Dino começa a confirmar o prognóstico de transformar o PSB numa potência partidária

 

Flávio Dino já conta com Carlos Lula, Rogério Cafeteira, Jefferson Portela, Marcos Pacheco, Catulé Jr. e Karen Barros para transformar o PSB numa força partidária

Na edição de 18 de Junho, a Coluna foi aberta com o seguinte título: “Dino deixa o PCdoB, ganha mais espaço de atuação e deve transformar o PSB numa grande força”. O prognóstico, que começou a ganhar corpo logo em seguida, no dia 24 de Junho, com o ingresso do governador Flávio Dino no PSB, partido ressuscitado no final do século passado pelo célebre líder político pernambucano Miguel Arraes, e a ser reforçado de fato no dia 30 de Junho com a filiação do deputado estadual Duarte Jr., e ganhou força ontem, com o ingresso dos secretários Carlos Lula (Saúde), Catulé Jr. (Turismo), Jefferson Portela (Segurança), Rogério Cafeteira (Esportes) e Marcos Pacheco, e da presidente do Procon, Karen Barros, além de outras lideranças. No seu discurso, Flávio Dino foi direto ao ponto e declarou, sem rodeios:  “Nós não iremos eleger dois ou três deputados estaduais ou federais, elegeremos dezenas de deputados e seremos, sem a menor dúvida, o maior partido desse estado”. Por modéstia ou por esquecimento, não incluiu “um senador”.
Flávio Dino parece encontrar-se em plena lua de mel com o partido com o qual “namorou” por mais de uma década. Nisso não há qualquer intenção de minimizar o papel do PCdoB, por cuja sobrevivência brigou, a ponto de torna-lo a maior potência partidária do Maranhão por quase uma década. Mas não há dúvida de que no PSB o governador parece mais à vontade, mais “em casa”, dando mostras de estar mais afinado com o socialismo democrático do que com o comunismo mais fechado, mas que ele amenizou com a ideia de religião, associando o humanismo socialista com as bases do cristianismo católico, apostólico, romano. No seu novo partido, o governador finalmente definirá o discurso literalmente identificado com sua nova situação partidária.
Polimento ideológico à parte, o objetivo imediato do governador Flávio Dino é turbinar o PSB, que recebeu apenas com um deputado federal (Bira do Pindaré), e um deputado estadual (Edson Araújo), mas que recebeu o deputado estadual Duarte Jr., um respeitável reforço político eleitoral. Entre os prefeitos, o partido saiu das urnas com seis, alguns vices e uma penca modesta de vereadores, nada fenomenal, mas o suficiente para demarcar espaço no cenário partidário maranhense, e com as portas abertas para um processo em que ganhará uma musculatura que dificilmente ganharia sem um líder do porte de Flávio Dino.
Todo partido maranhense gostaria de ter nos seus quadros filiados como Carlos Lula, um advogado que vem surpreendendo meio mundo com uma gestão excepcional na Secretaria de Saúde; como também gostaria de ter filiados do porte do secretário Jefferson Portela, que vem mudando o sistema policial maranhense; da estatura moral e profissional do ex-deputado estadual Marcos Pacheco, secretário de Políticas Públicas; do desembaraço e a determinação do jovem Catulé Jr., atual secretário de Turismo, e a experiência do ex-deputado Rogério Cafeteira – isso sem falar da jovem Karen Barros, mulher do deputado Duarte Jr.. Juntos, eles podem representar um caminhão de votos nas eleições do ano que vem, podendo fazer do PSB a potência partidária que o governador espera.
Ninguém duvida de que sob o comando de Flávio Dino o PSB emergirá das urnas como uma potência política e partidária, com um senador, três ou mais deputados federais e ao menos entre quatro e cinco deputados estaduais.
Essa é a conta que está sendo feita nos bastidores políticos, onde todos levam em conta três fatores decisivos: a força política de Flávio Dino, o apoio do governador Carlos Brandão (PSDB) e o grande potencial eleitoral do grupo que vai encarar as urnas defendendo as bandeiras do partido.
 

PONTO & CONTRAPONTO

DEM está rachado em relação à disputa para o Palácio dos Leões

Juscelino Filho e Stênio Rezende divergem no DEM sobre  sucessão

Ontem, um destacado partidário do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) questionou a informação de que o DEM está abalado por um racha em relação à sucessão. A Coluna registrou que, contrariando a posição do presidente regional do DEM, deputado federal Juscelino Filho, que está fechado com o líder do PDT, o ex-deputado estadual Stênio Rezende, seu tio e um dos seus mentores, anunciou que apoiará o projeto de candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Isso significa dizer que a prestigiada deputada Andreia Rezende, mulher de Stênio Rezende, naturalmente abraçará a escolha do marido.
E o racha no DEM vai mais longe. Na última Sexta-Feira, em Miranda do Norte, a deputada Daniella Tema (DEM) estava na primeira fila do megaevento político que reuniu 57 prefeitos e mais de 100 ex-prefeitos, além de deputados estaduais e federais em apoio a Carlos Brandão. A parlamentar estava acompanhada do marido, o tarimbado Cleomar Tema (PSB), ex-prefeito de Tuntum e um dos mais importantes líderes do Sertão maranhense. Correm ainda comentários de que os deputados estaduais democratas Antônio Pereira e Paulo Neto ainda não bateram martelo em relação ao projeto de candidatura de Weverton Rocha.

Marreca Filho reafirmou o Patriotas na aliança articulada por Flávio Dino

Marreca Filho 

Se o presidente Jair Bolsonaro vier mesmo a se filiar no Patriotas e o senador Roberto Rocha segui-lo, como está previsto, haverá problemas na situação da agremiação no Maranhão. Na reunião que o governador Flávio Dino fez, na semana passada, com os líderes partidários para discutir a corrida à sua sucessão contou com a presença do deputado federal Júnior Marreca Filho, que preside o Patriotas no Maranhão. Mesmo tendo entrado mudo e saído calado, Marreca Filho deixou muito claro que o Patriotas é parte da aliança governista, devendo apoiar o vice-governador Carlos Brandão, o senador Weverton Rocha ou o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, que é quem de fato controla o partido no Maranhão. Tal situação pode representar uma grande encrenca para o senador Roberto Rocha.

São Luís, 09 de Julho de 2021.

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