Arquivos mensais: abril 2021

Dino alivia tensão da disputa entre Weverton e Brandão, enquanto Rocha alinhava candidatura com Bolsonaro

 

Flávio Dino atenua a tensão entre Weverton Rocha e Carlos Brandão, e Jair Bolsonaro tenta juntar Roberto Rocha com Josimar der Maranhãozinho, enquanto Roseana Sarney observa os movimentos, que podem ajudá-la a decidir

Indiferentes aos problemas causados pelo novo coronavírus no Maranhão, as forças que se organizam visando a luta pelo poder nas eleições do ano que vem fizeram movimentos importantes na semana que passou, indicando, com clareza solar, que a guerra pela sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB) está em andamento e ganhando intensidade. Os passos do senador Weverton Rocha (PDT) e os do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que se digladiam na seara governista, culminaram com uma não agendada e surpreendente reunião dos dois com o governador Flávio Dino, Sexta-Feira, no Palácio dos Leões, ao mesmo tempo em que, no campo oposicionistas, vozes bolsonaristas revelaram o projeto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de unir o senador Roberto Rocha (sem partido) e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) numa aliança de oposição para enfrentar o candidato governista. E numa espécie de espaço reservado a uma eventual terceira via, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) observou atentamente os movimentos, de modo a tirar deles informações que possam embasar as decisões que pretende tomar em relação ao pleito.

Com o gesto de reunir os dois aspirantes à sua sucessão, o governador Flávio Dino fez o que todo líder sensato faria: buscar um balizamento para a medição de força dos aspirantes. Ou seja, sem inibi-los, trabalhou no sentido de que os dois se mantenham nos trilhos e evitem levar sua disputa para uma guerra fratricida, que, se travada na base do tudo ou nada, poderia certamente comprometer não apenas a unidade, mas até mesmo a existência da aliança partidária como ela é hoje. Como seu construtor e líder maior, o governador conhece como ninguém os pontos fortes e os frágeis da aliança. Ele sabia exatamente o que estava fazendo quando, sem aviso prévio, reuniu os pré-candidatos para uma conversa franca e serena, para lembrá-los de que, sem prejuízo das ações políticas na corrida sucessória, o Maranhão precisa dos esforços dos dois em outros campos.

Flávio Dino tem a noção exata da impetuosidade política do senador Weverton Rocha e dos motivos que o fazem jogar pesado para disputar o Governo agora. Conhece, ao mesmo tempo e na mesma medida, a determinação e as razões que impulsionam o projeto eleitoral do vice-governador Carlos Brandão. E tem ciência plena dos diferentes riscos que a aliança corre se o senador – que concorrerá garantido pelo mandato – e o vice-governador – que será governador no período da disputa – partirem para um confronto direto, obrigando-o a tomar uma posição, já que no caso será praticamente impossível atuar como magistrado. Nesse contexto, o caminho mais seguro e saudável pregado pelo governador é o da unidade, essa fortalecida por uma aliança forte. A imagem divulgada após o encontro sinalizou uma situação de trégua. Ou, pelo menos, uma freada forte para arrumação.

No campo oposicionista vingaram os rumores de uma aliança juntando o senador Roberto Rocha, ainda sem partido, com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, estimulada pelo presidente Jair Bolsonaro, que estaria determinado a se envolver direta e ostensivamente na corrida sucessória no Maranhão. Há quem aposte alto nessa composição, mas há também quem a veja como improvável ou com muitas reservas. O fato, porém, é que, estimulado pelo presidente, o senador Roberto Rocha está alinhavando sua candidatura ao Governo motivado pela bandeira do bolsonarismo, que vem empunhando como militante desde a chegada do candidato do PSL ao Palácio do Planalto, em 2019. Com um discurso de quase rompimento com a aliança dinista, Josimar de Maranhãozinho sinalizou na direção da oposição numa live que fez há duas semanas. Roberto Rocha não fez ainda uma declaração formal sobre o assunto, mas aliados seus garantem que ele abrirá o jogo tão logo resolver sua pendência partidária, que depende da escolha do presidente da República.

Os movimentos da semana passada – que incluíram entrevista forte do senador Weverton Rocha e incursões do vice Carlos Brandão em Balsas – evidenciaram que o governador Flávio Dino vai trabalhar duro para manter a aliança inteira e por um acordo que resulte numa candidatura de consenso. Um projeto que, se consumado, não dará chance a oponentes.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Movimentos de Lula aproximam Dino da candidatura ao Senado

Articulação de Lula deixa Flávio Dino mais próximo da disputa para o Senado em 22

Os movimentos político-partidários feitos pelo ex-presidente Lula da Silva imediatamente após a confirmação, pelo Supremo Tribunal Federal, da sua condição de elegível, admitindo até mesmo a possibilidade de vir a ser candidato a vice-presidente, dentro de um grande acordo, reforçou uma certeza no cenário político maranhense: o governador Flávio Dino ao Senado é fato quase consumado.

O líder maranhense ainda não descarta de todo sua participação num projeto eleitoral nacional. Isso porque, caso Lula da Silva entre na corrida para enfrentar o presidente Jair Bolsonaro, o PCdoB, na sua condição de mais fiel aliado do PT na cruzada pela liberdade do ex-presidente, naturalmente espera a condição de aliado preferencial e, como tal, um espaço importante nesse projeto, que para muitos não deve ser menos que a vaga de candidato a vice-presidente. E nesse caso, só dois nomes do partido têm cacife para tal: o governador Flávio Dino e a atual vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, que também preside o partido.

Nos bastidores políticos do Maranhão, são raros os que ainda acreditam que o governador Flávio Dino venha a entrar na guerra presidencial, como titular ou vice. Até porque ele próprio já admite que seu caminho será mesmo o de buscar nas urnas o mandato de representante do Maranhão no Senado da República.

 

Wagner Pessoa, in memoriam

Vagner Pessoa: surpresa no plebiscito de 1993

O cruel e implacável novo coronavírus impôs mais um desfalque à política do Maranhão: o comerciante e ex-deputado estadual Vagner Pessoa, 66 anos, que tinha base em Chapadinha e atuava em grande parte do chamado Baixo Parnaíba. Era traquejado, esperto, que farejava problemas no ar e sempre os enfrentava sorrindo e galhofando. Transitava numa tênue fronteira entre o engraçado e o folclórico, mas valia a pena apurar as informações que ele costumava passar aos jornalistas, principalmente depois que passava pelo Palácio dos Leões.

Em 1993, quando o Brasil dava os primeiros passos na redemocratização, tempo em que o presidente Fernando Collor havia sido cassado e o presidente Itamar Franco (PMDB) tentava colocar ordem na casa, os brasileiros foram às urnas para, em eleição plebiscitária, escolher o sistema de Governo, entre República e Monarquia. Contrariando a lógica e surpreendendo meio mundo, o então deputado estadual Vagner Pessoa se declarou monarquista. A quem o questionava, ele respondia com ar sério e justificava com uma equação simples: “Esse negócio de presidente não serve mais”. Para ele, o Brasil precisava mudar, e no seu entendimento, era melhor o País ter um rei do que um presidente. Vagner Pessoa não nutria simpatia pelos descendentes de D. Pedro I candidatos a rei, caso o sistema monárquico fosse escolhido. E certo dia, numa roda de conversa, um deputado perguntou-lhe:

– Vagner, se não gostas dos descendentes de Dom Pedro II, quem  achas que deve ser o monarca?

