Todos os posts de Ribarmar Correa

Em contagem regressiva para reunião decisiva, Brandão e Weverton tentam reforçar cacifes partidários

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Felipe Camarão e Simplício Araújo em contagem regressiva para decisão do grupo

Começou a contagem regressiva para a reunião em que os líderes da aliança partidária liderada pelo governador Flávio Dino (PSB) escolham o seu candidato ao Governo do Estado. Marcado para o dia 29, o encontro avaliará quatro pré-candidatos: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o secretário de Educação Felipe Camarão (PT) e o secretário de Indústria e Comércio Simplício Araújo (Solidariedade). Cada um a seu modo e com cacifes variados, os quatro aspirantes entram nessa fase mobilizando todos os recursos e argumentos possíveis para viabilizar seus nomes, embora, a rigor, a disputa para valer envolve Carlos Brandão e Weverton Rocha. Felipe Camarão, que é cristão novo nessa seara, ainda corre para viabilizar seu projeto de candidatura dentro do PT, e Simplício Araújo trava uma guerra solitária pela sobrevivência política, enfrentando também o esvaziamento do seu partido.

Anunciada pelo governador Flávio Dino em meio a apelos para que adie a escolha do candidato, e também para que não recue da data marcada, a reunião desencadeou uma corrida intensa dos pré-candidatos por apoio partidário, já que esse será item decisivo no elenco de critérios que balizará a escolha. Nesse tabuleiro, Carlos Brandão e Weverton Rocha medem força para ver quem reúne maior cacife partidário e maior base de apoiadores, o que não é o caso dos pré-candidatos do PT e do Solidariedade. Neste fim de semana, Carlos Brandão acompanhou o governador Flávio Dino em inaugurações na região dos Lençóis, enquanto Weverton Rocha concentrou todo o seu poder de fogo na edição do “Maranhão mais feliz”, na noite de sábado, em Timon, onde tem uma forte base aliada.

Nos últimos dias, o cenário partidário, que vinha tendendo a favorecer Weverton Rocha, começou a sofrer alteração com o fortalecimento de Carlos Brandão. A semana terminou com uma espécie de equilíbrio entre o tucano e o pedetista. Sem que haja posicionamento formal dos partidos, por meio dos seus porta-vozes informais, Carlos Brandão tem hoje o apoio de PSDB, PSB, PROS, Rede e PCdoB, enquanto Weverton Rocha conta PDT, DEM, PSL, PP, Republicanos e, por enquanto, o Cidadania. Os dois disputam, palmo a palmo, a adesão de MDB e PT aos seus projetos de candidatura. E o Cidadania, que parecia ter-se aliado a Weverton Rocha, devido às manifestações a seu favor feitas pela senadora Eliziane Gama, sinalizou que poderá apoiar a Carlos Brandão.

Vale registrar que os partidos que apoiam Carlos Brandão e Weverton Rocha amargam dissidências. O PSB, por exemplo, mesmo liderado pelo governador Flávio Dino, administra uma dissidência, encabeçada pelo ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, que apoia a Weverton Rocha. Já o PDT, que é presidido por Weverton Rocha, é sacudido por vozes que apoiam a Carlos Brandão, a exemplo do ex-deputado federal Julião Amin. O apoio do deputado Othelino Neto a Weverton Rocha mostra que o PCdoB não está de todo fechado com Carlos Brandão. O Republicanos, cujo presidente, deputado federal Cléber Verde, declarou apoio a Weverton Rocha, é, de longe, o partido mais dividido da aliança, com boa parte dos seus prefeitos, entre eles o de Caxias, Fábio Gentil, e deputados estaduais apoiando abertamente a Carlos Brandão. E agora, a senadora Eliziane Gama, que apoia a Weverton Rocha, corre o risco de ficar isolada dentro do Cidadania, que poderá declarar apoio a Carlos Brandão. A situação é a mesma em praticamente todos os partidos.

Os próximos dias serão de intensa movimentação, já que os dois pré-candidatos melhor posicionados na aliança governista precisam robustecer seus cacifes partidários. E no cenário rascunhado por observadores desses movimentos, a balança partidária, que já foi amplamente favorável ao senador Weverton Rocha, chega a um momento de equilíbrio, tende a favorecer agora ao vice-governador Carlos Brandão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pré-candidatos já contam com gurus para a guerra pelo voto

José Reinaldo Tavares, Erlânio Araújo e César Pires: vozes de peso 

Os cinco pré-candidatos ao Palácio dos Leões com projetos eleitorais melhor definidos até aqui são Carlos Brandão (PSD), Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Holanda Jr. (PSD) e Lahesio Bonfim (PTB) e Josimar de Maranhãozinho (PL) se movimentam orientados ou aconselhados por aliados e gurus que manifestam diferente vozes.

Carlos Brandão conta como aconselhamento do ex-governador José Reinaldo Tavares, que sabe tudo de política do Maranhão e tem no currículo uma eleição vencida em apenas um turno (2002); do ex-prefeito de São José de Ribamar e secretário de Assuntos Estratégicos Luís Fernando Silva, que conhece as entranhas da política estadual e tem a experiência de duas eleições com mais de 80% dos votos; do ex-prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, que tem expertise em eleições majoritárias.

Weverton Rocha tem no prefeito de Igarapé Grande e presidente da Famem Erlânio Xavier (PDT) como “homem forte” do seu projeto de candidatura, e tem como interlocutor e avalista destacado o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), contando também com o jornalista Leandro Miranda como o responsável pela sua ativa área de comunicação. Vale destacar que o senador pedetista, consulta aliados, mas costuma ele próprio tomar suas decisões.

Edivaldo Holanda Jr. (PSD) tem três conselheiros. O deputado estadual César Pires é o principal estrategista do projeto de candidatura do ex-prefeito de São Luís. O deputado federal Edilázio Jr. é presidente do PSD no Maranhão e foi o grande responsável por levar o ex-prefeito para o seu partido. Além disso, Edivaldo Holanda Jr. ouve com atenção o pai, o experiente deputado estadual Edivaldo Holanda (PTC).

Lahesio Bonfim (PTB), prefeito reeleito de São Padro dos Crentes, é uma espécie de outsider, que não tem conselheiros influentes e confia plenamente na sua experiência o nos seus conhecimentos e instintos. É o caso de Josimar de Maranhãozinho (PL), político forjado no batente e que só confia nos seus próprios instintos.

Até agora não se tem notícia de que algum marqueteiro já esteja no circuito, mas logo eles vão aparecer para exercer influências fortes para seus contratantes.

 

Esqueleto milionário continua causando mal-estar no TJ

Esqueleto milionário continua causando mal-estar e divisão no Judiciário

Continua forte no Tribunal de Justiça o mal-estar por causa do escândalo nacional do esqueleto de cimento e ferro do que já deveria ser o braço do Poder Judiciário em Imperatriz. O descalabro já consumiu R$ 70 milhões e precisa de mais R$ 140 milhões. Há, ali, uma corrente de desembargadores que considera o problema inaceitável e advogam a responsabilização implacável dos responsáveis. Há também uma corrente que prega mesma coisa, com a enorme diferença de que tudo ocorra no âmbito interno do TJ, sem que os prováveis pobres a serem encontrados pela investigação venham à tona. Vale aguardar o desfecho dessa queda-de-braço.

São Luís, 21 de Novembro de 2021.

Resultado da prévia do PSDB terá impacto no projeto de candidatura de Carlos Brandão

 

Carlos Brandão avalia como se posicionar com João Doria e Eduardo Leite, que disputam prévia no PSDB, ou Geraldo Alckmin, que pode ser vice de Lula da Silva

O vice-governador Carlos Brandão terá parte do seu projeto de candidatura ao Governo do Estado definido na prévia com que seu partido, o PSDB, escolherá o candidato tucano a presidente da República, numa disputa entre os governadores João Doria, de São Paulo, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. Qualquer que seja o desfecho dessa disputa, que vem movimentando o ninho dos tucanos, ela terá algum impacto na pré-candidatura do vice-governador, a começar pelo fato de que ele concorrerá como governador à reeleição, e nessa condição, deverá ter participação ativa na corrida presidencial no Maranhão. Carlos Brandão tem conversado com João Doria e Eduardo Leite, atuando como apaziguador e defendendo que o partido permaneça unido, independentemente de quem venha ser o candidato tucano a entrar para disputar com o ex-presidente Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro (ainda sem partido), o ex-governador Ciro Gomes (PDT) e o ex-juiz Sérgio Moro (Podemos).

Carlos Brandão tem se posicionado com equilíbrio em relação à movimentação para definir candidatos a presidente da República. Ele tem noção muito clara do que isso representa numa disputa para o Governo do Estado, tanto que participa da prévia do seu partido estimulando os dois candidatos, reservando para o dia da eleição, neste Domingo, sua definição pelo voto. É claro que ele tem nome da sua preferência, mas também tem consciência partidária suficiente para apoiar o nome que for escolhido pela maioria dos eleitores tucanos. Há, é verdade, diferenças acentuadas entre os dois candidatos, mas na visão do vice-governador, elas devem deixar de existir no momento em que o vencedor da prévia for anunciado.

O vice-governador trabalha para agregar valor político e eleitoral ao seu projeto de candidatura. Isso fica claro quando ele também trabalha para fechar um acordo com o PT, que pode resultar na indicação de um petista para a vaga de candidato a vice. E com um detalhe importante: a cúpula do partido no Maranhão, liderada pelo presidente Augusto Lobato, trabalha por uma aliança PSDB/PT, com a ideia de fortalecer a base política da candidatura do vice-governador. E nesse ambiente, a indagação natural é como ficarão as candidaturas presidenciais do petista Lula da Silva e do tucano que sair vencedor da prévia deste Domingo. Há vozes que defendem uma negociação ampla com o objetivo de possibilitar a formação de dois palanques. É improvável que essa fórmula seja viabilizada, mas isso só será possível quando o PT e o PSDB resolverem em definitivo suas candidaturas presidenciais.

