, o Poder Executivo é obrigado a pagar e o deputado passa a ter maior autonomia para atender às demandas da população. Instrumento essencial para participar da elaboração do orçamento anual do Estado, a emenda parlamentar é o dispositivo por meio do qual os deputados procuram aperfeiçoar a proposta encaminhada pelo Poder Executivo, destinando recursos a determinadas obras, projetos ou instituições.

– Considero isso um grande momento para a Assembleia Legislativa do Maranhão, porque os deputados terão esse instrumento mais eficiente previsto em nossa Constituição para poder, por meio das suas emendas parlamentares, ajudar a melhorar a vida dos maranhenses – declarou o presidente e autor Othelino Neto.

O deputado Yglésio Moises, coautor da PEC, também comemorou sua provação definitiva: “Após o primeiro turno da votação, já conseguimos para 2021, através de acordo com o Governo do Estado, uma ampliação de mais 10% no montante dos recursos a serem aplicados. E seguiremos firmes em busca de ampliação dos espaços do Parlamento Estadual na política maranhense”.

É isso aí.

 

Na contramão da decisão do Supremo, TCE reelege sua cúpula

Nonato Lago (centro) foi reeleito presidente do TCE, juntamente com Washington Oliveira (d) como vice Caldas Furtado (e) como ouvidor

Na contramão da recente decisão do Supremo Tribunal Federal que colocou ponto final no controverso instituto da reeleição para presidência das Casas do Congresso Nacional, o Tribunal de Contas do Estado reelegeu ontem o conselheiro Nonato Lago para novo mandato de presidente, reelegendo também, na mesma manobra, o conselheiro Washington Oliveira para o cargo de vice-presidente e o conselheiro José Caldas Furtado para o cargo de ouvidor. O mesmo entendimento não valeu para o cargo de corregedor, para o qual foi eleito o conselheiro Jorge Pavão, em substituição ao conselheiro Álvaro César Ferreira.

O presidente reeleito Nonato Lago é médico e chegou ao TCE ainda no final dos anos 80 do século passado, por escolha e nomeação do então governador Epitácio Cafeteira. Ele anunciou como meta principal do novo mandato de dois anos a realização de concurso público cujo número de vagas será definido em meados do ano que vem. E revelou que a área de Tecnologia deverá ser uma das mais contempladas, por conta da exigência de tornar o TCE um órgão mais ágil.

O TCE reelege seu comando bombardeado pela suspeita de que houve armação e favorecimento indevido numa decisão que “limpou” a ficha do médico Júlio Matos, permitindo que ele disputasse a Prefeitura de São José de Ribamar e fosse eleito. A “limpeza” da ficha de Júlio Matos foi questionada judicialmente e o Tribunal de Justiça concluiu que a decisão do TCE foi ilegal. O caso agora está nos tribunais superiores, com parecer do Ministério Público desfavorável a Júlio Matos e, por via de desdobramento, à Corte de Contas do Maranhão.

São Luís, 17 de Dezembro de 2020.

 

Eleições municipais produziram situações que podem atingir fortemente alguns chefes partidários   

 

Roberto Rocha, Eliziane Gama e Eduardo Braide: política e fragilidade partidária

Algumas situações criadas pelo resultado das eleições municipais estão dando o que falar no meio político do Maranhão. A forte onda de especulações está atingindo em cheio o senador Roberto Rocha, cujo partido por ele comandado, o PSDB, só elegeu dois dos 217 prefeitos maranhenses, o pior desempenho da história do partido no estado, fato que pode resultar na saída do parlamentar do ninho dos tucanos. Outra situação muito comentada diz respeito à senadora Eliziane Gama, que viu seu partido ser praticamente varrido da esfera municipal com a eleição de um único prefeito. Tem chamado a atenção também o fato de o Podemos ter elegido apenas um prefeito no Maranhão, exatamente o da Capital, Eduardo Braide. São três situações absolutamente distintas, mas que levam a uma conclusão pouco saudável em matéria de fortalecimento do cenário político: a falta de importância dos partidos políticos.