Wagner Pessoa quase não pensou e respondeu na bucha:

– O Sarney!

 

São Luís, 18 de Abril de 2021.

Bolsonaro quer Roberto Rocha candidato ao Governo em aliança com Josimar de Maranhãozinho

 

Jair Bolsonaro quer a candidatura de Roberto Rocha ao Governo com o apoio de Josimar der Maranhãozinho

Em meio ao bombardeio que o vem ameaçando, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acrescentou mais um item na sua já extensa lista de pretensões em relação ao Maranhão: eleger o senador Roberto Rocha (sem partido) sucessor do governador Flávio Dino (PCdoB). De acordo com fonte bem situada no arraial bolsonarista, o que até pouco tempo era apenas uma vaga intenção do senador Roberto Rocha – que avaliava também disputar outros mandatos, como tentar a reeleição e retornar à animada planície da Câmara Federal -, a ideia de entrar na disputa pelo direito de residir e trabalhar no Palácio dos Leões ganhou estatura de projeto engendrado pelo Palácio do Planalto. De acordo com a mesma fonte, Roberto Rocha e Jair Bolsonaro já teriam tratado do assunto em conversa reservada, tendo o senador saído da reunião autorizado a cair em campo em busca de consistência eleitoral. O primeiro acerto poderá ser feito com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), que em conversas preliminares teria sinalizado forte interesse numa composição “abençoada” pelo presidente da República.

O projeto de poder de Roberto Rocha não é novo, e ficou bem claro quando, meses após se eleger senador pelo PSB e com o apoio decisivo do então candidato a governador Flávio Dino, rompeu com o mesmo, entrou na disputa do Governo em 2018, mas foi duramente reprovado nas urnas. Fora do grupo, migrou para o PSDB e abraçou sem reservas o projeto de poder do presidente Jair Bolsonaro, de quem se tornou aliado de proa e defensor o incondicional. Em contrapartida, Roberto Rocha se tornou o principal porta-voz do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão, ao lado da prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge – que deve deixar o PSDB e se filiar ao partido ao qual se filiarem o senador e o presidente.

Sempre de acordo com a fonte bolsonarista, Roberto Rocha deve anunciar sua pré-candidatura ao Governo do Estado depois de acertar os ponteiros com Josimar de Maranhãozinho, que controla o PL e o Patriotas. Os dois estariam conversando para definir o espaço e o papel do deputado no projeto, podendo sair como candidato a vice-governador ou entrar na briga pelo Senado. Roberto Rocha precisa também se entender com outros ramais bolsonaristas, como o deputado federal Aluísio Mendes, que comanda o PSC e alguns prefeitos, e com o deputado federal Edilázio Jr., controlador do PSD no estado. Josimar de Maranhãozinho é, de longe, o aliado preferencial, devido principalmente ao poder de fogo que tem no controle, ou pelo menos forte influência, de mais de 30 prefeituras, a começar pela de São José de Ribamar, a terceira maior do Maranhão, além de três deputados federais – Júnior Lourenço (PL), Pastor Gildenemyr (PL) e Marreca Filho (Patriotas) – e quatro deputados estaduais – Detinha, Hélio Soares, Leonardo Sá e Vinícius Louro, todos do PL.

Se, de fato, o projeto estiver em andamento como sinalizam os canais bolsonaristas, o senador Roberto Rocha terá de usar o que tiver de habilidade para juntar, por exemplo, Josimar de Maranhãozinho e Aluísio Mendes, que se tratam como inimigos figadais. E colocar os dois alinhados a Edilázio Jr., que transita em universo diferente dos demais. Poderá também incorporar ao seu projeto o PTB, hoje comandado pela deputada estadual Mical Damasceno. Além disso, o senador terá de gastar muita lábia para atrair para o seu arraial outro bolsonarista roxo, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSL), que está em pré-campanha aberta e assumida ao Governo do Estado. E, finalmente, tentar engrossar suas fileiras, com um trunfo valioso, mas de difícil conquista: o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos).

O senador Roberto Rocha sabe que o cenário lhe é francamente desfavorável, dada a astronômica rejeição do presidente Jair Bolsonaro no Maranhão. Mas sabe também que, por mais polêmica que seja uma aliança com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho – dadas as controvérsias que envolvem o parlamentar e seus liderados – a união pode causar algum dano no equilíbrio da disputa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Operações policiais contra corrupção causam embaraço no grupo de Josimar de Maranhãozinho

Júnior Lourenço: investigado pela Operação “Laços de Família”, do Gaeco

A política tem seu lado implacável, e esse se mostrou ontem para o deputado federal Josimar de Maranhão. Em meio aos rumores de uma possível aliança do chefe do PL com o senador Roberto Rocha visando a disputa para o Governo do estado na eleição do ano que vem, o Gaeco – grupo do Ministério Público Estadual que combate o crime organizado e a corrupção -, desencadeou a Operação “Laços de Família”, objetivando a levar para a cadeia os responsáveis pelo suposto desvio de pelo menos R$ 22 milhões destinados à Saúde em cinco municípios: São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Miranda do Norte e Bom Jardim. E no elenco dos suspeitos aparece ninguém menos que o deputado federal Júnior Lourenço (PL), ex-prefeito de Miranda do Norte e um dos fiéis escudeiros de Josimar de Maranhãozinho. A isso se soma o fato de que há cerca de que há algumas semanas outra operação, essa realizada perla Polícia Federal, também concebida para investigar desvios de dinheiro da Saúde, encontrou mais de R$ 3 milhões em espécie no escritório de Josimar de Maranhãozinho, em São Luís. Nos dois casos os parlamentares reagiram pregando inocência e vendo na ação policial o dedo de adversários políticos, o que promotores e delegados negam categoricamente.

 

PT fica mais próximo de Dino com Zé Inácio como vice-líder na Assembleia Legislativa

Flávio Dino e Zé Inácio entre os membros do núcleo político do Governo: Márcio Jerry, Rafael Leitoa, Marcelo Tavares e Rubens Jr., responsáveis pela articulação com o PT

O deputado Zé Inácio (PT) foi apresentado ontem pelo governador Flávio Dino e seu staf político como o novo vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, compondo a equipe parlamentar liderada pelo deputado Rafael Leitoa (PDT). Zé Inácio é um parlamentar articulado, tem bom trânsito nas diferentes bancadas da Assembleia Legislativa e pode, de fato, auxiliar o líder Rafael Leitoa nas negociações que via de regra marcam a votação de matérias governistas. Ao mesmo tempo, integra a ala lulista do PT do Maranhão, que é dividido em várias correntes. Ao ser escolhido vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa é um claro indicativo de que a corrente mais forte do PT maranhense continua afinada com o governador Flávio Dino, podendo ter desdobramentos na grande equação partidária que será montada para as eleições de 22.

São Luís, 16 de Abril de 2022.

