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Já intensas as articulações por vice e suplências na chapa Brandão/Dino e vice de Weverton

 

Vice de Carlos Brandão e suplentes de Flávio Dino e vice de Weverton Rocha  já movimentam bastidores da sucessão

Desde que o governador Flávio Dino (PSB) confirmou que será candidato ao Senado, disputando a única cadeira disponível nessas eleições, as duas vagas de suplente, especialmente a de 1º suplente, da sua chapa ganharam importância extraordinária, chegando a serem vistas por alguns políticos como tão cobiçadas quanto à vaga de candidato a vice-governador na chapa de Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB). E a explicação é simples: a avaliação é a de que o governador Flávio Dino reúne todas as condições para se eleger senador, o que valoriza muito a posição dos suplentes. E mais: a se confirmar a volta do ex-presidente Lula da Silva (PT) ao Palácio do Planalto, é grande a probabilidade de Flávio Dino, uma vez eleito senador, vir a ser convidado para o ministério, e se ele aceitar, abrirá a vaga de senador para o seu 1º suplente. A situação é parecida com a dos suplentes do senador Weverton Rocha (PDT), que torcem pela sua eleição ao Governo do Estado na perspectiva de ganhar quatro anos no Olimpo parlamentar nacional.

Nos bastidores, esse debate já é frequente e o será mais ainda à medida que a corrida sucessória evoluir. Tanto que nos colóquios prévios para a montagem da chapa a ser liderada por Carlos Brandão para o Palácio dos Leões, com Flávio Dino para o Senado, os partidos da aliança governista se movimentam para indicar o candidato a vice-governador e os dois suplentes do candidato a senador. Nomes com potencial político para essas posições já começam a circular, fortemente motivados pelo potencial eleitoral da chapa situacionista. Os dois pré-candidatos não falam no assunto, alegando ser ainda cedo, mas nas reuniões partidárias e nas rodas de conversa, o assunto é abordado com frequência.

A escolha do companheiro de chapa de Carlos Brandão é item a ser conversado na formação da aliança em torno da sua candidatura, e nesse jogo estão o PCdoB, o PT e o próprio PSB. O PCdoB, pela afinidade que tem com o pré-candidato a governador, está  credenciado para pleitear a vaga.  Por seu turno, o PT trabalha com a possibilidade de indicar o vice do candidato governista. Carlos Brandão tem sido cauteloso na administração do seu poder de fogo, de modo que a escolha do seu vice seja o resultado de uma ampla negociação, para que o escolhido seja um fator de agregação e não um pavio para acender crises. O perfil do vice de Carlos Brandão deverá ser como ele: discreto, politicamente articulado e disposto a participar intensamente do futuro Governo, como aconteceu nos últimos sete anos.

A escolha dos suplentes para a chapa a ser liderada por Flávio Dino para o Senado é igualmente um motivo de cuidadosa avaliação política, a começar pelo fato de que o governador desponta nas pesquisas de opinião como franco favorito para a cadeira senatorial, dando aos interessados a expectativa de que essa chapa é o melhor caminho. O favoritismo de Flávio Dino é o resultado da conjunção de uma série de fatores, que vão desde a sua credibilidade pessoal, passando pela sua coerência política, pelo seu preparo intelectual, a sua habilidade como líder político até a seu reconhecimento como gestor público. Logo, a sua candidatura ao Senado é solidamente respaldada, o que explica o seu favoritismo e, com ele, a perspectiva dos que estão se movimentando para suplentes da sua chapa.

Por um outro viés, os suplentes do senador Weverton Rocha – Roberto Bringel, ex-prefeito de Santa Inês, e Suely Pereira, ex-prefeita de Matões – fazem sua torcida pela eleição do senador, na perspectiva de que a vaga por ele ocupada no Senado seja aberta a partir de janeiro do ano que vem. Como Carlos Brandão, Weverton Rocha avalia nomes para escolher seu companheiro de chapa.

Até onde chegam os rumores, a movimentação já é intensa em relação à vaga de vice-governador na chapa de Carlos Brandão e pelas vagas de suplentes de senador na chapa de Flávio Dino.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Othelino Neto garante equilíbrio no comando da Assembleia Legislativa

Othelino Neto garante equilíbrio no comando da Assembleia Legislativa durante a campanha

Não surpreenderam as declarações do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB a caminho do PDT), assegurando que nos próximos 10 meses usará as regras do equilíbrio para comandar a Casa durante o Governo de Carlos Brandão. O presidente fez questão de ser enfático pelo fato de que está posicionado como o principal avalista do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado. O grupo a que pertence será de oposição ao Governo Brandão, que por sua vez tem larga maioria no plenário.

O presidente Othelino Neto já tem experiência suficiente para saber que os fatos políticos que ocorrerem no plenário da Assembleia Legislativa terão imediata e  forte repercussão fora do palácio Manoel Beckman. E sabe que sua posição é delicada, o que o obriga a atuar  mais como um magistrado nos embates que certamente serão travados entre oposicionistas, que são minoria, e governistas, que são maioria. Cabe-lhe também não permitir que a oposição seja sufocada pela força da situação.

– De mim esperem o equilíbrio de sempre, porque o tom que eu vou adotar aqui no dia a dia,  vocês perceberão com a tramitação dos projetos de lei. Afinal de contas, ao que parece, o futuro governo que será exercido pelo vice-governador Carlos Brandão, terá a maioria na Casa, e o Plenário será soberano nas suas decisões. Então tenham como certo o meu equilíbrio de sempre. Eu não serei um presidente e nem um instrumento da discórdia, e também não serei um instrumento que atrapalhe a governabilidade do meu Estado – sentenciou.

O equilíbrio do deputado Othelino Neto no comando da Assembleia Legislativa se tornou visível desde o segundo semestre de 2017, quando assumiu o comando efetivo da Casa com o afastamento do então presidente Humberto Coutinho, falecido em janeiro de 2018.

 

Política educacional em curso no Maranhão é inatacável

Iema de Cururupu, um exemplo do programa educacional do atual Governo

Por mais que adversários vasculhem dados em busca de falhas ou distorções na política educacional do governador Flávio Dino, o fato é que todas as informações levantadas são positivas. Além de programas excepcionais como o Escola Digna, que não encontra similar no País em matéria de abrangência, e os Iemas, que estão levando o ensino técnico às diferentes regiões do Maranhão, e ainda o aumento do número e da qualificação de professores, se destaca também na remuneração.

Na vanguarda dos governos estaduais, o Governo do Maranhão paga um piso de R$ 3.433,84 ao professor com 20 horas semanais, quando o piso nacional é de apenas R$ 1.922,81. E ao professor de 40 horas semanais, o Governo do Maranhão paga R$ 6.867,68 contra o piso nacional de R$ 3.845,63.

Difícil alguém se habilitar para contestar a política educacional do atual Governo do Maranhão.

São Luís, 11 de Fevereiro de 2022.

André Fufuca se torna líder do PP e reforça caminhada das novas lideranças para embates futuros

 

André Fufuca é expoente de um time  formado por Juscelino Filho, Pedro Lucas, Edilázio Jr., Marreca Filho, Lahesio Bonfim, Duarte Jr., Felipe Camarão  e Rubens Jr.  que logo vai brigar pelo poder maior no Maranhão

A eleição, ontem, por aclamação, do deputado federal André Fufuca para a liderança do Partido Progressistas (PP) na Câmara Federal, cargo que ele acumulará temporariamente com a presidência nacional do partido, chamou, mais uma vez, a atenção para políticos maranhenses da nova geração que estão se consolidando como referências e caminham firme na direção do poder maior no Maranhão, a exemplo do que acontece agora. Além de André Fufuca, esse time é formado pelos deputados federais Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes, que nesse momento disputam o comando regional do União Brasil; Edilázio Jr., que comanda o PSD e avaliza a pré-candidatura do ex-prefeito Edivaldo Jr. ao Governo do Estado, e Marreca Filho, que preside o Patriotas, além do prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, chefe do Agir36, pelo qual disputará o Governo do Estado. São políticos que vão da direita ao centro e que, cedo ou tarde, brigarão por espaço em embates políticos e eleitorais diretos com as forças partidárias de esquerda, que integram o PSB, hoje comandado pelo deputado federal Bira do Pindaré e que tem o governador Flávio Dino como líder maior, pelo PCdoB, comandado pelo deputado federal Márcio Jerry, e pelo PDT, que tem no controle o senador Weverton Rocha, pré-candidato ao Governo do Estado.

Com menos de 40 anos, mas com surpreendente lastro político – já presidiu a Câmara Federal temporariamente -, André Fufuca é hoje vice-presidente do PP, a terceira força partidária na Câmara Baixa, e está no exercício da presidência com o deslocamento do presidente titular, senador Ciro Nogueira (PI), que assumiu a chefia da Casa Civil do Governo Jair Bolsonaro (PL). No mandato passado, na condição de vice-presidente da Câmara Federal, chegou a assumir a presidência da Casa em meio a forte crise. Sua intensa movimentação nos bastidores o catapultaram para a vice-presidência nacional do PP, posto que o tornou um dos chefes partidários mais importantes do Congresso Nacional. E agora, como líder da terceira maior bancada na Câmara Federal, formada por nada menos que 44 deputados, o jovem parlamentar acumula uma massa de poder que poucos congressistas experientes conseguiram acumular em tempos recentes. Todos os sinais indicam que ele deve entrar na disputa do poder a partir de 2026.

