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Roberto Costa anuncia: MDB quer Roseana Sarney na disputa para a Prefeitura de São Luís

 

Roberto Costa in forma que MDB quer Roseana Sarney na disputa em São Luís

O MDB quer a ex-governadora Roseana Sarney como sua candidata à Prefeitura de São Luís no ano que vem. Essa vontade do partido, já transformada em projeto, foi expressada ontem pelo seu vice-presidente regional, deputado Roberto Costa, em discurso na Assembleia Legislativa. “O partido tomou uma decisão muito clara e definitiva de apresentar o nome da ex-governadora Roseana para disputar a Prefeitura de São Luís”, anunciou Roberto Costa, acrescentando que essa posição partidária será confirmada no dia 02 de dezembro, na convenção partidária, que contará com a presença do presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP). Roberto Costa explicou que a escolha de Roseana Sarney para disputar a Prefeitura de São Luís é a linha de frente de um movimento que o seu partido articula para lançar candidatos na maioria dos municípios maranhenses, a começar pelos maiores.

Na avaliação do partido, segundo o deputado Roberto Costa, as obras estruturantes realizadas por Roseana Sarney nos 13 anos em que esteve à frente do Governo lhe dão autoridade política para pleitear a Prefeitura da Capital. O líder emedebista não informou se a ex-governadora topa ser candidata, limitando-se a declarar que a posição por ele anunciada é uma decisão do partido do partido, deixando em aberto a prerrogativa dela de aceitar ou não.

– O MDB, após as eleições (2018), tem feito uma reflexão importante no sentido de avaliar o resultado das urnas, o comportamento da população em relação ao nosso sistema político. Houve mudanças importantes do eleitor, e nós precisamos buscar novamente a sintonia com a nossa população, com os nossos eleitores -, analisou o vice-presidente do MDB, dizendo acreditar – ele, pessoalmente, e o partido como um todo – que Roseana Sarney tem lastro para liderar a chapa emedebista como candidata à Prefeitura de São Luís. Assinalou que o partido avalia outros nomes para liderar o projeto eleitoral na Capital, mas ressalvou que as obras estruturantes realizadas nas gestões da ex-governadora – avenidas, viadutos, UPAs, Vivas, etc. – a colocam numa posição destacada dentro do partido.

Ao propor a candidatura da ex-governadora, Roberto Costa mostrou o quanto o MDB está determinado a conter sua desidratação política e eleitoral que vem emagrecendo o partido desde as eleições de 2014, aproveito a megaestrutura que a agremiação tem nos municípios, como um partido bem estruturado. “O MDB precisa ter novamente uma participação decisiva com a candidaturas próprias nas grandes cidades”, avaliou, afirmando que esse processo começa precisamente com o lançamento da ex-governadora Roseana Sarney para o comando da Capital. E informou que o MDB estuda lançar candidatos competitivos nos grandes municípios, numa estratégia que será consumada na reunião partidária com a presença do presidente nacional da agremiação.

O anúncio do deputado Roberto Costa foi feito quatro dias depois que o PV lançou a pré-candidatura do deputado estadual Adriano Sarney ao mesmo cargo. Roberto Costa esclareceu que uma coisa nada tem a ver com a outra, que o MDB não tem qualquer ligação com as decisões do PV e que Roseana Sarney é do MDB e não do partido controlado pelo irmão e pelo sobrinho dela. Para o deputado, que é atualmente o mais importante articulador do MDB no Maranhão e liderando um forte movimento de renovação dentro da agremiação apoiado pela ala jovem do partido, a candidatura da ex-governadora fortalecerá o MDB e elevará o nível do debate sobre os problemas da Capital.

Com a decisão, o MDB praticamente descarta outras candidaturas, como a do juiz federal Carlos Madeira, que se aposentará em dezembro, mas demorou para dar uma resposta definitiva ao partido. Resta saber como reagirá a ex-governadora Roseana Sarney, que recentemente, ao ser indagada sobre uma declaração do parlamentar emedebista sobre o assunto, respondeu com um enigmático “Nem, nem, nem”, deixando mais dúvida do que certeza no ar. É possível que agora, diante de um posicionamento do partido, ela reaja de uma maneira mais clara, ainda que seja para declinar da escolha. Ou surpreenda topando o desafio.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pesquisa acende sinal de alerta nas pontas e no centro da disputa pelo comando de São Luís

Nos extremos, Eduardo Braide e Rubens Jr. são alertados pela pesquisa Exata

A mais recente pesquisa Exata sobre a corrida sucessória em São Luís ligou sinal de alerta no centro e nas duas pontas do pelotão de aspirantes. Primeiro, apontou que o favoritismo do deputado federal Eduardo Braide (Podemos), que aparece na liderança absoluta com 40% das intenções de voto, não é tão sólido quanto aparentou nos primeiros levantamentos. Segundo porque, com 1% das preferências, o deputado federal Rubens Júnior (PCdoB) precisa ter seu projeto turbinado. E terceiro porque no centro do pelotão pré-candidatos o deputado estadual Wellington do Curso (PSDB), com 12% das preferências, não está fora do páreo e mede força com o deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB) é o 3º colocado com 11% das intenções de voto. No mesmo cenário aparecem ainda o deputado estadual Neto Evangelista (DEM) empatado com o deputado federal Bira do Pindaré (PSB), ambos com 6%, seguidos do vereador Osmar Filho (PDT) e do deputado estadual Adriano Sarney (PV), ambos com 3%, e do deputado estadual Yglésio Moises (sem partido) alinhado com o radialista Jeisael Marx (Rede) os dois com 1%. E vale destacar que a soma de brancos, nulos e indecisos alcança 15%.

Qualquer avaliação equilibrada e isenta desse cenário concluirá que, ainda que lidere com ampla folga, Eduardo Braide já não desfruta de cacife para liquidar a fatura no 1º turno, como previram outras pesquisas – em uma delas apareceu com 65% das intenções de voto.  Agora, seu cacife é de 40%, o que já não lhe daria vitória em turno único. A perda de intenções de voto por Eduardo Braide é reflexo direto do surgimento de outros candidatos, todos eles com potencial de crescimento, o que pode comprometer seriamente o seu favoritismo. E com um dado agravante: a baixa se dá a pouco mais de 10 meses da eleição, quando a lógica política indica que esse é um momento de crescimento, e a experiência relata que quem perde pontos nesse momento dificilmente os recupera.

Na outra ponta da linha, o deputado federal Rubens Júnior, um dos nomes do PCdoB incluído na disputa, aparece com 1% das intenções de voto, repetindo performance encontrada por outros levantamentos. Secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Rubens Júnior tem consistência política, conta com o incentivo do partido e, para analistas da base governista, pode deslanchar. O problema é que a eleição está marcada para daqui a pouco mais de 10 meses, um período não muito folgado para se decidir uma candidatura num campo de batalha tão minado como o de agora. Pode ganhar musculatura se for definido candidato do Palácio dos Leões até janeiro.

 

Weverton Rocha e Juscelino Filho negociam a migração de Neto Evangelista do DEM para o PDT

Neto Evangelista pode ser liberado pelo DEM para ingressar no PDT

A corrida para a Prefeitura de São Luís pode causar uma migração partidária impensável há algumas semanas. Corre forte nos bastidores que estão avançadas negociações para que o deputado estadual Neto Evangelista deixe o DEM e ingresse nas fileiras do PDT, de modo a tornar-se candidato do partido à Prefeitura de São Luís. A articulação se dá entre o senador Weverton Rocha, chefe maior do PDT maranhense, e o deputado federal Juscelino Filho, que comanda o DEM no estado. A explicação é simples. O PDT não dispõe de um nome consistente para disputar a Prefeitura de São Luís, e o DEM tem um bom nome, mas não tem estrutura política e partidária para embalar a candidatura. Determinado a não entregar sua joia preciosa, que comanda desde 1989 – num processo só interrompido pela eleição de João Castelo (PSDB) em 2008, e pela eleição de Edivaldo Holanda Júnior em 2012, então filiado ao PTC e que mais tarde migraria para o arraial brizolista -, o PDT quer Neto Evangelista nos seus quadros, apostando que essa candidatura pode atrair aliados. A princípio, o comando do DEM refugou, mas agira, depois de várias rodadas de conversa, há sinais de que o presidente Juscelino Filho estaria disposto a liberar Neto Evangelista, livrando-o do risco de perder o mandato. Há quem diga que esse acordo será amarrado e anunciado ainda neste ano.

São Luís, 26 de Novembro de 2019.

