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Maranhãozinho reafirma candidatura, mas os fatos sugerem que seu fôlego é curto no jogo sucessório

 

Josimar de Maranhãozinho se diz  candidato, “venha quem vier”

“Venha quem vier, Josimar Maranhãozinho estará na disputa para o Governo do Estado em 2022”. A declaração, enfática, foi feita pelo próprio deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), no fim de semana, em Bacuri, como uma espécie de aviso no sentido de que, pelo menos até aqui, ele está no jogo sucessório. Essa manifestação, que muitos veem como uma bravata pura e simples, aparenta ser parte de uma estratégia do parlamentar para ser levado em conta nessas articulações em quatro frentes, sendo que a primeira gira em torno do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) – que será governador a partir de abril -, a segunda tem como base o projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), a terceira envolve o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), e a quarta pode ter como alvo o ainda impreciso projeto eleitoral do senador Roberto Rocha (sem partido). Josimar de Maranhãozinho está se movimentando para ser parte decisiva de um deles, com poder de indicar o vice, por exemplo.

É verdade que Josimar de Maranhãozinho é um político polêmico, com sua atuação marcada por controvérsias e que não esconde que joga com a força de um intrigante – e para muitos, suspeito – poder financeiro, e que no contraponto ao seu espantoso sucesso eleitoral, carrega no currículo também a condição de investigado pela Polícia Federal por suspeitas de esquema de desvio de dinheiro público – que ele nega, claro, apesar de algumas evidências. Por outro lado, exibe músculos políticos no controle absoluto de três partidos – o PL, que preside no estado, o Avante e o Patriotas -, no comando uma minibancada federal formada por ele próprio e pelos deputados federais Júnior Lourenço, Pastor Gildenemyr e Marreca Filho, e de uma bancada estadual formada pelos deputados Detinha, Vinícius Louro, Leonardo Sá e Hélio Soares, ao que se somam 35 prefeitos e um expressivo número de vereadores.

Como está demonstrado, Josimar de Maranhãozinho é um político com poder de fogo nada desprezível nesse cenário, credenciado, portanto, a reivindicar espaço no jogo sucessório. Ele sabe que sozinho não irá lugar algum, e que se resolver encarar essa aventura com o desafio do “venha quem vier”, correrá o risco de sair triturado das eleições, saindo das urnas com imensas dificuldades para se recuperar no futuro. Seus movimentos e declarações sugerem que ele se move por uma lógica cartesiana segundo a qual é ouro em pó como aliado e chumbo grosso como adversário. Não deve esquecer, porém, de que a corrida ao Palácio dos Leões exige muito mais em estatura e postura políticas.

Nesse contexto, mesmo municiado e se movimentando em campanha aberta, reafirmando diariamente o seu projeto de candidatura, as pesquisas têm dito que seu fôlego é curto numa corrida majoritária. A pesquisa mais recente, feita pela Econométrica, o encontrou com módicos 4,5% de intenções de voto, metade do que obteve, por exemplo, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL), que não tem um naco do seu poder e da sua estrutura. Logo, ele não parece ser páreo para Carlos Brandão, Weverton Rocha, Edivaldo Holanda Jr. ou Roberto Rocha. Mas pode ser um aliado para qualquer um deles, desde que atue como tal, sem querer dar as cartas na campanha e num eventual futuro Governo.

No discurso que fez em Bacuri, sua frase completa foi a seguinte: “É com esse sentimento de querer fazer mais pelo nosso estado do Maranhão, que afirmamos que, venha quem vier, Josimar de Maranhãozinho estará na disputa para o Governo do Estado em 2022”. Pode ser, afinal, esse é um direito de todo cidadão brasileiro maior de idade e filiado a um partido político que o credencie para tal. Mas o chefe maior do PL, do Avante e do Patriotas no Maranhão acumula esperteza suficiente para entrar na guerra sucessória sabendo que pode sair das urnas chumascado, quando pode renovar o mandato e permanecer na cena política.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maioria da bancada dirá hoje “não” à PEC do voto impresso

Vice-líder do Governo, Aloísio Mendes deve atuar hoje em defesa do voto impresso

Todos os sinais demonstram que a esmagadora maioria da bancada maranhense na Câmara Federal votará hoje para enterrar de vez a PEC que prevê a desnecessária implantação do voto impresso no sistema eleitoral brasileiro. Há quem preveja que pelo menos 15 dos 18 deputados rejeitarão o projeto já rejeitado pela Comissão Especial por 23 votos contra 11. A grande maioria dos integrantes da bancada – entre eles os João Marcelo (MDB), Hildo Rocha (MDB), Edilázio Jr, (PSD), Marreca Filho (Patriotas), Rubens Jr. (PCdoB) e Zé Carlos (PT) – já declarou voto contrário à PEC, enquanto um pequeno grupo que vota contra preferiu não fazer alarde. Os prováveis apoiadores da proposta também preferiram se manter discretos. Não é o caso do deputado Aloísio Mendes (PSC), que já votava alinhado ao Palácio do Planalto, e que agora como vice-líder do Governo deve se desdobrar hoje na ingrata tarefa de defender um projeto sem futuro.

 

Em Tempo: a Coluna errou

José Sarney perdeu para Epitácio Cafeteira em São Luís em 1970

A Coluna cometeu um grave erro de informação na edição de 08/08. Foi registrado que na eleição de 1970 para o Senado, José Sarney perdeu para José Mário Ribeiro da Costa em São Luís. Na verdade, quem o derrotou na Capital naquele pleito foi Epitácio Cafeteira. A derrota de José Sarney para José Mário Ribeiro da Costa em São Luís ocorreu na eleição de 1978 para o Senado.

Vale lembrar que, apesar das derrotas em São Luís, José Sarney venceu as duas eleições com vantagens largas.

Quanto à derrota de Epitácio Cafeteira para Bira do Pindaré em São Luís, o surpreendente fato político ocorreu mesmo na eleição para senador em 2006. Lembrando que naquele pleito Epitácio Cafeteira foi candidato com o apoio de José Sarney, na chapa encabeçada pela então senadora Roseana Sarney, que perdeu para Jackson Lago.

O autor pede desculpas aos leitores pela falha.

São Luís, 10 de Agosto de 2021.

Flávio Dino caminha para o Senado até aqui sem adversário visível no cenário da disputa

 

Flávio Dino: caminhando sem sombra para o Senado

Mesmo levando em conta que a contagem regressiva para as eleições vai durar ainda 14 meses, que o calendário eleitoral propriamente dito ainda não foi iniciado, e ainda não haver martelo batido a respeito das candidaturas para o Palácio dos Leões, um fato já está praticamente desenhado no cenário da guerra eleitoral que se aproxima: o governador Flávio Dino (PSB) caminha com segurança a trilha do favoritismo para a única vaga de senador a ser colocada em disputa em 2022. Isso porque no horizonte dessa disputa não existe, até aqui, dentro ou fora da aliança governista, nenhum nome – político militante ou outsider – com estatura política e potencial eleitoral para se posicionar como concorrente do atual chefe do Governo do Maranhão, que, na semana passada, em entrevista a uma emissora de rádio, confirmou sua pré-candidatura ao Senado. O seu adversário possível seria o senador Roberto Rocha (sem partido), ocupante da cadeira a ser colocada em disputa, mas ele, ao que tudo indica, não pretende não tentar a reeleição, optando por disputar o Governo do Estado ou entrar na guerra por uma cadeira na Câmara Federal.