Juscelino Filho (DEM) e Pedro Lucas Fernandes (PSL) fazem parte dessa “nata” política que se movimenta de olho no Palácio dos Leões. No momento, eles se juntam com a fusão dos dois partidos para a formação do União Brasil, projeto chancelado ontem pela Justiça Eleitoral. Deputado de primeiro mandato, Juscelino Filho surpreendeu com a sua movimentação na Câmara Federal, ocupando espaço muito além do previsto, ao receber do DEM missões como a de relatar o novo Código de Trânsito e assumir a presidência da Comissão de Ética da Casa, tornando-se também conhecido como articulador. No segundo mandato federal e durante anos presidente regional do PTB, Pedro Lucas Fernandes foi um dos destaques da bancada trabalhista, da qual foi líder ativo, até que, empurrado pelas loucuras do presidente Roberto Jefferson, migrou para o PSL, cujas rédeas assumiu no Maranhão. O comando nacional do União Brasil vai decidir quem deles presidirá o novo e poderoso partido no Maranhão.

Edilázio Jr. ganha corpo no comando estadual do PSD, a começar pelo fato de ser ele o principal avalista da pré-candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr., ao Governo do Estado, desempenho que vem aumentando o seu respaldo no comando nacional do partido. A mesma situação é vivenciada pelo jovem deputado federal Marreca Filho, que preside o Patriotas no Maranhão, ainda que essa legenda integre a malha partidária controlada no estado pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho. E, finalmente, o prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, que depois de fracassar na operação de assumir o PTB, conseguiu o controle do Agir36, pelo qual é candidato a governador.

São ainda políticos em formação, mas já com experiências consolidadas e com ações que indicam serem eles os nomes que disputarão o poder na etapa política que ganhará forma em 2026, tendo como oponentes jovens progressistas como o secretário e candidato a deputado federal Felipe Camarão (PT) e o deputado estadual Duarte Jr. (PSB), e o deputado federal Rubens Jr. (PCdoB), três apostas altas no grupo liderado pelo governador Flávio Dino.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Josimar reafirma candidatura, mas deixa pistas sobre alternativa

Josimar de Maranhãozinho mantém candidatura, mas deixa pistas

Na entrevista que concedeu ontem à TV Mirante, o deputado Josimar de Maranhãozinho, que comanda o bloco partidário formado pelo PL, o Avante e o Patriotas, e que tem três deputados federais e cinco deputados estaduais e, segundo cálculos de aliados dele, controla politicamente pelo menos 40 prefeitos, reafirmou, sem muita ênfase, o seu projeto de disputar o Governo do Estado. E, provavelmente como estratégia, deixou no ar uma decisão e uma pista. A decisão: não apoiará a candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado, sob a alegação de que ambos estão em campos diferentes, de modo que nem diálogo existe entre os dois. A pista: se mudar de ideia em relação ao seu projeto de ser governador agora, seu caminho provável será uma aliança com o vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB), ou, numa hipótese remota, fazer uma dobradinha com o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Jr. (PSD). A aliança com Carlos Brandão é baseada na lógica, a começar pelo fato de que Josimar de Maranhãozinho dificilmente comporá com Edivaldo Jr. (PSD), ou com Lahesio Bonfim (Agir36), com base num argumento simples: não joga para perder.

Leis oportunas propostas por Edivaldo Holanda promulgadas por Othelino Neto

Othelino Neto promulgou leis oportunas de Edivaldo Holanda

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), promulgou ontem duas leis de autoria do deputado Edivaldo Holanda (PTC): a Lei a Lei 11.654/2022, que institui a Semana de Conscientização e Valorização da Língua Portuguesa nas escolas públicas do Maranhão, a ser comemorada na primeira semana do mês de maio, e a Lei 11.656/2022, que proíbe os estabelecimentos do setor hoteleiro do Maranhão a utilizarem placas informativas que isentam a empresa da responsabilidade por objetos deixados nos quartos ou apartamentos durante a estada.

A lei que cria a semana de valorização da Língua Portuguesa é de grande importância na preservação da Língua Portuguesa, principalmente no Maranhão, que durante longo tempo teve São Luís como a cidade onde melhor se falava a língua nacional em todo o País. O texto prevê a realização nas escolas atividades voltadas para o estímulo à literatura, poesia, jornalismo, textos didáticos, contos, fábulas, peças teatrais, soletração, gincanas, oficinas de jogos educativos, bem como qualquer outra forma de incentivo que envolva os alunos e professores. Tudo com a seguinte justificativa: “Não basta apenas políticas sociais e educacionais para mudarmos o futuro. É preciso valorizar a nossa cultura e nossa língua, principalmente dentro da escola”.

Já a outra lei proíbe o uso de impressão em bilhetes, cartazes, panfletos ou qualquer outro meio de divulgação de informação dizeres de teor similar com o mesmo objetivo em hotéis, motéis, pensões, pousadas, albergues e estabelecimentos congêneres. O descumprimento implicará no pagamento de multa no valor de R$ 500,00, a ser aplicada pelo Procon.

Do alto da sua experiência, o deputado Edivaldo Holanda acertou a mão nos dois casos, acerto consolidado com a promulgação feita pelo presidente Othelino Neto.

São Luís, 10 de Janeiro de 2022.

Roseana Sarney cai na real, para de jogar e confirma candidatura à Câmara Federal

Roseana Sarney vai disputar cadeira na Câmara Federal

Depois de cansar-se de jogar no tabuleiro da sucessão maranhense e tomar uma boa dose de juízo político, a ex-governadora Roseana Sarney, presidente regional do MDB, retomou o seu projeto eleitoral inicial confirmando que vai mesmo disputar uma cadeira na Câmara Federal, e não o Governo do Estado. A informação foi dada ontem, em tom formal, pelo deputado Roberto Costa, vice-presidente regional do MDB, em pronunciamento na Assembleia Legislativa, e por ela própria em conversa com amigos e aliados. Com a decisão, o MDB, sob seu comando, não disputará as eleições majoritárias, já que também não terá candidato ao Senado, e vai investir todo o seu peso político e prestígio eleitoral para eleger deputados federais e deputados estaduais. E num plano mais aberto, a decisão de Roseana Sarney ajusta o quadro de pré-candidatos ao Palácio dos Leões, nele permanecendo, por enquanto, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB), o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), o prefeito Lahesio Bonfim (Agir36), e, de uma maneira furta-cor, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL).

Roseana Sarney jogou o tempo que pôde como pré-candidata ao Governo do Estado, embalada pelas pesquisas que a apontaram na liderança da corrida, levando muitos dos aliados a acreditarem que ela, de fato, poderia ser candidata. Esse entusiasmo foi mantido por meses, fazendo com que a ex-governadora saísse um pouco da realidade, provavelmente ela própria, em algum momento, acreditando que tinha condições políticas e eleitorais de voltar ao comando do Estado, que ela governou por mais de uma década. Sob o generoso pacote de intenções de votos, as pesquisas trouxeram um contrapeso amargo: um elevado e fatal percentual de rejeição, consequência natural do desgaste de um grupo político que deu as cartas no Maranhão por mais de 50 anos.

Sem lastro para disputar o Governo ou o Senado, Roseana Sarney tem agora duas missões politicamente importantes pela frente. A primeira é mobilizar e incentivar as forças que formam o MDB, para que o partido saia das urnas com uma minibancada de deputados federais, incluindo ela própria como “puxadora de voto”, e uma bancada expressiva de deputados estaduais, para manter de pé o partido frente ao próximo Governo. Sua candidatura a deputada federal é a soma de três fatores: a vontade de sair da zona de esquecimento e retornar à ribalta da política, a possibilidade de obter uma grande votação e, desse modo, ajudar o partido a eleger mais deputados federais, e, assim, fortalecer a estratégia nacional do MDB, que pretende chegar à Câmara Federal com uma bancada numerosa e politicamente expressiva.

A outra missão da ex-governadora como chefe partidária é situar o MDB no contexto da disputa majoritária estadual. No que diz respeito à “guerra” pelos Leões, parte do MDB já esteve inclinada a apoiar a candidatura do senador Weverton Rocha, mas todos os indícios mais recentes são de que, com o seu aval, o MDB irá para as urnas alinhado à candidatura do vice-governador Carlos Brandão. O vice-governador tem conversado com as mais diversas vozes sarneysistas e, pelo que sopram os bastidores, esse entendimento já estaria fechado. Em relação à única vaga para o Senado, que poderia disputar correndo sério risco de não chegar lá, a ex-governadora decidiu, de acordo com o comando partidário, não lançar candidato e liberar suas bases para votar no governador Flávio Dino (PSB).

E ao que tudo indica, Roseana Sarney decidiu que chegou a hora de colocar o MDB nos trilhos.

Em Tempo: a decisão da ex-governadora Roseana Sarney de disputar a Câmara Federal foi revelada pela Coluna, em primeira mão, no início do ano passado.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Além do aval do PT, Brandão terá o apoio de Alckmin

Carlos Brandão tem boa relação com o ex-tucano Geraldo Alckmin

É cada vez mais forte a ligação do vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB) com o PT para consolidar a aliança no Maranhão. Não bastasse o aval unânime dos comandos estadual e nacional ao apoio do PT à sua candidatura, Carlos Brandão deve ganhar um forte aliado na seara petista: o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. Explica-se: ambos tiveram boa convivência quando Carlos Brandão foi deputado federal e Geraldo Alckmin governador de São Paulo. Essa convivência levou o então governador de São Paulo a chancelar a aliança do PSDB com o PCdoB em 2014, quando os tucanos indicaram Carlos Brandão para vice de Flávio Dino. A relação de Carlos Brandão com Geraldo Alckmin deverá se estreitar quando os dois desembarquem oficialmente no PSB, o que deverá acontecer nos próximos dias.