Weverton nega pré-candidatura, mas deixa claro que está se preparando para brigar pelos Leões

 

Weverton Rocha: ação política e parlamentar intensa e projeto de poder em andamento 

O senador Weverton Rocha (PDT) reafirmou ontem, em entrevista à Rádio Mirante AM, que não assumiu ser pré-candidato nem lançou candidatura ao Governo do Estrado no ano que vem, mas sinalizou com muita clareza que está trabalhando nessa direção. Ele defendeu a unidade do grupo, destacou a liderança e a correta ação política do governador Flávio Dino (PCdoB), exaltou o desempenho da bancada federal e alfinetou críticos da sua caminhada. E no que diz respeito diretamente à corrida ao Palácio dos Leões, foi enfático ao afirmar que, se vier a ser o caso, topa o desafio. E argumentou: “Nós temos os caminhos: temos partidos, temos os grupos, temos a militância e temos muita força de vontade”. E acrescentou: “Não vou escolher adversário. Tenho é de estar preparado para enfrentar qualquer time”. E amarrou sua posição com um discurso firme e enfático: “Não vou cometer o erro geracional de me omitir por conta de erros ou fragilidades que impeçam que o jogo seja jogado. Não vou fazer isso. E nosso grupo não vai permitir isso”.

Usando muita habilidade verbal para não se carimbar com o rótulo de candidato a governador, o senador, por outro lado, também não fez grande esforço para esconder o seu projeto de poder e o andamento desse projeto. Admitiu que está conversando com partidos da base e que tem ouvido declarações de apoio – além do PDT, já conta com PSB, DEM, Republicanos e Cidadania. E foi claro que se desdobra para conciliar sua ação parlamentar, que é intensa, com a agenda política, que é igualmente “puxada”, o que se explica pela sua condição de presidente regional do PDT, hoje o maior partido do Maranhão em número de prefeitos. E fez declaração de fé na militância pedetista, principalmente em São Luís: “É um exército poderoso”.

O senador Weverton Rocha foi quase didático quando explicou as circunstâncias em que se dará a disputa pelo Governo do Maranhão em 2022. Na sua avaliação, a saída do governador Flávio Dino encerra o ciclo da transição, e que o próximo Governo deve iniciar um ciclo propositivo, que começa com a manutenção e a ampliação da obra da gestão dinista. “É um novo momento”, diz, sugerindo que isso não pode desestruturar o grupo, que deve escolher o candidato por consenso. E garante: “O governador Flávio Dino não vai impor. Ele sempre atua como magistrado, sempre traz a unidade”. E sugere que a escolha do candidato do grupo seja feita com base em critérios objetivos: apoio partidário, posição em pesquisas e poder de agregação. E assinalou que se o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) reunir as condições, ele terá a humildade necessária para sentar e conversar. Deixando claro que se tais condições lhe forem favoráveis, irá para a luta sem pestanejar.

Focado no que fato lhe interessa, o senador Weverton Rocha deu duas mostras da sua habilidade. Primeiro mostrou que trabalha “de domingo a domingo, sem parar”, o que é fato a julgar pela sua recheada agenda parlamentar e sua espantosa movimentação no circuito Maranhão/Brasília. E depois dando uma demonstração do seu talento de “agregador”, ao exaltar, de maneira superlativa e sem exceção, o desempenho da bancada federal: “Fazendo justiça à nossa bancada, do Hildo Rocha (MDB) até o Zé Carlos (PT), de ponta a ponta, todos têm se dedicado de forma muito grande, muito bonita, trabalhando para ajudar o Maranhão e o Brasil. Nesse momento de dificuldade, é fácil apontar o dedo. Mas é importante lembrar que todos estão trabalhando muito, formulando muitas ações”.

Na entrevista, mesmo negando já ser pré-candidato a governador, o senador Weverton Rocha foi hábil o suficiente para mostrar que seu projeto de poder está de pé, está ganhando lastro, e que, salvo um empecilho imprevisível, sua candidatura é fato consumado a ser declarado em momento apropriado. E avisar que está trabalhando com afinco para viabilizá-la, usando os canais políticos que dispõe. Com isso, escreveu um recado em letras garrafais: seus eventuais concorrentes, a começar pelo vice-governador Carlos Brandão, que se preparem, porque a disputa vai ser dura.

Em Tempo: Enquanto o senador Weverton Rocha era entrevistado, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), acompanhado do secretário de Desenvolvimento Agrário, Rodrigo Lago, e do secretário de Desenvolvimento Social, Márcio Honaiser, e ao lado do prefeito Erick Silva (PDT), firmava um termo de cooperação para execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) nos municípios de Paraibano, Balsas, São Félix de Balsas, São Raimundo das Mangabeiras, Riachão, Loreto e Fortaleza dos Nogueiras. Serão aplicados R$ 442 mil na compra de alimentos produzidos por 68 agricultores da região.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Hildo Rocha acertou ao propor vinda de Comissão da Câmara para desvendar mistério da BR-135

Hildo Rocha quer saber o que acontece na obra interminável  e suspeita da BR-135

Necessária e oportuna, sob todos os aspectos, a vinda da Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara dos Deputados ao Maranhão, proposta pelo deputado federal Hildo Rocha (MDB), para investigar como foram gastos os R$ 500 milhões do contribuinte na duplicação e restaurações da BR-135 no trecho que liga o Estreito dos Mosquitos a Santa Rita, especialmente os 18 quilômetros que cortam o Campo de Perizes. Há mais de uma década, maranhenses e visitantes vêm assistindo a uma espécie de opereta rodoviária, na qual se misturam os ingredientes amargos naquele trecho da única ligação asfáltica da Ilha de São Luís com o resto do mundo. Já aconteceu de tudo: empresa que recebeu e não realizou a obra, empresa que abandonou o canteiro sem dar satisfação, obras malfeitas, asfaltamento para enganar trouxa, atrasos sistemáticos e reajustes sem conta nos valores dos contratos. Inúmeras visitas parlamentares de inspeção foram feitas, sem resultados práticos. Tudo isso já consumiu mais de R$ 500 milhões, ou seja, meio bilhão de reais, sendo que a situação de agora é a completa degradação do trecho.

A inciativa do deputado Hildo Rocha é oportuna e de extrema importância. Isso porque todas as evidências técnicas indicam que algo de muito errado pode ter maculado os contratos que já foram firmados para a execução da obra. Por mais que os relatórios do DNIT informe sobre dificuldades técnicas, condições adversas do solo, irresponsabilidade de empresas que não deram conta do recado, não há como justificar o que já foi gasto com o que foi realizado. A relação é flagrantemente desproporcional, ou seja: o que já foi feito não vale, nem de longe, o que já foi gasto. Alguém tem de explicar isso. E muito bem explicado. De preferência sem demora.

 

Othelino promulga lei que autoriza Dino a pagar auxílio emergencial a bares e artistas

Othelino Neto promulgou lei que garante auxílio artistas e a donos de bares e restaurantes

Virou Lei 11.426/21 a Medida Provisória por meio da qual o governador Flávio Dino concederá auxílio emergencial de R$ 1.000,00 para bares, restaurantes e lanchonetes, e de R$ 600 para artistas e outros trabalhadores da cultura. Aprovada pela Assembleia Legislativa na semana passada, a lei foi promulgada ontem pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB). “O auxílio dará um fôlego aos proprietários desses estabelecimentos comerciais, contribuindo para a manutenção dos postos de trabalho, assim como aos profissionais da cultura, que também tiveram que parar as atividades em razão das normas sanitárias”, afirmou o chefe do Legislativo, lembrando que esses segmentos foram os mais duramente atingidos pela pandemia.

São Luís, 15 de Abril de 2021.