Carlos Brandão será politicamente favorecido se o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um dos mais importantes líderes do PSDB, vier a deixar mesmo o ninho dos tucanos e migrar para o PSB e, nessa condição, sair como vice na chapa liderada pelo líder petista. A fórmula já está sendo trabalhada, e se for viabilizada, o vice-governador Carlos Brandão será o primeiro a adotá-la. Nesse caso, o candidato tucano ao Governo do Maranhão poderá contar com dois palanques. É óbvio que um cenário com essas possibilidades depende de muitas articulações, o que torna improvável a sua construção. Isso dependerá muito da disposição dos líderes partidários de reunir as condições para, de maneira republicana e democrática, sentarem desarmados à mesa de negociações.

Se as dificuldades de ordem puramente político-partidária forem devidamente equacionadas e vencidas, não haverá obstáculo para que o vice-governador encabece chapa tendo como companheiro um quadro expressivo do PT ou do PSB. Essas possibilidades serão bem mais viáveis se Carlos Brandão vier a ser escolhido candidato da base partidária liderada pelo governador Flávio Dino, o que deverá ocorrer no dia 29, conforme o próprio chefe do Poder Executivo. Tudo isso será definido até o final deste mês.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Sinais indicam que DEM não se deu bem na fusão com o PSL

Juscelino Filho

Todas as avaliações feitas por cronistas políticos importantes do cenário nacional indicam que o DEM não se deu bem na fusão com PSL. Sinais dessa conclusão são os movimentos lentos e cautelosos do presidente do partido no Maranhão, deputado federal Juscelino Filho, que vem perdendo a condição de interlocutor do partido no Maranhão e no Congresso Nacional. O problema é que depois do anúncio da fusão para a criação do União Brasil, o chefe do DEM no Maranhão viu seu partido caminhar para o raquitismo, com a iminente saída dos deputados estaduais Antônio Pereira, que vai para o PSB, e Daniella Tema, que ainda não definiu seu futuro partidário, além da debandada de alguns prefeitos do partido. Outro dado do revés: a maioria dos dissidentes seguirá o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), contrariando sua posição de apoiador de primeira linha do senador Weverton Rocha (PDT). Os próximos desdobramentos da fusão dirão o tamanho do desgaste do deputado Juscelino Filho e como ele reagir[á a essa perda de poder.

 

Josivaldo JP vai ter de optar entre Jair Bolsonaro e Sérgio Moro

Josivaldo JP 

Rumores que correm nos bastidores da política dizem o deputado federal Josivaldo JP (Podemos), que ganhou o mandato com a eleição de Eduardo Braide para a Prefeitura de São Luís, estaria numa espécie de sinuca de bico. Bolsonarista assumido, ele entrou numa espécie de beco sem saída com a filiação do ex-juiz Sérgio Moro ao Podemos, e com disposição de entrarem guerra aberta com o presidente Jair Bolsonaro. O fato fez o cenário colorido de JP desabar, colocando-o na incômoda situação de ter de optar entre permanecer no Podemos e abraçar a candidatura de Sérgio Moro e se manter bolsonarista de proa e migrar para o PL ou para outro partido alinhado ao projeto de reeleição do presidente. Ou seja, se ficar o bicho pega, se correr o bicho come.

São Luís, 20 de Novembro de 2021.

Na ciranda das alianças partidárias, o MDB se movimenta como um parceiro cobiçado

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Felipe Camarão, Edivaldo Jr. e Roberto Rocha no radar do MDB

Em meio à grande movimentação por meio da qual os partidos começam a avaliar cenários, superar dificuldades e definir rumos na direção das urnas, o MDB, que já foi a maior agremiação partidária do Maranhão, perdeu o poder e hoje se reconstrói a partir do que sobrou dos revezes, ganha corpo e se move como um parceiro cobiçado. Liderado pela ex-governadora Roseana Sarney, que é, de longe, o seu maior nome e sua principal referência, o partido não lançará candidato ao Governo do Estado, mas deve ocupar um espaço importante no campo das alianças, com o conforto de ter vários pré-candidatos de olho no poder de fogo do Grupo Sarney, que é hoje a essência do MDB no Maranhão. Contrariando previsões, o partido se abriu ao diálogo com todas as correntes políticas do estado, e mantém linha direta com diferentes pré-candidatos: o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), o senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD), o secretário Felipe Camarão (PT) e, de modo menos intenso, o senador Roberto Rocha (ainda sem partido, mas a caminho do PL). Esses canais estão sendo alimentados pelas lideranças do partido, em especial o deputado estadual Roberto Costa, vice-presidente da agremiação.

No momento, o MDB caminha para definir o nome que apoiará para o Governo do Estado. Poderia lançar Roseana Sarney, que vem liderando as pesquisas, a exemplo da mais recente, do instituto DataIlha em parceria com a Band, na qual ela aparece na frente com 22% das intenções de voto, mas tendo como contraponto uma rejeição de 46%, o que torna inviável qualquer projeto de candidatura.

Diante dessa realidade, o partido está decidido a apoiar um candidato consolidado, podendo até mesmo participar da chapa indicando o vice, e confirmar a decisão de não lançar candidato a senador e apoiar a candidatura do governador Flávio Dino (PSB), com quem o partido vem mantendo boa convivência. Todos os pré-candidatos a governador querem o apoio do MDB, uns com mais entusiasmo, outros mais cautelosos, mas o fato é que nos QGs das pré-candidaturas as posições dominantes são no sentido de que a agremiação emedebista garante uma parceria produtiva, principalmente se o acordo político-eleitoral for bem costurado.

O vice-governador Carlos Brandão vem dialogando há tempos com o MDB, mantendo canal aberto com a própria Roseana Sarney, com o ex-governador João Alberto, os deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo e o deputado Roberto Costa, já contando com o apoio declarado dos deputados estaduais Socorro Waquim e Arnaldo Melo. Dentro do partido são muitas as vozes que defendem o apoio ao tucano. Além disso, Carlos Brandão poderá dar espaço ao partido no Governo, que comandará a partir de 2 de Abril, o que poderá marcar a volta do MDB ao poder.

O senador Weverton Rocha vem dialogando com o MDB desde as eleições municipais do ano passado, principalmente em São Luís, onde a legenda emedebista participou da aliança em torno da candidatura do deputado Neto Evangelista (DEM) à Prefeitura de São Luís. De lá para cá, reuniões têm sido frequentes nessa direção, tendo a aliança com Weverton Rocha sendo defendida pelo deputado Roberto Costa. Apoiadores de Weverton Rocha apostam alto na aliança do PDT com o MDB, que nesse momento é possível, mas improvável.

Edivaldo Holanda Jr. pode vir a ter o apoio do MDB, a começar pelo fato de o seu partido, o PSD, ser controlado no Maranhão pelo deputado federal Edilázio Jr., principal articulador e apoiador do projeto de candidatura. Membro destacado de um dos ramos da Família Sarney, Edilázio Jr. está trabalhando para abrir as portas do MDB para Edivaldo Jr.. Felipe Camarão, por sua vez, tem canal aberto com a Família Sarney, e o fato de pertencer ao PT reforça uma forte ligação – que andou estremecida, mas ainda existe – dos líderes emedebistas do Maranhão com o ex-presidente Lula. A possibilidade de uma aliança com o senador Roberto Rocha é muito remota, o que torna inviável, pelo menos em princípio.

O cenário, portanto, é favorável ao MDB no sentido de que o partido possa fazer uma aliança que injete ânimo também nas eleições proporcionais. Nesse contexto, o candidato a governador que vier a receber o apoio do MDB terá um parceiro com prestígio político e um respeitável balaio de votos.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Zumzum sobre ataque de Bolsonaro colocou candidatura de Maranhãozinho em xeque

Josimar de Maranhãozinho pode ter saído enfraquecido de suposto “chega-pra-lá” dado pelo presidente Jair Bolsonaro

Foi intenso o disse-não-disse a respeito de uma suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de defenestrar o deputado federal Josimar de Maranhãozinho do comando do PL no Maranhão e entregar o partido ao senador Roberto Rocha. Josimar de Maranhãozinho veio rápido a público desmentir o zumzum. Logo em seguida o senador Roberto Rocha gravou um vídeo em que garante nada ter a ver com a suposta armação, garantindo não estar nem um pouco interessado em cuidar de partido, pelo fato de não dispor de tempo para essas tarefas partidárias, e afirmando ser amigo de Josimar de Maranhãozinho e que pode ingressar no PL sem interesse pelo comando do partido. Depois, o vereador Aldir Júnior, sobrinho, homem da extrema confiança de Josimar de Maranhãozinho e presidente do PL em São Luís, divulgou um vídeo garantindo que o problema não existe e que o senador Roberto Rocha “é um grande amigo” e poderá se filiar ao partido sem problemas. Pouco tempo depois, circulou em alguns blogs a informação, sem fonte declarando, que quem tentou tomar o comando do PL de Josimar de Maranhãozinho foi o seu maior desafeto na política estadual, o deputado federal Aluísio Mendes (PSC). Uma avaliação cuidadosa conclui que tudo o que foi dito para desmentir a suposta tentativa de impor mudança no comando do PL maranhense não foi suficiente para esclarecer se o presidente Jair Bolsonaro tentou ou não tentou catapultar o chefe do PL no estado. E por conta disso, uma coisa é certa: Josimar de Maranhãozinho foi arranhado no episódio. Tanto que partidários seus já começam a duvidar se ele será mesmo candidato caso Jair Bolsonaro tente a reeleição pelo PL.

