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Flávio Dino assume liderança e vai à luta por Duarte Jr.; Edivaldo Jr. prefere se preservar à distância

 

Flávio Dino: liderança do grupo e apoio a Duarte Jr., Edivaldo Jr. sem envolvimento na sua própria sucessão

A participação do governador Flávio Dino (PCdoB) na disputa para a Prefeitura de São Luís pedindo votos para o candidato Duarte Jr. (Podemos) tem sido objeto de comentários a favor e contra, como também tem sido discussão o não envolvimento do prefeito Edivaldo Holanda Jr., que se acomodou na “neutralidade” do PDT. Uns concordam com o envolvimento direto e sem rodeios do governador, outros acham que ele deveria se manter distante da disputa. Em relação ao prefeito, muitos acham que ele está certo ao se preservar e não correr o risco de fazer uma escolha que lhe traga dores de cabeça no porvir. Sobre a neutralidade em São Luís, quase ninguém consegue entender.

O governador Flávio Dino está cumprindo exatamente o que anunciou ainda na fase de pré-campanha: que ficaria neutro no 1º turno e se posicionaria abertamente no 2º turno. Até agora, sua conduta tem sido irrepreensível. Chamou seus aliados e colaboradores para apoiar Duarte Jr., entrou na campanha dando declarações a favor do seu candidato e está mobilizando os meios políticos e partidários possíveis para respaldá-lo. Faz o que qualquer governador faria numa situação como essa. Afinal, Flávio Dino é um político por excelência, que não aceita meio-termo numa decisão desse nível. Sua estatura política foi forjada no confronto, com vitórias e derrotas, mas sem fugir da linha.

Em 2012, sem mandato, Flávio Dino articulou a grande base política e eleitoral que garantiu a vitória de Edivaldo Holanda Jr., então no nanico PTC, sobre João Castelo (PSDB), participando diretamente da campanha nos dois turnos. Em 2016, foi peça-chave no apoio a ao prefeito no 1º turno. E no segundo turno, quando Eduardo Braide (PMN) se agigantou e esteve próximo de virar o jogo, foi o governador Flávio Dino e seus aliados que entraram em campo e livraram o prefeito da derrota. Seu envolvimento na campanha de Duarte Jr. traduz fielmente a cabeça e a estatura política do governador do Maranhão, que até aqui não fugiu do embate nem deixou seus aliados no meio do caminho.

Enquanto o governador Flávio Dino assume sua condição de político militante, jogando todo o peso do seu prestígio a favor do candidato do seu grupo, o prefeito Edivaldo Holanda Jr. alimenta um silêncio perturbador em relação à disputa em São Luís., como se a disputa em curso não lhe dissesse respeito. É difícil entender que um político jovem, que chegou onde chegou pela força de uma frente de aliados, que se mobilizaram e foram à luta para fortalecer sua candidatura em 2016, nos dois turnos, prefira agora a comodidade da indiferença em momento eleitoral tão especial, no qual todos os envolvidos estão fazendo história.  Independentemente do motivo do seu não envolvimento, e seja qual for o desfecho dessa disputa, em algum momento do futuro o jovem e bem avaliado prefeito de São Luís será cobrado por sua atitude. Nenhuma explicação será plausível.

Nesse cenário, se Eduardo Braide for eleito, dificilmente Edivaldo Holanda Jr. escapará da suspeita da suspeita de ter contribuído para facilitar a eventual vitória do candidato do Podemos. Se der Duarte Jr., este ficará bem à vontade para dizer que nada lhe deve.

Nesse contexto de disputa e medição de forças, o governador Flávio Dino confirma sua condição de líder político que tem um lado e vai para o enfrentamento, confirmando o aprendizado que vivenciou ainda no movimento estudantil. Enquanto o prefeito Edivaldo Holanda Jr. parece inclinado a trilhar outro caminho. Tipo “costeando o alambrado”, como dizia o genial e saudoso fundador do seu partido, o ex-governador Leonel Brizola, a casos como dessa natureza.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Braide e Duarte Jr. jogam pesado e dão à disputa um clima de confronto

Eduardo Braide e Duarte Jr. abrem confronto pesado na corrida pelo voto na Capital

Quando as urnas anunciaram o resultado do 1º turno da eleição para a Prefeitura de São Luís, ficou claro que o 2º turno seria uma batalha tensa, com Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Jr. (Republicanos) se batendo fortemente, produzindo um clima de indefinição. A pesquisa do Ibope, divulgada na sexta-feira (19) e mostrando os dois a mesma casa decimal – Eduardo Braide com 49% e Duarte Júnior com 42% das intenções de voto -, atiçou mais ainda o clima, abrindo caminho para que os dois usassem parte dos seus tempos de rádio e TV num intenso jogo de ataque e contra-ataque. No primeiro programa, Duarte Júnior jogou pesado fazendo acusações a Eduardo Braide, que ontem revidou com chumbo grosso. Ambos se dizem atacados e injustiçados e tentam justificar a pancadaria alegando que foram atacados.

Não existem inocentes, anjos nem santos numa disputa eleitoral. Todos jogam com as armas que têm para desidratar o adversário. No primeiro turno, Eduardo Braide apanhou muito, mas também bateu bastante. O mesmo aconteceu com Duarte Júnior, que foi alvo de pancadas de quase todos os concorrentes, assim como distribuiu porretadas a granel. Os dois saíram das urnas ilesos e bem votados, o que significa dizer que as pancadas que receberam não tiveram efeito destruidor. Agora, os dois trocam petardos, mesmo sabendo que o desfecho da eleição será fruto da sua capacidade de convencer o eleitor dos seus projetos e intenções.

Os próximos programas dirão o que de fato os dois pensam disso tudo.

 

Osmar, Astro e Aldir estão na briga pela presidência da Câmara Municipal

Osmar Filho, Astro de Ogum e Aldir Jr. na briga pela presidência da Câmara Municipal de São Luís

Já são intensos os movimentos que visam a eleição da Mesa da Câmara Municipal. Saído das urnas de novo como o mais votado, o vereador e atual presidente Osmar Filho (PDT), que entrou de cabeça na campanha de Eduardo Braide (Podemos), vem jogando todas as suas fichas para emplacar um novo mandato. Por sua vez, o vereador reeleito Astro de Ogum (PCdoB), que já exerceu dois mandatos presidenciais, e que está na linha de frente da campanha de Duarte Jr. (Republicanos), não esconde sua pretensão de voltar à presidência da Casa. Uma terceira via está ganhando forma, o vereador reeleito Aldir Jr. (PL), alinhado à candidatura de Duarte Jr..

Quem conhece bem as entranhas do Palácio Pedro Neiva de Santana diz que se Eduardo Braide for eleito, Osmar Filho será confirmado na presidência. Mas se Duarte Jr. sair vencedor, Astro de Ogum tem condições reais de voltar ao comando da Câmara Municipal de São Luís. A eventual eleição de Duarte Jr. também facilitará o projeto de candidatura de Aldir Filho (PL), que avisou que será um candidato viável.

Esse desenho será concluído tão logo as urnas anunciem o novo prefeito de São Luís.

São Luís, 24 de Novembro de 2020.

Segundo turno em São Luís mostra como as forças políticas vão se juntar para as eleições gerais de 2022

 

Duarte Jr. ontem, e Eduardo Braide, sexta-feira na Rua Grande

O confronto entre Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Jr. (Republicanos) pela Prefeitura de São Luís está desenhando, com contornos nítidos, o mapa em que estarão posicionadas as forças políticas que se baterão pelo poder estadual em 2022. A candidatura de Eduardo Braide está funcionando como ponto de convergência e aglutinação de correntes que produzirão uma surpreendente colcha de retalhos partidários e ideológicos, controladas por cabeças de campos aparentemente opostos: os senadores Roberto Rocha (PSDB) e Weverton Rocha (PDT), ambos aspirantes ao Governo do Estado. Já a candidatura de Duarte Jr. concentra e galvaniza as correntes mais fiéis à aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que tem o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) como pré-candidato à sucessão no Palácio dos Leões.

O posicionamento dessas forças tem explicação lógica. Seus líderes buscam encontrar caminhos mais fáceis para viabilizarem seus projetos de poder. O senador Weverton Rocha, de longe o mais arrojado e ambicioso – e por isso mesmo o mais bem-sucedido – quadro da sua geração, poderia tranquilamente colocar a máquina pedetista no apoio a Duarte Jr., mas não o faz porque calcula que, eleito prefeito, o candidato do Republicanos certamente se posicionará pela candidatura do vice-governador Carlos Brandão. Já o alinhamento dos petistas da CNB a Eduardo Braide, que aparentemente desafia a lógica, é “sopro” da direção nacional do PT. O mesmo acontece com o MDB, que pela ótica da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) enxerga em Eduardo Braide um dos seus. Se Eduardo Braide for eleito, o Palácio de la Ravardière será o QG central das forças de oposição ao projeto do governador Flávio Dino.

A aglutinação de forças em torno de Duarte Jr. se dá pela mesma motivação, com a diferença de que as correntes mobilizadas já estão na base do Governo do Estado. Não há qualquer novidade nesse sentido, a começar pelo braço do PT em São Luís, que não fecha com a CNB, e declarou apoio ao candidato do Republicanos, contando com o aval da direção estadual. Chama a atenção o fato de dois deputados do PDT, Ricardo Rios e Rafael Leitoa, ignorarem a “neutralidade” anunciada pelo partido e declararem apoio a Duarte Jr., alinhados ao governador Flávio Dino. Nessa linha, o destaque foi o Rede Sustentabilidade, que liderado por Fauzi Beydoun e pela ex-candidata a vice-prefeita, decidiu apoiar Duarte Jr., contrariando o ex-candidato a prefeito Jeisael Marx, que declarara neutralidade sem consultar o partido e recebeu o troco.

