Arquivos da categoria: Sem categoria

Na reta final da pré-campanha, corrida aos Leões tem Braide e Orleans na linha de frente e Camarão tentando chegar lá

Eduardo Braide, Orleans Brandão, Felipe Camarão,
André Luís, Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli
entram na reta final para as convenções

A um mês do início do prazo para as convenções partidárias (20 de julho a 05 de agosto) que confirmarão as candidaturas para as eleições de outubro, o quadro de pré-candidatos ao Palácio dos Leões começa a ganhar contornos definitivos, com os aspirantes à sucessão do governador ocupando os seus espaços no tabuleiro em que medirão forças para ganhar as preferências dos 5,2 milhões de eleitores maranhense – o número oficial deve sair nos próximos dias. Nesse quadro estão confirmados Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU), podendo ainda ser aumentado com a possível entrada de Roberto Rocha (Novo). Eles estão se movimentando para chegarem às convenções com suporte necessários para se tornarem candidatos a governador.

Nesse exato momento da pré-campanha, o cenário mostrado pelas pesquisas mais recentes aponta para uma polarização nítida entre Eduardo Braide e Orleans Brandão. E que, na esteira da desistência de Lahesio Bonfim (Novo), Felipe Camarão trabalha sair do patamar de um dígito para entrar na briga. Nesse ambiente, o quadro de pré-candidatos a governador foi levemente animado com o aparecimento de André Luís, apresentando-se como pré-candidato a governador pelo partido Missão, enquanto Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli permanecem estacionados até aqui. Em outro movimento, também causado pela desistência de Lahesio Bonfim, Roberto Rocha admite deixar a disputa para o Senado e se candidatar ao Governo do Estado.

Até, os grandes movimentos dessa corrida aos Leões estão sendo protagonizados por Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão.

Já com vice (Elaine Cortez – PSD) e um pré-candidato a senador (André Fufuca – PP) definidos, Eduardo Braide faz uma campanha intensa nas mais diversas regiões, mostrando que tem fôlego para se manter na disputa. Essa condição vai aos poucos se firmando com manifestações de lideranças do interior, como alguns prefeitos, vereadores e principalmente grupos de oposição, tendo reforçado o seu cacife com a aliança com o deputado federal André Fufuca, Eduardo Braide entra na reta final da pré-campanha com cacife de quem deve chegar ao segundo turno, tendo como lastro incontestável o seu prestígio em São Luís.

Com o apoio decisivo do governador Carlos Brandão e de um grande número de prefeitos, contando ainda com uma aliança partidária forte, encabeçada pelo MDB, que ele preside, Orleans Brandão caminha para ser confirmado na convenção emedebista como candidato sem contestação, com poder de fogo. Realiza uma pré-campanha intensa, principalmente em São Luís, tentando alcançar o eleitorado a partir dos prefeitos. Ainda sem pré-candidato a vice e apenas com um candidato a senador definido (Weverton Rocha – PDT), Orleans Brandão tem encontrado alguma dificuldade para definir esses nomes, com a vantagem de que o problema é o excesso e não falta de opções.

Depois de um longo período de incerteza, causado pela demora do PT se posicionar no cenário da disputa majoritária no Maranhão, Felipe Camarão começa a acertar o passo, já com a definição de um candidato ao Senado (Eliziane Gama – PT), faltando o nome para a outra vaga e a escolha do vice. Nesse momento, em que não se tem informações recentes sobre as preferências do eleitorado, a posição de Felipe Camarão na corrida aos Leões é imprecisa. Ele e seus assessores mais próximos apostam que o aval do presidente Lula da Silva (PT) vai impulsionar o seu projeto de candidatura. Sua aposta é alta.

André Luís, Enilton Rodrigues e Saulo Arcangeli formam um time que vai para as convenções partidárias certos de que serão candidatos a governador sem maiores chances de inverter a tendência já desenhada. Esse quadro pode ganhar alguma dinâmica se, seguindo o caminho inverso de Lahesio Bonfim, Roberto Rocha for convencido pelo Novo de desistir de disputar cadeira no Senado e entrar na corrida ao Palácio dos Leões.

PONTO & CONTRAPONTO

Movimentos de pré-candidatos indicam que corrida às vagas do Senado está indefinida

Roseana Sarney, Weverton Rocha, Eliziane Gama,
André Fufuca, Duarte Jr., Lahesio Bonfim e
Roberto Rocha: nenhum pode cantar vitória

Todos os indícios sugerem que a disputa pelas duas cadeiras no Senado está rigorosamente indefinida, em pese o fato de que as últimas pesquisas, que já estão defasadas, terem apontado a deputada federal Roseana Sarney (MDB) – ainda não confirmou pré-candidatura – e o senador Weverton Rocha (PDT) aparecerem como favoritos – ela com um cacife maior que o dele. Mas não há dúvida também de que o ex-senador Roberto Rocha (Novo) – se continuar candidato -, a senadora Eliziane Gama (PT) e os deputados federais André Fufuca (PP) e Duarte Jr. (Avante) estão no páreo.

Os movimentos recentes no tabuleiro da corrida majoritária sinalizaram que a disputa para as duas cadeiras no Senado tem lá seus favoritos. Mas indicaram também que esse favoritismo é frágil e pode ser revertido durante a campanha.

Roseana Sarney, por exemplo, parece entrar no teto, porque não pé uma novidade, tem rejeição muito elevada. Ao contrário, por exemplo, de Eliziane Gama, que está no auge da sua carreira política e é respeitada como um dos melhores quadros do Senado na atualidade e tem rejeição bem menor. Qualquer avaliação indica que com o aval de Lula da Silva, Eliziane Gama tem muito mais gás para avançar.

No mesmo tabuleiro, o senador Weverton Rocha começou a sua pré-campanha há mais de um ano no mesmo patamar, sem ter dado um passo além, mesmo sendo alçado à condição de escolhido para compor chapa com Orleans Brandão. No contraponto, o deputado federal André Fufuca, que representa um partido forte, foi ministro do Esporte, trem feito um trabalho diferenciado de articulação municipal e reforçou seu cacife ao se tornar o primeiro candidato a senador de Eduardo Braide.  

Nesse ambiente se move o ex-senador Roberto Rocha (Novo), com expressivo potencial eleitoral e politicamente empenhado em ser a cara da direita bolsonarista, uma aposta que pode produzir um bom resultado ou empurra-lo para o abismo político. E no contraponto aparece o deputado federal Duarte Jr., um outsider inteligente, aguerrida e que comina uma ferramenta poderosa, as redes sociais, além de exercer um mandato eficiente e produtivo, o que lhe dá ânimo e poder de fogo para apostar num bom desempenho nas urnas.

O demais nomes, pré-candidatos assumidos ou não – Pedro Lucas Fernandes (União), Hilton Gonçalo (Mobiliza), Franklin Douglas (PSOL), Antônia Cariongo (PSOL) e Simplício Araújo (DC) – participarão desse processo, cada um à sua maneira.

Cenário confuso leva prefeitos a apoiar candidatos a governador e a senador de campos diferentes

Apoio de Rildo Amaral a Orleans Brandão, André
Fufuca e Eliziane Gama é um exemplo do que a
miscelânea partidária está produzindo na política

Muita gente levantou dúvida em relação ao apoio do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), depois que deputado federal André Fufuca (PP), pré-candidato ao Senado, se aliou a Eduardo Braide (PSD).

Uma coisa nada tem a ver com a outra. Rildo Amaral já declarou apoio a Orleans Brandão, mantém bom relacionamento com o governador Carlos Brandão (MDB) e dificilmente mudará esse posicionamento. Sua posição, como a de muitos outros prefeitos, é fruto de uma miscelânea partidária que tomou conta da política brasileira.

Quase ninguém levantou a mesma dúvida quando o prefeito de Imperatriz declarou apoio à reeleição da senadora Eliziane Gama, que apoia a pré-candidatura de Felipe Camarão, não declarando apoio ao pré-candidato governista Weverton Rocha (PDT).

Muitos prefeitos maranhenses farão o mesmo: votarão em Orleans Brandão, mas não apoiarão os seus candidatos ao Senado. O de Caxias, por exemplo, Gentil Neto (PP), vai com Orleans Brandão, mas dificilmente deixará de apoiar André Fufuca para o Senado. O prefeito de Balsas, Alan da Marisol (PRD) é outro exemplo: apoia integralmente a candidatura de Orleans Brandão ao Governo, mas já declarou apoio à reeleição da senadora Eliziane Gama.

Esse quadro vai ser movimentado ainda mais depois que Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão anunciarem os nomes para as vagas de pré-candidato a senador ainda abertas.

Em Tempo: neste 21 de junho, Repórter Tempo alcança a sua 3333ª edição. É um número matematicamente bonito e simbolicamente expressivo. Essa edição representa mais um marco de afirmação da Coluna, que continuará firme e voltada exclusivamente para a Política, a História e a Cultura do Maranhão.   

São Luís, 21 de Junho de 2026.  

Roberto Rocha admite crise no Novo, e avisa que “nada está descartado” quanto a candidaturas

Roberto Rocha avalia como irresponsável
a desistência de Lahesio Bonfim

Com a desistência de Lahesio Bonfim de disputar o Governo do Estado e anunciando sua pré-candidatura ao Senado da República, o partido dele, o Novo, entrou em completo parafuso e perdeu completamente o rumo. Esse desarranjo foi interrompido ontem pelo ex-senador Roberto Rocha, também pré-candidato a senador, que numa fala reveladora da crise, tentou colocar o Novo nos eixos. No seu pronunciamento, o ex-senador foi duro com Lahesio Bonfim, classificando de irresponsável a sua atitude migratória, a começar pelo fato de que ela foi isolada, individualista e sem uma conversa prévia com a direção partidária. Roberto Rocha informou que desde então encontra-se em “reunião permanente” com a direção estadual e com a cúpula nacional do Novo, e que “tudo pode acontecer” no partido em relação à corrida ao Governo do Estado e às duas vagas no Senado.

Lahesio Bonfim justificou sua desistência de disputar o Palácio dos Leões após “ouvir a voz das ruas”, que na sua interpretação, lhe pediu para desistir da pré-candidatura “em favor do povo”. Não explicou o fato de não haver conversado com a direção partidária, a quem não comunicou também a sua decisão de disputar uma cadeira no Senado. Nas entrevista que concedeu sobre o seu movimento, ele praticamente não se referiu ao partido, dando a impressão de que estava chancelado para tomar qualquer atitude sem der satisfação a quem quer que seja. Sempre falou em seu próprio nome, como se ele próprio fosse o partido. E ponto final.