Aras pede a Marco Aurélio que arquive ação em que Dino acusa Bolsonaro de mentir e caluniar

 

Augusto Aras pede a Marco Aurélio Mello arquivamento da ação apresentada por Flávio Dino contra Jair Bolsonaro

O procurador geral da República, Augusto Aras, pediu ao ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), para voltar atrás na decisão de dar prosseguimento à notícia-crime apresentada pelo governador Flávio Dino (PCdoB) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem acusa de haver mentido a seu respeito em entrevista à rádio paulista Jovem Pan, no ano passado. Augusto Aras tenta reverter o processo que já se encontra na Câmara Federal, que tem a prerrogativa de autorizar ou não o prosseguimento da ação contra o presidente da República. O procurador geral da República quer exatamente evitar que a notícia-crime seja examinada pelos deputados federais, temendo que eles autorizem o Supremo a dar segmento à notícia-crime do governador do Maranhão contra o presidente da República, que poderá se encrencar. Nos bastidores, corre a especulação de que Augusto Aras tenta, com a ação, aumentar seu cacife junto ao presidente, visando a vaga a ser aberta na Corte, em junho, com a aposentadoria do próprio ministro Marco Aurélio Mello.

Na notícia-crime que protocolou no Supremo, o governador Flávio Dino acusa o presidente Jair Bolsonaro de mentir e caluniá-lo às vésperas da visita que fez ao Maranhão durante a campanha eleitoral do ano passado. Aconteceu o seguinte: em entrevista à Jovem Pan sobre a visita ao estado, o presidente Jair Bolsonaro declarou que só visitaria São Luís e Imperatriz, e não iria até Balsas, onde participaria de um encontro de líderes evangélicos, porque o governador Flávio Dino teria proibido a Polícia estadual de compor o esquema de segurança, o que inviabilizou a agenda no município da região sul. Ao ser informado da declaração, o secretário de Segurança, Jefferson Portella, divulgou nota contradizendo a declaração presidencial e informando que o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que cuida da segurança presidencial, não fez qualquer solicitação de apoio policial ao Governo do Maranhão. Mesmo diante da informação, o presidente manteve o que dissera à Jovem Pan.

O governador Flávio Dino fez então o que qualquer governante sério faria: cobrou explicações ao GSI, à Secretaria Geral da Presidência e à Casa Civil, mas nenhum desses órgãos que servem diretamente ao presidente da República se manifestou. Diante do silêncio do Palácio do Planalto e inconformado com a inverdade dita pelo presidente à Jovem Pan, que repercutiu fortemente a suposta descortesia do Governo do Maranhão, o governador Flávio Dino decidiu cobrar reparação protocolando notícia-crime contra o presidente da República na mais alta Corte do País. Ali, ao avaliar a substância da ação, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu encaminhá-la à Câmara Federal, que pode autorizar ou não o prosseguimento da reclamação do governador. Agora, provavelmente antevendo que os deputados federais possam dar sinal verde para a abertura de inquérito contra o presidente Jair Bolsonaro, já que os fatos são incontestáveis, o procurador geral da República pediu ao ministro Marco Aurélio Mello que peça a bomba de volta e a mande para o arquivo morto do Supremo.

Não se sabe qual será a decisão do decano do Supremo, mas o seu posicionamento em relação ao pedido de Augusto Aras tem suas possibilidades. Primeira:  se ele atender, sufocará ali mesmo o pleito do governador do Maranhão, dando ao presidente da República o direito de mentir, fazer uma acusação leviana e sair ileso e com gás para continuar agindo assim. Segunda: se não acatar o pedido do procurador geral da República, garantirá à Câmara Federal o uso da sua prerrogativa de acatar a notícia-crime e autorizar ao Supremo a abertura de inquérito, que poderá resultar na condenação do presidente por calúnia; do contrário, mandará arquivar a notícia-crime, aceitando que o presidente tenha mentido e cometido o crime de calúnia e continuar impune.

Com a experiência de quem já foi juiz federal e com a vantagem de conhecer como funciona a Câmara Federal, o governador Flávio Dino tem plena consciência do que fez e a convicção de que, se houver isenção política, a Câmara Federal devolverá a ação ao Supremo com aval para o seu prosseguimento. O eventual arquivamento do pleito será decepcionante, mas deixará o registro de que ele, como governador e cidadão, fez a sua parte.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Servidores da Assembleia Legislativa recebem hoje metade do 13º salário

O presidente Othelino Neto reunido com o secretário Carlos Lula (Saúde) e o prefeito Adriano Freitas (DEM) tratando da reforma do Hospital Municipal de São Vicente Ferrer, um pleito da população autorizado pelo pelo governador Flávio Dino

Os servidores da Assembleia Legislativa receberão hoje a primeira parcela do 13º salário, que normalmente é paga em Junho, ou integralmente em Dezembro. A antecipação foi uma decisão do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), depois de avaliar as dificuldades financeiras que os servidores vêm enfrentando por causa da pandemia do novo coronavírus, muitos deles com perdas na família. Além de beneficiar os servidores, o pagamento antecipado de metade do 13º ajuda a economia estadual, à medida que se trata da injeção direta de expressiva quantia de reais no comércio, o que se traduz na movimentação econômica e na manutenção de empregos.

– Muitos perderam familiares, outros perderam amigos.  Nós antecipamos o 13º como uma forma de auxiliar nesse momento difícil e, claro, fazer circular mais dinheiro na cidade, para que possamos diminuir um pouco as dificuldades econômicas que o Estado todo vem enfrentando, especialmente as atividades mais atingidas – assinalou o presidente Othelino Neto, que é economista por formação e sabe avaliar tecnicamente a amplitude de uma medida como essa.
Quando decidiu pela antecipação, o presidente da Assembleia Legislativa não fixou como uma imposição. Ao contrário, ele deixou a critério de cada servidor optar por receber agora a metade do 13º ou em Dezembro. A maioria optou por receber antecipadamente.

 

Eliziane critica duramente Bolsonaro e avaliza saída de Kajuru do Cidadania

Eliziane Gama criticou armação de Jair Bolsonaro com Jorge Kajuru

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) foi firme ontem ao criticar a conversa do presidente Jair Bolsonaro com o senador goiano Jorge Kajuru, do seu partido, tramando contra a CPI da Pandemia – que será instalada hoje – criando uma crise institucional na Federação ao tentar envolver governadores e prefeitos na investigação parlamentar. A senadora declarou que o presidente ultrapassou as fronteiras das suas atribuições e se comportou como um governante sem noção de limites. Eliziane Gama ficou também impactada com as declarações do senador Kajuru e, pelo que circulou nos bastidores, concordou com a decisão da cúpula do Cidadania de pedir que ele deixe a agremiação, uma maneira elegante de expulsá-lo.

São Luís, 13 de Abril de 2021.

Depois do apoio de Eliziane e do PSB a Weverton, Dino sinaliza aval a Brandão e anima corrida aos Leões

 

Flávio Dino manifesta inclinação por Carlos brandão, mas não descarta Weverton Rocha para a sua sucessão em 22

“Tem uma alta chance, uma vez que ele é uma pessoa com a qual tenho relação política e pessoal muito antiga. Está conosco há 6 anos. Provavelmente me desincompatibilizo em abril do ano que vem e ele assume o governo. Temos outros nomes no grupo, como o senador Weverton, que também postula. Entre julho e agosto farei conversa com os 14, 15 partidos que acho que ficarão conosco. Sem dúvida o Brandão é um ótimo nome e o fato de ele estar no PSDB fortalece o pleito dele. Eles me apoiaram em 2014, tenho um reconhecimento”.

