Marco Aurélio anuncia saída do PCdoB para ingressar no PSB, que deve ganhar mais força

 

Marco Aurélio: migrando do PCdoB para o PSB, conforme ele mesmo anunciou

O deputado estadual Marco Aurélio, líder do bloco governista na Assembleia Legislativa, anunciou que vai deixar o PCdoB para ingressar no PSB. A migração partidária do parlamentar, que te, por base a Região Tocantina, é marco expressivo no cenário político maranhense do momento, onde é intensa a movimentação migratória na seara dos partidos. Além disso, a conversão do deputado tocantino ao socialismo democrático tem uma série de implicações, que vão dos efeitos da mudança na trajetória do próprio parlamentar ao tamanho que o partido comandado pelo governador Flávio Dino vai alcançar. O movimento de Marco Aurélio deve consolidar outros projetos de mudança para o PSB, como o do deputado Antônio Pereira, também de base tocantina, que anunciou: deixará o DEM para se tornar um militante do PSB. Com a migração, o deputado Marco Aurélio, que vinha atuando alinhado ao senador Weverton Rocha (PDT) na corrida prévia ao Palácio dos Leões, poderá dar uma guinada quando filiado ao PSB. A mudança se dará quando a janela para troca partidária se abrir, conforme ele próprio previu.

O passo anunciado pelo deputado Marco Aurélio não é um movimento qualquer, a começar pelo fato de que ele não é um deputado qualquer. Professor por profissão e político por convicção, Marco Aurélio é um deputado diferenciado, que alia consciência política a ética política, o que o torna um exemplo de parlamentar bem próximo do chamado “politicamente correto”. Foi assim nos dois mandatos de vereador de Imperatriz, e está sendo assim nos dois mandatos na Assembleia Legislativa, onde chegou em 2015 como um dos ases do movimento vitorioso nas eleições de 2014. Governista convicto, aliado de proa do governador Flávio Dino, sempre atuou como tal dentro e fora do plenário, não deixando qualquer réstia de dúvida sobre sua posição. Assim disputou, sem sucesso, a Prefeitura de Imperatriz em 2020, mas saiu das urnas com a trajetória e a dignidade intactas.

Com a filiação do deputado Marco Aurélio, o governador Flávio Dino vê seu novo partido ganhar um quadro de excelência, e abrindo caminho para outras filiações, como a do também deputado tocantino Antônio Pereira, que anunciou sua saída do DEM para ingressar no PSB. Marco Aurélio deverá comandar o braço do partido na Região Tocantina, a partir de Imperatriz, onde tem sua base mais forte – a tarefa de comandar o PCdoB naquela região sempre foi do secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, pré-candidato a deputado federal. A expectativa é a de que, junto com Clayton Noleto e Antônio Pereira, forme na macrorregião política polarizada por Imperatriz uma frente de apoio ao candidato que vier a ser apoiado pelo governador Flávio Dino e pelos partidos da sua base.

Já contando com os deputados Duarte Jr. e Edson Araújo, dois “bons de voto”, o PSB ampliará significativamente seu cacife na Assembleia Legislativa com a filiação do deputado Marco Aurélio. Nos bastidores, especulações preveem mais pelo menos cinco filiações ao PSB, em março, o que dará ao partido a maior bancada na base de apoio do Governo Carlos Brandão (PSDB). Especula-se também que, além de Rubens Júnior, que deve deixar o PCdoB, outros dois deputados federais poderão ingressar no PSB, igualando-se, numericamente, ao PL, controlado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Há quem preveja que o PSB será bem maior, mas isso só será confirmado com a abertura da janela, em março, quando parlamentares poderão mudar de partido sem correr o risco de perder o mandato, conforme a regra em vigor.

Na nota que divulgou anunciando a migração, Marco Aurélio agradeceu acolhida do PCdoB pelos anos que pertenceu aos seus quadros: “Foram 12 anos de muitas lutas e vitórias. Sou grato por todo o companheirismo! Essas lutas continuarão, pois permaneceremos do mesmo lado, o lado do povo. Estarei me filiando ao PSB, partido do governador Flávio Dino e nossa jornada segue com muita gratidão, renovando nossos compromissos de luta”.

A ciranda de migrações partidárias deve ganhar intensidade nos próximos meses.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Moro no Podemos tira Braide da zona de conforto e aciona artilharia de Dino

Sérgio Moro no Podemos mexe com Eduardo Braide e atrai Flávio Dino para o confronto

Se vier a ser confirmada, a filiação do ex-ministro Sérgio Moro ao Podemos, anunciada para o próximo dia 10, abrindo caminho para disputar votos, provavelmente na corrida à Presidência da República, terá desdobramentos no cenário político do Maranhão.

Para começar, vai tirar o prefeito Eduardo Braide da “zona de conforto” por não ter candidato a presidente e atirá-lo para a linha de frente da campanha do ex-ministro, seu colega de partido. Figura proeminente do Podemos, por comandar uma cidade com mais de 600 mil eleitores, onde Sérgio Moro não é visto com simpatia, o prefeito de São Luís certamente será acionado pelo comando partidário para entrar na “guerra” eleitoral, na qual o provável candidato do Podemos enfrentará seu ex-líder e hoje arqui-inimigo, o presidente Jair Bolsonaro (ainda sem partido), e sua vítima judicial e hoje inocentada, o ex-presidente Lula da Silva (PT), que não quer vê-lo nem pelas  costas, quando mais sentado na cadeira que ele ocupou quando comandou o País. Não se sabe o que o sempre discreto e reservado prefeito Eduardo Braide pensa do projeto de candidatura presidencial do ex-chefe da Lava Jato.

Na outras ponta, a provável candidatura de Sérgio Moro enfrentará oposição implacável do governador Flávio Dino (PSB), que o criticou duramente pelas lambanças da Lava Jato e pela sua decisão de deixar a magistratura para ser ministro do Governo Bolsonaro. Para se ter uma ideia do que virá por daí, caso Sérgio Moro se candidate a presidente, ontem, tão logo foi informado da iminente filiação dele ao Podemos, Flávio Dino postou no Instagram: “O conceito de justo não é adequado para um juiz que foi declarado incompetente e suspeito pelo Supremo Tribunal Federal. Tampouco pode ser considerado justo alguém que alimentou e serviu alegremente a Bolsonaro até ser descartado”.

Como se vê, vem chumbo grosso por aí.

 

Fantástico mostra obra suspeita do Fórum de Imperatriz e constrange o Judiciário

Carcaça do Fórum de Imperatriz constrange o TJ

É de constrangimento e tensão o clima criado nos bastidores do Tribunal de Justiça do Maranhão por causa da reportagem veiculada domingo (31/10), no Fantástico, da Rede Globo, revelando o escandaloso caso da construção do Fórum de Imperatriz, que já consumiu R$ 75 milhões do contribuinte maranhense, está com as obras suspensas e com a aparência de escombros abandonados, e que, segundo cálculos do momento, precisa de R$ 147 milhões para ser concluído. O escândalo foi mostrado no quadro “Cadê o dinheiro que estava aqui?!”, que via de regra aborda crimes graves de corrupção no serviço público.

A obra começou na presidência da desembargadora Cleonice Freire, já falecida, e ganhou corpo da gestão do desembargador-presidente Guerreiro Júnior, quando estancou por falta de dinheiro e de dotação orçamentária. Os presidentes seguintes – desembargadores Cleones Cunha, José Joaquim Figueiredo dos Anjos e Lourival Serejo (atual) – não souberam o que fazer com o esqueleto, que começou sendo de concreto e depois passou a ser de estrutura metálica, e não tem dotação orçamentária para ser concluído.

O caso foi denunciado pelo Ministério Público, que além de apontar irregularidades cabeludas na execução da obra, ocupa o prédio ao lado, bem estruturado e que foi construído com módicos R$ 9 milhões.