O fato real é que Lahesio Bonfim, que começou a pré-campanha para governador embalado por um amplo lastro eleitoral, posicionado atrás apenas do então prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD). Mas foi perdendo consistência na medida do crescimento do pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, que o deixou para trás ao se tornar o adversário de Eduardo Braide numa disputa polarizada. Lahesio Bonfim não sustentou a posição, foi seu lastro derreter, e antes que perdesse tudo, deu a guinada da desistência e se apresentou como candidato ao Senado.

O Novo não programou duas candidaturas ao Senado. Apostou tudo na do ex-senador Roberto Rocha que, ao contrário de Lahesio Bonfim, vem se mantendo entre os melhor posicionados nessa corrida, como Roseana Sarney (MDB), Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PT), André Fufuca (PP) e Duarte Jr. (Avante). Além de tentar chegar ao Governo, o papel de Lahesio Bonfim nesse projeto era também turbinar a pré-candidatura de Roberto Rocha e vice-versa. Mas ao migrar de pré-candidato ao Governo para pré-candidato ao Senado, ele se tornou, na prática, um concorrente de Roberto Rocha, criando uma situação insustentável dentro do partido.

Na sua fala, Roberto Rocha admitiu a crise, sinalizou o incômodo que ela está produzindo, não previu um desfecho para já, mas avisou que “tudo pode acontecer” no Novo em relação à corrida ao Palácio dos Leões e às vagas no Senado. E como não apontou qualquer exceção, deixou no ar a expectativa de que vai lançar um novo candidato a governador, que pode ser ele próprio, com Lahesio Bonfim para o Senado, embora a impressão deixada pelo seu discurso é a de que o partido pode descartar o ex-prefeito de São padro dos Crentes, sacando-o da disputa majoritária.

Nesse contexto de crise no Novo, o ex-senador Roberto Rocha vem se movimentando com habilidade, tem as cartas nas mãos e deve moldar o projeto eleitoral do partido de acordo com as suas conveniências, uma delas enquadrar devidamente o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes. Afinal, o Novo não quer perdê-lo.

PONTO & CONTRAPONTO

Cúpula governista articula para preencher vagas de pré-candidatos ao Senado e a vice por consenso

Roseana Sarney, Pedro Lucas e Iracema Vale:
dessa tríade podem sair o candidato ao
Senado e à vice de Orleans Brandão

Tudo indica que com a migração do deputado federal André Fufuca (PP) para o campo liderado por Eduardo Braide (PSD), a aliança governista definiu o formado da sua chapa para o Senado. Com a confirmação da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT para uma das vagas, a cúpula deve bater martelo pela pré-candidatura da deputada federal Roseana Sarney (MDB). Nesse caso, haverá um rearranjo com o União Brasil e o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) vai concorrer à reeleição, que sempre foi o seu projeto nessa corrida.

É verdade que não existe uma decisão tomada, e que essa previsão pode mudar, uma vez que em política nada é definitivo numa situação como essa. Mas a ex-governadora, ex-senadora e atual deputada federal, além do lastro pessoal, conta com a ala sarneysista do MDB maranhense e com o aval da cúpula nacional do partido. E está calçada pelo mais importante: a liderança isolada na preferência do eleitorado, segundo as pesquisas mais recentes.

Decido a evitar qualquer tremor dentro da aliança governista, especialmente envolvendo o MDB, a cúpula da aliança governista, a começar pelo próprio Orleans Brandão, pré-candidato a governador e presidente estadual do partido, optou pela ampla negociação interna. O objetivo é escolher o outro pré-candidato ao Senado e o pré-candidato a vice-governador numa decisão consensual.

Vale anotar que, mesmo se dizendo pré-candidata à reeleição, a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), é lembrada para o Senado e para a vaga de vice.

Arraial da Assembleia se consolida como parte importante da programação junina de São Luís

Momentos da festa de abertura do Arraial da
Assembleia, liderada pela presidente Iracema Vale

O clima alegre e festivo tomou de conta da área de estacionamento do Palácio Manoel Beckman, sede do Poder Legislativo estadual nas noites de quinta-feira e ontem, primeira e segunda noite ao Arraial da Assembleia, que se consolida definitivamente como um dos itens mais importantes do calendário junino de São Luís. Instalado com todas as características do período, e sob o comando direto da presidente Iracema Vale (MDB), o Arraial da Assembleia recebeu na primeira e na segunda noite o que há de melhor da cultura popular do Maranhão: grupos de bumba-meu-boi, cacuriá, quadrilha, dança do coco e dança portuguesa, entre outras manifestações.

Comandada pela presidente Iracema Vale, a abertura oficial da programação do Arraial da Assembleia contou com a presença deputados – Antônio Pereira (MDB), Davi Brandão (MDB), Ariston Ribeiro (MDB), Glalbert Cutrim (MDB), Ana do Gás (Republicanos), Júnior Cascaria (Republicanos), Yglésio Moises (PRTB), Wellington do Curso (PSD) e Kekê Teixeira (MDB) -, dirigentes administrativos, convidados, servidores da Casa e o público em geral.

Esse ambiente alegre e festivo acontece em meio a uma intensa onda de articulações políticas e partidárias voltadas para as eleições de outubro, envolvendo praticamente todos os deputados. Nesse agitado processo, a presidente da Casa, deputada Iracema Vale, é nome de proa, podendo ser candidata à reeleição, à Câmara Federal, ao Senado, ou pode integrar a chapa encabeçada por Orleans Brandão como pré-candidata a vice-governadora.

Contagiada pelo ar festivo do Arraial da Assembleia, a presidente Iracema Vale, que fazia aniversário na quinta-feira e foi saudada pelo Boi de Axixá, abriu a festança dando as boas-vindas aos visitantes, destacando que o arraial foi planejado para ser um espaço seguro, acessível e acolhedor para todas as famílias. Ela ressaltou o compromisso da Assembleia Legislativa e do governador Carlos Brandão com a valorização da cultura popular maranhense.

– O governador Carlos Brandão é um grande incentivador da cultura maranhense, assim como nós. Aqui, na Assembleia, temos uma bancada forte de deputados que amam e valorizam a cultura. Com muito amor e carinho, estamos incentivando essa linda festa, como um presente a todas as famílias – declarou.

Com boa estrutura e forte esquema de segurança, o Arraial da Assembleia acontece até domingo (21), como é a tradição.

São Luís, 20 de Junho de 2026.

Senado: guinada de Fufuca para Braide deixa Brandão entre Pedro Lucas, Roseana e Duarte Jr.

Aliança de André Fufuca com Eduardo Braide
abriu caminho para Carlos Brandão escolher entre
Pedro Lucas Fernandes, Roseana Sarney e Duarte Jr.

A guinada do deputado federal André Fufuca (PP) rompendo com a aliança governista encabeçada por Orleans Brandão (MDB) e se tornando pré-candidato a senador na chapa do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) impôs um amplo redesenho na definição de candidaturas à Câmara Alta. O movimento deu a Eduardo Braide a definição do primeiro pré-candidato a senador na sua chapa, permitindo que escolha o outro nome com mais tranquilidade. E, ao mesmo tempo, abriu mais espaço para o governador Carlos Brandão (MDB) articular a escolha do outro companheiro de chapa do pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões, tendo como opções os deputados federais Roseana Sarney (MDB), Pedro Lucas Fernandes (União) e Duarte Jr. (Avante). Nesse plano majoritário, o governador move suas pedras para escolher também o pré-candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão.

Qualquer avaliação isenta sobre a guinada de André Fufuca para aliar-se a Eduardo Braide foi uma jogada madura, bem avaliada e que pode produzir bom resultado para ambos. São políticos jovens e bem posicionados, têm projeto de poder com muitos pontos em comum e estão embalados por ventos generosos soprados pelas pesquisas mais recentes. O ex-prefeito de São Luís se move com pontos percentuais que o garantem no segundo turno, se não houver decisão no primeiro turno. O ex-ministro do Esporte aparece quase sempre entre os quatro nomes com maior potencial na disputa para o Senado, estando com uma campanha estruturada e lastreada por apoio declarado em mais de uma centena de municípios, entre eles os maiores do estado, a começar por Imperatriz.

André Fufuca fez a composição com Eduardo Braide usando a inteligência política de não romper com o governador Carlos Brandão de maneira dramática, preferindo fazê-lo conversando e agradecendo o que a relação entre os dois entre os dois produziu. Isso o protegeu da pecha de traidor. Esse contexto foi muito bem traduzido pelo próprio Orleans Brandão que, exibindo serenidade política, minimizou o fato assinalando que cada um tem o direito de seguir o seu próprio rumo.

Na cúpula da aliança governista, o governador Carlos Brandão articula – “com muito cuidado”, como ele próprio tem dito -, a escolha do outro candidato ao Senado. Até prova em contrário, e isso pode acontecer, o seu trabalho está concentrado em Pedro Lucas Fernandes, Roseana Sarney, Duarte Jr.. São fortes os sinais de que há preferência por Pedro Lucas Fernandes, político centrado e aliado de primeira hora do Governo e da pré-candidatura de Orleans Brandão. Roseana Sarney, detentora de enorme cacife político, é o contrapeso que complica a escolha, uma vez que tem o aval da ala sarneysista do MDB estadual e da cúpula nacional do partido. E Duarte Jr., jovem e ousado, que tem potencial de crescimento e movimenta-se como uma espécie de “terceira opção” dentro da aliança governista.

Nesse contexto, continua-se aventando a possibilidade de deputada-presidente Iracema Vale vir a ser escolhida para a outra vaga de pré-candidato ao Senado, ao mesmo tempo em que ganha mais corpo a sua provável “convocação” para assumir a vaga de pré-candidato a vice-governador, enquanto ela própria tem dito que o seu caminho é o da reeleição para a Assembleia Legislativa. Na terça-feira, por exemplo, liderou um grupo de pré-candidatos do MDB à Assembleia Legislativa com o pré-candidato a governador Orleans Brandão.