Todas as avaliações isentas concordam que o senador Roberto Rocha saiu das urnas politicamente muito enfraquecido por conta do desempenho do seu partido, o PSDB. Nas eleições municipais de 2016, os tucanos, então comandados pelo vice-governador Carlos Brandão, elegeram nada menos que 29 prefeitos, só perdendo para o PCdoB, que fez 46. Depois daquele pleito, numa grande articulação, que envolveu o então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato a presidente da República, Roberto Rocha deixou o PSB e retornou ao PSDB, depois de assegurar que teria o controle total do partido no Maranhão. O resultado foi desastroso. Primeiro o partido foi varrido da bancada maranhense na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa em 2018, e agora amargou a eleição de apenas dois prefeitos, alguns vices e uma penca tímida de vereadores espalhados pelo estado. As especulações de agora sugerem que ao perder o posto de líder dos tucanos no Senado em Fevereiro, o senador Roberto Rocha deve deixar o ninho, para um destino partidário incerto.

A senadora Eliziane Gama por sua vez, quase experimentou a estranha situação de única representante do seu partido, o Cidadania, em todas as esferas de representação. Sem deputados federais nem estaduais e quase ninguém em Câmaras Municipais, o Cidadania elegeu apenas um prefeito no Maranhão, exatamente o mesmo resultado das eleições municipais de 2016. Vale destacar o caso do Cidadania, cujo desempenho pífio aconteceu exatamente no momento em que Eliziane Gama ainda surfava na onda do milhão de votos que recebeu em 2018 e faz um bom trabalho parlamentar no Senado, o que, em tese, seria combustível suficiente para turbinar o Cidadania na corrida municipal, o que obviamente não ocorreu, tornando uma legenda sem norte na esquerda. O resultado é que, mesmo justa e corretamente prestigiada como senadora, Eliziane Gama foi um fracasso retumbante nas eleições municipais.

O pleito municipal produziu uma situação esdrúxula justamente em São Luís, o maior e mais importante centro político e eleitoral do Maranhão: a eleição de Eduardo Braide, cujo partido, o Podemos, não obteve sucesso em nenhum outro município, o que o faz uma agremiação nanica. É verdade que o Podemos ganhou reforço com a eleição de cinco vereadores na Capital, mas é improvável que ele venha a ganhar peso nos próximos tempos. Isso porque, fora Jackson Lago (PDT), todos os prefeitos de São Luís de 1985 para cá – Gardênia Gonçalves (PDS), Conceição Andrade (PSB), Tadeu Palácio (PDT) e João Castelo (PSDB) – saíram partidariamente enfraquecidos dos seus mandatos, o que vai acontecer também com Edivaldo Holanda Jr., cuja omissão ajudou o comando do PDT partido a entregar São Luís numa bandeja a um adversário. Eduardo Braide pode quebrar essa sina, mas também corre o risco de ser alcançado por ela.

Esses fatos, aos quais vários outros se somam, demonstram claramente que o Maranhão vive no momento uma realidade política complexa que poderá produzir mudanças radicais dentro dos três partidos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide vai à Assembleia e recebe apoio de Othelino Neto e aval de 22 deputados

Othelino Neto cumprimenta Eduardo Braide, e ex-colegas registram sua passagem pela Casa onde iniciou carreira

Mais do que um gesto de cortesia, a visita do prefeito eleito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), à Assembleia Legislativa, ontem, foi um fato político importante. Primeiro pela iniciativa de voltar à Casa onde atuou por oito anos como um dos seus quadros mais produtivos, e segundo pela maneira politicamente correta com que foi recebido pelo presidente Othelino Neto (PCdoB). E pela receptividade dos 21 deputados presentes à sessão, entre eles Felipe dos Pneus (Republicanos) e Rigo Teles (PL), respectivos prefeitos eleitos de Santa Inês e Barra do Corda, e Yglésio Moises (PROS), que foi seu adversário na disputa, e Marco Aurélio (PCdoB), que ficou em segundo na briga pela Prefeitura de Imperatriz.

Eduardo Braide mostrou pragmatismo político ao visitar uma Casa onde tem adversários partidários e ideológicos. Com isso, fez um gesto de quem não quer briga e de apoio para colocar em prática o seu plano de ação. Ele sabe que, mesmo sem uma ação que tenha como foco a Prefeitura de São Luís, o apoio informal de deputados estaduais é importante, tanto no campo político quanto na seara institucional.