 

Aprovação do União Brasil abre debate sobre comando da sigla no Maranhão

Juscelino Filho e Pedro Lucas: um deles chefiará o União Brasil

A aprovação, ontem, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da fusão do PSL com o DEM, dando origem ao União Brasil, deve provocar algumas mudanças na estrutura original desse partido no Maranhão. Para começar, o comando regional deverá ficar com o atual presidente do PSL, deputado federal Pedro Lucas Fernandes, que sai por cima depois de ter sido praticamente expulso do PTB. Ao chefe do DEM, deputado federal Juscelino Filho, será dado um cargo na Executiva nacional, fazendo com que ele fique sem um partido para chamar de seu, como quando tinha o comando do DEM. Além disso, a abertura, em março, da janela para a mudança de partido, vários deputados poderão fazer movimentos de entrada e de saída do novo partido, como é o caso dos deputados estaduais Daniela Tema, do DEM, que estuda permanecer no União Brasil ou migrar para outra agremiação, que pode ser o PSB, liderado pelo governador Flávio Dino. Já os deputados estaduais Paulo Neto e Andrea Rezende poderão permanecer no União Brasil, podendo também migrar. Parte desse movimento será definido nas próximas semanas.

São Luís, 09 de Fevereiro de 2022.

Othelino vai para o PDT, reafirma apoio a Weverton, descarta ser vice de Brandão e não disputa Senado com Dino

 

Observado por Weverton Rocha, Ricardo Rios e Edwin Jinkins, Othelino Neto, anuncia  sua saída doo PCdoB para ingressar no PDT, como já estava previsto 

O deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa, resolveu uma das últimas e mais importantes pendências relacionadas com a formação do movimento partidário destinado a dar sustentação à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao Governo do Estado. Ele anunciou ontem, em entrevista coletiva, que vai migrar do PCdoB para o PDT, consolidando o seu perfil de político pautado na coerência. Ele justificou sua escolha na corrida ao Governo, afirmou que não aceita a pecha de “traidor” e reafirmou que, se o governador Flávio Dino (PSB) for candidato ao Senado, ele não entrará nessa disputa, admitindo, em seguida, a possibilidade de vir a mudar de rota e se candidatar a outro cargo, podendo ser o de vice-governador. E foi taxativo: não existe a hipótese de ele vir a ser candidato a vice na chapa liderada pelo vice-governador Carlos Brandão. O presidente da Assembleia Legislativa anunciou a mudança partidária tendo ao lado o senador Weverton Rocha, que preside o PDT no Maranhão, e que também se manifestou sobre diversos itens da pauta que envolve a medição de forças pelo Palácio dos Leões.

Sobre a migração do PCdoB para o PDT, Othelino Neto foi sucinto e objetivo: “Fui bem acolhido no PCdoB nesses dois mandatos, mas chega um tempo em que nós temos de tomar decisões. Não dá para ficar num partido que está apoiando um candidato, sendo que eu estou apoiando outro. Portanto, essa decisão de deixar o PCdoB e de me filiar ao PDT é natural”. Ele explicou: “o PDT é um partido com o qual tenho afinidade ideológica, e por isso eu fico muito à vontade com essa filiação. É um partido que tem uma história associada aos direitos dos trabalhadores, e causas sociais que julgo essenciais, e que tem uma história marcante no Brasil e no Maranhão”.

Na sequência, o presidente do Poder Legislativo reafirmou que seu projeto inicial é reeleger-se deputado estadual. Mas ponderou que até às convenções, daqui a seis meses, muita coisa pode mudar no cenário político maranhense, podendo ele “mudar a rota” e vir a ser candidato a outro cargo eletivo, como o de vice-governador numa chapa do próprio PDT. E, provocado por jornalistas, descartou, enfaticamente, a possibilidade de vir a ser candidato a vice na chapa de Carlos Brandão. “Essa hipótese não existe”. E sobre uma eventual candidatura ao Senado, Othelino Neto foi igualmente enfático: não será candidato a senador se o governador Flávio Dino for candidato. “Eu, o senador Weverton (Rocha) e a senadora Eliziane (Gama – Cidadania), dissemos isso ao governador presencialmente no dia 31 de Janeiro”, revelou. E deixou em aberto o seu futuro nas urnas ao admitir que pode haver uma mudança de rota: “Quanto a outra possibilidade, ainda está longe, e talvez a gente tenha a necessidade de fazer uma movimentação diferente. Não dá para afirmar, a seis meses das convenções. Tem a questão de fechar a chapa como vice-governador, e questões assim…”

O presidente da Assembleia Legislativa reagiu com firmeza e muita segurança quando lhe perguntarem se ele aceita ser chamado de traidor. “Nada de traição. Nós estamos mantendo a nossa coerência, porque é com esse campo que nós e o governador Flávio Dino nos identificamos. No lado de lá é mais conservador, mas nós respeitamos”. E deu uma demonstração de alinhamento ao Governo Flávio Dino, ao responder sobre empobrecimento do Maranhão: “É injusto colocar o empobrecimento do Maranhão na conta do governador Flávio Dino”. E destacou conquistas importantes do atual Governo, como Restaurantes Populares, Escola Digna e a implantação da rede de saúde no estado. “Não há como negar esses avanços” E fechou com o bordão do senador Weverton Rocha: “É preciso avançar mais”.

Bem ao seu estilo direto e objetivo, enfatizando aqui e ponderando ali, de modo a não deixar qualquer dúvida em relação às suas posições, e sem usar tom agressivo, o presidente da Assembleia Legislativa não deixou qualquer dúvida quanto a sua posição em relação à corrida ao Palácio dos Leões. E declarou, com todas as letras, que acredita no projeto liderado pelo senador Weverton Rocha:  “A trajetória de Weverton o credencia a ser, na nossa avaliação, a melhor opção para o Maranhão”.

Em Tempo: a desfiliação do deputado Othelino Neto do PCdoB e seu ingresso nas fileiras do PDT só acontecerão na prática em março, com a abertura da janela da legislação eleitoral para a troca de partido sem o risco de perder o mandato.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Weverton saúda Othelino e diz que migração para o PDT “é um grande fato”

Weverton Rocha anuncia ingresso de Ciro Neto e Wendell Lages no PDT e indica Neto Evangelista para deputado federal

Mais candidato do que nunca a governador, e com o discurso que vem afinando desde a fase inicial da pré-campanha, o senador Weverton Rocha participou da entrevista coletiva em que o deputado Othelino Neto anunciou sua migração do PCdoB para o PDT. O chefe pedetista saudou o futuro membro da agremiação brizolista, que na sua avaliação, com essa decisão, “esse político jovem” está agindo politicamente para “construir uma história de protagonismo no Maranhão”.  E avançou no discurso: “Tomar essa decisão política de construir um projeto que gere emprego e que abra o Maranhão para o desenvolvimento, e que sem dúvida ajude o maranhense a recuperar a sua autoestima, é, sem dúvida nenhuma, um grande fato. Então seja bem-vindo ao PDT, presidente Othelino”.

Junto com o presidente do PDT estavam vários deputados do partido, entre eles Glaubert Cutrim, que é vice-presidente da Assembleia Legislativa e reafirmou que o Bloco Democrático, do qual o PDT faz parte, fará oposição ao Governo de Carlos Brandão; o deputado Ricardo Rios, que contestou a informação de que teria se encontrado com Carlos Brandão; o deputado Ciro Neto, que também vai deixar o PP e migrar para o PDT; o deputado Wendell Lages, que vai sair do PMN e entrar no PDT, e o deputado Neto Evangelista (DEM), anunciado por Weverton Rocha como pré-candidato a deputado federal.

 

Senador diz que pedirá publicamente o apoio do prefeito de São Luís

Eduardo Braide não falou sobre alianças para 22

Na entrevista, o senador Weverton Rocha declarou que vai procurar o prefeito Eduardo Braide (Podemos) e pedir o apoio dele ao seu projeto de chegar ao Palácio dos Leões. E na mesma resposta, fez uma revelação: até agora o prefeito de São Luís não se manifestou em relação à disputa para o Governo do Estado. “Peço publicamente o apoio do prefeito Eduardo Braide”, disse o pré-candidato do PDT, acrescentando fazer todos os esforços para conseguir o apoio do prefeito de São Luís, a quem o PDT apoiou no segundo turno da eleição municipal, contra o deputado Duarte Jr. (Republicanos e hoje no PSB)

De fato, o prefeito Eduardo Braide ainda não se manifestou a disputa pelo Governo do Maranhão. Ele recebeu o apoio do grupo liderado pelo senador Weverton Rocha no segundo turno da eleição, mas não há registro de informação confiável de que Eduardo Braide tenha assumindo algum tipo de compromisso com o PDT para eleições futuras tenha. A própria declaração do senador Weverton Rocha é a confirmação de que o prefeito Eduardo Braide não se manifestou ainda sobre as eleições. Nem sobre a disputa no pleno estadual, nem no plano nacional do seu partido, que terá o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, como candidato presidencial do Podemos.

São Luís, 08 de Fevereiro de 2022.