Ao mesmo tempo em que contribuiu para acelerar os movimentos de Eduardo Braide na busca do nome para a outra vaga de pré-candidato a senador, a guinada de André Fufuca injetou gás nas articulações do governador Carlos Brandão para escolher o nome que fará dobradinha com o senador Weverton Rocha (PDT), já escolhido para uma das vagas. Pedro Lucas Fernandes não faz movimentos precipitados, Roseana Sarney avisa que só tratará do assunto no seu retorno a São Luís, no final deste mês, e Duarte Jr. continua se declarando pré-candidato independente, mas dificilmente dirá “não” se o governador Carlos Brandão “convocá-lo” para o desafio.

PONTO & CONTRAPONTO

Neto Evangelista sai da briga pela vice de Orleans e avisa que vai brigar pela reeleição

Neto Evangelista anuncia
pré-candidatura à reeleição

O líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Neto Evangelista (MDB), não mais aspira a vaga de candidato a vice-governador na chapa de Orleans Brandão (MDB). O ponto final nesse movimento foi colocado por ele próprio, ontem, num vídeo em que declarou, sem rodeios: “Eu serei candidato a deputado estadual. Estarei para a reeleição”.

Neto Evangelista dedicou pelo menos um mês da sua preparação para as eleições de outubro fazendo gestos para o Palácio dos Leões e para a cúpula do MDB em que manifestou interesse na vaga de candidato a vice. Chegou a declarar que estava “à disposição do grupo” para esse desafio.

Lastreado por quatro mandatos na Assembleia Legislativa e tendo São Luís como a sua principal base eleitoral – que herdou do seu pai, o deputado João Evangelista – Neto Evangelista avaliou melhor o cenário e decidiu investir todo o seu gás político no projeto de reeleição.

Assim como não respondeu ao seu movimento inicial de aspirante à vaga de vice, a cúpula do MDB também não se manifestou sobre a sua declaração de desistência. E a conclusão óbvia é a de que tanto a cúpula emedebista quando o Palácio dos Leões preferem-no como pré-candidato à reeleição.

Lahesio alimenta discurso contraditório para justificar sua saída da corrida aos Leões

Lahesio Bonfim: contradições

O ex-prefeito dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), insiste numa explicação nada convincente, por que não faz sentido algum, para sua desistência de disputar o Governo do Estado e candidatar-se ao Senado da República. Em entrevista ao UQ Podcast, ele manteve e repicou a mesma conversa: “Eu sinto que as ruas desejam uma mudança como poucas vezes neste estado. Existe uma vontade imensa de mudar. As ruas querem uma mudança, as ruas não querem uma nova oligarquia neste estado, e eu senti isso”.

O mantra do ex-pré-candidato ao Governo do Estado remete naturalmente a uma indagação: se ele “sentiu” nas ruas o desejo do povo por mudança, porque então desistiu da pré-candidatura, já que vinha se apresentando como a inovação política personificada e pregando uma arrojada proposta de mudança, rejeitando a instauração de “uma nova oligarquia” no Maranhão?

Ele tem dito e repetido que sua decisão não foi “um cálculo eleitoral” nem “pragmatismo partidário”. As duas afirmações também não fazem nenhum sentido na vida real dos políticos e dos partidos políticos. Primeiro porque não existe político que não faça cálculo eleitoral. E segundo, porque o pragmatismo é um traço essencial da personalidade de todo partido político.

É verdade que o eleitorado quer mudanças, pois esse é o processo natural da evolução política. E isso remete a uma verdade que o ex-prefeito sentiu na pele no seu período de pré-campanha e não quer admitir: o seu discurso, às vezes confuso e às vezes agressivo, não convenceu.

A prova é o fato indiscutível de que ele começou com o cacife de quem foi o segundo colocado na disputa de 2022, com 25% dos votos, deixando para trás o senador Weverton Rocha (PDT), mas viu esse lastro derreter a cada manifestação.

E se continuar navegando nessa prancha de contradições, vai enfrentar o “desejo do povo por mudança” também no seu projeto de ser senador.

São Luís, 20 de Junho de 2026.  

Gaeco desmonta esquema que desviou emendas, constrange a Câmara Municipal e bombardeia a candidatura de Beto Castro a presidente

Beto Castro chega ao IML mais distante da presidência da Câmara de São Luís

A Operação Benedict, realizada ontem em São Luís pelo Ministério Público por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), numa ação conjunta com a Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e com a Polícia Militar, desbaratou uma organização criminosa que teria desviado nada menos que R$ 9 milhões de emendas parlamentares em São Luís. A operação produziu duas situações bombásticas. Primeiro atingiu em cheio a Câmara Municipal, onde a suposta organização atua. E segundo, atingiu em cheio o vereador Beto Castro (Avante), em cuja residência foram encontrados R$ 715 mil em espécie, um carro de luxo e uma arma de fogo ilegal – uma pistola 11 Milímetros, de uso exclusivo das Forças Armadas, pelo que ele foi detido e depois liberado.  Foram cumpridos 17 mandados, sendo 12 de busca e apreensão e cinco de prisão.

A Operação Benedict é desdobramento de uma investigação que vem senso realizada há três anos, e apanhou também o ex-vereador Umbelino Filho, que perdeu o mandato ainda na legislatura anterior. O foco do Gaeco e da Seic é o desvio de R$ 9 milhões de emendas por uma organização que teria o vereador Beto Castro como cérebro e maior beneficiário. A movimentação de promotores e delegados em corredores e gabinetes do parlamento da Capital causou um forte constrangimento nos demais vereadores, que nada puderam fazer diante do peso da denúncia.

Além do desmonte da organização criminosa, que agia a partir de gabinetes do parlamento ludovicense, a ação do Gaeco pode ter sido um tiro certeiro, sem clemência, no projeto de candidatura do vereador Beto Castro à Câmara Municipal de São Luís, que tem o aval do atual presidente, vereador Paulo Victor (PSB). Numa movimentação iniciada ainda no ano passado, Beto Castro se lançou candidato à sucessão presidencial no que seria uma dobradinha com o presidente Paulo Victor. A eleição se daria em abril, e se Beto Castro fosse eleito, apoiaria a candidatura do presidente Paulo Victor à Assembleia Legislativa. Além desse, Beto Castro reponde a outros processos que o ligam a esquemas criminosos.

O esquema foi por água abaixo depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que eleições para presidência de Casas parlamentares, a começar pelas Câmaras Municipais, só podem ser realizadas a partir de três meses antes da posse. E como a posse nos parlamentos se dá no início de fevereiro, a eleição só pode ocorrer em outubro do ano anterior. A mudança desmontou o plano do presidente Paulo Victor, que desistiu da candidatura à Alema, mas manteve a candidatura de Beto Castro à presidência da Câmara Municipal, onde ele chegou a ter o apoio de nada menos que 22 dos 31 vereadores.

Não é possível afirmar se o vereador Beto Castro vai desistir da candidatura ou será catapultado da corrida à presidência da Câmara Municipal. Mas não há qualquer dúvida de que a operação de ontem, na qual a polícia o prendeu por porte ilegal de uma arma que nenhum civil pode portar, e ainda encontrou em seu poder quase R$ 1 milhão, foi um baque inesperado e impiedoso na sua candidatura. Ontem mesmo nos bastidores do Palácio Pedro Neiva de Santana já se especulava sobre articulações para definir um novo candidato à sucessão do presidente Paulo Victor. Além disso, aliados do vereador Marquinhos Silva (União), que também concorre à presidência da Câmara, começaram a pregar a saída de Beto Castros numa tentativa de fortalecer o seu adversário.

Numa avaliação mais aberta, a situação do vereador Beto Castro constrange a Câmara Municipal como um todo, deixa o vereador-presidente Paulo Victor numa situação delicada, pode afetar a pré-candidatura do deputado federal Duarte Jr. (Avante) ao Senado e, numa escala ampliada, causa certo incômodo à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado em São Luís.

PONTO & CONTRAPONTO

Josimar de Maranhãozinho coloca o PL na base da pré-candidatura de André Fufuca ao Senado

André Fufuca entre Josimar de Maranhãozinho
e Detinha, que lhe declararam apoio

“André Fufuca hoje é o nosso pré-candidato ao Senado e será o nosso senador”. A declaração, feita pelo deputado federal licenciado Josimar Maranhãozinho, feita, no domingo, num encontro regional do PL em Governador Nunes Freire, selou o apoio do partido à pré-candidatura do deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) ao Senado. O líder maior do PL consolidou assim uma previsão feita por ele próprio há algumas semanas.

O apoio do PL, presidido no Maranhão pela deputada federal Detinha, é uma poderosa reforço ao projeto senatorial do ex-ministro do Esporte. Isso porque o PL representa um grupo política e eleitoralmente muito expressivo. São quatro deputados federais, cinco deputados estaduais, pelo menos 28 prefeitos e algumas dezenas de vereadores espalhados por diversas regiões do estado.

Esse reforço se soma a um batalhão de mais de 100 prefeitos que na semana passada declararam apoio a André Fufuca num vídeo que surpreendeu o meio político e os demais pré-candidatos ao Senado, uma vez que com a manifestação ele deu uma demonstração de que o seu projeto de disputar uma cadeira no Senado está estruturado.

A declaração de apoio do PL chega no momento em que André Fufuca aguarda o posicionamento do governador Carlos Brandão (MDB) em relação ao nome para ocupar a vaga de pré-candidato a senador numa aliança com Orleans Brandão, pré-candidato do MDB ao Palácio dos Leões.

Provavelmente avaliando que o apoio do PL pode ser um diferencial nesse processo, André Fufuca agradeceu a declaração de Josimar de Maranhãozinho: “Recebo com muita alegria, motivação e, principalmente, orgulho”.

Com Eliziane definida, Camarão abre diálogo para a outra vaga de candidato ao Senado

Felipe Camarão: vaga para
o Senado está em aberto

O vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Governo do Estado, não fechou questão ainda em relação à vaga de senador aberta na sua chapa. Uma já está definida com a senadora Eliziane Gama (PT), que além de representar o partido, tem o aval da cúpula nacional do PT e do próprio presidente Lula da Silva. A outra vaga encontra-se em aberto, em que pese o fato de o comando partidário haver indicado o senador Weverton Rocha (PDT) como seu ocupante.

Numa postagem recente, Felipe Camarão deixou claro que não abraça a indicação de Weverton Rocha, afirmando que a questão encontra-se em aberto dentro do partido. Garantiu que está conversando com vários nomes, a começar por André Fufuca (PP), que aponta como nome forte para firmar uma aliança em torno da sua pré-candidatura.