Uma avaliação isenta e mais severa dessa movimentação de forças leva a algumas conclusões, sendo a principal delas a de que mais uma vez os fatos mostram a fragilidade das alianças partidárias. Não faz o menor sentido, por exemplo, o PDT se colocar como neutro em São Luís. Em 2016, a aliança dinista, liderada pelo PCdoB, se desdobrou nos dois turnos pela candidatura de Edivaldo Holanda Jr., que esteve a um passo de ser alcançado e derrotado justamente por Eduardo Braide, então candidato do PMN. É espantoso ver o prefeito agora indiferente à disputa e mantendo um silêncio conivente em relação às adesões pedetistas ao candidato do Podemos.

Eduardo Braide e Duarte Jr. estão perfeitamente conscientes de que o novo prefeito de São Luís terá papel importante e até mesmo decisivo na movimentação dessas forças em 2022. O candidato do Podemos sabe que não existe acordo político e partidário sem acertos para o futuro e que, se for eleito, essa fatura política e eleitoral será cobrada. O mesmo acontece com Duarte Jr.. A diferença é que o candidato do Republicanos está recebendo o suporte de correntes de uma aliança já existente e que tem como referência o governador Flávio Dino, que não contava, por exemplo, com o posicionamento do PDT e “neutralidade” do senador Weverton Rocha e do prefeito Edivaldo Holanda Jr..

O desenrolar da campanha vai dizer quem apostou certo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Deputados comemoram vitórias e amargam fracassos nas urnas

Felipe dos Pneus, Fernando Pessoa, Rigo Teles e Belezinha foram vitoriosos nas urnas, enquanto Marco Aurélio, Zito Rolim, Adelmo Soares e Socorro Waquim tiveram perdas e ganhos nas urnas, e estão cacifados para tentar a reeleição

Não foi bem-sucedida a participação de deputados estaduais na disputa por prefeituras no Maranhão. Dos nove que participaram, só três lograram êxito nas urnas: Felipe dos Pneus (Republicanos), que se elegeu prefeito de Santa Inês, Rigo Teles (PL) será o prefeito de Barra do Corda, e Fernando Pessoa (Solidariedade), que vai comandar Tuntum a partir de  Janeiro, e a suplente no exercício do mandato Belezinha (PL), que se elegeu prefeita de Chapadinha. Marco Aurélio (PCdoB) não conseguiu vitória em Imperatriz, Zito Rolim (PDT) ficou em segundo em Codó; Adelmo Soares (PCdoB), que foi derrotado em Caxias, e a suplente no exercício do mandato Socorro Waquim (MDB).

A vitória mais densa foi a de Felipe dos Pneus em Santa Inês, tendo ele derrotado forças tradicionais no município, lideradas pelo ex-prefeito Valdivino Cabral (PL), que comandou o município nos anos 80 do século passado e deveria estar aposentado. Com a sua juventude e habilidade política, Felipe dos Pneus ganhou credenciais para ser uma liderança de peso no Maranhão.

Outra vitória de peso foi de Fernando Pessoa em Tuntum. Ele conseguiu o que muitos viam como impossível: derrotar o candidato apoiado pelo prefeito Cleomar Tema (PSB), que encerra agora nada menos do que o seu quinto mandato de prefeito daquele município. A vitória de Fernando Pessoa viu seu maior aliado, o prefeito de Barra do Corda, Wellryk da Silva, não conseguiu eleger seu candidato, Gil Lopes (PCdoB), derrotado pelo deputado Rigo Teles.

A eleição de Rigo Teles em Barra do Corda foi emblemática. Envolvido numa grave crise familiar, causada pela suspeita de seu irmão ser o principal suspeito de ser o mandante do assassinato do próprio pai, o ex-prefeito Nenzim. Com a eleição, Rigo Teles ganhou de novo o aval dos cordinos, mostrando ser um político de lastro.

Belezinha teve uma vitória maiúscula em Chapadinha, onde derrotou impiedosamente o prefeito Magno Bacelar (PV) e o promissor candidato do PSB, Higor.

No campo dos que não se deram bem, o deputado Marco Aurélio teve o seu projeto minado, mas com cacife político e eleitoral forte para renovar o mandato em 2022. Por sua vez, o deputado Zito Rolim, ao ser derrotado em Codó, viu seu lastro político perder consistência, que exigirá dele um grande esforço na briga para a Assembleia Legislativa de 2022. E apesar da sua derrota acachapante para o prefeito Fábio Gentil (Republicanos), o deputado Adelmo Soares não tem porque lamentar, pois, afinal ele se manteve em evidência e, sem a concorrência do ex-deputado José Gentil (Republicanos), vencido pelo novo coronavírus, tem visibilidade e campo aberto para renovar o mandato estadual em 2022. Finalmente, Socorro Waquim, que ficou em terceiro lugar na disputa para a Prefeitura de Timon, mas ganhou o mandato de deputada estadual com a eleição do titular Rigo Teles. E o deputado Leonardo Sá, que foi de novo derrotado em Pinheiro pelo prefeito Luciano Genésio (PP).

 

João Alberto se culpa por não ter sido eleito vereador de Bacabal e avisa que tentará de novo em 2024

João Alberto assume que errou em Bacabal e avisa que vai tentar de novo em 2024

Passada a borrasca da corrida às urnas no interior, o ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-prefeito, ex-vice-governador, ex-governador e ex-senador João Alberto (MDB) avaliou cuidadosamente o insucesso da sua candidatura à Câmara Municipal de Bacabal. E chegou a algumas conclusões.

A primeira: foi ele o único responsável por não ter sido eleito.

A segunda: fez campanha movido pela certeza de que os bacabalenses reconheceriam os serviços que já prestou à cidade.

A terceira: de tanto ouvir que estava eleito e que seria o mais votado, relaxou na corrida ao voto.

Em resumo: aos 86 anos, depois de inúmeras campanhas bem-sucedidas em todos os níveis, tirou do insucesso nas urnas a descoberta de que o excesso de confiança o fez esquecer de que cada eleição é como se fosse a primeira, não existindo eleição prévia, principalmente numa disputa pulverizada como para vereador.

Diz que foi surpreendido com o resultado, mas logo percebeu que ele foi fruto dos seus equívocos. E já tomou uma decisão: será candidato a vereador de Bacabal de novo em 2024.

– Não quero encerrar minha carreira com uma derrota em minha terra.

São Luís, 22 de Novembro de 2020.

Números do Ibope mostram que disputa entre Braide e Duarte Jr. será dura e com desfecho imprevisível

 

Eduardo Braide sai na frente, mas Duarte Jr. surpreende e chega perto, diz Ibope

Não surpreendeu, e está dentro da lógica que vem movendo essas eleições, o resultado da pesquisa Ibope sobre a disputa do 2º turno para a prefeitura de São Luís, divulgada ontem à noite pela TV Mirante. Como era esperado, Eduardo Braide (Podemos) apareceu com 49% das intenções de voto, podendo ter de 46% a 52%, se aplicada a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. Duarte Jr. (Republicanos) recebeu 42%, podendo ter entre 39% a 45%, se levada em conta a margem de erro. A pesquisa também informou que 7% disseram que anularão o voto ou votarão em branco, e 2% não souberam ou não quiseram responder. Apurando-se apenas votos válidos, que não leva em conta brancos, nulos e indecisos, o resultado do Ibope revelou o seguinte: Eduardo Braide tem 54% das intenções de voto e Duarte Júnior 46%. Qualquer equação que for montada agora com esses percentuais certamente remeterá para uma conclusão realista: não há como prognosticar o desfecho dessa eleição.

Os números do Ibope apontaram o favoritismo de Eduardo Braide, mas não foram suficientes para lhe dar a segurança e a confiança do favorito que dificilmente será alcançado. Já Duarte Júnior, mesmo aparecendo atrás, foi fortemente beneficiado, uma vez que os números do Ibope o apontam como uma ameaça concreta e indiscutível, com potencial para tornar a disputa ainda mais dura e imprevisível. Uma conta simples mostra as linhas gerais do cenário acima. Eduardo Braide saiu das urnas do 1º turno com 37% dos votos válidos, alcançando agora 54% de intenções, um ganho equivalente a 17 pontos percentuais, que pode ser mantido, aumentar ou diminuir durante a campanha. Duarte Júnior, por sua vez, saiu do 1º turno com 22% dos votos e começa o segundo com 42% de intenções, um ganho equivalente a 20 pontos percentuais, três pontos percentuais a mais do que o adversário.

Os números do Ibope sinalizam, portanto, que os dois candidatos têm potencial para chegar à Prefeitura de São Luís no dia 29. O que vai confirmar o favoritismo de Eduardo Braide ou promover uma guinada em Duarte Júnior será a capacidade de cada um de convencer o eleitorado. Isso porque essa é uma disputa decisiva, envolve muito mais do que a Prefeitura de São Luís pura e simples, estando incluída no pacote de ganhos uma expressiva carga de poder político que terá peso importante, ou até mesmo decisivo, nas eleições gerais de 2022. Eduardo Braide e Duarte Júnior sabem disso e vão se desdobrar para assumir o controle dessa máquina poderosa a partir de 1º de Janeiro do ano que vem.