 

Othelino Neto dá boa notícia para Monção e Igarapé do Meio, atingidos por escândalo educacional

Othelino Neto e Jesiel Araújo recebidos por Clayton Noleto 

Bombardeada pelo escândalo nacional em que se transformou a política educacional do atual governo municipal, conforma mostrou reportagem da rede Globo, a pacata Monção foi brindada com uma boa notícia: a construção da MA-342, que a liga a Igarapé do Meio, cidade também atingida fortemente pela má gestão na área de educação. E foi dada pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, após reunião de trabalho com o secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto. A rodovia é fundamental para ampliar a malha rodoviária que liga a cidade ao resto do mundo. O presidente da Assembleia Legislativa foi recebido pelo titular da Sinfra acompanhado do líder político municipal Jesiel Araújo. O anúncio da rodovia e outras obras menores, a serem construídas com recursos de emendas parlamentares foi um alento para Monção

São Luís, 19 de Novembro de 2021.

Eleições: Partidos vivem altos e baixos na fase prévia da corrida às urnas


A pouco mais de 11 meses das eleições, os partidos, de um modo geral, estão mergulhados em articulações, seja para definir candidaturas e alianças, seja para afastar o risco de definhar e ser mandado para o espaço. No Maranhão, quase todos partidos estão se movimentando com intensidade, o que indica o enfrentamento, por eles, de problemas que vão desde a busca do fortalecimento, passando pela indefinição quanto a candidatos, e também por luta pelo poder nos quatro cantos da legenda. Comandado pelo governador Flávio Dino, o PSB pode ser considerado uma exceção, à medida que sua tendência mais visível é “engordar” expressivamente. No outro extremo, o Solidariedade vive o que se pode chamar de desagregação, correndo o risco de ser varrido do mapa político maranhense. Nas demais agremiações, o ânimo é o de brigar pela sobrevivência, de preferência superando gigantescas dificuldades internas e saindo das urnas com o cacife reforçado.

No campo governista, o PSB é, de longe, a agremiação partidária com melhor situação, à medida que muitos políticos, entre eles vários candidatáveis de peso a mandatos proporcionais, especialmente para a Câmara Federal. O PCdoB dá sinais de que vem conseguindo, se não debelar de vez, pelo menos, colocar a debandada em ritmo mais lento, embora seja corrente no meio político a avaliação de que ele não corre esse risco. E o PSDB, agora na condição de partido com pré-candidato e virtual candidato a governador, tende a ganhar peso com a possível adesão de prefeitos, vereadores e deputados estaduais.

Controlador absoluto do PL, do Avante e do Patriota, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho corre o risco de ter abalado o seu poder sobre essas legendas, principalmente o PL. Essa possibilidade passou a ser considerada no momento em que o presidente Jair Bolsonaro começou a andar na direção do PL. A primeira especulação dava conta de que, uma vez filiado ao partido, seguindo o presidente da República, o senador Roberto Rocha estaria interessado em assumir o comando do PL e, para isso, teria cobrado o controle do partido no Maranhão. A informação era falsa, levando o senador Roberto Rocha dizer que pode entrar no PL, mas não tem interesse em assumir o seu comando, “porque não tenho tempo de me envolver com burocracia partidária”. Ontem, aliados de Josimar de Maranhãozinho espalharam nas redes sociais que quem na verdade tentou tomar-lhe o comando do PL teria sido o vice-líder do Governo na Câmara Federal, deputado federal Aluísio Mendes (PSC), arqui-inimigo do chefe do PL no estado.

A situação do PT nada tem a ver com força política, mas com uma profunda divisão interna. Nesse momento, o partido do ex-presidente Lula da Silva é sacudido por três correntes, que se digladiam nas suas entranhas. Uma quer ir para as urnas com chapa completa, incluindo candidatura ao Governo do Estado, apostando suas fichas no secretário estadual de Educação, Felipe Camarão. A segunda propõe que o PT se alie ao vice-governador Carlos Brandão, podendo inclusive indicar o candidato a vice. E a terceira quer o partido aliado ao PDT em torno da candidatura do senador Weverton Rocha. As três correntes continuam medindo forças, situação que deve mudar a partir de uma definição sobre candidatura dentro da aliança governista.

Comandados, respectivamente, pelos deputados federais Juscelino Filho e Pedro Lucas Fernandes, DEM e PSL vivem uma situação de absoluta incerteza no Maranhão. Ninguém até agora se a fusão vai ser mesmo concretizada, e em se concretizando, resta o problema maior, que é com quem ficará o comando do novo partido, o Força Brasil, no Maranhão. O mais grave é que DEM e PSL enfrentam a crise e perdem força, com a saída de quadros importantes. No mesmo campo, o PTB, que fora comandado até meses atrás pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, está agora definhando sob o comando da deputada estadual Mical Damasceno, já que parte dos filiados não quer apoiar o presidente Jair Bolsonaro.

Dentre todos os partidos, a situação mais dramática é a do Solidariedade, capitaneado no Maranhão pelo suplente de deputado. O partido poder os seus três deputados estaduais e os quatro prefeitos que elegeu em 2020, e simplesmente desaparecer do mapa político do Maranhão. Em sentido contrário, o Podemos, liderado pelo prefeito Eduardo Braide, pode se cacifar como a voz da direita civilizada no Maranhão.

Isso é só o começo, porque a definição do tamanho de cada partido virá mesmo com a janela de março do ano que vem.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Quase metade do eleitorado ainda está indecisa

Se de um lado as informações da pesquisa DataIlha/Band, divulgada terça-feira (16) embalou os partidários do vice-governador Carlos Brandão (PSDB), por outro, seus percentuais acenderam luz amarela para os aliados do senador Weverton Rocha (PDT) e chamaram a atenção dos apoiadores do pré-candidato do PT, Felipe Camarão. Segundo a pesquisa, a pouco mais de uma semana da reunião que poderá definir o candidato da aliança governista, cenário prévio é o de absoluta indefinição. E com um detalhe que é fundamental para qualquer avaliação: 19,9% disseram que votarão nulo ou em branco e 23,6% responderam que não têm nem pretendem ter candidatos. Tudo isso somado, nada menos que 43,5%, ou seja, quase metade do eleitorado, ainda não se posicionou para valer da corrida eleitoral.

 

Weverton aposta que etapa do “Maranhão mais feliz” de Timon influencie reunião do dia 29

Weverton Rocha com a bandeira do PDT em evento de pré-campanha recentemente

O senador Weverton Rocha está convidando para a edição do “Maranhão mais feliz” em Timon, neste sábado (20). Será a última antes da reunião do dia 29, na qual o governador Flávio Dino e as lideranças da base partidária governista podem bater martelo e definir o candidato do grupo ao Palácio dos Leões. Será o sexto evento de pré-campanha no qual o líder pedetista e pré-candidato assumido pretende reunir prefeitos, deputados federais, deputados estaduais e vereadores de cidades-polo. A expectativa de aliados de Weverton Rocha é que a edição de Timon seja a maior de todas, por várias razões, sendo a principal delas o fato de ser politicamente controlada pelo Grupo Leitoa, comandado pelo ex-prefeito e ex-deputado Chico Leitoa, um dos fundadores do PDT no Maranhão, e por seu filho, Luciano Leitoa, que lidera hoje uma pequena fatia do PSB não alinhada ao governador Flávio Dino. Esses mesmos aliados apostam que a edição de timonense do “Maranhão mais feliz” poderá impactar a reunião do dia 29.

São Luís, 18 de Novembro de 2021.

A dias da escolha do candidato governista, pesquisa mostra cenário embolado na corrida aos Leões

 

Impassível, o leão palaciano aguarda a definição do candidato a comandá-lo

Quando, no início ano, o governador Flávio Dino (PSB) reuniu as lideranças da aliança partidária que comanda, incluindo os pré-candidatos, para definir critérios que embasariam a escolha do candidato do grupo à sua sucessão, alguns propuseram resultado de pesquisa como item. Ouviram o seguinte: o candidato será escolhido com pelo menos um ano de antecedência, e isso torna pesquisa um critério inválido. E mais o seguinte: se pesquisa valesse com tanta antecedência, Weverton Rocha e Eliziane Gama não teriam sido eleitos senadores. A pesquisa DataIlha/Band divulgada ontem, duas semanas antes da reunião na qual o governador Flávio Dino e as lideranças do seu grupo, incluindo os pré-candidatos, deverão escolher o candidato da aliança ao Palácio dos Leões, mostrou a assertiva da decisão iniciar. Os percentuais de intenção de voto e de rejeição que encontrou indicaram, com clareza solar, que se a eleição fosse daqui a um mês, por exemplo, o resultado seria absolutamente imprevisível, à medida que nenhum dos candidatos teria garantia de que ultrapassaria a barreira do primeiro para o segundo turno. Ou seja, não há um caso de favoritismo irreversível.

Os números da pesquisa DataIlha/Band surpreendem. Com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), o resultado é o seguinte: Roseana Sarney com 20,5%, Weverton Rocha (PDT) com 10,3%, Carlos Brandão (PSDB) com 8,7%, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 8,6%), Lahesio Bonfim (PTB) com 7,5%, Roberto Rocha (sem partido) com 6,7%, Josimar de Maranhãozinho (PL) com 6,4%, Felipe Camarão (PT) com 3,6% e Simplício Araújo (SD) com 0,9%), Brancos e Nulos (11, %) e Não Sabe/Não Respondeu (15,4%).

No cenário sem Roseana Sarney e levando em conta os quatro mais votados, é esse o resultado: Weverton Rocha aparece com 18,5%, seguido de Carlos Brandão com 15,1%, de Edivaldo Holanda Jr. com 13,4% e de Lahesio Bonfim com 9,5%. Nesse cenário, Brancos e Nulos chegariam a 19,9% e Não Sabe/Não respondeu alcançariam nada menos que 23,6%. Somados os dois itens, chega-se à esclarecedora conclusão de que 43,5% estão “soltos” e podem decidir a eleição durante a campanha.