Para Felipe Camarão, que aposta no crescimento da sua pré-candidatura, principalmente depois da saída de Lahesio Bonfim (Novo), o principal critério para o preenchimento da vaga ainda aberta de pré-candidato a senador é o alinhamento do pretendente ao projeto de reeleição do presidente Lula da Silve e, por via de desdobramento, à sua pré-candidatura ao Governo do Estado.

O senador Weverton Rocha se encaixa na primeira parte do critério, pois apoia o presidente Lula da Silva, mas contraria no segundo, por não apoiar declaradamente Felipe Camarão, uma vez que já declarou apoio a Orleans Brandão (MDB). Já André Fufuca também é alinhado ao presidente Lula da Silva, mas ainda não se posicionou com clareza em relação a pré-candidato a governador, mas pode se posicionar com Orleans Brandão se for escolhido para a vaga aberta, ou com Felipe Camarão, se a aliança governista escolher o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União).

Felipe Camarão afirma não fazer restrições, desde que o pretendente se encaixe nesse perfil.

São Luís, 16 de Junho de 2026.

Brandão dá mais tempo para escolher vice e desatar nó górdio para definir um dos candidatos ao Senado alinhados a Orleans

Carlos Brandão vai ter de escolher entre André Fufuca,
Pedro Lucas Fernandes, Roseana Sarney e Iracema Vale
para um das vagas de pré-candidato ao Senado

O governador Carlos Brandão (MDB) adiou para a semana que começa hoje a definição do outro pré-candidato ao Senado e do pré-candidato a vice-governador que comporão a chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB) como candidato ao Governo do Estado. A previsão do governador, anunciada sábado (6), em Peritoró, era que os nomes fossem definidos e anunciados na semana que passou, mas uma série de empecilhos o levaram a adiar a definição e o anúncio dos escolhidos. Em relação ao vice, o governador está à procura de um nome de São Luís, que seja agregador e tenha potencial eleitoral. Já no que respeita ao outro candidato a senador, existem nomes de sobra, o que exige do governador Carlos Brandão uma cuidadosa engenharia política para acomoda-los. Nesse contexto estão se movimentando os deputados federais André Fufuca (PP), Pedro Lucas Fernandes (União) e a deputada federal Roseana Sarney (MDB).

A escolha do companheiro de chapa de Orleans Brandão é uma operação sem maiores problemas. Existem vários nomes com o perfil desenhado pela cúpula da aliança governista, como o deputado estadual Neto Evangelista (MDB), que se movimenta para ganhar a vaga, tendo inclusive declarado o seu interesse, e como o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., que passou oito anos no cargo e conhece a realidade política e eleitoral da Capital. A ciranda das especulações já apontou a deputada estadual Helena Duailibe (Republicanos) e a primeira-dama de Paço do Lumiar, Maedja Campos. Num outro viés, o nome mais lembrado para a vaga de vice de Orleans Brandão pé a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), mas nas conversas nos bastidores corre que ser candidata a vice-governadora não está no seu leque de opções para outubro, tanto que ele tem dito que se prepara para buscar a reeleição.

O fato é que escolher o candidato a vice-governador para a chapa de Orleans Brandão não é um problema para o governador Carlos Brandão. Trata-se apenas de buscar o nome política e eleitoralmente mais adequado.

Em relação à outra vaga de pré-candidato ao Senado – uma já foi preenchida com o senador Weverton Rocha (PDT) -, o quadro é politicamente muito mais complexo. O governador tem poucas opções sobre a mesa. A primeira é entregar a vaga à federação União Progressista (União/PP), que pode indicar o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União) ou o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP). E pode também optar por um nome do MDB, que tem a deputada federal Roseana Sarney como primeira opção, e a deputada-presidente Iracema Vale como alternativa forte. O problema é que são quatro nomes com peso para apenas uma vaga, e a escolha de um deles pode produzir uma situação de desconforto dentro da aliança governista.

Se mantiver a aliança com a federação União Progressista e escolher Pedro Lucas Fernandes, o ex-ministro André Fufuca, que já está em pré-campanha há mais de um ano, vai procurar outro caminho. Mas se, ao contrário, o escolhido for André Fufuca, Pedro Lucas Fernandes permanecerá buscando a reeleição, porque não era o seu projeto ser candidato a senador. A escolha de um deles repercutirá na banda sarneysista do MDB – a começar pelo próprio ex-presidente José Sarney -, que reivindica a vaga para a deputada federal Roseana Sarney, que lidera as pesquisas de intenção de voto. Vai ser difícil ao MDB negar-lhe a vaga, e essa dificuldade vem se avolumando a cada conversa. Finalmente, alguns veem a possibilidade remota de um grande acordo em torno da deputada Iracema Vale.

O fato concreto é que o projeto de candidatura de Roseana Sarney, embalado pelo apoio da família e por boa parte do MDB, é o nó górdio que o governador Carlos Brandão precisa desatar para montar a chapa majoritária encabeçada por Orleans Brandão. Ele prevê que o nó será desatado durante essa semana, mas há quem avalie que isso só ocorrerá depois da festança junina.

PONTO & CONTRAPONTO

Novo busca uma saída para disputar os Leões após o vácuo aberto com a desistência de Lahesio Bonfim

Jeisael Marx, com Leonardo Arruda, pode ser
a opção do Novo para o Governo do Estado

O partido Novo entrou em crise aguda com a guinada de Lahesio Bonfim abrindo mão da candidatura a governador e se anunciando como pré-candidato ao Senado. O movimento protagonizado pelo ex-prefeito de São Pedro dos Crentes rompeu o eixo central do projeto político e eleitoral do Novo no Maranhão, a começar pelo fato de que a desistência desmontou o palanque da direita radical e bolsonarista no Maranhão.

A reação inicial do presidente do braço maranhense do Novo foi a de que o partido poderá lançou outro candidato ao Governo ou aliar-se a outro projeto. A outra opção aos Leões seria o ex-senador Roberto Rocha, que vem pontuando bem nas pesquisas como pré-candidato assumido ao Senado. É improvável que Roberto Rocha abra mão do seu projeto senatorial para entrar numa disputa já polarizada entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), e com o vice-governador Felipe Camarão (PT) tentando se viabilizar com o poderoso aval do presidente Lula da Silva.

Na semana passada, uma luz tênue foi acesa no túnel em que o Novo foi metido com a desistência de Lahesio Bonfim, com a declaração do jornalista Jeisael Marx de que está disposto a ser o pré-candidato do Novo ao Palácio dos Leões. Com a experiência de jornalista que conhece a párea política e a de uma candidatura à Prefeitura de São Luís em 2024, Jeisael Marx pode ser a saída que o Novo precisa para manter Roberto Rocha e Lahesio Bonfim como pré-candidatos ao Senado.

IPS: oito municípios do Maranhão estão entre os 10 piores do Nordeste em qualidade de vida

O ranking IPS dos 10 piores do Nodeste

É ao mesmo tempo surpreendente e constrangedora a revelação de que, segundo o Índice de Progresso Social Brasil (IPS) 2026, nada menos oito dos dez municípios nordestinos com pior qualidade de vida estão no Maranhão. Nesse ranking denunciador apenas um município da Bahia e um de Pernambuco. Nenhum do vizinho Piauí.

Os maranhenses são Peritoró, Cajari, Marajá do Sena, Amarante do Maranhão, Fernando Falcão, São Félix de Balsas, Arame e Montes Altos.

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil é definido a partir das informações de 57 indicadores colhidos em fontes públicas oficiais, e usa uma metodologia que avalia o desempenho dos municípios em necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. A pontuação varia de zero a 100 e considera fatores ligados à saúde, educação, segurança, moradia, saneamento básico, inclusão social, acesso à informação e qualidade ambiental.

Governado pelo médico Josué Pinho da Silva Jr., mais conhecido como “Doutor Jr.” (PP), Peritoró (20,7 mil habitantes) é o último da fila, o que lhe impõe a condição de ser o município com pior qualidade de vida do Maranhão, de todo o Nordeste, e que ocupa a 5.555ª posição entre os 5.570 municípios brasileiros.

A situação lastimável dos oito piores municípios maranhenses coloca o Maranhão numa posição constrangedora, que alimenta o adjetivo de “pior” estado do Brasil, em que pesem os muitos esforços feitos para mudar de vez essa imagem incômoda. Ao mesmo tempo, coloca os prefeitos dessas unidades municipais na berlinda e diante do desafio de reverter essa realidade.

Nesse contexto, a revelação atinge em cheio o prefeito de Arame, Pedro Fernandes (União). Ex-vereador de três mandatos em São Luís e deputado federal por cinco mandatos consecutivos, tendo entrado para a história da Câmara Federal por não haver faltado a nenhuma sessão durante essas duas décadas, Pedro Fernandes elegeu-se prefeito de Arame em 2020 e se reelegeu em 2024 com a marca de político sério e comprometido com o projeto maior de melhorar qualidade de vida do povo maranhense.

Sua reeleição se deveu ao fato de Pedro Fernandes ter sido apontado como um dos mais eficientes e corretos prefeitos do Maranhão, o que leva à indagação: por que, então, a maioria dos 20,7 mil habitantes de Arame vive numa situação tão ruim, como aponta o IPS?  A indagação vale para os prefeitos os outros sete municípios maranhenses listados pelo IPS, a começar pelo de Peritoró.

Com a palavra, os senhores prefeitos.

São Luís, 14 de Junho de 2026.

Grande número de candidatos viáveis pode levar à eleição de dois senadores com pouca representatividade

Disputa entre Weverton Rocha, Eliziane Gama, André Fufuca,
Roseana Sarney, Roberto Rocha, Duarte Jr., Lahesio Bonfim,
Pedro Lucas Fernandas, Hilton Gonçalo, Franklin Douglas e
Antônia Cariongo pode levar a baixa representatividade

A se manter esse quadro da disputa para as duas cadeiras no Senado, o Maranhão corre o risco de eleger dois senadores com baixa representatividade. No momento, são pré-candidatos ao Senado os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), ambos candidatos à reeleição; os deputados federais André Fufuca (PP), Duarte Jr. (Avante), Roseana Sarney (MDB) e Pedro Lucas Fernandes (União), o ex-senador Roberto Rocha (Novo), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo (Mobiliza), o advogado e jornalista Franklin Douglas (PSOL) e a militante política Antônia Cariongo (PSOL).  Nesse caso, serão nada menos que 11 candidatos brigando pelas vagas, num cenário em que pelo menos quatro deles têm cacife para se eleger, três brigam bem e os demais não têm qualquer chance de chegar lá.