A campanha começou ontem criando o clima de uma disputa renhida, voto a voto, como se os candidatos já soubessem que se enfrentarão numa parada dura. Eduardo Braide começou exibindo a manifestação de apoio de Neto Evangelista (DEM) – que foi eliminado na terceira colocação no 1º turno – e de quatro vereadores eleitos, e focando sua proposta administrativa na área da Saúde. Duarte Júnior saudou o Dia da Consciência Negra, lembrando figuras como a líder comunista Maria Aragão e o líder balaio Negro Cosme. Falou um pouco da sua trajetória e pediu uma oportunidade. E argumentando ser preciso que o eleitor “conheça bem” os candidatos, disparou chumbo grosso contra Eduardo Braide. O programa de Duarte Júnior fechou forte com o governador Flávio Dino inteiramente engajado usando o slogan do candidato: “Bora resolver?”

Ao contrário de outras disputas, a corrida de agora para a Prefeitura de São Luís tem ingredientes como juventude, ousadia, audácia e coragem impregnados nos dois candidatos, e evidenciados ontem com clareza na largada de Duarte Júnior. Isso prediz que a campanha será intensa, com muita animação e elevado nível de tensão política.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PT de São Luís apoia Duarte Jr., mas figuras importantes do partido seguem outro rumo

Márcio Jardim avisa que não seguirá a orientação de Honorato Fernandes na corrida em  São Luís

O braço maranhense do PT, em especial seu antebraço ludovicense, mais uma vez se torna um berço de divergências, alimentando o já clássico clima de conflito que move o partido em tempos de decisão eleitoral. Ao mesmo tempo em que o PT de São Luís, comandado pelo pragmático vereador Honorato Fernandes, que foi vice de Rubens Jr. (PCdoB), declarou apoio a Duarte Jr. no 2º turno da corrida à Prefeitura de São Luís, figuras proeminentes da seara petista, como Márcio Jardim, que faz parte da direção nacional, avisam que não seguirão a posição do governador Flávio Dino. Na mesma linha, o deputado estadual Zé Inácio, único representante do PT na Assembleia Legislativa, avisou que vai se posicionar por um candidato, mas preferiu manter o nome em segredo por enquanto.

Essa falta de sintonia interna é a cara do PT maranhense. Desde os anos 80 do século passado, quando a agremiação ganhou forma no estado, todas as suas decisões foram tomadas sem consenso. Durante muito tempo, o PT teve o PDT como aliado preferencial, tendo eleito Domingos Dutra como vice de Jackson Lago em 1996. E o partido também rachou durante o longo período em que esteve aliado ao MDB e ao Grupo Sarney.  As diferenças que vieram à tona em relação à disputa deste ano em São Luís é mais um episódio que alimenta a personalidade impar do partido, que na opinião apaixonada do deputado Zé Inácio “é o único que pratica a democracia interna”.

 

Reeleito em Imperatriz, Assis Ramos revela projeto de disputar o Governo

Assis Ramos: depois de Imperatriz, São Luís

No calor da euforia com a reeleição, o prefeito de Imperatriz, Assis Ramos (DEM) teria revelado, de alto e bom som, o seu projeto de disputar o Governo do Estado. Não deixou claro se logo agora em 2022 ou em 2026. Nada impede o prefeito de Imperatriz de projetar seu futuro político com esse objetivo. Delegado de Polícia de carreira, que estreou na política em 2016 como um outsider, desbancando graúdos como Ildon Marques, e atropelando os candidatos Ribinha Cunha, apoiado pelo então prefeito Sebastião Madeira, entre outros. Agora, enfrentando o deputado Marco Aurélio (PCdoB), Sebastião Madeira em pessoa e Ildon Marques, e vencendo eleição, Assis Ramos acha que tem cacife para entrar na briga pelo Governo do Estado, na qual já medem forças o vice-governador Carlos Brandão (Republicanos), o senador Weverton Rocha (PDT) e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), relação que pode aumentar com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB).

São Luís, 21 de Novembro de 2020.

Silvio Antônio vai com Braide, Bira do Pindaré apoia Duarte Jr. e Rubens Jr. dá recado duro a Neto, Yglésio, Osmar…

 

Bira do Pindaré, Márcio Jerry e Rubens Jr. (centro) qnunciam apoio a Duarte Jr. que participou virtualmente; Wellington do Curso declara apoio a Eduardo Braide

O aval declarado do deputado federal Bira do Pindaré, ex-candidato do PSB, e a confirmação enfática do deputado federal Rubens Jr., ex-candidato do PCdoB, ao candidato Duarte Jr. (Republicanos), e as manifestações de Silvio Antônio, ex-candidato do PRTB, e do deputado estadual Wellington do Curso (PSDB) a Eduardo Braide (Podemos) encerraram ontem a montagem das bases de apoio dos dois candidatos para o 2º turno da eleição para a Prefeitura de São Luís. Ambos vão para o confronto respaldados por fortes alianças, o que certamente será o grande diferencial nessa disputa. Isso porque, além do controle do maior e mais importante município do Maranhão, a vitória vale também o comando de uma carga de poder político que os mais pragmáticos apontam como decisiva para o grande embate nas urnas em 2022. As forças mobilizadas em torno de Eduardo Braide ganharam feição de oposição ao governador Flávio Dino (PCdoB), enquanto que as que formaram ao lado de Duarte Jr. passaram a serem identificadas como a base de apoio leal ao governante e a seu Governo.

“Quem não está com Duarte Jr. está contra o governador Flávio Dino”. Feita em tom enfático por Rubens Jr. na entrevista em que ele e Bira do Pindaré, ao lado do presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, anunciaram formalmente seu apoio ao candidato do Republicanos, a manifestação soou como uma declaração de guerra endereçada aos ex-candidatos Neto Evangelista (DEM), Yglésio Moises (PROS), bem como a deputados e vereadores – entre eles Osmar Filho (PDT) – de partidos da base governista que declararam apoio a Eduardo Braide. No ato, Bira do Pindaré foi enfático na manifestação de apoio ao candidato do Republicanos: “A partir de hoje, o 40 é 10”. Duarte Jr., que está com Covid-19, participou do ato por meio de um telão, e foi respaldado pela presença da candidata a vice-prefeita Fabiana Vilar (PL), dos deputados Vinícius Louro (PL) e Ana do Gás (PCdoB) e do vice-prefeito de São Luís Júlio Pinheiro (PCdoB).

Por mais que alguns observadores tentem manifestar surpresa em relação à declaração de Rubens Jr., ela está dentro da lógica e do pragmatismo que movem a política em tempo de confronto eleitoral. O governador Flávio Dino e seus aliados se posicionaram a favor do candidato do grupo que foi para o 2º turno, e não há dúvidas de que teriam feito o mesmo se fosse Neto Evangelista, Bira do Pindaré, Jeisael Marx ou Yglésio Moises. Eduardo Braide faz oposição ao Governo, e por isso mesmo não faz o menor sentido, por exemplo, o deputado Carlos Florêncio, que é do PCdoB, não tem um voto em São Luís e teve seu grupo fragorosamente derrotado na sua base, Bacabal, declarar apoio ao candidato do Podemos enquanto o seu partido declara apoio ao candidato do Republicanos.

A declaração de Rubens Jr. vai colocar as coisas nos seus devidos lugares, funcionando como um recado político direto também para o braço municipal do Solidariedade, comandado por Carlos Madeira, um cristão novo na política ludovicense e inexplicavelmente alçado à condição de chefe partidário com autonomia para tomar uma decisão desse quilate. Isso pode criar fissuras graves na aliança liderada pelo governador Flávio Dino? Pode sim, mas não dá para imaginar o governador cruzando os braços enquanto aliados seus tentam colocar um importante oponente no comando político e administrativo da Capital. Se concordasse com a atitude do deputado Neto Evangelista, sua liderança seria gravemente desidratada.

Por outro lado, Eduardo Braide joga com habilidade para fortalecer sua candidatura. A conversa com Wellington do Curso, que o xingou quando foi rifado pelo PSDB, foi uma demonstração de que nesses momentos o pragmatismo fala mais alto do que certos brios. Wellington do Curso sequer pediu desculpas pelas palavras duras de antes, mas Eduardo Braide aceitou o seu apoio adjetivando o ex-adversário de “deputado valoroso”. Algo errado nisso? Claro que não. Eduardo Braide chegou onde chegou usando a cabeça, e não o fígado. Para ele, não é momento de escolher aliado, e quanto maior for o número de adesões ao seu projeto, melhor. Daí não titubear em aceitar a declaração de apoio de Silvio Antônio, um político de extrema direita, consciente e orgulhoso da sua posição ideológica, e propagador do bolsonarismo no Maranhão. Para o candidato do Podemos, o que importa são os mais de 3% que votaram no candidato do PRTB e que podem lhe dar o voto agora.

É esse o jogo que está em curso, valendo para a candidatura de Duarte Jr. a regra de que grupo é grupo, e para a de Eduardo Braide a ideia de que o que vale é o voto, venha de onde vier.

 

PONTO E CONTRAPONTO

 

Posição do PDT em São Luís tem a ver com o projeto de Weverton Rocha para chegar aos Leões

Weverton Rocha (c) jogou todas as suas fichas em Neto Evangelista e agora anuncia neutralidade

A manifestação da direção nacional do PDT sobre a posição de neutralidade que o partido assumiu no 2º turno da disputa em São Luís só tem uma motivação, e esta não é assumida: o projeto do senador Weverton Rocha de chegar ao Governo do Estado em 2022.