16ª Conferência: PCdoB consolida Flávio Dino, avaliza ações do Governo e define rumos para 2020 e 2022

 

Flávio Dino, Márcio Jerry, Luciana Santos (presidente nacional) e Othelino Neto: comando do PCdoB consolidado na 16ª Conferência Estadual do partido

O braço maranhense do PCdoB, de longe o mais musculoso e influente do partido em todo o País na atualidade, com a responsabilidade de comandar os Poderes Executivo e Legislativo do Estado, realizou sexta-feira e sábado, em São Luís, a sua 16ª Conferência Estadual, por meio da qual confirmou a sólida liderança do governador Flávio Dino, agora vendo nele um potencial presidenciável para 2022. O partido reelegeu presidente o deputado federal Márcio Jerry e avisou que irá com tudo para as eleições municipais do ano que vem, com o objetivo de eleger pelo menos 60 dos 217 municípios maranhenses, a começar pelo sucessor do deputado Edivaldo Holanda Jr. (PDT) na Prefeitura de São Luís e pelo deputado Marco Aurélio em Imperatriz. Foi sua maior reunião, tendo atraído 300 delegados municipais e mais de 800 participantes.

A abertura, na noite de sexta-feira, contou com a presença de líderes de diversos partidos que formam a aliança que dá suporte ao Governo do Estado – Josimar de Maranhãozinho (PL), Gastão Vieira (PROS), Cléber Verde (Republicanos), Bira do Pindaré (PSB), entre outros -, e da presidente nacional, a vice-governadora de Pernambuco Luciana Santos, que destacou a importância do PCdoB maranhense e o tamanho do político Flávio Dino no cenário nacional. O ato de abertura foi encerrado com um denso e entusiasmado discurso do governador, que criticou o Governo do presidente Jair Bolsonaro, condenou sua política de confronto, defendeu a libertação do ex-presidente Lula e sinalizou nas entrelinhas que, se for o caso, está pronto para entrar na corrida presidencial.

No plano geral, os líderes, delegados e militantes do PCdoB avaliaram que o partido está no caminho certo no Governo do Maranhão, optando por aplicar o grosso dos recursos disponíveis em obras de infraestrutura e na construção do chamado “estado social”, com investimentos num sistema educacional forte – escola digna, escola de tempo integral e IEMAS –, numa estrutura de saúde – hospitais, clínicas especializadas e espaços de saúde e lazer – e segurança pública, com a aplicação dos recursos possíveis na estrutura policial e na humanização dos presídios. E no plano político, as lideranças do PCdoB ratificaram a bem-sucedida política de alianças mantida pelo governador Flávio Dino.

O mesmo aval foi dado à movimentação do governador no plano nacional, como a importante participação dele na defesa da liberdade do ex-presidente Lula da Silva (PT) – o governador participou da abertura da Conferência com uma camiseta com a palavra-de-ordem “Lula livre” estampada no peito. Ao mesmo tempo, sinalizando que tem o PT e outros partidos de esquerda como aliados preferenciais, o PCdoB deixou muito claro que o seu foco é para uma candidatura presidencial própria, só condicionada a uma eventual – mas improvável – candidatura de Lula da Silva em 2022. Tanto que, depois de afirmar que “aqui no Maranhão vocês fazem a diferença, vocês são o contraponto dessa onda antipovo e antinacional que se chama bolsonarismo”, a presidente nacional do PCdoB foi taxativa: “Em 2022 o PCdoB terá um candidato à presidência do Brasil”.

No seu discurso, o governador Flávio Dino mandou para o espaço a especulação de que poderia mudar de partido para disputar a eleição presidencial, enfatizando que no plano partidário o que funciona é a parceria: “Nós somos um partido que valoriza a lealdade e valorizamos tanto que a ação judicial que soltou o presidente Lula foi proposta pelo PCdoB. E, eu lembro isso porque preciso ter coragem para enfrentar aquilo que se apresenta como dominante”. E na mesma linha, como um recado direto a aliados que se fecham, acrescentou: “Precisamos ter coração e coragem para continuar a marcha da esperança com o sorriso nos lábios, nos orgulhando das nossas conquistas, dos elogios que recebemos pelo que estamos fazendo no Maranhão. Estou muito feliz, tranquilo e determinado porque, o que nós estamos fazendo no Maranhão, conseguimos fazer em todo o Brasil. Viva o PCdoB”. Foi ovacionado por líderes e militantes do partido e aplaudido pelos chefes partidários aliados   presentes.

Em resumo: na sua 16ª Conferência Estadual, o PCdoB do Maranhão deixou claro que o seu projeto de poder no estado vai muito além do Governo Flávio Dino.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Reeleito presidente do PCdoB, Márcio Jerry mantém função de principal articulador do Governo

Márcio Jerry (camisa amarela na mesa) foi reeleito por aclamação pelos delegados

O deputado federal Márcio Jerry foi reeleito presidente do PCdoB no Maranhão na 16ª Conferência Estadual. A decisão, tomada por aclamação, confirmou uma reeleição largamente anunciada, uma vez que nada havia de divergência quanto a esse ponto. Um dos mais ativos e coerentes militantes da esquerda no Maranhão, forjado nas complicadas assembleias do Movimento Estudantil, o que lhe deu experiência e habilidade para atuar como articulador dentro e fora da esquerda, Márcio Jerry se tornou a principal referência do PCdoB maranhense depois de Flávio Dino. Tanto que com a chegada ao poder em 2014, foi designado para comandar duas áreas sensíveis e de importância capital para o Governo: a comunicação e a articulação política, sem abrir mão da presidência do partido, e com a complicada tarefa de ser o principal conselheiro político do governador. Deu conta das tarefas, e sempre atuando na linha de frente da defesa do Governo, o que lhe permitiu pavimentar via política e eleitoral que o mandou para Brasília em 2018. Na Câmara Federal, Márcio Jerry vem cumprindo exatamente o roteiro anunciado na campanha: Oposição implacável ao Governo Bolsonaro, defendendo, ao mesmo tempo, um relacionamento institucional republicano entre o Palácio dos Leões e o Palácio do Planalto, ocupando cada vez mais na cúpula nacional do PCdoB. Sua reeleição se explica com o fato de que neste momento dificilmente outro nome se ajustaria ao comando do partido como o dele. Ao receber a aclamação, ele declarou:

“Continuarei me dedicando ao máximo para manter o PCdoB na rota do crescimento, da ampliação de espaço e da construção de alternativas não apenas para o Maranhão, mas também para o Brasil”.

 

Othelino Neto ganha musculatura política no comando da Alema e amplia espaço no PCdoB

Ao lado de Flávio Dino, Marcio Jerry e Luciana Santos, Othelino Neto defendeu o Governo e a ação política do PCdoB durante a 16ª Conferência Estadual do partido

A 16ª Conferência Estadual do PCdoB consolidou o deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa (Alema), como uma das lideranças mais fortes do partido. Primeiro pelo espaço que vem ocupando como militante da agremiação, e depois pelo forte trabalho de articulação que vem realizando como chefe do Poder Legislativo no sentido de manter o ambiente republicano que vem garantindo a estabilidade institucional e, com ela, a governabilidade no Maranhão, o que significa também administrar a pancadaria da Oposição contra o Governo. No seu discurso, Othelino Neto falou inicialmente como militante partidário defendendo a união das correntes de esquerda na atual conjuntura nacional, e também no estado. E defendeu o diálogo como o meio mais eficiente e republicano de construir a estabilidade política. “É preciso que nós, da esquerda, tenhamos a capacidade de conversar. Nós precisamos estar juntos para tirar o Brasil desse atual quadro político que atravessa”, declarou. E acrescentou: “Nós, do PCdoB, valorizamos muito esses momentos que nos encontramos para fazermos uma análise da conjuntura nacional e do Maranhão e, também, para um balanço do que este grupo político, liderado pelo governador Flávio Dino, vem fazendo para mudar a realidade do nosso estado”. Seu discurso, feito em tom sóbrio, mas firme, como é sua marca, foi bem recebido pelos participantes do evento. Saiu ao evento maior do que quando entrou.

São Luís, 24 de Novembro de 2019.