A realidade nua e crua é que, de acordo com a pesquisa DataIlha/Band – que ouviu 1.931 eleitores entre 12 e 15 deste mês e tem intervalo de confiança de 95% -, a eleição do futuro governador do Maranhão está rigorosamente em aberto. E com chances, se não exatamente iguais no momento, muito próximas disso, entre os candidatos, principalmente levando em conta a margem de erro, que é de 2,23%, para mais ou para menos.

Nesse painel de percentuais, rico em informações, está escrito que, mesmo que conseguisse manter essa liderança, a ex-governadora Roseana Sarney não entrará na disputa ao Governo. Com trajetória consolidada, com riqueza de experiências doces e amargas, a ex-governadora não pensa sair da sua atual zona de conforto para além de um mandato quase certo de deputada federal. Mesmo que estivesse com percentuais mais elevados de intenções de voto, o estratosférico percentual de rejeição determina sua permanência fora do campo majoritário. Encerrar a carreira com o bem respaldado mandato na Câmara Federal é honroso para qualquer político, independentemente do que tenha sido pelo voto.

Nesse caso, a disputa ganha possibilidades, com Weverton Rocha e Carlos Brandão em destaque no cenário, o primeiro turbinado por um ativo mandato de senador, e o segundo em contagem regressiva para se tornar nada menos que o governador do Estado, cargo que lhe dará uma massa de poder extraordinária. É essa a avaliação que será feita na reunião do dia 29. Até lá, os pré-candidatos da base governista terão tempo suficiente para conversar e encontrar argumentos que fortaleçam seus cacifes. Dificilmente alguém reunirá peso político e prestígio eleitoral para medir forças com Weverton Rocha e Carlos Brandão.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Rocha vai aguardar filiação de Bolsonaro para ingressar no PL

Roberto Rocha deve ir para o PL tão logo Jair Bolsonaro ingresse no partido

O senador Roberto Rocha encontra-se em contagem regressiva para resolver sua situação partidária e na corda bamba entre o PL, controlado no Maranhão pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, e o PP, partido que no estado tem o comando absoluto do deputado federal André Fufuca, atual presidente nacional do partido em exercício. A interlocutores, o senador tem dito que sua inclinação é seguir o presidente filiando-se ao partido no qual ele vier a desembarcar, indicando que está a caminho do PL. Não está descartado, porém, o seu ingresso no PP, embora não haja qualquer sinal de que o presidente da República desembarque no partido que tem comando compartilhado pelo seu atual chefe da Casa Civil, senador Ciro Nogueira (PI), e pelo atual presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira (AL).

Nas conversas que vem travando com aliados, Roberto Rocha tem se mostrado seguro de que sua estratégia de aguardar para definir sua situação partidária junto com o presidente vai produzir bons resultados políticos e eleitorais. Só que ele não decidiu ainda a que mandato concorrerá, podendo vir a ser candidato a governador, a senador ou até mesmo a deputado federal, que é a hipótese mais remota, já que, pelo que corre nos bastidores, está trabalhando duro pela eleição do seu filho, ex-vereador de São Luís Roberto Rocha Filho, para a Câmara Federal.

 

Reportagem da Globo mostra mazelas educacionais em municípios com prefeitos do PL

Uma reportagem da TV Globo veiculada na edição de ontem do Jornal Hoje chocou o Brasil com mais uma denúncia de mazelas educacionais que ocorrem em municípios. O repórter Alex Barbosa mostrou a situação degradante em escolas municipais de Igarapé do Meio, Monção e Bom Jardim. Em Igarapé do Meio crianças “estudam” em taperas sem qualquer condição de serem chamadas de escolas, começando pelo fato de que não têm banheiro nem merenda escolar, tendo o secretário de Educação afirmado que a educação é prioridade e que isso lhe dá orgulho. Em Monção, a situação é igual, ou pior, porque ali há fortes indícios de dinheiro público, que deveria ser aplicado em reformas que não foram feitas, tendo a secretária de Educação dito que não falaria sobre o assunto. E em Bom Jardim, além dos problemas da educação de crianças, adultos que estudavam à noite abandonaram a escola opor falta de energia elétrica, já que se tornou impraticável estudar com lanterna.

Além das mazelas educacionais, esses três municípios têm um ponto importante em comum: os prefeitos de Igarapé do Meio, José Almeida de Sousa, de Monção, Klautenis Deline Oliveira Nussrala, e de Bom Jardim, Cristiane Varão, pertencem ao PL, eleitos pela rica máquina partidária comandada pelo deputado federal Josimar de Maranhãozinho, presidente do partido no Maranhão, e pelo qual ensaia candidatura do Governo do Estado.

São Luís, 17 de Novembro de 2021.

Pré-candidatos terão duas semanas agitadas antes da escolha do candidato da base governista

 

Carlos Brandão, Weverton Rocha, Felipe Camarão e Simplício Araújo: clima de contagem regressiva para a escolha do nome

A informação dada pelo governador Flávio Dino (PSB) de que a reunião dele com pré-candidatos e líderes partidários da aliança governista para escolher o candidato do grupo será realizada no dia 29 deste mês, como havia sido acertado, agitou os bastidores da corrida sucessória. A data decisiva da agenda sucessória veio à tona logo depois que líderes da aliança, como o pré-candidato do PT, secretário Felipe Camarão, e o presidente da Assembleia Legislativa e maior apoiador da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT), deputado Othelino Neto (PCdoB), agitou fortemente o tabuleiro da sucessão, especialmente os QGs dos pré-candidatos da base governista, incluindo o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o secretário Simplício Araújo (SD). O recado do governador aos envolvidos na disputa foi claro e direto: a escolha deve ser mesmo agora; nas duas semanas que faltam para a reunião, os interessados terão tempo de sobra para conversar, articular e ajustar seus argumentos, e que conduzirá o processo com serenidade e diálogo.

Até este momento, todas as evidências sugerem que, mesmo considerando os projetos de candidatura de Felipe Camarão e Simplício Araújo, a disputa para valer se dá mesmo é entre o senador Weverton Rocha (PDT) e o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), uma vez que ambos já estão chancelados pelos seus partidos. Se conseguir o aval do PT à sua pré-candidatura, Felipe Camarão saltará para outro patamar, podendo entrar para valer na disputa. Por isso, não será surpresa se, diante do quadro que está sendo desenhado, um acordo seja celebrado em torno de um nome, com extensão para definir também o candidato a vice nessa chapa.

No comando de uma baita estrutura, que lhe permite realizar eventos de grande porte, como as edições do “Maranhão mais feliz”, Weverton Rocha está a mil por hora, deixando por onde passa o recado segundo o qual é o nome mais viável. E tem ido além, afirmando. Declarou, no final da semana passada, que a data da reunião não tem importância, pois o que vale mesmo são critérios para a escolha do candidato. Os critérios estão elencados na carta que ele, os demais pré-candidatos e os líderes partidários da aliança governista assinaram, entregando ao governador Flávio Dino a coordenação do processo. Melhor situado nas pesquisas, parece disposto a seguir em frente, independentemente do que for decido no encontro.

Também com o pé firme no acelerador e também liderando grandes eventos políticos, além de uma agenda apertada de reuniões com líderes do interior, a começar por prefeitos, vereadores e deputados estaduais, o vice-governador Carlos Brandão tem demonstrado confiança e fôlego na consolidação do seu projeto de candidatura. Ao contrário de outros pré-candidatos, diz estar de acordo com a realização da reunião na data em que o governador definiu, e acredita que tem chances de ser escolhido para liderar a chapa do grupo. É visível que seu ânimo é também levar seu projeto em frente. O seu argumento mais forte é que será o governador a partir de abril, com direito a buscar a reeleição.

Recém-chegado no tabuleiro sucessório, sem contar, ainda, com o aval partidário, Felipe Camarão se movimenta como uma força promissora, apoiada por uma expressiva corrente do PT e, pelo visto, já com as bênçãos de cardeais partidários do porte de Márcio Macêdo, vice-presidente nacional do partido, que esteve em São Luís “para consultas” e teria retornado a Brasília otimista em relação ao pré-candidato do partido. Sem suporte político para entrar de vez na disputa para o Governo, Simplício Araújo mantém sua bem armada candidatura a deputado federal.

Até a data da reunião serão duas semanas de intensas articulações, marchas e contramarchas, avanços e recuos. Afinal com clareza que a batida de martelo, cada um sabe que a conversa daquela data será decisiva.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Freada de Bolsonaro sobre filiação no PL colocou Maranhãozinho em banho maria

As declarações do presidente Jair Bolsonaro em Dubai derramando um barril de dúvidas sobre sua filiação ao PL fizeram com que o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (foto), que já estava se movimentando para ganhar o mote de “nome do Bolsonaro” no Maranhão, a tirar o pé do acelerador da sua corrida para se viabilizar como candidato ao Governo do Estado. O chefe absoluto do PL no Maranhão vinha apressando o passo desde que o presidente das República dissera que se filiaria ao PL, abrindo também caminho para uma aliança desse partido com o PP, que poderia indicar o candidato a vice-presidente. Josimar de Maranhãozinho vislumbrou uma dobradinha estadual com o PP, comandado pelo atual presidente nacional em exercício do partido, deputado federal André Fufuca. Seria a união do poder de fogo do Centrão no Maranhão. A recuada de Jair Bolsonaro, causada pela aliança do PL com o PSDB no tabuleiro sucessório de São Paulo, colocou em risco máximo a precipitadamente anunciada filiação do presidente ao partido de Waldemar Costa Neto, condenado e preso por corrupção, desativou momentaneamente as engrenagens partidárias de Josimar de Maranhãozinho, que manda e desmanda também no Patriota e no Avante. Com um detalhe, segundo um aliado seu: vai continuar sua campanha de pré-candidato, mesmo perdendo até para Lahesio Bonfim nas pesquisas mais recentes, além de carregar gigantesca rejeição.

