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Ações políticas apontam líderes que vão decidir os rumos dos grupos que se baterão nas eleições de 2018 no Maranhão

 

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Flávio Dino, Roseana Sarney, Roberto Rocha, Humberto Coutinho, Tema Cunha, Márcio Jerry, Weverton Rocha, Edivaldo Jr., Sebastião Madeira, Luis Fernando Silva, João Alberto e José Reinaldo desenharão o cenário para as eleições de 2018

A 19 meses das eleições gerais, são ainda muito imprecisas as peças da grande equação partidária que cada uma das correntes em movimento montará para definir seus candidatos a governador, senador, deputado federal e deputado estadual, a partir, é claro, da escolha dos candidatos a presidente da República. No Maranhão, essas equações, que resultarão na montagem das chapas majoritárias (um candidato a governador e dois candidatos ao Senado) e proporcionais (deputado federal e estadual), dependerão da ação política de um grupo de líderes de grupos e chefes partidários, os quais, independentemente dos seus cacifes eleitorais, comandam estruturas cujos posicionamentos poderão ser decisivos para o futuro das candidaturas que serão lançadas em julho do ano que vem. Esse reduzido grupo – não harmônico, é bom lembrar – é formado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), a ex-governadora Roseana Sarney (PMBD), o senador Roberto Rocha (PSB), o presidente da Famem Tema Cunha (PSB), o deputado Humberto Coutinho (PDT), o deputado federal Weverton Rocha (PDT), o prefeito Edivaldo Jr. (PDT), o secretário Márcio Jerry (PCdoB), ex-prefeito de Imperatriz Sebastião Madeira (PSDB), o prefeito de Luis Fernando Silva (São José de Ribamar), o senador João Alberto  (PMDB). Há outro grupo de menor peso e com alguma influência partidária, política e eleitoral, mas seus movimentos serão desdobramentos ou consequência das decisões dos chefes maiores.

Flávio Dino (PCdoB) – O governador é hoje, de longe, o político com o maior poder de fogo no estado. Comanda a máquina estatal com surpreendente desempenho, com posição confortável e estável na avaliação da opinião pública. Tem ao seu lado um amplo leque de partidos, os quais, junto com o PCdoB, formam a sua base de sustentação e a aliança que liderará na corrida às urnas no ano que vem. Tem o apoio de pelo menos 150 dos 217 prefeitos, entre eles o de São Luis, Edivaldo Jr. (PDT). É hoje um nome de alcance nacional, apontado como um dos mais importantes líderes da esquerda moderada brasileira na atualidade. É candidato à reeleição, mas independentemente do seu projeto pessoal, seus movimentos têm o poder influenciar as decisões de aliados e adversários.

Roseana Sarney (PMDB) – Mesmo que no geral seus movimentos sejam fruto da orientação do pai, o ex-presidente José Sarney (PMDB), e sua ação política dependa em grande parte do uso da máquina pública, a ex-governadora tem expressiva influência no cenário político do estado. Dentro do seu grupo, que reúne o PMDB, o PV e outros partidos menores, sua palavra costuma ser lei. Roseana Sarney está dividida entre enfrentar o governador Flávio Dino na corrida ao Governo, correr por uma cadeira no Senado, disputar uma cadeira na Câmara Federal ou simplesmente continuar em casa cuidando dos netos. Mas ninguém duvida de que sua posição influenciará o desenho do cenário para 2018.

Roberto Rocha (PSB) – Não há qualquer indicativo de que se lançando candidato a Governador ele possa desequilibrar a disputa a ponto de ter alguma chance de vitória. Mas o senador é hoje o construtor de uma saudável terceira via política no cenário do Maranhão, quebrando décadas de monopólio de dois grupos, um sarneysista e outro anti-sarneysista. Poderá, portanto, ocupar um lugar expressivo no desenho do cenário político e eleitoral do ano que vem.

Humberto Coutinho (PDT) – O deputado-presidente da Assembleia Legislativa é hoje apontado como um dos pilares do grupo que dá sustentação ao governador Flávio Dino. Político hábil e respeitado até mesmo em amplos segmentos da oposição sarneysista, Humberto Coutinho é considerado um dos mais hábeis articuladores do campo liderado por Flávio Dino. Seus movimentos junto a deputados e prefeitos podem contribuir de maneira efetiva para consolidar e fortalecer o projeto de reeleição do governador Flávio Dino.

Tema Cunha (PSB) – Eleito prefeito de Tuntum pela quinta vez e iniciando o terceiro mandato na presidência da Federação dos Municípios (Famem), que conquistou por aclamação, Cleomar Tema Cunha vem mostrando uma liderança política de expressão no estado. Com sólida experiência no jogo político e conhecedor como poucos das duas correntes que se batem no Maranhão, o presidente da Famem é dos esteios do grupo que dá sustentação ao atual Governo, em condições, portanto, de influenciar nos rumos da corrente governista.

Márcio Jerry (PCdoB) – O secretário de Estado de Comunicação e Articulação Política e presidente estadual do PCdoB é, de longe, o mais próximo e o mais influente membro da equipe do governador Flávio Dino, Márcio Jerry é principal articulador político da situação do grupo do governador no campo da organização partidária e na manutenção da aliança situacionista. Ninguém duvida de que o presidente do PCdoB terá forte influência nos rumos a serem definidos pelo governador Flávio Dino.

Weverton Rocha (PDT) – É o mais arrojado e ousado membro da nova geração de políticos no Maranhão. Com o aval do ex-governador Jackson Lago, seu chefe e líder, escalou a estrutura do PDT maranhense e nacional e se tornou chefe incontestável do partido no estado. Aliado do governador Flávio Dino, mas com rasgos de independência, impôs sua candidatura ao Senado antes da hora e a tornou incontestável. Para onde ele pender o PDT penderá.

Edivaldo Jr. (PDT)  – A reeleição para a Prefeitura de São Luís lhe deu poder de fogo para se tornar um político com forte poder de influência no grupo do governador Flávio Dino. Tanto que já está em campanha aberta pela reeleição do governador e pela candidatura de Weverton Rocha ao Senado. Nas avaliações, a opinião geral é a de que a sua contribuição mais importante para o grupo governista é sacudir a Capital com uma gestão acima da média.

Sebastião Madeira (PSDB) – Dono de forte liderança na Região Tocantina e na Região Sul, o ex-prefeito de Imperatriz poderá influenciar expressivamente o cenário para as eleições do ano que vem se assumir, como está previsto, o comando do PSDB no Maranhão. No caso, Madeira poderá tirar o ninho dos tucanos da aliança governista e levá-lo para a oposição, seguindo orientação do comando nacional.