Pesquisa mostra Eudes Sampaio em baixa e Jota Pinto liderando a corrida sucessória em Ribamar

Escutec: o prefeito Eudes Sampaio é terceiro na corrida sucessória liderada por Jota Pinto em São José de Ribamar

Uma nuvem política carregada, formada por densos números de uma pesquisa feita pelo instituto Escutec para identificar as tendências do eleitorado sobre sucessão municipal, estacionou sobre o tabuleiro político de São José de Ribamar, mudando radicalmente a impressão inicial de que o prefeito Eudes Sampaio (PTB) estaria liderando a corrida, com folga. A pesquisa, além de mostrá-lo numa incômoda posição entre os candidatáveis à Prefeitura, revelou que sua imagem como gestor está em baixa, e para completar o quadro cinzento, o levantamento apontou o ex-deputado Jota Pinto (Patriotas) como favorito, com larga margem de vantagem nesse momento da corrida sucessória. Jota Pintem tem 31% das intenções de voto, seguido Eudes Sampaio e Nonato Lima (PDT), empatados com 16% cada. E num segundo cenário, Jota Ponto lidera com 26%, seguido de Beto Vilas (PV) com 18% e de Eudes Sampaio em terceiro com 13%, à frente apenas de Nonato Lima (MDB), com 9%.

Os números da pesquisa Escutec colocam o prefeito Eudes Sampaio numa posição eleitoralmente complicada e politicamente delicada no cenário da disputa em andamento. A complicação eleitoral se dá por motivos óbvios, pois se os números da pesquisa expressarem a realidade – e não há motivo para duvidar -, Eudes Sampaio terá de se desdobrar para sair da terceira colocação e enfrentar o favoritismo escancarado do ex-deputado Jota Pinto, que em todos os cenários aparece com mais de uma dezena de pontos percentuais à sua frente. Politicamente, a posição do prefeito na corrida sucessória poderá indicar uma forte perda de prestígio do próprio dirigente e do seu principal avalista político, o ex-prefeito Luís Fernando Silva, que, inexplicavelmente, renunciou ao cargo para se tornar secretário do Governo Flávio Dino.

Em São José de Ribamar, a equação é simples. E começa com um fator indiscutível: o prefeito Eudes Sampaio, mesmo tendo trajetória própria, representa o poder de fogo do ex-prefeito Luís Fernando Silva na disputa. Ele foi vice-prefeito eleito em 2012, reeleito em 2016, e com a renúncia do titular, foi presenteado com dois anos e meio de mandato, uma prefeitura ajustada, e uma chance real de se reeleger no ano que vem. Para muitos, bastaria que o prefeito mantivesse o ritmo deixado pelo antecessor para chegar à corrida às urnas em condições de disputar com chance de renovar o mandato. Não há indicativos de que o prefeito Eudes Sampaio tenha cometido algum desatino administrativo; ao contrário, a informação corrente é a de que ele tem sido um gestor ponderado e com os pés no chão. Essa correção, porém, não está se refletindo no seu prestígio político e eleitoral.

Vale lembrar que São José de Ribamar é hoje o quinto maior e mais importante colégio eleitoral do Maranhão, com pouco mais de 100 mil eleitores, e com forte participação na movimentação política da região metropolitana polarizada por São Luís. Ali, embalado por sua aliança com a então governadora Roseana Sarney (MDB), Luís Fernando Silva tornou-se liderança dominante do município nos últimos 15 anos, com um domínio político e eleitoral tamanho que em 2016 voltou ao cargo com quase 90% dos votos, algo sem paralelo em eleições municipais no Maranhão. Aliados do prefeito imaginavam que seus esforços administrativos e a força do ex-prefeito lhe dariam gás para se reeleger sem problemas. Mas a julgar pelos números do Escutec, erraram feio nesse cálculo.

A pesquisa Escutec “presenteou” o prefeito Eudes Sampaio com um pacote de más notícias, com o atenuante de que elas chegaram a 10 meses da eleição, tempo suficiente para que ele coloque todas as suas cartas sobre a mesa, avalie seus passos administrativos e refaça sua estratégia para seduzir o eleitorado e reverter o quadro desfavorável. Vai conseguir? É difícil prever. Mas como a política tem dinâmica imprevisível e costuma surpreender, é possível que o prefeito Eudes Sampaio possa virar o jogo a seu favor.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Martelo batido I: PV lança Adriano Sarney candidato a prefeito de São Luís

Adriano Sarney, ao lado do pai, ex-deputado Sarney Filho, é lançado pelo PV candidato à Prefeitura de São Luís

O PV bateu martelo: o deputado estadual Adriano Sarney será o candidato do partido à Prefeitura de São Luís. A decisão foi tomada em durante encontro da agremiação, realizado na quinta-feira, na Assembleia Legislativa. Com a opção de lançar Adriano Sarney, avalizada pelo ex-deputado federal e atual secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal Sarney Filho, o PV sai na frente, deixando claro que está determinado a seguir rumo próprio, fora, portanto, do que ainda resta do Grupo Sarney. Tanto que nenhuma figura expressiva do sarneysismo – como a ex-governadora Roseana Sarney, por exemplo – participou do encontro. Não foi registrada a presença de representantes do MDB, hoje efetivamente comandado pelo deputado estadual Roberto Costa – que defende candidatura própria do partido -, nem do PSD, que tem à frente no estado o deputado federal Edilázio Jr., e nem do PSC, liderado no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Jr.. Segundo Ivanilson Gomes, membro do Diretório Nacional do PV, a escolha de Adriano Sarney se deu com base numa consulta feita internamente e na qual a maioria dos verdes consultados apontou o parlamentar como o nome ideal para disputar a Prefeitura pela agremiação. Os verdes também elegeram o ex-deputado federal e ex-ministro do Mio Ambiente Sarney Filho como presidente de honra da legenda no Maranhão. Na avaliação de um sarneysistas histórico, a decisão do PT consuma de vez o racha que vem há tempos erodindo a base do Grupo Sarney.

 

Martelo batido II: Bira do Pindaré é o candidato do PSB na Capital

Bira do Pindaré é aclamado candidato a prefeito de São Luís pelos membros do diretório do PSB na Capital

O deputado federal Bira do Pindaré está confirmado pré-candidato do PSB à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. A confirmação se deu em encontro realizado pelo partido na quinta-feira. Foi a segunda vez que a cúpula do PSB no Maranhão se reuniu para cantar essa pedra. Só que desta vez, para embalar o projeto de eleger Bira do Pindaré prefeito da Capital, o PSB lançou também o movimento “Pensa São Luís”, por meio do qual pretende levar a discussão dos problemas da cidade diretamente ao cidadão-eleitor. A reafirmação da candidatura de Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís se deu durante plenária organizada pelo Diretório do partido na Capital, que também   iniciou um amplo debate interno para definir candidaturas do partido à Câmara Municipal.  “Com o movimento ‘Pense São Luís’, estamos abrindo um canal de comunicação diretamente com o povo de São Luís, para discutir os problemas da cidade, mas também para discutir as soluções. Nós queremos construir um caminho com participação popular, que é uma marca que temos na nossa trajetória”, assinalou Bira do Pindaré. No mesmo ato, o PSB definiu ainda que a candidatura do parlamentar ao Palácio de la Ravardière será oficializada no dia 13 de dezembro, data dedicada à Balaiada.

São Luís, 23 de Novembro de 2019.

“Aliança” de Bolsonaro vai ter dificuldades de arranjar seguidores no Maranhão

 

Rindo do quê?: O presidente Jair Bolsonaro (d) e o senador investigado Flávio Bolsonaro no lançamento do  partido Aliança pelo Brasil, se ele vingar em 2020

Se depender dos seus apoiadores, o Aliança pelo Brasil, o embrião de partido de extrema-direita anunciado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro não terá futuro no Maranhão, mesmo que ele venha a vingar o plano nacional. Com exceção da deputada estadual Mical Damasceno, que já revelou enfaticamente a sua disposição de deixar o PTB, pelo qual se elegeu, para ingressar no partido bolsonarista, nenhum outro deputado estadual ou federal tornou público o propósito deixar seu atual partido e ingressar nas fileiras do Bolsonaro. Pelo que começa a ser desenhado, se conseguir emplacar 490 mil assinaturas em nove estados da Federação até maio do ano que vem, conforme a lei que regulamenta a criação de partido político, a agremiação bolsonaristas terá de ser comandada no estado pela ex-prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, que já estaria deixando o PSL. Se tudo isso se confirmar, o partido do presidente nascerá no Maranhão bem menor que o PSL, que pelo visto não o perderá espaço com a saída do presidente e sua turma.

Para começar, o senador Roberto Rocha, que desde janeiro vem se comportando como um bolsonarista de primeira linha, avisou que não deixará o PSDB para ingressar na agremiação do presidente. Isso não quer dizer que Roberto Rocha se afastará do presidente, a quem continuará apoiando com todo o seu vigor, apesar de o seu partido está posicionado contra o Governo Bolsonaro no Congresso Nacional. Além do apoio pessoal ao presidente, que o tem como aliado fiel, Roberto Rocha vai continuar inteiramente alinhado ao Palácio do Planalto.