Isso não significa dizer que o governador Flávio Dino será candidato único ao Senado. Isso não existe na democracia representativa, na qual o conceito de unanimidade não é nem deve ser visto com bons olhos. O que vale mesmo é o conceito de maioria, porque respeita também o de minoria. Outros nomes deverão se apresentar ao eleitorado para brigar pelo mandato senatorial. Até agora, no entanto, nenhum aspirante com estatura política e potencial eleitoral entrou no tabuleiro da política estadual com essa pretensão. Todos os nomes especulados para essa caminhada já anunciaram outros rumos nessa corrida eleitoral.

O espaço natural de surgimento de um candidato a senador com viabilidade seria o Grupo Sarney. Mas ali ninguém parece disposto a assumir o desafio. A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) chegou a cogitar o projeto, mas mudou de ideia, preferindo ser temporariamente lembrada para o Governo, mas focando na Câmara Federal. O empresário Lobão Filho (MDB) e o ex-deputado federal Sarney Filho (PV) passaram a bola para a frente. Hoje, parte do MDB se inclina para a candidatura de Flávio Dino, enquanto outros segmentos sarneysistas, como o PSD, que acatou a decisão do seu candidato a governador, Edivaldo Holanda Jr., de não lançar candidato a senador.

É provável que, mantida sua candidatura, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL), lance um candidato a senador, sem que haja qualquer sinal de que o nome mais importante da legenda no Maranhão, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, queira entrar nessa aventura.

Flávio Dino não chegou a essa posição por acaso nem pela via do populismo barato. Sua estatura política, hoje de alcance nacional, e seu potencial eleitoral, mostrado por pesquisas, são o resultado de uma construção politicamente correta, iniciada ainda no movimento estudantil, nos anos 80, solidificada por uma bem-sucedida carreira como juiz federal, e, finalmente, o desembarque na seara político-partidária. Começou como deputado federal (2006), tropeçou na eleição para a Prefeitura de São Luís em 2008 e para o Governo do Estado em 2010. Nos anos seguintes criou as condições políticas necessárias para vencer a eleição de governador em 2014 e se reeleger em 2018.

Em seis anos e meio de Governo, Flávio Dino alcançou dois êxitos indiscutíveis. Primeiro: realiza um governo inovador, voltado para o plano social e desmontando a velha cultura do “mando, quero, faço”, e sem registro de derrapagens éticas. Segundo: comanda uma guinada política radical no Maranhão, desbancando a máquina política do sarneysismo, sem perseguir adversários nem caçar bruxas, realizando uma transição só vista no estado quando o próprio José Sarney desbancou a máquina vitorinista no final dos anos 60 do século passado. Foram sua eficiência como governante e a sua saudável ação política, principalmente de oposição ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que lhe deram a estatura política e a viabilidade eleitoral que o tornou o grande favorito para o Senado no ano que vem.

Político militante e movido pelo realismo que determina a dinâmica da política, o governador Flávio Dino admite sua posição de favorito, mas não endossa a tese do “já ganhou”, lembrando sempre de que cada eleição é uma eleição, e que independentemente da condição de favorito, vai mergulhar de cabeça na campanha eleitoral.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Mesmo com algumas surpresas, todos os ex-governadores se elegeram para o Senado

José Sarney e Cafeteira: eleitos para o Senado, mas enfrentando problemas em São Luís

Dos anos 60 para cá, à exceção de Pedro Neiva de Santana (1971/1974), Nunes Freire (1975/1979) e Luiz Rocha (1983/1986), todos os governadores – José Sarney (1970), João Castelo (1982), Edison Lobão (1994, 2002 e 2010) e Roseana Sarney (2002) que disputaram o Senado, venceram a eleição. A crônica das disputas, porém, registra alguns fatos que contrariaram a lógica, causados principalmente por posições surpreendentes do eleitorado de São Luís. Começou com o próprio José Sarney, que venceu a disputa senatorial de 1970, mas amargando uma derrota incômoda e inesperada para o candidato do MDB, o jovem e obscuro economista José Mário Ribeiro da Costa, que desapareceu na cena política com a mesma rapidez com que apareceu. Em 2002, a governadora Roseana Sarney (MDB), que vinha alçando voo na disputa para a Presidência da República, chegando a liderar pesquisas nacionais de intenção de voto, mudou o curso da eleição para o Senado ao ser duramente atingida pela Operação Lunus, da Polícia Federal, autorizada pelo então jovem juiz federal José Carlos Madeira, que a tirou da disputa presidencial e a obrigou a se candidatar ao Senado, vencendo a eleição. Logo depois, em 2006, embalado por um inesperado acordo com o Grupo Sarney, o então deputado federal Epitácio Cafeteira (PTB), venceu no geral, mas amargou derrota em São Luís, sua principal base eleitoral, para o jovem candidato petista Bira do Pindaré.

O governador Flávio Dino não se enquadra em nenhuma dessas situações. A começar pelo fato de que, ao contrário de todos os seus antecessores, realiza um Governo sem oposição ostensiva, mas trabalhando duro, politicamente, para enfrentar as urnas.

 

Voto impresso: partidos de oito deputados maranhenses rejeitam PEC, contra cinco que apoiam

Entre outros, Edilázio Jr., João Marcelo e Hildo Rocha se declararam contra o voto impresso

A bancada maranhense na Câmara Federal tem ampla maioria de deputados contra a PEC que prevê a implantação do voto impresso. Na votação de Quinta-Feira (05), em que o projeto foi amplamente derrotado na Comissão Especial, nada menos que presidentes de 11 partidos orientaram voto contra: Nesta quinta, orientaram voto contra a proposta os partidos PT (Zé Carlos Araújo), DEM (Juscelino Filho), PL (Josimar de Maranhãozinho, Júnior Lourenço e Pastor Gildenemyr), PSD (Edilázio Jr.), MDB (Hildo Rocha e João Marcelo), PSDB, PSB, Solidariedade, PSOL, PC do B (Rubens Jr.), PV e Rede.

Inicialmente contrário à PEC, o Republicanos (Cléber Verde e Gil Cutrim) surpreendeu mudando de posição, enquanto o Cidadania, que fora contra na reunião de Junho, liberou seus deputados. O PP (André Fufuca) e o PSL (Pedro Lucas Fernandes), antes contra a PEC, orientaram sim. Dos partidos que não participaram da reunião de Quinta-Feira, o Novo liberou a bancada, enquanto PTB e Podemos (JP) orientaram sim.