Brandão e Weverton fazem disputa equilibrada nos dez maiores municípios

 

Carlos brandão, Weverton Rocha e Edivaldo Holanda Jr.:

A pouco mais de oito meses das eleições, e já contando o tabuleiro eleitoral com cinco pré-candidatos assumidos ao Palácio dos Leões – Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB), Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Holanda Jr. (PSD), Lahesio Bonfim (Agir36) e Josimar de Maranhãozinho (PL) -, é imprecisa ainda a divisão do bolo eleitoral nos 10 maiores municípios do Maranhão – São Luís, Imperatriz, São José de Ribamar, Timon, Caxias, Codó, Paço do Lumiar, Açailândia, Bacabal e Balsas. Via de regra, a avaliação prévia de como se posicionará um município em relação aos candidatos é feita com base na posição do prefeito, que é, sem favor, a maior referência política de cada unidade municipal, com maior ou menor grau de influência na corrida eleitoral dependendo do seu prestígio pessoal ou força política. No caso dos dez maiores municípios do Maranhão, que respondem por 2,6 milhão de habitantes, entre eles quase 1,2 milhão de eleitores São Luís, que abriga cerca de 700 mil eleitores, é um caso diferenciado e cujo eleitorado atua com maior independência, não dando importância Capital à posição do seu prefeito.

Nesse exato momento, por várias razões não há como fazer qualquer previsão consistente sobre como se comportará o eleitorado da Capital: o eleitor de São Luís é, por tradição, independente; porque o prefeito Eduardo Braide (Podemos) está iniciando o seu segundo ano de mandato, e por mais que seja ele politicamente forte, não é possível prever ainda o peso que ele terá no pleito. O PDT é muito influente na Capital, o que favorece a candidatura de Weverton Rocha, mais ainda se ele vier a ter o apoio do prefeito Eduardo Braide, como está previsto. Por outro lado, a maioria de São Luís tem forte identificação com os movimentos políticos do governador Flávio Dino (PSB), o que pode ser revertido em votos para Carlos Brandão, que também tem seus vínculos com a cidade. Entre os dois estará o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr., que deixou a Prefeitura bem avaliado, o que pode ser convertido em votos. Em resumo: o eleitorado de São Luís pode surpreender.

O caso de Imperatriz é emblemático. Ali, o prefeito Assis Ramos (DEM) disse e repetiu pedirá votos para Weverton Rocha, mas o fato de ele ter sido reeleito com pouco mais de 25% dos votos é um forte indicador de que sua força política é reduzida. Além do apoio do prefeito, Weverton Rocha é filho da cidade e conta também com o apoio do ex-prefeito Ildon Marques, entre outras lideranças. No contrapeso, Carlos Brandão conta com o apoio do bem avaliado deputado estadual Marco Aurélio (PSB) e com o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB), tendo ainda o prestígio do governador Flávio Dino e do PCdoB e do PT, que têm fortes raízes na Princesa do Tocantins. Até aqui, Weverton Rocha está melhor situado.

Em São José de Ribamar a disputa será renhida. Ali, o prefeito Júlio Matos, politicamente alinhado ao deputado Josimar de Maranhãozinho, devendo apoia-lo, caso ele mantenha a candidatura. Mas Weverton Rocha conta com os ex-prefeitos Eudes Sampaio (PTB) e Gil Cutrim, hoje deputado federal pelo Republicanos. Carlos Brandão disputa em São José com a força do Grupo Sarney e do prestígio do ex-governador José Reinaldo Tavares no município.

Em Timon, Weverton Rocha conta com a força do Grupo Leitoa, que controla ali o PDT e o PSB, e da prefeita Dinair Veloso (PSB),  num indicativo de que terá ali um bom desempenho. Por sua vez, Carlos Brandão tem em Timon o apoio da deputada e ex-prefeita Socorro Waquim (MDB), do deputado Rafael Leitoa (PDT), dissidente do Grupo Leitoa, do ex-deputado estadual Alexandre Almeida (PSDB) e do oficial/PM Schneider, que concorreu à Prefeitura, além do prestígio do governador Flávio Dino.

Em Caxias, o indicativo favorece largamente a Carlos Brandão, que leva grande vantagem por ter o apoio do Grupo Coutinho, liderado pela deputada Cleide Coutinho, e também do prefeito Fábio Gentil (Republicanos) e seu grupo, restando poucas opções para Weverton Rocha na Princesa do Sertão. Em Codó, o prefeito José Francisco (PSD) tende a apoiar o candidato do seu partido, Edivaldo Holanda Jr., enquanto que o grupo mais forte, ligado ao PDT, liderado pelo deputado e ex-prefeito Zito Rolim e pelo também ex-prefeito Francisco Nagib promete uma disputa equilibrada.

Em Paço do Lumiar, a tendência é favorável a Carlos Brandão, uma vez que ele conta com o apoio da prefeita Paula da Pindoba (PCdoB) e do ex-prefeito Domingos Dutra, podendo contar também com o ex-prefeito Gilberto Aroso (MDB). Weverton Rocha também entra no município com a militância do PDT, que reúne várias lideranças. O grupo liderado pelo ex-vereador Fred Campos (PL), que disputou Prefeitura apoiado por Josimar de Maranhãozinho, deve apoiá-lo para governador. Em Açailândia, o prefeito Aloísio Souza (Republicanos), deve apoiar o senado, Weverton Rocha, podendo Carlos Brandão contar com pelo menos três ex-prefeitos.

Em Bacabal, Carlos Brandão conta com o apoio do prefeito Edvan Brandão (PDT) e do grupo liderado pelo deputado estadual Carlinhos Florêncio (PCdoB), tendo Weverton Rocha de buscar apoio em outros grupos, como o do ex-prefeito Raimundo Lisboa (PDT). E em Balsas, Weverton Rocha conta com o prefeito Éric Silva (PDT) e com o deputado Márcio Honaiser (PDT), enquanto que Carlos Brandão deve ser apoiado pela deputada Andreia Rezende (DEM) e pelo grupo ex-deputado Francisco Martins como um dos líderes e que é também integrado pelo ex-deputado Stênio Rezende.

É esse o retrato político do momento nos dez maiores municípios do Maranhão, os quais, vale lembrar, representam mais de 2,5 milhões de habitantes e pelo menos 1,2 milhão de eleitores.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Bira do Pindaré mantém firme sua coerência política

Bira do Pindaré 

A prestigiada e bem informada coluna política do jornal O Estado de S. Paulo publicou, na sua edição deste sábado, a seguinte informação:

RACISMO – O líder do PSB, deputado Bira do Pindaré, negocia com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a criação de uma comissão permanente de igualdade racial e combate ao racismo. Segundo o parlamentar, Arthur Lira já sinalizou estar de acordo com a sugestão.

CHEGA – “Os casos de racismo e violência contra pretos estão em ascensão. Parece que sob um governo genocida, fascista, a matança de pessoas pretas foi liberada e normalizada. Basta. Disse Bira do Pindaré.

A iniciativa do deputado Bira do Pindaré não surpreende. Ele é, se não o mais, um dos mais atuantes membros de todo o Congresso Nacional na defesa da igualdade racial, com ações destacadas em favor dos direitos das comunidades quilombolas, historicamente relegadas a plano inferior pelo poder público. Suas ações fazem dele um dos políticos mais coerentes do Maranhão na sua geração.

 

Disputa pelo comando da Câmara de São Luís ganha intensidade

Paulo Victor e Dr. Gutemberg: disputa dura na Câmara 

Ganha cada vez mais intensidade a movimentação nos bastidores da corrida pelo comando da Câmara Municipal de São Luís, cuja eleição acontecerá em meados de abril, em data ainda a ser definida. De um lado, a situação tenta ampliar e consolidar a base eleitoral do experiente vereador Dr. Gutemberg (PSC), que tem o apoio declarado do prefeito Eduardo Braide, contando até agora com 14 votos. Do outro, o vereador Paulo Victor (PCdoB), avalizado pelo Palácio dos Leões e que até aqui conta com 16 votos. Aparentemente, a disputa está fechada, com a possível vitória do vereador Paulo Victor. Mas quem conhece os bastidores da política municipal alerta para o fato de que alguém pode estar subestimando o poder de fogo do Palácio de la Ravardière, de onde o prefeito Eduardo Braide vai jogar duro para garantir a eleição do seu aliado.

São Luís, 06 de Fevereiro de 2022.

Com o apoio de Cleide Coutinho, Brandão reúne as duas maiores forças políticas de Caxias

 

Carlos Brandão conta em Caxias com a deputada estadual  Cleide Coutinho e com o prefeito Fábio Gentil

O anúncio de que a deputada estadual Cleide Coutinho (PDT) declarou apoio ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB), decisão por ela comunicada ao pré-candidato do seu partido, senador Weverton Rocha, produziu um fato diferenciado na fase prévia da corrida ao Governo do Estado: as duas principais forças políticas de Caxias, o quarto maior colégio eleitoral do Maranhão, com quase 100 mil eleitores, vão somar esforços em favor do candidato apoiado pelo governador Flávio Dino (PSB). Isso porque o prefeito da Princesa do Sertão, Fábio Gentil (Republicanos), reeleito em 2020 com 78% dos votos, é um dos principais aliados de Carlos Brandão, devendo assumir papel relevante na campanha dele. Isso não quer dizer que os dois grupos, que são adversários, se juntem, sendo lógico prever que essas forças baixarão a guarda na disputa majoritária estadual, apoiando também a candidatura do governador Flávio Dino ao senado, mas manterão seu “estado de guerra” na disputa proporcional, lutando pela eleição dos seus candidatos a deputado federal e estadual.

