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Dino reúne e tranquiliza prefeitos do PCdoB garantindo que eles continuarão prestigiados pelo Governo

 

Flávio Dino (centro) com líderes e prefeitos do PCdoB, ontem, no Palácio dos Leões

Quem imaginou que a migração do governador Flávio Dino para o PSB lançaria os prefeitos do PCdoB no mar do abandono, errou. Ontem, mobilizados pelo presidente do partido, deputado federal Márcio Jerry, atual secretário das Cidades, 17 dos 22 prefeitos eleitos pelo PCdoB se reuniram em audiência com o governador, no Palácio dos Leões, e dele receberam a garantia de que a relação vai continuar inalterada. Ou seja, os prefeitos do PCdoB continuarão recebendo a mesma atenção de sempre, dentro da linha municipalista que orienta as ações do Governo. A audiência reuniu os prefeitos comunistas de Anapurus, Barreirinhas, Benedito Leite, Buriti Bravo, Junco do Maranhão, Nova Colinas, Olha d’Água das Cunhãs, Paço do Lumiar, Pedro do Rosário, Peri Mirim, Presidente Sarney, Santo Amaro, São Félix de Balsas, Vargem Grande, Governador Edison Lobão, São Francisco do Maranhão e São João do Paraíso. Participaram também o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto, e os deputados estaduais Adelmo Soares e Ana do Gás, e o deputado federal licenciado e secretário de Articulação Política Rubens Jr., todos do PCdoB, além do secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto.

Cercada de expectativas, a audiência tranquilizou os prefeitos e parlamentares do PCdoB, uma vez que o governador Flávio Dino declarou, categoricamente, que nada muda na relação do Governo com os partidos aliados, a começar pela agremiação comunista.

Mesmo com o grande esforço das lideranças para minimizar o impacto nas fileiras do partido, a mudança partidária do governador Flávio Dino foi um duro golpe no PCdoB, que ficou sem seu maior trunfo. Só não foi maior e devastadora porque o próprio governador cuidou de evitar uma revoada de quadros da agremiação comunista para o seu novo partido. Avaliou, com a devida antecedência, que uma saída abrupta, sem preparação de terreno, poderia levar o PCdoB a um sério risco de insolvência, o que seria uma tragédia política. Antes de bater martelo sobre a troca de legenda, Flávio Dino se movimentou no sentido de assegurar aos seus membros que a agremiação comunista, na qual militou uma década e meia, continuaria tendo o mesmo espaço e desfrutando o mesmo prestígio na base de sustentação do Governo. A reunião de ontem foi a confirmação disso, o que deixou os prefeitos animados e otimistas quanto ao futuro das suas relações com o Palácio dos Leões.

Com os cuidados adotados, Flávio Dino evitou um viés traumático para sua migração partidária. E o fez na perspectiva de que o episódio mostraria, como mostrou efetivamente, a sua determinação de manter a aliança partidária que construiu em 2014 e reforçou em 2018, quando chegou a reunir 17 partidos na base governista. Seu propósito é manter essa base unida em torno de um candidato a governador e dele próprio na corrida ao Senado. No seu projeto está decidido que a aliança partidária que lhe dá sustentação fará o mesmo no Governo de Carlos Brandão (PSDB), de quem continuará aliado. Nesse cenário, o governador considera que o PCdoB tem importância fundamental o para a consolidação da aliança e o bom desempenho desta nas urnas.

O presidente da legenda comunista, deputado federal Márcio Jerry, confia que, mesmo sem Flávio Dino nos seus quadros, o PCdoB tem condições de manter o seu projeto eleitoral e, pelo menos, reeleger os seus parlamentares, ganhando sobrevida para a definição do seu destino nas urnas. Não há como ignorar o fato de que o PCdoB corre o risco de ser rifado do mapa partidário nacional se não alcançar um número mínimo de deputados federais nas eleições do ano que vem. E mesmo no PSB, que tem situação bem melhor e deve sair das urnas bem mais forte, o governador Flávio Dino trabalha para que o PCdoB obtenha bom resultado eleitoral, que possa contribuir para o grande esforço de sobrevivência do partido. E nesse sentido, um fator determinante será manter o apoio às prefeituras controladas pelo PCdoB.

Coube à prefeita de Buriti Bravo, Luciana Leocádio, traduzir o ânimo dos prefeitos: “A nossa avaliação é muito positiva com relação a isso. Ele tem olhado para nós. É um governador que tem olhado para os municípios”.

 

 PONTO & CONTRAPONTO

 

Assembleia aprova regras orçamentárias a serem cumpridas por Dino e Brandão em 2022

O presidente Othelino Neto comandou a sessão de ontem que aprovou a LDO/2022

O Governo do Estado já tem as bases legais e normativas para a execução do Orçamento de 2022. A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) foi aprovada ontem pela Assembleia Legislativa sem qualquer alteração no texto do projeto encaminhado pelo governador Flávio Dino (PSB). O projeto aprovado permitirá a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Na mensagem, o governador definiu as diretrizes orçamentárias para o exercício financeiro do Governo em 2022, entre elas manter e ampliar a realização de importantes investimentos públicos, cumprir as obrigações de pagamentos da dívida e bancar o custeio da máquina pública, bem como os salários dos servidores ativos e inativos.

Na mensagem ao Legislativo, o governador Flávio Dino avalia que a LOA/2022 reflete também os anseios de parte da população maranhense, que participou de consultas públicas conduzidas pela Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento e pela Secretaria dos Direitos Humanos e Participação Popular. “A adoção de mecanismos que visam tornar mais participativo e democrático o processo de elaboração do orçamento público do Maranhão reforça o caráter inclusivo de todos os instrumentos de planejamento elaborados por esta gestão”, afirma o governador.

Pelo que foi aprovado, a LDO/2022 estabelece que os orçamentos fiscal, da seguridade social e de investimento serão elaborados de acordo com metas e prioridades definidas para o exercício financeiro de 2022, constantes do Plano Plurianual para o quadriênio 2020-2023. E deverá observar, também, os compromissos definidos em reuniões com as lideranças representativas das regiões de planejamento do Estado, bem como as resoluções aprovadas nos conselhos deliberativos de políticas setoriais.

A elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), bem como a sua execução, deverá atender aos seguintes aspectos: gestão com foco em resultados, atingir indicadores de governo que representem compromissos com a população e que estejam alinhados com os resultados das agendas estratégicas. A LOA/2022 deverá ser compatível com as metas fiscais para o exercício de 2022.

Vale lembrar que o Orçamento de 2022 será executado pelo governador Flávio Dino até abril, quando renunciará para se candidatar ao Senado, passando a execução orçamentária ao seu sucessor, o governador Carlos Brandão (PSDB).

 

Sucessão: MDB trabalha com quatro opções para governador

Roseana Sarney, Weverton Rocha, Carlos Brandão e Edivaldo Holanda Jr. são opções propostas por diferentes grupos dentro do MDB para o Governo do Estado

O MDB está sendo movimentado por quatro frentes em relação à sucessão estadual. Uma pequena corrente do partido mantém sua aposta na improvável candidatura da ex-governadora Roseana Sarney ao Governo do Estado, embora ela esteja mais inclinada a disputar uma cadeira na Câmara Federal. Outra corrente está trabalhando para levar o partido a uma aliança com o PDT em torno da candidatura do senador Weverton Rocha, a exemplo do que aconteceu na disputa em São Luís, no ano passado. Uma terceira frente se prepara para pressionar no sentido de que o partido participe de uma aliança em torno do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). E uma quarta banda emedebista já defende uma aliança do MDB com o PSD em torno da provável candidatura do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr.. Tudo indica que o braço maranhense do MDB definirá sua posição num grande debate interno.

São Luís, 14 de Julho de 2021.

Cleide Coutinho se aposenta, passa o comando do Grupo e o desafio de renovação e de volta por cima

Cleide Coutinho: hora de passar o comando e desfrutar justa aposentadoria

Líder do Grupo Coutinho, que tem seus pilares em Caxias e na região Leste, a deputada estadual Cleide Coutinho (PDT) não será candidata à reeleição. Ela anunciou sua aposentadoria das lutas pelo voto e revelou que será sucedida no comando do grupo por Cláudia Coutinho, mulher do prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho (DEM), irmão e braço-direito do deputado Humberto Coutinho (PDT), o grande construtor e referência maior do segmento, morto em Janeiro de 2018. Com a saída de cena de Cleide Coutinho, motivada principalmente pela idade – caminha para os 80 anos -, o Grupo Coutinho, fortemente abalado com a morte do deputado Humberto Coutinho, tem agora o desafio de estancar o seu processo de emagrecimento e tentar rever pelo menos parte do prestígio que manteve por vários anos na politicamente inquieta Princesa do Sertão Maranhense.