Luis Fernando Silva (PSDB) – Hoje um nome estadual e um dos políticos mais acreditados do Maranhão, por sua coerência política e sua eficiência como gestor público, traços que lhe mais de 90% dos votos na corrida de volta à Prefeitura de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva não emitiu nenhum sinal de que pretenda enfrentar as urnas em 2018, mas em todos grupos e rodas políticas ele é citado como potencial candidato a governador ou a senador. Quaisquer que sejam seus movimentos relacionados com as urnas, eles terão influência importante no cenário da corrida do ano que vem.

João Alberto (PMDB) – Presidente do PMDB no Maranhão e integrante da cúpula nacional do partido e do Senado, o senador João Alberto comanda uma agremiação dividida e indefinida em relação às eleições do ano que vem. Fiel ao Grupo Sarney e seguidor, à sua maneira, das orientações do ex-presidente, o senador, cujo mandato termina no próximo ano, ainda não decidiu se será candidato à reeleição. Não tem poder de fogo para decidir sozinho sobre o rumo do PMDB, mas tem força para influenciar no rumo do Grupo.

José Reinaldo (PSB) – Candidato assumido ao Senado, o ex-governador e atual deputado estadual enfrenta focos armados de resistências dentro do seu próprio grupo, mas ao mesmo tempo sua movimentação política tem fortalecido visivelmente o seu projeto, o que torna sua candidatura só reversível por força de um golpe. Se ganhar, como está previsto, o comando do PSB no Maranhão, José Reinaldo Tavares fortalecerá expressivamente sua posição política, o que lhe dará poder de fogo para influenciar no desenho do cenário.

Todas as evidências até aqui têm sinalizado que dificilmente o desenho do cenário para as eleições de 2018. Mas como a política tem o traço da imprevisibilidade, não se descarta mudanças.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Lobão tem dito que contas de filhos são legais e declaradas ao Leão
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Edison Lobão diz que não há crime nas contas dos seus filhos na Suíça

O senador Edison Lobão (PMDB) tem dito a amigos que não teme a investigação sobre as contas dos filhos Lobão Filho e Márcio Lobão na Suíça, identificadas por investigação da Operação Lava Jato. E a explicação para esse estado de ânimo do senador é o fato de que as contas são legais e o dinheiro encontrado nelas está declarado à Receita Federal, o que isenta o empresário e suplente de senador Lobão Filho e o empresário Márcio Lobão de qualquer acusação. Além disso, as contas nada teriam a ver com o senador. Essa posição foi tornada pública pelo advogado de Edison Lobão, o conhecido e respeitado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que garantiu serem as contas normais e o que estava guardado nelas é limpo. O senador Edison Lobão garante aos interlocutores que quando ministro de Minas e Energia nunca participou de negócio sujo na Petrobras nem autorizou desvios em Belo Monte, afirmando que a citação do seu nome por delatores é jogo sujo. “Eles precisam provar isso, mas não vão, porque isso não existiu”, disse o senador a um interlocutor.

Luis Fernando prepara o Lava Pratos de olho no futuro de São José
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Luis Fernando posa com foliões durante o carnaval em São José de Ribamar em clima de total animação

O prefeito Luis Fernando Silva passou as sexta-feira e sábado focado nos últimos detalhes dos preparativos do Lava Pratos, o carnaval que fecha a programação momesca no Maranhão e leva milhares e milhares de foliões a São José de Ribamar. Com base na avaliação de que o Lava Pratos é um evento que abre a programação turística anual de São José de Ribamar, que é mesclada com eventos profanos, culturais e religiosos, o gestor ribamarense não regateia esforços para oferecer à comunidade e aos visitantes o melhor em matéria de segurança, conforto e atenção, de  modo a que cada um dos presentes seja um agente propagador dos encantos da Cidade do Padroeiro, que é também o quinto maior e mais importante município do Maranhão e fortíssimo candidato a ser em pouco tempo um polo educacional. Isso explica em parte a dedicação de tempo integral do prefeito melhor avaliado do estado até aqui.

 

São Luís, 04 de Março de 2017.

Mesmo sem grande força eleitoral, PSDB vai resolver suas pendências e pautar os grupos para as eleições do ano que vem

 

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Carlos Brandão, Sebastião Madeira e Roberto Rocha: um deles será escolhido para comandar o PSDB do Maranhão

Nas especulações e avaliações que procuram antecipar como será montado o tabuleiro das alianças para as eleições do ano que vem no Maranhão, o PSDB vai se impondo como o partido que poderá ditar o rumo dos acordos que serão articulados pelo governador Flávio Dino (PCdoB), pelo candidato que sairá do Grupo Sarney e até mesmo por outros candidatos ao Governo do Estado. Não porque seja um partido com muito poder de fogo no concerto partidário maranhense – só conta com o vice-governador, um deputado estadual, 29 prefeitos, alguns vices e uma penca não muito expressiva de vereadores -, mas como a agremiação que, dependendo de quem a comandará no estado a partir de março, ditará o rumo das alianças que se formarão em torno do governador Flávio Dino (PCdoB), provavelmente da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), e, numa hipótese ainda remota, do senador Roberto Rocha (PSB). No momento, o comando do ninho dos tucanos no estado está sendo disputado pelo atual presidente, o vice-governador Carlos Brandão, pelo ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, e – especula-se – pelo senador Roberto Rocha. A escolha a ser feita pela cúpula nacional do tucanato pode desenhar três cenários, todos relacionados com a disputa pela Presidência da República.

Cenário 1 – Se ficar com o vice-governador Carlos Brandão, o que nesse momento é rigorosamente improvável, o PSDB será mantido na área de influência do Palácio dos Leões e declarará apoio à candidatura do governador Flávio Dino à reeleição, ainda que a princípio isso contrarie a posição do partido no âmbito nacional, que é radicalmente contra qualquer projeto eleitoral da esquerda. Esse apoio, é claro, estará condicionado à confirmação de Brandão como candidato a vice em 2018. De acordo com um tucano experiente, se o PSDB tiver candidato a presidente da República com alguma viabilidade, pelo menos 90% dos atuais prefeitos tucanos remarão contra a direção estadual. Ou seja, mesmo com a eventual permanência do vice-governador Carlos Brandão na direção, o PSDB dificilmente seguirá o governador Flávio Dino na corrida às urnas.