O destino do “esqueleto judiciário” de Imperatriz é incerto. Até o momento só tem servido para constranger a cúpula do Poder Judiciário do Maranhão.

São Luís, 03 de Novembro de 2021.

Braide superou crise dos transportes na mesa de negociações, evitando tensões e confrontos

 

Eduardo Braide anuncia o fim da greve nos transportes: negociação sem confronto

O sistema de transporte coletivo de São Luís voltou a operar ontem, no final da tarde, e o serviço deve ser plenamente normalizado neste feriado, Dia de Finados, depois de 12 dias de paralisação. E com um compromisso respeitado: aumento de 5% nos salários dos rodoviários – motoristas e cobradores -, mas sem um centavo de aumento nas passagens. O ponto final na greve, que fora causada por um descompasso nos custos e pela reivindicação por aumento salarial por rodoviários, foi possível depois de intensas negociações, durante as quais o prefeito Eduardo Braide (Podemos) manteve o compromisso de não autorizar majoração no valor das tarifas, evitando assim que o ônus desse acordo saia do bolso do cidadão. Foi a primeira vez em anos que a “peleja” anual de rodoviários, empresários do setor e Prefeitura de São Luís terminou sem que a fatia maior da conta tenha sido debitada diretamente na conta do usuário, na forma de aumento de tarifa. E mais do que isso: em nenhum momento dos dias parados houve atos de violência, além da tensão natural que esse tipo de situação produz.

Na edição do dia 26, com a greve em andamento, a Coluna comentou o quadro daquele momento registrando a postura de firmeza e habilidade com que o prefeito Eduardo Braide vinha conduzindo a crise, e prevendo que ele não se dobraria ao jogo de pressão das “cobras criadas” desse sistema – empresários e líderes sindicais rodoviários. E também previu que muito provavelmente ele articularia uma solução oferecendo algum “subsídio” bancado com dinheiro público, mas que pouparia o usuário de pagar a conta no arremate final. O comentário provocou alguns comentários em sentido contrário, entre eles uns afirmando que o prefeito não suportaria a pressão e se dobraria concedendo o aumento de tarifa reivindicado pelos empresários com o aval dos rodoviários. Os fatos mostraram que a Coluna estava com a razão.

Dessa vez, a paralisação impôs os mesmos transtornos à população e danos corrosivos de sempre à economia municipal, principalmente na área de comércio, mas ocorreu sem tensões nem confrontos de rua, sem ônibus incendiados nem prisão de manifestantes. Isso foi possível, em grande medida, devido à postura do prefeito Eduardo Braide, marcada pelo pragmatismo, pela firmeza e pelo bom senso. Ele permitiu que a corda fosse esticada na medida certa, mas sem deixar que a fanfarronice política levasse o jogo de interesse um toma-lá-dá-cá. O processo foi tão bem conduzido que não restou espaço para a turma periférica da política pudesse tirar “uma lasca” em benefício próprio. Isso porque o prefeito encarou a pressão naturalmente, sem dar à greve uma roupagem catastrófica.

A chave dessa “normalidade” foi o fato de o prefeito Eduardo Braide ter se preparado reunindo meios para colocar na mesa de negociações, como auxílio emergencial e aumento de salário para os rodoviários e subsídios da Prefeitura às empresas – R$ 12 milhões em quatro meses, segundo o deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), evitando assim que uma conta chegasse ácida aos mais de 600 mil usuários diários do sistema em São Luís. Foi assim, buscando concessões e compensações, que ele chegou a um aumento de 5% nos salários, 6% no vale-alimentação, o não desconto dos dias parados e nenhum centavo a mais nas tarifas, por enquanto.

No comentário do dia 26, a Coluna anotou que o prefeito Eduardo Braide é um político centrado, que se movimenta com o juízo e não com o fígado, que amadurece suas posições calculando possibilidade de ganho e risco de perda. Quando, no início da greve, ele declarou que não haveria aumento de preço nas passagens de ônibus, certamente já tinha cacife para sentar à mesa de negociações. E não foi surpresa quando ontem anunciou o fim da greve sem que o valor das passagens tenha sido aumentado, valendo a avaliação de que ele passou na sua segunda “prova de fogo”- a primeira foi a pandemia. Até quando essa normalidade permanecerá é difícil prever, mas quem conhece o prefeito Eduardo Braide sabe que ele não será apanhado de surpresa, sem munição para contra-atacar.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton repete evento de massa em Peritoró, dando força à pré-campanha

Weverton Rocha recebe o apoio do prefeito Luiz Amovelar Filho (PT) e do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, no evento de Peritoró

Articuladores da pré-campanha do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado deixaram Peritoró, na noite de sábado, em clima de euforia com o resultado da edição do projeto “Maranhão mais feliz” naquele município. Um deles afirmou não ter dúvidas de que o líder pedetista será candidato a governador, “em qualquer situação”, com cacife para chegar ao Palácio dos Leões. Para essa fonte, três aspectos do evento de Peritoró indicaram a força do senador nessa faze prévia da corrida aos Leões: a presença massiva da população de Peritoró, o discurso do prefeito de Coroatá, Luiz (PT), e o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), ao projeto de candidatura.

No seu discurso, o senador Weverton Rocha se disse entusiasmado com os eventos da pré-campanha: “Além da adesão da classe política, a população como um todo tem participado em grande número. Isso nos dá a responsabilidade de saber que estamos no caminho certo e, claro, nos preparar para esse importante desafio, que é ajudar o Maranhão a ser mais feliz”, disse o senador.

Antes dele, o deputado Othelino Neto, o mais ativo e importante avalista do projeto, destacou a série de eventos “Maranhão mais feliz”, assinalando que, neles, o pré-candidato do PDT tem ouvido e anotado as demandas das regiões por onde tem passado, e que a população está assimilando e se envolvendo no projeto. “É muito bom ver que, a cada edição, mais pessoas estão participando e levando a mensagem desse grande movimento que tem buscado ouvir a população para a construção de um estado cada vez mais forte”, frisou o parlamentar.

Já o prefeito reeleito de Coroatá, Luiz da Amovelar Filho (PT), declarou apoio determinado a Weverton Rocha, o que reforça seus movimentos na corrida pelo apoio petista. “Assim como eu fui o prefeito mais jovem da história de Coroatá, com apenas 21 anos, eu tenho certeza que você vai ser o governador mais jovem do nosso estado”, declarou. O prefeito de Peritoró, Josué Júnior (PP), disse acreditar no movimento e num eventual governo de Weverton Rocha. Outros prefeitos marcaram presença: o de Cajari, José Constâncio (PDT), a de Pedreiras, Vanessa Maia (Solidariedade) e o de São Benedito do Rio Preto, Wallas Rocha (PSC), participaram do ato, totalizando 85 prefeitos que já marcaram presença no “Maranhão Mais Feliz”. A eles se somaram os deputados estaduais Neto Evangelista (DEM) e Ciro Neto (PP), vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, entre outras lideranças.

 

Brandão se mostra coerente ao participar da prévia tucana para presidente

Na presença de Tasso jereissati e de José Reinaldo, Carlos Brandão declara apoio a Eduardo Leite na prévia tucana

O vice-governador Carlos Brandão se posicionou pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, nas prévias do seu partido, o PSDB, para escolher o candidato a presidente da República. Ao contrário do que alfinetaram alguns adversários, sua participação no processo tucano de escolha de candidato presidencial mostra que o vice-governador tem identidade partidária. Isso não significa que ele esteja impedido de batalhar pelo apoio do PT. Faz parte do jogo político, principalmente nas montagens para eleições. Vale lembrar que Carlos Brandão não caiu de paraquedas no PSDB. Ele foi deputado federal duas vezes pelo partido e só o deixou em 2016 quando o senador Roberto Rocha, usando o peso do mandato recém iniciado, retomou o controle do partido, que manteve até 2021, quando Carlos Brandão, que estava abrigado no Republicanos, retomou o controle do ninho dos tucanos no Maranhão. O fato é que o vice-governador parece saber exatamente o que está fazendo quando participa da prévia e escolhe seu candidato a candidato a presidente pelos tucanos.