A eventual eleição do candidato do Podemos, Eduardo Braide, fortalecerá o projeto do senador Roberto Rocha (PSDB) de tentar a sucessão do governador Flávio Dino, podendo também, numa outra perspectiva, abrir caminho para uma eventual candidatura da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), ou, ainda, numa hipótese remota, mas possível, um projeto do próprio Eduardo Braide, numa repetição do que aconteceu com João Doria em São Paulo. Qualquer uma delas é encarada como “enfrentável” pelo líder do PDT no Maranhão.

Já a eventual eleição de Duarte Jr. significa o fortalecimento automático do vice-governador Carlos Brandão, que assim terá um braço forte no principal colégio eleitoral do estado. Pode também impulsionar, de maneira indireta, o projeto do deputado Josimar de Maranhãozinho (PL), que está se propondo a ser uma opção a mais na corrida ao Palácio dos Leões. Duarte Jr. prefeito dificilmente optará pela candidatura de Weverton Rocha se Carlos Brandão estiver no páreo. Nesse cenário, Duarte Jr. sempre ouvirá a recomendação do governador Flávio Dino, que não trata do assunto, mas é sabido que ele incentiva o projeto de Carlos Brandão.

O argumento de o Republicanos ser “bolsonarista” e de “a maioria” do PDT optar “espontaneamente” pela candidatura de Eduardo Braide é apenas uma alegoria retórica, que nada tem a ver com a realidade. O fato verdadeiro é que, com o arrojo de sempre e decidido a pavimentar o seu caminho rumo aos Leões,  o senador Weverton Rocha jogou todas as suas fichas na candidatura de Neto Evangelista, porque tinha a garantia, dada pela cúpula nacional do DEM, de que, eleito prefeito, ele seria o seu braço forte em São Luís.

Nada mais que isso.

 

Memória

Há 20 anos, São Luís produziu um fenômeno eleitoral, que foi triturado pelo jogo do poder

Pedro Celestino hoje, novamente candidato

A eleição da nova composição da Câmara Municipal de São Luís trouxe à tona nada menos que 20 anos de memória dessa sempre disputada refrega eleitoral. Entre os mais de 900 candidatos que brigaram pelas 31 vagas no plenário do Palácio Pedro Neiva de Santana aparece Pedro Celestino, identificado por uma fotografia que denuncia o peso da idade. Candidato pelo Democracia Cristã (DC), o Pedro Celestino de agora saiu das urnas com magros 106 votos, atrás de mais de sete centenas de concorrentes.

Para quem não sabe, Pedro Celestino foi o grande fenômeno da eleição para a Câmara Municipal de São Luís em 2000, quando Jackson Lago (PDT) se elegeu prefeito pela terceira vez. Naquela disputa, na qual o PDT, então coligado com o PFL por força de um acordo do prefeito Jackson Lago com a governadora Roseana Sarney, todos os prognósticos diziam que o PDT teria os vereadores mais votados. Mas isso não aconteceu.

Entre os candidatos, surgiu Pedro Celestino, um jovem negro, de origem muito humilde, servidor federal. Filiado ao Partido Verde, que havia chegado ao Maranhão no início da década de 1990 e começava a ganhar como canal do discurso ambientalista e de defesa das minorias, Pedro Celestino protagonizou uma campanha que fez história com o slogan “O pequeno que incomoda”, com o qual se referia a ele próprio e ao seu partido. Inteligente, carismático e muito comunicativo, aquele candidato do PV a vereador seduziu o eleitorado ludovicense, arrastou multidões no centro da cidade, numa identificação plena com os mais humildes, os desvalidos. Uma campanha revolucionária, sem nenhum recurso financeiro, nada parecida com outras campanhas.

O resultado da ousadia politicamente inovadora foi que, concorrendo com nomes de peso da época, entre eles o engenheiro Pádua Nazareno (PDT), um dos azes de ouro da equipe do prefeito e do veterano líder oposicionista Haroldo Sabóia (PT), Pedro Celestino saiu das urnas como o segundo mais votado, com inacreditáveis 7.447 votos, só perdendo para o campeão daquela eleição, o pedetista Pádua Nazareno, que recebeu nada menos que 10.035 votos, mas deixando muito atrás o experiente e respeitado Haroldo Sabóia, que se elegeu com 3.330 votos.

Bom na arte de seduzir eleitores, Pedro Celestino revelou-se parlamentar ingênuo, politicamente despreparado, tendo se deixado envolver pelas teias traiçoeiras do poder. Chegara à Câmara por seus próprios meios, sem padrinho, e com autoridade política para exercer um mandato rico como porta-voz daqueles que lhe deram a impagável oportunidade. Sentindo que aquele vereador jovem e envolvente poderia se tornar uma voz incômoda, crítica e cobradora, o prefeito Jackson Lago jogou o laço fatal: convidou o adversário potencial para ser líder do seu Governo. Inebriado pela ideia de poder, Pedro Celestino aceitou. Como líder, foi obrigado a sufocar o discurso de cobrança e assumir a defesa do Governo. Foi o seu fim como político que fez tudo certo, mas cometeu o erro fatal de trair suas origens. Foi varrido do cenário político ludovicense.

São Luís, 20 de Novembro de 2020.

Neto apoia Braide, PCdoB se mobiliza por Duarte Jr. e PDT perde rumo com silêncio de Weverton e Edivaldo Jr.

 

Rubens Júnior e Duarte Jr. ainda pré-candidatos do PCdoB, se juntam novamente; Eduardo braide recebe o apoio de Carlos Madeira e Neto Evangelista, entre os deputados Glaubert Cutrim e Roberto Costa, anuncia apoio a Eduardo Braide

À medida que o embate entre Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos) no 2º turno da eleição para a Prefeitura de São Luís começa a ganhar corpo, as forças políticas e partidárias nele envolvidas se movimentam para ocupar os espaços que suas lideranças vão determinando. Há, porém, curiosidades surpreendentes nessa arrumação, que deixam ar a impressão de que algumas peças estranhas ao processo tentam se encaixar. Enquanto o DEM, com o apoio declarado de Neto Evangelista, e o MDB se posicionaram pela candidatura de Eduardo Braide, e o PCdoB, o Cidadania e o PROS declararam apoio inequívoco à candidatura de Duarte Júnior, o PDT, que é, ainda, uma grande força em São Luís, parece um quartel sem comando, com quadros importantes divididos entre as duas candidaturas, com o prefeito pedetista Edivaldo Holanda Júnior mantendo um silêncio obstinado em relação ao pleito, e o presidente do partido, senador Weverton Rocha, que tanto se empenhou pelo candidato do DEM no 1º turno, se mantém inexplicavelmente afastado do cenário.

Nesse contexto, todas as atenções se voltam para o PDT, em especial para o senador Weverton Rocha e para o prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Enquanto o PCdoB atende ao chamamento do governador Flávio Dino e o presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry, anuncia mobilização e ação, o PDT mostra-se agora um partido sem rumo e dividido na Capital. Os vereadores reeleitos Osmar Filho e Raimundo Penha – duas forças na cidade, vale registrar – reforçaram a candidatura de Eduardo Braide, enquanto o vereador não reeleito Ivaldo Rodrigues, também um quadro forte, se posicionou a favor de Duarte Júnior – uma situação impensável na era Jackson Lago. Outras figuras menos expressivas estão tentando se acomodar nos dois lados.

Causa estranhamento o distanciamento do senador Weverton Rocha desse contexto desde que o resultado configurou a completa derrota do PDT em São Luís, perdendo a maior e mais importante Prefeitura do Maranhão e metade da sua bancada na Câmara Municipal da Capital. O argumento de que se trata de apenas uma eleição municipal não cola, porque São Luís é peça-chave na montagem política para as eleições de 2022, fazendo uma enorme diferença dependendo de quem esteja no seu controle.

São muito os exemplos de liderança firme. Epitácio Cafeteira e Jackson Lago construíram suas brilhantes carreiras a partir de São Luís. E no caso de Jackson Lago não há registro de que em algum momento o fundador e líder maior do PDT tenha permitido uma situação como essa. Até quando manteve uma “quase” aliança com a então governadora Roseana Sarney Jackson Lago permitiu divisões no partido.

O argumento subterrâneo de que a eleição de Duarte Júnior fortalece o projeto do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) faz sentido na lógica do senador, mas não na lógica do governador, para quem o importante é manter a Capital sob o controle do grupo.

Qualquer que venha ser a posição do senador Weverton Rocha, ela chegará atrasada. Isso porque em política existe uma regra segundo a qual o líder é quem fala primeiro e define a posição do grupo, como fez o governador Flávio Dino ao declarar apoio a Duarte Júnior já na noite de Domingo, para não deixar dúvida.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

No jogo dos apoios, Duarte Jr. está levando a melhor sobre Eduardo Braide

Neto Evangelista vai com Eduardo Braide e Rubens Jr. vai com Duarte Jr. em São Luís

Eduardo Braide conta com três ex-candidatos. O primeiro a lhe declarar apoio foi o deputado Neto Evangelista (DEM), que o fez de maneira enfática, justificou sua posição demarcando a sua distância de Duarte Júnior, mas se manifestando dentro dos limites da civilidade, sem agredir adversário nem passar a antipática imagem do perdedor ressentido. Eduardo Braide passou a contar ontem também com o apoio declarado do competente deputado Yglésio Moises (PROS), que, no entanto, surpreendeu pelo tom agressivo com que se referiu ao candidato do Republicanos, contra quem usou adjetivação pesada, atropelando a civilidade política. Ainda ontem, o candidato do Podemos foi apoiado pelo ex-candidato do Solidariedade, Carlos Madeira – que desistiu da disputa por causa do novo coronavírus. Eduardo Braide conta ainda com os deputados federais Edilázio Jr. (PSD) e Aluísio Mendes (PSC), que o apoiaram no 1º turno. E deve receber ainda o apoio do senador Roberto Rocha (PSDB).