Cenário 2 – Na hipótese de a chefia nacional do partido optar por entregá-lo ao ex-prefeito Sebastião Madeira (Imperatriz), a orientação será radicalmente oposta. Na presidência, Madeira em pouco tempo colocará o partido em rota de colisão com o Palácio dos Leões, primeiro lançando-se como candidato ao Senado ou a deputado federal, mas erguendo a bandeira de Luis Fernando Silva, atual prefeito de São José de Ribamar, como candidato a governador, “mesmo à revelia dele”. Madeira não cultiva um discurso hostil em relação ao governador Flávio Dino, mas não vê como o PSDB possa se aliar ao PCdoB no Maranhão quando o projeto nacional do partido é se aliar ao PMDB contra o PT e todos os partidos de esquerda, com exceção do PPS, de quem é aliado. O projeto de Madeira é lançar chapa própria ao Governo e às vagas de senador, também com o objetivo de “levar o nosso candidato a presidente a todos os municípios maranhenses”.

Cenário 3 – Nesse cenário, que todos veem com o mais improvável, o PSDB será entregue ao senador Roberto Rocha, que já o presidiu no Maranhão. Não há qualquer dúvida de que colocará o ninho dos tucanos na linha de ação do partido na guerra pelo comando do país. Tendo o controle, Roberto Rocha terá dois caminhos no Maranhão: se lançar candidato a governador, tendo Sebastião Madeira como candidato a senador, levantando a bandeira do candidato presidencial se ele for do PSDB; ou levará o partido a uma aliança com o PMDB maranhense, provavelmente tendo a pemedebista Roseana Sarney como candidata ao Palácio dos Leões. No comando do PSDB, Roberto Rocha terá mais condições de se credenciar para disputar a Prefeitura de São Luís em 2020 ou o Governo do Estado em 2022, projetos que se consolidarão se os tucanos chegarem ao poder em 2018, seja elegendo o sucessor do presidente Michel Temer.

Não existem outros caminhos para o PSDB do Maranhão na montagem do cenário das alianças partidárias para as eleições do ano que vem. E a importância da agremiação tucana nessa grande equação decorre exatamente de dois fatos: é força de proa no cenário nacional, e será a primeira a se posicionar com clareza a partir da definição do seu comando.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Humberto Coutinho: candidaturas ao Senado e a vice-governador à revelia, derrota ao câncer e liderança política intacta
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Humberto Coutinho: candidaturas à revelia ao Senado e a vice, guerra ao câncer e liderança intacta

Muito se tem especulado sobre o futuro político do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho (PDT). Primeiro ele foi lançado candidato a senador, projeto que não confirmou nem negou, mas que circulou com clara boa vontade do Palácio dos Leões. O projeto, no entanto, rascunhado à sua revelia, foi travado por causa da sua luta contra um câncer no intestino. Passadas as festas de final de ano, o recesso de janeiro e o carnaval, Humberto Coutinho foi colocado, também à sua revelia, no topo de uma lista de nomes com cacife para ser o companheiro de chapa do governador Flávio Dino na sua corrida à reeleição – a lista inclui também o prefeito de Tuntum e presidente da Famem, Cleomar Tema Cunha (PSB), maior aliado político do presidente do Poder Legislativo.

Nesse contexto, o presidente da Assembleia Legislativa retornará à animada rotina de sessões, articulações e conversas carregando  algumas verdades que devem ser registradas:

A primeira: é verdade que depois de muita luta e desgaste físico, o câncer que minava a vida de Humberto Coutinho foi dominado e mandado para o espaço. Mas o tratamento, feito à base de medicamentos pesados e que maltratam, imponha ao paciente efeitos colaterais cruéis. Além disso, o presidente sofreu forte abalo emocional causado pela morte do irmão mais velho, Antonio Augusto Coutinho, vitimado pela mesma doença. A Coluna ouviu de um especialista que de câncer Humberto Coutinho não morre, e como ele não tem outra ameaça desse naipe à saúde, sua recuperação plena é só uma questão de tempo.

A segunda: o desfecho desfavorável da disputa pela Prefeitura de Caxias, com a derrota do prefeito Leonardo Coutinho, causou danos consideráveis na sua base de apoio na Princesa do Sertão. Mas, passados cinco meses da eleição e dois da troca de comando no município, todas as avaliações têm concluído que a imagem pessoal e o cacife político de Humberto Coutinho permanecem praticamente intacta, respeitado como um cidadão e como um líder político forte na sua base.

A terceira: as limitações de saúde não impediram Humberto Coutinho de continuar como um dos políticos mais influentes do Maranhão atual, começando por ser o mais próximo e confiável interlocutor do governador Flávio Dino. Mantém sem rasuras sua liderança e influência na Assembleia Legislativa, onde atua como presidente, líder, conselheiro e ponte entre o parlamento e o Executivo, dispensando tratamento isonômico a todos os deputados, independente da cor política de cada um.

A quarta: político que tem os pés fincados no chão e se move pelo bom senso e pela lógica e sem malabarismo, Humberto Coutinho se move com a cautela e a segurança, avaliando com cuidado cada um dos seus passos. Se resolvesse, seria candidato ao Senado, mas o faria seguindo as regras da política. Se decidisse ser o companheiro de chapa de Flávio Dino, dificilmente teria adversário, mas sabe que vice é espaço de negociação e certamente não criará limitações ao governador.

A quinta: seja qual for o mandato que pleitear, Humberto Coutinho dificilmente sairá das urnas sem os votos necessários para exercê-lo.

Mesmo sendo vistas com restrições por alguns – e são poucos, diga-se -, essas verdades podem até ser discutidas na superfície, mas são absolutas em sua essência.

 

São Luís, 02 de Março de 2017.

 

Senado: três nomes definidos, cinco aguardam definições nos seus partidos, e um só depende da própria vontade

 

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Weverton Rocha, José Reinaldo e Sarney Filho estão definidos; Edison Lobão e João Alberto, Luis Fernando. Eliziane Gama, Sebastião Madeira e Clay Lago ainda indefinidos, podendo ou não ser candidatos em 2018.

É verdade que ainda é cedo – mas não muito – para que se tenha definido o quadro de candidatos às duas cadeiras de senador para as eleições de 2018, mas parece não haver mais dúvidas de que os nomes que serão embalados pelo Palácio dos Leões serão mesmo os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e José Reinaldo Tavares (PSB), o primeiro já consolidado e o segundo em franco processo de consolidação. Nos demais campos, a indefinição é total, a começar pelo Grupo Sarney, que até agora só tem de consistente a candidatura do deputado federal e atual ministro do Meio Ambiente Sarney Filho – que continua no PV, mas poderá migrar para o PMDB -, e a do ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira (PSDB), que é um projeto assumido, além de movimentos não muito precisos envolvendo a deputada federal Eliziane Gama (PPS), o ex-juiz Márlon Reis (Rede), os prefeitos de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), e de Santa Rita, Hilton Gonçalo (PCdoB), como também um projeto embrionário que pretende lançar a ex-primeira-dama Clay Lago – hoje no PPS. E, é claro, os candidatos da esquerda “mais à esquerda”, entre eles o ex-deputado federal Haroldo Sabóia (PSOL).