A aposentadoria de Cleide Coutinho encerra um longo e movimentado ciclo que durou mais de três décadas na seara política caxiense, tendo como líder máximo da corrente conhecida como Grupo Coutinho o médico e empresário Humberto Coutinho, que foi vereador, prefeito de Caxias, deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa e governador do Estado por quatro dias. Nesse processo, Cleide Coutinho foi figura basilar, atuando forte e intensamente como o mais importante suporte de Humberto Coutinho, assegurando a normalidade da família, operando na área empresarial – nos ramos hospitalar e na pecuária – e atuando como principal auxiliar e conselheira. Médicos por formação, Humberto e Cleide Coutinho foram, durante anos a fio, uma saudável referência no que diz respeito à solidez de uma aliança familiar.

A morte de Humberto Coutinho colocou naturalmente o Grupo Coutinho na perigosa rota da fragilidade e da decadência. Esse processo começou em 2016, quando o então vereador Fábio Gentil, tendo como aliado o ex-prefeito Paulo Marinho e seu grupo, derrotou o então prefeito Leonardo Coutinho – visto por todos como a grande aposta da família para comandar o grupo –  desfechando um duro golpe no poder de Humberto Coutinho, que naquele momento encontrava-se no auge do poder, como presidente da Assembleia Legislativa e como um dos políticos mais influentes da base de apoio do governador Flávio Dino, então no PCdoB. A pancada foi completada com a morte de Humberto Coutinho, uma vez que o fracasso de Leonardo Coutinho no comando da Prefeitura de Caxias e da sua falta de aptidão e de habilidade políticas obrigaram Cleide Coutinho a assumir o comando do Grupo e se candidatar a deputada estadual em 2018, obtendo a segunda maior votação.

As eleições municipais de 2020 mostraram o Grupo Coutinho mais fragilizado e duramente castigado nas urnas em Caxias, com o seu candidato a prefeito, o deputado Adelmo Soares, recebendo votação pífia diante do prestígio eleitoral avassalador do prefeito Fábio Gentil. O Grupo respirou com dificuldade com a reeleição do prefeito Ferdinando Coutinho em Matões, mas no geral a corrida eleitoral de 2020 causou a impressão de que a poderosa corrente política criada e fortalecida por Humberto Coutinho chegou diante de uma espécie de “tudo ou nada”, com o desafio de tentar se renovar com uma mudança de comando ou de descer sem controle a ladeira da decadência.

Ao anunciar sua aposentadoria das urnas e a sua sucessora, a deputada Cleide Coutinho dá uma mostra de que a idade e os reveses não afetaram o seu bom senso político. Isso porque, ao passar o comando do Grupo Coutinho para Cláudia Coutinho, entregou-o também para o prefeito de Matões, Ferdinando Coutinho, que foi braço-direito e homem de confiança de Humberto Coutinho e que se revelou um político hábil e vencedor, apesar do seu jeitão desprendido. Cláudia Coutinho tem vivência política e, segundo dizem, talento para comandar o Grupo Coutinho, mas ninguém duvida que seus passos serão traçados com a régua e o compasso de Ferdinando Coutinho.

Com mudança de comando, o Grupo Coutinho ganha uma chance de sobrevivência e de dar a volta por cima. As próximas eleições definirão o seu destino.

Em Tempo: A informação chegou ao universo da política pelo blog do competente jornalista Ricardo Marques.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Ato com ministro dá impressão de que deputados federais ignoram a crise que afeta o País

Os deputados federais Pastor Gildenemyr, Edilázio Jr., Cleber Verde, Aluísio Mendes, André Fufuca, Gil Cutrim, Josimar de Maranhãozinho e JP ladeiam o prefeito de São Luís Eduardo Braide e o ministro da Cidadania João Roma no Parque do Bom Menino, todos usando máscara, diferentemente dos atos com Jair Bolsonaro 

 

O deputado federal Aluísio Mendes (PSC) deu ontem uma demonstração de força como vice-líder do Governo Jair Bolsonaro na Câmara Federal, ao trazer a São Luís o ministro da Cidadania, João Roma, para fazer a entrega de 160 toneladas de cestas básicas em 16 municípios e anunciar pequenas obras em alguns deles. Ocorrido no Parque do Bom Menino, o ato foi presidido pelo prefeito Eduardo Braide, cujo partido, o Podemos, integra a base de sustentação do Governo Federal.

Nada menos que sete outros deputados federais da base bolsonarista – Pastor Gildenemyr (PL), Edilázio Jr. (PSD), Cléber Verde (Republicanos), André Fufuca (PP), Gil Cutrim (Republicanos), Josimar de Maranhãozinho (PL) e JP (Podemos) – participaram do ato em que todos, com gestos ou palavras, respaldaram a postura do Governo Federal em relação ao Maranhão. Até aí, tudo bem, nada de errado.

Numa outra perspectiva, porém, chama a atenção o fato de que esses parlamentares passam a impressão de que nada está acontecendo no País e que a Nação e a República estão em paz. Eles não dão um pio sobre a crise política e institucional que se agrava, parecem não dar muita importância às mais de 540 mil mortes pela Covid-19, que para eles não existe a CPI da Covid, que o presidente que eles apoiam não está sob suspeita de prevaricação no escandaloso caso da compra da vacina Covaxin, nem que o mesmo presidente, que esnoba partidos políticos, não anda fazendo discursos golpistas de ameaça às eleições do ano que vem e à própria democracia brasileira.

Ao mesmo tempo, numa espécie de contrapeso, provavelmente “pressionados” pela postura do prefeito Eduardo Braide e do ministro João Roma, todos estavam usando máscara. Bem diferente da postura agressiva de total desprezo pela proteção contra o novo coronavírus que a maioria deles exibiu, junto com o senador Roberto Rocha (sem partido), na companhia do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em visita a Alcântara, no dia 12 de fevereiro, em momento grave da pandemia, quando quase ninguém no Brasil havia ainda sido vacinado.

 

Lourival Serejo mantém posição firme em defesa do sistema de votação eletrônica

Lourival Serejo: firmeza

Com o peso da responsabilidade de quem deve comandar as eleições do ano que vem no Maranhão, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Lourival Serejo vem se colocando na linha de frente dos magistrados que erguem barricadas contra a tentativa do presidente Jair Bolsonaro de desacreditar e modificar o já testado e atestado sistema de votação eletrônica brasileiro, hoje uma referência para países de todos os continentes. Em conversa com colegas e outros interlocutores, expondo sua experiência e seriedade, uma vez que não tolera desvios de qualquer natureza e em qualquer segmento da máquina pública, a começar pela eleitoral, o desembargador Lourival Serejo afirma, categórico, que o sistema de votação eletrônica é seguro, à prova de fraude e que eleição lhe são acrescidos mecanismos que o tornam cada vez mais seguro e confiável. Não vê razão para se gastar R$ 2,5 bilhões para dotar o sistema desse dispositivo, que não tem nenhuma razão de ser. Isso significa dizer que, por ele, nada será mudado no sistema de votação eletrônica.

São Luís, 13 de Julho de 2021.

Pré-candidatos do grupo de Dino têm agora o desafio de viabilizar seus projetos de poder

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo têm agora espaço para se tornarem protagonistas da corrida aos Leões

Os ajustes partidários e o início das consultas para a escolha do candidato que disputará o Palácio dos Leões envergando o estandarte da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PSB) criaram o ambiente para que o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e o secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo (Solidariedade) assumam de vez o protagonismo do processo sucessório, e usem seus recursos e habilidade política para consolidar seus projetos de poder. A reunião de Segunda-Feira (05) funcionou como tiro para a largada, se não oficial, efetiva dos quatro aspirantes ao cargo de governador do Maranhão na direção dos partidos em busca de suporte para a viabilização das suas candidaturas. De agora por diante, a estratégia mais eficiente será conversar, conversar e conversar. Isso porque no âmbito da aliança dinista nenhum dos pré-candidatos tem favoritismo sólido dentro do grupo, e todos têm plena consciência de que agora é com eles. E com uma vantagem, além da possibilidade de o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., vir a ser candidato pelo PSD, não há sinais de vida no campo oposicionista.