Dada em entrevista ao jornalista Guilherme Waltenberg, do portal Poder 360, a declaração do governador Flávio Dino (PCdoB) sinalizando apoio ao projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) à sua sucessão inflou o cacife do seu vice, e colocou um ponto de equilíbrio no debate sucessório, que nos últimos dias fora intensificado com o posicionamento da senadora Eliziane Gama (Cidadania) e, logo em seguida, do PSB à pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). Com a manifestação, expressada em resposta a uma pergunta direta sobre o assunto, o governador jogou aberto, não bateu martelo, mas deixou muito claro que está muito próximo ao projeto do seu vice, sem, porém, descartar de vez a possibilidade de vir a apoiar o senador pedetista. Antes de dar a martelada, ouvirá os 15 partidos da sua base.

Flávio Dino tem uma série de argumentos para justificar sua inclinação pelo projeto de candidatura de Carlos Brandão. Um exemplo: em 2006, Brandão, então candidato a deputado federal, abriu mão do apoio do Grupo Coutinho, em Caxias e adjacências, em favor de Dino, que se elegeu. Em 2014, ganhou o apoio do PSDB à sua candidatura ao Governo do Estado, tendo exatamente Brandão como vice. Agora, o PSDB volta ao comando do seu vice, que depois de seis anos de total alinhamento e indiscutível fidelidade ao Governo do PCdoB, se lança candidato à sua sucessão, tornando difícil negar-lhe apoio. Todos esses recados estão implícitos na declaração dada na entrevista de Sexta-Feira (9) ao Poder 360. Ou seja, o governador dificilmente deixará de apoiar o seu vice, que em todo esse período não cometeu nenhum ato falho e se manteve no limite das prerrogativas.

A declaração certamente causou forte impacto no QG do senador Weverton Rocha e no gabinete da senadora Eliziane Gama. No chefe pedetista porque, como disse recentemente o ex-governador José Reinaldo Tavares, se mantiver sua candidatura, Weverton Rocha terá de enfrentar dois governadores, o próprio Carlos Brandão, que concorrerá no cargo à reeleição, e Flávio Dino, que sairá candidato ao Senado com o prestígio político e a força eleitoral de governador. A senadora Eliziane Gama, por sua vez, poderá se dar conta de que se precipitou ao se posicionar com Weverton Rocha com tanta antecedência, sem levar em conta a movimentação do governador Flávio Dino.

A partir de agora, as peças do tabuleiro sucessório passarão a se mover com maior frequência e mais intensidade. Politicamente mais forte depois da declaração do governador Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão deve continuar, agora com mais garra, articulando apoio ao seu projeto de candidatura entre vereadores, prefeitos, deputados estaduais e deputados federais. Weverton Rocha deve fazer o mesmo, e o fará com a vantagem de quem já conta com uma megaestrutura de rádio, TV e blogosfera trabalhando a seu favor, além de entidades corporativas, como a Famem, por exemplo, comandada pelo seu principal articulador, Erlânio Xavier (PDT). Será um embate titânico nos bastidores, envolvendo pré-candidatos, lideranças e partidários.

Por outro lado, mesmo com os dois pré-candidatos dando seguidas demonstrações de que seus projetos são irreversíveis, as piruetas que a política costuma dar recomendam que nada está definitivamente “amarrado”. Redefinições, meias-voltas ou caídas no real poderão acontecer e alterar radicalmente o cenário que está sendo desenhado até aqui.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton Rocha e Eliziane Gama manterão assinaturas pela CPI da Pandemia

Weverton Rocha e Eliziane Gama vão manter assinaturas por CPI da Covid

O senador Weverton Rocha e a senadora Eliziane Gama estão entre os 32 membros da Câmara Alta quer assinaram o pedido de instalação da CPI da Pandemia, que por ordem judicial será instalada Terça-Feira, para iniciar os trabalhos de investigação das omissões do presidente Jair Bolsonaro e o Ministério da Saúde em relação ao alastramento do novo coronavírus, causando 13 milhões de infectados e nada menos que 351 mil portos. Se depender deles dois, a CPI vai funcionar, ao contrário do que pensa o terceiro senador maranhense, Roberto Rocha (???), que pelo seu alinhamento com o não assinou o requerimento e estaria disposto a trabalhar para convencer outros senadores que assinaram a retirarem suas assinaturas. Ninguém o atendeu.

 

Aluísio Mendes assume a liderança de bloco governistas com 32 deputados federais

Aluísio Mendes vai liderar  novo bloco parlamentar

Ativo na relação com os municípios que lhe deram voto e integrante esforçado da base de apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o deputado federal Aluísio Mendes (PSC) aumentou várias vezes o seu cacife na Câmara Federal ao ser alçado à liderança do recém-criado bloco parlamentar formado por PSC, PROS e PTB, congregando 32 deputados. Como líder, ele terá voz e voto nas principais a serem tomadas na Câmara Federal e no Congresso Nacional.

Policial federal de carreira, ajudante-de-ordem do ex-presidente José Sarney (PDB) e secretário de Segurança Pública no Governo no último Governo der Roseana Sarney (MDB) – 2011-2014 -, Aluísio ganhou notoriedade por implantar o Grupo Tático Aéreo na Polícia do Maranhão. Entrou para a política em 2014, elegendo-se deputado federal pelo PRTB. Esteve no Avante e controlou o Podemos, que cedeu para Eduardo Braide, optando por entrar e se estabilizar no PSC.

Aluísio Mendes vinha participando do colégio de líderes exercendo a liderança do PSC, e agora reforça mais ainda sua posição ao assumir o comando do novo bloco parlamentar, tendo como um dos liderados ninguém menos que o suplente no exercício do mandato Gastão Vieira (PROS).

O líder do novo bloco explica que os três partidos se juntaram por “similaridades programáticas e o desejo de assumir protagonismo nas reformas. “São três legendas que possuem muito bem claro para si mesmas a defesa do Brasil. Junto a isso, a vontade de ajudar nas reformas que o país precisa para voltar aos trilhos. Nosso compromisso é com o Brasil”, explica.

Além da “defesa do Brasil”, o bloco parlamentar tem indicado que vai também defender o Governo do presidente Jair Bolsonaro, de quem tem sido um aliado fiel.

São Luís, 11 de Abril de 2021.

Braide completa 100 dias com uma gestão firme, focada e cumprindo as primeiras metas

 

Eduardo Braide: 100 dias no comando da maior e mais desafiadora Prefeitura do Maranhão

Nos momentos finais da disputa para a Prefeitura de São Luís, em Novembro passado, quando sua vitória já estava nitidamente desenhada, o candidato Eduardo Braide (Podemos) anunciou que, se eleito, tinha pronto um “pacote” de ações para os primeiros 100 dias de governo, com o qual, ao mesmo tempo em que já colocaria em prática algumas promessas de campanha, mostraria as linhas gerais da sua gestão no comando do maior e mais importante município do Maranhão. Hoje, completado o marco inicial, pelo menos a maior parte do “pacote” foi tornado realidade, e São Luís dá sinais de estar enfrentando seus enormes problemas com uma gestão focada, que assumiu, se estabeleceu e vem avançando sem alarde. Encontra-se firme no comando de uma equipe de bom nível e bem armada, como um gestor eficiente e confiável, ainda se ajustando ao cargo desafiador, mas parecendo saber exatamente onde está e onde quer chegar. Isso tudo num ambiente contagiado pelo trauma coletivo da pandemia do novo coronavírus, que vem castigando duramente a Capital do Maranhão, abrigo de 1,2 milhão de habitantes, a maior parte dependente dos serviços da Prefeitura.