São Luís, 08 de Agosto de 2021.

Rumores ´empurram` Braide para as urnas em 22, mas ele sabe a hora de dar passos decisivos

 

Eduardo Braide: candidato a fazer um bom governo 

Em meio à crescente movimentação de pré-candidatos a governador – como a filiação do ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. ao PSD, onde chegou já com vaga de candidato garantida, por exemplo –, voltaram a circular rumores de que o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), estaria avaliando a possibilidade de entrar na briga pela sucessão do governador Flávio Dino (PSB). O zumzum começou depois que o prefeito da Capital dissera, numa entrevista à Rádio Mirante, na Segunda-Feira (01/08), que é candidato mesmo é a realizar uma boa gestão em São Luís. Alguns ouvintes atentos perceberam que o prefeito não teria sido enfático na negativa quanto a um eventual projeto de candidatura, e esse foi o ponto de partida para a onda de especulações, que continuou até ontem. Eduardo Braide, como sempre, usou inteligência política e permaneceu em silêncio sobre o assunto.

De todas as possibilidades apontadas até aqui para a definição de candidaturas ao Palácio Leões, a mais improvável é exatamente a que envolve o prefeito Eduardo Braide. Por uma série de razões, sendo a primeira delas o fato de que em Abril do ano que vem, quando chegar a hora da desincompatibilização, ele terá cumprido apenas 17 dos 48 meses para os quais foi eleito gestor da cidade de São Luís. E mesmo levando em conta o fato de que política não é uma ciência exata, mas um emaranhado de circunstâncias que costumam produzir desdobramentos absolutamente imprevistos, não há como prever uma guinada desse quilate de, menos ainda, assimilá-la, se ela vier a ser concretizada.

Político jovem, ambicioso, mas inteligente e pragmático, que não toma decisão por impulso, precipitada, Eduardo Braide não tem razão nenhuma para tentar se tornar uma versão ludovicense do tucano paulista João Doria, que abandonou a Prefeitura de São Paulo, conseguiu se eleger governador visando se tornar presidente em três eleições, num intervalo de apenas seis anos, mas que agora amarga o empacamento do projeto na última etapa, inclusive com o risco de não conseguir a reeleição. A eleição para a Prefeitura de São Luís foi, sim, etapa decisiva de um projeto bem arquitetado cujo objetivo maior é chegar ao Palácio dos Leões, mas foi também uma oportunidade de ouro que conquistou para se lapidar e se aprumar como gestor. Além disso, assumiu compromissos explícitos com a população da Capital, que só poderá cumprir trabalhando por pelo menos um mandato no Palácio de la Ravardière.

Ao mesmo tempo, entrar agora numa disputa fraticida em que estão se digladiando o senador Weverton Rocha (PDT), que o apoiou na eleição de prefeito, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que será governador na campanha eleitoral, e ainda o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD), que não o apoiou, mas também não lhe criou embaraços, e nada tem a perder é um lance de altíssimo risco político e eleitoral. Não se duvida que o prefeito Eduardo Braide entre nessa guerra com cacife para disputar, mas não há nenhuma certeza de que bateria esses três oponentes no primeiro turno e um deles numa segunda rodada. Seria um fenômeno jamais visto na história eleitoral do Maranhão.

A lógica – que nem sempre é a dona da verdade – sugere que o prefeito de São Luís cumpra seu mandato, e, se bem avaliado, pleiteie a reeleição em 2024, o que lhe dará autoridade política e consistência eleitoral para entrar na disputa pelo Governo do Estado em 2026. É verdade que naquele pleito, ele poderá enfrentar o governador Weverton Rocha, se eleito for em 2022, ou o provável senador Flávio Dino disposto a retornar aos Leões, apoiado pelo governador Carlos Brandão, que estará no final do mandato obtido no ano que vem.

Sejam quais forem os adversários e as circunstâncias da disputa em 2026, ela será bem mais ajustada a um prefeito de um mandato e meio do que a de agora, a um prefeito de 15 meses e sem ter ainda demonstrado toda a sua capacidade como gestor.

Mas, com o perfil político que tem, Eduardo Braide sabe pautar o seu futuro.

 

PONTO E CONTRAPONTO

 

Rumores apontam Camarão como vice do PT na chapa de Brandão

Felipe Camarão lembrado para representar o PT como vice na chapa de Carlos Brandão

Nas tratativas sobre a aliança para as eleições de 2022 no Maranhão, o PT tem sempre pleiteado a vaga de candidato a vice na chapa do vice-governador Carlos Brandão. O factoide de que o fato de Brandão pertencer ao PSDB, partido que foi carro-chefe no impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016 não ganhou nenhuma consistência, uma vez que o objetivo da legenda petista é voltar ao poder pelo voto. Dentro do partido de Lula da Silva esboçam-se movimentos no sentido de indicar nomes, já se tendo falado, por exemplo, no deputado federal Zé Carlos Araújo e no deputado estadual Zé Inácio, entre outros nomes. Mas, nos bastidores, um nome começa a ser falado com certa ênfase: Felipe Camarão, que se filiou recentemente ao partido com o propósito de disputar uma cadeira na Câmara Federal. O nome do bem avaliado secretário de Estado da Educação ganhou força nos bastidores depois que ele declarou, numa entrevista à TV Mirante, na Quarta-Feira, que mantém o projeto de chegar à Câmara Federal, mas está pronto para cumprir qualquer missão que lhe for dada pelo governador Flávio Dino e seu grupo, inclusive a de disputar o Governo do Estado. Mesmo não agradando a setores mais tradicionais do PT, seria uma jogada de mestre.

 

Setores do Governo querem Júlio Matos no campo político de Flávio Dino

Júlio Matos

Há setores da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino advogando a abertura de espaço para o prefeito de São José de Ribamar, Júlio Matos (PL), no Palácio dos Leões. O argumento é convincente: Júlio Matos integra o grupo político liderado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que permanece na base do Governo Flávio Dino e deve continuar na do governador Carlos Brandão, a partir de Abril de 22. E argumentam que Júlio Matos derrotou o prefeito Eudes Sampaio (PTB), homem de confiança de do ex-prefeito Luís Fernando Silva, que hoje integras a equipe de Governo como secretário de Projetos Especiais. Para eles, a guerra política em São José, que é hoje o quinto maior município e um dos maiores colégios eleitorais do Maranhão,  não deveria envolver o Governo, menos ainda o governador Flávio Dino.

São Luís, 06 de Agosto de 2021.