Weverton Rocha é, até aqui, protagonista do mais bem definido projeto de candidatura ao Senado. Jovem, experiente, ousado e com as credenciais de comandante do PDT no Maranhão e líder da sua bancada na Câmara Federal, o deputado antecipou o seu projeto de candidatura em mais de três anos, e o fez com um arrojo surpreendente, atropelando todos os pequenos obstáculos que se ergueram à sua frente, dentro e fora do campo político em que atua e que é liderado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). Seu objetivo ficou mais evidente durante a campanha para as eleições municipais do ano passado, quando bancou projetos que o Palácio dos Leões abraçou de má vontade, como a infeliz candidatura de Rosângela Curado (PDT) em Imperatriz, e outros em que o casamento dos interesses foi perfeito, como a reeleição do prefeito Edivaldo Jr. (PDT) em São Luís. Mesmo com um tropeço aqui e outro ali, Weverton Rocha saiu da corrida eleitoral fortalecido, e de lá para cá não perdeu um minuto de tempo na maratona para consolidar o seu projeto senatorial, tornando-o robusto e irreversível.

Com um lastro cujo item mais importante é o de ter sido a mola-mestra do movimento que rachou o Grupo Sarney em 2004 e fortaleceu e levou a oposição ao poder no Maranhão com a histórica eleição de Jackson Lago (PDT) para o Governo do Estado em 2006, além de um histórico excepcional como homem público – secretário de Estado, presidente da Novacap (Brasília), diretor geral do DNOS, superintendente da Sudene, ministro dos Transportes (que deu o pontapé inicial na Norte-Sul), deputado federal, vice-governador e governador por cinco anos (2002/2006) – José Reinaldo Tavares tem trabalhado intensamente para consolidar seu projeto senatorial. Ele vem recebendo manifestações apoio dos mais diferentes segmentos aliados ao governador Flávio Dino e de vários aliados do Grupo Sarney. Até aqui não tem concorrentes na base governista, o que consolida a tendência de que nessa seara forma, junto com o deputado federal Weverton Rocha, a dupla que formará chapa com o governador Flávio Dino na corrida às urnas.

No campo sarneysista, a única candidatura delineada e assumida até aqui é a de Sarney Filho (PV), atual ministro do Meio Ambiente, que depois de nove mandatos deputado federal, acha que chegou a hora de pleitear um mandato majoritário. O ministro, porém, tem de resolver algumas questões essenciais e complicadas dentro do seu grupo. A primeira delas é saber se a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) será mesmo candidata ao Governo do Estado e, em caso afirmativo, se o eleitorado aceitará dois Sarney numa mesma chapa majoritária. Outra questão é quem será o outro candidato a senador na chapa sarneysista. João Alberto (PMDB)? Edison Lobão (PMDB)? Lobão Filho (PMDB)? E, finalmente, Sarney Filho está se distanciando do PV e, segundo rumores em Brasília, pode deixar o partido para ingressar no PMDB. Questões à parte, o parlamentar tem lastro político e as credenciais necessárias para garantir sua candidatura.

Os senadores João Alberto e Edison Lobão não disseram até agora se serão candidatos à reeleição. Presidente do PMDB no Maranhão e atual 2º vice-presidente do Senado, João Alberto anunciou que se aposentaria, num gesto de solidariedade ao ex-presidente José Sarney, mas de uns tempos para cá tem se movimentado como quem é candidatíssimo à reeleição ou a vice-governador numa eventual chapa liderada por Roseana Sarney. Edison Lobão mantém silêncio absoluto sobre o assunto, mas sua movimentação recente, que o tirou do silêncio e levou à presidência da Comissão e Constituição e Justiça do Senado, foi interpretada como uma clara reação ao cerco da Operação Lava Jato e como um recado de que não pretende se aposentar, e se o fizer, que deixar o já suplente Lobão Filho no seu lugar. Lobão Filho, por sua vez, tem sinalizado que será candidato a senador, projeto reforçado pela declaração de Sarney Filho que o quer como companheiro de chapa. Não há outros movimentos no Grupo Sarney na direção do Senado.

Dos demais nomes citados nas especulações, o único que tem cacife para entrar nessa briga com chance é o prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), que conseguiu se tornar um nome estadual respeitado. A deputada federal Eliziane Gama (PPS) poderia ser um nome viável, mas depois do desastre da sua candidatura à Prefeitura de São Luís ela dificilmente terá fôlego para um projeto dessa envergadura. Sebastião Madeira (PSDB) tem um bom suporte político e eleitoral nas regiões Sul e Tocantina, mas sua candidatura depende do futuro do PSDB no estado. Márlon Reis é a única opção da rede para o Senado ou Governo do Estado. Hilton Gonçalo é uma possibilidade remota, pois para isso teria de deixar o PCdoB, o que não lhe convém no momento. E a ex-primeira-dama Clay Lago, mesmo reunindo credenciais políticas e pessoais para entrar na disputa, parece não estar interessada em dividir com uma campanha a tarefa de preservar a memória do marido Jackson Lago, com quem viveu uma rica trajetória política e, dizem os mais próximos, uma bela História de amor.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Jornal avalia mal a ação de Hildo Rocha na Câmara Federal
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Hildo Rocha: deputado atuante comparado a anônimos do Baixo Clero na Câmara Federal

Há poucos dias, o jornal Folha de S. Paulo publicou extensa reportagem sobre deputados federais de pouca projeção, que não foram muito levados a sério no Governo Dilma Rousseff (PT), mas que estão sendo tratados com mimos pelo Governo Michel Temer (PMDB), e aos quais o deputado federal pernambucano Sílvio Costa (PTdoB), um falastrão a quem ninguém dá bola, apelidou-os de “papudinhos”. De acordo com a Folha, os deputados agora mimados estão conseguindo liberar suas emendas, são recebidos com boa vontade pelos ministros, têm acesso fácil ao Palácio do Planalto, estão conseguindo nomear gente da sua confiança para cargos federais e – suprema glória! – muitos já atenderam telefonemas do próprio presidente da República. O jornal paulista não relacionou os felizardos, mas citou alguns nomes, e entre eles o representante maranhense Hildo Rocha (PMDB), nivelando-o por baixo, como um inexpressivo membro do Baixo Clero da Câmara Federal.