O vice-governador Carlos Brandão tem dito a aliados que não mudará a sua linha de ação, que consiste na conversa com chefes de partidos, prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos e vereadores de todo o Maranhão, e nas incursões pelo interior do estado. Ele garante que não faz restrição a nenhuma oferta de apoio, e diz que está disposto a conversar até com adversários. Nas contas de aliados seus, Carlos Brandão hoje contaria nada menos que 70 prefeitos dos mais diversos partidos. Na sua estratégia de pré-candidato, o vice-governador vai tentar atrair o apoio de Josimar de Maranhãozinho, com quem conversa com frequência, e de Simplício Araújo. E até onde for possível, manterá aberto um canal de diálogo com o pré-candidato do PDT, o seu concorrente mais forte. Os dois pontos mais fortes do seu projeto é o aval do governador Flávio Dino e a condição de governador a partir de Abril do ano que vem.

O senador Weverton Rocha vai dar continuidade à sua intensa pré-campanha, utilizando os meios que lhes são proporcionados pela condição de congressista e líder de um partido forte. Além da visibilidade que alcança usando espaços publicitários ostensivos nas TVs abertas e em programas de TV e em emissoras de rádio, Weverton Rocha joga bom com os recursos de emendas que vem distribuindo nas mais diversas regiões do estado. Nas contas de apoiadores seus, ele teria hoje o apoio de pelo menos 80 prefeitos, vários ex-prefeitos e uma penca expressiva de vereadores. Além disso, tem o respaldo de presidente de vários partidos, como DEM, PSL e PP, que estão divididos internamente. Weverton Rocha é um político arrojado, experiente na superação de obstáculos, e disposto a chegar aos Leões.

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho continua afirmando que será candidato a governador. Na condição de pré-candidato, ele participou da reunião com o governador Flávio Dino e não deu sinal de que sairá da disputa majoritária. A opinião geral no meio político é a de que sua candidatura é uma estratégia para ocupar espaço no tabuleiro sucessório, talvez em busca da vaga de vice numa chapa de peso, seja com Carlos Brandão, seja com Weverton Rocha, ou até mesmo com o senador Roberto Rocha, com quem mantém canal de comunicação e conversa com frequência. Uma análise mais fria sobre seus movimentos conclui, sem maiores esforços, que ele vai continuar deputado federal bem votado. Há, porém, quem o veja como candidato a vice-governador.

O secretário Simplício Araújo dificilmente avançará no projeto de disputar o Palácio dos Leões. Sua pré-candidatura é saudável, abre horizontes nesse espaço fechado, mas, pelo menos até aqui, não tem suporte para seguir em frente, a menos que esteja disposto a abrir mão de uma eleição quase certa para a Câmara Federal.

Não resta dúvida de que na aliança comandada pelo governador Flávio Dino só o vice-governador Carlos Brandão e o senador Weverton Rocha têm condições de levar em frente os seus projetos de poder.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Se a eleição fosse agora, Brandão e Weverton dividiriam votos nos 10 maiores municípios

Os 10 maiores municípios do Maranhão – São Luís (706 mil), Imperatriz (170 mil), Timon (108 mil), São José de Ribamar (106 mil), Caxias (101 mil), Codó (73 mil), Açailândia (72 mil), Paço do Lumiar (68 mil), Bacabal (62 mil) e Balsas (60 mil) -, que totalizam 1,5 milhão de eleitores, terão peso decisivo nas eleições do ano que vem. Só que não formarão uma base homogênea para nenhum dos possíveis candidatos ao Palácio dos Leões. A começar pelo fato de que esses municípios são comandados por prefeitos nada articulados.

Se a eleição para governador fosse agora e os candidatos fossem o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDTT) e o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD), a divisão de votos seria imprevisível. Em São Luís, por exemplo, que tem força para decidir a eleição, não se sabe ainda qual seria o caminho do prefeito Eduardo Braide (Podemos) nem o peso da sua influência sobre o eleitorado, o que tornaria a disputa acirrada e de resultado imprevisível. Em Imperatriz, o segundo mais importante colégio eleitoral, o prefeito Assis Ramos (DEM), reeleito com apenas 25% dos votos, teria pouco peso na corrida aos Leões. Em Timon, a influência dos Leitoa provavelmente levaria grande parte do eleitorado para Weverton Rocha. Em Caxias, o prefeito Fábio Gentil (Republicanos), certamente mobilizaria grande parte do eleitorado para Carlos Brandão. Em Codó, o prefeito José Francisco (PSD) poderia incluir Edivaldo Holanda Jr. na disputa, que já seria acirrada entre Weverton Rocha e Carlos Brandão. Em Açailândia, o prefeito Aluísio Souza (Republicanos) poderia apoiar Carlos Brandão ou Weverton Rocha. Já em Paço do Lumiar, tudo indica que a prefeita Paula da Pindoba (PCdoB) seguiria a orientação do seu partido, que tende a apoiar Carlos Brandão. Já em Bacabal, o prefeito Edvan Brandão (PDT), apoiaria Weverton Rocha, candidato do seu partido. Weverton Rocha certamente teria o apoio do prefeito de Balsas, Éric Silva, um dos esteios do PDT no Maranhão.

Como é possível perceber nesse exercício, um terço do eleitorado do Maranhão concentrado nos 10 maiores municípios teria divisão equilibrada entre Carlos Brandão e Weverton Rocha, com pouco espaço para Edivaldo Holanda Jr..

 

Filiação de Felipe Camarão ao PT torna imprevisível a disputa para a Câmara Federal

Felipe Camarão: confirmado no PT

A confirmação da filiação de Felipe Camarão ao PT, e a forte inclinação da ex-governadora Roseana Sarney (MDB) de entrar na briga por mandato de deputada federal reforçam, em caráter definitivo, a avaliação, feita há meses pela Coluna, de que a disputa para as 18 cadeiras da Câmara Federal será uma das mais disputadas dos últimos tempos. Além dos deputados federais candidatos à reeleição, a começar pelos pesos pesados Márcio Jerry e Rubens Jr. (PCdoB) e Bira do Pindaré (PSB), outros pré-candidatos do núcleo central do Governo Flávio Dino, a exemplo de Carlos Lula (Saúde) e Jefferson Portela (Segurança), ambos filiados ao PSB, estão na briga. E se o deputado Duarte Jr. (PSB) confirmar candidatura à Câmara Federal, a disputa ganhará uma enorme carga de imprevisibilidade.

São Luís, 11 de Julho de 2021.

Dino começa a confirmar o prognóstico de transformar o PSB numa potência partidária

 

Flávio Dino já conta com Carlos Lula, Rogério Cafeteira, Jefferson Portela, Marcos Pacheco, Catulé Jr. e Karen Barros para transformar o PSB numa força partidária