Por mais que alguns manifestem insatisfação, a decisão da deputada Cleide Coutinho de apoiar o vice-governador Carlos Brandão, se contraria o rumo do PDT, tem justificativa convincente, a começar pelos laços de amizade que sempre ligaram ela e o deputado Humberto Coutinho, o grande líder do grupo, ao vice-governador. Além disso, os Coutinho participaram ativamente do Governo de José Reinaldo Tavares, no qual Carlos Brandão foi o operoso influente chefe da Casa Civil, o que resultou no grande movimento que levou Jackson Lago ao poder na histórica eleição de 2006. Naquela eleição, os Coutinho votariam em Carlos Brandão para deputado federal, mas um pedido do governador José Reinaldo, com a concordância de Brandão, levou o Grupo Coutinho a apoiar o ex-juiz federal Flávio Dino, que se elegeu deputado federal. Em 2010, os Coutinho apoiaram a reeleição de Carlos Brandão para a Câmara Federal e respaldaram a escolha dele para vice-governador em 2014. Esse histórico explica com clareza a posição da deputada Cleide Coutinho, que também comunicou que deixará o PDT.

A posição do prefeito Fábio Gentil de apoio a Carlos Brandão, contrariando a orientação do seu partido, o Republicanos, está politicamente justificada. Nas eleições municipais de 2016, na dura disputa do então vereador Fábio Gentil com o prefeito Leo Coutinho, o vice-governador apoiou o prefeito, que tentava a reeleição. Filiado ao Republicanos em 2020, Carlos Brandão entrou de cabeça na campanha à reeleição de Fábio Gentil, uma vez que o Grupo Coutinho não lançou um candidato e apoiou o deputado estadual Adelmo Soares (PCdoB). Com o aval forte de Carlos Brandão, Fábio Gentil se reelegeu com 78% dos votos. Em janeiro de 2021, na guerra quase declarada entre o senador Weverton Rocha e o vice-governador Carlos Brandão pelo comando da Famem, Carlos Brandão apoiou fortemente Fábio Gentil contra o presidente Erlânio Xavier (PDT), prefeito de Igarapé Grande, que se reelegeu apoiado ostensivamente por Weverton Rocha. Ambos saíram daquela eleição ainda mais próximos politicamente.

Essas posições têm poder de fogo para reduzir fortemente o espaço da candidatura do senador Weverton Rocha em Caxias. Isso porque outras forças, bem menos influentes, se posicionarão na corrida eleitoral, como o próprio PDT, que deverá ganhar nova direção reafirmando apoio a Weverton Rocha, enquanto a tendência natural do PT será seguir a orientação do comando estadual e apoiar a candidatura do vice-governador. Na ciranda política caxiense o braço do MDB, que pela lógica deve seguir a orientação do comando estadual, tende a aliar-se o vice-governador, situação que norteará a posição de todos os partidos com representação na Princesa do Sertão.

As decisões tomadas pelos mais importantes e fortes braços partidários de Caxias indicam como a roda vai girar nos mais diferentes municípios do Maranhão, tanto a favor de Carlos Brandão quanto de Weverton Rocha. Esses movimentos políticos nos municípios definirão o cenário eleitoral da disputa pelo Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Cléber Verde e parte do Republicanos estão com Weverton Rocha

Cléber Verde fala em recente evento com Weverton Rocha Rocha na região Sul

Justa a reação indignada do deputado federal Cléber Verde, presidente do Republicanos no Maranhão, à notícia falsa dando conta de que ele estaria na iminência de declarar apoio ao vice-governador Carlos Brandão. O parlamentar é apoiador declarado do senador Weverton Rocha e faz parte do grupo de líderes partidários que se formou em torno do pré-candidato do PDT. Em nenhum momento, nos últimos meses, circulou sequer algum boato com essa informação. Cléber Verde participou, na linha de frente, de todos eventos e reuniões relacionados com a pré-candidatura de Weverton Rocha, numa movimentação reforçada por declarações nesse sentido em diversas entrevistas.

Ao mesmo tempo em que Cléber Verde reafirma seu apoio a Weverton Rocha, o faz consciente de essa posição não é unânime dentro do seu partido. Isso porque, dos 25 prefeitos eleitos pelo Republicanos em 2020, pelo menos metade já está alinhada ao vice-governador Carlos Brandão, número que pode aumentar. E a explicação é simples: em 2020, Carlos Brandão estava filiado ao Republicanos e entrou de cabeça na campanha, vendo eleitos muitos candidatos por ele diretamente apoiados, como o prefeito de Caxias, Fábio Gentil, e a prefeita de Colinas, Valmira Miranda, para citar apenas dois exemplos.

Portanto, a menos que haja uma reviravolta radical, não há como negar de que o deputado federal Cléber Verde e uma banda expressiva do Republicanos estejam com o senador Weverton Rocha.

 

JP e Mical têm posições inseguras no PTB

Mical Damasceno e Josivaldo JP com Graciela Nienov, que os nomeou para postos do PTB

O deputado federal Josivaldo JP e a deputada estadual Mical Damasceno entraram em estado de alerta máximo por causa da crise de lavagem de sujeira na qual está mergulhado o comando nacional do PTB. E a explicação é simples: ambos foram recentemente alçados a posições importantes no partido, ele assumiu a presidência do PTB no Maranhão e ela, que era a presidente, foi nomeada chefe nacional do PTB Mulher.

O problema é que os dois chegaram a esses postos por decisão e nomeação da presidente nacional do partido, Graciela Nienov, que chegou ao posto pelo agora tresloucado ex-deputado federal Roberto Jefferson, que foi preso por incentivo ao terrorismo de extrema-direita, e que hoje detém o título de “presidente de honra” do PTB. Ocorre que Jefferson e Nienov, que eram “carne e unha”, romperam por diferenças que envolvem até acusação de desvio de dinheiro do partido. Roberto Jefferson, que está em prisão domiciliar, tenta retomar o comando petebista.

O fato é que, se Graciela Nienov continuar no comando do PTB, Josivaldo JP e Mical Damasceno podem permanecer onde estão. Mas se Roberto Jefferson conseguir virar o jogo, a situação dos dois pode se complicar, e muito.

São Luís, 05 de Fevereiro de 2022.

Assembleia: composição mesclada não fará do Bloco Democrático uma força de oposição a Brandão  

 

O líder Vinícius Louro foi cauteloso sobre a posição do Bloco Democrático em relação a Carlos Brandão

Fruto da divisão da base partidária governista, que resultou nas pré-candidaturas do vice-governador Carlos Brandão (PSDB a caminho do PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT), a nova formação do Bloco Democrático (BD) na Assembleia Legislativa, com 18 deputados, entre eles os seis do PDT, foi anunciada como um possível problema para o Governo Carlos Brandão, que será iniciado nas primeiras horas do mês de abril, tão longo seja consumada a renúncia do governador Flávio Dino (PSB), agendada por ele próprio para o dia 31 de março. Tendo como líder o deputado Vinícius Louro (PL), escolhido ontem, o BD é formado por representantes de nove partidos, sugerindo que, por ter o maior número de deputados, poderá se transformar numa força de oposição ao novo Governo. Pelo menos foi essa a tendência espalhada nas redes sociais por apoiadores da pré-candidatura do senador Weverton Rocha, ainda que o líder Vinícius Louro tenha tido o cuidado de apresentar o bloco como uma bancada independente, mas não exatamente oposicionista.

Uma avaliação do posicionamento dos 18 deputados que o integram, mostra, com clareza, que o BD poderá até criar, aqui e ali, algum embaraço ao governador Caros Brandão, mas dificilmente se comportará como um grupo homogêneo e adversário do Palácio dos Leões a partir de abril. Sua composição é politicamente heterogênea, e mesmo que venha a ser afetado pelos tremores da corrida eleitoral, que logo entrará numa fase mais definida, o posicionamento de boa parte dos seus integrantes certamente impedirá que ele seja convertido num canal parlamentar de expressão oposicionista.

Para começar, dos seis deputados do PDT, dois – Cleide Coutinho e Rafael Leitoa – não estão exatamente alinhados à pré-candidatura do senador Weverton Rocha. Ela o apoiará, mas tem ligações políticas muito fortes com Carlos Brandão, e dificilmente lhe criará algum tipo de problema na área parlamentar. Ele, por diferenças com o grupo pedetista de Timon, só aguarda a abertura da janela para mudar de partido. A mesma posição parece ser a do deputado Zito Rolim, que não será candidato à reeleição e não se envolverá em confusão. Sobram os deputados Glaubert Cutrim, Márcio Honaiser e Ricardo Rios, que podem atuar como adversários do Governo na Assembleia Legislativa.

Os quatro representantes do PL – Detinha, Vinícius Louro, Hélio Soares e Leonardo Sá – também formam um grupo não muito coeso para fazer ou não oposição ao governador Carlos Brandão, mesmo estando sob o comando geral do chefe maior do partido, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, até aqui pré-candidato a governador. Os três primeiros seguirão a orientação de Josimar de Maranhãozinho, mas o deputado Leonardo Sá, embora permaneça no PL, já avisou formalmente ao chefe maior que não o seguirá, que deve deixar o partido e que está alinhado à pré-candidatura de Carlos Brandão. Além do mais, mesmo afirmando que continua candidato a governador, Josimar de Maranhãozinho não tem emitido sinais de que será adversário de Carlos Brandão, com quem, ao que parece, mantém aberto canal de comunicação.