De acordo com as pesquisas sobre a corrida senatorial, os dois senadores são os mais bem lastreados com material político. Num caso que vem assombrando o meio político e surpreendendo os observadores, Weverton Rocha protagoniza uma situação inacreditável: tem o apoio de dois grupos que disputam o Governo do Estado, o liderado por Orleans Brandão (MDB) e o comandado por Felipe Camarão (PT), contando também com o aval do presidente Lula da Silva (PT) e do governador Carlos Brandão (MDB). Já senadora Eliziane Gama entra na briga como a única candidata do PT, que lhe dá apoio total e irrestrito, e tem sua pré-candidatura turbinada pela bênção do presidente Lula da Silva e de toda a base governista federal, muito combustível inflar o seu projeto de renovar o mandato. Os dois estarão entre os cinco mais votados, com possibilidade de eleição.

Dono de amplo e denso lastro político, e tendo no currículo uma produtiva e elogiada passagem pelo Ministério do Esporte, André Fufuca encabeça um projeto consistente, que já alcançou o aval de mais de 100 prefeitos, entre eles os de nove das 15 maiores cidades do Maranhão, a começar por Imperatriz, faltando-lhe somente o aval de uma candidatura ao Governo do Estado para deslanchar de vez. Lançada há menos de um mês e de maneira surpreendente, a pré-candidatura do deputado federal Duarte Jr. é até aqui um projeto pessoal e isolado, como, aliás, têm todos os seus projetos eleitorais, aí incluídas duas tentativas de chegar à Prefeitura de São Luís. O deputado federal Pedro Lucas Fernandes não existe como pré-candidato a senador, mas é politicamente forte, uma boa e justificada expectativa de que ele possa entrar nessa disputa. Os três têm potencial para serem bem votados.

O ex-senador Roberto Rocha (Novo) está na corrida desde o início, colocando-se primeiro como pré-candidato a governador, mas depois resolveu brigar por uma cadeira no Senado, para o que vem mostrando potencial de disputa com boa colocação nas pesquisas. Com o lastro de quem recebeu quase 1 milhão de votos na disputa para o Governo do estado em 2022, Lahesio Bonfim não repetiu a mesma performance como pré-candidato a governador e desistiu e se candidatou ao Senado. São pré-candidatos que podem apostar em boas votações.

A deputada federal Roseana Sarney ainda não cravou oficialmente que disputará uma cadeira no Senado, mas o seu nome está colocado sem que ela o retire, o que significa dizer que está no jogo e aguardando o momento certo para confirmar a pré-candidatura ou anunciar que tentará a reeleição. Na condição de caso à parte, ela tem cacife para disputar.

Hilton Gonçalo vem mantendo-se coerente com o seu projeto de candidatura a senador, percorrendo o Maranhão em busca de apoio numa agenda intensa. Nesse cenário, Franklin Douglas é um quadro qualificado, com sólida formação e incansável militância, tem como lastro candidaturas a prefeito de São Luís e o plebiscito que deu meia passagem aos estudantes de São Luís. É o caso da militante política Antônio Cariongo, atuante nos movimentos sociais. Os três estão no jogo, mas até aqui sem chance de boas votações.

O fato é que, como se trata de uma corrida aberta, há uma clara indicação de que os votos serão muito disputados, podendo diminuir a representatividade dos dois eleitos.

PONTO & CONTRAPONTO

Roberto Rocha faz pausa na pré-campanha ao Senado e pode revisar o seu projeto eleitoral

Roberto Rocha

Devido a problemas de saúde – um quadro de hipertensão arterial descontrolada –, o ex-senador Roberto Rocha (Novo) suspendeu temporariamente a sua pré-campanha ao Senado. A parada se dá exatamente no momento em que o seu partido, e com ele a extrema-direita maranhense, entra em ebulição por conta da guinada do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, desiste da pré-candidatura ao Governo do Estado e anuncia-se pré-candidato a senador.

A confusão estabelecida dentro do partido e das fileiras do bolsonarismo no Maranhão desencadeou rapidamente uma forte onda de especulações. Uma delas prevê que o Novo estaria inclinado a ungir Roberto Rocha à condição de pré-candidato a governador, projeto com o qual ele não concordaria “de jeito nenhum”.

Outra especulação chutou que Roberto Rocha trocaria de lugar com o filho, Roberto Rocha Filho (Novo), pré-candidato a deputado federal, que migraria para uma pré-candidatura ao Senador, abrindo o espaço de aspirante à Câmara Federal para o pai. A especulação surpreendeu, porque Roberto Rocha declarou, reiteradas vezes, que não mais aceitaria ser deputado federal, “nem de graça”.

Ao mesmo tempo, há no Novo uma avaliação de que o ex-senador Roberto Rocha terá enormes dificuldades para se eleger senador, diante do poder de fogo dos concorrentes – os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), e o deputado federal André Fufuca (PP), além do deputado federal Duarte Jr. (Avante), somando ainda o outro pré-candidato a compor com Orleans Brandão (MDB), a ser anunciado a qualquer momento pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Por essa avaliação, o Novo acredita que Roberto Rocha pode se eleger deputado federal, fazendo com que o braço maranhense do partido desembarcasse em Brasília no ano que vem com, pelo menos, um deputado federal. Isso porque diante do cenário atual, dificilmente levará um senador e um deputado federal.

Não será surpresa, portanto, se na sua convalescência o ex-senador reflita e revise o seu projeto eleitoral.

Fábio Gentil aposta numa vaga de pré-candidato a primeiro suplente de senador com Fufuca ou Pedro Lucas

Fábio Gentil

O Grupo Gentil, que no momento domina a política de Caxias com o prefeito Gentil Neto, a deputada federal Amanda Gentil (PP) e a deputada estadual Daniella Jadão (MDB), está mergulhado em expectativa. É que o chefe maior dessa corrente, o ex-prefeito Fábio Gentil (União), pode ser alçado à condição de pré-candidato a primeiro suplente numa chapa de pré-candidato a senador.

Se o nome a ser anunciado a qualquer momento pelo governador Carlos Brandão for o deputado federal André Fufuca (PP), quase ninguém duvida de que Fábio Gentil será o nome para a primeira suplência, uma vez que o grupo tem definido o ex-ministro do Esporte como pré-candidato indiscutível a uma das vagas de senador.

E se, por outro lado, o escolhido for o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), Fábio Gentil poderá ser indicado para a vaga de pré-candidato à primeiro suplência, já que é membro do partido, portanto candidato natural à vaga.

Fábio Gentil vem trabalhando intensamente para viabilizar esse projeto na seara senatorial. Tanto que, ao se filiar ao União Brasil, ele declarou que estava à disposição do partido para entrar na briga por uma das vagas no senado. Não conseguiu a cabeça, mas poderá conseguiu a primeira suplência.

São Luís, 12 de Junho de 2026.

Guinada de Lahesio acirra corrida ao Governo e gera mais incerteza na disputa para o Senado

Lahesio Bonfim anuncia desistência
do Governo e candidatura ao Senado

Como estava escrito nas estrelas e nas densas nuvens que cobrem a política maranhense, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo) desistiu de concorrer ao Governo do Estado e resolveu apostar o seu cacife numa candidatura ao Senado da República. Com a desistência, anunciada em vídeo que divulgou nesta quinta-feira (11) nas redes sociais, Lahesio Bonfim criou uma série de alterações importantes no cenário das disputas majoritárias no Maranhão. E justificou sua guinada dizendo respeitar o sentimento “de um povo que não quer mais ver uma oligarquia familiar sendo implantada neste estado”.

Não há como minimizar a importância da desistência de Lahesio Bonfim da disputa para governador. E o primeiro desdobramento é que, com a sua saída, a disputa pelo Palácio dos Leões, agora restrita a Eduardo Braide (PSD), Orleans Brandão (MDB) e Felipe Camarão (PT), ficará muito mais acirrada, Já que Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) não têm chance nessa guerra. Afinal, mesmo que tenha apenas entre cinco e dez pontos percentuais das intenções de voto, os três pré-candidatos vão brigar forte por esse butim eleitoral, que pode fazer a diferença se a disputa continuar acirrada como vêm mostrando as últimas pesquisas.

Na previsão de muitos observadores da cena política maranhense, se ele confirmar a especulação de que se aliará a Eduardo Braide, agora como pré-candidato ao Senado, não há dúvida de que boa parte dos seus eleitores migrará para o ex-prefeito de São Luís. Mas há também a expectativa de que Orleans Brandão possa ficar com uma fatia expressiva desse eleitorado. Esse cenário pós-Lahesio Bonfim poderá ser rascunhado na próxima pesquisas sobre a corrida ao Palácio dos Leões. (Há quem diga que a próxima será da Quaest, contratada pela TV Mirante).

Se tornou mais acirrada a guerra pelo o Palácio dos Leões, o radical movimento de Lahesio Bonfim terá impacto forte na corrida pelas duas vagas no Senado, onde já estão medindo forças os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), Roberto Rocha (Novo), André Fufuca (PP), aguardando-se o anuncio de mais um nome pelo governador Carlos Brandão (MDB), que deve sair as fileiras da Federação União Progressista para compor com Orleans Brandão, e que pode ser o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União), e ainda o deputado federal Duarte Jr. (Avante), que corre em faixa própria. Fora da ciranda dos grandes partidos, estão no páreo o advogado e jornalista Franklin Douglas (PSOL) e a militante política Antônia Cariongo (PSOL).

A entrada de Lahesio Bonfim na corrida a uma das cadeiras no Senado embaralha de vez o tabuleiro das possibilidades nessa disputa. Não há como medir o seu cacife nessa seara, mas será precipitado trata-lo como um pré-candidato sem qualquer chance, uma carta fora do baralho das pré-candidaturas senatoriais. As pesquisas mais recentes mostraram que existe uma disputa dura entre vários concorrentes, que pode fiar muito mais complicada se, numa reviravolta imprevisível, o que é plenamente no cenário político do momento, a deputada federal Roseana Sarney seja lançada pelo MDB.