Na edição de 18 de Junho, a Coluna foi aberta com o seguinte título: “Dino deixa o PCdoB, ganha mais espaço de atuação e deve transformar o PSB numa grande força”. O prognóstico, que começou a ganhar corpo logo em seguida, no dia 24 de Junho, com o ingresso do governador Flávio Dino no PSB, partido ressuscitado no final do século passado pelo célebre líder político pernambucano Miguel Arraes, e a ser reforçado de fato no dia 30 de Junho com a filiação do deputado estadual Duarte Jr., e ganhou força ontem, com o ingresso dos secretários Carlos Lula (Saúde), Catulé Jr. (Turismo), Jefferson Portela (Segurança), Rogério Cafeteira (Esportes) e Marcos Pacheco, e da presidente do Procon, Karen Barros, além de outras lideranças. No seu discurso, Flávio Dino foi direto ao ponto e declarou, sem rodeios:  “Nós não iremos eleger dois ou três deputados estaduais ou federais, elegeremos dezenas de deputados e seremos, sem a menor dúvida, o maior partido desse estado”. Por modéstia ou por esquecimento, não incluiu “um senador”.
Flávio Dino parece encontrar-se em plena lua de mel com o partido com o qual “namorou” por mais de uma década. Nisso não há qualquer intenção de minimizar o papel do PCdoB, por cuja sobrevivência brigou, a ponto de torna-lo a maior potência partidária do Maranhão por quase uma década. Mas não há dúvida de que no PSB o governador parece mais à vontade, mais “em casa”, dando mostras de estar mais afinado com o socialismo democrático do que com o comunismo mais fechado, mas que ele amenizou com a ideia de religião, associando o humanismo socialista com as bases do cristianismo católico, apostólico, romano. No seu novo partido, o governador finalmente definirá o discurso literalmente identificado com sua nova situação partidária.
Polimento ideológico à parte, o objetivo imediato do governador Flávio Dino é turbinar o PSB, que recebeu apenas com um deputado federal (Bira do Pindaré), e um deputado estadual (Edson Araújo), mas que recebeu o deputado estadual Duarte Jr., um respeitável reforço político eleitoral. Entre os prefeitos, o partido saiu das urnas com seis, alguns vices e uma penca modesta de vereadores, nada fenomenal, mas o suficiente para demarcar espaço no cenário partidário maranhense, e com as portas abertas para um processo em que ganhará uma musculatura que dificilmente ganharia sem um líder do porte de Flávio Dino.
Todo partido maranhense gostaria de ter nos seus quadros filiados como Carlos Lula, um advogado que vem surpreendendo meio mundo com uma gestão excepcional na Secretaria de Saúde; como também gostaria de ter filiados do porte do secretário Jefferson Portela, que vem mudando o sistema policial maranhense; da estatura moral e profissional do ex-deputado estadual Marcos Pacheco, secretário de Políticas Públicas; do desembaraço e a determinação do jovem Catulé Jr., atual secretário de Turismo, e a experiência do ex-deputado Rogério Cafeteira – isso sem falar da jovem Karen Barros, mulher do deputado Duarte Jr.. Juntos, eles podem representar um caminhão de votos nas eleições do ano que vem, podendo fazer do PSB a potência partidária que o governador espera.
Ninguém duvida de que sob o comando de Flávio Dino o PSB emergirá das urnas como uma potência política e partidária, com um senador, três ou mais deputados federais e ao menos entre quatro e cinco deputados estaduais.
Essa é a conta que está sendo feita nos bastidores políticos, onde todos levam em conta três fatores decisivos: a força política de Flávio Dino, o apoio do governador Carlos Brandão (PSDB) e o grande potencial eleitoral do grupo que vai encarar as urnas defendendo as bandeiras do partido.
 

PONTO & CONTRAPONTO

DEM está rachado em relação à disputa para o Palácio dos Leões

Juscelino Filho e Stênio Rezende divergem no DEM sobre  sucessão

Ontem, um destacado partidário do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) questionou a informação de que o DEM está abalado por um racha em relação à sucessão. A Coluna registrou que, contrariando a posição do presidente regional do DEM, deputado federal Juscelino Filho, que está fechado com o líder do PDT, o ex-deputado estadual Stênio Rezende, seu tio e um dos seus mentores, anunciou que apoiará o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Isso significa dizer que a prestigiada deputada Andreia Rezende, mulher de Stênio Rezende, naturalmente abraçará a escolha do marido.
E o racha no DEM vai mais longe. Na última Sexta-Feira, em Miranda do Norte, a deputada Daniella Tema (DEM) estava na primeira fila do megaevento político que reuniu 57 prefeitos e mais de 100 ex-prefeitos, além de deputados estaduais e federais em apoio a Carlos Brandão. A parlamentar estava acompanhada do marido, o tarimbado Cleomar Tema (PSB), ex-prefeito de Tuntum e um dos mais importantes líderes do Sertão maranhense. Correm ainda comentários de que os deputados estaduais democratas Antônio Pereira e Paulo Neto ainda não bateram martelo em relação ao projeto de candidatura de Weverton Rocha.

Marreca Filho reafirmou o Patriotas na aliança articulada por Flávio Dino

Marreca Filho 

Se o presidente Jair Bolsonaro vier mesmo a se filiar no Patriotas e o senador Roberto Rocha segui-lo, como está previsto, haverá problemas na situação da agremiação no Maranhão. Na reunião que o governador Flávio Dino fez, na semana passada, com os líderes partidários para discutir a corrida à sua sucessão contou com a presença do deputado federal Júnior Marreca Filho, que preside o Patriotas no Maranhão. Mesmo tendo entrado mudo e saído calado, Marreca Filho deixou muito claro que o Patriotas é parte da aliança governista, devendo apoiar o vice-governador Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha ou o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que é quem de fato controla o partido no Maranhão. Tal situação pode representar uma grande encrenca para o senador Roberto Rocha.

São Luís, 09 de Julho de 2021.

Cenário político é agitado por fatos que terão forte repercussão nas montagens para as eleições de 2022  

Eunélio Mendonça, Carlos Florêncio, Marco Aurélio, Márcio Jerry ,Othelino Neto, Adelmo Soares, Júlio Mendonça, Mavio Rocha e Rodrigo Lago: fortalecer o PCdoB

A migração do governador Flávio Dino para o PSB desencadeou uma série de movimentos de partidos dentro e fora da base governista, num processo de ajustes partidários que ainda agitará o meio político por muito tempo. Nas últimas 48 horas, por exemplo, o PCdoB reuniu seus líderes para discutir o futuro do partido agora sem o governador como seu líder maior, quatro secretários de Estado anunciaram filiação no novo partido do governador, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. anunciou que marcha para a oposição ao se filiar ao PSD, a deputada estadual Mical Damasceno (PTB) confirma afastamento da base governista e uma declaração de apoio do ex-deputado estadual Stênio Rezende revela que o DEM está rachado na corrida sucessória. São fatos que sinalizam com clareza que a movimentação política começa a ganhar movimento, cuja intensidade só será mais ou menos conhecida quando o calendário para as eleições do ano que vem começar a vigorar na segunda semana de Outubro deste ano. Os fatos relacionados são suficientes para que se possa ter uma ideia prévia do que vem por aí.

Mesmo sendo ainda um dos principais suportes e referências do atual Governo, o PCdoB sentiu a perda do governador Flávio Dino, o seu maior trunfo. Mas, ao contrário do que muitos previram, manteve sua estrutura e não sofreu outras perdas. Ontem, os detentores de mandato do partido, numa articulação feita pelo seu presidente, o deputado federal licenciado Márcio Jerry, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, se reuniram para avaliar o cenário e as perspectivas. E fecharam questão em três pontos: permanecer firme na base de apoio do Governo, manter a unidade partidária e trabalhar para manter o partido forte, se possível ampliando seu poder de fogo nas urnas. Além de Márcio Jerry e Othelino neto, participaram da reunião o os deputados estaduais Marco Aurélio, Adelmo Soares e Carlinhos Florêncio, um representante da deputada Ana do Gás e o secretário Rodrigo lago (Agricultura Familiar).

Em meio à agitação partidária, os secretários Rogério Cafeteira (Esporte), Catulé Jr. (Turismo) e Marcos Pacheco (Políticas Públicas) e a presidente do Procon, Karen Barros anunciaram que filiarão ao PSB. A filiação de Karen Barros é um indicativo de que o deputado Duarte Jr., hoje no Republicanos, poderá migrar também para o PSB. O ato de filiação acontecerá hoje, com a presença do governador Flávio Dino. Há quem veja nas filiações apenas o início de uma grande revoada na direção do novo partido do chefe do Executivo e pré-candidato ao Senado.

O anúncio de que o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., se filiará ao PSD, surpreendeu muitos integrantes da base governista. Seria um processo absolutamente natural se o PSD não fosse ponta de lança da oposição ao governador Flávio Dino, liderada pelo deputado federal Edilázio Jr., um dos mais ferrenhos adversários do atual Governo, e se Edivaldo Holanda Jr. não tivesse recebido apoio decisivo do governador Flávio Dino e seu grupo nas suas duas eleições em São Luís. E tudo indica que será candidato a governador em campo oposto ao do governador e, provavelmente, também contra o candidato do seu ex-partido, o PDT, senador Weverton Rocha. É cedo, porém, para se bater martelo quanto ao futuro do ex-prefeito de São Luís.

Um fato que também chamou a atenção do meio político foi a declaração da deputada Mical Damasceno de que está fora da base governista, ou seja, é agora oposição ao atual Governo. Mical Damasceno deu essa guinada ao assumir o comando do PTB no Maranhão, entronizada pelo chefe nacional da legenda, Roberto Jefferson, que destituiu o deputado federal Pedro Lucas Fernandes da direção do partido por ele ter votado a favor da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL). Bolsonarista militante, Mical Damasceno quer levar o eleitorado evangélico para a base de Jair Bolsonaro no Maranhão, mesmo sabendo que o presidente não é bem visto pela maioria dos evangélicos maranhenses.  Alguns observadores avaliam que a deputada Mical Damasceno pode estar cometendo um grave erro político.