Os dois representantes do Republicanos no BD não seguem exatamente a orientação do comando do partido em relação à corrida para o Palácio dos Leões. O deputado Ariston Ribeiro integra o grupo político liderado pelo prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PMN), que mantém fortes laços pessoais e políticos com Carlos Brandão, já tendo inclusive se manifestado a favor da sua pré-candidatura. O deputado Fábio Macedo não se manifestou com clareza sobre quem apoia, mas pelas ligações que mantém com o governador Flávio Dino é possível que venha a apoiar o Governo Carlos Brandão. É a mesma situação da representante do PRTB, deputada Betel Gomes, que parece ainda indefinida na disputa e sem sinalizar se será alinhada ou atuará como oposição ao Governo a partir de abril.

O BD tem quatro deputados com posições claramente inclinadas a fazer oposição ao governador Carlos Brandão. Mical Damasceno, pelo seu envolvimento com a direção nacional do seu partido, o PTB, que a converteu a um bolsonarismo quase cego, e certamente fará o que os chefes do partido ordenarem. O deputado Edivaldo Holanda (PTC) será oposição ao próximo Governo por um motivo óbvio: é pai de um candidato a governador, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD). Adversário implacável do governador Flávio Dino, o deputado Wellington do Curso (PSDB) tem sinalizado que se manterá na oposição. A Coluna não conseguiu informações sobre a posição do deputado Wendell Lages (PMN), nem a do deputado Pará Figueiredo (PSL), que é a maior incógnita política da atual Assembleia Legislativa.

É claro que a guerra pelo voto pode causar alterações às vezes surpreendentes, mas nesse exato momento, são essas as posições dos integrantes do Bloco Democrático, que será o maior grupo parlamentar na Assembleia Legislativa.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Já não há mais dúvida de que o MDB vai apoiar Brandão

Roberto Costa e Roseana Sarney articulam alinhamento do MDB a Carlos Brandão

Os últimos movimentos do MDB, que representa hoje o Grupo Sarney, indicam que a ex-governadora Roseana Sarney decidiu parar de brincar de ser candidata ao Governo e assumir sua caminhada em direção à Câmara Federal, e colocar o partido na base da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão. A participação destacada do deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente e principal articulador emedebista, em ato administrativo nesta semana no Palácio dos Leões, eliminou de vez o que ainda havia de dúvida em relação à posição do seu partido no cenário que se forma para as eleições. Nos bastidores, o apoio do MDB a Carlos Brandão é considerado fato consumado, tanto que já circula até o comentário segundo o qual o partido participará oficialmente do Governo que será iniciado em abril. O que não está definido ainda é quando a presidente emedebista fará o anúncio formal da aliança.

 

Roberto Rocha vai sair da quarentena para resolver partido e candidatura

Roberto Rocha: definirá futuro semana que vem

Saindo da quarentena durante a qual venceu a Covid-19, o senador Roberto Rocha (sem partido), retomará suas funções parlamentares e retornará à ciranda político-partidária. No Senado, vai cuidar dos seus projetos e participar dos debates que certamente serão travados, por exemplo, em torno da PEC dos Combustíveis, uma das “tábuas de salvação” eleitoreiras do presidente Jair Bolsonaro (PL). No campo político, o senador vai resolver sua vida partidária, tendo o PL e o União Brasil como opções, podendo também assumir o comando do PTB, que está sem eira nem beira por conta de uma guerra pelo comando nacional. Resolvida a questão partidária, Roberto Rocha vai definir o mandato que disputará nas eleições de outubro, podendo ser candidato a governador, tentar a reeleição para o Senado ou, numa hipótese bem mais remota, tentar voltar à Câmara Federal. É provável que ele tenha essas definições em meados deste mês.

São Luís, 04 de Fevereiro de 2022.

Em meio a ecos do racha, ato na Assembleia reúne Dino, Othelino, Brandão e Weverton em clima ameno

 

Clima ameno: Flávio Dino e Othelino Neto ladeados por Carlos Brandão e Weverton Rocha na Assembleia Legislativa, depois de cumprimentos efusivos

Não há registro, pelo menos em tempos recentes, de que a roda da política tenha produzido um quadro semelhante ao que montou ontem na Assembleia Legislativa do Maranhão, na abertura do ano legislativo, o último do atual mandato parlamentar. Ali se reuniram, lado a lado na mesma mesa, em sessão solene, mas em clima desarmado e dominado pela descontração, o presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB), o governador Flávio Dino (PSB), o vice-governador Carlos Brandão (PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT). O ambiente nem de longe refletiu as tensões que marcaram as 48 horas antecedentes, período em que repercutiu fortemente a impossibilidade de um acordo na base governista, que resultou no lançamento de duas candidaturas ao Palácio dos Leões, a do vice-governador Carlos Brandão e a do senador Weverton Rocha. A harmonia do ato, porém, não foi suficiente para esconder a firmeza do governador Flávio Dino no apoio ao vice Carlos Brandão, nem a determinada dissidência liderada pelo senador Weverton Rocha, apesar dos discursos paralelos em defesa da recomposição da aliança partidária em torno de um candidato.

O governador Flávio Dino leu sua mensagem de despedida após sete anos de mandato, fazendo um denso balanço das ações do seu Governo. Destacou os visíveis avanços na área a da educação, com 1.300 de construção e reforma na rede pública por meio do programa Escola Digna, incluindo os Iemas, o que impulsionou o crescimento do IDEB de 2.8 para 3.7; assinalou a estruturação e o funcionamento da rede de saúde, com hospitais de grande, médio e pequeno portes e policlínicas em todas as regiões do estado, incluindo os centros de hemodiálise, com ênfase no enfrentamento da pandemia; os 67 restaurantes populares espalhados pelo Maranhão, entre outras ações relevantes na área de infraestrutura. E enfatizou um item que preza muito: a transparência nas ações e nos gastos do Governo por meio do Portal da transparência. O portal mostra que, apesar das dificuldades, o Governo investiu mais de R$ 10 bilhões e obras nos municípios.

O governador Flávio Dino falou com a segurança de quem chega ao final da jornada governamental com a consciência em paz e politicamente credenciado a permanecer na liderança buscando a reunificação do grupo governista e para pleitear uma cadeira no Senado.

Por sua vez, em entrevista antes da sessão, o presidente Othelino Neto fez um balanço das ações da Assembleia Legislativa, a superação dos desafios impostos pela pandemia, que consolidou a importância da instituição legislativa. E na sua fala durante a sessão, num gesto que chamou a atenção, reconheceu enfaticamente os avanços do Governo Flávio Dino, com a “adoção de políticas das quais eu sou um dos signatários com muito entusiasmo”. Para ele, “fica, de fato, um legado importante do que está sendo construído e do que foi realizado nos últimos sete anos e um mês aqui no nosso estado”. E fechou, com a isenção de chefe de Poder, ao dirigir-se ao vice-governador Carlos Brandão, que será o governador a partir de abril: “Conte com esta Assembleia, que vai agir de forma responsável, preservando a sua independência, mas com absoluta harmonia, tal qual ocorreu nos últimos sete anos”.

Assim, a abertura dos trabalhos da Assembleia Legislativa, que aconteceu em meio a uma forte agitação política, e que poderia ser marcada provocações de lado a lado, o que certamente contribuiria para aprofundar as diferenças, transcorreu sem sobressaltos, dentro das regras que norteiam as relações institucionais. Mesmo ficando evidenciada a enorme distância que está separando a atual divisão de uma eventual reunificação. Uma situação que, segundo o governador Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha, pode ser resolvida, desde que um deles desista.

O problema é que, pelo menos por enquanto, Carlos Brandão e Weverton Rocha não emitem qualquer sinal nessa direção, mas também não manifestam interesse em aprofundar ainda mais a divisão da aliança governista.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Eleição da Mesa mostra mudança de geração no comando do TJ

Froz Sobrinho, Ricardo Duailibe, Lourival Serejo e Paulo Velten após a eleição no TJ

Num pleito marcado pelo fim das escolhas por consenso e aclamação, que durante décadas “regularam” as eleições no Poder Judiciário do Maranhão, o desembargador Paulo Velten foi eleito ontem presidente do Tribunal de Justiça. Ele terá como vice-presidente o desembargador Ricardo Duailibe. O desembargador Froz Sobrinho será o corregedor geral da Justiça. A nova Mesa Diretora do Poder Judiciário assumirá no dia 29 de Abril, segundo reza o regimento que normatizou o processo de escolha.

Paulo Velten substituirá o atual presidente, desembargador Lourival Serejo. Ele disputou o cargo recebendo 18 votos contra 12 dados à sua concorrente, a desembargadora Nelma Sarney. Ricardo Duailibe recebeu 24 dos 30 votos, sendo que os seis foram anulados após seu concorrente, desembargador Marcelino Weverton, haver desistido da disputa. A eleição de Froz Sobrinho foi a mais dura, tendo ele recebido 17 votos contra 12 dados ao seu concorrente, desembargador Raimundo Barros, tendo um voto sido anulado nessa disputa.