Até o fechamento da Coluna, por volta das 14 horas, não havia informação concreta sobre como o partido Novo vai atuar para resolver esse enorme vácuo no seu projeto eleitoral no Maranhão. Vai lançar outro pré-candidato a governador? Ou arquivará de vez o projeto de chegar ao Palácio dos Leões e apostará todas as suas fichas nas candidaturas de Lahesio Bonfim e Roberto Rocha – isso se o ex-senador puder ser candidato – para o Senado numa aliança com Eduardo Braide, como já foi especulado?

Em Tempo: Encrencado com Justiça, o ex-senador Roberto Rocha poderá ficar inelegível, o que o tirará de vez do elenco de pré-candidatos ao Senado. Daí o risco de apostar na sua candidatura, tanto ao Senado quanto ao Governo.

PONTO & CONTRAPONTO

Brandão dobra aposta em São Luís mobilizando vereadores para divulgar obras do Governo e reforçar Orleans

Carlos Brandão registra a presença de 23
vereadores de São Luís no Palácio dos Leões

O governador Carlos Brandão (MDB) fez mais um movimento arrojado para ampliar a base política do seu Governo em São Luís, e com isso turbinar a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) no município. O novo passo foi dado numa reunião com 23 dos 31 vereadores da Capital no Palácio dos Leões e cuja pauta foi um pedido do mandatário para que os seus aliados na Câmara Municipal divulguem as obras do Governo do Estado em São Luís. O movimento pode melhorar a imagem do Governo, como pode também ampliar a base de apoio de Orleans Brandão na Capital, onde, segundo todas as pesquisas, o ex-prefeito Eduardo Braide (PSD) lidera com ampla vantagem.

Na conversa com os vereadores, o governador Carlos Brandão mostrou os grandes investimentos no município precisam de mais visibilidade. Listou, entre outras, a extensão da Avenida Litorânea, a Avenida Metropolitana, os Canais da Macaúba e da Areinha, as Praças do Sol e dos Açores, a requalificação da Lagoa da Jansen, e as reformas do Viva da Cidade Operária e a da Praça do Bequimão. O chefe do Executivo estadual avaliou que esse conjunto de obras produziu melhorias significativas para a cidade de São Luís, e por isso precisa ser mais divulgado.

É indiscutível de que o governador Carlos Brandão conseguiu estabelecer uma relação diferenciada com a Câmara Municipal de São Luís, onde o grupo majoritário cultiva boas relações institucionais com o Governo e, por via de desdobramento, atua como seu aliado político. Essa relação foi reforçada também com o consequência da postura do então prefeito Eduardo Braide (PSD), que permaneceu mais de cinco anos no cargo medindo força com a Câmara Municipal, então comandado pelo presidente, vereador Paulo Victor (PSB).

“Com diálogo, municipalismo e união de esforços, seguimos trabalhando para melhorar a vida dos ludovicenses”, assinalou o governador Carlos Brandão, após o encontro, tendo como resposta a anuência dos vereadores.

O gesto e as palavras do governador e a mobilização dos vereadores podem ser interpretados também como uma mobilização política de aliados para a guerra pré-eleitoral que está sendo travada em São Luís, onde o pré-candidato governista Orleans Brandão atua para reduzir o favoritismo do ex-prefeito Eduardo Braide, dedicando boa parte da sua agenda de campanha a incursões nos bairros e nos segmentos organizados da Capital.

O fato é que numa cidade como São Luís, a aliança institucional e o apoio político do governador com 23 dos 31 vereadores é um suporte poderoso à pré-candidatura de Orleans Brandão. Ainda que, bem estruturada e com caixa gordo, a gestão da Capital, comandada agora pela prefeita Esmênia Miranda (PSD) possa fazer forte contraponto.

Iracema homenageia Urbano Santos em meio a especulações sobre o seu rumo nas eleições

Iracema Vale: homenagem a Urbano Santos em
meio a especulações sobre o seu futuro nas urnas

Alvo de atenções dentro e fora do mundo político, porque são poucos os que acreditam que ela, com a estatura que ganhou, seja candidata à reeleição, a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB), faz um gesto carinhoso à sua principal base eleitoral, Urbano Santos, na passagem dos 97 anos do município. E o fez em meio à forte expectativa do anúncio dos nomes do outro pré-candidato a senador e do pré-candidato a vice-governador da chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB), prometido para essa semana pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Numa discurso emocionado, ontem, a presidente da Alema parabenizou Urbano Santos e lembrou que ali estão as suas raízes e, principalmente, a sua origem e o seu lastro na política como militante do PT, onde ganhou quatro mandatos de vereadora e dois de prefeita. E mais do que isso: a população de Urbano Santos lhe deu a maior votação individual da sua história quase centenária para a Assembleia Legislativa em 2022.

– Quando chego em Urbano Santos, me sinto em casa. Me sinto acolhida, feliz com os abraços, carinho e com o amor do povo. Hoje, não pude estar lá, por dever do ofício, mas não poderia deixar passar esse registro e dizer o quanto essa cidade é importante na minha vida e para o Maranhão – disse Iracema Vale.

E faz um balanço do trabalho do atual Governo estadual para o município, agradecendo do governador Carlos Brandão: asfaltamento, Detran, programas sociais como o ‘Maranhão Livre da Fome’ e o ‘Tempo de Semear’, bem como a entrega de tablets a estudantes, reforma e ampliação da escola de ensino médio, destacando a construção, em andamento, da rodovia ligando Urbano Santos a Barreirinhas, que na sua avaliação promoverão turismo na região.

Iracema Vale comemora o aniversário do seu berço político em meio a uma série de movimentos que vão definindo o cenário para as eleições. E nele, o seu nome ocupa um grande espaço como um dos líderes da aliança governista formada em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão ao Governo do Estado. Nesse contexto, e grande a expectativa quanto ao seu futuro. Ela vem dizendo que buscará a reeleição, mas há quem diga que o seu caminho será a vaga de vice-governador ou uma cadeira na Câmara Federal.

Essa definição será conhecida quando o governador Carlos brandão anunciar, como prometeu no último sábado, em Peritoró, o nome do pré-candidato a vice-governador e o do outro pré-candidato ao Senado.

São Luís, 11 de Junho de 2026.

Escolha do outro candidato a senador virou desafiador xadrez político para Brandão, que conhece bem o jogo

Carlos Brandão articula escolha entre André Fufuca
e Pedro Lucas Fernandes, mas com Roseana Sarney
ainda no jogo em movimento familiar

O meio político vive momento de expectativa em relação ao iminente comunicado por meio do qual o governador Carlos Brandão (MDB) anunciará o outro pré-candidato a senador – um já está definido, o senador Weverton Rocha (PDT) – e o escolhido para vice-governador na chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB). A curiosa espera se baseia no compromisso assumido pelo mandatário, sábado (6), em Peritoró, de que nesta semana ele revelaria os dois nomes, tendo adiantado que a vaga ainda aberta de pré-candidato a senador sairá das fileiras da federação União Progressista (União/PP), à qual pertencem os deputados federais André Fufuca (PP) e Pedro Lucas Fernandes (União), o primeiro pré-candidato assumido e o segundo querendo sem dizer que quer. Carlos Brandão move as peças de um com plicado xadrez político.

Desde o discurso de Peritoró, o governador Carlos Brandão não fez qualquer menção ao assunto, produzindo assim duas possibilidades. A primeira sugere que o tema continua em aberto e que o chefe do Poder Executivo ainda não bateu martelo, nem escolhendo o pré-candidato a vice-governador, nem em relação ao outro pré-candidato a senador. E a segunda desdenha a especulação de que o mandatário estaria alinhavando essa situação com aliados, alguns dos quais estariam insatisfeitos, principalmente com a escolha do pré-candidato ao Senado – sobre esse ponto, sintomas de insatisfação teriam sido detectados no entorno da família Sarney, aliada de proa do governador Carlos Brandão e que tem forte influência no MDB e ainda controla parte expressiva do partido.

Sussurros chegados à Coluna sugeriram que o anúncio de que a outra vaga de candidato a senador pela a aliança que dá suporte à pré-candidatura de Orleans Brandão é, sem sombra de dúvida, o nó górdio que o governador Carlos Brandão tem de desatar para finalmente fechar a composição da chapa majoritária.

O primeiro problema a ser resolvido é a escolha entre André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes. Se a opção for por André Fufuca, será um desfecho sem traumas, começando pelo fato de que a escolha agradará ao parlamentar e a mais de 100 prefeitos, entre eles os de 10 das 15 maiores cidades do Maranhão, cotando também o fato de que Pedro Lucas Fernandes assimilará facilmente e tocará o seu projeto de reeleição com prestígio reforçado no grupo de proa do projeto político e eleitoral de Orleans Brandão.

Se, por outro lado, a escolha recair sobre Pedro Lucas Fernandes, provavelmente haverá desdobramentos imprevisíveis. Isso porque, pré-candidato a senador desde a primeira hora, quando era ministro do Esporte, André Fufuca dificilmente abrirá mão do seu projeto senatorial. O seu movimento natural será procurar uma chapa majoritária onde a sua pré-candidatura seja acolhida. E como a chapa do PT, encabeçada por Felipe Camarão já está fechada, com os senadores Eliziane Gama (PT) e Weverton Rocha (PDT), ambos pré-candidatos à reeleição, restará a André Fufuca a possibilidade de uma aliança com Eduardo Braide (PSD), já admitida pelo deputado estadual Fernando Braide (PSD), porta-voz informal do ex-prefeito de São Luís.

Nesse emaranhado de situações delicadas aparece ainda a deputada federal Roseana Sarney (MDB), que no momento se encontra em São Paulo em tratamento de saúde, mas que aparece liderando as pesquisas de intenção de voto para senador, mas cujo projeto de candidatura não está na mesa de decisões do MDB. É nítido e intenso o burburinho nas fileiras de amigos e aliados da deputada, com uns defendendo ardentemente a sua candidatura, outros manifestando perplexidade em relação ao MDB e terceiros já fomentando gestos de insatisfação.

Dono de uma enorme carga de experiência, acumulada desde 2006, quando esteve no epicentro da virada que elegeu Jackson Lago (PDT), ao que somaram sete anos e três meses como vice no Governo Flávio Dino e mais quatro anos no comando, o governador Carlos Brandão certamente encontrará saída para esse cipoal de encrencas políticas e partidárias.