E, finalmente, a surpreendente declaração do ex-deputado Stênio Rezende (DEM) de que vai apoiar a candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). A posição do ex-parlamentar, que deve ser acompanhada por sua mulher, a deputada estadual Andreia Rezende Resende, revela que o DEM, presidido no Maranhão pelo deputado federal Juscelino Filho, sobrinho de Stênio Rezende, está dividido. Uma banda não seguirá o presidente Juscelino Filho no apoio ao projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), que apoiou a candidato do DEM, deputado Neto Evangelista, à Prefeitura de São Luís.

Sem ligação direta entre si, os fatos demonstram o cenário político ainda sofrerá muitas alterações até as convenções partidárias que oficializarão as candidaturas que se enfrentarão nas eleições de Outubro do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

CPI dos Bancos: Senador maranhenses mandou prender ex-presidente do Banco Central

Bello Parga dá voz de prisão a Chico Lopes na CPI dos Bancos

A prisão, ontem, do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, por ordem do presidente da CPI  da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), sob a alegação de que ele mentiu ao depor na Comissão sobre um suposto esquema de corrupção que se armou na pasta em torno da compra da vacina indiana Covaxin, lembrou um caso de prisão de depoente que se tornou célebre, envolvendo dois senadores maranhenses: o senador Bello Parga (PFL-MA), que a presidia, e o senador João Alberto (PMDB-MA), que era o relator.

No dia 27 de Abril de 1999, o presidente da CPI dos Bancos, senador Bello Parga, deu voz de prisão ao ex-presidente do Banco Central, Chico Lopes, um dos mais renomados economistas da sua geração, que havia prestado depoimento à Comissão sobre distorções no sistema bancário nacional. Orientado por seus advogados, Chico Lopes se negou a assinar o depoimento, tornando sem efeito o que dissera, já que o foi dito por ele só teria validade com a sua assinatura. A recusa causou tumulto na CPI, tendo vários senadores tentado fazer com que o ex-presidente do BC assinasse o depoimento, explicando que sua atitude seria considerada desacato à autoridade e interpretada como falso testemunho. Ele, porém, manteve a decisão de não assinar, alegando estar seguindo orientação dos seus advogados. Essa atitude levou o presidente da CPI, senador Bello Parga, a adverti-lo, explicando que se ele não assinasse o documento, seria preso. O clima de tensão aumentou, e como o ex-presidente do BC não recuou, o presidente Bello Parga deu-lhe voz de prisão, convocando a Polícia do Senado para recolhe-lo. Como aconteceu ontem, o economista Chico Lopes foi recolhido às dependências da Polícia do Senado, seus advogados pagaram a fiança e ele foi liberado ainda no mesmo dia.

Homem respeitado por sua seriedade, o senador Bello Parga entrou para a crônica do Senado pela atitude que tomou, uma vez que evitou que a CPI dos Bancos fosse desmoralizada pelo ex-presidente do Banco Central. Sério e determinado, o senador João Alberto não participou diretamente do episódio, mas muito do que aconteceu naquele dia estava intimamente relacionado com as investigações que realizou como relator.

 

Marcos Pacheco vai tentar novamente a Assembleia Legislativa

Marcos Pacheco

Tudo indica que o médico e advogado Marcos Pacheco, atual secretário de Estado Políticas Públicas, será candidato a deputado estadual. Ele assinará hoje ficha de filiação no PSB. Marcos Pacheco tem feito um trabalho destacado no enfrentamento da pandemia. Ele preside o chamado Gabinete Científico, grupo de médicos e gestores que avalia a situação da pandemia no Maranhão, acompanha as novidades sobre o assunto em todo o mundo e tem sido a mais importante fonte de consultas do governador Flávio Dino sobre como enfrentar as investidas do novo coronavírus no estado.

Marcos Pacheco entrou na vida política filiando-se no PDT, tendo sido eleito deputado estadual no pleito em que Jackson Lago se elegeu governador, em 2006. Desencantou-se do mandato e voltou a praticar a medicina e a dar aulas de Direito no Uniceuma. Foi secretário de Saúde nos primeiros meses do Governo Flávio Dino, que o nomeou para comandar a Secretaria de Estado da Saúde, mas meses depois passou o cargo para Carlos Lula, sendo ao mesmo tempo nomeado secretário de Políticas Públicas. Está, portanto, credenciado para encarar as urnas.

São Luís, 08 de Julho de 2021.

 

Edivaldo Jr. vai para o PSD, partido de direita que apoia Governo Bolsonaro e ataca o Governo Dino

 

Edivaldo Holanda Jr. pode disputar o Governo do Estado pelo PSD

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr., resolveu, finalmente, a sua situação partidária. Ele anunciou que se filiará ao Partido Social Democrático (PSD), comandado no País pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, uma das vozes mais ativas da direita civilizada, e no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Jr., que lidera um dos ramos do que já foi o Grupo Sarney. Com a filiação, Edivaldo Holanda Jr. inicia outro complicado processo de decisão: a que se candidatará nas eleições do ano que vem? A bolsa de especulações o enxerga disputando o Governo do Estado ou uma cadeira na Câmara Federal. Quase não se fala de uma eventual candidatura a senador e ninguém aposta que ele possa vir a ser candidato a deputado estadual. O PSD parece ser o pouso partidário mais adequado ao jovem político que já foi duas vezes vereador de São Luís, exerceu meio mandato de deputado federal e elegeu-se e se reelegeu prefeito da Capital. Esse reduzido, mas rico, currículo lhe dá status para integrar o grupo de elite dos políticos maranhenses da sua geração, e cacife para entrar em qualquer nível da disputa eleitoral do ano que vem.

Informações chegadas à Coluna por fontes confiáveis preveem sua candidatura ao Governo do Estado, entrando na ciranda pelo voto majoritário como uma espécie de “terceira via” para romper o equilíbrio de uma disputa entre o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT). Há também quem preveja sua candidatura a vice-governador num acordo com o vice-governador ou com o senador. E finalmente a possibilidade de ele vir a disputar uma cadeira na Câmara Federal, como um passo para tentar voltar à Prefeitura de São Luís em 2024, em mais um embate direto com o agora prefeito Eduardo Braide (Podemos), a quem derrotou em 2016, e nada fez para evitar a sua eleição em 2020.

A candidatura a governador pode ganhar densidade, mas pode também enfrentar restrições no plano das alianças. Sua atitude de virar as costas para o projeto eleitoral do seu partido, o PDT, que apoiou a candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), e também para a candidatura do deputado estadual Duarte Jr. (Republicanos), levou-o ao rompimento com PDT e ao afastamento dos partidos do núcleo central da base de apoio do governador Flávio Dino. Tal situação lhe impôs um complicado isolamento, levando-o a deixar o campo da aliança liderada por Flávio Dino para procurar abrigo partidário na seara dos seus adversários duros. Não é segredo que o deputado federal Edilázio Jr., líder do seu partido, é aliado e apoiador linha-de-frente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e adversário figadal do governador Flávio Dino e seu grupo.

No plano ideológico, Edivaldo Holanda Jr. se encaixa perfeitamente no PSD, um partido de direita, de viés liberal, que fez contraponto à esquerda trabalhista antes do golpe de 64, e que renasceu nos anos 90 do século passado pelas mãos do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Hoje, o PSD é um dos maiores partidos do País, funciona como um dos esteios do Centrão e integra a base parlamentar do Governo Bolsonaro. No Maranhão, sob o comando do deputado federal Edilázio Jr., o PSD atua forte como adversário incondicional do Governo Flávio Dino. Resta saber como se comportará em relação aos seus antigos apoiadores – o governador Flávio Dino e seu grupo foram decisivos nas suas duas eleições para prefeito de São Luís.

Seus posicionamentos políticos têm sido marcados pela controvérsia. Iniciou a trajetória no PTC, uma sigla de viés evangélico de extrema direita que não foi em frente e hoje no Maranhão só existe por conta do mandato do deputado Edivaldo Holanda, pai. Em 2015 mudou-se para o PDT, partido de centro-esquerda, com o qual nunca se afinou, particularmente no plano ideológico, para agora dar uma guinada de volta à direita ao ingressar no PSD. Isso significa dizer que Edivaldo Holanda Jr. continuará como uma incógnita. Isso, porém, não esconde o fato de que, mesmo em meio a controvérsias, o ex-prefeito de São Luís é um político vencedor, o que o credencia para seguir em frente fazendo apostas altas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Secretários se credenciam para participar das eleições

Felipe Camarão e Carlos Lula: secretários com peso para entrar na corrida eleitoral

Durante a reunião de Segunda-Feira (05) com líderes partidários para iniciar as discussões que levarão à escolha do candidato do grupo político liderado pelo governador Flávio Dino, dois secretários se destacaram, Felipe Camarão (Educação) e Carlos Lula (Saúde). O primeiro apresentou os avanços do Governo no campo educacional, destacando a amplitude do programa “Escola Digna”, que transformou o Maranhão numa referência no que diz respeito à educação de base. E o segundo fez um balanço consistente dos ganhos reais do Maranhão no campo da saúde pública, chamando atenção para a rede hospitalar que existia quando o atual governo se instalou, em 2015, e o que existe agora, seis anos e meio depois. Os dois relatos impressionaram os presentes.