A eleição de ontem representa uma “virada de página” no Poder Judiciário do Maranhão. A começar por um fato que chamou a atenção: nenhum dos eleitos é juiz de carreira – o presidente e o vice vêm da vaga da advocacia e o corregedor é oriundo do Ministério Público. Além disso, os três representam a nova geração da magistratura maranhense, encerrando de vez o ciclo das experientes “raposas” que movimentam os bastidores políticos do Poder Judiciário do Maranhão. “Estejam todos certos de que eu me empenharei ao máximo para ser o presidente de todos e fazer com que o Tribunal recupere a sua união, superado esse momento de escrutínio”, disse Paulo Velten momentos após a eleição. Nessa declaração emblemática, ele praticamente admite as profundas diferenças que se verificam no colégio de desembargadores e se coloca como o fiel dessa balança.

Os resultados das três eleições mostraram com clareza que o Tribunal de Justiça do Maranhão ainda é uma Corte marcada por profundas diferenças políticas e doutrinárias.

 

PDT perdeu a Prefeitura e vai perder a Câmara de São Luís

Osmar Filho: vai  sair sem deixar sucessor 

Numa das entrevistas que concedeu ontem, o senador Weverton Rocha contestou a afirmação, feita por adversários, de que sua candidatura é um projeto pessoal. Para mostrar que representa um projeto político coletivo, ele elencou uma série de personalidades que o apoiam, destacando o atual presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Osmar Filho (PDT), por ele apontado como uma grande liderança. A manifestação do senador chama a atenção para o fato de que, como aconteceu na Prefeitura de São Luís, o PDT, que tinha o prefeito, Edivaldo Holanda Jr., não lançou candidato e entregou a maior e mais importante joia municipal maranhense sem fazer força, faz o mesmo agora, na Câmara da Capital. Tendo o presidente, partido do senador Weverton Rocha, que tem quatro vereadores, abre mão de disputar a sucessão de Osmar Filho para apoiar a candidatura do vereador Dr. Gutemberg, representante solitário do PSC na Câmara de São Luís, que vai disputar com o vereador Paulo Victor (PCdoB), que na mais recente contagem de apoiadores levava vantagem por dois votos. Uma situação política difícil de ser entendida.

São Luís, 03 de Fevereiro de 2022.

Com saldo positivo de atuação, deputados iniciam hoje um ano de desafios, entre eles, as eleições

 

O presidente Othelino Neto (PCdoB) comandará o parlamento formado pelos deputados Glaubert Cutrim (PDT) Adelmo Soares (PCdoB),  Sarney (PV), Roberto Costa (MDB), Antônio Pereira (PSB), Arnaldo melo (MDB), Carlinhos Florêncio (PCdoB), César Pires (PSD), Cleide Coutinho (PDT), Daniela Tema (DEM), Duarte Jr. (PSB), Detinha (PL), Yglésio Moises (PROS), Edson Araújo (PSB), Fábio Macedo (Republicanos), Fábio Braga (SD), Hélio Soares (PL), Helena Duailibe (SD), Leonardo Sá (PL), Marco Aurélio (PSB), Mical Damasceno (PTB),  Neto Evangelista (DEM), Pará Maranhão (PSL), Pastor Damasceno, Paulo Neto (DEM), Rafael Leitoa (PDT), Rildo Amaral (SD), Ricardo Rios (PDT), Andreia Resende (DEM), Socorro Waquim (MDB), Thaísa Hortegal (PP),  Welllington do Curso (PSDB), Wendell Lages (PMN), Zé Inácio (PT), Betel Gomes (PRTB), Ciro Neto (PP), Ariston Ribeiro (Republicanos), Márcio Honaiser (PDT), Zito Rolim (PDT) e Vinícius Louro (PL) no último ano do atual mandato

Em meio à forte repercussão do racha na aliança partidária e governista, com as pré-candidaturas do vice-governador Carlos Brandão (migrando do PSDB para o PSB) e do senador Weverton Rocha (PDT), e da última mensagem do governador Flávio Dino (PSB), que renunciará no final de março para se candidatar ao Senado, a Assembleia Legislativa inicia hoje, sob o comando do presidente Othelino Neto (PCdoB), o último ano do mandato dos atuais 42 deputados. Casa essencialmente política, onde desaguam as tensões causadas pela guerra pelo poder, o parlamento maranhense dá a largada para a reta final mirando as urnas de outubro, quando seus integrantes terão a oportunidade de pedir ao eleitorado que renovem seus mandatos, como acontece a cada quatro anos numa democracia sólida. Não será surpresa se o plenário for aqui e ali sacudido por tensos reflexos das tensões regionais, causadas pelas pela disputa pelo voto. No plano coletivo, porém, os deputados irão para as urnas com um trunfo consistente: o Poder Legislativo teve atuação correta, eficiente e decisiva no combate à pandemia do novo coronavírus, assegurando ao Poder Executivo os instrumentos legais para as ações que diferenciaram o Maranhão nessa guerra.

Politicamente, a Assembleia Legislativa mantém a tradição da não unanimidade, com o plenário dividido por governistas e oposicionistas, o que, vez por outra, causa embates duros, com a banda oposicionista, bem modesta, no ataque, e a governista, que forma larga maioria, na defesa, quase sempre vitoriosa, pelo volume pelos argumentos. Foi assim nos últimos três anos, o que torna os atuais deputados estaduais políticos com boa experiência, fazendo com que a atual Assembleia Legislativa uma com uma composição relativamente jovem – o presidente Othelino Neto tem 46 anos. O governador Flávio Dino trabalhou politicamente e institucionalmente com correção, o que ajudou o parlamento maranhense a preservar o seu perfil político e sua identidade institucional.

Quando a pandemia se instalou no Maranhão, a Assembleia Legislativa reagiu rápida e corretamente, tornando-se pioneira na realização de sessões virtuais e remotas, o que lhe garantiu seguir trabalhando, apesar das limitações impostas pela Covid-19. Além da autoproteção, o parlamento estadual foi decisivo na discussão e votação de medidas propostas pelo governador Flávio Dino, como o fechamento total na Grande Ilha, que foi decisivo para colocar o Maranhão como referência. Nenhuma proposta tecnicamente correta foi recusada pelos deputados, que com raríssimas, posições fora da linha e da lógica. Nesse sentido, os deputados votaram pela sociedade. Sob a e presidência de Othelino Neto e ação dos líderes governistas, como os deputados Marco Aurélio (PCdoB) e Rafael Leitoa PDT), e oposicionistas, como César Pires (PSD), Adriano Sarney (PV) e Wellington do Curso (PSDB), parlamentares do atual mandato atuaram fortemente, principalmente contra a pandemia, tendo ganhado, portanto, autoridade política para pedir votos para a renovação dos seus mandatos.

Nesse ambiente, deputados como Yglésio Moises (PROS) revelaram-se atuantes no campo propositivo, tanto no sentido legislativo propriamente dito, quanto campo das experiências.

Na seara política, os deputados foram muito ativos, com destaque para alguns articuladores, como Roberto Costa (MDB), Duarte Jr. (PSB), Neto Evangelista (DEM), Detinha (PL) e Cleide Coutinho (incansável PDT). Esses e outros parlamentares funcionaram como articuladores, desativando bombas e desmontando crises, assegurando assim as condições para que outros parlamentares se destacassem na produção legislativa.  Várias “bombas” foram eclodidas no plenário, mas surpreendentemente os parlamentares envolvidos em articulações cuidaram de desmanchar a má impressão causada. Em relação à sucessão estadual, o parlamento maranhense está fortemente dividido, com mais ou menos dois terços apoiando a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão e um terço na alinhado ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha.

O ano legislativo que a ser instalado hoje colocará os deputados diante de uma mudança importante na esfera dos: a partir de hoje à tarde, eles estabelecerão relações com o novo comando do Poder Judiciário, que será eleito hoje, e a partir de abril com o governo liderado pelo hoje vice-governador Carlos Brandão. O último ano do atual mandato será, como se vê, fortemente marcado por desafios.

Em Tempo: A sessão solene de abertura da 4ª Sessão Legislativa da 19ª Legislatura da Assembleia Legislativa será aberta às 9h30, no Plenário Nagib Haickel. O item principal será a leitura da última mensagem do governador Flávio Dino, que deve comparecer, como sempre fez ao longo dos dois mandatos.

 

 PONTO E CONTRAPONTO

 

Dino aposta que grupos se unirão antes das convenções

Flávio Dino não crê em racha e aposta na unidade

O governador Flávio Dino não concorda com a afirmação segundo a qual houve um racha na aliança governista com as pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão e do senador Weverton Rocha à sua sucessão. Para ele, o que está havendo é uma dissidência, já que nem ele, como líder e articulador, nem os dois candidatos fecharam portas. O governador reafirma o seu apoio ao vice-governador, e não descarta a possibilidade de o senador Weverton Rocha rever seu projeto, o arquive temporariamente, e apoie o projeto do vice-governador Carlos Brandão. Flávio Dino acredita que a candidatura do vice-governador tenha ampliada sua base partidária e ganhe o respaldo da militância dos partidos que o apoiam e de segmentos organizado da sociedade civil. Na sua perspectiva, antes das convenções os grupos voltarão à mesa de negociações para negociar um grande acordo em torno de Carlos Brandão, e que deixe Weverton Rocha numa situação confortável.