Duarte Júnior, por sua vez, já recebeu o apoio do governador Flávio Dino, do deputado federal e ex-candidato Rubens Júnior, e do PCdoB, do seu presidente, deputado federal Márcio Jerry, e da senadora Eliziane Gama e do Cidadania. Ontem, correu a informação de que o deputado federal Bira do Pindaré e o PSB declararão apoio ao candidato do Republicanos, que também conta com o aval declarado do vice-governador Carlos Brandão (Republicanos) e do presidente do PL, deputado federal Josimar de Maranhãozinho.

Os apoiadores de Eduardo Braide festejam o apoio dos deputados estaduais César Pires (PV), Glaubert Cutrim (PDT), Carlinhos Florêncio (PCdoB), Fernando Pessoa (Solidariedade) – prefeito eleito de Tuntum -, Ciro Neto (PP) e Roberto Costa (MDB). Por sua vez, aliados de Duarte Júnior fazem o contrapeso lembrando que ele é apoiado pelos deputados Detinha (PL) – que se candidatou à Prefeitura de São Luís, mas desistiu -, Hélio Soares (PL), Mical Damasceno (PTB), Pastor Cavalcante (PROS) e Marco Aurélio (PCdoB), segundo colocado na disputa pela Prefeitura de Imperatriz.

Por enquanto, o jogo dos apoios está equilibrado, sendo provável que ao longo da campanha outros deputados se manifestem, entre eles Wellington do Curso (PSDB), que tem base forte em São Luís.

 

Othelino Neto cumpriu maratona e saiu das urnas com uma forte base de apoio

Othelino Neto cumpriu uma verdadeira maratona durante a campanha, saiu forte das urnas, inclusive com a sua mulher, Ana Paula, eleita vice-prefeita de Pinheiro

Em meio às contas do “ganhou-perdeu” que se continua fazendo nos bastidores da política, alguns levantamentos começam a definir o cacife de parlamentares que participaram ativamente das disputas municipais, formando base para o próximo desafio, agendado para 2022. Nesse contexto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), desponta como um dos mais atuaram e mais acumularam dividendos políticos e eleitorais na corrida que redesenhou o poder político nos municípios maranhenses. Ele apoiou pouco mais de duas dezenas de candidatos, dos quais nada menos que 18 foram bem-sucedidos.

Ao final da intensa e exaustiva maratona, que o levou a percorrer milhares de quilômetros nos quatro quadrantes do Maranhão, Othelino Neto “saiu” das urnas politicamente mais forte e comemorando o maior dos seus ganhos nessa corrida ao voto: a eleição da sua mulher, Ana Paula Lobato (PDT), vice-prefeita de Pinheiro, contribuindo para a retumbante reeleição do prefeito Luciano Genésio (PP). Othelino Neto viu aliados seus elegerem-se nas mais diversas regiões do estado, como Carlinhos Barros (PCdoB) em Vargem Grande, no Baixo Parnaíba, assim como Raimundo Silveira (PROS) em Parnarama, no Leste do estado, Dr. Amilcar (PCdoB) em Barreirinhas, na região dos Lençóis,  e Felipe dos Pneus (Republicanos) em Santa Inês, na Região Central do estado.

Ao final da sua maratona, Othelino Neto apoiou os seguintes candidatos eleitos: Galego Mota (Solidariedade) em Dom Pedro, Doutor Airton (Solidariedade) em Carutapera, Geraldo Azevedo (PCdoB) em Olho D`Água das Cunhãs, Heliezer do Povo (PCdoB) em Peri Mirim, Zé Farias (PDT) em Brejo, Flávio Furtado (PDT) em Duque Bacelar, Raimundo Lídio (Republicanos) em Paulino Neves,  Zezildo Almeida (PTB) em Santa Helena, Antônio Borba (Patriotas) em Timbiras,  Valéria Castro (PCdoB) em Presidente Sarney,  Paulo Curió (PTB) em Turilândia, Toca Serra (PCdoB) em Pedro do Rosário, e Edvan Brandão (PDT) em Bacabal, entre outros.

São Luís, 19 de Novembro de 2020.

Eduardo Braide e Duarte Júnior mobilizam forças políticas para o grande embate em São Luís

 

Eduardo Braide recebendo apoio dos deputados César Pires e Glaubert Cutrim e Duarte Júnior recebeu o aval da senadora Eliziane Gama e do Cidadania

A movimentação política e partidária iniciada tão logo as urnas informarem que a eleição do novo prefeito de São Luís será o resultado de um embate entre Eduardo Braide (Podemos) e Duarte Júnior (Republicanos) e cujo desfecho se dará no dia 29, mostrou que por trás dos dois candidatos estão se mobilizando, de um lado, correntes de oposição, e de outro, forças governistas. Eduardo Braide recebeu declarações de apoio de parlamentares como os deputados estaduais César Pires (PV), que é uma das vozes mais ativas do que restou do Grupo Sarney, Carlinhos Florêncio (PCdoB), cuja base é Bacabal, e Glaubert Cutrim (PDT), que tem forte atuação na Capital e em São José de Ribamar, e o deputado federal Gil Cutrim, ex-prefeito da Cidade do Padroeiro. Duarte Júnior, por sua vez, além do apoio declarado do governador Flávio Dino (PCdoB) e do deputado federal Rubens Júnior, ex-candidato do PCdoB, recebeu o aval político e eleitoral da senadora Eliziane Gama (Cidadania), e a adesão de secretários importantes, como Felipe Camarão (Educação), e do suplente de deputado federal Gastão Vieira, presidente estadual do PROS. As manifestações são sinais de como as forças se organizarão em torno dos candidatos.

Uma avaliação cuidadosa e isenta da arrumação das forças políticas mostra claramente que nesse campo Duarte Júnior entra na reta final com uma base que pode lhe dar uma forte e decisiva injeção eleitoral. Já Eduardo Braide deve receber o apoio declarado do senador Roberto Rocha, líder do PSDB estadual, de alguns deputados federais, mas esses, ao contrário dos apoiadores de Duarte Júnior, não têm força eleitoral na Ilha para turbinar uma candidatura a prefeito. Por outro lado, se todas as forças que apoiarão Duarte Júnior o farão às claras, nos bastidores fervilham informações de que uma fatia expressiva, mas não assumida, da aliança governista apoiará o candidato do Podemos, à luz do dia ou de maneira subterrânea.

Dos ex-candidatos, Rubens Júnior já se posicionou declarando apoio a Duarte Júnior. Ontem, Jeisael Marx, ex-candidato do Rede, anunciou sua neutralidade, alegando que nenhum dos dois têm discurso e programa de Governo identificado com as propostas que apresentou durante a campanha. Por sua vez, o deputado Yglésio Moises, candidato do PROS, na contramão da posição tomada pelo presidente do seu partido, e contrariando o discurso da transparência, divulgou em redes sociais que não votará em “bandido, mentiroso e sociopata”, mas sem deixar claro em quem estava atirando. Mirava em Duarte Júnior ou em Eduardo Braide? E para não dar força de verdade aos rumores que estão correndo nos bastidores, o deputado Neto Evangelista, ex-candidato do DEM, que costuma ser direto nas suas manifestações, avisou que dirá hoje qual será o seu caminho. O mesmo se espera de Bira do Pindaré, ex-candidato do PSB.

Vale anotar que, juntos, Neto Evangelista, Rubens Júnior e Bira do Pindaré receberam nada menos que 31% dos votos válidos, o que representa um volume de 179 mil votos, ou seja, o dobro do número de sufrágios que Duarte Júnior, que obteve 22%, precisa para se nivelar com Eduardo Braide, que saiu das urnas com 37% dos votos. Mas é preciso também observar que os pouco mais de 3% de votos (pouco mais de 16 mil) dados pela direita radical a Silvio Antônio, ex-candidato do PRTB, muito provavelmente migrarão para Eduardo Braide. Numa outra perspectiva, essa contabilidade poderá ser fortemente alterada se o prefeito Edivaldo Holanda Júnior entrar na ciranda levando junto o senador Weverton Rocha e o PDT – ou o contrário.

A movimentação política em torno dos candidatos só faz sentido se os apoiadores tiverem cacife para transformar suas palavras de adesão em contribuição eleitoral efetiva. Nesse ponto, o cenário desenhado até ontem à noite era muito mais favorável a Duarte Júnior. Eduardo Braide, por seu turno, tem experiência política e eleitoral suficiente para saber que tem diante dele um movimento poderoso ganhando forma, com o diferencial de que o candidato que o lidera é, como ele, um fenômeno político e eleitoral. Resta saber se terá condições de resistir e manter o favoritismo.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Imbróglio eleitoral pode iniciar novo ciclo na política de São José de Ribamar

Se confirmado, Júlio Matos pode mandar Eudes Sampaio e Luís Fernando Silva para casa

Independentemente do desfecho da guerra judicial que envolve a candidatura do ex-prefeito Júlio Matos (PL), o eleitorado de São José de Ribamar foi claro: o quer de volta ao cargo, tendo decidido mandar o atual prefeito, Eudes Sampaio (PTB), para casa, decisão que também inclui um recado direto ao ex-prefeito Luís Fernando Silva de que seu tempo de liderança ali está caminhando para o fim. Ecos desse recado também foram endereçados ao senador Weverton Rocha, que avaliou mal o cenário ribamarense e caiu na hábil conversa do ex-deputado estadual Jota Pinto, que o convenceu de que venceria a eleição.