É verdade que o deputado Hildo Rocha não tem projeção nacional, até porque está no primeiro mandato e tem a maior parte das suas ações focadas nos interesses do Maranhão, e nesse campo pode ser considerado um dos mais atuantes membros da bancada maranhense, sendo rara a semana em que não protagonize uma ação parlamentar e política, ora garimpando recursos em ministérios, ora participando de algum momento na Casa, ora se pronunciando sobre tremas complexos e polêmicos, ou ainda disparando duras críticas ao governador Flávio Dino, a cujo Governo faz oposição cerrada e dura. Pela veemência com que costuma se pronunciar, Hildo Rocha costuma ser elogiado e criticado, e por isso é visto com muito boa vontade pelos aliados de Roseana Sarney, de quem é liderado, e com extrema má vontade pelos aliados do Governo do PCdoB.

Membro ativo do PMDB, Hildo Rocha foi aliado de primeira hora do deputado fluminense Eduardo Cunha (PMDB), o então todo-poderoso  presidente da Câmara Federal. Trabalhou intensamente pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff , seguindo a orientação do PMDB e da sua líder Roseana Sarney, e se tornou um dos mais ativos defensores do presidente Michel Temer na Casa. E por isso tem mesmo conseguido liberar emendas, ser recebido por ministros e indicado gente da sua confiança para cargos públicos. Nesse contexto, gostando ou não da sua ação parlamentar e política, não dá para não reconhecer que se trata de um deputado operante, que vem fazendo jus ao mandato. Nada a ver com “papudinhos”.

 

São Luís,  de Fevereiro de 2017.

Flávio Dino e Roseana Sarney começam a definir suas plataformas para a campanha do ano que vem pelo Palácio dos Leões

 

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Flávio Dino e Roseana Sarney: candidatos cacifes diferentes na disputa pelo Governo do Estado nas eleições gerais do ano que vem

Todos os sinais emitidos até aqui indicam que o Palácio dos Leões deve ser mesmo disputado no ano que vem pelo governador Flávio Dino (PCdoB) – que deve ganhar o direito a tentar a reeleição – e a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Cada um a seu modo, os dois estão em campanha aberta, ele com um projeto assumido, consistente e arrojado; ela por vias mais discretas, não muito explícitas, bem ao seu estilo quando opera para criar expectativa. Os dois, porém – ela muito mais do que ele – dependem da evolução do cenário nacional para tomar as decisões essenciais cruciais, como alianças, composição de chapa, etc., que via de regra são condicionadas aos quadros que se montam a partir dos acordos que são tramados e selados em Brasília. Nesse contexto, Flávio Dino tem uma margem de ação mais reduzida, que está diretamente relacionada com a movimentação do PT e a candidatura do ex-presidente Lula da Silva, que mobilizará a esquerda; Roseana Sarney vai se movimentar de acordo com os passos do PMDB, que poderá tentar a reeleição do presidente Michel Temer ou amarrar um acordão com uma chapa liderada por um tucano. Dificilmente as definições para a disputa do Governo do Estado se darão fora dessas duas equações, embora haja uma terceira via sendo desenhada pelo senador Roberto Rocha (PSB), mas ela ainda não ganhou nem cara de embrião.

Político que mescla sua atuação com sólidos fundamentos ideológicos à esquerda e uma forte e indispensável dose de pragmatismo, o governador Flávio Dino depende da movimentação das esquerdas, estas ainda capitaneadas pelo PT, e da definição do ex-presidente Lula para poder traçar sua rota de ação em busca da reeleição em 2018. Politicamente bem articulado, Flávio Dino já deixou bem claro que não se deixou nem se deixará seduzir por uma aventura nacional neste momento, como candidato a vice ou mesmo a presidente, como querem alguns. Já tem consolidada a avaliação de que seu caminho é renovar o mandato e dar continuidade ao seu projeto de governo, de modo a chegar a 2022 com um programa de campanha melhor definido.

Se as coisas continuarem evoluindo como estão no Maranhão, o governador chegará à corrida do ano que vem embalado por três motores que ganharam forma e visibilidade nos dois primeiros anos de governo. O primeiro é uma gestão eficiente, com programas de ação voltados em grande parte para o cidadão, substituindo parcialmente a velha cultura do obrismo faraônico; uma situação fiscal, invejável se comparada com a de outros estados, que garante honrar as contas mensais e ainda fazer investimentos. O segundo é que, a menos que mude radicalmente, Flávio Dino comanda um Governo correto do ponto de vista ético, não eclodindo até aqui qualquer evidência de malfeito criminoso com dinheiro público. E o terceiro é que o governador do Maranhão continua tão bem avaliado quanto nos primeiros momentos, tanto que a pesquisa mais recente lhe deu mais de 60% de aprovação.

No campo político, Flávio Dino não fugiu à regra. Sem alterar o seu plano de ação nem fazer grandes concessões, vem ampliando a base de sustentação do seu Governo. Conta mais de 30 dos 42 deputados estaduais e com mais de 160 dos 217 prefeitos, entre eles os da maioria dos grandes municípios: São Luís, Timon, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, entre outros, o que lhe dá posição confortável, apesar de não contar com a maioria dos deputados federais nem com nenhum dos três senadores. É hoje um dos mais respeitados líderes da esquerda brasileira, visto com respeito também pelos setores do centro e até por alguns segmentos da direta moderada.

Com essas credenciais, o governador não enfrenta qualquer dificuldade para viabilizar seu projeto de reeleição, devendo entrar na corrida como favorito, e com chances reais de renovar o mandato. E com um detalhe mais: não depende do desempenho do Governo federal para se fortalecer.

Roseana Sarney não é um adversário qualquer, embora esteja entrando na disputa sem o seu clássico instrumento de poder: o comando do Governo do Estado. Com um histórico de mais de 13 anos no comando, a ex-governadora criou laços fortes com alguns segmentos, o que lhe dá lastro para entrar na corrida bem situada. Suas gestões são hoje cantadas e decantadas por grandes obras estruturantes – estradas, avenidas e viadutos em São Luís, e programas sociais importantes – o Primeiro Emprego, por exemplo -, e uma inegável evolução no Turismo – principalmente nos primeiros mandatos  – e numa valorização forte da cultura popular. Ao mesmo tempo, é reconhecida a sua preocupação fiscal, com o equilíbrio das contas e com seguidas negociações para diminuir o peso da dívida na receita do Estado, tendo obtido bons resultados. Entregou para o atual governador um Estado com um quadro fiscal equilibrado, uma situação financeira equilibrada e um crédito de quase R$ bilhões no BNDES. Por outro lado, pesam graves questionamentos sobre os custos e os resultados do mais arrojado, polêmico e nebulosos programa do seu Governo, o bilionário Saúde é Vida, o maio programa de saúde que se tem notícia na região, mas que se revelou inócuo na rede hospitalar básica, salvando-se os hospitais macrorregionais que estão sendo implantados pelo atual Governo.