São Luís, 02 de Outubro de 2021.

Dino confirma reunião da base partidária em Novembro para definir candidato à sua sucessão

 

Flávio Dino e partidos escolherão entre Weverton Rocha, Carlos Brandão, Felipe Camarão e Simplício Araújo

O mês de Novembro, que começa nesta segunda-feira, será mesmo decisivo para a definição do candidato das forças governistas que enfrentará as urnas do ano que vem pelo comando do Governo do Estado. “Como eu me comprometi, reunirei os partidos que compõem o Governo em Novembro”, declarou ontem o governador Flávio Dino (PSB) em resposta a indagação feita pela Coluna, confirmado informação que dera há pouco mais de um mês. Com a confirmação, o governador, que coordena as articulações para a escolha de um candidato da aliança que lidera à sua própria sucessão, mostra que está determinado a cumprir o roteiro montado em Janeiro, quando ele e líderes desses partidos firmaram um documento contendo alguns critérios para balizar a escolha. De lá para cá, muita coisa aconteceu, dentro e fora da aliança, mas, de acordo com o governador, o compromisso está mantido, apesar de alguns movimentos destinados a quebrar o acordo, como a renhida disputa entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), recentemente incrementada pela entrada do secretário de Educação, Felipe Camarão (PT), e da determnação do secretario de Indústria, Comércio e Energia Simplício Araújo (Solidariedade).  Quanto aos partidos, acontecimentos surpreendentes alteraram muito o peso de alguns deles, o que pode influenciar no desfecho da reunião de Novembro.

A disputa Weverton/Brandão segue intensa e dura, mas ainda civilizada, em que pesem os “empurrões e caneladas” trocados nos bastidores e com reflexos na blogosfera partidarizada, onde é travada uma cruenta guerra de informação. O pré-candidato pedetista cumpre a agenda do projeto “Maranhão mais feliz”, grandes eventos de massa, como o realizado na noite deste sábado em Peritoró, no qual reuniu prefeitos e vereadores de uma região que envolve mais de uma dezena de municípios, mais a população local, a exemplo do que já fez em vários municípios-polo, além de outras ações políticas com viés eleitoral. Carlos Brandão não fica atrás: participa de eventos políticos organizados por seus partidários, segue cumprindo agendas representando o governador e lidera manifestações organizados por partidários nos mais deferentes recantos, além de cumprir uma lotada agenda de conversas com prefeitos. Felipe Camarão (PT), faz uma frenética articulação doméstica, para convencer o seu partido a lança-lo candidato a governador, de modo que ele participe como uma das opções no processo de escolha. Simplício Araújo mantém sua pré-candidatura.

No campo partidário, o cenário é claro para partidos como PDT, PSDB, PT, PSB e PCdoB, para citar os mais fortes, e nebuloso para DEM, PSL, PTB, Republicanos e PP, mergulhados na indefinição. O PDT, mesmo com algumas dissenções, está mobilizado em torno de Weverton Rocha, enquanto o PSDB está “fechado” com Carlos Brandão, e o PT, dividido em várias correntes, ainda não bateu martelo em relação a Felipe Camarão, embora já seja nítido o crescimento do seu espaço dentro do partido.

Nesse campo, o PSB – que está se transformando numa potência partidária – tende a apoiar Carlos Brandão, mas com uma fatia inclinada por Felipe Camarão, como a sinalização feita pelo deputado federal Bira do Pindaré, e uma terceira corrente, mais especificamente o Grupo Leitoa, de Timon, alinhada à Weverton Rocha. O PCdoB também está dividido, com quadros alinhados a Weverton Rocha – como os deputados Othelino Neto, presidente da AL, e Marco Aurélio, líder do bloco governista -, e a Carlos Brandão – como o deputado federal Rubens Jr. e deputada estadual Ana do Gás, entre outros.

Partidos como DEM, PSL, PTB e Republicanos, que pareciam fortes, estão perdendo o rumo. DEM e PSL se fundiram no plano nacional e criaram no plano estadual um monstrengo partidário que ninguém sabe para onde irá. O Republicanos, mesmo declarando apoio a Weverton Rocha, tem boa parte dos seus prefeitos já alinhados com Carlos Brandão. E o PTB, que antes era uma garantia na aliança governista e tendia a apoiar Weverton Rocha, foi atacado pela loucura do presidente Roberto Jefferson, que num acesso de fúria, tirou o comando do centrado deputado federal Pedro Lucas Fernandes e o entregou à deputada estadual Mical Damasceno, “terrivelmente evangélica” e “bolsonarista de raiz”, que deve apoiar o senador Roberto Rocha (sem partido), se ele vier a ser candidato a governador.

E o PP? Continua estável, permanece na base governista liderada pelo governador Flávio Dino, mas poderá mudar radicalmente sua posição se o presidente Jair Bolsonaro e sua turma a ele se filiarem, como querem seus chefes.

É esse complexo conjunto partidário que o governador Flávio Dino reunirá num dia qualquer do mês de Novembro, que será iniciado amanhã, Dia de Todos os Santos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

PROS: Carvalho dá a volta por cima e ganha comando que Gastão deixou escapar

Chico Carvalho assume comando do PROS, deixado por Gastão Vieira

A mudança de comando no braço maranhense do PROS, consumada na semana que passou, está marcada por duas situações curiosas. Uma, a ascensão do vereador Chico Carvalho (74 anos) à direção do partido; outra, a saída do suplente de deputado federal no exercício do mandato Gastão Vieira (75 anos) da presidência da agremiação no estado.

Chico Carvalho comandou o PSL no estado durante uma década e meia, rompeu com o partido por divergir dos rumos que a legenda vinha ganhando no Maranhão e se filiou ao PROS, assumindo a chefia em São Luís, e agora recebe o comando estadual, numa surpreendente demonstração de vitalidade política. Sua desenvoltura é tamanha que ele já levou o partido para a base de apoio do vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

Por sua vez, Gastão Vieira fez o caminho inverso. Tinha o comando pleno do PROS no Maranhão, e poderia ter continuado se tivesse trabalhado duro pelo seu fortalecimento. Sua respeitável trajetória de décadas no MDB, com vários mandatos e momentos de decisão, revela que ele nunca foi afeito a gestão partidária. O seu desempenho no comando do PROS ficou muito abaixo do esperado, em que pese sua sempre positiva atuação como parlamentar. Ele próprio já não queria permanecer no partido.

 

Ideia de blindar Bolsonaro com mandato de “senador vitalício” já nasceu morta

Jair Bolsonaro não será blindado com mandato de “senador vitalício”

 

O projeto “genial” de aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de criar um mandato de “senador vitalício” com o objetivo de blinda-lo com imunidade parlamentar, livrando-o de responder a processos e até mesmo ir parar na cadeia, caso não consiga se reeleger, não é nada original e, pelos antecedentes, já nasceu morta.

A ideia foi ventilada quando José Sarney (MDB) ainda era presidente da República e se encontrava numa situação complicada. José Sarney, que na época já havia sido senador duas vezes pelo voto direto, percebeu logo que a iniciativa era barca furada”, e não tendo a legenda do MDB maranhense para disputar a senatória ao sair da presidência da República, se mandou para o Amapá, estado por ele criado e então governado pelo seu amigo e assessor Jorge Nova da Costa, por onde foi eleito para o Senado em 1990, e por onde se reelegeu duas vezes.