Na esfera da Câmara Federal nenhum dos integrantes da bancada maranhense ensaiou migrar do a[partido atual para o Aliança pelo Brasil. Nenhum dos deputados que apoiam abertamente o Governo, como Aluísio Mendes (Avante), Hildo Rocha (MDB), Edilázio Jr. (PSD) e Pastor Gildenemyr (PL), nem dos que mantêm uma relação amistosa com o Palácio do Planalto, como André Fufuca (PP), Juscelino Filho (DEM), Pedro Lucas Fernandes (PTB), Josimar de Maranhãozinho (PL), Júnior Lourenço (PL), Marreca Filho (Patriota) e Gil Cutrim (PDT), se manifestou até agora interessado no Aliança. Mesmo os quatro bolsonaristas assumidos, o único que estaria pensando seriamente em migrar para o Aliança é Pastor Gildenemyr, que se elegeu pelo PMB, passou para o PL, sendo apenas uma possibilidade que sequer foi admitida pelo próprio deputado.

Na Assembleia Legislativa, o Aliança só deve contar mesmo com a deputada Mical Damasceno, que foi a única voz a ocupar a tribuna para falar do assunto e anunciar que está disposta a deixar o PTB, pelo qual se elegeu, para formar fileira na base bolsonaristas. No plano estadual, a posição mais curiosa é a do deputado Pará Figueiredo, único eleito pelo PSL, mas que até agora não disse uma só palavra, na tribuna ou fora dela, sobre o assunto. Com seu silêncio obstinado, o deputado Pará Figueiredo dá até agora a impressão de que prefere continuar no PSL. Se essa tendência for confirmada, somente a deputada Mical Damasceno migrará para o novo partido, caso ele vingue.

Em resumo: o Aliança dificilmente ocupará um espaço expressivo na política maranhense, mesmo levando em conta o fato de que há uma intensa dança partidária sendo ensaiada tendo em vista as eleições municipais. E o motivo é um só: os detentores de mandato no Maranhão têm claro em mente que a esmagadora maioria dos maranhenses não fecham com o Governo Bolsonaro, mantendo uma tendência que se cristalizou nas eleições gerais do ano passado, quando o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi trucidado nas urnas pelo petista Fernando Haddad nos dois turnos.

Pesa também contra o projeto de partido de Jair Bolsonaro a forte pitada religiosa dada ao Aliança, fazendo com que seja um partido conservador extremado, já que sua identificação com a corrente evangélica o afasta eleitores ligados a outras religiões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Dino defende repasse de recursos da Petrobrás para estados combaterem queimadas

Flávio Dino (d) defende repasse direto aos estados, em reunião com Ricardo Salles

O governador Flávio Dino (PCdoB) defendeu o rateio imediato entre os estados que formam a Amazônia Legal de R$ 430 milhões do Fundo Petrobras destinados a ações de combate a queimadas e preservação da floresta amazônica. O posicionamento do governo ocorreu quarta-feira em Brasília, na reunião dos governadores da região com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Os recursos foram retidos em setembro, quando o Supremo Tribunal federal homologou a distribuição dos recursos, mas condicionando o rateio ao sistema de convênio da União com os estados, o que, na avaliação dos governadores prejudicaria os estados por conta da lentidão do processo. “Os nove estados irão destinar os recursos para prevenção atinente a desmatamento ilegal, queimadas, repressão de ilícitos ambientais, envolvendo, por exemplo, os Batalhões de policialmente Ambiental das Polícias Militares que atuam nas áreas estaduais e, também, regularização fundiária. Consideramos que esses aspectos são fundamentais para que haja garantia que a lei seja aplicada”, defendeu o governador Flávio Dino. O governador foi além defendendo que o repasse direto proporcionará um combate mais intenso e eficiente ás queimadas, que nos meses recentes aumentaram em 29%, gerando uma situação alarmante na Amazônia Legal.

 

Tadeu Palácio estuda a proposta de sair candidato a prefeito pelo PSL

Tadeu Palácio ao lado de Chico Carvalho no ato de filiação ao PSL: ali já se falava da sua candidatura

Independentemente da crise causada no partido com a saída do presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e sua turma, o PSL deverá lançar candidato a prefeito de São Luís. E pelo que se fala nos bastidores, o nome do ex-prefeito Tadeu Palácio vem crescendo rapidamente. Houve também quem dissesse que Tadeu Palácio estaria pensando em migrar para o Aliança, partido que o presidente da República tenta fundar. A eventual candidatura de Tadeu Palácio à Prefeitura de São Luís não surgirá com uma ameaça aos demais candidato, mas há quem acredite que ela pode ser um fator de desequilíbrio na corrida à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Fonte próxima do ex-prefeito de São Luís disse à Coluna que Tadeu Palácio a entrar na briga, sem pensar no resultado, mas nos benefícios que ele traz.

São Luís, 22 de Novembro de 2019.

 

Com apoio maciço da Assembleia, e apesar dos estrilos da Oposição, Dino inicia mudanças na Previdência do Estado

 

Flávio Dino conseguiu o apoio da Assembleia Legislativa para iniciar as mudanças na previdência do Estado

O governador Flávio Dino (PCdoB) deu ontem o primeiro passo no sentido de adequar o sistema previdenciário do Maranhão às novas regras da Previdência Social, que entraram em vigor no início do mês. E o fez obtendo da Assembleia Legislativa a aprovação de Projeto de Projeto de Lei Complementar (PLC) por meio do qual fixa as novas alíquotas de contribuição previdenciária dos servidores do Estado. A iniciativa do governador nada mais foi que uma adequação e pouco tem a ver com a reforma previdenciária em si – direitos e deveres dos servidores, idade para aposentadoria, pensões, etc. -, que demandará uma ampla discussão a ser conduzida inicialmente pelo Comitê de Adequação do Regime Próprio de Previdência Social, formado por membros do Governo, de sindicatos e da sociedade civil organizada, num processo que poderá durar até dois anos.

Reduzida como nunca e sedenta de espaço, a Oposição, que se manifestou por meio dos deputados Adriano Sarney e César Pires, ambos do PV, viu no projeto uma brecha para mostrar que ainda está de pé, e usou todos os recursos ao seu alcance – críticas, acusações, pedidos de vistas, etc. – para inviabilizar a proposta e desorientar o Governo. Tentou passar a impressão de que o que estava em jogo era a reforma da Previdência propriamente dita, mas sem votos, e contando apenas com o apoio solitário do deputado Zé Inácio (PT), que votou contra seguindo orientação do PT nacional, fracassou, depois de conseguir adiar a votação de terça-feira para ontem, mas sem causar mudança de uma só vírgula na proposta, que acabou aprovada ontem por maioria esmagadora.

Pelo projeto aprovado, a alíquota única de 11% da contribuição previdenciária foi mudada para uma cobrança escalonada, conforme instituiu a Nova Previdência: 7,5% para quem ganha piso salarial, chegando a 22 % para quem ganha acima de R$ 39 mil. As novas alíquotas seguem rigorosamente o escalonamento da Previdência federal, conforme determina a lei. A adequação não é obrigatória, mas o Estado que não a fizer ficará sujeito a uma série de sanções, como não receber repasses voluntários da União, aval para empréstimos e uma série de outras restrições que prejudicariam seriamente as relações do Governo do Estado com o Governo de Federal. Além disso, as novas regras de contribuição previdenciária propiciarão ao Governo do Estado uma economia que reduzirá à metade o atual déficit previdenciário maranhense, que é de R$ 50 milhões/mês, o que permitirá ao Governo dispor de pelo menos R$ 600 milhões anuais para investir em áreas essenciais como educação e saúde, por exemplo.

Mesmo tendo sido protocolado e tramitado em regime de urgência, o PLC causou reações. Argumentando que está fazendo o seu papel de bombardear o Governo do jeito que bem entender, usando um direito inalienável, os oposicionistas tentaram dar-lhe uma dimensão muito maior do que a real. E contou, no primeiro momento, com os quatro deputados do PL – que seguindo orientação do chefe maior do partido, deputado federal Josimar de Maranhãozinho, deixaram o plenário em apoio à Oposição e deixando claro que mandavam algum recado ao Palácio dos Leões. Mas a rebeldia da bancada do PL em nada mudou o roteiro. Ontem, terminado o prazo do pedido de vista, a Comissão de Constituição e Justiça se reuniu em plenário, analisou o projeto, o relator, deputado Yglésio Moises (ainda no PDT), apresentou relatório competente a favor do projeto, o oposicionista Adriano Sarney se pronunciou contra, o líder do Governo, deputado Rafael Leitoa (PDT), falou a favor, e, sob o comando seguro do presidente Othelino Neto (PCdoB), o plenário liquidou a fatura.