Politicamente, Roseana Sarney domina completamente o seu grupo partidário, cujo núcleo básico é formado por PMDB e PV – acaba de perder o PTB, que está migrando para a base de Flávio Dino -, mas pode ganhar o PDSB, que deve romper com o governador e firmar aliança com o PMDB – e vai para onde ela decidir. A ex-governadora, porém, sabe que sua candidatura só decolará com chances se o PMDB estiver bem no plano nacional e com possibilidade de se manter no poder. Sabe também que enfrentará Lula como adversário e aliado de Flávio Dino, reforçando o discurso que apontará como quem traiu a aliança com o PT, o que será muito difícil de rebater.

O fato é que os dois estão se preparando, cada um com os seus trunfos, com a sua dinâmica e as suas credenciais.

 

PONTO & CONTRAPONTO

Roberto Rocha se movimenta para construir uma terceira via
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Roberto Rocha: tentando construir a terceira via

A corrida ao Governo do Maranhão no ano que vem pode ter uma terceira via, esta encarnada pelo senador Roberto Rocha, hoje no PSB. Rocha tem clara pretensão governamental e se movimenta emitindo todos os sinais de que é pré-candidato. Movimentos recentes nos bastidores partidários, no entanto, jogaram dúvidas sobre esse projeto. Roberto Rocha parece não se sentir confortável no PSB, onde controla o Diretório de São Luís e mede força com o ex-governador e atualmente deputado federal José Reinaldo Tavares, candidato a senador, e que comanda o Diretório estadual socialista. Os dois pensarem deixar o PSB, mas coincidiu que o destino migratório seria o PSDB, que também passa por um momento de indefinição. José Reinaldo decidiu permanecer no partido, com a garantir de que terá o controle total do partido. Roberto Rocha, por seu turno, tenta ganhar o comando do PSDB no Maranhão, mas enfrenta a resistência, de um lado, do atual presidente, o vice-governador Carlos Brandão, que por sua vez tenta resistir às investidas do ex-prefeito de Imperatriz e tucano de proa Sebastião Madeira, que pretende disputar o Senado e alinhava a candidatura do prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva PSDB, ao Governo do Estado, inicialmente à sua revelia. Tal emaranhado partidário dificulta o projeto de Roberto Rocha, que não pretende ficar à margem da briga pelo voto em 2018 de preferência como candidato a governador. Usado e disposto a chegar onde programou, Roberto Rocha terá de resolver o seu futuro partidário o quanto antes, para que possa armar a estratégia de entrar na briga pelo Palácio dos Leões.

Esquerda radical deve lançar seus candidatos

A corrida para o Palácio dos leões no ano que vem deverá contar, mais uma vez, com representantes da chamada esquerda radical. Se não der uma guinada na direção da esquerda moderada, aliando-se ao PT em torno da candidatura do ex-presidente Lula, o PSOL deverá lançar candidato próprio ao Governo do Estado, que pode ser o advogado Raimundo Prazeres, que saiu-se bem em 2014. O PSTU – que só existe no Maranhão devido à obstinação ideológica do eletricista Marcos Silva e os membros da família Durans – deve lançá-lo outra vez ou a professora  Cláudia Durans. E o PCB é uma incógnita que só se revela às vésperas das convenções, o que só ocorrerá em junho do ano que vem.

 

São Luís, 6 de Fevereiro de 2017.

 

 

 

 

Candidato irreversível ao Senado, José Reinaldo avisa que fica no PSB e vai comandar o partido no Maranhão

 

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José Reinaldo vai comandar o PSB no Maranhão

O deputado federal José Reinaldo Tavares bateu martelo: vai permanecer no PSB e disputar uma das vagas no Senado pelo partido. E com um dado a mais: vai comandar o partido no Maranhão. Com a decisão, o braço maranhense do partido recriado pelo legendário líder pernambucano Miguel Arraes e consolidado pelo seu neto Eduardo Campos ganha finalmente um norte depois de arrastar-se por anos, fragilizado por inconciliáveis conflitos internos, tendo o próprio ex-governador de um lado e o hoje senador Roberto Rocha de outro, somando-se ainda o deputado estadual Bira do Pindaré no epicentro e em guerra aberta contra o segundo. O PSB do Maranhão hoje está dividido em relação ao governador Flávio Dino, que tem José Reinaldo e Bira do Pindaré como aliados, Roberto Rocha como adversário e a deputada federal Luana Alves – que assumiu na vaga aberta com a morte do ex-governador e deputado federal João Castelo – distante do Palácio dos Leões. Os 13 prefeitos que elegeu no ano passado, entre eles Luciano Leitoa (Timon), que oficialmente preside o partido, não formam um corpo partidário sólido, o que faz do PSB maranhenses um partido desfigurado e sem identidade.

Se, de fato, o PSB vier a ser comandado pelo ex-ministro, ex-governador e atual deputado federal José Reinaldo, o partido terá, finalmente, uma identidade, uma linha de ação, que lhe permitirá ampliar o seu espaço na política do Maranhão. Político refreado enquanto pertenceu ao PMDB e ao Grupo Sarney, onde foi inibido pelo domínio absoluto e avassalador de Roseana Sarney, José Reinaldo se agigantou, mostrando coragem pessoal e personalidade política quando rompeu com o grupo em 2003 e comandou o movimento que resultou na histórica eleição de Jackson Lago em 2006. Foi também decisivo no movimento que levou Flávio Dino ao poder em 2014. Dentro do PSB, porém, José Reinaldo sofreu vários entraves e travou embates. Vinha examinando a possibilidade de deixar o partido para ingressar no PSDB, mas decidiu permanecer onde está depois de obter na direção nacional a garantia de que terá o controle do partido no Maranhão, o que será facilitado pela provável migração do senador Roberto Rocha para o PSDB.