PONTO & CONTRAPONTO

Queda de Flávio Bolsonaro nas pesquisas atinge fortemente as vozes da direta no Maranhão

Flávio Bolsonaro: em queda livre nas pesquisas

A mais recente pesquisa Quaest, uma das mais importantes empresas de investigação estatística do pais, mergulhou ainda mais o bolsonarismo na crise que poderá tirar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) da corrida à presidência da República. O levantamento aponta a aplicação expressiva da vantagem do presidente Lula da Silva (PT) sobre o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro num eventual 2º turno. Lula da Silva aparece 39% das intenções de voto contra 29% de Flávio Bolsonaro. A queda foi de mais de seis pontos percentuais em relação à última pesquisa Quaest, que validou outros levantamentos.

Os números revelam que o nítido caso de corrupção política protagonizado pelo senador Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro, então chefão do Banco Master, tendo como pano de fundo o filme “Dark Horse”, sobre a vide do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de cadeia por tentativa de golpe de Estado. Só para lembrar: Flávio Bolsonaro pediu R$ 123 milhões para bancar o filme, tendo recebido R$ 71 milhões, sendo que a película custou pouco mais de R$ 13 milhões, sem que ninguém saiba para onde foram os outros mais de os outros quase R$ 50 milhões.

O resultado da pesquisa Quaest foi um disparo pesado na extrema direita maranhense, que tem o Lahesio Bonfim (Novo) como pré-candidato a governador e o ex-senador Roberto Rocha (Novo) como candidato a senador. Ambos são bolsonaristas de carteirinha, sendo Roberto Rocha amigo próximo de Flávio Bolsonaro. Atinge também o grupo do PL controlado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que superou as diferenças com o ex-presidente Jair Bolsonaro – que o chamou de corrupto – e decidiu apoiar o filho dele para presidente. E, finalmente, a queda alcança o deputado estadual Yglésio Moises (PRD), que se converteu ao bolsonarismo e o expressa em pautas como agressivos discurso contra o Supremo Tribunal Federal.

Em Tempo: Contratada pela Genial Investimentos, a pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 5 e 8 de junho, tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07661/2026.

Por decisão do Supremo, TJ formou lista tríplice para a escolha do desembargador para a vaga da OAB; Flávio Costa foi o mais votado

Flávio Costa deve ser nomeado
se entrar na lista tríplice

Destravada com a decisão do Supremo Tribunal de validar o processo de indicação de três anos atrás, a escolha do desembargador do Tribunal de Justiça do Maranhão para a vaga do Quinto Constitucional da OAB foi retomada ontem. O TJ escolheu e enviou ao governador Carlos Brandão a lista tríplice formada por Flávio Costa, Gabriel Costa e Lorena Saboya. O dado essencial da nova situação foi a validação da presença do advogado Flávio Costa na lista sêxtupla. Ele deve ser nomeado desembargador pelo governador Carlos Brandão (MDB).

Para lembrar: o processo para a escolha do representante da OAB no colégio de desembargadores fora judicializada em contestação feita por advogados sob a alegação de que o candidato Flávio Costa, que passara na avaliação da OAB, não tinha 10 anos consecutivos de exercício da advocacia, não podendo, portanto, ser incluído na lista sêxtupla. Flávio Costa contestou o impedimento, mas o Tribunal de Justiça decidiu pela sua exclusão. Movimentado pela pólvora da política estadual, o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal.

Nesta semana, a Suprema Corte determinou que o processo continuasse. E a certeza dominante dentro e fora do Poder Judiciário, dentro e fora do Palácio dos Leões e no meio político em geral é a de que, caso Flávio Costa seja incluído na lista tríplice, como foi e com a condição de mais votado, será ele o escolhido e nomeado desembargador pelo governador Carlos Brandão.

São Luís, 10 de Junho de 2026.

Com Weverton definido, outra vaga de candidato do grupo Brandão ao Senado é disputada por Pedro Lucas e André Fufuca

Pedro Lucas Fernandes e André Fufuca disputam
vaga de pré-candidato a senador na chapa liderada por Orleans Brandão

Desde de sábado (6), quando o governador Carlos Brandão (MDB) confirmou, em Peritoró, o senador Weverton Rocha (PDT) como candidato do seu grupo para uma vaga, e revelou que o nome para outra vaga sairá da federação União Progressista (União/PP), espaço partidário dos deputados federais Pedro Lucas Fernandes (União) e André Fufuca (PP), a corrida às cadeiras da Câmara Alta ganhou mais intensidade. Pedro Lucas Fernandes manteve-se discreto, mas apoiadores seus trataram de badalar o seu nome nas redes sociais. André Fufuca, por sua vez, postou um vídeo no qual 99 prefeitos lhe declaram apoio. O discurso do governador Carlos Brandão em Peritoró foi por muitos interpretado como aviso prévio de que a vaga será de Pedro Lucas Fernandes, mas qualquer análise dessa contexto indica que André Fufuca é párea duro nessa disputa.

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que comanda sozinho o braço maranhense do União Brasil, não chega à toa à posição de possível pré-candidato a senador. Na verdade, ele entrou nessa ciranda em meados de 2025, quando o presidente do União Brasil, António Amoedo, ao visitar São Luís, declarou o apoio do seu partido ao governador Carlos Brandão e anunciou que o parlamentar seria candidato a senador. Ninguém levou o lançamento muito à sério, uma vez que, tendo atuação destacada na Câmara Federal, Pedro Lucas Fernandes parecia destinado a uma reeleição tranquila. No entanto, o projeto de António Amoedo foi incorporado pelo governador Carlos Brandão, que ao dar a outra vaga de candidato a senador para a federação União Progressista, pareceu inclinado a indicá-lo, principalmente como alinhado de proa de Orleans Brandão. Se for o escolhido, Pedro Lucas Fernandes terá de correr para estruturar a sua pré-campanha, e para isso contará com a força política do Palácio dos Leões e com a larga experiência do pai, Pedro Fernandes, atual prefeito de Arame.

O deputado federal André Fufuca está nessa disputa interna em plenas condições de pleitear a vaga. Além de se manter próximo ao Palácio dos Leões – chegou a declarar apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão – ele está lastreado pela condição de ex-ministro do Esporte e presidente do PP no Maranhão, além de ter uma pré-campanha estruturada e com um amplo e sólido suporte político. Esse cacife está demonstrado em vídeo no qual nada menos que 100 prefeitos de grandes (Imperatriz, Timon, Caxias e Codó, entre outros), médios (Chapadinha, Vargem Grande e Açailândia, por exemplo) e pequenos (Pio XII e São Vicente Ferrer, para citar apenas dois) municípios das mais diversas regiões do estado lhe declaram apoio. Além do mais, mesmo não tendo sido ungido na chapa do vice-governador Felipe Camarão (PT), André Fufuca foi largamente elogiado pelo presidente Lula da Silva (PT) e seus porta-vozes, ganhando o status de aliado durante a campanha.

A guerra senatorial acionou os motores da pré-campanha da senadora Eliziane Gama (PT), que nos últimos dias recebeu o apoio declarado dos prefeitos de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), que é também linha de frente no apoio a André Fufuca, e de Balsas, Alan da Marisol (PRD), num indicativo de que ela está muito viva nessa guerra pelas cadeiras do Senado. Nesse tabuleiro, o senador Weverton segue dando indicações de que prefere o palanque de Orleans Brandão para viabilizar o seu projeto de reeleição, enquanto o ex-senador Roberto Rocha (Novo), tenta se viabilizar na instável chefa de Lahesio Bonfim (Novo). Chama a atenção também, o estranho silêncio que tomou de conta do QG da deputada federal Roseana Sarney (MDB), cujo projeto de candidatura ao Senado parece ter sido arquivado. Da mesma maneira que não se sussurrou mais sobre a possibilidade de a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB) vir a ser convocada para a disputa ao Senado, como vinha sendo especulado no meio político e fora dele.

Em Tempo: a corrida para as cadeiras no Senado promete vários e intensos desdobramentos.

PONTO & CONTRAPONTO

Declaração de ministro e reação do presidente petista mostram que a discussão sobre “palanque duplo” está longe de acabar

Edinho Silva reafirma que o palanque de Lula da Silva
no Maranhão é o de Felipe Camarão

Desde que o senador Weverton Rocha (PDT) foi escolhido pelo MDB, partido de Orleans Brandão, e pelo PT, de Felipe Camarão, como candidato comum ao Senado, a confusa e aparentemente sem sentido discussão de dois palanques voltou com toda força. E o que é mais curioso: a vozes mais estridentes na defesa desse monstrengo político estão nos quadros do PT, onde há grupos alinhados à pré-candidatura do vice-governador e também à do presidente regional do MDB.

O caldo foi entornado nesta segunda-feira, quando o senador piauiense Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social, disse numa entrevista que o presidente Lula terá dois palanques em vários estados, entre eles o Maranhão. Com a declaração, o ministro atropelou fortemente a determinação do presidente nacional do PT, que declarara, de alto e bom som, em São Luís, que no Maranhão o presidente Lula só terá um palanque, o de Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Governo do Estado.

Diante da declaração de Wellington Dias e suas repercussões, especialmente nas fileiras do PT, Edinho Silva disparou ontem uma nota em que tenta consertar as coisas e colocar o PT no eixo da pré-candidatura de Felipe Camarão. Na nota, ele bate forte, mas também assopra: “No Maranhão, o palanque do presidente Lula é único: é o palanque de Felipe Camarão”. O presidente sempre teve uma ótima relação com o governador Brandão, e isso é importante, mas não significa palanque duplo”.

Pelo grau de agitação que a ainda nítida divisão no PT está causando no entorno da pré-candidatura de Felipe Camarão, a discussão sobre um ou dois palanques ainda vai render. E muito.

Braide incursiona na Baixada, mergulha no Lago de Viana e critica sistema de ferry-boats

Eduardo Braide salta para
mergulho em lago de Viana

Eduardo Braide (PSD) percorreu parte da Baixada Ocidental, na sua primeira incursão na região como pré-candidato ao Governo do Estado. Ali fez contato direto com eleitores, mergulhou no lago de Viana, fez travessia noturna no ferry-boat e retornou a São Luís entusiasmado com a receptividade.

Em vídeos divulgados ontem, Eduardo Braide fez críticas ao acesso rodoviário da MA-310, assumindo ali o compromisso de que, “se o governador não fizer, será uma das primeiras obras do meu Governo”, disse. Em outra postagem, o pré-candidato do PSD criticou a estrutura e o funcionamento do sistema de travessia por ferry-boats, que ligam São Luís à Baixada.    