 

DESTAQUE

Não Aceito Corrupção

Roberto Livianu

O STF, por 8×2 tomou uma das decisões mais importantes de sua história, em defesa da separação dos poderes e da transparência. Sem regras claras, sem accountability sobre o destino de um montante de verbas bilionário (as emendas do relator), permitia-se tudo gira em torno dos interesses de ocasião e esta ação clandestina feria de morte o princípio da publicidade constitucional, tendo-se determinado liminarmente a suspensão de quaisquer pagamentos relacionados a emendas parlamentares oriundas deste esquema ilícito apropriadamente chamado de orçamento secreto, também se determinando que se jogue luz sobre os nomes dos parlamentares que pediram repasses embasados no orçamento secreto.

Ao mesmo tempo e sem cerimônia, a Câmara, no entanto, aprovou na mesma data a chamada “PEC do calote”, valendo-se para isso de mudança do regimento a toque de caixa, admitindo-se convenientemente o voto de deputados em outros continentes. Em primeiro turno, em votação já questionada no STF, a proposição foi admitida por 4 votos acima do mínimo e o tema também será analisado e decidido pela suprema corte, pois existe grave risco de quebra da ordem jurídica.

A Câmara, desta forma, acabou chancelando a irresponsabilidade fiscal, transferindo para o novo governo, a ser eleito em 2022, a responsabilidade por saldar dívida de 50 bilhões de reais referentes a precatórios que deveriam ser pagos em 2022, para poder viabilizar pagamento do Auxílio-Brasil em ano eleitoral, preocupação esta não contínua em período anterior às eleições, o que evidencia os reais propósitos que a ensejam, que extrapolaria o teto de gastos sem a PEC, tendo a medida causado grande impacto no mercado e na nossa combalida economia.

Por mais que seja criticado, vivemos momento crucial em que a sociedade precisa do Supremo Tribunal Federal como instrumento de reafirmação dos valores maiores da república e da imprescindível prevalência do interesse público, princípio fundamental de nossa Constituição Federal.

Drago Kos, em evento realizado pela Transparência Internacional em parceria com o Instituto Fernando Henrique Cardoso, líder do grupo antissuborno da OCDE, reiterou sua visão de extrema preocupação em relação ao andamento da política pública anticorrupção no país, especialmente agravada pela piora da economia, sendo categórico ao afirmar estar fora de cogitação o ingresso no Brasil no organismo multilateral como se pretendia, especialmente neste momento diante do recente esmagamento da lei de improbidade e lei da ficha limpa. Hoje, da América Latina, apenas Chile, Colômbia e México fazem parte do organismo.

Diante deste quadro de claro desmonte do instrumental jurídico-anticorrupção, visando coletar subsídios no sentido de romper estes ciclos viciosos, o Instituto Não Aceito Corrupção acaba de lançar a terceira edição do Prêmio Não Aceito Corrupção. As inscrições devem ser feitas por meio digital e acontecerão até 10 de dezembro. Diferentemente das duas edições anteriores, restritas ao mundo acadêmico (categorias academia e tecnologia foram mantidas), criamos duas novas categorias de participação, voltadas para o mundo empresarial e jornalístico.

Vivendo hoje sob o signo ESG, premiaremos as melhores práticas de governança sob o ponto de vista corporativo, os melhores cases. E atentos à importância do jornalismo livre e independente para a saúde democrática e para o enfrentamento da corrupção, selecionaremos as melhores reportagens investigativas, que tenham desvendado esquemas espúrios, criteriosamente selecionadas.

O prêmio vem se consolidando como ferramenta para selecionar ideias inovadoras, criativas, disruptivas, no combate à corrupção, que possam ser posteriormente incorporadas pelo setor público, privado ou pelo terceiro setor em sua operação. Como um dos dois trabalhos premiados na primeira edição do prêmio, que se transformou na medida 36 do pacote das novas medidas contra a corrupção, elaborado em parceria pela Transparência Internacional e FGV – o maior plano anticorrupção já elaborado no mundo.

Entendemos fundamental também premiar os professores inspiradores, que também serão premiados, e assim convidados a todas e todos a trazer sua contribuição neste que certamente será a maior e mais importante de todas as edições. Esperamos por você. Participe, compartilhe, divulgue.

Em Tempo: Roberto Livianu é procurador de Justiça em São Paulo, doutor em Direito Penal pela USP, idealizador e presidente do Instituto Não Aceito Corrupção.

São Luís, 16 de Novembro de 2021.

Dino mantém agenda sucessória e marca para 29 deste mês reunião que pode definir candidato do grupo

 

Flávio Dino marca data da reunião que pode escolher entre Carlos Brandão, Weverton Rocha, Felipe Camarão e Simplício Araújo o candidato a governador

“A reunião será no dia 29. Até lá vamos conversar bastante para ver o pensamento da maioria. Agirei como sempre: serenidade e diálogo”.

A declaração é do governador Flávio Dino (PSB), dada no final da tarde de sábado (13) em resposta a indagação feita pela Coluna a respeito dos pedidos para que a escolha do candidato da aliança governista ao Governo do Estado fosse adiada. Com a manifestação, o governador descartou a possibilidade de adiar a reunião com pré-candidatos e líderes dos partidos da aliança governista, deixando claro que não vai alterar a agenda sucessória definida com as mesmas lideranças no início do ano, como prevê a carta por elas assinada. Os pedidos para que a escolha do candidato seja adiada partiram de Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Palácio dos Leões, e pelo deputado Othelino Neto (PCdoB), presidente da Assembleia Legislativa, principal apoiador e avalista da pré-candidatura do senador Weverton Rocha (PDT). O vice-governador e pré-candidato a governador Carlos Brandão (PSDB) defendeu o cumprimento da agenda, com a definição do candidato governista neste mês.

A lógica do governador Flávio Dino é simples e objetiva: a reunião do dia 29 deverá definir o candidato. Os pré-candidatos já tiveram tempo necessário para se viabilizar, o que justifica plenamente a manutenção da agenda e a realização do encontro. No seu entendimento, os pré-candidatos têm ainda duas semanas para conversar, atrair apoiamento e firmar posição em relação ao futuro. O governador acredita que na reunião a maioria estará formada e em condições de apontar o nome que, na avaliação dela, deve ser o candidato da base governista à sucessão estadual.

Na sua declaração, o governador Flávio Dino afirma que está, como sempre esteve, pronto para o diálogo e que agirá com serenidade, como, aliás, tem sido sua postura ao longo desse processo que o tem como coordenador. Diálogo não faltou, pelo menos até agora. O senador Weverton Rocha, o vice-governador Carlos Brandão e os secretários de Estado Simplício Araújo e Felipe Camarão se lançaram na disputa por sua conta e risco, cientes, portanto, das regras definidas em Janeiro e firmadas em carta por todos assinada. Seus projetos de candidatura foram definidos e “ganharam a estrada” sem que nenhuma força em contrário minasse sua caminhada. De lá para cá, todos puderam realizar suas pré-campanhas sem restrições, inclusive dando-lhes ares de campanha propriamente dita, como os movimentos liderados pelo pedetista Weverton Rocha e pelo tucano Carlos Brandão.

Nesse processo, o governador Flávio Dino manteve as portas abertas ao diálogo franco, sem nhenhenhém, colocando as coisas sempre nos seus devidos lugares, e sempre sinalizando que o candidato que será escolhido, se não exata e rigorosamente por consenso, pelo menos pela voz da maioria das lideranças partidárias da base governista. Nesse processo, pelo menos até aqui Flávio Dino atuou serenamente, apesar das pressões, provocações e até de ataques de que tem sido alvo. Mesmo nos momentos mais tensos da pré-campanha, o governador manteve a serenidade, alimentando canal com os pré-candidatos, inclusive mantendo integralmente a participação deles e seus partidos no Governo. Nesse contexto, Weverton Rocha manteve o PDT no comando da abrangente Secretaria de Desenvolvimento Social e do Detran; Simplício Araújo não teve perdido um só naco de poder como titular da Secretaria de Indústria, Comércio e Energia; Felipe Camarão se lançou pré-candidato mantendo o mesmo espaço como secretário de Educação poderoso e influente, e Carlos Brandão vem atuando como vice-governador prestigiado e atuante.

Não está categoricamente decidido que o candidato da aliança governista será inadiavelmente escolhido na reunião do dia 29. Mas não há dúvida de que ela será realizada com esse objetivo e, a julgar pelo ânimo do governador, será um marco decisivo na corrida sucessória dentro da base aliada, com fortes e decisivas repercussões fora dela.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Felipe Camarão impressiona vice nacional do PT e pode sair candidato do partido

Márcio Macêdo teria ficado impressionado com a performance do neopetista Felipe Camarão

O secretário Felipe Camarão caminha para ser o candidato do PT ao Governo do Estado. As dificuldades ele enfrentava dentro do partido, como cristão novo na seara petista, foram mandadas para o espaço com a passagem do vice-presidente nacional do PT, Márcio Macêdo, pelo Maranhão.

O N° 2 do comando nacional do partido, que é homem de confiança do ex-presidente Lula da Silva, ficou impressionado com o perfil administrativo e político do secretário de Educação e, em vez de mergulhar em infindáveis e explosivas reuniões com as forças que formam o PT maranhense, surpreendeu ao sinalizar que Felipe Camará pode, sim, ser o candidato do PT à sucessão do governador Flávio Dino.

Márcio Macêdo cumpriu integralmente sua agenda no Maranhão: conversou com as correntes que formam o partido, esteve com o governador Flávio Dino e manteve contato com os pré-candidatos da base governista. Tudo com o objetivo de municiar a direção nacional do PT com informações que lhe permita ajustar a bússola do PT maranhense para as eleições de 2022.