Ao entrar no PSD, Edivaldo Jr. assumiu a condição de candidato à sucessão de Flávio Dino

 

Entre Alina Sarney e Camila Holanda, Gilberto Kassab (c) entrega ficha de filiação ao PSD a Edivaldo Jr. (d), como aval de Edilázio Jr. (e), em ato na sede do partido no DF

A corrida ao Palácio dos Leões ganhou ontem mais um pretendente credenciado, com a filiação do ex-vereador, ex-deputado federal e ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. ao PSD. Pela pompa que marcou o ato político, realizado em Brasília sob o comando do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, e com o aval entusiasmado do presidente estadual, deputado federal Edilázio Jr., Edivaldo Holanda Jr. desembarcou no PSD com o status de pré-candidato da legenda ao Governo do Estado. Na bagagem, uma trajetória política eleitoral de vencedor, e uma sólida experiência executiva respeitável de oito anos como prefeito de São Luís, com elevado índice de aprovação O entusiasmo dominou o ato de filiação, tendo o chefe estadual do partido, Edilázio Jr., comparou o PSD a um time que acabou de contratar ninguém menos que o craque português Cristiano Ronaldo, dando a entender que o presidente nacional do partido colocou esse projeto de candidatura na sua lista de prioridades.

Pelo que está rascunhado e ganhando a forma de desenho definitivo, o ex-prefeito da Capital vai capitanear um arrojado e audacioso projeto de poder, cujo desafio maior será enfrentar e superar dois candidatos politicamente poderosos e eleitoralmente viáveis, o senador Weverton Rocha (PSDB), que no momento é o segundo colocado nas pesquisas, e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que no auge da corrida às urnas será o governador titular do Maranhão. Além deles, o plantel da corrida ao Governo estadual inclui o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL), que está em campanha aberta, e deve incluir o senador Roberto Rocha, ainda sem partido, e o suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade), que corre em faixa própria.

Edivaldo Holanda Jr. chega ao PSD politicamente consolidado, a começar pelo fato de que o braço maranhense do PSD é parte expressiva do que sobrou do Grupo Sarney, que pode atrair as outras fatias, como a mais importante delas, o MDB, hoje comandado pela ex-governadora Roseana Sarney, e a outra é o PSC, comandado pelo deputado federal Aloísio Mendes. Dois indícios da possibilidade de o MDB entrar nessa composição: a presença do deputado federal Hildo Rocha (MDB) no ato de filiação do ex-prefeito, e a brecada que líderes emedebistas deram no movimento que o partido vinha fazendo na direção do pré-candidato pedetista Weverton Rocha.

Quanto ao capital eleitoral, o ex-prefeito de São Luís e bem situado nas pesquisas que o incluíram, como a mais recente, feita pelo instituto Econométrica, na qual apareceu na faixa dos 10% de intenções de voto, empatado em terceiro lugar com o vice-governador Carlos Brandão e o senador Roberto Rocha, atrás do senador Weverton Rocha, em segundo, e da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), em primeiro, mas que está fora da disputa. Um cacife respeitável, principalmente considerando-s que ele tem baixa rejeição, fator que indica potencial de crescimento durante a campanha. É também um projeto de altíssimo risco, exatamente de que os dois concorrentes a serem batidos são politicamente bem estruturados, sendo que um deles terá o maior dos trunfos nestas eleições: o apoio do governador Flávio Dino (PSB).

O ingresso de Edivaldo Holanda Jr. nas fileiras do PSD é o desfecho de uma bem-sucedida operação articulada pelo presidente do partido no Maranhão, deputado federal Edilázio Jr., que enxergou longe, abriu o caminho, vendeu bem o “peixe” à direção nacional e colocou a agremiação no epicentro da política maranhense. Político já tarimbado, Edivaldo Holanda Jr. sabe o tamanho do desafio que abraçou ao assinar a ficha de filiação.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bolsonaro agride Dino e recebe troco contundente

 

Presidente Jair Bolsonaro: “Quanto mais pobre o estado, mais gordo é o governador”.

Flávio Dino rebate mais um ataque de Jair Bolsonaro, que repete a “estranha obsessão”

Governador Flávio Dino: “Acho que ele está se oferecendo para ser meu personal trainer. Não, obrigado. Que estranha obsessão. Vá trabalhar, presidente. No Maranhão, as rodovias federais estão destruídas”

O ataque grosseiro e o contra-ataque fulminante ocorreram ontem, marcando mais um episódio envolvendo diretamente o presidente Jair Bolsonaro e o governador Flávio Dino. E como os anteriores, a agressão do presidente foi gratuita e preconceituosa, como, aliás, têm sido as suas manifestações relacionadas com o Maranhão. A rebatida do governador com firmeza, mas dentro dos limites da decência, como têm sido as suas reações às agressões presidenciais.

Flávio Dino definiu as agressivas palavras do presidente como “estranha obsessão”, referindo-se ao fato de o presidente atacá-lo com frequência, e sempre determinado a ofendê-lo no plano pessoal. Na rebatida, o governador recomendou que o presidente saia da boa vida bancada pelos brasileiros e “vá trabalhar”, sugerindo que dê atenção às rodovias federais que cortam o Maranhão, que “estão destruídas”.

Com a rebatida, o governador Flávio Dino deixou claro, mais uma vez, que não deixará em branco nenhum ataque do presidente Jair Bolsonaro.

 

Camarão acende alerta nos QGs dos pré-candidatos ao Governo

Felipe Camarão

Uma declaração do secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão, feita ontem em entrevista à TV Mirante, colocou ontem os QGs dos pré-candidatos ao Governo do Estado em clima de alerta amarelo ao confirmar seu projeto de disputar vaga na Câmara federal, mas com disposição para abraçar qualquer outra missão eleitoral que lhe for determinada pelo grupo liderado pelo governador Flávio Dino, incluindo uma eventual candidatura ao Governo do Estado. A declaração de Felipe Camarão é dada no momento em que seu nome começa a ser ventilado como uma espécie de “terceira via” dentro da aliança liderada pelo governador. Para muitos, esse projeto é inviável. Mas há quem acredite que ele faz sentido.

São Luís, 05 de Agosto de 2021.

Senadores maranhenses têm posições diferentes sobre o voto impresso

 

Eliziane Gama, Weverton Rocha e Roberto Rocha: posições diferentes em relação ao voto impresso

A adoção ou não do voto impresso não está em discussão no País. Não está em debate no Poder Judiciário, só entrou na pauta do Congresso Nacional – tudo indica que o projeto será fulminado na Câmara Federal – por ação de bolsonaristas de carteirinha, empurrados pelo Palácio do Planalto, e sua adoção não é pleiteada por instituições como a OAB, organizações civis – Fiesp, CNT, CNI, centrais sindicais – nem por número razoável de partidos políticos. O voto impresso está sendo cobrado quase que exclusivamente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e sua turma, cuja maioria não sabe exatamente o que é nem para que serve. A maioria dos deputados federais e dos senadores considera o movimento inoportuno e descabido, um assunto menor, portanto. E a reação de ontem dos presidentes do STF, ministro Luiz Fux, e do TSE, ministro Luiz Roberto Cardoso, foi suficiente para deixar claro que as instituições republicanas não se dobrarão às ameaças golpistas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que em live para seguidores voltou a afirmar que sem voto impresso não haverá reeleição.