Othelino Neto lembrou que Eduardo Braide iniciou sua trajetória política na Assembleia Legislativa, onde atuou por dois mandatos e de onde saiu para ser deputado federal. O presidente da Assembleia Legislativa assinalou também que São Luís, por ser a Capital do Maranhão, merece uma atenção especial do Parlamento estadual. “Seja muito bem-vindo a esta Casa. Tenha a certeza de que o senhor contará com o apoio e a solidariedade dos 42 parlamentares, independentemente de suas preferências políticas e partidárias, para que possa conduzir bem a nossa capital. Afinal de contas, aqui residem mais de um milhão de maranhenses, portanto, é preciso ter uma atenção especial de toda a Assembleia”, frisou Othelino.

Após conversar informalmente com o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Braide registrou: “Agradeço a recepção dos colegas da Assembleia Legislativa, em nome do presidente da Casa, deputado Othelino Neto. É um prazer retornar aqui, pois durante oito anos fui deputado estadual nesse Parlamento, onde muito trabalhei em benefício da população do Maranhão. Agora, retorno a esta Casa como prefeito eleito de São Luís. Estamos cumprindo aquilo que nós sempre dissemos durante a campanha, que é manter o diálogo e o bom relacionamento institucional com todas as instâncias de poder”.

Eduardo Braide saiu do Plenário Nagib Haickel e do Palácio Manoel Beckman certo de que deu um passo político correto e com a convicção de que tem interlocutores no Poder Legislativo.

 

Político acham que Operação Descalabro pode sepultar a carreira de Josimar de Maranhãozinho

A Operação Descalabro, por meio da qual a Polícia Federal desbaratou esquema de desvio de dinheiro de emendas destinadas à Saúde e colocou o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (foto)(PL) na posição de principal suspeito de chefiá-lo, situação agravada por causa dos mais de R$ 3 milhões em espécie encontrados em endereços do parlamentar, instalou um fosso pantanoso entre o parlamentar e o futuro dele na política.

No meio político, a impressão dominante é a de que Josimar de Maranhãozinho pode até escapar da degola judicial, mas nunca será o mesmo no cenário da política estadual. E se o que foi dito pelo Ministério Público Federal para justificar a Operação Descalabro viver a ser confirmado, como está parecendo, o chefe do PL no Maranhão deve refazer as contas e se preparar para aposentadoria política precoce. Vale aguardar.

São Luís, 16 de Dezembro de 2020.

 

Se quiser eficiência, Braide terá de fazer ajustes na paquidérmica estrutura da Prefeitura de São Luís

 

Eduardo Braide: desafio de enxugar e racionalizar a máquina na Prefeitura

O prefeito eleito Eduardo Braide (Podemos) tem um grande desafio pela frente: racionalizar a paquidérmica máquina administrativa de São Luís, de modo que ela possa se tornar mais enxuta, funcional e eficiente, e ainda por cima menos onerosa. Atualmente, são injustificáveis 22 secretarias plenas, três secretarias extraordinárias, estrutura a que se somam três autarquias, uma fundação e cinco órgãos independentes. Durante a campanha, o então candidato Eduardo Braide declarou reiteradas vezes que está preparado para governar São Luís, e que esse preparo veio de estudos que dedicou à cidade, sua máquina administrativa e os desafiadores problemas a serem encarados. E sempre que falou em recursos, enfatizou que o caminho será reduzir e racionalizar gastos, sem mexer, é claro, com os poucos mais de 25 mil servidores espalhados pela megaestrutura que hoje move a Prefeitura da Capital na oferta de serviços aos seus 1,2 milhão de habitantes.

Qualquer avaliação sustentada em rigor técnico certamente concluirá pela inutilidade de pelo menos cinco secretarias, que extintas resultariam numa economia razoável em salários de secretários e assessores graduados, chefes e chefetes, e custeio. O organograma da Prefeitura de São Luís abriga, por exemplo, a Secretaria de Orçamento Participativo e a Secretaria Extraordinária de Governança Solidária e Orçamento Participativo, o que não faz qualquer sentido. É também difícil de entender que no mesmo organograma convivam a Secretaria de Articulação Institucional e a Secretaria Extraordinária de Assuntos Políticos, funções que uma Secretaria de Governo bem comandada e organizada, e com os assessores certos, pode atuar com bons resultados. Chama a atenção também o conflito de atribuições da Secretaria de Urbanismo e Habitação com o Instituto Municipal da Paisagem Urbana.

