Econométrica mostra Roseana na frente, Weverton em segundo, e Edivaldo Jr., Rocha e Brandão empatados

 

Roseana Sarney estacionada na frente, seguida de Weverton Rocha em segundo, e Edivaldo Jr., Carlos Brandão e Roberto Rocha rigorosamente empatados

O aquecimento da corrida ao Palácio dos Leões continua sem novidade, ou melhor, com poucas novidades, que não alteraram o quadro geral da disputa desenhado até aqui. Foi o que mostrou a pesquisa Econométrica sobre as intenções de votos para os pretendentes ao cargo de governador. De acordo com o que foi apurado, se a eleição para governador fosse agora, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) teria 24,6% das intenções de voto, seguida do senador Weverton Roca (PDT) com 19,9%, do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 10,8%, do senador Roberto Rocha (sem partido) com 10,1%, do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) com 10%, do prefeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (PSL) com 8,3%, do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) com 4,5% e do suplente de deputado federal Simplício Araújo (Solidariedade). Os que responderam nenhum, branco ou nulo somaram 4,1% e os que não souberam e não responderam totalizaram 6,7%.

Não surpreendeu a permanência da ex-governadora Roseana Sarney na liderança, com 24,6%, chamando atenção o fato de que seu percentual, que já foi superior a 30% em outras pesquisas recentes, está encolhendo a cada levantamento. A líder emedebista sabe que tem um teto, que pode chegar a três dígitos, e dificilmente conseguirá ultrapassá-lo, conforme tem sido mostrado por elevados percentuais de rejeição encontrados em outras pesquisas. É claro que para ela, que pretende se candidatar a uma cadeira na Câmara Federal, aparecer como líder em pesquisas feitas a 14 meses das eleições é um poderoso instrumento de marketing.

Curiosa a estabilidade do senador Weverton Rocha na segunda posição, estancado em patamar que tem variado de 14% a 19,9%, como mostraram as diversas pesquisas feitas até aqui. Chama a atenção o fato de o senador estar em campanha aberta, comandando uma megaestrutura de apoio e divulgação e o poder de capilaridade da Famem, controlada hoje por seu principal coordenador de campanha. É expressiva a sua liderança, que poderá crescer ou cair, quando Roseana Sarney confirmar sua candidatura a deputada federal e for retirada na relação de pré-candidatos ao Palácio dos Leões. O pré-candidato do PDT é ativo e arrojado, e seu projeto de candidatura é indiscutivelmente viável. Certamente tem avaliado que não pode permanecer estacionado.

Muito interessante e até surpreendente o rigoroso empate entre Edivaldo Holanda Jr. (10,8%), Roberto Rocha (10,1%) e Carlos Brandão (10%). Levando-se em conta o fato de que a margem de erro da pesquisa é de 2,4 pontos percentuais, para, mais ou para menos, é difícil afirmar categoricamente quem, de fato, está liderando esse bloco, que segundo a Econométrica pode incluir também o prefeito Lahesio Bonfim, que aparece com 8,3%. Sem Roseana Sarney, desse miolo poderá o adversário de Weverton Rocha. E quase ninguém duvida de que, devido ao fato de que será governador durante a corrida propriamente dita, Carlos Brandão é o candidato com maior potencial político e eleitoral dessa disputa para o Palácio dos Leões. É claro que essa avaliação se baseia na lógica que move a política, o que equivale dizer que Edivaldo Holanda Jr, tem chances reais de avançar, o que não se pode dizer do senador Roberto Rocha.