Nessas primeiras 14 semanas, o prefeito Eduardo Braide priorizou a área da Saúde, tanto que seu primeiro movimento já empossado, na manhã do dia 02/01, um sábado, foi fazer uma visita de surpresa ao Hospital Clementino Moura, o Socorrão II, e logo depois se reuniu com uma equipe técnica para alinhavar o plano municipal de vacinação, quando nada havia ainda sido definido sobre o assunto. A partir de então, mergulhou nesse segmento, agilizando reformas de centros de saúde, instalando novos centros e montando a estrutura que hoje funciona como centros de vacinação – Multicenter Sebrae, Maranhão Novo e Drive Thru na UFMA -, onde milhares de pessoas são atendidas, de acordo com a idade. Anunciou 120 leitos para tratamento da Covid, e terminou o período com o anúncio viabilizado, incluindo 10 leitos de UTI. Em resumo: independentemente da guerra ao novo coronavírus, o prefeito priorizou a saúde, como prometido.

Na mesma pisada, dedicou esforços à Educação, com o diferencial de que a área foi entregue à vice-prefeita Esmênia Miranda, que já deu seguidas demonstrações de que tem o pleno controle da situação, apesar de todos os percalços criados pela pandemia. Uma das providências foi montar um kit-alimentação escolar para as famílias dos estudantes, além das providências para cumprir o semestre letivo. Eduardo Braide também implantou o “Rapidão”, uma alteração oportuna nas rotas do transporte coletivo. A nova gestão tem focado bem nas áreas cultural, com o reforço da Fundação Municipal de Cultura, e do Turismo, com o incremento de ações para tornar São Luís mais atraente. Nesse campo, criou o auxílio emergencial para artistas.

Na área econômica, ampliou o número de empresas beneficiadas com o “Alvará Zero”, entre outras ações, e reuniu-se com stafs do Banco do Brasil e da Caixa em busca de investimentos na cidade, e abriu diálogo com a Agência Espacial Brasileira visando incluir a Capital no seu leque de parcerias. Nas áreas de serviço propriamente ditas – limpeza, fiscalização, trânsito, manutenção da malha viária, entre outras – a nova gestão tem garantido a continuidade da administração passada.

O prefeito Eduardo Braide não se fechou. Ao contrário, sem baixar a guarda e evitando tropeços, vem tentando construir pontes nos planos estadual e federal. Entraves políticos têm dificultado a costura para uma relação eficiente com o Governo do Estado, mas foi ao Palácio dos Leões para a reunião do governador Flávio Dino (PCdoB) com os prefeitos da Ilha para discutir medidas de combate à pandemia. Além disso, o secretário municipal de Saúde, Joel Jr., tem mantido relação afinada e produtiva com o secretário estadual, Carlos Lula, ambos com o aval do prefeito e do governador. No plano federal, Eduardo Braide vem acionando seus aliados na bancada federal para abrir portas na Esplanada dos Ministérios, confiante de que alcançará a bolsa de recursos da União para viabilizar projetos que está alinhavando com o auxílio de técnicos tarimbados como o secretário estadual de Infraestrutura e ex-deputado estadual Max Barros, a ex-presidente nacional do Iphan, Kátia Bogea, e  o político, empresário e agitador cultural Joaquim Haickel, entre outros.

É verdade que o prefeito Eduardo Braide recebeu do seu antecessor Edivaldo Holanda Jr. (PDT) uma máquina azeitada, financeiramente ajustada e sem bombas para desativar, o que lhe permitiu assumir o comando e dar as cartas sem interrupções nem perda de tempo. Mas é igualmente verdadeiro que, pelo que se viu nos primeiros 100 dias, o novo prefeito se instalou no Palácio de la Ravardière preparado para governar e enfrentar desafios. Até aqui justificou a eleição, ciente de que  seu futuro depende do que alcançar nesse mandato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pedro Lucas Fernandes ganha o comando do PSL no Maranhão

Pedro Lucas ingressou no PSL pelas mãos do deputado Antônio Rueda (PSL), com o aval do senador Weverton Rocha (PDT) e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP)

O deputado federal Pedro Lucas Fernandes definiu o seu rumo partidário dando uma guinada política de peso, depois de ter sido mandado embora do PTB: rompeu com trabalhismo e se filiou ao PSL, assumindo, incontinenti, o comando do partido no Maranhão. Como é sabido, essa legenda tem hoje duas vertentes, uma comandada pelo fundador e presidente, deputado federal Luciano Bivar (PE), e outra comanda pela turma comanda pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP), que tem feito de tudo para tirar o comando do presidente Bivar. No Maranhão, elegeu apenas dois prefeitos e um deputado estadual Pará Figueiredo, que até hoje não disse a que veio.

O movimento de Pedro Lucas Fernandes tem vários desdobramentos no Maranhão, a começar pelo ingresso do pai dele, Pedro Fernandes, ex-vereador por São Luís, ex-deputado federal por cinco mandatos e atual prefeito de Arame, no partido. Além disso, sua ascensão ao comando da agremiação significa o fim do longevo domínio do vereador Chico Carvalho sobre a legenda no estado.

O desafio de Pedro Lucas Fernandes por assumir o comando do PSL tem várias faces. Primeira: o braço maranhense do PSL é modesto, tendo elegido apenas dois prefeitos, entre eles Lahesio Bonfim, de São Pedro dos Crentes, e que está em franca campanha para o Governo do Estado. Segunda: o partido só tem um deputado estadual, Pará Figueiredo, que nunca disse a que veio. E terceira e mais complexa: o PSL é bolsonarista, o que praticamente o obriga a rezar na cartilha do presidente e sua turma, havendo inclusive a possibilidade de Jair Bolsonaro retornar para os seus quatros, o que deixará Pedro Lucas Fernandes numa situação delicada no cenário político maranhense.

Chama a atenção o fato de o ingresso de Pedro Lucas Fernandes no PSL ter sido avalizado pelo senador Weverton Rocha (PDT), que teria intermediado a migração com o apoio do presidente da Câmara federal, Arthur Lira (PP).

 

Roberto Rocha fica sem partido até Jair Bolsonaro fazer a escolha

Roberto Rocha aguarda definição de Jair Bolsonaro para escolher o seu novo partido

Definitivamente fora do PSDB, cujo comando é agora do vice-governador Carlos Brandão, o senador Roberto Rocha segue sem partido. Ele aguarda a definição do presidente Jair Bolsonaro, para segui-lo ingressando no partido que ele escolher para tentar a reeleição para o Palácio do Planalto. Entre as várias especulações, uma previu que Jair Bolsonaro retornaria ao PSL, que seria entregue a Roberto Rocha no Maranhão. O ingresso do deputado federal Pedro Lucas Fernandes arquiva tal projeto. O senador Roberto Rocha teria desistido de tentar a reeleição, preferindo entrar na briga pelo Palácio dos Leões. Nesse caso., quer fazer dobradinha com o presidente Jair Bolsonaro no mesmo partido. Há quem diga que o presidente está inclinado pelo Patriotas, mas esse partido no Maranhão é domínio do deputado Josimar de Maranhãozinho (PL), representado pelo deputado federal Marreca Filho. O partido só sai dessa seara por uma negociação ampla.