Outros casos de coincidências e superposição são facilmente observáveis na atual grade operacional da Prefeitura de São Luís – como a Secretaria de Criança e Assistência Social e a Secretaria de Segurança Alimentar, por exemplo -, sugerindo também que ajustes pontuais podem aliviar a pressão dos custos. Mais ainda numa instituição como a máquina administrativa ludovicense, que depois de mostrar pujança com dinheiro de empréstimos – que terão de ser pagos um pouco mais na frente -, se prepara para enfrentar um longo período de vacas magras. Tal situação certamente obrigará o novo prefeito a fazer mudanças cuidadosas, já que assumirá o comando da máquina sob uma densa nuvem cinzenta da crise fiscal que está se desenhando como consequência da pandemia do novo coronavírus.

O enxugamento da máquina se torna um imperativo, que se impõe pelo valor do Orçamento da prefeitura de São Luís para 2021: R$ 3,2 bilhões, dos quais nada menos que R$ 1,7 bilhão serão destinados à folha de pessoal – incluindo a Câmara Municipal -, o que equivale a R$ 143 milhões/mês, incluindo o 13º salário. A situação é tão complicada que, feitas as contas, de uma receita estimada de aproximadamente R$ 260 milhões mês, nada menos que 55% serão destinados à folha, o que, somados outros compromissos – e neles estarão empréstimos -, sobrarão apenas R$ 42 milhões mensais para investimentos.

Em resumo: para cumprir os compromissos que assumiu durante a campanha, o prefeito eleito Eduardo Braide terá de fazer ajustes na máquina e vai precisar da firmeza implacável do economista Simão Cirineu no controle da chave do cofre.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Posição obtida pelo Maranhão contra a epidemia é o resultado de decisão política racional

Flávio Dino na epidemia: decisões certas nas horas certas

Os fatos vão aos poucos confirmando que o Maranhão foi mesmo um dos estados que melhor enfrentaram a epidemia do novo coronavírus em todo o País. Essa posição vem sendo consolidada nos últimos dias, quando o estado saiu de uma longa permanência situação de estabilidade para nos últimos três dias se destacar no mapa como um dos três estados com número de mortes em queda – os outros são o Pará e o Ceará. Isso se torna evidente enquanto quase todo o Brasil, a começar pelos estados mais ricos e desenvolvidos, como os três do Sul e os do Sudeste, amarga o recrudescimento da epidemia, com elevação forte do número de internações e morte, com a ameaça de colapso dos seus sistemas de Saúde.

É milagre? O novo coronavírus desviou rota e deixou o Maranhão de fora? O Maranhão gastou bilhões que não tinha? Foi buscar especialistas na Europa? Nada disso. O que aconteceu é visível e não deixa dúvidas: o governador Flávio Dino percebeu a gravidade da epidemia no momento certo e tomou a decisão política de combatê-lo com as armas que tinha: planejamento, aplicação racional dos recursos disponíveis, montagem de uma estrutura hospitalar que atendesse às necessidades do momento, tomou decisões duras como o fechamento, brigou em Brasília por recursos e conseguiu uma testagem acima da média nacional. Estimulados, os maranhenses, em sua maioria, corresponderam à política de combate traçada pelo Governo do Estado. Coube ao secretário Carlos Lula a execução bem sucedida do que foi planejado.

Em meio às incoerências do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), até os obscurantistas e negacionistas maranhenses reconheceram que o governador Flávio Dino fez a parte que lhe coube. E agora briga pelo que será a maior das conquistas: conseguir vacinas para imunizar os maranhenses.

 

Manoel dos Santos Neto lança hoje livro-reportagem sobre o jornalista Othelino Nova Alves