A ideia voltou a circular no Congresso Nacional no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso. Aliados seus chegaram a redigir projeto de lei nesse sentido, justificando a criação do “senador vitalício” com o argumento segundo o qual ex-presidentes investidos nessa função dariam, pela sua experiência, rica contribuição ao debate dos grandes temas no Senado da República.  A reação foi tão dura que o projeto nem chegou a tramitar na Casa.

A premiação de ex-presidentes com mandato de “senador vitalício”, sem direito voto, foi ainda ventilada em relação aos ex-presidentes Lula da Silva (PT), Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB). E sempre que veio à tona em momentos de crise, e todas as vezes considerou que beneficiaria todos os ex-presidentes: José Sarney, Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso, Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.

Está mais do que claro que Jair Bolsonaro não será blindado por esse caminho.

São Luís, 31 de Outubro de 2021.

TV Assembleia expande sinal, chega a 39 municípios e pode alcançar 3,9 milhões de maranhenses

 

A Mesa Diretora, o logo da TV Assembleia e momentos do parlamento estadual registrados pela emissora, que agora se expande para alcançar 39 municípios e 3,9 milhões de pessoas

Num momento em que as redes de TV aberta brasileiras passam por uma espécie de prova de fogo, travando uma guerra contra a desinformação e tentativas reacionárias de inibir os meios de comunicação eletrônicos que fazem Jornalismo sério e a concorrência implacável das TVs pagas, o Maranhão produz uma boa notícia: a TV Assembleia, órgão de divulgação do Poder Legislativo, que já cobria São Luís e 11  municípios da sua região metropolitana, onde habitam 1,6 milhão de maranhenses, deu um salto e, desde ontem, ampliou o seu alcance em 27 novos municípios, que reúnem 2,3 milhões de pessoas. Isso quer dizer que o alcance da emissora da Assembleia Legislativa é agora de 39 municípios, berços de 3,9 milhões dos 7,5 milhões que formam a população maranhense.

Até ontem, o sinal da TV Assembleia chegava a São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa São Luís, São José de Ribamar, Raposa, Paço do Lumiar, Alcântara, Bacabeira, Rosário, Morros, Axixá, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande e Bacurituba, que formam a Região Metropolitana da Capital. Agora, além desses, o sinal da TV Assembleia também chega a Imperatriz, Timon, Caxias, Codó, Açailândia, Bacabal, Balsas, Santa Inês, Barra do Corda, Pinheiro, Chapadinha, Buriticupu, Grajaú, Itapecuru-Mirim, Coroatá, Barreirinhas, Tutóia, Vargem Grande, Viana, Zé Doca, Lago da Pedra, Coelho Neto, Presidente Dutra, São Bento, Bom Jardim, São Mateus do Maranhão e Colinas.

Com estrutura técnica consolidada e contando com uma equipe de profissionais de ponta em todas as áreas, a começar pelo Jornalismo, cuja base está no Centro de Comunicação, instalado na área do Palácio Manoel Beckman e hoje comandado pelo jornalista Edwin Jinkings, a TV Assembleia deixa, definitivamente, de ser uma emissora de alcance restrito a um bolsão privilegiado de maranhenses com direito a acompanhar o trabalho dos deputados estaduais. Agora, está ela transformada numa grande janela por meio da qual grande parte desses quase quatro milhões de maranhense têm a oportunidade de assistir ao vivo as sessões plenárias da Casa e, assim, conhecer o desempenho parlamentar dos deputados estaduais. Esse quadro transforma a Assembleia Legislativa do Maranhão numa das instituições legislativas mais avançadas do País nesse aspecto.

Não é pouca coisa. A começar pelo fato de que a atual programação da emissora é ampla e diversificada, com programas jornalísticos, e também os que são voltados para a comunidade, com informações sobre cultura, política, entretenimento e temas diversos, como direitos civis e meio ambiente, por exemplo. Mas o seu “horário nobre” são as sessões plenárias transmitidas ao vivo, nas quais os deputados – agora presentes no plenário ou com participação remota, por videoconferência – se manifestam, fazem propostas, debatem projetos oriundos dos demais Poderes, especialmente do Executivo, discutem temas os mais diversos, denunciam, se defendem de ataques, e vez por outra travam embates políticos às vezes ácidos relacionados a assuntos nacionais, estaduais, regionais e municipais. Por meio da TV Assembleia, o cidadão-eleitor pode formar juízo sabre a atuação de todos os parlamentares.

Fundada em 2011 na gestão do presidente Marcelo Tavares (PSB), advogado, estruturada na gestão do presidente Arnaldo Melo (MDB), médico, e fortalecida na presidência de Humberto Coutinho (PDT), também médico, a TV Assembleia ganhou mais envergadura na atual gestão, comandada pelo presidente Othelino Neto (PCdoB), jornalista profissional, que escalou para comandar a política de comunicação do Poder Legislativo, na qual a TV Assembleia está inserida, o jornalista profissional Edwin Jinkings, diretor de Comunicação. O viés jornalístico da formação do presidente da Casa e a experiência do diretor de Comunicação colocaram a TV Assembleia em 39 municípios, entre os quais os maiores, Imperatriz, Timon e Caxias, portanto, num patamar mais elevado, tornando-a uma emissora de largo alcance.

– Demos um passo importante com o início da transmissão ao vivo das sessões plenárias e a exibição de outras atividades da Casa para mais 27 municípios do Estado. É uma forma de fazer com que milhares de maranhenses tenham acesso aos trabalhos dos parlamentares e às discussões que ocorrem na Casa. Um investimento que a Assembleia Legislativa está fazendo para que tudo o que acontece aqui chegue ao maior número possível de pessoas, facilitando, assim, o acesso à informação – explicou o presidente Othelino Neto, com um discurso de quem sabe o que diz na área de comunicação.

Na mesma linha, o diretor de Comunicação Edwin Jinkings falou da expansão: “A expansão do sinal da TV Assembleia para municípios com mais de 40 mil habitantes do interior do Maranhão, além dos que já são alcançados na Região Metropolitana de São Luís, possibilita uma maior publicidade dos atos do Parlamento Estadual, bem como oferece à sociedade melhor conhecimento acerca do trabalho prestado pelos seus representantes, os deputados estaduais, na Assembleia Legislativa”. Edwin Jinkings deu uma informação importante: o processo licitatório de contratação da empresa de radiodifusão retransmissora do sinal da TV Assembleia ocorreu por meio de Pregão Eletrônico, mais ágil e mais transparente.

A importância da expansão da TV Assembleia pode ser medida pela reação dentro da própria Casa, onde, ontem, nada menos que oito deputados foram à tribuna comemorar o ganho: Marco Aurélio (PCdoB), Socorro Waquim (MDB), Rildo Amaral (SD), Rafael Leitoa (PDT), Neto Evangelista (DEM, Yglésio Moyses (PROS), Antônio Pereira (DEM) e Daniella Tema (DEM).

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

MDB vai se reunir para avaliar pré-candidatos e bater martelo

Roseana Sarney vai comandar a escolha do MDB entre os pré-candidatos a governador do Estado

O comando estadual do MDB deve se reunir em breve para definir a posição do partido em relação à disputa para o Governo do Estado. Sem candidato a governador, já que seu único nome viável, a ex-governadora Roseana Sarney decidiu não entrar na disputa, a cúpula partidária avaliará quatro caminhos: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que tem fortes ligação com o Grupo Sarney; o senador Weverton Rocha (PDT), que tem o apoio do deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente do partido; Edivaldo Holanda Jr. (PSD), que se aproxima do MDB levado pelo deputado federal Edilázio Jr., presidente do PSD, e o deputado estadual César Pires, dois aliados de proa de Roseana Sarney, e Felipe Camarão (P), que tem fortes laços de família com os Sarney. Nos bastidores, correm rumores de que neste momento os ventos começam a soprar mais forte em favor de Carlos Brandão.