Nesse período, disparou estocadas contra o Governo do Estado, principalmente em relação à saúde, criticando o atendimento nos hospitais do estado. Atento, o governador Carlos Brandão reagiu disparando críticas ao funcionamento do Socorrão, o que levou ao vereador Joel Nunes Jr., ex-secretário de Saúde e um dos mais próximos aliados do ex-prefeito de São Luís, a reagir rebatendo o governador pela fala sobre o Socorrão.

Nos bastidores, começou a circular a especulação de que nos próximos dias o pré-candidato do PSD ao Palácio dos Leões, que já tem vice, Elaine Cortez (PSD), de Imperatriz, vai abrir conversações sobre a montagem da chapa em relação às vagas de candidato a senador.

São Luís, 09 de Junho de 2026.

Brandão: vice e outro candidato a senador saem nesta semana; vaga é da federação União/PP, de Pedro Lucas e André Fufuca; Roseana está fora

Foto 1 Carlos Brandão faz o L de Lula.
Foto 2 Fábio Macedo, Pedro Lucas Fernandes,
Carlos Brandão, Weverton Rocha, Doutor Júnior
e Orleans Brandão no comício de Peritoró

O outro candidato a senador a ser apoiado pela aliança partidária liderada pelo governador Carlos Brandão (MDB) sairá das fileiras da Federação União Progressista, podendo sair dos quadros do União Brasil, cujo nome mais visível é o do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, ou do PP, que já tem como pré-candidato a senador o deputado federal e ex-ministro do Esporte André Fufuca. Esse nome, assim como o do pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Orleans Brandão, serão anunciado até o final desta semana. O recado foi dado pelo governador Carlos Brandão, na noite de sábado, em comício de pré-campanha em Peritoró. O MDB não lançará candidato a senador, o que deixa a deputada federal Roseana Sarney de fora.

O aviso dado pelo governador Carlos Brandão reforça uma inclinação dele próprio em manifestações recentes em que sinalizou sua clara simpatia por Pedro Lucas Fernandes. Isso não descarta a possibilidade de o escolhido ser o ex-ministro André Fufuca, que semanas atrás foi apontado como o outro pré-candidato da sua chapa, fazendo dobradinha do o senador Weverton Rocha (PDT), pré-candidato à reeleição. Vale registrar que o governador Carlos Brandão mandou seu recado depois de apresentar Weverton Rocha como o candidato já escolhido do grupo ao Senado. porque “trabalhou muito pelo Maranhão”.

Mesmo com a sinalização clara de que dificilmente a escolha do outro pré-candidato a senador recairá sobre Pedro Lucas Fernandes ou sobre André Fufuca, até porque nem no União nem no PP existem quadros com força para preencher essa vaga, o governador Carlos Brandão disse que a escolha está sendo feita “com muito cuidado”. Na avaliação geral, a escala se preferência do Palácio dos Leões em primeiro lugar está Pedro Lucas Fernandes, com André Fufuca como a segunda opção.

O “muito cuidado” revelado pelo governador em relação ao preenchimento da outra vaga de pré-candidato ao Senado para compor com Orleans Brandão pode também estar inserido nos desdobramentos da escolha. Daí algumas indagações. Se não for o escolhido, o ex-ministro André Fufuca só terá dois caminhos: Felipe Camarão (PT) ou Eduardo Braide (PSD). E o que pode ser pior: nesse caso, André Fufuca apoiará um desses pré-candidatos na condição de adversário de Orleans Brandão. Ao perceber que são poucas as suas chances de ser o escolhido, André Fufuca vem se movimentando, abrindo canais de comunicação com o PT e com o PSD.

Vem então a segunda pergunta: Roseana Sarney (MDB), que hoje lidera a pesquisas, arquivará o projeto senatorial dela e da sua família, a começar pelo ex-presidente José Sarney (MDB), e que tem o aval das cúpula nacional do MDB, conformando-se com uma tentativa de reeleição para a Câmara Federal? Numa conversa recente com a imprensa, o governador Carlos Brandão foi indagado sobre o “fator” Roseana Sarney. Com muita habilidade, o mandatário respondeu de modo cuidadoso, sem dizer sim ou não: “Calma, minha gente, vamos acomodar todo mundo”.

O recado mandado de Peritoró por Carlos Brandão atingiu também os rumores em relação à presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale (MDB, que teria interesse na vaga, mas não fez qualquer declaração nesse sentido. Ela tem mostrado coerência ao afirmar que o deu projeto inicial é a reeleição para a Alema, e que qualquer outra direção vai depender do governador.

Em relação à escolha do pré-candidato a vice na chapa de Orleans Brandão, o governador Carlos Brandão foi sucinto: Vamos escolher também o vice-governador”. Sobre esse tema, o governador acrescentou apenas que a escolha está sendo feita “com muito cuidado”. O que corre nos bastidores é que a decisão tomada até aqui é que o vice do pré-candidato emedebista deve sair do tabuleiro político de São Luís. E o objetivo é fazer o contraponto com Eduardo Braide em São Luís, onde o ex-prefeito lidera com larga margem de preferência. Carlos Brandão quer encontrar um nome com estatura política e lastro eleitoral na Capital.

Todo esse emaranhado será desmanchado até o final da semana.

PONTO & CONTRAPONTO

Lahesio sinaliza que pode abrir mão da candidatura para uma aliança com Braide

Lahesio Bonfim e Roberto Rocha:
chapa perdendo densidade eleitoral

São cada vez mais fortes os rumores dando conta de que Lahesio Bonfim (Novo) pode abrir mão da sua candidatura ao Governo do Estado para disputar vaga no Senado ou na Câmara Federal. Correm nos bastidores políticos diferentes versões sobre essa possibilidade, que foi fortalecida ontem com declarações do próprio pré-candidato do Novo, ao admitir a existência de conversas nessa direção com interlocutores do pré-candidato do PSD, Eduardo Braide. A versão mais forte até aqui é a de que Lahesio Bonfim pode desistir da disputa ao Palácio dos Leões, para ser candidato a senador, juntamente com o ex-senador Roberto Rocha (Novo), que formariam uma chapa senatorial em aliança com Eduardo Braide. Na declaração deste sábado, Lahesio Bonfim confirma conversas com emissários de Eduardo Braide, acrescentando que a interlocução estaria sendo feita por Roberto Rocha.

A sinalização de que os rumores de conversas entre ele e Eduardo Braide foi feita por Lahesio Bonfim em entrevista a uma emissora de rádio piauiense Teresina FM. Ele admitiu que as conversas estão acontecendo e que o ex-senador Roberto Rocha, que é pré-candidato ao Senado na sua chapa, estaria participando das tratativas. Lahesio Bonfim não entrou em detalhes, mas admitiu que o principal assunto da pauta é a sua candidatura a governador, que pode ser mantida ou retirara num grande acordo com Eduardo Braide.

Esses rumores não são novos. Eles ganharam mais força depois que Eduardo Braide lançou a sua pré-candidatura ao Governo e as pesquisas mostraram que o seu principal adversário é o pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, numa situação clara e indiscutível de polarização. E foram intensificados depois que o vice-governador Felipe Camarão foi confirmado pré-candidato do PT com o aval do presidente Lula da Silva, o que lhe deu gás político para e potencial para crescer na disputa.

O cenário que vem sendo desenhado desde o lançamento da pré-candidatura de Eduardo Braide e da evolução da pré-candidatura de Orleans Brandão, e finalmente a entrada de Felipe Camarão para valer na corrida sucessória tem se mostrado inteiramente desfavorável a Lahesio Bonfim, que vem perdendo densidade na região central do estado e em redutos onde ele venceu em 2022, como Imperatriz, por exemplo.

No geral, as pesquisas têm mostrado uma queda expressiva nas intenções de voto para Lahesio Bonfim, que permaneceu durante meses a fio na condição, ora de segundo, ora de terceiro colocado na disputa, no patamar de dois dígitos, variando entre 10 e 20 pontos percentuais, medindo forças com Orleans Brandão. As mais recentes o mostram no patamar de um dígito, já muito atrás do pré-candidato do MDB e agora correndo risco de ser ultrapassado por Felipe Camarão.

A realidade visível é que a pré-candidatura, que começou bem, mas mergulhou numa tendência de queda que parece irreversível. Isso porque não há qualquer sinal de que ele reúne forças para reverter esse processo. Esse contexto tem feito com que Roberto Rocha ganhe mais protagonismo do que Lahesio Bonfim no projeto eleitoral do Novo no Maranhão.

O fato evidente é que Lahesio Bonfim vem perdendo substância na corrida ao Palácio dos Leões e, sem perspectiva de reverter esse processo, poderá abrir mão da candidatura e costurar uma aliança com Eduardo Braide.

Braide intensifica incursões no interior e quer visitar todos os municípios até julho

Entes de seguir para a Baixada,
Eduardo Braide participou, com
a esposa Graziella Braide,
da celebração do Corpus Christi

Eduardo Braide, pré-candidato do PSD ao Governo do Estado, encontra-se em incursão de pré-campanha na Baixada Ocidental, onde visitará vários municípios e encerrará a programação na noite deste domingo com um grande comício em São Bento. A visita política aos municípios da região é mais um item da programação que prevê sua passagem por todos os 217 municípios até julho.

Ele já esteve em boa parte dos municípios de todas as regiões do Maranhão, a começar pela Região Tocantina, onde escolheu sua candidata a vice, a empresária Elaine Cortez (PSD). Além de Imperatriz, sua agenda já o levou a Timon, Caxias, Codó, Peritoró, Santa Inês, Balsas, Grajaú, Barra do Corda, Vargem Grande entre outros municípios-polo, visitando também dezenas de cidades nos seus entornos.

Mesmo em maratona no interior, Eduardo Braide não descuida de São Luís e da Ilha de Upaon Açu como um todo. Católico militante, ele participou, na última quinta-feira, ao lado da prefeita Esmênia Miranda (PSD), da grande celebração do Corpus Christi, que levou milhares de católicos ao estádio Castelão. Ali, foi muito aplaudido quando sua presença foi registrada pelos autofalantes.

No campo das definições, Eduardo Braide se antecipou na escolha do vice, mas ainda não se manifestou em relação às vagas da sua chapa para o Senado.

São Luís, 07 de Junho de 2026.