Capa do livro sobre a trajetória de Othelino Nova Alves

O jornalista e pesquisador Manoel dos Santos Neto entrega hoje ao cervo memorialístico do jornalismo maranhense mais uma contribuição de peso, com o lançamento do livro-reportagem “Othelino, um herói da imprensa livre”, no qual resgata “a trajetória, os embates, e o pensamento político de um homem do jornalismo do Maranhão”, Othelino Nova Alves (1911-1967). O biografado marcou época em São Luís nos anos 50 e 60, fazendo um jornalismo posicionado, impiedosamente crítico, e de enfrentamento direto com poderosos, o que lhe valeu  simpatizantes, críticos e inimigos. Advogado e político militante, Othelino Nova Alves fez um jornalismo passional e sem medida quando tinha um alvo, fosse ele um político ou a um agente público. Em sua coluna “Na liça”, no Jornal Pequeno, travou embates, denunciou desmandos, foi duro e implacável com desafetos. Atacou a ditadura e pagou preço alto: foi sequestrado e barbaramente torturado. A brutalidade das torturas que sofreu não lhe tirou a coragem e a ousadia como jornalista. Foi morto no centro de São Luís pelos disparos feitos por um delegado de Polícia com quem manteve forte embate. Praticante e defensor intransigente do jornal sem amarras, opinativo e adjetivado, por meio do qual externou sua veia crítica e suas paixões políticas, Othelino Nova Alves deixou uma marca no jornalismo, que reúne coragem, audácia e polêmica. E gerou uma linhagem de homens de imprensa, como o herdeiro Othelino Filho, que pontificou no jornalismo do Maranhão, e Othelino Neto, jornalista formado pela UFMA, que preferiu seguir os seus passos na política, sendo atualmente presidente da Assembleia Legislativa.

Prefaciado pelo jornalista Cunha Santos Filho, a reportagem biográfica realizada por Manoel dos Santos Neto será lançada hoje às 18 horas na antessala do plenário da Assembleia Legislativa.

São Luís, 15 de Dezembro de 2020.

 

Flávio Dino tem cacife político forte, faz um Governo de excelência e está credenciado para encarar as urnas em 2022

 

Flávio Dino: bom cacife político e credibilidade como gestor

Em meio ao rescaldo das eleições municipais, das preocupações aumentadas com o recrudescimento da “segunda onda” da epidemia do novo coronavírus no Brasil, e a intensa e eufórica agitação planetária causada pela chegada da primeira vacina científica e formalmente aprovada, o governador Flávio Dino (PCdoB) consolida sua posição de governante pleno, tanto no movediço campo da política, quanto na complicada e desafiadora seara da gestão pública. Nas últimas semanas, ele atuou com firmeza e equilíbrio nas duas frentes. No campo político, agiu com precisão para ajustar a base política e partidária do seu Governo, anunciando que algumas alianças precisam ser revistas devido a fissuras causadas pela movimentação de alguns aliados, que resolveram antecipar a corrida eleitoral de 2022. No âmbito da gestão, atuou fortemente na busca de soluções para reforçar combate ao novo coronavírus, focando agora em providências para garantir que vacinas cheguem ao Maranhão o mais rapidamente possível, manifestando-se criticamente sobre os descaminhos do Governo Federal em relação ao problema.

No campo político, feitas as contas sobre o que foi decidido pelas urnas, Flávio Dino viu seu partido, o PCdoB, encolher, perdendo o controle de cidades como Barra do Corda e Raposa. Ao mesmo tempo, comemorou o forte crescimento de partidos aliados, como o PDT, o Republicanos e o PL, anotando também que partidos adversários, a começar pelo PSDB comandado pelo senador Roberto Rocha, quase desapareceram do mapa político maranhense. No caso de São Luís, uma avaliação mais cuidadosa mostrará que o governador não perdeu o que não tinha e que o grande derrotado foi o senador Weverton Rocha, que viu seu partido encolher ao perder o comando do maior e mais importante município maranhense. Se não saiu fortalecido das urnas em Novembro,  Flávio Dino não sofreu a derrota que alguns observadores tentam lhe imputar. O resultado das eleições traduziu com exatidão o momento de todo governante em segundo mandato, quando tradicionalmente as lideranças mais atuantes sacam seus projetos majoritários e causam tremores nas alianças partidárias.

As brechas abertas na sua base política são consequências de uma guerra antecipada pela sua sucessão, travada frontalmente pelo senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato assumido ao Palácio dos Leões, e pelo vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), igualmente decidido a candidatar-se a governador. Essa guerra fez alguns estragos, como, por exemplo,  a eleição de um adversário – Eduardo Braide (Podemos) – na Capital e a reeleição do prefeito Assis Ramos (DEM) em Imperatriz. A julgar pelos números, se a aliança governista tivesse funcionado como devia, o resultado em São Luís poderia no mínimo ter sido mais apertado e o de Imperatriz teria certamente sido favorável ao candidato governista. Os desvios de aliados foram ostensivos, levando o governador a avisar que as cartas serão novamente colocadas à mesa, para que os ajustes sejam feitos na aliança. Ao mesmo tempo, Flávio Dino permanece articulando a formação de uma frente ampla, que reúna a esquerda e partidos de centro contra o projeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de renovar o mandato. E no que diz respeito a ele próprio, o governador trabalha com duas possibilidades: concorrer ao Senado – que a razão aponta como o melhor caminho – ou embarcar na corrida sucessória presidencial como cabeça de chapa ou candidato a vice. Ele admite até cumprir o mandato até o final e voltar a dar aulas no Curso de Direito da UFMA.