 

Weverton leva pré-campanha a Peritoró

Weverton Rocha com a bandeira do PDT

O senador Weverton Rocha (PDT) leva hoje seu projeto de candidatura a Peritoró, em mais uma edição do “Maranhão mais feliz”. Será o quinto ato da sua intensa pré-campanha, que começou em Imperatriz, Presidente Dutra, Pinheiro. O “Maranhão mais feliz” é um evento no qual o pré-candidato do PDT a governador reúne líderes municiais – prefeitos, vereadores e lideranças comunitárias -, com as quais discute pontos centrais do que pretende realizar à frente do Governo. Nas edições já realizada, Weverton Rocha atraiu alguns milhares de pessoas, exibindo confiança no seu projeto de candidatura. No seu discurso, deixa entrever que sua candidatura é irreversível, independentemente do acordo pelo qual o governador Flávio Dino está coordenando a escolha de um candidato na base governista.

São Luís, 29 de Outubro de 2021.

PT maranhense ganha estatura ao ser disputado por três pré-candidatos de peso

 

Felipe Camarão (camisa marrom) entre líderes petistas após reunião sobre eleições

As investidas do senador Weverton Rocha (PDT) e do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) pelo seu apoio, e agora a intensa movimentação, dentro do seu quadrado, de um dos seus quadros, o secretário de Educação Felipe Camarão, que decidiu há pouco entrar na corrida aos Leões, estão fazendo do PT maranhense um partido que pode ser decisivo na corrida à sucessão do governador Flávio Dino (PSB). Nas últimas 24 horas, Felipe Camarão voltou a se reunir com a cúpula estadual da legenda e, mais tarde, junto com líderes petistas, sentou à mesa para mais uma rodada de conversa com o PSOL. Da reunião com o PT o secretário disse ter avançado no sentido de consolidar sua pré-candidatura. Do encontro com o PSOL, avaliou que o caminho está aberto para uma aliança com o PT em torno da sua candidatura, o que foi em parte confirmado pelo presidente do partido, Enilton Rodrigues. Ou seja, nas contas do secretário de Educação e pré-candidato a governador, as condições estão criadas para que o PT lhe dê a vaga de candidato a governador e o PSOL apoie sua candidatura fazendo uma aliança com o PT.

Não há como negar que Felipe Camarão, um jovem e bem-sucedido homem público, desembarcou no PT como um furacão, atraindo, de cara, o apoio de boa parte das correntes que formam o partido, mas enfrentando a resistência dos que já haviam decidido dar apoio a Carlos Brandão, e das que estão na base de apoio da candidatura de Weverton Rocha. E como é sabido que dificilmente haverá consenso entre as alas maranhenses do partido, o caminho será repassar o “abacaxi” ao comando nacional do partido e, claro, pelo crivo do ex-presidente Lula da Silva.

Todas as informações que chegaram à Coluna dão conta de que a pré-candidatura do secretário Felipe Camarão não é balão de ensaio. E que é exatamente por esse motivo que as lideranças petistas estão levando a discussão a sério em torno do seu nome. Antes considerando que o máximo que o PT alcançaria nessa aliança seria a vaga de candidato a vice-governador numa das chapas, agora essas lideranças ampliam o horizonte, vendo no projeto de candidatura de Felipe Camarão uma possibilidade real de chegar ao poder. Os líderes das diferentes correntes do PT no Maranhão, porém, dificilmente tomarão uma decisão dessa envergadura sem um acerto bem conversado com o governador Flávio Dino, que não abraçou o projeto nem o rejeitou. Afinal, o PT está em dívida ativa com o governador, que foi uma voz incansável em defesa da presidente Dilma Rousseff na guerra do impeachment e do ex-presidente Lula antes, durante e depois da sua prisão.

Felipe Camarão está consciente de que nada será fácil para ele na corrida para se consolidar como candidato do PT. O seu partido está dividido em três frentes, uma com ele, uma com o senador Weverton Rocha e outra com vice-governador Carlos Brandão, o que torna muito mais complexo e desafiador o seu objetivo de juntar todo o partido em torno da sua candidatura. Isso porque, na condição de recém convertido ao petismo, o jovem político enfrenta a concorrência do senador pedetista, que é aliado preferencial do PT, e do pré-candidato tucano, que já conversa há tempos com a cúpula estadual do partido. Só que o que com o aval do governador Flávio Dino, claro.

O fato é que o PT se encontra numa situação ao mesmo tempo confortável e complicada, com um pré-candidato “da casa” potencialmente forte, e cortejado por dois pré-candidatos com chances de “chegar lá”. E a pergunta que se faz nos bastidores é a seguinte: saberá o partido fazer a escolha certa? Há quem diga que sim, mas também há quem responda que não, o que deixa a palavra final para outro momento.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Detinha reclama da operação policial na sua casa

Detinha defende o marido e a família e critica ação 

A decisão judicial, tomada pelo desembargador Antônio Bayma, de suspender as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que realizou uma operação de busca e apreensão na residência do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL), suspeito de participar de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares, repercutiu dentro e fora do meio político. A medida liminar devolveu ao parlamentar o gás que ele perdera com a chamada Operação Maranhão Nostrum. A retomada do ânimo do chefe maior do PL e controlador do Avante e do Patriota no Maranhão, foi expressada ontem pela deputada estadual Detinha (PL), que ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa para comunicar a decisão judicial que beneficiou seu marido, e aproveitar para dizer que o parlamentar foi vítima de uma grande injustiça. Ela disse que foi desrespeitada pelos policiais que entraram em sua casa, em Zé Doca, em busca de provas para o inquérito.

A deputada Detinha reclamou na tribuna que foi desrespeitada na Operação feita pelo Gaeco em sua residência, onde encontrava-se com os filhos. “Lavarem tudo o que quiseram e o que não deviam”, declarou, acrescentando: “Quem fez isso, sabia que não ia dar em nada”. A parlamentar fez a defesa do marido ao afirmar que, “durante os oito anos da administração como prefeito [do município de Maranhãozinho], a prestação de contas do Josimar sempre foi correta”.

E apontou a operação policial como “perseguição”, por conta da pré-candidatura de Josimar de Maranhãozinho na disputa para o Governo do Estado.

– Será que não temos direito? Será que não podemos lançar uma pré-candidatura a governador? Será que o Estado do Maranhão é um ambiente fechado, onde temos que pedir autorização para alguém? – indagou em tom de questionamento.

A deputada Detinha não fez referência ao motivo da Operação Maranhão Nostrum: um esquema milionário de desvio de recursos parlamentares envolvendo prefeituras, empresas de fachada e dezenas de pessoas envolvidas, incluindo prefeitos, empresários e o deputado Josimar de Maranhãozinho.

E um detalhe: a decisão do desembargador Bayma Araújo não extingue o inquérito nem põe fim às investigações.

 

Brandão usa camisa simbólica no aniversário de Lago do Junco

 

 

Ao lado de Flávio Dino e Maria Edina, Carlos Brandão assina esse modelito

Em meio à animação comemorativa aos 60 anos de emancipação de Lago do Junco com a presença do governador Flávio Dino (PSB) e comitiva, saudados com festa pela prefeita Maria Edina (PDT), um detalhe chamou a atenção dos presentes: a camisa do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). A peça exibia na parte da frente metade da bandeira do Maranhão e metade com a bandeira do Brasil, e na parte de cima a palavra “Maranhão”. O vice-governador abriu caminho para que a bandeira nacional seja o símbolo de todos os brasileiros, retomando a propriedade simbólica do País à militância bolsonarista, que se apropriou do lábaro verde-amarelo como suas cores. E fez mais: associou a bandeira brasileira à do Maranhão, passando a saudável imagem de que uma completa a outra, e que elas pertencem a todos, indistintamente.

Muitos duvidaram do gosto, mas todos, sem exceção, reconheceram que foi uma boa sacada. E Independentemente do que pensam observadores diversos, o fato é que a camisa de Carlos Brandão ganhou as teias da internet e lhe deu muita visibilidade. Se isso lhe renderá votos, só o tempo dirá.