Fundado no início dos anos 80 por um grupo formado por Guilherme Freire, Valdelino Cécio, Rossini Corrêa, entre outros – o autor da Coluna assinou o livro de fundação do partido -, o PSB bolou de mão e mão, foi meio de ação de figuras exponenciais da esquerda maranhense, como José Carlos Sabóia, foi “assaltado” por oportunistas e chegou ao extremo de ser comandado pelo “neosocialista” Ricardo Murad, que o usou para fazer de conta que estava rompido com o Grupo Sarney, mas passou-o em frente quando voltou aos braços da locomotiva sarneysista se acomodando no PMDB. O PSB viveu um período de relativa paz sob o comando do respeitado advogado José Antonio Almeida, mas voltou aos conflitos quando o então deputado federal Roberto Rocha promoveu um racha, ficando com o controle do partido em São Luís, ficando José Reinaldo e José Antônio controlando o Diretório estadual, vivendo as duas alas em conflito permanente.

Candidato assumido e irreversível a senador, projeto que foi atropelado duas vezes (2010 e 2014) por divergências dentro do partido, José Reinaldo Tavares reúne todas as condições de transformar o PSB num partido forte, com a participação dos deputados estaduais Bira do Pindaré, Edson Araújo e Rogério Cafeteira – que está com um pé no PDT. O ex-governador poderá reforçar a agremiação com o vice-governador Carlos Brandão, caso ele deixe o PSDB, o que fatalmente acontecerá se a direção nacional decidir entregar o comando do ninho dos tucanos maranhenses ao ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, como, ao que tudo indica, está sendo desenhado em Brasília.

O fato é que uma mudança de orientação no PSB poderá soltar as amarras do partido e animar o quadro pré-eleitoral do Maranhão. Político de peso e focado num projeto para o qual dispõe das credenciais necessárias, José Reinaldo poderá levar o PSB a um patamar elevado nas eleições do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Especial

Governo inaugura um Caic e um Iema em São José de Ribamar
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Luis Fernando Silva, Flávio Dino e Jonathan Almada no laboratório do Iema

Educação de qualidade e novas oportunidades serão ofertadas pelo Governo do Maranhão aos estudantes de São José de Ribamar, a partir da entrega da primeira Unidade Plena do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia (Iema) e do Centro de Educação Integral Cidade de São José de Ribamar (Caic), inaugurados nesta quinta-feira (23), pelo governador Flávio Dino (PCdoB), ao lado do prefeito Luis Fernando Silva (PSDB). As inaugurações fazem parte do projeto de reestruturação da Rede Estadual de Ensino. As unidades reforçam a estrutura escolar da Cidade do Padroeiro, que já conta com duas escolas de tempo integral, o que a torna um polo educacional importante no Maranhão.

– Estamos mostrando que a gestão parceira surte resultados e que o Brasil tem jeito. Aqui no Maranhão caminhamos para grandes conquistas, a partir de um esforço coletivo e pelo bem da população. Essas inaugurações são muito especiais – destacou o governador Flávio Dino, com visível empolgação. Com o Iema Ribamar, somam cinco as unidades plenas entregues pelo Governo aos municípios de Bacabeira, Axixá, Coroatá e São Luís.

Por isso, também nesta quinta-feira (23), o governador Flávio Dino entregou, totalmente reformado e equipado, o novo prédio do Caic, que já tem 20 anos de funcionamento. “É um grande orgulho entregar mais uma escola que estava em uma situação degradante e, que, agora, se torna uma escola digna para a comunidade”, enfatizou o secretário de Estado de Educação (Seduc), Felipe Camarão, destacando o investimento que o Governo tem feito na recuperação física das unidades escolares.

Para o prefeito do município, Luís Fernando Silva, que construiu as duas escolas de tempo integral de São José de Ribamar na sua gestão passada, as inaugurações consolidam os esforços para melhorar a qualidade do ensino na região. “É mais uma escola em tempo integral que nasce na cidade, agora com ensino médio e soma ao pioneirismo que tivemos em implantar esta modalidade no município. Parabenizo o governador pelo compromisso e pela parceria com a nossa cidade”, ressaltou.

IEMA – A Unidade Plena do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema), com sede na Estrada de Panaquatira, Lote 01, bairro Mutirão, conta com 10 salas de aula, dois laboratórios, cozinha, refeitório, quadra poliesportiva com área urbanizada, auditório com instalação acústica, ginásio e laboratórios adequados e tem capacidade para 450 alunos em tempo integral. O prédio foi todo refrigerado e adaptado para receber pessoas com deficiência. O auditório tem capacidade para 200 pessoas. Na grade curricular serão ofertados cursos técnicos de Agricultura Orgânica, Guia de Turismo, Eletromecânica e Informática (Manutenção de Redes).

“A inauguração de mais essa unidade do Iema só reforça o compromisso do governador Flávio Dino com a implantação do ensino em tempo integral e profissionalizante. Estamos felizes em poder consolidar esse importante projeto”, destacou o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Jonathan Almada.

A jovem Nívea Ribeiro não conteve a satisfação com as melhorias no prédio. Para ela, um ganho imensurável na educação dos ribamarenses. “Levei um susto quando vi a nova estrutura. Nunca pensei que pudesse estudar em uma escola tão boa e equipada. Quando vi, pensei, ‘aqui começa o meu futuro’. Estou muito feliz por essa oportunidade”, disse a estudante (Secom, com adaptações).

São Luís, 23 de Fevereiro de 2017.

Madeira pleiteia o comando do PSDB no Maranhão e coloca Brandão em situação complicada

 

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Crise perfeita: ex-prefeito Sebastião Madeira quer o comando do PSDB que hoje está com o vice-governador Carlos Brandão

O ex-prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, acendeu o rastilho de pólvora que faltava para criar a “crise perfeita” no PSDB do Maranhão e cujo desfecho definirá o rumo do partido em 2018. Em entrevista que concedeu nesta semana, em Brasília, a jornalistas da Região Tocantina, Madeira revelou, com todas as letras e a devida ênfase, que está pleiteando junto à direção nacional o comando do PSDB no Maranhão, o que, se aceito, significará a destituição do vice-governador Carlos Brandão da presidência do partido no estado. Na entrevista, Sebastião Madeira sinalizou que o PSDB maranhense não abraçará o projeto de reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), devendo repetir no estado a aliança que mantém hoje no plano nacional com o PMDB. O ex-prefeito de Imperatriz admitiu duas possibilidades para ele nas eleições do ano que vem: ser candidato à Câmara Federal ou ao Senado.  O vídeo da entrevista – postado ontem pelo bem informado blog de Gláucio Ericeira – caiu como uma bomba dentro do PSDB, no Palácio Henrique de la Rocque (sede da Vice-Governadoria) e repercutiu no Palácio dos Leões e em gabinetes do Senado e da Câmara Federal.