No complicado campo da gestão, Flávio Dino faz um Governo diferenciado, abrindo mão das obras faraônicas para investir na área social. Seus programas na área de Educação – Escolas de Tempo Integral, Escola Digna e Iemas – no Desenvolvimento Social – são mais de 50 restaurantes populares -,  na Segurança Pública – com o aumento expressivo do contingente policial e no sistema operacional – estão produzindo resultados altamente positivos. Além disso tudo, entra para a História a forma racional e eficiente como o seu Governo combateu a pandemia: investimentos em estruturas hospitalares convencionais e de campanha, compra de respiradores, testagem em massa, enfim, todas as providências sugeridas pela organização Mundial da Saúde, de modo que hoje, enquanto a maioria esmagadora dos estados registra os efeitos da “segunda onda”, o Maranhão se mantém entre a estabilidade e a queda do número de mortos.  Tudo isso tem sido possível graças a uma política fiscal rigorosa, com as finanças fortemente controladas, muito planejamento, alguns empréstimos e um combate férreo à corrupção.

Dono de um grande cacife político e reconhecido como governante vitorioso, Flávio Dino está credenciado a reforçar a base política do seu Governo, fazer os ajustes necessários e conduzir a aliança partidária às urnas em 2022 com um projeto eleitoral coerente, e participar, ele próprio, da corrida às urnas por um mandato majoritário.

PONTO & CONTRAPONTO

Acordo de Braide com PDT garante eleição de Osmar Filho para presidência da nova Câmara Municipal

Eduardo Braide cumprimenta Osmar Filho em visita à Câmara no meio da semana

Todos os movimentos registrados até agora indicam que  um grande acordo começou a ser alinhavado nas primeiras horas do dia 16 de Novembro, quando a apuração dos votos definiu a composição da Câmara Municipal e mandou Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Jr. (Republicanos) para o turno decisivo da disputa para a prefeitura de São Luís. Naquela madrugada o comando do PDT bateu martelo e orientou seus vereadores reeleitos, liderado pelo vereador-presidente Osmar Filho, a declarar apoio ao candidato do Podemos. A decisão incluiu também a candidatura do atual presidente para novo mandato em nova legislatura. Feito diretamente com o ainda candidato Eduardo Braide: com o aval do comando estadual, o PDT municipal o apoiaria no 2º turno, tendo como contrapartida o seu aval à candidatura de Osmar Filho. Na noite de 29 de Novembro, quando as urnas confirmaram o favoritismo de Eduardo Braide, o presidente Osmar Filho cobrou o acerto e obteve como resposta o aval do agora prefeito eleito Eduardo Braide à sua candidatura a presidente na nova legislatura.

Em condições de reunir uma bancada aliada com pelo menos 18 dos 31 vereadores, o que lhe daria condições políticas para fazer o presidente da Câmara Municipal, atropelando o PDT, Eduardo Braide poderia tranquilamente fincar pé e tentar impor um nome da sua confiança. Preferiu, no entanto, jogar o jogo político das raposas, compor com o PDT e outras peças soltas e apoiar a candidatura de Osmar Filho e a do vereador Gutemberg Araújo (PSD), aliado de primeira hora, como vice. Com isso, tirou das suas costas o peso de controlar diretamente a Câmara Municipal, preferindo contar com maioria sempre que necessitar dela para decisões. E agora que a reeleição do presidente do legislativo na mesma legislatura foi mandada para o espaço pelo Supremo Tribunal Federal, Eduardo Braide vai se preparar para assumir as rédeas da situação em Janeiro de 2023, quando os vereadores terão de eleger nova Mesa Diretora. E com o diferencial de que aquela eleição se dará semanas depois que o Governo do Estado já tiver novo comando.