A votação do projeto de adequação da contribuição previdenciária dos servidores do Maranhão às regras da nova Previdência mostrou que o governador Flávio Dino está sintonizado com a realidade nacional e nada mais fez do que já fizeram metade dos governadores, a começar pelo de São Paulo, João Dória (PSDB). A diferença é que a maioria deles encaminhou as Assembleias Legislativas projetos propondo mudanças em todos os níveis dos seus sistemas previdenciários, enquanto o governador do Maranhão primeiro fez a adequação das alíquotas e criou as regras para discutir e formatar a nova Previdência do Estado do Maranhão.

 

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

 

Othelino Neto usa razão para comandar Assembleia em momento de tensão

Othelinio Neto: comando racional e seguro nas sessões tensas na AL

A tramitação, discussão e votação da adequação da contribuição previdenciária do Maranhão às regras da Nova Previdência testou, de maneira decisiva e definitiva, a capacidade do presidente Othelino Neto (PCdoB), de comandar a Assembleia Legislativa em votações tecnicamente complexas e politicamente tensas, usando a calma e a razão e sem se deixar dominar pela emoção. Nas sessões de terça-feira e ontem, ele administrou conflitos, evitou confrontos e mandou para o espaço provocações às quais um presidente inflamado certamente reagiria. Durante a sessão de terça-feira, os oposicionistas Adriano Sarney e César Pires usaram a abusaram de filigranas regimentais para adiar a sessão, apostado que em 24 horas conseguiriam mobilizar um “exército” de servidores para bombardear o projeto. Dentro das regras, Othelino Neto administrou as investidas dos dois e conseguiu controlar a situação sem qualquer desvio. Também na sessão de terça-feira, o “líder” da bancada do PL, deputado Hélio Soares, um parlamentar escolado e arguto, dirigiu uma série de provocações ao presidente, que desarmou uma a uma sem alterar a voz nem devolver no tom provocador. Ontem, mesmo com a Casa movimentada pela presença de líderes sindicais dos servidores dos três Poderes, o presidente Othelino Neto comandou o processo dentro as regras regimentais, sem dar margem para que oposicionistas ou pseudo governistas usassem um eventual deslize como massa de manobra. O presidente da Assembleia Legislativa tem seguido fielmente a regra legislativa segundo a qual todos os deputados são iguais, detentores do direito pleno à manifestação de pensamento e à liberdade de expressão. Ganha prestígio e força política a cada situação desafiadora que comanda.

 

Yglésio Moises tem atuação destacada na bancada governista

Yglésio Moises: boas atuações

Surpreende a cada dia o desempenho deputado Yglésio Moises (ainda no PDT). Ele teve participação decisiva na aprovação do projeto de adequação da contribuição previdenciária com o relator do PLC. Seu relatório é uma peça de elevada qualidade técnica, só escrita por quem está rigorosamente por dentro do tema previdenciário. O domínio temático ficou claro ao longo da leitura do relatório, nas várias vezes em que abandonou o texto para explicar um ou outro ponto, demonstrando pleno conhecimento do assunto. Têm sido assim suas intervenções nas sessões, durante as quais costuma usar os recursos audiovisuais do plenário para apresentar números e informações destacadas, tornando suas intervenções diferenciadas. Atualmente, é opinião dominante a de que o parlamentar pedetista é uma das vozes mais qualificadas da bancada governista e da Casa.

São Luís, 21 de Novembro de 2019.

Movimentos de pré-candidatos em busca de preparo deve elevar o nível da disputa em São Luís

 

Yglésio Moises, Duarte Júnior, Rubens Júnior e Neto Evangelista devem elevar o nível da disputa em São Luís

Uma série de movimentos indicam que a disputa pela Prefeitura de São Luís em 2020 será diferenciada e se dará lastreada por um nível de qualidade técnica bem mais elevado se comparado aos embates mais recentes. Um exemplo: neste exato momento, a Câmara Municipal discute o novo Plano Diretor da Cidade, um complexo urbano que abriga mais de 1,2 milhão de habitantes em mais 800 bairros, mais de 400 mil veículos e sérios problemas como déficit de moradias, e com uma joia especial, o Centro Histórico, que detém o status de Patrimônio Cultural da Humanidade. Outro exemplo: pré-candidatos a prefeito mergulham em diferentes fontes em busca de informações que possam ser transformadas em soluções para os enormes problemas que o futuro dirigente da Capital terá de enfrentar nas áreas de urbanismo, infraestrutura, moradia, mobilidade, educação, cultura, saúde, segurança, economia e assistência social. Há soluções em andamento, é verdade, mas elas ainda não mostraram eficiência plena nem indicaram com segurança que resolverão as distorções que afetam.

Os movimentos nessa direção estão sendo feitos principalmente pelos aspirantes a candidatos, o deputado estadual Yglésio Moises (PDT, mas busca de partido), o deputado estadual Duarte Júnior (PCdoB, mas que pode disputar o cargo por outra legenda), o deputado federal Rubens Júnior (PCdoB), o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) e o deputado estadual Neto Evangelista (DEM). Eles têm procurado ampliar os seus níveis de informação sobre os problemas da cidade, e tentam definir soluções que deverão propor durante a campanha eleitoral. Esses pré-candidatos sabem que São Luís e seus problemas entraram num novo momento na gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e pretendem preparar campanhas propositivas, além do confronto político, que promete ser duro.

O deputado Yglésio Moises, que deverá ser candidato pelo Solidariedade, por exemplo, saiu na frente. Quando ainda tentava ser candidato do PDT, seu primeiro passo foi visitar Curitiba (PR), governada pelo arquiteto, urbanista e ex-ministro do Turismo Rafael Grecca, continuador da revolucionária gestão do prefeito Jaime Lerner (PDT), que nos anos 80 transformou a capital paranaense numa referência mundial de modernidade urbana. Ali, Yglésio Moises conversou com o prefeito Rafael Grecca e foi recebido por um grupo de secretários, que lhe apresentaram informações detalhadas sobre programas e gestão. O pré-candidato já participou de vários congressos sobre cidades, e recentemente esteve em Teresina (PI), onde trocou informações com o prefeito Firmino Filho (PSDB). O virtual candidato do SD vai entrar na disputa preparado para discutir São Luís.

No final da semana, a imprensa deu conta da presença do deputado Duarte Júnior em Barcelona, capital da província espanhola da Catalunha – considerada uma das melhores cidades do planeta para se viver -, participando ali do Smart City Expo World Congress, um evento em que são apresentadas e discutidas soluções inteligentes para problemas de cidades de todos os continentes. Duarte Júnior participou recentemente de diversos eventos dessa natureza no Brasil, informando-se a respeito de experiências consolidadas em cidades do porte de São Luís, bem como conhecendo inovações apresentadas por arquitetos, urbanistas e especialistas em diversas áreas. O propósito do deputado é entrar na corrida preparado para o grande debate.

O deputado federal Rubens Júnior tem dedicado grande parte do seu tempo como secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano aos problemas de São Luís. Além dos grandes projetos do Governo do Estado para a Capital, o pré-candidato idealizou e lançou o programa “Nosso Centro”, um pacote de projetos em diversas áreas destinados a revitalizar o centro da cidade. Além disso, tem incursionado com frequência pelos bairros, onde se reúne com moradores e líderes comunitários para discutir os problemas. Um semestre depois de assumir o comando da Secid, Rubens Júnior tem hoje um mapeamento dos problemas da Capital.

O deputado Neto Evangelista traça sua estratégia com base no conhecimento que ele tem dos problemas de São Luís, que aprofundou como secretário municipal na gestão João Castelo como secretário de Desenvolvimento Social no primeiro Governo Flávio Dino, quando iniciou a grande expansão da rede de Restaurante Popular. Deve ampliar sua base de preparo vivenciando as melhorias realizadas em Salvador (BA) pela gestão do prefeito ACM Neto, presidente nacional do DEM e que é um dos apoiadores da sua candidatura à Prefeitura de São Luís, conforme as entusiasmadas declarações que deu quando quando veio a São Luís e lhe entregou o comando do partido na Capital e a vaga de candidato à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr.. Neto Evangelista tem mostrado disposição para debater os problemas da Capital.