São Luís, 10 de Abril de 2021.

Na luta por vacinas desde o início da pandemia, Dino questiona compra por empresas e defende o SUS

 

Flávio Dino participando da reunião com a Anvisa  sobre a compra da vacina russa

“Lembro que, se forem propriedade particular, as vacinas contra o coronavírus poderão ser requisitadas administrativamente por qualquer estado ou município, a fim de que sejam usadas pelo SUS. Em suma, me parece uma ideia ruim, em um péssimo momento, e nada resolve”. O comentário foi feito pelo governador Flávio Dino (PCdoB) a propósito da discussão em andamento no Congresso Nacional sobre a polêmica proposta que autoriza empresas a comprar vacinas para atender a seus funcionários e seus familiares. O governador tem insistido na tecla de que, nas condições atuais, o correto para o Brasil é investir tudo o que puder ser investido na compra e na produção de vacinas, por entender que só a imunização dos brasileiros, associada às medidas preventivas – distanciamento social, higienização frequente das mãos e uso de máscaras – poderá resultar num combate eficaz à pandemia, que já matou mais de 341 mil brasileiros, dos quais 6,3 mil no Maranhão. Para ele, o poder público não pode abrir mão de ter o controle do Plano Nacional de Vacinação, nem permitir distorções.

Flávio Dino mantém o discurso com o qual iniciou a cruzada por vacinas ainda no ano passado, quando o Governo Federal, estimulado pelo negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), não demonstrava ainda qualquer preocupação com a compra de imunizantes. Ainda no primeiro semestre de 2020, só os governadores, notadamente os do Nordeste, e o de São Paulo, João Doria (PSDB), falavam sério sobre imunização em massa. Flávio Dino estimulou a formação do Consórcio do Nordeste, definindo a compra de vacinas como prioridade. Esse posicionamento foi firmado no momento em que todos travavam uma corrida desesperada por respiradores, que passou a ser o instrumento hospitalar mais cobiçado e disputado do planeta.

De lá para cá, o governador do Maranhão manteve rigorosa coerência na guerra contra o coronavírus, notadamente no que diz respeito a vacina. No segundo semestre do ano passado, ele   já cobrava providências efetivas do Ministério da Saúde no sentido de negociar com os principais laboratórios norte-americanos, chineses, russos e indianos acordos de compra antecipada, para evitar que o Brasil ficasse para trás na tensa corrida planetária por imunizantes, o que acabou acontecendo. E percebendo que, sob o comando de um presidente negacionista e um ministro da Saúde – um general tido como especialista em logística – que não tinha a menor ideia do que estava fazendo no cargo, o governante maranhense bateu às portas do Supremo Tribunal Federal em busca de autorização para que Governos estaduais e municipais pudessem comprar vacinas, sem comprometer o Plano Nacional de Vacinação.

Para viabilizar a primeira compra de vacina, Flávio Dino anunciou uma reserva de R$ 50 milhões. Seria adquirida a Coronavc, comprada diretamente da China, ou a Sputnik V, produzida na Rússia. Além disso, o Governo do Maranhão participou da incursão do Consórcio Nordeste, que com base na legislação em vigor, comprou, em 15 de março, 37 milhões de doses da vacina russa, com investimentos de R$ 250 milhões, dependendo apenas do aval da Anvisa. Mesmo sendo produzido pelo respeitado Instituto Gamaleya e aprovado por agências reguladoras de diversos países europeus, já estando sendo aplicado em dezenas de países, entre eles a vizinha Argentina, a aquisição do imunizante russo está sendo travada por exigências descabidas da Anvisa. Essas restrições vieram à tona na terça-feira, durante reunião da cúpula da agência com governadores, causando duras reações. Na reunião virtual, o governador Flávio Dino criticou enfaticamente a postura da agência.

Em meio a toda essa movimentação, inclusive com a possibilidade de um “apagão” de vacinas no País, segundo previsão sombria feita pelo secretário estadual de Saúde e presidente do Conass, Carlos Lula, o governador do Maranhão se posiciona agora classificando de “ideia ruim” a proposta que autoriza empresas a comprar vacinas. E defende que, assim como a legislação obriga os estados e municípios que vierem a comprar imunizante a repassá-lo ao SUS, para que sejam distribuídas de acordo com os critérios do Programa Nacional de Vacinação, as vacinas eventualmente adquiridas por empresas também sejam repassadas ao SUS, inclusive por requisição de Estados e municípios.

Vista com irritação pelo Palácio do Planalto, a cruzada do governador Flávio Dino por vacina vem contribuindo expressivamente para evitar que a política federal seja um desastre maior. O movimento do presidente Jair Bolsonaro na direção de Vladimir Putin é uma evidência clara de que o governante maranhense está com a razão desde o início da guerra.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana Sarney se prepara para dar uma guinada no braço maranhense do MDB

Roberto Costa e Roseana Sarney: sintonia fina dentro do MDB

A ex-governadora Roseana Sarney está, de fato, se preparando para assumir o comando do MDB no Maranhão. Sua ascensão se dará pela via da normalidade, com a realização de convenção, provavelmente em junho, que colocará em prática o acordo pelo qual o ex-senador João Alberto deixará o comando da agremiação, depois de três décadas. O acordo doméstico do MDB se deu entre a ex-governadora, que comanda a “velha guarda” do partido, e a ala jovem, sob o comando do deputado estadual Roberto Costa. Depois de embates e de uma relação cheia de altos e baixos, as duas correntes dominantes do partido resolveram se entender e colocar as cartas na mesa, lavar o que havia de roupa suja, zerar o jogo e iniciar um novo momento no partido. E nesse entendimento, Roseana Sarney decidiu assumir o comando da legenda, tendo Roberto Costa como vice-presidente e articulador. A ex-governadora disse a um interlocutor que pretende dar uma guinada na vida do braço maranhense do MDB.

 

Pedro Lucas e Pedro Fernandes “dão um tempo” para decidir futuro dentro do PTB

Pedro Lucas e Pedro Fernandes podem deixar o PTB  de Roberto Jefferson

Uma pergunta está no ar na seara política: para que arraial partidário irão os Fernandes Ribeiro, depois de quase terem sido mandados embora do PTB? Por ter contrariado o chefão Roberto Jefferson votando pela prisão do deputado bolsonarista que ameaçou ministros do Supremo, o deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que era uma das estrelas da bancada do PTB, perdeu o controle do partido no Maranhão e quase foi mandado embora. Isso depois de mais de três décadas em que os Ribeiro – o ex-deputado Manoel Ribeiro e o ex-deputado federal por cinco mandatos consecutivos e atual prefeito de Arame Pedro Fernandes – terem comandado o partido no Maranhão. Há quem diga que, aconselhado por vozes experientes, Pedro Lucas estaria aguardando uma reviravolta no partido, após o que voltaria a ter o peso de antes. Há também quem garanta que Pedro Fernandes e Pedro Lucas Fernandes não terão mais vez na legenda criada por Getúlio Vargas e hoje totalmente curvada às vontades do Palácio do Planalto.

São Luís, 08 de Abril de 2021.