Sebastião Madeira sabe onde está pisando. Para começar, tem credibilidade junto à cúpula do PSDB, da qual na participou quando deputado federal nos anos e 80 e 90, tendo presidido o Instituto Teotônio Vilela, o braço doutrinário e ideológico do PSDB, com forte influência política nos dois governos de FHC. Depois que assumiu a Prefeitura de Imperatriz, em janeiro de 2009, se afastou da vida partidária no plano nacional e regional, dedicando-se, de maneira obstinada, a executar o seu programa de governo, dedicação que resultou na reeleição em 2012. Com a bagagem de quem fez a sua parte, ele agora se prepara para tentar a volta à vida parlamentar como candidato a senador ou a deputado federal. Avalia que o PSDB do Maranhão está fora de contexto, e acredita que com a direção atual o partido não irá a lugar algum. Daí o movimento que faz em Brasília para a direção nacional destitua Carlos Brandão e lhe entregue o comando do partido.

Não há dúvidas de que o impacto maior das declarações de Sebastião Madeira ocorreu no Palácio Henrique de la Rocque, cidadela de onde o vice-governador Carlos Brandão vem se desdobrando – de uns tempos para cá com visíveis dificuldades – para manter o controle do tucanato maranhense. Inicialmente, ele vinha acompanhando atentamente os movimentos do senador Roberto Rocha, que não esconde o seu projeto de se reconverter à socialdemocracia liberal tucana, de preferência como seu chefe maior no Maranhão, posição que já ocupou e nunca se conformou por tê-la perdido. Brandão já trabalhava com o risco de perder o controle do partido para Roberto Rocha; a movimentação de Sebastião Madeira torna sua situação bem mais delicada, a começar pelo fato de que ele não pode dar aos chefes nacionais do PSDB a garantia de que se afastará do governador Flávio Dino e se aproximará do PMDB controlado pelo Grupo Sarney. Se Brandão cair, o governador Flávio Dino fatalmente perderá o PSDB como parte da sua aliança e, pior, o terá como adversário.

O movimento de Sebastião Madeira também não tem a simpatia do senador Roberto Rocha, e por uma razão simples: só lhe interessa voltar no comando do partido, o que dificilmente ocorrerá se Madeira mantiver de pé o seu projeto político-eleitoral. E como está claro que o ex-prefeito de Imperatriz não vai abrir mão de comandar o partido no Maranhão, é lógico prever que o senador Roberto Rocha vai preferir continuar dividindo com o deputado federal e ex-governador José Reinaldo o comando do PSB no estado. Nesse caso, Sebastião Madeira caminha para levar a melhor.

É claro que, pragmáticos como são, os tucanos de alto coturno tentarão encontrar uma solução negociada para não mandar o vice-governador Carlos Brandão procurar outra legenda. A Brandão, no entanto, só interessa continuar no PSDB sendo o seu timoneiro, não admitindo sair da cadeira principal para ser comandado de Sebastião Madeira. O desfecho mais provável desse jogo de xadrez é que, agora sem a presença forte do ex-governador João Castelo – os tucanos maranhenses voltem às origens e sigam em frente com o ex-prefeito de Imperatriz.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pedro Lucas tem vontade e DNA para apoiar metropolização
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Pedro Lucas Fernandes traz o DNA de Pedro Fernandes e o estímulo de Manei Ribeiro

Se, de fato, vier a assumir o comando da Agência Metropolitana, como foi oficiosamente anunciado, o vereador Pedro Lucas Fernandes (PTB) terá todas as condições de realizar um trabalho de envergadura dentro da linha que lhe for traçada pelo governador Flávio Dino. Dois fatores serão decisivos para que o edil ludovicense comande o novo órgão com uma visão mesclada de técnica e política. O primeiro fator é o próprio vereador, um dos bons quadros mais promissores da novíssima geração de políticos maranhenses, que demonstrou um visível entusiasmo no exercício do primeiro mandato e que iniciou o segundo como quem pretende pisar no acelerador. O segundo fator é o seu DNA político relacionado com a Ilha de Upaon Açu, em especial o município de São Luís. Além da sua formação, Pedro Lucas Fernandes traz na bagagem a experiência acumulada pelo pai, o ex-vereador e deputado federal Pedro Fernandes, engenheiro civil por formação e político por opção, e por isso mesmo com um passado de mergulho profundo nos problemas da cidade e seus arredores, seja como vereador atuante ou como secretário de obras de várias gestões, entre outros cargos que exerceu. Além do pai, Pedro Lucas Fernandes pode também ser estimulado pela experiência políticas do tio, o ex-vereador e ex-deputado Manoel Ribeiro, que comandou a Câmara Municipal da Capital por quase uma década, fazendo política e se enfronhando nos problemas da cidade, de tal modo que comandou a cidade como prefeito por alguns dias. Não há dúvidas de que o vereador petebista está preparado para os desafios do cargo, que será a de coordenar o processo de metropolização. Mas, se souber somar a sua visão, a sua vontade e a sua competência com a experiência acumulada pelo pai e os sopros de ação do tio, o vereador Pedro Lucas Fernandes reunirá as condições para realizar um trabalho excepcional.

 

Francisca Primo festeja nova lei de proteção da mulher
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Francisca Primo: preocupada com a proteção das mulheres no Brasil

A deputada Francisca Primo (PCdoB) elogiou ontem a aprovação pela Câmara Federal do Projeto de Lei nº 5.555/2013, que pune a divulgação não autorizada de vídeo e dados de mulheres na internet. O projeto modifica a Lei Maria da Penha nº 11.340/2006 para criminalizar a divulgação pela internet ou por outros meios de imagens, vídeos e áudios, montagens ou fotocomposições de mulheres sem o seu expresso consentimento. A deputada avalia o projeto como mais um instrumento de proteção à mulher que tem a finalidade de punir quem expor indevidamente a mulher. “O aperfeiçoamento dessa lei será mais uma conquista das mulheres, porque o machismo ainda é uma violência de natureza estrutural no nosso país. A cada 90 minutos uma mulher é vítima agressão fatal no Brasil. Segundo a deputada, esse aditivo vem para o acolhimento da mulher vítima de violência na internet”, afirmou Primo. “As mulheres têm sido atacadas com a situação falsa e absurda que expõe a sua intimidade, podendo levar até ao suicídio a partir dessas circunstâncias. Então a partir de hoje, as mulheres contam com mais essa proteção”, finalizou Francisca Primo.

 

São Luís, 22 de Fevereiro de 2017.