O fato é que, se o embate político permitir e a julgar pela movimentação os pré-candidatos mais ativos até aqui, a corrida pelo gabinete o principal do Palácio de la Ravardière deverá se dar em nível bem mais elevado do que as campanhas mais recentes.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Zé Inácio indica que PT pode lançar candidato próprio em São Luís

Zé Inácio defende candidatura do PT e topa ser o candidato

“Se depender de mim, o PT lança candidato próprio à Prefeitura de São Luís”. A declaração foi dada ontem pelo deputado estadual Zé Inácio, reafirmando tese por ele defendida há tempos e que agora ganhou força com o novo clima que se instalou nas fileiras do PT com a saída do ex-presidente Lula da Silva da prisão. O parlamentar acredita que essa é a tendência dominante no braço maranhense do PT, seguindo a linha da declaração do ex-presidente Lula em Salvador, onde avisou, categoricamente, que o PT “não será coadjuvante de ninguém”. Zé Inácio não esconde que ele próprio alimenta o projeto de representar o PT na corrida pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT), que também é alimentado pelo deputado federal Zé Carlos. E pelo tom das suas palavras, não será surpresa se, logo após resolver sua guerra interna pelo poder –  que foi retardada por troca de acusações de fraude nas eleições internas do partido -, a direção partidária anunciar o lançamento de candidato próprio na Capital. Há, evidentemente, forças dentro do PT maranhense que defendem que o partido apoie o candidato que vier a ser lançado pela aliança partidária comandados pelo governador Flávio Dino. Mas a posição assumida pelo deputado Zé Inácio é um indicador claro que o PT pretende usar seus preciosos minutos no rádio e na TV para vender o seu próprio peixe.

 

Hilton Gonçalo vai mesmo coordenar a campanha de Eduardo Braide em São Luís

Hilton Gonçalo deve coordenar a campanha de Eduardo Braide

Corre nos bastidores da sucessão na Capital que o prefeito de Santa Rita, Hilton Gonçalo, deverá mesmo assumir a coordenação geral da campanha do deputado federal Eduardo Braide à Prefeitura de São Luís, repetindo o roteiro de 2016, quando foi o principal apoiador do então candidato a prefeito da Capital. Mesmo com a carga de ser candidato à reeleição em Santa Rita e de comandar pessoalmente a campanha da mulher, Fernanda Gonçalo, à reeleição em Bacabeira, Hilton Gonçalo já teria assumido esse compromisso com Eduardo Braide. Fonte da Coluna com bom trânsito junto a Hilton Gonçalo informa que ele só vai coordenar a campanha de Eduardo Braide embalado pela   certeza de que está muito bem avaliado em Santa Rita e porque que não apareceu – pelo menos até agora – no cenário político santa-ritense um pré-candidato com cacife para ameaçá-lo nas urnas, o mesmo acontecendo com sua mulher em Bacabeira. Esse roteiro só será alterado se algum fato novo vier a ameaçar o seu favoritismo em Santa Rita, o que é improvável, segundo um conhecedor da cena política santa-ritense.

São Luís, 19 de Novembro de 2019.

Flávio Dino dá total apoio a Lula, mas não se vale do petista para se projetar no plano nacional

 

Flávio Dino e Lula da Silva: apoio total sem atrelar seu futuro ao ex-presidente

A saída do ex-presidente Lula da Silva da prisão estremeceu o cenário político nacional, assanhando as forças de centro-esquerda e esquerda, a começar pelo PT, que passaram a ter de novo uma referência forte, e mexeu com o centro-direita e a direita, principalmente a banda mais conservadora, representada pelas forças que se juntaram em torno do presidente Jair Bolsonaro, que está em crise de identidade partidária e tenta criar um partido. A nova situação e os passos iniciais do ex-presidente precipitaram uma intensa onda de especulações sobre quem é quem para 2022, e nesse contexto o governador Flávio Dino (PCdoB) tem sido um dos nomes mais citados, ora como possível candidato a presidente, ora como nome adequado para vice numa chapa liderada pelo PT em aliança com o PCdoB, também como candidato a senador, e até candidato a permanecer no cargo até o final do mandato. Foram muitas citações do nome do governador do Maranhão no tabuleiro do xadrez político nacional, reforçando sua posição de destacado líder oposicionista e, por isso, uma presença a ser considerada em qualquer avaliação, articulação ou previsão que venha a ser feita sobre o grande embate eleitoral em que se dará a sucessão presidencial.

Direta ou indiretamente presente em todos os movimentos que que criticaram os excessos da Operação Lava Jato e   pressionaram pela soltura de Lula da Silva, Flávio Dino faz a reverência de sempre ao ex-presidente Lula da Silva, manteve diálogo com as principais lideranças petistas e de outros partidos da esquerda, e tem tido influência decisiva na permanência do PCdoB como aliado preferencial do PT. Tem sido seguro e cuidadoso em todos os seus pronunciamentos, entrevistas, atos e movimentos, não caindo, em nenhum momento, na tentação de colocar o carro na frente dos dois na corrida presidencial. E quando tratou do assunto especificamente, defendeu a candidatura do líder petista como projeto maior do campo progressista. Ou seja, ao manter-se coerente, tem sido por isso elogiado por seus aliados e duramente bombardeado por seus adversários.

Nos últimos dias, Flávio Dino cumpriu uma intensa agenda de trabalho, que incluiu uma série expressiva de inaugurações, despachos e audiências, e também comemorou informações altamente positivas, como a divulgada pelo IBGE informando que o Maranhão obteve o 4º maior crescimento entre todos os estados da Federação, estando em 2º lugar no Nordeste. Politicamente, apoiou todos os movimentos iniciais de Lula da Silva, evitou exposições que pudessem ser usadas por seus adversários como atos de tietagem oportunista ao ex-presidente. Manteve-se no seu lugar de líder estadual, com forte influência na região, e caminhando a sério na ocupação de um espaço nacional, ciente, portanto, de que, a partir de agora, qualquer passo em falso pode colocar em risco o patrimônio político que vem construindo desde que se elegeu deputado federal em 2006.

Consolidado no plano estadual como a grande liderança do Maranhão na atualidade, independentemente do que venha a acontecer de agora por diante, Flávio Dino alcançou um patamar político diferenciado entre os líderes em ascensão no País. É hoje reconhecido como um gestor eficiente e correto, que realiza um Governo produtivo, não atrasa os salários dos servidores e mantém arrojados programas sociais – acaba de inaugurar o 35º restaurante popular, por exemplo. Esse desempenho, somado ao seu preparo técnico e intelectual e a uma ampla compreensão da realidade brasileira em todos os campos tornaram sua presença indispensável em qualquer discussão sobre o futuro político do País.

Exagero? Nenhum. Os registros jornalísticos estão aí mesmo para confirmar. Eles mostram também que outros governadores influentes pelo poder de fogo dos seus estados, como João Dória (PSDB) em São Paulo e Wilson Witzel (PSC) no Rio de Janeiro, tentam ganhar projeção nacional, mas a desordem que enfrentam nos seus estados é tamanha que não, apesar dos grandes desafios ainda em curso, pode dizer que o Maranhão está andando.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana deixa dúvidas no ar a respeito da sua aposentadoria política

Roseana Sarney está mesmo aposentada da política?

A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) está mesmo aposentada da política? Seus movimentos mais recentes espalharam uma densa nuvem de dúvidas. A ex-governadora tem conversado com líderes da base sarneysistas, tem sido consultada sobre candidaturas de aliados em diversos municípios. O mais recente fato gerador de dúvidas foi sua reação à possibilidade levantada pelo vice-presidente do MDB, deputado Roberto Costa, de ela vir a ser candidata à Prefeitura de São Luís. “Nem, nem, nem”, respondeu a ex-governadora, produzindo com sua resposta mais interrogações do que certeza. Dona de uma carreira vitoriosa, apesar de todos os revezes que sofreu nas urnas e fora delas, a ex-governadora enfrenta o dilema de assistir ao emagrecimento progressivo do Grupo Sarney, que hoje só se mantém de pé pelo trabalho obstinado de Roberto Costa e alguns jovens líderes emedebistas e pelo mandato exercido sobrinho, deputado estadual Adriano Sarney (PV). Uma fonte próxima à ex-governadora garante que em conversas informais ela “às vezes” admite a possibilidade de vir a   disputar o Governo do Estado em 2022. E não descarta que, num rompante, ela surpreenda Deus e o mundo e se envolva na corrida ao Palácio de la Ravardière, não exatamente como candidata, mas como carro-chefe de alguma candidatura, como a do juiz federal Carlos Madeira, um projeto acalantado pela cúpula do MDB, ou o já anunciado projeto de Adrian Sarney. Quem sabe?