Outro dado que chama a atenção é que o prefeito de São Padro dos Crentes, Lahesio Bonfim, que está em campanha aberta e franca apoiado por um grupo que se diz representante da “nova direita” no Maranhão, tem o dobro das intenções de voto do deputado Josimar de Maranhãozinho, que também tem dito e repetido que é candidato e que não abre mão de disputar a sucessão do governador Flávio Dino (PSB). Conhecido por ter sido campeão de votos para a Assembleia Legislativa em 2014 e para a Câmara Federal em 2018, Josimar de Maranhãozinho dificilmente se manterá nessa disputa, devendo tentar a reeleição ou disputar vaga na Assembleia Legislativa e mandando sua mulher, a deputada estadual Detinha (PL) para Brasília, ou lançar-se ao Senado ou compor uma chapa majoritária como candidato a vice-governador. Será o mesmo destino do ativo presidente do Solidariedade, Simplício Araújo, que é primeiro suplente de deputado federal, com cacife, portanto, para tentar a condição de titular no pleito vindouro.

Em Tempo: A pesquisa Econométrica ouviu 1.616 eleitores no período de 22 a 25 de julho, tem margem de erro de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiabilidade de 95%. Foi contratada pelo programa de rádio “Ponto e Vírgula”.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino tem aprovação de 74% pelos resultados do seu Governo sem aliado federal

Flávio Dino tem aprovação elevada devido à gestão de Governo

O governador Flávio Dino caminha para entrar para a História política do Maranhão como um dos chefes de Governo mais bem avaliados, com nada menos que 74,4% de aprovação, enquanto 24,3% não aprovam, e apenas 1,3% disseram que não sabem ou não responderam. Segundo a pesquisa Econométrica, Flávio Dino é aprovado por ¾ da população, contra ¼ que pensam diferente.

O que chama a atenção nessa avaliação largamente positiva do governador Flávio Dino é que, diferentemente dos seus antecessores, também bem avaliados, ele enfrentou governos federais hostis, enquanto os demais governaram totalmente alinhados com o Palácio do Planalto. Epitácio Cafeteira (1987-1990), que governou com o poderoso apoio do então presidente José Sarney, não tendo lhe faltado recursos e suporte político, seguido de Edison Lobão (1991-1994), que também teve forte apoio federal, principalmente do Governo Itamar Franco, e Roseana Sarney (1995-2002 e 2009-2014), que governou 14 anos alinhada aos Governos Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Flávio Dino, ao contrário, começou a trabalhar no Governo Dilma Rousseff, que apoiara a candidatura de Lobão Filho, e de quem se aproximou, mas por pouco tempo, uma vez que ela sofreu impeachment. Manteve relação institucional normal com o presidente Michel Temer, mas também pouco conseguiu, acabando por realizar seu segundo mandato numa relação hostil com o Governo de Jair Bolsonaro. Ou seja, a aprovação do seu Governo   vem dos resultados que alcançou sem aliado federal.

 

Erlânio Xavier e Fábio Gentil “duelam” no apoio a Weverton e a Brandão

Erlânio Xavier é o operador de Weverton Rocha e atua no comando da Famem, e Fábio Gentil articula em favor de Carlos Brandão conversando com prefeitos

A disputa pelo comando da Famem, em Janeiro, que opôs fortemente o senador Weverton Rocha, que apoiou presidente Erlânio Xavier (PDT), que se reelegeu, e o vice-governador Carlos Brandão, que se alinhou à candidatura do prefeito de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos), que ficou em segundo lugar. Agora, enquanto Erlânio Xavier se movimenta intensamente no esforço para capilarizar o projeto de candidatura do senador pedetista, Fábio Gentil trabalha no mesmo ritmo para levar a pré-candidatura de Carlos Brandão a todas as regiões do Maranhão. Erlânio Xavier administra Igarapé Grande, um município pequeno, sem muita força eleitoral, mas comanda a Famem, que congrega os municípios maranhenses. Já Fábio Gentil não tem o poder de fogo da Famem, mas comanda Caxias, um dos cinco municípios com maior força eleitoral do Maranhão.

Não se trata de um duelo declarado, mas não há dúvidas de que os dois prefeitos são os principais apoiadores dos pré-candidatos nessa seara. A atuação dos dois tende a ficar mais acentuada à medida que os dois aspirantes vão avançando.

São Luís, 30 de Julho de 2021.

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