 

Eleição em São José de Ribamar depende ainda de decisão judicial

Eudes Sampaio aposta na anulação dos votos de Júlio Matos, que venceu a eleição

Engana-se quem pensa que a disputa pela Prefeitura de São José de Ribamar terminou com a anunciada vitória do ex-prefeito Júlio Matos (PL). Há uma verdadeira guerra judicial em andamento, com o prefeito Eudes Sampaio (PTB), que não venceu nas urnas, mas tenta garantir o novo mandato com a alegação de que o eleito é ficha-suja. Júlio Matos teve sua candidatura impugnada, mas obteve liminar para concorrer, correndo, portanto, o risco de ter seus votos anulados, o que levaria Eudes Sampaio a ser o mais votado, portanto, reeleito.

Eudes Sampaio conta com o apoio do ex-prefeito e padrinho político Luís Fernando Silva, hoje integrante da equipe do governador Flávio Dino, e também com a cúpula do PTB, que o apoia na empreitada. Já Júlio Matos tem o apoio do deputado Josimar de Maranhãozinho, que teve de sair de cena depois que a Polícia Federal encontrou milhões de reais em espécie em endereços seus, na Operação Descalabro, que apura desvios de recursos de emendas parlamentares destinadas à Saúde.

A Justiça Eleitoral ainda vai se pronunciar sobre os recursos, podendo decidir a favor do prefeito eleito ou do atual prefeito.

São Luís, 13 de Dezembro de 2020.

José Reinaldo aposta na gestão de Eduardo Braide e diz que ele pode ser contraponto de Flávio Dino

 

José Reinaldo Tavares prevê que Eduardo Braide fará boa gestão e acha que Flávio Dino deve ser senador

“A eleição de Eduardo Braide foi muito boa para a política do Maranhão”. “Braide pode fazer o contraponto e ser o grande opositor de Flávio Dino”. Feitas em momentos distintos, mas no mesmo contexto, as duas avaliações partiram do ex-governador José Reinaldo Tavares (PSDB), ontem, durante entrevista ao programa “Os Analistas”, da TV Guará.  Apoiador de proa do prefeito eleito de São Luís, e apontado como um dos seus principais conselheiros – posição reforçada com a escolha de dois ex-auxiliares, Simão Cirineu para a Secretaria de Planejamento e de Jesus Azzolini para a Secretaria da Fazenda -, José Reinaldo também fez uma avaliação do quadro político estadual para o grande embate de 2022. Para ele, se o governador firmar seu apoio à candidatura do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e se lançar para o Senado, dificilmente o senador Weverton Rocha (PDT) entrará na disputa pelo Palácio dos Leões, “mas se ele for para presidente, corre o risco de perder tudo”.

Dono de uma larga experiência como gestor e protagonista de um dos momentos políticos mais importantes dos tempos recentes no Maranhão, a eleição de Jackson Lago para o Governo do Estado em 2006, derrotando a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), José Reinaldo vê a eleição do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) para a Prefeitura de São Luís como o primeiro momento de uma guinada. “É um valor novo, e se fizer uma boa administração, certamente alçará voos mais altos”, avaliou o ex-governador, para quem “foi bom” para Eduardo Braide não vencer a eleição em 2016. “Ele pôde se preparar na Câmara (Federal), e agora está preparado para fazer uma boa administração”, que certamente o projetará no cenário político estadual.

Do alto da sua experiência, com a autoridade de quem foi o grande articulador e principal fiador da derrubada do Grupo Sarney em 2006, José Reinaldo avalia que o sucesso político e administrativo do governador Flávio Dino, além da sua indiscutível qualificação nos dois campos, foi também facilitado pelo declínio do sarneysismo, pela derrubada de Jackson Lago e pela ausência de uma oposição forte. “Faltou o contraponto”, resumiu, para em seguida acrescentar: “O Braide pode fazer o contraponto”. Mas condicionou essa posição à realização de uma administração bem-sucedida e diferenciada como prefeito de São Luís e ao rumo político que ele resolver seguir: “O Eduardo (Braide) amadureceu muito na política. Ele não é tutelado por ninguém”.

Sem floreios e com a objetividade que é uma das suas marcas, o ex-governador José Reinaldo vê o cenário político maranhense ainda nebuloso para 2022, mas reconhece que há dois caminhos, ambos na esfera da aliança comandada pelo governador Flávio Dino: as pré-candidaturas do vice-governador Carlos Brandão, em quem aposta, e a do senador Weverton Rocha. Na sua avaliação, o resultado dessa equação vai depender do rumo a ser tomado pelo governador Flávio Dino – que no seu entendimento “está numa encrenca”. Calcula que o governador corre o risco de perder seu capital político se partir para uma candidatura nacional.