Nesse contexto, os três senadores maranhenses têm posições definidas sobre o voto impresso. Eliziane Gama (Cidadania) considera o instrumento desnecessário e tem posição dura em relação à campanha do presidente da República. Weverton Rocha segue a orientação do seu partido, o PDT, a favor do voto impresso. E o senador Roberto Rocha (sem partido) prega a adoção do voto impresso na linha do que diz o presidente Jair Bolsonaro.

Eliziane Gama, que iniciou sua trajetória eleitoral já na era do voto eletrônico, disputando várias eleições sem que em nenhuma delas tenha havido algum traço de distorção ou fraude propriamente dita. Defensora firme do atual sistema eleitoral, a senadora maranhense foi uma das vozes do Congresso Nacional que reagiram ontem, de maneira contundente, a mais um ataque do presidente Jair Bolsonaro ao sistema de votação eletrônica. Eliziane Gama lamentou o fato de o presidente da República haver se tornado alguém “sem nenhuma credibilidade”. E arrematou: “Em uma live com vídeos requentados e teorias delirantes, o presidente não provou absolutamente nada contra as urnas eletrônicas. Mais um blefe para uma plateia cada vez menor e mais radical. É o remake da cloroquina”.

O senador Weverton Rocha tem posição delicada nesse contexto. Até agora ele não fez declarações enfáticas sobre a proposta do presidente Jair Bolsonaro, mas não é segredo que, de acordo com palavras recentes do presidente Carlos Lupi, o seu partido, o PDT, é a favor do voto impresso, uma posição formulada e defendida ainda pelo fundador da agremiação, o ex-governador do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro Leonel Brizola. A posição advogada pelo PDT, porém, não tem o voto impresso como imperativo, tendo por base apenas a ideia de melhorar ainda mais o sistema eleitoral brasileiro, já reconhecido no mundo inteiro como uma referência, não guardando qualquer relação com o discurso golpista e ameaçador do presidente Jair Bolsonaro. O senador Weverton Rocha parece disposto a se manter distante desse debate, podendo mudar de atitude se a zoada dos bolsonaristas ganhar volume.

O senador Roberto Rocha (sem partido), por sua vez, assumiu o discurso do presidente Jair Bolsonaro como quem está defendendo uma causa de vida ou morte. Ele participou indiretamente da live mais recente do presidente, durante a qual veiculou peças de propaganda nas quais defende o voto impresso na linha bolsonarista, ou seja, sem voto impresso não haverá eleição. Trata-se de um caso curioso, uma vez que o hoje senador já disputou várias eleições, venceu a maioria delas – com boas votações, diga-se -, sem que tenha manifestado qualquer restrição ao sistema de votação eletrônico durante os mandatos que exerceu – incluindo os seis primeiros anos do mandato senatorial.

São, portanto, três posições bem claras, sendo a do senador Roberto Rocha a inteiramente alinhada à do presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores, que pregam igualmente o desmonte da democracia para a adoção de um regime de força no Brasil.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Se Roseana vai mesmo disputar a Câmara Federal, quem herdará seus votos majoritários?

Roseana Sarney: fora da disputa majoritária, libera 25% de intenções de voto

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) não se deixou encantar pela maioria frágil que recebido nas pesquisas de intenção de voto e teria batido definitivamente o martelo: será mesmo candidata à Câmara Federal. Por enquanto, ela não fará nenhum movimento no sentido de anunciar formalmente essa decisão, preferindo que seu nome seja incluído nas pesquisas medirão a corrida ao Palácio dos Leões.

Mas, se a ex-governadora estiver mesmo decidida a não se aventurar na disputa majoritária, preferindo liderar uma chapa do MDB para a Câmara Federal, a pergunta que todos fazem no meio político é a seguinte: para onde irão os 25% de intenções de voto que seriam dela?

Há quem veja esses votos migrando para três pré-candidatos: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT) e Edivaldo Holanda Jr. (a caminho do PSD). Faz sentido, mas com a ponderação de que a probabilidade de uma divisão igual é muito remota, o que significa dizer que um dos três levará a melhor. Outra especulação ouvida pela Coluna lembra uma situação lógica: a maioria dos votos irá para o candidato que ela indicar.

 

Rubens Jr. volta à Câmara Federal “mais experiente”

Rubens Jr.: de volta ao jogo político federal

Após quase dois anos licenciado, período em que foi secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, de Comunicação e Articulação Política – e mais recentemente apenas de Articulação Política com a recriação da Secom -, tendo também sido candidato à Prefeitura de São Luís, momento em que teve de combater um câncer, o deputado federal Rubens Jr. (PCdoB) volta à Câmara Federal, a partir de hoje.

Ao anunciar o retorno à atividade parlamentar, o deputado fez um balanço positivo da experiência que vivenciou na seara executiva, avaliando que ampliou sua visão política, à medida que consolidou sua compreensão da realidade política e social do Maranhão. E agradeceu ao governador Flávio Dino (PSB) pela oportunidade: “Agradeço ao governador. Para mim foi prazer ajudar o nosso estado integrando o seu Governo, uma gestão que tem 75% de aprovação da população com excelentes resultados reconhecidos no país”.

Declarando-se agora mais preparado para a retomada do mandato parlamentar, Rubens Jr. anunciou que vai se dedicar a fortalecer as ações da bancada federal maranhense em votações importantes para o Estado:  “A missão agora é fortalecer o Maranhão Câmara Federal em um momento fundamental para os rumos do nosso país. Teremos no segundo semestre votações das reformas política, eleitoral, tributária, administrativa etc., além da defesa da democracia contra o desgoverno Bolsonaro”.

São Luís, 03 de Agosto de 202

 

 

Com regras mais flexíveis e em clima de disputa, Assembleia Legislativa retoma atividades nesta Terça

 

O Palácio Manoel Beckman será reaberto para retomada dos trabalhos legislativos

A 14 meses das eleições, os 42 deputados estaduais do Maranhão, a exemplo dos parlamentares de todo o País, vivem a expectativa em relação às mudanças nas regras eleitorais em discussão no Congresso Nacional, como a adoção, ou não, do voto distrital, ou do distrital misto, ou ainda do “distritão”, uma polêmica mistura dos dois, o que poderá facilitar ou complicar o futuro de muitos. É nesse clima que, depois de um recesso de duas semanas, a Assembleia Legislativa retoma nesta Segunda-Feira suas atividades parlamentares e administrativas, com expediente integral (das 08h às 18h), com o diferencial de que reabre parcialmente para a movimentação presencial. Será o primeiro legislativo em que o parlamento estadual funcionará com a presença de jornalistas e visitantes, mas com a ressalva de que os frequentadores terão de se submeter a um rígido controle. Desdobramentos da pandemia à parte, o Palácio Manoel Beckman voltará a ser, ao mesmo tempo, o epicentro e a caixa de ressonância da política estadual, com a obrigação de legislar, mas agora em clima de intensa disputa.