Os sinais de que esse poderia ser o desfecho dessa disputa foram emitidos há tempos, como que recomendando que os grandes partidos formassem uma frente em torno do prefeito Eudes Sampaio ou de outro candidato, de modo a enfrentar surpresas. Mas as vaidades, a ideia ultrapassada de domínio de território e as jogadas espertas inviabilizaram qualquer proposta de aliança. O grande responsável pela situação ali criada foi o fosso aberto entre o ex-prefeito Luís Fernando e o ex-prefeito Gil Cutrim (PDT), juntamente com seu pai, o ex-deputado e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Edmar Cutrim, e seu irmão, o deputado estadual Glaubert Cutrim (PDT). As diferenças de ex-aliados se transformaram em ódio visceral, fazendo a política de São José de Ribamar, o terceiro maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, num bateu-levou entre desafetos. E foi nesse ambiente de tensões que Júlio Matos montou sua estratégia de manter seu espaço sem se ligar e nenhum grupo. Deu no que deu.

A decisão do TRE de validar o registro da candidatura de Júlio Matos, mesmo com a manifestação contrária do Ministério Público, indica que ele assumirá o cargo e governará a cidade, comandando uma guinada de muitos graus na política ribamarense.

 

Flávio Dino critica Paulo Guedes em conferência virtual com universidade francesa

Flávio Dino durante conferência virtual com universidade francesa sobre o Brasil

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) causava, ontem, perplexidade aos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da China, Xi Jinping, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e ao premier da Índia, Narendra Modi, na reunião virtual dos BRICS, com um discurso alinhado ao seu ídolo, o derrotado presidente norte-americano Donald Trump, e totalmente desconectado da realidade planetária, o governador Flávio Dino (PCdoB) dava mais uma demonstração de que tem bagagem e autoridade política e administrativa para criticar duramente o Governo bolsonarista. E o fez na conferência virtual “Pour Le Brésil”, promovida pela universidade Sciences Po, ao criticar duramente a política econômica do atual Governo, comandada pelo ministro Paulo Guedes, um banqueiro defensor intransigente da doutrina liberal.

O governador declarou que nunca ouviu o ministro da Economia, Paulo Guedes, falar sobre desigualdade, pobreza e crescimento econômico. “São termos que ele não conhece. Paulo Guedes quer se manter fiel aos seus dogmas, que não são condizentes com a realidade. O problema dele é com a Sua Excelência, a realidade”, estocou o dirigente maranhense.

Durante a conferência, Flávio Dino destacou a situação do Maranhão, que vem vivenciando um sólido processo de crescimento, como registrou o PIB de 2018, divulgado recentemente pelo IBGE, que mostra que, enquanto o crescimento do Brasil foi de 1,8%, o Maranhão cresceu 2,9%, sendo o maior crescimento da região Nordeste, um número acima da média nacional.

– No Maranhão estamos no 4º ano seguido de saldo positivo na geração empregos, apesar da conjuntura inóspita. É preciso rever postulados, como o papel dos bancos e fundos públicos. Estamos falando de centenas de milhões de reais que poderiam ser investidos em serviços e obras públicas para geração de empregos – assinalou Flávio Dino.

O chefe do Governo do Maranhão fez questão de destacar um dos pilares do sucesso da sua gestão:  “Um dos segredos do Maranhão é a gestão honesta, com probidade no trato do dinheiro público, o que significa muito na justiça da alocação dos recursos públicos”.

São Luís, 18 de Novembro de 2020.

Eleições municipais redesenharam o mapa político e partidário do Maranhão

 

Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho, Carlos Brandão e Márcio Jerry comandam o novo desenho partidário do MA

As eleições de Domingo redesenharam radical e amplamente o mapa político e partidário do Maranhão desenhado nas eleições municipais de 2016. O PCdoB, que saiu daquelas eleições como o maior partido do estado, perdeu essa posição para o PDT, que emergiu das urnas com 42 prefeitos, seguido de perto pelo PL com 37, e do Republicanos, que conquistou 25 prefeituras, ficando agora em quarto lugar, com 22 prefeitos, contra os 46 que elegera em 2016. O PSDB, que naquele ano saiu das urnas como o segundo mais forte, foi mandado para o rabo da fila, tendo elegido apenas quatro prefeitos, enquanto o PT quase desapareceu do cenário municipal, saindo das urnas com apenas um prefeito, Luiz da Amovelar Filho, reeleito em Coroatá, só ganhando do PV, que não fez prefeitos e estará fora do mapa político municipal a partir de Janeiro. Outros partidos, como PP, DEM, PTB, MDB e PSB conseguiram sobrevida, permanecendo vivos e com algum cacife no contexto político estadual.

Nesse novo tabuleiro, o senador Weverton Rocha, chefe estadual do PDT, sai como vencedor, mas amargando perda de importância política por não ter agora o controle das prefeituras de São Luís, onde tentou sem sucesso eleger uma vice, e de Codó, onde seu prefeito fracassou e o candidato a prefeito foi derrotado. Salvo Bacabal, onde o prefeito pedetista Edvan Brandão se reelegeu com 55% dos votos, e Balsas, cujo prefeito do partido, Erik Costa e Silva, renovou o mandato com mais de 80% dos votos, a maioria dos prefeitos eleitos pelo PDT vai comandar municípios pequenos, que valem política e eleitoralmente pelo conjunto, o que coloca em dúvida o poder de fogo do senador na guerra pelo Governo do Estado em 2022.

Por sua vez, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, chefe maior do PL, comemora os 37 prefeitos eleitos pelo seu partido, embora corra o sério risco de ficar sem o mais importante deles, São José de Ribamar, onde o candidato do PL, Júlio Matos, pode ter seus votos anulados e ser mandado para casa. Em compensação, o PL vai comandar a estratégica e importante prefeitura de Barra do Corda pelas mãos do deputado Rigo Teles, que tirou o PCdoB do poder no município. Foi uma virada radical e surpreendente. Nas eleições municipais de 2016, o PR, comandado pelo então deputado estadual Josimar de Maranhãozinho, saiu das urnas com apenas sete prefeitos. Agora, rebatizado de PL e tendo seu chefe na Câmara Federal, o partido de Josimar de Maranhãozinho elegeu nada menos que 37 prefeitos, que funcionarão como plataformas para o seu projeto de candidatura ao Governo do Estado.

Na terceira colocação, com 25 prefeitos eleitos, entre eles Fábio Gentil, de Caxias, que foi reeleito com espetaculares 78% dos votos válidos, ficou o Republicanos, comandado pelo deputado federal Cleber Verde e que tem como figura central o vice-governador Carlos Brandão. Em 2016, sob o comando isolado de Cléber Verde, o então PRB elegeu 14 prefeitos, e agora, com o apoio de Carlos Brandão, aumentou expressivamente seu espaço municipal. Isso sem contar com a possibilidade de vir a comandar a Prefeitura de São Luís, caso o seu candidato, Duarte Júnior, venha a vencer o embate do dia 29 contra Eduardo Braide, do Podemos, que, se sair vitorioso, será o único prefeito do Podemos em todo o Maranhão.

O PCdoB perdeu praticamente metade dos 46 prefeitos que elegera em 2016, saindo das urnas de Domingo autorizado a comandar apenas 22 municípios. Comandado pelo deputado federal Márcio Jerry, o partido liderado pelo governador Flávio Dino apostou, sem sucesso, a maior parte das suas fichas em São Luís, com o deputado federal Rubens Júnior, e em Imperatriz, onde concorreu com o deputado estadual Marco Aurélio. Seu candidato em Caxias, deputado Adelmo Soares, entrou sabendo que não tinha e menor chance, o que se confirmou. Além disso, o partido perdeu em Barra do Corda, um município estratégico, para o PL de Josimar de Maranhãozinho. O resultado alcançado pelo PCdoB obrigará o presidente Márcio Jerry a rever as linhas de ação do partido no estado.

Entre os demais partidos, alguns sobreviveram razoavelmente. O PP, por exemplo, comandado pelo deputado federal André Fufuca, elegeu 18 prefeitos, entre eles Luciano Genésio, que renovou o mandato em Pinheiro. Sob o comando do deputado federal Pedro Lucas Fernandes, o PTB emplacou 15 prefeitos. O DEM, comandado pelo deputado federal Juscelino Filho, saiu das urnas com 10 prefeitos, entre eles Assis Ramos, reeleito em Imperatriz, hoje a maior joia do partido. Já o PSC, que tem como chefe maior o deputado federal Aluísio Mendes, elegeu oito prefeitos, enquanto o MDB, liderado pelo deputado Roberto Costa, saiu das urnas conquistando sete municípios. O PSD, comandado pelo deputado federal Edilázio Júnior, elegeu cinco prefeitos, o mesmo número conquistado pelo PSB, comandado pelo prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que ganhou cinco prefeituras, entre elas a de Timon.

Com menos de cinco prefeitos saíram das urnas as seguintes agremiações: Patriotas (4), Solidariedade (4), PSDB (4), PMN (2), PSL (2), Avante (1), PROS (1), Cidadania (1) e PT (1). Nesse grupo, vale registrar o tremendo fracasso do PSDB, comandado pelo senador Roberto Rocha; do Cidadania, que leva a assinatura da senadora Eliziane Gama, e do PROS, comandado no Maranhão pelo suplente de deputado federal Gastão Vieira.