 

Quase ninguém no Maranhão quer saber do novo partido de Jair Bolsonaro

Maura Jorge, Allan Garcez e Coronel Monteiro certos no Aliança

O presidente Jair Bolsonaro terá muitas dificuldades para emplacar o seu novo partido no Maranhão. Por convicção ideológica e para preservar seus empregos, devem assumir a agremiação, no primeiro momento, a ex-prefeita Maura Jorge, atualmente dirigente da Funasa no estado, o coronel Ribamar Monteiro, que responde pela Superintendência de Coordenação e Governança do Patrimônio da União no Maranhão, e o médico Allan Garcez, que dirige o pomposo Departamento de Articulação Interfederativa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde. Além deles, o apoio mais provável será o da deputada estadual Mical Damasceno (PTB), que já sinalizou intenção nesse sentido. Nos bastidores, há quem diga que o deputado federal Pastor Gildenemyr, que se elegeu pelo PMN e já migrou para o PL, poderá embarcar nessa aventura partidária. Nenhum outro deputado federal se interessou pelo projeto.

São Luís, 17 de Novembro de 2019.

 

 

Governo vai atuar forte para vencer as eleições nos cinco maiores colégios eleitorais do Maranhão

 

Eduardo Braide, Duarte Jr., Rubens Jr., Neto Evangelista, Wellington do Curso, Yglésio Moises, Franklin Douglas e Saulo Arcangeli está no páreo em São Luís

O Palácio dos Leões articula suas forças políticas e partidárias para disputar fortemente as eleições para as prefeituras dos cinco maiores colégios eleitorais do Maranhão: São Luís (700 mil eleitores), Imperatriz (165 mil), Timon (105 mil), São José de Ribamar (100) e Caxias (95 mil), os quais, juntos, formam uma massa de 1,2 milhão de eleitores, decisiva em qualquer eleição majoritária. São municípios que, além da quantidade de votos que concentram, têm forte influência nas regiões que polarizam, mesmo considerando que em eleições municipais o que pesa mesmo são as filigranas políticas que movem cada uma das comunidades. O governador Flávio Dino (PCdoB) dá sinais de que não pretende participar diretamente da corrida às prefeituras, mas não há como não considerar sua participação na disputa de São Luís, por exemplo, que foi decisiva em 2016, nem do embate pelo comando de Imperatriz, que tem grande repercussão na enorme Região Tocantina. O Palácio dos Leões cuida de Timon e Caxias como as bases fortes do Leste maranhense, ao mesmo tempo em que dá a São José de Ribamar sempre um tratamento político diferenciado. Há outros grandes colégios a serem trabalhados pelo Palácio dos Leões, mas os cinco maiores são referências exemplares pelo peso político de cada um.

Com quase 20% do eleitorado maranhenses (4,6 milhões), São Luís é vista como um caso especial, à medida que, encontrando-se atualmente sob o comando do PDT, que é pilar sólido da base governista, corre o risco de cair nas mãos da Oposição, uma vez que, até aqui, as pesquisas apontam o deputado federal Eduardo Braide (Podemos) como favorito. A situação trabalha com três nomes fortes: o deputado estadual Duarte Júnior e o deputado federal Rubens Júnior, que disputam a vaga de candidato do PCdoB, e o deputado estadual Neto Evangelista (DEM), que caminha para sair candidato numa coligação com o PDT. Há outros nomes em movimento, como o deputado estadual Yglésio Moises (sem partido), e o deputado estadual Wellington do Curso, que vem se anunciando como pré-candidato do PSDB, além dos pré-candidatos já definidos por pequenos partidos – Saulo Arcangeli (PSTU) e Franklin Douglas (PSOL). O Palácio dos Leões aposta num dos nomes do PCdoB.

Marco Aurélio, Ildon Marques, Assis Ramos e Sebastião Madeira  em Imperatriz

Imperatriz será um grande teste para a aliança governista, que já lançou a pré-candidatura do deputado estadual Marco Aurélio (PCdoB) para enfrentar o prefeito Assis Ramos (DEM), candidato à reeleição. Ali, no entanto, está no páreo o ex-prefeito Ildon Marques (PSB), e poderá entrar também o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB). As pesquisas têm indicado que os três primeiros estão medindo forças muito próximos uns dos outros, estando o tucano com a força para desequilibrar a disputa. O Governo ganhará com a eleição de Marco Aurélio, obterá bom resultado com a eventual eleição de Ildon Marques e permanecerá na mesma se Assis Ramos for reeleito.

H, Socorro Waquim e Alexandre Almeida devem disputar em Timon

Em Timon, a aliança PSB/PDT/PCdoB, comandada pelo prefeito Luciano Leitoa (PSB), descartou a candidatura do deputado estadual Rafael Leitoa (PDT), líder do Governo na Assembleia Legislativa. Agora, Luciano Leitoa procura um nome, que poderá ser Vitor Hugo (PSB), secretário extraordinário, ou o vice-prefeito João Rodolfo (PCdoB), que teria o apoio discreto do palácio dos Leões. Ali, a Oposição pode lançar a ex-prefeita e atual, vereadora Socorro Waquim (MDB), e também o ex-deputado Alexandre Almeida (PSDB). Mas tanto a Situação quanto a Oposição estão sendo desafiadas pela pré-candidatura de um oficial da Polícia Militar, Coronel Hormann Schnneyder, ainda sem partido, e que aparece nas pesquisas como franco favorito. O certo é quem Timon tudo caminha para uma disputa muito dura.

Eudes Sampaio deve enfrentar Edmar Cutrim ou Gil Cutrim ou ainda J. Pinto

São José de Ribamar está no foco do Palácio dos Leões pela candidatura do prefeito Eudes Sampaio (PBT) à reeleição. O 4º maior colégio eleitoral do Maranhão vive a curiosa situação de não ter um candidato de Oposição que desperte alguma preocupação na engrenagem política montada pelo ex-prefeito Luis Fernando Silva, que mesmo tendo renunciado ao mandato, permanece como forte influência política no município e está totalmente alinhado ao projeto de reeleição do prefeito que o sucedeu. Fala-se numa eventual candidatura do ex-prefeito e hoje deputado federal Gil Cutrim, que está deixando o PDT, ou do pai dele, o conselheiro do TCE a caminho da aposentadoria Edmar Cutrim, ou ainda do ex-deputado Jota Pinto (PEN), mas até aqui Eudes Sampaio domina sozinho a cena política ribamarense.

Fábio Gentil pode enfrentar Cleide Coutinho

Um dos centros políticos mais ativos e independentes do Maranhão, Caxias caminha para mais um embate da aliança do prefeito Fábio Gentil (PRB) com o grupo do ex-prefeito Paulo Marinho, que tem Paulo Marinho Júnior como vice-prefeito, e o grupo liderado pela família Coutinho, hoje sob o comando da deputada Cleide Coutinho (PDT). Com o discreto incentivo do Palácio dos Leões, o prefeito Fábio Gentil propôs uma trégua que evitasse o confronto direto entre os dois grupos, mas a deputada Cleide Coutinho condicionou a aliança ao rompimento de Fábio Gentil com Paulo Marinho e a indicação de um membro do Grupo Coutinho para vice. Fábio Gentil recusou, confirmou sua candidatura à reeleição aliado aos Marinho e o Grupo Coutinho tenta agora escolher um candidato, que poderá ser a própria deputada Cleide Coutinho. As pesquisas até aqui indicam que o prefeito Fábio Gentil caminha firme para a reeleição.

Os cinco maiores colégios eleitorais guardam são situações especiais que exigirão articulações cuidadosas e eficientes do Palácio dos Leões.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Grupo de pequenos partidos estaria articulando propor a Eliziane Gama que seja candidata em São Luís

Eliziane Gama fora da disputa

Meses atrás, reagindo a uma forte onda de especulações, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) divulgou um comunicado descartando qualquer possibilidade de vir a ser candidata à Prefeitura de São Luís. O principal argumento foi o de que estava muito envolvida com o seu mandato senatorial, obrigando-se a corresponder à confiança que nela depositada pelo eleitorado maranhense. A senadora, de fato, saiu do circuito sucessório municipal, dedicando-se integralmente às atividades no Senado da República, onde, diga-se de passagem, tem se mostrado competente e atuante, tanto do ponto de vista político, quanto na seara parlamentar propriamente dita. Nos últimos dias, porém, chegaram à Coluna rumores dando conta de que haveria um grupo se articulando para propor à senadora um projeto de candidatura à sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. O grupo seria formado por quatro partidos pequenos, que estariam se sentindo fora das grandes articulações. É provável que a Eliziane Gama já a tenha recebido e descartado de pronto a ideia da candidatura. Mas, como em política posicionamentos pré-eleitorais nunca são definitivos, e mudam ao sabor dos movimentos do cenário, é também provável que ela já tenha recebido a manifestação do grupo e esteja avaliando o projeto.