Por seu trabalho, os dois secretários estão credenciados a ingressarem na seara política e eleitoral nas eleições do ano que vem. Felipe Camarão deve disputar uma cadeira na Câmara Federal, e para tanto, deu entrada num pedido de filiação ao PT, que segundo revelado ontem, deve torna-lo oficialmente membro do partido nesta Quinta-Feira. Já Carlos Lula deve ingressar no PSB, atendendo a convite do deputado federal Bira do Pindaré, feito semanas antes de o governador Flávio Dino ingressar no partido.

 

Assembleia aprova “Auxílio Cuidar” com apoio de Othelino Neto

Othelino Neto deu apoio efetivo à aprovação do “Auxílio Cuidar”

A Assembleia Legislativa aprovou ontem projeto de lei que cria o “Auxílio Cuidar”, um mecanismo pelo qual o Governo do Estado pagará ajuda no valor de R$ 500 a crianças e adolescentes órfãos de pai e mãe biológicos ou por adoção, desde que um deles tenha falecido por Covid-19. O projeto foi proposto pelo Poder Executivo e sua vigência depende agora da sanção do governador Flávio Dino (PSB). O projeto instituindo o “Auxílio Cuidar” foi aprovado por unanimidade e recebeu apoio enfático do presidente do Poder Legislativo, deputado Othelino Neto (PCdoB).

A iniciativa do Poder Executivo ganhou força a partir das informações de que no país já são mais de 450 mil crianças e adolescentes que perderam os pais ou um deles durante a pandemia, gerando um grave problema de natureza social, à medida que, com a morte dos seus pais, ou de um deles, esses jovens órfãos entram em situação de insegurança.

O presidente da Assembleia Legislativa apoiou integralmente a inciativa do governador Flávio Dino e contribuiu efetivamente para a sua aprovação, o que se deu por unanimidade.

– Diante desse triste cenário, o projeto vem, de forma muito marcante, contribuir para amenizar os impactos financeiros dessas crianças que perderam seus pais por conta do novo coronavírus, servindo como um instrumento de amparo e oferecendo a elas uma condição a mais de ter o seu sustento provido – declarou Othelino Neto.

São Luís, 07 de Julho de 2021.

Sucessão: líderes lançam Dino ao Senado e pregam unidade e apoio a candidato do grupo  

 

Entre o deputado Othelino Neto e a senadora Eliziane Gama, Flávio Dino posa com líderes partidários após reunião no Palácio dos Leões. Atrás dele os pré-candidatos Josimar de Maranhãozinho, Carlos Brandão, Weverton Rocha e Simplício Araújo

Unidade do grupo, apoio de todos à candidatura do governador Flávio Dino (PSB) para o Senado, lançar apenas um candidato do Governo – a ser escolhido depois da definição das regras para as eleições -, não cometer os erros cometidos na eleição de São Luís, e apoio aos programas mais importantes do Governo, como o Escola Digna, por exemplo. Foram essas as decisões tomadas ontem à noite, no Palácio dos Leões, na reunião do governador Flávio Dino com os líderes dos partidos que integram a sua base, entre eles os quatro pré-candidatos à sua sucessão – o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) e o secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo (Solidariedade) – e o presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), para discutir as eleições do ano que vem, em especial a sua sucessão. O governador Flávio Dino abriu o encontro apresentando um balanço da sua gestão, defendendo a continuação dos programas principais e fazendo um apelo para que o grupo permaneça unido e construa consenso em torno de um candidato à sua sucessão. Os participantes assinaram uma carta de apoio ao elenco de compromissos, confirmando a unanimidade pela candidatura do chefe do Executivo ao Senado.

Na sua fala, Flávio Dino defendeu a unidade do grupo, argumentando que juntos os partidos tornarão o grupo cada vez mais forte. O sentido maior da unidade do grupo é conquistar vitória no processo eleitoral. Se os partidos não permaneceram mobilizados em torno do objetivo maior que é vencer as eleições, estarão abrindo caminho para fortalecer adversários. Os líderes presentes se manifestaram em apoio à proposta de unidade, ratificando suas posições assinando a carta-compromisso.

Outro item decidido foi o apoio unânime à candidatura do governador Flávio Dino ao Senado. Na conversa com os líderes partidários, o governador confirmou seu projeto de disputar a vaga de senador, descartando a possibilidade de vir a ser candidato a presidente ou a vice-presidente da República. Essa decisão levou os presidentes dos partidos da base a firmarem posição no sentido de não lançar candidatos ao Senado. Com essa decisão, que consta na carta-compromisso, praticamente selou a pré-candidatura do governador, que nas últimas pesquisas sobre os cenários aparece como franco favorito à vaga de senador, que será aberta com o encerramento do mandato do senador Roberto Rocha (sem partido), que sem chance de reeleição, está caminhando para disputar o Governo. Em todas as pesquisas Flávio Dino lidera com mais da metade das intenções de voto.

Na reunião foi decido do também que o grupo lançará apenas um candidato a governador, que deve sair de um consenso. Carlos Brandão, Weverton Rocha, Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo concordaram, vão continuar tentando viabilizar seus projetos de candidatura, mas agora com o compromisso de apoiar o candidato que na época estiver na melhor condição. A escolha deve ocorrer entre Outubro e Dezembro, quando as regras para o pleito eleitoral do ano que vem estiverem definidas. Com esse compromisso, o governador Flávio Dino não quer que se repita o que aconteceu na eleição para a Prefeitura de São Luís, na qual o grupo se dividiu e facilitou a eleição de Eduardo Braide (Podemos), que já era favorito e foi turbinado com o apoio do PDT e DEM.

Os participantes firmaram compromisso de, se o eleito for o candidato do grupo, apoiar a continuidade dos programas sociais do atual Governo estadual, como o Escola Digna – já são mais de mil -, Iemas, estrutura hospitalar, restaurantes populares –  recebeu cinco e implantou mais 49 -, entre outras ações. O governador lembra que estados que avançaram na guerra contra a fome e a pobreza, como o Ceará, por exemplo, deram continuidade a programas sociais durante décadas, vendo-os como conquistas do Estado e não só de Governos.

A reunião de ontem foi bem avaliada por todos os participantes. Primeiro porque quebrou a onda de especulações a respeito da sucessão no Governo do Estado. Segundo porque definiu consenso em relação à candidatura de Flávio Dino ao Senado. E terceiro porque obteve consenso a favor do ponto central: a unidade do grupo para as eleições do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPOPNTO

 

Encontro nos Leões reuniu a nata do Governo e da aliança governista

Flávio Dino cumprimenta o presidente do PT, Augusto Lobato, um dos signatários da carta-compromisso

Além dos líderes partidários e dos pré-candidatos ao Governo, a reunião de ontem no Palácio dos Leões reuniu, de fato, a nata da aliança liderada pelo governador Flávio Dino. Para começar, marcaram presença o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, que pertence ao PCdoB, mas integra o grupo de apoio da candidatura do senador Weverton Rocha, o mesmo acontecendo com o presidente da Famem, Erlânio Xavier, prefeito de Igarapé Grande e coordenador das campanhas de Weverton Rocha. O vice-governador Carlos Brandão participou ativamente da reunião e dela saiu entusiasmado e avalizando as decisões tomadas, entre elas a unidade do grupo, o apoio à candidatura de Flávio Dino ao Senado. Os pré-candidatos Josimar de Maranhãozinho e Simplício Araújo também fecharam questão nos itens definidos, mas reafirmaram seus projetos.