Weverton Rocha ganha o apoio do PSB e amplia base partidária do seu projeto de poder

 

Chico Leitoa, Weverton Rocha, Carlos Lupi, Carlos Siqueira e Luciano Leitoa acertam o apoio do PSB  à candidatura do senador ao Governo do Estado nas eleições de 22

O senador Weverton Rocha (PDT) ganhou ontem mais um reforço partidário ao seu projeto de candidatar-se à sucessão do governador Flávio Dino (PCdoB). Depois de ampliar sua base com o DEM e o Republicanos – que a ele se aliou depois que o vice-governador Carlos Brandão deixou o partido para se filiar ao PSDB -, o pré-candidato pedetista recebeu o apoio do presidente do PSB, Luciano Leitoa, ex-prefeito de Timon. O posicionamento do presidente da legenda socialista foi formalizado em Brasília, na sede do partido, em ato do qual participaram o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, o senador Weverton Rocha, o ex-prefeito Luciano Leitoa, e o pai dele, ex-prefeito Chico Leitoa, que é filiado ao PDT. Chamou a atenção a ausência do deputado federal Bira do Pindaré, que é hoje o quadro mais importante do partido no Maranhão e preside o PSB de São Luís, e que tem mantido total alinhamento com o governador Flávio Dino.

Ao receber o apoio do PSB, o senador Weverton Rocha não apenas fortaleceu a base partidária que dará sustentação a sua candidatura ao Governo do Maranhão, que já conta também com o DEM e com o Republicanos, ganhando ainda peso e argumento para atrair outros partidos, o que lhe dará mais força política e mais instrumentos para sustentar candidatar o seu projeto de candidatura. O movimento do PSB é uma prova de que o pedetista está investindo pesado na construção de uma base partidária forte, de modo a se cacifar, já que a agremiação socialista elegeu seis prefeitos no ano passado, entre eles Dinair Veloso, de Timon, apoiada pelo presidente da agremiação, o ex-prefeito Luciano Leitoa. A isso somam-se a declaração de apoio da senadora Eliziane Gama e do Cidadania, vantagens que o partido dispõe no plano nacional.

Feitas as contas, a base partidária do senador Weverton Rocha agrega, em tese, 90 prefeitos, o que lhe dá muito gás na hora de sentar à mesa e discutir para valer quem será o candidato da aliança liderada pelo governador Flávio Dino.  Mas esse é um cenário que pode sofrer alterações, a começar pelo fato de que vários prefeitos hoje no Republicanos – como Fábio Gentil, prefeito de Caxias – poderão migrar para o PSDB, para aliar-se ao vice-governador Carlos Brandão. Mesmo assim, Weverton Rocha tem uma vantagem expressiva,

O apoio do PSB do Maranhão, avalizado pelo presidente nacional do partido, à pré-candidatura de Weverton Rocha, o presidente socialista foi cuidadoso, à medida que declarou também apoio à pré-candidatura do governador Flávio Dino ao Senado. Com a providência, o presidente Luciano Leitoa sinalizou claramente que governador, mesmo não sabendo ainda qual será o desfecho da avaliação a ser feita por Flávio Dino no final do ano, entre Weverton Rocha e Carlos Brandão, quando, conforme anunciou, apontará o pré-candidato que terá o seu apoio e do seu partido. A ampliação da base partidárias é uma das estratégias do senador Weverton Rocha para chegar no momento da decisão fortemente cacifado e em condições de reivindicar a vaga de candidato da aliança dinista.

Político já tarimbado nesse jogo, o senador Weverton Rocha sabe que esse mosaico de apoios partidários declarados é apenas parte dos instrumentos indispensáveis para o embate que se aproxima e que resultará na sucessão do governador Flávio Dino.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Fábio Gentil e Duarte Júnior vão deixar o Republicanos e ingressar no PSDB

Fábio Gentil e Duarte Júnior poderão migrar para o PSDB e somar com Carlos Brandão

É grande no meio político a expectativa em relação ao futuro partidário do prefeito de Caxias, Fábio Gentil, e do deputado estadual Duarte Júnior, ambos hoje no Republicanos.

Um dos principais aliados do vice-governador Carlos Brandão, o prefeito Fábio Gentil se elegeu e se reelegeu no Republicanos, tornando-se quadro de proa na legenda comandada pelo deputado federal Cléber Verde. Mesmo com a migração de Carlos Brandão para o PSDB, Fábio Gentil poderia permanecer no Republicanos. A situação, porém, mudou radicalmente quando o Republicanos recebeu a filiação do deputado federal Gil Cutrim e declarou apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Esse movimento levou o Republicanos a aliar-se com ninguém menos que a deputada Cleide Coutinho (PDT), arqui-inimiga do prefeito caxiense, abrindo a porta para que ele mude de partido. No meio político, pelo menos oito entre dez vozes apostam alto que Fábio Gentil migrará para o PSDB.

A mesma expectativa diz respeito ao rumo partidário que será tomado pelo deputado estadual Duarte Júnior, que colocou um pé fora do Republicanos depois que, por conta da saída do vice-governador Carlos Brandão, o partido declarou apoio a Weverton Rocha. Tal qual o prefeito de Caxias, o deputado Duarte Júnior tem no PDT e no senador Weverton Rocha seus maiores adversários, o que torna impraticável sua permanência no partido do deputado Cléber Verde. Há rumores de que Cléber Verde já teria disparado um recado sugerindo a Duarte Júnior que deixe o partido, e que o parlamentar, hoje o político mais forte de São Luís depois do prefeito Eduardo Braide (Podemos), teria respondido que não tem mesmo interesse em ficar. Ao formalizar o rompimento com o Republicanos, Duarte Júnior tem dois caminhos, se converter à ideologia dos tucanos ou regressar à seara do PCdoB, de onde saiu.

 

Assembleia autoriza empréstimo de R$ 180 milhões para obras de infraestrutura rodoviária

Deputados autorizaram  o empréstimo durante sessão remota por videoconferência

O programa “Maranhão Forte”, por meio do qual o Governo do Estado investe na melhoria e ampliação da infraestrutura rodoviária do estado, ganhou ontem o aval da Assembleia Legislativa para receber novos investimentos. É que o parlamento estadual aprovou o Projeto de Lei 147/2021, que autoriza o Poder Executivo a contratar empréstimo com o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 180 milhões. Os recursos serão investidos na melhoria e pavimentação da MA-211, entre os municípios de Central do Maranhão e Bequimão, e da MA-247, entre os municípios de São Luiz Gonzaga e Trizidela do Vale, e ainda em obras de conservação na MA-006, entre os municípios de Grajaú e Formosa da Serra Negra.

“A curto prazo, se destaca a geração de empregos diretos e indiretos, medida relevante no contexto atual marcado pela crise econômica agravada pela pandemia da Covid-19. A longo prazo, ressaltamos o incentivo ao setor de serviços, uma vez que melhorias logísticas facilitarão o deslocamento de mercadorias e pessoa, bem como o estímulo ao setor de turismo, com a construção da ponte sobre o Rio Preguiças, no município de Barreirinhas, que é porta de entrada dos Lençóis Maranhenses”, justifica o governador Flávio Dino na mensagem encaminhada ao parlamento.

A Oposição, formada pelos deputados César Pires (PV) e Wellington do Curso (PSDB), marcaram posição votando contra. Para tanto, usaram o argumento de que, no seu entendimento, os investimentos não foram devidamente detalhados. O argumento foi contestado pelo líder do Governo, deputado Rafael Leitoa (PDT).

São Luís, 07 de Abril de 2021.