De tudo o que viu e ouviu no multifacetado PT maranhense, a melhor impressão que colheu foi exatamente a pré-candidatura de Felipe Gamarão a governador. E de acordo com uma fonte do partido, Márcio Macêdo retornou a Brasília motivado a sugerir que o PT banque a candidatura de Felipe Camarão ao Governo em faixa própria.

 

Filiação de Moro ao Podemos empurra Braide para o tabuleiro sucessório estadual

Líder maior do Podemos no Maranhão, Eduardo Braide deve liderar a provável campanha de Sérgio Moro no Maranhão

A filiação do ex-juiz-chefe da Lava Jato Sérgio Moro ao Podemos levou o debate político para dentro do Palácio de la Ravardière e tirou o prefeito Eduardo Braide da chamada “zona de conforto”. Antes da filiação do ex-ministro da Justiça ex-bolsonarista linha de frente, o prefeito de São Luís vinha se movimentando à margem da corrida presidencial, passando a impressão de que não estava interessado na guerra pela sucessão do presidente Jair Bolsonaro (a caminho do PL) nem na corrida ao Palácio dos Leões. O desembarque de Sérgio Moro pode dar um giro de 360 graus na situação do prefeito, que além dos problemas que enfrenta, terá agora de, como maior liderança do Podemos no Maranhão, preparar terreno para o provável candidato presidencial do partido no estado, implicando isso a definição de como o Podemos vai participar da política estadual. Lançará candidato a governador. Mas vai errar feio quem esperar que Eduardo Braide vá queimar cartuchos à toa. Político racional e estrategista eficiente, que pode incluir o lançamento de um candidato ao Governo do Maranhão ou uma aliança com um candidato já posto, ou ainda resumir a participação do partido criando palanque para o eventual presidenciável. Especulações à parte, o fato é incontestável: o prefeito de São Luís terá de assumir também a condição de líder partidário, e isso implica abraçar a eventual candidatura do ex-chefe da Operação Lava-Jato.

São Luís, 14 de Novembro de 2021.

Doze dos 18 deputados federais maranhense aprovaram a PEC que permite calote bilionário nos precatórios

 

Acima: Aluísio Mendes, André Fufuca, Cléber Verde, Edilázio Jr. Josimar de Maranhãozinho, Júnior Lourenço, Marreca Filho, Pastor Gildenemyr, Juscelino Filho, Pedro Lucas Fernandes, Gil Cutrim e Josivaldo JP votaram a favor da PEC dos Precatórios. Embaixo: Márcio Jerry, Bira do Pindaré, Hildo Rocha e Zé Carlos votaram contra.

A guerra político-partidária que resultou na aprovação da chamada PEC dos Precatórios na Câmara Federal mostrou, mais uma vez – e agora com cores muito nítidas -, o perfil politicamente impressionante da mais importante Casa do Congresso Nacional. Ali, embarcando no discurso do Palácio do Planalto de que mais da metade dos R$ 92,6 bilhões a serem economizados com o monumental calote nos credores da União com dívidas legalmente reconhecidas pela Justiça (precatórios) serão usados para bancar o “Auxílio Brasil”, mais de dois terços dos deputados federais consumaram a polêmica mudança na Constituição Cidadã, certamente fazendo os ossos de Ulysses Guimarães revirarem no seu túmulo. Nesse contexto, a bancada do Maranhão se mostrou por inteiro, uma vez que nada menos que 12 dos 18 deputados maranhenses – Aluísio Mendes (PSC), André Fufuca (PP), Cleber Verde (Republicanos), Edilázio Júnior (PSD), Gil Cutrim (Republicanos), Josimar Maranhãozinho (PL), Josivaldo JP (Podemos), Junior Lourenço (PL), Juscelino Filho (DEM), Marreca Filho (Patriota), Pastor Gildenemyr (PL) e Pedro Lucas Fernandes (PTB) – aprovaram a proposta do Governo, quatro – Bira do Pindaré (PSB), Hildo Rocha (MDB), Márcio Jerry (PCdoB) e Zé Carlos (PT) – votaram contra, e dois – Rubens Jr. (PC do B) e João Marcelo (MDB) – não participaram da sessão.

Os motivos dos posicionamentos são diversos, mas o que de fato pesou em cada posição foi a corrida às urnas, que naturalmente não é mencionada nas argumentações.

Aluísio Mendes votou por ser política e ideologicamente identificado com o presidente Jair Bolsonaro (a caminho do PL) e rigorosamente alinhado ao seu Governo, o que faz dele um dos vice-líderes da bancada governista na Câmara Baixa.

André Fufuca (PP), presidente nacional interino do PP, o parlamentar maranhense integra hoje a cúpula do Centrão, e juntamente com o presidente da Câmara, o alagoano Arthur Lira, e com o presidente licenciado do partido, senador piauiense Ciro Nogueira, atual chefe da Casa Civil, trabalhou duro para formar a maioria que aprovou a PEC dos Precatórios.

Cléber Verde, que preside o Republicanos no Maranhão, é um dos operadores da base governista na Câmara Federal e foi um dos articuladores da maioria favorável a PEC.

Edilázio Júnior, presidente do PSD no Maranhão, é bolsonarista assumido e seu voto via de regra segue a orientação do Palácio do Planalto, em que pese o fato de o presidente nacional do seu partido, Gilberto Kassab, encontrar-se em processo de afastamento do Palácio do Planalto.

Gil Cutrim manteve sua linha de atuação votando de acordo com o Governo, situação que criava mal-estar quando ele estava filiado ao PDT, mas que foi definitivamente resolvida com a sua migração para o Republicanos, onde se sente “mais em casa”.

Juscelino Filho seguiu a orientação do Palácio do Planalto votando de acordo com a cúpula do seu partido, o DEM, que ainda mantém a identidade em que pese a fusão com o PSL, para formar o “União Brasil”, que está ganhando forma.

Pedro Lucas Fernandes tem atuado com relativa independência, mas votando com o Governo nas questões mais substanciais, como a PEC dos Precatórios.

Josimar Maranhãozinho (PL) sempre foi governista assumido e se tornou bolsonarista roxo depois que o presidente decidiu assinar ficha de filiação no seu partido, o que tornou irreversível o seu voto favorável à PEC que caloteará bilhões de reais em precatórios.

Júnior Lourenço seguiu integralmente a orientação do seu chefe Josimar de Maranhãozinho, ratificando o alinhamento agora total do seu partido ao Governo Bolsonaro.

Marreca Filho Seguiu a mesma linha de ação, atuando sob a orientação de Josimar de Maranhãozinho, mesmo que seja filiado ao Patriota e presida formalmente o partido no Maranhão.

Pastor Gildenemyr é o quarto nome da minibancada comandada com mão de ferro por Josimar de Maranhãozinho, tendo votado a favor da PEC dos Precatórios, até mesmo pelo fato de ser bolsonarista roxo.

Josivaldo JP (Podemos) votou com a orientação do Governo, confirmando sua posição de bolsonarista assumido, situação que deve mudar com a entrada de Sérgio Moro partido com discurso forte contra o presidente Jair Bolsonaro e seu Governo.

Os quatro deputados maranhenses que votaram contra  PEC dos Precatórios dificilmente teriam outro caminho.

Márcio Jerry (PCdoB) deixou a Secretaria de Cidades e reassumiu o mandato, ajudou a coordenar a bancada do PCdoB a se manter fiel à orientação do partido, tendo também agido para ampliar a margem de oposição ao projeto.

Bira do Pindaré trabalhou duro para conter a insubordinação dentro do seu partido, o PSB, onde 10 dos 29 deputados seguiram a orientação do Palácio do Planalto, causando um enorme desgaste nas entranhas do partido.

Hildo Rocha (MDB) votou contra a PEC dos Precatórios por avaliar que ela é ruim para o País, tendo seu voto coincidido com a posição do MDB.

Zé Carlos (PT) votou contra a PEC seguindo, como sempre, a orientação do seu partido. Vale registrar que, na seara oposicionista, a bancada o PT foi a única cuja bancada votou integralmente de acordo com o partido.

Rubens Jr. e João Marcelo

Os deputados Rubens Jr. (PC do B) e João Marcelo (MDB) não participaram da sessão, o que torna inviável qualquer avaliação sobre eles nesse caso.

PONTO & CONTRAPONTO

 

Maranhãozinho reafirma pré-candidatura ao Governo, mas não correrá o risco de ficar sem mandato

Josimar de Maranhãozinho

O ânimo deputado federal Josimar de Maranhãozinho entrou em ebulição depois do anúncio de que o presidente Jair Bolsonaro assinará ficha de filiação no PL, comandado nacionalmente pelo notório ex-deputado paulista Waldemar Costa Neto. Tanto que passou a reafirmar seu projeto de candidatura, que acredita será referendado no dia 22 pela cúpula nacional do partido, em reunião em que tratará dos rumos que o partido tomará nos estados, incluindo o Maranhão.

Mas há quem diga que o chefe maior do PL no Maranhão, que também tem as chaves das portas e dos cofres das sedes do Avante e do Patriota no estado, não está tão convencido de que será candidato a governador, está blefando quando diz que sua pré-candidatura ao Governo do Estado não tem volta”, afirmou.

Pode até ser que sua “pré-candidatura” não tenha volta, mas muitos avaliam que ela dificilmente será transformada em candidatura propriamente dita. A Coluna já registrou e repete que Josimar de Maranhãozinho nada tem de bobo. Ele sabe que com os baixos percentuais de intenção de voto – foi atropelado até pelo seu arquirrival bolsonarista Lahesio Bonfim (PTB) – e uma gigantesca rejeição, conforme registraram todas as pesquisas até aqui, se passar de “pré”, sua candidatura tem tudo para nascer condenada ao fracasso.