Foi expressiva a presença dos secretários mais influentes do Governo. O titular da Educação, Felipe Camarão, que deve ter sua filiação ao PT confirmada nesta semana, e Carlos Lula da Saúde, e que até onde se sabe deve ingressar no PSB, atendendo a convite feito pelo deputado federal e vice-presidente do partido Bira do Pindaré, além de Márcio Jerry (PCdoB), das Cidades, e Rubens Jr. (PCdoB), de Articulação Política. Os dois estariam se preparando para disputar cadeiras na Câmara Federal, o mesmo acontecendo com Rodrigo Lago (PCdoB), que deve disputar cadeira na Assembleia Legislativa.

 

Dino tem liderança incontestável na aliança partidária alinhada ao seu Governo

O consenso formado ontem em torno do projeto de candidatura do governador Flávio Dino ao Senado derrubou de vez todas as especulações sobre o assunto, e confirmou que ele é o grande líder do Maranhão na atualidade. Nenhuma outra personalidade política maranhense consegue hoje o que o governador consegue em matéria de agregação. Na sua pesquisa, o Escutec provocou o eleitor a apontar espontaneamente quem ele acha que deve ser governador, a resposta foi estridente: Flávio Dino. Já nas pesquisas feitas recentemente, ele lidera com segurança e todos os cenários da disputa senatorial, não existindo sequer uma ameaça. Mesmo diante desse enorme lastro político e eleitoral, Flávio Dino continua trabalhando dia e noite, o que reforça sua posição no ranking dos líderes políticos do Maranhão.

São Luís, 06 de Julho de 2021.

Dino conversa com Brandão e Weverton e confirma reunião com líderes partidários nesta Segunda

 

Flávio Dino com Weverton Rocha e Carlos Brandão após a reunião nos Leões

Unidade na aliança partidária e consenso na definição de um candidato ao Governo do Estado. Foram esses os itens dominantes de uma conversa ocorrida ontem entre o governador Flávio Dino (PSB) e os dois principais aspirantes à sua sucessão, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT). A conversa se deu dois dias antes da reunião que o governador terá com os chefes dos partidos que integram a aliança que lidera, para consultá-los a respeito do processo sucessório no Maranhão. Registrada como produtiva pelos três participantes, a conversa de sábado e a reunião desta Segunda-Feira acontecem em meio a uma forte onda de especulações causada por três pesquisas – Data Ilha, Exata e Escutec – sobre a corrida sucessória, nas quais a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) aparece na frente com folga média de 10 pontos percentuais sobre o segundo colocado, o senador Weverton Rocha, e mostrando situações diferentes para o vice-governador Carlos Brandão, que aparece em terceiro e em quarto lugar, medindo forças com o senador oposicionista Roberto Rocha (sem partido). Não se sabe o motivo, mas duas das três pesquisas incluíram o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (sem partido), que nem sequer foi cogitado para disputar o Governo do Estado.

Os resultados das pesquisas são os seguintes: Data Ilha/Jornal Pequeno, realizada entre 10 e 12 de Junho, ouvindo 2.179 eleitores e com margem de erro de 2 pontos percentuais (+ ou -): Roseana Sarney (22,8%), Weverton Rocha (13,3%), Carlos Brandão (11,9), Roberto Rocha (11,2%), Lahesio Bonfim (6,9%), Josimar de Maranhãozinho (5,4%), Simplício Araújo (1,0%), Não Sabe/Não Respondeu 24,6% e Nenhum (2,9%). Exata/Ponto & Vírgula, com 1.418 entrevistas feitas entre 23 e 28 de Junho, com margem de erro de 3.2 pontos percentuais (+ ou -): Roseana (29%), Weverton (19%), Roberto (10%), Edivaldo Jr. (8%), Brandão (6%), Josimar (5%), Lahesio (4%), Simplício (2%), Nenhum (7%) e Não Sabe (10%). E Escutec/O Estado do Maranhão, feita no período de 24/06 a 01/07 ouvindo 2.400 em todo o Maranhão – não forneceu a margem de erro -: Roseana (25%), Weverton (14%), Edivaldo Jr. (12%), Brandão (10%), Roberto (8%), Simplício (5%), Josimar (3%), Lahesio (3%), Nenhum (11%) e Não Sabe (9%).

As avaliações feitas por aliados de Weverton Rocha via de regra apontaram que Roseana Sarney “bateu no teto”. Mas uma análise cuidadosa conclui naturalmente que, por esse critério, o senador pedetista parece também ter alcançado seu “teto”, já que nos três levantamentos ele aparece no mesmo patamar, sempre 10 pontos atrás da emedebista. Carlos Brandão aparece em embolado com Roberto Rocha e Edivaldo Jr. e ameaçando Weverton Rocha. Mas quando se analisa o futuro, o vice-governador é, de longe, o que reúne as melhores condições: a partir de Abril do ano que vem, Weverton Rocha continuará senador, Roberto Rocha estará mais próximo de ficar sem mandato e Edivaldo Jr. continuará sendo apenas um ex-prefeito, enquanto o atual vice-governador ascenderá ao posto pelo qual todos estão brigando: será governador e candidato à reeleição.

Na conversa de ontem, o governador Flávio Dino teria confirmado sua candidatura ao Senado e pedido que os dois pré-candidatos entrem em acordo, de modo que um vá para a guerra com o apoio do outro e das forças que os dois consigam mobilizar. Se não concordaram com a fórmula, pelo menos não saíram do encontro politicamente mal-humorados, o que é um bom sinal. O governador Flávio Dino informou nas suas redes sociais: “Neste sábado, bom diálogo sobre o Maranhão com os companheiros senador Weverton e vice-governador Carlos Brandão. Seguimos juntos lutando a favor do nosso Estado”. O vice-governador Carlos Brandão fez um registro na mesma linha: “É sempre bom dialogar sobre política. Hoje, não foi diferente. Registro do encontro em que eu e o nosso governador Flávio Dino tivemos com o senador Weverton Rocha”. E o senador Weverton Rocha confirmou o clima positivo da conversa: “Sábado de reunião e boas conversas com o governador Flávio Dino e Carlos Brandão. Seguimos firmes no projeto, apostando na unidade e trabalhando pelo Maranhão”.

Também sob a forte repercussão da mudança partidária do governador, que migrou do PCdoB para o PSB, a reunião desta Segunda-Feira com os líderes partidários se dará num ambiente novo, mais bem definido, no qual o governador conta com uma base firme de quatro partidos (PSB, PCdoB, PT e PSDB) e o apoio dos demais que integram a aliança governista. Tudo indica que não será uma definição fácil nem sairá do encontro de hoje, que terá o sentido de conversa prévia, de avaliação, sem decisões açodadas. Afinal, o roteiro traçado há pouco tempo pelo governador Flávio Dino prevê o final deste ano como momento para a definição da candidatura que terá o seu aval.

Até lá, várias conversas com a mesma pauta acontecerão, sempre gerando expectativas.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roseana não disputará Governo nem Senado; tentará mesmo é vaga na Câmara Federal

Roseana Sarney em recente entrevista matutina concedida à TV Mirante .

A ex-governadora Roseana Sarney, mesmo saboreando a liderança nas três pesquisas recém divulgadas, não será candidata ao Governo do Estado nem se aventurará na corrida ao Senado, na qual o governador Flávio Dino lidera disparado. Na avaliação de duas fontes a ela ligadas, as pesquisas mostram também que a agora presidente do MDB amarga uma desalentadora rejeição, o que lhe tira qualquer margem para crescer, não fazendo nenhum sentido entrar numa guerra sem chances reais de sair-se bem. Quanto ao Senado, ela própria rejeita enfaticamente a ideia, reafirmando a pouca simpatia que sempre teve pela Câmara Alta. Seu projeto é mesmo disputar uma cadeira na Câmara Federal, movida pela perspectiva de voltar ao “caldeirão” da política brasileira e de ajudar o MDB a ampliar sua bancada, atendendo a apelo do comando nacional do partido, do qual faz parte como membro da Executiva. “Escrava” de pesquisa, a ex-governadora monitora eventualmente o cenário político maranhense, estando, portanto, ciente de que suas chances na disputa majoritária de agora são absolutamente mínimas.

Por outro lado, Roseana Sarney sabe que tem lastro político suficiente para influenciar fortemente numa disputa entre Carlos Brandão, Weverton Rocha e Roberto Rocha. Tanto que a grande pergunta feita em relação às pesquisas é a seguinte: se a ex-governadora não for candidata, para onde irão os 30% de votos que lhe seriam dados? Mesmo que dois terços se pulverizem, restará pelo menos um terço que pode seguir sua orientação. Isso significará nada menos que 10% dos votos, percentual suficiente para desequilibrar qualquer disputa. É claro que uma corrida eleitoral não comporta análises cartesianas, mas não há dívidas de que um líder bem posicionado pode influenciar, sim.