 

Visita de empresas vai sepultar de vez o argumento de que a Base de Alcântara é comercialmente inviável

CLA será visitado por grandes empresas espaciais

Durante a tramitação, no Congresso Nacional, do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), documento básica para garantir contratos para o uso comercial da Base de Alcântara pelos Estados Unidos, algumas vozes trombetearam que tudo não passaria de um blefe, uma vez que a Nasa não mais estaria interessada no Centro de Lançamentos maranhense, considerado o melhor local do planeta para a subida de veículos espaciais. Blefaram as tais vozes – a maioria de petistas. Ontem (14), o jornal O Estado do Maranhão estampou na sua manchete principal que um grupo de empresas envolvidas na corrida espacial mandará uma missão à Alcântara, para conhecer as instalações do CLA. Nesse grupo estarão enviados da SpaceX, considerada atualmente a organização mais avançada em matéria de inovações relacionadas com a conquista do espaço. O que vale destacar nessa visita é que todas são empresas privadas, que têm os custos como item básicos dos seus projetos. E é exatamente esse o ponto de atração de Alcântara, de onde se pode lançar foguetes a um custo 30% ou 40% menor, principalmente em combustível, que por sua vez é um dos itens mais caros de projetos dessa natureza. Isso significa dizer que, ao contrário do que pregaram as vozes contrárias ao AST, usando como argumento a balela da “perda da soberania nacional”. O fato concreto e irreversível é que, pelo menos até esse momento, a Base de Alcântara é, sim, uma estrutura utilíssima do ponto de vista tecnológico e operacional, e extremamente viável do ponto de vista comercial. E sem qualquer risco de ferir a soberania do Brasil.

São Luís, 15 de Novembro de 2019.

Márcio Jerry: PCdoB decide até janeiro entre Rubens Jr. e Duarte Jr. para a disputa em São Luís

 

Márcio Jerry (centro) escolha difícil entre Rubens Jr. e Duarte Jr.

O PCdoB vai iniciar o ano de 2020 escolhendo entre o deputado federal Rubens Júnior e o deputado estadual Duarte Júnior o seu candidato à Prefeitura de São Luís. Foi o que sinalizou ontem o presidente regional do partido, deputado federal Márcio Jerry, que fixou janeiro como o momento certo para fazer a escolha e dar a largada da agremiação na corrida às urnas. Márcio Jerry fez a previsão durante uma longa e descontraída conversa-entrevista que concedeu a jornalistas e blogueiros, ontem, na Assembleia Legislativa, provavelmente sem se dar conta de que, ao definir a escolha em janeiro, poderá também os demais partidos e grupos a fazerem o mesmo. “Vamos tentar até janeiro, no tempo próprio da conjuntura política. Avançando no debate e na construção democrática do consenso progressivo. Teremos a melhor solução para alcançar o objetivo de vencer a eleição”, disse o presidente do PCdoB. E em seguida arrematou: “Sorte de um partido que tem dois excelentes nomes como pré-candidatos: Rubens Júnior e Duarte Júnior. Venceremos!”

A sinalização feita por Márcio Jerry aponta que o PCdoB trabalha de fato com a possibilidade de eleger o próximo prefeito de São Luís. E que concentra sua aposta no potencial de Rubens Júnior e de Duarte Júnior, de modo que o escolhido entrará na corrida às urnas com um capital político e eleitoral muito maior, já que contará com o aval e a torcida do governador Flávio Dino e muitos dos seus aliados.

O posicionamento do PCdoB tem tudo a ver com o desenho que a disputa que está ganhando na Capital. Em primeiro lugar, o PDT, que está no comando da máquina municipal, não tem um candidato competitivo, podendo até mesmo fazer uma aliança com o DEM em torno da candidatura do deputado estadual Neto Evangelista. Sem o “porém” pedetista, o PCdoB fica livre para viabilizar o seu candidato com o objetivo maior de levá-lo para um segundo turno com o deputado Eduardo Braide (Podemos) ou com uma surpresa que pode vir a ganhar forma durante a campanha, podendo ser o juiz federal Antônio Carlos Madeira, que poderá ingressar no MDB, ou o próprio deputado Yglésio Moises, que agora, fora dos quadros do PDT, poderá entrar na corrida com as cores do Solidariedade.

Se a escolha recair sobre Rubens Júnior, o PCdoB terá um candidato que está exercendo o segundo mandato de deputado federal, ao que se somam dois mandatos de deputado estadual, e atualmente licenciado e nomeado secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano. Rubens Júnior começa a se mostrar como pretendente à vaga de candidato do PCdoB à Prefeitura de São Luís. Ao mesmo tempo em que intensifica seus movimentos de secretário, ele já admite a candidatura em manifestações nas suas redes sociais. Discreto, mas politicamente muito ativo. Se for o escolhido, seguirá a receita do partido. Se não, continuará secretário ou retornará para Brasília sem qualquer problema.

Se a escolha recair sobre Duarte Júnior, o PCdoB terá um candidato jovem, no primeiro mandato de deputado estadual, mas conhecido pelo ousado trabalho que realizou como chefe do Procon/Mais Cidadão, e dono de um ainda não bem medido cacife no mundo virtual com milhares de seguidores nas redes sociais. E com a vantagem de ser até aqui o segundo colocado nas pesquisas feitas até agora para medir as preferências do eleitorado da Capital. Se for o escolhido seguirá a receita do PCdoB, mas mantendo seu estilo ousado. Se não, poderá deixar o PCdoB para ser candidato por outra agremiação partidária.

Enfim, a julgar pelo cenário de agora, ninguém duvida de que o roteiro traçado pelo deputado federal Márcio Jerry para a escolha do candidato do PCdoB e do seu comentário sobre a possibilidade de o partido eleger o próximo prefeito de São Luís não são quimeras e fazem sentido. A chave estará na capacidade de Eduardo Braide consolidar a liderança mantida até agora.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Mical Damasceno se movimenta para ser a porta-voz do bolsonarismo no Maranhão

Mical Damasceno: a caminho de se tornar porta-voz do bolsonarismo

A deputada estadual Mical Damasceno (PTB) segue dando demonstrações de que se movimento de fato para assumir a porta-voz do bolsonarismo no Maranhão. A demonstração mais recente foi o discurso que ela pronunciou ontem na Assembleia Legislativa em defesa do presidente Jair Bolsonaro, a quem jurou fidelidade política. Misturando admiração pelo presidente, otimismo em relação ao Governo e identificação religiosa, a deputada reafirmou seu total alinhamento ao bolsonarismo no que respeita aos nebulosos valores morais e éticos pregados pelo atual ocupante do Palácio do Planalto. Mical Damasceno deixa claro que não quer conversa com os atuais porta-vozes do presidente no maranhão, notadamente a ex-deputada Maura Jorge e o capitão Ribamar Pinheiro. Também parece não se afinar com o único deputado do PSL, Pará Figueiredo, que até agora só fez um discurso na Assembleia Legislativa e nele não fez qualquer menção ao bolsonarismo. A deputada emite sinais muito claros de que se distancia cada vez mais do PTB e que se prepara para se filiar ao partido em gestação acelerada nos gabinetes do Palácio do Planalto, no qual o presidente Jair Bolsonaro se abrigará junto com a turma que deixará o PSL e outros partidos para acompanhá-lo.

 

Nomeação de Natalino Salgado expôs profundas divergências nos grupos sarneysistas

Natalino Salgado causa discórdia entre Aluísio Mendes e Hildo Rocha

O racha que estilhaçou o Grupo Sarney em vários pedaços não conseguiu se manter unido nem na nomeação de Natalino Salgado para reitor da UFMA. Ao tomar conhecimento da nomeação, o deputado federal Hildo Rocha (MDB) usou o microfone do plenário da Câmara Federal para lamentar o ato do presidente Jair Bolsonaro nomeando “o maior ladrão da história da UFMA”. O tom acusador e agressivo do parlamentar emedebista, conhecido como pavio-curto, surpreendeu e causou certo mal-estar na bancada. A reação veio no dia seguinte, quando o deputado Aluísio Mendes (Avante), um dos avalistas na nomeação, reagiu ao ataque de Hildo Rocha, classificando-o de “desrespeitoso” e “grosseiro”. Aluísio Mendes e Hildo Rocha nunca foram aliados de primeira hora, guardando um do outro  expressiva distância. Isso ficou claro na guerra de bastidor que foi o processo que resultou na nomeação de Natalino Salgado.

São Luís, 14 de Novembro de 2019.