Esse novo desenho poderá ter influência expressiva nas definições para as eleições de 2022.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton brigou pelo PDT, Rocha pouco fez pelo PSDB e Eliziane não atuou pelo Cidadania

Weverton Rocha, Roberto Rocha e Eliziane Gama, posturas diferenciadas em relação aos seus partidos

Se de um lado o senador Weverton Rocha (PDT) foi personagem destacada nestas eleições, comandando seu partido, brigando para fortalecê-lo em todos os quadrantes do território maranhense, correndo riscos, amargando perdas, mas também contabilizando ganhos, de outro, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) deixou no ar a impressão de que preferiu permanecer distante do grande confronto eleitoral de base. Em outro campo, o senador Roberto Rocha, que comanda o PSDB no Maranhão, viu seu partido correr o risco de desaparecer do mapa elegendo apenas quatro prefeitos.

O senador Weverton Rocha fez o que sua experiência, seu faro e sua ousadia mandaram. Foi para a luta, promoveu articulações, estimulou aliados e viu seu partido sair das urnas com o maior número de prefeitos, mesmo amargando perdas como a de Codó, onde os representantes do partido fracassaram. Weverton Rocha, porém, tombou em São Luís, e precisará de muito tempo para dar uma explicação convincente para o fato de o PDT, que tinha um pedetista na Prefeitura, não haver lançado um candidato, preferindo participar como coadjuvante do DEM. Mesmo com esses gigantescos contratempos, ele saiu das urnas com força política suficiente para ousar em 2022.

No contraponto, o senador Roberto Rocha deixou o PSDB sucumbir. Ao contrário de 2016, quando, sob o comando do vice-governador Carlos Brandão, o PSDB saiu das urnas com 28 prefeituras, agora, com a chefia de Roberto Rocha, o partido dos tucanos conseguiu apenas quatro prefeituras. Sua maior aposta foi Imperatriz, com a candidatura do ex-prefeito e secretário geral do partido Sebastião Madeira, que acabou em terceiro lugar. Roberto Rocha não conseguiu impactar positivamente com uma das suas obras, que foi trazer o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a São Luís e a Imperatriz. O chefe tucano sai das eleições política e partidariamente mais magro, na contramão do seu projeto para 2022.

A senadora Eliziane Gama passou ao largo da movimentação para as eleições municipais. Salvo sua presença em algumas carreatas, eventos de campanha participação moderada na propaganda eleitoral no rádio e na TV em favor do candidato do PCdoB, Rubens Júnior, a presença pessoal e política da senadora não foi percebida. Ao longo da campanha, a fez declarações favoráveis a candidatos, mas nem de longe sou os recursos políticos que o mandato senatorial de assegura.

 

Flávio Dino já se posicionou. Edivaldo Jr. vai se posicionar?

Flávio Dino já posicionado; Edivaldo Jr.: silêncio 

O governador Flávio Dino já se posicionou declarando seu apoio a Duarte Júnior (Republicanos) no 2º turno da corrida para a Prefeitura de São Luís contra Eduardo Braide (Podemos). E corre nos bastidores que ele já deflagrou a operação para mobilizar as forças políticas da aliança governistas para entrar em ação. Esse movimento inclui o deputado federal Rubens Júnior, que poderá declarar apoio ao candidato do Republicanos. Com o posicionamento do governador, as atenções se voltam para o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), que se mantém indiferente à disputa, embora quase ninguém do meio político acredite que ele esteja decidido a entrar para a História esquecido das grandes mobilizações feitas para apoiá-lo em 2012 e 2016.

São Luís, 17 de Novembro de 2020.

Eduardo Braide e Duarte Júnior vão para o 2º turno difícil e de desfecho imprevisível

 

Eduardo Braide saiu na frente e medir forças com Duarte Júnior no 2º turno em SL

Eduardo Braide (Podemos), com 193.578 votos, o equivalente a 37,91% dos sufrágios válidos, e Duarte Júnior (Republicanos), com 113.430, ou seja, 22,15%, foram os dois candidatos que o eleitorado ludovicense escolheu para o embate do dia 29, quando decidirá, em 2º turno, quem será o prefeito de São Luís nos próximos quatro anos. O candidato do Podemos não conseguiu alcançar vitória em turno único, passando para o segundo com um bom cacife, enquanto o candidato do Republicanos contrariou as pesquisas e conseguiu avançar pedindo votos e desmontando as ciladas que lhe armaram. Os dois conseguiram carimbar os seus passaportes para a segunda rodada vencendo candidatos politicamente fortes, como Neto Evangelista (DEM), que foi para a guerra com o aval do outrora poderoso PDT e saiu dela com 83.138 (16,24%) dos votos, e Rubens Júnior (PCdoB), que atuou embalado pelo seu partido e pelo apoio declarado do governador Flávio Dino (PCdoB) e do ex-presidente Lula da Silva (PT), o que lhe valeram 54.155 (10,58%).

Os demais candidatos saíram das urnas assim as seguintes: Bira do Pindaré (PSB) com 22.024, Silvio Antônio (PRTB) com 16.070, Jeisael Marx (Rede) com 14.144, Yglésio Moises (PROS) com 9.816, Franklin Douglas (PSOL) com 3.502 e Hertz Dias (PSTU) com 2.173 sufrágios.

Eduardo Braide venceu o primeiro obstáculo depois de uma campanha em que esteve sempre na posição de favorito, o que o transformou em alvo preferencial dos demais concorrentes, situação que lhe impôs uma forte desidratação, num processo registrado pelas pesquisas. Duarte Júnior enfrentou uma situação bem mais complicada a partir do momento em que se consolidou na segunda colocação, tornando-se alvo de ataques duros, alguns pouco republicanos, mas resistindo e reagindo com inteligência, principalmente nas redes sociais, um território que ele domina como poucos.

Ontem mesmo começou a movimentação dos dois candidatos em busca do fortalecimento das suas candidaturas. Eduardo Braide vai tentar atrair eleitores de Neto Evangelista, que se posicionou como o principal adversário de Duarte Júnior, do MDB e devendo também contar com parte dos 16 mil votos dados a Silvio Antônio (PRTB) que por sua vez, já ganhou o precioso aval pessoal do governador Flávio Dino e deve receber o apoio do PCdoB, havendo também quem preveja que essa manifestação levará a maioria dos 54 mil eleitores de Rubens Júnior a migrar para Duarte Júnior. E nesse contexto de quem apoiará quem, duas indagações importantes e, provavelmente, decisivas. A primeira: o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) continuará neutro ou declarará apoio ao candidato da aliança governista? E como se posicionarão o senador Weverton Rocha e o que restou da militância do PDT em São Luís?

Uma avaliação cuidadosa de todas as possibilidades de aliança aponta para a ideia de que, mesmo com a simulação de um 2º turno entre Eduardo Braide e Duarte Jr. feita pelo Ibope indicando favoritismo do candidato do Podemos, o mais sensato é considerar que os dois entrarão na corrida final em posições próximas ou até mesmo zeradas. Basta para isso avaliar o fator matemático: Eduardo Braide e Duarte Júnior saíram das urnas com 60% dos votos, devendo, grosso modo, brigar pelos 40% que votaram em outros candidatos. Será uma guerra pesada de cooptação, na qual os dois usarão todos os instrumentos republicanos ao seu alcance – força partidária, prestígio político, currículo, etc. -, além, é claro, de todo o seu poder de sedução, quesito nos quais os dois são craques.

Ao colocarem suas cabeças nos travesseiros nesta madrugada, Eduardo Braide e Duarte Júnior certamente começaram a traçar estratégias. Suas trajetórias e os seus movimentos durante a campanha mostraram que os dois são políticos personalistas, que confiam muito nos seus próprios tacos, não transformando o apoio de terceiros numa necessidade vital. E pelo que mostraram ontem após a divulgação dos resultados, estão prontos para um embate de juventude, ousadia, ambição, com cada um sabendo exatamente o que ganhará com a vitória e o que perderá com a derrota. Será, portanto, uma campanha dura, com cada passo sendo muito bem medido e pesado antes de ser dado e cada frase precisando ser cuidadosamente elaborada antes de ser prenunciada, tudo dentro da regra decisiva em situações assim: qualquer erro pode produzir um desastre.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Venceram os dois favoritos de um excelente time de candidatos a prefeito de São Luís

Neto Evangelista, Rubens Júnior, Bira do Pindaré, Yglésio Moises, Jeisael Marx, Silvio Antônio, Franklin Douglas e Hertz Dias: um bom time de candidatos para São Luís

O eleitorado de São Luís decidiu ontem sabiamente ao determinar que a eleição do novo prefeito de São Luís se dê em dois turnos. Afinal, com um time formado por uma dezena de candidatos de nível político elevado, seria anormal se a maioria decidisse liquidar a fatura em turno único. Houve momentos feios, censuráveis, mas no geral a disputa se deu dentro dos limites da civilidade, com poucas extrapolações. Além dos dois vencedores, Neto Evangelista fez uma campanha vigorosa e dentro dos padrões convencionais, bem dentro da sua visão de política. Já Rubens Júnior fez uma campanha se colocando como candidato de um grupo, tendo como base central os seus dois principais apoiadores, o governador Flávio Dino e o ex-presidente Lula, sem avançar os limites da boa política.

Bira do Pindaré (PSB) fez uma campanha de altíssimo nível, sem atacar nem ser atacado, dando um bom exemplo do que é possível ser feito disputa como a que está em curso em São Luís, lustrando mais ainda sua respeitável trajetória política. Silvio Antônio se conduziu corretamente, apesar da sua postura abertamente bolsonarista. Jeisael Marx foi uma boa revelação, mostrando-se um candidato inteligente, bem articulado, com boas propostas e uma postura descontraída pelo traquejo de jornalista e apresentador de TV. Yglésio Moises foi um fenômeno à parte: inteligente, bem articulado, conhecimento enciclopédico e primando pela verdade.