– O Flávio tem de eleger o Brandão – assinala, enfático, o ex-governador, explicando que “ele pode até não ser nada, mas não pode perder o Governo”. Para ele, o caminho ideal para o governador Flávio Dino é lançar a dobradinha como o vice-governador Carlos Brandão para o Governo do Estado e ele, Dino, para o Senado. Acredita que se essa chapa for lançada, o senador Weverton Rocha dificilmente entrará na disputa: “O Weverton não entra se o Flávio for candidato ao Senado apoiando o Brandão”. Para o ex-governador, qualquer outro caminho poderá ser politicamente prejudicial ao governador, podendo comprometer o capital político que acumulou.

Sobre sua relação com o prefeito eleito Eduardo Braide, a quem apoiou desde o lançamento da candidatura, José Reinaldo descartou a possibilidade de vir a ocupar cargo na nova gestão de São Luís e foi enfático: “Estou pronto para ajudar”.

Em Tempo: Provocado na entrevista sobre seu futuro político, José Reinaldo admitiu, sem muita ênfase, que poderá disputar mandato em 2022. Mas como que se referindo ao insucesso da sua candidatura ao Senado em 2018, avisou a quem interessar possa: “Contra o Governo eu não vou mais”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Apoio de Assis Ramos a Weverton Rocha reforça suspeita sobre posição do PDT em Imperatriz

Assis Ramos e Weverton Rocha trocam afagos durante inauguração em Imperatriz

Deu o que falar a declaração de apoio ao projeto do senador Weverton Rocha (PDT) de chegar ao Palácio dos Leões, feita pelo prefeito reeleito Assis Ramos (DEM), no ato de inauguração de uma avenida em Imperatriz, construída com recursos conseguidos pelo parlamentar pedetista. O prefeito disse o seguinte: “Vou pedir votos para ele, mesmo não declarando que é candidato. Acredito que tem todas as condições de ser o nosso governador”.

Politicamente legítima, a manifestação do prefeito Assis Ramos causou um zumzum nos bastidores da aliança governista, reforçando a suspeita de que, motivado pelo acerto nacional que o levou a se coligar com o DEM em São Luís, em torno da candidatura do deputado estadual Neto Evangelista, e depois apoiando a candidatura de Eduardo Braide no 2º turno, o PDT teria feito jogo duplo em Imperatriz. Ali, oficialmente apoiou a candidatura do deputado Marco Aurélio (PCdoB), mas teria tirado o pé do acelerador na reta final da campanha, facilitando a reeleição do prefeito.

Há quem diga que os pouco mais de 1% que separou Marco Aurélio de Assis Ramos teriam sido obtidos pelo candidato do PCdoB se o PDT tivesse entrado de cabeça na reta final da sua campanha.

 

Imagem simbólica

Felipe dos Pneus e Rigo Teles têm o desafio de comandar dois grandes municípios 

A foto é politicamente simbólica. Os deputados Felipe dos Pneus (Republicanos) e Rigo Teles (PL) trocam um fraterno aperto de mãos. Os dois saíram vitoriosos das urnas no dia 15 de Novembro.

Felipe dos Pneus, 26 anos, é engenheiro civil, entrou para a política elegendo-se deputado estadual em 2018 e dando um passo gigantesco dois anos depois como prefeito eleito de Santa Inês, um dos mais importantes e estratégicos municípios maranhenses, vencendo o ex-prefeito Valdivino Cabral (PL), impondo-se o desafio de mostrar na prática o potencial da nova geração de políticos maranhenses.

Rigo Teles, 57 anos, que está no sexto mandato consecutivo de deputado estadual, sendo hoje o decano da Assembleia Legislativa, saiu das urnas eleito prefeito de Barra do Corda, também um dos mais importantes municípios do estado. Venceu a eleição contra o candidato Gil Lopes (PCdoB), apoiado pelo prefeito Eric Costa (PCdoB). Com vasta experiência política, porém sem ter exercido cargos executivos, tem o desafio de mostrar que a comunidade cordina fez a escolha certa.

As eleições turbinaram seus partidos e reforçaram o peso político da Assembleia Legislativa.

São Luís, 12 de Dezembro de 2020.