Antes da chegada de Jair Bolsonaro ao seu partido, Josimar de Maranhãozinho jogava para fazer uma composição politicamente proveitosa, como emplacar a deputada estadual Detinha (PL), sua mulher, como candidata a vice numa chapa de peso. Agora, com a bolsonarização do PL, suas chances de composição no estado foram drasticamente reduzidas, obrigando-o a assumir de vez a fantasia de pré-candidato ao Governo.

Um político tarimbado, que o conhece bem, disse à Coluna que Josimar de Maranhãozinho sabe que as chances do bolsonarismo no Maranhão nas eleições de 22 são quase zero, e que ele, sabedor das vantagens de ter um mandato federal, dificilmente se arriscará a viver como um cidadão comum a partir de 1º de Janeiro de 2023.

Como dizia Lister Caldas, raposa felpuda da política maranhense nas décadas de 50 e 60 do século passado: “Quem viver, verá”.

 

Edivaldo Jr. avança no interior como pré-candidato do PSD

Edivaldo Jr. com lideranças durante visita a Monção

Primeiro ele fez uma discreta incursão na Região Tocantina, a partir de Imperatriz, onde visitou a Câmara Municipal. Depois, incursionou pelo Baixo Parnaíba, passando por Anapurus, Chapadinha, Brejo e Araioses, onde a recepção, se não foi de festa e multidões, foi bem mais calorosa, mas com densidade política. Ontem, ele iniciou uma incursão no Vale do Pindaré, visitando Monção, onde foi recebido por políticos locais e um expressivo grupo de eleitores interessados em conhecê-lo. Tem sido assim os passos iniciais da pré-campanha do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Jr. (PSD) ao Governo do Estado. Na pesquisa mais recente, feita pelo Econométrica, ele apareceu embolado com o senador Roberto Rocha (sem partido) e o prefeito Lahesio Bonfim (PTB) disputando a terceira a quarta colocação no ranking das intenções de voto, indicando que seu projeto de candidatura tem rumo, podendo ganhar mais consistência se o seu partido vier a lançar o senador mineiro e presidente do Senado e do Congresso Nacional Rodrigo Pacheco a presidente da República ou a vice numa chapa forte, que no campo das especulações poderá até mesmo ser a encabeçada pelo ex-presidente Lula da Silva (PT).

São Luís, 13 de Novembro de 2021.

Othelino Neto mantém apoio a Weverton, mas pede mais tempo para a escolha do candidato governista

 

Othelino Neto pede adiamento da escolha do candidato da base governista por Flávio Dino

Mais tempo, pelo menos mais dois meses, o que equivale dizer meados de Janeiro, para que o cenário prévio da corrida sucessória ao Governo do Estado no âmbito da aliança liderada pelo governador Flávio Dino (PSB) ganhe mais maturação, de modo que as forças em disputa possam encontrar o caminho do consenso em torno de um nome. Foi essa, em linhas gerais, a proposta formulada ontem pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), em entrevista à TV  Mirante, como o melhor caminho para que as forças do campo governista, que têm quatro pré-candidatos – Weverton Rocha (PDT), Carlos Brandão (PSDB), Felipe Camarão (PT) e Simplício Araújo (SD) – encontrem a unidade. A proposta foi claramente endereçada ao governador Flávio Dino, coordenador do processo de escolha e que, com base no acordo que firmou com os comandos partidários da aliança no início deste ano, se prepara para reunir as mesmas lideranças até o final desse mês, para escolher o candidato.

Ao defender o adiamento da batida de martelo, o chefe do parlamento, que atua como o principal apoiador e avalista da pré-candidatura do senador Weverton Rocha, admitiu que vinha defendendo o cumprimento do acordo para que a escolha seja feita agora. No entanto, depois de avaliar bem as condições do momento, antevê dificuldades para que as lideranças cheguem a um consenso. Ele avalia que o cenário ainda não está devidamente desenhado, e que as lideranças que as forças que formam a aliança precisam de mais tempo para maturar os projetos de candidatura em curso. Acredita que pelo menos 60 dias serão suficientes para que essas forças estejam plenamente preparadas para escolher o candidato que as representará na corrida às urnas.

A manifestação do presidente Othelino Neto se dá no momento em que as forças partidárias da aliança governista e todas as demais forças políticas do estado vivem clima de contagem regressiva para a agenda sucessória anunciada pelo governador Flávio Dino. Depois de uma série de ajustes, feitos inclusive por fortes pressões para que ele antecipasse a escolha, agitando o tabuleiro sucessório, o governador afirmou a esta Coluna, em primeira mão (edição de 1º de Outubro), que reunirá as lideranças até o final deste mês, para que elas se posicionem de acordo com a carta que assinaram se comprometendo fazer a escolha com base em alguns critérios. Ao longo de Outubro, nova onda de especulação se formou, e mais uma vez, com igual ênfase, o governador Flávio Dino reafirmou à Coluna, de novo em primeira mão (edição de 30 de Outubro), que a reunião será em neste mês.

Um dos líderes mais envolvidos na movimentação pré-eleitoral, principalmente como apoiador e avalista apoiador do projeto de candidatura do senador Weverton Rocha, que na sua avaliação reúne as condições para continuar a obra do Governo Flávio Dino, o deputado Othelino Neto tem, no entanto, primado pelo equilíbrio. Ele trabalha para evitar que a disputa dentro da aliança governista se transforme numa guerra que inviabilize a unidade e a escolha de um candidato de consenso. “Eu acho que se nós tivermos mais 60 dias ou algo em torno disso, teremos condições de discutir mais e tentar buscar esse entendimento, que é muito importante para o Maranhão. Nunca é demais esgotarmos as tentativas de estabelecermos um consenso”, declarou o presidente da Assembleia Legislativa pelo viés da ponderação.

Nessa linha, justificou a proposta de endereçada ao governador Flávio Dino: “É claro que torço e trabalho politicamente para que o pré-candidato do nosso grupo seja o senador Weverton. Mas, independentemente da minha preferência, nós buscamos a unidade, que é fundamental para que tenhamos mais chances, não só de ganhar a eleição, mas de dar segmento a esse programa que vem sendo liderado pelo governador Flávio Dino e que está dando certo no Maranhão”, enfatizou Othelino.

Já formulado também pelos pré-candidatos do PT, Felipe Camarão, e do SD, Simplício Araújo, que pediram mais tempo, o adiamento da reunião para a escolha do candidato da situação ao Palácio dos Leões será decisão do governador Flávio Dino que, certamente, consultará os líderes partidários para tomar posição.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Roberto Costa pede reabertura integral dos espaços culturais

Roberto Costa (d) quer de volta o Arthur Azevedo com sua plateia completa

Fechados durante a fase crítica da pandemia e atualmente funcionando de maneira precária e limitada, os espaços culturais do Maranhão devem ser reabertos imediatamente, para serem utilizados integralmente, a começar pelo maior símbolo da cultura estadual, o Teatro Arthur Azevedo. A proposta foi feita, na sessão de quarta-feira (10) pelo deputado estadual Roberto Costa (MDB), que, em discurso bem fundamentado, argumentou que os bons resultados da guerra travada pelo Governo do Maranhão contra o coronavírus justificam a retomada integral das atividades culturais do estado, assinalou o deputado, que na sua fala informou tratado do assunto com o secretário de Cultura, Anderson Lindoso.

O parlamentar disse que tratou desse assunto com o secretário de Estado da Cultura, Anderson Lindoso, uma vez que a problemática afeta o setor cultural, sobretudo, as pessoas envolvidas com espetáculos teatrais.

– Fiz um apelo ao secretário e ao governador Flávio Dino para que possamos pensar nessa possibilidade. É muito difícil para os produtores organizarem um espetáculo dispondo de apenas 30% dos espaços reservados, como é o caso do Teatro Arthur Azevedo, o que é economicamente inviável –  assinalou Roberto Costa, que tem conhecimento amplo da importância da cultura como manifestação em si e a influência que tem como fator de emprego e renda.

A sua fala, Roberto Costa chamou atenção para o fato de que, com a redução da capacidade de público, os custos das produções aumentaram e precisaram ser embutidos nos valores dos ingressos.  “Por essa razão, fazemos este apelo para que o setor volte a funcionar normalmente e a nossa cultura seja fortalecida”, disse, abrindo caminho para que centenas e centenas de artistas tragam de volta a alegria e o entretenimento a um número cada vez maior de maranhenses e visitantes nas suas apresentações. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Alema)

 

Destaque

Deputados manifestam entusiasmo com a expansão da cobertura da TV Assembleia

Yglésio Moyses elogiou a expansão da TV Assembleia para 39 municípios e foi acompanhado por Roberto Costa, Marco Aurélio, Socorro Waquim e Hélio Soares 

A ampliação do alcance do sinal da TV Assembleia para 39 municípios, cobrindo áreas que, somadas, abrigam mais de três milhões de maranhenses vem repercutindo fortemente entre os deputados. Isso porque eles avaliam que, com essa estrutura e abrangência, a emissora dará um grande salto como canal de comunicação do Legislativo estadual com a população. O ponto central do entusiasmo dos parlamentares é exatamente o fato de a TV Assembleia transmitir ao vivo as sessões plenárias, o que dará aos maranhenses a oportunidade de acompanhar e avaliar o desempenho dos seus representes no parlamento estadual.

Na sessão de quarta-feira (10), por exemplo, os deputados Yglésio Moyses (PROS), Roberto Costa (MDB), Marco Aurélio (PSB), Socorro Waquim (MDB) e Hélio Soares (PL) repercutiram a interiorização da TV Assembleia. As manifestações ocorreram na esteira de um pronunciamento do deputado Yglésio Moyses, que exaltou o investimento e destacou a iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa, Othelino Neto (PCdoB), de garantir expansão da emissora. “A transmissão ampliou muito o alcance desta Casa à população, bem como a visibilidade das nossas ações legislativas e o intercâmbio de informações do Parlamento com o povo do Maranhão”, disse.