São Luís, 27 de Outubro de 2021.

Braide mostra firmeza e habilidade no jogo com as “cobras criadas” do setor de transporte

 

Eduardo Braide: firme na condução das negociações com grevistas

Independentemente do resultado a ser produzido pelas negociações em curso entre Prefeitura, rodoviários e empresários, para resolver a greve nos transportes coletivos, uma situação ganha forma e parece bem clara: o prefeito Eduardo Braide (Podemos) dá mostras de que se preparou para administrar São Luís e suas crises, conforme propagado durante a campanha eleitoral. A afirmação enfática e segura de que “não teremos aumento nas passagens de ônibus”, feita na semana que passou e reafirmada ontem à TV Mirante, e que poderia ser apenas um “trote” para ganhar tempo, como manda a “tradição” nas seguidas repetições desse roteiro, ganhou peso de verdade. Não como uma decisão monocrática e autoritária do chefe do poder Executivo da Capital, mas por ser parte de uma estratégia por meio da qual o governante municipal evita a majoração do preço das passagens, oferecendo contrapartida aos rodoviários, que são a ponta da linha do sistema de transportes de massa, um auxílio emergencial, nos moldes do que foi concedido aos artistas na fase mais aguda da pandemia.

A crise anual no sistema de transportes coletivos de São Luís será resolvida de uma maneira ou de outra, cedo ou tarde, e ocorrerá com ou sem aumento no valor das passagens, com ou sem a concessão do auxílio emergencial para rodoviários (motoristas, cobradores e fiscais), e com ou sem entendimento produtivo com as empresas beneficiadas com a concessão do serviço. A solução virá mesmo quando as empresas, que formam um cartel de peso, aumentam o seu poder de fogo quando associadas, por baixo do pano, com os rodoviários, como acontece nesse momento. Isso porque o que está em jogo não é a situação dos rodoviários, nem o suposto sufoco das empresas, nem também as conveniências da Prefeitura, mas os interesses de mais de meio milhão de ludovicenses que diariamente se deslocam para trabalhar e estudar utilizando a frota de pouco mais de 800 ônibus. E nesse momento em situação mais dramática, por conta dos estragos que o novo coronavírus impôs à economia como um todo, a começar pelo desemprego.

Nas suas declarações sobre a crise que culmina com a greve dos rodoviários, que pressionam por aumento de salário quando milhares e milhares correm atrás de emprego, o atual prefeito de São Luís quebra o padrão, negando firmemente a concessão de aumento, mas amenizando a negativa com uma proposta, o auxílio emergencial aos rodoviários, que não resolverá problema, mas evitará que ele seja agravado com a imposição de um aumento no valor da passagem nesse momento.

Eduardo Braide é um político pragmático, que mede e pesa cuidadosamente cada decisão. Ele não decide no impulso, mas refletindo sobre prós e contras. E quando se posiciona, o faz ancorado numa convicção difícil de ser revertida, conforme demonstrou muitas vezes quando deputado estadual. No caso da greve dos rodoviários, tudo se baseia numa relação de custo-benefício, o que significa dizer que ele já analisou a questão nos seus mais diversos aspectos, encontrando no auxílio emergencial para rodoviários, bancado pelo contribuinte, um trunfo bem montado para sentar e colocar as cartas na mesa de negociações. Pode ser que encontre resistências, mas ninguém poderá negar que o prefeito, diferentemente de antecessores, terá negado o aumento, pura e simplesmente, sem oferecer nada em troca.

– É essa solução (auxílio emergencial) que nós propomos neste momento. Por quê? Porque o primeiro caminho apontado foi o aumento do preço das passagens de ônibus. Eu já me manifestei sobre esse assunto e não acho correto neste momento, em que as pessoas estão tentando retomar a economia, almejando buscar os empregos que foram perdidos durante a pandemia, ter de arcar agora com esse aumento. Quero aqui reafirmar que nós não teremos aumento nas passagens de ônibus – declarou, na entrevista à TV Mirante, com clareza suficiente para não deixar dúvidas.

O prefeito de São Luís sabe que está tratando com “cobras criadas”, com décadas de experiência nesse jogo de dobrar prefeitos, que se repete a cada ano. Está mostrando que sabe onde e como deve pisar, misturando na dose certa autoridade institucional com habilidade política, fórmula que dificilmente dá errado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

DEM se desmancha, Juscelino perde comando e maioria vai apoiar Brandão

Juscelino Filho: sem comando partidário e poucos aliados

Há algum tempo, quando as pré-candidaturas começaram a ganhar forma, o deputado federal Juscelino Filho, presidente estadual do DEM, trouxe a público a informação de que em reunião por ele convocada, o braço político da sua família – ele, a deputada estadual Andreia Rezende e o ex-deputado Stênio Rezende – havia batido martelo pelo projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). E jogou no ar a impressão de que o braço maranhense do DEM todo mobilizado em torno do líder pedetista.

Nesse momento, o quadro que envolve o DEM no Maranhão é radicalmente diferente do que desenhou o jovem parlamentar. Para começar, a bancada do partido rachou, tendo os deputados Paulo Neto e Daniella Tema contrariado aquela orientação e declarado apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Agora, o ex-deputado Stênio Rezende, que o ajudou a controlar o DEM, também entrou em rota de colisão com o sobrinho, declarando também apoio ao projeto de candidatura do vice-governador, o que, pela lógica, leva à suposição de que a deputada Andreia Rezende, seguirá o marido, Stênio Rezende.

A menos que tenha uma carta importante no colete, o que parece improvável, o deputado federal Juscelino Filho vive uma situação em que não tem mais em mãos um partido sobre o qual exerça controle absoluto, perdeu a liderança sobre o grupo que formava o DEM, e só tem agora o deputado estadual Neto Evangelista como parceiro no apoio ao senador Weverton Rocha.

Sua chance de retomar o poder partidário que tinha está nas mãos dos caciques do Aliança Brasil, partido que está nascendo com a fusão do DEM com o PSL e que no Maranhão tem também o deputado federal Pedro Lucas Fernandes.

 

Se Bolsonaro se filiar ao PL o poder de fogo de Maranhãozinho será finalmente testado

Josimar de Maranhãozinho pode pode ter  comando colocado em xeque

O presidente nacional do PL, o notório ex-deputado federal Waldemar Costa Neto, convidou o presidente Jair Bolsonaro e sua turma, encabeçada pelos três filhos, a se filiarem ao partido. Como fracassou em criar o próprio partido, já perdeu o PSL, foi descartado pelo Patriota e sofreu fortes e duras restrições ao tentar se aproximar do PP, não será surpresa se o presidente aceitar o convite do chefão do partido. A se confirmar tal hipótese, incluindo a provável adesão do senador Roberto Rocha ao movimento migratório, ela terá fortes e graves desdobramentos na política maranhense.

Para começar, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que controla com mão de ferro o braço do PL no estado, muito provavelmente será alçado à condição de chefe do bolsonarismo no Maranhão, e nessa condição poderá tornar irreversível o seu projeto de candidatura à sucessão do governador Flávio Dino (PSB). Poderá também acontecer o contrário, caso Roberto Rocha venha a ser brindado com o “posto”, o que é mais provável, porque parece ser esse o projeto que o senador cultiva enquanto aguarda a definição do pouso partidário do presidente.

Se Waldemar Costa Neto conseguir atrair o presidente Jair Bolsonaro e sua turma para o PL, é muito provável que em algum momento o comando do partido no Maranhão seja colocado em xeque. E aí se saberá qual é o real poder de fogo de Josimar de Maranhãozinho.

São Luís, 26 de Outubro de 2021.