Após consultas internas e em sintonia com os demais membros da Mesa Diretora, o presidente Othelino Neto (PCdoB) definiu o regime de funcionamento do parlamento: sessões às Terças, Quartas e Quintas-Feiras em regime híbrido, ou seja, o deputado poderá participar presencialmente, ou remotamente, por vídeoconferência, se preferir, sendo considerado faltoso o parlamentar que não comparecer ao plenário nem por meio remoto, e que não justificar a ausência. A estrutura já montada na Casa permite a realização de sessões plenárias híbridas. Ao mesmo tempo, será reaberto o espaço para jornalistas, que terão, porém de se submeter a um conjunto de regras destinadas a evitar contaminação pelo novo coronavírus.

Formalidades à parte, a Assembleia Legislativa reassume a condição de epicentro da vida política estadual, à medida que são os deputados estaduais, que fazem a ponte entre o Poder Público e os municípios e a sociedade em todos os seus níveis e vieses, já se preparam para encarar as urnas em busca da reeleição. Até aqui, à exceção da deputada Cleide Coutinho (PDT), que anunciou a decisão de não mais disputar eleições, e uns poucos que poderão tentar vaga na Câmara Federal, todos estarão na corrida pela renovação do mandato. Para eles, as regras que sairão do Congresso Nacional para as próximas eleições terão peso decisivo nos ajustes que tiverem de fazer nas suas relações com as bases e nas estratégias da guerra pelo voto.

Como qualquer parlamento do País, o legislativo maranhense é hoje composto por um grupo de pelo menos 17 deputados apontados como eleitoralmente cacifados para alcançar a reeleição. Abriga o grupo mais numeroso, formado por cerca de 18 deputados com chance de reeleição. E ainda um grupo menor, formado por seis deputados cujos peso político e o cacife eleitoral são rigorosamente imprecisos. Eles enfrentarão uma legião de candidatos às suas vagas, alguns apontados como “pesos pesados”, com elevado cacife político e eleitoral. É a guerra de sempre, com o diferencial de que a disputa se dará, por exemplo, sem coligações, e provavelmente com voto distrital, distrital misto ou “distritão”, além de outras possíveis regras que poderão influenciar no conjunto da eleição proporcional.

Em meio à essa intensa e crescente tensão política, que via de regra estimula duros confrontos internamente, os deputados estaduais têm uma vasta agenda legislativa, como projetos de lei já tramitam na Casa, sendo um deles o Orçamento do Governo do Estado para o ano que vem. Vale lembrar que, mesmo com suas atividades limitada pela pandemia do novo coronavírus, o parlamento maranhense alcançou expressiva produção legislativa. Nela se destaca a aprovação de uma série de regras que deram ao governador Flávio Dino (PSB) o suporte legal necessário para o bem-sucedido combate à pandemia do novo coronavírus no Maranhão.

É nesse ambiente que os deputados retornarão ao trabalho legislativo nesta Terça-Feira.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

No comando do Legislativo, Othelino Neto se consolida um líder bem sucedido

Othelino Neto: ação política intensa

No cenário político, partidário e parlamentar que já vem sendo desenhado e que ganhará traços mais fortes e cores mais nítidas à medida que as eleições se aproximarem, um deputado ganha maior projeção, o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB). No comando da Casa desde Janeiro de 2018, ele saiu de uma atuação eficiente na base de apoio do governador Flávio Dino para o centro das decisões políticas do Maranhão. Como presidente, tem comandado o Legislativo com desempenho surpreendente, atuando como líder de uma instituição onde as diferenças emergem e se chocam em embates às vezes ácidos. Othelino Neto tem sabido mediar conflitos, aparar arestas e juntar peças como poucos presidentes neste século: dá atenção igual a todos os deputados, ajudar a solução de pendências com o Executivo, ao mesmo tempo em que usa os poderes de presidente para agilizar a tramitação de projetos de interesse público, como os propostos pelo governador Flávio Dino para o combate à pandemia. No campo político, Othelino Neto tem se destacado como um articulador eficiente, e também pela independência que vem mostrando, inclusive seguindo caminho diferente do seu partido como o principal apoiador do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), quando o PCdoB tende a apoiar a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Individualmente, tem cumprido uma agenda política nas diferentes regiões do estado, realizando o trabalho de articulação e apoio a Prefeituras, numa agenda de visitas quase diárias a municípios. O fato incontestável é que sua gestão presidencial, seu trabalho parlamentar e sua intensa ação política aumentaram expressivamente o seu tamanho político. Tanto que está se preparando para buscar a reeleição, mas acumulou lastro para ser lembrado para outros projetos, como a de entrar como vice numa chapa aliada. Othelino Neto entra nessa nova etapa na liderança firme da Assembleia Legislativa e com um amplo horizonte político.

 

Daniella Tema e Socorro Waquim mostram independência partidária

Daniella Tema e Socorro Waquim: posições independentes

Duas deputadas estaduais estão mostrando personalidade política forte e contrariando as sinalizações dos seus partidos na corrida ao Palácio dois Leões. A deputada Daniella Tema não fecha com a orientação do comando do DEM, que declarou apoio familiar ao senador Weverton Rocha (PDT) e está fazendo campanha aberta e sem rodeio para o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Já a deputada Socorro Waquim resolveu se posicionar pela pré-candidatura de Carlos Brandão antes que seu partido, o MDB, tome uma decisão, confirmando ou não sua inclinação pelo candidato do PDT, podendo também apoiar o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr., que deve confirmar sua pré-candidatura na próxima Quarta-Feira (4), no ato de sua filiação ao PSD, em Brasília.  Em resumo: nem o DEM tem força para dobrar Daniella Tema nem o MDB tem autoridade para inibir Socorro Waquim.

São Luís, 01 de Agosto de 2021.

Lula tem no Maranhão apoio para bater Bolsonaro, Ciro, Dória, Moro e Mandetta

 

Lula da Silva lidera com folga, deixando Jair Bolsonaro, Ciro Gomes, João Dória, Sérgio Moro e Henrique Mandetta muito atrás na preferência dos eleitores do Maranhão

Se a eleição para presidente da República fosse agora, o ex-presidente Lula da Silva (PT) sairia das urnas do Maranhão com nada menos que 59,5%, seguido do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que amargaria o segundo lugar com 23,4%; atrás deles estariam o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 6,5%, o ex-ministro Sérgio Moro (sem partido) com 1,3%, o governador de São Paulo João Dória (PSDB) com 1,2%, e o ex-ministro da Luiz Henrique Mandetta (DEM) com 0,7%, Nenhum/Branco/Nulo somam 3,6% e Não Sabe/Não Respondeu, 3,9%. Foi esse o cenário encontrado pela pesquisa Econométrica, que ouviu 1.616 eleitores no período de 22 a 25 deste mês, tem margem de erro de 2,4% e intervalo de confiança de 95%, e foi contratada pelo programa de rádio “Ponto e Vírgula”.