Além dos municípios da Região Metropolitana e redondezas (São Luís, São José de Ribamar, Raposa, Paço do Lumiar, Alcântara, Bacabeira, Rosário, Morros, Axixá, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande e Bacurituba), o sinal da TV Assembleia chega também às cidades de Imperatriz, Timon, Caxias, Codó, Açailândia, Bacabal, Balsas, Santa Inês, Barra do Corda, Pinheiro, Chapadinha, Buriticupu,  Grajaú, Itapecuru-Mirim, Coroatá, Barreirinhas, Tutóia, Vargem Grande, Viana, Zé Doca, Lago da Pedra, Coelho Neto, Presidente Dutra, São Bento,  Bom Jardim, São Mateus do Maranhão e Colinas.  

Em apartes, os deputados Roberto Costa, Professor Marco Aurélio e Socorro Waquim também destacaram a iniciativa.

Para Roberto Costa, a interiorização da Tv Assembleia dá condições necessárias para o que for discutido dentro da Casa chegue aos municípios maranhenses e, consequentemente, à população. “Informar o trabalho da Assembleia é, acima de tudo, garantir também o direito à população do estado de fiscalizar esta Casa, os deputados e os seus representantes. Então, quero parabenizar essa iniciativa, em nome de toda a Mesa, porque são ações como essa que vão fortalecer ainda mais o Poder Legislativo e o povo do Maranhão”, ressaltou.

No mesmo sentido, o líder do bloco governista, deputado Marco Aurélio elogiou a postura do presidente Othelino Neto, que, segundo ele, acerta em aproximar a população, cada vez mais, daquilo que é produzido na Casa do Povo. “O mandato do deputado tem alcançado várias marcas importantes no sentido de aproximar a sociedade do Parlamento, seja com o ‘Assembleia em Ação’, seja com a boa relação com os outros órgãos e poderes e na utilização do espaço na TV Assembleia”, destacou.

A deputada Socorro Waquim também reforçou a importância da expansão da TV Assembleia. “As pessoas só vão ter a oportunidade de dar valor aos Parlamentos ouvindo o que nós tratamos diariamente aqui, nossas defesas e reivindicações. Parabéns pelo fortalecimento da Casa por meio desta ação”, pontuou.

Da tribuna, o deputado Hélio Soares repercutiu o tema. “Parabenizo pela intensidade da nossa comunicação em vários municípios do estado. Que alcancemos, daqui até o ano que vem, todos as cidades”, disse.

Othelino Neto agradeceu aos parlamentares e ressaltou a importância da ampliação do alcance da TV Assembleia. “Agradeço as palavras dos colegas em relação a essa conquista, que é a transmissão, ao vivo, em canal aberto das nossas sessões plenárias. É um passo importante para que milhares de maranhenses tenham acesso aos trabalhos dos deputados e às discussões da Casa”. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Alema).

São Luís, 12 de Novembro de 2021.

Sucessão: Econométrica mostrou cenário estável, mas com tendência a mudanças em breve

 

Roseana Sarney lidera seguida de Weverton Rocha e Carlos Brandão, segundo pesquisa Econométrica

Se a eleição para governador fosse agora e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) fosse candidata, ela iria para o segundo turno com 25,1% dos votos, tendo como adversário o senador Weverton Rocha (PDT), com 22%. Em terceiro, com 10,5% da votação, estaria o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), à frente um trio surpreendentemente nivelado: o senador Roberto Rocha (sem partido) com 8,3%, o ex-prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PSD) com 8,2% e o prefeito Lahesio Bonfim (PTB) com 8,1% dos votos. A corrida do primeiro turno seria fechada com Josimar de Maranhãozinho (PL) com 5,9%, Felipe Camarão (PT) com 2,5% e Simplício Araújo (SD) com 0,9%. Brancos, nulos e outros somariam 8,4%. A Econométrica entrevistou 1.659 pessoas, no período de 3 a 6 deste mês, dando à pesquisa um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,4%, para mais ou para menos.

A 11 meses das eleições, o levantamento do Econométrica encontrou um quadro parecido com os das pesquisas mais recentes, com Roseana Sarney, Weverton Rocha e Carlos Brandão repetindo suas performances em relação às preferências do eleitorado. E os demais pré-candidatos se batendo na seara de um só dígito, com a surpreendente proximidade entre Roberto Rocha, Edivaldo Jr. e Lahesio Bonfim, embolados com oito pontos cada um. Josimar de Maranhãozinho com a sua poderosa máquina partidária repete o desempenho pífio de outras pesquisas só à frente de Felipe Camarão, que ainda não tem respaldo do PT para levar à frente o seu projeto de candidatura, e Simplício Araújo, que dificilmente manterá sua proposta de candidatura.

A leitura desses percentuais deve levar em conta, primeiro, o fato de que Roseana Sarney não é, e é quase certo que não será, candidata ao Palácio dos Leões, onde já residiu por 14 anos, devendo encarar as urnas em busca de uma cadeira na Câmara Federal. Weverton Rocha e Carlos Brandão são pré-candidatos assumidos, com a diferença de que o pedetista se encontra no exercício pleno do seu mandato de senador, enquanto o vice-governador só assumirá o comando pleno do Governo em abril vindouro, quando o governador Flávio Dino (PSB) renunciará para candidatar-se ao Senado. Nenhum observador de que sem Roseana Sarney no páreo e com Carlos Brandão no Governo esse cenário pode ser diferente.

No bloco intermediário há também situações a serem levadas em conta, entre elas o fato de que, enquanto Edivaldo Jr. já está definido como candidato do PSD, o que lhe permite correr o estado se apresentando como tal, o senador Roberto Rocha ainda não tem partido nem disse com clareza se será mesmo candidato a governador, e o prefeito Lahesio Bonfim, que estava sem partido e filiou-se ao PTB sem a certeza se o comando petebista lhe dará a vaga de candidato. A situação de Felipe Camarão, que está na luta sem o aval do PT, poderá mudar radicalmente se for confirmado candidato do partido em dobradinha com o ex-presidente Lula da Silva.

Além desses fatores que podem mudar a situação de pré-candidatos, há sinais de que a corrida ao Palácio do Planalto poderá ter influência na briga pelo Palácio dos Leões. Difícil, por exemplo, duvidar do peso de declarações de Lula da Silva apoiando Felipe Camarão, ou eventualmente a Weverton Rocha, ou ainda a Carlos Brandão? Não se pode desconsiderar a influência da eventual dobradinha Weverton Rocha/Ciro Gomes, o mesmo em relação a Carlos Brandão com um eventual candidato tucano a presidente. Como também pode ser um erro menosprezar o eventual apoio do presidente Jair Bolsonaro a Josimar de Maranhãozinho, Roberto Rocha ou Lahesio Bonfim.

Em resumo: as pesquisas de agora são importantes e bem-vindas, registram a fotografia do momento, apontam tendências, indicam caminhos. Mas a política é dinâmica, e o que parece obvio agora pode sofrer mudanças radicais. Só para lembrar um dado: em 2002, José Reinaldo Tavares, que era vice-governador, assumiu o Governo e se lançou candidato à reeleição com apenas 2% das intenções de voto, segundo pesquisa Econométrica. Foi reeleito em turno único.

 

PONTO & CONTRAPONTO

 

Pré-candidatos têm rejeição elevada

No mesmo cenário das preferências, no qual aparece à frente com 25,1% das intenções de voto para o Governo do Estado, a ex-governadora Roseana Sarney lidera também o duro e implacável item em que é medida a rejeição, quando o entrevistado diz em quem não votaria de nenhum. Roseana Sarney desponta como campeã com nada menos que 43,6%. O segundo mais rejeitado pelo eleitor é o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, com nada menos que 33,6%, seguido por Carlos Brandão (22%), Roberto Rocha (18,8%), Simplício Araújo (18,4%), Weverton Rocha (17%), Edivaldo Holanda Jr. (16,8%), Felipe Camarão (16,1%) e Lahesio Bonfim (11.6%).

Esses percentuais tiram qualquer aspirante do eixo, porque, ao contrário dos de preferência, que indicam aprovação, a rejeição reúne toda a carga negativa de um meio onde o que prevalece mesmo é a disputa.

 

Votos “rebeldes” na PEC dos Precatórios mostrou a inconsistência de partidos no Brasil

Bira do Pindaré tentou, em vão, reverter votos do PSB à PEC dos Precatórios

A votação, ontem, da PEC dos Precatórios, aprovada por 323 votos contra 172, serviu para mostrar aos brasileiros a inconsistência dos partidos políticos, evidenciada na distância entre o discurso e a prática e entre os comandos partidários seus detentores de mandato. Isso ficou muito claro no PSB e no PDT. Na legenda socialista nada menos que nove deputados “peitaram” o comando partidário e votaram de acordo com a orientação do Palácio do Planalto. No PDT, o comando partidário conseguiu reverter sete dos 12 que votaram no primeiro turno, amargando o alinhamento de cinco pedetistas à orientação governista. Vice–líder da bancada do PSB, o deputado Bira do Pindaré entrou de cabeça na sua bancada tentando reverter a “rebeldia”, mas seu trabalho foi em vão. Já o presidente do PDT, Lupi, fez um discurso colocando os deputados pedetistas contra a parede, conseguiu mudar alguns votos, mas teve de engolir cinco votos à PEC dos Precatórios, que deu ao Palácio do Planalto os bilhões de reais que precisava para bancar o polêmico e eleitoreiro Auxílio-Brasil.

São Luís, 10 de Novembro de 2021.