Possível candidatura de Rodrigo Pacheco pode turbinar Edivaldo Jr. e agitar ainda mais a corrida aos Leões

 

Se Rodrigo Pacheco sair candidato a presidente, Edivaldo Jr. pode ganhar impulso no Maranhão

Os sinais mais recentes emitidos a partir de Brasília indicam que, ainda que parcialmente, a disputa pela presidência da República terá influência na corrida ao Palácio dos Leões. O fato mais recente aconteceu no fim de semana que passou, quando o presidente do Senado e do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, representante de Minas Gerais, deixou o DEM – que se fundiu com o PSL para formar o União Brasil – e se filiou ao PSD, sendo, de cara, alçado à condição de pré-candidato à sucessão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A entrada de Rodrigo Pacheco na corrida ao Palácio do Planalto abriu caminho para substanciar a ideia da “terceira via”, quebrando a polarização Lula da Silva (PT)/Jair Bolsonaro (?), no plano nacional, e injetando gás na pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), no plano local, com força para fazer as correntes lideradas pelo governador Flávio Dino (PSB) caírem “na real” e se juntarem em torno de uma candidatura amarrada por um acordo político inteligente. Não se prevê, aqui, que Rodrigo Pacheco desembarque na corrida presidencial com força para desbancar o ex-presidente ou o atual mandatário em busca da reeleição, mas não é precipitado supor que sua candidatura tem fluídos capazes de atrair forças de centro e da direita democrática, podendo espalhar reflexos dessa guinada nas disputas estaduais.

No momento, a corrida ao Palácio dos Leões está sendo influenciada, primeiro, pelo líder petista Lula da Silva, cujo apoio é disputado por três pré-candidatos a governador:  Weverton Rocha (PDT), Carlos Brandão (PSDB) e Felipe Camarão (PT). No contraponto, o presidente Jair Bolsonaro ainda não tem pré-candidato, mas deve apoiar o senador Roberto Rocha (sem partido), se ele vier a ser candidato. Além de apostar no apoio de Lula da Silva, Carlos Brandão aguarda a definição do candidato presidencial dos tucanos, que pode ser o governador paulista João Doria ou o seu colega gaúcho Eduardo Leite, que disputam prévias no partido. O pré-candidato presidencial do PDT, Ciro Gomes, não tem o apoio declarado do pré-candidato pedetista a governador, que admite, no entanto, criar dois palanques, um para Lula da Silva e outro para Ciro Gomes.

A situação de Edivaldo Holanda Jr. é bem diferente e pode sofrer uma mudança radical. Ele que migrou do PDT para o PSD, não tinha pré-candidato a presidente, e agora poderá compor seu projeto de candidatura com o senador Rodrigo Pacheco, nome de peso do seu partido na corrida presidencial. Em princípio, o ex-prefeito de São Luís poderá se tornar o candidato com a situação mais regular nessa disputa, já que os demais se debatem sem saberem ainda com quais candidatos ao Planalto farão suas campanhas.

A condição do senador Rodrigo Pacheco como potencial candidato presidencial não é exatamente uma novidade. Vários analistas de peso da chamada “grande imprensa” já o vinham apontando como dono de um perfil que se encaixa sem problemas num projeto de candidatura ao Planalto: é um advogado jovem, democrata de centro-direita, representante de um estado política e economicamente importante e que tem se mostrado um líder equilibrado e plenamente identificado com o estado democrático de direito. Sua migração para o PSD lhe dará condições de negociar apoio nas duas grandes correntes ideológicas, criando as condições para se tornar o que se pode definir como “terceira via”. Também pode ser que ele não consiga viabilizar esse projeto de candidatura, mas seu potencial é inegável.

Se a candidatura de Rodrigo Pacheco deslanchar, como é provável que aconteça, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. ganhará um suporte importante para sua campanha ao Palácio dos Leões. Se isso terá repercussão forte e decisiva no seu desempenho de candidato a governador, mas não há dúvida de que uma chapa casada, com candidatos do mesmo partido, tem muito mais chances de convencer o eleitorado.

Em Tempo: Esse quadro pode ganhar um ingrediente a mais se o ex-ministro Sérgio Moro vier a se filiar ao Podemos, partido comandado no Maranhão pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e entrar na corrida presidencial.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Racha do PT sobre candidaturas ao Governo pode ser resolvido pela cúpula nacional

Weverton Rocha, Carlos Brandão e Felipe Camarão: quem será o candidato do PT?

Não será surpresa se o braço maranhense do PT, ou pelo menos a maior parte dele, vier a fechar questão em torno da pré-candidatura do secretário de Educação, Felipe Camarão, recém convertido ao petismo e, pouco tempo depois, lançado pré-candidato a governador. Hoje, o PT está dividido entre apoiar o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha, que conta com o apoio da cúpula do PT de São Luís, o pré-candidato do PSDB, vice-governador Carlos Brandão, que tem o aval da cúpula do PT estadual, ou o agora aspirante do partido, Felipe Camarão, que está sendo incentivado por uma corrente independente do PT estadual. Todos os indícios sugerem que essa situação não será resolvida numa mesa de conversa entre esses, que alimentam diferenças e rivalidades profundas na base, o que torna inviável uma conversa desarmada entre o presidente Augusto Lobato, presidente estadual, o ex-vereador Honorato Fernandes, chefe da legenda em São Luís, e o secretário de Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves, e o deputado estadual Zé Inácio e o colega federal Zé Carlos, por exemplo. Assim, o mais provável é que o racha maranhense seja resolvido pela cúpula nacional da agremiação, que conhece bem a situação no Maranhão e sabe que o partido só tem a perder mantendo o racha. De preferência que essa solução tenha o aval explícito do ex-presidente Lula da Silva. A situação poderá ter algum encaminhamento se for articulada com a intermediação do governador Flávio Dino.

 

Flávio Dino entrega ponte em Timbira, construída por indicação de Othelino Neto

Flávio Dino, Antônio Borba e Othelino Neto na inauguração de ponte em Timbira

Timbiras ganhou, sábado, uma ponte de concreto de 25 metros sobre o riacho Santarém, ligando o centro da cidade ao bairro Horta, uma comunidade que abriga mais de três mil dos 30 mil habitantes do município. A inauguração foi uma festa, liderada pelo prefeito Antônio Borba (Patriotas), com a presença do governador Flávio Dino (PSB), que autorizou a construção, e do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), que fez a indicação da obra. Antes, no local havia apenas uma estrutura de madeira precária, que foi substituída por uma ponte de concreto, revolvendo de vez o problema de locomoção dos moradores em relação ao centro da cidade.

O prefeito Antônio Borba festejou a obra agradecendo ao deputado Othelino Neto, que viabilizou o pleito, e ao governador Flávio Dino, que concretizou o projeto. “É um sonho da população de Timbiras de 100 anos. O governador nos abraçou com todo o seu compromisso e hoje é um dia de gratidão, dia de festa aqui em Timbiras”, disse o prefeito timbirense, enfatizando a boa vontade do governador e o empenho do presidente da Assembleia Legislativa, a quem Timbira “será eternamente grata”, disse o prefeito.

O governador Flávio Dino declarou: “Mostramos mais uma vez o espírito de parceria que temos com todos os municípios. Hoje no caso aqui no município de Timbiras. O prefeito Antônio Borba é meu amigo, trabalha junto conosco”. Ali, Flávio Dino também inauguração a Praça da Juventude, entregou obras de pavimentação em vias urbanas, kits esportivos (com um total de 576 itens) e cartões do programa Vale Gás, assinou Ordem de Serviço para melhorias na Estação de Tratamento de Água de Timbiras e assinou termo de cooperação no curso de qualificação e doação de capacetes, no âmbito do Programa Detran com o Povo, Construindo um Caminho Novo”.