Tudo leva a crer que a pesquisa traduz com fidelidade as intenções do eleitorado maranhense. Isso porque não é nenhuma surpresa que o ex-presidente Lula da Silva é um líder consagrado no Maranhão. Primeiro pela atenção que deu ao estado nos seus oito anos de Governo, que pode ser medida por um dado apenas: o cadastramento de mais de 01 milhão de famílias no programa Bolsa Família, proporcionalmente o maior número entre os 26 estados e o Distrito Federal. E depois, pelas relações políticas que construiu no território maranhense, onde teve como aliados o ex-presidente José Sarney (MDB) e seu grupo Sarney, tendo depois se aproximado do governador Flávio Dino (PCdoB), cuja candidatura não apoiou em 2014. A esmagadora maioria de intenções de voto do eleitorado maranhense manifestada a seu favor é sólida e dificilmente será revertida, principalmente agora que tem Flávio Dino, agora no PSB, como principal aliado, mas também reconstruindo os laços com o ex-presidente José Sarney.

O presidente Jair Bolsonaro tem posição exatamente inversa. Não conhece o Maranhão, só pisou no seu território em passagens esporádicas, e os aliados que encontrou no estado são politicamente inexpressivos, sem condições de lhe dar um apoio política e eleitoralmente forte. Além do mais, seu Governo não criou vínculos com os maranhenses, e seu principal aliado no estado, o senador Roberto Rocha (sem partido), aparece nas pesquisas sem qualquer chance de reeleição ou de brigar pelo Governo do Estado. Para reforçar mais ainda a distância, o presidente e seus ministros se comportam de maneira hostil em relação às lideranças do estado, a começar pelo governador Flávio Dino (PSB), que tem sido uma das vozes mais contundentes na oposição no País. É improvável que o presidente Jair Bolsonaro encontre um caminho para melhorar sua posição no eleitorado maranhense.

O pré-candidato do PDT, ex-ministro Ciro Gomes, tem no Maranhão o reflexo do que tem hoje no Brasil inteiro. Integrante da elite da sua geração de políticos, preparado e desassombrado, Ciro Gomes é, por outro lado, o retrato fiel da contradição. Isso porque, ao mesmo tempo em que tem posições políticas avançadas, atua com o um candidato agressivo, desbocado, minando o seu próprio prestígio. Sua posição no estado se choca frontalmente com a do pré-candidato do seu partido ao Governo do Estado, o senador Weverton Rocha, que não o associa ao seu projeto de candidatura, certamente temendo sofrer desgastes.

Finalmente, o governador paulista João Dória, o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta são ilustres desconhecidos dos maranhenses, em que pese o fato de serem eles figuras já carimbadas na vida política do Brasil. João Dória é, por exemplo, do mesmo partido do vice-governador Carlos Brandão, o PSDB, mas ninguém o associa ao futuro governador do Estado. O ex-ministro Sérgio Moro, que já posou de herói na Operação Lava Jato, desabou no conceito dos maranhenses quando largou a magistratura para ser ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, confirmando as suspeitas de ter agido parcialmente como juiz em relação ao ex-presidente Lula. E Luiz Henrique Mandetta não existe no horizonte político dos maranhenses.

Mesmo faltando ainda mais de um ano para as eleições, um período de tempo em que tudo pode acontecer na seara política, não é exagero prever que se forem os candidatos ao Palácio do Planalto, o ex-presidente Lula da Silva será eleito com folga.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Nomes fortes se preparam para disputar mandato federal

Amanda Gentil, Felipe Camarão, Roseana Sarney e Carlos Lula estão entre os nomes que podem desequilibrar a disputa para a Câmara Federal

Reina uma forte preocupação entre mais da metade dos atuais deputados federais por conta da dimensão que eleição para a bancada maranhense na Câmara Federal está tomando com a força de alguns nomes que estão entrando na disputa pelas 18 vagas. Começa com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que vai liderara chapa proporcional do partido, e com deputado Duarte Jr. (PSB), visto por muitos como detentor de condições para se eleger. Como eles, os dois nomes de maior visibilidade na equipe do governador Flávio Dino, o secretário de Educação Felipe Camarão (PT) e seu colega da Saúde Carlos Lula (PSB) vão disputar cadeiras na Câmara Federal. Em São Luís, todos os sinais indicam que o prefeito Eduardo Braide (Podemos) investirá seu cacife eleitoral num candidato a deputado federal ainda a ser definido. Em Caxias e região se prepara a engenheira Amanda Gentil (Republicanos), filha do prefeito Fábio Gentil; em Timon, o ex-prefeito Chico Leitoa (PDT) está na disputa, e em Imperatriz se movimenta o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB).

E no campo das especulações aparecem três prefeitos politicamente importantes: Éric Silva (PDT), de Balsas, Luciano Genésio (PP), de Pinheiro, e Assis Ramos (DEM), de Imperatriz. Todos reeleitos, eles estariam avaliando o projeto de renunciar no ano que vem para disputar mandatos de deputado federal.

Se esses projetos de candidatura se confirmaram, serão páreos duros na disputa.

 

Brandão reúne prefeitos em grande ato político em Presidente Dutra

Carlos Brandão (C) lidera o ato que reuniu lideranças estaduais em Presidente Dutra

Em situação intermediária nas pesquisas de intenção de voto para o Palácio dos Leões, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) dá demonstração de vitalidade política. Ontem, por exemplo, ele realizou mais um ato político forte, esse em Presidente Dutra, com a participação de dezenas de prefeitos e deputados da região central e do leste do estado. A reunião, marcada por manifestações entusiasmadas de apoio ao seu projeto de candidatura e que será governador a partir de Abril, mostra que está construindo uma base política forte em todo o estado. Três semanas atrás Carlos Brandão foi alvo de manifestação parecida, desta vez em Miranda do Norte.

São Luís, 31 de Julho de 2021.

Econométrica mostra Roseana na frente, Weverton em segundo, e Edivaldo Jr., Rocha e Brandão empatados

 

Roseana Sarney estacionada na frente, seguida de Weverton Rocha em segundo, e Edivaldo Jr., Carlos Brandão e Roberto Rocha rigorosamente empatados

O aquecimento da corrida ao Palácio dos Leões continua sem novidade, ou melhor, com poucas novidades, que não alteraram o quadro geral da disputa desenhado até aqui. Foi o que mostrou a pesquisa Econométrica sobre as intenções de votos para os pretendentes ao cargo de governador. De acordo com o que foi apurado, se a eleição para governador fosse agora, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) teria 24,6% das intenções de voto, seguida do senador Weverton Roca (PDT) com 19,9%, do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 10,8%, do senador Roberto Rocha (sem partido) com 10,1%, do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) com 10%, do prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSL) com 8,3%, do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) com 4,5% e do suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade). Os que responderam nenhum, branco ou nulo somaram 4,1% e os que não souberam e não responderam totalizaram 6,7%.