Franklin Douglas participaram da disputa e Hertz Dias deram seus recados, mas receberam das urnas uma mensagem forte e dura: o eleitorado de São Luís não quer muita conversa com a esquerda radical que eles representam.

 

 Câmara Municipal saiu das urnas com boa margem de renovação e com a novidade de um mandato Coletivo (PT)

O eleitorado ludovicense não fez a esperada mudança ampla na Câmara Municipal, tendo feito uma renovação expressiva na representação parlamentar. Renovou o mandato do presidente Osmar Filho (PDT) como o mais votado, e aprovou novidades como Otávio Soeiro (Podemos), filho da vereadora Barbara Soeiro e do ex-vereador Albino Soeiro, que corretamente passaram o bastão em frente, e Rosana da Saúde (Republicanos), que saiu das urnas como surpresa e com a obrigação de mostrar serviço. Isso sem falar na boa decisão de dar um mandato integral e legítimo ao jornalista Batista Matos (Patriota) e renovar o mandato do também jornalista Marcial Lima (Podemos), que honrou o primeiro mandato, e na chance que deu aos Sarney de se manter na cena política com uma representante, Karla Sarney (PSD) na Câmara Municipal de São Luís. As urnas de São Luís introduziram na política maranhense a grande novidade do mandato compartilhado ao eleger o Coletivo Nós a única conquista do PT nas urnas de São Luís nestas eleições.

Além dos já citados, foram eleitos: Marquinhos (DEM), Nato Júnior (PDT), Paulo Victor (PCdoB), Fátima Araújo (PCdoB), Concita Pinto (PCdoB), Astro de Ogum (PCdoB), Beto Castro (Avante), Edson Gaguinho (DEM), Chico Carvalho (PSL), Thyago Freitas (DC), Aldir Júnior (PL), Umbelino Júnior (PRTB), Marcial Lima (Podemos), Antônio Garcez (PTC), Domingos Paz (Podemos), Andrey Monteiro (Republicanos), Dr. Gutemberg (PSC), Chaguinhas (Podemos), Ribeiro Neto (PMN), Silvia Noely (PTB), Daniel Oliveira (PL), Álvaro Pires (PMN), Marcos Castro (PMN) e Marlon Botão (PSB).

São Luís, 16 de Novembro de 2020.

Ibope: Braide lidera e guerra entre Duarte Jr. e Evangelista por vaga no 2º turno vira foco central em São Luís

Ibope: Eduardo Braide vai para o 2º turno com Duarte Jr. ou Neto Evangelista em SL

A corrida para a Prefeitura de São Luís chegou na reta final com   um dado raro em disputas dessa natureza: um candidato liderando com folga, mas sem chance de vencer em turno único, e dois candidatos rigorosamente empatados numa situação em que eles nada têm a fazer a não ser esperar o pronunciamento das urnas. Esse cenário foi desenhado em cores fortes pela terceira e última pesquisa Ibope/TV Mirante, divulgada ontem e que investigou as intenções do eleitorado em relação aos 10 candidatos inscritos no certame eleitoral. A pouco mais de 30 horas para o início da votação, os números do Ibope, que devem ser avaliados levando em conta margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, têm o impacto fatídico de alerta geral, mergulhando os concorrentes em clima tenso de expectativa.

Já de domínio público desde a noite de ontem, os números do Ibope são os seguintes: Eduardo Braide (Podemos) lidera com 37%, seguido de Duarte Jr. (Republicanos) e Neto Evangelista (DEM) rigorosamente empatados com 17% cada. Rubens Jr. (PCdoB) aparece com 8%, Bira do Pindaré (PSB) com 6%, Jeisael Marx (REDE) com 2%, Franklin Douglas (PSOL), Yglésio Moyses (PROS) e Silvio Antônio (PRTB) com 1%. Hertz Dias (PSTU) não pontuou. Brancos e nulos somaram 5%, enquanto Não Sabe/Não Respondeu, 5%.

A pesquisa calculou também os votos válidos, quando se exclui os 10% de brancos, nulos, não sabe e não respondeu. O resultado é o seguinte: Eduardo Braide tem 41% das intenções de voto, Duarte Jr. tem 19%, Neto Evangelista também tem 19%, Rubens Júnior tem 9%, Bira do Pindaré tem 6%, seguido de Jeisael Marx (2%), Silvio Antônio (2%), Yglésio Moyses (1%), Franklin Douglas (1%) e Hertz Dias (0%).

Os números do Ibope confirmam as posições dos candidatos registradas em todas as pesquisas publicadas desde que a campanha começou para valer. Eduardo Braide liderou em todas elas, com seus percentuais variando de 35 a 45 pontos percentuais, tendo ele estacionado nessa zona, onde vem vivenciando uma vantagem excepcional, mas tensa. Duarte Jr., Neto Evangelista, Rubens Jr. e Bira do Pindaré se mantiveram também nos mesmos patamares, com quase nenhuma variação. E nesse contexto, a disputa envolvendo a disputa entre os candidatos do Republicanos e do DEM ganhou contornos de guerra isolada, com eles chegando agora ombro a ombro, numa refrega que produziu a grande interrogação a ser respondida pelas urnas na noite de amanhã.

As às vezes impressionantes voltas que a ciranda da política dá recomendam que não se deve ainda excluir Rubens Jr. do jogo. Tem sido observado um esforço político gigantesco do governador Flávio Dino, do PCdoB e dos seus aliados no sentido de dar uma guinada de última hora no candidato, com a perspectiva de levá-lo ao 2º turno virando o jogo nos momentos finais, como aquele gol decisivo aos 45 do segundo tempo. Uma possibilidade remota, mas possível no contexto de uma disputa eleitoral desse porte em São Luís. Essa possibilidade não se encaixa no potencial dos demais candidatos.

O fato é que, como foi dito várias vezes neste espaço, as pesquisas do Ibope têm o poder de balizar disputas eleitorais, mesmo que outras pesquisas venham à tona durante o dia de hoje indicando cenários diferentes em relação a Duarte Jr., Neto Evangelista, Rubens Jr. e Bira do Pindaré. Seus números podem até não “bater” com os resultados, mas não há como negar que candidatos e eleitores que assistiram ao JMTV 2ª Edição ficou com forte impressão de que, no geral, as urnas confirmarão as informações colhidas pelos pesquisadores.

Em Tempo: A pesquisa Ibope/TV Mirante foi realizada no período de 11 a 13/11, ouviu 805 eleitores, tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, intervalo de confiança de 95% e está registrada no TSE sob o número MA- 08294/2020.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eduardo Braide leva vantagem sobre Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Jr. no 2º turno

Eduard Braide leva vantagem com Duarte Jr., Neto Evangelista e Rubens Jr. em simulações de 2º turno

Como costuma fazer nos seus levantamentos de vésperas eleitorais, principalmente quando os sinais no horizonte descartam decisão em turno único, o Ibope também fez simulações para o 2º turno entre os quatro candidatos mais bem posicionados na pesquisa anterior, de 6 de novembro, que são os mesmos da pesquisa de ontem. Os resultados encontrados foram os seguintes:

 A disputa Eduardo Braide X Duarte Júnior: Eduardo Braide tem 51% das intenções de voto contra 32% de Duarte Jr.. No caso, Nulos e Brancos somariam 12%, e 4% não souberam ou não quiseram responder.

Já um confronto final for Eduardo Braide X Neto Evangelista (DEM), Eduardo Braide teria 50% e Neto Evangelista 34%. Além disso, 12% votariam em branco ou anulariam o voto, e 4% não souberam ou não quiseram responder.

E, finalmente, se a peleja decisiva fosse Eduardo Braide X Rubens Júnior (PCdoB), Eduardo Braide teria e 57% e Rubens Júnior 26%, com 13%de brancos e nulos e 4% que não quiseram ou não souberam responder.

 

Mesmo em meio à crise, Maranhão conseguiu bons resultado no combate à pobreza

Flávio Dino: bons resultados contra a pobreza apesar da crise que abala o Brasil e o mundo

Em meio a uma verdadeira guerra de informação, na qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta, sem sucesso, soprar ventos de dúvidas sobre o bom desempenho do Governo do PCdoB, e semear questionamentos sobre o seu nível como gestor, o governador Flávio Dino recebeu uma notícia que mais uma vez aponta os acertos do seu Governo e a sua posição de chefe de um Governo voltado para os mais pobres. A informação é a seguinte:

Dados do IBGE divulgados na quinta-feira (12) mostram que o Governo do Maranhão conseguiu reduzir a pobreza no estado mesmo com a queda no repasse de recursos dos programas sociais do Governo Federal. Tanto o Bolsa Família quanto o BPC (Benefício de Prestação Continuada) tiveram forte represamento por parte do governo Bolsonaro em 2019. Isso dificultou o combate à pobreza e à miséria em todo o Brasil.

Entre 2013 e 2019, o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família caiu, apesar do aumento da população. Em 2013, eram 962.011. Em 2019, o total caiu para 927.651. O BPC também teve redução, mesmo sob grave crise econômica. Em 2013, eram 186.453 benefícios. Já em 2019 o número caiu para 183.270.

Ainda assim, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) do IBGE mostra avanço no combate à pobreza no Maranhão. Entre 2013 e 2019, houve redução de 1,2 ponto porcentual no número de pessoas com renda domiciliar per capita de até US$ 5,5 PPC – critério usado para definir a faixa de pobreza.

Em Tempo: As informações acima foram jornalisticamente organizadas pela Assessoria do Governo do Estado com base em dados divulgados pelo IBGE.

São Luís, 14 de Novembro de 2020.