 

MDB está decidido a apoiar o vice Carlos Brandão

Roseana Sarney deve apoiar Carlos Brandão

Mesmo com partidários incentivando a ex-governadora Roseana Sarney a assumir a condição de pré-candidata ao Governo do Estado, o MDB caminha para se posicionar na corrida sucessória como apoiador da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão, que nesta semana deve se filiar ao PSB. Essa posição já está acertada internamente com os deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo, com os deputados estaduais Roberto Costa, Arnaldo Melo e Socorro Waquim e os prefeitos do partido. O acerto interno conta com o aval do ex-presidente José Sarney, que é presidente de honra do MDB nacional. Mesmo assim, a ex-governadora Roseana Sarney, que preside a agremiação no estado, vai reunir novamente o grupo para fechar de vez o acordo. A expectativa é que ela faça o anúncio da aliança com Carlos Brandão até meados de março. A única voz discordante é a do ex-suplente de senador Lobão Filho, que teria declarado apoio à pré-candidatura do senador Weverton Rocha.

São Luís, 02 de Fevereiro de 2022.

Sucessão: Sem acordo, Dino confirma Brandão e Weverton mantém candidatura

 

Carlos Brandão em coletiva à noite no Hotel Luzeiros, reafirmando sua candidatura; Weverton Rocha na sede do PDT, anunciando que vai em frente com seu projeto

Se não estava desenhado com clareza no cenário político, era visível o rascunho da divisão materializada ontem na corrida sucessória no âmbito da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PSB). De um lado, o vice-governador Carlos Brandão, que se filiará nesta semana ao PSB, foi confirmado como o pré-candidato da maior fatia da base partidária governista ao Palácio dos Leões. Do outro, o senador Weverton Rocha (PDT), confirmou sua pré-candidatura, tendo como suporte a fatia menor da aliança governista. A manutenção das duas posições consumou o “racha”, que para alguns é irreversível, enquanto que para outros reflete apenas o momento, podendo haver uma rearrumação ao longo dos cinco meses que separam os pré-candidatos das convenções partidárias. Para o governador Flávio Dino, o que está em curso “é uma dissidência” capitaneada pelo senador pedetista, ou seja, uma situação que poderá ganhar outro formato nos dias que virão. Mas a julgar pelos movimentos de ontem, o desfecho mais levado em conta será o confronto nas urnas.

Não houve surpresa na confirmação de Carlos Brandão como o escolhido pela maioria da base partidária governista, formada por PSB, PSDB, PCdoB, PT, PROS, PV e Cidadania, e como a iminência de ingresso do PP e do PSL. O anúncio de hoje apenas consolidou a situação anunciada na reunião de 29/11/21. Ontem, na entrevista que concedeu à noite no Hotel Luzeiros, após a reunião no Palácio dos Leões, Carlos Brandão declarou, em alto e bom som: “As conversas com o MDB estão bastante avançadas, o Pedro Lucas e o André Fufuca, do PP, estão 90% fechados”. Ou seja, tem suporte político e eleitoral para entrar em ritmo de pré-campanha. Os dirigentes os partidos assinaram uma nota declarando apoio à pré-candidatura do vice-governador ao Governo e a do governador Flávio Dino ao Senado.

O senador Weverton Rocha não surpreendeu e fez exatamente o que era aguardado. Sabedor de que seria minoria na reunião e que o vice-governador seria confirmado, ele preferiu alterar o roteiro do processo: foi, no meio da tarde, ao Palácio dos Leões, onde manteve uma conversa reservada com o governador Flávio Dino, a quem comunicou sua não ida à reunião, a manutenção de sua pré-candidatura ao Governo, e ainda que, independentemente de qualquer situação, ele e seu grupo apoiarão a candidatura dele, Flávio Dino, ao Senado. O senador deixou a sede do Governo e foi direto para a sede do PDT, na Rua do Sol, onde reuniu líderes do grupo que o apoia, e anunciou sua decisão de seguir com o projeto de chegar ao Palácio dos Leões. Tem o apoio do PDT, Republicanos, DEM, Rede e Podemos, além de pelo menos 50 prefeitos e um terço da Assembleia Legislativa.

O governador Flávio Dino fez a sua parte como líder do processo. Por razões exaustivamente explicadas, ele se posicionou pela pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão, mas em nenhum momento fechou as portas ao diálogo com o senador Weverton Rocha, a quem tentou, sem sucesso, convencer de que um acordo poderia assegurar a candidatura dele, Weverton Rocha, ao Governo em 2026. Mesmo na conversa de ontem à tarde, Flávio Dino teria ainda sugerido a Weverton Rocha que revisse sua posição, mas ele se manteve inflexível. Na reunião palaciana com a banda aliada, o governador relatou a posição do senador pedetista e reafirmou, categoricamente, seu apoio do projeto do vice-governador Carlos Brandão, fazendo também questão de deixar o campo aberto ao diálogo.  E recebeu o respaldo formal dos representantes partidários que participaram da reunião, incluindo o próprio vice-governador Carlos Brandão.

– Temos uma dissidência. Mas temos ampla maioria. Creio que esta irá ser ainda maior. Lamento a dissidência, porém me cabe executar a decisão da maioria do grupo. Assim age um líder democrático – declarou o governador ao responder a uma indagação da Coluna.

A aliança liderada pelo governador Flávio Dino não vingou unida na disputa da sua própria sucessão. Seus adversários dirão que ele fracassou. Não é verdade. O governador tem um candidato viável, que leva para a campanha a maior fatia das forças políticas que lidera, lembrando ainda que entre os dissidentes não há inimigos seus.

 

PONTOS & CONTRAPONTOS

 

Weverton sofre reveses na sua base de apoio

André Fufuca, Pedro Lucas e Francisco Nagib com Carlos Brandão

O projeto de candidatura do senador Weverton Rocha sofreu três golpes nada desprezíveis. O primeiro foi a confirmação do PT na base de apoio da pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão, acertada em jantar na noite de domingo, o que elimina a possibilidade da presença do ex-presidente Lula da Silva no seu palanque, em que pese a boa relação entre eles. O segundo foi a revelação de que os deputados federais André Fufuca, que atualmente é seu presidente nacional do PP, e Pedro Lucas Fernandes, que será o presidente do União Brasil no Maranhão, estão “80%” inclinados para ingressar na base de apoio da pré-candidatura de Carlos Brandão. Quando declarou apoio a Weverton Rocha, André Fufuca fez uma ressalva, deixando claro que sua posição poderia ser revista, como de fato está acontecendo. Já Pedro Lucas Fernandes comandava o PTB, de onde saiu e ingressou no PSL, ainda está avaliando e deve se posicionar já na semana que vem, segundo informou o pai e guru político dele, Pedro Fernandes, atual prefeito de Arame. E o terceiro golpe foi o rompimento do ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib, com o PDT, e o anúncio de que ele apoiará a candidatura do vice-governador Carlos Brandão.

 

Othelino Neto e Eliziane: situações diferentes como apoiadores de Weverton

Othelino Neto mantém coerência; Eliziane Gama sem aval partidário

No ato que comandou na sede do PDT, após a conversa com o governador Flávio Dino, o senador Weverton Rocha falou ladeado pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB) e pela senadora Eliziane Gama (Cidadania), vistos como os principais suportes políticos do projeto de candidatura do senador pedetista.

Coerente com a posição que tomo desde que Weverton Rocha alinhavou o seu projeto de poder, o deputado Othelino Neto vem mantendo-se firme na sua posição, como voz dissidente no PCdoB, que já anunciou apoio a Carlos Brandão. Ele cresceu ganhou estatura como chefe de Poder, que sabe separar as coisas, não misturando obrigações institucionais com relações político-partidárias, o que tem lhe garantido boa impressão dentro e fora da seara política.

A senadora Eliziane Gama vive uma situação bem diferente e delicada, à medida que sua posição é confrontada diretamente pelo seu partido, o Cidadania, que já declarou formalmente apoio a Carlos Brandão. A crise no braço maranhense do Cidadania colocou em xeque a sua liderança dentro e fora do partido. Mesmo assim, seu apoio ao colega senador Weverton Rocha é tido como valioso pelos observadores.

 

Dúvida no ar: PDT fica ou sai do Governo?

Uma forte expectativa está no ar desde ontem: como ficará a situação do PDT no Governo com a decisão do senador Weverton Rocha de ir para o confronto direto com o vice-governador Carlos Brandão, que será o governador titular a partir das primeiras horas de abril. Não há número preciso, mas é certo que o partido ocupa um naco dos cargos comissionados no Governo do Estado. Ontem, o senador Weverton Rocha, que preside o braço estadual do partido, disse que a permanência de pedetistas no Governo é decisão do governador Flávio Dino. Não é bem assim. Flávio Dino só será governador até 31 de março. A partir de abril, o chefe do Governo será Carlos Brandão, com todos os poderes, a começar pelos de admitir e demitir. A pergunta que fica é a seguinte: Carlos Brandão vai manter pedetistas no Governo tendo o presidente do PDT como seu adversário na disputa sucessória?

 

Brandão define migração para o PSB

A migração do vice-governador Carlos Brandão para o PSB resolveu uma série de pendências, sendo a mais importante delas o apoio do PT, que foi definido após a confirmação da conversão ao vice-governador ao socialismo democrático.

Agora com a sua situação partidária resolvida, Carlos Brandão está em condições de cuidar da sua pré-campanha, mas sem relaxar nos esforços para buscar a unidade do grupo: “Até as convenções manteremos o diálogo e espero que o senador Weverton mude de ideia e nos apoie”, concluiu.

São Luís, 01 de Fevereiro de 2022.