Não surpreendeu a permanência da ex-governadora Roseana Sarney na liderança, com 24,6%, chamando atenção o fato de que seu percentual, que já foi superior a 30% em outras pesquisas recentes, está encolhendo a cada levantamento. A líder emedebista sabe que tem um teto, que pode chegar a três dígitos, e dificilmente conseguirá ultrapassá-lo, conforme tem sido mostrado por elevados percentuais de rejeição encontrados em outras pesquisas. É claro que para ela, que pretende se candidatar a uma cadeira na Câmara Federal, aparecer como líder em pesquisas feitas a 14 meses das eleições é um poderoso instrumento de marketing.

Curiosa a estabilidade do senador Weverton Rocha na segunda posição, estancado em patamar que tem variado de 14% a 19,9%, como mostraram as diversas pesquisas feitas até aqui. Chama a atenção o fato de o senador estar em campanha aberta, comandando uma megaestrutura de apoio e divulgação e o poder de capilaridade da Famem, controlada hoje por seu principal coordenador de campanha. É expressiva a sua liderança, que poderá crescer ou cair, quando Roseana Sarney confirmar sua candidatura a deputada federal e for retirada na relação de pré-candidatos ao Palácio dos Leões. O pré-candidato do PDT é ativo e arrojado, e seu projeto de candidatura é indiscutivelmente viável. Certamente tem avaliado que não pode permanecer estacionado.

Muito interessante e até surpreendente o rigoroso empate entre Edivaldo Holanda Jr. (10,8%), Roberto Rocha (10,1%) e Carlos Brandão (10%). Levando-se em conta o fato de que a margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais, para, mais ou para menos, é difícil afirmar categoricamente quem, de fato, está liderando esse bloco, que segundo a Econométrica pode incluir também o prefeito Lahesio Bonfim, que aparece com 8,3%. Sem Roseana Sarney, desse miolo poderá o adversário de Weverton Rocha. E quase ninguém duvida de que, devido ao fato de que será governador durante a corrida propriamente dita, Carlos Brandão é o candidato com maior potencial político e eleitoral dessa disputa para o Palácio dos Leões. É claro que essa avaliação se baseia na lógica que move a política, o que equivale dizer que Edivaldo Holanda Jr, tem chances reais de avançar, o que não se pode dizer do senador Roberto Rocha.

Outro dado que chama a atenção é que o prefeito de São Padro dos Crentes, Lahesio Bonfim, que está em campanha aberta e franca apoiado por um grupo que se diz representante da “nova direita” no Maranhão, tem o dobro das intenções de voto do deputado Josimar de Maranhãozinho, que também tem dito e repetido que é candidato e que não abre mão de disputar a sucessão do governador Flávio Dino (PSB). Conhecido por ter sido campeão de votos para a Assembleia Legislativa em 2014 e para a Câmara Federal em 2018, Josimar de Maranhãozinho dificilmente se manterá nessa disputa, devendo tentar a reeleição ou disputar vaga na Assembleia Legislativa e mandando sua mulher, a deputada estadual Detinha (PL) para Brasília, ou lançar-se ao Senado ou compor uma chapa majoritária como candidato a vice-governador. Será o mesmo destino do ativo presidente do Solidariedade, Simplício Araújo, que é primeiro suplente de deputado federal, com cacife, portanto, para tentar a condição de titular no pleito vindouro.

Em Tempo: A pesquisa Econométrica ouviu 1.616 eleitores no período de 22 a 25 de julho, tem margem de erro de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiabilidade de 95%. Foi contratada pelo programa de rádio “Ponto e Vírgula”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino tem aprovação de 74% pelos resultados do seu Governo sem aliado federal

Flávio Dino tem aprovação elevada devido à gestão de Governo

O governador Flávio Dino caminha para entrar para a História política do Maranhão como um dos chefes de Governo mais bem avaliados, com nada menos que 74,4% de aprovação, enquanto 24,3% não aprovam, e apenas 1,3% disseram que não sabem ou não responderam. Segundo a pesquisa Econométrica, Flávio Dino é aprovado por ¾ da população, contra ¼ que pensam diferente.

O que chama a atenção nessa avaliação largamente positiva do governador Flávio Dino é que, diferentemente dos seus antecessores, também bem avaliados, ele enfrentou governos federais hostis, enquanto os demais governaram totalmente alinhados com o Palácio do Planalto. Epitácio Cafeteira (1987-1990), que governou com o poderoso apoio do então presidente José Sarney, não tendo lhe faltado recursos e suporte político, seguido de Edison Lobão (1991-1994), que também teve forte apoio federal, principalmente do Governo Itamar Franco, e Roseana Sarney (1995-2002 e 2009-2014), que governou 14 anos alinhada aos Governos Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Flávio Dino, ao contrário, começou a trabalhar no Governo Dilma Rousseff, que apoiara a candidatura de Lobão Filho, e de quem se aproximou, mas por pouco tempo, uma vez que ela sofreu impeachment. Manteve relação institucional normal com o presidente Michel Temer, mas também pouco conseguiu, acabando por realizar seu segundo mandato numa relação hostil com o Governo de Jair Bolsonaro. Ou seja, a aprovação do seu Governo   vem dos resultados que alcançou sem aliado federal.

 

Erlânio Xavier e Fábio Gentil “duelam” no apoio a Weverton e a Brandão

Erlânio Xavier é o operador de Weverton Rocha e atua no comando da Famem, e Fábio Gentil articula em favor de Carlos Brandão conversando com prefeitos

A disputa pelo comando da Famem, em Janeiro, que opôs fortemente o senador Weverton Rocha, que apoiou presidente Erlânio Xavier (PDT), que se reelegeu, e o vice-governador Carlos Brandão, que se alinhou à candidatura do prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), que ficou em segundo lugar. Agora, enquanto Erlânio Xavier se movimenta intensamente no esforço para capilarizar o projeto de candidatura do senador pedetista, Fábio Gentil trabalha no mesmo ritmo para levar a pré-candidatura de Carlos Brandão a todas as regiões do Maranhão. Erlânio Xavier administra Igarapé Grande, um município pequeno, sem muita força eleitoral, mas comanda a Famem, que congrega os municípios maranhenses. Já Fábio Gentil não tem o poder de fogo da Famem, mas comanda Caxias, um dos cinco municípios com maior força eleitoral do Maranhão.

Não se trata de um duelo declarado, mas não há dúvidas de que os dois prefeitos são os principais apoiadores dos pré-candidatos nessa seara. A atuação dos dois tende a ficar mais acentuada à medida que os dois aspirantes vão avançando.

São Luís, 30 de Julho de 2021.