 

Pesquisa prevê que Lula vai triturar Bolsonaro no Maranhão

Lula da Silva tem vantagem avassaladora sobre Jair Bolsonaro no Maranhão

Realizada em todas as regiões do Maranhão, segundo afirma seu relatório, a pesquisa Escutec desenhou a tendência da eleição presidencial no estado. Se a votação ocorresse agora, o ex-presidente Lula da Silva (PT) daria uma surra de fazer dó no presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Lula teria nada menos que 57% dos votos contra 20% de Bolsonaro, ou seja, uma diferença de mais de um terço da votação. De acordo com o Escutec, Ciro Gomes (PDT) seria o terceiro colocado com 6%, seguido de Sérgio Moro (sem partido) com 4%, João Dória (PSDB) com 2%, Guilherme Boulos (PSB), Nenhum 5% e NS/NR 4%.

Além da vantagem astronômica de Lula em relação a Bolsonaro, alguns dados da pesquisa chamam a atenção. Para começar, nada menos que 91% dos entrevistados já têm candidato, restando apenas 9% de indecisos, percentual que em nada altera a disputa entre Lula e Bolsonaro. O fato de o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB) e do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), não terem recebido nenhuma intenção de voto.

São Luís, 04 de Julho de 2021.

Roseana assume MDB com desafio de recuperar pelo menos parte do poder perdido

 

Decisão da convenção: Roseana Sarney comandará o MDB tendo Roberto Costa (à esquerda) como vice-presidente  e João Alberto como presidente de honra

O MDB não lançará candidato a governador, e provavelmente nem a senador. Sob nova direção, eleita ontem, o partido vai concentrar seus esforços no projeto de recuperar, pelo menos parte da força que já teve, elegendo deputados federais e deputados estaduais. Tudo aconteceu como no script previamente negociado: o MDB realizou ontem convenção extraordinária e elegeu a ex-governadora Roseana Sarney presidente, o deputado estadual Roberto Costa vice-presidente e o ex-senador João Alberto presidente de honra. A eleição do novo comando emedebista se deu por unanimidade e sem concorrência. Na posse, Roseana Sarney repetiu que vai trabalhar com afinco para que o partido recupere pelo menos parte da força política e eleitoral que já teve no Maranhão, elegendo mais deputados federais e deputados estaduais, e participando das articulações envolvendo a corrida ao Governo do Estado e ao Senado. A ex-governadora foi mais moderada do que em entrevista recente à TV Mirante, quando declarou que estava articulando sua candidatura ao Governo, e deixou no ar até mesmo que esteja trabalhando para disputar cadeira na Câmara Federal, para ajudar no fortalecimento do partido. Não foi a grande festa partidária que alguns esperavam, mas a convenção sinalizou que o partido ainda tem lastro no Maranhão, como o da família Lobão, representada no ato pelo empresário e ex-senador Lobão Filho, que demonstrou certa empolgação com o novo momento do MDB.

Todos os dirigentes se declararam entusiasmados com a ascensão de Roseana Sarney ao comando do MDB. Mostraram acreditar que, no comando da máquina partidária tão bem cuidada pelo presidente João Alberto durante mais de três décadas, ela pode levar o partido a recuperar pelo menos parte da força que já teve no Maranhão, chegando a controlar nada menos que 84 prefeituras, vários deputados federais e alguns deputados estaduais, além de dois senadores e o governador – no caso, ela.  Trucidado nas urnas em 2018, o partido, que perdera o Governo em 2014, ficou sem seus dois senadores em 2018, tendo conquistado apenas seis prefeituras em 2020.

O que aconteceu ontem foi o ponto alto de uma grande articulação interna entre a velha e a nova geração dentro do partido. No comando havia mais de três décadas, João Alberto deu vez à nova geração, comandada por Roberto Costa, que impediu Roseana Sarney de chegar à direção partidária em 2019, logo depois de ela não ter conseguido se eleger governadora pela quinta vez. De lá para cá, Roseana se articulou bem com as forças emedebistas e conseguiu virar o jogo, convencendo a ala jovem de que tem força para melhorar a situação da agremiação. Assim, conseguiu convencer João Alberto a se aposentar, ganhando o título honorífico, mas sem poder, de presidente de honra, e Roberto Costa a ajudá-la no processo, na condição de vice-presidente, com carta-branca para articular reforços.

Muito embora tenha dito que seu futuro será discutido pela cúpula partidária, Roseana Sarney caminha mesmo para disputar uma cadeira na Câmara Federal. Mesmo liderando as pesquisas com média de 30% das intenções de voto, esse cacife praticamente desaparece sob o peso de uma rejeição que supera os 40%. As mesmas pesquisas indicam com clareza solar que ela não tem menor chance de disputar o senado com o governador Flávio Dino, que lidera com folga e sem qualquer ameaça. O projeto de se candidatar à Câmara Federal, portanto, além de viável no plano pessoal, pode até levar o partido a melhorar seu desempenho nessa seara, com a reeleição de Hildo Rocha e João Marcelo, podendo “puxar” mais um do partido. Se isso for concretizado nas urnas, ela desembarcará em Brasília em 2023 com razoável poder de fogo.

A convenção de ontem consolidou também a liderança do deputado Roberto Costa no partido. Afinal, foram os seus arrojados e inteligentes movimentos que criaram as condições para que o MDB maranhense esteja agora se levantando e sacudindo a poeira. Se vai dar a volta por cima, só será possível saber com o resultado das eleições do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

João Alberto entrega um partido estruturado

João Alberto cuidou do MDB 

Numa das entrevistas que concedeu ontem após ser eleita presidente do MDB, a ex-governadora Roseana Sarney fez a seguinte afirmação: “Estamos muito animados de assumir, porque o partido está muito organizado”. Não foi um elogio gratuito. Nessas quase três décadas no comando, o ex-senador João Alberto transformou o braço maranhense do MDB num modelo de administração partidária. Adquiriu sede própria e bem estruturada no São Francisco, legalizou a situação do partido na maioria dos municípios do Maranhão e manteve as finanças da agremiação sob controle férreo, tornando o MDB maranhense uma secção autossuficiente, financeiramente controlada e administrativamente eficiente. No meio político é sabido que não existe uma legenda mais organizada do que o MDB.

João Alberto assumiu o controle do partido no início dos anos 90, quando o seu comandante de então, o deputado federal Cid Carvalho, que era uma das suas referências nacionais, foi extirpado da vida pública e da vida partidária pela CPI dos Anões do Orçamento. A queda de Cid Carvalho levou o partido no Maranhão ao controle do Grupo Sarney, cabendo a João Alberto a tarefa de comandá-lo. Ao longo desse período, como vice-governador, deputado federal e senador, João Alberto montou uma máquina partidária bem azeitada, numa gestão considerada exemplar, fazendo jus ao título de presidente de honra. Essa estrutura foi entregue ontem à ex-governadora, gerando também a expectativa de como ela vai comandá-la e em que condições a repassará ao seu sucessor.

 

Roseana aparece com 10 pontos à frente de Weverton

Roseana Sarney e Weverton Rocha lideram a nova pesquisa Exata

Se a eleição para governador fosse agora, a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) iria para o segundo turno com 29%, seguida do senador Weverton Rocha (PDT) com 19%. É o que informa a pesquisa Exata, divulgada ontem à noite pelo programa Ponto & Vírgula, comandado por Leandro Miranda, titular do blog Marrapá e um dos coordenadores do projeto de candidatura do líder pedetista. A pesquisa estimulada contemplou três cenários, sendo que no principal o resultado foi o seguinte: Roseana Sarney com 29%, Weverton Rocha com 19%, Roberto Rocha (sem partido) com 10%, Edivaldo Holanda Jr. (sem partido) com 8%, Carlos Brandão (PSDB) com 6%, Josimar de Maranhãozinho (PL) com 5%, Lahesio Bonfim (PSL) com 4%, Simplício Araújo (SD) com 2%. Um contingente de 7% dos entrevistados respondeu não votaria em nenhum deles e outro de 10% disse não quis ou não soube responder.

Em Tempo: A pesquisa Exata/Ponto & Vírgula ouviu 1.418 eleitores no período de 23 e 28 de Junho, tem margem de erro de 3.2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiabilidade de 95%.

São Luís, 03 de Julho de 2021.