No ato de inauguração da ponte sobre o Rio Santarém, para a qual sua atuação foi decisiva, o presidente Othelino Neto assinalou: “Hoje nós entregamos essa obra importante, que agora é da população timbirense. Agradeço ao governador Flávio Dino pela sensibilidade ao viabilizar essa ponte, que vai ficar para sempre à disposição do povo de Timbiras, bem como todos os investimentos que têm sido feitos no município”, disse o parlamentar.

São Luís, 25 de Outubro de 2021.

Pré-candidatos ao Governo se mexem pelo apoio de deputados federais, que estão divididos

 

Rubens Jr. declara preferência por Carlos Brandão na corrida ao Palácio dos Leões

“Sou liderado do governador Flávio Dino e respeitarei as decisões do meu partido. Na condição de deputado federal, defenderei que Carlos Brandão seja o pré-candidato escolhido”, anunciou ontem o deputado federal Rubens Jr. (PCdoB). Com sua manifestação, o parlamentar, que é um dos integrantes do chamado “núcleo de ferro”, grupo formado em torno do governador Flávio Dino (PSB), deu um passo importante para mostrar que, como a Assembleia Legislativa, a bancadas federal está dividida em quatro correntes no que diz respeito à disputa pelo Palácio dos Leões. Ali, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) tem, seis apoiadores, o senador Weverton Rocha (PDT) conta com cinco, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) tem a si próprio mais três aliados, enquanto um deputado dá suporte a Edivaldo Holanda Jr. (PSD) e um, ao que parece, aguarda a definição do senador Roberto Rocha para se posicionar.

O vice-governador Carlos Brandão conta com os deputados Rubens Jr. (PCdoB), Bira do Pindaré (PSB), João Marcelo (MDB), Hildo Rocha (MDB), Gastão Vieira (PROS) e Zé Carlos do PT. É um apoio forte, se levado em conta o fato de que esses apoiadores são políticos que também apostam que o governador Flávio Dino baterá o martelo em favor do vice-governador. Mas se não houver acordo e os dois se lançarem para o confronto aberto, tudo indica que parte grupo de parlamentares manterá apoio ao pré-candidato do PSDB, que pode ainda receber a adesão de outros deputados federais à sua candidatura, aumentando seu cacife na bancada federal.

Por sua vez, o senador Weverton Rocha tem o apoio declarado dos deputados federais Cleber Verde (Republicanos), Gil Cutrim (Republicanos), André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM) e Pedro Lucas Fernandes (PSL), com o diferencial de que quase todos eles são chefes dos braços maranhenses dos seus partidos. Esse grupo de parlamentares se mobilizou ao lado do líder pedetista desde o primeiro momento da sua pré-candidatura, repetindo parte da aliança que seus integrantes montaram para as eleições municipais, principalmente em São Luís. Assim como Carlos Brandão, Weverton Rocha continua garimpando apoio na bancada federal, apostando que poderá formar um grande arco de alianças em torno da sua candidatura.

Se mantiver mesmo sua pré-candidatura, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho sairá apoiado pelos deputados federais Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriotas) e Pastor Gildenemyr (PL), que já integram a sua base de apoio. Na sequência, o candidato do PSD, Edivaldo Jr., tem o apoio firme e decidido do deputado federal Edilázio Jr., que preside o partido no Maranhão, sendo também, até aqui, o principal responsável pelo projeto de candidatura do ex-prefeito de São Luís. Josimar de Maranhãozinho pode também se candidatar também à reeleição, nesse caso liberando seus aliados para que possam seguir outros rumos, como, por exemplo, optar entre Carlos Brandão ou Weverton Rocha.

Dois deputados federais, Aluízio Mendes (PSC) e Josivaldo JP (Podemos) ainda não se definiram, declaradamente, por pré-candidaturas a governador. O que se comenta nos bastidores partidários é que ambos estariam aguardando a definição partidária do senador Roberto Rocha para se posicionar, declarando-lhe apoio, caso ele saia candidato ao Palácio dos Leões, ou seguindo diferentes rumos na corrida sucessória estadual.  Mas podem também se posicionar por candidatura já definida. Josivaldo JP, vale lembrar, deve se posicionar articulado com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que comanda o Podemos no Maranhão e deverá se posicionar de acordo com a orientação nacional do partido.

Como acontece com tudo o que está relacionado com a disputa pela sucessão do governador Flávio Dino, esse é o retrato do momento, que está sujeito a mudanças moderadas ou radicais à medida que a corrida evoluir.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bem-sucedida a retomada do “Assembleia em Ação” em Santa Inês

Othelino Neto (centro) fala  na abertura do “Assembleia em Ação”  ladeado à esquerda por Yglésio Moyses, Ricardo Rios, Wellington do Curso, Roberto Costa e o prefeito Felipe dos Pneus, e à direita por Josino Catarino, Betel Gomes  e Duarte Jr.

“Com o programa, nos aproximamos mais de cada região do Estado e, assim, podemos ampliar as nossas ações e estimular políticas públicas que melhorem a qualidade de vida dos maranhenses”, declarou o presidente do Poder Legislativo do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB) o chefe do Legislativo Estadual, ao avaliar o resultado do programa “Assembleia em Ação”, retomado ontem em Santa Inês. O evento contou com a participação dos deputados Roberto Costa, Ricardo Rios (PDT), Yglesio Moyses (PROS), Betel Gomes (PRTB), Duarte Júnior (PSB) e Wellington do Curso (PSDB) e de prefeitos, vereadores e representantes da sociedade civil da região do Vale do Pindaré.

A reativação do programa em Santa Inês, que polariza a Região do Pindaré como referência para mais de duas dezenas de municípios, cujos líderes, depois de vir as palestras sobre o funcionamento e a importância institucional do Legislativo, se manifestaram sobre problemas dos seus municípios e da região como um todo.

No encontro, o prefeito de Santa Inês, Felipe dos Pneus, falou sobre a importância de aproximar a Assembleia Legislativa dos municípios. “Quando fui deputado estadual, participei de algumas edições do programa e vi a grande relevância desta iniciativa. Fico muito honrado de Santa Inês sediar o ‘Assembleia em Ação’, pois é um momento no qual conhecimentos importantes são compartilhados com prefeitos, vereadores e a sociedade, visando ao bem-comum da população”, disse o gestor.

O presidente da Câmara de Santa Inês, vereador Josino Catarino, também destacou e relevância da ação e agradeceu pela realização do evento na sua cidade. “É um momento ímpar de compartilhamento de informações e conhecimentos que serão valiosos para todos nós, parlamentares. É muito gratificante recebermos o ‘Assembleia em Ação’ em nosso município”, disse.

Os cinco deputados que foram a Santa Inês deixaram registradas suas manifestações sobre a importâncias das instituições, a começar pelo Poder Legislativo, que é, de longe, o mais próximo e mais identificado com a população.

A sexta edição do evento será realizada em Carolina, no Sul do Maranhão, no dia 26 de novembro.

 

Felipe Camarão tem pouco tempo para viabilizar sua pré-candidatura dentro do PT

Felipe Camarão em ação pelo apoio do PT à sua pré-candidatura: ele tem pouco tempo

O secretário Felipe Camarão, que recentemente se lançou pré-candidato a governador, resolveu priorizar as articulações para conquistar a unidade do partido em torno do seu projeto de candidatura. Não será tarefa fácil, porque, além de atrair apoio, ele terá de desmontar um grupo liderado pelo presidente Augusto Lobato e posicionado a favor do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), e outro, que tem à frente o presidente do PT de São Luís, comandado pelo ex-vereador Honorato Fernandes, que vem declarando enfaticamente apoio ao senador Weverton Rocha (PDT). Por haver entrado na corrida muito depois dos pré-candidatos já posicionados, Felipe Camarão tem pouco tempo para viabilizar seu projeto dentro da sua própria casa partidária, antes de o governador Flávio Dino bater o martelo sobre quem será o candidato da aliança que ele lidera.

São Luís, 23 de Outubro de 2021.